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EXERCÍCIOS DE REVISÃO

01- Não é requisito do delito :

(A)

fato típico;

(B)

antijuridicidade;

(C)

punibilidade;

(D)

tipicidade.

02- A possibilidade jurídica de aplicação de pena imposta chama-se:

(A)

punibilidade.

(B)

antijuridicidade.

(C)

culpabilidade.

(D)

tipicidade.

03- Compõem o fato típico :

(A)

ação dolosa, omissão dolosa e culposa, tipicidade e conduta externa;

(B)

conduta dolosa, tipicidade, nexo de causalidade e culpa;

(C)

conduta dolosa ou culposa, resultado, nexo de causalidade e tipicidade;

(D)

conduta, resultado e nexo causal.

04- Se o agente não dirige sua vontade ao

resultado,

previsto o resultado, fala-se em dolo:

tenha

mas

à

conduta,

embora

(A)

eventual;

(B)

geral;

(C)

alternativo;

(D)

determinado.

05- Qual é o fator determinante da culpa?

(A)

previsibilidade;

(B)

culpabilidade;

(C)

imputabilidade;

(D)

voluntariedade.

06- Se diante de um determinado fato

delitivo, verificar-se que há dolo na conduta inicial e culpa no resultado final, pode-se dizer que se configurou um crime

(A)

preterdoloso.

(B)

doloso puro.

(C)

doloso misto.

(D)

culposo misto.

07- O dolo eventual agente da infração

é

aquele em

que

o

(A) atua por interposta pessoa.

(B)

inconscientemente assume o risco de produzir o resultado

(C)

conscientemente assume o risco de produzir o resultado.

(D)

atua fraudulentamente.

(E)

atua insidiosamente.

08- Paulo resolve atirar em José que está conversando com Afonso. E mesmo prevendo que poderá atingir o terceiro (Afonso), não

desiste do seu intento e atira, acertando-o. Responderá pelo crime a título de:

(A)

dolo direto

(B)

dolo alternativo

(C)

dolo eventual

(D)

culpa inconsciente

(E)

dolo direto

09- O crime doloso, consoante o Código

Penal, caracteriza-se quando o agente quer o resultado ou assume o risco de produzi-lo. Isto considerado:

(A)

O conceito de dolo eventual é o mesmo de culpa consciente.

(B)

O dolo direto caracteriza-se quando o agente assume o risco do resultado.

(C)

No dolo eventual o agente não quer o

resultado mas aceita-o como conseqüência provável da ação.

(D)

O dolo indireto é expresso quando a norma

prevê: "

quis o resultado".

10- Tício das Coves, ao acender um cachimbo dentro de um celeiro, situado em uma fazenda, prevê que é possível queimar o chão e ocasionar um incêndio, mas confia, convictamente, que isso não irá ocorrer esperando, sinceramente, que este resultado não se verifique. Podemos dizer que há:

(A)

dolo direto

(B)

dolo eventual

(C)

culpa consciente

(D)

culpa inconsciente

11- Quanto aos crimes dolosos ou culposos não é verdadeiro afirmar:

(A)

Diz-se o crime doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.

(B)

Diz-se o crime culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, imperícia ou negligência.

(C)

A linha divisória entre a culpa consciente e o dolo eventual é bastante tênue. Em ambos o agente prevê a ocorrência do

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resultado, mas somente na culpa o agente admite a possibilidade do evento ocorrer.

16- Crime preterintencional é aquele que

(D)

Há um denominador comum entre o dolo eventual e a culpa consciente: a previsão do resultado ilícito.

(A)

que tem como sujeito passivo entidades sem personalidade jurídica.

(B)

que o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.

12- Configura-se o crime de homicídio com dolo eventual quando

(C)

em que a ação causa um resultado mais grave do que o pretendido pelo agente.

(A)

o resultado morte da vítima decorrer da conduta do agente que, supondo que o resultado não ocorreria, se arrisca a produzir o evento, sabendo que descumpre norma de cautela.

(D)

que exige o concurso de duas pessoas, mesmo que uma delas não seja culpável.

17-

“A”,

inimigo de

“B”,

o

procura e, em

plena via pública lhe desfere um pontapé no

(B)

o evento morte da vítima for causado por conduta em que o agente, mesmo prevendo o resultado, supõe levianamente que este não irá ocorrer.

rosto. Com o impacto sofrido, “B” vai ao solo e batendo com a cabeça no meio fio, vem a falecer.

(A)

o crime cometido foi de homicídio doloso.

(C)

o resultado morte da vítima tenha decorrido de comportamento de agente que tinha condições de prever o evento, mas que deixa de alcançar essa previsão, por descaso, ao manejar objeto de potencial ofensivo.

o resultado morte da vítima for aceito pelo agente.

embora tenha o agente aceitado o resultado morte da vítima, ao praticar a conduta, este não ocorre por circunstâncias alheias à sua vontade.

(B)

o crime cometido foi de homicídio culposo.

(C)

o crime cometido foi de lesões corporais

seguida de morte.

 

(D)

o crime foi de lesões corporais e homicídio

em

concurso formal.

 

(D)

18- Márcia Má, pretendendo matar o filho,

(E)

deixa de amamentá-lo. Qual o tipo de crime que praticou?

(A)

Comissivo propriamente dito;

(B)

Omissivo próprio;

 

(C)

Comissivo por omissão;

 
 

(D)

Nenhuma das alternativas acima.

13- Culpa imprópria significa

   

(A)

o mesmo que dolo eventual.

19- A diferença entre crime formal e crime de mera conduta reside em que :

(B)

o mesmo que culpa inconsciente.

 

(C)

o mesmo que culpa consciente

 

(A)

no

crime formal o resultado está fora do

(D)

um comportamento doloso, punido a título de culpa, no caso de erro de proibição.

tipo mas dentro da culpabilidade, enquanto que no crime de mera conduta tanto o

(E)

um comportamento doloso, punido a título de culpa, no caso de erro de tipo vencível.

resultado quanto a culpabilidade inexistem;

(B)

no

crime formal não se admite tentativa e

 

o

crime de mera conduta admite a

14- No crime de participação em suicídio, o agente poderá induzir, instigar ou auxiliar alguém a cometer o suicídio. Nesse caso chama-se dolo

tentativa;

 

(C)

no

crime formal há consumação antecipada

ao

resultado descrito no tipo, enquanto que

no

crime de mera conduta a consumação

(A)

eventual

se dá com a simples prática do comportamento além de inexistir descrição típica do resultado;

(B)

geral

(C)

alternativo

(D)

específico

(D)

crime formal é sinônimo de crime de mera conduta razão porque não há diferença entre eles.

15-

Quando

o

agente

dirige

seu

comportamento

para

um

determinado

 

resultado, chama-se dolo

 

20- Sobre os crimes material, formal e de mera conduta, é correto dizer :

(A)

eventual

(B)

direto

(A)

têm em comum a consumação antecipada;

(C)

específico

(B)

não admitem tentativa;

 

(D)

alternativo.

 

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(C)

são sempre unissubsistentes, praticados mediante um só ato;

 

Beta, havendo exclusão do nexo de causalidade.

(D)

diferenciam-se pelo momento da consumação, levando-se em consideração o resultado no tipo.

(B)

superveniente relativa independente em relação à conduta de Beta, que responderá pela prática dos atos anteriores.

21- O nexo de causalidade entre a conduta e o resultado integra o fato típico. Há quem admita a existência de crime sem resultado nas hipóteses de todos os crimes

(C)

concomitante absolutamente independente em relação à conduta de Beta, havendo exclusão do nexo de causalidade.

(D)

preexistente absolutamente independente em relação à conduta de Beta, havendo exclusão do nexo de causalidade.

(A)

plurissubjetivos.

 

(B)

materiais.

(E)

Preexistente relativamente independente em relação à conduta de Beta, que responderá pelo resultado morte.

(C)

formais e de mera conduta.

 

(D)

complexos.

 

22-

Ainda

com

relação

à

teoria

da

25- Antônio e João são inimigos. Com intenção de matar, Antônio atira em João,

causalidade é incorreto afirmar que:

(A)

A causa preexistente, absolutamente independente, que, por si só, produz o resultado, não pode ser imputada ao agente;

A causa preexistente relativamente independente em relação à conduta do agente deve ser imputada a ele;

ferindo-o gravemente. João é internado em um hospital; vem a falecer, porém, em

(B)

decorrência de um incêndio que destrói por completo o estabelecimento hospitalar. O crime praticado por Antônio qualifica-se como:

(A)

homicídio consumado.

(C)

A causa preexistente relativamente independente em relação à conduta do agente não pode ser imputada a ele;

(B)

homicídio tentado.

(C)

lesão corporal seguida de morte

(D)

lesão corporal de natureza grave.

(D)

A causa concomitante, absolutamente independente, que, por si só, produz o

(E)

homicídio qualificado.

 

26- A, pretendendo matar B, seu desafeto,

resultado não pode ser imputada ao agente;

23- Danilo Danado, coloca veneno na alimentação de João Coitado e, quando este

apunhala-o três vezes na região dorsal. Terceiros intercedem, impedindo que o agente prossiga na agressão. Conduzido por terceiros ao pronto-socorro, é imediatamente atendido. A enfermeira, no entanto, ao invés de ministrar-lhe o medicamento prescrito pelo médico plantonista, inadvertidamente aplica-lhe uma substância tóxica. Cinco horas após, inobstante os esforços dos médicos assis- tentes, B vem a falecer em razão de complicações provocadas pela substância aplicada. Nesta situação, o agente deverá responder por

está se alimentando, é vitimado por um raio,

vindo

a

falecer

em conseqüência disto.

Consoante a teoria da causalidade, é correto classificar a causa da morte como sendo:

(A)

Causa concomitante absolutamente independente;

(B)

Causa preexistente absolutamente independente;

(C)

Causa superveniente absolutamente independente;

(D)

Causa superveniente relativamente independente.

(A)

lesão corporal.

(B)

tentativa de homicídio.

 

(C)

lesão corporal seguida de morte.

24- Beta golpeou Alfa, que veio a falecer em conseqüência dos ferimentos, a par de sua

(D)

homicídio.

(E)

homicídio culposo.

particular situação fisiológica. Na situação hipotética acima descrita, a hemofilia trata- se de causa

27- Dois assaltantes combinaram roubar um Banco e, para isso, passaram dois dias nas proximidades da agência bancária, observando o local e a rotina do funcionamento. Depois, quando estavam na

(A)

superveniente absolutamente independente em relação à conduta de

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casa de um deles, elaborando o croqui do

vangloriando-se que contava com a certeza de sua morte, dentro do menor espaço de tempo, o fato chegou ao conhecimento da autoridade policial que tudo apurou,

inclusive identificou, apreendeu e mandou realizar a perícia, constatando, finalmente, que havia no armário de Gasparina, um recipiente contendo a mescla de açúcar e veneno. Pode-se dizer:

local

e

esquematizando

o

crime,

foram

presos

pela

polícia

e confessaram seus

planos criminosos. Em relação ao caso, é correto afirmar que os assaltantes:

(A)

eram inimputáveis

(B)

praticaram ação típica

 

(C)

não podem ser punidos

(D)

praticam tentativa de roubo

 

(A)

Houve tentativa de homicídio qualificado.

 

28- Não se pode afirmar sobre a tentativa:

(B)

Trata-se de crime impossível por ineficácia absoluta do meio.

(A)

é uma causa geral de aumento de pena que traduz um juízo menor de censura;

(C)

Trata-se de crime impossível por absoluta impropriedade do objeto.

(B)

é uma norma de extensão cuja inexistência tornaria atípica a não realização de crime material por circunstâncias alheias à vontade do agente;

(D)

Trata-se de erro de execução, irrelevante. Por isto mesmo, Gasparina deve responder pela tentativa de homicídio qualificado, eis que iniciada a execução e somente não se consumou por circunstância alheia à sua vontade.

(C)

situa-se na Parte Geral do Código Penal;

(D)

tem como espécies a tentativa perfeita e a tentativa imperfeita.

29- A tentativa é inadmissível no crime:

 

32- Analise as proposições que se seguem, referentes ao crime na modalidade tentada, à desistência voluntária, ao arrependimento eficaz e ao arrependimento posterior, institutos previstos no Código Penal Brasileiro, e, após, marque a seqüência correta:

I) Se o agente interrompe voluntariamente a execução do crime ou se, já exaurida a atividade

(A)

doloso.

 

(B)

material.

(C)

unissubsistente.

 

(D)

omissivo impróprio.

30- "Crime putativo" é

(A)

o fato típico em que a conduta do sujeito ativo se confunde com a conduta, também ilícita, do sujeito passivo.

executória, evita a produção do resultado lesivo, não há falar em crime na modalidade tentada.

(B)

aquele em que o sujeito ativo pressupõe, por negligência, que não há fato ilícito, quando, a vítima consente com a conduta.

todo o crime praticado por menores inimputáveis.

II)

Na desistência voluntária o agente desiste,

(C)

interrompe ou abandona a execução do delito quando podia terminá-la. Já no arrependimento eficaz o processo de execução do delito se encontra esgotado, tendo o agente que atuar para evitar a efetiva produção do evento danoso.

(D)

aquele no qual o agente imagina, por erro,

 

III)

Dá-se o arrependimento posterior nos crimes

que está cometendo uma conduta ilícita prevista no nosso ordenamento jurídico, quando o fato não é considerado crime.

31- Gasparina do Alentejo, movida por ciúme, pretendia matar Geni do Ribatejo. Adquiriu, na Casa do Fazendeiro, mortífero veneno. Convidou Geni para o chá vespertino. Colocou dois recipientes com açúcar sobre a mesa, sendo certo que, segundo seu juízo, aquele mais próximo de Geni continha açúcar mesclado com o mortífero veneno. Gasparina enganou-se. O recipiente que continha a mescla de açúcar e veneno permaneceu no armário. Porque Gasparina, logo após Geni despedir-se, “bateu com a língua nos dentes”,

cometidos sem violência ou grave ameaça à

pessoa, quando reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente.

IV)

O arrependimento posterior constitui causa

obrigatória de redução de pena.

 

(A)

Somente as proposições I, III e IV estão

corretas.

 

(B)

Somente as proposições II, III e IV estão corretas.

(C)

Somente as proposições I, II e III estão corretas.

(D)

Todas as proposições estão corretas.

 

33-

A

tentativa

configura-se

quando

o

agente:

 

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(A)

não consuma o delito porque desistiu voluntariamente de prosseguir o iter criminis.

embriagado fazia a sua esposa. O pai bêbado não se conforma. Vai até o guarda-roupa, retira de lá uma espingarda e, pelas costas, aciona várias vezes o gatilho contra o

próprio filho. Nada acontece. A mãe, pressentindo aquele desfecho, havia retirado da arma todos os cartuchos. O pai cometeu:

(B)

repara o dano causado, não gerando qualquer prejuízo ao lesado.

(C)

é preso em sua casa, algumas horas após o crime, ainda de posse do bem subtraído.

(D)

retorna ao local do crime e devolve o bem subtraído ao lesado.

(A)

crime falho

(B)

tentativa perfeita

(E)

não atinge o fim pretendido em decorrência de intervenção de terceira pessoa.

(C)

crime impossível

(D)

tentativa imperfeita

34- Se Maria, com dolo de homicídio,

38- Confrontando o arrependimento eficaz com a desistência voluntária, no campo penal, é correto dizer que:

utilizando-se de uma faca, produz em Antônio determinados ferimentos, apontados

no exame de corpo de delito, e Antônio vem

(A)

enquanto o arrependimento eficaz se volta para evitar o resultado de uma ação delituosa já praticada, a desistência voluntária se dirige contra a continuidade do processo de execução de uma ação típica começada.

enquanto o arrependimento eficaz isenta o agente dos atos típicos anteriormente praticados, a desistência voluntária não produz essa isenção.

a falecer, não em razão das lesões

produzidas diretamente por Maria, mas em

conseqüência de uma colisão envolvendo a

ambulância que o transportava, a responsabilidade penal de Maria caracteriza- se como

(B)

(A)

tentativa de homicídio.

(B)

lesões corporais seguidas de morte.

(C)

lesões corporais.

(D)

homicídio doloso.

(C)

somente quanto aos efeitos punitivos as duas figuras se equivalem à tentativa

35- "A", imputável, inicia atos de execução

(D)

ambos produzem uma redução de pena de um a dois terços.

de

um crime; antes de ocorrer o resultado,

deixa de praticar os demais atos para atingir

 

a consumação. A consumação não acontece.

39- Julieta, desejando a morte de Romeu, ministra-lhe uma dose de veneno. Arrependida, porém, ministra-lhe, ato

A hipótese configura:

(A)

tentativa

(B)

arrependimento posterior

contínuo, um antídoto, o que evita que a morte ocorra. Apesar disso, vem a vítima a sofrer conseqüências lesivas em seu organismo. Nesse caso, pode-se dizer que:

(C)

desistência voluntária

(D)

arrependimento eficaz

(E)

crime impossível

 

(A)

houve tentativa perfeita.

36- “A” desejando matar “B”, vai a sua casa e, pela madrugada penetra no quarto onde “B” dormia, descarregando o revólver que portava. Em seguida se retira. Submetido a exame cadavérico os legistas concluem que “B” morrera em razão de um enfarto horas antes de ser atingido por “A”.

(B)

configura-se caso de desistência voluntária.

(C)

tipificou-se o delito de lesões corporais dolosas.

(D)

Julieta deve responder por tentativa de homicídio.

40-Marque a alternativa errada:

(A)

Houve homicídio doloso com a qualificadora do meio que tornou e impossibilitou a defesa da vítima.

(A)

Crime próprio exige uma qualidade ou condição pessoal do sujeito ativo.

(B)

Crime permanente é aquele cuja consumação se prolonga no tempo.

(B)

Houve homicídio tentado.

(C)

Deu-se o crime impossível por impropriedade do objeto material.

(C)

Crime habitual exige a prática reiterada do comportamento proibido.

(D)

Deu-se violação a cadáver.

(D)

Crime de ação múltipla pressupõe a divisão de tarefas entre diversas pessoas.

37- O filho intervém, energicamente, a favor da mãe, diante das ameaças que o pai,

(E)

Crime de mão própria só pode ser praticado pelo agente pessoalmente.

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41- Quando o agente, disparando arma de fogo em direção a seu desafeto, mas, errando o alvo, vem a atingir terceira não visada, pode-se dizer que ocorreu:

(D)

no rol de circunstâncias das circunstâncias agravantes.

45- João, pretendendo matar José, atira em

sua direção mas, por erro de pontaria, atinge Pedro, causando a morte deste último, que estava ao lado de José. Trata-se de:

(A)

erro sobre pessoa;

(B)

erro na execução;

(C)

erro sobre objeto;

(A)

erro de execução (aberratio ictus).

(D)

erro provocado por terceiro.

(B)

erro sobre o objeto (error in objecto)

 

(C)

erro sobre a pessoa (error in persona)

42- Assinale a assertiva correta.

(D)

resultado diverso do pretendido pelo agente

(A)

Se o agente erra quanto a elemento essen- cial do tipo, o dolo deixa de configurar-se. Se o erro é invencível, o fato é tipicamente culposo, cabendo desclassificação do tipo mais grave para tipo menos grave.

46- O erro sobre elementos constitutivos do tipo legal de crime:

(A)

isenta de pena, se inevitável.

(B)

Se o agente erra, supondo situação de fato que, se existente, tornaria legítima sua conduta, a pena pode ser diminuída caso o erro derive de culpa.

(B)

exclui o dolo.

 

(C)

exclui a ilicitude.

 

(D)

exclui a culpabilidade.

(E)

diminui a pena de um sexto a um terço, se evitável.

(C)

Se o agente, em sua conduta, erra quanto a elemento essencial do tipo, o dolo deixa de configurar-se. Se o erro é vencível, o agente pratica crime culposo, caso previsto em lei. Se invencível, o agente pratica fato atípico, pois fica caracterizada a ausência de dolo e de culpa.

47- Quando o agente pretendendo matar um desafeto, desfere vários disparos de arma de

fogo

em

sua

direção,

mas, por erro de

execução, atinge pessoa não visada, fala-se em:

(D)

Se o agente erra, por falta de maiores cau- telas e cuidados, quanto aos limites de causa de exclusão de ilicitude, o Juiz pode diminuir a pena, mantendo a classificação no mesmo tipo penal aplicável caso o erro não ocorresse.

(A)

aberratio ictus;

 

(B)

aberratio criminis;

(C)

error in persona;

(D)

error in albis.

48- Não representa causa de exclusão da ilicitude:

43- O erro sobre o elemento constitutivo do tipo

(A)

ingresso na residência contra a vontade do morador no momento em que há prática de crime em seu interior;

(A)

exclui o dolo, mas não permite a punição por delito culposo, se previsto em lei.

(B)

abate de animal para saciar a fome da família;

(B)

não exclui o dolo.

(C)

exclui o dolo, mas permite a punição por delito culposo, se previsto em lei.

(C)

obrigação hierárquica;

 

(D)

aborto necessário;

(D)

não exclui o dolo, nem permite a punição por delito culposo, ainda que previsto em lei.

(E)

prisão em flagrante efetuada por particular.

49- Constitui requisito subjetivo do estado de necessidade:

44- A hipótese do alegado “desconhecimento da lei” aparece em nosso Código Penal

(A)

Consciência do agente da situação de perigo e de agir para evitar a lesão.

(A)

no artigo correspondente à figura do erro de tipo.

(B)

Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo.

(B)

apenas no artigo correspondente ao erro de proibição.

(C)

Não haver sido o perigo voluntariamente provocado pelo agente.

(C)

no artigo correspondente ao erro de proibição e também nas circunstâncias atenuantes.

(D)

Inexigibilidade de sacrifício do bem ameaçado.

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50- Rogério Greco (in Curso de Direito Penal) apresenta a narrativa do seguinte caso: “ André, jogador de futebol profissional, injustamente, agride Pedro.

54- Conforme está expresso em nosso

Código Penal para ser caracterizada a figura do estado de necessidade torna-se necessário que o perigo ao qual está submetido o agente seja

Este último, pretendendo se defender da agressão que estava sendo praticada contra

(A)

iminente e não atual.

a

sua pessoa, saca seu revólver e atira em

(B)

atual e não iminente.

André, fazendo-o cair. Quando André já não esboçava qualquer possibilidade de continuar a agressão injusta por ele iniciada, Pedro aponta a arma para seu joelho e diz ‘Agora que já não pode mais me agredir, vou fazer com que você termine sua

carreira no futebol’. Nesse instante, quando Pedro ia efetuar o disparo, já atuando em excesso doloso, André saca seu revólver e o mata”. A descrição é de um caso de legítima

(C)

atual ou iminente.

(D)

idêntico, em termos de atual ou iminente, ao da legítima defesa.

55- Carlos, médico, após longa conversação com o seu paciente Rodrigo e com sua família, realiza uma intervenção cirúrgica, amputando-lhe a perna esquerda que estava

gangrenando. Assinale a alternativa correta:

(A)

Carlos cometeu o crime de lesão corporal.

defesa:

(B)

Carlos não cometeu crime, tendo em conta que a ação foi praticada no exercício regular do direito.

(A)

subjetiva;

(B)

putativa;

(C)

sucessiva;

(C)

Carlos não cometeu crime, tendo em conta que a ação foi praticada no estrito cumprimento do dever legal.

(D)

exculpante;

(E)

recíproca.

 

(D)

Carlos não cometeu crime, tendo em conta que a ação foi praticada em estado de necessidade.

51- A legítima defesa:

(A)

pressupõe agressão lícita;

(B)

pode ser putativa;

 

(C)

é excludente da punibilidade;

56- Caio, policial, vê Tícia, prostituta, ser alvo de disparos de arma de fogo por parte de Mévio. Imediatamente, saca sua pistola e mata Mévio. Caio está numa hipótese de:

(D)

autoriza matar em qualquer caso.

52- O agente que, para salvar a si e a seu

filho, de naufrágio acidental, corta a corda que segurava a única bóia salva-vidas ao barco que afundava, enquanto sua esposa, que nela se agarrava, afoga-se, comete

(A)

inimputabilidade penal;

(B)

legítima defesa;

(C)

exercício regular de direito;

(D)

estrito cumprimento do dever legal;

ilícito?

(E)

estado de necessidade.

(A)

Não. Encontrava-se em estado de necessi- dade.

57- Roberto, jogador de futebol profissional, ao "cobrar" uma falta, atinge a cabeça de seu adversário Carlos, que encontrava-se integrando a barreira; vindo o último a falecer em decorrência das lesões provenientes da referida ação contundente. Responda:

(B)

Sim. Responde por homicídio preterdoloso.

(C)

Não. Encontrava-se em legítima defesa própria e de terceiro.

(D)

Sim. Responde por homicídio culposo.

(E)

Não. Encontrava-se em exercício regular de seu direito à vida.

53- Segundo a legislação penal e a doutrina,

(A)

Roberto deve ser condenado pelo cometimento do delito de homicídio.

a

alternativa correta é:

(B)

Roberto deve ser absolvido, tendo em conta estar ele amparado pela excludente de ilicitude de exercício regular do direito.

(A)

a legítima defesa é causa especial de diminuição de pena.

(B)

pode haver legítima defesa contra legítima defesa.

(C)

Roberto deve ser absolvido. Embora a conduta seja típica e antijurídica, no entanto, não é culpável.

(C)

a legítima defesa é uma circunstância atenuante.

(D)

Roberto deve ser absolvido, tendo em conta estar ele amparado pela excludente

(D)

pode-se agir em legítima defesa putativa.

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8

 

de

ilicitude

de

estrito

cumprimento

 

do

63- O homicídio praticado sob coação a que o

dever legal.

 

agente

poderia

resistir

implica no

 

reconhecimento:

 

58- O termo "ofendículos" significa:

 

(A)

De causa que isente o agente de pena;

 

(A)

sujeitos ativos atingidos pela legítima defesa

(B)

De causa que privilegia o agente;

 

(C)

De circunstância que atenua a pena do

(B)

sujeitos passivos atingidos pela legítima defesa.

agente;

 

(D)

De causa que qualifica o homicídio.

 

(C)

ofensa inicial ao bem jurídico atingido, a qual motiva a legítima defesa

64- A embriaguez completa e fortuita:

(D)

aparato para defender o patrimônio ou qualquer bem jurídico de ataque ou ameaça

(A)

é causa especial de diminuição de pena;

(B)

é causa de exclusão de ilicitude;

 

(C)

é circunstância atenuante;

 

(D)

é causa de exclusão de imputabilidade.

 

59- Segundo o Código Penal, não há crime quando o agente pratica o fato

65- Sobre a imputabilidade, diz-se :

 

(A)

em estado de necessidade.

 

(A)

integra a antijuridicidade;

 

(B)

em estado de embriaguez.

(B)

é

requisito para a formação de um juízo de

(C)

sob violenta emoção.

reprovabilidade sobre o autor;

 

(D)

por ordem de superior hierárquico.

 

(C)

elemento indispensável para a formação do tipo;

é

(E)

sob coação moral irresistível.

 
 

(D)

é

excludente da culpabilidade

 

60- São causas que excluem o culpabilidade, respectivamente:

crime

e

a

66-

A

única

hipótese

que

exclui

a

(A)

estado de necessidade / legítima defesa.

imputabilidade é:

 

(B)

legítima defesa / inimputabilidade.

 

(A)

menoridade entre 18 e 21 anos;

 

(C)

desconhecimento da lei / exercício regular de direito.

(B)

embriaguez culposa completa;

(C)

perturbação da saúde mental que dificulta

(D)

erro de proibição inevitável / erro de tipo.

 

a

possibilidade de se autodeterminar;

 
 

(D)

forte emoção;

 

61- Sandro, com 17 anos e meio, pratica um

(E)

desenvolvimento mental incompleto que

seqüestro. Com a vítima ainda em seu poder, em cativeiro desconhecido, completa 18 anos. Nesse caso, Sandro estará

afasta

a

possibilidade

de

se

autodeterminar.

 

(A)

sujeito às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente.

67- São pressupostos da culpabilidade

 

(A)

a imputabilidade e a previsibilidade do resultado.

(B)

sujeito às normas do Código Penal.

 

(C)

sujeito às normas da Lei n.º 8.069/90 e do Código Penal.

(B)

a possibilidade de conhecer a ilicitude do fato e a falta de dever de cuidado.

(D)

isento de pena.

 

(C)

a exigibilidade de conduta diversa e a previsibilidade do resultado.

(E)

sujeito à conversão da pena.

 

62- A culpabilidade é composta de:

(D)

a imputabilidade e a exigibilidade de conduta diversa.

(A)

dolo ou culpa, exigibilidade de outra conduta e imputabilidade.

(E)

a falta de dever de cuidado e a imputabilidade

(B)

dolo ou culpa, consciência de ilicitude e imputabilidade.

68- Sobre o agente inimputável não é correto afirmar que :

(C)

exigibilidade de outra conduta, consciência de ilicitude e imputabilidade.

(A)

pode praticar um fato descrito em lei e contrário à ordem jurídica;

(D)

exigibilidade de outra conduta, consciência de ilicitude e consciência da tipicidade.

(B)

reconhecida antes da sentença, jamais poderá sofrer pena corporal e posteriormente medida de segurança face ao sistema vicariante;

(E)

nenhuma das respostas acima.

 

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9

(C)

é culpável, mas isento de pena face à vontade viciada pela patologia;

(B)

Culpabilidade.

 

(C)

Tipicidade.

(D)

a inimputabilidade é causa de exclusão da culpabilidade.

(D)

Antijuricidade

69- Julgue os itens abaixo:

73- Tício, que possui 17 anos, 11 meses e 18 dias, dispara tiros de revólver em Mévio que fica gravemente ferido vindo a falecer em decorrência dos ferimentos, quando Tício já havia completado 18 anos. De acordo com a situação apresentada, é correto afirmar:

I-

A embriaguez preordenada acha-se prevista no

CP

como circunstância atenuante.

II

- A embriaguez acidental pode, conforme o

caso,

excluir a imputabilidade ou ensejar a

diminuição da pena.

(A)

Tício é inimputável, uma vez que cometeu o crime quando ainda não havia completado 18 anos.

III

- Se o sujeito cometer uma infração penal sob

o

efeito de embriaguez culposa, a culpabilidade

ficará excluída.

(B)

Tício é imputável, tendo em vista que, quando o resultado morte ocorreu, já havia atingido a maioridade penal.

Tício é inimputável, considerando a Teoria do Resultado.

IV

- Tratando-se de embriaguez fortuita

incompleta, na qual o agente, ao tempo do crime, não tivesse plena capacidade de entendimento, ao

(C)

juiz

será facultada a redução da pena de um a

dois

terços.

(D)

Tício é semi-imputável já que preenche os requisitos referentes à capacidade, quais sejam: cognoscitivo (capacidade de compreensão da ilicitude do fato) e volitivo (capacidade de atuar conforme essa compreensão).

A

quantidade de itens certos é igual a

(A)

1

(B)

2

(C)

3

(D)

4

70- João, um dia antes de completar 18 anos, atira em Paulo. A vítima é transportada

74- Assinale a alternativa que menciona a condição do agente na data da ação ou da omissão, que lhe concede o privilégio da inimputabilidade penal.

(A)

para o hospital, onde vem a falecer três dias após, quando João já havia completado 18 anos.

(A)

João será condenado em virtude da consumação haver ocorrido após o agente haver completado 18 anos;

 

A de conseguir provar, mediante perícia médica, que, ao praticar o ato ou a

omissão, estava sob efeito de incontrolável emoção.

(B)

João não será condenado, pois no momento em que completou o ato executório era menor de 18 anos;

(B)

A

de ser menor de 18 anos.

 

(C)

A de estar sob o efeito de embriaguez, voluntária ou culposa, provocada pelo

(C)

João será condenado em virtude de tratar- se de crime continuado;

álcool ou substância de efeitos análogos.

 

(D)

A de estar sob o efeito de embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior

(D)

João será condenado se ficar comprovado que agiu dolosamente.

e

que não possuía, ao tempo da ação ou

71- A culpabilidade, para a Teoria Finalista da Ação, é composta de:

omissão, plena capacidade de entender o carácter ilícito do fato praticado.

(A)

dolo ou culpa, exigibilidade de outra conduta e imputabilidade.

75- Indique a hipótese que configura causa de exclusão da culpabilidade.

(B)

dolo ou culpa, consciência de ilicitude e imputabilidade.

(A)

erro sobre elemento constitutivo do tipo.

 

(B)

estrito cumprimento do dever legal.

 

(C)

exigibilidade de outra conduta, consciência de ilicitude e imputabilidade.

(C)

coação moral irresistível.

(D)

coação física irresistível.

(D)

exigibilidade de outra conduta, consciência de ilicitude e consciência da tipicidade.

(E)

embriaguez culposa.

(E)

nenhuma das respostas acima.

76- Quando uma situação

aparente,

 

justificada

pelas

circunstâncias,

leva

o

72- A inimputabilidade exclui a:

agente a atuar em erro determinado por

(A)

Ilicitude.

terceiro, cometendo um delito:

 

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10

(A)

 

não há punição.

 

(B)

decadência

-

perempção

-

perdão

-

(B)

responde pelo ato o terceiro que determinou o erro.

renúncia;

 

(C)

decadência

-

perempção

-

renúncia

-

(C)

 

há punição por culpa.

 

perdão;

(D)

nenhuma das respostas anteriores.

 

(D)

perempção

-

decadência

-

renúncia

-

 

perdão.

77- Erasto, por erro derivado de culpa, pensa que um ladrão se encontra em seu quintal e efetua disparos de arma de fogo contra ele, certo de que agia em legítima defesa de sua

81- Da retratação, prescrição, decadência, anistia e reincidência pode-se dizer que:

(A)

são espécies de extinção da punibilidade;

 

propriedade. Ao se aproximar da vítima verificou que não era um ladrão, mas seu vizinho que fora visitá-lo. No caso, a situação pode ser definida como:

(B)

com exceção da anistia, são causas extintivas do crime;

(C)

com exceção da reincidência, as demais atingem o poder-dever de punir do Estado;

(A)

 

culpa consciente

 

(D)

são causas que excluem o caráter criminoso da conduta.

(B)

culpa imprópria

(C)

dolo específico

 

(D)

culpa própria.

82- Dentre as opções apresentadas abaixo, marque a que corresponde a uma causa de exclusão da punibilidade:

(A)

legítima defesa

78- Na visão de Damásio de Jesus, na teoria finalista da ação, crime é o fato típico e ilícito. Portanto, segundo ele, a culpabilidade não faz parte do conceito de crime, sendo mero pressuposto de aplicação da pena. Assim, são requisitos da culpabilidade:

(B)

obediência hierárquica

 

(C)

coação moral irresistível

(D)

perdão judicial

 

(E)

desistência voluntária

 

(A)

 

imputabilidade, exigibilidade de conduta diversa e potencial consciência da ilicitude.

83- Acerca das causas extintivas da

(B)

imputabilidade, culpa e possibilidade de conhecimento do ilícito.

punibilidade, assinale a opção incorreta.

 
 

(A)

Sendo personalíssima a responsabilidade penal, a morte do agente faz que o Estado perca o direito punitivo, não se transmitindo aos herdeiros qualquer obrigação de natureza penal.

Perdão é o ato unilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal, após iniciada a ação penal privada exclusiva e antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, desiste de seu prosseguimento.

Perempção é a perda do direito de prosseguir na ação penal privada exclusiva já iniciada e não encerrada em face da inércia do querelante em promovê-la de forma adequada.

(C)

 

imputabilidade, dolo e exigibilidade de conduta diversa.

(D)

dolo, culpa e preterdolo.

 

79- A coação moral irresistível é causa de:

 

(B)

(A)

 

extinção de punibilidade.

 

(B)

exclusão de culpabilidade.

(C)

exclusão da antijuridicidade.

 

(D)

diminuição especial da pena.

80- Conforme os enunciados abaixo, indique,

(C)

na seqüência correta, as causas de extinção

da

 

punibilidade

previstas

na

legislação

penal:

 

I

-

o direito de ação

não é exercido no prazo

legal;

 

(D)

Prescrição é a perda da pretensão punitiva ou executória do Estado em virtude do decurso de um determinado período de tempo sem o exercício efetivo do direito de punir.

II

-

em prazo legal fixado para

a prática de

determinados atos processuais, o autor da ação

omite-se;

 

III

- antes de iniciada a ação, o ofendido expressa

a

desistência de interpô-Ia;

   

IV

- o autor da ação, durante o transcorrer desta,

84- Das opções abaixo assinale a alternativa que apresenta crime que não é suscetível de graça, indulto e anistia:

manifesta a sua vontade de não prosseguir no

feito;

 

(A)

 

decadência,

-

perdão

-

renúncia

(A)

crime contra a honra do Presidente da República.

 

perempção

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11

(B)

crimes de tráfico ilícito de entorpecentes.

 

(C)

anistia

 

(C)

crimes contra a administração da justiça.

(D)

retratação

(D)

crimes contra a administração pública.

(E)

perdão

(E)

crimes de trânsito.

   
 

91-

A

única

hipótese

que

não

configura

85- É causa de extinção da punibilidade que alcança apenas uma pessoa:

causa de extinção da punibilidade é:

 

(A)

casamento

do

autor

com

a

vítima

de

(A)

indulto.

 

estupro.

(B)

graça.

(B)

morte do agente.

 

(C)

prescrição.

 

(C)

indulto.

 

(D)

anistia.

(D)

prescrição.

86- É causa de extinção da punibilidade que ocorre somente nos casos de ação penal privada.

(E)

reparação do prejuízo no crime de dano ao bem público.

92- Assinale a alternativa que apresenta

(A)

perdão do ofendido.

 

duas causas de extinção da punibilidade, que

(B)

decadência.

não

extinguem

somente

a

pena,

mas

o

(C)

prescrição.

próprio crime, como se o mesmo não tivesse

(D)

perdão judicial.

existido.

 

(E)

“abolitio criminis”.

(A)

prescrição e decadência.

 
 

(B)

indulto e perdão judicial.

87- Assinale a opção que corresponde a uma

(C)

abolitio criminis e anistia.

causa

de

extinção

da punibilidade não

(D)

morte do agente e graça.

aplicada a ação penal privada.

   

(A)

renúncia ao direito de queixa

 

93- Em crimes de ação penal privada, dentre

(B)

perdão do ofendido

 

as

causas

(C)

perempção

podem

ser

de extinção da punibilidade, indicadas duas das abaixo

(D)

perdão judicial

listadas, que são:

 
 

(A)

obediência hierárquica e perdão aceito.

 

88- Quanto ao perdão do ofendido, que é

(B)

indulto e obediência hierárquica.

uma

causa

de

extinção

da

punibilidade,

(C)

perempção e legítima defesa.

 

assinale a alternativa incorreta.

(D)

perdão aceito e perempção.

(A)

só produz efeitos se aceito pelo querelado.

(E)

legítima defesa e indulto.

 

(B)

é aplicado na ação penal pública condicionada à representação.

94- Um

motorista,

dirigindo

em

alta

(C)

ocorre depois do exercício do direito de queixa.

velocidade vira o veículo resultando na

morte de duas pessoas e lesão corporal em outra. No que se refere a concurso de crimes, podemos dizer que houve:

(D)

pode não se comunicar em caso de concurso de agentes.

 

(A)

Concurso material;

 

89-

Constitui

causa

de

extinção

da

(B)

Crime continuado;

punibilidade,

concernente

à

ação penal

(C)

Concurso formal;

privada, que acontece antes do exercício do direito de queixa.

(D)

Concurso de pessoas.

(A)

perdão do ofendido.

 

95- Considere as assertivas abaixo.

 

(B)

perempção.

I-

Apresenta-se o concurso formal homogêneo

(C)

decadência.

quando os resultados são idênticos. II- O concurso formal imperfeito só é possível

(D)

renúncia.

(E)

“abolitio criminis”.

nos crimes dolosos. III- Apresenta-se o concurso formal imperfeito (ou impróprio) quando os desígnios são au- tônomos. Quais são corretas?

90-

Qual

das

causas

de

extinção da

punibilidade é concedida pelo Presidente da

República?

 

(A)

indulto

(A)

Apenas I

 

(B)

decadência

 

(B)

Apenas II

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12

(C)

Apenas III

 

(D)

o condenado for semi-imputável;

(D)

Apenas I e III

 

(E)

I,

II e III

100- O Magistrado, ao fixar a pena atribuída ao réu, deverá adotar o sistema trifásico para seu cálculo. Entende-se por este sistema que

96- A, imputável, mediante uma só ação, conforme seu desejo, comete dois crimes,

resultantes

de

desígnios autônomos. A

(A)

a pena-base deve ser fixada considerando- se as circunstâncias judiciais, para, após, serem aplicadas as circunstâncias atenuantes e agravantes e, por fim, as causas de diminuição e de aumento de pena.

hipótese caracteriza:

(A)

concurso material.

(B)

concurso formal impróprio.

(C)

concurso formal próprio.

(D)

crime continuado.

(E)

reincidência.

 

(B)

a pena-base deverá ser fixada em três fases distintas, não importando a ordem em que serão analisadas as circunstâncias judiciais, as causas de diminuição e de aumento de pena e as circunstâncias atenuantes e agravantes.

a pena-base é fixada de acordo com a dosimetria de pena estabelecida pelo juiz, sempre considerando os três tipos de pena existentes no nosso sistema penal.

97- Um indivíduo, notabilizado pela prática de furto de veículos, logo após ter furtado um deles, conduzia-o em alta velocidade em uma via pública quando, de forma culposa, acabou por atropelar e matar um transeunte. Relativamente à conduta delituosa, tem-se

(C)

(A)

concurso material.

(B)

crime continuado.

(C)

concurso formal.

 

(D)

é indispensável que o juiz analise todas as três circunstâncias de aumento ou de diminuição de pena.

(D)

crime progressivo.

98- O condenado por crime hediondo

(A)

não tem direito a livramento condicional,

101- No que tange às penas restritivas de direito, assinale a opção correta.

(A)

devendo cumprir a pena integralmente no regime fechado.

(B)

pode pleitear o livramento condicional após

 

As penas restritivas de direitos podem ser aplicadas diretamente, sem fixação, em primeiro lugar, da pena privativa de liberdade.

As penas restritivas de direito podem ser aplicadas conjuntamente com as penas privativas de liberdade.

A reincidência específica é causa proibitiva absoluta da substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos.

A prestação pecuniária, se descumprida injustificadamente, não poderá ser convertida em pena privativa de liberdade.

o

cumprimento de um terço da pena, se

não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes.

(B)

(C)

pode requerer o livramento condicional

após o cumprimento de metade da pena, se for reincidente em crime doloso.

(C)

(D)

não tem direito a livramento condicional, embora faça jus ao sistema progressivo de cumprimento da pena.

(D)

(E)

pode pedir o livramento condicional após o cumprimento de 2/3 da pena, se não for reincidente em crime da mesma natureza.

(E)

99- A suspensão condicional da pena privativa de liberdade - sursis - em regra cai sobre pena não superior a dois (2) anos. Excepcionalmente, poderá recair sobre pena superior, não excedente, porém, a quatro (4) anos. Isso se verifica, quando:

As penas restritivas de direitos somente podem ser aplicadas na sentença condenatória, na fase de conhecimento.

102- A detração penal poderá ocorrer apenas nos casos de

(A)

condenação a uma pena de reclusão.

(B)

condenação a uma pena de reclusão ou

(A)

o

condenado for maior de setenta (70)

detenção.

anos de idade.

 

(C)

condenação a uma pena privativa de liberdade ou medida de segurança.

(B)

o

condenado for menor de vinte e um (21)

anos de idade;

 

(D)

condenação a uma pena de detenção ou medida de segurança.

(C)

o

condenado reparou integralmente o dano

proveniente do crime;

 

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13

(E)

aplicação

de

medida

de

segurança

ou

106- A, imputável, comete duas infrações

absolvição.

penais.

A

segunda,

depois

de

 

definitivamente condenado pela primeira.

103- A suspensão condicional da pena

Assinale a hipótese de não reincidência.

 

privativa de liberdade - sursis - em regra cai sobre pena não superior a dois (2) anos. Excepcionalmente, poderá recair sobre pena superior, não excedente, porém, a quatro (4) anos. Isso se verifica, quando:

(A)

Crime + crime

 

(B)

Crime + contravenção

(C)

Contravenção + contravenção

 

(D)

Contravenção + crime

 

(E)

Crime + tentativa de crime

 

(A)

o condenado for semi-imputável;

   

(B)

o condenado reparou integralmente o dano proveniente do crime;

107- As colônias agrícolas, industriais ou similares destinam-se ao cumprimento das penas em regime prisional

(C)

o condenado for menor de vinte e um (21) anos de idade;

(A)

fechado.

 

(D)

o condenado for maior de setenta (70) anos de idade.

(B)

semi-aberto.

(C)

aberto.

 

(D)

semi-fechado.

 

104- Há reincidência quando o agente

 

(E)

alternativo.

(A)

comete crime comum após haver sido condenado definitivamente por crime militar próprio

108- O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a:

(B)

pratica contravenção penal após haver sido condenado definitivamente por crime comum

(A)

35 anos;

 

(B)

30 anos;

(C)

comete novo crime após haver recebido perdão judicial em processo anterior.

(C)

20 anos;

(D)

50 anos.

(D)

pratica crime após haver sido condenado definitivamente por contravenção penal

109- São espécies de regimes prisionais:

 

(E)

comete crime comum após haver sido condenado definitivamente por crime político.

(A)

fechado, semi-aberto e aberto.

(B)

reclusão, detenção e liberdade assistida.

(C)

liberdade assistida, liberdade vigiada e

 

semiliberdade.

 

105- Tício foi condenado pela prática de crime doloso a uma pena privativa de liberdade. Transitado em julgado esta primeira sentença, praticou, um ano depois, crime da mesma espécie. Sendo todas as circunstâncias judiciais e legais favoráveis, foi aplicada pena definitiva de um ano e oito meses de reclusão. É possível o Juiz, face à condenação anterior, suspender condicional- mente a pena?

(D)

privação de liberdade e restrição de direitos.

(E)

reclusão, detenção e prisão simples.

 

110-

As

medidas

de

segurança

são

executadas em face de

 

(A)

infratores menores de 18 anos de idade.

 

(B)

condenados a penas alternativas considerados perigosos.

(C)

condenados a penas privativas de liberdade que ameacem fugir do estabelecimento prisional.

(A)

Não. O réu tem direito à substituição por pena restritiva de direitos.

(B)

Não. Sendo reincidente em crime doloso, é vedado o benefício.

(D)

condenados a penas privativas de liberdade que coloquem em risco a segurança da sociedade.

(C)

Sim. A condenação substitutiva anterior não impede o benefício.

(E)

inimputáveis por razões mentais.

 

(D)

Não. A reincidência só permite o regime aberto.

111- As penas classificadas como restritivas de direitos (prestação de serviços à

(E)

Sim. Porém o período de suspensão da execução é aumentado em até 6 (seis) anos.

comunidade, interdição temporária de direito etc.) são consideradas como

 

(A)

subsidiárias às penas privativas de liberdade.

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14

(B)

penas autônomas, substitutivas das penas privativas de liberdade.

penas que só podem ser aplicadas se concedido o sursis.

IV

-

O

tempo

de

cumprimento

das penas

(C)

privativas de liberdade não poderá ser superior a trinta anos. A quantidade de itens certos é igual

(D)

penas autônomas, aplicadas cumulativamente às privativas de liberdade.

(A)

1

(B)

2

(C)

3

 

(D)

4

112- A é definitivamente condenado pela

 

prática de um crime; no curso do respectivo processo, comete outro crime. A

115-

Nos

termos

do

Código

Penal,

a

interdição

temporária

de

direitos

está

(A)

será primário

incluída entre

 

(B)

será reincidente

(A)

as penas restritivas de direitos.

 

(C)

será reincidente específico

(B)

os efeitos da condenação.

 

(D)

terá cometido crime continuado

(C)

as medidas de segurança.

 

(D)

as penas restritivas de liberdade.

 

113- João foi denunciado pela prática de seguidos estupros e atentado violento ao pudor, tendo sido verificada nos autos sua

116- As espécies de pena previstas no Código Penal vigente são:

inimputabilidade, bem como a veracidade da acusação formulada em juízo. João, como sanção penal,

(A)

restritivas de direito; multa; prestação de serviços à comunidade.

(B)

privativas de liberdade; interdição

(A)

receberá uma pena reduzida de um a dois terços, podendo tal pena ser substituída por medida de segurança, conforme o sistema vicariante.

temporária de direitos; multa.

 

(C)

privativas de liberdade; restritivas de direitos; multa.