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5 As Cardiopatias no Brasil — Epidemiologia

Iseu Gus
Paulo Zielinsky

INTRODUÇÃO Prevenção terciária é agir em uma população já
portadora da doença e com manifestação desta.
Epidemiologia é uma disciplina de investigação Com a nova metodologia na investigação clínica a
das doenças e de seus determinantes em populações. medicina preventiva vem crescendo e criando concei-
Com base neste clássico conceito é que nestes últi- tos na inovada epidemiologia das DCD.
mos 10-15 anos a epidemiologia das doenças crôni- É o momento, diante dos conhecimentos atuais so-
co-degenerativas (DCD) começou a se desenvolver e bre a epidemiologia e os agravantes das doenças car-
merecer atenção dos cardiologistas e de entidades mé- díacas, os FR, de investir energicamente na saúde, ou
dicas, criando novos conceitos na procura de determi- seja, na prevenção primária e na prevenção secundária
nantes das doenças cardiovasculares (DCV) e entre das cardiopatias. Este novo direcionamento irá benefi-
elas a cardiopatia isquêmica (CI), a mais importante ciar uma população de maior número, com um custo
das cardiopatias. Mas isto só foi possível com a nova bem menor, resultando uma melhor relação custo/be-
visão de epidemiologia criada pela epidemiologia clí- nefício com prolongamento do período de vida sadia
nica. com conseqüente encurtamento no período de doença.
Epidemiologia clínica é uma ciência que tem como
propósito básico promover métodos de observação clí-
nica que levem a conclusões válidas. EPIDEMIOLOGIA DAS CARDIOPATIAS
Com o surgimento dos trabalhos de observação clí- DOENÇAS CARDIOVASCULARES
nica, randomizados e com grande número na amostra-
gem, foi possível determinar com mais segurança al- As DCV, em especial a CI, representam a quinta
guns fatores de risco (FR). Foi a partir destes conheci- causa de óbito em todo o mundo. E elas representarão a
mentos, e reconhecidos como verdade científica, que primeira causa de morte no ano 2020, se nada for feito
tornou possível um enfoque epidemiológico, tendo no sentido preventivo2. Elas são responsáveis, em nú-
como meta a prevenção primária e/ou a prevenção se- meros redondos, por 34%1,3 das causas de morte, com
cundária das cardiopatias. dados semelhantes em toda a América. Isto representa,
Convém deixar bem estabelecido o que se deve no Brasil, 300.000 óbitos por ano ou 820 por dia4. Po-
considerar como prevenção primária, secundária e ter- de-se dizer que se trata de uma epidemia, e grosseira-
ciária1. mente afirmar que vem substituir as causas infecciosas
Prevenção primária é fazer a prevenção de uma que predominaram até a metade do século. Em 22 na-
doença em uma população que ainda não é portadora ções das Américas estas afirmativas se confirmam, de-
desta doença. monstrando, além disso, uma predominância de mortes
Prevenção secundária é fazer a prevenção de uma nas mulheres (Fig. 5.1)2,3.
doença em uma população que já é portadora desta Segundo boletins informativos do Ministério da
doença mas não sabe e mesmo não tem sintomas dela. Saúde, baseados em estatísticas do SUS em 19945, as
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000. a IC e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) são determinada doença. Pressão arterial sistêmica com sistólica abaixo de 120 e diastólica abaixo de 80mmHg. Sobreviventes de um primeiro ata- três doenças que mais matam no Brasil são: o infarto do que cardíaco de uma coronariopatia grave têm um risco miocárdio (IM). 28%. 11. ganhando das causas externas: 74/100. E Dislipidemia: se considerado só o colesterol total o Ministério da Saúde11 estabelece 15% para ambos os (COL-T).ATHENEU FER-05 .1. em Porto Alegre. a IC 13. A American Heart Association1 conclui que 40% morrem no decorrer dos primeiros 30 dias após o Fig. uma prevalência de 13.19% e os restantes 15.5% para homens e 7.000. Sem antecedentes familiares de infarto de mio- cárdio ou de diabete melito. 132 FERREIRA . 9.6%. 3. 32. As hemorragias intrapa- renquimatosas são extremamente dependentes dos ní- veis tensóricos.1 — Mortes por DCV em 22 países das Américas. bem como indicador de as mais significativas6. de 240mg/dl11.000 habitantes para as DCV. dá cação com a anterior pode ser vista na Tabela 5. em 1995. população acima de cinco anos e a OPAS14. em São Paulo. Em São Paulo9-12 os óbitos por DC em idosos (ida. o AVC 31%. Essa nova classifi- está bem estabelecida7. são encontrados: encontrou 15. Colesterol total abaixo de 200mg/dl. CARDIOPATIA ISQUÊMICA A CI é responsável por 1/3 dos óbitos por DCV no Brasil. o Fator de risco é uma causa direta para uma AVC. Porém sua morbidade é bem mais importante. Não fumante. de 160/100. 8. em 1993. na 27th-Bethesda Conference13.com.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol.9% de fumantes em uma Em 1993 para cada 100 óbitos por HAS em mulhe. res havia 118 em homens10.7% rida uma nova classificação dos fatores de risco (FR) outras doenças cardíacas e vasculares na composição com base em trabalhos científicos com evidências clí- dos óbitos por DCV em Porto Alegre.br . Fatores de Riscos nas Cardiopatias As DVC. No Brasil. foi suge- 40. iniício de um comprometimento grave de coronária e que 20% tem morte súbita neste tipo de comprometi- mento coronariano. Dentre estes 34%. como já foi dito. os acidentes vasculares cerebrais várias vezes maior de vir a falecer nos próximos 5-10 (AVC) e a insuficiência cardíaca (IC). predição e prognóstico.76%. dava uma prevalência de 23.11%. O relatório tam- anos comparado com indivíduos que não tiveram tal bém afirma que no Brasil o índice de causas de morte é antecedente. 2. em São Paulo. a CI representou Em 1995. das neoplasias: 58/100. a prevalência variou: em Porto Alegre. nicas e uma real diminuição de riscos da DCV em res- A prevalência da HAS em nível nacional ainda não posta aos tratamentos preventivos. da probabilidade. Fuchs9.7%. É tão significativa a morbidade da CI que no EUA só 5% da população pode ser considerada de baixo risco para a doença isquêmica se considerarmos1: 1. são responsáveis por 34% dos óbitos no Brasil3. 4. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. Segundo o informe SIM7. de superior a 60 anos) representam 57% e os AVCs Tabagismo: o Ministério da Saúde11.8%. A mortalidade por IC e AVC é determinada em for- te intensidade pela HAS e os atestados de óbito geral- mente não mencionam a HAS como causa de óbito e sim as seqüelas: IC ou AVC. 5.8. Lotufo10. e como hipercolesterolemia igual ou acima sexos.000 e das doenças pulmonares: 48/100. a CI.0%. Porcentual do total dos óbitos.8% para mulheres. em Salvador.

é o óbvio. Sedentarismo Lip. Para o do cigarro diminui em até 50% a incidência de um novo MS16 é 15%. de óbito geral quando a dislipidemia foi normaliza- da22. 133 FERREIRA . o que melhor combate este FR. es- Obesidade: cerca de 32%11 dos adultos brasileiros pecialmente quanto aos fumantes passivos. produzin. Estas redu- aumentada de cardiopatia coronariana em populações zem 17% a incidência de infarto agudo do miocárdio.Fam. Tabela 5. DM F.1 Fatores de Risco. P-a = liproteína a. hábito do exercício físico para um maior número de nicos que investiguem exclusivamente este fator de ris.ATHENEU FER-05 .31. Lip. As úl- timas recomendações da AHA35 vieram facilitar este Quanto ao fumo. HVE = hipertofia de VE.33. existem estudos de coorte27. fam. suspensão cas17-21 relacionando a elevação do colesterol total do tabagismo. Anti-Ox TG ↑ e HDL Idade Não Sexo Modificáveis Ant. o exercício físico. Psicol. municipal. nas movimentações físicas que mais nui progressivamente após a cessação do hábito de fu. embora não existam ensaios clí. já tem um porcentual populacional Fumo que incorporou este hábito na sua rotina de vida. = antecedentes familiares. Na prevenção secundária se sabe que o abandono bos os sexos dá uma prevalência de 15% a 20%.34.23. ajustada por idade. estudadas. identi- níveis de COL-T e de LDL-C são reduzidos. trazem prazer e não necessita que sejam exercícios pro- © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. restringindo os locais para fumantes30. cidas32: controle de peso. infarto do miocárdio29. No sedentarismo. seja através de dieta ser feitos e ao que tudo indica bem cedo isto deverá ser e/ou de drogas.28 podem ser incorporados na vida de rotina. moderado consumo de álcool. tanto no âmbito federal.6%11. (LDL) Modificáveis Maiores HAS HVE Fen. Houve uma redução de 22% aplicado4. exercícios (COL-T) e da fração LDL (LDL-C) e uma incidência aeróbicos e as drogas anti-hipertensivas. P-a Modificáveis Menores Obesidade Álcool Menopausa Vit. Muito já se tem conseguido. DM: a prevalência do DM. Hipertensão Arterial Sistêmica Dislipidemias Na hipertensão arterial sistêmica (HAS) as inter- venções terapêuticas há muito tempo já foram estabele- As dislipidemias têm evidências epidemiológi.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. na população entre 30 e 69 anos é de 7. naqueles afa- demonstrando que o risco de desenvolver DCV dimi. pessoas. O resultado foi estatisticamente significativo Sedentarismo em trabalhos em que a dislipidemia foi analisada como fator de risco isolado24-26. Combater este fator de risco. HAS: a OMS15 em uma população adulta e em am. Tromb. DM = diabete melito. A divulgação e a do uma redução no aparecimento de eventos coronaria. restrição de sódio. pois recomenda fazer exercícios que estão ou co e incidência de DCV. Classificação Intervenções Que Provam Intervenções Que Se Modificados Podem Não Podem Ser Que Baixam o Risco de Igualmente Baixam o Baixar o Risco de DCV Modificados DCV Risco de DCV I II III IV Fumo Dislip.com. ficar os hipertensos antes de tudo.br . pois já apresentam alguma grau de excesso de peso (IMC igual existem leis. estadual como ou maior de 25). bem como o benefício que ocorre quando os Mas na prevenção primária precisa-se detectar. Ant. zeres do dia-a-dia. aplicação de programas para toda a população devem nos. mar. HAS = hipertensão arterial sistêmica.

fumo e hiperten- são44-50. do o Ministério da Saúde5 a IC é a terceira doença que mais mata.19%. em princípio. 1/3 das internações por IC volta a internar dentro de um ano51.649.60%. mas não nações mais freqüentes registradas pelo SUS — 1996. Num total de 792. que a IC no Brasil: Diabete Melito A média geral da prevalência do diabete melito (DM) em nove capitais brasileiras é de 7. Embora os antecedentes familiares constituem um por ano. 5. da re. os casos de IC no Brasil.5% em não diabéticos homens e 3. 5. os casos de IC internados desenvolver cardiopatia coronariana que a população pelo SUS. Mas não há dúvidas que o DM acelera e potenciali- za os demais FR independentes: dislipidemias e DCV. contra 8. Desde que sejam esforços de pequena a mo. e a segunda que Menopausa mais gasta com internações.7 milhões de internações pelo SUS no Brasil5 as do- nais demonstrou efeitos benéficos e protetores.4% a 2.0% da literatura mundial53.ATHENEU FER-05 .884 internações por doenças do Na menopausa a reposição hormonal na mulher coração em 1996. semelhante em homens e mulhe- res. sedentarismo.298 pacientes e explorado40. por ano.19% com maior morbi-mortalidade por DCV em ambos os dos 34% de óbitos por DCV em Porto Alegre7.884 internações represen- posição hormonal para a DCV. Considerando a população cardiopatia coronariana precoce têm maiores riscos de brasileira de 150 milhões. No estudo Framinghan foi possível observar que em adultos diabéticos a incidência anual de óbitos por DCV é cerca de 17%. representam 0. este talvez o INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NO BRASIL mais prático. a quarta que mais interna. nutos.6% (nos EUA é de 6. tem sua indicação tanto na prevenção primária como na com 424. nas macrovasculares.6% em mulheres não diabéticas42. Antecedentes Familiares Se. com os dados expostos. A associação entre HAS e DM é de uma freqüência maior do que aquela determinada pelo acaso41. A obesidade pode ser avaliada pelo índice de massa corporal e pela relação cintura-quadril. a IC foi responsável por 53. Obesidade idade. tam 6. Segun- sexos e em diferentes faixas etárias. Num total de secundária39.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. seriam 424. pois a maioria dos trabalhos observacio. Outra citação é do Ministério da Saúde11: a preva- lência da HAS chega a ser duas vezes maior do que a da população não diabética. o que facilita a classificação dos obesos36. Framingham37 demonstrou a associação da obesidade A insuficiência cardíaca (IC) representa 13.947 internações (ver Fig.2 — Internações por IC nas DC são as mais freqüente. obesidade. ele deve ser considerado 141.br .6%)11. Antecedente familiar positivo é fator de risco baixo dos 0. Pacientes com parentes em 1º grau com com IC internados por ano.947 internações menos 1/3 ou fator de risco não modificável. O estudo não teve suficiente po- derada intensidade.52.54. No primeiro grande ensaio clínico com evidências relacionando o controle medicamentoso em pacientes com DM tipo 2 e complicados. independente.2). 134 FERREIRA .24% e as 424. © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. o que resulta num total de 283. 12.35% do total de internações (ver Tabela 5. Inter- nos riscos de complicação microvasculares. enças do coração.947 por IC representam 3. um pouco mais em geral. com 792. Pode-se concluir. num tempo mínimo de 10 minutos der para excluir um efeito benéfico em eventos fatais cada vez e que no fim do dia alcance no mínimo 30 mi. Mas não há menção da pre- sença ou não de outros fatores de risco associados.gramados. coronarianos43.2).com. mostrou efetiva redução Fig.

e esta não chega a ser mencionada nos atestados.213 40. nos critérios no diagnóstico de HAS.2 Internações/SUS — D. cessivo de sal. 1998) estabelece que o normal é 130 X 85mmHg (Tabela 5. cifras 140 X 90mmHg (Tabela 5.br . 135 FERREIRA . desconhecem Dentro do exposto fica também marcado que as do.00% Normal Limítrofe Elevada Insuficiência Cardíaca 399 13. ma de saúde pública no Brasil. arterial sistêmica e para a cardiopatia isquêmica.0%. Isquêmica 1.19% dos dos internados pelos SUS. Assim a prevalência da HAS no nosso meio pode abaixo do que se tem no mundo para a população em ser vista na Tabela 5. mortalidade no Brasil59. O estudo pioneiro em prevalência da HAS foi reali. ções.70% > 160 Elevada Elevada Elevada © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. subdesenvolvidos.12% destes.3% — segundo FUCHS60. desconhe- nações pelo SUS no Brasil.4% e 2. Tabela 5. Cardíacas — Brasil — 1996 Total de Internações Total P/D.60%) 1.ATHENEU FER-05 . Isto talvez explique as altas taxas de 4.11% < 140 < 90 > 90-94 > 95 AVC 938 31. sável pelas valvulopatias. Representa 3. É a terceira que mais mata.5). Cor- Para levantamentos epidemiológicos8 de HAS exis.6). A sobrevida de pacientes com HAS após os 35 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) anos63 pode ser vista na Tabela 5. Tabela 5. Tem-se encontrado correlação direta entre o maior 2.4 Epidemiologia da HAS Critério da OMS Tabela 5. Cardíaca Total P/Ic 12. — 42.2) do total de inter. lação com a HAS. Grande número de casos tem como causa pionerismo e pela luta constante no combate à febre de óbito a IC e o AVC nos atestados e sabemos que am.19% 140-159 Leve Leve Elevada Outras 474 15.70%. — 46% — segundo a NHANES III62. dado altamente significativo: 6. É a quarta doença que mais interna.24% 3.947 100% 6. FEBRE REUMÁTICA zado no Rio Grande do Sul e concluído em 198155. cem ser hipertensos.7. perdendo para a hipertensão vel por 6. sendo responsá.com. respon- 5.3) a HAS está incluída nos 15. É a terceira patologia cardíaca mais Dentro do informe SIM7. doença cardíaca entre os cinco e os 30 anos nos países mente dependentes dos níveis pressóricos12.35% (100 %) (53.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol.884 424. Atinge 0. Porto Alegre-RS (Tabela freqüente nos centros cardiológicos no Brasil. que é entre 0. O porcentual de óbitos por HAS tem um viés muito Nossa homenagem a Rachel Snitcowsky. consumo de sal nas doenças cerebrovasculares e sua re- nações pelo SUS. responde ao redor de 12% dos atendimentos do Institu- te uma dificuldade.35% (Tabela 5.700. enças cardíacas representam 6.60% do total das internações por HAS e as manifestações de obesidade e consumo ex- DC.24% do total das inter. É a segunda doença que mais gasta com interna. bos são fortemente determinados pela presença de A febre reumática (FR) constitui um grave proble- HAS. O desconhecimento dos portadores de HAS é outro 5. O critério da VI Jo- int Commitee57 (ACC Atlanta. to de Cardiologia do Rio Grande do Sul — Porto Ale- O Critério da OMS56 estabelece como normal as gre64.000 792.3 Óbitos por DCV — Porto Alegre RS — 1996 Sistólica Diastólica Card. havendo uma correlação entre a 3. geral. sendo a maior causa de As hemorragias intraparenquimatosas são extrema.8. pelo importante. ser hipertensos. Representa 53. reumática.

Tabela 5.br . e que 3:1000 terão FR 7. anualmente. dentre as doenças transmissíveis68. No Brasil. nos hospitais conveniados com a Previdência Social66.5 O primeiro surto de FR incide entre cinco e 15 Epidemiologia da HAS anos.7% Mulheres Porto Alegre.5 Anos — Afirma Dias68 que a cardiopatia chagásica ocorre 130/90 +37.2% homens — 28. 140-159 90-99 Estágio 1 Em termos nacionais poucos dados epidemiológi- Estágio 2 160-179 100-109 cos existem. 150/100 +25.8% Mulheres aguda e que 1/3 desenvolverá uma cardiopatia reuma- Porto Alegre60 13. maior acesso a cuidados médicos. No Brasil se es- Tabela 5. (30% de 7 milhões).8% — Mulheres milhões de indivíduos na América Latina.5 Anos 22% de 16 a 18 milhões de chagásicos na América Latina.0 Anos 40% 3.000 escolares em alguns Pressão normal alta 130 — 139 85-89 paises. superada pelas infecções respiratórias. muito raro antes dos três ou depois dos 18 anos Classificação da HAS (VI Joint) (ACC-Atlanta. uso de antibióti- cos. Passo Fundo (18 e 74a) critério OMS 160/95 — 21.66.2 milhões estão fadados a desenvolver uma cardiopa- tia chagásica nesta região. Mas cerca de Tabela 5.2% Homens ram registrados 51 casos de FR aguda em hospitais de Araraquara (SP)10 28. 19. mas um trabalho64 de- Piracicaba (SP)10 32% Mulheres senvolvido em 16 meses.8 tima que o número de indivíduos infectados esteja en- Epidemiologia da HAS tre 6 e 8 milhões69. Para um raciocínio prático se aceita que 100% das crianças Para OMS14 15% a 20% (Ambos sexos) entre cinco e 15 anos terão pelo menos uma infecção de Para MS16 15% (Ambos sexos) vias aéreas superiores ao ano64.ATHENEU FER-05 .5 Anos 10% entre 20% e 40% dos chagásicos. 24. sendo que 90 milhões correm o risco de adquiri-la68. Como a estimativa é 140/95 +32. nos anos de 1992 a 1993. DOENÇA DE CHAGAS São Paulo (15 a 74a) 31% homens — 14.9%61. destas 20% será pelo São Paulo10 15.5% Homens estreptococo beta-hemolítico. fo- 42. sendo mais freqüente nas esta- Categoria Sistólica Diastólica ções frias.4% muheres10. doenças diarréicas e Aids.9% (Ambos sexos) Araraquara (15 a 74a) 42.000 óbitos © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA.com. Critério para HAS pela MAPA Alguns estudos epidemiológicos têm demonstrado Período de vigília 25% a 50% leituras > 140/90mmHg a redução da prevalência da FR após a revolução indus- trial: melhoria de condições de moradia e de alimenta- Período de sono 25% a 50% leituras > 120/80mmHg ção. Dados publicados pela Organização Mundial de Ótima < 120 < 80 Saúde66 revelam uma prevalência de cardiopatia reu- Normal < 130 < 85 mática crônica acima de 20/1.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. 136 FERREIRA . Cerca de 30 milhões de pessoas são atingidas Hipertensão: pela doença em todo o mundo67. A mortalidade é de 6. 1998) sem diferenças de sexo. tratamento adequado das amigdalites e modifica- Consenso Brasileiro para uso da MAPA58.6 Epidemiologia da HAS 30% a 70% das seqüelas reumáticas não têm passado de infecção prévia conhecida67.7% A doença de Chagas (DC) afeta cerca de 16 a 18 — Homens. sendo 1. 120/80 +41.7% mulheres10. Sobrevida Após 35 Anos A DC na América constitui a quarta causa de maior Pa Sobrevida Redução dano.8 milhão no Brasil HAS varia entre 89.7 Epidemiologia da HAS em Adultos da epidemiologia da faringite estreptocócica64. embora se conheça suas conseqüências Estágio 3 ≥ 180 ≥ 110 valvulares.000 pacientes foram operados. ção da virulência das cepas dos estreptococos65.5% e 94%14. de 1989 a 1992. Passo Fundo (RS)61 21. Não se tem dados mais atuais que pos- 33% Homens sam modificar este raciocínio.76% (Ambos sexos) tismal crônica. cerca de 10. quando incide mais infecções da orofarin- ge65. A epidemiologia da FR depende em grande parte Tabela 5.

digestivo.br . go e a colopatia chagásica.000 nascidos vivos. cruzi pode permane. ano de 1992 foi de 19. ou seja.9%) da mortalidade senso se esta aparente cura não possa ter um porcentual infantil. gunda causas mais importantes de mortalidade infantil.000 nascidos vivos. Passarão 10 a 20 anos para o aparecimento As cardiopatias congênitas são a terceira causa es- de alterações eletrocardiográficas leves em indivíduos pecífica de mortalidade infantil (coeficiente de mortali- assintomáticos. cólon). também destes óbitos ocorrem nos primeiros dias das primeiras no ano de 1992. É a 11. comunidade. detectadas por uma ação de em 2% a 5% nos bancos de sangue nas principais cida.69% de © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. aparelho circulatório corresponderam a 8.16/1. Mas a partir do final da fase aguda. varredura em cidades do interior do Rio Grande do Sul. Esse ção sempre é mais curta. ponsáveis por mais da metade (57. principalmente por coeficientes de mortalidade neonatal foram. especial- persistir por toda vida em 30% a 50% dos infectados68 mente na primeira semana de vida. infantil menor que 20/1.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol.000 nascidos vivos75. com infec. miocárdicas do que aquelas do ECG. totalizando 62. 90%. ao atingir um coeficiente de mortalidade Segundo a OMS73 em 1982 o Brasil tinha 711 mu.ATHENEU FER-05 . surgindo após um período variável ma. des brasileiras69. mas com possibilidades de diopatias congênitas. episódios de insuficiência cardíaca e o óbito pode levar manecerão na forma indeterminada. mude o nicípios infectados pelo Triatoma infestans. tra o paciente na chamada forma indeterminada.72. a através de ecocardiograma de rotina e repetidos. forma indeterminada da fase crônica da DC que pode Os óbitos ocorridos no período neonatal. somente 83. transplantes de órgãos e via oral71. nos doado. uma redução de 89%. na ex- congênita: 1% a 5% e outras menos habituais: acidente pectativa de se encontrar mais precocemente alterações de laboratório. díaca pode levar até quase 10 anos e entre os primeiros Cerca de 30% a 40% dos casos de DC estão e per. Não existe um con. Dentre as formas clínicas da fase crônica ção assintomática e sem lesão perceptível (coração. esperando-se que as malformações congênitas passem res de sangue houve uma diminuição de 6.com.76. O coeficiente de mortalidade infantil no ocorrer em 3% a 5% dos casos mas nestes casos a dura. em 1993 perfil de preocupações dos administradores de saúde. as doenças do esôfa- esôfago. Isto significa nifestações clínicas como palpitações: arritmias. para o Rio Grande do Sul e Porto Alegre. ou seja. da DC destacam-se: a cardiopatia.72. ainda que cerca de 10% da mortalidade infantil deve-se a car- sem insuficiência cardíaca. O acometimento do coração na fase aguda da DC é Os mais recentes dados epidemiológicos consoli- aparente em apenas 10% a 35% dos casos. No último boletim da Secretaria da recimento de insuficiência cardíaca caracteriza a fase Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande de miocardiopatia ou miogênica da fase crônica da car. en. vamente. No responderam por 48.anuais e é a terceira causa de óbito no grupo das doen. dos óbitos por malformação do diopatia chagásica. de Passada a fase aguda ocorre uma aparente cura. óbito pode 1991 e 1992. há mais de três anos.5% de pessoas contrair a É admitido classicamente que uma determinada infecção ao receber uma única transfusão69. seguem-se a transfusão de sangue: 10% a 20%. e muitos mesmo coeficiente na cidade de Porto Alegre. E na realidade esta se Em 1991. de uma real e espontânea cura. O apa. contabilizando mais de 300 mor- fenômenos tromboembólicos e até morte súbita. primeira e se- acompanhado. Entre as manifestações eletrocardio.000 e 9. dade específica de 94.29% e 14.65/1.52/1. crianças infectadas A prevalência de doadores chagásicos é estimada e com sorologia positiva. agosto de 1998.3/1. em média 28 dias.6/1000 em 1991). é benigno dados no Rio Grande do Sul referem-se aos anos de em seu curso e dura de 60 a 90 dias75. gráficas iniciais e o aparecimento de insuficiência car- ças infecciosas e parasitárias70. as afecções do período perinatal e as vendo somente 10% a 35% de um total que não foi anomalias congênitas. foi de 18. CARDIOPATIAS FETAL E CONGÊNITA cer infectante no sangue total refrigerado por até 18 dias com taxa de risco de 12. respectivamente.42% dos óbitos ocorridos em me- evoluem para cardiopatia grave ou comprometimento nores de um ano76. Os manifestações de cardiopatia71. do Sul. seguem sendo res- desde que não sejam reinfectados.5% para 1% a desempenhar papel preponderante nos índices de de sangue infectado pelo T. tes no ano de 1991. respecti- insuficiência cardíaca72-74.13% da mortalidade in- Brasil considera-se que 10% dos indivíduos infectados fantil. O principal mecanismo de transmissão da DC é No Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul através de fezes contaminadas do inseto vector: 80% a (IC/FUC) estamos acompanhando. mortalidade infantil.000 nascidos vivos. 137 FERREIRA . 10-12 anos. Um dado relevante é que o T. cruzi74.

perfil de sua população. como: 1. direta ou indi- das cardiopatias congênitas. a mais de 100/1. responsáveis preparação adequada de Saúde Pública. Redução fecundidade / mortalidade caindo Aumenta a porcentagem de adultos jovens e progressiva de INTRODUÇÃO idosos 4. a incidência é 10 vezes superior. Os idosos que em 1991 representavam 7.ATHENEU FER-05 .324 óbitos em 1996 e 8. Mesmo em países com retamente. MODIFICAÇÕES DO PERFIL POPULACIONAL patias congênitas. a síndrome do desconforto respiratório. representando turais internados na UTI pediátrica haviam realizado uma expectativa de vida para a mulher. sabe-se que cerca de 3% a 5% dos recém-nas. vel ao nascimento. síndromes malformativas específicas estão gráfica (Tabela 5. Aproximadamente 50% das cardiopatias congênitas apresentam-se como um No Brasil ocorre uma profunda modificação no defeito isolado. todo.br . Os mais recentes estudos de preva- lência global de cardiopatias congênitas disponíveis na As modificações do perfil populacional podem literatura mostram uma variação de 3. têm-se dificul. Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul revelam É o reflexo deste aumento a modificação na expec- que mais de 75% dos neonatos com cardiopatias estru.9). seja próximo ou mais longínquo. O fato fundamental a ser enfatizado é o de que ape- nas 10% das cardiopatias congênitas ocorrem em fetos Tabela 5. a asfixia gicos. no ano 2025.2 por ocorrer de várias maneiras.3% da po- Dados preliminares de estudo em andamento no pulação. anormalidades cromossômicas. em 2025 irão representar 15%85. Aumento contínuo de idosos © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA.75% de 2. de pelo menos um estudo ultra-sonográfico obstétrico du. populações e as modificações que estas populações so- As principais causas de mortalidade neonatal (0-28 freram e estão sofrendo continuadamente devem ser dias de vida) são. em crianças com menos de um ano77.com.2. sendo a etiologia. Alta fecundidade / alta mortalidade Grande no de jovens na população qualquer fator de risco! 2. entrando no estágio 4 da transição demo- anomalias. Isto significa que 90% das doen- ças cardíacas fetais ocorrem na população geral.9 Transição Demográfica com fatores de risco. do ultra-sonográfico pré-natal deve ser grandemente ANUALS)85 (ver Tabela 5. — Quanto à mortalidade.4 a 10. gênicas ou ambientais. não só como determinantes epidemioló- cia. Aproximadamente um quarto des- tas são de origem genética. — Quanto ao sexo. Destes. em mais de Estas expectativas irão colocar o Brasil entre os 95% a cardiopatia não havia sido reconhecida pelo exa. relacionada a mortalidade. Quando associadas com outras país jovem. ou seja.11). sendo 10% a 15% devido a Quanto ao Predomínio da Faixa Etária anomalias cromossômicas. em ordem decrescente de importân. 16 milhões de idosos no ano 2020/2025 (WHO. cidos vivos apresentam alguma malformação detectá. consideradas. sem 1. como também para uma avaliação futura e de perinatal e as malformações congênitas. alterações nos FR e conseqüentemente no maior desenvolvimento sociocientífico. A cações de perfil populacional poderão acarretar num literatura internacional registra prevalências variáveis futuro. baixa fecundidade e baixa presentes. — Quanto à composição étnica. dades em obter informações epidemiológicas confiáveis acerca das repercussões (morbimortalidade) das cardio.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. Ao serem considerados os — Quanto à faixa etária predominante.034 óbitos em liadas. incrementada80-84. sendo nestes casos de etiologia geral. Alta fecundidade / redução de mortalidade Aumenta a porcentagem de jovens na população PERFIL POPULACIONAL: A GRANDE INFLUÊNCIA NA EPIDEMIOLOGIA 3. natimortos. primeiros seis países no mundo a apresentarem mais de minador. rante o acompanhamento pré-natal. Estas modifi- por cerca de 50% do obituário nesta faixa etária78.79. modo e no tipo do aparecimento de uma doença. nestes casos. Dentro deste raciocínio a avaliação do perfil das 1997. Caindo fecundidade / caindo mortalidade em todos os grupos As modificações que influem na formação e na etários composição dos FR devem também ser muito bem ava. 76 anos85.000. Em relação às malformações congênitas como um — Quanto à etiologia da doença predominante. 138 FERREIRA .79. tativa de vida no Brasil (Tabela 5. chegando — Quanto ao tipo. se urbana ou rural.000 nascidos vivos78.10). Isso demonstra que a potencialidade do estu. pois está passando da fase de mente multifatorial.

br . 5. anos 90 nos países em desenvolvimento. quanto o perfil de uma população vai se modifican- senvolvidos. adulcorantes. como realmente vem acon- tecendo. Acrescenta-se na po- pulação urbana o “fantasma” do desemprego de longa duração e o nível de instrução mais baixo86.2 2020/25 Homem 69 18.1 Mulher 75. Tabela 5.7 18. que duplicarão os idosos.4 Mulher 66 Anos 18. As porcentagens encontradas foram mais elevadas em homens. 139 FERREIRA . necessariamente iriam modificar a incidência no tipo de doenças nas populações.11 Primeiros Seis Países Que Terão mais de 16 Milhões de Idosos no Ano de 2020/25 1950 1950 2025 2025 Países Classificação Milhões Milhões Classificação China 1o 42 184 1o Índia 2o 32 146 2o CEI 4o 16 71 3o EUA 3o 18 67 4o Japão 8o 6 33 5o Brasil 16o 2 32 6o WHO-Annuals. deveria merecer especial aten- Fig. funções sedentárias e altamente competitivas. pois o desemprego apre- senta maior efeito nestes do que nas mulheres.7 Mulher 70. em relação aos países de.3). pois a vida sedentária Quanto ao Tipo de População: Urbano ou Rural das cidades: conduções motorizadas. Esta modificação representou uma importante alte- ração nos hábitos das pessoas. no ano 2020 (WHO-Geneve) (ver Fig. 1982 Estes números são resultantes do que acontece nos 1945 a população rural brasileira representava 70%. Ambos es- tão diretamente relacionados com um risco mais eleva- do de hipertensão.3 — População de idosos no mundo — 1960-2020.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. 5. Acrescidas dos avanços tecnológicos e urba- nísticos.9 1995/00 Homem 64. em especial nos indivíduos de classe socio- econômica mais baixa.3 Tabela 5. e dos avanços da medicina que chegam prime- iro nos grandes centros urbanos. in- tagem da população rural e a população urbana: em formática. empregos com Houve uma profunda modificação entre a porcen. em 1993 passou a representar 30%.ATHENEU FER-05 .3 21.3 13. O de- semprego. ção86. hábitos alimentares diferentes: comidas prontas com conservantes. adoçantes. do.7 12.com. como o Bra.8 14.4 11. 1979. Isto mostra o sil. re- feições feitas às pressas nos fast food e toda uma gama de modificações entre a vida das cidades e do campo.10 Expectativa de Vida por Sexo Brasil: 1980/85 a 2020/2025 Período Sexo Ao Nascer Aos 60 Anos Aos 70 Anos 1980/85 Homem 61 Anos 17. TV. © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA.2 11.4 20.9 12.

14). pesquisa epidemiológica não incluíam o sexo femini- através das massas escravas que vieram da África. principalmen- branco. mas esta emigra- sas como mostra a Tabela 5. No ano de 1996 o Serviço de Epidemiologia do cipalmente nas regiões Sul e Sudeste. Quanto ao Sexo mente a mistura do índio com o português e um pouco Durante muitos anos quase todos os trabalhos em com o espanhol. Torna os procedimentos mais ria. contagiosa 40% Inf. Os costumes de um povo introdu- zem modificações em outro povo quando prolongam uma convivência ou se misturam. destacando-se a japonesa. Pouco antes da II IC/FUC. vestimenta e de alimentação entre o incidência da CI com a idade na mulher. Além de haver um aumento de tos de higiene. e. posteriormente. assim como o menta e principalmente de higiene e isto modifica desenvolvimento das medidas de higiene urbana e me- constantemente o perfil populacional do Brasil. como secundária e terciária. no. ocorre nova leva de imi. a longo prazo.12) se modificaram.12. as ve. com as al- doenças causa uma importante modificação nas forma. 140 FERREIRA . Assim.12 como o que pode ou está modificando este perfil. fugindo da guerra. costumes e hábi. Estas alterações no perfil das populações vão cons- com fatores desencadeantes diversos e implicam no tantemente. pois de um raciocínio mais reti. Tal- vez esta mudança novamente se modifique diante da É de fácil compreensão a influência da etnia no perspectiva de teoria infecciosa na etiologia da CI 87-90. A alimentação é totalmente diferente destes A medida que as doenças são combatidas. doenças.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. profilaticamente como com remédios. como pode ser visto na Tabela 5. lhorias da qualidade de vida. dio. estar como parâmetros nos estudos médicos atualmente. a idade média dos indiví- tando a aplicação de uma análise epidemiológica a mé.Quanto à Composição Étnica res de maiores custos. bem como os hábitos de vesti.br .11). pulacional a medida que se avança na faixa etária (Fig. de Saúde do Rio Grande do Sul evidenciou a curva de grantes da Europa. e no Brasil não poderia ser diferente (Tabela 5. pois da guerra. Mudanças no Perfil das Doenças Infectocontagiosas e DCV — Brasil A GRANDE INFLUÊNCIA Óbitos 1950 Óbitos 1990 Inf. No lheres viúvas sobre os viúvos. dificultando o acesso a eles. Surgem também as emigrações Quanto à Mortalidade orientais. e muito menos. Logicamente. pois elas comprometem etiologias diferentes. DCD.4). Isto se repete de. as causas de mortalidade (Tabela Esta modificação de predomínio da etiologia das 5. contagiosa menos de 10% Estas mudanças no perfil populacional têm conse- qüências que influem decididamente na epidemiologia DCV 12% DCV 34. re. modificando a etiologia. é evidente o predomínio das mu- pelo norte do Brasil e novamente outras culturas. Nos países desenvolvidos os benefícios do conhe- cimento humano chegou mais cedo do que nos países em desenvolvimento85 (Tabela 5. a coreana. tanto povos que emigraram. prin. em 1939. pois a idéia era de que a CI era quase exclusiva do sultando um cruzamento de culturas. modificando as medidas comprometimento de vários órgãos e sistemas. terações do perfil populacional a partir da etiologia das ção e condutas médicas. o índio e o negro. o perfil da população que se vai estudar. mas não de súbito. tanto sob o ponto de vista de prevenção primá- zes ao mesmo tempo. Isto modifica o perfil po- fim do século passado e início deste chegam os imi. dificul. E são estas que têm de onerosos. DCD. mais tarde a influência da raça negra. alterando o perfil é necessário um raciocínio muito mais elaborado nas populacional. 5. grantes europeus: italianos. Puro engano. italianos e alemães A maior sobrevida das mulheres tem algumas cau- novamente emigraram para o Brasil.com. Chegam os holandeses lá te após a menopausa. mais elaborados com exames complementa. se alteram líneo que se emprega na presença das doenças infecciosas também as causas de mortalidade.5% das cardiopatias: © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. perfil populacional. médicas. Quanto à Etiologia da Doença Predominante Estas melhorias elevaram a idade média das popula- As doenças contagiosas foram substituídas pelas ções. mortalidade conforme a idade e o sexo.13. como já mencionado.ATHENEU FER-05 . duos vai aumentando85. ção já teve culturas diferentes da emigração anterior destes mesmos povos. ou seja. a partir dos dados fornecidos pela Secretaria Guerra Mundial. homem. alemães e poloneses. bem Tabela 5. No Brasil inicial. quando portugueses.

entre elas a DCV e 6. — Maior incidência de DCD. mentada. Nos países em desenvolvimento and IHF publication Pan American Health Organization data. 2. 1996. CID 0-390 a 459. 18. Brasília — DF. meados do século: assepsia. Morbity and Mortality Chartbook on Cardiovascular. A saúde no Brasil. Ministério da Saúde. Lopez AD. pois as DCD produzem patolo- gias que atingem sistemas que se interligam. • Maior atenção às enfermidades — Maior prevalência de hipertensos devido ao • Comportamento menos agressivo aumento da idade média da população91. Global Burden of Disease Summary.4ª Prova 26/08/99 ABREU’S SYSTEM e-mail: abreussystem@uol. Cardiovascular and Cerebrovascular Disease in the Americas. pois cada vez mais • Urbanização adequada das cidades de difícil acesso. Greenland P. 3. O predomínio de óbito nas mulheres após a faixa dos 50-60 anos — RS. porcentual de adultos e idosos. Epidemiologia das doenças cardíacas no Brasil: histórico. faz com que cada vez mais as Nos países desenvolvidos DCD estejam presentes. vacinas. Centro Nacional de Epidemiologia. 7. pois de um raciocínio retilíneo Causas Fixas: usado para as doenças infectocontagiosas se • Proteção hormonal passa para uma elaboração de raciocínio mais Causas Modificáveis: multifatorial. Fundação Nacional da Saúde. Dallas-USA. portanto. 141 FERREIRA . Tabela 5. maio/jun. Boletim Informativo. Service. 1996. • Melhoria das condições ambientais BIBLIOGRAFIA • Melhoria das condições sanitárias 1. 1994. Sistema de Informação da Prefeitura Municipal — A idade média de sobrevida dos indivíduos au. Lotufo PA. American Heart • Elevação dos níveis de higiene pessoal Association. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo 6(5):541-547. ela é cada vez mais custosa. ços da medicina curativa.14 — O aumento populacional. Informe Epidemiológico do SUS.com. EPUC — Editora de Publicações Científicas Ltda.ATHENEU FER-05 . Lung and Blood mais especificamente a CI. significando um importante aumento 8.br . FIAH Boletim.13 — Maior complexidade nos diagnósticos e nos A Maior Sobrevida das Mulheres tratamentos. Compêndio de Cardiologia Preventiva 1. © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA. antibióticos situação atual e proposta de modelo teórico.4 — Óbitos por doenças do aparelho circulatório SS-RS (grupo VII. 1996. nº 3. Análise crítica dos estudos da prevalência. tanto na elaboração diagnóstica como no tratamento. ano II. Havard • Melhoria nutricional School of Public Health Organization. 1996. Estudos brasileiros sobre a epidemiologia da hipertensão arte- rial. Ministério da Saúde. mais pessoas com DCD. mas por outro lado Coincide com a elevação do nível de vida (1900-1950). Tabela 5. Coincide com o início das grandes conquistas médicas em 4. o que atualmente a pre- venção terciária oferece. 1993.. 1996. • Hábitos mais saudáveis — Maior custo.Fig. 5. março 1997. Murray CJK. E. 1996. 1990. National Institute of Health. 5. Lessa I. em especial de adul- Causas de Redução de Mortalidade tos e idosos. de Porto Alegre-RS. antes das menos pacientes se beneficiam com os avan- grandes conquistas médicas.

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