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Bordetella aula 2008

Bordetella aula 2008

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Bordetella pertussis

 Histórico
  

1578  descrição pela primeira vez 1907  isolamento por Jules Bordet e Octave Gengou 1926  desenvolvimento da vacina

 Características gerais Cocobacilos gram-negativos muito pequenos  Aeróbios estritos; não fermentadores; imóveis  Agente etiológico da coqueluche  Patógeno exclusivo do homem  Estima-se que ocorram cerca de 30 a 50 milhões de casos por ano que terminam em 300.000 mortes B. pertussis B. parapertussis  Principais espécies B. bronchiseptica B. avium B. hinzii
 

B. pertussis e B. parapertussis  agentes da coqueluche

 Fisiopatologia/ Patogênese da coqueluche Inalação de aerossóis Colonização da mucosa da árvore respiratória (exceto pulmões)
hemaglutinina filamentosa - glicolipídios

Ligação as células ciliadas/adesão
toxina pertussis TP/pertactina

Multiplicação na superfície
produtos tóxicos*

Fase Catarral
TP, toxina adenilciclase, citotoxina traqueal

Fase Paroxística TP, citotoxina traqueal, LPS Morte celular
*Lesão tecidual localizada e toxicidade sistêmica
1

a toxina inibe a destruição fagocítica e a migração dos monócitos ↑ o nível intracelular de adenilato ciclase e de AMPc e inibe a destruição fagocítica e a migração dos monócitos Causa lesões cutâneas dose-dependente ou reações fatais em modelo animal. ativa a via alternativa do C e estimula a liberação de citocinas. A sobrevivência intracelular protege a bactéria dos Acs. A subunidade S2 se fixa aos glicolipídios sobre a superfície céls ciliadas do TR. fixa-se ao CR3 na superfície dos leucócitos PMNs e inicia a fagocitose. céls fagocíticas Fixam-se às céls de mamíferos. a S3 se fixa aos gangliosídeos sobre a superf. Um fragmento de peptideoglicano que em ↓[ ] provoca ciliostase (inibição dos movimentos ciliares) e em ↑ [ ] destrói as céls respiratórias ciliadas e estimula a liberação de IL-1 (febre) Duas ≠ moléculas de LPS com lipídio A ou X. permitindo um estado de portador persistente Toxina A-B clássica que consiste em uma subunidade tóxica S1 e 5 subunidades de ligação. causando desregulação da adenilato ciclase e AMPc causando ↑ das secreções respiratórias e produção de muco. Fatores de virulência de Bordetella pertussis Fatores de Virulência Adesinas Hemaglutinina filamentosa Efeito Biológico Fixa-se aos glicolipídios sulfatados sobre as membranas das céls ciliadas. Provavelmente responsável pela destruição tecidual localizada. Seu papel na doença é desconhecido Toxina pertussis Pili e Pertactina Toxinas Toxina pertussis Toxina adenilato ciclase/hemolisina Toxina dermonecrótica Citotoxina traqueal Lipopolissacarídeo 2 . hospedeira. Seus papéis na doença são desconhecidos A S1 possui atividade adenosina difosfato ribosilante para a ptn G da cel.

através da inalação de aerossóis ↓ da incidência após introdução da vacina em 1949.* Toxina pertússica  Proteína do tipo AB Parte retida  Adesina Parte lançada  Ação tóxica    Epidemiologia B. entretanto. houve um ↑ significativo em adultos  fato atribuído à ↓ da imunidade através do tempo  3 . entretanto a doença ainda tem caráter endêmico no mundo inteiro com mais de 60 milhões de casos ao ano A maioria das infecções é observada em crianças. pertussis causa doença em humanos em não apresenta outro reservatório animal ou ambiental    Transmissão pessoa – pessoa.

vômitos. anorexia 2º. leucocitose Diminuição da tosse paroxística. ocasionalmente. Estágio: tosse seca. Catarral* 1 – 2 semanas Rinorréia. No auge da doença podem ocorrer até 50 paroxismos por dia Representação clínica da doença causada por Bordetella pertussis Estágios Duração Sintomas Incubação 7 – 10 dias Nenhum 1º. na pele ou no cérebro Ocasionalmente prolapso retal (exteriorização do reto) ou hérnia umbilical  A hemorragia. Síndromes clínicas 1º. Convalescente 3 – 4 semanas de complicações secundárias * Fases contagiosas  Complicações    Crianças podem apresentar pneumonia  pode ser fatal (agentes secundários) Durante episódios de tosse. produtiva (duração 3 semanas) * clássicos paroxismos de tosse. Estágio: lembra um resfriado comum 2º. nas membranas mucosas e. os pulmões podem romper e colapsar  pneumotórax Tosse intensa  hemorragia ocular. Estágio: tosse paroxística*. Os paroxismos terminam freqüentemente com vômito e exaustão. o edema ou a inflamação cerebral podem causar lesão cerebral e retardo mental. É comum haver produção de muco no TR. uma série de tosses repetitivas seguidas de sibilo inspiratório. febre baixa. que é particularmente responsável pelo comprometimento das vias aéreas. mal-estar. não produtiva de secreção (duração 2 semanas) 3º. paralisia ou outros distúrbios neurológicos   Otite média também ocorre freqüentemente  Diagnóstico a) Meio de transporte  Regan-Lowe (RL) b) Meio de isolamento primário  Bordet-Gengou 4 . desenvolvimento 3º. espirros. Paroxístico* 2 – 4 semanas Tosse repetitiva com sibilos.

Prevenção e Controle O tratamento com macrolídeos (eritromicina. os testes de amplificação do ácido nucléico (PCR) são os mais sensíveis e específicos A detecção de IgG ou IgA pode confirmar o diagnóstico clínico Tratamento. mas não fermenta carboidratos Resumo das infecções por Bordetella Fisiologia e estrutura Cocobacilos gram-negativos muito pequenos Não fermentadores Aeróbios estritos Para crescimento em cultura. paroxísmico e convalescente A doença mais grave ocorre em indivíduos não vacinados Diagnóstico A microscopia não é um método sensível nem específico A cultura é um método específico. O tratamento não melhora a evolução clínica Considerando que a coqueluche é altamente contagiosa em uma população suscetível. e que as infecções não-diagnosticadas em membros de uma família de um paciente sintomático possam manter a doença na comunidade. mas não é sensível Embora não prontamente disponíveis. requer meios especializados e prolongado período de incubação Epidemiologia O reservatório é o hospedeiro humano Distribuição mundial Crianças com idade inferior a 1 ano apresentam risco aumentado de infecção. azitromicina) é eficaz na erradicação dos microrganismos e na redução da extensão do estágio infeccioso. a eritromicina pode ser utilizada para profilaxia em casos selecionados A vacinação (tríplice: DTP – difteria. amido. sangue ou albumina para absorver substâncias tóxicas presentes no ágar   Oxida aminoácidos. mas a prevalência da doença está aumentando em crianças de mais idade e em adultos Indivíduos não vacinados apresentam risco aumentado da doença Disseminação pessoa a pessoa através de aerossóis infectantes Doenças A coqueluche se caracteriza por três estágios: catarral.A Bordetella não cresce nos meio laboratoriais comuns. requer meio suplementado com carvão. tétano e toxóide pertussis) com células inteiras é 5 .

mas está associada a efeitos colaterais.eficaz. As vacinas acelulares são eficazes e estão associadas a um menor número de efeitos adversos 6 .

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