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RODOANEL

GOVERNADOR MÁRIO COVAS


DERSA
• Obra rodoviária expressa, classe zero, de formato anelar,
com 160 km de extensão
• Localizada entre 20 e 40 km do centro de São Paulo
• Dividida em 4 trechos: Oeste, Sul, Leste, Norte
• Interligação entre 10 eixos rodoviários
• (Airton Senna, Dutra, Fernão Dias, Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco,
Raposo Tavares, Regis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta)
O EMPREENDIMENTO
O EMPREENDIMENTO

• Até quatro faixas de rolamento


• Velocidade de operação entre 80 e 100 km/h
• Interseções em desnível
• Sistema viário secundário composto por marginais, trevos
e vias urbanas
OS OBJETIVOS DO
EMPREENDIMENTO

Propaganda Institucional - Trecho Oeste


OS OBJETIVOS DO
EMPREENDIMENTO
ANTES
• Solucionar o problema do congestionamento
• Melhorar a qualidade de vida na RMSP nos aspectos
ambientais e socioeconômicos
• Adotar medidas de proteção para as áreas sensíveis:
mananciais e parques florestais
• Promover o desenvolvimento eco–sustentável na área de
influência, ordenando o uso e ocupação do solo
OS OBJETIVOS DO
EMPREENDIMENTO
ATUALMENTE

• Ordenar o tráfego de transposição da RMSP, separando-o


dos fluxos internos e aliviando o sistema viário
metropolitano
• Hierarquizar e estruturar o transporte de passageiros e
cargas na RMSP
• Servir de alternativa para fluxos de longa distância
• Permitir a integração intermodal do transporte de cargas,
articulado com o Ferroanel e com Centros Logísticos
Integrados
OS BENEFÍCIOS ESPERADOS

• Aliviar a circulação da carga na malha viária de São Paulo


• Melhorar a interligação com o Porto de Santos
• Tornar o Estado de São Paulo mais competitivo no
escoamento da produção
O CONTEXTO DE INSERÇÃO

Mancha Urbana - Imagem de Satélite


A REGIÃO METROPOLITANA DE
SÃO PAULO

• Área = 8.051 km2


• Concentra quase 50 % da população do Estado
• Abrange 38 municípios
• População estimada = 16,3 milhões
• 1 em cada 10 brasileiros vive na RMSP
• PIB = U$ 102,8 bilhões = a 18,5% do PIB estadual =
50% do PIB nacional
A REGIÃO METROPOLITANA DE
SÃO PAULO

Caracterização da Ocupação

• 1,6 milhão de pessoas vivem em áreas de manancial


• Assentamentos residenciais de média densidade
• Tecido horizontal compacto
• Carência de áreas verdes e espaços abertos
• Organização do espaço a partir de eixos radiais de
penetração
A REGIÃO METROPOLITANA DE
SÃO PAULO

• Falta de sistema viário secundário que faça a ligação entre


bairros
• Falta de estrutura das atividades comerciais e de serviços
• Risco permanente à garantia de água em quantidade e
qualidade para abastecimento
• Falta política de proteção dos mananciais
• Billings e Guarapiranga abastecem 4 milhões de pessoas
OS IMPACTOS DO EMPREENDIMENTO

Represa Billings
OS IMPACTOS DO EMPREENDIMENTO

SIMULAÇÃO DO ISA

• Rodoanel = papel catalisador de processos de expulsão da


população de baixa renda para áreas mais distantes e sem
infra-estrutura
• Aumento da poluição das represas por esgotos
OS IMPACTOS DO EMPREENDIMENTO

Represa Billings
OS IMPACTOS DO EMPREENDIMENTO

Sistema Cantareira
OS IMPACTOS DO EMPREENDIMENTO

SIMULAÇÃO DO ISA

• Assoreamento das represas em função da terra perdida


com o estabelecimento de novas ocupações
• Redução da capacidade de reservação de águas nas
represas (assoreamento e impermeabilização do solo)
• Aumento do consumo de água ao longo do tempo
• Aumento dos riscos à saúde da população em função das
ineficiências dos sistemas de tratamento
• Aumento da quantidade e diversidade de poluentes nas
águas
OS IMPACTOS DO EMPREENDIMENTO

Área lindeira - Carapicuíba/Trecho Oeste


• Ineficácia dos instrumentos de controle das ocupações de
áreas lindeiras
O LICENCIAMENTO DO
TRECHO OESTE
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Extensão = 32 km
• Licenciado independentemente dos demais trechos
• Licença Prévia nº 127/97: condiciona a LO à adoção de
providências
• Licenças de Instalação expedidas por sub-trechos,
conforme cronograma da obra
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Licenças de Operação expedidas por sub-trechos: lote 6 (7


km), módulo 1, segmentos restantes
• LO expedidas sem o cumprimento das medidas mitigadoras
e compensatórias fixadas pela LP e pelas LI
• Falta de estudos diagnósticos: índios e Reserva da
Biosfera
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

IRREGULARIDADES E MEDIDAS
DESCUMPRIDAS

• Estações de monitoramento da qualidade do ar não


adquiridas e implantadas
• Programas de Compensação Ambiental não executados,
nem formalizados
• Plano de Proteção à Fauna não detalhado e implementado
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Substituição do projeto paisagístico e de recomposição da


vegetação na faixa de domínio (compromisso de
recuperação ambiental entre o DEPRN e a DERSA) Projeto
POMAR
• Projeto POMAR = financiamento dependente de parceria
entre Governo e setor privado
• Recomposição das áreas de apoio (plantio de mudas)
substituída pelo pagamento do valor em dinheiro à SMA
(Resolução SMA 16/2001) = recursos não revertidos
para a recuperação das áreas
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Plano de


Atendimento a Emergências não implementados
• Barreiras de ruído não implantadas e quando implantadas
(Casa dos Autistas) a solução técnica não foi adequada
• Alteração da abrangência e responsabilidade do
empreendedor nos Programas de Apoio à Relocação de
Atividades e Reassentamento
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Inconclusão das soluções de reassentamento das famílias


• Parcelamento das LI dificultou a fiscalização do programa
de reassentamento
• Descumprimento do Convênio Dersa/Emplasa para
adequação dos instrumentos de gestão e planejamento
• Remoção dos Moradores do Jardim Vista Alegre sem o
conhecimento do órgão licenciador por alegada ocupação
em área de risco (impacto do uso de explosivos)
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Destruição de patrimônio arqueológico desconhecido e


não estudado
• Falta de estudos prévios, levantamento e salvamento do
patrimônio arqueológico
• TAC DERSA/IPHAN para reparação (fevereiro de 2002)
• Descumprimento das obrigações assumidas no TAC
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE
O (AUTO) LICENCIAMENTO
AMBIENTAL TRECHO OESTE

• Comunidade Indígena Guarani do Jaraguá não foi


objeto de estudos antropológicos para dimensionar
impactos + medidas mitigadoras/compensatórias
O LICENCIAMENTO
AMBIENTAL
HISTÓRIA E IMPASSES DO
LICENCIAMENTO

• Licenciamento e operação do Trecho Oeste independentemente da


análise dos impactos do traçado como um todo
• Operação do Trecho Oeste = 2002
• Termo de Referência para EIA Trechos Norte-Leste-Sul
apresentado em 2001
• TDR = resultado de audiências públicas
• TDR incorpora recomendações do MPF, DEPRN, IF, DUSM
• EIA-RIMA Norte-Leste-Sul apresentado em abril de 2002
• Inconsistências do EIA
HISTÓRIA E IMPASSES DO
LICENCIAMENTO

• Fragilidade das justificativas do empreendimento como solução de


tráfego
• Intensa mobilização da sociedade civil
• Suspensão judicial de 5 audiências públicas por inadequação dos
locais, horários e acessibilidade e RIMA em linguagem inadequada
• Interrupção do processo de licenciamento dos trechos Norte-Leste-
Sul - início de 2004
• Avaliação Ambiental Estratégica apresentada - julho de 2004
HISTÓRIA E IMPASSES DO
LICENCIAMENTO

• AAE aprovada pelo CONSEMA em setembro de 2004


• EIA RIMA Trecho Sul “modificado”apresentado em
outubro de 2004
• 03 audiências públicas realizadas em novembro e
dezembro de 2004
AS DEFICIÊNCIAS DO EIA
NORTE - LESTE - SUL

• RIMA em linguagem não acessível


• EIA com estrutura inadequada, volumosa e repetitiva
• Objetivos, justificativas, metodologia e áreas de
influência definidos incorretamente
• Descrição e análise incompleta dos recursos ambientais e
suas interações (Resolução CONAMA 01/86)
AS DEFICIÊNCIAS DO EIA
NORTE - LESTE - SUL

• Falta de informações primárias


• Descrição genérica e baseada em fontes secundárias das áreas
ambientalmente relevantes influenciadas pelo RMC
• Falta detalhamento das funções das áreas e ecossistemas abrangidos:
conservação da água, manutenção de habitats, corredores ecológicos,
barreiras à expansão urbana
• Descrição inadequada da metodologia utilizada
• Fragilidade dos Planos e Programas Ambientais apresentados
• Lacunas e deficiências dos diagnósticos, com conseqüência para
dimensionamento de impactos
O QUE O CONSEMA APROVOU
COM A AAE?

• Inclui a AAE como parte dos documentos de licenciamento ambiental


• Reconhece a sua função de análise do empreendimento como um
todo no âmbito metropolitano
• Autoriza a continuidade do licenciamento por trechos
• Reconhece a prioridade do Trecho Sul
• Recomenda ao DERSA a readequação do antigo EIA Norte-Leste-
Sul, substituindo-o por um específico do Trecho Sul
• Adota a AAE como Termo de Referência para o novo EIA, em
conjunto com o TDR anterior
• SMA fixa 10 dias de prazo para sugestões e complementações
O QUE É UMA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DE VERDADE?

• Compara conjuntos de projetos ocorrentes e prognosticados para


estimar a sua força de transformação ambiental, em abrangência
geográfica regional
• Opera com macro-indicadores em processos mais globais e menos
com elementos isolados de transformação ambiental
• Equaciona relações entre empreendimentos de infra-estrutura e as
suas decorrências ambientais
• Privilegia aspectos estratégicos do empreendimento, embora não
abandone os técnicos
• Instrumento de planejamento
O QUE É UMA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DE VERDADE?

• Evita desperdício de tempo e investimentos por parte dos órgãos


ambientais, da sociedade e do empreendedor
• Avaliação ambiental prévia às decisões sobre projetos individuais
• Setor de transportes = instrumento de desenvolvimento sustentável
por analisar alternativas de intervenção
• Instrumento adequado para prever, interpretar, mensurar, qualificar,
estimar magnitude e amplitude espacial e temporal do impacto
ambiental associado a políticas, planos ou programas
• Subsidia tomada de decisão para a seleção entre programas
alternativos
O QUE É UMA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DE VERDADE?

• Inclui análise multimodal


• Inclui uso do solo e processos de desenvolvimento local,
regional e nacional
• Indica as metas, indicadores e diretrizes
• Ótica multi-setorial
O QUE É UMA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DE VERDADE?

Fundamento Legal
Constituição Federal:
• Artigo 225, impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de
defender e preservar o meio ambiente
• Artigo 170, estabelece como princípio da ordem econômica a defesa
do meio ambiente
Lei 6.938/81:
• Artigo 4° , a PNMA visará à compatibilização do desenvolvimento
econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do
equilíbrio ecológico
O QUE É UMA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DE VERDADE?

Fundamento Legal

• Artigo 9°, inciso III, inclui a avaliação de impactos ambientais dentre


os instrumentos da PNMA
Convenção da Biodiversidade: adota o princípio da precaução
(natureza pró-ativa da AAE facilita a escolha das melhores opções)
Resolução CONAMA 237/97:
• Artigo 1°, inciso III, considera Estudos Ambientais todos e quaisquer
estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização,
instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento.
Subsídio para o licenciamento.
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

Passivo ambiental do Trecho Oeste


OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Ignora a análise dos impactos socioambientais do Trecho


Oeste
• Ignora passivo socioambiental do Trecho Oeste
• Ignora o impacto cumulativo do Trecho Oeste
considerando a implantação e a operação dos três trechos
remanescentes
• Ignora diretrizes de planejamento para implantação dos
Centros Logísticos Integrados em áreas
socioambientalmente adequadas
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Ignora os impactos cumulativos dos CLI para a região


lindeira do Rodoanel
• Ignora a análise dos efeitos cumulativos em conjunto com
outros projetos, planos e programas previstos ou em execução
na região metropolitana de São Paulo
• Admite a autorização isolada de acessos para
empreendimentos lindeiros do setor de transporte de cargas
•Inclui o Ferroanel como obra prevista com investimento de
recursos e medidas com conseqüências ambientais no âmbito
do Rodoanel
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Expansão da faixa de domínio em metade do traçado do Rodoanel


para implantação da sustentação da linha ferroviária em trecho
compartilhado, que atinge área de manancial

• Ferroanel não está em fase se estudos socioambiental

• Ferroanel não está em fase de licenciamento ambiental

• DERSA não é a responsável pela execução do Ferroanel

• Ignora a análise dos impactos associados entre Rodoanel e


Ferroanel
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Reduz, sem justificativa, a definição das áreas de influência, como


conseqüência:
• Suprime impactos socioambientais
• Suprime programas de mitigação e compensação socioambiental
• Exclui diagnóstico e impactos sobre a Baixada Santista
• A redução das áreas de influência seguiu a lógica rodoviarista
(traçado e interligações)
• Ignora a extensão dos impactos do empreendimento, que deve ser
visto como uma intervenção importante sobre a malha urbana da
região metropolitana de São Paulo
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

Dispersa resultados dificultando o entendimento de questões relevantes

Não atende o roteiro metodológico proposto pelo MMA/SQA


Não contempla a indicação de Auditoria Independente para revisão da
AAE
Admite traçado que atinge UC de proteção integral (Parque Municipal);
áreas de mananciais; Parque Estadual da Cantareira (túneis?)
Compensação ambiental inexeqüível: 3.700.000 mudas. Como, onde,
custo?
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

CONSEQÜÊNCIAS DA REDUÇÃO DAS ÁREAS DE


INFLUÊNCIA PARA AS COMUNIDADES INDÍGENAS

• Exclui comunidades Guarani do Krukutu e Morro da


Saudade da área de influência direta, como constava do
EIA Trechos Norte-Leste-Sul
• Ignora impactos já identificados no EIA Trechos Norte-
Leste-Sul
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

COMUNIDADES INDÍGENAS

Terra Indígena Guarani Morro da Saudade


OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

IMPACTOS COMUNIDADES INDÍGENAS

• Diminuição da qualidade ambiental do entorno e da


qualidade das águas
• Adensamento da ocupação do entorno das terras indígenas
• Eventual interferência em trilhas usadas para atingir o
litoral ou os equipamentos sociais
• Alteração da vocação rural e de lazer da ocupação das
terras do entorno
OS PROBLEMAS DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

IMPACTOS COMUNIDADES INDÍGENAS

• Valorização imobiliária interfere no valor das


indenizações das benfeitorias no processo de ampliação das
terras indígenas em curso junto a FUNAI.
• Ignora o TDR que, com base em recomendação do MPF,
definiu a necessidade de incluir nos estudos de impacto
sobre comunidades indígenas, bem como a oitiva da
FUNAI;
A ABORDAGEM DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Analisa impactos sob a ótica do tráfego e não sob o ponto


de vista das alterações na dinâmica social do território
urbano
• Define o empreendimento como barreira à indução de
ocupação de áreas sensíveis em razão de ser o mesmo uma
rodovia fechada
A ABORDAGEM DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Ignora a necessidade de desenvolvimento de políticas de


planejamento urbano para que a rodovia possa conter a
ocupação em áreas sensíveis
• Ignora os exemplos de ocupação irregular gerados por
rodovias fechadas em São Paulo: Imigrantes e
Bandeirantes
• Positiva o impacto da valorização imobiliária das áreas de
entorno, tendo em vista a futura vocação de uso ocupação
da região por empreendimentos qualificados como mais
nobres
A ABORDAGEM DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Ignora o impacto da valorização imobiliária sobre a


expulsão da população de baixa renda em direção a outras
áreas da região metropolitana - como os mananciais ou
outras ambientalmente sensíveis
• Adota a partição do licenciamento ambiental do Rodoanel
em três trechos isolados, em desacordo com o TDR
• Partição do licenciamento = prejuízo do correto
dimensionamento de impactos para análise da sua
viabilidade ambiental
AS IMPLICAÇÕES DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

Audiência Pública Trechos Norte-Leste-Sul em São Paulo


AS IMPLICAÇÕES DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Ausência de discussão pública sobre a validade da


AAE como TDR para os estudos de impacto
ambiental
• Ausência de discussão pública sobre as
significativas modificações introduzidas pela AAE
O QUE É A AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Não oferece abordagem necessária para dar suporte à


decisão governamental motivada entre as prioridades de
investimento em diferentes planos, projetos e programas
• Conclui que o Rodoanel tem mínima relevância quanto à
indução de ocupação das áreas de manancial
• Reflete a prevalência do raciocínio setorial rodoviário na
implantação do projeto
• Ignora a necessária gestão compartilhada intersetorial das
Secretarias e os mecanismos de gestão metropolitana
O QUE É A AVALIAÇÃO AMBIENTAL
ESTRATÉGICA DO RODOANEL

• Ignora as articulações necessárias à superação dos


obstáculos à abordagem sistêmica
• Afirma a necessidade de abordagem intersetorial mas não
apresenta propostas para superar as dificuldades para
cobrar ações a cargo de eventuais parceiros, sobre as quais
o empreendedor alega não ter responsabilidade, mas que
podem comprometer a sustentabilidade do projeto
• Adjetivação excessiva ignora explicações necessárias mas
(re)afirma a viabilidade ambiental do empreendimento
• Foco não isonômico sobre os impactos positivos em
relação aos negativos.
POR QUE FOI FEITA A AAE DO
RODOANEL?

• Justifica decisão “política prévia”que adota o Rodoanel como


prioridade
• Não oferece discussão das alternativas possíveis à solução do
problema proposto
• Ignora a discussão sobre a viabilidade econômica do empreendimento
sob o argumento da “decisão política prévia”
• Promove o empreendimento a PROGRAMA de GOVERNO,
incluindo ações compartilhadas sobre as quais a Secretaria de
Transportes não tem controle
• Ignora a ausência dos instrumentos de gestão metropolitana e não
oferece alternativas de enfrentamento
A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

ICPs: 007/99, 004/2001 e 003/2003


REPRESENTAÇÃO: 2096/2004-12-08
RECOMENDAÇÕES: 039/2001à SMA/SP; 026/2001 à
DERSA; 11/2001 à DERSA
REUNIÕES (inúmeras) com representantes do empreendedor,
do Estado licenciador, dos municípios atingidos, com
Associações de Bairros, representantes do IPHAN, com
representantes das comunidades indígenas, diretores dos
Parques atingidos, Instituto Florestal, etc.
A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

VISTORIAS nas obras e entorno do traçado, isoladamente e


em conjunto com técnicos da DERSA e SMA/SP
AÇÕES CIVIS PÚBLICAS: 2002.61.00.007971-4 (cautelar
– Trecho Oeste); 2003.61.00005636-6 (cautelar -Trechos
Norte, Sul, Leste); 2003.61.00.025724-4 (Trechos Norte, Sul,
Leste)
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS: Participação nas Audiências
Públicas para discussão do TR e EIA-RIMA dos Trechos
Norte, Sul e Leste e EIA-RIMA do Trecho Sul modificado;
manifestações orais e entrega de documentos
A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

FASE ATUAL DAS AÇÕES JUDICIAIS:


• ACP cautelar Trecho Oeste: sem liminar (AI do MPF improvido);
fase pericial: engenharia civil, engenharia de tráfego, engenharia
química e acústica; impacto sobre populações indígenas já comprovado
nos autos por meio de avaliação antropológica;
• ACP Trechos Norte-Sul-Leste: com liminar (AI e Suspensões de
Liminar prejudicados; sentença de procedência condenando o IBAMA a
realizar o procedimento visando ao licenciamento ambiental federal da
obra , além daquele já em curso pelo Estado de São Paulo, devendo o
DERSA S/A atuar em conformidade com o licenciador IBAMA (AI do
IBAMA - indeferido o efeito suspensivo ao recebimento da apelação);
apelações do IBAMA e Estado de SP pendentes de julgamento