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Portugues Instrumental Apostila

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  • 1O PARÁGRAFO-PADRÃO: O CAMINHO PARA A BOA REDAÇÃO
  • VAMOS EXERCITAR
  • 2 O QUE É UM PARÁGRAFO?
  • PARÁGRAFO 1:
  • PARÁGRAFO 2:
  • 2.1.1Produzindo um parágrafo-padrão
  • 2.1.2Os tipos de parágrafo
  • 2.1.3 Qualidades do parágrafo-padrão
  • 3REDAÇÃO
  • MODELO DE RELATÓRIO
  • MODELO DE MEMORANDO IINTERNO
  • 2002 – 2005 UNIVERSIDADE DO AMAZONAS – UFAM
  • Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL
  • 2006– (...) CENTRO DE TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA – CETAM
  • 1994 – 1997 ESCOLA ESTADUAL
  • 2005 – (...) LABORATÓRIO SÃO CRISTÓVÃO
  • Laboratorista
  • 1998 - 2002 HOSPITAL MANAUS Estagiária
  • MODELO DE MEMORANDO OFICIAL
  • MODELO DE OFÍCIO
  • MODELO DE REQUERIMENTO
  • 4 ASPECTOS GRAMATICAIS INDISPENSÁVEIS PARA SE REDIGIR BEM
  • 4.3.1 Principais empregos da vírgula
  • 4.3.2 Principais casos em que a vírgula é proibida
  • 4.4.1 Por quê
  • 4.4.2 Porquê
  • 4.4.3 Porque
  • 4.4.4 Por que
  • 4.5.1 Principais casos de concordância nominal
  • 4.6.1 Principais regras de concordância verbal
  • 4.7.1 Regência de alguns nomes
  • 4.7.2 Regência de alguns verbos
  • 4.8.2 Uso obrigatório
  • 4.8.3 Uso proibitivo
  • 4.8.4 Uso facultativo
  • 4.9.1 Próclise
  • 4.9.2 Mesóclise
  • 4.9.3 Ênclise
  • 4.9.4 Colocação pronominal nas locuções adverbiais
  • Casos especiais

1 O PARÁGRAFO-PADRÃO: O CAMINHO PARA A BOA REDAÇÃO

1.1 A IMPORTÂNCIA DA FRASE NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO
Quando nos vemos diante do desafio de escrever um texto, seja um texto descritivo, narrativo ou
dissertativo, geralmente pensamos imediatamente que deveremos produzir uma Introdução, um
Desenvolvimento e uma Conclusão. Não estamos pensando erradamente; um texto, para ser
compreendido por quem o lê, segue uma seqüência lógica de início, meio e fim. O problema está em
não nos atermos mais detalhadamente na construção de cada uma dessas partes.
As “receitas” de redação não acabam com a nossa insegurança diante de um papel em branco.
Ela é simples: a Introdução de um texto é a sua parte inicial, em que se apresenta uma idéia principal a
ser desenvolvida e fundamentada; o Desenvolvimento é o desenvolvimento da idéia principal; e a
Conclusão, a reiteração da idéia principal. E, por fim, um texto deverá ter de 20 a 25 linhas. Mas
escrever um texto, partindo apenas dessas definições, não é suficiente para se escrever um bom texto.
Essas orientações tão conhecidas não resolvem dois problemas que geralmente são observados
num texto mal escrito: o primeiro diz respeito ao desconhecimento das normas cultas da língua
portuguesa (crase, concordância, regência, etc.), que comprometem sua qualidade.
Outro fator que nos leva a escrever um texto com pouca qualidade refere-se à construção
inadequada de frases e parágrafos. Um texto pode estar repleto de frases sem nexo, que, ligadas umas
às outras, formam parágrafos sem sentido.
O texto será, portanto:
a) repleto de erros lingüísticos, de erros de concordância e regência, erros de pontuação, se
seu autor não tiver o mínimo de domínio da norma culta da língua portuguesa;
b) elaborado de qualquer maneira;
c) um conjunto de frases que se ligam umas as outras sem qualquer nexo que, por
conseguinte, formam parágrafos ligados uns aos outros de forma desconexa;
d) com nenhuma ou pouca clareza do tema proposto pelo autor, seu ponto de vista, os
objetivos;
e) um texto, enfim, desgovernado, ou seja, sem início, meio e fim.
1.2 FRASE
2
• Enunciado que por si só estabelece comunicação.
• Pode expressar um juízo de valor, indicar uma ação, estado ou fenômeno da natureza,
transmitir um apelo, uma ordem ou exteriorizar emoções.
• Apresenta sujeito e predicado ou, em alguns casos, apenas o predicado.
A frase para Othon M. Garcia é, portanto, um enunciado que traduz uma idéia completa (um
sentido) num processo de comunicação.
Fogo!
É uma frase, porque estabelece comunicação, ou seja, está-se fazendo uma afirmação.
É uma frase nominal, porque não apresenta verbo.
1.3 A ESTRUTURA SINTÁTICA DA FRASE
As frases, formadas de palavras articuladas por um sistema que as regulam, estabelecem
comunicação quando:
a)têm uma boa relação entre os seus termos;
b)têm uma ordem adequada.
Exemplo:
O curso de Hemoterapia começará no segundo semestre de 2005.
Essa é uma frase possível na língua portuguesa, porque o verbo começar está relacionado ao
sujeito O curso de Segurança do Trabalho, ou seja, está na forma singular, porque seu sujeito está
no singular (Este é um caso de concordância verbal).
O substantivo no masculino e no singular curso está acompanhado de um artigo também no
masculino e no singular o (Este é um caso de concordância nominal).
Atenção: uma frase não tem que ter obrigatoriamente a ordem sujeito-predicado. Podemos fazer
inversões ou interpolações que não prejudicam sua integridade. Exemplo:
Ao longo dos anos, quem trabalha acaba entendendo, na prática e a duras penas, aquela velha
estória que explica a valorização do ovo da galinha em detrimento ao ovo da pata.
1.4 GRAMATICALIDADE E INTELIGIBIDADE DA FRASE
3
Embora haja a liberdade própria da fala ou do discurso, a gramática impõe limites para se
construir uma frase. Segundo Othon M. Garcia, uma frase, para ser compreensível, deve apresentar:
a) gramaticalidade: a frase tem que ter uma articulação sintática para estabelecer a
comunicação. Isso significa que a frase deve apresentar sujeito e predicado ou apenas o
predicado e que seus elementos têm que estar organizados dentro de certos critérios que
permitam a sua compreensão.
b) inteligibilidade: quando uma frase não apresenta gramaticalidade ou gramaticalidade
precária, significa que a frase pode ser um enunciado incompreensível, ou seja, um conjunto
de palavras que, embora isoladamente tenham sentido, no conjunto não têm.
Vamos a alguns exemplos:
Frase sem gramaticalidade e sem inteligibilidade. Frase com gramaticalidade e com inteligibilidade.
Todos os perante iguais homens são a lei. Todos os homens são iguais perante a lei.
A porque ordem social fator biológico é natural decorrem
de uma.
A ordem social é natural porque decorre de um fator
biológico.
VAMOS EXERCITAR
1. As estruturas abaixo estão sem gramaticalidade, ou seja, não estabelecem comunicação e,
por isso, são ilegíveis. Reescreva-as de forma que elas se tornem compreensíveis.
a) A nula possibilidade engravidado você de ter é praticamente.
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b) O primeiro dever pelo passado professor de foi português uma descrição objetiva.
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c) Desde evoluiu que o ser humano e a caminhar de pé aventurou-se, a vertebral coluna não
sua sofrer parou de mais.
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d) Tudo isso e muitas trouxe análises interpretações.
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e) O homem de administrar é capaz com competência quase tudo que rodeia o.
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1.5 ESCREVENDO UMA FRASE INTELIGÍVEL
Para uma frase ser inteligível, podemos adotar certos procedimentos quando de sua produção:
a) Evitar tautologias, ou seja, a repetição de uma idéia com diferentes palavras: O pai de
família morreu pobre porque não deixou um tostão para os filhos. / O cardiologista é mais
competente que o médico do coração.
A repetição desnecessária de uma informação também é considerada por M. Garcia como
tautologia, também conhecida como Redundância ou Pleonasmo. Exemplos:
A exclusividade do monopólio da empresa Águas da Amazônia impede a concorrência.
A unanimidade de todos foi geral.
Ele teve uma hemorragia de sangue.
Algumas formas comuns de redundância ou pleonasmo.
1. Elo de ligação 2. Acabamento final
5
3. Número exato
4. Juntamente com
5. Em duas metades iguais
6. Sintomas indicativos
7. Há anos atrás
8. Vereador da cidade
9. Relações bilaterais entre dois países
10. Outra alternativa
11. Detalhes minuciosos
12. A razão é porque
13. Interromper de uma vez
14. Anexo (a) junto à carta
15. De sua livre escolha
16. Superávit positivo
17. Vandalismo criminoso
18. Todos foram unânimes
19. Conviver junto
20. Exultar de alegria
21. Encarar de frente
Fato real
22. Multidão de pessoas
23. Amanhecer o dia
24. Criação nova
25. Freqüentar constantemente
26. Empréstimo temporária
b) Excluir as contradições: Os quadrúpedes são bípedes. / A mesa redonda é quadrada. /
Seus olhos azuis são negros.
c) Usar as partículas de transição adequadamente: Não fui, mas estava chovendo. / Embora
você não autorize, eu irei.
d) Usar adequadamente a pontuação. Em uma frase, a vírgula é o sinal de pontuação mais
usual: As mulheres, e os homens são, histéricos. / (As mulheres e os homens são histéricos);
Andamos, tão apressados. / (Andamos tão apressados)
1.6 TIPOS DE FRASE
Sempre que escrevemos uma frase, estamos imprimindo um estilo pessoal, ou seja, cada um
tem sua forma peculiar de se expressar. Porém, o nosso estilo pessoal, às vezes, pode prejudicar a
eficácia, a expressividade, a objetividade, a coerência e a clareza, do texto, tornando-o confuso ao
leitor.
Othon M. Garcia classifica as frases de acordo com a feição estilística. O uso de alguns desses
tipos de frases bastante comuns na produção de um texto pode comprometer sua compreensão,
quando são mal elaboradas. Vamos conferi-las:
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a) Frase de arrastão: as orações se enfileiram na ordem de sucessão dos fatos. É usada em
situações simples, por isso é comum na língua falada (principalmente linguagem infantil e
linguagem de adolescentes). Nesse tipo, há a utilização freqüente do aí, então, e;
Exemplo:
Cheguei ao portão da empresa e chamei o porteiro e aguardei até que ele apareceu e me
atendeu para a entrevista.
Comentário: perceba que os fatos, que acontecem sucessivamente, são ligados por e. O uso
excessivo desse conectivo torna a leitura do texto cansativa.
b) Frase entrecortada: é a frase curta, incisiva, predominantemente coordenada. Usada
freqüentemente em narrações e descrições. Na dissertação o seu uso intenso pode também
prejudicar a unidade do parágrafo.
Exemplo:
Era uma manhã de sol escaldante em Manaus. Chegou a tarde. Lucas foi para casa cansado. A
hora do almoço havia chegado. O calor continuava. Almoçou, levantou-se, tomou banho, vestiu-se,
saiu para trabalhar novamente no escritório da Sete de Setembro. Pegou o ônibus. Uma hora depois
estava lá.
Comentário: esse é um texto do gênero narrativo, ou seja, está-se contando um fato (Perceba
que o verbo está na 3.ª pessoa do singular; há uma personagem: Lucas; e também podemos identificar
alguns outros elementos narrativos: tempo e espaço). Esse período é formado por frases curtas, que
M. Garcia denominou de frases entrecortadas, muito usadas em textos narrativos.
c) Frase de ladainha: variante da frase de arrastão, apresenta um tom coloquial e uso
freqüente do e de que.
Exemplo:
Então eu falei pra ele ir embora. E ele não foi, e me disse que só sairia de lá se eu falasse com
ele. Então eu decidi dar-lhe atenção e nós conversamos e nos entendemos.
Comentário: A frase de ladainha é, de acordo com Othon M. Garcia, uma variante da frase de
arrastão, ou seja, há um uso excessivo de e ligando também os fatos. O uso do e e do que é mais
freqüente.
d) Frase labiríntica: frase confusa que precisa ser lida e relida para ser compreendida, porque
é cheia de conectivos, de interpolações. Em resumo, é prolixa e cansativa.
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Exemplo:
Hoje, quando no seio de uma família numerosa há um jovem que, por falta de certa vivacidade
de espírito e de outros predicados naturais, ou dos que se adquirem pelo esforço e pelo trabalho, não
pode granjear os meios de subsistência, e menos ainda de obter qualquer colocação saliente, ou
ancião, vencido na vida, para quem a fortuna foi descaroável madrasta nas profissões que tentou, sem
disposição alguma para o exercício de qualquer mister conhecido e lícito.
Comentário: Este é um exemplo que retiramos de Othon M. Garcia. Para entender esse
fragmento, o leitor precisa lê-lo várias vezes. Há nele vários defeitos, seja na ordem sintática, seja de
construção, que geram um trecho confuso, um verdadeiro labirinto, do qual é difícil sair.
VAMOS EXERCITAR
1. Reescreva os trechos seguintes. Você poderá eliminar, por exemplo, os termos usados com
muita freqüência, dar ao trecho uma disposição mais adequada, eliminar ou trocar os termos ou
expressões coloquiais, mudar a pontuação sem que se altere o sentido da forma original.
a) Era uma manhã de sol escaldante em Manaus. Chegou a tarde. Lucas foi para casa
cansado. A hora do almoço havia chegado. O calor continuava. Almoçou, levantou-se, tomou
banho, vestiu-se, saiu para trabalhar novamente no escritório da Sete de Setembro. Pegou o
ônibus. Uma hora depois estava lá.
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b) Cheguei ao portão da empresa, chamei o porteiro e aguardei até que ele apareceu e me
atendeu para a entrevista.
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c) Então eu falei pra ele ir embora. E ele não foi, e me disse que só sairia de lá se eu falasse
com ele. Então eu decidi dar-lhe atenção e nós conversamos e nos entendemos.
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2 O QUE É UM PARÁGRAFO?

Um parágrafo é um conjunto de frases que se articulam adequadamente. Escrever um texto mal
elaborado, com frases desconexas e sem uma seqüência lógica, é conseqüência da pouca atenção
que se dá ao parágrafo. O parágrafo é:
“uma unidade de composição constituída por um ou mais períodos, em que se desenvolve determinada idéia
central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente
decorrentes dela” (Othon M. Garcia, p. 220).
Vamos a algumas observações sobre o parágrafo:
a) A mudança de linha e o afastamento da margem esquerda indicam onde começa e onde
termina um parágrafo.
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b) O texto é o conjunto desses parágrafos: não é um bloco único de frases, mas blocos de
parágrafos variados, dependendo do tema tratado e de como o autor deseja organizá-lo.
c) O parágrafo serve para dividir o texto: é importante compreender que essa divisão não é
aleatória. Ela tem em vista os vários enfoques.
d) O uso adequado do parágrafo assegura a compreensão do texto, ajudando na organização
do texto, ou seja, cada idéia poderá ser expressa e desenvolvida em cada parágrafo.
e) Parágrafo não tem tamanho. Sua extensão depende de como será feita a abordagem (Othon
M. Garcia). Entretanto, se o autor do texto não organizar adequadamente as suas idéias, isso
resultará numa paragrafação incorreta, como se observa no seguinte exemplo:
Estávamos em plena seca.
Amanhecia. Um crepúsculo fulvo alumiava a terra com a claridade de um incêndio
ao longe.
A pretidão da noite esmaecia. Já começava a se individualizar o contorno da
floresta, a silhueta das montanhas ao longe.
A luz foi pouco a pouco tornando-se mais viva.
No oriente assomou o Sol, sem nuvens que lhe velassem o disco.
Parecia uma brasa, uma esfera candente, suspensa no horizonte, vista através da
ramaria seca das árvores.
A floresta completamente despida, nua, somente esqueletos negros, tendo na
fímbria aceso o facho que a incendiou, era de uma eloqüência trágica!
Amanhecia, e não se ouvia o trinado de uma ave, o zumbir de um inseto!
Reinava o silêncio das coisas mortas.
Como manifestação da vida percebiam-se os gemidos do gado, na agonia da fome,
o crocitar dos urubus nas carniças.

Observações:
Este é um texto descritivo.
• As dez primeiras linhas (10 parágrafos) podem ser reorganizadas em um único parágrafo.
10
• A idéia a ser desenvolvida nesse texto descritivo é um quadro, ou seja, o fragmento da
paisagem ou do ambiente, num determinado instante. Dá-se ênfase às impressões visuais.
• A idéia das dez linhas iniciais centra-se no amanhecer, portanto, será montado um quadro
sobre o amanhecer.
• Fragmentando as 10 linhas iniciais, o autor fragmenta o quadro, separando o tópico frasal
(idéia principal) de seu desenvolvimento, ou seja, das idéias secundárias.
• As linhas 11, 12 e 13 compõem um parágrafo, pois a idéia não está mais relacionada ao
amanhecer, mas à “floresta despida”.
• As linhas 14 a 18 formariam um novo parágrafo, pois o autor, embora ainda trate do
amanhecer, dá ênfase às impressões auditivas.
VAMOS EXERCITAR
1. Leia atentamente os parágrafos abaixo e tente extrair a idéia principal que o autor deseja
expressar. Depois, justifique como ele desenvolveu seu parágrafo, relacionando as idéias secundárias
que compõem o desenvolvimento da idéia principal.
a) Há uma tendência dos sistemas educacionais de priorizar o atendimento da população
escolar e o ensino formal. O atendimento à população fora da escola tem sido postergado e
vem acontecendo com a promoção de programas de educação de adultos e cursos de
educação não formal que, na maioria dos casos, não facilita a inserção desses alunos no
mercado de trabalho, não melhoram as condições requeridas para permanência no emprego
e não complementam os programas de capacitação técnica com conteúdos de educação
básica requeridos pelo processo educacional.
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b) Há no país uma indústria do auxílio-doença que provoca bilhões de reais em prejuízo ao
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). São médicos peritos, advogados, funcionários
públicos e até políticos envolvidos em esquemas de corrupção. De 2001 a 2004, os gastos
com auxílio-doença subiram 260%, de R$ 2,5 bilhões para R$ 9 bilhões anuais.
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2.1 A ESTRUTURA DE UM PARÁGRAFO-PADRÃO
Segundo Othon M. Garcia, o parágrafo-padrão é a unidade significativa do texto. Ele é composto
de três partes distintas: tópico frasal, desenvolvimento e conclusão. Vamos classificá-las e apontar
suas características.
1. Tópico frasal:
a) Constitui um meio eficaz de expor ou explanar idéias.
b) O tópico frasal também é a IDÉIA-NÚCLEO ou a IDÉIA CENTRAL. Garante a objetividade, a
eficiência e a integridade do parágrafo.
c) A idéia central ou tópico frasal geralmente, porém não é regra, vem no começo do
parágrafo, seguida de outros períodos que explicam ou detalham a idéia central.
2. Desenvolvimento:
a) É a explanação do tópico frasal, construída com idéias secundárias.
b) O desenvolvimento deve ser claro e convincente.
3. Conclusão:
a) Não é obrigatório, num parágrafo, a conclusão.
12
b) É um resumo do que foi expresso no tópico frasal e no desenvolvimento.
Vamos analisar os parágrafos a seguir:
PARÁGRAFO 1:
[A ida à praça foi maravilhosa.] [Saímos cedo, enquanto toda a cidade dormia, e quando
chegamos não havia ninguém, os brinquedos estavam desocupados e os vendedores ainda não
haviam chegado.] [Nossos filhos adoraram.]
Comentário:
No primeiro período está contida a idéia-núcleo: um maravilhoso passeio no parque. O
detalhamento da informação é dado no segundo período: a cidade dormia, o parque estava vazio, os
brinquedos estavam desocupados, vendedores não haviam chegado. No terceiro período (a
conclusão), reforça-se a idéia central.
PARÁGRAFO 2:
[O Brasil é um país em desenvolvimento]. [Percebe-se um grande o aumento do número de
ataques das galeras em Manaus, que vem aterrorizando os bairros mais distantes do centro da cidade.
A Polícia Federal informou que tomará as medidas necessárias para proteger a população.]
Comentário:
Este é um parágrafo mal estruturado. O primeiro período é o tópico frasal. Note que, no segundo
período, o desenvolvimento não mantém nenhuma relação com a idéia contida no período anterior.
VAMOS EXERCITAR
1. Identifique a idéia principal, o desenvolvimento (idéias secundárias) e conclusão, se houver,
nos parágrafos abaixo:
a) A pele negra é bastante especial e tem algumas particularidades. Sua pigmentação é
composta por uma alta concentração de melanina, que define a cor da pele. Além disso, é
mais resistente aos agentes externos. Por isso, é uma pele muito sensível que não tolera
tratamentos agressivos. (Em família, 2005, p. 17. Adaptado.)
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b) A água ainda continua sendo nossa principal fonte de hidratação. Essencial para as funções
orgânicas, a água estimula o trânsito intestinal, o aumento do fluxo renal e regulagem da
temperatura corpórea, evitando o acúmulo de impurezas no organismo, muitas vezes
refletindo na pele. Isso sem contar na absorção dos nutrientes necessários para um
equilíbrio saudável. A água deve ser ingerida sem economia. (Vida saudável, São Paulo,
2005, p. 15. Adaptado).
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2.1.1 Produzindo um parágrafo-padrão
2.1.1.1 Tópico frasal: como iniciar um parágrafo
Othon M. Garcia apresenta algumas formas de iniciar um parágrafo.
1. Declaração inicial: é a feição mais comum. O autor afirma ou nega alguma coisa para,
depois, justificá-la ou fundamentá-la.
14
O Brasil é um país promissor.
O sofrimento de mãe é o maior do mundo.
2. Definição: é o método didático. Usado geralmente em textos científicos.
Estilo é a expressão literária de seus sentimentos.
3. Divisão: o tópico frasal apresenta uma divisão ou discriminação de idéias.
A História pode se dividir em História Social e História Antropológica.
4. Interrogação: O tópico frasal é uma frase interrogativa. (O desenvolvimento será seu
esclarecimento).
Você sabe o que significa o amor?
2.1.1.2 Como desenvolver um parágrafo
1. Por descrição de detalhes: é o processo típico do desenvolvimento de um parágrafo
descritivo:
Era o casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, erguia-se em alicerces o
muramento de pedra até meia altura e, dali em diante, de pau-a-pique (...) À porta da entrada ia ter
uma escadaria dupla, com alpendre e parapeito desgastado.(Monteiro Lobato)

2. Por confronto: oposição de idéias. Trata-se de estabelecer um confronto entre duas idéias,
dois fatos, dois seres, seja por meio de contrastes das diferenças, seja do paralelo das
semelhanças. Veja o exemplo:
Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra.
Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo
princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de
o explorar a benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou conjunto das funções
15
do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si
mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela
contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A
politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada. (Exemplo extraído de Othon M. Garcia)
3. Por enumeração
A televisão, apesar das críticas que recebe, tem trazido muitos benefícios às pessoas, tais
como: informação, por meio de noticiários que mostram o que acontece de importante em qualquer
parte do mundo; diversão, através de programas de entretenimento (shows, competições esportivas);
cultura, por meio de filmes, debates, cursos.
4. Pela exemplificação: consiste em esclarecer o que foi afirmado no tópico frasal por meio de
exemplos. Veja o parágrafo a seguir:
A imaginação utópica e inerente ao homem, sempre existiu e continuará existindo. Sua presença
é uma constante em diferentes momentos históricos: nas sociedades primitivas, sob a forma de lendas
e crenças que apontam para um lugar melhor; nas formas do pensamento religioso que falam de um
paraíso a alcançar; nas teorias de filósofos e cientistas sociais que, apregoando o sonho de uma vida
mais justa, pedem-nos que “sejamos realistas, exijamos o impossível”. (Teixeira Coelho, adaptado).
2.1.1.3 Como concluir um parágrafo (facultativo)
Othon M. Garcia não faz nenhuma referência específica à construção de uma conclusão. Para o
autor:
“a conclusão, mais rara, mormente nos parágrafos pouco extensos ou naqueles em que a idéia
central não apresenta maior complexidade.”
Agora, daremos umas dicas:
1. Evite transcrever literalmente a introdução, acrescentando expressões como: “É, realmente”,
“Por tudo que foi exposto”, “Essas nossas idéias” etc.
2. Evite as conclusões genéricas. Algumas são verdadeiros clichês: “Realmente o Brasil precisa
melhorar a educação.” “Medidas nesse sentido são necessárias” etc.
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3. Evite concluir idéia diferente da idéia-núcleo ou tópico frasal.
2.1.2 Os tipos de parágrafo
2.1.2.1 O parágrafo argumentativo
• Estruturado em torno de uma idéia normalmente apresentada como introdução.
• A idéia é desenvolvida por meio de idéias complementares.
• O autor desenvolve essa idéia exemplificando, descrevendo detalhes etc.
“Os seres humanos não vivem juntos, não vivem em sociedade, apenas porque escolhem esse
modo de vida, mas por a vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana. Assim, por
exemplo, se dependesse apenas da vontade, seria possível uma pessoa muito rica isolar-se em algum
lugar, onde tivesse armazenado grande quantidade de alimentos. Mas essa pessoa estaria, em pouco
tempo, sentindo falta de companhia, sofrendo a tristeza da solidão, precisando de alguém com quem
falar e trocar idéias, necessidade de dar e receber afeto. E muito provavelmente ficaria louca se
continuasse sozinha por muito tempo.” (DALLARI, Dalmo de Abreu. Viver em sociedade).
VAMOS EXERCITAR
1.Leia os trechos abaixo e desenvolva a partir deles um parágrafo-padrão (com tópico frasal,
desenvolvimento e conclusão). (Observação: não plagie)
a) O fato de nosso país não ter passado por guerras e grandes catástrofes fez com que a doação
sangüínea não fosse incorporada aos hábitos e à cultura com o passar do tempo. Resultado: alguns
mitos antigos ainda impedem que um indivíduo saudável ofereça apenas 450 ml de sangue (a cada
dois ou três meses) para salvar a vida de alguém. “Por desconhecer o processo, a maioria tem medo
de sentir alguma dor e principalmente de ser contaminada durante a doação”, explica Afonso José
Pereira Cortez. Esse receio, porém, garantem especialistas, só seria justificado se estivéssemos no
século 17, quando a primeira técnica de coleta e transfusão de sangue foi descrita. (TALAMONI,
Danieli. Sangue: a seiva da vida. Mais Saúde, São Paulo, p. 16)
17
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b) Os avanços nas pesquisas sobre o coração reafirmam que os vilões do coração continuam os
mesmos de tempos atrás. Daí a importância de se manter longe deles. Veja por quê:
Fumo: a nicotina tem ação vasoconstritora, ou seja, estreita o vaso e dificulta a passagem do
sangue.
Obesidade: o aumento exagerado do peso é um dos maiores inimigos do coração.
Diabetes: a doença crônica paulatinamente deteriora os vasos de todo o organismo, facilitando a
instalação das temíveis placas de gordura.
(MERCATELLI, Rose. O que muda na cartilha do coração. Mais Saúde, São Paulo, 2005, p. 14.
Adaptado)
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2.Leia o trecho abaixo:
Quando os jornais anunciaram a morte da japonesa Kamoto Hongo, que até os 116 anos
mantinha-se lúcida e saudável, uma dúvida antiga da humanidade veio à tona: qual o segredo para
uma vida longa e com qualidade? Os filhos e netos da vovó centenária tentaram explicar: a mulher
mais velha do mundo não fumava, mantinha uma alimentação à base de peixes, era bem-humorada e
adorava dormir. A receita simples desapontou quem esperava a revelação de um grande segredo
18
oriental que garantisse a juventude eterna. Por outro lado, serviu como mais uma prova de que o jeito
de ser das pessoas e a maneira como vivem podem interferir em seu estado de saúde.
A lição vale especialmente para os dias de hoje. A correria, os compromissos, as preocupações
e as cobranças tomam conta do cotidiano e fazem com que os velhos conselhos ‘faça exercícios’,
‘coma direito’, ‘dê um tempo no trabalho’ e ‘seja otimista’ não sejam levados tão a sério. Resultado:
muita gente só deixa de fumar quando descobre um câncer no pulmão ou resolve tirar férias depois de
sucumbir a uma crise nervosa.
[...]
(TALAMONI, Danieli. 10 hábitos que mudam sua vida para melhor. Mais
Saúde, São Paulo, 2005, p. 53)

Abaixo serão listados 3 dos 10 hábitos que mudariam sua vida para melhor. Leia-os e, para cada
um deles, escreva um parágrafo-padrão (com tópico frasal, desenvolvimento e conclusão).
1. Escolher bem os alimentos.
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2. Manter o bom humor.
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3. Pôr o cérebro para funcionar.
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4.Desenvolva os tópicos frasais dissertativos abaixo:
A propaganda de cigarros e de bebidas deve ser proibida.
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A prática de esportes deve ser incentivada e amparada pelos órgãos públicos.
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2.1.2.2 O parágrafo narrativo
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• É um relato de um fato: a idéia central do parágrafo é um incidente, isto é, um episódio curto.
• Predominância de verbos da ação, que se referem a personagens. Indicam quem conta o
fato (narrador), onde o fato ocorreu (espaço) e quando ocorreu (tempo).
VAMOS EXERCITAR
1. Escreva um parágrafo narrativo, obedecendo às seguintes instruções.
• Protagonista: um aluno estudioso.
• Antagonista: um professor de matemática.
• Fato: a desconfiança do professor de que o aluno colou em sua prova.
• Cenário: CETAM.
• Tempo: semana passada.
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2.1.2.3 O parágrafo descritivo
• A idéia central do parágrafo descritivo é um quadro, ou seja, um fragmento daquilo que está
sendo descrito (uma pessoa, uma paisagem, um ambiente etc.).
• Predomínio de verbos de ligação, emprego de adjetivos, ocorrência de orações justapostas
ou coordenadas.
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VAMOS EXERCITAR
1. Descreva o ambiente de sua Escola, a partir das percepções visual, auditiva e olfativa.
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2.1.3 Qualidades do parágrafo-padrão

2.1.3.1 Unidade
Para se ter uma boa unidade do parágrafo:
a) inicie com um tópico frasal;
b) expresse uma única idéia por parágrafo;
c) não perca de vista a idéia proposta;
d) evite períodos muito extensos.
Exemplo:
“Até fins da década passada, possuir um tapete oriental no Brasil era privilégio de alguns poucos
colecionadores particulares. Com a abertura das importações e conseqüente diminuição de taxas, a
oferta dessas peças aumentou significativamente nos anos 90, provocando uma crescente curiosidade
sobre o assunto. Por isso, e também pelo quase total desconhecimento dos consumidores brasileiros
sobre a matéria, sentimo-nos compelidos a elaborar este trabalho”.
2.1.3.2 Coerência
22
A coerência é o encadeamento de idéias no texto. Se houver quebras ou contradições nesse
encadeamento de idéias, dizemos que o texto perdeu sua coerência.
A coerência pode ser argumentativa, narrativa ou descritiva.
COERÊNCIA ARGUMENTATIVA: é a concatenação da idéia a ser defendida, dos argumentos
que sustentam essa idéia e do remate dado pela conclusão.
COERÊNCIA NARRATIVA: deve haver uma seqüência de ações lógica, relação entre ação e
personagem. Os acontecimentos devem ser verossímeis.
COERÊNCIA DESCRITIVA: O quadro deve ser coerente. Ex.: se é um dia de sol forte, as
pessoas provavelmente não estarão usando roupas de frio, o clima não estará ameno, as folhas das
árvores não estarão molhadas.
2.1.3.3 Ênfase
Para se ter uma boa ênfase:
a) escolha uma ordem de colocação que deixe em evidência idéias principais;
b) evite a ordem inversa de termos que prejudiquem a compreensão do parágrafo.
VAMOS EXERCITAR
1. O que há de incoerente nos enunciados abaixo?
a) O verão chegou, e com ele, o frio.
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b) Aquela mulher de jeito ingênuo namorou o Paulo e o Carlos ao mesmo tempo.
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c) Carlos tem um belo carro. Quando ele vai passear, costuma pedalar muito rápido.
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d) Os sete músicos que compõem o trio têm grande força de vontade.
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e) Cego deseja encontrar novos amigos. Favor, mandar foto.
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2.1.3.4 Coesão
A coesão textual é a conexão lingüística que permite a amarração das idéias. São elementos de
coesão textual palavras ou expressões, cujas funções são estabelecer relações lógicas entre partes do
texto (o caso dos conectivos) ou a outros elementos referidos no texto (pronomes, advérbios etc.)
Os mecanismos coesivos:
• Anáfora: o termo pressuposto está verbalmente explicitado e aparece antes do item coesivo.
- Berenice disse o que queria?
- Ela disse sim.
• Catáfora: o termo pressuposto aparece depois do elemento coesivo.
Só desejo isto: uma noite de sono!
• Substituição: coloca-se uma palavra no lugar de outra.
Carlos trouxe roupas de Recife para vender. Perguntou-me se eu queria umas.
• Elipse: elemento do texto é omitido.
- Rosane vai viajar de novo?
- Vai.
24
• Conjunção ou conexão: estabelece relações significativas entre elementos ou orações do
texto.
O carro da Franci quebrou, mas já foi consertado.
Franci ficou aborrecida, porque o preço do serviço foi caro.
• Coesão lexical por reiteração: repetição do mesmo item, ou pelo uso de sinônimos,
hiperônimos, nomes genéricos.
A revisora parecia nervosa. A revisora acha que cometeu um erro.
O menino entrou depressa na rua. O garoto corria rápido.
• Coesão por colocação ou contigüidade: uso de termos pertencentes a um mesmo campo
de significados.
Houve um grande roubo no Bradesco. Várias viaturas chegaram e capturaram os bandidos.
VAMOS EXERCITAR
1. Os textos abaixo apresentam problemas no que diz respeito à coesão. Identifique os
problemas e reescreva os trechos de modo que eles fiquem mais coesos.
a) A televisão não é perfeita, mas pode extrair muita coisa boa. É o caso da TV Cultura, onde há
vários programas educativos, excelentes, onde a criança pode aprender muito. Sendo assim, a
televisão não é um estímulo à ignorância e sim um estímulo à sabedoria, só se torna ignorante uma
pessoa que teve uma má educação, onde aprendeu desde criança as coisas ruins da vida.
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b) No Brasil, sempre que se descobre uma corrupção é feito um sensacionalismo em cima e, de
repente, surge outro escândalo para abafar o anterior, ou seja, não se têm leis severas onde as
pessoas que estão envolvidas sejam punidas e exemplarmente para que os mesmos não continuem a
cometê-los.
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3 REDAÇÃO
3.1 REDAÇÃO COMERCIAL
A Redação Comercial ocupa-se de assuntos comerciais ou industriais (transações etc). Esse tipo
de redação exige informação objetiva e rapidez. Esse efeito é conseguido por meio da expressividade
e do conteúdo significativo. Deve-se:
 transmitir informações significativas;
 usar uma linguagem gramatical clara, precisa;
 dispor de forma agradável as palavras na frase para que o leitor tenha o máximo de
compreensão;
 ser coerente na informação.
 dar preferência a: Anexamos, anexo.; Em face de, diante de...; Pedimos que...; solicitamos
que...; Tenho algo para perguntar-lhe.; Sito na rua...; Em conversa em que propusemos...;
Onde você passou suas férias?; Haja vista...; Faz dez dias.; Há duas semanas.; Havia 20
pessoas na reunião.; fez tudo para eu realizar o trabalho.
Evite:
 texto rebuscado (excesso de adjetivação; metáforas inoportunas; períodos excessivamente
longos);
26
 abreviações;
 prolixidade ou uso de frases feitas;
 evitar expressões: Em anexo; Face à...; Pedimos para...; Solicitamos para...; Tenho para te
perguntar a você.; Sito à rua..., Em nossa conversa, onde propusemos..., Aonde você passou
suas férias?; Haja visto...; Fazem dez dias; Há duas semanas atrás; Haviam 20 pessoas na
reunião.; Fez tudo para mim realizar o trabalho.
 pontuação inadequada.
 erros ortográficos;
 verbos na 1.
a
pessoa gramatical.
3.1.1 Relatório comercial
Conceito Quando é usado
Documento através do qual se expõem os resultados
variados.
Quando se quer expor fatos, situações ou
problemas que devam ser examinados.
Para elaborar um bom relatório, é necessário:
a) manter uma extensão adequada: economize o tempo da pessoa que lerá seu relatório,
evitando o relatório muito longo;
b) usar um linguagem sem floreios, objetiva, despojada, precisa, clara e concisa, sem omitir
qualquer dado importante;
c) atentar para a pontuação e ortografia correta.
d) elaborar um texto com informações precisas;
e) expor uma conclusão objetiva para o problema apresentado;
f) apresentar um Relatório impecável: evite rasuras, emendas etc.
Constam do relatório:
 Título: Relatório;
 Invocação: fórmula de tratamento, cargo ou função da autoridade a que é dirigido;
 Texto: exposição do assunto;
 Fecho de cortesia;
 Local e data;
 Assinatura: nome, cargo ou função da autoridade ou servidor que apresenta o relatório.
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MODELO DE RELATÓRIO
RELATÓRIO
Senhora Diretora Acadêmica do Centro de Tecnologia do Amazonas
Em cumprimento à solicitação feita por V.Sa., procedo ao relato da seleção
para o Curso Técnico em Informática no município de Itacoatiara:
A inscrição dos candidatos foi feita no prazo estabelecido no projeto: 15 de
julho. Foram inscritos 1.237 candidatos, que receberam manual de inscrição mediante
pagamento de taxa de inscrição no valor R$ 20,00 ( vinte reais).
Iniciamos, posteriormente, processo de elaboração das provas e contratação
de fiscais e coordenadores. Selecionamos 12 professores para formar a equipe de elaboração
das provas e 35 fiscais, além de 7 coordenadores.
As provas foram realizadas na data estabelecida no manual: 05 de agosto.
Não houve questões anuladas.
A lista de classificados foi publicada dia 10 de agosto.
Atenciosamente,
Manaus, 13 de agosto de 2006.
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Sílvia Maria da Silva Braga
Coordenadora Pedagógica
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Exercício: Elaborar um relatório sobre as condições físico-funcionais da instituição onde você
estuda.

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3.1.2 Memorando comercial
Conceito Quando é usado
Carta ligeira enviada de um comerciante a outro. Utilizado para comunicar lançamento de um produto, para
registrar fatos e lembretes entre setores e departamentos de
uma mesma empresa.
Do memorando devem constar:
 Timbre;
 Endereço (quando se trata de empresa privada);
 Código (iniciais do departamento);
 Número de memorando;
 Localidade;
 Ementa (referência) ou assunto;
 Receptor;
 Texto;
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 Assinatura;
 Anexos.
MODELO DE MEMORANDO IINTERNO
MEMORANDOINTERNO N.º_________
PARA: DEPARTAMENTO:
Fulano de tal Marketing
DE: DEPARTAMENTO:
Beltrano Relações Públicas
Data: 26-11-1998.
Assunto: Estágio de fulano de tal.

A partir de 2 de janeiro de 1999, o Sr. ..., novo assistente do Gerente de Relações Publicas, fará
estágio no Departamento de Marketing, durante uma semana. Gostaríamos de contar com sua
assistência pessoal, de modo que o Sr. .... possa ter o máximo de aproveitamento e conhecimento de
nossos produtos e de nossos clientes.
(a) ..........................................

Exercício: Redigir um memorando com o seguinte teor: direção de Instituto comunica à Seção
de Pagamentos da Universidade o não-comparecimento ao serviço, por mais de 30 dias, da servidora
X.
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3.1.3 O Currículo
O currículo deve ser organizado, objetivo e curto.
Todo profissional deve manter seu currículo atualizado, revendo-o ao menos uma vez por ano.
Em primeiro lugar porque ninguém está completamente seguro em posição nenhuma no mercado de
trabalho atual. Em segundo, porque refazer com regularidade o currículo é sempre uma boa
oportunidade de avaliar os próprios objetivos e realizações. Mais do que nunca, atualmente, o currículo
deixou de ser um mero documento formal e passou a preencher a função de principal fonte de
informações que as empresas utilizam para julgar os candidatos a um cargo, chegando mesmo a
substituir a necessidade de sua presença física na fase inicial do processo de seleção de candidatos.
O currículo deve ser revelador de habilidades. O currículo é, na verdade, a carta de
apresentação que vai vender o profissional para alguém que não o conhece. Sendo mal elaborado, vai
acabar, com absoluta certeza, na lata de lixo mais próxima, por mais capacitada que seja a pessoa.
Existem várias maneiras de se fazer um currículo, embora não se possa fugir de alguns itens
básicos. O currículo, em primeiro lugar, deve ser claro: nada em seu texto pode ser difícil de entender,
exigir uma segunda leitura ou deixar dúvidas. Tem de ser organizado, ou seja, precisa obedecer a uma
ordem lógica na exposição dos fatos. É indispensável que seja revelador de habilidades e revelações
concretas. Além disso, o currículo tem que ser limpo, bem apresentado, de preferência sem capa e –
indispensável! – sem nenhum erro gramatical.
Quanto ao conteúdo, é baseado em competências e em resultados conquistados a partir delas. É
exatamente este o ponto principal do currículo inteligente. O currículo tem que revelar a sua
32
participação nos processos, o valor que você agregou a eles, que competências você possui e a quais
resultados elas o levaram. Se você quiser saber quais são as suas competências pegue lápis e papel,
concentre-se e escreva todas as coisas nas quais você é bom hoje. Guarde bem essa lista, pois é nela
que as empresas estão interessadas.
Ao sentar para fazer o seu currículo, inverta os papéis e se coloque no lugar da pessoa que vai
ler e analisar as informações contidas ali. Um currículo bem feito tem que ser completo, mas não
precisa obedecer a uma ordem rígida de informações. Com exceção dos dados pessoais, que sempre
devem estar no alto da primeira página, os itens referentes à experiência profissional, à formação
acadêmica e a adicionais devem ser distribuídos de acordo com a importância que têm em cada caso.
Tomadas estas precauções de ordem geral, eis o que os profissionais da área têm recomendado
atualmente na hora de preencher os itens básicos:
DADOS PESSOAIS – Resumem-se ao seu nome, endereço (com CEP atual) telefone e só. Não
há a menor necessidade de colocar no currículo o número do seu CIC, RG, carteira profissional e título
de eleitor. É bom lembrar que, se a empresa se interessar por você, provavelmente terá pressa em
encontrá-lo e vai ligar para o telefone que está no seu currículo. Dar só o número de casa, portanto, é
pouco. Junto aos dados pessoais devem constar todos os telefones dos lugares em que você possa
ser encontrado — o da casa da sogra, da mãe, do celular, do bip e até o do vizinho, se for o caso.
FORMAÇÃO – Se você está entrando agora, ou acabou de entrar, no mercado de trabalho, sua
formação acadêmica tem grande peso e merece lugar de destaque, logo abaixo dos dados pessoais. O
nome da sua faculdade e a relação de seus títulos, neste caso, vão contar pontos, contra ou favor.
Cursos de pós-graduação, mestrados e doutorados sempre devem ser mencionados, na ordem do
último para o primeiro a ser concluído. Caso você ainda não esteja cursando o nível superior, ou seja, a
sua formação é Ensino Médio completo e esteja fazendo um curso técnico, a ordem deverá ser atual
para o anterior. Já se o profissional tem uma boa bagagem, principalmente em empresas conhecidas, o
nome da instituição de ensino deixa de ter importância e toda a parte da formação acadêmica pode ser
deixada para a segunda página.
Deve-se entender por formação escolar apenas o que for, de fato, relevante. Não é preciso ir
buscar o colégio onde se fez os ensinos médio e fundamental se a pessoa tem curso superior. Se o
candidato estiver cursando a graduação, esta deve ser mencionada. O Ensino Médio será mencionado
somente se for técnico e tiver renome, como por exemplo: as Escolas Técnicas Federais, A Fundação
Nokia. Frise-se que o Ensino Médio Acadêmico deverá ser mencionado somente nas seguintes
situações: caso o candidato não tenha nem graduação, nem curso pós-médio, nem ensino médio
33
técnico. Em hipótese nenhuma dever-se-á mencionar o Fundamental (5.ª a 8.ª série). Afinal, não se
chega ao Ensino Médio sem ter passado pelo Ensino Fundamental. Da mesma forma, desista de tentar
impressionar o leitor de seu currículo amontoando cursinhos relâmpago (do gênero "relações humanas
no ambiente de trabalho") dos quais participou. Você deve a eles alguma de suas realizações?
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL – Para os profissionais que estão no mercado de trabalho há
alguns anos, esta é a parte que vai diferenciar seus currículos dos outros. Coloque o nome das
empresas por onde passou, na ordem da última para a primeira, e o período que permaneceu em cada
uma. Sempre que se tratar de uma empresa desconhecida, é fundamental que você faça uma rápida e
eficaz apresentação sobre ela: exponha seu ramo de atuação, linha de produtos e posição no mercado,
seu tamanho (faturamento e número de funcionários) e sua filiação (a que grupo ou família pertence).
Em seguida fale do seu departamento e explique qual sua importância para a empresa. E
discorra sobre seu cargo (ou cargos), situando sua posição no organograma daquela empresa: a quem
se reportava, quantas pessoas dirigia, quem eram seus pares, quais eram as suas responsabilidades.
Relate, então, sua principais realizações: projetos dos quais esteve à frente ou participou, metas
atingidas, como, por exemplo, redução de acidentes de trabalhos, economia gerada, lucros obtidos,
enfim, fale de onde e como agregou valor.
DISFARÇAR LACUNAS – Além dos pontos básicos, o currículo pode ser complementado por
um item que reúna dados referentes a idiomas, hobby ou atividade que traduzam parte de sua
personalidade e do seu modo de ser, idade, estado civil, vivência no exterior e qualquer coisa que dê
idéia do seu nível de cultura. Normalmente coisas desse tipo são agrupadas com o nome de
informações adicionais. Não faça referência, em lugar nenhum, sobre sua faixa salarial. "Falar de
salário no currículo ou na primeira entrevista pessoal é uma péssima política", diz Silvia Santoliquido,
gerente de RH da Roland Berger.
(BERNARDI, Maria Amália. Organizado, objetivo e curto. Adaptado.
Exame: São Paulo, 30 maio. 1996. Adaptado).
Exercício: Agora, vamos iniciar a elaboração do seu currículo. Relacione as suas habilidades
profissionais: o que você faz, enfatizando o que você no seu trabalho faz e faz bem.
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3.1.3.1 Dicas para a estética do seu currículo
• Tipos de letra: times new roman ou arial
• Fonte usada para os dados pessoais: 14
• Fonte para o corpo do currículo: 12
• Cores para as tarjas: preta ou cinza, letra em preto ou vazada.
A ordem do currículo, via de regra, é: DADOS PESSOAIS, FORMAÇÃO, EXPERIÊNCIA
PROFISSIONAL, INFORMAÇÕES ADICIONAIS. Caso a instituição em que você estudou ou estuda
não tenha credibilidade, você poderá dar destaque para a experiência profissional, que deverá constar
logo após os dados pessoais.
DADOS PESSOAIS: nome completo; endereço (CEP correto); telefones para contato; e-mail’s;
cidade e Estado. Caso queira, você poderá também citar o estado civil ou a idade. Do contrário, poderá
citá-los no item informações adicionais.
Observação: não é preciso colocar o título CURRÍCULO. Ora, a própria estrutura já o identifica
como tal. Portanto, o seu currículo inicia com o item acima: dados pessoais, que deverão estar
centralizados.
FORMAÇÃO: se você está estudando, convém identificar essa condição da seguinte forma: ano
de ingresso, ano de conclusão. O uso dos parênteses e reticências indica que você não concluiu o
curso. Esse recurso poderá também ser usado no item experiência profissional. Observe o exemplo
abaixo:
35
2002 – 2005 UNIVERSIDADE DO AMAZONAS – UFAM
Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL
Siga rigorosamente o modelo. Perceba as informações que estão em caixa alta e as que não
estão. O nome do instituto é com inicial maiúscula e o resto em minúscula. Atente para a letra:
tamanho, fonte. Sugere-se que no corpo do currículo você use a fonte 12, times new roman ou arial.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: inicie pelo emprego atual ou, caso esteja desempregado, pelo
seu último emprego. A ordem é sempre do último para o anterior. A seguir discorra sobre a sua
experiência profissional. Não use a primeira pessoa e nem se promova com elogios. As pessoas é que
devem perceber as suas qualidades. Exemplo: Ao invés de “...implantação eficiente de projeto...”; use
“... implantação de projeto...”
INFORMAÇÕES ADICIONAIS: relacione os cursos (língua inglesa, destacando o seu tipo de
domínio: básico, médio, avançado ou fluente). Não é preciso mencionar o lugar onde você estudou
inglês. Se você declara que é fluente, tenha certeza de que será testado em uma entrevista em inglês.
A seguir, relacione os cursos de aperfeiçoamento. Faça uma triagem e selecione os mais importantes.
Você poderá também dar indícios do seu perfil cultural: leitura, música, teatro, esportes. Por exemplo,
se você pratica esportes, significa que é menos propenso a ficar estressado... Procure tomar cuidado
com gosto cultural duvidoso...
Os cursos de aperfeiçoamento são mencionados na seqüência. A idade e o estado civil são
mencionados por último, com a possibilidade de virem já expressos no primeiro item. Você decide a
ordem.
Apresente o seu currículo à empresa dentro de um envelope com a sua identificação. A
assinatura é totalmente dispensável. Subentende-se que tudo o que você declarou é verdadeiro e
tenha certeza de que será checado.
Se no anúncio for pedido foto, você poderá escanear no lado superior, direito da folha. Atenção,
só envie a foto se for uma exigência.
Observe o modelo a seguir:
36
Verônica Gomes da Silva
Rua das Palmeiras, 25 – Cj. Solar de Deus- Laranjeiras
CEP: 78904-354
Tel.: (92) 763-5492 213-4576
e-mail:vdasilva@hotmail.com; verônica_gomes@uol.com.br
Manaus - Am
FORMAÇÃO
2006– (...) CENTRO DE TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA – CETAM
Candidato a Técnico em Informática Industrial.
37
1994 – 1997 ESCOLA ESTADUAL
Ensino Médio Profissionalizante em Processamento de Dados.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

2005 – (...) LABORATÓRIO SÃO CRISTÓVÃO
Laboratorista
Análise dos procedimentos de rotina. Coleta de amostras de sangue. Centrifugação do sangue.
Separação das amostras de sangue.
1998 - 2002 HOSPITAL MANAUS
Estagiária
Estagiou na área administrativa: preenchimento de formulários de atendimento ao cliente.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 Informática Básica: Windows; World; Excell
 Cursos: Análise laboratorial – Escola de Enfermagem Francisca Mendes.
Coleta de Amostra de Sangue – Hemoam.
 24 anos, casada.
Exercício: Você, agora, irá redigir o seu currículo. Se você não tem experiência profissional e já
cumpriu estágio, mencione-o. Caso você não tenha nem trabalhado ainda e nem estagiado, inclua em
seu currículo o item objetivo. Neste item, você deverá explanar sobre o porquê de você estar se
candidatando à vaga.
FORMAÇÃO
38


EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
3.2 REDAÇÃO OFICIAL
A Redação Oficial é um meio de comunicação escrita que se ocupa de assuntos do serviço
público, civil ou militar.
3.2.1 Memorando oficial
39
Conceito Quando é usado
Forma de correspondência entre autoridades de um mesmo
órgão ou entre diretores e chefes ou vice-versa.
Quando se quer comunicar assuntos rotineiros.
Do memorando devem constar:
 Número de documento e sigla de identificação de sua origem;
 Data;
 Destinatário do memorando;
 Assunto;
 Texto;
 Fecho;
 Nome e cargo do signatário da comunicação;
MODELO DE MEMORANDO OFICIAL
Memorando nº 19/DJ Em 12 de abril de 2006.
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Assunto: Administração, Instalação de microcomputadores
40
Nos termos do “Plano Geral de Informatização”, solicito a V. Sa. verificar a possibilidade de que
sejam instalados três microcomputadores neste Departamento.
2. Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal seria que o
equipamento fosse dotado de “disco rígido” e de monitor padrão “EGA”. Quanto a programas, haveria
necessidade de dois tipos: um processador de texto, e outro gerenciador de banco de dados.
3. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste Departamento ensejará uma
mais racional distribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, na qualidade dos serviços prestados.
Atenciosamente,
(nome e cargo)
Exercício: Redigir um memorando com o seguinte teor: direção de Instituto comunica à Seção
de Pagamentos da Universidade o não-comparecimento ao serviço, por mais de 30 dias, da servidora
Luna Lopes.
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3.2.2 Ofício
Conceito Quando é usado
Texto proveniente de uma autoridade, distinguindo-se da
carta por apresentar caráter público e só poder ser expedido
por órgão da administração pública.
Para comunicar qualquer assunto de ordem
administrativa.
São partes do Ofício:
 Timbre.
 Índice e número: iniciais do órgão que expede o ofício, seguidas do número de ordem do
documento;
 Local e data;
 Assunto ou ementa (usado somente quando o documento é extenso);
 Vocativo ou vocação;
 Numeração de parágrafos;
 Fecho ou cumprimento final;
 Assinatura;
 Anexos;
 Endereço;
 Iniciais: primeira letra dos nomes e sobrenomes do redator e digitador.
3.2.2.1 Introduções
INTRODUÇÕES SUPERADAS, DESGASTADAS: — Vimos, por intermédio do presente, levar
ao conhecimento de V. Sa.. que... / — Este tem por finalidade levar ao conhecimento de V. Sa. que ...
INTRODUÇÕES ATUAIS: — Comunicamos a V. Sa.. que... / — Informamos a V. Exa. que...
3.2.2.2 Fechos
FECHOS ANTIGOS: — Com os protestos de estima e apreço.... / — Com os protestos de
elevada estima e distinta consideração. / — Aproveitamos o ensejo para reafirmar a V. Sa. nossos
42
protestos de estima e apreço. / — Aproveitamos o ensejo para apresentar a V. Sa. votos de estima e
apreço.
FECHOS ATUAIS: — Atenciosas saudações. / — Respeitosas saudações. / — Atenciosamente
(para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior). / — Respeitosamente (para
autoridades superiores, inclusive o Presidente da República).
A Instrução Normativa n.º 4, (2) de 6- 3-1992, estabelece:
“Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: a
exposição de motivos, o aviso e o ofício. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma
diagramação única, que siga o que chamamos de ‘padrão-ofício’”.
Todos os três devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla de órgão que o expede:
EM nº 123/MEFP
Aviso nº 123/ SG
Ofício nº 123/DP
b) local e data em que foi assinado, datilografado por extenso, com alinhamento:
Manaus, 15 de março de 1991 ou Manaus, em 15 de março de 1991.
c) vocativo, que invoca o destinatário, seguido de vírgula:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Senhora Ministra,
Senhor chefe de Gabinete,
d) texto. Nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente
deve apresentar em sua estrutura:
— introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto
que motiva a comunicação. Deve ser evitado o uso de frases feitas para iniciar o texto. No lugar
de ‘Tenho a honra de’, ‘Tenho o prazer de’, ‘Cumpre-me informar que’, empregue a forma direta:
‘Informo Vossa Excelência que’, ‘Submeto à apreciação de vossa Excelência’, ‘Encaminho a
Vossa Excelência’;
43
— desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado. Se o texto contiver mais de uma idéia
sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à
exposição; e
— conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada
sobre o assunto.
No texto, à exceção do primeiro parágrafo e do fecho, todos os demais parágrafos devem ser
numerados, como maneira de facilitar-se a remissão.
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais
comunicações oficiais devem trazer digitado o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do
local de sua assinatura. Esse procedimento facilita sobremaneira a identificação da origem das
comunicações. A forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
JARBAS PASSARINHO
Ministro da Justiça
(espaço para assinatura)
FLÁVIO ANTUNES GONÇALVES
Diretor do Departamento de Serviços Gerais da
Secretaria da Administração Federal
Observações:
 Quando se numeram os parágrafos, o primeiro e o fecho não são numerados.
 Quanto ao endereçamento, recomenda-se que se coloque apenas o cargo;
 Quando o ofício constar de mais de uma folha, o endereço irá ao pé da primeira página;
 Os anexos serão declarados entre a assinatura e o endereçamento.
 A ementa será colocada ao alto, à esquerda, entre a data e o vocativo.
MODELO DE OFÍCIO
TIMBRE
44
Ofício n.º 97/90
Manaus, 29 de setembro de 1990.
Senhor Secretário,
Comunicamos a V. Exa. Que este centro comunitário realizará, no período de outubro a 20 de
dezembro do corrente ano, a Campanha de Prevenção do Câncer.
Solicitamos, pois, a V. Exa. A gentileza de indicar dois médicos dessa Secretaria para participarem da
mesma, a qual contará, inclusive, com o assessoramento técnico-pedagógico da Agência Brasileira da
Organização Mundial de Saúde.


Atenciosamente,
(Nome e cargo do signatário)

A sua Excelência o Senhor
Secretário (Nome)
Secretaria de Saúde
60000 – AM
Exercício: Elabore um Ofício com o seguinte teor: O Excelentíssimo Prefeito de Manaus solicita,
em ofício, ao Excelentíssimo Governador, a reforma do Hospital da Criança.
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.............
3.2.3 Requerimento
Conceito Quando é usado
Documento específico de solicitação por pessoa física ou
jurídica.
Quando se quer requerer algo a que ou se pensa
ter direito.
São partes do Requerimento:
 Invocação (não esqueça da forma de tratamento);
 Texto;
 Fecho: NESTES TERMOS PEDE DEFERIMENTO (ou N. T. P. D.) em letras maiúsculas, ou
Espera deferimento.
Aguarda deferimento.
Pede deferimento.
Termos em que pede deferimento.
 Local e Data;
 Assinatura.
MODELO DE REQUERIMENTO
46
Ilmo. Sr. Diretor do Pessoal do ministério da Educação e Cultura.
Eduardo de Sousa Alves, que atualmente ocupa o cargo de Servente, nível 4, com
exercício no Departamento de Ensino Médio, requer a V. Sa. se digne conceder-lhe Auxílio-
doença, nos termos do artigo 143, do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, por se
encontrar licenciado para tratamento de saúde por mais de 12 meses, em conseqüência de
doença prevista no artigo 104, da lei nº 1.711/52.
N. T.
P. D.
Manaus, 23 de janeiro 1999.

..................................
Exercício: Elabore um requerimento para justificar faltas e solicitar abono das mesmas.
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...............................................................................................................................................................
.............
3.3 REDAÇÃO CIENTÍFICA
3.3.1 Relatório científico
Ele é composto de:
1. Sumário.
2. Introdução.
3. Desenvolvimento ou corpo do relatório.
4. Conclusão.
5. Recomendações.
6. Anexos e apêndices.
Vejam-se, ainda:
1. Uma página dedicada às informações como: título do relatório, nome da entidade, data,
nome do autor, nome do destinatário.
2. Sumário: nele são indicadas as principais subdivisões e a numeração das páginas.
3. Introdução: apresenta o objeto e o objetivo do relatório e suas circunstâncias de composição.
4. Desenvolvimento: parte dedicada à descrição do conteúdo.
5. Conclusão: manifestar o resultado do estudo apresentado.
6. Anexos: englobam gráficos, tabelas, desenhos, quadros, ilustrações.
O que deve constar da introdução:
48
1. Exposição: define o assunto a que o relatório se refere.
2. Finalidade: quais metas o relatório pretende alcançar?
3. Método: como foram coletadas as informações? Explicar os procedimentos adotados.
4. Justificativa: por que o relatório foi escrito? Quem autorizou sua execução?
5. Definição dos termos: as palavras específicas devem ser definidas para evitar qualquer
dúvida.
A introdução pode conter um, dois ou mesmo todos esses itens e em qualquer ordem.
3.3.1.1 Como elaborar um Relatório científico
As estratégias seguintes podem favorecer a prática de elaboração de relatórios:
1. Estabelecer claramente no início do texto a origem, o objetivo do relatório e a metodologia
empregada.
2. Delimitar a extensão do relatório (por meio de adjuntos adnominais e adverbiais): Relatório
de contagem de contagem de estoque de livros em 20-3-99.
3. Se o relatório for extenso, elaborar um sumário (índice) da material.
4. Estabelecer os problemas que devem ser resolvidos.
5. Apresentar esteticamente o conteúdo do relatório, valendo-se de agradável disposição do
texto na folha de papel (diagramação), negrito (bold), itálico, sublinha, maiúsculas.
6. Utilizar ilustrações: gráficos, figures, quadros tabelas diretamente ligados ao texto.
7. Conceituar claramente os termos técnicos utilizados e sua extensão.
8. Esclarecer os benefícios que podem ser separados.
9. Apresentar sugestões.
10. Concluir.
Exercícios: reunir em grupos. Cada grupo desenvolverá um dos temas específicos listados a
seguir. Outros temas poderão ser sugeridos:
1. Processo seletivo do CETAM.
2. Organização administrativa da sua escola.
49
3. Estrutura física da sua escola.
4. Material utilizado no módulo Português Instrumental.
5. Recursos pedagógicos disponíveis na sua escola.
6. Andamento do Módulo Português Instrumental.
Cada grupo produzirá um relatório científico com capa, sumário, introdução, desenvolvimento e
conclusão.
4 ASPECTOS GRAMATICAIS INDISPENSÁVEIS PARA SE REDIGIR BEM
4.1 ORTOGRAFIA
Emprega-se a letra z:
a) nos substantivos abstratos femininos, formados a partir de
adjetivos (ex.: rápido – rapidez);
b) nos verbos terminados em izar, formados a partir de palavras que
não têm s no fim do radical (ex.: padrão – padronizar).
Emprega-se a letra s:
a) na terminação –ês de palavras indicativas de origem, procedência
(ex.: burguês, holandês);
b) nas terminações –esa e –isa de palavras femininas que têm uma
masculina correspondente (ex.: profeta – profetisa, chinês –
chinesa);
c) nos verbos terminados em –isar, formados a partir de palavras que
têm s no fim do radical (ex.: friso – frisar);
d) em todas as formas dos verbos querer e pôr (ex.: quiseram,
puseram, quiser).
Emprega-se a letra j:
a) nas palavras formadas a partir de palavras terminadas em ja (ex.:
franja – franjinhas);
b) nas formas verbais dos verbos terminados em –jar (ex.: velejar –
velejei).
Emprega-se a letra x:
50
a) depois de ditongo (ex.: seixo). Exceção: caucho (e as palavras
formadas a partir dela);
b) depois da sílaba inicial –en ex.: enxaqueca, enxugar). Exceções:
palavras formadas a partir de outras que tenham ch (enchente – de
cheio, encharcar de charco) e a palavra enchova (nome de um
peixe).
4.2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Monossílabas: são acentuadas as palavras monossílabas tônicas
terminadas em: -a(s), -e(s), -o(s).
Oxítonas: são acentuadas as palavras oxítonas terminadas em: -a(s), -e
(s), -o(s), -em, -ens.
Paroxítonas: são acentuadas as palavras oxítonas terminadas em: -l, -i(s),
-n, -us, -r, -x, -ão(s), -ã(s), -um, -uns, -os, -ôo(s), ditongo (seguido, ou não, de s).
Proparoxítonas: são acentuadas todas as palavras proparoxítonas.
Ditongos abertos: são acentuados os ditongos abertos eu, éi e oi,
seguidos, ou não, de s.
“i” e “u” na 2ª vogal do hiato: as vogais i e u são acentuadas quando
forem a 2ª vogal do hiato, desde que estejam sozinhas (ou +s) na sílaba tônica e
não sejam seguidas de nh.
4.3 PONTUAÇÃO
4.3.1 Principais empregos da vírgula
4.3.1.1 No período simples, a vírgula é usada para:
a) separar termos coordenados.
Exemplo: Ele quer carinho, ajuda, compreensão.
b) separar o aposto.
Exemplo: Campinas, cidade paulista, é um grande pólo industrial.
c) separar o vocativo.
51
Exemplo: não se preocupe, meu amigo, com esses detalhes.
d) separar adjunto adverbial deslocado.
Exemplo: a cidade, no fim da tarde, é mais triste.
e) indicar elipse do verbo.
Exemplo: Vocês vão ao teatro; nós, ao jogo de futebol.
4.3.1.2 No período composto, a vírgula é usada para:
a) separar orações coordenadas não ligadas por e.
Exemplo: Ele é velho, mas é dinâmico.
b) separar orações subordinadas adverbiais (principalmente as que aparecem antes da oração
principal).
Exemplo: Se não fizer frio, iremos ao clube.
c) separar orações subordinadas adjetivas explicativas.
Exemplo: Florianópolis, que fica numa ilha, é a capital de Santa Catarina.
4.3.2 Principais casos em que a vírgula é proibida
4.3.2.1 No período simples, não se usa a vírgula:
a) entre o sujeito e o predicado.
Exemplo: As pessoas aplaudiam a passeata dos professores.
b) entre o verbo e o objeto.
Exemplo: Na confusão, ninguém se lembrou da saída de emergência.
c) entre o nome e seus adjuntos adnominais e complemento nominal.
Exemplos: Todos os jogos do campeonato foram cancelados
Você estava desconfiado da atitude dele.
52
d) entre dois termos ligados por nem / ou / e.
Exemplo: Você não comprou o carro nem a casa.
4.3.2.2 No período composto, não se usa a vírgula:
a) entre duas orações coordenadas ligadas por e.
Exemplo: Ele foi à cidade e vendeu a colheita.
b) entre a oração principal e a oração subordinada substantiva.
Exemplo: Ele nos garantiu que conhecia o caminho.
c) entre a oração principal e a oração subordinada adjetiva restritiva.
Exemplo: As críticas que recebemos foram construtivas.
4.4 USO DOS PORQUÊS
A palavra porquê, conforme sua posição e seu significado na frase, aparece escrita de quatro
maneiras distintas.
4.4.1 Por quê
Por quê = por qual motivo.
É usado antes de um ponto-e-vírgula ou dois pontos, ou no fim da frase, antes de um ponto.
Exemplos:
Você está assim feliz por quê?
Ela está zangada, mas eu não sei por quê.
4.4.2 Porquê
Porquê = motivo ou indagação.
53
porque – junto e sem acento por quê – separado e com acento
por que – separado e sem acento porquê – junto e com acento
Está substantivado e admite artigo ou pronome adjetivo.
Exemplos:
Não sei o porquê de teu entusiasmo.
Estavas procurando respostas aos teus porquês.
4.4.3 Porque
Porque = por enquanto, por causa que, pois.
Quando pode ser usado em lugar de “por causa que”, introduzindo uma explicação, uma causa
ou uma conseqüência.
Exemplos:
Apurem o passo, porque o ônibus vem vindo.
Sou feliz porque me ouves.
Porque era distraído, riam dele.
O sol devia estar forte, porque voltaste bem bronzeada.
4.4.4 Por que
Por que = por que motivo, pelo qual, o motivo pelo qual.
Exemplos:
Afinal chegou o dia por que tanto esperei.
Então por que não falas claramente.
Daí por que estamos tristes.
54
Observações:
1 – Se, depois das palavras daí e eis, tivermos de usar um porque, esse será sempre separado e
sem assento.
Exemplo:
Ela está bastante desorientada; eis por que estamos preocupados.
2 – Nos títulos, usa-se sempre por que.
Exemplo:
Por Que Acredito em Lobisomem (= por que motivo acredito em...)
4.5 CONCORDÂNCIA NOMINAL
4.5.1 Principais casos de concordância nominal
4.5.1.1 Adjetivos após vários substantivos
a) Se os substantivos são do mesmo gênero → o adjetivo pode concordar com o último
substantivo ou ir para o plural.
Exemplo:
casa e igreja antiga / antigas.
b) Se os substantivos são de gêneros diferentes → o adjetivo pode concordar com o último
substantivo ou ir para o masculino plural.
Exemplo:
prédio e casa antiga / antigos.
4.5.1.2 Adjetivo antes de vários substantivos
O adjetivo só pode concordar com o primeiro substantivo.
Exemplo:
55
velha casa e prédio velho prédio e casa
Mesmo
a) Na função de pronome, concorda com a palavra a que se refere.
Exemplo:
Elas mesmas irão lá.
b) Na função do advérbio (= realmente) é invariável.
Exemplo:
Elas irão mesmo lá.
Anexo
a) Concorda com a palavra a que se refere.
Exemplo:
As cartas irão anexas ao contrato.
b) A locução em anexo é invariável.
Exemplo:
As cartas irão em anexo ao contrato.
Bastante
a) Na função de pronome indefinido, concorda com a palavra a que se refere (podendo, portanto,
ter plural).
Exemplo:
Eles fizeram bastantes críticas ao projeto. (= muitas)
56
b) Na função de advérbio é invariável.
Exemplo:
Todos estão bastante irritados. (= muito)
c) Na prática
Meio
a) Na função de numeral (= metade), concorda com a palavra a que se refere.
Exemplo:
O trem trouxe duas meias toneladas de pedra.
b) Na função de advérbio (= um pouco), é invariável.
Exemplo:
A criança ficou meio cansada.
É bom, é proibido, é necessário + substantivo
a) Se o substantivo está acompanhado de artigo ou pronome → bom, necessário, proibido etc.
concordam com o substantivo.
Exemplo:
É permitida a entrada de crianças.
b) Se o substantivo não está acompanhado de artigo ou pronome → bom, necessário, proibido
etc. ficam no masculino e no singular.
Exemplo:
É permitido entrada de crianças.
57
bastantes = muitos / muitas;
bastante = muito / muita.
4.6 CONCORDÂNCIA VERBAL
4.6.1 Principais regras de concordância verbal
4.6.1.1 Com sujeito simples
a) O verbo concorda com o núcleo do sujeito.
Ex.: Os pássaros destruíram a horta.
b) A maior parte de, uma porção de + nome no plural → verbo no singular ou no plural.
Ex.: A maior parte dos animais escapou/escaparam.
c) Mais de, menos de, perto de + numeral → o verbo concorda com o numeral.
Ex.: Mais de uma animal escapou.
Mais de dez animais escaparam.
d) Verbo + se
• Quando o se é pronome apassivador, o verbo concorda com o sujeito (que está na
frase).
Ex.: Alugaram-se alguns caminhões.
(Alguns caminhões foram alugados.)
• Quando o se é índice de indeterminação do sujeito, o verbo fica na 3ª pessoa do
singular.
Ex.: Precisou-se de bons reforços.
e) Nome próprio no plural → o verbo concorda com o artigo.
Ex.: Os Andes ficam na América do Sul.
Se não houver artigo, o verbo fica no singular.
Ex.: Santos localiza-se no litoral paulista.
4.6.1.2 Com sujeito composto
58
a) Antes do verbo → verbo no plural.
Ex.: O navio e a lancha voltaram.
b) Depois do verbo → verbo no plural ou concordando com o núcleo mais próximo.
Ex.: Voltaram/voltou o navio e a lancha.
c) Pessoas gramaticais diferentes
• Com 1ª pessoa (eu/nós) → verbo na 1ª pessoa do plural. Ex.: Ela, tu e eu partiremos.
• Sem 1ª pessoa → verbo na 2ª ou 3ª do plural.
Ex.: Ela e tu partirão/partireis.
4.6.1.3 Verbo ser
a) Quando o sujeito e o predicativo são de números diferentes (um singular e outro plural), o
verbo ser pode ficar tanto no singular como no plural, embora o plural seja mais usual.
Exemplo:
A vida são/é projetos sem fim.
b) Quando o sujeito ou o predicativo referem-se a pessoa, o verbo ser só pode concordar com
essa pessoa.
Exemplo:
O velhinho doente era as angústias da família.
Nossa maior alegria são os amigos.
4.6.1.4 Verbos impessoais
a) Haver, no sentido de existir ou acontecer → é impessoal; fica no singular (tanto sozinho
quanto em locução verbal).
Exemplo:
Não haverá outros interessados?
Não poderá haver outros interessados?
59
b) Fazer, indicando tempo transcorrido ou a transcorrer → é impessoal; fica no singular (tanto
sozinho quanto em locução verbal).
Exemplo:
Ontem fez dois meses / que ele morreu.
Amanhã vai fazer um ano / que eu a conheci.
4.7 REGÊNCIA
4.7.1 Regência de alguns nomes
Alheio a imune a, de relativo a
Apto a, para junto a, de responsável por
Dedicado a paralelo a tendência a, para
Desprezo a, por próximo a, de vazio de
Disposto a referente a vizinho a, com, de
4.7.2 Regência de alguns verbos
a) Aspirar
b) Assistir
c) Esquecer e
Lembrar
60
= respirar é VTD. Ex.: Ele aspirou o gás.
= desejar é VTI. Ex.: Ele aspira ao sucesso.
= ver é VTI. Ex.: Eu assisti ao filme.
= socorrer VTD. Ex.: Assistimos o rapaz doente.
= pertencer é VTI. Ex.: Ele direito assiste aos jovens.
Quando desacompanhado de pronome oblíquo, são VTD.
Ex.: Eu esqueci o problema.
Quando acompanhados de pronome oblíquo, são VTI.
Ex.: Eu me esqueci do problema.
d) Informar
Os verbos avisar, prevenir, notificar e cientificar admitem as mesmas construções que o verbo
informar.
e) Obedecer
e Desobedecer
f) Pagar e
Perdoar
g) Preferir
h) Querer
i) Visar
61
É VTDI (preferir alguma coisa a outra).
Ex.: Ele prefere o futebol ao vôlei.
= desejar é VTD. Ex.: Todos queriam o prêmio.
= gostar é VTI. Ex.: As mães querem aos filhos.
= pretender é VTI. Ex.: Ele visava ao sucesso.
= mirar é VTD. Ex.: O jogador visou o gol.
= assinar é VTD. Ex.: Você já visou o cheque?
São VTI quando o objeto refere-se a pessoa.
Ex.: O pai sempre perdoa aos filhos.
São VTD quando o objeto refere-se a coisa.
Ex.: Nós já pagamos os impostos.
São VTI (exigem preposição a).
Ex.: Ele nunca obedece aos regulamentos.
É VTDI (exige um objeto direto e um objeto indireto).
Admite duas construções:
• Informar alguma coisa a alguém
Ex.: Ela informou o fato aos alunos.
• Informar alguém de (sobre) alguma coisa
Ex.: Ela informou os alunos do (sobre o) fato.
4.8 CRASE
A crase indica a fusão da preposição a com o artigo a ou com o pronome demonstrativo
aquele(a), aqueles(as). Dessa forma, não existe crase antes de palavra masculina.
Cristine voltou à cidade natal.
Os artigos foram enviados à revista.
Nós recorremos ao juiz.
4.8.1 Regras práticas
1
a
REGRA: Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se o a
ou as se transforma em ao ou aos, existe crase, do contrário, não.
Cristine voltou à cidade natal. Cristine voltou ao país natal.
Os artigos foram enviados à revista. Os artigos foram enviados ao jornal.
Nós recorremos à juíza. Nós recorremos ao juiz.
2
a
REGRA: No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua o a ou as por para. Se o certo for
para a, use a crase.
Foi à Bélgica. (Foi para a Bélgica)
Iremos à Colômbia. (Iremos para a Colômbia)
Pode-se também usar a forma voltar de: se o de se transforma em da, há crase. Caso o de não
se altere, a crase é inexistente.
Retornou a Roma (Voltou de Roma)
Iremos à Colômbia (Voltou da Colômbia)
3
a
REGRA: A combinação de outras proposições com a (para a, na, da etc.) indica se o a deve
ou não levar crase.
Devolveu o disco à amiga (para a amiga)
62
Chegou à Espanha (da Espanha)
4.8.2 Uso obrigatório
Use a crase:
a) nas formas àquela, àquele, àquelas, àquele, àquilo (e derivados): Iremos àqueles mercados.
/ Deu os livros àquelas senhoras.
b) nas indicações de horas, desde que determinadas: Saiu às 6 horas. / O aumento entra em
vigor à zero hora.
(Mas: Irá a uma hora qualquer [A indeterminação afasta a crase])
c) nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas: à maneira de, à moda de, à força de etc.:
Saiu às pressas. / Ela estava à espera de um marido.
d) nas locuções que indicam meio ou instrumento e em outras na qual a tradição lingüística o
exija: à faca, à mão, à queima-roupa etc.: Ele foi morto à bala. / O livro foi escrito à mão.
e) antes dos pronomes relativos que, qual e quais, quando o a ou as poderem ser substituídos
por ao ou aos: Eis a mulher a qual se referiu  Eis o homem ao qual se referiu.
É uma situação semelhante a que enfrentamos no ano passado  É um momento semelhante
ao que enfrentamos no ano passado.
4.8.3 Uso proibitivo
Não use a crase antes de:
a) palavra masculina: Ela anda a pé. / O casal pagou a prazo.
b) verbo: Passou a vender bíblias. / Ele se pôs a cantar.
c) substantivos repetidos: Gota a gota o menino tomou o remédio. / Nós ficamos cara a cara.
d) ela, esta, essa: Deu a ela o telefone. / Cheguei a esta situação.
e) formas de tratamento: Escreveu a Sua Reverendíssima. / Recomendamos a Vossa Senhoria
saúde.
f) uma: Foi a uma reunião.
63
g) substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo: Agrediram-se a bofetadas.
h) distância, desde que não determinada: Os moradores estão a distância.
(Mas: Os moradores estão à distância de seis metros.)
i) terra, quando significa terra firme: O barco chegou a terra.
(Mas: O barco chegou à terra da banana.)
j) casa, quando não estiver determinada: Voltou a casa.
(Mas: Voltou à casa de seus pais.)
4.8.4 Uso facultativo
Usa-se ou não a crase:
a) antes de possessivo sua(s), nossa(s): Ofertaram a nossa mãe uma rosa.
(Ou: Ofertaram à nossa mãe uma rosa.)
b) antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Rosa.
(Ou: Declarou-se à Rosa.)
c) com até: Foi até a cozinha.
(Ou: Foi até a cozinha.)
4.9 COLOCAÇÃO PRONOMINAL
4.9.1 Próclise
1. Quando, antes do verbo, há palavras que “atraem” o pronome oblíquo:
a) palavras negativas
Ex: Nunca se importou conosco
b) advérbios
Ex.: Aqui me sinto feliz.
Quando há vírgula isolando o advérbio, usa-se ênclise.
Ex.: Aqui, sinto-me feliz
c) pronomes
64
relativos Ex.: Essa é a pessoa que nos ajudou
indefinidos Ex.: Muitos se feriram no acidente
demonstrativos Ex.: Isso me impressionou.
2. Nas frases
a) interrogativas Ex.: Onde a encontraram?
b) exclamativas Ex.: Como nos divertíamos lá!
c) optativas Ex.: Deus te proteja!
3. com preposição em + gerúndio
Ex.: Em se tratando de política, ele é bem liberal.
4.9.2 Mesóclise
A mesóclise só é usada com verbo no futuro (do presente ou do pretérito).
Ex.: Distribuir-se-ão as cópias do contrato.
Se houver palavra atrativa, usa-se a próclise, mesmo com o verbo no futuro.
Ex.: Não se distribuirão as cópias do contrato.
4.9.3 Ênclise
É usada principalmente quando o verbo inicia a oração. A norma culta não admite a colocação
do pronome oblíquo no começo da oração.
Ex.: Contaram-nos muitas coisas a seu respeito.
Contente-se com os resultados que obtivemos.
4.9.4 Colocação pronominal nas locuções adverbiais
a) Verbo auxiliar + infinitivo: o pronome oblíquo pode ficar antes da locução verbal desde que ela
não inicie a oração), no meio ou depois dela.
Ex.: Teus amigos te vão ajudar.
Teus Amigos vão te ajudar. (ou: vão-te ajudar).
Teus amigos vão ajudar-te.
b) Verbo auxiliar + gerúndio: o mesmo do item anterior.
Ex.: O tempo se está fechando.
O tempo está se fechando. (ou: está-se fechando).
65
O tempo está fechando-se.
c) Verbo auxiliar + particípio: o pronome oblíquo pode ficar antes da locução verbal (desde que
ela não esteja iniciando a oração) ou no meio da locução verbal.
Ex.: O jogo se havia acabado.
O jogo havia se acabado. (ou: havia-se acabado).
4.10 PRONOMES DE TRATAMENTO
São também pronomes pessoais os pronomes de tratamento, nome dado às palavras e
expressões com as quais nos dirigimos a alguém. Esses pronomes servem para indicar o grau de
formalidade existente em determinadas situações.
Os pronomes de tratamento correspondem a pronomes pessoais e levam o verbo sempre para a
3.
a
pessoa. Exemplos:
Você quer falar comigo?
O senhor precisa de ajuda?
Os pronomes de tratamento mais usuais são você, vocês, senhor, senhora, senhores, senhoras,
mas há outros que se referem especificamente a determinadas pessoas e funções, como se pode ver
no quadro a seguir:
PERSONALIDADES TRATAMENTO ABREVIATURA NO ENVELOPE VOCATIVO
Presidente da República,
Presidente do Supremo Tribunal
Federal e do Congresso Nacional
Excelência,
Vossa Excelência,
Sua Excelência
Só por extenso Excelentíssimo
Senhor
Senhor Presidente
Deputados, Senadores,
Governadores, Embaixadores,
Ministros, Generais, Prefeitos.
Excelência,
Vossa Excelência,
Sua Excelência
V. Ex.ª
V. Exa.
V. Ex.as
S. Ex.ª
S. Exa.
S. Ex.as
Exmo. Sr.
Exmos. Srs.
Senhor (mais título)
Oficiais superiores e subalternos,
Diretores de repartições e
empresas, chefes de serviço,
Senhor,
Vossa Senhoria, Sua
Senhoria
V. S.ª
V. Sa.
V. S.as
Ilmo. Sr.
Ilmos. Srs.
Senhor (mais título)
66
pessoas de cerimônia. S. S.ª
S. Sa.
S. S.as
Reitor de universidade Magnificência, Vossa
Magnificência
V. Mag.ª
V. Maga.
V. Mag.as
Exmo. Sr.
Exmos. Srs.
Magnífico Reitor
Juízes de Direito Meritíssimo, Vossa
Excelência, Sua
Excelência
V. Ex.ª
S. Ex.ª
Exmo. Sr.
Exmos. Srs.
Meritíssimo Juiz
Casos especiais
ABREVIATURA
FORMAS SINGULAR PLURAL
Digníssimo Senhor DD. Sr. DD. DD. Srs.
Excelentíssimo Senhor Exmo. Sr. Exmos. Srs.
Meritíssimo MM. MM. MM.
Eminência Reverendíssima Em.ª Rev.ma Emas. Rev. mas
Excelentíssima Senhora Exma. Sra. Exmas. Sras.
Excelentíssima Senhorita Exma. Srta. Exmas. Srtas.
Dom e Dona D. ---
Amigo/Amiga Am. /Am. Amos. / Amas.
Você V.
Observação: Usamos a forma Vossa quando estamos nos dirigindo diretamente à pessoa.
Quando o tratamento não é direto, substituímos o Vossa por Sua. Exemplos:
Presidente, Vossa Excelência pode me receber?
67
Sua Excelência, a partir de amanhã, não poderá receber os convidados.
68

3

• Enunciado que por si só estabelece comunicação. • Pode expressar um juízo de valor, indicar uma ação, estado ou fenômeno da natureza,
transmitir um apelo, uma ordem ou exteriorizar emoções.

• Apresenta sujeito e predicado ou, em alguns casos, apenas o predicado.
A frase para Othon M. Garcia é, portanto, um enunciado que traduz uma idéia completa (um sentido) num processo de comunicação. Fogo! É uma frase, porque estabelece comunicação, ou seja, está-se fazendo uma afirmação. É uma frase nominal, porque não apresenta verbo.

1.3 A ESTRUTURA SINTÁTICA DA FRASE

As frases, formadas de palavras articuladas por um sistema que as regulam, estabelecem comunicação quando: a)têm uma boa relação entre os seus termos; b)têm uma ordem adequada. Exemplo: O curso de Hemoterapia começará no segundo semestre de 2005. Essa é uma frase possível na língua portuguesa, porque o verbo começar está relacionado ao sujeito O curso de Segurança do Trabalho, ou seja, está na forma singular, porque seu sujeito está no singular (Este é um caso de concordância verbal). O substantivo no masculino e no singular curso está acompanhado de um artigo também no masculino e no singular o (Este é um caso de concordância nominal). Atenção: uma frase não tem que ter obrigatoriamente a ordem sujeito-predicado. Podemos fazer inversões ou interpolações que não prejudicam sua integridade. Exemplo: Ao longo dos anos, quem trabalha acaba entendendo, na prática e a duras penas, aquela velha estória que explica a valorização do ovo da galinha em detrimento ao ovo da pata.

1.4 GRAMATICALIDADE E INTELIGIBIDADE DA FRASE

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