Você está na página 1de 12

A Instituição

A ARTESP - Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de


Transporte do Estado de São Paulo¹ foi criada pela Lei Complementar nº 914, de 14
de janeiro de 2002, e instituída como autarquia de regime especial, dotada de
autonomia orçamentária, financeira, técnica, funcional, administrativa e poder de
polícia, com a finalidade de regulamentar e fiscalizar todas as modalidades de
serviços públicos de transporte autorizados, permitidos ou concedidos a entidades
de direito privado, no âmbito da Secretaria de Estado dos Transportes, pelo decreto
46.708 de 22 de abril de 2002.

A ARTESP veio suceder, em suas funções, à Comissão de Monitoramento


das Concessões e Permissões de Serviços Públicos, que fora criada em caráter
temporário pelo Governo do Estado de São Paulo, através do decreto nº 43.011, de
03 de abril de 1998, para acompanhar e fiscalizar os serviços delegados de
transportes.

A instituição da ARTESP veio dar caráter definitivo à exigência da Lei


Estadual de Concessões e Permissões de Serviços Públicos (lei nº. 7.835, de 08 de
maio de 1992), com o objetivo de regular e fiscalizar o Programa de Concessões
Rodoviárias, implementado pelo Governo do Estado de São Paulo a partir de 02 de
março de 1998, assim como os serviços permissionados de transporte intermunicipal
de passageiros e todos os serviços de transporte que eventualmente venham a ser
delegados no futuro.

A Agência promove o equilíbrio nas relações entre os usuários das rodovias,


do transporte coletivo, concessionárias, empresas permissionárias e o Estado,
assegurando o cumprimento do disposto nos contratos de concessão, gerenciando a
qualidade dos serviços, o nível dos investimentos, a regularidade e a segurança da
operação.

¹ Descrição retirada do site da ARTESP (www.artesp.sp.gov.br)

1
Princípios Institucionais

Missão:

Promover e garantir a prestação de serviços de transporte de excelência,


seguro e sustentável, compatível com as necessidades coletivas.

Visão:

Ser reconhecida como referência de Agência Reguladora, capaz de assegurar


a excelência dos serviços de transporte.

Valores:

• Ética
• Transparência
• Autonomia
• Inovação
• Responsabilidade Social

2
Estrutura Organizacional

A ARTESP possui uma Diretoria Geral dirigida por Carlos Eduardo Sampaio
Doria, e cinco subdiretorias que são:

• Diretoria de Controle Econômico e Financeiro (DCE) dirigida por João Carlos


Coelho Rocha

• Diretoria de Investimentos (DIN) dirigida por Theodoro de Almeida Pupo


Júnior

• Diretoria de Procedimentos e Logística (DPL) dirigida por Marcos Martinez

• Diretoria de Operações (DOP) dirigida por Marco Antonio Assalve

• Diretoria de Assuntos Institucionais (DAI) dirigida por Wilson Recchi

A ARTESP ainda possui um Conselho Consultivo que tem como Presidente o


Secretário Adjunto dos Transportes do Estado de São Paulo Silvio Aleixo, uma
Comissão de Ética, uma Ouvidoria, e sua própria Procuradoria.

3
O Papel da ARTESP ²

Conforme regulamento aprovado pelo decreto 46.708, de 22 de abril de 2002,


cabe à ARTESP as seguintes atribuições:

Implementar a política estadual de transportes; exercer poder regulador;


elaborar modelos de concessões, permissões e autorizações; garantir a prestação
de serviços adequados; zelar pela preservação do equilíbrio econômico-financeiro
dos contratos e estimular a melhoria da prestação dos serviços públicos de
transporte.

4
² Descrição retirada do site da ARTESP (www.artesp.sp.gov.br)

O Setor

Eu Fabrízio Pinheiro Rodriguez, estagio na área de acessos, tenho como meu


gestor o Eng° Toshio Yamauti e supervisor o Eng° Carlo Alberto Ferraz Campos,
ambos membros da Diretoria de Operações (DOP). O setor é responsavel pela
autorização, regularização, adequação e fiscalização de acessos às rodovias
estaduais concedidas.

O acesso é toda ruptura da faixa de dominio, e a faixa de dominio³ nada mais


é que um conjunto de áreas desapropriadas pelo Poder Público, destinadas à
construção e operação da rodovia, dispositivo de acessos, postos de serviços
complementares, pistas de rolamento, acostamento, canteiro central e faixas
lindeiras, destinadas a acomodar os taludes de corte, aterro e elementos de
drenagem.

Os limites das faixas de domínio variam de acordo com a rodovia, o rodoanel,


por exemplo, usa como largura de sua faixa de domínio o valor de 130 metros,
qualquer ruptura na faixa de domínio de uma rodovia que possibilite a entrada ou
saída de automóveis, motos, caminhões ou qualquer outro veiculo é considerado um
acesso.

Nas rodovias sob concessão, os interessados na implantação de acessos


deverão protocolar requerimento de autorização de acesso na concessionária que
administra o trecho da rodovia onde se situa o acesso pretendido, endereçado ao Sr.
Diretor Geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte
do Estado de São Paulo - ARTESP.

Os acessos são classificados em comerciais e não comerciais havendo


diferenças tanto no requerimento de acesso, quanto nas exigências do projeto e da
documentação apresentada pelo interessado.

Os acessos comerciais obedecem às determinações do Decreto n.º 30.374,


de 12 de setembro de 1989 e da Portaria SUP/DER-078, de 23 de julho de 2001,

5
³ Descrição retirada do site do Grupo CCR (www.grupoccr.com.br)

enquanto que os não comerciais são regidos pela Seção 3.02 do Manual de Normas
do DER. Como a Seção 3.02 não atende satisfatoriamente os requisitos de
segurança das rodovias de maior fluxo de veículos, como é o caso das rodovias
concedidas, a ARTESP tem exigido, de modo geral, os parâmetros de projeto
constantes no capítulo III, da Portaria SUP/DER-078/01 na aprovação e autorização
de acessos, buscando ajustá-los aos padrões de segurança desejados para nossas
rodovias.

Conforme estabelecido na Portaria SUP/DER-078/01, são considerados


comerciais os seguintes estabelecimentos: postos de abastecimento de
combustíveis e instalações de serviços, restaurantes, hotéis, motéis, centros
culturais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos da espécie, além dos pólos
geradores de tráfego, como shopping centers, supermercados, clubes, áreas de
lazer, leilões de gado, pesqueiros, áreas permanentes de eventos e outros.

A solicitação de autorização para abertura de acesso deve ser requerida pelo


proprietário do terreno onde será implantado o acesso, acompanhada por
documentos que comprovem a titularidade do imóvel e do projeto executivo
completo do acesso. Caso o proprietário seja pessoa jurídica, deverá ser anexado
documento comprovando que o interessado está habilitado para representar a
empresa na solicitação do acesso, além dos documentos constitutivos da empresa.

Os documentos devem ser apresentados sempre atualizados, no original ou


em cópia autenticada.

Compete às concessionárias informar e orientar todos os interessados na


obtenção de acessos, assim como realizar uma pré-análise da documentação e dos
projetos apresentados. O requerimento de autorização de acesso deve ser solicitado
à concessionária.

6
O Dia a Dia

Eu trabalho diretamente com o Eng° Toshio Yamauti que é responsável pelos


acessos das seguintes concessionárias:

• Autoban.

• Colinas.

• Ecovias.

• Renovias.

• SPVias.

• ViaOeste.

• EcoPistas.

• CCR RodoAnel (Trecho Oeste).

• Rota das Bandeiras.

As minhas atividades diárias são:

• Elaborar controle de entrada e saída de processos.

• Redigir comunicação, despachos e correspondências internas e


externas.

• Conferir relatórios técnicos.

• Tramitar documentos técnicos.

• Elaborar gráficos e planilhas.

7
Projetos

Estou desenvolvendo junto com o Eng° Toshio Yamauti uma planilha diária
sobre os acessos que possuem uma urgência maior a serem autorizados, por se
tratarem de acessos que vão gerar o progresso de cidades ou do estado. A planilha
conta com uma descrição do assunto tratado, o local onde vai ser instalado o
acesso, e a situação em que o processo se encontra.

Essa planilha é atualizada através do contato (pessoal e telefônico) entre as


diretorias da ARTESP, ou por contato (telefônico, e-mail e reunião) com as
concessionárias no caso de pendências no projeto.

Essa planilha é reportada ao Diretor da Diretoria de Operações.

Outro projeto que venho desenvolvendo é a criação de um banco de dados


fotográficos impressos das rodovias estaduais concedidas, para esse projeto faço
uso do programa GeoFácil da empresa EngeMap que ainda está em fase de testes
na ARTESP, sendo eu o primeiro a estar usando esse programa na instituição.

Além desses dois projetos existe ainda a intenção de começar a intimar,


notificar e autuar os acessos que estão irregulares nas rodovias concedidas, a
ARTESP possui esse poder “policial” mais ainda não o exerce efetivamente por
ainda ser uma instituição relativamente nova, em fase de estruturação, e por falta de
pessoal.

8
Idéias de Melhoria

Em pouco tempo que estagio na ARTESP, percebi a dificuldade que existe


em se ter um acesso regularizado conforme os decretos e normas regentes por lei.
Os projetos que deveriam vir pré analisados das concessionárias, não é a realidade
encontrada na ARTESP, os projetos normalmente chegam com a ausência de
documentação necessária ou a falta de plantas do projeto o que acarreta em uma
demora na análise e um atraso na transitação do projeto entre as diretorias.

Esse problema para mim, poderia ser resolvido com a criação de um simples
formulário de “check list”, quando um projeto de acesso chegasse a ARTESP o
funcionário que recebe somente aceitaria a entrada desse projeto se ele cumprisse
todos os requisitos documentais e projetuais estipulados pelos decretos e normas,
essa etapa não tem um valor economicamente alto a ARTESP, pois ela pode ser
feita por estagiários.

Essa proposta a meu ver traria uma maior eficiência na análise dos processos
de abertura de acesso.

Outra melhoria que eu tenho, porém mais difícil de ser implementada, por ser
completamente diferente do processo utilizado hoje pela ARTESP nos tramites dos
processos, seria a divisão dos projetos por competência, por exemplo:

1. O projeto chega a ARTESP é conferido com o uso do formulário de “check


list”.

2. O projeto que tem todos os requisitos preenchidos daria entrada ao centro de


documentação, que dividiria esse projeto por competência, cada diretoria
receberia a parte do projeto que lhe diz respeito.

9
3. As diretorias analisariam o que lhe cabe no projeto e a aprovação seria por
partes.

4. Cada diretoria após análise concluída despacharia sua parte do projeto


novamente ao centro de documentação, que montaria novamente o processo.

5. O processo montado completamente passaria por um setor que conferisse o


projeto e toda sua documentação.

Esse novo processo de tramitação de um projeto tornaria mais rápido e eficiente


à autorização de um acesso.

Conclusão

Após a análise realizada, eu concluo que inúmeros assuntos abordados na


minha grade curricular acadêmica estão ligados diretamente ao meu dia a dia de
estágio.

Utilizo diariamente o aprendizado que obtive nas aulas de informática,


elaborando planilhas e gráficos demonstrativos das condições dos acessos da
malha viária paulista.

As disciplinas de direito que são abordadas no curso de administração também


são de grande valor para o meu dia a dia, pois com tais aulas obtive um
conhecimento amplo de leis e decretos que hoje eu uso diariamente, outra grande
valia das disciplinas de direito foi a aquisição de uma melhor escrita, que no meu
caso é de extrema importância para a edição de despachos que tramitam na
ARTESP e externamente.

Outro aprendizado que obtive na faculdade não pode ser justificado apenas a
uma disciplina, as matérias de Sociologia, Psicologia, Teologia, Ética, Recursos
Humanos, entre outras me trouxeram um conhecimento maior sobre o
relacionamento interpessoal, essa capacidade é essencial para o meu dia a dia
profissional e até mesmo pessoal, o fato de compreender as intenções, as
motivações e desejos alheios é imensurável para o relacionamento com o próximo.

10
Dados do Aluno

Nome: Fabrízio Pinheiro Rodriguez

RA: 00016058

Endereço: Rua Januário dos Santos, 136 apto 92

CEP: 11030-560

Bairro: Aparecida

Cidade: Santos-SP

Telefone: (13) 7805-4644

Email: rafpr@terra.com.br

RG: 22.113.258-2

CPF: 227.210.498-36

11
Assinatura:________________________________

12