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Introdução

O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela


ciência há seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da
ciência, divergências e grandes questões por responder. Na procura de respostas destas e de
outras questões verificamos informações para ampliar a discussão e compreensão deste
distúrbio de alunos na educação infantil.
Partimos da ideia de que o autismo é uma desordem global do desenvolvimento
neurológico, definida por alterações presentes desde idades muitos precoces, tipicamente
antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na
comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Por este motivo alguns pais só
descobrem que seu filho é autista após três anos de idade o que leva os pais a procurarem
apoio e ajuda para o desenvolvimento do seu filho.
O diagnóstico do autismo é feito através de avaliação do quadro clínico, não há testes
laboratoriais, para instrumentalizar o diagnóstico é utilizado escalas, critérios e questionários,
o diagnóstico precoce é importante para a intervenção educacional o mais cedo possível,
buscando o desenvolvimento da criança.

Problematização

Assim, é necessário que a escola, enquanto instituição educativa esteja se preparando


para incluir as crianças autistas, não apenas lhes permitindo o acesso, a fim de aumentar as
estatísticas de autistas incluídos, mas também reconhecendo as suas diferenças, limitações e
necessidades, procurando se adequar a elas para melhor atendê-las. Por esta razão, surge o
questionamento de que ocorre a inclusão de aluno autista na escola regular.

Objetivo Geral

Investigar a inclusão de alunos autistas em classes regulares, na rede pública de ensino


da Cidade de São Paulo.

Objetivos Específicos
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Identificar as maiores dificuldades enfrentadas pelos docentes na tentativa de inclusão


escolar do autista na cidade de São Paulo.
Discutir a importância de o autista freqüentar a escola regular, como isso favorece o
desenvolvimento global da criança, mostrando a necessidade de inclusão.
Analisar fatores que colaboram com a inserção da criança autista.

Justificativa

O que nos levou a entender e compreender melhor o autismo foi o nosso despreparo
como educadores,quando nos deparamos com esta situação,de ter um autista em sala de aula e
não saber quando e como agir, por isso a necessidade de pesquisar quais são as maiores
dificuldades enfrentadas pelos docentes na tentativa de inclusão do autista e também ressaltar
a importância do autista de freqüentar a escola regular,e como isso favorece o
desenvolvimento global da criança,mostrando a necessidade de inclusão,analisar fatores que
colaborem para a inclusão da criança autista,como auxiliar o desenvolvimento cognitivo e
social dessas crianças colaborando com a inclusão das diferenças,não só no ambiente
escolar,mas também no social.

Hipótese

Acredita-se para haver uma escola inclusiva de fato, que acolha o aluno com autismo,
será necessário conduzir de maneira reflexiva e crítica, no âmbito escolar, o processo de e
ensino aprendizagem, bem como propor aos educadores a tematização da política de inclusão.

Metodologia

Na pesquisa, será utilizada a abordagem qualitativa de tipo estudo de caso que


pretende aplicar o método hipotético-dedutivo. Adotando como instrumento de dados a
entrevista semi-estruturada, realizada diretamente com os professores regentes. Usaremos
também, textos acadêmicos que abordem o autismo para, entender as singularidades dessas
crianças e as dificuldades de incluí-las no cotidiano escolar.
Fundamentação Teórica
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Segundo (Mantoam, 1997) a inclusão precisa enfrentar desafios: O ensino de baixa


qualidade, nisto se inclui entre outras coisas a falta de preparação do professor e o subsistema
de ensino especial, desvinculada e justaposta ao regular.
Conforme (Mello, 2007) o autismo é um distúrbio do comportamento que consiste em
uma tríade de dificuldades. E o diagnóstico precoce é importante para a intervenção
educacional e mais cedo possível, buscando o desenvolvimento da criança.
De acordo (Leboyer, 1995) o autismo, atualmente, não é definido com precisão e não
há um acordo total sobre os testes permitindo medi-la, sobre os sintomas que se possam
considerar como primários e aqueles que devem aparecer como secundários, e sobre o ou os
mecanismos responsáveis por ela.
Segundo (Mcelroy, 1996) depois de trinta anos de pesquisa sobre o autismo não existe
nenhum método objetivo para justificar ou medir os comportamentos autísticos. Porém tem
características diagnósticas padronizadas mundialmente.
Por fim, (Beyer, 2005, p.28) “mudar a escola é uma tarefa que exige a cooperação de
vários setores, torná-la inclusiva é um trabalho feito em conjunto com a escola e os seus
agentes (alunos, professores, coordenadores, diretores). Em geral especialistas (neurologistas,
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos entre outros, poder público através das políticas
públicas, sociedade e família, a inclusão perpassa por uma mudança do modo de pensar de
todos. A primeira condição para a educação inclusiva não custa dinheiro,ela exige uma nova
forma de pensar”.

Cronograma
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Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Abril

2010 2010 2010 2010 2010 2011

Ir a biblioteca x x

Ler os livros x x x x

Reunião x x x x x x
com orientadora
Definir o tema x

Produzir texto x x x x x x

Entrega projeto x x x x

Produzir TCC x x x

Revisão x x x x x

Entrega TCC x

Distribuição dos capítulos do TCC:

O primeiro capítulo abordará a Inclusão no Brasil.


O segundo capítulo traz o “Caso Autista”.
O terceiro capítulo e último tem como finalidade a análise de Dados.

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, A. Autismo e Desordens do Espectro Autista.


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Disponível < http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1312 > Acesso em


04/set/2010.

BEYER, H. Inclusão e Avaliação na escola: de alunos com necessidades especiais. Porto


Alegre: Mediação, 2005.

LEBOYER, M. Autismo infantil. São Paulo: Papirus, 1995.

MANTOAM, M.T.E. A integração de pessoas com deficiência. São Paulo: Senac,1997.

MCELROY, E.. Crianças e adolescentes com doença mental. São Paulo: Papirus, 1996.

MELLO, A. M. Autismo guia prático. São Paulo: Corde, 2007.

OLIVEIRA, A. Perturbação do espectro do autismo: a comunicação.


Disponível < http://repositorio.esepf.pt/handle/10000/282 > Acesso em 04/set/2010.