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APOSTILA_PRATICApenal_OAB_2005

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APOSTILA PRÁTICA PARA O EXAME DE ORDEM ÁREA PENAL 2ª fase

Prof. FABRÍZIO ROSA Apostila Prática para a segunda fase do exame da OAB na área penal O Exame da OAB Primeira fase A primeira fase do Exame da OAB é constituída de uma prova objetiva contendo 100 (cem) testes de múltipla escolha, com 4 (quatro) opções cada. Versam sobre as seguintes matérias:
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Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito

Constitucional Civil Comercial Penal do Trabalho Administrativo Tributário Processual Civil Processual Penal Processual do Trabalho

Há também questões envolvendo o Estatuto da OAB, seu Regulamento Geral e o Código de Ética e Disciplina. No ato da realização da prova objetiva, serão fornecidos ao candidato o caderno de questões e a folha intermediária de respostas, onde ele deverá preencher seu número de inscrição, nome e assinalar as respostas. O candidato não poderá ausentar-se da sala de provas levando algum desses materiais e sem a autorização e acompanhamento do fiscal.

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Serão considerados habilitados na primeira fase os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 50 pontos. Segunda fase Na 2ª fase, a prova é de prática-Profissional, onde o candidato deverá elaborar uma peça processual, diante do problema que lhe será apresentado. O aluno será avaliado nos seguintes aspectos: 1Adequação apresentado da peça ao problema

O candidato deverá ao ler ponto sorteado, analisar qual a medida judicial que se aplica ao caso. Exemplo: Impetrar Habeas Corpus

2- Raciocínio Jurídico Os argumentos apresentados pelo candidato indicará se este entendeu o alcance do problema proposto e o porquê da peça escolhida, desenvolvendo suas idéias e soluções adequadamente. 3- Fundamentação Apresentar fundamentos legais, jurisprudenciais e doutrinários, os quais coadunam com os pontos atacados, demonstrará conhecimento, bem como enriquecerão a peça escolhida.
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4- Correção Gramatical O candidato deverá estar atento ao vocabulário empregado, bem como a correção gramatical, . 6- Questões Práticas Além da peça processual que vale 6 pontos, o aluno terá que responder quatro questões, cada uma valendo 1,0 ponto. Para respondê-las o candidato poderá consultar a legislação ou doutrina. No ato da inscrição, o candidato deverá declarar a área de sua opção: Direito Civil, Direito Penal, Direito Tributário ou Direito do Trabalho. Não será permitida a mudança da opção depois de encerrado o prazo de inscrição. A divulgação das datas de inscrição e das provas é feita pela OAB através de edital. Para informar-se sobre essas datas, visite o site da OAB secção São Paulo. Nele, você encontrará também as últimas provas aplicadas bem como seus gabaritos.

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SÍNTESE DE DIREITO PENAL Crime: Conceito: "Crime é um fato típico, antijurídico e culpável". Esta definição é oriunda da Teoria Clássica não mais utilizada. Após reforma de 1984, usa-se a Teoria Finalista, pois culpa é reprovabilidade da conduta. Assim definimos: "Crime é um fato TÍPICO e ANTIJURÍDICO” Teoria da Imputação objetiva: A teoria da imputação objetiva prevê a atribuição a alguém da realização de uma conduta criadora de um relevante risco juridicamente proibido e a produção de um resultado jurídico. Teoria da Tipicidade Conglobante: Defendida por Eugenio Raúl Zaffaroni, a tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, uma vez que pretende excluir do âmbito da tipicidade certas condutas que, pela doutrina tradicional, são tratadas como excludentes da ilicitude. No caso de condutas em que a ordem normativa ordena ou
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fomenta, segundo Zaffaroni, não se fala em exclusão da ilicitude, mas de ausência de tipicidade conglobante. Por uma questão lógica, o tipo não pode proibir o que o direito determina. Assim, nas situações em ocorram o estrito cumprimento do dever legal que, tradicionalmente, excluem a ilicitude da conduta, estar-se-ia diante de atipicidade conglobante. Quanto ao resultado: O Código Penal adota a teoria da equivalência dos antecedentes, da “conditio sine qua non” , considerado como causa toda ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. CRIMES COMISSIVOS E OMISSIVOS Os crimes podem ser praticados por AÇÃO e, nesse caso, são chamados de crimes comissivos consistindo numa ação positiva - FAZER; ou podem ser praticados por OMISSÃO chamados de crimes omissivos, consistindo numa abstenção da ação devida - NÃO FAZER. Por sua vez, os Crimes Omissivos dividem-se em: Crimes omissivos próprios: Aqueles que podem ser praticados por qualquer pessoa - são de simples atividade, a lei pune a simples omissão, independentemente de qualquer resultado. Ex.: omissão de socorro (art.135 do CP); Crimes omissivos impróprios (comissivos por omissão): são crimes de resultado e só podem ser praticados por certas pessoas que por lei têm o
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dever de impedir o resultado e a obrigação de proteção e vigilância em relação a alguém - artigo 13, § 2º do Código Penal. Ex.: mãe que deixa de alimentar o filho em fase de amamentação, causando-lhe, com isso, dolosamente, a morte.

Nexo de Causalidade: nexo causal. É elemento do fato típico. Teoria da Equivalência dos Antecedentes ou “conditio sine qua non” é a teoria adorada pelo Código Penal., em seu artigo 13. Existem causas absolutamente independentes e relativamente independentes. As causas absolutamente independentes: não são atribuídas ao agente. Há duas ações paralelas para causar o resultado na vítima. Responderá pela forma consumada quem realmente produziu o resultado. O outro agente pela forma tentada. As causas relativamente independentes: excluem a imputação quando por si só produz o resultado. Caso contrário responderá pela forma consumada. Ex: o agente fere com uma faca um pessoa hemofílica . O ferimento é leve, mas a vítima morre em razão da sua doença. O agente responde por homicídio consumado. Superveniência causal: (§ 1º do artigo 13 do CP) Deve se verificar a linha de desdobramento. – ex.: queda de uma viga do teto (por caso fortuito) sobre a cabeça da vítima de envenenamento enquanto esteja ela em seu lugar por não ter sentido ainda os efeitos da substância ingerida. Ainda que se elimine o curso causal iniciado com o
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a administração de substância tóxica ‘a vítima. O autor não responderá por homicídio consumado. Nessa hipótese. então. Ex. Crime doloso e culposo (artigo 18 CP) a) DOLO: consiste no propósito de praticar o fato descrito na lei penal. por si só. inadvertidamente. A segunda causa. e sim tentativa de homicídio uma vez que o caput do art.envenenamento da vítima. 13 CP. A causa é apenas “ relativamente independente” quando se situa fora do desdobramento normal da causa original. Crimes dolosos são crimes intencionais.. Espécies de Dolo: Dolo direto ou determinado: aquele em que o agente quer o resultado. 1e CP afasta sua responsabilidade pelo resultado. par. E. que o autor da agressão não será responsabilizado pelo evento morte. mas apenas por lesões corporais. prescreve o art. não se constitui em desdobramento natural da causa primária – a agressão. ou seja. 1o. por força exclusiva da queda da viga em sua cabeça.: vítima de agressão vem a falecer porque a enfermeira. Subdivide-se em dolo alternativo e dolo eventual. ou indeterminado: aquele em que a vontade do agente não é exatamente definida. Dolo indireto. ministroulhe tóxico em vez do medicamento prescrito. 8 . causou o resultado morte. o resultado morte teria ocorrida.

embora este seja previsível. Espécies de Culpa: Culpa inconsciente: é a culpa comum. certo de poder evitá-lo. mas o agente não o previu. Ex: motorista ao dirigir em alta velocidade. Ex: o agente desfere golpes de faca na vítima com intenção alternativa: matar o ferir. II CP): consiste na prática não intencional do delito. por falta da atenção devida. A previsibilidade subjetiva é a essência da culpa. por confiar erradamente na sua perícia ou nas circunstâncias. mas acredita que o mesmo não ocorrerá. Dolo eventual: quando o sujeito assume o risco de produzir o resultado. aceita a possibilidade de atropelar um pedestre. imprudência e imperícia. No dolo eventual o agente aceita ou tolera o resultado. Culpa consciente: é uma forma excepcional de culpa. o agente não aceita de forma alguma o resultado. A culpa consciente distingue-se do dolo eventual. indiferentemente. 0 fato era previsível. CULPA (Artigo 18.Dolo alternativo: quando a vontade do sujeito se dirige a um ou outro resultado. ou seja. faltando porém o agente a um dever de atenção e cuidado. em que o agente prevê o resultado. ao contrário. Na culpa consciente. aceita o risco de produzi-lo. nas modalidades de negligência. 9 .

I do CP). relaxamento. mais grave. 10 . mas por culpa acaba ocasionando outro. a consumação se dá com a ocorrência do resultado descrito no tipo.crime qualificado pelo resultado. afoita . PRETERDOLO . CONSUMAÇÃO E TENTATIVA a) Consumação: diz-se o crime consumado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal (art. Se o agente não podia prever as conseqüências de sua ação. 14. Admite-se a tentativa. Imprudência: conduta precipitada.criação desnecessária de um perigo. Nos crimes formais e de mera conduta. A essência da culpa está na previsibilidade subjetiva. No crime preterdoloso há dolo no antecedente e culpa no conseqüente. Imperícia : falta de habilidade técnica para certas atividades. displicência. 0 agente tem sua intenção voltada para a produção de determinado resultado. não há que se falar em culpa.Modalidades da Culpa: Negligência: falta de atenção devida. Nos crimes materiais. a consumação se dá com a prática da ação proibida.

3) execução (interrompida nessa fase. Arrependimento Eficaz 11 . não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. 0 agente encontra-se em permanente estado de flagrância.Nos crimes permanentes. estimular o agente a retroceder. II e parágrafo único do CP). Não há tentativa em crime culposo e nem nos de mera conduta. Salvo disposição em contrário. 2) atos preparatórios (não se pune). até que o agente resolva interrompê-la. "Iter Criminis” trajetória do crime. 1) cogitação (não se pune). a consumação se prolonga no tempo. iniciada a execução. 15 do CP). diminuída de um a dois terços (art. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. com tal medida. 14. 4) consumação. Desistência Voluntária 0 agente que voluntariamente desiste de prosseguir na execução só responde pelos atos já praticados (art. A lei quer. Tentativa Diz-se o CRIME TENTADO quando. pune-se a tentativa).

reparado o dano ou restituída a coisa. (art. pensando tratar-se de uma figura de cera). 20 do CP). se previsto em lei (art. até o recebimento da denúncia ou da queixa. mas permite a punição por crime culposo. § 2º do CP). 0 erro de tipo exclui o dolo. Tal erro pode referir-se a uma situação de fato (atirar numa pessoa.Só responde pelos atos já praticados o agente que impede que o resultado se produza. depois de realizados todos os atos necessários à consumação (art. 15 do CP). CRIME IMPOSSÍVEL Não se pune a tentativa quando. 20. ESPÉCIES DE ERROS a) Erro de Tipo: 0 erro de tipo ocorre quando o agente incide em erro sobre algum elemento do tipo. por ineficácia absoluta do meio ou impropriedade do objeto o crime não se consuma. Arrependimento Posterior Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. 17 do CP). por ato voluntário do agente. 16 do CP). a pena será reduzida de um a dois terços (art. 12 . Responde pelo crime o terceiro que determinar o erro (art.

§ 3º do CP).: o agente quer quebrar a vitrine de uma loja com uma pedrada (crime contra o patrimônio). Erro sobre a pessoa: "aberratio persona ". 20. supõe estar agindo de acordo com uma excludente de ilicitude. 0 erro. Pelo resultado não desejado o agente responde por culpa. 74 do CP). 23 Código Penal). 73 do CP). Ex. Se ocorre também o resultado pretendido.Discriminantes Putativas: (art. 13 . senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime (art. Ex. Erro de Delito: "aberratio delicti" (art. fato que não altera a figura típica do homicídio.: por inabilidade ou acidente. por erro plenamente justificável pela circunstância. aplica-se a regra do concurso formal (art. o agente acaba atingindo pessoa diversa da que procurava atingir. se o fato for previsto como crime culposo. neste caso. leva à lesão de um bem ou interesse diverso daquele que o agente procurava atingir. matar "B". neste caso.Está isento de pena quem. (art. pensando tratar-se de "A". as condições ou qualidades da vítima. Erro na Execução: "aberratio ictus ". aplica-se a regra do concurso formal. Erro que ocorre na execução material do crime. Não se consideram. 20. também é atingida. mas atinge o balconista (crime contra a integridade corporal). Erro que versa sobre pessoa. Se esta. § 1º do Código Penal) . 0 agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa visada. ou vice-versa. além de outra pessoa. como por exemplo.

138 do CP).: art. 150 do CP) Crimes Simples: É aquele que é composto por apenas um tipo penal Ex.: no homicídio. Crimes complexos: é a junção de dois ou mais tipos penais em um único tipo penal: Ex: roubo (art. independentemente da reputação do ofendido ficar ou não abalada.: crime de desobediência (art. Crimes de Mera Conduta (ou de simples atividade): São crimes em que a lei só descreve a conduta do agente. o agente será punido por tentativa de homicídio.CLASSIFICAÇÃ0 DE CRIMES Crimes Materiais: São aqueles em que a lei descreve a conduta do agente. que se consuma com sua simples comunicação a outra pessoa. Ex. sem dependência de ocorrer ou não o resultado desejado pelo agente. 121. "caput" do CP (homicídio simples). violação de domicílio (art. 157) é a fusão de furto (subtração) com ameaça.: a calúnia (art. de modo que se consumam com simples conduta do agente. a ação é matar e o resultado a morte. Ex. não aludindo a qualquer resultado. Ex. 14 . se o resultado não ocorrer será punida a tentativa. Se a morte não ocorrer.e o crime se consuma com o resultado e. 0 resultado é mero exaurimento do delito. Crimes Formais: São aqueles que se consumam antecipadamente. 330 do CP).

Crimes próprios: são os que exigem do agente uma determinada qualidade. 121 do CP). que agravam a pena.art. Crimes de Ação Única: é aquele onde o tipo penal contém apenas uma modalidade de conduta. casa de prostituição. Crimes Habituais: são os que exigem habitualidade. 121. com a reiteração seguida da conduta. Ex: furto (artigo 155 do Código Penal) Crimes de Ação Múltipla: (ou de conteúdo variado): Referem-se aos tipos alternativos ou 15 .: art.art. como a de mãe no infanticídio.:.latrocínio. Ex. § 2º do CP (homicídio qualificado). Crimes Qualificados: São aqueles em que a lei acrescenta alguma circunstância ao tipo básico. Crimes de Mão Própria: são os que têm que ser praticados pessoalmente pelo agente. § 1º do CP (homicídio privilegiado). Crime funcional: é aquele praticado por funcionário público. 12 1.art 129 (violência) ou morte (art.: curandeirismo. Ex. Crimes Privilegiados: São aqueles em que o acréscimo ao tipo básico serve para diminuir a pena. Ex. 147 do CP (grave ameaça) ou lesão corporal . ou a de funcionário público no peculato. Exemplo: Crime de falso testemunho. desde que o fato venha a ser cometido em razões às suas funções. Funcionário Público no exercício de suas funções.

perfazendo-se o crime com a realização de qualquer delas. Crime Profissional: é aquele praticado por quem exerce uma determinada profissão. 0 crime será um só. Crime Plurissubjetivo (ou coletivo): são os de concurso necessário de agentes.: induzimento. 240 do CP) Crime progressivo: é aquele cujas etapas anteriores também constituem crime. Ex. instigação ou auxílio ao suicídio (art.mistos. 288 do CP. Crime monossubjetivo (ou unilateral ou unissubjetivo): é o que pode ser praticado por uma só pessoa. reunidas para o fim de cometer crimes. luta entre três ou mais pessoas. roubo. que só se perfaz com a associação de mais de 3 pessoas. Crime bilateral: (ou de encontro): é o que exige para sua configuração mais de uma pessoa. Exemplo: 16 . 126 do CP). adultério (art.art. mas este acaba não ocorrendo. 137 do CP . 235 do CP). em que se descrevem 2 ou mais condutas. valendo-se dela para a atividade delitiva. mesmo que uma delas não seja culpável. 122 do CP). Crime de quadrilha ou bando . em que o agente pratica todos os atos necessários para o resultado. Ex: bigamia (art. Exemplo: Crime de Rixa . Ex: aborto praticado por médico(art. Crime Falho: é aquele que corresponde à tentativa perfeita. Ex: furto. embora praticadas 2 ou mais ações.art. Necessita-se de duas ou mais pessoas para caracterizá-lo.

Ex. Não admitem tentativa. Crime exaurido (ou esgotado): É quando o crime já está consumado nos termos da lei. A obtenção eventual do resgate é mero exaurimento de um crime que já estava consumado (seqüestro = crime formal). Exemplo: O crime de roubo é composto pelo furto mais ameaça ou violência à pessoa. costumam ser realizados com um só ato. embora com desdobramentos posteriores. 159 do CP se consuma com o sequestro da vítima. 0 fato posterior complementar é indiferente. Ex. na prática. Crime complexo: é aquele que contém em si 2 ou mais figuras penais. mas que não mais alteram o fato típico. Exemplo: A obtenção de resgate. 159 do CP). ou apenas motivo para aumento de pena. 233 do CP). Crimes Plurissubsistentes: são os que costumam realizar-se através de vários atos. 140 do CP).: Crime de 17 .: ato obsceno (art. Crimes vagos: são aqueles em que o sujeito passivo não é determinado. Resumindo: o crime do art. como a família. Ex. não possuindo personalidade jurídica.Caso de homicídio com relação às lesões corporais.: injúria verbal (art. Crimes Unissubsistentes: são aqueles em que a conduta do agente é una. que são por este absorvidas. Aqueles que. tais como uma coletividade sem personalidade jurídica. o público ou a sociedade. é apenas o exaurimento do crime de sequestro (art.

125 do CP). com referência expressa no tipo penal. Ex: atentado violento ao pudor (art. II do Código Penal). no entanto. em razão da descrição típica. Ex: receptação (art.redução à condição análoga à de escravo (artigo 140 do Código Penal).: "A" dá um soco em "B" com a intenção de causar-lhe lesões corporais. 0 agente não tinha a intenção de produzir o resultado. I do Código Penal). 18. Crime de concurso necessário: é o que exige mais de um sujeito ativo para se realizar. Crimes Culposos: são aqueles praticados pelo agente por negligência.18. Crimes Dolosos: são aqueles em que o agente tem a intenção de produzir o resultado criminoso. Ex. ou assume o risco de produzi-lo (art. mas este era previsível. Crime acessório: é o que depende da existência de uma infração penal anterior. 180 do CP-exige que a coisa seja produto de crime). "A". Crime de Dupla Subjetividade passiva: é o que. Ex: rixa Crime principal: é o que não depende da prática do delito anterior. imprudência ou imperícia (art. apresenta dois sujeitos passivos. CP). 214 . Crimes Preterintencionais (ou preterdolosos): são aqueles em que há dolo no antecedente e culpa no consequente. onde os sujeitos passivos são: a gestante e o feto. cal e bate a cabeça vindo a falecer. Ex: aborto praticado sem o consentimento da gestante (art. 18 .

: matar ou ferir alguém. furtar algo. o enfermeiro que não administra ao paciente o remédio prescrito. sem dependência de qualquer resultado. Não se pune o comportamento físico negativo. Ex. por deixar de fazer o que estava obrigado produz o resultado. Crime de Flagrante Provocado: ocorre quando o agente é levado à ação por instigação de alguém que. Ex. com a prisão em flagrante do agente.0 agente será punido pela conduta dolosa (lesão) e pelo resultado a título de culpa (morte) art. 129. toma todas as medidas para evitar a consumação do delito. ao mesmo tempo. Crimes Omissivos Próprios (ou puros): são aqueles praticados mediante o “não fazer” o que a lei manda (comportamento negativo). Crimes Comissivos: consistem em uma ação. Exemplo: omissão de socorro.: a mãe que deixa de alimentar o recém-nascido. etc. dando causa à sua morte. causando-lhe a morte. 169. 19 . § 3º do Código Penal. Crimes Comissivos Por Omissão (ou omissivos impróprios): são aqueles em que o agente. A infração se consuma com a simples omissão. A lei descreve um comportamento positivo (e não uma proibição). o simples deixar de fazer do agente. II do CP). Crime de conduta mista: é o crime omissivo puro que é praticado com uma ação inicial. Ex. mas sim a omissão ilegal. apropriação de coisa achada (art.

Crime de opinião: é o que se caracteriza pelo abuso da liberdade de pensamento. Ex: deserção Crime subsidiário: é aquele que somente ocorre quando a conduta do agente não configurar um crime mais grave. Ex: lesão corporal (art. não está praticando nenhum ilícito penal. 17 do CP) Crime político: é aquele põe em risco a segurança interna ou externa do país. Ex: rixa (art. no sentido de um comportamento comum. apto a alcançar o resultado. quando. organizada. Ex: crimes contra a segurança nacional. Crime multitudinário: é o praticado por uma multidão. 132 do CP). por erro. por qualquer meio. por qualquer meio. espontaneamente. Crime impossível: é aquele que é impossível de ser consumado em razão da ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto (art. nexo com os demais crimes. 129 do CP). Crime de forma livre: é o que pode ser praticado de qualquer forma. em tumulto. é aquele previsto no Código penal militar. Crime militar. 137 do CP) Crime conexo: é o que guarda relação. supõe que está praticando um crime. na verdade.Crime putativo: é aquele onde o agente. 20 . Ex: perigo para a vida ou a saúde de outrem (art.

Ex. Crime de responsabilidade: é aquele que viola dever de cargo ou função. 288 do CP) ou por organização criminosa (Lei 9034/95).Crime de forma vinculada: é o que somente pode ser praticado da forma estabelecida pelo tipo penal. Crime de tipo fechado: é o que apresenta a descrição típica completa. Crime plurilocal: é aquele em que a conduta ocorre em um local. Crime hediondo: é o que causa maior repulsa. e o resultado ocorre em outro local diverso. 140 do CP). sem motivo. maior reprovação social. (Decreto Lei nº 201 de 27/02/1967). causando clamor público (Lei 8072/90) Crime Organizado: é aquele praticado por ações de quadrilha ou bando (art. Ex: crimes de responsabilidade de prefeitos e vereadores. ainda dentro do país. dentro do país. lesão corporal Crime de tipo aberto: é o que apresenta descrição típica incompleta no caso em concreto. Ex: delitos culposos. Crime transeunte: é o que não deixa vestígio Ex: injúria verbal (art. Ex: curandeirismo. Crime gratuito: é aquele praticado sem razão. 21 .

b) Crimes de Perigo Abstrato ou Presumido: (crimes onde o perigo não precisa ser demonstrado e provado. CRIMES QUANTO AO RESULTADO 0 resultado pode consistir num dano efetivo (crimes de dano) ou na criação de um perigo (crimes de perigo). não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.art. 269 do CP. II do CP). a) Crimes de Perigo Concreto: crimes onde o perigo deve ser demonstrado e provado. art. Crimes de Perigo: são os que apresentam. 130 do CP. art. 155. 121 CP. iniciada a execução. 22 . Exemplo: omissão de notificação de doença. como resultado. 14. exemplo: perigo de contágio venéreo. um perigo. Crimes de Dano: são os que apresentam um dano efetivo como resultado da ação .Crime bi-próprio: é aquele que exige uma relação especialmente os sujeitos ativo e passivo. Ex: maus tratos. por ser presumido pela lei). (art. CRIMES QUANTO CONSUMAÇÃO AO MOMENTO DA Crime tentado: é aquele que.

IH do CP). até a libertação da mesma. Exemplo: o furto se consuma e termina com a subtração da coisa alheia móvel. uma vez que o crime se encontra em fase de consumação. 111. embora já realizada.). bigamia etc. se renovando e prolongando-se no tempo.Crime consumado: é aquele que reúnem todos os elementos de sua definição legal (art. Crime de quadrilha ou bando (consuma-se com a formação do bando e se prolonga pelo tempo. 14. CP) Crimes Instantâneo: são aqueles cujo resultado fica logo definido e encerrado.. Exemplo: crime de homicídio a morte da vítima é irreversível. a partir de certo instante. Se as conseqüências do crime instantâneo são duradouras e não podem mais ser alteradas pelo próprio agente. até que se desfaça a associação (art.. Crimes Permanentes: são aqueles em que a consumação. Exemplos: Seqüestro (este crime consumase com o arrebatamento da vítima. 288 do CP)). Enquanto durar a permanência não ocorre prescrição (art. I. fala-se em CRIME INSTANTÂNEO DE EFEITOS PERMANENTES. e pode ser efetuada a prisão em flagrante. prolongando-se o processo consumativo indefinidamente. continua acontecendo. EXCLUDENTES DE ILICITUDE 23 .

nem podia de outro modo evitar. direito próprio ou alheio. impedimento ou tropeço. Ofendículos: É o obstáculo. legítima defesa. atual ou iminente. 23 do CP dispõe que não há crime quando o agente pratica o fato em: a) Estado de Necessidade: considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. arame farpado no portão. Também não há crime quando o agente pratica o fato no exercício regular de direito. É o aparato para defender o patrimônio. não era razoável exigir-se (art. c) Estrito Cumprimento do Dever Legal ou Exercício Regular de Direito: Não há crime quando o agente pratica o fato em estrito cumprimento de dever legal. 25 do CP). no momento da colocação. Os ofendículos caracterizam.0 art. cujo sacrifício. Ex.: agente que 24 . pontas de lança na amurada. 24 do CP). a direito seu ou de outrem (art. corrente elétrica na cerca. que não provocou por sua vontade. repele injusta agressão. Ex.: disputa de náufrago pela posse de uma tábua de salvação. no momento da violação ou ataque. Ex. exercício regular no direito. Ex: cacos de vidro no muro. b) Legítima Defesa: entende-se em legítima defesa quem. causando ferimentos na vítima. usando moderadamente dos meios necessários.: policiais que revidam tiros de assaltantes e matam um deles. nas circunstâncias. o domicílio ou qualquer bem jurídico de ataque ou ameaça.

se recusa a depor em Juízo devido à existência do dever de sigilo. 25 .

mas ficará sujeito a medida de segurança (artigos 96 e 97 do Código Penal). 26 .C. I do Código Penal. mas com idade entre 18 e 21 anos como: . A inimputabilidade é uma das causas que exclui a culpabilidade. Porém a lei concede alguns benefícios às pessoas imputáveis. o agente é "isento de pena".Lei n.DA IMPUTABILIDADE São imputáveis todas as pessoas maiores de 18 anos. . DA INIMPUTABILIDADE Os inimputáveis são aqueles que não têm a capacidade de compreender a ilicitude do ato praticado (no momento da ação). o agente será absolvido. mesmo se for emancipado civilmente." 8069190).A. 0 crime existiu mas seu autor não receberá a pena por falta de imputabilidade que é pressuposto da culpabilidade. Declarada a inimputabilidade. .redução pela metade dos prazos prescricionais (artigo 115 do Código Penal). a) São inimputáveis: Os menores de 18 anos (mesmo emancipados civilmente): são chamados infratores e ficam sujeitos as providências previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (E.atenuante prevista no artigo 65.

os silvícolas não totalmente integrados.Estes cometem ato infracional. Os portadores de doença mental: são os portadores de doença mental. não bastando só a condição de silvícola).perturbação de saúde mental. c) Responsabilidade diminuída: . sendo aplicada uma medida sócio-educativa. b) Semi-imputável: 0 semi-imputável. não tem sua culpabilidade excluída. ou substituída por medida de segurança (pois a responsabilidade estava diminuída). A incapacidade deve ser completa em relação à compreensão da ilicitude do fato. apurado pela Vara da Infância e Juventude através de sindicância.Exemplo: o limítrofe. Aqueles com desenvolvimento mental incompleto ou retardado: são os que possuem desenvolvimento mental falho ou incompleto: são os surdos-mudos sem aprendizado. incluindo as moléstias mentais de qualquer origem. por ocasião do fato não se apresenta como inteiramente capaz. 0 semi-imputável. ou seja. 27 . o que o diferencia do inimputável que por ocasião do fato era inteiramente incapaz. quando não demonstram grau de discernimento e de incorporação à sociedade civilizada (é necessário perícia médica que comprove o desenvolvimento incompleto ou retardado. mas a sua pena é reduzida de 1/3 a 2/3.

II do CP). de duração mais longa.2) Embriaguez: a embriaguez pode ser voluntária. § 2º do CP). Tanto a emoção como a paixão funcionam.. 28. ao passo que a paixão seria um estado emotivo de caráter crônico. 65. 28. A embriaguez voluntária. porém. A emoção seria um estado emotivo agudo. culposa ou fortuita. se for incompleta (art. A embriaguez fortuita. bem como a embriaguez culposa. de breve duração.II. DE Excluem a culpabilidade estará isento de pena: conseqüentemente -inimputabilidade -não potencial consciência da ilicitude -inexigibilidade de conduta diversa CONCURSO DE PESSOAS: (art.desenvolvimento mental incompleto ou retardado. se for completa. c. 29) 28 . DIRIMENTES CULPABILIDADE: (EXCLUDENTES) e. ou a reduz. 121. preordenada. art. § 1º. art. como atenuantes ou causas de diminuição de pena (arts. 28 do CP). não excluem a imputabilidade penal (art. § 1º do CP). c. isenta de pena (art.1) Emoção e Paixão: não excluem a imputabilidade (art. "c". § 4º do CP) . de um a dois terços. em vários casos. 28. 129.

0 partícipe. em colaboração recíproca e visando o mesmo fim. Formas: Co-autoria: Quando dois ou mais agentes. exercendo papel determinante na prática do crime Participação: O agente não realiza a conduta principal. 29 . 0 co-autor é igual a um autor.É a participação ciente e voluntária de duas ou mais pessoas na mesma infração penal. Concorre para o crime apenas induzindo. . realizam a conduta principal. instigando ou auxiliando secundariamente. exerce função acessória respondendo na medida da sua atuação.

A lei usa esses termos mais como índices ou critérios para a determinação dos regimes de cumprimento da pena. Na participação. 30 . destina-se ao cumprimento da reclusão ou detenção em regime semi-aberto (art. A detenção. industrial ou similar. São estabelecimentos de segurança máxima. Não existe hoje diferença essencial entre reclusão e detenção. tanto a dolosos como culposos. A colônia agrícola. o agente concorre para o crime.Diferenças entre co-autoria e participação: Na co-autoria dois ou mais agentes praticam os mesmos atos executivos do crime. AS PENAS a) Penas Privativas de Liberdade: são as de reclusão e as de detenção e a prisão simples (contravenções penais). mas não realiza a conduta. 91 da LEP). 93 da LEP). b) Estabelecimentos Penais: a penitenciária destina-se ao cumprimento da reclusão em regime fechado (art. 87 da LEP). A reclusão destina-se a crimes dolosos. A casa do albergado destina-se ao cumprimento da reclusão ou detenção em regime aberto (art.

c) Prisão Domiciliar: a reclusão ou detenção em regime aberto devem ser cumpridas em casa de albergado. 112 da LEP). 117 da LEP). 126. parte do tempo de execução da pena. cuja pena. 0 recolhimento em residência particular só cabe no caso de pessoas maiores de 70 anos ou acometidas de doença grave. durante a sua execução. torne incabível o regime" (art. após o cumprimento de um sexto da pena no regime anterior e se o comportamento do condenado indicar a progressão (art. Cabe também. Na regressão o condenado é transferido para regime mais rigoroso quando 'praticar fato definido como crime doloso ou falta grave" ou "sofrer condenação. pelo trabalho. para esse fim. é feita à razão de 1 dia de pena para 3 dias de trabalho (art. somada ao restante depena em execução. por crime anterior. 102 da LEP). f) Detração Penal: trata-se do desconto efetuado na contagem do cumprimento de pena privativa de 31 . A progressão se dá com a transferência para regime menos rigoroso. 118 da LEP). § 1º da LEP). e) Remição: o condenado pode remir ou resgatar. no caso de mulher gestante ou com filho menor ou deficiente físico ou mental (art.A cadeia pública destina-se apenas ao recolhimento de presos provisórios (art. A contagem do tempo. d) Progressão e Regressão: a pena privativa de liberdade está sujeita a progressões e regressões.

liberdade ou de medida de segurança, do tempo anterior de prisão provisória (art. 42 do CP). PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS: Artigo do C.P. 43

a) Prestação de Serviços à Comunidade, com tarefas gratuitas junto a hospitais, escolas e orfanatos; b) Interdição Temporária de Direitos, com a proibição do exercício de profissão ou atividade, ou a suspensão de habilitação para dirigir veículo; c) Limitação de Fim de Semana, com a obrigação de permanecer o condenado aos sábados e domingos, por 5 horas diárias, em casa de albergado (art. 43 do CP). Com o advento da lei 9.714 de 25 de novembro de 1998, o artigo 43 passou a ter uma nova redação. Artigo 43. As penas restritivas de direito são: I - prestação pecuniária II - perda de bens e valores; III - (vetado) IV - prestação de serviços à comunidade ou entidades públicas; V - interdição temporária de direitos; VI - limitação de fim de semana.

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As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem (caráter substitutivo) as privativas de liberdade, quando aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça contra a pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; o réu não poderá ser reincidente em crime doloso; Esta lei alterou também os artigos 43, 44, 45, 46, 47, 55 e 77 do Decreto-Lei nº 2848 de 7 de dezembro de 1940. PENAS MULTA: A multa penal pode ser cominada como pena única, como pena cumulativa (e multa), como pena alternativa (ou multa). O juiz tem um parâmetro entre 10 dias-multa e 360 dias multa. O cálculo é feito baseado no salário mínimo, no montante de 1/30 até 5 vezes o salário mínimo. É bom lembrar que com o advento da Lei 9.268/96 revogou os artigos 51 e 114 do Código Penal, dando uma nova redação: Artigo 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de valor, aplicando-se-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas, e suspensivas da prescrição.

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Artigo 114. A prescrição da pena de multa ocorrerá: I - em dois anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; II - no mesmo prazo estabelecido para a prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa for alternativamente ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. Desta forma não há conversão em pena privativa de liberdade e sim, conversão em dívida civil.

SISTEMA DE APLICAÇÃO MEDIDA DE SEGURANÇA

DA

PENA

E

DA

Sistema do DUPLO BINÁRIO ou Dualista : Este sistema faz a previsão da aplicação da pena e da medida de segurança de forma cumulativa e sucessiva para o condenado perigoso. Não é aplicado no Direito Penal. Sistema VICARIANTE ou Unitário : Este sistema prevê a aplicação da pena para o imputável e da medida de segurança para o inimputável. Ou se aplica a pena ou a medida de segurança. É o sistema adotado pelo Direito Penal. Aplica-se assim, culpabilidade – Periculosidade – medida de segurança. pena;

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REINCIDÊNCIA Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no país ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior (art. 63 do CP). Tecnicamente, pois, a prática de dois ou mais crimes, ou até de uma série de crimes, não caracteriza, por si só, a reincidência. É necessário, para o reconhecimento da reincidência, que novo crime seja praticado após sentença condenatória transitada em julgado, por crime anterior. Segundo o artigo 64, I do Código Penal, após transcorrido 5 anos do cumprimento ou extinção da pena, computado o período de prova ou livramento condicional o agente volta a ser primário. A condenação anterior, neste caso, contará apenas, como “maus antecedentes”. É a prescrição da reincidência. CONCURSO DE CRIMES 0 concurso de crimes ocorre quando o agente pratica duas ou mais infrações penais; distinguindose o concurso material, o concurso formal e o crime continuado. a) Concurso Material: ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Nesse caso, as penas referentes a cada crime são somadas.

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b) Concurso Formal: ocorre quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. A pena aplicável será a mais grave ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até a metade (art. 70, primeira parte do CP). c) Crime Continuado: trata-se de uma figura imaginária, criada pela lei para evitar pena excessiva no caso de dois ou mais crimes seguidos. Para amenizar a situação do acusado que praticou dois ou mais crimes da mesma espécie, dentro de circunstâncias semelhantes de tempo, lugar e modo de execução, presume-se uma ligação entre os vários crimes, para permitir a aplicação de uma pena só (art. 71 do CP), só idênticas ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. Caso de Política Criminal.

EFEITOS DA CONDENAÇÃO A condenação chamados de:
• •

gera

efeitos.

Estes

efeitos

são

Principais: é a aplicação de uma pena. Secundários: podem ser de natureza: o penal: gerar reincidência, afastamento do “sursis” ou sua revogação obrigatória etc. o extrapenal: civis, políticos , administrativos. Estão previstos no artigo 92, I, II e III do CP.

A condenação leva à obrigação de indenizar o dano e ao confisco dos instrumentos, do produto e
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dos proveitos do crime - efeitos genéricos, automáticos (art. 91 do CP e art. 779 do CPP). REABILITAÇÃO: É a declaração que o agente está, depois de condenado, apto ao convívio da sociedade. Tem o condão de oferecer sigilo dos registros sobre o seu processo e suspender os efeitos específicos da condenação. Pode ser requerida após dois anos da extinção da pena ou do término da execução, (arts. 93 a 95 do CP).

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SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA: "SURSIS" "Sursis”: benefício que pode ser concedido ao réu que receber uma pena privativa de liberdade que não seja a superior a 02 anos - artigo 77 do Código Penal. Refere a suspender o cumprimento da pena. Existe o “sursis” simples e o especial. O “sursis” especial caracteriza-se pelos seguintes pontos: Requisitos (CP, art. 78, § 2º) Condições: (CP, art. 78,§ 2º, alíneas a, b, c) b) "Sursis" etário: Este beneficio concedido pela idade. Se o réu for maior de 70 anos, na data da sentença, terá direito ao benefício quando a pena privativa de liberdade não ultrapassar 04 anos artigo 77, § 2º do Código Penal. Durante o período de prova, o condenado fica sujeito às chamadas condições legais previstas no artigo 78, § 1º do Código Penal, que são obrigatórias. Com o advento da Lei 9.714/98 o artigo 77, § 2º C.Penal passou a ter uma nova redação: "Sursis" etário: artigo 77, § 2º do Código Penal : " a execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão ". Caso o beneficiário não cumpra as condições estabelecidas, o Juiz poderá REVOGAR o benefício

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§ 2º do Código Penal). 39 . A revogação pode ser obrigatória (art. § 1º do Código Penal. II e III do Código Penal ou FACULTATIVA . Prorrogação do período de prova: "se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção.artigo 81. se preenchidos os requisitos legais. considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento definitivo" (artigo 81. LIVRAMENTO CONDICIONAL Código Penal) (artigo 83 do Trata-se da possibilidade de que tem o condenado. 87 do CP). É direito subjetivo do sentenciado.ou PRORROGAR o período de prova (artigo 81 do CP). A revogação pode ser OBRIGATÓRIA . que já cumpriu certo tempo de pena privativa de liberdade. CP) ou facultativa (art. Audiência de Advertência ou Admonitória: É a audiência em que o sentenciado toma conhecimento das condições do "sursis" e do prazo do período de prova. de cumprir solto o período restante mediante determinadas condições. 86.artigo 81. A partir desta audiência é que se inicia o prazo do período de prova e o réu estará sujeito às condições impostas. I. 0 livramento condicional ocorre após parte da pena já ter sido cumprida. Seu tempo de duração corresponde ao restante da pena que estava sendo executada.

só podendo obter novo livramento com relação à nova condenação. Não é proporcional à pena prevista pelo delito cometido. MEDIDA DE SEGURANÇA (artigos 96 ao 99 do CP) As medidas de segurança são sanções penais à semelhança das penas. Enquanto as penas têm caráter retributivo-preventivo e se baseiam na culpabilidade. 141). será descontado. diferem destas pela natureza e fundamento. Por crime praticado em período anterior ao benefício: O tempo em que o sentenciado esteve solto. que ser somado o que resta da pena com a nova condenação. devendo assim cumprir preso apenas o tempo que falta para completar a prova. calculando o livramento sobre esse total.Efeitos da revogação: (art. 40 . 84 e LEP. art.Não será descontado o tempo em que o sentenciado esteve solto e deve cumprir integralmente a sua pena. • tem prazo indeterminado para sua aplicação. (art. 88 do CP) Por crime praticado durante o benefício. Terá ainda. • a medida de segurança tem caráter apenas preventivo e não retributivo. as medidas de segurança têm natureza só preventiva e se fundamentam na periculosidade do indivíduo.

A denúncia oferecida pelo M. que apresentem periculosidade. 96. em outro estabelecimento adequado (art. A AÇÃO PENAL. por meio de seu advogado. é a petição inicial da ação penal pública. • A sentença que determina a medida de segurança tem natureza concessiva.. a) Ação Penal Pública: é promovida pelo Ministério Público.artigo 100 do C.• É aplicada aos inimputáveis e aos semiimputáveis. pode ser PÚBLICA OU PRIVADA. I do CP). à falta. Pena de reclusão. Sua peça inicial é a queixa crime oferecida pelo ofendido ou seu representante legal. será privada propriamente dita.P. Restritivas: tratamento ambulatorial (art. será incondicionada ou condicionada à representação. 96.P. Pena de detenção AÇÃO PENAL . b) Ação Penal Privada: e promovida pelo particular. personalíssima ou subsidiária da pública. 41 . levando-se em conta o sujeito que a promove. à requisição do Ministro da Justiça.II do CP). com o oferecimento da denúncia e constitui a regra do nosso Direito. Podem ser: Detentivas: internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou.

EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE As causas de extinção da punibilidade extinguem a pena aplicável.PRAZOS DECADENCIAIS 06 meses . ouvido o Ministério Público.representação (ação penal pública condicionada) 06 meses . em regra.107).ação penal privada subsidiária da pública a contar do término do prazo para o promotor oferecer a denúncia 03 meses .art.§ 2º do Código Penal Induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento .ação penal privada 06 meses . Graça. posteriores ao mesmo.ação penal privada personalíssima: Adultério: 01 mês a partir do conhecimento do fato .art. na Parte Especial do CP.crime de imprensa 01 mês . São causas exteriores ao crime e também. declarará extinta a punibilidade. a) Morte do Agente: o juiz. formas de 42 . 240. como em disposições esparsas. b) Anistia. Indulto: são dispensa de aplicação da lei penal. à vista da certidão de óbito do agente. Estas causas estão previstas tanto na Parte Geral do CP (art. 236 do Código Penal: 01 mês a contar do trânsito em julgado que anulou o casamento no cível.

XII da CF). É concedida por lei. Exclui o crime. deixa de proferir a condenação. que deixa de considerar a conduta como criminosa. 84. Compete ao Presidente da República (art. pela prática de 43 . que é. Cabe ao Presidente da República conceder a graça. Ex. persistindo os efeitos do crime. embora configurado o crime. 120 do CP) e não pode ser recusado. Graça: extingue apenas a punibilidade. 48. VIII da CF).1) Renúncia do direito de queixa: o direito de queixa pode ser renunciado antes de proposta a ação penal. 0 perdão judicial exclui o efeito da reincidência (art. nos casos permitidos em lei. alcançando a própria pretensão punitiva. abrangendo grupo de sentenciados. e) Renúncia e Perdão: e.: crimes políticos. perdoando o fato. através de declaração assinada. E um favor dado pela lei. devendo ser concedido pelo juiz. 0 juiz.Anistia: é o esquecimento de certas infrações penais. o indulto é coletivo e espontâneo. em regra. no caso. abrangendo fatos e não pessoas (art. retroage em favor do agente e extingue a punibilidade do fato. c) Retroatividade da Lei: a lei penal posterior. Indulto: exclui a punibilidade e não o crime. d) Perdão Judicial: extingue a punibilidade. apagando a infração penal. sempre que preenchidos os requisitos legais. A renúncia pode ser expressa. ou tácita. Não afasta a reincidência. individual e solicitada.

51 do CPP). A aceitação do perdão pode ser expressa ou tácita. em relação ao que recusou. podendo ser recusado pelo querelado (art. o perdão concedido a um deles aproveita a todos. se estenderá a todos (art. • na calúnia. desistindo da ação penal privada já proposta. § 3º do CP). 104 do CP e 50 do CPP). todavia. não produzindo efeito.ato incompatível com a vontade de exercer o direito de queixa (art. 106. 26). Se forem dois ou mais querelados. de modo expresso ou tácito. 106. 0 perdão pode ser dado até o trânsito em julgado da sentença condenatória (art. e. § 2º do CP). VI do CP). 107. difamação e injúria pela imprensa (Lei 5250/67. f) Retratação do Agente: em alguns casos a pena pode ser afastada pela retratação do agente (art. A renúncia ao exercício do direito de queixa.2) Perdão do querelante : o querelante pode perdoar o querelado. • no falso testemunho ou falsa perícia (art. 44 . art. em relação a um dos autores do crime. A retratação cabe nos seguintes casos: • na calúnia ou difamação (art. 49 do CPP). face ao princípio da indivisibilídade da ação penal (art. III do CP). No caso do perdão não ser aceito pelo querelado a ação penal prossegue. 143 do CP). 342. 0 perdão é um ato bilateral.

VIII do CP). i) Decadência. REVOGADO PELA LEI 11. desde que não requerido o prosseguimento do inquérito policial ou da ação penal no prazo de 60 dias a contar do casamento (art. REVOGADO PELA LEI 11. NÃO HÁ MAIS APLICAÇÃO. 213 a 220 do CP. Prescrição e Perempção: Decadência: perda do direito do ofendido de propor ação penal.106/05. definidos nos arts. 45 . VII do CP). g) Casamento da Vítima com o Agente: nos crimes contra os costumes. Prescrição: perda do direito do Estado de punir ou executar a pena pelo decurso de tempo. NÃO HÁ MAIS APLICAÇÃO. h) Casamento da Vítima com Terceiro: não tendo havido violência real ou grave ameaça. o casamento da vítima com terceiro também extingue a punibilidade. 107.106/05. 107. Perempção: perda do direito do querelante de prosseguir na ação penal privada.Não depende de aceitação do ofendido. o casamento da vítima com o agente extingue a punibilidade (art. Não se comunica aos co-autores. Deve ser reduzida a termo nos autos.

ou até que ocorra uma outra interrupção. até chegar ao seu termo final. previstos na lei.j) Interrupção da Prescrição: certos fatos. Uma vez interrompida. a prescrição volta a correr novamente por inteiro. como se nunca tivesse existido. fixado em lei. do dia da interrupção. 46 . acarretam a interrupção da prescrição artigo 117 do CP. 0 prazo interrompido desaparece.

mas não afasta os efeitos secundários da sentença condenatória. quando a multa for a única cominada ou aplicada. Esta prescrição extingue o cumprimento da pena.268/96. b) Prescrição da Pretensão Executória: Ocorre após o efetivo trânsito em julgado da sentença condenatória. superveniente e retroativa. quando a multa for alternativa ou cumulativamente aplicada. conforme dispõe o inciso I do artigo 114 do Código Penal.ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO PENAL a) Prescrição da Pretensão Punitiva: corre antes do trânsito em julgado da sentença e tem como conseqüência o desaparecimento da pena e de todos efeitos da sentença. conforme inciso II do artigo mencionado na Lei 9. se já houver sido proferida. 47 . c) Prescrição da Pena de Multa: Prescreve em 02 (dois) anos. PARTE ESPECIAL DO CÓDIGO PENAL: CRIMES OS a) Dolosos contra a Vida: artigos 121 ao 128 do Código Penal. Prescreve no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade. Divide-se em punitiva propriamente dita.

a. Em caso positivo este é enquadramento legal(Lei 5250/67). § 2º CP. b) Contra a Honra: artigos 138 ao 145 do CP Também previstos na Lei de Imprensa (verificar sempre se ofensa ocorreu através da imprensa escrita ou falada.aborto provocado pela gestante. Instigação ou Auxilio a Suicídio: artigo 122 CP: consuma-se com a morte ou lesão corporal de natureza grave. b. • artigo 121. § 3º CP. a. artigo 138 CP b. 48 . a. • artigo 121.aborto resultante de estupro. • artigo 124 CP . Caso contrário a tipificação é no Código Penal. 3) Infanticídio: artigo 123 CP: mãe que mata o filho no estado puerperal.homicídio culposo.1) Homicídio: matar alguém.2) Difamação: fato ofensivo à reputação.2) Induzimento. II CP .aborto provocado por terceiro. a. • artigo 121 CP . • artigo 128. I CP .3) Injúria: ofensa à dignidade.4) Aborto: interrupção da gravidez com a morte do feto.homicídio simples.aborto necessário. • artigo 125 CP .1) Calúnia: imputar falsamente fato definido como crime.homicídio privilegiado. § 1º CP.homicídio qualificado. • artigo 128. artigo 139 CP b. • artigo 121.

49 . § 3º CP: somente ocorrerá na calúnia e na difamação em razão de função pública.5) Retratação: somente caberá na difamação e na calúnia. c) Contra o Patrimônio: artigos 155 ao 183 do Código Penal. jamais na injúria.4) Exceção da Verdade: provar a veracidade do fato alegado.artigo 140 CP b. b. artigo 138. A retratação na injúria somente existira em casos de Lei de Imprensa.

Apropriação indébita previdenciária – artigo 168 A c.extorsão mediante seqüestro. • furto de Uso . • artigo 180. 50 .incisos I a V -roubo qualificado • artigo 157. § 2º . c.c.3) Extorsão. • artigo 159 CP. § 3º CP.receptação culposa.furto privilegiado. • artigo 157. • artigo 157 CP .6) Receptação • artigo 180 do CP .2) Roubo: subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel mediante violência ou grave ameaça.roubo impróprio.furtar para comer.1) Furto: subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel. • Art.roubo próprio. • artigo 158 CP . • artigo 155. 157.furto simples. Imunidade Penal Absoluta: artigo 181 do CP. • artigo 155. • artigo 155 CP . c.furto qualificado.receptação qualificada. § 3º CP . • artigo 160 CP. § 1º CP .extorsão indireta.§ 4º CP. mas não ilícito penal. • artigo 180. § 1º CP . matar a fome.existem 06 modalidades.extorsão.4) Apropriação Indébita: artigo 168 do CP. § 2º CP.ilícito civil. • furto famélico .5) Estelionato: artigo 171 do CP .receptação dolosa. c.latrocínio c.

d. d. Alterado pel lei 11.106/05. menor de dezoito e maior de quatorze anos. CONSTAM ALTERAÇÕES PELA LEI 11. 51 . Alterado pel lei 11.106/05 . Utiliza-se apenas “alguém” Artigo 216 do CP. 216 A – Assédio Sexual – Introduzido o artigo no CP. ATENÇÃO NESTE TÍTULO. d) Contra os Costumes: artigos 213 ao 225 do CP.2) Atentado Violento ao Pudor: constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal.106/05 . aproveitando-se de sua inexperiência ou justificável confiança.224/01 d. artigo 214 CP.3) Posse Sexual Mediante Fraude: ter conjunção carnal com mulher honesta mediante fraude.4) Atentado ao Pudor Mediante Fraude: Induzir mulher honesta a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal. artigo 213 CP. e manter conjunção carnal.5) Sedução: seduzir mulher virgem. por força da Lei 10. “extraiu o conceito mulher “honesta”. d. ). “extraiu o conceito mulher “honesta”.Imunidade Penal Relativa: artigo 182 do CP. Art.1) Estupro: constranger mulher à pratica de conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça. Utiliza-se apenas “mulher” artigo 215 CP d.

106/05. NÃO HÁ MAIS APLICAÇÃO. Houve alterações pela lei 11.7) Formas Qualificadas: artigo 223 CP . alienada ou débil mental. d. ou seja “ se o agente for casado” e) Contra a Administração Pública: artigos 312 ao 327 do Código Penal. d.REVOGADO PELA LEI 11.8) Presunção de Violência: artigo 224 CP. 10. o qual excluiu o item III.lesão corporal de natureza grave ou morte.9) Ação Penal: artigo 225 CP. ou não pode oferecer resistência.106/05. 313. artigo 217 CP d. § 2º do CP • peculato culposo • peculato eletrônico –art.3) Corrupção Passiva: solicitar.1) Peculato: apropriar-se artigo 312 CP artigo 312. artigo 218 CP d. artigo 317 CP 52 . Causas de aumento de pena. e.se a vítima não é maior de 14 anos.6) Corrupção de Menores: corromper ou facilitar a corrupção de pessoa maior de quatorze e menor de dezoito anos.2) Concussão: exigir artigo 316 CP e. receber. e. d.

valendo-se da qualidade de funcionário. artigo 333 CP 53 .e. apoderar-se artigo 328 CP f.5) Corrupção Ativa: particular oferece. artigo 325 CP f) Praticados por particular contra a Administração Pública: artigos 328 ao 337 do Código Penal. f.2) Resistência: opor-se a ordem legal mediante violência ou ameaça a funcionário.4) Desacato: desacatar funcionário público no exercício da função. f.3) Desobediência: desobedecer ordem legal de funcionário público. artigo 321 CP e.4) Prevaricação: retardar ou deixar de praticar artigo 319 CP e.5) Advocacia Administrativa: patrocinar interesse privado junto à administração pública. artigo 330 CP. f.6) Violação de Segredo Profissional: revelar fato de que tem ciência em razão de função e que deva permanecer em segredo.1) Usurpação de Função Pública: exercer indevidamente. artigo 329 CP f. promete vantagem indevida ao funcionário. artigo 331 CP.

artigo 334 CP. g.2) Comunicação Falsa de Crime: comunicar a autoridade ocorrência de crime que sabe que não existiu . 337 A g) Contra a Administração da Justiça: artigos 338 ao 359 do Código Penal.6) Contrabando: mercadoria proibida. artigo 341 CP g. perito. artigo 342 CP. artigo 339 CP g. f 8) Sonegação de Contribuição Previdenciária – art.4) Falso Testemunho ou Falsa Perícia: fazer afirmação falsa.5) Corrupção Ativa de Testemunho ou Perito: oferecer ou prometer dinheiro. artigo 334 CP importar ou exportar f. g.3) Auto Acusação Falsa: acusar-se de crime que não praticou.7) Descaminho: iludir o pagamento dos impostos pela entrada ou saída de mercadorias. 54 . negar ou calar a verdade como tradutor. vantagem. intérprete ou testemunha "perjúrio". artigo 340 CP g.f."trote".1) Denunciação Caluniosa: provocar a investigação policial ou processo judicial contra alguém imputando-lhe crime que sabe ser inocente.

6) Exercício Arbitrário das Próprias Razões: fazer justiça com as próprias mãos. parágrafo único. g. periciais e documentais pode se iniciar através de PORTARIA do delegado. os interesses do cliente.7) Patrocínio Infiel: trair. CP h) Dos crimes contra as finanças públicas: Art. Art. inquisitivo discricionário. AUTO DE 55 . que visa basicamente à apuração primária de um fato delituoso e sua autoria colhendo provas testemunhais.artigo 343 CP g. 359-A até art.8) Patrocínio simultâneo: patrocinar autor e réu simultaneamente Tergiversação: patrocinar autor e réu sucessivamente. na condição de advogado. 359 H SÍNTESE DE PROCESSO PENAL INQUÉRITO POLICIAL (Elencado no artigo 4º ao 23 do CPP) a) Inquérito Policial é um procedimento administrativo. 359 . artigo 355 CP g. artigo 345 CP. artigo 355.

ou no prazo de 30 dias quando estiver solto (artigo 10 do Código de Processo Penal). informação de qualquer do povo. b) "Notitia Criminis " . acompanhado da representação (quando esta for feitas àquelas autoridades 56 .PRISÃO EM FLAGRANTE. c) início do inquérito: na ação penal pública incondicionada • • • • por Portaria da autoridade policial por ofício requisitório do Promotor de Justiça por ofício requisitório do Juiz de direito por requerimento da vítima ou de quem legalmente a represente • por auto de prisão em flagrante na ação penal pública penal condicionada à representação ou requisição do Ministro da Justiça • por representação da vítima ou de quem legalmente a represente • por ofício requisitório do Promotor ou Juiz. REQUISIÇÃO DO PROMOTOR OU DO JUIZ. REQUERIMENTO DA VÍTIMA. Ex. publicação da imprensa. 0 inquérito policial deverá ser concluído no prazo de 10 dias quando o indiciado estiver preso. flagrante.: encontro de corpo de delito. etc.o conhecimento que a autoridade policial tem de um fato aparentemente criminoso.

57 . (com imparcialidade) e as provas colhidas durante o inquérito. quando é formada a culpa do agente. PRISÃO É a supressão da liberdade individual mediante recolhimento.• por auto de prisão em flagrante (caso haja representação) na ação penal privada • por requerimento da vítima ou de quem legalmente a represente (queixa-crime) • por auto de prisão em flagrante (caso haja queixa-crime) OBS: Com exceção do auto de prisão em flagrante em todos os demais casos. normalmente a Autoridade Policial elabora “portaria”. a) Prisão Pena: é aquela decorrente de uma sentença condenatória transitada em julgado. d) Relatório: é a peça elaborada pela autoridade policial que expõem os fatos. Não pode ser emitido juízo de valor. Finaliza o inquérito policial. ou seja.

b) Prisões Processuais ou Prisões Cautelares: são aquelas. (art. • Prisão após a sentença condenatória que ainda não transitou em julgado. Flagrante Presumido (ou FICTO): ocorre quando o agente é encontrado. objetos ou papéis que façam presumir ser o autor da infração (art. 58 . IV ). convencido por outro a cometer uma infração penal e este. ou acaba de cometê-la (art. com instrumento. 302. que ocorrem. I e II do CPP). Flagrante Impróprio (ou QUASE FLAGRANTE): ocorre quando o agente é perseguido logo após pela autoridade. arma. I e II do CPP). • Prisão Temporária.admite as seguintes modalidades de flagrância: Flagrante Próprio: ocorre quando o agente é surpreendido no momento em que está cometendo a infração. Prisão em Flagrante . antes de formada a culpa do indivíduo. ou seja. pelo ofendido ou por qualquer pessoa em situação que faça presumir ser o autor da infração (art. São elas: • Prisão em Flagrante . logo depois do crime. antes de transitar em julgado a sentença final condenatória. 312 do CPP) • Prisão após a sentença de pronúncia. (Lei 7960/89) • Prisão Preventiva propriamente dita. Flagrante provocado ou preparado: É quando alguém é induzido. 302.única que não precisa de pressupostos.artigo 301 e 302 do CPP . concomitantemente. 302.

de forma que se perceba que tais providências tornaram absolutamente impossível a consumação do delito.toma providências para que o suposto culpado seja preso. permite à polícia retardar a prisão em flagrante de crimes praticados por organizações criminosas. da Lei nº 9034/95. Evidentemente é flagrante nulo e o autor da farsa deve responder por crime de denunciação caluniosa e também por abuso de autoridade. criado pelo art. Flagrante retardado: O flagrante retardado. Em suma o policial permite que o policial atrase o momento da prisão para que consiga melhores provas contra os autores do delito. diferenciando-se da situação anterior por não existir obra do agente provocador. desde que a atividades dos agentes seja mantida sob observação e acompanhamento para que a prisão se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de prova e fornecimento de informações. Flagrante forjado: Ocorre quando se criam provas de um crime inexistente para se prender alguém em flagrante. A Súmula 145 do STF diz que não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna-se impossível sua consumação. 2º. a instigar o sujeito. 59 . (na maioria das vezes através de informação anônima). Flagrante esperado: É quando a polícia. toma conhecimento de que um ilícito será praticado em determinado local e fica à espreita aguardando o momento da execução para efetivar a prisão em flagrante. Essa prisão é válida. II. Ora. torna-se claro que o flagrante provocado é nulo. caso seja funcionário público. se não há crime na hipótese.

sua assinatura. Em seguida. procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita. ouvirá esta o condutor colherá. dando início ao inquérito policial. A nova redação assim dispõe: art. proceder a identificação do preso e a averiguação da sua vida pregressa (art. segundo o art. 306 do CPP. será o agente preso. “caput” Apresentado o preso à autoridade competente. 3º Quando o acusado se recusar a assinar. juntando-se cópia do auto de prisão em flagrante. Houveram modificações pela lei 10113/05. o auto. A autoridade policial deverá fazer a comunicação da prisão ao Juiz da Comarca. a autoridade. não souber ou não puder fazê-lo. após cada oitiva suas respectivas assinaturas.Auto de prisão em flagrante: Ocorrendo qualquer dessas hipóteses. desde logo. o auto de prisão em flagrante será assinado por 60 . afinal. colhendo. lavrando. 6". IX do CPP). e a autoridade policial lavrará o competente AUTO DE PRISAO EM FLAGRANTE. por meio de ofício. no “caput e no § 3º do artigo 304 do CPP. entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. 304. Deverá expedir NOTA DE CULPA.

pois o beneficiado fica sob determinadas condições e com isto poderá perder este benefício a qualquer momento. É provisória. a Liberdade Provisória é obtida mediante o pagamento de fiança. que tenham ouvido sua leitura na presença deste. enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória. que pode ser prestada pelo próprio preso ou mesmo por outra pessoa. O réu tem efetuar comprovação de primariedade. poderá ser requerida também em crimes não afiançáveis desde que não esteja presente nenhum dos requisitos que autorize a prisão preventiva ( artigo 311 e 312 do CPP) Poderá ser requerida em qualquer fase do processo." . bons antecedentes. ocupação lícita e residência fixa. até o trânsito em julgado da sentença. sem o sacrifício da prisão. DOS PROCESSOS EM ESPÉCIE 61 .duas testemunhas. Em geral. Liberdade Provisória Medida que garante ao acusado o direito de aguardar em liberdade o transcorrer do processo.

quando não obedecerem o rito especial. c) Crimes de Funcionários Públicos no exercício de suas funções ou em razão dela. b) Processo: é uma atividade jurisdicional desenvolvida pelo juiz visando à aplicação da lei ao caso concreto. 62 . c) Procedimento: é a seqüência que os atos processuais devem obedecer. de pedir a tutela jurisdicional. g) Crimes de imprensa.1) Especiais: a) Júri (crimes dolosos contra a vida consumados ou tentados). Representa o ordenamento dos atos processuais.2) Comum ou Ordinário: Via de regra. para os delitos apenados com reclusão. d) Crimes contra a honra e) Crimes contra a Propriedade Imaterial. É a materialização do procedimento. c. portanto do conjunto de atos que se praticam com a finalidade de fazer atuar a vontade concreta da lei.a) Ação: é o direito de invocar. f) Entorpecentes. c. b) Falimentares. Trata-se.

368. 4) Sumaríssimo: Criado com o advento da Lei 9. 63 . 259/01.c. • precatória. • rogatória.271/96 . com exceção dos crimes que seguem rito especial e para todas as contravenções penais. A Lei 10. não há benefício da lei 9099/95 para estes. e aplicação também para procedimento especial. que instituiu o Juizados Especiais Criminais.099/95. 367.revogou os artigos 366. para os delitos apenados com detenção. artigo 351 a 369 CPP e) Lei 9. f) Citação real e ficta Real – feita pessoalmente através de oficial de justiça. quando não obedecerem o rito especial ou o rito sumaríssimo c. d) Citação: chamamento do réu ao processo. Exclui-se aqui os crimes militares. • mandado.3) Sumário: Via de regra. 369 e 370 do CPP. ampliou o conceito de menor potencial ofensivo para dois anos. • ofício requisitório. Para os crimes com pena máxima em abstrato não superior a um ano.

ficarão suspensos o processo e curso do prazo prescricional. 312. prosseguindo o processo em seus ulteriores atos. local inacessível. assistir o M. • • • • incerta a pessoa. Nova redação: Art. se oculta para não ser encontrada. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e.Ficta . citação presumida.feita por edital.Comparecendo o acusado.Se o acusado. decretar prisão preventiva. garantir seus interesses. secundariamente. a acusar e. nem constituir advogado. § 2º . ajudar. se for o caso. local incerto não sabido. TITULARES DA ASSISTÊNCIA 64 . não comparecer. Não se pode falar em assistência antes de iniciar a ação penal.As provas antecipadas serão produzidas na presença do Ministério Público e do defensor dativo.P. § 1º . refluxos quanto à indenização civil dos danos causados pelo crime. citado por edital. ter-se-d por citado pessoalmente. ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO A função do assistente é auxiliar. nos termos do disposto no art. 366 .

do CPP. não havendo recurso específico.. o ofendido. o assistente.792/2003. devendo. e receberá a causa no estado em que se achar.792. em primeiro lugar. cônjuge. Em relação ao réu preso. 0 assistente pode ser admitido enquanto não passar em julgado a sentença condenatória. o Mandado de Segurança (pela doutrina dominante).P. Para intervir como auxiliar do M.art. etc). do indeferimento do assistente.Como titular do direito de assistência está. Porém. o titular deve outorgar ao advogado procuração com poderes especiais. 272 do CPP. admitindo a possibilidade de que o interrogatório seja realizado no próprio estabelecimento prisional que se encontrar recolhido o réu (desde que garantidas segurança do juiz. Dispõe o artigo 273 do mesmo diploma legal que: "Do despacho que admite ou não. Novo procedimento para o Interrogatório. de 1º de dezembro de 2003. caput. Segundo o art. ascendente. no interrogatório. a Lei 10. Esta lei revoga a necessidade de curador ao réu entre 18 e 21 anos de idade. com redação dada pela novel Lei 10. descendente ou irmão do ofendido. 186. cabe. não caberá recurso. entretanto. constar dos autos o pedido e a decisão do juiz". introduziu o § 1º. 185. no art. o interrogatório deverá ser 65 . 0 MP será ouvido previamente sobre a admissão do assistente .

constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os fatos. Curador : Como já dito.792/03 . podendo haver intervenção também do Ministério Público. conforme revogação do art. não há mais nomeação de curador para réus com idade entre 18 a 21 anos. O advogado deverá acompanhar o interrogatório e poderá influir nas perguntas formuladas pelo juiz. 194 do CPP pela Lei 10. 66 .

o prazo para a realização da audiência será de 30 dias . 23 da Lei. 04. em observância ao parágrafo único do artigo 35 da referida Lei. Defesa Prévia .368/76 não poderá exceder a 38 dias se o réu estiver preso. ou seja. 07. 0 juiz marcará a audiência de instrução. Recebimento pelo juiz. 02. 09. debates e julgamento. que se realizará em 5 dias. salvo os artigos 12. que em 24 horas ordenará a 03. Oferecimento da denúncia . Na hipótese de ter sido determinado exame de dependência.art. 08.prazo de 03 dias (arrolando até 5 testemunhas e requerer diligências). Inquirição das testemunhas de acusação.prazo de 15 dias pua indiciado solto e 03 dias para indiciado preso (arrolando até 5 testemunhas).Crimes de Entorpecentes AÇÃO PENAL ENTORPECENTES PARA CRIMES DE 0 cômputo dos prazos para o término da instrução criminal na sistemática da Lei 6. Interrogatório. 06. Inquirição das testemunhas de defesa. 01. 0 juiz proferirá o despacho saneador em 48 horas. Citação do réu.LEIS ESPECIAIS a) Lei nº 6368/76 .14 os prazos serão contados em dobro. passarão para 76 dias. 05.13. 67 . para um dos 08 dias seguintes.

arts.art.§ 2º do CP. "caput" e seus §§ 1º 2ºe 3º. "caput" e parágrafo único.artigo 22. 223.10. caso o mesmo não seja encontrado.art. 1º 2º e 3º da Lei 2.art. Debates orais.889/56. 68 . 157. § 4º da Lei. 159. se o juiz não se achar habilitado. 267. 158. 4º) estupro .Crimes Hediondos São considerados crimes hediondos os seguintes delitos: 1º) latrocínio . "caput" e parágrafo único. 7º) genocídio .§ 1º. Já com relação à Lei 6.art. prazo de 20 minutos prorrogáveis por mais 10 minutos e.072/90. 5º) atentado violento ao pudor . 213. b) Lei nº 8.368/76. Sentença proferida na própria audiência ou no prazo de 05 dias.art. em qualquer crime é feita no prazo de 15 dias. "caput" e sua combinação com o art. no prazo de 05 dias .§ 3º do CP. 6º) epidemia com resultado morte . 223. Os prazos são mais exíguos. a citação far-seá também por edital. 2º) extorsão qualificada pela morte . 214 e sua combinação com o art. A citação por edital quando o réu estiver em lugar incerto e não sabido. 11. 3º) extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada .art.

de 2 julho de 1998. prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. como Lei Glória Perez. As disposições desta lei. conforme dispõe o artigo 2' da referida Lei: 8º) a prática da tortura.677. adulteração ou alteração de produto destinado a rins terapêuticos ou medicinais (art. caput e e § 1º § 1º-A e § 1º-B). corrupção.930 de 06 de setembro de 1994. lei esta também conhecida na "gíria forense". terá o prazo de 30 (trinta) dias.crimes hediondos por espelhagem. acresceu-se na lista de crimes hediondos : 13º) falsificação. Com o advento da Lei n " 9. 9º) o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e 10º) o terrorismo: Com o advento da Lei 8. passaram a figurar na lista de crimes hediondos: 11º) o homicídio qualificado e 12º) o homicídio simples praticado em atividade típica de grupo de extermínio. 273. como excluíram da relação anterior o crime de envenenamento de água potável ou alimento com resultado morte. ainda que cometido por um só agente. 69 . não só incluíram os dois delitos acima descritos no rol de hediondos. A prisão temporária. para esses delitos.

259/01 ampliou o conceito de crime de menor potencial ofensivo para 2 anos sem restrições para procedimentos especiais.Juizado Especial Criminal Para crimes de menor potencial ofensivo : artigo 61 da Lei 9099/95 . e não siga rito especial.Segundo a lei seguirá o rito sumaríssimo todas as contravenções penais e os crimes de menor potencial ofensivo. 74 . c) Lei nº 9. dobrou os prazos previstos para os artigos 12.A Lei dos Crimes Hediondos.semelhante ao B. elaborada para os crimes do âmbito da Justiça Federal ampliou o conceito dos crimes de menor potencial ofensivo para 2 anos. Diante disso são considerados crimes de menor potencial ofensivo os crimes apenados até 2 anos (art. podendo o agente ser beneficiado com os mesmos institutos da lei 9099/95.JECRIM . Considera-se crimes de menor potencial ofensivo os crimes cuja pena máxima em abstrato não seja superior a 1 ano. A Lei 10.368/76 (crimes de entorpecentes).259/01.Art. 13 e 14 da Lei 6.artigo 60 . 0 Composição Civil . A Lei 10.Composição dos danos civis no próprio juizado criminal. 2º da Lei 10. Termo Circunstanciado . Rito Sumaríssimo . 70 .259/01). Esta alteração consta no parágrafo único do artigo 35 da Lei de Entorpecentes.099/95 . em seu artigo 10.

esta não impedirá que o promotor ofereça proposta de transação penal. a vítima representa e o M. se houver acordo homologa-se uma sentença (não caberá recurso). com período de prova de 2 a 4 anos.P. Composição Civil . oferecendo-lhe uma pena restritiva de direitos ou pena de multa.Art.Suspensão Condicional do Processo. Na ação penal privada. 74.P. para os crimes cuja a pena mínima em abstrato não exceder a 1 ano. Se houver composição civil entre a vítima e o autor do delito. Aceita a proposta. onde a vítima oferecerá Queixa Crime.Transação penal. remete-se para o rito sumaríssimo. Transação Penal .. ou pelo próprio juiz de ofício ou até mesmo a pedido do defensor. Ocorrerá nas ações penais privadas e públicas condicionadas à representação. Condição para receber este benefício que o réu seja primário e não tenha contra ele nenhum processo em andamento. será 71 . oferecerá a transação penal art. onde se compõem amigavelmente.Transação Penal . proposta pelo M. 76 . oferecendo pena restritiva de direito ou multa.É um acordo feito entre as partes. Somente ocorrerá nas ações penais públicas incondicionadas e nas ações penais públicas condicionadas à representação. "Sursis" Processual . não havendo acordo. automaticamente renuncia-se o direito de queixa e de representação. desde que haja a representação da vítima.É uma proposta que o Ministério Público faz ao autor da infração.Art. na ação penal pública incondicionada. 89 . Na ação penal pública condicionada à representação não havendo acordo.

vide art. portanto não se perde a primariedade. esta ficará registrada. não importará em reincidência. (Apelação no prazo de 10 dias).homologada uma sentença que será passível de recurso.P. Na Composição Civil.099/95) 1) oferecimento da denúncia ou da queixa 2) citação do réu 3) Audiência : • nesta audiência o advogado fará "Defesa Preliminar” • Juiz receberá a denúncia ou a Queixa • poderá oferecer "Sursis" processual • inquirição da vítima • inquirição das testemunhas da acusação e defesa • interrogatório do acusado • debates orais e sentença 72 . automaticamente renuncia-se ao direito de Queixa ou de Representação. Rito Sumaríssimo: (artigos 77 a 81 da lei 9. a renúncia acarreta a extinção da punibilidade. Na Transação Penal quando o autor da infração aceita a proposta do M.. 76 Tanto na Composição Civil como na Transação Penal não se discute a culpa. quando se faz o acordo. o Ministério Público oferecerá a Denúncia e o processo seguirá pelo rito sumaríssimo . sendo apenas registrada para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de 5 anos. Se o autor da infração não aceitar a proposta.

aos crimes contra o idoso. ASPECTOS GERAIS 1ª FASE (Inquisitiva) IP na Delpol . Observações. 73 . deverão seguir o rito sumaríssimo. Cabe medida cautelar de afastamento do indivíduo que praticou violência doméstica. vistas do processo ao MP: denúncia ou arquivamento. não confundir com a aplicação dos benefícios da lei 9099/95. Assim. para penas até 4 anos.artigo 82 prazo de 10 dias. que houver obscuridade. O juiz liminarmente determina o afastamento do agente do lar. contrariedade ou ambigüidade caberão Embargos de Declaração artigo 83 prazo de 5 dias. Das sentenças ou acórdãos. Referida lei refere-se apenas ao procedimento. quando este agrediu vítima com quem coabita. o legislador objetivando a celeridade dos atos. O estatuto do Idoso (Lei 10.Do não recebimento da denúncia ou da queixa e das sentenças proferidas pelo Jecrim caberá recurso de Apelação . determinou que. apenados até 4 anos.741/03) autoriza a aplicação de procedimento sumaríssimo aos crimes praticados contra o idoso.depois de relatado é encaminhado ao juiz 2ª FASE (instrutória) 1. omissão.

6. Depois de transitada em julgado a sentença condenatória será executada perante o juiz das execuções penais (fundamento legal será sempre a Parte Geral do Código Penal e a Lei de Execuções penais (Lei 7210/84) LEIS ESPECIAIS Lei 2252/54 – Corrupção de menores LEI 4898/65 – abuso de autoridade Lei 6368/76 – Lei dos Tóxicos Lei 8072/90 –Lei dos crimes hediondos Lei 8137/90Ordem tributária. Alegações finais.217/01) Lei 9434/97 – Lei de transplante de órgãos (alterações pela lei 10. 3. A recebendo. 8. No interrogatório o réu pode ter advogado nomeado ou constituído.Recursos se houver 10. manda citar o réu para o interrogatório. Sentença. Execução da pena (3ª FASE). 5. Oitiva das testemunhas da acusação e depois da defesa. 7.211/01) Lei 9437/97 – Lei de Armas de fogo (revogada) Lei 9455/97 Lei da Tortura 74 .2. econômica (alterações pela lei 9249/95) Lei 9034/95 – Lei do crime organizado (alterações pela lei 10. Denúncia: vai ao juiz para recebê-la ou não. 4. 9. Advogado apresenta defesa prévia em 3 dias da intimação.

de 3 de outubro de 1941 .106 de 28. Lei nº 11.05.Código de Processo Penal. 226. Lei 10. 304 do Decreto-Lei nº 3. 215.848. 231-A ao Decreto-Lei nº 2.03.2005 Altera os arts.409/02 – Lei de Tóxicos (modifica o procedimento. 227.Código Penal e dá outras providências. 148.689. Dec 5295/04 – Indulto e comutação de penas Lei nº 11. de 7 de dezembro de 1940 .259/01 – Lei dos Juizados Especiais Federais Lei 10.792/03 – Altera alguns dispositivos do Lei da Execução Penal e ainda alguns artigos do Código de Processo Penal ( modifica o procedimento do interrogatório judicial).Lei dos Juizados Especiais. 741/03 – Estatuto do Idoso Lei 10. 826/03 – Estatuto das Armas Alterações mais recentes: Lei 10.2005.Dá nova redação ao caput e ao § 3º do art. 628/02 – Cuida do Foro por prerrogativa da função Lei 10. quanto aos crimes seguem a Lei 6368/76) Dec 4388/02 – Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional Lei 10. 231 e acrescenta o art.Lei 9503/97 – Lei do Trânsito Lei 9605/98 –Lei dos crimes contra o meio ambiente Lei 9613/96 – Lavagem de dinheiro Lei 9807/99lei que instituiu o programa de proteção às vítimas e testemunhas Lei 9099/95. 216. 75 .113 de 13.

EXERCÍCIOS: Crime: Competência Art. 121 76 Rito: .

157. 12 1. § 1º. 129. 155 Art. 129. 159 Art. 157 Art. § 3º Art. 171 Art. 137 Art.§ 3º Art. § 2º Art.§ 3º Art.Art. 157. 121. I - 77 . 158 Art. § 6º Art. 138 Art. 122 Art. 168 Art.

2) Se a sentença definitiva ainda não transitou em julgado.SE JÁ TEM SENTENÇA 1) Verificar se a sentença já transitou em julgado. conforme ementa nº 45/04). caso em que deverá ser impetrado o "H. o recurso é o RESE. Se já transitou. Se já alcançou e for assunto de mérito. 78 . No caso da sentença de primeira fase do júri. 3) Caso já tenha sentença condenatória e esta estiver sendo executada." (dirigido ao Tribunal de Justiça. Se já transitou em julgado e não estão presentes os requisitos do artigo 621 do CPP. cabe Revisão Criminal. caberá agravo em execução (artigo 197 da LEP). com pedidos negados pelo juiz da execução penal. elaborar Alegações Finais. a peça a ser feita é Apelação.PEÇA A SER FEITA I .C. 500 do CPP). II . verificar se já existe ação penal em andamento. art. desde que presente um dos incisos do Artigo 621 do CPP. 2) Se ainda não alcançou a fase das Alegações Finais.SE AINDA NÃO TEM SENTENÇA 1) Verificar se o processo já alcançou a fase das Alegações Finais (rito ordinário. caberá então hábeas corpus.

Se a sentença já transitou em julgado. ou Revisão Criminal.Se ainda não foi instaurada ação penal. OBSERVAÇõES: 1 . estando os autos ainda na fase de inquérito. você deverá oferecer queixa-crime.".3) Se ainda não foi instaurada a ação penal. 3 .Se já tem sentença. a peça a ser feita é Apelação. 5 .Se já foi instaurada a ação penal. 6. só cabe habeas corpus. a peça a ser feita é Alegações Finais. só cabe habeas corpus. mas ainda não transitou em julgado. 2 . Se for sentença de pronúncia o recurso é o RESE.".C.Se o processo estiver na fase das Alegações Finais. dirigido ao Juiz de Direito competente. cabe "H. mas o processo ainda não atingiu a fase das Alegações Finais.C. impetrar "H.Se você defende a vítima em uma ação penal privada e ainda não há ação. 4 . TESES DE DEFESA : 79 . Se este já tinha ciência do constrangimento e nada fez o hábeas corpus será impetrado ao Tribunal de justiça.

não pode mais ser punido. Inexistência do crime.Réu preso a mais tempo do que determina a própria Lei ou quando que lhe é negado um benefício a que tenha direito (fiança. 2) NULIDADE: Trata-se de irregularidade no andamento do processo. Acarretará a nulidade a falta de laudo. ou não existe prova de que o réu tenha sido o autor do crime. 648. deixar de intimar as partes para comparecer em juízo. mas por algum motivo. 0 agente pratica um crime. As nulidades estão previstas no artigo 564 do Código de Processo Penal. 3) EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE: Os casos que ensejam a extinção de punibilidade. deixar de cumprir um dispositivo expresso de Lei. Verifiquemos então como ficam as teses de defesa com seus pedidos em Habeas Corpus: (artigo 647. "sursis") Observação: toda vez que se impetra um habeas corpus deveremos observar com atenção o pedido. 4) ABUSO DE AUTORIDADE .1) FALTA DE JUSTA CAUSA: Toda vez que o seu cliente for preso ou estiver sendo processado por um crime que ele não cometeu ou não está expresso em Lei. É uma mera questão de forma. pois o pedido será específico para cada tipo de tese. a citação irregular. estão previstos no artigo 107 do Código Penal. CPP) 80 .

Se a tese for EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE o pedido será: . .Revogação da prisão .se estiver preso.se preso em flagrante.prisão preventiva decretada. ou "Hábeas Corpus" preventivo. 81 . Se a tese for NULIDADE o pedido será: . .Se a tese for FALTA DE JUSTA CAUSA o pedido será: . se a falha processual ocorreu até a fase da defesa previa.Expedição de alvará de soltura . .Contramandado de prisão – se ainda não foi preso.Anulação da ação penal a partir do momento que ocorrer a falha processual.Relaxamento da prisão em flagrante . . .Anulação "ab initio" da ação penal.CASSAÇAO DA SENTENÇA se houver sentença.A extinção da punibilidade do fato imputado ao paciente na ação penal Se a tese for ABUSO DE AUTORIDADE o pedido será: . requerer a partir desta fase.TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL se não houver sentença. Se a falha processual ocorreu após a defesa prévia.

salvo conduto. o relaxamento da prisão em flagrante e a expedição do alvará de soltura. extinção de punibilidade) e os demais sejam em razão da coação (alvará.. nulidade. desde que o primeiro pedido seja o da tese respectiva ( falta de justa causa.. relaxamento do flagrante).”Que se decrete o trancamento da ação penal (tese de falta de justa causa). contramandado... .”Decretando-se anulação "ab initio" da ação penal (tese de nulidade). 82 . revogação da prisão.No caso do "habeas corpus" podem ser elaborados até 3 pedidos. a revogação da prisão preventiva e a expedição do alvará de soltura. por exemplo: ...

Tício foi denunciado e afinal condenado a pena de um ano de reclusão por emissão de chegue sem provisão de fundos. embora tivesse o Sr. No processo analisamos que o réu foi declarado revel porque para seu interrogatório o mesmo não foi encontrado no endereço constante--nos autos. já 83 . foi Tício citado por edital e não tendo comparecido ao interrogatório o MM. porque mudara para o Rio de Janeiro.VAMOS APRENDER A ELABORAR UMA PEÇA. PROBLEMA Nº 01 . Juiz da 20º Vara Criminal. Oficial de Justiça certificado que ele não mais residia naquele endereço. precisamos agora ler o problema e responder as seguintes questões : 1) Quem é seu cliente? 2) Existe ação penal em andamento? Que momento processual nos encontramos? 3)Existe sentença? Qual? transitou em julgado? Se existir. Diante desta certidão. pelo MM. A primeira peça que faremos será o problema nº 01. Juiz houve por bem decretar a sua revelia. onde exercia a função de médico ginecologista.A sentença condenatória já transitou em julgado. QUESTÃO: Elaborar peça de defesa em favor Tício.

5) Existe nulidade? 6) Qual a peça cabível?: 7) Qual a Competência?: 8) Qual sua tese a ser defendida ? Ou seja qual o direito do seu cliente que foi atingido? 9) Qual o pedido?: 84 . ou se a sentença for de pronúncia.4) Observação: Se não há sentença. verifique primeiramente as hipóteses do artigo 581 do CPP (RESE).

. A Liberdade Provisória é obrigatória sem fiança e sem condições quando a pena for exclusivamente de multa ou quando o máximo da pena privativa de liberdade. Pode ser requerida em qualquer fase do processo. A liberdade provisória não pode ser concedida nos crimes hediondos. apesar de constar alguns julgados em sentido contrário. 310 e seguintes do CPP. enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória. conforme dispõe artigo 321 do Código de Processo Penal. Requisitos legais: 85 . A Liberdade Provisória pode ser obtida mediante o pagamento de fiança. Fundamento Legal: art.LIBERDADE PROVISÓRIA É uma medida que objetiva substituir a prisão provisória por outra providência. assegurando a presença do acusado em Juízo sem o sacrifício da prisão. É provisória. Na Liberdade Provisória há deveres e obrigações. pois o beneficiado fica sob determinadas condições e com isto poderá perder este benefício a qualquer momento. e art. o réu livra-se solto. 5º LXVI da CF. não exceder a 3 meses. nos casos de crimes inafiançáveis. que pode ser prestada pelo próprio preso ou mesmo por outra pessoa. ou pode ser concedida sem o arbitramento da fiança.

O Pedido será autuado em apartado ao comunicado de flagrante. Uma vez concedido. O comunicado do Flagrante ao juízo. Seqüência para o pedido de liberdade provisória: • • • • • • • • • • Findo o APF. n. será distribuído para uma das varas criminais. b)residência fixa. comprometendo-se em comparecer a todos os atos do processo a que for devidamente intimado. sob pena de voltar a ser recolhido à prisão. já enviado à juízo. anteriormente pelo delegado que cumpriu o prazo de 24 hs para a comunicação do juízo. Nota de Culpa Remessa de informação Distribuição de informação (vara. o preso será colocado em liberdade. havendo assim a prevenção do juízo para todos os pedidos do acusado bem como para onde irá o Inquérito policial após concluído e conseqüentemente onde tramitará a futura ação penal.a)ocupação lícita. c) primariedade e bons antecedentes. quando remetido ao fórum. d)flagrante estar formalmente em ordem.º do processo) Certidão do Distribuidor sobre antecedentes Fazer o requerimento e despachar diretamente com o Juiz Junte-se ao MP (despacho que será proferido pelo Juiz ) Devolver em Cartório para autuação em apenso (às vezes o pedido é apreciado nos próprios autos) Vai para o MP dar parecer Juiz decide 86 .

se necessário) 87 .• Procuração (após.

por seu advogado infra-assinado (doc.[Modelo] LIBERDADE PROVISóRIA EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DA CAPITAL -SP (quando o processo já tiver sido distribuído) EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO DEPARTAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS DA CAPITAL. respeitosamente. vem. § único do CPP). com fundamento no artigo 5º. (será um desses três endereçamentos.SP (quando estiver ainda na fase de inquérito) EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA AUXILIAR DO JúRI DA CAPITAL SP (quando for crime doloso contra a vida).1). a presença de Vossa Excelência.-DIPO. conforme o problema apresentado) (10 linhas) "A". LXVI da Constituição Federal. devidamente qualificado nos autos do inquérito acima epigrafado. pelas razões a seguir aduzidas: 88 . e artigo 310 e seguintes do Código de Processo Penal (se o crime for inafiançável pedir com fundamento no artigo 310. requerer seja concedida a Liberdade Provisória.

pela concessão da LIBERDADE PROVISóRIA. esta é só um exemplo) Assim. negar o benefício caracteriza coação ilegal". junto a Digna autoridade policial do Distrito Policial. sua concessão é obrigatória se presentes seus requisitos. VI . (doc. possui residência fixa. ( pode ser colocada outra. sem a devida autorização. o arbitramento da fiança (se o crime for afiançável) e a expedição do alvará de soltura em favor do requerente.0 requerente se compromete a comparecer a todos os atos do processo.I . 05/10/82 .A jurisprudência é pacífica no seguinte entendimento: "Liberdade provisória não é somente uma faculdade do juiz. postula-se após o parecer do Digno Representante do Ministério Público. inexistindo requisitos para a continuação da prisão. (Tacrim .3) e mantém emprego fixo.104).2). V .313-415. poderá o requerente vir a responder o processo em liberdade.Conte requerente. como medida de justiça.Deste modo. bem como de não se ausentar da comarca.Boletim Mensal de Jurisprudência .0 requerente (se já é processo utilize a nomenclatura “réu”) é primário conforme atesta seus antecedentes criminais (doc. não estando presentes nenhum dos requisitos que autorizem a prisão preventiva. segundo comprova a carteira profissional inclusa. Nestes termos. o problema substituindo "A" por II . 89 . III . (doc.4).

pede deferimento.n. de de 2___ Nome do advogado OAB/SP . São Paulo. 90 .

5º. com todo acatamento e respeito. nacionalidade. nos autos do (inquérito/processo). residente na rua _______nº__. acima epigrafado.-DIPO -SP EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA AUXILIAR DO JÚRI DO FORUM DE ____________________ -SP (quando for crime doloso contra a vida).PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DE ________________-SP. (será um desses três endereçamentos. por seu advogado infra assinado. EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO DEPARTAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS DA CAPITAL. LXV. profissão. nesta Capital. vem. estado civil. da Constituição Federal. o pedido de RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE. conforme o problema apresentado) (10 linhas) A". requerer à Vossa Excelência. pelos motivos a seguir expostos: (copiar o problema) 91 . nos termos do art.

........ pede deferimento. Nestes termos..... de de 2____ Nome do Advogado(a) OAB/SP – nº 92 .... vem requerer o relaxamento da prisão em flagrante que lhe foi imposta.. Conforme entendimento predominante na Jurisprudência: " ..Verifica-se que. com este ato o (indiciado. junto à Digna Autoridade do _________Distrito Policial. com a expedição do competente Alvará de Soltura em seu favor. a fim de que possa permanecer em liberdade durante o processo. réu).....” (se tiver uma jurisprudência não coloque) Diante de todo o exposto.... está sofrendo uma coação ilegal. como medida de JUSTIÇA. São Paulo....

CAPITAL -SP EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA AUXILIAR DO JúRI DA CAPITAL –SP (quando for crime dóloso contra a vida). vem. residente na rua _______nº__. requerer a REVOGAÇÃO (TEMPORÁRIA). à presença de Vossa Excelência. profissão. nacionalidade.PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DA CAPITAL SP EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO DEPARTAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS – DIPO. por seu advogado infra assinado. nesta Capital. (10 linhas) "A". 312 do CPP. nos termos do artigo 316 do CPP. não foi ferida (ou não subsistem) nenhuma das hipóteses previstas no art. respeitosamente. DA PRISÃO PREVENTIVA pelos motivos a seguir expostos o que segue: (copiar o problema) Com a devida venia. 93 . estado civil.

...... junto à Digna Autoridade do _________Distrito Policial.. Nestes termos......... com a expedição do competente Alvará de Soltura (ou contramandado de prisão se ainda não foi preso) em seu favor....” na Diante de todo o exposto. de de 2____ Nome do advogado OAB/SP – nº 94 ... a fim de que possa ser imediatamente solto. vem requerer a revogação do despacho que decretou a prisão preventiva (temporária) em desfavor do requerente (réu)..... como medida de JUSTIÇA..Conforme entendimento predominante Jurisprudência: " .. pede deferimento.. São Paulo.

PEDIDO DE POLICIAL INSTAURAÇÃO DE INQÚERITO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Titular do____ Distrito Policial da Capital-SP (10 linhas) "N'. nacionalidade. praticou o requerido o crime previsto no artigo___do Código Penal.nesta Capital. respeitosamente. estado civil.nº__. estado civil. conforme e procuração anexa (doc. 95 . residente na rua______nº__. do Código de Processo Penal. razão pela qual requer possa ser instaurado o competente inquérito policial e posteriormente oferecida a denúncia pelo Digno Representante do Ministério Público. II. pelos motivos que passa a expor: (2 linhas) (resumir o problema dado) (2 linhas) Diante de todo exposto.nesta Capital. profissão. profissão. com fulcro no artigo 5º. residente na rua______. 1) vem. nacionalidade. requerer a INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL contra "B". por seu advogado e procurador infra assinado.

............. de de 2___..... 3) .... pede deferimento... Nº Rol de Testemunhas: 1) ....... Nome do Advogado(a) OAB/SP......Termos em que.. 96 .... 2) ..... São Paulo.............................

REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Titular do____ Distrito Policial da Capital-SP (10 linhas) "N'. residente na rua______nº__. por seu advogado e procurador infra assinado. estado civil. 1) vem. pelos motivos que passa a expor: (2 linhas) (resumir o problema dado) (2 linhas) Diante de todo exposto. profissão. 97 . estado civil. no prazo legal. residente na rua______. oferecer REPRESENTAÇÃO contra "B". profissão.nesta Capital.nesta Capital. razão pela qual é oferecida a presente representação. nacionalidade. com fulcro no artigo 39 do Código de Processo Penal. nacionalidade. a fim de que possa ser instaurado o competente inquérito policial e posteriormente oferecida a denúncia pelo Digno Representante do Ministério Público. conforme e procuração anexa (doc. respeitosamente.nº__. praticou o ora representado o crime previsto no artigo___do Código Penal.

.. pede deferimento................................ de de 2___.. 98 .. 3) ........ São Paulo........... Nº Rol de Testemunhas: 1) .. 2) ...Termos em que... Nome do Advogado (a) OAB/SP.............

Com efeito.. residente na rua______n.. 1). e a notificação das testemunhas abaixo arroladas. vem requerer seja recebida a presente Queixa-Crime.0 querelante (copiar o problema) II . profissão. respeitosamente... estado civil.. por seu advogado e procurador infra-assinado.. vem. requerendo.. estado civil. à presença de Vossa Excelência. nacionalidade. o querelado cometeu o crime de . ainda..conforme procuração anexa (doc.. 99 . Diante de todo exposto.º__. com fulcro nos artigos 41 e 44 do Código de Processo Penal. nacionalidade. profissão. a citação do mesmo. oferecer QUEIXA-CRIME. para que ao final o querelado seja condenado pelo crime previsto no artigo . nesta Capital. por ser medida de Justiça.residente na rua______nº__nesta Capital..QUEIXA-CRIME EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DA CAPITAL -SP (10 linhas) "A". pelas razões a seguir aduzidas: (2 linhas) I . do Código Penal. contra "B".

......... 2) ................(2 linhas) Nestes termos........... de de 2___ Nome do Advogado (a) OAB/SP. São Paulo... Nº Rol de Testemunhas: 1 ) ... 100 ................. 3) ...................... pede deferimento..........

. uma vez que a infração... Vara Criminal.... com fulcro nos arts. à presença de Vossa Excelência. através da qual o acusado logrou absolvição do delito imputado.... que lhe move a Justiça Pública.. respeitosamente.... de Direito da. 101 .... 95.. pois... por seu advogado abaixo subscrito. Juiz Criminal.. vem. o arquivamento do processo. acometida ao réu..Exceção de coisa julgada Exmo. requerendo. Vara SP Processo nº .... nos autos acima.... conforme certifica a cópia da sentença em apenso. (Nome).... argüir Exceção de coisa julgada no feito objeto da presente ação penal.. em ação penal. V e 110 do Código de Processo Penal. Dr.... Sr... já foi julgada pelo Juízo da .

Local e data Nome do advogado. OAB/SP 102 . pede deferimento.Nestes termos.

Exceção de uma vez que é inteiramente descabida a queixacrime apresentada por pessoa estranha à lide.... requerendo. III e 95..... Juiz de Direito Criminal... Dr.. regularmente processado por este respeitável juízo. o arquivamento do processo... Sr. 103 .. Vara Processo nº.... (Nome)..... IV do Código de Processo Penal. vem....Exceção de ilegitimidade de parte Exmo.... fundado nos arts. argüir ilegitimidade de parte.. destarte.. 43...SP da...... por seu advogado abaixo subscrito...

(argumentar). conforme determina o artigo 564. 104 . sem ter legitimidade para tanto. data e assinatura advogado. pede deferimento. Com efeito Desta forma. do Local. do CPP. tendo a Justiça Pública (ou o ofendido). II. é a presente para requerer a declaração de sua nulidade. iniciado a ação penal. Nestes termos.

(Nome).. por seu advogado abaixo subscrito. uma vez que a mesma ação penal está sendo objeto de julgamento na..... nos termos dos arts..... à presença de Vossa Excelência..Exceção de incompetência Exmo..SP Processo nº... 95. Juiz de Direito da. III e 110 do Código de Processo Penal... Requer.. Vara Criminal. respeitosamente. seja reconhecida a procedência da presente ação de 105 ... regularmente processado neste respeitável juízo...... Vara Criminal. argüir incompetência Exceção de deste juízo para julgar o feito..... portanto.. vem... Sr.... Dr.

OAB/SP 106 . as providências previstas no artigo 108. Pede deferimento. via de conseqüência. § 1º do Código de Processo Penal. Local e data Nome do advogado. adotando. Nestes termos.incompetência.

..-SP Processo nº ... mas porque a lei expressamente determina que o juiz deverá declarar-se suspeito por (arrolar uma das hipóteses do artigo 254 do CPP).. vem.Exceção de suspeição Exmo. Vara Criminal da . (Nome). no feito..... regularmente processado neste respeitável juízo.. Sr. 95.... argüir Exceção de suspeição de V Exa. Dr. por seu advogado abaixo subscrito...... não por colocar em dúvida sua isenção....... respeitosamente... Se contudo... I e 254 do Código de Processo Penal. assim não entender Vossa Excelência.. com fulcro nos arts. Juiz de Direito da. 107 .... requer o peticionário sejam os autos da presente argüição de supeição...

Deferimento. Local e data Nome do advogado. OAB/SP nº 108 .remetidos à superior instância para julgamento. nos termos do artigo 100 do CPP. E. Termos. Testemunhas 1) 2) N.

...... Dr..... Local e data 109 ...... qualificação e domicílio)... pede deferimento...... nos termos do artigo 268 e seguintes da Lei Processual Penal .. por seu advogado e bastante procurador. nos autos do processo acima epigrafado..... vem..SP Processo nº ....ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO Exmo Sr...... Vara Criminal ......... (nome....... seja admitido como ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO... na qualidade de vítima..... Termos em que... em ação penal. Juiz de Direito da .......... que a Justiça Pública move contra .......... com todo acatamento e respeito.. requerer após ouvido o Ministério Público. à presença de Vossa Excelência...

vem por seu advogado. em todos os seus termos e ao final provar a sua inocência.-SP Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Auxiliar do Júri da Capital –SP (crimes da competência do Júri ). 110 . a notificação das testemunhas abaixo arroladas. respeitosamente. se for ação penal privada). DEFESA PRÉVIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital.Nome do Advogado OAB/SP Nº. desde já. à presença de Vossa Excelência. que esta subscreve. já qualificado nos autos da referida ação. (pule oito linhas) Processo nº (pule 2 linhas) "A". contestando a denúncia (ou QueixaCrime. requerendo. apresentar DEFESA PRÉVIA. Nestes termos. com fulcro no artigo 395 do Código de Processo Penal.

2) …………… 3) ……………. São Paulo. Nº Rol de Testemunhas: 1)…………….pede deferimento. 111 . de de 2____. Nome do Advogado (a) OAB/SP.

.. respeitosamente.... pede deferimento. contestando a acusação em todos os seus termos..... oferecer Crime Contrariedade o Libelo de fis.. requerendo desde já. vem por seu advogado que esta subscreve..... com fulcro no artigo 421 do Código de Processo Penal. 112 . já qualificado nos autos do processo crime que lhe move a justiça pública. São Paulo. (pule 8 linhas) Processo nº . de de 2___.. à presença de Vossa Excelência..... (pule 2 linhas) "A".....CONTRARIEDADE DO LIBELO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do ____Tribunal do Júri da ... como se provará em plenário. a notificação das testemunhas abaixo arroladas. por ser improcedente.... -SP. Nestes termos..

...................Advogado (a) OAB/SP.......... 2)............ Nome do 113 .............. 4) ................ Nº (2 linhas) Rol de Testemunhas: 1)......... 5) ................................. 3) .......................

. que esta subscreve.... conforme o problema apresentado) (8 linhas) AUTOR: Justiça Pública RÉU: . nos autos da referida ação..... respeitosamente.. oferecer suas ALEGAÇÕES FINAIS.. PROCESSO nº: (2 linhas) A".. que lhe move a Justiça Pública (querelante/querelado) vem por seu advogado...... 114 . acima epigrafada.......ALEGAÇOES FINAIS Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da (n°) Vara Criminal da comarca de (Cidade) (Estado) Excelentíssimo Sr Doutor Juiz de Direito da ________Vara Criminal do Foro ______da Comarca da _________________-São Paulo Excelentíssimo Sr Doutor Juiz de Direito da ________Vara do Júri da Comarca da _________________-São Paulo Excelentíssimo Sr Doutor Juiz Federal da ___Vara Criminal Federal da Seção JUdiciária de _____________________-SP (será um desses endereçamentos.. já qualificado. à presença de Vossa Excelência.

.. desclassificação ou absolvição sumária nas alegações da primeira fase do júri).. por ser medida de JUSTIÇA. para ser aduzidas: Com a devida venia............. Desclassificação ou Absolvição Sumária.. Nome do .........” ( atenção: se não tiver não coloque) Diante de todo o exposto....com fulcro no artigo 500 (no júri art... 406) do Código de Processo Penal. postula-se a absolvição do réu com fulcro no artigo 386. improcedente. oportunidade em que espera ser absolvido (Impronunciado. se for do Júri) da imputação que lhe é feita (RESUMIR O PROBLEMA) presente ação penal. inciso ____ do Código de Processo Penal... (postula –se a impronúncia.. que.. a merece ser julgada pelas razões a seguir (com suas palavras elabore uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: ". deferimento São Paulo. advogado (a) 115 Termos em pede de de 2___.

.. tipicidade (ex.) Desclassificação 410 – Para um outro crime que não seja de 116 . nexo causal. 107) com o conseqüente arquivamento dos autos .. resultado. não registrar antecedentes criminais.: crime impossível.. ou / requer seja declarada extinta a punibilidade (art. Impronúncia 409 – Fato típico (ausência de dolo ou culpa.. 386 . Em caso de condenação. requer seja concedido o benefício do sursis ou a substituição da pena privativa de liberdade por outra espécie (RD ou M). em razão de ser o acusado primário.. eis que ausente a causa de aumento de pena. com fundamento no art. ou.. requer seja decretada a nulidade “ab initio” ou a partir de determinado ato de deu origem ao vício..OAB/SP.... com a conseqüente absolvição do acusado... Nº DO PEDIDO: “Ex positis”. ou a consideração do roubo em sua modalidade simples./ ou a desclassificação para o furto privilegiado.. o regime aberto. ou /julgada improcedente a presente ação penal.

: Não esqueça: Se for caso de Júri. Desclassificação ou Absolvição Sumária. devemos pedir.competência do Tribunal do Júri (ex. conforme o caso : Impronúncia..: lesão corporal seguida de morte ou/ homicídio culposo. 117 .) Absolvição Sumária 411 – Causas excludentes da ilicitude ou da culpabilidade ** obs..

a sentença. o julgamento do recurso compete a órgão diverso. cabe também o RESE.art. os autos voltam ao apelante para que ele apresente as razões em 8 dias). ou seja. mas 118 . isto é. XV do CPP)Recebê-la e Julgá-la Deserta (ocorre deserção. Portanto. os autos são remetidos ao Tribunal competente para reexame da matéria. Neste caso. 581. A apelação é um recurso de INSTÂNCIA REITERADA. a. para que ele em primeiro lugar possa analisar os pressupostos de admissibilidade.1) Apelação de Sentenças Proferidas pelo Tribunal do Júri: As decisões do Tribunal do Júri são soberanas. ao se apelar de uma sentença proferida pelo Tribunal do Júri. no prazo de 5 dias a contar da intimação da sentença. cabe RESE .art.APELAÇÃO a) Apelação . não se pede a reforma da sentença. nenhum órgão jurisdicional pode alterar as decisões proferidas por ele. O fundamento para apresentação das razões é o artigo 600 do CPP Denegá-la – (Neste caso. daquele que prolatou. A Interposição será sempre endereçada ao próprio Juiz que prolatou a sentença. 593 do CPP É o recurso cabível das decisões definitivas. quando o réu apela e foge ou quando não recolhe custas de preparo (ação penal privada). Assim o juiz poderá: Recebê-la ( Neste caso. condenatórias ou absolutórias de 1º grau. Com as razões.

593. Assim o tribunal só reforma sentença proferida no Tribunal do Júri. Entretanto.§ § 1º e 2º CPP. 5º. Haverá novo júri. instância corrigir o erro (art. ou à decisão dos jurados. XXX VIII. apenas determina que o réu seja julgado por novo corpo de jurados. "c" da CF. Se o erro foi dos jurados o tribunal não reforma a sentença. pode o Tribunal de 2a. reformando a sentença a sentença. se houve erro cometido pelo juizpresidente.). 119 . se a apelação se basear no fato da sentença do Juiz-Presidente ser contrária à lei expressa. se houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. art.sim que o apelante seja submetido a um novo júri.

com fulcro no artigo 593. respeitosamente.... por seu advogado.SP Juiz de Direito Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital-SP (crimes dolosos contra vida) (08 linhas) Processo nº (2 linhas) "A".. que lhe move a Justiça Pública. à presença de Vossa Excelência. dela interpor recurso de APELAÇÃO. 120 . inciso . vem. com a sentença que o condenou à pena de___anos de reclusão (detenção). como incurso no artigo___.INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor da___Vara Criminal da Capital. (artigo 593. já qualificado nos autos do processo crime. III -se for Tribunal do Júri) do Código de Processo Penal. não se conformando..do Código Penal.

Termos em que.Requer pois........ Pede Deferimento... para que.. São Paulo.... seja ordenado e processado e após remetido com as razões ao Egrégio Tribunal de ....nº 121 .... de de Nome do Advogado(a) OAB/SP.. seja recebido o presente recurso...

Não agiu como costumeiro acerto. O ora apelante foi condenado à pena de .. (redigir com palavras uma tese de defesa) suas 122 .M....... (2 linhas) Com efeito.... o Ínclito Magistrado “a quo” ao proferir o decreto ora combatido..... Douta Procuradoria de Justiça.RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: "A" APELADO: JUSTIÇA PúBLICA PROCESSO Nº Egrégio Tribunal de_____ Colenda Câmara.... Juiz de primeiro Grau. pelas razões a seguir aduzidas: ( pule 1 linha) (copiar o problema substituindo "A" por apelante). por sentença proferida pelo M......

....Conforme entendimento predominante na jurisprudência:”. postula-se seja dado provimento ao recurso.... Nº 123 .... Nome do Advogado OAB/SP....... decretando-se a absolvição do apelante. por ser medida de JUSTIÇA...” (só coloque esta frase se tiver jurisprudência) Diante de todo o exposto.... de de 2___... São Paulo.

Jecrim . com a r..INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO NO JECRIM ( quando a r. (08 linhas) Processo nº (2 linhas) “A”.sentença que o condenou à pena de ___anos detenção. não se conformando. vem. já qualificado nos autos do processo crime.. respeitosamente... por seu advogado. à presença de Vossa Excelência.. sentença for proferida em procedimento sumaríssimo.artigo 60 da lei 9. dela interpor RECURSO DE APELAÇÃO 124 . como incurso no artigo . do Código Penal..099/95) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal do Juizado Especial Criminal do Foro ___________da Comarca de ________________-SP. que lhe move a Justiça Pública..

Termos em que. de de 2___.nº OBS: As razões são idênticas á petição de “razões de apelação”.099/95 a Egrégia Turma Julgadora. 125 . São Paulo. Nome do Advogado OAB/SP.com fulcro no artigo 82 da lei 9. Pede Deferimento.

. Douta Procuradoria de Justiça: Não deve prevalecer a respeitável decisão condenatória do Egrégio Tribunal do Júri.. por ser manifestamente contrária a prova dos autos..” (só coloque este parágrafo se encontrar uma jurisprudência).... 126 .. (2 linhas) (copiar o problema substituindo o "A" por apelante)................RAZÕES DE APELAÇÃO DO TRIBUNAL DO JURI ( quando o crime for de competência do Tribunal do Júri... Egrégio Tribunal de Justiça....... PROCESSO nº ... Colenda Câmara. Conforme entendimento predominante na jurisprudência: "... (2 linhas) Com efeito. III do CPP) RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: "A" APELADO: ..... o apelante (redigir com suas palavras).. a interposição é a mesma da folha anterior.. apenas com fundamento no artigo 593.....

postula-se seja dado provimento ao presente recurso.Diante de todo o exposto. de de 2___. para que assim se faça JUSTIÇA. Nome do Advogado (a) OAB/SP. determinando seja o apelante submetido a novo julgamento. Nº 127 . São Paulo.

SP. não se conformando. à presença de Vossa Excelência. apelou e. como incurso no artigo___. com a sentença que o condenou à pena de___anos de reclusão (detenção). já qualificado nos autos do processo crime. que lhe move a Justiça Pública. (crimes dolosos contra vida) (08 linhas) Processo nº (2 linhas) "A". deveremos apenas efetuar a juntada das razões de apelação) PETIÇÃO DE APELAÇÃO JUNTADA DE RAZÕES Juiz de DE Excelentíssimo Senhor Doutor da___Vara Criminal da Capital -SP Direito Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital.do Código Penal. desta forma vem. requerer a juntada de suas 128 . respeitosamente.QUANDO FOR APENAS JUNTADA DE RAZÕES DE APELAÇÃO ( se o problema constar que o réu apelou.

RAZÕES DE APELAÇÃO... após as contra-razões da acusação. pede deferimento.. São Paulo... seja remetido com as razões ao Egrégio Tribunal de . de de Nome do OAB/SP...... Termos em que....nº Advogado(a) 129 ........ com fulcro no artigo 600 Penal.. do Código de Processo Requer pois..

com a sentença vem. com fulcro no artigo 600 Penal.RAZÕES DE APELAÇÃO ( se o problema constar que a acusação apelou. do Código de Processo 130 . à presença de Vossa Excelência. por seu advogado.RAZÕES DE APELAÇÃO. requerer. deveremos apenas efetuar a juntada das contrarazões de apelação) Excelentíssimo Senhor Doutor da___Vara Criminal da Capital -SP Juiz de Direito Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital-SP (crimes dolosos contra vida) (08 linhas) Processo nº (2 linhas) "A".PETIÇÃO DE JUNTADA DE CONTRA. que lhe move a Justiça Pública. já qualificado nos autos do processo crime. tendo em vista o recurso ministerial que não se conformou. a juntada de suas CONTRA.

Termos em que..... acórdão dado improvimento. de de Nome do Advogado(a) OAB/SP....... São Paulo....... seja ordenado e processado e remetido os autos ao Egrégio Tribunal de ..Requer pois... no aguardo que seja o v.... com a juntada da presente contra-razões. pede deferimento..nº 131 .

. decisório.. sentença O recurso interposto pelo Ministério Público deve ser improvido....M.. buscando acolhimento perante esta Colenda Câmara. para que se mantenha a sentença prolatada em favor do apelado.. Douta Procuradoria de Justiça: O réu foi denunciado e ao final absolvido ( condenado pela pena de. 132 .). Colenda Câmara. pelas razões a seguir aduzidas: ( 1 linha) (copiar o problema)......... a acusação apelou..... para ver reformada a r. Não se conformando com o r.CONTRA RAZÕES DE APELAÇÃO APELADO: "A" APELANTE: JUSTIÇA PúBLICA PROCESSO nº .. agiu o M..... Egrégio Tribunal de . Com a permissa vênia..... Juiz “a quo” com o costumeiro acerto ao proferir a r. sentença.

..” (se não tiver não coloque esta frase) Diante do exposto..(1 linha) Com efeito.... de de 2___.. o apelado (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência:”.. como medida de JUSTIÇA. Nome do Advogado OAB/SP... improcede a apelação interposta pelo Digno Representante do Ministério Público. devendo ser mantida a absolvição. São Paulo... Nº (a) 133 ..........

Se o Juiz mantiver a decisão. É um recurso taxativo. os autos irão com vista ao recorrido. 0 RESE é um recurso de INSTANCIA MISTA. o recorrente terá 2 dias para arrazoá-lo. Prazo: 5 dias para interposição e 2 dias para razões e 2 dias para contra-razões A Interposição será endereçada ao próprio Juiz que prolatou a decisão. 581 do CPP Recurso cabível de um despacho. REFORMARÁ ou SUSTENTARÁ a sua decisão. Recebido o RESE. apresenta no segundo momento o EFEITO REITERADO (o julgamento do mesmo compete a órgão diverso daquele que prolatou a decisão). pois só é cabível nos casos elencados no artigo 581 do CPP.RECURSO EM SENTIDO ESTRITO . decisão. que em 2 dias. despacho ou sentença e este irá analisar os pressupostos de admissibilidade. para que este apresente contra-razões. pois apresenta no primeiro momento o EFEITO ITERADO (o julgamento do recurso compete ao próprio órgão que prolatou a decisão). o recurso subirá ao Tribunal competente para reexame da matéria (juízo "ad quem"). Se MANTIVER a decisão. os autos vão conclusos ao Juiz.art. ou sentença de 1º grau. 134 . Em seguida. Após.

. "data maxima venia". requer seja aplicado o juízo de retratação. interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (ou recorrer em sentido estrito). . já qualificado nos autos do processo crime.. não se conformando. Caso Vossa Excelência entenda que 135 .. do Código de Processo Penal.. com a decisão (ou sentença de pronúncia).INTERPOSIÇÃO DO RESE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital -SP Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Auxiliar do Júri da Capital.. por seu advogado infra-assinado. à presença de Vossa Excelência. com fundamento no artigo 581. vem...-SP (8 linhas) Processo nº (2 linhas) "A"... Assim sendo.

.... requer seja remetido o presente Recurso ao Egrégio Tribunal de .... hoje apenas Tribunal de Justiça e Tribunal Regional Federal na esfera federal) Termos em que. Nome do Advogado (a) OAB/SP. (lembre-se da ementa 45/04. com as inclusas razões..... Nº 136 .. Pede Deferimento.deva manter a decisão.. de de 2___. do Estado de São Paulo.. São Paulo... requerendo seja recebido e processado o recurso.

.... Juiz “a quo”.RAZÕES DO RESE RECORRENTE: "A" RECORRIDO: JUSTIÇA PúBLICA PROCESSO Nº Egrégio Tribunal Colenda Câmara....... Nobres Julgadores Douta Procuradoria de Justiça: O ora recorrente não se conformando com a respeitável decisão (sentença de pronúncia)... (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " ....M... pelas razões a seguir aduzidas: (copiar o problema). aguardando afinal se digne (m) Vossa(s) Excelência(s) reformá-la.. proferida pelo M... veio recorrer em SENTIDO ESTRITO.. (se não tiver não coloque) 137 ... Com efeito.

... para tornar sem efeito a decisão recorrida (sentença de pronúncia).... Nº 138 .....Diante de todo o exposto.. São Paulo.. de de 2___.. postula-se seja dado provimento ao recurso... Nome do Advogado (a) OAB/SP.. que deixou de conceder. para que assim se faça justiça.

já que as hipóteses somente ocorrem na fase executória. XXI. ou em forma de instrumento. o agravante terá o prazo de 2 dias para apresentar as razões. 139 . As hipóteses previstas no art. XI. Em seguida. Se o Juiz reformar a decisão. 581. podendo a parte indicar peças. XXII. e o procedimento do RESE no processo penal. os autos serão conclusos ao Juiz. este recurso não está previsto no CPP. usa-se. o recurso e deverá determinar o processamento nos próprios autos. sem a necessidade. por analogia. de novas razões. o agravo subirá para o Tribunal. A interposição do recurso deverá ser feita por petição num prazo de 5 dias.Lei nº 7. pois a Lei que o instituiu é posterior. Formado o instrumento ou nos próprios autos. XX. XII. o agravado terá o prazo de 2 dias para apresentar suas contra-razões. a parte contrária poderá recorrer por simples petição.AGRAVO EM EXECUCÃO (art. XVII. originariamente atacáveis pelo Recurso em Sentido Estrito. hoje ensejam o Agravo. se não modificar sua decisão. o procedimento do Agravo previsto na lei processual civil. XXIIII e XXIV do CPP. 197 da LEP . o juiz receberá ou não. XIX.Com a resposta ou sem ela.210/84) Recurso oponível das decisões e despachos proferidos pelo Juiz da Vara das Execuções. Em seguida. que reformará ou sustentará sua decisão.

.. Caso Vossa Excelência entenda que deva manter a decisão..vem . seja remetido o presente Recurso ao Egrégio Tribunal de .. interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO com fundamento no artigo 197 da Lei 7...Lei de Execução Penal. não se conformando... requer seja aplicado o juízo de retratação..... requerendo seja recebido e processado o recurso.. já qualificado nos autos do processo crime. Termos em que.SP Processo nº (10 linhas) "A"... "data maxima venia". por seu advogado infra-assinado. com a decisão que denegou o seu pedido de . Assim sendo.. à presença de Vossa Excelência. com as inclusas razões. pelas razões expostas em anexo.....210/84.... 140 .... requer então...INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital .

pede deferimento.Neste termos. Nome do Advogado (a) OAB/SP – nº 141 . São Paulo. de de 2_____.

. (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " .. Colenda Câmara... (se não tiver não coloque) Diante de todo o exposto......... Contra esta decisão o agravante se rebela...... Meritíssimo Juiz. postula-se seja dado provimento ao presente recurso..... Com efeito.. para tornar sem 142 .RAZÕES DO AGRAVO RAZÕES DO RECURSO DE AGRAVO AGRAVANTE: "A" AGRAVADO: Justiça Pública PROCESSO nº . Douta Procuradoria de Justiça: (copiar o problema)...

....... para que assim se faça justiça....... não São Paulo.efeito a decisão agravada. que concedeu .. de de Nome do advogado (a) OAB/SP – nº 143 .

A Revisão Criminal é uma ação natureza constitutiva. A revisão poderá objetivar a alteração da classificação do delito. ou apos a sentença. A Revisão Criminal pode ser pedida pelo condenado e. a absolvição do acusado. pois visa invalidar uma sentença já transitada em julgado. 626 do CPP). se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. transitada em julgado. 621 do Código de Processo Penal) Caberá a revisão dos processos findos com sentença transitada em julgado quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos. pelo cônjuge. descendentes ou irmão (art. REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. é peça privativa da defesa. Não há prazo para a sua propositura. ascendentes. (ementa 45/04).REVISÃO CRIMINAL (Art. 144 . basta que exista uma sentença condenatória. ou se fundar em depoimentos. a anulação do processo (art. exames ou documentos comprovadamente falsos. no caso de sua morte. ou ainda. 623 do CPP). a modificação da pena.

profissão. (esfera federal) (10 linhas) "A". pelas razões a seguir aduzidas e requerer o quanto segue: (resumir o problema dado substituindo "A" por Revisionando). residente na rua______nº___nesta capital.. processo nº que o condenou à pena de__anos de reclusão (ou detenção). (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência. nacionalidade. vem à presença de Vossa Excelência... do Código de Processo Penal.. (se não tiver uma jurisprudência sobre o caso. com incurso no artigo do Código Penal..2). respeitosamente apresentar contra a mesma.1). não coloque) 145 . já transitada em julgado (certidão anexa .Excelentíssimo Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Federal de São Paulo– 3ª Região.doc.. da___Vara Criminal (ou Tribunal do Júri).. REVISÃO CRIMINAL com fulcro no artigo 621 . não se conformando com a referida sentença. por seu advogado que esta subscreve (doc. Com efeito.. estado civil. " .

postula-se seja deferido o presente pedido REVISIONAL. como medida de justiça. pede deferimento São Paulo. 146 . nos termos do artigo 626 do Código de Processo Penal. Nome do advogado (a) OAB/SP. Termos em que.Diante de todo o exposto. decretando-se a absolvição do Revisionando (ou a anulação do processo).nº. de de 2___.

Pode ser impetrado por qualquer pessoa. Se o pedido for dirigido ao Tribunal de 2º instância ou superior a esta . LXVIII da C. a doutrina é unânime em considerar o habeas corpus como verdadeira ação. destinado a tutelar.F. e artigos 647 e 648 do CPP) 0 habeas corpus é um remédio constitucional. inclusive pelo paciente (aquele que está sofrendo a coação ilegal. de maneira eficaz e imediata a liberdade de locomoção (direito de ir. Embora incluído no Código de Processo Penal como recurso. 5º. vir e de permanecer). ou se encontra na iminência de sofrêla).HABEAS CORPUS Fundamento Legal (. 0 habeas corpus pode ser: 147 . se for o caso.Art. 0 habeas corpus é sempre dirigido à autoridade jurisdicional hierarquicamente superior àquela tida como autoridade coatora. que tem por finalidade amparar o direito de liberdade. deverá ser dirigida ao Presidente do Tribunal ou presidente do Superior Tribunal de Justiça ou ainda ao Presidente do Supremeo Tribunal Federal .

Ela visa a atender casos em que a cessação da coação ilegal exige pronta intervenção do judiciário. Se o habeas corpus for negado em 1ª instância. Liberatório: quando o paciente já estiver sofrendo a coação ilegal em sua liberdade de locomoção. 148 . caberá Recurso em Sentido Estrito. denegado em 2ª instância caberá o Recurso Ordinário Constitucional. Existe liminar em pedido de habeas corpus.Preventivo: quando impetrado contra uma ameaça à liberdade de locomoção.

... advogado (qualificação).... DE SÃO PAULO ou EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA AUXILIAR DO TRIBUNAL DO JÚRI DA ......... do Código de Processo Penal...... inciso ..... (10 linhas) “ “. da Constituição Federal e artigos 647 e 648. vem com fundamento no artigo 5º inciso LXVIII... pelas razões que passa expor: (2 linhas) HISTÓRICO problema) 149 “ (copiar o ...MODELO DE “HABEAS CORPUS” (TODAS AS TESES) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA ..... impetrar ordem de “HABEAS CORPUS” em favor de “(qualificação)...... DE SÃO PAULO ou EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ/DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL SÃO PAULO ou EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA /SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL...

inciso . deixou o Meritíssimo Juiz de cumprir / de ser cumprido o disposto artigo do CPP/CF. Com efeito. do Código de Processo Penal / mesmo Código. deixou o Meritíssimo Juiz/Doutor Delegado de cumprir/ de ser cumprido o disposto no artigo do CPP/CF. Com efeito. NULIDADE SEM SENTENÇA O referido processo/inquérito/ação penal constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido proferida num processo manifestamente nulo. 150 . SENTENÇA FALTA DE JUSTA CAUSA COM A referida condenação constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por falta de justa causa. alínea . ocorrendo assim a nulidade prevista no artigo 564. inciso . do Código de Processo Penal/ mesmo Código. alínea. Com efeito. (tese de argumentação).(2 linhas) defesa) ARGUMENTAÇÃO (tese de NULIDADE COM SENTENÇA A referida condenação constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido proferida num processo manifestamente nulo. ocorrendo assim a nulidade prevista no artigo 564.

conforme disposto no artigo 107. Com efeito. EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE COM SENTENÇA A referida condenação constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido proferida quando já estava extinta a punibilidade. conforme disposto no artigo 107.FALTA DE JUSTA CAUSA SEM SENTENÇA O referido processo/inquérito/ação penal constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por falta de justa causa. do Código Penal. Com efeito. (tese de argumentação). quando foi proferida a respeitável sentença condenatória já tinha ocorrido a prescrição/ decadência/ perempção. Com efeito. (prescrição/ decadência/ perempção). 151 . (tese de argumentação). ABUSO DE AUTORIDADE A referida prisão constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente. EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE SEM SENTENÇA O referido processo/ inquérito/ ação penal constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido instaurada quando já estava extinta a punibilidade. do Código Penal. inciso IV. Com efeito (tese de argumentação). inciso IV. por abuso de autoridade.

a anulação “ab inítio”/ a partir de. (EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE) com a revogação da prisão preventiva decretada contra a paciente com o relaxamento da prisão flagrante imposta contra a paciente 152 . vem concedida a ordem impetrada. daquela ação penal (NULIDADE) decretando-se o trancamento da ação penal (FALTA DE JUSTA CAUSA SEM SENTENÇA) com a cassação da setença proferida contra o paciente (FALTA DE JUSTA CAUSA COM SENTENÇA) decretando-se a extinção de punibilidade do fato imputado ao paciente naquela ação penal/ I.P.Conforme jurisprudencial predominante: requerer seja decretando-se entendimento Diante do exposto.

como medida de inteira JUSTIÇA! Nestes termos pede deferimento LOCAL. DATA ADVOGADO OAB/SP HABEAS CORPUS com tese de NULIDADE EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR MINSTRO PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. (quando a autoridade coatora for os Tribunais de 2ª instância) Ou EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO 153 .e a expedição de alvará de soltura/ e a expedição de contra-mandado de prisão. em seu favor.

. Tribunal). e artigo 647 e 648. (com suas palavras apresente uma tese defensiva) 154 ....X. por ter sido proferida num processo manifestamente nulo... portador da cédula de identidade RG.....X.. VARA CRIMINAL DA CAPITAL -SP. iciso____do CPP impetrar ordem de "Habeas corpus”.. profissão.. (resumir o problema dado) II .nesta Capital....0 paciente.(quando a autoridade coatora for o delegado de polícia) (10 linhas) X.Referida (ação ou condenação) constitui uma coação ilegal contra o paciente... advogado inscrito na OAB/SP nº___com escritório na rua______nº. vem. LXVIII da Constituição Federal. pelas razões a seguir aduzidas: I ... Com efeito. nº ___residente na rua_____nº___. que vem sofrendo constrangimento ilegal por parte do Meritíssimo Juiz da___Vara Criminal (Ilustrissimo Delegado do__Distrito Policial..... nacionalidade..... com fundamento no artigo 5º. estado civil. nesta Capital.... em favor de "A". (quando a autoridade coatora for o juiz de direito) Ou EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ...TRIBUNAL .

( Faça um desfecho para o caso) Diante de todo o exposto. São Paulo. etc .Conforme entendimento predominante na jurisprudência: (copiar a jurisprudência" Acórdão. Nº 155 . . i Nestes termos. Nome do advogado OAB/SP. se não tiver não coloque). de de 2___. decretando-se a anulação "ab initio" (ou a partir da falha processual) da ação penal. a concessão da ordem impetrada. postula-se após as informações prestadas junto à autoridade coatora.III ... pede deferimento. como medida de justiça.

não amparado por HC ou habeas data. passiva – autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público” (art. no caso do MS voltarse contra decisão judicial. contra ato jurisdicional penal. pode ser utilizado. havendo necessidade de o impetrante fazer representar-se por advogado habilitado. LXIX. o promotor de justiça é parte legítima para impetrá-lo contra ato jurisdicional. bem assim em razão de sua sede funcional. “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. inclusive perante os tribunais. 5°. competência: é definida de acordo com a categoria da autoridade coatora.MANDADO DE SEGURANÇA NA JUSTIÇA CRIMINAL considerações gerais: embora seja uma ação constitucional de natureza civil. da CF). a competência para julgar os MS contra ato jurisdicional do Juizado Especial Criminal é do tribunal de 2ª instância e não da turma recursal. 156 . em determinadas hipóteses. competente será o tribunal incumbido de julgar os recursos relativos à causa. legitimidade: ativa – o titular do direito líquido e certo violado ou ameaçado.

procedimento: impetração.prazo para impetração: 120 dias. ao despachar a inicial. caso haja pedido de liminar. por via de telegrama. radiograma. 157 . que deverá ser citado. determinar a suspensão do ato. os autos irão ao MP. fac-símile etc. ele é decadencial. se presentes o “fumus boni iuris” e o “periculum in mora” − a autoridade coatora será notificada para > prestar informações no prazo de 10 dias (idêntico prazo será conferido ao litisconsorte necessário. para oferecer contestação) > prestadas ou não as informações. − o juiz ou > relator poderá. a contar da cientificação acerca do teor do ato impugnado (exclui o dia inicial). que se manifestará em 5 dias  o juiz decidirá no prazo de 5 dias. ser urgente. insusceptível de interrupção ou suspensão.

. Com efeito. pelas razões a seguir aduzidas: I ..........0 impetrante.MODELO DE CRIMINAL MANDADO DE SEGURANÇA EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .. (apresentar uma tese de defesa) 158 .M.. nesta Capital..X... VARA CRIMINAL DA CAPITAL –SP (quando a autoridade coatora for o delegado de polícia) Ou EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL . 1º e seguintes da Lei 1533. de 03 de dezembro de 1951.... (quando a autoridade coatora for o juiz de direito) (10 linhas) X. (resumir o problema dado) II – Referido ato da autoridade policial (ou outra) é deveras abusivo.. com fundamento no artigo 5º. impetrar "MANDADO DE SEGURANÇA CRIMINAL” contra ato do (M...... advogado inscrito na OAB/SP nº___com escritório na rua______nº.......X. vem... Juiz de Direito da Vara Criminal / Ilustríssimo Delegado Titular do__Distrito Policial). LXIX da Constituição Federal cc o art.

Nº AGRAVO DE INSTRUMENTO 159 . etc ..(autoridade coatora) viola direito líquido e certo. de de 2___.......... pede deferimento.... IV O ato ostensivo e arbitrário do .... São Paulo.. ). Nome do advogado OAB/SP... Assim sendo.III . i Nestes termos..Conforme entendimento predominante na jurisprudência: (copiar a jurisprudência" Acórdão. requer seja concedida a segurança ora impetrada. como medida de justiça..

deve ser instruído com a cópia do interrogatório.Em 2/06/58. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO:5 dias. no artigo 28 ratificou a legislação anterior. observados os requisitos no artigo 524 do CPC. o agravo. Porém o prazo para ofertar as 160 . mantendo o agravo de instrumento para as decisões denegatórias de recurso extraordinário e recurso especial. c) o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo (em caso de ação penal privada). O agravo deve ser remetido diretamente ao Tribunal competente por petição. nos termos do artigo 28 da Lei 8038/90. oponível contra as decisões que denegarem o recurso extraordinário. como entende Fernando Tourinho Filho. A Suprema Corte posteriormente fez sua previsão no Regimento Interno e mais tarde. a) a exposição do fato e do direito b) as razões do pedido de reforma da decisão. observado o artigo 544 do CPC. Mesmo quanto ao defensor. se foi constituído “apud acta”. Sendo ação penal pública o endereço completo do Defensor e a indicação do Procurador que atuou no feito. a Lei 3396 criou mais um recurso em matéria criminal: o agravo de instrumento. No Tribunal “a quo” será observado o disposto no inciso II do artigo 527. Igual prazo para o agravado. a Lei 8038/90. nos termos do artigo 266 do CPP.

685-2/SP. sob pena de não conhecimento do agravo (cf. cumpre ao agravante diligenciar certidão dessa ausência. 08-08-97). Distribuído. AgI 189. será dirigido ofício ao Tribunal “a quo” para diligenciar a remessa dos autos do recurso denegado. daí em diante. o procedimento do recurso extraordinário ou especial. 35645). DJU. remeter os respectivos autos ao STF (ou STJ. 161 . já que a Lei 8038/90. cumpre à Presidência do Tribunal recorrido. b)não estando devidamente instruído o instrumento do agravo. dispõe 5 dias para o agravante. se for o caso. surgem duas situações: a) se o instrumento contiver os elementos necessários ao julgamento do mérito do recurso denegado (especial ou extraordinário). cabe ao Ministro-Relator o juízo de admissibilidade do agravo. observando-se. o relator deverá determinar sua conversão. de imediato – ainda que o agravo seja intempestivo -. Oferecida ou não a resposta do agravado. Se nos autos do recurso denegado não forem apresentadas as contra-razões ou se inexistir alguma das peças indispensáveis à instrução do agravo.contra-razões e juntar peças deve ser em 5 dias. Se for negado seguimento ou provimento do agravo de instrumento. conforme o caso (§§ 3º e 4º do artigo 28 da Lei 8038/90). p. caberá agravo regimental para o órgão julgador no prazo de 5 dias. Se o Tribunal der provimento ao agravo.

A interposição deve ser feita em petição dirigida ao prolator do despacho impugnado. será protocolado e. Seu Procedimento é variável de regimento para regimento. E. Dando entrada na Secretaria do Tribunal.Cumpre lembrar que todas as cópias para instruir o agravo devem ser autenticadas. ou ainda. do Relator. poderá interpor. encaminhado ao prolator do despacho. contendo a exposição do fato e do direito e das razões do pedido de reforma. Turma. da Seção ou do Relator. no prazo de 5 dias. Grupo de Câmaras. tomando a parte interessada a ciência de despacho do Presidente do Tribunal. que terá duas alternativas: a) reconsiderar o despacho impugnado. agravo regimental. Câmara ou Seção Criminal). recebeu ele o nome de Agravo Regimental. de Presidente de Turma. dês que tal despacho lhe cause um prejuízo. inauldita altera parte (sem se colher a manifestação da parte contrária). Assim. sendo computado o voto do relator. 162 . AGRAVO REGIMENTAL Os Regimentos Internos dos Tribunais prevêem o recurso de agravo contra despacho do respectivo Presidente ou Turma. como a fonte normativa desse agravo é o Regimento. b) submetê-lo à decisão do órgão competente para julgar o feito em que se proferiu o despacho agravado (Plenário.

163 .

o recorrente fará prova da divergência mediante certidão. ou indicação do número e da página do jornal oficial. do Distrito Federal e Territórios. b)julgar válida a lei ou ato de governo local contestado em face da lei federal. A petição conterá a exposição do fato e do direito. quando a decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal. III da Constituição Federal) É um recurso oponível em relação às causas decididas em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais Estaduais. Quando o recurso se fundar em dissídio entre a interpretação da lei federal adotada pelo julgado recorrido e a que lhe haja dado outro Tribunal. serão os autos conclusos à Presidência do Tribunal recorrido para a admissão 164 . c) der à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal. abrindo-selhe vista pelo prazo de 15 dias para apresentar contra-razões. 105. a demonstração do cabimento do recurso especial e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida. será intimado o recorrido. ou do repertório autorizado de jurisprudência que o houver publicado. PROCEDIMENTO: idêntico ao recurso extraordinário PRAZO: 15 dias.RECURSO ESPECIAL (art. Recebida a petição pela Secretaria do Tribunal recorrido e aí protocolada. ou negar-lhes vigência. Findo este prazo.

os autos serão imediatamente encaminhados ao STJ. PREQUESTIONAMENTO: Igualmente acontece no Recurso Extraordinário. mesmo porque o STF ou o STJ. no prazo de 5 dias. sendo recebido no efeito devolutivo. EFEITO: O recurso especial não possui efeito suspensivo. o Recurso Especial exige o prequestionamento. (art. não examinam nestes recursos matérias fáticas. aplicando-se as Súmulas 282 e 356 do STF.ou não. FINALIDADE: Não é corrigir possíveis injustiças das decisões recorridas. Se denegado caberá agravo de instrumento. 27 da lei 8038/90) 165 . apenas a legalidade da decisão. do recurso. Admitido o recurso.

da Constituição Federal. (10 linhas) "A". III. "data venia". não se conformando.INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. (ou) Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Federal – 3ª Região. Nestes termos. ("a". Termos em pede deferimento. já qualificado nos autos nº___ por seu advogado ao final subscrito. que. “b” ou “c”). apresentando desde já suas razões. interpor para o Superior Tribunal de Justiça. 166 . RECURSO ESPECIAL. com fundamento no artigo 105. e dentro do prazo legal. à presença de Vossa Excelência. com o venerando acórdão. vem. respeitosamente. requer seja o mesmo recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

de de 2___. Nome do advogado OAB/SP nº 167 .São Paulo.

(juízes ou desembargadores) que honram a Corte de Justiça o venerando acórdão proferido pela sua Colenda Câmara negando o provimento ao recurso interposto.. (redigir com suas palavras sua tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: (se não tiver não coloque jurisprudência) (faça uma frase de desfecho) Diante de todo o exposto.. Com efeito.... não pode subsistir.. 168 ..RAZÕES DO RECURSO ESPECIAL Recorrente: Recorrido: JULGADORES: EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR.. dê provimento ao recurso. pelas razões a seguir aduzidas: (resumir o problema dado).. e a indiscutível cultura jurídica dos .. DOUTOS Em que pese o alto prestígio do Egrégio Tribunal de do Estado de São Paulo.... o recorrente aguarda que essa Suprema Corte.

O recurso extraordinário é interposto perante o Supremo Tribunal Federal.para tornar sem efeito a decisão negou provimento ao recurso. para que assim se faça justiça. 637 e 638 do CPP) Os artigos 632 a 636 estão revogados pela Lei 3396. Nome do Recurso extraordinário (art. pede deferimento São Paulo. das decisões finais dos processos que são decididos em única ou 169 . de 02 de junho de 1958. de de 2___. advogado OAB/SP – nº. Termos em que.

Logo. mas tão somente a questão jurídica que serviu de fundamento à sua interposição e desde que prevista num dos casos do inciso III. de 170 . uma alegação expressa que se faz preliminarmente da matéria a ser discutida. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestando em face desta Constituição. uma vez. III. tendo cabimento quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivos desta Constituição b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. leis federais. do prequestionamento. A previsão vem no artigo 102. da Constituição Federal de 1988. não se olvidando. sendo a decisão relativa a um desses casos mencionados. que é outro requisito indispensável para o seu conhecimento. A Constituição Federal restringiu os casos de recurso extraordinário. acima apontado.útima instância. portanto. O prequestionamento é. ele possui a função de resguardar a própria Constituição e de uniformizar a jurisprudência acerca de tratados. como o próprio nome diz. No recurso extraordinário não se discute o mérito da causa. do artigo 102. porém. ou se a decisão foi justa ou injusta. quanto não couber o recurso ordinário. tem cabimento o recurso extraordinário. conforme podemos notar. bem como a validade das leis e dos atos dos governos estaduais contestados face da Constituição.

segue-se o rito determinado no Regimento Interno.modo que. de acordo com o disposto no artigo 638 do Código de Processo Penal. cabe agravo de instrumento no prazo de 5 dias (artigo 28 da Lei 8038/90) Pode ocorrer a interposição concomitante do recurso extraordinário e do recurso especial e. LEGITIMIDADE: Pode a parte sucumbente (Ministério Público. Quanto ao assistente de acusação há duas restrições impostas pelas Súmulas 208 e 210) Se o recurso extraordinário é interponível de decisões de única ou última instância proferidas pelos Tribunais. segue-se que o órgão do Ministério Público legitimado para interpô-lo é aquele que atuar perante o Tribunal “a quo”. da Lei 8038/90. juntamente com as razões do recurso. como também pelas normas de seu Regimento Interno. os autos serão enviados ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do recurso extraordinário. Não sendo admitido. PROCESSAMENTO: Vem previsto nos artigos 26 a 29. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO: 15 dias. sendo julgado o recurso especial. Admitido o recurso. se este ainda 171 . PROCEDIMENTO: a PETIÇÃO É DIRIGIDA ao Presidente do Tribunal. defesa. Abre-se vista ao recorrido por igual prazo. se não for ventilada a questão federal suscitada. o recurso extraordinário. para que apresente as contra-razões. desde que possua capacidade postulatória. segue-se o recurso. é inadmissível. querelante) interpor o recurso extremo.

3ª região para casos d Justiça federal) 172 . (ou Tribunal Regional Federal. da mesma lei acima mencionada). EFEITO: O recurso extraordinário não possui efeito suspensivo. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. § 4º. sendo recebido no efeito devolutivo.não tiver sido prejudicado (artigo 27.

Código Penal...inscrito na OAB -........... por seu advogado .... e dentro do prazo legal........sob o nº........... com escritório à Rua...... seja o mesmo processado nos ditames da Lei... da Constituição Federal de 1988. (transcrição sintética dos fundamentos)..... Termos em pede Deferimento...........(10 linhas) "A"............... São Paulo.... ( letras "a".. vem......... acórdão Em verdade....... Motivo porque espera determine Vossa Excelência....... condenado no Juízo da . à presença de Vossa Excelência.... RECURSO EXTRAORDINÁRIO da decisão desse venerando do ..... com fundamento no artigo 102...... vem..........do. em recebendo o recurso........ à pena de........... que... de de 2___......................(Tribunal de origem)... III...... “b” ou “c”).... respeitosamente............... INTERPOR para o Egrégio Supremo Tribunal Federal. a respeitável decisão recorrida.... (reclusão ou detenção).......anos de................. como incurso no art.... 173 ....

advogado OAB/SP nº Nome do 174 .

(transcrição dos entendimentos doutrinários favoráveis a tese defendida).. data venia. Senão vejamos: (jurisprudência) 175 . contudo. as razões a seguir aduzidas: O recorrente foi (copiar o problema) A realidade dos fatos.. fundamentado na lei......... pondera. DOUTOS JULGADORES: O recorrente.. Assim....... Sobre o assunto é pacífico o entendimento desta Corte Suprema....(argumentação).. consoante o ensinamento do jurista.. demonstra que o recorrente.......RAZÕES DO RECURSO CONSTITUCIONAL DO RÉU Recorrente: Recorrido: EXTRAORDINÁRIO EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR. doutrina e jurisprudência.

Termos em que.artigo 609 do CPP) São oponíveis contra a decisão não-unânime de 2" instância e desfavorável ao réu (art.Portanto. É um recurso PRIVATIVO DA DEFESA. pede OAB/SP – nº. 609. Recebe o nome de EMBARGOS DE NULIDADE. de de 2___. parágrafo único do CPP). deferimento. capaz de tomar inválido o 176 . São Paulo. pelo exposto. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE (. quando a divergência versar sobre matéria estritamente processual. o recorrente espera seja declarada a sua ABSOLVIÇÃO como se impõe por medida da verdadeira JUSTIÇA .

177 . AGRAVO e APELAÇÃO. Recebe o nome de EMBARGOS INFRINGENTES. Nesse caso. quando a divergência se fundamentar sobre o mérito. TRAMITAÇÃO: Apresentado o recurso.processo. os embargos visam à anulação do feito. PRAZO: 10 dias (a contar da publicação do acórdão embargado). este é encaminhado ao Relator do acórdão embargado. que decidirá sobre sua admissibilidade.: Os embargos serão oponíveis da votação de RESE. possibilitando a sua renovação. Obs.

. por crime com base no artigo 609. (EMENDA 45/04) (em caso de decisão do TRF ....INTERPOSIÇÃO (nulidade) EMBARGOS INFRINGENTES Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da . por seu advogado. já qualificado. parágrafo único do Código de Processo Penal. nos autos da ação penal. requerendo seja ordenado o processamento do recurso.. que lhe move a Justiça Pública.. por 2 votos contra 1. com as inclusas razões. opor EMBARGOS INFRINGENTES (ou de NULIDADE) ao venerando acórdão que o condenou. será dirigido ao desembargador relator deste tribunal) Apelação nº . dentro do prazo legal. 178 . à presença de Vossa Excelência. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.. vem.. respeitosamente. "A".

de de 2___. pede deferimento.Nestes termos. São Paulo. Nome do advogado OAB/SP. Nº 179 .

opôs o ora embargante.. como sabiamente salientou o julgador que proferiu o voto vencido em fls.... para que o voto vencido prevaleça.. Douto Relator Não se conformando com a decisão proferida no v......... orientação esta corroborada pelos ensinamentos do jurista .. .RAZÕES DE (nulidade) EMBARGOS INFRINGENTES EMBARGANTE: "A" EMBARGADO: Justiça Pública APELAÇÃO nº. o presente embargos...... Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " (se não tiver uma não coloque) 180 . pelas razões a seguir aduzidas: 0 embargante (resumir problema dado) Insta acentuar que a realidade dos fatos demonstra que o embargante ( argumente sua tese) Assim.. Egrégio Tribunal Colenda Câmara... acórdão..( transcrição dos entendimentos doutrinários favoráveis a sua tese).

nº 181 . apresentando os fundamentos dos EMBARGOS INFRINGENTES ora opostos. postula-se a reforma do venerando acórdão. São Paulo. pede Nome do advogado OAB/SP. de de 2____. deferimento. para ao final seja mantido o voto vencido. Termos em que.Diante de todo o exposto. como medida de Justiça.

619 e 620 do CPP) São oponíveis contra decisões de 2' instância que forem ambíguas. São dirigidos. requerer ao Juiz que declare a sentença art.art. obscura. quando a sentença for ambígua. em petição. . contraditória ou omissa. No JECrim os Embargos deverão ser opostos no prazo de 5 dias . sendo julgados pelo mesmo órgão que prolatou a decisão ora objeto dos embargos. qualquer das partes poderá. obscuras ou omissas art. 182 . 382 do CPP conhecido como "EMBARGUINHO". ao Relator do acórdão embargado.Instância iterada. contraditórias. Trata-se de recurso onde a parte contrária não é ouvida Em 1ª instância. através de uma petição e no prazo de 2 dias. 83 da lei 9.099195. 619 do CPP. Prazo: 2 dias (contados da data da publicação do acórdão).EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (.art.

. opor Embargos de declaração..EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo.. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.. Senhor Doutor Desembargador Relator da .. pelas razões a seguir aduzidas: 0 embargante. nos termos dos artigos 619 e 620 (artigo 382) do Código de Processo Penal. que lhe move a Justiça Pública. (resumir o problema dado) 183 .. (para sentença de primeiro grau) Processo nº .. diante da obscuridade (omissão. vem à presença de Vossa Excelência. já qualificado nos autos acima epigrafado. contradição) ocorrida no r.. decisório... (para acórdão proferido) Ou Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital -SP. “A”.

184 . na Nestes termos. a contradição ou omissão do julgado). corrigindo-se a obscuridade (ou ambigüidade ou omissão ou contradição) que nele se contém... postula-se se digne Vossa Excelência. (argumentação acompanhada da descrição do ponto duvidoso. São Paulo... pede deferimento...0 referido acórdão. receber o presente recurso. Conforme entendimento predominante jurisprudência: " (se não tiver não coloque) (faça uma frase que dê um desfecho) Diante de todo o exposto. Nome do advogado (a) OAB/SP – nº. como medida de Justiça. esperando sejam estes embargos afinal julgados para o fim de ser declarado o acórdão embargado. de de 2___..

185 . tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo. salvo efetiva impossibilidade de faze-lo.reparação do dano causado pela infração. prática de tortura. .LIVRAMENTO CONDICIONAL (artigo 83 do Código Penal) Trata-se da antecipação provisória da liberdade concedida. É direito subjetivo do sentenciado. 0 livramento condicional ocorre após parte da pena já ter sido cumprida. deverá ter cumprido mais de 1/3 (um terço) da pena: Se for reincidente em crime doloso. Seu tempo de duração corresponde ao restante da pena que estava sendo executada. conduta carcerária satisfatória. deverá ter sido cumprida mais da metade da pena. . se preenchidos os requisitos legais. bom desempenho no trabalho e aptidão para trabalho honesto.condenação a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 anos.se não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes.cumprimento de 2/3 da pena. . sob certas condições. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. nos casos de condenação por crime hediondo.cumprimento da pena: . ao condenado que está cumprindo pena privativa de liberdade. isto é. . Requisitos: .comportamento satisfatório durante a execução da pena.

o condenado deverá ser submetido à constatação de que não voltará a delinqüir.. Condições do livramento condicional (artigo 85 do Código Penal e 132 da LEP): 186 . cometido com violência ou grave ameaça à pessoa.se o crime for doloso.

.PEDIDO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da . requerer à Vossa Excelência.. vem requerer. estado civil.. sendo primário e com bom comportamento carcerário faz jus ao benefício..SP (10 linhas) "A". uma vez que.... com todo acatamento e respeito. vem.. foi condenado pelo crime de à uma pena de por seu advogado infra assinado. após o parecer do Digno Representante do Ministério 187 .... Conforme Jurisprudência: entendimento predominante na Diante de todo o exposto........ nacionalidade. pelas razões que passa a expor: (contar requerente) o problema substituindo "A" por Com efeito. tendo o requerente cumprido mais de um terço da pena... com fundamento no artigo 83 do Código Penal o benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL..

como medida de JUSTIÇA.Público. São Paulo. a expedição do Alvará de Soltura em favor do requerente. pede deferimento. e Conselho Penitenciário a concessão do Livramento Condicional. Nome do advogado (a) OAB/SP nº 188 . Nestes termos. de de 2___.

..anos de reclusão. (qualificação e endereço)..... Sr............... Vara Criminal da ............ Dr........ por sentença deste Juízo.. à pena de .... conforme Processo n° ... pelos seguintes fatos e fundamentos: O Requerente foi condenado.. para requerer REABILITAÇÃO CRIMINAL........ por seu advogado infra-assinado...... .......Exa....... por crime de . 743 do C.....P.. cometido na data de 189 ..... nos termos do art... Juiz de Direito da . vem à presença de V.P.....SP ..........REABILITAÇÃO CRIMINAL Exmo.....

............... 119 do Código Penal e art........... tendo constituído família e estando ocupando...termos pede .............. conforme provam os documentos inclusos....... Nestes...P... tendo a sua pena expirada na data de .... requer..........P........ O Requerente está regenerado. contra .. tendo sempre demonstradpo ótimo comportamento durante todos estes anos..... e anexando ao presente pedido os documentos exigidos pelo art........ atualmente.. nos termos do art............. 743 do Código de Processo Penal....... de .... Advogado 190 ........... a cargo de . portanto....... Isto posto.........de .. há 5(cinco) anos atrás.... Ocorre que o Requerente era réu primário..... Nome do OAB/SP nº deferimento . a concessão de sua Reabilitação Criminal.... onde trabalha desde a data de cumprimento da pena......... 744 do C..........de .......de 19....... de de 2......

ou mantendo a decisão atacada. Em seguida. a reparação de um gravame imposto pelo Juiz "a quo". o testemunhante tem 2 dias para apresentar as razões e igual prazo será dado à parte contrária.CARTA TESTEMUNHÁVEL (Art. 639 a 646 DO CPP) É um recurso que tem por finalidade propiciar à instância superior. se mantiver a sua decisão. Somente é cabível nos seguintes casos: do nãorecebimento do Recurso em Sentido Estrito. conferir e encerrar o instrumento. retratandose. seu corregedor. para conhecimento do recurso antes não 191 . 642 do CPP. os autos do processo originário serão remetidos ao Tribunal. 0 objetivo é o de obter o processamento de um outro recurso. em razão do nãorecebimento ou da paralisação de um recurso interposto. fica sujeito à uma pena disciplinar de suspensão por 30 dias. Se o juiz se retratar. Se assim não o fizer. o Tribunal julgará a Carta Testemunhável. Instruído o recurso. 0 escrivão terá o PRAZO de 5 dias para formar. Prazo: 48 horas. aplicável pelo juiz. os autos do processo originário serão remetidos ao Tribunal. o juiz pronunciará. Se retratar. Protesto por Novo Júri e Agravo em Execução da LEP. para conhecimento do recurso antes não recebido. como preceitua o art.

recebido. 192 . se mantiver a sua decisão. o Tribunal julgará a Carta Testemunhável.

à presença de Vossa Sa. 193 .CARTA TESTEMUNHÁVEL ILUSTRÍSSIMO SENHOR ESCRIVÃO DO CARTóRIO DO OFíCIO DESTA COMARCA. São Paulo. requer a V. vem. pede deferimento. a extração de Carta Testemunhável nos termos dos artigos 639 e seguintes do Código de Processo Penal.. por seu advogado ao final subscrito. (10 linhas) "A" (colocar toda a qualificação).Sa. de de 2___. expor e requerer o que segue: (resumir o problema dado) Diante de todo o exposto e desejando que o recurso seja apreciado pelo Egrégio Tribunal de (TJ ou TACRIM). Nestes termos.

OAB/SP – nº 194 .

determine que o Recurso em Sentido Estrito se processe para que assim se faça unicamente JUSTIÇA. "data venia". pelas razões a seguir aduzidas: (Copiar o problema) DO RECURSO (Falar do absurdo do Meritíssimo Juiz em indeferir o RESE. não pode. interposto com fundamento no artigo 581.RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Tribunal ... uma vez que ele não se encontrava intempestivo. subsistir. a fim de que esse Egrégio Tribunal... por uma de suas Câmaras. 195 . IX do Código de Processo Penal. julgando intempestivo o Recurso em Sentido Estrito. Câmara: Egrégio Colenda A respeitável decisão do honrado Juiz "a quo"....) Diante de todo o exposto. foi postulada a presente Carta Testemunhável..

Nome do advogado OAB/SP – nº 196 .São Paulo. de de 2___.

legitimidade: o acusado.quando o juiz não remeter os autos de IP já findo à polícia para a realização da diligência requeridas pelo promotor de justiça. trata-se de providência administrativo-disciplinar. natureza jurídica: há divergência. secundariamente. produz efeitos no processo. determinar o retorno dos autos à polícia.Lei Complementar nº 3 de 27/08/69) e nos Regimentos Internos dos Tribunais. . 197 . para alguns. uma vez que tem por finalidade a reforma pelos tribunais de decisão que tenha provocado tumulto processual. atualmente. bem como o assistente de acusação.CORREIÇÃO PARCIAL conceito: é instrumento de impugnação de decisões que importem em inversão tumultuária de atos do processo e em relação às quais não haja previsão de recurso específico. o MP ou o querelante. outra corrente afirma que. 93 a 96 . para prosseguimento das investigações. negar-lhe a natureza de recurso. nada obstante originariamente a correição ostentasse caráter disciplinar. não se pode.quando o juiz. hipóteses de cabimento: . A correição parcial vem prevista na Lei de Organização judiciária do Estado de São Paulo (art. nada obstante haver promoção de arquivamento lançada no IP. destinada a provocar a tomada de medidas censórias contra o juiz. do Decreto. que.

.... a pedido do interessado.... .......... processamento: interposição mediante petição dirigida ao tribunal competente e conterá a exposição do fato e do direito.............. desde que não tenha havido reforma da decisão pelo juiz no juízo de retratação.de decisão que indeferir a oitiva de testemunha tempestivamente arrolada......PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE .. bem assim as razões do pedido de reforma....prazo para interposição: 5 dias. para que apresente resposta diretamente ao tribunal − a > correição será julgada... será instruída com cópia da decisão impugnada..... altera a classificação jurídica da infração etc..DE ..da decisão que....... por ocasião do recebimento da denúncia.. após.... bem como requisitar informações ao juiz e...... > poderá conferir efeito suspensivo à correição........ 198 ... .... hipótese em que o recurso restará prejudicado... determinará a intimação da parte adversa. da certidão de intimação do recorrente e das procurações outorgadas aos advogados − o relator. INTERPOSIÇÃO DE CORREIÇÃO PARCIAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR ..............

Requer........ pede Local e data Nome do advogado Nº. Termos em que... seja ela deferida para os efeitos de restabelecimento da regular ordem no procedimento estabelecido.. vem perante V.. por seu advogado... Exa. 199 ................ cimentado no artigo 93 da Lei Estadual no 03/69 . OAB/..... ... respeitosamente. provando a tempestividade e proclamando prejuízo à realização da Justiça Pública............. recebida com as razões anexas e a documentação inclusa....Código de Organização Judiciária do Estado......... deferimento............ nos autos do processo crime. interpor a presente CORREIÇÃO PARCIAL.......... pela inversão tumultuária de atos e fórmulas legais do processo penal........

............ está sendo processado pela Justiça Pública...... (copiar o problema)................... 200 ....... Douta Procuradoria de Justiça: XX.CORRIGENTE PROCESSO-CRIME CORRIGENTE: CORRIGENDA: No RAZÕES DO Egrégio Tribunal.. sob a acusação de haver infringido o artigo....... Colenda Câmara........

requer a cassação do aludido despacho.Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " .. aguardando afinal se digne (m) Vossa(s) Excelência(s) em reformá-la.. passível da presente medida face à inexistência de previsão de recurso específico. que importou inversão tumultuária dos atos procedimentais pertinentes e das fórmulas legais aplicáveis à espécie.para que assim se faça justiça.. ISSO POSTO.. (senão tiver uma jurisprudência não coloque) Não se conformando com o respeitável de despacho... postula-se seja dado provimento ao recurso. São Paulo........ vem interpor a Correição Parcial. Diante de todo o exposto... de de 2___.. para tornar sem efeito a decisão recorrida que deixou de .. o despacho judicial guerreado importa inversão tumultuária de atos e fórmulas legais... pelas razões a seguir aduzidas: Com efeito... (coloque aqui sua tese de defesa) A toda vista.. 201 ..

a partir da publicação do acórdão.Advogado (a) OAB/SP.competência do S. "a" da C.T. . Junto com a petição. 0 ROC é interposto através de petição dirigida ao Presidente do Tribunal.J. 2ª instância . dentro do prazo de 5 dias." em. II.competência do STF. . 102.F.art. 105. que denegou a ordem de habeas corpus. Nº Nome do RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Caberá das decisões denegatórias de "H. "a" da C. e art. (TJ ou TACRIM). 202 . II. apresenta-se as razões do pedido de reforma.C.F.

INTERPOSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL RECURSO ORDINÁRIO 203 .

não se conformando. Termos em que. ou Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Federal -3ª Região. com fundamento no Constituição Federal. e dentro do prazo legal. RECURSO ORDINÁRIO artigo 105. com o venerando acórdão denegatório da ordem. respeitosamente. da Nestes termos. à presença de Vossa Excelência. INTERPOR para o Superior Tribunal de Justiça. 204 . "data venia".Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. vem. (10 linhas) "A". já qualificado nos autos do pedido de habeas corpus nº___ por seu advogado ao final subscrito. CONSTITUCIONAL. apresentando desde já suas razões. pede deferimento. II. "a". requer seja o mesmo recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

São Paulo. de de 2___. advogado OAB/SP nº Nome de 205 .

(redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante jurisprudência: (se não tiver não coloque) na Diante de todo o exposto. dê provimento ao recurso. Com efeito. pelas razões a seguir aduzidas: (resumir o problema dado). DOUTOS JULGADORES: Em que pese o alto prestígio do Egrégio Tribunal de do Estado de São Paulo (ou TRF). o impetrante aguarda que essa Suprema Corte. 206 .RAZÕES DO CONSTITUCIONAL RECURSO ORDINÁRIO- RAZÕES DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PACIENTE: "A" "HABEAS CORPUS" Nº EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR. para tornar sem efeito a decisão que denegou o pedido de habeas corpus. para que assim se faça justiça. o venerando acórdão proferido pela sua Colenda Câmara denegando o pedido de habeas corpus impetrado em favor do paciente não pode subsistir.

combinados com o artigo 69. Nome do OAB/SP – nº. todos do 207 .São Paulo. Advogado (a) de de 2___. PROBLEMAS PROPOSTOS PELA GERAL PROBLEMA Nº 01 OAB /SP EM Tício foi denunciado por infração aos artigos 331 e 329.

derramando-lhe vinho em sua roupa e ao receber voz de prisão . § 1º. usando de um instrumento contundente. diante do nº 20 da Praça da República. QUESTÃO: Tese: Não estava de serviço ( não caracteriza desacato) não se opôs a prisão legal (descaracteriza resistência) Peça: Deve oferecer alegações finais Competência: Juiz da Vara Criminal Pedido: absolvição PROBLEMA Nº 02 Tício.Código Penal. porque na noite de 23 de Janeiro de 1998. o réu teria desacatado um militar. por volta das 20 horas. agrediu Mévio produzindo-lhe lesões corporais de natureza grave. As testemunhas de acusação e defesa já foram ouvidas e o Digno representante do Ministério Público requereu a condenação do acusado. em 05 de janeiro de 1998. onde Tício foi denunciado no artigo 129. sem motivo plausível. positivadas por um só laudo inserto nos autos. O feito correu pela 5ª Vara Criminal desta Comarca. opôs-se a execução da mesma. O fato teria se passado em um bar e o militar não se encontrava de serviço e nem estava fardado. I do 208 .

Juiz da 5ª Vara Criminal Pedido: nulidade PROBLEMA Nº 03 Tício se encontra preso há a 80 dias em virtude de auto de prisão em flagrante. A audiência de instrução está marcada para daqui a 20 dias.M. _____________________________________________________ ________________ Tese: excesso de prazo 209 .Código Penal e afinal condenado a pena de um ano de reclusão. encontrando-se Tício recolhido na Casa de Detenção QUESTÃO: Elaborar peça objetivando colocar Tício em liberdade. _____________________________________________________ ________________ Tese: 1 só laudo Peça: Hábeas corpus ou revisão criminal Competência M. perante o órgão judiciário competente.368 de 1976. I da Lei nº 6. medida judicial em favor de Tício. lavrado por infração ao artigo 12. QUESTÃO: Apresentar. A sentença transitou em julgado.

PROBLEMA Nº 04 No dia 1º de fevereiro de 1998. sendo o mesmo condenado. mas beneficiado com “SURSIS”. Peça: Revisão criminal ou Habeas corpus 210 . Carlito insultou “B” na presença de outras pessoas com a seguinte frase: “Você é um ladrão. QUESTÃO: Elaborar peça profissional que julgar mais adequada aos interesses de Carlito.alvará de soltura. Ao final da queixa.Peça: relaxamento de prisão em flagrante ou hábeas corpus Competência: Relaxamento (ao juiz da Vara Crimanl) se for HC (ao Tribunal de Justiça) Pedido: liberdade. é um estelionatário. No dia 31 de Julho. tendo a decisão transitado em julgado para ambas as partes. A ação foi julgada procedente. _____________________________________________________ ________________ Tese: A procuração para o oferecimento da queixa-crime deve ter poderes especiais sob pena de inépcia. "B" formulou Queixa-Crime contra Carlito instruída com procuração "ad juditia". com poderes genéricos. o querelante pleiteou a condenação de Carlito nas penas do artigo 140 do Código Penal.

o autor procurando denegrir o caráter de ‘B”. QUESTÃO: Apresentar a peça profissional em favor de "A". réu da ação. O processo está em andamento. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 06 211 . diante destas afirmações constantes dos autos. “B”.Competência: ao Tribunal de Justiça Pedido: Nulidade PROBLEMA Nº O5 Numa ação ordinária de indenização. afirma ser este dado a prática do jogo de bicho. na qualidade de cambista . formula contra “A”o delito de calúnia.

"A" foi denunciado. QUESTÃO: Elaborar peça específica ao caso em favor de Tício. em sua última manifestação no processo. 0 Ministério Público . Tese: 212 o órgão cabível à . processado e condenado a pena de 2 anos de reclusão como incurso nas sanções do artigo 217 do Código Penal. de 17 anos. solteiro conheceu em uma "discoteca" a menor "B". QUESTÃO: Apresentar perante judiciário competente a medida hipótese. Após dançarem a noite toda. “A” convidou a moça para ir ao seu apartamento onde mantiveram conjunção carnal.Tício é processado por Falsidade ideológica (artigo 299) do Código Penal) porque serviu de testemunha em assento do registro de nascimento do recém-nascido de que “B” falsamente dizia ser o pai. Por esse motivo. sendo”B" deflorada. A sentença ainda não transitou em julgado. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 07 “A” maior .opina pela condenação.

inopinadamente. Tício possuí passado imaculado. quando." QUESTÃO: Apresentar medida cabível. III da Lei 9437/97. No decorrer do procedimento criminal foi condenado por ferir o artigo 10.Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 08 Tício estava em sua residência limpando um revólver de sua propriedade devidamente registrado no órgão çompetente. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 213 . § 1º . não atingindo ninguém. Policiais que passavam pelo local ao ouvirem o disparo. o mesmo disparou acidentalmente. conduziram Tício a delegacia.

A despeito de tal pronunciamento. O pai de “A” leva o fato ao conhecimento da polícia que. e finalmente.PROBLEMA Nº 09 “A” que não se conforma com a mesada que recebe de seu pai. 155 do Código Penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional que julgar mais adequada aos interesses de “A”. a vítima manifesta seu desinteresse pelo prosseguimento do inquérito. por saber então que seu filho fora o autor do furto. condenado. a fim de apurar certa importância de que necessita. deslinda o caso. Convocando a prestar declarações. indicando “A” como autor do furto. Sendo “A” denunciado como incurso nas penas do art. em investigações. A sentença transitou em julgado para a acusação. Tese: Peça: Competência: Pedido: 214 . o inquérito é remetido à juízo. subtrai deste determinado objeto que vende.

naquela oportunidade. Tese: Peça: 215 . o Magistrado de Avaré nomeou um único Advogado para “A” e “B’. “A” e “B” foram apenados com 1 ano de reclusão cada um. Juiz da 1ª Vara Criminal da capital. A decisão condenatória ainda não transitou em julgado e facultou aos réus recorrerem em liberdade. determinou a expedição de carta precatória àquela Comarca para que se colhessem ali informes da vítima. Cada qual procurou se inocentar. Encerrada a instrução e debatida a causa. atribuindo ao outro a prática da infração.PROBLEMA Nº 10 Por infração ao artigo 171 do Código Penal. o MM. foram ambos interrogados pelo MM. Recebida a inicial arrola a vítima a prestar declarações. Como a vítima residia na Comarca de Avaré. Juiz. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de “A”. “A” e “B” foram denunciados perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da capital. além de multa. Como defensores dos réus não compareceram à audiência de inquirição da vítima no Juízo deprecado. tendo ambos defensores diversos.

Repentinamente. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 216 . Afinal. verificou-se que se tratava de um vizinho de Tício que pretendia assustá-lo a título de brincadeira e que por fim. "CAPUT" do Código Penal pelo seguinte fato: Acordado de madrugada em sua casa. surge um vulto humano: Tício então disparou em direção ao vulto. com ruídos estranhos. veio a falecer em conseqüência do disparo. Julgado pelo Tribunal do Júri. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver.Competência: Pedido: _____________________________________________________ __________ PROBLEMA Nº 11 Tício foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do artigo 121. QUESTÃO: Apresentar a peça profissional em favor de Tício. Tício foi condenado a seis anos de reclusão. A apelação foi peticionada.

você como advogado ficou impossibilitado. sem manifestação das partes em recorrer em sentido estrito. foi pronunciado com base no mesmo artigo referido na denúncia. confundindo-o com alguém a sua semelhança e consequentemente inimigo da vítima. apenas porque foi impulsionado a reagir a uma agressão atual e totalmente injusta. Ao término da instrução preliminar. Corno tais fatos só puderam ser confirmados após o término da instrução preliminar pois o proprietário do estabelecimento onde ocorreram os fatos. no domingo à tarde. que também afirmaram a tese acima descrita. de postular por uma decisão de absolvição sumária. §2º. perante várias provas testemunhais. 217 . você como advogado do réu alegou com base em fatos e evidências novas. após todas as provas apresentadas pela promotoria. o mesmo. Esta decisão interlocutória transitou em julgado após 05 (cinco) dias. um sósia do Sicrano. quando inopinadamente. a vítima adentrou o recinto. localizado na esquina da rua de sua residência. que o mesmo chegou a praticar o referido ato a ele imputado. uma vez que se encontrava em um bar. só foi encontrado muito tempo após e juntando com declarações dos demais freqüentadores. II do Código Penal. Em plenário. ou seja. amigo em comum tanto do ora réu como da vítima.PROBLEMA Nº 12 Sicrano foi denunciado na 1ª Vara Preparadora do Júri como incurso no artigo 121. antes da prolatação da sentença de pronúncia. uma vez que agora ficou comprovado.

praticou um homicídio doloso contra Mévio. você sustentou esta tese brilhantemente para o conselho de sentença. em 05 de Fevereiro de 1998. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Tício. o Digno Juiz Presidente do Júri no momento da dosimetria. no prazo de 30 dias. nesta Capital. QUESTÃO: Elaborar medida cabível ao caso: Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 13 Tício. legítima defesa real. a ser cumprida integralmente em regime fechado. aplicou a pena de 21 anos e 03 meses de reclusão. Sendo assim.que o ato está amparado pela excludente de antijuricidade. o seu cliente foi condenado por 04 votos contra 03. 0 fato ocorreu na Praça da República. mas infelizmente. Absurdo maior. O plenário se encerrou hoje. Foi lavrado o flagrante por autoridade competente e esta encaminhou o inquérito. 218 . Tício foi preso imediatamente. ao Juiz competente.

entre os quais aquele que ela apontara como sedutor. alegada vítima não tinha vida elogiável. Não foi ainda julgado por não terem sido ouvidas as testemunhas de defesa arroladas no tríduo. provou-se que ela praticava livremente o comércio sexual. ao contrário. visto o cartório não ter expedido mandado de notificação das mesmas. andando com vários rapazes. Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 15 Apesar de ter pouco mais de 14 anos de idade. 219 . QUESTÃO: Apresentar medida cabível.Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 14 Tício está preso em flagrante há mais de 100 dias pelo delito de estelionato.

não havendo da parte dela o menor recato exigível para uma mulher honesta e decente. numa conduta realmente impura. defronte à Favela de Vila Prudente. QUESTÃO: Apresentar recurso cabível. veio atropelar "B". foi uma “fornicatio simplex”. mas o Promotor recorreu. 0 fato é que a menina entregou-se ao rapaz. A sentença decretou a absolvição. o que houve entre eles. e assim. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA Nº 16 0 cidadão "A" conduzindo seu automóvel em velocidade compatível. em juízo não acordou com a proposta feita pelo Ministério 220 .Provou-se que o denunciado nem sequer fora seu namorado. Moradores da favela anotaram a placa do veículo. não havendo entre eles nada que justificasse confiança ou esperança de casamento. ferindo-o sem prestar qualquer tipo de socorro evadiu-se do local. foi lavrado termo circunstanciado.

Correu no processo todos os trâmites e afinal Serafim foi condenado. ao final foi condenado por ferir o artigo 304 da Lei 9. devido a este motivo a mudança do defensor. interpôs apelação no 3º dia após a intimação da decisão condenatória. quem furtou o automóvel foi seu amigo. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 17 Serafim furtou um carro. Você.Público. O advogado.503/97. hoje com seu ilibado saber jurídico. mas ela foi indeferida. pois ele ficou com medo e saiu antes de iniciar a execução do delito. Após a sentença. Serafim mudou de advogado contratando você e explicou que na realidade. anteriormente constituído. QUESTÃO: 0 que fazer? Tese: Peça: Competência: 221 . Questão: Apresentar medida cabível. não conseguiu êxito nas alegações finais. Foi denunciado.

com fundamento nas suas confissões. processada pelo delito capitulado no artigo 126 do Código Penal. QUESTÃO: Apresentar recurso cabível. Intimada. a parteira procurou outro Advogado. 0 prazo de recurso está fluindo. tanto na fase policial como na judicial. por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. Tese: Peça: 222 . o Magistrado.Pedido: PROBLEMA Nº 18 Uma parteira. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. Finda a instrução preliminar. A ré e seu Advogado foram intimados da sentença. confessou a maneira abortiva.

A impetração do hábeas corpus visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes a fim de que elas não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. Houve recurso. sob a acusação de que estavam fazendo “Trottoir”.Competência: Pedido: _____________________________________________________ ___________ PROBLEMA Nº 19 “A” Bacharel em Direito. impetrou hábeas corpus em favor de “B” e outras. Tese: Peça: Competência: Pedido: 223 . sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. Eram levadas ao xadrez e soltas após a triagem. QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso. Em primeira instância o hábeas corpus foi denegado.

no período das 21: 00 hs. sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente. Requereu ao Juiz competente a unificação das penas. I e II do Código Penal foi condenado pelas 7ª. sendo indeferido seu pedido. QUESTÃO: Apresentar recurso cabível. 10ª e 22ª Varas Criminais. Tese: Peça: Competência: Pedido: 224 . tendo como vítimas três casas de Loterias Esportivas. Os fatos ocorreram todos no dia 30 de abril de 1998. § 2º. sendo apenado em cada uma delas a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa. não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. primacialmente. bem jurídico personalíssimo. estando em jogo. sitas na Capital. por infração do artigo 157.PROBLEMA Nº 20 O cidadão “A”.

A instrução criminal se encerrou após 06 meses de sua prisão.Infelizmente seu pedido foi indeferido. e o mesmo foi condenado a 2 anos e 4 meses de reclusão._____________________________________________________ ___________ PROBLEMA Nº 21 Gumercindo foi preso em flagrante pelo delito de roubo. QUESTÃO: Solucionar imediatamente o caso de seu cliente. previsto no artigo 157 do CP. motivo pelo qual só lhe restou requerer a detratação penal em favor do condenado. redigindo a devida peça processual. Você foi contratado para ser seu advogado após sentença ter transitado em julgado. motivo pelo qual não lhe foi concedido o benefício da suspensão condicional da pena. Tese: Peça: Competência: Pedido: 225 .

já tendo cumprido mais de 2/3 da pena. e por este homicídio foi condenado a cumprir mais 25 anos. promessa de emprego para quando sair da prisão. no 10º ano de cumprimento de pena. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. tendo bom comportamento carcerário. contrata-o como advogado e pretende ser libertado. Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ ___________ PROBLEMA Nº 23 Mevio foi condenado a 20 anos de reclusão. Decorrido 226 .PROBLEMA Nº 22 Manoel foi condenado a 12 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado. assassina o seu companheiro de cela.

A notícia chegou ao conhecimento de A. e C que estão temerosas especialmente porque várias colegas já foram presas.alguns anos Mévio requereu ao Juiz competente o Livramento Condicional. sendo o mesmo negado em razão dos seus maus antecendentes. Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 24 O Delegado de Polícia do 3º Distrito Policial da Capital deu ordem para que seus agentes prendessem todas as meretrizes que circulam na área. QUESTÃO: Adote medida cabível. 227 . B. e pretende ser libertado. encarceradas por vários dias e depois dispensadas sem instauração de qualquer procedimento. Mévio se encontra preso na penitenciária 42 anos.

Os senhores Antonio. escreveram que o presidente não prestava contas adequadamente e havia se apropriado de todo dinheiro da categoria. no mês passado. Donaldo. enviaram uma circular aos associados do sindicato. Pedido: PROBLEMA Nº 25 Donaldo da Silva.QUESTÃO: Como advogado de A. Entre outras coisas. Donaldo. _____________________________________________________ ___________________ Tese: Peça: Competência. teve a sua honra aviltada por opositores políticos. B. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: 228 . presidente do sindicato desta Capital. adote medida cabível para o caso. e C adote medida judicial cabível. onde fizeram sérias acusações a pessoa do Sr. QUESTÃO: Como advogado do Sr. Benedito e Carlos que costumeiramente fazem a gestão.

sendo realizado o exame de.corpo de delito. após longos dias de assédio.). procurou você como advogado após 5 meses do fato para requerer tutela jurisdicional. onde o mesmo sempre a abordava com palavras e gestos de baixo calão. pessoa de nível elevado e com formação universitária. Maria. Abalada e chocada. dirigiu-se à delegacia mais próxima onde apresentou uma notícia crime.Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 26 Maria das Flores foi violentada por seu vizinho João (artigo 213 do C.P. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 229 . QUESTÃO: Adote medida cabível.

Diante dos fatos ocorridos. Questão: Apresentar medida cabível. deixando de exercer sua profissão com afinco e honestidade.PROBLEMA Nº 27 Henrique. para que sejam tomadas as medidas cabíveis ao caso e contra esse cliente de nome João Antonio. teve sua honra aviltada por um cliente. exercendo a função de tesoureiro. funcionário público estadual. Henrique lhe contratou como advogado(a). pois o mesmo gritava para que toda a repartição pudesse ouvir que Henrique só atendia seus "amiguinhos". _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 28 230 . causando morosidade ao atendimento.

foi remetido ao Fórum. devidamente terminado e relatado. foi apresentada queixa-crime e esta foi recebida no dia seguinte após audiência de conciliação.11. no dia 15.99. 0 Inquérito Policial foi instaurado e no dia 23. Antônio da Silva.99. No dia 12. concedendo-lhe "sursis" pelo prazo de dois anos.98 ofendeu a honra de seu vizinho Antônio da Silva. A querelada destituiu seu defensor e contratou você para defendê-la. 0 advogado de Antônio foi intimado da remessa dos autos ao Fórum em 05.06.99 a instrução foi encerrada.99.99.05. (Atenção problema dado em 1999) QUESTÃO: Adote medida cabível. requereu por meio de um advogado a abertura de Inquérito Policial contra Maria dos Santos. A querelada foi interrogada no dia 16.98 entrado. Fixou-se regime aberto para início do cumprimento da pena. No dia 20. dizendo ter ele no dia29.99.04. Tese: Peça: Competência: Pedido: 231 .05. 0 prazo recursal está fluindo.10. no supermercado e subtraído uma garrafa de vinho. sabendo não ser verdadeira a imputação.08. A sentença foi publicada ontem.01.Maria dos Santos no dia 12. A sentença acolheu a queixa-crime e condenou Maria dos Santos a pena de 1 ano e 2 meses de detenção.

A denúncia foi oferecida em 13/03/1998 e o despacho que a recebeu em 26/04/1998. foi denunciado perante ao Juízo da 23ª Vara Criminal da Capital. 232 . conseguiu 11 testemunhas a seu favor que presenciaram o fato. se destinavam à venda. foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que. O processo está em andamento. segundo a inicial. como advogado. como incurso nas sanções do artigo 234 do Código Penal porque em data de 23/03/1996.PROBLEMA Nº 29 Ticio. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a solucionar a situação de Tício. Você. quando tinha 2o anos de idade. (Atenção problema dado em 1998) Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ _______________ PROBLEMA Nº 30 Seu cliente foi denunciado por infração ao artigo 157 do Código Penal.

como incursa no artigo 124 caput do Código Penal. Competência: Pedido: 233 . pronunciou-a como incursa no mesmo artigo alegado na denúncia. Após a instrução preliminar. O Digno Representante do Ministério Público apresentou o Libelo Crime Acusatório há 03 dias.QUESTÃO: Elaborar peça processual visando o arrolamento das testemunhas de defesa. o juiz instrutor. com todas as provas de autoria e materialidade do delito. arrolando 04 testemunhas a serem inquiridas em plenário. Tese: Peça. Não houve recurso por parte da defesa. QUESTÃO: Elaborar peça cabível. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 31 Herculana foi denunciada na 6ª Vara Auxiliar do Júri da Capital.

reduzia a pena de 8 meses de detenção. Julgada a Apelação. 234 .00 (Dez Reais). a pena de 05 anos de reclusão a ser cumprida integralmente em regime fechado.PROBLEMA Nº 32 O indivíduo “A”. embora mantivesse a condenação. O acórdão foi publicado ontem. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 33 Tício foi processado e após toda a instrução criminal. por ter praticado delito previsto no artigo 122 do Código Penal. cinco canetas esferográficas. Correu o processo todos os seus trâmites legais e afinal. interpôs recurso de Apelação. Inconformado coma sentença condenatória. de uma loja. face ao disposto no § 2º do artigo 155 do Código Penal. foi condenado pelo juiz Presidente do 2º tribunal do Júri da Capital. furtou para si. apenas causando lesões de natureza grave. a ação de induzir a suposta vítima ao suicídio não chegou a acarretar a sua morte. QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível. avaliadas em R$ 10. primário. com dezenove anos de idade. a sentença de 1ª instância foi mantida por maioria de votos. foi condenado pelo Juiz da 30ª Vara Criminal a cumprir a pena de dois anos de reclusão. O voto divergente. Conforme comprovado em laudo pericial.

com fulcro no artigo 593. senão a de apelar perante ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado. Sendo assim. confuso. uma vez que houve erro do nobre prolator. mas indignado totalmente com a dosimetria imposta na sentença pelo nobre prolator "a quo". III. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: 235 . se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave". previsto na Constituição Federal. votou a favor de que o apelante fosse submetido a novo julgamento. o acórdão proferido é na sua íntegra totalmente ambíguo. que é constatada no próprio artigo 122 do referido código que diz: " Pena reclusão de 01 a 03 anos. você. tornando a sua interpretação impossível perante a nobre classe de advogados criminalistas. já o revisor foi favorável ao seu pedido de reforma da pena aplicada. não lhe restou outra decisão. mesmo conformado com a decisão do conselho de sentença. onde o nobre relator. como brilhante advogado que é."c" do Código de Processo Penal. justificando sua decisão com base na soberania do jurados. QUESTÃO: Elaborar peça cabível ao caso. e o 3º Desembargador votou pela absolvição do apelante. Referido recurso foi apreciado pela turma julgadora da 5ª Câmara Criminal.Baseado na pena abstrata. alegando total injustiça no tocante à aplicação da pena.

236 . 213. elaborar peça cabível.Pedido: PROBLEMA Nº 34 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo MM. Juiz da 6ª Vara Criminal. deu provimento parcial ao referido recurso para anular “ab initio” o processo no tocante ao crime de estupro dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade “ad causam” do MP. Interposta apelação. enquanto o 3º juiz vencido. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 anos de reclusão. em parte. Afinal. foi condenado pelo Tribunal do Júri a 15 anos de reclusão. “caput”. QUESTÃO: Na condição de advogado de José. por ter incorrido nas penas art. Tese: Peça: Competência. Pedido: PROBLEMA Nº 35 Tício foi denunciado e pronunciado por ter matado sua companheira de profissão em dezembro de 1. conforme acórdão publicado hoje. mantendo a decisão recorrida. CP.997 com quatorze facadas. o revisor e o relator negaram provimento ao apelo da defesa.

proprietário do instrumento utilizado na execução do ato criminoso. foi condenado pela prática de aborto em “B”. verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto. tendo as decisões judiciais se valido da confissão de “B” para justificar a sanção penal. QUESTÃO: Elaborar peça processual que vise melhor resolver a situação de Tício. Examinados os autos.Inconformado com a sentença condenatória apelou. surgiram fatos que comprovam que o autor do delito foi um fã admirador doentio. com sentença já confirmada em segunda instância. verificando-se que a sentença condenatória foi contrária ao texto expresso de lei. 237 . Em 2ª instância. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA Nº 36 Tício depois de regularmente processado. pois o mesmo era personalizado. Após o trânsito em julgado. a decisão foi mantida por unanimidade.

Estando machucado na mão direita. Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 37 “A”. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça. durante tiroteio com a polícia.QUESTÃO: Elaborar peça privativa da defesa apta a resolver a situação de Tício. é ferido na mão direita. Como portava ilegalmente entorpecente. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 238 . foi preso e autuado em flagrante. a autoridade policial determinou que um funcionário da delegacia assinasse a rogo o auto de prisão em flagrante por “A”. QUESTÃO: Elaborar peça adequada a relaxar o flagrante.

O Dr. O veículo quando da subtração. § 4º. determinando o recolhimento de ambos ao cárcere e entregandolhes nota de culpa. QUESTÃO: Elaborar na qualidade de defensor de Alberto a medida cabível. A cópia do Auto de Prisão em Flagrante foi remetida pelo juiz da 4ª Vara Criminal da Capital. Motivo pelo qual não arbitrou fiança.PROBLEMA Nº 38 Alberto e Benedito foram presos em flagrante por agentes policiais do 4º Distrito Policial da Capital. do Código Penal. Delegado de Polícia que presidiu o Auto de Prisão em Flagrante capitulou os fatos como incursos no artigo 155. é primário e trabalhador. encontrava-se estacionada regularmente em via pública da Capital. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça. Alberto reside na Capital. Competência: Pedido: 239 . IV. Tipo Uno. na posse de um automóvel marca Fiat. que haviam acabado de furtar.

prolatou a sentença condenatória. dirigido por Maria da Silva. no cruzamento dessa rua com a Rua Maresias. Expediu-se mandado de prisão. a vítima foi inquirida sobre a possibilidade de composição civil sendo imediatamente aceita pela mesma homologando-se a sentença. na oportunidade em juízo. Lavrado o termo circunstanciado. no dia 15/09/98. QUESTÃO: Elaborar peça jurídica. As conseqüências da colisão foram lesões em Maria da Silva. pela Rua Navegantes. O acusado encontra-se solto. pedindo o prosseguimento da ação penal. O Promotor de Justiça deixou de pedir a aplicação imediata da pena e a suspensão do processo. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça. § 6º do Código Penal. José dos Santos foi condenado a pena de 4 meses de detenção por ter violado o Artigo 129. O juiz determinou o prosseguimento da ação penal. transitada em julgado por crime. No dia 10/11/98. mas em seguida representou contra José dos Santos. José dos Santos desrespeitou sinal semafórico. 240 . desfavorável e colidiu com veículo “Passat”.PROBLEMA Nº 39 José dos Santos dirigia um veículo “Santana”. porque o réu apresentava condenação anterior. visando defender José dos Santos. sendo que lhe foi negada a apelação em liberdade por ser reincidente.

QUESTÃO: Elaborar recurso cabível. O advogado impetrou hábeas corpus que foi denegado pela 2ª Câmara criminal. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 41 241 . apesar da primariedade do réu. tendo sido condenado a 1 ano e 8 meses de reclusão. Tício é primário e de bons antecedentes e o Magistrado negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado.Competência: Pedido: _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA Nº 40 Tício foi condenado como incurso no artigo 155. do Código Penal. “caput”. tendo sido o acórdão publicado ontem.

Na alfândega. Na fase judicial. recebida em 26 de abril de 1997. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Tício. com sua bagagem. § 4. diversos bens descritos na denúncia. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 42 Thiago de 20 anos de idade subtrai para si. comprou mercadorias na Zona Franca e as trouxe dentro de suas malas. embora sem qualquer ardil na sua ocultação. I 242 . Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. mencionou parcialmente as coisas que trazia. A fiscalização apreendeu a mercadoria e providenciou prisão em flagrante de Tício que acabou sendo denunciado pelo crime de descaminho. Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias de multa.Tício foi a Manaus. como incurso no artigo 155. a integra do termo de interrogatório é a seguinte: O interrogado admite ter praticado os fatos narrados na denúncia. O seu interrogatório está marcado para amanhã. mediante rompimento do obstáculo.

o acusado. não faz jus a ela.P. 243 . embora primário e sem qualquer outro processo. a pena de 1 ano e 10 meses de reclusão. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 43 “A’ foi condenado por infração do artigo 157.. objetivando resguardar todos os seus direitos. II todos do Código Penal. por entender ser esta uma faculdade de Juiz e que dada a gravidade da infração. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver os interesses de “A”. § 2º. I combinado com o artigo 14. Deixou o Magistrado prolator de conceder o benefício da suspensão condicional da pena. QUESTÃO: Apresentar medida judiciária hábil para resolver a questão a favor de “A”. por sentença transitada em julgado para a acusação.do C.

QUESTÃO: Apresentar medida cabível. o M. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. já que mais fácil de serem localizadas e. como condição para sua libertação. ouvindo primeiramente as testemunhas de defesa.000. O despacho determinando a noticiada inversão foi publicado ontem. Competência: Pedido: PROBLEMA 44: Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque.Tese: Peça. por residirem em outro Estado. exigindo de sua família. O Douto Promotor arrolou as suas quando da denúncia. Juiz resolveu inverter a oitiva das testemunhas.00 (cem mil reais). devendo ser ouvidas através de Carta Precatória. empresário. após foi feita a oitiva das testemunhas de acusação. Após o interrogatório arrolou suas testemunhas de defesa no toal de cinco. seqüestrou Demóstenes. _____________________________________________________ ______________ 244 . Para não haver morosidade na formação da culpa do réu.M. a importância de R$ 100. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa.

. de 16 anos. Por esse motivo. porque. 1a. O laudo do Instituto Médico Legal é taxativo. "A" foi processado e condenado. conheceu em uma discoteca. O Ministério Público. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível em favor de "A" RESPOSTA: Recuso de Apelação. II do Código Penal. inciso III. onde mantiveram conjunção carnal. postulando a pronúncia de "A". para apreciação por Câmara competente do Tribunal de Justiça de São Paulo. mediante aplicação de injeção venenosa. era inócua. como incurso nas sanções previstas no artigo 217 do Código Penal. parágrafo 2o. QUESTÃO:. pratique o ato processual adequado ao rito processual. concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva. parte combinado com o artigo 14. apresentou alegações finais. "A" convidou a jovem para ir ao seu apartamento. maior. solteiro. nos termos da denúncia. _____________________________________________________ ______________ PROBLEMA 46: "A" está sendo processado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121.Como advogado de "A". sendo "B" deflorada. mediante petição e as respectivas razões. teria tentado matar "B". ou seja. 245 . A sentença ainda não transitou em julgado. a menor "B".PROBLEMA 45: "A". Após dançarem a noite toda.

"A" locou de "B". sendo certo que obteve a liberdade definitiva no dia 28 de agosto de 1996. de conformidade com o artigo 406 do Código de Processo Penal. o imóvel sito à rua "C". sem direito a apelar em liberdade. do Código Penal. "B" passou defronte o imóvel de sua propriedade e notou um caminhão sendo carregado com telhas. vencendo o contrato aos 15 de setembro de 1998. invocando o titulado crime impossível (artigo 17 do Código Penal). § 1º. O magistrado não acolheu a alegação de "A" no sentido de que na condição de inquilino estava apenas reparando o imóvel de que tinha a 246 . No dia 01 de fevereiro de 1997. O juiz da 28ª Vara Criminal da Capital julgou procedente a ação penal. condenando "A".Respostas: Alegações finais apresentadas perante o Juízo do Júri (onde houver). pois. nº 100. "A" foi denunciado por furto agravado. _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA 47 "A" já cumpriu pena na Penitenciária do Estado de São Paulo pela prática de diversos delitos patrimoniais. portas e janelas do imóvel. Imediatamente "B" acionou a polícia e após a tramitação do inquérito policial. por volta das 23:00 horas. Centro. São Paulo. a pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. O mandado de prisão já foi cumprido e "A" está preso na Casa de Detenção de São Paulo. houve ineficácia absoluta do meio empregado. Em liberdade. Capital. em regime fechado. por violação do artigo 155. e foi informado de que aqueles objetos estavam sendo retirados por ordem expressa de "A". para fins comerciais.

por força das restantes terem mudado dos endereços constantes do mandado. Na defesa prévia seu defensor arrolou cinco testemunhas. pelos antecedentes ostentados. R: Recurso de Apelação . apresentando em separado a justificativa. foram ouvidas somente duas delas.art.posse em razão de contrato em vigor. 593. Ademais. "A". Requerer: reforma da sentença (absolvição) . _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA 48: "A" foi denunciado pela prática do crime de sedução. Porém. pleiteou a substituição daquelas por outras. O Advogado de "A" foi intimado da respeitável sentença na data de ontem. conforme certidão do senhor meirinho. Entendeu o magistrado que. na fase do artigo 405 do 247 . só os antecedentes são insuficientes para magistrado formar seu convencimento quanto a autoria. do CPP Interposição: ao Juiz da 28º Vara Razões: ao Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo Tese Principal: Não há que se falar de furto. "A" não poderia estar fazendo outra coisa senão praticando o furto descrito na denúncia. QUESTÃO: Como advogado(a) de "A".art. III. de vez que "A" é inquilino e tem a posse do imóvel (falta o denominado "animus furandi"). adote a medida judicial cabível. por meio de seu advogado. 386.

QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível em favor de "A". também. O réu veio sofrer condenação e o decisório já transitou em julgado. ajuizamento de revisão criminal (art. por nulidade processual. última parte. objetivando a anulação do processo. 626. tendo sido tal pedido indeferido. R: Habeas Corpus para ser apreciado pelos julgadores do Tribunal de Justiça. Aceitar-se-á.Código de Processo Penal. _____________________________________________________ _______________ PROBLEMAS DISPOSTOS POR EXAME (EXAME DA OAB/SP Nº 110 A 123) EXAME OAB/SP 110º 248 . consistente no cerceamento de defesa. do CPP).

Como o pneu do veículo estourasse. conseguiu evadir-se do presídio. Petrônio. fazendo gesto de que estava armado. Ao final do processo. em 08 de fevereiro de 1993. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. prosseguindo em sua fuga. parágrafo 22. e ainda estando Petrônio preso. do Código Penal. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para 249 . para tanto colocando a mão sob a camisa. sendo aquela assim fixada: quatro anos. por duas vezes. para fins de reincidência. Já na rua. também do Código Penal. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. novamente colocando as mãos sob a camisa. A sentença transitou em julgado. ameaçando de morte o seu proprietário. Petrônio não foi apresentado. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. desacompanhado da certidão cartorária. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. Petrônio o abandonou e. mais 113 pela qualificadora para cada um dos crimes. Anos após. Vinte minutos depois. quando trafegava pela rodovia. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. c/c artigo 69 "caput". em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. tendo o Juiz considerado. inciso i. roubou um veículo Opala. acrescidos de 1/4 pela reincidência. ameaçou Maria de morte.1) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. ante a ausência de recurso da defesa. roubando seu veículo Monza. além da pena de multa. foi preso por policiais militares. e utilizando-se do veículo na fuga.

Subsidiariamente. afastamento da circunstância qualificadora ( ele não se encontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso material de crimes ). nulidade do processo em vista da ausência do réu. alegar: preliminarmente.arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. dirigida ao Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo9 EXTINTO. Nas razões. impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade apontada. mas apenas intenção de fugir. ora requerente. 250 . na audiência. R: Razões de Revisão Criminal. Pode-se. No mérito. HOJE O PEDIDO É DIRIGIDO AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA). pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo. sendo que o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado – segundo entendimento do STF. pedir afastamento da reincidência ( não comprovada através de certidão cartorária ). apresente a peça processual cabível. também. Como advogado de Petrônio.

desconfigurando o alegado constragimento ilegal. 0 Tribunal denegou a ordem requerida fundamentando o V. 251 .00 (cem mil reais). mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. Como advogado de Esquines. 0 acusado encontra-se preso. exigindo de sua família. b) Órgão competente: Superior Tribunal de Justiça. a importância de R$ 100. que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de Carta Precatória. por força da flagrância delitiva. Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante. empresário. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não uma vez se encerrou a instrução criminal. foi o mesmo indeferido. por residirem em outro Estado. ensejando interposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente.02) Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. seqüestrou Demóstenes. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao eventual excesso de prazo.000. providência judicial cabível tome a R: a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. como condição para sua libertação. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa.

Promotor de Justiça. no prazo de 05 dias. em virtude do excesso de prazo. d) Prazo: 05 (cinco) dias. 8038/90. alínea "a" da Constituição Federal e Lei nº. substitutivo ao Recurso Ordinário Constitucional. O pedido de relaxamento do flagrante com a expedição de Alvará de Soltura poderá enfocar o excesso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não deu causa. empresário. a configuração do constrangimento ilegal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurisprudência dos Tribunais. dirigido diretamente ao STJ. O recurso deverá. por tratar-se de crime contra o patrimônio sem o evento morte. A autoridade coatora é o Tribunal de Alçada Criminal que tinha a competência para o julgamento do Habeas Corpus.c) Fundamento: Artigo 105. portanto. no sentido de cessar o constrangimento ilegal que o réu sofre. oferece denúncia contra Agripino. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus. 3) Aurélio. também. descrevendo infração penal tipificada como 252 . ser interposto ao Tribunal de Alçada Criminal. cuja competência para conhecimento e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça. artigos 30 a 32. a impetração de Habeas Corpus. O único recurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional. juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. inciso II. para a formação da culpa. e) Aceitável.

P. não oferecendo.P. além de narrar fato equivocado. Contudo. ser o réu condenado pelo crime que cometeu. como advogado de Agripino. a qualificação do indiciado. expondo os motivos de seu inconformismo. ao final da instrução probatória. rejeita-a. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. 0 Magistrado. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. outrossim.) Pontos a serem abordados – inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas. por falta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade (art. Assim. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. para a defesa de Agripino.receptação ocorrida em outubro de 1978. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. expondo os motivos para taL 0 Promotor de Justiça recorre de tal decisão. I e 588 do C. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. Você. R: Tribunal competente – Tribunal de Justiça (emenda 45/05) Peça adequada – Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art.) 253 . proponha a peça processual que julgar correta.P.P. 581. 41 e 43 do C.

reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio disposto no próprio tipo penal. Inconformado. subtraiu para si. 109 + 107 C. Teodósio. avaliados em R$ 25. P. embora mantivesse a condenação. o acusado recorreu. R: a) Recurso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça (emenda 45). tome a providência judicial cabível. sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02 (dois) anos.P. um queijo importado.00 (vinte e cinco reais). duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate. sendo que o Magistrado vencido. convertendo a pena corporal em restritiva de direitos. Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi. EXAME 111º 4. em face do artigo 44 do C. a sentença foi mantida por maioria de votos. nascido em 20 de setembro de 1980. condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão. de um supermercado. QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio.Crime prescrito – art. Julgado o recurso pelo Tribunal competente. a final. O acórdão foi publicado há três dias. 254 .

b) Órgão competente: Tribunal de Alçada Criminal. Por tais fatos. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70 caput do Código de Processo Penal. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que. por infração aos artigos 139. ajuizou no Foro Central de São Paulo. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo. por advogado. deduzindo na decisão.. sustentar a tese contida no voto vencido. Ulpiano.c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609. Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru. e) Prazo para interposição: 10 (dez) O recurso deverá. todos do Código Penal.P. d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal. porém o Magistrado rejeitou a inicial. acione a providência judicial pertinente. queixa-crime contra Ulpiano. de forma fundamentada. jocosamente.P. C. dias. O decisum judicial foi publicado há dois dias. relatava aos presentes. Modestino. QUESTÃO: Como advogado(a) de Modestino. 140 e 141. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. as relações homossexuais por este praticadas. Capital. inciso III. A ação foi distribuída à 1ª Vara Criminal. 5. 255 . R: a) Recurso Cabível: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO.

Em caso de manutenção da mesma. conclui pela inocência do réu. em ação penal pública incondicionada. escolher o foro de domicílio ou residência do réu. 586 do C. ainda que conhecido o local da infração. desde logo. outro membro do Ministério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz. Deverá ser interposto Recurso em Sentido Estrito ao Juiz da 1ª Vara Criminal requerendo a reconsideração da R. A argumentação deverá invocar o artigo 73 do Código de Processo Penal que faculta ao querelante. o 256 . em caso de ação penal de iniciativa privada. e postula a sua absolvição. profere sentença absolutória.P. c) Fundamento: artigo 581. 6) O Promotor de Justiça. acolhendo o pleito ministerial. ao analisar os autos. em virtude de férias do subscritor das alegações finais. competente por tratar-se de crimes apenados com detenção. considerando que a sentença deve ser reformada. que os autos subam ao Tribunal competente. afirmando que. requerer. Assim. interpõe recurso. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. O Magistrado.. alegando ter independência funcional consagrada na Carta Magna. decisão. quando da apresentação de alegações finais.P. art.P.do C. por ser ação penal pública incondicionada. Na ocasião da intimação da sentença.P. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça (emenda 45). inciso I.

o que não ocorreu no caso em tela. Além disso. Assim. formule a peça processual que julgar oportuna. nem o prejuízo 257 . Pode requerer a condenação. ainda que não tivesse obtido a vantagem ilícita em prejuízo alheio. e o réu teria agido com culpa presumida. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocência. R: a) Contra-Razões de Apelação. a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia. outrossim. QUESTÃO: Como advogado(a) do réu. 171 do Código Penal (estelionato consumado). o Ministério Público é uno e indivisível. o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal. mas tão-somente a condenação. eis que não está vinculado à denúncia. pela condenação do acusado nos termos do art. aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita na denúncia. Pugna.Promotor que o antecedeu. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça (emenda 45) c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional. só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência). jamais poderia ter pleiteado a absolvição. Não é obrigatório o pleito condenatório. Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houve a vantagem ilícita.

QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras. O juízo competente. em prejuízo alheio. 258 . sob o fundamento de que a gravidade do fato impõe a segregação de Protágoras. uma vez que sofre coação ilegal por desrespeito ao artigo 10 do Código de Processo Penal em evidente excesso de prazo. empregando artifício. Se crime existiu. R: "Habeas Corpus" ao Tribunal de Justiça. estando o inquérito policial aguardando a sua feitura. por excesso de prazo. que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante. ardil ou qualquer outro meio fraudulento. do Código Penal. EXAME 112º 7) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrante. foi ele tentando e nunca consumado.alheio). dela obtendo vantagem ilícita. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elaborado. elabore a peça profissional condizente. Ainda. lavrado por infração ao artigo 250. parágrafo 1º. que consiste na vontade de enganar a vítima. inciso I. o estelionato só é púnivel a título de dolo. não há estelionato culposo. indeferiu o pedido de relaxamento desta.

b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. Código Penal). deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo. 1ª parte. pois a arma possuía. evadiram-se. decisão. praticamente descarregou-o. soldado da Polícia Militar. absolvido sumariamente em primeiro grau. inciso III. percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. Inconformado. em síntese. Os outros dois elementos que participavam do roubo. a final. Para tanto alega. Aproximando-se por trás do meliante. dirigindo-se para o ponto de ônibus. pois a r. R: a) CONTRA-RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ao todo. sem ser notado. disparando quatro tiros do seu revólver. eis que Cleóbulo. apresente a peça pertinente.8) Cleóbulo. Cleóbulo foi processado e. vindo este a falecer no local. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23. após cumprir seu turno de trabalho. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo. inciso VI do Código de Processo Penal. c) Fundamento: artigo 581. O advogado de Cleóbulo deverá requerer a juntada das Contra-Razões de Recurso em 259 . o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. seis balas. desferiu-lhe quatro tiros com sua arma particular. que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide.

foi condenado pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa. A argumentação pode fundamentar-se. entre outras. fato ocorrido no dia 17 de janeiro de 1999. está investido na condição de policial. pelo Meritíssimo Juiz da 2ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa. de modo irrecorrível. da R. Em fase de execução de sentença. na prova. a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça. treinado para a proteção da sociedade. pois trata-se de crime doloso contra a vida. Deve-se requerer improvimento ao recurso ministerial e a conseqüente manutenção. no mesmo bairro e mesmas condições que o delito anterior. em inteiro teor. requerendo a manutenção da decisão. alegando-se que o acusado. em regime fechado. já transitada em julgado. em regime fechado. por ter furtado um toca-fitas de um veículo que estava aberto e estacionado na via pública. mesmo sem farda e fora de serviço.Sentido Estrito ao Juiz Auxiliar da Vara do do Júri. tendo agido sozinho. Também por furto de um toca-fitas. Quílon encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo em virtude de ostentar outras condenações por delitos diversos. 9) Quílon. por delito perpetrado no dia 18 de janeiro de 1999. por intermédio 260 . foi condenado. Caso seja outro o entendimento. no bairro da Penha. decisão de 1º grau.

qualquer referência a gravidade do fato. como conseqüência. lugar (no bairro da Penha).de Advogado. 261 . restando unificadas em 1 (um) ano e 2 (dois) meses. O recurso cabível é o Agravo. acrescida de 1/6 (um sexto). que deverá ser interposto no juízo "a quo" para a fins de retratação/reconsideração ou não e. maneira de execução (sempre sozinho e do mesmo modo) e outras semelhantes. hoje intimado. crimes da mesma espécie (furto simples). o Meritíssimo Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital indeferiu o pleito estribado em motivo não determinado pela lei. portanto. previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal (Lei 7210/84). ser aplicada apenas a pena de um dos crimes. QUESTÃO: Como advogado de Quílon. não havendo. Em assim sendo. o que é inadmissível. o mesmo ocorrendo com a multa. adote a medida judicial cabível. R: O artigo 71 do Código Penal é claro ao especificar quais são os requisitos para a unificação de penas: pluralidade de ações (foram dois crimes). ao contrário do decidido. se mantida a decisão. condições de tempo (menos de 30 dias entre um delito e outro). argumentando que. Quílon requereu a unificação de penas relativa aos delitos de furto ocorridos nos dias 17 e 18 de janeiro de 1999. as razões do recurso são para o Tribunal de Justiça (emenda 45). que é de 1 (um) ano. indeferida pelo Meritíssimo Juiz sob o argumento de que os crimes são graves. estão presentes os pressupostos legais do artigo 71 do Código Penal. cumprindo.

determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. passou a desferir-lhe socos e pontapés. mediante uso de uma barra de ferro. o Magistrado. após provocar o acusado. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. tome a providência judicial cabível. com palavras de baixo calão. RESPOSTA: a) Recurso cabível: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. 262 . o juiz. que no dia dos fatos Antonio de Souza.EXAME 113º 10) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. aplicando-lhe Medida de Segurança. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave. até que cessasse a agressão que sofria. injustamente. de ofício. as lesões corporais que o levaram à morte. Levantando-se com dificuldade. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. acatando o Laudo Pericial. A decisão judicial foi publicada há dois dias. Durante a instrução criminal. Encerrada a primeira fase processual. absolveu sumariamente João da Silva. categoricamente. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes.

11)"A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários. desde logo.P. requerendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau.).b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. com fundamento no artigo 25 do Código Penal. inciso VI do C. que os autos subam ao Tribunal competente.P.P.P. Em caso de manutenção da mesma. pleiteando-se ainda a revogação da medida de segurança. art. a fim de que o acusado seja absolvido sumariamente (art. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A". Deve-se interpor Recurso em Sentido Estrito ao Juiz da Vara do Juri requerendo a reconsideração da R. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. 586 do C. mediante o uso de notas fiscais falsas. 411 do C. revogando-se a Medida de Segurança. Seus vendedores "B" e "C". A argumentação e a fundamentação deverão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude. requerer.. decisão..P.P. que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. competente por tratar-se de crime doloso contra a vida. efetuaram vendas de 263 . c) Fundamento: artigo 581. Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC endereçado ao Tribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de absolvição sumária para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilicitude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal.

P.). em São Paulo. Capital. o que não é admitido em direito penal (art. o Promotor de Justiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma continuada. inciso LXVIII.) visando o trancamento da ação penal. a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúnica (art. O Tribunal de Justiça (emenda 45) é o competente para o julgamento do "Habeas Corpus". inciso I. Após regular inquérito policial. da C. A compra foi efetuada no dia 10 de março de 1999. no valor de R$ 3. do C.P.F. 41 e 43. estando designado o dia 03 de julho de 2000 para interrogatório. sendo que o comprador pediu ao comerciante que apenas apresentasse o cheque no 264 . do C. O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia. 12) O cidadão "A". visto que da forma como foi elaborada a denúncia. "E" e "F". 647 e 648.P. "A" está sendo responsabilizado objetivamente. R: Deverá ser impetrada uma Ordem de "Habeas Corpus" (art.000.produtos para "D".c. do C. devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final julgamento do "writ". justificando.P. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A". 13. 5º.P.00. inciso I. comprou do comerciante "B" um sofá de couro. Nessas condições.099/95. c. recebendo os valores e não entregando as mercadorias. já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão.). "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9. porque seria o proprietário da empresa. requerendo o arquivamento em relação a "B" e "C".

visto que o fato não constitui infração penal. o cidadão "A" foi denunciado e processado. Porém. com fulcro no art. Deverá ao final ser postulada a absolvição do 265 . composta por duas petições. A respeitável sentença foi prolatada hoje. examinou esta matéria. QUESTÃO: Produzir a peça adequada na espécie. tanto na primeira vez em que foi apresentado quanto na posterior. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça (emenda 45). perante o Órgão Judiciário competente. do CPP. parágrafo 2º. entendendo que o fato é atípico. no prazo de 5 dias.099/95. no momento procedimental oportuno. também há jurisprudência neste sentido. pois não há fraude e o estelionato não existe a não ser com cheque emitido para pronto pagamento. não como promessa de dívida. 593. inciso I. por meio da Súmula 246. prevista no artigo 89 da Lei 9. o acordo não foi cumprido e o cheque referido voltou sem fundos. em favor de "A". R: Trata-se de uma Apelação.dia 30 do mesmo mês. Sr. Dr. O STF. endereçada ao Exmo. pelo artigo 171. O pedido foi aceito e ficou consignado no verso da cártula. na qual deve ser postulada a absolvição do apelante. inciso VI do Código Penal e restou condenado à pena de 1 ano e 8 meses de reclusão com "sursis". A primeira de interposição. Por causa desses fatos. Juiz de Direito da 1º Vara Criminal do Foro Central da Capital. O réu recusou a suspensão do processo.

adotar a medida judicial cabível. por maioria de votos. usando do mesmo argumento. tem residência fixa e exerce atividade lícita. do Código de Processo Penal. alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave".apelante "A" com fulcro no art. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. inciso II. EXAME 114º 13) João. As razões apresentadas junto com a interposição do recurso referindo-se e 266 . por força de auto de prisão em flagrante delito. conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. 386. enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. do Código Penal. e denunciado por violação do artigo 316. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo. alínea A. R: Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. e os prazos legais estão sendo observados. com base no artigo 105. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que encaminhará os autos para o STJ. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada. É primário. investigador de polícia. da Constituição Federal. inciso III do CPP. QUESTÃO: Como advogado de João.

persistindo o constrangimento ilegal. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. do Código de Processo Penal. também. a cumprir 6 (seis) anos de reclusão. Buscar seja provido o recurso. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. em regime prisional fechado. do Código Penal. O exame criminológico concluiu 267 . caput.buscando Corte. Outrossim. expressa-mente. 14) Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular. o V. transcorrido o lapso temporal do cumprimento da pena no regime fechado. tanto que é concedido o prazo do artigo 154. Admite-se. desde que com a fundamentação própria. além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. a impetração de ordem de "Habeas Corpus" substitutivo do Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. o condenado pleiteou transferência ao semi-aberto. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. acórdão. por ter sido incurso nas penas do artigo 213. Contudo. admitiu a progressão meritória do regime prisional. Portanto. Já em fase de execução penal. convencer os Ministros daquela Indiscutivelmente a infração é afiançável. aliás.

acórdão para a progressão do regime prisional. Poderá. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. ainda. A argumentação poderá fundamentar-se na individualização da pena. decisão. c) Fundamento: artigo 197 da Lei de Execuções Penais. Entretanto. Em caso de manutenção da mesma. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. o Livramento Condicional. fundamentando-se na Lei nº 8072/90. Deverá ser interposto AGRAVO ao Juiz da Vara das Execuções Criminais requerendo a reconsideração da R. apoiando-se naquele do Ministério Público. competente por tratar-se de crime de estupro. guerrear a disposição da Lei 8072/90 que determina cumprimento integral da pena em regime fechado permitindo. o Juiz das Execuções indeferiu o benefício. enfatizando a permissão contida no V. 268 . tome a providência cabível. R: a) Recurso cabível: AGRAVO. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. contudo. requerer. que os autos subam ao Tribunal competente. desde logo.favoravelmente à progressão e foi no mesmo sentido o parecer do Conselho Penitenciário.

o que ficou bem demonstrado nos autos. o Ministério Púbico não recorreu e a defesa de "A".099/95 e persiste no mesmo sentido. em 8 (oito) dias. o que também justificava a condenação. nos termos do artigo 386. O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são 269 .embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100.15) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital... já que atípica a conduta de "A". Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. do Código de Processo Penal. nos termos do artigo 600.00 (cem reais) para retardar ato de ofício. daí ter o juiz concedido o "sursis". a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. dê continuidade ao recurso interposto." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado. do Código de Processo Penal. as razões de apelação. No qüinqüídio legal. sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. sim. que o considerou incurso no artigo 333. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9. do Código Penal. o fato é que se viu favorecido. R: Deverá ser apresentada. Consta da sentença condenatória que ". inciso III. As razões são apresentadas no juízo "a quo". Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante.

mas concussão praticada pelo funcionário". leia-se 12 anos. sendo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um. Apresentou Recurso de Apelação. mas deu a importância por imposição do funcionário."oferecer" ou "prometer" vantagem indevida. fundamentando-a. competente: Supremo Tribunal Peça processual: Revisão Criminal. do Código Penal. baseado no voto divergente desta decisão. QUESTÃO: Como advogado de João. recebendo pena de 21 anos de reclusão. O Ministério Público aforou Recurso Extraordinário. elabore a peça processual em prol de seu interesse. apenas. 270 . sentença de primeiro grau jurisdicional. sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena. o que. diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. R : Foro Federal. o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. no mais. segundo Delmanto. I e II. "não há corrupção ativa. 157. que o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente. verificando-se o trânsito em julgado. O STF aduziu. EXAME 115º 16) João foi processado por infração ao art. mantendo. a r. parágrafo segundo. e onde se lê 21 anos.

moça de posses. transmudando a pena de 21 para 12 anos. estuprou "B". apenas aduzindo. o STF não apreciou os argumentos apresentados pela Defesa. Portanto. as decisões criminais em processos findos. Além disso. 271 . Neste momento. professor de natação. compete ao STF rever. com 35 anos de idade. posto que o réu deve saber por quais motivos foi condenado). "A".. A fundamentação da defesa deve se basear na nulidade da sentença que não fundamentou a exasperação da pena (todas as sentenças devem ser fundamentadas. o que não pode prosperar. passaram por um bosque e "A".Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Geral de Justiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal.P. Competência STF. de 23 anos. ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". que houve erro material. usando de violência. ainda que através da via recursal. Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausência da fundamentação e ajustando-se a pena. 17. convidou uma de suas alunas de nome "B". o foro competente é o STF. em benefício dos condenados. consoante dispõe o art. policiais militares que passavam por ali. Assim. laconicamente. Quando se dirigiam ao barzinho.P. quando por ele proferidas. visto que a decisão transitou em julgado para o réu. 624. para tomar um suco após a aula. I do C. A peça processual deve ser a Revisão Criminal.

sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". após tantos anos na cadeia. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. indenizou a vítima. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução. Requereu o seu livramento condicional. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. sendo o exame criminológico favorável. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação."A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. em favor de "A". Durante o processo. o Juiz da Vara competente. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. Sr. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. composto por duas petições. dita por "A" na época do processo. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vítima na verdade teria gostado. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. A r. "A" está cumprindo pena. no prazo de 5 dias. Agora. Porém. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. 272 . direcionada ao Órgão Judiciário ad quem. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. R : Trata-se de um Agravo em Execução. fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal. "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". tem ótimo comportamento prisional.

quer objetivo (tempo). incisos III. por homicídio doloso simples. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira. Juiz de Direito da 273 . Ficaram perdidos durante 2 meses. 18. inciso III. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. por sentença de pronúncia prolatada há 2 dias. deserto e com algumas cavernas. inciso III.O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os requisitos. tranqüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". previstos no artigo 83. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso. quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêutica Penal). cc com o artigo 131 da Lei 7210/84. do Código Penal. V e parágrafo único do Código Penal. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente. postulando a expedição de carta de livramento. Acabou pronunciado pelo magistrado. com base no artigo 136 da Lei 7210/84. Processado no Juízo competente. devendo o recurso ao final ser fundamentado com o artigo 66. localizado no município de São Paulo. V e parágrafo único. IV. hostil. "A" e "B" eram amigos de infância. letra "e" da Lei de Execução Penal e também no artigo 83. os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. Finalmente. em favor de "A" destinando-a à autoridade judiciária competente. Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante. IV. R: Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. Sr. alcançou a liberdade provisória. Dr.

A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. A substância entorpecente já foi incinerada. a pena de 4 (quatro) anos de reclusão. que tem 274 . da Lei Federal no 6368/76. Serve apenas para a autuação em flagrante e oferecimento da denúncia. aliás. verifica-se que a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito. eis que não apelou da decisão de primeiro grau. inciso I do Código Penal. José da Silva foi condenado por violação do artigo 12.1ª Vara do Júri da Capital. frisado pelo MM. R: O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva. sendo que "A" agiu em estado de necessidade. fundamentada no artigo 581. nos exatos termos do artigo 24 do Código Penal. podendo também ser suscitado o artigo 23. Ao final o candidato deverá postular a absolvição sumária com base no artigo 411 do Código de Processo Penal. busque sua libertação. Está recolhido na Casa de Detenção. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. Compulsando-se os autos. conforme. Juiz sentenciante da 1a Vara Criminal da Capital. inciso IV do Código de Processo Penal. EXAME 116º 19. QUESTÃO: Como advogado de José da Silva. Tendo ocorrido o trânsito em julgado. A prova da materialidade da infração somente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico.

como incurso no art.P. nos mesmos autos. por sua vez. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. tome a providência judicial cabível. com fundamento no artigo 5º. 333 do Código Penal. Desde a fase de inquérito policial. provou que Onesto tem incólume vida profissional. 275 . a sentença é nula eis que indemonstrada a materialidade do delito. por sua vez. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu.000. c. inciso VI. agente de polícia federal. do C.P.c. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. a quantia de R$ 5. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Inocêncio da Silva. Encerrada a instrução. inciso VI do Código de Processo Penal. 20) Onesto de Abreu. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público.00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. contudo. 648. também foi denunciado. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. mantendo a negativa no interrogatório judicial. da Constituição Federal. A defesa. 317 do Código Penal. Na instrução criminal.. sem.caráter definitivo. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. Concomitantemente à ação penal. Desse modo. presenciarem a efetiva transação. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus". porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. inciso LXVIII.

.. pois no dia 10 de janeiro do corrente ano. a fundamentação deve ser deduzida neste sentido.P. Segundo o apurado na instrução criminal. ambos do Código Penal. b) Interposição: a uma das Varas Federais Criminais. c) Competência: Tribunal Regional Federal 3ª Região.c. inciso II. fazendo uso de uma arma de fogo. inciso I do C. Argumento: Deve-se interpor recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal.. uma semana antes dos fatos. Há interesse em apelar da sentença absolutória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revisto se o Tribunal reconhecer a inexistência do fato. requerendo-se a absolvição. As razões do recurso devem ser dirigidas ao Tribunal Regional Federal. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput. tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. d) Fundamento: art. inciso I do C. uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente. Assim. 276 .R: a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO. porque teria agido com animus necandi. 21) João da Silva foi preso em flagrante delito. pediu emprestada a um colega de trabalho. c.P.P. com fundamento no artigo 386. o artigo 14. o acusado.P. planejando matar Antônio. por volta das 10:00 horas. 593.

QUESTÃO: Como advogado de João da Silva. elabore a peça profissional pertinente. João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e. a título de tentativa. retirou todas as balas do tambor do revólver. quando o correto seria a pronúncia. No dia seguinte. Por ser primário. requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia. não atingindo a vítima. Seu filho. a quem confidenciara seu plano. sacando da arma. Argumento: Crime impossível. o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto. Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida. artigo 17 do Código Penal. EXAME 117º 277 . salientando que o Ministério Público equivocadamente requereu a condenação. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público. R: Peça profissional adequada: Alegações finais de defesa. sem que o acusado percebesse. acionou o gatilho diversas vezes. Código de Processo Penal). a confissão do acusado e as declarações da vítima e do filho do acusado. em face de ter sido a arma desmuniciada anteriormente. Pedido: impronúncia por inexistência de crime (artigo 409. O fato não é punido. conforme já esperava. sequer. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri Fundamento: Artigo 406 do Código de Processo Penal. Arma desmuniciada configura ineficácia absoluta do meio.guardando-a eficazmente municiada.

22)Os indivíduos Felício e Roberval, após uma partida de tênis, começaram a discutir. Felício que estava com a raquete na mão, atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval, de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. Roberval desequilibrou-se e, ao cair ao solo, bateu com a cabeça na guia, vindo a falecer. Felício foi processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri, por homicídio simples – art. 121 "caput" do C.P. e pronunciado pelo magistrado, ao entendimento de que houve dolo eventual, pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado, ao golpear Roberval com a raquete. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício, elabore a peça adequada à sua defesa. R: Trata-se de um recurso em sentido estrito, que deverá ser elaborado em duas petições: A primeira, de interposição, no prazo de cinco dias, ao Juiz de Direito da 1ª Vara do Juri, com fundamento no art. 581, IV do C.P.P.. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato. A segunda, de razões em recurso de sentido estrito, deverá ser endereçada ao Tribunal de Justiça, postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de morte – art. 129 parágrafo 3º do C.P. - para que o réu seja julgado perante uma vara singular. Não houve dolo eventual no caso em tela, que autorizasse a imputação de homicídio doloso.

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O recurso deverá ser fundamentado ao final, com o disposto no artigo 410 "caput" do C.P.P.. 23) Procópio está sendo processado pela prática do delito do artigo 184, "caput", do Código Penal, por Maurício da Silva, autor da obra literária "Minha Vida, Meus Amores". Na inicial, distribuída em 14 de março de 2002, o querelante acusa o querelado de ter-se utilizado de trecho de obra intelectual de sua autoria, sem a devida autorização, em jornal da sociedade de amigos de bairro da qual aquele faz parte, que circulou no mês de dezembro de 2001. A vestibular, que veio acompanhada tão-somente da procuração que atende os requisitos do artigo 44, do Código de Processo Penal, foi recebida pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital, que marcou, para interrogatório de Procópio, o dia 20 de junho próximo. A citação operou-se em 13 de maio de 2002. QUESTÃO: Como advogado de Procópio, aja em seu favor. R: Competência: Tribunal de Justiça (emenda 45) Peça: Habeas Corpus Fundamentação: alegar que Procópio está sofrendo constrangimento ilegal em razão do recebimento irregular de queixa-crime pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital, uma vez que os delitos contra a propriedade imaterial constituem ilícitos penais que deixam vestígios materiais, sendo, pois, indispensável o exame de corpo de delito direto, elaborado por peritos, para comprovar a materialidade
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delitiva, ao teor do que dispõem os artigos 158 e 564, III, "b" do código de Processo Penal, o que não ocorreu no presente caso. Ainda, nos termos do artigo 525 do CPP, o exame pericial é condição especial que assegura a viabilidade inicial da ação penal nos delitos contra a propriedade imaterial. Pedido: o trancamento da queixa-crime e a concessão de medida liminar para suspender o andamento da ação penal até julgamento do HC, em face da proximidade do interrogatório. 24) No dia 1 o de janeiro de 2002, por volta das 12 horas, na confluência das ruas Maria Paula e Genebra, Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz, que se utilizou de violência e grave ameaça, exercida com uma faca. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria, os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias, sem qualquer manifestação. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz, atue em prol da constituinte. R: Oferecimento de queixa-crime, com estrita observância do artigo 41 do CPP. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública, em conformidade com o artigo 100 § 3º do CP em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo legal (requerimento endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). EXAME 118º

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25) João de Deus foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1 a Vara Criminal da Capital, que o considerou incurso no artigo 333, do Código Penal. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9.099/95 e persiste no mesmo sentido, daí ter o juiz concedido o "sursis". No qüinqüídio legal, o Ministério Público não recorreu e a defesa de João, sim. Consta da sentença condenatória que "...embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100,00 (cem reais) para retardar ato de ofício, a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido, o que ficou bem demonstrado nos autos, o fato é que se viu favorecido, o que também justificava a condenação." QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado, prossiga no recurso interposto. R: Deverão ser apresentadas, em 8 (oito) dias, nos termos do artigo 600 do Código de Processo Penal, as razões de apelação. As razões são apresentadas no juízo "a quo", sendo que o arrazoado é direcionado ao Tribunal de Justiça do Estado. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou o provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante, nos termos do artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, já que atípica a conduta de "A". O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são "oferecer" ou "prometer" vantagem indevida, mas deu a importância por imposição do funcionário, o que, segundo Delmanto, "não
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há corrupção ativa, mas concussão praticada pelo funcionário". 26) Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. Estava em gozo de livramento condicional, veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. Encerrada a instrução probatória, em fase oportuna, o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho, sustentando que a prova é suficiente para tanto, especialmente pelos maus antecedentes. Permanece preso. Consta dos autos que tem trâmite na 1 a Vara Criminal da Capital, que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás, que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. Agostinho, sempre alegou que fora comprar remédio. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho, desenvolva a medida judicial pertinente. R : Deverá ser cumprida a fase do artigo 500, do C.P.P., com a apresentação de alegações finais perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. A postulação é de absolvição com fulcro no inciso I, do artigo 386, do C.P.P. ("estar provada a inexistência do fato"), expedindo-se alvará de soltura. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em atos de execução, nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. 157, "caput", do C.P.). O fato de contar com antecedentes insalubres não tem o
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condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação. A postulação ministerial vem firmada em suposição, que viola o princípio da presunção legal de inocência.

27) Antonio é presidente de um grande clube local, com mais de três mil sócios, onde existem piscinas, salão de festas, campo de futebol, etc. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. No mês de dezembro de 2001, o garoto Cipriano, sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo, lá jogou-se para brincar. Ao mergulhar, Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. O presidente do clube, Antonio, agora, está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital, em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público, acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121, parágrafo 3 o , do Código Penal. Antonio não aceitou a suspensão processual, que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. A ação penal está tramitando. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio, atue em favor do constituinte. R: Trata-se de um "Habeas Corpus" endereçado ao Tribunal de Justiça (emenda 45), com base no artigo 648, inciso I, do Código de Processo Penal, pois não há justa causa para o processo. O processo foi instaurado com fundamento na teoria da responsabilidade objetiva, que não é admissível em Direito Penal, que só reconhece
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a responsabilidade subjetiva, que não ocorreu no presente caso. O presidente do clube não pode ser responsabilizado pelo fato, em função do artigo 13 do Código Penal, que trata da relação de causalidade, pois o resultado somente é imputável a quem lhe deu causa. E, o presidente não era responsável criminalmente pela proteção do garoto "B". Deverá ser requerido pelo trancamento da ação penal. EXAME 119º 28) Nos autos do inquérito policial, ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –, ficou evidenciado que Graciliano, o autor do furto, logo após a sua prática, adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. QUESTÃO: Como advogado da vítima "B", atuar no escopo de obter o ressarcimento. R: Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem, autuando-se em apartado, operando-se a inscrição no Registro de Imóveis, tudo com base nos artigos 125, 126, 128 e 129 todos do Código de Processo Penal. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do imóvel se deu com os proventos do delito, havendo o pressuposto dos indícios veementes de sua proveniência. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquérito
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candidato,

o

que demonstrem a autoria do delito e sua materialidade, juntando-se também a certidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. 32) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio, instaurando a autoridade policial regular inquérito, já que estabelecida a autoria. Requereu a liberação do veículo, indiscutivelmente de sua propriedade, o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local, a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado, conforme despacho cuja cópia está em seu poder. QUESTÃO: Como advogado de Antenor, agir no seu interesse. R: Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1.ª Instância da Justiça Comum Estadual, com base no art. 5.º inciso LXIX, da Constituição Federal, combinado com os arts. 1.º e seguintes da Lei n.º 1533/51, Mandado de Segurança com pedido de liminar. Fundamentar no sentido de que o indeferimento da pleiteada restituição fere direito líquido e certo do impetrante, já que é o legítimo proprietário do veículo, não havendo necessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao processo, conforme preconizado nos arts. 118, 119 e 120 do CPP. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mora" para a obtenção da liminar, sendo que ao final a segurança deverá ser concedida definitivamente.

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33) Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao artigo 157 do Código Penal, praticada em 29 de janeiro de 2000. Acha-se condenado, também, em outros dois processos, com trânsito em julgado, às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão, de igual modo por infração ao artigo 157 do Código Penal, cujos fatos ocorreram, respectivamente, em 10 de janeiro e 15 de fevereiro de 2000, no mesmo bairro. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas, que foi indeferida, ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de forma criminosa. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem. QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva, cometa a ação pertinente. R: O candidato deverá formular recurso de agravo ao TACRIM, com fundamento no artigo 197 da Lei de Execuções Penais, peça essa consistente em petição de interposição e razões anexas. Deverá sustentar que se trata de crime continuado. EXAME 120º 34) "A" foi processado e finalmente condenado por violação do artigo 12, caput, da Lei 6368/76, tendo o magistrado mensurado a pena em 3 anos de reclusão e 50 dias-multa, fixando o regime fechado para o início do desconto do título executório penal. A decisão transitou em julgado, estando "A" recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. Tendo cumprido mais de 1/6 da pena e contando com bom comportamento e aproveitamento
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carcerário, postulou no juízo competente a progressão de regime, indeferida, ao argumento de se tratar de delito equiparado a hediondo, portanto sujeito às vedações constantes da lei específica. QUESTÃO: Como advogado de "A", hoje intimado, elabore a peça de defesa pertinente. R: Interposição com base no artigo 197 da Lei 7.210/84 e perante o juízo das Execuções Criminais, de RECURSO DE AGRAVO, requerendo a reconsideração da respeitável decisão ou remessa dos autos à Superior Instância (Tribunal de Justiça de São Paulo), sustentando nas razões que o magistrado a quo não respeitou os limites estabelecidos na sentença, incidindo em excesso ou desvio de execução (artigo 185 da Lei 7.210/84) e violação do princípio da individualização da pena (artigo 5°, inciso XLVI da Constituição Federal e artigo 1° da Lei 7.210/84), já que o dispositivo invocado (Lei 8.072/90, artigo 2°, § 1°) faz referência a regime integralmente fechado, e o decisório fixou regime inicial fechado. 35) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando, na aproximação da Capital, passou a importunar a passageira "B", chegando a praticar vias de fato. Em virtude destes fatos, "A", ao desembarcar, foi indiciado em inquérito, como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – " vias de fato". Os fatos ocorreram a bordo de aeronave, e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal, tendo este sido condenado pela 1.ª Vara Criminal Federal da Seção
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Judiciária da Capital, à pena de 15 dias de prisão simples, com concessão de sursis. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. A r. sentença condenatória já transitou em julgado. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A". R: Trata-se de um "Habeas Corpus", endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com base no art. 648, VI do CPP, em virtude da total incompetência do Juízo, com fulcro no art. 564, inciso I, 1ª figura do CPP, visto que segundo o art. 109, inciso IV, da Constituição Federal, e a Súmula 38 do STJ, a Justiça Federal não é competente para julgar as contravenções, mas sim a Justiça Estadual comum. Deverá ser postulada a anulação do processo desde o início, e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua renovação. 36) "A", com 21 anos de idade, dirigia seu automóvel em São Paulo, Capital, quando parou para abastecer o seu veículo. Dois adolescentes, que estavam nas proximidades, começaram a importuná-lo, proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. "A", pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado, com a concessão do porte inclusive, deu um tiro para cima, com a intenção de assustar os adolescentes. Contudo, o projétil, chocando-se com o poste, ricocheteou, e veio a atingir um dos menores, matando-o. "A" foi denunciado e processado perante a 1.ª Vara do Júri da Capital, por homicídio simples – art. 121, caput, do Código Penal. O magistrado proferiu sentença desclassificatória, decidindo que o homicídio ocorreu na forma
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com base no art. homicídio culposo. elabore a peça adequada. Nas razões. devendo "A" ser enviado ao Tribunal do Povo. em petição que deverá conter. acórdão foi publicado há sete dias. as razões do inconformismo. ou seja.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos. R: Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tribunal de Justiça.culposa. O V. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo por força de auto de prisão em flagrante delito e denunciado como violador do artigo 316. investigador de polícia. do Código 289 .º grau. O voto vencido seguiu o entendimento da r. o candidato deverá postular a reforma do V. parágrafo único do CPP. A petição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido estrito. 609. pois sua conduta não passou dos limites da imprudência. entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia. QUESTÃO: Como advogado de "A". Acórdão. por imprudência. no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicídio doloso. sentença de 1. e a 1. EXAME Nº 121 37) João. para que prevaleça o voto vencido. e não na forma dolosa. anexas. O Ministério Público recorreu em sentido estrito.

alínea a. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. da Constituição Federal. persistindo o constrangimento ilegal. Indiscutivelmente a infração é afiançável. É primário. além de não estarem o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados.ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. e que os prazos legais estão sendo observados. R: Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada usando do mesmo argumento. QUESTÃO: Como advogado de João. a impetração de ordem de "Habeas Corpus" – substitutivo do 290 . Portanto. Buscar seja provido o recurso. conforme consta do v. alegan-do apenas e tão somente "ser o crime muito grave". do Código de Processo Penal. enquanto a Egrégia 1. que encaminhará os autos para o STJ. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. do Código de Processo Penal. também. por maioria de votos. As razões devem ser apresentadas junto com a interposição do recurso. tanto é que foi concedido o prazo do artigo 514. inciso II. Admite-se. aliás. adotar a medida judicial cabível.Penal. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. Outrossim. com base no artigo 105. aresto hoje publicado. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança. tem residência fixa e exerce atividade lícita.

desde que com a fundamentação própria. havia inventado toda a estória. visto que surgiu 291 . Mesmo assim. e por ordem de um superior. R. que apurou lesões bem leves. parágrafo 4.P. um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José. Como o outro detento não gostava de José. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal. endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. obrigando-o a mentir. inciso I. Alguns detentos estavam muito agitados. QUESTÃO: Como novo advogado de José. Agora. previsto na Lei 9. Trata-se de Revisão Criminal. estava trabalhando em presídio da Capital. e foram levados para a realização de exame de corpo de delito. com base no art. José soltou os detentos.º. sentença já transitou em julgado. mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir. fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. com ataduras de pano. dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado.º. pai de três filhos. José está preso e a r. José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura. quando inesperadamente ocorreu uma rebelião. à pena de três anos de reclusão. inciso II. 621. funcionário público com 38 anos de idade. Diante desses fatos. Após hora e meia.455. mais a perda de função pública. causadas pela própria movimentação dos presos.. pois estes se mostravam calmos. 38) José. ambos os detentos disseram que foram torturados por José. de 7 de abril de 1997. José imobilizou dois deles. casado. artigo 1. inciso III do C.P.Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. produzir a peça cabível que atenda o seu interesse.

R: A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira instância. pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado.P. O candidato deverá postular seja conhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626. Juiz de Direito da 5. enquanto que subsidiariamente (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29. requerendo o competente alvará de soltura clausulado. 1ª parte do Código Penal. onde foi ouvido o ex-detento. 386..uma prova nova. pela 292 . consistente na subtração. Xisto sai correndo. usando de uma arma de fogo que portava. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. vem a matar a vítima. mediante arrombamento. que comprovou a ocorrência de um enorme erro judiciário. seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. do toca-fitas de veículo estacionado na via pública.ª Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. § 2º. apresentar a peça jurídica competente. sendo inocente portanto. Ao iniciarem o furto. Nas razões postular de forma mais ampla a absolvição do apelante. enquanto Peter enfrenta a vítima e.P. A sentença condenatória do MM. com a juntada da justificação criminal. o que não era do conhecimento de Xisto. inciso III do C. 2ª parte do CPP) para o fim de absolver José com base no art. 39) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. aparece o dono do veículo.

agride-o com um cano. realizado 15 (quinze) dias após o fato. do Código Penal. tendo os peritos. encontra-se condenado pela 27.º. parágrafo 1. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias.ª Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. o que faria em favor de Mário? Redija a peça.º I. Questão: Como novo advogado. eventualmente. 41) Lúcio. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. e 71.º I. n. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. após violenta discussão com Antônio. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares.º.participação idealizada em delito de menor gravidade. com 19 (dezenove) anos à época do fato. ato presenciado por duas testemunhas. pedindo a desclassificação para lesões leves e. depois do primeiro exame em Antônio. conforme sentença que transitou 293 . parágrafo 4. Concluído o inquérito. causando-lhe ferimentos. EXAME 122º 40) Mário.099/95. n. a anulação por falta de representação ou a aplicação da Lei 9. pois desaparecidos os vestígios. R: Revisão Criminal ou habeas corpus. Durante o inquérito policial. do Código Penal). pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155.

º 6. veio a ser preso no dia 28. para a acusação no dia 05. caput.01. 42) João foi preso porque portava 4 (quatro) cigarros de “maconha” para seu uso e de seu colega de quarto. caput. condenou-o pelo artigo 12. solicitando a desclassificação da infração. QUESTÃO: Como advogado de João.º 6. contando-se o prazo a partir do trânsito em julgado para a acusação. no dia 02. A prescrição seria 4 anos.2001.2003. que estava foragido. R: Apelação para o Tribunal de Justiça.2001 e.409/2002.368/76. R: Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória. então em vigor. Foi denunciado como incurso no artigo 12. depois o interrogou e. para o tipo penal do art. em seguida.2003. após receber a denúncia. para a defesa. indique a medida processual que poderia ser utilizada em seu favor e redija a peça correspondente. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. 16. que cuida da posse para uso próprio. na audiência de instrução e julgamento. citou o acusado.368/76. O juiz. ou a nulidade do processo por inobservância do disposto na Lei nº 10. da Lei n. no dia 20. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio.01.em julgado.02.01. desconsiderando a continuidade. da Lei n. ficando apenas 2 anos. às penas de 3 (três) anos de reclusão em regime integralmente fechado e ao pagamento de 50 (cinqüenta) dias-multa. 294 . objeto da condenação. Lúcio. cai pela metade pela idade.

Endereçamento – Tribunal de Justiça (emenda 45) Pedido – Alteração pelo juiz. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20.2004.2004. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta. atuara no processo por seu advogado.05. Se mantida. O juiz não admitiu a apelação porque. o que for de interesse de João Alves dos Santos. Fundamento – Segundo forte corrente doutrinária e jurisprudencial. R: Peça – Recurso em sentido estrito. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. em 05. o assistente pode recorrer para pleitear agravamento da pena. vítima de estelionato. postulando.123º EXAME DE ORDEM Direito Penal 43) João Alves dos Santos. de forma fundamentada. apresente a peça adequada. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. como advogado. no seu entendimento. Finalidade: recebimento da apelação e seu processamento. Ele atua como auxiliar do Ministério 295 .01. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. reforma pelo tribunal. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena.

como marceneiro.2004. no dia 05. exclusivamente. QUESTÃO: Como advogado de João. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. 45) João Alves dos Santos.01. verifique a medida cabível e. no dia 20. 44) João Alves dos Santos foi condenado. assim. no dia 06. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. é estritamente civil.04. de forma fundamentada.Público e não defende. Fundamento – Quando alguém recebe valor em dinheiro como pagamento de seus serviços e não os executa não comete apropriação indébita. recebera.2002. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. por apropriação indébita porque. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. procurou advogado para 296 . interesse próprio de natureza civil. R: Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça (emenda 45) Pedido – Reforma pelo tribunal Absolvição.05. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória. não penal. importância de seu cliente. A questão. Antonio Aparecido Almeida. O dinheiro que é entregue passa a ser de sua propriedade.02. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência.

94). os autos do inquérito policial.2004 ingressaram na residência de Antônio.7. em virtude da resistência do morador. Pedido – Determinação à autoridade coatora para que garanta a vista dos autos. em seu artigo 7 º. e. COLOCAR CASO DE AGRAVO DE EXECUÇÃO. João. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. temeroso. desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte. Um dos tiros atingiu o comparsa. com a intenção de subtrair bens a este pertencentes. às 297 . fugiu sem nada subtrair. Este.atuar em sua defesa.05. no dia 20. O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado.2004. LIVRAMENTO CONDICIONAL OU MEDIDA DE SEGURANÇA 124º EXAME DE ORDEM 46) João foi condenado porque ele e Pedro. que faleceu. garante ao advogado o direito de examinar. XIV. O Delegado de Polícia.02. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. QUESTÃO: Como advogado de João. em razão dos fatos. condenou João. O juiz. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. Fundamento – O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906. Pedro. como incurso duas vezes em concurso material. de 4. na repartição policial. todavia. no dia 01. R: Peça – Mandado de segurança Endereçamento –Juiz de primeiro grau.

inciso II. a. Pedidos: crime único. porque não houve a subtração. para o seu cumprimento. Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado – Há posicionamento no sentido de que a fixação de regime 298 . redija a peça processual mais adequada à sua defesa. do Código Penal. aceita em alguns acórdãos. quando o homicídio se consuma. § 3. segunda parte. desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitucionalidade do regime integralmente fechado. poderia ser sustentada a tese de tentativa de latrocínio. Fundamentos: Crime único – Existe forte entendimento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de concurso material. RESPOSTA: Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça (art. e ao regime integralmente fechado. da Constituição Estadual). ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima” (Súmula 610).penas do art. por ser ele sujeito ativo e não passivo do crime. 79. num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberdade e 20 (vinte) dias multa. Desclassificação para tentativa de latrocínio – Embora haja súmula do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “há crime de latrocínio. QUESTÃO: Como advogado de João. 157. fixadas no mínimo legal. °.

no momento. submetido à perícia. redija a peça processual de sua defesa. na fundamentação. e nela apreendeu documento público que.integralmente fechado fere a garantia constitucional de individualização da pena. Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem mandado judicial. RESPOSTA: Peça – Habeas Corpus Endereçamento – Tribunal de Justiça (art. do Código Penal. Pedido – Trancamento da ação penal. No caso. QUESTÃO: Como advogado de João. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. Cuida-se de posição que. portanto. II. em sua nova composição. à própria configuração da materialidade do crime. 79. constatou-se ser falso. 47) Policial civil ingressou. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo 299 . vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. caput. 48) O juiz. a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreensão de documento falso e. sem mandado judicial. na residência de João. expressamente. d. está sendo objeto de especial atenção do Supremo Tribunal Federal. e da Constituição Estadual). admitiu. A denúncia foi recebida pelo juiz.

155 do Código Penal. Fundamentos: Há contrariedade entre a parte dispositiva e a fundamentação. O juiz deve ajustar a parte dispositiva à fundamentação. Na parte dispositiva. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. nos casos de contrariedade. RESPOSTA: 1ª OPÇÃO: Peça – Embargos de Declaração Endereçamento – Juiz de Direito Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. aplicando o §2° do art. 155 do Código Penal. boa parte da doutrina admite.00 (cem reais). porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. do art. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. ser condenado à pena mínima.segundo. Embora. como seu advogado. fixando regime inicial aberto. no caso. devendo. o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155. e. 2ª OPÇÃO: 300 . essa possibilidade. há também orientação diversa. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. de qualquer forma. em face de sua primariedade e bons antecedentes. §2º. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. com isso. a pena venha a ser alterada. do Código Penal na fundamentação. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação.

os dera para o filho. no caso. não aceita pelo acusado. Não foi juntada prova 301 . no dia 5 de janeiro de 2003. realmente. mas à sua mãe. de qualquer forma. por elas presenciada. §2º. há também orientação diversa. disseram que. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. com cinqüenta e oito anos de idade. que. Como já referido na 1ª opção. vinte mil dólares de seu pai. inciso II. poderia ser admitida a apelação. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. principalmente porque. não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração. Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. do Código Penal na fundamentação. EXAME 125º DA OAB/SP 49) João foi acusado de ter subtraído. e. segundo entendimento diverso do exposto na primeira opção. a. Fábio. 79. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais expedito e indicado. houve a subtração. Ouvidas duas testemunhas de acusação. Houve proposta de suspensão condicional do processo. O pai. antes de falecer.Peça – Apelação Endereçamento – Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal de Alçada Criminal (art. da Constituição Estadual). Por outro lado. o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155. ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. vítima.

no seu rosto. 181.documental a respeito da propriedade do dinheiro. de forma fundamentada. porque é isento de pena o filho que comete crime contra pai. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. além de admitir a qualificadora do motivo fútil.he a morte. a qualificadora da traição porque. Endereçamento –Tribunal de Justiça. em brincadeira. e causaram. II e 183. 50) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. com pedido de absolvição. no dia 4 de janeiro de 2005. acrescentou. O juiz. do Código Penal. o juiz. ainda. 386. assim agindo porque este cuspira. condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias. III.Habeas corpus. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. V do Código de Processo Penal e no art.multa. com menos de sessenta anos de idade (artigos 181. no valor mínimo. R: Peça – Apelação. do Código Penal). QUESTÃO: Como advogado de João. com fundamento no art. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. Pedido e fundamento – pedindo anulação da sentença. OUTRA ALTERNATIVA Peça . Na decisão de pronúncia. segundo a prova 302 . seu amigo. II.

crime de injúria. pleitear a nulidade da pronúncia pela inclusão da segunda qualificadora. atingiu-o pelas costas. de forma fundamentada. o Ministério Público interpôs agravo. João mentira para Pedro. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. que cumpre pena pelo crime de seqüestro. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. no seu entendimento. juntando suas razões. Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pessoa pode configurar. QUESTÃO: Como advogado de João. Afastamento da qualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia. no regime disciplinar diferenciado. até mesmo. fere princípios constitucionais.colhida. 581. O juiz indeferiu o pedido porque. Pode-se. o regime disciplinar diferenciado. Intimado da decisão. IV) Endereçamento –Tribunal de Justiça. após ter decorrido o prazo de oito (dias). R: Peça – Recurso em sentido estrito (art. havendo necessidade de aditamento. 51) O Ministério Público pleiteou a colocação de A. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. na forma em que foi definido. Pedido e fundamento – Afastamento das qualificadoras. convidando-o para almoçar em sua casa e. com base no artigo 52 da Lei de Execução Penal. e não é insignificante. pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. requerendo que fosse seguido o rito do 303 . também.

R: Peça – Habeas corpus – Superior Tribunal de Justiça. virgem. poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade. do mesmo diploma legal. EXAME 126º OAB/SP 52) João. XLIX). 226. cada um deles combinado com o art. “caput”. Pedido e fundamento – O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o recurso em sentido estrito. 5 º. Segundo a denúncia. 5 º. o agravo do Ministério Público foi intempestivo. 304 . por violação do princípio da dignidade humana (art. casado com Semprônia. QUESTÃO: Como advogado de A. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. III). o Tribunal de Justiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. por isso. Processado o recurso. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. e. 213. seduziu-a. e 217 do Código Penal. 1 º. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. João namorou Caia. por contrariar o princípio de individualização da pena (art. não podendo. de forma fundamentada. de 15 anos de idade. XLVI). ser conhecido pelo Tribunal. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. por ofensa à integridade física e moral dos detentos (art. em concurso material.agravo de instrumento do Código de Processo Civil. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. assim. Além disso. inciso III.

Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado. QUESTÃO: Como advogado de João. do Código Penal. 226. João constrangeu a irmã de sua namorada. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. aumentada de quarta parte. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004. Na delegacia. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão.conseguindo manter relações sexuais com ela. O acusado foi intimado da sentença no dia 04. Tícia não foi localizada. “caput”. III. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia.05. e seus pais. Foram ouvidos o acusado. aumentado de ¼ em face da incidência do art. em razão de ser hediondo o crime de estupro. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. Quanto à sedução. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve. Endereçamento –Tribunal de Justiça. e Caia. Ainda. de 21 anos de idade. de nome Tícia. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos.05. Tícia. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. a manter com ele conjunção carnal. que negou os fatos. mediante violência. quanto ao fato em que Caia foi vítima.05 e o advogado foi intimado no dia 19. 213. João foi condenado pelo crime do art. Pedidos e fundamentos – Absolvição por ausência de provas em relação ao crime de estupro.05. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. R) Apelação. aboltio criminis em razão da supressão do delito previsto no 305 . em relação ao fato de que foi vítima. Foi também condenado pelo crime do art.

09. no tocante ao estupro. ainda. foi acusado. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12.02. inciso III.03.04. no dia 20. afirmando. respectivamente. QUESTÃO: Como advogado de João. 217 do CP. também em face da lei acima referida. Endereçamento –Tribunal de Justiça. RESPOSTA: Habeas corpus.2004. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12. no dia 02. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava.05.05. 306 .art. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja. já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio. de ter caluniado e injuriado Alfredo. de 2005.08. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito.04. mediante queixa.05 e 13. do CP.03. Posteriormente. Subsidiariamente. 53)João.05. chamou-o de “ladrão”. porque. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte. afastamento da causa de aumento prevista no art. pela Lei 11.106. 226. quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato.

do Código Penal. 65. Superadas as fases dos arts. 38. entre outras circunstâncias. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. Ausência de justa causa no momento da propositura da queixa. QUESTÃO: Como advogado de João. Renovada a instrução. do CPP). apurou-se que o acusado era. em face das conseqüências graves do crime e. uma vez que as testemunhas foram ouvidas e os autos de inquérito foram juntados ao processo quando já operada a decadência do direito de queixa (art. fixada em seus patamares mínimos.Pedidos e fundamentos –Nulidade do processo em face da não designação de audiência para tentativa de conciliação (art. 307 . maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. em uma única operação. caput. I. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. o juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. na verdade. a atenuante da menoridade prevista no art. 520 do CPP). O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. 499 e 500 do CPP. 54) João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. ainda.

de ofício. definitivamente condenado. da Lei 7. § 2°. ainda não sentenciado. no mesmo dia. o que representou reformatio in pejus indireta. ele revogou imediatamente.RESPOSTA: Apelação. RESPOSTA: Habeas corpus Agravo de execução Fundamento – A decisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oitiva do condenado (art. deu ciência ao seu advogado. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo. Habeas corpus.05. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. EXAME 127º OAB/SP -18/09/05 55) João. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. e. João foi intimado da decisão no dia 15. em novo processo. Endereçamento –Tribunal de Justiça. QUESTÃO: Como advogado de João.9. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. 118. Pedido e fundamento – Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento. Foi acusado.210/84 – Lei de Execução 308 .

5°. a prorrogação do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessidade (art. 309 . alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. inciso LV. 56) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fim de que fosse decretada a prisão temporária de João. autorizando. Pedido: declaração de nulidade da decisão. Foi expedido mandado de prisão. RESPOSTA: Habeas corpus Fundamento – A prisão temporária só é possível em relação aos crimes expressamente previstos no inciso III do artigo 1. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. de 21. caput. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. QUESTÃO: Como advogado de João. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. expedindo-se contramandado de prisão. parte final. da CF).1989. de 21. 2º. com participação de advogado (art. Sem ser preso. O juiz. após ouvir o Ministério Público. não podendo ser autorizada.º da Lei 7. desde logo. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação.1989).Penal) e de oportunidade de defesa. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. Além disso.960. da Lei 7960. Pedido – concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária. desde logo..12.12.

1. causando-lhe a morte. João não foi encontrado. em 5.09. merece crédito. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. deve o acusado ser pronunciado. ele não estava no Brasil e. arrolada pela acusação.57) João. que apresentou a defesa prévia. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. em caso de dúvida. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. além do que.95. afirmou que conhecia João há muito tempo. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. A segunda testemunha. não podia ser o autor dos disparos. QUESTÃO: Como advogado de João. já que. sabendo que. A primeira. na data do fato. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). por isso. nessa fase processual. por ser ela presencial. intimado da decisão no dia 15. nos termos da denúncia. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. vigora o princípio in dubio pro societate. Procurado para ser citado. João. por ela reconhecido fotograficamente na audiência.2005. afirmou ter visto quando João. arrolada pela defesa. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. Oferecidas as alegações pelas partes. RESPOSTAS: Recurso em sentido estrito 310 .

Pedido no habeas corpus: declaração da nulidade. na decisão de pronúncia.Habeas corpus (só para a declaração de nulidade) Fundamento – Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 366 do Código de Processo Penal. pede ao motorista carro que não é de sua propriedade. Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar declaração Mérito . enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparos.impronúncia. há dúvida razoável sobre a autoria. vigora o princípio “in dubio pro societate”. em virtude do princípio do favor rei. levando-o embora. QUESTÕES PRÁTICAS DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1. apesar de admitido. No mérito. Rodrigo cometeu algum crime? Fundamente.P. pois a dúvida razoável. eis que o engano antecedeu ao apossamento da coisa e foi em virtude dele que esta foi entregue ao acusado. A prova testemunhal é controvertida. abandonado. beneficia o acusado. de nulidade. 171 C.). outra assevera que ele estava fora do país.Estelionato (art. Não é correto afirmar que. não se prestaria à comprovação da autoria. saindo de casa noturna. mesmo em relação a essa espécie de decisão. 311 . pois. R. o carro é descoberto no litoral norte. O reconhecimento fotográfico. Rodrigo. Dias após.

20 anos. 2. é condenado à pena de multa.P.P. 114. 4. disparando duas vezes em um estádio de futebol com grande número de pessoas? R: (O enquadramento hoje está errado.na verdade a mãe estava querendo proteger os filhos e não maltratá-los (agiu em erro. 3. pensando ser sua atitude legítima e adequada). legalmente registrado. art. pois a lei 9437/97 está revogada) 312 . com o intuito de protegê-los dos perigos da rua. e qual a defesa cabível em seu favor? R: Crime de maus tratos (art. 136 C. acorrenta-os em casa. ao sair para trabalhar. Sofia. c.c. não há falar em furto mediante fraude e.) Defesa . I. Qual crime deve ser imputado a Sofia. Os vizinhos descobrem tal ato e denunciam à Polícia. Em que prazo se opera a prescrição da pretensão executória de tal pena? Fundamente. R: Hábeas Corpus 5 Qual a infração penal praticada por um indivíduo que faz uso de seu revólver. R: Um ano – art. Qual o recurso cabível da decisão que decreta quebra de sigilo bancário no curso de Inquérito Policial? Fundamente. Vitor. primário.sem subtração. em estelionato. Portanto. 115 do C. mãe de Marcelo e de Artur. sim.

Imediatamente. art. Neste momento. I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP.A infração está tipificada na lei nº 9437 de 20 de fevereiro de 1997 que regula o registro e o porte de arma de fogo. com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. por existir condenação anterior (CP. O artigo 10 do diploma legal referido dispõe sobre os crimes e as penas e o inciso III diz. Manoel dirige-se à Delegacia. aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência. após o dia de trabalho. Após isso. deve-se excluir da pena-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável. o Magistrado fixou a penabase do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. 61. 7 . por ocasião da prolação da sentença. e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura. 59). expressamente: "disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências.826/03) 6 . art.Manoel chega em casa. (Hoje aplica-se a Lei 10. desde que o fato não constitua crime mais grave". em via pública ou em direção à ela.Quando da dosimetria da pena. 59). art. por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP. Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem". 61. art. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP. Está correto tal procedimento? Fundamente. o Delegado de Polícia efetua 313 . I).

sua prisão em flagrante delito para garantia da ordem pública. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. parágrafo único do C.. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifique. interrompe fornecimento de força e luz em escola pública.072/90 10. com o intento de não serem realizadas na data prevista os exames finais do ano letivo? R: Artigo 265 C. Cite três crimes considerados hediondos.Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva.P.P 9. propositalmente. nos termos do art. R: A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida. 314 . enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem indevida. R: Considerar o disposto na Lei 8. A diferença está no núcleo do tipo.Em que crime estará incurso o agente que. não justifica a manutenção do flagrante.P. 310. O fundamento invocado de garantia da ordem pública. 8 . nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva.

em 10 de abril do corrente ano. pago por ele. . classifique juridicamente sua conduta. munido de uma marreta. Resolveu-se desconsiderar a questão.É causa extintiva da punibilidade. João da Silva.Maria das Flores foi a uma clínica clandestina. Neste caso. Indique a natureza da eventual ação penal e o prazo final para sua distribuição. 12 Indique os elementos do fato típico. acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel. 315 . se Maria e Ulisses cometeram crime. Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade 13 .11-Defina as notas características do instituto da perempção. com conseqüente atribuição positiva em prol do candidato. classifique juridicamente suas condutas. acarretando a perda do direito de nela prosseguir. 14. Após acalorada discussão. inclusive com agressões verbais. justificando. Se João da Silva cometeu crime.João da Silva e Antonio de Souza. desentenderam-se devido à posição de uma cerca que separa as propriedades de ambos. destruiu a lateral direita do veículo pertencente a Antonio. submetendo-se a intervenção de abortamento. que se verifica quando o querelante por inércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada.

durante esse tempo.Enumere as causas interruptivas da prescrição. a pena imposta. do Código Penal. tenha dado. até o dia do pedido. 93 a 95 CP. na condição de co-autor (artigo 29. do Código Penal). ou exiba documento que comprove renúncia da vítima ou novação da dívida 17 . o recebimento da denúncia ou queixa. caput. tenha tido domicílio no País no prazo acima referido. de qualquer modo. 16. 15. 316 . a decisão confirmatória da pronúncia.Maria das Flores comete o crime de autoaborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime. o início ou continuação do cumprimento da pena e a reincidência. a sentença condenatória recorrível. São as contempladas no artigo 117. a pronúncia. ou seja. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. a partir da data em que foi extinta.Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação? Arts.Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. decurso de dois anos. tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibilidade de o fazer.

À luz do Estatuto da Criança e do 317 . Incorreram. pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração Pública. 18 José participou como jurado no julgamento de Américo. no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". Osvaldo. a Constituição Federal.327 caput do CP) receberam vantagem indevida. acusado de crime de homicídio simples. nascido em 07 de janeiro de 1991. cada um. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. Demais. no dia 10 de janeiro do corrente ano foram detidos por policiais militares. Porém. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. em 09 de maio de 1986.O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica. e Alfredo. Proferida sentença absolutória. José e seus companheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a resposta. em seu artigo 127. em 21 de julho de 1983.000. a importância de R$1. nas sanções do artigo 317 do Código Penal . no momento em que praticavam roubo em uma padaria.00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado.Corrupção Passiva. caput. 19 João. assim. dias após constatouse que José e outros três jurados receberam.

Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124. Tipifique. Maria. portanto. c.Adolescente. Em outra hipótese. João é considerado criança. sendo considerado penalmente imputável e. como serão considerados os três rapazes em razão de suas idades? De acordo com o E C A. consumados ou tentados 318 . Geralda e Clementina. Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal) 21 Quais os crimes sujeitos a competência do Tribunal do Júri? R: São os crimes previstos nos artigos 121 §§ 1º e 2º . juridicamente. ECA). gestante. incurso nas sanções cabíveis do Código Penal. e ela o provocou.Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma. pois tem 11 anos de idade e Osvaldo é considerando adolescente. o artigo 29. 20.c. Geralda executou aborto em Clementina.122 § único – 123 – 124 – 125 – 126 e 127 do Código Penal. Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal). pois tem 16 anos de idade (artigo 2º. com o seu consentimento. Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal). ambos do Código Penal). é excluído do ECA. as condutas de Ana. Alfredo com 18 anos na data dos fatos.

Caracterizaria desvio de finalidade (STF.). R: Quando duas ou mais autoridades se considerarem competentes ou incompetentes.Defina o conflito de jurisdição.Por onde é regulada a competência pela natureza da infração? R: É regulada pelas leis da organização judiciária. 24 . inciso II do C. 23 .e os conexos. RT 601/445). Já no arrependimento eficaz o sujeito ativo (agente) pratica todos os atos do iter criminis até a efetiva consumação do delito. 26) Qual a conseqüência jurídico-processual da falta 319 .).Estabeleça a diferença entre crime tentado e arrependimento eficaz.P. 25) Pode ser a preventiva decretada como medida necessária à garantia da incolumidade do acusado? Não. salvo a competência privada do Tribunal do Juri. para conhecer do mesmo fato criminoso. os dolosos contra a vida. Em resumo. impedir a produção do resultado (artigo 15. R: Diz-se que o crime restou tentado quando o sujeito ativo (agente) deixa de consumá-lo por motivos alheios à sua vontade (artigo 14.P. 22 . C. tenta de qualquer modo. porém. É pacífico que não se pode invocar a medida para garantir a incolumidade do acusado.

28) Qual o valor da prova emprestada ? Embora admissível. 109/121. 2746). 71. Julgados do TARGS. 111/79. tendo. 33/334 e 22/77). HC 67. desde que evidencie sinceridade (STJ. H. e em hipótese alguma poderá atingir a quem não tenha participado do processo em que foi produzida 320 . provoca a inversão do ônus da prova. natureza de depoimento testemunhal (Súmula nº 65 da Mesas de Processo Penal da Faculdade de Direito da USP).707-0. de 7.C. que deve ser cabal (RJTJRGS.92.Rel.de comprovação do álibi ? Quem alega ter estado ausente do local do fato e encontrar-se em outro lugar quando este aconteceu. podendo servir até mesmo para a condenação. 109/121 e 111/79. Min.11. Rel.8. p. Min. tendo a obrigação de demonstrá-lo. JTACrim 54/204. seja harmoniosa e coerente com a prova circunstancial (RT 660/330 e 688/311). é admissível e possui valor probatório. 98/35.DJU de 14. a prova emprestada tem valor precário. p. e corre o risco. 12225). Celso de Melo . notadamente quando produzida sem observância do princípio constitucional do contraditório (STF.803-5RS.89 . Marco Aurélio. de ser havido como confesso (RJTJRGS. 79/68). 47/165. 98/35. 27) A delação tem valor probatório ? Ainda que se trate de uma prova anômala. DJU 17-02-95. com relação ao co-réu. em caso da ausência de comprovação.

RT 667/267). Min. furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. enfermeira a ela subordinada. contudo. 29) Ao assistente da acusação deve ser oportunizado o oferecimento de contra-razões a recurso da defesa ? Embora a lei não se refira expressamente às contra-razões de recurso da defesa. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique. cerceamento de defesa.Rel. p. presenciou outra funcionária. RESPOSTA: A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320."deixar o funcionário por indulgência. chefe das enfermeiras de hospital municipal. Celso de Melo . 12225). se não foi ela a única a fundamentar a sentença de pronúncia (STF.89 . Madalena. a doutrina é pacífica de que esse é um direito indeclinável. 30) Maria das Dores. mesmo porque elas estariam incluídas entre os “articulados” mencionados no art. ou seja. HC 67.11. p. inobstante a existência de prova testemunhal emprestada.8. de 7.707-0.DJU de 14. deixou de responsabilizá-la pelo fato. ACrim 84. Inexiste. CPP Interpretado. Julio Fabbrini Mirabete. 325).806. 321 . de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência. assim descrita:. Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira.92.(TJSP. levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". 271 do CPP (por todos.

teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva 322 .072/90. que é referida no Código de Processo Penal em seu artigo 78.31) O julgamento do crime de furto. de alguma forma. não há nenhum obstáculo legal. enquanto que. nos termos da Lei 8. RESPOSTA: Como se trata de crime equiparado a hediondo. sentenciado por furto. do artigo 83. conforme inciso V. Poderá futuramente ser beneficiado pela progressão de pena ou ter qualquer outro benefício liberatório? Poderá ser beneficiado pela remição de pena? Atenda às questões com a respectiva fundamentação. Poderá. condenado por tráfico de entorpecentes. motivando-a. se houver outro delito conexo. esse fato atrairá a competência. No que diz respeito a remição de pena. inciso I. com fixação em regime fechado. Resposta: Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. 32) Cleóbulo. deverá cumprir a pena integralmente no regime fechado. fazendo a exceção. do Código Penal. que é a redução da pena na proporção de um dia para cada três dias trabalhados. 33) Pítaco. tentados e consumados. cumprido mais de 2/3 da pena. pode submeter-se à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição. vir a ser beneficiado pelo livramento condicional. está iniciando o cumprimento da pena. no entanto.

323 . arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados.. vindo a dilacerá-lo... cometeu novo furto. RESPOSTA.O comportamento de "A" configura dois delitos. que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou. faz desaparecer a sentença condenatória e. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique."). ambos do Código Penal. portanto. livro oficial. ou inutilizar. de qualquer forma. não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência.. destruindo-a. seus efeitos. 34) Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome. Não satisfeito. total ou parcialmente.estatal. foi até o cartório onde tramita a ação penal e. tendo o serventuário se descuidado.") e 337 ("Subtrair.. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamentada. 35) O advogado poderá arrolar testemunhas em dois momentos processuais no Rito Ordinário e no Especial do Júri. confiado à custódia de funcionário. também chamada de retroativa ou da ação penal.. Como conseqüência. inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionário público. RESPOSTA: O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. Dias após. Quais são estes momentos e quantas testemunhas poderão ser arroladas em cada um? Explicite de modo detalhado.

Com a RC é instaurada uma nova relação processual. caput. é possível. bem como. cumular o pedido de indenização. Federal. qual a diferença entre remição e detração? 324 . inciso VII. 36) "A revisão criminal. com inauguração já programada. até 8 testemunhas e contrariedade ao libelo. a Doutrina entende que é uma infração atípica.Em Direito Penal. do CPP. da C. art. Conforme o 630. em tese. até 5 testemunhas. art.R: Defesa prévia. 37) Quase ao término da construção de Hospital Público. 395 do CPP. visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. É correta a afirmativa? Por quê? R: Sim. em razão de pretenderem justo aumento de salário e recebimento dos atrasados. em regra. R: Não. Praticaram algum crime? Emita seu parecer de modo fundamentado. cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". ainda. revogado pelo artigo 9º da Constituição Federal. Assim. podendo. pois exerceram um direito. é ação com dúplice pedido. objeto de Lei Complementar. ainda. pois o artigo 37. a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626. haja vista que o artigo 201 do Código Penal foi. 421 parágrafo único. ainda que os grevistas sejam funcionários públicos. CPP. não foi até a presente data. o mestre de obras participa de greve e abandona o serviço junto com seus subordinados. 38) .

ferido. José Pedro. de ofício. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança.R: Detração é o cômputo. ficando sujeito às normas estabelecidas 325 . com o objetivo de matá-lo. 40) João Antônio. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. após o esgotamento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado? R: É possível desde que. casado e pai de uma criança de seis meses de idade. porém. R: João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato. pelo trabalho.P. parte do tempo da execução da pena. na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro. morre três dias depois. C. havendo prova do crime e indício suficiente de autoria. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP). a outro estabelecimento adequado (Artigo 42. do tempo de prisão provisória. à sua falta. 39) É possível a manutenção do averiguado em custódia. é socorrido por populares. quando João Antônio completara dezoito anos. seja decretada a prisão preventiva pelo juiz. no Brasil ou no estrangeiro.) Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir. o de prisão administrativa e internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminalmente? Justifique.

lhe deu voz de prisão. é condenado por roubo à pena de 5 anos e 4 meses em regime fechado. R: Cabível o recurso em liberdade ante a menoridade e primariedade do réu. fugiu do local. Arrole argumentos hábeis à reforma de tal decisão. foi surpreendido por um segurança da empresa que. parágrafo 2º. consoante art. § 1º. armado de revólver. Antônio. 42Carlos. produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. então. inciso II. A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal. 326 . "b" do C. Quando se encontrava já no interior do edifício. 33. Classifique juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado. envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes.P. pode ser outorgado regime semi-aberto. não lhe sendo facultado recorrer em liberdade. durante a madrugada e mediante escalada. sem nada levar.na legislação especial (artigo 27 do C.P. eis que não vedado pela lei. entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. 41) Antônio de Souza. R: Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (mediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155. mas tão-somente a civil.P.c.). todos do Código Penal). Em seguida. Quanto ao regime fechado. menor de 21 anos e primário. inciso II e artigo 129. § 4º. c. o artigo 69.

descabida a sua aplicação na hipótese de delito qualificado (art. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". quanto mais distante ficou da consumação. R .O Código Penal adotou a teoria objetiva. 155 do CP (repouso noturno) somente incide sobre o furto simples. j. DJU 14. min. 6ª turma. 44. sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa. 45 .Pecuarista que tem sua propriedade margeando leito de estrada de ferro e não coloca cerca para que o gado não invada a linha férrea 327 .. em seu inciso II. rel. aduz que "diz-se o crime: tentado.00. diminuída de um a dois terços". 155. 21. menor deve ser a redução da pena.10. iniciada a execução.240/RS. parágrafo 4º. p.u.O artigo 14. o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário. IV do CP). Ainda. 79).02. quando. Fernando Gonçalves.43. maior deve ser a redução da pena. Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da consumação do crime.99. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado.A causa especial de aumento de pena concernente ao repouso noturno aplica-se ao furto qualificado? Explique. v. sendo pois. R: "A causa especial de aumento do parágrafo 1º do art. (HC nº 10. Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique.

É possível a tentativa de contravenção? R. 47. Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por força de medida de segurança. 48. R: Os direitos do internado estão previstos no artigo 99. R: O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade 328 . 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. do Código Penal. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. inciso IV. R: O pecuarista que assim agir incide nas penas do artigo 260.comete algum delito? Elabore resposta motivada e fundamentada. cometendo o crime de perigo de desastre ferroviário ("Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: IV – praticando outro fato de que possa resultar desastre". pois o art.) 46. Não. 49. do Código de Processo Penal. conforme artigo 214. do Código Penal. que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebimento de tratamento. Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação? R: A contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha.

329 . no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". utiliza a reincidência para majorá-la. onde não atue. "Dosimetria da pena. a Constituição Federal. para a aplicação da agravante da reincidência. 59 e 68 do CP. Maus antecedentes e reincidência considerados na fixação da penabase e. depois. quando da dosimetria da pena. em seu artigo 127. Hipótese que caracteriza "bis in idem". as condenações anteriores foram explicitamente invocadas na fixação da pena-base. De acordo com os arts. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. depois. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. caput. Porém.para impetrar Habeas Corpus. Foi aplicada a lei penal? R: Não. tendo em vista as circunstâncias atenuantes e agravantes. aumentando-a em 1/3 e. a seguir. Demais. Exclusão da agravante". o Magistrado considera os maus antecedentes resultantes de diversas condenações para sua fixação. atribui ao Ministério Público a incumbência da "defesa da ordem jurídica. não pode o promotor atuante em determinada comarca impetrar Habeas Corpus por fato ocorrido em outra comarca. tê-las em conta para a agravante da reincidência. Nesta hipótese. Assim. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. 50. não cabia.

É considerada condição de procedibilidade. que é a redução da pena na proporção de um dia para cada três dias trabalhados. nos termos da Lei 8. 52. min. vir a ser beneficiado pelo livramento condicional. do artigo 83. com fixação em regime fechado.99. DJU 19. 53. a fim de que este ofereça a denúncia. Anaximandro foi condenado por tráfico de entorpecentes e está iniciando o cumprimento da pena. deverá cumprir a pena integralmente no regime fechado. 2ª Turma.98. Poderá futuramente ser beneficiado pela progressão de pena ou ter qualquer outro benefício liberatório? Resposta fundamentada e motivada. conforme inciso V. Agente que. o objetivo e a finalidade da organização ou administração da 330 . 51.(HC nº 76.05. Poderia ser beneficiado pela remição de pena? Qual o seu conceito? R: – Como se trata de crime equiparado a hediondo. R: Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público. sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência. 05. j.u.072/90. que é a peça inicial da ação penal pública. Dê as notas características do instituto da representação. no entanto. v. não há nenhum obstáculo legal. nº 1. Poderá. rel. No que diz respeito à remição de pena.285-6/SP. do Código Penal. participa de reuniões periódicas.185). com mais de cinco pessoas. cumpridos mais de 2/3 da pena. Néri da Silveira.11..

a contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado.P. poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislação própria? R: Sim. 62). 30 do C. e os indivíduos "B" e "C". 23 do Código Penal. que se comunica ao particular. é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo.C. visivelmente embriagado. todos da L.. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. Justifique. em estado de embriaguez. o que são normas penais permissivas. R. Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite. 331 . dando os dispositivos legais. conforme o art. art. Sim. quando este conhecia a condição do mencionado funcionário. conforme artigo Contravenções Penais. Explique. art. excluindo-lhe a ilicitude. a condição de servidor público.P.associação. R– São aquelas que permitem a prática de um fato típico. 63. onde "B" e o garçom "C" lhe servem uísque. se ocorreu ilícito penal. 39 da lei de 54. portanto. também conhecidas como autorizantes. promove atos escandalosos no interior de freqüentado restaurante. "A". pois é circunstância elementar do delito.. II. São. as causas de exclusão da ilicitude. Sim. O indivíduo "A". 56. dando o dispositivo legal. 55.

R . não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal. porque. sujeita ou não a procedimento especial. 58.57.. em que passou a estar incurso o réu. mencionados na Lei 8072 de 25/07/90. incisos I. na contrariedade. vem o libelo. é considerado crime hediondo? Não. na pronúncia. 157. o conceito de infração de menor potencial ofensivo? Justifique e fundamente a resposta. parágrafo 2. podendo a defesa. R: .Sim. após a pronúncia. 332 . 408. enquadrar o acusado em dispositivo penal que prevê pena mais grave do que a imposta ao crime articulado na denúncia? Justifique e fundamente a resposta. do qual passará a constar o novo dispositivo legal. Pronunciando o réu por crime mais grave (por exemplo: homicídio ao invés de infanticídio).O conceito originário da Lei 9. nem por isso o réu será julgado por fato de que não se defendeu. Qual é.º. 59. se insurgir contra a nova definição jurídica do fato.P. O crime de roubo qualificado. Além do mais aplica-se ao caso o art. II. atualmente. 383 do CPP. Pode o juiz. em virtude da relação dos crimes hediondos. III.259/2001) de modo que atualmente abrange toda infração penal cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. IV e V do C. parágrafo 4º c/c art. art.099/95 foi ampliado pela dos Juizados Especiais Federais (Lei nº 10.

trata-se de crime de ação penal pública incondicionada. praticado por funcionário público e não por particular.60. Que justiça é competente para julgar civil que. competência para julgar processo de civil. pode ser punido por crime de peculato? Explique e fundamente. Nesse caso. em co-autoria com policial militar estadual em serviço.Justiça Estadual Comum porque. a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro.Quando o estupro for seguido de lesão corporal grave. Em que hipótese o delegado de polícia pode instaurar inquérito de ofício para a apuração do crime de estupro? Fundamente a resposta. de qualquer modo colaborar para a prática do 333 . 125. O particular. subtrai bem pertencente a uma Secretaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta. pois pressupõe o emprego da violência. Ainda. este pode. pelo artigo 79 – I. pela Constituição Federal (art. não tendo. 61. 62. no caso. Aplica-se também no caso a súmula 608 do STF. assim. o que autoriza igualmente o delegado a instaurar inquérito em todos os casos de violência real. parágrafo 4º ). Embora o peculato se trate de crime próprio. contudo. não funcionário público. ou cometido com abuso de pátrio poder. a continência. não importa em unidade de processo e julgamento. R: O particular pode ser punido como partícipe. R . ou morte da vítima. R .

atualmente. 63. do artigo 20. o agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa que pretendia ofender. 29. 3 º. aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal. ora se sustentando que deveria ser o procedimento do recurso em sentido estrito. 334 . em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal. pois a condição de funcionário público se trata de circunstância elementar do peculato. Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao rito a ser seguido para esse recurso. R: O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. Assim. Como deve ser responsabilizado? R: Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime. do Código Penal). Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso interposto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fundamentar. mas erra o alvo. atendendo-se o disposto no §. diante do que dispõe o artigo 30 do Código Penal. ou seja. João atira em determinada pessoa. do Código Penal.crime (art. Responderá pelo ilícito criminal. atingindo apenas outra pessoa que vem a falecer. 64. ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil. deve ser adotado o rito do recurso em sentido estrito.

Em relação à primeira. §2°. se for o caso. 475 do Código de Processo Penal. deve o juiz anular o processo e. tem-se entendido. Assim. Em qual tipo de procedimento e em quais momentos processuais o juiz pode indeferir pedido de juntada de documentos? Quais as razões que justificam tais regras? Fundamente. desde que a lei não disponha de forma contrária. do Código de Processo Penal. há duas ressalvas a essa possibilidade: a primeira ocorre no momento das alegações previstas no art. conforme disposto no art. Esta é a regra geral. se a falha for descoberta posteriormente. de admissibilidade de encaminhamento da causa a julgamento em 335 . 66. no procedimento dos crimes da competência do Tribunal do Júri. RespostaAs provas poderão ser apresentadas em qualquer fase do processo. do Código de Processo Penal. O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advogado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? R: O juiz não deveria ter recebido a queixa. Contudo. ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio querelante perceber a falha. Ainda. a restrição é justificada em face da natureza da decisão de pronúncia.65. e a segunda no momento do julgamento em plenário. com base no artigo 568. declarar extinta a punibilidade em virtude da decadência. 406.

para evitar surpresa às partes. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. Resposta: Em benefício do condenado. à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. foi condenado por outro crime.2003. justifica-se a proibição da apresentação de documentos em data muito próxima ao julgamento. tem-se admitido a detração por prisão ocorrida em outro processo. assinalado por Mirabete (Execução Penal. 67. em benefício do condenado? Fundamente.2003 a 02. Atlas.06. tópico 3.02. em que logrou o réu a absolvição. poderá levar-se em conta a detração penal. o tempo de prisão provisória. e em razão da possibilidade posterior de juntada de documentos antes do julgamento em plenário. No tocante à pena aplicada.17). mas foi absolvido da acusação. Segundo entendimento jurisprudencial. 68.03. impedindo-se o pleno exercício do contraditório. no Brasil ou no estrangeiro. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior”). Ed. o que poderá ser levado em conta. cometido em 01. ou durante este.2003. Quanto à segunda. Contudo.“A” esteve preso preventivamente no período de 02. quando se trata de pena por outro crime anteriormente cometido. Uma lei nova que impusesse prisão preventiva obrigatória em crimes de tráfico internacional de entorpecentes poderia ser aceita e poderia ser 336 .plenário. prevista nos artigos 42 do Código Penal (“Computamse.

só sendo punível o coator”. A prisão preventiva obrigatória representaria simples antecipação de pena. 337 . aos novos processos. de prisão que não tenha natureza cautelar. estaria sendo observado o princípio constitucional da presunção de inocência (art. 69. pelo menos. a prisão que é necessária em face de circunstâncias do caso concreto. apontado os seus erros e justificando a correção: “A coação moral. só deveria ser aplicada aos novos crimes. como se fosse culpado. A tendência da doutrina é aceitar apenas a prisão cautelar. ou não. A regra é de que a norma processual tem aplicação imediata. apesar do referido princípio constitucional da presunção de inocência. Contudo. seja por aplicação do artigo 2° da Lei de Introdução ao Código de Processo Penal. assim. antes de decisão definitiva. Contudo. ou seja. ocasiona sempre a absolvição do coato. ou não.aplicada a processos em andamento? Por quê? Fundamente. Corrija a seguinte frase. como boa parte da jurisprudência admite prisões não cautelares. atingindo processos em andamento. nos casos de prisão. seja por aplicação de princípios constitucionais de proteção à liberdade. sendo o acusado tratado. ou. parte da doutrina considera que. LVII. Resposta: A aceitação. 5 º. de prisão preventiva obrigatória envolve a admissibilidade. da CF). como está envolvida a liberdade. porque. deveria ser visto se a nova disposição seria aplicável aos processos em andamento. como causa excludente da tipicidade.

porque a Constituição Federal garante. 71) O advogado de João. A coação moral pode ser irresistível ou resistível. Conforme essa orientação. o juiz deveria deferir o requerimento. de acordo com o artigo 22 do Código Penal. aplicável ao caso. como causa excludente da culpabilidade. R: Há duas posições. a plenitude da defesa. a absolvição do coato. alínea a. pois ela pressupõe a réplica. 70) O advogado do acusado A. requereu ao juiz que lhe fosse dada a oportunidade para oferecer tréplica. apesar de regularmente intimado. sempre. as quais indicam as possíveis soluções. apesar de inexistir réplica do promotor. ocasiona. deixou de oferecer as razões de apelação 338 . XXXVIII. com tempo menor em relação ao que poderia ser utilizado. Outra posição sustenta que a defesa pode apresentar a tréplica. não podendo ficar o acusado prejudicado em sua defesa devido à ausência de réplica do Ministério Público. o juiz deveria indeferir o pedido. seria: “A coação moral irresistível. Além do mais. Uma.Resposta: A frase correta. só sendo punível o coator”. no artigo 5 º. haveria prejuízo ao Ministério Público e ofensa ao princípio do contraditório. em plenário de julgamento pelo Júri. Por esse entendimento. Qual a solução a ser adotada? Fundamente. no sentido de que o advogado do acusado não pode oferecer a tréplica.

deveria nomear defensor para o acusado. o crime de terrorismo? R: O artigo 20 da Lei 7. Parte da doutrina. ante a generalidade da disposição. 72) Como o artigo 5o. Contudo..que interpusera em favor do acusado em virtude de sua condenação. considera crime “. Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa? b) essa disposição permite afirmar que existe. praticar. contudo.170. tem sido questionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. para melhor preservar o direito de defesa. em momento culminante do processo. de 14. na realidade. encaminhando os autos ao tribunal. entre outros. sustenta que.12. XLII. da Constituição Federal... poderia o juiz dar seguimento ao processo (artigo 601) sem as razões. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade.. o juiz deveria intimar o acusado a constituir novo defensor para oferecer as razões no prazo. conforme doutrina predominante e forte jurisprudência. inexiste. entre nós. Que deve fazer o juiz? Justifique. crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o terrorismo. R: Segundo o Código de Processo Penal. Decorrido o prazo.83. atos de terrorismo”. 339 . considera. definido entre nós o crime de terrorismo.

Comunica-se a condição de funcionário público. as hipóteses de pena privativa e de pena restritiva. O ingresso se deu no período noturno. R) Pena restritiva de direitos – Não pode. ser iniciado o cumprimento de pena privativa de liberdade ou de pena restritiva de direito aplicada a acusado que respondeu o processo em liberdade? Justifique. §1º). funcionário público.73) Pedro. 30 do Código Penal). Pode. seu amigo. porque elementar do crime (art. com uso de chave cedida por João. que exige ser toda prisão cautelar. em face do artigo 147 da Lei de Execução Penal. deixara sobre a sua mesa. não-funcionário. R: Peculato-subtração (artigo 312. Considere. segundo orientação do STJ e do STF. conforme previamente combinado. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique. sustentando que o recurso especial não tem efeito suspensivo. 74) Pode. separadamente. trabalha e subtraiu o computador que João. durante o processamento de recurso especial. Há. por ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência. conforme 340 . orientação jurisprudencial minoritária em sentido contrário. segundo orientação doutrinária e em parte da jurisprudência. ingressou na repartição pública em que João. contudo. Pena privativa de liberdade – Não pode.

76) Como deve proceder o juiz. Como deve o juiz agir em face do requerimento formulado? Indique. Segunda alternativa – Determina o arquivamento do inquérito policial. depende da orientação adotada. de aplicar as diversas causas de aumento. se for o caso. sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição pela pena em concreto. em face das circunstâncias objetivas e subjetivas ligadas ao fato e ao agente. A outra possibilidade. 28 do CPP). R) Concurso de causas de aumento. porque esta depende da sentença e não está prevista no direito brasileiro. admitindo falta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla.orientação do STF e do STJ. na aplicação da pena. em caso de concurso de causas de aumento? E em caso de concurso de causas de diminuição? Justifique. 75) O promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito policial porque. R) Primeira alternativa – Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. as alternativas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto. Conforme uma 341 . porque o recurso especial não tem efeito suspensivo e não há ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência. a pena aplicável levaria à prescrição retroativa.

as outras incidirão sobre a pena já diminuída. as demais incidiriam sobre a pena já diminuída. aplicada a primeira diminuição. Por outra orientação. as diminuições são sempre aplicadas sobre a pena-base. 77) O Brasil adotava o sistema do duplo binário. no concurso de causas de aumento. os aumentos são sempre aplicados sobre a pena-base. Todavia. A outra possibilidade. No concurso de causas de diminuição. Há quem sustente que se deve adotar critérios diversos. O que significa a adoção desse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu significado? R) Segundo o sistema do duplo binário. Por outra orientação. vigente antes da Reforma Penal de 1984. aplicado o primeiro aumento. O sistema que o substituiu foi o vicariante.orientação. o de todos os acréscimos incidirem sobre a pena-base. depende da orientação adotada. Concurso de causas de diminuição. seria adotado outro critério. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla. de aplicar as diversas causas de diminuição. porque mais favorável ao acusado. o juiz podia aplicar pena e medida de segurança. feita a primeira redução. Conforme uma orientação. para evitar a pena “zero”. 342 . os outros incidirão sobre a pena já acrescida. o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança.

pelo menos.7. Conforme consta da Exposição de Motivos do Código. Maria e o pai de João. porque a ele não se 343 . mas não nas hipóteses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito”. João foi condenado por crime de roubo qualificado. há vinte anos. O pai. foi adotada. Que crimes cometem Maria. segundo o § 2º. Por essa teoria. 5. 79) João e Maria convivem. escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo. Esclarece o autor citado: “A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou mesmo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de.2). dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. Antonio. a teoria da “actio libera in causa”. sem serem casados. embriagado. O amigo. Pedro. com o artigo 28 do Código Penal. “não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de inconsciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao fato que constitui o delito) .78) No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasileiro? Fundamentar legalmente. R: O crime seria o previsto no artigo 348 do Código Penal. e nessa situação comete o crime” (Mirabete. não responde pelo crime porque. poderá ser punido pelo delito. cometer o crime ou. de nome Pedro. Pedro e Antonio? Justifique. quando a prática do delito era previsível. chamado Antonio. fica isento de pena o ascendente. R. na mesma casa e tiveram três filhos.

226. a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art. duas interpretações são possíveis. Quanto a Maria. 80) Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Paulo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande – MS? R: O juiz de direito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 779-RJ). 81) As Comissões Parlamentares de Inquérito estaduais podem determinar a quebra de sigilo bancário de pessoas por elas investigadas? Fundamentar. Segundo o Supremo Tribunal Federal. pela invocação do princípio federativo (STF. Por outro lado. o Supremo Tribunal Federal admite que as comissões federais determinem a quebra de sigilo bancário. 344 . Inq. Por outra. § 3°). Por uma orientação mais rígida. exceto aqueles que são exclusivos do Poder Judiciário. equiparando-se os poderes dessas comissões aos outorgados às comissões federais. R. é possível que as comissões parlamentares de inquérito estaduais determinem a quebra do sigilo bancário.aplica o referido parágrafo. mais afinada com a vigente Constituição Federal. por terem os mesmos poderes do juiz. ela responderia porque o parágrafo só isenta de pena o cônjuge.

PRINCIPAIS PRAZOS PROCESSUAIS Processo Penal INQUÉRITO POLICIAL 30 dias solto) 15 dias preso) – 30 dias solto) 05 dias preso) 15 dias solto) 05 dias preso) – 03 dias (indiciado (indiciado (indiciado (indiciado (indiciado (indiciado INQUÉRITO POLICIAL ENTORPECENTES DENÚNCIA DENÚNCIA ENTORPECENTES 345 .

12.368/76) 10 dias – 10 dias Rito Sumário – na audiência ou 05 dias 05 dias – 05 dias 30 dias – 30 dias (crimes ediondos) 02 a 04 anos (“Sursis”) 04 a 06 anos (“Sursis – Etário”) SENTENÇA PRISÃO TEMPORÁRIA PERÍODO DE PROVA 346 . – 10 min – 20 REPRESENTAÇÃO DEFESA PRÉVIA ALEGAÇÕES FINAIS DEBATES ORAIS TÉRMINO DA INSTRUÇÃO 81 dias (réu preso) 38 dias (réu preso – entorpecentes) 76 dias (arts.QUEIXA-CRIME 06 meses 03 meses (crimes de imprensa) 01 mês (adultério) 06 meses 03 dias (triduo) 03 dias (rito ordinário) 05 dias (rito do Tribunal do Júri) Rito Sumário min. 13 e 14 da lei 6.

E.99/95) 05 dias ( interposições) 20 dias (interposição inciso XIV 02 dias (razões) 02 dias (contra razões) 05 dias (interposição) 347 DEBATES ORAIS PLENÁRIO DO JÚRI RÉPLICA TRÉPLICA HABEAS-CORPUS MANDADO SEGURANÇA APELAÇÀO R. AGRAVO DE EXECUÇÃO . (01 réu) 01 hora (mais de 01 réu) Não tem DE 120 dias 05 dias (interposição) 08 dias (razões) 08 dias (contra razões) 10 dias (Lei 90.S.E.LIBELO ACUSATÓRIO CONTRARIEDADE LIBELO CRIME 05 dias DO 05 dias – 02 horas (01 réu) 03 horas (mais de 01 réu) 30 min. ( 01 réu) 01 hora (mais de 01 réu) 30 min.

02 dias (razões) 02 dias (contra razões) CARTA TESTEMUNHÁVEL CORREIÇÃO PARCIAL EMBARGOS DECLARAÇÃO EMBARGOS INFRINGENTES NULIDADE PROTESTO JÚRI POR 48 horas 05 dias DE 02 dias 10 dias OU NOVO 05 dias Não tem OU 15 dias

REVISÃO CRIMINAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO ESPECIAL R.O.C.

05 dias

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Competência: A Ementa Constitucional n° 14 de 02 de março de 2004, alterando o art. 79, “caput” e II da Constituição do Estado de São Paulo, disciplinando a remessa de processos à Segunda Instância e estabelecendo, como orientação programática, a classificação das ações judiciais, segundo a competência de cada tribunal. Houve alteração pela Ementa nº 45 de 2004, onde em seu artigo 4º , extingue os Tribunais de Alçada Criminal. Eram antes assim estabelecidas: TRIBUNAL DE JUSTIÇA (TJ) COMPETÊNCIA SEÇÃO CRIMINAL: I – Ações penais relativas a crimes sujeitos à pena de reclusão, inclusive crimes da competência do Tribunal do Júri; II – Crimes contra o patrimônio apenas quando ocorra o evento morte; III – Crimes falimentares; V – Crimes comuns e de responsabilidade de prefeitos e vereadores.

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TRIBUNAL DE ALÇADA CRIMINAL (TACrim) HOJE EXTINTO COMPETÊNCIA –modificada pela ementa nº 17/04Constituição do Estado de São Paulo (HOJE NÃO MAIS EM VIGOR) Dispunha a referida ementa sobre a competência do TACRIM-SP (NÃO MAIS APLICADA) Artigo 1º - O artigo 79, "caput", da Constituição do Estado de São Paulo, e o seu inciso II passam a vigorar com a seguinte redação: "Artigo 79 - Ressalvada a competência residual do Tribunal de Justiça, compete aos Tribunais de Alçada processar e julgar, em grau de recurso: I …………………………………………………………………… …………………………… II - em matéria criminal: a) os crimes contra o patrimônio, excetuados os com evento morte; b) os crimes relativos a entorpecentes e drogas afins; c) os crimes relativos a armas de fogo e os contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo; d) os crimes de falsidade documental, seqüestro, quadrilha ou bando e corrupção de menores pela indução ou prática com eles de infração penal, se conexos com os crimes de sua competência; e) as demais infrações penais a que não seja cominada pena de reclusão, isolada, cumulativa ou alternadamente, excetuadas as relativas a falências,

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as dolosas contra a vida e as de responsabilidade de Vereadores." (NR)

CÂMARA ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA I - Conflitos de competência entre Juízes de Primeira Instância; II - Exceções de suspeição ou de impedimento contra os mesmos Juízes; III - Agravos de Instrumento manifestados em exceções de incompetência, desde que a matéria nos autos principais se inclua na sua competência recursal; IV - Processos da jurisdição da Infância e da Juventude; V - Recursos das decisões originárias do CorregedorGeral da Justiça, nos processos disciplinares relativos aos titulares e servidores

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COMPETÊNCIA DOS FOROS REGIONAIS Resolução nº 2, de 15 de dezembro de 1976 Lei Estadual nº 3.947, de 8 de dezembro de 1983 Resolução nº 148, de 5 de setembro de 2001 Artigo 54 - Compete às Varas Distritais da Comarca da Capital processar e julgar: III - As causas Criminais seguintes: a) Ações por Crimes e Contravenções sujeitas a pena de multa, prisão simples e detenção; b)Pedidos de "Habeas-Corpus" relativos a atos policiais, no âmbito de sua competência; c) Os feitos acessórios ou conexos, nos casos de sua competência, inclusive para restituição de coisas apreendidas em inquéritos, policiais; d)As questões incidentes relativas à prisão em flagrante prisão preventiva, liberdade provisória, ou outras, vinculadas à sua competência; DESTA FORMA, TODOS OS RECURSOS OU PEDIDOS FEITOS PARA O TRIBUNAL DE 2ª INSTÂNCIA (EM SÃO PAULO) DEVE SER REMETIDO AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO.

SEGUE ABAIXO ALGUNS ARTIGOS DA EMENTA Nº 45/04 QUE EXTINGUE OS TRIBUNAIS DE
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ALÇADA CRIMINAL, VIGORANDO APENAS O TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Competência: (EM VIGOR) EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45 Altera dispositivos dos arts. 5º, 36, 52, 92, 93, 95, 98, 99, 102, 103, 104, 105, 107, 109, 111, 112, 114, 115, 125, 126, 127, 128, 129, 134 e 168 da Constituição Federal, e acrescenta os arts. 103-A, 103-B, 111-A e 130-A, e dá outras providências. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. 1º Os arts. 5º, 36, 52, 92, 93, 95, 98, 99, 102, 103, 104, 105, 107, 109, 111, 112, 114, 115, 125, 126, 127, 128, 129, 134 e 168 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 5º..................................... LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. ............................................. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por
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três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão." (NR) "Art. 36..................................... III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. IV - (Revogado). ......................................" (NR) "Art. 52..................................... II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; Art. 92 ................................... I-A. O Conselho Nacional de Justiça; ............................................. § 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.

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auxílios ou contribuições de pessoas físicas... XV ............" advocacia no juízo ou tribunal do qual antes de decorridos três anos do do cargo por aposentadoria ou (NR) "Art.todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos............ sob pena de nulidade...receber.... em todos os graus de jurisdição. IV ...............exercer a se afastou...........a distribuição de processos será imediata.... 102 ... Parágrafo único........ .. ou somente a estes..... e fundamentadas todas as decisões....§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional...... afastamento exoneração......" (NR) Art..... às próprias partes e a seus advogados.. em determinados atos..... em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação......... ressalvadas as exceções previstas em lei......."(NR) "Art............. entidades públicas ou privadas........ podendo a lei limitar a presença..... 355 ............... 95.......... 93... V .............. IX ...... Aos juízes é vedado: . a qualquer título ou pretexto....................

........... estadual e municipal...... 105.. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal... .. ............... 356 ........III ...." (NR) "Art. i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.. relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta....... proferidas pelo Supremo Tribunal Federal.................... § 2º As decisões definitivas de mérito.................................. § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso........ a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso. nos termos da lei.......................................... III ..................... somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros........................ I -. nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante.............................................. nas esferas federal....

... 109....... ..................... "Art...... § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados. em primeiro grau.................................... pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e.... incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal................ V-A ........... nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos 357 .... a Justiça Militar estadual.. 125.. § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos........... mediante proposta do Tribunal de Justiça... poderá suscitar.....b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal....... o Procurador-Geral da República.. pelo próprio Tribunal de Justiça.......... em segundo grau....... em qualquer fase do inquérito ou processo." (NR) "Art.. perante o Superior Tribunal de Justiça. .. § 3º A lei estadual poderá criar..........as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo.... com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte... constituída. ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes...

... servindo-se de equipamentos públicos e comunitários..... os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. ....... singularmente. ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil. a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. sob a presidência de juiz de direito......" (NR) Art.. com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional. Para dirimir conflitos fundiários. constituindo Câmaras regionais. 103-B... § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar. 126. § 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente. processar e julgar os demais crimes militares..." (NR) "Art... com competência exclusiva para questões agrárias. cabendo ao Conselho de Justiça. § 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante.. 111-A e 130-A: 358 . 2º A Constituição Federal passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. nos limites territoriais da respectiva jurisdição.. cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.disciplinares militares. o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas........ 103-A....

revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei. a partir de sua publicação na imprensa oficial. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada. 4º Ficam extintos os tribunais de Alçada. passando os seus membros a 359 . mediante decisão de dois terços dos seus membros. § 1º A súmula terá por objetivo a validade. O Supremo Tribunal Federal poderá."Art. onde houver. e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula. nas esferas federal. conforme o caso. a interpretação e a eficácia de normas determinadas. a aprovação. na forma estabelecida em lei. acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que. julgando-a procedente." Art. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar. estadual e municipal. 103-A. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. aprovar súmula que. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. de ofício ou por provocação.

não só de seus órgãos. CF : 360 . o tribunal competente será Tribunal Regional Federal. é o organograma do Poder Judiciário. 92. por ato administrativo. Art. respeitadas antigüidade e classe de origem. No prazo de cento e oitenta dias. segundo princípios e regras legais. os Tribunais de Justiça. fixandolhes a competência e remetendo. OBSERVAÇÃO: Nos casos de competência da Justiça Federal. em igual prazo. promoverão a integração dos membros dos tribunais extintos em seus quadros. mas como os mesmo funcionam. Organização judiciária Organização judiciária é a estrutura. ao Poder Legislativo. a fim de que. dos a Parágrafo único. proposta de alteração da organização e da divisão judiciária correspondentes.integrar os Tribunais de Justiça respectivos Estados. assegurados os direitos dos inativos e pensionistas e o aproveitamento dos servidores no Poder Judiciário estadual. É a totalidade de órgãos e instituições mantidos pelo Poder Público. se cumpra a administração da Justiça. contado da promulgação desta Emenda.

I II STF STJ Ministr os Ministr os (11) (33) III os Tribunais Regionais Federais IV os Tribunais e juízes do trabalho V os Tribunais e juízes eleitorais TST TRT VT TSE TRE Juizes Eleitorais VI os Tribunais e juízes militares VII os Tribunais e juízes do Estado Estadual Tribunal de Justiça .desembargador instância Juízes de Direito instância Juizados Especiais (cíveis/criminais) 2ª 1ª Ministério Público 361 .

Faz parte do Poder Executivo Advocacia Procuradorias Territorialmente. o Estado divide-se em: circunscrições. Organização judiciária estadual em 2ª instância 1) Tribunal de Justiça. para crimes dolosos contra a vida tentados ou consumados. comarcas e distritos Organização judiciária estadual em 1ª instância 1) Tribunal do Juri e Economia Popular 2) Juízes de Direito 3) Juízes Substitutos Varas: cíveis e criminais Vara do Tribunal do Juri. registros públicos etc. Vara das Execuções penais.Está inserido em todos os tribunais. família e sucessões. Varas cíveis especializadas: fazendárias. 362 .

tem o tratamento de Egrégio e seus membros de Excelência. O tratamento dispensado às câmaras é de Colenda. subdivide-se em 6 Cada câmara possui entre 7 e 9 desembargadores.u. quais sejam: o relator. dois desembargadores entram na análise e decisão do recurso. A secção criminal câmaras e 3 grupos. portanto. poderemos obter resultados: desembargadores dois possíveis 3 x 0 => v. Sobre os recursos : 363 . Quando é distribuído um recurso para alguma câmara.m. apenas 3 x 2. o revisor e o terceiro juiz. é sediado na capital dos Estados.Sobre o Tribunal de Justiça: é composto por desembargadores. (votação por maioria) -> cabe embargos infringentes. -> votos vencidos -> votos vencedores Quando há embargos infringentes. sorteia-se dentre os desembargadores da mesma. Como são três os votantes. que irão julgar. (votação unânime) -> não cabe recurso 2 x 1 => v. obtendo-se. ( três).

5) Entranhamento -> juntada de peças aos autos 6) Desentranhamento . 4) Cota nos autos -> manifestação por escrito nos próprios autos das partes ou do MP. 8) Contradita: possibilidade de impugnação de testemunhas pelas partes.Apelação criminal: 5 dias para recurso (aviso que vai recorrer) e 8 dias para arrazoar (razões de discordância). Prazos processual.Contagem Exclui-se o dia do início e inclui-se o dia do término A regra geral.> retirada de peças dos autos 7) Vista dos autos -> possibilidade da parte ver os autos ou retirar o processo do cartório para sua manifestação. 9) Tríduo: 3 dias 10) Quinquídeo: 5 dias 364 . quando a lei não estipular prazo. 3) Peça Intempestiva -> apresentada fora do prazo. Expressões práticas jurídicas 1) Despacho -> dá andamento. impulsiona o processo. 2) Peça Tempestiva -> apresentada dentro do prazo. será de 5 dias para a manifestação da parte.

citação. prova testemunhal. penhora.11) Oitiva : ouvida 12) {Ofício / Vara} . carta de sentença. 5. memoriais.gabinete do juiz cartório da vara 13) por termo : manifestar por escrito no próprio processo PROGRAMA GERAL DETERMINADO PELA OAB PARA A ELABORAÇÃO DO EXAME 1. carta rogatória. Petição inicial. Mandado. carta de adjudicação. remessa. edital. informação. pareceres. 4. reconvenção. Valor da causa. intimação. fotocópia e conferência. 2. avaliação. carta de ordem. contestação. recebimento. carta de remição. exceções. confissão. prova documental. prova pericial. auto. Provas: depoimento pessoal. juntada. impugnações. autuação. traslado. contrafé. réplicas. certidão. 3. conta. Processo judicial: distribuição. intervenção de terceiro. exibição de documento ou coisa. alvará. laudo. litisconsórcio. vista. cotas. certidão e conclusão. cálculo. carta precatória. carta de arrematação. 365 . assistência.

Ação de Alimentos. Ação de Procedimentos Ordinário e Sumário. 22. 8. Queixa-crime e representação criminal. 7. 9. 26. Inquérito Policial. Ação Popular. Audiência: de conciliação. 30. 20. 13. Embargos do Devedor. 12. Ação Anulatória de Débito Fiscal. 28. de instrução e julgamento. tutela antecipatória. embargos. 14. Medidas Cautelares. Contratos. reclamações e correições parciais. Ação de Repetição de Indébito. Ações Possessórias. Mandado de Segurança: individual e coletivo. acórdãos. 10. Mandato e Procuração. 29. Procedimentos Administrativos. Ação de Consignação em Pagamento. 16. Execução Fiscal. Inventário. Ação Revisional de Aluguel. Ação Monitória. 18. Ação de Despejo. 17. 11. 366 . Habeas-Corpus. Desapropriação. Arrolamento e Partilha. Ação de Usucapião. Ação Penal. Organização Judiciária Estadual. 24. Reclamação Trabalhista. Temas e problemas vinculados às peculiaridades jurídicas de interesse local ou regional: Código de Defesa do Consumidor. 23. Despachos. 27. agravos. 19. Ação Renovatória de Locação. sentenças. Recurso Ordinário. 25. Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Processo de Execução. Estatuto da Criança e Adolescente. Apelação. Separação Judicial e Divórcio. Ação Declaratória em Matéria Tributária. 15. Defesa Trabalhista.6. Apelação e Recursos criminais. 21. Ação Revisional de Alimentos.

sem acréscimo de dados não fornecidos. seja fornecendo quaisquer outros dados pessoais ou não.A capacidade de interpretação e exposição . portanto não se identifique na peça. 367 . livros de doutrina e jurisprudência.Raciocínio jurídico . respire fundo e descanse por 2 minutos. Na elaboração da peça. Rascunhe a peça e após o seu término. legislação. utilize-se de todo material permitido pela OAB. cuja avaliação será feita tomando-se como parâmetro:  . Lembre-se que é proibida a identificação.A correção gramatical e a técnica profissional demonstrada ASSIM RECOMENDA-SE: A atenta leitura do problema proposto e sua localização no contexto da disciplina. a saber.DICAS PARA UMA BOA PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Inicie a prova pela elaboração da peça profissional.A fundamentação e sua consistência . Em seguida revisea como se fosse o examinador. ou alheios ao enunciado. seja assinando. A utilização somente de dados fornecidos pelo problema.

DOUTRINA DE DIREITO CONSTITUCIONAL. INDICO CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL DE ALEXANDRE ISSA KIMURA UM LIVRO SOBRE EXECUÇÕES PENAIS E LEIS ESPECIAIS. Ao iniciar a prova.CÓDIGO PENAL INTERPRETADO. No dia da prova. comece pelas questões que você têm certeza que sabe. Tente ter uma boa noite de sono. FERNANDO CAPEZ – “PROCESSO PENAL” (sem perguntas e respostas) . fazendo uso de grafia clara e legível. as 4 perguntas restantes com a indicação do fundamento jurídico.Responda. Leia as questões atentamente antes de começá-las. leve um copo de água para o exame. DICAS PARA OBTER UM MELHOR DESEMPENHO NA PROVA Coma alimentos leves na véspera da prova.DOUTRINA SOBRE RECURSOS INDICO AS OBRAS PROF. Passe tudo a limpo.“CURSO DE PROCESSO PENAL” – FERNANDO TOURINHO FILHO . ESTUDEM E LEVEM NO DIA DA PROVA DE SEGUNDA FASE -CÓDIGO PENAL COMENTADO -CÓDIGO DE PROCESSO PENAL COMENTADO. Tenha confiança em si mesmo. JULIO FABRINI MIRABETE . depois faça as outras. DIREITO PENAL: -CÓDIGO PENAL COMENTADO . . objetivamente.CELSO DELMANTO 368 .

.com.br rosamariaabade@terra. Caso tenham alguma dúvida durante o estudo entrem em contato pelo email:  rosamariaabade@aasp.INDICO UMA DOUTRINA PARA A PARTE GERAL. POIS PARA A PARTE ESPECIAL O CÓDIGO COMENTADO JÁ AJUDARÁ.org. 369 .br BOA SORTE A TODOS.

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