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AGRAVOS PELO FRIO

Dependem da temperatura, duração da exposição e das condições das vítimas. Temperaturas mais baixas, imobilizações, exposições prolongadas, presença de doenças vasculares periféricas e feridas abertas aumentam a gravidade da lesão.

Tipos

­ Congelante: Devido ao resfriamento com lesão tecidual, por formação de cristais de gelo dentro da célula e por oclusão microvascular. Podem ser: ­ 1º grau – Hiperemia, edema sem necrose de pele.

­ 2º grau – Vesículas, edema e necrose parcial da pele.

­ 3º grau – Necrose total do tecido celular subcutâneo.

­ 4º grau – Necrose total da pele, músculo, osso.

­ Não congelante: Devido à lesão endotelial microvascular, estase e oclusão vascular.

Hipotermia – Definida como injúria corporal extensa devida ao frio.Difere do congelamento, que em geral ocorre em partes, sobretudo extremidades. É quando a temperatura central do corpo baixa aos 35º C, devido à exposição ao frio intenso, ou à exposição contínua ao frio, ainda que moderado. Progride em estágios, sendo mais susceptíveis idosos, crianças, pessoas desidratadas ou alcoolizadas, pacientes com algum tipo de imobilização ou alterações de sensibilidade (choque, coma ou problemas psíquicos).Ex.: exposição demorada ao frio, vento, neve ou afogamento.

Estágios da Hipotermia

Tremores/calafrios – estágio fisiológico pela detecção do hipotálamo gerando calor através da atividade física. Apatia, sensação de cansaço, desânimo, desinteresse.A pele se apresenta fria, seca e arrepiada. Movimentos lerdos, descoordenados.Vítima encolhida, tremendo. Confusão mental, perda da consciência, coma superficial com resposta a estímulos dolorosos. Diminuição dos batimentos cardíacos, arritmias e diminuição da freqüência

respiratória.(<30ºC).

Morte por falência metabólica generalizada.

Fator es predisponentes ao congelamento e a hipoter mia

Uso de roupa inadequada ao clima, ou molhada por muito tempo. Contato com objetos frios e exposição ao vento. Desidratação, aterosclerose, fadiga, alcoolismo, esportes ou trabalhos aquáticos sem a devida proteção.

Tratamento

Retirar, imediatamente, a vítima da área exposta ao frio e ao vento, diminuindo a duração do resfriamento tecidual. Roupas úmidas e apertadas devem ser trocadas por cobertores quentes, devendo­se oferecer ao paciente, líquidos quentes, se possível, após recobrar a consciência. Verifique, com freqüência, os sinais vitais. Imergir a parte lesada em água corrente a 40ºC, até que retorne a cor rósea, devido a melhora da perfusão (+ ou – 20/30 mim.). Evitar calor seco. Obs.: Em casos de afogamento ou hipotermia com PCR, devido ao efeito protetor que a queda da temperatura tem em relação ao cérebro, podemos estender o tempo de RCP para

30mim.

Cuidados com a ferida

Evitar abrir vesículas não infectadas. Analgésicos e narcóticos podem ser necessários. Antibióticos, se necessário.