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Curso Médio em Teologia

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  • 01 - TEOLOGIA SISTEMÁTICA
  • 2.1 O ESPÍRITO SANTO É DEUS:
  • 2.2 ATRIBUTOS DO ESPÍRITO SANTO
  • 3.1 A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO
  • 3.2 PRONOMES CONFERIDOS AO ESPÍRITO SANTO
  • 3.3 ATRIBUTOS PESSOAIS DO ESPÍRITO SANTO
  • 4. OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO
  • 5. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO
  • 6. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
  • 7. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
  • 8.1.1 DONS DE REVELAÇÃO
  • 8.1.2 DONS DE PODER
  • 8.1.3 DONS DE INSPIRAÇÃO
  • 9. O FRUTO DO ESPÍRITO
  • 10 - BIBLIOLOGIA: A DOUTRINA DA BIBLIA
  • 11-HERMENÊUTICA
  • 12-GEOGRAFIA DE ISRAEL
  • 13-ARQUEOLOGIA BÍBLICA
  • 14-SEITAS E HERESIAS
  • 15-O CULTO BÍBLICO
  • 16-HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ
  • 17/07/1505 Martinho Lutero ingressa na ordem dos agostinianos
  • 18-MINISTÉRIOS ECLESIÁSTICOS
  • 19-A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
  • 20-DISCIPULADO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS DO BRASIL ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DEPARTAMENTO DE CURSOS LIVRE DE TEOLOGIA A DISTÂNCIA CURSO

: MÉDIO EM TEOLOGIA MATÉRIA: APOSTILA 01

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA APOSTILA 01: 1 - TEOLOGIA SISTEMÁTICA 2 - TEOLOGIA: DOUTRINA DE DEUS 3 - CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO 4 - PARACLETOLOGIA: DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO 5 - SOTERIOLOGIA: DOUTRINA DA SALVAÇÃO 6 - A TRINDADE 7 - ANGELOLOGIA: A DOUTRINA DOS ANJOS 8 - BATALHA ESPIRITUAL 9 - ESCATOLOGIA: A DOUTRINA DA ULTIMAS COISAS 10 -BIBLIOLOGIA: A DOUTRINA DA BIBLIA

SOBRE A FAETAD DO BRASIL Atuando na área de Educação Teológica Livre a Distância e, com mais de 2000 alunos formados somos considerada hoje a maior Faculdade Teológica a distância do Brasil E Exterior. Nosso material didático é produzido por Doutores e Mestres em Teologia, Filosofia Cristã, Ciências da Religião e Pedagogia; seguindo rigorosamente as Normas Universitárias Internacionais e da ABNT. Já formamos Teólogos que estão atuando em várias partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos, Canadá e África do Sul. Sabemos que a escolha de uma Faculdade, é uma opção do aluno, por isso agradecemos sua preferência.

ATENÇÃO: TODAS AS DISCIPLINAS DOS CURSOS DA FAETAD DO BRASIL SÃO DEVIDAMENTE REGISTRADAS, E QUALQUER CÓPIA, UTILIZAÇÃO, IMITAÇÃO OU PLÁGIO DE SUAS QUESTÕES, SEM A DEVIDA AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DA DIREÇÃO, SERÁ CONSIDERADO CONTRAVENÇÃO PENAL, PASSIVA DE EXECUÇÃO JUDICIAL.

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01 - TEOLOGIA SISTEMÁTICA INTRODUÇÃO O termo teologia, segundo seus aspectos etimológicos, é composto de duas palavras gregas: Theos (Deus) e logos (palavra, fala, expressão). Tanto Cristo, a Palavra Viva, como a Bíblia, a Palavra Escrita, são o Logos de Deus. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão. A teologia é, portanto uma Theo-logia, isto é, uma palavra, uma fala ou expressão sobre Deus; uma doutrina sobre Deus. É o estudo sobre a revelação de Deus que é a expressão dos Seus pensamentos e, logo, é, também, o estudo sobre Sua própria Pessoa. Portanto teologia é o estudo sobre Deus, sua obra e sua revelação. Embora não encontremos nas Escrituras a palavra teologia, ela é bíblica em seu caráter. Em Rm.3:2 encontramos ta logia tou Theou (os oráculos de Deus); em 1ªPe.4:11 encontramos logia Theou (oráculos de Deus), e em Lc.8:21 temos ton Logon tou Theou (a Palavra de Deus). TEOLOGIA SISTEMÁTICA Nenhuma exposição sobre Deus seria completa se não contemplasse Suas obras e Seus caminhos no universo que Ele criou, além de Sua Pessoa. Toda ciência provêm e mantêm relação com o Criador de todas as coisas e com Seu propósito na criação. E toda verdade é verdade de Deus, onde quer que ela seja encontrada. Deus se revelou na criação e nas Escrituras, e a verdade achada pelas ciências naturais e sociais, por cristãos ou profanos, não é verdade profana; é verdade sagrada de Deus (Cl.2:3). Toda verdade, onde quer que seja encontrada, tem peso e valor iguais como verdade, como qualquer outra verdade. Uma verdade pode ser mais útil em dada circunstância, e uma outra em outra, mas ambas têm valor como verdade. Portanto é perfeitamente lícito utilizar-se de outras fontes, enquanto verdade, para o estudo da teologia. O estudo teológico que incorpora em seu escôpo o exame das ciências naturais e sociais é denominado teologia sistemática. DIVERSAS DEFINIÇÕES DE TEOLOGIA A) Chafer: Uma ciência que segue um esquema ou uma ordem humana de desenvolvimento doutrinário e que tem o propósito de incorporar no seu sistema a verdade a respeito de Deus e o Seu universo a partir de toda e qualquer fonte (Lewis Sperry Chafer). B) Chafer: Teologia sistemática pode ser definida como a coleção, cientificamente arrumada, comparada, exibida e defendida de todos os fatos de toda e qualquer fonte referentes a Deus e às Suas obras. Ela é temática porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e verifica a verdade como verdade (Lewis Sperry Chafer). C) Alexander: A ciência de Deus... um resumo da verdade religiosa cientificamente arranjada, ou uma coleção filosófica de todo o conhecimento religioso (W. Lindsay Alexander). D) Hodge: A teologia sistemática tem por objetivo sistematizar os fatos da Bíblia, e averiguar os princípios ou verdades gerais que tais fatos envolvem (Charles Hodge). E) Strong: A ciência de Deus e dos relacionamentos de Deus com o universo (A. H. Strong). F) Thomas: A ciência é a expressão técnica das leis da natureza; a teologia é a expressão técnica da revelação de Deus. Faz parte da teologia examinar todos os fatos espirituais da revelação, calcular o

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seu valor e arranjá-los em um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde às generalizações da ciência (W. H. Griffith Thomas) G) Shedd: Uma ciência que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e o universo. O material, portanto, que abrange é mais vasto do que qualquer outra ciência. Também é a mais necessária de todas as ciências (W. G. T. Shedd). H) Definições Inadequadas: Para definir teologia foram empregados alguns termos enganadores e injustificados. Já se declarou que ela é "a ciência da religião"; mas o termo religião de maneira nenhuma é um sinônimo da Pessoa de Deus e de toda a Sua obra. Da mesma forma já se disse que ela é "o tratamento científico daquelas verdades que se encontram na Bíblia; mas esta ciência, embora extrai a porção maior do seu material das Escrituras, extrai também o seu material de toda e qualquer fonte. A teologia sitemática também tem sido definida como o arranjo ordeiro da doutrina cristã; mas como o cristianismo representa apenas uma simples fração de todo o campo da verdade relativa à Pessoa de Deus e o Seu universo, esta definição não é adequada. OUTRAS TEOLOGIAS A) Teologia Natural: Estuda fatos que se referem à Deus e Seu universo que se encontra revelado na natureza. B) Teologia Exegética: Estuda o Texto Sagrado e assuntos relacionados, através do estudo das línguas originais, da arqueologia bíblica, da hermenêutica bíblica e da teologia bíblica. C) Teologia Bíblica: Investiga a verdade de Deus e o Seu universo no seu desenvolvimento divinamente ordenado e no seu ambiente histórico conforme apresentados nos diversos livros da Bíblia. A teologia bíblica é a exposição do conteúdo doutrinário e ético da Bíblia, conforme originalmente revelada. A teologia bíblica extrai o seu material exclusivamente da Bíblia. D) Teologia Histórica: Considera o desenvolvimento histórico da doutrina, mas também investiga as variações sectárias e heréticas da verdade. Ela abrange história bíblica, história da igreja, história das missões, história da doutrina e história dos credos e confissões. E) Teologia Dogmática: É a sistematização e defesa das doutrinas expressas nos símbolos da igreja. Assim temos "Dogmática Cristã", por H. Martensen, com uma exposição e defesa da doutrina luterana; "Teologia Dogmática", por Wm. G. T. Shedd, como uma exposição da Confissão de Westminster e de outros símbolos presbiterianos; e "Teologia Sistemática", por Louis Berkhof, como uma exposição da teologia reformada. F) Teologia Prática: Trata da aplicação da verdade aos corações dos homens. Ela busca aplicar à vida prática os ensinamentos das outras teologias, para edificação, educação, e aprimoramento do serviço dos homens. Ela abrange os cursos de homilética, administração da igreja, liturgia, educação cristã e missões.

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Essa palavra não é empregada para expressar a unidade da divindade. a fonte de toda a lei e justiça.4:24) e "Deus é Luz " (IJo. Atributos é a manifestação do Ser de Deus. Ele é a mente ou razão suprema. Dt. imutável. Is. "negativos e positivos" ou "imanentes e emanentes".4:24. Tg. é incorpóreo. (Jo.3:17) 3) Personalidade: Existência dotada de auto-consciência e auto-determinação (Ex. Sl.3:14. sustentação e fim (Jo. Quando a Bíblia fala do olho. a causa de todo o bem. ITm. "absolutos e relativos". Dt. B) Definição Cristã do Breve Catecismo: Deus é um Espírito. ITs.10:10.6:16) II.4:1519. "incomunicáveis e comunicáveis".6:6. sendo Espírito. sem mistura com a matéria (Jo.9:6.5:26. eterno. Lc. sábio e bom. Is.28).6:15. substância e atributos. c) Emoção ou sensibilidade = sentir (Gn. isto é. Is. o absolutamente perfeito.14:24.5:7) b) Trindade de Personalidade: Há três Pessoas no Ser divino: o Pai.46:11). sente e age. Hb. A palavra hebraica que significa um no sentido absoluto é yacheed(Gn.17:11. é livre de todas as limitações temporais (Jo. (ITm. queremos significar tudo o que é essencial ao Seu Ser como Deus. bondade e verdade. IICo. são expressões da natureza essencial de Deus. ESSÊNCIA OU NATUREZA DE DEUS: Quando falamos em essência de Deus. sabedoria.12:9. Sl. A palavra hebraica que significa um no sentido de único é echad que se refere a uma unidade composta. 2) Espiritualidade: Deus. invisível. justiça. onisciente. a) Volição ou vontade = querer (Is. III.1:15.46:10. Ele ouve. Esta palavra é usada 4 .1:17).92:5.11:9. C) Definição Combinada: Deus é um espírito infinito e perfeito em quem todas as coisas têm sua origem. da mão de Deus.1:5). a origem de toda a ordem e beleza e. CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS: A) Naturais e Morais: Também chamados de "intransitivos e transitivos".24:39. isto é. é justo. Esta palavra é empregada para expressar a unidade da divindade. infinito.17:25. uma unidade numérica simples. Ap.16:9. santidade. (Jo. 14:26) e o princípio de vida (At. poder. A) Substância de Deus: 1) Há duas substâncias: matéria e espírito. o meio e o fim de todas as coisas. eterno e imutável em Seu Ser.94:9. Deus é vida (Jo. especialmente. sem partes ou paixões físicas e. b) Razão ou intelecto = pensar (Is..4:24.1:17.02. Is. Pv. Cl. a causa eficiente de todas as coisas.4:7) é expressão de Sua personalidade. etc. fala metaforicamente. Ap. Ap. sem substância material. B) Atributos Naturais: 1) Vida: Deus tem vida.14:15. IRs. B) Atributos de Deus: Sua substância é Espírito e Seus atributos são as qualidades ou propriedades dessa substância. Jesus está falando da unidade da essência e não de unidade de propósito.40:25. tudo permeia e tudo controla.10:30).1:9).48:12. vê.6:16. o Filho e o Espírito Santo. A isto se dá o nome de antropomorfismo. enquanto que a expressão "Deus é amor" (IJo. IICr.4:11).l:8.21-23. portanto é um Ser vivo (Jo.4:24). D) Definições Bíblicas: As expressões "Deus é Espírito" (Jo. o começo de toda a verdade. santo.55:8). do ouvido. A unidade da divindade é ensinada nas palavras de Jesus: Eu e o Pai somos um. 2) Deus é uma substância simples: A substância de Deus é puro espírito. onipotente. IJo.l0.22:2). portanto.4:5) 4) Tri-Unidade: a) Unidade de Ser: Há no Ser divino apenas uma essência indivisível.23. DEFINIÇÕES DE DEUS: A) Definição Filosófica de Platão: Deus é o começo. At.TEOLOGIA: DOUTRINA DE DEUS I. Ne. Deus é um em sua natureza constitucional.

6.26.1:23 com Cl.102:26. nem na igreja como habita em Cristo (Is. Is.28. Sl.7. Eternidade porque Deus não está sujeito às variações e circunstâncias do tempo.48:15. 7) Imutabilidade É o atributo pelo qual não encontramos nenhuma mudança em Deus. A infinidade de Deus se contrasta com o mundo finito em sua relação tempo-espaço.2.5:48).17:24-28. Ap. e tem a totalidade de sua existência num único presente indivisível (Is. Jr.33:27. auto-existência e perfeição. portanto Deus é absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser.1:12 e 13:8). mas existe em Si mesmo. Dt.57:15). Gl.23:23.24-27. para frente e para traz. nem nos animais como habita nos homens. Sl. c) Elohim: Este nome está no plural e não concorda com o verbo no singular quando designativo de Deus (Gn. em seus atributos e em seu conselho. 11:6. mas tampouco está mais presente numa parte que noutra (Sl. Os.66:1.3:8) existentes em sucessões de tempo. A imensidão de Deus é transcendente no espaço (intramundano ou imanente = dentro do mundo .12:29.3:22.93:2. Jó.139:11. Imensidão é a perfeição de Deus pela qual Ele transcende (ultrapassa) todas as limitações espaciais e. por isso Ele não muda (Sl. Simplicidade porque sendo Deus uma substância simples.1:8. eternidade.16).37:22. não está sujeito a variação (Tg.2:9). contudo está presente em todos os pontos do espaço com todo o seu Ser PESSOAL (não é panteísmo). 6) Infinidade ou Perfeição É o atributo pelo qual Deus é isento de toda e qualquer limitação em seu Ser e em seus atributos (Jó. Mc. Deus ocupa o espaço variavelmente porque Ele não habita na terra do mesmo modo que habita no céu.44:6. 102:12. c) Onipresença: É quase sinônimo de imensidão: A imensidade denota a transcendência no espaço enquanto que a onipresença denota a imanência no espaço.20:13. b) Imensidão: A infinidade de Deus em relação ao espaço é denominada imensidão ou imensidade. ICo.2:24 e Zc. IRs. Deus é a razão de sua própria existência (Jo. 5) Auto-Existência: Jerônimo disse: Deus é a origem de Si mesmo e a causa de Sua própria substância.8:27.11:7-10. Hb. indivisível.6:8) d) Há distinção de Pessoas na Divindade: Algumas passagens mostram uma das Pessoas divinas se referindo à outra (Gn.1:7.2:19. Is. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e de toda a sucessão de momentos.57:15). Deus é imenso (Grande ou Majestoso. pois não criou a Si mesmo e não foi causado por outra coisa ou por Si mesmo. Zc. Ele é o Eterno EU SOU (Ex.3:20. emanente = fora do mundo IRs. Hb. Ele nunca teve início. Auto-existência porque uma vez que Deus não é causado. mas não há essa divisão na vida de Deus. Is. Hb.43:10.1:26. Deus ocupa o espaço repletivamente porque preenche todo o espaço e não está ausente em nenhuma parte dele. extramundano = além do mundo. Tg. At.Sl. presente e futuro. não significa extensão ilimitada no espaço. Deus é Eterno (Sl. Jr. Jo.14:9 (Veja também Dt.8:60. Compare Ef. A imensidão de Deus é intensiva e não extensiva.3:14). ITm.22:18.1:9).4:35. sem mistura. Mt.45:5. isto é. Ele é o Eterno EU SOU.23.17:3. nem nos ímpios como habita nos piedosos. Ef. como no panteísmo.1:18. Deus é imanente em todas as Suas criaturas e em toda a criação. Nossa vida se divide em passado.17:27. Sl. IITm. Jó.2:5. A eternidade de Deus não significa apenas duração prolongada. pois Deus não tem causa de existência.10:9.27. At.3:1. Deus preenche o tempo.29:1.36:5.em Dt.32:39.12). Gn. ITm.139:7-12.1:12).24) e fora do espaço (supramundano = acima do mundo.19:24.5:26.8:5. A imanência não deve ser confundida com o panteísmo (tudo é Deus) ou com o deísmo que ensina que Deus está presente no mundo apenas com seu poder (per portentiam) e não com a essência e natureza de ser Ser (per essentiam et naturam) e que age sobre o mundo à distância. a) A "base" para a imutabilidade de Deus: É Sua simplicidade.4:6).6:15. ICr.90:2.6:4. em sua natureza. mas sim que Deus transcende a todas as limitações temporais (IIPe.145:3). Jerônimo estava errado. então Ele tem que existir da 5 .1:17).110:1. a) Eternidade: A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada eternidade.

mas fará conforme seu plano predeterminado (Is.10. e nem menos. Jz. por ser ato do intelecto divino (veja IICo. Ez. Sl.1:13) Deus não pode nem quer ver o mal. que existem no presente e existirão no futuro.forma como existe. É chamado necessário porque não é determinado por uma ação da vontade divina.34).1:2. IICo. solta no ar. Por isso Deus é imutável como a rocha (Dt. IIRs. conhece-se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e simples.8:18). uma razão que decide a ação.24:16.1:20).18:8. Rm.103:17. de maneira inteiramente única. e) Imutabilidade de Deus em Seus atributos: Deus é imutável em suas promessas (IRs. das coisas que existiram no passado. é empregado como na LXX que inclui Sua escolha efetiva (Nm. A presciência de Deus é muito mais do que saber o que vai acontecer no futuro. mas sim por simples inteligência. ISm. presciência. g) Presciência: Significa conhecimento prévio. 8) Onisciência Atributo pelo qual Deus. em seu amor (Gn. mais santo. Portanto o homem verdadeiramente livre não é o homem incerto e imprevisível. o decretou e preconheceu os homens. não por experiência. A liberdade tem suas leis .40:28). mas o homem seguro. Jl. O próprio Deus jamais mudará de opinião.33:11.23:19. Sl. b) Imutabilidade não significa imobilidade: Nosso Deus é um Deus de ação (Is. Is. c) Imutabilidade implica em não arrependimento: Alguns versículos falam de Deus como se Ele se arrependesse (Ex.43:13). mas é determinada por nossas próprias considerações intelectuais e caráter (lubentia rationalis = autodeterminação racional). (Por exemplo: O conhecimento do mal é um conhecimento necessário porque não é da vontade de Deus que o mal lhe seja conhecido (Hc.32:14. f) Conhecimento livre: É aquele que Deus tem de todas as coisas reais.2:13). pois Deus conhece as coisas de uma vez em sua totalidade.26). Jr. d) Imutabilidade de Deus em Sua natureza: Deus é perfeito em sua natureza por isso não muda nem para melhor nem para pior (Ml. que envolve uma ação de Sua vontade. em sua misericórdia (Sl. conhecimento de vista.3:6 e Mt. e as decretou com suas causas e condições na exata ordem em que ocorrem.leis espirituais .11:29.e a Mente Onisciente sabe quais são 6 . IPe. Hb.46:9.32:4).147:5). mais justo. e este conhecimento não é obtido de fora. Como se processou o conhecimento necessário de Deus nas livres ações dos homens antes mesmo que Ele as decretasse? A liberdade humana não é uma coisa inteiramente indeterminada.37:16) c) É simultâneo: Não é sucessivo. f) Imutabilidade de Deus em Seu conselho: Deus planejou os fatos conforme a sua vontade e decretou que este plano seja concretizado. Gl. IISm.13:19.16:5.11:21) apoia-se em seu decreto. decreto.9:6.8:56. Portanto a ordem é: conhecimento necessário. portanto sempre o mesmo (Ex. isto é.23:12. Veja Rm. em sua justiça (Ez. b) É inato e imediato: Não resulta de observação ou de processo de raciocínio (Jó. Nada poderá se opor à sua vontade. Trata-se de antropomorfismo (Nm. que pende numa ou noutra direção.3:2). um conhecimento que repousa na consciência de sua onipotência.5:21 onde o termo grego ginosko é usado).4:9. conhecimento de antemão. e não de forma fragmentada uma após outra (Is. É também chamado visionis.15:29.110:4). Deus não originou o mal mas o conheceu nas ações livres do homem (conhecimento necessário). E perfeição porque toda mudança tem que ser para melhor ou pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poderá ser mais sábio.38:17-20. d) É completo: Deus não conhece apenas parcialmente. Liberdade não é arbitrariedade e em toda ação racional há um por que. O conhecimento de Deus tem suas características: a) É arquétipo: Deus conhece o universo como ele existe em Sua própria idéia anterior à sua existência como realidade finita no tempo e no espaço.6:17). e seu uso no N. portanto sua presciência de coisas contingentes (ISm.3:14).11:33. mas o conhece.8:29.3:6). Como Deus pode conhecer previamente as ações livres dos homens? Deus decretou todas as coisas.54:10). e) Conhecimento necessário: Conhecimento que Deus tem de Si mesmo e de todas as coisas possíveis. como o nosso (Rm.18:25. mas plenamente consciente (Sl.T. Am. isto é. Jr. mais misericordioso.

9) Onipotência É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira. IICr.23:19. pecar. Jó.1:24). Pv. Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo através do qual Ele produz os melhores resultados possíveis com os melhores meios possíveis. Deus faz somente aquilo que quer fazer (Sl. Lc.Chanock define o poder absoluto como aquele pelo qual Deus é capaz de fazer o que Ele não fará. Jr. At.Hodge e Shedd definem o poder absoluto de Deus como a eficiência divina. Cl.ll:33-36. o domínio sobre as regiões celestiais (Dn. 10) Soberania ou Supremacia Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas. ICr.. Jr.12) e na redenção (Rm. isto é.8 e ICo.4:17. O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto. fazer que um fato do passado não tenha acontecido. Mt. Tg. IITm. Hb. exercida sem a intervenção de causas secundárias. na redenção (ICo.44:24).29:11. Ef. Podemos.36:21-23). Sl.91:1.4:35. não teria poder para fazer tudo o que Ele deseja. pois à ela são aplicadas diferentes palavras hebraicas (chaphets. Deus possui todo o poder que é coerente com Sua perfeição infinita.3:9. c) Na criação. Ef. mudar ou negar-se a Si mesmo (Nm.104). Mt. ratson) e gregas (boule. Is.32:17. 145:11-13. Uma definição ainda melhor há de incluir a glorificação de Deus: Sabedoria é a perfeição de Deus pela qual Ele aplica o seu conhecimento à consecução dos seus fins de um modo que o glorifica o máximo (Rm. determinando-lhe o fim que desejar (Gn.1:37). dirige-se à Si mesmo como o Sumo Bem (deleita-se em Si mesmo como tal) e às Suas criaturas por amor do Seu nome (Is. na providência e na redenção: Deus manifestou o seu poder na criação (Rm.11. exercida pela ordenada operação de causas secundárias. Rm. Sl.9:6.9:4. como.3. Em resumo. thelema).18:14. Dt. Ne.2:24. definir o poder ordenado de Deus como a perfeição pela qual Ele. e em virtude do qual Ele pudesse fazer todo tipo de coisas contraditórias entre Si (Jó. Jó. Deus sempre busca os melhores fins e os melhores meios possíveis para a consecução dos seus propósitos.22:28.1:16). a presciência é um conhecimento livre (scientia libera) e. pode realizar tudo quanto está presente em Sua vontade ou conselho. Na. Tt.44.4:19-37. Ex.9:12.7:1-5.6:18.14. A onipotência de Deus não significa o exercício para fazer aquilo que é incoerente com a natureza das coisas. ". Mt. portanto. 7 . a) El-Shaddai: A onipotência de Deus se expressa no nome hebraico El-Shaddai traduzido por Todo-Poderoso (Gn.segundo o decreto sua vontade" (Ef.14.1:5.1:11. . porém.37:23 etc). E' óbvio. Ex. 50:10-12. Ez. os quais não são poderes distintos.107:25-29.1:20).32:27. Jr.1:13.21:1. mediante o simples exercício de Sua vontade.25).8:6. e o poder ordenado como o poder pelo qual Deus faz o que decretou fazer.2:13.8:27.17. 135:5. Entretanto há muitas coisas que Deus não pode realizar.8.1:30.14:19. Jó.29:11.. Jó. veja também Jó 12:13. Jd.33:6-9. ICo. por exemplo.48:9.135:6). isto porque não há poder absoluto em Deus. Ap. Hb. Sl.27:5. Ez.26:53). h) Sabedoria: A sabedoria de Deus é a Sua inteligência como manifestada na adaptação de meios e fins.(Jo. todo o poder para fazer tudo aquilo que é digno dEle.115:3.15:29. O poder de Deus é distinguido de duas maneiras: .29:12). e o poder ordenado como a eficiência de Deus.22. A vontade de Deus recebe variadas classificações. Mt.Potentia Dei absoluta = absoluto poder de Deus e potentia Dei ordinata = poder ordenado de Deus. logicamente procede do decreto. ou traçar entre dois pontos uma linha mais curta do que uma reta.2:7. mas que tem possibilidade de ser feito. Jó 2:6).1:13. mas um e o mesmo poder.19:26. Is. 95:3-5.1:13. Sl. b) Em todas as coisas: A onipotência de Deus abrange todas as coisas (ICr. 47:2.20:6.17.17:1.B. Ex.11:7). ISm. o domínio sobre a experiência humana (Sl. Dn.1:12.16). Encontramos a sabedoria de Deus na criação (Sl. Ele não pode mentir.12. num ato sumamente simples.14.19:6).1:11). . Tg.20:9. tsebhu.1:3).1:16.4. A sabedoria é personificada na Pessoa do Senhor Jesus (Pv.19:1-7.3:10) . divorciado de Sua perfeições.6.40:26.4:12-15. o que Ele ordenou ou marcou para ser posto em exercício.17:24-26. Zc.10:14. a) Vontade ou Auto-determinação: A perfeição de Deus pela qual Ele. Hb. nas obras da providência (ICr. pois se Ele não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar. H.6:3. o domínio sobre a natureza (Sl.18:11. que Deus pode realizar coisas que a Sua vontade não desejou realizar (Gn.

Is. Dt. tal como acontece na vontade decretória.26. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas façam.15:9. Is. A vontade secreta de Deus pertence a todas as coisas que Ele quer efetuar ou permitir. Na vontade necessária Deus não está sob nenhuma compulsão. Vontade Decretória: Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que virá a acontecer. A santidade positiva é amor ao bem. Dt.20:15. 8 . Jó. Vontade de Eudokia: Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com desejo de ver alguma coisa feita. determina o seu destino e as utiliza para Seus propósitos (Jó.1:9. mas que pode ser desobedecido.10:15. A vontade decretória e a vontade preceptiva relacionam-se ao propósito em realizar algo.11:26).44:28. ICo. tal como acontece com a vontade preceptiva (Is. b) Liberdade: A perfeição de Deus no exercício de Sua vontade. Abrange todo o conselho secreto e oculto de Deus. Pv.Am. Rm. Esta vontade está mui perto de nós (Dt. ela torna-se na Vontade do Signum ou Vontade Revelada. e os tempos.30:14. IPe.2:17. Pv.2. absolutamente fixa e irrevogável.4:34. sendo portanto. Sl. As Suas criaturas são objetos de Sua vontade livre.115:3.55:11). pois Ele necessariamente quer a Si próprio e quer a Sua natureza santa.Rm.1:5. C) Atributos Morais: 1) Santidade: É a perfeição de Deus.7:17. e exige pureza moral em suas criaturas. Deus necessariamente se ama a Si próprio e Suas perfeições.9.45:9. Deus age necessária e livremente. e nela não está sempre presente o elemento de deleite (Mt. a) Santidade Positiva: Expressa excelência moral de Deus na qual Ele é absolutamente perfeito. em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral. Jó. Jo.20:26.57:15. Hc. Is. Pv. Ef.ll:10.16:4.19.6:16-19.12:9).5:4-6). A vontade secreta é mencionada em Sl. Lc. Is. A vontade decretória é sempre obedecida.12:50.65:12).1:15. Assim como há conhecimento necessário e conhecimento livre.29:16. Rm.1:13).34.29:29. contudo corresponde àquilo que será realizado com certeza. A vontade de eudokia e a vontade de eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo.14.115:3. Esta vontade pode ser desobedecida com freqüência (At. Ser Santo vem do hebraico qadash que significa cortar ou separar. Mt.1:5. quer permita que venha a ocorrer por meio da livre ação de suas criaturas (At. embora não se relacione com o propósito de fazer algo. Pv. Neste sentido também o Novo testamento utiliza as palavras gregas hagiazo e hagios.13:22.11.59:1. Rm.11:43-45. Is.12:11). A vontade de eudokia não se refere somente ao bem. aborrece o pecado. mas sim com o prazer de fazer algo.12:2). enquanto que a vontade revelada é mencionada em Mt. puro e íntegro em Sua natureza e Seu caráter (IJo. A santidade negativa é ódio ao mal. há também uma voluntas necessária = vontade necessária e uma voluntas libera = vontade livre.8:20).Vontade Preceptiva: Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de Suas criaturas racionais. Rm.21:1.9:15-22.25.5:15. 1:13.9:18. pois Deus determina voluntariamente o que e quem Ele criará. lugares e circunstâncias de suas vidas. podendo ser positiva ou negativa (Hb. Rm. quer pretenda realizá-lo causativamente.4:11. A distinção entre a vontade de beneplacitum e a vontade de signum encontrase em Deuteronomio. Is. Ap. Hc.46:9-11). Is. tal como acontece com a vontade decretória (Sl.32. Vontade de Eurestia: Na qual Deus deleita-se com prazer ao vê-la cumprida por Suas criaturas.11:33.25:16. Jo.23:13.7:21.16. b) Santidade Negativa: Significa que Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal e de tudo quanto o aborrece (Lv.35. Esta vontade.2:23. Vontade de Beneplacitum: Também chamada Vontade Secreta.10:8). Ele traça as veredas de todas as Suas criaturas.33:13. Dn.34:10.4:17. Dt. IJo. Is.23:14. Quando esta vontade nos é revelada. Jó. A santidade de Deus possui dois diferentes aspectos. Mt. mas age de acordo com a lei do Seu Ser.

1:7). IPe.8) e) Ira: Esta deve ser considerada como um aspecto negativo da santidade de Deus. A justiça punitiva é aquela pela qual Deus pune os pecadores pela transgressão de Suas leis.32:39-41. Aqueles que não são Seus filhos. quando seus atributos são conferidos. Sl.10:31). pois a misericórdia considera a criatura como infeliz. Sl. Ed.143:12.4:8. É aquilo em Deus que aprova todas as Suas próprias perfeições como também aquilo que se conforma com Ele (Sl. A justiça de Deus pode ser retributiva e remunerativa. O grego emprega makrothymia que significa ira longe. pois em Sua ira Deus aborrece o pecado e odeia tudo quanto contraria Sua santidade (Dt.145:9. Rm.6:26. IITm.116:5.17:25. Strong a chama de santidade transitiva.89:30-33.86:15. Esta justiça de Deus exige a execução das penalidades impostas por Suas leis (Sl. E' a perfeição de Deus que O leva a tratar benévola e generosamente todas as Suas criaturas (Sl. Rm. Thiessen define benevolência como a afeição que Deus sente e manifesta para com Suas criaturas sensíveis e racionais. Rm.57:10. Sl. d) Longanimidade ou Paciência: O hebraico emprega a palavra erek'aph que significa grande de rosto e daí também lento para a ira. com Suas bênçãos.3:11-15. Ed.34:6. Jo.95:11. a paciência considera a criatura como criminosa. Sl. IICr. então.116:5.11:22. Deus "pune" (corrige) como um Pai Amoroso (Jr.2:4.46:28. Sl.3:11. clemência e generosidade. independentemente dos seus méritos (Dt.32. a) Benevolência: É a bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. Hb. A retidão é a fonte da Santidade de Deus. é a execução da retidão ou a expressão da justiça absoluta (santidade judicial). ICo.6:35. Bondade é perfeição absoluta e felicidade perfeita em Si mesmo (Mc.14.3:15) e) Misericórdia: Também expressa pelos sinônimos compaixão.36:6.11:22). Lc. Lc.12:1.7:29). Lc. Mt. compassividade. Ex. Podemos.95:11). É a bondade de Deus demonstrada para com os que se acham na miséria ou na desgraça.33:5.104:21.3:20.119:68.145:9. aos homens pela obediência de Suas leis (Hb. Dt. Sl. Ez.1:34-37.145:17.3:5. Sl. A paciência difere da misericórdia apenas na consideração formal do objeto.9:12.1:18. Sl. A justiça corretiva é aquela pela qual Deus "pune" Seus filhos para corrigi-los (Hb. Sl. Ele não pode odiar qualquer coisa que tenha feito (Jó. Rm.136. a justiça é a demonstração de Sua santidade.18:18. Jó 6:14).9:15. que é o pecado (Ec. Deus pune como um Juiz Severo (Rm. Sl. dizer que a ira é a manifestação da santidade negativa de Deus (Rm. A justiça retributiva se divide em punitiva e corretiva.16:34. IIPe. Is.32:4.35:27. a beneficência é a bondade em ação.7). a despeito de sua prolongada desobediência.9:23-27. 9 .19. 2) Bondade: É uma concepção genérica incluindo diversas variedades que se distinguem de acordo com os seus objetos. Portanto longanimidade é o aspecto da bondade de Deus em virtude do qual Ele tolera os pecadores.11:22. Sl.12:6.10:24.11:4-7 Dt. A longanimidade revela-se no adiamento do merecido julgamento (Ex. IITs. Sl.18:23. Na. c) Complacência: É a aprovação às boas ações ou disposições. At. Dn.6:35.7:6. No hebraico usa-se as palavras chesed e racham e no grego eleos. IIJo. Mt.15. Ex.34:7). Ela resulta do fato de que a criatura é obra Sua. Hb.16.5:9 etc).5:10.10:18. é a retidão da natureza divina.6:10.30:11. Jr. A ira é também designada de severidade (Rm. Rm.3:17. ICr. benignidade.Além de possuir dois aspectos a santidade de Deus possui também duas maneiras diferentes de manifestar-se: c) Retidão: Também chamada justiça absoluta. d) Justiça: Também chamada justiça relativa.86:5.13:16). ICr.4:5.14:15) mas apenas àquilo que foi acrescentado à Sua obra.9:22. A bondade implica na disposição de transmitir felicidade. Sl. Sl.5:45. a paciência tolera o pecado que gerou a infelicidade. piedade. Sl.42:1.1:5-10.2:6-10.51:6. mas aos Seus filhos.107:8.14:17).33:11. em virtude da qual Ele é infinitamente Reto em Si mesmo (santidade legislativa).21:13) A justiça remunerativa é aquela pela qual Deus recompensa. b) Beneficência: Enquanto que a benevolência é a bondade de Deus considerada em sua intenção ou disposição. Sl. Sl. a misericórdia tem pena do ser humano em sua infelicidade.

IPe. Jo. e a Sua onipotência e imutabilidade asseguram o cumprimento de Suas intenções (Dt. Todavia eles são objetos da livre e soberana graça de Deus pela qual foram eleitos (ITm. ITs.119:75.4:24. Amor é. Hb. Assim.1:2. pois não pecaram.119:138. f) Graça: É a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigna. Nenhum pecador merece ir para o paraíso.36:5. b) Fidelidade: Consiste no exato cumprimento de Suas promessas ou ameaças. É. Jo.5:21) e preservados eternamente de pecado e colocados em posição de honra (Dn. Sl.10:23. não apenas um impulso emocional.8:26. mas uma afeição racional e voluntária.25:1).5:24. A veracidade fundamenta-se na onisciência de Deus. Essa diferença entre misericórdia e graça é notada em relação aos anjos que não caíram. Este amor encontra seus objetos primários nas diversas Pessoas da Trindade.89:32.10:23). A fidelidade fundamenta-se na Sua onipotência e imutabilidade (Dt. 10 . Hb.3:23.5:20. ICo. nem ficaram debaixo dos efeitos da maldição. Tt. 3) Verdade: É a consonância daquilo que é asseverado com o que pensa a Pessoa que fez a asseveração. Ap. como conseqüência do desagrado divino. Sl. Suas virtudes. Sl. na graça Deus concede bênçãos não merecidas. Jr.33:19). Ao exercê-la para com a criatura.5:3. portanto. entretanto. Ele ama a Si mesmo. Neste sentido a verdade é um atributo exclusivamente divino.3:33. Jr. Nm.7:9. Ap. ITs. IJo. Is.119:142.3:22).6:18. Na misericórdia Deus suspende o sofrimento merecido. portanto exercer misericórdia é o ato divino de livrar o pecador do sofrimento pelo qual ele justamente e merecidamente deveria passar. Portanto graça é o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de Deus a qual ele não merece receber (Ex. ou então por pura incapacidade fracassam em promessas que fizeram com honestas intenções. Hb.10:10. Mas a onisciência de Deus impede que Ele chegue a cometer qualquer equívoco. assim Deus exerce a Sua graça doando ao pecador o privilégio de ir gratuitamente para o paraíso. Deus nunca exerceu misericórdia para com eles. Sl. assim Deus exerce Sua misericórdia livrando o pecador da condenação.2:13.17:3. Sl. Rm.6:10. sendo fundamentada na verdade e santidade e no exercício da livre escolha. o universo e o homem são desnecessários para o exercício do amor de Deus. a perfeição de Deus pela qual Ele é movido eternamente à Sua própria comunicação. Jo. IPe. pois com freqüência os homens erram nos testemunhos que prestam. IITm. Lm. Sua obra e Seus dons. a verdade de Deus é conhecida como sua veracidade e fidelidade.3:7.A infelicidade e sofrimento deriva-se de um justo desagrado divino. Dt.4:19. Sl.31:5. conforme elas são. posto que jamais tiveram necessidade dela.3:4.32:4.89:8. g) Amor: A perfeição da natureza divina pela qual Ele é continuamente impelido a se comunicar.33. a) Veracidade: Consiste nas declarações que Deus faz a respeito das coisas. simplesmente por estarem equivocados a respeito dos fatos.1:9.7:10.1:9. Todo pecador merece ir para o inferno. Sl. e se relaciona com o que Ele revelou sobre Si mesmo.23:19.

B) Crescimento e Desenvolvimento Naturais: 1) Vigor Físico (Lc. 2) Alma (Mt. Não devemos entender com isso que o Verbo foi transformado em carne ou misturado com carne.26:12).11:13). 2) Faculdades Mentais (Lc.2:52).26:2-5). 2) Feito da Semente (esperma) de Davi: a) Sem (Gn.1:35).2:52).12:28). E) Limitações Humanas: 1) Limitações Físicas: a) Fadiga (Jo. C) Aparência Pessoal (Jo. b) Precisava Adquirir Conhecimento pela Observação (Mc.22:44).10:38.CRISTOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO Lemos em Jo.15:3). um templo formado pelo ventre de uma virgem.26:38). Mt.5).19:28).49:10). não pela confusão da substância mas sim pela unidade de pessoa.2:40).23:46). b) Abraão (Gn.21:18).2:18.40:28).13:32). d) Jacó (Gn. d) Sede (Jo. c) Possuía Conhecimento Limitado (Mc. no qual habitar.8:24. 3) Espirito (Lc. Is. Mt.4:15).4:6. b) Dependia do Espirito Santo (At. Sl. e) Judá (Gn.4:4. 2) Limitações Intelectuais: a) Precisava Crescer em Conhecimento (Lc. 3) Limitações Morais (Hb. F) Nomes Humanos: 11 . e sim que escolheu para Si mesmo. e) Sofrimento e Dor (Lc. b) Sono (Mt. D) Natureza Humana Completa: 1) Corpo (Mt. e que Aquele que era o Filho de Deus ficou sendo o Filho do Homem. c) Isaque (Gn. A NATUREZA HUMANA DE CRISTO A) NATUREZA HUMANA 1) Feito de Mulher (Gl. f) Davi (IISm. c) Fome (Mt.7:12-16).121:4.9:27).1:8).28:13-15).12:1-3).03 . f) Sujeição à Morte (ICo.1:14 que o Verbo se fez carne.4:9). 4) Limitações Espirituais: a) Dependia das Oraçes (Mc.

1:8).17. Rm. Ef.24:8-10).60:19 com Lc.20:28. Fp. Cl. e como tal era empregado à pessoas humanas. 5) Pai da Eternidade e Maravilhoso (Is. D) Pela associação de Jesus. 4) O Santo (At.1:47-51.1:17). 4) Jesus é Jeová Encarnado (Compare Is.28:19).40:3.12:4-6.8:13. Is.17. e significa Chefe superior.8 e At. Jo.1:18(ARA). Tt. ITs. mas ao fazê-lo não se despiu de Sua natureza divina. Rm.7. O propósito da kenosis foi a redenção.2:11). Sl.102:22-27 com Hb. O termo "Senhor" em grego é Kúrios.2:5). Sl.23. Is. IICo.19:5.2:32.19:16).1:23. A NATUREZA DIVINA DE CRISTO A) Nomes Divinos: 1) Deus (Jo.5:8. e somente à eles era permitido aplicar este título. 8) Senhor (At. uma auto renúncia dos atributos divinos. Mc. B) Pelo culto divino que Lhe é atribuido: 1) Somente Deus pode ser adorado (Mt. G) Relação Humana com Deus: 1) Como Mediador e Sacerdote.11:27.28:16 e Sl.10:9(ARA = Senhor.2).16:30.8:29.21:6. 12 . Jo. Jo. Is.8:55.2:5. Hb.2:11. Os. 3) Alfa e Ômega (Ap. Jz.2:36. no grego = Criston).21:11).7:49). IIPe.13:14.10:15.5:22.1:7.29.16:16.2:13.1:8-10.10:21).4:10).17:27. Como representante da humanidade Jesus falava com Deus (Mc.24:52).11). e reteve a consciência de ser Deus (Jo. Jo. Lc. compare Is.9:5. com o nome de Deus Pai (IICo.21:6.14:33.1:21). Mt.9:17.1:8.2:22). Is. Lc. Ap.6:3).1:1.11.41:14. Na kenosis Jesus deixou o uso independente do Seu poder para depender do Espirito Santo.12:8-10). Rm. Tg. Mt. Is.4 com Jo.15:34). Entretanto eles eram considerados deuses.2:7. Lc. 2) Jesus aceitou e não impediu Sua adoração (Mt.3:14.11:9). 2) Kenosis: Auto esvaziamento de Jesus Cristo. ITm.1:1.9:6.3:13).7:10.12:25.1:6. 2) Preservador (Cl.118:22. Hb. Zc. Nm. 3) Perdoador de pecados (Mc.44:6).7 com ICo.4:16-19.2:8.27:40.60.14:61.2:6 com Is. E) Atributos divinos Lhe são atribuídos: 1) Atributos Naturais: a) Onisciência (Jo. Jo.1:21. 2) Filho do Homem (Lc.2:2.2:10.6:64.9:6.16:31.5:25. Também o Ser divino não se tornou humano.1:16).3:11.19:10). 4) A Igreja primitiva o adorou e orava Ele (At. 5) O Carpinteiro (Mc.4:11. 7) Senhor da Glória (ICo.2:1. Jesus pôs de lado a forma de Deus.2:3).1) Jesus (Mt.62.4:5. 6) Deus Forte (Is. 4) O Profeta (Mt. no sentido de divindade (At. 3) O Pai deseja que o Filho seja adorado (Hb. Tg. 2) Filho de Deus (Mt.1:10-12.7:59. C) Pelos ofícios divinos que Lhe foram atribuídos: 1) Criador (Jo. 3) O Nazareno (At. aos imperadores de Roma. Mestre. o Filho.1:3. não houve auto extinção. IICo.3:1. 6) O Homem (Jo. Jo.10:9. Cl.4:5.14 com IPe.22:13. ARC = Cristo.17:3. Sua personalidade continuou a mesma. IPe. Ap.13:18). Cl.45:21-23 com Fp. IIPe.10:36.1:1. ICo.

Jesus Cristo (Jo.44.1:11.2:13.2:3. Senhor e Salvador: Deus Pai (Is.2:10.15:4. 2) Sustenta e preserva todas as coisas: Deus Pai (Sl. Jd.3:6). ICo.3:14).9:6.17:24).102:26.45:6. IICo. Jesus Cristo (IIPe.25). Mq.5:22.44:6. Jesus Cristo (Jo.24:10 e Is.46:18). Cl.32:18.1:69. Rm. Ap.17. Jesus Cristo (Compare Is. Os.12:32).19:15.9:6.1:20).2:13.40:3 com Jo.17:3). 9) Jeová e Salvador. Is. IISm.104:5-9.3:4.71:22.18.12:29.3:20. 3) Deus Forte: Deus Pai (Ne.43:11. Os. Mc. Ef.84:3. Jesus Cristo (Sl.19:11.6:1-5 com Jo. Jd.45:11).8:6.46:9.54. g) Auto-Existência (Jo.22:16. IJo. At.25).54:5. Sl. ITm.16). Sl.21:9). IIRs. 6) Jeová dos Exércitos: (ICr.6:39.1:47: Tt.10:36.2:11. Lc.54:5).14.2:16). Hb.6:14. Fp. 18) O Pastor: Deus Pai (Sl.62:5.89:18. Jo. Jr.1:8.3:18).12:3. Ap.13:20). Is.24.1:14.1:9.1:4.1:16.3:7.1:11.11:15). Tt. c) Onipotência (Mt. Jesus Cristo (Lc.5:23.3:17.1:1.8:6.7:26.10:17.54:5). Ef.1:3.8:26.5:2).44:24. b) Bondade (Jo.21).86:10.1:10. 16) O Primeiro e O Último: Deus Pai (Is.28:20.4:5).18). 10) Salvador: Deus Pai (Is.21.7:22. Sl. Ap.3:7.2:11.3:4).19:7.41:14. Fp.1:3. Jesus Cristo (IJo. Jesus Cristo (Cl. Jo.13:8.9:24). ITm.4:14). Is.43:3.28. Ap.13:4).40:3 com Mt. ICo. Jesus Cristo (Ap.11:9. f) Imutabilidade (Hb. 4) Ressuscitou mortos: Deus Pai (Rm. Jesus Cristo (ICo.60:16. Jr.17:14. 11) Único Salvador: Deus Pai (Is. 2) Único Deus Verdadeiro: Deus Pai (Jo. 5) Jeová: Deus Pai (Ex. G) Obras atribuídas igualmente a Deus e a Jesus Cristo: 1) Criou o mundo e todas as coisas: Deus Pai (Ne. h) Espiritualidade (IICo.3:9.1:35. 8) Único Senhor: Deus Pai (Mc. Tt. ICo.8:58).14.1:23). Hb.45:6.8:6. Hb.4:39.1:2. Jesus Cristo (Compare Sl.1:23). Is.4:27Jo.43:3.17:24. Jo. Ap. 17) O Esposo de Israel e da Igreja: Deus Pai (Is.9:32).3:9.3:15). 4) Deus Salvador: Deus Pai (Is.10.5:20).41:4. Cl.27. IITm.6:15. Rm. 2) Atributos Morais: a) Santidade (At.1:1. d) Eternidade (Jo. Jo. 13) O Santo de Israel: Deus Pai (Sl.2:29).3:20.3:13. Tt.13:8. F) Títulos dados igualmente a Deus Pai e a Jesus Cristo: 1) Deus: Deus Pai (Dt.29. At. Jesus Cristo (Lc.146:6.3:14. Fp.2:24.1:8.4:10).11:2.22:37.14:15. Jesus Cristo (IJo.21:9.4:5).20:28.2:20.31:35). Jesus Cristo (Jo. Sl. Jesus Cristo (Is.1:17.8:58.8:12.10:12.11:25. ITm.17:5.1:3. Hb. Dt.28:28.4:17. c) Verdade (Mt.10:1). ICr.10:18). Is.22:13).3:3 e Jo. Os.33:6.3:14.1) 3) Ressuscitou Cristo: Deus Pai (At. Hb. 15) Eu Sou: Deus Pai (Ex.9:5.17:20.40. Jr. 12) Salvador de todos os homens e do mundo: Deus Pai (ITm. Is.10:11. Jesus Cristo (IIPe. e) Vida (Jo. Jesus Cristo (Is. Dn.27). Sl. IICo.13:4).14:6.5.9.1:3.2:8. 14) Rei dos reis. Ef.1:17.1:4.5:31. Jesus Cristo (Jo.12:41.4:14).2:11.5:18).18:20.14:23 Mt. Jesus Cristo (IJo.4:12. Tt.2:5. IJo. Is.6:4).60:16.2:3.11:25. Jesus Cristo (Compare Is. Ef.7 com Hb.1:8).48:12) Jesus Cristo (Ap.45:15. Mc.14:6).10).5:21.10:11.11. Lc.19:16). 7) Senhor: Deus Pai (Mt.5:20).5:20). Ef.6). IICo.2:19.2:8.1:5.1:11.2).b) Onipresença (Jo. 5) É o Autor da regeneração: Deus Pai (IJo.1:23 e 3:28. IJo.23:1). Jesus Cristo (At.11:25. IPe. Jd. Ef. Senhor dos senhores: Deus Pai (Dt.43:11. Ap.51:15.9:6).47:4. Jesus Cristo (Jo. Hb. 13 .12:29.10:17.1:8. IRs.1:1. At..27:5. Jr.8:60.1:1.

a divina e a humana.A UNIPERSONALIDADE DE JESUS CRISTO Ficou provado que Jesus Cristo possui duas naturezas. embora tenha duas naturezas. sendo uma Pessoa divina e outra humana. 14 . mas uma só e apenas uma. porém unidas. No entanto. Ele não possui duas personalidades ou Pessoas. Jesus Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas distintas.

doutrina). 2. Estes atributos não foram conferidos a anjos nem aos homens. Consolador. Ela é a mesma nas três pessoas.13 (SENHOR.3: "Por que encheu Satanás o teu coração. Sabes quando me assento e quando me levanto. pelo poder do Espírito Santo. A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO 2. quando Ananias e Safira tentaram enganá-lo. A Paracletologia divide-se. Esquadrinhas o meu andar e o meu 15 . mas pertence a mesma essência divina do único Deus.T. na Bíblia em dois períodos: o do Antigo e do Novo Testamento. de maneira que. tenho divulgado o evangelho de Cristo.. b) Onisciência Onisciência vem de duas palavras latinas: "OMINES" que significa TUDO e "SCIENTIA" que quer dizer CIÊNCIA. a) Onipotência Por onipotência se entende que todo o poder que há no Universo físico ou espiritual. tem total conhecimento de todas as coisas. O Espírito Santo.04 . Onisciência e Onipresença.11. Ele sabe tudo acerca de si mesmo e do que criou Sl 139. Não se separa. tu me sondas e me conheces. tem sua origem em Deus. 2. específicas e em tempos distintos. singular e indescritível. de longe penetras os meus pensamentos. No N.2 ATRIBUTOS DO ESPÍRITO SANTO Há três atributos pertencentes a deidade de cada uma das pessoas da Trindade que são: Onipotência. A Paracletologia também é conhecida como Pnematologia.1 O ESPÍRITO SANTO É DEUS: Esta declaração é comprovada na Bíblia e na experiência humana. as atividades e as manifestações do Espírito Santo eram esporádicas. A Paracletologia estuda de uma forma sistemática tudo o que se refere ao Espírito Santo (chamado por Jesus de Consolador). quando suas atividades se concretizam de maneira direta e contínua através da Igreja. o Espírito Santo faz o que lhe apraz. em Jerusalém.PARACLETOLOGIA: DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO 1. No AT. do mesmo modo que o Pai e o Filho.T. desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico. O poder do Pai é o mesmo existente no Filho e no Espírito Santo. Então em sua onipotência.2. No AT. Ele revelou ao apóstolo Pedro que o casal mentia. As escrituras relatam um episódio nos primeiros dias da igreja. A deidade do Espírito Santo está implícita na do Pai e do Filho. mas a Deus". DEFINIÇÃO DE PARACLETOLOGIA Paracletologia é uma palavra formada por duas palavras gregas: paracletos (que significa. para que mentisses ao Espírito Santo? Não mentistes aos homens. realizando milagres e prodígios (Rm 15. Ajudador. Sua sabedoria é infinita. advogado) e Logia (que significa estudo. No N.19 por força de sinais e prodígios.. Ele se manifestava em circunstâncias especiais. veio para morar nos corações dos crentes e enche-los do seu poder. conforme registra Atos 5. Ele não é um deus entre os outros. começa no dia de Pentecostes.

16. SENHOR. só tu. Às vezes atribuímos à personalidade uma forma corpórea. a dar16 . perdoa. como o falar. encontra-se a expressão "outro Consolador". porque sua presença é total em cada lugar onde estiver: Sl 139. destinado a tomar o lugar de Cristo com os apóstolos (depois de sua ascensão ao Pai). O Filho de Deus revelou-se como pessoa. pelo perdão de nossos pecados 1c) no sentido mais amplo. lá estás. és conhecedor do coração de todos os filhos dos homens. Entretanto.2 PRONOMES CONFERIDOS AO ESPÍRITO SANTO Em João 16. assistente legal. 3. Conhece os homens profundamente 1 Rs 8. 3. nem se encobre a sua iniqüidade aos meus olhos). intercessor. age e dá a cada um segundo todos os seus caminhos. Consolador no grego é "Paracleto" que significa: 1) chamado. convocado a estar do lado de alguém. alguém que presta socorro 1c1) É Nome dado Santo Espírito. já que lhe conheces o coração. assistente. o Pai. súplica a Deus.17 (Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos.). Deus é Espírito. no grego "ALLOS". porque tu. usada por Jesus. e tu. conselheiro de defesa.8. o sentir e o fazer alguma coisa racional. . c) Onipresença O Espírito Santo penetra em todas as coisas e perscruta o nosso entendimento. identifica a personalidade do Espírito Santo. a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica. intercessor 1b1) Cristo em sua exaltação \a mão direita de Deus. lá estás também. significa "outro do mesmo tipo". e a tua destra me susterá. A palavra "outro". lugar da tua habitação. aquele (no grego ekeinos) que indicam a pessoa do Espírito Santo. mais uma vez.39 (ouve tu nos céus.7-10 ( Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus.14 encontramos algumas vezes o pronome ele. ainda lá me haverá de guiar a tua mão. Em João 14.1 A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO Um dos atributos da deidade é a personalidade que cada uma das três pessoas divinas possui. Identifica-se como pessoa alguém que manifeste qualidades. já a conheces toda). ajudador. Ninguém pode esconder dele coisa alguma. sem necessidade de corpo material. pois ele está presente em toda a parte. amparador. Nem um só pensamento nosso passa despercebido do Espírito Santo Jr 16. convocado a ajudar alguém 1a) alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz. Ainda a palavra me não chegou à língua. se faço a minha cama no mais profundo abismo. ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA 3.13. se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares. ninguém se esconde diante de mim. advogado 1b) pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém. mas falou de outra que Ele enviaria após sua subida para o céu.deitar e conheces todos os meus caminhos. Ela. Ele não se divide em várias manifestações.

26) mas o Consolador. g) Espírito Santo Comanda (At 16. mas o Espírito de Jesus não o permitiu. ruach 'elohîm). tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia. O Espírito de Yahweh estava ativo na criação.3) Então.lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino 3. com sua própria individualidade. tentavam ir para Bitínia.23) Também o Espírito. semelhantemente. Ruach YHWH). mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira. os anjos) quanto as hostes do povo de Deus. mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. disse Pedro: Ananias. a cada um.11) Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas. no qual fostes selados para o dia da redenção.3 ATRIBUTOS PESSOAIS DO ESPÍRITO SANTO Através da Bíblia. com gemidos inexprimíveis. conforme consta nas Bíblias em português. dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.7) E.31) Por isso. percorrendo a região frígio-gálata. c) O Espírito Santo Sente Tristeza (Ef 4. como lhe apraz. vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens. para que mentisses ao Espírito Santo. tanto as hostes celestiais (as estrelas. por que encheu Satanás teu coração. Embora o nome Espírito Santo não ocorra no Antigo Testamento. d) O Espírito Santo Intercede (Rm 8. e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.2.6. Ele tem atributos pessoais. vários títulos equivalentes são usados. defrontando Mísia.30) E não entristeçais o Espírito de Deus. O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho. Os principais nomes do Espírito Santo são: a) Espírito de Deus de Yahweh (hb. f) Espírito Santo Fala (Ap 2. porque não sabemos orar como convém.7) Quem tem ouvidos. 4. o Espírito Santo é revelado como Pessoa. a saber: a) O Espírito Santo Pensa (Rm 8. esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. conforme revela Gênesis 1.27) E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito. "o Espírito do Senhor". ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor. a quem o Pai enviará em meu nome. individualmente. e) O Espírito Santo Ensina (Jo 14. Yahweh significa aquele que faz existir. nos assiste em nossa fraqueza. OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO Os nomes do Espírito Santo nos revelam muita coisa a respeito de quem ele é. distribuindo-as. o Espírito Santo. com referência ao "Espírito de Deus" (hb. O título Senhor dos Exércitos é melhor traduzido como "aquele que cria as hostes". reservando parte do valor do campo? b) Pode-se Blasfemar contra o Espírito Santo (Mt 12. 17 . b) O Espírito Santo tem Vontade Própria (1Co 12. ou. Espirito Santo é suscetível de trato pessoal: a) Alguém pode mentir para o Espírito Santo (At 5.

A palavra hebraica ruach pode significar "sopro". justiça por obras e melhoramentos adâmicos são abominação para o Espírito Santo. 2 Co 5. se alguém não tem o Espírito de Cristo. revela os mistérios de Cristo (Jo 14. Tais símbolos representam qualidades intangíveis porém genuínas. Em literatura arquétipo é uma personagem. Em todos os lugares. que pisam com os pés o Espírito da Graça. Quando Ele se manifesta numa reunião. com que foi santificado. Por isso qualquer acréscimo humano. se. E.14 (14 Se. atemorizados. o vento representa forças poderosas.). em Cristo Jesus. O demais é adoração imitada. Glória nesse caso tem a ver com adoração.b) O Espírito de Cristo. O conceito bíblico de filiação perdeu-se totalmente nos nossos dias. baseados no qual clamamos: Aba. Como tal ele é a vida Rm 8. e) Espírito da Graça. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas.11). a água límpida que flui representa o poder e o refrigério sustentador da vida a todos que têm sede. conforme o Espírito Santo nos capacita para isto. outra vez. A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao de ruach. O vento.). vida nova e eterna. estima. esse tal não é dele). e tiver por profano o sangue do testamento. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. d) Espírito da Adoção de Filhos Rm 8.16) e toma o lugar dos arrebatados na terra (Jo 14. porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Com esse título é acentuada a união do Espírito Santo com Cristo. não estais na carne. é para glorificação de Jesus Cristo c) Espírito da Vida.2 ( Porque a lei do Espírito da vida. Hb 10. bem-aventurados sois. pelo nome de Cristo.15 (Porque não recebestes o espírito de escravidão. mas ele próprio não é visto. Podemos ver e sentir os efeitos do vento . ou seja. 1. como símbolo. de fato. Nós fomos acolhidos na família divina. A Bíblia qualifica como pecadores obstinados estes. "espírito" "ou vento". O termo melhor hoje seria a parceria. 5. te livrou da lei do pecado e da morte). mas recebestes o espírito de adoção. f) Espírito da Glória 1 Pe 4. O significado básico de nephesh é "ser vivente".1. nem para onde vai. o fogo representa uma força purificadora (como a purificação de minérios) ou destruidora (freqüentemente citada no juízo. traz frutos de Cristo (Fl. a) Vento. O que estava morto em ofensas e pecados (Ef 2. tema ou símbolo comum a várias épocas e culturas. para viverdes. elogio e dedicação que são despertados no crente pelo Espírito Santo. conforme revela João 3.17). enchidos pelo Seu Espírito e dotados com nova e eterna vida. Toda e qualquer operação do Espírito Santo enfim. É antes uma transferência legal de uma criança na condição de um filho adulto ou uma filha que alcançou a maioridade. física e espiritual. não é revelação do Espírito da Glória. sois injuriados. por causa da idéia de "adoção". Isto não quer dizer que um estranho será acolhido como criança numa família e usa a seguir o nome da família. Ele vivifica no novo nascimento. Pelo Espírito da graça é oferecida livremente a todos os homens a dádiva da graça divina. A partir daí seu alcance semântico desenvolveu-se a tal ponto de referir-se a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente. fala da natureza invisível do Espírito Santo. O Espírito da vida Deus dá a cada crente ao nascer de novo.29 (De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus. tudo que têm fôlego. Somente podemos adorar e chegar a glória de Deus. Ele substitui a lei reinante do pecado e da morte com a lei da vida (Rm 8. honra. É empregada paralela com nephesh. porém invisíveis.16-18). porém. 18 . e fizer agravo ao Espírito da graça?).9 (Vós. Pai. mas no Espírito. ouves a sua voz. assim é todo o que é nascido do Espírito). o Espírito de Deus habita em vós. mas não sabes donde vem. percebe-se sem chamara a atenção.8 (O vento sopra onde quer.

pois o Espírito até aquele momento não fora dado.17 (Batizado Jesus. Ef 1. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no Reino de Deus. e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos. d) Óleo." (Mt 3. Zc 4. ao mesmo tempo. eu vo-lo enviarei.). que é isto? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não sabes tu que é isto? Respondi: não. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo. meu senhor. Junto a este. se eu não for. é necessária ao sustento da vida. Por outro lado. Na conversão.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1. do seu interior fluirão rios de água viva. porque.. O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba. uma à direita do vaso de azeite. e eis que se lhe abriram os céus.38. Lc 3.b) Água. Na ocasião do novo nascimento o Espírito Santo põe sobre nós o seu selo de direito de propriedade.4). vindo sobre ele. duas oliveiras. crendo em Cristo. e a outra à sua esquerda. e depois.3). os reis e os profetas. A água. um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento de João Batista: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. As palavras de João Batista referiam-se mais diretamente a separação entre o povo de Deus e os que têm rejeitado o Messias. f) Selo. da justiça e do juízo) revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.13). tendo nele também crido. e) Pomba.3-6. em quem me comprazo). porém. nós. Quando ele vier. fostes selados com o Santo Espírito da promessa)Nos dias bíblicos usava-se um selo de cera como sinal de promessa e acordo. 20.11. 39 (Quem crer em mim. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem. realiza o novo nascimento (Jo 3. e viu o Espírito de Deus descendo como pomba. O fôlego e a água. se. Mt 3.16. assim como o fôlego. A pomba é o arquétipo de mansidão e de paz. c) Fogo. uma promessa. que dizia: Este é o meu Filho amado. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO.16. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16. nossa vida espiritual não demoraria murchar e ficar sufocada. o seu apoio e ajuda. o Consolador não virá para vós outros. perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor. a) O Espírito Santo é o agente da salvação. como diz a Escritura. b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação 19 . que o selado tem parte na consumada obra da salvação. tão vitais nas necessidades físicas humanas. depois que ouvistes a palavra da verdade. E eis uma voz dos céus. Isto é.17). Desde os primórdios o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh. Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no Espírito Santo. Atualmente a nossa assinatura na compra e venda pode ser comparada a isto.19).2-6 (e me perguntou: Que vês? Respondi: olho. o fogo ardente e purificador do Espírito da Santidade também opera no crente (1 Ts 5.26 ). O Espírito Santo garante assim a partir desse momento. O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. 6. No dia de Pentecostes são "línguas de fogo" que marcam a vinda do Espírito (At 2.8 Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá. diz o SENHOR dos Exércitos.13 (em quem também vós. eu for. convencerá o mundo do pecado.12. O Espírito Santo flui da palavra como águas vivas Jo 7. Ele é manso nas tempestades da nossa vida produzindo paz. Então.. recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6). porque Jesus não havia sido ainda glorificado) que sustentam e refrigeram o crente. saiu logo da água. Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder.7. o evangelho da vossa salvação. mas pelo meu Espírito. e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12. são igualmente vitais no âmbito do espírito.

Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo. que habita em vós. fostes selados com o Santo Espírito da promessa.14 (em quem também vós.30 (E não entristeçais o Espírito de Deus.38).25 (Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Quando somos batizados no Espírito. 4. 5. Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1. 3. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO a) Ser Cheio do Espírito Todo o cristão recebe o Espírito Santo no momento da conversão e pode ser cheio dele sem ser batizado no Espírito Santo O Espírito Santo nos convence do Pecado Jo 16. i.4).21.8).e. 2 Co 1. o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14).9. e que não sois de vós mesmos?) Nós fomos selados com o Espírito Santo Ef 1. Revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho Dele. foi cheio do Espírito Santo e profetizou. libertando-nos da escravidão ao pecado. e o Espírito Santo estava sobre ele. tendo nele também crido.23). homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel.22.27). em louvor da sua glória).8.19).41 (E aconteceu que. c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor.16).. seu pai. visando ao bem de todos (1Co 12. 10. ajuda-nos na adoração a Deus e na nossa vida de oração.31) e a operar milagres (At 2. recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (At 1. dizendo:) Simeão Lc 2.8 (E. no qual há dissolução.18 (E não vos embriagueis com vinho. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito.43.33) e sobre os discípulos (At 2. dirige e leva-nos a uma vida santa.13. depois que ouvistes a palavra da verdade. e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (At 1.19 (Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. quando ele vier.26.22 (Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus. ao resgate da sua propriedade. ao habitar em nós. que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração). que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8. Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos. o evangelho da vossa salvação. o qual é o penhor da nossa herança. Para realizar o trabalho do Senhor. e Isabel foi cheia do Espírito Santo) Zacarias Lc 1.) 20 . Ef 4. 1Co 6.Na conversão.67 (E Zacarias.8. no qual fostes selados para o dia da redenção) Devemos buscar ser cheios Ef 5. convencerá o mundo do pecado. e do juízo). e da justiça.7-11). 6. Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz. proveniente de Deus.15.2-8. e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8. a criancinha saltou no seu ventre. purifica. 7. o Espírito passa a habitar no crente. Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8. batizadas: Isabel Lc 1. Ele nos santifica. ao ouvir Isabel a saudação de Maria. O Espírito Santo habita em nós 1 Co 6.32. que O glorificam (Gl 5. mas enchei-vos do Espírito) Exemplo de pessoas que foram cheias do Espírito Santo e não eram.

todos quantos tinham vindo com Pedro. 16.) b) Ser batizado no Espírito Santo At 1. já desde o ventre de sua mãe. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de Cristo e ter eficácia no seu testemunho e pregação At 1. ficai. não muito depois destes dias. nem bebida forte. Depois." A respeito do batismo no Espírito Santo. e tanto falavam em línguas como profetizavam). veio sobre eles o Espírito Santo. segundo o Espírito lhes concedia que falassem. e em todos eles havia abundante graça). 33 (Tendo eles orado. na cidade de Jerusalém. E os fiéis que eram da circuncisão.8). porém. até que do alto sejais revestidos de poder. e não beberá vinho.22).8 (E. determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém. com intrepidez. na verdade.7-11). os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. que há de vir sobre vós.49.31. At 4. cf. caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. a Palavra de Deus ensina o seguinte: Jesus ordenou aos discípulos que não começarem a testemunhar até que fossem batizados no Espírito Santo e revestidos do poder do alto Lc 24. anunciavam a palavra de Deus.4 (Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas. Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à 21 . a glória e a operação de Jesus estão presentes com seu povo (Jo 14. que há de vir sobre vós.14. mas de uma manifestação do Espírito Santo. e será cheio do Espírito Santo. na qual a presença.5. maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.João Batista Lc 1. OS DONS ESPIRITUAIS Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12. indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. 1Co 12. At 1. Na casa de Cornélio At 10.8 (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo. tremeu o lugar onde estavam reunidos. mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.49 (E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai. Ele lhes disse que também deviam ser "revestidos de poder" pelo Espírito Santo (Lc 24. Com grande poder. João batizou com água. e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. também por Ele efetuada.6 (E. Os cristãos de Éfeso At 19. No dia de Pentecostes At 2.7). 8. O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração. todos ficaram cheios do Espírito Santo e. Esse poder não se trata de uma força impessoal.5 "Porque.4.5. que (disse ele) de mim ouvistes. não muito depois destes dias. dizendo Pedro ainda estas palavras. O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no Espírito Santo. estando com eles. mas que esperassem a promessa do Pai.15 (porque será grande diante do Senhor. mas vós sereis batizados com o Espírito Santo.) At 1. na verdade. João batizou com água. Porque. impondo-lhes Paulo as mãos. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou. Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: "Recebei o Espírito Santo" (Jo 20. e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.44-46 (E.16-18.

11. a interpretação das línguas. pelo mesmo Espírito. e a outro.8-10). A lista em 12. Nesta passagem. mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos. que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra. b) Dom da Palavra do Conhecimento (12. pelo mesmo Espírito. este dom tem estreito relacionamento com o de profecia 22 . ou de verdades bíblicas.11).11. 24. mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. e a outro.22.1 RELAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS Porque a um.21. e pela oração (Tg 1. e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12. É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada. 1Ts 5. menos visível..6-8 e Ef 4.1) Certos dons podem operar num crente de modo regular. Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12. os dons de curar. a fé. 8.santificação da igreja (12. Freqüentemente. e a outro. e a outro. e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. revelando conhecimento a respeito de pessoas. é dada a palavra da sabedoria. 14. O crente deve desejar "dons".10 Não podiam resistir a sabedoria com que Estevão falava. Também. enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual. e não apenas um dom (12. de diferentes maneiras. Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito.21-23. ver 14. com o fruto do Espírito.8) Trata-se de uma mensagem vocal. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico Ex. para o viver diário. As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.1.1 DONS DE REVELAÇÃO a) Dom da Palavra da Sabedoria (12. i. ver o estudo 8. isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina.6). pelo Espírito.1).: At 6. mas deve "provar se os espíritos são de Deus. e a outro.23). o dom de discernir os espíritos.1. Os dons aí tratados podem operar em conjunto.31. a variedade de línguas. Não se deve confundir dons do Espírito.8-10.8-10 não é completa. ele não descreve as características desses dons. ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7. a operação de maravilhas.5. o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.8) Trata-se de uma mensagem vocal sábia. Em 1Co 12. ao surgir a necessidade. pelo mesmo Espírito. e a outro. a profecia.e. o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. de circunstâncias.31. e a outro. Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus.7. porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1Jo 4.26 nota). 14. quando uma pessoa possui um dom espiritual. a palavra da ciência. 24. e a outro. cf. 2Co 11. inspirada pelo Espírito Santo. 2Ts 2.20.13-15.

antes.: Mt 8.Ex.). os quais servem na igreja como ministros profetas. não deis crédito a qualquer espírito. como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja. todavia.: At 3. levantando-se. porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. a profecia é concedida a apenas alguns crentes. provai os espíritos se procedem de Deus.1 Amados. que intervêm nas leis da natureza. comunicada pelo Espírito Santo. É a fé que remove montanhas (Mc 11.10) Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito. por meios divinos e sobrenaturais Ex. 8. repartindo particularmente a cada um como quer". Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos Ex.1. mas de uma fé sobrenatural especial. c) Dom de Operação de Milagres (12. tais como as curas e os milagres. que até os ventos e o mar lhe obedecem? 8. todos eles podem orar pelos enfermos.2 DONS DE PODER a) Dom da Fé (12.11. mencionado em Ef 4.27 E ele disse-lhes: Por que temeis.30 "11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas.14-16 (ver Tg 5. repreendeu os ventos e o mar.11. Havendo fé.1. 30"Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos?"). os enfermos serão curados Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.9) Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física. b) Dons de Curas (12.22-24) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito.26. Como dom de ministério. 12.15 notas).9) Não se trata da fé para salvação. dizendo: Que homem é este. O plural ("dons") indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus.10) É preciso distinguir a profecia aqui mencionada.1-10) Pedro obteve o conhecimento do que Ananias e Safira haviam feito c) Dom de Discernimento de Espíritos (12. 23 .: (At 5. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. homens de pequena fé? Então. para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (1Jo 4.10) Trata-se de atos sobrenaturais de poder. capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.3 DONS DE INSPIRAÇÃO a) Dom de Profecia (12. e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam.6-8 A cura de um coxo na porta do templo.

1). glossa. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso.28. no bendizer. c) Dom de Interpretação de Línguas (12. falando consigo mesmo e com Deus. Quanto à profecia. No caso de alguém falar em outra língua. como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes.46). como manifestação do Espírito. ou uma língua desconhecida na terra. e. faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i. Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação. e isto sucessivamente. como no N.3 Mas o que profetiza fala aos homens. toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (1Ts 5. Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4. na oração.3). porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4. Não há no N. observe o seguinte: Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus.T. mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão. notemos os seguintes fatos: Essas línguas podem ser humanas como as que os discípulos falaram no dia de Pentecostes (At 2. exortando e consolando A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo. contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12. adorará a Deus.2 Pois quem fala em outra língua não fala a homens.. o meu espírito ora de fato.1). que entrando em mútua comunhão. ou prover edificação.16-18). também pelo Espírito.25 tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração. assim. b) Dom de Variedades de Línguas (12. para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (1 Co 14. Mas. mas a minha mente fica infrutífera. e haja quem interprete. sob o impulso do Espírito Santo (14. não havendo intérprete.24. a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.20.21 Não desprezeis as profecias.10) 24 . que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito. fique calado na igreja. prostrando-se com a face em terra.) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. edificando. de fato. advertência e julgamento (1 Co 14. que não sejam mais do que dois ou quando muito três. 27. Quem fala em línguas pelo Espírito. visto que ninguém o entende. no louvor. retende o que é bom). nunca fica em "êxtase" ou "fora de controle".. consolo. Daí. O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. tanto por quem fala como pelos ouvintes (1 Co 14.10) No tocante às "línguas" (gr. 16 E.16 Porque. à fidelidade e à paciência. A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (1 Co 14.e.14.) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus. um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. se tu bendisseres apenas em espírito. e quase sempre não é entendida. A língua falada através deste dom não é aprendida. julgai todas as coisas. no meio de vós).25. 29-31) Tanto no AT.T.. profetizar não é primariamente predizer o futuro. na ação de graças e na oração). testemunhando que Deus está. se eu orar em outra língua. exortação. entendida somente por Deus (1 Co 14.Como manifestação do Espírito. e em espírito fala mistérios). senão a Deus.

O fruto do Espírito inclui: a) ÁGAPE – AMOR Caridade" (gr. 2Co 6. é benigno. bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo 1 Pe 1. havendo línguas.4-9). porque esta é a lei e os profetas. o pensamento melancólico e tristonho. exultais com alegria indizível e cheia de glória. pois toda ela recebe a mensagem.3. o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (1 Co 13. tudo sofre.14 nota. ágape). e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8. pode conter ensino sobre a adoração e a oração. não se exaspera. por causa de uma correta relação com Deus. Antes é uma ação do Espírito de Deus no espírito humano é a sensação de alegria baseada no amor. Também o abomina a doutrina ousada. 25 . O amor consiste em querer para os outros aquilo que queremos par nos mesmos. cf. tudo espera. pobres. 8. não se ufana.6. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. não se ensoberbece.e. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14. para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas.10 "entristecidos.7-8). i. O FRUTO DO ESPÍRITO Em contraste com as obras da carne. especialmente as obras da carne. não se conduz inconvenientemente.13 Pelo que. Ef 4. e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. não vendo agora. o amor não arde em ciúmes. o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar) 9.2. cessarão. fazei-lho também vós. 5. Cl 3. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas. não havendo visto. mas.12-15. Aquele que não ama não conhece a Deus. havendo ciência. a quem. Deus não aprecia a duvida e o desânimo. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida.5-14 nota. generosa nas dádivas aos outros. ou pode ser uma profecia. temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama "o fruto do Espírito". porque o amor procede de Deus. passará) O amor é o solo onde são cultivadas todas as demais virtudes espirituais. mas regozija-se com a verdade. O amor jamais acaba.9.4-8 O amor é paciente. (2Co 6. não se alegra com a injustiça. O amor é a prova da espiritualidade e tem inicio na regeneração (1 Jo 4. desaparecerão. havendo profecias. no qual.Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo. mas possuindo tudo. Amados. nada tendo. tudo o que vós quereis que os homens vos façam. qualidade de vida que é graciosa e bondosa caracterizada pela boa vontade. b) CHARA – ALEGRIA Trata-se da felicidade do Espírito. 2Pe 1. amemo-nos uns aos outros. não se ressente do mal. amais. tudo suporta.. nas bênçãos. mas sempre alegres. É a dedicação ao próximo. Deus gosta de corações animados. na graça. nas promessas e na presença de Deus. mas crendo. entretanto não é uma emoção artificial. ou de outra pessoa.) A alegria cristã.8 Jesus Cristo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira. pois Deus é amor. Mateus 7:12 Portanto. mas enriquecendo a muitos. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado. não procura os seus interesses. tudo crê.

cuja generosidade brota do coração. vos perdoou). ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4. A longanimidade é a paciência que nos permite subjugar a ira e o sendo de contenda. a paz envolve muito mais do que uma tranqüilidade intima.10 26 . d) MAKROTHUMIA – LONGANIMIDADE Quando é uma qualidade atribuída a Deus. perdoando-vos uns aos outros. significa que ele tolera pacientemente todas as iniquidades do homem. No grego. Ora. compassivos. Antes. esse é gracioso e gentil para com seu semelhante não se mostrando ser inflexível e exigente. com longanimidade. É o amor em ação (Gl 6. com o próprio ser e com a própria consciência. sede uns para com os outros benignos. Portanto. nem lhe provocar dor (Ef 4. da inveja dos excessos de tudo o que são obras da carne.1. precisa contar com auxílio do Espírito Santo. com toda a humildade e mansidão. bondade. O crente que a possui. Ela é a verdadeira prática do bem. guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Foi através da instrumentalidade da cruz que Deus estabeleceu a paz. tolerando as injúrias. eu. como também Deus. paciência.2 Rogo-vos. e) CHRESTOTES – BENIGNIDADE Significa gentileza. para que o crente se mostre supremamente bondoso. Longanimidade é a perseverança. Podemos observar a vida terrena inteira de Jesus de Nazaré. vivida em meio a atos de bondade para com os outros. que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados. em Cristo. Bondade é a expressão máxima do amor cristão. trata-se de uma qualidade espiritual de origem cósmica e pessoal produzida pela reconciliação e pelo perdão dos pecados. Ser Benigno é não querer magoar ninguém. suportando-vos uns aos outros em amor). honestidade. pois. que prevalece a respeito das tempestades externas. f) AGATHOSUNE – BONDADE Uma pessoa bondosa quando se dispõe a ajudar aqueles que tem necessidade. a paz com Deus. Agathosune refere-se ao homem bom. não deixando arrebatar por explosões de ira. Esse termo grego significa também excelência de caráter. baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Fp 4. com os outros. Paz é a quietude de coração e mente.c) EIRENE – PAZ A queda do homem no pecado destruiu a paz. que excede todo o entendimento. A paz é o contrario do ódio. o prisioneiro no Senhor.7 E a paz de Deus. da contenda.32 Antes.

Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé). g) PISTIS – FÉ Significa tanto confiança como fidelidade. A fé de parceria com o arrependimento, forma a conversão. A entrega da alma, as mãos de Cristo alicerçado sobre o conhecimento espiritual. A fé é vitalizada pelo amor, pois do contrário, não será a verdadeira fé sob hipótese alguma. Fé, é lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade h) PRAUTES – MANSIDÃO Para Aristóteles, essa característica era um vicio de deficiência, e não uma virtude. Aristóteles encarava tal realidade, como uma auto-depreciação. Na verdade mansidão trata-se de uma submissão do homem para com Deus e, em seguida para com o homem. A mansidão é o resultado da verdadeira humildade por causa do reconhecimento alheio, com a recusa de nos considerarmos superiores. Mansidão é moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (Jesus em Mt 11.23 repreende) duramente Carfanaum "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje "e no v. 29 diz que devemos ser mansos como ele Mt 11.29 2Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” i) EGKRATEIA - TEMPERANÇA - DOMÍNIO PRÓPRIO Temperança é o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5). Na passagem de 1 Co 7.9 essa palavra é usada em relação ao controle do impulso sexual ( Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado. . Mas em 1 Co 9.25 refere-se a toda forma de autodisciplina ( Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Parece que Paulo se utiliza dessa palavra, neste contesto, dando a entender aquele autocontrole que obtém sobre os vícios alistados em Gl 5.19-21. Os filósofos estóicos percebiam claramente a verdade expressa por essa virtude de domínio próprio. Eles procuravam fazer com que a razão dominasse a vida inteira, controlando as paixões e firmando a lama. O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

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05 - SOTERIOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO 1. Graça: É o poder dinâmico de Deus que provêm imerecidamente para capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp.2:13; I co.1:4,5; IITm.1:9; Tg.1:18; IICo.3:5; Hb.13:21; Is.26:12; Jr.10:23; Pv.16:9; 20:24; ICo.15:10). 2. Predestinação: É o conselho ou decreto de Deus concernente aos homens decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos restantes (Rm.8:29,30; 9:11-24; Ef.1:5,11). Os dois aspectos da predestinação são: (a) Eleição: É o ato eterno de Deus pelo qual Ele, em seu soberano beneplácito, e sem levar em conta nenhum mérito previsto nos homens, escolhe um certo número deles para receberem a graça especial e a salvação eterna. (b) Reprovação: É o decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de aplicar a um certo número de homens as operações de sua graça especial, e puní-los por seus pecados, para a manifestação da sua justiça. Os dois aspectos da reprovação são preterição e condenação. PENSAMENTO: A soberania divina e a soberania humana certamente são contraditórias entre si, mas a soberania divina e a responsabilidade humana, não. (F.H. Klooster). 3. Vocação: Vocação ou chamada é o ato de graça pelo qual Deus convida os homens, através de Sua Palavra, a aceitarem pela fé a salvação providenciada por Cristo. (ICo.1:9; ITs.2:12; IPe.5:10; Mt.11:28; Lc.5:32; Jo.7:37; At.2:39; Rm.8:30; ICo.1:24, 26; 7:15; Gl.1:15; Ef.4:1; 4:4; IITs.2:14; IITm.1:9; Ipe.2:9; 5:10). 4. União: É a ligação íntima, vital e espiritual entre Cristo e o Seu povo, em razão da qual Ele é a fonte da sua vida e poder, da sua bem-aventurança e salvação (Ef.5:32; Cl.1:27). 5. Regeneração: É o ato de Deus pelo qual o princípio de uma nova vida é implantado no homem, e a disposição dominante de sua alma é tornada santa. É a comunicação de vida divina à alma, que implica numa completa mudança de coração (Ez.11;19; 18:31; 36:26; Jr.24:7; Rm.6:4; Ef.2:6; Cl.2:12; Jo.5:21; Jo.6:63; 10:10,28; Rm.6:11,13; IJo.5:11,12; Ef.2:1,5; Cl.2:13; IIPe.1:4; Jo.1:12; 3:3,5; IJo.3:1). 6. Conversão: É o ato exterior, visível e prático da salvação operada na vida do pecador regenerado (Lc. 22:32). Os dois aspectos da conversão são: (a) arrependimento: é o aspecto negativo da conversão, porque implica no abandono do pecado e em dizer não para as coisas pecaminosas. (b) fé: é o aspecto positivo da coversão, porque implica em voltar em direção a Deus e em dizer sim para a sua palavra. 7. Arrependimento: É a mudança voluntária e consciente, produzida na vida do pecador, efetuada pelo Espírito Santo, a qual atinge sua mente, seus sentimentos e conduz o pecador ao abandono voluntário do pecado (Mt.21:28-30; IICo.7:9,10).

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8. Fé: É um firme e seguro conhecimento do favor de Deus, para conosco, fundado na verdade de uma promessa gratuita em Cristo, e revelada às nossas mentes e seladas em nossos corações pelo Espirito Santo (As Institutas, III, 2,7, Calvino). 9. Justificação: É um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas a favor do pecador (At.13:39; Rm.5:1,9; 8:30-33; Ico.6:11; Gl.2:16; Gl.3:11). Na justificação estão incluídos o perdão, a adoção, a substituição vicária e a imputação. Os dois aspectos da justificação são: (a) Remissão ou Perdão (aspecto negativo/a dívida é anulada): É o resultado da morte de Cristo e se dá por meio da substituição, na qual, Cristo nosso Cordeiro Pascal se oferece para morrer em nosso lugar. (b) Adoção (aspecto positivo/o crédito é imputado): É o resultado da ressurreição de Cristo e se dá por meio da imputação, na qual a justiça de Cristo, que dá o direito legal à adoção, é imputada ao crente. A regeneração opera uma filiação moral enquanto que a adoção opera uma filiação legal. 10. Remissão ou Perdão: É o aspecto negativo da justificação, pois quando Adão pecou, ele foi condenado pelo que fez de errado (iniquidade), como também pelo que deixou de fazer de certo, errando o alvo (pecado). Adão, então pecou por ação (iniquidade = pecado consciente, voluntário, transgressão) e omissão (pecado, leia IJo.3:4). Cristo em sua obra vicária corrigiu os erros de Adão, obedecendo passiva e ativamente, negativa e positivamente os mandamentos de Deus, pois a lei inclui mandamentos negativos (não adulterarás, etc) e mandamentos positivos (amarás a Deus, etc). O perdão é, portanto o ato judicial de Deus pelo qual ele concede ao pecador, na cruz, os benefícios resultantes da obediência passiva de Cristo. O perdão é resultado da morte de Cristo enquanto que a adoção (o aspecto positivo da justificação) é resultado da ressurreição de Cristo (Rm.4:25). Na morte Cristo aniquilou o pecado, na ressurreição trouxe justiça. O perdão é operado mediante a substituição, a justiça é concedida por meio da imputação. O perdão é concedido na cruz. A justiça é imputada no tribunal de Deus (IPe.3:18). NOTA: Remissão não é o mesmo que redenção. Veja redenção no item 17. 11. Adoção: É o ato judicial de Deus, resultado prático da regeneração, pelo qual Ele declara seus filhos emancipados e herdeiros da vida eterna (Tt.3:7). Adoção não deve ser confundida com regeneração, pois na adoção Deus coloca o pecador que já é seu filho regenerado na posição de filho adulto. Na adoção não há transformação interior (moral). A adoção não muda o interior do pecador, muda a sua posição perante Deus. Deus não adota pecadores não regenerados, Deus só adota aqueles que já são seus filhos. 12. Imputação: É o ato de Deus pelo qual Ele debita meritoriamente na conta da humanidade o pecado de Adão, e judicialmente na conta de Cristo o pecado da humanidade, e gratuitamente na conta da humanidade a justiça de Cristo. Imputação significa "debitar", "atribuir responsabilidade" ou "lançar na conta de alguém". Paulo ensina esta doutrina quando assume a dívida de Onésimo. Do mesmo modo Jesus Cristo tomou a nossa dívida (Fm.18,19). 13. Substituição: É o ato judicial de Deus pelo qual Ele pune os pecadores pelos seus pecados, provendo um substituto qualificado, sobre o qual recaiu todo o pecado e a culpa imputados à humanidade por causa do pecado de Adão (Is.53:4-7; Ico.5:7).

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Um substituto qualificado deveria possuir: (a) Perfeita Encarnação: deveria ter natureza humana completa para poder representar adequadamente a humanidade (Hb.3:15) Redenção (Fp.1:6) Arrebatamento ou 2ª Vinda de Cristo (ICo. (c) Perfeita Santidade: Um homem comum não seria um bom representante da raça humana. renova toda a sua natureza à imagem de Deus. Jo. O substituto deveria ser santo. Hb.2:12).3). A nossa identificação com Cristo é tão perfeita que somos identificados com Ele na sua morte (Rm.2:18.57) Em relação ao pecador Justificação Regeneração (Rm.15:52. inocnete.2:14-17.1:21.53) 30 .6:3.5:2.4:15. sem mácula.1:14). Rm.5:24) Poder (Rm. Cl. Hb. separado dos pecadores (Hb. (b) Perfeita Identificação: deveria ter uma profunda identificação com o sofrimento humano (Hb.22. ESQUEMA DA SALVAÇÃO Espírito Alma Corpo Tempo Passado Presente Futuro Em relação ao pecado Penalidade (Jo.2:13) Santificação (Tg.5:16.6:14) Presença (ICo. pois sendo mortal. Um mortal comum não poderia salvar ninguém.15:54. e o capacita a praticar boas obras. Ipe. não se salvaria nem a si mesmo. 14.7:23-27).3:21) Ocasião Morte e ressurreição de Cristo Do novo nascimento até o encontro com Cristo (Fp. Santificação: É a graciosa e contínua operação do Espirito Santo pela qual Ele liberta o pecador justificado da corrupção do pecado.1:2. 5:1.1:4.IITs. IITm.

2:13-15). Sl. por isso era necessária a redenção. 17. era ele quem deveria resgatar a pessoa cujo empobrecimento forçou-a a se vender a um não judeu (Lv.6:20).52.20. Lv. Ele pagou com seu sangue (At. Se um homem ainda não foi redimido. Hb.8:9).2).6:19.9:40.32:40.19. O mundo (sistema) é de Satanás (Lc. tem prosseguimento e se completa.2:4.26.2:20. embora sendo criatura de Deus. Ele não tinha pecado (Hb.50:12) mas não são todas de Cristo (Rm.8:21.1:13). levando os salvos à permanecerem em Cristo e perseverarem firmes na fé.20:28. para que através da redenção passassem a pertencer a Cristo (Jo.3:13. Fp. (2) deveria ter meios com que pagar o resgate (Rt. um escravo não podia resgatar outro escravo.11:23).32:7). iniciada e completada por Deus. Somente os filhos de Deus são verdadeiramente livres (Gl. 5:1. IICo. (4) deveria ser livre e não podia ser um escravo. Segurança: É a garantia eterna e imutável da salvação. (3) deveria querer efetuar o resgate (Rt.25:47-49).49:7-9).15. IPe. Rm.3. pela qual a obra da graça divina.5:7).1:18. Ele nos resgatou voluntariamente (Jo.2:14.5:15. 18:36. O homem só se torna propriedade exclusiva de Cristo mediante a obra da redenção (ICo.4:4. Perseverança: É a contínua operação do Espírito Santo no crente.6:19. o redentor (goel no hebraico) quem deveria resgatar o sangue da vítima assassinada (Nm. mediante o pagamento de um resgate (Rm. Sl.1:18.10:17. do qual é ele escravo (Jo. IICo.26:18.35:19-34.6:20-22. A segurança representa o lado divino (Sl. Lc. Js.18).6.27:13.5:19) e as criaturas humanas que estão no mundo pertencem à ele (At.2:7). (c) Cristo é o Nosso Redentor: (1) (2) (3) (4) Ele se fez nosso parente próximo (Hb.8:44).5:21).20.12. IPe.8:1. Ap. 31 .12:30. para que através de Cristo Deus resgatasse (comprasse) do mundo os que viriam a crer nele. Em Ezequiel 11:15 a expressão "os homens do teu parentesco" significa "os homens da tua redenção". 16. 5:9. 37:28-31). Mc. A perseverança representa o lado humano (Jr.10:26. 17:14.86:11.89:28-37). O Redentor deveria preencher certos requisitos: (1) deveria ter parentesco do escravo a ser resgatado (Rt.31. no coração dos regenerados. Jr.25:24. Cl. Rm.3:17).19.4:6. 3:9. ICo. Redenção: É o ato gracioso de Deus pelo qual Ele liberta o pecador da escravidão da lei do pecado e da morte (Rm. continua sendo filho do Diabo. (b) A Natureza do Redentor: Deveria ser parente próximo da vítima: Era ele. Ico. 4:1.20. Mt.15:19. Ijo.20:3-5).15.4:6.1:5. Rt.14). Gl.15.4:1-7). (a) A Necessidade da Redenção: Todas as criaturas humanas da terra pertencem a Deus (ICo. Sl. era ele quem deveria resgatar a possessão da família que fora vendida (Lv. inciada no coração.51.

como se o bem fosse causa para arrependimento). Cl. por meio da morte de Jesus Cristo. no grego. 79:8. Os dois aspectos da reconciliação são: (a) Expiação: A reconciliação (no grego = katallagê) tem seu aspecto negativo na expiação. pois há passagens em que se diz que Deus se arrependeu de fazer o bem.51:10.25. a impiedade e o pecado (mencionados em Rm.3:21. Cl. por isso apresentei um resumo do que considerei mais importante sobre o assunto. Ijo. Conclusão: não foram apresentados todos os aspectos envolvidos em cada um dos 20 itens aqui descritos. principalmente na soteriologia. pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.3. O termo usado no antigo Testamento para reconciliação é expiação. É também usado em Lm. que significa "ser propício".26).24:4. tendo seu corpo abatido. fatores causadores da inimizade são removidos. IPe. Na propiciação a ação se dirige para Deus. At. A expiação extingue o pecado (a inimizade contra Deus). Outros aspectos poderão ser encontrados por um.3:42.4:13-17.5:6).24. (A justificação possui aspectos semelhantes a reconciliação: É negativa e positivamente considerada: (a) Perdão e (b) Adoção). Não é o caso de Deus mudar.3:19). 20.10) e a amizade de Deus é restaurada. da impiedade (Rm. Rm. a propiciação extingue a penalidade do pecado (a ira de Deus) que é desviado para a cruz de Cristo (Rm.3:18). como em Jr.14. Em Ex.18:10.5:18-21.3:10).40:31. IJo.9:13.103:5. Reconciliação: É a operação graciosa de Deus pela qual Ele reconcilia os pecadores consigo mesmo. transformado à semelhança do corpo glorioso do Senhor Jesus (Fp. O assunto é vasto e interminável.1:29.1:18.41:1. mas sim de que sua ira é desviada (Sl. e por isso vai além da expiação. IIRs.5:6) e especialmente do pecado (Rm. Dn.32:14 o termo arrepender é wayyinnahem. Na expiação Cristo ofereceu-se pelos os homens.18. a pessoa ofendida.78:38. A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm. e se ocupa com a anulação do ato ofensivo. que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados em relação ao homem. Na expiação a fraqueza. e hilaskomai. na teologia sistemática.Renovação: É a operação graciosa de Deus que inclui todos aqueles processos de forças espirituais subsequentes ao novo nascimento e decorrentes dele (Sl.9:19. no hebraico. da ira para a boa vontade e favor. 19. É claro que se trata de linguagem poética. na propiciação Ele ofereceu-se à Deus (Hb. (b) Propiciação: É a reconciliação em seu aspecto positivo. Is.1:20-22). ITs. O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus. 32 . removendo a inimizade (IICo. Na propiciação é a ira que é removida (Rm.5:8. Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm.3:2).5:10). Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o rompimento no relacionamento.5:9. Glorificação ou Ressurreição: É a operação divina pela qual o crente regenerado há de ressuscitar corporalmente.5:6-8).

existente em três pessoas. que será estabelecido na nova terra (Ap 21.4. mas cada um é igual ao outro em essência. (5) O reino de Deus na eternidade. Hb 9.2. Ef 4.24. Trata-se da manifestação atual do reino de Deus nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem e crêem no evangelho (Jo 3. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus. 14. atributos. em quem me comprazo". Jo 10. o exercício dos atributos divinos. nem o Espírito Santo. A igreja reinará juntamente com Ele. 2 Ts 2. ver Ap 21.2. Quanto à forma de manifestação do reino. (1) As Escrituras declaram que Deus é um só uma união perfeita de uma só natureza. As três não são três deuses. Assim.43 nota).16. 1. 2 Co 13.3.12) e do NT (Ap 21. predito pelos profetas (Sl 89. 17. (4) O reino de Deus na consumação da História. 1. Dn 7. Is 61. 16. 1 Co 6.14).28.29.A TRINDADE Marcos 1. O reino esteve presente na pessoa e na obra de Jesus.14 O EVANGELHO.1). Ver Mc 14.7. nem o Filho.14).4.18. Mc 1. nenhuma é Deus sem as outras.9-11). 28.8 “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu.3.3.12. Jd 20.1-9. Foi o tema de sua mensagem na terra (Mt 4.13. Devido à rejeição de Jesus.10.13. e cada uma.1. Nem o Pai. No AT. existente como Pai.20). noutro. distintas. a Nova Jerusalém (Ap 21.1. At 5.26.19. 11. Rm 8. 33 .27. mas são três pessoas tão perfeitamente unidas que constituem o único Deus verdadeiro e eterno.9 . e plural (trina).15 O REINO DE DEUS.2. o reino visava preparar o caminho da salvação da humanidade. compartilhando uma só natureza divina comum. Sua maior bênção é "verão o seu rosto" (Ap 22. a comunhão. a mútua comunhão no conhecimento e o inter-relacionamento dentro da deidade (cf. Deus é singular (uma unidade) num sentido.1) Quem é Deus? OS ATRIBUTOS DE DEUS Sl 139. mas de uma poderosa e eficaz presença e operação de Deus entre o seu povo (ver 1.16. As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. 1 Pe 1. Cristo reinará na terra durante mil anos (Ap 20. Não se trata de um reino político.2. existem: (1) O reino de Deus em Israel.1. 5. Esta é a doutrina da Trindade. Os habitantes são os redimidos do AT (Ap 21.5. Sua presença manifesta-se com grande poder contra o império de Satanás. tu aí estás. torna possível desde toda a eternidade o amor recíproco. 9. Ap 2.8. sobre as nações (2 Tm 2.1-4).15.27. juntamente com as outras. substância e essência (Dt 6. Filho e Espírito Santo (cf.36.26.17. que dizia: TU ÉS O MEU FILHO AMADO. O reino messiânico durará mil anos. ver Ap 20.17). se fizer no Seol a minha cama. O centro da nova terra é a Cidade Santa. (2) O reino de Deus em Cristo.14. segundo as Escrituras. Cl 1.14. 1 Co 2. o Messias de Israel. foram feitos ou criados em tempo algum.4-6. é Deus. Mc 12. Gl 3.14). (3) O Deus único.06 .expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus. subsistem três Pessoas distintas. Gn 1.11 "E ouviu-se uma voz dos céus.20).13. Mt 3. Ver Mt 4.13).17. eis que tu ali estás também”. nem três partes ou expressões de Deus. (2) O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis. O Filho e também o Espírito Santo possuem atributos que somente Deus possui (ver Jo 20. Das pessoas da deidade.4-6). Rm 14. 1 Co 2.11. o Rei (Lc 11. A proclamação e a concretização do reino de Deus foi o propósito da obra de Cristo. dando lugar ao reino eterno de Deus.4 nota).21).10) 1.27. poder e glória. (3) O reino de Deus na igreja. material.9-11. Is 11. 1.27.4.37. Trata-se do Reino Messiânico.13 TENTADO POR SATANÁS. o reino foi tirado desta nação (ver Mt 21. mas não separadas.

A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus. ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS. (1) Deus é onipresente — Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto fazemos. (2) Deus é onisciente — Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7). (3) Deus é onipotente — Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, Deus limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20). (4) Deus é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16 nota). A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16). (5) Deus é eterno — Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58). (6) Deus é imutável — Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8). (7) Deus é perfeito e santo — Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. Deus, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos. 34

(8) Deus é trino e uno — Ele é um só Deus (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só Deus (ver Mt 3.17 nota; Mc 1.11 nota). ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do Deus único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora Deus e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como Deus ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de Deus (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; Ele não é como nós. (1) Deus é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20). (2) Deus é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, Jesus, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (ver Jo 16.27 ). (3) Deus é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em Jesus Cristo. (4) Deus é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34). (5) Deus é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). Deus expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). Deus também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E Deus continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9). (6) Deus é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). Jesus chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o Espírito é chamado o “Espírito da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque Deus é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que Deus não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).

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(7) Deus é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). Deus fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13 nota). A fidelidade de Deus é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor Jesus (Hb 6.4-8; 10.26-31). (8) Finalmente, Deus é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de Deus de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.14;Am 2.6,7). Jesus Cristo, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18 nota; Hb 1.9 ). Note que a justiça de Deus não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou Jesus a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21, notas). A revelação final que Deus fez de si mesmo está em Jesus Cristo (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de Deus, devemos olhar para Cristo, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Jesus Cristo Quem é Jesus Cristo? I. A PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS A. Assim como Deus é eterno, Jesus também o é: Jo 1.1; Cl 1.17; Mq 5.2; Jo 17.3; Jo 8.58. B. Antes da fundação do mundo, Jesus planejou junto com o seu Pai, a salvação da humanidade. Deus na sua onisciência viu, desde a eternidade, que o homem a ser criado, cairia em pecado, sujeito à perdição eterna. Ele então preparou um caminho de salvação, por meio do sacrifício de seu próprio Filho. Jesus participou e concordou e desde então já estava disposto a dar a sua vida por nós. Por isto a Bíblia se expressa: "O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo", Ap 13.8. A vida eterna é assim prometida "antes dos tempos dos séculos", Tt 1.2, quando Deus nos elegeu para em Jesus sermos santos e irrepreensíveis, Ef 1.4. C. Jesus participou da criação do mundo. " Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez", Jo1.3. "Todas as coisas subsistem por ele", Cl 1.17. II. A ENCARNAÇÃO DE JESUS "Jesus, Deus bendito eternamente", Rm 9.5, fez-se homem. Esse mistério chama-se "encarnação". A Bíblia diz: "Grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne", 1 Tm 3.16. A doutrina da encarnação de Jesus excede tudo que o entendimento humano possa compreender, porém deste milagre depende a substância do evangelho da salvação e a doutrina da redenção. A. Jesus se encarnou por meio duma virgem, através de concepção sobrenatural. Quando Deus, no dia da queda, prometeu um Redentor, revelou também de que maneira ele viria ao mundo. Ele disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu 36

descendente.14. Foi assim que ele desceu do céu. Mq 5. o teu trono subsiste". conforme a profecia. exatamente na época de Maria dar à luz. 37 .14. Jesus nasceu como os demais homens nasceram. B. O verdadeiro Deus havia vindo ao mundo como um verdadeiro homem. Duas vezes ele o chamou: "Meu Filho amado" Mt 3. Sendo Deus a sua reconciliação fica com um inédito valor. e o Filho de Deus".15. pelo que também o Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus". foram escritas para que todos creiam que "Jesus é o Cristo. 58. e "participou da carne e do sangue".O VERDADEIRO DEUS Não é somente desde a eternidade. Lc 1. Ele disse: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. disse-lhe: "em teu ventre conceberás e darás à luz um filho. Lc 2. E Gabriel lhe revelou como este milagre aconteceria. Hb 1. podia fazer reconciliação pelos homens. Todo aquele. Pai.8-14. Foi por meio deste milagre que "verbo se fez carne".33. "quando se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz". visto que não conheço varão?". sem deixar uma sombra de dúvida.34. e o milagre aconteceu! Ela estava grávida! É impossível explicar este milagre em termos biológicos. que incontestavelmente provam a sua deidade. Jo 20. Lc 1. Mc 9. 1 Jo 5. Lc 2. Jo 6. e por-lhe-ás o nome de Jesus".13.35. Maria respondeu: "Como se fará isto. 51. Sendo homem. Lc 1. Vamos mencionar algumas evidências que provam que Jesus é Deus verdadeiro.6. Jesus veio a este mundo por meio dum nascimento natural. o arcanjo Gabriel comunicou a Maria que ela seria o instrumento da encarnação de Jesus.2. Jo 1.5. "em tudo semelhante aos irmãos". porém. e ser misericordioso e fiel sumo sacerdote. Jo 1. pois que nega que Jesus é o Filho de Deus.31. Hb 2. e "Deus introduziu no mundo o primogênito". Com a palavra: "Eis aqui a serva do Senhor. O profeta Isaías profetizou: "Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e será o seu nome Emanuel". na plenitude dos tempos. Lc 1. e Jesus veio em semelhança de carne. para expiar o pecado do povo. "Pela fé entendemos" Hb 11. uma manifestação sobrenatural: Uma multidão de anjos cantaram. O médico Lucas registrou este milagre no seu evangelho com fé e convicção. 42. Jesus é chamado "Deus" Deus. 41. A. A encarnação deu a Jesus condições de ser o Mediador entre Deus e homens.14. e Deus lhe preparou um corpo.7. 38.10. As sagradas escrituras.17. diante de um grupo de pastores de ovelhas. Houve. Fp 2. Maria aceitou. e para isto Deus providenciou que o alistamento decretado pelo imperador Augusto obrigasse José e Maria a locomoverem-se de Nazaré na Galiléia até Belém.3. Gn 3.36.10. faz o próprio Deus mentiroso. louvores ao Messias que havia nascido. tomando a forma de servo".38. Hb 2. Este te ferirá a cabeça. Quando. o chamou "Deus"! "Do Filho diz: Ó Deus. revelando "a glória do Unigênito do Pai. "porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu". 38. Ele nasceu exatamente 9 meses após Maria haver concebido de modo sobrenatural. III. Rm 8.8. que Jesus é Deus. C. Gl 4.6. cheio de graça e de verdade". 1 Jo 5.4. Jo1. JESUS .7.1-3.5. Hb 10. Ainda depois que ele "aniquilou-se a si mesmo. 1 Tm 2. Jesus nasceu. e tu lhe ferirás o calcanhar".17. Hb 1. em Belém.14. Hb 2.17. ele continua sendo Deus verdadeiro. cumpra-se em mim segundo a sua palavra". Is 7.

digno da nossa adoração.24.13). Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14. crendo em Cristo.4). ). porque ele afirmou ser o Filho de Deus. Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16. não haveria fé. Mt 10. Pedro: Ananias.30). 23. Se Jesus fosse.8). e "Eu sou".3-6. Aquele que nega a deidade de Jesus rejeita o próprio testemunho de Jesus e mostra assim que é inspirado pelo espírito de Anticristo. nem santidade e nenhum cristão neste mundo.18 e disse. Para uma exposição da operação do Espírito Santo no AT. para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a. nem a raça humana (Gn 1. Rm 9. "Chamá-lo-ão pelo nome Emanuel. Sl 104. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. nem novo nascimento.35. e Jesus seria um homem desacreditável. Ap 22. Lc 2.17. nós.2). o primeiro e o derradeiro.3. Jo 1. determina (1Co 12. sente (Rm 15. (b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação.24 etc. 12.26. devemos tratá-lo como pessoa. 28. por que encheu Satanás o teu coração.9.4). que é. 62. que traduzido é Deus conosco". 13. que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8. como os teólogos modernistas afirmam. Através da Bíblia.32. um produto da união entre Maria e José ou com qualquer outro homem. amor e dedicação (ver Mc 1.4 “Disse. 26.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Jo 8.59 (Comp. O ESPÍRITO SANTO Quem é o Espírito Santo? A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO At 5. o Espírito passa a habitar no crente. realiza o novo nascimento (Jo 3. 58.2.16. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo. Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz.11. Êx 3.22. revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14. (2) A revelação do Espírito Santo no NT.37.23.14. então. Mas glória a Jesus! Ele é Deus bendito eternamente. (a) O Espírito Santo é o agente da salvação. Na conversão. "Quem me vê. os anjos cantaram louvores a "Cristo-Senhor". Sem a presença do Espírito Santo neste mundo. recebemos o Espírito Santo (Jo 3. ele respondeu: Eu o sou.25. Ele se chamou também "o Filho unigênito que está no seio do Pai". 1 Jo 2.19). notícia que se espalhou em toda a cidade.18. o Espírito Santo é revelado como Pessoa. Hb 9. 15.3-6). Ele tem atributos pessoais. 33. 1Co 2.4. Para a mulher samaritana ele disse que era Messias. Sem o Espírito Santo.13. o mundo não teria nenhum Salvador. chamou a Jesus "Filho de Deus". O próprio Jesus se chamou "Deus". não haveria a criação. À luz destas verdades.9. não teríamos a Bíblia (2Pe 1. Sem o Espírito Santo. 20.14).30).” É essencial que as pessoas reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração. Ele se chamou: Alfa e Ômega. Quando os seus inimigos lhe perguntaram: "És tu o Cristo.26). Filho de Deus bendito?". nem o NT (Jo 14. vê o Pai".27).3. o universo. O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Jó 26. Mc 14.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1. Mt 1. o Princípio e o Fim.7. vendida.5. (1) A revelação do Espírito Santo no AT. Jo 2. enviado por Deus. ao 38 . mas a Deus.O anjo.29.26. Quando Jesus havia nascido. Jo 4.13. não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens. Lc 1. não ficava para ti? E.45.11. a saber: Ele pensa (Rm 8. 1Pe 1.61. Jo 4. e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12. 10. com sua própria individualidade (2Co 3.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO. Ele chamou Deus de meu Pai.).16-18. Na conversão.8). Jo 14.16. 1Co 6.21).

13. Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.2.23. e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8. que O glorificam (Gl 5. escolhendo seus pregadores (2.10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14. o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14). que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas. 1Ts 1. escolhendo seus obreiros (20. consola e ajuda (Jo 14. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em Cristo. resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1. visando ao bem de todos (1Co 12. produzida pelo mesmo Espírito. e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (1.22). 3. 14.2-4. 1Co 2. 16.17.27) e na nossa vida de oração. 2Ts 2. O plano de Deus é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no Espírito Santo (At 2. Ele é o nosso mestre divino. sem exercitar estas quatro coisas. Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.39).31) e a operar milagres (2.13).3). 1Pe 1.38).16.2-8. 4.32. libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.22.46. recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.45.16-18.2). Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no Espírito Santo se não vive uma vida de retidão. que nos guia em toda a verdade (Jo 16. Gl 5. essas atividades do Espírito Santo formam um todo. não havendo plena separação entre elas. Rm 8.4). 10. (b) um santo viver. (c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor.26.e. Quando somos batizados no Espírito. Ele nos santifica.27).habitar em nós. 1Co 3. que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16. Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo. 6.15. Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos.4. (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo.8.4). (3) As diversas operações do Espírito são complementares entre si. (d) O Espírito Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de Cristo.26. 5. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. ver 1. ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.16. dirigindo a sua missão (13.4.. Ao mesmo tempo.16). purifica.43. Para realizar o trabalho do Senhor. e não contraditórias.2).8. revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle.5) e nos alegra.14).33) e sobre os discípulos (2. 39 .5).8.7-11). 1Co 2.6). e nela inspirando a adoração a Deus (Fp 3.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8).26.4-11). i. Continuamente.16). Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5. 1Pe 1. dirige e leva-nos a uma vida santa. edificando-a (Ef 2.

Mt 26:53. Hb 12:22 ). Existem também aqueles.45. 3. Cl 1:16 ).4. 11:26. outros porém. Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6. de um lugar para o outro. a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. 3.07 . Lc 20:34 -36 ). que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses são os anjos de Deus. 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos "filhos dos anjos". pertencentes a mesma classe de seres. Introdução .1. 8:2. porém na realidade não tem sexo. Apesar de serem espíritos. queda. Os anjos sempre são descritos como varões.São um exército e não uma raça. Lc 2:13. e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. Sl 68:17. têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3). Lc 7:21. e que possui respostas para estas perguntas. A natureza dos anjos 3. Outras referências: Sl 104:4.Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso.ANGELOLOGIA: A DOUTRINA DOS ANJOS 1. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais. Hb 1:7.Os anjos são descritos espíritos. pois de acordo com Jó 38:4-7. e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30.5. rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. At 19:12. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio. Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10. contra os dominadores deste mundo tenebroso.2. e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). 12. . eles não estão limitados às condições naturais e físicas. 2:1. Jó 1:6. acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10. e ele me mandaria neste momento mais de doze 40 . 2. quem são. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem. os quais estão sujeitos ao governo divino. Embora não seja citado número definido na Bíblia. Aparecem e desaparecem. com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de "filhos de Deus" ( Gn 6:2. porque diferentes dos homens. Hb 12:22 ).São seres espirituais e incorpóreos.A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma. Mt 26:53. e sim contra os principados e potestades.12. Sl 148:2. onde se encontram e o que fazem. No Getsêmani.14. obra e destino dos anjos. A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 . Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendêlo: "Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai. populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. A origem dos anjos . nas regiões celestes". estão empenhados em fazer-nos o mal. contra as forças espirituais do mal. Mt 8:16. classificação. existência. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16). portanto não se caracteriza uma raça. natureza. A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus. Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra. onde Paulo diz que "a nossa luta não é contra a carne nem sangue. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar. não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).

Quatro tipos de anjos bons: 1. A classificação dos anjos 4. Lc 9:26. Mc 8:38. são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral. são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência.Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44. e eis que era muito bom. São exércitos como seres alados (Dn 9:21. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem.São seres racionais morais e imortais. 1:21. uma hoste de heróis poderosos. 4. Desde a entrada do pecado no mundo. seu criador e mestre é descrito como "Senhor dos Exércitos". 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28:2 ) 4. pois esta passagem mostra apenas que. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20. Aos anjos são atribuídas características pessoais. embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. Embora não sejam oniscientes. estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus (Ef 3:10. Portanto. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera. 1 Jo 3:8-10). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44. Ef 3:10. Mt 24:36 . 1 Pe 1:12. e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Cl 1:16.3. 148:2 Ap 5:11). Ap 14:6) para nos favorecer. 2 Pe 2:4. At 12:15 tampouco o prova. A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como "santos anjos" ( Mt 25:31. Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10).23). 3. além de serem dotados de poder formando o exército de Deus. pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26).2. Ef. Sl 103:20. Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6. São chamados também de "santos anjos ou anjos de luz" (2Co 11:14). A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36). 2 Pe 2:11). naquele período primitivo havia alguns. 41 . Hb 1:6. Fp 2:9-11. 91:11). sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20. É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente. Os anjos bons são chamados "anjos eleitos" (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança.1. 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22.Anjos bons e anjos maus . Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21. são inteligentes dotados de vontade e atividade. 2 Ts 2:9. Jó 38:7.legiões de anjos"? ( Mt 26:53 ). Anjos: Tanto no grego quanto no hebraico a palavra "anjo" significa "mensageiro". 1 Pe 5:8 ). Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19. Jd 6). Is 6:3. A declaração de Mt 18:10 é geral demais. 3:10. mesmo entre discípulos. que acreditavam em anjos guardiões. protegem os pequeninos (Mt 18:10). exercem vigilância protetora sobre os crentes (Sl 34:7. At 10:22.

O termo grego "angelos" (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10. Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra (2 Sm 22:11. Ef 6:12. cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos. e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden. Arcanjos: O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16.Embora os anjos não constituam um organismo.12). Lc 7:24. a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. Sl 18:10). mas há outras referências para ao menos um arcanjo. mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Gl 4:14). 42 . Cl 2:15). Querubins: São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24). Sob a direção de Satanás. 7:13. especificamente distintivo.4. no tabernáculo. Miguel. a majestade e a glória de Deus. Sl 80:1. Ap 12:4. evidentemente são organizados de algum modo. como principados e potestades (Ef 3:10. Dn 8:13 ). tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico. nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38. Ef 2:2. no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. 9:52. 9:21). muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4. os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. e como o homem dotado de livre escolha. 2:1) espíritos (Hb 1:14). mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41). Anjos Maus Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado.1). Is 37:16. Cl 1:16 ) e poderes (Ef 1:21 . 12. em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. 6:11. 1 Pe 3:22). Mc 1:2. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus (Dn 8:16. Contudo. Serafins: Mencionados somente em Is 6:2. há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.21.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13. 2 Co 4:4.14). 4. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem. (Jo 12:31.20. Principados. potestades. Cl 2:10).7. constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. 14:30. Estes nomes não indicam espécies de anjos. tronos (Cl 1:16). Não há nas Escrituras um nome geral. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12. pela redenção que ele consumou (Ap 5:9. este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo. exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3. eles foram destinados a revelar o poder. 2. santos (Sl 89:5. Jd 9).17). (Jó 1:6. domínios (Ef 1:21. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto.6. O pecado. Jd 6). Segundo as Escrituras. Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12). 99:1. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral "anjo". no templo e na descida de Deus à terra. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso. Enganando os homens por meio do pecado. Mais do que outras criaturas. Como demonstração do seu poder de majestade. 3. Zc 14:5. vigilantes (Dn 4:13. para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus. os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4) e no mundo. observam o propiciatório (Ex 25:18.7-9). Embora em Ef 1:21 a referência parece incluir tanto anjos bons quanto os maus. A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. especialmente nos ares que nos rodeiam.

conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e auto determinada contra Deus. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. 2 Pe 2:4. Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram. no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41.A causa de sua queda.O resultado de sua queda . o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas. e após seu julgamento (1 Co 6:3).21. Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Dn 10:12. . Não é improvável. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas.Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos. ele também parece simbolizar Satanás (Is 14. Em Ez 28:11-19.1. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). A queda dos anjos 5. Os efeitos desta 43 . no futuro. Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa.4. que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis. as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). mas deixa claro que se deu antes da queda do homem. Porém. 5. Ap 9:11.13. Ap 12:7-9). Em outras palavras. Jd 9). No ultimo versículo deste capitulo lemos "Viu Deus tudo o quanto fizera. descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados. Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9. já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3). Se for assim. 5. Os demônios . Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos. 6.Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás. Ap 12:9). Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4).2. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49.20. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal.13-14).As Escrituras não descrevem a origem dos demônios.O fato da sua queda . Jd 6). 5. Em qualquer um dos casos o egoísmo. atirados para a terra (Ap 12:8-9). Mt 25:41.De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia.Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. que são opostos aos propósitos de Deus.3. das quais se diz que têm demônios.A época de sua queda . e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição. portanto. ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. sua vontade era autônoma. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Portanto. 5. No capitulo 1º de Gênesis.Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda. e eis que era muito bom". que entram nas pessoas. lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. Ef 6:11-12. Eles serão.

pois Deus é quem o detém. 1 Jo 4:1 e Tg 2:19).1. forja a destruição. o mais glorioso dos anjos. 16:11) e até mesmo "deus deste século" (2 Co 4:4). Lc 8:18-31). leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento. 7. não do homem em primeiro lugar. como se houvesse muitos de sua espécie. e ataca Jesus. possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24. mas observando-se o mal que existe no mundo. e Ele deu toda autoridade a Cristo.5). De acordo com as Escrituras. nome que significa "acusador" e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu "na condenação (Ez 28:12. Hb 1:13. o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2). Mc 8:16. 9:34. mas de Deus. 2 Co 11:3. São reputados idênticos aos espíritos imundos.possessão se evidenciam por loucura. tal expressão é incorreta. associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33.baixos em conduta (Lc 9:39. e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino.Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8.A natureza dos demônios . 1 Tm 4:1-3. São seres de baixa ordem moral. mas não há dúvida de que na Bíblia.5). 44 . quando Este empreende a obra de restauração. Ap 12:10. 1 Jo 3:8. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico. Mt 8:16.42. Mt 4:3). 12:22. Diabo é a transliteração do vocábulo grego "diabolos". no Novo Testamento.20). Is 14:12-15). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda. razão pela qual é chamado Apolion (destruidor). 11-13). 1 Tm 4:1.Alguns afirmam que Satanás não existe.4. é lógico que se pergunte: "Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência. São seres vis e perversos . degenerados em sua condição. Lc 10:17. Satanás era originalmente Lúcifer ("o que leva a luz"). se é que ele não existe?" Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos.2.Sua origem . Não significa que ele detém o controle do mundo. e sujeitos a Satanás. Jo 8:44. Mc 1:27. há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos. São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes. Mc 5:4. São seres espirituais (Lc 9:38. Ef 2:2). o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade. epilepsia e outras enfermidades. Há muitos "demônios". mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau. Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22. Produzem impureza moral (Mc 5:2. 20:2. Mc 5:6.14. "Demônio" é a transliteração de "daimon" ou "daimonion". Mc 5:4. O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo. 6. O nome "Satanás" revela-o como "o adversário". ignóbeis em suas ações.7.São seres inteligentes (Mt 8:29. É também chamado "príncipe deste mundo" (Jo 12:31.39. São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27).As atividades dos demônios . 14:30. Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1. Ap 9:11. e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. mas existe um único "diabo". Ap 12:9. Quando examinam as Escrituras. Hb 2:16. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus. 6. Ainda que alguns falem em "diabos". Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou "diabolos" (acusador).10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41. Ef 2:2). revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural. Satanás 7. algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não.1. acusando continuamente o povo de Deus.19.31.

Ez 28:17). e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Poderoso (Ef 2:2).Sua derrota: Deus decretou sua derrota (Gn 3:14. Ap 20:7. o homem torna-se vítima nas suas mãos inescrupulosas.Não limita sua operações aos ímpios e depravados. 2 Co 11:3).Suas atividades: 1. O motivo de suas atividades: Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus.15). Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19. Ap 20:2). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.3. Maligno (Jó 2:4). A natureza das atividades: Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18). mas restrita (Mt 12:29. Freqüentemente seus agentes se fazem passar como "ministros de justiça" (2 Co 11:15). Enganador (Ef 6:11). Muitas vezes age nos círculos mais elevados como "um anjo de luz" (2 Co 11:14). mas não é divino. No princípio foi expulso do céu. 7. ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31). até assiste às reuniões religiosas. afligir (1 Ts 3:5). durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1-3). 1 Tm 3:7). Orgulhoso (1 Tm 3:6. e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10). Deveras. 2 Co 4:4).Sua atuação . devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Dominar. mas não é onipotente.4. matar (Jó 2:6). cegar. enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3. 2.5).2. 7. 2 Co 4:4. 3. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). e pelo uso dos termos "doutrina de demônios" (1 Tm 4:1) e "a sinagoga de Satanás" (Ap 2:9).Seu caráter: Presunçoso (Mt 4:4. nem tocar no crente sem a permissão de Deus. tem poder. Suas atividades são restritas: Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte.8. Feroz e cruel (1 Pe 5:8). Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5). o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6). Não pode tentar (Mt 4:1). 45 . Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor.5. Para aqueles que crêem em Cristo. exerce influência em grande escala. durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7-9).Ele é mais que humano. 7. 7. e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Astuto (Gn 3:1.

S. 33 vezes. "Acusador dos nossos irmãos . Outros nomes de Satanás: Nos nomes vemos o caráter de Satanás: "O grande dragão. 16:11 "O Abadom" (Hb). "adversário" do verbo "ficar em emboscada (como inimigo).S. difamador". exterminador" (Abadom = sheol ou hades 3 vezes. 46 . 2 Co 11:14: anjo de luz) "Belzebu" maioral dos demônios . temos igrejas que nem acreditam no diabo e por outro lado temos igrejas que acreditam demais no diabo.: Satanás: a. satã é usado 15 de 23 vezes para a pessoa de Satanás.29 "Homicida" Jo 8:44 "O Pai da mentira" Jo 8:44 "O deus deste século" .BATALHA ESPIRITUAL Introdução: "Há dois erros iguais e contrários em que nossa raça pode cair com respeito aos diabos. pois não lhe ignoramos os desígnios. Mc 8:33: Jo 6:70).. Durante muitos anos ele agiu fora da Igreja. 2:2 "O Príncipe deste mundo" Jo 14:30. o rei dos demônios. não passa mais tarde. "caluniador. todos os usos ficam nos Evangelhos. crentes estão sendo possuídos por demônios. provavelmente aqui "o anjo do abismo". Um é não acreditar na sua existência." (C.Mt 12:24 "Maligno" Mt 13:38 "Belial" . Ap. "Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós.) A. deuses dos pagãos). não tira férias." (2 Co 2:11) I . "Apoliom" (gg) Ap.12:10: "Lúcifer" ou "a estrela da manhã" Is.14:12 (cf. Diabo: gg. opor-se". a antiga serpente.T. satanás é quase sempre o grande adversário de Deus e do homem .QUEM É O INIMIGO: Satanás e seus anjos A. anárquico. 12:9. pois hoje ele está agindo dentro da Igreja. Demônios. daimonízomai 13 vezes: fora de 10 vezes. desordenado" 2 Co 6:15 "Tentador" . que se chama diabo e Satanás.) Terminologia bíblica: Satanás é achado em 7 livros do A. daímon 5 vezes: daimónion 60 vezes vb. e por cada autor do N. "O sedutor de todo mundo" Ap.2 Co 4:4 "O Príncipe da potestade do ar" Ef. Pastores estão exorcizando cidades. gg. (Mt 16:23.3) Creio que hoje mais do que nunca se cumprem estas palavras de C. 1 Ts 3:5 "Inimigo" Mt 13:28.T. Satanás não descansa. Lewis.o Diabo. não estamos vivendo uma vida de Disneylandia espiritual. b. mas hoje ele está matando os cristãos com as mais variadas heresias. p.08 .T. gg. esta guerra acontece 24 horas por dia. satan. Screwtape Letters. hb. mandando matar os cristãos. Você está em guerra.) N. só três não se referem absolutamente à pessoa de Satanás. Geralmente = seres espirituais e maus (às vezes. a morte 2 vezes. Hoje a Igreja vive uma diferente perseguição de Satanás. das 36 vezes. provavelmente os demônios sãos os anjos de Satanás que caíram com ele.T. diábolos.Mt 4:3. O outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e insalubre neles. Lewis. 9:11 destruidor."sem lei.

43-45) Especificamente contra os cristãos: tenta-os a mentir (At 5:3). Mt 4:11. Ap 16:13. Is 14:12-15) No mundo antigo.(Lc 8:12 (tirar a Palavra). formoso. "O Diabo acha que ele está livre. 14:12-14. 47 . (Lc 4:5. Babilônia. à imoralidade (1 Co 7:5).é. I Jo 2:16) Confundir.7. Jo 14:16. O crente que estiver andando com Deus em fé e obediência não pode ser possuído de um espírito demoníaco. Rm 12:1. corpo. emoções (Ap 12:17) Eles sabem da sua condenação (Mt 8:29. 5:13) Eles podem causar doenças (Mt 9:33.. 16:23. (Jo 1:6. cf.B. 2 Ts 2:9. Roma) e o deus nacional. semeia o joio para enganar e atrapalhar (Mt 13:38s. Ef 6:12: Ap 12:7) Ele reina sobre este mundo. 1 Ts 2:18). I Pe 5:8. permitido e limitado pelo Deus soberano. Jo 3:3-5.Os demônios tem personalidade. cf: (Ap 3:20. I Co 7:5. At 5:3. enganar. Warfield). contrafazer. 16:14: Lc 8:31. I Jo 5:19-20) 3. Lc 8:28-31) Alguns já estão encarcerados no abismo e alguns destes serão libertados na grande tribulação (2 Pe 2:4. imitar ( I Co 10:20. alma e espírito. mas ele tem um freio na boca e Deus segura as rédeas"(B.4. mas ao deus-espírito atrás do rei.6. 20:3) Destruir . I Tm 3:6) O que Satanás tem. o controle de alguma forma dum demônio (cf. o sinete da perfeição. II Co 2:16: 12-13. que é um estado de passividade humana causada pelos demônios. Ap 12:7-10) Ele reina sobre a hierarquia dos demônios. poderoso. Ap 9:14.4. (Mt 25:4. Lc 22:31. Is 24:21) B.17. Mt 12:22-28. 2. cria problemas físicos (2 Co 12:7-10) Qual a diferença entre Opressão Satânica e Possessão Demoníaca? Possessão é Demoníaca e Opressão é Satânica: Na Possessão a vítima é dominada pelo demônio. Satanás foi criado "querubim da guarda ungido. é dado. Zc 3:1-6. Rm 8:9-10.. 2 Co 4:3. Ap 12:13-17) Habitação: "possessão demoníaca" não comunica bem o conceito do gg. vontade (2 Tm 2:26).) A pessoa de Satanás (Ez 28:12. etc. Ele caiu por causa do orgulho (Is. Ef 2:1-3.) Atividade do Diabo e seus anjos: Tentar: (Gn 3:1. 2 Co 4:3. os profetas falam não somente ao rei. 1 Co 3:16-18.) Eles conhecem a Jesus (Mt 8:29: Mc 1:24) Eles tem suas doutrinas e promovem doutrinas falsas (1Tm 4:1-3) Podem habitar em homens e animais (Mc 4:24. perseguição (Ap 2:10). mas finito. Jo 14:23-30. II Co 5:17.) Posição de Satanás: Ele ainda tem acesso ao trono de Deus. Jd 6. Jo 2:7) Alguns poderosos enganam as nações (Dn 10:13. Ez 28:15-17 cf. daimonizomenos (Mt 15:22) = "endemoninhado". difamação e calúnia (Ap 12:10). inteligência (2 Co 11:3). 1 Jo 5:19. Ap 16:13s. Nestas passagens. um rei freqüentemente foi deificado e visto como o mediador entre a sua cidadepaís (i. 11:13-15 (anjo de luz). I Tm 3:6. Caráter e Atividade de Satanás: 1.14. Ef 1:13-14. Jo 14:30). 2:1.2. 1 Co 6:19-20. Lc 22:31. Tiro.

Hb 2:14-15. Base do perdão dos pecados do crente: filhos que caem da comunhão com Deus devido ao pecado. I Ts 4:3.Jo 5:24-27.Jo 16:8-11. Rm 3:19-28. ascensão e glorificação que nós seguiremos (I Co 15:12-23. Is 65:17-25. O juízo da natureza pecaminosa: quebrou o poder controlador do pecado.Schaeffer) Substituição: Ele morreu no nosso lugar (Lv 1:4. Os Juízos de Satanás e seus anjos: Satanás e os anjos perderam sua posição no céu (Ez 28:16) Ele foi julgado profeticamente no jardim do Éden (Gn 3:16) Cristo veio a primeira vez para destruir as obras do maligno.COMO DEVEMOS LUTAR? Três passos à vitória A. Rm 3:24. Hb 9:15. 8:1-5. a Sua morte na cruz tem valor infinito para todos que crêem" (F. Base da obra do Espírito Santo em nós .todos os cristão são alvos de Satanás para cairmos numa vida de pecado. 4:30. 2 Co 5:18-21. podemos viver vidas que agradam a Deus. (E 6:13. 9:11) A cruz é a base do juízo dos incrédulos . 2 Co 3:6-17: Gl 3:19-25. Na cruz. Ef 1:7. 2 Co 5:15-21. I Co 15:55-57.Rm 8:14-17. I Pe 1:15-16. cf. Ap 20:11-15. I Co 12:13. Ef 1:13-14. 10:4. Tg 4:7) Obsessão demoníaca . (Ap 20:10) III . I Jo 3:23) Base da adoção como filhos e herdeiros maduros . a lei do Espírito. 1 Jo 2:2) Reconciliação: o homem pode ser amigo de Deus (Rm 5:10. Rm 8:1s. a morte e Satanás foram vencidos: o pecado . Jesus é o primogênito do processo da morte. Cl 2:14. I Jo 1:7. agora há "a lei de Cristo". Ef 5:26-27. Gl 5:13-25. Rm 8:18-22. Base da purificação das coisas no céu . 6:14. 1 Pe 1:18-19) Propiciação: satisfez a ira santa de Deus contra os pecados (Rm 3:25. Hb 2:17.Jo 12:31-33.11 acima a morte . I Jo 3:1. Satanás e os seus anjos serão lançados no lago de fogo e enxofre para eternidade. Rm 6:1-14. Gl 3:23-26. Temos um inimigo terrível com quem temos que lutar. 16:8-11. Ap 20:10 B. Ap 21:1s.é um ataque mais intenso de ataque demoníaco (II Co 12:7-10). o pecado.15) Quando Cristo voltar. cf. 2 Co 5:21.I Jo 5:18-19. n. 2 Ts 1:6-11. Satanás receberá um castigo temporário dum mil anos no abismo (Ap 20:1-3) No fim do milênio. Rm 3:19-26. 8:30.posicional e experimental .11.Jo 3:1-7. 13:8s.I Co 1:2. Hb 2:14. I Ts 4:13-17: Hb 2:9-15. Satanás é feroz: "A razão pela qual muitos cristãos falham por toda vida é esta: eles sub-estimam o poder do inimigo.Opressão . Ef 1:10. 10:1-14) O fim da lei Mosaica.) O que Cristo fez na cruz: 17 cumprimentos "Porque Jesus Cristo é Deus e homem. Cl 2:14.36. 5:18) Base da santificação . Mt 20:28. Observações Iniciais: 1. (I Jo 3:8.Hb 9:22-24 (cf. II .o dom da salvação rejeitado . por isso muitos cristãos podem sofrer. 4:1-7.15.2. cf. Fp 3:3. Ef 1:4) Base do perdão dos pecados antes da cruz (Rm 3:25. 5:9.. 6:11. Cl 1:18. 2:2. Tm 5:6-8. ressurreição. 2:16) Justificação: a justiça de Cristo é imputada a nós (At 13:39. Não deixa Satanás nos 48 . no juízo final.31. Jo 3:1418.QUEM É O VENCEDOR? O poder do Sangue de Cristo A. 8:2-4. 5:18. 1 Pe 3:18) Redenção: pagou o preço para libertar-nos (At 20:28.) Base da redenção da natureza. Ap 20:14 Satanás e os demônios .

Satanás e os demônios são limitados por Deus. Claro. Cristo. Satanás é finito: não é onipotente. O largo cinto da verdade A couraça da justiça Calçai os pés com a preparação do evangelho O escudo da fé O capacete da salvação 2. Ap 12:10) . Satanás não pode tocar nossa salvação. 2 Co 12:7-9).das quais satanás gosta de nos acusar (Zc 3:1-5. mas a graça que restrita não deixa-os fazem tudo que quiserem (Jó 1:6 .. e sugere como satanás ataca. ".. no sentido direto.Tg 4:2.3. Geralmente. Êx 20:4-6. Cl 4:2. falta de auto-controle.Rm 8:26s. Quando você confrontar a presença satânica. Ef 6:18." (D. 5:16. I Pe 5:8) 2.enganar. Lc 22:31.. Revesti-vos de toda a armadura de Deus. Ef 1:6) 2. uma viagem. Jd 20s Com fé . Quase tudo que nos rodeia (neste mundo) nos desvia de Deus. não seja tolo. temos uma posição de aceitação e autoridade em Jesus Cristo. Seja santificado pela Palavra .Moody. Não saltamos do Egito ao trono de Deus num pulo só. Hb 7:25: I Jo 2:1-2. o diabo e os seus demônios não nos tentam diariamente.. Cristo adquiriu nossa pureza na cruz. Seja sempre sóbrio e vigilante .39). experimentalmente realizando Sua chamada alta.Jd 9. 14:23. cf. Tg 1:5-8. A espada do Espírito = a Palavra de Deus (Mt 4:4) 3. nem nos separar do amor de Deus (Rm 8:38. Mc 11:22-24. 15:7. nosso Sumo-Sacerdote. Mas devemos buscar a santidade. Nada disponhais para a carne .. Lc 11:5-10 Às vezes com jejum .Ef 4:27.Ef 6:18..Jo 17:15. o mundo está controlado espiritual e moralmente por satanás.16. abrindo a porta para opressão. Em qualquer situação. etc. Passo Um: Pureza 1.. (Tg 1:13-16. 2:7. Tome cuidado . (Rm 8:1.Jo 17:17: 2 Tm 3:16 Confessar e renunciar tudo na nossa vida contra Deus . orgulho. O poder conquistador da oração: No nome de Jesus . Mas tentação vem principalmente da nossa própria carne: cobiça.. e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças. O pecado na vida nos destrói. Há um deserto..Hb 11:1-6.L.Rm 13:12-14 Chegai-vos a Deus .At 13:2-3. 4:1-8) 3...Deus é fiel." (I Co 10:13). onipresente ou onisciente. Mc 9:29 Passo três: Como Vencer Satanás e os demônios 1. 16:23-27 Com consciência pura . Pois assim estaremos mortos! Isto é guerra. (mas) com a tentação vos proverá livramento.. 5:14. I Jo 3:21s. 2 Pe 2:10s.14'.somos posicionalmente puros. Poder do Espírito Santo . At 19:12-17 49 . e há inimigos na terra. I Ts 4:3 cf. vestidos na justiça de Jesus Cristo.1 Pe 5:8-9a 2.Tg 4:8 Passo dois: As armas de Deus 1. Apesar de falhas nas nossas vidas . O Senhor os permitem ser ativos.15 Com perseverança . cada peça tem propósito para lutar. constantemente intercede por nós . concupiscência.Jo 14:13.

. pois o (Acusador) venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram. 8:7. 16:16-18. Lembre-se que o Sangue de Cristo é a prova que Satanás foi conquistado na cruz. os demônios crêem e tremem . no nome de Jesus. 10:1-20. exceto quando é difícil de achar ajuda. seria sábio em procurar líderes cristãos que tem experiência nisso. não amaram a própria vida". Não tente exorcizar ou confrontar sozinho um demônio. resisti ao diabo. Junte-se com eles para orar e resistir ao maligno. At 5:16.. Em casos graves. Mc 16:17. Nos casos de habitação demoníaca.Lc 9:1. "Sujeitai-vos pois à Deus. e ele fugirá de vós"(Tg 4:7) "Eles. (Ap 12:11) 50 . bem preparado. e que o seu juízo foi selado. ache outros irmãos logo que possível. Reconheça a sua autoridade em Jesus Cristo . Entretanto. 6. 7. pode exorcizar sozinho. I Jo 4:4. e mesmo em face de morte.3. peça que o Senhor quebre os poderes de Satanás e os demônios e limpe a situação. Também. Imediatamente.Tg 2:19 5. 4.. você.

3).3:4. IISm.6:14.15:23.2:7. Mt. e os dois voltaram juntos para o barco (Mt.5:7.12. como para o segundo (IITs. I. 2) É Literal: a) Pessoal e Corporal: A parousia indica presença pessoal (At. Pedro foi até Ele. 4) Pelo Testemunho dos Anjos (At. IPe.14).24:3. Cl. Mt.1:7.22:7. IJo.40.2:1.5:7. O termo apokalupsis é usado nas seguintes passagens: (Rm.1:10).4:1. do ponto de vista profético (Tt. IJo.17:26-30). nos ares (ITs.1:11).4:1. c) Pedro: O encontro de Pedro com Jesus.2:19. b) Visível: A apokalupsis indica a visibilidade da vinda do Senhor (Ap.30.14:2. ITs.4:13).1:7. IITs.: O termo epiphaneia (aparição. Tt. andando sobre as águas.2:13.16:3. ITs.21:27.37.3.4:15..19:1015.3:4). ITs. Mt. Tg. 2) Pelo Testemunho de João Batista (Lc.2:1312. Lc.1:7.13:11). na terra (IITs.2:28. Ez.1:11.ESCATOLOGIA: A DOUTRINA DA ULTIMAS COISAS Escatologia significa Doutrina das Últimas Coisas e.1:7.4:16. ITs. Os.24:26. manifestação) é usado tanto para o primeiro advento (IITm.1:7. e sua revelação pública um pouco mais tarde (IIRs. pelas Escrituras. e nas seguintes passagens referindo-se a homens: (ICo.8.24:33. Lc.13:26.3:11. IICo. b) A segunda fase: A revelação ao mundo. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO A) Sua Realidade: Já no tempo dos apóstolos a segunda vinda de Cristo era negada (IIPe. IITm.8. a sua realidade.11:4-12).24:3).2:3). A palavra parousia é usada nas seguintes passagens: (Mt.3:3-6).1:7-9. b) Joiada: A revelação particular de Joiada aos capitães e aos cários.2:12. portanto.5:15). ITs.10. b) Como na conversão do pecador. 3) Pelo Testemunho de Cristo (Jo. e a volta dos dois juntos para Jesuralém (IISm.1:16. a) A primeira fase: O arrebatamento da igreja.20.27.18:8. IITs. e ainda hoje encontramos pessoas que negam a realidade desta doutrina.52:8.09 . c) Como na conversão do mundo.21:26.27.16:17. 51 .39.14:22-34). Por isso é necessário demonstrar.21:27.12. Lc.8:19.9:28.9:27). Rm. B) A Natureza da Segunda Vinda: 1) Não é Espiritual: a) Como a vinda do Espirito Santo no Pentecostes. IJo. IIPe.5:23. ITs.2:13). Tt.3:1-3.2:13. Jo.14:4. Tg.24:27).21:28.3:13.4:14-17).13. Jd. IITs. ITm.14:3).14:3-5.5. 4) É Iminente. Ela é estabelecida por vários testemunhos bíblicos: 1) Pelo Testemunho dos Profetas (Zc. 5) Pelo Testemunho dos Apóstolos (Mc.13. Ap. a parousia.3:1. 3) É Súbita (Ap. IPe. ICo.3:4. Fp. ITm.3:11. Obs. Jl.9-11. Is. Hb.20:1-3). pela expansão do cristianismo (Lc.1:9.2:8. 7) Analogias: Há na Bíblia algumas analogias interessantes a estes dois aspectos da segunda vinda. a) Davi: A volta de Davi da outra banda do Jordão depois de Abraão e seus seguidores terem sido derrotados. tem como escopo o estudo das profecias concernentes ao fim desta era e a volta de Cristo.3:2. Zc. 5) É Próxima. Hb. 6) Em duas Fases (Sf. a ida de Judá ao seu encontro.27). Ml.17. do ponto de vista histórico (Lc.1:8.4:13-18.10:10).

Estes incidentes não provam a teoria. e que sai ao encontro de Sua noiva para recebê-la (Gn.14). O sacrifício de Cristo na cruz ocorreu depois da 69 semana (Dn. Ef.22:2).24:16. 1) Identificado com a 70 semana: A tribulação é também chamada de septuagésima semana de Daniel.9:27. um período que será abreviado por causa dos eleitos (Mt.5:1-8).2:4). ou seja a septuagésima.d) Paulo: Quando Paulo aproximou-se de Roma. 9) Pré-Milenista: A primeira e segunda fase (IITm.5:9. demonstrando que há uma quebra na sucessão das semanas. A última semana. bem como a destruição de Jerusalém em 70 d. na terra. Deus revelou a Daniel que 70 semanas de anos (Ez.9:25. f) Tempos difíceis (IITm. Dn. Eles não distinguem a segunda vinda em duas fases. Gn.4:5. O Servo anônimo um tipo do Espirito Santo. 2) Dividido em dois Períodos: Esta última semana divide-se em dois períodos de três anos e meio cada um. Lv.24:63.14:22 para fundamentar esta opinião.24) estavam determinada sobre Israel.12:4. Estas 70 semanas inciaram-se com a volta de Neemias e com a reconstrução dos muros e da cidade de Jerusalém (Dn. Rm.24:22). e que traz a noiva ao encontro do Noivo (At. c) Guerras e fome (Mt. e) Isaque: O encontro de Isaque com Rebeca (Gn. a noiva ama através do testemunho do Servo anônimo (IPe.2). b) Pestes (Mt. A) Tipos de Tribulação: Os teólogos se dividem em três diferentes correntes 1) Mid-Tribulacionistas: Os defensores desta opinião acreditam que a igreja vai passar pela primeira metade da tribulação.24:6-8).12:7-11. a) Terremotos (Mt.18:15. 2) Sinais na Terra (Lc.11:2.13:4.6. e que enriquece a noiva com presentes do Noivo (ICo. um tipo do Noivo.29:27.5:9) B) O Período da Tribulação: Segundo as Escrituras o período da tribulação é de sete anos.5:22-23). e será arrebatada apenas após a tribulação.3:10.4:14-17).4:1.21:25a). que a Bíblia chama de tribulação.3:10).16:13. que não fala de si mesmo mas das coisas do Noivo para conquistar a noiva (Jo.8:11. Neste trecho Abraão é um tipo de um Rei que faria o casamento de seu Filho (Mt. entre a 69 e a 70 semana. ITs. pois será arrebatada antes que ela se inicie(Ap. 8) Pré-Tribulacional: A primeira fase (Ap. Ne.1:10. 3) Pré-Tribulacionistas: Os defensores desta doutrina acreditam que a igreja não passará pela tribulação.24:7). ainda não se cumpriu. IITm.2:1-8).19:28.24:7). os irmãos foram ao seu encontro e todos voltaram juntos para a capital (At.16).3:1-5. ITs. Rm.9:25). por ocasião da segunda vinda de Cristo.4:1-4. Rebeca é um tipo da igreja. Seus defensores citam At.2:1. IICo. Na.1:8). Gl.C.5:25-32).2:12). a quem não havendo visto. C) Os Sinais Precedentes da Segunda Vinda: 1) Sinais nos Céus (Lc.16:6-7. por um período de tempo indeterminado.24:7). mas ilustram a dupla natureza da volta de Cristo. e será arrebatada no meio (mid) dos dois períodos de três anos e meio cada. 2) Pós-Tribulacionistas: Estes acreditam que a igreja passará por todo o período da tribulação.21:25b. mencionada em Dn.9:2. a virgem noiva de Cristo (Gn.24). e) Apostasia (ITm. Mt. 52 .4:14-17). II. ITs. A TRIBULAÇÃO .25:8. período este reservado para os gentios (Lc.Imediatamente após o arrebatamento da igreja inicia-se um período de tempo. Isaque.21:24). Tg. IIPe. d) Progresso científico (Dn.

b) Pré-Milenismo Dispensacionalista: Estes vinculam a tribulação à 70 semana de Daniel. c) A besta política. B) A Natureza do Milênio: 1) Cristo Reinará (Zc.14). mas crêem que a tribulação será um período breve e indeterminado de aflição. Ap. Mt. consideram a sua duração por um período de sete anos. 4) Haverá Justiça (Is. Jr. o Anticristo (Ap. e.11:3. tempos e metade de um tempo" (Dn.13:1-10).13:14.14:9).7:25.28:14-18).12).11:2.000 anos. 3) Os Crentes Reinarão (Dn. 3) A Primeira Metade da Tribulação: a) Aliança de Israel com o Anticristo (Dn.12:11. Ap. e) Os 144. Há dois tipos de pré-milenismo.14:1-5).9).24.15:16).30:7. IICr. At. Para eles o milênio é uma realidade puramente espiritual.7). 2) Davi Reinará (Ez. Os pós-milenistas acreditam que a história avança em direção à cristianização do mundo pela igreja.11:9.2:9).24:15.11:2.000 judeus (Ap. b) As duas testemunhas (Ap.2:4. Jo. A palavra millennium vem do latim mille e annus que significa mil anos.5:43.9:27. e que haverá um milênio futuro de duração indeterminada.12:14) se refere a "um ano. f) Abominação desoladora (Dn.34:23. 6) Haverá Paz (Is. e que culminará na grande tribulação para restauração da igreja e o progresso do testemunho do evangelho.13:11-18). que vem precedido pela tribulação. b) Meses: Este período de três anos e meio eqüivale ao período de "quarenta e dois meses" mencionado na Bíblia (Ap. Dn. O MILÊNIO Depois da tribulação Cristo voltará à terra com Seus santos e inaugurará o reino milenial (Ap.12:1). 2) Pós-Milenistas: Tal como os amilenistas.13:5. 53 .7:13.260 dias" (Ap. 5) Haverá Conhecimento de Deus (Is.7:18.12:6. 4) A Segunda Metade da Tribulação: Chamada de grande tribulação ou angústia de Jacó (Mt.20:27).81:15. 3) Pré-Milenistas: Para estes o milênio é futuro e literal de mil anos na terra.9:6. que se estende do primeiro advento ao segundo advento de Cristo. IITs.12:6.13:5). eles identificam a tribulação com a revolta de Gogue e Magogue (Ap.24:21.32:1.12:7.66:3.14). Sl.20:8. Is. O termo grego usado na Bíblia é chiliasm (quiliasmo). baseado nela. assim. a) Perseguição aos judeus (Ap. Jr.3). Dn.14:17-19). os pós-milenistas colocam a segunda vinda e o arrebatamento da igreja depois do milênio e da tribulação.7:4-8. d) A besta religiosa. e é posterior a segunda vinda. o que eqüivale a "três anos e meio". A) Tipos de Milênio: 1) Amilenistas: Os que defendem esta posição não crêem na literalidade do reino milenial.9:27. período este que já se completou quase 2.12:11. c) Dias: O mesmo período também identificado na Bíblia por dias: "1.a) Anos: A expressão "um tempo.37:24. III. a saber: a) Pré-Milenismo Histórico: Colocam o milênio depois da tribulação. Zc.15.11. dois anos e metade de um ano".5:10). Ap. o Falso Profeta (Ap. b) Perseguição aos convertidos (Ap.31:34).

149:9.23.20:4. Lc.13.53.27:52.54.6:39.42. 3) Os Santos como Auxiliares (Sl.17:15. .13. 7) Juízo Final = Trono branco (Ap.20:12. Ap.16:9-11.4:32-35.3.56).22:12.6.11:11). Mt.1:32.15.20:19).13:20.20:30-44.37:12-14.7) Haverá Prosperidade (Is.1:3 At.40. Ez. Sl.26. Ez.9:7. ITs.15:23a.21:8.17:17-24.29).29. Mt. Mt. Jo.20:10). 6) Satanás (Ap.12:36. IPe. b) A segunda ressurreição (Jo. 4) Besta e Falso Profeta (Ap. 2) Cristo (Rm. .15:22.21:8. Jd. Ap. Ml. Lc. b) Semelhante ao de Cristo (IJo. Zc.4:13-15).5:28. Ap. 5) Anjos (Mt.5:21.2.20:5a.51:3.14:1.5:22.14:1.7:55.13.ICo. d) Livre de limitações terrenas (Jo.5:10. Gl.12:1.26:8.2:5.96:13).4:1).6:3.24:31.3:2).4:5.96:12.3:2.2:2.32). ICo.5).11:41-44. Jo.11.9:13). c) Real (Lc.23.14.14:10-12.36.9:27.5:10). At. IIRs.23.32. Jo.8).3). Am. Jo. ICo.23:6-8.12:2). Mt. IICo. OS JULGAMENTOS: A) O Juiz: 1) Deus (Rm. ICo. Zc. D) Características do Corpo Ressuscitado: 1) Do Crente: a) Identificado com o corpo sepultado (Jó 19:25-27. Jo.7:1215.53). IICo.24.6:2.6.2).27. Mt.5.2:16.3:1.8.24:14.28. Lc.27:52.6.11:5.15:28.2:26. At. IIPe.15:23b.5:10).26:19.5:29. Dn. Ap.Mártires da grande tribulação e santos do Antigo Testamento: pós-tribulacionista (Dn.5:29b.3:21. .65:20. Sl. Ap.2:4).Duas testemunhas: mid-tribulacionista (Ap. IV.3:13-15.2. IICo. 2) Dupla (Dn. ITs. 2) Israel (Sl.20:4-6. Rm.26:19.50:1-7.21 IRs.13:14. a) A primeira ressurreição: Em cinco etapas: . Jo.28.12-14). .19:20).25:31. Is.25:31. ICo.10:42.6:7.3:11. Is.14:12. 54 . Ap.4:5.24:39).33:24).14. Fp.20). IITm.Igreja: pré-tribulacionista (talvez representada por Enoque Hb.14:13. C) A Natureza da Ressurreição: 1) Universal (Jo. Os. 8) Haverá Longevidade de Vida (Is. Mt.Cristo: as primícias (ICo.10:28.9:7.22.25:41.13.17:31. At.Salvos do milênio: pós-milenista.17.20:4). B) Natureza do Julgamento: 1) Bema = Tribunal (ICo.5:29. Is. At.5:24.20:5a.20:12.8:41.49-56. Ap.44. B) Ensinada pelo Novo Testamento (Jo. ICo. Hb. Jl.1:2. AS RESSUREIÇÕES A) Ensinada pelo Antigo Testamento (Jó 19:25-27. Ap. 3) Gentios (Sl. 2) Do Incrédulo: Mortal e corrupto (Mt.35:1.12:2.4:14-16. V.8.20:35.

existe comunicação direta de um para o outro. d) Se há salvação.10 . o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados.l6:13. Os. e uma porção quase insignificante dura mil anos. o Zenda Avesta. 5) Argumento da Experiência: O homem é incapaz por sua própria força descobrir que: a) Precisa ser salvo. na arquitetura. 3) A Influência da Bíblia: O Alcorão. Os. A experiência do homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar-se e seu caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em comunicação direta com a revelação de Deus. Jr. A Bíblia.2:10). uma revelação direta de Deus para com o homem.600 anos. Conseqüentemente é de se esperar que exista. coerentes e sem contradições. uma revelação de pensamentos e sentimentos. o Livro dos Mórmons.15:4. b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana. por analogia da natureza. a operação divina que comunica a verdade de Deus ao homem (ICo. b) Pode ser salvo.BIBLIOLOGIA: A DOUTRINA DA BIBLIA I. da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is. foi pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento. ao ponto de ignorá-los. com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia. Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. na ciência etc. se cumpriram (Dt. O mundo. na política. fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar. e uma porcentagem ainda menor dura um século. tem produzido altos resultados em todas as esferas da vida: na arte. 2) A Natureza da Bíblia: a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. Entre os racionais existe uma presença correspondente. A) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação: "É assim que Deus disse?" (Gn. A Bíblia.28. na música.3:4 etc). Em 303 A. porém. c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores diferentes. por um período de 1. porém. É portanto. As profecias a respeito da dispersão de Israel também. Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais. todos tiveram influência no mundo. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo. 55 . conduziram a uma idéia apagada de Deus e do pecado. c) Como pode ser salvo. Estes. Sendo o homem criado à Sua imagem. tem sobrevivido em circunstâncias adversas. sendo que a mais próxima do primeiro advento.7.7:6-8.D.1:6. na literatura. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é insuficiente para conhecer. porém. 4) Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. 6) Argumento da Profecia Cumprida: Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente. ela revela ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral. os Clássicos de Confúncio. Vejamos alguns argumentos: 1) A Indestrutibilidade da Bíblia: Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século.3:1).

c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl. B) Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim.1:21).7:3). IITm. A referência aqui é ao escritor. e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo.19:1-6.8:28. sobre a destruição final de Samaria (Mq. reivindicando autoridade.3:16. Jo.32:48) "O Senhor é quem fala" (Is.11:1. Dt. impedindo-os de cometerem erros e omissões.54:17). Nm.21).30:11. "Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel" (Ez. Este vocábulo. At.5:10. Ela é usada pela ARC. Jr. IIPe. II. afirma ser a revelação de Deus. 2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. e significa respirar para dentro. "Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl.29:29). não é um termo 56 . Rm.10). devocional.57:2. sobre a restauração de Jerusalém (Jr. e que os moveu a transcrevê-la com exatidão.13:1.1:1.4:1. Is. embora consagrado pelo uso.8:26. Rm. "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.39:6.11:1).l:19-23). 5) Através da Comunicação Direta: (Nm.3:16. ITs. etc. Jr.15:15).43:1).1:21 encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). IIPe. pois abrange aquilo que é doutrinário . 6) Através da Encarnação: (Hb. b) Ela é parcial: (Dt.26.1:3). 4) Através de Milagres: (Ex. 7) Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua infalibilidade.800 vezes no Velho Testamento.2:9. Em IIPe.25:1.25:9-12). portanto. B) Natureza da Revelação: Deus se revelou de sete modos: 1) Através da Natureza: (Sl.1:3.12:8.3).3:16 encontramos a referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada ou expirada por Deus) . Expressões como estas são encontradas mais de 3.14:15). etc. abrange importantes aspectos: a) Ela é variada: Variada em seus temas. "Assim diz o Senhor" (Is.34:10). Nenhum outro livro ousa fazê-lo. d) Ela é progressiva: (Mc.4:1. Sm. Em IITm. "Disse o Senhor a Isaías" (Is.1:17.29:10-14). pela teologia. Hb. do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.15.1:1. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.10:13. INSPIRAÇÃO: É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos.4:1-9).16:4.T. 2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das dispensações em todos os seus detalhes (Gn.1:20. Dt. como tal. garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo. A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos: 1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. capacitando-os a receber a mensagem divina.28). Outras expressões semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor" (Jr.1:1).14:1.1:1). 7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e.IRs.3:2). e) Ela é definitiva: (Jd. e. Portanto o A. profético e prático.1:6-9).17:25. 3) Através da Preservação: (Cl. de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível. histórico. Lv.48:15.14:37. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o Senhor a Moisés" (Ex.50:20. IIPe.T.1:2). A referência aqui é ao escrito.4:28). (IITm. IJo.2:13.

1:1.30:19.33:15.1:5.110:1 com Mc.1:11. é o próprio Deus falando (IISm. Esta. IIPe.1:21).26:7.22:20-23). porém.4:25.1:3.40:22). O fato é que o homem não é inspirado. Jr. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo.T. 2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus. primeiro prova a veracidade ou credibilidade da testemunha. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita. Em IITm. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus.4).22:31. como também o faz na obra da salvação (Dt.12:26. Sl.105:25.3:16.1:21. divino e humano.9:8. Jo. Hb.1:1.T. Em IIPe. 1) O A.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc. Hb. (Almeida Revista e Atualizada).adequado.: (Lc. pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Mq.3:6.5:3. Lc.2:13.19:21.27.3:1.10:15) Deus opera de modo misterioso usando e não anulando a vontade humana. isto é. Ap.14. com acerto. tendo constatado a sua veracidade. Jo. Is.1:1. pois a tradução da ARC. Ec.10. com Ez.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Ob. ICo.32:8. ITs.7:10 diz que foi Moisés quem ordenou.28:25 com Jo. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico.23:2. At.2:13. e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo. 3) O N.16:13. 37:9).15:26.13:3.1:1). a fala.65:4.15:28. e.1:1. e então aceita o seu testemunho. Jl.5:7.16:1. assim. e não inspirada como expressa a ARC. C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N. ICo. o homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.1:10. Is. Am. afirma a Inspiração do A. sendo que neste fenômeno. At.17:17).9. As Escrituras são o próprio sopro de Deus.36:27.l:16. As Escrituras afirmam que são inspiradas. A ARA. A veracidade das Escrituras é estabelecida de vários modos.21:1 com IISm.10:19. Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidência. o verbo mover em IIPe. Os.T.14:6 com Jo.1:2. IPe.T. Hb. IICo. quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo. IItm. Ex. como tradução do vocábulo grego pherô. At. 2) O N. IIPe.12:36.6:9. excluindo a autoria humana da compilação das Escrituras.15 com Mt.1:7. Desse mesmo modo Deus também usa Satanás (Compare ICr. mas não retira a responsabilidade do homem (At. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão. Sl.5.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda.T. Ap.2:33.4:2. IJo.135:7.20:37 com Mc. 57 .6:44). e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas).3:1. e. de argumentar num círculo vicioso. igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. mas a Palavra de Deus é que é expirada (Compare Jó. Sl.3:16.14:37). ou a validade do seu testemunho. a expressão de Deus.3:711. Considerada esta ressalva. e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais. apesar de utilizar o termo inspiração em IITm. D) Provas da Inspiração: Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela inspiração. 33:4. que significa exatamente mover ou conduzir. portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus. afirma sua Inspiração: (Mt. Em Mt.1:70.17:17).1:22.12:39-41. IRs. 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos. ITs.2:15. At. usa. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl. Jo. Is.4. Ez.4:25.l:1. IISm.1:1. 4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.19:13).3:16.24:1. sem que o homem perceba que está sendo divinamente conduzido. bem podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. Mt. afirma sua Inspiração: (Dt. não devemos pender para o extremo.23:2).14:26.

W. a dinâmica e a do ditado.4). através da energia divina especial. todas descrevem a forma de inspiração.Clarke e G. 2) Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses). 3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. que produz tais resultados. escrevendo com seus próprios sentimentos. 1) Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar.E) Teorias da Inspiração: Podemos ter revelação sem inspiração (Ap. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem além daquela que Moisés transcreveu no monte santo.T. mas alguns tem mais do que outros. Paley. portanto.1:1-4). as verdades desconhecidas dos autores humanos. Ela não distingue entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. por causa de seus dons naturais. Doellinger e Strong compartilham desta teoria. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente religiosa. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor. e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de modo natural. Esta é a noção mais baixa de inspiração. músicos e poetas excepcionais.Robertson. A forma é o método que Deus empregou na inspiração. também em relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que. Tholuck. não seres cujas personalidades foram preservadas. pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. poderia escrever as Escrituras. Se Deus tivesse ditado as Escrituras. Assim como tem havido artistas. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina. Isto os tornou infalíveis em questões de fé e prática. Ela não analisa a relação existente entre as mentes divina e humana. isto é. Grotius. Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração.1:1-4.Ladd defendiam esta teoria. Lc. foram capazes de escrever as Escrituras. Erasmo. F. Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a sua autoria. da iluminação.F.16). Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos. livre das idiossincrasias dos homens (Rm. a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários. Se esta teoria fosse verdadeira. qualquer cristão em qualquer tempo. segundo Strong. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da consciência religiosa. Portanto. J. e podemos ter inspiração sem revelação. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto. através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem. mas garantiu a exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por Deus. Neander. enquanto que o resultado indica a conseqüência da inspiração. enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de excluir a autoria humana. pois Deus usa e não anula as suas vontades. diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentos intuitivos dos homens santos". enquanto que a teoria verbal plenária indica o resultado. IIPe. o seu estilo seria uniforme. estilo e vocabulário. Baxter. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença.9:1-3. as chamadas teorias da intuição. como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo. enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. que produziram obras de arte que nunca foram superadas. 4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente. Esta teoria. 5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras.3:15.10:3. Lutero. Cremer. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo 58 .

3:16). referência exclusiva a Cristo. g) Tempo: (Ef.Este termo grego foi utilizado no N. III. e dando à ela autoridade divina.14:6 com Jo.14. a expressão de Deus.1:12).5:18 e Lc.l:1-4). fazendo. abrangendo o perdão dos pecados do passado. 6) Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus.19:13). f) Número: (Gl.17:18. e) Gênero: (Gn. tempo. Jo. no grego.24:32. a inerrância das Escrituras. estende-se por toda a nossa vida. Cl. a) Observação Pessoal: (IJo.3:15 o pronome hebraico está no gênero masculino. Gl.h. quer seja através de observações pessoais. no modo particípio e no tempo presente. o que significa que o perdão judicial de Deus realizado no passado. dá margem a especulação fantasiosa. IJo.T. e do futuro (IJo.3:16).16:l7). d) Revelação Divina Direta: ( Ap.2:12.f.2:13.além das palavras.1:1. a fala. igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. Esta teoria alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Sugestão.17:17).2:27).)..3:15). número. e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo. são palavras usadas para classificar estes graus. Tt. 7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras.45. orientação e revelação direta.5:7.1:1). quando aceitamos a Cristo.6:63. quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo. b) Fonte Oral: (Lc. Esta teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. também. 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos. Embora ela reconheça as duas autorias.g. C) O Termo Logos . 59 ..3:13). h) Modo: (Ef. Ap. O estudo exegético das Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras. c) Fonte Verbal: (At.20:1.1:1-ll.4:30. Em Gn.5:18) j) Explicação dos itens e. elevação.4:30. Gl. Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt. para orientá-los (conduzi-los) na transcrição do registro bíblico. do presente. divino e humano. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.3:13 o verbo perdoar encontra-se.1:9 trata do perdão do pecado doméstico e não do judicial).1:1. abrangendo as palavras em gênero. Muitas passagens bíblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão. e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas). 2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus. portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus. Em Gl.4:30 e Cl. preservando-os de erros e omissões.1:12. preservando. pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça. e não para que palavras sem importância representem um conceito.i: A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Ex. superintendência. modo e voz.3:13). direção. desse modo. fontes orais ou verbais. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita. para que o conceito possa ser alcançado através das palavras. isto é. Lc. i) Voz: (Ef. Em Ef.17:8.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular. IJo. ou através de revelação divina direta. Hb.1:1-4). Cl. ILUMINAÇÃO: É a influência ou ministério do Espírito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.

IV. revelação sem iluminação (IPe.1:1-3. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef. por exemplo. e por ter credibilidade. mas não é a verdade (Gn.1:9). mas nem tudo que está registrado na Bíblia procedeu da boca de Deus. pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando inserido no contexto. o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e. Deus é o Autor da Bíblia. Entretanto. sem os quais a autoridade da Bíblia não se estabeleceria.2:12. iluminação sem inspiração (Ef. A autoridade está vinculada a inspiração. Assim. mas que foram preservados de erros os seus ensinos. e. mas de ajustamento pessoal ao Espírito Santo. prestígio e credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução). ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas.3:1-3. Hb. às estrelas. A iluminação não se limita a questões comuns. a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas. Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido. por ser canônico. 4:23. Ex. mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo. portanto. E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios do Espírito Santo mencionados em uma só passagem (ICo. 60 . a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13. Nenhuma dessas declarações representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração). AUTORIDADE: Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência. inspiração sem iluminação (IPe.2:9-13). determinado livro bíblico possui autoridade. porém podem ser independentes. VI. A iluminação.2:16).20:1-22). determinado trecho bíblico possui autoridade.16:22). entendidas no sentido em que foram empregadas. à geografia. as acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.3). pois não depende de escolha soberana. pois a autoridade de um livro trata de sua procedência. e como tal ela possui autoridade. IJo. à vida política e social etc.5).5:12-14). quanto à terra. A inspiração garante a inerrância da Bíblia. pois há inspiração sem revelação (Lc.1:10-12) e sem inspiração (Ap. canonicidade e credibilidade. etc. por isso deve ser obedecida porque procede de fonte infalível e autorizada. A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes. entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter. Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado. Por exemplo. a revelação no versículo 10. o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt. determinadas informações bíblicas possuem autoridade. As palavras ainda são inspiradas.1:1-11). de sua veracidade. portanto. geográficas ou científicas. e por isso não têm autoridade. mas o novo significado não tem autoridade.1:16-18. sejam históricas.3:4. mas não as ensinaram. não expressam erro algum. mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:15. inspiração com revelação (Ap. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida. Cl.A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espírito Santo ensina.2:15).1:18) e sem revelação (ICo.10:3. ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos. de sua autoria. nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado. às leis naturais.1:1-4). Jd.4.1:10-12). por ser inspirado.22:5-11).

deverá contabilizar o total de 24. onde as variantes echômen e echomen 61 . ou pelo homoioarchon. geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões. Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa.142. não contém as palavras entre parênteses: "Não rogo que os tires do (mundo. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos: A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N. Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio.25:9 diz que morreram 24. O Códice Vaticano. Em Rm. tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3. que é o final igual de duas linhas. como é o caso de ITm. encontra-se em ICo.T. como parece sugerir o versículo seguinte (v.17:17). 1) Falhas de Visão: Em Rm. devido a sua falta ou defeito de visão. que o homem não pode realizar. Isto implica na veracidade daquilo que tem de ser crido. 2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de uma borda até a outra. Mt. sílaba ou palavras.10:35. O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: "Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto". É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras. A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos.15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta maiúsculo. então a vida e a morte estão a depender de um processo de separação entre o certo e o errado.3:16 onde o manuscrito D traz homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida). ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10.1416. Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de um mi. porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl.000 homens morreram no deserto. mas que os guardes do) maligno". Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos). defeitos de audição ou falhas mentais. perpetua os erros e as trevas que professa remover. Jo. O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo homoioteleuton. Em At.T.5:18.000. e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor. Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma. Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?. que é a repetição de uma letra. ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. 57. A Bíblia vem de Deus.119:140. isto é. Jo. no manuscrito que o escriba de B copiava. em autos ek tou. mas atinge somente os autógrafos. Consultando o N.18:39 não aparece nos manuscritos 33. grego veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica. em Jo. enquanto que Nm. levando o escriba a saltar uma delas. Sendo assim. que são duas linhas com o mesmo início. chamado ditografia. Há também confusão de sílabas. Se é parcialmente falsa. 103 e b. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva. devido a um final de frase igual na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam. sendo este em caso de adição.17:15.000. mas há alguns que trazem alla (porém). os originais.10:8 onde lemos que 23.A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. Lc.5:1 encontramos um destes casos. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à passagem de IRs.

a e b. pois o escriba sabia que Jesus era onisciente. 3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação era alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões. 4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518 anotou nas margens de Tg. 2) Correções Doutrinárias: Certo escriba.15:28.15:6 onde se lê "vestidos de linho puro" a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura".1:3. B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas. juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres de prata". E’ o caso de Mt. torna-se erro grosseiro e hilariante. Desse modo uma só letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido. Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N. IPe. sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras "como a outra" para harmonizá-lo com Mateus. E ele estendeu. e ela foi restaurada como a outra"... em Mc.". Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo. A ciência da interpretação é designada hermenêutica. XI.2:3 também apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil). afim de definir o tipo de moeda mencionada. 1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos. o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no conflito".1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram "no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citação não é só de Isaias.foram confundidas. a frase "e ao Espírito Santo" como "empréstimo" de At. 3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía. onde Jesus disse "porque elas dão testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai). como o caso de Jo.12:13 onde se lê ". como o caso da preposição ek por apo.T.15:54 onde o termo nikos (vitória). esta última encontrada nos manuscritos K e L. requer um estudo especial separado da Bibliologia.T. É o caso de ICo.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana). para torná-los compreensivos. 209 e h) que conheciam os dois textos. 62 . INTERPRETAÇÃO: É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto.estende a tua mão. e.. Por exemplo. chegava a cometer erros que variavam desde a substituição de sinônimos. No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das respectivas classes. Um caso de interpolação encontra-se em Mt. principalmente doutrinária. Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em "restaurada". mas antes de suspeita de alteração. Bizantino). conformar-se com o A. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1. até a transposição de letras dentro de uma palavra. em razão de sua abrangência.26:15 onde as palavras "trinta moedas de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D.. peça-a a Deus. W. em Lc. e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe. o escriba do manuscritos 603 incluiu esta expressão no texto: "Se alguém de vós tem falta de sabedoria espiritual e não humana. Quando este Códice foi copiado. Em Ap.5:39. foi confundido por neikos (conflito).24:36 omitiu as palavras "nem o Filho". copiando Mt.

FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS DO BRASIL ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DEPARTAMENTO DE CURSOS LIVRE DE TEOLOGIA A DISTÂNCIA CURSO: MÉDIO EM TEOLOGIA MATÉRIA: APOSTILA 02 MATÉRIAS: 11 – HERMENÊUTICA 12 .FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA IGREJA 18 .ARQUEOLOGIA BÍBLICA 14 .GEOGRAFIA DE ISRAEL 13 .MINISTÉRIOS ECLESIÁSTICOS 19 .A ESCOLA BIBLICA DOMINICAL 20 – DISCIPULADO 63 .O CULTO BÍBLICO 16 .HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ 17 .SEITAS E HERESIAS 15 .

Lei da Implicação do Texto Num sentido filosófico. poesias. Ela contém o Livro e a Mensagem! Como livro. parábolas. Portanto. assim só se pode profetizar os que receberam. At 8:30-31. deve ser comparado com outros em tempo ou forma remota: Ef 5:22-27. A Bíblia Sagrada é diferente de qualquer outro livro secular. enigmas. Lc 23:39-43. de igual forma. As principais ciências auxiliam no estudo das Escrituras: A hermenêutica. Suas escrituras são compostas de histórias. As principais leis da Hermenêutica que auxiliam na interpretação das Escrituras: Lei do Contexto A parte que vem antes ou depois do texto. 0. que é a aplicação prática da hermenêutica e da crítica textual. Sempre tenha em sua mente as regras da sã Hermenêutica 64 . culturas. O literalismo busca o que o texto quer dizer (Jo 21:6). Se uma pessoa tem seu rosto plácido é porque o coração está alegre. no espaço e nas circunstâncias que foram escritas. que procura descobrir o sentido exato das palavras e dos textos. e 27 no Novo Testamento. Lei da Aplicação do Texto Um mesmo texto pode ser aplicado a pessoas ou clãs vivendo épocas ou situações geográficas diferentes: Mt 13:24-30. arte porque suas regras são práticas. figuras e biografias. Ct 8:5-10. para não se fazer um pretexto: Lc 19:28-44. Is 53:7. situações sociais e regiões diferentes. Lei do Texto Paralelo Um texto deve ser auxiliado na sua interpretação utilizando o mesmo assunto que ocorre em outras partes das Escrituras Sagradas: Jo 19:18. Mc 15:27. que se propõe a determinar a exatidão das palavras e dos textos. Ciência porque estabelece regras positivas e invariáveis. pode se dizer que uma pessoa geme porque está doente.11-HERMENÊUTICA INTRODUÇÃO Hermenêutica: é a ciência e a arte que estuda a interpretação da Bíblia. profecias. o simbolismo busca o que a figura quer dizer (Ap 3:20). Ap 3:18-20. romances. a virtude desse Espírito: Mt 13:25. Como mensagem. Lei da Autoria do Texto Os diferentes autores da Bíblia viveram em tempos. Diz-se que não se deve interpretar um texto sem o auxílio do contexto. A crítica textual. ela contém 39 no Antigo Testamento. Ai está a lei da implicação – a manifestação patente do latente. Como o batismo no Espírito Santo biblicamente é evidenciado pelo crente falar em outras línguas. Mt 27:38. I Pe 2:5-10. ela é a Palavra de Deus. a forma de apresentação de um determinado texto para um povo que vivia situações diferentes. A exegese. Lei da Interpretação do Texto A interpretação do texto é aquilo que a passagem quer dizer no tempo.

de significado óbvio e indiscutível.Procura apresentar-te a Deus aprovado. romperão em cântico .Ora.) 2Tm 2:15. e começando nesta Escritura..). Cooper).Saber dividir as Escrituras (que dispensação? Dirigido a quem? Dito por quem? Etc.Método alegórico: Cada pessoa atribui o sentido que preferir às palavras de Deus. confundir Israel e a Igreja. claramente indiquem o contrário... para Nínive). ..Aplicar (por em prática).Interpretar literalmente (em harmonia com contexto e passagens correlatas) 2Pd 1:20.Ora. como obreiro que não tem de que se envergonhar. "os montes . Sabendo . porque o SENHOR me ungiu. estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica. Jl 2:28-32)." (D. que maneja bem a palavra da verdade.. de modo que a autoridade final fica sendo o homem. dentro da dispensação e dentro do contexto textual e histórico).Ser salvo 1 Co 2:14. a não ser que os fatos do contexto imediato. as árvores . só não tem espaço para alegorismo (associar leão à Inglaterra. Profetas falam do futuro como se fosse presente ou passado. As quais também falamos. todas as diferenças teológicas entre os crentes recaem em “Como interpretar a Palavra de Deus?” Basicamente. portanto.Ler (estudar. para pregar boas novas aos mansos. conferir) diariamente At 17:11. porque elas se discernem espiritualmente. há apenas 2 métodos de interpretação da Bíblia: . a interpretação literal-gramatical-histórica tem espaço para linguagem figuradapoética ("Eu sou a porta".). não com palavras de sabedoria humana.ordinário . etc. Em última instância. comparando as coisas espirituais com as espirituais. . baterão palmas".. a proclamar liberdade aos 65 .primário.“Lei dos Picos”: um trecho pode dar a visão de 2 picos e esconder 1 vale entre eles (eg: Is 61:1-2. porque lhe parecem loucura. . examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. e não pode entendê-las. . estudados à luz de passagens relacionadas e de verdades axiomáticas e fundamentais. Algumas chaves para o entendimento das Escrituras: . e pregar At 8:35. O espírito do Senhor DEUS está sobre mim. e não Deus! . tome cada palavra no seu significado literal usual . etc.Comparar Escritura com Escritura 1Co 2:13. lhe anunciou a Jesus. enviou-me a restaurar os contritos de coração. primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. mas com as que o Espírito Santo ensina. abrindo a sua boca.(interpretação literal-gramatical-histórica. Obviamente. Sempre lembre as 10 regras básicas abaixo: Algumas profecias foram condicionais (eg: Jonas. Então Filipe. não procure nenhum outro sentido. . porque de bom grado receberam a palavra.Método literal-gramatical-histórico: “Quando o sentido simples da Escritura faz senso comum. L. o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus.

ainda mais. . já bem estabelecidas em trechos claros. mas sim para ilustrar doutrinas. vez num sentido “menor” e incompleto (eg: a destruição de Jerusalém no ano 70) e a 2a. vez num sentido “maior” e completo (eg: a Grande Tribulação). é constantemente o da sua 1a.). etc.“Lei da Recapitulação”: passagens sucessivas podem ser recapitulações.Siga estas regras e siga o princípio de “Sola Scriptura”. depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne. No capítulo de hoje. literais. em Mt 13). explícitos .Tudo o que foi cumprido até hoje o foi literalmente. e na terra. mas só os principais. assim como disse o SENHOR. e entre os sobreviventes. O que o capítulo ensina a respeito de CRISTO? (Ele sempre será o centro de tudo).. minha vida? Sublinhe-o. sem se curvar demais aos comentários aos grandões (do passado e. 66 . os sonhos de faraó. Quem está falando estas palavras neste verso? É Deus Pai/Filho/Espírito Santo? É um profeta de Deus profetizando em nome de Deus? É um anjo de Deus? É um crente. O sol se converterá em trevas. . os vossos jovens terão visões. Não use estes para torcer e anular aqueles. os vossos velhos terão sonhos. aqueles que o SENHOR chamar. a 1a. . E não procure explicar todos os seus detalhes. E mostrarei prodígios no céu. parábolas. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. etc.Sempre use os textos explícitos-claros-ordem para explicar os implícitos-escuros-exemplo. Sempre Tenha as Perguntas Chave em Sua Mente Eis algumas perguntas que se deve ter em mente ao ler cada parágrafo da Bíblia: A. de hoje). sangue e fogo. porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento. e colunas de fumaça. 1. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.cativos. E há de ser que. D. A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da a consolar todos os tristes. pecado. e a abertura de prisão aos presos.“Lei da 1a. tipos. E use-os não para inventar. qual versículo mais tocou meu coração. e vossos filhos e vossas filhas profetizarão. antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. e isto explica a parábola do fermento. Gn 1:1 e os outros relatos da criação Gn 1:2-31 e 2:4-25. Para quem as palavras deste parágrafo foram ditas? Para judeus na Dispensação da Lei? Para crentes da dispensação da Igreja? Para a Tribulação? Para o Milênio? C. hipocrisia. os 7 selos + 7 trombetas + 7 taças de Apocalipse. “Lei do Duplo Cumprimento”: profecias podem ser cumpridas duplamente.Nunca alicerce uma doutrina apenas sobre símbolos. Referência”: o sentido símbolo. e a lua em sangue. repetições de um mesmo fato sob diferentes ênfases e pontos de vista (eg: os 4 evangelhos. . Por que supor que não mais o será? . vingança do nosso Deus. na Bíblia. sincero mas não inspirado? É um descrente? É um demônio? B. Qual é a idéia principal do capítulo? E. ocorrência (eg: fermento é sempre mal.

Por exemplo: a palavra coração dá um estudo muito interessante. e não posso mais. mas ardente isso foi no meu coração como fogo ardente.F. respondendo. e muita submissão no estudo da Palavra. quem o enganoso conhecerá? Jer 20:9 Então disse eu: Não me lembrarei dele. Estude uma palavra. Leia estes versículos e diga os tipos de corações que achar: Referência Texto Tipo de coração Mat 5:8 Bem-aventurados os limpos de coração. e. como Strong`s [faz parte da Online Bible]. e darei louvores. Sempre Tenha um Plano de Estudo Definido A. procure uma palavra e veja as várias maneiras como é usada na Bíblia. Depois disto. muita oração. nem aos “super-intelectuais”. Descubra tudo o que puder sobre doutrinas tais como. muito esforço. purificai os corações. você pondo muito tempo. o Espírito Santo será seu professor. Estude uma doutrina. Usando uma concordância. porque eles verão a Deus. (para servir e louvar) Jer 17:9 Enganoso é o coração. Purificai as mãos. Há um erro que devo evitar? H. Há um exemplo que devo seguir? G. preparado cantarei. santificação e assim por diante. Não dê muito crédito aos “Pais da Igreja” (geralmente foram hereges em muitas áreas!). inspiração. e fazei. Há alguma promessa da qual me devo apropriar (isto é. o mais profundamente que puder. por que razão morreríeis. Luc 24:25 E ele lhes disse: O néscios. ó casa de Israel? Observação: Acima de tudo. e ele se chegará a vós. e estou fatigado de sofrer. limpo Tia 4:8 Chegai-vos a Deus. mais do que todas as coisas. pecadores. mas isto não é realmente necessário se você tiver uma concordância exaustiva de uma fiel tradução da Palavra de Deus (Textos Massorético + Receptus)). use uma concordância nestes idiomas. Eze 18:31 Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes. encerrado nos meus ossos. uma boa CONCORDÂNCIA é a melhor coisa que pode usar (se quiser e tiver uns rudimentos de Grego e Hebraico. pois. salvação.novo vos um coração novo e um espírito novo. disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos duro deixou ele escrito esse mandamento. ó Deus. Mar 10:5 E Jesus. Podemos notar dez tipos de corações. preparado está o meu coração. e tardos de coração para crer tudo o que os tardo profetas disseram! Sal 57:7 Preparado está o meu coração. crer)? J. e perverso. nem a comentários. purificado vós de duplo ânimo. Há algum pecado que devo confessar? 2. Há alguma tarefa que devo realizar? I. B. 67 . e não falarei mais no seu nome. oração. o mais profundamente que puder.

que lhe trará maiores benefícios espirituais a você e à igreja onde você prega ou ensina. * Faça uma lista das maneiras em que o capítulo se aplica à sua vida. * Descubra e sublinhe o versículo-chave do capítulo. D. ou só “devocionais água com açúcar”. Nunca leia e estude aleatoriamente (“onde a minha mão abrir”). é o método que deve ser preferido a maior parte do tempo). Escreva suas respostas numa folha à parte. usando o plano dado acima. Pior ainda. Pior. leia o livro de Filipenses e prepare um estudo. 12-GEOGRAFIA DE ISRAEL 68 . uma folha por capítulo. Só use estes 3 métodos. ou só “para poder defender a fé”. capítulo por capítulo e verso por verso.C. * Faça um esboço do capítulo. não deixe de estudar com todo coração. não deixe de estudar regularmente. Este é o melhor. Como dever de casa. etc. Dê ao capítulo um título. da maneira que achar que ele se desenvolve em torno da idéia principal. tal como Gálatas. Use o seguinte plano com cada capítulo: * Descubra a idéia principal do capítulo. o mais intensamente que puder (seqüencialmente. Estude capítulos e livros da Bíblia. usando suas próprias palavras. mais equilibrado método. a cada dia. ou só assuntos sensacionalistas. * Faça uma lista do que o capítulo ensina sobre CRISTO. Comece escolhendo um livro curto.

campos férteis e desertos. são parte da Fenda Sírio-Africana. na metade sul do país. agudas elevações de granito cinza e vermelho são cortadas por gargantas secas e rochedos íngremes. Limita-se com o Líbano ao norte. cerca de 17% da população de Israel. Mais para o sul. no extremo norte. Três crateras erosivas. que se ergue como uma parede íngreme a contemplar o Vale do Hula. a Jordânia a leste. pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos. é de 27. próximo a Eilat e ao Mar Vermelho. O Vale do Jezreel. a maior das quais com 8 km de largura e 35 km de comprimento. No norte. em sua maioria compostas de rocha calcárea branda e dolomita. a leste. A economia se baseia sobretudo em agricultura e indústria. O Vale do Jordão e o Aravá. ele atravessa o fértil vale do Hula até o Lago Kineret (Mar da Galiléia). com suas rochas de basalto. o Neguev se torna uma zona árida. nos quais as chuvas hibernais causam freqüentemente súbitas torrentes. trabalham sobretudo em agricultura. elevados platôs de clima seco e altas montanhas. Os habitantes da Galiléia e do Golan. concentrada em sua região setentrional. que corre de norte a sul através desta fenda. desce mais de 700 m no seu curso de 300 km. pesca. quase toda árida. cortadas por várias gargantas e wadis. e a viagem desde Metula. cultivado por muitas comunidades cooperativas (kibutzim e moshavim). No nordeste encontra-se o Planalto do Golan. cortam profundamente a crosta terrestre. o ponto mais meridional. que acompanham o comprimento do país na fronteira oriental. As montanhas da Galiléia. que constitui cerca da metade da superfície de Israel. A população se concentra principalmente em pequenos centros urbanos e grandes aldeias. Várias cadeias de montanhas acompanham o comprimento do país. o país tem cerca de 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. inclusive os territórios sob o autogoverno palestino. Na planície costeira vive mais da metade dos 5. testemunhas de erupções vulcânicas no passado distante. Com sua forma longa e estreita. Pequenos córregos perenes e um índice pluviométrico relativamente elevado mantêm a cor verde da região durante todo o ano. dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo. a Eilat. Sua área setentrional é extremamente fértil. O Rio Jordão. apresentando rica variedade de cores e tipos de rochas. extensões de praia arenosa são às vezes pontuadas por calcário entalhado e rochedos de arenito. que dividiu a crosta terrestre há milhões de anos. entre as montanhas da Galiléia e da Samaria.5 milhões de habitantes de Israel e nela se situam os principais centros urbanos. flanqueada por terrenos férteis que avançam até 40 km em direção ao interior do país. é habitado apenas por 8% da população. cujas camadas de arenito resplandecem à luz do sol. A largura do país. Na ponta sul do Neguev.200 m acima do nível do mar. é formada por uma faixa arenosa junto ao mar. pontilhados de pomares de velhas oliveiras verde-prata. As colinas arredondadas da Samaria e Judéia apresentam um mosaico de cumes rochosos e vales férteis. Aspectos Geográficos Israel pode ser dividido em quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de norte a sul e uma vasta zona.A área de Israel. leva umas seis horas. O Neguev. portos para navios de grande calado. As encostas aterraçadas. a paisagem dá lugar a uma área de cumes rochosos desnudos. é a região agrícola mais rica de Israel. pode ser coberta em poucos minutos. entre o Mar Mediterrâneo a oeste e o Mar Morto. Prosseguindo para o sul. Alimentado por regatos que descem do Monte Hermon. Agricultura. incorporaram-se à paisagem natural. 69 . lavradas por agricultores em tempos imemoriais. a Síria a nordeste. atingem altitudes entre 500 e 1. indústria leve e turismo são as principais atividades econômicas da região. o Egito a sudoeste e o Mar Mediterrâneo a oeste. A planície costeira paralela ao Mediterrâneo. ao passo que o sul é semi-árido. crateras.800 km2. atividades turísticas e indústria leve. A distância entre montanhas e planícies. caracterizada por pequenas colinas e planícies de arenito. a maior parte da indústria do país e grande parte de sua agricultura e instalações turísticas.

situa-se ao sul do Vale do Jordão. que sopram periodicamente no outono e primavera. sobretudo para exportação. Um projeto de ligação do Mar Morto com o Mar Mediterrâneo através de um canal e sistema de tubulação. 70 . empresas de pesca e pontos de atração turística. verões secos e invernos moderadamente frios nas montanhas. tendo 8 km de largura e 21 km de comprimento. de modo geral. É o maior lago de Israel e seu principal reservatório de água potável. a savana de Israel. A situação do clima varia desde a neve ocasional nas regiões elevadas.il/MFAPR/ Web Site oficial do Governo de Israel 13-ARQUEOLOGIA BÍBLICA A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica. O Aravá. As chuvas são relativamente abundantes no norte e centro do país. aninhado entre as montanhas da Galiléia e o Planalto do Golan.aí são cultivadas frutas e verduras fora da estação. o rio é. Embora se avolume durante a estação chuvosa no inverno. Apesar de suas condições climáticas . que poderá devolver ao Mar Morto suas dimensões e nível naturais.6 m por ano). FONTE: //www. verões quentes e secos e invernos agradáveis no Vale do Jordão. Clima O clima de Israel varia do temperado ao tropical. e um verão seco nos seis outros meses. para atender às suas necessidades de água. Em conseqüência. com muito sol. e a vários projetos de desvio em alta-escala realizados por Israel e pela Jordânia. seus recifes de coral e a exótica fauna marítima. que têm o mais alto grau de salinidade e densidade do mundo. situa-se a 212 m abaixo do nível do mar. está sendo considerado. no inverno. Há duas estações distintas predominantes: o inverno chuvoso. O ritmo natural de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos anos. e condições de clima semi-desértico o ano todo no Neguev.gov. graças ao uso de sofisticadas técnicas agrícolas. magnésio e bromo. com verões úmidos e invernos amenos na região costeira. cerca de 400 m abaixo do nível do mar. inicia-se ao sul do Mar Morto e se estende até o Golfo de Eilat. estreito e pouco profundo. por causa de ventos secos e quentes. de novembro a maio. As condições regionais são bastante variadas. O Golfo sub-tropical de Eilat é famoso por suas águas azuis profundas.6 m desde 1960. O Lago Kineret. assim como colônias agrícolas.um índice pluviométrico médio de menos de 25 mm e temperaturas que chegam a 40 no verão . Ao longo da costa do Kineret há locais de importância histórica e religiosa. assim como em sal de cozinha e sais industriais. O Mar Morto o ponto mais baixo da Terra. bem mais raras no norte do Neguev e quase inexistentes no extremo sul. o que causou a redução de 75% da descarga de água. são ricas em potássio. o nível do Mar Morto baixou em cerca de 10.continuando a serpentear através do vale do Jordão até desembocar no Mar Morto. a dias de temperatura extremamente alta. devido a uma taxa muito alta de evaporação (1. Suas águas.mfa.

Assim. As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa. tempos egípcios e o Partenon em Atenas) jamais foram “perdidos”. O conhecimento neste campo se obtém pela observação e estudo sistemáticos. os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição. No entanto. e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos. tenha se perdido. Não se deve ser dogmático. confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo. todavia. pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos. alguns objetos de investigação arqueológica (tais como obeliscos. A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. a tendência era reconstruir na mesma localidade.A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas. a antropologia e a zoologia. Naturalmente. hoje. A Bíblia está repleta de tais indicações. que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. ficando assim temerosos de voltar. A arqueologia é basicamente uma ciência. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Funções da Arqueologia Bíblica A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam. Pode-se. também devem ser brevemente observadas. archaios e logos. A arqueologia é também uma ciência composta. Algumas explicações naturais. por exemplo. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. o termo se aplica. tais como a química. e os fatos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações. Até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada! Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas. se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade. bem como o significado de inscrições neles encontradas. E quando os antigos habitantes voltavam. pois busca auxílio em muitas outras ciências. em declarações sobre as confirmações da arqueologia. como. ou novos moradores chegavam à 71 . Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos. todavia. todavia. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. mas talvez algum conhecimento de sua forma e/ou propósito originais. Nesta última circunstância.

T. escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito. Os papiros. não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã. ou descobrir algo da história daquele local. o suprimento de água se esgotava. no Egito (1896-1906). Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun. Faz-se. Nem uma doutrina foi pervertida. rios mudavam de curso. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar. cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. chega hoje a 77 papiros. tem demonstrado que o N.000 manuscritos do N. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação. datados do segundo século da era cristão em diante. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica. Formavase.o que resultava no permanente abandono de um local. datados do 72 .T. sem seguida. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas. Às vezes. financiamento. Uma coisa é provar que o texto do N. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. P. hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia. assim. A Arqueologia e o Texto da Bíblia Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica. A Escavação de um Sítio Arqueológico O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados. ele estará pronto para começar a operação. Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca. Grenfell e A. pequenos morros ou taludes.região. e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos.T. B.T. uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. S. coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção . grego. dando início à ciência da papirologia. por exemplo. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica. feitos de pergaminho. e descobriram grandes quantidades de papiros. com muitas camadas superpostas de habitação. o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N. equipamento e pessoal).T. O estudo intensivo de mais de 3. incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. chamados de tell. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade.

de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã. Além do mais. datar a composição dos livros do N.T. os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa.. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. como se pensava antes. um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação. foram produzidos durante o primeiro século. (depois de muito debate. os papiros demonstraram que a gramática do N. comprovaram os Manuscritos do Mar Morto. Assim. Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A. por exemplo.T. ajudaram a confirma a exatidão do texto do A. cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Esses livros são Deuteronômio. os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele.T. Como se poderia esperar.T. e não grego. era. Além disso. foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo. deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século .T. Menos de 50 palavras em todo o N. e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas. ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais. exceto Éster.T. é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período.T. Até recentemente. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías. Ao contrário.T.T.T. os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A. como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. completo era cerca de um século mais recente. Então. publicado no Wycliffe Bible Commentar 14-SEITAS E HERESIAS 73 . Na verdade. todos os livros do A. é bem mais exata do que comumente se pensa. a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. com base no argumento da gramática histórica. Por fim. Embora a maior parte do material seja extrabíblico.. comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N. Todavia. Isaías e Salmos. fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N. O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo.T. o manuscrito hebraico do A.T. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí.. não pelos do período clássico da língua grega. Até aqui. no primeiro século da era cristã. Adaptado do Artigo “Archeology” de Howard F.T. E ainda. Eles demonstram que o grego do N. Vos. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores. Se os livros do N. foram cunhadas pelo apóstolos. O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. no outono de 1948. A Septuaginta. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). um de Salmos e um de Levítico. grego era de boa qualidade.T. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). estão representados nas descobertas. que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico. e o A. demonstrando. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. e. os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século. Além disso.quarto século em diante. de modo geral.

24:5. e sim contrafações do cristianismo. A diferença entre o paganismo e o cristianismo é fácil de ser detectada. * Dizem serem os únicos certos. 26:5. "Por definição. consideram inspirados os escritos dos seus fundadores e os colocam no mesmo nível da Bíblia. e por esse ângulo tanto um partido político como uma torcida organizada de futebol poderiam ser classificados como "seita". Em nosso estudo. o animismo (adoração de espíritos. estamos interessados em estudá-las de uma perspectiva cristã e. Tem outras fontes doutrinárias além da Bíblia e crêem apenas em partes da Bíblia. dedicada por uma corporação de adeptos". 1 Co 11:19. Essa palavra é empregada no Novo Testamento com dois sentidos principais: (1) seita. é traduzido como "facções". o termo haireseis procura definir a atividade facciosa ou partidária. mas o mesmo não acontece entre o cristianismo verdadeiro e alguns movimentos heréticos. Podemos dizer que as 74 . Nosso interesse aqui não é formar um painel acerca das religiões que atuam ou atuaram no mundo. SEITA Podemos compreender melhor o que são seitas se. "HERESIAS E SEITAS" O mesmo espírito religioso que está por detrás de cultos como o islamismo. nesse prisma. Esta definição está na raiz de termos como "sectarismo". "Em seu sentido mais genérico. englobando todas as formas de umbanda). está também por detrás de todas as seitas e heresias que surgiram no meio da Igreja no decorrer da história. Para isso. o sentido negativo do termo "partidos" é esclarecido pelo contexto: os aprovados são aqueles que não tomam parte nos "partidos". No primeiro. Normalmente as seitas possuem outros deuses ou profetas e acabam colocando Cristo em segundo plano. no sentido de facção ou partido. de cujo ponto de vista é considerada heresia (veja 2 Pe 2:1). mas analisar principalmente algumas heresias e seitas que surgiram no meio da Igreja. 28:22). o diabo é especialista em variar suas armas no ataque contra a Igreja. um corpo de partidários de determinadas doutrinas (veja At 5:17. Na verdade. o espiritismo e outras manifestações religiosas. no entanto. 15:5. seita é "devoção a uma pessoa ou coisa particular. precisamos compreender primeiramente a diferença entre "heresia" e "seita". HERESIA A palavra "heresia" vem do termo grego "hairesis".Conceito: Uma seita é qualquer grupo que se afasta do ensino da Palavra de Deus para divulgar suas próprias idéias religiosas. um herege é um cristão professo que está errado com relação a alguma verdade particular. Algumas Características Comum nas Seitas : Jesus não é o centro das atenções. verificarmos qual a diferença entre "seita" e "heresia". em primeiro lugar. e (2) opinião contrária à doutrina prevalecente. as seitas aparecem invariavelmente como falsificações da fé cristã.No segundo. Geralmente ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação. Gl 5:20 Nestes dois textos. ao passo que o ponto essencial quanto às seitas é que elas absolutamente não são cristãs.

terra. mas lhe atribuem o livro "A REFORMA GERAL DO MUNDO" publicado em 1614 d.C. Pouco se sabe sobre ele. Diz a tradição que seu nascimento ocorreu por volta de 560 a.C. HINDUÍSMO . Inspirou o Corão (ou Alcorão). Christan foi para Arábia e Egito e após para Europa. que tem como personagem principal Christian Resenkreutz.C. que é a "Bíblia"dos taoístas. Nem toda heresia culmina na formação de uma seita. Seus contribuintes foram anglicanos. também conhecido como BUDA. fogo. huguenotes. século VI a. são o produto final das heresias. veio com o nome de Li Erh (Lao-Tse significa "velho filósofo") por volta de 604 a. é uma mescla de zoroastrismo. que mantém um sistema de auto-ajuda aos afiliados em troca de "outras" coisas. V a.seitas. confucionismo e até porções do Novo Testamento. e encontrou também um unicórnio. CONFUCIONISMO K'Ong Fu-Tse (Confúcio) Nasceu em Lu.C. com o intuito de criar uma sociedade às pesquisas de Alquimia. se casou com uma viúva rica de mais ou menos 20 anos mais velha. RASACRUCIONISMO Desconhecido Um desconhecido que percorreu a Europa em 1597 d. XINTOÍSMO . filho de Abraão com a criada Agar.C.C.Mescla de Ritos Populares iniciados no Japão. "Tao" significa "caminho". Este por sua vez. a saber: madeira. 75 . e que seu pai. o isolando no Castelo. Disse ter obtido a Graça Celeste pois sua mãe quando gestante peregrinou à montanha Ni-Kieou. ou seja. judaísmo. água. fundou o "Budismo"por volta do séc. segundo a tradição chinesa. O livro conta que ele foi enviado a um mosteiro. pedreiros livres e pessoas insatisfeitas. porque quis!. Com os conhecimentos das peregrinações.C. Era sempre ouvido mas nunca conseguia. considerado a "Bíblia" dos maometanos. até que ele saiu. queria evitar que o filho tivesse contato com o sofrimento do Mundo. Confúcio tentou anos chegar ao poder. ISLAMISMO Abulgasin Mohammad (Maomé) Fundado por Maomé na antiga Arábia Saudita. preserva boa parte do Livro de Gênesis da Bíblia Cristã. metal.. considerados popularmente como os responsáveis pela vida terrena. e o mesmo foi concebido com 40 dentes dizendo "Sou Senhor do Mundo". em sua maior parte. na China. e. V a. MAÇONARIA . onde a vegetação se abriu e ela encontrou os 05 elementos. O mistério é a base da crença.C. por volta do séc. reuniu a ordem e morreu aos 150.C. Consta a História que ele encontrou seu contemporâneo Confúcio e o repreendeu por sua vaidade e ambição.. mas toda seita possui em seu sistema elementos heréticos.. PRINCIPAIS SEITAS E RELIGIÕES BUDISMO Sidarta Gautama O Príncipe Gautama. budismo. o Rei Suddhodana da Índia. um órfão que nasceu por volta de 570 d.. TAOÍSMO Lao-Tse Nasceu na China. o resultado da fermentação herética na massa da igreja.C. Um monge o leva à Terra Santa onde morreu na ilha de Chipre. na verdade.. na província de Honan.Mescla de Ritos Populares iniciados na Índia entre 2000 e 1500 a. Lao-Tse criou o Tao Teh-King. Os maometanos são descendentes de Ismael.Mescla de ritos populares e de denominações distintas iniciado na Inglaterra por volta de 1717 d.

Racionalismo Cristão. Organizou em Paris a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. nascido em 1804 lançou a "Bíblia" dos espíritas "O Livro dos Espíritos" em 1857. O Sr. formando Adventista do Sétimo Dia. Miller tomou Daniel 08:13-14 e ensinou daí que as 2300 tardes e 2300 noites são 2300 anos. Hellen G White. CRISTO voltaria.. arrumou licença para pregar. Diz a crença que Vodu (ou Zumbi) era um deus que dominava à noite e protegia seus adeptos. publicou "O Livro dos Mórmons" ( a "Bíblia" deles) em 1830 d. Rivail.. ele e o irmão Hiram Smith foram mortos a tiros por uma multidão enfurecida em 1844. Afirmam ser a única Igreja certa e que CRISTO é apenas um dos Deuses!? Por isso. MORMONISMO Joseph Smith Jr. Morreu em 1869 arrependendo-se publicamente por ter escrito tal livro. em Vermont/EUA. Nova decepção! Teve de fugir para sua fezenda. disse ter uma visão onde contemplava a Arca no Céu na qual ela viu as Tábuas dos Dez Mandamentos. etc. Daí o título "Adventista". era ignorante e pouco instruído. 76 . TESTEMIUNHAS DE JEOVÁ Charles Taze Russel Nascido em 1853 nos EUA. adulterada. Batista. tornou-se médium. também conhecida como Igreja de Jesus Cristo aos Santos dos Últimos Dias. Remarcou para 22 de outubro de 1844. foi criado na Igreja Presbiteriana.C. daí o "Sétimo Dia". foram levados em massa aos EUA onde teve uma certa Organização. No Brasil. EUA. Apesar de tudo. Russel conseguiu reunir um grupo de discípulos sem qualquer título e se auto-denominou Pastor. que junto a "Um Livro de Mandamentos". que se tornou a nova prefetiza dos sabatistas. abandonou a "nova religião" e até pediu reconciliação aos Batistas. eis alguns de seus seguidores desfarçados: Legião da Boa Vontade. BAHAÍSMO Mirzá Husayn Alí Nuri Também conhecido como Baha Allah (Glória de DEUS). saindo logo depois. até Hitler os perseguiu na 2ª Guerra pela Europa. sendo que na visão.Mescla de ritos africanos focado nas Antilhas que em 1803 d. Ordem Rosacruz. o 4º Mandamento destacava-se dos demais. médico e professor francês. Mudou-se para o Estado de Illinois onde adotou a poligamia. causando um cisma na seita (Smith teve 24 esposas e 44 filhos) e depois de vários problemas com a polícia. foi uma invenção islâmica de us dissidentes que queriam modificar pontos no Corão.ESPIRITISMO Hipolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) Foi em 1848 [ano]. ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA Guilherme Miller Nos EUA. Somou com o ano 457 a.C. VODU . e a Sr. Usam a Bíblia para atrair leigos mas possuem a sua própria "Bíblia". seus seguidores continuaram.. pelo grande ADVENTO. em Hydevislle.C. que as irmãs Margaret e Kate Fox afirmaram ver as mesas girando. Tais dissidentes eram liderados por Ali Muhammad que se denominava "A Porta" e muitos seguidores desta seita o consideravam uma espécie de "João Batista" para Baha Allah. Influenciado por um livro fictício do Pastor Presbiteriano aposentado Salomão Spaulding que dizia que CRISTO após crucificação foi pregar onde é hoje os EUA e após afirmar que DEUS e CRISTO apareceram a ele dizendo para não ir a denominação nenhuma pois estavam todas corrompidas.. Passou o ano e nada aconteceu. Faziam perguntas e estas eram respondidas mediante estalidos de dedos. Muito semelhante a Macumba e em certas seções há o assassinato de um indivíduo . embora tenha muita vontade. Nasceu em 1805 d. Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. data que Esdras chegou a Jerusalém e encontrou o ano 1843 d. Adotou o nome de Allan Kardec. Cultura Racional. forma a base da doutrina mórmom. Em 1872. Na verdade. alegando ser este o seu nome na outra encarnação. e ouvir pancadas na casa em que moravam. tal religião foi instituída pelo seu filho Sir Abdul-Bahá em 1894 d. passou para Congregacional e depois ingressou na Adventista.C.C. Miller alegou erro ao usar o calendário hebraico em vez do romano.C. um fazendeiro.. o ano que segundo ele.

CIÊNCIA CRISTÃ Mary Baker Eddy Nascida em 1821 nos EUA, quando jovem pertencia a Igreja Congregacional. Fundou a Igreja de Cristo Cientista (Eddyismo) que de ciência e de CRISTO não tem nada. Foi esta mulher influenciada por um relojoeiro que se dizia doutor, de nome Quimby, que era dado as práticas de ocultismo, psiquismo, espiritualismo. TEOSOFIA Helena Blavatsky Mescla de religiões pagãs do Oriente, a Sra. Helena, de origem russa e descendente alemã, nasceu em 1831 e aos 17 anos casou-se com o General Czarista Blavatsky. Abandonando-o 03 meses após, era uma mulher explosiva. Tornou-se médium espírita e em suas andanças pelo mundo, teve contato com diversas religiões místicas. Subdividem a humanidade em 03 raças e 05 sub-raças e dizem que CRISTO está na 5º sub-raça. PERFECT LIBERT (PL) Tokoharu Miki Uma imitação do Budismo. O Sr. Miki desde os 08 anos estava num monastério de Budismo no Japão. Aos 41 anos. Depois de diversas vezes tentando fundar a seita, conheceu mestre Kanada, que detinha 18 preceitos, somando a 03 de Miki formaram a base da religião, que se desfez em 1936 por desentendimentos internos. 02 anos após, Miki morre. Toruchira Miki, filho de Tokoharu, em 1946, pegando os 21 preceitos, resolveu ressucitar a seita. IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL Mokiti Okada Okada nasceu no Japão e hoje é chamado de Meishu-Sama (Senhor da Luz). Embora os messiânicos existirem a mais tempo, somente em 1947a IMM foi reconhecida e oficializada pelo governo japonês. De Messias tal seita não tem nada! Não há qualquer referência do Senhor Jesus Cristo, nem do Espírito Santo, nem de nada vezes nada. Quando falam de DEUS, se referem a Meishu-Sama. SEICHO-NO-IE Masaharu Tanigushi Após ter escrito o livro "Crítica a DEUS", onde Judas é o herói, Tanigushi, que nasceu em Kobe, no Japão, escreveu Seicho-No-Ie (Lar do Progredir Infinito), que com seu 1º número publicado em 1930, deu início a seita, afirmando ser Movimento de Iluminação da Humanidade. Afirmam que os ensinamentos de CRISTO na Judéia, Buda na Índia e o xintoísmo no Japão são manifestações do deus absoluto Amenominakanushi. HARE KRISHNA Krishna Ramo do hinduísmo. No século I d.C., na Índia, o jovem Krishna, um condutor de carroças, declarase encarnação do deus Brahma, até então um deus impessoal. Daí por diante, vários gurus dizem ser reencarnações de Krishna. Afirmam ser Krishna a "Suprema Personalidade de DEUS". Atuam pelo mundo, principalmente junto aos jovens, induzindo-os a largar a família e a sociedade, ter seus nomes trocados por termos hindus e passar a morar em galpões junto a outros adeptos. MENINOS DE DEUS David Brandt Berg Fundada em 1970 por Berg, um evangelista da Aliança Cristã e Missionária nos EUA. Ele se dizia ter recebido de DEUS uma missão diferente e em 1968 iniciou entre hippies e viciados o seu trabalho. Sexo livre, ignorância bíblica, uma religião que "vale tudo". Seu slogan é "Todas as coisas são puras para os puros". MOON IGREJA DA UNIFICAÇÃO Sun Myung Moon Fundada na Coréia em 1954 por Moon, um milionário que nasceu na Coréia do Norte em 1920, de pais Presbiterianos. Tem a família como argumento e explicam: Adão e Eva falharam por causa do pecado; CRISTO e Maria Madalena por causa da morte de CRISTO antes do casar; agora está 77

sendo levantada por Moon e sua esposa. Com isso, passam "por cima" de CRISTO e todos os ensinamentos da Bíblia.

15-O CULTO BÍBLICO
INTRODUÇÃO Muitas vezes, as pessoas se perguntam por quê existem. Para quê fomos criados? A Bíblia nos mostra que existimos para o louvor e glória de Deus. Sendo este um fato espiritual, é natural concluirmos que o culto está vinculado à nossa natureza. Nascemos com um "instinto cultual". Tal afirmativa é endossada pelos historiadores, antropólogos e arqueólogos. Em todas as civilizações de todos os tempos, encontra-se presente o fenômeno chamado "culto". O culto é a expressão da fé. É o tributo de honra, louvor e serviço àquele que se venera. Quem é "aquele" ? Bem... nesse ponto as civilizações não se entendem. Os alvos do culto humano têm sido os mais diversos possíveis. Há quem adore o sol, a lua, as estrelas, os rios, os animais. Outros veneram o seu semelhante, vivo ou morto, ou imagens de sua própria criação. Mais longe vão os que espiritualizam o culto : adoram espíritos que são identificados por centenas ou milhares de nomes. Em muitos povos foi constatada também a adoração a um "ser supremo", criador de todas as coisas. Provavelmente, tais pessoas tiveram algum tipo de experiência espiritual genuína. Entretanto, é através do povo de Israel que o criador se apresentou à humanidade. Jesus disse : "Vós adorais o que não sabeis. Nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus". (João 4:22). Aleluia ! Aí está aquele que deve ser o alvo de culto de todo ser humano: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Os judeus são o nosso ponto de referência religiosa na história. Portanto, convém que nos dediquemos a conhecer aspectos do seu culto que nos serão de grande utilidade no entendimento de nossas práticas atuais. Enquanto muitos se perdem em cultos vãos, adorando ao que não se deve, a Bíblia nos mostra que Deus está à procura de verdadeiros adoradores. Antes de buscar pregadores, intercessores, evangelistas, etc, o Senhor procura pessoas que se dediquem a cultuá-lo. O culto a Deus está fundamentado no conhecimento que se tem dele. À medida em que o conhecemos, o adoramos. O verdadeiro culto é um relacionamento purificador e transformador com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Que o Senhor nos ajude a encontrar as diretrizes do culto que o agrada. Esta questão é a principal. Normalmente, temos o hábito de fazer avaliações dos cultos em que participamos. Depois dizemos : "Não gostei do culto hoje", ou , "fiquei muito satisfeito com o culto". Falamos como se o culto fosse dirigido a nós. Deus nos livre de usurparmos a glória que lhe é devida. Que ele nos abençoe e que possamos ser encontrados como aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade. A ESSÊNCIA DO CULTO BÍBLICO Haverá, em meio às múltiplas maneiras de cultuar, um sine qua non na adoração, um elemento que seja imprescindível? Cremos firmemente que há. Jesus reafirmou o que Moisés, no Antigo Testamento, deixou claro: o primeiro mandamento exige um amor a Deus, sem limites (Dt.6:4,5). Séculos depois que Deuteronômio foi escrito, um intérprete da lei levantou esta pergunta para Jesus: "Qual é o grande mandamento da lei?" Respondeu o Mestre: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento"(Mt. 22:36-37). No texto original de Deuteronômio, encontramos a palavra "força" em lugar de "entendimento". O texto de Marcos (12:30) transcreve ambos, "entendimento" e "força", na resposta de Jesus. O cristão, cuja mente e coração estão voltados para o Criador e Pai Eterno, percebe nestas palavras de Jesus um verdadeiro desafio, pois nelas estão a raiz, o tronco e o fruto da adoração. Sem o incentivo do amor por Deus, o culto não passa de palha, pura "casca", isento de qualquer valor. Pode até se tornar em culto a Satanás. Uma adoração que se realiza sem o objetivo de 78

expressar e aumentar nosso amor por aquele "de quem, e por meio de quem e para quem, são todas as coisas" (Rm.11:36), falha completamente. Deixa de ser culto a Deus, pois carece da essência, que é o amor. Ora, quando se trata de amor por pessoas amigas ou entes queridos da família, não encontramos dificuldades em atender o sentido de amar. Mas, como se há de amar a Deus, a quem "ninguém jamais viu"? (Jo.1:18) Como havemos de colocar o Senhor no centro de nossas ambições? Ou, como nutriremos a amizade que venhamos a oferecer a Deus, sendo nós pecadores, enquanto Ele é Espírito infinito e mora em luz inacessível? Como faremos de Deus o "Senhor absoluto" de nossa existência? Os cristãos, reunidos em adoração a Deus, devem ter este objetivo como prioritário. Culto verdadeiro requer amor de todo o coração Para o hebreu, o coração, no sentido metafórico, representava o centro da vida intelectual e espiritual. Associando-se de perto com a alma, o leitor original de Deuteronômio teria pensado em seus sentimentos, suas avaliações, sua vontade, todos emanando do coração. Esta realidade pessoal emite emoções tais como alegria, pesar, tranqüilidade e ansiedade. Igualmente alcança as áreas intelectuais tais como compreensão e conhecimento, e exerce o poder de raciocinar ou lembrar. Diríamos, enfim, que coração e alma representam o homem interior como um todo. Em seu coração o homem é responsável diante de Deus, em todos os seus atos e palavras. Somente um coração inclinado para Deus é capaz de adorá-lo, agradá-lo e amá-lo. Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, o amor que há no coração é o alvo da busca de Deus. Ele se dirige ao coração porque ali está a sede do amor. Prof. Bruce Waltke, do Regent College, no Canadá, lembra-nos que antes de o Senhor mandar seu povo buscá-lo unicamente no lugar onde Ele estabeleceria seu nome (Dt.12), Deus, em seis capítulos antecedentes (Dt. 6-11), exorta os israelitas a darem-se a si mesmos inteiramente ao Senhor. "Circuncidai, pois, o vosso coração" (Dt. 10:16). Pois é no coração que o Todo-poderoso toca, ao fazer contato conosco, "... aquela parte do homem ... onde, em primeira instância, se decide a questão pró ou contra Deus" (Gutbrod). Por ser o coração essencialmente espiritual, mantendo o que resta da imagem de Deus no homem caído, é possível amar àquele que não tem corpo físico e nem existe ao alcance dos nossos cinco sentidos? Evidentemente, para amarmos a Deus, precisamos crer que Ele se revelou através de palavras por Ele inspiradas (II Tim. 3:16), e uma vez recebidas pelos profetas, homens por Ele escolhidos, estes fizeram seus devidos registros. Contudo, sua revelação não se limita à transmissão de conceitos comunicáveis por linguagem humana. Inclui atos que claramente evidenciam seu amor e paciência para com seres que têm negligenciado e ignorado as evidências do seu profundo interesse por eles. Inclui convicção criada por Deus no coração que ele decide abrir (At.16:14), para fazer brilhar a luz de sua personalidade (II Cor. 4:4,6). Resulta no reconhecimento do testemunho do Espírito Santo de Deus "com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm.8:16). Enquanto Deus revela a si mesmo no íntimo do coração pela Palavra lida e recebida, pelo reconhecimento de sua ação no mundo e pela comunicação pessoal do Espírito residente, nós devemos responder em adoração a ele que declara e aprofunda nosso amor. Uma moça presa numa casa em chamas foi resgatada por um jovem bombeiro que pôs sua própria vida em risco para retirá-la do incêndio. Ela sentiu profunda responsabilidade de agradecer-lhe o ato sacrificial. Poucos dias depois, a jovem, que foi resgatada, procurou o bombeiro para externar sua gratidão. Eles conversaram, passearam, e, finalmente, acabaram se casando. Ela, que devia a vida ao jovem bombeiro, passou a namorá-lo e, lentamente, um mero sentimento de gratidão transformou-se num amor profundo. Pagou uma dívida de vida com a oferta permanente do seu amor e mostrou sua alegria em conviver com aquele que arriscou sua vida para lhe resgatar. Assim Deus procura uma comunhão por meio da experiência verdadeira com cada pessoa que experimentou passar da morte para a vida (Jo.5:24), pelo sacrifício de Jesus Cristo. O novo adorador começa com um sentimento de obrigação de servir a Deus no culto; vai aprendendo a amá-lo e progride até que todo o seu coração se concentre na beleza da pessoa do Senhor: "Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu 79

ouvido ou lida. suscitar pensamentos de gratidão e encorajamento. Assim. infundindo-a nos participantes.4:19). a minha alma tem sede de ti" (Sl. Senhor. Se há algum poder no Exército da Salvação.1:9). a adoração da igreja cumprirá seu objetivo se : o O louvor focalizar sua dignidade. reconhecemos que nunca alcançaremos um amor perfeito por Deus. à altura do amor que ele tem por nós. O evangelho é deveras uma posição doutrinária. mediante o culto celebrado em lugar sagrado e em hora 80 . "E nós o amamos porque ele nos amou primeiro" (I Jo. hoje.. Desse modo se expressaram os que. mesmo sabendo que o vocábulo da pergunta de Jesus seja agapas ( amor sacrificial decidido). Deus tem se apoderado de tudo que há em mim. como a Pedro.. na Antiga aliança. e meu Pai o amará. e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo. Porque na realidade. é porque Deus tem recebido toda a adoração do meu coração.12:2. acertadamente. por nos amar profundamente ( I Jo. Davi. por ele criado. "cada indivíduo dá seu coração àquilo que considera de máxima importância. o A música atrair o coração para a beleza de Deus revelada na criação. no deserto de Judá. 63:1). estaríamos prontos a responder-lhe: "Sim. 14:23). descobrir um eco semelhante no seu coração. 46:10). Amamos. só devemos ficar satisfeitos se expressarmos o verdadeiro amor ou se nosso culto revelar toda a preciosidade do Senhor. vós com alegria tirareis água das fontes da salvação" (Is. refletindo assim a harmonia do universo. 4:8/16) . Hesitou um instante e. seus filhos. fundador do Exército da Salvação. em contraste com a resposta philos (amor de amizade e afeição). ele nos perguntasse: "Amas-me mais do que estes?" (Jo. O CULTO NO VELHO TESTAMENTO A lei judaica determinava que os israelitas servissem a Deus na vida de cada dia. Certamente. ou então . para quem experimentou a "graça melhor do que a vida" (Sl. tu és meu Deus forte. determinei que Deus teria tudo do que houvesse em William Booth.15:14. mas antes é um relacionamento do cristão com Deus. mas desde o dia em que os pobres de Londres dominaram meu coração e ganhei uma visão daquilo que Jesus Cristo podia fazer. Serão veículos de transformação de inimigos em amigos que a ele buscarão agradar (Jo. amavam a Deus. o A confissão do pecado que cometemos externar o reconhecimento da nossa indignidade e declarar nosso arrependimento pela rebelião contra a expressa vontade de Deus. a beleza da sua pessoa e a perfeição do seus caráter.15). Amor genuíno funde os desejos dos que buscam o Reino e a vontade única de Deus. guardará a minha palavra. Enfim. 63:3). Há o risco de uma lealdade falha. nas linhas bem conhecidas que deixou para a posteridade: "O homem mantém-se agitado até encontrar seu descanso em Deus". quando adoramos. Participar em todo e qualquer culto requer primeiramente uma melhor aproximação dele em amor. ainda. "Se alguém me ama. Se. nem nos orgulhar por declarações petrinas. na redenção e na regeneração. observando os preceitos e as instruções. com os olhos cheios de lágrimas. Agostinho afirmou. disse: "Ó Deus.3). respondeu: "Eu compartilharei o segredo. o A mensagem. Concluímos que Deus nos quer como seus verdadeiros adoradores. Podem ter havido homens com maiores oportunidades.21:15). foi indagado acerca do segredo do seu sucesso. eu te busco ansiosamente. O general William Booth. convidar todo homem a atribuir glória ao Pai maravilhoso (Sl. expressar petições de acordo com seus conhecidos desejos. mas não podemos confiar muito em nosso amor. Seu mandamento singular requer que nós o amemos de todo o coração e alma. Também. e esta lealdade determina a direção e o conteúdo da sua vida". não deixa de ser um estímulo forte de amor. o Nossa oração procurar assimilar seus pensamentos. Deve. tu sabes que te amo". todo o poder da minha vontade e toda a influência da minha vida.cântico. confiar no seu imediato e imerecido perdão (I Jo. É natural.

no ritmo das solenidades anuais .20:11). Ele foi tanto abençoado como santificado por Deus (Ex. imposição do nome à criança. O lugar especial e o tempo certo separam o culto do dia a dia. Sob o antigo pacto. os primeiros dias do mês e as cinco festas anuais do período pré-exílico foram divinamente determinados. Deus fez provisão para períodos de tempo diários. é denominada "serviço divino". a Bíblia simplesmente atribui a santidade do sétimo dia à lei de Deus. debaixo de uma árvore frondosa. o pai administrava a bênção. O pai funcionava como intermediário. Esta segunda forma. O sábado. o grupo.O SÁBADO E AS FESTAS A adoração. para o cumprimento da obrigação de culto em Israel. o sábado. Não apenas uma instituição humana. Em Gênesis 1 a 11 encontramos por duas vezes uma ação litúrgica: os sacrifícios de Caim e Abel. Os patriarcas celebraram o seu culto no seio da família nômade. ele ou a mãe recebiam as palavras orientadoras e promissoras de Deus. a par com as ações cultuais motivados por ocasiões peculiares. Honrase ainda tanto o Deus benfeitor como o Deus redentor. O sacrifício é motivado por objetivo fortuito. dia semanal de descanso e adoração é um exemplo fundamental do tempo consagrado a Deus. Os sacrifícios descritos em Gênesis 1 a 11 representam dois tipos diferentes quanto à sua motivação. O sacrifício diário. quando expressa em ritual. o descanso do sábado ou do sétimo dia. "Tempos designados" (Num. exige tempo.32). O quarto mandamento impõe rigidamente a sua observância. porque eventos passados. bem como para proporcionar ao corpo físico o descanso necessário. Em resumo.1:1-2. O serviço divino assim concebido foi introduzido como fruto maduro da teofania sinaítica.3). junto a fonte de água.31:13). na BÍblia e em muitos idiomas. Israel aceitou a observância do sábado como um sinal exigido de submissão nacional a Deus (Ex. Apesar da cessação de toda obra. Ele foi fundamentado no descanso de Deus após a criação (Gn. os sacerdotes continuavam o seu serviço (Lv. Já o sacrifício de Noé teve como fundo a salvação de perigo mortal. Caim e Abel ofereceram as primícias da lavoura e do rebanho. como a mudança das pastagens (antecipações da páscoa). Alude-se apenas a um santuário a ser fundado futuramente (Gn. O CULTO PRÉ-MOSAICO O culto é patrimônio comum do gênero humano.19). Tanto do lado de Deus como do homem opera-se um agir e um falar. no alto de um monte. Conclui-se daí com direito ser o culto fenômeno essencialmente humano de acordo também com as pesquisas da História das Religiões. o nascimento de filhos.12:15. e a oferta de Noé depois do dilúvio. nasce da situação concreta (Gn. Sendo uma parte integral do pacto. nos quais Deus agira. Os sobreviventes recomeçam sua vida olhando para o Salvador a quem pertence a vida recém doada. foi incluído nas "festas 81 . mas antes uma expressão institucional do relacionamento recíproco entre Deus e o homem.24:8). 29:39) eram considerados centrais na expressão da adoração a Deus em Israel. em ação de graças e para impetrar a bênção para o futuro. anuais e mesmo de gerações. Na inexistência de tempos sagrados festejavam-se certas ocasiões importantes. esta festa semanal foi instituída para lembrar ao homem a sua responsabilidade de adorar a Deus em tempos e lugares determinados. funcionando Moisés como medianeiro (Êx.regulamentada. experimentava pela primeira vez a sacralidade de um lugar a par com a palavra de Javé precedente da aparição de Deus. igualmente. ao pé do monte sagrado. bem como a presença do sacerdote como intermediário. embora sendo apenas uma observância semanal. semanais.28). em lugares improvisados. A prece. Embora alguém tenha se referido ao sábado como uma criação singular do gênio religioso hebraico e uma das contribuições hebraicas mais valiosas à civilização da humanidade. não por instituição regulamentada. O CULTO E O TEMPO . transfuga do Egito e em caminho pelo deserto. Ambos os motivos conservam seu valor até os tempos atuais. a circuncisão era executada. marcando então a transição para outra forma de vida. nunca deveriam ser esquecidos.

o espaço sagrado era comparável em importância. Jesus declarou que um templo "não feito por mãos" estava destinado a tomar o lugar da temível grandiosidade da arquitetura herodiana (Mc. purificando-o para realçar sua santidade. o modelo de adoração para o povo eleito.92). no mais solene rito anual de adoração (Lv. A adoração é o protocolo pelo qual se pode entrar na presença divina. Vê-se daí que as festas não dependiam exclusivamente do santuário.23:1-3).23:14-19. então . O término do templo ocorreria na associação da sua morte com a invasão romana. não devendo ser profanada. Originariamente festas cananéias. a vindima.12).14:58). Outra faceta da evolução era a coincidência direta com o objetivo agrícola.12:5) Nos recessos inacessíveis do Santo dos Santos. LUGAR SAGRADO . o levantamento do tabernáculo significava localizar a glória de Deus no Lugar Santo. O templo era o único local de sacrifícios. aquele aposento santo. o sangue da expiação pelos pecados da nação era aspergido. onde Deus se encontrou com Moisés. são os seguintes : Êx. consagrações e entrega de dízimos agradável a Deus. Por ocasião das festas anuais. quer participando da adoração no templo. Os vários elencos das festas. a proeminência do sábado aumentou. não se impunha a separação do ambiente considerado "profano". a importância do templo em Jerusalém. fora do lugar santo. aos tempos divinamente designados. com ligeiras modificações. Tempos depois. o tabernáculo e . crescendo. em Israel e em muitas outras religiões. 34:18-26. a celebração desta festa voltou para a família. assim mesmo ele foi destinado à destruição. Especialmente após o êxodo e a instituição da lei. ela foi celebrada na intimidade da família. como.16). na sua qualidade de fonte de 82 . os hebreus encarregados de tal serviço o consideravam coincidente com a santidade do sábado. De acordo com o ritmo anual celebravam-se as bênçãos divinas da sementeira e da colheita. O caso mais eloqüente de um historicização é a festa da Páscoa que se transformou em memória das origens de Israel. os israelitas as assumiram depois da sua imigração para Canaã. sua data passou a depender de calendário fixo e nem sempre simultâneo com o seu objetivo.fixas do Senhor" (Lv. Muitos outros textos poderiam ser citados para mostrar qual significado o dia deveria ter para os israelitas (Sal. ou talvez já um pouco antes. As festas agrícolas de Canaã receberam uma dose de historicidade em combinação com os eventos ocorridos entre Javé e o povo. posto que também em Israel permanecessem ligadas à lavoura. as famílias visitavam o templo. entre eles também a páscoa. o templo se tornaram extensões históricas daquele encontro. "uma convocação santa". posteriormente. dando-lhe sua palavra e mostrando-lhe a sua glória. O surgimento da sinagoga aumentou ainda mais a centralidade da adoração no sábado (Lc. embora recebendo novo conteúdo no tempo da saída do Egito (Êx. apesar da identificação do templo com a "casa do Pai". todos os festejos foram transferidos para lá. um conceito compreensível aos discípulos depois da ressurreição apenas com a ajuda do Espírito Santo. A ressurreição do corpo de Jesus. isto é. Ali. respeitável primeiramente no tabernáculo e depois no templo onde Deus "residia". Somente a festa da Páscoa regride até a época do nomadismo. O Santo dos Santos representa o monte Sinai. Quer visitando um profeta. ele era entes funcional. Jesus mostrou grande respeito pelo templo.O TEMPLO Na adoração do antigo Israel. criaria um templo de uma ordem distinta para o substituir. E foi esta re-interpretação que preservou as solenidades de sua total paganização. O caráter sagrado do templo não era absoluto. A páscoa lembra ainda outra evolução significativa do culto divino em Israel. refletindo as mudanças periódicas das pastagens. Isaías desafiou os seus leitores a se desviarem dos seus próprios prazeres e "se deleitarem no Senhor" (58:13). por exemplo. Na sua qualidade de festa pastoril.4:16). Assim. Deus proibiu Israel de erigir altares sacrificiais em qualquer lugar onde seu nome residisse (Dt. porém. Destruído o templo. Durante e após o exílio. Contudo. Deus escolheu locais especiais para se revelar no decorrer da história vétero-testamentária. ficavam o propiciatório e a arca que continha as tábuas da sua lei.

mas o culto sacerdotal é designado como resposta ao seu ato e como testemunho da purificação do pecador. ela exigia "o sal da aliança do teu Deus" (2:13). o propósito principal do culto não era chamar os fiéis à penitência. o ofertante comia o sacrifício com alegria diante do Senhor. A santidade do templo teve a sua concretização quando os habitantes do país a ele se dirigiram. um fogo perpétuo e o sacrifício pudessem. estas eram exigidas quando um pecador quebrava a lei de Deus e tinha o seu relacionamento interrompido com o Criador. podia ser oferecido.. O SACRIFÍCIO Considerando que o homem é pecador. Quatro tipos distintos de sacrifício eram prescritos: 1 . compartilhada com sacerdotes e amigos. o que sugere a máxima devoção. Como "Moisés.106:23). retornando às suas casas repletos do que lá haviam recebido. ele precisa de um sacrifício propiciatório para remover qualquer ofensa que o separe de Deus.4:1-6. no tribunal da casa de Deus. Apenas o melhor animal.8-13). nós nos apercebemos do impacto que sua fé deve ter tido para as massas depojadas que constituíam a maioria dos fiéis. Nem a congregação nem o Sumo sacerdote estavam sem pecado. revelava-se a consciência da santidade funcional da casa de Deus. A "porção memorial". Logo. significando literalmente "aquilo que ascende" (Lv. de modo que possa ter comunhão com seu Criador. impedindo que sua cólera os destruísse" (Sal. O CULTO CRISTÃO NA IGREJA PRIMITIVA O que sabemos do culto cristão nos dá uma idéia do modo como aqueles cristãos do primeiro século percebiam e experimentavam sua fé.A oferta de manjares era literalmente chamada uma "dádiva"...11-14).. "simbolizar a resposta do homem à promessa de Deus. Oferecida junto com a oferta queimada e a oferta pacífica. juntamente com a ameaça do juízo definitivo e voltaria somente para residir num templo restaurado e com os ministérios purificados. queimada com incenso ao Senhor. A imposição de mãos retratava a identificação completa. se interpôs. 2 . "Deus não é influenciado por meio de sacrifício sacerdotal. retribuindo o país estas bênçãos em forma de ofertas para o culto do templo. Ela expressava a plenitude e o bem-estar denotados pela paz de Deus. o caráter sacral é diferente: a glória de Javé abandonara a sua habitação no meio do povo. a igreja cristã costumava se reunir no primeiro dia da semana para "partir o pão".43:25). É realmente o próprio Deus quem realiza o ato de perdão e expiação. Uma vez por ano o sangue expiatório tinha de ser levado para dentro do véu. O simbolismo sugeria que Deus era o convidado de honra.7). contudo. Nas procissões e nas peregrinações.As ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv. Seguindo um ritual preparatório idêntico àquele de quem apresentou a oferta queimada. quando estudamos o modo como a igreja antiga adorava. eles precisavam de sangue para ser aspergido diante do véu e aplicado aos dois altares. Não era permitido que a festa resultante durasse mais que um dia. 3 . assim o sacerdote e o pecador sob a égide do Antigo Pacto se uniam para oferecerem a Deus uma vítima sacrificial em propiciação. 83 . Distintas das três festas anteriores que eram voluntárias. Há. Este vaivém das casas para o templo e do templo para as casas perfaz um elemento essencial do culto e da sacralidade. conseqüentemente. um macho sem mácula. Já no templo concebido por Ezequiel. Com efeito. igualmente. Ela produzia um "sabor de satisfação" de modo que do altar. duas vezes por dia. Desde o princípio. Os objetivos desse sacrifício eram a restauração da comunhão e o acesso à presença de Deus.32:1) ou apagados (Is.3:7. A razão pela qual o culto tinha lugar no primeiro dia da semana era que nesse dia se comemorava a ressurreição do Senhor.A oferta pacífica (Lv. Seguindo as ordens divinas. os pecadores gozavam da bênção de pecados cobertos (Sal. tinha como objetivo trazer a aliança à lembrança de Deus.bênçãos para o país.1:6. uma verdade básica a ser lembrada.A oferta queimada. para garantir que um número de amigos fosse incluído. 4 .

onde a maioria dos conversos vinha do judaísmo. Depois se partia o pão.nem fazê-los sentir o peso de seus pecados.isto é. ~E por isso que o livro de Atos descreve aqueles cultos dizendo que " partindo o pão nas casas comiam juntos com alegria. a razão pela qual se reuniam nelas era que ali estavam enterrados os heróis da fé. Logo alguém trazia o pão e o vinho para frente e os apresentava a quem presidia. e tinha. é que a ceia do Senhor era uma celebração. A primeira delas. Isto é um exagero. portanto. Isto era possível na primitiva comunidade cristão. e não a dor ou a compunção. sabemos acerca do modo em que os antigos cristãos celebravam a ceia do Senhor graças a uma série de documentos que perduraram até nossos dias. E somente em época relativamente recente que algumas igrejas estabeleceram a prática de se reunir para adorar aos domingos sem celebrar a comunhão. Alguns autores dramatizaram a "igreja das catacumbas". e possivelmente devido. A segunda parte do culto começava geralmente com o ósculo da paz. pois não eram só os cristãos que tinham tais cemitérios subterrâneos. A atenção naqueles cultos de comunhão não se centralizava tanto nos acontecimentos de Sexta-feira santa como nos do domingo de ressurreição.mas tinham que se retirar antes da celebração da ceia do Senhor propriamente dita. Os que vinham de outras congregações podiam participar livremente. e depois da comida em comum. Mas conforme a igreja foi incluindo mais gentios tornou-se cada vez mais necessário um período de preparo e de prova antes 84 . Naturalmente. No livro de Atos. a comunhão era celebrada em meio de uma refeição. Além dos indícios que nos oferece o Novo Testamento e que são de todos conhecidos . só quem havia sido batizado podia estar presente durante a comunhão. a esses elementos comuns acrescentavam-se muitos outros em diversos lugares e circunstâncias. que parecem ter formado parte de todas as celebrações da comunhão. e os cristãos reuniam-se para celebrá-la e fazerem-se participantes dela. e se despediam com a benção. Cada qual trazia o que podia. começou a se celebrar a comunhão sem o refeição em comum. Esta era a função das catacumbas. os presentes comungavam. A partir de então e através de quase toda a história da igreja. às perseguições e às calúnias que circulavam acerca das "festas de amor" dos cristãos. No princípio. Mesmo que não possamos entrar em detalhes acerca de cada um destes documentos. entretanto. na qual se recordavam os atos salvíficos de Deus e se invocava a ação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho. podemos assinalar algumas das características comuns. Mesmo que em algumas ocasiões os cristãos tenham utilizado algumas das catacumbas para se esconder dos seus perseguidores. faziam-se orações e cantavam-se hinos. certo preparo para compreender o alcance do Evangelho. vemos que tão logo alguém se convertia era batizado. Na realidade as catacumbas eram cemitérios e sua existência era conhecida pelas autoridades. Uma nova realidade havia amanhecido. era permitido aos convertidos que ainda não tinham recebido o batismo assitir à primeira parte do culto . sempre e quando estivessem batizados. Já em princípios do século segundo. mas celebrar a ressurreição do Senhor e as promessas das quais essa ressurreição era a garantia. Em alguns casos. o culto de comunhão constava de duas partes. Em seguida. as homilias e as orações . Pelo menos a partir do século segundo. e das diferenças entre eles. Mas sempre se manteve o espírito de celebração dos primeiros anos. e singeleza de coração" (Atos 2:46) . Outra característica comum do culto nesta época é que só podia participar dele quem tivesse sido batizado. o presidente pronunciava uma oração sobre o pão e o vinho. celebravam orações sobre o pão e o vinho. dando a entender que estas eram lugares secretos em que os cristãos se reuniam para celebrar seus cultos escondidos das autoridades. a que já nos aludimos anteriormente. Na primeira liam-se e comentavam-se as Escrituras. OS BATISMOS Segundo já foi dito anteriormente. as leituras bíblicas. O tom característico do culto era o gozo e a gratidão. Outro dos costumes que aparece desde muito cedo era celebrar a ceia do Senhor nos lugares onde estavam sepultados os fiéis já falecidos. em parte. a comunhão tem sido o centro do culto cristão.

deve se aprimorar no ensino. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS Adoração e doutrina apóiam-se mutuamente. comunhão. para manter o padrão apostólico. pouco tempo antes do seu batismo. 29:25. Numerosas pesquisas. estranhamos o fato de não descobrirmos no Novo Testamento regras explícitas para nos informar que tipo de culto Deus quer. Quando igrejas do século XX dão uma ênfase exagerada à transmissão da informação e não à sua expressão. que glorifica a Deus (I Pd. o catecúmeno recebia instrução acerca da doutrina cristã. cumprisse ao pé da letra todas as suas instruções a respeito da adoração. e queriam entender num sentido prático o que significaria levar o "jugo suave" do Senhor.) . Mesmo assim. Ele descobre. o que procura. Adoração. Jesus convocou os seus discípulos a " discipularem todas as nações" (Mt. 85 . Após a leitura do Antigo Testamento. e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração. O primeiro passo foi o batismo que representava um compromisso público. e eu vos aliviarei. porque um culto oferecido na ignorância evapora (Jo.2).11:28). Doutrina não significa apenas granjear informação. Dentro do culto primitivo. Por fim.25:9).e eram admitidos na classe dos que estavam prontos para serem batizados. Em geral. Tinha de ser " segundo a tudo o que eu te mostrar para modelo de todos os seus móveis.1:16). O temor de Deus arraigado no coração do piedoso israelita . geralmente. Quando os assistentes novatos no culto da igreja de Jerusalém ou Antioquia ouviam pela primeira vez : " vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados. 28:19). Não foi uma aula bíblica acadêmica que os apóstolos ministraram .da ministração do batismo. A PRÁTICA DA ADORAÇÃO Deus mandou que seu povo. Tomai sobre vós o meu jugo. Tudo isto poderia levar-nos a desvalorizar a prática nos cultos da igreja primitiva. no partir do pão e nas orações" (At. não permitia que ele desobedecesse conscientemente qualquer regrinha que regulamentava o ritual dos cultos (Dt.às vezes em companhia de sues padrinhos .6:1. certamente sentiram o impulso do Espírito para renovarem sua confiança em Jesus. e no princípio do século terceiro durava uns três anos. criam pouca convicção além daquela formada na cabeça do estudioso. mas ensinamentos junto com apelos aos discípulos para que acatassem as diretrizes do Senhor. As práticas sob a tutela dos apóstolos fornecem-nos um fundamento geral. 9:33 23:5 II Cr. total. o batismo era ministrado uma vez ao ano. a igreja de Jerusalém " perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão. e achareis descanso para as vossas almas" (Mat. Esses ensinos foram exemplos práticos em torno de uma nova compreensão do relacionamento com Deus. ainda que logo e por diversas razões se começou a ser ministrado em outras ocasiões. cremos que é válido examinar as indicações sobre as formas de adoração nos escritos dos apóstolos. assim mesmo o fareis" (Êx. Após o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecoste. feitas com o intuito de descobrir as diretrizes que devem reger a forma de adoração realmente neo-testamentária. com Deus Pai . etc. Em seguida.4:22 At. mas seguro.2:42). Foi Deus quem planejou a participação dos sacerdotes e levitas no culto que Ele mandou que oferecessem (Nm. Deus Filho e Deus Espírito. Este período recebe o nome de " catecumenato" . Os detalhes que Deus comunicou ao chefe da nação foram dados para que o povo não se desviasse em nenhum ponto da vontade estipulada por Deus. 8:1 I Cr. no domingo da ressurreição. Durante este tempo. e tratava de dar mostras em sua vida diária da firmeza de sua fé. Este verso nos traz um breve esboço dos componentes do culto primitivo. elas promovem depressão espiritual. os novos discípulos recebiam a orientação sobre a vida consagrada. celebração da ceia e oração. sob a Antiga Aliança. carece de substância e de verdade. era examinado .17:23). Ele advertiu Moisés sobre a construção do Tabernáculo. Jesus ordenou aos apóstolos que ensinassem aos futuros discípulos da segunda geração a " guardar todas as coisas" que Ele ensinara a seus seguidores.

onde mulheres se reuniam. Agindo assim. ser-lhes-á concedida por 86 . isto é. cada um toma antecipadamente a sua própria ceia" (I Cor. profanavam o Corpo de Cristo formado pela morte e ressurreição. era tomada diária ou semanalmente. Percebe-se pela leitura de I Cor. explicação. ". todos se comprometiam diante de Deus a ter e manter uma responsabilidade mútua. diante da negação na prática da comunhão que a ceia devia demonstrar. Ações de graça pelo sacrifício do Filho de Deus incitam os filhos beneficiados a indagar como se desincumbir da obrigação imposta. ainda que com algumas modificações. Lucas explica algo mais a respeito desta comunhão nos versos subseqüentes.4:2) representa a preocupação de Paulo com a igreja de Éfeso.A CEIA DO SENHOR Junto com o serviço da palavra. adotasse este modo de vida.. relacionamento entre o ouvinte e o Pai. AS ORAÇÕES Um dos elementos que têm destaque no culto da igreja primitiva é a oração. Porque ao comerdes. somos escravos de Deus e dos membros do Seu Corpo. "Pregue a Palavra" (II Tm. Fomos comprados por preço infinitamente alto. nem devem ter inveja. Os crentes ficavam juntos indica que estavam juntos como família de Deus. deve dar lugar central à palavra de Deus porque ele assim ordena. além de relembrar a morte de Jesus e a inauguração da Nova aliança. "depois de cear" (I Cor. pelo menos na sinagoga. com exceção da famosa afirmativa: "Se dois dentre vós. uns pêlos outros. Daquele local foi feito um palco para anunciar o evangelho.11:24). sobre a terra. Conseqüentemente.6:6) e pessoal. não havia os dez homens necessários para formar uma sinagoga. Que presente digno devemos trazer para o altar cristão? O pano de fundo da eucaristia cristã descobre-se na refeição da Páscoa. em Corinto. Conseqüentemente." A adoração genuína conduz-nos à lembrança de que não somos de nós mesmos. Um homem que almeja o pastorado precisa ter uma qualidade que lhe recomende a conduzir os cristãos num culto verdadeiro. de maneira inconfundível. nem podem desprezar uma à outra. Uma vida ou personalidade ocupa a unidade física humana. Daí. mas era também uma demonstração da adoração que tem implicações horizontais. Comiam e bebiam juízo para si. na prática. A importância básica das orações é notada no nome "lugar de oração" (At. Esta refeição. não é a ceia do Senhor que comeis.A adoração. e segunda. "enquanto comiam".2:42). Jesus ensinou que a oração deve ser particular (Mat. de tal forma que nenhuma parte pode se desligar sem prejuízo para as outras. a seita de Cunrã. Ele deve ser apto para ensinar. Esta celebração consistia de duas partes : primeira. Marshall sugere que " não seria surpreendente.. Os cristãos que comem juntos no culto são integrados num corpo comparável ao corpo humano. era natural que os primeiros cristãos continuassem essa prática. COMUNHÃO . que todos os participantes tinham uma vida em comum. O que Jesus insistiu originalmente era repetido como duas partes de uma refeição maior . a primeira igreja da história perseverava na comunhão (At. que substituiu a Páscoa dos judeus. que pelo menos um outro grupo contemporâneo judaico.16:13). o veemente protesto de Paulo.. transformando o que antes era especificamente judaico em culto cristão. O judeu do primeiro século dificilmente podia imaginar um culto sem orações. Ele pouco falou sobre oração em comunhão com outros irmãos . concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem. que esta refeição era a " Ceia do Senhor". que reunia todos os membros da família de Deus. livres e escravos. 11:17-22. O caráter dessa refeição não se evidencia somente numa dramatização do sacrifício único do Filho de Deus pêlos nossos pecados. regularmente. Ricos e pobres. Em Filipos. a Ceia confirmava. uma colônia romana. 11:20). e tinham tudo em comum. Ensino requer entendimento.ágape ou " festa de amor". Paulo e Silas não sentiram nenhum embaraço ao participarem desse primeiro culto "ecumênico". com a intenção de beneficiar os cristão mais carentes da igreja. mas havia um lugar de orações..

11:1113). na contundente ocasião após seu espancamento e antes do terremoto que abriu as portas da prisão. "Cânticos espirituais" (Cl. O altar de incenso do propiciatório simbolizava o prazer com que Deus recebia os louvores e petições do seu povo. seria estranho se no primeiro século não houvesse aparecido expressões musicais para tornar a adoração mais real e agradável. enquanto a adoração conceitua a alma sobre seu Deus. que um movimento que suscitou tanta emoção. "salmos. por inspiração imediata do Espírito Santo. Ocasionalmente cantamos porções de alguns salmos. ainda que referências à música sejam raras no Novo Testamento. deixamos de alcançar o objetivo de nossa existência fora da comunhão que a oração cria. projetados para uma função particular. provavelmente. Paulo cita o Salmo 18:49: ". cantarei louvores ao teu nome"(Rm.3:16). tomadas juntas.7:7-11).6:12). "formando parte do culto religiosos e da fraternidade cristã". hinos e cânticos"(Cl. Ele deseja ouvir as nossas necessidades e supri-las (Mat. no primeiro século. com o passar dos séculos. lealdade e entusiasmo.3:16). McDonald escreve: "É de se esperar a priori.15:9). Os evangelistas relatam que Jesus cantou um hino (Mat. surgiram. Amar a Deus acima de todo objeto por ele criado só pode significar que ele quer ser conhecido e desejado pelas suas criaturas.14:26) após a celebração da Páscoa. Avivamentos e despertamentos religiosos. Nas igrejas que se reuniam nas casas. Paulo e Silas "cantavam louvores a Deus" na prisão em Filipos. Os "hinos" também.16:25). Como aparelhos complicados. como também os essênios do Mar Morto. ainda que não possamos precisar as formas exatas da expressão musical. O termo "espirituais" referese a todas as formas de expressão de louvor contidas nos três termos. ou em outras horas. várias referências aos cânticos dos adoradores celestiais revelam características de exultação e júbilo na contemplação da vitória retumbante de Deus e Seu Filho sobre todas as forças do maligno..5:8). Nas sinagogas. provavelmente. acerca da oração . Um comentário puritano sobre o Salmo 107 dizia: "A miséria instrui maravilhosamente a pessoa na arte de orar". Por isso. Mas. Sua própria prática foi de orar sozinho. as orações dos santos são qualificadas como o incenso que enche os vasos de ouro nas mãos dos 24 anciãos que rodeiam o trono do Senhor do universo (Apc. Somos. No Apocalipse. O CÂNTICO NO NOVO TESTAMENTO Surpreendentemente encontramos poucas referências ao cântico no Novo Testamento. O CULTO E OS DONS ESPIRITUAIS 87 . referem-se aos hinos de louvor a Deus e a Cristo. então como quem tenta martelar um prego com sabonete. a oração se distingue da adoração pela preocupação do suplicante com suas necessidades.. estimularam o louvor por meio da música. descrevem de modo global o âmbito da adoração expressa pela música e estimulada pelo Espírito. Ainda que pensando num sentido mais geral. W. Os "salmos" (Cl. o entoar de salmos deve ter sido comum. soberba e murmuração aniquilam a comunhão.Lock identifica tais composições como semelhantes a alguns cânticos preservados no Novo Testamento. a verdade incomparavelmente preciosa de que Deus deseja nossa comunhão. Jesus quis ensinar. Egoísmo. Mas as orações bíblicas valorizam a comunhão com Deus. encontre expressão em cântico".3:16) provavelmente são os mesmos do Antigo Testamento. Ele nos ama mais do que um pai humano é capaz (Lc. Orar de verdade quer dizer abandonar a rebelião e aceitar a reconciliação. compostos espontaneamente por cristãos no momento do culto. relacionada com o contexto de disciplina na igreja.meu Pai que está nos céus"(Mat.18:19). num monte ou lugar afastado (Lc. os judeus cantavam salmos. O autor de Hebreus cita Salmo 22:22 : "Cantar-te-ei louvores no meio da congregação" (2:12). amados por nós e lidos em nossos cultos.26:30 Mac. Acreditamos que essa música evangelística concorreu para a conversão do carcereiro (At. seguramente o soar de vozes em louvor a Deus teve muito destaque nos cultos dos primórdios da igreja. Estas três palavras.

presidir e exercer misericórdia (Rm. Fazendo assim. a lei ameaça deslocar a graça como o motivo fundamental para se adorar a Deus. porém rígidas. Assim. Tanto o hábito quanto a busca da paz espiritual devem ser suspeitos quando procuramos uma base lógica e bíblica para a adorar a Deus. templo. sacrifício e sacerdócio. O objetivo desse estudo é mostrar. mas são vitalizados por apoio mútuo. O resultado é visto em toda parte na secularização do "pós-cristão que atingiu a maioridade". O CULTO NA IGREJA COMPARADO AO CULTO JUDAICO O cristianismo é bipolar pela sua própria natureza. Os dons de apóstolo. nem se separar do próprio Senhor. Esses dois polos são o conteúdo da fé. 88 . exortar. contribuir. O cunho puritano no dito "a finalidade principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre" é inequívoco. Somente no caso dos dons serem motivados por amor genuíno pelos irmãos e por Deus é que podemos encaixá-los no quadro de um culto genuíno. Podemos criticar a observação: "Em toda a parte os cristãos estão perdendo o interesse. se não se isolar da família de Deus. com corações sedentos. profeta. de modo que a adoração se torna. De um lado. o despertamento da consciência torna-se identificável com a percepção de Deus no processo da história. hoje. evangelista. como o Novo Testamento refundiu as formas vétero-testamentárias da adoração sem anular a importância da reunião da igreja. não pode evitar de transmutar as verdades religiosas em mitos. aprendendo e aplicando a palavra. o auxílio de toda junta e a cooperação de cada parte. o que "efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor"(Ef. esses mesmos corpos estiverem sujeitos ao Cabeça para servir. "em Espírito e em verdade".Passando a descrição do culto em Atos para Romanos e I Coríntios. A vida do cristão. porque este era o único resultado prático de suas crenças. De um modo geral. Em resumo. As formas persistem enquanto o conteúdo evapora ou muda o seu centro de Deus para o homem. através da qual o cristão e Deus mantêm comunhão. Mas o Novo Testamento projeta uma visão de adoração que invade toda a vida com a presença e a glória de Deus. do viver cotidiano. expressará adoração nas reuniões ou nas atividades do dia a dia. o liberalismo nega realidade de um Deus que está presente. biblicamente fundamentada. Assim. com apenas uma vaga percepção do conceito bíblico de adoração em Espírito e em verdade. compartimentada em cápsulas de uma hora de duração. os cristão não estão consciente de que sua adoração reflete a teologia prática da comunidade onde estão inseridos. católicos e cristãos ortodoxos estão satisfeitos em participar de maneiras vazias. A avaliação de W. Era um ocasião apropriada para o treinamento dos santos para servirem a Deus dentro e fora das reuniões. a resposta humana a Deus e ao seu favor. não sendo levado em consideração quão importante pode ser o ato de se "invocar o nome do Senhor juntos". Os evangélicos têm tendência de separar a centralidade do senhorio de Cristo. com efeito. A adoração centralizada no homem tende a negar a realidade do coração que confessamos. descobrimos que o exercício dos dons do Espírito deve ser encarado como uma expressão de culto a Deus. ensinar.Tozer sobre a adoração do cristianismo evangélico como "a jóia perdida" reflete a dicotomia insalubre entre a verdade proclamada e a vitalidade da adoração. pois milhares de protestante. através de um exame dos conceitos de tempo. e a adoração prática. pastor e mestre cooperam e fecundam no centro do culto para encorajar o bom ajustamento.12:1-8). Os puritanos focalizaram o significado da existência inteira do homem em glorificar a Deus e deleitar-se em sua comunhão . Certamente a lista pode ser estendido para incluir todo e qualquer ministério. a liturgia é teologia representada. se.4:16). Ambos os polos não são fortalecidos repelindo-se ou ignorando-se. contudo. passando a simplesmente simular na igreja". A teologia da libertação procura contextualizar a adoração num programa de ação sócio-político. Paulo lembra aos romanos que a oferta de seus corpos a Deus é um ato de adoração espiritual. fundamentado na sua mensagem revelada. A significação dos cultos nos quais a congregação se reunia alcançou relevância particular na concentração de vozes louvando e ensinando juntas. profetizar.

No Novo Testamento. Elas constituem o culto coletivo. antes de tudo. Sua ênfase é espiritual e não tanto ritual. Não obstante. Na Nova Aliança. o falar. que chamamos de cultos. as formas exteriores do culto eram as mais enfatizadas. tudo deve ser feito para a glória de Deus. Deus vem ensinando o seu povo a cultuá-lo. a utilização de tais recursos fica reduzida a um número bem pequeno. 16-HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ INTRODUÇÃO 89 . oportunidade de comunhão e ensino.CONCLUSÃO A Bíblia apresenta a questão do culto de Gênesis a Apocalipse. No Velho Testamento. o beber. No transcorrer da história bíblica. o culto verdadeiro é aquele cuja essência provém do próprio Deus e a ele retorna. Das ofertas de Caim e Abel até a adoração dos seres celestiais. dependemos do Espírito Santo para realizarmos um culto aceitável diante de Deus. uma forma de vida. o culto é. Em outras palavras. têm grande importância nesse contexto. Assim sendo. Percebemos que elas tinham um objetivo didático afim de trazer à percepção humana realidades espirituais. as reuniões da igreja. Seja o comer.

nunca faltaram aqueles que preservaram a chama santa e ajudaram a conduzir a Igreja no caminho certo. mas.8. na festa do Pentecoste. A História da Igreja Cristã se divide. sabemos que é impossível buscar a presença do Senhor sem a ação do Espírito. Sem que houvesse descontinuidade. seu superior. o que aconteceu quando o Cabeça da Igreja deixou este mundo? Atos 1. devemos nos lembrar que a História da Igreja é também a história dos atos de pessoas pecadoras como nós e.6-12 nos fala da ascensão do Senhor e nos reporta que a Igreja perseverava unânime em oração. Para Calvino. Mas o Deus Todo-Poderoso. até o dia em que Ele foi elevado às alturas (At 1. propugnando por uma reforma na Igreja. lhe dar poder para testemunhar de Cristo. pois.22). na Judéia e Samaria e até os confins da terra. através dos Evangelhos e demais livros do Novo Testamento. prosperou e testemunhou de Cristo: em Jerusalém. com 22 anos. resolveu tornar-se um monge agostiniano. o "batismo de poder" de que nos falam os pais reformados. e olharmos para a História com os óculos da fé. em 1505. para não somente conduzi-la à Salvação e à Glória com o eterno Pai. É isso que Lucas quis dizer na introdução ao livro de Atos. no segundo período. O Evangelho de João nos diz que o Espírito já havia sido dado aos discípulos antes do Pentecoste. Assim é. Jesus age através do Espírito Santo. em seu Evangelho (Lc 24. Diante de tal situação. praticamente não há diferença entre eles. veremos que. surgiram vozes de protesto. tal como já havia operado por ocasião da vinda de Cristo. por sua Providência. Contudo. O primeiro nos fala dos atos de Jesus e de Seus seguidores. na realidade. em dois períodos aparentemente distintos. se abrirmos bem os nossos olhos. O Pentecoste nos mostra quão grandiosa é a bênção decorrente de uma Igreja unânime em oração. Deus pode suscitar apóstolos e evangelistas para intervir soberanamente na vida da Igreja. conforme a promessa de Jesus em At 1.35-51). Sua justificativa para tal ato foi a de que o caminho mais adequado para a salvação era através da vida monástica. Sob o poder e ação do Espírito esses mesmos discípulos escolheram Matias.49). e as pessoas vinham se agregar ao Grupo Santo. vigílias e flagelações. Mas. quando necessário. mandou que ele fosse lecionar 90 . a Igreja cresceu. além do quê. que já era nascida do Espírito. para tentar minorar a angústia do futuro reformador. orou unânime. Essas vozes ou foram insuficientes ou foram caladas pela fogueira. Lutero. criou as condições necessárias para que a Reforma pudesse subsistir. Jesus chamava. procurava seu confessor a toda hora. apesar das vozes de protesto dos verdadeiros crentes. Em alguns períodos parecerá que toda a Igreja abandonou por completo a fé bíblica. Cinqüenta dias depois da Páscoa. sobretudo. a liderança da Igreja Romana teimava em manter a Arca da Fé fora dos rumos estabelecidos pelas Sagradas Escrituras. como diz João Calvino no livro IV das Institutas. diretamente por Jesus ressurreto (Jo 20. nos momentos mais escuros da história eclesiástica. A história da vida do Mestre nós bem a conhecemos. como substituto para Judas Iscariotes. conforme o relato do mesmo Lucas. recebeu a Sua plenitude. o grande reformador Martinho Lutero é um exemplo típico de apóstolo de Jesus Cristo. o Espírito foi outorgado à Igreja de maneira plena. O sentimento de culpa pelo pecado e a sensação de estar sempre debaixo da ira divina fez com que ele se excedesse em jejuns. no convento. Staupitz.2). Ora. houve momentos em que nos é difícil ver a ação do Espírito Santo de Deus. mas. Às vezes. Mas. e através de quem a pureza do Evangelho recuperou a sua honra. Em 1512. No início do século XIV. O Pentecoste foi o cumprimento da Promessa. o traidor. Milhares foram batizados. no curso da História da Igreja. Tinha o Espírito. Lutero não encontrou a paz de espírito desejada. E dentre os que preservaram a fé certamente estão inseridos os reformadores do século XVI. e o Espírito foi derramado em Sua plenitude. A Igreja.A Igreja Cristã nasceu no momento em que Jesus convocou Seu primeiro discípulo para a obra de Deus (ver Jo 1.

Lutero ainda não tinha percebido que sua grande descoberta se opunha a todo o sistema de penitências da Igreja Católica. Lutero afixou. visto que Lutero havia mexido em uma das maiores fontes de receita da Igreja. Nas universidades medievais. que os aqueles que comprassem as indulgências por ele vendidas. A fé não é uma qualidade do homem. O cristão é. mas simplesmente por amor. O crente vive pela fé. enfrentar tão grande erro e abuso. que a justiça do justo não é obra sua. e que o cristão arrependido tinha o perdão vindo diretamente de Deus. pairava o ensino da igreja romana que o homem pode alcançar a salvação pelas obras. foi uma das causas indiretas da reforma protestante. o pretenso poder de a igreja de ser mediadora entre o homem e Deus e de conferir perdão aos pecadores. mas um dom ou dádiva de Deus. mesmo que para isso tivesse que vender a Basílica de São Pedro" (tese 51). mas. que é hoje o orgulho da Igreja romana. Com esse dinheiro. Lutero se indignou. Ele não deixa de ser pecador quando é justificado. quando muita gente comparecia à igreja do castelo de Wittenberg. Ao saber do fato. ou porque cumpra as exigências da justiça divina. Deus é santo. se era verdade que o papa tinha poderes para tirar uma alma do purgatório. era costume apor-se. até para os parentes já mortos ("tão pronto a moeda caísse no cofre. a justificação não é ausência do pecado. véspera do dia de Todos os Santos. em lugares públicos. a alma saía do purgatório"). Pelo contrário. enquanto lia a Carta aos Romanos. e assim fazê-lo gratuitamente (tese 82). nas quais se debatiam as idéias e se convidavam todos os interessados para uma discussão acadêmica. ainda. Tetzel afirmava. não por razões triviais como a necessidade de fundos para construir uma igreja.Filosofia e Teologia na nova universidade de Wittenberg. ficariam mais limpos que Adão antes de pecar. a defesa ou ataque de certas opiniões. Essas indulgências.. pela qual o homem recebe o perdão gratuito de Deus. não pressupõe a indiferença de Deus diante do pecado. Sobre este assunto Lutero ainda declarou: ". No dia 31 de outubro de 1517. No ano seguinte. Diante das teses e da repercussão que elas alcançaram. Segundo Lutero. Pelo contrário.. mas o fato de que Deus nos declara justos ainda que em meio ao nosso pecado. ao mesmo tempo. em troca de que a metade do produto fosse enviada para os cofres da Igreja. em 1517. 95 teses que deviam servir de base para um debate acadêmico. mas porque Deus lhe dá esse dom. o papa Leão X sonhava com o término da Basílica de São Pedro. em si mesmo. o papa intimou Lutero a comparecer a Roma 91 . Lutero deparou-se com o texto "O justo viverá por fé" (Rm 1. justo e pecador. o certo é que o papa deveria dar o seu próprio dinheiro aos pobres de quem os vendedores de indulgências tiravam. nas portas dessa igreja. Finalmente. o título acadêmico de doutor em teologia. Lutero trabalhou em Wittenberg sem romper com a igreja. uma vez que o tráfico das indulgências estava desviando o povo do ensino a respeito de Deus e do pecado. Esses escritos eram chamados de "teses". A grande basílica. um homem chamado João Tetzel. entre outras coisas. e não por ser justificado é que deixa de pecar. ofereciam diminuição das penas do purgatório. pela qual ele mereça uma recompensa da parte de Deus. recebendo. o quanto é pecador. ele tinha que utilizar esse poder. Por mais de quatro anos. onde atacou principalmente a prática das indulgências. nas cercanias da cidade. declarando que estas não tinham poder para remover a culpa ou afetar a situação das almas no purgatório. Nessa época. então. A resposta da Igreja Romana foi rápida e violenta. A justificação pela fé. enviado para vender indulgências emitidas pelo papa. apareceu. Esta é a verdade da justificação pela fé. e acima dela. não porque seja justo em si mesmo. quem recebe a justificação pela fé descobre. e o pecado lhe causa repugnância. Decidiu. A venda de indulgências que Lutero atacou havia sido autorizada pelo papa. e contra esta verdade. em última análise.17 b) e concluiu que a "justiça de Deus" não se refere ao fato de que Deus castigue os pecadores. para o exercício do cargo. Até que. enfraquecendo seriamente a vida moral do povo. As teses negavam.

como Cristo. Lutero foi instado pelo imperador a se retratar de seus atos e livros que escrevera. é a revelação máxima de Deus e sua máxima ação. na mensagem de Jesus Cristo. mas esse ato só seria tornado efetivo após a aprovação pelo parlamento alemão. em sua própria glória. seus compatriotas alemães fizeram um escudo humano para protegê-lo. Essa é a razão pela qual Lutero é. e distinguir entre o bem e o mal. pelo testemunho das Escrituras. que é a Palavra de Deus encarnada. o Eleitor da Saxônia protegeu seu súdito. tudo isto não é 92 . houve grande confusão. mas os alemães o protegeram. No debate que se seguiu. transcendia o revelado na Bíblia. Lutero passou então a provar que todos os cristãos são sacerdotes. que gritavam: "à fogueira com ele". ao que respondeu: "É impossível retratar-me. De um lado. Na Dieta. da bondade de Deus. o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (Cf. portanto. Visto que a Bíblia dá um testemunho mais fidedigno desse Evangelho do que a igreja corrompida do papa. Diante das palavras de Lutero. disse ele. a Palavra de Deus porque nela Jesus Cristo chega até nós. na cidade de Worms. por alguns setores mais ortodoxos da Igreja Católica. a Bíblia tem autoridade sobre a Igreja. os partidários do papa. que nos sujeitavam. cujas cópias foram colocadas nos bancos das igrejas. baseado no salmo 46. Este conhecimento permite ao ser humano saber que Deus existe. Todos os esforços da mente humana para elevar-se ao céu e conhecer a Deus são totalmente inúteis. Os dotes musicais de Lutero o impeliram a redigir. no final das contas. Essas afirmações configuraram um rompimento definitivo com a Igreja Católica Romana.. por sua vez. A teologia de Lutero nos diz ainda que é possível ter certo conhecimento de Deus por meios puramente racionais ou naturais. A Deus não se conhece como quem usa uma escada para subir ao telhado. declarando que o papa não tinha autoridade divina e que os concílios eclesiásticos não eram infalíveis. pois ela é nada menos que Deus mesmo. é pretender ver a Deus naquelas coisas que nós humanos consideramos mais valiosas e. tendo acesso à presença de Deus mediante a fé em Cristo. Por providência divina. Para Lutero. a autoridade final está no Evangelho. A revelação de Deus é também a vitória de Deus. Lutero não escaparia da fogueira. caso essa idéia encontrasse apoio e adesão. como o herege destruidor da unidade da Igreja. Lutero foi excomungado pelo papa. Porém. podiam ser interpretadas por qualquer crente sincero. nem os sacerdotes tinham poderes sobrenaturais. Ora. A Bíblia é. o povo viu que qualquer pessoa podia ser verdadeiramente cristã sem ter a necessidade de prestar obediência ao papa. retirando-o do ambiente. Lutero foi mais longe ainda. a Bíblia tinha para ele grande importância. venceu os poderes do maligno. esse não é o verdadeiro conhecimento de Deus. Em vista de suas afirmações. Porém. chamado "Dieta". O que mais chocou a Igreja Católica foi sua afirmativa de que nem o papa. A Palavra de Deus. sem ter em conta a enorme distância que separa o ser humano de Deus. então. Esses esforços nos conduzem à teologia da Glória.para se justificar. Como era de se esperar. ainda hoje. fala do poder de Deus.. isso significaria morte certa. da glória de Deus. a segunda pessoa da Trindade. Como professor das Sagradas Escrituras. a Igreja sofreria um tremendo golpe em sua autoridade. Durante o período em que esteve recluso. ordenando que o caso fosse discutido na Alemanha. Ora. Estas. Aberta assim a luta. Em Jesus. Jo 1). Amém". que foi convocado para se reunir. agindo com muita rapidez. Lutero aproveitou para traduzir a Bíblia para o alemão. Assim Deus me ajude. escondendo-o em um castelo amigo. o Reformador prosseguiu sem temor. na realidade. Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Deus se nos deu a conhecer e. E Isso aconteceu. que. em 1521. Tal teologia pretende ver Deus como ele é. considerado. Sim. essa Palavra se encarnou em Jesus Cristo. a não ser que me provem que estou errado. O Parlamento decretou Lutero fora da lei e a destruição de seus escritos. e de outro. Negou que somente o papa pudesse interpretar as Escrituras. a letra daquele que viria a ser o hino da Reforma: "Castelo Forte é o Nosso Deus" Lutero fez da Palavra de Deus o ponto de partida e a autoridade final de sua teologia. O que a teologia da glória faz. um javali selvagem que penetrou na vinha do Senhor (bula "exsurge domine).

diretamente com o Criador. de uma maneira geral. que é considerada a Carta Magna da Reforma Luterana. que finalmente eclodiu em 1546. em Augsburgo. não têm a justa medida dos limites de sua própria liberdade. No ano seguinte. visto que cada um deles tem a ver com os desvios ou erros em que a Igreja Católica havia incidido ao longo de mil e quinhentos anos. em contraposição ao citado benefício e privilégio. comunicar-se. A unidade e igualdade em Cristo devem ser demonstradas pelo amor mútuo e cuidado de uns pelos outros. mas sim onde Deus se revela. isso é. pois nenhum cristão pode dizer que é cristão sem aceitar a honra e a responsabilidade do sacerdócio. Em sua eclesiologia. Deus atua de modo radicalmente distinto do que se poderia esperar. Em 1529.9). ou seja. podendo. Mas. não há salvação). A Dieta de Augsburgo deu um ultimato aos protestantes. Lutero sempre pensou que a Igreja era parte essencial da religião cristã. destrói todas as nossas idéias pré-concebidas da glória divina. Ao olharmos para a Reforma com os olhos da fé e não com a ótica do século. Isso implica que ninguém pode ser um cristão sozinho. Lutero também combateu o clericalismo na Igreja. os quais estão impregnados 93 . gerou muitos conflitos. há a responsabilidade e o serviço decorrente. como alguns líderes evangélicos hoje o fazem. daí por diante. que faleceu aos sessenta e três anos. Ou seja. os seguidores da Reforma são geralmente chamados de "Protestantes". pela oração. os do partido de Lutero protestaram. A ordem conforme foram apresentados não indica uma maior importância de um sobre os demais. repetindo o aforismo de Cipriano de Cartago (Extra ecclesia. A maioria católica decidiu pelo impedimento de qualquer propaganda da Reforma. Ali. se nos dá a conhecer de um modo muito distinto.mais do que fazer Deus à nossa própria imagem e pretender que Deus seja como nós mesmos desejamos que Ele seja. para deliberar sobre os últimos acontecimentos que agitavam a nação alemã. a communio sanctorum ou comunhão dos santos. A suprema revelação de Deus tem lugar na cruz de Cristo e. 4) só a Graça e 5) Sacerdócio Universal. preconizada pelo Credo dos Apóstolos. porque as pessoas. na cruz. reuniuse. da mesma forma não se pode servir a Deus sozinho. Para quem estava acorrentado durante séculos. 1 Pe 2. Mas. 3) só Cristo. portanto. razão pela qual. Contra isso. mas uma vida cristã no meio de uma comunidade de fiéis. não onde nós queremos vê-Lo. por medo. Este sacerdócio comum de todos em benefício de todos une a igreja. Assim como uma pessoa não pode nascer de si mesmo ou se autobatizar. em Sua revelação. nova Dieta. O fato é que Deus. nula salus – fora da igreja. pouco depois da morte de Lutero. na cidade de Spira. os reformados luteranos expuseram sua teologia. é necessário que o crente siga o caminho da teologia da cruz. Deus. na cruz. estando capacitado a se apresentar diante de Deus para orar por seus irmãos em Cristo e para lhes ensinar as maravilhas do Evangelho. no sofrimento e no escândalo. não contemplava apenas uma comunhão direta do indivíduo com Deus. 2) só a Fé. pois o ser sacerdote não contempla somente uma relação interpessoal homem-Cristo. em lugar da teologia da glória. O sacerdócio do crente é universal. e de sua rebeldia contra as autoridades da igreja romana. da qual podemos extrair cinco princípios básicos: 1) só a Escritura. cada crente é sacerdote de seu irmão. Deus se manifestou na debilidade. tendo recebido reforços daqueles que desistiram. através de uma Confissão. à luz da influência de livros de história geral. e como Ele mesmo se revela. isto não quer dizer que cada crente deva isolar-se em si mesmo. de apoiar a Reforma. O que essa teologia busca é ver Deus. alguns dos quais enfraqueceram politicamente a Reforma. o que valeu por uma declaração de guerra. assim. nem como nós desejamos que Ele seja. Apesar de seu protesto contra as doutrinas comumente aceitas. na sociedade medieval. pois a Escritura diz que todos os cristãos são sacerdotes (cf. E isso. a liberdade tende a ser confusa e até certo ponto perigosa. ou direito.

se propuseram a isso. sem lugar a dúvidas. Era. a sã doutrina dos reformadores. Todo historiador que procura pesquisar os primeiros 500 anos da Igreja concorda com o fato de que realmente aconteceu esse lamentável quadro de apostasia e desvio da verdade. (2) Seu posterior desenvolvimento dentro da história. o toco a que se refere o profeta Isaías (Is 6. à toda hora estão batendo à nossa porta. Portanto são dois assuntos de importância: (1) A forma e modelo da Igreja do Novo Testamento e. Zuínglio e Calvino. Esse toco contém uma brasa eterna. Ao longo de nossa história houve momentos de plena obediência a Deus e Sua Palavra. entre vós penetrarão lobos vorazes. mantida pelo Espírito Santo. é preciso que nos mantenhamos fiéis ao aforismo de autoria do reformado holandês Gisbertus Voetius.. que não pouparão o rebanho. se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles”. Não há dúvida de que sempre houve uma semente santa na Igreja. a ponto de romper com uma das essências da fé cristã que é a crença na divindade de Cristo. Que as comemorações do dia da Reforma nos façam sempre relembrar que ela. assim como períodos de ênfase excessiva em valores puramente humanos. Mantenhamos. à época do Sínodo de Dort: "Ecclesia reformata. mas que quer dizer: Igreja Reformada sempre se mantendo fiel aos princípios da Reforma. Cabe a nós. E nesse estudo histórico comprovamos. de alguma maneira. Mas uma coisa fica bem clara: a reforma não se produziu porque Lutero. que já a partir do segundo século a grande maioria da Igreja trilhou o caminho da apostasia. Atos 20:29-30. semper reformanda". por meio de quem a pureza do Evangelho recuperou a sua honra. Doutrinas estranhas à Palavra de Deus. mas porque chegou o momento oportuno de Deus. os atalaias da fé reformada. à luz da Palavra de "Deus. os principais reformadores do século XVI. não costumes. o Corpo de Cristo. A Reforma foi um reavivamento dessa brasa. atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai e ele te informará. endireitar as veredas e se esforçar na restauração. através do ensino desses tristes fatos possa mover o coração de alguns para corrigir os desvios. assim como o seu posterior desenvolvimento histórico.13). E que. nós.. Hoje. por influência de doutrinas deletérias racionalistas. depois da minha partida. dentre vos mesmos.de doutrinas sociais e econômicas. Épocas em que setores do protestantismo. se afastaram dos ideais dos reformadores. para que Deus. mais do que nunca. que muitos têm traduzido equivocadamente. SUPLEMENTO TEOLÓGICO SOBRE A HISTÓRIA DA IGREJA O panorama que se nos apresenta no cenário religioso moderno seja talvez uma das muitas razões que nos levou a fazer um acurado e profundo estudo da Igreja do Novo Testamento. e que esses princípios não podem nem dever ser levianamente considerados pela igreja que se diz reformada. reverenciando aqueles apóstolos de Jesus Cristo. a entendemos como tendo sido um movimento essencialmente religioso. vigiar e orar. pois. Devemos voltar ao passado para examinar acuradamente os fatos e 94 . com surpresa. Estes eventos históricos devem ser sucessivamente colocados diante do povo honesto. Uma lembrança que a Bíblia insiste em fazer: "Lembra-te dos dias da antigüidade. cuja chama de testemunho se espalhou por toda a terra. aos teus anciãos e eles te dirão" . Nos dias atuais. estamos comemorando 486 anos. estabeleceu princípios. os filhos da Reforma. as palavras do apóstolo Paulo que estavam tendo seu cumprimento: “Eu sei que. para que o inimigo de nossas almas não nos pegue desprevenidos e nos peneire.Deuteronômio 32:7.

é importante o estudo e a compreensão de uma parte para logo em seguida passar para a segunda parte. portanto. “Fiel é a Palavra e digna de inteira aceitação”. senão unicamente as diretrizes de Cristo e dos apóstolos. Um trabalho. Pensamos fazer assim. de uma tese posterior. o Filho de Deus. Não precisamos de qualquer revelação ou nova doutrina. O plano e estrutura desta disciplina: O plano desta disciplina é fácil de se ver. e para que. Uma vez que desejamos apresentar apenas a verdade contida nas Sagradas Escrituras. foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo. 0 que conhecemos hoje como "Cristianismo" ou religião cristã começou com Cristo entre os anos 25 e 30 da nossa era. Tendo em vista apresentar de forma clara os fatos como eles são. um resumo dos fatos principais. Tinha uma religião politeísta. sem procurar encobrir a verdade por mais dura e triste que seja. A mensagem de Deus está completa na Bíblia e nos fornece todo o necessário para nossa vida e salvação. Nessa época Tibério César era o seu imperador. Quanto à religião o Império Romano era pagão. de muitos deuses. retendo as idéias básicas. O Império Romano abrangia quase a totalidade do mundo conhecido e habitado. quem sabe. Alguns eram deuses que representavam as forças da natureza e outros deuses 95 . isto é. Algumas considerações que são importantes em relação com a Igreja. Acreditamos ser a Bíblia a autêntica Palavra de Deus. Ele é dividido em três partes. Em primeiro lugar faremos uma breve resenha do Império Romano. Desejamos que estas linhas sejam para o seu estudo. dentro dos limites do Império Romano. estudamos alguma coisa também das leis e processos da legislação romana para compreender melhor o julgamento ao qual Jesus foi submetido e as razões pelas quais a igreja foi perseguida pelo Império. 1. humilde e transformador que era ensinado e pregado nos primórdios da fé. crendo tenhais vida em seu nome”. Um longo e exaustivo trabalho poderia ser apresentado usando o grande acervo de documentos em nossos arquivos. uma síntese. João 20:30-31. desta disciplina é outro. pois foi neste cenário histórico que a Igreja se desenvolveu. cada uma desenvolvendo um tema determinado e específico. 2. mas isso seria cansativo e erudito demais. pois. O propósito. Este foi um dos maiores impérios que o mundo tem conhecido em toda a sua história. O desejo do autor: É o desejo do autor que esta disciplina desperte a consciência espiritual de alguns para a grande necessidade de voltar às origens do Evangelho simples. 1ª Timóteo 4:9. porém. a qual foi escrita para nosso conhecimento e aperfeiçoamento na fé. e aprender com os apóstolos como era a Igreja que Jesus fundou. conforme afirmam as seguintes passagens: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. é apresentar. 3. orientação e crescimento na Palavra de Deus. o que facilita o estudo individual ou em grupo. Estes.assim comprovar como eram os acontecimentos reais.

do imperador. pois as fontes históricas que chegaram aos tempos modernos são de autores que se opuseram de frente a tais imperadores.C. bases administrativas do império. registrava-se uma paz relativa em quase todas as províncias e além das fronteiras não existiam inimigos capazes de enfrentar o poderio de Roma.passou a admitir italianos e. as cidades.C. A partir de suas origens obscuras na Judéia. Não era simplesmente uma religião do povo. Sob a aparência de um retorno ao passado. a 476 d. O maior problema. porém. Octavius Augustus se encontrou na situação daquele que detém o poder absoluto num imenso império com suas províncias pacificadas e em cuja capital a aristocracia se encontrava exausta e debilitada. pela consolidação das instituições imperiais e pelo desenvolvimento econômico. e 14 d..C. Os novos administradores deviam tudo ao imperador e contribuíam para fortalecer seu poder. ao opor-se à divinização.eram imaginários. nem dinástica nem eletiva. o imperador Marcus Aurelius Antoninus. Ásia e África. Registraram-se então perseguições. O longo período durante o qual Augustus foi senhor dos destinos de Roma. Mas se a corrupção e a desordem reinavam nos palácios romanos. completou-se a dominação das regiões montanhosas dos Alpes e da Península Ibérica e empreendeu-se a conquista da Mauritânia. A habilidade de Augustus . e Nero. mais ritual que efetiva. Na Europa. Conhecedor do ódio ancestral dos romanos à instituição monárquica. mas ao general vitorioso. imperador de 37 a 41 d. As fronteiras européias foram fixadas no Reno e no Danúbio. principalmente entre as classes baixas dos núcleos urbanos. o mundo romano estava desejoso de paz. que permaneceu sem solução definitiva. IMPÉRIO ROMANO (27 a. Apresentamos a seguir uma síntese do Império Romano.C.C. mas nunca houve uma tentativa de diminuí-las. entre 27 a. por meio do qual adquiriu o Imperium.C.até então domínio exclusivo das antigas e grandes famílias romanas . Havia muitos devotos e adoradores desses deuses. Era uma religião oficial.C. de forma que os senadores se tornaram insuficientes para garantir o desempenho de todos os cargos de responsabilidade. A burocracia se multiplicou. O império romano só começou a ser rígido 96 . detentor do poder militar. É provável que tenha havido exagero. A história salientou as misérias pessoais e a instabilidade da maior parte dos imperadores da Dinastia Julius-Claudio como Caius Julius Caesar Germanicus. O sistema econômico funcionava com eficácia. representantes de todas as províncias. Augustus orientou as instituições do estado romano em sentido oposto ao republicano. caracterizou-se pela paz interna (Pax Romana). Nunca existiu uma ordem sucessória bem definida. Ao primitivo panteão romano juntaram-se centenas de deuses e. o rígido Monoteísmo de Judeus e cristãos se chocou com as conveniências políticas. parecia em nada se ressentir. cresciam e se tornavam cada vez mais cultas e prósperas. solidamente organizado. se revezaram no poder diversos membros de sua família. O Senado não estava em condições de opor-se aos desejos do general. para um panorama bíblico que fornece dados históricos e culturais para compreender o ambiente em que se desenvolveu a Igreja. assumiu o título de imperador. reconheceu todos os súditos do império.) Depois de um século de lutas civis. Pouco a pouco. . A cidadania romana ampliou-se lentamente e somente em 212 d.. Isso facilitou o ingresso da classe dos cavaleiros na alta administração do império. mais tarde. difundiram-se modismos Egípcios e Sírios. na religião como no vestuário e em outras manifestações culturais. o império. o cristianismo foi-se aos poucos propagando por todo o império. mas também do Império.consistiu em conciliar a tradição República de Roma com a de monarquia divinizada dos povos orientais do império. de 54 a 68 d.nome adotado por Octavius em 27 a. Em alguns momentos. poder moral que em Roma se atribuía não ao rei. o Senado .C. dito Caracalla. Estabelecida pela lei e protegida pelo governo. As diferenças culturais e sociais entre as cidades e as zonas rurais que as cercavam eram enormes. apesar da ampla tolerância religiosa de uma sociedade que não acreditava verdadeiramente em nada. Calígula. Depois de Augustus. Imperador Octavius Augustus. foi o da sucessão no poder.

baseado no trabalho da mão-de-obra escrava. em 451 d. O império oriental prolongou sua existência. O desgaste do mundo romano era tal que a antiga divisão administrativa se transformou em divisão política a partir de Theodosius. devido à necessidade de defender-se de uma zona rural que já não lhes pertencia. Havia um número cada vez menor de homens para integrar os exércitos. Mas o sistema da Tetrarquia não deu resultados. Este adotou a Ortodoxia Católica como religião oficial. empobrecidas. A Itália continuava a registrar uma queda em sua densidade demográfica. O último a exercer sua autoridade sobre todo o império. em 1453. obrigatória para todos os súditos. Apesar da paz interna e da criação de um grande mercado comercial. As fronteiras orientais.C. A da causa da decadência de Roma. somadas às dos aliados bárbaros. imperador de 379 a 395 d. os povos bárbaros exerciam uma pressão crescente. em conseqüência da peste que grassou em Roma. umas vezes como atacantes outras como aliados. A última grande conquista territorial foi a Dácia e na época de Trajanus (98-117 d. mas começavam a perceberse sinais de que o sistema estava à beira do esgotamento. no qual diversos povos bárbaros efetuavam incursões. começavam a fortificar-se. regente de 270 a 275 d. pelo edito de 380 d. enquanto as cidades.C. e o de Constantinopla. no transcurso dos quais vários imperadores lutaram entre si devido à divisão do poder e dos territórios. Theodosius I conseguiu preservar a integridade imperial tanto ante a ameaça dos bárbaros quanto contra as usurpações. a partir do século II não se registrou nenhum desenvolvimento econômico e provavelmente também nenhum crescimento populacional. que acabou por eclipsar todos os demais. Um acelerado declínio da população ocorreu a partir do ano 252 d. destinado a ser o seu sucessor. O intercâmbio de mercadorias decaiu e as rotas terrestres e marítimas ficaram abandonadas. no Oriente. O último imperador do Ocidente foi Romulus Augustus. O século II. Nas fronteiras. já que os agricultores e artesãos livres haviam quase desaparecido da região ocidental do império. começou a experimentar crises em conseqüência de sua falta.C.C. e Diocletianus. Depois dessa época. que associou seu governo a um Caesar (César). Bretanha..C. O século III viu acentuar-se o aspecto Militar dos Imperadores. com a Péseia. No fim do século II. cada uma das quais foi governada por um Augusto. Dácia e parte da Germânia foram abandonadas ante a impossibilidade das autoridades romanas de garantir sua defesa. Constantino I favoreceu o cristianismo. No entanto. que gradativamente passou a ser adotado como religião oficial. de 284 a 305 d. conhecido como o Século dos Antoninus. com os povos germânicos.C. Cresceu o banditismo no interior. O rei godo Alarico saqueou Roma no ano 410 d. A agricultura e a indústria se tornavam mais prósperas quanto mais se afastavam da capital.C. A parte oriental conservou uma maior vitalidade demográfica e econômica.. data que mais tarde viria a ser vista como a do fim da antigüidade. Mas se terminaram por consegui-lo. o império não teve mais forças para anexar novos territórios. na tentativa de penetrar nos territórios do império. As forças imperiais. ao primogênito. se decompôs com rapidez. Arcadius. deposto por Odoacrus no ano 476d. o último tentou reorganizar o império.. com a emigração de seus habitantes para Roma ou para as longínquas províncias do Oriente e do Ocidente. dividindo-o em duas partes. com diversas vicissitudes. o comércio e o poder do império se encontravam em seu ponto máximo.e intolerante em matéria religiosa depois que adotou o cristianismo como religião oficial. isso não se deveu a sua força e sim à extrema debilidade de Roma. até a conquista de Constantinopla pelos Turcos.C. foi considerado pela historiografia tradicional como aquele em que o Império Romano chegou a seu apogeu. tinham sua segurança ameaçada. Registraram-se diversos períodos de anarquia militar. Os imperadores Aurelianus. AS DINASTIAS E OS IMPERADORES DE ROMA DINASTIA DOS JULIUS E CLAUDIUS 97 . e as do norte. conseguiram apenas conter a crise. conseguiram. Com a abdicação de Diocletianus.) teve início um breve domínio sobre a Mesopotâmia e a Armênia. teve início uma nova guerra civil. enquanto que o império ocidental. De fato. a população. já no século IV. a ausência de guerras de conquista deixou desprovido o mercado de escravos e o sistema econômico.C. Com grande energia. começou a registrar-se a decadência. entretanto uma última vitória ao derrotar Átila nos Campos Catalaúnicos. sancionou a futura separação entre o Oriente e o Ocidente do império ao entregar o governo de Roma a seu filho Honorius.. durante um milênio.

3º.) DIREITO ROMANO: "AÇÕES DA LEI" INTRODUÇÃO.(27 a.C.C. 98 .) TETRARQUIA (284 a 307 d.C. compreendendo cada um seu sistema processual típico: 1º.C.C. a 68 d.) IMPERADORES MILITARES E USURPADORES (235 a 284 d. Três períodos abrangeram a história do processo civil romano.C.) DINASTIA DOS FLAVIUS E ANTONINUS (68 a 193 d.) CASA DE CONSTANTINUS I O GRANDE (307 a 392 d.C. Processo extraordinário.) CASA (392 a DE THEODOSIUS I E FIM DO IMPÉRIO 476 d.) (193 a DINASTIA DOS SEVERUS 235 d. 2º. Processo formulário.C. Processo das ações da lei.

antes. . As ações da lei eram instrumentos processuais exclusivos dos cidadãos romanos tendo em vista a guarda de seus direitos subjetivos previsto no ius quiritarium. d) por dois personagens: Appius Claudius. Para os romanos o vocábulo Jus encerrava. . e o conhecimento das regras jurídicas eram monopólio dos sacerdotes. o processo. únicos conhecedores das palavras sacramentais de cada actio. constituiu um corpo jurídico sem igual nos tempos 99 . a dívida do tribunus aerarii em relação ao soldo (stipendium) do soldado. a dívida do comprador de animal para com o vendedor. nada mais é do que atividade processual mediante a qual o particular procura concretizar a defesa dos direitos. . pois apesar das três fases específicas e distintas. temos um conceito genérico de ação. que detinham o conhecimento do calendário e das normas jurídicas. faz-se necessário o conhecimento de alguns conceitos e da evolução histórica do processo civil romano. o direito em Roma vinha de hábitos. CARACTERÍSTICAS DAS AÇÕES DA LEI. o direito romano era mais um sistema de actiones e de meios processuais do que de direitos subjetivos. Porém. Para isso executa uma série de atos jurídicos ordenados. solenidade e oralidade. Conjugavam-se o ius e o faz. coexistiram dois sistemas processuais diferentes até que o mais antigo caísse em desuso. a dívida das pessoas responsáveis para contribuir com a compra e manutenção do cavalo para com o soldado de cavalaria. Durante toda a época clássica. O processo nesta época histórica era marcado pela extrema rigidez de seus atos. o sentido que os modernos emprestam a direito subjetivo. . Direito e ação eram conceitos estritamente conexos no sistema jurídico romano. ou seja.C. O Processo civil romano (Jus actionum) era o conjunto de regras que o cidadão romano deveria seguir para realizar seu direito. mas somente de mantê-la em seu poder até que fosse honrada a dívida. com um ritual de gesto e palavras pré-estabelecidas. O romano concebia e enunciava o direito mais sob o aspecto processual que material. faculdade ou poder permitido e garantido pelo direito positivo. ou seja.Essa delimitação é apenas convencional. o Cegus (cônsul em 307 e 296 a. a dívida do contribuinte para com o publicano no tocante aos impostos. detidos apenas pelos pontífices e pelo rex. utilizado no direito pré-clássico. LEGADO DE ROMA A civilização romana foi original e criadora em vários campos: o Direito Romano. do qual a maior parte das informações provém das Institutas de Gaius. em momentos de mudança. e este sistema processual possuía uma estrutura individualizada para situações expressamente reconhecidas. Cercada de formalismo. a cada direito correspondia uma ação específica. Em nosso estudo abordaremos o sistema das ações da lei. provocada por alguns aspectos como: a) pela Lei das XII tábuas. O direito subjetivo é tutelado pela ação (actio) que. b) pela bipartição do procedimento. que tornou público aos cidadãos os formulários das ações da lei. conservando-se imutáveis como esta. c) pela criação do pretor urbano em 367 a. onde as ações tomavam a forma da própria lei.) e seu escriba Gneo Flavius. o elemento laico e o elemento religioso. também. em Roma. PROCESSO CIVIL ROMANO. A justiça romana passa por um processo de secularização. O apossamento extra judicial dos bens do devedor não conferia direito de uso da coisa ao credor. ao tempo do imperador Justinianus. consolidando o direito consuetudinário antigo. no sentido restrito que ainda hoje lhe atribuem. Hoje.C. O mais antigo dos sistemas de processo civil romano é o das ações da lei (legis actiones). Durante este período. costumes. codificado no século VI. pondo em movimento o aparelho judiciário do Estado. a fim de um melhor entendimento da matéria. a dívida do locatário de um animal de carga em relação ao locador desde que este animal estivesse destinado a sacrifício religioso. antes disso. .

quando foram substituídas pela arte cristã primitiva. idioma que a expansão romana tornou universal. por muitas das grandes vias modernas de comunicação. O cristianismo se valeu do Império Romano para sua expansão e organização e depois de vinte séculos de existência são evidentes as marcas deixadas por ele no mundo romano.. o italiano. Aquedutos.antigos e forneceu as bases do direito da Europa medieval. além de ter conservado sua vigência.detalhe em maquete da antiga Roma ARTE ROMANA Roma é um dos centros culturais mais importantes do Ocidente e boa parte de seus monumentos remonta à antiguidade. fontes. Arte romana é o conjunto das manifestações culturais que floresceram na península itálica do início do século VIII a.C. até os tempos modernos. Os temas indicam a crescente preocupação religiosa. em muitas legislações.. em linhas gerais. foi o primeiro dos grandes patronos da arte. O latim. As obras públicas. os artistas obtiveram o mesmo prestígio que políticos e soldados.C. Se. pode-se ainda falar de um mundo latino de características bem diferenciadas.C. As criações artísticas dos romanos. uniam todas as províncias do império e continuaram a facilitar os deslocamentos por terra dos povos que se radicaram nas antigas terras imperiais ao longo dos séculos. tais como o espanhol. sobretudo a arquitetura e 100 . Em sua época surgiram o conhecedor de arte e o turista em busca de tesouros culturais e. templos e vias . está na origem das atuais línguas românicas. conselheiro do imperador Augustus. Muitas cidades européias mostram ainda em seu conjunto urbano os vestígios das colônias romanas que foram no passado. Depois de quase dois mil anos. Conservaram-se delas grandes trechos e seu traçado foi seguido. represas e aquedutos ainda causam impressão pelo domínio da técnica e o poderio que revelam. em linhas gerais. referem-se. tais como pontes. perfeitamente pavimentadas. até o século IV d. a serviço dos imperadores divinizados. apesar de seu estado de abandono. o português. Roma teve o mérito de haver sabido transmitir à posteridade os feitos dos artistas gregos. a Arte Romana não foi original. que reinou no final do século I a. Os poucos vestígios que sobreviveram da pintura romana mostram que as tradições gregas continuavam vivas. o catalão e o romeno. As estradas romanas. principalmente. Caius Mecenas. pela primeira vez. o francês. à imortalidade da alma e à vida de além-túmulo.

correspondentes às diferentes classes sociais: o podium. e os portici ou pórticos. atingiram notável unidade. para as classes altas. pontes etc. setor destinado à classe média. ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). Dois séculos depois. residência do imperador Nero. A fachada se compõe de arcadas decoradas com colunas dóricas. O edifício inicial. as maeniana. Sua planta é elíptica e os eixos medem aproximadamente 190 por 155m. O alto grau de organização da sociedade e o utilitarismo do modo de vida romano foram os principais fatores que caracterizaram sua produção artística. A profecia do monge inglês Venerável Beda dá a medida do significado que teve para Roma o anfiteatro Flávio. Roma cairá e se acabará o mundo". grande cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores. COLISEU Vista lateral do Coliseu . Roma permanecerá. e as obras públicas (estradas. aquedutos. de acordo com o pavimento. Titus inaugurou-o em 80 e a obra foi concluída poucos anos depois. sua capacidade foi ampliada para quase noventa mil. Por cima dos muros ainda se podem ver as mísulas que sustentavam o velarium. ou Coliseu (Colosseo em italiano). em conseqüência de um poder político que se estendia por um vasto império. A grandiosidade desse monumento testemunha o poderio e o esplendor de Roma na época dos Flávios. nome que alude a suas proporções grandiosas. como fortalezas e muralhas. O Coliseu ergue-se no lugar antes ocupado pela Domus Aurea. quando os imperadores Severus Alexander e Gordianus III acrescentaram um quarto pavimento. A civilização romana criou grandes cidades e a estrutura militar favoreceu as construções defensivas. quando o Coliseu ruir. "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé. de três andares. pedra travertina. 101 . dividia-se em três partes. na época de Domitianus. Sua construção foi iniciada por Vespasianus por volta do ano 70 da era cristã.).as artes plásticas. comportava mais de cinqüenta mil espectadores. família a que pertenciam esses imperadores. O Coliseu foi construído em mármore. A tribuna imperial ou pulvinar ficava no podium e era ladeada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados.detalhe em maquete da antiga Roma. escadaria ou arquibancada. Os assentos são de mármore e a cavea. para a plebe e as mulheres. jônicas e coríntias.

TRICI. 3. dos famosos edifícios e templos há muito tempo transformados em ruínas. 1. C. COMO ERAM FEITAS AS MOEDAS ROMANAS: Durante o império romano as moedas eram "golpeadas". 1995. eram ensinados a respeitar todas as leis civis.C. uma vez se encontravam judeus espalhados através de todo o Império. J. Sendo uma religião espiritual. c. cada moeda era "golpeada à mão". . 1965. pois. O punção do verso era colocado em uma mesa. Editor Borsoi. L. Ela não procurou destronar a César. Mas. CRETELLA .ALVES. estavam.MOEDA ROMANA As moedas romanas oferecem uma visão única da antiga vida romana. não visava rivalizar com os governos terrenos. ao contrário. A Igreja de Cristo em seus primórdios não procurou secularizar-se. As moedas nos mostram muito sobre o que era importante para o povo romano: como eles celebravam suas festas. Disse Jesus: "Dai pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:19-22. . J. RJ. seus feriados. Não havia nenhum processo de cunhagem através de máquinas ou algum processo sistemático. vol..Curso de Direito Romano.Lições de História do Processo Civil Romano. ocasiões religiosas e seus deuses. de suas esposas e filhos. era colocado sobre ele. Lucas 20:20). R. 19ª edição. J. Seus aderentes. até orgulhosos de religião. O povo judeu deste período não constituía propriamente uma nação separada. 5. Marcos 12:17. M. um para o verso (onde aparecem comumente as "efígies" dos imperadores) e um para o reverso (onde aparecem as "propagandas" da época). então um disco de metal. como também os 102 que seu sua seu . C. nem buscar qualquer apoio de qualquer governo. Consideremos brevemente o mundo judaico na época de Jesus. O punção reverso era colocado em cima do disco de metal e era então "golpeado" por um martelo. como os imperadores queriam ser vistos pelo seu povo através das "virtudes" cunhadas em suas moedas. XVII E XVIII.JÚNIOR. Ed. 4. que normalmente era aquecido. porque eram usadas diariamente por todos. BIBLIOGRAFIA . Ed.Direito Romano. Eles tinham ainda o templo em Jerusalém e ali vinham adorar a Deus. semelhantemente aos pagãos encheram-se de formalismo e perderam poder. Rio. AZEVEDO. .4 e 5 . do imperador ao mais simples cidadão de Roma ou de alguma Província e Colônia do Império. Primeiro o gravador criava dois punções feitos em bronze. Forense. além de nos dar excelentes retratos dos imperadores. c. A Igreja e seu panorama histórico. O gravador esculpia os desenhos da moeda através de entalhes feitos nos punções. Revista dos Tribunais.

Encontraremos dos opositores da verdade muita hipocrisia como também muita farsa. alguns poucos fieis. do jeito que a vemos hoje. envelheceram e morreram. A história da Igreja é o mais interessante estudo que pode ser encontrado em qualquer literatura. Porém. I Pedro 2:13-16). que nos deixarão de sobreaviso. 6. Além disso. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS CERTAS Se atravessando os séculos encontramos um grupo ou grupos de pessoas fugindo à observância destas características distintivas e enunciando outras coisas além das doutrinas fundamentais. Jesus curou muitos doentes. Neste curso vamos traçar uma linha através destes 21 longos séculos. culto e adoração da igreja moderna. Verdade que foi muitas vezes escurecida e terrivelmente desfigurada. isso acontece porque se está ocultando do povo a forma e maneira em que a Igreja do Novo Testamento era. A Igreja é a instituição pela qual Jesus Cristo deu sua vida. Cristo. Tito 3:1. esparsos. a que chamou "Igreja". então devemos tomar cuidado. Em primeiro lugar percebemos que há UM AUTOR para a organização da Igreja. desejamos chamar sua atenção para algumas das características ou sinais da Igreja de Cristo . reuniu seus seguidores numa organização. Havia. Nosso primeiro alvo será para obter uma clara compreensão do que e como era a Igreja de Cristo na época do Novo Testamento. e se esse Criador da Organização chamada Igreja é Jesus. Não obstante haverá sempre alguma característica indelével. uma clara distinção entre igreja e estado. A seguir. não só para aprender sobre a origem e missão da Igreja. e poderemos medir por esse modelo a organização.200 anos. portanto. Alguns fatos lamentáveis de perseguição.200 anos os que marcaram o estabelecimento definitivo de um sistema religioso opositor da verdade. os quais voltaram a morrer. conhecidos pelos historiadores como anos de trevas espirituais e estagnação intelectual. dada à importância que Jesus Cristo deu a Sua Igreja é impossível ficar indiferente diante do lamentável quadro apresentado nos dias de hoje pelos professos seguidores do Mestre Jesus. como também de suas lutas e triunfos.a religião cristã. A Igreja do Novo Testamento. PARTE 1 1. 2. da forma e maneira em que as denominações a apresentam. E aos discípulos competia a tarefa de organizar e expandir essa organização com uma metodologia chamada de: "fazer discípulos". 1. mas. Isto demonstra o lugar que a igreja ocupa no coração do Salvador. Jesus também ressuscitou a muitos. o autor da religião cristã. Talvez a maioria pense que a Igreja sempre foi assim. cuidadosos e suplicantes para que esses fatos não voltem a se repetir. Foram estes 1. (Romanos 13:1-7. foi por ela que Jesus morreu na cruz.governos. o único que permaneceu foram Seus ensinos deixados para a Instituição da qual ele falou que o inferno não prevaleceria contra ela. Se nos pudermos identificar como era a Igreja do Novo Testamento teremos então o modelo de Igreja que Jesus estabeleceu. Isso permaneceu assim nos primeiros três séculos. vamos nos concentrar nos 1. porque já está ultrapassada? Acreditamos que a Organização 103 . que possivelmente tiveram outras doenças. e com especial atenção. O Propósito da Investigação. poderíamos discutir que ela é imperfeita? Poderíamos alegar que o que Jesus fez precisa se “modernizar”.

de acordo com o Novo Testamento e com a prática dos apóstolos. À Igreja de Cristo foram dadas duas ordenanças. nunca a Igreja legislou ou emendou ou abrigou velhas leis (do Velho Testamento) ou formulou novas. Efésios 4:11. 8. Esta executava simplesmente a vontade do Seu Senhor expressa em suas leis completas como inseridas no Novo Testamento. Os salvos e eles somente deviam ser imersos em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo (Mateus 28:19). Eram salvos unicamente pela graça. 3. "Escolhei" é a ordem das Escrituras. desde cedo foram criadas algumas classes de oficiais para o exercício da liderança: pastores ou presbíteros ou anciãos (Atos 20:17. diáconos (Atos 6:1-6. Nesta organização chamada “Igreja de Cristo” (Romanos 16:16). O pastor era também chamado "bispo". o Batismo e a Ceia do Senhor. Somente as Escrituras Sagradas e. quer em Jerusalém ou Antioquia ou outra qualquer parte era chamada "Igreja". E unicamente os que eram recebidos e batizados participavam da Ceia do Senhor. Todos eram escolhidos pela Igreja. e a fé e coragem para manter a pureza da fé por outro lado. Cristo Jesus. A fé era uma matéria de exame individual e de escolha pessoal. A história comprova que a Igreja que tinha sede centralizada em Jerusalém teve que mais tarde competir com uma outra organização centraliza em Roma. Era Jerusalém contra Roma. mestres (1 Coríntios 12:29. 8. em detalhes na Segunda parte desta disciplina. A religião de Cristo era individual. sem qualquer obra da lei (Efésios 2:5. então não há nenhuma contradição em Paulo chamar a Igreja de Cristo como “Igreja de Deus” (Atos 104 . Vamos estudar esta luta entre a transigência com o mundo. pessoal e puramente voluntária. 7. evangelistas (Atos 21:8. O conjunto de todas as Igrejas era denominado assim: “Igrejas de Cristo” (Romanos 16:16). Efésios 4:11). A finalidade e propósito destes chamados: “encargos de ministério” serão estudados em detalhes. São memoriais e perpétuas.estabelecida por Jesus e pelos apóstolos é perfeita e não necessita que homens venham a colocar defeitos e ter assim argumentos para acrescentar “modernização”. sendo esta celebrada somente pela Igreja. Note bem! Nem Cristo nem os Seus apóstolos deram em qualquer tempo aos seus seguidores designações como "Católico". é o seu único sacerdote e rei. etc. 5. As Igrejas Locais no seu governo e disciplina eram centralizadas como podemos perceber na decisão que devia ser tomada somente por Jerusalém (veja em Atos 15). Somente os "Salvos" eram recebidos para ser membros das Igrejas. e para servirem à Igreja. 2. (Atos 2:47). 2 Timóteo 4:5). Sem nenhuma compulsão física ou governamental. Jesus Cristo chamou "discípulo" ao indivíduo que o seguia. 4. não somente para a Igreja como organização. e somente duas. uma mulher que seguia os ensinamentos de Jesus era chamada de “discípula” (Atos 9:36). mas também para cada crente como indivíduo. 9). e que Ele resgatou Sua Igreja com seu próprio sangue. O fundador da Igreja e O Salvador de seus componentes. seu Senhor e legislador e único cabeça da Igreja. o Novo Testamento são a única regra de fé e de vida. com certeza uma ficou desmerecida e outra prevaleceu. 6. 9. em realidade. A assembléia de discípulos.). 1 Timóteo 3:8). de um lado. Isto significa que a organização geral era denominada: “Igreja de Cristo”. Ordenanças da Igreja serão analisadas à luz do Novo Testamento. Se nos acreditamos que Cristo é Deus. Dois ou mais seguidores eram chamados "discípulos".

(veja o texto paralelo em Mateus 9:35). Uma organização e administração estabelecida pelos apóstolos e da qual não pudessem se desviar. a nosso ver. portanto. o método empregado por Jesus na montanha não é de um “sermão” e sem o de um Mestre ensinando. É mediante o testemunho e a interpretação da pessoa de Jesus Cristo feita pelos apóstolos e outros cristãos que o Cristianismo se estabeleceu e é. o ensino e exposição da palavra em forma de estudo bíblico. se perdeu no método especulativo. então se enveredou pelo caminho da apostasia. E se esse é um modelo e padrão a ser imitado. isto é. na Judéia. A Igreja é de Cristo. 6. abrindo a sua boca os ensinava. que lembra as primeiras palavras de Jesus em relação a Sua organização. INÍCIO DA APOSTASIA A formação do cristianismo e a sua propagação como religião histórica foi resultado exclusivo do testemunho e da interpretação da pessoa de Jesus Cristo. um ensinamento (veja Mateus 5:2 e compare com Mateus 5:19). é de Deus. nesta mesma base. pois Mateus coloca esta metodologia em primeiro lugar.. dizendo:” (Mateus 5:2).” (Mateus 16:18). Quando a igreja. essa experiência. 105 . então nos teremos uma visão do modelo e padrão de Igreja pela qual Jesus deu Sua vida. 6 e 7. que a história da Igreja precisa ser estudada. Este era também o método e o programa geográfico para a sua obra. O Cristianismo implantou-se e propagou-se pelo método que Jesus Cristo mesmo seguiu no Seu exemplo e ensino. Principalmente notamos que na narrativa que Mateus faz dos capítulos 5. Quando a igreja começou a usar outros métodos e deixou o ensino da Palavra como prioridade. Você comprovará neste estudo que a tônica da mensagem era a didática. Tinha a Igreja de Cristo um modelo ou padrão a ser seguido? Esse é nosso alvo nesta pesquisa histórica e principalmente bíblica. na forma de um estudo bíblico. devemos imitar. com um culto e adoração que servisse de paradigma.20:28). pois se pudermos determinar com exatidão o modelo e padrão da Igreja Primitiva. eles foram escolhidos e treinados por Jesus para que dessem muito fruto e fruto que fosse permanente. pois se prestamos atenção Mateus declara o seguinte: “E. A tarefa dos discípulos era a de serem testemunhas de Jesus em Jerusalém. Nesta pesquisa inicial queremos saber se havia esse modelo de Igreja. como método eficaz para o estabelecimento da Igreja de Cristo. nada mais justo de que esse nome: Igreja de Cristo. Nosso alvo é justo. O longo discurso registrado em Mateus capítulos 5. Portanto. a partir do segundo século em diante perdeu a metodologia por Jesus para seu crescimento. de modelo. Os discípulos.. As palavras ali registradas são a apresentação de um ensino. honesta nossa intenção e santo nosso propósito. Ou se qualquer acréscimo era visto pelos apóstolos como apostasia. conhecido como “Sermão da Montanha”. na verdade não é um “sermão”. Destacamos sempre a palavra “ensino”. por exemplo. mais tarde foi interpretada pelo Espírito Santo e tornou-se vida e poder neles. Queremos saber se qualquer inovação acrescentada a esse modelo seria possível e ao mesmo tempo permitido. em Samaria e até os confins da terra. Os discípulos tiveram convívio com Jesus. Notar este fato é essencial à orientação da obra de evangelização e missionária em qualquer tempo e lugar. pois foi Ele que diz: “edificarei a minha Igreja. Mateus 4:23 demonstra que a prioridade no ministério de Jesus era o ensino. Mateus 7:29) – De princípio a fim é ensinamento e não um sermão. e 7 faz questão de deixar claro que se trata de método de ensino de princípio a fim (veja para o início Mateus 5:2 e para o final.

. nem do aperfeiçoamento dos nossos meios de comunicação. Este fato nem sempre tem recebido de nós a devida atenção. que sentido exato tem esta afirmação para nos mesmo e para o mundo? Que testemunho de interpretação nos poderíamos então dar e realmente damos sobre essa mensagem tão diferenciada e importante? Temos uma experiência de justificação? Desejamos aqui despertar a atenção dos alunos para este assunto. precisamos dar a devida atenção à pessoa de Jesus Cristo. Abordamos. Freqüentemente proclamamos hoje.Em Mateus 11:1 de novo o apóstolo. que era o impulso e motivação dos crentes do primeiro século. Aqui se comprova uma tarefa enorme. Tudo isto. mas não podemos examinar em pormenores a sua importância. era a alegria de ser justificado. dando prioridade e a devida importância ao ensino das verdades bíblicas. O Cristianismo essencial ou histórico. podemos ver o reconhecimento que as pessoas fazem do ministério de Jesus. como Igreja. ao ser interpretada pelo Espírito Santo tem como resultado natural o testemunho cristão. Precisamos distinguir entre o Cristianismo essencial ou histórico e o Cristianismo “moderno” que muitas vezes procuramos implantar nos homens. aquela que Ele fundou. Finalmente. 106 . no estudo sobre a história da Igreja. mas principalmente. a tarefa de ensinar o povo de Deus. Justificação pela Fé. Cristianismo consiste primariamente na presença do próprio Cristo nos cristãos.Batizando-os. 2. esta obra interior. O método e êxito para isto não depende de formularmos uma doutrina ou teologia de evangelização. Pela interpretação e divulgação deste fato pelos apóstolos surgiu o Cristianismo como religião histórica. A Igreja de Cristo. segue a mesma orientação dada pelo Seu Mestre. se desejamos avivar nosso trabalho de testemunho.Fazei discípulos. e de novo deixa claro que era o ensino. uma mensagem de justificação. É pela obra do Espírito Santo que Jesus foi feito Cristo e Senhor. Também. é o Jesus da história como Cristo nos homens.. Chamamos a atenção para que. Ministrar não apenas belos sermões.. em essência. e só depois a instituição. certamente. Na declaração de Jesus: “ser-me-eis testemunhas” (Atos 1:8) está implicitamente revelado que o Cristianismo essencial é o Cristo implantado no coração dos homens através da sua experiência com Jesus. Portanto. que em palavras mais bíblicas pode-se chamar de “Justificação pela Fé”. logo em seguida no ensinamento de doutrina. Mas.Ensinando-os. ao narrar as atividades de Jesus coloca em primeiro lugar o ministério de ensino – Compare com Mateus 13:54. repitamos. Notamos de novo a ordem para que os seguidores de Jesus. precisamos verificar o destaque que nele foi dado à pessoa de Jesus Cristo. 3. devemos ponderar o trecho que é conhecido como a “Grande Comissão” Mateus 28:1920. verifiquemos o lugar que a pessoa de Cristo tem tido nos vários períodos da história. aqueles que deveriam continuar o trabalho da Igreja não poderiam inventar “moda” e criar outros métodos diferentes. Mais estudo e menos diversão. Para compreendermos a situação do Cristianismo em qualquer período da história. O método essencial. A ordem dos fatos é: 1. deve ser ensinar as pessoas através de nosso próprio testemunho do que significa Jesus Cristo para nós. tem o seu lugar ou utilidade. e acima de tudo ENSINAR. porém. o testemunho cristão. Em Mateus 22:16. o que é básico e essencial.

de que Deus o ressuscitou dos mortos. apenas o destaque que a pessoa de Jesus Cristo teve na propagação do Cristianismo no período do Novo Testamento. O Cristianismo como realidade histórica surgiu definitivamente em Pentecostes. Quanto ao destaque à pessoa de Jesus Cristo na propagação do Cristianismo na Judéia e Samaria e na obra missionária de Paulo até o final do período da história do livro de Atos. a espiritualidade não era imposta por leis e mandamentos. não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (Atos 5:42) – Um destaque devemos fazer sobre esta passagem. Inevitavelmente surgiu a oposição dos que eram responsáveis pela crucificação de Jesus e de quem os discípulos testemunhavam que tinha sido ressuscitado por Deus. O desenvolvimento começou com a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e com a interpretação que estes fizeram depois da pessoa de Jesus com quem tiveram convívio durante o seu ministério.A propagação do Cristianismo na Judéia e Samaria. por exemplo. que culminou com a morte de Estevão. O testemunho dos apóstolos e o crescimento da Igreja inicialmente eram acompanhados pelos sinais operados por Deus como. Três palavras em destaques: templo. Filipe chegou a 107 . Em face das perseguições o Cristianismo passou a se propagar fora de Jerusalém e o nome de Jesus Cristo foi divulgado em toda parte. mas por causa de vida de Jesus em cada membro. se bem que ao certo ela já estava organizada de forma embrionária durante o ministério de Jesus. a narrativa era a seguinte: “E todos os dias. era fruto da sua experiência interpretada. por exemplo. pois as reuniões da igreja primitiva seguia esse modelo. Os primeiros discípulos não construíam templos. e de como o Jesus Homem. A expansão do Cristianismo em Jerusalém trouxe perseguição por parte dos adversários. No Pentecostes os apóstolos tornaram-se e passaram a atuar como testemunhas de Jesus Cristo e do que Deus fizera com Ele. A Propagação do Cristianismo em Jerusalém. eles testemunhavam da obra de Jesus em favor deles.. no templo (dos judeus) e nas casas. eles anunciavam o Cristo que os tinha justificado pela obra na realizada e consumada na cruz. Essa Comunidade é que mais tarde foi chamada Igreja de Cristo (Romanos 16:16). Eram Testemunhas. vamos mencionar apenas alguns exemplos desta propagação sem entrar em pormenores. Isto revela que o que estava em foco na pregação era a pessoa de Jesus que era o Cristo predito nas Escrituras Hebraicas. Como resultado da obra do Espírito Santo nos apóstolos e do testemunho que estes deram de Jesus Cristo. ou seja. surgiu em Jerusalém uma nova comunidade espiritual cujas características estão descritas em Atos 2:42-47 e 4:32-34. o que nos leva a acreditar que a narrativa de Atos 5 está situada antes da destruição do Templo judaico no ano 70 d. Disperso devido às perseguições em Jerusalém. C.aqui. Este testemunho dos apóstolos inicialmente era acompanhado pelas maravilhas com que Deus glorificou o Seu Filho. Os que creram em Jesus Cristo formaram esta Comunidade que foi denominada “Igreja”. A Igreja primitiva era espontânea e espiritual e não um efeito de atividades de entretenimento para os membros. desde que eles acreditavam que não mais Deus habitava em templos feitos de mãos humanas (Atos 7:48 e 17:24) e a ênfase da atividade missionária dos discípulos era o ensino. A formação da Igreja era um movimento espontâneo. casas e ensinar. 1. Os adversários admitiram que a causa do movimento estava no fato de que os discípulos haviam estado com Jesus (Atos 4:13). Esse nome estava em completo acordo com o testemunho essencial dos cristãos. 2. esta palavra é usada aqui para se referir ao grande templo dos judeus. O Cristianismo histórico surgiu e propagou-se como resultado do testemunho que os apóstolos deram de Jesus Cristo. A Igreja cresceu até que a cidade de Jerusalém toda tinha conhecimento da doutrina sobre a salvação por meio da Justiça de Deus (Atos 5:28). O trabalho missionário era concentrado nas casas. cuja finalidade era glorificar a Jesus Cristo. O centro do movimento e das atividades dos primeiros discípulos era Cristo. era o Cristo anunciado pelos profetas. Sobre a atuação dos apóstolos. em especial anunciando a salvação provida mediante a fé em Jesus Cristo. a cura do coxo junto à porta do templo.

que já conheciam a Jesus. a única mensagem ensinada pelos crentes em toda parte era a pessoa de Jesus Cristo. Em Tessalônica Paulo ensinou que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. O que se vê nestes casos é o destaque ao ensino da fé. 3. Na propagação do Cristianismo também entre os gentios em geral. o único assunto de sua pregação era Cristo e esse crucificado. era a ação salvadora de Deus na pessoa de Jesus Cristo. pois a conversão era a Cristo Jesus e não a qualquer sistema de doutrinas. ouvem agora de Felipe que esse Jesus era o Cristo.. Pedro fez um estudo de como Jesus de Nazaré. Os missionários que saíram de Antioquia estavam sob a orientação do Espírito Santo (Atos 13:1-3). ungido de Deus com virtude. Em sua defesa perante o rei Agripa. o ponto culminante da mensagem de Paulo foi o ensino de que Deus destinou um varão que foi ressuscitado dos mortos. no areópago de Atenas. Igualmente. Depois disso. e lhe ensinou a correta interpretação do texto da Bíblia. e que devia anunciar essa mensagem somo se fosse uma luz para o povo judaico e aos gentios. Aparece também junto a Ananias instando-o para ir orientar a Saulo com referência ao que ele devia fazer. Este estudo bíblico sobre a ação salvadora de Deus em Cristo foi o ponto máximo no ensino de Pedro na casa de Cornélio quando o Cristianismo passou para o meio dos gentios. ou seja. divinamente dirigido. pois era fundamentada sobre um alicerce correto. Os samaritanos. Na história da obra missionária de Paulo. Filipe ensinou sobre a pessoa histórica de Jesus como cumprimento da profecia que o etiope estava lendo. A Igreja de Cristo em Filipos era composta de crentes em “Jesus Cristo” (Filipenses 1:1). “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:31).Samaria. Sem entrar em minúcias. também. isto é digno de nota. Também no seu longo ministério em Corinto. na sua viagem de regresso para a sua terra. ele apresentou a mensagem da Justificação pela Fé na pessoa de Jesus Cristo. Notamos que o Cristianismo se expandia como resultado direto do ensino das verdades bíblicas relativas a Jesus e não de programas que visam apenas divertir e entreter multidões. O etiope creu e se converteu. Foi na base destes ensinamentos que se implantou o Cristianismo em Antioquia e foi constituída ali a Igreja. por exemplo. Na conversão de Saulo no caminho de Damasco aparece em grande destaque a ação da própria pessoa de Cristo glorificado junto a Saulo. A Igreja de Cristo que estava em Antioquia pouco depois se tornou um centro de expansão missionária. Verificamos. lia a Escritura Hebraica. Quando. andou fazendo o bem (Atos 10:38) como fora crucificado e ressuscitado e como todos aqueles que aceitassem essa dádiva divina de salvação em Cristo receberiam a justificação. Paulo afirmou que o seu ensino era que Cristo devia padecer e que Ele era o primeiro a ressurgir dos mortos. É digno de destaque saber que quando Paulo e Barnabé regressaram de sua primeira viagem relataram (fizeram um relatório) de como Deus tinha aberto aos gentios “a porta da fé” (Atos 14:27). Lucas fala dos crentes dispersos pelas perseguições em Jerusalém (Atos 8:1). Logo depois. por exemplo. a pessoa de Jesus foi o ensino ministrado por Pedro na casa de Cornélio. Explicou que “esse Jesus é o Cristo” (Atos 17:3). ensino centralizado na pessoa de Jesus como Filho de Deus. ele fala que alguns varões chíprios e cirenenses ensinavam aos gregos em Antioquia e como fruto desses ensinos grande número se converteu ao Senhor (Atos 11:20-21 e 24). Saulo começou a ensinar em Damasco que Jesus era o filho de Deus. Também pela mesma razão os discípulos em Antioquia foram chamados de “cristãos”. e pregava ali a “Cristo”. Aparece a ele como “Jesus” histórico. fez uma exegese correta e anunciou “a Jesus”. mensagem essa que alegrou o coração dos gentios. encontrou-se com um etíope que. Filipe. que viram a inutilidade das obras tanto para o judaísmo como para todo o sistema religioso pagão. quando o Cristianismo transcendeu as fronteiras da nacionalidade. Ao carcereiro de Filipos disse. portanto.A Propagação do Cristianismo até os Confins da Terra. em momentos especiais e marcantes no seu trabalho. temos muitos exemplos de como. chamamos a atenção dos alunos apenas para alguns casos concretos. E que foi por meio dessa qualidade de ensino que o 108 . que no ensinamento de Paulo e dos cristãos primitivos em geral. essa base era o ensino correto e apropriado da Justificação pela Fé em Cristo. Depois.

Sua finalidade e didática é fortalecer os crentes e mostrar o final do velho sistema de culto e ritos judaicos. O Cristianismo apresenta-se organizado e em condições de prosseguir como religião histórica. durante esta transição para o método especulativo. 14. apesar dos problemas que cada uma enfrentavam. 21 – Desde o início até o fim o tema do Livro também é a experiência da justificação pela fé. A morte e a vida de Cristo era aplicada na vida como benefícios de Deus ao homem e essa aplicação prática era o ponto máximo e único do ensino teológico. O ensino e a didática. perdurou ainda por algum tempo o ensino correto sobre o tema e a apresentação do testemunho de cristãos que tinham a experiência da justificação em suas vidas. A fé era a base e alicerce da salvação. 109 . em face de perseguições e heresias. Nela pode-se ver claramente o ensino da superioridade da Nova Aliança. Os cristãos primitivos (do primeiro século) apenas aplicavam à vida os benefícios da Justificação. uma liderança responsável comparada a um “anjo”. A obra salvadora de Jesus no primeiro século ainda não era interpretada de forma doutrinária. tão combatido por Paulo nas Epístolas aos Romanos.Cristianismo penetrou e implantou-se nos principais centros do império romano. como já comprovamos. enquanto de maneira progressiva era introduzida uma outra forma de salvação. começaram a surgir entre alguns líderes do Cristianismo. Na parte final do primeiro século da era cristã. a posição das igrejas comparadas a castiçais de ouro. por exemplo: A observância do Domingo como dia do Senhor (Apocalipse 1:10). Além da situação já existente. que mesmo nos primórdios da Igreja de Cristo. a necessidade de uma defesa do Cristianismo e de exaltar a salvação cristã em contraste com o judaísmo. do cristianismo sobre o judaísmo. Eram tendências despertadas pela filosofia e idéias religiosas pagãs. Isto significava. porém. Mesmo assim. a revelação de Cristo a João prediz também as coisas que ainda hão de acontecer e a necessidade de a Igreja de Cristo ouvir a mensagem de Jesus através dos seus pastores sob a orientação do Espírito Santo. por exemplo. (1 Coríntios 15:3-4). Diante dessa situação. Porém. aos Efésios e em especial aos Gálatas. é dessa forma que podemos extrair das Cartas de Paulo para a Igreja. em face das provações e desânimo causados pelas perseguições. é que desde o início podemos notar o claro ensino da Justificação pela Fé o que torna o último Livro do Novo Testamento também um Livro de didática espiritual e salvadora (veja como exemplo: Apocalipse 1:5-6 e 22:11. sem se perguntar “como se explica essa doutrina?”. No ensino dos apóstolos e dos outros cristãos do primeiro século até esta altura a pessoa de Jesus Cristo e de Sua obra salvadora eram apresentadas como fatos de experiência sem qualquer tentativa para interpretações doutrinárias e especulativas. foi conhecido na história como “judaizante”. o Cristianismo histórico na revelação do Apocalipse aparece com suas formas e atividades externas estabelecidas como sejam. muitos cristãos de origem judaica começaram a enfraquecer na fé e a se inclinar para voltar ao judaísmo. É a situação refletida no Livro aos Hebreus. eram essencialmente o testemunho de como a Justificação era uma realidade pessoal dos cristãos. com o desaparecimento dos apóstolos e da influência pessoal dos cristãos primitivos. muitos fieis permaneceram do lado da verdade. mas de maneira prática. o testemunho cristão era em essência a experiência da justificação. várias tendências de interpretar criticamente ou em termos racionais a pessoa de Jesus Cristo. para Ele poder ter a capacidade de operar a Justificação provida por Deus. os benefícios do sangue de Cristo e a graça divina) A partir do segundo século. portanto. No final do primeiro século. esse movimento de volta ao judaísmo. cada igreja local identificada como tendo uma liderança composta e nunca uma única pessoa. o mais descuidado na leitura de Apocalipse. surgiu então. o que demonstra o valor de cada uma. Foi nesta base que a expansão do Cristianismo chegou ao ponto máximo na sua marcha essencialmente didática e sem problemas de natureza especulativa.

vindos de fora. se era Filho de Deus ou era filho do homem. No ensino cristão. Mencionaremos algumas causas e como isso aconteceu: Quando o ensino apostólico passou para o ensino dos séculos posteriores foi óbvio que não só o ensino original foi se perdendo. A aceitação da pessoa e obra de Jesus Cristo era essencialmente prática. ou quando ele precisa defender aquilo em que crê em face de desafio das heresias. começou a surgir em algumas igrejas o ensino de uma interpretação da pessoa de Cristo. Nessa época. Era o período da expansão do cristianismo. Porém. Também os assuntos básicos do Cristianismo ainda não eram estudados em profundidade ou exaustivamente. as mudanças foram se ampliando até que culminou num sistema “cristão” que ensinava a salvação pelas obras.. C. até 320 d. Quando. depois do segundo século. Precisamos reafirmar que esta tendência crítica surgiu em face de heresias. que agora passaremos a chamar de “Cristianismo Histórico”. A sua morte na cruz era considerada fato essencial na obra redentora. e isto é lamentável. esse era o “poder de Deus”. era essa a única ênfase. a partir do segundo século. no pensamento e no ensino é maior do que podemos imaginar. a salvação e a vida eterna. era o evangelho de Cristo para salvação (Romanos 1:16). Nos primeiros séculos depois do período apostólico. A morte de Cristo traz. Clemente de Roma diz. E no intuito de explicar se inicia um sem número de especulações. Havia necessidade de doutrinar as igrejas em face de tais problemas e outros semelhantes. ele corre o perigo de abandonar a sua fé genuína e pessoal e se enveredar para a especulação. a divindade de Jesus Cristo. porém. obras externas como atributos de salvação e a perda da visão da Justificação pela Fé. embora já tivessem os seus pensamentos despertados para assuntos de controvérsias cristológicas. por exemplo. Jesus Cristo continuou a ser crido e ensinado como o único e suficiente mediador entre Deus e os homens. a influência de tendências para o sacramentalismo com reuniões cheias de programações. O sofrimento de Cristo era considerado vicário e Sua vida substitutiva. Por exemplo: Foi então que se começou a perguntar se Jesus Cristo era divino ou humano. singelo. e outras negando sua humanidade. o cristão precisa se defender contra os ataques do mundo. depois da morte dos apóstolos. Ao invés de apenas acreditar na obra salvadora. Os escritos dos teólogos deste período geralmente pouca referência fazem à idéias especulativas. era a demonstração do poder do evangelho que podia transformar um pecador em uma pessoa que desfrutava dos benefícios da Justificação pela Fé. Era simples. que o sangue de Cristo foi derramado para a nossa salvação e trouxe a graça de Deus e a chamada ao arrependimento dirigido ao mundo inteiro.Porém. umas negando. Por exemplo: A celebração da 110 . esse ensino transformou o mundo de então e abalou o Império Romano. nada havia de interpretação especulativa. Esta mudança no interesse. humilde e singelo o Cristianismo Histórico estendeu suas fronteiras e chegou a predominar no Império Romano. muitos começaram a analisar criticamente essa obra de redenção. jamais a exposição doutrinária está isolada do testemunho da fé e da experiência pessoal com Cristo. Como resultado desse ensino simples. e também um tremendo ensinamento para nossos dias. nem “shows para arrastar multidões”. por exemplo. os teólogos. dando demasiada importância ao batismo. com apenas um testemunho pessoal. mantiveram ainda uma posição genuinamente evangélica com referência à pessoa e obra de Jesus Cristo. ao ascetismo. por exemplo. algumas igrejas começaram a sofrer neste período. como também a influência do verdadeiro cristianismo. sem ostentação. O ensino realmente cristão era um testemunho prático da fé em Cristo e não uma resposta doutrinária à perguntas dos que em Jesus não acreditam. e a solução provida na obra salvadora de Jesus. Não havia ainda esforços para se formar algum sistema de teologia. diziam os teólogos. cerimônias e paramentos. e como essas idéias podiam ser harmonizadas. Já explicamos que o Cristianismo Histórico apresentava um ensino simples sobre a condição do homem sem Deus. as Igrejas de Cristo atuavam na maior humildade.

veja como Martinho Cochêm descreve o cerimonial no livro: Explicação da Missa. Note-se com atenção que quem está fazendo este reconhecimento é Paulo.C. quando serão essas coisas. O “primeiro amor” era a fé cristã como aceitação da graça de Deus. a Bíblia relata que essa resolução deveria ser aceita por todas as igrejas locais que estavam sob a jurisdição de Jerusalém (Atos 15:23. estabelecer um ministério individual.. muito mais quando sua Sede se estabeleceu em Roma. Evidentemente os três apóstolos serviam como órgão diretor para as congregações dispersas das Igrejas de Cristo (Romanos 16:16). que eram considerados como as colunas. e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” Mateus 24:3. exceto os apóstolos”. beija o altar 8 vezes. assim como também quem falou dando sua opinião foi Tiago (Atos 15:13). Os apóstolos deveriam permanecer em Jerusalém. que como vimos formava parte da liderança tríplice. visto que aquela tríplice liderança em Jerusalém era o modelo cristão primitivo para a supervisão geral sobre todos os discípulos. e Silas. Como resposta a essa pergunta. O relato de Atos nos diz que. Dize-nos. o 111 . ele é indicado com clareza nas páginas do Novo Testamento. Devemos notar com cuidado que esta religião especulativa e cheia de cerimônias tomou corpo. Mateus 26:37 e Marcos 5:37). Cefas e João. A Igreja aqui mencionada é o reconhecimento que havia uma única Igreja. pois Jerusalém era a Sede da organização e ali deveria permanecer a liderança. 10 bate no peito. dada a sua importância.”. a saber Judas. depois duma consideração aberta. Sim! No ano 49 d. homens distintos entre os irmãos”. Desde que a Igreja estava em formação. Após a resolução. descobre o Cálix e o cobre novamente 5 vezes e muda de lugar 20 vezes!”. veja com atenção Gálatas 2:9 – “E conhecendo Tiago. Veja como o desvio da fé se iniciou quando movimentos de cenário começaram a substituir as singelas reuniões de ensino da Palavra. é importante notar que o relato de Atos 8:1 explica assim: “e fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém. que as Igrejas de Cristo. volta-se para o povo outras 16 vezes.missa é mais uma encenação que um culto cristão. Então. Faz 21 inclinações com a cabeça e 7 vezes com os ombros. o primeiro que Jesus lhes disse foi: “Acautelai-vos que ninguém vos engane” Mateus 24:4 – E a continuação lhes explica que o engano consistiria num engano religioso. com toda a igreja. levanta os olhos 11 vezes. Tudo isso começou a enfraquecer a fé e a vitalidade inicial. página 40 – “O sacerdote durante uma só missa benzese 16 vezes. inclina-se 8 vezes e beja a oferta 36 vezes! Põe as mãos sobre o peito 11 vezes e oito vezes olha para o céu. foi preciso que eles se reunissem em Jerusalém para resolver questões que afetavam os cristãos em geral. enquanto os apóstolos estavam ainda vivos a hierarquia da Igreja de Cristo repousava sobre uma liderança tríplice. ajoelha-se outras 10 vezes e junta as mãos 54 vezes.. A Igreja não pode se perder na busca de outros modelos a não ser aquele que Jesus estabeleceu para sua Igreja. em contradição com a Sede de Jerusalém. Sabemos pela leitura atenta de Atos. Mas. ele que muito bem poderia querer.. um dos outros apóstolos da diretoria geral. e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria. Se a Igreja desejar seguir o padrão e modelo original. “então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos (Presbíteros).. cuja sede estava em Jerusalém. chamado Barsabás. pelo contrário notamos que ele se reportou à liderança de Jerusalém para dar o seu relatório e solucionar o problema criado com o ensino da Justificação pela Fé aos gentios (Atos 15 – todo o capítulo). 16:4). apesar da grande perseguição. A fé se perdeu quando o culto era uma programação para entreter as pessoas e não para ensinar as pessoas. assim. Devemos ainda destacar que depois que os perguntaram ao Salvador: “. eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia. Nesta reunião notamos também que quem falou foi Pedro (Atos 15:7). Durante o primeiro século. aquilo que no Apocalipse é chamado de “primeiro amor” (Apocalipse 2:4). enquanto Jesus ainda estava com seus discípulos já tinha estabelecido essa hierarquia (Veja com atenção Mateus 17:1. em seus primórdios tinham como organização centralizada a cidade de Jerusalém.. faz 11 rezas em voz baixa e 13 em voz alta.

língua e nação. o grande engano. Concílio de Constantinopla I: definiu a divindade do Espírito Santo. pondo fim à era de perseguições. povo. pelo Imperador Constantino. os próprios eleitos (Mateus 24:24). traduziu a Bíblia para a o latim (Vulgata). Define a unidade pessoal de Cristo. notável apologista do cristianismo. bispo de Esmirna. e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra” Apocalipse 13:7-8). advogado cartaginês. Justino. Início do gradativo fortalecimento do papado e da Igreja Católica Romana que se estende por toda Idade Média. Período em que Jerônimo traduz a Vulgata. De acordo com o Livro de Apocalipse essa falsa religião. o Mártir. Concílio de Éfeso: condenou o nestorianismo. Tertuliano. um dos apologistas do cristianismo. PRINCIPAIS DATAS 155 100/165 160/320 313 DATAS FATOS DO CRISTIANISMO HISTÓRICOS Morre queimado Policarpo. 325 340/420 381 385/405 401 431 451 553 112 . Concílio de Constantinopla II: condena os erros de Orígenes. A conseqüências são de valor eterno. Concílio de Calcedônia: condenou o monofisismo.sinal era caracterizado pelo maior engano que o mundo já viu! Portanto. Aprovou o Credo de Nicéia. Publicação do Edito de Milão. As conseqüências de ser enganados pela falsa religião são muito piores do que ser vítimas da fome. Concílio de Nicéia I: condenou o arianismo. enfermidade ou guerra. teria muita autoridade e uma adoração mundial ou universal (“Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo. Jerônimo. Jesus advertiu dizendo que seriam enganados “se for possível” até os escolhidos. o engano religioso seria o primeiro e mais importante sinal para indicar as cousas que aconteceriam após a morte dos apóstolos. Define as duas naturezas de Cristo.

condenado e queimado em Genebra. o mais célebre líder dos anabatistas. 787 1096/1291 1140/1217 1198 1328/1384 1369/1415 1419 1452/1499 1469/1536 1479 10/11/1483 17/07/1505 1511-1553 31/10/1517 1491/1556 1492/1559 113 . morto na fogueira por decisão do Concílio de Constança. Trulano II ou Qüinissexto (692). fundador da Sociedade de Jesus (jesuítas). Meno Simons. (Valdenses) Papa Inocêncio III institui “os inquisidores da fé contra os albigenses”. Pedro Valdo. Nasce João de Wesselus ou Wessel. líder da Reforma Religiosa do Século XVI. pré-reformador. notável doutor de teologia em Erfurt. Erasmo de Roterdam. Inácio de Loyola. pré-reformador. braço da Igreja católica na contra-reforma. considerado como complementação dos dois anteriores. Martinho Lutero ingressa na ordem dos agostinianos. Período das Cruzadas. pré-reformador. preso. humanista. herói da Boêmia. Daí vem o termo "menonitas". João Huss. condenou o monotelismo. o extermínio começou no ano de 1209 e se estendeu por vinte anos. médico e teólogo espanhol. Lutero prega na porta da Igreja de Wittenberg suas famosas 95 teses. Condena a veneração de imagens. João Wyclif ou Wycliffe. Nasce Martinho Lutero. Jerônimo (Girolamo) Savonarola.680 Concílio de Trulano (em Constantinopla). morre na prisão. pré-reformador. Considerados hereges. Dia da Reforma Religiosa. Concílio de Nicéia II. O pré-reformador João de Wessália. comemorada no dia 31 de outubro. pré-reformador. Serveto.

Fórmula da Concórdia.1505/1572 John Knox. publicada em 1563. Morre Jan Laski. reformador polonês. 10/07/1509 1564 31/10/1517 Reforma Religiosa do Século XVI. na Escócia. líder do Pietismo Reúne-se a Assembléia de Westminster e elabora conhecida confissão de fé Fundada em Londres a primeira igreja Anabatista da Inglaterra. Pai do calvinismo. Felipe Jacó Spener. recomendando as Sagradas Escrituras como base da fé cristã. líder do Pietismo. João Calvino. Participou da tradução da Bíblia para o polonês. O arminianismo sustenta que os benefícios da graça são oferecidos a todos. grande despertamento espiritual após a Reforma. no Rio de Janeiro. Falece o reformador suíço Guilherme Farel. funda. Jacobus Arminius. Noite de São Bartolomeu. a Igreja que viria a chamar-se Presbiteriana. Lutero afixa as 95 teses à porta da Igreja de Wittenberg. Pregou o pastor Pierre Richier. reformador da Escócia. George Fox. fundador da seita dos quaquers. também chamada Reformada ou Calvinista. em 1560. Nesta data. a Igreja Presbiteriana. reformador. perpetuando a separação dos grupos. 10/03/1557 21/03/1557 08/01/1560 1560 1560/1609 1565 24/08/1572 1577 1666-1686 1624/1647 1631/1705 1643/1648 1661 1685 114 . sob inspiração do sistema doutrinário e eclesiástico de João Calvino. teólogo holandês. credo firmado pelos luteranos que delimitava a o pensamento teológico calvinista e luterano. pastor em Genebra. Organizada a primeira igreja evangélica do Brasil e da América do Sul. Realiza-se. o primeiro culto reformado no Brasil. Felipe Jacó Spener. Nasce o Pietismo. João Knox funda.

William Carey. missionário na Índia. Robert Raikes. em Bristol.e que durou cerca de meio século. jornalista inglês. 1700-1760 Conde Nicolau von Zinzendorf. fundador do Metodismo. Charles e John Wesley visitaram a Irlanda pela primeira vez. avivalista Primeira Conferência Metodista na Foundery (Londres). Início do trabalho missionário mundial. Finney. Hudson Taylor. fundador da comunidade dos moravianos. criador da Escola Dominical. Data da experiência máxima de João Wesley. dando início ao movimento de missões estrangeiras. Jonathan Edwards. 1701 1703/1758 17/06/1703 22/03/1791 1714/1770 1732 George Whitefield Os morávios enviam Hans Egede à Groelândia. notável avivalista. Começa a funcionar na Inglaterra a primeira escola dominical. missionário na China William Carey. Wesley começa a pregar ao ar livre. Joseph Smith criador da seita dos mórmons. o pai das missões modernas. John Wesley. 115 24/05/1738 1735/1743 1735/1811 12/05/1739 1747 1761/1834 1805/1844 1832/1905 1761/1834 1837-12/12/1899 1774 20/07/1780 1792 1792/1875 . fundada por Robert Raikes. Sociedade Missionária Batista é criada por William Carey. Moody. Primeiro grande avivamento da História da Igreja.

Nasce Billy Graham. EUA. onde se localizava a Azuza Street Mission. instituição que se dedica à distribuição de Bíblias. Dietrich Bonhoeffer.1813-1873 David Livingstone. missionário escocês na África. Os Gideões Internacionais. Nasce o movimento pentecostal na famosa Rua Azuza. em Petrópolis. EUA. James Hudson Tailor. Charles Taze Russel. fundador a seita conhecida como Testemunhas de Jeová. onde foram ensinadas as doutrinas que se tornaram o núcleo do movimento pentecostal mundial. Fundada a primeira EBD no Brasil. em Topeka. teólogo suíço. filósofo e teólogo dinamarquês. 1898 1900 25/02/1902 1906/1945 09/04/1906 1908/2001 07/11/1918 18/04/1926 15/01/1929 04/04/1968 116 . em Los Angeles. por Roberto Kalley e sua esposa. um dos maiores nomes da teologia do século XX. Emil Brunner. Nasce o Jürgen Moltman. um dos expoentes da Teologia da Dialética. considerado como o primeiro representante da filosofia existencialista. Kansas. morreu assassinado. comandou Teologia da Dialética. RJ. Martin Luter King. 312. para onde seguiu em 1840. Richard Wurbrand. criador da Missão A Voz dos Mártires. teólogo e mártir luterano alemão. Rudolf Bultman. Nasce em Estrasburgo o teólogo Oscar Culman. combateu a segregação racial. missionário na China. teólogo. Charles Parham funda a Escola Bíblica Betel. eloqüente pastor batista americano. é fundada nos EUA. Soren Aabye Kierkegaard. notável pregador batista. 05/05/1813 11/11/1855 1832/1905 1852/1916 19/08/1855 23/08/1884 30/07/1976 1886/1968 1889/1966 Karl Bart.

Ouvia os crentes pedirem um derramamento do Espírito Santo e confessarem. Calcula-se que somente durante os anos de 1857 e 1858.. orava realmente sem cessar.. no Estado de New York. Li. criador do Ministério Desafio Jovem. grande proveito em observar freqüentemente dias inteiros de jejum em secreto. o advogado perdeu todo o gosto pela sua profissão e tornou-se um dos mais famosos pregadores do Evangelho. Imediatamente. durante nove meses de evangelização. Jovens Com Uma Missão. para ficar inteiramente sozinho com Deus. ao encontrar nos seus livros de jurisprudência muitas citações da Bíblia. depois. Fundado. às vezes. não serem respondidas. semana após semana. O amor a Deus. Exortavam uns aos outros a se despertarem para pedir. Li na Bíblia “pedi e dar-se-vos-á”. Achei. na Duquesne University of Holy Spirit. são impressionantes. em oração. a JOCUM. eu entrava na mata. E buscar-me-eis. nem que todos os homens da terra e todos os demônios do inferno me cercassem. enquanto 75 pessoas de cada cem. não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. e ireis. Conta-se acerca deste pregador que depois de ele pregar em Governeur. e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar. multidões também se prostraram diante do Senhor enquanto Finney pregava. se desviavam. Holanda. contados em sua biografia. Eu tinha o costume de passar muito tempo orando. das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores. comprou ume exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras. ou me fechava dentro do templo. nas palavras do próprio Finney: Os meios empregados eram simplesmente pregação. Descobriu-se que mais de 85 pessoas de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney permaneciam fiéis a Deus. que não o receberam. Em tais dias. Foi num domingo de 1821 que assentei no coração resolver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus. e ouvir os sermões do senhor Galé. (. Eis o segredo dos grandes pregadores. muita oração em secreto. Fiquei impressionado especialmente com o fato de as orações dos crentes. e orareis a mim.) Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se alguém me encontrasse de joelhos perante Deus. Loren Cunnigham funda. O pecado parecia-me horrendo. do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos.. mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pelo ministério de Finney. percebi que não me achava pronto a entrar nos céus. Eis um trecho de sua biografia: Ao ler a Bíblia. um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores. Parece que Finney tinha o poder de 117 .1931 23/08/1948 1960 Nasce David Wilkerson. em Pittsbourgh.. cultos de oração. também. e eu vos ouvirei.. e me achareis. A conversão de Finney e o seu imediato batismo no Espírito Santo. a unção para testemunhar e anunciar do Evangelho vieram sobre ele no dia de sua entrega a Jesus. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor.. que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem. quando me buscardes de todo o vosso coração”. em Amsterdam. Nessa altura. também. intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados. Na Inglaterra. 1966 ALGUNS PERSONAGENS REVELANTES DA HISTÓRIA DA IGREJA CHARLES FINNEY (1792-1875) Nasceu de uma família descrente e se criou num lugar onde os membros da igreja conheciam apenas a formalidade fria dos cultos. nos Estados Unidos. infinito. a fome de sua Palavra. Nasce a renovação carismática (RCC) nos Estados Unidos. acho que. a seguinte passagem me iluminou: “ Então me invocareis. ao assistir às reuniões de oração. o Conselho Mundial de Igrejas. Tornou-se um advogado que.

60 cultos. Reconhecendo a necessidade de instruir os jovens chamados por Deus a proclamar o Evangelho.000 fora que não puderam entrar! Uma terrível catástrofe ocorreu neste dia. Contava com trezentos intercessores que.. Para termos idéia. pessoas diabólicas se levantaram gritando “ Fogo! Fogo!”. O culto inaugural deu-se em 19 de outubro de 1856. fundou e dirigiu o orfanato de Stockwell. com conversões de multidões ao Senhor. Voltou a pregar na Inglaterra posteriormente e Deus o usou para inflamar os corações. Teve uma tremenda experiência numa viagem a Inglaterra. Realizaram-se 60 cultos no Agricultural Hall. Sua mãe foi uma crente fiel e soube instruir seus filhos no Caminho. Nesta mesma viagem. DWIGHT LYMAN MOODY (1837-1899) Um total de quinhentas mil almas ganhas para Cristo. em Bow Road Hall. fundou e dirigiu o Colégio dos Pastores. Moody deixou um bom emprego para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo. provocando um grande alvoroço e um saldo de sete pessoas mortas e vinte e oito gravemente feridos. aos quais um total de 720. EUA. 45 cultos. em 1871. mantinham-se em súplica.000 pessoas estava superlotado e havia mais 10.000 pessoas a cada culto dominical. Isto não impediu que o interesse pelos cultos até aumentasse. Inspirado pelo exemplo de Jorge Muller. para mil e duzentas pessoas. em Chicago. o mais velho tinha 12 e ela estava grávida de gêmeos quando o marido morreu. Gales. Haymarket Opera House. logo após casar-se. em Camberwell Hall. 330. o prédio no qual cabiam 12. com a assistência de 480.000 assistentes. numa pobre família do Connecticut. aos quais 600. Na Escócia. o prédio mais amplo. continuando a ser 118 . Visitou Spurgeon no Metropolitan Tabernacle e impressionou-se. o que mais impressionou Moody e o levou a buscar definitivamente uma experiência mais profunda com Cristo foram estas palavras proferidas por um grande ganhador de almas de Dublim. de tal maneira que produzia fruto mais permanente. isto perdurando pelos próximos 31 anos. para e pelo homem inteiramente a Ele entregue.000. porém freqüentado por um pequeno grupo de fiéis. atuou também junto aos soldados durante a Guerra Civil. em Londres. Aos vinte e quatro anos.000 pessoas assistiram. multidões buscaram ao Senhor. Henrique Varley: O mundo ainda não viu o que Deus fará com. é o cálculo da colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde servo. maravilhas também ocorreram. Holanda e França. local que comportava uma média de 5. 60 cultos. Milhares de sermões seus foram publicados e traduzidos para diversas línguas. Ao início do culto. também foi um divisor de águas na vida de Moody.000. todas as vezes que pregava. imponente e magnífico de Londres. aos 19 anos já era pastor na Park Street Chapel. A princípio um luar muito amplo.impressionar a consciência dos homens sobre a necessidade de um viver santo. CHARLES SPURGEON (1834-1892) Conhecido como o “príncipe dos pregadores”. construído para diversões públicas. 60 cultos. Vitória Hall. Em março de 1861 sua Igreja concluiu a construção do Metropolitan Tabernacle. Um terrível incêndio que praticamente destruiu Chicago. sem ter promessa de receber um único centavo. Quando o culto começou. o sexto filho de nove. Sua mãe ficou viúva com os filhos ainda pequenos. Tendo trabalhado com Escolas Bíblicas e evangelização em Chicago. 400. Na Irlanda. Pregou em cidades de toda a Inglaterra e noutros países: Escócia. Também contatou Jorge Muller e o orfanato em Bristol. Irlanda. Retornou aos EUA em 1875. Moody nasceu em 5 de fevereiro de 1837. esta viagem culminou com quatro meses de cultos em Londres. A oração fervorosa era um hábito em sua vida.000 assistiram. esforçou-se em vários outros ramos de atividades. Nesta época ele teme uma marcante experiência com o Espírito Santo. Além de pregar constantemente a grandes auditórios e de escrever tantos livros. Moody pregava alternadamente em quatro centros. Pregava ao ar livre e nos maiores edifícios. em média oito a doze vezes por semana! Spurgeon publicou inúmeros livros. sendo reconhecido como o mais famoso pregador do mundo. Em poucos meses o prédio não comportava mais a multidão e eles se mudaram para um outro auditório que comportava quatro mil e quinhentas pessoas! A Igreja então resolveu alugr o Surrey Music Hall.

JONATHAN EDWARDS (1703-1758) Grande pregador dos EUA. começou a pregar a salvação pela fé. Em diversos lugares as campanhas duraram até seis meses. Pecadores nas Mãos de um Deus Irado (1741). Grandiosa era a unção do pregador. pregando cerca de 40. com grandes trovões. Uma Luz Divina e Sobrenatural (1733) e o mais famoso. Foi no circo de Forepaugh durante a Exposição Mundial. País de Gales e Irlanda. ao escutar uma leitura tirada do prefácio de Lutero ao seu comentário de Romanos. Canadá e México.000 km. há. Nascido em Epworth. mas as suas palavras.um humilde servo de Deus.veio hoje ao Circo Forepaugh para procurar e salvar o que se perdera”. nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças. Durante um período de 20 anos dirigiu campanhas com grandes resultados nos Estados Unidos. então. Escrito e impresso isso parece um sermão comum. Numa reunião de um grupo morávio na rua Aldersgate. aplicando ao texto ao auditório: Aí está o inferno com a boca aberta. Depois de uma viagem rápida para a Alemanha para visitar a povoação moravia de Herrnhut. Moody disse repetidamente: “Pois o Filho do homem veio . a não ser a própria vontade de Deus. ingressou no ministério em 1726. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre. Viajou cerca de 400. acrescentou que nada evitava que os pecadores caíssem no inferno. Disse que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto. tornaram-se palavras de espírito e de vida. atualmente. Retornou à Inglaterra em 1738. onde surgiu um reavivamento entre os mineiros de carvão em Kingswood. Estavam presentes 17. de todas as classes e de todas as qualificações. A fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley constantemente durante a sua juventude) predispôs Wesley à fé evangélica dos morávios. juntamente com George Whitefield. e que somente a vontade de Deus indignado os guardava da morte instantânea. parecia que estva em íntimo contacto com todos os corações daquela massa de gente. nada dentro de Wesley ficou sem ser tocado pela fé que acabara de receber.000 pessoas. Em 1739. Foi contemporâneo e atuante num grande despertamento espiritual e tido por alguns como o maior teólogo da América do Norte. predizendo tempestades espantosas. Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios a bordo do navio. numa família de dezenove irmãos! Em 1735 foi para a Geórgia como missionário aos índios norte-americanos. Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico. Afirmou que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno..000 sermões. com a permissão de Deus. não chegando a ministrar aos índios. voltou para a Inglaterra e. Transcrevo um depoimento de um dos assistentes a um dos cultos promovidos por Moody: Nunca jamais me esquecerei de certo sermão que Moody pregou. O metodismo veio a tornar-se uma denominação após a morte de Wesley. Continuou. John Wesley foi a Bristol. Massachusetts. Escócia. por todas as partes da Inglaterra. JOHN WESLEY (1703-1791) Foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus para um grande avivamento no século XVIII. O reavivamento continuou sob a liderança direta dele durante mais de cinqüenta anos. com célebres sermões publicados: Deus Glorificado na Dependência do Homem (1731). Se não existisse a 119 . em 24 de maio de 1738. Inglaterra. Era pregador excelente. onde serviu até 1750.. mas sim aos colonos na Geórgia. baseou-se em Deuteronômio 32:35. Wesley sentiu seu coração aquecido de modo estranho. Essa “nova doutrina” era considerada redundante pelos sacramentalistas da Igreja Oficial que achavam que as pessoas já eram suficientemente salvas em virtude de seu batismo na infância. pela santa unção que lhe sobreveio. Sua influência se estendeu à América do Norte. Seu primeiro pastorado foi em Northampton. Embora os estudiosos discordem entre si quanto à natureza exata dessa experiência. Sobre o sermão mais famoso. O texto do sermão foi: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Depois de explicar a passagem.

a consciência perturbada me mostrava que era pecador perante Deus. e geraram seis filhos. fazendo estremecer os alicerces de Roma.. seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira. Em outubro de 1517. Lutero respondeu com um tratado dirigido ao Papa Leão X. a que se arrependesse. foram logo traduzidas para o alemão. Lutero afixou à porta da Igreja do Castelo de Wittemberg as 95 teses. está sendo provocado ao extremo. comecei o estudo da Epístola aos Romanos. logo no primeiro capítulo consta que a justiça de Deus se revela no Evangelho (vs 16 e 17). O sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres. Comparada aos outros livros. contudo voltava sempre ao mesmo versículo.vontade soberana de Deus. agora as recebo com o mais intenso amor. como era costume nesse tempo. Antes. Um ano depois de afixar as teses. Não há que admirar. Vi então que a justiça de Deus. perante grande ajuntamento do povo. a tradução da Bíblia para o alemão. casando-se com Catarina von Bora.. porque queria saber o que Paulo ensinava. Contudo. 120 . nessa passagem. Depois de abandonar o hábito de monge. que castiga os pecadores. Porém. eu a considerava como um atributo do Deus santo que o leva a castigar os pecadores. Então me achei recém nascido e no Paraíso. perscrutava-as para ver tudo quanto ensinam sobre a justiça de Deus. na porta da igreja. Quando a bula de excomunhão. Se vos afastardes dela por um momento. exortando-o. me mostrou a palavra “o justo viverá da fé”. mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo. escritas em latim. se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos. porque conforme fui ensinado.  Deverá pesquisar e encontrar as 95 Teses de Lutero e enviar para a Faculdade. MARTINHO LUTERO (1483-1546) Era um destacado monge agostiniano. Como trabalho de complementação a este arquivo deverá enviar para a Faculdade sob o código de pesquisa história10 o seguinte:  Mais um ou dois personagens que você acredite que são relevantes na história da Igreja. holandês e espanhol. para deixa-lo cair depois. durante um momento. freira que também saíra do claustro. Ele mesmo escreveu para o seu povo: Jamais em todo o mundo se escreveu um livro mais fácil de compreender do que a Bíblia. Lutero afixou as teses para um debate público. revoltado intimamente. no nome do Senhor. enviada pelo Papa. Todas as Escrituras tinham para mim outro aspecto. sereis vitoriosos. na sua graça. A bula do Papa foi queimada fora do muro da cidade de Wittemberg. o que facilitou sua grande obra. estavam na Itália. é como o sol em contraste com todas as demais luzes. Foi desse ato de afixar as 95 teses que nasceu a Reforma. Lutero resolveu deixar por completo a vida monástica. Não vos deixeis levar a abandona-la sob qualquer pretexto. quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. quando ocorreu uma grande transformação em sua vida. como monge. Deus.. O Deus que vos segura na mão. Eu detestava as palavras “a justiça de Deus”... Se permanecerdes com as Escrituras.. Senti-me ferido de consciência. podem levar-vos para onde quer que desejem. chegou a Wittemberg. o teor das quais é que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado e não a penitência. depois de meditar sobre esse ponto durante muitos dias e noites. Lutero era o homem mais popular em toda a Alemanha. Assim odiava a um Deus justo. Estas teses. passarem para lá antes de amanhã.. estas palavras eram-me detestáveis. que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora.. Teve início um dos maiores avivamentos dos tempos modernos na Nova Inglaterra. como dádiva. sobre o abismo do inferno. é a justiça que o homem piedoso recebe de Deus pela fé. A passagem me servia como a porta do Paraíso. Apesar de viver irrepreensivelmente. Logo. tudo estará perdido. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Ele mesmo contou: Desejando ardentemente compreender as palavras de Paulo. doutor em teologia e pregador na cidade de Wittemberg. Lutera era um erudito em hebraico e grego.

Evangélica Quadrangular INICIO DE ALGUMAS DENOMINAÇÕES NO BRASIL E SEUS FUNDADORES Igreja Presbiteriana O missionário americano Rev.Assembléia de Deus 1918 EUA . na famosa rua Azuza. J.Pentecostal EUA-O movimento pentecostal 1906 1914 EUA . tem início o movimento pentecostal atual.Testemunhas de Jeová 1903 EUA .Católica Fundador(es) Primeiro Papa. O primeiro batizado com o Espírito Santo fora um menino de 8 anos.Metodista 1827 EUA . da Igreja do Nazareno e de outras igrejas foram sendo batizado Um grupo de Pentecostais Aimee Semple McPherson 1520 Alemanha . Foi ele quem trouxe o presbiterianismo ao Brasil e fundou aqui a Igreja Presbiteriana que teve sua primeira comunidade local no Rio de 121 . onde se localizava a Azuza Street Mission.Luterana 1534 Inglaterra . no dia 9 de abril.Anglicana 1536 Suíça .Presbiteriana 1580 Inglaterra . com Willian J.Igreja de Cristo 1830 EUA .Adventista 1884 EUA . Bonifácio Martinho Lutero Rei Henrique VIII João Calvino Roberto Browne João Wesley Alexandre Campbell Joseph Smith William Miller Charles Taze Russell A. Tomlinson Em 1906. Outros. em Los Angeles.INICIO DE ALGUMAS DENOMINAÇÕES NO MUNDO E SEUS FUNDADORES Ano Pais/Denominação 606 Roma .Congregacional 1739 Inglaterra .Mórmon 1843 EUA . 312. Seymour. Ashbel Green Simonton (18331867) chegou ao Rio de janeiro em 12 de agosto de 1863.

Igreja do Quadrangular Evangelho Fundada em São Paulo. Soares Igreja Pentecostal Deus é Organizada em 3 de junho de 1962. no Pará. Atua fortemente na política Igreja Renascer em Cristo Organizada em 1986. PR. Tem origem no trabalho da Missão de Örebro. onde tem seu seminário Igreja Presbiteriana Em 11/02/1940. em São Paulo. fruto da fusão de duas Renovada do Brasil outras igrejas pentecostais: a IPIR e a ICP. por Manuel de Mello. no Brasil 122 . Detém a marca Aleluia. Rio de Janeiro. Simonton também foi um dos fundadores do primeiro jornal evangélico do Brasil. no Rio de Deus Janeiro. Seu órgão oficial é o Presbiteriano Conservador. por Harold Williams. imigrantes suecos. imigrante italiano radicado no Brasil. em 1950/1955. 1955 Igreja Internacional da Graça R. Suécia.R. com sede em Campinas. a 2ª IPI de São Paulo tornou-se a Igreja Presbiteriana Conservadora de São Paulo. por Edir Macedo. chamado Imprensa Evangélica. dissidentes batistas. O Brasil Para Cristo Igreja da Nova Vida Fundada por Robert McAllister. detém a marca Gospel. em Botafogo. por Louis Francescon. em Maringá. após dois anos de debates sobre a doutrina Conservadora do Brasil relacionada às "penas eternas". por Gunnar Vingren e Daniel Berg.Janeiro (1865). SP. por David Amor Miranda. com a chegada do missionário Erik Jansson. Igreja Universal do Reino de Fundada em 9 de setembro de 1977. em 24 de outubro de 1864 Congregação Cristã Assembléia de Deus Igreja Batista Independente Fundada em 1909/1910. Fundada em 18 de junho de 1911. em 1912 ao Rio Grande do Sul. em 15 de novembro de 1951. Igreja Presbiteriana Organizada em 1975. Em 1952 foi organizada a Convenção das Igrejas Batistas Independentes. Foi a primeira a admitir pastoras Igreja Evangélica Pentecostal Fundada em São Paulo.

o mundo e Satanás. anunciam o Evangelho e praticam boas obras. quando disse aos discípulos que “edificaria Sua igreja” (Mateus 16. direção e liderança espiritual e administrativa. e nosso encontro com o Senhor. ela é universal. serem instruídos em Sua Palavra e celebrar os sacramentos. em verdade. Podemos definir a Igreja como sendo a comunhão de todos os que foram chamados por Deus. e com nossos irmãos de todas as épocas e de todas as partes do mundo (1 Tessalonicenses 4. A Igreja é una. mas não é dele. Essa preocupação se encontra refletida nas confissões de fé adotada pelas Igrejas após a Reforma protestante.13-20). mesmo sendo una e indivisível. e raças (Apocalipse 7. Antes de Cristo. dependendo de quão pura é a pregação do Evangelho que ocorre ali. povos. só existe uma. e que recebem a Cristo como Salvador e Senhor. já partiram deste mundo. No período antes de Cristo ela estava em geral resumida à nação de Israel. atravessou duas fases históricas distintas. para com Ele ficarmos para sempre. estas cerimônias foram abolidas. mas jamais devem ser consideradas como um clube ou uma empresa. Deus sempre teve e terá um povo para Si. Depois de Cristo. As igrejas organizadas têm membros a elas afiliados. celebram os sacramentos. e funcionava com rituais. porém. Isto não quer dizer que a Igreja é do tamanho do mundo. Os Reformadores se preocuparam em entender e definir a Igreja. A Igreja militante.9-10). somos salvos pela fé no Messias que já veio. a celebração correta dos sacramentos e o exercício da disciplina entre seus membros. Ao mesmo tempo. ou seja. o pecado. que ainda estão lutando contra a carne. composta dos crentes vivos neste mundo. e hoje desfrutam do triunfo na presença de Deus (Hebreus 12.22-23). São a organização e estruturação local dos fiéis que se reúnem num mesmo lugar regularmente. Elas têm um aspecto estrutural e organizacional. Estas duas partes da Igreja de Deus se unirão na Vinda do Senhor Jesus. e têm pessoas de todas as tribos. mediante a Sua Palavra. A Igreja militante se expressa aqui neste mundo por meio de igrejas particulares. Existe uma diferença radical entre a Igreja e o mundo. promovem cultos de adoração. A Igreja de Deus sempre existiu e sempre existirá. está espalhada pelo mundo todo. existe agora em duas partes. tendo vencido a luta. e que participam pela fé dos benefícios gratuitos oferecidos por Cristo. O Senhor Jesus falou dela. A Igreja de Deus. para o adorar em espírito e em verdade. Com a vinda de Cristo. símbolos e ordenanças determinadas por Deus.16-18). Porém. E a Igreja triunfante. Filho e Espírito Santo. e agora adoramos a Deus de forma mais simples.17-FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA IGREJA O QUE É A IGREJA A Igreja de Deus existe e está presente no mundo. Estas igrejas locais podem ser mais ou menos puras. A Igreja de Deus. como figuras e tipos de Cristo. é a mesma Igreja no Velho e no Novo Testamentos. A Igreja está no mundo. que conhecem e adoram a Deus Pai. para cultuar a Deus. composta daqueles fiéis que. quando houver a ressurreição dos mortos. os crentes do Antigo Testamento se salvaram pela fé no Messias que haveria de vir. 123 .

É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus. os diáconos são quase sempre pastores-aprendizes. Na prática. sínodos e concílios. Tito e Tiago são vistos como exemplos especiais dessa terceira dimensão do ministério do Novo Testamento.17). Tt 1. Os apóstolos são o exemplo supremo neste caso. não pode haver dúvida de que a ordem de ministério tríplice retroceda quase até a era apostólica. não as formas organizacionais e externas. embora muitos grupos não se enquadrem exatamente em nenhum deles. Os estudiosos de todas as tradições aceitam hoje a idéia de que os termos episkopos (bispo) e prebyteros (ancião) são equivalentes no Novo Testamento (At 20. Timóteo. com jurisdição sobre territórios geograficamente menores. Este sistema não tem como reivindicar base bíblica. no sentido de que o Novo Testamento apresente alguma exigência indiscutível quanto ao assunto. desde que foram claramente investidos de responsabilidade sobre várias igrejas. O presbiterianismo também reconhece o direito de cada igreja participar da escolha dos pastores. da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral de seus membros. Assim sendo. e nos presbitérios locais.5. com certas modificações episcopais. Deve manter comunhão com igrejas evangélicas irmãs — afinal. os profetas parecem Ter às vezes atuado nesse sentido. todos os pastores têm formalmente o mesmo status. a fim de fazer frente a esses desafios. sendo em meados do segundo século o padrão praticamente universal para o ministério cristão. Quando a igreja teve de enfrentar a perseguição extrema e a heresia em seu próprio meio. Esses líderes aparecem consultando os apóstolos no Concílio de Jerusalém. Por outro lado. Episcopal É o governo por meio de bispos (episkopoi). Que Deus nos dê graça para podermos fazer tudo isto! Podemos distinguir quatro padrões gerais. na sinagoga judaica. Os diáconos realizam um ministério de apoio. Só os bispos podem ordenar outros para o ministério e eles traçam a sucessão através dos séculos. Entre os presbíteros na congregação local. de uma forma de ministério que provou ser de considerável valor para a igreja no decorrer dos séculos.1. Trata-se. o Metodismo. É a ordem adotada pelas igrejas anglicana. as igrejas episcopais destacam dois fatores significativos como apoio ao sistema. Primeiro. principalmente o episcopado. procurando cada vez mais se aproximar do ideal bíblico. portanto.28. Eles eram oficiais da igreja local. ela não é única neste mundo! Deve zelar pela pureza da pregação. Presbiteriano O governo por meio de anciãos (presbyteroi) caracteriza as igrejas Reformada e Presbiteriana em todo o mundo e. Fp 1. luterana.17. baseada no padrão do Novo Testamento. ela reforçou sua liderança oficial. em Atos 15. metodista (esta com modificações). à parte dos outros presbíteros administradores. Uma forma de presbiterianismo também opera onde uma igreja local é administrada por um grupo de líderes nomeados. que trabalham como auxiliares da igreja. a presença de ministérios na igreja primitiva que transcendiam os da igreja local. segundo o modelo dos anciãos do Antigo Testamento.7). São os princípios que são imutáveis. um pode ser escolhido como presbítero-mestre. Congregacional (Independente) 124 . Em termos gerais. o governo é quase sempre exercido por um sistema de presbitérios. havendo quase sempre alguns servindo na mesma igreja. Os anciãos se reúnem geralmente num corpo central. abrangendo bispos. que participam da liderança com ele (1 Tm 5. como uma assembléia nacional. De modo diferente dos episcopais. onde presbíteros são nomeados nas igrejas locais. Segundo. que exerce a liderança nas igrejas e nas paróquias) e diáconos/diaconisas. Um ministério triplo é mantido. para administrar a Palavra e os sacramentos. ligado aos assuntos administrativos da igreja. Esta forma reivindica autorização bíblica direta. pastores (principalmente o clero local. a idéia da palavra bispos no Novo Testamento não é em geral aquela encontrada no sistema episcopal.

Este breve resumo mostra que nem o sistema episcopal. nem o congregacional pode reivindicar o apoio total das Escrituras. congregacionais. a Escritura faz uso da mesma linguagem. apesar de isso ser raro na prática. Todas as decisões são tomadas por toda a igreja. segundo o seu discernimento. Como vimos. Cada igreja local tem liberdade para interpretar a vontade de Deus sem interferência de outras igrejas ou grupos. os limites assim como a extensão de nossas convicções em assuntos que não contradigam claramente o ensino bíblico e exercer aquele respeito mútuo fraternal que é o sinal que distingue o povo de Deus (Jo 13.É o governo através da igreja local em conjunto. quer pessoal ou corporativo. Devemos reconhecer. relativa à natureza da igreja. Algumas igrejas do tipo congregacional põem em dúvida a validade da idéia de nomear um determinado indivíduo para ministrar na congregação local.textosdareforma. embora na prática a maioria das igrejas independentes se una com outras de interesse comum. A Igreja Católica difere outrossim das igrejas reformadas em seu conceito de um sistema eclesiástico sacerdotal. tanto para se referir à igreja local como à igreja universal. O aspecto singular da organização católica é a primazia do Bispo de Roma. Além disso. muitos congregacionalistas consideram essencial uma representação mais abrangente. como Tito e Timóteo. embora não a ponto de restringir a suprema liberdade do grupo local para agir conforme a vontade do Senhor. O ministério é geralmente duplo. Mas. o pastor. precisamos unir-nos a um desses grupos. também encontrado nas igrejas ortodoxas do oriente e em algumas igrejas anglicanas. Na prática. embora isso possa ser negado por alguns. Este artigo é parte integrante do portal http://www. A igreja local é a unidade básica: nenhum líder ou organização pode exercer qualquer autoridade sobre ela. a fim de nos identificarmos com o corpo de Cristo. Católico-Romano O catolicismo é essencialmente uma expressão histórica específica do episcopalianismo. com pastores e diáconos. os diáconos e os presbíteros (se houver) acham-se no mesmo nível que os demais membros. Subjacente a isso. seguido pelas igrejas batistas. entretanto. o congregacionalismo reconhece o valor da comunhão mútua e da cooperação entre as igrejas.net/ 125 . não existe no Novo Testamento qualquer evidência quanto à imposição de grupos mais amplos ou oficiais de fora sobre a vida da igreja local. e um mínimo de compromisso com suas estruturas é algo essencial para dar significado à nossa adesão. Os congregacionalistas se baseiam no significado da igreja local no Novo Testamento. acha-se a convicção de que a liderança de Cristo na igreja implica sua presença imediata entre o povo e o poder de transmitir a sua vontade sem a mediação de qualquer outro agente. Existem sérios desvios das normas bíblicas em sua compreensão da igreja. nem o presbiteriano.14s). A ordenação para o ministério pode ser efetuada sem o envolvimento de outras igrejas. embora em alguns casos o pastor divida a responsabilidade espiritual com vários presbíteros. excetuando-se evidentemente os apóstolos ou seus representantes pessoais. em cada tradição. pentecostais e outras igrejas independentes. Não queremos sugerir com isso que a evidência bíblica deva ser posta de lado e o assunto seja decidido em bases pragmáticas. o Papa.

Vive em grupos. Se são muitos os componentes do grupo. Não para fazer a sua própria vontade. com a mãe no primeiro período da vida e com a companheira (o) durante o cio. (Ef. Exige sabedoria e bom senso. Entretanto. Por isso. talentos e atribuir responsabilidades. Esta é uma dura tarefa. o dicionário da língua portuguesa nos diz que ministério é "trabalho ou serviço na igreja". precisam de modelos humanos e direção humana. muitas são as cabeças e diversas as opiniões. a fim de poder conduzi-lo de modo eficaz. (Pv. Biblicamente. Por isso. em última instância." Quem insiste em se isolar luta contra o bom senso e torna-se infeliz. MINISTÉRIO Entre outras informações. É preciso identificar habilidades. Ele é a cabeça da igreja. O que é um ministério ? Quais são os ministérios estabelecidos por Deus ? Tal liderança é ainda necessária nos nossos dias ? Como está a realidade das igrejas em relação a tudo isso ? Neste estudo procuraremos respostas a essas questões. não seriam possíveis. O ser humano. são necessários os líderes. O líder da igreja é . a própria natureza humana sente necessidade do companheirismo e do amor.18:1). Precisamos obtê-las urgentemente. entendemos que todo serviço cristão que se desempenha de modo 126 . Tal associação é necessária a fim de alcançar objetivos que. é gregário. viver em grupo tem também seus problemas e cria novas necessidades. Depois de haver criado Adão. exceto. Por isso. Além disso. Como disse Salomão.1:20-23). individualmente. Deus disse : "Não é bom que o homem esteja só. mas para interpretar a vontade do grupo e viabilizar sua execução. uma vez que nem sempre estão aptos a ouvir a ordem direta de Deus. ao contrário. Contudo.18-MINISTÉRIOS ECLESIÁSTICOS INTRODUÇÃO Alguns animais vivem totalmente isolados. pois a indefinição nesse assunto tem causado problemas diversos na obra de Deus e dificultado a expansão do seu Reino. Não se associam nem com outros da sua própria espécie. O primeiro problema é a direção a ser tomada. porque pode ser que o grupo esteja enganado quanto aos seus propósitos. Outra necessidade que surge com o grupo é divisão de tarefas. Deus instituiu ministérios na igreja. aquele que se separa insurge-se contra a verdadeira sabedoria. A igreja não é uma excecão. A liderança é necessária em qualquer empreendimento coletivo. o Senhor Jesus. o líder precisa ter capacidade e preparação superior a média do grupo. os homens ainda precisam de líderes visíveis.

A forma "diakonia" aparece 24 vezes. será servo de todos. o apóstolo Paulo usou o termo  (doulos). que foi "não ser servido. Algumas vezes. pelo contrário. o ministro é um servo. Quando os discípulos disputavam entre si para saber quem era o maior. quem quiser ser o primeiro entre vós. Ministério é serviço. e sobre eles seus maiores exercem autoridade. Existem quatro termos gregos que se relacionam ao vocábulo "ministro" e "ministério".Apóstolos . mas servir".Pastores (bispos. sendo traduzida por : . Os Metodistas têm bispos e pastores. têm-nos sob seu domínio. mas são responsáveis por algumas áreas. que significa escravo. Logo. Desde a liderança até tarefas operacionais permanentes. será esse o que vos sirva. as igrejas e denominações estabelecem alguns ministros e desprezam ou ignoram os demais. Um trabalho eventual não pode ser assim considerado.Profetas . 127 . 25 vezes no Novo Testamento. socorro. O termo aparece. (At. serviço. não deve ser a ambição carnal de mandar ou ser servido. mas encarnar o que Jesus sempre fez no seu ministério terreno. São eles :   huperetai   leitourgos   sunergon   diakonos Paulo emprega quase que invariavelmente. "Onde está pois a jactância ?" O Verdadeiro espírito do ministro.10:41-44). ministério ou administração.6).Distribuição de serviço. Jesus "os chamou para junto de si e disse-lhes : sabeis que os que são considerados governadores dos povos.10:45).Mestres (Efésios 4:11) Os diáconos são apresentados como auxiliares. Eles não dirigem a igreja local. quem quiser tornar-se grande entre vós. (Mc. nas quatro formas.Evangelistas . Apesar das especificações bíblicas. diakonos. Mas entre vós não é assim." (Mc. Os ministérios de liderança apresentados no Novo Testamento são : .contínuo é um ministério. presbíteros) . Eis aí um fator que serve até para diferenciar ministérios e dons espirituais.

que foi enviado pelo Pai para executar sua obra na terra.1:8). fazia a obra de um evangelista.3:1 Jo. a Elias. Corinto. Deus continuou levantando profetas. Sua importância era grande pois. Judas Iscariotes. Por quê ele não o faria ainda hoje. ou uma predição. e outras cidades. mas estão desempenhando esse ministério em sua própria "Jerusalém" (At. por não terem ido a terras distantes. Esse anúncio pode ser uma revelação. O maior de todos os apóstolos é o próprio Senhor Jesus. No Novo Testamento.29:18).1:8). uma admoestação. ou seja. Muitos cristãos afirmam que o ministério apostólico não existe mais. poder para operar milhagres. não são assim reconhecidos. por sua vez. Donald Gee diz : "Esse ministério exigia praticamente que um apóstolo reunisse quase todos os outros ministérios num só homem. (At. No Novo Testamento.11:27 I Cor. "Sem profecia o povo se corrompe". muitos dos missionários da atualidade sejam. assemelhando-se .14:14).13:1 At.1:16-26). ele participava da inspiração do profeta. o traiu e foi substituído por Matias. devia ser apto para ensinar.Os Presbiterianos. atendendo `a administração de negócio. como. Antioquia. Assim.14:29). de fato.1:76 Mt.12:28) é de origem grega ( ) e significa "enviado". o Senhor levantou outros apóstolos no período do Novo Testamento. O primeiro foi João Batista. Seu papel foi preparar o caminho para o profeta maior . Muitos profetas existiram na história de Israel. toda essa "munição" tinha por objetivo capacitá-los a desbravar todas as frentes por onde iam e aí estabelecerem a igreja de Jesus Cristo. (Pv.20:21). levantou outros profetas para orientar a igreja que surgia. Um deles. existem menções a esse ministério. diáconos e presbíteros. mediante a operação do Espírito Santo que lhes fora dado (At. 128 . procuraremos explicitar alguns detalhes de cada um dos ministérios supracitados. (At. como afirmou Salomão. (Heb. quando fosse necessário. que. Na seqüência. Tais homens foram equipados pelo Senhor com autoridade. ao passo que. apóstolos de Jesus. (At. apontando o caminho para o povo de Deus. Paulo e Barnabé. etc. além dos doze. observamos que. ousadia para pregar. APÓSTOLOS O nome que designa o primeiro ministério estabelecido na igreja (I Cor. um indivíduo que executa serviço especial. sobretudo. Os Batistas têm somente pastores e diáconos. PROFETAS O profeta é a pessoa que recebe a mensagem diretamente de Deus e a transmite ao povo. Tudo isso. que veio no estilo dos profetas antigos. seguia o exemplo do Senhor em não se esquivar dos deveres de um diácono. agindo em nome e pela autoridade de quem o enviou.11:9-14 Mc. conhecia o pastoral "cuidado de todas as igrejas". Sua presença é constante no Velho Testamento. Outros há que. Para que essa obra fosse continuada após sua ascensão.Jesus. e receberão do Senhor o devido galardão.4:34). Jesus escolheu doze homens. quando muitos povos estão ainda por serem alcançados pelo evangelho ? O apóstolo não é um cacique ou um papa." Possivelmente. (Lc. Assembléia de Deus e outras igrejas pentecostais têm pastores.11:32). por exemplo. (Mt. Entretanto. havendo muitos deles em Jerusalém.10:1-2 Jo.

Não apela para os poderes da lógica.Edificar o corpo de cristo que é a igreja. pastores. defender. Os patriarcas . oratória. que veio a ser rei de Israel. Quando. Dos cinco ministérios de Efésios 4:11. Seu trabalho vai desde a procura do melhor alimento para elas. (Sl. Todavia. É bom frisarmos também que o trabalho do evangelista não se restringe à pregação. pois muitos líderes vivem se esforçando para serem o que não são e deixam de fazer aquilo para que foram chamados. cuidava de ovelhas quando era jovem. pregar sermões. celebrar casamentos . erudição. proteger. no entanto. Nos nossos dias. Outros títulos utilizados para o pastor no Novo Testamento são : bispo e presbítero. Isaque e Jacó . O profeta é um ministro de Cristo. um mestre da Bíblia. 129 . Sua mensagem pode vir através de uma pregaçao.O ministério do pastor na igreja tem as atribuições que vimos no início : alimentar. nem todo pregador é evangelista. mas. de acordo com Ef. Jesus disse de si mesmo : "Eu sou o bom pastor". Em muitos outros textos da Bíblia. o termo "pastor" é utilizado em referência a Deus e aos líderes do seu povo. psicologia. O ministério apostólico é mais abrangente e extrapola os limites da igreja local.21:8 II Tm. Evidentemente. porém. Alguns usam esse título apenas em relação aos escritores dos quatro evangelhos. O trabalho do pastor na igreja. e poder que lhe são conferidos pelo Espírito Santo especialmente para esse fim. o pastor é o que está mais próximo da ovelha. Esse é um ministério lindo. prejudicial. EVANGELISTAS É uma pessoa dotada de capacidade especial para pregar o evangelho.4:5). e percebeu que. mais comprometido e mais atencioso para com ela. (At. O evangelista é um pregador.Abraão.foram pastores. percebemos que não são. não é somente batizar.4:11-16 : . mas. (Jo. Todos os cristãos podem e devem anunciar o evangelho. Davi escreveu o conhecido Salmo 23 : "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará". A Bíblia. Podem até ter um dos outros ministérios bíblicos. Deus cuidava dele e de seu povo. Consideramos que todo apóstolo é um evangelista. Esse trabalho era muito comum no meio dos israelitas e outros povos antigos. mas não necessariamente.23:1-2). um pastor é a pessoa que cuida de um rebanho de ovelhas. nem um preditor de futuro. e faz isso com maestria. da mesma forma. conduzir. esse título já era usado normalmente como o usamos hoje. cuidar.100:3 Jr.O profeta não é um mero pregador da palavra. algumas vezes. O próprio Davi. cita ainda Filipe e Timóteo como evangelistas. mas nem todo evangelista é apóstolo. Isto é . funerais. igorância ou misticismo.Aperfeiçoar os santos para o desempenho do serviço de cada membro do Corpo de Cristo. O termo grego para pastor é  (poimén). até a defesa contra ladrões ou animais selvagens que possam atacá-las. a maioria não é capaz de fazer uma pregação propriamente dita. de fato. conhecemos muitos desses ministros. PASTORES Voltando à origem do termo. . habilidade. constatamos que existem pastores demais.10:11). Abel foi o primeiro pastor de ovelhas. por uma distorção tradicional e histórica da igreja. mas abrange também o evangelismo pessoal. receberam o título de pastor. Ao reconhecer esse fato. No Novo Testamento.

O bispo como pastor tem a responsabilidade de ver que o serviço seja bem feito. Constituído de 120 pessoas. irrepreensíveis. organizaram igrejas e ordenaram presbíteros (At. colocam o Reino de Deus acima de tudo e constituem a galeria daqueles que vivem para glorificar o Senhor. Presbítero . na ida fizeram trabalho evangelístico e público.4:6). fiscalizar. no retorno. Deus não quer que sejamos ignorante acerca de nenhuma das doutrinas bíblicas. O trabalho do Senhor foi além de Jerusalém e chegou até Antioquia da Síria.5:17). Deveriam ser homens de certa idade. Certamente. Paulo e Barnabé somaram ao dom apostolar o dom pastoral. Os gregos e os romanos usavam este termo para designar superintendentes de obras profanas ou sagradas. (I Cor. salários dobrados (I Tm. deveriam ser homens de negócios e de trabalho. Por esse motivo. O ministério pastoral surgiu no livro de Atos. Em Jerusalém surgiu o primeiro rebanho pela obra do Espírito Santo. Ele não faz todo o trabalho.12:8). revestidos de poder. providencia tudo e depois supervisiona. encontramos reprodução perfeita hoje em muitos obreiros que se sacrificam por Cristo. A Bíblia alinha nessa imortal galeria de pastores reais. do famoso Tabernáculo de Londres e milhares de outros famosos ou que viveram na sombra do anonimato. bons chefes de família. Além disso. em cada cidade por onde passaram reuniram os convertidos. Os presbíteros recrutados entre os convertidos das igrejas. nos batismos.12:1). conduta exemplar. pois isso poderia significar a nossa destruição. na igreja. são pessoas que possuem o dom da palavra do conhecimento e da sabedoria. mas função. MESTRES Deus disse : "O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento".120. Estes. mas realizaram o imortal trabalho de conduzir almas a Cristo e apascentá-las com paciência e amor.vem do grego  (episkopos). O apóstolo Paulo disse que não queria que os coríntios fossem ignorantes a respeito dos dons espirituais (I Cor. Spurgeon. Na primeira viagem missionária. mas organiza. não ofício. O termo episkopos era dado àquele que tinha a função de vigiar. Essa afirmação nos mostra claramente a importância do ensino da Palavra de Deus. o irmão do Senhor que foi pastor da igreja em Jerusalém. Não se encontra no Novo Testamento o uso do vocábulo bispo no sentido de um oficial eclesiástico que tem autoridade sobre os outros ministros do evangelho. Paulo e Barnabé. Um modelo de pastor nos tempos modernos foi no século passado Charles H. Pelo retrato que a Bíblia guarda de alguns pastores. homens transformados pelo Espírito Sando. o trabalho específico de um pastor dotado de visão administrativa. ancião. no princípio. ou doutores. 130 . Houve problemas e os doze cuidaram da oração e da palavra e outros homens passaram a ser designados para outras tarefas. na celebração das ceias. inabaláveis no amor e constantes na obra do Senhor.Bispo .21:20). Alguns se dedicaram grandemente ao trabalho do Senhor e passaram a dar tempo integral ao ministério e o apóstolo Paulo mandou dar a esses homens.14:21-23). No princípio. possuem capacidade intelectual e facilidade de comunicação. Em cada cidade havia presbíteros. operosos e humildes. foi crescendo sempre até chegar a "dezenas de milhares" (At. os doze cuidavam de tudo. ele estabeleceu mestres. dedicados exclusivamente ao ministério da palavra. (Os.significa velho. firmes na fé. sérios. aumentou para 3. principalmente as embarcações. cheios da graça do Senhor.1:1). etc. Antioquia organizou trabalhos no continente. Tiago. consagrados. Indica. Na era apostólica encontramos pluralidade de pastores em cada igreja (Fp. Eles foram eleitos pela igreja para desempenhar funções pastorais na palavra. um superintendente.

como acontecia na comunidade judaica. 131 . Bom número de diáconos e pastores acham mesmo que nossas igrejas seriam melhor servidas por outros oficiais e comissões eclesiásticas. ou. Na resposta. trata-se de um problema ligado à conjuntura político-social do nosso tempo. recebi uma carta da esposa dum diácono que exercia esse ofício numa igreja batista rural. assegurei-lhe que o ofício de diácono é escriturístico e . Os mestres são os edificadores. Entretanto.2:20-22). Sua primeira menção se encontra em Atos dos Apóstolos. (Ef. em sua maior parte. Os pastores são os que zelam pelo "Edifício de Deus". Acima de tudo. quando bem compreendido. A Bíblia valoriza o mestre. carregam uma grande responsabilidade (Tg. (Hb. oferece uma oportunidade real de servir à igreja. Conta-nos o autor de uma de nossas fontes bibliográficas o seguinte : "Depois duma semana passada no Estado de Virgínia. por deliberação geral e por amor à paz esse ofício fosse abolido ? Em muitas igrejas batistas a cessação desse ofício seria mera formalidade. Provavelmente. que só não é maior do que o galardão que os aguarda na eternidade . E mui possivelmente. quando. Lera uma reportagem daquela escola de diáconos no jornal da localidade e queria saber se ainda havia razão plausível para a continuação de tal ofício. DIÁCONOS Outro ministério que figura no Novo Testamento é o dos diáconos. TRABALHO MINISTERIAL EM EQUIPE Os apóstolos e profetas são os alicerces da igreja.22:9)." Que significa para a igreja o ofício de diácono ? Em que afetaria o seu programa. da nossa nação. o nome que damos a quem exerce esta função é o de "professor". honra e respeito que o mestre recebia nos tempos bíblicos. nem reacionários.3:5-17). há pessoas que questionam a utilidade dos diáconos em nossas igrejas.Atualmente.3:1). Hoje em dia. vemos que Deus os valoriza e os estabeleceu na igreja. foram escolhidos sete homens para a direção do trabalho social da igreja de Jerusalém. no capítulo 6. algumas igrejas até recebessem com entusiasmo essa mudança. Os evangelistas são aqueles que buscam o material para a construção.12:3). Haverá algum serviço particular que o diácono possa prestar numa igreja rural com um número reduzido de membros ? Dizia ela que o marido era fiel cristão no serviço da igreja. (Mat. onde a educação é relegada a último plano. Essa ilustração nos dá uma idéia aproximada de como é a integração do trabalho dos cinco ministérios. onde falara numa reunião de diáconos. E tais irmãos não são herejes. mas que o ser ele diácono não significava coisa alguma. especificamente. devido às murmurações dos cristãos helenistas. se . (Dn. estão sinceramente procurando fazer progredir o reino de Deus. o professor não é tratado com a mesma importância. sendo Jesus a principal pedra de esquina.13:17 I Cor. Esse homens desempenham uma nobre função.

seja mulher. Boa parte dos batistas têm uma idéia errônea acerca do que o diácono deve fazer. Nada mais distanciado da índole batista. e um pensamento generalizado de que os diáconos é que são os "diretores" da igreja. Onde prevalecer este errôneo conceito. O ritmo de hoje é muitíssimo mais acelerado. e . Nas igrejas grandes das cidades. Alguns pastores acham que não podem trabalhar com seus diáconos. Tal idéia. Existem igrejas cujos diáconos se apropriaram duma autoridade muito contrária aos ensinos do Novo Testamento. Haverá necessidadede um ofício que dê honra a uns poucos. Quais as condições que levaram o povo pensante a levantar a questão da necessidade de diáconos ? Antes de tudo. Muitas vezes essas pessoas dão muito mais tempo de serviço à igreja do que mesmo os diáconos. . se lhes confere honra especial por um serviço não específico. mui facilmente nos confundimos no que respeita ao lugar do diácono na igreja. seja homem. Em muitas igrejas está mal definido e mal compreendido o ofício do diácono e o serviço que ele deve prestar. ou mais. Nas nossas igrejas de hoje há muita gente que ocupa posições de responsabilidade. Em algumas igrejas. organizações modernas e de crescente eficácia. o desenvolvimento das igrejas em tamanho e número. e outras atividades afins.Temos. O crescimento das grandes cidades. Então. toca às rais 132 . inevitavelmente surgirão aqueles que afirmam não haver necessidade alguma de diáconos. o diaconato já foi abolido devido a essas desavenças. a multiplicidade das organizações eclesiásticas. portanto. às vezes. bem como as vastas beneficências que as igrejas desejam oferecer ao povo. Sim. a verdade é esta . nas nossas igrejas.não precisamos. além dos eleitos por classe. São professores de Escola Dominical. ." Uma situação dessas é. Às vezes assumem a feição de verdadeiros conflitos. ou unidades. Num mundo como este em que vivemos. levarei o caso à congregação. certamente precisamos também reestimar. e dos que servem por nomeação. ouvimo-los dizer : "Sei muito bem o que devo fazer. e denota enfermidade espiritual. E nessas igrejas . E devemos dar-lhe uma resposta sincera. Se meus diáconos não concordarem comigo. que pesar cuidadosamente as situações que vêm provocando esse questionamento. Nas nossas igrejas atuais vemos refletida a complexidade da vida hodierna. Que significa para a igreja o ofício do diácono ? Qual a responsabilidade do diácono ? que função exerce ele ? Se precisamos de diáconos em nossas igrejas hoje.Quarto : há muitos outros que servem na igreja. o número de diáconos muitas vezes não chega a cinqüenta. e com isso muito se prejudica a influência e a obra dessas igrejas. bem desagradável. Existe um complexo de "junta". . inteligente e escriturística. de tais diáconos. diretores de departamentos. Por isso. e do esquema neo-testamentário que esta idéia. no entanto. o número de irmãos eleitos excede. quando a vasta maioria do povo que realiza a obra das igrejas não está incluída nesse ofício ? Certamente os diáconos não fazem mais jus a essa honra do que os outros. nem de juntas diaconais dessa espécie. temos que reconhecer o desconcertante contraste entre o mundo do primeiro século e o do século XX. vamos analisar algumas questões que se formam sobre o assinto : . Acresce notar que certa revista aconselha que se contitua em diácono a todo aquele que exerce algum ofício na igreja. de quinhentos. Tudo isso exige novos métodos de trabalho. de fato. para muitos batistas. às vezes.Segundo : O ofício do diácono tem sido mal interpretado. presidentes de organizações missionárias.Primeiro : O mundo em que vivemos é diferente. presidentes de uniões. Enorme distância separa o mundo em que a Igreja Primitiva deliberou sobre a necessidade de homens para servirem às mesas deste nosso mundo em que as igrejas hoje lutam por Cristo. membros de corais. e a assembléia que resolva.Terceiro : muitos choques têm acontecido entre pastores e diáconos. reapreciar e reapreender o serviço que eles devem prestar.

e sua comissão igualmente. às vezes. não. os planos e a estratégia de Deus nunca ficam fora de tempo ou da moda. batistas. A compreensão exata e o emprego adequado do diaconato constitui resposta clara para os problemas vitais que hoje desafiam as igrejas e . Os programas. Fazem-se até comparações nada aconselháveis entre o grupo chamado dos diáconos e o dos outros obreiros ativos da igreja. o programa da igreja deve ser organizado em plena harmonia e inteira consonância com os ensinos do Livro Sagrado. escriturísticas e práticas. Algum tempo depois. O motivo principal que nos faz reconhecer a necessidade da existência do diaconato em nossas igrejas hoje deve ser apresentado em primeiro lugar. aos órfãos e aos necessitados. De fato. as dificuldades são reais. e ele tem. emperram o seu glorioso avanço. uma finalidade divina. O diaconato é um modelo neo-testamentário.aquela igreja estava fundada sobre uma relação íntima. Muita gente está perguntando qual a necessidade desse ofício. assim. e o problema não pode ser esquecido. dizendo que as viúvas hebréias estavam sendo melhor contempladas que as outras. vida esta . A maioria dos batistas sente que o diaconato é parte inseparável da vida batista. No estudo deste ofício. Em segundo lugar. a igreja não é primeiramente um companheirismo. pois que todo o resto se relaciona com ele. dando-lhe existência. mas é certo o raciocínio que a sustenta. Os crentes helenistas da congregação reclamavam. Precisamos dos diáconos em nossas igrejas atuais tanto quanto deles precisaram os da primitiva igreja de Jerusalém. a igreja é uma organização que salienta a grande responsabilidade que temos para com Deus. A sabedoria divina trouxe à luz o diaconato. e sim uma afinidade. oriunda da certeza de haverem estado com Jesus. cuja pedra fundamental é a confissão duma fé pessoal em Jesus. concisas. por meio de Jesus Cristo. a sua origem divina torna eternos tanto o seu significado como a sua utilidade. a de pecadores salvos. Mas.do ridículo. Estamos perfeitamente convictos de que a igreja precisa derivar suas doutrinas. Será que admitimos o diaconato por mera tradição ? Absolutamente. Assim. as razões da sua existência devem ser claras. porque esse ofício é parte inseparável do modelo da igreja neo-testamentária. "Modelo Neo-Testamentário" é uma frase mui significativa para nós. Foi a direção do Espírito Santo que levou as igrejas do Novo Testamento a criar o diaconato. três coisas são verdadeiras e mui significativas quanto à igreja neo-testamentária. Assim. com um Deus santo. Os judeus parecia estarem convencidos de que a morte de Jesus poria fim aos seus problemas teológicos. PRECISAMOS AINDA DOS DIÁCONOS ? Sim ! É a resposta mais adequada. seus seguidores logo se dispersariam. E. organização e métodos. Quais os fatos históricos que devemos considerar aqui ? Relembremos as tormentas que davam contra a igreja primitiva em Jerusalém. Veio o pentecoste. e . que gostamos de chamar nossas igrejas de igrejas do Novo Testamento e que não nos filiamos a nenhuma outra sorte de igreja. perceberam que eles ganhavam vida nova. O bem-estar espiritual da igreja exige uma resposta. Foi nesse impasse que o Espírito Santo apresentou aos doze uma solução: separariam sete 133 . Precisamos dos diáconos hoje. Achavam que uma vez morto o Chefe dos nazarenos. Primeira . finalmente. Uma das questões que foram levantadas contra a igreja foi em relação ao tratamento que davam às viúvas. das páginas do Novo Testamento. no entanto. pois testemunhavam que Jesus ressuscitara. com este o poder de Deus e o crescimento da igreja.

Também no início de sua carta aos Filipenses. a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos. O esquecimento desta distinção tem acarretado muitos mal-entendidos acerca do diaconato. Os diáconos foram instituídos com os seguintes objetivos : . E assim. pelas cartas paulinas. lemos isto : "Paulo e Timóteo. O Novo Testamento. para acudir a quaisquer outras necessidades da igreja. porém. "Então os doze convocaram a multidão dos discípulos e lhes disseram : Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. servos de Jesus Cristo. O que se faz necessário é uma redescoberta do ofício. No livro de Atos aqueles homens não recebem o nome de diáconos. É no terceiro capítulo da primeira carta a Timóteo que aparecem cuidadosamente esboçadas por Paulo as qualificações dos que deveriam servir à igreja como diáconos. aos quais constituamos sobre este importante negócio. oferece a resposta certa à pergunta sobre a necessidade de diáconos em nossos dias. ainda que vejamos claramente. mas serve à igreja na mesma base em que são chamados a servir todos os mais cristãos.Promover o bem-estar dos crentes que seriam beneficiados com o seu serviço. Deve-se dintinguir entre a obra que o diácono realiza e o ofício em que é investido. Essa distinção entre a obra e a posição que ele ocupa origina-se do Novo Testamento. Contudo. . por sugestão do Espírito Santo. porque não existe uma obra que seja feita exclusivamente pelos diáconos. (Atos 6:2-4). existir esse ofício. claro está que só deve desaparecer quando dele nos vierem instruções bem claras. irmãos. com os bispos e diáconos". .Deixar desembaraçados os ministros para se dedicarem à oração e ao estudo e ensino da palavra de Deus. Escolhei. (Filipenses 1:1). . como servos.. onde encontramos a palavra grega " " empregada tanto para significar "ministro" como para significar "servo". Dado que o ofício apareceu pela orientação da sabedoria de Deus. Temos aqui forte base escriturística para afirmar que. foram eleitos pela congregaçào os sete. O diácono tem uma responsabilidade toda especial para com o serviço. São quase sempre chamados de "os sete". de fato. não há nenhum serviço que ele faça de que outros não possam participar. o ofício do diaconato se desenvolvera com a aprovação e a bênção do Espírito Santo. O Novo Testamento emprega a mesma palavra para se referir em geral a cristãos. perseveraremos na oração e no ministério da palavra.Reforçar a liderança da igreja. começando na igreja de Jerusalém.3:8 e 3:12). sete varões de boa reputação. há acordo geral em que a eleição daqueles sete varões qualificados significa realmente o início do diaconato como um cargo na igreja.homens de certas habilidades e lhes confiariam os problemas da distribuição. Tal palavra é usada na maior parte das vezes não para determinar aquele que tem uma posição ou exerce um ofício na igreja.Promover a paz na igreja ao preencher uma carência que estava gerando conflitos.. e também a oficiais particularmente separados para um determinado serviço. CONCLUSÃO 134 . isto é. Nós. e uma reconsagração no sentido de melhor se avaliar esta criação da vontade divina. um novo estudo das Escrituras a esse respeito.1:1 I Tm. dentre vós. (Fp. pois.

Aí começam os problemas e surgem as heresias. Por exemplo : os evangelistas. será equilibrada. ou expulsão de demônios. Daí o fato de existirem igrejas "especializadas" em cura. entretanto. Quem perde com tudo isso ? A própria igreja. a não ser que sejam também pastores. em geral. O que vemos em muitas delas ? A liderança está centralizada nas mãos de um homem . A liderança deve ser praticada pela equipe ministerial. Para evitar esse tipo de situação Deus estabeleceu ministérios vários e distintos na igreja. Creio que os outros ministérios existem. Precisamos valorizar cada um deles. é porque eles são necessários e indispensávis. mas não são reconhecidos. etc. Isto não é ruim. Se Deus os estabeleceu. não investem na formação nem na remuneração de outros ministros. O que se vê. parecem estar em um nível bem abaixo do pastorado. ou libertação de viciados. A igreja que assim fizer. ou profecias. investir na formação e na remuneração desses ministros. As igrejas . 135 . e talvez até abaixo do diaconato. crescerá naturalmente e terá saúde espiritual. não são vistos como ministros. Uma igreja "especializada" em curas normalmente é deficiente no ensino da Palavra de Deus.o pastor. O mal está do outro lado da moeda. Quando são. é que apenas o ministério pastoral é valorizado atualmente.A Bíblia nos apresenta diversos ministérios eclesiásticos. exceto os grandes vultos internacionais. A igreja torna-se então um retrato desse líder. É necessário descobrir aqueles que os possuem. Se limita aos seus limites e se especializa em suas especialidades e dons.

e muito. do aluno. é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos. de quem temos a promessa de que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente "estou aqui". Lê a Bíblia e sua revista. responsável.18). sem sua Bíblia e/ou sem revista. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas. em 1780. por mais que uma pessoa participe dos cultos e das atividades da semana de sua igreja. anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.19-A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL BÊNÇÃO DE DEUS. Fundada na Inglaterra pelo jornalista evangélico Robert Raikes. revista (ou algo semelhante). gênio. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. a um ser extraordinário: brilhante. Ela é parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo. "cheguei" ou "agora o superintendente não vai pegar no meu pé". propriamente. É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana. e que não estuda em casa vai fazer na escola dominical?". pontual. Ele faz a lição de casa. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: Ausentando-se da escola dominical quem perde as bênçãos de Deus é você. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. isto é. 136 . o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo. E olha que eu não estou falando dos pequeninos. Infelizmente não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da escola dominical. RESPONSABILIDADE NOSSA O objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola dominical. mas muitas vezes eu me ponho a pensar: "O que alguém que não leva Bíblia. O casal Robert e Sarah P. Não. super intelectual. tem coisa que só será aprendida na escola dominical. E a escola dominical existe até hoje! Não é por acaso que a escola dominical existe até hoje. Aprender? Duvido! Não se pode aprender quando o básico é menosprezado. de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte. A RESPONSABILIDADE DO ALUNO O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende. a escola dominical foi uma criação que deu certo. e sim. A escola dominical é uma bênção de Deus com características próprias.

ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus. despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado. É o que eu costumo dizer aos meus alunos. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. É preciso que você aluno reverta esse quadro se porventura está sendo negligente. têm levado muita gente a perder o interesse pela escola dominical hoje em dia. mostrandolhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana. a menos que esteja doido. como veremos adiante. Professor: Faça de sua aula 137 . ou seja aluno. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor. Quanto ao preparo e a exposição da aula propriamente dito. Seja professor. o bom professor conhece seus alunos. • Elaborar pesquisas e anotações. pois quantas vezes a culpa de uma aula má dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro. quer seja em relação a sua própria vida cristã. sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: ". Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. É importante que o professor conheça seus alunos.. • Verificar a transformação na vida dos alunos. orando. É claro que o professor tem suas responsabilidades. • Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos. por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa.. cada um de seus alunos. Além de viver o que ensina. os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que ajudarão em muito os professores da escola dominical.De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos. Dedicação que resultará num progresso constante do professor. relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). a fim de avaliar o êxito de seu trabalho.o que ensina. conforme já mencionamos acima. Duas coisas. estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros. Contribuindo ganha a classe e o professor também. • No final da aula. • Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra oferecendo respostas prontas.7). buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições. • Planejar a ministração das aulas. • Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição. desafiando-os a praticar as verdades aprendidas. Quando o aluno não se prepara em casa. teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado. Ele nunca deve acreditar que basta. ambos devem fazer tudo para a glória de Deus. por exemplo. a falta de criatividade do professor e dinâmica das aulas. pegar a revista e ensinar o que está ali. ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos. pelo menos. até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula. esmere-se no fazê-lo" (Rm 12. ou seja. A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer "pecado") da negligência semanal. • Depender sempre da iluminação do Espírito Santo. Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las: • Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto. mas nenhum professor.

afinal de contas. Porém. E isso. certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã.algo interessante. os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Pois. amigavelmente. E A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que. são na fé. presbítero. É nessa hora que os pais. em boa parte. Criatividade e dinamismo são. vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível. o segredo do sucesso do professor eficaz. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados. esmere-se no fazê-lo" (Rm 12. por isso mesmo. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos que abandonaram a igreja porque a mãe comodamente aceitava o fato de que eles não quiseram vir. professor. amanhã poderá ser tarde de mais para chorar o que podia ser evitado ontem. não neófito. precisa ser realizado da melhor maneira possível.. devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família. visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.7). O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade. ". Perdoe-me a batida na mesma tecla mas isso é importante. Portanto. levem seus filhos à escola dominical. Esse é um tipo de compaixão que não procede. Em primeiro lugar. por causa dos filhos. diácono. por si só. todo crente. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial. a saber: pastor. o que ensina. os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. seja criativo. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. por outro lado. visto que está diretamente relacionado ao anterior. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres. Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. pela vida e pela palavra. ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Antes de tudo. irrepreensível na moral. pois. porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor. Deve ser exemplo dos fiéis. achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema. Em segundo lugar. Qualidades que devem acompanhar. que na época devia ter cinco anos de idade. o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. pois os pais precisam. deve ser motivo de reflexão para os pais . mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual. Papai e mamãe. apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana. discreto no falar e exemplo de santidade de vida. 138 . como no caso daquela mãe. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um rapaz. no mínimo. tenham eles vontade ou não. ela me respondeu: "Ele não quis vir". Os pais que vão somente ao culto vespertino.. Boa parte delas já faz isso durante a semana. etc. Quando perguntei a uma irmã porque não trouxe o filho. e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança. nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos. E A RESPONSABILIDADE DOS PAIS A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. gaste tempo nisso. mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. prudente no agir.

o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja. com idéias saudáveis que revigoram a escola dominical. melhor ainda. pela astúcia com que induzem ao erro" (Ef 4. O que isso quer dizer? Quer dizer que o superintendente não precisa necessariamente ser um expert em educação cristã. a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada. a descobrir novas metodologias. e outros para pastores e mestres. agitados de um lado para outro. para que não mais sejamos como meninos. no sentido de unidade de propósitos. Algo que dá gosto de se vê e participar. juntamente com seu pastor e professores. Como eu disse. Incentive-os a ler. criativa. outros para evangelistas. Afinal de contas. Evite a rotina. Destaco a palavra "academicamente" de propósito. pela artimanha dos homens. é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do bom ensino que ele estará supervisionando. Deve ser uma pessoa inovadora. Some-se a isto a visão do superintendente. diz o grande pastor e apóstolo Paulo: "E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos. a monotonia e aquela mesmice insuportável. Se tiver experiência como professor. melhorará toda a escola dominical quando melhorar seus professores. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessariamente ligado à escola dominical. é uma bênção de Deus e por isso deu certo. como dissemos no início deste artigo. prestar assistência pastoral. com certeza. mas precisa ter noção do que ela significa e representa. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este. em comum acordo com o pastor. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus. governar. apascentá-lo na doutrina cristã. Entretanto. outros para profetas. o recompensará. com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço. Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor. orientar e superintender as atividades da igreja. Eu acredito na escola dominical porque. o superintendente precisa ser dinâmico a fim de dinamizar sua escola dominical. Comecemos com algumas de suas atribuições. um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: "Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição. o superintendente não precisa ser um especialista. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente. a estudar. à perfeita varonilidade. o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus. mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. bem como aos necessitados. aflitos. Pensando nisso. O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que. Para isso precisa se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Promova. a pesquisar. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Olhe com carinho para tudo isso e Deus. Ele é o superintendente ex-officio da 139 . Escrevendo aos efésios. enfermos e desviados. bíblica e funcional. e levados ao redor por todo vento de doutrina. Quando se investe na liderança da escola dominical todo mundo sai ganhando. ou já se acostumaram aos improvisos?". Meu irmão superintendente: torne a sua escola dominical dinâmica. dedicar atenção à infância e à mocidade. exercer as suas funções com zelo. ele não apenas saberá conduzir a igreja bem. E continua: "Que os seu professores não se contentem com o preparo já conseguido. mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores.11-15). sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. A RESPONSABILIDADE DO PASTOR Como ministro do evangelho. o que é ideal. como também na pedagogia e na didática". instruir os neófitos. Promoverá encontros. Finalmente. mas não menos importante. a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização.Além disso. a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. para a edificação do corpo de Cristo. à medida da estatura da plenitude de Cristo. congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores.

2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las e 3) formar líderes capacitadores. ao pastor nunca jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical. irmãos. o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho. ninguém segurará sua escola dominical.8). pastor.31). Se você. o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. ilimitado e flexível. é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical.19. Diálogo é fundamental. Além disso. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente. sem medir esforços (Jo 13. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical investindo pesado em sua liderança. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: 1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço.) Nos Evangelhos.35. O Espírito Santo gosta de pessoas assim e quer usar pessoas assim. Quem não é discípulo não pode fazer discípulos! A palavra "discípulo". 20-DISCIPULADO INTRODUÇÃO A classe de novos convertidos na Escola Dominical é uma expressão ou extensão do amplo Ministério do Discipulado. tiver visão pedagógica. Por isso mesmo. mathetés. Esta informação ele adquirirá primeiramente com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho de ensino. conforme recomenda Paulo em 1 Coríntios 1. 2) Discípulo é aquele que ama sacrificialmente. o ensinador de Novos Crentes precisa saber de antemão o que significa ser discípulo. Antes de conhecer as peculiaridades de sua classe e os métodos mais adequados a serem adotados. Para isso. A escola dominical agradece! Ademais. aluno. Significa pessoa "ensinada" ou "treinada". Acredite: O pastor é a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. mostrando a importância e valor da leitura. Também. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. aprendiz. 1 Jo 3. antes sejais inteiramente unidos. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. quem ensina e como se ensina. Enfim. 140 . é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de e a promover eventos educacionais. pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.escola dominical. na mesma disposição mental e no parecer". que faleis todos a mesma cousa. é usada 269 vezes nos Evangelhos e em Atos. É uma das formas mais rápidas de aumentar o número de batismos e aprofundar a qualidade de vida dos que são alcançados para Cristo. pela experiência e formação pastoral que tem. Jesus define a palavra discípulo de cinco maneiras: 1) Discípulo é um crente que está envolvido com a Palavra de Deus de maneira contínua (Jo 8. O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores.20. além de administrativa é claro. e que não haja entre vós divisões. O Discipulado é um ministério pessoal. 3) Discípulo é alguém que permanece diariamente em união frutífera com Cristo (Jo 15.16).10: "Rogo-vos. (Texto-base: Mt 28. o superintendente deve ser seu maior aliado. Precisa indicar e sugerir bons livros.

São pessoas especiais que requerem atenção especial. jovens e adultos). histórico familiar. I. Na triagem: Oferece literatura. origem religiosa.) "A salvação é de graça. 141 . data de nascimento. limitações físicas. São como crianças recém-nascidas em Cristo que precisam ser identificadas logo após o nascimento. cultura. • Sabe o nome deles? • Pode lembra-se onde eles moram? • Sabe a data do aniversário deles? • Sabe como vão indo nos estudos ou no trabalho? • Mantém boas relações com suas famílias? • Conhece algum problema em particular? • O que poderia dizer sobre seu testemunho cristão? • Há alguma coisa especial de que necessitam? • Quando foi que aceitaram a Cristo? 2. o Espírito Santo o regenera (novo nascimento) = conversão. necessidades pessoais. Sondagem ® Coleta de dados ® Conhecimento da realidade ® Diagnóstico ® Estratégia de Trabalho (Nome. Devem ser recepcionados imediatamente após a conversão e identificados. Qual a finalidade da identificação? • Ter como localizá-los. sexo. Orienta quanto a matrícula na EBD: ideal orientadores para cada faixa (crianças. adolescentes. O pecador se arrepende.4) Discípulo é aquele que assume a sua cruz e segue a Cristo (Lc 14." Billy Graham • • • Você precisa conhecê-los realmente! Vamos fazer um teste? Pense em três novos convertidos de sua igreja. a) São totalmente dependentes espiritualmente.33). 1. 5) Discípulo é aquele que renuncia tudo que tem (Lc 14. perguntas dos tipo: É a primeira vez que está se decidindo? Está vindo de outra igreja? Qual? Quanto tempo esteve por lá?). • Conhecer a realidade de seus alunos. O PERFIL DOS ALUNOS Quem são seus alunos? Naturalmente são novos convertidos. mas o discipulado custa tudo o que temos. A diferença e a ênfase está justamente nisto: não são alunos comuns.27). formação etc. sua relação com a comunidade. nível sócio-econômico. Orienta sobre os principais trabalhos da igreja. através da "Ficha de identificação e triagem". • Elaborar programa de assistência. data da decisão. • Formar comissões de visitadores (que atendam as peculiaridades dos decididos: idade. endereço.

(Eles se escandalizam facilmente. passa a alimentar outros. Não haverá crescimento espiritual independente da Palavra de Deus. • Precisam ser alimentadas por outrem. se apegam a rudimentos de doutrinas. não falsificado. mais tarde. antes. c) Precisam de um referencial no novo grupo de convivência. mais tarde alimentar também outros. Não se pode administrar à criança recém-nascida alimentos sólidos.Só conseguem digerir os aspectos mais simples das verdades espirituais. Livrar o homem da perdição eterna (diferente do Evangelho da Prosperidade). e ao conhecimento do Filho de Deus.2). de forma que ele possa. à medida da estatura completa de Cristo" (Ef 4. 142 . O professor deve proporcionar um meio-ambiente propício para um inter-relacionamento com outros crentes onde se compartilham idéias. a varão perfeito. verdades aprendidas na Palavra. Portanto. Não haverá crescimento espiritual fora do contexto da comunhão cristã. começa a alimentar-se por conta própria e finalmente. Um dos alvos do fazedor de discípulos é ensinar o discípulo a alimentar-se. Geralmente a primeira referência do novo convertido na igreja é o professor (discipulador) de sua classe na Escola Dominical.24). Não é suficiente o contato que o professor tem com o aluno durante a aula na Escola Dominical. a criança é alimentada pelos outros.. "Desejai afetuosamente.1-3). inicialmente. Muitos querem as bênçãos do Salvador mas não o aceitam como Senhor. como meninos novamente nascidos o leite racional. Precisamos aceitar o senhorio de Cristo (diferente da Confissão Positiva).13 . O novo convertido precisa conhecer as doutrinas básicas da salvação. b) "Meio-ambiente" propício (lar espiritual). a)"Alimentação" adequada (leite racional). Quando o homem aceita a Cristo torna-se nova criatura. para que por ele vades crescendo" (1 Pe 2. ou seja. "Até que todos cheguemos à unidade da fé. A princípio. nasce de novo. • Agarram-se a detalhes sem importância. e onde haja compreensão. • Têm dificuldade em falar (de explicarem a razão da fé). Observando as palavras de Paulo em Efésios 4. • O professor deve apresentar a real proposta do evangelho. São pessoas carentes que requerem cuidados especiais. família espiritual). deve afastar-se de assuntos complexos e especulativos.13).. porque ainda não podíeis. podem criar dogmas) • O professor deve apresentar a Cristo como Senhor e não apenas como Salvador (senhorio de Cristo Mt 16. o leite materno. 3. nem tão pouco ainda agora podeis" (1 Co 3. "Com leite vos criei e não com manjar. quando adulta. em vez de aprenderem o que tem realmente valor." verificamos que o meio ambiente propício ao crescimento espiritual é encontrado no contexto da comunhão cristã (lar espiritual. b) Falta-lhes um senso adequado de valores. aspirações."Até que todos cheguemos.

2. Trindade. a) Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4. Formação pedagógica. além de ter comprovada capacidade para ensinar. O professor que realmente tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso. naturalidade e desembaraço. fechados. o professor da classe de novos convertidos precisa ser um crente fiel. temperamentos egocêntricos. A vocação floresce no próprio cerne da personalidade. clara e simples. A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social. iniciativa e liderança. Os alunos se lembram dos professores que mostraram interesse especial e cuidam delas antes de se lembrarem daqueles que tinham bons dotes de oratória.11. • Amor paedagogicus. • São atributos ou qualidades pessoais que exprimem certa disposição natural ou potencial para um determinado tipo de atividades ou de trabalho. agradável.ENSINO DINÂMICO PARA OS NOVOS CONVERTIDOS PARTE II II. pecado. Geralmente a escolha de um professor favorito se baseia num relacionamento pessoal e não na capacidade para ensinar. propiciação. um leitor assíduo. linguagem fluente. habilidade de criação. expiação. Conhecimentos teológicos mínimos: Deus. Pré requisitos específicos. este exige comunicabilidade e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas. com sede de novos conhecimentos capaz de se entusiasmar pelo progresso da ciência e da cultura. b) Aptidões específicas. imaginação. Espírito Santo. Significa a propensão fundamental do espírito.12). • Sociabilidade. visão e audição em boas condições. boas relações humanas. (Saúde. autoconfiança e presença de espírito. (Pedir a classe para ler o texto) 143 . justificação. • Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura. 1. soteriologia: (regeneração.) c) preparo especializado. santificação). O PERFIL DO PROFESSOR Em linhas gerais. firmeza e desembaraço. incapazes de abrir e manter contatos sociais comum certo calor e entusiasmo. Pré requisitos gerais. O conhecimento amplo e sistemático da matéria ou da respectiva área de estudo é condição essencial e indispensável para a eficiência do magistério cristão. no qual encontrará plena satisfação e melhores possibilidades de auto-realização. se possível. convincente. boa voz: firme. Jesus Cristo. homem. órgãos de fonação. a) Vocação autêntica. Simpatia e interesse natural pelos alunos e desejo de auxiliá-los nos seus problemas e anseios. não estão talhados para a função do magistério. espiritual e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas. sua inclinação geral predominante para um determinado tipo de vida e de atividade. redenção. equilíbrio mental e emocional.

• O que pretendo alcançar (Objetivos) • Como alcançar (Métodos e recursos) • Em quanto tempo (cronograma) • O que fazer e como fazer (Procedimentos de ensino) • Como avaliar o que foi alcançado (Avaliação) h) Entender o processo de aprendizagem. aprendemos enquanto ensinamos.1).20). Qual importância? Quando um investimento espiritual é feito em outra vida. o coração e a vida nesse ministério. No apoio ao pastor. Ter objetivos claros e definidos em cada etapa do ensino. haja dedicação ao ensino" (Rm 12. Aprendemos com os livros. Esmero significa integralidade de tempo no ministério . c) Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus.. d) Reconhecer a importância da sua tarefa e encará-la com seriedade. na participação no sustento financeiro. a apdz é um processo: lento. f) Disposição de aprender. "Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. salvo-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida. e) Lealdade. na assistência aos cultos. Os vocacionados têm esmero (dedicação): ". • Séc XVII.. • Até o séc XVI. Ser professor é diferente de ocupar o cargo de professor. para sempre. aplicação.estar com a mente. Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos. gradual e complexo . a prender era memorizar. usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar. 144 . fórmula de "Comenius": compreensão. memorização. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: "Vós sois a nossa glória e nosso gozo" (1 Ts 2.se é ensinar. O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. com nossos alunos. muitos de vós não sejam mestres.. b) Ter um relacionamento vital e real com Jesus Cristo. g) Saber planejar suas aulas. você participa de toda a glória das recompensas espirituais que serão colhidas através da vida. é melhor ser honesto e dizer que não sabe. Por que seriedade? Por causa do juízo: "." Quando não sabe uma resposta. • Hoje.7b).aprender é modificar o comportamento.. O que representa este relacionamento? Cristo é seu salvador pessoal.meus irmãos.Os professores da EBD são freqüentemente escolhidos pelos líderes e não vocacionados por Deus. sabendo que receberemos mais duro juízo" (Tg 3.

o currículo e a lição daquele dia. O MÉTODO DE ENSINO 1. O pecador precisa confessar seus pecados (1 Jo 1.24). Deve saber e dominar o que vai ensinar. l) Despertar o aluno para a salvação e o crescimento espiritual.7).i) Conhecer variados métodos de ensino. Este conhecimento deve fazer parte de sua experiência. O professor não motiva. Ap 3. • Crente e sua nova natureza • Comportamento do cristão • Vida devocional 145 . • Levar o convertido a compreender com clareza as promessas de salvação feitas por Deus (Jo 5.13). b) Doutrinar o novo crente para que seja batizado conscientemente. n) Ser crente integrado à sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja.9). O pecador precisa se arrepender (Is 55. O caráter de Deus é o fundamento para que a pessoa alcance a certeza de vida eterna. finalidade • Para quem foi instituída a ceia • Igreja (origem. em primeiro lugar. O pecador precisa invocar o nome do Senhor (Rm 10. dizimista.24. O ensino deve. Conhecer bem a Palavra. incentiva. a) Levar o novo convertido a alcançar a certeza de salvação. eticamente correto. ENSINO DINÂMICO PARA OS NOVOS CONVERTIDOS PARTE III III. natureza. O pecador precisa crer em Jesus (Jo 5. a integração dos novos crentes. objetivar um plano de cultivo de resultados. manterse distante dos ventos de doutrinas. • Necessidade do batismo • Valor e significado • Forma bíblica do batismo (imersão) • Ceia. (ver 3º ponto do seminário) j) Ensinar com motivação. • Levar o convertido a entender claramente as condições estabelecidas por Deus para alguém ser salvo.20). "Ele está se tornando semelhante a Cristo?" m) Viver o que ensina. Três passos para levar o novo convertido a ter certeza de salvação: • Levar o convertido a confiar no caráter de Deus. ou seja. • Deus não pode mentir (Tt 1. missão e destino) c) Doutrinar o novo batizado para que adquira firmeza doutrinária e se integre na comunhão da igreja.2).

Neste aspecto quais providências o professor deve tomar em relação a ministração do conteúdo da matéria? 3. • • a) Linguagem.15). b) Com propósito preestabelecido. • O professor utiliza conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos alunos novos convertidos. O conhecimento que possuem a respeito de Deus geralmente é alheio às Escrituras. Milênio. • O professor não utiliza meios visuais para comunicar conceitos ou relações que exigem apresentação gráfica. Quais são os principais problemas de comunicação entre professores e alunos? O método é definido através de padrões de comunicação: unilateral.Mordomia cristã Testemunho 2. O ensino deve atender às dificuldades de compreensão peculiares ao novo convertido. a geografia.16). O novo convertido não está familiarizado com a linguagem evangélica. espaço e circunstância no plano bíblico. bilateral e multilateral. Não compreendem a história. A oração é o segredo do poder no ensino (Mc 1. b) Comunicação.35. Escatologia etc. O novo convertido não está habituado a expressões como: Regeneração. • O professor está mais preocupado em expor a matéria (transmitir conhecimento). O ensino deve ser planejado e não improvisado. • Alguns professores falam rápido demais ou articulam mal as palavras. • professor tem suas idéias tão mal ou perfeitamente organizadas. Arrebatamento da Igreja. e) Noções de tempo. • O professor não se preocupa em aumentar o vocabulário de seus alunos. Lc 5. d) Temas teológicos e doutrinários da Bíblia. Justificação. A linguagem deve ser comum entre o professor e o aluno. Redenção. os costumes dos personagens bíblicos e sua aplicação para os nossos dias. • O professor coloca tantas idéias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas. que não há lugar para a imaginação criativa dos alunos. Expiação. a) Através da oração. em voz baixa e tom monótono. O professor deve preparar-se profundamente para a aula (2 Tm 2. 146 . c) Cultura Bíblica. Outros.

diariamente. • A Bíblia. O professor deve preparar suas lições com antecedência. todo professor de Novos Convertidos deve ser um discipulador em potencial. do início ao término da semana. todas as legítimas versões em português.O professor deve estabelecer os objetivos da lição. Se possível. d) Material de estudo mínimo necessário. Mas. Nem todo discipulador é professor da Classe de Novos Convertidos. c) Através de estudo diário. 147 . Ou seja. • Dicionário Bíblico • Gramática da Língua Portuguesa • Concordância Bíblica • Chave Bíblica (resumo dos livros) • Manuais de Doutrina • Comentários • Atlas Bíblico • Didática Aplicada • Apontamentos individuais CONCLUSÃO O Discipulado propicia à igreja local maduros líderes centralizados em Cristo e orientados para a Palavra.

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