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No poema de Vinícius de Moraes, O Operário em Construção, retrata um

trabalhador dominado pela ideologia da classe dominante, sendo alienado a


um pensamento que neutraliza suas ações afastando da realidade. Já
Machado (2010) enfatiza que “praticar sem refletir é empobrecer a própria prática naquilo
que ela possui de fundamental: o poder de transformar a realidade à medida que o próprio
sujeito se transforma”.

Também retrata um rompimento no pensamento do trabalhador no sentido que


seu trabalho não tem só objetivo de ganhar o dinheiro para sua sobrevivência,
mas que ele pode ser um produtor de sua própria história e que seu
autoconhecimento faz despertar o sentimento que valoriza seu trabalho. E para
Machado: “quanto mais o sujeito conhecer criticamente as condições concretas e objetivas
do seu entorno e do seu tempo, melhor realizará a sua busca por conhecimento e
autoconhecimento, mediante a sua autotransformação e transformação da realidade.”

Portanto é necessário que todos os seres humanos tenham acesso a esse


conhecimento, na perspectiva de construir uma sociedade diferente da atual.

Sendo assim a contribuição da Educação Profissional e Tecnológica para


superar a inclusão é assumir uma função de ser equalizadora, ou seja, de
promover igualdade de oportunidade para todos, haja vista que o mundo
marcado pelo aprofundamento da ciência e da tecnologia torna-se
imprescindível, tanto para formação da cidadania quanto para o mundo do
trabalho.

RespostA

Ei

Maria Lucia

Concordo com você que a EPT, deve trilhar um caminho que tenha uma visão
de educação integral (técnica e humanista). Já que na sua concepção carrega
o trabalho como principio educativo, a integração entre trabalho, ciência e
tecnologia e cultura e também a integração a formação profissional, como
vimos na disciplina Educação e Inclusão.
Sim é uma atitude muito desafiadora para nós educadores, fazer essa
renovação na educação é fato que encontramos muitos professores que traz
consigo esse comodismo eterno. Também temos que considerar que há um
comodismo maior, principalmente aqui no nosso Estado de ES por toda parte
dos professores, que não se organiza de forma articulada para forma uma
classe profissional, mobilizada socialmente para enfrentar esse grande
desafio. Só através de uma classe profissional articulada, conseguiremos
levantar dentro de nossas salas de aula, para tomarmos atitudes
emancipadoras e romper com o tradicionalismo.