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Prática Laboratorial

Biossegurança – Aula 2
PhD Letícia Coutinho Lopes
Boas Práticas laboratoriais (BPL)
• Nunca pipete com a boca
• Não coma, beba, fume, ou utilize cosméticos
• Evite o hábito de levar as mãos à boca, nariz, olhos, rosto ou
cabelo.
• Lave as mãos antes de iniciar e após o trabalho
• Objetos de uso pessoal não devem ser guardados no
laboratório.
• Utilize jalecos ou outro tipo de uniforme protetor,
• Não utilize jaleco fora do laboratório.
• Não devem ser utilizadas sandálias ou sapatos abertos
• Utilize luvas quando manusear material infeccioso
Boas Práticas laboratoriais (BPL)
• Não devem ser usados jóias ou adornos nas mãos
• Mantenha a porta fechada erestrinja o acesso
• Use cabine de segurança biológica para manusear material
infeccioso
• Minimize as atividades produtoras de aerossóis
• Qualquer pessoa com corte recente ou lesão na pele, devem
abster-se de trabalhar no laboratório
• Descontaminar todas as superfícies de trabalho diariamente e
quando houver respingos ou derramamentos
• Observe o processo de desinfecção específico para escolha e
utilização do agente desinfetante adequado
• Coloque todo o material com contaminação biológica em
recipientes com tampa e a prova de vazamento, antes de
removê-los do laboratório para autoclavação.
• Descontaminar todo equipamento antes de qualquer serviço de
manutenção.
Saúde do trabalhador
• Seringas com agulhas ao serem descartadas devem ser
depositadas em recipientes rígidos, a prova de vazamento e
embalados como lixo patológico.
• Saiba a localização do mais próximo lava olhos, chuveiro de
segurança e extintor de incêndio. Saiba como usá-los.
• Todo novo funcionário ou estagiário deve ter treinamento e
orientação específica sobre BOAS PRÁTICAS
LABORATORIAIS e PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA
aplicados ao trabalho que irá desenvolver.
• Qualquer acidente deve ser imediatamente comunicado ao
responsável pelo laboratório, registrado em formulário
específico e encaminhado para acompanhamento junto a
Comissão de Biossegurança da Instituição.
• Qualquer alteração no seu quadro de saúde dos funcionários
deve ser imediatamente ao responsável pelo laboratório.
• Todo funcionário do laboratório deve estar devidamente
vacinado e ser atestado pelo médico do trabalho
Manuais e POPs
• Conhecimento prévio dos riscos.
• Treinamento de segurança apropriado
– Específicos
• Práticas operacionais padrão (POP)
– Práticas e técnicas microbiológicas padronizadas.
– Gerais
• Manual de biossegurança
– Identificação dos riscos
– Especificação das práticas
– Procedimentos para eliminação de riscos
Manuais de Biossegurança
POP’s
• Elaborados sob condições do laboratório
• Exemplos de POP:
– Procedimento para coleta das amostras
– Procedimento para transporte das amostras
– Procedimento para rejeição das amostras
Contaminantes
• Depósito, a absorção, ou ambos, de material
radioativo, agentes químicos ou biológicos ou
microrganismos, sobre zonas, estrutura,
pessoal ou objetos.
– Existem três fontes de contaminação:
• A atmosfera;
• Superfícies circundantes; e
• Superfícies do objeto,
– Três vias de contaminação:
• Transporte de partículas pelo ar;
• Contato direto e transferência; e
• Contaminação autogerada.
Bactérias
Fungos
Parasitos
Vírus
Manipulação de Microorganismos

Bico de Bunsen (NB1) Cabine de segurança biológica (NB2)


Manipulação de Microorganismos
• Evitar a exposição
• Os riscos são influenciados
– Agente infectante
• virulência, carga infectante, ciclo e toxigenicidade
– Hospedeiro
• idade, sexo, gravidez, uso de antimicrobianos,
nível de nutrição, imunidade –incluindo vacinação
prévia, compostos terapêuticos específicos) e a
atividade desempenhada (diagnóstico, produção
ou pesquisa).
Manipulação de Microorganismos
• Deve-se sempre considerar que o risco é
elevado ao trabalhar com material clínico
desconhecido
• A via respiratória tem maior importância na
infecção laboratorial, dado a facilidade com que
partículas pequenas são produzidas por
técnicas de laboratório comuns, sendo a seguir
capturadas pelo trato respiratório superior.
Pontos críticos
• Produção de aerossóis
– Não destampar frascos com culturas
– Não eliminar o ar das seringas
– Evitar quebrar frascos
– Não ejetar líquido de pipetas sob alta pressão
– Não centrifugar tubos ou frascos sem tampa.
• Pipetagem
– Utilizar pipetas automáticas ou bulbos de borracha
Descarte de resíduos
• Todo material contaminado, inclusive amostras clínicas e
culturas, devem ser descartados em recipientes de aço
inoxidável e autoclavados.
• As agulhas, seringas, lâminas de bisturi, lancetas e
outros objetos pérfuro-cortantes contaminados devem
ser colocados em um recipiente rígido, à prova de
vazamento e perfuração e depois autoclavados.
Desinfecção de bancadas
• Todas as superfícies de bancadas
devem ser desinfetadas com hipoclorito
de sódio a 0,5% ou álcool 70% antes e
após o trabalho
• No caso de contaminação com material
de cultura (derramamento, quebra de
frascos), usar hipoclorito de sódio 5%.
Acidente – primeiros socorros
• Em caso de contaminação das mucosas oral ou ocular com
material clínico, lavar o local com água em abundância e usar
solução aquosa polividina (PVPI 5%).
• Para descontaminação da pele íntegra, usar PVPI 10% ou
álcool 70%.
• Em caso de inoculação acidental com cortes ou queimaduras,
lavar a área lesionada com água em abundância, aplicar PVPI
aquoso 5% e procurar um médico.
• No caso de ingestão acidental, tentar regurgitar o material
ingerido, comunicar a chefia e procurar um médico.
Coleta microbiológica
• Colher antes da antibioticoterapia, sempre que possível.
• Instruir claramente o paciente sobre o procedimento.
• Observar a anti-sepsia na coleta de todos os materiais
clínicos.
• Colher do local onde o microrganismo suspeito tenha
maior probabilidade de ser isolado.
• Considerar o estágio da doença na escolha do material
• Quantidade suficiente de material deve ser coletado para
permitir uma completa análise microbiológica
Identificação da amostra
• Na amostra devem estar identificados
– Nome e registro do paciente
– Leito ou ambulatório e especialidade
– Material colhido
– Data, hora e quem realizou a coleta
Considerações de segurança
• Utilizar as barreiras de proteção necessárias a cada
procedimento.
• Toda amostra deve ser tratada como potencialmente
patogênica.
• Usar frascos e meios de transporte apropriados.
• Não manusear a amostra em trânsito: paciente e
laboratório.
• Não contaminar a superfície externa do frasco de coleta
• As amostras deverão ser transportadas em sacos
plásticos fechados.
• Encaminhar os materiais imediatamente ao laboratório.
Transporte das amostras
• Transportar as amostras IMEDIATAMENTE ao
laboratório para:
– Assegurar a sobrevivência e isolamento do
microrganismo, pois o laboratório de microbiologia
– Evitar o contato prolongado dos microorganismos
com anestésicos utilizados durante a coleta, pois eles
poderão exercer atividade bactericida.
– Evitar erros de interpretação nas culturas
quantitativas, principalmente urina e lavado
broncoalveolar.
– Consultar o laboratório para verificar a disponibilidade
dos meios de transporte.
Transporte das amostras
– Exemplos
• Liquor : Imediatamente (nao refrigerar)
• Urina : 1 hora ou refrigerada até 24 horas
• Feridas e tecidos : 30 minutos de ou até 12 horas
Curso de Biossegurança
• Curso online em Biossegurança Aplicada a
Laboratórios de Microbiologia
– O curso, gratuito, é composto de 13 aulas, cada uma com
duração média de 40 minutos. Após aprovação em todas
as 13 verificações, o aluno irá imprimir o seu próprio
certificado. O curso é direcionado para profissionais de
estabelecimentos de atenção à saúde. Não existe pré-
requisito e a carga horária é de 40 horas. Informações
em www.biossegurancalaboratorial.com.br

• Curso online em Biossegurança e suas aplicações na


NR-32
– O curso, gratuito, é composto por 19 aulas, cada uma com
duração média de 40 minutos. Após aprovação em todas
as 19 verificações, o aluno irá imprimir o seu próprio
certificado. O curso é direcionado para profissionais da
área de atenção à saúde. Não existe pré-requisito e a
carga horário é de 40 horas. Informações no
site www.biossegurancahospitalar.com.br