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Português Em Exercícios Da Esaf - Claudia Kozlowski

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI

AULA 0: ORTOGRAFIA
Olá, pessoal Nossa proposta nessa aula on line é apresentar questões de prova da ESAF e, a partir delas, rever o conteúdo de Língua Portuguesa. O programa, apesar de traçado em apenas uma linha no edital, é muito extenso. Por isso, abordaremos os principais temas gramaticais, ou seja, os que são recorrentemente exigidos nas provas dessa banca, como ortografia, verbos, concordância, regência, crase e pontuação. Como não se trata de um curso teórico, iremos fazer uma breve revisão de algumas regras gramaticais e, sempre que possível, apresentar dicas que possam auxiliar o candidato a compreendê-las e memorizá-las. Serão 10 (dez) encontros, nos quais serão comentadas questões aplicadas nas provas da ESAF sobre os principais pontos de Língua Portuguesa. Questões que abordem um único assunto serão reproduzidas na íntegra. As que explorem assuntos diversos na mesma questão serão tratadas de forma diferente: terão cada opção separada por assunto e sua correção será analisada (item correto ou errado). Se preciso for, o texto correspondente será reproduzido em cada uma delas. O objetivo é exclusivamente didático, de modo que possibilite ao aluno o estudo de cada ponto da disciplina separadamente. Ao fim de cada aula, será apresentada a lista com todos os exercícios nela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de ver o gabarito e ler seus comentários. O assunto de hoje é um dos pontos iniciais da disciplina – ORTOGRAFIA. Juntamente com exploração do vocabulário e processo de formação das palavras, costuma ser objeto de questões de prova.

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Antigamente, lá por 1997 e 1998, era comum a ESAF abordar o assunto em questões exclusivas. Hoje, exige-se do candidato um bom vocabulário e o conhecimento do significado de expressões, especialmente das parônimas. Nas palavras de Pasquale Cipro Neto & Ulisses Infante (Gramática da Língua Portuguesa):
“A competência para grafar corretamente as palavras está diretamente ligada ao contato íntimo com essas mesmas palavras. Isso significa que a freqüência do uso é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. Além disso, deve-se criar o hábito de esclarecer as dúvidas com as necessárias consultas ao dicionário. Trata-se de um processo constante, que produz resultados a longo prazo.”

Ninguém é obrigado a conhecer TODAS as palavras da língua. Logo, não é vergonha nenhuma desconhecer o significado de uma ou outra. Por isso, na dúvida, deixe a preguiça de lado e abra o dicionário para verificar como se escreve ou o que significa algumas delas. Já pensou se cai na prova? O remorso que você vai sentir? Algumas regras ajudam a entender o processo de formação de algumas palavras, mas o que ajuda mesmo a fixar a grafia é a memória visual. Já viu como faz uma criança que acabou de ser alfabetizada? Ela lê tudinho que passa na sua frente, de out-door a embalagem de biscoito. Vai juntando sílaba por sílaba até identificar a palavra, cujo significado conheça. Com o tempo, nos acostumamos a ler “o conjunto”, a “figura” que a palavra forma. Identificamos a grafia de uma palavra em seu todo, não lemos mais letra por letra, sílaba por sílaba, a não ser que a palavra seja totalmente desconhecida para nós. Quer ver só? INEXPUGNABILIDADE. Confesse: você leu “de primeira” ou teve de juntar as letrinhas? Mais outra: INEXTINGUIBILIDADE (essa tive de digitar aos poucos pra não errar... e você, ao ler, pronunciou ou não o u do dígrafo gui ? Viu algum trema ali? Daqui a pouco veremos se você leu certinho...).

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Então, é isso que acontece com a ORTOGRAFIA. As palavras que você já conhece passam rápido. As que você desconhece tropeçam pelo caminho (ou porque você nunca viu, ou porque já viu, mas não sabe o seu significado). O estudo da ORTOGRAFIA abrange: 1 - EMPREGO DE LETRAS (s/z; sc/sç/ss; j/g; izar/isar; etc) 2 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA 3 - USO DE OUTROS SINAIS DIACRÍTICOS (principalmente o HÍFEN e o TREMA) Com relação ao primeiro tópico (emprego de letras), há, no mercado, vasto material de qualidade que trata disso (uso do G / J, SC / SÇ / Ç / SS, etc). Vou-me ater a lembrar-lhes que a palavra derivada costuma conservar a grafia da palavra primitiva. Por exemplo, normalmente se usa “x” após “en” (enxuto, enxovalhar), mas isso não acontece com encher, que deriva de cheio, ou com encharcado, que provém de charco (pântano), pelo fato de o dígrafo “ch” já constar da palavra primitiva. “Costuma”, porque raras vezes podemos nos deparar com alguns casos (excepcionais) que buscam na etimologia a mudança das letrinhas, por exemplo, estender e extensão (o substantivo que manteve o x da forma verbal latina extendere, segundo Aurélio) ou catequese e catequizar. E por que “paralisar” (paralisia) se escreve com “s” e “imunizar” (imune) se escreve com “z”? Porque, quando as palavras primitivas já apresentam a letra “s”, ela é mantida nas palavras derivadas (exemplo: análise – analisar / atraso – atrasar / mesa – mesinha / país - paisinho). Caso não conste essa letra na palavra primitiva, entra em ação o “z” nas derivadas (exemplo: aval – avalizar / computador – computadorizado / comercial – comercializar / pai – paizinho).

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Outra dica: na dúvida com relação à grafia de uma palavra que sofreu algum processo de transformação (substantivo derivado de verbo ou substantivo derivado de adjetivo), busque a grafia de outra palavra conhecida sua (que servirá de paradigma), tomando o cuidado de observar se esta sofreu o mesmo processo daquela. Aquilo que aconteceu com uma irá acontecer com a outra também. Veja os exemplos. compreender -> compreensão / pretender -> pretensão permitir -> permissão / emitir -> emissão conceder -> concessão / retroceder -> retrocessão Cuidado!!! EXCEÇÃO é derivado de EXCETUAR – e não de EXCEDER. Deve ser esse o motivo de tanta gente fazer confusão. Veja agora uma questão de prova da ESAF que abordou esse assunto: 01- (AFC/SFC 2002) No texto abaixo, foram introduzidos erros. Para saná-los, foram propostas algumas substituições. Julgue as substituições e depois assinale a opção que contém a seqüência das alterações necessárias para adequar o texto ao padrão culto formal do idioma. “O conceito de tributo, face sua interpretação nos conformes à Constituição, tem essa peculiaridade: deve obedecer ao princípio da legalidade estrita. Cumpre ressaltar mais uma vez: não há possibilidade de discricionariedade na definição legislativa do tributo, mas só teremos tributo se o dever de pagar uma importância ao Estado for vinculado à previsão de ter riqueza.”
(Nina T. D. Rodrigues, com adaptações)

IV. substituir “discricionariedade”(l “discricionaridade”

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e

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por

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Item ERRADO. Comentário. Se houvesse dúvida com relação à grafia, o candidato poderia buscar uma outra palavra parecida (ou seja, um paradigma) que tivesse passado pelo mesmo processo: SÉRIO -> SERIEDADE SOLIDÁRIO -> SOLIDARIEDADE SÓCIO -> SOCIEDADE SÓBRIO -> SOBRIEDADE DISCRICIONÁRIO -> DISCRICIONARIEDADE Como é bem maior a quantidade de vocábulos terminados por IO, em comparação com os de terminação EO, pode ocorrer a “contaminação” e, por conseguinte, erro na grafia de vocábulos como HOMOGÊNEO (confira como foi a questão 17 da prova para AFRF 2003, mais adiante). Então, para dissipar dúvidas, vamos buscar um paradigma. O que acontece com essa palavra é o mesmo que ocorre com: CORPÓREO -> CORPOREIDADE IDÔNEO -> IDONEIDADE CONTEMPORÂNEO -> CONTEMPORANEIDADE INSTANTÂNEO -> INSTANTANEIDADE ESPONTÂNEO -> ESPONTANEIDADE Dos exemplos acima, é claro que o candidato inteligente vai buscar como paradigma o segundo, não é? Ou até outro mais comum ainda, pense aí você... Essa dica do paradigma vai também ajudar – e muito – em relação a conjugação verbal. Mas isso fica para um próximo ponto.

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2 - (Fiscal do Trabalho/1998) Leia o texto seguinte para responder às questões. Existe atualmente, uma série de leis que protegem o trabalhador. O trabalhador cede o seu trabalho e quem toma o trabalho do operário vê-se obrigado a cumprir um conjunto de obrigações, que estão agrupadas na lei denominada Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Sempre que houver a despedida de um trabalhador motivada ou imotivadamente, e qualquer uma das partes, principalmente o empregado, considerar que, aquilo que foi tratado por ocasião de seu contrato de trabalho não foi cumprido na sua demissão, ele vai ao seu sindicato e argüi perante as Juntas de Conciliação e Julgamento, os seus direitos. Quando é argüida a insalubridade ou a pericolosidade, o juíz requisitará perícias a cargo do médico do trabalho ou engenheiro do trabalho.
(Baseado em João Alberto Maeso Montes e Dirceu Francisco Araújo Rodrigues)

Com relação à ortografia, ocorre(m) no texto a) b) c) d) e) nenhum erro dois erros quatro erros três erros um erro

GABARITO: D Comentário. São três os erros de ortografia: 1) linha 10 - argúi - quando o U do dígrafo “que”, “qui”, “gue” ou “gui” é pronunciado intensamente, recebe o acento agudo;

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2) 3)

linha 13 - periculosidade - do latim periculosus + o sufixo (i)dade; linha 13 - juiz - sem acento por atender à regra das oxítonas.

O assunto dessa questão foi ACENTUAÇÃO GRÁFICA. De uma maneira geral, a regra é ACENTUAR O MÍNIMO DE PALAVRAS. Então, acentua-se o que há em menor número. Se buscarmos nos dicionários, bem menor é a quantidade de proparoxítonas. A maior parte das palavras da língua portuguesa é composta de paroxítonas e oxítonas (neste último caso, por exemplo, classificam-se todos os verbos no infinitivo impessoal – fazer, comer, estabelecer, etc.). Por isso, uma das regras de acentuação é: TO D AS AS PR OPAR OXÍ T O NAS SÃO ACENT UA DAS (como são poucas, põe acento em todas elas). Por sua vez, é pequeno o número de oxítonas que terminam em A / E / O / EM, e seus respectivos plurais. Por isso, essas serão acentuadas. De acordo com essa regra, as oxítonas terminadas por R ficaram de fora e, com isso, todos os verbos no infinitivo impessoal. Veja, agora, o quadro resumidor sobre acentuação gráfica, ACENTUAÇÃO GRÁFICA – são acentuados os: MONOSSÍLABOS TÔNICOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S) - cá, pé, pó, rés, mós, cós, nó, pôr (verbo), jus, bis, si, mim, sol, cor; OXÍTONOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) – café, caqui (fruta), também, vender, reféns, dominó, ardil, português, sermão, juiz, país, raiz, colher, ruim (a sílaba tônica é “im”), parabéns, sabiá; PAROXÍTONOS NÃO TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) - hífen (termina em EN), hifens (sem
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acento), biquíni, item, domino (verbo), fênix, bíceps, fácil, coco (fruta), álbum, difícil, fácil, cáqui (cor), sabia (verbo), táxi; PAROXÍTONOS TERMINADOS EM DITONGO CRESCENTE (*), EM –ÃO, EM –ÔO - glória, indivíduos, sábia, concordância, acórdão, abençôo; TODAS AS PROPAROXÍTONAS matemática, hífenes fósforo,

(*) Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (V.O.L.P.), que tem força de lei no Brasil, a acentuação dos ditongos abertos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e / vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra dos oxítonos. ENCONTROS VOCÁLICOS: OS DITONGOS ABERTOS –ÉI-, -ÉU-, -ÓI- : herói, apóiam, idéias, mausoléu NUM HIATO, RECEBEM ACENTO I OU U, COMO 2ª VOGAL DO HIATO, SOZINHO (DESDE QUE NÃO SEGUIDO DE NH) OU ACOMPANHADO DE S. COM QUALQUER OUTRA LETRA OU SOZINHO E SEGUIDO DE NH, NÃO RECEBE O ACENTO AGUDO. Ex: Piauí, juízes, raízes, rainha, campainha, juiz, Luís, ruim, Itaú (apesar de terminar com U – regra das oxítonas – é acentuada por tratar-se de U como segunda vogal do hiato, sozinho na sílaba – I-ta-ú) CUIDADO! A pronúncia de palavras como GRATUITO, FORTUITO FLUIDO (substantivo) assemelham-se à de MUITO. Nessas palavras não existe acento agudo na letra “i” (ao contrário do que acontece no particípio do verbo fluir - FLU-Í-DO), de modo que, naqueles casos, existe um ditongo, e não um hiato. -ÊEM DOS VERBOS LER, VER, CRER, DAR e derivados - O Vocabulário Ortográfico determina que se conserva, por clareza gráfica, o acento circunflexo

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no plural desses verbos: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, desdêem, relêem, revêem, etc.

3 - (Analista Com.Exterior/1998) Leia o texto seguinte para responder às questões.

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Em Direito Tributário, a expressão sanções políticas corresponde a restrições ou proibições impostas ao contribuinte, como forma indireta de obrigá-lo ao pagamento do tributo, tais como a interdição do estabelecimento, a apreensão de mercadorias, o regime especial de fiscalização, entre outras. Qualquer que seja a restrição que implique cerceamento da liberdade de exercer atividade lícita é inconstitucional, porque contraria o disposto nos artigos 5o, inciso XIII, e 170, parágrafo único, do estatuto maior do país. O Supremo Tribunal Federal sumulou sua jurisprudência no sentido de serem inconstitucionais as sanções políticas. A Súmula 70 diz que é inadimissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo para cobrança de tributo. Diz a Súmula 323 que é inaceitável a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributo, e a 547, estabelece que não é lícito à autoridade proibir que o contribuinte em débito adquira estampílias, despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas atividades profissionais. Não obstante inconstitucionais, as sanções políticas, que no Brasil remontam aos tempos da ditadura de Vargas, vêm-se tornando, a cada dia, mais numerosas e arbitrárias, consubstanciando as mais diversas formas de restrições a direitos do contribuinte, como forma oblíqua de obrigá-lo ao pagamento de tributos ou, às vezes, como forma de retaliação contra o contribuinte que vai a juízo pedir proteção contra cobranças ilegais.
(Baseado em Hugo de Brito Machado, Direito e Justiça, CB, 27/04/1998)

Em relação à ortografia, ocorre(m) no texto a) um erro

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b) c) d) e)

dois erros nenhum erro três erros quatro erros

Gabarito: B Comentário. Os dois erros são inadmissível (linha 12), com “d” mudo, e estampilha (l.19) com LH, que nada mais é do que o diminutivo irregular de estampa. Cuidado!!! Já que o assunto é ortografia, falemos sobre consoantes mudas. Devemos ter cuidado com algumas palavras especiais: AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe “aficcionado”), ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo, em que a letra “p” é muda – eu opto, tu optas...). Outras (e suas derivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO, INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO, A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado, pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi). Não acredita? Consulte o Aurélio. Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente busca em sua origem latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um mau caráter. Aqueles rapazes são uns maus caracteres”). 4 - (Analista Com.Exterior/1998) Assinale o período com grafia inteiramente correta. a) Na solenidade de inauguração da escola, o diretor revelou alviçareira notícia: a liberação de recursos para a construção de uma quadra poliesportiva. b) Agradeceu também aos professores e estudantes que sempre perfilharam ao lado da direção na busca de um ensino de melhor qualidade.
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c) Renovou seu idealismo de puguinar para a escola alçarse à categoria de escola-padrão do município. d) Enfatizou serem as escolas, ocupem-se elas do grau de ensino que for, o lugar em que se vai construindo o cidadão consciente e crítico. e) Reinterou sua convicção no atingimento das metas a que se propôs como fundador e primeiro diretor da escola. GABARITO: D Comentário. Os erros das demais opções são: a) “alvissareira” – palavra derivada de alvíssaras, interjeição que serve para anunciar boas novas (Aurélio) b) Mais um par de parônimos – perfilar significa organizar em filas, enquanto que perfilhar significa dar a paternidade a alguém (filho). No caso, a grafia é do primeiro. c) Pugnar tem o “g” mudo e significa “combater, lutar, brigar”. Na dúvida, poderia lembrar de uma derivada dessa – impugnação. e) A grafia correta é reiterar, cujo sinônimo é iterar, repetir. Além disso, não há registro formal da palavra atingimento. 5 – (MPU/2005) Marque o item em que uma das sentenças não está gramaticalmente correta. a) A literatura depende muito de condições subjetivas, raramente satisfaz apenas os sentidos, exige colaboração, embora muitos acreditem que as obras literárias possam brotar de cérebros insulados. / A literatura depende muito de condições subjetivas, raramente satisfaz apenas aos sentidos, exige colaboração, embora muitos acreditem que as obras literárias possam brotar de cérebros insulados.
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b) Um povo não perde os seus mais fortes determinantes se recebe, aceita e pratica a pintura e a música de outra origem, mas dificilmente adotará literatura estranha sem perda de alguns de seus valores. / Um povo não perderá os seus mais fortes determinantes se receber, aceitar e praticar a pintura e a música de outra origem, mas dificilmente adotará literatura estranha sem perda de alguns de seus valores. c) Já tive ocasião de mostrar quanto me parecem precárias três afirmativas de Euclides da Cunha: a questão do cruzamento; a fatalidade da luta das raças e o autoctonismo do homem americano. / Já tive ocasião de mostrar como me parecem precárias três afirmativas de Euclides da Cunha: a questão do cruzamento; a fatalidade da luta das raças e o autoctonismo do homem americano. d) Quando surgiu Euclides da Cunha, nossa literatura podia enumerar grandes nomes pertencentes ao “sistema” de que falei há pouco. / Quando surgiu Euclides da Cunha, nossa literatura podia enumerar grandes nomes pertencentes ao “sistema” de que faz pouco falei. e) No Brasil, a nacionalidade e a literatura formaram um “sistema” interessantíssimo, que a cerca de trezentos anos desenvolve-se. / No Brasil, a nacionalidade e a literatura formaram um “sistema” interessantíssimo, que há cerca de trezentos anos se desenvolve.
(Baseado em Roquette Pinto)

GABARITO: E Comentário. Vamos estabelecer a diferença entre três expressões muito parecidas: há cerca de / a cerca de / acerca de, a partir do seguinte exemplo: “Eles saíram de casa há cerca de uma hora em direção à fazenda que fica a cerca de 30 km de São Paulo. Tenho

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minhas dúvidas acerca do tempo que levarão para chegar lá, já que a estrada está em péssimas condições.” “CERCA DE” significa “aproximadamente”. Ela consta das duas primeiras expressões, sendo que, na primeira, percebe-se o emprego do verbo impessoal “haver” na indicação de tempo decorrido (há cerca de). Com relação à segunda (a cerca de), a preposição “a” precede a expressão por indicar distância (“A fazenda fica a 30 km de São Paulo.”). Já a expressão “acerca de” equivale a “sobre”. Não se pode confundi-las. Logo, um dos erros da opção E está na construção “que a cerca de trezentos anos”. Por indicar tempo decorrido, o correto é o emprego do verbo haver (“que há cerca de trezentos anos”), como na segunda proposição do mesmo item. O outro erro refere-se à colocação pronominal em “desenvolve-se”, que será objeto de estudo posteriormente. 6 - (TRF/2002) Indique a opção que completa com correção gramatical e com coerência as lacunas do texto abaixo. O Estado cresceu em termos de pessoal e, principalmente, em termos de receita e despesa. Em muitos países, os servidores públicos, excluídos os trabalhadores das empresas estatais, correspondem ___________10 a 20 por cento da força de trabalho, __________no início do século XX essa proporção estava próxima de 5 por cento. As despesas do Estado, por sua vez, ___________ nesse período: nos últimos trinta anos ____________, variando entre 30 e 50 por cento do PIB. Naturalmente, esse processo de crescimento ocorria ao mesmo tempo em que _________________as funções do Estado, principalmente na área social.
(Luiz Carlos Bresser Pereira, com adaptações)

a) a cerca de / enquanto / multiplicaram-se / dobraram / se ampliavam

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b) acerca de / quando / multiplicara / dobraram-se / ampliava-se c) cerca de / quanto / multiplicaram / dobravam-se / se ampliava d) em cerca de / em quanto / se multiplicava / dobrou / ampliavam e) de cerca de / por quanto / multiplicavam / dobravam-se / ampliava GABARITO: A Comentário. As opções correspondentes às três últimas lacunas tratam de concordância verbal e colocação pronominal. Por isso, serão comentadas posteriormente. Para resolver essa questão, bastaria ao candidato verificar o item que preenche a primeira lacuna para garantir um pontinho. Na hora da prova, tempo é precioso. Por isso, se você já tiver certeza da resposta, não perca tempo: assinale a opção correta e passe para a próxima questão. Na passagem “os servidores públicos, (...) , correspondem ____ 10 a 20 por cento da força de trabalho,...”, o verbo “corresponder” exige a preposição “a” (“X corresponde a Y.”). Na seqüência, verifica-se a indicação de número aproximado (“10 a 20 por cento”). Por isso, usa-se a expressão “cerca de” que, como vimos, equivale a “aproximadamente”. Assim, a expressão que irá preencher a primeira lacuna é “a cerca de” e a única opção que apresenta essa resposta é a letra A. 7 - (Auditor de Fortaleza/1998) Nas questões seguintes, indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular.

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Não é muito difícil imaginar os motivos que teria a Argentina para entabular(A) agora uma conversa mais séria com o Brasil a cerca(B) da criação de uma moeda única no Mercosul. Existe uma motivação não reconhecida oficialmente mas plenamente visível: o receio das desvalorizações do real – na base de(C) 0,6% ao mês – e o impacto que isso já está tendo sobre os preços das exportações argentinas ao mercado brasileiro. O tema é complexo e tem muito mais implicações(D) do que a decisão de mandar um argentino em viagem à(E) Lua.
(Maria Clara R. M. Prado - Gazeta Mercantil - 21 e 22/2/1998, adaptado)

a) b) c) d) e)

A B C D E

GABARITO: B Comentário. Mais uma vez, a banca exigiu conhecimento sobre esses vocábulos. Relembrando: a locução prepositiva acerca de equivale a “sobre”, “a respeito de”, “relativamente a”. A expressão “cerca de” significa “aproximadamente” e pode vir antecedida do verbo haver (há cerca de) para indicar tempo decorrido aproximado ou da preposição a (a cerca de), indicando distância ou tempo futuro aproximados. O candidato não pode confundi-las. Essa é uma questão clássica, abordada também em questões de crase (com lacunas) ou nas em que a banca pede que se assinale a questão com erro gramatical.

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8- (AFC/SFC/2000) Assinale, entre as substituições propostas, a que corrige adequadamente o erro do trecho seguinte: Antes de digladiar sobre como os novos impostos deveriam ser distribuídos entre as três esferas de governo - questão que consumiu a melhor parte dos humores e energia de prefeitos, governadores e autoridades fazendárias federais nos últimos três anos -, talvez vale a pena perguntar como, de um ponto de vista agregado, deixando por um momento de lado as complexidades do federalismo fiscal, poderiam ser os R$ 131 bilhões arrecadados de forma mais racional.
(Adaptado de Rogério L. F. Werneck , O Estado de S. Paulo, 27/10/2000)

SUBSTITUIR a) Digladiar b) Sobre c) Entre d) Vale e) poderiam ser GABARITO: D

POR degladiar a cerca da forma dentre valha poderia ser

Como nosso assunto é ortografia, vocabulário e afins, vamos comentar somente as substituições propostas nas opções a e b, tidas como INCORRETAS. Nessa questão, o enunciado poderia levar o candidato a uma interpretação equivocada do que deveria ser assinalado. O examinador pede que seja marcada a troca válida para correção de um erro no texto. Na primeira opção, a palavra correta é DIGLADIAR, apresentada originalmente no texto, e não existe a forma proposta na opção a (“degladiar”).

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Com relação à opção b, observe o que mencionamos na correção da prova para Fiscal de Fortaleza - 1998, sobre “cerca de” (que significa aproximadamente) e “acerca de” (que equivale a sobre) e perceba que a troca sugerida é inválida, sendo o correto “acerca da forma”. 9 -(TCE RN/2000) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto. a) Entre as leis editadas pela União, algumas há que se destinam à organização político-administrativa do Estado brasileiro, penetrando na estrutura da República Federativa, para nela dispor instituições e institutos, quer essenciais, quer acidentais à república e à federação. / Entre as leis editadas pela União, algumas há que se destinam à organização política-administrativa do Estado brasileiro, penetrando na estrutura da República Federativa, para nela dispôr instituições e institutos, quer essenciais, quer acidentais à república e à federação. b) O federalismo brasileiro é de duplo grau, declinando por dois degraus entre três patamares, pelo que suporta, em três níveis de poder, três repartições genéricas de competência. / O federalismo brasileiro é de duplo grau, declinando por dois degraus entre três patamares, razão por que suporta, em três níveis de poder, três repartições genéricas de competência. c) No gênero das leis federativas, é possível discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. / No gênero das leis federativas, podem-se discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. d) As leis nacionais podem ser de ordem pública ou de ordem privada, guardando preponderante interesse público ou administrativo, ou social, ou privado. / As leis nacionais podem ser de ordem pública ou de ordem privada, e guardam preponderante interesse público ou administrativo, ou social, ou privado.
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e) Algumas leis eminentemente federativas, como o Código Tributário Nacional, autoproclamam-se ‘nacionais’. / Algumas leis eminentemente federativas, como o Código Tributário Nacional, se autoproclamam ‘nacionais’.
(Baseado em Sérgio Resende de Barros)

GABARITO: A ACENTOS DIFERENCIAIS – A partir da mudança ortográfica, em 1971, conservaram-se somente os acentos diferenciais abaixo indicados: DE TIMBRE (vogal aberta ou fechada) – o único que restou foi: pode (pres.indicativo) – pôde (pret.perf.ind) DE INTENSIDADE ou TONICIDADE (vogal átona ou tônica). Os mais comuns são: pôr (verbo) – por (preposição) pára (verbo) – para (preposição) pêlo (substantivo) – pelo (contração de por + o) O acento circunflexo do verbo pôr é usado para diferenciá-lo da preposição átona por (um dos casos de acento diferencial de tonicidade). Por isso, não há acento nos verbos derivados do “pôr”, como propor, dispor, contrapor, indispor, repor, cuja (falta de) acentuação gráfica se justifica pela norma das oxítonas. 10 - (TTN 1998) Leia o texto seguinte e responda à questão abaixo. Segundo os cientistas, os macacos pongídeos – termo usado para designar os bichos mais próximos do homem, como gorilas, orangotangos, chimpansés e bonobos – vivem em sociedades organizadas, em que as relações entre os individuos são semelhantes às humanas. Diferentemente dos animais mais primitivos, aos quais se atribuem apenas
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emoções simples, como medo e fome, esses macacos parecem possuir compaixão e solidariedade. Sua capacidade intelectual está muito acima de todo o restante dos bichos e a diferença entre seu código genético e o dos seres humanos é de apenas 1,6%. As pesquisas com essas espécies vem causando tanta comoção que, no final de 1997, um grupo de biólogos, assessorado por advogados ambientalistas, publicou um documento pedindo a extensão dos direitos humanos aos pongídeos!
(Valéria França - Veja - 28/1/98, adaptado)

Há, no texto, a) três erros de ortografia b) nenhum erro de ortografia c) dois erros de ortografia d) um erro de ortografia e) quatro erros de ortografia GABARITO: A Comentários. Já apresentamos essa questão na área aberta do sítio. Mas, dada a sua importância, a repetimos aqui, nesta aula de ortografia. Os três erros são: - CHIMPANZÉ (linha 2) letra Z; ou chipanzé, mas sempre com a

- INDIVÍDUOS (linha 3), que está grafado sem o acento agudo; - VÊM (linha 11), tendo sido considerada a ausência do acento circunflexo da forma plural (o sujeito é pesquisas) como erro de ortografia. Alguns gramáticos classificam o acento circunflexo dos verbos ter e vir (e derivados) na 3ª pessoa do plural (têm, vêm, contêm, entretêm, detêm, retêm etc.) como ACENTO DIFERENCIAL DE NÚMERO.
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As formas verbais singulares tem e vem são monossílabos tônicos e, por isso, dispensariam a acentuação (a regra é acentuar somente os monossílabos tônicos terminados em A / E / O). A conjugação na 3ª pessoa do singular dos verbos derivados recebe acentuação (detém, contém, entretém etc.) em atendimento à regra dos oxítonos terminados por “EM”. Esses gramáticos consideram, então, que o acento circunflexo (têm, vêm, detêm, contêm, entretêm) serve tãosomente para indicar que o verbo está no plural. Dessa forma, a regra de acentuação, segundo eles, é: têm (acento diferencial de número) vêm (acento diferencial de número) detém (oxítona terminada em EM) detêm (acento diferencial de número c/c oxítona terminada em EM). 11 -(AFTN/1998) Marque a afirmação falsa. a) O acento circunflexo diferencial na forma verbal ‘pôr’(l.3) explica-se, também, porque este monossílabo é tônico. Item CORRETO. Comentário. O que nos interessa nessa questão é comentar a opção que aborda o tema de hoje – ORTOGRAFIA, VOCÁBULOS E AFINS. Por isso, não chegamos nem a transcrever o texto que serve de base para a questão. Perceba que na opção (a), que foi considerada correta, o examinador usou a palavra “também” para reforçar que, além do caráter diferencial, seu acento circunflexo se deve ao fato de o verbo “pôr” ser um monossílabo tônico, em comparação com a preposição por, que é átona.
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12 - (AFRF 2003) Indique o item em que todas as palavras estão corretamente empregadas e grafadas. a) A pirâmide carcerária assegura um contexto em que o poder de infringir punições legais a cidadãos aparece livre de qualquer excesso e violência. b) Nos presídios, os chefes e exatamente nem juízes, contramestres, nem suboficiais, a si um pouco de tudo isso, específico. subchefes não devem ser nem professores, nem nem “pais”, porém avocam num modo de intervenção

c) O carcerário, ao homogeinizar o poder legal de punir e o poder técnico de disciplinar, ilide o que possa haver de violento em um e de arbitrário no outro, atenuando os efeitos de revolta que ambos possam suscitar. d) No singular poder de punir, nada mais lembra o antigo poder do soberano iminente que vingava sua autoridade sobre o corpo dos supliciados. e) A existência de uma proibição legal cria em torno dela um campo de práticas ilegais, sob o qual se chega a exercer controle e aferir lucro ilícito, mas que se torna manejável por sua organização em delinqüência.
(Itens adaptados de Michel Foucault)

GABARITO: B Comentário. Nessa questão, a ESAF testou o conhecimento de alguns parônimos (palavrinhas parecidas, mas cujos significados são diferentes). Estão incorretas: a) INFRINGIR – cometer infração / INFLIGIR (correto) – aplicar uma pena

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c) Está incorreta a grafia da palavra HOMOGENEIZAR (HOMOGÊNEO + IZAR). Sobe esse processo de formação da palavra, reveja as observações iniciais deste ponto. d) IMINENTE – prestes a acontecer / EMINENTE (correto) – importante e) AFERIR – medir / AUFERIR (correto) – ganhar, obter. 13 - (TTN 1997) Assinale o item gramaticalmente correto. d) O relatório conclue que não é preciso haver um Estado reduzido no mínimo, mas um Estado que funciona. e) Política, história, instituições e leis, todos esses fatores vão determinar o bom ou mal funcionamento da economia, e não existe estratégia de desenvolvimento que seja adequada a todos os casos.
(Folha de S. Paulo - 13.7.97, com adaptações)

Itens INCORRETOS. Comentário. d) CONCLUI – Essa confusão - tão comum - tem uma explicação (explica mas não justifica o erro): os verbos terminados em “ir” conjugam-se normalmente com um “e” na desinência das terceiras pessoas do Presente do Indicativo – PARTIR: ele parte / eles partem - FERIR: ele fere / eles ferem - DECIDIR: ele decide / eles decidem. Esse raciocínio leva os falantes da língua a fazerem a mesma conjugação com os verbos terminados em hiato, como é o caso de ‘CONCLUIR’. Contudo, nesses verbos, a conjugação da 3ª pessoa do singular (ele/ela/você) termina com a letra “i” – CONCLUIR: ele conclui – OBSTRUIR: ele obstrui – POSSUIR: ele possui. Mas, na 3ª pessoa do plural, retoma-se a desinência “EM” (com “E”): CONCLUIR: eles concluem - OBSTRUIR: eles obstruem – POSSUIR: eles possuem.
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e) Não confunda estes vocábulos: BOM ≠ MAU (adjetivos) / BEM ≠ MAL (advérbios) Ex: Eu nado muito BEM / MAL. (advérbios) Ele é um rapaz BOM / MAU. (adjetivos) O texto da opção “e”: “Política, história, instituições e leis, todos esses fatores vão determinar o bom ou mal funcionamento da economia,...” – Opa! Um dos dois está errado! Temos de identificar a classe gramatical dos vocábulos. Eles apresentam uma idéia circunstancial (advérbio) ou uma qualidade (adjetivo) ao substantivo “funcionamento”? Nessa construção, por estarem modificando um SUBSTANTIVO (“funcionamento”), são ADJETIVOS, e não advérbios. ADVÉRBIO é palavra invariável que, apresentando uma idéia circunstancial, modifica um VERBO, um ADJETIVO ou outro ADVÉRBIO. ADJETIVO atribui ao substantivo (ou um termo que o represente) uma característica, qualidade ou estado. Logo, são dois adjetivos – BOM e MAU. Sendo assim, a forma correta seria “...o bom ou mau funcionamento da economia,...”. Não foi à toa que escolhi Classes de palavras e Função Sintática para o nosso primeiro encontro, lá no meu primeiro ponto. Muitas vezes, a partir do conhecimento desses conceitos, é possível resolver uma questão de prova. 14 - (MPOG/ 2003) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia das palavras. Considerando que a constituição de uma nova cultura do trabalho nos empreendimentos populares só pode ser(1) compreendida como um processo que perspassa(2) o conjunto mais amplo das relações sociais, seria(3) uma ilusão imaginar que é possível encontrar no interior da
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sociedade capitalista uma organização econômica que, mesmo gerida(4) pelos próprios trabalhadores, pudesse se(5) caracterizar, em seu conjunto, como “cultura de novo tipo”.
(Adaptado de Lia Tiriba)

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 GABARITO: B Comentário. O verbo perpassar (olha a grafia), como transitivo direto, significa – segundo o Aurélio – postergar, preterir. Talvez, a intenção da banca tenha sido promover uma “contaminação” desse verbo com outros mais comuns, com o transpassar, ou até com os substantivos perspectiva, perspicácia. Quer uma surpresa? Olhe a próxima questão, da prova para AFC CGU, aplicada meses após a do MPOG, que acabamos de ver. 15 - (AFC/CGU 2003/2004) Assinale a opção que corresponde a palavra ou expressão do texto que contraria a prescrição gramatical. No século XX, a arte cinematográfica introduziu um novo conceito de tempo. Não mais o conceito linear, histórico, que perspassa(1) a Bíblia e, também, as pinturas de Fra Angelico ou o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. No filme, predomina a simultaneidade(2). Suprimem-se(3) as barreiras entre tempo e espaço. O tempo adquire caráter espacial, e o espaço, caráter temporal. No filme, o olhar da câmara e do espectador(4) passa, com toda a liberdade, do
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presente para o passado e, desse, para o futuro. Não há continuidade ininterrupta(5).
(Adaptado de Frei Betto)

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 GABARITO: A Comentário. Assim não vale! Agora ficou fácil! Você já tinha visto como se escreve o verbo do item (1). E é por essas e outras que não me canso de recomendar a resolução de provas anteriores da ESAF (ou até de outras bancas) como método de estudo. As questões muitas vezes se repetem, e isso se aplica a todas as disciplinas. Item (2) - O que você achou do “simultaneidade”? É familiar para você? Não preciso comentar, não é mesmo? Na dúvida, releia este ponto desde o começo. Item (3) – por tratar de construção de voz passiva e concordância, esse comentário fica para a aula sobre verbos. Item (4) - “Espectador” é o que vê ou testemunha certos atos (ou programas de televisão), enquanto que seu parônimo expectador é o que está na expectativa. O uso daquele vocábulo está certinho de acordo com o contexto. Item (5) - Estamos diante de mais um caso de substantivo com letrinha indispensavelmente muda – ININTERRUPTA. 16 – (AFTE RN/2005) Marque a assertiva errada em relação ao texto seguinte:

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O ano de 2003 é marcado pela recessão econômica no Brasil e em vários países do mundo. Aqui, o clima foi de expectativa em relação a um novo governo que assumiu o País diante de um grave quadro de desigualdade social. O Brasil assistiu, estarrecido, no outro lado do mundo, a uma invasão no Oriente Médio promovida pela dupla Bush/Blair. E o terrorismo só recrudesceu. De que forma todos esses acontecimentos podem ter influído no imaginário do executivo brasileiro?
(Carta Capital, n° 307)

c) “Expectador” é uma palavra cognata de “Expectativa”, mas ao contrário dessa pode também ser grafada com “s” na primeira sílaba, sem alteração de sentido. Item INCORRETO. Comentário. O problema desse item está na parte final, em que afirma não ocorrer alteração de sentido na grafia de expectador com “s” (espectador). Como vimos, são parônimos: “espectador” significa o que assiste a algo e “expectador”, o que possui expectativa sobre algo. 17 - (AFC/CGU 2003/2004) Assinale a opção que corresponde a palavra ou expressão do texto que contraria a prescrição gramatical. Aos poucos, o horizonte histórico apaga-se(1), como as luzes de um palco após o espetáculo. A utopia sai de cena, o que(2) permite a Fukuyama vatiscinar(3): "A história acabou". Ao contrário do que(4) adverte Coélet, no Eclesiastes, não há mais tempo para construir e tempo para destruir; tempo para amar e tempo para odiar; tempo para fazer a guerra e tempo para estabelecer a paz. O tempo é agora. E nele se sobrepõem(5) construção e destruição, amor e ódio, guerra e paz.

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a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 GABARITO: C Comentário. Como é o verbo que corresponde à prática de um VATICÍNIO? O verbo é VATICINAR, que significa predizer, prenunciar. A regra da “palavra derivada conserva a grafia da palavra primitiva” é aplicável aqui nesta questão. Ambas são escritas com “c” e não “sc”. 18 - (TTN/ 1997) Assinale o item incorreto em relação às exigências do padrão culto da língua escrita. a) A Organização Internacional de Aviação Civil (OECI) considera todo passageiro aéreo um terrorista inocente em potencial. b) A entidade das Nações Unidas encarregada de cuidar da segurança de vôo, com sede no Canadá, emitiu, ano passado, alerta aos organismos governamentais sobre produtos perigosos carregados em bagagens. c) O alerta lista 3.291 itens e solicita que os governos criem campanhas publicitárias para concientizar os passageiros sobre o risco de levar na bagagem explosivos que se escondem sob a forma de objetos aparentemente inofensivos, como sprays para cabelos, isqueiros a gás, caixas de fósforos, kits de limpeza de computadores e pilhas alcalinas. d) A recomendação não pára aí. Alguns produtos podem causar irritação ou sufocamento, como ácido fórmico,
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arsênico e inseticidas, ou ferimentos graves, como oxidantes, ácido sulfúrico, produtos alcalinos e soda cáustica. e) Outro ponto lembrado na norma refere-se a interferências em equipamentos aeronáuticos causadas por ímãs e equipamentos eletrônicos, como celulares.
(Correio Braziliense - 15.7.97, com adaptações)

GABARITO: C Comentário. Houve um erro de ortografia na palavra CONSCIENTIZAR. Esse vocábulo deriva de consciência e apresenta o dígrafo “sc”. Mais uma vez, bastaria lembrar a regra “palavra derivada conserva a grafia da palavra primitiva”. 19 - (TTN/1997) Assinale o item incorreto em relação às exigências do padrão culto da língua escrita. a) O Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) permite ao governo remanejar recursos do orçamento e fazer uma reserva para cobrir despesas extras. O FEF é composto de recursos diversos, entre eles parte do Imposto de Renda (IR) de funcionários públicos e fornecedores da União. b) Sem o FEF, o governo só pode realizar despesas previstas no orçamento, conforme as regras da Constituição. Sem o fundo não é possível usar para pagar salários um dinheiro destinado à saúde, por exemplo. O FEF, portanto, garante maior mobilidade. c) Entretanto, o IR é também o principal item do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma espécie de mesada paga pelo governo aos municípios. d) Por determinação da Constituição, todos os municípios têm direito a 17% do FPM (que reune recursos do IR e do Imposto sobre Produtos Industrializados).
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e) Desde o início da vigência do FEF, em 1994, (antes chamava-se Fundo Social de Emergência) os municípios já perderam R$ 1 bilhão/ano. Isso porque a principal fonte do FEF e do FPM é a mesma: o IR.
(Correio Braziliense - 15.7.97, com adaptações)

GABARITO: D Comentário. Faltou um acento agudo no vocábulo reúne. A letra “i” ou “u”, segunda vogal de um hiato, sozinha na sílaba (desde que não seguida de NH) ou acompanhada da letra “s”, deve receber o acento agudo, como ruído, egoísta, maniqueísta. A dica do paradigma ajuda bastante: na dúvida, procure uma outra palavra parecida cuja grafia você conheça (servirá de paradigma) e verifique com se escreve. Parecida com reúne, existe ciúme. 20 - (AFC/STN 2002) - Marque o item em que a forma proposta não preenche a lacuna do respectivo segmento do texto com precisão vocabular e correção gramatical. a) No âmbito das políticas públicas, houve mudanças concretizadas através das propostas coletadas no Relatório do Ministério da Justiça pelo Comitê Nacional para a participação brasileira na III Conferência Mundial das Nações Unidas contra o Racismo, --------------------- Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. Descriminação b) No documento oficial está a seguinte proposta: “adição de cotas ou outras medidas afirmativas que promovam ---------------------------------------------- universidades públicas.” o ascenso de negros às c) O próprio presidente do Supremo Tribunal Federal defende a ação afirmativa, que considera constitucional:

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“Precisamos deixar de lado a postura ---------------------- e partir para atos concretos.” contemplativa d) “O único modo de se ---------------------- desigualdades é colocar a lei a favor daquele que é tratado de modo desigual.” corrigirem e) Em vários setores do Governo Federal, medidas de ação afirmativa já foram ou -------------------- implantadas. têm sido
(Baseado em UnB Revista, n° 6)

GABARITO: A Comentário. Nessa questão, a banca voltou a exigir o conhecimento sobre parônimos: DISCRIMINAÇÃO e DESCRIMINAÇÃO. DISCRIMINAÇÃO equivale a SEGREGAÇÃO, SEPARAÇÃO (“A discriminação contra imigrantes é uma das causas dos recentes protestos na França.”) ou, em outro contexto, significa a faculdade de discernir, distinguir (“Ele discriminou os itens que gostaria de abordar em sua tese.”). DESCRIMINAÇÃO, por sua vez, significa retirar a criminalidade de um fato (ato de descriminar). Somente uma atenta leitura poderá elucidar qual desses vocábulos deve ser empregado na lacuna. Os vocábulos “Racismo, Xenofobia, Intolerância Correlata” apontam para o primeiro conceito – DISCRIMINAÇÃO. Os itens b e c também exploram o vocabulário do candidato. Não me canso de repetir: havendo dúvidas, pense na ortografia de uma palavra correlata (regra do paradigma) ou em como se escreve a palavra originária (regra “palavra derivada conserva a grafia da palavra primitiva”).

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Provavelmente o vocábulo ascenso não faz parte do seu vocabulário cotidiano, mas quase todos os dias você se depara com aquele trabalhador que tem muitos sobes-edesces na vida: fica dentro do elevador, apertando os botõezinhos dos andares. Quem é ele? O ASCENSORISTA (boa essa dica, hem?). Então, o que faz o ascensorista? ASCENDER (subir, elevar-se, segundo Aurélio). Talvez, alguém, alguma vez na vida, o tenha chamado (ou pelo menos pensado em chamá-lo) de “acessorista”, sim ou não? Isso poderia ter acontecido por analogia à palavra “acesso”. Tudo bem, isso acontece... O problema é que “acessorista”, segundo o dicionário, é “a pessoa responsável pelos acessórios”, ou seja, não tem nada a ver com aquele sujeito simpático que o leva ao andar desejado. Até o próximo encontro. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS 01- (AFC/SFC 2002) No texto abaixo, foram introduzidos erros. Para saná-los, foram propostas algumas substituições. Julgue as substituições e depois assinale a opção que contém a seqüência das alterações necessárias para adequar o texto ao padrão culto formal do idioma. “O conceito de tributo, face sua interpretação nos conformes à Constituição, tem essa peculiaridade: deve obedecer ao princípio da legalidade estrita. Cumpre ressaltar mais uma vez: não há possibilidade de discricionariedade na definição legislativa do tributo, mas só teremos tributo se o dever de pagar uma importância ao Estado for vinculado à previsão de ter riqueza.”
(Nina T. D. Rodrigues, com adaptações)

IV. substituir “discricionariedade”(l “discricionaridade”

.5

e

6)

por

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2 - (Fiscal do Trabalho/1998) Leia o texto seguinte para responder às questões. Existe atualmente, uma série de leis que protegem o trabalhador. O trabalhador cede o seu trabalho e quem toma o trabalho do operário vê-se obrigado a cumprir um conjunto de obrigações, que estão agrupadas na lei denominada Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Sempre que houver a despedida de um trabalhador motivada ou imotivadamente, e qualquer uma das partes, principalmente o empregado, considerar que, aquilo que foi tratado por ocasião de seu contrato de trabalho não foi cumprido na sua demissão, ele vai ao seu sindicato e argüi perante as Juntas de Conciliação e Julgamento, os seus direitos. Quando é argüida a insalubridade ou a pericolosidade, o juíz requisitará perícias a cargo do médico do trabalho ou engenheiro do trabalho.
(Baseado em João Alberto Maeso Montes e Dirceu Francisco Araújo Rodrigues)

Com relação à ortografia, ocorre(m) no texto a) b) c) f) g) nenhum erro dois erros quatro erros três erros um erro

3 - (Analista Com.Exterior/1998) Leia o texto seguinte para responder às questões. Em Direito Tributário, a expressão sanções políticas corresponde a restrições ou proibições impostas ao contribuinte, como forma indireta de obrigá-lo ao pagamento do tributo, tais como a interdição do estabelecimento, a apreensão de mercadorias, o regime especial de fiscalização, entre outras. Qualquer que seja a restrição que implique cerceamento da liberdade de exercer
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atividade lícita é inconstitucional, porque contraria o disposto nos artigos 5o, inciso XIII, e 170, parágrafo único, do estatuto maior do país. O Supremo Tribunal Federal sumulou sua jurisprudência no sentido de serem inconstitucionais as sanções políticas. A Súmula 70 diz que é inadimissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo para cobrança de tributo. Diz a Súmula 323 que é inaceitável a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributo, e a 547, estabelece que não é lícito à autoridade proibir que o contribuinte em débito adquira estampílias, despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas atividades profissionais. Não obstante inconstitucionais, as sanções políticas, que no Brasil remontam aos tempos da ditadura de Vargas, vêm-se tornando, a cada dia, mais numerosas e arbitrárias, consubstanciando as mais diversas formas de restrições a direitos do contribuinte, como forma oblíqua de obrigá-lo ao pagamento de tributos ou, às vezes, como forma de retaliação contra o contribuinte que vai a juízo pedir proteção contra cobranças ilegais.
(Baseado em Hugo de Brito Machado, Direito e Justiça, CB, 27/04/1998)

Em relação à ortografia, ocorre(m) no texto a) um erro b) dois erros c) nenhum erro d) três erros e) quatro erros 4 - (Analista Com.Exterior/1998) Assinale o período com grafia inteiramente correta. a) Na solenidade de inauguração da escola, o diretor revelou alviçareira notícia: a liberação de recursos para a construção de uma quadra poliesportiva.
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b) Agradeceu também aos professores e estudantes que sempre perfilharam ao lado da direção na busca de um ensino de melhor qualidade. c) Renovou seu idealismo de puguinar para a escola alçarse à categoria de escola-padrão do município. d) Enfatizou serem as escolas, ocupem-se elas do grau de ensino que for, o lugar em que se vai construindo o cidadão consciente e crítico. e) Reinterou sua convicção no atingimento das metas a que se propôs como fundador e primeiro diretor da escola. 5 – (MPU/2005) Marque o item em que uma das sentenças não está gramaticalmente correta. a) A literatura depende muito de condições subjetivas, raramente satisfaz apenas os sentidos, exige colaboração, embora muitos acreditem que as obras literárias possam brotar de cérebros insulados. / A literatura depende muito de condições subjetivas, raramente satisfaz apenas aos sentidos, exige colaboração, embora muitos acreditem que as obras literárias possam brotar de cérebros insulados. b) Um povo não perde os seus mais fortes determinantes se recebe, aceita e pratica a pintura e a música de outra origem, mas dificilmente adotará literatura estranha sem perda de alguns de seus valores. / Um povo não perderá os seus mais fortes determinantes se receber, aceitar e praticar a pintura e a música de outra origem, mas dificilmente adotará literatura estranha sem perda de alguns de seus valores. c) Já tive ocasião de mostrar quanto me parecem precárias três afirmativas de Euclides da Cunha: a questão do cruzamento; a fatalidade da luta das raças e o autoctonismo do homem americano. / Já tive ocasião de mostrar como me parecem precárias três afirmativas de Euclides da Cunha: a

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questão do cruzamento; a fatalidade da luta das raças e o autoctonismo do homem americano. d) Quando surgiu Euclides da Cunha, nossa literatura podia enumerar grandes nomes pertencentes ao “sistema” de que falei há pouco. / Quando surgiu Euclides da Cunha, nossa literatura podia enumerar grandes nomes pertencentes ao “sistema” de que faz pouco falei. e) No Brasil, a nacionalidade e a literatura formaram um “sistema” interessantíssimo, que a cerca de trezentos anos desenvolve-se. / No Brasil, a nacionalidade e a literatura formaram um “sistema” interessantíssimo, que há cerca de trezentos anos se desenvolve.
(Baseado em Roquette Pinto)

6 - (TRF/2002) Indique a opção que completa com correção gramatical e com coerência as lacunas do texto abaixo. O Estado cresceu em termos de pessoal e, principalmente, em termos de receita e despesa. Em muitos países, os servidores públicos, excluídos os trabalhadores das empresas estatais, correspondem ___________10 a 20 por cento da força de trabalho, __________no início do século XX essa proporção estava próxima de 5 por cento. As despesas do Estado, por sua vez, ___________ nesse período: nos últimos trinta anos ____________, variando entre 30 e 50 por cento do PIB. Naturalmente, esse processo de crescimento ocorria ao mesmo tempo em que _________________as funções do Estado, principalmente na área social.
(Luiz Carlos Bresser Pereira, com adaptações)

a) a cerca de / enquanto / multiplicaram-se / dobraram / se ampliavam b) acerca de / quando / multiplicara / dobraram-se / ampliava-se c) cerca de / quanto/ multiplicaram / dobravam-se / se ampliava

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d) em cerca de / em quanto / se multiplicava / dobrou / ampliavam e) de cerca de / por quanto / multiplicavam / dobravam-se / ampliava 7 - (Auditor de Fortaleza/1998) Nas questões seguintes, indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Não é muito difícil imaginar os motivos que teria a Argentina para entabular(A) agora uma conversa mais séria com o Brasil a cerca(B) da criação de uma moeda única no Mercosul. Existe uma motivação não reconhecida oficialmente mas plenamente visível: o receio das desvalorizações do real – na base de(C) 0,6% ao mês – e o impacto que isso já está tendo sobre os preços das exportações argentinas ao mercado brasileiro. O tema é complexo e tem muito mais implicações(D) do que a decisão de mandar um argentino em viagem à(E) Lua.
(Maria Clara R. M. Prado - Gazeta Mercantil - 21 e 22/2/1998, adaptado)

a) b) c) d) e)

A B C D E

8- (AFC/SFC/2000) Assinale, entre as substituições propostas, a que corrige adequadamente o erro do trecho seguinte: Antes de digladiar sobre como os novos impostos deveriam ser distribuídos entre as três esferas de governo - questão que consumiu a melhor parte dos humores e energia de prefeitos, governadores e autoridades fazendárias federais

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nos últimos três anos -, talvez vale a pena perguntar como, de um ponto de vista agregado, deixando por um momento de lado as complexidades do federalismo fiscal, poderiam ser os R$ 131 bilhões arrecadados de forma mais racional.
(Adaptado de Rogério L. F. Werneck , O Estado de S. Paulo, 27/10/2000)

SUBSTITUIR a) Digladiar b) Sobre c) Entre d) Vale e) poderiam ser

POR degladiar a cerca da forma dentre valha poderia ser

9 - (TCE RN/2000) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto. a) Entre as leis editadas pela União, algumas há que se destinam à organização político-administrativa do Estado brasileiro, penetrando na estrutura da República Federativa, para nela dispor instituições e institutos, quer essenciais, quer acidentais à república e à federação. / Entre as leis editadas pela União, algumas há que se destinam à organização política-administrativa do Estado brasileiro, penetrando na estrutura da República Federativa, para nela dispôr instituições e institutos, quer essenciais, quer acidentais à república e à federação. b) O federalismo brasileiro é de duplo grau, declinando por dois degraus entre três patamares, pelo que suporta, em três níveis de poder, três repartições genéricas de competência. / O federalismo brasileiro é de duplo grau, declinando por dois degraus entre três patamares, razão por que suporta, em três níveis de poder, três repartições genéricas de competência. c) No gênero das leis federativas, é possível discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e
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transitivas. / No gênero das leis federativas, podem-se discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. d) As leis nacionais podem ser de ordem pública ou de ordem privada, guardando preponderante interesse público ou administrativo, ou social, ou privado. / As leis nacionais podem ser de ordem pública ou de ordem privada, e guardam preponderante interesse público ou administrativo, ou social, ou privado. e) Algumas leis eminentemente federativas, como o Código Tributário Nacional, autoproclamam-se ‘nacionais’. / Algumas leis eminentemente federativas, como o Código Tributário Nacional, se autoproclamam ‘nacionais’.
(Baseado em Sérgio Resende de Barros)

10 - (TTN 1998) Leia o texto questão abaixo.

seguinte

e

responda

à

Segundo os cientistas, os macacos pongídeos – termo usado para designar os bichos mais próximos do homem, como gorilas, orangotangos, chimpansés e bonobos – vivem em sociedades organizadas, em que as relações entre os individuos são semelhantes às humanas. Diferentemente dos animais mais primitivos, aos quais se atribuem apenas emoções simples, como medo e fome, esses macacos parecem possuir compaixão e solidariedade. Sua capacidade intelectual está muito acima de todo o restante dos bichos e a diferença entre seu código genético e o dos seres humanos é de apenas 1,6%. As pesquisas com essas espécies vem causando tanta comoção que, no final de 1997, um grupo de biólogos, assessorado por advogados ambientalistas, publicou um documento pedindo a extensão dos direitos humanos aos pongídeos!
(Valéria França - Veja - 28/1/98, adaptado)

Há, no texto, a) três erros de ortografia
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b) nenhum erro de ortografia c) dois erros de ortografia d) um erro de ortografia e) quatro erros de ortografia 11 - (AFTN/1998) Marque a afirmação falsa. a) O acento circunflexo diferencial na forma verbal ‘pôr’(l.3) explica-se, também, porque este monossílabo é tônico. 12 - (AFRF 2003) Indique o item em que todas as palavras estão corretamente empregadas e grafadas. a) A pirâmide carcerária assegura um contexto em que o poder de infringir punições legais a cidadãos aparece livre de qualquer excesso e violência. b) Nos presídios, os chefes e exatamente nem juízes, contramestres, nem suboficiais, a si um pouco de tudo isso, específico. subchefes não devem ser nem professores, nem nem “pais”, porém avocam num modo de intervenção

c) O carcerário, ao homogeinizar o poder legal de punir e o poder técnico de disciplinar, ilide o que possa haver de violento em um e de arbitrário no outro, atenuando os efeitos de revolta que ambos possam suscitar. d) No singular poder de punir, nada mais lembra o antigo poder do soberano iminente que vingava sua autoridade sobre o corpo dos supliciados. e) A existência de uma proibição legal cria em torno dela um campo de práticas ilegais, sob o qual se chega a exercer controle e aferir lucro ilícito, mas que se torna manejável por sua organização em delinqüência.
(Itens adaptados de Michel Foucault)

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13 - (TTN 1997) Assinale o item gramaticalmente correto. d) O relatório conclue que não é preciso haver um Estado reduzido no mínimo, mas um Estado que funciona. e) Política, história, instituições e leis, todos esses fatores vão determinar o bom ou mal funcionamento da economia, e não existe estratégia de desenvolvimento que seja adequada a todos os casos.
(Folha de S. Paulo - 13.7.97, com adaptações)

14 - (MPOG/ 2003) Considerando que a constituição de uma nova cultura do trabalho nos empreendimentos populares só pode ser(1) compreendida como um processo que perspassa(2) o conjunto mais amplo das relações sociais, seria(3) uma ilusão imaginar que é possível encontrar no interior da sociedade capitalista uma organização econômica que, mesmo gerida(4) pelos próprios trabalhadores, pudesse se(5) caracterizar, em seu conjunto, como “cultura de novo tipo”.
(Adaptado de Lia Tiriba)

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 15 - (AFC/CGU 2003/2004) Assinale a opção que corresponde a palavra ou expressão do texto que contraria a prescrição gramatical. No século XX, a arte cinematográfica introduziu um novo conceito de tempo. Não mais o conceito linear, histórico, que perspassa(1) a Bíblia e, também, as pinturas de Fra Angelico ou o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. No filme, predomina a simultaneidade(2). Suprimem-se(3) as
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barreiras entre tempo e espaço. O tempo adquire caráter espacial, e o espaço, caráter temporal. No filme, o olhar da câmara e do espectador(4) passa, com toda a liberdade, do presente para o passado e, desse, para o futuro. Não há continuidade ininterrupta(5).
(Adaptado de Frei Betto)

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 16 – (AFTE RN/2005) Marque a assertiva errada em relação ao texto seguinte: O ano de 2003 é marcado pela recessão econômica no Brasil e em vários países do mundo. Aqui, o clima foi de expectativa em relação a um novo governo que assumiu o País diante de um grave quadro de desigualdade social. O Brasil assistiu, estarrecido, no outro lado do mundo, a uma invasão no Oriente Médio promovida pela dupla Bush/Blair. E o terrorismo só recrudesceu. De que forma todos esses acontecimentos podem ter influído no imaginário do executivo brasileiro?
(Carta Capital, n° 307)

c) “Expectador” é uma palavra cognata de “Expectativa”, mas ao contrário dessa pode também ser grafada com “s” na primeira sílaba, sem alteração de sentido. 17 - (AFC/CGU 2003/2004) Aos poucos, o horizonte histórico apaga-se(1), como as luzes de um palco após o espetáculo. A utopia sai de cena, o que(2) permite a Fukuyama vatiscinar(3): "A história acabou". Ao contrário do que(4) adverte Coélet, no Eclesiastes, não há mais tempo para
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construir e tempo para destruir; tempo para amar e tempo para odiar; tempo para fazer a guerra e tempo para estabelecer a paz. O tempo é agora. E nele se sobrepõem(5) construção e destruição, amor e ódio, guerra e paz.
(Adaptado de Frei Betto)

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 18 - (TTN/ 1997) Assinale o item incorreto em relação às exigências do padrão culto da língua escrita. a) A Organização Internacional de Aviação Civil (OECI) considera todo passageiro aéreo um terrorista inocente em potencial. b) A entidade das Nações Unidas encarregada de cuidar da segurança de vôo, com sede no Canadá, emitiu, ano passado, alerta aos organismos governamentais sobre produtos perigosos carregados em bagagens. c) O alerta lista 3.291 itens e solicita que os governos criem campanhas publicitárias para concientizar os passageiros sobre o risco de levar na bagagem explosivos que se escondem sob a forma de objetos aparentemente inofensivos, como sprays para cabelos, isqueiros a gás, caixas de fósforos, kits de limpeza de computadores e pilhas alcalinas. d) A recomendação não pára aí. Alguns produtos podem causar irritação ou sufocamento, como ácido fórmico, arsênico e inseticidas, ou ferimentos graves, como oxidantes, ácido sulfúrico, produtos alcalinos e soda cáustica.

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e) Outro ponto lembrado na norma refere-se a interferências em equipamentos aeronáuticos causadas por ímãs e equipamentos eletrônicos, como celulares.
(Correio Braziliense - 15.7.97, com adaptações)

19 - (TTN/1997) Assinale o item incorreto em relação às exigências do padrão culto da língua escrita. a) O Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) permite ao governo remanejar recursos do orçamento e fazer uma reserva para cobrir despesas extras. O FEF é composto de recursos diversos, entre eles parte do Imposto de Renda (IR) de funcionários públicos e fornecedores da União. b) Sem o FEF, o governo só pode realizar despesas previstas no orçamento, conforme as regras da Constituição. Sem o fundo não é possível usar para pagar salários um dinheiro destinado à saúde, por exemplo. O FEF, portanto, garante maior mobilidade. c) Entretanto, o IR é também o principal item do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma espécie de mesada paga pelo governo aos municípios. d) Por determinação da Constituição, todos os municípios têm direito a 17% do FPM (que reune recursos do IR e do Imposto sobre Produtos Industrializados). e) Desde o início da vigência do FEF, em 1994, (antes chamava-se Fundo Social de Emergência) os municípios já perderam R$ 1 bilhão/ano. Isso porque a principal fonte do FEF e do FPM é a mesma: o IR.
(Correio Braziliense - 15.7.97, com adaptações)

20 - (AFC/STN 2002) - Marque o item em que a forma proposta não preenche a lacuna do respectivo segmento do texto com precisão vocabular e correção gramatical. a) No âmbito das políticas públicas, houve mudanças concretizadas através das propostas coletadas no Relatório
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do Ministério da Justiça pelo Comitê Nacional para a participação brasileira na III Conferência Mundial das Nações Unidas contra o Racismo, --------------------- Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. Descriminação b) No documento oficial está a seguinte proposta: “adição de cotas ou outras medidas afirmativas que promovam ---------------------------------------------- universidades públicas.” o ascenso de negros às c) O próprio presidente do Supremo Tribunal Federal defende a ação afirmativa, que considera constitucional: “Precisamos deixar de lado a postura ---------------------- e partir para atos concretos.” contemplativa d) “O único modo de se ---------------------- desigualdades é colocar a lei a favor daquele que é tratado de modo desigual.” corrigirem e) Em vários setores do Governo Federal, medidas de ação afirmativa já foram ou -------------------- implantadas. têm sido
(Baseado em UnB Revista, n° 6)

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AULA 1: VERBO
Olá a todos. Daremos início, hoje, a um dos assuntos mais importantes no estudo da Língua Portuguesa – VERBO. Quase tudo no estudo da gramática envolve verbo – concordância verbal, regência verbal, conjugação verbal (englobando, inclusive, questões de ortografia, como vimos na aula zero), colocação pronominal (a posição do pronome em relação ao verbo), análise sintática etc. Ele é um verdadeiro coração do conjunto oracional – à sua volta, funcionam os demais elementos. O tópico de hoje abordará conjugação verbal. Para isso, temos de relembrar alguns conceitos básicos (como sempre). Falaremos, inicialmente, sobre a estrutura de um verbo (formação da palavra). Conceito: VERBO é uma palavra variável (pode flexionarse em número, pessoa, modo, tempo e voz) que indica uma ação, estado ou fenômeno. As questões de prova podem abordar diversos aspectos relacionados a verbo – conjugação, voz verbal, correlação entre verbos no período, dentre tantos outros. Então, vamos lá. Lembro que na parte final do nosso estudo estão todas as questões comentadas. Por isso, se você preferir, imprima as últimas páginas, faça os exercícios e, somente depois disso, veja os comentários. Bom estudo. CONJUGAÇÃO VERBAL 1 - (ACE TCU –2002) Identifique o segmento inteiramente correto quanto à ortografia e morfologia.

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a) A sensação de que o século XX ainda não acabou dificilmente pôde perdurar até a ocorrência de um cataclisma como foi a guerra de 14, mesmo porque há um sentimento catastrófico na vida desta virada de tempo. O excesso de tecnologia corre no rumo da desesperação. b) O homem, cada vez mais angustiado, tenta encontrar refrigério nas miragens do lazer, fazendo do turismo um campo formidável de negócios. A tragédia ecológica aponta para a escassez de água como primeiro item na lista das penúrias a que poderá submeter-se o cidadão do futuro. c) A prevalescência do alusivo na dinâmica dos tempos atuais refere a força da realidade virtual, a que todos se entregam na certeza de sua primazia. d) O fato do patrimônio gerar empregos e receitas por meio do turismo não abule o paradoxo de que nativos e visitantes se distanciam do fenômeno cultural tanto quanto pessoas que, longe daquelas paragens, pouco valor atribuem a heranças destituídas de familiaridade. e) As cidades perdem em qualidade estética porque não há, na descaracterização avassaladora dos espaços urbanos, fontes capazes de saciar prazeres que há muito deixaram de sê-lo, na acaxapante rotina que uniformiza os cenários e robotiza o cidadão.
(Ângelo Oswaldo, “A herança do futuro”, com adaptações)

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GABARITO: B Comentário. Os erros das demais opções são: Opção a) A palavra certa é cataclismo (aliás, essa palavrinha já foi objeto de prova, no concurso de TTN 1997 – questão 15); Opção c) não existe o vocábulo “prevalescência”, mas prevalência (ato de prevalecer, cuja grafia, por si só, já poderia ajudar na identificação do erro) e houve um erro de sintaxe de regência do verbo referir;

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Opção e) a palavra correta é acaçapante ou acachapante (significa esmagador). O mais importante nessa questão é o erro do item d) que envolve conjugação verbal. Para ajudar a resolver questões de conjugação verbal, usamos a técnica do paradigma. Como é isso? Na dúvida com relação à conjugação de determinado verbo regular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seu dia-a-dia), basta observar a conjugação dos paradigmas clássicos (FALAR – 1ª conjugação, BEBER – 2ª conjugação, PARTIR – 3ª conjugação). Extraia o radical, que é o que sobra do verbo após retirar a terminação “ar”, “er” ou “ir” do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue as desinências, que são idênticas nos demais verbos regulares de mesma conjugação: Por exemplo: CONSUMAR (verbo regular de 1ª conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???) CONSUMIR (verbo regular de 3ª conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???) E aí, como você preencheu? Vamos buscar a desinência dos verbos “paradigmas”. Infinitivo Falar Consumar Partir Consumir Pres.Indicativo Eu falo Eu consumo Eu parto Eu consumo (igual) Pres.Subjuntivo (que) eu fale (que) eu consume (que) eu parta (que) eu consuma

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Se o verbo for irregular, ou seja, apresenta alteração no radical em determinadas conjugações, procure outro verbo, também irregular, de mesma construção. Por exemplo: COMPETIR (3ª conjugação) – Eu comp.... (???) Esse verbo é irregular, ou seja, não mantém o radical nas conjugações. Normalmente não conjugamos esse verbo (pelo menos, não com convicção) fora de uma locução verbal. Mas usamos bastante outro verbo de idêntica estrutura. Já sabe qual é??? REPETIR. Então, como fica a conjugação desse paradigma? Eu repito => Eu compito E “ADERIR”? Como você conjugaria a primeira pessoa do singular do Presente do Indicativo? Está com dúvida? Busque um paradigma. Aceito sugestões.... Lembrou de algum? Eu conheço um – FERIR. Como fica a conjugação do paradigma? Eu firo. Logo, “eu adiro”. Voltando à questão da ESAF, você percebeu qual foi o erro da letra d? O que significa “abule”? O contexto indica tratar-se do verbo ABOLIR. Se não tivermos certeza da conjugação desse verbo, vamos fazer o quê??? Buscamos o paradigma. Sugiro o verbo ENGOLIR. Na passagem, o verbo “abolir” está na terceira pessoa do singular, no Presente do Indicativo. O verbo “engolir” ficaria “Ele engole”. Logo, a conjugação correta é abole. 2 - (PROCURADOR BACEN/ 2002) Assinale a opção correta. a) A forma verbal “intermedeia”(l.9) pode ser substituída por “intermedia” sem que haja transgressão à norma culta formal. 3 - (TTN/1997) Assinale o item correto em relação aos elementos do texto. a) Os períodos “A venda é intermediada por uma empresa localizada em um paraíso fiscal” (l.22 e 23) e “Uma Empresa localizada em paraíso fiscal intermedia a venda” são
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equivalentes e gramaticalmente adequados ao padrão culto da língua escrita. Itens INCORRETOS. Comentário. Como abordam o mesmo verbo, terão o mesmo comentário. Não existe a forma verbal sugerida (“intermedia”). Os verbos terminados em –IAR são regulares, ou seja, seguem a conjugação do paradigma ‘falar’. Exemplos: ADIAR (radical é adi) – Pres.Indicativo: adio, adias, adia, adiamos, adiais, adiam VARIAR (radical é vari) - Pres.Indicativo: vario, varias, varia... Dessa mesma forma, MAQUIAR, VICIAR. conjugam-se os verbos ARRIAR,

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Por isso, nada de “VAREIA”, senão “VICEIA”!!! Como vimos, esses verbos são REGULARES. Mas, então, por que será que tanta gente se engana? Porque ocorre uma “contaminação” com os verbos terminados em “EAR”. Há cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’ nas formas rizotônicas (Pres.Indicativo e Pres.Subjuntivo). Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O: Mediar (e derivados), Ansiar, Remediar, Incendiar, Odiar Pres.Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermediamos, intermediais, intermedeiam intermedeia,

Para facilitar, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais comum deles. 4 - (Auditor do Trabalho/2003) No texto abaixo, assinale o trecho transcrito de forma gramaticalmente correta.

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d) A interação entre as políticas estruturais e macroeconômicas constitue elemento de grande força explicativa para a trajetória da economia brasileira na última década. Item INCORRETO Comentário. Há erro de conjugação verbal. Os verbos, como o constituir, terminados pelo hiato –UIR, exceto no caso dos defectivos (verbos que não apresentam todas as formas de conjugação, como ruir), apresentam duas formas de conjugação: 1ª) O paradigma será POSSUIR (o radical é possu) – De acordo com esta regra, classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminação. Nas 2ª e 3ª do singular trocam a letra ‘e’ da conjugação regular (como em ‘partir’) pela letra ‘i’. Mantém as demais conjugações inalteradas em relação à conjugação do verbo ‘partir’: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem. Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR, ARGUIR (respeitada a acentuação), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR 2ª) CONSTRUIR (o radical é constru) e DESTRUIR (o radical é destru)– São verbos abundantes. Além da forma regular de conjugação (igual à do verbo POSSUIR: construo, construis, construi, construímos, construís, construem), mais comum em Portugal, apresenta também a conjugação irregular, em que as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto “ói": construo, constróis, constrói, construimos, construís, constroem, da mesma forma que os verbos terminados em –OER. Assim, vimos que os verbos terminados em –uir recebem, na 3ª pessoa do singular, a letra “i” – constitui, e não o “e” como apresentado na questão. Vamos analisar outras conjugações especiais.

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1.

VERBOS TERMINADOS EM HIATO:

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–OER: As 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto ‘ói’. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais seguem o paradigma ‘beber’, respeitadas as devidas acentuações tônicas. Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER e SOER (costumar, ter hábito de) são defectivos e só se conjugam nas terceiras pessoas. Exemplos: MOER (o radical é mo) - môo, móis, mói, moemos, moeis, moem –EAR: recebem a letra ‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical). Nas demais, segue o paradigma ‘falar’. Exemplo: pentear (radical pente). A sílaba tônica foi sublinhada. Pres.Indicativo penteais, penteiam Pres.Subjuntivo – penteeis, penteiem penteio, penteie, penteia, penteies, penteia, penteie, penteou, penteamos, penteemos, penteamos,

Pret.Perfeito: penteei, penteastes, pentearam

penteaste,

2. VERBOS “DERIVADOS” DE ÁGUA – DESAGUAR, ENXAGUAR - mantém a acentuação de água na conjugação. Pres.Indicativo: deságuo, deságuas, deságuas, desaguamos, desaguais, deságuam Pres.Subjuntivo: deságüe, deságües, deságüe, desagüemos, desagüeis, deságüem 3. AVERIGUAR, APAZIGUAR, APANIGUAR - Não seguem a regra dos “derivados” de água. Têm a acentuação tônica nas formas rizotônicas (no radical). O radical de averiguar é [averigu-] e segue o paradigma “falar”, ressalvada a acentuação gráfica (especialmente no Pres.Subjuntivo).

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Pres.Indicativo: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam Pres.Subjuntivo: averigúe, averigúes, averigúe, averigüemos, averigüeis, averigúem (Quando o u é pronunciado sem intensidade, leva trema; com intensidade, leva acento agudo) 5 - (Auditor do Trabalho/2003) No texto abaixo, assinale o trecho transcrito de forma gramaticalmente correta. d) A interação entre as políticas estruturais e macroeconômicas constitue elemento de grande força explicativa para a trajetória da economia brasileira na última década. Item INCORRETO. Comentário. Perceba como as questões (e os erros) se repetem. Por isso é tão importante praticar com provas anteriores da ESAF. Como já vimos, a forma verbal correta é constitui. 6 - (AFRF/2002-2) A reforma tributária não pode ser realizada, na verdade, para livrar o orçamento da sangria dos juros exorbitantes, embora enfeitada com os argumentos apelativos, tanto da simplificação fiscal para todo o empresariado quanto do milagre fiscal da multiplicação dos empregos para os mais despossuídos. Trata-se do contrário. Os de baixo vão, de fato, pagar mais e não há garantia nenhuma da boa teoria econômica de que o emprego possa crescer sem o planejamento de um projeto nacional digno do nome, que defina e articule todas as potencialidades existentes para tanto.
(Fátima Gondim Farias, “Reforma Tributária”, em Tributação em revista, abril/junho de1999, com adaptações)

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Identifique a asserção incorreta, a respeito dos elementos lingüísticos do texto.
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b) Se, no mesmo contexto sintático de “defina e articule”(l.9) estivessem os verbos argüir e averiguar, a expressão correta (deixando-se de lado os ajustes de sentido) seria “argua e averigúe”. Item CORRETO. Comentário. A estrutura oracional proposta apresenta os verbos no presente do subjuntivo. Os verbos argüir e averiguar são regulares e se conjugam como os paradigmas partir e falar, respectivamente. Vamos, então, relembrar como seria: 1 – extraia o radical – argu / averigu 2 - inclua a desinência correspondente ao tempo, modo, pessoa e número – 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo. DICA: busque essa desinência nos verbos paradigmas - parta (part + a) e fale (fal + e). Então, seria argu + a = argua e averigu + e = averigúe. Neste último verbo, como ocorreria um dígrafo (gue), considerando o fato de que a letra u deve ser pronunciada com tonicidade (fortemente), devemos colocar o acento agudo nela. 7 - (Oficial de Chancelaria/2002) Marque o conjunto de itens que completa de forma coerente e gramaticalmente correta as lacunas do respectivo texto. Durante a maior parte do pós-guerra, os Estados Unidos __________ claramente a hegemonia econômica mundial e, em grande medida também, a ____________ político-estratégica sobre os negócios internacionais. A primeira era assegurada pela sua _____________ força econômica, comercial e tecnológica em face dos parceiros capitalistas tradicionais – Europa Ocidental e Japão – que ________________ a reconstrução de seus _________________ econômicos destruídos pela guerra, mas também pelo relativo controle
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exercido sobre as instituições de Bretton Woods – FMI, Banco Mundial e Gatt – que determinavam o padrão de comportamento esperado de economias colocadas em situação de _____________ no quadro de uma mesma ordem liberalcapitalista.
(Baseado em Paulo Roberto de Almeida)

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a) detêem, proeminência, singular, desenvolvia, equipamentos, interdependência b) detiveram, preeminência, singular, empreendiam, aparelhos, interdependência c) deteriam, relevância, relevante, empreendia, aparelhos, interdependência d) detêm, proeminência, independência e) detêem, liderança, independência Gabarito: B Comentário. Para acertar essa questão, bastaria preencher corretamente a primeira lacuna. Perceba que as demais formas verbais estão conjugadas em tempos pretéritos (“A primeira era assegurada...”; “...que determinavam...”) e se reportam a fatos já ocorridos. Assim, o verbo deter somente poderia estar conjugado no passado. A única opção válida é a de letra b - detiveram. As opções a e e foram descartadas por apresentarem uma conjugação incorreta do verbo deter, que, por ser derivado do verbo ter, conserva a mesma grafia da forma plural (detêm). A opção c apresenta um verbo no futuro do pretérito, que, como veremos a seguir, situa a ação no campo da hipótese, da condição, do fato não real, o que contraria o contexto. especial, empreendia, acervos,

isolada,

desenvolvia,

equipamentos,

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8 - (AFRF 2002-2) Assinale a opção em que o trecho apresentase coeso, coerente e gramaticalmente correto. b) Pelo princípio da igualdade material o Estado tem obrigação de intervim e retificar a ordem social, a fim de remover as mais profundas e perturbadoras injustiças sociais. Item INCORRETO. Comentário. Na passagem “o Estado tem obrigação de ...”, o verbo que irá completar esse raciocínio deve estar no infinitivo impessoal, por exercer a função de complemento nominal. Não é possível, neste caso, qualquer conjugação por não existir sujeito da forma verbal. O verbo intervir é derivado do verbo vir e acompanha sua conjugação. A forma grafada foi intervim, que é a conjugação de primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (Eu vim ontem aqui / Eu intervim na conversa dos rapazes). Como o verbo deve ficar no infinitivo, corrigindo-o, ficaria: “o Estado tem obrigação de intervir”. MODOS E TEMPOS VERBAIS 9 - (Procurador do BACEN/ 2002) Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas conseqüências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é

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fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos.
(www.bcb.gov.br)

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Assinale a opção correta. b) O emprego do modo indicativo em “corresponde”(l.5) deve ser substituído pelo subjuntivo “corresponda” para que o texto respeite a norma culta. Item INCORRETO. Comentário. A classificação dos verbos nos modos verbais depende da relação que o falante tem com aquilo que enuncia – se constata um fato (indicativo); se apresenta uma hipótese, uma suposição (subjuntivo); se faz um pedido (imperativo). Em outras palavras, depende do modo com que enuncia a ação verbal. São três modos verbais: INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, que pode pertencer ao presente, ao passado ou ao futuro. SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipotético, duvidoso, provável ou possível. IMPERATIVO - expressa idéias de ordem, pedido, desejo, convite. Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, da certeza, o SUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que é provável, hipotético, possível, sem a certeza apresentada pelo modo indicativo. O modo SUBJUNTIVO também é bastante usado com determinadas conjunções (embora, caso, que etc.) Perceba a diferença entre as duas orações abaixo. Ele procura um remédio que acaba com a dor de cabeça. Ele procura um remédio que acabe com a dor de cabeça. Na primeira, o sujeito já sabe qual é o medicamento que produz resultado. Vai à farmácia e pede ao balconista, porque sabe o
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resultado que obterá. O fato situa-se no plano da CERTEZA – modo INDICATIVO. Na segunda, o sujeito não tem certeza de qual medicamento poderia surtir efeito. Vai ao balcão da farmácia, pede ao farmacêutico uma indicação, mas não tem certeza se irá surtir o efeito esperado. Por isso, está no plano da possibilidade – modo SUBJUNTIVO. Essa assertiva foi considerada errada porque os verbos, no modo subjuntivo, enunciam situações no campo da hipótese, suposição, possibilidade ou probabilidade. Não é o que se verifica. Trata-se de texto enunciativo, que relata fatos e situações reais. As formas verbais “são” (l.1), “relacionam-se” (l.3) e “é” (l.9) corroboram essa afirmação. 10 - (TRF 2002) Quem não declarou no ano passado está classificado pela Receita como “pendente”. Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita. O cancelamento do documento pode significar muitos problemas, pois o CPF passou a ser mais solicitado do que a carteira de identidade. Sem ele, é impossível abrir uma conta bancária, comprar a prazo, prestar concurso público. Caso ganhe em uma loteria, também será impedido de retirar o prêmio.
(Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações)

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Assinale a opção correta a respeito das estruturas lingüísticas do texto. d) O emprego das duas formas verbais no subjuntivo, “tenha”(l.3) e “ganhe”(l.11) justifica-se por exigência da estrutura sintática em que ocorrem. Item CORRETO. Comentário.

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De acordo com a lição que vimos no comentário anterior, o modo subjuntivo é empregado em hipóteses (“Caso ganhe em uma loteria...”) ou em construções com algumas conjunções (“Embora não tenha o CPF cancelado agora...”). Essa é a tal da “exigência da estrutura sintática em que ocorrem” enunciada no item d. 11 - (TRF 2003) Assinale a opção correta a respeito do emprego dos verbos no texto. e) A dupla possibilidade verbal que o texto oferece, “torcíamos/torcemos”(l.29 e 30) envolve variação no tempo e modo verbais, mas preserva a pessoa gramatical. Item INCORRETO. Comentário. Questão capciosa essa, que pode ter levado muitos candidatos a erro. “Torcíamos” é verbo conjugado na 1ª pessoa do plural (nós), no tempo Pretérito Imperfeito do modo indicativo. “Torcemos” está conjugado na 1ª pessoa do plural (nós), no tempo Presente do modo indicativo. Houve somente variação no tempo verbal, conservando-se a pessoa (1ª p.p.) e o modo (indicativo), e não somente a pessoa, como asseverado. Os tempos verbais têm a função de indicar o momento em que são enunciados os fatos. No modo INDICATIVO: PRESENTE – fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na cozinha.); ou fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belém.); ou apresenta um princípio, um conceito

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ou um dado (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no Brasil.) PRETÉRITO PERFEITO – fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO – denota continuidade do ato, com início no passado (Eu tenho cometido muitos erros na escolha dos meus namorados.) PRETÉRITO IMPERFEITO – fato realizado e não concluído (Ele buscava a perfeição antes de morrer.) ou que apresenta uma certa duração (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO – fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdão aos filhos.) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO – forma mais comum de expressar o fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.) FUTURO DO PRESENTE – fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO – denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um milhão de reais em dívidas.) FUTURO DO PRETÉRITO – 1) fato posterior a um fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].); ou 2) fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa, mas tive um problema.); 3) também pode denotar incerteza (“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”), hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo
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[HIPÓTESE].”) ou polidez (“Você poderia me passar o sal?”). FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO – o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos dois primeiros aspectos. 12 - (TRF 2002.2) Leia o texto a seguir para responder às questões. No passado, para garantir o sucesso de um filho ou de uma filha, bastava conseguir que eles tirassem um diploma de curso superior. Uma vez formados, seriam automaticamente chamados de “doutor” e teriam um salário de classe média para o resto da vida. De uns anos para cá, essa fórmula não funciona mais. Quem pretende garantir o futuro dos filhos, além do curso superior, terá de lhes arrumar um capital inicial. Esse capital deverá ser suficiente para o investimento que gerará um emprego para seu filho. Todo emprego requer investimentos prévios, algo óbvio mas esquecido por nossos políticos e governantes.
(Stephen Kanitz, VEJA, 5/6/2002, com adaptações)

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O texto apresenta dois grupos de formas verbais: um expressa situações ligadas ao passado; outro, ao presente. Marque a opção em que a substituição proposta para a forma verbal provoca erro gramatical ou desrespeita as relações temporais do texto. a) “seriam”(l.2) b) “teriam”(l.3) c) “funciona”(l.4) d) “pretende”(l.4) e) “terá”(l.5) GABARITO: D Comentário.
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> eram > tinham > tem funcionado > pretendia > tem

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O texto, em sua primeira parte, apresenta situações condicionais e, para isso, usa o futuro do pretérito (“Uma vez formados [condição], seriam automaticamente chamados de ‘doutor’ e teriam um salário de classe média [conseqüência hipotética]”). Na segunda parte, utiliza o presente do indicativo para retratar fatos reais (“...essa fórmula não funciona mais.”). Na questão, sugere trocas que devem atender a dois preceitos: manter a correção gramatical e respeitar as relações temporais do texto. É nesse segundo aspecto que apresenta erro quando sugere a troca de “pretende” – presente – por “pretendia” – passado (pretérito imperfeito). 13 – (AFRF/2002-1) Leia o texto abaixo para responder à questão. A moral e a ética não são fatos ou institutos jurídicos. Direito é uma coisa, moral é outra. Todo ser humano informado sabe disso. O comportamento das pessoas em grupo, tornando suas ações conhecidas e avaliadas, segundo critérios éticos do mesmo grupo quanto ao caráter, às condutas ou às intenções manifestadas e assim por diante, só repercutem no direito se extrapolarem os limites deste. A manifestação ofensiva a respeito de outrem confunde os dois elementos no plano individual.
(Walter Ceneviva, Moralidade como Fato Jurídico, com adaptações)

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Assinale a opção incorreta a respeito das estruturas lingüísticas do texto. b) Altera-se o tempo verbal, mas garante-se a correção gramatical, se no lugar de “se extrapolarem”(ls.6 e 7), for empregado quando extrapola. Item CORRETO. Comentário.

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Mais uma vez, o que se exige é unicamente a correção gramatical. Não se exige manutenção dos aspectos semânticos. Troca-se uma oração condicional (se extrapolarem) por uma temporal (quando extrapola) e, com isso, muda-se o tempo verbal, de presente do subjuntivo para presente do indicativo. Sob a ótica gramatical, a troca é perfeitamente válida. 14 - (Fiscal de Fortaleza – 2003) Em relação ao texto abaixo, assinale a opção incorreta. O capitalismo é o modo de produção em que os meios de produção e de distribuição, assim como o trabalho, tornam-se mercadorias, apropriadas privadamente. Os meios de produção e distribuição tornam-se capital à medida que se concentram nas mãos duma minoria, enquanto a maioria se limita à posse de sua capacidade individual de trabalho.
(Paul Singer)

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b) No primeiro período do texto predominam os tempos verbais do presente por tratar-se de uma definição, de um conceito. Item CORRETO. Comentário. O verbo no presente do indicativo pode ter a função de apresentar um conceito, uma definição, e também enunciar um fato que ocorre no momento em que se fala ou que é comum de acontecer. 15 - (AFC CGU 2003/2004) Leia o texto para responder às questões. A felicidade, que em si resultaria de um projeto temporal, reduz-se hoje ao mero prazer instantâneo derivado, de preferência, da dilatação do ego (poder, riqueza, projeção pessoal etc.) e dos "toques" sensitivos (ótico, epidérmico, gustativo etc.). A utopia é privatizada. Resume-se ao êxito pessoal. A vida já não se move por ideais nem se justifica pela
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nobreza das causas abraçadas. Basta ter acesso ao consumo que propicia excelente conforto: o apartamento de luxo, a casa na praia ou na montanha, o carro novo, o kit eletrônico de comunicações (telefone celular, computador etc.), as viagens de lazer. Uma ilha de prosperidade e paz imune às tribulações circundantes de um mundo movido a violência. O Céu na Terra – prometem a publicidade, o turismo, o novo equipamento eletrônico, o banco, o cartão de crédito etc.
(Frei Betto)

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Em relação às estruturas e às idéias do texto, assinale a opção correta. a) O emprego do futuro do pretérito em “resultaria”(l.1) indica que o fenômeno a que essa forma verbal se refere está impedido de ocorrer. Item INCORRETO. Comentário. O verbo no FUTURO DO PRETÉRITO coloca a estrutura no campo da hipótese, sem garantir que o fenômeno esteja impedido de ocorrer ou não. 16 - (CVM 2000) Chegamos a um ponto muito próximo da comunidade econômica eficaz, com seus desdobramentos sobre o quotidiano coletivo, e é possível que não nos encontremos longe de outros ideais comunitários que as constituições preconizam, e que têm tão longa história: a integração política, cultural e social. Se isso não fosse possível ao longo de tanto tempo passado desde as projeções bolivarianas, se nessa espera atravessamos um século e já outro bate à nossa porta, há pelo menos uma convicção generalizada no sentido de que os passos até agora dados são seguros, não havendo mais risco de retrocesso. E não há dúvida de que o êxito em empreendimentos econômicos comuns tem como pressuposto o cenário político que o continente hoje apresenta.
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Em relação aos elementos constituintes do texto acima, assinale a opção incorreta. a) O verbo encontrar(l.2) está no subjuntivo por exigência da estrutura anterior “é possível que”(l.4), que confere ao período a idéia de probabilidade e não de certeza. Item CORRETO. Comentário. Essa assertiva define bem uma das funções subjuntivo: situar o fato no campo da probabilidade. do modo

17 – (AFC 2002) Assinale a proposição correta a respeito da estrutura morfossintática do texto abaixo. “A ‘Guerra Fiscal’ pertence a uma classe geral de fenômenos que emergem quando iniciativas políticas dos Governos subnacionais adquirem conotações negativas e geram efeitos econômicos perversos em decorrência do caráter insuficiente ou conjunturalmente inoperante do quadro político-institucional que regula os conflitos federativos, o qual se revela incapaz de garantir um equilíbrio mínimo entre interesses locais de forma a evitar efeitos macroeconômicos e sociais perversos.”
(C. Cavalcanti & G. Prado, com adaptações)

b) Emergir é verbo defectivo, ao qual faltam as formas em que ao radical se seguiria o ou a. Item CORRETO. O verbo emergir é defectivo, pela razão exposta no item ‘b’, gabarito da questão. Os verbos defectivos apresentam DEFEITO em alguma conjugação, ou seja, em algum tempo/modo, o verbo não apresenta conjugação completa.

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Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo à conjugação do PRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente do Subjuntivo e Imperativo). O “defeito” existe apenas no presente, não existe no passado nem no futuro. Assim, mesmo defectivo, o verbo poderá ser conjugado inteiramente nos outros tempos e modos verbais, como, por exemplo, no Pretérito do Perfeito do Indicativo, no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc. Há dois tipos de defeitos: 1º) não possui a 1ª pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir, delinqüir); 2º) só apresentam as conjugações da 1ª e 2ª pessoas do plural (adequar, reaver). Alguns autores definem como defectivos, também, os verbos que, de acordo com o seu emprego, só podem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgência), DOER (alguma coisa dói) e os unipessoais, que representam vozes de animais ou fenômenos da natureza, quando utilizados no sentido original (sentido denotativo, com “d” de “dicionário”; seu oposto é o sentido conotativo, também chamado de figurado, quando a palavra é usada em um significado diferente do original). 18 – (Assistente de Chancelaria/2002) Segundo o noticiário, o Pentágono passou a propugnar o uso de minibombas atômicas. Ou seja, armas nucleares para estourar depósitos subterrâneos onde estariam escondidas armas (nucleares, químicas, bacteriológicas) de destruição maciça. A hipótese de banalização das armas atômicas, inscrita na proposta do Pentágono, liquidaria os tratados internacionais de nãoproliferação nuclear e jogaria o Brasil no meio da tormenta, relançando a corrida nuclear.
(Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações)

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Assinale a opção incorreta a respeito do emprego das formas verbais no texto.
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a) O emprego da perífrase verbal “passou a propugnar”(l.1 e 2) constitui um recurso para evitar o uso do presente do indicativo de um verbo defectivo: propugnar. b) A opção pelo emprego do futuro do pretérito em “estariam”(l.4), indica uma certa resistência do autor para acreditar na veracidade da informação a respeito das armas escondidas. c) A forma de particípio “inscrita”(l.8) confunde-se com o adjetivo porque exprime mais um estado do que uma relação temporal. d) O emprego do futuro do pretérito em “liquidaria”(l.9) e “jogaria”(l.10) reforça a idéia de “hipótese”(l.7). e) Para manter a coerência no emprego dos tempos verbais, a substituição do gerúndio “relançando”(l.11) por uma forma nãonominal deve ser: e relançaria. Gabarito: A Comentário. O erro do item ‘a’ está em se afirmar que o verbo propugnar é defectivo. Assim como impugnar ou pugnar, o verbo propugnar conjuga-se em todos os tempos e modos. Para não errar, o candidato deveria se basear na regra do paradigma, tratada na questão 1. “Perífrase” é um recurso que exprime algo que poderia ser expresso em um menor número de palavras (em vez de se mencionar “Castro Alves”, usa-se “o poeta dos escravos”). A expressão “perífrase verbal” significa uma forma verbal com mais de um verbo (equivale a locução verbal). As opções ‘b’ e ‘d’ exploram o conceito do tempo verbal futuro do pretérito – incerteza, hipótese. Já os itens ‘c’ e ‘e’ tratam das FORMAS NOMINAIS particípio e gerúndio. Denominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, que também podem ser empregadas nas funções

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próprias de adjetivos, substantivos ou advérbios. São elas: PARTICÍPIO, GERÚNDIO E INFINITIVO. PARTICÍPIO: Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo) O uniforme lavado ficou todo sujo após o vendaval. (adjetivo) Dou essa discussão por encerrada.(adjetivo) Encerradas as discussões, iniciou-se a (advérbio de tempo – “Quando se encerraram...”) GERÚNDIO: O presidente fica persistindo na argumentação de que nada sabia sobre o valerioduto. (verbo) Persistindo os sintomas, o médico deverá ser consultado.. (advérbio de condição = “Caso persistam os sintomas...”) INFINITIVO: Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo) O pôr-do-sol é lindo nessa época do ano. (substantivo) Causa-me agonia o seu ranger de dentes. (substantivo) Precisamos colocar óleo na porta que está a ranger.(verbo) 19 - (AFC/SFC 2000) Leia o texto para responder às questões. 0 ano 2000 chegou com mudanças surpreendentes: avanço espetacular da Internet, fusões e incorporações a rodo, globalização e queda de mitos. 0 que se convencionou chamar de Velha Economia, contudo, não se evaporou no espaço. A humanidade vai entrar no novo milênio movida ainda a petróleo e a energia elétrica e continua consumindo o pão de cada dia que a velha e estressada terra votação.

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produz. Será instabilidade?

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possível

crescer

nesse

novo

ambiente

de

0 erro é não ver que o velho e o novo continuarão convivendo por gerações, até que se estabeleçam, provavelmente na segunda metade do século XXI, padrões inteiramente novos de comportamento empresarial e individual. Nesse contexto é que se deve localizar o desafio do crescimento do Brasil. Um contexto que não envolve apenas números redondos sobre o crescimento industrial, a taxa de desemprego ou o barulho provocado pela má distribuição das propriedades no campo.
(Jornal do Brasil, 10/09/2000)

e) A forma verbal “continuarão”(l.10) admite a substituição por vão continuar, sem alteração do significado. Item CORRETO. Comentário. O que se propõe é trocar o verbo do Futuro do Presente (continuarão) para uma locução verbal, cujo verbo auxiliar se encontra no Presente do Indicativo (vão continuar). Essa troca é válida, em função de um recurso estilístico chamado de ENÁLAGE. Uma das definições desse recurso é “a alteração da concordância que consiste na mudança anti-sintática de um modo, tempo ou gênero, em correspondência com outro”. Trocando em miúdos: mudança do tempo, modo ou gênero com alguma intenção estilística. Com relação aos verbos, consiste no emprego de um tempo verbal diferente do que seria normalmente utilizado. Muitas vezes, a intenção é modificar o tempo para o presente. Em textos jornalísticos, isso é muito comum. “FURACÃO DESTRÓI CIDADES AMERICANAS”- o fato efetivamente já ocorreu, pertence ao passado, mas o uso do presente tem a

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intenção de tornar o fato atual, imediato, como se a notícia estivesse “fresquinha”. “AMANHÃ EU VOU À FINAL DO CAMPEONATO.” – talvez a intenção seja de trazer para o momento atual o fato que só se realizará amanhã. “EU IA À SUA CASA, MAS TIVE UM PROBLEMA.” – a forma verbal apropriada é o Futuro do Pretérito (“Eu iria”), mas nada impede essa substituição. 20 - (Técnico do IPEA 2004) A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo.
(Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho)

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Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. e) A preferência pela forma verbal seria no lugar de “era”(l.5) mantém a correção gramatical do texto. Item CORRETO. Comentário. Perceba que a única exigência é a correção gramatical, sem falar nada sobre aspectos semânticos. Assim, está correta essa proposição. Com o verbo no futuro do pretérito do indicativo (seria), a construção ficaria no campo da possibilidade, enquanto que o pretérito imperfeito (era) atribui um aspecto verdadeiro, real. 21 - (BACEN 2001) Analise os itens a respeito do emprego das formas verbais no texto.
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Uma profunda transformação tecnológica será promovida nos bancos brasileiros neste primeiro semestre para que eles se adaptem às normas determinadas pelo Banco Central (BC), que prevêem a reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O novo modelo entra em vigor no dia 1o de outubro, quando já deve estar em funcionamento a transferência de grandes valores com liquidação bruta em tempo real e o monitoramento on line da conta reservas bancárias mantida no BC, que se livrará da obrigação de cobrir os saldos negativos deixados pelos bancos nas operações do dia-a-dia. Se, de um lado, as cerca de 170 instituições financeiras movimentam-se para modernizar seu aparato tecnológico, de outro as indústrias de software travam uma batalha para conquistar uma fatia dos investimentos que serão feitos.
(Gazeta Mercantil, 20/2/2001, com adaptações)

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IV. O emprego do tempo presente em “entra em vigor” (l.6 e 7) desrespeita as regras da conjugação verbal e da coerência textual porque o texto pede que aí se empregue o futuro entrará. Item INCORRETO. Comentário. Não houve desrespeito algum a regras de conjugação verbal ou de coerência textual. Mais uma vez, deslocou-se o tempo verbal para o presente como recurso estilístico – tornar atual um fato que pertence ao futuro. 22 - (MPU/2005) Leitor, que já tens direito _____ uma cadeira na câmara ________ ; que já estás _______ na fatal casa dos – enta, _______ se começa a rolar pelo plano inclinado dos pésde-galinha nas ______ de lua; leitor benévolo, que és pai e avô de fresca data, _______ alguns minutos de atenção.
(Baseado em França Júnior)

a) à de honra Assentado

das quais

fases

preste-me

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b) a perpétua Assentado c) a vitalícia e) à vitalícia GABARITO: C Comentário: Aboletado d) a perpétua Parado

de onde donde da qual

fases casas

prestai-me preste-me

conjunções presta-me conjunções prestai-me

Estacionado donde

Para concluir essa parte que trata de modos e tempos verbais, vamos a uma das poucas questões da ESAF que tratam do imperativo. Por questões didáticas, vamos comentar somente a última lacuna da questão, exatamente a que aborda o tópico ora estudado. Na hora da prova, quem começasse por essa lacuna iria resolver a questão em um minuto. No texto, percebe-se o uso da segunda pessoa do singular (“tens”, “estás”, “és”). Para manter o paralelismo sintático, que exige o mesmo tratamento no texto (2ª ou 3ª pessoa), a forma verbal a ser usada será PRESTA, apresentada somente na opção c. Sobre a conjugação no imperativo, em vez de memorizar várias regras, vamos guardar apenas a exceção. A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do subjuntivo. São conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as pessoas (2ª do singular e do plural, 3ª do singular e do plural e 1ª do plural) no imperativo negativo, e nas 3ª pessoas (singular e plural) e 1ª pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra. Exemplo: “Venha para a Caixa você também” – 3ª pessoa do singular (O comercial estava errado!!!).

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“Não nos deixeis cair em tentação” – 2ª pessoa do plural (Ao se dirigir ao Pai, usa-se vós.) Essa é a regra. Agora a exceção, que deve ser memorizada, por ser em menor número. A exceção fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativo afirmativo. Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s” final. RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural) buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo o restante tem origem no presente do subjuntivo. Exemplo: 1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” - A forma “dize” é a redução do presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] = dize). Detalhe: o verbo “dizer”, assim como todos que têm essa terminação -zer, é um verbo abundante, que admite tanto “dize” como “diz”, no imperativo. 2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é a conjugação no presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis), sem o “s”. Aliás, esse segundo exemplo foi retirado de uma oração – a Oração de São Francisco de Assis, que não é tão conhecida quanto o “Pai Nosso”. No “Pai Nosso”, temos vários exemplos do uso do imperativo, tanto afirmativo quanto negativo. Dá-se a Deus a respeitosa forma de tratamento "vós", que, como já vimos, é da segunda pessoa do plural. Em "Perdoai as nossas ofensas", as pessoas que rezam dirigem-se ao Criador e pedem a Ele que lhes perdoe as ofensas praticadas. É para isso que também serve o imperativo. Além de ordem, essa forma verbal pode expressar também súplica, desejo ardente, que é como são feitos esses pedidos. Na prece, “perdoai" e "livrai" ("perdoai as nossas ofensas"/"livrai-nos do mal") estão no imperativo afirmativo,

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enquanto que "deixeis" ("não nos deixeis cair em tentação") está no imperativo negativo. "Perdoai" e "livrai" obedecem a um esquema que já vimos. Como são conjugações de 2ª pessoa do plural, essas formas vêm do presente do indicativo, sem o "s" final. Fazem parte da EXCEÇÃO. E "Não nos deixeis cair em tentação"? É da conjugação do imperativo negativo e recai na REGRA GERAL, ou seja, se forma a partir do presente do subjuntivo (que eu deixe, que tu deixes, que ele deixe, que nós deixemos, que vós deixeis, que eles deixem). Na hora da dúvida, mesmo que você não seja católico, comece a rezar o Pai Nosso e veja como se conjugam as formas verbais no Imperativo. Mas, para dar certo, você deve aprender a rezar direito!!!! Na próxima aula, continuaremos a estudar pontos gramaticais relativos a verbo. Bons estudos e até lá. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 1 - (ACE TCU –2002) Identifique o segmento inteiramente correto quanto à ortografia e morfologia. a) A sensação de que o século XX ainda não acabou dificilmente pôde perdurar até a ocorrência de um cataclisma como foi a guerra de 14, mesmo porque há um sentimento catastrófico na vida desta virada de tempo. O excesso de tecnologia corre no rumo da desesperação. b) O homem, cada vez mais angustiado, tenta encontrar refrigério nas miragens do lazer, fazendo do turismo um campo formidável de negócios. A tragédia ecológica aponta para a escassez de água como primeiro item na lista das penúrias a que poderá submeter-se o cidadão do futuro.

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c) A prevalescência do alusivo na dinâmica dos tempos atuais refere a força da realidade virtual, a que todos se entregam na certeza de sua primazia. d) O fato do patrimônio gerar empregos e receitas por meio do turismo não abule o paradoxo de que nativos e visitantes se distanciam do fenômeno cultural tanto quanto pessoas que, longe daquelas paragens, pouco valor atribuem a heranças destituídas de familiaridade. e) As cidades perdem em qualidade estética porque não há, na descaracterização avassaladora dos espaços urbanos, fontes capazes de saciar prazeres que há muito deixaram de sê-lo, na acaxapante rotina que uniformiza os cenários e robotiza o cidadão.
(Ângelo Oswaldo, “A herança do futuro”, com adaptações)

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2 - (PROCURADOR BACEN/ 2002) Assinale a opção correta. a) A forma verbal “intermedeia”(l.9) pode ser substituída por “intermedia” sem que haja transgressão à norma culta formal.

3 - (TTN/1997) Assinale o item correto em relação aos elementos do texto. a) Os períodos “A venda é intermediada por uma empresa localizada em um paraíso fiscal” (l.22 e 23) e “Uma Empresa localizada em paraíso fiscal intermedia a venda” são equivalentes e gramaticalmente adequados ao padrão culto da língua escrita. 4 - (AUDITOR DO TRABALHO – 2003) No texto abaixo, assinale o trecho transcrito de forma gramaticalmente correta. d) A interação entre as políticas estruturais e macroeconômicas constitue elemento de grande força explicativa para a trajetória da economia brasileira na última década.

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5 - (Auditor do Trabalho/2003) No texto abaixo, assinale o trecho transcrito de forma gramaticalmente correta. d) A interação entre as políticas estruturais e macroeconômicas constitue elemento de grande força explicativa para a trajetória da economia brasileira na última década. 6 - (AFRF/2002-2) A reforma tributária não pode ser realizada, na verdade, para livrar o orçamento da sangria dos juros exorbitantes, embora enfeitada com os argumentos apelativos, tanto da simplificação fiscal para todo o empresariado quanto do milagre fiscal da multiplicação dos empregos para os mais despossuídos. Trata-se do contrário. Os de baixo vão, de fato, pagar mais e não há garantia nenhuma da boa teoria econômica de que o emprego possa crescer sem o planejamento de um projeto nacional digno do nome, que defina e articule todas as potencialidades existentes para tanto.
(Fátima Gondim Farias, “Reforma Tributária”, em Tributação em revista, abril/junho de1999, com adaptações)

Identifique a asserção incorreta, a respeito dos elementos lingüísticos do texto. b) Se, no mesmo contexto sintático de “defina e articule”(l.9) estivessem os verbos argüir e averiguar, a expressão correta (deixando-se de lado os ajustes de sentido) seria “argua e averigúe”. 7 - (Oficial de Chancelaria/2002) Marque o conjunto de itens que completa de forma coerente e gramaticalmente correta as lacunas do respectivo texto. Durante a maior parte do pós-guerra, os Estados Unidos __________ claramente a hegemonia econômica mundial e, em grande medida também, a ____________ político-estratégica sobre os negócios internacionais. A primeira era assegurada
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pela sua _____________ força econômica, comercial e tecnológica em face dos parceiros capitalistas tradicionais – Europa Ocidental e Japão – que ________________ a reconstrução de seus _________________ econômicos destruídos pela guerra, mas também pelo relativo controle exercido sobre as instituições de Bretton Woods – FMI, Banco Mundial e Gatt – que determinavam o padrão de comportamento esperado de economias colocadas em situação de _____________ no quadro de uma mesma ordem liberalcapitalista.
(Baseado em Paulo Roberto de Almeida)

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a) detêem, proeminência, singular, desenvolvia, equipamentos, interdependência b) detiveram, preeminência, singular, empreendiam, aparelhos, interdependência c) deteriam, relevância, relevante, empreendia, aparelhos, interdependência d) detêm, proeminência, independência e) detêem, liderança, independência especial, empreendia, acervos,

isolada,

desenvolvia,

equipamentos,

8 - (AFRF 2002-2) Assinale a opção em que o trecho apresentase coeso, coerente e gramaticalmente correto. b) Pelo princípio da igualdade material o Estado tem obrigação de intervim e retificar a ordem social, a fim de remover as mais profundas e perturbadoras injustiças sociais. 9 - (Procurador do BACEN/ 2002) Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas conseqüências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao
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menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos.
(www.bcb.gov.br)

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Assinale a opção correta. b) O emprego do modo indicativo em “corresponde”(l.5) deve ser substituído pelo subjuntivo “corresponda” para que o texto respeite a norma culta. 10 - (TRF 2002) Quem não declarou no ano passado está classificado pela Receita como “pendente”. Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita. O cancelamento do documento pode significar muitos problemas, pois o CPF passou a ser mais solicitado do que a carteira de identidade. Sem ele, é impossível abrir uma conta bancária, comprar a prazo, prestar concurso público. Caso ganhe em uma loteria, também será impedido de retirar o prêmio.
(Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações)

Assinale a opção correta a respeito das estruturas lingüísticas do texto. d) O emprego das duas formas verbais no subjuntivo, “tenha”(l.3) e “ganhe”(l.11) justifica-se por exigência da estrutura sintática em que ocorrem. 11 - (TRF 2003) Assinale a opção correta a respeito do emprego dos verbos no texto. e) A dupla possibilidade verbal que o texto oferece, “torcíamos/torcemos”(l.29 e 30) envolve variação no tempo e modo verbais, mas preserva a pessoa gramatical.
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12 - (TRF 2002.2) Leia o texto a seguir para responder às questões. No passado, para garantir o sucesso de um filho ou de uma filha, bastava conseguir que eles tirassem um diploma de curso superior. Uma vez formados, seriam automaticamente chamados de “doutor” e teriam um salário de classe média para o resto da vida. De uns anos para cá, essa fórmula não funciona mais. Quem pretende garantir o futuro dos filhos, além do curso superior, terá de lhes arrumar um capital inicial. Esse capital deverá ser suficiente para o investimento que gerará um emprego para seu filho. Todo emprego requer investimentos prévios, algo óbvio mas esquecido por nossos políticos e governantes.
(Stephen Kanitz, VEJA, 5/6/2002, com adaptações)

O texto apresenta dois grupos de formas verbais: um expressa situações ligadas ao passado; outro, ao presente. Marque a opção em que a substituição proposta para a forma verbal provoca erro gramatical ou desrespeita as relações temporais do texto. a) “seriam”(l.2) b) “teriam”(l.3) c) “funciona”(l.4) d) “pretende”(l.4) e) “terá”(l.5) > eram > tinham > tem funcionado > pretendia > tem

13 – (AFRF/2002-1) Leia o texto abaixo para responder à questão. A moral e a ética não são fatos ou institutos jurídicos. Direito é uma coisa, moral é outra. Todo ser humano informado sabe disso. O comportamento das pessoas em grupo, tornando suas ações conhecidas e avaliadas, segundo critérios éticos do mesmo grupo quanto ao caráter, às condutas ou às intenções manifestadas e assim por diante, só repercutem no direito se
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extrapolarem os limites deste. A manifestação ofensiva a respeito de outrem confunde os dois elementos no plano individual.
(Walter Ceneviva, Moralidade como Fato Jurídico, com adaptações)

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Assinale a opção incorreta a respeito das estruturas lingüísticas do texto. b) Altera-se o tempo verbal, mas garante-se a correção gramatical, se no lugar de “se extrapolarem”(ls.6 e 7), for empregado quando extrapola. 14 - (Fiscal de Fortaleza – 2003) Em relação ao texto abaixo, assinale a opção incorreta. O capitalismo é o modo de produção em que os meios de produção e de distribuição, assim como o trabalho, tornam-se mercadorias, apropriadas privadamente. Os meios de produção e distribuição tornam-se capital à medida que se concentram nas mãos duma minoria, enquanto a maioria se limita à posse de sua capacidade individual de trabalho. b) No primeiro período do texto predominam os tempos verbais do presente por tratar-se de uma definição, de um conceito. 15 - (AFC CGU 2003/2004) Leia o texto para responder às questões. A felicidade, que em si resultaria de um projeto temporal, reduz-se hoje ao mero prazer instantâneo derivado, de preferência, da dilatação do ego (poder, riqueza, projeção pessoal etc.) e dos "toques" sensitivos (ótico, epidérmico, gustativo etc.). A utopia é privatizada. Resume-se ao êxito pessoal. A vida já não se move por ideais nem se justifica pela nobreza das causas abraçadas. Basta ter acesso ao consumo que propicia excelente conforto: o apartamento de luxo, a casa na praia ou na montanha, o carro novo, o kit eletrônico de comunicações (telefone celular, computador etc.), as viagens de lazer. Uma ilha de prosperidade e paz imune às tribulações
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circundantes de um mundo movido a violência. O Céu na Terra – prometem a publicidade, o turismo, o novo equipamento eletrônico, o banco, o cartão de crédito etc.
(Frei Betto)

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Em relação às estruturas e às idéias do texto, assinale a opção correta. a) O emprego do futuro do pretérito em “resultaria”(l.1) indica que o fenômeno a que essa forma verbal se refere está impedido de ocorrer. 16 - (CVM 2000) Chegamos a um ponto muito próximo da comunidade econômica eficaz, com seus desdobramentos sobre o quotidiano coletivo, e é possível que não nos encontremos longe de outros ideais comunitários que as constituições preconizam, e que têm tão longa história: a integração política, cultural e social. Se isso não fosse possível ao longo de tanto tempo passado desde as projeções bolivarianas, se nessa espera atravessamos um século e já outro bate à nossa porta, há pelo menos uma convicção generalizada no sentido de que os passos até agora dados são seguros, não havendo mais risco de retrocesso. E não há dúvida de que o êxito em empreendimentos econômicos comuns tem como pressuposto o cenário político que o continente hoje apresenta.
(Francisco Resek)

Em relação aos elementos constituintes do texto acima, assinale a opção incorreta. a) O verbo encontrar(l.2) está no subjuntivo por exigência da estrutura anterior “é possível que”(l.4), que confere ao período a idéia de probabilidade e não de certeza. 17 – (AFC 2002) Assinale a proposição correta a respeito da estrutura morfossintática do texto abaixo. “A ‘Guerra Fiscal’ pertence a uma classe geral de fenômenos que emergem quando iniciativas políticas dos Governos
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subnacionais adquirem conotações negativas e geram efeitos econômicos perversos em decorrência do caráter insuficiente ou conjunturalmente inoperante do quadro político-institucional que regula os conflitos federativos, o qual se revela incapaz de garantir um equilíbrio mínimo entre interesses locais de forma a evitar efeitos macroeconômicos e sociais perversos.”
(C. Cavalcanti & G. Prado, com adaptações)

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b) Emergir é verbo defectivo, ao qual faltam as formas em que ao radical se seguiria o ou a. 18 – (Assistente de Chancelaria/2002) Segundo o noticiário, o Pentágono passou a propugnar o uso de minibombas atômicas. Ou seja, armas nucleares para estourar depósitos subterrâneos onde estariam escondidas armas (nucleares, químicas, bacteriológicas) de destruição maciça. A hipótese de banalização das armas atômicas, inscrita na proposta do Pentágono, liquidaria os tratados internacionais de nãoproliferação nuclear e jogaria o Brasil no meio da tormenta, relançando a corrida nuclear.
(Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações)

Assinale a opção incorreta a respeito do emprego das formas verbais no texto. a) O emprego da perífrase verbal “passou a propugnar”(l.1 e 2) constitui um recurso para evitar o uso do presente do indicativo de um verbo defectivo: propugnar. b) A opção pelo emprego do futuro do pretérito em “estariam”(l.4), indica uma certa resistência do autor para acreditar na veracidade da informação a respeito das armas escondidas. c) A forma de particípio “inscrita”(l.8) confunde-se com o adjetivo porque exprime mais um estado do que uma relação temporal. d) O emprego do futuro do pretérito em “liquidaria”(l.9) e “jogaria”(l.10) reforça a idéia de “hipótese”(l.7).

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e) Para manter a coerência no emprego dos tempos verbais, a substituição do gerúndio “relançando”(l.11) por uma forma nãonominal deve ser: e relançaria. 19 - (AFC/SFC 2000) Leia o texto para responder às questões. 0 ano 2000 chegou com mudanças surpreendentes: avanço espetacular da Internet, fusões e incorporações a rodo, globalização e queda de mitos. 0 que se convencionou chamar de Velha Economia, contudo, não se evaporou no espaço. A humanidade vai entrar no novo milênio movida ainda a petróleo e a energia elétrica e continua consumindo o pão de cada dia que a velha e estressada terra produz. Será possível crescer nesse novo ambiente de instabilidade? 0 erro é não ver que o velho e o novo continuarão convivendo por gerações, até que se estabeleçam, provavelmente na segunda metade do século XXI, padrões inteiramente novos de comportamento empresarial e individual. Nesse contexto é que se deve localizar o desafio do crescimento do Brasil. Um contexto que não envolve apenas números redondos sobre o crescimento industrial, a taxa de desemprego ou o barulho provocado pela má distribuição das propriedades no campo.
(Jornal do Brasil, 10/09/2000)

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e) A forma verbal “continuarão”(l.10) admite a substituição por vão continuar, sem alteração do significado. 20 - (Técnico do IPEA 2004) A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo.
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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho)

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. e) A preferência pela forma verbal seria no lugar de “era”(l.5) mantém a correção gramatical do texto. 21 - (BACEN 2001) Analise os itens a respeito do emprego das formas verbais no texto. Uma profunda transformação tecnológica será promovida nos bancos brasileiros neste primeiro semestre para que eles se adaptem às normas determinadas pelo Banco Central (BC), que prevêem a reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O novo modelo entra em vigor no dia 1o de outubro, quando já deve estar em funcionamento a transferência de grandes valores com liquidação bruta em tempo real e o monitoramento on line da conta reservas bancárias mantida no BC, que se livrará da obrigação de cobrir os saldos negativos deixados pelos bancos nas operações do dia-a-dia. Se, de um lado, as cerca de 170 instituições financeiras movimentam-se para modernizar seu aparato tecnológico, de outro as indústrias de software travam uma batalha para conquistar uma fatia dos investimentos que serão feitos.
(Gazeta Mercantil, 20/2/2001, com adaptações)

IV. O emprego do tempo presente em “entra em vigor” (l.6 e 7) desrespeita as regras da conjugação verbal e da coerência textual porque o texto pede que aí se empregue o futuro entrará. 22 - (MPU/2005) Leitor, que já tens direito _____ uma cadeira na câmara ________ ; que já estás _______ na fatal casa dos – enta, _______ se começa a rolar pelo plano inclinado dos pésde-galinha nas ______ de lua; leitor benévolo, que és pai e avô de fresca data, _______ alguns minutos de atenção.
(Baseado em França Júnior)

a) à de honra Assentado

das quais

fases

preste-me
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b) a perpétua Assentado c) a vitalícia e) à vitalícia Aboletado d) a perpétua Parado

de onde donde da qual

fases casas

prestai-me preste-me

conjunções presta-me conjunções prestai-me

Estacionado donde

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AULA 2: VERBO (CONTINUAÇÃO) Olá, alunos virtuais Hoje, daremos continuidade ao estudo sobre verbos e seus aspectos. Na aula passada, vimos conjugação verbal, tempos e modos. Nesta, o primeiro ponto – CORRELAÇÃO VERBAL – irá retomar muitos dos conceitos já estudados. Por se tratar de um único tópico, a numeração das questões é seqüencial. Sem mais delongas, vamos à aula. CORRELAÇÃO VERBAL 23 - (AFC/SFC 2000) Assinale a opção em que a correlação entre tempos e modos verbais constitui erro de sintaxe. a) Há pelo menos dois séculos, desde que Adam Smith inaugurou a profissão, os economistas consomem boa parte de seu tempo, enaltecendo os benefícios do livre comércio e pregando a liberdade econômica. b) O mundo perfeito, garantem, é aquele em que não há nenhum tipo de obstáculo ao fluxo de mercadorias, pessoas e idéias. c) Deixada sem amarras, a economia funcionaria de maneira harmoniosa, regida por uma mão invisível que a fazia viver sempre em equilíbrio. d) Presa, seria como uma máquina com areia nas engrenagens, cujo atrito traria desperdício de energia e empobreceria os cidadãos. e) A virada do milênio reservou um paradoxo e tanto para os seguidores do economista escocês. Nunca como agora o mundo aderiu com tanta garra a suas teses.
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GABARITO: C Comentário. Questão recorrente nos mais recentes certames é CORRELAÇÃO VERBAL, que consiste na articulação entre as formas verbais no período. Os verbos estabelecem, assim, uma correspondência entre si. Na questão, estamos diante de uma correlação inadequada na opção C. A forma “funcionaria” figura no plano da hipótese. Assim, a forma verbal do verbo fazer deve manter essa linha de raciocínio do fato contido em “funcionaria”:“(...) a economia funcionaria de maneira harmoniosa, regida por uma mão invisível que a faria viver sempre em equilíbrio” A forma verbal empregada – fazia - transmite uma idéia de processo não concluído. Indica o que no passado era freqüente ou contínuo, o que não encontra respaldo no contexto. Esse tipo de questão, normalmente, o candidato consegue acertar usando o “ouvido”. Observe que alguma coisa parece estar errada na construção: “Se você se acomodasse com a situação, ela se tornará efetiva.”. Isso acontece porque não houve correlação entre a forma verbal da primeira oração (acomodasse) – que indica hipótese, possibilidade - com a da segunda (tornará) – que indica certeza. A título de curiosidade (e somente com esse propósito – nada de ficar decorando listas), seguem alguns exemplos de construções corretas sob o aspecto de correlação verbal: a) “Exijo que me diga a verdade.” Presente do Indicativo + Presente do Subjuntivo b) “Exigi que me dissesse a verdade.” – Pret.Perf.Indicativo + Pret.Imperf.Subjuntivo. c) “Espero que ele tenha feito uma boa prova.” - Presente Indic.+ Pret.Perf.Comp.Subjuntivo.
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d) “Gostaria que ele tivesse vindo.” – Pret.Imperf.Ind.+ Pret.Mais-que-perf.Comp.Subjuntivo e) “Se você quiser o material, eu o trarei.” – Futuro do Subjuntivo + Fut.Presente Indicativo f) “Se você quisesse o livro, eu o traria.” Pret.Imperf.Subj.+ Fut.Pretérito do Indicativo g) “Quando puder, lerei o seu material.” - Futuro Subj.+ Fut.Presente Indicativo 24 - (AFC/SFC 2000) Assinale a opção que foi transcrita com problemas na correlação dos tempos verbais. a) Em setembro de 1998, pesquisa realizada com o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) procurou medir a capacidade do trabalhador brasileiro de entender o que lê e estabelecer relações entre quantidades expressas em números, com critérios semelhantes aos usados nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os 29 principais países industrializados. b) Seria assustador que 82% dos entrevistados não entenderam a conta de juros reais que incidam, por exemplo, na prestação de um eletrodoméstico. Na era da informática, que tipo de oportunidade profissional pode ter uma pessoa com tais carências de qualificação? c) A pesquisa, realizada em várias cidades brasileiras, entre a população de baixa escolaridade, entre 15 e 55 anos, mostrou que, entre 69% e 81% (conforme a região) dos 2 mil entrevistados, quando solicitados a analisar texto informativo simples, apenas reconheciam o tema, sem assimilar o sentido do texto. d) A oferta de escolaridade combate o analfabetismo absoluto, como prova o caso brasileiro, mas não garante capacidade de apreensão, compreensão e concentração que os empregos modernos exigem. e) Por isso a Unesco insiste em que é preciso “educação de qualidade”. Alfabetizar custa pouco – o Comunidade Solidária gasta US$ 34 per capita. Educar para o moderno
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mercado de trabalho tem custo bem mais elevado, mas são poucos os países dispostos a pagá-lo.
(O Estado de S. Paulo - Notas e Informações, 22/4/2000, p. A3, com adaptações)

Gabarito: B Comentário. Percebe-se erro de correlação verbal na passagem “Seria assustador que 82% dos entrevistados não entenderam a conta de juros reais”. O primeiro verbo (seria), que pertence à oração principal, situa o fato no campo da hipótese. Assim, o verbo da oração a ele subordinada, com a função de sujeito (Pergunta: o que seria assustador? Resposta: “que 82%...”), deve manter esse aspecto, com a conjugação no modo subjuntivo – “Seria assustador que 82% dos entrevistados não tivessem entendido a conta...”. Contudo, extrai-se do contexto que a intenção foi retratar um fato efetivamente. O verbo ser, por esse motivo, deverá ter a conjugação no pretérito do indicativo (as pesquisas ocorreram em 1998 e o texto é de 2000), e o verbo da oração subordinada subjetiva (oração que tem a função sintática de sujeito da oração principal) deve manter essa correspondência (modelo c do comentário da questão 20), conjugando-se no pretérito perfeito composto do subjuntivo. Assim, seria melhor a construção:”Foi assustador que 82% dos entrevistados não tenham entendido a conta dos juros reais...”. 25 - (Auditor do Trabalho/2003) No texto abaixo, assinale o trecho transcrito corretamente. a) Pesquisadores do Banco Mundial revelam que, a “globalização reduz a pobreza, mas não em todos os lugares”. b) Embora muitas nações globalizadas procurem acompanhar o ritmo das mais opulentas, grande parte do
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mundo em desenvolvimento marginalizados.

estão

se

tornando

c) Na América Latina, por exemplo, “a integração global aumentou ainda mais as desigualdades salariais”, e há uma preocupação generalizada que o processo esteja levando uma maior desigualdade no próprio interior dos países. Essa desigualdade já alcançou os Estados em suas relações assimétricas. d) Embora Marx não estava pensando em escala global quando falou da distância, que separa os ricos dos pobres de forma crescente, essas previsões nunca pareceram tão verdadeiras quanto hoje. e) A inversão é apenas metodológica: trata-se do relacionamento entre o primeiro e o terceiro mundo, com os ricos ficando cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
(Adaptado de Fernando Magalhães, “A globalização e as lições da história”)

Gabarito: E Comentário. Somente os itens B e D interessam-nos. No b, estamos diante de uma construção com termos partitivos – grande parte de. Como o complemento, há um termo no singular – mundo em desenvolvimento. Assim, só resta uma única possibilidade de concordância – no singular – está se tornando marginalizado. Sobre isso, iremos voltar a comentar na aula apropriada. O item d é o que realmente importa. A estrutura do período, com o emprego da conjunção “embora”, exige que o verbo seja conjugado no subjuntivo – “Embora Marx não estivesse pensando (...), essas previsões nunca pareceram tão verdadeiras.” 26 - (AFRF/2002-2) Assinale a opção em que o trecho está gramaticalmente correto.

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c) Para que alcançamos tais objetivos, é indispensável que o Sistema Tributário Nacional seja utilizado como instrumento de distribuição de renda e redistribuição de riqueza, com o apoio de outros mecanismos auxiliares. d) A essência do direito é a sua aplicação prática – dever das autoridades públicas. Os princípios constitucionais não podem ser meras declarações de boas intenções, embora a regra jurídica existe para agir sobre à realidade social. Itens INCORRETOS. Comentário. c) O verbo alcançar está sendo empregado em situação hipotética, estabelecendo com a oração seguinte uma relação condicional. Além disso, é acompanhado da locução conjuntiva “para que”, que leva o verbo para o subjuntivo. Por isso, há necessidade de o verbo ser conjugado no presente do subjuntivo – alcancemos. d) Na última oração do segundo período, verificam-se dois erros. O primeiro, de conjugação verbal. O verbo existir deve estar no presente do subjuntivo, por pertencer a uma oração subordinada adverbial concessiva, com o emprego da conjunção “embora” (“embora a regra jurídica exista para agir...”). Na seqüência, houve erro de crase (“sobre a realidade social”). Contudo, por questões didáticas, não iremos nos aprofundar nesse comentário deste erro. 27 - (AFC/SFC 2000) Indique a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. É preciso que a discussão da reforma tributária ___________ norteada pela mesma premissa básica que inspirou várias propostas de reforma, defendidas tanto pelo Executivo como pelo Congresso, a partir do final de 1997. Por divergentes que ____________, tais propostas partiram todas do mesmo diagnóstico. De que a reforma que _________ necessária ________ a eliminação dos tributos cumulativos, bem como do IPI, ICMS e ISS, e a introdução de uma forma de taxação indireta, centrada

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em esquema amplo e coerente de impostos sobre valor adicionado. A grande questão - e é nisso que as propostas ________- é como fazer essa mudança.
(Adaptado de Rogério L. F. Werneck, Estado de S. Paulo, 27/10/2000)

a) volta a ser - tenham sido - fazia-se - requer divergissem

-

b) volte a serem - fossem - se fez - requeresse divergiram c) volte a ser - tenham sido - se fazia - requeria divergem d) volte sendo - eram - se faria - requeriam - divergirão e) voltem a ser - tivessem sido - fazia - requerem diverge Gabarito: C Comentário. Só com o preenchimento da primeira lacuna, o candidato poderia acertar a questão. Como o trecho indica um fato que se encontra no plano de possibilidade (“É preciso...”), e não no plano da certeza, eliminamos a opção a, que apresenta a estrutura verbal no presente do indicativo (“volta a ser”). Numa locução verbal, o verbo principal não se flexiona. Assim, está descartada também a letra b. A opção da letra d não confere nenhum sentido ao texto, devendo ser eliminada (“volte sendo”). Como o sujeito é “discussão” (“É preciso que a discussão...”), o verbo auxiliar da locução verbal deverá ficar no singular. Elimina-se, assim, a opção e (“voltem a ser”). De acordo com as considerações acima, verbo deverá ser conjugado na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo – “volte a ser”. Portanto, a resposta é a opção c. Somente para fins didáticos, comentaremos as demais lacunas.
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Na segunda lacuna, mais uma vez, a estrutura verbal situase no campo da hipótese, sendo caso de conjugação no modo subjuntivo. Se já não tivéssemos verificado o gabarito, haveria duas opções válidas: fossem e tivessem sido. A terceira lacuna reproduz uma situação verbal pretérita. Das alternativas apresentadas nas opções, a melhor indica o verbo no Pretérito Imperfeito – fazia – acompanhado do pronome “se” e do predicativo necessária, equivalente a “que se tornava necessária” ou mesmo “que era necessária”. Sem aprofundar o comentário, a única posição possível do pronome “se” é proclítica, ou seja, deve anteceder o verbo, por exigência do pronome relativo que. Na seqüência, em correlação verbal com o verbo fazer, o próximo verbo deverá ficar no Futuro do Pretérito, que, por definição, indica uma situação futura em relação a uma outra pretérita (“A reforma, que se fazia necessária [situação pretérita], requereria [futura em relação à outra] a eliminação dos tributos cumulativos”). Por fim, a divergência das propostas de reforma tributária é um fato real, concreto, que efetivamente ocorre. Deve o verbo, pois, ser conjugado no presente do indicativo – as propostas divergem. Além disso, deve haver correspondência entre o tempo do verbo ser (“É nisso...”) com o que segue (“divergem”). 28 – (AFRF 2005) Leia o texto para responder à questão abaixo. O advento da moderna indústria tecnológica fez com que o contexto em que passa a dispor-se a máquina mudasse completamente de configuração. Entretanto, tal mudança obedece a certas coordenadas que começam a ser pensadas já na antiga Grécia, que novamente se relacionam com a questão da verdade. É que a verdade, a partir de Platão e Aristóteles, passa a ser determinada de um modo novo, verificando-se uma transmutação em sua própria essência. Desde então, entende-se usualmente a verdade como sendo o resultado de uma adequação, ou seja, a verdade pode ser constatada sempre que a idéia
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que o sujeito forma de determinado objeto coincida com esse objeto. (Gerd Bornheim. Racionalidade e acaso. fragmento) Assinale a opção correta a respeito do uso das estruturas lingüísticas do texto. a) Mantém-se a coerência da argumentação ao substituir “fez” (l.1) por faz; mas para que a correção gramatical seja mantida, torna-se obrigatória então a substituição de “mudasse” (l.3) para mude. Item CORRETO (gabarito da questão). Comentário. Para análise, iremos manter apenas os termos necessários para a compreensão do primeiro período: O advento da moderna indústria tecnológica fez com que o contexto (...) mudasse completamente de configuração. A primeira substituição de tempo verbal – do pretérito perfeito do indicativo (fez) para o presente do indicativo (faz) - acarreta a alteração na correlação deste verbo com o verbo mudar, presente na oração que exerce a função de objeto indireto da oração principal, levando também para o presente do indicativo (mude) o tempo verbal que estava conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo (mudasse). LOCUÇÃO VERBAL 29 - (Técnico do IPEA 2004) A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSOR CLAUDIA KOZLOWSKI (Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho)

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. c) Caso a expressão “O corpo político”(l. 4 e 5) vá para o plural, estaria gramaticalmente correto manter a expressão “havia mudado” no singular, pois o verbo haver é impessoal. Item INCORRETO (gabarito da questão). Comentário. Locução verbal é o conjunto semântico de dois ou mais verbos. Forma-se com um verbo principal e um ou mais verbos auxiliares. Às vezes, no meio da locução verbal pode aparecer uma preposição (de, a), como em “comecei a trabalhar”, “hei de vencer” ou “tenho de esquecer”. Enquanto o principal vem sob uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio), seu(s) auxiliar(es) pode(m) vir em uma forma finita (indicativo, subjuntivo, imperativo) ou também nominal. Nessa relação, o que se flexiona é o verbo auxiliar, mas do modo como o verbo principal iria variar. Em outras palavras, o verbo auxiliar faz tudo o que o verbo principal iria fazer se estivesse sozinho. Formam-se locuções verbais em: construções de voz passiva, principalmente com os verbos auxiliares SER e ESTAR; tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER. construções com auxiliares modais, que determinam com mais rigor o modo como se realiza – ou deixa de se realizar - a ação verbal. Expressam circunstâncias de: início ou fim (comecei a estudar, acabei de acordar), continuidade (vai andando), obrigação (tive de entregar), possibilidade (posso escrever), dúvida (parece gostar), tentativa (procura entender) e outras tantas.

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Como num escritório, onde quem manda é o chefe e quem trabalha é o empregado (ou você já viu algum chefe trabalhando???), na locução verbal, quem exerce a função de “chefe” é o verbo principal – ele fica “paradão”, só mandando, e o pobre do auxiliar se flexiona de acordo com as suas ordens. Na locução verbal da questão (havia mudado) o verbo auxiliar (havia) deverá se flexionar do mesmo modo que o verbo principal (mudar) o faria se estivesse sozinho: “Os corpos políticos mudavam” -> “Os corpos políticos haviam mudado.”. Acima de tudo, está incorreta a afirmação de que o verbo haver, nessa construção, é impessoal. Ele é o verbo auxiliar da locução e, por isso, tem sujeito (é pessoal) e se flexiona. O verbo HAVER é impessoal quando não possui sujeito, como no caso em que apresenta o sentido de existir (Há cem mil interessados no prêmio.). Por isso, não se flexiona. Assim, se ele for o verbo principal da locução verbal, dará essa ordem ao seu auxiliar, que não se flexionará também: Deve haver cem mil interessados no prêmio. Contudo, se o verbo haver estiver na posição de auxiliar (empregado), como nessa questão de prova (havia mudado), possui sujeito (corpo político) e irá se flexionar de acordo com as ordens do verbo principal. Um bom exemplo encontramos na letra de Esotérico, de Gilberto Gil: Não adianta nem me abandonar Porque mistério sempre há de pintar por aí Temos que “mistério sempre pintará” ou, usando a locução verbal, “há de pintar”. O verbo auxiliar ficou no singular (há) porque o verbo principal assim ficaria (pintará), em concordância com o sujeito, que está no singular. E se o sujeito fosse “mistérios”, no plural, como muita gente canta por aí? “Mistérios sempre ....” ? Descobriu? Algum palpite? Como o verbo pintar, na passagem, iria para o plural (“Mistérios sempre pintarão”), o verbo haver, na locução

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verbal, deverá obedecer à ordem e se flexionar também. Assim, “Mistérios sempre hão de pintar.”. Para treinarmos (e nos desestressarmos), musiquinha do Gil, agora “Estrelas”: Há de surgir Uma estrela no céu cada vez que ‘ocê sorrir Há de apagar Uma estrela no céu cada vez que ‘ocê chorar Agora, os verbos principais são “surgir” e “apagar”. “Uma estrela surgirá”, “Uma estrela se apagará”. Logo, “Uma estrela há de surgir” e “Uma estrela há de se apagar”. Se o sujeito fosse para o plural, seria “Estrelas hão de surgir” e “Estrelas hão de se apagar”. Essa regra se aplica a todos os verbos que formam uma locução verbal. Quando os verbos componentes da locução estão próximos, é menos corriqueiro o equívoco de flexão, por isso seriam extremamente fáceis questões desse tipo. Para aumentar a possibilidade de erro, a ESAF costuma distanciar os verbos da locução, como em: "As certidões deverão, sob pena de invalidade do ato e impedimento para o registro, acompanharem o traslado da escritura" (corrijase para: deverão... acompanhar). Uma simples junção dos verbos ora afastados poderia evitar o erro. 30 - (Assitente de Chancelaria/2002)Leia o texto abaixo para responder às questões 01 e 02. O século XX foi o mais assassino na história registrada. O número total de mortes causadas por ou associadas a suas guerras foi estimado em 187 milhões. O equivalente a mais de 10% da população mundial em 1913. Entendido como tendo-se iniciado em 1914, foi um século de guerra quase ininterrupta, com poucos e breves períodos sem conflito armado organizado em algum lugar. Foi dominado por guerras mundiais: quer dizer, por guerras entre Estados territoriais ou alianças de Estados. Apesar disso, o século
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mais

uma

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não pode ser tratado como um bloco único, seja cronológica, seja geograficamente. Cronologicamente, ele se distribui em três períodos: a era de guerras mundiais centrada na Alemanha, a era de confronto entre as duas superpotências e a era desde o fim do sistema de poder internacional clássico. Chamarei a esses períodos de 1, 2 e 3. Geograficamente, o impacto das operações militares tem sido desigual. Com uma exceção (a Guerra do Chaco), não houve guerras entre Estados significantes (em oposição a guerras civis) no hemisfério Ocidental no último século. Em contrapartida, guerras entre Estados, não necessariamente desconectadas do confronto global, permaneceram endêmicas ao Oriente Médio e ao sul da Ásia, e guerras maiores diretamente resultantes do confronto global aconteceram no leste e no sudeste da Ásia. Mais impressionante é a erosão da distinção entre combatentes e não-combatentes. As duas guerras mundiais da primeira metade do século envolveram toda a população dos países beligerantes; tanto combatentes quanto não-combatentes sofreram.
(Eric Hobsbawn, A epidemia da guerra, com adaptações)

Assinale a opção correta a respeito do emprego das palavras e expressões do texto. d) A forma verbal composta “tem sido”(l.22), por se constituir com o auxiliar ser, indica uma oração de voz passiva. Item INCORRETO Comentário. Como vimos, os verbos ser e estar constroem locuções verbais em orações de voz passiva analítica, enquanto que os verbos ter e haver formam locuções de tempo composto. O que a banca tentou foi induzir o candidato ao erro no último trecho da questão “por constituir com o auxiliar ser, indica uma oração de voz passiva”. Tal assertiva estaria correta se não fosse o verbo ser, na locução “tem sido”, o verbo principal, e não o auxiliar, este representado pelo verbo ter. Trata-se, pois, de tempo composto, e não de voz passiva.
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31 - (ACE 2002) Marque o item sublinhado que represente impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico. Hoje, nos países em desenvolvimento, desconfia-se de que(A) camufladamente(B) grande parte daquelas sociedades não-governamentais e missões religiosas desempenham a mesma função de vilipêndio(C); na rota de ocupação, buscam credenciarem-se(D) como cientistas do solo, da fauna e da flora, consoante(E) já o fizeram nos casos do México e da Colômbia.
(Baseado em Paulo Bonavides)

a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito:D Comentário. Por se tratar de uma locução verbal, o verbo principal deverá permanecer na forma de infinitivo impessoal (sem flexão). Assim, a forma correta seria “buscam credenciar-se”. Aproveitaremos para tratar, agora, dos casos em que o infinitivo se flexiona. FLEXÃO DO INFINITIVO 32 – (Auditor RN/2005) Marque a opção que não substitui corretamente o item sublinhado no texto, respeitando-se a ordem em que ocorrem. Na medida em que a dinâmica da acumulação privada e a mobilidade dos capitais já não são controladas pelo Estado através da tributação, os direitos humanos, numa visão
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jurídico-positiva, encontram-se em fase regressiva. Eles existindo no plano legal, podem até continuar sobrevivendo, em termos formais, aos processos de tributação. Mas não têm mais condições de ser efetivamente implementados no plano real (se é que o foram, integralmente, um dia).
(Baseado em Mário Antônio Lobato de Paiva em www.ambitojuridico.com.br)

a) Considerando que b) por meio c) continuarem d) já não têm e) serem Gabarito: C Comentário. Trata-se de uma locução verbal “podem continuar existindo”, não se admitindo a flexão do verbo “continuar”. O único verbo que se flexiona é o primeiro auxiliar. Os demais (segundo auxiliar e verbo principal) permanecem em uma das formas nominais – infinitivo, gerúndio ou particípio. O que nos interessa nessa questão é sugestão de troca do item e. “Mas [os direitos humanos] não têm mais condições de ser efetivamente implementados no plano real.” A troca pelo infinitivo flexionado (serem) é válida, pelos motivos a seguir expostos. INFINITIVO O infinitivo é uma das três formas nominais do verbo, junto com o gerúndio e o particípio. O infinitivo pode ser IMPESSOAL (não se flexiona em número ou pessoa) ou PESSOAL (possui sujeito e com ele pode concordar, havendo, nesse caso, flexão de número e pessoa).
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O infinitivo PESSOAL pode se flexionar ou não, a depender da construção. Flexionar quer dizer conjugar em todas as pessoas, por exemplo: vender, venderes, vender, vendermos, venderem.
CASOS EM QUE O INFINITIVO FLEXIONA

1. Quando o sujeito da forma nominal está claramente expresso, ou seja, o infinitivo estiver acompanhado de um pronome pessoal ou de um substantivo – é o único caso de flexão obrigatória. A eleição de 2006 será o momento de os eleitores decidirem por uma renovação do Congresso Nacional. 2. Quando se deseja indicar o sujeito não expresso a partir da desinência verbal: Está na hora de irmos embora. Observe que, se não houvesse a indicação pela desinência, não ficaria claro quem deveria ir embora.
CASOS DE FLEXÃO FACULTATIVA DO INFINITIVO

Quando o sujeito do infinitivo já estiver expresso em outra oração, geralmente na oração principal, a flexão torna-se facultativa. Recomenda-se, inclusive, omitir a flexão para o texto mais enxuto e objetivo, a não ser que exista o risco de ambigüidade, caso em que a flexão será necessária para dissipar qualquer dúvida. De qualquer forma, a flexão do infinitivo, nesses casos, é opcional – pode-se flexionar ou não, a critério do autor. As mulheres se reuniram para decidir/decidirem a melhor forma de conduta. As trabalhadoras discutiram uma forma de se proteger/protegerem dos abusos no ambiente de trabalho. O ministro convidou os índios para participar/participarem do debate.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSOR CLAUDIA KOZLOWSKI CASOS DE FLEXÃO DO INFINITIVO EM VOZ PASSIVA

Com relação à flexão do infinitivo passivo (questão da prova de Auditor RN/2005), no esquema SUJEITO / PREPOSIÇÃO / SER / PARTICÍPIO, há duas possibilidades: 1 - Quando os sujeitos das orações são distintos e o do infinitivo vem logo após a preposição, as duas formas – FLEXIONADA OU NÃO - estão certas, dando-se preferência à flexão verbal. O objetivo é coletar informações mais precisas para ser / serem cruzadas com outros bancos de dados. Indique as providências a ser / serem tomadas. Envio os documentos para ser / serem analisados. 2 - Prefere-se a não-flexão: a) quando o sujeito (plural) das duas orações for o mesmo: Doenças desse tipo levam até cinco anos para ser / serem tratadas. Eles estão para ser / serem expulsos. Saíram sem ser / serem percebidos. Os pedidos levaram dez dias para ser / serem analisados. b) quando se tem um adjetivo antes da preposição: São obras dignas de ser / serem imitadas. Os alimentos estavam prontos para ser / serem comercializados. As presas pareciam fáceis de ser / serem apanhadas. Apresentamos exercícios simples de ser / serem feitos.

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Observe que se trata de PREFERÊNCIA, a depender da ênfase que o autor queira dar. Não podemos tachar de certo ou errado. Ao não flexionar, valoriza-se a ação; com a flexão, dá-se ênfase ao sujeito que a pratica. Muitas vezes, a escolha é feita por questão de eufonia ou de clareza textual. Encerramos esse comentário-aula com as palavras de Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante (Gramática da Língua Portuguesa, Editora Scipione) de que "o infinitivo constitui um dos casos mais discutidos da língua portuguesa", e "estabelecer regras para o uso de sua forma flexionada, por exemplo, é tarefa difícil", e, "em muitos casos, a opção é meramente estilística". 33 - (AFPS/2002) Leia o texto para responder, em seguida, à questão. Acho que a globalização tem graves problemas. Nós estamos percebendo que é hora de fazer ajustes, de garantir acesso dos países pobres aos mercados do Primeiro Mundo. É hora de os países ricos fazerem algumas concessões. Culturalmente falando, a globalização é um sucesso espetacular, mas do ponto de vista econômico é um fracasso. Precisamos entender que a globalização não é uma força indomável da natureza. Ela é criação humana, produto de instituições e governos, de regras, e pode ser alterada.
(Michel Bailey, VEJA, 22/05/2002, com adaptações)

Julgue os itens a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto e marque, a seguir, a opção correta. III. A substituição da preposição “de”(l.5) por que, antes de “os países ricos”(l.5), e a conseqüente substituição de “fazerem”(l.5) por fizessem, mantém as relações semânticas e a correção gramatical. IV. As regras da norma culta permitem que a forma de infinitivo verbal “fazerem”(l.5) seja também empregada sem flexão: fazer.

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Itens INCORRETOS. Comentário. Item III – exige-se, no item, que sejam mantidas as relações semânticas (significado) e a correção gramatical. Efetuando-se a troca sugerida, a oração seria: É hora que os países ricos fizessem algumas concessões. Além do prejuízo na correlação verbal entre “é” – presente do indicativo que denota situação real – e “fizessem”pretérito do subjuntivo, indicando incerteza, haveria também uma alteração no sentido original do texto. Item incorreto, portanto. Item IV – o sujeito da forma verbal é “países ricos”. Como o sujeito está explícito e no plural, a única forma possível para o infinitivo seria flexionado – fazerem – caso de flexão obrigatória. 34 - (TRF 2002) O CPF é hoje um dos documentos mais utilizados no Brasil. Foi criado em 1965, com o objetivo de identificar o contribuinte – pessoa física – perante a Secretaria da Receita Federal e para que ela tivesse um maior controle dos contribuintes brasileiros. Com o passar do tempo, instituições financeiras e o comércio passaram a exigir o número do documento para fazer várias operações, como financiamentos, por exemplo. Enquanto o CPF é uma forma de identificação do contribuinte, a carteira de identidade tem a finalidade de identificar o cidadão por meio da Secretaria de Segurança Pública.
(Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações)

Assinale a opção correta a respeito do emprego das palavras e expressões no texto. c) O emprego do infinitivo flexionado, fazerem, no lugar de “fazer”(l.7) mantém a coerência textual e a correção gramatical. Item CORRETO (gabarito da questão). Comentário.

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A passagem é “Com o passar do tempo, instituições financeiras e o comércio passaram a exigir o número do documento para fazer várias operações...”. Como o sujeito das duas orações é o mesmo (instituições financeiras e o comércio), a flexão do infinitivo é facultativa. 35 - (TRF 2002) Quem não declarou no ano passado está classificado pela Receita como “pendente”. Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita. O cancelamento do documento pode significar muitos problemas, pois o CPF passou a ser mais solicitado do que a carteira de identidade. Sem ele, é impossível abrir uma conta bancária, comprar a prazo, prestar concurso público. Caso ganhe em uma loteria, também será impedido de retirar o prêmio.
(Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações)

Assinale a opção correta lingüísticas do texto.

a

respeito

das

estruturas

c) O infinitivo é não flexionado na locução verbal “passou a ser”(l.7) porque complementa um verbo causativo. Item INCORRETO. Comentário. Nesse caso, o infinitivo não foi flexionado por fazer parte de uma locução verbal. Os verbos causativos expressam noção de causa (deixar, fazer, mandar, como “Mandei os alunos chegarem”, “Fizeram-no confessar o crime.”) e, em construções com o uso de infinitivo, este não se flexiona quando tem por sujeito um forma pronominal átona (“Deixe-os sair.”). 36 - (IRB ANALISTA/2004) - Leia o seguinte texto para responder às questões. As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência. O
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homem só não existe, mesmo quando solitário. Para se construir e entender-se, o homem precisa pertencer. Essa pertinência vai desde a linguagem, passa pelos grupos e classes sociais e invade as culturas, os saberes, e até mesmo as idiossincrasias. As sociedades não são essencialmente harmônicas. Elas estão sempre se transformando a partir dos conflitos e das contradições que as fazem mover e se transformar. Assim, as sociedades funcionam muito mais pela lógica das contradições que pela lógica da identidade.
(Roberto de Aguiar, Ética e direitos humanos, com adaptações)

Assinale a substituição que preserva a correção gramatical e a coerência do texto. d) “mover”(l.11) > moverem Item INCORRETO. Comentário. Para análise, é necessário transcrever toda a oração. Elas [as sociedades] estão sempre se transformando a partir dos conflitos e das contradições que as fazem mover e se transformar. Mais uma vez, a banca explorou a flexão do infinitivo com verbos causativos e sensitivos. O verbo fazer é um verbo causativo – exprime relação de causa. O que se extrai do trecho é que “Conflitos e contradições as fazem [as = sociedades] mover.” O sujeito do verbo fazer é “conflitos e contradições” e o objeto direto é tudo que se segue ao verbo – “as mover”, sendo que o pronome demonstrativo “as” está em substituição à expressão “as sociedades”. O objeto direto também está sob a forma oracional [as mover], com sujeito (representado pelo pronome oblíquo as) e um verbo (mover). Assim, como tem por sujeito uma forma pronominal átona, o infinitivo não pode se

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flexionar. Trata-se de uma forma pessoal (possui sujeito) sem flexão verbal. Isso acontece em construções com VERBOS CAUSATIVOS (fazer, permitir, deixar, mandar) e SENSITIVOS (que expressam sensações – ouvir, sentir, ver), acompanhados de PRONOMES ÁTONOS (que exercem a função de sujeito) + VERBOS NO INFINITIVO PESSOAL NÃO FLEXIONADO. Assim, está incorreta a sugestão, pois o verbo no infinitivo não poderia se flexionar (moverem). 37- (TRF 2002) Assinale a opção em que não se desrespeitam as regras da norma culta, ao se efetuarem as alterações propostas. Maior é a exigência de uma ação transparente naqueles domínios em(a) que a atividade estatal gera encargos financeiros para a cidadania. É o caso da imposição de tributos. Se os indivíduos devem concorrer(b) para a manutenção dos serviços públicos, hão(c) de ter a garantia de não ser surpreendidos. É por isso que a constituição estabelece como princípio que os tributos sejam instituídos num(d) exercício e cobrados noutro, e sempre criados por lei. Assim se assegura o benefício ao Estado(e), e ao indivíduo a garantia do conhecimento prévio e certo de suas responsabilidades.
(Josaphat Marinho, Surpresas Tributárias, com adaptações)

b) substituir “concorrer”(l.5) por concorrerem. c) substituir “hão”(l.6) por há. Itens INCORRETOS. Comentário. Os verbos CONCORRER e HAVER fazem parte de locuções verbais, na qualidade de, respectivamente, verbo principal e verbo auxiliar. “Se os indivíduos devem concorrer...” – o verbo principal permanece no infinitivo impessoal.

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“[os indivíduos] hão de ter a garantia de...” - o verbo auxiliar segue a flexão que teria o verbo principal. Como a forma verbal ter iria se flexionar, para concordar com o sujeito da ação (“os indivíduos terão...”), assim ficará o verbo haver (hão de ter). 38 - (Técnico IPEA/2004) Marque a substituição proposta que preserva a coerência e a correção gramatical do texto. O conceito de ética é também algo estreitamente vinculado ao sentimento dos povos, ao seu modo de viver e aos seus costumes, como indica a raiz grega da palavra (ethos), e tem naturalmente evoluído no seu conteúdo, como evoluem esses costumes ao longo do tempo e da história.
(R. Saturnino Braga, Ética e política, com adaptações)

b) viverem por “viver”(L.3) Item INCORRETO. Comentário. O infinitivo, na função de complemento nominal (completa o sentido do substantivo modo), não possui sujeito e, em virtude disso, não pode se flexionar. São formas igualmente não flexionadas as em que o verbo no infinitivo: - esteja ligado a um adjetivo, apresentando uma idéia passiva: “São coisas fáceis de fazer (de serem feitas)”; - faça parte de uma locução verbal, inclusive no lugar de uma forma no gerúndio: “Vamos estudar para a prova.”; “Ela ficou a esperar (esperando) pelo marido ausente.”; - se ligue a verbos causativos (deixar, mandar, fazer e sinônimos) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir e sinônimos) e tenha como sujeito um pronome oblíquo: “Deixe-me ir”; “Ouvi-os cantar pela casa.”. VOZES VERBAIS

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39 - (TRF 2002) Assinale a opção em que uma das duas possibilidades de redação está gramaticalmente incorreta. a) A economia americana sobreviveu a muitos percalços e, até o início da curta e moderada recessão, da qual parece começar a emergir, conheceu nove anos de uma das mais exuberantes expansões de sua história. / A economia americana sobreviveu a muitos percalços e conheceu nove anos de uma das mais exuberantes expansões de sua história até o início da curta e moderada recessão, de que parece começar a emergir. b) O professor Paul Kennedy, figura expressiva da “escola do declínio” na década de 80, confessa ter mudado de posição. Temia o pior em 1985, quando o esforço militar consumia 45% do PIB. / Figura expressiva da “escola do declínio” na década de 80, o professor Paul Kennedy confessa que mudou de posição. Temia o pior em 1985, quando o esforço militar consumia 45% do PIB. c) Pensa hoje que se tornou barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. / Seu pensamento hoje é esse: tornou-se barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. d) Não quer isso dizer que os americanos sejam onipotentes ou possam ignorar para sempre alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo. / Não quer isso dizer que os americanos sejam onipotentes ou que alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo possa por eles serem ignorados para sempre. e) Significa apenas reconhecer que a atual configuração do poder mundial está longe do declínio e que um país como os Estados Unidos tem uma extraordinária capacidade para recuperar-se de erros que para outros seriam provavelmente fatais. / Significa apenas o reconhecimento de que a atual configuração do poder mundial está longe do
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declínio e de que um país como os Estados Unidos tem uma extraordinária capacidade para recuperar-se de erros que para outros seriam provavelmente fatais.
(Itens adaptados de Rubens Ricupero)

Gabarito: D Comentário. Neste item, o segundo segmento apresenta um erro de flexão na locução verbal. O correto seria “possam ser ignorados”. Essa questão nos remete ao estudo das vozes verbais. Além das flexões em número, pessoa, tempo e modo, o verbo também pode variar em vozes. São elas: VOZ ATIVA – O sujeito pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito “agente”, “ativo”. VOZ PASSIVA – O sujeito recebe (sofre) a ação verbal. É um sujeito “paciente”, “passivo”. Divide-se em ANALÍTICA (análise é coisa longa, demorada) e PRONOMINAL ou SINTÉTICA (síntese é coisa breve, rápida). VOZ REFLEXIVA – Construída com o verbo e um pronome reflexivo. O sujeito pratica contra si mesmo a ação verbal. VOZ RECÍPROCA - Classificação apresentada pelo professor Evanildo Bechara, a voz recíproca é construída com o verbo e um pronome recíproco. Ao mesmo tempo em que pratica a ação, recebe-a de volta por outro agente. Por ser recíproco, o verbo deve estar sempre no plural, pois o ato é praticado por dois ou mais agentes (“Ao fim do jogo, os jogadores agrediram-se”, “Aquela relação é bem difícil pois se odeiam mãe e filha.”). O cuidado maior que se deve ter é na transposição das vozes – ativa para passiva / passiva analítica para passiva
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sintética, especialmente (tempo/modo) do verbo. (1) VOZ ATIVA: O PROFESSOR sujeito ativo

com

relação

à

conjugação

(3) DEU verbo

(2) O LIVRO objeto direto

(4) AO ALUNO. objeto indireto

(2)

(3)

(1) PELO PROFESSOR agente da passiva

(4) AO ALUNO. objeto indireto

VOZ FOI O LIVRO PASSIVA DADO ANALÍTICA: sujeito locução passivo verbal

(1) – O termo que exercia a função sintática de SUJEITO na voz ativa passará à função de AGENTE DA VOZ PASSIVA, pois é isso exatamente que ele faz – AGE, PRATICA A AÇÃO. (2) - O termo que exercia a função sintática de OBJETO DIRETO na voz ativa passará à função de SUJEITO da construção passiva, já que ele sofre a ação verbal. (3) - O verbo passa a ser uma locução verbal, e é nesse ponto que o candidato deve ter mais atenção. Não pode haver mudança no tempo ou no modo verbal. Se o verbo originalmente estava no Pretérito Perfeito do Indicativo, o verbo auxiliar da locução verbal deverá manter essa mesma conjugação. (4) - E o que acontece com o termo que exercia a função de objeto indireto? Vai continuar na mesma. Vai continuar exercendo a função de objeto indireto. Na construção em voz passiva sintética, como o nome já sugere, há uma “simplificação” das formas. Não há locução
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verbal – o verbo irá concordar com o seu sujeito paciente e ao seu lado será colocado um pronome, chamado de pronome apassivador, porque é ele quem indica essa construção. E também não existe a figura do AGENTE DA PASSIVA. É praxe que, nessa estrutura sintética, o verbo anteceda o sujeito paciente. (3) VOZ PASSIVA SINTÉTICA: DEU-SE Verbo + pronome apassivador (2) O LIVRO sujeito passivo (4) AO ALUNO. objeto indireto

Note que, para que seja possível a construção de voz passiva (tanto analítica como sintética), é indispensável que o verbo tenha transitividade direta, ou seja, tenha um complemento direto (OBJETO DIRETO). Isso porque esse termo exercerá a função de SUJEITO da voz passiva. Assim, o verbo deverá ser TRANSITIVO DIRETO ou TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO para que possa ser construído em voz passiva. Os verbos que não atendem a essa exigência, pela norma culta, estão impossibilitados de construção passiva. Esse assunto será tratado novamente (e à exaustão) quando falarmos de concordância verbal e de regência verbal. Na questão, o primeiro segmento apresenta uma locução verbal na construção de voz ativa – “que os americanos [SUJEITO] possam ignorar [LOCUÇÃO VERBAL] alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo [OBJETO DIRETO].”. Transpondo-se a construção do segundo segmento para a voz passiva - “que alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo [SUJEITO PACIENTE] possam ser ignorados [LOCUÇÃO VERBAL PASSIVA] por eles [= pelos americanos - AGENTE DA PASSIVA].”

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Assim, estamos diante de uma locução verbal com dois verbos auxiliares (possam + ser) e um principal (ignorados). Somente o primeiro verbo auxiliar (possam) deverá se flexionar, enquanto os demais se mantêm em uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio). Finalmente, na voz reflexiva, o sujeito pratica e sofre, concomitantemente, a ação expressa pelo verbo. Mais adiante, comentaremos algumas das poucas questões da ESAF que abordaram esse ponto do assunto. 40 - (BACEN 2001) Analise os itens a respeito do emprego das formas verbais no texto. Uma profunda transformação tecnológica será promovida nos bancos brasileiros neste primeiro semestre para que eles se adaptem às normas determinadas pelo Banco Central (BC), que prevêem a reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O novo modelo entra em vigor no dia 1º de outubro, quando já deve estar em funcionamento a transferência de grandes valores com liquidação bruta em tempo real e o monitoramento on line da conta reservas bancárias mantida no BC, que se livrará da obrigação de cobrir os saldos negativos deixados pelos bancos nas operações do dia-a-dia. Se, de um lado, as cerca de 170 instituições financeiras movimentam-se para modernizar seu aparato tecnológico, de outro as indústrias de software travam uma batalha para conquistar uma fatia dos investimentos que serão feitos.
(Gazeta Mercantil, 20/2/2001, com adaptações)

I. Mantém-se a correção gramatical e a idéia de voz passiva ao se substituir a expressão verbal “será promovida” (l.1 e 2) por promover-se-á. Item CORRETO. Comentário. Abstraindo-se a questão relativa à colocação pronominal, objeto de estudo posterior, na troca de “será promovida” por “promover-se-á”, houve tão-somente a mudança da
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voz passiva analítica para a voz passiva sintética, mantendo-se plenamente a correção gramatical. 41 - (TRF 2002) Em relação ao texto, assinale a opção correta. A reforma do Estado é vista freqüentemente como um processo de redução do tamanho do Estado, que envolve a delimitação de sua abrangência institucional e a redefinição de seu papel. Diante do seu crescimento excessivo no século XX, das esperanças demasiadamente grandes que foram nele depositadas pelos socialistas e das distorções de que o Estado afinal foi vítima, essa perspectiva é absolutamente correta.
(Luiz Carlos Bresser Pereira, com adaptações)

a) O uso da voz passiva em “é vista”(l.1) é um recurso que torna o agente da ação mais evidente. d) A expressão “pelos socialistas”(l.7) exerce a função de complemento nominal de “nele” (l.7). Itens INCORRETOS. Comentário. A opção de letra “a” é incorreta, uma vez que, na voz passiva, a ênfase recai sobre o sujeito paciente, que sofre a ação verbal, no caso, “A reforma do estado”, e não no agente da ação, representado pela função sintática de agente da passiva. Não houve menção, na passagem, à pessoa que pratica a ação verbal, ou seja, quem efetivamente vê a reforma do Estado. Esse termo, na estrutura, repetimos, estaria exercendo a função de agente da passiva. Já no item “d”, igualmente incorreto, temos um bom exemplo de agente da passiva: “Diante do seu crescimento excessivo no século XX, das esperanças demasiadamente grandes que foram nele depositadas pelos socialistas...”. Modificando a estrutura, para fins de análise, e colocando na ordem direta, temos que: “Esperanças demasiadamente grandes foram depositadas no século XX pelos socialistas.”.
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Dessa forma, podemos perceber uma estrutura de voz passiva, na qual quem exerce a função de sujeito (sofre a ação) é a expressão “esperanças demasiadamente grandes” e quem pratica a ação verbal (agente da passiva) é “socialistas”. 42 - (AFRF/2002-2) Há muitos anos a Reforma Tributária brasileira vem sendo considerada como uma prioridade nacional, mas parece condenada a um eterno projeto. Apesar de haver consenso quanto a sua necessidade, a discussão não avança. Desde 1995, quando o governo encaminhou sua primeira proposta ao Legislativo, o tema é debatido e não se chega a uma conclusão. Todos concordam que o sistema tributário brasileiro é repleto de distorções e deficiências, porém, quando se aprofunda o debate, os conflitos de interesses aparecem, dificultando a aprovação do projeto.
(www.unafisco.org.br)

Em relação aos elementos que estruturam o texto, assinale a opção incorreta. a) A expressão “vem sendo considerada”(l.2), poderia, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituída por tem sido considerada. Item CORRETO. As duas construções têm a mesma estrutura passiva (verbo ser como segundo auxiliar), mas apresentam diferentes aspectos. Na primeira, o verbo vir atribui um valor de continuidade da ação, por ser um auxiliar modal (imputa à locução uma idéia circunstancial). A segunda é uma locução verbal de tempo composto. Como a questão aborda exclusivamente aspectos gramaticais, a substituição é possível, sem prejuízo para o período.

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43 – (Técnico do IPEA/2004) Marque a substituição proposta que preserva a coerência e a correção gramatical do texto. O conceito de ética é também algo estreitamente vinculado ao sentimento dos povos, ao seu modo de viver e aos seus costumes, como indica a raiz grega da palavra (ethos), e tem naturalmente evoluído no seu conteúdo, como evoluem esses costumes ao longo do tempo e da história.
(R. Saturnino Braga, Ética e política, com adaptações)

d) vem naturalmente evoluindo por “tem naturalmente evoluído”(L.3 e 4) Item CORRETO (gabarito da questão). Comentário. Perceba como essa questão é muito parecida com a que acabamos de analisar. Mais uma vez, é sugerida uma troca que preserve os aspectos gramaticais e a coerência textual. Tanto o sintagma “tem evoluído” como “vem evoluindo” fornecem o aspecto de continuidade da ação e respeitam a ortodoxia gramatical. 44 - (MPOG 2000) A globalização é um fato. Os desafios institucionais que ela vem gerando devem ser compreendidos utilizando os próprios instrumentos metodológicos que ela produziu. Embora o Brasil não tenha uma autêntica tradição de livre mercado e de competição, se se lograr superar a inércia, será fácil ao país lançar-se na vanguarda da modernidade, precisamente porque nossa reconhecida desvantagem, a de não possuirmos instituições estáveis e bem arraigadas, poderá ser, afinal, o nosso trunfo nesta vertiginosa era das comunicações.
(Diogo de Figueiredo Moreira Neto)

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. c) Em “lançar-se”(l.4) indeterminação do sujeito. o pronome “se” indica

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Item INCORRETO. A questão aborda VOZ REFLEXIVA, situação em que o sujeito pratica e sofre, ao mesmo tempo, a ação verbal. Por isso, o verbo vem sempre acompanhado de um pronome reflexivo (pentear-se, envenenar-se, enganar-se, superarse). Na passagem, verifica-se que “o país irá lançar ‘a si mesmo’ na vanguarda da modernidade”. Ao mesmo tempo, pratica e sofre a ação. Logo, esse pronome é reflexivo, e não forma sujeito indeterminado. 45 - (IRB ANALISTA/2004) - Leia o seguinte texto para responder à questão. As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência. O homem só não existe, mesmo quando solitário. Para se construir e entender-se, o homem precisa pertencer. Essa pertinência vai desde a linguagem, passa pelos grupos e classes sociais e invade as culturas, os saberes, e até mesmo as idiossincrasias. As sociedades não são essencialmente harmônicas. Elas estão sempre se transformando a partir dos conflitos e das contradições que as fazem mover e se transformar. Assim, as sociedades funcionam muito mais pela lógica das contradições que pela lógica da identidade.
(Roberto de Aguiar, Ética e direitos humanos, com adaptações)

Assinale a substituição que preserva a correção gramatical e a coerência do texto. b) “entender-se”(l.4) > entender Item CORRETO. Comentário. Mais uma vez, verificamos o emprego de um pronome reflexivo. Na passagem “O homem só não existe, mesmo quando solitário. Para se construir e entender-se, o
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homem precisa pertencer.”, percebe-se que o homem irá construir ‘a si mesmo’ e entender ‘a si mesmo’. O item está correto, pois sugere uma troca válida. O pronome reflexivo já estava expresso, ao lado do primeiro verbo da relação, dispensando-se a sua repetição.

46- (AFC/STN 2000) Em relação ao texto a seguir, assinale a opção incorreta. Contamos com dois tipos tidos como “clássicos" de burguês: o que combina poupança e avidez de lucro à propensão de converter a acumulação de riqueza em fonte de independência e de poder; e o que encarna a "capacidade de inovação" o "gênio empresarial" e o "talento organizador", requeridos pelos grandes empreendimentos econômicos modernos. Além disso, os dois tipos sucedemse no tempo, como objetivações de processos históricosociais distintos, mas de tal maneira que certas qualidades ou atributos básicos do "espírito burguês" se associam crescentemente ao estilo de vida imperante nas cidades e às formas de socialização dele decorrentes.
(Florestan Fernandes, A Revolução Burguesa no Brasil, pág. 1512, Intérpretes do Brasil, vol. 3)

c)

Em “sucedem-se” (l.8), “se” indica o uso da voz passiva.

Item INCORRETO. Comentário. Perceba que a idéia apresentada no texto é a de que um tipo de burguês sucede ao outro no tempo. Assim, esse é um caso de pronome recíproco (mais de um agente praticando a ação verbal contra os outros). Só consegui localizar essa questão de prova da ESAF que abordasse o uso de voz recíproca. Se alguém conhecer outra, peço que encaminhe para mim.

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Grande abraço a todos, bons estudos e até a próxima. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS.

23 - (AFC/SFC 2000) Assinale a opção em que a correlação entre tempos e modos verbais constitui erro de sintaxe. a) Há pelo menos dois séculos, desde que Adam Smith inaugurou a profissão, os economistas consomem boa parte de seu tempo, enaltecendo os benefícios do livre comércio e pregando a liberdade econômica. b) O mundo perfeito, garantem, é aquele em que não há nenhum tipo de obstáculo ao fluxo de mercadorias, pessoas e idéias. c) Deixada sem amarras, a economia funcionaria de maneira harmoniosa, regida por uma mão invisível que a fazia viver sempre em equilíbrio. d) Presa, seria como uma máquina com areia nas engrenagens, cujo atrito traria desperdício de energia e empobreceria os cidadãos. e) A virada do milênio reservou um paradoxo e tanto para os seguidores do economista escocês. Nunca como agora o mundo aderiu com tanta garra a suas teses.
(Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.135)

24 - (AFC/SFC 2000) Assinale a opção que foi transcrita com problemas na correlação dos tempos verbais. a) Em setembro de 1998, pesquisa realizada com o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) procurou medir a capacidade do trabalhador brasileiro de entender o que lê e estabelecer relações entre quantidades expressas em números, com critérios semelhantes aos usados nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os 29 principais países industrializados. b) Seria assustador que 82% dos entrevistados não entenderam a conta de juros reais que incidam, por
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exemplo, na prestação de um eletrodoméstico. Na era da informática, que tipo de oportunidade profissional pode ter uma pessoa com tais carências de qualificação? c) A pesquisa, realizada em várias cidades brasileiras, entre a população de baixa escolaridade, entre 15 e 55 anos, mostrou que, entre 69% e 81% (conforme a região) dos 2 mil entrevistados, quando solicitados a analisar texto informativo simples, apenas reconheciam o tema, sem assimilar o sentido do texto. d) A oferta de escolaridade combate o analfabetismo absoluto, como prova o caso brasileiro, mas não garante capacidade de apreensão, compreensão e concentração que os empregos modernos exigem. e) Por isso a Unesco insiste em que é preciso “educação de qualidade”. Alfabetizar custa pouco – o Comunidade Solidária gasta US$ 34 per capita. Educar para o moderno mercado de trabalho tem custo bem mais elevado, mas são poucos os países dispostos a pagá-lo.
(O Estado de S. Paulo - Notas e Informações, 22/4/2000, p. A3, com adaptações)

25 - (Auditor do Trabalho/2003) No texto abaixo, assinale o trecho transcrito corretamente. a) Pesquisadores do Banco Mundial revelam que, a “globalização reduz a pobreza, mas não em todos os lugares”. b) Embora muitas nações globalizadas procurem acompanhar o ritmo das mais opulentas, grande parte do mundo em desenvolvimento estão se tornando marginalizados. c) Na América Latina, por exemplo, “a integração global aumentou ainda mais as desigualdades salariais”, e há uma preocupação generalizada que o processo esteja levando uma maior desigualdade no próprio interior dos países. Essa desigualdade já alcançou os Estados em suas relações assimétricas.

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d) Embora Marx não estava pensando em escala global quando falou da distância, que separa os ricos dos pobres de forma crescente, essas previsões nunca pareceram tão verdadeiras quanto hoje. e) A inversão é apenas metodológica: trata-se do relacionamento entre o primeiro e o terceiro mundo, com os ricos ficando cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
(Adaptado de Fernando Magalhães, “A globalização e as lições da história”)

26 - (AFRF/2002-2) Assinale a opção em que o trecho está gramaticalmente correto. c) Para que alcançamos tais objetivos, é indispensável que o Sistema Tributário Nacional seja utilizado como instrumento de distribuição de renda e redistribuição de riqueza, com o apoio de outros mecanismos auxiliares. d) A essência do direito é a sua aplicação prática – dever das autoridades públicas. Os princípios constitucionais não podem ser meras declarações de boas intenções, embora a regra jurídica existe para agir sobre à realidade social. 27 - (AFC/SFC 2000) Indique a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. É preciso que a discussão da reforma tributária ___________ norteada pela mesma premissa básica que inspirou várias propostas de reforma, defendidas tanto pelo Executivo como pelo Congresso, a partir do final de 1997. Por divergentes que ____________, tais propostas partiram todas do mesmo diagnóstico. De que a reforma que _________ necessária ________ a eliminação dos tributos cumulativos, bem como do IPI, ICMS e ISS, e a introdução de uma forma de taxação indireta, centrada em esquema amplo e coerente de impostos sobre valor adicionado. A grande questão - e é nisso que as propostas ________- é como fazer essa mudança.
(Adaptado de Rogério L. F. Werneck, Estado de S. Paulo, 27/10/2000)

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a) volta a ser - tenham sido - fazia-se - requer divergissem b) volte a serem - fossem - se fez - requeresse divergiram

-

c) volte a ser - tenham sido - se fazia - requeria divergem d) volte sendo - eram - se faria - requeriam - divergirão e) voltem a ser - tivessem sido - fazia - requerem diverge 28 – (AFRF 2005) Leia o texto para responder à questão abaixo. O advento da moderna indústria tecnológica fez com que o contexto em que passa a dispor-se a máquina mudasse completamente de configuração. Entretanto, tal mudança obedece a certas coordenadas que começam a ser pensadas já na antiga Grécia, que novamente se relacionam com a questão da verdade. É que a verdade, a partir de Platão e Aristóteles, passa a ser determinada de um modo novo, verificando-se uma transmutação em sua própria essência. Desde então, entende-se usualmente a verdade como sendo o resultado de uma adequação, ou seja, a verdade pode ser constatada sempre que a idéia que o sujeito forma de determinado objeto coincida com esse objeto. (Gerd Bornheim. Racionalidade e acaso. fragmento) Assinale a opção correta a respeito do uso das estruturas lingüísticas do texto. b) Mantém-se a coerência da argumentação ao substituir “fez” (l.1) por faz; mas para que a correção gramatical seja mantida, torna-se obrigatória então a substituição de “mudasse” (l.3) para mude. 29 - (Técnico do IPEA 2004)

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A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo.
(Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho)

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. c) Caso a expressão “O corpo político”(l. 4 e 5) vá para o plural, estaria gramaticalmente correto manter a expressão “havia mudado” no singular, pois o verbo haver é impessoal. 30 - (Assitente de Chancelaria/2002)Leia o texto abaixo para responder às questões 01 e 02. O século XX foi o mais assassino na história registrada. O número total de mortes causadas por ou associadas a suas guerras foi estimado em 187 milhões. O equivalente a mais de 10% da população mundial em 1913. Entendido como tendo-se iniciado em 1914, foi um século de guerra quase ininterrupta, com poucos e breves períodos sem conflito armado organizado em algum lugar. Foi dominado por guerras mundiais: quer dizer, por guerras entre Estados territoriais ou alianças de Estados. Apesar disso, o século não pode ser tratado como um bloco único, seja cronológica, seja geograficamente. Cronologicamente, ele se distribui em três períodos: a era de guerras mundiais centrada na Alemanha, a era de confronto entre as duas superpotências e a era desde o fim do sistema de poder internacional clássico. Chamarei a esses períodos de 1, 2 e 3. Geograficamente, o impacto das operações militares tem sido desigual. Com uma exceção (a Guerra do Chaco), não houve guerras entre Estados significantes (em oposição a guerras civis) no hemisfério Ocidental no último século. Em contrapartida, guerras entre Estados, não necessariamente desconectadas do confronto global, permaneceram endêmicas ao Oriente Médio e ao sul da Ásia, e guerras
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maiores diretamente resultantes do confronto global aconteceram no leste e no sudeste da Ásia. Mais impressionante é a erosão da distinção entre combatentes e não-combatentes. As duas guerras mundiais da primeira metade do século envolveram toda a população dos países beligerantes; tanto combatentes quanto não-combatentes sofreram.
(Eric Hobsbawn, A epidemia da guerra, com adaptações)

Assinale a opção correta a respeito do emprego das palavras e expressões do texto. d) A forma verbal composta “tem sido”(l.22), por se constituir com o auxiliar ser, indica uma oração de voz passiva. 31 - (ACE 2002) Marque o item sublinhado que represente impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico. Hoje, nos países em desenvolvimento, desconfia-se de que(A) camufladamente(B) grande parte daquelas sociedades não-governamentais e missões religiosas desempenham a mesma função de vilipêndio(C); na rota de ocupação, buscam credenciarem-se(D) como cientistas do solo, da fauna e da flora, consoante(E) já o fizeram nos casos do México e da Colômbia.
(Baseado em Paulo Bonavides)

a) A b) B c) C d) D e) E 32 – (Auditor RN/2005) Marque a opção que não substitui corretamente o item sublinhado no texto, respeitando-se a ordem em que ocorrem. Na medida em que a dinâmica da acumulação privada e a mobilidade dos capitais já não são controladas pelo Estado através da tributação, os direitos humanos, numa visão jurídico-positiva, encontram-se em fase regressiva. Eles
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podem até continuar existindo no plano legal, sobrevivendo, em termos formais, aos processos de tributação. Mas não têm mais condições de ser efetivamente implementados no plano real (se é que o foram, integralmente, um dia).
(Baseado em Mário Antônio Lobato de Paiva em www.ambitojuridico.com.br)

a) Considerando que b) por meio c) continuarem d) já não têm e) serem 33 - (AFPS/2002) Leia o texto para responder, em seguida, à questão. Acho que a globalização tem graves problemas. Nós estamos percebendo que é hora de fazer ajustes, de garantir acesso dos países pobres aos mercados do Primeiro Mundo. É hora de os países ricos fazerem algumas concessões. Culturalmente falando, a globalização é um sucesso espetacular, mas do ponto de vista econômico é um fracasso. Precisamos entender que a globalização não é uma força indomável da natureza. Ela é criação humana, produto de instituições e governos, de regras, e pode ser alterada.
(Michel Bailey, VEJA, 22/05/2002, com adaptações)

Julgue os itens a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto e marque, a seguir, a opção correta. III. A substituição da preposição “de”(l.5) por que, antes de “os países ricos”(l.5), e a conseqüente substituição de “fazerem”(l.5) por fizessem, mantém as relações semânticas e a correção gramatical. IV. As regras da norma culta permitem que a forma de infinitivo verbal “fazerem”(l.5) seja também empregada sem flexão: fazer.

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34 - (TRF 2002) O CPF é hoje um dos documentos mais utilizados no Brasil. Foi criado em 1965, com o objetivo de identificar o contribuinte – pessoa física – perante a Secretaria da Receita Federal e para que ela tivesse um maior controle dos contribuintes brasileiros. Com o passar do tempo, instituições financeiras e o comércio passaram a exigir o número do documento para fazer várias operações, como financiamentos, por exemplo. Enquanto o CPF é uma forma de identificação do contribuinte, a carteira de identidade tem a finalidade de identificar o cidadão por meio da Secretaria de Segurança Pública.
(Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações)

Assinale a opção correta a respeito do emprego das palavras e expressões no texto. c) O emprego do infinitivo flexionado, fazerem, no lugar de “fazer”(l.7) mantém a coerência textual e a correção gramatical. 35 - (TRF 2002) Quem não declarou no ano passado está classificado pela Receita como “pendente”. Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita. O cancelamento do documento pode significar muitos problemas, pois o CPF passou a ser mais solicitado do que a carteira de identidade. Sem ele, é impossível abrir uma conta bancária, comprar a prazo, prestar concurso público. Caso ganhe em uma loteria, também será impedido de retirar o prêmio.
(Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações)

Assinale a opção correta lingüísticas do texto.

a

respeito

das

estruturas

c) O infinitivo é não flexionado na locução verbal “passou a ser”(l.7) porque complementa um verbo causativo. 36 - (IRB ANALISTA/2004) - Leia o seguinte texto para responder às questões.

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As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência. O homem só não existe, mesmo quando solitário. Para se construir e entender-se, o homem precisa pertencer. Essa pertinência vai desde a linguagem, passa pelos grupos e classes sociais e invade as culturas, os saberes, e até mesmo as idiossincrasias. As sociedades não são essencialmente harmônicas. Elas estão sempre se transformando a partir dos conflitos e das contradições que as fazem mover e se transformar. Assim, as sociedades funcionam muito mais pela lógica das contradições que pela lógica da identidade.
(Roberto de Aguiar, Ética e direitos humanos, com adaptações)

Assinale a substituição que preserva a correção gramatical e a coerência do texto. d) “mover”(l.11) > moverem 37 - (TRF 2002) Assinale a opção em que não se desrespeitam as regras da norma culta, ao se efetuarem as alterações propostas. Maior é a exigência de uma ação transparente naqueles domínios em(a) que a atividade estatal gera encargos financeiros para a cidadania. É o caso da imposição de tributos. Se os indivíduos devem concorrer(b) para a manutenção dos serviços públicos, hão(c) de ter a garantia de não ser surpreendidos. É por isso que a constituição estabelece como princípio que os tributos sejam instituídos num(d) exercício e cobrados noutro, e sempre criados por lei. Assim se assegura o benefício ao Estado(e), e ao indivíduo a garantia do conhecimento prévio e certo de suas responsabilidades.
(Josaphat Marinho, Surpresas Tributárias, com adaptações)

b) substituir “concorrer”(l.5) por concorrerem. c) substituir “hão”(l.6) por há. 38 - (Técnico IPEA/2004) Marque a substituição proposta que preserva a coerência e a correção gramatical do texto.

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O conceito de ética é também algo estreitamente vinculado ao sentimento dos povos, ao seu modo de viver e aos seus costumes, como indica a raiz grega da palavra (ethos), e tem naturalmente evoluído no seu conteúdo, como evoluem esses costumes ao longo do tempo e da história.
(R. Saturnino Braga, Ética e política, com adaptações)

b) viverem por “viver”(L.3) 39 - (TRF 2002) Assinale a opção em que uma das duas possibilidades de redação está gramaticalmente incorreta. a) A economia americana sobreviveu a muitos percalços e, até o início da curta e moderada recessão, da qual parece começar a emergir, conheceu nove anos de uma das mais exuberantes expansões de sua história. / A economia americana sobreviveu a muitos percalços e conheceu nove anos de uma das mais exuberantes expansões de sua história até o início da curta e moderada recessão, de que parece começar a emergir. b) O professor Paul Kennedy, figura expressiva da “escola do declínio” na década de 80, confessa ter mudado de posição. Temia o pior em 1985, quando o esforço militar consumia 45% do PIB. / Figura expressiva da “escola do declínio” na década de 80, o professor Paul Kennedy confessa que mudou de posição. Temia o pior em 1985, quando o esforço militar consumia 45% do PIB. c) Pensa hoje que se tornou barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. / Seu pensamento hoje é esse: tornou-se barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. d) Não quer isso dizer que os americanos sejam onipotentes ou possam ignorar para sempre alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo. / Não quer isso dizer que os
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americanos sejam onipotentes ou que alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo possa por eles serem ignorados para sempre. e) Significa apenas reconhecer que a atual configuração do poder mundial está longe do declínio e que um país como os Estados Unidos tem uma extraordinária capacidade para recuperar-se de erros que para outros seriam provavelmente fatais. / Significa apenas o reconhecimento de que a atual configuração do poder mundial está longe do declínio e de que um país como os Estados Unidos tem uma extraordinária capacidade para recuperar-se de erros que para outros seriam provavelmente fatais.
(Itens adaptados de Rubens Ricupero)

40 - (BACEN 2001) Analise os itens a respeito do emprego das formas verbais no texto. Uma profunda transformação tecnológica será promovida nos bancos brasileiros neste primeiro semestre para que eles se adaptem às normas determinadas pelo Banco Central (BC), que prevêem a reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O novo modelo entra em vigor no dia 1º de outubro, quando já deve estar em funcionamento a transferência de grandes valores com liquidação bruta em tempo real e o monitoramento on line da conta reservas bancárias mantida no BC, que se livrará da obrigação de cobrir os saldos negativos deixados pelos bancos nas operações do dia-a-dia. Se, de um lado, as cerca de 170 instituições financeiras movimentam-se para modernizar seu aparato tecnológico, de outro as indústrias de software travam uma batalha para conquistar uma fatia dos investimentos que serão feitos.
(Gazeta Mercantil, 20/2/2001, com adaptações)

I. Mantém-se a correção gramatical e a idéia de voz passiva ao se substituir a expressão verbal “será promovida” (l.1 e 2) por promover-se-á. 41 - (TRF 2002) Em relação ao texto, assinale a opção correta.
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A reforma do Estado é vista freqüentemente como um processo de redução do tamanho do Estado, que envolve a delimitação de sua abrangência institucional e a redefinição de seu papel. Diante do seu crescimento excessivo no século XX, das esperanças demasiadamente grandes que foram nele depositadas pelos socialistas e das distorções de que o Estado afinal foi vítima, essa perspectiva é absolutamente correta.
(Luiz Carlos Bresser Pereira, com adaptações)

a) O uso da voz passiva em “é vista”(l.1) é um recurso que torna o agente da ação mais evidente. d) A expressão “pelos socialistas”(l.7) exerce a função de complemento nominal de “nele” (l.7). 42 - (AFRF/2002-2) Há muitos anos a Reforma Tributária brasileira vem sendo considerada como uma prioridade nacional, mas parece condenada a um eterno projeto. Apesar de haver consenso quanto a sua necessidade, a discussão não avança. Desde 1995, quando o governo encaminhou sua primeira proposta ao Legislativo, o tema é debatido e não se chega a uma conclusão. Todos concordam que o sistema tributário brasileiro é repleto de distorções e deficiências, porém, quando se aprofunda o debate, os conflitos de interesses aparecem, dificultando a aprovação do projeto.
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Em relação aos elementos que estruturam o texto, assinale a opção incorreta. a) A expressão “vem sendo considerada”(l.2), poderia, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituída por tem sido considerada. 43 – (Técnico do IPEA/2004) Marque a substituição proposta que preserva a coerência e a correção gramatical do texto. O conceito de ética é também algo estreitamente vinculado ao sentimento dos povos, ao seu modo de viver e aos seus costumes, como indica a raiz grega da palavra (ethos), e
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tem naturalmente evoluído no seu conteúdo, como evoluem esses costumes ao longo do tempo e da história.
(R. Saturnino Braga, Ética e política, com adaptações)

d) vem naturalmente evoluindo por “tem naturalmente 44 - (MPOG 2000) A globalização é um fato. Os desafios institucionais que ela vem gerando devem ser compreendidos utilizando os próprios instrumentos metodológicos que ela produziu. Embora o Brasil não tenha uma autêntica tradição de livre mercado e de competição, se se lograr superar a inércia, será fácil ao país lançar-se na vanguarda da modernidade, precisamente porque nossa reconhecida desvantagem, a de não possuirmos instituições estáveis e bem arraigadas, poderá ser, afinal, o nosso trunfo nesta vertiginosa era das comunicações.
(Diogo de Figueiredo Moreira Neto)

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. c) Em “lançar-se”(l.4) o pronome “se” indica indeterminação do sujeito. 45 - (IRB ANALISTA/2004) - Leia o seguinte texto para responder à questão. As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência. O homem só não existe, mesmo quando solitário. Para se construir e entender-se, o homem precisa pertencer. Essa pertinência vai desde a linguagem, passa pelos grupos e classes sociais e invade as culturas, os saberes, e até mesmo as idiossincrasias. As sociedades não são essencialmente harmônicas. Elas estão sempre se transformando a partir dos conflitos e das contradições que as fazem mover e se transformar. Assim, as sociedades funcionam muito mais pela lógica das contradições que pela lógica da identidade.
(Roberto de Aguiar, Ética e direitos humanos, com adaptações)

Assinale a substituição que preserva a correção gramatical e a coerência do texto.
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b) “entender-se”(l.4) > entender

46- (AFC/STN 2000) Em relação ao texto a seguir, assinale a opção incorreta. Contamos com dois tipos tidos como “clássicos" de burguês: o que combina poupança e avidez de lucro à propensão de converter a acumulação de riqueza em fonte de independência e de poder; e o que encarna a "capacidade de inovação" o "gênio empresarial" e o "talento organizador", requeridos pelos grandes empreendimentos econômicos modernos. Além disso, os dois tipos sucedemse no tempo, como objetivações de processos históricosociais distintos, mas de tal maneira que certas qualidades ou atributos básicos do "espírito burguês" se associam crescentemente ao estilo de vida imperante nas cidades e às formas de socialização dele decorrentes.
(Florestan Fernandes, A Revolução Burguesa no Brasil, pág. 1512, Intérpretes do Brasil, vol. 3)

d)

Em “sucedem-se” (l.8), “se” indica o uso da voz passiva.

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AULA 3: SINTAXE DE CONCORDÂNCIA Nosso assunto de hoje é CONCORDÂNCIA, que consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. “Concordar” significa “estar de acordo com”. Assim, na concordância, tanto nominal quanto verbal, os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: - gramatical ou lógica – segue os padrões gramaticais vigentes; - atrativa ou ideológica – dá ênfase a apenas um dos vários elementos, com valor estilístico. CONCORDÂNCIA VERBAL – variação do conformando-se ao número e à pessoa do sujeito. verbo,

CONCORDÂNCIA NOMINAL – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo, pronome, adjetivo). À medida que comentarmos as questões de prova da ESAF, iremos abordar cada um dos casos de concordância, indistintamente (verbal e nominal). Procuramos selecionar o maior número possível de situações em que esse tópico do programa costuma ser exigido. Como muitas questões abordam tanto concordância nominal quanto verbal, tornando-se impossível tratar cada uma delas de forma isolada, a solução foi, para tornar mais didático o nosso estudo, agrupar os casos repetidos sob títulos. Uma última dica: questões do tipo “assinale o item com erro de natureza gramatical” abordam TODOS os aspectos gramaticais, inclusive (e principalmente) relacionados à sintaxe de concordância, tanto verbal como nominal. Por isso, ao resolver este tipo de questão, todo cuidado é pouco; aja como se estivesse “pisando em ovos”, analisando palavra por palavra (verificando a ortografia),

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oração por oração (concordância, regência, pontuação etc.). Finalmente, lembramos que, como algumas questões tratam de assuntos diversos em suas alternativas, mantivemos o item que será objeto de análise e comentário. Julgue, nesses casos, se o item está certo ou errado, sem que isso represente o gabarito da questão. QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 1 - (AFC 2002) Assinale a norma gramatical que justifica, com correção e propriedade, a flexão plural do verbo ser no período abaixo. “Já é mais do que conhecido que o principal problema do sistema tributário nacional são justamente as contribuições, e não os impostos propriamente ditos.”
(Revista CNT, “Lixo tributário”)

a) “Com os verbos ser e parecer a concordância se faz de preferência com o predicativo, se este é plural.” (Luiz Antonio Sacconi) b) “Nas frases em que ocorre a locução invariável é que, o verbo concorda com o substantivo ou pronome que a precede, pois são eles efetivamente o seu sujeito.” (Celso Cunha & Lindley Cintra) c) “Se tanto o sujeito como o predicativo forem personativos e nenhum dos dois for pronome pessoal, a concordância será facultativa (pode-se concordar com o sujeito ou o predicativo).” (Dileta S. Martins & Lúbia S. Zilberknop) d) “Expressões de sentido quantitativo (...) acompanhadas de complemento no plural admitem concordância verbal no singular ou no plural.” (Manual de Redação da Presidência da República) e) “Se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditiva enfática (...), o verbo concorda com o mais próximo ou vai ao plural (o que é mais comum quando o verbo vem antes do sujeito)”.(Evanildo Bechara)

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Gabarito: A Comentário. Esta questão foi escolhida para ser a primeira por ser um verdadeiro “aulão” sobre concordância. Cada opção apresenta uma regra aplicável ao assunto e, no enunciado, solicita-se ao candidato que se indique a regra cabível ao parágrafo. A resposta foi letra a. “Aula” da opção a: O verbo ser é um verbo bastante especial. Por estabelecer uma relação entre o sujeito e o seu predicativo, a concordância pode se dar tanto com o primeiro quanto com o segundo elemento. Há, contudo, algumas regras que prevalecem sobre essa faculdade. Qualquer que seja a sua função sintática (sujeito ou predicativo), prevalece a concordância com o elemento que estiver representado por: 1ª – um pronome pessoal reto: “Todo eu era olhos e coração. (Machado de Assis)”; 2ª – uma pessoa, em detrimento de outro que seja uma “coisa” (substantivo, pronome substantivo, oração substantiva): “Ovídio é muitos poetas ao mesmo tempo, e todos excelentes.” (A.F.Castilho). Observe que no item ‘c’ há menção sobre essa concordância: havendo elementos personativos em ambas as funções, a concordância é facultativa com o sujeito ou com o predicado, a não ser que em um deles haja um pronome pessoal, caso em que prevalece a concordância com este elemento (cai na 1ª regra de prevalência). Quando os dois elementos (do sujeito e do predicativo) forem “coisas” (substantivos, pronomes substantivos, orações substantivas), a concordância é facultativa, dandose preferência à concordância com o elemento no plural: “Na vida, nem tudo são flores.”, “O resto são atributos sem importância.”

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Voltando à questão, no parágrafo destacado, o verbo ser tem por sujeito “o principal problema do sistema tributário nacional” (núcleo: problema) e por predicativo do sujeito “as contribuições”. Assim, os dois elementos são “coisas” e a concordância se faz, preferencialmente, com o elemento plural – no caso, com o predicativo. “Aula” da opção b: A regra exposta pelo item b refere-se à concordância em frases que contenham a expressão “é que”. Vamos à lição de Celso Cunha e Lindley Cintra, em Nova Gramática do Português Contemporâneo: “A locução é que é invariável e vem sempre colocada entre o sujeito da oração e o verbo a que ele se refere. Assim: ‘José é que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’.” Perceba que a locução poderia ser retirada sem prejuízo para o período: “José trabalhou, mas os irmãos se aproveitaram do seu esforço.”. Por isso, é classificada como uma locução denotativa de realce, que tem a única função de destacar os termos que acompanha (no caso, os substantivos José e irmãos, respectivamente). E continuam os professores: “É uma construção fixa, que não deve ser confundida com outra semelhante, mas móvel, em que o verbo ser antecede o sujeito e passa, naturalmente, a concordar com ele e a harmonizar-se com o tempo dos outros verbos. Compare-se, por exemplo, ao anterior o seguinte exemplo: ‘José é que trabalhou, mas foram os irmãos que se aproveitaram do seu esforço.’ Ou este: ‘Foi José que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’ Também não deve ser confundido com a expressão de realce é que o encontro da forma verbal é com a conjunção integrante que em contextos do tipo: ‘Bom é
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que não haja mais discussões.’ equivalente a ‘É bom que não haja mais discussões.’.” Nesse último caso, a conjunção integrante que introduz uma oração que exerce a função sintática de sujeito da oração principal: [É bom] – oração principal – PERGUNTA-SE: O que é bom? [que não haja mais discussões] – oração subordinada subjetiva “Aula” da opção c: Em se tratando da concordância do verbo ser em um predicado nominal (verbo de ligação), em que existem sujeito e predicativo do sujeito, há algumas regras de prevalência: 1º) A concordância com um pronome pessoal prevalece sobre todos os demais elementos, exerça o pronome a função de sujeito ou de predicativo. Ex: Suas esperanças (coisa – substantivo) no casamento era eu. 2º) Na sua ausência, a concordância o termo que se refira a uma pessoa (personativo) prevalece sobre o que representa uma “coisa” (por “coisa” entenda-se um substantivo, um pronome substantivo ou uma oração substantiva). Ex: Santo Antônio (pessoa) era as esperanças (coisa – substantivo) da solteirona. Se ambos forem personativos, a concordância com qualquer dos termos é facultativa (sujeito ou predicativo). 3º) Se ambos os elementos forem “coisas”, a concordância é facultativa com qualquer dos elementos, preferindo-se aquela feita com o termo no plural. Ex: Tudo (coisa pronome substantivo) são flores (coisa - substantivo). Em resumo, na concordância verbal com o verbo ser: • entre PRONOME PESSOAL prevalece PRONOME; x COISA/PESSOA –

• entre PESSOA x COISA – prevalece PESSOA;

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• entre COISA x COISA – concordância facultativa, PREFERÊNCIA para o termo no plural. “Aula” da opção d: Texto original do Manual de Redação da Presidência da República: “Expressões de sentido quantitativo (grande número de, grande quantidade de, parte de, grande parte de, a maioria de, a maior parte de, etc), também chamadas de termos partitivos, por indicar parte de um todo, acompanhadas de complemento no plural, admitem concordância verbal no singular, estabelecendo a concordância com o núcleo do conjunto – concordância gramatical ou lógica, ou no plural, concordando com o complemento – concordância atrativa ou ideológica: ‘A maioria dos condenados acabou (ou acabaram) por confessar sua culpa.’ ‘Um grande número de Estados aprovou) a Resolução da ONU.’ aprovaram (ou

‘Metade dos Deputados repudiou (ou repudiaram) as medidas.’.” “Aula” da opção e: Por série aditiva enfática entendemos todas as expressões que enumerem elementos de mesma função sintática, no caso, sujeito, com o mesmo sentido da conjunção aditiva ‘e’: não só... mas também; não só... como. Sobre esse ponto do assunto, contudo, há divergência doutrinária. Enquanto o mestre Evanildo Bechara, como vimos, faculta a flexão verbal, Celso Cunha e Lindley Cintra (obra citada) destacam que, se não houver pausa entre os sujeitos (e, portanto, não houver vírgula), o verbo irá para o plural: “Qualquer se persuadirá de que não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.”

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Observe como foi tratado esse assunto em outra prova da ESAF. 2 -(Assistente de Chancelaria/2002) As viagens ao exterior e os encontros com figurões estrangeiros constituem, desde o reinado de Dom Pedro II, um trunfo na estratégia das lideranças brasileiras. De fato, as críticas às viagens internacionais do Presidente da República ou de outros dirigentes parecem despropositadas. Tanto o governo como a oposição devem reposicionar os interesses brasileiros num mundo em plena mutação. O problema que se coloca é de outra natureza e se resume numa interrogação pouco formulada na campanha presidencial: quais devem ser os rumos de nossa diplomacia?
(Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações)

Assinale a relação de condição incorreta a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto. d) o conectivo “Tanto...como”(l.6) for substituído por Não só ... mas também, o verbo seguinte pode ser empregado no plural, “devem”(l.6), ou no singular, deve. Item CORRETO Comentário. Foi considerada correta a faculdade de flexão, mesmo a série aditiva estando sem pausa, ou seja, sem vírgulas. Logo, a partir dessas duas questões, podemos afirmar que o entendimento da ESAF é que, em séries aditivas enfáticas, o sujeito poderá facultativamente se flexionar no singular ou no plural, com ou sem pausa. CONCORDÂNCIA COM PRONOME RELATIVO ‘QUE’ 3 - (AFC 2002) Assinale a proposição correta a respeito da estrutura morfossintática do texto abaixo.

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“A ‘Guerra Fiscal’ pertence a uma classe geral de fenômenos que emergem quando iniciativas políticas dos Governos subnacionais adquirem conotações negativas e geram efeitos econômicos perversos em decorrência do caráter insuficiente ou conjunturalmente inoperante do quadro político-institucional que regula os conflitos federativos, o qual se revela incapaz de garantir um equilíbrio mínimo entre interesses locais de forma a evitar efeitos macroeconômicos e sociais perversos.”
(C. Cavalcanti & G. Prado, com adaptações)

a) A forma verbal “emergem”(l.2), flexionada no plural, constitui incorreção, pois sua concordância deve se dar com o substantivo “classe”(l.1), núcleo do grupo nominal “classe geral de fenômenos”. Item INCORRETO. Comentário. Pronome relativo é assim chamado por fazer referência a algum outro termo (substantivo, pronome substantivo, oração substantiva) já mencionado anteriormente (ANTECEDENTE). O pronome relativo dá início a uma oração que atribui a esse antecedente uma característica, estado ou condição. Por esse motivo, a oração iniciada pelo pronome relativo é uma oração subordinada adjetiva. Assim, concluímos que SEMPRE UM PRONOME RELATIVO DÁ INÍCIO A UMA ORAÇÃO ADJETIVA. Para respeitar as regras de concordância, deve-se observar a qual termo o pronome relativo está se referindo, e com ele será feita a concordância verbal. No caso da questão de prova, iremos parcialmente a passagem para melhor análise: reproduzir

“A ‘Guerra Fiscal’ pertence a uma classe geral de fenômenos que emergem quando iniciativas políticas dos Governos subnacionais adquirem conotações negativas” Nesse período composto, há três orações:
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1ª – oração principal – “A ‘Guerra Fiscal’ pertence a uma classe geral de fenômenos” 2ª – oração subordinada adjetiva – “que emergem” – restringe o conceito do substantivo fenômenos. 3ª – oração subordinada adverbial – “quando iniciativas políticas dos Governos subnacionais adquirem conotações negativas” – apresenta uma idéia circunstancial de momento. Note que o sujeito da oração adjetiva “que emergem” é o pronome relativo que. O substantivo fenômenos pertence à oração principal. Contudo, é como se o pronome relativo somente estivesse “ocupando o lugar” de fenômenos na oração adjetiva – ele exerce a função de sujeito do verbo emergir, mas a concordância deve ser feita com a palavra que está substituindo – fenômenos. Até imagino o pronome relativo falando para o verbo “Olha só, sou eu o seu chefe substituto, mas quem manda mesmo é o meu patrão, o termo a quem eu me refiro, ou seja, o meu referente - fenômenos. Aqui, só estou ocupando um lugar que seria dele (“fenômenos emergem”). Então, se você quiser concordar com alguém, concorde com ele, ok?”. Percebe-se que o pronome relativo que tem por antecedente o substantivo fenômenos (o que emerge não é a classe, mas os fenômenos), e por isso correta estaria a flexão do verbo no plural (emergem). 4 - (AFC 2002) Assinale a opção em que o trecho do texto foi transcrito de forma gramaticalmente correta. d) Modernizar, palavra neutra em matéria de valores morais, pode simplesmente servir de pretexto para justificar a adesão ao paradigma dominante, desqualificando, ao mesmo tempo, como dinossauros préhistóricos, os que a ele resiste. Item INCORRETO. Comentário.
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Em outra ordem, a última parte da construção equivale a “desqualificando, ao mesmo tempo, como dinossauros préhistóricos, os que resiste a eles”. Nessa estrutura, você percebeu a incorreção gramatical? Mais uma vez, o sujeito da forma verbal é um pronome relativo que. O pronome relativo remete a concordância ao termo antecedente a que se refere. No caso, o referente é o demonstrativo “os”, equivalente a “aqueles”; por isso, o verbo deverá ser conjugado na 3ª pessoa do plural – na ordem direta “desqualificando os que resistem a ele.”, ou na ordem apresentada no texto: “desqualificando os que a ele resistem.”. VERBOS ACOMPANHADOS DO PRONOME ‘SE’ 5 - (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou impropriedade vocabular. A primeira expedição científica à(A) Amazônia foi feita em 1638 por George Marcgrave, um naturalista alemão. Até o final do século XVII, o que se procuravam(B) eram animais exóticos, dentro da ótica do "estranho mundo novo": peixe que dá choque, aranhas gigantes, mamíferos que vivem submersos nos rios. Nos séculos seguintes, o objetivo passou a ser a coleta do maior número possível de bichos de diferentes espécies. Até os anos 40, os museus estrangeiros pagavam coletores profissionais(C) para levar espécimes(D) da fauna e flora nacionais(E) para suas coleções. O Brasil só assumiu a pesquisa científica na Amazônia há poucas décadas. Agora, a idéia é conhecer para preservar.
(Baseado em Flávia Varella, Veja - Amazônia, 24/12/1997)

a) A b) B c) C d) D

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e) E GABARITO: B Comentário. Quando um verbo de transitividade direta ou direta e indireta estiver acompanhado do pronome se, todo cuidado é pouco: poderemos estar diante de uma construção de voz passiva. Para confirmação, temos de fazer duas perguntas: 1 – O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto e indireto (TDI)? 2 – Existe uma idéia passiva na construção? Se ambas as respostas forem SIM, estamos diante de uma construção de voz passiva e, então, o verbo deverá se flexionar de acordo com o sujeito paciente. A existência de um objeto direto na transitividade do verbo é necessária pois, como vimos na aula sobre verbos, o objeto direto da construção de voz ativa irá exercer a função essencial de sujeito da voz passiva. Na questão de prova ora comentada, “o que se procuravam eram animais exóticos”, temos de fazer duas análises: a primeira, em relação à construção: 1ª pergunta: O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto e indireto (TDI)? Resposta: O verbo procurar é transitivo direto (alguém procura alguma coisa). 2ª pergunta: Existe uma idéia passiva na construção? Resposta: Sim, existe idéia passiva – os animais eram procurados. Conclusão: temos uma construção de voz passiva. A segunda análise versa sobre o antecedente do pronome relativo que. Para isso, vamos separar as orações:

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Período composto: “o | que se procuravam |eram animais exóticos” 1ª oração: o [pronome demonstrativo = aquilo] eram animais exóticos – ORAÇÃO PRINCIPAL 2ª oração: que se procuravam – ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA O pronome que é relativo e tem como antecedente o pronome demonstrativo o. Por isso, o verbo que o segue deverá ficar no singular. Para melhor compreensão, iremos fazer a substituição do pronome relativo QUE pelo termo que substitui, o pronome demonstrativo “o”. Para simplificar ainda mais, em vez de “o”, colocaremos “aquilo”, seu equivalente. “que se procurava” - “aquilo se procurava” = AQUILO era procurado. Viu? O verbo só poderá ficar no singular. Na oração principal (“o eram animais exóticos”), devemos lembrar da concordância do verbo ser. De um lado, como sujeito, existe um pronome substantivo demonstrativo o - COISA. De outro lado, na função de predicativo do sujeito, há um substantivo acompanhado de um adjetivo: animais exóticos - COISA. Portanto, tanto de um lado (sujeito) como de outro (predicativo), os elementos são “coisas” (substantivos, pronomes substantivos ou orações substantivas). Assim, a concordância pode se dar com qualquer deles, PREFERENCIALMENTE com o elemento que estiver no PLURAL – “... eram animais exóticos”. Isso justifica a flexão do verbo ser no plural. 6 - (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou impropriedade vocabular.

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No próximo ano, estará a Declaração Universal de Direitos Humanos completando seu cinqüentenário, no limiar do novo século. Ao longo das cinco últimas décadas, testemunhamos o processo histórico de gradual formação, consolidação, expansão e aperfeiçoamento da proteção internacional dos direitos humanos, conformando(A) um direito de proteção dotado de especificidade própria. Esse processo partiu das premissas de que(B) os direitos humanos são inerentes ao ser humano e, como tais(C) antecedem a(D) todas as formas de organização política, e de que sua proteção não se esgota na ação do Estado. Ao longo deste meio século, como respostas às necessidades de proteção, tem-se(E) multiplicado os tratados e instrumentos de direitos humanos, a partir da Declaração Universal de 1948, tida como ponto de partida do processo de generalização da proteção internacional dos direitos humanos.
(Baseado em Antônio Augusto Cançado Trindade)

a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: E Comentário. Mais uma vez, estamos diante de um verbo acompanhado de um pronome se, o que poderá ser um caso de construção de voz passiva. Vamos, então, responder às perguntas de confirmação: 1 – É um verbo transitivo direto (TD) ou direto e indireto (TDI)? Como não se trata de um verbo, mas de uma locução verbal, temos de analisar a transitividade do verbo principal da locução – multiplicar. Na construção, este é um verbo transitivo direto – ‘Alguém/alguma coisa multiplicou os
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tratados e os instrumentos de direitos humanos.’. Sim, é TD. 2 – Há idéia passiva? Sim, ‘os tratados e os instrumentos de direitos humanos foram multiplicados.’ Conclusão: CONSTRUÇÃO DE VOZ PASSIVA. Relembre que a flexão verbal numa locução: quem se modifica é o verbo auxiliar (ter) mas da maneira que o principal (multiplicar) o faria. Assim, a construção verbal correta, em concordância com o sujeito representado por “os tratados e os instrumentos de direitos humanos”, é têm-se multiplicado. 7 - (TCE RN/2000) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto: c) No gênero das leis federativas, é possível discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. / No gênero das leis federativas, podem-se discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. Item CORRETO Comentário. Novamente, verbo acompanhado do pronome se. Vamos às perguntas: 1- É verbo TD ou TDI? Sim. Na locução “poder discernir”, a transitividade de discernir (verbo principal) é DIRETA, pois significa diferenciar, distinguir, discriminar. 2 – Há idéia passiva? Sim, duas espécies de leis federativas discernidas, ou seja, diferenciadas. poderão ser

Então, trata-se de voz passiva e o verbo auxiliar deverá flexionar-se de acordo com o núcleo do sujeito paciente – espécies – e ir para o plural – podem-se discernir.

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Haveria uma outra possibilidade de construção: “pode-se discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas.” Neste caso, o sujeito da forma verbal “pode-se” é a oração reduzida de infinitivo “discernir duas espécies...”. Esse tipo de construção é possível com os verbos PODER, DEVER e outros. Um outro exemplo: 1 - Devem-se manter os animais nas jaulas. – Os animais devem ser mantidos nas jaulas. – construção de voz passiva = verbo auxiliar concorda com o núcleo do sujeito: animais. 2 – Deve-se manter os animais nas jaulas – Deve-se [manter os animais nas jaulas] - sujeito oracional = verbo na 3ª pessoa do singular. São formas igualmente válidas, cada uma com uma análise sintática diferente. Esse ponto pode ser objeto de questão do tipo “com barrinha no meio”, cujo enunciado costuma ser “assinale a opção em que os dois períodos estão corretos”. 8 - (TCE RN/2000) Marque o segmento do texto que apresenta erro(s) de construção sintática. a) Em julho último, editou a União a Lei ordinária no 8.666, cujo artigo 5o impôs à Administração Pública, nos três níveis de Governo, a obrigação de pagar, em “estrita ordem cronológica das datas de suas exigibilidades”, para cada fonte diferenciada de recursos, os bens e serviços que adquirir. b) A ementa dessa Lei esclarece que a norma está regulamentada no inciso XXI do artigo 37 da Constituição, que impõe o processo de licitação nas aquisições governamentais de bens e serviços, assegurando que nos certames é preciso haver “igualdade de condições” entre os concorrentes e que nos contratos “se estabeleça obrigações de pagamento, mantida as condições efetivas da proposta”. c) A União legislou obviamente no exercício da competência que lhe deferiu o inciso XXVII do artigo 23 da
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Constituição, para editar normas gerais de licitação e contratação. d) E, ao fazê-lo, inseriu dispositivo não pertinente a esse campo, mas sim ao direito financeiro. e) Mas também aí a competência para legislar, embora concorrentemente com os Estados e Distrito Federal, foi atribuída à União pelo artigo 24, inciso I, da Constituição.
(Baseado em Austen da Silva Oliveira)

Gabarito: B Comentário. Observe como a concordância verbal, em construção de voz passiva pronominal, é constantemente objeto de questões da ESAF. Por isso, temos de treinar bastante essa análise. Quando o enunciado aborda erro de construção sintática, esse erro pode estar em sintaxe de concordância, de regência, de colocação, ou seja, deve-se analisar cada oração com bastante critério para perceber o equívoco. Como mencionei lá no começo, é para “andar pisando em ovos”. No item B, o erro foi com relação à flexão do verbo estabelecer. Este verbo está acompanhado do pronome se e, por isso, vamos à análise: 1 – É verbo TD ou TDI? Sim. Alguém estabeleceu obrigações de pagamento. 2 – Há idéia estabelecidas. passiva? Sim. As obrigações foram

Conclusão: VOZ PASSIVA. Sujeito: obrigações de pagamento Núcleo do sujeito: obrigações Construção correta: pagamento” “se estabeleçam obrigações de

O outro erro refere-se à concordância nominal, logo na seqüência: o que será “mantida”? Resposta: “as condições efetivas da proposta”.
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Como o núcleo do sintagma nominal é condições, o adjetivo a ele correspondente deverá se flexionar no gênero feminino e número plural – mantidas, ficando assim: “... assegurando que nos certames é preciso haver ‘igualdade de condições’ entre os concorrentes e que nos contratos ‘se estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta’.” . 9 -(Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens ou sublinhados o que contém erro gramatical impropriedade vocabular. Tudo parece indicar, a essa altura, que(A) as repercussões da crise dos países asiáticos sobre a América Latina serão bem menos acentuadas do que(B) se imaginava faz(C) poucos meses. Pouco a pouco, foram-se percebendo(D) que os problemas daquela região são devidos à(E) desorganização de seus sistemas financeiros e a uma especulação imobiliária desenfreada.
(Gazeta Mercantil, 21 e 22/2/1998, adaptado)

a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: D Comentário. Primeiramente, uma locução pronome ‘se’ requer análise: verbal acompanhada de

1- o verbo principal (perceber) é TD ou TDI? Sim. 2- Há idéia passiva? Sim – Algo foi sendo percebido. Conclusão: construção de voz passiva.

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Acontece que o sujeito não está expresso na forma de um nome (substantivo), mas de uma oração (subordinada) substantiva. Pergunta-se: o que foi sendo percebido? Resposta: “que os problemas daquela região são...” – o sujeito da forma verbal está representada por uma oração. No caso de sujeito oracional, o verbo DEVE FICAR na 3ª pessoa do singular (“foi-se percebendo que os problemas daquela região são...”). 10 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical. Nunca antes foram tão(1) favoráveis as condições para uma política externa de realizações no Brasil. É preciso(2) aproveitar essas condições, multiplicar o seu efeito benéfico, pô-las(3) a serviço de interesses muito claros – e preementes(4) – do Brasil em suas relações com o mundo exterior. Fizemos(5) muito para consolidar uma imagem nova, de credibilidade e confiabilidade, de um País que é capaz de enfrentar com determinação e autoconfiança os seus problemas. Demos passos concretos nesse sentido e estamos recolhendo os benefícios. a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5
(Adaptado de www.mre.gov.br, Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados)

Gabarito: D Comentário. Não existe registro do PREMENTE, que significa Talvez a banca tenha inexistente ao (superioridade/grandeza) vocábulo PREEMENTE, mas de “urgente”, aplicável ao contexto. tentado associar esse vocábulo substantivo PREEMINÊNCIA ou ao adjetivo PREEMINENTE.

O que nos interessa nessa questão é comentar o item (2), em que temos um bom exemplo de sujeito oracional

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anteposto a um predicado nominal. Por ser “neutro”, o sujeito representado sob a forma de uma oração mantém o verbo no singular e, conseqüentemente, da mesma forma, o predicativo do sujeito (é preciso). Nesse caso, o sujeito composto está representado pelas três orações reduzidas de infinitivo: (1ª) aproveitar essas condições, (2ª) multiplicar o seu efeito benéfico, (3ª) pô-las a serviço de interesses muito claros – ... – do Brasil em suas relações com o mundo exterior. 11 - (TCE ES/2001) O pensamento moral da Ilustração baseava-se em três idéias centrais: a idéia de que a moral podia ter um fundamento secular; a idéia de que o indivíduo, considerado como célula elementar da sociedade, tinha direito à auto-realização e à felicidade e podia descentrarse com relação à vida comunitária, criticando-a de fora; e a idéia de que existe uma natureza humana universal, de que existem princípios universais de validação ética, e de que existe um pequeno núcleo de normas materiais universais.
(Sérgio Paulo Rouanet)

Assinale a opção que está incorreta em relação ao texto. d) A expressão "baseava-se" (l.1) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituída por eram baseados. Item INCORRETO (gabarito da questão). Comentário. Verbo acompanhado de pronome se. Análise: 1 – É verbo TD ou TDI? Sim, na construção, “Alguém baseou o pensamento em três idéias centrais.” 2 – Idéia passiva? Sim, o pensamento foi baseado. A opção sugere a troca da voz passiva pronominal pela construção de voz passiva analítica (verbo auxiliar + verbo principal). O erro reside na concordância do verbo auxiliar. Como o sujeito (paciente) está representado pelo
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substantivo pensamento, a forma correta seria era baseado. Deve-se tomar muito cuidado para manter a flexão de número (singular), de tempo (pretérito imperfeito) e de modo (indicativo) na transposição de vozes verbais. 12 - (AFC 2002) Os argumentos em favor da política industrial mudam, mas em geral eles continuam sofrendo da mesma falta de embasamento econômico. Um deles, que vem sendo repetido de uns tempos para cá, é o da economia de divisas. Identifica-se um item de peso na pauta de importações como, por exemplo, componentes eletrônicos. Ora, se o dispêndio com este produto é alto, por que então não fazer com que ele seja produzido no país por meio de uma política industrial ativa, poupando-se, desta forma, moeda forte?
(Adaptado de Cláudio Haddad)

Assinale, entre as substituições sugeridas, a que está em desacordo com a norma culta. d) “Identifica-se”(l.5) por É identificado Item CORRETO. Comentário. Repete-se a exigência de troca da voz passiva pronominal (sintética) para voz passiva analítica, desta vez com correção. Foram preservados o tempo e o modo verbal (presente do indicativo), bem como respeitada a concordância com o sujeito paciente, que tem como núcleo o substantivo masculino singular item (“Identifica-se um item de peso”) 13 - (TCE ES/2001) Assinale o trecho que respeita as regras gramaticais da norma culta. a) Pesquisas nos Estados Unidos mostra que a tolerância ao erro no comércio eletrônico é zero. Quem compra um
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CD e não recebe, simplesmente "deleta" o endereço da loja virtual pisou na bola. d) A reação contrária do consumidor é desmezurada. Na rede esperam-se serviço nota 1000 - ou nada aquém disso. Itens INCORRETOS Comentário. Erro da opção a: quem mostra que a tolerância ao erro no comércio eletrônico é zero são as pesquisas. Por isso, o verbo mostrar deveria estar no plural – “Pesquisas nos Estados Unidos mostram...”. Erro da opção desmensuradas, concordância. d: além do erro na grafia houve um erro de sintaxe de de

O verbo esperar (na construção, transitivo direto) está acompanhado do pronome se e apresenta uma idéia passiva (serviço nota 1000 é esperado pelo consumidor), o que nos leva a concluir que se trata de uma construção de voz passiva pronominal, cujo verbo deve estar de acordo com o sujeito paciente (serviço). A construção correta, portanto, seria “Na rede, espera-se serviço nota 1000”). 14 - (TRF 2003) Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista, que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente da visão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimento do todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano se situe no tempo e no espaço da sua existência concreta.
(José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, p. 27)

e) Em “se situe”(l.11) indeterminação do sujeito impessoalidade ao texto.

o e

pronome “se” indica contribui para conferir

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Item INCORRETO. Comentário. Vamos definir, agora, as diferenças entre o pronome apassivador “se” e o índice de indeterminação do sujeito “se”: a transitividade do verbo dentro da oração e a idéia que o contexto oracional apresenta (se passiva ou ativa). Como vimos reiteradas vezes, o verbo transitivo direto (TD) e transitivo direto e indireto (TDI), por possuírem o complemento direto, podem formar uma estrutura de voz passiva, já que o objeto direto irá exercer, nessa construção, a função sintática de sujeito paciente. Na construção de voz passiva, o verbo deverá fazer a concordância com o sujeito paciente: Viam-se ao longe as primeiras casas (verbo transitivo direto) Ofereceu-se um grande prêmio ao primeiro colocado. (verbo transitivo direto e indireto). Além da transitividade do verbo, deve haver uma idéia passiva do elemento que exerce a função de sujeito (como nos exemplos acima: as casas eram vistas / o prêmio era oferecido) Os demais verbos (transitivo indireto, intransitivo, verbo de ligação), se estiverem acompanhados do pronome “se”, estarão formando o sujeito indeterminado e o pronome correspondente chama-se índice ou partícula de indeterminação do sujeito. Usa-se construção de sujeito indeterminado quando não se sabe - ou não se quer dizer – quem pratica/praticou a ação verbal. Também é usado em orações de sentido genérico, vago. São duas as formas de construção: 1 - o verbo (exceto transitivo direto ou direto e indireto) permanece na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome se (índice / partícula de indeterminação): Necessitava-se, naqueles dias, de novas esperanças. (verbo transitivo indireto)

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Estava-se muito feliz com o resultado das provas. (verbo de ligação) Morria-se de intransitivo) tédio nas noites de inverno.(verbo

2 – o verbo (qualquer que seja sua transitividade na construção), sem o pronome, fica na 3ª pessoa do singular: Desviaram dinheiro dos cofres públicos. Bateram na porta. Falaram mal de você. Na questão da ESAF, o verbo situar – transitivo direto (alguém situa alguma coisa) – apresenta ao sujeito uma idéia passiva (que o espírito humano seja situado). Por isso, constrói voz passiva pronominal, cujo verbo deverá concordar com o sujeito. A afirmação do item e, portanto, não procede. (TRF 2003)15 - Assinale o trecho que, ao preencher a lacuna correspondente, provoca erro gramatical, de pontuação ou de coesão textual. ___________(1)_______________ com predominância de fusões e aquisições de empresas, a mudança de natureza das inversões diretas iniciou-se nos Estados Unidos na década de 80. ________(2)__________ acompanhada de uma grande expansão do investimento de portfólio e da formação de megacorporações, estendeu-se aos demais países nos anos 90. ______________(3)__________ apoiada na valorização global das Bolsas, ocorreu com maior intensidade na segunda metade dos anos 90. _________(4)___________ de movimento de natureza patrimonial que deu lugar a dois processos simultâneos: a fusão de empresas, com fechamento de plantas no centro industrializado, e o concomitante deslocamento para a periferia dinâmica.__________________(5)__________ da concorrência mundial ensejou a criação concentrada de capacidade produtiva nos setores de nova tecnologia e nas regiões capazes de promover uma integração virtuosa ao processo de internacionalização capitalista.

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a) 1- É necessário esclarecer que, b) 2 - Tal transformação na economia, c) 3 - Essa aceleração da centralização de capital, d) 4 - Tratavam-se, essencialmente, e) 5 - Esse último estágio da evolução da estrutura Gabarito: D (alterado após os recursos) Comentário. Questão clássica de sujeito indeterminado versa sobre o verbo tratar. Quando significa “a questão que importa ou que se discute”, é transitivo indireto e pronominal (“Tratase de uma nova técnica cirúrgica.”). Forma, com o pronome “se”, uma estrutura de sujeito indeterminado, devendo o verbo SEMPRE ficar na 3ª pessoa do singular – Trata-se de. No item a, estamos diante de um sujeito oracional, que leva o verbo para a 3ª pessoa do singular. 16 - (AFRF 2005) Assinale a opção que constituiria, de maneira coerente com a argumentação e gramaticalmente correta, uma possível resposta para a pergunta final do texto. d) Segundo alguns pensadores modernos, não se tratam de projeções utópicas os empreendimentos culturais e sociais que renovam valores modernistas, enriquecendo saberes especializados. Item INCORRETO. Comentário. Observe que o verbo tratar foi, mais uma vez, indevidamente flexionado. Por fazer parte de um sujeito indeterminado, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular. A construção correta, portanto, seria “não se trata de projeções utópicas”.
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17 - (TTN 1998) Marque o texto que contém erro de estruturação sintática ou de pontuação. a) A cada dia que passa, uma revolução silenciosa vai tomando conta das mentalidades dos empresários e altos executivos brasileiros, cristalizando-se e arregimentando forças entre os especialistas em Recursos Humanos. b) Pouco a pouco, ela se concretiza nas necessidades específicas das indústrias de tecnologia de ponta e recolhe novos testemunhos dos líderes que lutam para fazer negócios, vencer uma concorrência encarniçada ou simplesmente manter suas corporações de pé em meio à borrasca da recessão. c) E chega à conclusão mais simples possível: que nem só de computadores, tecnologias de ponta, robôs ou telefones celulares vive uma empresa, se ela não contar com uma equipe profissional, treinada, entusiasmada, e, ainda por cima, motivada. d) A nova mentalidade começa por botar o ovo em pé e reconhecer o valor insubstituível, inigualável, da qualidade do trabalho humano. e) Esta revolução trata-se de uma mudança radical de mentalidade, que começou a tomar corpo no finalzinho dos anos 80, depois de toda aquela onda de contenção de despesas, cortes de pessoal, diminuição de "elefantes brancos" empresariais, fim de estoques inúteis, melhoria de qualidade, de competitividade e de produtividade.
(Márcio Roberto Graf, com adaptações)

Gabarito: E Comentário. Por formar uma estrutura oracional de sujeito indeterminado, a expressão “trata-se de” não admite sujeito, como o apresentado na introdução do item e (“Esta revolução trata-se de...”).

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18 - (CVM 2000) Marque o segmento do texto que contém erro de estruturação sintática. a) Já se tornou lugar-comum afirmar que investir em ciência e tecnologia é condição necessária para o desenvolvimento de um país. b) Se essa afirmação pode ser considerada consensual, não o é a compreensão acerca de qual tipo de investimento deve ser feito. c) De fato, pode-se afirmar que a forma de financiamento para ciência e tecnologia é dependente da visão que o governo tem do desenvolvimento da sociedade. d) Não foi por outro motivo que, durante o regime militar, se optaram por pesados investimentos na construção de um aparato de pesquisa vinculado ao Estado. e) Aquele modelo refletia o singular nacionalismo dos militares, em aliança com setores da burocracia estatal.
(Henrique Carlos de O. de Castro, com adaptações)

Gabarito: D Comentário. O verbo optar, no contexto, é transitivo indireto (Alguém optou por alguma coisa.) e está acompanhado do pronome “se”, o que aponta para uma construção de sujeito indeterminado. Desse modo, o verbo deverá permanecer na 3ª pessoa do singular – “Não foi por outro motivo que, durante o regime militar, se optou por pesados investimentos...”. No item c, observamos uma passagem de sujeito oracional com o verbo auxiliar “poder”, que possibilita duas análises: I– “pode-se | afirmar | que a forma de financiamento para a ciência e tecnologia é dependente da visão | que o governo tem do desenvolvimento da sociedade.” 1ª oração: “pode-se” – oração principal – o verbo fica na 3ª pessoa do singular porque seu sujeito está sob forma oracional (2ª oração).

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2ª oração: “afirmar” – oração subordinada subjetiva reduzida de infinitivo (exerce a função sintática de sujeito do “pode-se”, que equivale a “é possível” - o que é possível? Afirmar.) 3ª oração – “que a forma de financiamento para a ciência e tecnologia é dependente da visão” – oração subordinada objetiva direta (exerce a função sintática de objeto direto de “afirmar”). 4ª oração – “que o governo tem do desenvolvimento da sociedade” – oração subordinada adjetiva restritiva (oração que serve para limitar o alcance do substantivo “visão”, presente na oração anterior) II– “pode-se afirmar | que a forma de financiamento para a ciência e tecnologia é dependente da visão | que o governo tem do desenvolvimento da sociedade.” 1ª oração – “pode-se afirmar” – oração principal formada por uma locução verbal e um pronome apassivador. O verbo auxiliar “poder” fica no singular porque o sujeito está sob forma oracional (é a segunda oração). 2ª oração – “que a forma de financiamento para a ciência e tecnologia é dependente da visão” – oração subordinada subjetiva – agora, esta oração exerce a função sintática de sujeito paciente da forma verbal expressa na 1ª oração (de voz passiva). 3ª oração – “que o governo tem do desenvolvimento da sociedade” – oração subordinada adjetiva restritiva (oração que serve para limitar o alcance do substantivo “visão”, presente na oração anterior) – não houve mudança em relação à análise anterior. A banca poderia ter explorado a classificação da segunda oração da análise II. Está vendo como a ESAF, muitas vezes, é boazinha? 19 - (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto. a) A qualquer observador da história moderna pode afigurar-se paradoxal que a primeira conferência
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multilateral sobre o tema do desenvolvimento social se tenha realizado numa época em que o neoliberalismo, como alternativa "eficiente" ao chamado EstadoProvidência, e o culto do mercado, como fator de regulação da convivência social configuram a ideologia dominante. / A qualquer observador da história moderna pode-se afigurar paradoxal que a primeira conferência multilateral sobre o tema do desenvolvimento social se tenha realizado numa época em que o neoliberalismo, como alternativa "eficiente" ao chamado Estado-Providência, e o culto do mercado, como fator de regulação da convivência social configuram a ideologia dominante. b) O primeiro paradoxo a respeito da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Social reside no fato da proposta de sua realização ter sido aceita mais rapidamente pelos países desenvolvidos do que pelo conjunto de países em desenvolvimento. / O primeiro paradoxo a respeito da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Social reside no fato de a proposta de sua realização ter sido aceita mais rapidamente pelos países desenvolvidos do que pelo conjunto de países em desenvolvimento. O triunfalismo do Ocidente desenvolvido com o esboroamento do antigo bloco comunista e a alegada vitória do liberalismo traduzia-se, então, não apenas na noção da "nova ordem internacional" preconizada pelo Presidente Bush dentro do Grupo dos Sete. / O triunfalismo do Ocidente desenvolvido com o esboroamento do antigo bloco comunista e a alegada vitória do liberalismo traduziam-se, então, não apenas na noção da "nova ordem internacional" preconizada pelo Presidente Bush dentro do Grupo dos Sete. Alguns países desenvolvidos brandiam a noção de good governance, ou "boa governança", na qual se embutia uma crítica aos países do Terceiro Mundo como locus exclusivo do desperdício de recursos e da corrupção governamental – antes, naturalmente, da Operação Mãos Limpas na Itália. / Alguns países desenvolvidos brandiam a noção de good governance,
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c)

d)

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ou "boa governança", em que se embutia uma crítica aos países do Terceiro Mundo como locus exclusivo do desperdício de recursos e da corrupção governamental – antes, naturalmente, da Operação Mãos Limpas na Itália. e) Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de condicionalidades a assistência e cooperação internacionais. / Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de condicionalidades à assistência e à cooperação internacionais.

GABARITO: C Comentário. No segundo segmento da opção c, temos um daqueles erros clássicos de concordância verbal – entre o núcleo do sujeito e o verbo estão colocados vários elementos: “O triunfalismo do Ocidente desenvolvido com o esboroamento do antigo bloco comunista e a alegada vitória do liberalismo traduziam-se (...)”. Verbo traduzir com o pronome ‘se’ – vamos à análise: 1 – é transitivo direto; 2 – apresenta idéia passiva. Logo, construção de voz passiva. O sujeito paciente tem por núcleo o substantivo triunfalismo. Assim, a forma verbal deverá ficar no singular – traduzia-se. O que pode ter induzido muita gente a erro foi imaginar que ‘a alegada vitória’ seria um outro núcleo do sujeito. Para dirimir essa questão, devemos observar o contexto.

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Sabendo que ‘esboroamento’ tem por sinônimo o substantivo declínio, pode-se extrair do texto que foram dois os fatores que levaram ao triunfalismo do Ocidente: a derrocada comunista e a vitória do liberalismo (há, inclusive, uma estreita relação entre esses dois acontecimentos). Com isso, concluímos que qualquer análise sintática só pode ser feita em conjunto com uma análise semântica, ou seja, para se verificar a concordância, temos a necessidade de compreender o texto. CONCORDÂNCIA COM SUJEITO COMPOSTO 20 - (TCE ES/2001) Em relação à estrutura gramatical do texto, assinale o fragmento correto. a) A vida moral e a vida do poder dá a impressão de correrem paralelas, com raras convergências. b) Este desencontro entre a ética e a política incomodam e indignam a todos que querem ver e sentir a presença de virtudes na condução dos negócios públicos. c) Há um aspecto clássico, mas sempre atual, do problema das relações entre a moral e o poder, a saber: o da mentira na gestão pública. d) Há muitos argumentos que justifica a mentira como exceção ao princípio ético da veracidade. e) Mas, hoje, na teoria democrática, ao assim chamado direito do governante de mentir em benefício da comunidade, se contrapõem, para contê-los, o direito a uma informação exata e honesta dos governados.
(Itens adaptados de Celso Lafer)

GABARITO: C Comentário. A concordância se faz com o núcleo do sujeito. No caso de sujeito simples, há apenas um núcleo. No caso de sujeito composto, há mais de um núcleo.
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Quando a oração está na ordem DIRETA, ou seja, na forma de SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO, o verbo deverá OBRIGATORIAMENTE fazer a concordância gramatical, isto é, concordar com o(s) núcleo(s), uma vez que eles já foram apresentados. Se a oração estiver em ordem INVERSA, com o sujeito composto após o verbo (VERBO + SUJEITO COMPOSTO), a concordância poderá ser, FACULTATIVAMENTE, gramatical (com todos os elementos) ou atrativa, concordando, nesse caso, com o núcleo mais próximo. Exemplo: Nas estações de trem, fica difícil a entrada e a saída das composições nos horários de maior movimento. (concordância atrativa) Nas estações de trem, ficam difíceis a entrada e a saída das composições nos horários de maior movimento. (concordância gramatical). No item a, temos um sujeito composto anteposto ao verbo. Por isso, a única forma possível de concordância é a gramatical – o verbo irá para o plural: “A vida moral (SUJEITO 1) e a vida do poder (SUJEITO 2) DÃO a impressão (...)”. No item b, o núcleo está representado pelo substantivo desencontro, e com ele os verbos deverão concordar: “Este desencontro entre a ética e a política incomoda e indigna” (o que incomoda e indigna é o desencontro). No item d, o pronome relativo que tem por antecedente o substantivo argumentos. Assim, o verbo deverá com ele concordar – “Há muitos argumentos que justificam a mentira”. O item e apresenta uma construção em ordem inversa, o que poderia confundir a análise do candidato. Colocando os termos da oração na ordem direta, temos que: “o direito a uma informação exata e honesta dos governados se contrapõem ao assim chamado direito do governante de mentir em benefício da comunidade ”.
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Dessa forma, pode-se perceber que o sujeito da forma verbal “contrapõem” é DIREITO, e com ele deverá o verbo concordar: “ao assim chamado direito do governante de mentir em benefício da comunidade, se contrapõe, para contê-los, o direito a uma informação exata e honesta dos governados.” 21 - (TC PR/2002-2003) Assinale a opção gramaticalmente correta. a) A maior cooperação dos órgãos de controle é medida indispensável para aumentar a eficácia da fiscalização de obras públicas. A dificuldade de fiscalizar obras aumenta constantemente devido à sofisticação cada vez maior dos mecanismos de desvio de recursos, porquanto das próprias peculiaridades do processo de planejamento, contratação e execução de obras públicas. b) A cooperação, sobretudo entre o Tribunal de Contas da União e os Tribunais de Contas dos estados, na troca de experiências e informações, de modo a ampliar uma base de conhecimentos comuns e criarem uma rede de controle que permita detecção mais rápida de irregularidades, é a melhor alternativa para enfrentar as adversidades, uma vez que a maioria das grandes obras públicas é patrocinada com recursos federais e estaduais. c) Hoje há maior sintonia do TCU com o Congresso Nacional na fiscalização de obras públicas, e os contratos ou convênios relativos a obras em que o tribunal tenha apontado indícios de irregularidades graves fica com os recursos orçamentários bloqueados. d) É importante estimular o controle social, pois as limitações de recursos dos órgãos de fiscalização tornam praticamente impossível o monitoramento contínuo de todos os empreendimentos. O TCU colocou em sua página na Internet, para consulta pública, dados relativos a obras com indícios de irregularidades graves. Desse modo, qualquer um pode acompanhar os problemas existentes nas obras realizadas em sua comunidade e cobrar dos responsáveis as providências corretivas.

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e) Os recursos somente são liberados após o TCU constatar de que a adoção de providências corretivas pelo gestor da obra e após a edição de um decreto legislativo específico. O TCU tem encontrado anualmente irregularidades graves em cerca de um terço das obras fiscalizadas. Gabarito: C Comentário. Com relação à passagem apresentada no item c, perguntase: o que/quem fica com os recursos orçamentários bloqueados? Resposta: os contratos ou convênios relativos a obras em que o tribunal tenha apontado indícios de irregularidades graves (em negrito, os núcleos do sujeito). Para estar em harmonia com o sujeito composto anteposto a si, o verbo deverá ser conjugado no plural – “... os contratos ou convênios relativos a obras em que o tribunal tenha apontado indícios de irregularidades graves ficam com os recursos orçamentários bloqueados”. Mais adiante, comentaremos a oração (correta) “as limitações de recursos dos órgãos de fiscalização tornam praticamente impossível o monitoramento contínuo”, presente no item d – um caso de concordância com verbo transobjetivo. 22- (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou impropriedade vocabular. Três setores devem reforçar seus lucros neste ano: telecomunicações, fertilizantes e construção civil. As empresas de telecomunicações devem ganhar com o aumento de demanda e, principalmente, com os ajustes preparando(A) a privatização. A boa safra e a possibilidade de manutenção de preços dos commodities agrícolas em patamar elevado(B) poderá(C) ajudar as empresas do setor de fertilizantes. Nesse caso, porém, há um risco: possíveis impactos da crise asiática sobre o preço dos commodities.
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As previsões de crescimento moderado são(D) para as empresas de energia elétrica, pela perspectiva de baixo crescimento do PIB. A queda dos preços internacionais do petróleo e a possível redução de demanda por petroquímicos devem(E) limitar o crescimento do setor.
(Baseado em Tatiana Bautzer, Jornal do Brasil - Economia, 22/03/1998)

a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: C Comentário. Agora, temos um caso de sujeito composto (“A boa safra e a possibilidade de manutenção de preços dos commodities agrícolas em patamar elevado”), cujos núcleos são safra e possibilidade. Assim, a locução verbal, posposta ao sujeito, deverá fazer a concordância gramatical, concordando com os dois núcleos – (“A boa safra e a possibilidade de manutenção de preços dos commodities agrícolas em patamar elevado poderão ajudar”). Percebeu quantas palavras separaram os núcleos do sujeito da forma verbal correspondente? Uma boa dica é sublinhá-los, de modo a evitar que sejam esquecidos. Perceba que o item E, considerado correto (“A queda dos preços internacionais do petróleo e a possível redução de demanda por petroquímicos devem limitar o crescimento do setor.”), reproduz a mesma estrutura sintática do item C – sujeito composto e anteposto ao verbo o flexiona no plural – em negrito os núcleos do sujeito e a locução verbal.

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23 - (FISCAL MS/2001) Leia o texto abaixo para responder à questão. Mesmo sem ser incluído entre os países cujo “desenvolvimento a convite” foi fortemente apoiado — por motivos geopolíticos — pelo governo americano, o Brasil transformou-se no laboratório de uma estratégia associada — pública e privada — de industrialização que contemplou todos os segmentos do capitalismo central. Não se pode esquecer que, depois da vitória da Revolução Chinesa e da Guerra da Coréia, e do início da descolonização asiática, o ‘desenvolvimentismo’ se transformou na resposta capitalista — tolerada pelos liberais — ao projeto socialista para os países subdesenvolvidos. Esse foi um fator decisivo para que o projeto de industrialização e o intervencionismo estatal do novo modelo econômico contassem com o apoio de quase todos os segmentos da classe dominante brasileira e de suas elites políticas regionais. Quando essas facilidades se estreitaram, com o fim do padrão dólar e a crise econômica mundial dos anos 70, e quando a política econômica internacional dos Estados Unidos e a geoeconomia dos países centrais mudaram, com a restauração liberalconservadora dos anos 80, o consenso e a coalizão desenvolvimentista se desfizeram.
(José Luís Fiori, Um país ao sul dos impérios, Correio Braziliense, 22/07/2001)

Em relação ao texto, assinale a opção em substituição sugerida é gramaticalmente incorreta. e) “contassem” (l.13) por contasse . Item INCORRETO (gabarito da questão) Comentário. Mais um caso reproduzimos a proposta.

que

a

de sujeito composto. Para análise, passagem onde se localiza a troca

“Esse foi um fator decisivo para que o projeto de industrialização e o intervencionismo estatal do novo modelo econômico contassem com o apoio de quase todos

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os segmentos da classe dominante brasileira e de suas elites políticas regionais.” Pergunta-se: o que iria contar com o apoio de quase todos os segmentos da classe dominante brasileira e de suas elites políticas regionais? Resposta: O projeto intervencionismo estatal. de industrialização e o

Os núcleos do sujeito são projeto e intervencionismo. Por apresentar mais de um núcleo, estando o sujeito ANTEPOSTO ao verbo, não se admite a construção do verbo no singular. A troca implicaria erro de concordância verbal. 24 - (TRF/2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. Ao contrário das flutuações do nível de atividade, os processos de ajuste econômico tendem(A) a gerar mudanças estruturais na economia. Como esses processos requerem(B) tempo para serem(C) realizados, enquanto trabalhadores estão se movendo de um emprego para outro, a magnitude desses custos e a rapidez com que o novas condições de mercado se ajusta às(D) funcionamento da economia depende(E), em grande medida, do grau de flexibilidade do mercado de trabalho. (Edward Amadeo et al., com adaptações) a) b) c) d) e) A B C D E

Gabarito: E Comentário. Qual é o sujeito da forma verbal depende?

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Resposta: tudo isto - “a magnitude desses custos e a rapidez com que o mercado se ajusta às(D) novas condições de funcionamento da economia”, cujos núcleos foram destacados. Desse modo, como o sujeito composto está anteposto ao verbo, este deverá ir para o plural – dependem. CONCORDÂNCIA COM VERBOS TRANSOBJETIVOS 25 - (AFC STN/2002) Assinale o trecho transcrito com erro gramatical. a) O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) é o principal instrumento de administração orçamentária e financeira da União que oferece suporte aos órgãos centrais, setoriais e executores da gestão pública, tornando absolutamente segura a contabilidade da União. b) Ligados ao Sistema encontram-se todos os órgãos da Administração Direta, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. c) Por meio do SIAFI são obtidas as informações que subsidiam o Balanço Geral da União e os relatórios de execução do orçamento e de administração financeira, que compõem a demonstração das Contas apresentadas ao Congresso Nacional pelo Presidente da República, em conformidade com a Constituição Federal. d) Encontram-se disponível, ainda, um serviço de troca de mensagens, que interliga cerca de 30 mil usuários em todo o Brasil agilizando a comunicação entre as Unidades Gestoras. e) Principal usuário do SIAFI, o Tesouro Nacional é responsável pela definição das normas de utilização do Sistema, orientando e controlando as atividades dos gestores públicos que o utilizam.
(Trechos adaptados de http://www.stn.fazenda.gov.br)

Gabarito: D
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O verbo encontrar, nessa construção com o sentido de achar-se em certo estado ou condição, é transitivo direto pronominal (encontrar-se, em que o pronome exerce a função sintática de objeto direto), exigindo, também, um predicativo do objeto direto. Como o sujeito é um serviço de troca de mensagens, cujo núcleo é serviço, o verbo deverá permanecer no singular – “Encontra-se disponível, ainda, um serviço...”. Aproveitamos o mote para falarmos sobre a concordância nominal entre o adjetivo e o substantivo, quando o primeiro exerce certas funções sintáticas: 1 - ADJETIVO na função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL – essa função (adjunto adnominal = junto ao nome) vem somente complementar o significado dos substantivos, ao atribuir a eles características. Por isso, é considerado um termo acessório. Quando o adjetivo exerce a função de adjunto adnominal (“junto ao nome”) e está: - anteposto aos substantivos, deve fazer a concordância atrativa, obrigatoriamente - exemplo: Vimos pelo caminho belos pastos e casas / Vimos pelo caminho belas casas e pastos. - posposto aos substantivos, pode concordar com todos os substantivos (concordância gramatical ou lógica), uma vez que os substantivos já foram apresentados, ou concordar com mais próximo (concordância atrativa ou ideológica): Vimos pelo caminho pastos e casas belas (atrativa)/ belos (gramatical). Se houver gêneros diferentes, prevalece, na concordância gramatical, o gênero masculino. 2 - ADJETIVO na função sintática de PREDICATIVO DO SUJEITO – em predicados nominais, com verbos de ligação (Eles parecem preocupados, Elas estão tristes), ou em predicados verbo-nominais, com verbos indicativos de ação associados a adjetivos que se referem ao sujeito (Eles saíram do escritório preocupados, Elas passaram a tarde tristes), temos a função sintática de predicativo do sujeito. Essa função, que pode ser exercida por um
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substantivo ou um adjetivo, mesmo distante, atribui ao sujeito um estado, condição, característica. Quando um adjetivo exercer esta função e estiver: - anteposto ao sujeito composto (normalmente junto com o verbo), poderá fazer, facultativamente, a concordância gramatical ou atrativa, desde que siga a concordância que o verbo fizer – Estavam bastante ansiosos o advogado e a ré / Estava bastante ansioso o advogado e a ré / Estava bastante ansiosa a ré e o advogado. - posposto ao sujeito composto, deverá fazer a concordância gramatical, atendendo ao seguinte raciocínio: se o sujeito composto já foi mencionado, a única concordância possível é com todos os elementos – concordância gramatical. 3 - ADJETIVO na função sintática de PREDICATIVO DO OBJETO – os verbos que permitem esse tipo de construção são os chamados transobjetivos. Além de serem transitivos diretos, deles se exige mais alguma informação, trazida pelo elemento que exerce a função de predicativo do objeto. São verbos como julgar, considerar, chamar, encontrar e outros. Não se pode dispensar a informação trazida pelo predicativo do objeto, sob risco de se prejudicar a coerência oracional – exemplo: O júri considerou o réu.... – ficou faltando alguma coisa. Aquilo que se diz a respeito do réu (o que foi considerado a seu respeito) exerce essa função de predicativo do objeto. Uma boa maneira de se distinguir o adjetivo que exerce a função de adjunto adnominal daquele que exerce a função de predicativo do objeto é substituir o substantivo (objeto direto) por um pronome átono correspondente. Exemplo: a) Contexto: Havia muitos dias que meu cavalo de estimação morrera, mas seu corpo não havia sido encontrado. Até que, um dia, andando pelo campo... encontrei o cavalo morto. – Encontrei-o.

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Quando o adjetivo acompanha o substantivo e todos os dois – substantivo e adjetivo - são substituídos pelo pronome, o adjetivo estará exercendo a função de adjunto adnominal. b) Contexto: Havia muitos dias que meu cavalo de estimação sumira. Ninguém sabia de seu paradeiro. Até que, um dia, andando pelo campo... encontrei o cavalo morto. – Encontrei-o morto. Neste caso, o adjetivo permanece, mesmo após a troca do substantivo pelo pronome. Isso significa que essa informação é necessária para a compreensão pelo leitor/ouvinte. A função exercida pelo adjetivo, neste caso, é a de predicativo do objeto. Agora que o significado da função de predicativo do objeto foi apresentado, voltaremos a falar sobre a concordância nominal com o adjetivo que exerce esta função. É bem simples. Se o adjetivo estiver na função de PREDICATIVO DO OBJETO QUALQUER QUE SEJA SUA POSIÇÃO EM RELAÇÃO AO SUBSTANTIVO (anteposto ou posposto), a única concordância admitida é a gramatical (com todos os elementos). Exemplo: Encontrei o cavalo e a vaca mortos / Encontrei mortos a vaca e o cavalo. Reveja a questão 20 e faça a análise da oração do item d (correta): “as limitações de recursos dos órgãos de fiscalização tornam praticamente impossível o monitoramento contínuo de todos os empreendimentos.”. Observe que o sujeito (núcleo: limitações) leva o verbo “tornar” para o plural (tornam), mas o adjetivo correspondente ao objeto direto “monitoramento” é mantido no singular (impossível – na função sintática de predicativo do objeto direto). Isso porque o verbo “tornar”, nesta acepção, é transobjetivo – além do complemento verbal representado pelo objeto direto, ele exige alguma informação adicional trazida pelo predicativo do objeto direto.
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Em resumo, as regras da concordância nominal com adjetivo são: - na função de ADJUNTO ADNOMINAL – depois dos substantivos - concordância gramatical ou atrativa; antes dos substantivos - somente a concordância atrativa (obrigatoriamente); - na função de PREDICATIVO DO OBJETO – em qualquer posição, antes ou depois dos substantivos – concordância gramatical; - na função de PREDICATIVO DO SUJEITO – segue o verbo e, anteposto ao sujeito, pode fazer a concordância gramatical ou atrativa; posposto ao sujeito, deve obrigatoriamente fazer a concordância gramatical. 26 - (Fiscal de Fortaleza/2003) Leia o texto para responder à questão. O “desenvolvimento” no mundo capitalista vem dos países do Norte para os países do Sul; vem dos mercados ricos, das empresas transnacionais, das agências multilaterais e dos governos do grupo dos mais ricos, em um movimento que tende à apropriação e ao controle do patrimônio natural e cultural dos países do Sul, e à homogeneização dos modos de vida, incluindo necessidades, quereres, gostos e modos de expressão. Vem do macro para o micro, do espaço global para o local, daqueles que se consideram “civilizados” para aqueles que esses consideram “atrasados” e “subdesenvolvidos”. Aqueles agentes políticos e econômicos atuam segundo esses pressupostos e essa lógica e manipulam os sistemas políticos e culturais para que se estabeleçam nos países do Sul governos subordinados a esses mesmos valores, conceitos e objetivos, isto é, governos e políticos que se identifiquem muito mais com os ricos do Hemisfério Norte do que com a maioria trabalhadora e empobrecida das suas populações.
(Sandra Quintela e Marcos Arruda)

Em relação ao texto assinale a opção correta. d) Em “que se consideram”(l.9) indeterminação do sujeito. o “se” indica

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Item INCORRETO. Comentário. Agora que já apresentamos a definição de verbo transobjetivo, podemos comentar essa questão de prova. Na passagem “Vem do macro para o micro, do espaço global para o local, daqueles que se consideram “civilizados” para aqueles que esses consideram “atrasados” e “subdesenvolvidos”, o verbo considerar é transobjetivo, ou seja, é um verbo transitivo direto que exige um predicativo do objeto como complemento verbal, como no exemplo “Fulano considerava Beltrano seu amigo”, em que Fulano é o sujeito, Beltrano é o objeto direto e seu amigo é predicativo do objeto. Como possui o objeto direto, pode ser construído na voz passiva, tanto analítica (“Beltrano era considerado amigo por Fulano”) quanto pronominal (“Considera-se Beltrano amigo”). No texto da questão, o trecho “daqueles que se consideram ‘civilizados’...” poderia ser reescrito como “daqueles que são considerados ‘civilizados’...”, transpondo-se a oração da voz passiva pronominal para voz passiva analítica, o que comprova que o pronome ‘se’ não é índice de indeterminação do sujeito, mas pronome apassivador. 27- (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens ou sublinhados o que contém erro gramatical impropriedade vocabular. Nos Estados Unidos e na França, as burocracias capturam(A) o espírito das culturas administrativas anglosaxãs(B) e gaulesas. Na América do Norte, a burocracia pede emprestadas(C) à(D) diabólica eficiência do mundo empresarial a simplificação, a velocidade, o pragmatismo e a incorporação da tecnologia (fax, computador, telefone e cartão de crédito). Mais ainda, os burocratas são tementes a(E) um público reclamador. (Claudio de Moura Castro, adaptado - Veja, 25/2/1998)
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a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: C Comentário. Pergunta-se: o que a burocracia pede emprestado à diabólica eficiência do mundo empresarial? Resposta: “a simplificação, a velocidade, o pragmatismo e a incorporação da tecnologia (fax, computador, telefone e cartão de crédito)” Primeiramente, cabe-nos analisar a transitividade do verbo. “Alguém pede algo a alguém” – a princípio, trata-se de um verbo transitivo direto e indireto. Aplicando esse conceito à passagem do texto, e excluindo informações desnecessárias à análise, teríamos que: “A burocracia (sujeito) pede (verbo) a simplificação, a velocidade, o pragmatismo e a incorporação da tecnologia (objetos diretos - o que é pedido) à eficiência do mundo empresarial (objeto indireto – sujeito a quem se pede algo). E o que acontece com o “emprestadas”, que não foi mencionado acima? A quem esse adjetivo se refere? Ele se refere aos elementos que exercem a função de objeto direto (a simplificação, a velocidade, o pragmatismo e a incorporação da tecnologia). Estaria esse adjetivo somente atribuindo uma característica aos elementos [função de adjunto adnominal] ou seria ele indispensável à compreensão do ato verbal em si [“não é pedir algo, mas pedir algo emprestado” – função de predicativo do objeto direto]? A correta é a segunda opção. Esse adjetivo é essencial para a compreensão do

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que efetivamente se praticou. Sem ele, haveria alteração semântica no texto. Concluímos que a função exercida pelo adjetivo “emprestadas” é a de predicativo do objeto direto. Relembrando: a concordância do adjetivo na função de predicativo do objeto é sempre gramatical, isto é, concorda com todos os elementos que exercem a função de objeto direto. Então, o adjetivo corretamente flexionado seria emprestados, já que prevalece o gênero masculino plural nos elementos que compõem o objeto direto (a simplificação, a velocidade, o pragmatismo e a incorporação da tecnologia). 28- (AFRF 2002.1) Marque o segmento do texto que foi transcrito com erro gramatical. a) Em recente acórdão, proferido no AG nº 96.01.019847/DF, ajuizado contra decisão que, em processo executivo, homologou cálculos de atualização de dívida da Fazenda Pública decorrente de condenação em reclamação trabalhista, não conheceu do recurso a Primeira Turma Suplementar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. b) Este o único fundamento do julgado: “ ... na sistemática processual trabalhista inexiste recurso contra sentença homologatória de cálculos de liquidação, porque a CLT, em norma clara e objetiva, composta nos parágrafos 3º e 4º do seu artigo 844, prevê, com exclusividade, o instituto dos embargos para impugnação de ato jurisdicional de tal jaez. c) Incorreu, data vênia, o ato decisório ora analisado em dois grandes e manifestos equívocos. d) O primeiro deles é confundir “cálculos de atualização” do valor do título exeqüendo com “liquidação da sentença”. e) Na atual sistemática processual civil, essa atualização, depois de tornada certa o valor da condenação, ainda que decorrente de conta elaborada pelo exeqüente, não constitui uma “liquidação”: no curso de processo executivo, tem a natureza de questão incidente deste.
(Baseado em Diomar Bezerra Lima)

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Gabarito:E Comentário. Ninguém merece uma questão como essa. E onde mais poderia estar o erro? É óbvio que na letra e, pois um dos objetivos da banca é cansar o candidato (só os fortes sobrevivem...) e fazer com que ele, antes de chegar à resposta certa, marque “qualquer coisa” para se livrar da questão maldita!!! O que poderia suscitar dúvida nas demais opções, imagino eu, são: a) a regência do verbo conhecer em “não conhecer do recurso” encontra respaldo no Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Luft – “(Jur.) Ter (juiz ou tribunal) competência para intervir num processo”. b) jaez significa qualidade, espécie, segundo Aurélioversão eletrônica. c) data venia é uma expressão latina respeitosa com que se inicia uma argumentação divergente da de outrem. O vocábulo vênia já encontra registro nos dicionários, com significado de licença, permissão ou perdão, absolvição. d) exeqüendo é um adjetivo jurídico que se refere ao que está em execução, uma sentença ou um documento. Na opção e, onde reside o erro, o que será “tornada certa”? Resposta: o valor da condenação. O núcleo desse grupo nominal é valor, com o que os termos deverão concordar: tornado certo. CONCORDÂNCIA COM APOSTO RESUMITIVO 29 - (Especialista MPOG – 2000) Os fragmentos abaixo constituem um texto que foi transcrito com erros. Assinale a opção gramaticalmente correta. e) Novas carreiras, equiparação de salários defasados em relação ao que pagam o mercado e a realização de concursos públicos (há muito interrompidos), além do

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oferecimento de oportunidades de treinamento, tudo isso foi feito tendo em vista a prioridade de conferir o melhor atendimento ao cidadão-cliente. Item INCORRETO Comentário. Com a mudança na ordem direta (SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO), o examinador tenta induzir o candidato ao erro. Na passagem, pergunta-se: quem paga salários? Resposta: o mercado. Assim, a construção correta seria: “...equiparação de salários defasados em relação ao que paga o mercado...”. Uma dúvida que poderia ter surgido seria em relação à concordância com o pronome indefinido “tudo” (“tudo isso foi feito tendo em vista...”). A função desse pronome é resumir o que foi mencionado anteriormente. O pronome indefinido “tudo” exerce a função sintática de aposto resumitivo e esse é um dos poucos casos em que a concordância não é feita com o(s) núcleo(s) do sujeito, função essa exercida pelo sintagma nominal “Novas carreiras, equiparação de salários defasados em relação ao que pagam o mercado e a realização de concursos públicos (há muito interrompidos), além do oferecimento de oportunidades de treinamento”. Por apresentar um sujeito muito complexo, com diversos elementos, optou-se por resumir em um único pronome (apresentado na expressão “tudo isso”) e com ele fazer a concordância verbal. 30 - (TC PR/2002-2003) O Tribunal de Contas do Estado do Paraná tem uma história a contar. São mais de 50 anos de fiscalização perene da coisa pública, cujos princípios foram pinçados da própria história das Cortes de Contas de todo o mundo. Das contribuições gregas e romanas ao modelo canadense de auditoria moderna, do Tribunal Imperial do Brasil de 1824 ao Tribunal de Contas de 1890, do insigne paranaense

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Manoel Francisco Correia, filho de Paranaguá e primeiro Presidente do Tribunal de Contas da União, aos ilustres pares que hoje conduzem essa casa, tudo contribuiu para o desenvolvimento de um órgão de fiscalização eficiente e dinâmico – dado o constante aperfeiçoamento das ações –, e para a solidificação institucional de um colegiado independente e atuante, como o Tribunal de Contas paranaense. E dentro de sua competência, o Tribunal de Contas tem buscado na informação, por intermédio dos mais diferenciados meios de comunicação, a formação de sua história, na luta incessante e implacável contra a corrupção e o mau uso do dinheiro público.
www.tcparaná.gov.br

Em relação ao texto, assinale a opção correta. e) O uso da palavra “tudo”(l.10) é recurso coesivo que retoma de forma sintética as informações anteriores, exigindo a concordância do verbo “contribuir” no singular. Item CORRETO (gabarito da questão). Comentário. O que se afirma no item e já foi comentado na questão anterior. O pronome “tudo”, bem como outros pronomes (nada, todos, ninguém), nesse tipo de construção, tem a função de retomar, de forma resumida, o sujeito já apresentado (normalmente enumerativo, longo e complexo) e, excepcionalmente, substitui o elemento (sujeito) com quem o verbo deveria concordar. 31 - (TC PR/2002-2003) Assinale a opção correta. O problema da corrupção e do uso indevido do dinheiro do povo na administração pública constitue(1) um mal que, em maior ou menor escala, atinge todas as sociedades. No Brasil, a atuação do TCU é de grande importância no combate ao desvio do dinheiro público. Neste ano e até agora, os julgamentos do Tribunal implicaram em condenações de maus gestores que atingiram acerca de(2) quatrocentos milhões de reais, recursos esses que serão
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revertidos aos(3) cofres da Nação. Na área de fiscalização de obras públicas, em sintonia com o Congresso Nacional, poderá ser bloqueado,(4) no Orçamento da União para 2003, recursos federais para mais de 160 obras auditadas pelo TCU, nas quais(5) apresentaram irregularidades graves, compreendendo recursos da ordem de bilhões de reais.
www.tcu.gov.br Notas da imprensa, 25-11-2002, com adaptações.

a) 1 b) 2 c) 4 d) 3 e) 5 Gabarito: D Comentário. O item correto é o (3), letra d. Vários candidatos não perceberam a armadilha na correspondência entre os números e as letras das opções. Houve inversão entre os itens (3) e (4) e as opções c e d. Com isso, muita gente deve ter marcado a letra c pensando estar indicando o item correto (3), quando, na verdade, estava marcando um dos itens incorretos, o (4)! Pura maldade! Em suma: essa não foi somente uma prova de Língua Portuguesa, mas também um teste avaliador da atenção do candidato. A questão em si foi simples. As incorreções são: Item (1) – constitui Item (2) - “que atingiram cerca de (aproximadamente) quatrocentos milhões de reais” Item (5) – “as irregularidades” quais (as obras) apresentaram

O item que merece maior comentário é o (4) – houve desacerto entre o sintagma verbal “poderá ser bloqueado” e o termo a que ele se referia: “recursos federais”. A
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construção correta seria “Na área de fiscalização de obras públicas, em sintonia com o Congresso Nacional, poderão ser bloqueados, no Orçamento da União para 2003, recursos federais para mais de 160 obras auditadas pelo TCU”. 32 - (TFC SFC/2000) Assinale a opção em que ocorre erro de concordância verbal. a) Em uma economia estatal ou centralmente planejada, a responsabilidade pelas decisões econômicas são centralizadas nas mãos do governo. b) Os meios de produção – com exceção da mão-de-obra - são de propriedade coletiva. c) A burocracia governamental decide quais são os produtos – e em que quantidade – serão produzidos de acordo com um plano nacional centralizado. d) Os recursos são alocados entre sistema de cotas. unidades através do

e) Os defensores desse sistema enfatizam os benefícios da sincronização e distribuição de recursos em um todo unificado, evitando o desperdício da duplicação inerente à competição.
(Adaptado de Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais – Isto É- p.204 e 205)

Gabarito: A Comentário. Com relação às informações apresentadas no item a, pergunta-se: o que é centralizado nas mãos do governo? Resposta: a responsabilidade pelas decisões econômicas. O núcleo do sujeito é responsabilidade, de modo que o verbo de ligação e o predicativo do sujeito, para que se respeitem as normas de concordância, deverão ficar na 3ª pessoa do singular – a responsabilidade pelas decisões econômicas é centralizada nas mãos do governo.

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33- (FISCAL MS / 2001) Marque a palavra, a seqüência ou o sinal de pontuação sublinhado, que foi mal empregado. Três fatores condicionam hoje o panorama nacional:(A) a crise argentina, a crise de energia e as incertezas políticas. A persistência desses(B) quadros reduzem(C) o ritmo de crescimento do país de 4% para cerca de 2% ao ano(D) e deixa o mercado cambial mais instável(E). (Geraldo Carbone, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: C Comentário. A essa altura, você já deve ter percebido como vêm sendo apresentadas as questões de concordância. São duas as técnicas usadas para que o candidato se confunda, esqueça o que já leu e erre a concordância verbal: o núcleo do sujeito se distancia do verbo e entre os dois são colocados diversos elementos (em número oposto ao do núcleo do sujeito); ou altera-se a ordem direta dos elementos da oração, sem que, em nenhum dos casos, se respeite a concordância verbal. Na questão ora analisada, o núcleo do sujeito é persistência e o verbo reduzir deveria estar no singular (“A persistência desses quadros reduz o ritmo de crescimento do país...”). 34 - (FISCAL MS / 2001) Assinale a opção em que o texto foi transcrito com erro de concordância. a) Seja qual for a forma adotada para controle global sobre as forças globais, não pode ser uma cópia ampliada das

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instituições democráticas desenvolvidas séculos da história contemporânea.

nos

primeiros

b) Tais instituições se fizeram na medida do Estado nacional – que era então a totalidade social maior – e são particularmente pouco aptas para ampliação em uma escala global. c) O Estado nacional também não era uma hipérbole dos mecanismos comunitários, mas, pelo contrário, era o produto final de formas radicalmente novas de convivência humana, assim como a solidariedade social. d) O Estado nacional, que finalmente proporcionou a tão procurada resposta aos desafios da “primeira secessão”, surgiram apesar dos obstinados defensores das tradições comunitárias e mediante progressiva erosão das já débeis e diminutas soberanias locais. e) Toda resposta eficaz à globalização não pode ser nada além de global. E o destino de semelhante resposta global depende de que surja e tome corpo um âmbito político global, entendido como algo distinto de “internacional”.
(Zygmunt Bauman, O desafio ético da globalização, Correio Braziliense, 21/07/2001)

GABARITO: D Comentário. Com relação à passagem apresentada no item d, perguntase: o que surgiu apesar dos obstinados defensores das tradições comunitárias e mediante progressiva erosão das já débeis e diminutas soberanias locais? Resposta: “o Estado nacional”, sujeito do período, cujo núcleo é representado por Estado. Assim o verbo deveria estar no singular (surgiu) – “O Estado nacional, que finalmente proporcionou a tão procurada resposta aos desafios da “primeira secessão”, surgiu apesar dos obstinados defensores das tradições comunitárias e mediante progressiva erosão das já débeis e diminutas soberanias locais”.

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35 - (AFC STN/2002) Julgue os trechos abaixo quanto à correção gramatical e assinale a opção correspondente. IV. “Eu, como outros analistas, vimos a experiência argentina de perto e, mesmo que o Brasil tenha um governo democrático forte, com instrumentos para agir rápido e munição para disparar, nada podem contra as forças do mercado”, disse o economista. Item INCORRETO. Comentário. Dessa vez, o pronome indefinido “nada” exerce a função de complemento verbal de “poder” (“O Brasil pode nada contra as forças de mercado.”). O sujeito está representado pelo substantivo próprio Brasil. Observe que o erro foi de concordância verbal, devendo a construção ser: “... e, mesmo que o Brasil tenha um governo democrático forte, com instrumentos para agir rápido e munição para disparar, nada pode contra as forças do mercado”, disse o economista.” . Sobre a concordância com sujeitos ligados por conjunção comparativa (“Eu, como outros analistas, vimos a experiência argentina...”), reproduzimos a lição dos professores Celso Cunha e Lindley Cintra: “Quando dois sujeitos estão unidos por uma das conjunções comparativas como, assim como, bem como e equivalentes, a concordância depende da interpretação que dermos ao conjunto. Assim, o verbo concordará: a) com o primeiro sujeito, se quisermos destacá-lo: O nome, como o corpo, é nós também. O dólar, como a girafa, não existe. Neste caso, a conjunção conserva pleno o seu valor comparativo, e o segundo termo vem enunciado entre pausas, que se marcam, na escrita, por vírgulas. b) com os dois sujeitos englobadamente (isto é, o verbo irá para o plural), se os considerarmos termos que se adicionam, que se reforçam, interpretação que

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normalmente damos, por exemplo, a estruturas correlativas do tipo tanto...como. É inútil acrescentar que tanto ele como esperamos que você nos dê sempre notícias. Tanto um mercadejar.” como outro se ocupavam eu

em

Considerando que o segmento “Eu, como outros analistas, ...” melhor se encaixaria na definição de letra a, a concordância deveria ser feita com o pronome reto: “Eu, como outros analistas, vi a experiência argentina de perto”. Bem, por hoje é só (só?!?!?!). Na próxima aula, voltamos a tratar desse apresentando outros casos de concordância. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 1 - (AFC 2002) Assinale a norma gramatical que justifica, com correção e propriedade, a flexão plural do verbo ser no período abaixo. “Já é mais do que conhecido que o principal problema do sistema tributário nacional são justamente as contribuições, e não os impostos propriamente ditos.”
(Revista CNT, “Lixo tributário”)

assunto,

a) “Com os verbos ser e parecer a concordância se faz de preferência com o predicativo, se este é plural.” (Luiz Antonio Sacconi) b) “Nas frases em que ocorre a locução invariável é que, o verbo concorda com o substantivo ou pronome que a precede, pois são eles efetivamente o seu sujeito.” (Celso Cunha & Lindley Cintra) c) “Se tanto o sujeito como o predicativo forem personativos e nenhum dos dois for pronome pessoal, a
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concordância será facultativa (pode-se concordar com o sujeito ou o predicativo).” (Dileta S. Martins & Lúbia S. Zilberknop) d) “Expressões de sentido quantitativo (...) acompanhadas de complemento no plural admitem concordância verbal no singular ou no plural.” (Manual de Redação da Presidência da República) e) “Se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditiva enfática (...), o verbo concorda com o mais próximo ou vai ao plural (o que é mais comum quando o verbo vem antes do sujeito)”.(Evanildo Bechara) 2 -(Assistente de Chancelaria/2002) As viagens ao exterior e os encontros com figurões estrangeiros constituem, desde o reinado de Dom Pedro II, um trunfo na estratégia das lideranças brasileiras. De fato, as críticas às viagens internacionais do Presidente da República ou de outros dirigentes parecem despropositadas. Tanto o governo como a oposição devem reposicionar os interesses brasileiros num mundo em plena mutação. O problema que se coloca é de outra natureza e se resume numa interrogação pouco formulada na campanha presidencial: quais devem ser os rumos de nossa diplomacia?
(Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações)

Assinale a relação de condição incorreta a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto. d) o conectivo “Tanto...como”(l.6) for substituído por Não só ... mas também, o verbo seguinte pode ser empregado no plural, “devem”(l.6), ou no singular, deve. 3 - (AFC 2002) Assinale a proposição correta a respeito da estrutura morfossintática do texto abaixo. “A ‘Guerra Fiscal’ pertence a uma classe geral de fenômenos que emergem quando iniciativas políticas dos Governos subnacionais adquirem conotações negativas e geram efeitos econômicos perversos em decorrência do
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caráter insuficiente ou conjunturalmente inoperante do quadro político-institucional que regula os conflitos federativos, o qual se revela incapaz de garantir um equilíbrio mínimo entre interesses locais de forma a evitar efeitos macroeconômicos e sociais perversos.”
(C. Cavalcanti & G. Prado, com adaptações)

a) A forma verbal “emergem”(l.2), flexionada no plural, constitui incorreção, pois sua concordância deve se dar com o substantivo “classe”(l.1), núcleo do grupo nominal “classe geral de fenômenos”. 4 - (AFC 2002) Assinale a opção em que o trecho do texto foi transcrito de forma gramaticalmente correta. d) Modernizar, palavra neutra em matéria de valores morais, pode simplesmente servir de pretexto para justificar a adesão ao paradigma dominante, desqualificando, ao mesmo tempo, como dinossauros préhistóricos, os que a ele resiste. 5 - (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou impropriedade vocabular. A primeira expedição científica à(A) Amazônia foi feita em 1638 por George Marcgrave, um naturalista alemão. Até o final do século XVII, o que se procuravam(B) eram animais exóticos, dentro da ótica do "estranho mundo novo": peixe que dá choque, aranhas gigantes, mamíferos que vivem submersos nos rios. Nos séculos seguintes, o objetivo passou a ser a coleta do maior número possível de bichos de diferentes espécies. Até os anos 40, os museus estrangeiros pagavam coletores profissionais(C) para levar espécimes(D) da fauna e flora nacionais(E) para suas coleções. O Brasil só assumiu a pesquisa científica na Amazônia há poucas décadas. Agora, a idéia é conhecer para preservar.
(Baseado em Flávia Varella, Veja - Amazônia, 24/12/1997)

a) A

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b) B c) C d) D e) E 6 - (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou impropriedade vocabular. No próximo ano, estará a Declaração Universal de Direitos Humanos completando seu cinqüentenário, no limiar do novo século. Ao longo das cinco últimas décadas, testemunhamos o processo histórico de gradual formação, consolidação, expansão e aperfeiçoamento da proteção internacional dos direitos humanos, conformando(A) um direito de proteção dotado de especificidade própria. Esse processo partiu das premissas de que(B) os direitos humanos são inerentes ao ser humano e, como tais(C) antecedem a(D) todas as formas de organização política, e de que sua proteção não se esgota na ação do Estado. Ao longo deste meio século, como respostas às necessidades de proteção, tem-se(E) multiplicado os tratados e instrumentos de direitos humanos, a partir da Declaração Universal de 1948, tida como ponto de partida do processo de generalização da proteção internacional dos direitos humanos.
(Baseado em Antônio Augusto Cançado Trindade)

a) A b) B c) C d) D e) E 7 - (TCE RN/2000) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto: c) No gênero das leis federativas, é possível discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e
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transitivas. / No gênero das leis federativas, podem-se discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. 8 - (TCE RN/2000) Marque o segmento do texto que apresenta erro(s) de construção sintática. a) Em julho último, editou a União a Lei ordinária no 8.666, cujo artigo 5o impôs à Administração Pública, nos três níveis de Governo, a obrigação de pagar, em “estrita ordem cronológica das datas de suas exigibilidades”, para cada fonte diferenciada de recursos, os bens e serviços que adquirir. b) A ementa dessa Lei esclarece que a norma está regulamentada no inciso XXI do artigo 37 da Constituição, que impõe o processo de licitação nas aquisições governamentais de bens e serviços, assegurando que nos certames é preciso haver “igualdade de condições” entre os concorrentes e que nos contratos “se estabeleça obrigações de pagamento, mantida as condições efetivas da proposta”. c) A União legislou obviamente no exercício da competência que lhe deferiu o inciso XXVII do artigo 23 da Constituição, para editar normas gerais de licitação e contratação. d) E, ao fazê-lo, inseriu dispositivo não pertinente a esse campo, mas sim ao direito financeiro. e) Mas também aí a competência para legislar, embora concorrentemente com os Estados e Distrito Federal, foi atribuída à União pelo artigo 24, inciso I, da Constituição.
(Baseado em Austen da Silva Oliveira)

9 -(Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens ou sublinhados o que contém erro gramatical impropriedade vocabular. Tudo parece indicar, a essa altura, que(A) as repercussões da crise dos países asiáticos sobre a América Latina serão bem menos acentuadas do que(B) se
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imaginava faz(C) poucos meses. Pouco a pouco, foram-se percebendo(D) que os problemas daquela região são devidos à(E) desorganização de seus sistemas financeiros e a uma especulação imobiliária desenfreada.
(Gazeta Mercantil, 21 e 22/2/1998, adaptado)

a) A b) B c) C d) D e) E 10 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical. Nunca antes foram tão(1) favoráveis as condições para uma política externa de realizações no Brasil. É preciso(2) aproveitar essas condições, multiplicar o seu efeito benéfico, pô-las(3) a serviço de interesses muito claros – e preementes(4) – do Brasil em suas relações com o mundo exterior. Fizemos(5) muito para consolidar uma imagem nova, de credibilidade e confiabilidade, de um País que é capaz de enfrentar com determinação e autoconfiança os seus problemas. Demos passos concretos nesse sentido e estamos recolhendo os benefícios. a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5
(Adaptado de www.mre.gov.br, Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados)

11 - (TCE ES/2001) O pensamento moral da Ilustração baseava-se em três idéias centrais: a idéia de que a moral podia ter um fundamento secular; a idéia de que o indivíduo, considerado como célula elementar da sociedade, tinha direito à auto-realização e à felicidade e podia descentrarse com relação à vida comunitária, criticando-a de fora; e a
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idéia de que existe uma natureza humana universal, de que existem princípios universais de validação ética, e de que existe um pequeno núcleo de normas materiais universais.
(Sérgio Paulo Rouanet)

Assinale a opção que está incorreta em relação ao texto. d) A expressão "baseava-se" (l.1) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituída por eram baseados. 12 - (AFC 2002) Os argumentos em favor da política industrial mudam, mas em geral eles continuam sofrendo da mesma falta de embasamento econômico. Um deles, que vem sendo repetido de uns tempos para cá, é o da economia de divisas. na pauta de importações como, por exemplo, componentes eletrônicos. Ora, se o dispêndio com este produto é alto, por que então não fazer com que ele seja produzido no país por meio de uma política industrial ativa, poupando-se, desta forma, moeda forte?
(Adaptado de Cláudio Haddad)

Assinale, entre as substituições sugeridas, a que está em desacordo com a norma culta. d) “Identifica-se”(l.5) por É identificado 13 - (TCE ES/2001) Assinale o trecho que respeita as regras gramaticais da norma culta. a) Pesquisas nos Estados Unidos mostra que a tolerância ao erro no comércio eletrônico é zero. Quem compra um CD e não recebe, simplesmente "deleta" o endereço da loja virtual pisou na bola. d) A reação contrária do consumidor é desmezurada. Na rede esperam-se serviço nota 1000 - ou nada aquém disso. 14 - (TRF 2003) Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista, que encara o mundo natural como
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máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente da visão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimento do todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano se situe no tempo e no espaço da sua existência concreta.
(José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p. 27)

e) Em “se situe”(l.11) indeterminação do sujeito impessoalidade ao texto.

o e

pronome “se” indica contribui para conferir

(TRF 2003)15 - Assinale o trecho que, ao preencher a lacuna correspondente, provoca erro gramatical, de pontuação ou de coesão textual. ___________(1)_______________ com predominância de fusões e aquisições de empresas, a mudança de natureza das inversões diretas iniciou-se nos Estados Unidos na década de 80. ________(2)__________ acompanhada de uma grande expansão do investimento de portfólio e da formação de megacorporações, estendeu-se aos demais países nos anos 90. ______________(3)__________ apoiada na valorização global das Bolsas, ocorreu com maior intensidade na segunda metade dos anos 90. _________(4)___________ de movimento de natureza patrimonial que deu lugar a dois processos simultâneos: a fusão de empresas, com fechamento de plantas no centro industrializado, e o concomitante deslocamento para a periferia dinâmica.__________________(5)__________ da concorrência mundial ensejou a criação concentrada de capacidade produtiva nos setores de nova tecnologia e nas regiões capazes de promover uma integração virtuosa ao processo de internacionalização capitalista. a) 1- É necessário esclarecer que, b) 2 - Tal transformação na economia,

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c) 3 - Essa aceleração da centralização de capital, d) 4 - Tratavam-se, essencialmente, e) 5 - Esse último estágio da evolução da estrutura 16 - (AFRF 2005) Assinale a opção que constituiria, de maneira coerente com a argumentação e gramaticalmente correta, uma possível resposta para a pergunta final do texto. d) Segundo alguns pensadores modernos, não se tratam de projeções utópicas os empreendimentos culturais e sociais que renovam valores modernistas, enriquecendo saberes especializados. 17 - (TTN 1998) Marque o texto que contém erro de estruturação sintática ou de pontuação. a) A cada dia que passa, uma revolução silenciosa vai tomando conta das mentalidades dos empresários e altos executivos brasileiros, cristalizando-se e arregimentando forças entre os especialistas em Recursos Humanos. b) Pouco a pouco, ela se concretiza nas necessidades específicas das indústrias de tecnologia de ponta e recolhe novos testemunhos dos líderes que lutam para fazer negócios, vencer uma concorrência encarniçada ou simplesmente manter suas corporações de pé em meio à borrasca da recessão. c) E chega à conclusão mais simples possível: que nem só de computadores, tecnologias de ponta, robôs ou telefones celulares vive uma empresa, se ela não contar com uma equipe profissional, treinada, entusiasmada, e, ainda por cima, motivada. d) A nova mentalidade começa por botar o ovo em pé e reconhecer o valor insubstituível, inigualável, da qualidade do trabalho humano. e) Esta revolução trata-se de uma mudança radical de mentalidade, que começou a tomar corpo no finalzinho dos anos 80, depois de toda aquela onda de contenção de despesas, cortes de pessoal, diminuição de "elefantes
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brancos" empresariais, fim de estoques inúteis, melhoria de qualidade, de competitividade e de produtividade.
(Márcio Roberto Graf, com adaptações)

18 - (CVM 2000) Marque o segmento do texto que contém erro de estruturação sintática. a) Já se tornou lugar-comum afirmar que investir em ciência e tecnologia é condição necessária para o desenvolvimento de um país. b) Se essa afirmação pode ser considerada consensual, não o é a compreensão acerca de qual tipo de investimento deve ser feito. c) De fato, pode-se afirmar que a forma de financiamento para ciência e tecnologia é dependente da visão que o governo tem do desenvolvimento da sociedade. d) Não foi por outro motivo que, durante o regime militar, se optaram por pesados investimentos na construção de um aparato de pesquisa vinculado ao Estado. e) Aquele modelo refletia o singular nacionalismo dos militares, em aliança com setores da burocracia estatal.
(Henrique Carlos de O. de Castro, com adaptações)

19 - (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto. a) A qualquer observador da história moderna pode afigurar-se paradoxal que a primeira conferência multilateral sobre o tema do desenvolvimento social se tenha realizado numa época em que o neoliberalismo, como alternativa "eficiente" ao chamado EstadoProvidência, e o culto do mercado, como fator de regulação da convivência social configuram a ideologia dominante. / A qualquer observador da história moderna pode-se afigurar paradoxal que a primeira conferência multilateral sobre o tema do desenvolvimento social se tenha realizado numa época em que o neoliberalismo, como alternativa "eficiente" ao chamado Estado-Providência, e o culto do mercado,
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como fator de regulação da convivência configuram a ideologia dominante. b)

social

O primeiro paradoxo a respeito da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Social reside no fato da proposta de sua realização ter sido aceita mais rapidamente pelos países desenvolvidos do que pelo conjunto de países em desenvolvimento. / O primeiro paradoxo a respeito da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Social reside no fato de a proposta de sua realização ter sido aceita mais rapidamente pelos países desenvolvidos do que pelo conjunto de países em desenvolvimento. O triunfalismo do Ocidente desenvolvido com o esboroamento do antigo bloco comunista e a alegada vitória do liberalismo traduzia-se, então, não apenas na noção da "nova ordem internacional" preconizada pelo Presidente Bush dentro do Grupo dos Sete. / O triunfalismo do Ocidente desenvolvido com o esboroamento do antigo bloco comunista e a alegada vitória do liberalismo traduziam-se, então, não apenas na noção da "nova ordem internacional" preconizada pelo Presidente Bush dentro do Grupo dos Sete. Alguns países desenvolvidos brandiam a noção de good governance, ou "boa governança", na qual se embutia uma crítica aos países do Terceiro Mundo como locus exclusivo do desperdício de recursos e da corrupção governamental – antes, naturalmente, da Operação Mãos Limpas na Itália. / Alguns países desenvolvidos brandiam a noção de good governance, ou "boa governança", em que se embutia uma crítica aos países do Terceiro Mundo como locus exclusivo do desperdício de recursos e da corrupção governamental – antes, naturalmente, da Operação Mãos Limpas na Itália. Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de condicionalidades a assistência e cooperação
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c)

d)

f)

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internacionais. / Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de condicionalidades à assistência e à cooperação internacionais. 20 - (TCE ES/2001) Em relação à estrutura gramatical do texto, assinale o fragmento correto. a) A vida moral e a vida do poder dá a impressão de correrem paralelas, com raras convergências. b) Este desencontro entre a ética e a política incomodam e indignam a todos que querem ver e sentir a presença de virtudes na condução dos negócios públicos. c) Há um aspecto clássico, mas sempre atual, do problema das relações entre a moral e o poder, a saber: o da mentira na gestão pública. d) Há muitos argumentos que justifica a mentira como exceção ao princípio ético da veracidade. e) Mas, hoje, na teoria democrática, ao assim chamado direito do governante de mentir em benefício da comunidade, se contrapõem, para contê-los, o direito a uma informação exata e honesta dos governados.
(Itens adaptados de Celso Lafer)

21 - (TC PR/2002-2003) Assinale a opção gramaticalmente correta. a) A maior cooperação dos órgãos de controle é medida indispensável para aumentar a eficácia da fiscalização de obras públicas. A dificuldade de fiscalizar obras aumenta constantemente devido à sofisticação cada vez maior dos mecanismos de desvio de recursos, porquanto das próprias peculiaridades do processo de planejamento, contratação e execução de obras públicas. b) A cooperação, sobretudo entre o Tribunal de Contas da União e os Tribunais de Contas dos estados, na troca de experiências e informações, de modo a ampliar uma base
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de conhecimentos comuns e criarem uma rede de controle que permita detecção mais rápida de irregularidades, é a melhor alternativa para enfrentar as adversidades, uma vez que a maioria das grandes obras públicas é patrocinada com recursos federais e estaduais. c) Hoje há maior sintonia do TCU com o Congresso Nacional na fiscalização de obras públicas, e os contratos ou convênios relativos a obras em que o tribunal tenha apontado indícios de irregularidades graves fica com os recursos orçamentários bloqueados. d) É importante estimular o controle social, pois as limitações de recursos dos órgãos de fiscalização tornam praticamente impossível o monitoramento contínuo de todos os empreendimentos. O TCU colocou em sua página na Internet, para consulta pública, dados relativos a obras com indícios de irregularidades graves. Desse modo, qualquer um pode acompanhar os problemas existentes nas obras realizadas em sua comunidade e cobrar dos responsáveis as providências corretivas. e) Os recursos somente são liberados após o TCU constatar de que a adoção de providências corretivas pelo gestor da obra e após a edição de um decreto legislativo específico. O TCU tem encontrado anualmente irregularidades graves em cerca de um terço das obras fiscalizadas. 22- (Analista Comércio Exterior/ 1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou impropriedade vocabular. Três setores devem reforçar seus lucros neste ano: telecomunicações, fertilizantes e construção civil. As empresas de telecomunicações devem ganhar com o aumento de demanda e, principalmente, com os ajustes preparando(A) a privatização. A boa safra e a possibilidade de manutenção de preços dos commodities agrícolas em patamar elevado(B) poderá(C) ajudar as empresas do setor de fertilizantes. Nesse caso, porém, há um risco: possíveis impactos da crise asiática sobre o preço dos commodities. As previsões de crescimento moderado são(D) para as empresas de energia elétrica, pela perspectiva de baixo
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crescimento do PIB. A queda dos preços internacionais do petróleo e a possível redução de demanda por petroquímicos devem(E) limitar o crescimento do setor.
(Baseado em Tatiana Bautzer, Jornal do Brasil - Economia, 22/03/1998)

a) A b) B c) C d) D e) E 23 - (FISCAL MS/2001) Leia o texto abaixo para responder à questão. Mesmo sem ser incluído entre os países cujo “desenvolvimento a convite” foi fortemente apoiado — por motivos geopolíticos — pelo governo americano, o Brasil transformou-se no laboratório de uma estratégia associada — pública e privada — de industrialização que contemplou todos os segmentos do capitalismo central. Não se pode esquecer que, depois da vitória da Revolução Chinesa e da Guerra da Coréia, e do início da descolonização asiática, o ‘desenvolvimentismo’ se transformou na resposta capitalista — tolerada pelos liberais — ao projeto socialista para os países subdesenvolvidos. Esse foi um fator decisivo para que o projeto de industrialização e o intervencionismo estatal do novo modelo econômico contassem com o apoio de quase todos os segmentos da classe dominante brasileira e de suas elites políticas regionais. Quando essas facilidades se estreitaram, com o fim do padrão dólar e a crise econômica mundial dos anos 70, e quando a política econômica internacional dos Estados Unidos e a geoeconomia dos países centrais mudaram, com a restauração liberalconservadora dos anos 80, o consenso e a coalizão desenvolvimentista se desfizeram.
(José Luís Fiori, Um país ao sul dos impérios, Correio Braziliense, 22/07/2001)

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Em relação ao texto, assinale a opção em substituição sugerida é gramaticalmente incorreta. e) “contassem” (l.16) por contasse .

que

a

24 - (TRF/2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. Ao contrário das flutuações do nível de atividade, os processos de ajuste econômico tendem(A) a gerar mudanças estruturais na economia. Como esses processos requerem(B) tempo para serem(C) realizados, enquanto trabalhadores estão se movendo de um emprego para outro, a magnitude desses custos e a rapidez com que o novas condições de mercado se ajusta às(D) funcionamento da economia depende(E), em grande medida, do grau de flexibilidade do mercado de trabalho. (Edward Amadeo et al., com adaptações) a) b) c) d) e) A B C D E

25 - (AFC STN/2002) Assinale o trecho transcrito com erro gramatical. a) O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) é o principal instrumento de administração orçamentária e financeira da União que oferece suporte aos órgãos centrais, setoriais e executores da gestão pública, tornando absolutamente segura a contabilidade da União. b) Ligados ao Sistema encontram-se todos os órgãos da Administração Direta, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. c) Por meio do SIAFI são obtidas as informações que subsidiam o Balanço Geral da União e os relatórios de
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execução do orçamento e de administração financeira, que compõem a demonstração das Contas apresentadas ao Congresso Nacional pelo Presidente da República, em conformidade com a Constituição Federal. d) Encontram-se disponível, ainda, um serviço de troca de mensagens, que interliga cerca de 30 mil usuários em todo o Brasil agilizando a comunicação entre as Unidades Gestoras. e) Principal usuário do SIAFI, o Tesouro Nacional é responsável pela definição das normas de utilização do Sistema, orientando e controlando as atividades dos gestores públicos que o utilizam.
(Trechos adaptados de http://www.stn.fazenda.gov.br)

26 - (Fiscal de Fortaleza/2003) Leia o texto para responder à questão. O “desenvolvimento” no mundo capitalista vem dos países do Norte para os países do Sul; vem dos mercados ricos, das empresas transnacionais, das agências multilaterais e dos governos do grupo dos mais ricos, em um movimento que tende à apropriação e ao controle do patrimônio natural e cultural dos países do Sul, e à homogeneização dos modos de vida, incluindo necessidades, quereres, gostos e modos de expressão. Vem do macro para o micro, do espaço global para o local, daqueles que se consideram “civilizados” para aqueles que esses consideram “atrasados” e “subdesenvolvidos”. Aqueles agentes políticos e econômicos atuam segundo esses pressupostos e essa lógica e manipulam os sistemas políticos e culturais para que se estabeleçam nos países do Sul governos subordinados a esses mesmos valores, conceitos e objetivos, isto é, governos e políticos que se identifiquem muito mais com os ricos do Hemisfério Norte do que com a maioria trabalhadora e empobrecida das suas populações.
(Sandra Quintela e Marcos Arruda)

Em relação ao texto assinale a opção correta. d) Em “que se consideram”(l.9) indeterminação do sujeito. o “se” indica

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27- (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens ou sublinhados o que contém erro gramatical impropriedade vocabular. Nos Estados Unidos e na França, as burocracias capturam(A) o espírito das culturas administrativas anglosaxãs(B) e gaulesas. Na América do Norte, a burocracia pede emprestadas(C) à(D) diabólica eficiência do mundo empresarial a simplificação, a velocidade, o pragmatismo e a incorporação da tecnologia (fax, computador, telefone e cartão de crédito). Mais ainda, os burocratas são tementes a(E) um público reclamador. (Claudio de Moura Castro, adaptado - Veja, 25/2/1998) a) A b) B c) C d) D e) E 28- (AFRF 2002.1) Marque o segmento do texto que foi transcrito com erro gramatical. a) Em recente acórdão, proferido no AG nº 96.01.019847/DF, ajuizado contra decisão que, em processo executivo, homologou cálculos de atualização de dívida da Fazenda Pública decorrente de condenação em reclamação trabalhista, não conheceu do recurso a Primeira Turma Suplementar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. b) Este o único fundamento do julgado: “ ... na sistemática processual trabalhista inexiste recurso contra sentença homologatória de cálculos de liquidação, porque a CLT, em norma clara e objetiva, composta nos parágrafos 3º e 4º do seu artigo 844, prevê, com exclusividade, o instituto dos embargos para impugnação de ato jurisdicional de tal jaez. c) Incorreu, data vênia, o ato decisório ora analisado em dois grandes e manifestos equívocos.

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d) O primeiro deles é confundir “cálculos de atualização” do valor do título exeqüendo com “liquidação da sentença”. e) Na atual sistemática processual civil, essa atualização, depois de tornada certa o valor da condenação, ainda que decorrente de conta elaborada pelo exeqüente, não constitui uma “liquidação”: no curso de processo executivo, tem a natureza de questão incidente deste.
(Baseado em Diomar Bezerra Lima)

29 - (Especialista MPOG – 2000) Os fragmentos abaixo constituem um texto que foi transcrito com erros. Assinale a opção gramaticalmente correta. e) Novas carreiras, equiparação de salários defasados em relação ao que pagam o mercado e a realização de concursos públicos (há muito interrompidos), além do oferecimento de oportunidades de treinamento, tudo isso foi feito tendo em vista a prioridade de conferir o melhor atendimento ao cidadão-cliente. 30 - (TC PR/2002-2003) O Tribunal de Contas do Estado do Paraná tem uma história a contar. São mais de 50 anos de fiscalização perene da coisa pública, cujos princípios foram pinçados da própria história das Cortes de Contas de todo o mundo. Das contribuições gregas e romanas ao modelo canadense de auditoria moderna, do Tribunal Imperial do Brasil de 1824 ao Tribunal de Contas de 1890, do insigne paranaense Manoel Francisco Correia, filho de Paranaguá e primeiro Presidente do Tribunal de Contas da União, aos ilustres pares que hoje conduzem essa casa, tudo contribuiu para o desenvolvimento de um órgão de fiscalização eficiente e dinâmico – dado o constante aperfeiçoamento das ações –, e para a solidificação institucional de um colegiado independente e atuante, como o Tribunal de Contas paranaense. E dentro de sua competência, o Tribunal de Contas tem buscado na informação, por intermédio dos mais diferenciados meios de comunicação, a formação de

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sua história, na luta incessante e implacável contra a corrupção e o mau uso do dinheiro público.
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Em relação ao texto, assinale a opção correta. e) O uso da palavra “tudo”(l.10) é recurso coesivo que retoma de forma sintética as informações anteriores, exigindo a concordância do verbo “contribuir” no singular. 31 - (TC PR/2002-2003) Assinale a opção correta. O problema da corrupção e do uso indevido do dinheiro do povo na administração pública constitue(1) um mal que, em maior ou menor escala, atinge todas as sociedades. No Brasil, a atuação do TCU é de grande importância no combate ao desvio do dinheiro público. Neste ano e até agora, os julgamentos do Tribunal implicaram em condenações de maus gestores que atingiram acerca de(2) quatrocentos milhões de reais, recursos esses que serão revertidos aos(3) cofres da Nação. Na área de fiscalização de obras públicas, em sintonia com o Congresso Nacional, poderá ser bloqueado,(4) no Orçamento da União para 2003, recursos federais para mais de 160 obras auditadas pelo TCU, nas quais(5) apresentaram irregularidades graves, compreendendo recursos da ordem de bilhões de reais.
www.tcu.gov.br Notas da imprensa, 25-11-2002, com adaptações.

a) 1 b) 2 c) 4 d) 3 e) 5 32 - (TFC SFC/2000) Assinale a opção em que ocorre erro de concordância verbal. a) Em uma economia estatal ou centralmente planejada, a responsabilidade pelas decisões econômicas são centralizadas nas mãos do governo.
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b) Os meios de produção – com exceção da mão-de-obra - são de propriedade coletiva. c) A burocracia governamental decide quais são os produtos – e em que quantidade – serão produzidos de acordo com um plano nacional centralizado. d) Os recursos são alocados entre sistema de cotas. unidades através do

e) Os defensores desse sistema enfatizam os benefícios da sincronização e distribuição de recursos em um todo unificado, evitando o desperdício da duplicação inerente à competição.
(Adaptado de Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais – Isto É- p.204 e 205)

33- (FISCAL MS / 2001) Marque a palavra, a seqüência ou o sinal de pontuação sublinhado, que foi mal empregado. Três fatores condicionam hoje o panorama nacional:(A) a crise argentina, a crise de energia e as incertezas políticas. A persistência desses(B) quadros reduzem(C) o ritmo de crescimento do país de 4% para cerca de 2% ao ano(D) e deixa o mercado cambial mais instável(E). (Geraldo Carbone, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E 34 - (FISCAL MS / 2001) Assinale a opção em que o texto foi transcrito com erro de concordância. a) Seja qual for a forma adotada para controle global sobre as forças globais, não pode ser uma cópia ampliada das instituições democráticas desenvolvidas nos primeiros séculos da história contemporânea.

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b) Tais instituições se fizeram na medida do Estado nacional – que era então a totalidade social maior – e são particularmente pouco aptas para ampliação em uma escala global. c) O Estado nacional também não era uma hipérbole dos mecanismos comunitários, mas, pelo contrário, era o produto final de formas radicalmente novas de convivência humana, assim como a solidariedade social. d) O Estado nacional, que finalmente proporcionou a tão procurada resposta aos desafios da “primeira secessão”, surgiram apesar dos obstinados defensores das tradições comunitárias e mediante progressiva erosão das já débeis e diminutas soberanias locais. e) Toda resposta eficaz à globalização não pode ser nada além de global. E o destino de semelhante resposta global depende de que surja e tome corpo um âmbito político global, entendido como algo distinto de “internacional”.
(Zygmunt Bauman, O desafio ético da globalização, Correio Braziliense, 21/07/2001)

35 - (AFC STN/2002) Julgue os trechos abaixo quanto à correção gramatical e assinale a opção correspondente. IV. “Eu, como outros analistas, vimos a experiência argentina de perto e, mesmo que o Brasil tenha um governo democrático forte, com instrumentos para agir rápido e munição para disparar, nada podem contra as forças do mercado”, disse o economista.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 4: CONCORDÂNCIA – PARTE 2 Salve, sobrevivente no estudo para concursos! É dura a vida de um futuro servidor público. Como não conheço outro jeito de melhorar na vida (não acredito em sorte), vamos aos estudos. Hoje damos continuidade à nossa aula sobre Concordância. ATENÇÃO: A partir de hoje, iremos omitir o enunciado original nas questões que tenham apenas alguns de seus itens analisados, para evitar que o candidato seja levado a alguma confusão (o examinador pede a correta e o item objeto de comentário está incorreto – ou vice-versa). Com relação às questões reproduzidas na íntegra (com as cinco opções), não haverá nenhum tipo de modificação. Assim, abordaremos: • • questões na íntegra - vale o que pede o enunciado. Você deverá marcar a opção correspondente (a, b, c, d ou e); questões com somente um ou alguns itens. Você irá julgar a correção gramatical da proposição indicada, isto é, se o item está CERTO (CORRETO) ou ERRADO (INCORRETO) em seus aspectos gramaticais (“Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais”)

Por fim, uma errata – na aula passada, indicamos o gabarito da questão 21 como sendo a letra C, quando deveria ter sido a letra D. O enunciado pedia a opção correta e a de letra C apresenta erro de concordância verbal, objeto de comentário. Lá no fórum da Aula 3, aproveitei para comentar, inclusive, as incorreções das demais opções. Em resumo – questão 21: gabarito D. Boa aula. CONCORDÂNCIA DO VERBO HAVER 36 - (AFC 2002) A economia brasileira, há alguns anos, apresentava fortes barreiras protecionistas, e controles cambiais provocavam a valorização artificial do câmbio comercial, havendo ágio expressivo no mercado livre. A realidade hoje é outra. As barreiras tarifárias foram muito reduzidas, a taxa de câmbio é flutuante e não há diferença significativa entre o mercado oficial e o paralelo. Os modelos econométricos disponíveis, por menos precisos que sejam, são unânimes em apontar para uma desvalorização do real acima do seu equilíbrio de longo prazo, e não o contrário. Logo, onde está o www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI problema? Por que gastar escassos recursos públicos – pois não se faz política industrial sem eles – para poupar divisas quando o mercado já está bem sinalizado nesta direção? Pode até haver outras razões para justificar a política proposta. Mas economia de divisas não é uma delas. (Adaptado de Cláudio Haddad) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. I. Caso a expressão “diferença significativa”(l.5/6) seja colocada no plural a forma verbal que a antecede deve ser obrigatoriamente flexionada. Item INCORRETO. Comentário. Ao contrário do que assevera o item I, caso a expressão “diferença significativa” estivesse no plural, ainda assim forma verbal haver não sofreria nenhum tipo de flexão, por se tratar de verbo impessoal (verbo haver no sentido de existir). Apesar de apresentarem significados iguais, as relações sintáticas entre os verbos haver e existir são completamente diferentes. Enquanto o verbo existir possui sujeito, com o qual deve concordar (“existem diferenças significativas”), o verbo haver não possui sujeito, não se flexiona e o que se segue exerce a função de complemento verbal, ou seja, é o seu objeto direto. 37 - (CVM 2000) Leia o texto seguinte para responder às questões seguintes. Uma das grandes ilusões da década dos 90 é que houve tal mudança na economia americana que precisamos de uma “nova teoria econômica” para explicá-la. É verdade que no período 1995/1999 houve uma aceleração do crescimento da economia acompanhada (o que parece paradoxal) por uma redução da taxa de inflação. É um paradoxo apenas na aparência. Não existe nenhuma razão para pensar que a simples e pura aceleração do crescimento deve, necessariamente, levar a um aumento da taxa de inflação. Isso só deveria ocorrer se a demanda global estivesse tentando crescer mais depressa do que a oferta global e a economia estivesse em pleno emprego. Há muitas razões pelas quais não se deve aceitar tal relação de causalidade. Por exemplo, se a participação da massa salarial na renda global estiver diminuindo e a produtividade do trabalho estiver crescendo, o custo do trabalho por unidade de produto diminuirá e haverá um aumento de lucro. Isso estimulará o investimento e a incorporação de novas tecnologias, www.pontodosconcursos.com.br 2

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI aumentando a oferta global. Outra possibilidade é a combinação de uma redução dos preços das importações com uma valorização externa da moeda. Mas em que a década dos 90 é diferente da dos 80 na economia americana? A tabela abaixo compara as duas, usando a média trimestral das variáveis. Verificamos que as diferenças residem no aumento da produtividade do trabalho, na redução da taxa de desemprego e na queda da taxa de inflação. Esta última é notável quando levamos em conta que uma taxa anual de 5,6% produz, em dez anos, uma inflação acumulada de 72%, enquanto uma taxa anual de 3% produz uma inflação acumulada, na década, de 34%. (Antonio Delfim Netto, com adaptações) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Não se flexionou no plural a forma verbal do verbo haver(l.14) porque o sintagma que se lhe segue está no singular. Item INCORRETO (gabarito da questão) Comentário. O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal e, por isso, permanece na 3ª pessoa do singular. O que lhe segue, já o dissemos, exerce a função sintática de objeto direto e, por isso, não exerce influência sobre a flexão verbal. Independentemente do número que apresente o complemento verbal (singular ou plural), o verbo haver ficaria no singular por ser impessoal. 38 - (Fiscal de Fortaleza/1998) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto. a) Nas declarações aos jornais, o governo se comporta como se a venda das estatais pudesse se dar de modo independente do cenário econômico. / Nas declarações aos jornais, o governo comporta-se como se a venda das estatais pudesse se dar de modo independente do cenário econômico. b) Do cronograma de vendas de estatais do BNDS consta a Telebrás, as Centrais Elétricas de Alagoas, Furnas e ações da Petrobrás excedentes ao percentual necessário ao controle da União. / Do cronograma de vendas de estatais do BNDS constam a Telebrás, as

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Centrais Elétricas de Alagoas, Furnas e ações da excedentes ao percentual necessário ao controle da União. Petrobrás

c) Os bancos trabalham com um cronograma de privatizações mais conservador do que o do governo. / Os bancos trabalham com um cronograma de privatizações mais conservador do que o governo. d) No caso da Telebrás, se houverem processos judiciais contra uma das 13 empresas à venda, o leilão fica em suspenso. / No caso da Telebrás, se houver processo judicial contra uma das 13 empresas à venda, o leilão fica suspenso. e) No caso da Banda B da telefonia celular, a venda seqüencial possibilitou que envelopes de algumas áreas fossem abertos antes da disputa pelo interior de São Paulo parar nos tribunais. / No caso da Banda B da telefonia celular, a venda seqüencial possibilitou que envelopes de algumas áreas fossem abertos antes de a disputa pelo interior de São Paulo parar nos tribunais. (Baseado em texto de Daniel Japiassu - Carta Capital, 18/2/1998) GABARITO: D Comentário. No primeiro segmento da opção d, houve um erro de concordância do verbo haver, que apresenta o sentido de existir. O ‘se’ que o antecede não é um pronome, mas a conjunção condicional ‘se’, equivalente a ‘caso’. 39 - (AFRF 2002-2) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Importância especial têm os princípios gerais do direito no suprimento das chamadas lacunas (se é que as hão) de direito. Ferrara, por exemplo, rechaçava a idéia de lacunas de direito, posto que, a seu sentir, não há lacunas e, sim, defeitos da lei. Item INCORRETO. Comentário. O erro deste item é que a forma verbal do haver na oração entre parênteses, por apresentar o sentido de existir, é impessoal e não se flexiona. O pronome que o segue exerce a função sintática de complemento verbal direto (objeto direto). A expressão entre parênteses equivale a “se é que existem lacunas”. O substantivo foi www.pontodosconcursos.com.br 4

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI trocado pelo pronome as e o verbo utilizado foi, em vez do verbo existir, o haver, na 3ª pessoa do singular, obrigatoriamente. Com isso, a construção correta deveria ter sido ‘se é que as há’. Além desse erro, há outro: a locução conjuntiva ‘posto que’ foi utilizada fora de seu sentido original, que é concessiva, equivalente a ‘embora’, ‘ainda que’. Já em “Importância especial têm os princípios gerais do direito”, o verbo está corretamente flexionado no plural para concordar com o núcleo do sujeito – princípios. Na ordem direta, a construção seria “os princípios gerais do direito têm importância especial”. CASOS CLÁSSICOS DE CONCORDÂNCIA 40 - (Fiscal do Trabalho/1998) A Justiça do Trabalho custará R$ 3 bilhões em 1999. Essa importância não seria excessiva se acaso viesse(A) sendo acionada unicamente em casos relevantes e inevitáveis, após falharem(B) todas as tentativas de prevenção e solução dos conflitos diretamente pelas partes. A vulgarização do Judiciário, talvez estimulada pela inexistência de custos, não deveria contribuir para projetar imagem negativa do País, desencorajando a geração de empregos. Se desejamos ampliar e modernizar o mercado, é indispensável colocarmos o dedo na ferida, procurando saber as razões por que(C), à medida que(D) aumentam o desemprego e as relações informais de trabalho, o País se converte em fonte inesgotável de reclamações trabalhistas, sem que disso resultem (E) a elevação do padrão de vida dos assalariados. (Baseado em Almir Pazzianotto Pinto) a) b) c) d) e) A B C D E

GABARITO: E Comentário. A partir desta questão, veremos os casos mais comuns de questões de concordância na ESAF. Normalmente, a banca tenta “disfarçar” o problema de concordância distanciando os elementos (núcleo do sujeito e verbo) ou invertendo a www.pontodosconcursos.com.br 5

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ordem da oração, de modo a dificultar, inclusive, a compreensão textual. A partir do contexto, o candidato deverá buscar no verbo o sujeito correspondente. Nessa questão, houve a inversão da ordem direta, com o sujeito posposto ao verbo. Pergunte ao verbo resultar quem é o seu sujeito, ou seja, em outras palavras: o que não resulta da fonte inesgotável de reclamações trabalhistas? Resposta: “a elevação do padrão de vida dos assalariados”. Este é o sujeito do verbo resultar, que tem por núcleo o substantivo elevação. Por isso, o verbo deverá ser conjugado no singular. Em uma outra construção, podemos ver mais claramente o equívoco da flexão verbal – A elevação do padrão de vida dos assalariados não resulta da fonte inesgotável das reclamações trabalhistas. 41 - (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Geograficamente, a região entre o Parnaíba, o Tocantins e o São Francisco pertencem(A), em grande parte, a (B) Pernambuco, mas a história prende-a à(C) Bahia. Foram baianos que, procurando terrenos apropriados à criação de gado, passaram à(D) Serra do Espinhaço, e favorecidos pelas catingas decíduas, chegaram ao rio de São Francisco, espontando(E) todos os rios secos que retalham Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. (Capistrano de Abreu, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: A Comentário.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI O núcleo do sujeito é região, e com ele deve o verbo concordar – (a região) pertence. Os itens que tratam de crase serão comentados na aula apropriada. 42 - (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. No imaginário popular, o usineiro de açúcar vive como rei no nordeste do país, veste terno de linho branco e chapéu panamá, está sempre arrancando algum dinheiro aos(A) cofres públicos. O terno branco e o panamá, os coronéis já os(B) largaram há(C) muito tempo. Eles agora estão abandonando é(D) o próprio Nordeste, a terra que dominaram por 400 anos e que ajudaram a transformar no que é hoje: uma das regiões mais pobres do país. O movimento ainda não indica uma retirada em massa, mas são cada vez maiores(E) o número de usineiros nordestinos que estão lançando seus projetos novos no centro-sul do Brasil. (Marcos Gusmão - Veja - 28/1/1998, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: E Comentário. Pergunta: o que são cada vez maiores? Resposta: “o número de usineiros nordestinos que estão lançando seus projetos novos no centro-sul do Brasil”. Pergunta: qual é o núcleo desse sujeito? Resposta (decisiva para a correção do período): NÚMERO Assim, a concordância, tanto verbal como nominal, se dá com este elemento – “é cada vez maior o número de usineiros...”. Observe a quantidade de elementos no plural, tentando “disfarçar” o erro de concordância: usineiros, nordestinos, seus, projetos, novos. Os demais itens estão corretos:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (A) – o verbo arrancar, na acepção de desviar, é transitivo direto e indireto, podendo reger as preposições de e a ; (B) – o pronome “os” refere-se aos objetos já mencionados (objeto direto pleonástico) – o terno branco e o panamá. O pleonasmo é uma figura de linguagem que importa no emprego de expressões redundantes. Pode ser considerado um estilo (como no caso da questão, com o intuito de realce do objeto – “rir meu riso, derramar meu pranto” – Vinícius de Moraes) ou um vício (erro, quando não houver motivo para tal repetição – exemplo: elo de ligação, subir para cima, hemorragia de sangue); (C) – verbo haver na indicação de tempo decorrido foi empregado corretamente – sem flexão por ser impessoal; (D) – esse verbo ser tem valor meramente de realce, sendo plenamente dispensável e, por isso, não concorda com termo algum. 43 - (FISCAL MS / 2001) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Durante os setenta anos da história imperial brasileira, o velho sonho do paraíso, que alimentou a vontade dos primeiros colonizados, foram sendo substituídos pela utopia da “modernização”, uma idealização explícita do modelo socieconômico das potências da Europa do norte, e mais tarde do modelo da sociedade norte-americana. Item INCORRETO Comentário. Pergunta: qual o sujeito da forma verbal “foram sendo substituídos”? Resposta: o velho sonho do paraíso – núcleo: SONHO. Por isso, o item está incorreto. A forma verbal apropriada seria “foi sendo substituído”. O vocábulo “socieconômico” resulta da contração desses dois adjetivos (sócio + econômico). Não há registro dessa forma no Aurélio versão eletrônica (só socioeconômico), mas o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras abona essa forma (http://www.academia.org.br/vocabulario/frame11.htm). 44 - (AFC STN/2002) Marque o item transcrito com erro de ortografia, de estrutura sintática ou de pontuação.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) A CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) acaba de divulgar um estudo – cujo título é “Globalização e desenvolvimento” – extremamente importante e oportuno para o entendimento dos problemas que afetam as economias da região e das questões centrais envolvidas em um padrão alternativo de desenvolvimento e inserção internacional. b) O estudo projeta a análise do processo de globalização em um arco de 130 anos, distinguindo três fases: a primeira, de 1879 até 1913, marcada por uma grande mobilidade internacional do capital e da mãode-obra (é época das grandes migrações, que envolveram cerca de 10% da população mundial). c) A segunda, após um período de retração das relações econômicas internacionais associada às duas guerras mundiais e à crise dos anos 30, vão do pós-guerra (1945/50) até 1973, caracterizando-se pela reduzida mobilidade tanto do capital como da mão-de-obra, que coexistem com um ciclo de notável expansão do comércio de manufaturas entre os países desenvolvidos. d) Finalmente, a terceira fase engloba o último quartel do século 20, que tem na expansão e elevada mobilidade dos fluxos de capital, na integração à escala mundial dos sistemas de produção das empresas transnacionais e na homogeneização dos modelos de desenvolvimento suas características principais. e) É interessante observar como esse processo foi acompanhado, particularmente em sua terceira fase, por uma crescente concentração e polarização da renda e da riqueza mundiais. (Baseado em Aloizio Mercadante) Gabarito: C Comentário. Veja como as questões se repetem. Novamente, o sujeito “A segunda (fase)” está no singular enquanto o verbo foi grafado no plural (vão do pós-guerra). Entre os dois, uma série longa de palavras no plural (“após um período de retração das relações econômicas internacionais associada às duas guerras mundiais e à crise dos anos 30”). Você já deve estar calejado com esse tipo de questão, não é mesmo? Assim eu espero. 45 - (Especialista MPOG – 2000) Assinale a opção em que há erro de sintaxe.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Se, em 1987, a legião dos párias da Terra, ou seja, os condenados a viver com menos de um dólar por dia, chegava a 880 milhões, atualmente, essa multidão de pobres desvalidos já constitui uma inacreditável massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, nada menos do que 20% da humanidade. b) Em 1987 calculou-se que a legião dos párias da Terra - os condenados a viverem com menos de um dólar por dia - cifravam-se em 880 milhões, atualmente essa multidão de pobres diabos já constituem uma formidável massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, nada menos do que em 20% da humanidade. c) A legião dos párias da Terra, ou seja, dos condenados a viver com menos de um dólar por dia, em 1987, era calculada em 880 milhões. Atualmente, essa multidão de excluídos constitui uma assustadora massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, nada menos do que 20% da humanidade. d) Se, em 1987, os condenados a viver com menos de um dólar por dia - a legião dos párias da Terra - eram 880 milhões, atualmente, essa multidão de pobres já constitui uma inquietante massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, cerca de 20% da humanidade. e) Se foi calculado que, em 1987, a legião dos párias da Terra - os condenados a viver com menos de um dólar por dia - era de 880 milhões, atualmente, essa multidão de desvalidos já constitui uma massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, 20% da humanidade. (Adaptado de Fábio Konder Comparato, Folha de S. Paulo, MAIS!, 31/12/2000) GABARITO: B Comentário. Na passagem “os condenados a viverem com menos de um dólar por dia”, prefere-se a forma não flexionada do verbo viver por estar na função de complemento nominal a um adjetivo – condenados a viver/viverem (comentário à questão 32 da Aula 2 – verbos). O maior problema (para sepultar qualquer dúvida em relação à incorreção deste item) reside na concordância verbal devemos perguntar: qual é o sujeito do verbo “cifrar”? Resposta: “a legião dos párias da Terra”, cujo núcleo é legião. Dica: perceba que há um pronome ‘se’ junto ao verbo e, considerando que o verbo tem transitividade direta e apresenta, no contexto, idéia passiva, estamos diante de uma construção de voz passiva.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Por isso, o verbo deverá se flexionar no singular – cifrava-se. Esse erro se repete na seqüência do mesmo item – “atualmente essa multidão de pobres diabos já constituem uma formidável massa de 1,2 bilhão de pessoas”. O núcleo do sujeito é multidão e o verbo com ele deve concordar, ficando no singular – constitui. O último erro está no emprego desnecessário da preposição no trecho “que em 20% da humanidade”. Pelo menos, uma passagem correta nesse item ‘b’: temos um bom exemplo de concordância com sujeito oracional. Com correção, o verbo permaneceu na 3ª pessoa do singular (“calculou-se que a legião dos párias da Terra...”). Diversas vezes, ao longo da questão, nos deparamos com a expressão “1,2 bilhão”. É um bom mote para tratarmos de concordância nominal. Nestes casos, o numeral irá concordar com a parte inteira do algarismo. Na seqüência, outras questões que abordaram esse ponto.

CONCORDÂNCIA NOMINAL COM NUMERAL 46 - (TCE RN/2000) Nas questões seguintes, marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou de ortografia. Acredito que a maior parte dos senhores sabe(A) que a Secretaria de Educação é gigantesca; por isso(B) se tem muita dificuldade de gerenciamento. É composta(C) por 1,3 milhões(D) de alunos. Esta quantidade de alunos é maior do que (E) a população de muitas capitais no Brasil. a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: D Comentário. Como a parte inteira é representado pelo algarismo ‘1’, o numeral milhão, que pertence à classe das palavras variáveis, deverá concordar com ele, ficando no singular – “1,3 milhão de alunos”. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI O item (A), correto, apresenta a concordância com um termo partitivo (“a maior parte dos senhores sabe”). O verbo poderia ter concordado com o núcleo (parte) ou com o complemento (senhores), indistintamente – “a maior parte dos senhores sabe/sabem...”. 47 - (AFC STN/2002) Um emprego novo na indústria siderúrgica custa 1,4 milhão de reais. No varejo, um único emprego exige o dispêndio de algo em torno de 30.000 reais: o custo do espaço na loja, do balcão e do estoque de mercadorias. Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. b) À linha 1 seria também correto escrever-se 1,4 milhões de reais. Item INCORRETO. Comentário. Pelos motivos já expostos, a troca sugerida (de 1,4 milhão para 1,4 milhões) acarretaria um erro de concordância nominal, pois o numeral concorda com a parte inteira – “1”. 48 - (TRF 2003) Assinale a opção em que a concordância está de acordo com a norma padrão. a) Os milhares de pessoas que cometeram delitos, após cumprirem suas penas, ficam quites com a sociedade. b) Nenhum dos colegas de seção afirmaram ter presenciado qualquer ato delituoso, apenas relataram o que ouviram do funcionário punido. c) A maioria dos casos examinados indicava ser necessário a instauração de sindicância, ainda que alguns de nós relutássemos em acatar a auditoria realizada. d) Dadas as circunstâncias em que ocorreu um grande número de exonerações, foi publicado, na mídia, uma nota que justificava tal procedimento administrativo. e) Seguia anexo ao processo administrativo a cópia dos contratos de serviços especializados que haviam sido prestados na gestão anterior. Gabarito: A Comentário.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Se não me engano, na década de 40 (não, eu não havia nascido – é cultura musical mesmo!), fez muito sucesso um sambinha engraçado, gravado por Moreira da Silva, que dizia assim: “Etelvina, acertei no milhar, ganhei 500 contos, não vou mais trabalhar” (ai, quem me dera!). Esse milhar se refere ao número sorteado no jogo do bicho, muito comum no Rio de Janeiro, e nos faz lembrar que esse vocábulo – milhar – pode ser classificado como numeral (correspondente a mil unidades) ou substantivo masculino (“milhares de vezes”, exemplo do Aurélio). Caso apresente um artigo definido, este deverá com ele concordar: os milhares. Também está correta a flexão no plural de “quite”, adjetivo de dois gêneros. Este é o item correto. Vamos comentar, agora, as incorreções dos demais: Opção b) Quando o pronome indefinido “nenhum” estiver acompanhado de substantivo no plural, o verbo deverá permanecer na 3ª pessoa do singular. Assim, a forma correta seria: “Nenhum dos colegas de seção afirmou ter presenciado qualquer ato delituoso”. Em casos de concordância como locuções pronominais (algum de nós/vós, alguns de nós/vós, qual de nós/vós, quais de nós/vós, quem de nós/vós, muitos de nós/vós), aplicam-se as seguintes regras: - o verbo fica no singular quando o primeiro pronome (algum, qual, nenhum, quem) estiver no singular – essa regra também se aplica à expressão cada um de nós/vós; - se o primeiro pronome estiver no plural (quais, alguns) o verbo pode concordar com esse (3ª pessoa do plural) ou como pronome pessoal (1ª ou 2ª pessoa do plural). Essa segunda concordância tem um valor que transcende a questão gramatical. É uma questão de concordância ideológica, ou seja, uma escolha reveladora da posição do falante. Ao colocar o verbo na 1ª pessoa do plural, ele se inclui entre os elementos que praticam a ação. Por exemplo, em “muitos de nós sabem a verdade dos fatos.”, não se tem certeza se o falante se inclui ou não no rol de pessoas que sabem a verdade. Contudo, na construção “muitos de nós sabemos a verdade dos fatos.”, temos a certeza de que ele sabe, e, além dele, outros tantos. Opção c) Como vimos no comentário da primeira questão (aula 3), a concordância com termos partitivos – a maioria de, a metade de, grande parte de, etc – que apresentem complemento sob a forma plural (a maioria dos alunos, grande parte dos eleitores), pode ser feita com o núcleo (concordância gramatical ou lógica) ou com o www.pontodosconcursos.com.br 13

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI complemento (concordância atrativa ou ideológica). Deste modo, está correta a forma verbal indicava. A desarmonia aconteceu entre o adjetivo necessário e o substantivo correspondente, instauração. Ainda nesse item c, há a concordância com a expressão “alguns de nós”, que possibilita a concordância com o pronome indefinido (alguns) ou como pronome pessoal (nós) – alguns de nós relutassem/relutássemos. Como houve a preferência pela segunda forma, sabe-se, de antemão, que o autor da oração relutou “em acatar a auditoria realizada”. Opção d) Pergunta: o que foi publicado? Resposta: uma nota. Percebe-se, assim, equívoco na concordância nominal entre os dois termos – a forma correta seria “foi publicada, na mídia, uma nota”. A expressão “dadas” (de base participial) não rege preposição e concorda com o substantivo que acompanha “dado o embate”, “dadas as possibilidades”, “dados os elementos”. Opção e) O adjetivo anexo, como qualquer outro, deve se flexionar em gênero e número de acordo com o substantivo a que se refira. O que vai anexa é a cópia (núcleo) dos contratos. Não confunda com a locução adverbial “em anexo”, que não se flexiona. Finalmente, a construção verbal “haviam sido prestados” está correta, pois o verbo haver é auxiliar e, como tal, deve se flexionar de acordo com o que faria o principal (prestar). Como seu sujeito (pronome relativo que) faz referência a serviços especializados, com esta expressão deverá concordar. CONCORDÂNCIA VERBAL COM TERMOS PARTITIVOS 49 - (Fiscal do Trabalho/2003) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. b) Embora muitas nações globalizadas procurem acompanhar o ritmo das mais opulentas, grande parte do mundo em desenvolvimento estão se tornando marginalizados. Item INCORRETO. Comentário. A concordância com termos partitivos só é facultativa se o complemento estiver no plural. No caso dessa questão, a expressão “grande parte de” tem como complemento “o mundo”. Já que todos os elementos estão no singular, não há justificativa para que o verbo e o adjetivo sejam

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI flexionados no plural. A forma correta, portanto, seria “grande parte do mundo em desenvolvimento está se tornando marginalizado.”. (Procurador BACEN/2002) Leia o texto abaixo para responder às questões 50 e 51. Pode até mesmo parecer um pouco antagônica a conjugação dos termos “tecnologia” e “política”, mas a prática – e sua intensidade – com que se desenvolve o processo de convencimento popular em tempos atuais, com toda a “sofisticação” de recursos – não necessariamente técnicos – que se possa imaginar, nos leva a admitir a absoluta compatibilidade entre aqueles termos, ao ponto em que imaginar-se uma candidatura sem o arrojo dos “avanços” estratégicos políticos é o mesmo que se predispor à mais imprevisível das aventuras. Segundo dados da ONU, dois terços da população mundial não se sente representada por seus governos e tem uma péssima opinião sobre a honestidade e sentido público dos políticos, muitas vezes sendo o voto uma manifestação “mais contra o que se teme, do que a favor do que se espera”. (Alexandre Vidigal de Oliveira, Tecnologia política e a globalização da crise de representatividade, in: Correio Braziliense, 14/10/2002, com adaptações) 50 - Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Preserva-se a correção gramatical da oração alternativamente, sentem em lugar de “sente”(l.9). ao empregar,

Item INCORRETO Comentário. O problema dessa sugestão não está na flexão verbal, plenamente possível, já que o verbo pode concordar com o numerador do termo fracionário (dois terços) ou com o complemento (população mundial) mas na falta de concordância do adjetivo correspondente representada. Todas as trocas necessárias devem ser mencionadas, para que a opção seja considerada correta. Como o verbo está acompanhado de um adjetivo, se este for para o plural, a flexão do adjetivo também é necessária, em concordância com o numeral – (“dois terços da população não se sentem representados”).

51 - Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) Mantém-se a coerência textual ao empregar a expressão a maioria da população, em lugar de “dois terços da população”(l.9), mas para manter a correção gramatical é necessário substituir “tem”(l.10) por têm. Item INCORRETO Comentário. Houve equívoco na proposta de substituição da expressão “dois terços” por “a maioria de”. O examinador afirma que o verbo deverá ser substituído para a forma “têm” (3ª pessoa do plural). Contudo, nessa nova estrutura, o sujeito dessa forma verbal seria “a maioria da população”. Ora, sabemos que é facultativa a concordância, em termos partitivos, com o núcleo (maioria) ou com o complemento, que neste caso seria população. Como no caso da questão 49, qualquer das duas formas manteria o verbo na 3ª pessoa do singular. Assim, essa substituição verbal sugerida está INCORRETA. 52-(Assistente de Chancelaria/2002) As viagens ao exterior e os encontros com figurões estrangeiros constituem, desde o reinado de Dom Pedro II, um trunfo na estratégia das lideranças brasileiras. De fato, as críticas às viagens internacionais do Presidente da República ou de outros dirigentes parecem despropositadas. Tanto o governo como a oposição devem reposicionar os interesses brasileiros num mundo em plena mutação. O problema que se coloca é de outra natureza e se resume numa interrogação pouco formulada na campanha presidencial: quais devem ser os rumos de nossa diplomacia? (Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações) Assinale a relação de condição incorreta a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto. Se a) “encontros”(l.1) for empregada no singular, “constituem”(l.2) deve ser substituída por constitui. b) “as críticas”(l.3) for substituída por criticar, o sinal indicativo de crase, em “às”(l.3), deve ser retirado. c) “as críticas”(l.3) for substituída por criticar, “parecem despropositadas”(l.4-5) deve ser substituída por parece despropositado. d) o conectivo “Tanto...como”(l.5) for substituído por Não só ... mas também, o verbo seguinte pode ser empregado no plural, “devem”(l.5), ou no singular, deve. Gabarito: A www.pontodosconcursos.com.br 16

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Comentários. Essa assertiva está incorreta (gabarito da prova), pois, por ser um caso de sujeito composto anteposto ao verbo, a concordância é obrigatoriamente gramatical. Mesmo que um dos elementos vá para o singular (o encontro com figurões estrangeiros), o outro (As viagens ao exterior) continuaria formando com ele um sujeito composto, caso em que se exige a flexão gramatical no plural. Os demais itens foram considerados corretos. Na opção c, o segmento em análise é: “De fato, as críticas às viagens internacionais do Presidente da República ou de outros dirigentes parecem despropositadas.” A transformação de um sujeito nominal (representado pelo núcleo críticas) por um outro oracional reduzido do infinitivo (criticar) deve levar o verbo para a 3ª pessoa do singular e o adjetivo para o masculino singular (forma neutra), conforme proposto (parece despropositado). Contudo, essa alteração requer, também, a retirada do acento grave que se segue – (“De fato, criticar às viagens internacionais...”), uma vez que o verbo criticar, nesta acepção, é transitivo direto. Por esse motivo, está correta também a opção b (“Se as críticas”(l.5) for substituída por criticar, o sinal indicativo de crase, em “às”(l.5), deve ser retirado). A opção d aborda série aditiva enfática e já foi objeto de comentário na questão 2 da Aula 3. CUIDADO COM CERTAS CONJUGAÇÕES VERBAIS 53 - (FISCAL MS / 2001) Marque a palavra, a seqüência ou o sinal de pontuação sublinhado, que foi mal empregado. Vivemos um período de adversidade,(A) mas contamos com o apoio de uma política econômica adequada para contorná-lo(B). Prova disso é a atuação do Banco Central no câmbio, que mantêm(C) também os juros sob(D) controle. No passado, víamos os juros subirem(E) de 15% a 45% de uma só vez. (Fernando Xavier Ferreira, adaptado) a) A b) B c) C d) D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) E GABARITO: C Comentário. O sujeito do verbo manter (pronome relativo que) tem como referente o substantivo atuação, devendo ficar no singular. Afinal, é a atuação do Banco Central que mantém os juros sob controle. Mas, mesmo que a sua interpretação seja de que o pronome relativo se refere a “Banco Central” (“O Banco Central mantém os juros sob controle.”), o verbo continuaria devendo se manter no singular. Cuidado com os verbos derivados dos verbos ter e vir. Suas formas plurais não apresentam nenhuma distinção fonética em relação às formas singulares (mantém/mantêm, convém/convêm), o que poderia enganar o ouvido do candidato. O mesmo pode ocorrer outros verbos (compor, propor, contrapor, supor, pressupor). Observe o item (E) – “Víamos os juros subirem” – Na questão 36 da Aula 2, falamos sobre verbos causativos e sensitivos quando apresentam a seguinte estrutura: VERBO + PRONOME OBLÍQUO + INFINITIVO. Nesse caso, lembremos, o verbo no infinito NÃO PODE SE FLEXIONAR, por apresentar como sujeito um pronome (Vi-os sair / Não os deixe fazer isso.). Nessa questão, o verbo sensitivo (ver) vem acompanhado de um substantivo que é o sujeito de um infinitivo. Oração reduzida do infinitivo – “Víamos os juros subirem.” Oração desenvolvida (com conjunção) – “Víamos que os juros subiam.” Toda a oração reduzida exerce a função de objeto direto do verbo ver – Nós víamos ISSO (= os juros subirem). Nessas construções, quando o sujeito do infinitivo vem sob a forma de um substantivo (e não mais pronome), a flexão é facultativa (Víamos os juros subir/subirem). Mas em relação a isso não há consenso doutrinário. Por isso, quando a ESAF coloca esse tipo de questão em prova, trata de definir o gabarito em outra opção de modo que não reste dúvida (como fez na opção C). Em resumo: VERBO CAUSATIVO/SENSITIVO+PRONOME+INFINITIVO=não flexiona VERBO CAUSATIVO/SENSITIVO+SUBSTANTIVO+INFINITIVO= ou não flexionar-se (há divergência doutrinária) pode

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 54 - (TRF 2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. No Primeiro Reinado, as idéias de justiça fiscal e capacidade de contribuição, que pressupõe(A) que a cada cidadão deva ser cobrado o imposto de acordo com suas possibilidades, simplesmente não existiam, já que(B) não havia legislação coerente que garantisse a defesa desses princípios. Como o clero e os senhores rurais eram livres das obrigações fiscais, os privilégios subsistiam(C). Em face do(D) baixo grau de informação, da falta de instituições independentes e da ausência de liderança, era impossível qualquer manifestação que fosse contrária ao(E) sistema em vigor. a) b) c) d) e) A B C D E

Gabarito: A Comentário. Mais uma vez, temos de observar a qual palavra o pronome relativo que se refere. Na passagem “que pressupõe ...”, o relativo que tem como antecedente o substantivo plural idéias (“as idéias de justiça fiscal e capacidade de contribuição, que pressupõe...”), devendo o verbo correspondente com ele concordar – pressupõem. Olhe aí um verbo cuja conjugação é igual à do verbo pôr. Como mencionamos acima, foneticamente não há diferença entre a forma singular e a plural da conjugação verbal nas terceiras pessoas. Por isso, todo cuidado é pouco na prova. Dificuldade maior reside quando a questão transcreve um texto e apresenta em somente uma das opções a incorreção gramatical (sem sublinhar, como nessa). Em meio a tantas possibilidades de incorreção, ainda mais com grande distância entre o verbo e o sujeito correspondente, um erro como esse (de concordância) pode passar despercebido aos ouvidos e à retina. 55 - (PROVA TFC 1997) Assinale o item que apresenta concordância incorreta. a) As pessoas se agrupam em função de objetivos comuns em associações, federações, confederações, sindicatos, ONGs, colégios, empresas, sociedades, clubes, conselhos, fundações, institutos, etc. www.pontodosconcursos.com.br 19

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI b) Em qualquer uma dessas situações pressupõem-se que os grupos trabalham unidos na defesa de um ideário consubstanciado em estatutos, normas e procedimentos que determinam formas de atuação na sociedade. c) Entre os dez setores que mais geraram empregos no Brasil, em 1996, as entidades sem fins lucrativos despontaram em primeiro lugar.(...) d) Além disso, possuem alto índice de trabalhadores voluntários que disponibilizam seu tempo livre em benefício de toda a sociedade, algo nada desprezível enquanto força mobilizadora. e) A questão é como usar esse poder. Talvez nunca como neste momento a conscientização da necessidade do envolvimento do empresariado na vida da comunidade tenha sido tão importante. (Maria Christina Andrade Vieira, Gazeta Mercantil -14 de agosto de 1997, com adaptações) Gabarito: B Comentário. Sujeito oracional mantém o verbo na 3ª pessoa do singular – pressupõe-se. Essa questão explorou o mesmo verbo da questão comentada anteriormente, mas de modo inverso. 56 - (TRF 2003) Assinale o trecho do texto que foi transcrito com erro. a) Os direitos humanos, a grande conquista moderna, procedem da idéia de que o governo está a serviço dos cidadãos, e não o contrário. Cada indivíduo, antes mesmo de fazer parte do poder político, já detêm direitos que são seus, pelo simples ato de nascer. b) É esse vínculo dos direitos humanos ao nascimento que permite dizer que eles são direitos naturais. Já o Estado é um instrumento para realizar fins comuns às pessoas. c) Vários teóricos da política, ao longo dos séculos XVII e XVIII, afirmaram que o Estado nasceria de um contrato. Eles foram indevidamente contestados depois que os avanços da história mostraram que seria impossível a pessoas isoladas entre si desenvolverem a sofisticação necessária para adotar o conjunto de regras e leis que forma um Estado. d) O que os contratualistas pretendiam não era tanto afirmar uma verdade histórica, ou sequer uma hipótese, mas expressar uma idéia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI filosófica forte, revolucionária: o indivíduo tem prioridade sobre o Estado. e) Mesmo que cada um de nós, em sua vida, nasça dentro de um Estado — e, portanto, depois dele —, este último somente tem validade como ferramenta ou meio para promover fins que são os nossos. Adaptado de Renato Janine Ribeiro, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.134,135. Gabarito: A Comentário. Na passagem do item a “Cada indivíduo, antes mesmo de fazer parte do poder político, já detêm direitos que são seus, pelo simples ato de nascer.” percebe-se incorreção de sintaxe de concordância, uma vez que o sujeito, cada indivíduo, está no singular, exigindo igual flexão do verbo correspondente – detém. Quando o sujeito, mesmo composto, tem cada um dos seus elementos acompanhado do pronome indefinido “cada”, o verbo deverá permanecer no singular. Isso porque o pronome indefinido “cada” atribui ao elemento uma função individualizadora (“cada indivíduo”), conceito esse muito bem explorado pela questão seguinte. Observe que no item e ele manteve corretamente o verbo no singular – “Mesmo que cada um de nós ... nasça dentro de um Estado...”. 57 - (AFRF 2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações) www.pontodosconcursos.com.br 21

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. b) A expressão quantificadora “Cada um” (l.7) tem valor totalizante porque faz associar uma senha ao conjunto de cartões, os meus e os seus. Item INCORRETO. Comentário. A incorreção deste item está em atribuir um valor totalizante à expressão “cada um”. Como vimos na questão anterior, esse vocábulo tem o condão de individualizar os elementos, tanto assim que não admite flexão no plural (não existe “cadas”). Por isso, mesmo que esteja em um sujeito composto ou acompanhado de um pronome reto, mantém o verbo na 3ª pessoa do singular. Exemplos: Cada homem, cada mulher, cada criança ajudava os flagelados. “Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz”(Almir Sater) CONCORDÂNCIA COM TOPÔNIMOS NO PLURAL 58 - (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Aos 26 anos, a cearense Jerusa Novais fala um inglês claudicante(A), conhece os Estados Unidos apenas pela Internet, mas acaba de conseguir uma ascensão(B) profissional de causar inveja aos 12.000 estudantes de informática que saem anualmente das faculdades brasileiras. A partir de março, trocará seu salário de 2.500 reais no Banco do Estado do Ceará por outro de 5.000 dólares na empresa IMR com sede na Flórida. Ela e outros dezenove cearenses foram contratados pela IMR por salários que variam entre(C) 4.500 e 6.000 dólares mensais. O grupo vai-se juntar (D) aos 1.000 profissionais brasileiros de informática que já encontraram colocação no mercado americano. Vivendo um período de prosperidade sem precedentes, os Estados Unidos da América não está(E) conseguindo preencher as 300.000 vagas de trabalho que são abertas a cada ano na área com os novos profissionais – cerca de 24.000 – que saem de suas universidades. (Manoel Fernandes - Veja - 28/1/1998, adaptado)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) A b) B c) C d) D e) E GABARITO: E Comentário. Caso clássico de concordância verbal é com topônimos - nomes próprios que indicam lugares. “Estados Unidos da América” é um topônimo que SEMPRE vem precedido de artigo definido masculino plural. Por conseqüência, quando exerce a função de sujeito, obriga a flexão do verbo no plural. Isso acontece mesmo que esteja representado por sua sigla (EUA), motivo que levou à anulação de uma questão de prova da ESAF (a próxima a ser comentada). Assim, o verbo estar (verbo auxiliar da locução verbal) deveria ser flexionado no plural para que houvesse correção no período (“os Estados Unidos da América não estão conseguindo preencher...”). O mesmo acontece com qualquer outro nome precedido de artigo definido (“Os Emirados Árabes Unidos consistem de uma federação de sete emirados localizados no Golfo Pérsico.”). Caso o topônimo não exija o artigo, mesmo sendo representado por um nome no plural, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular (“Bruxelas é a capital da Bélgica”, “Minas Gerais é o estado mais elevado do país, com 57% das terras acima dos 600 metros de altitude.”).

59 - (AFC STN/2000) Assinale a opção que apresenta erro de morfologia ou de concordância verbal. a) A diferença entre as taxas de crescimento dos Estados Unidos, do Japão e da Europa, no longo prazo, é um indício do descompasso da economia global. Apesar das alegações européias de que os mercados estão subestimando o euro, a moeda continua flutuando pouco acima de sua mais baixa cotação, 93 centavos de dólar. b) O iene está pouco abaixo de seu pico diante do dólar e permanece próximo de seu teto histórico ante o euro. Com resultados aquém dos

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI desejados, Japão e Europa vêm a exuberância econômica dos Estados Unidos como uma ameaça - o que não é errado. c) Em 98 e 99, a economia dos Estados Unidos cresceu cerca de 4% ao ano, enquanto as três principais economias da zona do euro Alemanha, França e Itália - atingiram 2%, 3% e 2% ao ano, respectivamente, no período. O Fundo Monetário Internacional prevê que os três países cresçam cerca de 3% este ano. d) Com esse resultado, a Europa não é mais vista como causa de debilidade. Agora o ritmo do crescimento europeu é tão rápido que uma intervenção do Banco Central Europeu - elevando as taxas de juros - é apenas uma questão de tempo. e) Isso deixa o principal fardo da remoção dos desequilíbrios econômicos aos cuidados do EUA, que precisam reduzir o ritmo de seu crescimento (hoje perto de 6% ao ano). A diferença entre os ciclos econômicos na Europa, Estados Unidos e Japão traz o fantasma da crise mundial.

Gabarito: B e E – questão anulada Comentário. Antes dos recursos, o gabarito oficial indicava letra b como a que apresentava erro. Em “Japão e Europa vêm a exuberância econômica dos Estados Unidos como uma ameaça”, o que se registrou foi a 3ª pessoa do plural do verbo vir: vêm. Contudo o contexto indica ser, na verdade, o verbo ver, cuja flexão apresenta a forma vêem. O que levou à anulação da questão foi o erro no emprego do artigo definido masculino singular antes da sigla EUA (Estados Unidos da América), na passagem da opção e: “Isso deixa o principal fardo da remoção dos desequilíbrios econômicos aos cuidados do EUA,...”. Mesmo sob a forma de sigla, o artigo que deveria acompanhá-lo seria o masculino plural, já que, como vimos na questão anterior, esse topônimo não só exige a flexão dos seus adjuntos adnominais, como também da forma verbal que o tenha como núcleo do sujeito. Na seqüência, foi respeitada a concordância verbal: “... remoção dos desequilíbrios econômicos aos cuidados do EUA, que precisam reduzir o ritmo de seu crescimento ...”. O pronome relativo que tem por referente “EUA”, e por isso a locução verbal foi flexionada no plural (“precisam reduzir”).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CONCORDÂNCIA EM PREDICADO NOMINAL 60 - (TRF 2000) Marque a opção em que um dos períodos apresenta estrutura sintática incorreta. a) A sonegação provoca, simultaneamente, um enorme prejuízo social e uma grande concentração de renda. / É provocada pela sonegação, simultaneamente, um enorme prejuízo social e uma grande concentração de renda. b) Aquelas pessoas jurídicas definidas na lei como contribuintes são meros "repassadores" dos impostos efetivamente pagos pelos consumidores finais de produtos e serviços./ A lei define como contribuintes aquelas pessoas jurídicas que são meros "repassadores" dos impostos efetivamente pagos pelos consumidores finais de produtos e serviços. c) Há alguns economistas que afirmam que mesmo os impostos diretos, do tipo Imposto de Renda, são repassados para os preços e suportados pelos consumidores. / O que alguns economistas afirmam é que mesmo os impostos diretos, do tipo Imposto de Renda, são repassados para os preços e suportados pelos consumidores. d) Protegido o direito público, resta garantir ao contribuinte a agilidade no atendimento e o acesso a informação, a orientação e a esclarecimentos, pois o interesse coletivo deve se sobrepor aos interesses particulares./ Como o interesse coletivo deve se sobrepor aos interesses particulares, desde que o direito público esteja protegido, resta garantir ao contribuinte a agilidade no atendimento e o acesso a informação, a orientação e a esclarecimentos. e) Cabe esclarecer quem, de fato, são os contribuintes e quais os interesses devem ser protegidos em um Estado de Direito. / Cabe esclarecer quem são os contribuintes de fato e que interesses devem ser protegidos em um Estado de Direito. (Folha de S. Paulo, 19/08/2000, p. A3, com adaptações) Gabarito: A Comentário. No segundo segmento do item a, vemos um dos casos de sujeito composto com predicado nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito), em que predicado está anteposto ao sujeito (inversão da ordem direta).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Nesse caso, o verbo e, conseqüentemente, o predicativo do sujeito poderão concordar com o núcleo do sujeito mais próximo (concordância atrativa) ou fazer a concordância gramatical (com todos os núcleos). Na construção “É provocada pela sonegação, simultaneamente, um enorme prejuízo social e uma grande concentração de renda.”, o sujeito composto é formado por dois núcleos, sendo que o mais próximo é o substantivo prejuízo. Assim, o adjetivo provocada está em desacordo com o substantivo correlato, devendo figurar no masculino singular – provocado. As duas possibilidades de concordância são: “São provocados (concordância gramatical) / É provocado (concordância atrativa) pela sonegação, simultaneamente, um enorme prejuízo social e uma grande concentração de renda.”. 61 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que uma das duas formas de redação está gramaticalmente incorreta. a) A estabilização da economia, o ajuste, as reformas em curso e a retomada do crescimento em bases mais seguras têm tido efeito positivo sobre a imagem do Brasil no exterior e sobre o crescimento do interesse de nossos parceiros pelo Brasil. / Têm tido efeito positivo sobre a nossa imagem no exterior e sobre o crescimento do interesse de nossos parceiros pelo Brasil, a estabilização da economia, o ajuste, as reformas em curso e a retomada do crescimento em bases mais seguras. b) A percepção do Brasil como país de oportunidades e como força emergente na economia mundial se está consolidando. / Está-se consolidando a percepção do Brasil como país de oportunidades e como força emergente na economia mundial. c) O Brasil será sempre, lá fora, o que nós quisermos que ele seja, o que nós formos capazes de fazer com que ele seja. / O que quisermos que o Brasil seja lá fora, o que formos capazes de fazer com que ele seja, ele será sempre. d) Não há imagem que se sustente sem a base firme da realidade, nem se pode viver a ilusão de que a imagem pode substituir a realidade. / Não se sustenta uma imagem sem a base firme da realidade, nem se pode viver a ilusão de que a imagem substitua a realidade. e) Com a estabilização e com as reformas em curso, nós mudamos quase que completamente para positivo o sinal com que figuramos na agenda internacional e na agenda das relações com nossos principais parceiros, tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo em

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI desenvolvimento. / O sinal com que figuramos na agenda internacional e na agenda das relações com nossos principais parceiros, tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo em desenvolvimento, com a estabilização e com as reformas em curso, foram mudados quase que completamente para positivo. (Adaptado de www.mre.gov.br Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados) Gabarito: E Comentário. Com relação ao segundo segmento do item e, devemos perguntar: o que foi mudado quase que completamente para positivo (ultima linha da questão)? Resposta: o sinal com que figuramos na agenda internacional e na agenda das relações com nossos principais parceiros, tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo em desenvolvimento. O núcleo do sujeito é sinal e, por isso, o predicado nominal deve com ele concordar – foi mudado. 62 - (FISCAL DO TRABALHO/1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro de estruturação sintática ou de propriedade vocabular. Para o desempenho de suas funções, pode o perito e assistente técnico utilizar-se(A) de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder da parte ou em repartições públicas, bem como(B) instruir o laudo com plantas, desenhos e quaisquer outras peças. O artigo 429 se aplica, por exemplo, aos locais em que a obra está concluída, não mais havendo ali trabalhadores em exercício. Então, baseados(C) nesse artigo, podemos realizar a inspeção pericial em outra obra, desde que mantido(D) as mesmas condições técnicas de trabalho do tempo em que(E) o reclamante ali trabalhava. (Baseado no artigo 429 da CPC) a) b) c) d) e) A B C D E

GABARITO: D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Comentário. Como bem sabemos, o adjetivo é uma classe de palavras variável, ou seja, flexiona-se em gênero e número, para estar de acordo com o substantivo a que se referir. Primeiramente, devemos observar que o adjetivo “mantido” se liga ao substantivo “condições”. Por isso, deverá se flexionar em gênero (feminino) e número (plural) para com ele concordar – mantidas. 63 - (TC PR/2002-2003) Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução. www.tcparaná.gov.br Em relação ao texto, julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. d) O fato de a forma verbal “repassados”(l.8) estar no masculino comprova o fato de que predomina o masculino genérico quando o antecedente é constituído de elementos dos dois gêneros. Item CORRETO Comentário. Como vimos, havendo dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, predomina o masculino plural. No caso, o adjetivo “repassados” exerce a função sintática de predicativo do sujeito e, por estar posposto ao sujeito, deve fazer a concordância gramatical, ou seja, concordar com todos os elementos, que são representados pelos núcleos: exemplos, conhecimentos, testemunho e provas. 64 - (TFC SFC 2000) A globalização teve impactos muito positivos ao(A) preparar a economia brasileira (e de outros países) para um www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI novo ciclo de crescimento. Quando combinadas(B) com boas políticas macroeconômicas,(C) a abertura produz um ambiente muito mais saudável para as empresas, sem tantos desvios de energia e dinheiro em(D) setores pouco competitivos. É isso que está por trás(E) das previsões muito mais favoráveis para a próxima década. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.143) a) b) c) d) e) A B C D E

Gabarito: B Comentário. O adjetivo “combinadas” tem por referente o substantivo “abertura” e com ele estar em harmonia, mantendo-se no gênero feminino e número singular. Exerce a função sintática de predicativo do sujeito, uma vez estar implícito um verbo de ligação na passagem “Quando (está/é) combinada com boas políticas macroeconômicas, a abertura produz um ambiente muito mais saudável...”. 65 - (Oficial de Chancelaria/2002) Marque o item sublinhado que corresponda a erro gramatical ou de grafia ou configure uma incoerência por impropriedade vocabular. Max Weber deixou um legado importante ao abordar as esferas da sociedade como campos autônomos(A), com características específicas e com regras próprias de conduta. Quanto mais independentes(B) essas(C) esferas forem concebidas,(D) mais livre(E) estarão para exercer suas atividades. (Baseado em Maria Francisca Pinheiro Coelho) a) A b) B c) C d) D e) E

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: E Comentário. O vocábulo “livre” pertence à classe das palavras variáveis, como todo adjetivo usado em seu sentido próprio. Por isso, deve concordar (no caso em número, já que é um adjetivo de dois gêneros) com o substantivo a que se refira – esferas. Essa é a incorreção do item (E). O certo seria “mais livres estarão”.

OUTRAS QUESTÕES DE CONCORDÂNCIA 66- (TFC SFC 2000) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais em relação ao texto. Uma força de trabalho mais bem treinada ajuda a aumentar a produtividade da economia, além de contribuir para a aceleração de desenvolvimento e para a introdução de tecnologias e produtos superiores e mais modernos. (Adaptado de Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais – Isto É- p.204 e 205) b) A palavra “treinada” está no feminino singular para concordar com “força”. Item CORRETO Comentário. O que é treinada é a força de trabalho, conjunto nominal, cujo núcleo é força, que forma uma unidade única de significado: a capacidade dos trabalhadores de produzirem riqueza material. Portanto, a afirmativa é verdadeira, pois o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo correspondente. Com relação à construção “mais bem treinada”, cabe-nos ressaltar que esta é a forma aceita pela norma culta. Quando um advérbio (mal / bem) antecede um verbo no particípio, formando uma unidade adjetiva (com hífen ou não) – bem-humorado, bem-dotado, bem vestido, bem colocado - não ocorre a contração do advérbio com o mais que o precede. No entanto, como o superlativo de bem (“mais bem”) é melhor – da mesma forma que o de mal (“mais mal”) é pior – a expressão se transformou com o tempo e modernamente já se aceitam expressões (“As competências agora estão melhor / mais bem distribuídas”).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI De qualquer forma, na hora da prova, cuidado! Algumas bancas são bastante tradicionais e poderiam não considerar correta a estrutura melhor distribuídas. Se o enunciado fizer menção a “norma culta”, não hesite em assinalar esse exemplo como INCORRETO. Pela norma culta, a construção deveria ser “As competências agora estão mais bem distribuídas.”. 67- (TRF 2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. Até fins do século passado, movidos(A) a água(B) havia, nas grandes fazendas, o engenho de café, o de milho e o de farinha e, ainda, o descascador de arroz, ao lado da grande mó(C), que servia para extrair da mamona o azeite, empregados(D) para a iluminação da fazenda e outros misteres(E). (Gilberto Paim, com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: D Comentário. Conforme já comentamos em nosso estudo, a análise sintática (relação entre os elementos da oração) somente é possível quando associada à análise semântica (significado desses elementos no contexto em que se encontram). Pergunta-se: o que era utilizado na iluminação da fazenda e em outros misteres (ofícios, trabalhos)? Resposta: o azeite da mamona. Então, a partir do contexto, percebe-se o erro de concordância nominal entre o adjetivo “empregados” e o substantivo “azeite”. A forma correta seria “que servia para extrair da mamona o azeite, empregado para a iluminação da fazenda e outros misteres”. O que poderia levar a uma “contaminação” para o plural seriam todos os elementos que antecederam este adjetivo em outra oração. Mas o

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI candidato deve sempre compreender o contexto para identificar a função sintática de cada vocábulo. 68 - (Fiscal de Fortaleza/2003) Assinale o trecho do texto abaixo que foi transcrito de forma gramaticalmente correta. a) A razão de ser do desemprego como elemento estrutural do capitalismo, derivam diretamente do antagonismo entre compradores e vendedores da força de trabalho. b) Aos compradores — as empresas capitalistas — interessa que haja concorrência entre os vendedores para que o custo caia; aos trabalhadores, obviamente, interessam o contrário. c) Relativamente cedo os trabalhadores conquistaram o direito de se unir em sindicatos, o que tornou possível e provável a monopolização da oferta da força de trabalho. d) A monopolização do mercado de trabalho, acrescidas das sucessivas conquistas de direitos sociais pelos trabalhadores, tornou o custo do trabalho o preço estratégico da economia capitalista, contraposto à taxa de lucro sobre o capital invertido. e) Sempre que a economia se aproxima do pleno emprego — isto é, quando o exército de reserva tende à zero — quase todos os preços subindo, ameaçando o valor “real” da riqueza financeira. (Itens adaptados de Paul Singer) Gabarito: C Comentário. A opção c, que está correta, apresenta um caso de flexão de infinitivo – “os trabalhadores conquistaram o direito de se unir em sindicatos”. Não haveria necessidade de se flexionar o verbo no infinitivo, considerando que o sujeito dessa forma nominal é o mesmo do da oração principal. Ocorre que, por estar acompanhado do pronome “se”, essa flexão poderia ocorrer – “os trabalhadores conquistaram o direito de se unirem em sindicatos”. As duas formas (flexionado ou não) são possíveis. As demais opções foram consideradas incorretas: Opção a) além do emprego inadequado da vírgula (separa o sujeito do verbo), houve erro na concordância entre o verbo e o núcleo do sujeito. Pergunta-se: o que deriva diretamente do compradores e vendedores da força de trabalho? antagonismo entre

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Resposta: “A razão de ser do desemprego como elemento estrutural do capitalismo”. O núcleo é razão, logo o verbo deverá permanecer no singular – deriva. Opção b) Novamente, observa-se erro de concordância, desta vez com a inversão dos termos da oração: ”aos trabalhadores, obviamente, interessam o contrário”. Na ordem direta: “o contrário (daquilo que já se expôs) interessa aos trabalhadores”. Na inversão, antecede ao verbo um termo no plural (trabalhadores), o que poderia dar uma falsa sensação de ser ele o sujeito da forma verbal. Opção d) O erro está na concordância nominal entre o adjetivo acrescidas e o substantivo correspondente, monopolização, sendo que o correto seria “A monopolização do mercado de trabalho, acrescida das sucessivas conquistas de direitos sociais pelos trabalhadores”. O verbo, na seqüência, foi corretamente flexionado, pois o núcleo do sujeito é monopolização ("A monopolização do mercado de trabalho, ..., tornou o custo do trabalho o preço estratégico da economia capitalista”). Opção e) Não ocorre crase antes de palavra masculina – tende a zero. Mais sobre o assunto será tratado na aula de crase. (TRF 2000) Considere o trecho abaixo, transcrito com erros, para responder às questões 69 e 70.

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“As versões anteriores sobre a existência, no Novo Mundo, de alguma nação de mulheres adversas ao jugo varonil, deviam predispor os aventureiros europeus a acolher, colorindo-as e enriquecendo-as, segundo lhes pediam a imaginação, certas notícias sobre tribos indígenas onde as esposas porfiavam com os maridos na faina guerreira. Foi às beiradas daquele rio-mar, porém, e quando pela primeira vez na história um bando de espanhóis o cursou em sua maior extensão até chegar à embocadura, que elas vieram a ganhar corpo. Tendo saido de Quito em 1541, rumo ao imaginário País da Canela, Francisco de Orellana e seus companheiros, foram avisados de que, águas abaixo, no grande rio, se
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achavam amazonas, e que apartadas dele e metida terra adentro estavam as dependências do chefe Ica, abundantíssimas em metal amarelo. Esse último senhorio nunca o viram e nem ouviram falar os expedicionários. Das amazonas, no entanto, voltaram a ter notícia, quando, mais adiante, lhes advertiram-nos outros índios do perigo a que se expunham de alcançá-las, por serem poucos e elas muitas.” (Sérgio Buarque de Holanda)

69 - Ocorre erro de concordância nominal na linha a) 16 b) 19 c) 3 d) 18 e) 25 Gabarito: D Comentário. Essa foi uma das provas mais difíceis de Língua Portuguesa da ESAF. O texto de Sérgio Buarque de Holanda, belíssimo por sinal, apresenta construções sintáticas complexas, com elementos retirados de sua posição habitual no conjunto oracional, pronomes em referências anafóricas distantes. Tudo isso exige muita atenção do leitor. A passagem com incorreção de sintaxe de concordância é: “Francisco de Orellana e seus companheiros, foram avisados de que, águas abaixo, no grande rio, se achavam amazonas, e que apartadas dele e metida terra adentro estavam as dependências do chefe Ica, abundantíssimas em metal amarelo.” Pergunta-se: o que estava apartado do grande rio e metido terra adentro? Resposta: “as dependências do chefe Ica”. Então, os adjetivos relacionados a “dependências” devem com esse substantivo concordar – “e que apartadas dele e metidas terra adentro estavam as dependências do chefe Ica...”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 70 - (TRF 2000) Ocorre erro de concordância verbal na linha a) 3 b) 11 c) 5 d) 17 e) 24 Gabarito: C Comentário. Essa questão teve como base o mesmo texto da anterior. Vamos analisar o trecho que vai do início do parágrafo até o ponto em que se constata o erro de concordância verbal, de modo que, a partir da compreensão textual, possamos realizar a análise sintática. “As versões anteriores sobre a existência, no Novo Mundo, de alguma nação de mulheres adversas ao jugo varonil, deviam predispor os aventureiros europeus a acolher, colorindo-as e enriquecendo-as, segundo lhes pediam a imaginação, certas notícias sobre tribos indígenas onde as esposas porfiavam com os maridos na faina guerreira.” Parafraseando (= em outras palavras): “As versões anteriores sobre a existência de alguma nação de mulheres adversas à submissão ao homem deviam preparar os aventureiros europeus a aceitar certas notícias sobre tribos indígenas onde as mulheres concorriam com os maridos na lida guerreira.” O trecho que apresenta incorreção gramatical foi retirado dessa paráfrase e consiste em: “colorindo-as e enriquecendo-as, segundo lhes pediam a imaginação.” As duas ocorrências do pronome oblíquo átono (as) fazem referência a “certas notícias”, enquanto que o pronome oblíquo lhes refere-se “aos aventureiros europeus”. Quem pedia a quem? “A imaginação pedia aos aventureiros” – “A imaginação pedia-lhes”. O sujeito é, portanto, imaginação e o verbo deverá estar no singular – pedia.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Percebe-se, assim, erro de concordância verbal. A forma correta seria: “colorindo-as e enriquecendo-as, segundo lhes pedia a imaginação”. Até a próxima. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 36 - (AFC 2002) A economia brasileira, há alguns anos, apresentava fortes barreiras protecionistas, e controles cambiais provocavam a valorização artificial do câmbio comercial, havendo ágio expressivo no mercado livre. A realidade hoje é outra. As barreiras tarifárias foram muito reduzidas, a taxa de câmbio é flutuante e não há diferença significativa entre o mercado oficial e o paralelo. Os modelos econométricos disponíveis, por menos precisos que sejam, são unânimes em apontar para uma desvalorização do real acima do seu equilíbrio de longo prazo, e não o contrário. Logo, onde está o problema? Por que gastar escassos recursos públicos – pois não se faz política industrial sem eles – para poupar divisas quando o mercado já está bem sinalizado nesta direção? Pode até haver outras razões para justificar a política proposta. Mas economia de divisas não é uma delas. (Adaptado de Cláudio Haddad) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. I. Caso a expressão “diferença significativa”(l.5/6) seja colocada no plural a forma verbal que a antecede deve ser obrigatoriamente flexionada. 37 - (CVM 2000) Leia o texto seguinte para responder às questões seguintes. Uma das grandes ilusões da década dos 90 é que houve tal mudança na economia americana que precisamos de uma “nova teoria econômica” para explicá-la. É verdade que no período 1995/1999 houve uma aceleração do crescimento da economia acompanhada (o que parece paradoxal) por uma redução da taxa de inflação. É um paradoxo apenas na aparência. Não existe nenhuma razão para pensar que a simples e pura aceleração do crescimento deve, necessariamente, levar a um aumento da taxa de inflação. Isso só deveria ocorrer se a demanda global estivesse tentando crescer mais depressa do que a oferta global e a economia estivesse em pleno emprego. Há muitas razões pelas quais não se deve aceitar tal relação de causalidade. Por exemplo, se a participação da massa salarial na renda global estiver diminuindo e a produtividade do trabalho estiver crescendo, o custo do trabalho por

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI unidade de produto diminuirá e haverá um aumento de lucro. Isso estimulará o investimento e a incorporação de novas tecnologias, aumentando a oferta global. Outra possibilidade é a combinação de uma redução dos preços das importações com uma valorização externa da moeda. Mas em que a década dos 90 é diferente da dos 80 na economia americana? A tabela abaixo compara as duas, usando a média trimestral das variáveis. Verificamos que as diferenças residem no aumento da produtividade do trabalho, na redução da taxa de desemprego e na queda da taxa de inflação. Esta última é notável quando levamos em conta que uma taxa anual de 5,6% produz, em dez anos, uma inflação acumulada de 72%, enquanto uma taxa anual de 3% produz uma inflação acumulada, na década, de 34%. (Antonio Delfim Netto, com adaptações) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Não se flexionou no plural a forma verbal do verbo haver(l.14) porque o sintagma que se lhe segue está no singular. 38 - (Fiscal de Fortaleza/1998) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto. a) Nas declarações aos jornais, o governo se comporta como se a venda das estatais pudesse se dar de modo independente do cenário econômico. / Nas declarações aos jornais, o governo comporta-se como se a venda das estatais pudesse se dar de modo independente do cenário econômico. b) Do cronograma de vendas de estatais do BNDS consta a Telebrás, as Centrais Elétricas de Alagoas, Furnas e ações da Petrobrás excedentes ao percentual necessário ao controle da União. / Do cronograma de vendas de estatais do BNDS constam a Telebrás, as Centrais Elétricas de Alagoas, Furnas e ações da Petrobrás excedentes ao percentual necessário ao controle da União. c) Os bancos trabalham com um cronograma de privatizações mais conservador do que o do governo. / Os bancos trabalham com um cronograma de privatizações mais conservador do que o governo. d) No caso da Telebrás, se houverem processos judiciais contra uma das 13 empresas à venda, o leilão fica em suspenso. / No caso da Telebrás, se houver processo judicial contra uma das 13 empresas à venda, o leilão fica suspenso. www.pontodosconcursos.com.br 37

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) No caso da Banda B da telefonia celular, a venda seqüencial possibilitou que envelopes de algumas áreas fossem abertos antes da disputa pelo interior de São Paulo parar nos tribunais. / No caso da Banda B da telefonia celular, a venda seqüencial possibilitou que envelopes de algumas áreas fossem abertos antes de a disputa pelo interior de São Paulo parar nos tribunais. (Baseado em texto de Daniel Japiassu - Carta Capital, 18/2/1998) 39 - (AFRF 2002-2) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Importância especial têm os princípios gerais do direito no suprimento das chamadas lacunas (se é que as hão) de direito. Ferrara, por exemplo, rechaçava a idéia de lacunas de direito, posto que, a seu sentir, não há lacunas e, sim, defeitos da lei. 40 - (Fiscal do Trabalho/1998) A Justiça do Trabalho custará R$ 3 bilhões em 1999. Essa importância não seria excessiva se acaso viesse(A) sendo acionada unicamente em casos relevantes e inevitáveis, após falharem(B) todas as tentativas de prevenção e solução dos conflitos diretamente pelas partes. A vulgarização do Judiciário, talvez estimulada pela inexistência de custos, não deveria contribuir para projetar imagem negativa do País, desencorajando a geração de empregos. Se desejamos ampliar e modernizar o mercado, é indispensável colocarmos o dedo na ferida, procurando saber as razões por que(C), à medida que(D) aumentam o desemprego e as relações informais de trabalho, o País se converte em fonte inesgotável de reclamações trabalhistas, sem que disso resultem (E) a elevação do padrão de vida dos assalariados. (Baseado em Almir Pazzianotto Pinto) a) b) c) d) e) A B C D E

41 - (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Geograficamente, a região entre o Parnaíba, o Tocantins e o São Francisco pertencem(A), em grande parte, a (B) Pernambuco, mas a história prende-a à(C) Bahia. Foram baianos que, procurando terrenos apropriados à criação de gado, passaram à(D) Serra do Espinhaço, e favorecidos pelas catingas decíduas, chegaram ao rio de São Francisco, espontando(E) todos os rios secos que retalham Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. (Capistrano de Abreu, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E 42 - (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. No imaginário popular, o usineiro de açúcar vive como rei no nordeste do país, veste terno de linho branco e chapéu panamá, está sempre arrancando algum dinheiro aos(A) cofres públicos. O terno branco e o panamá, os coronéis já os(B) largaram há(C) muito tempo. Eles agora estão abandonando é(D) o próprio Nordeste, a terra que dominaram por 400 anos e que ajudaram a transformar no que é hoje: uma das regiões mais pobres do país. O movimento ainda não indica uma retirada em massa, mas são cada vez maiores(E) o número de usineiros nordestinos que estão lançando seus projetos novos no centro-sul do Brasil. (Marcos Gusmão - Veja - 28/1/1998, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E 43 - (FISCAL MS / 2001) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Durante os setenta anos da história imperial brasileira, o velho sonho do paraíso, que alimentou a vontade dos primeiros colonizados, foram sendo substituídos pela utopia da “modernização”, uma idealização explícita do modelo socieconômico das potências da Europa do norte, e mais tarde do modelo da sociedade norte-americana. 44 - (AFC STN/2002) Marque o item transcrito com erro de ortografia, de estrutura sintática ou de pontuação. a) A CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) acaba de divulgar um estudo – cujo título é “Globalização e desenvolvimento” – extremamente importante e oportuno para o entendimento dos problemas que afetam as economias da região e das questões centrais envolvidas em um padrão alternativo de desenvolvimento e inserção internacional. b) O estudo projeta a análise do processo de globalização em um arco de 130 anos, distinguindo três fases: a primeira, de 1879 até 1913, marcada por uma grande mobilidade internacional do capital e da mãode-obra (é época das grandes migrações, que envolveram cerca de 10% da população mundial). c) A segunda, após um período de retração das relações econômicas internacionais associada às duas guerras mundiais e à crise dos anos 30, vão do pós-guerra (1945/50) até 1973, caracterizando-se pela reduzida mobilidade tanto do capital como da mão-de-obra, que coexistem com um ciclo de notável expansão do comércio de manufaturas entre os países desenvolvidos. d) Finalmente, a terceira fase engloba o último quartel do século 20, que tem na expansão e elevada mobilidade dos fluxos de capital, na integração à escala mundial dos sistemas de produção das empresas transnacionais e na homogeneização dos modelos de desenvolvimento suas características principais. e) É interessante observar como esse processo foi acompanhado, particularmente em sua terceira fase, por uma crescente concentração e polarização da renda e da riqueza mundiais. (Baseado em Aloizio Mercadante) 45 - (Especialista MPOG – 2000) Assinale a opção em que há erro de sintaxe. a) Se, em 1987, a legião dos párias da Terra, ou seja, os condenados a viver com menos de um dólar por dia, chegava a 880 milhões, atualmente, essa multidão de pobres desvalidos já constitui uma www.pontodosconcursos.com.br 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI inacreditável massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, nada menos do que 20% da humanidade. b) Em 1987 calculou-se que a legião dos párias da Terra - os condenados a viverem com menos de um dólar por dia - cifravam-se em 880 milhões, atualmente essa multidão de pobres diabos já constituem uma formidável massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, nada menos do que em 20% da humanidade. c) A legião dos párias da Terra, ou seja, dos condenados a viver com menos de um dólar por dia, em 1987, era calculada em 880 milhões. Atualmente, essa multidão de excluídos constitui uma assustadora massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, nada menos do que 20% da humanidade. d) Se, em 1987, os condenados a viver com menos de um dólar por dia - a legião dos párias da Terra - eram 880 milhões, atualmente, essa multidão de pobres já constitui uma inquietante massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, cerca de 20% da humanidade. e) Se foi calculado que, em 1987, a legião dos párias da Terra - os condenados a viver com menos de um dólar por dia - era de 880 milhões, atualmente, essa multidão de desvalidos já constitui uma massa de 1,2 bilhão de pessoas, isto é, 20% da humanidade. (Adaptado de Fábio Konder Comparato, Folha de S. Paulo, MAIS!, 31/12/2000) 46 - (TCE RN/2000) Nas questões seguintes, marque o item sublinhado que apresenta erro gramatical ou de ortografia. Acredito que a maior parte dos senhores sabe(A) que a Secretaria de Educação é gigantesca; por isso(B) se tem muita dificuldade de gerenciamento. É composta(C) por 1,3 milhões(D) de alunos. Esta quantidade de alunos é maior do que (E) a população de muitas capitais no Brasil. a) A b) B c) C d) D e) E 47 - (AFC STN/2002) www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Um emprego novo na indústria siderúrgica custa 1,4 milhão de reais. No varejo, um único emprego exige o dispêndio de algo em torno de 30.000 reais: o custo do espaço na loja, do balcão e do estoque de mercadorias. Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. b) À linha 1 seria também correto escrever-se 1,4 milhões de reais. 48 - (TRF 2003) Assinale a opção em que a concordância está de acordo com a norma padrão. a) Os milhares de pessoas que cometeram delitos, após cumprirem suas penas, ficam quites com a sociedade. b) Nenhum dos colegas de seção afirmaram ter presenciado qualquer ato delituoso, apenas relataram o que ouviram do funcionário punido. c) A maioria dos casos examinados indicava ser necessário a instauração de sindicância, ainda que alguns de nós relutássemos em acatar a auditoria realizada. d) Dadas as circunstâncias em que ocorreu um grande número de exonerações, foi publicado, na mídia, uma nota que justificava tal procedimento administrativo. e) Seguia anexo ao processo administrativo a cópia dos contratos de serviços especializados que haviam sido prestados na gestão anterior. 49 - (Fiscal do Trabalho/2003) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. b) Embora muitas nações globalizadas procurem acompanhar o ritmo das mais opulentas, grande parte do mundo em desenvolvimento estão se tornando marginalizados. (Procurador BACEN/2002) Leia o texto abaixo para responder às questões 50 e 51. Pode até mesmo parecer um pouco antagônica a conjugação dos termos “tecnologia” e “política”, mas a prática – e sua intensidade – com que se desenvolve o processo de convencimento popular em tempos atuais, com toda a “sofisticação” de recursos – não necessariamente técnicos – que se possa imaginar, nos leva a admitir a absoluta compatibilidade entre aqueles termos, ao ponto em que imaginar-se uma candidatura sem o arrojo dos “avanços” estratégicos políticos é o mesmo que se predispor à mais imprevisível das aventuras. Segundo dados da ONU, www.pontodosconcursos.com.br 42

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI dois terços da população mundial não se sente representada por seus governos e tem uma péssima opinião sobre a honestidade e sentido público dos políticos, muitas vezes sendo o voto uma manifestação “mais contra o que se teme, do que a favor do que se espera”. (Alexandre Vidigal de Oliveira, Tecnologia política e a globalização da crise de representatividade, in: Correio Braziliense, 14/10/2002, com adaptações) 50 - Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. a) Preserva-se a correção gramatical da oração alternativamente, sentem em lugar de “sente”(l.9). ao empregar,

51 - Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. e) Mantém-se a coerência textual ao empregar a expressão a maioria da população, em lugar de “dois terços da população”(l.9), mas para manter a correção gramatical é necessário substituir “tem”(l.10) por têm. 52-(Assistente de Chancelaria/2002) As viagens ao exterior e os encontros com figurões estrangeiros constituem, desde o reinado de Dom Pedro II, um trunfo na estratégia das lideranças brasileiras. De fato, as críticas às viagens internacionais do Presidente da República ou de outros dirigentes parecem despropositadas. Tanto o governo como a oposição devem reposicionar os interesses brasileiros num mundo em plena mutação. O problema que se coloca é de outra natureza e se resume numa interrogação pouco formulada na campanha presidencial: quais devem ser os rumos de nossa diplomacia? (Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações) Assinale a relação de condição incorreta a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto. Se a) “encontros”(l.1) for empregada no singular, “constituem”(l.2) deve ser substituída por constitui. b) “as críticas”(l.3) for substituída por criticar, o sinal indicativo de crase, em “às”(l.3), deve ser retirado. c) “as críticas”(l.3) for substituída por criticar, “parecem despropositadas”(l.4-5) deve ser substituída por parece despropositado. www.pontodosconcursos.com.br 43

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) o conectivo “Tanto...como”(l.5) for substituído por Não só ... mas também, o verbo seguinte pode ser empregado no plural, “devem”(l.5), ou no singular, deve. 53 - (FISCAL MS / 2001) Marque a palavra, a seqüência ou o sinal de pontuação sublinhado, que foi mal empregado. Vivemos um período de adversidade,(A) mas contamos com o apoio de uma política econômica adequada para contorná-lo(B). Prova disso é a atuação do Banco Central no câmbio, que mantêm(C) também os juros sob(D) controle. No passado, víamos os juros subirem(E) de 15% a 45% de uma só vez. (Fernando Xavier Ferreira, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E 54 - (TRF 2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. No Primeiro Reinado, as idéias de justiça fiscal e capacidade de contribuição, que pressupõe(A) que a cada cidadão deva ser cobrado o imposto de acordo com suas possibilidades, simplesmente não existiam, já que(B) não havia legislação coerente que garantisse a defesa desses princípios. Como o clero e os senhores rurais eram livres das obrigações fiscais, os privilégios subsistiam(C). Em face do(D) baixo grau de informação, da falta de instituições independentes e da ausência de liderança, era impossível qualquer manifestação que fosse contrária ao(E) sistema em vigor. a) b) c) d) e) A B C D E

55 - (PROVA TFC 1997) Assinale o item que apresenta concordância incorreta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) As pessoas se agrupam em função de objetivos comuns em associações, federações, confederações, sindicatos, ONGs, colégios, empresas, sociedades, clubes, conselhos, fundações, institutos, etc. b) Em qualquer uma dessas situações pressupõem-se que os grupos trabalham unidos na defesa de um ideário consubstanciado em estatutos, normas e procedimentos que determinam formas de atuação na sociedade. c) Entre os dez setores que mais geraram empregos no Brasil, em 1996, as entidades sem fins lucrativos despontaram em primeiro lugar.(...) d) Além disso, possuem alto índice de trabalhadores voluntários que disponibilizam seu tempo livre em benefício de toda a sociedade, algo nada desprezível enquanto força mobilizadora. e) A questão é como usar esse poder. Talvez nunca como neste momento a conscientização da necessidade do envolvimento do empresariado na vida da comunidade tenha sido tão importante. (Maria Christina Andrade Vieira, Gazeta Mercantil -14 de agosto de 1997, com adaptações) 56 - (TRF 2003) Assinale o trecho do texto que foi transcrito com erro. a) Os direitos humanos, a grande conquista moderna, procedem da idéia de que o governo está a serviço dos cidadãos, e não o contrário. Cada indivíduo, antes mesmo de fazer parte do poder político, já detêm direitos que são seus, pelo simples ato de nascer. b) É esse vínculo dos direitos humanos ao nascimento que permite dizer que eles são direitos naturais. Já o Estado é um instrumento para realizar fins comuns às pessoas. c) Vários teóricos da política, ao longo dos séculos XVII e XVIII, afirmaram que o Estado nasceria de um contrato. Eles foram indevidamente contestados depois que os avanços da história mostraram que seria impossível a pessoas isoladas entre si desenvolverem a sofisticação necessária para adotar o conjunto de regras e leis que forma um Estado. d) O que os contratualistas pretendiam não era tanto afirmar uma verdade histórica, ou sequer uma hipótese, mas expressar uma idéia filosófica forte, revolucionária: o indivíduo tem prioridade sobre o Estado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) Mesmo que cada um de nós, em sua vida, nasça dentro de um Estado — e, portanto, depois dele —, este último somente tem validade como ferramenta ou meio para promover fins que são os nossos. Adaptado de Renato Janine Ribeiro, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.134,135. 57 - (AFRF 2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. b) A expressão quantificadora “Cada um” (l.7) tem valor totalizante porque faz associar uma senha ao conjunto de cartões, os meus e os seus. 58 - (Fiscal de Fortaleza – 1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Aos 26 anos, a cearense Jerusa Novais fala um inglês claudicante(A), conhece os Estados Unidos apenas pela Internet, mas acaba de conseguir uma ascensão(B) profissional de causar inveja aos 12.000 estudantes de informática que saem anualmente das faculdades brasileiras. A partir de março, trocará seu salário de 2.500 reais no Banco do Estado do Ceará por outro de 5.000 dólares na empresa IMR com sede na Flórida. Ela e outros dezenove cearenses foram contratados pela IMR por salários que variam entre(C) 4.500 e 6.000 dólares mensais. O grupo vai-se juntar (D) aos 1.000 profissionais

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI brasileiros de informática que já encontraram colocação no mercado americano. Vivendo um período de prosperidade sem precedentes, os Estados Unidos da América não está(E) conseguindo preencher as 300.000 vagas de trabalho que são abertas a cada ano na área com os novos profissionais – cerca de 24.000 – que saem de suas universidades. (Manoel Fernandes - Veja - 28/1/1998, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E 59 - (AFC STN/2000) Assinale a opção que apresenta erro de morfologia ou de concordância verbal. a) A diferença entre as taxas de crescimento dos Estados Unidos, do Japão e da Europa, no longo prazo, é um indício do descompasso da economia global. Apesar das alegações européias de que os mercados estão subestimando o euro, a moeda continua flutuando pouco acima de sua mais baixa cotação, 93 centavos de dólar. b) O iene está pouco abaixo de seu pico diante do dólar e permanece próximo de seu teto histórico ante o euro. Com resultados aquém dos desejados, Japão e Europa vêm a exuberância econômica dos Estados Unidos como uma ameaça - o que não é errado. c) Em 98 e 99, a economia dos Estados Unidos cresceu cerca de 4% ao ano, enquanto as três principais economias da zona do euro Alemanha, França e Itália - atingiram 2%, 3% e 2% ao ano, respectivamente, no período. O Fundo Monetário Internacional prevê que os três países cresçam cerca de 3% este ano. d) Com esse resultado, a Europa não é mais vista como causa de debilidade. Agora o ritmo do crescimento europeu é tão rápido que uma intervenção do Banco Central Europeu - elevando as taxas de juros - é apenas uma questão de tempo. e) Isso deixa o principal fardo da remoção dos desequilíbrios econômicos aos cuidados do EUA, que precisam reduzir o ritmo de seu crescimento (hoje perto de 6% ao ano). A diferença entre os ciclos econômicos na Europa, Estados Unidos e Japão traz o fantasma da crise mundial.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 60 - (TRF 2000) Marque a opção em que um dos períodos apresenta estrutura sintática incorreta. a) A sonegação provoca, simultaneamente, um enorme prejuízo social e uma grande concentração de renda. / É provocada pela sonegação, simultaneamente, um enorme prejuízo social e uma grande concentração de renda. b) Aquelas pessoas jurídicas definidas na lei como contribuintes são meros "repassadores" dos impostos efetivamente pagos pelos consumidores finais de produtos e serviços./ A lei define como contribuintes aquelas pessoas jurídicas que são meros "repassadores" dos impostos efetivamente pagos pelos consumidores finais de produtos e serviços. c) Há alguns economistas que afirmam que mesmo os impostos diretos, do tipo Imposto de Renda, são repassados para os preços e suportados pelos consumidores. / O que alguns economistas afirmam é que mesmo os impostos diretos, do tipo Imposto de Renda, são repassados para os preços e suportados pelos consumidores. d) Protegido o direito público, resta garantir ao contribuinte a agilidade no atendimento e o acesso a informação, a orientação e a esclarecimentos, pois o interesse coletivo deve se sobrepor aos interesses particulares./ Como o interesse coletivo deve se sobrepor aos interesses particulares, desde que o direito público esteja protegido, resta garantir ao contribuinte a agilidade no atendimento e o acesso a informação, a orientação e a esclarecimentos. e) Cabe esclarecer quem, de fato, são os contribuintes e quais os interesses devem ser protegidos em um Estado de Direito. / Cabe esclarecer quem são os contribuintes de fato e que interesses devem ser protegidos em um Estado de Direito. (Folha de S. Paulo, 19/08/2000, p. A3, com adaptações) 61 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que uma das duas formas de redação está gramaticalmente incorreta. a) A estabilização da economia, o ajuste, as reformas em curso e a retomada do crescimento em bases mais seguras têm tido efeito positivo sobre a imagem do Brasil no exterior e sobre o crescimento do interesse de nossos parceiros pelo Brasil. / Têm tido efeito positivo sobre a nossa imagem no exterior e sobre o crescimento do interesse de nossos parceiros pelo Brasil, a estabilização da economia, o ajuste, as reformas em curso e a retomada do crescimento em bases mais seguras. www.pontodosconcursos.com.br 48

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI b) A percepção do Brasil como país de oportunidades e como força emergente na economia mundial se está consolidando. / Está-se consolidando a percepção do Brasil como país de oportunidades e como força emergente na economia mundial. c) O Brasil será sempre, lá fora, o que nós quisermos que ele seja, o que nós formos capazes de fazer com que ele seja. / O que quisermos que o Brasil seja lá fora, o que formos capazes de fazer com que ele seja, ele será sempre. d) Não há imagem que se sustente sem a base firme da realidade, nem se pode viver a ilusão de que a imagem pode substituir a realidade. / Não se sustenta uma imagem sem a base firme da realidade, nem se pode viver a ilusão de que a imagem substitua a realidade. e) Com a estabilização e com as reformas em curso, nós mudamos quase que completamente para positivo o sinal com que figuramos na agenda internacional e na agenda das relações com nossos principais parceiros, tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo em desenvolvimento. / O sinal com que figuramos na agenda internacional e na agenda das relações com nossos principais parceiros, tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo em desenvolvimento, com a estabilização e com as reformas em curso, foram mudados quase que completamente para positivo. (Adaptado de www.mre.gov.br Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados) 62 - (FISCAL DO TRABALHO/1998) Marque o item sublinhado que apresenta erro de estruturação sintática ou de propriedade vocabular. Para o desempenho de suas funções, pode o perito e assistente técnico utilizar-se(A) de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder da parte ou em repartições públicas, bem como(B) instruir o laudo com plantas, desenhos e quaisquer outras peças. O artigo 429 se aplica, por exemplo, aos locais em que a obra está concluída, não mais havendo ali trabalhadores em exercício. Então, baseados(C) nesse artigo, podemos realizar a inspeção pericial em outra obra, desde que mantido(D) as mesmas condições técnicas de trabalho do tempo em que(E) o reclamante ali trabalhava. (Baseado no artigo 429 da CPC) a) b) c) d) A B C D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) E

63 - (TC PR/2002-2003) Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução. www.tcparaná.gov.br Em relação ao texto, julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais. d) O fato de a forma verbal “repassados”(l.8) estar no masculino comprova o fato de que predomina o masculino genérico quando o antecedente é constituído de elementos dos dois gêneros. 64 - (TFC SFC 2000) A globalização teve impactos muito positivos ao(A) preparar a economia brasileira (e de outros países) para um novo ciclo de crescimento. Quando combinadas(B) com boas políticas macroeconômicas,(C) a abertura produz um ambiente muito mais saudável para as empresas, sem tantos desvios de energia e dinheiro em(D) setores pouco competitivos. É isso que está por trás(E) das previsões muito mais favoráveis para a próxima década. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.143) a) b) c) d) e) A B C D E

65 - (Oficial de Chancelaria/2002) Marque o item sublinhado que corresponda a erro gramatical ou de grafia ou configure uma incoerência por impropriedade vocabular.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Max Weber deixou um legado importante ao abordar as esferas da sociedade como campos autônomos(A), com características específicas e com regras próprias de conduta. Quanto mais independentes(B) essas(C) esferas forem concebidas,(D) mais livre(E) estarão para exercer suas atividades. (Baseado em Maria Francisca Pinheiro Coelho) a) A b) B c) C d) D e) E 66- (TFC SFC 2000) Julgue a asserção abaixo em seus aspectos gramaticais em relação ao texto. Uma força de trabalho mais bem treinada ajuda a aumentar a produtividade da economia, além de contribuir para a aceleração de desenvolvimento e para a introdução de tecnologias e produtos superiores e mais modernos. (Adaptado de Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais – Isto É- p.204 e 205) b) A palavra “treinada” está no feminino singular para concordar com “força”. 67- (TRF 2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. Até fins do século passado, movidos(A) a água(B) havia, nas grandes fazendas, o engenho de café, o de milho e o de farinha e, ainda, o descascador de arroz, ao lado da grande mó(C), que servia para extrair da mamona o azeite, empregados(D) para a iluminação da fazenda e outros misteres(E). (Gilberto Paim, com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E www.pontodosconcursos.com.br 51

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 68 - (Fiscal de Fortaleza/2003) Assinale o trecho do texto abaixo que foi transcrito de forma gramaticalmente correta. a) A razão de ser do desemprego como elemento estrutural do capitalismo, derivam diretamente do antagonismo entre compradores e vendedores da força de trabalho. b) Aos compradores — as empresas capitalistas — interessa que haja concorrência entre os vendedores para que o custo caia; aos trabalhadores, obviamente, interessam o contrário. c) Relativamente cedo os trabalhadores conquistaram o direito de se unir em sindicatos, o que tornou possível e provável a monopolização da oferta da força de trabalho. d) A monopolização do mercado de trabalho, acrescidas das sucessivas conquistas de direitos sociais pelos trabalhadores, tornou o custo do trabalho o preço estratégico da economia capitalista, contraposto à taxa de lucro sobre o capital invertido. e) Sempre que a economia se aproxima do pleno emprego — isto é, quando o exército de reserva tende à zero — quase todos os preços subindo, ameaçando o valor “real” da riqueza financeira. (Itens adaptados de Paul Singer) (TRF 2000) Considere o trecho abaixo, transcrito com erros, para responder às questões 69 e 70.

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“As versões anteriores sobre a existência, no Novo Mundo, de alguma nação de mulheres adversas ao jugo varonil, deviam predispor os aventureiros europeus a acolher, colorindo-as e enriquecendo-as, segundo lhes pediam a imaginação, certas notícias sobre tribos indígenas onde as esposas porfiavam com os maridos na faina guerreira. Foi às beiradas daquele rio-mar, porém, e quando pela primeira vez na história um bando de espanhóis o cursou em sua maior extensão até chegar à embocadura, que elas vieram a ganhar corpo. Tendo saido de Quito em 1541, rumo ao imaginário País da Canela, Francisco de
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Orellana e seus companheiros, foram avisados de que, águas abaixo, no grande rio, se achavam amazonas, e que apartadas dele e metida terra adentro estavam as dependências do chefe Ica, abundantíssimas em metal amarelo. Esse último senhorio nunca o viram e nem ouviram falar os expedicionários. Das amazonas, no entanto, voltaram a ter notícia, quando, mais adiante, lhes advertiram-nos outros índios do perigo a que se expunham de alcançá-las, por serem poucos e elas muitas.” (Sérgio Buarque de Holanda)

69 - Ocorre erro de concordância nominal na linha a) 16 b) 19 c) 3 d) 18 e) 25 70 - (TRF 2000) Ocorre erro de concordância verbal na linha a) 3 b) 11 c) 5 d) 17 e) 24

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 5: SINTAXE DE REGÊNCIA Hoje, trataremos do assunto em epígrafe – SINTAXE DE REGÊNCIA. Há sempre nas orações elementos regentes e elementos regidos. Chamamos de regentes aos termos que pedem complemento e de regidos aos que complementam o sentido dos primeiros. A sintaxe de regência estudará, portanto, as relações de subordinação ou dependência entre os elementos da oração. Em palavras mais simples: regência significa “uso ou não de preposição”. Veremos casos em que determinada palavra (substantivo, adjetivo, advérbio ou verbo) exige uma certa preposição ou tem o seu sentido/alcance modificado em virtude do emprego de alguma delas. REGÊNCIA NOMINAL – estuda a relação entre um substantivo, um adjetivo ou um advérbio com o termo que complementa o seu significado. REGÊNCIA VERBAL – analisa o emprego e o significado dos verbos de acordo com a preposição do seu complemento indireto (ou a ausência da preposição no complemento direto). Nosso estudo terá por base as lições de Celso Pedro Luft presentes nas seguintes obras: - Dicionário Prático de Regência Nominal edição - 2003; - Editora Ática – 4ª

- Dicionário Prático de Regência Verbal – Editora Ática – 8ª edição – 2002. Relembro que, a partir da aula anterior, passamos a analisar da seguinte forma as questões de prova da ESAF: • • questões na íntegra - vale o que pede o enunciado. Você deverá marcar a opção correspondente (a, b, c, d, e); questões com somente um ou alguns itens. Você irá julgar a correção gramatical da proposição indicada, isto é, se o item está CERTO (CORRETO) ou ERRADO (INCORRETO), como se faz nas provas da UnB (“Julgue a asserção abaixo”).

Bons estudos. QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 1 - (Analista IRB/2004) Identifique a letra em que uma das frases apresenta erro de regência verbal. www.pontodosconcursos.com.br 1

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Atender uma explicação. Atender a um conselho. b) O diretor atendeu aos interessados. O diretor atendeu-os no que foi possível. c) Atender às condições do mercado. Os requerentes foram atendidos pelo juiz. d) Atender o telefone. Atender ao telefone. e) Ninguém atendeu para os primeiros sintomas da doença. Ninguém se atendeu aos primeiros alarmes de incêndio. Gabarito: E Comentário. Essa questão é praticamente uma aula de regência verbal do verbo atender. Todos os exemplos apresentados nas opções da questão foram retirados do livro de Celso Pedro Luft (obra citada no início da aula). Sobre a regência do verbo atender: 1. o verbo será facultativamente transitivo direto ou transitivo indireto (neste caso, regendo a preposição a) nas seguintes acepções: no sentido de dar ou prestar atenção – “Atender a um conselho” (opção a),”Atender uma explicação” (opção a), “O diretor atendeu aos interessados” (opção b); Luft ressalta que, se o complemento for um pronome pessoal referente a PESSOA, só se empregam as formas objetivas diretas – “O diretor atendeu os interessados” ou “aos interessados”, mas somente “O diretor atendeu-os.”. na acepção de tomar em consideração, considerar, levar em conta, ter em vista – “Atender às condições do mercado.” (opção c); com sentido de responder – “Atender ao / o telefone (opção d);

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2. na acepção de conceder uma audiência , é transitivo direto e, por isso, possibilita a construção na voz passiva – “Os requerentes foram atendidos pelo juiz” (opção c); www.pontodosconcursos.com.br 2

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 3. no sentido de acolher, deferir, tomar em consideração, é transitivo direto – “O diretor atendeu-os no que foi possível” (opção b) ; 4. no sentido de atentar, reparar, é transitivo indireto, podendo reger as preposições a, para, em – “Ninguém atendeu para os primeiros sintomas da doença” (opção e). A única forma incorreta é “Ninguém se atendeu aos primeiros alarmes de incêndio.”. O sentido é o da letra e (atentar, reparar), que, por ser transitivo indireto, não admite construção de voz passiva (“Ninguém se atendeu...”). 2 - (TC PR 2002/2003) Julgue a correção gramatical da asserção abaixo. e) Os recursos somente são liberados após o TCU constatar de que a adoção de providências corretivas pelo gestor da obra e após a edição de um decreto legislativo específico. O TCU tem encontrado anualmente irregularidades graves em cerca de um terço das obras fiscalizadas. Item INCORRETO. Comentário. O verbo constatar é transitivo direto (alguém constata alguma coisa). Assim, a forma, sem a preposição, seria: “Os recursos somente são liberados após o TCU constatar que a adoção...”. Verificamos, porém, que o complemento verbal não está representado por uma oração, mas por substantivos. Há, portanto, necessidade de retirar não só a preposição, como também a conjunção “que” – “... após o TCU constatar a adoção de providências corretivas pelo gestor da obra e após a edição de um decreto legislativo específico.”. E como saber que é uma conjunção que, e não um pronome relativo que? Supondo que o período fosse “Os recursos somente são liberados após o TCU constatar que houve a adoção de providências corretivas pelo gestor da obra.”, tudo o que se segue após o verbo constatar poderia ser substituído pelo pronome substantivo ISSO: “Os recursos somente são liberados após o TCU constatar ISSO”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Neste caso, como o pronome substantivo indefinido (ISSO) estaria exercendo a função sintática de objeto direto de constatar (“... constatar ISSO”), a oração é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta. Traduzindo o “gramatiquês”: - oração subordinada – porque exerce uma função sintática na oração principal; - substantiva – porque, como vimos, ela pode ocupar o lugar de um substantivo (“constatar o cumprimento”) ou de um pronome substantivo (“constatar ISSO”); - objetiva direta – porque ela exerce a função sintática de objeto direto em relação à oração principal. A conjunção SEMPRE SUBSTANTIVA. dá início a uma oração subordinada

O pronome relativo SEMPRE dá início a uma oração subordinada ADJETIVA. O PRONOME RELATIVO se refere a algum termo que já foi mencionado, substituindo-o na oração subordinada adjetiva. Se este pronome, na oração adjetiva, exercer a função sintática de sujeito, deve o verbo concordar com o termo antecedente (vimos vários exemplos na aula de concordância). Se o termo regente (verbo, adjetivo, substantivo, advérbio) exigir uma preposição em relação a esse termo antecedente, esta preposição deverá ser colocada antes do pronome relativo, substituto do antecedente. Para facilitar, vamos ao exemplo. “Eu fui apaixonada por um rapaz. O rapaz se mudou.” Ao unir as duas orações, podemos construir os seguintes períodos compostos: (1) - “Eu fui apaixonada por um rapaz | que se mudou.” (2) - “O rapaz | por quem eu fui apaixonada| se mudou.” No período (1), a oração principal é “Eu fui apaixonada por um rapaz” e a oração subordinada adjetiva é “que se mudou”. Já no período (2), a oração principal é “O rapaz se mudou” e a oração subordinada adjetiva é “por quem eu fui apaixonada”. Perceba que nas duas construções, os pronomes relativos têm o mesmo antecedente – referem-se a “rapaz”. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Contudo, na construção (2), como a oração adjetiva apresenta um termo regente (apaixonada) que exige a preposição por antes do termo regido rapaz (antecedente do pronome relativo que), essa preposição por deve anteceder o pronome relativo que o representa na oração adjetiva (“fui apaixonada pelo rapaz” / “por quem [rapaz] fui apaixonada”). Mais um exemplo, para concluir. Foi anunciado antes da exibição do filme “Carandiru”: “O filme | que você vai assistir | é baseado em fatos reais”. O período é composto pelas seguintes orações: 1ª oração – “O filme é baseado em fatos reais” – oração principal 2ª oração – “que você vai assistir” – oração subordinada – oração que define/restringe o substantivo filme O pronome que está, na oração subordinada, no lugar do vocábulo filme (“filme que você vai assistir”). Feita a devida substituição, a oração subordinada, então, seria “você vai assistir o filme”. Contudo, o verbo assistir na acepção de presenciar, segundo a norma culta, é transitivo indireto, regendo a preposição “a”. Assim, a preposição deverá ser colocada antes do pronome relativo que está no lugar de filme – “O filme | a que você vai assistir | é baseado em fatos reais.”. O verbo assistir: (1) no sentido de auxiliar, ajudar, é transitivo direto ou indireto (com a preposição a ou o pronome lhe), indiferentemente – “Eu assisti (a) teu pai na enfermidade.”; “Eu sempre lhe assisto quando mais precisa de ajuda.”; no sentido de estar presente, presenciar, é transitivo indireto (a ele – não admite o pronome “lhe”) – “Você vai assistir ao filme”.; Diz Luft a esse respeito: “por pressão semântica de ver, presenciar, observar, é natural a inovação regencial “assistir algo” – “assisti-lo”. ... Isso não impede que, para a linguagem culta formal, se aconselhe a regência originária (assistir a algo) até porque mesmo ‘os modernistas continuam preferindo o complemento preposicionado’ (Lessa: 157).” (3) na acepção de residir, é transitivo indireto, com a preposição em (Assisto em Curitiba.) .

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 3 - (AFRF 2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações) Julgue a asserção abaixo, com relação ao emprego das palavras e expressões do texto. a) Para que as regras da norma culta sejam respeitadas, é obrigatório o emprego da preposição de regendo a oração “que ele é escravo”(l.1). Item CORRETO. Comentário. O vocábulo escravo rege a preposição de (“Alguém é escravo de outra pessoa ou de alguma coisa.”). No segmento “O homem é moderno na medida das senhas | de que ele é escravo”, há as seguintes orações: 1ª oração – “O homem é moderno na medida das senhas” – oração principal 2ª oração – “de que ele é escravo” – oração subordinada adjetiva que restringe o conceito de “senhas” O que presente na 2ª oração está substituindo o vocábulo “senhas”, da 1ª oração. Por isso, é classificado como um pronome relativo. Um pronome relativo SEMPRE dá início a uma oração subordinada adjetiva. Uma oração adjetiva pode ser restritiva (limita o conceito do vocábulo a que se refere) ou explicativa (oferece apenas informações adicionais, acessórias). Nesse caso, é restritiva.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Devemos observar se o elemento representado pelo pronome relativo deveria ser regido por alguma preposição exigida por outro elemento da oração adjetiva. Para isso, devemos colocar a oração adjetiva na ordem direta, fazendo as substituições necessárias: “que ele é escravo” – “ele é escravo de senhas” Essa preposição obrigatória, exigida pelo substantivo escravo (termo regente), deve preceder o pronome relativo (termo regido) – “de que ele é escravo”. Portanto, a assertiva está correta. 4 - (AFRF/2003) Falar em direitos humanos pressupõe localizar a realidade que os faz emergir no contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo contraditório de criação das sociedades. Implica, em suma, desvendar, a cada momento deste processo, o que venha a resultar como direitos novos até então escondidos sob a lógica perversa de regimes políticos, sociais e econômicos, injustos e comprometedores da liberdade humana. Este ponto de vista referencial determina a dimensão do problema dos direitos humanos na América Latina. Neste contexto, a fiel abordagem acerca das condições presentes e dos caminhos futuros dos direitos humanos passa, necessariamente, pela reflexão em torno das relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais. As desarticulações que desta situação resultam não chegam a modificar a base estrutural destas relações: a extrema dependência a que estão submetidos os países periféricos, tanto no que concerne ao agravamento das condições de trabalho e de vida (degradação dos salários e dos benefícios sociais), quanto na dependência tecnológica, cultural e ideológica. (Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos, UnB, in: Introdução Crítica ao Direito, com adaptações) Julgue o seguinte item a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. III. As regras de regência nominal permitem que “dependência”(l.13) também seja empregada com a preposição com; por isso está igualmente correto: a extrema dependência com que estão submetidos... Item INCORRETO Comentário.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI É necessário analisar todo o segmento para verificar qual é o termo regente nessa relação sintática: “... a extrema periféricos.” dependência a que estão submetidos os países

Dispondo os termos na ordem direta e fazendo as substituições e ajustes necessários à análise, temos que: “Os países estão submetidos à extrema dependência.” Comprova-se que a preposição é exigência do adjetivo submetidos, e não do substantivo “dependência”, conforme foi sugerido no item III. Por esse motivo, está incorreta tal proposição. 5 - (AFRF/2003) Marque o item em que a regência empregada atende ao que prescreve a norma culta da língua escrita. a) A causa por que lutou ao longo de uma década poderia tornar-se prioridade de programas sociais de seu estado. b) Seria implementado o plano no qual muitos funcionários falaram a respeito durante a assembléia anual. c) A equipe que a instituição mantinha parceria a longo tempo manifestou total discordância da linha de pesquisa escolhida. d) Todos concordavam que as empresas que a licença de funcionamento não estivesse atualizada deveriam ser afastadas do projeto. e) Alheio aos assuntos sociais, o diretor não se afinava com a nova política que devia adequar-se para desenvolver os projetos. Gabarito: A Comentário. No item considerado correto temos um pronome relativo que (em referência a “causa”) antecedido por uma preposição exigida pelo verbo lutar (“Alguém luta por alguma causa.”) – “A causa por que lutou...”. As incorreções dos demais itens são: b) A expressão “falar a respeito” rege a preposição de (“Alguém fala a respeito de alguma coisa.”). O pronome relativo o qual (no qual = em + o qual) faz menção ao substantivo plano. A oração adjetiva, na ordem direta e com os termos substituídos, seria “Muitos funcionários falaram a respeito do plano.”. Assim, a construção correta deveria ser:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI “Seria implementado o plano do qual muitos funcionários falaram a respeito ...”. c) Há erro na construção “A equipe que a instituição mantinha parceria...”. A forma correta seria, feitas as devidas substituições e ajustes: “A instituição mantinha parceria com a equipe.”. Assim, o pronome relativo que (que substitui equipe) deve ser precedido da preposição com – “A equipe com que a instituição mantinha parceria ...”. Na seqüência, outro erro: na indicação de tempo decorrido, deve-se usar o verbo haver: “há longo tempo”. d) O verbo concordar, no sentido de assentir, consentir, pode reger as preposições com e em (“Todos concordam com/em tudo.”). Em construções com o objeto indireto oracional, prefere-se, em geral, omitir a preposição, como apresentado no item “Todos concordavam que as empresas...”. Esta construção está correta. O problema, porém, está no emprego do pronome relativo que, da estrutura “...as empresas que a licença de funcionamento não estivesse atualizada...”. O pronome relativo que liga dois substantivos com idéia de posse (normalmente unidos pela preposição de, como em “licença das empresas”) é o cujo (e suas derivações de gênero e número). O correto seria, então, “...as empresas cuja licença de funcionamento não estivesse atualizada...”. e) “Alguém deve se adequar a alguma situação.”. Na construção “o diretor não se afinava com a nova política que devia adequar-se”, o relativo que refere-se a nova política. A oração na ordem direta, com as devidas substituições, seria: “O diretor devia adequar-se à nova política”, onde o “à” representa a contração da preposição a, exigida pelo verbo adequar, com o artigo definido a, que antecede “nova política”. Como, em vez de “nova política”, há um pronome relativo, a preposição deverá anteceder esse pronome – “o diretor não se afinava com a nova política a que devia adequar-se.” 6 – (Auditor TCE ES/2001) No exercício da sua competência, se o Tribunal de Contas julgar o ato nulo, de pleno direito, por vício insanável, caracterizado por preterição de formalidade essencial que o deva anteceder, ou violação da lei, a que se deva obrigatoriamente subordinar, as autoridades competentes, ao conhecerem do julgado, deverão promover e adotar as medidas dele decorrentes, sujeitando-se os responsáveis às penalidades aplicadas pelo Tribunal e ao ressarcimento de eventuais danos causados ao erário. www.pontodosconcursos.com.br 9

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Julgue a assertiva abaixo. c) Em “a que se deva obrigatoriamente subordinar” (l.4) o uso da preposição “a” está de acordo com as normas da variedade padrão da língua portuguesa. Item CORRETO. Comentário. Na locução verbal “deva subordinar”, devemos analisar a transitividade e regência do verbo principal – subordinar. Esse verbo é transitivo direto e indireto, regendo a preposição a. O pronome relativo que substitui a palavra lei. A construção, então, seria, na ordem direta: “[O Tribunal de Contas ] se deva subordinar à lei.”. Como no lugar de lei existe o pronome relativo que, a preposição a ele deve anteceder – “a que se deva obrigatoriamente subordinar”. 7 - (TFC SFC/2000) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical Outro mito muito em voga(A) é de que(B) a globalização torna(C) a vida das pessoas muito mais instável. Isso é só parcialmente verdade. As economias estão muito mais competitivas hoje em boa parte do mundo, o que(D) pode passar uma sensação maior de instabilidade. Um recente estudo do Banco Mundial, no entanto, mostra que(E) não há nenhuma evidência de aumento da instabilidade em termos de crescimento de PIB e de consumo privado na América Latina. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.141) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: B Comentário. No período “Outro mito muito em voga é | de que a globalização torna a vida das pessoas muito mais instável”, há duas orações, quais sejam: • “Outro mito muito em voga é de” – oração principal www.pontodosconcursos.com.br 10

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI • “que a globalização torna a vida das pessoas muito mais instável.” – oração subordinada à principal

A preposição “de” que antecede a conjunção “que” é exigida pelo substantivo “mito”. Contudo, a ausência da repetição desta palavra, ou da colocação de um pronome que a ela faça referência, acarretou a falha de coesão textual, acabando por deixar a preposição sozinha, sem termo ao qual pudesse se ligar. Há duas possibilidades de correção classificação da oração subordinada: 1ª possibilidade: - “Outro mito muito em voga é o de que a globalização torna a vida das pessoas muito mais instável.” 1ª oração - “Outro mito muito em voga é o de” - oração principal (o pronome demonstrativo “o” representa o substantivo “mito” e passa a ser o termo regente da preposição de) 2ª oração - “que a globalização torna a vida das pessoas muito mais instável.” oração subordinada completiva nominal (complemento nominal do substantivo mito) 2ª possibilidade: - “Outro mito muito em voga é que a globalização torna a vida das pessoas muito mais instável.” 1ª oração - “Outro mito muito em voga é” - oração principal (em relação ao exemplo anterior, foram retirados o pronome demonstrativo o e a preposição de) 2ª oração – “que a globalização torna a vida das pessoas muito mais instável.” - oração subordinada predicativa do sujeito (com a retirada da preposição, essa oração passa a exercer a função de predicativo do sujeito, em um predicado nominal) A expressão “é de que”, apresentada na questão, constitui um erro. 8 - (AFC STN 2000) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical. Um dos obstáculos que(A) o Brasil enfrenta para obter(B) saldos comerciais expressivos é a composição de sua pauta de exportações, demasiadamente calcada(C) em produtos de baixo valor agregado. Nesse sentido, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou que será criado um imposto sobre as exportações do couro cru e semi-elaborado. O objetivo é favorecer o beneficiamento do couro e, conseqüentemente, de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI no país, especialmente pelo setor calçadista(D). A expectativa é a que(E) em dois anos esse setor agregue US$ 400 milhões às exportações brasileiras. (Folha de S. Paulo, 18/08/2000, página A2, com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: E Comentário. “A expectativa é a | que em dois anos esse setor agregue US$ 400 milhões às exportações brasileiras.” Nesta questão, houve a omissão da preposição que liga o termo regente (expectativa, representado na oração pelo pronome demonstrativo a) e o termo regido (no caso, uma oração que tem início com a conjunção que). A forma correta, portanto, seria “A expectativa é a de que em dois anos esse setor agregue US$ 400 milhões às exportações brasileiras.”. Nesse último trecho, “esse setor agregue US$ 400 milhões às exportações brasileiras”, esse “às” (corretamente empregado) nada mais é do que a preposição a, exigida pelo regente verbal agregar (“Alguém agrega alguma coisa a outra”) com o artigo definido as, que antecede o substantivo exportações. 9 - (TRF/2003) Assinale a opção em que o trecho do texto foi transcrito com erro de sintaxe. a) As empresas do setor imobiliário que deixaram de prestar contas das transações realizadas em 2002 vão ser alvo de investigação da Receita Federal. Imobiliárias, construtoras e incorporadoras tinham prazo limitado para entregar a Declaração de Informação sobre Atividades Imobiliárias- Dimob. b) A estimativa é de que metade das empresas não declarou, mas o coordenador-geral de Fiscalização da Receita acredita que muitas delas ainda vão cumprir a exigência. Até o prazo foram entregues 21.395

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI declarações, mas nos registros da Receita constam em cerca de 40 mil empresas que estariam obrigadas a declarar. c) O coordenador diz que os dados da Dimob serão confrontados com as informações da declaração das empresas e das pessoas físicas. O coordenador afirma ainda que as informações serão cruzadas com os dados da CPMF, que têm sido instrumento indispensável ao trabalho de fiscalização do órgão. d) Na declaração, as imobiliárias só devem informar as operações realizadas no ano passado. As empresas que não tiveram atividades em 2002 estão desobrigadas de prestar contas. Quem deixou de entregar a declaração no prazo pagará multa mínima de R$ 5 mil por mêscalendário. Em caso de omissão ou informação de dados incorretos ou incompletos, a multa será de 5% sobre o valor da transação. e) Essa declaração foi criada em fevereiro de 2003 para identificar as operações de venda e aluguel de imóveis. A Receita quer saber, por exemplo, a data, o valor da transação e a comissão paga ao corretor. No ano passado, foram fiscalizadas 495 empresas do setor, cujas autuações somaram R$ 1,2 bilhão. (Adaptado de www. receita. fazenda.gov.br, 5/06/2003) Gabarito: B Comentário. Três anos após o concurso de TFC 2000 e do AFC STN 2000, a ESAF volta a construir uma questão com o mesmo erro. Por isso, é tão importante fazer provas anteriores, mesmo as antigas. A exemplo do que vimos na questão anterior, a passagem “A estimativa é de que metade das empresas não declarou” apresenta duas possibilidades de correção: 1 – A estimativa é a de que metade das empresas não declarou. 2 – A estimativa é que metade das empresas não declarou. Outro erro foi na construção “nos registros da Receita constam em cerca de 40 mil empresas que estariam obrigadas a declarar”. Não há justificativa para o emprego da preposição em. Na ordem direta, verificamos que “Cerca de 40 mil empresas que estariam obrigadas a declarar” é o sujeito oracional de “constam nos registros da Receita”. Há necessidade, portanto, de retirar a preposição em.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 10 - (TRF/2000) Julgue a assertiva abaixo, em relação à sintaxe de regência. c) A notícia ganha mais visibilidade quando se sabe que o salto não se deve apenas no aumento de impostos. Item INCORRETO. Comentário. O erro está na passagem “o salto não se deve apenas no aumento de impostos.”. A regência do verbo dever, nessa construção, exige a preposição a (“Isso se deve a alguma coisa”). Então, o correto seria “o salto não se deve apenas ao aumento de impostos.”. 11 - (TCE ES/2001) Assinale o trecho que respeita as regras gramaticais da norma culta. a) Pesquisas nos Estados Unidos mostra que a tolerância ao erro no comércio eletrônico é zero. Quem compra um CD e não recebe, simplesmente "deleta" o endereço da loja virtual pisou na bola. b) Para piorar as coisas para os comerciantes que se dedicam o comércio eletrônico, o internauta entende como erro grave todo e qualquer deslise cometido pela loja. c) Tanto faz se a empresa demora a entregar a encomenda, se ela danifica a embalagem ou se entrega uma mercadoria diferente à que foi encomendada. d) A reação contrária do consumidor é desmezurada. Na rede esperamse serviço nota 1000 - ou nada aquém disso. e) As empresas brasileiras que comercializam produtos pela internet têm conseguido entregar o que vendem com um mínimo de críticas. (VEJA VIDA DIGITAL, abril de 2000, com adaptações) Gabarito: E Comentário. Os itens a e d estão incorretos e já foram objeto de comentário na questão 13 da Aula 3 – Concordância. Hoje, como o assunto é sintaxe de regência, vamos comentar os itens, também incorretos, b e c.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Opção b – O pronome relativo que substitui a palavra comerciantes (“comerciantes que se dedicam”). A oração adjetiva, então, seria: “os comerciantes se dedicam o comércio.”. A regência do verbo dedicar-se (verbo transitivo indireto pronominal que significa devotar-se, entregar-se, aplicar-se) exige a preposição a – “Alguém se dedica a alguma coisa ou a alguém”. Por isso, deveria ser “que se dedicam ao comércio eletrônico”. Outro erro do item é a grafia da palavra deslize, que se escreve com z e não com s. Opção c – Agora o assunto é regência nominal. O vocábulo diferente, nesta acepção, rege preposição de (“Alguma coisa é diferente de outra.”). Assim, a forma correta seria “se entrega uma mercadoria diferente da que foi encomendada”, havendo a contração da preposição de com o pronome demonstrativo a (relativo a “mercadoria”). Para melhor visualização do pronome demonstrativo, substitua a por aquela – “se entrega uma mercadoria diferente daquela que foi recomendada”. 12 - (AFC STN/2002) No passado, para garantir o sucesso de um filho ou de uma filha, bastava conseguir que eles tirassem um diploma de curso superior. Uma vez formados, seriam automaticamente chamados de “doutor” e teriam um salário de classe média para o resto da vida. De uns anos para cá, essa fórmula não funciona mais. Quem quiser garantir o futuro dos filhos, além do curso superior, terá de lhes arrumar um capital inicial. Esse capital deverá ser suficiente para o investimento que gerará um emprego para seu filho. Em relação aos aspectos textuais, julgue a asserção abaixo. d) A regência do verbo chamar empregada no texto(l.3) é considerada coloquial. A gramática ortodoxa recomenda, como mais formal, o emprego desse verbo como transitivo direto. Item INCORRETO (gabarito da questão). Comentário. O verbo CHAMAR, na acepção apresentada, é um verbo transobjetivo, ou seja, além do objeto, exige um predicativo do objeto (na dúvida, reveja a explicação da questão 25 da Aula 3 – Concordância). Ao contrário de todos os demais verbos transobjetivos, o verbo chamar, segundo a norma culta, pode ser tanto transitivo direto quanto indireto, sem que o seu significado seja alterado. www.pontodosconcursos.com.br 15

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Em suma, com o sentido de apelidar, qualificar, tachar, o complemento verbal do verbo chamar tanto pode ser um objeto direto (Chamou fulano de mesquinho / Chamou-o de mesquinho) quanto um objeto indireto, com a preposição a ou o pronome lhe (Chamou a fulano de mesquinho / Chamou-lhe de mesquinho.). Por sua vez, o termo “mesquinho”, que, no exemplo acima, se refere a “fulano” (objeto direto/indireto), exerce a função de predicativo do objeto (direto/indireto) e pode vir ou não precedido de preposição – Chamou fulano (de) mesquinho / Chamou a fulano (de) mesquinho. Na construção de linha 3, o verbo chamar é transitivo direto e está construído em voz passiva (“seriam automaticamente chamados de ‘doutor’...”). Por isso, são dois os equívocos: 1. afirmar que o verbo chamar, na construção, não seria transitivo direto - ele é transitivo direto, sim, e por isso possibilita a voz passiva; 2. considerar que a norma culta recomenda apenas a forma direta (admitem-se as duas transitividades – direta ou indireta). 13 - (ACE/2002) Julgue a assertiva abaixo. c) Estará disponível um catálogo com detalhes de todas as peças, os preços no atacado e no varejo e os prazos de entrega. A exposição faz parte do Programa Sebrae de Artesanato, que quer profissionalizar a atividade, dando-lhe tratamento empresarial e tornando-lhe um negócio rentável pela capacitação dos artesãos e seu aperfeiçoamento técnico. Item INCORRETO Comentário. O verbo tornar, nesse contexto, significa transformar e é um verbo transobjetivo, que requer, como complementos verbais, o objeto direto e o predicativo do objeto. Como vimos na questão anterior, o único verbo transobjetivo que pode apresentar transitividade indireta é o verbo chamar. Todos os demais são transitivos diretos. Por isso, está incorreta a construção “tornando-lhe um negócio rentável”, devendo o pronome oblíquo lhe, que representa um objeto indireto, ser substituído pelo pronome oblíquo a (em referência à palavra “atividade”), objeto direto: “tornando-a um negócio rentável”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 14 - (AFC STN/2002) Marque o item sublinhado que representa impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico. Em vista da crescente conscientização sobre a necessidade de preservar o patrimônio cultural, tem havido muitas discussões sobre a proteção da área do entorno(A) ou do envoltório(B)do bem imóvel tombado. Há, principalmente, divergências quanto à sua(C) dimensão adequada ou ideal e ao momento que(D) passa a ser protegida.(E) (Baseado em Antônio Silveira R. dos Santos) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: D Comentário. O pronome relativo que (cujo referente é o substantivo momento) cria, na oração adjetiva que inicia, uma estrutura equivalente a “a área passa a ser protegida nesse momento”. Percebe-se, assim, o valor adverbial da expressão sublinhada, exigindo o emprego da preposição em (em + esse = nesse). Por isso, essa preposição “em” deve anteceder o pronome relativo “que”, que representa a palavra momento – “... momento em que passa a ser protegida.”. Com relação ao item c (correto), a locução “quanto a” uniu-se ao artigo que antecede “sua dimensão”, formando “quanto à sua dimensão”. Como veremos na aula de crase, seria facultativo o emprego do artigo definido antes do possessivo - “(a) sua dimensão” - e, por conseguinte, a acentuação – “quanto a (à) sua dimensão”. 15 - (AFC 2002) Assinale a opção que preenche as lacunas de forma coesa e coerente. As cotações do dólar em relação ao real se apresentam estáveis desde os últimos três meses de 2001. O câmbio em equilíbrio desperta reações positivas dos mercados internacionais, favorece as exportações e ____1_____ confiança no país. O Brasil revelou-se resistente ___2____várias situações adversas. Absorveu o choque causado pelo racionamento de energia, com demonstração clara de que a população www.pontodosconcursos.com.br 17

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI brasileira possui alto índice de disciplina social. E, até agora, se mantém ao largo da catástrofe econômica argentina. Não _____3________ a expectativa internacional de que a economia brasileira sofreria os efeitos do furacão portenho. Completa o quadro estimulante a convicção ______4________Estados Unidos voltarão a crescer entre 2,5% e 3,5% este ano. (Otimismo e Cautela, Editorial, Correio Braziliense, 1/3/2002)

1 a) b) c) d) e) infiltra insinua-se instila introduz insinua

2 as às a as à

3 consumou-se consumou se consumou consumando-se consumando

4 de que o que os de que os que o em que os

Gabarito: C Na primeira lacuna, um dos significados do verbo insinuar é introduzir, assim como o de infiltrar (introduzir lentamente) e o de instilar (introduzir aos poucos). Conclui-se, pois, que a única forma inválida seria a de letra b, por causa do emprego do pronome “se” em “insinua-se” (o sujeito é câmbio e o pronome prejudicaria a coerência textual). O preenchimento desta lacuna não é suficiente para resolver a questão. Na segunda lacuna, o adjetivo resistente exige a preposição a – (Ela é resistente a mudanças). A expressão seguinte – “várias situações adversas” – poderia ser precedida ou não de artigo. Sem o artigo, estaria sendo usada em sentido vago, genérico (como no exemplo: “Várias situações adversas foram apresentadas.”), o que não impediria de essas situações adversas serem apresentadas pelo autor posteriormente. Com o artigo, para que haja coerência, o texto deverá apresentar a definição dessas situações (como em “As várias situações adversas impediram o trabalho.”– que situações foram essas?) e é isso o que acontece. Essas situações adversas são apresentadas na seqüência: “o choque causado pelo racionamento de energia” e “a catástrofe econômica argentina". Assim, ambas as construções estariam corretas. As formas que poderiam preencher a lacuna são: a (somente a preposição) ou às (preposição a + artigo definido plural as). Eliminamse, com isso, as opções a e d (por apresentarem somente o artigo www.pontodosconcursos.com.br 18

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI definido, sem a preposição = as) e a opção e (preposição + artigo no singular = à). Restaram, portanto, as opções b e c (50% de chances de acertar a questão!). A terceira lacuna envolve conjugação verbal e colocação pronominal (este ponto será assunto de estudo posterior). A diferença entre as sugestões dos itens b e c está no pronome (consumou / se consumou). O verbo, na opção c, está acompanhado do pronome. Como é transitivo direto (Alguém consumou a ameaça) e uma idéia passiva é atribuída à expressão “a expectativa internacional” (foi consumada), estamos diante de uma construção de voz passiva – não se consumou a expectativa. Por isso, não é possível o emprego do verbo CONSUMAR sem o pronome: “expectativa” é um elemento paciente, que sofre a ação verbal, e, caso viesse desacompanhado de pronome, estaria indevidamente praticando a ação (A expectativa consumou). Define-se, então, o gabarito como letra c. Se o candidato resolvesse começar pela última lacuna, não iria perder tanto tempo assim nessa questão. Só há uma forma válida de preenchimento. A quarta lacuna aborda regência nominal do substantivo convicção. Esse vocábulo exige a preposição de (Alguém tem convicção de alguma coisa). Como o complemento está sob a forma oracional (“Estados Unidos voltarão a crescer”), há necessidade do emprego, também, da conjunção que (dá início a uma oração subordinada substantiva). Finalmente, em nossa aula de concordância, vimos que o topônimo “Estados Unidos” sempre está precedido de um artigo definido plural – os Estados Unidos. Assim, a forma que preenche a lacuna é de que os. 16 - (Analista IRB/2004) Assinale a alteração que provoca erro de regência no texto. O desenvolvimento desigual de tecnologia e das técnicas de produção implica no desenvolvimento desigual da própria concepção de classe social e na desigual conduta de classe em relação ao capital e à empresa. [...] Além disso, a falta de uniformidade tecnológica no processo de produção enfraquece o poder e o domínio da gerência científica e abre espaço para a interferência de outros saberes, historicamente atrasados em relação ao desenvolvimento dos setores de ponta de uma organização. (José de Souza Martins, A aparição do demônio na fábrica, no meio da produção, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Retirar “das” (l.1) de diante de “técnicas”. b) Substituir “no” (l.2) e “na” (l.3) por o e a, respectivamente. c) Substituir “à”(l.3) diante de “empresa” por para. d) Substituir “no”(l.4) diante de “processo” por do. e) Retirar “para”(l.6) e acrescentar sinal indicativo de crase no “a” que o segue. Gabarito: C Comentário. Atenção para o enunciado da questão – o examinador pede que se marque a ALTERAÇÃO QUE PROVOCA ERRO. Estão corretas as seguintes sugestões: Opção a: Em “O desenvolvimento desigual de tecnologia e das técnicas de produção”, o substantivo desenvolvimento exige a preposição de. São dois os complementos nominais – tecnologia e técnicas de produção. Como a preposição exigida pelo termo regente já acompanha o primeiro complemento, ela é facultativa junto aos demais, no caso, junto ao segundo – está correta a forma: “o desenvolvimento desigual de tecnologia e técnicas de produção”. É só uma questão de estilo. Ao colocar a preposição antes do primeiro elemento, somente, valoriza-se o conjunto, enquanto que a preposição (com artigo definido) antes de cada um deles individualiza a ênfase. Voltaremos a falar sobre isso adiante. Opção b: Segundo a norma culta, o verbo implicar, no sentido de acarretar, é transitivo direto. Por isso, está correta a proposta de retirar a preposição em presente nas contrações na / no. Vamos falar sobre a regência desse verbo na próxima questão. Opção d: De acordo com a substituição proposta, o segmento “a falta de uniformidade tecnológica no processo de produção” teria seu sentido alterado. Contudo, como o enunciado aborda somente os aspectos gramaticais, não há erro de regência na construção “a falta de uniformidade tecnológica do processo de produção”. Opção e: A regência da expressão abrir espaço (“abre espaço para a interferência de outros saberes”) aceita as preposições a e para. O que se propõe com a retirada da preposição para e a colocação de um acento grave no a é substituir uma preposição pela outra. Como haveria o encontro da preposição a com o artigo definido feminino a (que acompanha “interferência”), ocorreria crase, indicada com o acento grave (“abre espaço à interferência de outros saberes”). www.pontodosconcursos.com.br 20

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Item incorreto: C - O erro da troca proposta pela opção c é uma questão de paralelismo sintático. Na opção a, houve a retirada da preposição e do artigo que antecedia o segundo complemento. Nesta opção, há dois elementos regidos pela locução prepositiva “em relação a”: o capital e a empresa. A única preposição possível nessa construção é a, e os dois elementos devem vir antecedidos dessa preposição (“em relação ao capital e à empresa”). A língua portuguesa exige que a repetição da preposição quando o artigo antecede cada substantivo (Estatuto da Criança e do Adolescente), mas existe um fenômeno chamado galicismo ou castelhanismo, que decorre da “contaminação” das línguas francesa e espanhola. Nessas línguas, a preposição é mencionada apenas no primeiro elemento. Só que, empregando-se esse conceito ao português, haveria erro de regência a partir do segundo elemento se o artigo não fosse retirado (Estatuto da Criança e o Adolescente). A solução seria omitir, não só a preposição, mas também o artigo antes de cada um deles (Estatuto da Criança e Adolescente). Outro exemplo: Essa ode era uma homenagem ao amor e à admiração que nutria pela nobre dama. Essa ode era uma homenagem ao amor e admiração que nutria pela nobre dama. Perceba que, ao repetir a preposição em cada um dos elementos, a ênfase recai individualmente sobre eles, ao passo que, mencionando-a apenas no primeiro, valoriza-se o conjunto. 17 - (AFRF/2002.1) Julgue os períodos abaixo em relação à correção gramatical. b) A prática do racismo é definida como crime na Lei nº 7.716/89, isto é, nessa Lei estão definidas várias condutas que implicam tratamento discriminatório, motivado pelo preconceito racial. / A prática do racismo é definida como crime na Lei nº 7.716/89, isto é, nessa Lei estão definidas várias condutas que implicam em tratamento discriminatório, motivado pelo preconceito racial. Item CORRETO (gabarito da prova). Comentário. Essa prova foi particularmente difícil. A primeira questão era tão grande que tomava toda a primeira folha de prova (ou seja, questão boa para se pular, para ser deixada para o fim). A segunda questão foi esta, que

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI exigia o conhecimento sobre uma inovação sintática no que tange à regência do verbo implicar. Na acepção de trazer como conseqüência, acarretar, tradicionalmente o verbo implicar é transitivo direto (“Seu silêncio implicava consentimento.”). Contudo, Celso Luft (obra citada) fez menção à inovação implicar em algo. Segundo o autor, “é inovação em relação a implicar algo por influência de sinônimos como ‘redundar’, ‘reverter’, ‘resultar’, ‘importar’. Aparentemente brasileirismo. Plenamente consagrado, admitido até pela gramática normativa.” Com isso, essa opção foi tida por correta em ambos os períodos – implicam tratamento / implicam em tratamento. 18 - (AFTb/ 2003) Assinale a opção na qual a expressão sublinhada está erradamente empregada. a) O governo quer mudar o imposto sobre a renda da pessoa física para reduzir as deduções de gastos com educação e saúde, mas se esquece de que o poder do governante não é absoluto. b) É o Congresso, quem cabe transformar a vontade governamental em lei, que tem a obrigação de proteger os contribuintes. c) A nova mordida do Leão parece decorrer de documento fazendário, em que se avalia que as deduções das despesas com educação e saúde só beneficiam as "pessoas abastadas". d) A Constituição exige a observância do critério da "universalidade", cujo significado é o de que todo tipo de rendimento será tributável. e) Economia fiscal verdadeira seria a eliminação ou a redução do bueiro em que se esvai o volume incalculável de recursos públicos chamada renúncia fiscal da União. (Baseado em Edgard de Proença Rosa, "O Congresso é a casa do contribuinte", Correio Braziliense, 02/12/2003) Gabarito: B Comentário. O verbo caber apresenta, nesta acepção, um sujeito oracional e tem transitividade indireta. Neste item, na ordem direta e feitas as devidas substituições, a construção seria: “Transformar a vontade governamental em lei [sujeito oracional] cabe ao Congresso.”. Observe que o sintagma nominal “Congresso” foi pleonasticamente repetido, representado na segunda passagem pelo pronome quem. www.pontodosconcursos.com.br 22

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Como vimos, este sintagma exerce a função de objeto indireto e, portanto, deve ser precedido da preposição a. Destarte, a passagem deveria ser “É ao Congresso a quem cabe transformar a vontade governamental em lei...”. Uma outra construção possível (e melhor) seria substituir o pronome quem pelo que, formando a expressão de realce é que. Isso não nos exime da obrigação de empregar a preposição antes de “Congresso”, ficando assim: “É ao Congresso que cabe transformar a vontade governamental em lei...”. O item a, correto, merece um comentário: é perfeita a construção final “mas se esquece de que o poder do governante não é absoluto”. Existem duas formas verbais – ESQUECER e ESQUECER-SE. A primeira (esquecer) é transitiva direta (“Meu pai esqueceu o passado.”), enquanto que a segunda, pronominal, é transitiva indireta, regendo a preposição de (“Meu pai se esqueceu do passado.”). (OBS: tudo que falarmos sobre o verbo “esquecer” aplica-se também ao verbo “lembrar”). Quando o complemento indireto está sob a forma oracional, como nesse item (“mas se esquece de que o poder do governante não é absoluto”), a omissão da preposição de é válida, como em “Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra” (Carlos Drummond de Andrade), exemplo usado por Celso Luft para justificar essa regência do verbo esquecer-se. São palavras do professor: “Aparentemente [há] quatro modos de dizer o mesmo: (1) (2) (3) (4) alguém esquece um incidente alguém se esquece de um incidente um incidente esquece a alguém ou esquece a alguém um incidente esquece a alguém de um incidente

Notar, porém, que (1) e (2) realçam a pessoa, sujeito do esquecer, ao passo que (3) e (4) impessoalizam o esquecer – efetivamente, sintaticamente, em (4) –, subjetivando o objeto do esquecer [em (3)]. A construção (1) é a mais usada, mais simples e econômica, ao passo que (3) e (4) são da linguagem literária.” “Esquecer-se de que... permite a elipse da preposição: ‘Não se esqueceu que foram criados juntos’(Machado: Cunha). ‘Nunca me esquecerei que no meio do caminho/tinha uma pedra’(Drummond). ‘E muitas vezes se esquecia que estava brincando” (Jorge Amado: Lessa)’.”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Após essa lição, apresentamos uma questão que abordou esse conceito. 19 - (AFRF/2003) Julgue a assertiva abaixo em relação aos aspectos gramaticais. e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamente nossas estruturas sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência. Item CORRETO Comentário. O verbo esquecer-se, como vimos, é transitivo indireto, regendo a preposição de (Não se esqueça de mim.). Contudo, quando o seu complemento indireto está sob a forma oracional (“que a construção do autoritarismo...”), é possível a elipse (omissão) da preposição. 20 - (AFTb/2003) Julgue a correção gramatical da asserção abaixo. c) Na América Latina, por exemplo, “a integração global aumentou ainda mais as desigualdades salariais”, e há uma preocupação generalizada que o processo esteja levando uma maior desigualdade no próprio interior dos países. Essa desigualdade já alcançou os Estados em suas relações assimétricas. Item INCORRETO. Comentário. O substantivo preocupação, a depender do significado, pode reger as preposições ou locuções prepositivas: (1) (2) (3) (4) de, em (Notei a sua preocupação de/em sair bem na fotografia.); por (O amor é uma preocupação desenvolvimento do ser que se ama.); ativa pelo pleno

(para) com (Percebe-se a preocupação do autor para com sua obra.); em torno de (O ministro manifestou sua preocupação em torno do problema do analfabetismo.).

Nesse item, faltou o emprego da preposição de antes da conjunção que. A forma correta seria: “há uma preocupação generalizada de

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI que o processo esteja levando...”. Em tempo: não confunda esse caso – preposição que rege um complemento nominal - com o da questão anterior – preposição que rege um objeto indireto. Em objeto indireto oracional, a preposição ‘de’ exigida pelo verbo “esquecer-se” é dispensável: “Esqueceu-se (de) que era tarde.”. Já em complemento nominal oracional, a preposição ‘de’ é obrigatória e deve anteceder a conjunção que dá início à oração: “Teve o pressentimento de que tudo sairia bem.”. 21 - (Assistente de Chancelaria/2002) O século XX foi o mais assassino na história registrada. O número total de mortes causadas por ou associadas a suas guerras foi estimado em 187 milhões. O equivalente a mais de 10% da população mundial em 1913. Entendido como tendo-se iniciado em 1914, foi um século de guerra quase ininterrupta, com poucos e breves períodos sem conflito armado organizado em algum lugar. Foi dominado por guerras mundiais: quer dizer, por guerras entre Estados territoriais ou alianças de Estados. Apesar disso, o século não pode ser tratado como um bloco único, seja cronológica, seja geograficamente. Cronologicamente, ele se distribui em três períodos: a era de guerras mundiais centrada na Alemanha, a era de confronto entre as duas superpotências e a era desde o fim do sistema de poder internacional clássico. Chamarei a esses períodos de 1, 2 e 3. Geograficamente, o impacto das operações militares tem sido desigual. Com uma exceção (a Guerra do Chaco), não houve guerras entre Estados significantes (em oposição a guerras civis) no hemisfério Ocidental no último século. Em contrapartida, guerras entre Estados, não necessariamente desconectadas do confronto global, permaneceram endêmicas ao Oriente Médio e ao sul da Ásia, e guerras maiores diretamente resultantes do confronto global aconteceram no leste e no sudeste da Ásia. Mais impressionante é a erosão da distinção entre combatentes e não-combatentes. As duas guerras mundiais da primeira metade do século envolveram toda a população dos países beligerantes; tanto combatentes quanto nãocombatentes sofreram. (Eric Hobsbawn, A epidemia da guerra, com adaptações) Julgue a asserção abaixo em relação ao emprego das palavras e expressões do texto. e) Como a preposição a, empregada diante de “Oriente Médio”(l.21) e “sul da Ásia”(l.21-22), é exigência da regência de “endêmicas” (l.21), a retirada deste adjetivo exige a substituição de “ao” por em.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Item INCORRETO. Comentário. A substituição da preposição a pela preposição em, após a retirada do adjetivo endêmicas, não estaria errada. O problema foi proposta de colocação da preposição em sem o artigo definido que deve acompanhar esses substantivos. Esse item está incorreto, devendo a preposição em se contrair aos artigos, formando “permaneceram no Oriente Médio e no sul da Ásia”. 22 - (Procurador BACEN/2002) Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas conseqüências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos. (www.bcb.gov.br) Julgue a assertiva abaixo, em seus aspectos gramaticais. d) Em “a cada fato econômico”(l.5) a presença da preposição “a” justifica-se pela regência da palavra “corresponde”(l.7). Item CORRETO Comentário. Colocada na ordem direta e após algumas supressões de elementos desnecessários à análise, teríamos que: “Ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro corresponde a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo.” O verbo corresponder, na acepção de estar em correlação, é transitivo indireto, regendo a preposição a.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 23 - (Procurador BACEN/2002) Julgue a afirmação a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. Do ponto de vista do “pai de família pobre” da década de 20 ou 30, o Estado aparece como aquele que deve prover os cidadãos do conforto material mínimo à sobrevivência, na forma de emprego ou de outras condições mais diretas, como moradia, saúde ou educação. Não se trata de emitir um juízo de valor sobre esta concepção, mas de constatar sua existência. Necessário, porém, confrontar isso com o reverso da medalha, ou seja, a política estatal em relação a esse tipo de reivindicação, especialmente para o período que antecede 1930 e que surge para a historiografia como domínio exclusivo das oligarquias. (Jaime Rodrigues, Crise da primeira república: classes médias e Estado na década de 20, com adaptações) I. De acordo com as regras de regência da norma culta, a estrutura “prover os cidadãos do conforto”(l.2 e 3) admite a substituição por assegurar aos cidadãos o conforto. Item CORRETO. Comentário. A troca é válida, desde que se observe que essa mudança do verbo implica alteração, também, na relação entre esse novo verbo e seus complementos verbais. O verbo prover é transitivo direto de pessoa (os cidadãos) e indireto de coisa (conforto) – prover alguém de alguma coisa. Já o seu substituto – assegurar – tem uma relação inversa com esses complementos – é direto com coisa e indireto com pessoa – assegurar alguma coisa a alguém. Como foram respeitadas essas substituições, o item está correto. Esse cuidado devemos ter também com os verbos permitir e autorizar. Apesar de situados no mesmo campo semântico, esses verbos têm relacionamentos opostos com seus complementos. O verbo permitir é transitivo indireto de pessoa e direto de coisa – permite alguma coisa a alguém (aceita o lhe para o objeto indireto) - “A Corte permitiu ao preso passar o Natal em família.” Já com o verbo autorizar, em uma de suas acepções, é exatamente o contrário – apresenta objeto direto de pessoa e indireto de coisa – autoriza alguém a fazer alguma coisa - (“A Corte autorizou o preso a passar o Natal com a família.”). Em tempo: Natal – dia em que se

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI comemora o nascimento de Cristo – deve ser escrita com letra capitular (letra maiúscula). Vamos tratar, então, de algumas regências especiais, que podem ser objeto de prova (se já não o foram): - AVISAR e INFORMAR – são transitivos diretos e indiretos, indistintamente para coisa e para pessoa (“avisar/informar algo a alguém” ou “avisar/informar alguém de alguma coisa”); - COMUNICAR – na acepção de tornar conhecido, é direto para coisa e indireto para pessoa (“comunicar algo a alguém”); - CIENTIFICAR – no sentido de tornar ciente, apresenta a construção originária de direto para pessoa e indireto para coisa (“cientificar alguém de alguma coisa”), por analogia ao sentido de “tornar alguém ciente de alguma coisa”; nas palavras de Celso Luft, “às vezes ocorre cientificarlhe algo, inovação sintática devida ao traço semântico com ‘comunicar’ – inovação que também atingiu os verbos avisar, certificar e informar. Em linguagem escrita culta formal, preferível a sintaxe originária cientificálo de algo”. Considerando que o sujeito da voz passiva se forma a partir do objeto direto da voz ativa, com relação aos verbos mencionados acima, somente são aceitas as seguintes formas: - “Algo foi comunicado a alguém.” – a pessoa, segundo norma culta, não poderia ser ‘comunicada’ porque é o objeto INDIRETO da voz ativa; - “Alguém foi cientificado de alguma coisa.” – nesse caso, somente a pessoa pode ser sujeito da voz passiva; a “coisa” exerce função de complemento indireto. - com os verbos avisar e informar, as duas construções estão corretas – “Algo foi avisado a alguém” e “Alguém foi avisado de alguma coisa”, porque esses verbos admitem as duas regências. - PERDOAR, PAGAR – Segundo a norma culta, esses verbos são construídos com objeto direto para coisa e objeto indireto para pessoa. Com relação ao verbo PERDOAR, Luft afirma: “mas também ocorre objeto direto de pessoa. Essa alteração de regência tem explicação semântica (influência do verbo escusar ou desculpar). Na ausência do objeto direto de coisa, pode o indireto tomar-lhe o lugar – perdoar ( ) a alguém -> perdoar alguém. Não há, pois, motivo para gramáticas e

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI dicionários continuarem reprovando essa sintaxe. O mais que se pode é aconselhar a sintaxe primária, lógica, para a linguagem culta formal.” O verbo PAGAR sofre, na linguagem coloquial, a mesma alteração de regência ocorrida com o perdoar (quem nunca falou “eu paguei o médico” ou “eu paguei a empregada” que atire a primeira pedra!). Luft repete, no comentário sobre o verbo pagar, as observações que fez sobre o verbo perdoar, com o seguinte acréscimo: “Quando muito, pode-se dizer que, na língua escrita forma, a sintaxe pagar a alguém, pagar-lhe é preferível a pagar alguém, pagá-lo.”. - AGRADECER – Constrói-se com objeto direto para coisa e indireto para pessoa (Agradeço a Deus a sua salvação.). Também ocorre a sintaxe agradecer-lhe por algo, por causa da significação “motivo ou causa” (verbo + objeto indireto + adjunto adverbial de causa). - OBEDECER – Na linguagem culta, fixou-se como transitivo indireto, com a preposição a ou o pronome lhe. Contudo, mesmo contrariando os preceitos gramaticais, admite construção de voz passiva. Vimos inúmeras vezes que, para a voz passiva ser formada, o verbo deve ser transitivo direto ou direto e indireto. O verbo obedecer é o único verbo transitivo indireto que encontra respaldo, em gramáticas normativas consagradas (Celso Cunha, Lindley Cintra e Celso Luft), para a construção passiva (Alguém é obedecido). Isso talvez se deva à reminiscência do antigo regime transitivo direto. - CUSTAR – No sentido de ser custoso, ser difícil, emprega-se na 3ª pessoa do singular, tendo como sujeito uma oração reduzida de infinitivo, que pode vir precedida da preposição a (embora seja mais lógico sem a preposição). Custou-me muito chegar aqui (sujeito oracional leva o verbo para a 3ª pessoa do singular). O pronome oblíquo (me) exerce a função sintática de objeto indireto (Chegar aqui custou a mim.). No Brasil, por influência do verbo demorar, constrói-se uma sintaxe mal vista pela linguagem formal – “alguém custa + a + verbo no infinitivo” (Eu custei muito a chegar aqui.). Forma ainda não sancionada pelos gramáticos, segundo Luft. 24 - (AFRF/2002.1) Sob o direito, o administrador público não age contra a lei. Sob a moral, deve satisfazer o preceito da impessoalidade, não distinguindo amigos ou inimigos, partidários ou contrários, no tratamento que lhes dispense www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ou na atenção às suas reivindicações, com transparência plena de suas condutas em face do povo. Descumprir a lei gera o risco da punição prevista no Código Penal ou de sofrer sanções civis. Quando desatendidos os princípios da certeza moral, aquela que o ser humano em seu justo juízo adota convicto, o descumpridor fere regras de convivência, mas não conflita necessariamente com normas de Direito que lhe sejam aplicáveis. (Walter Ceneviva, Moralidade como Fato Jurídico, com adaptações) Julgue a assertiva em relação ao emprego das palavras e expressões do texto. d) De acordo com as regras de regência da norma culta, a expressão “atenção às suas reivindicações” (l.6) admite a substituição por atenção para as suas reivindicações. Item CORRETO. Comentário. O substantivo atenção articula-se, sintaticamente, nesta acepção, tanto com a preposição a, como com a preposição para. Mesmo com a retirada da preposição a, mantém-se o artigo definido feminino plural que antecede o pronome “suas”, presente originalmente em “às” (prep.a + artigo as) – “atenção para as suas reivindicações”. 25 - (AFPS/2002) A entrada dos anos 2000 têm trazido a reversão das expectativas de que haveria a inauguração de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade. Os resultados das cúpulas mundiais alimentaram esperanças que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis. Contudo, o movimento que se observa em nível mundial sinaliza perdas que ainda não podemos avaliar. O recrudescimento do conservadorismo e de práticas autoritárias, efetivadas à sombra do medo, tem representado fonte de frustração dos ideais historicamente buscados. (Roseli Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptações) Julgue as proposições abaixo, a respeito dos elementos do texto. II. Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a retirada da preposição antes de “que haveria”(l.2). III. Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção da preposição de diante de “que novos tempos”(l.4).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: Item II - INCORRETO Item III - CORRETO Comentário. Nos dois itens, encontramos a mesma justificativa para o emprego da preposição ‘de’: exigida pelos termos regentes expectativas e esperanças, deverá estar presente antes das orações (termos regidos) “que haveria” (l.2) e “que novos tempos” (l.4-5), respectivamente. No item II, o segmento analisado é: “... a reversão das expectativas de | que haveria a inauguração de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade.” 1ª oração – “a reversão das expectativas de” 2ª oração – “que haveria a inauguração de tempos fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade” de

Caso resolvesse substituir toda a 2ª oração por um pronome substantivo, teríamos “expectativas DISSO (de + ISSO), o que confirma ser o que uma conjunção e, conseqüentemente, a 2ª oração, uma oração substantiva na função de complemento nominal do substantivo expectativas. A retirada da preposição antes da oração substantiva completiva nominal provocaria erro de sintaxe de regência – ITEM INCORRETO. No item III, o segmento analisado é: “... alimentaram esperanças | que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis.” 1ª oração – “alimentaram esperanças” 2ª oração – “que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis.” Na substituição da 2ª oração, teríamos “... alimentaram esperanças ISSO”. Percebeu a falta que a preposição fez? Alguém tem esperanças de alguma coisa. Então, o correto seria “... alimentaram esperanças DISSO (de + ISSO)”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Assim, é obrigatória a inserção de uma preposição de antes da oração que exerce a função sintática de complemento nominal (oração subordinada substantiva completiva nominal) – ITEM CORRETO. Sobre a colocação de um acento grave antes de “qualidade de vida” e a relação entre este sintagma e “relacionamento humano”, falaremos na aula que trata de crase. 26 - (Agente do Piauí/ 2001) Assinale a opção que apresenta erro no uso de pronome. a) Já estão sob investigação entidades que compram máquinas e equipamentos no exterior e, por terem o certificado de filantrópicas, não pagam impostos de importação. b) Em vez de serem alojados nas entidades que supostamente lhes importaram, esses produtos acabam tendo como destino as clínicas particulares dos diretores. c) Os técnicos também investigam desvios dessas entidades para burlar a lei que concede isenção de impostos. d) Como as filantrópicas não podem distribuir os lucros entre seus diretores, as entidades acabam comprando imóveis ou veículos em nome delas, mas os bens ficam para uso próprio de seus dirigentes e familiares. e) Esse instrumento acaba sendo uma distribuição indireta dos lucros, afirmou um técnico que participa das investigações. (Itens adaptados de Simone Cavalcanti, www.estadao.com.br 6/2/2001) Gabarito: B Comentário. Para analisar a regência de um verbo, precisamos identificar o seu significado, a partir do contexto. No item b, o verbo importar está sendo usado no sentido de trazer para o país, nacionalizar - caso em que é transitivo direto (“Alguém importou alguma coisa.”). Por isso, em vez do pronome oblíquo lhes, indicado para complementos indiretos, deve-se usar o pronome oblíquo os (os produtos) – “Em vez de serem alojados nas entidades que supostamente os importaram, esses produtos acabam tendo como destino as clínicas particulares dos diretores.”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 27 - (AFC STN/2000) Marque o item que propõe a correção necessária nos elementos sublinhados para que as regras de regência da norma culta sejam respeitadas. Continuo a conferir aos direitos e responsabilidades constitucionais dos meios eletrônicos de comunicação neste ano, em que a televisão passa dos cinqüenta anos. Parto para o tema a contar da Portaria 796, que, tendo respeitado a plena liberdade da informação jornalística, dispensa-me de cuidar do parágrafo da Constituição que trata dela. A informação jornalística é inteiramente livre de censura. Não pode, porém, violar a intimidade, a vida privada e a imagem das pessoas comuns, cabendo a reação contra seu abuso apenas aos próprios atingidos. (W. Ceneviva, Limites da TV na Constituição. Folha de São Paulo, 14/10/2000, com adaptações) a) Retirar aos que antecede “direitos” (l.1). b) Retirar em que antecede “que a televisão” (l.3). c) Retirar de que antecede “cuidar”(l.5). d) Substituir de que antecede “censura”(l.7), por pela. e) Substituir contra, que antecede “seu abuso” (l.9), por a. Gabarito: A Comentário. Não, você ainda não fez essa questão. Veja como ela é parecida com a questão 16 (Analista IRB/2004). Mais uma vez, o significado do verbo define sua regência – esse verbo conferir está usado na acepção de realizar uma conferência (transitivo direto – como em ‘Eu não conferi o resultado da loteria.’) e não de atribuir algo a alguém (transitivo direto e indireto), como poderia sugerir o uso indevido da preposição a. Essa conclusão é extraída a partir da análise semântica do contexto: na qualidade de jornalista, o autor não deteria essa competência de atribuir direitos e responsabilidades constitucionais a ninguém – é a própria Constituição que o faz. Como o verbo conferir = fazer conferência é transitivo direto, a retirada da expressão “aos” antes de “direitos e responsabilidades constitucionais” é necessária para a correção do período. No item b, por atribuir valor circunstancial de tempo (nesse ano), há necessidade da preposição em. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI O item c trata da regência do verbo dispensar, que, na construção, é transitivo direto (pessoa) e indireto (coisa – no caso, uma oração reduzida de infinitivo). Não se admite, pois, a retirada dessa preposição. A sugestão de troca do item d é inválida. A censura não liberta nada, como iria sugerir o emprego da preposição por (pela = por + a). Assim, além de alterar o sentido, prejudicaria a coerência textual. A substituição proposta no item e não encontra impedimento na regência do substantivo reação, que admite as preposições a e contra. O problema estaria na coesão textual, uma vez que, logo na seqüência, utiliza-se a preposição a para anteceder o complemento verbal de caber ( “cabendo a reação a seu abuso apenas aos próprios atingidos”). Por clareza textual, a preposição mais adequada é mesmo contra. 28 - (MPOG/2005) Escolha o segmento do texto que não está isento de erros gramaticais e de ortografia, considerando-se a ortodoxia gramatical. a) As duas grandes sombras de Ouro Preto, aquelas em que pensamos invencivelmente a cada volta de rua, são o Tiradentes e o Aleijadinho. b) Cláudio Manuel da Costa asseverou de que o alferes era homem de tão fraco talento, que nunca serviria para tentar-se com ele um levante. c) Alguns de seus companheiros da Inconfidência desdenhosamente nos depoimentos da devassa. d) O Coronel Domingos Vieira chama-lhe “malvado”. e) É ainda hoje difícil formar um juízo seguro sobre Joaquim José da Silva Xavier. GABARITO: B COMENTÁRIO: O examinador tenta, no enunciado, confundir o candidato, ao solicitar que se marque o item que “não está isento de erros gramaticais e de ortografia”. Em outras palavras, ele quer a opção com erro gramatical ou de ortografia, o que é uma redundância em si, uma vez que ortografia é um dos componentes para a correção gramatical. Nesta opção, o erro foi de regência verbal. A regência do verbo asseverar é transitiva direta e não exige preposição. Logo, a forma correta seria “Cláudio Manuel da Costa asseverou que...”. Veja no item d um bom exemplo da construção com o verbo chamar. “O Coronel Domingos Vieira chama-lhe ‘malvado’.” – o verbo chamar www.pontodosconcursos.com.br 34 falaram dele

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI transitivo indireto acompanhado de um predicativo do objeto indireto sem preposição. 29 – (AFRF 2005) O advento da moderna indústria tecnológica fez com que o contexto em que passa a dispor-se a máquina mudasse completamente de configuração. Entretanto, tal mudança obedece a certas coordenadas que começam a ser pensadas já na antiga Grécia, que novamente se relacionam com a questão da verdade. É que a verdade, a partir de Platão e Aristóteles, passa a ser determinada de um modo novo, verificando-se uma transmutação em sua própria essência. Desde então, entende-se usualmente a verdade como sendo o resultado de uma adequação, ou seja, a verdade pode ser constatada sempre que a idéia que o sujeito forma de determinado objeto coincida com esse objeto. (Gerd Bornheim. Racionalidade e acaso. fragmento) Julgue a assertiva a respeito do uso das estruturas lingüísticas do texto. c) Tanto a supressão da preposição no termo “a certas coordenadas” (l.3) como sua substituição por às preservam as relações de sentido e respeitam as regras de regência verbal. Item INCORRETO Comentário. Tal assertiva está incorreta em dois aspectos – o primeiro em relação à regência do verbo obedecer. Como já vimos, este verbo é transitivo indireto, exigindo a preposição a, que, portanto, não poderia ser suprimida. O segundo erro está na sugestão de emprego do artigo definido antes da expressão genérica “certas coordenadas”. Por ser usada em sentido vago, essa expressão não admite artigo e, logo, não poderia construir a forma “às” (contração da preposição com o artigo definido). 30 – (AFRE MG/2005) Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores do catolicismo, uniu a teologia à filosofia. Sua contribuição para o estudo das taxas de juros, ainda que involuntária, foi tremenda. Em suas Confissões, o bispo de Hipona, filho de Santa Mônica, conta que, ainda adolescente, clamou a Deus que lhe concedesse a castidade e a

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI continência e fez uma ressalva – ansiava por essa graça, mas não de imediato. Ele admitiu que receava perder a concupiscência natural da puberdade. A atitude de Santo Agostinho traduz impecavelmente a urgência do ser humano em viver o aqui e agora. Essa atitude alia-se ao desejo de adiar quanto puder a dor e arcar com as conseqüências do desfrute presente – sejam elas de ordem financeira ou de saúde. É justamente essa urgência que explica a predisposição das pessoas, empresas e países a pagar altas taxas de juros para usufruir o mais rápido possível seu objeto de desejo. (Viver agora, pagar depois, (Fragmento). In: Economia eNegócios, Revista Veja, 30/03/2005, p.90) Julgue a afirmação a respeito do texto. a) O complemento verbal “seu objeto de desejo” (l.14) poderia vir precedido da preposição “de”, atendendo-se à regência do verbo “usufruir”. Item CORRETO Comentário. A regência do verbo “usufruir” admite as duas construções – direta ou indireta – sem alteração de sentido – “usufruir o mais rápido possível (de) seu objeto de desejo”. Logo, seu complemento verbal também poderia ter sido precedido da preposição “de”. Até o próximo encontro, quando falaremos sobre crase. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 1 - (Analista IRB/2004) Identifique a letra em que uma das frases apresenta erro de regência verbal. a) Atender uma explicação. Atender a um conselho. b) O diretor atendeu aos interessados. O diretor atendeu-os no que foi possível. c) Atender às condições do mercado. Os requerentes foram atendidos pelo juiz. d) Atender o telefone. Atender ao telefone. www.pontodosconcursos.com.br 36

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) Ninguém atendeu para os primeiros sintomas da doença. Ninguém se atendeu aos primeiros alarmes de incêndio. 2 - (TC PR 2002/2003) Julgue a correção gramatical da asserção abaixo. e) Os recursos somente são liberados após o TCU constatar de que a adoção de providências corretivas pelo gestor da obra e após a edição de um decreto legislativo específico. O TCU tem encontrado anualmente irregularidades graves em cerca de um terço das obras fiscalizadas. 3 - (AFRF 2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações) Julgue a asserção abaixo, com relação ao emprego das palavras e expressões do texto. a) Para que as regras da norma culta sejam respeitadas, é obrigatório o emprego da preposição de regendo a oração “que ele é escravo”(l.1). 4 - (AFRF/2003) Falar em direitos humanos pressupõe localizar a realidade que os faz emergir no contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo contraditório de criação das sociedades. Implica, em suma, desvendar, a cada momento deste processo, o que venha a resultar como direitos novos até então escondidos sob a lógica perversa de regimes políticos, sociais e econômicos, injustos e comprometedores da liberdade humana. Este ponto de vista referencial determina a dimensão do problema dos direitos humanos na América Latina. Neste contexto, a fiel www.pontodosconcursos.com.br 37

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI abordagem acerca das condições presentes e dos caminhos futuros dos direitos humanos passa, necessariamente, pela reflexão em torno das relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais. As desarticulações que desta situação resultam não chegam a modificar a base estrutural destas relações: a extrema dependência a que estão submetidos os países periféricos, tanto no que concerne ao agravamento das condições de trabalho e de vida (degradação dos salários e dos benefícios sociais), quanto na dependência tecnológica, cultural e ideológica. (Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos, UnB, in: Introdução Crítica ao Direito, com adaptações) Julgue o seguinte item a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. III. As regras de regência nominal permitem que “dependência”(l.13) também seja empregada com a preposição com; por isso está igualmente correto: a extrema dependência com que estão submetidos... 5 - (AFRF/2003) Marque o item em que a regência empregada atende ao que prescreve a norma culta da língua escrita. a) A causa por que lutou ao longo de uma década poderia tornar-se prioridade de programas sociais de seu estado. b) Seria implementado o plano no qual muitos funcionários falaram a respeito durante a assembléia anual. c) A equipe que a instituição mantinha parceria a longo tempo manifestou total discordância da linha de pesquisa escolhida. d) Todos concordavam que as empresas que a licença de funcionamento não estivesse atualizada deveriam ser afastadas do projeto. e) Alheio aos assuntos sociais, o diretor não se afinava com a nova política que devia adequar-se para desenvolver os projetos. 6 – (Auditor TCE ES/2001) No exercício da sua competência, se o Tribunal de Contas julgar o ato nulo, de pleno direito, por vício insanável, caracterizado por preterição de formalidade essencial que o deva anteceder, ou violação da lei, a que se deva obrigatoriamente subordinar, as autoridades competentes, ao conhecerem do julgado, deverão promover e adotar as medidas dele decorrentes, sujeitando-se os responsáveis às penalidades aplicadas pelo Tribunal e ao ressarcimento de eventuais danos causados ao erário.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Julgue a assertiva abaixo. c) Em “a que se deva obrigatoriamente subordinar” (l.4) o uso da preposição “a” está de acordo com as normas da variedade padrão da língua portuguesa. 7 - (TFC SFC/2000) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical Outro mito muito em voga(A) é de que(B) a globalização torna(C) a vida das pessoas muito mais instável. Isso é só parcialmente verdade. As economias estão muito mais competitivas hoje em boa parte do mundo, o que(D) pode passar uma sensação maior de instabilidade. Um recente estudo do Banco Mundial, no entanto, mostra que(E) não há nenhuma evidência de aumento da instabilidade em termos de crescimento de PIB e de consumo privado na América Latina. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.141) a) A b) B c) C d) D e) E 8 - (AFC STN 2000) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical. Um dos obstáculos que(A) o Brasil enfrenta para obter(B) saldos comerciais expressivos é a composição de sua pauta de exportações, demasiadamente calcada(C) em produtos de baixo valor agregado. Nesse sentido, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou que será criado um imposto sobre as exportações do couro cru e semi-elaborado. O objetivo é favorecer o beneficiamento do couro no país, especialmente pelo setor calçadista(D). A expectativa é a que(E) em dois anos esse setor agregue US$ 400 milhões às exportações brasileiras. (Folha de S. Paulo, 18/08/2000, página A2, com adaptações) a) A b) B c) C d) D www.pontodosconcursos.com.br 39

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) E 9 - (TRF/2003) Assinale a opção em que o trecho do texto foi transcrito com erro de sintaxe. a) As empresas do setor imobiliário que deixaram de prestar contas das transações realizadas em 2002 vão ser alvo de investigação da Receita Federal. Imobiliárias, construtoras e incorporadoras tinham prazo limitado para entregar a Declaração de Informação sobre Atividades Imobiliárias- Dimob. b) A estimativa é de que metade das empresas não declarou, mas o coordenador-geral de Fiscalização da Receita acredita que muitas delas ainda vão cumprir a exigência. Até o prazo foram entregues 21.395 declarações, mas nos registros da Receita constam em cerca de 40 mil empresas que estariam obrigadas a declarar. c) O coordenador diz que os dados da Dimob serão confrontados com as informações da declaração das empresas e das pessoas físicas. O coordenador afirma ainda que as informações serão cruzadas com os dados da CPMF, que têm sido instrumento indispensável ao trabalho de fiscalização do órgão. d) Na declaração, as imobiliárias só devem informar as operações realizadas no ano passado. As empresas que não tiveram atividades em 2002 estão desobrigadas de prestar contas. Quem deixou de entregar a declaração no prazo pagará multa mínima de R$ 5 mil por mêscalendário. Em caso de omissão ou informação de dados incorretos ou incompletos, a multa será de 5% sobre o valor da transação. e) Essa declaração foi criada em fevereiro de 2003 para identificar as operações de venda e aluguel de imóveis. A Receita quer saber, por exemplo, a data, o valor da transação e a comissão paga ao corretor. No ano passado, foram fiscalizadas 495 empresas do setor, cujas autuações somaram R$ 1,2 bilhão. (Adaptado de www. receita. fazenda.gov.br, 5/06/2003) 10 - (TRF/2000) Julgue a assertiva abaixo, em relação à sintaxe de regência. c) A notícia ganha mais visibilidade quando se sabe que o salto não se deve apenas no aumento de impostos. 11 - (TCE ES/2001) Assinale o trecho que respeita as regras gramaticais da norma culta. www.pontodosconcursos.com.br 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Pesquisas nos Estados Unidos mostra que a tolerância ao erro no comércio eletrônico é zero. Quem compra um CD e não recebe, simplesmente "deleta" o endereço da loja virtual pisou na bola. b) Para piorar as coisas para os comerciantes que se dedicam o comércio eletrônico, o internauta entende como erro grave todo e qualquer deslise cometido pela loja. c) Tanto faz se a empresa demora a entregar a encomenda, se ela danifica a embalagem ou se entrega uma mercadoria diferente à que foi encomendada. d) A reação contrária do consumidor é desmezurada. Na rede esperamse serviço nota 1000 - ou nada aquém disso. e) As empresas brasileiras que comercializam produtos pela internet têm conseguido entregar o que vendem com um mínimo de críticas. (VEJA VIDA DIGITAL, abril de 2000, com adaptações) 12 - (AFC STN/2002) No passado, para garantir o sucesso de um filho ou de uma filha, bastava conseguir que eles tirassem um diploma de curso superior. Uma vez formados, seriam automaticamente chamados de “doutor” e teriam um salário de classe média para o resto da vida. De uns anos para cá, essa fórmula não funciona mais. Quem quiser garantir o futuro dos filhos, além do curso superior, terá de lhes arrumar um capital inicial. Esse capital deverá ser suficiente para o investimento que gerará um emprego para seu filho. Em relação aos aspectos textuais, julgue a asserção abaixo. d) A regência do verbo chamar empregada no texto(l.3) é considerada coloquial. A gramática ortodoxa recomenda, como mais formal, o emprego desse verbo como transitivo direto. 13 - (ACE/2002) Julgue a assertiva abaixo. c) Estará disponível um catálogo com detalhes de todas as peças, os preços no atacado e no varejo e os prazos de entrega. A exposição faz parte do Programa Sebrae de Artesanato, que quer profissionalizar a atividade, dando-lhe tratamento empresarial e tornando-lhe um negócio rentável pela capacitação dos artesãos e seu aperfeiçoamento técnico. 14 - (AFC STN/2002) Marque o item sublinhado que representa impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico. www.pontodosconcursos.com.br 41

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Em vista da crescente conscientização sobre a necessidade de preservar o patrimônio cultural, tem havido muitas discussões sobre a proteção da área do entorno(A) ou do envoltório(B)do bem imóvel tombado. Há, principalmente, divergências quanto à sua(C) dimensão adequada ou ideal e ao momento que(D) passa a ser protegida.(E) (Baseado em Antônio Silveira R. dos Santos) a) A b) B c) C d) D e) E 15 - (AFC 2002) Assinale a opção que preenche as lacunas de forma coesa e coerente. As cotações do dólar em relação ao real se apresentam estáveis desde os últimos três meses de 2001. O câmbio em equilíbrio desperta reações positivas dos mercados internacionais, favorece as exportações e ____1_____ confiança no país. O Brasil revelou-se resistente ___2____várias situações adversas. Absorveu o choque causado pelo racionamento de energia, com demonstração clara de que a população brasileira possui alto índice de disciplina social. E, até agora, se mantém ao largo da catástrofe econômica argentina. Não _____3________ a expectativa internacional de que a economia brasileira sofreria os efeitos do furacão portenho. Completa o quadro estimulante a convicção ______4________Estados Unidos voltarão a crescer entre 2,5% e 3,5% este ano. (Otimismo e Cautela, Editorial, Correio Braziliense, 1/3/2002) 1 a) b) c) d) e) infiltra insinua-se instila introduz insinua 2 as às a as à 3 consumou-se consumou se consumou consumando-se consumando 4 de que o que os de que os que o em que os

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 16 - (Analista IRB 2004) Assinale a alteração que provoca erro de regência no texto. O desenvolvimento desigual de tecnologia e das técnicas de produção implica no desenvolvimento desigual da própria concepção de classe social e na desigual conduta de classe em relação ao capital e à empresa. [...] Além disso, a falta de uniformidade tecnológica no processo de produção enfraquece o poder e o domínio da gerência científica e abre espaço para a interferência de outros saberes, historicamente atrasados em relação ao desenvolvimento dos setores de ponta de uma organização. (José de Souza Martins, A aparição do demônio na fábrica, no meio da produção, com adaptações) a) Retirar “das” (l.1) de diante de “técnicas”. b) Substituir “no” (l.2) e “na” (l.3) por o e a, respectivamente. c) Substituir “à”(l.3) diante de “empresa” por para. d) Substituir “no”(l.4) diante de “processo” por do. e) Retirar “para”(l.6) e acrescentar sinal indicativo de crase no “a” que o segue. 17 - (AFRF/2002.1) Julgue os períodos abaixo em relação à correção gramatical. b) A prática do racismo é definida como crime na Lei nº 7.716/89, isto é, nessa Lei estão definidas várias condutas que implicam tratamento discriminatório, motivado pelo preconceito racial. / A prática do racismo é definida como crime na Lei nº 7.716/89, isto é, nessa Lei estão definidas várias condutas que implicam em tratamento discriminatório, motivado pelo preconceito racial. 18 - (AFTb/ 2003) Assinale a opção na qual a expressão sublinhada está erradamente empregada. a) O governo quer mudar o imposto sobre a renda da pessoa física para reduzir as deduções de gastos com educação e saúde, mas se esquece de que o poder do governante não é absoluto. b) É o Congresso, quem cabe transformar a vontade governamental em lei, que tem a obrigação de proteger os contribuintes. c) A nova mordida do Leão parece decorrer de documento fazendário, em que se avalia que as deduções das despesas com educação e saúde só beneficiam as "pessoas abastadas". www.pontodosconcursos.com.br 43

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) A Constituição exige a observância do critério da "universalidade", cujo significado é o de que todo tipo de rendimento será tributável. e) Economia fiscal verdadeira seria a eliminação ou a redução do bueiro em que se esvai o volume incalculável de recursos públicos chamada renúncia fiscal da União. (Baseado em Edgard de Proença Rosa, "O Congresso é a casa do contribuinte", Correio Braziliense, 02/12/2003) 19 - (AFRF/2003) Julgue a assertiva abaixo em relação aos aspectos gramaticais. e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamente nossas estruturas sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência. 20 - (AFTb/2003) Julgue a correção gramatical da asserção abaixo. c) Na América Latina, por exemplo, “a integração global aumentou ainda mais as desigualdades salariais”, e há uma preocupação generalizada que o processo esteja levando uma maior desigualdade no próprio interior dos países. Essa desigualdade já alcançou os Estados em suas relações assimétricas. 21 - (Assistente de Chancelaria/2002) O século XX foi o mais assassino na história registrada. O número total de mortes causadas por ou associadas a suas guerras foi estimado em 187 milhões. O equivalente a mais de 10% da população mundial em 1913. Entendido como tendo-se iniciado em 1914, foi um século de guerra quase ininterrupta, com poucos e breves períodos sem conflito armado organizado em algum lugar. Foi dominado por guerras mundiais: quer dizer, por guerras entre Estados territoriais ou alianças de Estados. Apesar disso, o século não pode ser tratado como um bloco único, seja cronológica, seja geograficamente. Cronologicamente, ele se distribui em três períodos: a era de guerras mundiais centrada na Alemanha, a era de confronto entre as duas superpotências e a era desde o fim do sistema de poder internacional clássico. Chamarei a esses períodos de 1, 2 e 3. Geograficamente, o impacto das operações militares tem sido desigual. Com uma exceção (a Guerra do Chaco), não houve guerras entre Estados significantes (em oposição a guerras civis) no hemisfério Ocidental no último século. Em contrapartida, guerras entre Estados, não necessariamente desconectadas do confronto global,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI permaneceram endêmicas ao Oriente Médio e ao sul da Ásia, e guerras maiores diretamente resultantes do confronto global aconteceram no leste e no sudeste da Ásia. Mais impressionante é a erosão da distinção entre combatentes e não-combatentes. As duas guerras mundiais da primeira metade do século envolveram toda a população dos países beligerantes; tanto combatentes quanto nãocombatentes sofreram. (Eric Hobsbawn, A epidemia da guerra, com adaptações) Julgue a asserção abaixo em relação ao emprego das palavras e expressões do texto. e) Como a preposição a, empregada diante de “Oriente Médio”(l.21) e “sul da Ásia”(l.21-22), é exigência da regência de “endêmicas” (l.21), a retirada deste adjetivo exige a substituição de “ao” por em. 22 - (Procurador BACEN/2002) Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas conseqüências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos. (www.bcb.gov.br) Julgue a assertiva abaixo, em seus aspectos gramaticais. d) Em “a cada fato econômico”(l.5) a presença da preposição “a” justifica-se pela regência da palavra “corresponde”(l.7). 23 - (Procurador BACEN/2002) Julgue a afirmação a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. Do ponto de vista do “pai de família pobre” da década de 20 ou 30, o Estado aparece como aquele que deve prover os cidadãos do conforto material mínimo à sobrevivência, na forma de emprego ou de outras condições mais diretas, como moradia, saúde ou educação. Não se trata de emitir um juízo de valor sobre esta concepção, mas de constatar sua

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI existência. Necessário, porém, confrontar isso com o reverso da medalha, ou seja, a política estatal em relação a esse tipo de reivindicação, especialmente para o período que antecede 1930 e que surge para a historiografia como domínio exclusivo das oligarquias. (Jaime Rodrigues, Crise da primeira república: classes médias e Estado na década de 20, com adaptações) I. De acordo com as regras de regência da norma culta, a estrutura “prover os cidadãos do conforto”(l.2 e 3) admite a substituição por assegurar aos cidadãos o conforto. 24 - (AFRF/2002.1) Sob o direito, o administrador público não age contra a lei. Sob a moral, deve satisfazer o preceito da impessoalidade, não distinguindo amigos ou inimigos, partidários ou contrários, no tratamento que lhes dispense ou na atenção às suas reivindicações, com transparência plena de suas condutas em face do povo. Descumprir a lei gera o risco da punição prevista no Código Penal ou de sofrer sanções civis. Quando desatendidos os princípios da certeza moral, aquela que o ser humano em seu justo juízo adota convicto, o descumpridor fere regras de convivência, mas não conflita necessariamente com normas de Direito que lhe sejam aplicáveis. (Walter Ceneviva, Moralidade como Fato Jurídico, com adaptações) Julgue a assertiva em relação ao emprego das palavras e expressões do texto. d) De acordo com as regras de regência da norma culta, a expressão “atenção às suas reivindicações” (l.6) admite a substituição por atenção para as suas reivindicações. 25 - (AFPS/2002) A entrada dos anos 2000 têm trazido a reversão das expectativas de que haveria a inauguração de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade. Os resultados das cúpulas mundiais alimentaram esperanças que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis. Contudo, o movimento que se observa em nível mundial sinaliza perdas que ainda não podemos avaliar. O recrudescimento do conservadorismo e de práticas autoritárias, efetivadas à sombra do medo, tem representado fonte de frustração dos ideais historicamente buscados. (Roseli Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Julgue as proposições abaixo, a respeito dos elementos do texto. II. Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a retirada da preposição antes de “que haveria”(l.2). III. Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção da preposição de diante de “que novos tempos”(l.4). 26 - (Agente do Piauí/ 2001) Assinale a opção que apresenta erro no uso de pronome. a) Já estão sob investigação entidades que compram máquinas e equipamentos no exterior e, por terem o certificado de filantrópicas, não pagam impostos de importação. b) Em vez de serem alojados nas entidades que supostamente lhes importaram, esses produtos acabam tendo como destino as clínicas particulares dos diretores. c) Os técnicos também investigam desvios dessas entidades para burlar a lei que concede isenção de impostos. d) Como as filantrópicas não podem distribuir os lucros entre seus diretores, as entidades acabam comprando imóveis ou veículos em nome delas, mas os bens ficam para uso próprio de seus dirigentes e familiares. e) Esse instrumento acaba sendo uma distribuição indireta dos lucros, afirmou um técnico que participa das investigações. (Itens adaptados de Simone Cavalcanti, www.estadao.com.br 6/2/2001) 27 - (AFC STN/2000) Marque o item que propõe a correção necessária nos elementos sublinhados para que as regras de regência da norma culta sejam respeitadas. Continuo a conferir aos direitos e responsabilidades constitucionais dos meios eletrônicos de comunicação neste ano, em que a televisão passa dos cinqüenta anos. Parto para o tema a contar da Portaria 796, que, tendo respeitado a plena liberdade da informação jornalística, dispensa-me de cuidar do parágrafo da Constituição que trata dela. A informação jornalística é inteiramente livre de censura. Não pode, porém, violar a intimidade, a vida privada e a imagem das pessoas comuns, cabendo a reação contra seu abuso apenas aos próprios atingidos. (W. Ceneviva, Limites da TV na Constituição. Folha de São Paulo, 14/10/2000, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Retirar aos que antecede “direitos” (l.1). b) Retirar em que antecede “que a televisão” (l.3). c) Retirar de que antecede “cuidar”(l.5). d) Substituir de que antecede “censura”(l.7), por pela. e) Substituir contra, que antecede “seu abuso” (l.9), por a. 28 - (MPOG/2005) Escolha o segmento do texto que não está isento de erros gramaticais e de ortografia, considerando-se a ortodoxia gramatical. a) As duas grandes sombras de Ouro Preto, aquelas em que pensamos invencivelmente a cada volta de rua, são o Tiradentes e o Aleijadinho. b) Cláudio Manuel da Costa asseverou de que o alferes era homem de tão fraco talento, que nunca serviria para tentar-se com ele um levante. c) Alguns de seus companheiros da Inconfidência desdenhosamente nos depoimentos da devassa. d) O Coronel Domingos Vieira chama-lhe “malvado”. e) É ainda hoje difícil formar um juízo seguro sobre Joaquim José da Silva Xavier. 29 – (AFRF 2005) O advento da moderna indústria tecnológica fez com que o contexto em que passa a dispor-se a máquina mudasse completamente de configuração. Entretanto, tal mudança obedece a certas coordenadas que começam a ser pensadas já na antiga Grécia, que novamente se relacionam com a questão da verdade. É que a verdade, a partir de Platão e Aristóteles, passa a ser determinada de um modo novo, verificando-se uma transmutação em sua própria essência. Desde então, entende-se usualmente a verdade como sendo o resultado de uma adequação, ou seja, a verdade pode ser constatada sempre que a idéia que o sujeito forma de determinado objeto coincida com esse objeto. (Gerd Bornheim. Racionalidade e acaso. fragmento) Julgue a assertiva a respeito do uso das estruturas lingüísticas do texto. c) Tanto a supressão da preposição no termo “a certas coordenadas” (l.3) como sua substituição por às preservam as relações de sentido e respeitam as regras de regência verbal. falaram dele

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 30 – (AFRE MG/2005) Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores do catolicismo, uniu a teologia à filosofia. Sua contribuição para o estudo das taxas de juros, ainda que involuntária, foi tremenda. Em suas Confissões, o bispo de Hipona, filho de Santa Mônica, conta que, ainda adolescente, clamou a Deus que lhe concedesse a castidade e a continência e fez uma ressalva – ansiava por essa graça, mas não de imediato. Ele admitiu que receava perder a concupiscência natural da puberdade. A atitude de Santo Agostinho traduz impecavelmente a urgência do ser humano em viver o aqui e agora. Essa atitude alia-se ao desejo de adiar quanto puder a dor e arcar com as conseqüências do desfrute presente – sejam elas de ordem financeira ou de saúde. É justamente essa urgência que explica a predisposição das pessoas, empresas e países a pagar altas taxas de juros para usufruir o mais rápido possível seu objeto de desejo. (Viver agora, pagar depois, (Fragmento). In: Economia e Negócios, Revista Veja, 30/03/2005, p.90) Julgue a afirmação a respeito do texto. a) O complemento verbal “seu objeto de desejo” (l.14) poderia vir precedido da preposição “de”, atendendo-se à regência do verbo “usufruir”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 6: CRASE

“Bom filho ... casa torna”
A partir desse adágio, começamos nossa aula sobre crase. E aí, como você preencheu a lacuna? Com um “a”? Dois? Um com acento grave? Afinal, o que é crase? Isso não nos cansamos de repetir – CRASE NÃO É O ACENTO, CRASE É O FENÔMENO!. Portanto, rejeito a forma “crasear” (arghh....), mesmo já tendo sido registrada nos melhores dicionários e aceita por tantos professores e gramáticos gabaritados. Prefiro usar “colocar o acento grave, indicativo de crase” ou “ocorre crase (fusão)” - essa expressão você vai ler bastante no nosso encontro de hoje. Dá-se o nome de crase ao encontro de duas vogais iguais e contíguas. Na língua portuguesa, só se registram com o acento grave os encontros da preposição a com outro a, que poderá ser um artigo definido feminino, um pronome demonstrativo ou um pronome relativo. COMO ANALISAR A OCORRÊNCIA DE CRASE? Da mesma forma como você ensina uma criança a atravessar a rua. “Filhinho, você deve olhar para os dois lados!”. Então aplicamos essa lição à análise de crase – devemos olhar para os dois lados. “TERMO REGENTE + TERMO REGIDO”: De um lado, há um termo regente, que pode ou não exigir uma preposição (e, nesta aula, só nos interessa a preposição a). Do outro lado, há um termo regido, que pode aceitar ou não um artigo definido feminino. Nessa posição de “termo regido” também pode existir um pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s) ou aquilo, um pronome relativo a qual/as quais. Se houver o encontro da preposição a com o outro a, OCORRE A CRASE: os dois viram um só “a” e recebem o acento grave (`) para indicar essa fusão: à. Voltando ao ditado, antes de qualquer coisa, ajuda (e muito) construir a oração na ordem direta – “Bom filho torna ... casa.”. De um lado, o termo regente (verbo tornar) exige a preposição a (tem o mesmo sentido e regência do verbo “retornar” – “Alguém torna/retorna a algum lugar.”).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Do outro lado, “casa”, no sentido de lar, não recebe o acompanhamento do artigo (“Quando eu for para casa, avisarei.” / “Passei o fim de semana em casa.”). Esse “casa” só aceita artigo quando identificado como a casa de alguém (“Nunca mais piso na casa da minha sogra!”) Como o termo regido não aceita o artigo definido, há a ocorrência de apenas um “a” , que é a preposição exigida pelo termo regente, não ocorrendo crase. Por isso, a construção correta é “bom filho a casa torna”. Em resumo: só haverá crase (fusão) se houver dois “as” regente exigir a preposição a e o termo regido: o termo

for o pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo; for o pronome relativo a qual / as quais; admitir artigo definido feminino (singular ou plural): a(s). Para ter certeza de que a palavra admite o artigo definido feminino, construa uma frase em que essa palavra seja o sujeito e verifique a possibilidade de colocar o artigo antes dela. Exemplo: a palavra escolhida é “você”: não seria possível usar o artigo feminino antes desse pronome de tratamento -“A você está linda hoje”-, logo não há crase antes de “você”. antes de palavra masculina (pois não admite artigo definido feminino por ser masculina); antes de verbo (pois não admite artigo definido feminino – mesmo quando substantivado, recebe o artigo masculino e não feminino – “o ranger”, “o regressar”); antes de pronomes em geral; com exceção dos pronomes possessivos (como veremos adiante) e os enumerados no resumo (demonstrativos a, aquele, aquela, aquilo, e relativos a qual, e seus plurais), todos os demais não admitem artigo definido feminino; antes de substantivos em sentido vago, genérico (não admitem artigo definido feminino por serem vagos, genéricos, como no exemplo do adágio); em expressões de palavras repetidas (cara a cara, dia a dia, boca a boca).

Nesse resumo estão várias daquelas regras de crase. Não ocorre crase:

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Existem alguns casos em que o “a” recebe o acento grave (à) mesmo não havendo esse encontro de dois “as”. São os chamados casos especiais: locuções femininas, sejam elas adverbiais (à força, à vista), adjetivas (à fantasia, à toa), conjuntivas (à medida que, à proporção que) ou prepositivas (à espera de, à procura de); diante de masculino, em que esteja subentendida a expressão “à moda de”, “à maneira de” (“Ele escrevia à Machado de Assis.”, “O artilheiro fez um gol à Romário.”). Cuidado: em “bife a cavalo” ou em “frango a passarinho” não está subentendida essa expressão (não é à maneira do cavalo ou do passarinho) e, por isso, não leva acento.

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Por fim, antes de iniciarmos os comentários às questões de prova, destacamos dois casos chamados “facultativos”, explicando onde reside essa “faculdade”: pronomes possessivos – esses pronomes admitem o artigo definido antes de si (“Minha mesa está suja” ou “A minha mesa está suja”). Por isso, caso se empregue o pronome possessivo com artigo, desde que o termo regente exija preposição a, haverá crase (preposição a + artigo definido feminino + possessivo = à sua – “Refiro-me à sua irmã.”); em se escolhendo não colocar o artigo antes do possessivo, haverá somente a preposição e, por isso, não haverá a ocorrência de crase (preposição a + possessivo = a sua - “Refiro-me a sua irmã.”). Alguns autores chamam de um caso facultativo de crase, mas o que ocorre, na verdade, é o uso opcional do artigo definido feminino; com a locução prepositiva “até a” (que é a junção das duas preposições: até + a). Havendo um termo regido que admita o artigo definido, haverá crase (até a + a = até à – “Andei até à entrada de sua casa.”). Essa locução prepositiva equivale à preposição “até”, que, quando usada na forma simples, não leva à fusão de dois ‘as’, pois só existe um – o artigo (até + a = até a “Andei até a entrada de sua casa.”). Por isso, alguns falam simplesmente que, com a preposição “até”, a crase é facultativa. Na verdade, o que é facultativo é o uso da locução prepositiva “até a” ou da preposição simples “até” – com a primeira, haverá crase (até à); com segunda, não (até a).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI A maior parte das questões de crase envolvem o esquema “TERMO REGENTE + TERMO REGIDO”, como veremos a partir de agora. QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 01 - (TCPR 2002/2003) Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução. www.tcparaná.gov.br Julgue a assertiva abaixo. e) O emprego do sinal indicativo de crase em “àqueles”(l.2) é exigido pela regência do verbo “indicou”. Item CORRETO. Comentário. O termo regente indicar exige preposição a. Esse verbo é transitivo direto (coisa) e indireto (pessoa), regendo a preposição a (“Alguém indica alguma coisa a alguém.”). O termo regido é o pronome demonstrativo aqueles. Assim, ocorre a crase dos dois “as” (preposição + “a” inicial de “aqueles” = àqueles). 02 - (TCPR 2002/2003) Assinale a opção gramaticalmente incorreta. a) As Entidades Fiscalizadoras Superiores têm-se destacado em diversos países como órgãos fundamentais para a consolidação de Estados democráticos e para a busca de implantação de bons governos. b) A atuação das Entidades Fiscalizadoras tem contribuído decisivamente para aumentar a transparência no setor público, para garantir a transparência das ações governamentais e para melhorar a gestão pública de forma geral. As instituições de controle são essenciais para garantir que mudanças no setor público e reformas administrativas visem sempre ao benefício da sociedade. www.pontodosconcursos.com.br 4

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) São os auditores governamentais que podem avaliar se agências públicas estão atuando com eficiência, se a qualidade dos serviços públicos está sendo melhorada, se as tarefas estão sendo racionalmente divididas entre os funcionários e se os programas estão atingindo seus objetivos. d) O controle do desempenho governamental foi desenvolvido como complemento à auditoria tradicional, assim como a nova gestão pública adicionou eficácia e efetividade administrativa aos valores burocráticos tradicionais de prudência e precisão processual. e) Em relação às duas principais vertentes atuais do controle, à avaliação de desempenho e o controle de conformidade, não é viável que a primeira venha a substituir integralmente a segunda. Itens adaptados de www.tcu.gov.br Notas da imprensa, 21-11-2002. Gabarito: E Comentário. No segmento “em relação às duas principais vertentes”, há, de um lado, o termo regente: a locução prepositiva “em relação a”; do outro, o termo regido: vertentes , que aceita artigo definido feminino plural. O encontro desses dois “as” (preposição + artigo) forma a crase, indicada pelo acento grave. Está correta a acentuação. O erro está na colocação de um acento grave no artigo que acompanha “avaliação”, por não existir nenhum termo regente que o justifique. Observe que a passagem do item e indica a existência de duas vertentes atuais do controle do desempenho governamental. Quais são elas? Resposta: a avaliação de desempenho e o controle de conformidade. Esses dois elementos exercem função explicativa (aposto) em relação ao referente “duas principais vertentes”. Trata-se de uma enumeração, tanto que, em seguida, o autor comenta a inviabilidade de a primeira (avaliação de desempenho) substituir integralmente a segunda (controle de conformidade). Não há nenhuma justificativa para a colocação de um sinal indicativo de crase no primeiro elemento. O erro da questão, portanto, está na acentuação do artigo definido que antecede “avaliação”. No item d, está correta a indicação de crase.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Termo regente: complemento – exige apresenta um complemento a alguma coisa”) preposição a (“Alguém

Termo regido: auditoria tradicional – admite o artigo definido feminino. Para confirmar isso, colocaremos essa expressão na função de sujeito de uma oração. Exemplo: “A auditoria tradicional aponta para várias irregularidades.”. Portanto, ocorre crase: “O controle do desempenho governamental foi desenvolvido como complemento à auditoria tradicional.”.

03 - (TRF/2000) Assinale a opção em que o fragmento do texto foi transcrito com erro gramatical. a) A receita federal australiana anunciou que os atletas que ganharem bônus de suas respectivas confederações ou comitês nacionais por conquistarem medalhas nos Jogos de Sydney serão obrigados a pagar imposto calculado sobre o valor da premiação. b) Segundo as autoridades locais, o pagamento da taxa será obrigatório mesmo que o dinheiro seja entregue ao atleta quando este já tiver retornado a seu país. c) Em diversos países, os bônus são considerados uma forma de reembolso por gastos ocorridos durante os treinamentos. d) Autoridades afirmam que esta será a primeira vez na história que atletas terão de pagar taxa referente à ganhos financeiros derivados sobre sua participação em Jogos. e) Os EUA oferecem US$ 15 mil por medalha de ouro, US$ 10 mil pela prata, e US$ 7,5 mil pelo bronze. A Rússia oferece US$ 100 mil por medalha de ouro. O Comitê Olímpico Brasileiro não oferece premiações em dinheiro. (Folha de S. Paulo, 18/08/2000, p. D5, com adaptações) Gabarito: D Comentário. Em relação ao segmento “...atletas terão de pagar taxa referente à ganhos financeiros...” , fazemos a seguinte análise: • • termo regente referente exige a preposição a; termo regido ganho não admite o artigo definido feminino (o ganho).

Como só existe um “a” (preposição), não ocorre crase. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 04 - (Analista BACEN/2001) As instituições financeiras estão obrigadas a operar dentro das regras e definições do novo sistema de pagamentos que compreende os serviços de compensação de cheques e outros papéis, a liquidação de ordens eletrônicas de débitos e créditos, a transferência de fundos e outros ativos financeiros, a compensação e liquidação de operações na Bolsa de Mercadorias e Futuros, incluindo aquelas relativas a derivativos financeiros. Desta forma, conceitua-se o Sistema de Pagamentos Brasileiro como um conjunto de regras, procedimentos, instrumentos de controle e sistemas operacionais que devem funcionar integrados para transferir fundos do pagador para o recebedor. (BANCO HOJE, março de 2001, p.57, com adaptações) d) Em “relativas a derivativos”(l.6) o uso do sinal indicativo de crase é facultativo. Item INCORRETO. Comentário. Na passagem “a compensação e liquidação de operações na Bolsa de Mercadorias e Futuros, incluindo aquelas relativas a derivativos financeiros”, verifica-se, de um lado, que o termo regente relativas exige a preposição a. De outro, o termo regido vem sob a forma masculina plural – derivativos – não admitindo artigo definido feminino. Assim, não existe a possibilidade de ocorrência de crase por haver apenas a preposição a exigida pelo termo regente. Se houver o emprego de um artigo, ele será “os” (“relativas aos derivativos”). 05 - (Técnico IPEA/2004) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale o que apresenta problema de regência. a) Entre a crise econômica mundial de 1930 e o fim da Segunda Guerra, no espaço aberto pela luta entre as Grandes Potências, o Brasil adotou políticas que acabaram fortalecendo o estado central e a sua economia nacional. b) Sua margem de autonomia, entretanto, foi pequena e curta, e, em 1938, o Brasil já havia se alinhado à nova liderança mundial norteamericana. c) Do ponto de vista econômico, contudo, a resposta a crise dos anos 30 obrigou o Brasil a um protecionismo pragmático, para enfrentar o problema da escassez de divisas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) Esse procedimento acabou estimulando espontâneo de “substituição de importações”. um processo quase

e) Um processo embrionário que deu impulso à industrialização, mas que acabou enfrentando limites claros e imediatos, que só foram superados quando a restrição externa deu origem, a partir de 1937/38, a um projeto de industrialização liderado pelo Estado e voltado para o mercado interno. (Adaptado de José Luís Fiori Brasil: Inserção Mundial e Desenvolvimento) Gabarito: C Comentário. De um lado, o termo regente respostas exige a preposição a – (“Alguém apresenta uma resposta a alguma coisa.”). De outro, o termo regido é crise, que admite o artigo definido feminino. O encontro da preposição a com o artigo definido a provoca a crase – “a resposta à crise dos anos 30 obrigou o Brasil...” . Observe as seguintes passagens corretamente acentuadas: Opção b) Em “O Brasil já havia se alinhado à nova liderança mundial norte-americana.”, o termo regente alinhar-se (verbo principal da locução verbal) exige preposição a (“Alguém se alinha a alguma coisa.”). O termo regido nova liderança admite o artigo definido feminino. Ocorre crase: já havia se alinhado à nova liderança. Opção e) O termo regente dar impulso exige a preposição a (“Alguém dá impulso a alguma coisa.”). O termo regido industrialização admite artigo definido feminino. Ocorre crase: deu impulso à industrialização. 06 - (ACE/2002) Marque o item sublinhado que impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico. represente

A democracia, segundo Aristóteles, é forma de governo. Esse entendimento milenar(A) assim se conservou entre os publicistas(B) romanos e os teólogos da Idade Média. Não discreparam(C) também do juízo aristotélico pensadores políticos do tomo(D) de Montesquieu e Rousseau, presos as heranças(E) clássicas. (Baseado em Paulo Bonavides)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: E Comentário. De um lado, o termo regente presos exige a preposição a (“Eles estão presos a alguma coisa”); de outro, o termo regido as heranças admite artigo definido feminino (“As heranças foram apresentadas.”). Ocorre crase da preposição a com o artigo definido feminino plural as: “presos às heranças”. 07- (Agente Tributário - Piauí/2001) Assinale a opção que corresponde a erro. Desde o início de janeiro, quando foi sancionada a lei que permite ao(1) Executivo usar os dados da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) nas investigações, o Fisco está apto a(2) ajudar o INSS nas investigações das entidades filantrópicas. As informações sobre a CPMF são enviadas a Receita(3) pelas instituições financeiras trimestralmente. Com esse(4) instrumento, é possível verificar se há distorções muito grandes entre o faturamento da entidade e a sua movimentação financeira. Nos casos em que(5) o programa de informática que faz o cruzamento de dados para o Fisco apontar discrepância, a fiscalização poderá ser iniciada. (Adaptado de Simone Cavalcanti, www.estadao.com.br - 6/2/2001 ) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Gabarito: C Comentário. Vamos analisar cada um dos termos destacados.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 1º) O termo regente permitir exige a preposição a (permitir algo a alguém); o termo regido Executivo admite artigo definido masculino – forma-se “ao” - correto; 2º) O termo regente apto exige a preposição a (“Alguém está apto a alguma coisa.”); o termo regido ajudar é um verbo e não admite artigo definido feminino. Portanto, não ocorre crase: está apto a ajudar correto; 3º) O termo regente enviar exige a preposição a (“Alguém envia algo a alguém.”); o termo regido Receita admite o artigo definido feminino (“A Receita divulga o último lote de restituição.”). Por isso, ocorre crase: “As informações ... são enviadas à Receita ...” – Esse é o item incorreto. 4º) O pronome demonstrativo está se referindo a alguma informação que já foi dada (pertence ao “passado” do texto), por isso requer a forma “esse”. O emprego de pronomes demonstrativos em relação ao texto (referência anafórica) será objeto de aula específica (aula sobre conectivos). 5º) O pronome relativo que substitui casos. Em uma outra estrutura, teríamos “nesses (= em + esses) casos, o programa ...”. Percebe-se a necessidade do emprego da preposição em, então a forma está correta: “nos casos em que o programa...”. (TTN/1997) O texto que se segue serve de base para as questões 08 e 09: Existem duas formas de operação marginal: a que toma a classificação genérica de economia informal, correspondente a mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB), e a representada pelos trabalhadores admitidos sem carteira assinada. Ambas são portadoras de efeitos econômicos e sociais catastróficos. A atividade econômica exercida ao largo dos registros oficiais frustra a arrecadação de receitas tributárias nunca inferiores a R$50 bilhões ao ano. A perda de receita fiscal de tal porte torna precários os programas governamentais para atendimento à demanda por saúde, educação, habitação, assistência previdenciária e segurança pública. Quanto aos trabalhadores sem anotação em carteira, formam um colossal conjunto de excluídos. Estão à margem de benefícios sociais garantidos pelos direitos de cidadania, entre os quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações reparadoras pela despedida sem justa causa. De outro lado, não recolhem a contribuição previdenciária, mas exercem fortes pressões sobre os serviços públicos de assistência médico-hospitalar.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI A reforma tributária poderá converter a expressões toleráveis a economia informal. A redução fiscal incidente sobre as micro e pequenas empresas provocará, com certeza, a regularização de grande parte das unidades produtivas em ação clandestina. E a adoção de uma política consistente para permitir o aumento do emprego e da renda trará de volta ao mercado formal os milhões de empregados sem carteira assinada. É preciso entender que o esforço em favor da inserção da economia no sistema mundial não pode pagar tributo ao desemprego e à marginalização social de milhões de pessoas. (Correio Braziliense - 13.7.97) 08 - (TTN/1997) Julgue a asserção abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. b) As expressões “à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações”(l.14-15) poderiam ser substituídas por “a aposentadoria, a seguro desemprego e a indenizações” e o texto continuaria correto. Item CORRETO. Comentário. O trecho objeto de análise é: “Quanto aos trabalhadores sem anotação em carteira, formam um colossal conjunto de excluídos. Estão à margem de benefícios sociais garantidos pelos direitos de cidadania, entre os quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações reparadoras pela despedida sem justa causa.” De um lado, o termo regente acesso exige a preposição a (“Alguém tem acesso a alguma coisa/algum lugar.”); do outro, os termos regidos são vários elementos, que admitem artigo definido: a aposentadoria, o seguro desemprego, as indenizações. Quando usados em sentido genérico, os substantivos não admitem artigo (“Aposentadoria no setor público é um dos temas mais discutidos pelos analistas previdenciários.” / “A concessão de seguro desemprego tem sido objeto de fraudes.”). De acordo com a proposta do item b, esses vocábulos seriam usados em sentido genérico. Por isso, retira-se o artigo de cada um dos elementos, mantendo apenas a preposição exigida pelo termo regente - “a aposentadoria, a seguro desemprego e a indenizações”. Está correta essa proposição.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 09 - (TTN/1997) Julgue a asserção abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. c) Em “converter a expressões toleráveis” (l.18) o uso de sinal indicativo de crase é opcional. Item INCORRETO. Comentário. De um lado, o termo regente converter exige a preposição a (“Ele se converteu ao kardecismo.”); de outro, o termo regido expressões toleráveis está sendo utilizado em sentido genérico, não admitindo, portanto, artigo definido. Por isso, não há possibilidade de ocorrência de crase. 10 - (AFPS/2002) A entrada dos anos 2000 têm trazido a reversão das expectativas de que haveria a inauguração de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade. Os resultados das cúpulas mundiais alimentaram esperanças que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis. Contudo, o movimento que se observa em nível mundial sinaliza perdas que ainda não podemos avaliar. O recrudescimento do conservadorismo e de práticas autoritárias, efetivadas à sombra do medo, tem representado fonte de frustração dos ideais historicamente buscados. (Roseli Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptações) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos elementos do texto. IV. Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção do sinal indicativo de crase em “a qualidade”(l.5). Item INCORRETO. Comentário. O segmento ora analisado é “... novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis.”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI De um lado, o termo regente referentes exige a preposição a – (“Uma coisa é referente a outra.”). De outro, há como termo regido um sintagma nominal de sentido genérico – “qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis” (“Qualidade de vida é o que buscam as pessoas que vão para o interior”). Note que nenhum dos elementos (qualidade de vida / relacionamento humano) está acompanhado de artigo definido. Por apresentar sentido vago, não se admite o emprego de um artigo definido feminino antes do primeiro. O que existe é somente a preposição a, não devendo ser acentuada em virtude da não ocorrência de crase. Por isso, considera-se INCORRETA a afirmação de que “é obrigatória a inserção do sinal indicativo de crase em ‘a qualidade’.”. Ao contrário. É proibida a colocação desse acento, uma vez que não ocorre crase em “novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis.”. Mesmo não sendo o assunto dessa aula, não podemos deixar de comentar o erro de concordância verbal logo no primeiro período do texto: “A entrada dos anos 2000 têm trazido...”. O núcleo do sujeito é entrada e com ele o verbo auxiliar da locução verbal deve concordar – tem trazido. 11 - (Fiscal de Fortaleza/2003) A crítica ao desenvolvimento no contexto da globalização capitalista é que ele está centrado na ilusão de que o crescimento econômico pode ser ilimitado, que ele é e será sempre sinônimo de mais empregos, bem-estar e felicidade, e isso para toda a humanidade. A história de quinhentos anos de capitalismo e de todo sistema centrado no produtivismo e no consumismo tem comprovado que essa noção é equivocada; tem sido motivo de frustração para a maioria da população trabalhadora e fator de sistemática destruição do meio ambiente. Questiona-se também o fato de o crescimento capitalista não estar centrado nas necessidades, aspirações e recursos dos povos e nações, mas na propensão ao consumo daqueles indivíduos e países que têm poder de compra. Em conseqüência, quanto mais se produzem e se acumulam riquezas, maior o número das pessoas, coletividades e países excluídos daquele crescimento, daquela acumulação e, portanto, do direito à vida, ao trabalho e ao desenvolvimento. (Sandra Quintela e Marcos Arruda) Julgue a proposição abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. www.pontodosconcursos.com.br 13

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) Conforme a norma escrita culta, ao se eliminar o sinal indicativo de crase antes de “vida”, antes de “trabalho” e de “desenvolvimento” (l.15) o emprego dos artigos definidos é obrigatório. Item INCORRETO. Comentário. A passagem a ser analisada é: “Em conseqüência, quanto mais se produzem e se acumulam riquezas, maior o número das pessoas, coletividades e países excluídos daquele crescimento, daquela acumulação e, portanto, do direito à vida, ao trabalho e ao desenvolvimento.” Antes da análise em relação ao acento grave, observe a correta conjugação verbal em voz passiva dos verbos produzir e acumular. Por serem transitivos diretos (“Alguém produz alguma coisa / Alguém acumula alguma coisa”) e estarem acompanhados do pronome “se”, formam voz passiva. Como o sujeito está representado por riquezas, os verbos com ele concordaram – “se produzem e se acumulam riquezas”. Analisemos agora o emprego do sinal indicativo de crase. De um lado, o termo regente direito exige preposição a (“Alguém tem direito a alguma coisa.”). De outro, os termos regidos admitem artigo definido – a vida, o trabalho, o desenvolvimento. De acordo com a proposta do item e, eliminar-se-ia o sinal indicativo de crase antes de vida (direito a vida) e, com isso, o substantivo estaria sendo usado em sentido genérico – restaria somente a preposição a, exigência do termo regente direito. Contudo, na seqüência da sugestão, o examinador afirma que, eliminando-se o acento em “vida”, os artigos antes dos vocábulos masculinos seriam obrigatórios. Aí reside o erro. O que se elimina, ao usar um substantivo em sentido genérico, é o artigo definido. A preposição se mantém obrigatoriamente em virtude da exigência de outro elemento – o termo regente. Assim, respeitando-se o paralelismo sintático (ou seja, o que se fizer com um elemento deve-se fazer com todos os demais de mesma função sintática no período), assim ficaria: “... do direito a vida, a trabalho e a desenvolvimento”, com a preposição, sozinha, antes de cada elemento, ou

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI “... do direito a vida, trabalho e desenvolvimento”, com a preposição antecedendo apenas o primeiro elemento da série.

Mantém-se, portanto, a preposição e retiram-se os artigos definidos. 12- (TRF/2003) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia das palavras. O Tribunal de Contas da União, por meio do(1) Acórdão(2) nº 1.137, de 13 de agosto de 2003, apresentou o resultado de trabalhos de inspeção realizados junto aos Órgãos Centrais, à(3) Delegacia da Receita Federal em Brasília e à Delegacia Especial de Instituições Financeiras em São Paulo, tendo por objeto avaliar o controle exercido pela Superintendência da Receita Federal sobre à(4) rede arrecadadora de receitas federais. Em diversos trechos de seu relatório, aquele Tribunal reconhece os benefícios advindos(5) do Projeto de Reestruturação do Controle da Rede Arrecadadora de Receitas Federais - Projeto Nova Rarf. (Adaptado de www. receita. fazenda.gov.br, 10/09/2003) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Gabarito: D Comentário. O segmento a ser analisado é: “... tendo por objeto avaliar o controle exercido pela Superintendência da Receita Federal sobre à rede arrecadadora de receitas federais.”. De um lado, o termo regente exercer, construído na forma nominal de particípio (exercido), já faz uso da preposição sobre, não se admitindo o emprego de outra preposição, no caso a preposição a. Assim, a forma correta seria: “sobre a rede arrecadadora”. 13- (TRF/2003) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia das palavras. A sociedade humana, desde os seus primórdios, soube desenvolver as dimensões essenciais de sua atividade prática — e já por isso o homem www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI pôde (1) ser definido como tendo sido, desde a sua origem, um animal técnico, ou seja, uma criatura afeita à fainas(2) da transformação da natureza. Foi a filosofia grega, no entanto, e apenas ela, que conseguiu estabelecer aquelas categorias fundamentais para o desdobramento da tecnologia. Não que esse desdobramento estivesse desde sempre(3) na mira daqueles primeiros pensadores gregos. Em verdade(4), a ligação entre esse pensamento das categorias de base e a sua subserviência ao desenvolvimento da tecnologia só viria a manifestarse(5) dois milênios mais tarde. (Adaptado de Gerd Bornheim, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.147) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Gabarito: B Comentário. De um lado, o termo regente é o adjetivo afeito, que exige a preposição a (assim como o seu sinônimo acostumado). De outro, o substantivo faina (trabalho contínuo, lida), por estar no plural – fainas - admite o artigo definido feminino plural – as fainas. Assim, o encontro da preposição com o artigo produzirá “afeito às fainas” e não “afeito à fainas”. 14 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que o trecho apresenta erro de estruturação sintática. a) A diplomacia só será eficiente se tiver uma visão realista do País, de seus acertos e de seus problemas. Melhorar as condições da nossa inserção internacional é um instrumento básico no processo de transformação qualitativa da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que essa transformação qualitativa será uma alavanca fundamental para a melhoria do padrão dessa inserção externa do Brasil. b) Com a economia mais aberta, conseqüência de um processo de maior exposição à competição internacional em benefício dos consumidores brasileiros e da nossa própria competitividade, temos melhores condições de buscar e mesmo exigir acesso mais desimpedido ao www.pontodosconcursos.com.br 16

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI mercado internacional e práticas leais e transparentes em matéria de comércio, transferência de tecnologia e investimentos. c) Temos uma agenda interna mais definida, com a atenção posta no crescimento e a busca de maior eqüidade social, na qual as reformas assumem prioridade porque têm uma função à cumprir na consolidação da estabilidade e na retomada do crescimento com mais justiça social. d) Nossos compromissos em matéria de direitos humanos, proteção ambiental, combate à criminalidade e ao narcotráfico e proteção das minorias dão-nos um vigor novo para lidar com uma agenda renovada no plano externo, buscando parcerias, cooperação e diálogo construtivo necessários para avançar internamente. e) O Brasil é mais confiável e tem mais credibilidade internacional, porque soubemos, em tempo hábil e sem comprometer princípios ou sacrificar visões de longo prazo em favor de benefícios conjunturais duvidosos, fazer as alterações de política que melhor respondiam às mudanças em curso no mundo, no nosso Continente e no próprio País. E essas alterações prosseguirão, reforçando nosso capital político e nosso instrumental de atuação internacional. (Adaptado de www.planalto.gov.br - Mensagem ao Congresso Nacional) Gabarito:C Comentário. No segmento “as reformas assumem prioridade porque têm uma função à cumprir...”, a preposição que introduz uma oração reduzida de infinitivo (“a cumprir”) não poderia se juntar a nenhum artigo definido feminino, uma vez que o termo regido é um verbo (que não admite artigo definido feminino). Assim, o correto seria: “porque têm uma função a cumprir...” – simplesmente a preposição a. 15 - (Oficial de Chancelaria/2002) Desde o século XIX, a mídia desempenhou papel fundamental na construção de uma esfera pública de pressão social. Sua pluralidade natural de vozes e seu papel fiscalizador sempre foram os sinônimos mais evidentes do que entendemos por democracia. O fato é que o século XXI nasceu assistindo a uma estranha metamorfose da mídia. Neste sentido, o caso paradigmático foi Silvio Berlusconi: o primeiroministro italiano que hoje controla praticamente todo o sistema de comunicações da Itália. Graças a ele, lembramos que a mídia, mesmo em sociedades democráticas, pode funcionar como bloqueio à discussão política por meio de artifícios cada vez mais sutis. Ela não precisa excluir www.pontodosconcursos.com.br 17

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI pessoas e idéias (como no velho sistema totalitário). Berlusconi gosta de repetir que suas editoras publicam boa parte dos intelectuais de esquerda que o criticam. Mas ele sabe que há uma “geografia da comunicação”, ou seja, na mídia, nem todos os espaços se equivalem. Com isso, pode-se regionalizar a crítica, de forma que ela opere em espaços de pouca exposição (cadernos de cultura, livros de pequena tiragem, revistas especializadas). Basta deixá-la fora dos espaços midiáticos de grande exposição, os quais continuarão repetindo sempre o mesmo raciocínio monolítico e estabelecendo as pautas de discussão. (Vladimir Safatle, Correio Braziliense, 31/03/2002, Pensar, p.8) Em relação às estruturas do texto, julgue a asserção a seguir: III. À linha 9, seria correta a redação como bloqueio à qualquer discussão... Item INCORRETO. Comentário. De um lado, o termo regente é o substantivo bloqueio, que exige a preposição a (“Alguém apôs um bloqueio a alguma coisa.”). De outro, na forma originalmente registrada, o termo regido é discussão política, que admite artigo definindo feminino. Há, pois, crase, estando corretamente indicada com o acento grave: “bloqueio à discussão política”. Segundo a proposta de substituição do item III, na posição de termo regido, passaria a existir um pronome indefinido a acompanhar o substantivo – qualquer discussão. Esse novo termo regido não admite, entretanto, artigo definido feminino. Para termos certeza, colocaremos essa expressão como sujeito de uma oração: “Qualquer discussão sobre o assunto é inócua”. Observe que não poderíamos empregar o artigo antes de “qualquer” (“A qualquer discussão é inócua.”). Então, nessa nova construção, há apenas a ocorrência da preposição a, exigida pelo termo regente. Não ocorre crase e a forma correta seria “como bloqueio a qualquer discussão...”. 16 - (Procurador BACEN/2002) Julgue as afirmações a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. Do ponto de vista do “pai de família pobre” da década de 20 ou 30, o Estado aparece como aquele que deve prover os cidadãos do conforto

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI material mínimo à sobrevivência, na forma de emprego ou de outras condições mais diretas, como moradia, saúde ou educação. Não se trata de emitir um juízo de valor sobre esta concepção, mas de constatar sua existência. Necessário, porém, confrontar isso com o reverso da medalha, ou seja, a política estatal em relação a esse tipo de reivindicação, especialmente para o período que antecede 1930 e que surge para a historiografia como domínio exclusivo das oligarquias. (Jaime Rodrigues, Crise da primeira república: classes médias e Estado na década de 20, com adaptações) IV. A substituição de “esse tipo de reivindicação” (l.7-8) por essa reivindicação preservaria a coerência textual, mas, para manter a correção gramatical da oração, seria necessário empregar o sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão. Item INCORRETO. Comentário. De um lado, a locução prepositiva em relação a já apresenta a preposição a. De outro, como termo regido, há um pronome demonstrativo e um substantivo acompanhado de seu complemento (esse tipo de reivindicação). Sugere-se a troca desse termo regido pela construção correspondente “essa reivindicação”. Contudo, o pronome demonstrativo “essa” não admite artigo definido. Para confirmar, colocamos a estrutura na função de sujeito: “Essa reivindicação não produz resultados”. Não se admite: “A essa reivindicação não produz resultados.”. Assim, há apenas uma preposição a, que faz parte da locução prepositiva “em relação a” (“em relação a essa reivindicação”), não existindo justificativa para o emprego do acento grave. 17 - (AFRF 2002.2) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos seus aspectos gramaticais. e) Portanto, já não basta à igualdade formal. É tempo de concretizar os direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição. É preciso buscar a igualdade material, na sua acepção ideal, humanista, que significa acesso a bens da vida. Item INCORRETO

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Comentário. Pergunta-se: o que já não basta? Resposta: a igualdade formal. Observa-se, assim, que o sintagma nominal “a igualdade formal” exerce a função sintática de sujeito, não existindo justificativa para o acento grave, uma vez que não existe termo regente que exija preposição a. O “a” é apenas um artigo definido feminino: “... já não basta a igualdade formal.” 18 - (AFPS/2002) Identifique o item sublinhado que contenha erro de natureza ortográfica ou gramatical, ou impropriedade vocabular. Fala-se(A) com arroubo(B) sobre os inesgotáveis recursos de novas tecnologias, como o vídeo ou a realidade virtual, mas qualquer reflexão à respeito do(C) invariavelmente orbita(D) em torno da matériaprima(E) desta página – o texto. (Paul Saffo, com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: C Comentário. Essa questão trata de um dos casos especiais – locuções femininas, sejam elas adverbiais, prepositivas, adjetivas ou conjuntivas, recebem acento grave. Acentuam-se as locuções femininas. A locução prepositiva “a respeito de” tem em seu núcleo um substantivo masculino, não sendo, portanto, acentuada – “a respeito de”. Estão corretos todos os demais itens, cabendo comentários em relação aos seguintes: (B) arroubo = êxtase, encanto; (D) orbita = conjugação do verbo orbitar = girar (eu orbito, tu orbitas, ele orbita...) – sentido conotativo do verbo.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Além do erro de crase na locução prepositiva (C), parece que faltou algum elemento regido por ela na seqüência: “mas qualquer reflexão à respeito do (... ? ...) invariavelmente orbita em torno da matéria-prima desta página – o texto”. Pergunta-se: reflexão a respeito do quê? Ficou faltando algo, causando prejuízo na coesão textual e, por conseqüência, em sua coerência. 19 - (Fiscal de Fortaleza/1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Geograficamente, a região entre o Parnaíba, o Tocantins e o São Francisco pertencem(A), em grande parte, a (B) Pernambuco, mas a história prende-a à(C) Bahia. Foram baianos que, procurando terrenos apropriados à criação de gado, passaram à(D) Serra do Espinhaço, e favorecidos pelas catingas decíduas, chegaram ao rio de São Francisco, espontando(E) todos os rios secos que retalham Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. (Capistrano de Abreu, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: A (concordância) Comentário. A opção incorreta (gabarito da questão) envolvia um aspecto de concordância, já objeto de comentário na aula correspondente (questão 41 da aula 4). Hoje, nos interessa falar sobre crase antes de topônimos, assunto que foi explorado nos itens corretos. Em concordância nominal, vimos o uso de artigo definido antes de nomes de lugares, como em “os Estados Unidos” (a partir da questão 58 da Aula 4). Se o topônimo for feminino, ou seja, se aceitar um artigo definido feminino antes do nome do lugar, e houver um termo regente a exigir a preposição, haverá a ocorrência de crase. Para confirmar o emprego do artigo feminino, é plenamente válido o teste com o verbo ‘morar’ – “Eu morei na (em + a) Bahia”. Então “Bahia” é um topônimo que aceita o artigo definido feminino. Assim, na www.pontodosconcursos.com.br 21

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI construção “Eu fui à Bahia”, há crase por existir, como termo regente, o verbo ir, que exige preposição a, e no termo regido o substantivo Bahia, que aceita artigo definido feminino. Aplica-se, portanto, a regra geral de análise termo regido - termo regente. Por isso, está correto o item (C): o termo regente é prender (“Alguém prende uma coisa a outra”), que exige a preposição a; o termo regido é o substantivo Bahia, que, como vimos, aceita o artigo definido feminino. Assim, encontram-se a preposição a e o artigo a – “a história prende-a à Bahia”. Também estão corretas as seguintes opções: - (B) O topônimo Pernambuco é masculino e, portanto, não admite o artigo definido feminino, que seria necessário para a ocorrência de crase. Portanto, está correta a forma “... pertencem, em grande parte, a Pernambuco.”. - (D) O termo regente é passar, que, no sentido de ir, é transitivo indireto, exigindo a preposição a. O termo regido é “Serra do Espinhaço”. Vamos ao teste do “morar” para saber se este sintagma aceita artigo – “Eu morei na Serra do Espinhaço”. Sim, aceita o artigo definido feminino. Por isso, está correta a forma “... passaram à Serra do Espinhaço”. 20 - (TTN/1998) Identifique o item sublinhado que contém erro de natureza ortográfica ou gramatical ou impropriedade vocabular, e marque a letra correspondente. Só uma visita à(A) Cuba, a ilha comunista encravada no calcanhar dos Estados Unidos, poderia ter levado uma viagem de João Paulo II de volta às(B) manchetes com grande destaque. Numa ressurreição do interesse despertado pelas primeiras viagens pontifícias, quando desafiou o império vermelho na Polônia e rezou missa em grotões do Terceiro Mundo, o desembarque do Papa em Havana esteve envolto na mística de ser um desses momentos históricos, carregados de promessas. A Igreja sofre restrições em Cuba, que já foi um país católico e hoje conta com um número insignificante de seguidores da palavra de Roma, mas o Papa não foi à(C) ilha para passar um sermão público em Fidel Castro. Aos 71 anos e saúde debilitada, o comandante Fidel não tem sucessor à(D) altura de seu carisma e o mundo do póscomunismo torna impensável a manutenção do regime cubano, tal como sobrevive hoje, depois que Fidel for prestar contas a(E) Marx. (Veja - 28/1/98, adaptado)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) b) c) d) e) A B C D E

Gabarito: A Comentário. Mais uma questão envolvendo topônimo. Desta vez, Cuba. Vamos ao teste? “Eu morei em Cuba”. Esse substantivo não admite artigo definido. Logo, está incorreto o acento grave do item (A), devendo a forma correta ser: “Só uma visita a Cuba...”. Com relação comentários: aos demais itens corretos, cabem os seguintes

(B) – O termo regente de volta rege preposição a (“Alguém está de volta a algum lugar.”). O termo regido manchetes admite artigo definido feminino. Assim, ocorre a contração dos dois vocábulos, formando às: “... de volta às manchetes ...”. (C) – O termo regente ir exige a preposição a (“Alguém vai a algum lugar”). O termo regido ilha aceita artigo definido feminino. Ocorre crase: “... o Papa não foi à ilha ...” (D) – A locução prepositiva feminina “à altura de” recebe acento grave sem que haja necessidade da análise “termo regente-termo regido”. É um dos casos especiais. (E) – O termo regente prestar contas exige preposição (“Alguém presta contas a outrem”). O termo regido é um nome próprio. Só se emprega artigo antes de nomes de pessoas quando se tem uma relação íntima com elas (“Soube que a Maria vai se casar.”). Mesmo assim, por regionalismo, algumas pessoas omitem esse artigo, mesmo tendo intimidade com o sujeito de quem falam algo. Isso acontece em alguns estados e até mesmo em algumas cidades (em Niterói-RJ é freqüente a construção “Vou à casa de Sônia”). De qualquer forma, quando for nome de uma pessoa célebre, não se admite a colocação do artigo (“Os textos de Cecília Meirelles tocam fundo em nossa alma.” / “Raquel de Queiroz projetava-se na vida literária do país aos vinte anos .”). Além de tudo isso, Marx é um nome masculino, não podendo de forma alguma ser antecedido de artigo definido feminino – “... depois que Fidel for prestar contas a Marx.” www.pontodosconcursos.com.br 23

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Por último, um ponto que não foi explorado pelo examinador mas que pode ter deixado muita gente com a pulga atrás da orelha. Na passagem “o mundo do pós-comunismo torna impensável a manutenção do regime cubano”, muita gente boa e estudiosa poderia achar que o “a” mereceria um acento grave, usando o seguinte raciocínio: “Alguma coisa é impensável a alguém/alguma coisa.”. Vamos lá: levante a mão na frente do computador quem seguiu esse raciocínio... Acontece que o “a” antes de “manutenção” é somente um artigo. Essa construção está correta, pois não tem acento mesmo. Não existe preposição. Dispondo os termos da oração em outra ordem, iremos analisar a função sintática de impensável: “O mundo do pós-comunismo torna a manutenção do regime cubano impensável”. SUJEITO: o mundo do pós-comunismo VERBO: torna (um verbo transobjetivo, ou seja, possui objeto direto e predicativo do objeto direto) OBJETO DIRETO: a manutenção do regime complemento direto, não apresenta preposição) cubano (por ser

PREDICATIVO DO OBJETO DIRETO: impensável (refere-se ao objeto direto, mas é exigido pelo verbo que, sem esse elemento, teria seu sentido prejudicado – “o mundo torna a manutenção ... [o quê?]... impensável.”) 21 - (TRF/2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. A economia brasileira, na década de 30 até a metade da de 40, embora(A) mais pujante(B) que a de alguns países vizinhos, poderia igualmente classificar-se como débil. Aquela altura(C) a indústria nacional produzia quase que só bens de consumo. Apesar de o(D) Brasil dispor(E) das maiores reservas mundiais do melhor minério de ferro, só em virtude da Segunda Guerra Mundial, sob gigantesco esforço, foi possível construir a Companhia Siderúrgica Nacional. (Sylvio Wanick Ribeiro, com adaptações) a) b) c) d) A B C D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) E

Gabarito: C Comentário. Mais um caso especial de crase, em que não se necessita aquela análise de termo regente – termo regido. Nesse caso, a acentuação se justifica pelo fato de o vocábulo apresentar valor circunstancial, exercendo na oração a função sintática de adjunto adverbial (àquela altura / naquela altura / àquela hora / naquela hora). Normalmente, vocábulos de valor adverbial, como esses, são introduzidos por uma preposição. Perceba que, se trocássemos o “aquela” pelo “esta”, ficaria: “a esta altura / a esta hora”. Por esse motivo, deve ser acentuado – àquela altura. 22 - (TCE ES/2001) A parte racional e a parte irracional da alma estão em permanente conflito e contradição uma com a outra. Se a virtude não pertence apenas ao mundo da razão e não é, portanto, uma ciência una, invariável, absoluta, ela pode ser múltipla, mutante e até mesmo falsa. Mais ainda: se as virtudes estão relacionadas com as ações e as paixões, conforme afirma Aristóteles, estes movimentos e estas paixões são um dado da natureza humana. Não é em razão daquilo que sentimos que somos julgados bons ou maus. Isso seria um absurdo, pois os sentimentos estão inscritos em nosso aparelho psíquico, e não podemos deixar de senti-los. Ninguém se encoleriza intencionalmente. Ora, a qualificação bom /mau supõe que aquele que assim julga escolheu agir assim. Um homem não escolhe as paixões. Ele não é então responsável por elas, mas somente pelo modo como faz com que elas se submetam à sua ação. É deste modo que os outros o julgam sob o aspecto ético, isto é, apreciando seu caráter. (Adauto Novaes) Julgue o item abaixo, em relação à estrutura do texto. II. O emprego do sinal indicativo de crase em "à sua"(l.14) é obrigatório. Item INCORRETO. Comentário. Qual das duas frases está correta: “Minha mãe é uma pessoa maravilhosa.” ou “A minha mãe é uma pessoa maravilhosa”?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Resposta: AS DUAS! Não só porque ela é mesmo maravilhosa (beijo, D.Clélia!) mas, principalmente, porque o artigo antes do pronome possessivo é facultativo. Fale bem alto: “Meu trauma com Português foi superado!” ou “O meu trauma com Português foi superado” (repita 20 vezes, em voz alta!!! Não estou ouvindo!!!) Viu só? Não só resolvemos um (possível) bloqueio psicológico (que talvez você esteja carregando desde a sua 2ª série do 1º grau), como constatamos que, antes de pronome possessivo, o artigo é facultativo. Então, usaremos a nossa técnica para verificar a ocorrência da crase: “... faz com que elas se submetam à sua ação.” O termo regente, o verbo submeter, exige a preposição a (“Alguém se submete a alguma situação”). O termo regido (pronome possessivo + substantivo) admite o artigo definido feminino – a sua ação. No encontro da preposição com o artigo, haverá crase: à sua ação. Ocorre que é facultativa a colocação desse artigo definido antes do pronome possessivo [(a) sua ação]. Caso não haja artigo, não haverá também crase, uma vez que o único “a” será a preposição – (a sua ação). Essa assertiva, portanto, está INCORRETA ao afirmar que o acento é obrigatório em “à sua”. Não. Ele é facultativo, porque é facultativo o emprego do artigo antes do pronome possessivo. CUIDADO quando houver, em construções com pronomes possessivos, mais de um termo regido. Neste caso, devemos respeitar o paralelismo sintático, ou seja, o que acontecer com um elemento deve acontecer também com todos os demais que exercem a mesma função sintática. Exemplo: “Preciso pedir dinheiro ..... minha mãe”. Termo regente – pedir – exige preposição a Termo regido – (a) minha mãe – como o emprego do artigo é facultativo, se houver artigo, há crase (pedir dinheiro à minha mãe); se não houver artigo, não há crase (pedir dinheiro a minha mãe). Assim, a lacuna pode ser preenchida com a ou com à. Com dois termos regidos: “Preciso pedir dinheiro ..... minha mãe e ao meu pai.” – nesse www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI caso, se houve o emprego do artigo antes do segundo elemento (ao meu pai), deve-se empregar também no outro (à minha mãe), já que ambos exercem a mesma função sintática: “Preciso pedir dinheiro à minha mãe e ao meu pai”. A lacuna, agora, só poderia ser preenchida com à. Caetano Veloso disse uma vez que “ao” é o masculino de “à”. Esta troca é plenamente válida para análise: substituir uma palavra no feminino por outra no masculino e verificar se o “à” virou “ao”. 23 - (ACE/2002) Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando é, sem dúvida, um dos mais sérios, sobretudo porque dele decorrem inúmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando já faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comércio, tomando o lugar de produtos legalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilícitas proporcionam, aliados ao baixo risco a que estão sujeitas, favorecem e intensificam a formação de verdadeiras quadrilhas, até mesmo com participação de empresas estrangeiras. São organizações de caráter empresarial, estruturadas para promover tais práticas nos mais variados ramos de atividade. (Adaptado de www.unafisco.org.br, 30/10/2000) Julgue a assertiva abaixo. d) Em “a que estão sujeitas”(l.7), “a” admite o uso de sinal indicativo de crase. Item INCORRETO Comentário. Na passagem “aliados ao baixo risco a que estão sujeitas”, o pronome relativo que substitui baixo risco (“estão sujeitas a baixo risco”). Assim, percebe-se que o termo regente da preposição a é o adjetivo sujeitas. O termo regido é o pronome relativo. Como o pronome relativo não aceita artigo definido feminino antes de si, não ocorre crase, o que nos leva a afirmar que a assertiva está incorreta. 24 - (AFC CGU 2003/2004) O que leva um compositor popular consagrado, uma glória da MPB, a escrever romances? Para responder a essa pergunta, convém www.pontodosconcursos.com.br 27

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI lembrarmos algumas características da personalidade de Chico Buarque de Holanda. Primeiro, a forte presença de um pai que, além de ser um historiador notável, era um fino crítico literário. Depois, o fato de Chico ter se dado conta de que sua genial produção musical não bastava para dizer tudo que ele tinha a nos dizer. Não se pode dizer que o que o Chico nos diz nos romances não tem nada a ver com o que ele passa aos seus ouvintes através das suas canções. No recém-lançado Budapeste, por exemplo, eu, pessoalmente, vejo um clima de bemhumorada resignação do personagem com suas limitações, um clima que me parece que encontrei, em alguns momentos, na sua obra musical. Uma coisa, porém, são as imagens sugestivas das canções; outra é a complexa construção de um romance. A distância entre ambas talvez pudesse ser comparada àquela que vai das delicadas e rústicas capelas românicas às imponentes catedrais góticas. Chico Buarque percorreu esse caminho com toda a humildade de quem queria aprender a fazer melhor, mas também com a autoconfiança de quem sabia que podia se tornar um mestre romancista. Valeu a pena. A autodisciplina lhe permitiu mergulhar mais fundo na confusão da nossa realidade, nas ambigüidades do nosso tempo. A ficção, às vezes, possibilita uma percepção mais aguda das questões em que estamos todos tropeçando. No caso deste romance mais recente de Chico Buarque, temos um rico material para repensarmos, sorrindo, o problema da nossa identidade: quem somos nós, afinal? (Leandro Konder, Jornal do Brasil, 18/10/2003) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. c) O sinal indicativo de crase em “àquela que vai das delicadas...” (l.15) é opcional. Item INCORRETO. Comentário. O termo regente é comparada, que exige a preposição a (“Alguma coisa é comparada a outra.”). O termo regido está representado pelo pronome demonstrativo aquela. Assim, é obrigatória a acentuação do primeiro “a” do pronome, como indicativo de sua contração com a preposição a. Esse delicioso texto está repleto de expressões que poderiam suscitar dúvidas (“vale a pena”, “nada a ver”) e de passagens corretas em relação aos aspectos gramaticais já estudados em nossos encontros (“para responder a essa pergunta” – regência verbal e crase / “uma coisa são as imagens” – concordância verbal com o verbo ser).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Por isso, acredito que valha a pena lê-lo várias vezes, analisando os aspectos sintáticos dos elementos textuais. 25 - (TTN/1998) Marque o texto que contém erro de estruturação sintática ou de pontuação. a) Os profissionais liberais têm-se mostrado conscientes e dispostos a participar do movimento pela reforma da sociedade. b) Para diminuir a sonegação fiscal, o governo concede anistia a quem apresentar a retificação de sua declaração de renda. c) Cidadãos e governo colocaram-se frente a frente e finalmente entraram em acordo sobre a reforma tributária. d) Devido a necessidade de tornar a tarefa política mais ética e saudável, tem havido significativa mobilização. e) O Secretário solicita a essas pessoas que recorram a profissionais credenciados para obter esclarecimentos.

Gabarito: D Comentário. A locução prepositiva “devido a” tem origem na forma participial adjetiva do verbo dever (devido). Como assim “forma participial adjetiva”? Vimos que o particípio é uma forma nominal que, muitas vezes, exerce a função que seria própria de um adjetivo, lembra? “Roupa lavada (adjetivo / particípio do verbo lavar)”, “cabelo penteado (adjetivo / particípio do verbo pentear)” Na função adjetiva, a palavra “devido” (adjetivo / particípio do verbo dever) concorda em gênero e número com o substantivo correspondente e rege a preposição a: “Sua ausência devida a problemas de saúde foi notada.”, “Muitos acidentes devidos à falta de prudência dos motoristas são registrados nas estradas brasileiras.”. Apesar de condenada por diversos puristas, que acham que essa palavra só deve ser empregada na função adjetiva, a forma prepositiva “devido a” é abonada por ilustres como Celso Luft, sendo constantemente apresentada em questões da ESAF. Quando usado na locução prepositiva (devido a), o vocábulo “devido” não se flexiona (pertence ao conjunto de palavras invariáveis) – “Devido aos problemas de saúde, ela não veio.”, “Muitos acidentes ocorrem devido à falta de prudência dos motoristas.”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI A preposição a, que forma a locução, poderá se contrair ao artigo subseqüente, no esquema “termo regente – termo regido”, como vimos recorrentemente neste estudo, havendo crase se o termo regido admitir artigo definido feminino (“O espetáculo foi cancelado devido à chuva”). Assim, na opção d, o termo regente é devido a. O termo regido é necessidade, que aceita o artigo definido feminino. Forma-se, então, crase – “Devido à necessidade de tornar...”. Na correta opção c, temos um exemplo de locução com palavras repetidas: “frente a frente”, caso em que não se coloca acento. Foi mencionado no início do nosso estudo de hoje. QUESTÕES DE CRASE COM LACUNAS A partir de agora, veremos a forma mais comum com que a ESAF explora esse assunto – questões com lacunas. Muitas vezes o candidato consegue identificar a resposta correta sem ter de preencher todas as lacunas. Uns preferem observar se, em algum dos itens, há uma lacuna cujas opções sejam totalmente divergentes nas alternativas. Resolvendo-se corretamente esta lacuna, acerta-se a questão de prova sem perda de tempo. Outros começam com as lacunas que apresentam duas ou três opções iguais, aumentando, assim, as chances de acertar a resposta a partir da eliminação das incorretas. Há também a possibilidade de ir preenchendo uma a uma e, aos poucos, eliminando as opções, até que reste apenas uma. Como a prática leva à perfeição, ao fazer vários exercícios como esses, o candidato desenvolverá cada vez mais habilidade para solucionar questões de crase no menor tempo possível. Cada um que escolha a melhor maneira. 26 - (AFC SFC/2000) Indique a seqüência que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo. A história nos mostra que o desenvolvimento econômico europeu, ____ partir das navegações, sempre se fez ____ custa dos territórios ultramarinos. Não foram apenas as matérias-primas, destinadas ao consumo ou ____ produção que o financiaram, mas também o capital propriamente dito, fruto dos lucros e resultado do saqueio da natureza virgem. Hoje, a biotecnologia abre grande perspectiva ___ um país como o Brasil, de ricos bancos genéticos. O nosso território foi dos primeiros ____ ser saqueado em sua riqueza vegetal. É necessário impedir que os produtos da flora e da fauna nos sejam roubados, como

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI roubados fomos no passado. No entanto, o governo está empenhado em aprovar uma proposta de emenda ____ Constituição que facilitará a entrega de nossos recursos biológicos ____ estrangeiros. (Mauro Santayana, Correio Braziliense, 25/10/2000, com adaptações) a) b) c) d) e) a, a, a, à, à, à, a, à, a, à, à, à, à, a, a, a, a, à, à, à, a, a, a, à, a, à, a, à, a, à, a a à a a

Gabarito: A Comentário. Iremos analisar lacuna por lacuna. 1ª) a partir de – locução prepositiva masculina – no meio da locução há um verbo e, antes de verbo, não há artigo (se for substantivado, recebe artigo masculino – “o partir do navio”). Só se acentuam as locuções femininas (à procura de, à espera de) - “... A partir das navegações...”. 2ª) à custa de – esta, sim, é uma locução prepositiva feminina, que deve receber acento grave – “... À custa dos territórios...”. 3ª) de um lado, o termo regente destinadas exige preposição a (“destinadas a”); do outro, o termo regido admite artigo definido feminino (“a produção”). Portanto, ocorre crase: ”... destinadas À produção...”; 4ª) de um lado, o termo regente abrir perspectiva exige a preposição a ; de outro, o termo regido é o substantivo masculino país, que já está acompanhado de um artigo indefinido (um país). Não se admite a colocação de um artigo definido feminino e, em virtude disso, não ocorre crase: “abre perspectiva A um país como o Brasil”; 5ª) a preposição inicia uma oração reduzida de infinitivo e antes de verbo não pode haver artigo definido feminino. Por isso, o único a que existe é a preposição: “... foi dos primeiros A ser saqueado...” 6ª) de um lado, o termo regente emenda exige a preposição a (emenda a alguma coisa); de outro, o substantivo Constituição (termo regido) admite o emprego de um artigo definido feminino (como sujeito, teríamos “A Constituição tem sido alvo de críticas.”). Ocorre crase da preposição a com o artigo definido a = “uma proposta de emenda À Constituição”; www.pontodosconcursos.com.br 31

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 7ª) de um lado, o termo regente entrega exige a preposição a (entrega de alguma coisa a alguém); de outro, o termo regido é um substantivo masculino plural empregado de forma genérica – estrangeiros – que não admite artigo definido feminino. Portanto, não ocorre crase: “facilitará a entrega de nossos recursos A estrangeiros”. Assim, a ordem de preenchimento será: a, à, à, a, a, à, a. 27 - (Procurador BACEN/2002) O ingresso dos bancos na era digital não se fez, obviamente, sem grandes e continuados investimentos. Sólida infra-estrutura, bom trabalho de orientação, as experiências bem-sucedidas de quem não vê maiores dificuldades na operação eletrônica vão dissipando _____resistências dos ainda não-digitalizados. Os clientes adaptam-se ___ novas tecnologias de modos muito distintos. _____ segmentos de pessoas maduras, com mais de 60 anos, nos quais a utilização da Internet é maior do que em segmentos jovens, com menos de 30 anos. Procura-se fornecer o maior número de informações aos clientes, ajudando-os ___ superar as primeiras dificuldades e demonstrando que, nos meios eletrônicos, "o índice de falhas sistêmicas é mínimo". Embora metade da população economicamente ativa brasileira esteja fora do sistema bancário – e este é um novo território ainda ___ conquistar –, ___ marcha da digitalização para os que já estão dentro do sistema é um caminho que não tem volta. (Adaptado de www2.estado.estadao.com.br/edição/especial/bancos) Indique a opção cujos itens completam corretamente as lacunas do texto acima. a) b) c) d) e) as as as às às às as às às as Há Há A Há A a a à a à a a à à a a à a a a

Gabarito: A Comentário. 1ª) O verbo dissipar é transitivo direto e seu complemento é “as resistências dos ainda não-digitalizados”. Como o termo regente (dissipar) não exige preposição a, não ocorre crase; há somente o artigo definido feminino plural: “vão dissipando as resistências”. www.pontodosconcursos.com.br 32

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 2º) O termo regente adaptar exige a preposição a (“Alguém se adapta a alguma coisa”). O termo regido é novas tecnologias, que admite artigo definido feminino plural (as novas tecnologias). Ocorre crase: “Os clientes adaptam-se às novas tecnologias”. 3ª) Esta lacuna não poderia ser preenchida com “A”, pois não há termo regente a exigir uma preposição, tampouco o substantivo “segmentos” admite artigo definido feminino. Preenche-se com o verbo haver (no sentido de existir), que é impessoal e, por isso, não se flexiona. “Há segmentos de pessoas maduras”. 4ª) Inicia-se, a partir do elemento dessa lacuna, uma oração reduzida de infinitivo. Normalmente, emprega-se uma preposição; no caso, a preposição a. Como verbo não admite artigo definido feminino, há apenas a preposição e não ocorre crase – ajudando-os a superar. 5ª) Tal qual a quarta lacuna, essa deve ser preenchida por uma preposição que inicia uma oração reduzida de infinitivo de valor passivo (equivalente a “um novo território será conquistado”). Há somente a preposição, sem acento por não haver crase: “um novo território a conquistar”. 6ª) “___ marcha da digitalização ... é um caminho que não tem volta.”. O substantivo “marcha” é o núcleo do sujeito. Não há termo regente que exija uma preposição. Portanto, o único a é um artigo que antecede esse substantivo:”A marcha da digitalização”. A ordem correta dos vocábulos é: as / às / Há / a / a / a . 28 - (AFRF 2002.1) Marque a opção que preenche corretamente as lacunas. Completamente excluídos das engrenagens de desenvolvimento da sociedade, os miseráveis são reduzidos _____ uma condição subumana. Seu único horizonte passa ____ ser ____ luta feroz pela sobrevivência. No lixão do Valparaíso, ____ poucos quilômetros de Brasília, ____ gente disputando os restos com os animais. (Fonte: Revista VEJA, edição 1735) a) à, a, a, há, há b) a, à, à há, a c) a, a, a, a, há d) à, a, a, à, há e) a, à, à, há, a

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: C Comentário. 1ª) O termo regente reduzidos exige a preposição (Todos foram reduzidos a alguma coisa). O termo regido já apresenta um artigo indefinido (uma), o que impede a colocação de um outro artigo. Não ocorre crase: “os miseráveis são reduzidos a uma condição subumana”. 2ª) No meio de uma locução verbal pode haver uma preposição “passa a ser”, não existindo a possibilidade de emprego de artigo que justifique a acentuação. 3ª) O termo regente é a locução verbal “passa a ser”, cujo verbo principal (ser) não exige preposição. Por isso, antes do termo regido luta, há somente artigo definido: “Seu único horizonte passa a ser a luta feroz pela sobrevivência”. 4ª) Quando houver indicação de distância ou de tempo futuro (“Eu moro a dez metros da farmácia.”/ “Eu moro a vinte minutos do centro.” / “A dois meses do início do curso, ele cancelou sua inscrição.”), usa-se a preposição a. O termo que se segue (poucos) não admite artigo definido feminino. Portanto, apenas existe, nessa construção, uma preposição: a poucos quilômetros de Brasília. 5ª) Nessa lacuna, deve-se empregar o verbo existir ou haver. O segundo verbo, por ser impessoal, não se flexiona: há gente disputando os restos com os animais. A ordem correta, portanto, é a / a / a / a / há 29 - (Fiscal do Pará/2002) Assinale a opção que preenche as lacunas de forma gramaticalmente correta. No que diz respeito ____ taxa de inflação, ainda que os resultados estejam longe da meta (mais de 7% ante ____ meta de 4%), é preciso reconhecer que diante dos acontecimentos de 2001 não se trata de um mau resultado. Todos sabemos que os “choques de oferta” não se prestam ____ ser controlados facilmente pela manipulação da taxa de juros e que freqüentemente, quando ocorre um choque é melhor encontrar um caminho mais longo para retornar ____ meta do que forçar uma volta rápida com maiores custos em matéria de crescimento. (Antonio Delfim Netto) a) à – a – a – à b) a – à – à – a

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) à – a – à – a d) a – a – a – a e) a – a – à – a Gabarito: A Comentário. 1ª) O termo regente dizer respeito exige a preposição a (“Isso não diz respeito a você.”). O termo regido taxa admite o artigo definido feminino. Ocorre crase: “No que diz respeito à taxa de inflação”. 2ª) A preposição ante, que equivale a perante, é o termo regente e não aceita a preposição a (Ante a negativa / Ante o infortúnio / Ante as explicações). Por isso, não ocorre crase: mais de 7% ante a meta de 4%. 3ª) Antes de verbo não há artigo feminino. O que existe aí é somente a preposição a exigida pelo termo regente prestar (Isso se presta a alguma coisa) – prestam a ser controlados. 4ª) O termo regente retornar exige preposição (“Alguma coisa retorna a algum lugar/alguma situação”). O termo regido admite o artigo definido feminino. Ocorre crase: para retornar à meta. A ordem é: à / a / a / à 30 - (AFC STN/2002) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo. A substituição da conta Movimento do Governo no Banco do Brasil pela Conta Única do Tesouro no Banco Central, em 1988, contribuiu para que ____ administração e o controle das finanças federais estivessem associados ____ execução financeira das unidades gestoras. A implantação da Conta Única eliminou mais de cinco mil contas bancárias governamentais, permitindo o controle mais eficaz do fluxo de caixa do Governo. Paralelamente, ocorreu ____ unificação dos orçamentos, eliminando-se o orçamento monetário e, por conseguinte, atrelando os gastos governamentais _____ prévia autorização do Congresso Nacional. Ainda ao final dos anos 80, o Tesouro Nacional assume as atividades relativas aos Programas de Fomento ____ Agricultura e ____ Exportações, transferidos do Banco Central, assim como das atividades relativas ao planejamento e administração da Dívida Mobiliária Interna. (Trecho adaptado de http://www.stn.fazenda.gov.br)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) à / à / a / à / a / as b) a / à / a / a / à / às c) a / a / à / à / à / a d) à / a / a / a / a / à e) a / a / à / a / à / as Gabarito: B Comentário. 1ª) Os vocábulos “administração” e “controle” exercem a função sintática de núcleos do sujeito composto e, por não haver termo regente a exigir preposição, há apenas artigo antes dos substantivos (como em “o controle”). “A administração e o controle”. 2ª) O termo regente associados exige preposição a. O termo regido execução admite artigo definido feminino. Ocorre crase, então: “associados à execução financeira”. 3ª) A expressão “unificação dos orçamentos” é o sujeito de ocorreu, e, assim como na primeira lacuna, não existe preposição, só artigo definido: “ocorreu a unificação dos orçamentos”. 4ª) O termo regente atrelar é transitivo direto e indireto, exigindo a preposição a (“Atrelar uma coisa a outra”). O termo regido prévia autorização aceita artigo definido feminino. Ocorre crase: “atrelando os gastos governamentais à prévia autorização do Congresso Nacional”. 5ª e 6ª) Essas duas lacunas deverão ser tratadas de forma idêntica por exercerem a mesma função sintática – complemento ao substantivo fomento. O termo regente fomento exige preposição a; os termos regidos agricultura e exportações admitem artigo definido feminino, respectivamente no singular e no plural. Assim, ocorre crase: “Programas de Fomento à Agricultura e às Exportações”. Em respeito ao paralelismo sintático, não poderia ser dado um tratamento diferente a cada um dos elementos, como sugerem as opções c (preposição com artigo no 1º elemento e somente preposição no 2º), d (somente preposição no 1º e preposição com artigo no singular no 2º) e e (preposição com artigo no 1º e somente artigo no 2º). Tampouco poderia ser omitida a preposição, como ocorre na opção a (somente artigo nos dois elementos).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Por isso, se começássemos por esta última lacuna, já saberíamos que a única opção correta é a de letra b. Por hoje, chega. A partir dessa aula, não admito que ninguém erre questão de crase, viu????? (rs...) É só seguir o esquema termo regente – termo regido, lembrar-se dos casos especiais e “correr pro abraço”. Até a próxima. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 01 - (TCPR 2002/2003) Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução. www.tcparaná.gov.br Julgue a assertiva abaixo. e) O emprego do sinal indicativo de crase em “àqueles”(l.2) é exigido pela regência do verbo “indicou”.

02 - (TCPR 2002/2003) Assinale a opção gramaticalmente incorreta. a) As Entidades Fiscalizadoras Superiores têm-se destacado em diversos países como órgãos fundamentais para a consolidação de Estados democráticos e para a busca de implantação de bons governos. b) A atuação das Entidades Fiscalizadoras tem contribuído decisivamente para aumentar a transparência no setor público, para garantir a transparência das ações governamentais e para melhorar a gestão pública de forma geral. As instituições de controle são essenciais para garantir que mudanças no setor público e reformas administrativas visem sempre ao benefício da sociedade.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) São os auditores governamentais que podem avaliar se agências públicas estão atuando com eficiência, se a qualidade dos serviços públicos está sendo melhorada, se as tarefas estão sendo racionalmente divididas entre os funcionários e se os programas estão atingindo seus objetivos. d) O controle do desempenho governamental foi desenvolvido como complemento à auditoria tradicional, assim como a nova gestão pública adicionou eficácia e efetividade administrativa aos valores burocráticos tradicionais de prudência e precisão processual. e) Em relação às duas principais vertentes atuais do controle, à avaliação de desempenho e o controle de conformidade, não é viável que a primeira venha a substituir integralmente a segunda. Itens adaptados de www.tcu.gov.br Notas da imprensa, 21-11-2002.

03 - (TRF/2000) Assinale a opção em que o fragmento do texto foi transcrito com erro gramatical. a) A receita federal australiana anunciou que os atletas que ganharem bônus de suas respectivas confederações ou comitês nacionais por conquistarem medalhas nos Jogos de Sydney serão obrigados a pagar imposto calculado sobre o valor da premiação. b) Segundo as autoridades locais, o pagamento da taxa será obrigatório mesmo que o dinheiro seja entregue ao atleta quando este já tiver retornado a seu país. c) Em diversos países, os bônus são considerados uma forma de reembolso por gastos ocorridos durante os treinamentos. d) Autoridades afirmam que esta será a primeira vez na história que atletas terão de pagar taxa referente à ganhos financeiros derivados sobre sua participação em Jogos. e) Os EUA oferecem US$ 15 mil por medalha de ouro, US$ 10 mil pela prata, e US$ 7,5 mil pelo bronze. A Rússia oferece US$ 100 mil por medalha de ouro. O Comitê Olímpico Brasileiro não oferece premiações em dinheiro. (Folha de S. Paulo, 18/08/2000, p. D5, com adaptações)

04 - (Analista BACEN/2001) As instituições financeiras estão obrigadas a operar dentro das regras e definições do novo sistema de pagamentos que compreende os serviços de compensação de cheques e outros papéis, a liquidação de ordens www.pontodosconcursos.com.br 38

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI eletrônicas de débitos e créditos, a transferência de fundos e outros ativos financeiros, a compensação e liquidação de operações na Bolsa de Mercadorias e Futuros, incluindo aquelas relativas a derivativos financeiros. Desta forma, conceitua-se o Sistema de Pagamentos Brasileiro como um conjunto de regras, procedimentos, instrumentos de controle e sistemas operacionais que devem funcionar integrados para transferir fundos do pagador para o recebedor. (BANCO HOJE, março de 2001, p.57, com adaptações) d) Em “relativas a derivativos”(l.6) o uso do sinal indicativo de crase é facultativo. 05 - (Técnico IPEA/2004) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale o que apresenta problema de regência. a) Entre a crise econômica mundial de 1930 e o fim da Segunda Guerra, no espaço aberto pela luta entre as Grandes Potências, o Brasil adotou políticas que acabaram fortalecendo o estado central e a sua economia nacional. b) Sua margem de autonomia, entretanto, foi pequena e curta, e, em 1938, o Brasil já havia se alinhado à nova liderança mundial norteamericana. c) Do ponto de vista econômico, contudo, a resposta a crise dos anos 30 obrigou o Brasil a um protecionismo pragmático, para enfrentar o problema da escassez de divisas. d) Esse procedimento acabou estimulando espontâneo de “substituição de importações”. um processo quase

e) Um processo embrionário que deu impulso à industrialização, mas que acabou enfrentando limites claros e imediatos, que só foram superados quando a restrição externa deu origem, a partir de 1937/38, a um projeto de industrialização liderado pelo Estado e voltado para o mercado interno.
(Adaptado de José Luís Fiori Brasil: Inserção Mundial e Desenvolvimento)

06 - (ACE/2002) Marque o item sublinhado que impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico.

represente

A democracia, segundo Aristóteles, é forma de governo. Esse entendimento milenar(A) assim se conservou entre os publicistas(B) romanos e os teólogos da Idade Média. Não discreparam(C) também do

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI juízo aristotélico pensadores políticos do tomo(D) de Montesquieu e Rousseau, presos as heranças(E) clássicas. (Baseado em Paulo Bonavides) a) A b) B c) C d) D e) E 07- (Agente Tributário - Piauí/2001) Assinale a opção que corresponde a erro. Desde o início de janeiro, quando foi sancionada a lei que permite ao(1) Executivo usar os dados da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) nas investigações, o Fisco está apto a(2) ajudar o INSS nas investigações das entidades filantrópicas. As informações sobre a CPMF são enviadas a Receita(3) pelas instituições financeiras trimestralmente. Com esse(4) instrumento, é possível verificar se há distorções muito grandes entre o faturamento da entidade e a sua movimentação financeira. Nos casos em que(5) o programa de informática que faz o cruzamento de dados para o Fisco apontar discrepância, a fiscalização poderá ser iniciada. (Adaptado de Simone Cavalcanti, www.estadao.com.br - 6/2/2001 ) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 (TTN/1997) O texto que se segue serve de base para as questões 08 e 09: Existem duas formas de operação marginal: a que toma a classificação genérica de economia informal, correspondente a mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB), e a representada pelos trabalhadores admitidos sem carteira assinada. Ambas são portadoras de efeitos econômicos e sociais catastróficos. A atividade econômica exercida ao largo dos registros oficiais frustra a arrecadação de receitas tributárias nunca inferiores a R$50 bilhões ao ano. A perda de receita fiscal de tal porte torna precários os programas www.pontodosconcursos.com.br 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI governamentais para atendimento à demanda por saúde, educação, habitação, assistência previdenciária e segurança pública. Quanto aos trabalhadores sem anotação em carteira, formam um colossal conjunto de excluídos. Estão à margem de benefícios sociais garantidos pelos direitos de cidadania, entre os quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações reparadoras pela despedida sem justa causa. De outro lado, não recolhem a contribuição previdenciária, mas exercem fortes pressões sobre os serviços públicos de assistência médico-hospitalar. A reforma tributária poderá converter a expressões toleráveis a economia informal. A redução fiscal incidente sobre as micro e pequenas empresas provocará, com certeza, a regularização de grande parte das unidades produtivas em ação clandestina. E a adoção de uma política consistente para permitir o aumento do emprego e da renda trará de volta ao mercado formal os milhões de empregados sem carteira assinada. É preciso entender que o esforço em favor da inserção da economia no sistema mundial não pode pagar tributo ao desemprego e à marginalização social de milhões de pessoas. (Correio Braziliense - 13.7.97) 08 - (TTN/1997) Julgue a asserção abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. b) As expressões “à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações”(l.14-15) poderiam ser substituídas por “a aposentadoria, a seguro desemprego e a indenizações” e o texto continuaria correto.

09 - (TTN/1997) Julgue a asserção abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. c) Em “converter a expressões toleráveis” (l.18) o uso de sinal indicativo de crase é opcional. 10 - (AFPS/2002) A entrada dos anos 2000 têm trazido a reversão das expectativas de que haveria a inauguração de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade. Os resultados das cúpulas mundiais alimentaram esperanças que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis. Contudo, o movimento que se observa em nível mundial sinaliza www.pontodosconcursos.com.br 41

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI perdas que ainda não podemos avaliar. O recrudescimento do conservadorismo e de práticas autoritárias, efetivadas à sombra do medo, tem representado fonte de frustração dos ideais historicamente buscados. (Roseli Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptações) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos elementos do texto. IV. Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção do sinal indicativo de crase em “a qualidade”(l.5). 11 - (Fiscal de Fortaleza/2003) A crítica ao desenvolvimento no contexto da globalização capitalista é que ele está centrado na ilusão de que o crescimento econômico pode ser ilimitado, que ele é e será sempre sinônimo de mais empregos, bem-estar e felicidade, e isso para toda a humanidade. A história de quinhentos anos de capitalismo e de todo sistema centrado no produtivismo e no consumismo tem comprovado que essa noção é equivocada; tem sido motivo de frustração para a maioria da população trabalhadora e fator de sistemática destruição do meio ambiente. Questiona-se também o fato de o crescimento capitalista não estar centrado nas necessidades, aspirações e recursos dos povos e nações, mas na propensão ao consumo daqueles indivíduos e países que têm poder de compra. Em conseqüência, quanto mais se produzem e se acumulam riquezas, maior o número das pessoas, coletividades e países excluídos daquele crescimento, daquela acumulação e, portanto, do direito à vida, ao trabalho e ao desenvolvimento. (Sandra Quintela e Marcos Arruda) Julgue a proposição abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. e) Conforme a norma escrita culta, ao se eliminar o sinal indicativo de crase antes de “vida”, antes de “trabalho” e de “desenvolvimento” (l.15) o emprego dos artigos definidos é obrigatório. 12- (TRF/2003) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia das palavras. O Tribunal de Contas da União, por meio do(1) Acórdão(2) nº 1.137, de 13 de agosto de 2003, apresentou o resultado de trabalhos de inspeção realizados junto aos Órgãos Centrais, à(3) Delegacia da Receita Federal em Brasília e à Delegacia Especial de Instituições Financeiras em São Paulo, tendo por objeto avaliar o controle exercido

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI pela Superintendência da Receita Federal sobre à(4) rede arrecadadora de receitas federais. Em diversos trechos de seu relatório, aquele Tribunal reconhece os benefícios advindos(5) do Projeto de Reestruturação do Controle da Rede Arrecadadora de Receitas Federais - Projeto Nova Rarf. (Adaptado de www. receita. fazenda.gov.br, 10/09/2003) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 13- (TRF/2003) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia das palavras. A sociedade humana, desde os seus primórdios, soube desenvolver as dimensões essenciais de sua atividade prática — e já por isso o homem pôde (1) ser definido como tendo sido, desde a sua origem, um animal técnico, ou seja, uma criatura afeita à fainas(2) da transformação da natureza. Foi a filosofia grega, no entanto, e apenas ela, que conseguiu estabelecer aquelas categorias fundamentais para o desdobramento da tecnologia. Não que esse desdobramento estivesse desde sempre(3) na mira daqueles primeiros pensadores gregos. Em verdade(4), a ligação entre esse pensamento das categorias de base e a sua subserviência ao desenvolvimento da tecnologia só viria a manifestarse(5) dois milênios mais tarde. (Adaptado de Gerd Bornheim, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.147) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 14 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que o trecho apresenta erro de estruturação sintática. a) A diplomacia só será eficiente se tiver uma visão realista do País, de seus acertos e de seus problemas. Melhorar as condições da nossa www.pontodosconcursos.com.br 43

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI inserção internacional é um instrumento básico no processo de transformação qualitativa da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que essa transformação qualitativa será uma alavanca fundamental para a melhoria do padrão dessa inserção externa do Brasil. b) Com a economia mais aberta, conseqüência de um processo de maior exposição à competição internacional em benefício dos consumidores brasileiros e da nossa própria competitividade, temos melhores condições de buscar e mesmo exigir acesso mais desimpedido ao mercado internacional e práticas leais e transparentes em matéria de comércio, transferência de tecnologia e investimentos. c) Temos uma agenda interna mais definida, com a atenção posta no crescimento e a busca de maior eqüidade social, na qual as reformas assumem prioridade porque têm uma função à cumprir na consolidação da estabilidade e na retomada do crescimento com mais justiça social. d) Nossos compromissos em matéria de direitos humanos, proteção ambiental, combate à criminalidade e ao narcotráfico e proteção das minorias dão-nos um vigor novo para lidar com uma agenda renovada no plano externo, buscando parcerias, cooperação e diálogo construtivo necessários para avançar internamente. e) O Brasil é mais confiável e tem mais credibilidade internacional, porque soubemos, em tempo hábil e sem comprometer princípios ou sacrificar visões de longo prazo em favor de benefícios conjunturais duvidosos, fazer as alterações de política que melhor respondiam às mudanças em curso no mundo, no nosso Continente e no próprio País. E essas alterações prosseguirão, reforçando nosso capital político e nosso instrumental de atuação internacional. (Adaptado de www.planalto.gov.br - Mensagem ao Congresso Nacional) 15 - (Oficial de Chancelaria/2002) Desde o século XIX, a mídia desempenhou papel fundamental na construção de uma esfera pública de pressão social. Sua pluralidade natural de vozes e seu papel fiscalizador sempre foram os sinônimos mais evidentes do que entendemos por democracia. O fato é que o século XXI nasceu assistindo a uma estranha metamorfose da mídia. Neste sentido, o caso paradigmático foi Silvio Berlusconi: o primeiroministro italiano que hoje controla praticamente todo o sistema de comunicações da Itália. Graças a ele, lembramos que a mídia, mesmo em sociedades democráticas, pode funcionar como bloqueio à discussão política por meio de artifícios cada vez mais sutis. Ela não precisa excluir pessoas e idéias (como no velho sistema totalitário). Berlusconi gosta de repetir que suas editoras publicam boa parte dos intelectuais de www.pontodosconcursos.com.br 44

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI esquerda que o criticam. Mas ele sabe que há uma “geografia da comunicação”, ou seja, na mídia, nem todos os espaços se equivalem. Com isso, pode-se regionalizar a crítica, de forma que ela opere em espaços de pouca exposição (cadernos de cultura, livros de pequena tiragem, revistas especializadas). Basta deixá-la fora dos espaços midiáticos de grande exposição, os quais continuarão repetindo sempre o mesmo raciocínio monolítico e estabelecendo as pautas de discussão. (Vladimir Safatle, Correio Braziliense, 31/03/2002, Pensar, p.8) Em relação às estruturas do texto, julgue a asserção a seguir: III. À linha 9, seria correta a redação como bloqueio à qualquer discussão... 16 - (Procurador BACEN/2002) Julgue as afirmações a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto. Do ponto de vista do “pai de família pobre” da década de 20 ou 30, o Estado aparece como aquele que deve prover os cidadãos do conforto material mínimo à sobrevivência, na forma de emprego ou de outras condições mais diretas, como moradia, saúde ou educação. Não se trata de emitir um juízo de valor sobre esta concepção, mas de constatar sua existência. Necessário, porém, confrontar isso com o reverso da medalha, ou seja, a política estatal em relação a esse tipo de reivindicação, especialmente para o período que antecede 1930 e que surge para a historiografia como domínio exclusivo das oligarquias. (Jaime Rodrigues, Crise da primeira república: classes médias e Estado na década de 20, com adaptações) IV. A substituição de “esse tipo de reivindicação” (l.7-8) por essa reivindicação preservaria a coerência textual, mas, para manter a correção gramatical da oração, seria necessário empregar o sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão. 17 - (AFRF 2002.2) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos seus aspectos gramaticais. e) Portanto, já não basta à igualdade formal. É tempo de concretizar os direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição. É preciso buscar a igualdade material, na sua acepção ideal, humanista, que significa acesso a bens da vida. 18 - (AFPS/2002) Identifique o item sublinhado que contenha erro de natureza ortográfica ou gramatical, ou impropriedade vocabular. www.pontodosconcursos.com.br 45

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Fala-se(A) com arroubo(B) sobre os inesgotáveis recursos de novas tecnologias, como o vídeo ou a realidade virtual, mas qualquer reflexão à respeito do(C) invariavelmente orbita(D) em torno da matériaprima(E) desta página – o texto. (Paul Saffo, com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E 19 - (Fiscal de Fortaleza/1998) Indique entre os itens sublinhados o que contém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Geograficamente, a região entre o Parnaíba, o Tocantins e o São Francisco pertencem(A), em grande parte, a (B) Pernambuco, mas a história prende-a à(C) Bahia. Foram baianos que, procurando terrenos apropriados à criação de gado, passaram à(D) Serra do Espinhaço, e favorecidos pelas catingas decíduas, chegaram ao rio de São Francisco, espontando(E) todos os rios secos que retalham Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. (Capistrano de Abreu, adaptado) a) A b) B c) C d) D e) E 20 - (TTN/1998) Identifique o item sublinhado que contém erro de natureza ortográfica ou gramatical ou impropriedade vocabular, e marque a letra correspondente. Só uma visita à(A) Cuba, a ilha comunista encravada no calcanhar dos Estados Unidos, poderia ter levado uma viagem de João Paulo II de volta às(B) manchetes com grande destaque. Numa ressurreição do interesse despertado pelas primeiras viagens pontifícias, quando desafiou o império vermelho na Polônia e rezou missa em grotões do Terceiro Mundo, o desembarque do Papa em Havana esteve envolto na mística de ser um desses momentos históricos, carregados de www.pontodosconcursos.com.br 46

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI promessas. A Igreja sofre restrições em Cuba, que já foi um país católico e hoje conta com um número insignificante de seguidores da palavra de Roma, mas o Papa não foi à(C) ilha para passar um sermão público em Fidel Castro. Aos 71 anos e saúde debilitada, o comandante Fidel não tem sucessor à(D) altura de seu carisma e o mundo do póscomunismo torna impensável a manutenção do regime cubano, tal como sobrevive hoje, depois que Fidel for prestar contas a(E) Marx. (Veja - 28/1/98, adaptado) a) b) c) d) e) A B C D E

21 - (TRF/2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. A economia brasileira, na década de 30 até a metade da de 40, embora(A) mais pujante(B) que a de alguns países vizinhos, poderia igualmente classificar-se como débil. Aquela altura(C) a indústria nacional produzia quase que só bens de consumo. Apesar de o(D) Brasil dispor(E) das maiores reservas mundiais do melhor minério de ferro, só em virtude da Segunda Guerra Mundial, sob gigantesco esforço, foi possível construir a Companhia Siderúrgica Nacional. (Sylvio Wanick Ribeiro, com adaptações) a) b) c) d) e) A B C D E

22 - (TCE ES/2001) A parte racional e a parte irracional da alma estão em permanente conflito e contradição uma com a outra. Se a virtude não pertence apenas ao mundo da razão e não é, portanto, uma ciência una, invariável, absoluta, ela pode ser múltipla, mutante e até mesmo falsa. Mais ainda: se as virtudes estão relacionadas com as ações e as paixões, conforme afirma Aristóteles, estes movimentos e estas paixões www.pontodosconcursos.com.br 47

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI são um dado da natureza humana. Não é em razão daquilo que sentimos que somos julgados bons ou maus. Isso seria um absurdo, pois os sentimentos estão inscritos em nosso aparelho psíquico, e não podemos deixar de senti-los. Ninguém se encoleriza intencionalmente. Ora, a qualificação bom /mau supõe que aquele que assim julga escolheu agir assim. Um homem não escolhe as paixões. Ele não é então responsável por elas, mas somente pelo modo como faz com que elas se submetam à sua ação. É deste modo que os outros o julgam sob o aspecto ético, isto é, apreciando seu caráter. (Adauto Novaes) Julgue o item abaixo, em relação à estrutura do texto. II. O emprego do sinal indicativo de crase em "à sua"(l.14) é obrigatório. 23 - (ACE/2002) Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando é, sem dúvida, um dos mais sérios, sobretudo porque dele decorrem inúmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando já faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comércio, tomando o lugar de produtos legalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilícitas proporcionam, aliados ao baixo risco a que estão sujeitas, favorecem e intensificam a formação de verdadeiras quadrilhas, até mesmo com participação de empresas estrangeiras. São organizações de caráter empresarial, estruturadas para promover tais práticas nos mais variados ramos de atividade. (Adaptado de www.unafisco.org.br, 30/10/2000) Julgue a assertiva abaixo. d) Em “a que estão sujeitas”(l.7), “a” admite o uso de sinal indicativo de crase. 24 - (AFC CGU 2003/2004) O que leva um compositor popular consagrado, uma glória da MPB, a escrever romances? Para responder a essa pergunta, convém lembrarmos algumas características da personalidade de Chico Buarque de Holanda. Primeiro, a forte presença de um pai que, além de ser um historiador notável, era um fino crítico literário. Depois, o fato de Chico ter se dado conta de que sua genial produção musical não bastava para dizer tudo que ele tinha a nos dizer. Não se pode dizer que o que o Chico nos diz nos romances não tem nada a ver com o que ele passa www.pontodosconcursos.com.br 48

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI aos seus ouvintes através das suas canções. No recém-lançado Budapeste, por exemplo, eu, pessoalmente, vejo um clima de bemhumorada resignação do personagem com suas limitações, um clima que me parece que encontrei, em alguns momentos, na sua obra musical. Uma coisa, porém, são as imagens sugestivas das canções; outra é a complexa construção de um romance. A distância entre ambas talvez pudesse ser comparada àquela que vai das delicadas e rústicas capelas românicas às imponentes catedrais góticas. Chico Buarque percorreu esse caminho com toda a humildade de quem queria aprender a fazer melhor, mas também com a autoconfiança de quem sabia que podia se tornar um mestre romancista. Valeu a pena. A autodisciplina lhe permitiu mergulhar mais fundo na confusão da nossa realidade, nas ambigüidades do nosso tempo. A ficção, às vezes, possibilita uma percepção mais aguda das questões em que estamos todos tropeçando. No caso deste romance mais recente de Chico Buarque, temos um rico material para repensarmos, sorrindo, o problema da nossa identidade: quem somos nós, afinal? (Leandro Konder, Jornal do Brasil, 18/10/2003) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos aspectos gramaticais do texto. c) O sinal indicativo de crase em “àquela que vai das delicadas...” (l.15) é opcional. 25 - (TTN/1998) Marque o texto que contém erro de estruturação sintática ou de pontuação. a) Os profissionais liberais têm-se mostrado conscientes e dispostos a participar do movimento pela reforma da sociedade. b) Para diminuir a sonegação fiscal, o governo concede anistia a quem apresentar a retificação de sua declaração de renda. c) Cidadãos e governo colocaram-se frente a frente e finalmente entraram em acordo sobre a reforma tributária. d) Devido a necessidade de tornar a tarefa política mais ética e saudável, tem havido significativa mobilização. e) O Secretário solicita a essas pessoas que recorram a profissionais credenciados para obter esclarecimentos.

26 - (AFC SFC/2000) Indique a seqüência que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo. A história nos mostra que o desenvolvimento econômico europeu, ____ partir das navegações, sempre se fez ____ custa dos territórios

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ultramarinos. Não foram apenas as matérias-primas, destinadas ao consumo ou ____ produção que o financiaram, mas também o capital propriamente dito, fruto dos lucros e resultado do saqueio da natureza virgem. Hoje, a biotecnologia abre grande perspectiva ___ um país como o Brasil, de ricos bancos genéticos. O nosso território foi dos primeiros ____ ser saqueado em sua riqueza vegetal. É necessário impedir que os produtos da flora e da fauna nos sejam roubados, como roubados fomos no passado. No entanto, o governo está empenhado em aprovar uma proposta de emenda ____ Constituição que facilitará a entrega de nossos recursos biológicos ____ estrangeiros. (Mauro Santayana, Correio Braziliense, 25/10/2000, com adaptações) a) b) c) d) e) a, a, a, à, à, à, a, à, a, à, à, à, à, a, a, a, a, à, à, à, a, a, a, à, a, à, a, à, a, à, a a à a a

27 - (Procurador BACEN/2002) O ingresso dos bancos na era digital não se fez, obviamente, sem grandes e continuados investimentos. Sólida infra-estrutura, bom trabalho de orientação, as experiências bem-sucedidas de quem não vê maiores dificuldades na operação eletrônica vão dissipando _____resistências dos ainda não-digitalizados. Os clientes adaptam-se ___ novas tecnologias de modos muito distintos. _____ segmentos de pessoas maduras, com mais de 60 anos, nos quais a utilização da Internet é maior do que em segmentos jovens, com menos de 30 anos. Procura-se fornecer o maior número de informações aos clientes, ajudando-os ___ superar as primeiras dificuldades e demonstrando que, nos meios eletrônicos, "o índice de falhas sistêmicas é mínimo". Embora metade da população economicamente ativa brasileira esteja fora do sistema bancário – e este é um novo território ainda ___ conquistar –, ___ marcha da digitalização para os que já estão dentro do sistema é um caminho que não tem volta. (Adaptado de www2.estado.estadao.com.br/edição/especial/bancos) Indique a opção cujos itens completam corretamente as lacunas do texto acima. a) b) as as às as Há Há a a a a a à

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) d) e) as às às às às as A Há A à a à à à a a a a

28 - (AFRF 2002.1) Marque a opção que preenche corretamente as lacunas. Completamente excluídos das engrenagens de desenvolvimento da sociedade, os miseráveis são reduzidos _____ uma condição subumana. Seu único horizonte passa ____ ser ____ luta feroz pela sobrevivência. No lixão do Valparaíso, ____ poucos quilômetros de Brasília, ____ gente disputando os restos com os animais. (Fonte: Revista VEJA, edição 1735) a) à, a, a, há, há b) a, à, à há, a c) a, a, a, a, há d) à, a, a, à, há e) a, à, à, há, a 29 - (Fiscal do Pará/2002) Assinale a opção que preenche as lacunas de forma gramaticalmente correta. No que diz respeito ____ taxa de inflação, ainda que os resultados estejam longe da meta (mais de 7% ante ____ meta de 4%), é preciso reconhecer que diante dos acontecimentos de 2001 não se trata de um mau resultado. Todos sabemos que os “choques de oferta” não se prestam ____ ser controlados facilmente pela manipulação da taxa de juros e que freqüentemente, quando ocorre um choque é melhor encontrar um caminho mais longo para retornar ____ meta do que forçar uma volta rápida com maiores custos em matéria de crescimento. (Antonio Delfim Netto) a) à – a – a – à b) a – à – à – a c) à – a – à – a d) a – a – a – a e) a – a – à – a

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 30 - (AFC STN/2002) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo. A substituição da conta Movimento do Governo no Banco do Brasil pela Conta Única do Tesouro no Banco Central, em 1988, contribuiu para que ____ administração e o controle das finanças federais estivessem associados ____ execução financeira das unidades gestoras. A implantação da Conta Única eliminou mais de cinco mil contas bancárias governamentais, permitindo o controle mais eficaz do fluxo de caixa do Governo. Paralelamente, ocorreu ____ unificação dos orçamentos, eliminando-se o orçamento monetário e, por conseguinte, atrelando os gastos governamentais _____ prévia autorização do Congresso Nacional. Ainda ao final dos anos 80, o Tesouro Nacional assume as atividades relativas aos Programas de Fomento ____ Agricultura e ____ Exportações, transferidos do Banco Central, assim como das atividades relativas ao planejamento e administração da Dívida Mobiliária Interna. (Trecho adaptado de http://www.stn.fazenda.gov.br) a) à / à / a / à / a / as b) a / à / a / a / à / às c) a / a / à / à / à / a d) à / a / a / a / a / à e) a / a / à / a / à / as

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AULA 7: PRONOMES
Pronome é o vocábulo que, ao pé da letra, “fica no lugar do nome” (chamado de pronome substantivo) ou o determina (pronome adjetivo). Para compreender melhor a função dos pronomes, precisamos saber o conceito de coesão textual, pois essas palavras, assim como os conectivos (conjunção e preposição – a serem estudados na próxima aula), são responsáveis por estabelecer nexo entre as idéias do texto. Coesão textual é a ligação entre os elementos da oração e delas em relação ao texto. A incoerência de um texto muitas vezes se deve à falta de coesão, exatamente porque a leitura fica prejudicada pelo emprego inadequado de pronomes, conjunções ou outros elementos textuais, inclusive a pontuação. Por exemplo, o uso inapropriado de “porquanto” ou de “a ele” pode levar o leitor a uma conclusão diversa da que se pretendia dar, ou até mesmo a nenhuma conclusão (alguns chamam de “ruptura semântica”). Muitas questões da ESAF abordam esse conhecimento. A banca faz afirmações sobre as referências textuais e o candidato deve verificar se estão corretas essas indicações. Para isso, a compreensão correta do texto e o domínio do significado de seus elementos são decisivos. Os pronomes podem ser: pessoais: referem-se às três pessoas do discurso - a que fala (1ª pessoa), a com quem se fala (2ª pessoa) e a de quem se fala (3ª pessoa); dividem-se em retos e oblíquos – regra geral, os retos exercem a função de sujeito ou de predicativo do sujeito, enquanto que os oblíquos funcionam como complementos (objetos diretos, indiretos ou adjuntos); os pronomes oblíquos devem obedecer a certas regras de colocação (sintaxe de colocação pronominal), a serem estudadas mais à frente; possessivos: estabelecem relação de posse entre os elementos regente e regido; como veremos adiante, há casos em que um pronome pessoal oblíquo é usado com valor possessivo; demonstrativos: indicam a posição dos seres no espaço e no tempo (função dêitica dos pronomes demonstrativos) ou em referência aos elementos do texto (função anafórica ou catafórica); também podem substituir algum termo, expressão, oração ou idéia, evitando sua repetição, no papel de termos vicários (“Há muito tempo eu planejo sair de férias e vou fazê-lo no meio desse ano.” – fazê-lo = fazer isso = sair de férias, ou “Eu lhe jurei que seria fiel e vou sê-lo” – ser isso – ser fiel – o

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI pronome permanece neutro, sem flexão de gênero ou número, assim como acontece com o “isso”); indefinidos: têm sentido vago ou indeterminado; interrogativos: é uma subclasse dos pronomes indefinidos. Muito importante é compreender a distinção entre eles e os pronomes relativos, já que a grafia é a mesma em alguns casos (como, quando, quem etc): os pronomes indefinidos são usados nas interrogações, diretas ou indiretas, enquanto que os pronomes relativos apresentam referência a termos antecedentes; relativos: referem-se a um termo anterior chamado antecedente ou referente (substantivo ou pronome substantivo); sempre dão início a orações subordinadas adjetivas. Os pronomes exercem um papel decisivo na construção de um texto coeso e coerente, a partir de indicações corretas aos seus elementos. Quando um pronome demonstrativo faz referência a algum elemento do texto, quer antecedente (referência anafórica), quer subseqüente (referência catafórica), lança-se mão de um recurso lingüístico para evitar a repetição de palavras, expressões ou mesmo orações: “Os semterra ameaçavam invadir a fazenda e isso aconteceu no último domingo.”. (isso = invadir a fazenda). “Para obter a aprovação em um concurso público, são necessários estes elementos: estudo, dedicação e persistência.” (estes = estudo, dedicação e persistência). Em “Não tive mais notícias de Ricardo porque não voltei a vê-lo. A ele não pretendo dirigir-me mais.”, os pronomes oblíquos “o” (ver + o = vê-lo) e “ele” (a ele) referem-se a “Ricardo”. Ficaria enfadonho o texto se houvesse a repetição do nome. Então, em seu lugar, foram usados pronomes. Esses dois pronomes têm o mesmo antecedente – Ricardo. O pronome relativo, como o próprio nome sugere, apresenta um referente, ou seja, um termo já mencionado, substituindo-o na oração adjetiva – “O número de candidatos que prestaram o concurso aumentou significativamente.” – o pronome relativo “que” está no lugar de “candidatos” (“os candidatos prestaram o concurso”). Aspectos próprios de cada um dos pronomes serão abordados nos comentários às questões de prova. Então, estude bastante.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 01 - (AFRE MG/2005) O setor público não é feito apenas de filas, atrasos, burocracia, ineficiência e reclamações. A sétima edição do Prêmio de Gestão Pública, coordenado pelo Ministério do Planejamento, mostra que o serviço público federal também é capaz de oferecer serviços com qualidade de primeiro mundo. De 74 instituições públicas inscritas, 13 foram selecionadas por ter conseguido, ao longo dos anos, implantar e manter práticas e rotinas de gestão capazes de melhorar de forma crescente seus resultados, tornando-os referências nacionais. O perfil dos premiados mostra que o que está em questão não é tamanho, visibilidade ou importância estratégica, mas, sim, a capacidade de fazer com que as engrenagens da máquina funcionem de forma eficiente, constante e muito bem controlada. (Ilhas de Excelência. ISTOÉ, 2/3/2005, com adaptações) Julgue a assertiva abaixo, em relação aos aspectos textuais. d) A retirada do pronome do termo “tornando-os”(l.8) preserva a correção gramatical e a coerência textual, deixando subentendido o objeto de “referências nacionais”(l.8). Item INCORRETO O segmento objeto de análise é: “De 74 instituições públicas inscritas, 13 foram selecionadas por ter conseguido, ao longo dos anos, implantar e manter práticas e rotinas de gestão capazes de melhorar de forma crescente seus resultados, tornando-os referências nacionais.” O pronome pessoal oblíquo faz referência a “seus resultados”. Substituindo os termos, então, a oração seria “tornando seus resultados referências nacionais”, havendo um verbo transobjetivo (tornar) que exige dois complementos: objeto direto (seus resultados) e predicativo do objeto direto (referências nacionais). A supressão sugerida poderia levar a uma ambigüidade indesejada: não se saberia o que foi considerado “referências nacionais”, se as práticas e rotinas de gestão, se as instituições públicas selecionadas, se seus resultados, causando prejuízo à coerência textual. Essa é a função do pronome oblíquo na oração.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 02 - (Auditor TCE ES/2001) Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis, que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas, de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. Julgue a proposição abaixo, em relação aos elementos do texto. c) Os pronomes possessivos na segunda oração referem-se a “arquivo cronológico”. Item INCORRETO Comentário. A segunda oração é a subordinada adjetiva “as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis”. Tanto “extrato”, como “autógrafo” são elementos que fazem parte dos contratos. O arquivo cronológico dos autógrafos apostos nos contratos e o registro sistemático de seu extrato serão mantidos pelas repartições. Assim, os pronomes possessivos têm por referente “os contratos e seus aditamentos”, da oração principal (“os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas”). 03 - (TFC SFC/2000) O saber produzido pelo iluminismo não conduzia à emancipação e sim à técnica e ciência moderna que mantêm com seu objeto uma relação ditatorial. Se Kant ainda podia acreditar que a razão humana permitiria emancipar os homens de seus entraves, auxiliando-os a dominar e controlar a natureza externa e interna, temos de reconhecer hoje que essa razão iluminista foi abortada. A razão que hoje se manifesta na ciência e na técnica é uma razão instrumental, repressiva. Enquanto o mito original se transformava em Iluminismo, a natureza se convertia em cega objetividade. Inicialmente a razão instrumental da ciência e técnica positivista tinha sido parte integrante da razão iluminista, mas no decorrer do tempo ela se autonomizou, voltando-se inclusive contra as suas tendências emancipatórias. (B. Freitag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, p. 35, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Das seguintes expressões retiradas do texto, indique o item em que o elemento da coluna da esquerda faz remissão incorreta às expressões da coluna da direita. a) b) c) d) e) seu (l.2) .......... técnica e ciência moderna seus(l.4) ......... homens os (l.4) .............homens ela (l.11) ..........razão instrumental suas (l.12) .......cega objetividade

Gabarito: E Comentário. Em questões como essas, talvez a maior dificuldade esteja na compreensão textual, decisiva para a identificação dos termos referentes. Uma paráfrase para o último período do texto é: “A razão instrumental da ciência e técnica positivista, que antes era parte da razão iluminista, com o tempo se tornou autônoma, indo de encontro às suas próprias tendências emancipatórias.”. Assim, nota-se que tanto o “ela”, da linha 11, quanto o “suas”, da linha 12, têm por referente “razão instrumental”. 04 - (Assistente de Chancelaria/2003) Em relação ao texto abaixo, assinale o que se pede. Compara-se vulgarmente a dominação americana sobre o mundo, hoje, com a do Império Romano. Mas vejo muitas diferenças. Os romanos de fato conseguiram fazer uma coisa que os americanos não alcançaram: eles transformaram os habitantes de seu império em cidadãos romanos. Já no primeiro século da era cristã, o próprio São Paulo, que era judeu, claro, se dizia antes de tudo um cidadão romano. Não quero dizer que seja culpa deles, mas os americanos estão num mundo onde a americanização deve forçosamente parar num certo momento. Com sua potência militar ou econômica, eles dominam muitos Estados, mas não estão numa situação que lhes permita fazer das pessoas que dominam verdadeiros americanos. Isso é ao mesmo tempo bom e ruim. É bom porque as pessoas conservam o que se chama hoje de sua identidade. É ruim porque isso impede que essas pessoas se tornem membros inteiros da democracia americana, que é, apesar de seus enormes defeitos, uma democracia. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (Depoimento de Jacques le Goff a Alcino Leite Neto, Folha de São Paulo, 14/04/2002, com adaptações) Assinale o par em que, no texto, o pronome da primeira coluna não se refere à expressão da segunda coluna. a) “eles”(l.4) ----- “romanos”(l.2) b) “deles”(l.7) ----- “americanos”(l.7) c) “lhes”(l.10) ----- “ verdadeiros americanos” (l.11) d) “sua”(l.12) ------ “pessoas”(l.12) e) “seus”(l.14) ------ “democracia americana” (l.14) Gabarito: C Comentário. Para compreensão textual, será transcrito o segmento em análise na opção c: “Não quero dizer que seja culpa deles, mas os americanos estão num mundo onde a americanização deve forçosamente parar num certo momento. Com sua potência militar ou econômica, eles dominam muitos Estados, mas não estão numa situação que lhes permita fazer das pessoas que dominam verdadeiros americanos.” Assim, extrai-se da passagem que os americanos dominam muitos Estados mas não estão numa situação que permita a eles [os americanos] fazer das pessoas dominadas [por eles, os americanos] verdadeiros americanos. O pronome oblíquo lhes, objeto indireto do verbo “permitir” (“permitir alguma coisa a alguém”), refere-se aos americanos, e não aos “verdadeiros americanos” que seriam os estrangeiros dominados por aqueles. 05 - (AFRF 2003) Em relação aos elementos que constituem a coesão do texto abaixo, assinale a opção correta. O caráter ético das relações entre o cidadão e o poder está naquilo que limita este último e, mais que isso, o orienta. Os direitos humanos, em sua primeira versão, como direitos civis, limitavam a ação do Estado sobre o indivíduo, em especial na qualidade que este tivesse, de proprietário. Com a extensão dos direitos humanos a direitos políticos e sobretudo sociais, aqueles passam — pelo menos idealmente — a fazer mais do que limitar o governante: devem orientar sua ação. Os fins de seus atos devem estar direcionados a um aumento da qualidade de www.pontodosconcursos.com.br 6

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI vida, que não se esgota na linguagem dos direitos humanos, mas tem nela, ao menos, sua condição necessária, ainda que não suficiente. (Renato Janine Ribeiro, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.140) a) Em “o orienta”(l.2), “o” refere-se a “cidadão”(l.1). b) Em “este tivesse”(l. 4), “este” refere-se a “Estado”(l.3). c) Em “aqueles políticos”(l.5). passam”(l.6), “aqueles” refere-se a “direitos

d) “sua ação”(l.7) e “seus atos”(l.8) remetem ao mesmo referente: “proprietário”(l.5). e) “sua condição”(l.10) refere-se a “um aumento da qualidade de vida”(l.8-9). Gabarito: E (Adaptada – originalmente anulada por erro de digitação na opção “e”) Comentário. Para resolver essa questão, devemos relembrar as regras do emprego do pronome demonstrativo em referências textuais. O recurso lingüístico de ligar a elementos textuais os pronomes que a eles se referem chama-se referência anafórica (se o termo for antecedente ao pronome) ou catafórica (em caso de termo referente após o pronome). PRONOMES DEMONSTRATIVOS EM REFERÊNCIAS TEXTUAIS Forma 1 - Quando um pronome demonstrativo faz referência a algo já mencionado no texto, ou seja, a algo que está no “paSSado” do texto, deve-se usar ESSE / ESSA / ISSO (com o SS do paSSado). Se a referência ainda vier a ser apresentada (pertence ao fuTuro), usa-se ESTE / ESTA / ISTO (com o T do fuTuro) – gostou dessa dica mneumônica? Forma 2 - Quando se citam dois elementos, retoma-se o último, ou seja, o mais próximo, pelo pronome "este" (ou "esta", "estes", "estas"). O primeiro elemento citado, isto é, o mais distante, é retomado por "aquele" (ou suas flexões). Exemplo: “Em 1998, João e Pedro fizeram a prova para Auditor da Receita Federal. Este para Aduana e aquele para Auditoria.” – Nesta construção, “este” é o referente mais próximo (Pedro) e aquele, o mais distante (João). Modernamente, reduziu-se o rigor no emprego do pronome demonstrativo em referências textuais, inclusive em relação às provas www.pontodosconcursos.com.br 7

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (veremos na próxima questão) mas, em textos formais e nas provas, deve-se observar o correto emprego dos pronomes demonstrativos. De volta à questão da prova. A análise sintática depende da análise apresentamos abaixo uma paráfrase ao texto: semântica. Por isso,

“Primeiramente, os direitos humanos, exclusivamente na qualidade de direitos civis, somente limitavam a ação do Estado sobre o indivíduo, especialmente na qualidade deste como proprietário. Posteriormente, com a extensão desse conceito também a direitos políticos e, sobretudo, sociais, os direitos humanos, além de limitar a ação do Estado (o que já fazia), passou a orientá-lo, ou melhor, a orientar a ação de seu governante, pelo menos idealmente. A finalidade dos atos do governante deve ser o aumento da qualidade de vida, que não se limita aos direitos humanos, mas tem neles a condição necessária, mesmo que não suficiente, para esse aumento de qualidade de vida.” a) Tanto a expressão “este último” como o pronome “o” exercem função anafórica em relação a “poder”: “O caráter ético das relações entre o cidadão e o poder está naquilo que limita este último e, mais do que isso, o orienta” [limita e orienta o poder]. b) como o pronome demonstrativo utilizado foi “este”, denota que está se referindo ao elemento mais próximo – indivíduo – e não ao mais distante – Estado, ao qual se empregaria o pronome “aquele”. c) A partir da compreensão textual, e sobretudo a partir do uso anafórico do pronome demonstrativo aqueles (fazendo referência ao termo mais distante), deduz-se que esse pronome faz menção a “direitos humanos”, e não “direitos políticos” como sugerido. d) “O fim de seus atos” – atos do governante; “devem orientar a sua ação” – ação do governante. Assim, os possessivos possuem o mesmo referente – governante. e) Havia um erro de digitação (corrigido neste material) que acarretou a anulação desta questão. Isso não nos impede de analisar a referência do possessivo “sua” em “sua condição necessária”. O que se infere do texto, no último período, é que os objetivos dos governantes devem ser um aumento da qualidade de vida, que tem por condição necessária (condição do aumento da qualidade de vida) – mesmo que não suficiente – à linguagem dos direitos humanos. Assim, está correta a correlação entre “sua condição” e “aumento da qualidade de vida”.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 06 - (TRF 2002.1) Julgue se as formas de redação abaixo estão gramaticalmente corretas. c) Pensa hoje que se tornou barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. / Seu pensamento hoje é esse: tornou-se barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. Item CORRETO. Comentário. Observe que, no segundo segmento, o autor usa o pronome demonstrativo esse em referência catafórica, o que seria, segundo os puristas, um erro. Contudo, a banca indicou esse item como correto. Isso reforça a tese de que se reduziu o rigor gramatical no emprego anafórico do pronome demonstrativo. Originalmente na prova (questão 10 – TRF 2002.1), o enunciado buscava o item incorreto e a resposta foi a letra d, em virtude do erro de construção da locução verbal “possam ser ignorados” (o segundo segmento apresentava a forma indevida “possa serem ignorados”). Esse item já foi objeto de comentário na Aula 2 – verbos, questão 39. Diante de uma forma duvidosa de referência pronominal (em vez de “este” colocou-se “esse”) e uma locução verbal com construção incorreta, o candidato deveria marcar como gabarito a segunda. 07 - (AFC / 2002) Julgue a substituição proposta para adequar o texto ao padrão culto formal do idioma. “O conceito de tributo, face sua interpretação nos conformes à Constituição, tem essa peculiaridade: deve obedecer ao princípio da legalidade estrita. Cumpre ressaltar mais uma vez: não há possibilidade de discricionariedade na definição legislativa do tributo, mas só teremos tributo se o dever de pagar uma importância ao Estado for vinculado à previsão de ter riqueza.” (Nina T. D. Rodrigues, com adaptações) III. substituir “essa”(l.2) por “esta” Item CORRETO

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Comentário. “O conceito de tributo, ... , tem essa peculiaridade: deve obedecer ao princípio da legalidade estrita.” Como a peculiaridade ainda será mencionada, o pronome demonstrativo apropriado é esta. Dessa vez, ao contrário da questão anterior, o enunciado exige que se siga o padrão culto formal da língua. O que isso significa? Que modernismos, como o comentado na questão 5/b, não se aplicam quando se tratar de norma culta formal. (TFC SFC/2000) Leia o texto para responder à questão 08. As casas-grandes requintadas, com negros tocando ópera e cantando em latim, não foram típicas de uma aristocracia rural que, isolando-se, cercando-se só de subordinados, fez sempre mais questão da quantidade que da qualidade dos seus títulos de grandeza: do número de seus pés de café e dos seus pés de cana; do número das suas cabeças de escravos e das suas cabeças de gado; do número das salas e dos quartos de suas casas-grandes. Isso é que, aos olhos da maioria dos brasileiros da era patriarcal ainda predominantemente rural, era grandeza. O senhor rural, mais pervertido pelo isolamento, desprezava tudo, pelo regalo de mandar sobre muitos escravos e de falar gritando com todo o mundo, tal a distância, não só social, como física, que o separava quase sempre das mulheres, dos filhos, dos negros, em casas vastas, com salas largas, onde quase nunca as pessoas estavam todas perto uma da outra; onde nas próprias mesas de jantar, de oito metros de comprido, era preciso que o senhor falasse senhorialmente alto para ser ouvido no fim da mesa quase de convento. (Gilberto Freire, Sobrados e Mucambos, p.46) 08 - Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais b) O pronome demonstrativo Isso (l.7) refere-se à enumeração apresentada no período anterior e constitui um recurso de coesão textual. Item CORRETO. Comentário. Verifica-se o uso correto do pronome demonstrativo “Isso” em função anafórica. O que a maioria dos brasileiros considerava “riqueza” era o número de pés de café e de cana, de cabeças de escravos e de gado, de salas www.pontodosconcursos.com.br 10

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI quartos das casas-grandes – elementos que antecedem o pronome demonstrativo “isso”. Essa assertiva resume o objetivo do emprego dos pronomes demonstrativos como recurso lingüístico, que é a retomada e substituição dos elementos textuais como forma de coesão. 09 - (TC PR 2002/2003) Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução. www.tcparaná.gov.br Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais. a) A expressão “o que comprometeria” (l.8-9) pode ser substituída por os quais comprometeriam, sem prejuízo das relações sintáticas e semânticas originais. Item INCORRETO. Comentário. A oração “o que comprometeria a chamada evolução” refere-se ao “não repasse” às gerações futuras de tudo o que antecede – “os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas”. Assim, “o que” é uma expressão vicária que retoma a idéia apresentada anteriormente. Por isso, deve-se manter neutro, sem flexão de gênero ou número. 10 - (TFC SFC/2000) Assinale a opção incorreta em relação ao texto. O universo financeiro compreende dois canais principais para colocar doadores e tomadores de recursos, assim como poupadores e investidores em contato. Todos eles formam o mercado financeiro, que lida, basicamente, com títulos de curto prazo, como letras de câmbio, títulos do Tesouro e empréstimos interbancários, e o mercado de ações,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI que trabalha, principalmente, com ações e cotas empresariais e ações públicas.
(Adaptado de Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais – Isto É )

Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais. d) Em “que lida” (l.3-4) o “que” corresponde a cujo.

Item INCORRETO. Comentário. Sem dúvida, dos pronomes, o relativo é o mais recorrente em questões da ESAF. E, dos pronomes relativos, o “cujo” ganha em disparada. Por isso, é tão importante seu estudo e domínio de seu conceito. Na passagem “Todos eles formam o mercado financeiro, que lida, basicamente, com títulos de curto prazo”, o pronome relativo tem como antecedente “mercado financeiro” e exerce a função de sujeito da oração adjetiva. Por isso, não é possível a troca por “cuja”, que é empregado para ligar dois substantivos com idéia de posse. PRONOMES RELATIVOS Os pronomes relativos referem-se a termos antecedentes. Já falamos sobre concordância e regência com pronomes relativos. Agora, veremos quais são esses pronomes e como devem ser empregados na oração subordinada adjetiva que iniciam, especialmente em relação aos seus referentes e ao emprego de preposição. Engraçado, sempre que abordo “pronomes relativos”, lembro a história dos sete anões – seis apresentavam características próprias, mas fisicamente eram parecidos (pareciam gnomos), e um deles se destacava dos demais – era completamente diferente (parecia um duende, era mudo) e recebia tratamento especial (dizem que era o preferido da Branca de Neve). Faço uma analogia com os relativos: os pronomes que/o qual, onde, quando, quanto, como e quem devem ser usados, cada qual, de acordo com seus próprios referentes, mas, grosso modo, fazem a mesma coisa - referência a um substantivo antecedente; já “cujo” (o “Dunga” do grupo) é diferente de todos – liga dois substantivos com “idéia de posse” (coisa que os outros não fazem), flexiona-se em gênero e número com o substantivo subseqüente (coisa que os outros também não fazem – “o qual” varia, mas de acordo com o antecedente). Talvez seja esse o motivo de tanta gente já ter abolido o pobrezinho do seu dia-a-dia, usando o “que” indevidamente no seu lugar. A partir de www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI hoje, procure empregar corretamente os pronomes relativos, bem como as preposições a eles ligadas. Assim, acho, fica mais fácil apre(e)nder a matéria. Vamos ver as características dos anões, digo, dos pronomes relativos.
QUE Pode ser usado com qualquer antecedente, por isso chamado de “pronome relativo universal”. Normalmente é empregado em relação a “coisa”, já que os demais referentes têm pronomes relativos específicos (lugar, quantidade, modo). Aceita somente preposições monossilábicas, exceto sem e sob. Assim como “que”, pode ser usado com qualquer antecedente. Aceita preposição com duas ou mais sílabas, locuções prepositivas, além de sem e sob (rejeitadas pelo “que”). É usado quando o referente se encontra distante ou para evitar ambigüidade: Visitei a tia do rapaz que sofreu o acidente. Quem se acidentou? O rapaz ou a tia dele? Para evitar a dúvida, uso “o qual” para ele ou “a qual” para ela. QUEM ONDE Somente usado com antecedente PESSOA. Sempre virá antecedido de preposição – Ele é o rapaz de quem lhe falei. Utilizado quando o referente for lugar, ou qualquer coisa que a isso se assemelhe (livro, jornal, página etc.) – “A gaveta onde guardei o dinheiro foi arrombada.”; pode ser substituído por “em que”. Usado com antecedente que indique MODO ou MANEIRA – O jeito como escreve mostra a pessoa que é.

O QUAL

COMO

QUANDO O antecedente dá idéia de TEMPO, também equivalente a “em que” – Época de ouro era aquela, quando todos andavam tranqüilos pelas ruas. QUANTO O antecedente dá idéia de QUANTIDADE - normalmente precedido de um pronome indefinido (tudo, tanto(s), todos, todas) – Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quanto quiser.

Esses pronomes relativos representam sempre substantivos ou pronomes substantivos nas orações adjetivas que formam. Não os confunda com pronomes interrogativos, que não têm antecedentes e podem aparecer em orações interrogativas diretas ou indiretas (Quem bateu? / Não sei onde moras/ Quanto custa? / Como farei? / Preciso saber quando estará pronto o almoço. / Que gostaria de saber?). CUJO (e flexões) – o mais especial de todos; liga dois substantivos indicando idéia de posse (entre os substantivos, haveria uma preposição de) – “O rapaz cuja mãe faleceu recentemente procurou por você.” (mãe do rapaz faleceu – rapaz cuja mãe faleceu); concorda com o substantivo subseqüente, flexionando-se em gênero e número, e dispensa o artigo (não existe “cujo o” ou “cuja a”);

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI DICA: Ao usar o pronome relativo, verifique: 1 – qual deve ser o pronome mais adequado, a depender do antecedente (coisa, pessoa, tempo, modo, lugar...); 2 – se o algum termo na oração adjetiva exige preposição. Exemplo: (1) Este é o livro | que ganhei. Oração principal: Este é o livro Oração subordinada adjetiva: que ganhei - O verbo ganhar é transitivo direto e não rege preposição. (2) Este é o livro | a que me referi. Oração principal: Este é o livro Oração subordinada adjetiva: a que me referi – o verbo referir-se é indireto e rege a preposição de. Por isso, a preposição antecede o pronome relativo, que está no lugar do termo regido – “livro”. (3) Aquele é o professor | por quem eu tenho muita admiração. Oração principal: Aquele é o professor Oração subordinada adjetiva: por quem eu tenho muita admiração – o substantivo admiração rege preposição por, que antecede o pronome relativo que substitui o termo regido – “professor”. 11 – (TRF 2002.1) Marque o segmento do texto que foi transcrito com erro gramatical. a) Finalmente, após cinco anos de debate, a Lei Brasileira de Arbitragem (Lei Marco Maciel), de iniciativa do Congresso Nacional, sancionada pelo Executivo, recebeu o “nada obsta” do Supremo Tribunal, em uma de suas últimas reuniões plenárias de 2001. b) Apesar de analisada e selada pelos três poderes da República, o fato mais marcante onde caracteriza a Lei de Arbitragem é a simpatia com que foi recebida por grande parcela da sociedade. c) Tal aspecto, em termos brasileiros, é emblemático, pois expressa, talvez, a chancela mas importante: a do cidadão, a confirmar que a lei pegou. d) De fato, a longa discussão quanto à constitucionalidade da Lei de Arbitragem manteve-se ao largo da atividade da sociedade civil, tendo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI em vista a implementação desse meio extrajudicial de solução de conflito. e) Foram intensos, nesses cinco anos de existência da Lei Marco Maciel, os cursos, as conferências, a publicação de estudos e livros, enfim, os debates travados ao redor do tema. (Baseado em Pedro Batista Martins) Gabarito: B Comentário. O pronome relativo onde deve ter como referente um lugar, o que não se verifica na passagem. O pronome relativo mais apropriado seria “que”, uma vez que seu referente é “fato” - coisa: “... o fato mais marcante que caracteriza a Lei de Arbitragem é a simpatia ”. 12 - (AFC SFC/2000) Assinale a opção em que o item gramatical grifado constitui erro. a) É preciso pensar em como ajudar as pessoas que não estão conseguindo se beneficiar da globalização. b) Uma medida necessária é o treinamento e reciclagem dos trabalhadores que perderam seus empregos, para que possam ser reincorporados. c) E aqueles cujos não conseguirem voltar ao sistema produtivo devem ser alvo de políticas compensatórias que aliviem as tensões de uma transição econômica tão complexa. d) Trata-se de mudar de uma economia protegida há décadas para uma mais integrada. e) Programas de renda mínima e seguro-desemprego, para ficar em dois exemplos, são extremamente necessários em países como o Brasil. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.143) Gabarito: C Comentário. Mais uma vez, houve a colocação do pronome relativo cujo em construção inadequada, prejudicando, assim, a coesão e coerência textuais. Esse relativo tem a função de ligar dois substantivos com idéia de posse, o que não é o caso. Mais correto seria o emprego do relativo universal “que”, em referência ao pronome demonstrativo “aqueles” – www.pontodosconcursos.com.br 15

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI “E aqueles que não conseguirem voltar ao sistema produtivo devem ser alvo de políticas compensatórias...” Em relação às opções corretas: a) A preposição em é exigência do verbo pensar; já o advérbio interrogativo como inicia uma pergunta indireta (equivalente a “Como ajudar as pessoas que não estão conseguindo se beneficiar da globalização? É preciso pensar nisso”). O como seria um pronome relativo se tivesse um antecedente a quem pudesse se referir. b) A locução conjuntiva indica finalidade (para que). Esse assunto será objeto de estudo na próxima aula. d) O verbo haver, no sentido de tempo decorrido, é impessoal e não se flexiona – há décadas. e) Preposição que inicia uma oração subordinada reduzida de infinitivo. 13 - (AFC SFC/2000) Indique a opção em que o texto foi transcrito com problemas de estruturação sintática. a) Assim como em “Os Trabalhadores”, de que predomina e dá direção do trabalho é a visão política e social do fotógrafo. Para Salgado, o centro do êxodo moderno está nas populações mais pobres e deserdadas. b) A violência do sistema econômico contemporâneo é o agente que direciona o movimento das câmeras do fotógrafo em milhares de películas tradicionais, numa era aclamada pela globalização e pela transmissão digital de imagens num mundo virtual. c) Contar a história da humanidade em trânsito é, como diz o próprio fotógrafo, uma história perturbadora. Mais ainda com o foco de atenção voltado para os refugiados, os favelados, os humilhados, os fugitivos da pobreza, da repressão, da guerra. d) Por seis anos, Salgado andou dos campos de refugiados às favelas urbanas. Presenciou momentos históricos de Kosovo, Eldorado dos Carajás e Ruanda, ícones do extermínio contemporâneo, produzindo lembranças fotográficas de que a globalização não é, e não será, a solução. e) Mesmo com um cenário mundial desesperador, as imagens dos livros de Sebastião Salgado fazem pensar que o fotógrafo acredita e tem esperanças na humanidade. São imagens pungentes, delicadas, realçadas pela qualidade e dramaticidade do preto-e-branco, numa crença absoluta de que a reflexão virá com a exposição do problema da maneira mais ampla possível.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (Gazeta Mercantil, 8 e 9/4/2000, p.13, com adaptações) Gabarito: A Comentário. Na passagem “Assim como em “Os Trabalhadores”, de que predomina e dá direção do trabalho é a visão política e social do fotógrafo.”, não há termo regente que justifique o emprego da preposição de antes do relativo que em “de que predomina”. O correto seria colocar um pronome demonstrativo com o relativo correspondente – “o que predomina e dá direção do trabalho é a visão política e social do fotógrafo.” Leia o texto abaixo para responder às questões 14 e 15. Rápida Utopia O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho de vento pode ser reparado, mas o computador não tem defesa diante da má intenção de um garoto precoce. O século está estressado porque não sabe de quem se deve defender nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos inimigos. Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não o de eliminar os resíduos. Porque a sujeira nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos (inclusive os radioativos) nascem do bemestar que ninguém quer mais perder. Eis por que nosso século foi o da angústia e da utopia de curá-la. Com um superego mais forte, a humanidade se embaraça num mal que conhece perfeitamente, confessa-o em público, tenta purificações expiatórias, às quais se juntam as Igrejas e os governos, e repete o mal porque ação a distância e linha de montagem impedem de identificá-lo no início do processo. Espaço, tempo, informação, crime, castigo, arrependimento, absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica, nascimento, longa vida, morte... tudo em altíssima velocidade. A um ritmo de estresse. Nosso século é o do enfarte. (Umberto Eco - tradução de Paulo Neves, com adaptações) 14 - (TCE ES/2001) Em relação ao emprego das palavras e expressões do texto, julgue a assertiva abaixo. e) Mantém-se o sentido e a correção gramatical ao substituir a expressão "às quais" (l.12) pelo pronome relativo que.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Item INCORRETO Comentário. Quando falamos de pronome relativo, alertamos para os dois cuidados que devem ser tomados: 1 – adequação do pronome relativo ao antecedente; 2 – emprego da preposição exigida por algum termo da oração. O examinador sugere a troca de “à qual” (que, como vimos em crase, é a fusão da preposição a com o pronome relativo a qual) pelo pronome relativo “que”. O termo regente juntar-se exige a preposição (“as Igrejas e os governos se juntam a...”). O termo regido é o pronome relativo que tem por referente “purificações expiatórias”. No texto, foi empregado o relativo “as quais” que, com a crase, forma “às quais”. Com a troca do “as quais” pelo “que”, construir-se-á “a que”. Omitiu-se indevidamente a preposição que, por exigência do termo regente, deve anteceder o pronome relativo. 15 - (TCE ES/2001) lingüísticas do texto. Analise a correspondência entre as estruturas

I- "que" (l.7) refere-se a "sujeira" (l.7) II- "-la", em "curá-la"(l.10) refere-se a "angústia" (l.10) III- "-o" em "confessa-o"(l.12) refere-se a "superego"( l.10) IV- "-lo" em "identificá-lo"(l.14) refere-se a "processo"(l.14) V- "tudo"(l.17) refere-se às informações enumeradas nas linhas 15 a 17. Marque a opção correta. a) Estão corretos todos os itens. b) Estão corretos apenas os itens I, II e IV. c) Estão corretos apenas os itens II e V. d) Estão corretos apenas os itens III, IV e V. e) Nenhum dos itens está correto. Gabarito: C Comentário. www.pontodosconcursos.com.br 18

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Não podemos nos deixar levar pelas sugestões da banca. É preciso, nesse tipo de questão, ler a passagem em que se encontra o segmento analisado para, a partir da compreensão textual, inferir a qual elemento se refere o pronome. I) II) III) “Porque a sujeira nascia da indigência, que podia ser reduzida” – o que podia ser reduzido era a indigência, e não “sujeira”.REFERÊNCIA INCORRETA “Eis por que nosso século foi o da angústia e da utopia de curá-la.” – utopia de curar a angústia - REFERÊNCIA CORRETA “Com um superego mais forte, a humanidade se embaraça num mal que conhece perfeitamente, confessa-o em público, tenta purificações expiatórias,...” – a humanidade confessa esse mal em público, e não “superego” - REFERÊNCIA INCORRETA “e repete o mal porque ação a distância e linha de montagem impedem de identificá-lo no início do processo.” – impedem de identificar o mal no início do processo, e não “o processo”REFERÊNCIA INCORRETA “Espaço, tempo, informação, crime, castigo, arrependimento, absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica, nascimento, longa vida, morte... tudo em altíssima velocidade.” – conforme estudamos em concordância, pronomes indefinidos, como tudo, nada, ninguém, se prestam à função de apostos resumitivos. Todos os elementos enumerados resumem-se no pronome tudo – REFERÊNCIA CORRETA.

IV)

V)

Estão corretas, portanto, as inferências II e V. 16 - (AFRF 2003) Julgue a assertiva abaixo: e) O Fundo Monetário Internacional deixou de disciplinar a paridade das moedas, cuja a função foi criada há 59 anos para contentar-se com o craxá de auditor de confiança dos bancos credores nas contas e nos planos dos governos devedores, sem entrar no mérito do formato, do conteúdo e da seqüela dessa assistência. Item INCORRETO Comentário. Além do erro ortográfico em “crachá”, o pronome relativo cujo foi usado de forma incorreta, pois ele se flexiona de acordo com o substantivo que

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI antecede, concordando em gênero e número com ele. Por isso, não há artigo depois dele – cuja função foi criada. 17 - (TCE ES 2001) Marque a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo. Um portal na Internet ______ o cidadão poderá consultar as suas pendências burocráticas e financeiras com o governo e ________ ter todo o tipo de informação pessoal, como extrato do seu FGTS, entre outros. _______ é um cenário já existente em algumas cidades do mundo e que poderá chegar ao Brasil nos próximos anos, dentro do projeto de governo eletrônico. Um dos desafios de ______ projeto é a parte de segurança. a) onde - ainda - Esse - tal b) que - assim - Tal - esse c) em que - ainda - Eis - tal d) onde - assim - Esse - um tal e) que - também - Esse - tal Gabarito: A Comentário. Comentaremos a possibilidade de preenchimento de cada lacuna: 1ª) o referente é algo que pode se assemelhar a um lugar (“portal na Internet”), por isso podem ser empregados tanto o relativo onde quanto seu correspondente em que (Restam as opções a/c/d). 2ª) Seriam válidos os vocábulos “ainda” e “também”, por atribuírem à passagem valor complementar/aditivo. Devemos eliminar a opção d, pois o conectivo “assim” tem valor causal (= por isso), não se aplicando ao contexto. (Restam a/c) 3ª) O demonstrativo “Eis” prejudica a coerência textual acaso empregado, em virtude da forma verbal que se segue. O demonstrativo “esse”, por se referir a elementos antecedentes, estaria sendo corretamente utilizado. (gabarito: a) 4ª) “tal” é pronome demonstrativo, usado no texto em referência anafórica (projeto já foi mencionado: “projeto de governo eletrônico”). Se acompanhado de “um”, o “tal” ganha valor indefinido – “um tal sujeito passou por aqui”. Seria impróprio o emprego de “esse” porque o demonstrativo automaticamente se contrai com a preposição de (desse) e não a forma apresentada na opção (de esse). www.pontodosconcursos.com.br 20

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 18 - (AFRF/2003) Vinte e quatro séculos atrás, Sócrates, Platão e Aristóteles lançaram as bases do estudo científico da sociedade e da política. Muito se aprendeu depois disso, mas os princípios que eles formularam conservam toda a sua força de exigências incontornáveis. O mais importante é a distinção entre o discurso dos agentes e o discurso do cientista que o analisa. Doxa (opinião) e episteme (ciência) são os termos que os designam respectivamente, mas estas palavras tanto se desgastaram pelo uso que, para torná-las novamente úteis, é preciso explicar o seu sentido em termos atualizados. Foi o que fez Edmund Husserl com a distinção entre discurso “pré-analítico” e o discurso tornado consciente pela análise de seus significados embutidos. Por exemplo, na linguagem corrente, podemos opor o comunismo ao anticomunismo como duas ideologias. No entanto, comunismo é uma ideologia, mas o anticomunismo não é uma ideologia, é a simples rejeição de uma ideologia. É analisando e decompondo compactados verbais como esse e comparando-os com os dados disponíveis que o estudioso pode chegar a compreender a situação em termos bem diferentes daqueles do agente político. Mas também é certo que os próprios conceitos científicos daí obtidos podem incorporar-se depois no discurso político, tornando-se expressões da doxa. É isso, precisamente, o que se denomina uma ideologia: um discurso de ação política composto de conceitos científicos esvaziados de seu conteúdo analítico e imantados de carga simbólica. Então, é preciso novas e novas análises para neutralizar a mutação da ciência em ideologia. (Olavo de Carvalho, com cortes) Marque com (V) as afirmações verdadeiras e com (F) as falsas. Indique, em seguida, a seqüência correta. ( ) Mantém-se a correção gramatical substituindo-se a expressão ‘Vinte e quatro séculos atrás’(l.1) por ‘Há vinte e quatro séculos’ ou por ‘Fazem vinte e quatro séculos’. A oração ‘Muito se aprendeu depois disso’(l.2 e 3) poderia ser substituída por ‘Aprenderam-se muitas coisas depois’, preservando-se o sentido e a correção gramatical do texto. Compromete-se a clareza do texto e há prejuízo para a correção gramatical do período se o pronome da expressão ‘estas palavras’(l.7) for substituído por ‘essas’.

(

)

(

)

a) F, V, F, b) F, F, F, www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) V, V, V d) F, F, V e) V, F, F Gabarito: A Comentário. 1ª) Verbos que indicam tempo decorrido são impessoais e não se flexionam – Há vinte e quatro séculos / Faz vinte e quatro séculos (e não “fazem”, como proposto). - FALSA 2ª) As duas formas estão em construções de voz passiva pronominal, tendo sido substituída apenas a forma “muito” por “muitas coisas” e, conseqüentemente, a forma verbal para concordar com o sujeito. A correção gramatical foi mantida e os aspectos semânticos respeitados. 3ª) É preciso voltar ao texto para compreender a passagem. “O mais importante é a distinção entre o discurso dos agentes e o discurso do cientista que o analisa. Doxa (opinião) e episteme (ciência) são os termos que os designam respectivamente, mas estas palavras tanto se desgastaram pelo uso que ...” O pronome demonstrativo “estas” está em referência anafórica, devendo, segundo a norma culta, ser substituído por “essas”. Note que, dessa vez, não houve referência a norma culta e, mesmo assim, a banca considerou necessária a troca dos pronomes. 19 - (MPU/2005) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. A _______ intelectual de Nabuco provém de suas ________ e é por isso que nele ______, mais do que o artista, o pensador político. É uma tradição espiritual que ele conserva e eleva a um grau superior, ainda que a______ vocação política se alie ______ sensibilidade artística. (Baseado em Graça Aranha) a) essência b) riqueza c) carreira e) vivência origens raízes se acentua se acentua acentua-se acentua-se essa esta tal esta essa a à à a à 22

influências marca-se raízes

d) qualidade raízes

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: A Comentário. A partir dessa 3ª lacuna dessa questão, abordaremos um dos pontos mais incidentes em questões que envolvem pronomes – COLOCAÇÃO PRONOMINAL. Para fins didáticos, iremos comentar cada uma das lacunas. 1ª E 2ª) Qualquer das formas propostas serviria para preencher a primeira e a segunda lacunas. 3ª) As três posições que o pronome ocupa em relação ao verbo são: antes do verbo (próclise), no meio do verbo (mesóclise, que só ocorre com verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito do indicativo) ou após o verbo (ênclise). A fim de facilitar, resumimos todas as regras de colocação pronominal a três: 1) REGRA GERAL: Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, ou seja, o pronome após o verbo. Isso tem origem em Portugal, onde essa colocação é mais comum. No Brasil, o uso da próclise é mais freqüente, por apresentar maior informalidade. Mas, como devemos abordar os aspectos formais da língua, a regra será ênclise, usando próclise em situações excepcionais, que são: Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, conjunção) atraem o pronome. Por “palavras invariáveis”, entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes indefinidos quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, aquilo, isto. Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” – próclise obrigatória por força do advérbio de negação. “Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” – próclise obrigatória por força da conjunção; Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam desejo, chamadas de optativas (“Que Deus o abençoe!”) – próclise obrigatória.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua o pensador político” – uma oração subordinada causal, como a da questão, exige a próclise.). 2) EMPREGO PROIBIDO: Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um copo d’água. / Permita-me fazer uma observação.); Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro do pretérito. Com essas formas verbais, usa-se a próclise (desde que não caia na proibição acima), modifica-se a estrutura (troca o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, empregase o pronome em mesóclise. Exemplos: “Concedida a mim a licença, pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser “concedida-me” – após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar período com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha insignificância” (Não poderia ser “recolherei-me” nem “Me recolherei”). 3) EMPREGO FACULTATIVO: Com o verbo no infinitivo, mesmo que haja uma palavra “atrativa”, a colocação do verbo pode ser enclítica (após o verbo) ou proclítica (antes do verbo). Exemplo: “Para não me colocar em situação ruim, encerrei a conversa.” “Para não colocar-me em situação ruim, encerrei a conversa.” Assim, com infinitivo está sempre certa a colocação, desde que não caia em um caso de proibição (começar período). NÃO CONFUNDA INFINITIVO COM FUTURO DO SUBJUNTIVO – Na maior parte dos verbos, essas formas são iguais (para comprar/quando comprar). Contudo, a regra da colocação pronominal só se aplica ao infinitivo. Se o verbo estiver no futuro do subjuntivo, aplica-se a regra geral. Para ter certeza de que é o infinitivo mesmo e não o futuro do subjuntivo, troque o verbo por um que apresente formas diferentes, como o verbo trazer (para trazer / quando trouxer), fazer (para fazer/ quando fizer), pôr (para pôr/

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI quando puser), e tire a prova dos noves. Se for infinitivo, pode colocar o pronome antes ou depois, tanto faz. De qualquer jeito, estará certo, mesmo que haja uma palavra atrativa (invariável). Observação importante: quando houver DUAS palavras invariáveis, o pronome poderá ser colocado entre elas. A esse fenômeno dá-se o nome de APOSSÍNCLESE. Exemplo: “Para não levar-me a mal, irei apresentar minhas desculpas.” – como vimos, com infinitivo está sempre certa a colocação (caso facultativo), mesmo que haja uma palavra invariável (no caso, são duas – para e não). COLOCAÇÕES IGUALMENTE POSSÍVEIS: (1) “Para não me levar a mal, ...”- O pronome foi atraído pelo advérbio. (2) “Para me não levar a mal, ...” – O pronome foi atraído pelo pronome. Voltando à questão da prova, como vimos, em orações subordinadas, ocorre a próclise. Essa é uma oração subordinada adverbial conclusiva: “... é por isso que nele se acentua ... o pensador político.”. Há somente duas opções que oferecem essa construção: a e b (já temos 50% de chances de ganhar o ponto!). 4ª) A quarta lacuna é preenchida por um pronome demonstrativo que se refere um termo mencionado na passagem anterior do texto (a vocação política pertencia ao pensador político, Nabuco). Esse é o uso anafórico do pronome demonstrativo. O pronome, por fazer referência a algo do passado, deve ser usado na forma ESSA: “... ainda que essa vocação política se alie...”. 5ª) O termo regente aliar, na construção, é pronominal (eu me alio, tu te alias, ele se alia) e transitivo indireto, exigindo a preposição a (“Alguém se alia a outrem.”). Deve-se ler todo o período para se verificar qual seria o termo regido. Vamos lá. O segmento é: “É uma tradição espiritual que ele conserva e eleva a um grau superior, ainda que a essa vocação política se alie ____ sensibilidade artística”. Percebe-se que o “a” que a antecede “essa vocação” só pode ser uma preposição, não poderia ser um artigo definido. Quer ver? Vamos colocar a expressão “essa vocação política” como sujeito de uma www.pontodosconcursos.com.br 25

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI oração: “Essa vocação política surgiu ainda na adolescência”. Haveria alguma possibilidade de se colocar um ARTIGO DEFINIDO FEMININO antes do pronome “essa” (A essa vocação política surgiu...)? Não! Então, esse “a” que antecede a penúltima lacuna é uma preposição, exigida pelo verbo “aliar-se”. O termo regido, portanto, é essa vocação política. Colocando na ordem direta, a construção seria: “... ainda que a sensibilidade artística se alie a essa vocação política ...” Percebe-se, assim, que “sensibilidade artística” é o sujeito da oração e sujeito não admite ser iniciado por preposição (se existir preposição, ela pertence a outra oração que não a desse sujeito). Conclusão: esse a não é acentuado. A resposta foi a letra a – “essência / origens/ se acentua / essa / a”. Leia o texto para responder à questão 20. A defesa do contribuinte no Brasil é mais ampla do que em muitos países mais desenvolvidos, onde a democracia já está consolidada. Antes de recorrer à Justiça comum, o contribuinte pode-se defender em duas instâncias da esfera administrativa. São tantos expedientes protelatórios que, muitas vezes, os impostos devidos tornam-se incobráveis pela morte ou pelo desaparecimento do devedor. O resultado são dezenas de bilhões de reais inscritos na dívida ativa que ficam definitivamente nas mãos dos sonegadores. Essa tolerância com a sonegação, que não é vista como crime, faz parte da nossa cultura, do nosso processo histórico. (Folha de S. Paulo, 19/08/2000, p. A3, com adaptações) 20- (TRF/2000) É incorreto afirmar que, no texto, a) pode-se eliminar o “do” da expressão “mais ampla do que” (l.1) sem prejuízo gramatical para o período b) o pronome relativo “onde” (l.2) equivale a “nos quais” c) a expressão “pode-se defender” (l.3) admite a colocação “pode defender-se” d) a expressão “que não é vista como crime” (l.9) está entre vírgulas por tratar-se de uma explicação e) o “–se” em “tornam-se” (l.5) indica a indeterminação do sujeito

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: E Comentário. Na passagem “São tantos expedientes protelatórios que, muitas vezes, os impostos devidos tornam-se incobráveis pela morte ou pelo desaparecimento do devedor”, o verbo tornar é transobjetivo, ou seja, possui um objeto direto e um predicativo do objeto direto. O que se torna incobrável? Resposta: os impostos. Então, com o verbo tornar, que é transitivo direto e está acompanhado do pronome “se”, constróise voz passiva, sendo o sujeito paciente representado pelo vocábulo “impostos”. A função desse pronome “se”, portanto, é apassivadora. As demais opções corretas são: a) é facultativa a colocação da preposição antes da conjunção comparativa – “mais ampla (do) que”. b) O pronome relativo onde pode ser substituído, sem problemas, pelo correspondente “em que” ou “no qual” (e flexões), mas a recíproca nem sempre é verdadeira. O relativo onde deve ter como referência um lugar. O “em que” pode ser usado com qualquer referente desde haja um termo que exija a preposição “em”. Exemplo: “Nas palestras em que o tema foi abordado houve discussões acirradas.”, o vocábulo “palestras” é um evento, e, pela norma culta, não admite o relativo onde. No texto, o relativo refere-se a “países”, então tanto onde quanto em que/nos quais estariam corretos. c) A norma culta condena o pronome “solto” no meio da locução verbal ou, numa linguagem mais apropriada, em próclise em relação ao principal (pode se defender). Na linguagem coloquial (do dia-a-dia), é constantemente utilizada essa forma de colocação. Na construção analisada, o verbo auxiliar aceita ênclise (pode-se defender); o principal está no infinitivo, que também aceita o pronome nessa posição (pode defender-se). Portanto, está correta a proposta do item c. d) na aula sobre pontuação, veremos que elementos de natureza explicativa são colocados entre vírgulas. 21 - (AFC 2002) Quanto à norma culta, em relação aos termos grifados, assinale a opção correta. Para que a intervenção governamental se justifique é preciso, primeiro, que se prove a existência de uma distorção que faça com que o mercado não aloque eficientemente os recursos. Segundo, que se pondere as alternativas para corrigir aquela distorção à luz de seus custos e benefícios. Pode-se concluir pela adoção de medidas www.pontodosconcursos.com.br 27

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI corretivas, e de que tipo devem ser, somente após esta análise. Dada a realidade brasileira, é provável que essas tendam a ser muito mais relativas à natureza da política econômica do que da política industrial. Esta última ainda precisa ser muito melhor embasada. (Adaptado de Cláudio Haddad) a) Todas as ocorrências de “se” admitem mudança de colocação. b) Em “se justifique”, a próclise do “se” está em desacordo com a norma culta. c) Em “se prove”, a norma culta admite a ênclise do “se”. d) Em “se pondere”, a próclise do “se” é facultativa. e) Em “Pode-se”, a ênclise do “se” justifica-se por ser início de oração. Gabarito: E Comentário. Os erros das demais opções são: a) há ocorrências em que a colocação apresentada não admite mudanças – próclise em “que se prove” (atração pela conjunção); ênclise em “Pode-se concluir” (início do período). b) a próclise de “se justifique” se deve à oração subordinada a qual integra (“para que a intervenção governamental se justifique...” – oração subordinada adverbial final). c) a próclise é obrigatória em “se prove” por força da conjunção integrante que (“É preciso ISSO” – “que se prove a existência...”). Para relembrar a diferença entre pronome relativo e conjunção, leia a aula 5, comentário à questão 2. 22 - (Oficial de Chancelaria/2002) Marque o item sublinhado que corresponda a erro gramatical ou de grafia ou configure uma incoerência por impropriedade vocabular. No Brasil, os intelectuais formaram-se e desenvolveram-se à sombra(A) do Estado. São uma elite que reafirma-se(B) como classe média. Estiveram em evidência como pensadores do social nos anos 30, como ideólogos(C) do desenvolvimento na década de 60, como atores(D) políticos sob(E) a ditadura. (Baseado em Ana Maria Fernandes) a) A

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI b) B c) C d) D e) E Gabarito: B Comentário. O pronome relativo que (substitui “elite”), por ser uma palavra invariável, provoca a atração do pronome oblíquo “se” – que se reafirma. Leia o texto abaixo para responder à questão 23. Uma das grandes ilusões da década dos 90 é que houve tal mudança na economia americana que precisamos de uma “nova teoria econômica” para explicá-la. É verdade que no período 1995/1999 houve uma aceleração do crescimento da economia acompanhada (o que parece paradoxal) por uma redução da taxa de inflação. É um paradoxo apenas na aparência. Não existe nenhuma razão para pensar que a simples e pura aceleração do crescimento deve, necessariamente, levar a um aumento da taxa de inflação. Isso só deveria ocorrer se a demanda global estivesse tentando crescer mais depressa do que a oferta global e a economia estivesse em pleno emprego. Há muitas razões pelas quais não se deve aceitar tal relação de causalidade. Por exemplo, se a participação da massa salarial na renda global estiver diminuindo e a produtividade do trabalho estiver crescendo, o custo do trabalho por unidade de produto diminuirá e haverá um aumento de lucro. Isso estimulará o investimento e a incorporação de novas tecnologias, aumentando a oferta global. Outra possibilidade é a combinação de uma redução dos preços das importações com uma valorização externa da moeda. Mas em que a década dos 90 é diferente da dos 80 na economia americana? A tabela abaixo compara as duas, usando a média trimestral das variáveis. Verificamos que as diferenças residem no aumento da produtividade do trabalho, na redução da taxa de desemprego e na queda da taxa de inflação. Esta última é notável quando levamos em conta que uma taxa anual de 5,6% produz, em dez anos, uma inflação acumulada de 72%, enquanto uma taxa anual de 3% produz uma inflação acumulada, na década, de 34%. (Antonio Delfim Netto, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 23 - (CVM/2000) Marque com (V) as afirmações verdadeiras e com (F) as falsas. Indique, em seguida, a seqüência correta. ( ) O segmento “Há muitas razões pelas quais...”(l.10) pode também ser corretamente escrito como Há muitas razões por que... Por uma questão estilística, deve-se preferir a ênclise do pronome ao verbo auxiliar em “não se deve aceitar”(l.11). O pronome “Isso”(l.14) refere-se a todo o período anterior.

( (

) )

a) F / F / V b) F / V / F c) V / F / V d) V / V / F e) V / V / V Gabarito: C – V / F / V Comentário. 1ª) O relativo as quais (cujo antecedente é razões) com a preposição por forma pelas quais. Então, a substituição do relativo as quais pelo que e manutenção da preposição (por que) mantém o período correto. Em vários livros voltados para concursos públicos há listas e mais listas sobre o porque e suas formas (separado com acento, separado sem acento, junto com acento, junto sem acento). Primeiro devemos entender o motivo da acentuação do vocábulo. Quando o pronome ou a conjunção está no início ou no meio do período, normalmente é átona, chegando, por regionalismo, ser pronunciada como “porqui”. Todavia, no fim do período, recebe ênfase e passa a ser forte, tônico. É por isso que, nessa posição, recebe o acento circunflexo. Também é acentuado o substantivo porquê, que, na mudança de classe gramatical, passou a ter uma tonicidade que na forma de pronome ou conjunção não tinha. Em resumo: recebe acento circunflexo o vocábulo tônico, quer pronome interrogativo no fim da frase (“Eu preciso saber por quê.”), quer substantivo (“Ele não sabe o porquê da demissão.”). Se for: www.pontodosconcursos.com.br 30

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI - conjunção (explicativa ou causal), é junto – porque. - pronome relativo acompanhado de preposição (como na questão) é separado e pode ser substituído por “pelo qual” e flexões – por que. - preposição + pronome interrogativo (em pergunta direta ou indireta), ele é separado – por que (“Não sei por que você não veio.” / “Por que você não veio?” / “Você não veio por quê?” – recebeu acento por ser tônico), com a idéia de “por qual motivo / por qual razão”. Usa-se essa forma também como complemento de expressões como eis, daí e em outras em que esteja implícita a palavra “motivo” – “Eis por que (motivo) eu não irei à festa.” / “Estive doente, daí por que (motivo) não fui à festa.” / “Não há por que (motivo) você se aborrecer comigo.”. 2ª) O item sugere a colocação do pronome após o verbo auxiliar. A forma proposta foi: “não deve-se aceitar”(ênclise ao auxiliar). Está incorreta, pois o advérbio (palavra invariável) atrai o pronome átono para junto de si – não se deve aceitar. 3ª) O segmento a ser analisado é: “Há muitas razões pelas quais não se deve aceitar tal relação de causalidade. Por exemplo, se a participação da massa salarial na renda global estiver diminuindo e a produtividade do trabalho estiver crescendo, o custo do trabalho por unidade de produto diminuirá e haverá um aumento de lucro. Isso estimulará o investimento e a incorporação de novas tecnologias, aumentando a oferta global.” O pronome demonstrativo isso faz referência anafórica, ou seja, em relação a termos antecedentes do texto. Esses termos são os que compõem o período imediatamente anterior. O que estimulará o investimento e a incorporação de novas tecnologias, aumentando a oferta global, será o aumento do lucro decorrente da diminuição do custo do trabalho por unidade de produto. Está correta a afirmação. 24- (APO MPOG/2005) Aponte a opção que finaliza com correção gramatical o trecho abaixo. O desenvolvimento científico e tecnológico tem, de fato, uma coerência imanente fundamental. O seu temido desvirtuamento decorre sempre de fatores acidentais, alheios portanto à sua lógica intrínseca e fatal que, levada às últimas conseqüências, é sempre a favor e não contra o homem, porquanto não somente somos parte integrante do processo,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI mas o seu remate. Se a televisão, por exemplo, pode revelar-se aborrecida ou nociva, _______________________________________ (Lúcio Costa, “O novo humanismo científico e tecnológico”) a) não é que o deve ser necessariamente, mas porque o critério do seu emprego a torna assim. b) não é que deva sê-lo necessariamente, mas por que o critério do seu emprego a torna assim. c) não é porque seja-o necessariamente, mas por que o critério do seu emprego torna-a assim. d) não é que a deve ser necessariamente, mas porque o critério do seu emprego torna-a assim. e) não é que deve sê-la necessariamente, mas por que o critério do seu emprego torna-a assim. Gabarito: A Comentário. Além do aspecto semântico, devemos observar a correção gramatical. Por isso, para aumentar nossas chances de acertar a questão, vamos eliminar os itens que apresentam erros gramaticais: As opções b, c e e apresentam o vocábulo por que (separado), que é um pronome interrogativo. Na oração, deve ser usada uma conjunção de valor explicativo. Na opção d, o erro é de colocação pronominal: numa oração subordinada explicativa, iniciada pela conjunção explicativa porque, o pronome deve estar em próclise; contudo, observa-se o pronome em ênclise (“mas porque o critério do seu emprego torna-a assim”). Só com essa análise gramatical, teríamos acertado a questão. Para fins didáticos, iremos avaliar o aspecto semântico da construção e a função de seus elementos. É preciso, antes de tudo, compreender o texto. Para isso, precisamos vencer alguns obstáculos, quais sejam: o emprego de vocábulos desconhecidos por nós. Alguns são essenciais, outros não. Glossário: Imanente – algo sempre presente, inseparável; Porquanto – conjunção de valor causal, equivalente a porque; Remate – acabamento, fim, e, em linguagem conotativa, cume, auge, ponto máximo. www.pontodosconcursos.com.br 32

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Fala-se da coerência própria do desenvolvimento científico e tecnológico, de seu desvirtuamento e das conseqüências disso, sempre a favor do homem, que é não só parte, mas também o fim desse processo. A partir disso, aborda-se o papel da televisão nesse contexto. Para compreendermos a função do pronome demonstrativo o em “não é que o deve ser necessariamente”, vamos dissecar a passagem: “Se a televisão, por exemplo, pode revelar-se aborrecida ou nociva, não é que necessariamente deve (a televisão) ser assim (aborrecida ou nociva), mas porque o seu emprego (emprego da televisão) a torna (torna a televisão) assim (aborrecida ou nociva).” Afinal, qual a função do pronome demonstrativo em “não é que o deve ser”? Retomar a idéia de que “a televisão pode revelar-se aborrecida ou nociva”. Por ser usado em referência a todo um período anterior, o pronome demonstrativo, em função vicária (substitui todo o antecedente), mantém-se neutro – no singular masculino – “o deve ser”. Um exemplo desse tipo de construção é “Preciso tirar férias mas vou fazê-lo no próximo ano.”. “Fazê-lo” retoma a idéia de “tirar férias”. Mantém-se, portanto, sob forma neutra – masculino e singular. Leia o texto abaixo para responder à questão 25. A extrema diferenciação contemporânea entre a moral, a ciência e a arte hegemônicas e a desconexão das três com a vida cotidiana desacreditaram a utopia iluminista. Não faltaram tentativas de conectar o conhecimento científico com as práticas ordinárias, a arte com a vida, as grandes doutrinas éticas com a conduta comum, mas os resultados desses movimentos foram pobres. Será então a modernidade uma causa perdida ou um projeto inconcluso? (Nestor Garcia Canclini, Culturas Híbridas, p. 33, com adaptações) 25 - (AFRF 2005) Assinale a opção que constituiria, de maneira coerente com a argumentação e gramaticalmente correta, uma possível resposta para a pergunta final do texto. a) A resposta poderia estar na sugestão de aprofundar o projeto modernista, inserindo-o com a prática cotidiana, renovando-o o sentido das possíveis contradições. b) Para não considerá-la causa perdida, alguns teóricos sugerem encontrar outras vias de inserção da cultura especializada na práxis

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI cotidiana, por meio de novas políticas de recepção e de apropriação dos saberes profissionais. c) Visando ao desenvolvimento de uma autonomia social e cultural, vários autores retomam uma tradição de pensamento que diz de que o moderno se forma nas cinzas do antigo e na luz que trouxe pelo novo. d) Segundo alguns pensadores modernos, não se tratam de projeções utópicas os empreendimentos culturais e sociais que renovam valores modernistas, enriquecendo saberes especializados. e) Nem causa perdida, nem projeto inconcluso: apenas a necessidade que o conhecimento e as relações sociais vêm a ser recolocados em novos patamares de dinâmica interna, criando novas relações entre os sujeitos. Gabarito: B (alterado após os recursos) Comentário. O gabarito, inicialmente tido como letra a, foi alterado para b, que não apresenta incorreção gramatical alguma. O pronome átono enclítico ao verbo no infinitivo está correto, pois “com infinitivo está sempre certa a colocação”, mesmo que, antes do verbo, haja DUAS palavras invariáveis (a preposição para e o advérbio não). Os erros das demais opções são: a) O primeiro erro é de regência verbal do verbo inserir em “inserindoo com a prática cotidiana”. No sentido de “fixar(-se); implantar(-se)”, significado este que atende ao contexto, o verbo inserir pode ser transitivo direto e indireto, regendo a preposição em, ou transitivo direto pronominal e indireto, também com a mesma preposição em. Exemplo: “Inserir(-se) a democracia na vida nacional”. Considerando o contexto em que se apresenta tal passagem, a preposição empregada deveria ter sido em e não a preposição com. A segunda incorreção reside no emprego do pronome átono “o” na passagem “renovando-o o sentido das possíveis contradições”. Tal como empregado, prejudica a coerência textual. Há duas possibilidades de correção do período: 1 – caso se considere a intenção do autor em utilizar a acepção de “tornar novo”, a transitividade do verbo renovar é direta, devendo ser eliminado o pronome e mantido o objeto direto (“renovando o sentido das possíveis contradições”). 2 – de outro modo, se a opção tiver sido de apresentar o pronome com valor possessivo, igualmente se estaria incorrendo em erro, pois, segundo nos ensinam Celso Cunha e Lindley Cintra na “Nova Gramática

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI do Português Contemporâneo”, neste caso, o mais apropriado é o pronome oblíquo lhe (“renovando-lhe o sentido...”). Esse uso é muito comum em expressões como “Beijou-lhe o rosto” – o seu rosto, “Roubou-me a bolsa” – a minha bolsa. Assim, esse pronome oblíquo, apesar de ligado ao verbo (beijou-lhe / roubou-me), tem valor possessivo e sua função é a de adjunto adnominal (a mesma função que seria exercida por um pronome possessivo – seu rosto / minha bolsa). c) O problema foi a regência do verbo dizer. É transitivo direto, não havendo justificativa para o emprego da preposição de (“que diz de que o moderno se forma”). Além disso a construção “e na luz que trouxe pelo novo” está sintaticamente mal construída, com prejuízo de coerência. d) a forma de sujeito indeterminado “trata-se de” deve ficar na 3ª pessoa do singular – “não se trata de projeções”. e) A regência do substantivo necessidade exige a preposição de – “apenas a necessidade de que o conhecimento e as relações sociais”. Na seqüência, um problema de conjugação verbal. Por se apresentar em uma oração de valor hipotético, o verbo auxiliar deve ser conjugado no modo subjuntivo – “a necessidade de que o conhecimento e as relações sociais venham a ser recolocados em novos patamares de dinâmica interna”. Bons estudos para todos vocês. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 01 - (AFRE MG/2005) O setor público não é feito apenas de filas, atrasos, burocracia, ineficiência e reclamações. A sétima edição do Prêmio de Gestão Pública, coordenado pelo Ministério do Planejamento, mostra que o serviço público federal também é capaz de oferecer serviços com qualidade de primeiro mundo. De 74 instituições públicas inscritas, 13 foram selecionadas por ter conseguido, ao longo dos anos, implantar e manter práticas e rotinas de gestão capazes de melhorar de forma crescente seus resultados, tornando-os referências nacionais. O perfil dos premiados mostra que o que está em questão não é tamanho, visibilidade ou importância estratégica, mas, sim, a capacidade de fazer com que as engrenagens da máquina funcionem de forma eficiente, constante e muito bem controlada. (Ilhas de Excelência. ISTOÉ, 2/3/2005, com adaptações) www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Julgue a assertiva abaixo, em relação aos aspectos textuais. d) A retirada do pronome do termo “tornando-os”(l.8) preserva a correção gramatical e a coerência textual, deixando subentendido o objeto de “referências nacionais”(l.8). 02 - (Auditor TCE ES/2001) Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis, que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas, de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. Julgue as proposições abaixo, em relação aos elementos do texto. c) Os pronomes possessivos na segunda oração referem-se a “arquivo cronológico”. 03 - (TFC SFC/2000) O saber produzido pelo iluminismo não conduzia à emancipação e sim à técnica e ciência moderna que mantêm com seu objeto uma relação ditatorial. Se Kant ainda podia acreditar que a razão humana permitiria emancipar os homens de seus entraves, auxiliando-os a dominar e controlar a natureza externa e interna, temos de reconhecer hoje que essa razão iluminista foi abortada. A razão que hoje se manifesta na ciência e na técnica é uma razão instrumental, repressiva. Enquanto o mito original se transformava em Iluminismo, a natureza se convertia em cega objetividade. Inicialmente a razão instrumental da ciência e técnica positivista tinha sido parte integrante da razão iluminista, mas no decorrer do tempo ela se autonomizou, voltando-se inclusive contra as suas tendências emancipatórias. (B. Freitag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, p. 35, com adaptações) Das seguintes expressões retiradas do texto, indique o item em que o elemento da coluna da esquerda faz remissão incorreta às expressões da coluna da direita. a) b) c) d) seu (l.2) .......... técnica e ciência moderna seus(l.4) ......... homens os (l.4) .............homens ela (l.11) ..........razão instrumental

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) suas (l.12) .......cega objetividade

04 - (Assistente de Chancelaria/2003) Em relação ao texto abaixo, assinale o que se pede. Compara-se vulgarmente a dominação americana sobre o mundo, hoje, com a do Império Romano. Mas vejo muitas diferenças. Os romanos de fato conseguiram fazer uma coisa que os americanos não alcançaram: eles transformaram os habitantes de seu império em cidadãos romanos. Já no primeiro século da era cristã, o próprio São Paulo, que era judeu, claro, se dizia antes de tudo um cidadão romano. Não quero dizer que seja culpa deles, mas os americanos estão num mundo onde a americanização deve forçosamente parar num certo momento. Com sua potência militar ou econômica, eles dominam muitos Estados, mas não estão numa situação que lhes permita fazer das pessoas que dominam verdadeiros americanos. Isso é ao mesmo tempo bom e ruim. É bom porque as pessoas conservam o que se chama hoje de sua identidade. É ruim porque isso impede que essas pessoas se tornem membros inteiros da democracia americana, que é, apesar de seus enormes defeitos, uma democracia. (Depoimento de Jacques le Goff a Alcino Leite Neto, Folha de São Paulo, 14/04/2002, com adaptações) Assinale o par em que, no texto, o pronome da primeira coluna não se refere à expressão da segunda coluna. a) “eles”(l.4) ----- “romanos”(l.2) b) “deles”(l.7) ----- “americanos”(l.7) c) “lhes”(l.10) ----- “ verdadeiros americanos” (l.11) d) “sua”(l.12) ------ “pessoas”(l.12) e) “seus”(l.14) ------ “democracia americana” (l.14) 05 - (AFRF 2003) Em relação aos elementos que constituem a coesão do texto abaixo, assinale a opção correta. O caráter ético das relações entre o cidadão e o poder está naquilo que limita este último e, mais que isso, o orienta. Os direitos humanos, em sua primeira versão, como direitos civis, limitavam a ação do Estado sobre o indivíduo, em especial na qualidade que este tivesse, de proprietário. Com a extensão dos direitos humanos a direitos políticos e sobretudo sociais, aqueles passam — pelo menos idealmente — a fazer mais do que limitar o governante: devem orientar sua ação. Os fins de seus atos devem estar direcionados a um aumento da qualidade de www.pontodosconcursos.com.br 37

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI vida, que não se esgota na linguagem dos direitos humanos, mas tem nela, ao menos, sua condição necessária, ainda que não suficiente. (Renato Janine Ribeiro, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, p.140) a) Em “o orienta”(l.2), “o” refere-se a “cidadão”(l.1). b) Em “este tivesse”(l. 4), “este” refere-se a “Estado”(l.3). c) Em “aqueles políticos”(l.5). passam”(l.6), “aqueles” refere-se a “direitos

d) “sua ação”(l.7) e “seus atos”(l.8) remetem ao mesmo referente: “proprietário”(l.5). e) “sua condição”(l.10) refere-se a “um aumento da qualidade de vida”(l.8-9). 06 - (TRF 2002.1) Julgue se as formas de redação abaixo estão gramaticalmente corretas. c) Pensa hoje que se tornou barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. / Seu pensamento hoje é esse: tornou-se barato adquirir a hegemonia ao preço de 3,8% de PIB florescente e produtividade que permite encarar sem susto o momento próximo em que os EUA gastarão com a defesa US$ 1 bilhão por dia. 07 - (AFC / 2002) Julgue a substituição proposta para adequar o texto ao padrão culto formal do idioma. “O conceito de tributo, face sua interpretação nos conformes à Constituição, tem essa peculiaridade: deve obedecer ao princípio da legalidade estrita. Cumpre ressaltar mais uma vez: não há possibilidade de discricionariedade na definição legislativa do tributo, mas só teremos tributo se o dever de pagar uma importância ao Estado for vinculado à previsão de ter riqueza.” (Nina T. D. Rodrigues, com adaptações) III. substituir “essa”(l.2) por “esta” (TFC SFC/2000) Leia o texto para responder à questão 08.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI As casas-grandes requintadas, com negros tocando ópera e cantando em latim, não foram típicas de uma aristocracia rural que, isolando-se, cercando-se só de subordinados, fez sempre mais questão da quantidade que da qualidade dos seus títulos de grandeza: do número de seus pés de café e dos seus pés de cana; do número das suas cabeças de escravos e das suas cabeças de gado; do número das salas e dos quartos de suas casas-grandes. Isso é que, aos olhos da maioria dos brasileiros da era patriarcal ainda predominantemente rural, era grandeza. O senhor rural, mais pervertido pelo isolamento, desprezava tudo, pelo regalo de mandar sobre muitos escravos e de falar gritando com todo o mundo, tal a distância, não só social, como física, que o separava quase sempre das mulheres, dos filhos, dos negros, em casas vastas, com salas largas, onde quase nunca as pessoas estavam todas perto uma da outra; onde nas próprias mesas de jantar, de oito metros de comprido, era preciso que o senhor falasse senhorialmente alto para ser ouvido no fim da mesa quase de convento. (Gilberto Freire, Sobrados e Mucambos, p.46) 08 - Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais b) O pronome demonstrativo Isso (l.7) refere-se à enumeração apresentada no período anterior e constitui um recurso de coesão textual. 09 - (TC PR 2002/2003) Monteiro Lobato, ao afirmar que "um país se faz com homens e livros", por certo indicou o caminho das pedras àqueles que, descuidadamente, promovem a história sem a preocupação de seu registro e que, por conseqüência, legam ao pó do esquecimento tudo o que foi feito – certo ou errado – ou deixado de fazer. Os homens fazem a história. Os livros registram a história. Sem estes, os exemplos do passado, os conhecimentos técnicos e científicos armazenados, o testemunho e as provas colhidas não seriam repassados às gerações futuras, o que comprometeria a chamada evolução. www.tcparaná.gov.br Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais. a) A expressão “o que comprometeria” (l.8-9) pode ser substituída por os quais comprometeriam, sem prejuízo das relações sintáticas e semânticas originais. www.pontodosconcursos.com.br 39

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 10 - (TFC SFC/2000) Assinale a opção incorreta em relação ao texto. O universo financeiro compreende dois canais principais para colocar doadores e tomadores de recursos, assim como poupadores e investidores em contato. Todos eles formam o mercado financeiro, que lida, basicamente, com títulos de curto prazo, como letras de câmbio, títulos do Tesouro e empréstimos interbancários, e o mercado de ações, que trabalha, principalmente, com ações e cotas empresariais e ações públicas.
(Adaptado de Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais – Isto É )

Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção dos elementos textuais. d) Em “que lida” (l.3-4) o “que” corresponde a cujo.

11 – (TRF 2002.1) Marque o segmento do texto que foi transcrito com erro gramatical. a) Finalmente, após cinco anos de debate, a Lei Brasileira de Arbitragem (Lei Marco Maciel), de iniciativa do Congresso Nacional, sancionada pelo Executivo, recebeu o “nada obsta” do Supremo Tribunal, em uma de suas últimas reuniões plenárias de 2001. b) Apesar de analisada e selada pelos três poderes da República, o fato mais marcante onde caracteriza a Lei de Arbitragem é a simpatia com que foi recebida por grande parcela da sociedade. c) Tal aspecto, em termos brasileiros, é emblemático, pois expressa, talvez, a chancela mas importante: a do cidadão, a confirmar que a lei pegou. d) De fato, a longa discussão quanto à constitucionalidade da Lei de Arbitragem manteve-se ao largo da atividade da sociedade civil, tendo em vista a implementação desse meio extrajudicial de solução de conflito. e) Foram intensos, nesses cinco anos de existência da Lei Marco Maciel, os cursos, as conferências, a publicação de estudos e livros, enfim, os debates travados ao redor do tema. (Baseado em Pedro Batista Martins) 12 - (AFC SFC/2000) Assinale a opção em que o item gramatical grifado constitui erro.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) É preciso pensar em como ajudar as pessoas que não estão conseguindo se beneficiar da globalização. b) Uma medida necessária é o treinamento e reciclagem dos trabalhadores que perderam seus empregos, para que possam ser reincorporados. c) E aqueles cujos não conseguirem voltar ao sistema produtivo devem ser alvo de políticas compensatórias que aliviem as tensões de uma transição econômica tão complexa. d) Trata-se de mudar de uma economia protegida há décadas para uma mais integrada. e) Programas de renda mínima e seguro-desemprego, para ficar em dois exemplos, são extremamente necessários em países como o Brasil. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.143) 13 - (AFC SFC/2000) Indique a opção em que o texto foi transcrito com problemas de estruturação sintática. a) Assim como em “Os Trabalhadores”, de que predomina e dá direção do trabalho é a visão política e social do fotógrafo. Para Salgado, o centro do êxodo moderno está nas populações mais pobres e deserdadas. b) A violência do sistema econômico contemporâneo é o agente que direciona o movimento das câmeras do fotógrafo em milhares de películas tradicionais, numa era aclamada pela globalização e pela transmissão digital de imagens num mundo virtual. c) Contar a história da humanidade em trânsito é, como diz o próprio fotógrafo, uma história perturbadora. Mais ainda com o foco de atenção voltado para os refugiados, os favelados, os humilhados, os fugitivos da pobreza, da repressão, da guerra. d) Por seis anos, Salgado andou dos campos de refugiados às favelas urbanas. Presenciou momentos históricos de Kosovo, Eldorado dos Carajás e Ruanda, ícones do extermínio contemporâneo, produzindo lembranças fotográficas de que a globalização não é, e não será, a solução. e) Mesmo com um cenário mundial desesperador, as imagens dos livros de Sebastião Salgado fazem pensar que o fotógrafo acredita e tem esperanças na humanidade. São imagens pungentes, delicadas, realçadas pela qualidade e dramaticidade do preto-e-branco, numa crença absoluta de que a reflexão virá com a exposição do problema da maneira mais ampla possível.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (Gazeta Mercantil, 8 e 9/4/2000, p.13, com adaptações)

Leia o texto abaixo para responder às questões 14 e 15. Rápida Utopia O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho de vento pode ser reparado, mas o computador não tem defesa diante da má intenção de um garoto precoce. O século está estressado porque não sabe de quem se deve defender nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos inimigos. Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não o de eliminar os resíduos. Porque a sujeira nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos (inclusive os radioativos) nascem do bemestar que ninguém quer mais perder. Eis por que nosso século foi o da angústia e da utopia de curá-la. Com um superego mais forte, a humanidade se embaraça num mal que conhece perfeitamente, confessa-o em público, tenta purificações expiatórias, às quais se juntam as Igrejas e os governos, e repete o mal porque ação a distância e linha de montagem impedem de identificá-lo no início do processo. Espaço, tempo, informação, crime, castigo, arrependimento, absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica, nascimento, longa vida, morte... tudo em altíssima velocidade. A um ritmo de estresse. Nosso século é o do enfarte. (Umberto Eco - tradução de Paulo Neves, com adaptações) 14 - (TCE ES/2001) Em relação ao emprego das palavras e expressões do texto, julgue a assertiva abaixo. e) Mantém-se o sentido e a correção gramatical ao substituir a expressão "às quais" (l.12) pelo pronome relativo que. 15 - (TCE ES/2001) lingüísticas do texto. Analise a correspondência entre as estruturas

I- "que" (l.7) refere-se a "sujeira" (l.7) II- "-la", em "curá-la"(l.10) refere-se a "angústia" (l.10) III- "-o" em "confessa-o"(l.12) refere-se a "superego"( l.10) IV- "-lo" em "identificá-lo"(l.14) refere-se a "processo"(l.14)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI V- "tudo"(l.17) refere-se às informações enumeradas nas linhas 15 a 17. Marque a opção correta. a) Estão corretos todos os itens. b) Estão corretos apenas os itens I, II e IV. c) Estão corretos apenas os itens II e V. d) Estão corretos apenas os itens III, IV e V. e) Nenhum dos itens está correto. 16 - (AFRF 2003) Julgue a assertiva abaixo: e) O Fundo Monetário Internacional deixou de disciplinar a paridade das moedas, cuja a função foi criada há 59 anos para contentar-se com o craxá de auditor de confiança dos bancos credores nas contas e nos planos dos governos devedores, sem entrar no mérito do formato, do conteúdo e da seqüela dessa assistência. 17 - (TCE ES 2001) Marque a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo. Um portal na Internet ______ o cidadão poderá consultar as suas pendências burocráticas e financeiras com o governo e ________ ter todo o tipo de informação pessoal, como extrato do seu FGTS, entre outros. _______ é um cenário já existente em algumas cidades do mundo e que poderá chegar ao Brasil nos próximos anos, dentro do projeto de governo eletrônico. Um dos desafios de ______ projeto é a parte de segurança. a) onde - ainda - Esse - tal b) que - assim - Tal - esse c) em que - ainda - Eis - tal d) onde - assim - Esse - um tal e) que - também - Esse - tal 18 - (AFRF/2003) Vinte e quatro séculos atrás, Sócrates, Platão e Aristóteles lançaram as bases do estudo científico da sociedade e da

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI política. Muito se aprendeu depois disso, mas os princípios que eles formularam conservam toda a sua força de exigências incontornáveis. O mais importante é a distinção entre o discurso dos agentes e o discurso do cientista que o analisa. Doxa (opinião) e episteme (ciência) são os termos que os designam respectivamente, mas estas palavras tanto se desgastaram pelo uso que, para torná-las novamente úteis, é preciso explicar o seu sentido em termos atualizados. Foi o que fez Edmund Husserl com a distinção entre discurso “pré-analítico” e o discurso tornado consciente pela análise de seus significados embutidos. Por exemplo, na linguagem corrente, podemos opor o comunismo ao anticomunismo como duas ideologias. No entanto, comunismo é uma ideologia, mas o anticomunismo não é uma ideologia, é a simples rejeição de uma ideologia. É analisando e decompondo compactados verbais como esse e comparando-os com os dados disponíveis que o estudioso pode chegar a compreender a situação em termos bem diferentes daqueles do agente político. Mas também é certo que os próprios conceitos científicos daí obtidos podem incorporar-se depois no discurso político, tornando-se expressões da doxa. É isso, precisamente, o que se denomina uma ideologia: um discurso de ação política composto de conceitos científicos esvaziados de seu conteúdo analítico e imantados de carga simbólica. Então, é preciso novas e novas análises para neutralizar a mutação da ciência em ideologia. (Olavo de Carvalho, com cortes) Marque com (V) as afirmações verdadeiras e com (F) as falsas. Indique, em seguida, a seqüência correta. ( ) Mantém-se a correção gramatical substituindo-se a expressão ‘Vinte e quatro séculos atrás’(l.1) por ‘Há vinte e quatro séculos’ ou por ‘Fazem vinte e quatro séculos’. A oração ‘Muito se aprendeu depois disso’(l.2 e 3) poderia ser substituída por ‘Aprenderam-se muitas coisas depois’, preservando-se o sentido e a correção gramatical do texto. Compromete-se a clareza do texto e há prejuízo para a correção gramatical do período se o pronome da expressão ‘estas palavras’(l.7) for substituído por ‘essas’.

(

)

(

)

a) F, V, F, b) F, F, F, c) V, V, V d) F, F, V

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) V, F, F 19 - (MPU/2005) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. A _______ intelectual de Nabuco provém de suas ________ e é por isso que nele ______, mais do que o artista, o pensador político. É uma tradição espiritual que ele conserva e eleva a um grau superior, ainda que a______ vocação política se alie ______ sensibilidade artística. (Baseado em Graça Aranha) a) essência b) riqueza c) carreira e) vivência origens raízes se acentua se acentua acentua-se acentua-se essa esta tal esta essa a à à a à

influências marca-se raízes

d) qualidade raízes

Leia o texto para responder à questão 20. A defesa do contribuinte no Brasil é mais ampla do que em muitos países mais desenvolvidos, onde a democracia já está consolidada. Antes de recorrer à Justiça comum, o contribuinte pode-se defender em duas instâncias da esfera administrativa. São tantos expedientes protelatórios que, muitas vezes, os impostos devidos tornam-se incobráveis pela morte ou pelo desaparecimento do devedor. O resultado são dezenas de bilhões de reais inscritos na dívida ativa que ficam definitivamente nas mãos dos sonegadores. Essa tolerância com a sonegação, que não é vista como crime, faz parte da nossa cultura, do nosso processo histórico. (Folha de S. Paulo, 19/08/2000, p. A3, com adaptações) 20- (TRF/2000) É incorreto afirmar que, no texto, a) pode-se eliminar o “do” da expressão “mais ampla do que” (l.1) sem prejuízo gramatical para o período b) o pronome relativo “onde” (l.2) equivale a “nos quais” c) a expressão “pode-se defender” (l.3) admite a colocação “pode defender-se”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) a expressão “que não é vista como crime” (l.9) está entre vírgulas por tratar-se de uma explicação e) o “–se” em “tornam-se” (l.5) indica a indeterminação do sujeito 21 - (AFC 2002) Quanto à norma culta, em relação aos termos grifados, assinale a opção correta. Para que a intervenção governamental se justifique é preciso, primeiro, que se prove a existência de uma distorção que faça com que o mercado não aloque eficientemente os recursos. Segundo, que se pondere as alternativas para corrigir aquela distorção à luz de seus custos e benefícios. Pode-se concluir pela adoção de medidas corretivas, e de que tipo devem ser, somente após esta análise. Dada a realidade brasileira, é provável que essas tendam a ser muito mais relativas à natureza da política econômica do que da política industrial. Esta última ainda precisa ser muito melhor embasada. (Adaptado de Cláudio Haddad) a) Todas as ocorrências de “se” admitem mudança de colocação. b) Em “se justifique”, a próclise do “se” está em desacordo com a norma culta. c) Em “se prove”, a norma culta admite a ênclise do “se”. d) Em “se pondere”, a próclise do “se” é facultativa. e) Em “Pode-se”, a ênclise do “se” justifica-se por ser início de oração. 22 - (Oficial de Chancelaria/2002) Marque o item sublinhado que corresponda a erro gramatical ou de grafia ou configure uma incoerência por impropriedade vocabular. No Brasil, os intelectuais formaram-se e desenvolveram-se à sombra(A) do Estado. São uma elite que reafirma-se(B) como classe média. Estiveram em evidência como pensadores do social nos anos 30, como ideólogos(C) do desenvolvimento na década de 60, como atores(D) políticos sob(E) a ditadura. (Baseado em Ana Maria Fernandes) a) A b) B c) C d) D

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI e) E

Leia o texto abaixo para responder à questão 23. Uma das grandes ilusões da década dos 90 é que houve tal mudança na economia americana que precisamos de uma “nova teoria econômica” para explicá-la. É verdade que no período 1995/1999 houve uma aceleração do crescimento da economia acompanhada (o que parece paradoxal) por uma redução da taxa de inflação. É um paradoxo apenas na aparência. Não existe nenhuma razão para pensar que a simples e pura aceleração do crescimento deve, necessariamente, levar a um aumento da taxa de inflação. Isso só deveria ocorrer se a demanda global estivesse tentando crescer mais depressa do que a oferta global e a economia estivesse em pleno emprego. Há muitas razões pelas quais não se deve aceitar tal relação de causalidade. Por exemplo, se a participação da massa salarial na renda global estiver diminuindo e a produtividade do trabalho estiver crescendo, o custo do trabalho por unidade de produto diminuirá e haverá um aumento de lucro. Isso estimulará o investimento e a incorporação de novas tecnologias, aumentando a oferta global. Outra possibilidade é a combinação de uma redução dos preços das importações com uma valorização externa da moeda. Mas em que a década dos 90 é diferente da dos 80 na economia americana? A tabela abaixo compara as duas, usando a média trimestral das variáveis. Verificamos que as diferenças residem no aumento da produtividade do trabalho, na redução da taxa de desemprego e na queda da taxa de inflação. Esta última é notável quando levamos em conta que uma taxa anual de 5,6% produz, em dez anos, uma inflação acumulada de 72%, enquanto uma taxa anual de 3% produz uma inflação acumulada, na década, de 34%. (Antonio Delfim Netto, com adaptações) 23 - (CVM/2000) Marque com (V) as afirmações verdadeiras e com (F) as falsas. Indique, em seguida, a seqüência correta. ( ) O segmento “Há muitas razões pelas quais...”(l.10) pode também ser corretamente escrito como Há muitas razões por que... Por uma questão estilística, deve-se preferir a ênclise do pronome ao verbo auxiliar em “não se deve aceitar”(l.11). O pronome “Isso”(l.14) refere-se a todo o período anterior.

( (

) )

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) F / F / V b) F / V / F c) V / F / V d) V / V / F e) V / V / V 24- (APO MPOG/2005) Aponte a opção que finaliza com correção gramatical o trecho abaixo. O desenvolvimento científico e tecnológico tem, de fato, uma coerência imanente fundamental. O seu temido desvirtuamento decorre sempre de fatores acidentais, alheios portanto à sua lógica intrínseca e fatal que, levada às últimas conseqüências, é sempre a favor e não contra o homem, porquanto não somente somos parte integrante do processo, mas o seu remate. Se a televisão, por exemplo, pode revelar-se aborrecida ou nociva, _______________________________________ (Lúcio Costa, “O novo humanismo científico e tecnológico”) a) não é que o deve ser necessariamente, mas porque o critério do seu emprego a torna assim. b) não é que deva sê-lo necessariamente, mas por que o critério do seu emprego a torna assim. c) não é porque seja-o necessariamente, mas por que o critério do seu emprego torna-a assim. d) não é que a deve ser necessariamente, mas porque o critério do seu emprego torna-a assim. e) não é que deve sê-la necessariamente, mas por que o critério do seu emprego torna-a assim. Leia o texto abaixo para responder à questão 25. A extrema diferenciação contemporânea entre a moral, a ciência e a arte hegemônicas e a desconexão das três com a vida cotidiana desacreditaram a utopia iluminista. Não faltaram tentativas de conectar o conhecimento científico com as práticas ordinárias, a arte com a vida, as grandes doutrinas éticas com a conduta comum, mas os resultados desses movimentos foram pobres. Será então a modernidade uma causa perdida ou um projeto inconcluso? (Nestor Garcia Canclini, Culturas Híbridas, p. 33, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 25 - (AFRF 2005) Assinale a opção que constituiria, de maneira coerente com a argumentação e gramaticalmente correta, uma possível resposta para a pergunta final do texto. a) A resposta poderia estar na sugestão de aprofundar o projeto modernista, inserindo-o com a prática cotidiana, renovando-o o sentido das possíveis contradições. b) Para não considerá-la causa perdida, alguns teóricos sugerem encontrar outras vias de inserção da cultura especializada na práxis cotidiana, por meio de novas políticas de recepção e de apropriação dos saberes profissionais. c) Visando ao desenvolvimento de uma autonomia social e cultural, vários autores retomam uma tradição de pensamento que diz de que o moderno se forma nas cinzas do antigo e na luz que trouxe pelo novo. d) Segundo alguns pensadores modernos, não se tratam de projeções utópicas os empreendimentos culturais e sociais que renovam valores modernistas, enriquecendo saberes especializados. e) Nem causa perdida, nem projeto inconcluso: apenas a necessidade que o conhecimento e as relações sociais vêm a ser recolocados em novos patamares de dinâmica interna, criando novas relações entre os sujeitos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CONECTIVOS – PREPOSIÇÕES E CONJUNÇÕES Olá, pessoal Hoje nosso assunto será a função e o emprego dos conectivos – conjunções e preposições. Ao lado dos pronomes, esses elementos são responsáveis por estabelecer o nexo entre os vocábulos de uma oração e entre as orações, períodos e parágrafos em um texto. Por questões didáticas, iremos alterar a nossa forma de apresentação. Como o assunto é grande, para não corrermos o risco de deixar de fora alguma conjunção ou preposição, apresentaremos nessa primeira parte os conceitos a serem relembrados para, em seguida, resolvermos as questões de prova. PREPOSIÇÕES São palavras invariáveis que, colocadas entre duas outras, estabelecem uma relação de subordinação de uma em relação à outra. Também podem surgir isoladamente, conhecidos como sintagmas avulsos preposicionados (Com sua licença, por favor). Pode-se entender, todavia, que o antecedente, nesses casos, está elíptico. Preposição em adjunto adverbial Sobretudo na fala, pode ocorrer, também, a elipse da preposição, especialmente em adjuntos adverbiais “Neste/Este fim de semana, irei ao litoral”, “Chegarei (no) domingo.”, “A lista dos aprovados sairá (n)esta semana ainda.”. Contudo, se o adjunto adverbial vier sob a forma de oração, a preposição antes do pronome relativo correspondente É OBRIGATÓRIA. Isso já foi considerado um erro em inúmeras questões de prova da ESAF: “No momento que ele chegou, todos se retiraram.” – o correto seria “em que”. Olhe só a propaganda de uma grande seguradora do país: “É o seguro que socorre você no momento que você mais precisa.”. Para correção, deve-se empregar a preposição antes do pronome que: “...no momento em que você mais precisa.”. Preposição em complemento nominal e complemento verbal Quando a preposição é exigência de um nome (adjetivo, substantivo abstrato ou advérbio) e o complemento está sob a forma oracional, a preposição deve anteceder a conjunção integrante que dá início ao complemento nominal: “Tenho a convicção de que estamos no caminho certo.” (“Tenho a convicção disso.” - alguém tem convicção

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI de alguma coisa), “Somos favoráveis a que todos sejam nomeados rapidamente” (“Somos favoráveis a isso.” - alguém é favorável a alguma coisa). Há, também, quem defenda a omissão da preposição em complementos nominais sob a forma oracional. Celso Luft, em seu Dicionário Prático de Regência Nominal, observa que “é viável a elipse da preposição antes do que” – Exemplo: “Estou certa que me hás de compreender.”. Em relação à omissão da preposição em complementos verbais, já houve questão de prova e nela se aceitou a omissão da preposição em objeto indireto oracional (comentário à questão 19 da Aula 5 – AFRF 2003: “Não nos esqueçamos que a construção ...” – verbo esquecerse é transitivo indireto com a preposição de). Assim, determinadas construções verbais (convencer-se, lembrar-se, esquecer-se, assegurar-se, duvidar, concordar, discordar, torcer), a preposição poderia ser omitida no complemento verbal oracional: “Concordamos (com) que todos devem ser aprovados.”, “Duvidamos (de) que alguém venda mais barato.” (essa era a propaganda das Casas Sendas, no RJ, alguém aí se lembra disso?). Mas, em relação à omissão da preposição em complementos nominais, até hoje, a banca não adotou esse mesmo posicionamento. Em todas as vezes, a ESAF considerou um erro essa omissão. Porém, como prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém, caso apareça uma questão como essa, em que o complemento nominal oracional estiver sem a preposição, tome cuidado: desenhe uma caveira ao lado da opção e continue lendo a questão até o fim. Se não surgir nada “mais errado”, essa deve ser a resposta. Mais algumas peculiaridades no uso das preposições. De acordo com a norma culta, o sujeito das orações reduzidas de infinitivo devem ter a preposição separada do sujeito – “Apesar de elas não saberem a matéria, tiveram um bom resultado.”. Modernamente, aceita-se a contração da preposição com o pronome ou artigo do sujeito – “Está na hora da onça beber água.”. CUIDADO! Para analisar adequadamente a construção, devemos dispor os termos da oração na ordem direta. Veja esse exemplo: - “Para ____ estar aqui é um prazer imenso.” – você preencheria com “eu” ou “mim”? Bem, se você raciocinou que “quem fala ‘para mim fazer’ é índio”, está redondamente enganado.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Devemos perguntar ao verbo quem é o seu sujeito: o que é um prazer imenso? Resposta: estar aqui. Então, colocando os termos na ordem direta (SUJEITO – VERBO – COMPLEMENTO): “ESTAR AQUI (sujeito) é um prazer para ____ .” Agora ficou mais fácil, não é? Após preposição, coloca-se um pronome oblíquo, desde que esse pronome não seja o sujeito de uma forma verbal. Então, devemos completar com mim. Na ordem original seria “Para mim estar aqui é um prazer imenso.”. Uma vírgula após mim cairia bem, já que iria mostrar que esse pronome não é o sujeito do verbo estar, que, aliás, é impessoal (“Para mim, estar aqui é um prazer.”). Todavia, essa vírgula não é obrigatória (mas isso é outro assunto...). Outro teste: “O amor entre ____ e ____ morreu.” (eu / mim – tu / ti). Como você completaria? Bem, se após preposição, devemos empregar o pronome oblíquo, ficaria “O amor entre mim e ti morreu.”. Está correto. Então, preencha agora: “Entre ____ pedir e ____ fazeres, há grande distância.” (eu / mim – tu / ti). Como fica agora? Como o pronome que irá ocupar a primeira lacuna será o sujeito do verbo pedir, só podemos colocar um pronome reto (é quem exerce as funções de sujeito e de predicativo do sujeito - aula sobre pronomes). O mesmo acontece com o sujeito do verbo fazer. Assim, a forma é “Entre eu pedir e tu fazeres, há grande distância.”. CONJUNÇÕES São vocábulos de função estritamente gramatical, utilizados para o estabelecimento da relação entre dois termos na mesma oração ou entre duas orações, que formam um período composto. Período Simples – apresenta a oração absoluta. Período Composto – apresenta mais de uma oração, que podem estar em coordenação (independentes) ou em subordinação (uma exerce função sintática na outra – relação de dependência). As conjunções podem ser usadas em orações coordenadas (conjunções coordenativas) ou subordinadas (conjunções subordinativas). Primeiro conceito importante: não se classifica uma oração somente pela conjunção introduzida por ela. Deve-se observar o valor que essa conjunção emprega ao período para, somente então, classificá-la. Oração Absoluta – é a oração que forma um período simples. Há somente uma oração no período. www.pontodosconcursos.com.br 3

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Orações Coordenadas – são orações independentes entre si. Não exercem função sintática umas nas outras. Chamam-se assindéticas as orações que não são introduzidas por conjunção. As que recebem conjunção coordenativa se chamam sindéticas (síndeto = ligação). As conjunções coordenativas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas. Orações Subordinadas – são orações que, como o nome já diz, se subordinam, ou seja, exercem função sintática em outra oração. Por isso, falamos em oração principal e oração subordinada. Essa função sintática pode ser própria de um substantivo (oração subordinada substantiva), de um adjetivo (oração subordinada adjetiva) ou de um advérbio (oração subordinada adverbial): - Adjetivas – do mesmo modo que os adjetivos fazem referência a substantivos (calça clara, roupa velha), os pronomes relativos se referem a substantivos presentes em orações antecedentes são os referentes. Por isso, os pronomes relativos dão início a orações subordinadas adjetivas, que podem ser restritivas (restringir o conceito do substantivo) ou explicativas (explicar seu conteúdo, alcance ou conceito). - Substantivas - As orações subordinadas substantivas (também já vimos) são iniciadas pelas conjunções integrantes. Uma boa dica para identificar uma oração subordinada substantiva (e, conseqüentemente, a conjunção integrante) é substituir a oração iniciada pela conjunção pelo pronome substantivo ISSO. Exemplos: 1 - “Eu quero | que você me deixe em paz.” – “Eu quero ISSO.” – Então, “que você venha” equivale a um substantivo (Eu quero sossego./Eu quero paz.) – é, portanto, uma oração subordinada substantiva. A função sintática exercida pelo substantivo é objeto direto (Eu quero isso), e por isso a oração se chama: oração subordinada substantiva objetiva direta. 2 - “É preciso | que você preste bastante atenção.” – “É preciso ISSO.” – “que você preste bastante atenção” é uma oração subordinada substantiva. Como o pronome exerce a função de sujeito (Isso é preciso), a oração se chama: oração subordinada substantiva subjetiva. - Adverbiais - Finalmente, as orações subordinadas adverbiais apresentam uma conjunção adverbial, que pode expressar uma das seguintes circunstâncias: causa, comparação, concessão, condição, consecução, conformidade, finalidade, proporcionalidade, temporalidade.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CONJUNÇÕES COORDENATIVAS: • ADITIVAS – possuem a função de adicionar termos ou orações de mesma função gramatical – e, nem, não só... mas também (séries aditivas enfáticas) ADVERSATIVAS – estabelecem uma relação de contraste entre os termos ou orações – mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, porém, enquanto ALTERNATIVAS – unem orações independentes (coordenadas), indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou que são mutuamente excludentes (a ocorrência de um exclui a do outro) – ou, ora, nem, quer, seja (repetidos ou não) CONCLUSIVAS – exprimem conclusão em relação à(s) oração(ões) anterior(es) – pois (no meio da oração subordinada), portanto, logo, por isso, assim, por conseguinte EXPLICATIVAS – a oração subordinada explica o conteúdo da oração principal – pois (no início da oração subordinada), porque, que, porquanto

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS: INTEGRANTES – são apenas duas (graças a Deus!) – que e se – iniciam orações subordinadas substantivas e exercem funções sintáticas próprias dos substantivos – sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, agente da passiva etc. ADVERBIAIS – iniciam orações subordinadas adverbiais. • CAUSAIS – a oração exprime causa em relação a outra oração – porque, pois, que, uma vez que, já que, porquanto, desde que, como, visto que, por isso que COMPARATIVAS – subordinam uma oração a outra por meio de comparação ou confronto de idéias – que, do que (antecedidas por expressões mais, menor, melhor, pior etc), (tal) qual, assim como , bem como CONCESSIVAS – apresentam idéias opostas às da oração principal – embora, apesar de, mesmo que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo quando, por mais que CONSECUTIVAS – apresentam a conseqüência para um fato exposto na oração principal – (tanto/tamanho(a)/ tão) que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI • CONFORMATIVAS – expressam conformidade em relação ao fato da oração principal – conforme, segundo, consoante, como (no sentido de conforme) FINAIS – apresentam a finalidade dos atos contidos na oração principal – a fim de (que), para que, porque, que PROPORCIONAIS – expressam simultaneidade e proporcionalidade dos fatos contidos na oração subordinada em relação aos fatos da oração principal – à proporção que, à medida que, quanto mais (tanto), quanto menos (mais/menos) TEMPORAIS – indicam o tempo/momento da ocorrência do fato expresso na oração principal – quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas, toda vez que, mal, sempre que

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Para a prova, duas providências são necessárias: a memorização do significado de algumas dessas conjunções (especialmente as sublinhadas, que não estão no nosso linguajar cotidiano); análise do contexto para que identifique a circunstância expressa pela oração subordinada. Não basta memorizar essa lista (aliás, essa providência é infrutífera). Útil é compreender as circunstâncias em que devam ser empregadas. Vamos, agora, à prática. QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 01 - (AFRF 2002.2) Em artigo publicado na década de noventa, o professor Paul Krugman explicava que todos aqueles países que falavam inglês haviam tido um desempenho econômico acima da média de seus vizinhos e que o inglês estava se tornando rapidamente a língua franca dos negócios, do turismo e da internet. Assim, os processos de fusão de empresas, tão comuns naquele tempo, só teriam sucesso se utilizassem o inglês como língua de integração das corporações. Essa visão nos preocupou quando resolvemos integrar todas as áreas de consultoria espalhadas pela América Latina em uma única divisão de consultoria. Mas ficou uma pergunta no ar: “que língua oficial adotar”? O espanhol ou o português acirraria a rivalidade que já era bastante grande no campo dos esportes. Adotar o inglês teria a vantagem da neutralidade e da facilidade de interação com nossos colegas de outras regiões, mas com perda significativa na agilidade da comunicação e no andamento das reuniões. Foi adotada

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI então uma postura única: haveria três línguas oficiais. Essa pequena sutileza significava, na verdade, que todos eram obrigados a entender as três línguas, mas poderiam se expressar no idioma em que se sentissem mais à vontade. Hoje, cinco anos depois, sentimos que essa decisão foi fundamental para o nosso processo de integração, e a lição aprendida é que muitas vezes a criatividade local pode ser mais efetiva que verdades importadas. (José Luiz Rossi, Integração cultural na América Latina, CLASSE ESPECIAL, 89/2001, com adaptações) Julgue os itens abaixo, em relação ao emprego das estruturas lingüísticas do texto. I - As duas ocorrências da conjunção “que”(l.2 e 4) têm a função de demarcar o início das duas orações ligadas por “e”(l.4), mas, sintaticamente, o segundo que pode ser omitido. II - A preposição “em”(l.9), exigida pelas regras de regência do verbo “integrar”(l.8), pode sofrer contração com o artigo que a segue, sem prejudicar a correção e as idéias do texto. Itens CORRETOS Comentário. I A oração principal “o professor Paul Krugman explicava” possui duas outras subordinadas, na função de complementos verbais (objetos diretos). São elas: 1 – “que todos aqueles países que falavam inglês haviam tido um desempenho econômico acima da média de seus vizinhos”; 2 – “que o inglês estava se tornando rapidamente a língua franca dos negócios, do turismo e da internet”. Como as duas exercem a mesma função sintática em relação à mesma oração principal, a segunda conjunção integrante pode ser omitida sem prejuízo gramatical para o período. O mesmo ocorre com preposições que regem termos de mesma função sintática, como mencionado no comentário à questão 16 da Aula 5 – Regência Verbal. Essa questão foi anulada na prova, pois houve indicação incorreta da linha em que se encontrava a primeira conjunção. Na prova, em vez de se indicar a linha 2, onde se encontrava a conjunção antecedente a “todos aqueles países”, indicou-se a linha 3, onde estava presente, não uma conjunção, mas o pronome relativo que em “aqueles países que falavam inglês”. Isso mostra como é www.pontodosconcursos.com.br 7

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI importante ao candidato saber diferenciar o pronome relativo da conjunção. Na dúvida, releia o comentário à questão 2 da Aula 5 – Regência. II – Na passagem “Essa visão nos preocupou quando resolvemos integrar todas as áreas de consultoria espalhadas pela América Latina em uma única divisão de consultoria.”, a preposição pode ser contraída com o artigo indefinido subseqüente – numa única divisão. 02 - (Técnico IPEA/2004) A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo. (Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho) Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo. a) O emprego de “mas também”(l.2) está sintática e semanticamente vinculado ao emprego de “não ... apenas”(l.1). Item CORRETO. Comentário. Estamos diante de uma série aditiva enfática. Já falamos sobre isso, lá em concordância verbal (questão 1, item e da Aula 3 – Concordância Parte 1). Trata-se de uma série que, além de atribuir um valor aditivo (corresponde à conjunção e), busca enfatizar seus elementos. Observe que, se usássemos a conjunção e, não conseguiríamos destacar os predicativos da Grande Depressão – “A Grande Depressão foi a maior crise de desemprego da História e a primeira que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele.”. Também são séries aditivas enfáticas: “não só... mas também”, “não só... como”, “não somente... assim como”, “tanto...quanto” (este último, exemplo do mestre Evanildo Bechara).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 03 - (Técnico IPEA/ 2004) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical, de coesão ou de coerência textual. É relevante(1) o fato de que (2), na idade de ouro do capitalismo, nos 25 anos do pós-guerra, entre os países industrializados, de cada (3) dez empregos criados, seis o (4) eram no setor público. Essa informação não deve surpreender, não obstante (5) a principal característica do estado de bem-estar social é a existência de um serviço público de qualidade e em quantidade suficiente. (Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Gabarito: E Comentário. A conjunção “não obstante” tem valor adversativo, equivalente a “no entanto”, “contudo”, “entretanto”. O uso inadequado de uma conjunção prejudica a coesão textual e prejudica o nexo do texto. A segunda oração do período (“a principal característica do estado de bem-estar social é a existência de um serviço público de qualidade e em quantidade suficiente”) apresenta valor explicativo em relação à primeira (“Essa informação não deve surpreender”). Por isso, deve-se usar uma conjunção coordenativa explicativa, como porque, pois. A oração é explicativa (e não causal) por trazer uma explicação para a afirmação da oração assindética (sem conjunção). É muito tênue a linha divisória entre oração subordinada causal e a oração coordenada explicativa. Algumas dicas, colhidas aqui e ali, podem ajudar na classificação da oração. Compilei-as aqui e vamos analisá-las, uma a uma: 1 – na explicativa, normalmente há uma pausa, marcada no texto por uma vírgula antes da conjunção (como se observa na passagem); no entanto, se a oração principal for extensa, também é possível o www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI emprego da vírgula antes da conjunção causal (ou seja, essa dica não ajuda muito...); 2 – após orações no imperativo, as orações são explicativas: “Não venha, pois não estarei sozinha.” (essa dica funciona mesmo!); 3 – enquanto a oração coordenada explicativa é independente da oração assindética, a oração subordinada causal exerce a função sintática de adjunto adverbial na oração principal (esse é o conceito e, por isso, foi mencionado – no fundo, não ajuda muito.); 4 – se for possível a troca do “porque” pelo “que”, a oração é explicativa. Comparemos: “Não gostava muito de estudar, porque a família não deu um bom exemplo.” – não posso substituir pelo que = é causal. / “É bom você vir logo, porque não estou com muita paciência.” – posso substituir pelo que = é explicativa. (na minha opinião, essa dica merece nota 7 – muitas vezes funciona mas pode furar...). De qualquer forma, para a resolução das questões da ESAF, esses conhecimentos podem ajudar mas não são imprescindíveis. Nessa questão, por exemplo, bastava que você percebesse que, na lacuna, não caberia a conjunção não obstante, concorda? Mas isso só iria acontecer se você não tivesse caído na armadilha da ESAF e marcado o item (4) como errado. Ele está CERTO. Vejamos. O segmento é: “entre os países industrializados, de cada (3) dez empregos criados, seis o (4) eram no setor público”. Esse “o” sem flexão pode ter sido objeto de MUITAS dúvidas. Algumas pessoas podem ter pensado que o pronome fazia referência a “empregos” e, por isso, deveria ser “os”, e não “o”. Mas, se eu já adiantei que essa opção está correta, por que será que o “o” não se flexionou? Você se lembra do vicário? Pois é. É esse o caso. Esse pronome demonstrativo o está substituindo a idéia “empregos eram criados”. Veja como fica a troca: “de cada dez empregos criados, seis eram criados no setor público”. Assim como os pronomes “isso, isto, aquilo”, esse pronome demonstrativo na função vicária também não varia – permanece neutro, sem flexão de gênero ou número. Mais um bom exemplo para compreensão do termo vicário: “Eu prometi que seria fiel e vou sê-lo (vou ser fiel).”. Mesmo que o adjetivo fosse feminino e plural, o pronome vicário continuaria sendo “o” (neutro): “Nós, mulheres, prometemos que seríamos vitoriosas e vamos sê-lo.”. Por isso, está correto o pronome “o” do item (4).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 04 - (Analista IRB/2004) Fazer pesquisa é ofício que exige dedicação e paciência, ____1_____ os resultados são lentos e incertos. Além disso, por genial que seja um cientista, não é possível produzir conhecimento sozinho. Há o contexto de criação, a comunidade científica nacional e internacional ____2____ se discutem os resultados e ____3____ se expõem métodos e técnicas desenvolvidas em prol do saber. De maneira marcante há a formação de discípulos, ____4_____ iniciação científica, quando o estudante ainda está nos cursos de graduação, ao doutorado e pós-doutorado.______5_______, é sumamente relevante o debate de idéias em favor do objeto de estudo. (Adaptado de Roseli Fischmann, Ciência, democracia e direitos,Correio Braziliense, 26/01/2004) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. 1 a) b) c) d) e) já que pois porque porquanto vez que 2 de que com quem na qual a que onde 3 para a qual em que para a qual da qual de que 4 da para a desde a com a pela 5 Por todas elas Tais níveis Em todos esses níveis Naquelas Em certos níveis

Gabarito: C Comentário. Iremos comentar cada uma das lacunas. 1ª) Devemos empregar uma conjunção causal pois a segunda oração (subordinada) apresenta o motivo de ser necessário ter dedicação e paciência ao fazer pesquisas. Todas as sugestões são válidas. 2ª) “Comunidade” é um grupo de pessoas e, por extensão, o local onde elas se encontram. Por isso, com ela se discutem os resultados (considerando a primeira acepção) ou nela se discutem os resultados (de acordo com a segunda).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Não se empregam as preposições: - “de”: haveria alteração semântica com o emprego dessa preposição: “não se discutem resultados da comunidade” - os resultados são do cientista; -“a”: a regência do verbo discutir não admite essa preposição; aceitam-se as preposições em, sobre, com e de (esta em outro sentido). (Restam as opções b, c e e.) 3ª) “Métodos e técnicas desenvolvidas em prol do saber são expostos à / para a comunidade”. Como a preposição para é dissílaba, devemos usar o pronome relativo “a qual” – para a qual. Na acepção de “lugar”para “comunidade científica”, aceita a preposição em – em que. Não é cabível a preposição de. (Restam, agora, b e c.) 4ª) O que irá determinar o preenchimento desta lacuna é a expressão subseqüente “ao doutorado e pós-doutorado”. Percebe-se assim, uma enumeração que teve início em “iniciação científica”. A preposição que irá estabelecer essa seqüência lógica é “de” ou “desde” – “desde a / da iniciação científica, quando o estudante ainda está nos cursos de graduação (oração explicativa), ao / até o doutorado e pósdoutorado”. Como a alternativa a (que sugere para esta lacuna a forma “da”) já foi eliminada, restou somente a opção c. 05 - (Oficial de Chancelaria/2002) Além de estabelecer um parâmetro esportivo até aqui intransponível, Pelé é parte de uma outra epopéia. Sem ele, talvez o Brasil não tivesse derrotado nem o complexo de inferioridade de sua sociedade em geral nem o racismo velado que se manifestava até no futebol. Com Pelé, brasileiro e negro, foi possível vencer um e outro complexos. Nós, jornalistas brasileiros, temos uma dívida enorme com Pelé. Vários companheiros – e eu mesmo – já escapamos de situações delicadas, usando a palavra mágica “Pelé”, em países remotos nos quais a palavra Brasil não faz o menor sentido, a não ser quando associada a Pelé. Sem ele, talvez alguns de nós até poderíamos ter morrido. Não é assim que alguém marca uma época? (Clovis Rossi, Folha de S. Paulo, 7/04/2002) Em relação ao texto assinale a opção incorreta.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) A palavra “epopéia”(l.2) está sendo utilizada em sentido figurado, pois não se refere a um poema longo, mas a uma ação ou série de ações grandiosas. b) A eliminação da primeira ocorrência de “nem”(l.3) e a substituição da segunda(l.4) por e mantêm a correção sintática do período. c) Os termos “brasileiro e negro”(l.5) e “jornalistas brasileiros”(l.6) exercem função sintática idêntica. d) Pode-se, sem alterar a correção do período, substituir “nos quais” (l. 8 a 9) por em que. e) A transformação do trecho “nos quais a palavra Brasil”(l.8 a 9) por nos quais falar no Brasil dispensa outras transformações no texto. Gabarito: E Comentário. A troca sugerida no item e retira do texto o vocábulo “palavra”, referente do adjetivo “associada” em “a não ser quando associada a Pelé”. Com isso, houve prejuízo para a coesão textual (“em países remotos nos quais falar no Brasil não faz o menor sentido, a não ser quando associada a Pelé”). Comentários aos itens corretos: a) Em sentido denotativo (com “d” de “dicionário), é um “poema de longo fôlego acerca de assunto grandioso e heróico”. Em sentido conotativo (figurado) é “uma ação ou série de ações heróicas” (definição do “Aurélio”). A diferença entre sentido denotativo e conotativo já foi objeto de várias questões de prova, inclusive neste último concurso para o Tribunal de Contas da União (provas em 21 e 22 de janeiro de 2006 – próxima questão a ser comentada). b)A conjunção aditiva negativa nem significa “e não”. Por isso, sua retirada de uma oração – que já apresenta um advérbio de negação – e, em seu lugar, a colocação da conjunção “e” não provocariam erro gramatical, tampouco prejuízo para a coerência textual: “Sem ele, talvez o Brasil não tivesse derrotado o complexo de inferioridade de sua sociedade em geral e o racismo velado que se manifestava até no futebol.”

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) Tanto “brasileiro e negro” quanto “jornalistas brasileiros” exercem a função de aposto em relação ao termo que sucedem, respectivamente, Pelé e nós. d) A troca do pronome relativo “os quais” pelo “que” (ambos acompanhados da preposição em) não modifica a correção do período: “... em países remotos em que a palavra Brasil não faz o menor sentido...”. 06 - (ACE TCU/2006) Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. As barreiras regulatórias vão da dificuldade burocrática de abrir um empreendimento ao custo tributário de mantê-lo em funcionamento. No Brasil, representam 11% da muralha antidesenvolvimento e resultam, na maioria das vezes, da mão pesada do Estado – criador de labirintos burocráticos, de onerosa e complexa teia de impostos e de barreiras comerciais. (Adaptado de Revista Veja, 7 de dezembro de 2005.) a) A substituição de “da” (l.1) por desde a mantém a correção gramatical do período. b) A substituição de “ao” (l. 2) por até o mantém a correção gramatical do período. c) As formas verbais “representam” (l.3) e “resultam” (l. 4) referem-se a “As barreiras regulatórias” (l.1). d) A expressão “mão pesada” (l. 4) está sendo empregada em sentido conotativo. e) A expressão “teia” (l. 5) está empregada em sentido denotativo. Gabarito: E Comentário. As preposições desde e de servem para o estabelecimento limites, sejam reais - físicos ou não – como em “do Oiapoque ao Chuí”, sejam referentes a uma enumeração – “As barreiras regulatórias vão da/desde a dificuldade burocrática de abrir um empreendimento...”. Por sua vez, tanto a preposição a como até são usadas em contraposição àquelas – “... até o / ao custo tributário de mantê-lo em funcionamento.”. Observe a questão de paralelismo sintático – se houver artigo após a primeira preposição (seja ela desde ou de), deve-se empregar artigo www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI após a segunda (até ou a). Então, em construções como “Hoje em dia, compra-se de tudo na farmácia – de perfume a roupa – até remédio.”. Considerando que antes do primeiro elemento foi colocada somente a preposição (de), o mesmo deve ser feito em relação ao segundo (sem crase, por não haver artigo). E mande o corretor ortográfico e gramatical do Word pro inferno!!! Por isso, estão corretas as proposições dos itens a e b. Tanto a expressão “mão pesada” quanto “teia” estão usadas em sentido conotativo (figurado). Assim, a opção e está incorreta, pois “teia”, em sentido denotativo, significa o entrelaçamento de fios. (TRF/2003) Leia o texto abaixo para responder à questão 07. O panorama da sociedade contemporânea sugere-nos incontáveis abordagens da ética. À medida que a modernidade — ou a pósmodernidade — avança, novas facetas surgem com a metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações. Mas, falar sobre ética é como tratar da epopéia humana. Na verdade, está mais para odisséia, gênero que descreve navegações acidentadas, lutas e contratempos incessantes, embates de vida e morte, ilusões de falsos valores como cantos de sereias, assédios a pessoas e a propriedades, interesses contraditórios de classes dominantes figuradas pelos deuses, ora hostis ora favoráveis. As aventuras de Ulisses sintetizam e representam o confronto de ideais nobres e de paixões mesquinhas. Não obstante narram-se também feitos de abnegação, laços de fidelidade entre as pessoas e suas terras, lances de racionalidade e emoção, a perseverança na reconquista de valores essenciais. Os mitos clássicos são representações de vicissitudes humanas e situações éticas reais. (Adaptado de José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras daÉtica, São Paulo: Senac, 2002, págs.17 e 18) 07 - Em relação ao texto, assinale a opção correta. a) Em “sugere-nos”(l.1) o pronome enclítico exerce a mesma função sintática do “se” em “narram-se”(l.12). b) Ao se substituir “À medida que”(l.2) por À medida em que, preservam-se as relações semânticas originais do período. c) A preposição “com”(l.3) está sendo empregada para conferir a idéia de comparação entre “novas facetas”(l.3) e “metamorfose do espírito humano”(l.3-4).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) A expressão “Na verdade, está mais para odisséia”(l.6) e as informações que se sucedem permitem a inferência de que “epopéia”(l.5) não traria a noção de dificuldades, fracassos. e) O período permaneceria correto se a preposição na expressão “confronto de ideais”(l.11) fosse, sem outras alterações no período, substituída por entre. Gabarito: D Comentário. Enquanto ‘epopéia’ traz somente a idéia de uma luta, ‘odisséia’ indica uma série de dificuldades bem mais complexas do que em uma simples luta. Está correta, portanto, essa afirmação da letra d. As incorreções das demais opções são: a) Em “sugere-nos”, o pronome exerce a função sintática de objeto indireto. Para a análise, não adianta a troca do pronome nos por “a nós”, uma vez que os pronomes ele(s), ela(s), nós e vós, quando oblíquos, são obrigatoriamente precedidos de preposição. Há duas formas de se comprovar a função direta ou indireta dos pronomes me, te, se, nos e vos – trocar o pronome pelo nome (por exemplo: “sugere ao analista incontáveis abordagens da ética”) ou análise da regência do verbo (sugerir alguma coisa a alguém). Assim, verificamos que a função sintática é de objeto indireto. Já o pronome “se” em “narram-se também feitos de abnegação” é apassivador – o verbo narrar é transitivo direto, existe a idéia passiva (feitos são narrados) e está acompanhado do pronome “se”. Portanto, a afirmação está incorreta. b) Não existe a conjunção “à medida em que”; existem as conjunções “à medida que” (proporcional) e “na medida em que” (causal). c) A preposição “com”, na passagem, equivale a “a partir de” – origem: “novas facetas surgem com/a partir da metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações.”. e) Se houvesse a troca da preposição de pela preposição entre, seria necessária a retirada da preposição de antes de “paixões mesquinhas” – “representam o confronto entre ideais nobres e de paixões mesquinhas”. Como a opção indica não ser necessária mais nenhuma alteração, está incorreta a proposição.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (TRF/2003) A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista, que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente da visão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimento do todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano se situe no tempo e no espaço da sua existência concreta. (José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, SãoPaulo: Senac, 2002, p. 27) 08 - Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo. - Ao se substituir a conjunção “porquanto”(l.4) pela conjunção porque, as relações sintáticas e semânticas do período são mantidas. Item CORRETO. Comentário. A conjunção porquanto é equivalente à conjunção porque, seja com valor causal ou explicativo. 09 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que uma das duas sugestões não preenche corretamente a lacuna correspondente. A diplomacia defende e projeta no exterior os interesses nacionais, _____1______que ela procura melhorar a inserção internacional do país que representa. ____2____ ela não cria interesses ____3_____pode projetar o que não existe. O país que se encontra por trás da diplomacia é o único elemento _____4________ela pode operar.______5________, a diplomacia só poderá responder adequadamente às transformações do cenário internacional se essas transformações forem, de alguma forma, internalizadas pelo país. (Adaptado de www.mre.gov.br, Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados) a) 1 - da mesma forma / do mesmo modo b) 2 - Entretanto / Todavia c) 3 - nem / tão pouco d) 4 - a partir do qual / com base em que e) 5 - Por isso / Por conseguinte www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: C Comentário. Todas as opções são válidas, por estarem adequadamente grafadas e empregadas, exceto o advérbio tampouco, que equivale a “também não” ou “muito menos”. Não é aceita pela norma culta a colocação da conjunção nem antes desse advérbio, por ele já apresentar valor de negação. “Tão pouco”, combinação do advérbio de intensidade (tão) com o (também) advérbio “pouco”, remete à idéia de “pequena quantidade” – “Nunca comi tão pouco!” ou “Tenho tão pouco interesse em assistir ao ‘Big Brother’ que prefiro estudar Português!”. Algumas palavras podem ser classificadas como advérbios de intensidade, como adjetivos e/ou também como pronomes indefinidos: bastante, pouco, muito, menos. O que irá nos auxiliar nessa classificação é o conceito apresentado na aula de apresentação – se são variáveis ou invariáveis. Como vimos, os advérbios são palavras invariáveis, enquanto que os adjetivos e os pronomes se flexionam em gênero e/ou número. Veja só: - “pouco” – advérbio (“Você tem estudado pouco”); adjetivo (“Não se aborreça com essa coisa pouca.” – coisa pequena); pronome indefinido (“Tenho poucos livros de Direito Constitucional” – em quantidade pequena ou insuficiente). - “bastante” – advérbio (“Você tem estudado bastante.” / “Esse volume está bastante alto.”); adjetivo (“Tenho livros bastantes.” – livros que bastam, que são suficientes); pronome indefinido (“Tenho bastantes livros de Direito Constitucional.”- em grande quantidade). - “muito” - advérbio (“Você tem estudado muito.” / “Esse volume está muito alto.”); pronome indefinido (“Tenho muitos livros de Direito Constitucional.”- em grande quantidade). (Gestor Fazendário MG/2005) A economia brasileira apresentou um bom desempenho ano passado, incentivada, principalmente, por anterior queda nos juros e pelo crescimento das vendas do país no exterior. ____(a)___este ano, um desses motores está ausente. ___(b)___ o Banco Central, para combater a inflação, vem elevando seguidamente a taxa básica, hoje situada em 19,25% ao ano. ____(c)____, os juros altos estão www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI contribuindo para frear o crescimento econômico, mas não a inflação._____(d) _____o ganho com a queda da inflação é pequeno, se comparado à perda no crescimento econômico. Não se defende por meio dessa comparação, o aumento da produção a qualquer custo. _____(e)_____o objetivo é expor a atual ineficácia do aumento dos juros sobre a inflação. O outro motor importante para o crescimento de 2004 (as exportações brasileiras), no entanto, continua presente este ano, com ótimo desempenho. (Inflação e crescimento. Opinião.Correio Braziliense, 9 de abril de 2005, com adaptações) 10 - Desconsiderando o emprego de letras maiúsculas e minúsculas, assinale a opção que, ao preencher a lacuna, mantém o texto coeso, coerente e gramaticalmente correto. a) Haja vista que b) Apesar de c) Entretanto d) Embora e) Tão pouco Gabarito: C Comentário. No terceiro período do texto, informa-se que “o Banco Central, para combater a inflação, vem elevando seguidamente a taxa básica” de juros. Na oração seguinte, iniciada pela lacuna (c), afirma-se que os juros altos não estão freando a inflação. Essas duas afirmações situam-se em campos semânticos opostos. Por isso, deve-se empregar uma conjunção adversativa, como “entretanto”. As demais opções estão incorretas. a) Nessa lacuna, deve-se empregar uma conjunção de valor adversativo (entretanto, todavia, contudo), e não a locução adverbial “haja vista”, que corresponde a “considerando, tendo em vista”. Sobre a flexão desta expressão, lembramos que o vocábulo “vista” permanece invariável, enquanto que o verbo pode ficar no singular (acompanhado ou não de preposição) ou concordar com o termo subseqüente (“Haja vista os resultados / Haja vista aos resultados / Hajam vista os resultados”). b) A oração iniciada por esta lacuna irá apresentar uma explicação para a afirmação presente no período anterior (“um desses motores

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI está ausente”). Por isso, não pode ser empregada a conjunção “apesar de” – concessiva. d) O emprego da conjunção “embora”, além de causar erro na flexão verbal do verbo ser – “Embora o ganho (...) é pequeno” (correto = seja), prejudicaria a coesão textual em virtude da ausência de uma oração principal. O mais apropriado seria empregar expressões como “além disso”, “ademais”, de forma a introduzirem informações adicionais à passagem anterior. e) Não existe a conjunção “tão pouco”, mas o advérbio “tampouco” que equivale a “muito menos”, “menos ainda”, imprópria para a passagem. 11 -(Assistente de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preencher a lacuna provoca incoerência textual ou erro gramatical. O Brasil é um país grande, diversificado _____(a) visto como uma promessa que parece nunca se realizar. O potencial existe, _______(b) há algo bloqueando o Brasil. Acho que é uma combinação de fatores como o sistema político e o modo de trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas da sociedade, ______(c) é muito freqüente o brasileiro eleger políticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações. É um país muito importante para a economia mundial, _____(d) sermos sempre decepcionados. É, _______(e), um desafio delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamente no Brasil. (Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações) a) e / mas b) entretanto / mas c) já que / pois d) embora / apesar de e) contudo / portanto Gabarito: D Comentário. As conjunções embora e apesar de, a despeito de estarem situadas no mesmo campo semântico, levam o verbo a conjugações distintas. Enquanto que a conjunção ‘apesar de’ exige o verbo no infinitivo

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (sermos), a conjunção ‘embora’ leva a flexão verbal ao subjuntivo (sejamos). Provocou-se, portanto, erro de natureza gramatical (conjugação verbal) o emprego da conjunção “embora”. Em relação às demais opções: a) O valor da conjunção é verificado na construção. No primeiro período do texto, a idéia adversativa (que tanto pode ser apresentada pela conjunção e quanto pela mas) reside na oposição entre os adjetivos “grande” e “diversificado” e o fato de ser “uma promessa que parece nunca se realizar”. Assim, essa conjunção e tem valor adversativo, como em: “Ela queria que eu fosse e eu não fui.”. Logo, as duas conjunções podem ser empregadas nessa lacuna. b) Na segunda lacuna, as duas opções empregam valor adversativo ao período: entretanto / mas. c) Na terceira, justifica-se o pouco engajamento do cidadão ao fato de ele não avaliar os programas e as ações dos políticos e, com isso, elege-os de acordo com sua popularidade. Assim, tanto pode ser usada a conjunção já que como pois. d) Apesar a importância do país na economia mundial, nós, brasileiros, sempre sofremos decepções (nem me fale nisso...). Esse valor adversativo tanto pode ser apresentado pela conjunção “embora” quanto pela apesar de. O problema foi de conjugação verbal. Este item está INCORRETO. e) No último período, pode-se apresentar uma conclusão, com o emprego da conjunção “portanto” ou estabelecer uma idéia contrária ao fato de ser um país tão importante, a partir do emprego da conjunção “contudo”. 12 - (TRF/2003) Quem não declarou no ano passado está classificado pela Receita como “pendente”. Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita. O cancelamento do documento pode significar muitos problemas, pois o CPF passou a ser mais solicitado do que a carteira de identidade. Sem ele, é impossível abrir uma conta bancária, comprar a prazo, prestar concurso público. Caso ganhe em uma loteria, também será impedido de retirar o prêmio. (Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações) Analise a assertiva abaixo, a respeito das estruturas lingüísticas do texto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Mantêm-se as relações semânticas e a correção gramatical ao substituir “Embora”(l.3) por Apesar de. Item INCORRETO. Comentário. Como já vimos, há necessidade de se alterar a forma verbal para o infinitivo – “Apesar de não ter o CPF cancelado agora,...”. (TRF/2000) O setor comercial “online” cresce mais de 30% ao ano. À primeira vista, parece que o consumidor é beneficiado por produtos mais baratos. O problema é que o preço baixo é conseguido à custa de concorrentes, que são obrigados a pagar impostos, e de governos, que perdem receita fiscal. Apesar de estar crescendo muito, o comércio eletrônico ainda é pequeno em relação ao comércio total, o que faz as distorções econômicas e fiscais serem menores. (Robert J. Samuelson, Exame, 22/03/2000, com adaptações) 13 - O texto permanece correto se forem feitas as seguintes substituições, exceto: a) o que faz / os quais fazem(l. 6) b) à custa de / tendo como base o prejuízo de (l.3 e 4) c) Apesar de estar / Embora esteja (l.5) d) em relação ao / em comparação com(l.6) e) ao ano / por ano(l.1) Gabarito: A Comentário. A expressão ‘o que’ na passagem de linhas 6 e 7, tem a função de retomar a idéia já expressa no período anterior (“o comércio eletrônico ainda é pequeno em relação ao comércio total”). O pronome demonstrativo que a compõe equivale a “isto”, “isso” ou “aquilo” e fica sem flexão de gênero ou número. Essa é a função vicária de que já tratamos na questão 03 – item d desta aula. Mais uma vez (item c), estabelece-se uma relação entre as conjunções concessivas apesar de e embora, desta vez com correção. www.pontodosconcursos.com.br 22

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (AFRF 2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações) 14 – Julgue a proposição abaixo, em relação aos elementos do texto. c) Respeitam-se as regras de regência da norma culta ao empregar a preposição de em vez de que na expressão verbal “Têm que” (l.10). Item CORRETO. Comentário. Uma locução verbal pode apresentar, entre o verbo principal e o auxiliar, uma preposição (acabei de chegar, chego a tremer, acabo de fazer, tenho de aceitar). No meio da locução, no lugar da preposição, foi usada a palavra que: “ter que guardar”. Segundo a norma culta, deveria ser “ter de guardar”. Quando no lugar de uma preposição, usa-se um vocábulo de outra classe, a esse se dá o nome de “preposição acidental”. O mesmo acontece em “Eu a tenho como uma irmã”, em que a palavra “como” (pronome, conjunção ou advérbio) está usada no lugar de uma preposição (“Eu a tenho por uma irmã”). 15- (TFC SFC/2000) Assinale o item que não preenche a lacuna do texto com coesão e coerência. Os historiadores dizem que a troca de e-mails, o download de fotos dos amigos ou as reservas para as férias feitas pelo computador talvez sejam divertidos, ______________ a Internet não pode ser

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI comparada a inovações como a invenção da imprensa, o motor a vapor ou a eletricidade. (Adaptado de Negócios Exame, p.94) a) contudo b) no entanto c) entretanto d) todavia e) porquanto Gabarito: E Comentário. Enquanto as conjunções “contudo”, “no entanto”, “entretanto” e “todavia” estão no campo semântico da oposição, “porquanto” é causal (“Porquanto não terem sido muitos os aprovados, foi realizado outro concurso.”). (Procurador BACEN/2002) Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas conseqüências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos. (www.bcb.gov.br) 16 - Julgue a assertiva abaixo. e) Caso a posição da conjunção “portanto”(l.9) seja alterada para o início ou fim do período, prejudica-se a coerência e a correção gramatical do trecho. Item INCORRETO.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Comentário. A posição da conjunção portanto em relação à oração subordinada adverbial a que pertence não altera nem prejudica a coerência textual ou a correção gramatical, desde feitos os ajustes na pontuação. O exposto na assertiva se aplica a outra conjunção – pois. No meio da oração e isolada por vírgulas, a conjunção pois é classificada como conclusiva (“Esse assunto não tem importância. Devemos, pois, retirálo da pauta.”). Caso seja colocada no início, passa a ter um valor explicativo (“Iremos retirar o assunto da pauta, pois ele não tem importância.”). Talvez a intenção da banca tenha sido levar o candidato à confusão de uma conjunção com a outra. (Procurador BACEN/2002) O Brasil tem o maior e mais complexo sistema financeiro da América Latina, com 208 bancos, que se distribuem por mais de 17 mil agências e aproximadamente 15 mil postos de atendimento adicionais. Contudo, o desenvolvimento desse imenso complexo, nos últimos trinta anos foi profundamente marcado pelo crônico processo inflacionário que predominou, nesse período, na economia brasileira. A longa convivência com a inflação possibilitou às instituições financeiras ganhos proporcionados pelos passivos não-remunerados, como os depósitos a vista e os recursos em trânsito, o que compensou ineficiências administrativas e perdas decorrentes de concessões de créditos que foram se revelando, ao longo do tempo, de difícil liquidação. (www.bcb.gov.br) 17 - Assinale a opção em que a substituição sugerida está de acordo com as idéias do texto e não exige outras transformações no texto para assegurar a correção gramatical. a) “que se distribuem”(l.2) / os quais seriam distribuídos b) “o que compensou”(l.9) / compensadas c) “possibilitou às instituições financeiras ganhos”(l.7 e 8) / permitiu que as instituições financeiras ganhassem d) “como os depósitos a vista”(l.9) / como, também, os depósitos a vista e) “Contudo, o desenvolvimento desse imenso complexo”(l.4) / O desenvolvimento de tal sistema, todavia,

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Gabarito: E Comentário. Estão incorretas as seguintes opções: a) na transposição de voz ativa sintética (que se distribuem) para a analítica (os quais seriam distribuídos), houve alteração indevida do tempo verbal – de presente do indicativo para futuro do pretérito do indicativo); b) novamente, a função do pronome demonstrativo “o” em “o que compensou” retoma o que foi mencionado anteriormente (“possibilitou às instituições financeiras ganhos proporcionados pelos passivos nãoremunerados”) e, por isso, não tem o valor adjetivo da forma “compensadas”, como sugerido na alternativa; c) alterando-se como proposto, o período seria: “A longa convivência com a inflação permitiu que as instituições financeiras ganhassem proporcionados pelos passivos não-remunerados, como os depósitos a vista e os recursos em trânsito”. Percebe-se, assim, grave prejuízo à coesão e coerência textuais, pois os termos “proporcionados pelo passivos não-remunerados”, que complementavam o substantivo “ganhos”, retirado na substituição sugerida, ficaram sem nexo na nova estrutura. d) a palavra denotativa de inclusão “também”, para que não haja prejuízo na coerência textual, depende da existência de um primeiro elemento ao qual o segundo elemento iria se relacionar. Contudo, verifica-se que o sintagma “depósitos a vista” é o primeiro da série, não admitindo, portanto, o uso de “também”. Aproveitamos para comentar a forma não acentuada de “a vista” nessa passagem. Alguns autores de renome exigem, para a acentuação de locuções adverbiais femininas, a existência de ambigüidade no período. O mesmo se aplica à expressão “à distância”. Consideram que essa locução adverbial somente seria acentuada se houvesse determinação da distância (“à distância de 10 metros”). Usada em sentido genérico, não receberia acento (“ensino a distância”). No entanto, como mencionado na aula sobre crase, a posição majoritária da doutrina aponta para a acentuação das locuções femininas, sejam elas adverbiais, adjetivas, conjuntivas ou prepositivas, posição essa que tem, inclusive, o aval do consagrado professor Celso Luft (“A tendência da língua é acentuar o ‘a’ inicial das locuções femininas – adverbiais, prepositivas e conjuntivas -, mesmo quando não é crase”).

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Se, na hora da prova, uma dessas locuções femininas não estiver acentuada, cuidado! Observe as demais opções, pois, como a ESAF não indica bibliografia, pode ser que estejam seguindo a linha de autores que exigem ambigüidade para o emprego do acento grave. (TRF/2002.1) 18 - Assinale a opção que, ao preencher as lacunas, torna o texto sintaticamente incorreto. ___________ na execução de programas sociais no Nordeste, ______ no desenho das relações entre centros de pesquisa e empresas, um dos maiores problemas sempre foi o de garantir que os recursos cheguem ao seu destino e que sejam usados com inteligência. (Gilson Schwartz) a) Seja / seja b) Tanto / quanto c) Conquanto/ ou d) Tanto / como e) Quer/ quer Gabarito: C Comentário. Enquanto que as sugestões das opções a, b, d e e são conjunções alternativas ou comparativas, a conjunção “conquanto” é concessiva (equivalente a “embora”, “apesar de”), o que prejudicaria a coesão textual. 19 - (TRF/2002) O CPF é hoje um dos documentos mais utilizados no Brasil. Foi criado em 1965, com o objetivo de identificar o contribuinte – pessoa física – perante a Secretaria da Receita Federal e para que ela tivesse um maior controle dos contribuintes brasileiros. Com o passar do tempo, instituições financeiras e o comércio passaram a exigir o número do documento para fazer várias operações, como financiamentos, por exemplo. Enquanto o CPF é uma forma de identificação do contribuinte, a carteira de identidade tem a finalidade de identificar o cidadão por meio da Secretaria de Segurança Pública. (Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações) www.pontodosconcursos.com.br 27

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Assinale a opção correta a respeito do emprego das palavras e expressões no texto. a) A preposição “com”(l.2) agrega ao substantivo “objetivo” uma idéia de modo, como na expressão com vagar. b) A preposição “para”(l.3), na sentença em que ocorre, introduz um julgamento, uma opinião. c) O emprego do infinitivo flexionado, fazerem, no lugar de “fazer”(l.6) mantém a coerência textual e a correção gramatical. d) A preposição de, em “controle dos contribuintes”(l.4), estabelece entre os nomes que liga uma relação semântica correspondente a os contribuintes que controlam. e) O valor semântico do conectivo “Enquanto” (l.7) corresponde ao de uma conjunção alternativa. Gabarito: C Comentário. Em relação à resposta correta (gabarito), já houve comentário na aula sobre verbos (Aula 2 – questão 34). O que nos interessa hoje é comentar os demais itens, que exploram conceitos acerca do emprego de preposições e de conjunções. a) O valor da preposição com na passagem é causal (para identificar o contribuinte - causa – criou-se o CPF – conseqüência) e não de modo, como em “com vagar (lentidão), ele chegou aqui.”. Assim como acontece com a conjunção, o valor da preposição só pode ser determinado no contexto. Por exemplo, a preposição com, além do valor causal, pode ter os seguintes aspectos: companhia (“Fui morar com o meu pai.”), preço (“Você pagou com traição a quem lhe deu a mão.”), instrumento ou meio (“Ele me bateu com o martelo.”), matéria (“Com farinha e água, faz-se a massa.”), modo (“Com muito tato, dei-lhe a notícia.”), tempo (“Saímos da festa com o raiar do dia.”), estado (“Com lágrimas nos olhos, despedi-me.”). Esta lista é somente exemplificativa. Há tantas outras situações possíveis. Por isso, deve-se analisar o contexto. b) A idéia expressa pela preposição para é de finalidade. d) Essa é exatamente a diferença entre as funções sintáticas de adjunto adnominal e complemento nominal. A primeira (adjunto adnominal) é exercida pelo elemento que completa um substantivo concreto (porta de ferro) ou um substantivo abstrato com idéia

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ativa; a segunda (complemento nominal) é exercida pelo elemento que completa um adjetivo (Esse material é útil aos alunos.), um advérbio (O deputado votou favoravelmente ao projeto.) ou substantivo abstrato com idéia passiva. Vemos que o termo que complementa um substantivo abstrato tanto pode exercer a função tanto de adjunto adnominal quanto de complemento nominal. O que irá diferenciar uma da outra? O valor atribuído ao termo, se ativo ou passivo. Por exemplo: “A invasão do exército” – o exército invade (ativo) ou é invadido(passivo)? Ele invade, pratica a ação. Então sua função é adjunto adnominal. “A invasão da cidade” – a cidade invade (ativo) ou é invadida (passivo)? Ela é invadida, sofre a ação. Então sua função é complemento nominal. Na questão, a expressão é “controle do contribuinte”. A depender do contexto, pode-se classificar o complemento como adjunto adnominal (valor ativo) ou complemento nominal (valor passivo). A idéia apresentada no texto é que a Receita Federal exerce um controle do contribuinte. Como ele irá sofrer a ação (valor passivo), essa expressão exerce a função sintática de complemento nominal. Em virtude dessa relação semântica, está incorreta a troca por “os contribuintes que controlam”. Quer uma ajuda para memorizar essa regra de identificação da função sintática? Então lá vai: substantivo Abstrato com complemento de valor Ativo – a função é de Adjunto Adnominal (tudo com A). e) O que determina o valor da conjunção é o seu emprego. A conjunção “enquanto” pode ter um valor temporal (“Enquanto eu estudo Matemática, desenvolvo o meu raciocínio.” ou “Enquanto eu dito, você escreve.” – fatos simultâneos) ou adversativo (“João é estudioso, enquanto seu irmão não é.” – fatos opostos). Condena-se a expressão “enquanto que”, que deve ter sido influenciada pela conjunção equivalente “ao passo que”. Pior ainda é o uso dessa expressão no lugar de “na qualidade de” ou “na condição de” – “Eu, enquanto chefe do Departamento, ordeno que saia.”. Querendo falar bonito, muita gente a usa por aí. SOCORRO! Não vamos complicar o que podemos simplificar: usa-se “como” e ficará tudo certo – “Eu, como chefe do Departamento,...”. Na passagem “Enquanto o CPF é uma forma de identificação do contribuinte, a carteira de identidade tem a finalidade de identificar o cidadão por meio da Secretaria de Segurança Pública”, os fatos são

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI simultâneos e não alternativos, como indica a opção. Logo, também está incorreta. 20 - (ACE TCU/2006) Assinale a asserção falsa acerca da estruturação lingüística e gramatical do texto abaixo. Nem o “sim” nem o “não” venceram o referendo, e quem confiar no resultado aritmético das urnas logo perceberá a força do seu engano. O vencedor do referendo foi o Grande Medo. Esse Medo latente, insidioso, que a todos nos faz tão temerosos da arma que o alheio possa ter, quanto temerosos de não ter defesa alguma na aflição. Se um lado ou outro aparenta vantagem na contagem das urnas, não faz diferença. O que importa é extinguir o Grande Medo. E nem um lado nem outro poderia fazê-lo. Todos sabemos muito bem porquê. (Jânio de Freitas, Folha de S. Paulo, 24/10/2005 – com adaptações.) a) Para o texto não apresentar nenhuma incorreção de ordem sintática, a concordância do sujeito composto ligado por “nem... nem” (l. 7 e 8) deve ser feita com o verbo no plural, tal como se fez na ocorrência do mesmo sujeito composto, na primeira linha do texto. b) Apesar de sua posição deslocada na frase, o advérbio “logo” (l. 2) dispensa a colocação de vírgulas em virtude de ser de pouca monta, de pouca proporção. c) Um medo “latente, insidioso” (l.3 e 4) é um medo não manifesto, encoberto, enganador, traiçoeiro, pérfido. d) O trecho contido nas linhas de 4 a 5 admite a seguinte reescritura, sem que se incorra em erro de linguagem: “... que nos faz a todos não só temerosos da arma que o outro possa ter, mas também temerosos de ficarmos indefesos na angústia.” e) A última palavra do texto merece reparo. Há duas expressões que a substituiriam com a devida correção gramatical: 1) por quê e 2) o porquê. Gabarito: A Comentário. Mais uma vez, relembramos que o valor da conjunção deve ser aferido no contexto em que se encontra. A conjunção “nem”, na primeira passagem do texto, apresenta valor aditivo, equivalente a dizer que “O “sim” e o “não” não venceram o referendo.” – quem venceu foi um terceiro – o medo. Já na passagem de linhas 7 e 8, tem valor alternativo – ou (qualquer dos lados) – “um lado ou outro poderia www.pontodosconcursos.com.br 30

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI fazê-lo.” – qualquer um dos dois poderia fazê-lo. Por isso, manteve-se no singular. Em relação aos demais itens corretos, devemos comentar: b) na aula sobre pontuação veremos que expressões adverbiais curtas e de fácil entendimento dispensam a colocação de vírgulas, como fez o autor no trecho de linha 2. Portanto, está correta essa proposição. e) “porque” e “por que” recebem acento circunflexo quando tônicos. Isso ocorre em duas situações – a primeira, quando usado na função de um substantivo – o porquê – ou, a segunda, quando interrogativo, sob a forma direta ou indireta, ao fim da oração, estando subentendida a expressão “por qual motivo”, “por qual razão” – “Não veio por quê?”, “Você não veio e todos sabemos por quê”. A forma apresentada no texto não encontra respaldo na gramática normativa – a forma correta seria por quê. 21 - (TFC SFC/2000) Indique a seqüência que preenche corretamente as lacunas. A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) estima que há 880 milhões de analfabetos adultos e 115 milhões de jovens em idade escolar fora da escola, entre a população mundial. A Unesco, _______, não divulgou os números para cada país pesquisado. Em setembro do ano passado, o Ministério da Educação divulgou os dados mais recentes sobre o Brasil, _______ 14,7% da população entre 14 e 49 anos de idade continua analfabeta. Houve uma grande redução do problema, _____, há 20 anos, mais de 30% da população naquela faixa etária não sabia ler e escrever. O Ministério relacionou a queda dos índices de analfabetismo com o aumento da escolaridade: em 1980, apenas 49% das crianças entre 7 e 14 anos estavam na escola, percentual que subiu para 96% no ano passado. O Brasil reduziu pela metade o percentual de analfabetos na população, _______ dobrou o número de crianças em idade escolar nas salas de aula. Esse avanço é relevante, ______ a simples alfabetização já não é mais suficiente para a conquista de emprego num mercado de trabalho competitivo. (O Estado de S. Paulo - Notas e Informações, 22/4/2000, p.A3) a) porém, onde, pois, porque, contudo b) entretanto, apesar de, já que, por que, mas c) apesar de, entretanto, pois, por que, mas

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) no entanto, onde, apesar de, já que, por que e) pois, porque, apesar de, já que, entretanto Gabarito: A Comentário. 1ª lacuna) Das opções apresentadas, podem ser colocadas entre vírgulas as seguintes conjunções: porém, entretanto, no entanto e pois. Contudo, esta última deve ser eliminada por não atender ao sentido do texto. Deve-se empregar, nessa lacuna, uma conjunção de valor contrário, já que o texto informa que, apesar ter sido estimado o número de analfabetos na população mundial, não foram divulgados os números para cada país pesquisado – idéia adversativa. (Restam as opções a, b e d.) 2ª) Como há um referente indicando lugar (Brasil), deve-se usar o pronome relativo onde. (Restam as opções a e d.) 3ª) 1ª informação: houve redução no percentual de analfabetos; 2ª informação: dobrou o número de crianças em idade escolar nas salas de aula. As idéias se complementam. Portanto, não são contrárias. Então, elimina-se a opção d que apresenta sugestão de preenchimento com apesar de (conjunção concessiva). A melhor conjunção é pois (explicativa) – a resposta é a letra a. 4ª) “Apesar de relevante, a alfabetização não é suficiente para a conquista de emprego num mercado competitivo”. As idéias, portanto, são contrárias, admitindo-se o emprego da conjunção contudo. 22 - (AFPS/2002) Depois de quase 1.400 turnos de votação ________praticamente todas as palavras do documento, a Assembléia Geral da ONU aprovou, no dia 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Passados 53 anos, o desrespeito e o desprezo _______vida ainda continuam mundo______ , nos massacres de periferia, nas lutas do campo ou no trabalho infantil. Os abusos estão estampados ________ dias nos jornais. Esse fluxo de relatos é em si um tributo à Declaração, _________ possibilitou discussão séria sobre o tema e incentivou forte movimento internacional pelos direitos humanos. (Almanaque Brasil, dezembro de 2001, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Para completar corretamente o trecho acima é necessário inserir, pela ordem, os seguintes termos: a) de - à - afora - todos - em que b) sobre - por a - afora - todos os - com que c) de - pela - a fora - todos - por que d) sobre - pela - afora - todos os - que e) em - à - a fora - todos - com que Gabarito: D Comentário. 1ª) A preposição que melhor preenche esta primeira lacuna é sobre (documento sobre o qual houve quase 1.400 turnos de votação). Restam as opções b e d. 2ª) Os substantivos desrespeito e desprezo regem as preposições por, para (com), de e a (a forma “por a” – item b - leva à contração: pela). Elimina-se a letra b. Resposta: d. 3ª) A preposição cabível nesta lacuna é afora (equivalente a “por toda a extensão – no tempo e no espaço”). Essa preposição e outras, como perante, após, dentre, são derivadas da combinação de dois elementos, respectivamente a + fora, per + ante, a+pós, de+entre. Hoje em dia, entendem-se como preposições simples. Há outras que se mantém sem contração – para com / por entre. Aparecem lado a lado e a interpretação do elo semântico que elas definem se dá pela composição dos sentidos individuais de cada preposição. 4ª) “Todos os dias” equivale a diariamente, dia a dia (advérbio que não se confunde com o substantivo “dia-a-dia” = “cotidiano”). Algumas palavras têm seu sentido alterado se, numa expressão como essa, estiverem sem o artigo. Exemplo: “toda mulher” – qualquer mulher; “toda a mulher” – a mulher inteira; “todo mundo” – todas as pessoas; “todo o mundo” – o mundo inteiro. 5ª) Como o pronome relativo que, que faz referência a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, exerce a função sintática de sujeito em “possibilitou discussão séria sobre o tema” e, por isso, não pode estar regido por preposição alguma. A ordem é, portanto: sobre, pela (por + a), afora, todos os, que.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 23 – (AFRF/1998) Escreva diante de cada texto, adaptado de Aliomar Baleeiro, o número do operador lógico que preenche corretamente a lacuna: ( ) É característica da taxa a especialização do serviço em proveito direto ou por ato do contribuinte, ____________, na aplicação do imposto, não se procura apurar se há qualquer interesse, direto ou indireto, por parte de quem o paga. ( ) Em 1896, Amaro Cavalcânti ponderava que a palavra ‘taxa’, sem embargo de ser igualmente usada como sinônimo geral de impostos, não devia ser assim entendida ou empregada; ________________, na sua acepção própria, designa o gênero de contribuição que os indivíduos pagam por um serviço diretamente recebido. ( ) O pagamento das taxas é facultativo; é, por assim dizer, o preço do serviço obtido e _____________ em que cada um o exige ou dele tira proveito. ( ) As taxas se devem revestir sempre do caráter de contraprestação inerente a essa espécie de tributos. Ao adotar-se interpretação outra, malograr-se-ão todas as cautelas da Constituição, que estabeleceu e quer uma rígida discriminação de competência, ___________, prevendo a reedição de velhos abusos fiscais mascarados com o nome de taxas, preceituou proibição inequívoca. ( ) As despesas de administração da justiça poderiam ser pagas convenientemente por uma contribuição particular, __________ que a ocasião o exigisse. ( ) Enquanto pelas taxas, o indivíduo procura obter um serviço que lhe é útil pessoalmente, o Estado, _____________, procura, pelo imposto, os meios de satisfazer as despesas necessárias da administração. ( ) Os clássicos, assim como os contemporâneos, não divergem sobre a noção básica de taxa, ___________ se separem acerca de outros pontos acessórios. (1) embora (2) ao passo que (3) à medida (4) tanto assim que (5) na medida (6) visto como (7) ao contrário A seqüência numérica correta é: a) 6, 5, 1, 3, 4, 7, 2 b) 1, 7, 5, 4, 2, 3, 6 www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI c) 2, 6, 5, 4, 3, 7, 1 d) 1, 3, 2, 6, 5, 7, 4 e) 2, 5, 6, 7, 4, 3, 1 Gabarito: C Comentário. Muitas vezes, o critério de seleção da prova não é “saber mais”, mas “saber resolver a prova, com o máximo de acertos, no menor tempo possível”. Mas será que isso é possível? Sim. O que eu quero dizer com isso? O candidato pode dominar um assunto, mas, se na hora da prova, ele gastar muito tempo com determinada matéria, vai faltar tempo em outra. Você já deve ter ouvido lamentações como “eu sabia, mas não tive tempo de resolver a prova – chutei tudo.”. É lastimável quando isso acontece. É para evitar isso que, além de abordarmos o conteúdo da disciplina, temos a obrigação de mostrar como resolver uma prova de maneira mais simples. Questões como essa, por exemplo, devem ser resolvidas de forma objetiva. Não adianta ler todas as opções e testar conectivo por conectivo até encontrar a ordem correta. Certamente, acabaria acertando, mas não conseguiria resolver tudo de Matemática, Estatística, Informática... e o desfecho você já deve imaginar, não é? Como eu faria, ou melhor, como eu faço: 1º) busquei a menor oração – terceiro segmento: “O pagamento das taxas é facultativo; é, por assim dizer, o preço do serviço obtido e _____________ em que cada um o exige ou dele tira proveito.” Há uma preposição em antecedendo o que. Essa preposição não é exigida pelos termos subseqüentes exigir ou tirar proveito. Então, só poderia ser exigência da conjunção omitida. Com isso, elimino, mesmo sem ler o período, as seguintes opções: embora, ao passo que (já tem o “que”), à medida (não existe a conjunção “à medida em que”), tanto assim que (também já tem o “que”), visto como (não admitiria o complemento “em que”), ao contrário (também não admitiria o complemento “em que”). O que restou? A conjunção “na medida em que” – causal. Lendo o fragmento do texto, ela se encaixa perfeitamente. Vou às opções e vejo quais indicam o nº 5 (na medida) na terceira posição – b e c. A essa altura, já estou com 50% de chances de ganhar o ponto.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 2º) passo a analisar outro segmento pequeno – o último: “Os clássicos, assim como os contemporâneos, não divergem sobre a noção básica de taxa, ___________ se separem acerca de outros pontos acessórios.” e vou testar as sugestões dos itens b e c. O verbo no subjuntivo “se separem” ajuda na seleção da conjunção. A primeira (de acordo com a ordem de c) já se encaixa com perfeição – a conjunção embora leva o verbo para o subjuntivo e atende à relação antagônica estabelecida pelas expressões “não divergem” e “se separem”. Já a opção b sugere a colocação da conjunção “visto como”. Acontece que, além do prejuízo na coerência textual, o verbo deveria estar no indicativo (visto como se separam) e não no subjuntivo. Resolvida a questão em menos de dois minutos – gabarito: C. Por questões didáticas, iremos analisar as demais lacunas. 1ª) CUIDADO! Não é a conjunção que está entre vírgulas (o que poderia levar muita gente a preencher com “ao contrário”), mas a expressão “na aplicação do imposto”. De um lado, fala-se na característica da taxa – ser um tributo de caráter contraprestacional (“em proveito direto ou por ato do contribuinte”); de outro, o imposto, em que não há essa contrapartida estatal (“não se procura apurar se há qualquer interesse, direto ou indireto, por parte de quem o paga”). Assim, expressões em campos semânticos opostos devem ser ligadas por conjunções adversativas ou concessivas: como “embora” já foi usado, resta-nos “ao passo que”. 2ª) À oração “não devia ser assim entendida ou empregada”, segue uma oração de valor causal. Das opções apresentadas, as conjunções com esse valor são: “visto como” (equivalente à conjunção “visto que”) e “na medida em que”. Como esta, além de estar desfalcada do seu “em que”, já foi usada na terceira lacuna, a única forma possível é visto como. 3ª) Já foi comentada. 4ª) Agora, a oração a ser introduzida pela conjunção tem valor consecutivo: “tanto a Constituição previu a reedição de velhos abusos mascarados com o nome de taxas, que preceituou proibição inequívoca” – tanto assim que. 5ª) Nesse período, estabelece-se a noção de proporcionalidade – as despesas poderiam ser pagas à medida que a ocasião o exigisse – à medida (o “que” já faz parte do segmento, auxiliando a identificação). 6ª) Novamente, idéias opostas: de um lado, o caráter individualista das taxas (“um serviço que lhe é útil pessoalmente”); de outro, o caráter generalista do imposto (“satisfazer as despesas da www.pontodosconcursos.com.br 36

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI administração”). Por isso, está correta a colocação da expressão ao contrário. 7ª) Também já comentada. Com essa, encerramos o assunto de hoje. Bons estudos para vocês. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 01 - (AFRF 2002.2) Em artigo publicado na década de noventa, o professor Paul Krugman explicava que todos aqueles países que falavam inglês haviam tido um desempenho econômico acima da média de seus vizinhos e que o inglês estava se tornando rapidamente a língua franca dos negócios, do turismo e da internet. Assim, os processos de fusão de empresas, tão comuns naquele tempo, só teriam sucesso se utilizassem o inglês como língua de integração das corporações. Essa visão nos preocupou quando resolvemos integrar todas as áreas de consultoria espalhadas pela América Latina em uma única divisão de consultoria. Mas ficou uma pergunta no ar: “que língua oficial adotar”? O espanhol ou o português acirraria a rivalidade que já era bastante grande no campo dos esportes. Adotar o inglês teria a vantagem da neutralidade e da facilidade de interação com nossos colegas de outras regiões, mas com perda significativa na agilidade da comunicação e no andamento das reuniões. Foi adotada então uma postura única: haveria três línguas oficiais. Essa pequena sutileza significava, na verdade, que todos eram obrigados a entender as três línguas, mas poderiam se expressar no idioma em que se sentissem mais à vontade. Hoje, cinco anos depois, sentimos que essa decisão foi fundamental para o nosso processo de integração, e a lição aprendida é que muitas vezes a criatividade local pode ser mais efetiva que verdades importadas. (José Luiz Rossi, Integração cultural na América Latina, CLASSE ESPECIAL, 89/2001, com adaptações) Julgue os itens abaixo, em relação ao emprego das estruturas lingüísticas do texto. I - As duas ocorrências da conjunção “que”(l.2 e 4) têm a função de demarcar o início das duas orações ligadas por “e”(l.4), mas, sintaticamente, o segundo que pode ser omitido.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI II - A preposição “em”(l.9), exigida pelas regras de regência do verbo “integrar”(l.8), pode sofrer contração com o artigo que a segue, sem prejudicar a correção e as idéias do texto. 02 - (Técnico IPEA/2004) A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído, principalmente, por trabalhadores ameaçados pelo desemprego ou vítimas diretas dele. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo. (Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho) Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo. a) O emprego de “mas também”(l.2) está sintática e semanticamente vinculado ao emprego de “não ... apenas”(l.1). 03 - (Técnico IPEA/ 2004) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical, de coesão ou de coerência textual. É relevante(1) o fato de que (2), na idade de ouro do capitalismo, nos 25 anos do pós-guerra, entre os países industrializados, de cada (3) dez empregos criados, seis o (4) eram no setor público. Essa informação não deve surpreender, não obstante (5) a principal característica do estado de bem-estar social é a existência de um serviço público de qualidade e em quantidade suficiente. (Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 04 - (Analista IRB/2004) Fazer pesquisa é ofício que exige dedicação e paciência, ____1_____ os resultados são lentos e incertos. Além disso, por genial que seja um cientista, não é possível produzir conhecimento www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI sozinho. Há o contexto de criação, a comunidade científica nacional e internacional ____2____ se discutem os resultados e ____3____ se expõem métodos e técnicas desenvolvidas em prol do saber. De maneira marcante há a formação de discípulos, ____4_____ iniciação científica, quando o estudante ainda está nos cursos de graduação, ao doutorado e pós-doutorado.______5_______, é sumamente relevante o debate de idéias em favor do objeto de estudo. (Adaptado de Roseli Fischmann, Ciência, democracia e direitos,Correio Braziliense, 26/01/2004) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. 1 a) b) c) d) e) já que pois porque porquanto vez que 2 de que com quem na qual a que onde 3 para a qual em que para a qual da qual de que 4 da para a desde a com a pela 5 Por todas elas Tais níveis Em todos esses níveis Naquelas Em certos níveis

05 - (Oficial de Chancelaria/2002) Além de estabelecer um parâmetro esportivo até aqui intransponível, Pelé é parte de uma outra epopéia. Sem ele, talvez o Brasil não tivesse derrotado nem o complexo de inferioridade de sua sociedade em geral nem o racismo velado que se manifestava até no futebol. Com Pelé, brasileiro e negro, foi possível vencer um e outro complexos. Nós, jornalistas brasileiros, temos uma dívida enorme com Pelé. Vários companheiros – e eu mesmo – já escapamos de situações delicadas, usando a palavra mágica “Pelé”, em países remotos nos quais a palavra Brasil não faz o menor sentido, a não ser quando associada a Pelé. Sem ele, talvez alguns de nós até poderíamos ter morrido. Não é assim que alguém marca uma época? (Clovis Rossi, Folha de S. Paulo, 7/04/2002) Em relação ao texto assinale a opção incorreta. a) A palavra “epopéia”(l.2) está sendo utilizada em sentido figurado, pois não se refere a um poema longo, mas a uma ação ou série de ações grandiosas. www.pontodosconcursos.com.br 39

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI b) A eliminação da primeira ocorrência de “nem”(l.3) e a substituição da segunda(l.4) por e mantêm a correção sintática do período. c) Os termos “brasileiro e negro”(l.5) e “jornalistas brasileiros”(l.6) exercem função sintática idêntica. d) Pode-se, sem alterar a correção do período, substituir “nos quais” (l. 8 a 9) por em que. e) A transformação do trecho “nos quais a palavra Brasil”(l.8 a 9) por nos quais falar no Brasil dispensa outras transformações no texto. 06 - (ACE TCU/2006) Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. As barreiras regulatórias vão da dificuldade burocrática de abrir um empreendimento ao custo tributário de mantê-lo em funcionamento. No Brasil, representam 11% da muralha antidesenvolvimento e resultam, na maioria das vezes, da mão pesada do Estado – criador de labirintos burocráticos, de onerosa e complexa teia de impostos e de barreiras comerciais. (Adaptado de Revista Veja, 7 de dezembro de 2005.) a) A substituição de “da” (l.1) por desde a mantém a correção gramatical do período. b) A substituição de “ao” (l. 2) por até o mantém a correção gramatical do período. c) As formas verbais “representam” (l.3) e “resultam” (l. 4) referem-se a “As barreiras regulatórias” (l.1). d) A expressão “mão pesada” (l. 4) está sendo empregada em sentido conotativo. e) A expressão “teia” (l. 5) está empregada em sentido denotativo. (TRF/2003) Leia o texto abaixo para responder à questão 07. O panorama da sociedade contemporânea sugere-nos incontáveis abordagens da ética. À medida que a modernidade — ou a pósmodernidade — avança, novas facetas surgem com a metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações. Mas, falar sobre ética é como tratar da epopéia humana. Na verdade, está mais para odisséia, gênero que descreve navegações acidentadas, lutas e contratempos incessantes, embates de vida e morte, ilusões de falsos valores como cantos de sereias, assédios a pessoas e a propriedades, interesses contraditórios de classes dominantes figuradas pelos deuses, ora hostis ora favoráveis. As aventuras de Ulisses sintetizam e www.pontodosconcursos.com.br 40

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI representam o confronto de ideais nobres e de paixões mesquinhas. Não obstante narram-se também feitos de abnegação, laços de fidelidade entre as pessoas e suas terras, lances de racionalidade e emoção, a perseverança na reconquista de valores essenciais. Os mitos clássicos são representações de vicissitudes humanas e situações éticas reais. (Adaptado de José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras daÉtica, São Paulo: Senac, 2002, págs.17 e 18) 07 - Em relação ao texto, assinale a opção correta. a) Em “sugere-nos”(l.1) o pronome enclítico exerce a mesma função sintática do “se” em “narram-se”(l.12). b) Ao se substituir “À medida que”(l.2) por À medida em que, preservam-se as relações semânticas originais do período. c) A preposição “com”(l.3) está sendo empregada para conferir a idéia de comparação entre “novas facetas”(l.3) e “metamorfose do espírito humano”(l.3-4). d) A expressão “Na verdade, está mais para odisséia”(l.6) e as informações que se sucedem permitem a inferência de que “epopéia”(l.5) não traria a noção de dificuldades, fracassos. e) O período permaneceria correto se a preposição na expressão “confronto de ideais”(l.11) fosse, sem outras alterações no período, substituída por entre. (TRF/2003) A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista, que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente da visão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimento do todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano se situe no tempo e no espaço da sua existência concreta. (José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, SãoPaulo: Senac, 2002, p. 27) 08 - Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo. - Ao se substituir a conjunção “porquanto”(l.4) pela conjunção porque, as relações sintáticas e semânticas do período são mantidas.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 09 - (Oficial de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que uma das duas sugestões não preenche corretamente a lacuna correspondente. A diplomacia defende e projeta no exterior os interesses nacionais, _____1______que ela procura melhorar a inserção internacional do país que representa. ____2____ ela não cria interesses ____3_____pode projetar o que não existe. O país que se encontra por trás da diplomacia é o único elemento _____4________ela pode operar.______5________, a diplomacia só poderá responder adequadamente às transformações do cenário internacional se essas transformações forem, de alguma forma, internalizadas pelo país. (Adaptado de www.mre.gov.br, Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados) a) 1 - da mesma forma / do mesmo modo b) 2 - Entretanto / Todavia c) 3 - nem / tão pouco d) 4 - a partir do qual / com base em que e) 5 - Por isso / Por conseguinte (Gestor Fazendário MG/2005) A economia brasileira apresentou um bom desempenho ano passado, incentivada, principalmente, por anterior queda nos juros e pelo crescimento das vendas do país no exterior. ____(a)___este ano, um desses motores está ausente. ___(b)___ o Banco Central, para combater a inflação, vem elevando seguidamente a taxa básica, hoje situada em 19,25% ao ano. ____(c)____, os juros altos estão contribuindo para frear o crescimento econômico, mas não a inflação._____(d) _____o ganho com a queda da inflação é pequeno, se comparado à perda no crescimento econômico. Não se defende por meio dessa comparação, o aumento da produção a qualquer custo. _____(e)_____o objetivo é expor a atual ineficácia do aumento dos juros sobre a inflação. O outro motor importante para o crescimento de 2004 (as exportações brasileiras), no entanto, continua presente este ano, com ótimo desempenho. (Inflação e crescimento. Opinião.Correio Braziliense, 9 de abril de 2005, com adaptações) 10 - Desconsiderando o emprego de letras maiúsculas e minúsculas, assinale a opção que, ao preencher a lacuna, mantém o texto coeso, coerente e gramaticalmente correto. www.pontodosconcursos.com.br 42

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Haja vista que b) Apesar de c) Entretanto d) Embora e) Tão pouco 11 -(Assistente de Chancelaria/2002) Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preencher a lacuna provoca incoerência textual ou erro gramatical. O Brasil é um país grande, diversificado _____(a) visto como uma promessa que parece nunca se realizar. O potencial existe, _______(b) há algo bloqueando o Brasil. Acho que é uma combinação de fatores como o sistema político e o modo de trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas da sociedade, ______(c) é muito freqüente o brasileiro eleger políticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações. É um país muito importante para a economia mundial, _____(d) sermos sempre decepcionados. É, _______(e), um desafio delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamente no Brasil. (Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações) a) e / mas b) entretanto / mas c) já que / pois d) embora / apesar de e) contudo / portanto 12 - (TRF/2003) Quem não declarou no ano passado está classificado pela Receita como “pendente”. Embora não tenha o CPF cancelado agora, sua situação será considerada irregular perante a Receita. O cancelamento do documento pode significar muitos problemas, pois o CPF passou a ser mais solicitado do que a carteira de identidade. Sem ele, é impossível abrir uma conta bancária, comprar a prazo, prestar concurso público. Caso ganhe em uma loteria, também será impedido de retirar o prêmio. (Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações) Analise a assertiva abaixo, a respeito das estruturas lingüísticas do texto. www.pontodosconcursos.com.br

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) Mantêm-se as relações semânticas e a correção gramatical ao substituir “Embora”(l.3) por Apesar de. (TRF/2000) O setor comercial “online” cresce mais de 30% ao ano. À primeira vista, parece que o consumidor é beneficiado por produtos mais baratos. O problema é que o preço baixo é conseguido à custa de concorrentes, que são obrigados a pagar impostos, e de governos, que perdem receita fiscal. Apesar de estar crescendo muito, o comércio eletrônico ainda é pequeno em relação ao comércio total, o que faz as distorções econômicas e fiscais serem menores. (Robert J. Samuelson, Exame, 22/03/2000, com adaptações) 13 - O texto permanece correto se forem feitas as seguintes substituições, exceto: a) o que faz / os quais fazem(l. 6) b) à custa de / tendo como base o prejuízo de (l.3 e 4) c) Apesar de estar / Embora esteja (l.5) d) em relação ao / em comparação com(l.6) e) ao ano / por ano(l.1) (AFRF 2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 14 – Julgue a proposição abaixo, em relação aos elementos do texto. c) Respeitam-se as regras de regência da norma culta ao empregar a preposição de em vez de que na expressão verbal “Têm que” (l.10). 15- (TFC SFC/2000) Assinale o item que não preenche a lacuna do texto com coesão e coerência. Os historiadores dizem que a troca de e-mails, o download de fotos dos amigos ou as reservas para as férias feitas pelo computador talvez sejam divertidos, ______________ a Internet não pode ser comparada a inovações como a invenção da imprensa, o motor a vapor ou a eletricidade. (Adaptado de Negócios Exame, p.94) a) contudo b) no entanto c) entretanto d) todavia e) porquanto (Procurador BACEN/2002) Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas conseqüências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos. (www.bcb.gov.br) 16 - Julgue a assertiva abaixo. e) Caso a posição da conjunção “portanto”(l.9) seja alterada para o início ou fim do período, prejudica-se a coerência e a correção gramatical do trecho.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (Procurador BACEN/2002) O Brasil tem o maior e mais complexo sistema financeiro da América Latina, com 208 bancos, que se distribuem por mais de 17 mil agências e aproximadamente 15 mil postos de atendimento adicionais. Contudo, o desenvolvimento desse imenso complexo, nos últimos trinta anos foi profundamente marcado pelo crônico processo inflacionário que predominou, nesse período, na economia brasileira. A longa convivência com a inflação possibilitou às instituições financeiras ganhos proporcionados pelos passivos não-remunerados, como os depósitos a vista e os recursos em trânsito, o que compensou ineficiências administrativas e perdas decorrentes de concessões de créditos que foram se revelando, ao longo do tempo, de difícil liquidação. (www.bcb.gov.br) 17 - Assinale a opção em que a substituição sugerida está de acordo com as idéias do texto e não exige outras transformações no texto para assegurar a correção gramatical. a) “que se distribuem”(l.2) / os quais seriam distribuídos b) “o que compensou”(l.9) / compensadas c) “possibilitou às instituições financeiras ganhos”(l.7 e 8) / permitiu que as instituições financeiras ganhassem d) “como os depósitos a vista”(l.9) / como, também, os depósitos a vista e) “Contudo, o desenvolvimento desse imenso complexo”(l.4) / O desenvolvimento de tal sistema, todavia, (TRF/2002.1) 18 - Assinale a opção que, ao preencher as lacunas, torna o texto sintaticamente incorreto. ___________ na execução de programas sociais no Nordeste, ______ no desenho das relações entre centros de pesquisa e empresas, um dos maiores problemas sempre foi o de garantir que os recursos cheguem ao seu destino e que sejam usados com inteligência. (Gilson Schwartz) a) Seja / seja b) Tanto / quanto c) Conquanto/ ou

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) Tanto / como e) Quer/ quer 19 - (TRF/2002) O CPF é hoje um dos documentos mais utilizados no Brasil. Foi criado em 1965, com o objetivo de identificar o contribuinte – pessoa física – perante a Secretaria da Receita Federal e para que ela tivesse um maior controle dos contribuintes brasileiros. Com o passar do tempo, instituições financeiras e o comércio passaram a exigir o número do documento para fazer várias operações, como financiamentos, por exemplo. Enquanto o CPF é uma forma de identificação do contribuinte, a carteira de identidade tem a finalidade de identificar o cidadão por meio da Secretaria de Segurança Pública. (Correio Braziliense, 16/2/2002, com adaptações) Assinale a opção correta a respeito do emprego das palavras e expressões no texto. a) A preposição “com”(l.2) agrega ao substantivo “objetivo” uma idéia de modo, como na expressão com vagar. b) A preposição “para”(l.3), na sentença em que ocorre, introduz um julgamento, uma opinião. c) O emprego do infinitivo flexionado, fazerem, no lugar de “fazer”(l.6) mantém a coerência textual e a correção gramatical. d) A preposição de, em “controle dos contribuintes”(l.4), estabelece entre os nomes que liga uma relação semântica correspondente a os contribuintes que controlam. e) O valor semântico do conectivo “Enquanto” (l.7) corresponde ao de uma conjunção alternativa. 20 - (ACE TCU/2006) Assinale a asserção falsa acerca da estruturação lingüística e gramatical do texto abaixo. Nem o “sim” nem o “não” venceram o referendo, e quem confiar no resultado aritmético das urnas logo perceberá a força do seu engano. O vencedor do referendo foi o Grande Medo. Esse Medo latente, insidioso, que a todos nos faz tão temerosos da arma que o alheio possa ter, quanto temerosos de não ter defesa alguma na aflição. Se um lado ou outro aparenta vantagem na contagem das urnas, não faz diferença. O que importa é extinguir o Grande Medo. E nem um lado nem outro poderia fazê-lo. Todos sabemos muito bem porquê.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (Jânio de Freitas, Folha de S. Paulo, 24/10/2005 – com adaptações.) a) Para o texto não apresentar nenhuma incorreção de ordem sintática, a concordância do sujeito composto ligado por “nem... nem” (l. 7 e 8) deve ser feita com o verbo no plural, tal como se fez na ocorrência do mesmo sujeito composto, na primeira linha do texto. b) Apesar de sua posição deslocada na frase, o advérbio “logo” (l. 2) dispensa a colocação de vírgulas em virtude de ser de pouca monta, de pouca proporção. c) Um medo “latente, insidioso” (l.3 e 4) é um medo não manifesto, encoberto, enganador, traiçoeiro, pérfido. d) O trecho contido nas linhas de 4 a 5 admite a seguinte reescritura, sem que se incorra em erro de linguagem: “... que nos faz a todos não só temerosos da arma que o outro possa ter, mas também temerosos de ficarmos indefesos na angústia.” e) A última palavra do texto merece reparo. Há duas expressões que a substituiriam com a devida correção gramatical: 1) por quê e 2) o porquê. 21 - (TFC SFC/2000) Indique a seqüência que preenche corretamente as lacunas. A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) estima que há 880 milhões de analfabetos adultos e 115 milhões de jovens em idade escolar fora da escola, entre a população mundial. A Unesco, _______, não divulgou os números para cada país pesquisado. Em setembro do ano passado, o Ministério da Educação divulgou os dados mais recentes sobre o Brasil, _______ 14,7% da população entre 14 e 49 anos de idade continua analfabeta. Houve uma grande redução do problema, _____, há 20 anos, mais de 30% da população naquela faixa etária não sabia ler e escrever. O Ministério relacionou a queda dos índices de analfabetismo com o aumento da escolaridade: em 1980, apenas 49% das crianças entre 7 e 14 anos estavam na escola, percentual que subiu para 96% no ano passado. O Brasil reduziu pela metade o percentual de analfabetos na população, _______ dobrou o número de crianças em idade escolar nas salas de aula. Esse avanço é relevante, ______ a simples alfabetização já não é mais suficiente para a conquista de emprego num mercado de trabalho competitivo. (O Estado de S. Paulo - Notas e Informações, 22/4/2000, p.A3)

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI a) porém, onde, pois, porque, contudo b) entretanto, apesar de, já que, por que, mas c) apesar de, entretanto, pois, por que, mas d) no entanto, onde, apesar de, já que, por que e) pois, porque, apesar de, já que, entretanto 22 - (AFPS/2002) Depois de quase 1.400 turnos de votação ________praticamente todas as palavras do documento, a Assembléia Geral da ONU aprovou, no dia 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Passados 53 anos, o desrespeito e o desprezo _______vida ainda continuam mundo______ , nos massacres de periferia, nas lutas do campo ou no trabalho infantil. Os abusos estão estampados ________ dias nos jornais. Esse fluxo de relatos é em si um tributo à Declaração, _________ possibilitou discussão séria sobre o tema e incentivou forte movimento internacional pelos direitos humanos. (Almanaque Brasil, dezembro de 2001, com adaptações) Para completar corretamente o trecho acima é necessário inserir, pela ordem, os seguintes termos: a) de - à - afora - todos - em que b) sobre - por a - afora - todos os - com que c) de - pela - a fora - todos - por que d) sobre - pela - afora - todos os - que e) em - à - a fora - todos - com que 23 – (AFRF/1998) Escreva diante de cada texto, adaptado de Aliomar Baleeiro, o número do operador lógico que preenche corretamente a lacuna: ( ) É característica da taxa a especialização do serviço em proveito direto ou por ato do contribuinte, ____________, na aplicação do imposto, não se procura apurar se há qualquer interesse, direto ou indireto, por parte de quem o paga. ( ) Em 1896, Amaro Cavalcânti ponderava que a palavra ‘taxa’, sem embargo de ser igualmente usada como sinônimo geral de impostos, não devia ser assim entendida ou empregada; ________________, na sua acepção própria, designa o gênero de contribuição que os indivíduos pagam por um serviço diretamente recebido. www.pontodosconcursos.com.br 49

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ( ) O pagamento das taxas é facultativo; é, por assim dizer, o preço do serviço obtido e _____________ em que cada um o exige ou dele tira proveito. ( ) As taxas se devem revestir sempre do caráter de contraprestação inerente a essa espécie de tributos. Ao adotar-se interpretação outra, malograr-se-ão todas as cautelas da Constituição, que estabeleceu e quer uma rígida discriminação de competência, ___________, prevendo a reedição de velhos abusos fiscais mascarados com o nome de taxas, preceituou proibição inequívoca. ( ) As despesas de administração da justiça poderiam ser pagas convenientemente por uma contribuição particular, __________ que a ocasião o exigisse. ( ) Enquanto pelas taxas, o indivíduo procura obter um serviço que lhe é útil pessoalmente, o Estado, _____________, procura, pelo imposto, os meios de satisfazer as despesas necessárias da administração. ( ) Os clássicos, assim como os contemporâneos, não divergem sobre a noção básica de taxa, ___________ se separem acerca de outros pontos acessórios. (1) embora (2) ao passo que (3) à medida (4) tanto assim que (5) na medida (6) visto como (7) ao contrário A seqüência numérica correta é: a) 6, 5, 1, 3, 4, 7, 2 b) 1, 7, 5, 4, 2, 3, 6 c) 2, 6, 5, 4, 3, 7, 1 d) 1, 3, 2, 6, 5, 7, 4 e) 2, 5, 6, 7, 4, 3, 1

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Bem, pessoal, estamos na reta final e nosso penúltimo assunto está sempre presente em qualquer prova de Língua Portuguesa de qualquer banca examinadora – Pontuação. Na comunicação oral, o falante lança mão de certos recursos da linguagem, como a entoação da voz, os gestos e as expressões faciais para denotar dúvida, hesitação, surpresa, incerteza etc. Quando se constrói a comunicação por meio da escrita, quem passa a ter essa incumbência é a pontuação. Por isso, tanta gente associa indevidamente o emprego de vírgula a uma pausa da respiração. Isso não tem sentido. Se assim o fosse, tínhamos de colocar vírgula a cada palavra escrita. Ou você, por acaso, prende a respiração ao escrever uma oração sem vírgulas? Afinal, qual é a utilidade de colocarmos sinais de pontuação no texto? Além de estabelecer na escrita aquelas denotações expostas acima, também se digna a eliminar ambigüidades que poderiam surgir em um texto sem pontuação ou a destacar certas palavras, expressões ou frases. O texto que reproduzimos abaixo, cujo autor desconhecemos, exemplifica bem as funções da pontuação. “Um homem rico estava muito mal, pediu papel e pena. Escreveu assim: ‘Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.’ Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes. 1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.’ 2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: ‘Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.’ 3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa para a sardinha dele: ‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.’ 4) Chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta pontuação:

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‘Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.’ Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz a diferença.”. Cabe a nós, redatores, empregar a pontuação de modo que a mensagem por nós escrita chegue ao leitor no sentido exato que queríamos transmitir. Para isso, devemos conhecer suas regras. A pontuação depende da estrutura sintática da oração. Para começar, é interessante notar que a ordem direta das orações é a seguinte: SUJEITO – VERBO – COMPLEMENTOS VERBAIS – ADJUNTOS Para colocar a oração nessa ordem direta, devemos partir do verbo, perguntando a ele quem é o seu sujeito. A partir daí, sabendo o sujeito e o verbo, identificaremos os complementos verbais (predicativos, objetos), que são os termos que complementam o sentido do verbo. Por “adjuntos”, entendem-se as condições em que a ação expressa pelo verbo se estabelece – tempo, lugar, modo, intensidade, dúvida, negação. Essas circunstâncias são apresentadas pelos advérbios. É lógico que, se uma dessas circunstâncias (como a de negação) estiver acompanhando um termo específico (por exemplo, um verbo), o advérbio irá se posicionar próximo ao esse termo, e não no fim da oração (Eu não sairei daqui). Os complementos, além de verbais, podem ser nominais, quando completam o sentido de um nome: necessidade de carinho. Também aos nomes ligam-se elementos para restringi-los ou designá-los (adjuntos adnominais). Esses termos regidos devem ficar próximos de seus termos regentes, onde quer que estejam (seja no sujeito, seja no predicado). Exemplos: Seu amor à pátria (o nome faz parte do sujeito) era fantástico; Não há necessidade de chorar (o nome faz parte do predicado). Esses conceitos são fundamentais para compreendermos alguns casos de proibição. Os sinais de pontuação são: ponto, ponto-e-vírgula, vírgula, ponto de exclamação, ponto de interrogação, travessão, parênteses, aspas, reticências. Eles indicam entoação ou pausa. Nas palavras de Celso Cunha (Nova Gramática do Português Contemporâneo), “esta distinção, didaticamente cômoda, não é, porém, rigorosa. Em geral, os sinais de pontuação indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.”.

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O sinal mais explorado em questões de prova é, sem dúvida, a vírgula. Por isso, começaremos por ela. Para fins didáticos, iremos estudar o assunto a partir das proibições e das situações especiais para o seu emprego. Após essa apresentação, começaremos a resolver as questões de prova. VÍRGULA CASOS PROIBIDOS: 1 - Separar por vírgula elementos inseparáveis na ordem direta: 1.1 – sujeito do verbo; 1.2 – verbo do complemento verbal; 1.3 – termo regente do termo regido (complemento nominal, adjunto adnominal); 1.4 – verbos que compõem uma locução verbal; Algumas construções admitem, modernamente, a separação do sujeito do verbo – “Quem avisa, amigo é.” – o sujeito do verbo ser é a oração Quem avisa. Contudo, isso se justifica somente em casos especiais, normalmente por questão de estilo, já que, na fala, costumamos pausar após o verbo. Observe que, se a oração não estiver na ordem direta, o deslocamento dos complementos deverá ser indicado por vírgulas, sem que isso constitua erro: “Por “adjuntos” (predicativo = complemento verbal), entendem-se as condições em que...”. Se surgir uma vírgula após um desses elementos “inseparáveis”, verifique se não se trata de alguma intercalação de elementos. Para a correção do período, deve haver duas vírgulas nessa intercalação, uma abrindo o período e outra, fechando. 2 – Colocar apenas uma das duas vírgulas obrigatórias para isolar termos ou expressões deslocados de sua posição original na oração (exceto, obviamente, se estiver no início do período). Desse jeito, o período deslocado fica “capenga”, faltando uma das vírgulas. Se abriu, tem que fechar. Portanto, são necessárias duas vírgulas, mesmo que alguma delas esteja exercendo dupla função (por exemplo, no caso de DOIS ou mais termos deslocados e adjacentes). Hoje, às duas horas da tarde, próximo ao supermercado, houve um grave acidente. www.pontodosconcursos.com.br 3

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SITUAÇÕES ESPECIAIS - elipse de algum termo pode ser indicada por uma vírgula, como em : “Fui à festa levando muitos presentes; João, somente a boca.” - adjuntos adverbiais deslocados, desde que pequenos e de fácil entendimento, dispensam a vírgula. Caso contrário, longos, em orações adverbiais extensas, ou, mesmo curtos, para dar ênfase ao adjunto, devem ser isolados por vírgula. Hoje (,) irei embora. Embora tenha me mantido distante das precisarei comparecer à reunião de acionistas. Infelizmente (,) não poderei aceitar o convite. - em relação a algumas conjunções, a vírgula tem tratamento especial: conjunção coordenativa aditiva “e” – a regra é a dispensa da vírgula antes da conjunção aditiva e. Somente é admitida em situações especiais: quando apresenta sujeitos diferentes e seu emprego tem por objetivo a clareza textual; quando faz parte de uma figura de linguagem chamada polissíndeto (síndeto significa elemento de ligação - reveja o significado de orações assindéticas e sindéticas, na Aula 8 – Conectivos), o uso excessivo de vírgulas e de conjunções tem a função estilística de fazer supor um fim que nunca chega – com isso, enfatiza-se cada oração introduzida pela conjunção e: De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Soneto da Fidelidade – Vinícius de Moraes (a propósito, vocês viram o filme Vinícius? Lindo!) Também por clareza textual, é possível uma vírgula anteceder a conjunção e mesmo que as orações apresentem o mesmo sujeito. Verifica-se isso, por exemplo, quando a primeira oração do período for tão extensa, que exija a retomada do sujeito. Isso é feito a partir da pausa, indicada com a vírgula. conjunções coordenativas adversativas – a conjunção mas faculta a vírgula antes de si e não admite outra posição que não seja a de início da oração sindética: A vida é dura(,) mas nada me tira a vontade de viver. As demais conjunções (porém, entretanto, contudo, etc.) devem ser antecedidas por vírgula e, se deslocadas para o meio da oração, ficam, neste caso, isoladas por duas vírgulas: www.pontodosconcursos.com.br negociações,

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A vida é dura, nada me tira, porém, a vontade de viver. (* veja observação acerca do ponto-e-vírgula) Caso, entre as duas orações, tenha havido uma ruptura do período (indicada pelo ponto), a vírgula pode vir após a conjunção: A vida é dura. Entretanto, nada me tira a vontade de viver. conjunções coordenativas conclusivas – a conjunção pois deverá sempre vir posposta a um termo da oração sindética a que pertence e isolada por vírgulas: Ela não respeita ninguém. É, pois, uma rebelde. As demais conjunções conclusivas (logo, portanto, por conseguinte) podem iniciar a oração ou vir no meio dela. Do mesmo modo que as adversativas, são escritas, respectivamente, com uma vírgula anteposta ou entre vírgulas. Ela não respeita ninguém, é, portanto, uma rebelde. (* veja observação acerca do ponto-e-vírgula) Caso entre as duas orações tenha havido uma ruptura do período (ponto), a vírgula pode vir após a conjunção. Ela não respeita ninguém. Portanto, é uma rebelde. conjunções coordenativas explicativas – a conjunção pois, quando explicativa, deve iniciar a oração sindética. As demais seguem a mesma regra das conjunções conclusivas e adversativas no que tange à colocação de vírgula de acordo com a posição na oração. É comum uma vírgula ser colocada antes da conjunção explicativa, para representar a pausa que normalmente se dá na fala. Essa é uma das características que diferenciam a conjunção coordenativa explicativa porque da subordinativa causal homônima. Consideram-na uma rebelde, pois não respeita ninguém. - expressões denotativas ou de realce, como “ainda”, “mesmo assim”, “por exemplo”, “isto é”, que servem para introduzir argumentos, retificações ou desenvolvimento do assunto a ser explorado, ficam isoladas por vírgulas. - orações subordinadas adjetivas podem ser restritivas ou explicativas: restritivas - como o nome sugere, restringem o conceito dos substantivos e, a exemplo do que ocorre com adjetivos simples, não poderão ser separadas dos substantivos a que se refiram. “Vou pintar meu quarto com a cor azul.” (não se separa o termo regido – azul – do termo regente - cor, já que o www.pontodosconcursos.com.br 5

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valor do adjetivo é restritivo – não é qualquer cor, mas somente a cor azul). Por isso, se, em vez de um adjetivo simples, houver uma oração adjetiva restritiva, ela também não poderá ser separada do substantivo por vírgula: Vou pintar o meu quarto com a cor de que eu gosto. Então, em orações adjetivas restritivas, a vírgula é PROIBIDA! Os políticos que se envolveram no escândalo do valerioduto deverão perder o seu mandato. Quem deverá perder o mandato: todos os políticos ou somente os que se envolveram no escândalo de corrupção? Segundo a oração, somente aqueles envolvidos no escândalo. E, com base nesse último exemplo, se colocássemos a oração adjetiva entre vírgulas, o que aconteceria? Ela passaria a ser explicativa. explicativas – sua função é somente explicar; por isso, como qualquer elemento de função meramente explicativa, deverão ser colocadas entre vírgulas. Se após a oração houver o encerramento do período, em vez de colocar a segunda vírgula, coloca-se o ponto final. “A vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que foi o responsável pela mudança da sede da capital para Brasília, está sendo contada na série JK, da Rede Globo.” Essa oração sublinhada tem valor explicativo e, por isso, foi colocada entre vírgulas. Então, em orações adjetivas explicativas, a vírgula é OBRIGATÓRIA! De volta àquele exemplo do valerioduto, segundo a construção “Os políticos, que se envolveram no escândalo do valerioduto, deverão perder o seu mandato.” todos os políticos (provavelmente já enumerados anteriormente no texto) deverão perder o mandato, pois agora a oração adjetiva é explicativa. Mais um teste para fixação desse conceito: indique a pontuação adequada nas duas estruturas abaixo: “O presidente do Banco Central ( ) Henrique Meirelles ( ) compareceu à cerimônia.” “O ministro do Supremo Tribunal Federal ( Pertence ( ) compareceu à cerimônia.” ) Sepúlveda

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A resposta: se a vírgula é obrigatória em termos/orações de valor explicativo e proibida em termos/orações de valor restritivo, primeiro vamos definir o que é explicativo e o que é restritivo. Quantos presidentes o BACEN possui? Somente um. Então, o termo tem valor explicativo – “O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, compareceu...”. Com vírgulas. Quantos ministros o STF possui? Onze! Então, o termo tem valor restritivo – “O ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence compareceu à cerimônia.”. Sem vírgulas. Agora você percebe o porquê de não terem sido colocadas vírgulas em “ex-presidente Juscelino Kubitschek”? Porque são vários os ex-Presidentes da República (agora, em maiúscula, por designar o cargo). E qual é o caso de vírgula facultativa em orações adjetivas? Resposta: NENHUM!!!!! Ou a vírgula é proibida (orações adjetivas restritivas), ou a vírgula é obrigatória (orações adjetivas explicativas). PONTO É a pausa máxima. Representa a ruptura do período, seja ele composto ou simples (oração absoluta). Quando os períodos sucedem-se nas idéias que expressam, usa-se o ponto simples para separá-los. Quando a ruptura é maior, representando, inclusive, a mudança de um grupo de idéias a outro, marca-se essa transposição maior com o “ponto-parágrafo”. O ponto também é usado em abreviaturas (V.Sa./ Dr.Fulano/etc.). Quando o ponto abreviativo coincide com o fim de um período, emprega-se somente um, que passa a acumular as duas funções: Ele foi à feira e comprou verduras, frutas, legumes etc. Em relação à vírgula antes do “etc.”, encontramos divergências no tratamento. Há os que buscam na etimologia motivo para dispensála, uma vez estar presente, em seu significado, a conjunção e (etc. = et cetera = e as demais coisas.). Há os que a justificam como mais um elemento da enumeração, o que legitima essa pontuação. Por isso, dificilmente isso seria objeto de questão de prova. Se a banca adotasse (adotar) um desses posicionamentos, receberia uma enxurrada de recursos com argumentação consistente para a anulação da questão.

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PONTO-E-VÍRGULA Dizer que é um sinal intermediário entre o ponto e a vírgula não ajuda muito, não é? Trata-se de uma pausa de duração suficiente para denotar que o período não se encontra encerrado totalmente mas que, também, não pertence à oração anterior. Basicamente, usa-se o ponto e vírgula, a depender do contexto, para atribuir clareza ao texto. Por exemplo, quando, na oração, já existem elementos entre vírgulas, o ponto-e-vírgula é usado para subdividir os períodos: A vida é dura; nada me tira, porém, a vontade de viver. Ela não respeita ninguém; é, portanto, uma rebelde. (*) Agora, compare com as formas apresentadas anteriormente e veja como essas ficaram bem mais claras. Também é usado para separar itens legislativos (leis, decretos, regulamentos): enunciativos de textos

Art. 4° O interessado, pessoa física ou jurídica, somente poderá exercer atividades relacionadas com o despacho aduaneiro: I - por intermédio do despachante aduaneiro; II - pessoalmente, se pessoa física, ou, se jurídica, também mediante: a ) dirigente; b ) empregado; DOIS PONTOS Esse sinal marca, na escrita, a suspensão de uma frase não concluída. Emprega-se, pois, para anunciar: - uma citação: Às margens do Ipiranga, gritou D.Pedro I: - Independência ou Morte! - uma enumeração: Após o levantamento do inventário, devemos tomar as seguintes providências: encerrar o balanço patrimonial, convocar uma reunião extraordinária, providenciar uma auditoria nas contas. (Esses elementos também poderiam estar separados por pontos-e-vírgulas, para maior clareza.)

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- um esclarecimento, uma síntese ou uma conseqüência do que foi enunciado: A razão é clara: achava a sua conversa menos cansativa que a dos outros homens. PARÊNTESES Servem para intercalar qualquer informação acessória, como uma explicação, uma circunstância, uma reflexão, uma nota do autor. Em relação aos sinais de pontuação, indica o Formulário Ortográfico: “Quando uma pausa coincide com o início da construção parentética [entre parênteses], o respectivo sinal de pontuação deve ficar depois dos parênteses mas, estando a proposição ou a frase inteira encerrada pelos parênteses, dentro deles se põe a competente notação.”. “Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que seja, convosco, este suavíssimo nome); não: o coração não é tão frívolo, tão exterior, tão carnal, quanto se cuida.” (Rui Barbosa) O ponto-e-vírgula permaneceu após o fim da construção entre os parênteses, por pertencer à oração que se antecedia a construção parentética. “A imprensa (quem o contesta?) é o mais poderoso meio que se tem inventado para a divulgação do pensamento.” (Carlos Laet) O ponto de interrogação pertence à oração entre parênteses e lá deve ser empregado. TRAVESSÃO Segundo o Formulário Ortográfico, “emprega-se o travessão, e não o hífen, para ligar palavras ou grupos de palavras que formam, por assim dizer, uma cadeia na frase: O trajeto Mauá–Cascadura”. A esse conceito, Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) acrescentou que “o travessão pode substituir os parênteses para assinalar uma expressão intercalada”. Assim, uma expressão explicativa ou simplesmente acessória pode ser apresentada entre vírgulas, entre travessões ou entre parênteses. Se o período se encerra juntamente com essa expressão, o segundo travessão ou a segunda vírgula pode ser substituída pelo ponto final. Se a expressão indicada entre os travessões estiver dentro de uma outra construção indicada entre vírgulas, não constitui erro a www.pontodosconcursos.com.br 9

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indicação do segundo travessão e, em seguida, a vírgula que encerra o deslocamento. Apesar de seu tamanho – que causava terror a todos os que não o conheciam –, a sua índole era de uma criança inocente. Finalmente, o travessão também pode ser usado no lugar dos dois pontos, quando representa a síntese do que se vinha dizendo, dando maior realce a essa conclusão: “Deixai-me chorar mais e beber mais Perseguir doidamente os meus ideais E ter fé e sonhar – encher a alma.” (C.Pessanha) ASPAS Usam-se aspas para indicar uma citação (em todas as nossas aulas, há exemplos desse emprego, inclusive aqui), para destacar uma expressão ou palavra a que se queira dar relevo na construção, ou realçar ironicamente alguma palavra ou expressão. A isso eu chamo de “hipocrisia burra”. Esse é o país do “jeitinho”. Celso Cunha alerta para o emprego da pontuação no emprego de aspas: “Quando a pausa coincide com o final da expressão ou sentença que se acha entre aspas, coloca-se o competente sinal de pontuação depois delas, se encerram apenas uma parte da proposição. Quando, porém, as aspas abrangem todo o período, sentença, frase ou expressão, a respectiva notação fica abrangida por elas.” Ou seja, o mesmo tratamento dispensado pelo Formulário Ortográfico aos parênteses. PONTO DE INTERROGAÇÃO O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta.

PONTO DE EXCLAMAÇÃO O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc.

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O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas: Oh! Valha-me Deus! O ponto de exclamação, nesses casos, somente acompanha a interjeição, não valendo como o fim da frase. Por isso, ele acumula a função de vírgula: Ai! que saudade da Bahia. Perceba que a vírgula foi dispensada, porque a exclamação a substituiu. Note também que o sinal de pontuação não encerrou a frase; simplesmente acompanhou a interjeição. Se quiser usar inicial maiúscula após esse ponto, tudo bem. Mais erudito, porém, é não usá-lo. RETICÊNCIAS As reticências são empregadas para marcar a interrupção da frase: a) para assinalar interrupção do pensamento ou hesitação em enunciá-lo: - Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz o meu dever. Mas o mundo saberá... (Júlio Dinis) b) para indicar, numa narrativa, certas inflexões de natureza emocional (de alegria, de tristeza, de raiva): Mágoa de o ter perdido, amor ainda. Ódio por ele? Não... não vale a pena... (Florbela Espanca) c) como forma de realçar uma palavra ou expressão, colocando-se as reticências antes dela: E teve um fim trágico... pobrezinho...já tão novo com tanta responsabilidade! Como sinal melódico, indica uma pausa maior quando associado a outros sinais, como a vírgula, o ponto de interrogação ou de exclamação. Passai, ó vagas..., mas passai de manso! (C.Alves) Certas pessoas merecem punição severa! ... esbravejou a vítima. Muitos gramáticos recomendam o uso de reticências (inclusive entre parênteses), no início, no meio ou no fim de uma citação, para indicar supressão no trecho transcrito, em cada uma dessas partes.

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“Do mesmo modo que a frase não é uma simples seqüência de palavras, o texto não é uma simples sucessão de frases. São elos transfrásicos, (...), que fazem do texto um conjunto de informações.” (Elisa Guimarães, “A Articulação do Texto”) Celso Cunha, no entanto, faz distinção entre as reticências, como sinal melódico de pontuação, e os três pontos que marcam a supressão de palavras, expressões ou trechos de um texto. "Modernamente”, continua o professor, “para evitar qualquer dúvida, tende a generalizar-se o uso de quatro pontos para marcar tais supressões, ficando os três pontos como sinal exclusivo de reticências." Vamos aos exercícios. Bons estudos. QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 01 - (ACE/1998) Indique o segmento do texto seguinte que contém erro de estruturação sintática ou de pontuação. a) Já aconteceu uma vez: da Mata Atlântica, que cobria a costa brasileira do Rio Grande do Sul até o Ceará, só restam hoje entre 5% a 8%, na estimativa mais otimista. b) Distante dos centros mais desenvolvidos, a Floresta Amazônica permaneceu quase intocada até a trinta anos. Nas três últimas décadas, suas árvores sofreram mais baixas do que nos quatro séculos anteriores. c) Não é um caso perdido. A Amazônia ainda está sob ocupação humana das mais ralas e há regiões com a dimensão de países europeus que continuam intactas. d) Ainda se pode viajar dez horas no Rio Negro, um dos maiores da Amazônia, sem cruzar com mais de quatro ou cinco barcos e sem ver movimentação nas margens, a não ser por uma dúzia de casebres solitários. e) Mas em regiões economicamente mais atraentes, lugares que já são ocupados por vilarejos e cidades, o ataque à floresta é brutal. (Baseado em Tales Alvarenga, Veja - Amazônia, 24/12/1997) Gabarito: E Comentário. Expressões adverbiais deslocadas devem ser indicadas entre vírgulas. Não foi isso que aconteceu nessa opção e – faltou uma vírgula após “Mas” para indicar o início do deslocamento da construção adverbial.

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O correto seria “Mas, em regiões economicamente mais atraentes, lugares que já são ocupados por vilarejos e cidades, o ataque à floresta é brutal.”. 02 - (ACE/1998) Assinale a opção em que o trecho apresenta pontuação correta. a) Foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a cerimônia de premiação do “Brasil Premium”. Dez empresas tiveram produtos selecionados pelo concurso, que tem o objetivo de promover o produto nacional no mercado externo. b) As empresas cujos produtos não foram classificados também serão beneficiadas, porque vão receber uma consultoria que indicará as medidas para melhorar a produção, de forma a permitir que futuramente recebam o selo de qualidade. c) A premiação permite, que as empresas utilizem os produtos selecionados em ações promocionais, colaborando com o aumento das exportações brasileiras. As empresas selecionadas receberão um diploma e um troféu na cerimônia. d) O projeto tem como objetivo – além de destacar a qualidade e o nível de competitividade internacional do produto brasileiro, dar oportunidade de melhoria dos processos e produtos para as empresas brasileiras, que já exportam ou pretendem exportar. e) O “Brasil Premium” faz parte do Programa de Promoção Comercial do Brasil no exterior: lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Até o final de agosto, estarão abertas as inscrições, para o ciclo de premiação de 2002. A expectativa é que aumente o número de produtos premiados. (Cíntia Vinhal, www.mdic.gov.br, 26/6/2002) Gabarito: B Comentário. Os erros das demais opções são: a) Apesar de o sujeito estar posposto ao verbo, não pode haver uma separação entre ele e o verbo, como se observa no item (“Foi realizada ..., a cerimônia”). Para correção do período, essa vírgula deverá ser suprimida. Está correta a indicação de vírgula após “concurso”, uma vez que se trata de uma explicação relativa ao concurso que já havia sido mencionado (“Brasil Premium”). c) Novamente, separam-se elementos inseparáveis. Desta vez, o objeto direto oracional do verbo correspondente (“A premiação permite, que as empresas...”). É necessária a retirada dessa vírgula

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d) O adjunto adverbial deslocado deve ser apresentado entre vírgulas. Na passagem, indicou-se o início do deslocamento pelo travessão, encerrando-se com uma vírgula. Para correção da passagem, deve-se substituir o travessão por uma vírgula. Além desse erro, há outro: a oração “que já exportam ou pretendem exportar” tem valor restritivo (as oportunidades serão dadas a certas empresas – aquelas que já exportam ou pretendem exportar – e não a todas). Por isso, deve ser retirada a vírgula após “brasileiras”. e) Não há justificativa para a colocação dos dois pontos após “exterior”, devendo, em seu lugar, ser empregada uma vírgula, já que se inicia uma expressão de valor explicativo. Em seguida, separou-se por vírgula um termo regido (para o ciclo) de seu termo regente (inscrições) – “...estarão abertas as inscrições, para o ciclo de premiação...”. 03 - (ACE/1998) Em relação ao uso dos sinais de pontuação, assinale o trecho correto. a) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, mediante ações que previnam riscos e corrijam os desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. b) Como premissas básicas das ações, preconizadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal destacam-se: o planejamento, o controle, a transparência e a responsabilização. c) A Secretaria do Tesouro Nacional tem, entre suas competências as atribuições de normatizar o processo, de registro contábil dos atos e fatos da gestão orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal. d) É também, a Secretaria do Tesouro Nacional que vai consolidar os Balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e ainda, promover a integração com as demais esferas de governo em assuntos de administração financeira e contábil. e) A LRF cria condições para a implantação de uma nova cultura gerencial na gestão dos recursos públicos e, incentiva o exercício pleno da cidadania, especialmente no que pertine à participação do contribuinte, no processo de acompanhamento da aplicação dos recursos públicos e de avaliação dos seus resultados. (Trechos adaptados de www.stn.fazenda.gov.br) Gabarito: A Comentário.

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As incorreções dos demais itens são: b) As ações mencionadas nesse item já foram apresentadas no item a (“ações que previnam riscos e corrijam os desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas”). Por isso, a expressão “preconizadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal” tem valor explicativo; deve, portanto, ser colocada entre vírgulas (faltou a segunda vírgula após “Fiscal”). c) A expressão explicativa “entre as suas competências” deve estar isolada por vírgulas. Entretanto, foi colocada a primeira, mas não a segunda. O termo regente processo deve estar diretamente ligado ao termo regido, que vai de “de registro contábil” até “... Administração Pública Federal”. Assim, a vírgula entre esses dois termos deve ser retirada. d) A expressão denotativa de inclusão também deve ser isolada por vírgulas (“É, também, a Secretaria do Tesouro Nacional...”), uma vez que se refere, não ao termo “Secretaria do Tesouro Nacional” (se assim o fosse, poderia ligar-se diretamente a ele), mas à atividade de consolidar os balanços governamentais. O mesmo tratamento deve ser dado à outra expressão denotativa ainda (equivalente a além disso), isolando-a por vírgulas (“e, ainda ,promover...”). e) O sujeito de “incentiva” é o mesmo de “cria” – “A LRF”, sigla que designa Lei de Responsabilidade Fiscal já indicada no primeiro item. A princípio, a vírgula antes da conjunção não seria recomendada, mas, ainda assim, poderia ser admitida em face da extensão da primeira oração. Contudo, a vírgula foi empregada após a conjunção, sem respaldo gramatical para isso (não introduziu nenhuma intercalação ou deslocamento). Além disso, houve a inserção de uma vírgula entre termos regente (participação) e regido (no processo de acompanhamento da aplicação dos recursos públicos e de avaliação dos seus resultados), um dos casos proibidos. 04 - (AFC SFC/2000) Em relação aos elementos constituintes do texto, julgue a assertiva abaixo. “Êxodos”, livro do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, é, sem sombra de dúvida, um projeto monumental. Tanto é que acabou se desdobrando em outro livro de menor tamanho, “Retratos de Crianças do Êxodo”. Ambos têm acabamento impecável, foram impressos na Suíça e custam caro. Como os projetos anteriores, os livros incluirão grandes mostras fotográficas em várias capitais do mundo. Desde “Os Trabalha-dores”, livro anterior do fotógrafo, devese ter muito cuidado para não exagerar nos superlativos. Tudo é muito grande: seis anos de trabalho, 40 países visitados, 544 páginas com fotografias, ampliações no formato 70 x 90 cm para as exposições, “a história da humanidade em trânsito”, contada pelas

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objetivas alemãs (a Leica é um dos patrocinadores do projeto) do fotojornalista mais conhecido do... mundo! (Gazeta Mercantil, 8 e 9/4/2000, p.13, com adaptações) a) Substituindo-se a vírgula após tamanho (l.3) por sinal de dois pontos, a pontuação do trecho permanece correta. Item CORRETO. Comentário. Por introduzir um termo enunciativo (o título da obra) em relação ao antecedente (“outro livro”), tanto é possível a colocação de uma vírgula como dos dois pontos. 05 - (AFC SFC/2000) Assinale a opção em que a afirmação a respeito da pontuação adequada para o texto está incorreta. Para medir o efeito de uma nova tecnologia é preciso avaliar em que medida ela dá mais eficiência aos processos de produção das empresas. A era do vapor deslocou a produção do lar para a fábrica(1) com a eletricidade(2) surge a linha de montagem. Agora(3) com computadores e Internet(4) a possibilidade de as empresas reformularem(5) seus processos é surpreendente(6) da aquisição de insumos à descentralização e à terceirização. (Adaptado de Negócios Exame, p.94 e 95) a) b) c) d) e) É correto colocar um sinal de ponto e vírgula em (1). Em (2), (3) e (4) é correto colocar vírgulas. Pode-se optar por travessões, parênteses ou vírgulas em (3) e (4). Em (5) há exigência do uso de vírgula. Pode-se colocar vírgula ou travessão em (6).

Gabarito: D Comentário. Será analisada cada uma das propostas: a) Correta. Encerra-se a primeira passagem, mas o período seguinte segue a mesma linha argumentativa. Por isso, o melhor sinal é o ponto-e-vírgula: “A era do vapor deslocou a produção do lar para a fábrica; com a eletricidade...”. b) Correta. Em (2), indica-se, com a vírgula, o deslocamento da expressão adverbial “com a eletricidade” para o início da oração.

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Por sua vez, a expressão “com computadores e Internet”, de valor adverbial, deve ser isolada por vírgulas em (3) e (4). c) Correta. Com o emprego de vírgulas, travessões ou parênteses, destaca-se o valor explicativo da expressão adverbial “com computadores e Internet”. d) Incorreta. Essa virgula não pode ser colocada, pois estaria separando o verbo reformular de seu complemento verbal seus processos – um dos casos de proibição. e) Correta. Também de valor explicativo (justifica-se o fato de ser considerado surpreendente), é indicada a vírgula ou o travessão. Tendo em vista o encerramento do período ao fim da expressão, dispensa-se o segundo sinal, sendo, em seu lugar, colocado o ponto. 06 - (AFC STN/2000) Assinale o trecho inteiramente correto quanto ao emprego dos sinais de pontuação. a) A partir desta semana, os políticos que usam o dinheiro público, de forma irresponsável e demagógica podem, ser recolhidos àquele recinto onde o sol nasce quadrado. b) Numa votação ocorrida, na última quarta-feira no Senado, foram definidas as punições aos administradores públicos, que transgredirem a Lei da Responsabilidade Fiscal. c) O texto condena práticas até outro dia consideradas aceitáveis na condução das coisas do Estado tais como; gastar mais do que arrecada, aumentar despesas sem compensá-las com cortes; iniciar obras sem ter dinheiro para concluí-las, gastar em excesso com funcionalismo; não divulgar metas fiscais. d) De tão banais, essas condutas acabaram sendo encaradas com certa benevolência, como se fossem parte do jogo do poder. Com a votação do Senado, tais expedientes passam a ser punidos rigorosamente. e) Estudiosos da gestão pública, dizem que a lei carrega consigo aspectos inovadores – , pois Brasília dá um sinal forte de que decidiu legislar contra os próprios políticos. (Trechos adaptados de VEJA, 18/10/2000) Gabarito: D Comentário. a) Note o caráter restritivo não só da oração adjetiva que se refere a “políticos” (os políticos que usam o dinheiro público), mas também da expressão “de forma irresponsável e demagógica” (estão sujeitos à

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punição somente os políticos que usam o dinheiro público de maneira irresponsável e demagógica). Por isso, não se deve colocar a vírgula nesta passagem: “os políticos que usam o dinheiro público de forma irresponsável”. Em seguida, a vírgula foi empregada no meio de uma locução verbal (podem ser recolhidos), o que constitui um dos casos de proibição. b) Houve uma separação por vírgula da expressão indefinida uma votação ocorrida (termo regente) em relação às expressões adverbiais na última quarta-feira e no Senado (termos regidos). O termo regente deve ser ligado sem vírgula a pelo menos um deles, de modo que determine o substantivo votação. Assim, as três possibilidades são: (1) “Numa votação ocorrida na última quarta-feira, no Senado, foram definidas...” - o adjunto adverbial indicativo do lugar foi isolado por vírgulas; a segunda vírgula acumula a função de encerrar a intercalação do adjunto adverbial e o deslocamento de toda a expressão em relação à oração principal; (2) “Numa votação ocorrida, na última quarta-feira, no Senado, foram definidas...” – o elemento adverbial referente ao momento (na última quarta-feira) foi isolado e o adjetivo ocorrida é ligado ao advérbio de lugar (no Senado); a vírgula após “Senado” indica o deslocamento de toda a construção adverbial em relação à oração principal; (3) “Numa votação ocorrida na última quarta-feira no Senado, foram definidas...” – toda a construção adverbial se mantém sem vírgulas, havendo apenas a que indica o deslocamento da expressão adverbial em relação à oração principal. Além disso, a oração adjetiva que transgredirem a Lei da Responsabilidade Fiscal tem caráter restritivo e, por isso, não pode ser separada, por vírgula, do substantivo a que se refere (“... foram definidas as punições aos administradores públicos que transgredirem a Lei da Responsabilidade Fiscal”.). c) Em vez de ponto-e-vírgula, melhor seria o emprego de dois pontos, a fim de definir o início da enumeração indicada a partir da expressão “tais como”, sem gerar confusão com os sinais que serão empregados na seqüência. Também deve haver uma uniformidade na pontuação que separa os elementos da enumeração. Poder-se-ia usar vírgula ou ponto-e-vírgula após cada um deles. O que está incorreto é usar indistintamente os dois (ora vírgula, ora ponto-e-vírgula). e) Houve a colocação indevida da virgula entre sujeito e verbo (“Estudiosos da gestão pública dizem que...”). Outro erro: o travessão foi empregado sem nexo após “inovadores” e, por isso, deve ser retirado.

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07 - (AFC/2002) Julgue os itens quanto ao emprego dos sinais de pontuação. I. O desempenho da economia brasileira em 2001, foi aquém do necessário para um aumento da renda média nacional. II. No entanto, considerando-se os diversos constrangimentos, internos e externos que o país precisou enfrentar ao longo de 2001, a expansão de 1,51% no Produto Interno Bruto (PIB) não foi um mau resultado, pois ao menos não se deu passos para trás. III. Alguns desses constrangimentos estão superados. Já não há mais racionamento de energia elétrica, por exemplo, e o Brasil poderá crescer um pouco mais em 2002. IV. Mas ainda será preciso aIgum tempo para que a economia volte a se expandir aceleradamente de forma sustentada, sem criar novos gargalos que possam abortar o processo de recuperação logo adiante, num círculo vicioso. (O Globo Editorial, 3/3/2002) Estão corretos apenas os itens a) I e II b) II e III c) II e IV d) I e III e) III e IV Gabarito: E Comentário. I – ERRADO – Separou-se o sujeito do verbo (“O desempenho da economia ... , foi aquém...”). II – ERRADO – A expressão “internos e externos” tem função explicativa em relação ao substantivo constrangimentos. Por isso, deve ser isolada por vírgulas. Houve a omissão da segunda. Além disso, a expressão denotativa “ao menos” deveria ser isolada por vírgulas (“...pois, ao menos, não se deu...”). III – CERTO – A expressão denotativa “por exemplo” foi adequadamente isolada e a vírgula antes da conjunção e é possível pelo fato de as duas orações apresentarem sujeitos diferentes (a primeira é uma oração sem sujeito – verbo haver impessoal – e a segunda tem como sujeito “o Brasil”). IV – CERTO - A vírgula após “sustentada” tem a função de apresentar maior clareza textual, haja vista a extensão do período que encerra. www.pontodosconcursos.com.br

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(AFC STN/2002) Nas questões 08 e 09, marque o segmento do texto transcrito com total correção das regras de pontuação. 08- a) É crença geral, que os donos do Brasil são aqueles que são donos de alguma coisa: donos de casas, apartamentos, empresas, fazendas, títulos, ações, etc. b) É compreensível que assim seja porque todos nós, seres humanos queremos sempre ser donos de mais alguma coisa, o que nos leva a crer que, os que são donos de todas as coisas são os “Donos do Brasil”. c) O que também leva a maioria das pessoas, seja por inveja, seja por uma sensação de injustiça, a hostilizar os empresários, os banqueiros, os fazendeiros, os ricos, os herdeiros, os que são donos das coisas, enfim. d) Curiosamente, essa mesma hostilidade, não ocorre em relação aos que são donos de um talento qualquer, como compor música ou jogar futebol, embora não raro esses “artistas” possam ser donos de mais coisas do que os que são hostilizados como proprietários. e) Talvez seja porque todos nós podemos aspirar a vir a ter aquilo que, os sem um talento explícito, conseguiram ter, e certamente, nenhum de nós imaginaria ser possível vir a ter o talento de um Chico Buarque ou de um Ronaldinho. (Baseado em Donald Stewart Junior) Gabarito: C Comentário. a) O que é crença geral? Resposta: “que os donos do Brasil são aqueles que são donos de alguma coisa: donos de casas, apartamentos, empresas, fazendas, títulos, ações, etc.” – toda a oração exerce função de sujeito. Então, entre o predicado e o sujeito oracional, a vírgula é inadequada. b) Qual o caráter da expressão “seres humanos” – explicativo ou restritivo? Bem, se houver algum de “nós” que não seja humano – SOCOOORRO! É claro que o caráter é explicativo e, por isso, deve ser isolado por vírgulas (“...porque todos nós, seres humanos, queremos sempre ser donos...”). Há um outro erro. A vírgula após a conjunção integrante que está isolando esse conectivo do restante da oração subordinada substantiva. O correto seria “... o que nos leva a crer que os que são donos de todas as coisas são os ‘Donos do Brasil’.”. Não é possível colocar vírgula nessa passagem. Na oração subordinada substantiva, temos uma oração subordinada adjetiva restritiva (“que são donos de todas as coisas”).

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CURSOS ON-LINE PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSOR CLAUDIA KOZLOWSKI d) Separou-se o verbo do sujeito (“essa mesma hostilidade, não
ocorre...”). e) Neste item, a vírgula separou o pronome relativo do restante da oração adjetiva – (“... todos nós podemos aspirar a vir a ter aquilo que, os sem um talento explícito...”) e, em seguida, separou da locução verbal o correspondente sujeito (... os sem um talento explícito, conseguiram ter...”). O advérbio certamente poderia estar isolado por vírgulas ou sem elas – o que não pode é colocar apenas uma vírgula - “e (,) certamente (,) nenhum de nós...”. (AFC STN/2002) 09 - a) Sabem quais são as duas palavrinhas mais proferidas entre economistas e empresários hoje em dia? Volatilidade e instabilidade. b) A impressão que tenho é que estamos todos à espera de tal estabilidade para, aí sim podermos agir e fazer acontecer. c) Acontece que, ninguém sabe, exatamente, o que é estabilidade nos dias de hoje. d) Alguém arrisca um palpite de quando irá acabar, ou pelo menos diminuir, a crise argentina? Ou ainda, quando teremos paz no Oriente Médio? e) Ninguém sabe. E, quando temos indícios, que nos levam a acreditar que teremos maior estabilidade mundial surgem outros acontecimentos, como o atentado terrorista em 11 de setembro. (Baseado em Paulo Araújo) Gabarito: A Comentário. São necessárias as seguintes correções nos demais itens: b) A expressão “aí sim” – um elemento de articulação do texto – deve ser isolada por vírgulas (“... para, aí sim, podermos agir...”). c) A vírgula não pode separar a conjunção integrante do restante da oração substantiva e, por isso, deve ser retirada (“Acontece que ninguém sabe...”). d) O vocábulo denotativo ainda deve ser isolado por vírgulas (“...Ou, ainda, quando teremos paz...”). e) A oração adverbial “quando temos indícios que nos levam a acreditar que teremos maior estabilidade mundial” deve estar entre vírgulas. Para correção, deve-se retirar a vírgula após “indícios” e colocar outra após ‘mundial’.

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10 - (AFC STN/2002) Marque o item transcrito com erro de ortografia, de estrutura sintática ou de pontuação. a) Amélia, a mulher de verdade, morava num subúrbio do Rio de Janeiro e sustentava sozinha oito filhos, trabalhando como lavadeira. b) Mário Lago nem chegou a conhecê-la. c) Na verdade, ouviu falar dela na casa de Aracy de Almeida. d) Almeidinha, irmão da cantora gostava de falar numa tal Amélia, que “ lavava, passava e chuleava...”. e) Um dia, Mário ouviu e pensou: “Isso dá samba”. Deu mesmo. Ai que saudade da Amélia nasceu em 1942 de uma parceria com o compositor Ataulfo Alves e tornou-se a composição mais conhecida de Mário Lago. (Correio Braziliense, Cultura, 31/5/2002, adaptado) Gabarito: D Comentário. Por ter valor explicativo, a expressão “irmão da cantora” deveria ser isolada por vírgulas (“Almeidinha, irmão da cantora, gostava de falar numa tal Amélia...”). 11 - (AFC STN/2005) Assinale o diagnóstico correto acerca do emprego das vírgulas no trecho seguinte: A nova disciplina das sociedades limitadas, está presente no Código Civil de 2002, que inovou em relação ao diploma anterior e tratou de matéria de cunho eminentemente comercial, revogando, assim, neste aspecto, o vetusto Código Comercial que datava do século passado. a) O trecho está corretamente pontuado: não sobram nem faltam vírgulas. b) O erro de pontuação está no mau emprego da vírgula colocada após a palavra “limitadas"( .1). Sendo ela eliminada, o trecho tornase gramaticalmente correto. c) Para o trecho ficar corretamente pontuado, é preciso eliminar a vírgula colocada após a palavra “limitadas”( .1) e inserir uma vírgula após a palavra “Comercial”( .5). d) Há três erros de pontuação: ausência de vírgula após a palavra “presente”( .2), presença da vírgula depois de “2002”( .2) e presença da vírgula depois da palavra “revogando”( .4). e) Basta uma vírgula isolando a oração adjetiva explicativa “que datava do século passado”( .5 e 6) para o trecho ficar corretamente pontuado. www.pontodosconcursos.com.br

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Gabarito: C Comentário. Os dois erros de pontuação do parágrafo foram indicados pela opção c. A vírgula na linha 1 separa sujeito do verbo (“A nova disciplina ..., está presente...”). A oração “que datava do século passado” tem valor explicativo, devendo ficar separado do substantivo correspondente por vírgula (“...o vetusto Código Comercial, que datava do século passado.”). Está correto o emprego das vírgulas que isolam a expressão assim. 12 - (AFRF 1998) Indique o período com pontuação incorreta. a) Esse fato, em geral, é uma condição observada por auditores, em casos em que parece possível reduzir os custos ou melhorar os resultados de programas. b) O planejamento para execução de auditorias operacionais, normalmente começa com a identificação de um fato a ser descoberto. c) "Observar" é usado aqui em sentido amplo, abrangendo não somente o que os auditores vêem, mas o que depreendem de debates, análises e outras técnicas. d) Qualquer que seja a condição observada – seja positiva ou negativa – nas auditorias, constitui ela a premissa básica sobre a qual se fundamenta a descoberta de um fato. e) Assim, esse deve ser o ponto central da elaboração de planos para realização da auditoria e coleta das informações necessárias. (Alci M. de Oliveira, Controle e Auditoria Governamental com Enfoque em Auditoria Operacional; com adaptações) Gabarito: B Comentário. A vírgula separa o sujeito do verbo – “O planejamento ..., normalmente começa...”. 13 - (AFRF 2002.2) Analise as propostas e assinale a opção que indica alterações corretas para o trecho abaixo. É importante mencionar que em 99,99% dos casos em que as autoridades fiscais têm acesso às movimentações bancárias dos contribuintes, e lhes é permitida a tão referenciada quebra do sigilo

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bancário, são apuradas irregularidades. Entretanto, somente exsurge a lide tributária que exige o contraditório e ampla defesa quando após a formalização do lançamento o contribuinte, inconformado, tempestivamente apresenta impugnação ou defesa contra o ato administrativo por meio do qual se exterioriza a exigência do crédito tributário (...). Mary Elbe G. Q. Maia, “A inexistência de sigilo bancário frente ao poder-dever de investigação das autoridades fiscais”, Tributação em Revista, julho/setembro de 1999 (sinais de pontuação suprimidos). Propostas: 1) Colocar uma vírgula após o verbo mencionar. 2) Colocar aspas na expressão quebra do sigilo bancário. 3) Separar com duplo travessão a oração que exige o contraditório e ampla defesa. 4) Manter separada por dupla formalização do lançamento. vírgula a expressão após a

5) Colocar entre parênteses o segmento ou defesa contra o ato administrativo. Estão corretas as propostas: a) 1, 2 e 4 b) 1, 3 e 4 c) 1, 4 e 5 d) 2, 3 e 5 e) 2, 3 e 4 Gabarito: E Comentário. Estão incorretas as proposições 1 e 5. 1) A colocação da vírgula após mencionar separaria o verbo de seu complemento oracional (“que em 99,99% dos casos...). 5) A expressão “contra ato administrativo” liga-se, semanticamente, aos dois substantivos – impugnação ou defesa. Assim, sua colocação em isolamento (entre parênteses) prejudicaria a coerência textual. Estão corretas as proposições 2, 3 e 4: 2) As aspas em “quebra do sigilo bancário” destaca ainda mais essa expressão, já enfatizada por “a tão referenciada”.

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3) Destaca-se, com o duplo travessão, a expressão explicativa relativa a “lide tributária” – “que exige o contraditório e ampla defesa”. 4) O sintagma adverbial deslocado deve ser indicado por um par de vírgulas – “...quando, após a formalização do lançamento, o contribuinte...”. 14 - (AFRF 2002.1) A revolução da informação, o fim da guerra fria – com a decorrente hegemonia de uma superpotência única – e a internacionalização da economia impuseram um novo equilíbrio de forças nas relações humanas e sociais que parece jogar por terra as antigas aspirações de solidariedade e justiça distributiva entre os homens, tão presentes nos sonhos, utopias e projetos políticos nos últimos dois séculos. Ao contrário: o novo modelo – cuja arrogância chegou ao extremo de considerar-se o ponto final, senão culminante, da história – promove uma brutal concentração de renda em âmbito mundial, multiplicando a desigualdade e banalizando de maneira assustadora a perversão social. (Ari Roitman, O desafio ético, com adaptações) Julgue se os itens a respeito do emprego dos sinais de pontuação no texto são falsos (F) ou verdadeiros (V) para, em seguida, assinalar a opção correta. ( ) As duas ocorrências de duplo travessão demarcam intercalações e desempenham função análoga à dos parênteses. As vírgulas que se seguem a “homens”(l.5.) e “sonhos”(l.6) destacam uma explicativa restritiva e, por isso, seu emprego é opcional. O emprego de dois-pontos após “contrário”(l.7) justifica-se por introduzir um esclarecimento sobre o que foi dito no período anterior. A função das vírgulas que isolam a expressão “senão culminante”(l.8) é a de destacá-la sintaticamente e dar-lhe relevo estilístico.

(

)

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)

(

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A ordem correta dos itens é a) V F V F b) F F V F c) V F F V d) V F V V e) F V V V www.pontodosconcursos.com.br 25

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Gabarito: D – V/F/V/V Comentário. 1º item) verdadeiro Vimos que os travessões se prestam para, assim como os parênteses, apresentar expressões acessórias, como no caso das construções destacadas. 2º item) falso Que doideira é essa “explicativa restritiva”?! As orações adjetivas podem ser explicativas (com vírgula obrigatória) ou restritivas (com vírgula proibida). Não existe caso de vírgula opcional em orações adjetivas. A primeira, antes de “tão presentes...”, introduz construção adjetiva em relação a “antigas aspirações”; a segunda separa itens de mesma função sintática em uma enumeração – “tão presentes em sonhos, utopias e projetos políticos”. Percebe-se, assim, que elas não têm relação entre si. 3º item) verdadeiro É exatamente essa a função dos dois pontos, podendo também ser usada a vírgula, que estabelece uma pausa mais breve. Se a intenção for de maior destaque, usa-se o ponto (“Ao contrário. O novo modelo...”). 4º item) verdadeiro Em lugar das vírgulas, poderiam também ser usados travessões ou parênteses. (AFRF 2005) Enquanto o patrimônio tradicional continua sendo responsabilidade dos Estados, a promoção da cultura moderna é cada vez mais tarefa de empresas e órgãos privados. Dessa diferença derivam dois estilos de ação cultural. Enquanto os governos pensam sua política em termos de proteção e preservação do patrimônio histórico, as iniciativas inovadoras ficam nas mãos da sociedade civil, especialmente daqueles que dispõem de poder econômico para financiar arriscando. Uns e outros buscam na arte dois tipos de ganho simbólico: os Estados, legitimidade e consenso ao aparecer como representantes da história nacional; as empresas, obter lucro e construir através da cultura de ponta, renovadora, uma imagem “não interessada” de sua expansão econômica. (Nestor Garcia Canclini, Culturas Híbridas, p. 33, com adaptações)

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14 - Assinale a alteração na pontuação que provoca incoerência textual ou erro gramatical no texto. a) A substituição do ponto final depois de “cultural” (l.4) por doispontos. b) A substituição dos dois-pontos depois de “simbólico” (l.9) pelo sinal de ponto-e-vírgula. c) A substituição do sinal de ponto-e-vírgula depois de “nacional” (l.10) pela conjunção e. d) A inserção de uma vírgula depois de “construir” (l.11). e) A retirada da vírgula depois de “ponta” (l.11). Gabarito: E Comentário. Além da mudança semântica que esta retirada provocaria (irrelevante, pois não houve essa exigência no enunciado), o problema maior, que determinou o gabarito, foi a separação entre o verbo construir e seu complemento, a partir da manutenção da segunda vírgula, após renovadora – “construir através da cultura de ponta renovadora, uma imagem “não interessada” de sua expansão econômica.” a) Com a substituição do ponto final pelos dois pontos, ligou-se uma oração à outra, a segunda enumerando os estilos de ação cultural mencionados na primeira. b) O caminho desta proposta é inverso ao do item a – agora, se estabelece uma pausa um pouco maior entre as duas orações. Se um ponto final poderia ser usado (como na passagem da opção anterior), por que não um ponto-e-vírgula, que enseja uma pausa menor do que o ponto? Está correta essa pontuação. c) As vírgulas após “Estados” e “empresas” indicam a supressão do verbo buscar. Para isolar os elementos da enumeração, colocou-se corretamente o ponto-e-vírgula. O item c sugere a troca do sinal de pontuação (ponto-e-vírgula) pela conjunção e. Essa troca é válida, sem que haja nenhuma incorreção gramatical ou alteração semântica. d) A partir da inserção da vírgula, isolar-se-ia o elemento circunstancial “através da cultura de ponta”. Também está correta essa sugestão. 15 – (ACE TCU/2006) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale o segmento que apresenta erro de pontuação.

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a) A questão não é se a arte e seu autor devem participar da discussão pública de seu tempo, comprometer-se ou não com a “realidade”: impossível quase, evitar uma coisa e outra. b) A questão é como fazer isso. A ética da arte não está no seu grau de compromisso com a realidade, com a objetividade (recorde-se Nelson Rodrigues e sua luta contra os “idiotas da objetividade” que o queriam encurralar) ou com o coletivo. Também não está no contrário disso. c) A ética da arte (romance, cinema, teatro) não está tampouco, como já se quis, na informação ou no saber que propaga. A ética da arte depende de seu compromisso com a existência, que é singular (não, com a realidade, que é geral), e do jogo que arma com o que há de desconhecido nessa existência. d) Expor o desconhecido não significa afirmar ou divulgar um saber que na arte é quase sempre o já sabido. Em arte, o saber gira, como máquina solteira, ao redor de certezas e idéias feitas. e) Já o jogo com o desconhecido, e sua eventual anulação ou superação, faz-se na arte ao redor da incerteza e, na arte contemporânea, da complexidade – quase nunca isenta de perplexidade. (Adaptado de Teixeira Coelho) Gabarito: A Comentário. O advérbio quase deve modificar um adjetivo, um verbo ou outro advérbio. Seu valor na construção, colocado entre vírgulas, é retificativo (equivalente a “impossível, ou melhor, quase impossível,”). Constata-se, assim, que modifica o adjetivo impossível. Por isso, deveria estar entre vírgulas, pois, sem elas ou, pior, com apenas uma, causa prejuízo ao nexo oracional. A forma correta seria, portanto, “impossível, quase, evitar uma coisa e outra”. 16 – (Agente Tributário Piauí/2002) Assinale a opção em que a pontuação está correta. a) O relator-geral do Orçamento da União, Sampaio Dória (PSDB-SP) acolheu, em seu parecer preliminar emenda do deputado Sérgio Miranda (PC do B-MG). b) Tal emenda, inclui como receita condicionada arrecadação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). a eventual

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c) Esse imposto está previsto na Constituição, mas ainda não foi regulamentado. d) O projeto já foi aprovado pelo Senado, e, está pronto para a apreciação do plenário, da Câmara. e) A oposição estima, uma receita extra de, pelo menos R$ 1 bilhão com a cobrança desse imposto. (Itens adaptados de Nelson Breve, www.estadao.com.br – 6/11/2001) Gabarito: C Comentário. Ainda que pairasse dúvidas sobre a necessidade de se colocar entre vírgulas o termo ainda, as demais opções apresentam incorreções que não possuem respaldo gramatical. Esse vocábulo não é denotativo (como o ainda da questão 3, item d); tem valor adverbial equivale a até agora, até o presente momento e, por ser pequeno, dispensa a pontuação. Observe como ficaria o emprego de seu equivalente: “Esse imposto está previsto na Constituição, mas (,) até o presente momento (,) não foi regulamentado. a) Se existe apenas um relator-geral do Orçamento da União, sua indicação tem caráter explicativo. Por isso, deve ser colocado entre vírgulas (faltou a segunda). Em seguida, a expressão deslocada “em seu parecer preliminar” também deve apresentar duas vírgulas, e não apenas uma. Deve-se colocar, então, uma vírgula após a expressão entre parênteses (“O relator-geral do Orçamento da União, Sampaio Dória (PSDB-SP), acolheu...”) e outra após “preliminar” (“acolheu, em seu parecer preliminar, emenda do deputado Sérgio Miranda (PC do B-MG)”. Perceba que o nome do deputado tem caráter restritivo e, por isso, não poderia apresentar-se entre vírgulas. b) A vírgula separa o sujeito do verbo (“Tal emenda, inclui...”). d) Além de ter sido indevidamente colocada uma vírgula antes da conjunção e, já que ambas as orações apresentam o mesmo sujeito, colocou-se outra vírgula após a conjunção, sem que houvesse propósito algum. Não bastassem esse dois erros, ainda há outro – uma vírgula separa termo regente plenário do regido Câmara. A construção correta, portanto, seria “O projeto já foi aprovado pelo Senado e está pronto para a apreciação do plenário da Câmara.”. e) A vírgula, agora, separa o verbo de seu complemento e fica “capenga” na expressão “pelo menos”. Após a correção, o período ficaria assim: “A oposição estima uma receita extra de, pelo menos, R$ 1 bilhão com a cobrança desse imposto.”.

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17- (Agente Tributário MS/2001) Marque a palavra, a seqüência ou o sinal de pontuação sublinhado, que foi mal empregado. O desatendimento(A) das normas regulamentares,(B) enseja cobrança imediata do imposto, atualizado monetariamente acrescido de multa e dos juros incidentes(C), desde a data remessa da mercadoria ou bem(D), inclusive no caso de venda mercado interno da mercadoria destinada à(E) exportação. a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: B Comentário. A vírgula do item (B) separa o sujeito (“O desatendimento das normas regulamentares”) do verbo (“enseja”). 18 - (Fiscal do Trabalho/2003) A sociedade baseada na liberdade contratual será sempre, em grande parte, uma sociedade de classes, cuja estrutura é defendida em vantagem dos ricos. Cumpre associar o indivíduo no processo de autoridade, isto é, o trabalhador no poder industrial. A exclusão de alguém de uma parcela do poder é, forçosamente, a exclusão daquele dos benefícios deste. Todos deviam e devem, portanto, ter direito a uma parte dos resultados da vida social. E as diferenças devem existir somente quando necessárias ao bem comum. Impõe-se, pois, uma igualdade econômica maior, porque os benefícios que um homem pode obter do processo social estão aproximadamente em função de seu poder de consumo, o que resulta do seu poder de propriedade. Assim os privilégios econômicos são contrários à verdadeira sociedade democrática. O próprio conceito de liberdade redefine-se através dos séculos, de acordo com as circunstâncias históricas e o desenvolvimento das forças econômicas. E a liberdade, no mundo atual, só existirá de fato quando assentada na segurança e em função da igualdade. É que a verdadeira democracia, já o disse Turner, “é o direito do indivíduo de compartilhar as decisões que respeitam a sua vida e da ação necessária à execução de tais decisões”. Para que a liberdade realmente exista, é preciso que a sociedade se estruture sobre cooperação e não sobre a exploração. E assim os homens serão livres. a e da no

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(João Mangabeira, Oração do Paraninfo, proferida em Salvador, BA, em 8/12/1944, com adaptações) Analise as seguintes afirmações a respeito do uso dos sinais de pontuação no texto. I. O emprego da vírgula depois de “classes”(l.2) é opcional e, por isso, sua retirada não causa prejuízo gramatical ao texto. II. Devido ao valor explicativo do período iniciado por “A exclusão”(l.4), as regras gramaticais permitem trocar o ponto final que o antecede pelo sinal de dois pontos, desde que se empregue o artigo com letra minúscula. III. Apesar de não ser obrigatório o emprego da vírgula depois de “Assim”(l.12), o valor conclusivo do advérbio recomenda que aí seja inserida. IV. Por se tratar de uma citação, as regras gramaticais admitem que o período entre aspas (l.18 a 20) seja precedido do sinal de dois pontos, em lugar de vírgula; e, nesse caso, as aspas podem ser retiradas. a) todos os itens estão corretos. b) nenhum item está correto. c) apenas o item II está correto. d) apenas os itens II e III estão corretos. e) apenas os itens II, III e IV estão corretos. Gabarito: E Comentário. Está incorreto apenas o item I. Como já vimos, a vírgula em orações adjetivas ou é obrigatória (explicativa) ou proibida (restritiva). Não há caso de vírgula opcional. Essa vírgula tem a função de iniciar uma oração subordinada adjetiva explicativa, em relação a sociedade de classes. Estão corretos: II- A associação proposta na oração anterior será apresentada na oração iniciada por “A exclusão”. Portanto, está correta a sugestão. III – Por ser curto o advérbio, houve a dispensa da vírgula. Contudo, devido ao seu valor conclusivo, melhor seria mantê-la após Assim. IV – As aspas servem para indicar que as palavras não pertencem ao autor do texto, mas àquela pessoa mencionada por ele. A partir da colocação do sinal de dois pontos, essa distinção fica clara, passando o emprego das aspas a ser facultativo. www.pontodosconcursos.com.br 31

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(Oficial de Chancelaria/2002) Nas questões 19 e 20, marque o item correspondente ao sinal de pontuação mal empregado. 19 - Foi a iniciativa da Alemanha,(A) de propor uma “Nova Ordem” para o mundo do pós-guerra,(B) que induziu os britânicos, e depois os americanos,(C) a elaborarem planos próprios. O plano inglês,(D) é resultado do trabalho de Lord Keynes e o americano,(E) de Harry D. White. (Baseado em Ricardo W. Caldas e Carlos Alberto A. do Amaral,com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E Gabarito: D Comentário. A oração após a primeira vírgula tem valor explicativo, relacionandose com o substantivo iniciativa e, por isso, ficou entre vírgulas (A) e (B). As duas vírgulas que isolam o termo acessório “e depois os americanos” estão corretas. Poderiam, também, ser empregados travessões ou parênteses. A vírgula após “O plano inglês” está inapropriadamente colocada, pois separa dois termos inseparáveis (sujeito de verbo). A última vírgula indica a supressão da expressão “é resultado do trabalho”. Portanto, está correta. 20- Os dois planos foram discutidos bilateralmente em uma fase preparatória para a Conferência de Bretton-Woods,(A) da qual participaram 44 nações. Houve concessões mútuas,(B) mas a posição de domínio dos EUA na Conferência,(C) acabou por se impor e a estrutura de organizações,(D) regras e mecanismos internacionais,(E) que ali se consolidaram, refletem essa posição. (Baseado em Ricardo W. Caldas e Carlos Alberto A. do Amaral,com adaptações) a) A b) B c) C

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d) D e) E Gabarito: C Comentário. Mais uma vez, o erro da vírgula foi separar o sujeito do verbo. As orações após as vírgulas indicadas por A (“da qual participaram 44 nações”) e por E (“que ali se consolidaram”) têm valor explicativo, justificando, assim, a pontuação empregada. A vírgula antes da conjunção adversativa mas (B) é facultativa. Correta está, pois, a sua colocação. Finalmente, a vírgula indicada por D separa elementos de uma enumeração. Bibliografia: Cunha, Celso e Cintra, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo, Ed. Nova Fronteira, 3ª ed., Rio de Janeiro. Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Editora Nacional, 33ª ed., São Paulo. LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 01 - (ACE/1998) Indique o segmento do texto seguinte que contém erro de estruturação sintática ou de pontuação. a) Já aconteceu uma vez: da Mata Atlântica, que cobria a costa brasileira do Rio Grande do Sul até o Ceará, só restam hoje entre 5% a 8%, na estimativa mais otimista. b) Distante dos centros mais desenvolvidos, a Floresta Amazônica permaneceu quase intocada até a trinta anos. Nas três últimas décadas, suas árvores sofreram mais baixas do que nos quatro séculos anteriores. c) Não é um caso perdido. A Amazônia ainda está sob ocupação humana das mais ralas e há regiões com a dimensão de países europeus que continuam intactas. d) Ainda se pode viajar dez horas no Rio Negro, um dos maiores da Amazônia, sem cruzar com mais de quatro ou cinco barcos e sem ver movimentação nas margens, a não ser por uma dúzia de casebres solitários. e) Mas em regiões economicamente mais atraentes, lugares que já são ocupados por vilarejos e cidades, o ataque à floresta é brutal. (Baseado em Tales Alvarenga, Veja - Amazônia, 24/12/1997) www.pontodosconcursos.com.br 33 Portuguesa, Companhia

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02 - (ACE/1998) Assinale a opção em que o trecho apresenta pontuação correta. a) Foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a cerimônia de premiação do “Brasil Premium”. Dez empresas tiveram produtos selecionados pelo concurso, que tem o objetivo de promover o produto nacional no mercado externo. b) As empresas cujos produtos não foram classificados também serão beneficiadas, porque vão receber uma consultoria que indicará as medidas para melhorar a produção, de forma a permitir que futuramente recebam o selo de qualidade. c) A premiação permite, que as empresas utilizem os produtos selecionados em ações promocionais, colaborando com o aumento das exportações brasileiras. As empresas selecionadas receberão um diploma e um troféu na cerimônia. d) O projeto tem como objetivo – além de destacar a qualidade e o nível de competitividade internacional do produto brasileiro, dar oportunidade de melhoria dos processos e produtos para as empresas brasileiras, que já exportam ou pretendem exportar. e) O “Brasil Premium” faz parte do Programa de Promoção Comercial do Brasil no exterior: lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Até o final de agosto, estarão abertas as inscrições, para o ciclo de premiação de 2002. A expectativa é que aumente o número de produtos premiados. (Cíntia Vinhal, www.mdic.gov.br, 26/6/2002) 03 - (ACE/1998) Em relação ao uso dos sinais de pontuação, assinale o trecho correto. a) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, mediante ações que previnam riscos e corrijam os desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. b) Como premissas básicas das ações, preconizadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal destacam-se: o planejamento, o controle, a transparência e a responsabilização. c) A Secretaria do Tesouro Nacional tem, entre suas competências as atribuições de normatizar o processo, de registro contábil dos atos e fatos da gestão orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal. d) É também, a Secretaria do Tesouro Nacional que vai consolidar os Balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios

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e ainda, promover a integração com as demais esferas de governo em assuntos de administração financeira e contábil. e) A LRF cria condições para a implantação de uma nova cultura gerencial na gestão dos recursos públicos e, incentiva o exercício pleno da cidadania, especialmente no que pertine à participação do contribuinte, no processo de acompanhamento da aplicação dos recursos públicos e de avaliação dos seus resultados. (Trechos adaptados de www.stn.fazenda.gov.br) 04 - (AFC SFC/2000) Em relação aos elementos constituintes do texto, julgue a assertiva abaixo. “Êxodos”, livro do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, é, sem sombra de dúvida, um projeto monumental. Tanto é que acabou se desdobrando em outro livro de menor tamanho, “Retratos de Crianças do Êxodo”. Ambos têm acabamento impecável, foram impressos na Suíça e custam caro. Como os projetos anteriores, os livros incluirão grandes mostras fotográficas em várias capitais do mundo. Desde “Os Trabalha-dores”, livro anterior do fotógrafo, devese ter muito cuidado para não exagerar nos superlativos. Tudo é muito grande: seis anos de trabalho, 40 países visitados, 544 páginas com fotografias, ampliações no formato 70 x 90 cm para as exposições, “a história da humanidade em trânsito”, contada pelas objetivas alemãs (a Leica é um dos patrocinadores do projeto) do fotojornalista mais conhecido do... mundo! (Gazeta Mercantil, 8 e 9/4/2000, p.13, com adaptações) a) Substituindo-se a vírgula após tamanho (l.3) por sinal de dois pontos, a pontuação do trecho permanece correta. 05 - (AFC SFC/2000) Assinale a opção em que a afirmação a respeito da pontuação adequada para o texto está incorreta. Para medir o efeito de uma nova tecnologia é preciso avaliar em que medida ela dá mais eficiência aos processos de produção das empresas. A era do vapor deslocou a produção do lar para a fábrica(1) com a eletricidade(2) surge a linha de montagem. Agora(3) com computadores e Internet(4) a possibilidade de as empresas reformularem(5) seus processos é surpreendente(6) da aquisição de insumos à descentralização e à terceirização. (Adaptado de Negócios Exame, p.94 e 95) a) b) É correto colocar um sinal de ponto e vírgula em (1). Em (2), (3) e (4) é correto colocar vírgulas.

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c) d) e) Pode-se optar por travessões, parênteses ou vírgulas em (3) e (4). Em (5) há exigência do uso de vírgula. Pode-se colocar vírgula ou travessão em (6).

06 - (AFC STN/2000) Assinale o trecho inteiramente correto quanto ao emprego dos sinais de pontuação. a) A partir desta semana, os políticos que usam o dinheiro público, de forma irresponsável e demagógica podem, ser recolhidos àquele recinto onde o sol nasce quadrado. b) Numa votação ocorrida, na última quarta-feira no Senado, foram definidas as punições aos administradores públicos, que transgredirem a Lei da Responsabilidade Fiscal. c) O texto condena práticas até outro dia consideradas aceitáveis na condução das coisas do Estado tais como; gastar mais do que arrecada, aumentar despesas sem compensá-las com cortes; iniciar obras sem ter dinheiro para concluí-las, gastar em excesso com funcionalismo; não divulgar metas fiscais. d) De tão banais, essas condutas acabaram sendo encaradas com certa benevolência, como se fossem parte do jogo do poder. Com a votação do Senado, tais expedientes passam a ser punidos rigorosamente. e) Estudiosos da gestão pública, dizem que a lei carrega consigo aspectos inovadores – , pois Brasília dá um sinal forte de que decidiu legislar contra os próprios políticos. (Trechos adaptados de VEJA, 18/10/2000) 07 - (AFC/2002) Julgue os itens quanto ao emprego dos sinais de pontuação. I. O desempenho da economia brasileira em 2001, foi aquém do necessário para um aumento da renda média nacional. II. No entanto, considerando-se os diversos constrangimentos, internos e externos que o país precisou enfrentar ao longo de 2001, a expansão de 1,51% no Produto Interno Bruto (PIB) não foi um mau resultado, pois ao menos não se deu passos para trás. III. Alguns desses constrangimentos estão superados. Já não há mais racionamento de energia elétrica, por exemplo, e o Brasil poderá crescer um pouco mais em 2002. IV. Mas ainda será preciso aIgum tempo para que a economia volte a se expandir aceleradamente de forma sustentada, sem criar novos

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gargalos que possam abortar o processo de recuperação logo adiante, num círculo vicioso. (O Globo Editorial, 3/3/2002) Estão corretos apenas os itens a) I e II b) II e III c) II e IV d) I e III e) III e IV (AFC STN/2002) Nas questões 08 e 09, marque o segmento do texto transcrito com total correção das regras de pontuação. 08- a) É crença geral, que os donos do Brasil são aqueles que são donos de alguma coisa: donos de casas, apartamentos, empresas, fazendas, títulos, ações, etc. b) É compreensível que assim seja porque todos nós, seres humanos queremos sempre ser donos de mais alguma coisa, o que nos leva a crer que, os que são donos de todas as coisas são os “Donos do Brasil”. c) O que também leva a maioria das pessoas, seja por inveja, seja por uma sensação de injustiça, a hostilizar os empresários, os banqueiros, os fazendeiros, os ricos, os herdeiros, os que são donos das coisas, enfim. d) Curiosamente, essa mesma hostilidade, não ocorre em relação aos que são donos de um talento qualquer, como compor música ou jogar futebol, embora não raro esses “artistas” possam ser donos de mais coisas do que os que são hostilizados como proprietários. e) Talvez seja porque todos nós podemos aspirar a vir a ter aquilo que, os sem um talento explícito, conseguiram ter, e certamente, nenhum de nós imaginaria ser possível vir a ter o talento de um Chico Buarque ou de um Ronaldinho. (Baseado em Donald Stewart Junior) (AFC STN/2002) 09 - a) Sabem quais são as duas palavrinhas mais proferidas entre economistas e empresários hoje em dia? Volatilidade e instabilidade. b) A impressão que tenho é que estamos todos à espera de tal estabilidade para, aí sim podermos agir e fazer acontecer.

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c) Acontece que, ninguém sabe, exatamente, o que é estabilidade nos dias de hoje. d) Alguém arrisca um palpite de quando irá acabar, ou pelo menos diminuir, a crise argentina? Ou ainda, quando teremos paz no Oriente Médio? e) Ninguém sabe. E, quando temos indícios, que nos levam a acreditar que teremos maior estabilidade mundial surgem outros acontecimentos, como o atentado terrorista em 11 de setembro. (Baseado em Paulo Araújo) 10 - (AFC STN/2002) Marque o item transcrito com erro de ortografia, de estrutura sintática ou de pontuação. a) Amélia, a mulher de verdade, morava num subúrbio do Rio de Janeiro e sustentava sozinha oito filhos, trabalhando como lavadeira. b) Mário Lago nem chegou a conhecê-la. c) Na verdade, ouviu falar dela na casa de Aracy de Almeida. d) Almeidinha, irmão da cantora gostava de falar numa tal Amélia, que “ lavava, passava e chuleava...”. e) Um dia, Mário ouviu e pensou: “Isso dá samba”. Deu mesmo. Ai que saudade da Amélia nasceu em 1942 de uma parceria com o compositor Ataulfo Alves e tornou-se a composição mais conhecida de Mário Lago. (Correio Braziliense, Cultura, 31/5/2002, adaptado) 11 - (AFC STN/2005) Assinale o diagnóstico correto acerca do emprego das vírgulas no trecho seguinte: A nova disciplina das sociedades limitadas, está presente no Código Civil de 2002, que inovou em relação ao diploma anterior e tratou de matéria de cunho eminentemente comercial, revogando, assim, neste aspecto, o vetusto Código Comercial que datava do século passado. a) O trecho está corretamente pontuado: não sobram nem faltam vírgulas. b) O erro de pontuação está no mau emprego da vírgula colocada após a palavra “limitadas"(l.1). Sendo ela eliminada, o trecho tornase gramaticalmente correto. c) Para o trecho ficar corretamente pontuado, é preciso eliminar a vírgula colocada após a palavra “limitadas”(l.1) e inserir uma vírgula após a palavra “Comercial”(l.5).

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d) Há três erros de pontuação: ausência de vírgula após a palavra “presente”(l.2), presença da vírgula depois de “2002”(l.2) e presença da vírgula depois da palavra “revogando”(l.4). e) Basta uma vírgula isolando a oração adjetiva explicativa “que datava do século passado”(l.5 e 6) para o trecho ficar corretamente pontuado. 12 - (AFRF 1998) Indique o período com pontuação incorreta. a) Esse fato, em geral, é uma condição observada por auditores, em casos em que parece possível reduzir os custos ou melhorar os resultados de programas. b) O planejamento para execução de auditorias operacionais, normalmente começa com a identificação de um fato a ser descoberto. c) "Observar" é usado aqui em sentido amplo, abrangendo não somente o que os auditores vêem, mas o que depreendem de debates, análises e outras técnicas. d) Qualquer que seja a condição observada – seja positiva ou negativa – nas auditorias, constitui ela a premissa básica sobre a qual se fundamenta a descoberta de um fato. e) Assim, esse deve ser o ponto central da elaboração de planos para realização da auditoria e coleta das informações necessárias. (Alci M. de Oliveira, Controle e Auditoria Governamental com Enfoque em Auditoria Operacional; com adaptações) 13 - (AFRF 2002.2) Analise as propostas e assinale a opção que indica alterações corretas para o trecho abaixo. É importante mencionar que em 99,99% dos casos em que as autoridades fiscais têm acesso às movimentações bancárias dos contribuintes, e lhes é permitida a tão referenciada quebra do sigilo bancário, são apuradas irregularidades. Entretanto, somente exsurge a lide tributária que exige o contraditório e ampla defesa quando após a formalização do lançamento o contribuinte, inconformado, tempestivamente apresenta impugnação ou defesa contra o ato administrativo por meio do qual se exterioriza a exigência do crédito tributário (...). Mary Elbe G. Q. Maia, “A inexistência de sigilo bancário frente ao poder-dever de investigação das autoridades fiscais”, Tributação em Revista, julho/setembro de 1999 (sinais de pontuação suprimidos). Propostas: 1) Colocar uma vírgula após o verbo mencionar.

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2) Colocar aspas na expressão quebra do sigilo bancário. 3) Separar com duplo travessão a oração que exige o contraditório e ampla defesa. 4) Manter separada por dupla formalização do lançamento. vírgula a expressão após a

5) Colocar entre parênteses o segmento ou defesa contra o ato administrativo. Estão corretas as propostas: a) 1, 2 e 4 b) 1, 3 e 4 c) 1, 4 e 5 d) 2, 3 e 5 e) 2, 3 e 4 (AFRF 2005) Enquanto o patrimônio tradicional continua sendo responsabilidade dos Estados, a promoção da cultura moderna é cada vez mais tarefa de empresas e órgãos privados. Dessa diferença derivam dois estilos de ação cultural. Enquanto os governos pensam sua política em termos de proteção e preservação do patrimônio histórico, as iniciativas inovadoras ficam nas mãos da sociedade civil, especialmente daqueles que dispõem de poder econômico para financiar arriscando. Uns e outros buscam na arte dois tipos de ganho simbólico: os Estados, legitimidade e consenso ao aparecer como representantes da história nacional; as empresas, obter lucro e construir através da cultura de ponta, renovadora, uma imagem “não interessada” de sua expansão econômica. (Nestor Garcia Canclini, Culturas Híbridas, p. 33, com adaptações) 14 - Assinale a alteração na pontuação que provoca incoerência textual ou erro gramatical no texto. a) A substituição do ponto final depois de “cultural” (l.4) por doispontos. b) A substituição dos dois-pontos depois de “simbólico” (l.9) pelo sinal de ponto-e-vírgula. c) A substituição do sinal de ponto-e-vírgula depois de “nacional” (l.10) pela conjunção e. d) A inserção de uma vírgula depois de “construir” (l.11). e) A retirada da vírgula depois de “ponta” (l.11).

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15 – (ACE TCU/2006) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale o segmento que apresenta erro de pontuação. a) A questão não é se a arte e seu autor devem participar da discussão pública de seu tempo, comprometer-se ou não com a “realidade”: impossível quase, evitar uma coisa e outra. b) A questão é como fazer isso. A ética da arte não está no seu grau de compromisso com a realidade, com a objetividade (recorde-se Nelson Rodrigues e sua luta contra os “idiotas da objetividade” que o queriam encurralar) ou com o coletivo. Também não está no contrário disso. c) A ética da arte (romance, cinema, teatro) não está tampouco, como já se quis, na informação ou no saber que propaga. A ética da arte depende de seu compromisso com a existência, que é singular (não, com a realidade, que é geral), e do jogo que arma com o que há de desconhecido nessa existência. d) Expor o desconhecido não significa afirmar ou divulgar um saber que na arte é quase sempre o já sabido. Em arte, o saber gira, como máquina solteira, ao redor de certezas e idéias feitas. e) Já o jogo com o desconhecido, e sua eventual anulação ou superação, faz-se na arte ao redor da incerteza e, na arte contemporânea, da complexidade – quase nunca isenta de perplexidade. (Adaptado de Teixeira Coelho) 16 – (Agente Tributário Piauí/2002) Assinale a opção em que a pontuação está correta. a) O relator-geral do Orçamento da União, Sampaio Dória (PSDB-SP) acolheu, em seu parecer preliminar emenda do deputado Sérgio Miranda (PC do B-MG). b) Tal emenda, inclui como receita condicionada arrecadação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). a eventual

c) Esse imposto está previsto na Constituição, mas ainda não foi regulamentado. d) O projeto já foi aprovado pelo Senado, e, está pronto para a apreciação do plenário, da Câmara. e) A oposição estima, uma receita extra de, pelo menos R$ 1 bilhão com a cobrança desse imposto. (Itens adaptados de Nelson Breve, www.estadao.com.br – 6/11/2001)

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17- (Agente Tributário MS/2001) Marque a palavra, a seqüência ou o sinal de pontuação sublinhado, que foi mal empregado. O desatendimento(A) das normas regulamentares,(B) enseja cobrança imediata do imposto, atualizado monetariamente acrescido de multa e dos juros incidentes(C), desde a data remessa da mercadoria ou bem(D), inclusive no caso de venda mercado interno da mercadoria destinada à(E) exportação. a) A b) B c) C d) D e) E 18 - (Fiscal do Trabalho/2003) A sociedade baseada na liberdade contratual será sempre, em grande parte, uma sociedade de classes, cuja estrutura é defendida em vantagem dos ricos. Cumpre associar o indivíduo no processo de autoridade, isto é, o trabalhador no poder industrial. A exclusão de alguém de uma parcela do poder é, forçosamente, a exclusão daquele dos benefícios deste. Todos deviam e devem, portanto, ter direito a uma parte dos resultados da vida social. E as diferenças devem existir somente quando necessárias ao bem comum. Impõe-se, pois, uma igualdade econômica maior, porque os benefícios que um homem pode obter do processo social estão aproximadamente em função de seu poder de consumo, o que resulta do seu poder de propriedade. Assim os privilégios econômicos são contrários à verdadeira sociedade democrática. O próprio conceito de liberdade redefine-se através dos séculos, de acordo com as circunstâncias históricas e o desenvolvimento das forças econômicas. E a liberdade, no mundo atual, só existirá de fato quando assentada na segurança e em função da igualdade. É que a verdadeira democracia, já o disse Turner, “é o direito do indivíduo de compartilhar as decisões que respeitam a sua vida e da ação necessária à execução de tais decisões”. Para que a liberdade realmente exista, é preciso que a sociedade se estruture sobre cooperação e não sobre a exploração. E assim os homens serão livres. (João Mangabeira, Oração do Paraninfo, proferida em Salvador, BA, em 8/12/1944, com adaptações) Analise as seguintes afirmações a respeito do uso dos sinais de pontuação no texto. I. O emprego da vírgula depois de “classes”(l.2) é opcional e, por isso, sua retirada não causa prejuízo gramatical ao texto. a e da no

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II. Devido ao valor explicativo do período iniciado por “A exclusão”(l.4), as regras gramaticais permitem trocar o ponto final que o antecede pelo sinal de dois pontos, desde que se empregue o artigo com letra minúscula. III. Apesar de não ser obrigatório o emprego da vírgula depois de “Assim”(l.12), o valor conclusivo do advérbio recomenda que aí seja inserida. IV. Por se tratar de uma citação, as regras gramaticais admitem que o período entre aspas (l.18 a 20) seja precedido do sinal de dois pontos, em lugar de vírgula; e, nesse caso, as aspas podem ser retiradas. a) todos os itens estão corretos. b) nenhum item está correto. c) apenas o item II está correto. d) apenas os itens II e III estão corretos. e) apenas os itens II, III e IV estão corretos. (Oficial de Chancelaria/2002) Nas questões 19 e 20, marque o item correspondente ao sinal de pontuação mal empregado. 19 - Foi a iniciativa da Alemanha,(A) de propor uma “Nova Ordem” para o mundo do pós-guerra,(B) que induziu os britânicos, e depois os americanos,(C) a elaborarem planos próprios. O plano inglês,(D) é resultado do trabalho de Lord Keynes e o americano,(E) de Harry D. White. (Baseado em Ricardo W. Caldas e Carlos Alberto A. do Amaral,com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E 20- Os dois planos foram discutidos bilateralmente em uma fase preparatória para a Conferência de Bretton-Woods,(A) da qual participaram 44 nações. Houve concessões mútuas,(B) mas a posição de domínio dos EUA na Conferência,(C) acabou por se impor e a estrutura de organizações,(D) regras e mecanismos internacionais,(E) que ali se consolidaram, refletem essa posição.

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(Baseado em Ricardo W. Caldas e Carlos Alberto A. do Amaral,com adaptações) a) A b) B c) C d) D e) E

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INTERPRETAÇÃO E ORDENAÇÃO TEXTUAL
Olá, “brava gente concurseira” (gostei e copiei) Hoje é o encerramento do nosso curso. Espero que, após esses nossos dez encontros, eu possa ter trazido pelo menos um novo ensinamento, uma dica proveitosa, ou, no mínimo, um sorriso a partir de uma das minhas brincadeiras. Espero que tenha conseguido, também, semear o prazer no estudo de nossa Língua Portuguesa, a única disciplina, aliás, que tem aplicação diária e imediata. Alguns alunos têm solicitado questões que versem sobre interpretação de textos. Esse ponto do programa exigiria um curso completo e, mesmo assim, ao seu término, ficaríamos com a sensação de que algo ficou faltando. Isso porque interpretação é uma questão extremamente subjetiva. Seria o mesmo que um curso de natação por correspondência. Somente a prática pode levar à perfeição ou, pelo menos, à melhoria do rendimento em questões que explorem interpretação. Façam provas anteriores (são muitas as questões disponíveis), treinem muito, não se contentem apenas com a resposta – procurem entender o que há de errado na opção que foi considerada incorreta. A dificuldade que reside em questões desse tipo é que, além do texto inteiro, há necessidade de ler TODAS as opções. Sim, porque uma pode estar ‘boazinha’, mas a seguinte pode ser ainda melhor, mais completa. Isso demanda tempo de prova. Por isso, o treino é fundamental. É como tocar um instrumento musical. No início, dedilhamos (estou pensando em um piano). Depois de muitos exercícios, a música flui e os dedos acompanham a melodia. Na interpretação, à medida que lemos, aumentamos nosso vocabulário, a facilidade em compreender e, a partir daí, interpretar a mensagem. Uma boa dica é procurar “mergulhar” no texto – lê-lo com gosto e boa-vontade. Afinal, quando lemos um texto interessante, que prende a nossa atenção e, sobretudo, cujo assunto dominamos, conseguimos compreendê-lo e interpretálo corretamente. Isso, contudo, não acontece ao lermos um texto sobre um assunto estranho, ao qual não estamos acostumados (no meu caso, textos sobre filosofia, informática...). Com isso, criamos uma resistência que deve ser quebrada. Mesmo que não compreenda exatamente todos os conceitos, procure identificar elementos com os quais as opções tenham relação. Procure extrair do texto a sua idéia central e escreva ou grife palavras-chave. Isso ajuda a eliminar as opções incorretas. Assim, mesmo sem compreender o texto (afinal, ele foge ao seu domínio), você poderá resolver a questão de prova. O que falar sobre as questões que envolvem coesão e coerência textuais? Bem, é preciso, para começar, dominar certos conceitos.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Na construção de um texto, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê. Para isso, é importante o bom uso tanto da pontuação (Aula 9) e de mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito (referentes textuais, tratados nas aulas 7 e 8 – Pronomes e Conectivos). Esses referentes buscam garantir a coesão textual para que, como conseqüência, haja coerência, tanto entre os elementos que compõem a oração, como também entre a seqüência de orações dentro do texto. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo tenham com o tema. A isso, dá-se o nome de intertextualidade (palavrinha da moda, atualmente, em vestibulares e concursos públicos). É por isso que, como vimos, alguns textos, por tratarem de assuntos alheios ao conhecimento do candidato, são considerados desagradáveis e de difícil compreensão. Costumamos usar uma linguagem figurada para apresentar os conceitos de coesão e coerência. A coesão é uma linha imaginária - composta de termos e expressões que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, substituição, associação), sejam gramaticais (emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual (uma conjunção inapropriada, um pronome mal empregado). Por isso, na organização de períodos e de parágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. Quando o examinador pede ao candidato que aponte a assertiva que completa o texto de forma coesa, coerente e gramaticalmente correta, uma boa dica é começar a verificar, antes mesmo ler o texto, a correção gramatical das opções. Podemos descartar as que apresentam erros de concordância, regência, pontuação, ortografia, etc. Em seguida, a leitura do texto passa a ser necessária se restarem dois ou mais itens válidos gramaticalmente. Na última prova para o TCU, aplicada recentemente, a questão apontada como correta apresentava um erro de concordância verbal (vejam na área pública o recurso proposto). O único problema é que o enunciado não exigia a correção gramatical do segmento, somente respeito aos “princípios de coerência textual e desenvolvimento lógico das idéias”. Ainda assim, acreditamos que seria passível de recurso. Vamos aguardar o pronunciamento da ESAF em relação aos pedidos de anulação da questão 11, ou seja, se serão acatados ou não. Se a questão não for anulada, cuidado, a partir de agora, com o enunciado. www.pontodosconcursos.com.br 2

CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Nas questões que envolvem ordenação textual, a identificação dos referentes textuais ajuda (e como!) a eliminação de muitas opções. Quando isso não for suficiente, aí sim, a leitura e interpretação são necessárias para identificação da ordem correta. Bem, espero que essas dicas ajudem a resolver, daqui pra frente, as questões que envolvam esse assunto. Agora, chega de conversa. Vamos treinar um pouco? Na primeira parte, apresentamos algumas questões de prova que tratam de coesão e coerência textuais. Na segunda, falaremos sobre ordenação de texto. Apresentaremos algumas dicas para eliminar opções e, com isso, resolver a questão ou, no mínimo, aumentar as chances de acerto. QUESTÕES DE PROVA DA ESAF 01- (AFRF 2002.1) Marque, em cada item, o período que inicia o respectivo texto de forma coesa e coerente. Depois, escolha a seqüência correta. I ......................................................................... O abandono da tematização do capitalismo, do imperialismo, das relações centroperiferia, de conceitos como exploração, alienação, dominação, abriu caminho para o triunfo do liberalismo. (X) O socialismo, em conseqüência desses fatores, desapareceu do horizonte histórico, em virtude de ter ganho atualidade política com a vitória da Revolução Soviética de 1917. (Y) O triunfo do neoliberalismo se consolidou quando o pensamento social passou a ser dominado por teses conservadoras. II .............................................................. Compravam um passaporte para o camarote dos vencedores. Mas, como “há uma dignidade que o vencedor não pode alcançar”, como dizia Borges, o que ganharam em prestígio perderam em capacidade de análise. (X) Os que abandonaram Marx com soltura de corpo e com alívio, como se se desvencilhassem de um peso, na verdade não trocavam um autor por outro, mas uma classe por outra. (Y) Eles substituíram a exploração de classes e de países pela temática do totalitarismo, aperfeiçoando suas análises políticas ao vinculá-las à dimensão social.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI III ........................................................................ No mundo contemporâneo, tais modos nos permitem compreender a etapa atual do capitalismo, em sua fase de hegemonia política norte-americana. (X) Para atender a atualidade, são necessários modos de compreensão férteis, capazes de dar conta das relações entre a objetividade e a subjetividade, entre os homens como produtores e como produtos da história. (Y) Trata-se de uma compreensão míope, que ignora componentes essenciais ao fenômeno do capitalismo que estamos vivendo. IV ......................................................................... Quem pode entender a política militarista dos EUA e do seu complexo militarindustrial sem a atualização da noção de imperialismo? (X) Quem pode entender hoje a crise econômica internacional fora dos esquemas da superprodução, essencial ao capitalismo? (Y) Portanto, é a unipolaridade vigente há uma década que busca impor a dicotomia livre mercado/protecionismo. V ........................................................................... Nunca as relações mercantis tiveram tanta universalidade, seja dentro de cada país, seja nas novas fronteiras do capitalismo. (X) O capitalismo dá mostras de enfrentar forte declínio, que leva os especialistas a preverem profunda fragmentação na ordem econômica interna de cada nação. (Y) Assiste-se ao capitalismo em plena fase imperialista consolidada, em que as formas de dominação se multiplicam. (Itens baseados em Emir Sader) a) X,X,Y,Y,X b) Y,X,X,X,Y c) Y,Y,X,X,Y d) X,Y,Y,X,Y e) X,Y,Y,X,X Gabarito: B Comentário.

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Essa foi a primeira questão do concurso de AFRF 2002.1. A banca, obviamente, tentou desestabilizar o candidato. Essa questão tomava toda a primeira folha da prova 1 (que se realizou no sábado). Se o candidato conseguisse manter a calma, veria que essa questão poderia ser solucionada respondendo apenas aos dois primeiros trechos. Se eu estivesse lá, certamente teria deixado essa questão para depois, pois o tempo despendido com ela, para ganhar apenas 1 ponto, poderia ser gasto resolvendo várias outras questões simples e rápidas (garantindo mais do que 1, com certeza), mas isso vai de cada um. Todos os segmentos constituem um texto e, por isso, a partir do segundo (II), pode haver referências a termos expressos em trechos anteriores. Bem, no segmento I, “de saída”, já eliminamos o período X, que faz referência a certos fatores ainda não apresentados no texto. Assim, I-Y. Vamos às opções: eliminam-se as letras a, d, e (opa, já tenho 50% de chances de acertar!). No segmento II, o parágrafo começa indicando uma ação praticada por alguém ainda não identificado (“Compravam um passaporte para o camarote dos vencedores” – temos de identificar o sujeito da forma “compravam”). Como, no segmento I, não houve indicação de pessoa alguma, provavelmente essa menção se encontra no trecho omitido. O período X apresenta um “candidato” a sujeito: “Os que abandonaram Marx”, ou seja, aquelas pessoas que abandonaram Marx. Já o período Y apresenta apenas um pronome pessoal reto “Eles”, também sem menção a seu referente, o que, se colocado no início do parágrafo, prejudicaria a coesão textual. Assim, o segmento I deve ser preenchido pelo trecho X. Até agora, temos Y – X; vamos às opções: a resposta é a letra b (a única a apresentar essa disposição). A partir daí, se o candidato for do tipo “São Tomé”, pode confirmar que as demais sugestões de preenchimento atendem às exigências textuais. III – No parágrafo, há menção a determinados “modos” (“tais modos”), presentes no trecho X – “Para atender a atualidade, são necessários modos de compreensão férteis, capazes de dar conta das relações entre a objetividade e a subjetividade...” - X IV – Há uma sucessão de questionamentos, iniciando-se pelo segmento X, dando continuidade com o trecho já apresentado e se encerram com uma conclusão, apresentada pelo segmento Y, que seria colocado após o trecho IV. Assim, a disposição seria: Introdução pelo segmento X: (X) Quem pode entender hoje a crise econômica internacional fora dos esquemas da superprodução, essencial ao capitalismo?

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CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Quem pode entender a política militarista dos EUA e do seu complexo militarindustrial sem a atualização da noção de imperialismo? E, na seqüência, o segmento Y: (Y) Portanto, é a unipolaridade vigente há uma década que busca impor a dicotomia livre mercado/protecionismo. Assim, a lacuna seria preenchida por X. V – Por fim, a expressão “as formas de dominação se multiplicam”, presente em Y, estabelece uma relação semântica com “Nunca as relações mercantis tiveram tanta universalidade” – Y. A ordem, portanto, é Y – X – X – X – Y. 02 - (AFC SFC/2002) - Assinale, entre as opções propostas, aquela que se desvia, ainda que parcialmente, do conceito e da direção argumentativa expressos no período abaixo. “Dizia o sociólogo norte-americano, Robert Merton, que o que há de mais relevante e espantoso com as profecias é que elas se auto-realizam, como um vaticínio, um augúrio.” a) Ao serem concebidas pela imaginação ilimitada dos homens, as profecias potencializam a chance de se transformarem em realidade, projetando e fortalecendo um desejo ou temor coletivo. b) Pelo simples fato de que foram inventadas por alguém, com ousadia e eficácia simbólica, ganham existência real, criando a probabilidade de serem incorporadas à vida social em futuro imediato ou distante. c) Quando uma grande (ou pequena) idéia se cristaliza, sua força transformadora entra em ação com os mesmos poderes que comandam as leis da Física. d) Acima de profetas e messias, está o império da história, que constrói o futuro com seus próprios vetores e forças internas atuando à revelia do desiderato e do fado humanos. e) A história da humanidade registra fatos que provam a existência de uma simbiose