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Física - CASD - Capítulo 07 - Refraxão da Luz

Física - CASD - Capítulo 07 - Refraxão da Luz

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CASD Vestibulares Físca 61

FÍSICA
Frente III
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 7 7 – – R RE EF FR RA AÇ ÇÃ ÃO O D DA A L LU UZ Z

Introdução

Vimos no capítulo anterior que um feixe de
luz, ao incidir numa superfície de separa-ção de
meios, reflete-se. Além de refletir, esse raio
também penetra no meio adjacen-te. Verifica-se
experimentalmente que este feixe se propaga em
uma direção diferente da direção do feixe
incidente. Por exemplo, a direção de propagação
da luz é alterada quando ela passa do ar para o
vidro. Quando isso acontece, dizemos que a luz
sofreu refração. Veja a figura:



O fenômeno da refração consiste, então,
da mudança de direção de propagação de
um feixe de luz ao passar de meio para outro.
Isto só pode ocorrer quando a luz se propaga
com velocidades diferentes nos dois meios.

Índice de Refração

Cada meio em que a luz se propaga
pode ser caracterizado por uma grandeza
denominada índice de refração absoluto
(n). Por definição, tal grandeza é obtida pelo
quociente entre a velocidade da luz no vácuo
(c = 300.000km/s) e a velocidade da luz no
meio (v).
=
c
n
v


Note que o índice de refração (n) deve
ser sempre maior ou igual a 1, pois velocida-
de de propagação da luz é maior no vácuo do
que em qualquer meio material (c > v). Para
o ar, temos aproximadamente, n = 1.

A medida do índice de refração absoluto
é denominada refringência do meio. Assim,
entre dois meios, é considerado mais refrin-

gente aquele que apresenta maior índice de
refração.

Quanto maior o Índice de Refração Absoluto
de um meio, menor a velocidade com que a
luz o atravessa.

Definimos também o índice de refração
relativo entre dois meios 1 e 2 como sendo:

=
1
1,2
2
n
n
n


Leis da refração

Consideremos dois meios homogêneos e
transparentes 1 e 2, com índices de refra-ção
absolutos n
1
e n
2
para uma dada luz
monocromática, separados por uma fronteira.
Considere u
1
o ângulo de incidência da luz e
u
2
o ângulo de refração da luz. N é a normal à
fronteira no ponto de incidência.



1
a
Lei da Refração: O raio refratado pertence ao
plano de incidência.

2
a
Lei da Refração: Lei de Snell-Descartes

=
1 1 2 2
n sen n sen u u

Da Lei de Snell, é importante notar que:

< ¬ > ¬ >
1 2 1 2 1 2
Se n n sen sen u u u u




62 Física CASD Vestibulares

> ¬ < ¬ <
1 2 1 2 1 2
Se n n sen sen u u u u


Portanto:

Quando a luz passa de um meio menos refringente
para um mais refringente, seu raio se aproxima da
normal. Já quando a luz passa do meio mais
refringente para o meio menos refringente, seu
raio se afasta da normal.

Exercícios de Sala

01. Sabe-se que a luz se propaga em um
certo cristal com uma velocidade v = 1,5.10
8

m/s.
a) Qual é o valor do índice de refração do
cristal?
b) O cristal é mais ou menos refringente que
o sal, que tem índice de refração n
sal
=1,54?

02. Um raio de luz, vindo do ar, atinge uma
mesa de vidro, segundo um ângulo de 30º
com a horizontal. Sendo que o ângulo de
refração observado foi de 45º, determine:
a) O índice de refração absoluto do vidro.
b) Se o raio de luz incidisse perpendicular-
mente na mesa, qual seria o ângulo de refra-
ção? Faça um desenho da situação.

Exercício Resolvido

01. Um recipiente cúbico, com paredes opa-cas, é
colocado de tal modo que o olho de um
observador não vê seu fundo, mas vê
integralmente a parede AB. Qual a altura mínima
de água que é necessário colocar no recipiente,
para que um observador possa ver um objeto C
que se encontra a 10 cm de B. A aresta do cubo
mede 40cm.
Use n
água
= 4/3

Resolução:

A altura mínima de água é determinada pelo
nível x.


Da figura, temos que: CD = BD – CD
Mas como o ângulo de incidência é u
1
= 45º
(diagonal do quadrado), temos que BD = x.
Do enunciado, temos que BC = 10 cm.
Assim: = ÷ CD x 10 (I)

Do triângulo CDE, obtemos também que

=
2
CD x.tanu (II)

De (I) e de (II), obtemos:

=
÷
2
10
x
1 tanu
(III)
Da lei de Snell, temos que:

=
1 1 2 2
n sen n sen u u

Como n
1
=1 (ar) e n
2
=4/3 (água), obtemos:

=
2
3
sen sen45º
4
u ou =
2
3 2
sen
8
u
Usando as propriedades trigonométricas:

= =
÷
2 2
2
2
2
2
sen sen
tan
cos
1 sen
u u
u
u
u

Substituindo os dados e simplificando:

= ¬ =
| |
÷
|
\ .
2 2
2
3 2
3 23
8
tan tan
23
3 2
1
8
u u
Voltando na equação (III) e substituindo o
valor da tangente calculado, obtemos:



CASD Vestibulares Físca 63


x 26,7 cm ¬ =


Fenômenos causados pela Refração

Os fenômenos físicos cuja origem está
relacionada com a refração são diversos. Iremos
estudar aqui apenas alguns deles.

Ângulo Limite

Sabemos que, quando a luz passa de um
meio mais refringente para um menos
refringente seu raio se afasta da normal, já
que o ângulo de refração u
2
é maior que o de
incidência u
1
. Podemos aumentar o ângulo
u
1
, aumentando também u
2
, até um valor
máximo em que u
2
= 90º. Nesse caso extre-
mo, o ângulo de incidência correspondente é
chamado ângulo limite de incidência.

Podemos calculá-lo do seguinte modo:

= ¬ =
1 1 2 2 1 2
n sen n sen n senL n sen90º u u

=
2
1
n
senL
n


Reflexão Total

Mas e se direcionarmos o raio, na fronteira
entre um meio mais refringente e um menos
refringente, de modo que seu ângulo de
incidência seja maior que o ângulo limite
calculado? Nesse caso, não ocorrerá
refração, isto é, nenhuma fração do raio
atravessará a fronteira, sendo que todo ele
será refletido, num fenômeno que chamamos
Reflexão Total Interna.



A Reflexão Total só ocorre na passagem da
luz de um meio mais refringente para um
meio menos refringente ¬ n
1
> n
2

A fibra ótica é um material que utiliza
reflexão total da luz para transmiti-la. Em
comparação com os fios de cobre normais, a fibra
ótica é capaz de enviar 100.000 vezes mais
informações, apesar de sua velocidade de
transmissão ser 1,5 vezes menor.

Formação de Imagem por Refração

A figura abaixo mostra um peixinho colocado
dentro d’água, a uma certa profun-didade. Os raios
luminosos que são emitidos pelo peixinho, ao
passarem da água para o ar, sofrem refração,
afastando-se da normal, como já sabemos. O raio
refratado atinge o olho da criança como se
estivesse sido emitido de outro lugar, no caso, um
pouco acima, onde a criança verá uma imagem
virtual do peixinho.


O peixe, por sua vez, vê a criança cima da sua
posição, pois o raio que refrata e atinge o peixinho
é como se estivesse sido emitido de outro lugar, no
caso, um pouco acima, onde o peixinho verá uma
imagem virtual da criança.
Quando estamos na beira de uma pisci-na de
águas tranqüilas, ela nos aprece mais rasa, como
você já deve ter observado. O que estamos vendo
não é o fundo da piscina, mas uma imagem,
elevada em relação ao fundo, em virtude da
refração dos raios luminosos ao passarem para o
ar.

* Lâmina de Faces Paralelas

Quando um raio de luz atravessa uma lâmina
de faces paralelas, como uma porta de vidro, ele
sofre um desvio linear lateral, de forma que o raio
refratado final, sai paralelo ao raio incidente.



64 Física CASD Vestibulares

Se a lâmina tem espessura e com des-vio
lateral d, então:

÷
=
1 2
2
sen( )
d e
cos
u u
u

Posição Aparente de Astros

Quando a luz proveniente de uma estrela ou
do Sol penetra na atmosfera terrestre, ela encontra
camadas de ar cada vez mais densas e,
conseqüentemente, com índices de refração cada
vez maiores. Em virtude disso, essa luz sofre
refrações sucessivas, aproximando-se da normal.
Assim, quando um observador recebe a luz do Sol,
tudo se passa como se esta luz fosse proveniente
de um ponto mais acima, situado no prolonga-
mento do raio refratado recebido pelo obser-vador.
Assim, enxergamos uma imagem virtual do sol.


Ao anoitecer, mesmo depois que o Sol, está
abaixo da linha do horizonte, continua-mos a ver
sua imagem (e a receber a sua luz). Da mesma
forma, ao amanhecer, começamos a ver uma
imagem do Sol antes que ele alcance a linha do
horizonte. Desta maneira, se não existisse a
atmosfera e o fenômeno da refração, os dias
seriam um pouco mais curtos.

Dispersão da Luz

A luz branca, como a que chega aos nossos
olhos vinda do sol, é na verdade composta por sete
cores. À cada cor, está associada uma freqüência,
pois cada fre-qüência produz em nossos órgãos
visuais sensações distintas.
A luz monocromática é aquela radiação que
não pode ser decomposta em outras cores. Ela é
caracterizada por possuir ape-
nas uma freqüência.
O índice de refração varia de acordo com a
cor (freqüência) da luz. Assim, luzes de diferentes
cores incidindo sob um mesmo ângulo, sofrem
diferentes refrações.
Incidindo um feixe de luz branca em um
prisma, observamos a decomposição em sete
cores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul,
anil e violeta.


Observamos que o vermelho sofreu um menor
desvio, enquanto o violeta, um desvio maior.

Assim o índice de refração aumenta segundo a
seguinte seqüência:
vermelho – alaranjado – amarelo – verde – azul –
anil – violeta.

Uma das conseqüências interessantes da
dispersão da luz é a formação do arco-íris. Quando
um raio de luz solar branca penetra em uma gota,
ele se refrata, sofrendo dispersão. O feixe colorido
é refletido na superfície interna da gota e ao
emergir, se refrata novamente, o que causa maior
separação das cores.

Cores

Um objeto iluminado por luz branca se
apresenta verde se ele refletir preferencial-mente a
luz verde, absorvendo todas as outras cores. Do
mesmo modo, um objeto azul é aquele que reflete
a luz azul e absorve as demais.
Um objeto é branco quando reflete todas as
cores que recebe, não absorvendo prati-camente
nenhuma luz. Assim, ele envia luz branca para



CASD Vestibulares Físca 65

nossos olhos. Um objeto preto absorve toda a luz
que incide sobre ele, não enviando nenhuma luz
párea nossos olhos.
Exercícios de Sala

01. Um raio de luz saindo do fundo de uma
piscina, chega na superfície de separação com o ar
segundo um ângulo de 60º. Calcule:
a) O ângulo limite. Use n
água
= 4/3
b) Irá ocorrer reflexão total? Faça um dese-nho da
situação.

02. Uma moeda está no fundo de uma caixa
d’água. Um garotinho vê sua imagem e se prepara
para pegar a moeda.
a) O garotinho deve colocar sua mão acima,
abaixo ou no mesmo lugar de sua imagem?
b) Faça um desenho da situação.

Exercício Resolvido

01. Um certo meio denso, cujo índice de refração é
n
1
, é separado do ar por uma placa com índice de
refração n
2
.

Considere-se que o índice de refração
do ar é igual a 1. Um feixe de luz, propagando-se
no meio denso, incide sobre essa placa, como
mostra a figura. Considerando-se que n
1
> n
2
> 1,
determine o menor ângulo de incidência a partir do
qual nenhuma luz é transmitida para o ar.

Resolução:

Para que ocorra reflexão total na interface n
2
/ar,
o ângulo de incidência u
2
deve satisfazer a
relação u
2
> L, onde L é o ângulo limite para a
interface n
2
/ar. Como deseja-se encontrar o menor
ângulo para que ocorra reflexão total, vale a
igualdade u
2
= L.


Sabemos que o seno do ângulo limite satisfaz a
relação

=
2 ar
n senL n sen90º

Assim, lembrando-se que n
ar
= 1, o seno de L é
dado por
= =
2
2
1
senL sen
n
u (I)
Usando-se a Lei de Snell na interface superior
acha-se a relação
= ¬ =
1 1
1 1 2 2 2
2
n sen
n sen n sen sen
n
u
u u u (II)
O ângulo de incidência mínimo para que ocorra
reflexão total na interface n
1
/ar é determinado
levando-se o resultado (I) em (II). Assim:

¬ =
1
1
1
arcsen
n
u


Lentes Esféricas

Chamamos lente esférica a associação
de dois dioptros, sendo um necessariamente
esférico e o outro plano ou esférico. Sendo
transparentes, quando as superfícies são
atravessadas pela luz nota-se a predominân-
cia do fenômeno da refração em relação ao
da reflexão.
As lentes são dispositivos empregados
em um grande número de instrumentos como
óculos, máquinas fotográficas, microscópios,
lupas, lunetas etc.
As lentes são classificadas em dois
grandes grupos, distintos pela espessura da
região periférica em comparação à região
central:

Lentes de Bordas Finas


Biconvexa Plano-Convexa Côncavo-Convexa

Lentes de Bordas Grossas





66 Física CASD Vestibulares

Bicôncava Plano-Côncava Convexo-Côncava

Comportamento Óptico

Quanto ao seu comportamento óptico,
dizemos que uma lente pode ser classificada
de duas maneiras: convergente e divergente.

Lentes Convergentes:

Ao ser atravessada por um feixe de luz
paralelo, refrata-o de modo a tor-ná-lo um
feixe conver-gente.

Lentes Divergentes:

Ao ser atravessada por
um feixe de luz
paralelo, refrata-o de
modo a torná-lo um
feixe divergente.

As lentes convergentes e divergentes
podem sempre ser desenhadas da forma
acima, apenas por um traço vertical e duas
setas se afastando (convergentes) ou
aproximando (divergentes).
É verificado experimentalmente que:

Se o material que compõe a lente é mais
refringente que o meio externo:
Bordas finas: convergentes
Bordas Grossas: divergentes

Se o material que compõe a lente é menos
refringente que o meio externo:
Bordas finas: divergentes
Bordas Grossas: convergentes

Como na maioria das vezes o meio exter-
no é o ar, temos que normalmente lentes de
bordas finas são convergentes e de bordas
grossas, divergentes.




Elementos Principais

- Centro Óptico: é o ponto do eixo
principal por onde passa um raio luminoso
sem sofrer desvio angular.
- Foco (F): como a lente pode receber e
refratar luz nos dois sentidos, ela possui dois
focos, igualmente espaçados do Centro
Óptico, o Foco Imagem e o Foco Objeto.
- Foco Imagem
- é o vértice real do
feixe convergente
resultante da refração
de um feixe impróprio
através de uma lente
convergente:


- é o vértice virtual do
feixe divergente resul-
tante da refração de um
feixe impróprio através
de uma lente
divergente:

- Pontos Antiprincipais: pontos
localizados no eixo principal cuja distância à
lente é igual ao dobro da distância focal.

Raios Principais

Sabemos que para localizar a imagem de um
ponto precisamos conhecer a trajetó-ria de apenas
dois raios luminosos que são emitidos pelo ponto.
Assim como no estudo de espelhos,
alguns raios luminosos particulares desta-
cam-se por simplificar a obtenção das ima-
gens conjugadas por lentes esféricas:

1 - O raio de luz que incide no centro
óptico refrata-se sem sofrer desvio



2 – O raio de luz que incide paralelamente
ao eixo principal refrata-se na direção do
foco imagem




-



CASD Vestibulares Físca 67



3 – O raio que incide na direção do foco
objeto refrata-se paralelamente ao eixo
principal



4 - O raio que incidir na direção do ponto
antiprincipal objeto refrata-se na direção
do ponto antiprincipal imagem






Construção de Imagens

Para construirmos imagens de objetos
extensos devemos construir a imagem de cada um
de seus pontos. Para tanto são necessários dois
raios principais, para cada ponto. Dependendo da
posição do objeto, a lente convergente conjuga
diferentes tipos de imagens. Já a lente divergente,
conjuga sempre o mesmo tipo de imagem. Veja:

1) Objeto entre o Foco e o Vértice



Imagem: Virtual, Maior e Direita

2) Objeto sobre o Foco




68 Física CASD Vestibulares


Imagem: Imprópria

3) Objeto entre o Foco e o Centro de Curvatura


Imagem: Real, Maior, Invertida
4) Objeto sobre o Centro de Curvatura



Imagem: Real, Mesmo Tamanho, Invertida

5) Objeto além do Centro de Curvatura



Imagem: Real, Menor, Invertida

Lente Divergente: qualquer posição do objeto


Imagem: Virtual, Menor, Direita

Equação das Lentes Esféricas

Estudaremos, agora, um conjunto de
equações que nos permitirão obter a posição
e o tamanho da imagem de um objeto gerada
por uma lente esférica. As equações só são
válidas se as condições de nitidez de
Gauss forem satisfeitas: pequena espessura
(lentes finas, delgadas) e raios incidentes
pouco inclinados e próximos ao eixo principal.
A simbologia é a mesma de espelhos
esféricos.
Importante:

Lente Convergente  foco positivo: f > 0
Lente Divergente  foco negativo: f < 0

Elementos Reais  abscissa positiva
Elementos Virtuais  abscissa negativa

Equação dos Pontos Conjugados

i o
1 1 1
f d d
= +


Equação do Aumento Linear Transversal
÷
= =
i
o
d i
A
o d


Novamente, temos que um aumento positivo
significa que a imagem formada é direita e um
aumento negativo, que a imagem é invertida.

Vergência de uma Lente:

=
1
V
f





CASD Vestibulares Físca 69

Unidade: m
-1
ou di (dioptria)

Associação de Lentes:

Em lentes justapostas, a vergência da
associação é igual à soma das vergências.

* Equação dos Fabricantes de Lentes

Podemos fazer um estudo quantitativo da
influência do meio que envolve a lente e da sua
forma na sua distância focal.
Considere uma lente de faces esféricas, de
raios R
1
e R
2
, de índice de refração n, envolvida
por um meio de índice de refração n
m
. Das leis da
refração é possível mostrar que:
| || |
= ÷ +
| |
\ .\ . m 1 2
1 n 1 1
1
f n R R

Essa equação pode ser usada para determinar a
distância focal de qualquer tipo de lente esférica
(bicôncava, plano-convexa, côncavo-convexa...),
desde que seja adotada a seguinte convenção de
sinais:

Superfície Convexa  raio positivo: R > 0
Superfície Côncava  raio negativo: R < 0
Superfície Plana  raio infinito: 1/R = 0

Instrumentos Ópticos

O sentido da visão é o que nos dá maior
quantidade de informações sobre o meio em
que vivemos. Entretanto, tem limitações para
perceber objetos muito pequenos ou que
estão muito afastados de nós. Para minimizar
essas deficiências e ampliar o sentido da
visão, fazemos uso de instrumentos ópticos
que podem controlar os raios luminosos que
chegam até o olho.

Olho Humano

A função do olho é de captar a luz
proveniente do meio ambiente e enviar sinais
para que o cérebro interprete as imagens.
Para executar essa função, o olho tem os
seguintes componentes: a córnea, a íris, a
pupila, o cristalino, a retina e a esclerótica.



A córnea é um membrana transparente
feita em várias camadas que tem a função de
refratar a luz de modo que ela possa ser
focalizada na retina.
A esclerótica (esclera) é uma continua-
ção da córnea que se estende até o fundo do
olho. Ligados à esclerótica estão os múscu-
los que controlam o movimento do olho.
A íris é a parte colorida do olho e tem
uma porção central chamada pupila, por on-
de a luz externa penetra no interior do olho. A
função da pupila é regular a quantidade de
luz que entra em nosso olho. Quando
estamos ao sol, a pupila se contrai, enquanto
que em ambientes escuros, a pupila aumen-
ta, para deixar entrar um máximo de lumino-
sidade.
O cristalino funciona como uma lente. É
uma estrutura transparente que serve para
ajustar a distância focal do olho, fazendo com
que a imagem seja formada sobre a retina. O
índice de refração do cristalino é de 1,40.
A retina é uma fina película composta de
células sensíveis à luz e disposta no fundo do
olho onde a imagem é focalizada. A função
da retina é transformar energia luminosa em
impulsos elétricos que são enviados ao
cérebro pelo nervo óptico.

Defeitos da Visão

Os defeitos da visão são condições
congênitas ou adquiridas que impedem a
correta formação da imagem no fundo do
olho e, por conseqüência, o bom reconheci-
mento da forma ou das cores dos objetos. A
correção destes defeitos é feita com o uso de
lentes externas ao olho, como óculos e as
lentes de contato ou por cirurgia.
As lentes são classificadas pela sua
vergência. Este é o valor que se costuma
chamar de “grau da lente” ou dioptria. Desse
modo, uma lente de 0,5 grau de dioptria tem
uma distância focal de 1/0,5 = 2 m.



70 Física CASD Vestibulares
O ponto mais distante para o qual o olho
humano consegue formar uma imagem na
retina chama-se ponto remoto, e para um
olho normal situa-se no infinito.
O ponto mais perto do olho, para o qual
conseguimos formar uma imagem nítida,
chama-se ponto próximo. Para um olho
normal, este ponto fica a 25 cm do olho.

Miopia

Em um míope, a formação da imagem de
objetos distantes se dá um pouco à frente da
retina. Como conseqüência, objetos
próximos, que exigem um poder de refração
maior, são vistos com nitidez normal, mas os
objetos mais afastados vão ser vistos fora de
foco, sem definição. Veja o esquema do olho
míope abaixo.


O ponto remoto (PR), para os míopes,
não está no infinito mas sim próximo do olho.
A correção da miopia é feita com lentes
externas divergentes, que formam uma
imagem de objetos que estão muito longe em
um ponto onde o míope enxerga bem. Em
virtude disso, a distância focal da lente para o
míope é dada pela seguinte expressão:

= ÷ f PR


Hipermetropia

Um olho com hipermetropia focaliza as
imagens em um plano depois da retina. Isso
causa uma dificuldade para focalizar objetos
muito próximos.
Uma pessoa com hipermetropia não
consegue enxergar nitidamente objetos a 25
cm, que seria o limite para um adulto normal,
o chamado ponto próximo. Veja a figura:



A correção é feita com lentes externas
convergentes, que formam uma imagem no
ponto próximo da pessoa de um objeto que
estaria a 25 cm do olho. Esta imagem será
perfeitamente focalizada na retina. A distân-
cia focal da lente para o hipermétrope é dada
pela seguinte expressão:

N H
1 1 1
f PP PP
= ÷

Onde PP
N
é o ponto próximo normal e PP
H
é
o ponto próximo do hipermétrope, ambos
positivos. A presbiopia, ou vista cansada,
também é corrigida com lentes convergentes.

Astigmatismo

O astigmatismo é causado por imperfei-
ções no raio de curvatura da córnea. Estas
imperfeições fazem com que cada raio
luminoso focalize em um local diferente,
dependendo de seu ponto de entrada na
córnea. Isto impede a formação de uma
imagem perfeita. A imagem aparece borrada
para qualquer distância. O astigmatismo pode
ser corrigido com o uso de lentes cilíndricas.

* Lupa

Vimos que quando um objeto é colocado
entre uma lente convergente e seu foco,
obtém-se uma imagem virtual e maior que o
objeto. Quanto menor for a distância focal da
lente convergente, maior será a ampliação
que é possível obter com ela.



CASD Vestibulares Físca 71


Quando uma lente convergente é usada
nessas condições, produzindo uma imagem
virtual aumentada, dizemos que ela é uma
lupa, ou lente de aumento.

* Microscópio

Quando desejamos observar objetos
muito pequenos, necessitando de um
aumento maior do que o fornecido por lupas,
usamos um microscópio. Apesar de serem
aparelhos complexos, podem ser considera-
dos como constituídos de dois sistemas de
lentes que funcionam como duas lentes
convergentes. A lente que fica mais próxima
do objeto é denominada objetiva e aquela
através da qual a pessoa observa a imagem
ampliada é denominada ocular.



O objeto é colocado próximo ao foco da
objetiva, que forma uma imagem real e
ampliada. Esta imagem forma-se entre a
ocular e o seu foco e funciona como um obje-
to para esta lente. Então, a ocular fornece
uma imagem final virtual e ainda mais
ampliada. Em resumo, a ocular atua como
uma lupa, ampliando a imagem fornecida
pela objetiva, que já era ampliada em relação
ao objeto. Então, se, por exemplo, a objetiva
amplia 10 vezes o objeto e a ocular provoca
um aumento de 50 vezes, a ampliação total
fornecida pelo microscópio será de 50 x 10 =
500 vezes. Veja esquema abaixo.

Exercícios de Sala

01. Na figura deste exercício, temos apenas
desenhados a imagem, o objeto e o eixo
principal. Utilizando raios principais, reconsti-
tua a lente em questão e determine
geometricamente seus focos, vértice e centro
óptico.

Resolução:










02. Um objeto de 200 cm de altura é
colocado a 5m de uma lente convergente.
a) Qual deve ser a distância focal da lente
para que uma imagem real se forme a 5 cm
da lente?
b) Qual deve ser o tamanho da imagem?
c) Faça um desenho da situação






72 Física CASD Vestibulares
03. Uma lente divergente possui uma distância
focal de 15 cm.
a) Determine a posição da imagem de um objeto
situado a 30 cm da lente.
b) Qual é a ampliação da imagem?
c) Faça um desenho da situação.

04. Um míope é aquele em que o ponto remoto se
encontra próximo ao olho. Qual deve ser a
distância focal da lente para corrigir a miopia de
uma pessoa que tem ponto remoto a 40 cm do
olho?

05. Considere uma lente plano-côncava, de índice
de refração n = 1,5 e cuja face curva tenha raio R
= 50 cm, mergulhada em um líquido de índice de
refração n
m
= 2,0. Qual é a distância focal dessa
lente?

Exercícios Resolvidos

01. A que distância de uma lente biconvexa, com
distância focal f = 1m, é necessário colocar um
espelho esférico côncavo, que tem raio de
curvatura R =1 m, a fim de que o raio que incide
na lente, paralelamente ao eixo óptico principal do
sistema, depois da reflexão no espelho, saia da
lente e continue paralelo ao eixo óptico? Desenhe
a imagem de um objeto sobre o eixo principal.

Resolução:

São possíveis dois casos:
I) O espelho encontra-se sobre o eixo principal a
uma distância d = f + R.
II) O espelho está a uma distância d = f = R.

I) Como queremos que o raio volte paralelo, uma
alternativa é fazer com que o raio refletido volte
sobre o raio refratado. Como ao incidir na lente
paralelamente, o raio refratado passa pelo foco,
podemos fazer com que ele reflita sobre ele mesmo
se o foco da lente estiver sobre o centro de
curvatura do espelho. Isso ocorre pois sabemos
que raios que passam pelo centro de curvatura,
refletem-se sobre eles mesmos. Veja figura
abaixo:



II) Faça o 2º caso você mesmo!!
02. Uma vela está a uma distância D de um
anteparo sobre o qual se projeta uma ima-gem com
lente convergente. Observa-se que as duas
distâncias L e L’ entre a lente convergente e a vela
para as quais se obtém uma imagem nítida da vela
no anteparo, distam uma da outra de uma distância
a. O comprimento focal da lente, em termos de D e
a é então?


Resolução:

Aplicando-se a Equação dos Pontos Conju-gados
para uma das situações da imagem nítida, temos:
i o
1 1 1
f d d
= +

( ) ( )
1 1 1 1 D L L
f L D L f L D L
÷ +
= + ¬ =
÷ ÷


( )
( )
1 D
fD L D L
f L D L
= ¬ = ÷
÷
(I)

Repetindo o mesmo procedimento para a outra
situação de imagem nítida, temos:

( )
( )
1 1 1
fD L' D L'
f L' D L'
= + ¬ = ÷
÷
(II)
Igualando I e II, vem:

( ) ( ) L D L L' D L' ÷ = ÷

( ) ( ) ( )
2
2
L D L L' D L' LD L L' D L' ÷ = ÷ ¬ ÷ = ÷

Fatorando:

( ) ( ) ( ) ( )
2
2
L L' D L L' L L' L L' ÷ = ÷ = + ÷

D L L' = + Mas L a L' = +

Então: D L' a L' = + + ¬
D a
L'
2
÷
= (III)
Substituindo (II) em (II), temos:

D a D a
fD . D
2 2
÷ ÷ | | | |
= ÷
| |
\ . \ .





CASD Vestibulares Físca 73

2 2
D a D a D a
fD .
2 2 4
÷ + ÷ | | | |
= =
| |
\ . \ .


2 2
D a
f
4D
÷
¬ =


03. Um olho hipermétrope é aquele em que o
ponto próximo se encontra além de 25 cm do olho.
Qual deve ser a distância focal da lente que uma
pessoa, que tem o ponto próximo a 75 cm do olho,
deve usar para que ela possa ler um texto a 30 cm
de distância?

Resolução:

Poderíamos resolver esse exercício aplican-do
diretamente a equação da página 73, entretanto,
antes de fazê-lo, iremos prová-la. Para tanto,
imagine duas situações:
I) Sem lente corretora
II) Com lente corretora convergente
Em I), temos que o cristalino, de distância focal
mínima f
cris
, conjugará uma imagem nítida para
distâncias maiores ou iguais ao PP
H
. Assim:

cris i o cris i H
1 1 1 1 1 1
f d d f d PP
= + ¬ = + (I)

onde d
i
é a distância entre o cristalino e a retina,
onde se conjuga a imagem.

Em II), temos a lente corretora justaposta ao
cristalino, configurando uma associação de lentes,
onde a vergência total é a soma das duas
vergências, do cristalino e da lente:

cris i o cris i N
1 1 1 1 1 1 1 1
f f d d f f d PP
+ = + ¬ + = + (II)

Substituindo (I) em (II), obtemos a equação:

N H
1 1 1
f PP PP
= ÷

Colocando os valores do problema, obtemos:

1 1 1
f 30 75
= ÷
f 50cm ¬ =

Exercícios

 Nível 1

01. (INATEL) Quando o raio de luz monocromáti-ca
sofre uma refração, altera-se:
a) a sua cor
b) o seu período
c) a sua freqüência
d) a sua velocidade de propagação
e) nenhuma dessas grandezas sofre alteração com a
refração do raio de luz

02. (UNIRIO) Um feixe de raios luminosos atravessa
um sistema óptico formado por dois meios
transparentes de refringências distintas (dioptro), sendo
i = ângulo de incidência, r = ângulo de refração, V
1
=
módulo de velocidade da luz no meio 1, e V
2
= módulo
da velocidade no meio 2. Na situação descrita, a opção
correspon-dente ao que ocorre obrigatoriamente é:
a) i < r b) i > r
c) i = r d) V
1
= V
2

e) V
1
= V
2


03. (FATEC) O índice de refração absoluto de um
metal:
a) relaciona-se à velocidade da luz no vácuo.
b) não depende da estrutura atômica do material, mas
depende da velocidade da radiação mono-cromática no
vácuo.
c) independe da freqüência da radiação incidente no
material e assume valores sempre positivos.
d) depende do comprimento de onda da radiação
incidente no material e assume valores sempre menores
que a unidade.
e) assume o mesmo valor para qualquer radiação do
espectro eletromagnético.

04. (MED – TAUBATÉ) O índice de refração absoluto
de um meio é:
a) diretamente proporcional ao módulo da velocidade
de propagação da luz em seu interior.
b) inversamente proporcional ao módulo da velocidade
de propagação da luz em seu interior.
c) diretamente proporcional ao ângulo de inci-dência
da luz.
d) inversamente proporcional ao ângulo de inci-dência
da luz.
e) um número que pode ser menor que 1.

05. (INATEL-MG) O módulo da velocidade de
propagação de luz num determinado meio mede 4/5 do
módulo da velocidade de propagação da luz no vácuo.
Então, o índice de refração absolu-
to do meio vale:
a) 0,80 b) 1,25 c) 1,80 d) 2,05 e) 2,25

06. (MACKENZIE) O índice de refração da água em
relação ao vidro é 8/9. Sabendo que o índice de
refração absoluto da água é 4/3 e que a velocidade da
luz no vácuo tem módulo igual a 3,0 . 10
8
m/s,
podemos afirmar que a velocidade de luz no vidro tem
módulo igual a:
a) 2,5 .10
8
m/s b) 2,0 .10
8
m/s c) 1,5 .10
8
m/s
d) 1,0 .10
8
m/s e) 8,0 .10
7
m/s




74 Física CASD Vestibulares
07. (U.F. PELOTAS) Um raio luminoso
monocromático passa do vácuo para um meio material
de índice de refração absoluto igual a 4/3. Sendo o
módulo da velocidade de propagação da luz no vácuo
igual a 3,00 .10
5
km/s, podemos afirmar que a
velocidade da luz no meio material é de:
a) 4,00 .10
5
km/s b) 3,25 .10
5
km/s
c) 3,00 .10
5
km/s d) 2,25 .10
5
km/s

08. (UFF) Um raio de luz monocromática atravessa três
meios ópticos de índices de refração absolutos n
1
, n
2
e
n
3
, conforme a figura:


Sendo paralelas as superfícies de separação do
meio 2 com os outros dois meios, é correto
afirmar que:
a) n
1
> n
2
> n
3
b) n
1
> n
3
> n
2
c) n
2
> n
3
> n
1
d) n
2
> n
1
> n
3
e) n
3
> n
1
> n
2

09. (FUVEST) Um pássaro sobrevoa em linha reta e a
baixa altitude uma piscina em cujo fundo se encontra
uma pedra. Podemos afirmar que:
a) com a piscina cheia o pássaro poderá ver a pedra
durante um intervalo de tempo maior do que se a
piscina estivesse vazia.
b) com a piscina cheia ou vazia o passa-ro poderá ver
a pedra durante o mesmo intervalo de tempo.
c) o pássaro somente poderá ver a pedra en-quanto
estiver voando sobre a superfície da água.
d) o pássaro, ao passar sobre a piscina, verá a pedra
numa posição mais profunda do que aque-la em que ela
realmente se encontra.
e) o pássaro nunca poderá ver a pedra.
10. (UECE) As fibras ópticas, de grande uso
diagnóstico em Medicina (exame do interior do
estômago e de outras cavidades), devem sua
importância ao fato de que nelas a luz se propaga sem
“escapar” do seu interior, não obstante serem feitas de
material transparente. A explicação par o fenômeno
reside na ocorrência, no interior das fibras, de:
a) reflexão total da luz
b) dupla refração de luz
c) polarização da luz
d) difração da luz
e) interferência da luz

11. (ITAÚNA) A figura mostra um raio de luz
passando de um meio 1 (água) para um meio 2 (ar),
proveniente de uma lâmpada colocada no fundo de
uma piscina.
Os índices de refração absolutos do ar e da água valem,
respectivamente, 1,0 e 1,3.



Dados: sen 48
0
= 0,74 e sen 52
0
= 0,79
Sobre o raio de luz, pode-se afirmar que, ao atingir o
ponto A:
a) sofrerá refração, passando ao meio 2.
b) sofrerá reflexão, passando ao meio 2.
c) sofrerá reflexão, voltando a se propagar no meio 1.
d) sofrerá refração, voltando a se propagar no meio 1.
e) passará para o meio (2) (ar), sem sofrer desvio.

12. (FUVEST) Um menino possui um aquário de
forma cúbica. À noite ele joga pó de giz na água para
observar a trajetória do feixe de luz de uma lanterna.
Os três esquemas abaixo representam supostas
trajetórias para um estreito feixe de luz que atravessa o
aquário.

Quais desses esquemas são fisicamente realizá-veis?
a) 1 e 2 b) 2 e 3 c) só 1 d) só 2 e) só 3

13. Um raio de luz monocromática incide
perpendicularmente em uma das faces de um prisma
eqüilátero e emerge de forma rasante pela outra face.
Considerando 73 , 1 3 = e supondo que o prisma
imerso no ar, cujo índice de refração é 1, o índice de
refração do material que constitui o prisma será,
aproximadamente,

a) 0,87 b) 1,15 c) 2,00 d) 1,41 e) 2,82

14. (FUND. CARLOS CHAGAS) Uma lente, feita de
material cujo índice de refração absoluto é 1,5, é
convergente no ar. Quando mergulhada num líquido
transparente, cujo índice de refração absoluto é 1,7, ela:
a) será convergente.
b) será divergente.
c) será convergente somente para a luz monocro-
mática.
d) se comportará como uma lâmina de faces paralelas.
e) Não produzirá nenhum efeito sobre os raios
luminosos.



CASD Vestibulares Físca 75


15. (UFSM-RS) Um objeto está sobre o eixo óptico e a
uma distância p de uma lente conver-gente de distância
focal f. Sendo p maior que f e menor que 2f, pode-se
afirmar que a imagem será:
a) virtual e maior que o objeto.
b) virtual e menor que o objeto.
c) real e maior que o objeto.
d) real e menor que o objeto.
e) real e igual ao objeto.

16. (UNAERP) Uma bolha de ar imersa em vidro
apresenta o formato da figura. Quando três raios de luz,
paralelos, a atingem, observa-se que seu
comportamento óptico é de uma:







a) lente convergente
b) lente divergente

c) lâmina de faces paralelas
d) espelho plano
e) espelho convexo

17. (U.F. CAXIAS DO SUL) Com auxílio de uma
lente convergente de distância focal f quer se obter a
imagem de uma vela acessa (objeto) de modo que a
imagem e objeto tenham mesmas dimensões. Para tal
deve-se colocar:








a) a vela em A e a tela também em A.
b) a vela em A e a tela em A’.
c) a cela em F e a tela em F’.
d) a vela em F e a tela também em F.
e) a vela em F e a tela em A’.

18. (FUVEST) A distância entre um objeto e uma tela é
de 80cm. O objeto é iluminado e, por meio de uma
lente delgada posicionada adequada-mente entre o
objeto e a tela, uma imagem do objeto, nítida e
ampliada 3 vezes, é obtida sobre a tela. Para que isto
seja possível, a lente deve ser:
a) convergente, com distância focal de 15 cm, colocada
a 20 cm do objeto.
b) convergente, com distância focal de 20 cm, colocada
a 20 cm do objeto.
c) convergente, com distância focal de 15 cm, colocada
a 60 cm do objeto.
d) divergente, com distância focal de 15 cm, colocada a
60 cm do objeto.
e) divergente, com distância focal de 20 cm, colocada a
20 cm do objeto.

19. (CESGRANRIO) Um objeto real é colocado
perpendicularmente ao eixo principal de uma lente
convergente de distância focal f. Se o objeto está a uma
distância 3f da lente, a distância entre o objeto e a
imagem conjugada por essa lente é:
a) f/2 b)3f/2 c) 5f/2 d) 7f/2 e) 9f/2
b) 3f/2 c) 5f/2
20. (VUNESP) Sobre o eixo de uma lente convergente,
de distância focal 6,0 cm, encontra-se um objeto,
afastado 30 cm da lente. Nessas condições, a distância
da imagem à lente será:
a) 3,5 cm b) 4,5 cm c) 5,5 cm
d) 6,5 cm e) 7,5 cm

21. (PUCC) Um objeto real é disposto
perpendicularmente ao eixo principal de uma lente
convergente, de distância focal 30 cm. A imagem
obtida é direta e duas vezes maior que o objeto. Nessas
condições, a distância entre o objeto e a imagem, em
cm, vale:
a) 75 b) 45 c) 30 d) 15 e) 5

22. (UFF-RJ) Sobre o eixo óptico de uma lente delgada
convergente, e muito afastado dela, é colocado um
objeto real e pontual. A imagem deste objeto, formada
pela lente, situa-se a 6,0 cm da mesma. Colocando-se
agora este objeto a 18,0 cm da lente (ainda sobre o seu
próprio eixo óptico), a nova imagem estará situada a
uma distância da lente aproximadamente igual a:
a) 3cm b) 4,5cm c) 9cm d) 12cm e) 24cm

23. (PUC) Um objeto real está situado a 10 cm de uma
lente delgada divergente de 10 cm de distância focal. A
imagem desse objeto, conjugada por essa lente, é:
a) virtual, localizada a 5,0 cm da lente.
b) real, localizada a 10 cm da lente.
c) imprópria, localizada no infinito.
d) real, localizada a 20 cm da lente.
e) virtual, localizada a 10 cm da lente.

24. (ITA) Um objeto tem altura h
o
= 20 cm e está
situado a uma distância d
o
= 30 cm de uma lente. Esse
objeto produz uma imagem virtual de altura h
i
= 4,0
cm. A distância da imagem à lente, a distancia focal e o
tipo da lente são, respectiva-mente:
a) 6,0 cm; 7,5 cm; convergente.
b) 1,7 cm; 30 cm; divergente.
c) 6,0 cm; -7,5 cm; divergente.
d) 6,0 cm; 5,0 cm; divergente.
e) 1,7 cm; -5,0 cm; convergente.




76 Física CASD Vestibulares
25. (UNIRIO) Em uma aula sobre Óptica, um
professor, usando uma das lentes de seus óculos (de
grau + 1,0 di), projeta, sobre uma folha de papel colada
ao quadro de giz, a imagem da janela que no fundo da
sala (na parede oposta à do quadro). Para isso, ele
coloca a lente a 1,20 m da folha. Com base nesses
dados, é correto afirmar que a distância entre a janela e
o quadro de giz vale:
a) 2,4m b) 4,8m c) 6,0m d) 7,2m e) 8,0m

26. (CEFET-PR) Uma equipe de alunos obtém imagens
reais da chama de uma vela. Coletando os dados sobre
a distância x da vela à lente e a
distância y da lente ao anteparo, obtiveram o diagrama
representado a seguir. A partir dele, podemos afirmar
que a distância focal da lente usada vale, em m:



a) 5 b) 2,5 c) 1 d) 0,2 e) 0,1

27. (U.F.UBERLÂNDIA-MG) Um objeto AB
encontra-se diante de uma lente divergente, como
mostra a figura:



Analise as afirmativas seguintes e indique aquela
que está CORRETA:
a) A distância da imagem à lente é 12 cm.
b) O aumento fornecido pela lente é 3.
c) O tamanho da imagem é 30 cm.
d) A lente divergente fornece uma imagem invertida e
menor do que o objeto, qualquer que seja a posição
deste sobre o eixo principal da lente.
e) A lente divergente fornece sempre uma imagem
virtual, qualquer que seja a posição do objeto sobre o
eixo principal da lente.

28. (PUCC) Um objeto real está situado a 10 cm
de uma lente delgada divergente de 10 cm de
distância focal. A imagem desse objeto,
conjugada por essa lente, é:
a) virtual, localizada a 5,0 cm da lente.
b) real, localizada a 10 cm da lente.
c) imprópria, localizada no infinito
d) real, localizada a 20 cm da lente.
e) virtual, localizada a 10 cm da lente

29. (ITA) Um objeto tem altura h
0
= 20 cm e está
situado a uma distância d
0
= 30 cm de uma lente.
Esse objeto produz uma imagem virtual de altura
h
i
= 4,0 cm. A distância da imagem à lente, a
distância focal e o tipo da lente são, respectiva-
mente:
a) 6,0 cm; 7,5 cm; convergente.
b) 1,7 cm; 30 cm; divergente.
c) 6,0 cm; -7,5 cm; divergente.
d) 6,0 cm; 5,0 cm; divergente.
e) 1,7 cm; -5,0 cm; convergente.

30. (FEI-SP) Um palito de fósforo de 4,0 cm de
comprimento é colocado sobre o eixo principal de
uma lente convergente de distância focal f = 20
cm, com a cabeça a 10 cm do foco objeto
principal, conforme a figura. Nessas condições, a
imagem do palito tem comprimento de aproxima-
damente:

a) 2cm b) 4cm c) 8cm d) 9,2cm e) 11cm

31. (FEI) De um objeto real, uma lente delgada fornece
imagem real, invertida e de mesmo tamanho. Sabendo-
se que a distância entre objeto e imagem é d = 4,0 m, a
vergência da lente é, em dioptrias:
a) +1,0 b) –1,0 c) +0,25 d) +2,0 e) –2,0

32. (FEI) Uma lente convergente possui vergência V =
25 di. Um objeto é colocado a 5,0 cm da lente. O
aumento linear transversal da lente é, em valor
absoluto:
a) 1/4 b) 1/2 c) 1 d) 2 e) 4

33. (UNAERP) A lente utilizada nos óculos de uma
pessoa hipermétrope possui vergência com 2,0
dioptrias. A distância focal dessa lente é, em metros:
a) 1/4 b) 1/2 c) 2 d) 4 e) 6

34. (UFMG) Ao associar duas lentes delgadas de
distâncias focais f
1
= 10 cm e f
2
= 40 cm, ambas
convergentes, você obtém um sistema equivalente a
uma lente de convergência:
a) 0,125 di b) 2,0 di c) 8,0 di
d) 12,5 di e) 50 di




CASD Vestibulares Físca 77

35. (ITA) Uma lente A, convergente (f
A
= 10 cm), é
justaposta a outra lente convergente B (f
B
= 5,0 cm). A
lente equivalente é:
a) divergente e | f | = 3,333 cm.
b) divergente e | f | = 5,2 cm.
c) convergente e f = 5,2 cm.
d) convergente e f = 15 cm
e) convergente e f = 3,33 cm.

36. (CEFET-PR) Justapondo duas lentes delga-das
esféricas, deseja-se um conjunto que tenha
convergência igual a +6,25 dioptrias. Dispõe-se de uma
lente divergente com distância focal igual a –0,800 m.
A distância focal da outra lente deve ser, em metros:
a) –0,640 b) –0,200 c) 0,133
d) 0,480 e) 0,960

37. (UFJF) Considere um objeto e uma lente delgada
de vidro no ar. A imagem é virtual e o tamanho da
imagem é duas vezes o tamanho do objeto. Sendo a
distância do objeto à lente de 15cm:
a) Calcule a distância da imagem à lente.
b) Calcule a distância focal da lente.
c) Determine a distância da imagem à lente, após
mergulhar todo o conjunto em um líquido, mantendo a
distância do objeto à lente inalterada. Neste líquido, a
distância focal da lente muda para aproximadamente 65
cm.
__________________

 Nível 2 - Aprofundamento

01. (UNICAMP) Um peixe, nadando de manhã num
lago calmo de água transparente, vê o Sol em uma
posição angular de 53° em relação à horizontal.
a) Sabendo-se que o índice de refração da água é 4/3,
determine a posição angular verdadeira do Sol em
relação ao horizonte.
b) Se naquele local o Sol nasce às 6 horas e põe-se às
18 horas, que horas são, aproximadamen-te, quando o
peixe avista o Sol na posição anterior? Admita que a
trajetória do Sol em relação á Terra é descrita com
velocidade constante. (Dado: sen 53° = 0,8)

02. (UNB) Um ladrão escondeu o produto de seu roubo
numa pequena caixa, pendurada por uma corda de
2,4m de comprimento e amarrada no centro de uma
bóia de base circular. A bóia estava em águas de índice
de refração absoluto 5/4. Qual o raio mínimo que deve
ter a bóia, para que, de nenhuma posição fora d’água,
possa se ver a caixa?
03. (ITA) Um prisma de vidro, de índice de refração n
= 2 , tem por seção normal um triângulo retângulo
isósceles ABC no plano vertical. O volume de seção
transversal ABD é mantido cheio de um líquido de
índice de refração n’ = 3 . Um raio incide
normalmente à face transparente da parede vertical BD
e atravessa o líquido. Considere as seguintes
afirmações:







I) O raio luminoso não penetrará no prisma.
II) O ângulo de refração na face AB é de 45°.
III) O raio emerge do prisma pela face AC com ângulo
de refração de 45°.
IV) O raio emergente definitivo é paralelo ao raio
incidente em BD.
Das alternativas mencionadas, é (são) correta(s):
a) Apenas I
b) Apenas I e IV
c) Apenas II e III
d) Apenas III e IV
e) II, III e IV

04. (UNICAMP) Um mergulhador, dentro do mar, vê a
imagem do Sol nascendo numa direção que forma um
ângulo agudo (ou seja, menor que 90° ) com a vertical.
a) Faça um desenho esquemático mostrando um raio de
luz vindo do Sol ao nascer e o raio refratado.
Represente também a posição aparen-te do Sol para o
mergulhador.
b) Sendo n = 4/3 o índice de refração da água do mar,
use o gráfico abaixo para calcular aproxima-damente o
ângulo entre o raio refratado e a vertical.


05. (UNICAMP) Ao vermos miragens, somos levados
a pensar que há água no chão de estradas. O que vemos
é, na verdade, a reflexão da luz do céu por uma camada
de ar quente próxima ao solo. Isso pode ser explicado
por um modelo simplificado como o da figura abaixo,
onde n representa o índice de refração. Numa camada
próxima ao solo, o ar é aquecido diminuindo assim seu
índice de refração n
2
. Considere a situação na qual o
ângulo de incidência é de 84°. Adote n
1
= 1,010 e use a
aproximação sen 84° = 0,995.




78 Física CASD Vestibulares
a) Qual deve ser o máximo valor de n
2
para que a
miragem seja vista? Dê a resposta com três casas
decimais.
b) Em qual das camadas (1 ou 2) a velocidade da luz é
maior? Justifique sua resposta.

06. (UNICAMP) Um tipo de sinalização utilizado em
estradas e avenidas é o
chamado olho-de-gato, o qual
consiste na justaposição de
vários prismas retos feitos de
plástico, que refletem a luz
incidente dos faróis dos
automóveis.
a) Reproduza no caderno de
respostas o prisma ABC indicado
na figura acima, e desenhe
a trajetória de um raio de luz que
incide perpendicular- mente
sobre a face OG e sofre
reflexões totais nas
superfícies
AC e BC.
b) Determine o mínimo valor do índice de refração do
plástico, acima do qual o prisma funciona como um
refletor perfeito (toda a luz que incide
perpendicularmente à superfície OG é refletida).
Considere o prisma no ar, onde o índice de refração
vale 1,0.

07. (FUVEST) Uma pequena esfera de material sólido
e transparente é utilizada para produzir, a partir de um
pulso de luz laser, vários outros pulsos. A esfera, de
raio r = 2,2cm, é espelhada, exceto em uma pequena
região (ponto A). Um pulso de luz, de pequena
duração, emitido pelo laser, segue a trajetória R
0
,
incidindo em A com ângulo de incidência de 70°.
Nesse ponto, o pulso é, em parte, refletido,
prosseguindo numa trajetória R
1
, e, em parte, refratado,
prosseguindo numa trajetória R
2
que penetra na esfera
com um
ângulo de 45º com a normal. Após reflexões sucessivas
dentro da esfera, o pulso atinge a região A, sendo em
parte, novamente refletido e refratado. E assim
sucessivamente. Gera-se, então, uma série de pulsos de
luz, com intensidades decrescentes, que saem da esfera
por A, na mesma trajetória R
1
. Considere sen 70º =
0,94 ; sen 45º =0,70. Nessas condições,

a) Represente, na figura da folha de respostas, toda a
trajetória do pulso de luz dentro da esfera.
b) Determine, em m/s, o valor V da velocidade de
propagação da luz no interior da esfera.
c) Determine, em segundos, a separação (temporal) ∆t,
entre dois pulsos sucessivos na trajetória R
1.



08. (OBF) O fundo de um recipiente representado na
figura a seguir é um espelho plano. O raio I que incide
no dioptro ar-líquido é monocromático. Após sofrer
refração neste dioptro, o raio é refletido no espelho e,
em seguida sofre reflexão total na interface do dioptro
líquido-sólido, com ângulo de incidência limite.
Determine:
Dados: velocidade da luz no ar = 3.10
8
m/s; velo-cidade
da luz no líquido = 2.10
8
m/s; sen θ = 0,75
a) o ângulo de refração θ
r
na interface do dioptro ar-
líquido.
b) velocidade da luz no sólido.
c) o máximo valor da distância d indicada na figura
para que o raio ainda incida sobre a superfície do
sólido.


09. (OBF) Um raio de luz monocromático incide sobre
uma lâmina de faces paralelas, conforme ilustra a
figura. Calcule:
a) O tempo que o raio luminoso leva para atravessar a
lâmina e sair pela mesma face que penetrou.
b) A distância d.




CASD Vestibulares Físca 79


10. (OBF) Um raio de luz incide numa das
extremidades de uma fibra óptica com um ângulo θ
1
,
emergindo dentro da fibra com um ângulo θ
2,
conforme
indicado na figura a seguir. Se o índice de refração da
fibra é n, qual o valor máximo de θ
1
para que o raio
permaneça no interior da fibra?


11. Um feixe de raios paralelos incide em uma placa
transparente, plana, paralela e infinita. A cada
passagem pelo limite de divisão, de dois meios, a parte
de energia refletida é igual a p, i.é., E
ref
= pE
inc
, sendo,
que não existe absorção no material da placa. Que parte
da energia total do feixe incidente possuirá a luz que
passou?

12. (VUNESP) Um objeto com 8,0 cm de altura está a
15 cm de uma lente convergente de 5,0 cm de distância
focal. Uma lente divergente de distância focal –4,0 cm
é colocada do outro lado
da convergente e a 5,0 cm dela. Determine a posição e
a altura da imagem final.

13. (UFF-RJ) Uma lente convergente de distância
focal f = 4 cm, colocado sobre seu eixo óptico,
com aumento linear a –1,0. Deslocando-se a
lente de 2,0 cm aproximando-a do objeto, forma-
se nova imagem, que dista x cm da imagem
anterior. Determine:
a) a distância de x.
b) o novo aumento linear

14. (UnB) Um objeto é colocado a 60 cm de uma
lente convergente. Aproximando 15 cm o objeto d
alente, a imagem obtida fica três vezes maior que
a anterior, com a mesma orientação. Determine a
distância focal da lente.

15. (UNICAMP) Um sistema de lentes produz a
imagem real de um objeto, conforme a figura. Calcule
a distância focal e localize a posição de uma lente
delgada que produza o mesmo efeito.


16. (UNICAMP) O sistema óptico esboçado na figura
consiste numa lente convergente de distância focal f e
num espelho plano que contém o foco F
2
da lente. Um
pequeno objeto AB encontra-se a uma distância 2f da
lente, como indica a figura. Os raios luminosos
provenientes de AB e refletidos pelo espelho não
atingem a lente novamente. Refaça a figura e construa
a imagem de AB produzida pelo sistema óptico.

17. (UNESP) Dispondo-se de duas lentes convergentes
de distancia focais iguais a 1,00 cm, colocadas a uma
distancia d uma da outra e com seus eixos principais
coincidentes, pretende-se obter uma imagem virtual
100 vezes ampliada de um pequeno objeto colocado a
2,00 cm da primeira lente. Qual deve ser a distância
entre as lentes?
18. (FUVEST) Uma lente L é colocada sob uma
lâmpada fluorescente AB cujo comprimento é AB =
120 cm. A imagem é focalizada na superfície de uma
mesa a 36 cm da lente. A lente situa-se a 180 cm da
lâmpada e o seu eixo principal é perpendicular à face
cilíndrica da lâmpada e à superfície plana da mesa.
A figura abaixo ilustra a situação. Pede-se:

a) a distância focal da lente.
b) o comprimento da imagem da lâmpada, e a
sua representação geométrica. Utilize os
símbolos A’ e B’ para indicar as extremidades da
imagem da lâmpada.

19. (FUVEST) Na figura abaixo, em escala, estão
representados uma lente L delgada, divergente, com
seus focos F, e um espelho plano E, normal ao eixo da
lente. Uma fina haste AB está colocada normal ao eixo



80 Física CASD Vestibulares
da lente. Um observador O, próximo ao eixo e à
esquerda da lente, mas bastante afastado desta, observa
duas imagens da haste. A primeira, A
1
B
1,
é a imagem
direta de AB formada pela lente. A segunda, A
2
B
2
, é a
imagem, formada pela lente, do reflexo A'B' da haste
AB no espelho E.



a) Construa e identifique as 2 imagens: A
1
B
1
e A
2
B
2

b) Considere agora o raio R, indicado na figura,
partindo de A em direção à lente L. Complete a
trajetória deste raio até uma região à esquerda da lente.
Diferencie claramente com linha cheia este raio de
outros raios auxiliares.

20. (FUVEST) Um pequeno holofote H, que pode ser
considerado como fonte pontual P de luz, projeta, sobre
um muro vertical, uma região iluminada, circular,
definida pelos raios extremos A
1
e A
2
. Desejando obter
um efeito especial, uma lente convergente foi
introduzida entre o holofote e o muro. No esquema,
apresentado na folha de resposta, estão indicadas as
posições da fonte 3, da lente e de seus focos I. Estão
também representados, em tracejado, os raios A
1
e A
2
,
que definem verticalmente a região iluminada antes da
introdução da lente. Para analisar o efeito causado pela
lente, represente, no esquema da folha de resposta:

a) O novo percurso dos raios extremos A
1
e A
2
,
identificando-os, respectivamente, por B
1
e B
2
. (Faça, a
lápis, as construções necessárias e, com caneta, o
percurso solicitado).
b) O novo tamanho e formato da região iluminada, na
representação vista de frente, assinalando as posições
de incidência de B
1
e B
2
.



21. (FUVEST) A figura na folha de respostas
representa, na linguagem da óptica geométrica, uma
lente L de eixo E e centro C, um objeto O com
extremidades A e B, e sua imagem I com extremidades
A’ e B’. Suponha que a lente L seja girada de um
ângulo o  em torno de um eixo perpendicular ao
plano do papel e fique na posição L* indicada na
figura. Responda as questões, na figura da folha de
respostas, utilizando os procedimentos e as
aproximações da óptica geométrica. Faça as
construções auxiliares a lápis e apresente o resultado
final utilizando caneta.
a) Indique com a letra F as posições dos focos da lente
L.
b) Represente, na mesma figura, a nova imagem I* do
objeto O, gerada pela lente L* , assinalando os
extremos de I* por A* e por B*.


22. (FUVEST) Uma máquina fotográfica, com uma
lente de foco F e eixo OO’, está ajustada de modo que
a imagem de uma paisagem distante é formada com
nitidez sobre o filme. A situação é esquematizada na
figura 1, apresentada na folha de respostas. O filme, de
35 mm, rebatido sobre o plano, também está
esquematizada na figura 2, com o fotograma K
correspondente. A fotografia foi tirada, contudo, na
presença de um fio vertical P, próximo à máquina,
perpendicular à folha de papel, visto de cima, na
mesma figura. No esquema da folha de respostas,
a) Represente, na figura 1, a imagem de P,
identificando-a por P’ (Observe que essa imagem não
se forma sobre o filme).



CASD Vestibulares Físca 81

b) Indique, na figura 1, a região AB do filme que é
atingida pela luz refletida pelo fio, e os raios extremos,
R
A
e R
B
, que definem essa região.
c) Esboce, sobre o fotograma K da figura 2, a região
em que a luz proveniente do fio impressiona o filme,
hachurando-a.

NOTE E ADOTE:
Em uma máquina fotográfica ajustada para fotos de
objetos distantes, a posição do filme coincide com o
plano que contém o foco F da lente.

23. (ITA) Um objeto em forma de segmento de reta de
comprimento l está situado ao longo do eixo óptico de
uma lente convergente de distância focal f. O centro do
segmento se encontra a uma distância a da lente e esta
produz uma imagem real de todos os pontos do objeto.
Quanto vale o aumento linear | do objeto?
a) | = f
2
/[a
2
– (l/2)
2
]
b) | = f
2
/[f
2
– (l/2)
2
]
c) | = f
2
/[(a – f)
2
– (l/2)
2
]
d) | = f
2
/[(a + f)
2
– (l/2)
2
]
e) | = f
2
/[(a + f)
2
+ (l/2)
2
]

24. (UNICAMP) Em uma máquina fotográfica de foco
fixo, a imagem de um ponto no infinito é formada antes
do filme, conforme ilustra o esquema. No filme, esse
ponto está ligeiramente desfocado e sua imagem tem
0,03 mm de diâmetro. Mesmo assim, as cópias
ampliadas ainda são nítidas para o olho humano. A
abertura para a entrada de luz é de 3,5 mm de diâmetro
e a distância focal da lente é de 35 mm.
a) Calcule a distância d do filme à lente.
b) A que distância da lente um objeto precisa estar para
que sua imagem fique exatamente focalizada no filme?


25. (OBF) Supondo que o ponto próximo de uma
pessoa esteja a 90 cm de distância da vista, qual a
potência dos óculos que esta pessoa deveria usar para
trazer o ponto próximo a 25 cm da vista? (Ponto
próximo é o ponto mais perto que o cristalino é capaz
de focalizar a imagem na retina; potência de uma lente
é igual ao inverso da distância focal)

26. (OBF) Uma lupa, com 5,0 cm de distância focal, é
utilizada por um estudante para observar um inseto de
2,0 mm de comprimento, situado sobre uma superfície
luminosa. O inseto é colocado a 4,0 cm da lupa.
Determine:
a) o tipo de lente utilizada, o aumento linear da lupa e o
tamanho da imagem do inseto.
b) graficamente, as características da imagem do inseto
(natureza, tamanho, orientação) fornecida pela lupa.

27. (Desafio) Uma fonte de luz isotrópica está
mergulhada abaixo da superfície de um grande lago
com água, cujo índice de refração é n. Qual a fração da
energia da luz que emerge da água?

28. (Desafio) Uma lente vítrea biconvexa, com raios de
curvatura de superfícies iguais, tem no ar uma distância
focal F
1
e na água F
2
. Em que distâncias F’ e F’’ da
lente encontrar-se-ão seus focos quando esta lente for
colocada na superfície de separação do ar e da água?
Use n
a r
= 1 e n
água
= 4/3.

Gabarito

Nível 1

1. d 2. d 3. a 4. b 5. b 6. b 7. d 8. e
9. a 10. a 11. c 12. d 13. b 14. b 15. c
16. b 17. b 18. a 19. e 20. e 21. d 22. c
23. a 24. c 25. d 26. d 27. e 28. a 29. c
30. e 31. a 32. e 33. b 34. d 35. e 36. c
37. a) d
i
= -30cm b) f = 30 cm c) d = 19,5 cm

Nível 2

1. a) 37º b) aprox. 8h 30min
2. 3,2m
3. d
4. a)

b) θ
2
= 48º
5. a) n
2
= 1,005
b) v
2
> v
1
6. a)



82 Física CASD Vestibulares

b) n
p
= 2
7. a)

b) v = 2,2.10
8
m/s
c) ∆t = 4 2 .10
-10
s
8. a) θ
r
= 30º
b) v
sól
= 2,31.10
8
m/s
c) d = 23,1 cm
9. a) ∆t = 2,19.10
-10
s
b) d = 1,63 cm
10.
max 1 2 1/ 2
1
sen ( n 1) u
÷
= ÷
11.
1 p
E
1 p
÷
+

12. Posição: 6,7 cm da lente divergente.
Altura = 10,67 cm (invertida)
13. a) 2,0 cm
b) -2,0
14. 37,5 cm
15. f = 16 cm e a lente está a 80 cm do objeto
16. figura
17. 2,99 cm
18. a) 30 cm
b) 24 cm
19. a)




b)

20. a)

b) igual à situação inicial

21. a) foco principal objeto (F) está localizado no
ponto médio de BC e o foco principal imagem (F’)
no ponto médio de B’C
b)





CASD Vestibulares Físca 83

22. a)



b)


c)

23. c
24. a) d = 35,3 mm
b) 4,12 m
25. 2,89 di
26. a) lente convergente; A = 5; i = 10 mm
b) maior, virtual e direita
27.
2
1 1 1/ n
F
2
÷ ÷
=
28.
1 2
1 2
6FF
F'
4F 3F
=
+

1 2
1 2
8FF
F''
4F 3F
=
+


Anotações
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