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Artigo Evasão no Ensino Superior na FTEC Caxias do Sul_100322

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A EVASÃO NO ENSINO SUPERIOR NA FTEC - FACULDADE DE TECNOLOGIA TECBRASIL

Ademar Felipe Fey Prof. Esp. em Redes de Computadores em Telecomunicações Prof. Esp. em Gestão e Docência Universitária (em conclusão) Valéria Nagali da Silva Fogaça Profa. Esp. Licenciatura em Metodologia do Ensino da Matemática Profa. Esp. em Gestão e Docência Universitária (em conclusão)

RESUMO: o impressionante crescimento do ensino privado no Brasil contrasta com o alto índice de evasão neste segmento da educação. Embora a evasão não seja privilégio do ensino privado, é nele que encontramos o maior índice. Por representar perda econômica, não só para as instituições de ensino superior (IES), mas também para o país, além de retirar o aluno da disputa de uma melhor qualificação no mercado, o estudo sobre este tema tem crescido no Brasil. Neste trabalho iremos, a partir de uma amostra de dados dos alunos da Faculdade de Tecnologia de Caxias do Sul, corroborar ou refutar as principais causas de evasão encontradas em artigos realizados no Brasil acerca desse assunto. Este artigo tenciona, portanto, levantar as causas de evasão na instituição indicada e compará-la com as causas em nível nacional e, a partir daí, sugerir ações que reduzam o índice de evasão, mantendo o aluno dentro da instituição e procurando entregá-lo ao mercado com qualificação e num menor prazo possível. PALAVRAS CHAVES: ensino superior brasileiro; evasão; instituição de ensino superior (IES); qualificação; mercado de trabalho. ABSTRACT: the impressive growth of the private teaching in Brazil contrasts with the high dropout index in this segment of the education. Although the dropout is not privilege of the private teaching, it is in it that we found the largest index. For representing economical loss, not only for the higher education institutions (IES), but also to the country, besides removing the student for the dispute of a better qualification in the market, the studies on this theme have been growing in Brazil. In this work we will go, starting from data collected by a research with a sample of the students of TecBrasil Tecnology Faculty – FTEC, unit Caxias do Sul, to corroborate or to refute the main dropout causes found in goods accomplished in Brazil near of that subject. This article intends therefore, to lift the dropout causes in the suitable institution and to compare it with the causes in national level and, since then, to suggest actions to reduce the dropout index, maintaining the student inside of the institution and trying to give him to the market with qualification and in a smaller possible period. KEY WORDS: Brazilian higher education; dropout; higher education institution (IES); qualification; job market, university student.

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1 INTRODUÇÃO O tempo que determina a interrupção do período letivo de um estudante pode ser sinônimo de evasão, a qual é determinante para a insatisfação e muitas vezes perda de prestígio das Instituições. Ela representa prejuízo econômico, social e humano, tanto para o aluno como para a Instituição de Ensino. Segue definição da taxa de evasão1
O mesmo que taxa de desistência. 1. Porcentagem de alunos matriculados numa determinada série ou nível de ensino, num determinado ano letivo, que não estão matriculados em nenhuma série no ano letivo seguinte. 2. Proporção de alunos da matrícula inicial que abandonam os estudos durante o ano letivo.

Para o estudante representa a distância da profissão desejada e, sem o titulo, uma falta de perspectiva em seu futuro profissional, já que isso é praticamente uma condição. Evasão é um tema preocupante em todos os níveis de ensino, mas a nossa preocupação maior é no Ensino Superior, pois nele se reflete claramente o sistema de ensino nacional que possuímos. Dos alunos que iniciam o ensino fundamental, o percentual que consegue chegar ao ensino superior é mínimo, todos com características de cada instituição que os preparou e com exigências de adequação às instituições de ingresso, pois apenas conseguir entrar em uma IES não garante o êxito do estudante; é preciso estar preparado para a diversidade e também para todos os fatores que isso irá acarretar. Soma-se a isso a emergente necessidade de “ensinar de um modo diferente como foram ensinados por seus mestres, [...] [desenvolver] a capacidade de mudar, arriscar e pesquisar [e construir] nas escolas, organizações de aprendizagem” (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002, p. 188). Determinar os fatores preponderantes para as evasões poderá servir de instrumento para a criação de programas para a permanência dos estudantes

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Fonte: Thesaurus Brasileiro da Educação

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nas Instituições, já que isso é a aspiração de todos os gestores ligados à educação. O tema de nosso trabalho é “A evasão no ensino superior em cursos tecnológicos na FTEC - Faculdade de Tecnologia de Caxias do Sul/RS” e o problema abordado nesse trabalho é “Quais os motivos que levam os alunos a desistirem do estudo no primeiro semestre, nos cursos tecnológicos da FTEC Faculdade de Tecnologia?”. A seguir relacionamos as hipóteses propostas, partindo do pressuposto que a evasão é o desligamento do aluno da instituição de ensino, sendo que o interesse por esta pesquisa foi despertado pela necessidade de investigar as causas de um percentual razoável de desistências e trancamentos de matrículas nos cursos Tecnológicos da FTEC: Irrelevância dos conteúdos ministrados nas disciplinas no primeiro semestre, levando o aluno ao desinteresse pelo estudo/curso. • Má qualidade de ensino praticado na IES, levando-o à desistência. • Escolha errônea do curso (em termos vocacionais) ao sair do ensino médio e ingressar na IES, levando à desistência, troca de curso ou de IES. • Dificuldades financeiras do aluno, levando-o a abandonar o estudo. • Dificuldade de conciliação do horário trabalho/estudo, tendo que trancar ou abandonar o estudo. • Falta de investimento no estudo por não perceber a importância do mesmo na busca de emprego ou melhoria salarial. • Más condições da infraestrutura geral ou da sala de aula na IES que o levou à saída da IES.

consequentemente. • Verificar se a infraestrutura da instituição colaborou para o abandono dos educandos. • Examinar se a metodologia utilizada pelos docentes está de alguma forma afetando a permanência do aluno na instituição. • Investigar se o conflito do horário do trabalho com o do estudo pode ser determinante para que exista uma desmotivação. proposições de ações de melhoria tanto no sentido de retenção do aluno na IES como de sua recolocação nos bancos escolares da mesma instituição. causando desmotivação para o estudo. Os objetivos específicos deste trabalho são: • Investigar se a escolha do curso pelo aluno ocorreu de forma equivocada. em função da perda de aula e. • Verificar se o conteúdo das disciplinas do primeiro semestre não faz sentido para o aluno. • Examinar se a situação financeira é fator preponderante na saída do aluno do curso. após as devidas análises. . o que o leva à desistência do estudo. • Identificar se existe prévio uma e o grande disparidade entre o conhecimento conhecimento exigido pelas disciplinas de primeiro semestre na instituição. possibilitando. a continuidade dos conteúdos.4 • Dificuldade de acesso à instituição do ensino superior levando o aluno ao abandono do curso Este trabalho tem como objetivo identificar os fatores que levam os alunos a desistirem do estudo no primeiro semestre dos cursos tecnológicos da FTEC.

Vivemos a sociedade do conhecimento e a Internet modificou o comportamento social e educacional. trazendo o conhecimento e os fatos de forma instantânea para nossas vidas. As mudanças que estão acontecendo são de tal magnitude que implicam reinventar a educação. Em contra-ponto. p. As mudanças são tais que afetam tudo e todos: gestores. metodologias. empresas. Mas a nosso ver as transformações que mais chamam a atenção e exigem ações são as ocorridas nas últimas décadas. em todos os níveis. 97). historicamente construída e em construção” (PIMENTA. p. A educação vem passando por modificações ao longo da existência da humanidade. as comunidades. complementação feita pelos autores). 148). p. 10). p. conforme PIMENTA. 2002. as empresas e o governo formem parcerias com o pleno compromisso de resolver esta questão (da evasão escolar. 2008. sociedade. o método de transmissão da informação predomina no ensino universitário dos nossos dias. Em nosso entendimento a última década (1999-2009) é caracterizada por uma mudança de ordem econômica e social bastante acentuada e que se reflete também na educação como um todo. 2002. as nossas universidades estão com o mesmo arcabouço de metodologias de ensino do século XIX e a nosso ver estamos . onde o mestre tudo sabia e ao aluno cabia ouvir e decorar as informações (o modelo jesuítico. Embora o ensino brasileiro também tenha sofrido influência do modelo francês e alemão (PIMENTA. Até o século XIX a educação se dava basicamente pela transmissão de informação.5 2 REVISÃO DA LITERATURA A educação é um processo de humanização: “é processo pelo qual se possibilita que seres humanos se insiram na sociedade humana. espaço e tempo (MORAN. p. 144). tecnologias. professores. de todas as formas. Schargel (2002. 2002. XII) comenta o seguinte sobre esta questão das mudanças que estão ocorrendo: A época de rápidas mudanças deste novo milênio exige que as escolas. alunos.

Edson Nunes ao analisar a pesquisa do Instituto Lobo de Educação (DIAS. presenciamos uma rápida alteração nas habilitações profissionais necessárias para que os indivíduos ingressem no mercado de trabalho. 2007. p. 1). em função de ambientes antagônicos de ensino-aprendizagem que o aluno (na sua casa e ambiente de trabalho) e o professor (na sala de aula) vivenciam. Para Oscar Hipólito. A principal delas talvez seja o desestímulo com . na verdade. um dos autores do estudo coordenado pelo consultor e ex-reitor da USP Roberto Lobo (Instituto Lobo de Educação) coloca da seguinte forma sua visão sobre a evasão: Acreditava-se muito que a questão financeira era a vilã da história. falências de grandes empresas e segmentos de mercados tradicionais. ou seja.6 iniciando a perceber um conflito silencioso na relação professor-aluno em sala de aula. São visões antigas de mundo. que oferecem pouco do ponto de vista de uma formação mais sólida. grandes e rápidas transformações na economia. Percebam a declaração do presidente do Conselho Nacional de Educação. citando também como explicação o fato de a escolha da carreira ser feita muito cedo no Brasil: "O jovem faz muitas vezes uma escolha não acertada e acaba optando por trocar de curso numa mesma universidade ou até por voltar a fazer um novo vestibular" (DIAS. incorporações. ao analisar os dados da mesma pesquisa (Instituto Lobo de Educação). 1) em relação à evasão no ensino superior: Acho até surpreendente que a taxa de desistência não seja maior. exigindo adaptações dos currículos universitários e até mesmo a oferta de novos cursos em detrimento da retirada de oferta de cursos mais tradicionais. Hoje. já que muitos cursos têm a mesma cara que tinham no século 19 e não são atraentes para os jovens. p. Por outro lado. nossas universidades oferecem. Notem a declaração do reitor da Universidade Federal de Mato Grosso e presidente da ANDIFES (Associação dos Reitores das Federais). 2007. Do ponto de vista econômico vivemos uma crise mundial com fusões. mas percebemos em vários estudos que há várias outras razões. apenas um ensino tecnológico metido a besta. Paulo Speller.

42) a expansão do ensino superior em nosso país. 1).7 o curso ou a falta de conhecimento prévio sobre a carreira escolhida no vestibular. deveremos ter no ano de 2011 cerca de 9 milhões de estudantes universitários. . Todos os fatores apontados acima podem explicar o índice de evasão em cursos de ensino superior. 2007. Na referida tabela chamam atenção os percentuais dos seguintes itens. O fato é que o investimento tanto por parte dos alunos evadidos. Interessante observar que no item de qualificação do docente o professor doutor obteve o maior índice de crescimento. no período de 1996 a 2004.4% da população de 18 a 24 anos estavam matriculados na educação superior. Denota que as IES . A mesma autora nos revela outros números interessantes.as instituições privadas atingiram em 2004 uma representatividade de 90% do total das instituições. 2. Vejamos na tabela a seguir os dados do censo superior brasileiro referente ao ano de 2007. na ordem de maior para menor percentual de crescimento: cursos de EAD. . Se o ensino for de qualidade e houver bons professores. p. p. no entanto. chegou a 120% no número de instituições e de 180% para os cursos de graduação sequencial. Segundo Bittar (2008. ele fará de tudo para continuar estudando (DIAS. como por parte das instituições de ensino é elevado e acreditamos que devamos investigar cientificamente esta questão para auxiliarmos na busca de soluções e contribuirmos para um melhor aproveitamento dos recursos dispendidos.mantido o atual ritmo de crescimento. evasão e cursos presenciais. ociosidade.1 Educação Universitária no Brasil A educação do ensino superior no Brasil cresceu de forma impressionante nestes últimos 14 anos. Em 2004. 65% do total dos cursos e 70% do total das matrículas da educação superior. apenas 10.40% de nossos estudantes estão fora da idade apropriada (18 a 24 anos). relativos a este mesmo período: . quando a última LDB foi instituída.

. p.7% 3. Cabe destacar que o Inep (Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais) é uma importante fonte de informações para as pesquisas no ensino superior brasileiro.5% 41.9% 2. cumprindo assim a missão principal que lhe foi conferida. Podemos verificar que no biênio 2006-2007 o percentual de evasão no ensino superior aumentou em mais de 15%.9% 7.6% 3.2% 2.7% 4.3% 26.9% 16.8% 81.crescimento médio anual (anos 1997-2007 e biênio 2006-2007) (Fonte: @prender o Portal do Ensino Superior) O índice de ociosidade também é expressivo para o volume de aporte financeiro investido em infra-estrutura nas IES.4% 0.9% Tabela 1 .8 estão atendendo determinação do MEC.1% 15.7% 17. quando índices alarmantes de inadimplência o desestabilizam e quando a evasão ameaça inviabilizar mesmo cursos de altíssima demanda.8% 15. no período em que as mesmas obtiveram a expansão significativa mencionada anteriormente. fica evidente que a sua capacidade de expansão está próxima do limite Em novembro do ano passado o MEC – Inep divulgou o Censo da Educação Superior onde temos dados interessantes para nossa análise. referindo-se ao setor do ensino superior privado: Quando esse setor deixa quase a metade de suas vagas ociosas.4% 19. No entanto Bittar (2008.8% 16.3% 6. Principais Indicadores Matrículas Cursos Cursos EAD Vagas Candidatos Ingressos Ociosidade Evasão Concluintes Professores-especialistas Professores-mestres Professores-doutores 1997-2007 2006-2007 15.4% 28.2% 4. 44) afirma o seguinte.7% 7. buscando qualificar seu corpo de professores.3% 157.3% 47.4% 40.

44) estava correta. no período de 2002 a 2008. Ciência e Tecnologia. Tal diminuição pode ser explicada pela integração de instituições. se deu a partir da fusão de Centros Federais de Educação Tecnológica. a criação dos Institutos Federais de Educação. e cerca de 93% delas pertencem ao setor privado. comparativamente ao ano anterior. houve uma redução de 29 no Brasil. Essa redução não se refletiu diretamente no ritmo de crescimento do número de vagas. pois o crescimento na expansão do ensino superior brasileiro foi negativo. o crescimento foi próximo a 40%. pelo MEC – Inep: Em relação ao número de instituições de ensino superior em funcionamento. No . p. De fato. ingressos e matrículas. Também é importante destacar aspectos da organização acadêmica em nosso país ainda segundo o documento citado acima: No que diz respeito à organização acadêmica. Mesmo assim.9 Tabela 2 – MEC – Inep: Censo da Educação Superior 2008 Analisando-se a tabela 2. as faculdades continuam representando a maior parte das instituições no Brasil. na qual estão exibidos os dados do Censo da Educação Superior no Brasil. observada nos últimos anos. inscritos. em muitos casos. verifica-se que a previsão de Bittar (2008. tanto nas instituições de caráter público como privado. Importante relatar alguns aspectos da divulgação do Censo da Educação Superior 2008. por fusão ou compra. finalizando a tendência de crescimento verificada em anos anteriores.

2 Cursos Tecnológicos de Curta Duração Os cursos superiores de tecnologia foram criados com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Tendo em vista o exposto acima. Além disso. em função da grande concorrência existente no ensino superior privado. 53% dos alunos de graduação presencial estudam em universidades. nos parece aceitável supor que as IES devam estabelecer ações que minimizem os efeitos da inadimplência e da evasão. ou no limite. Ora. quando egressos da faculdade. 33% em faculdades e 14% em centros universitários. só para fins de exemplificação. permitem aos alunos concluintes continuidade nos seus estudos por meio de pós-graduações. LEI Nº 9. .394 de 20 de dezembro de 1996. o combate à evasão nos parece ser umas das mais importantes. não se percam divisas que poderiam ser usadas para melhoria da infraestrutura. sendo este último item o que nos interessa neste trabalho. remuneração dos docentes e pesquisa acadêmica dessas instituições. tanto profissionais como acadêmicas. ocasionando uma grande ociosidade nas vagas oferecidas nos cursos tradicionais e nos novos cursos oferecidos. como já citamos.10 entanto. Embora existam outras ações que as IES podem tomar para enfrentar a queda na expansão. Também é razoável supor que as IES terão que se preocupar em melhorar a sua qualidade de ensino e atender da melhor forma possível os seus alunos atuais. é fundamental para as IES verificarem as causas da evasão e determinarem planos de ação para que ela diminua e. nos níveis lato sensu e stricto sensu. pois se adaptam mais facilmente às necessidades das empresas contratantes desse perfil de alunos. 2. se a capacidade de expansão está próxima do limite. Algumas atratividades dos cursos superiores de tecnologia são a sua curta duração em relação aos cursos de graduação tradicionais e a adequação dos seus planos de ensino ao que o mercado necessita. a qual propunha uma ampla reforma da estrutura da educação profissional brasileira. LDB.

2009 e do @prender – Portal do Ensino Superior. Segundo dados do Guia do Estudante Abril. De acordo com o portal @aprender – Portal da Educação do Ensino Superior (2006) os números extraídos dos censos educacionais realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Os cursos superiores são oficializados pelo MEC. em várias áreas do conhecimento. 1): uma pesquisa da Associação Nacional de Educação Tecnológica (Anete) confirma uma tendência de aumento de procura por esse tipo de curso superior. o número havia aumentado para 636 cursos.804 cursos. Em 2004. o Inep. a demanda por esses cursos é grande entre pessoas com idade média de 29 anos. que ele pode se apresentar como candidato para qualquer vaga que exija a formação universitária. recebendo a supervisão da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). na prática. Já no ano de 2002. subiu para 1. capazes de entregar ao mercado . De acordo com o levantamento. 2006. sendo incluídos na modalidade de Educação Profissional. p. que já possuem experiência no mercado. Estima-se que na atualidade o número de cursos tecnológicos esteja próximo a 4000 cursos. os cursos superiores de tecnologia são equivalentes ao bacharelado e à licenciatura.11 Conforme publicação no Guia do Estudante Abril (2009. p. como o nome diz. Ainda conforme o Guia do Estudante Abril (2009. 1): Os cursos superiores de tecnologia. (tendo como fonte das informações. Isso significa. desde que não haja restrição quanto a uma área específica. O crescimento dos cursos superiores de tecnologia também impressiona. representam a confirmação de uma tendência que já estava consolidada mundialmente: o estabelecimento de programas de menor duração. pesquisas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. permitindo que o aluno faça qualquer tipo de pós-graduação depois de sua conclusão. mas ainda não têm formação superior. no ano de 2000 havia 364 opções desses cursos no nosso país). conferem aos alunos diploma de nível superior. Nas universidades.

e. porém. em Caxias do Sul. focando-se agora nas áreas profissionais de Comércio e de Gestão. o ensino superior brasileiro aproxima-se um pouco mais de uma realidade que a maioria dos especialistas considera fundamental para o desenvolvimento do País: a aproximação entre IES e as empresas”. Foi credenciada pelo Ministério da Educação. em 09 de dezembro de 2002. de forma diferenciada. oportunizando um ensino 2 Fonte: Guia de Cursos Superiores FTEC Faculdades 2009 . Enquanto nos países desenvolvidos os tecnólogos representam 20% das opções no universo da graduação. A FTEC – Faculdade de Tecnologia iniciou suas atividades oferecendo curso livres na área de informática. de pessoas. com a empresa DATAPRO. em 1991. os mantenedores da DATAPRO iniciaram as atividades da Escola Técnica TECBRASIL. MEC. 2. da economia brasileira. nas modalidades de negócios.3 Cursos Tecnológicos da FTEC Abaixo segue uma descrição da FTEC. IES onde foi realizada a pesquisa objeto deste trabalho2. Dois anos mais tarde. no Brasil esse número está próximo a 16%. finalmente. instituição focada em atender as demandas para a formação de profissionais de alta empregabilidade e capacidade empreendedora. Em 1998. a Faculdade de Tecnologia Ftec.12 profissionais prontos para atuar e auxiliar no desenvolvimento de empresas e. Ainda conforme o portal @aprender “com o novo cenário. prevendo a importância dos cursos técnicos no país e região. buscando manter o padrão de qualidade da unidade de Caxias do Sul. de marketing e empreendedorismo. No ano de 2002 a busca por profissionais qualificados em atuar num mercado de trabalho diversificado e em crescente expansão. conseqüentemente. Com esse intuito nasceu. demandava diplomados em diferentes áreas do conhecimento.

em regiões estratégicas do nosso estado (Bento Gonçalves. as Faculdades Ftec destacam-se em suas áreas de atuação: Gestão. No ano seguinte. Passados cinco anos do início das suas atividades. credenciadas também pelo MEC em 25 de Janeiro de 2005. além de continuar atuando fortemente na graduação. Em 2008 as Faculdades Ftec ampliaram a sua área de atuação na educação profissional. na cidade de Novo Hamburgo e a abertura da terceira unidade de Porto Alegre. nos cursos presenciais. O ano de 2009 marcou a entrada das Faculdades Ftec no Vale do Rio dos Sinos. principalmente no que tange a livros editados.13 em sintonia com as necessidades do mercado surgem as Faculdades Ftec de Bento Gonçalves e Porto Alegre. Caxias do Sul. Indústria e para as tradicionais Engenharias. Com origem e matriz em Caxias do Sul a Faculdade FTEC e suas outras sete filiais. pós-graduação e extensão. em um prédio histórico da capital gaúcha. nos baseamos em vários artigos publicados em diversas fontes e iremos nos posicionar em relação aos mesmos. Comércio. Novo Hamburgo e Porto Alegre). foi inaugurada a segunda unidade Ftec em Porto Alegre. em 2006. operam em todos os níveis da educação. por meio da incorporação das escolas de Qualificação DATABrasil e as escolas Técnicas TECBrasil. 3 EVASÂO UNIVERSITÁRIA O estudo da evasão no ensino superior brasileiro. Em função da dificuldade apontada na construção deste referencial teórico. não possui ainda muita bibliografia disponível para colaborar com as pesquisas científicas. áreas com forte atuação em nosso Estado. Tecnologia da Informação e Produção Cultural e Design. tendo como meta tornar-se referência de qualidade no ensino tecnológico e na educação profissional no Rio Grande do Sul. Conta com um leque variado de cursos Superiores de Tecnologia autorizados e reconhecidos pelo MEC e busca ainda a autorização para novos cursos na área de Design. que passaram a se chamar Ftec qualificação e cursos técnicos. analisando as conclusões destas várias fontes procurando identificar pontos comuns que nos indiquem .

2009/1 e 2009/2) dessa instituição. Segundo o autor. Iremos nos focar especificamente no estudo das evasões dos últimos quatro primeiros semestres (2008/1. foco de nossa pesquisa. os dados comparados com outros países são preocupantes. As conclusões dos diversos estudos que nos serviram de referência apontam para as seguintes causas principais da evasão no primeiro semestre do ensino superior brasileiro: . Já segundo Dias (2007. Com este trabalho pretendemos comprovar ou refutar as causas já estudadas e divulgadas em trabalhos similares. publicado na Folha de São Paulo de 31.14 ações necessárias para redução no índice de evasão na FTEC. publicada em abril de 2009) e em estudos e artigos pertinentes a este assunto. p. Cabe destacar que a evasão é maior nas IES de caráter privado. mas em alguns cursos atinge 60%) e inúmeras causas são citadas para comprovar a evasão existente. Por outro lado. Por exemplo. Já no México. esse percentual chega a 31%. 1) apenas 51% dos estudantes universitários se formam. Verificamos em pesquisas realizadas recentemente (Estudo do Instituto Lobo. O índice de evasão no ensino privado é o dobro do que no ensino público (segundo DIAS é de 25% contra 12%).12. no Japão. Trabalhamos na instituição de ensino superior FTEC – Faculdade de Tecnologia TecBrasil e verificamos que o cenário é muito próximo ao citado nas pesquisas. 2008/2. que o índice de evasão no ensino superior é bastante expressivo (em média de 25%. evadindo cerca de 49%. o patamar brasileiro é próximo ao da Colômbia com 51% dos alunos não concluindo o curso. 2006. em relação às públicas. Dias afirma que “a taxa é alta quando comparada com países desenvolvidos ou em desenvolvimento”. Comentando os dados de uma pesquisa do Instituto Lobo.06 e pesquisa da FGVRJ. Observe a informação contida na pesquisa realizada no Instituto Lobo de Educação (2006): “Enquanto no setor privado de 2% a 6% das receitas das instituições de ensino superior – IES – são despendidos com marketing para atrair novos estudantes. nada parecido é investido para manter os estudantes já matriculados”. dados de 2005. apenas 7% dos alunos não concluem o curso após quatro anos.

9% restantes virão para as IES e. Por isso reforçamos a necessidade do processo contínuo da formação dos professores e investimentos nos mesmos. 2005 e RIBEIRO. a qualidade do professor e a qualidade da interação professor/aluno) (INSTITUTO LOBO DE EDUCAÇÃO.1% abandonam os estudos. • Desinteresse do aluno pelo ensino pela percepção que não irá agregar diferencial na busca de oportunidades/emprego no mercado de trabalho (RIBEIRO. Embora nosso estudo seja em relação ao ensino superior. se não encontrarem um ambiente de estudo favorável e atrativo. 2005). 2005). tecnicamente falando. 2007). é interessante analisarmos o que ocorre com os jovens que estão a um passo das IES. Perguntamos: quais os acervos bibliográficos disponíveis para os professores se reciclarem a fim de tornarem o seu fazer docente atrativos para os alunos ingressantes? .15 • Precariedade na escolha do curso superior (BARDAGI. 2009). possivelmente formarão fila com os evadidos. 2009) constatou-se que os principais motivos para os jovens entre 15 e 17 evadirem da escola são: Desinteresse pelo estudo Necessidade de trabalhar • • Segundo a pesquisa 40% dos jovens pesquisados acham o estudo desinteressante e 14. • Dificuldade financeira de manter o pagamento do curso (RIBEIRO. 2005 e MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO. • Conflito do horário do trabalho com o horário das aulas (MORAES. 2005). 2006 e WAJSKOP. os 25. Ou seja. Em outra pesquisa recente (NERI. • Má qualidade do ensino (incluindo a metodologia do ensino. 2008 e LEHMAN.

57 10.14 2006/2 6.11 6.8 6. os gestores se preocupam com as questões ligadas à evasão e buscar combatê-la. Novo Hamburgo e Porto Alegre.43 14.43 2009/2 6. de um estudo científico que lhes ajudem a detectar tanto as causas como as possíveis soluções.99 21.57 27. com altos investimentos. no entanto.66 11.4 14.2 4.8 6.88 27.58 13.4 7.81 4.11 12.38 15.69 15.13 20.58 3.24 7.3 7.16 3.FTEC Caxias do Sul 30 25 P e rce n tu al 20 15 15.2 13. Para nos auxiliar em nosso trabalho de pesquisa.08 20.08 16.86 2007/2 9.3 7.69 10 7. Por ser uma IES nova em constante crescimento.38 2005/2 15.96 4.96 2.2 4. A unidade sede da IES está em Caxias do Sul.50 11.58 2008/2 7.11 12.81 4.57 21.96 7.2 6.99 2006/1 10. carecendo.86 12.2 2007/1 7.3 Trancamentos Total 11.96 4.54 2008/1 13.13 Evasão 11. reproduzimos abaixo os dados da evasão da FTEC dos últimos anos (2005 a 2009).57 10.1 Evasão na FTEC Unidade de Caxias do Sul A IES FTEC – Faculdade de Tecnologia é uma instituição relativamente nova no mercado do ensino superior mas tem um legado de contribuição ao ensino de informática e em cursos técnicos em Caxias do Sul e São Paulo.24 11.3 11.58 12.50 3. possuindo Campi universitários em Bento Gonçalves.69 5 0 2005/1 2005/2 2006/1 2006/2 2007/1 2007/2 2008/1 2008/2 2009/1 2009/2 Gráfico 1 – Índices de evasão FTEC período de 2005 a 2009 (Fonte: FTEC) .54 9.2 2009/1 13.66 2.11 Tabela 3 – Índices de evasão FTEC período 2005-2009 (Fonte: FTEC) Comparativo Percentual de Evasão e Trancamentos/Cancelamentos . Semestre Evasão Trancamentos Total 2005/1 7.14 16.69 7.88 10.

O instrumento da pesquisa utilizado nos auxiliou para verificar se as respostas dos alunos evadidos corroboram as nossas hipóteses ou não. 48 retornaram por diversos problemas (usuário inexistente.14 16.54 21. problema no servidor de destino. 4 ANÀLISE E INTERPRETAÇÂO DOS DADOS A metodologia utilizada para a pesquisa deste trabalho empregou o método hipotético-dedutivo para analisar os índices de evasão e suas causas. para que se atingisse um percentual de retorno considerado satisfatório. etc. Os envios dos formulários de pesquisas foram realizados por email em três remessas.86 12. O único semestre que ultrapassou os 25% de evasão foi o de 2005/2.38 11.43 27. Do universo de 209 e-mails que não acusaram problema (embora não se tenha garantia que a entrega do e-mail e a leitura tenha sido realizada). nome de domínio não válido.58 14. pois é grande a troca de e-mail e de prestador de serviço de Internet por parte do aluno e dos usuários em geral. verificamos que a FTEC se encontra abaixo dos índices de evasão encontrados em outras IES do Brasil (de 25 a 60%).).2 11.17 Total . O formulário da pesquisa realizada é o que consta no anexo 1 deste nosso trabalho. Dos 257 e-mails enviados.2 11.11 20. levando-nos a deduzir eventuais ações para diminuição do índice de evasão.Evasão + Trancamentos/Cancelamentos (Ftec .99 Gráfico 2 – Índices de evasão FTEC período de 2005 a 2009 (Fonte: FTEC) Analisando os dados acima. indicando que para este tipo de pesquisa o ideal é realizá-la logo após o evento ocorrer (evasão). 30 .Caxias do Sul) 30 25 20 15 10 5 0 2005/1 2005/2 2006/1 2006/2 2007/1 2007/2 2008/1 2008/2 2009/1 2009/2 15. Nossa meta era um percentual de retorno próximo a 20%.

O perfil de nosso aluno evadido acusou que a maioria é do sexo masculino. conforme podemos ver nos gráficos abaixo exibidos: . inserindo os gráficos correspondentes às perguntas formuladas no questionário em anexo. representando um percentual de retorno de 14. indicando uma taxa de retorno de 14. Os e-mails que retornaram foram de um total de 30 alunos. conforme pode ser visto abaixo.18 alunos responderam ao nosso questionário. A própria biblioteca virtual Wikipédia apresenta estudos recentes de Holbrook e outros autores onde são comprovados que não há diferença significativa nos resultados em pesquisas com baixos retornos e outras com alto retorno (de 5 a 54% de retorno).35%.35%. Em seguida iniciaremos a análise dos resultados da pesquisa. em relação ao percentual de retorno médio de formulários de pesquisa feita por email. dentro da premissa que esta taxa de retorno vai nos auxiliar na busca dos objetivos de nosso trabalho. Logo acima dos gráficos tecemos os comentários da nossa interpretação dos mesmos. Trabalhamos. Sendo assim acreditamos que o nosso percentual seja bem significativo. De acordo com uma pesquisa empírica que fizemos na Internet. portanto. Sexo Masculino Feminino 19 11 Os ex-alunos estão na faixa etária de 26 a 30 anos. houve indicações que esse retorno fica em torno de 7%.

Estado Civil Estado Civil Solteiro Casado Estável Divorciado 14 12 11 14 3 2 10 8 6 4 2 0 Solteiro Casado Estável Divorciado .19 Faixa Etária 17 a 20 21 a 25 26 a 30 31 a 40 41 a 50 mais de 50 1 4 13 8 2 1 Em relação à questão sobre o estado civil dos pesquisados a maioria é casado (14). seguido logo após pelos solteiros (11).

conforme podemos ver abaixo: Atua na área do curso escolhido Sim Não 22 8 Responsável pelo pagamento Você Pais Empresa Pro Uni 30 A pesquisa revelou que os ex-alunos que tinham auxílio para pagamento do estudo recebiam entre 0 e 50% do mesmo. Qual o Percentual 0 a 25% 26 a 50% 4 3 .20 A maioria dos ex-alunos atuam na área de trabalho que estavam estudando evadidos e custeiam o próprio estudo.

0 1 4.0 2 7.21 Os alunos.0 17 9. Pode-se deduzir que por mais que tivessem motivos para a evasão.0 1 6.0 6.0 8. representados por 57% dos questionários respondidos.0 1 2. o interesse pelo aperfeiçoamento fica bastante evidente. Exigência em relação às disciplinas 5.0 9.0 0 3.0 5 Por outro lado os ex-alunos (16 dos 30 entrevistados) consideraram elevado o grau de exigência em relação às disciplinas (8 sobre 10). Grau de desempenho do aluno 0.0 0 5. consideraram bom o seu desempenho em sala de aula (8 sobre 10). podendo denotar alguma carência de conhecimentos de base.0 1 1 5 16 6 .0 3 8.0 7.

Infra Estrutura da Sala de aula a ser melhorada Espaço Tomadas Iluminação Mobiliário 1 8 1 1 .22 As principais melhorias indicadas na infra-estrutura geral foram: estacionamento e xérox. Infra estrutura a ser melhorada Recepção Xerox Estacionamento Coordenação Wifi Biblioteca Laboratório 2 7 9 5 5 4 2 Já as principais reivindicações de melhoria na infra-estrutura em sala de aula foram as tomadas elétricas e data show.

Projetos 4 4 6 4 Material Didático a ser Melhorado 6 4 2 0 Vídeo TV Data RetroShow Projetos O desempenho dos professores em sala de aula também foi muito satisfatório. Acreditamos que este é um ponto muito bem avaliado. em função de certo desencontro de resultados em relação à pergunta que solicita indicações de melhorias a serem realizadas. No entanto.0 sobre 10.0 7.23 Em relação à pergunta sobre material didático a ser melhorado o item mais votado foi o Data Show.0 9. O resultado da pesquisa mostra que 70% dos ex-alunos avaliaram os professores entre 8.0 e 9.0. este item (bem como o próximo) será analisado posteriormente neste trabalho.0. As demais opções receberam a mesma votação.0 8.0 6. com o número de votação um pouco menor (4) do que o mais votado (6) Material Didático a ser melhorado Vídeo TV Data Show Retro.0 1 0 0 5 12 9 3 .0 5. Desempenho dos Professores em sala de Aula 4. a constar apenas um aluno abaixo de 7.0 10.

0 7.0 1 0 6 11 8 4 Em relação à pergunta “Qual o principal motivo pela sua saída da instituição?” observamos que as principais causas da saída do aluno da instituição foram os problemas financeiros. representando que eles consideraram bom o trabalho desenvolvido pelos docentes (vide observação no item anterior).0 6. Ensino Falta de coerências das disciplinas Mudança de carreira profissional Má qualidade dos Professores Dificuldade de acesso à instituição outros 17 2 4 2 1 1 1 1 1 1 . seguida do conflito de horários.0 8.24 Em relação à metodologia de ensino empregada pelos professores consta que os ex-alunos pesquisados avaliaram entre 7 e 9 sobre 10. com 57% das respostas. Metodologia utilizada pelos Professores 5. com 7% e as demais causas representando os outros 23% do total da pesquisa.0 9. perda de emprego.0 10. com 13%. Qual o principal motivo da sua saída Problemas financeiros Perda de emprego Conflitos de horários Mudança de cidade Não concordância co o met.

nota máxima para busca de melhoria: Melhorar em Ordem de Importância Qualidade dos Docentes Atividade Extra-classe Coordenação de Curso Instalações Físicas Material Didático Atendimento ao Aluno Aulas Práticas Acervo da Biblioteca 8 votos 5 votos 5 votos 5 votos 4 votos 3 votos 3 votos 1 votos . sendo 1 o menos importante e 8 o mais importante)" tivemos as seguintes respostas com a nota 8.25 Em relação à pergunta “Para você. o que precisa ser melhorado na Instituição? (coloque em ordem de importância.

refutando-se as demais: Examinar se a situação financeira é fator preponderante na saída do aluno do curso (item mais apontado). acreditamos que caiba aqui uma reflexão. duas hipóteses foram corroboradas. Este mesmo item recebeu 8 votos na penúltima nota de maior peso (nota 7). • Investigar se o conflito do horário do trabalho com o do estudo pode ser determinante para que exista uma desmotivação. a questão financeira não pode ser relegada”. pondera (falando dos problemas financeiros na evasão): “Como .26 Nesse item encontramos uma contradição. • Embora a análise dos dados aponte que a principal causa alegada para a evasão tenham sido problemas financeiros. baseado nas respostas da pesquisa. Isto pode indicar que alguma melhoria deva ser buscada. o Professor Lobo (uma das autoridades no país sobre evasão). recentemente. a continuidade dos conteúdos (segundo item mais apontado). talvez com maior detalhamento de uma pesquisa específica junto aos alunos atuais. pois uma resposta contraria a outra. em função da perda de aula e. 5 CONCLUSÃO: Conclui-se que. Segundo Quintanilha (2008. Nesse mesmo artigo. Chegamos a conclusão que houve dúbia interpretação. em ordem de importância. os professores foram avaliados muito bem ao que se refere à metodologia e ao desempenho em sala de aula. consequentemente. Na questão referente à melhoria. sobre este tema. p. tendo em vista estudos já realizados. avaliaram como prioridade a qualidade dos docentes. recebendo o maior número de votos nessa posição. Chamou também atenção que no item “Acervo da Biblioteca” embora tenha sido o último votado na nota máxima (nota 8) teve maior número de votos com pesos entre 5 a 8 (19 indicações). 1) em seu artigo sobre quatro universidades de ensino superior de São Paulo “apesar de superestimada.

Todas as quatro instituições também afirmam manter programas de estímulo à qualificação dos professores. principalmente aqueles conhecimentos que visem dinamizar a atuação do professor em sala de aula. Quintanilha (2008. fica aqui a ideia da FTEC investir em livros ligados à área de Pedagogia. Acreditamos que numa pesquisa mais detalhada em relação ao motivo principal da saída dos alunos (problemas financeiros) poderíamos encontrar outros motivos escondidos por trás da alegação principal e que essas novas informações seriam preponderantes e de grande valia para a instituição.27 soma 40% do total. Também no mesmo artigo o professor Lobo ressalta o seguinte. Continua ainda Quintanilha (2008. Concluindo. com planos de carreira e bolsas de mestrado e doutorado. "O aluno não pode ser tratado como bandido só porque está com as mensalidades atrasadas . Com esses dados em mãos. Da mesma forma o investimento na estrutura física deve ser mantido. Na Santa Marcelina. docentes e funcionários. visando atender cada vez melhor seus alunos. Quanto às oportunidades de melhoria mais citadas. nos parece que a FTEC possui um bom referencial para poder criar programas para diminuir a evasão. E. principal fator da evasão. p. portanto. de 10% a 100%. que possam prover os professores com material de pesquisa em busca de qualificação do seu saber educacional. podem ajudar na tomada de decisão .o próprio fato de deixar de pagá-las pode ser indício de falta de motivação". sendo a conclusão da primeira turma da Especialização em Gestão e Docência no Ensino Superior uma prova disso. os estudos citados anteriormente. principalmente no que tange a novas metodologias e técnicas na área do ensino. 1): Todas as quatro instituições ouvidas pela revista têm programas de descontos. Como sugestão. inclusive. acreditamos que a FTEC deva continuar investindo na qualificação do seu corpo docente. merece a atenção das instituições de ensino. continua sendo um motivo relevante". cerca de 40% dos alunos contam com algum nível de desconto. 1). parcelamento de dívidas e bolsas. poderíamos descobrir o real motivo e com isso desenvolver ações concretas para evitar os grandes índices de evasão. p. Na questão financeira.

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50 anos ( ) Mais de 50 anos 3.20 anos ( ) 21 . Estado Civil ( ) Solteiro (a) ( ) Casado (a) ( ) Viúvo (a) ( ) Desquitado (a) ( ) Divorciado (a) ( ) Estável 4.25 anos ( ) 26 . Faixa Etária ( ) 17 . Para nossa instituição é importante termos conhecimento sobre o que nossos alunos pensam dos serviços que prestamos. Esperamos. Para tanto preparamos uma pesquisa onde procuramos descobrir oportunidades de melhoria para nossa instituição.ª Parte: Informações Pessoais 1. A sua participação é muito importante e agradecemos antecipadamente a sua disponibilidade em nos auxiliar. Enfatizamos que esta pesquisa tem por objetivo obter informações sobre o perfil do aluno e sobre o grau de satisfação em relação aos serviços educacionais oferecidos pela nossa Instituição. Sexo ( ) masculino ( ) feminino 2. Atuas na área do curso escolhido? ( ) Sim ( ) Não . proporcionar melhorias futuras que venha possibilitar seu breve retorno ao nosso meio.31 Anexo 1 – Formulário de Pesquisa Pesquisa de aspectos relevantes para a avaliação nas Instituições de Ensino Superior Prezado aluno. 1. através da sua participação.30 anos ( ) 31 .40 anos ( ) 41 .

Marque ( P) para positivo e (N) para negativo. conforme gráfico abaixo: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Bom 9 10 Excelente Sem opinião Insuficiente Regular 1. pelo pagamento do curso na instituição? ( ) próprio aluno ( ) pais ( ) empresa ( ) governo( ProUni) 6. Nota (de 0 a 10): 2. responda qual o percentual.Em caso positivo. Indique qual o responsável. usando uma nota de 0 a 10 . Nota (de 0 a 10): 3. Qual a sua avaliação quanto ao grau de exigência solicitado em relação as disciplinas cursadas ?. ( ( ( ( ( ( ( ) Xerox ) Recepção ) Estacionamento ) WiFi ) Laboratórios ) Biblioteca ) Coordenação . ( ) 0% ( ) 26% ( ) 51% ( ) 76% a 25% a 50% a 75% a 100% 2ª Parte: Grau de Satisfação do Aluno Responda as questões abaixo.32 5. Qual a sua avaliação sobre a infra-estrutura geral da instituição ?.Você tem algum tipo de ajuda financeira nos seus estudos? ( ) Sim ( ) Não 7. Caso negativo passe para a próxima questão. Indique seu grau de satisfação pelo seu desempenho como aluno da instituição.

.. Marque ( P) para positivo e (N) para negativo....... Qual a sua avaliação sobre o Material Didático....... Qual a sua avaliação sobre a infra-estrutura da sala de aula ?...... Qual? ........... ( ( ( ( ( ) Quadro ) Retroprojetor ) Vídeo ) TV ) Datashow 6... Para você.33 4.. Qual o principal motivo pela sua saída da instituição ? ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) problemas financeiros ) mudança de curso por não se identificar com o mesmo ) o conteúdo das disciplinas não faziam sentido ) perda do emprego ) dificuldade de acesso à instituição ) não concordância com os métodos de ensino praticados ) má qualidade do ensino ) má qualidade dos professores ) mudança de cidade ) conflito do horário de trabalho com o horário ) mudança de carreira profissional ) o mercado não reconhece a formação/graduação do empregado ) a graduação não possibilita emprego ou melhoria salarial ) outro... Marque ( P) para positivo e (N) para negativo................ .. sendo 1 o menos importante e 8 o mais importante) ( ( ( ( ( ( ( ( ) Instalações Físicas ) Qualidade dos Docentes ) Coordenação do Curso ) Acervo da Biblioteca ) Aulas Práticas ) Atendimento ao Aluno ) Atividades Extra-Classe ) Material Didático 9..... Qual a sua avaliação sobre a metodologia de ensino utilizada pelos professores em sala de aula ? Nota (de 0 a 10): 8......... ( ( ( ( ) Espaço ) Tomadas ) Iluminação ) Mobiliário 5......... Qual a sua avaliação sobre o desempenho dos professores em sala de aula ? Nota (de 0 a 10): 7......... o que precisa ser melhorado na Instituição? (coloque em ordem de importância.

........................ ................................................ ......................34 10... .................................................................................................................... Agradecemos a sua contribuição..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... ................. Espaço aberto para sugestões ou demais considerações (Se possível indique o curso) .................................................................................................................................................. ......................................................................................................................................................................... .........................................................

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