UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Na Inglaterra. empresários. Prof. em 1970. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. Nos últimos momentos do século XVIII. Nessa época. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. A sofisticação das máquinas. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. Pouco a pouco. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. em menor escala. amparar a vítima do acidente. atravessamos os mesmos percalços. técnicos e governo. a inexistência de limites de horas de trabalho. através de críticas violentas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. embora tivéssemos já a experiência de outros países. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. mas também de mulheres e crianças. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. devendo esta. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. de outro lado. o que fez com que se falasse. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. de fato. O trabalho em máquinas sem proteção. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. é bem verdade. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. No Brasil. Eng. da gravidade desses acidentes. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. Esse notável romancista inglês. Ao mesmo tempo. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. Milton Serpa Menezes . por conseguinte. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. lamentável a situação que enfrentávamos. gases. também.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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exigir atestado ou exame. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. higiene e segurança”. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. Milton Serpa Menezes . cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. Durante a jornada de trabalho. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. 5%. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). . . Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. preferencialmente aos domingos. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e.298 de 20 de dezembro de 1999. 1. deve ser observado um descanso de onze horas. não excedente a oito horas diárias. na admissão ou permanência no emprego. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. no capítulo que trata dos Direitos Sociais. Considera-se. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. isto é. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. 2%. de qualquer natureza. através da Portaria N. assegura a todos os trabalhadores. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). conforme Decreto Nº 3. para os efeitos de aplicação. urbanos e rurais.214 de 08 de junho 1978.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. podemos destacar que é vedado ao empregador: .5. Entre uma jornada de trabalho e outra. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. As empresas que adotam o trabalho noturno. Eng.296 de 02 de dezembro de 2004. auditiva. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. III – de 501 a mil empregados. por meio de normas de saúde. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. sendo esta duração. II – de 201 a 500 empregados. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. este deve ser de vinte e quatro horas. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. de forma detalhada.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. ou IV – mais de mil empregados. para comprovação de esterilidade ou gravidez. visual e mental.horário especial para o exercício das atividades. Aos trabalhadores idosos.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. Por ser um direito de todos os trabalhadores.5. . serviços inadiáveis e greve abusiva). em qualquer atividade privada. Lei Ordinária Nº 10. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas. e a pessoa com mobilidade reduzida. do Artigo 154 ao 201. inciso XXII. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . em seu Artigo 7º. 3%.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. Prof. conforme expressado no Estatuto do Idoso. sendo vedado o trabalho noturno. perigoso ou insalubre. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR).2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V. Segundo o Artigo 36. cujo texto. de 13 de julho de 1990.º 3.741 de 01 de outubro de 2003. 4%.

colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. ou 25 quilos. 1. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). sem prejuízo do emprego e do salário”. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. para o trabalho ocasional. no mínimo. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. do SESC.. durante a jornada de trabalho.5. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. Também é obrigação do empregador: (. máquina ou equipamento. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. iniciativas prevencionistas. com outras entidades públicas ou privadas. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. diretamente ou mediante convênios. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. Considera-se empregado a pessoa física. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. em regime comunitário. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. um berçário. pelo menos 30 mulheres. ou ainda embargar a obra. de forma pessoal e mediante salário. setor de serviço. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. Os locais para amamentação “deverão possuir. pelo referido Órgão. com mais de 16 anos de idade. ou a cargo do SESI. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. comum a todos os estabelecimentos novos. antes de iniciar suas atividades. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. naquilo que lhe for competente. da LBA ou de entidades sindicais”. ao empregador. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. A aplicação de todas as Normas. Após a inspeção. Prof. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. para o trabalho contínuo.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. ressaltando que. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. pelas próprias empresas. de meia hora cada. uma saleta de amamentação. Eng. a mãe terá direito a dois descansos. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho.. remuneração e condições especiais. para aplicação. dispõe que os mesmos. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. durante a sua vida profissional. fornecido pelo empregador. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. que atua com habitualidade e subordinação.) nos estabelecimentos em que trabalharem. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. Milton Serpa Menezes . é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos.

o EPI adequado ao risco. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. sem ônus ao empregado da empresa. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. além de haver guarda-corpo de proteção. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. Milton Serpa Menezes l) . de uso individual utilizado pelo trabalhador. gratuitamente. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. Cabe ao empregador: . Prof. com mais de 50 empregados. na qual podemos destacar que: . n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. de acordo com as determinações municipais. . visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. datada e assinada pelo trabalhador. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. o SESMT. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. Cabe ao empregado: . Eng. impermeável e protegido contra umidade. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. com Certificado de Aprovação (CA). i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. com sua especificação. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais.usar o EPI. obrigatoriamente. ao empregador. . comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando. em decorrência do embargo ou interdição. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”.usá-lo.fornecer. aos empregados. e para atender as situações de emergência. . sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. Sugere-se. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa.devem dispor de material antiderrapante. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho.adquirir o tipo de EPI. além de orientar e treinar sobre seu uso. contra quedas. pé direito.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. . salubridade e segurança. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. devendo estar articulado com as demais NR. guarda e conservação. . atendendo as condições de conforto.os locais devem ter a altura do piso ao teto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores.os pisos. efetuar controle individual de entrega de EPI. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. em especial com o PCMSO. . apenas para a finalidade a que se destina. nos locais. onde houver necessidade. adequado a atividade do trabalhador. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos.

relatório de inspeção. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa.3: (. De acordo com o disposto no item 13. Esta NR se aplica às fases de geração. Prof. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. transmissão. correntes. a limpeza. e as que conduzem às saídas devem ter.. entre outros. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). com validade de um ano.60 e 0. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”.8. operação.1. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados. registro de segurança.70 a 1. ano de fabricação.7: (. construção. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. haja uma faixa livre variável de 0. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades.6. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.2 da respectiva NR. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. número de identificação. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico. “especial atenção será dada aos cabos de aço. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função.) as vias principais de circulação. projetos de instalação ou reparo. saídas de emergência. com nome e fotografia do trabalhador.3. pressão máxima de trabalho admissível. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. direta ou indiretamente. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. Conforme descrito no item 12. substituindo-se as suas partes defeituosas”. elevadores de carga. Milton Serpa Menezes r) . com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0. no estabelecimento onde estiver instalado. montagem. em local visível. cordas. salvo se o movimento for indispensável à sua realização. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas.. Conforme exposto no item 11.1. no mínimo. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. distribuição e consumo.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. mediante técnica de análise de risco. as seguintes informações: fabricante. em local de fácil acesso e bem visível. permanentemente. Eng. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. p) NR 11 – Transporte. código de projeto e ano de edição. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida..80 metros. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. tais como empilhadeiras.1. Sinalização de Segurança. equipamentos contra incêndio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. Todo vaso de pressão deve possuir. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação.3. entre outros. 1. no mínimo. pressão de teste hidrostático. no interior dos locais de trabalho. movimentação. incluindo as etapas de projeto. placa de indicação indelével com. talhas.30 metros. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. Os reparos..

sem acréscimos resultantes de gratificações. vestiários e refeitórios devem possuir. equivalente a: . para insalubridade de grau médio. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. apresentada na parte IV (Programas e Ações). procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. páginas 201 a 207. . por sua natureza ou métodos de trabalho. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. Prof. emitindo um “Relatório de Inspeção”. dotado de armários individuais. deve haver local apropriado para vestiário. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. condições ou métodos de trabalho. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. Eng. em condições de risco acentuado.40%. . não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. por sua natureza. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas.10%.20%. para insalubridade de grau máximo. Cozinha Quando houver refeitório. para insalubridade de grau mínimo. instalações sanitárias e locais insalubres. Milton Serpa Menezes s) . t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. nos quais a atividade exija a troca de roupas. com requisitos de limpeza. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. arejamento. Na periculosidade. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. apresentada na parte IV (Programas e Ações). que estejam acima dos limites de tolerância. páginas 160 a 161. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. Refeitório Por ocasião das refeições. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. É indispensável que os funcionários da cozinha. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. cabendo ao empregado optar por um dos dois. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. será considerado o de grau mais elevado. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. iluminação e fornecimento de água potável. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. observada a separação de sexo e provido de bancos.

parágrafo único da CLT. dispositivos de segurança e canalização de água. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos.Segurança do Trabalho – 6.Medicina do Trabalho – 3. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. dd) NR 32 . de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia.304 UFIR. cc) NR 31 . Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. confusão e fadiga ao trabalhador. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. poderá notificar os empregadores. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. Eng. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. Em caso de reincidência. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. z) Prof.782 UFIR. A empresa terá um prazo de 10 dias. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. a fim de não ocasionar distração.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. Pecuária Silvicultura. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. . Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. 60 dias. no máximo. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. embaraço ou resistência à fiscalização. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. silvicultura. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. pecuária. equipamentos ou medidas adequadas. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. que poderá ser estendido até 120 dias. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. a partir da notificação. Milton Serpa Menezes . conforme os seguintes valores estabelecidos: . que deverá ser de. localização de EPI. direta ou indiretamente. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. aa) NR 29 . bb) NR 30 . devendo esta medida ser utilizada de forma racional.

. que estão acima do limite de tolerância. ou redução permanente ou temporária. durante a jornada de trabalho. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. disfunção ou síndrome de evolução aguda. de natureza clínica ou subclínica.br). § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais.213 de 24 de julho de 91. A título de classificação para registro. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. ou perda. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. doença. ou doença profissional ou do trabalho. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa.042 de 12 de fevereiro de 2007. Milton Serpa Menezes . cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. Nos casos de acidente de trabalho. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. 1. comunicado anteriormente ao INSS. há três tipos de CAT: inicial. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte.). § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. na forma do § 3º. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. de reabertura e de comunicação de óbito. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. subaguda ou crônica.212 e 8. monitoramento e controle dos riscos existentes. mesmo que estas surjam durante a vida laboral. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte. imediatamente.. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. recuperação. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo.mpas.. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido.5.).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. transtorno de saúde.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento.. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. independentemente do tempo de latência. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS.367 de 19 de outubro de 1976). de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. que altera o Regulamento da Previdência Social..gov. por meio de formulário específico (anexo).4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8.. e todas as ações de promoção. à autoridade competente. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. 337. Art. assistência. Prof. distúrbio. inclusive morte. ee) NR Nº 33 . da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. § 4º (. avaliação. Eng. que possua meios limitados de entrada e saída. trajeto. e Decreto Nº 6.) considera-se agravo a lesão. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas.

negligência ou imprudência. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. dados administrativos. omissão voluntária. gerando a responsabilidade civil. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. e o próprio PPP. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: .5. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Eng.1º. registros ambientais e resultados de monitoração biológica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. que temos expresso.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos.311. . Aquele que. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. contendo a indicação dos responsáveis técnicos. causando dano patrimonial ou moral. do Ministério do Trabalho. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP. Para que haja o ato ilícito. . quais sejam: .213/91.212 e 8. .4º. .C.2º. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. quando da rescisão do contrato de trabalho. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. medidas de controle. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos. Código Civil (C.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art.3º.). trabalhadores avulsos e cooperados. cópia autêntica deste documento”. Milton Serpa Menezes . emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. devendo estar sempre atualizado. C. de 10 de janeiro de 2002.6º.406. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. causar dano a outrem. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne.5º. . (Instrução Normativa Nº 99. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. descrição do ambiente de trabalho. . por ocasião da avaliação global. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. por ato ilícito (Arts.C. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. que estabelece padrões para elaboração de laudos. com poderes especiais.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. 1. entre outras informações. de 15 de janeiro de 2004). Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. 927. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica. . do INSS/DC. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. por período. 186 e 187. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. Prof. identificação. de acordo com a Lei Nº 10. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03. O LTCAT.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. conclusão (caracteriza o laudo. de 29 de novembro de 1989. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). Seção III. quadro descritivo. análises – qualitativa e quantitativa. fica obrigado a repará-lo.

em desacordo com as normas legais. contra o autor do crime. é expresso pelo Código de Processo Penal. de 31 de agosto de 1981. em seu Artigo 64.6 . ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. O objeto jurídico. Parágrafo único. podemos destacar da Resolução CONAMA n. a instalação. Milton Serpa Menezes 1. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. por autoridade ambiental competente. conforme Artigo 20 do referido decreto. de 17 de março de 2005.. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. que: (. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. autorizando o início da construção e implantação da empresa. de três meses a um ano. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. instalação e operação. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. do dispositivo legal.. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único.5. todas obrigatórias. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. Eng. Porém. aquele que causar dano a outrem.º 357. Haverá obrigação de reparar o dano. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. Desta forma. Pelos artigos acima citados. observando os planos federais. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. estaduais ou municipais de uso do solo. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. até o julgamento definitivo daquela. se o fato não constitui crime mais grave. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. é necessário que haja uma vítima determinada. demonstrada a culpa.938. ou sobre quem seja o autor. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. para que haja a responsabilidade criminal. risco para os direitos de outrem. por sua natureza. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. nos casos especificados em lei. para caracterizar o ato lesivo. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP). A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais.351. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. Além deste tipo de responsabilidade. Parágrafo único: Intentada a ação penal. de 01 de junho de 1983. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). estará obrigado a indenizar. 132. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. não é um documento obrigatório. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. independentemente de culpa. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção.

mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. bem como dele obter subsídios. após considerado instrumento do crime. Milton Serpa Menezes . após transitado e julgado o processo. facilitar ou ocultar a prática de crime). portanto. Penas restritivas de direito. Constatada. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. Eng. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. proibição de contratar com o Poder Público. de 12 de fevereiro de 1998. subvenções ou doações. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. através de perícia. recolhimento domiciliar. Prestação de serviços à comunidade. obra ou atividade. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo.605. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. poderá ter decretada sua liquidação. A pessoa jurídica que permitir. devendo. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. onde seu patrimônio. Prof. manutenção de espaços públicos. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. interdição temporária do estabelecimento. que são: suspensão parcial ou total das atividades.

que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. Milton Serpa Menezes . portanto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. etc. tais como danos materiais (aos equipamentos. inclusive companheiro de trabalho. embora não tenha sido a causa única. IV . perturbações ou doenças. porém. o que ocasiona sempre perda de tempo. perturbação funcional ou doença. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. inclusive companheiro de trabalho. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. "Art. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. e. de negligencia ou de imperícia de terceiro. ligado ao trabalho. podem ser encarados como tal: "I . b) ofensa física intencional. e) desabamento. V . O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. 131 . os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. no exercício de sua atividade. mais ainda.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. c) ato de imprudência. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. II . de 05 de março de 1997.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). Eng. entretanto. para efeito de lei. portanto.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. produtos fabricados. Do ponto de vista prevencionista.a doença profissional ou do trabalho. Como se vê. em intervalo do trabalho. inundação ou incêndio. pela lei brasileira. Outras conseqüências podem advir.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. Também são igualados.o acidente que. as lesões. c) em viagem a serviço da empresa. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. Legalmente.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. 2. constantes ou não de relações oficiais. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. lesão. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. Prof. 2. as doenças do trabalho. ou seja.172. Pode-se notar. estes sob certas condições. de acidentes que. seja qual for o meio de locomoção utilizado. a definição é dada pelo Decreto n0. essa definição não é satisfatória. ou a redução da capacidade para o trabalho.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. direta ou indiretamente. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". III . inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. perturbação funcional ou doença). ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. Para a legislação providenciaria. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. Há casos.

inclusive. Prof. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. Por exemplo. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. através de uma compensação financeira. deixa cair a caixa. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. ou de indenização. em certo momento. Quanto mais especializada a sua função. Na última. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. Assim. garantindo-lhe o pagamento de diárias. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. porém. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. pois este se danificou.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. a queda da caixa. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. houve dano físico. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. constitui um acidente do trabalho. Um empregado acidentado. lesão no trabalhador. Na segunda. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. a lesão no homem. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. podem ser envolvidos nos acidentes. em virtude. em que ocorreu. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. Em todos os casos. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. que interfere na produção. Milton Serpa Menezes . Na definição legal. Eng. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. ferramentas. Por exemplo. perda de tempo. equipamentos e tempo. manutenção do mesmo. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. automaticamente. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. se forem eliminados estes. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. Em síntese. perda de material. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. Equipamentos elétricos. do que tirar o pé na hora em que caísse. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. aqueles serem muito mais numerosos que estes. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. aposentado precocemente por incapacidade permanente. pois além do homem. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. A política governamental dos últimos anos. nesse caso. estará afastado a quase totalidade dos outros. ao legislador interessou. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. o acidente. outros fatores de produção. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. além da perda de tempo e/ou perda material. além da perda de tempo. veículos de transporte são exemplos desses riscos. embora não tenha ocasionado lesão. como máquinas. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. o que já é um acidente (queda da caixa). ou não. é também um exemplo de acidente. Do exposto. o que. de como já vimos. operações de soldagens. causando perda de tempo. ela não teria atingido o seu pé. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. teremos um acidente mais grave porque. mais caro se torna substituí-lo. ocorreu tão somente. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. bem como a um custo menor. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. Em outras palavras. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa.

Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. qualquer ocorrência não programada. desabar e atingir um empregado. Em outras palavras. que interfira no processo produtivo. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. mal estocada. causando-lhe alguma lesão. constitui um acidente do trabalho. Prof. causando perda de tempo. Milton Serpa Menezes . Se uma pilha de sacas de café.

através da eliminação a tempo de suas causas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. e portanto possíveis de prevenção. A ocorrência de uma única morte. Milton Serpa Menezes . do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). uma pesquisa bibliográfica. com o tempo. etc. antes mesmo que ocorram acidentes. Estudos técnicos. nenhuma das máquinas construídas. como inundações. Até o presente momento. de trabalho produtivo. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. Vários autores. principalmente no campo da engenharia. ou o dano. mesmo que não acuse nenhum acidente. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. eles. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. se removido a tempo teria evitado o acidente. Atos inseguros. na analise de um acidente.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. Ao se estudar os atos inseguros praticados. na maioria das vezes. como máquinas e equipamentos. são causados. portanto. responsável pelo acidente. recomenda-se. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. Quando se fala. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. cursos de primeiros socorros. • Permanecer embaixo de cargas. tempestades. não surgem por acaso. transporte e manuseio de materiais. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. cor na segurança do trabalho. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. Sob o ponto de vista prevencionista. integram uma política de segurança. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. devem ser analisadas todas as causas. 2. Os acidentes não são inevitáveis. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Eng. • Manutenção. vio1ação essa. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado.000 dias. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). isto é. Condições inseguras. 3. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. informações sobre ordem e limpeza. levantamento. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente.. etc. eliminar as condições inseguras. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. em média. As formas de comportamento. Eventos catastróficos. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros.. Portanto. causa de acidente é qualquer fator que. Prof. a simples analise de risco ou estatística . 3. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. além da perda para a família do trabalhador. brincadeiras grosseiras. ainda. desde a mais remota. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. são capazes de. • Abusos. No nosso entendimento. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. inerentes às instalações. Segundo estatísticas correntes. sinalização. do elemento homem. porém. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana.

Milton Serpa Menezes . as falhas. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. corroído. inseguro ou de forma incorreta (não segura). são condições inseguras. 3. carência de dispositivos de segurança e outros. pisos. • Processos. armazenagem. não. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais.3. fios expostos. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. não pode ser considerada uma condição insegura.3.Projeto ou construções inseguras. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. no entanto. a energia elétrica em si. passagens obstruídas. A corrente elétrica. quando devidamente solada do contato com as pessoas. em outras palavras. a eletricidade. 3. de maneira a tornalos ineficientes. Aí se incluem as capacidades sensoriais. defeitos. escadas. etc. tubulações (encanamentos).. 3. habilidades motoras. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. etc. irregularidades técnicas. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. • Iluminação inadequada ou incorreta. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. Eng. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. Prof. qualidade inferior. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada.). fraturado.).3. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. sobrecarga sobre o piso. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. cortante. • Uso de equipamento inadequado. etc. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. maiores serão os riscos de acidentes.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. ou instalações elétricas.3 3. .3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. congestionamento de maquinaria e operadores. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. 3. • Ventilação inadequada ou incorreta. escorregadio.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. por ser perigosa.

3.: problemas familiares e econômicos. 3.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. Ex. Ela é agravada pela monotonia da tarefa. falha ou falta de treinamento.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. Eng.3. alcoolismo. 3. layout.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. ausência de ruído. Prof. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. 3. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3. em um instante a atenção é necessária. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes. doenças. tende a reduzir os acidentes.3.3.3.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. Milton Serpa Menezes . contribuem para redução de acidentes.: seleção inadequada. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores. que prejudica o desempenho. iluminação adequada.

isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. a Higiene industrial. de forma a: 4. submarinos. antropométricas e biomecânicas do homem. tornaria necessário. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. para execução do guilhotinamento. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. surgiu urna nova ciência . ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. etc.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei).ao jovem. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem.a pá . não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. Prof. Organizaram-se então equipes de engenheiros. A Medicina do Trabalho. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. a Física. por exemplo. Adaptação dos instrumentos.. no caso. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. com o uso de uma das mãos do operador. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. um de idade avançada e outro jovem. em uma obra. boa saúde. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. Desta forma. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. Da mesma forma. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. mediante o uso de ambas as mãos. Como conseqüência. sonares. Nessas condições. Eng. Desta forma. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. distante do já existente. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. os parâmetros do comportamento humano.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. Imaginem ainda. A Psicologia. os radares. quando de seu uso. Milton Serpa Menezes . a mesma motivação para o trabalho. por exemplo. médicos e psicólogos. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. sob o ponto de vista anatômico. 4. devido. antropométricas e biomecânicas do homem. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . a adaptação de um segundo botão. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. analisando a eficiência de dois empregados. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. de forma a preocupar os altos escalões militares.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. para o exame destes instrumentos e máquinas. Na Segunda Guerra Mundial. tornando-se seu trabalho mais eficiente.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. fisiológico e psicológico. etc. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como.

Portanto. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO". a Ergonomia está apenas no inicio. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. 4. Eng. incluem a Ergonomia no seu currículo. os EUA e a Europa descobriram que. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. em Estocolmo. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. a ERGONOMIA. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. . em caso de acidentes.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. e entre eles podemos destacar: USA. Prof. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. ministrados em várias universidades brasileiras. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. Mediante estas Portarias. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. Além disso. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. ou seja. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. França. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. os instrumentos. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. as condições e o ambiente de trabalho. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. e destinados a engenheiros e médicos. a produtividade e a rentabilidade. Tchecoslováquia e Polônia. Holanda. Em 1961. URSS.6 Classificação da Ergonomia a. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. Bélgica. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva.5. existentes desde 1973. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. Em 1949. 4. Milton Serpa Menezes b. 4. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. Inglaterra.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. 4. • Aumentar: o conforto do trabalhador.

das quais as principais são a visão e a audição. paladar e sentidos cinestésicos. tato. psicológicas. Quando a ação é acompanhada pela função receptora. que se complementam para executar urna determinada função.. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. 4. características das superfícies de trabalho. etc. umidade. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. sexo. Comparativamente. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). médico e antropométrico do operador. características dos lugares de assentamento. postura no trabalho. Desta forma. vibrações.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. biomecânícas.: No Brasil. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. por exemplo. que fornece dados referentes à função. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. processa-as e transforma-as em ações de comando. treinamento. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. ruído. onde são processados. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). 2 . pedais.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. tensões musculares e aspectos subjetivos. demais aspectos: constantes. botões. na operação de uma máquina. em relação á Máquina. • mistas: uso das formas diretas e indiretas. Eng. erros. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. 3 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. Ex. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. c.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. etc.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. o Homem possui. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. forma e identificação dos comandos. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. tipo de equipamento utilizado pelo operador. Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. 4.). posição. atividade ou ambiente de trabalho já existente. Prof. • variáveis dependentes: velocidade. etc. • características ambientais: luz. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). através das células nervosas (neurônios). Ex. etc. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). calor. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. Portanto. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. e outras como olfato. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros).8 Pesquisas ergonômicas 1 .Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. • indiretas: por simulação em laboratório. idade. Milton Serpa Menezes . fisiológicas. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas.

forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. diâmetros.3. aceleração. evidentemente.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. ou seja.9 4. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. em geral. em geral.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. Entretanto.9. 90% dos utilizadores. os dados da Biomecânica. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. Utiliza. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. ângulos. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. dentro de um limite ótimo de custos. a sua adaptação às características dimensionais de. Ou ainda. O ideal. técnica e economicamente. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano.9. ou seja. no mínimo.9.3 4.9. Mas isto. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%. estudando.2 4. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. centros de gravidade do corpo humano e suas partes.4 4. é tecnicamente inviável. ainda. neste âmbito. para esta faixa. Observem Prof. Por isso um projeto objetiva. 4.9. 4. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. No projeto de arranjo e espaço de trabalho.9. Eng. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. uma faixa de 100%. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. toda a população dos utilizadores. bem como de equipamento. pesos. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. Milton Serpa Menezes . velocidade. conforme ilustrado pela Figura abaixo. em principio.

estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.7 17.6 27.4 78.4 26.3 85. ou seja.6 42.0 19.8 72.6 90.0 53.8 89. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1. um controle que fosse alcançável por um operador médio.9 61.0 43.74 1.3 38.2 52.54 1.51 1.2 52.84 59 75 98 85.2 14.4 34. Milton Serpa Menezes .6 41.9 59.8 20.1 9.9 27.3 26. Por exemplo.97 m de altura e 136kg de peso Prof.6 9. Do mesmo modo.1 42.1 22.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.1 74.8 58. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.6 27.5 52.7 34.0 33.0 38.0 84.63 1.1 45.2 84. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).6 58.9 46.9 59.3 85. apenas adultos masculinos.8 35. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local.6 44.0 35.5 37.0 42.0 20.7 8.6 31.3 39.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.9 28.5 54.6 95.4 14.83 52 70 95 81.5 38. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.6 58. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.8 44.7 49.1 9.8 23.2 64.7 41.9 63.4 47. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.7 81.6 43.0 74.8 91.3 88.1 44.3 54.2 37.4 28. teríamos.7 52.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".2 21.8 22.4 28.2 20.0 36.61 1.3 38. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%). condições insatisfatórias para o trabalho.7 12.8 24.0 49.5 84.3 22. 5% e 95%. especificamente a um destes tipos de população.1 96.3 42.3 70.6 10. Eng.9 48.6 24.7 8.69 1.9 10.4 59.3 33.5 20.0 50.6 56.0 56.7 12.6 28. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.4 9.7 53.6 41.6 54.6 46. mas também em termos de percentuais.6 51.7 12.9 25.7 36.7 9.9 42.4 78.4 79.6 30.1 23.3 41.2 50.4 97.6 23.3 36.6 94. na maioria das vezes.4 80.7 64.9 74.0 52.0 49.1 46.7 64.71 48 62 86 80.5 17.0 50.2 48.3 43.2 14.4 69.7 46.3 25. os extremos da população são mulheres com 1.3 39.5 17.2 52.7 46.

Milton Serpa Menezes . Prof. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. • Largura da base de assentamento: medida B. Há que se observar. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. em detalhes. os discos interverterias. do homem padrão 95% (medida 0). A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho.9. acrescida das medidas do sapato. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. teríamos. tanto em posição sentada como em pé. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. A Figura a seguir mostra. menos resistentes para trás. No caso desta medida do lugar de assentamento. 4. Eng. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. enquanto os bordos posteriores se afastam. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. teríamos sérias dificuldades na sua execução. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. FIGURA 3 . Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. entretanto. se ela for tomada baseada no padrão 95%. ainda.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. por não interessarem ao nosso estudo. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. ou seja. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. causando hérnia de disco. 95% da população. poderíamos determinaras demais medidas. ou seja. Paradoxalmente. é a região que suporta os esforços mais severos. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. na parte inferior das coxas. e há tendência de recalque do núcleo para trás. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. 4.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores.

havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. assentos e áreas de trabalho inadequados. Eng. Milton Serpa Menezes . Prof. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão.

trabalho estático. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. ao contrário dos músculos das pernas. A contração e o relaxamento alternado de músculos. Prof. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. FIGURA 6 . é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. isto é. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura).Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. Eng. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. Assim. tem ação com movimentos rápidos.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. Para que o desempenho deste sistema seja adequado. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. por exemplo. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. Milton Serpa Menezes . há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. 4. pequenos e precisos. a seguir. Ao contrário.11. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. isto é. fornecemos. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. trabalho dinâmico. Tendo em vista este objetivo. pedais. as quais abrangem as suas características motoras.11 Movimentação de pesos 4. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. etc. a musculatura dos olhos. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir.

cara. Estas lesões. em relação á horizontal. conforme MULLER. Prof. portanto.11. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. Eng. A movimentação manual de cargas. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. em sua grande maioria. a empresa. Milton Serpa Menezes . além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. a sociedade e a nação. para varias direções e sentidos de movimentos. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. conforme Hunsicker. Torna-se.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. portanto. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. Figura 8 forças do braço em kgf.

advindos de movimentos bruscos. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. Observar. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. É evidente que o emprego de empilhadeiras. Utilizar. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. Prof. vias de circulação obstruídas. movimentos harmônicos pelos participantes. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. elevadores. para o manejo de cargas. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. de forma a favorecer o manejo da carga. 15. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. portanto. Executar exercícios físicos adequados. 7. umidade e correntes de ar. Movimentar cargas por rolamento. 14. etc. 21. continuar a usar. etc. sendo a sua aquisição. Evitar arranjo físico inadequado. determinados em função de: • sexo. deverão. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. 11. na maioria das vezes. 2. 4. 1. talhas empilhadeiras. • forma. Fábricas pequenas. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. Evitar. 13. economicamente rentável apenas. perda de equilíbrio. além de tipos de atividades específicas. 22. 17. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. 4. o Homem. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. 18. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. espirro ou tossir. transportadores de correia. 6. 5. faixa etária e postura do trabalhador. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. quando manejar cargas. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. sempre que possível. bem como falta de ordem do local de trabalho. 3. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento.11. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. 10. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. visando menores solicitações sobre o corpo. Posicionar os braços junto ao corpo. dar risadas. 12. alturas de armazenamento inadequadas. Procurar distribuir simetricamente a carga. Milton Serpa Menezes . fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. 19. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. Eng. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. Utilizar sempre o peso do corpo. Transportar a carga em posição ereta. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. 20. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. 16. quando forem constantemente utilizadas. pontes-rolantes. carrinhos de transporte. 8.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. deslizamento e passos em falso. guindastes. dimensões e posição relativa de carga. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. 9. Evitar posição incorreta dos pés. pranchas e escadas em más condições. quando possível. quando do transporte conjunto de carga.

Braços esticados entre as pernas. Prof.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Carga próxima ao eixo vertical do corpo. caixa. etc. saco. Pernas distanciadas entre si lateralmente. Eng.Técnica para levantamento de carga (barra. Tronco em mínima flexão. Dorso plano. Queixo não dirigido para baixo.

qualidade do produto ou tarefa executada. de 8.NR 17.Portaria n.6.514.Seção XIV.0 3.78 .78. antropométricas e biomecânícas do Homem. de 22.Portaria n.Porte de carga com os braços retos. Técnica correta. Lei no 6. Da Prevenção da Fadiga . Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. Fiscalização e Penalidades . FIGURA 11 . conforto e segurança do trabalhador. poltronas. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 . b.214. assentos.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. Prof. II.77. Ergonomia . Seção X. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. de 8.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 .11. suporte para os pés e suporte lombar.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I.Levantamento de cargas. Eng. de 8.514.12.Portaria n. 4. Transporte. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas. 4. Exame Médico .6. Milton Serpa Menezes . I. 3. de 8.77 . de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores. Movimentação. bancos. a.12.214. Técnica errada.6. suportes para trabalho semí-sentado.214. b.Lei n. III.6.o 6.0 3. com tronco em ligeira flexão e dorso plano. 3214.78 . Norma Regulamentadora NR 11.NR 7 IV. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa.78 . De uma forma simplificada. Portaria n. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras. de 22.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.NR 28.

painéis. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. além de ter forma e posição corretas. escrivaninhas. a título ilustrativo. cadeiras para pranchetas e bancadas. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. • inter-relacionamento dos vários elementos. altura compatível com a área de trabalho. poltronas para mesas. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. bancadas. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. i. d. • 4. Forneceremos a seguir. Milton Serpa Menezes . permitindo inclinar o tronco para trás.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. máquinas e plataformas para os pés. assentos para veículos. O suporte lombar. FIGURA 12 . tem também flexibilidade. Eng.cadeira correta para trabalho. quando de breves períodos de descanso. para restaurar a curva lombar. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. pelo menos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. através de alguns exemplos. suporte lombar no encosto com forma. quando necessário. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). 90% dos utilizadores. c. dimensões adequadas para o uso de. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. g. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. visualização e de acesso á área de trabalho. FIGURA 13 . superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. h. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação.12. ao nível dos omoplatas. Prof. e. etc. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. b. apoio. deve-se observar os seguintes aspectos: a. dimensões e posição relativa adequada. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. f. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. pé e visão. em conjunto com apoio adequado para os pés. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.12.10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. Prof. evitando flexão desnecessária do tronco.2 Características básicas de bancadas . em função do tipo de atividade. Eng. A medida d (fíg.

fumaça. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. estruturada como uma ciência prevencionista. A Higiene do Trabalho. as vezes.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. 5. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. e) agentes de acidentes.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. b) agentes físicos . vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. 2 . ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. prejuízos à saúde ou bem-estar. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. fumos. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). Assim. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. sob certas condições. d) agentes ergonômicos. que tem por objetivo. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. etc. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. c) agentes biológicos. SO2. CO. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. 2 .Gases e vapores.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. Por sua vez. NO2. em: 1 . para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. que podem provocar doenças. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. Milton Serpa Menezes . quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. 1 . Ambos comportam-se de maneira diferente. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. CO2 Prof. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. CH4. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. o reconhecimento. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. segundo as suas características físico-químicas. Da definição de Higiene e seus objetivos. falando de "Higiene do Trabalho".Gases e vapores: NH3. quer em função das características físico-químicas dos agentes. quer segundo sua ação sobre o organismo. originadas nos locais de trabalho. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que.Aerodispersóides. Cl. Eng. 5. a produzir graves danos aos trabalhadores.

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Eng. Prof. Milton Serpa Menezes . o acidente tipo. Para fins de prevenção de acidentes. a condição insegura.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. também. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho.

nocivos ao trabalhador.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. em conjunto. mesmo que provida de ventilação. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. Os Equipamentos de Proteção Individual.Em casos de emergência. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. isto é. a saber: 1o . etc. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco.). em operações de solda. protetores faciais. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. 4o . etc. de fabricação nacional ou estrangeira. o profissional terá condições de. os 'EPI" são empregados. ou seja. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. Dessa forma. (Avaliação da exposição). máscaras e outros 'EPI". papel de grande responsabilidade. usualmente identificados pela sigla "EPI".UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. luvas. efetuar testes e escolher. Exemplos: uso de óculos protetores. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. • em trabalhos eventuais com exp. Nem sempre porem. Assumem. chegar ao melhor resultado. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. etc. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. em período de instalação. baseado nos mesmos resultados. entre vários "EPI". A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. de uso estritamente pessoal. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. 2o . etc. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. etc. em quatro principais circunstâncias. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. gratuitamente. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. Eng. Em qualquer circunstância. de produtos. que sejam ou que possam vir a ser. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação.A título precário. sozinho. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. Em suma. de condições do ambiente. Milton Serpa Menezes . exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. por essa razão. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. rotineira ou excepcionalmente. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. na maioria dos casos. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. uso dos devidos "EPIs". para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. o trabalhador). quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. 3o . Ou. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. quanto mais correta for a sua indicação.. formam. Os "EPI" são empregados. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho. de curto período. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. em operações com aparelhos de solda. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos.

o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. Eng. Cabe ao profissional especializado. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. O supervisor da área.. uma lesão sofrida pelo trabalhador. ou procurar meios de avaliá-lo. o membro da CIPA. no entanto. avaliar o risco. Para indicar o 'EPI" adequado. Milton Serpa Menezes . com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. Prof. podem identificar um perigo. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor.

queimaduras ou choque elétrico). 6. impactos.1. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. respingos.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. Eng. quedas de objetos. c) máscaras para soldadores.1. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos. b) óculos de segurança (vários tipos).2 Prof.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. etc. 6.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

impermeáveis. de lona.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes.1. Eng. borracha e PVC.5 6. que impedem um contato direto com materiais cortantes. com maior freqüência. 6. Milton Serpa Menezes .1.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas.6 Prof.1. ocorrem lesões: as mãos. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro.1.4 6. abrasivos. b) mangas de raspa de couro. amianto.

1. Prof. Milton Serpa Menezes .) b) calçados contra riscos de origem químico. ou seja. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. etc. térmica.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. Eng. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. radiações. palm. elétrica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) peneiras de raspa de couro.

8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. b) jaquetas. de PVC. a) aventais de raspa de couro. Milton Serpa Menezes . Eng. de lona.1. de amianto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Prof. c) capas.

3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI.1. Prof. Milton Serpa Menezes . . 6.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. o EPI danificado ou extraviado. c) máscara de filtro químico. . . apenas para a finalidade a que se destinar. 6. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso.11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea. só assim ele estará protegendo-se. responsabilizar-se pela danificação do EPI. . responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado.1.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). c) trava-queda de segurança. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). 6. Essa utilização deve atender as necessidades específicas.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI. 6. . acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR .1. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. imediatamente.substituir. comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. respiratória e digestiva).fornecer o EPI gratuitamente.10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. Eng. bem como pelo seu extravio. 6. o EPI indicado. obrigatoriamente. a) respiradores contra poeiras.

descrição e especificação do EPI. emitido por órgãos especializados. só poderá ser colocado a venda.: O EPI nacional ou importado. para esse fim específico. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. indicação do uso a que se destina. Estadual e Municipal. em órgãos e repartições do Governo Federal. Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. certificado de ensaio do EPI. comercializado ou utilizado. quando possuir o CA. Prof. nomenclatura. OBS.

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Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho.substituição de jato de areia. 7. esmerilhamento.2. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. as condições especificas de cada indústria. enfim. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. a prevenção da dispersão do agente nocivo.2. por interesses econômicos envolvidos. Prof. Eng. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. 7.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. Exemplos: . De um modo geral.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. . Milton Serpa Menezes .2. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito. por toluento. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. essas medidas visam isolar o risco.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. gasolina e outros derivados de petróleo. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. etc. soldadura.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. a proteção do trabalhador. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. como solvente.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. . 7.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. seja por dificuldades técnico-industriais. tanques de desengraxamento. deposição e decapagem. tais como: nas cabines de pintura a revólver. e é utilizada em um grande número de operações. Exemplos: a ventilação local exaustora é. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). possivelmente.substituição de benzeno. fornos de fundição.

mediante regulagem de temperatura do banho. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. b) No tempo: Consiste em executar operações. eliminou o problema de ruído.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. cria um novo risco: o ruído. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. em local especial e afastado. seja no espaço. quando viável tecnicamente.2.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. recuperação de areia por peneiramento. 7. fora do horário normal de trabalho. Milton Serpa Menezes . a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. Eng.2. Exemplos: realização em cabines especiais. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. seja no tempo. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar.2.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. temperatura do ar alta. das operações de pintura a revólver. quando a operação era manual. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. 7.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. objetiva-se. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho. nas fundições. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. umidade relativa elevada. a fim de diminuir o número de operários expostos. com esse método. 7.

3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se. ser constituídas de materiais leves e isolantes.1. parafusos. temos. d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente).1. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7.1. Prof.1. o número de pessoas a ele expostos.1. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. pela insonorização de máquinas e processos. ou. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). 7.1. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. apesar de nem sempre ser conseguida na prática. porém desde o projeto do equipamento. Milton Serpa Menezes .2. assim. 7. por solda. 7. de preferência fora daquele local.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. etc. Comentários . c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. pelo menor ajustamento de partes móveis.1. então.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra". Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. Eng. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. 7. Consegue-se com essa eliminação.1.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. preenchidas ou não com certos materiais.

aquela precaução. o salvará. como na ligação em curto-circuito. em pequenas resistências. Suponhamos. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. Prof. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. Segundo as leis de resistência em paralelo. que devem sempre caminhar de mãos dadas. que exige poucos segundos para ser executada. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. Eng. assim fazendo. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. Milton Serpa Menezes . que desligará o fusível pré-ligado. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. que. desliga-a. como também a etiqueta de segurança na mesma. numa indústria. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. colocando a seguir não só o cadeado. uma corrente acidental elevada circulará. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. um motor esteja danificado. por exemplo. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. pois.

por exemplo: aço liquado em operações de fundição. etc. medo. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. máquinas e peças em movimento.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. d) falhas mecânicas. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. como por exemplo. etc. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. 8. fragmentos de metal quente em forjaria. etc. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. modernamente. explosões de reservatórios pressurizados. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. 8. por exemplo: curiosidade. pois. operação de compressores.. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. estilhaços de disco de corte abrasivos. pela dificuldade de realização de programas definidos. prensas de impacto. fadiga. correias. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos.. polias. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. bocas de forno. etc. cadeiras cinemática. g) falha elétrica. mas. Milton Serpa Menezes . etc.. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. eletricidade. Eng. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. e) f) calor. etc. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. enfermidade. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. ruídos..1 . EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. normalmente. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. permitindo maior produtividade. mau contato. por exemplo: quebra de eixos com volantes. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. c) trabalho de processo.. MÁQUINAS. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. volantes.2. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. fuga de carga. bem como. marteletes. etc..

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. na prática.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais. explosiva. provoca deslocamento de ar. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. Os dispositivos protetores podem ser fixos.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. São exemplos de movimentos combinados: . reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas.cremalheira 8. a cortes. esmagamentos. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. Milton Serpa Menezes . 8. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. interconectados ou automáticos. A violenta despressurização. o alternativo. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa.2. pressupões queimaduras. Prof. rotativo e alternativo. ou. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa.2. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação. o calor. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. distensões. São exemplos: 8. Eng. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo.

Devem atender. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. para as proteções interconectadas. uma combinação de tipos. até 2. São exemplos clássicos. como uma primeira alternativa. até 2. basicamente. Milton Serpa Menezes . e. não devendo ser retiradas. as coifas de esmeril. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. 8.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. mecânicas. ou.50 m do plano de trabalho.3. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. quando estiver até 2.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. que podem ser elétricas. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais.3. devem ser protegidas por meio de telas de aço. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2.50m do plano de trabalho. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. do modo como a operação será realizada. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. Eng. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. pneumáticas. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. d) em todos os casos de proteção. apela-se. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura.

tanto quanto possível.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. Prof. não causando incômodo ao operador. pontas. Um exemplo clássico é a guilhotina. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. como também a dos demais trabalhadores. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação.). desconsiderada a relação custo-beneficio. manter inalterados. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. apresentando um mínimo de manutenção. Condições básicas Nas proteções. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. tanto quanto possível. Eng. Características dos protetores Os protetores. ser duráveis. resistentes. 8. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. manutenção e normalização. elétrico ou pneumático. materiais de construção. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. Milton Serpa Menezes . Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. nem introduzir novos riscos. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. inspeção. São de acionamento mecânico. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. facilmente reparáveis ou substituíveis. proporcionar à máquina a efetiva proteção. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas.3. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento.

evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. Milton Serpa Menezes . solda ou fixadores normalizados. na uniões por parafusos. Para pisos ou elementos metálicos vazados. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. Nos protetores térmicos. Quando é requerida transparência. empregar tipo passante e contra porca. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. quando possível.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. evitar soldas de cutelo. empregar materiais inorgânicos. tanto quanto possível. Eng. Prof. aos materiais ferrosos e não ferrosos.

59 Cinza-claro . deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes.15 Verde-escuro -0.50 Verde-Claro -0. pisos e equipamentos. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. Pode-se. forros.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano.41 Turquesa-claro .52 Rosa-claro -0.0. Assim. Como conseqüência de uma boa visibilidade.1 9. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador. entre a área de trabalho e a máquina.35 Vermelho . empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas). a seguir. Por outro lado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9. Milton Serpa Menezes . creme e marfim. relativa a um perigo iminente. embora proporcione aumento da visibilidade.69 Amarelo-pálido -0.65 Azul -0.0. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão. cinza e lilás.0. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão.0.1. temos a redução do tempo de percepção.5% ao paladar.65 Verde-pálido -0. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. 87% ingressam pelo sentido da visão. Deve-se observar. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície.88 ou88% da luz incidente Creme -0. 3% ao olfato.0. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição. contudo. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora.50 Alumínio -0. assim como entre esta última e o fundo próximo. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco .50 Cinza-neutro -0. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular.10 Preto-absoluto -0. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo. 1. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. Eng.5% ao tato e 1.10 Turquesa-claro -0. Quanto à visibilidade. São relacionados. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. se no entanto.55 Camurça . Por exemplo. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes. que a luz artificial. realça determinada cor. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície. é necessário adotar uma escolha de cores Prof. utilizando-se lâmpadas incandescentes. assim.

Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. divididos pelo fator maior). melhora as condições de produção. Prof. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. O fator de reflexão (ou seja. seu fator de reflexão é de 0. a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos.40 a 0. um interior pode-se tornar mais atrativo. neste caso. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores.0. ou seja.0. o fator de refletância próximo de 0. e seu valor é independente do volume de luz e jogo.08. aumentando.05 Para obtenção de melhores resultados. Desta forma. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. segundo seus respectivos comprimento de onda. São cores que se expandem. dá-se reação contrária.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. essa condição fatigante. Desejando-se eliminar. daí o nome que recebem: cores frias.80 . azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . repousantes. As cores verde. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto.2. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento.80. a parede de camurça-claro (fator 0. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. Milton Serpa Menezes . um considerável esforço visual. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois.90 0.080 = 0.40 Contraste médio .45). requerendo.0. com o emprego apropriado da cor. Como visto. com um fator de reflexão de 0. como no exemplo anterior. ou minorar. São introspectivas. obviamente.56). a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados.0. tranqüilizantes.80 Passando da observação da máquina para o fundo. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. principalmente quando presentes no seu campo visual. as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. diminui o absenteísmo. é: 0. Voltando a observação da parede para a máquina. com freqüência e por muitos dias do ano. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes. aumenta as condições de segurança.20 a 0. a escolha de cores deve ser tal que.20 Contraste fraco . Eng.80 a 0.

altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base).alaranjado (vermelho com amarelo). São extrospectivas. agressivas e excitantes. isto é. Estabelecida esta classificação. utiliza-se uma cor fria. Se forem empregadas três. aparentemente. como dominante. Em caso contrário. púrpura (azul com vermelho). uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. as superfícies de cartazes e avisos. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. Em termos gerais. uma cor quente. a oposta. Reduzem. vermelho e laranja são cores quentes. verde (amarelo com azul). será usada em menor área. púrpura e vermelho). é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. a temperatura do ambiente. Aumentam. porém. em contrapartida. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. vermelho. usa-se em maior extensão. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. dinâmicas. para proporcionar o equilíbrio. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. ou até quatro cores. Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. Prof. Milton Serpa Menezes . Amarelo. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. Eng. com maior valor e intensidade. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. entretanto. na horizontal. verde e alaranjado). aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. Quando se quer comunicar idéia de calor. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. Com relação as cores leves (amarelo. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. A outra cor. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. azul e amarelo. se observadas de fora.

podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. Por outro lado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. para aumentar a reflexão da luz. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. o Além da legislação.1. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. Eng. destacar-se da parte fixa. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. valor ou intensidade. normas NB-76 e NB-54. repousar a vista dos trabalhadores. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). quando se considera o emprego das cores em máquinas. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. tetos e pisos. paredes.50 e 0. ou seja. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. 9. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores.214.60. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). favorecendo. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. da Portaria 3. Na pintura de máquinas. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). Milton Serpa Menezes . Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. por exemplo. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. segundo sua função. azul claro. As partes altas das paredes. de grande superfície. Prof. A parte ativa (por exemplo. Para os tetos baixos. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. à altura da superfície iluminada. Contudo. a eficiência e o conforto. à sua exposição. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. com iluminação direta. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. assim. etc. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão.

Dentre todas as considerações feitas. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. dentro de áreas de uso de extintores). para melhorar a iluminação interior. cinza. forma e orientação do estabelecimento. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. equipamentos de emergência. suas dimensões e localização.1. dimensões. púrpura. tipos de máquinas. laranja. Eng. com especial consideração quanto à sua cor. idade e nível intelectual dos trabalhadores. escadas. evitando-se brilhos com violento contraste. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. um alto fator de reflexão será conveniente. em outros casos. Prof. • Sirene de alarme de incêndio. • Baldes de areia ou água. preto. • Indicações de extintores (visível a distância.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. • Portas de saída de emergência. vermelho. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. moldura da caixa ou nicho).NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. características dos produtos elaborados. deve-se ainda ressaltar que. suporte. verde. e advertindo contra riscos de acidentes. para extinção de incêndio. delimitando áreas. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. alumínio e marrom. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. Os meios de transporte. características das operações. sistema de iluminação natural e artificial. sexo. branco. lilás. 9. • Extintores e sua localização. São adotadas as seguintes cores. azul. No entanto. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. • Caixas com cobertores para abafar chamas. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). corrimãos. amarelo. • Tubulações.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . tipos de operações. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). Milton Serpa Menezes .

Eng. • Corrimões. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). asfalto. piche. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). guindastes. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. vigas. de partida. • Localização de bebedouros. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". ou combinado a este.) e de plataformas que não possam ter corrimões. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". alcatrão. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. • Direção e circulação. • Cavalete. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. • Espelhos de degraus de escadas. parapeitos. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. etc. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. etc. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. Milton Serpa Menezes . ou fontes de energia dos equipamentos. Prof. • Áreas destinadas a armazenagem. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. pontes-rolantes. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. • Zonas de segurança.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. por meio de sinais. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. escavadeiras. etc. reboques. entradas subterrâneas. • Pilastras (pilar quatro faces). • Localização e coletores de resíduos. • Cabines.: óleo lubrificante. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. quando condições especiais o exigirem. vagonetes. postes. óleo combustível. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. • Paredes de fundo de corredores sem saída. • Vigas colocadas à baixa altura.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. que deverão permanecer fora de serviço. com listas pretas. onde haja a necessidade de chamar a atenção. tratores industriais. • Meio-fio. por meio de faixas (localização e largura).

etc. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. • localização de EPI. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. • chuveiros de segurança. potássio. caixas contendo EPI. avisos de segurança. boletins. Milton Serpa Menezes . • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. • faces externas de polias e engrenagens. a critério da empresa. b) cinza escuro . sódio. Prof. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. • botões de arranque de segurança. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. MARROM O marrom pode ser adotado. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. etc. • caixa contendo máscara contra gases. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. CINZA a) cinza claro . • parte móveis de máquinas e equipamentos. Eng. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos.). • macas: • fonte lavadora de olhos.deverá ser usado para identificar eletrodutos. prensas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. • emblemas de segurança. bordas de serras. • quadro para exposição de cartazes. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. • dispositivos de segurança. • dispositivos de corte. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos.

PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. para condução de líquidos e gases. preto ou verde. . fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo. deve preencher os seguintes requisitos básicos: . Eng. nomeadamente: .Atrair a atenção .Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. entre outras. Milton Serpa Menezes .Informar sobre a conduta a seguir . conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara). uma atividade ou uma situação determinada. .Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. • TODA A SINALIZAÇÃO.Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. de uma forma rápida e inteligível. 9.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. .Som Comunicação verbal -----. . e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. reduzindo o risco de acidentes. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes. Obrigatoriamente. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização.Ser clara e de interpretação única . ou a ambas. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. deverão receber a aplicação de cores.Placas Luz -------------------------.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível . relacionada com um objeto. devem respeitar-se. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. em toda sua extensão. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. As canalizações industriais.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras.

Devem ter uma forma circular. Milton Serpa Menezes . PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. pelo menos. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. que deve cobrir. 50% da superfície do sinal. 50% da superfície do sinal. • Sinal luminoso ou acústico. pelo menos. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. um pictograma negro sobre fundo amarelo. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. em locais de boa visibilidade. que indique o início de uma determinada acção. e uma margem negra. que deve cobrir. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. verificados e. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. que deve cobrir. Devem ter forma triangular. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. 50% da superfície do sinal. reparados ou substituídos. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. a altura e em posição apropriadas. pelo menos. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. devendo a cor vermelha ocupar. que deve cobrir. posteriormente. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. se necessário. conservados. Eng. onde constam as vias de saída de emergência. da esquerda para a direita. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. pelo menos. pelo menos. Prof. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. 50% da superfície do sinal. etc. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. de forma repetida. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança.

devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. ou com as cores vermelha e branca alternadas. Milton Serpa Menezes . cujas indicações principais se passam a enunciar. é feita com as cores amarela e negra alternadas. Eng. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. ARMAZENAGEM As zonas. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. bem como de queda de objetos ou de pessoas. nalguns casos. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. indissociáveis do pavimento. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. de igual modo. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. quer entre veículos e trabalhadores. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. Esta informação é complementada com símbolos. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. as quais. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. intempéries e agressões ao meio ambiente. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança.

. SINAIS ACÚSTICOS . . saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. intermitentes ou contínuos. tendo em vista as suas condições de utilização.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. por exemplo. onde e.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar.Os sinais acústicos. soldadura. . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo.Os sinais luminosos. Eng. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. quais são os locais perigosos. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. leia. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. para indicar por meio de placas. por exemplo: Prof. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa. . Milton Serpa Menezes .As comunicações verbais e gestuais. SINAIS LUMINOSOS . .A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. sem ser excessivo ou doloroso. . O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. em vez de um sinal luminoso contínuo. desde que utilize o mesmo código de sinal. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso. evitando-se que a pessoa se detenha. .

9. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. deverá ficar centrada no retângulo preto.2. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. Milton Serpa Menezes . • Sinalização direcional: indicando escadas.2.2. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. com flechas brancas sobre retângulo preto. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. 9. dentro do oval vermelho. 9.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. fundo branco.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras. As letras serão em branco sobre o retângulo azul. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior.2. 9. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. em letras pretas sobre o fundo branco. localizado na parte superior da área total do aviso. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. localizado na parte superior da área total do aviso. em cor amarela.2. Prof. porém. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. A palavra 'ATENÇÃO". com letras pretas sobre o fundo branco. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. completas. 9. Assim. Eng.

acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves. em energia térmica. até providenciar o aparelho. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . o petróleo. Milton Serpa Menezes . geradores mecânicos denominados alternadores. queimaduras e contrações fortes dos músculos. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. 1Kw 1000w. kwh = p x t. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. se a mesma Prof. luz solar. E tempo de alguns minutos. etc.3.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. 10. ocorre também a parada respiratória. Indiretos: quedas e batidas. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. etc. Há contração muscular do tórax.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10.1 DIRETOS Morte. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. Eng.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. 10. fibrilação do coração. b) Corrente continua (CC). 1 cv=736watts.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. 1 hp=746watts. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia.volt Resistência elétrica = R - 10. cessa a respiração. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. Para intensidade de corrente acima de 2.3. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. 10. em sua geração. em energia luminosa. No entanto. como água dos rios. lagos e mares. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. pela passagem de uma corrente.Ampere Tensão ou DDP = V . os ventos. carvão mineral. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. minerais radioativos.

00146 A 15.1. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . b) transformador diferencial.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. A resistência oferecida pela parte interna do corpo.55 mA seco ou 0. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso.5.: carcaças de equipamentos). Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração.1.1. Sexo masc. 5. condutores nus. a resistência elétrica do corpo humano. Um DR é constituído. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo. etc. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. Milton Serpa Menezes .3: Existem duas condições de perigo. sexo fem. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico. normalmente não energizadas (ex. Ex. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5.I I=? I= 220 = 0.1. mas que. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR.000 I= 220 = 1.V) ou tensão (alta ou baixa tensão). através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra.46 mA úmido ou 0.= 15 mA. vai influenciar na gravidade do choque elétrico. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt . b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. uma resistência de 15 000 Ohms.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. constituída pelo sangue.025 A 37. em suas linhas essenciais. E corrente de 220 v. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. de material com alta permeabilidade.000 10. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. O transformador é constituído por um núcleo laminado. Eng.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . quando úmido. por exemplo: barramentos. Prof. c) disparador diferencial.2 e 5. tem uma resistência de 400 000 Ohms.00055 A 400. = 23 mA. um contato acidental com um ponto energizado. quando seco. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. Ex. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. terminais.

Eng. 24) Não brincar com a corrente elétrica. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). garagens ou jardins. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. não toque em equipamentos elétricos. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. receptores de rádio. 10. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. como lavanderias. além de ser uma aberração técnica. 19) Se o disjuntor desligar. de cátodo frio fluorescente ou não. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. no lar ou na fábrica. antes de religá-lo. etc. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. como por exemplo. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. um fio ligado. Esta prática poderá.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. deve ser banido. 28) Todas as máquinas elétricas. deverão ser aterradas. é de sua responsabilidade. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. entre os dedos ou na ponta da língua. de pés descalços. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. Milton Serpa Menezes . usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. inclusive. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. e estiver passando roupa. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. as vestes ou o calçado molhados. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. tendo as mãos. 12) Se estiver no banheiro. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. tais como furadeiras elétricas. telefones. tocando-o com a ponta dos dedos. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. funcionam com alta tensão. ser considerada criminosa. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. 8) Não trocar fusíveis por arame. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. manuais. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. lixadeiras elétricas. Há outros meios eficientes e mais seguros. fios ou moedas. Prof. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. desligue o ferro elétrico. adaptadores e tomadas em mau estado. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. ou sob a ação de um chuveiro.

o que é perigosíssimo. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. após trabalhos de reparo ou manutenção. em garagens. 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. Prof. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. ou quaisquer lugares de trabalho. chuveiro elétrico e ferro elétrico. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. verifique a instalação elétrica. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. Milton Serpa Menezes . Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo.

1. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. fatores que influenciam nos acidentes. 11. maior será o número de participantes da CIPA.1.1. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. Eng. hora e local de realização das mesmas. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. 11. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. 11.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. denunciar as situações de insegurança. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. com duração mínima de l 8 horas. 11.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. proteção contra incêndio. Além dessa reunião mensal.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. e maior o grau de risco da atividade.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. realizado por entidades credenciadas. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. com dia. atos e condições inseguras.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA.1. riscos ambientais.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. 11. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. etc. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. além de realizar suas atividades normais de trabalho. sugerir cursos.1. quanto maior for o número de empregados. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. Prof.1. 11. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves.1. Milton Serpa Menezes .6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. evitando acidentes. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. Assim. através de eleição direta e voto secreto.

8 A SIPAT O item 5. A SlPAT é uma delas. Portaria 3214/78. Em geral. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. mormente através de atividades educativas. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. . Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. com a Administração através dos representantes do empregador. simpósios. (104. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. retira-se um objetivo a ser alcançado.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. deverão manter. . isolado.alínea e . . e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . como também. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.já se tem um bom ponto de partida para sua organização. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. agindo à revelia dos companheiros.mencionar mecanismos de controle desses riscos. são utilizadas palestras. .2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas. .SIPAT".que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. obrigatoriamente.. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. etc. entre suas funções. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. pretende-se que os participantes sejam capazes de: .16 . Milton Serpa Menezes . no caso da utilização de palestras e conferências.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho.as políticas da empresa para o setor. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . . que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. 11. painéis. Construídos os objetivos.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. a longo prazo e pela via educativa. conforme já sabemos.a realidade da saúde e segurança do País. conferências. seminários. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO .1. e sobretudo com os demais trabalhadores. que. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. é a forma de se obter aprendizagem real. Após esse estudo.da NR 5. Eng. funções. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. de onde se detectou uma necessidade. Sendo assim. . Estabelecida essa verdade . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Para tanto sugere-se que.001-4 / I2) Prof. . Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. etc. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT.

médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. de acordo com o que determina a NR 6. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. d) colaborar. engenheiro de segurança do trabalho. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. técnico de segurança do trabalho. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. d) auxiliar de enfermagem do trabalho . treiná-la e atendê-la. b) médico do trabalho . reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. conforme dispõe a NR 5. exercendo a competência disposta na alínea "a". mesmo reduzido.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. c) enfermeiro do trabalho . de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. desde que a concentração. Para fins desta NR. anexo. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. a utilização. registrados no Ministério do Trabalho . o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. valendo-se ao máximo de suas observações. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. quando solicitado. em nível de pós-graduação. obedecido o Quadro II. pelo trabalhador. em nível de pós-graduação. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento.MTb. Eng. estimulando-os em favor da prevenção. constantes dos Quadros I e II anexos. inclusive máquinas e equipamentos. f) promover a realização de atividades de conscientização. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. b) determinar. Prof. Para fins de dimensionamento. em nível de pós-graduação. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. além de apoiá-la. Neste caso. observadas as exceções previstas na NR 4. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. Milton Serpa Menezes . do Ministério da Educação. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. conforme a NR 27. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. os engenheiros de segurança do trabalho. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir.

dela valendo-se como agente multiplicador. Milton Serpa Menezes . IV. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. Eng. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA. Prof. Entretanto. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. através do órgão regional do MTb. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. no mínimo. os fatores ambientais. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. propondo soluções corretivas e preventivas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. embora não seja vedado o atendimento de emergência. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). e deverão estudar suas observações e solicitações. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. quando tornar-se necessário. V e VI. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. com ou sem vítima. e todos os casos de doença ocupacional. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo.

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. medicamentos. Prof. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. a um doente ou vítima de mal súbito. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. nas empresas. Se não se diz nada. compreensão e confiança. para facilitar a atuação do socorrista. vamos encontrar uma série de instrumentos. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. ainda assim. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. devido aos perigos ou processos implicados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. facilitando. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. trabalhadores e leigos. minorar a dor e evitar complicações do problema. Milton Serpa Menezes .2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . vítima de acidente ou mal súbito. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. Por definição. Entretanto é praticamente impossível anula-los.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. outrossim.1 Dos primeiros socorros. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. não é conveniente trancá-la. soluções. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. Todos os frascos deverão ser rotulados. tesouras. se falar demasiado. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. Via de regra. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. para verificar o prazo de sua validade. e é preciso que sejam bem acondicionados. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. mas também repor o material utilizado. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. visamos. pois. ao invés de atrapalhá-lo. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. os instrumentos pontiagudos como pinças. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. organizados. não só arrumá-la. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. Sem ficar na dúvida. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros.2. mas. suaves e seguras. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. em locais de fácil acesso. conduzindo-se com serenidade. 12. o aumento da mecanização. até a chegada do médico. Por medida de precaução. assim. até a chegada de um médico. embalados de forma adequada. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. os primeiros socorros a um acidentado. na sua forma mais elementar e eficiente. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. Eng. nestas circunstancias. entretanto. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. o seu manuseio. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. considerando-se as características da atividade desenvolvida. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. Devemos. assim. assim como as ampolas. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. Na área de prevenção de acidentes. assim como de empresários. serenas. tão somente. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. No seu interior da(as) caixa(as).

3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. Prof. • Primeiramente. lave bem as mãos. procure inteirar-se da lesão.2. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. calmo. Se tiver que fazer um curativo. 12. e aplique o que irá aprender. Milton Serpa Menezes . Nas varias dependências da empresa. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. Eng.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. As caixas devem conter. os seguintes materiais e medicamentos. 12. Mantenha-se pois. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. no mínimo. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos.

cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. não deixando o ferimento descoberto. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. antes de fazer o curativo. entre os quais batidas em ferramentas. prego. nos membros. pomadas. 7º lugar . para saber quando desapertar. caco de vidro. O que fazer em ferimentos. etc.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. • completar o nó acima da madeira. superficiais e com hemorragia moderada: 1 . • fazer um meio nó. 2 . Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. como faca. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. 5 ..da parada cardíaca. Sempre que ocorrer um ferimento. mesas.procurar logo um Serviço Médico. Prof. Milton Serpa Menezes . devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. até parar a hemorragia. se o trauma rompe todas as camadas da pele.4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático.4. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. 6 . graxa. diremos que houve apenas uma escoriação local porém. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. • torcer a madeira até parar o sangramento. 3 . pó secante.lavar as mãos com água e sabão. maquinas. removendo do local eventuais sujeiras como terra. haverá uma hemorragia.colocar sobre o ferimento água oxigenada. aproximadamente 5cm. acima do ferimento (não usar fios. pode ocorrer pelos mais variados motivos.da parada respiratória 2º lugar . aplicar o torniquete. na industria. quedas. dependendo da quantidade. cuidando em: 1º lugar . ou um golpe forte. óleos. profundos. 4 . pela necessidade de tratamentos precisos. teremos uma ferida.passar um anti-séptico. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. Eng.lavar a parte atingida com água e sabão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. O ferimento é lesão das mais freqüentes e.da hemorragia. teremos a ocorrência de um ferimento. e não pastas. 4º lugar . no entanto. É importante marcar no relógio o início da compressão. • 12. entra em contato com a pele. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. apertar demais.de ferimentos. sem. produzindo rotura.de fraturas. 12.de queimaduras 6º lugar . extensos com hemorragia: 1 . e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. poderá ser fatal.de envenenamentos 5º lugar . barbantes ou corda em lugar do pano). 3º lugar .

nunca tocando nos órgãos expostos. 6 . formando no local do choque traumático um hematoma. 7 . tombo.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo. Eng. 6 .passar um anti-séptico e não pastas.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. Quando isso acontece. O que fazer: 1 . 4 . pulmões. etc. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. ossos. podemos ver os órgãos internos como os músculos.passar anti-séptico nas bordas da ferida. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado.. 5 . São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. caco de vidro. pode ocorrer ferimento do crânio. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. Num acidente. 5 .deitar a vítima de costas.lavar a parte atingida com água e sabão. etc. no entanto. sem travesseiro. comprimindo bem o curativo. graxa.passar água oxigenada nas bordas da ferida. Prof. acalmando-o. Milton Serpa Menezes . tendões. intestinos. pomadas. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. 3 . através da ferida.ocorrendo a hemorragia. Ferimentos na cabeça Numa queda. nunca tocando nos órgãos expostos. sem. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo.retirar toda a roupa do acidentado. 2º .encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento.afrouxar todas as roupas. • Ferimentos com exposição de órgãos internos. assim como a chamada da assistência médica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. 4 . Devido à extensão do ferimento. 3º . removendo do local eventuais sujeiras como terra. apertar. também conhecido corno "galo". O que fazer: 1º . molhadas com água oxigenada. 2 . 2 . os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. 3 .lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. óleos e pó secante.colocar sobre o ferimento água oxigenada.lavar as mãos antes de fazer o curativo.

1. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. A tocha em fogo era. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. 13. 2. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1.1. Em certa época da evolução.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum.1. deve haver algo para queimar.1.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. 13. Eng. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. 13. que se inflama a baixa temperatura. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. Até épocas relativamente recentes. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. grande auxiliar do homem. um combustível de qualquer espécie.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. produz calor. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. O método do arco e da broca não é fácil. 13. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. A fricção. naturalmente. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. Prof. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. medo. para cozinhar o alimento. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. produzida por atrito ou pelo choque. 1. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. 2.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia. Milton Serpa Menezes . servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. é também um de seus maiores inimigos em potencial. superstição e adoração. Por trás desses três fatores está o próprio homem.1. Ainda hoje. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. 4. 3. quando sentamos perto de uma fogueira. então. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. Primeiro. o homem aprendeu a dominar o fogo.pedaços de cortiça.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. como bem sabem os escoteiros.000 anos atrás. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. Para produzir fogo. 13.

eliminaremos o fogo. Necessitam para a sua extinção. 13. defeitos da ignição dos automóveis. por exemplo. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. pilhas de madeira. estejam acampadas. A quarta parte restante tem causas diversas. Ou seja se suprimirmos desse triângulo.2.2 Classes de Incêndio 13. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. Você sabe. devido à falta de precaução ou descuido. isto é.1. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. como depósitos de carvão.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. um dos seus lados.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. A partir disso. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. Prof. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. em superfície e profundidade. possivelmente estáveis. cestos de papéis. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. Milton Serpa Menezes . Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. Eng. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. defeitos nos fornos.1.. Assim. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. madeira. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. 13. indicando que há fogo em algum lugar? 13. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). fibras. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo.

2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. Prof. Para sua extinção. 13. quando queimam. Exige-se. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). Eng.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. etc. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13.3.. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. gás carbônico e pó químico seco. tintas. Age por resfriamento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. espuma.2.3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. Milton Serpa Menezes . o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. óleo. para a sua extinção.2. os quais. 13. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2). É boa condutora de energia elétrica.

como estabilizador). devido a água e por abafamento. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. Milton Serpa Menezes . A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Eng. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. uma espécie de sabão líquido concentrado. Prof.3. Sua razão média de expansão é de 1:10. Portanto. são úteis nos incêndios de Classe A e B. porque contêm água.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Agem por resfriamento. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. Sua razão de expansão é de 1:6. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. devido a própria espuma.

incolor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.3. Pesa cerca de 1. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. Quando aplicado sobre os incêndios. em tubos de aço. Eng. age por abafamento.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. Prof.3 GÁS (CO2) Gás insípido. Não dá bons resultados nos de Classe A. inerte e não condutor de eletricidade. sob a pressão de 850 libras. inodoro. Milton Serpa Menezes . suprimindo e isolando o oxigênio do ar.

de magnésio e outros. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. 13. o CO2 é mais indicado. Age por abafamento e. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. aliás.3. Milton Serpa Menezes . segundo teorias mais modernas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. Contudo. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. Eng. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. Prof. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento.

1. em caráter permanente e completamente desobstruídos.4. em número suficiente e dispostas. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas.1. com largura mínima de 1. 13. deverão existir. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio.002-6 / I2 ) 2. Disposições gerais. 2° Comprimir o gatilho da válvula. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho.004-2 / I2) Prof. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos. em caso de incêndio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo . (123.20m (um metro e vinte centímetros). Modelo Pressurizado .20m (um metro e vinte centímetros).Funcionamento 1° Remover o pino de segurança. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1.Pressão Injetada . (123.3. Milton Serpa Menezes . (123. Eng. (123. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.4 Medidas de Prevenção: 13. 1. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. Onde não for possível o acesso imediato às saídas.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. em caso de emergência.003-4 / I1) 2.2.001-8 / I3) 2.1 NR 23 . b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. 2° Comprimir o gatilho da pistola.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1.

1. As aberturas. automáticos. (123. deverão existir. indicando a direção da saída.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30. devem: a) abrir no sentido da saída.1 Todas as escadas. Combate ao fogo. Nenhuma porta de entrada. neste caso. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo.7. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. d) atacá-lo o mais rapidamente possível.4.021-2 / I3) 7. (123. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos.8. (123.022-0 / I1) 7. (123. com largura mínima de 1. 7. ou do local de trabalho. As portas verticais.007-7 / I2) 2. (123. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. (123. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. para mais ou menos.015-8 / I2) 3.3. 3.1. Poderão ser exigidos.7. Todas portas de batente.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno. Estas distâncias poderão ser modificadas. ou presa durante as horas de trabalho.7. (123. (123. que entrave o seu acesso ou a sua vista.5. não impeçam as vias de passagem. deverão ter rampas que os contornem suavemente e. pelos meios adequados. (123. Quando não for possível atingir. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. 3. não se tenha de percorrer distância maior que 15. de níveis diferentes.018-2 / I3) 4. mesmo fora do horário de trabalho. de mãos ou externas de madeira. vias de passagem ou corredores. As portas de saída devem ser de batentes. Ascensores. 5.005-0 / I2) 2. Milton Serpa Menezes .6.013-1 / I2) 3. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. (123. as portas de saída. Escadas em espiral. 8. Durante as horas de trabalho. Tão cedo o fogo se manifeste. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo. (123. próximo à chave de interrupção. ou portas corrediças horizontais.016-6 / I2) 3. (123. diretamente. (123. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. requisitos especiais de construção. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. Escadas. (123. mesmo ocasional. Exercício de alerta. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus.017-4 / I2) 3. Em hipótese alguma.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme.009-3 / I2) 2. ao se abrirem. Eng. deverá ser fechada a chave.1. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. no sentido do da descida.006-9 / I1) 2.2. 4. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas.3. e segundo a natureza do risco.6. 6.9.4. as passagens serão bem iluminadas.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos. 2. Os pisos. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.011-5 / I3) 3. se houver instalações de chuveiros sprinklers.1. (123. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros. ou saída. 7.1.1. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais.6.010-7 / I2) 3. 8.2. (123. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. tanto as de saída como as de comunicações internas. entre elas e qualquer local de trabalho. cabe: a) acionar o sistema de alarme.014-0 / I2) 3. Portas. (123.008-5 / I2) 2. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis.1. (123.024-7 / I2) Prof. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. (123.019-0 / I2) 5.5. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. em caráter permanente. Os poços e monta-cargas respectivos. Portas corta-fogo. (123. não serão consideradas partes de uma saída.020-4 / I2) 6.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. aferrolhada.

para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. segundo as características do estabelecimento.041-7 / I2) Prof. nos fogos das Classes B e C.037-9 / I2) 12.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico.029-8 / I1) 8. Milton Serpa Menezes . Classe D .3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados.039-5 / I2) 13.2.1.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados.1. como óleo. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário.. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos. 12. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. bem como os guardas e vigias. (123. deverão ser providos de extintores portáteis. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. (123.031-0 / I1) 9. 10.2.elementos pirofóricos como magnésio. sem aviso e se aproximando. será usado o extintor tipo "Químico Seco". com ordem da pessoa responsável. tintas. gasolina. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros.3.. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. 9.033-6 / I2) 10. Eng. preferencialmente.027-1 / I2) 8. Nos incêndios Classe D.5. Tipos de extintores portáteis.2. 10. (123. a fim de combater o fogo em seu início. a fim de assegurar uma inundação eficaz. a fim de evitar o acúmulo de resíduos. (123. 10. extinguir os começos de fogo de Classe A. zircônio.035-2 / I2) 10.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores.1. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C.5. etc. Todos os estabelecimentos. madeira. (123.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis.3. a qualquer tempo. (123.032-8 / I2) 10. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. de preferência. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio. freqüentemente. vernizes. quadros de distribuição. a seguinte classificação de fogo: Classe A .são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície. (123.040-9 / I2) 13. Extintores. transformadores. Será adotada. papel.1. mesmo os dotados de chuveiros automáticos.028-0 / I1) 8. 11.2. (123.034-4 / I2) 10. Classes de fogo.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. 13. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia.4. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. (123. porém o pó químico será especial para cada material.INMETRO. (123. (123.4. Classe B . Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados. fibras. capazes de prepará-los e dirigilos. e que deixam resíduos.036-0 / I1) 11. Extintores portáteis. Um espaço livre de pelo menos 1. fios. (123. salvo quando se tratar de água pulverizada. 9. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. a fim de. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. etc. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado. (123.5. (123. b) nos fogos da Classe C. (123. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B.1. c) nos fogos da Classe D. etc. não deixando resíduos. das condições reais de luta contra o incêndio. os exercícios devem se realizar periodicamente. o mais possível. Classe C .1. Normalização e Qualidade Industrial . (123. graxas.030-1 / I1) 8. como: tecidos. (123. Extinção por meio de água. titânio.038-7 / I3) 13. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir.

049-2/I2) 14.047-6 / I2) 14. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais.043-3 / I2) 13.052-2 / I2) 17.5. data para recarga e número de identificação. (123. deverá ser providenciada a sua recarga. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga.045-0 / I2) 14.060-3 / I1) 17.1.3. com bordas amarelas. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País. (123. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado. Milton Serpa Menezes . Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. (123.055-7 / I1) a) de fácil visualização. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. Essa área deverá ser no mínimo de 1. (123. Nas ocupações ou locais de trabalho. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. (123. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência".065-4 / I1) 18. (123.3. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. 14.4. (123.2. Quantidade de extintores. (123. (123. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D. 18.3. (123.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.7. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. (123.042-5 / I2) 13. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. Sistemas de alarme. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.059-0 / I1) 17. b) de fácil acesso.063-8 / I2) 18. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês. (123.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma.057-3 / I1) 17.00m x 1. 17.6.16. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado. (123. (123. examinando-se o seu aspecto externo.044-1 / I2) 13. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas.5.056-5 / I1) 17. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D.062-0 / I3) 18. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente. O extintor tipo "Água Pressurizada".7.6.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. facilmente quebrável. (123.6. vermelha. com data em que foi carregado. (123. ou "Água-Gás". (123. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios.050-6 / I2) 14.046-8 / I2) 14.1. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo.5.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura.4. Eng. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor.4.2.1.064-6 / I1) 18. (123.066-2 / I1) 13. 15. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica.4.00m (um metro x um metro).061-1 / I1) 18.048-4 / I2) 14. 17. (123. Inspeção dos extintores.1. os lacres.2. (123. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo). O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente.4. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123.5. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos. Localização e sinalização dos extintores.058-1 / I1) 17. (123. deve ser usado em fogos Classe A. (123.051-4 / I2) 15.

• Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. • Respeite os avisos que proibem fumar. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. • Em caso de muita fumaça. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. • Em hipótese alguma salte do prédio. Eng. procurando usar tubulações metálicas 13. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. graxa. • Quando não estiver utilizando o fogão. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. • Use o extintor de incêndio. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. • Ao sair de casa. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. Prof. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. O Socorro sempre chega. Milton Serpa Menezes . evitando que o fogo se propague. depois abra o gás.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. Não use Benjamins "T". não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). endereço e um ponto de referência. chame o Corpo de Bombeiros. Coloque-se onde possa ser visto. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. deixe a válvula de gás desligada. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. não sendo possível apagá-lo. Alguém pode estar precisando de real ajuda. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. abra a casa para ventilar o local. óleo. • Saia pela escada. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. • Diga o que está acontecendo. saia imediatamente. para posterior confirmação da ocorrência. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. nunca por elevadores. não risque fósforos. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. • Fora do prédio. evitando o pânico. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. não ligue ou desligue luzes.4. • Tendo verificado vazamento de gás. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. gasolina. • Preso numa sala. jamais retorne. • Nunca instale cortinas perto do fogão.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. etc. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. sem escancarar portas e janelas. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina.

de mudança de função.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. entre outros. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. Milton Serpa Menezes . forma de registro. demissional.304 Ufir Prof.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Eng.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. manutenção e divulgação dos dados. periódico. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. O PCMSO deve incluir.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. de retorno ao trabalho. estratégia e metodologia de ação. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO . • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. no mínimo: o planejamento anual. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter.

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