. Caldeiras Elétricas

Estas caldeiras têm aplicabilidade bastante reduzida no setor industrial, onde a oferta de combustíveis fósseis ainda é muito elevada e os preços comparativamente vantajosos. Entretanto, em locais onde há pouca oferta de combustíveis e facilidade de obtenção de eletricidade, estas caldeiras devem ser consideradas como opção. Basicamente a caldeira elétrica é constituída de um vaso de pressão não sujeito a chama, um sistema de aquecimento elétrico e de um sistema de água de alimentação. O rendimento deste tipo de caldeira é bastante elevado já que por efeito joule a troca de calor ocorre no interior da massa líquida sem perda do calor gerado. O custo deste equipamento se torna reduzido devido a inexistência de dutos, câmaras de queima, queimadores, tubos de troca de calor, refratários, chaminés, dispersão de poluentes, etc. Duas técnicas são usadas para a troca de calor nas caldeiras elétricas. A primeira consiste na introdução dentro do vaso de um conjunto de resistores blindados nos quais circula a corrente elétrica com alta liberação de calor. A potência dissipada - RI2 é diretamente transferida para a água pelo processo de convecção. A outra técnica, consiste da condução elétrica, que acontece através da própria massa de água por onde circula a corrente elétrica entre eletrodos adequadamente posicionados. Neste caso a energia se dissipa na água também por efeito joule. Para que este segundo método tenha efeito é necessário que a água possua um valor de condutividade capaz de permitir a circulação elétrica. O mercado já oferece um outro tipo de caldeira elétrica denominado caldeira de indução. Nestas caldeiras a água a ser transformada em vapor circula de forma forçada no interior das bobinas do secundário de um transformado r, absorvendo o calor dissipado. As caldeiras elétricas requerem especial atenção no que concerne a segurança no uso de energia elétrica, cujos equipamentos devem estar permanentemente sendo revisados e monitorados contra falhas. Os elementos de troca de c alor (

adequando -as ao uso a que se destinam. permitindo a elevação de sua temperatura acima da de saturação. ou seja o seu superaquecimento. estas caldeiras foram gradualmente recebendo inovações visando elevar seu rendimento e confiabilidade. Devido a sua alta flexibilidade.resistências e eletrodos) são fortemente atacados durante o uso. Existem centenas de projetos diferentes para as caldeiras deste tipo. Caldeiras Aquotubulares Nas caldeiras aquotubulares a água a ser vaporizada circula no interior dos tubos de troca térmica. com desgaste e formação de depósitos provenientes dos sais existentes na água 5. Voltar . Uma destas inovações mais importante foi a instalação de uma seção tubul ar para passagem do vapor após sua saída da zona de evaporação. enquanto o calor proveniente da queima do combustível circula na parte externa. As caldeiras de grande porte que operam em altas e médias pressões são todas aquotubulares.

El t t t tí tí i i: t i S li li tí i i t i li i i . t . i .6. tili . l . li t l i t l P t t l l ti i . i S li M T f i i B tí i l . ti i i f ili l t i . I ú l l i i tí . t .

O carvão mineral tanto pode ser obtido em minas de grande profundidade. y y y . é lançado em grelhas móveis que estão instaladas na parte inferior das fornalhas. O poder calorífico dos carvões minerais é muito inferior ao dos combustíveis derivados de petróleo além de possuir in meras impurezas inertes ao processo de combustão. utiliza carvão de superfície. odernamente as caldeiras utilizam o carvão pulverizado. casos após o transporte antes de ser colocado nos pátios das usinas. com sistema de transporte destas cinzas. como em alguns. a qualidade deste produto é muito inferior a encontrada em outros países. Os constituintes inertes mais presentes nos carvões estão as cinzas. O carvão britado como é conhecido. sendo que em alguns casos as cinzas atingem percentuais em torno de 40 a 50% de pendendo de sua origem. Grande quantidade de sopradores de fuligem para eliminarem continuamente os depósitos sobre os tubos. os seguintes: y Sistema de correias transportadoras para levar o car vão até o silo da caldeira. As caldeiras à carvão de alta eficiência efetuam a sua pulverização em moinhos transformando o combustível num fino pó qu e pode ser facilmente arrastado pelo fluxo de ar em direção aos queimadores através de dutos. Este combustível era muitas vezes introduzido nas caldeiras de forma manual tornando o processo de geração de calor bastan te irregular. aiores também são todas as dimensões dos dutos de circulação dos gases bem como os espaçamentos entre os tubos dos feixes de troca de calor. o enxofre e a umidade. Caldeiras à carvão requerem além dos equipamentos já citados. Apesar do nosso pa ís possuir uma grande reserva de carvão mineral na região sul. Apesar disto o carvão de melhor qualidade é separado para ser enviado a processos sider rgicos considerados mais nobres. Para minimizar a baixa qualidade dos carvões. enquanto a Usina Presidente édici situada em candiota. As fornalhas das caldeiras à carvão são bem maiores que as de óleo para que haja tempo de permanência suficiente da mistura até a queima total. eles são beneficiados por processos de lavagens denominados de flotação.As caldeiras a carvão mais antigas utilizavam o carvão mineral na forma de pedras. como em reservas superficiais. em decorrência do grande volume de gases produzidos somados as cinzas contidas no carvão. bem como os próprios moinhos são previamente aquecidos não só para facilitar a queima como para evitar que o carvão devido a sua umidade se aglomere nos dutos. Este ar . abaixo das quais é insuflado ar para a combustão. tanto junto a mina de onde são extraídos. As usinas térmicas de Santa Catarina ( Complexo ermelétrico Jorge Lacerda) utilizam carvões de minas. Silo para armazenamento do carvão que será utilizado na caldeira anque de captação de cinzas pesadas no fundo das caldeiras.

y y Sistema de proteção contra a incidência direta das cinzas nos feixes de troca de calor para evitar a erosão(telhas de sacrifício) Sistema de captação de cinzas leves levadas com os gases em direção a chaminé ( coletores e precipitad 7. Caldeiras a Combustíveis Líquidos Os principais combustíveis líquidos utilizados nas caldeiras são: y y y Óleo combustível Óleo diesel Resíduo de vácuo Descreveremos algumas características destes combustíveis: .

5. são adroni ados elo epartamento acional de ombustíveis .000 300. l o sado de eciclo de F .0 1.0 2. duas faixas de teor de A especificação do enxofre: o leo A de alto teor com at 5% de enxofre para o leo 1 e at 5.000 1. 00 10.0 1.0 1. comerciali ados no Brasil.0 2. agrupadas em nove faixas.5 5.0 2.0 5. para cada viscosidade.0 600 900 2. diesel e uerosene.0 2. Assim. e 3% de enxofre classificado para faturamento como leo 5A. um leo combustível com viscosidade de 15.0 2.0 1. Os i s is tili s st il i são: l o t o.000 80.0 2.400 10.0 1.0 1.000 300.0 2.0 2.0 1.0 2. esíduo aromático. Óleo Combustível Tipos Ponto de Fulgor ºC Teor de Viscosidade Enxofre % Peso SSF a 50 ºC (máx.5 5.000 80.0 2.000 Sem imite Teor de Sedimentos % Peso 1A 2A 3A 4A 5A 6A A 8A 9A 1B 2B 3B 4B 5B 6B B 8B 9B 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 2.000 Sem imite 600 900 2.5 5. í í .5 5.0 .5 1.0 2. prevê. .0 2. i tí l ti ti i t f lti ifi i As viscosidades máximas admissíveis ara os leos combustíveis.5 5.0 2.5 5.) 5. i i fi li i i . leo leve de eciclo.5 5.000 1.000.0 2.Óleo Combustível O l t l i l .000 30.0 2.000 30.0 1.000.5% de enxofre para os leos a 9 e o leo B de baixo teor com menos de 1% de SSF a 5 º enxofre).0 2.

e. já que a temperatura de retirada do produto da torre. Resíduo de Vácuo A PET OB ÁS consome nos fornos e caldeiras da maioria de suas refinarias resíduo de vácuo puro. também. devem ser deduzidas da quantidade fornecida por ocasião do faturamento. uanto maior a faixa de viscosidade em ue o leo for enquadrado mais barato ele fica. Quando consumido diretamente. Ou seja. Óleo Diesel É o combustível padrão para motores diesel. com temperatura mais elevada que o desejado. É ainda utilizado em algumas caldeiras domiciliares e nos queimadores que trabalham em sistema automático aquecendo produtos que exigem um combustível com baixo teor de enxofre. o produto de fundo da torre de destilação a vácuo é encaminhado diretamente para co nsumo sem nenhum tipo de diluição.0 cST a 37.10% máx. O teor de água obtido por destilação é somado ao teor de sedimentos obtido por extração. o controle de temperatura é feito através da mistura do resíduo de vácuo retirado da bateria de preaquecimento de carga de um ponto. é fornecido para grandes consumidores. mas. substituindo -se o leo diesel por produtos menos nobres.0%. com resíduo de outro ponto. Como sabemos toda queima só ocorre após uma mistura adequada entre as molécula s do combustível com as moléculas do comburente e numa determinada temperatura. embora aceitáveis.1 a 26. o passado foi maior a utilização do leo diesel como combustível industrial. O C também limita o teor máximo de água e sedimentos a 2. o produto não necessita de aquecimento adicional. Assim. para utilização em fornos e caldeiras. produzindo uma maior gama de derivados.8 ºC em volume Cinzas . .0% e 2. procurou -se soluções mais econômicas para combustão contínua. entro de uma mesma faixa de teor de enxofre.0% em volume. sendo enquadrado para efeito de faturamento como leo 8A. As caldeiras são construídas de acordo com o tipo de combustível que irá utilizar.0.C 66 - 2. 380 ºC. toda a produç ão brasileira é consumida para aquela finalidade.) para o tipo C Tabela de Classificação dos Combustíveis Um leo A mais barato ue um leo B da mesma faixa de viscosidade. é maior do que a temperatura necessária para queima. Quantidades de água e sedimentos entre 1. com um evento das refinarias nacionais. 240 a 270 ºC. praticamente. com temperatura inferior des ejada. As caldeiras que utilizam combustíveis líquidos possuem características bem definidas para isto. Este combustível. sem passar por tancagem.

é necessário transformá-lo em gás para que a queima ocorra. e sempre apresentam in meras impurezas que podem provocar danos tanto ao sistema de bombeio e queima. aquecido. Nas caldeiras de combustível líquido as tubulações e equipamentos do sistema de manuseio devem ser convenientemente isoladas termicamente para evitar a troca de calor com o meio ambiente e evitar expor as superfícies aquecidas ao contato humano. é necessário que novos queimadores sejam adquiridos ou o sistema existente seja adaptado.Assim. causa danos aos equipamentos da caldeira. uando for modificado o tipo de óle o. sempre que possível as caldeiras de combustível líquido devem possuir sistemas para aquecimento prévio do ar destinado a queima. assim como toda a queima em seu interior sob qualquer condição de carga. Como a queima de combustíveis líquidos em uma caldeira não é uma das prioridades para o uso dos combustíveis líquidos.aquecedores de ar. conhecidos como pré . incluindo tanques para armazenamento com capacidades adequadas ao consumo e oferta do produto no mercado. é comum que devido ao aparecimento de novos processos de refino que os combus tíveis do mercado modifiquem suas especificações. apesar do combustível inicialmente se apresentar na forma líquida. o óleo destinado a este fim são os chamados óleos residuais. denominada de combustão secundária. Pelo mesmo motivo. As fornalhas para combustíveis líquidos devem possuir dimensões suficientes para que o processo de transformação para o estado gasoso ocorra. e normalmente esta transformação ocorre à saída dos queimadores após o líquido ter sido cuidadosamente pulverizado. muitas vezes irrecuperáveis a curto prazo. uanto maior for a viscosidade do combustível. Como uma caldeira é projetada e construída para uso por muitos anos. É portanto necessário que os usuários de caldeiras estejam permanentemente atentos as especificações reais do produto que utiliza para segurança e eficiência do processo. facilitando desta forma sua atomização e queima. Instalações de aquecimento para elevar a temperatura do combustível previamente a sua entrada na caldeira. além de ocasionar um descontrole em todos os parâmetros do processo. Os queimadores utilizados nestas caldeiras devem ser compatíveis com as características do óleo em uso. necessita de componentes auxiliares que facilitem este processo. A entrada do combustível frio na fornalha além de proporcionar uma má queima. faz com que parte do calor ali existente seja utilizado para levar as moléculas a temperatura da reaç ão de combustão e consequentemente reduzindo a eficiência do processo. tais co mo: y y y y y y y Instalações adequadas para recebimento e manuseio do combustível. A queima em locais fora da fornalha. em especial os mais viscosos. Uma caldeira para queima de líquidos. e colocado em contato com o ar. como podem ser carreados com os produtos da combustão produzindo efeitos nocivos as superfícies de troca de calor e dutos. maior será a elevação da temperatura e .

pirólise) resultante do craqueamento térmico de frações mais pesadas. esta corrente. passa por unidades de tratamento. que não se liqüefaz por compressão. coqueamento retardado. onde é retirado o H 2S. é uma corrente secundária do processamento em unidades de refinação e petroquímica craqueamento catalítico. ás atural . O gás combustível. Combustíveis asosos Gás Combustível de Refinaria É um combustível gasoso. geralmente.consequentemente maiores cuidados devem ser dedicados ao isolamento das tubulações. Antes de ser destinado como combustível. 8. de baixo peso molecular médio. reforma catalítica. É obrigatoriamente consumido na própria refinaria/petroquímica que o originou ou em indústrias vizinhas. interligadas através de gasodutos. e por unidades de fracionamento onde são retiradas frações utilizadas pela indústria petroquímica. dificultando seu armazenamento. geralmente.

antes de ser enviado para consumo como combustível.21 0. A seguir.6 em volume (%) 89.88 0.Gás produzido na Bacia de Campos (após a PGN) Para fornecimento a consumidores externos à PE ROBRÁS. passa por unidades de processamento (PGN) que retiram deste gás as frações mais pesadas.08 0. ou servir como matéria prima de unidades petroquímicas.60 a 0. donde é extraído através da perfuração de poços. mg/m3 0. Após ser produzido.O gás natural é encontrado em reservatórios subterrâneos naturais.9 8.15 1.11 0. o DNC exige o cumprimento da especificação abaixo: Gás Natural Densidade relativa ao ar. apresentamos algumas análises típicas deste combustível: Gás 1 PCI (Kcal/Kg Peso Molecular Componentes: Metano Etano Propano i .) 29 (máx.377 20.2 Composição 81.5 0. associado ou não ao petróleo.5 0.571 17.butano Isopentano Neopentano Pentanos e " Nitrogênio CO2 11.52 Gás 2 11. Estas frações podem ser incorporadas às correntes de gás liqüefeito de petróleo e gasolina.butano n .Gás produzido na Bacia de Campos (antes da PGN) Gás 2 .7 0. a 20 ºC Enxofre total.81 110 (máx. geralmente. mg/m3 Gás Sulfídrico.08 4.72 1.4 Gás 1 .4 10.22 0.) .

Os ciclos combinados associando uma ou mais turbinas a gá s à caldeiras de recuperação tem se apresentado como uma das melhores opções para a geração da termoeletricidade. Kcal/m3 6 (máx. e por ser um combustível de alto rendimento contendo poucas impurezas. As caldeiras projetadas para a queima de gás são em geral muito mais simples que as utilizadas para os demais combustíveis.) 7.: O produto deve ser isento de hidrocarbonetos condensados. Estas caldeiras podem ou não serem dotadas de queimadores e se destinam a produzir vapor aproveitando o calor residual contido nos gases ao deixarem a exaustão da turbina a gás. para passarem a atuar alternativamente ou simultaneamente com queima de gás. .500 a 12. % Vol. inicialmente projetadas para queima de óleo.600 a 11. Isto se explica pelo fato do gás não requerer nenhum aquecimento prévio para ser queimado nas fornalhas. óleos e partículas sólidas. não necessitar de grandes reservatórios para sua estocagem.500 8.Nitrogênio + Dióxido de carbono.500 OBS. ambém tem sido muito utilizada a modificação de caldeiras. Poder calorífico. são as denominadas caldeiras de queima mista. Kcal/m3 Superior. a 20 ºC e 1 atm Inferior.

8. não sofrem nenhum deslocamento ou inclinação. no momento que se segue entrada do combustível na fornalha e em outros casos. Existem vários tipos de maçaricos utilizados na operação de uma caldeira: Fixos Retráteis Retráteis com inclinação Outros Os maçaricos fixos. ainda no próprio queimador.9. . perma necendo sempre na posição em que foram colocados. conversão esta que ocorre em alguns casos. Queimadores os queimadores utilizados em uma caldeira. tem por finalidade converter o combustível líquido a ser queimado em gás. após serem colocados no tubo guia da fornalha e parafusados.

que no caso é uma centelha proveniente de uma vela de ignição elétrica. Esta centelha não é constante. . Caso o ignitor não acenda durante o período em que o transformador está energizado. ao serem colocados no tubo guia da fornalha e parafusados. Normalmente os ignitores são instalados junto aos maçaricos ou tangenciais a eles. seja ele de óleo diesel. sofrem um deslocamento axial. mas somente com a chama do ignitor correspondente. com a fi nalidade de ajustar a chama e melhorar as condições de temperatura do vapor principal. As caldeiras possuem ignitores cuja função é prover uma chama adequada para o acendimento (queima inicial) de um maçarico. Um maçarico nunca pode ser aceso com a chama de outro maçarico. ou óleo combustível. são comandados pelo operador. sofrem deslocamento axial e inclinação. nova operação para acendimento do mesmo terá que ocorrer. sendo esta. que recebe tensão através de um transformador. também necessita de uma fonte de calor para seu acendimento. gás. permanece por alguns segundos ( 0 a 5) quando o transformador é desenergizado. na fornalha.Os maçaricos retráteis. O deslocamento e a inclinação. Os maçaricos retráteis com inclinação. deslocamento este efetuado pelo operador para ajuste do cone da chama. O ignitor por sua vez. após serem colocados no tubo guia da fornalha e parafusados. em geral de 45º para cima e 45º para baixo.

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