UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

de fato. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. lamentável a situação que enfrentávamos. empresários. A sofisticação das máquinas. Nos últimos momentos do século XVIII. devendo esta.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. da gravidade desses acidentes. Esse notável romancista inglês. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. mas também de mulheres e crianças. Eng. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. em 1970. através de críticas violentas. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. embora tivéssemos já a experiência de outros países. de outro lado. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. gases. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. O trabalho em máquinas sem proteção. Prof. Nessa época. o que fez com que se falasse. técnicos e governo. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. atravessamos os mesmos percalços. também. por conseguinte. é bem verdade. Na Inglaterra. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. amparar a vítima do acidente. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. Pouco a pouco. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. No Brasil. Ao mesmo tempo. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. em menor escala. a inexistência de limites de horas de trabalho. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. Milton Serpa Menezes .

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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III – de 501 a mil empregados. As empresas que adotam o trabalho noturno. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). Milton Serpa Menezes . de forma detalhada. e a pessoa com mobilidade reduzida. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). do Artigo 154 ao 201.298 de 20 de dezembro de 1999. 5%. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente.214 de 08 de junho 1978. conforme expressado no Estatuto do Idoso. auditiva.5. conforme Decreto Nº 3.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. Prof.741 de 01 de outubro de 2003. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. através da Portaria N. . na seguinte proporção: I – até 200 empregados. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. este deve ser de vinte e quatro horas. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte.296 de 02 de dezembro de 2004. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas. 2%.º 3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. . deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. Aos trabalhadores idosos. Por ser um direito de todos os trabalhadores. urbanos e rurais. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. para comprovação de esterilidade ou gravidez. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. para os efeitos de aplicação. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. não excedente a oito horas diárias. Considera-se. Entre uma jornada de trabalho e outra.horário especial para o exercício das atividades. em qualquer atividade privada. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. inciso XXII.exigir atestado ou exame. na admissão ou permanência no emprego. podemos destacar que é vedado ao empregador: . Segundo o Artigo 36. preferencialmente aos domingos. no capítulo que trata dos Direitos Sociais.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos.5. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. cujo texto. deve ser observado um descanso de onze horas. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. visual e mental. sendo vedado o trabalho noturno. ou IV – mais de mil empregados.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. de 13 de julho de 1990. Eng. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. II – de 201 a 500 empregados. isto é.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V. sendo esta duração. 4%. por meio de normas de saúde. . perigoso ou insalubre. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. 3%. higiene e segurança”. de qualquer natureza. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. em seu Artigo 7º. Lei Ordinária Nº 10. Durante a jornada de trabalho. serviços inadiáveis e greve abusiva). assegura a todos os trabalhadores. 1.

é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. Após a inspeção. fornecido pelo empregador. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. um berçário. pelas próprias empresas. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. pelo referido Órgão. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. da LBA ou de entidades sindicais”. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho.. a mãe terá direito a dois descansos. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. ressaltando que.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres.) nos estabelecimentos em que trabalharem. ou 25 quilos. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. dispõe que os mesmos. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. Os locais para amamentação “deverão possuir. remuneração e condições especiais. Também é obrigação do empregador: (. máquina ou equipamento. no mínimo. de meia hora cada. ou a cargo do SESI. Prof. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. comum a todos os estabelecimentos novos. pelo menos 30 mulheres. Eng. naquilo que lhe for competente.. uma saleta de amamentação. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. em regime comunitário. durante a sua vida profissional. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. Considera-se empregado a pessoa física. antes de iniciar suas atividades. ou ainda embargar a obra. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. com outras entidades públicas ou privadas. que atua com habitualidade e subordinação. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. durante a jornada de trabalho. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. setor de serviço. A aplicação de todas as Normas. do SESC. para o trabalho contínuo. de forma pessoal e mediante salário. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. 1. com mais de 16 anos de idade.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. Milton Serpa Menezes . ao empregador. iniciativas prevencionistas. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. diretamente ou mediante convênios. para aplicação. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. sem prejuízo do emprego e do salário”. para o trabalho ocasional. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR.5. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento.

o SESMT.os locais devem ter a altura do piso ao teto. Cabe ao empregado: . na qual podemos destacar que: .adquirir o tipo de EPI. além de orientar e treinar sobre seu uso. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. com sua especificação. . devendo estar articulado com as demais NR.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. onde houver necessidade. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. guarda e conservação. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. com mais de 50 empregados. datada e assinada pelo trabalhador. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. atendendo as condições de conforto. contra quedas. apenas para a finalidade a que se destina. gratuitamente. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. . impermeável e protegido contra umidade. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. . Milton Serpa Menezes l) .os pisos.usá-lo.usar o EPI. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. . adequado a atividade do trabalhador. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. . j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. efetuar controle individual de entrega de EPI. pé direito. com Certificado de Aprovação (CA). Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. salubridade e segurança. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. Cabe ao empregador: . órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. nos locais. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas.devem dispor de material antiderrapante. em decorrência do embargo ou interdição. sem ônus ao empregado da empresa. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. de acordo com as determinações municipais. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. . em especial com o PCMSO. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. obrigatoriamente. Sugere-se. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. o EPI adequado ao risco. de uso individual utilizado pelo trabalhador. Prof.fornecer. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. ao empregador. Eng. aos empregados. além de haver guarda-corpo de proteção.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. e para atender as situações de emergência.

1. projetos de instalação ou reparo.60 e 0. Esta NR se aplica às fases de geração.7: (.70 a 1. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. talhas. Eng. haja uma faixa livre variável de 0..3: (. Conforme descrito no item 12. transmissão. em local visível. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. salvo se o movimento for indispensável à sua realização.2 da respectiva NR.1. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”.6. elevadores de carga. placa de indicação indelével com. código de projeto e ano de edição. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. no mínimo. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. “especial atenção será dada aos cabos de aço. Conforme exposto no item 11. no estabelecimento onde estiver instalado. as seguintes informações: fabricante. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. tais como empilhadeiras. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. a limpeza. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. Todo vaso de pressão deve possuir. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. permanentemente. Milton Serpa Menezes r) . número de identificação. cordas. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico.8. no mínimo. p) NR 11 – Transporte. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas.) as vias principais de circulação. com validade de um ano. entre outros. no interior dos locais de trabalho. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). distribuição e consumo. saídas de emergência.80 metros. equipamentos contra incêndio. correntes. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. ano de fabricação. mediante técnica de análise de risco. pressão máxima de trabalho admissível. em local de fácil acesso e bem visível. movimentação. montagem. relatório de inspeção. Sinalização de Segurança.. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. Prof. substituindo-se as suas partes defeituosas”. incluindo as etapas de projeto. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. operação. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. entre outros. 1. com nome e fotografia do trabalhador. registro de segurança. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. pressão de teste hidrostático. direta ou indiretamente. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos.1.3. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. construção.. e as que conduzem às saídas devem ter.30 metros. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados.3. Os reparos. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26.. De acordo com o disposto no item 13.

40%. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. apresentada na parte IV (Programas e Ações). instalações sanitárias e locais insalubres. dotado de armários individuais. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. em condições de risco acentuado. para insalubridade de grau mínimo. Na periculosidade. que estejam acima dos limites de tolerância. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. Prof. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. Milton Serpa Menezes s) . sem acréscimos resultantes de gratificações. páginas 201 a 207. emitindo um “Relatório de Inspeção”. para insalubridade de grau médio. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado.10%.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. deve haver local apropriado para vestiário. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico.20%. nos quais a atividade exija a troca de roupas. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. apresentada na parte IV (Programas e Ações). equivalente a: . por sua natureza ou métodos de trabalho. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. será considerado o de grau mais elevado. iluminação e fornecimento de água potável. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. Refeitório Por ocasião das refeições.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. Eng. páginas 160 a 161. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. vestiários e refeitórios devem possuir. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. observada a separação de sexo e provido de bancos. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. . para insalubridade de grau máximo. É indispensável que os funcionários da cozinha. Cozinha Quando houver refeitório. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. . devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. condições ou métodos de trabalho. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. com requisitos de limpeza. por sua natureza. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. arejamento. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. cabendo ao empregado optar por um dos dois.

Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. Pecuária Silvicultura.Segurança do Trabalho – 6. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. equipamentos ou medidas adequadas. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços.Medicina do Trabalho – 3. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho.304 UFIR. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. localização de EPI. cc) NR 31 . A empresa terá um prazo de 10 dias. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. a fim de não ocasionar distração. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. Em caso de reincidência. dd) NR 32 . Eng. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. a partir da notificação. 60 dias. que deverá ser de. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. no máximo. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. poderá notificar os empregadores. . concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. aa) NR 29 . parágrafo único da CLT. embaraço ou resistência à fiscalização. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. direta ou indiretamente. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. confusão e fadiga ao trabalhador. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. silvicultura.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. z) Prof. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. que poderá ser estendido até 120 dias. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. dispositivos de segurança e canalização de água.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. conforme os seguintes valores estabelecidos: . pecuária. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. bb) NR 30 . facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. Milton Serpa Menezes .782 UFIR. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. Cinza escuro Identificação de eletrodutos.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura.

expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde.213 de 24 de julho de 91. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte.. assistência. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. na forma do § 3º. durante a jornada de trabalho. doença. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado.). inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. 1. avaliação. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. inclusive morte.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8. distúrbio. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS.. que possua meios limitados de entrada e saída. Art.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. monitoramento e controle dos riscos existentes. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. ou redução permanente ou temporária.367 de 19 de outubro de 1976). há três tipos de CAT: inicial. que estão acima do limite de tolerância...042 de 12 de fevereiro de 2007. e todas as ações de promoção. Nos casos de acidente de trabalho. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.mpas. § 4º (.. 337..). trajeto. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. Eng. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. ou doença profissional ou do trabalho. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. ou perda. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. à autoridade competente. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa.212 e 8. recuperação. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho.) considera-se agravo a lesão. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. mesmo que estas surjam durante a vida laboral. imediatamente. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. transtorno de saúde. de reabertura e de comunicação de óbito.5. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. A título de classificação para registro. que altera o Regulamento da Previdência Social. Milton Serpa Menezes .br). Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. e Decreto Nº 6. por meio de formulário específico (anexo). Prof. independentemente do tempo de latência. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. subaguda ou crônica. de natureza clínica ou subclínica. ee) NR Nº 33 . serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. disfunção ou síndrome de evolução aguda.gov. comunicado anteriormente ao INSS.

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). contendo a indicação dos responsáveis técnicos. gerando a responsabilidade civil.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). . do Ministério do Trabalho. apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). medidas de controle. trabalhadores avulsos e cooperados. Milton Serpa Menezes . C. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. . com poderes especiais. de 15 de janeiro de 2004). quando da rescisão do contrato de trabalho. e o próprio PPP. Para que haja o ato ilícito. . registros ambientais e resultados de monitoração biológica.). devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. quais sejam: . Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. causar dano a outrem. omissão voluntária. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos. conclusão (caracteriza o laudo. Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. (Instrução Normativa Nº 99. .): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).213/91.5º. causando dano patrimonial ou moral. Aquele que. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. descrição do ambiente de trabalho. Eng. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. por ato ilícito (Arts. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 927. de 29 de novembro de 1989.5.3º. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. análises – qualitativa e quantitativa. devendo estar sempre atualizado. que temos expresso. entre outras informações. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003).C. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. cópia autêntica deste documento”. negligência ou imprudência. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT).C.212 e 8. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. 1. por período. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. . O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. de acordo com a Lei Nº 10.2º.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. Prof. por ocasião da avaliação global. .1º. de 10 de janeiro de 2002. Código Civil (C. identificação. do INSS/DC. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP.311. quadro descritivo.6º. O LTCAT. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. fica obrigado a repará-lo.406. Seção III.4º. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. . dados administrativos. 186 e 187. tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . que estabelece padrões para elaboração de laudos. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne.

em desacordo com as normas legais. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. instalação e operação. Pelos artigos acima citados. estará obrigado a indenizar. para caracterizar o ato lesivo. a instalação. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP). o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. para que haja a responsabilidade criminal. Legislação Ambiental A Lei Nº 6.6 . Eng. de 17 de março de 2005. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. autorizando o início da construção e implantação da empresa. risco para os direitos de outrem. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. Parágrafo único: Intentada a ação penal. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. nos casos especificados em lei. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal.. Além deste tipo de responsabilidade. 132. Porém.º 357. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. independentemente de culpa. contra o autor do crime. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. por autoridade ambiental competente. Haverá obrigação de reparar o dano. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. conforme Artigo 20 do referido decreto. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). em seu Artigo 64. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. estaduais ou municipais de uso do solo. de três meses a um ano. que: (. é necessário que haja uma vítima determinada. por sua natureza. é expresso pelo Código de Processo Penal. Desta forma. demonstrada a culpa. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. O objeto jurídico. observando os planos federais. Milton Serpa Menezes 1. do dispositivo legal.5. até o julgamento definitivo daquela. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. podemos destacar da Resolução CONAMA n. Parágrafo único. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato.351. se o fato não constitui crime mais grave. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. de 31 de agosto de 1981. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). todas obrigatórias. de 01 de junho de 1983. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. ou sobre quem seja o autor.938. aquele que causar dano a outrem. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza.. não é um documento obrigatório.

das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. de 12 de fevereiro de 1998. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. manutenção de espaços públicos. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. devendo. que são: suspensão parcial ou total das atividades. Eng. portanto. A pessoa jurídica que permitir. através de perícia. Milton Serpa Menezes . será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional.605. bem como dele obter subsídios. após considerado instrumento do crime. onde seu patrimônio. poderá ter decretada sua liquidação. Constatada. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. após transitado e julgado o processo. facilitar ou ocultar a prática de crime). obra ou atividade. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. Prof. subvenções ou doações. interdição temporária do estabelecimento. Penas restritivas de direito. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. Prestação de serviços à comunidade. proibição de contratar com o Poder Público. recolhimento domiciliar. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções.

inclusive companheiro de trabalho.172. Como se vê. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. lesão. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. Legalmente. d) ato de pessoa privada do uso da razão. seja qual for o meio de locomoção utilizado. c) ato de imprudência. III . o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. c) em viagem a serviço da empresa. de 05 de março de 1997. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. Eng. Também são igualados.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. tais como danos materiais (aos equipamentos. pela lei brasileira. inundação ou incêndio. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. Há casos. a definição é dada pelo Decreto n0. perturbação funcional ou doença. portanto. portanto. mais ainda. "Art. Prof. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. IV . e. ou seja. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. em intervalo do trabalho. produtos fabricados. as doenças do trabalho. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). Pode-se notar. ligado ao trabalho. de acidentes que.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. Outras conseqüências podem advir. embora não tenha sido a causa única. etc. II . Para a legislação providenciaria. b) ofensa física intencional. as lesões. 131 . direta ou indiretamente. de negligencia ou de imperícia de terceiro. Do ponto de vista prevencionista. o que ocasiona sempre perda de tempo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. entretanto.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca.o acidente que. podem ser encarados como tal: "I . porém. estes sob certas condições. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. essa definição não é satisfatória. e) desabamento. inclusive companheiro de trabalho. no exercício de sua atividade.a doença profissional ou do trabalho. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. perturbação funcional ou doença).a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. constantes ou não de relações oficiais. para efeito de lei. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. perturbações ou doenças. Milton Serpa Menezes . ou a redução da capacidade para o trabalho. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. V . 2. 2.

Na definição legal. pois este se danificou. aqueles serem muito mais numerosos que estes. teremos um acidente mais grave porque. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. que interfere na produção. Eng. Em outras palavras. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. ferramentas. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. constitui um acidente do trabalho. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. além da perda de tempo. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. ela não teria atingido o seu pé. através de uma compensação financeira. do que tirar o pé na hora em que caísse. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. perda de tempo. Quanto mais especializada a sua função. Milton Serpa Menezes . deixa cair a caixa. estará afastado a quase totalidade dos outros. o que. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . em virtude. como máquinas. Por exemplo. Na segunda. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. bem como a um custo menor. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. em que ocorreu. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. outros fatores de produção. garantindo-lhe o pagamento de diárias. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. Na última. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. ou de indenização. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. manutenção do mesmo. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. a lesão no homem. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. ao legislador interessou. Em todos os casos. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. operações de soldagens. o que já é um acidente (queda da caixa). perda de material. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. Assim. Em síntese. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. Do exposto. a queda da caixa. causando perda de tempo. pois além do homem. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. Prof. mais caro se torna substituí-lo. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. porém. ou não. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. embora não tenha ocasionado lesão. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. Equipamentos elétricos. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. é também um exemplo de acidente. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. ocorreu tão somente. equipamentos e tempo. em certo momento. houve dano físico. de como já vimos. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. lesão no trabalhador. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. se forem eliminados estes. inclusive. automaticamente. além da perda de tempo e/ou perda material. nesse caso. A política governamental dos últimos anos. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. Por exemplo. o acidente. podem ser envolvidos nos acidentes. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. aposentado precocemente por incapacidade permanente. Um empregado acidentado. veículos de transporte são exemplos desses riscos.

Em outras palavras. qualquer ocorrência não programada. Eng. Se uma pilha de sacas de café. causando perda de tempo. Prof. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. causando-lhe alguma lesão. mal estocada. que interfira no processo produtivo. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. constitui um acidente do trabalho. desabar e atingir um empregado. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local.

temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. Quando se fala. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes.000 dias. • Permanecer embaixo de cargas. Portanto. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. • Abusos. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. de trabalho produtivo. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. uma pesquisa bibliográfica. porém. com o tempo. Sob o ponto de vista prevencionista. na analise de um acidente. responsável pelo acidente. Estudos técnicos. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. etc. inerentes às instalações. etc. em média. Eventos catastróficos. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. isto é. não surgem por acaso. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. ainda. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Prof. são capazes de. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. nenhuma das máquinas construídas. Condições inseguras. Milton Serpa Menezes . cor na segurança do trabalho. Ao se estudar os atos inseguros praticados. portanto. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. integram uma política de segurança. No nosso entendimento. As formas de comportamento. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. • Manutenção. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. transporte e manuseio de materiais. A ocorrência de uma única morte. Os acidentes não são inevitáveis. Segundo estatísticas correntes. Vários autores. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). causa de acidente é qualquer fator que.. desde a mais remota. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. 2. ou o dano. Eng. mesmo que não acuse nenhum acidente. são causados. além da perda para a família do trabalhador. brincadeiras grosseiras. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. como máquinas e equipamentos. 3. sinalização. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. a simples analise de risco ou estatística . na maioria das vezes.. Até o presente momento. antes mesmo que ocorram acidentes. eles. recomenda-se. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. vio1ação essa. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. principalmente no campo da engenharia. e portanto possíveis de prevenção. como inundações. devem ser analisadas todas as causas. eliminar as condições inseguras. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. 3. tempestades.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. informações sobre ordem e limpeza. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. levantamento. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. Atos inseguros. cursos de primeiros socorros. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. do elemento homem. através da eliminação a tempo de suas causas. se removido a tempo teria evitado o acidente.

fios expostos. 3.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. maiores serão os riscos de acidentes. • Uso de equipamento inadequado. não pode ser considerada uma condição insegura. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. 3.). são condições inseguras. irregularidades técnicas. escorregadio. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. as falhas. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. Milton Serpa Menezes . • Ventilação inadequada ou incorreta. . etc. armazenagem. • Processos. pisos. 3. Aí se incluem as capacidades sensoriais. passagens obstruídas.. inseguro ou de forma incorreta (não segura). passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. etc. • Iluminação inadequada ou incorreta. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. etc.3. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. cortante. a eletricidade.3 3.3. quando devidamente solada do contato com as pessoas. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. congestionamento de maquinaria e operadores. 3. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. carência de dispositivos de segurança e outros.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. corroído. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. fraturado. no entanto. escadas. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. por ser perigosa.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. Eng. qualidade inferior.). Prof. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. habilidades motoras. em outras palavras. de maneira a tornalos ineficientes. sobrecarga sobre o piso. tubulações (encanamentos). não. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. ou instalações elétricas. defeitos. a energia elétrica em si. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. A corrente elétrica. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso.Projeto ou construções inseguras.

ausência de ruído.3. Ela é agravada pela monotonia da tarefa. doenças. layout. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3. contribuem para redução de acidentes.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. 3. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. 3.: problemas familiares e econômicos. alcoolismo.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. em um instante a atenção é necessária.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3.3. 3.3. Prof. iluminação adequada. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes. que prejudica o desempenho. Ex.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores.3. Milton Serpa Menezes .4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho.: seleção inadequada. Eng. tende a reduzir os acidentes. falha ou falta de treinamento.

Da mesma forma. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. de forma a preocupar os altos escalões militares. A Medicina do Trabalho. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. tornando-se seu trabalho mais eficiente. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. distante do já existente. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. os radares. submarinos. para execução do guilhotinamento. por exemplo. mediante o uso de ambas as mãos. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. A Psicologia. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. Imaginem ainda. Nessas condições. Eng. sonares. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora..1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. fisiológico e psicológico. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. antropométricas e biomecânicas do homem. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. Na Segunda Guerra Mundial. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. Milton Serpa Menezes . o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. no caso. em uma obra. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . por exemplo. boa saúde. Prof. Desta forma. a adaptação de um segundo botão. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. quando de seu uso. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. tornaria necessário. para o exame destes instrumentos e máquinas. analisando a eficiência de dois empregados.ao jovem. sob o ponto de vista anatômico. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. 4. os parâmetros do comportamento humano. devido. de forma a: 4. Desta forma. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. Como conseqüência. a Higiene industrial. a mesma motivação para o trabalho.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). com o uso de uma das mãos do operador. antropométricas e biomecânicas do homem. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. médicos e psicólogos. etc. a Física. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. Adaptação dos instrumentos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. Organizaram-se então equipes de engenheiros. surgiu urna nova ciência . A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra.a pá . os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. etc. um de idade avançada e outro jovem.

Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. Prof. Mediante estas Portarias. URSS. • Aumentar: o conforto do trabalhador. 4. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. 4. Tchecoslováquia e Polônia. Bélgica. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais.5. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. Eng.6 Classificação da Ergonomia a. Inglaterra. em caso de acidentes. França. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. Milton Serpa Menezes b. e destinados a engenheiros e médicos. ou seja. a produtividade e a rentabilidade. Holanda. a ERGONOMIA. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. os instrumentos. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. existentes desde 1973. 4. . foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. os EUA e a Europa descobriram que. Em 1949.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. Além disso. Portanto. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO". 4. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. incluem a Ergonomia no seu currículo. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. ministrados em várias universidades brasileiras. a Ergonomia está apenas no inicio. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. as condições e o ambiente de trabalho. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. em Estocolmo. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. e entre eles podemos destacar: USA. Em 1961. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido.

c. • características ambientais: luz. Ex. 2 .8 Pesquisas ergonômicas 1 .Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. pedais. médico e antropométrico do operador.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. em relação á Máquina. ruído. paladar e sentidos cinestésicos. que fornece dados referentes à função. tensões musculares e aspectos subjetivos. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. das quais as principais são a visão e a audição. idade. através das células nervosas (neurônios). as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. o Homem possui. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. onde são processados. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. forma e identificação dos comandos. umidade. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. demais aspectos: constantes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. por exemplo. características dos lugares de assentamento. etc. • variáveis dependentes: velocidade. vibrações. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). etc. e outras como olfato. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. etc.). erros. atividade ou ambiente de trabalho já existente. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. Prof. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). Quando a ação é acompanhada pela função receptora. que se complementam para executar urna determinada função. biomecânícas. características das superfícies de trabalho. Comparativamente. postura no trabalho. 4. posição. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. processa-as e transforma-as em ações de comando. sexo. Desta forma. etc. fisiológicas. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. calor.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. Portanto. tipo de equipamento utilizado pelo operador.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. • indiretas: por simulação em laboratório. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. 3 . botões. treinamento. tato. na operação de uma máquina. psicológicas. Ex. Eng.. Milton Serpa Menezes . • mistas: uso das formas diretas e indiretas.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. 4. Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina.: No Brasil. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente.

9. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. dentro de um limite ótimo de custos. velocidade.9. os dados da Biomecânica. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. bem como de equipamento. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. a sua adaptação às características dimensionais de. evidentemente. diâmetros. 90% dos utilizadores. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%.3 4. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. toda a população dos utilizadores.9 4. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. no mínimo.9. Mas isto. estudando. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão.2 4. Utiliza.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. Ou ainda. Observem Prof. técnica e economicamente. O ideal. 4. Entretanto. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros.9. 4.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. em geral. em principio. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. Milton Serpa Menezes . onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. uma faixa de 100%.9. ainda. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. em geral. é tecnicamente inviável. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. ângulos. pesos.3.4 4. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. centros de gravidade do corpo humano e suas partes.9. conforme ilustrado pela Figura abaixo. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. aceleração. para esta faixa. Por isso um projeto objetiva. ou seja. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. ou seja. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. neste âmbito.

0 36.4 28.8 72.7 53.4 14. Eng. teríamos.1 45.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".4 47.6 42.1 46.3 39.4 69.6 56.9 27.4 26.1 9.2 37.51 1.4 97.69 1. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.9 10.7 64.8 22.3 70. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média. um controle que fosse alcançável por um operador médio.6 41.6 27.9 25.0 20.4 80.2 84.7 12.3 38.1 23.8 89.2 64.0 49. apenas adultos masculinos.6 95.0 53.2 48.9 59.9 48.2 20.7 34.7 36.3 88.83 52 70 95 81.3 22.0 42.0 84.8 44. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).3 85.6 46.8 24.7 46.9 61.6 27.6 94.8 58. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).3 85.2 52.6 41.54 1.2 52.8 35. Milton Serpa Menezes .5 54.4 78.7 8.71 48 62 86 80.3 26.1 74.7 46.7 49. ou seja.2 14.5 37.7 12.63 1.4 34.1 22.3 25.0 49.3 54.97 m de altura e 136kg de peso Prof.3 33.6 9.8 20.6 54.4 9.5 84.0 56.9 63.7 64.0 50.6 31.7 52.2 52.1 44.0 52.4 28.7 9. na maioria das vezes.61 1.9 42.6 51.6 23.6 44. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.6 58.74 1.3 41.0 74.4 78.0 50.3 43. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.2 50.9 28.6 10.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.6 58. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.5 17.8 91.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).8 23.2 21.7 8. Por exemplo.6 30.0 35.5 52.3 39.5 20.6 90.3 36.7 81.5 38. apenas de adultos femininos e de adultos em geral. Do mesmo modo. os extremos da população são mulheres com 1.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.84 59 75 98 85.5 17. especificamente a um destes tipos de população. condições insatisfatórias para o trabalho. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local.7 41.9 74.7 12.0 43.0 19.0 33.9 46.1 96.4 79.1 42.7 17.4 59. mas também em termos de percentuais.2 14.9 59.1 9.0 38.3 38.6 43. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.6 28.6 24.3 42.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1. 5% e 95%.

Prof. 95% da população. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. por não interessarem ao nosso estudo. Eng. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. ou seja. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. na parte inferior das coxas. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. No caso desta medida do lugar de assentamento. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). 4. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. é a região que suporta os esforços mais severos. A Figura a seguir mostra. os discos interverterias.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. enquanto os bordos posteriores se afastam. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. Paradoxalmente. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. entretanto. Milton Serpa Menezes . o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. se ela for tomada baseada no padrão 95%. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%).Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. causando hérnia de disco. acrescida das medidas do sapato. 4. teríamos sérias dificuldades na sua execução.9. Há que se observar. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. e há tendência de recalque do núcleo para trás. ou seja. • Largura da base de assentamento: medida B. ainda. poderíamos determinaras demais medidas. teríamos. tanto em posição sentada como em pé. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. menos resistentes para trás. do homem padrão 95% (medida 0). FIGURA 3 . em detalhes. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. Prof. assentos e áreas de trabalho inadequados. Milton Serpa Menezes . Eng.

é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. A contração e o relaxamento alternado de músculos. pequenos e precisos. por exemplo. Para que o desempenho deste sistema seja adequado. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada.11 Movimentação de pesos 4. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. FIGURA 6 . pedais. Milton Serpa Menezes . Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. trabalho dinâmico. isto é. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir.11. Prof. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. Eng. a seguir. fornecemos. 4. tem ação com movimentos rápidos. ao contrário dos músculos das pernas. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. etc. a musculatura dos olhos. Ao contrário. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. isto é. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. trabalho estático. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. Tendo em vista este objetivo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. as quais abrangem as suas características motoras.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. Assim.

além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. A movimentação manual de cargas.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. cara. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. conforme MULLER. portanto. Estas lesões. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. para varias direções e sentidos de movimentos. Torna-se. Figura 8 forças do braço em kgf. Prof. conforme Hunsicker. Milton Serpa Menezes . em sua grande maioria. a empresa. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. a sociedade e a nação. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. portanto.11. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador. em relação á horizontal. Eng. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas.

14. determinados em função de: • sexo. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. para o manejo de cargas. 15. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. umidade e correntes de ar. de forma a favorecer o manejo da carga. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. 4. Procurar distribuir simetricamente a carga. Evitar. visando menores solicitações sobre o corpo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. quando forem constantemente utilizadas. 16. alturas de armazenamento inadequadas. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. quando do transporte conjunto de carga. carrinhos de transporte. 4. advindos de movimentos bruscos. quando manejar cargas. 22. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. Prof. 13. 19. Transportar a carga em posição ereta. Eng. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. bem como falta de ordem do local de trabalho. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. guindastes. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. Milton Serpa Menezes . guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. espirro ou tossir. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. portanto. 21. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. É evidente que o emprego de empilhadeiras. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. Observar. 18. deverão. perda de equilíbrio. etc. 3. Movimentar cargas por rolamento. o Homem. 9. 6. 1. 12. 7. pranchas e escadas em más condições. 8. talhas empilhadeiras. sempre que possível. além de tipos de atividades específicas. quando possível. etc. • forma. 20. 11. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. pontes-rolantes. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. Evitar posição incorreta dos pés. transportadores de correia. deslizamento e passos em falso. Fábricas pequenas. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. na maioria das vezes. economicamente rentável apenas. vias de circulação obstruídas. Posicionar os braços junto ao corpo. Utilizar. 17. elevadores. 2. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. sendo a sua aquisição. dar risadas. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. faixa etária e postura do trabalhador. 5. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. movimentos harmônicos pelos participantes.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. Utilizar sempre o peso do corpo. 10. dimensões e posição relativa de carga. Evitar arranjo físico inadequado.11. Executar exercícios físicos adequados. continuar a usar.

Braços esticados entre as pernas. Carga próxima ao eixo vertical do corpo. Milton Serpa Menezes . Tronco em mínima flexão. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Eng. etc. Pernas distanciadas entre si lateralmente. saco. Dorso plano. Queixo não dirigido para baixo. caixa.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o.Técnica para levantamento de carga (barra.

4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I.6. de 22. de 22. de 8. Técnica correta.514.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas. Exame Médico . Prof.NR 17. Lei no 6.NR 7 IV. Seção X.77. b. assentos. suporte para os pés e suporte lombar. III. 4.Portaria n.78 .0 3. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. poltronas. antropométricas e biomecânícas do Homem.6. Portaria n. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas. 3214. Eng. bancos. FIGURA 11 .Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco.Lei n. Técnica errada. Fiscalização e Penalidades . de 8.NR 28.12. conforto e segurança do trabalhador. Norma Regulamentadora NR 11. I. 4.Levantamento de cargas. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 . de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 . b. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa.78 .Seção XIV. a. de 8. Da Prevenção da Fadiga .6. Movimentação.11.12. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras.6. De uma forma simplificada. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. de 8. qualidade do produto ou tarefa executada. Ergonomia .Portaria n. II. com tronco em ligeira flexão e dorso plano.Porte de carga com os braços retos.214. suportes para trabalho semí-sentado. Milton Serpa Menezes . com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado.78 . Transporte.78.214. 3.214.77 .0 3.o 6.514.Portaria n.

Milton Serpa Menezes . ao nível dos omoplatas. quando de breves períodos de descanso. dimensões adequadas para o uso de.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. i. poltronas para mesas. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. Forneceremos a seguir. pé e visão. FIGURA 12 . escrivaninhas. Eng. máquinas e plataformas para os pés. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. além de ter forma e posição corretas. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. tem também flexibilidade. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. e. d. quando necessário.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. O suporte lombar. c.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. 90% dos utilizadores. painéis.cadeira correta para trabalho. permitindo inclinar o tronco para trás. suporte lombar no encosto com forma. em conjunto com apoio adequado para os pés. deve-se observar os seguintes aspectos: a. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. apoio. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). para restaurar a curva lombar. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. pelo menos.12. cadeiras para pranchetas e bancadas. através de alguns exemplos. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. h. b. etc. • inter-relacionamento dos vários elementos. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. a título ilustrativo. dimensões e posição relativa adequada. Prof. visualização e de acesso á área de trabalho. altura compatível com a área de trabalho. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. FIGURA 13 . g. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. bancadas. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. assentos para veículos. f. • 4.

A medida d (fíg. Prof.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. evitando flexão desnecessária do tronco. em função do tipo de atividade.10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. Eng.2 Características básicas de bancadas .12.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. Milton Serpa Menezes .

NO2.Aerodispersóides. que podem provocar doenças. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana.Gases e vapores: NH3. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. Assim. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. CO. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. as vezes. 5. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. SO2. originadas nos locais de trabalho. 2 . avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. prejuízos à saúde ou bem-estar. estruturada como uma ciência prevencionista. fumaça. e) agentes de acidentes. sob certas condições. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. Cl. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. d) agentes ergonômicos. o reconhecimento. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. Por sua vez. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. 2 . CO2 Prof. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. quer em função das características físico-químicas dos agentes. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho.Gases e vapores. CH4.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. que tem por objetivo. quer segundo sua ação sobre o organismo. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. c) agentes biológicos. A Higiene do Trabalho. falando de "Higiene do Trabalho". fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). em: 1 . Eng. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. Ambos comportam-se de maneira diferente. fumos. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. Milton Serpa Menezes . a produzir graves danos aos trabalhadores. 1 . segundo as suas características físico-químicas. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. b) agentes físicos . Para facilitar o estudo dos riscos ambientais.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. 5. Da definição de Higiene e seus objetivos.

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. Para fins de prevenção de acidentes. a condição insegura. Eng. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. Prof. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. também. o acidente tipo. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. Milton Serpa Menezes .

papel de grande responsabilidade. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. de fabricação nacional ou estrangeira. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. uso dos devidos "EPIs". etc. etc. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. etc. Nem sempre porem. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. baseado nos mesmos resultados. em quatro principais circunstâncias. que sejam ou que possam vir a ser. 4o . Milton Serpa Menezes . exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva.. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. Ou. em operações com aparelhos de solda. nocivos ao trabalhador. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio.). Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. formam.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. Em suma. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. de produtos. 2o . protetores faciais. na maioria dos casos. os 'EPI" são empregados. efetuar testes e escolher.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. máscaras e outros 'EPI". Dessa forma. Os "EPI" são empregados. Em qualquer circunstância. luvas. etc. chegar ao melhor resultado. etc. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. (Avaliação da exposição). a saber: 1o . mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. em operações de solda. entre vários "EPI".UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. Os Equipamentos de Proteção Individual. quanto mais correta for a sua indicação. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. usualmente identificados pela sigla "EPI". de curto período. 3o . de condições do ambiente. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. mesmo que provida de ventilação. Assumem. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados.A título precário. por essa razão. • em trabalhos eventuais com exp. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. ou seja. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. em período de instalação. o profissional terá condições de. rotineira ou excepcionalmente. gratuitamente. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. de uso estritamente pessoal. isto é. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. sozinho. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. em conjunto. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. o trabalhador). Eng. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. Exemplos: uso de óculos protetores. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho.Em casos de emergência. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. etc. avaliar o risco. Milton Serpa Menezes . o membro da CIPA. Prof. O supervisor da área. Para indicar o 'EPI" adequado. Eng.. no entanto. Cabe ao profissional especializado. com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. uma lesão sofrida pelo trabalhador. ou procurar meios de avaliá-lo. podem identificar um perigo.

impactos. Milton Serpa Menezes . c) máscaras para soldadores.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger.2 Prof. 6.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. respingos. queimaduras ou choque elétrico). Eng.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. quedas de objetos. 6. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos.1. b) óculos de segurança (vários tipos). etc.

Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes.4 6. que impedem um contato direto com materiais cortantes. 6.1.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde.1. impermeáveis.6 Prof. b) mangas de raspa de couro. de lona.1. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro. borracha e PVC. ocorrem lesões: as mãos. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas. com maior freqüência. abrasivos.5 6.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Milton Serpa Menezes . amianto.1. Eng.

Milton Serpa Menezes . elétrica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.) b) calçados contra riscos de origem químico. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. Prof. Eng. térmica. c) peneiras de raspa de couro.1. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. ou seja. etc. radiações.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. palm.

Eng. Prof. a) aventais de raspa de couro. de amianto. c) capas.8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. de PVC. de lona. Milton Serpa Menezes . b) jaquetas.

c) máscara de filtro químico.fornecer o EPI gratuitamente.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. 6.1. 6. . Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta.1. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. c) trava-queda de segurança. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. só assim ele estará protegendo-se. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI. 6. Eng. respiratória e digestiva). .substituir. acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. bem como pelo seu extravio. 6. Prof. a) respiradores contra poeiras. .11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. obrigatoriamente. o EPI indicado. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. apenas para a finalidade a que se destinar.1. . comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. 6. o EPI danificado ou extraviado.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . responsabilizar-se pela danificação do EPI. . d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio).10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. imediatamente.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda.3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs.

para esse fim específico. Prof. só poderá ser colocado a venda. comercializado ou utilizado. descrição e especificação do EPI.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. em órgãos e repartições do Governo Federal. OBS. Milton Serpa Menezes .: O EPI nacional ou importado. Estadual e Municipal. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. nomenclatura. indicação do uso a que se destina. Eng. quando possuir o CA. certificado de ensaio do EPI. emitido por órgãos especializados.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

Eng. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

soldadura. Prof.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem.substituição de benzeno. por interesses econômicos envolvidos. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. Exemplos: a ventilação local exaustora é.2. como solvente.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. . 7. etc. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. gasolina e outros derivados de petróleo. deposição e decapagem. fornos de fundição.substituição de jato de areia. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. 7. Exemplos: . enfim.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito.2. 7. essas medidas visam isolar o risco.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. Eng. as condições especificas de cada indústria. seja por dificuldades técnico-industriais.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. De um modo geral. . a prevenção da dispersão do agente nocivo.2. tanques de desengraxamento. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. Milton Serpa Menezes . por toluento. esmerilhamento. possivelmente.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. a proteção do trabalhador. e é utilizada em um grande número de operações. tais como: nas cabines de pintura a revólver. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço.

seja no tempo. mediante regulagem de temperatura do banho. das operações de pintura a revólver. nas fundições.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof.2. seja no espaço.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. quando a operação era manual. Milton Serpa Menezes . a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro.2. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. Eng. fora do horário normal de trabalho. recuperação de areia por peneiramento. umidade relativa elevada. com esse método. a fim de diminuir o número de operários expostos. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. 7. quando viável tecnicamente. b) No tempo: Consiste em executar operações. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. objetiva-se. Exemplos: realização em cabines especiais. em local especial e afastado. temperatura do ar alta. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. eliminou o problema de ruído. 7. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. 7.2. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. cria um novo risco: o ruído. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos.

d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente).2. Comentários . ser constituídas de materiais leves e isolantes.1.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. então. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo).1.1.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. parafusos. porém desde o projeto do equipamento. Milton Serpa Menezes .1.1. 7. 7. apesar de nem sempre ser conseguida na prática. por solda. 7. Prof. de preferência fora daquele local.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra".1. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. ou. etc. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. temos.1. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. o número de pessoas a ele expostos. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. Consegue-se com essa eliminação. assim. pelo menor ajustamento de partes móveis. pela insonorização de máquinas e processos. preenchidas ou não com certos materiais. 7. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. Eng. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil.1.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações.

Milton Serpa Menezes . como também a etiqueta de segurança na mesma. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". desliga-a. numa indústria. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. assim fazendo. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. colocando a seguir não só o cadeado. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. Suponhamos. o salvará. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. como na ligação em curto-circuito. Segundo as leis de resistência em paralelo. que exige poucos segundos para ser executada. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. Prof. Eng. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. que. em pequenas resistências. pois. um motor esteja danificado. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. que desligará o fusível pré-ligado. uma corrente acidental elevada circulará. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. aquela precaução. que devem sempre caminhar de mãos dadas. por exemplo. Antes de começar a fazer a manutenção do motor.

As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. como por exemplo. por exemplo: quebra de eixos com volantes. g) falha elétrica.. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. bem como. etc. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. volantes. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. etc. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. etc. medo. c) trabalho de processo. marteletes. pela dificuldade de realização de programas definidos. fadiga. máquinas e peças em movimento. etc. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo. polias.. pois. d) falhas mecânicas. ruídos. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. operação de compressores. modernamente. normalmente. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. MÁQUINAS. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. bocas de forno. correias.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. por exemplo: fios desencapados por aquecimento.. permitindo maior produtividade. cadeiras cinemática. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. e) f) calor. estilhaços de disco de corte abrasivos. enfermidade. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. 8. fragmentos de metal quente em forjaria. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas..2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. mau contato.. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. por exemplo: curiosidade. 8. Milton Serpa Menezes . mas. Eng. etc. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. etc. prensas de impacto.2. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. eletricidade. fuga de carga. etc. são justificados por critérios humanísticos e econômicos.. explosões de reservatórios pressurizados. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna.1 .

a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa. o calor. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. pressupões queimaduras.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. Prof.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. São exemplos de movimentos combinados: . o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. Os dispositivos protetores podem ser fixos. na prática. o alternativo. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa.2.2. Milton Serpa Menezes . 8. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. a cortes.cremalheira 8. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. provoca deslocamento de ar. rotativo e alternativo. interconectados ou automáticos. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação. A violenta despressurização. distensões. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. esmagamentos. explosiva. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. Eng. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. ou. São exemplos: 8.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos.

b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. e. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. mecânicas. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. pneumáticas. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. as coifas de esmeril. até 2. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. Devem atender. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. para as proteções interconectadas.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. ou.3. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação.50 m do plano de trabalho. 8. como uma primeira alternativa.50m do plano de trabalho. que podem ser elétricas. até 2. devem ser protegidas por meio de telas de aço. basicamente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. quando estiver até 2. Milton Serpa Menezes . e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. do modo como a operação será realizada. não devendo ser retiradas. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita.3. uma combinação de tipos. d) em todos os casos de proteção. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. Eng.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. São exemplos clássicos. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. apela-se.

8. facilmente reparáveis ou substituíveis. manutenção e normalização. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. nem introduzir novos riscos. ser duráveis. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. Características dos protetores Os protetores. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. não causando incômodo ao operador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. desconsiderada a relação custo-beneficio. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. pontas. manter inalterados. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. Prof.3. como também a dos demais trabalhadores. elétrico ou pneumático. São de acionamento mecânico. resistentes. tanto quanto possível. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. etc. proporcionar à máquina a efetiva proteção. Milton Serpa Menezes . cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. Condições básicas Nas proteções.). Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. Eng. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. Um exemplo clássico é a guilhotina. inspeção. tanto quanto possível. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. materiais de construção. apresentando um mínimo de manutenção.

evitar soldas de cutelo. Prof. Para pisos ou elementos metálicos vazados. empregar materiais inorgânicos. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. na uniões por parafusos. Nos protetores térmicos. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. aos materiais ferrosos e não ferrosos. tanto quanto possível. Milton Serpa Menezes . Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. quando possível.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. solda ou fixadores normalizados. empregar tipo passante e contra porca. Eng. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Quando é requerida transparência. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças.

para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. se no entanto.0. que a luz artificial. assim como entre esta última e o fundo próximo. Assim. assim. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador. Por outro lado.41 Turquesa-claro . embora proporcione aumento da visibilidade. 87% ingressam pelo sentido da visão. entre a área de trabalho e a máquina. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão.88 ou88% da luz incidente Creme -0.65 Azul -0. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. 3% ao olfato. pisos e equipamentos. Deve-se observar. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. contudo. Milton Serpa Menezes . aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície.10 Turquesa-claro -0.69 Amarelo-pálido -0.50 Cinza-neutro -0. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas). a luz delas emanadas realçará as cores amarelo. Como conseqüência de uma boa visibilidade.55 Camurça . a seguir. temos a redução do tempo de percepção.1. utilizando-se lâmpadas incandescentes. 1. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.10 Preto-absoluto -0.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9. relativa a um perigo iminente. realça determinada cor. São relacionados. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes.0.59 Cinza-claro . Eng. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade.52 Rosa-claro -0. é necessário adotar uma escolha de cores Prof. Por exemplo.5% ao tato e 1. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. Quanto à visibilidade.50 Verde-Claro -0.65 Verde-pálido -0.5% ao paladar.0.0.50 Alumínio -0. cinza e lilás.15 Verde-escuro -0. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição. forros.35 Vermelho .1 9. Pode-se.0. creme e marfim.

azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. como no exemplo anterior. com o emprego apropriado da cor. As cores verde. aumentando.90 0.45). repousantes. Desejando-se eliminar.80 Passando da observação da máquina para o fundo. requerendo. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. Voltando a observação da parede para a máquina. divididos pelo fator maior).20 Contraste fraco . as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. tranqüilizantes. é: 0. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. com um fator de reflexão de 0.08. a escolha de cores deve ser tal que.0.05 Para obtenção de melhores resultados. essa condição fatigante. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. neste caso.40 Contraste médio . Milton Serpa Menezes .20 a 0.80. deve-se reduzir o contraste luminoso existente.80 a 0. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. daí o nome que recebem: cores frias. O fator de reflexão (ou seja. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. seu fator de reflexão é de 0. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. dá-se reação contrária. um interior pode-se tornar mais atrativo. Como visto. com freqüência e por muitos dias do ano. a parede de camurça-claro (fator 0. obviamente.0.0.56). além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. São introspectivas. ou seja. Desta forma.0. um considerável esforço visual. o fator de refletância próximo de 0.80 . subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores. Eng.080 = 0.40 a 0. segundo seus respectivos comprimento de onda. diminui o absenteísmo. São cores que se expandem. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. melhora as condições de produção.2. Prof. ou minorar. aumenta as condições de segurança. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento. principalmente quando presentes no seu campo visual.

tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. porém. utiliza-se uma cor fria. como dominante. Amarelo. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. São extrospectivas. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . púrpura e vermelho). Prof. Eng. a oposta. se observadas de fora. em contrapartida. aparentemente. verde e alaranjado). Aumentam. para proporcionar o equilíbrio. entretanto. vermelho. Se forem empregadas três. Quando se quer comunicar idéia de calor. uma cor quente. usa-se em maior extensão. vermelho e laranja são cores quentes. verde (amarelo com azul). A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). azul e amarelo. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção.alaranjado (vermelho com amarelo). altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. será usada em menor área.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. Em termos gerais. com maior valor e intensidade. Em caso contrário. púrpura (azul com vermelho). aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. Reduzem. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. ou até quatro cores. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. isto é. na horizontal. Estabelecida esta classificação. Milton Serpa Menezes . a temperatura do ambiente. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. agressivas e excitantes. Com relação as cores leves (amarelo. Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. as superfícies de cartazes e avisos. A outra cor. dinâmicas. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente.

etc. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. favorecendo. tetos e pisos.1. quando se considera o emprego das cores em máquinas. valor ou intensidade.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). por exemplo. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. azul claro. ou seja. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá.50 e 0. repousar a vista dos trabalhadores. à altura da superfície iluminada. da Portaria 3. assim. Prof. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. 9. para aumentar a reflexão da luz. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. Contudo. Por outro lado. de grande superfície. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. Para os tetos baixos. Na pintura de máquinas. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. As partes altas das paredes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. com iluminação direta. A parte ativa (por exemplo. normas NB-76 e NB-54. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. Eng. paredes. segundo sua função. à sua exposição. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. a eficiência e o conforto. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. destacar-se da parte fixa. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). Milton Serpa Menezes .60. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas.214. o Além da legislação.

tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . dentro de áreas de uso de extintores). • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. forma e orientação do estabelecimento. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. alumínio e marrom. com especial consideração quanto à sua cor. Milton Serpa Menezes . os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. azul.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. Eng. lilás. evitando-se brilhos com violento contraste. escadas. delimitando áreas. 9. • Caixas com cobertores para abafar chamas. laranja. verde. • Indicações de extintores (visível a distância. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água.1. idade e nível intelectual dos trabalhadores. tipos de máquinas. para melhorar a iluminação interior. Dentre todas as considerações feitas. para extinção de incêndio. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. vermelho. • Baldes de areia ou água. suporte. preto. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. São adotadas as seguintes cores. • Sirene de alarme de incêndio. corrimãos. sexo.NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. púrpura. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). suas dimensões e localização. branco. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. amarelo. tipos de operações. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. cinza. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. um alto fator de reflexão será conveniente. em outros casos. e advertindo contra riscos de acidentes. dimensões. • Tubulações. deve-se ainda ressaltar que. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). características dos produtos elaborados. No entanto. Os meios de transporte. Prof. sistema de iluminação natural e artificial. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. moldura da caixa ou nicho). • Portas de saída de emergência. características das operações. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. • Extintores e sua localização. equipamentos de emergência.

• Zonas de segurança. quando condições especiais o exigirem. com listas pretas. tratores industriais. vigas. • Espelhos de degraus de escadas. Milton Serpa Menezes . piche. etc. escavadeiras. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". guindastes. reboques. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. ou combinado a este. entradas subterrâneas. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. • Áreas destinadas a armazenagem. parapeitos. Eng. por meio de faixas (localização e largura). • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. • Cabines. etc. etc. • Paredes de fundo de corredores sem saída. pontes-rolantes. postes. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. vagonetes.: óleo lubrificante.) e de plataformas que não possam ter corrimões. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. • Cavalete. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". alcatrão. • Meio-fio. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. • Localização e coletores de resíduos. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). de partida. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. • Pilastras (pilar quatro faces). deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. • Localização de bebedouros. óleo combustível. onde haja a necessidade de chamar a atenção. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. por meio de sinais. asfalto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. • Corrimões. que deverão permanecer fora de serviço. Prof. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. • Direção e circulação. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • Vigas colocadas à baixa altura. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. ou fontes de energia dos equipamentos. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço.

• locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. etc. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. Prof. Eng. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. • dispositivos de segurança.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. sódio. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. • faces externas de polias e engrenagens. avisos de segurança. • dispositivos de corte. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. • caixa contendo máscara contra gases. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. Milton Serpa Menezes .deverá ser usado para identificar eletrodutos. • porta de entrada de salas para curativos de emergência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. bordas de serras. • macas: • fonte lavadora de olhos. potássio. • chuveiros de segurança. CINZA a) cinza claro . MARROM O marrom pode ser adotado. • parte móveis de máquinas e equipamentos. a critério da empresa. • quadro para exposição de cartazes. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. • caixas de equipamentos de socorro emergencial.). • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. b) cinza escuro . • emblemas de segurança. • localização de EPI. • botões de arranque de segurança. prensas. etc. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. caixas contendo EPI. boletins.

PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica.Som Comunicação verbal -----.Ser clara e de interpretação única .Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara).Informar sobre a conduta a seguir . uma atividade ou uma situação determinada. relacionada com um objeto. em toda sua extensão. Obrigatoriamente.Placas Luz -------------------------.Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica. reduzindo o risco de acidentes.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. para condução de líquidos e gases. .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes. • TODA A SINALIZAÇÃO.Atrair a atenção . Eng. nomeadamente: . preto ou verde. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. . separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. de uma forma rápida e inteligível. ou a ambas. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos. .2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. Milton Serpa Menezes .Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização. As canalizações industriais. devem respeitar-se. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. .Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível . 9. e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho. deverão receber a aplicação de cores.Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida. 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção. deve preencher os seguintes requisitos básicos: . entre outras. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof.

que indique o início de uma determinada acção. verificados e. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. 50% da superfície do sinal. Milton Serpa Menezes . • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. 50% da superfície do sinal. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. pelo menos. em locais de boa visibilidade. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. pelo menos. conservados. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. que deve cobrir. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. posteriormente. da esquerda para a direita. pelo menos. Eng. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. 50% da superfície do sinal. de forma repetida. Devem ter forma triangular. que deve cobrir. se necessário. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. e uma margem negra. etc. onde constam as vias de saída de emergência. 50% da superfície do sinal. • Sinal luminoso ou acústico. que deve cobrir. pelo menos. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. um pictograma negro sobre fundo amarelo. que deve cobrir. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. reparados ou substituídos. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. a altura e em posição apropriadas. devendo a cor vermelha ocupar. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. Devem ter uma forma circular. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. pelo menos.

para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. quer entre veículos e trabalhadores. Eng. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. é feita com as cores amarela e negra alternadas. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. ou com as cores vermelha e branca alternadas. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. intempéries e agressões ao meio ambiente. indissociáveis do pavimento. ARMAZENAGEM As zonas. nalguns casos. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. Esta informação é complementada com símbolos. as quais. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. de igual modo. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. Milton Serpa Menezes . as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. bem como de queda de objetos ou de pessoas. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. cujas indicações principais se passam a enunciar.

em vez de um sinal luminoso contínuo.Os sinais acústicos. . proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência.As comunicações verbais e gestuais.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. evitando-se que a pessoa se detenha.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso. soldadura. . intermitentes ou contínuos. por exemplo. e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais. desde que utilize o mesmo código de sinal.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. leia.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam.Os sinais luminosos. . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. .Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. SINAIS ACÚSTICOS . . 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. onde e. sem ser excessivo ou doloroso. .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar. O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa. Milton Serpa Menezes . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. . por exemplo: Prof.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. tendo em vista as suas condições de utilização. SINAIS LUMINOSOS . para indicar por meio de placas. Eng. . quais são os locais perigosos.

sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. porém.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. com flechas brancas sobre retângulo preto. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. em cor amarela. 9.2. A palavra 'ATENÇÃO". saídas e outras dependências que envolvam a segurança. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. 9.2. Eng. localizado na parte superior da área total do aviso. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. fundo branco. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior.2. completas. localizado na parte superior da área total do aviso. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras.2. 9. 9. em letras pretas sobre o fundo branco. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. com letras pretas sobre o fundo branco. As letras serão em branco sobre o retângulo verde.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. Assim. • Sinalização direcional: indicando escadas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. 9. deverá ficar centrada no retângulo preto. Prof. As letras serão em branco sobre o retângulo azul. dentro do oval vermelho. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. Milton Serpa Menezes .2.

1 DIRETOS Morte.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. os ventos. 10. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. se a mesma Prof. geradores mecânicos denominados alternadores. fibrilação do coração.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. etc. Milton Serpa Menezes . A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. ocorre também a parada respiratória. em energia luminosa.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA).3. etc. em sua geração. pela passagem de uma corrente. 1Kw 1000w. 10. luz solar. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. Eng. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo.Ampere Tensão ou DDP = V . queimaduras e contrações fortes dos músculos. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . até providenciar o aparelho. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas.volt Resistência elétrica = R - 10. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente.3.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. 10. 1 cv=736watts. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. como água dos rios. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. Há contração muscular do tórax. em energia térmica. kwh = p x t. Indiretos: quedas e batidas. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. cessa a respiração. Para intensidade de corrente acima de 2. E tempo de alguns minutos. 1 hp=746watts. lagos e mares. minerais radioativos. o petróleo. No entanto. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. carvão mineral.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. b) Corrente continua (CC).

V) ou tensão (alta ou baixa tensão).= 15 mA. b) transformador diferencial. Prof.46 mA úmido ou 0. normalmente não energizadas (ex. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento.000 I= 220 = 1. em suas linhas essenciais. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. Ex. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10.55 mA seco ou 0. por exemplo: barramentos. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . mas que. vai influenciar na gravidade do choque elétrico.1.3: Existem duas condições de perigo.: carcaças de equipamentos).1. um contato acidental com um ponto energizado. condutores nus. 5.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR .1. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração. Milton Serpa Menezes . Ex. quando úmido. Sexo masc.000 10. c) disparador diferencial. uma resistência de 15 000 Ohms. E corrente de 220 v.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. = 23 mA. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. a resistência elétrica do corpo humano. O transformador é constituído por um núcleo laminado. de material com alta permeabilidade. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. Eng. quando seco.2 e 5.00146 A 15.00055 A 400.I I=? I= 220 = 0.1. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt . Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". tem uma resistência de 400 000 Ohms.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. Um DR é constituído. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico. A resistência oferecida pela parte interna do corpo.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. terminais. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas. sexo fem. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. etc. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.025 A 37. constituída pelo sangue.5.

é de sua responsabilidade. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. etc. desligue o ferro elétrico. Há outros meios eficientes e mais seguros. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. telefones. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. Esta prática poderá. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. 19) Se o disjuntor desligar. ser considerada criminosa. Prof. deve ser banido.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. receptores de rádio. fios ou moedas. como lavanderias. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. e estiver passando roupa. não toque em equipamentos elétricos. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. 10. 28) Todas as máquinas elétricas.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. antes de religá-lo. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. Milton Serpa Menezes . 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. tocando-o com a ponta dos dedos. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. de cátodo frio fluorescente ou não. tais como furadeiras elétricas. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. como por exemplo. manuais. tendo as mãos. um fio ligado. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). adaptadores e tomadas em mau estado. lixadeiras elétricas. além de ser uma aberração técnica. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. de pés descalços. 24) Não brincar com a corrente elétrica. garagens ou jardins. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). O hábito de verificar se um circuito esta energizado. 12) Se estiver no banheiro. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. no lar ou na fábrica. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. entre os dedos ou na ponta da língua. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. deverão ser aterradas. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. 8) Não trocar fusíveis por arame. funcionam com alta tensão. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. ou sob a ação de um chuveiro. Eng. as vestes ou o calçado molhados. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. inclusive.

36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. Milton Serpa Menezes . 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). ou quaisquer lugares de trabalho. chuveiro elétrico e ferro elétrico. verifique a instalação elétrica. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. Eng. após trabalhos de reparo ou manutenção. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. o que é perigosíssimo. Prof. em garagens. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica.

1.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. 11. com dia. com duração mínima de l 8 horas. realizado por entidades credenciadas.1. proteção contra incêndio. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. 11. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11.1.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra.1. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. e maior o grau de risco da atividade. quanto maior for o número de empregados.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. Prof. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. Eng. 11. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. fatores que influenciam nos acidentes. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. evitando acidentes. sugerir cursos. Além dessa reunião mensal. além de realizar suas atividades normais de trabalho. Cada membro da CIPA deve ter um suplente.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. 11. Assim. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. 11. 11.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. etc. maior será o número de participantes da CIPA. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior.1. hora e local de realização das mesmas.1. atos e condições inseguras. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. denunciar as situações de insegurança. riscos ambientais. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. através de eleição direta e voto secreto. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA.1. eles devem participar de um curso especial para cipeiros.

abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. . Em geral.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. Após esse estudo. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. e sobretudo com os demais trabalhadores.mencionar mecanismos de controle desses riscos.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho.1. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO .o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. agindo à revelia dos companheiros. . funções.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. de onde se detectou uma necessidade. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. seminários. isolado.as políticas da empresa para o setor. etc.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. entre suas funções. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado.SIPAT". com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. Construídos os objetivos. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas. .que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer.da NR 5. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. a longo prazo e pela via educativa. .alínea e . . conferências. 11. mormente através de atividades educativas. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. são utilizadas palestras. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo.001-4 / I2) Prof.a realidade da saúde e segurança do País. como também. no caso da utilização de palestras e conferências. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. obrigatoriamente. . . já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. Sendo assim. conforme já sabemos.8 A SIPAT O item 5. A SlPAT é uma delas. Eng. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. retira-se um objetivo a ser alcançado. que. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. (104. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT. etc. deverão manter. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. Portaria 3214/78. Estabelecida essa verdade .. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: .16 . painéis. Para tanto sugere-se que.já se tem um bom ponto de partida para sua organização. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. Milton Serpa Menezes . é a forma de se obter aprendizagem real. com a Administração através dos representantes do empregador. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. simpósios. .

treiná-la e atendê-la. valendo-se ao máximo de suas observações. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. observadas as exceções previstas na NR 4. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. estimulando-os em favor da prevenção. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. exercendo a competência disposta na alínea "a". ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. Eng. Prof. de acordo com o que determina a NR 6. do Ministério da Educação. anexo. em nível de pós-graduação. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. engenheiro de segurança do trabalho. desde que a concentração. e) manter permanente relacionamento com a CIPA.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. c) enfermeiro do trabalho . a utilização. Neste caso. conforme dispõe a NR 5. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. técnico de segurança do trabalho. em nível de pós-graduação. mesmo reduzido. os engenheiros de segurança do trabalho. f) promover a realização de atividades de conscientização. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. b) médico do trabalho .MTb. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. d) colaborar. Para fins de dimensionamento. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. pelo trabalhador.médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. obedecido o Quadro II. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. Para fins desta NR.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. b) determinar. inclusive máquinas e equipamentos. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. Milton Serpa Menezes . conforme a NR 27. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . d) auxiliar de enfermagem do trabalho . quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. além de apoiá-la.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. em nível de pós-graduação. constantes dos Quadros I e II anexos. quando solicitado. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. registrados no Ministério do Trabalho . educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

Milton Serpa Menezes . devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. Prof. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA. propondo soluções corretivas e preventivas. IV. com ou sem vítima. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. no mínimo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. dela valendo-se como agente multiplicador. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. e deverão estudar suas observações e solicitações. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. e todos os casos de doença ocupacional. Eng. através do órgão regional do MTb. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. quando tornar-se necessário. os fatores ambientais. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). embora não seja vedado o atendimento de emergência. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. Entretanto. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. V e VI.

Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. se falar demasiado. Prof. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. não só arrumá-la. entretanto. medicamentos. Milton Serpa Menezes . assim. para verificar o prazo de sua validade. o seu manuseio. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. assim. serenas. até a chegada do médico. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. trabalhadores e leigos. Eng. na sua forma mais elementar e eficiente. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. nestas circunstancias. soluções. minorar a dor e evitar complicações do problema. vamos encontrar uma série de instrumentos. assim como de empresários. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. até a chegada de um médico. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. ao invés de atrapalhá-lo. os instrumentos pontiagudos como pinças. em locais de fácil acesso. Devemos. para facilitar a atuação do socorrista. tesouras. organizados. visamos. Por definição.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. Por medida de precaução.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. devido aos perigos ou processos implicados. nas empresas. suaves e seguras. No seu interior da(as) caixa(as). deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. facilitando. o aumento da mecanização. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. Na área de prevenção de acidentes.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . mas. mas também repor o material utilizado. os primeiros socorros a um acidentado. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. compreensão e confiança.2. pois. e é preciso que sejam bem acondicionados. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. Sem ficar na dúvida. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. embalados de forma adequada. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. não é conveniente trancá-la. assim como as ampolas.1 Dos primeiros socorros. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. considerando-se as características da atividade desenvolvida. Via de regra. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. ainda assim. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. outrossim. vítima de acidente ou mal súbito. a um doente ou vítima de mal súbito. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. tão somente. Se não se diz nada. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. 12. Todos os frascos deverão ser rotulados. Entretanto é praticamente impossível anula-los. conduzindo-se com serenidade. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas.

Nas varias dependências da empresa. no mínimo. As caixas devem conter. Milton Serpa Menezes . tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. Prof. • Primeiramente. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. procure inteirar-se da lesão. 12. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. calmo. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. Se tiver que fazer um curativo. e aplique o que irá aprender. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. lave bem as mãos. 12. os seguintes materiais e medicamentos. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. Eng.2. Mantenha-se pois.

poderá ser fatal.de queimaduras 6º lugar . óleos.da parada cardíaca. • completar o nó acima da madeira.. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. Eng. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo. pela necessidade de tratamentos precisos. se o trauma rompe todas as camadas da pele. e não pastas. superficiais e com hemorragia moderada: 1 . e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. aplicar o torniquete. 2 . não deixando o ferimento descoberto.da hemorragia.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. 5 .da parada respiratória 2º lugar . 4 . não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. pomadas. O ferimento é lesão das mais freqüentes e. aproximadamente 5cm. no entanto. 3 . Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. Milton Serpa Menezes . prego. entre os quais batidas em ferramentas.passar um anti-séptico. O que fazer em ferimentos. antes de fazer o curativo. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade.procurar logo um Serviço Médico. 12.colocar sobre o ferimento água oxigenada.de envenenamentos 5º lugar .4. haverá uma hemorragia. apertar demais. barbantes ou corda em lugar do pano). entra em contato com a pele.de ferimentos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. acima do ferimento (não usar fios. É importante marcar no relógio o início da compressão. teremos uma ferida. até parar a hemorragia. etc. diremos que houve apenas uma escoriação local porém. cuidando em: 1º lugar . • 12.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. 4º lugar . maquinas. quedas. como faca. pó secante. • fazer um meio nó. profundos. ou um golpe forte. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. mesas. dependendo da quantidade. 3º lugar . Prof.de fraturas.lavar as mãos com água e sabão. extensos com hemorragia: 1 . • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. • torcer a madeira até parar o sangramento.lavar a parte atingida com água e sabão. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. na industria. graxa. caco de vidro.4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. para saber quando desapertar. 7º lugar .cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. removendo do local eventuais sujeiras como terra. nos membros. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. sem. teremos a ocorrência de um ferimento. produzindo rotura. 6 . Sempre que ocorrer um ferimento. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. pode ocorrer pelos mais variados motivos.

passar água oxigenada nas bordas da ferida. 4 .passar um anti-séptico e não pastas. etc. sem travesseiro. Milton Serpa Menezes . Ferimentos na cabeça Numa queda. assim como a chamada da assistência médica.lavar as mãos antes de fazer o curativo. acalmando-o. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. formando no local do choque traumático um hematoma.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. óleos e pó secante. 2 . 3º . graxa. • Ferimentos com exposição de órgãos internos.colocar sobre o ferimento água oxigenada. apertar. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. Devido à extensão do ferimento.retirar toda a roupa do acidentado. pode ocorrer ferimento do crânio. intestinos. O que fazer: 1 .prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo. 3 . tombo. Quando isso acontece. também conhecido corno "galo". Eng. 2º . caco de vidro. 7 . 5 . molhadas com água oxigenada.lavar a parte atingida com água e sabão.afrouxar todas as roupas. nunca tocando nos órgãos expostos. Num acidente. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. no entanto.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo.. ossos. pomadas. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. nunca tocando nos órgãos expostos. comprimindo bem o curativo. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos. 6 . tendões.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. removendo do local eventuais sujeiras como terra.ocorrendo a hemorragia. Prof. 5 . 4 . etc. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. sem. através da ferida. podemos ver os órgãos internos como os músculos. 2 . 3 . pulmões.passar anti-séptico nas bordas da ferida. O que fazer: 1º .deitar a vítima de costas. 6 .

Até épocas relativamente recentes. Prof. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. medo.1. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. superstição e adoração.000 anos e pelo homem de Pequim há 250.1.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. 2. 1. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. é também um de seus maiores inimigos em potencial. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. Ainda hoje. o homem aprendeu a dominar o fogo.1. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. um combustível de qualquer espécie. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. 13. como bem sabem os escoteiros.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. Eng. Milton Serpa Menezes . O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. 13. Em certa época da evolução. que se inflama a baixa temperatura. quando sentamos perto de uma fogueira. 3.pedaços de cortiça. A tocha em fogo era. 13. 13. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. então. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. Para produzir fogo. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe.000 anos atrás. O método do arco e da broca não é fácil. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. 13. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. 4. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. Por trás desses três fatores está o próprio homem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50.1. produz calor.1. naturalmente. 2. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. grande auxiliar do homem. para cozinhar o alimento. A fricção. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. produzida por atrito ou pelo choque. Primeiro. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. deve haver algo para queimar.

o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. Ou seja se suprimirmos desse triângulo.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio.2 Classes de Incêndio 13. Prof. por exemplo. estejam acampadas. Eng. 13. A quarta parte restante tem causas diversas. em superfície e profundidade. um dos seus lados. possivelmente estáveis. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. indicando que há fogo em algum lugar? 13. Assim. devido à falta de precaução ou descuido. cestos de papéis.2. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. Milton Serpa Menezes . como depósitos de carvão. etc. defeitos nos fornos. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. Você sabe. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. A partir disso. fibras. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. madeira. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. eliminaremos o fogo.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. 13. defeitos da ignição dos automóveis.. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor.1. b) Abafamento: Quando se retira o comburente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. Necessitam para a sua extinção. isto é. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado.1. pilhas de madeira.

3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. tintas.. Age por resfriamento. gás carbônico e pó químico seco. quando queimam. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C.3. para a sua extinção. 13. Milton Serpa Menezes . Prof. etc.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. 13.2. Para sua extinção. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. Exige-se.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).2.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Eng. É boa condutora de energia elétrica. óleo. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). espuma. os quais.

Sua razão de expansão é de 1:6. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Milton Serpa Menezes . uma espécie de sabão líquido concentrado. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. são úteis nos incêndios de Classe A e B. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Sua razão média de expansão é de 1:10. Portanto. porque contêm água. devido a água e por abafamento. como estabilizador). Agem por resfriamento. devido a própria espuma. Eng.3. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz.

Eng. inerte e não condutor de eletricidade. age por abafamento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.3 GÁS (CO2) Gás insípido. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. Pesa cerca de 1. em tubos de aço.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. Quando aplicado sobre os incêndios.3. Prof. incolor. Milton Serpa Menezes . inodoro. sob a pressão de 850 libras. Não dá bons resultados nos de Classe A. suprimindo e isolando o oxigênio do ar.

age por interrupção da reação em cadeia de combustão. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. o CO2 é mais indicado. Age por abafamento e.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. Milton Serpa Menezes . aliás. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. de magnésio e outros.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. 13. segundo teorias mais modernas. Eng. Contudo. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança.3. Prof.

Modelo Pressurizado .PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1. Onde não for possível o acesso imediato às saídas.1.2. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.004-2 / I2) Prof. em caráter permanente e completamente desobstruídos. 2° Comprimir o gatilho da válvula. Milton Serpa Menezes . em número suficiente e dispostas. em caso de emergência. em caso de incêndio. Eng. (123. (123.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. (123. deverão existir.1 NR 23 . 13.1. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo . 2° Comprimir o gatilho da pistola.20m (um metro e vinte centímetros). 1. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos. Disposições gerais. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas.001-8 / I3) 2.4.003-4 / I1) 2.3.002-6 / I2 ) 2. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço.Pressão Injetada .20m (um metro e vinte centímetros). O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. com largura mínima de 1. (123.4 Medidas de Prevenção: 13.

(123. não serão consideradas partes de uma saída. devem: a) abrir no sentido da saída. As aberturas.1. (123.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos.8.6.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. (123. 8.013-1 / I2) 3. (123. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. Em hipótese alguma.024-7 / I2) Prof. e segundo a natureza do risco.010-7 / I2) 3. diretamente. 4. Quando não for possível atingir.5. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme.020-4 / I2) 6. ou saída. 7.2.006-9 / I1) 2. Poderão ser exigidos.7.1. mesmo ocasional. As saídas devem ser dispostas de tal forma que.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30.019-0 / I2) 5. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança.1. tanto as de saída como as de comunicações internas.017-4 / I2) 3. vias de passagem ou corredores. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. Escadas em espiral. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. (123. deverão ter rampas que os contornem suavemente e.008-5 / I2) 2.1 Todas as escadas. 5. Nenhuma porta de entrada. (123. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. As portas de saída devem ser de batentes. aferrolhada.1. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. (123. 8. próximo à chave de interrupção. (123. Ascensores. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo.7.011-5 / I3) 3. 3. Milton Serpa Menezes .3. (123.1. não se tenha de percorrer distância maior que 15. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa. Tão cedo o fogo se manifeste. ou portas corrediças horizontais. para mais ou menos. d) atacá-lo o mais rapidamente possível. automáticos.007-7 / I2) 2. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo.018-2 / I3) 4. deverão existir. (123. (123. Portas corta-fogo.5. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. se houver instalações de chuveiros sprinklers.6. ao se abrirem. Exercício de alerta.2. (123.016-6 / I2) 3. 2. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. Estas distâncias poderão ser modificadas. As portas verticais. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.015-8 / I2) 3. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho.6. não impeçam as vias de passagem. Portas. deverá ser fechada a chave.022-0 / I1) 7.1. ou presa durante as horas de trabalho. 7. (123. (123. as portas de saída. (123. Todas portas de batente. indicando a direção da saída. mesmo fora do horário de trabalho.3.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno.021-2 / I3) 7. no sentido do da descida. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. entre elas e qualquer local de trabalho. Eng. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis.014-0 / I2) 3. requisitos especiais de construção. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. neste caso. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros. 6. Os pisos. (123. Combate ao fogo. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. que entrave o seu acesso ou a sua vista.1.005-0 / I2) 2.7. (123. de níveis diferentes. cabe: a) acionar o sistema de alarme. (123. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. pelos meios adequados. ou do local de trabalho.4. em caráter permanente.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem.9. 3. com largura mínima de 1.009-3 / I2) 2. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. Escadas. (123.4. (123. Os poços e monta-cargas respectivos. de mãos ou externas de madeira. Durante as horas de trabalho. as passagens serão bem iluminadas.

032-8 / I2) 10. (123. de preferência. Classe C . Normalização e Qualidade Industrial .00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. titânio.041-7 / I2) Prof. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. fios. etc. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos. (123. gasolina. (123. Classe D .2. porém o pó químico será especial para cada material. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio.5. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. preferencialmente. segundo as características do estabelecimento. deverão ser providos de extintores portáteis. (123. (123. madeira.elementos pirofóricos como magnésio. (123. Classe B . o mais possível. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície. papel.028-0 / I1) 8. 10. a fim de assegurar uma inundação eficaz.2. freqüentemente.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores.034-4 / I2) 10. fibras. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. a fim de combater o fogo em seu início. tintas. 11.3. 10. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. (123. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. a seguinte classificação de fogo: Classe A . 9. b) nos fogos da Classe C. vernizes.038-7 / I3) 13.035-2 / I2) 10. os exercícios devem se realizar periodicamente. (123. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C.4. (123. 9. Nos incêndios Classe D. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados. Classes de fogo.INMETRO. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.039-5 / I2) 13.. não deixando resíduos. Extintores portáteis.. sem aviso e se aproximando. (123.1. salvo quando se tratar de água pulverizada. Eng. 13.040-9 / I2) 13. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado.033-6 / I2) 10. Milton Serpa Menezes .3. (123. (123.1. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. a qualquer tempo. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. como: tecidos. e que deixam resíduos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. capazes de prepará-los e dirigilos. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. Extintores.031-0 / I1) 9.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados.2. zircônio. (123. Todos os estabelecimentos. extinguir os começos de fogo de Classe A. será usado o extintor tipo "Químico Seco". graxas.1. a fim de evitar o acúmulo de resíduos. Tipos de extintores portáteis.037-9 / I2) 12. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições.1. (123. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. Extinção por meio de água.029-8 / I1) 8. 12. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B. transformadores. (123. Um espaço livre de pelo menos 1. mesmo os dotados de chuveiros automáticos.4. c) nos fogos da Classe D. (123. das condições reais de luta contra o incêndio. etc. nos fogos das Classes B e C.5.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. a fim de.030-1 / I1) 8. 10. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. como óleo.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. quadros de distribuição. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. Será adotada.5. com ordem da pessoa responsável. comportando um chefe e ajudantes em número necessário.027-1 / I2) 8. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.1. bem como os guardas e vigias.036-0 / I1) 11. (123.2. etc.1.

066-2 / I1) 13. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado. Essa área deverá ser no mínimo de 1. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma.058-1 / I1) 17.044-1 / I2) 13.057-3 / I1) 17. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção.045-0 / I2) 14. os lacres. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D.5. vermelha. 17. (123. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica.4. 17. b) de fácil acesso. (123.5. (123. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos.2.1.061-1 / I1) 18. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. examinando-se o seu aspecto externo. deve ser usado em fogos Classe A.062-0 / I3) 18. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.5. (123. (123. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios. facilmente quebrável.060-3 / I1) 17. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga. com data em que foi carregado.049-2/I2) 14. (123.046-8 / I2) 14. Eng. (123.059-0 / I1) 17. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.4. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. (123. 18.2.00m (um metro x um metro).4. ou "Água-Gás".2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof. (123. (123. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". Quantidade de extintores. (123. (123.043-3 / I2) 13. Nas ocupações ou locais de trabalho. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D. (123.1.065-4 / I1) 18. Localização e sinalização dos extintores. deverá ser providenciada a sua recarga.1. (123. (123. com bordas amarelas.056-5 / I1) 17.3. 15.4. O extintor tipo "Água Pressurizada".3. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo).6.7.042-5 / I2) 13. Inspeção dos extintores. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura.00m x 1.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso. (123.1.064-6 / I1) 18.6. (123. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês.047-6 / I2) 14.6. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original. (123.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123.050-6 / I2) 14. data para recarga e número de identificação.055-7 / I1) a) de fácil visualização.3.4. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. (123. 14. Milton Serpa Menezes .5.7.051-4 / I2) 15. (123.063-8 / I2) 18.052-2 / I2) 17. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. Sistemas de alarme. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. (123. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. (123. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas.2.16.048-4 / I2) 14.

não risque fósforos. sem escancarar portas e janelas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. • Use o extintor de incêndio.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. Eng. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Em caso de muita fumaça. Coloque-se onde possa ser visto. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. depois abra o gás. evitando que o fogo se propague. Milton Serpa Menezes . gasolina. abra a casa para ventilar o local. não ligue ou desligue luzes. • Diga o que está acontecendo. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. procurando usar tubulações metálicas 13. • Ao sair de casa. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. não sendo possível apagá-lo. jamais retorne. etc. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas.4. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. Não use Benjamins "T". • Fora do prédio. deixe a válvula de gás desligada. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. endereço e um ponto de referência. • Nunca instale cortinas perto do fogão. • Em hipótese alguma salte do prédio. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. • Respeite os avisos que proibem fumar. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. Alguém pode estar precisando de real ajuda. • Quando não estiver utilizando o fogão. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. saia imediatamente. óleo. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. chame o Corpo de Bombeiros. nunca por elevadores. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. para posterior confirmação da ocorrência. evitando o pânico. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. Prof. • Tendo verificado vazamento de gás. • Preso numa sala. graxa. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. O Socorro sempre chega. • Saia pela escada.

O PCMSO deve incluir. de retorno ao trabalho. no mínimo: o planejamento anual. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Milton Serpa Menezes . a realização obrigatória dos exames médicos: admissional.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. Eng. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. demissional.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO . As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. periódico. manutenção e divulgação dos dados. forma de registro.304 Ufir Prof. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. de mudança de função. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. estratégia e metodologia de ação. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. entre outros.