UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. de outro lado. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. O trabalho em máquinas sem proteção. mas também de mulheres e crianças. é bem verdade. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. No Brasil. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. por conseguinte. em menor escala. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. embora tivéssemos já a experiência de outros países. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. a inexistência de limites de horas de trabalho. gases. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. o que fez com que se falasse. empresários. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. lamentável a situação que enfrentávamos. Pouco a pouco. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. de fato. Ao mesmo tempo. através de críticas violentas. também. atravessamos os mesmos percalços. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. A sofisticação das máquinas. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. em 1970. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. da gravidade desses acidentes. amparar a vítima do acidente. Prof. Esse notável romancista inglês. técnicos e governo. Milton Serpa Menezes . devendo esta. Nos últimos momentos do século XVIII. Eng. Nessa época. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. Na Inglaterra.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. III – de 501 a mil empregados. Aos trabalhadores idosos. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V. em qualquer atividade privada. deve ser observado um descanso de onze horas. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). não excedente a oito horas diárias. Prof. perigoso ou insalubre. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. . que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. e a pessoa com mobilidade reduzida. 1. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . de qualquer natureza.5.exigir atestado ou exame. ou IV – mais de mil empregados.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. para os efeitos de aplicação. de forma detalhada. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. 5%. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. para comprovação de esterilidade ou gravidez.5. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. Milton Serpa Menezes . Lei Ordinária Nº 10. conforme Decreto Nº 3. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. inciso XXII. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte.º 3. 3%. urbanos e rurais. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).298 de 20 de dezembro de 1999. assegura a todos os trabalhadores. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. 2%. As empresas que adotam o trabalho noturno. . visual e mental. na admissão ou permanência no emprego. de 13 de julho de 1990. 4%. auditiva. Eng. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). isto é. sendo esta duração. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. podemos destacar que é vedado ao empregador: . Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. por meio de normas de saúde. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres.741 de 01 de outubro de 2003. sendo vedado o trabalho noturno.296 de 02 de dezembro de 2004. este deve ser de vinte e quatro horas.horário especial para o exercício das atividades. Entre uma jornada de trabalho e outra.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. Por ser um direito de todos os trabalhadores. serviços inadiáveis e greve abusiva).214 de 08 de junho 1978. cujo texto. higiene e segurança”. preferencialmente aos domingos. Considera-se. II – de 201 a 500 empregados. no capítulo que trata dos Direitos Sociais. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. conforme expressado no Estatuto do Idoso. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. Durante a jornada de trabalho. do Artigo 154 ao 201. através da Portaria N. . d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas. em seu Artigo 7º. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. Segundo o Artigo 36.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1.

um berçário. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI).. Milton Serpa Menezes . não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. Os locais para amamentação “deverão possuir. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. fornecido pelo empregador. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. sem prejuízo do emprego e do salário”. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. de forma pessoal e mediante salário. para o trabalho contínuo. máquina ou equipamento. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. remuneração e condições especiais. com mais de 16 anos de idade. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. a mãe terá direito a dois descansos. no mínimo. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho.) nos estabelecimentos em que trabalharem. setor de serviço. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. naquilo que lhe for competente. pelo referido Órgão. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. pelas próprias empresas. uma saleta de amamentação. comum a todos os estabelecimentos novos. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. diretamente ou mediante convênios. de meia hora cada. que atua com habitualidade e subordinação. da LBA ou de entidades sindicais”. para o trabalho ocasional. Após a inspeção. com outras entidades públicas ou privadas. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. Eng. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. ou ainda embargar a obra. durante a jornada de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. Também é obrigação do empregador: (. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. ressaltando que. em regime comunitário. durante a sua vida profissional. ou 25 quilos. iniciativas prevencionistas. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. do SESC. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. 1.. Considera-se empregado a pessoa física. A aplicação de todas as Normas. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. pelo menos 30 mulheres. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. para aplicação. ou a cargo do SESI. Prof.5. antes de iniciar suas atividades. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. ao empregador. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. dispõe que os mesmos.

o EPI adequado ao risco. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. onde houver necessidade. guarda e conservação.os pisos. de uso individual utilizado pelo trabalhador. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. em decorrência do embargo ou interdição. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos.usar o EPI.usá-lo. de acordo com as determinações municipais. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. impermeável e protegido contra umidade. . . composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. salubridade e segurança. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz.adquirir o tipo de EPI. contra quedas. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. .os locais devem ter a altura do piso ao teto. . além de orientar e treinar sobre seu uso. datada e assinada pelo trabalhador. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. com sua especificação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. gratuitamente. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. pé direito. Sugere-se. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. devendo estar articulado com as demais NR. em especial com o PCMSO.fornecer. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. na qual podemos destacar que: . e para atender as situações de emergência. adequado a atividade do trabalhador. Eng.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. apenas para a finalidade a que se destina. obrigatoriamente. efetuar controle individual de entrega de EPI. sem ônus ao empregado da empresa. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. Prof.devem dispor de material antiderrapante. nos locais. aos empregados. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando. o SESMT. com Certificado de Aprovação (CA).os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. . atendendo as condições de conforto. Cabe ao empregado: . além de haver guarda-corpo de proteção. ao empregador. Milton Serpa Menezes l) . k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. Cabe ao empregador: . promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. com mais de 50 empregados. . i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa.

roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados.. no interior dos locais de trabalho. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que.7: (.6. Eng. Prof.1.60 e 0. as seguintes informações: fabricante. ano de fabricação. pressão de teste hidrostático. “especial atenção será dada aos cabos de aço.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas. 1. em local de fácil acesso e bem visível. projetos de instalação ou reparo. pressão máxima de trabalho admissível. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Sinalização de Segurança.1.2 da respectiva NR. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. e as que conduzem às saídas devem ter. Conforme descrito no item 12. código de projeto e ano de edição. distribuição e consumo.70 a 1. correntes. saídas de emergência. com nome e fotografia do trabalhador.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. mediante técnica de análise de risco. movimentação. equipamentos contra incêndio. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. permanentemente. elevadores de carga. haja uma faixa livre variável de 0. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. substituindo-se as suas partes defeituosas”.3: (. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. talhas. incluindo as etapas de projeto. Conforme exposto no item 11. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. construção. entre outros. relatório de inspeção. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. a limpeza. p) NR 11 – Transporte.) as vias principais de circulação.. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. tais como empilhadeiras.8. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. Os reparos. direta ou indiretamente. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”.3. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. no mínimo. operação.30 metros. com validade de um ano.80 metros.. montagem. cordas. em local visível. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. De acordo com o disposto no item 13.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. Esta NR se aplica às fases de geração. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. registro de segurança. entre outros. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). número de identificação. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. Todo vaso de pressão deve possuir.. placa de indicação indelével com. Milton Serpa Menezes r) . o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas.3.1. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. no estabelecimento onde estiver instalado. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. salvo se o movimento for indispensável à sua realização. no mínimo. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. transmissão. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico.

por sua natureza. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. instalações sanitárias e locais insalubres. equivalente a: . O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. vestiários e refeitórios devem possuir. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. para insalubridade de grau médio. iluminação e fornecimento de água potável. por sua natureza ou métodos de trabalho. apresentada na parte IV (Programas e Ações). Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. nos quais a atividade exija a troca de roupas. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. Prof. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. condições ou métodos de trabalho. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. Na periculosidade. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. apresentada na parte IV (Programas e Ações).10%. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. Milton Serpa Menezes s) . fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. observada a separação de sexo e provido de bancos. Cozinha Quando houver refeitório. páginas 160 a 161. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. dotado de armários individuais. para insalubridade de grau máximo. .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. emitindo um “Relatório de Inspeção”. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. É indispensável que os funcionários da cozinha. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. será considerado o de grau mais elevado. cabendo ao empregado optar por um dos dois. deve haver local apropriado para vestiário. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. páginas 201 a 207. . para insalubridade de grau mínimo. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. Eng. sem acréscimos resultantes de gratificações. em condições de risco acentuado. Refeitório Por ocasião das refeições. que estejam acima dos limites de tolerância. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. arejamento. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. com requisitos de limpeza.20%.40%. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos.

fica condicionada a prévia negociação entre empresa. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. dd) NR 32 . confusão e fadiga ao trabalhador. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. cc) NR 31 . parágrafo único da CLT. Pecuária Silvicultura. aa) NR 29 . direta ou indiretamente. silvicultura. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. que poderá ser estendido até 120 dias. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. equipamentos ou medidas adequadas. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. conforme os seguintes valores estabelecidos: . Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. Eng. pecuária. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. localização de EPI. poderá notificar os empregadores. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. Milton Serpa Menezes . emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia.782 UFIR. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. A empresa terá um prazo de 10 dias. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. a partir da notificação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. bb) NR 30 . dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. 60 dias. .Medicina do Trabalho – 3. no máximo.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura.304 UFIR.Segurança do Trabalho – 6. que deverá ser de. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. a fim de não ocasionar distração. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. z) Prof. embaraço ou resistência à fiscalização. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. dispositivos de segurança e canalização de água. Em caso de reincidência. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”.

independentemente do tempo de latência. que estão acima do limite de tolerância. Prof. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS.. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.5.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8. inclusive morte. recuperação. e Decreto Nº 6. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. 1. ou perda. há três tipos de CAT: inicial. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. Eng. trajeto. por meio de formulário específico (anexo). elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. A título de classificação para registro..mpas. § 4º (.) considera-se agravo a lesão. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. ou doença profissional ou do trabalho.. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (.).. comunicado anteriormente ao INSS. mesmo que estas surjam durante a vida laboral. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www.br).212 e 8. Nos casos de acidente de trabalho. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. que possua meios limitados de entrada e saída. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. durante a jornada de trabalho. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. avaliação. assistência. imediatamente. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte. ee) NR Nº 33 .213 de 24 de julho de 91. doença. subaguda ou crônica.367 de 19 de outubro de 1976). DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. que altera o Regulamento da Previdência Social. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. ou redução permanente ou temporária. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. transtorno de saúde. Art. disfunção ou síndrome de evolução aguda.. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. de reabertura e de comunicação de óbito. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. 337. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. distúrbio.042 de 12 de fevereiro de 2007. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população.).. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde.gov. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. e todas as ações de promoção. à autoridade competente. na forma do § 3º. monitoramento e controle dos riscos existentes. de natureza clínica ou subclínica.

Prof. (Instrução Normativa Nº 99.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. 1. Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. entre outras informações. análises – qualitativa e quantitativa. por período.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). Código Civil (C. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. . de 10 de janeiro de 2002. do Ministério do Trabalho. Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. por ocasião da avaliação global. descrição do ambiente de trabalho. que temos expresso.5. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. de 15 de janeiro de 2004). Para que haja o ato ilícito. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho.). é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. gerando a responsabilidade civil. medidas de controle. dados administrativos. conclusão (caracteriza o laudo. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos.C. tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). Seção III. negligência ou imprudência. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. trabalhadores avulsos e cooperados. apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa).212 e 8. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).3º. . Milton Serpa Menezes .406. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. de acordo com a Lei Nº 10.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). omissão voluntária. . Aquele que. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. causar dano a outrem.4º. de 29 de novembro de 1989. . que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. Eng. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. que estabelece padrões para elaboração de laudos. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. cópia autêntica deste documento”. com poderes especiais. quadro descritivo. quando da rescisão do contrato de trabalho. quais sejam: . 186 e 187. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. . do INSS/DC. O LTCAT. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. causando dano patrimonial ou moral. por ato ilícito (Arts.311. registros ambientais e resultados de monitoração biológica. .2º.1º. devendo estar sempre atualizado. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). . C.213/91.6º.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. fica obrigado a repará-lo. contendo a indicação dos responsáveis técnicos. identificação.C.5º. 927. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03. e o próprio PPP. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano.

351.6 . nos casos especificados em lei. Parágrafo único. risco para os direitos de outrem. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. para caracterizar o ato lesivo. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. por sua natureza. 132. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. observando os planos federais.º 357. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. Pelos artigos acima citados. contra o autor do crime. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. podemos destacar da Resolução CONAMA n. O objeto jurídico. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. Parágrafo único: Intentada a ação penal. a instalação. Haverá obrigação de reparar o dano. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. do dispositivo legal. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. autorizando o início da construção e implantação da empresa. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades.5.. demonstrada a culpa.938. todas obrigatórias. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. para que haja a responsabilidade criminal. instalação e operação. de 01 de junho de 1983. é expresso pelo Código de Processo Penal. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. independentemente de culpa. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. que: (. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. aquele que causar dano a outrem. Porém. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. de 17 de março de 2005. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP). temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. em desacordo com as normas legais. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. de três meses a um ano. Eng. estaduais ou municipais de uso do solo. não é um documento obrigatório. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. por autoridade ambiental competente. em seu Artigo 64. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. conforme Artigo 20 do referido decreto. se o fato não constitui crime mais grave. Desta forma. Milton Serpa Menezes 1. até o julgamento definitivo daquela. ou sobre quem seja o autor.. é necessário que haja uma vítima determinada. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. estará obrigado a indenizar. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. de 31 de agosto de 1981. Além deste tipo de responsabilidade. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição.

e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. através de perícia. obra ou atividade. Eng. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. subvenções ou doações. de 12 de fevereiro de 1998. Prestação de serviços à comunidade. portanto. após transitado e julgado o processo. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. facilitar ou ocultar a prática de crime). que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. proibição de contratar com o Poder Público. Penas restritivas de direito. interdição temporária do estabelecimento. após considerado instrumento do crime. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. onde seu patrimônio. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. Milton Serpa Menezes . das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. devendo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. bem como dele obter subsídios. Constatada. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. manutenção de espaços públicos. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. poderá ter decretada sua liquidação. Prof. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. recolhimento domiciliar. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções.605. A pessoa jurídica que permitir. que são: suspensão parcial ou total das atividades. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas.

haja contribuído diretamente para a morte ou a perda.o acidente que. e. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. II . inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. perturbações ou doenças. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. entretanto. Prof. Há casos. o que ocasiona sempre perda de tempo. porém. direta ou indiretamente. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. para efeito de lei. Para a legislação providenciaria. III . d) ato de pessoa privada do uso da razão. as lesões. ligado ao trabalho. Como se vê. Outras conseqüências podem advir. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. perturbação funcional ou doença). em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. lesão. c) ato de imprudência. podem ser encarados como tal: "I . e) desabamento. ou seja. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela.a doença profissional ou do trabalho. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. tais como danos materiais (aos equipamentos.172. o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. a definição é dada pelo Decreto n0. 2. ou a redução da capacidade para o trabalho. inclusive companheiro de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. etc. no exercício de sua atividade.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. pela lei brasileira. embora não tenha sido a causa única.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. em intervalo do trabalho. Legalmente. constantes ou não de relações oficiais.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. estes sob certas condições. essa definição não é satisfatória. produtos fabricados. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". inclusive companheiro de trabalho. "Art. portanto. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. IV . 2. Eng. de acidentes que. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. Do ponto de vista prevencionista. c) em viagem a serviço da empresa. 131 . o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. de negligencia ou de imperícia de terceiro. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. Também são igualados. b) ofensa física intencional. inundação ou incêndio. perturbação funcional ou doença. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. de 05 de março de 1997. as doenças do trabalho.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. Milton Serpa Menezes .1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. Pode-se notar. seja qual for o meio de locomoção utilizado. mais ainda.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. portanto. V .

se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. além da perda de tempo e/ou perda material. garantindo-lhe o pagamento de diárias. em virtude. do que tirar o pé na hora em que caísse. inclusive.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. perda de material. manutenção do mesmo. A política governamental dos últimos anos. Por exemplo. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. mais caro se torna substituí-lo. pois além do homem. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. Prof. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. Na definição legal. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. porém. aqueles serem muito mais numerosos que estes. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. Em síntese. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. Por exemplo. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. Em todos os casos. nesse caso. que interfere na produção. ela não teria atingido o seu pé. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. teremos um acidente mais grave porque. ou não. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. operações de soldagens. Eng. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. Um empregado acidentado. aposentado precocemente por incapacidade permanente. a lesão no homem. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. de como já vimos. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. houve dano físico. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. veículos de transporte são exemplos desses riscos. o acidente. a queda da caixa. perda de tempo. Assim. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. automaticamente. lesão no trabalhador. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. ao legislador interessou. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. é também um exemplo de acidente. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . como máquinas. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. Na segunda. causando perda de tempo. Quanto mais especializada a sua função. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. podem ser envolvidos nos acidentes. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. ferramentas. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. ocorreu tão somente. Do exposto. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. ou de indenização. pois este se danificou. o que já é um acidente (queda da caixa). em que ocorreu. deixa cair a caixa. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. Milton Serpa Menezes . constitui um acidente do trabalho. se forem eliminados estes. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. o que. através de uma compensação financeira. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. equipamentos e tempo. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. Equipamentos elétricos. outros fatores de produção. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". estará afastado a quase totalidade dos outros. Em outras palavras. embora não tenha ocasionado lesão. além da perda de tempo. em certo momento. Na última. bem como a um custo menor. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando.

causando perda de tempo. que interfira no processo produtivo. Eng. desabar e atingir um empregado. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. qualquer ocorrência não programada. causando-lhe alguma lesão. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. constitui um acidente do trabalho. mal estocada. Em outras palavras. Prof. Se uma pilha de sacas de café.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. Milton Serpa Menezes .

o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. em média. informações sobre ordem e limpeza. principalmente no campo da engenharia. Atos inseguros. integram uma política de segurança. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. 2. são capazes de. Os acidentes não são inevitáveis. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. Eng. responsável pelo acidente. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. transporte e manuseio de materiais. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. eliminar as condições inseguras. na maioria das vezes. etc.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. etc.. e portanto possíveis de prevenção. Eventos catastróficos. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. recomenda-se. através da eliminação a tempo de suas causas. levantamento. devem ser analisadas todas as causas. Sob o ponto de vista prevencionista. cor na segurança do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. • Abusos. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. ou o dano. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). se removido a tempo teria evitado o acidente. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. No nosso entendimento. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. eles. como máquinas e equipamentos. isto é. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. de trabalho produtivo. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. brincadeiras grosseiras. cursos de primeiros socorros. vio1ação essa. Portanto. uma pesquisa bibliográfica. A ocorrência de uma única morte. sinalização. Milton Serpa Menezes . desde a mais remota. Condições inseguras. tempestades. na analise de um acidente. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. não surgem por acaso. • Manutenção. são causados. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. Estudos técnicos. Vários autores. inerentes às instalações. nenhuma das máquinas construídas. causa de acidente é qualquer fator que. antes mesmo que ocorram acidentes. Quando se fala. porém. • Permanecer embaixo de cargas. além da perda para a família do trabalhador.000 dias. 3. Prof.. portanto. do elemento homem. Até o presente momento. 3. As formas de comportamento. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. ainda. a simples analise de risco ou estatística . consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. Ao se estudar os atos inseguros praticados. com o tempo. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. Segundo estatísticas correntes. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. mesmo que não acuse nenhum acidente. como inundações. • Permanecer em baixo de cargas suspensas.

3 3. fios expostos. 3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores.). Eng.). maiores serão os riscos de acidentes. pisos. A corrente elétrica. etc. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. passagens obstruídas. sobrecarga sobre o piso. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. Prof. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. corroído.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. em outras palavras. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. • Iluminação inadequada ou incorreta.. a eletricidade. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. • Ventilação inadequada ou incorreta. ou instalações elétricas. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. irregularidades técnicas. a energia elétrica em si. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. 3. de maneira a tornalos ineficientes. qualidade inferior. 3. as falhas. escadas. quando devidamente solada do contato com as pessoas. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. . habilidades motoras. cortante.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. por ser perigosa. não. não pode ser considerada uma condição insegura. etc. armazenagem. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. carência de dispositivos de segurança e outros.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. defeitos. • Uso de equipamento inadequado. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada.3. fraturado. • Processos. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais.3. tubulações (encanamentos). Aí se incluem as capacidades sensoriais.Projeto ou construções inseguras. Milton Serpa Menezes . são condições inseguras. etc. escorregadio.3. no entanto. 3. congestionamento de maquinaria e operadores. inseguro ou de forma incorreta (não segura).

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3.3. layout. iluminação adequada.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. falha ou falta de treinamento.: problemas familiares e econômicos.3.: seleção inadequada.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. contribuem para redução de acidentes.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex. ausência de ruído.3. 3. 3. que prejudica o desempenho. Prof. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. alcoolismo. 3. Ela é agravada pela monotonia da tarefa.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. tende a reduzir os acidentes. Ex. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3. em um instante a atenção é necessária.3.3. Eng. Milton Serpa Menezes . preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes. doenças.

para execução do guilhotinamento. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . Como conseqüência.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. médicos e psicólogos. mediante o uso de ambas as mãos. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. um de idade avançada e outro jovem.ao jovem. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. surgiu urna nova ciência . a Higiene industrial. tornaria necessário. sonares. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial.a pá . o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. a mesma motivação para o trabalho. fisiológico e psicológico. para o exame destes instrumentos e máquinas. por exemplo. A Medicina do Trabalho. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. Organizaram-se então equipes de engenheiros. Eng. analisando a eficiência de dois empregados. Da mesma forma. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. sob o ponto de vista anatômico. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano.. etc. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. de forma a preocupar os altos escalões militares. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. por exemplo. devido. Imaginem ainda. a adaptação de um segundo botão. tornando-se seu trabalho mais eficiente. os parâmetros do comportamento humano. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. a Física.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. Nessas condições.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. com o uso de uma das mãos do operador. distante do já existente. Desta forma. Na Segunda Guerra Mundial. os radares. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. em uma obra. Prof. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. boa saúde. submarinos. de forma a: 4. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. no caso. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. antropométricas e biomecânicas do homem. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. etc. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. 4. quando de seu uso. A Psicologia. Adaptação dos instrumentos. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. antropométricas e biomecânicas do homem. Milton Serpa Menezes . Desta forma. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei).

Prof. a produtividade e a rentabilidade. 4. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. Mediante estas Portarias.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. incluem a Ergonomia no seu currículo. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. URSS. e destinados a engenheiros e médicos. Em 1949. . devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. Milton Serpa Menezes b. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. a Ergonomia está apenas no inicio. ou seja. as condições e o ambiente de trabalho. e entre eles podemos destacar: USA. existentes desde 1973. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Eng. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. • Aumentar: o conforto do trabalhador. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO".5. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. Em 1961. a ERGONOMIA. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. Bélgica. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. Além disso. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. ministrados em várias universidades brasileiras. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. Portanto. França. em caso de acidentes. Tchecoslováquia e Polônia. 4. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. Holanda. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. 4.6 Classificação da Ergonomia a. Inglaterra. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. os EUA e a Europa descobriram que. os instrumentos. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. 4. em Estocolmo.

• características ambientais: luz. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). na operação de uma máquina. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. que se complementam para executar urna determinada função. biomecânícas. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador.). em relação á Máquina. Quando a ação é acompanhada pela função receptora.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. Desta forma. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. idade. tato.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. psicológicas.. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. características dos lugares de assentamento. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. fisiológicas. vibrações. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. erros. médico e antropométrico do operador. onde são processados. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. das quais as principais são a visão e a audição. etc. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). • variáveis dependentes: velocidade. Ex. etc. • indiretas: por simulação em laboratório. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s).Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. 4. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. tensões musculares e aspectos subjetivos. etc. através das células nervosas (neurônios). os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. paladar e sentidos cinestésicos.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. 4. Eng. pedais. e outras como olfato. botões. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. umidade. Prof. ruído. atividade ou ambiente de trabalho já existente.8 Pesquisas ergonômicas 1 . 2 . Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva.: No Brasil. Milton Serpa Menezes . • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. posição. sexo. • mistas: uso das formas diretas e indiretas. Ex. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. forma e identificação dos comandos. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. 3 .7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. postura no trabalho. etc. calor. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. treinamento. por exemplo. processa-as e transforma-as em ações de comando. Comparativamente. características das superfícies de trabalho. que fornece dados referentes à função. c. o Homem possui. demais aspectos: constantes. tipo de equipamento utilizado pelo operador. Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. Portanto.

Ou ainda. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado.3 4. estudando.9 4. bem como de equipamento. ou seja. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. ainda. em principio. Observem Prof. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano.9.9. toda a população dos utilizadores. uma faixa de 100%.9.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. ângulos. no mínimo. conforme ilustrado pela Figura abaixo. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. 4. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. Por isso um projeto objetiva. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. os dados da Biomecânica. em geral. ou seja. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. Eng.9. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%. Mas isto. é tecnicamente inviável. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. aceleração.4 4. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma.9. para esta faixa. a sua adaptação às características dimensionais de.9. técnica e economicamente. 90% dos utilizadores. Entretanto. O ideal. Utiliza. diâmetros. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. em geral. 4. Milton Serpa Menezes . velocidade.2 4. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. dentro de um limite ótimo de custos. pesos. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. neste âmbito. evidentemente.3.

2 14.9 42.7 46.71 48 62 86 80.6 10.0 50.4 59.51 1. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local. Do mesmo modo. os extremos da população são mulheres com 1.4 97.7 64.3 22.5 52.6 95.7 12.7 12.1 96.3 85.0 53.9 74.9 61.2 21.6 58.7 36. mas também em termos de percentuais. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).6 58.6 30. Eng.7 41.74 1. um controle que fosse alcançável por um operador médio. Milton Serpa Menezes .4 79.0 42.9 10.6 90.8 58.8 35.61 1.9 59.6 51.7 9.84 59 75 98 85. apenas adultos masculinos.8 89.0 50.7 8.2 64.1 74.5 20.0 36.7 34.6 27.5 37.7 81.0 56.9 59.3 70.4 28.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios". o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.6 41.2 84.6 43.0 74. especificamente a um destes tipos de população.4 9.3 36.4 78. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).2 14.2 48.3 88.1 42.0 20. condições insatisfatórias para o trabalho.54 1.9 48.1 44.6 46.1 9.1 9.8 24.8 91.6 42. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.7 46.4 80.6 56.6 27.0 38.63 1.3 42.4 47.1 45.2 52. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.6 28.0 43.4 34.0 49. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).4 26.2 52.7 8.3 43.8 22.2 52.8 72.9 63.3 39.97 m de altura e 136kg de peso Prof.4 28.69 1.3 41.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.9 27.83 52 70 95 81.2 20. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.5 84.0 52.5 17.6 54.0 33. na maioria das vezes.6 23.7 17.2 37.2 50.0 35.0 84.6 41.7 64.1 46.3 39.1 22.6 24.3 54.3 33.7 49.0 19.8 20.6 31.1 23.5 54.9 25.4 78.5 38.9 46.6 9. ou seja.5 17. teríamos.4 69.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.4 14.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.8 23.3 38.7 52.6 94. 5% e 95%. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.9 28.3 26.3 85.0 49.8 44.6 44. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.7 53.3 38.7 12. Por exemplo.3 25.

por não interessarem ao nosso estudo. Há que se observar. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. em detalhes. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. e há tendência de recalque do núcleo para trás.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. poderíamos determinaras demais medidas. ou seja. teríamos sérias dificuldades na sua execução. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. os discos interverterias. acrescida das medidas do sapato. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. na parte inferior das coxas.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. enquanto os bordos posteriores se afastam. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. se ela for tomada baseada no padrão 95%. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. é a região que suporta os esforços mais severos. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. entretanto. causando hérnia de disco. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. 4. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. No caso desta medida do lugar de assentamento. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. menos resistentes para trás. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. Prof. do homem padrão 95% (medida 0). A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. ou seja. 95% da população. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. teríamos. • Largura da base de assentamento: medida B. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada. Milton Serpa Menezes . 4. A Figura a seguir mostra.9. ainda. Eng. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. Paradoxalmente. FIGURA 3 . Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%).Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. tanto em posição sentada como em pé.

Milton Serpa Menezes . Eng. assentos e áreas de trabalho inadequados. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco.

vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o.11 Movimentação de pesos 4. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. Ao contrário. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. Eng. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. as quais abrangem as suas características motoras. pedais. fornecemos. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. tem ação com movimentos rápidos. ao contrário dos músculos das pernas. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares.11. Tendo em vista este objetivo. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. etc. a musculatura dos olhos. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. Milton Serpa Menezes . FIGURA 6 .1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. A contração e o relaxamento alternado de músculos. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. por exemplo. 4. isto é. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. Prof. Para que o desempenho deste sistema seja adequado. trabalho estático. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. isto é. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. pequenos e precisos. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. Assim.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. trabalho dinâmico. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. a seguir.

além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. Torna-se. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. Figura 8 forças do braço em kgf. em sua grande maioria.11. portanto. Prof. a sociedade e a nação. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. Estas lesões. A movimentação manual de cargas. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. para varias direções e sentidos de movimentos. Eng. portanto. cara. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. a empresa. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. em relação á horizontal. Milton Serpa Menezes . conforme Hunsicker. conforme MULLER.

Executar exercícios físicos adequados. pranchas e escadas em más condições. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. 16. Evitar arranjo físico inadequado. Utilizar sempre o peso do corpo. 22. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. 15. 9. continuar a usar. 8. 21. 10. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. 18. 17. 19. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. movimentos harmônicos pelos participantes. vias de circulação obstruídas. Eng. • forma. 5. deverão. além de tipos de atividades específicas. o Homem. umidade e correntes de ar. para o manejo de cargas. dar risadas. quando manejar cargas. pontes-rolantes. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. deslizamento e passos em falso. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. 13. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. Prof. 14. Posicionar os braços junto ao corpo. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. na maioria das vezes. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. determinados em função de: • sexo. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. bem como falta de ordem do local de trabalho. etc. sempre que possível. 7. 4. espirro ou tossir. 1. 2. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. sendo a sua aquisição. Evitar. carrinhos de transporte. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. Evitar posição incorreta dos pés. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. 12. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. Utilizar. de forma a favorecer o manejo da carga. Fábricas pequenas. transportadores de correia. perda de equilíbrio. visando menores solicitações sobre o corpo. Observar. dimensões e posição relativa de carga. economicamente rentável apenas. advindos de movimentos bruscos. quando forem constantemente utilizadas.11.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. Movimentar cargas por rolamento. Procurar distribuir simetricamente a carga. alturas de armazenamento inadequadas.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. Milton Serpa Menezes . 20. 3. É evidente que o emprego de empilhadeiras. portanto. elevadores. etc. guindastes. quando do transporte conjunto de carga. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. Transportar a carga em posição ereta. 11. faixa etária e postura do trabalhador. talhas empilhadeiras. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. 6. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. quando possível. 4.

Técnica para levantamento de carga (barra. Prof. Braços esticados entre as pernas. Milton Serpa Menezes . Pernas distanciadas entre si lateralmente. Dorso plano. saco. Queixo não dirigido para baixo. Carga próxima ao eixo vertical do corpo.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Eng. caixa. Tronco em mínima flexão. etc.

4.6. de 8.Portaria n. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 .78. Lei no 6.514. suporte para os pés e suporte lombar.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 .78 .77.Levantamento de cargas. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. Seção X. b.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. III.78 . Eng. Transporte. Prof. Milton Serpa Menezes . conforto e segurança do trabalhador. qualidade do produto ou tarefa executada. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores.NR 28.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco.Lei n. a. com tronco em ligeira flexão e dorso plano. de 8. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa. de 22. Norma Regulamentadora NR 11. Ergonomia . bancos.NR 7 IV.Seção XIV. Portaria n.12. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. FIGURA 11 .6.0 3. Fiscalização e Penalidades .6.Porte de carga com os braços retos.NR 17. suportes para trabalho semí-sentado. I. Técnica correta. assentos. De uma forma simplificada.o 6.6. 4. Técnica errada. 3. poltronas. de 22.77 . b.514. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas. II. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras. antropométricas e biomecânícas do Homem. Exame Médico .Portaria n.214. Da Prevenção da Fadiga . com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. de 8.Portaria n. 3214.214.12. de 8.78 . Movimentação.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.11.214.0 3.

além de ter forma e posição corretas. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). ao nível dos omoplatas. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. c. g.cadeira correta para trabalho. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. pelo menos. a título ilustrativo. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. quando necessário. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. assentos para veículos. painéis. escrivaninhas. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. Eng. através de alguns exemplos. d. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. • inter-relacionamento dos vários elementos. permitindo inclinar o tronco para trás. apoio. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. dimensões adequadas para o uso de. Prof. bancadas. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. b. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. poltronas para mesas. Forneceremos a seguir. etc. para restaurar a curva lombar. FIGURA 13 . Em função do tipo de atividade para a qual se destina. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. tem também flexibilidade. Milton Serpa Menezes . altura compatível com a área de trabalho. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. máquinas e plataformas para os pés.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. i. visualização e de acesso á área de trabalho.12. deve-se observar os seguintes aspectos: a. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. dimensões e posição relativa adequada. O suporte lombar. • 4. 90% dos utilizadores. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. f. FIGURA 12 . h. cadeiras para pranchetas e bancadas. e. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. em conjunto com apoio adequado para os pés.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. pé e visão. suporte lombar no encosto com forma. quando de breves períodos de descanso.

trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. em função do tipo de atividade.2 Características básicas de bancadas .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.12. Milton Serpa Menezes .10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. evitando flexão desnecessária do tronco. Eng. Prof. A medida d (fíg.

NO2. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. a produzir graves danos aos trabalhadores. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. 2 .Gases e vapores: NH3. d) agentes ergonômicos. estruturada como uma ciência prevencionista. 5.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. Ambos comportam-se de maneira diferente. em: 1 . podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. CO.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. CO2 Prof.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. quer segundo sua ação sobre o organismo. Milton Serpa Menezes . fumaça.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. 5. prejuízos à saúde ou bem-estar. que podem provocar doenças. A Higiene do Trabalho. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. fumos. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. quer em função das características físico-químicas dos agentes. as vezes. c) agentes biológicos. Assim. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. Da definição de Higiene e seus objetivos. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. segundo as suas características físico-químicas. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. que tem por objetivo. CH4. b) agentes físicos . Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde.Aerodispersóides. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar.Gases e vapores. Cl. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. o reconhecimento. falando de "Higiene do Trabalho". A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. e) agentes de acidentes. sob certas condições. 1 . etc. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. Eng. SO2. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. Por sua vez. 2 . originadas nos locais de trabalho.

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Prof. Milton Serpa Menezes . há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. a condição insegura. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. também.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. Para fins de prevenção de acidentes. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. o acidente tipo. Eng.

). Em suma. entre vários "EPI". EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. a saber: 1o . chegar ao melhor resultado. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. na maioria dos casos. o profissional terá condições de. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. de uso estritamente pessoal.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. efetuar testes e escolher. 3o . Ou. uso dos devidos "EPIs". quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. de produtos. Nem sempre porem. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. etc. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. de fabricação nacional ou estrangeira. formam. Dessa forma. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. baseado nos mesmos resultados. quanto mais correta for a sua indicação.A título precário.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. etc. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. Assumem. • em trabalhos eventuais com exp. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Os "EPI" são empregados. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho.. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. gratuitamente. luvas. protetores faciais. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. Eng. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. Em qualquer circunstância. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. em operações com aparelhos de solda. etc. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. sozinho. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. o trabalhador). etc. rotineira ou excepcionalmente. em operações de solda. Milton Serpa Menezes . 2o . um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. isto é. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. nocivos ao trabalhador. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. (Avaliação da exposição). papel de grande responsabilidade. mesmo que provida de ventilação. que sejam ou que possam vir a ser. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. por essa razão. ou seja. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. etc. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. 4o . em conjunto.Em casos de emergência. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. máscaras e outros 'EPI". usualmente identificados pela sigla "EPI". o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. os 'EPI" são empregados. Exemplos: uso de óculos protetores. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. de condições do ambiente. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. em quatro principais circunstâncias. de curto período. em período de instalação. Os Equipamentos de Proteção Individual.

com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. o membro da CIPA. uma lesão sofrida pelo trabalhador. avaliar o risco. no entanto. Milton Serpa Menezes . Eng. ou procurar meios de avaliá-lo. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. Para indicar o 'EPI" adequado. Prof. Cabe ao profissional especializado. O supervisor da área. podem identificar um perigo. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios..

Milton Serpa Menezes . d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos. b) óculos de segurança (vários tipos). queimaduras ou choque elétrico).1. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. quedas de objetos.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. 6.1. Eng. impactos.2 Prof. c) máscaras para soldadores.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. respingos. 6.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes . Eng.

6 Prof.1. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas. que impedem um contato direto com materiais cortantes.1. de lona. b) mangas de raspa de couro. borracha e PVC. ocorrem lesões: as mãos.1. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. impermeáveis.5 6. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro. 6. amianto.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Eng.4 6. Milton Serpa Menezes .3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. com maior freqüência. abrasivos.

elétrica. Eng.) b) calçados contra riscos de origem químico. c) peneiras de raspa de couro. térmica. Milton Serpa Menezes . Prof. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. radiações. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. etc. ou seja.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. palm.1.

de lona. a) aventais de raspa de couro. de PVC. de amianto.8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) capas. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes . b) jaquetas.

1. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. apenas para a finalidade a que se destinar. Prof.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. bem como pelo seu extravio. Milton Serpa Menezes . Eng. . só assim ele estará protegendo-se.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . .responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda. .1. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. responsabilizar-se pela danificação do EPI. a) respiradores contra poeiras. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). 6. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. o EPI indicado. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta. c) máscara de filtro químico. respiratória e digestiva). 6.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI.fornecer o EPI gratuitamente.11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea. 6.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. obrigatoriamente.substituir. 6.10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. . comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. o EPI danificado ou extraviado. acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado. . Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.1. imediatamente.3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs. 6. c) trava-queda de segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. indicação do uso a que se destina. para esse fim específico. emitido por órgãos especializados. OBS. comercializado ou utilizado. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. Estadual e Municipal. Prof. certificado de ensaio do EPI. só poderá ser colocado a venda. Milton Serpa Menezes . quando possuir o CA. Eng. em órgãos e repartições do Governo Federal. nomenclatura.: O EPI nacional ou importado. descrição e especificação do EPI.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes . Eng.

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como solvente. . possivelmente. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. etc. deposição e decapagem. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. Milton Serpa Menezes . a prevenção da dispersão do agente nocivo. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito. 7. soldadura. gasolina e outros derivados de petróleo. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. essas medidas visam isolar o risco.2. Exemplos: .2. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. . tanques de desengraxamento.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco.substituição de jato de areia. De um modo geral. tais como: nas cabines de pintura a revólver. 7. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. fornos de fundição.2. Eng. a proteção do trabalhador. por interesses econômicos envolvidos.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. esmerilhamento. Prof.substituição de benzeno. as condições especificas de cada indústria. por toluento. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. 7. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. Exemplos: a ventilação local exaustora é.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. enfim. seja por dificuldades técnico-industriais. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). e é utilizada em um grande número de operações.

eliminou o problema de ruído. 7. mediante regulagem de temperatura do banho. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. temperatura do ar alta. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos.2.2. das operações de pintura a revólver. Milton Serpa Menezes . 7. objetiva-se. 7.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. recuperação de areia por peneiramento. fora do horário normal de trabalho. com esse método.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. a fim de diminuir o número de operários expostos. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. Exemplos: realização em cabines especiais. cria um novo risco: o ruído. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. Eng. b) No tempo: Consiste em executar operações. umidade relativa elevada. quando a operação era manual. quando viável tecnicamente.2. em local especial e afastado.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. seja no espaço. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho. nas fundições. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. seja no tempo.

Consegue-se com essa eliminação.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente). 7.1. então.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra". etc. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. o número de pessoas a ele expostos.1. porém desde o projeto do equipamento. ou. assim.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte.1.1.2. apesar de nem sempre ser conseguida na prática.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. pela insonorização de máquinas e processos. 7. de preferência fora daquele local. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). Prof.1. 7.1. ser constituídas de materiais leves e isolantes. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. Comentários .4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. temos. Milton Serpa Menezes .1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle. por solda.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. Eng. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. preenchidas ou não com certos materiais.1. pelo menor ajustamento de partes móveis. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. parafusos.1. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. 7.

Milton Serpa Menezes . por exemplo. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. Segundo as leis de resistência em paralelo. como na ligação em curto-circuito. Suponhamos. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. Prof. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. aquela precaução. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. pois. como também a etiqueta de segurança na mesma. assim fazendo. que desligará o fusível pré-ligado. em pequenas resistências. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. que devem sempre caminhar de mãos dadas. colocando a seguir não só o cadeado. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. desliga-a.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. um motor esteja danificado. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". numa indústria. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. que exige poucos segundos para ser executada. que. uma corrente acidental elevada circulará. Eng. o salvará.

estilhaços de disco de corte abrasivos. etc.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. marteletes. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. c) trabalho de processo. fadiga.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. prensas de impacto. etc. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. eletricidade. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. como por exemplo.1 . permitindo maior produtividade. Eng. etc. e) f) calor. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. medo. bocas de forno. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. etc.. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. mau contato..2. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. etc. d) falhas mecânicas. Milton Serpa Menezes . etc. volantes. por exemplo: quebra de eixos com volantes. pois. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. 8.. máquinas e peças em movimento.. correias. operação de compressores. por exemplo: curiosidade.. etc. explosões de reservatórios pressurizados. modernamente. 8. fragmentos de metal quente em forjaria. pela dificuldade de realização de programas definidos.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. enfermidade. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. bem como. polias. normalmente. fuga de carga. cadeiras cinemática. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. mas. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. MÁQUINAS. ruídos. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. g) falha elétrica.. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas.

2. distensões.2. o alternativo. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. esmagamentos. interconectados ou automáticos. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas.cremalheira 8. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. o calor. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação. ou. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. rotativo e alternativo. A violenta despressurização. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. Prof. a cortes. São exemplos de movimentos combinados: . na prática. Os dispositivos protetores podem ser fixos. Eng. explosiva. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais. São exemplos: 8.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. pressupões queimaduras. Milton Serpa Menezes . 8. provoca deslocamento de ar.

São exemplos clássicos. até 2. 8. apela-se. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação. uma combinação de tipos. pneumáticas.3. mecânicas. quando estiver até 2. d) em todos os casos de proteção. que podem ser elétricas. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. até 2.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador.3. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. como uma primeira alternativa.50 m do plano de trabalho. do modo como a operação será realizada. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. ou. para as proteções interconectadas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. Milton Serpa Menezes . b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. Devem atender.50m do plano de trabalho. não devendo ser retiradas. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. as coifas de esmeril. Eng.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. devem ser protegidas por meio de telas de aço. e. basicamente. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof.

Prof.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. São de acionamento mecânico.). manter inalterados. Milton Serpa Menezes . proporcionar à máquina a efetiva proteção. 8. apresentando um mínimo de manutenção. Condições básicas Nas proteções. tanto quanto possível. Eng. como também a dos demais trabalhadores. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. elétrico ou pneumático. resistentes. materiais de construção. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. pontas. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. não causando incômodo ao operador. Características dos protetores Os protetores.3. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. Um exemplo clássico é a guilhotina. inspeção. manutenção e normalização. nem introduzir novos riscos. facilmente reparáveis ou substituíveis. desconsiderada a relação custo-beneficio. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. ser duráveis. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. tanto quanto possível.

Quando é requerida transparência. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. solda ou fixadores normalizados. aos materiais ferrosos e não ferrosos. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. Para pisos ou elementos metálicos vazados. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. quando possível. empregar tipo passante e contra porca. empregar materiais inorgânicos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. Prof. evitar soldas de cutelo. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. tanto quanto possível. Milton Serpa Menezes . Nos protetores térmicos. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Eng. na uniões por parafusos.

35 Vermelho . forros. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição.65 Verde-pálido -0. 87% ingressam pelo sentido da visão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9.41 Turquesa-claro . Milton Serpa Menezes . Este fator depende da composição espectral da luz incidente. Assim. cinza e lilás.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano.50 Verde-Claro -0. contudo. utilizando-se lâmpadas incandescentes. entre a área de trabalho e a máquina.5% ao paladar. é necessário adotar uma escolha de cores Prof.1. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes. relativa a um perigo iminente. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente. Quanto à visibilidade. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão. realça determinada cor. pisos e equipamentos.65 Azul -0. Por exemplo.1 9. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. 1. a seguir. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. São relacionados.0.52 Rosa-claro -0.5% ao tato e 1. Como conseqüência de uma boa visibilidade.0.10 Preto-absoluto -0. Por outro lado. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas). pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador.50 Cinza-neutro -0. assim.69 Amarelo-pálido -0.88 ou88% da luz incidente Creme -0. Deve-se observar.0. que a luz artificial. temos a redução do tempo de percepção. Pode-se. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo.10 Turquesa-claro -0.50 Alumínio -0. embora proporcione aumento da visibilidade. 3% ao olfato.55 Camurça .15 Verde-escuro -0. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. se no entanto. assim como entre esta última e o fundo próximo. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície.0.0. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . creme e marfim. Eng.59 Cinza-claro .00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso.

05 Para obtenção de melhores resultados. com o emprego apropriado da cor.80 Passando da observação da máquina para o fundo. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. a parede de camurça-claro (fator 0. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. São cores que se expandem. Voltando a observação da parede para a máquina.80 . Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. Quando isto ocorre na jornada de trabalho.80 a 0.0. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. aumentando. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. principalmente quando presentes no seu campo visual. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. Eng. dá-se reação contrária.56). é: 0.20 a 0. obviamente. tranqüilizantes. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. ou seja. seu fator de reflexão é de 0.08. com freqüência e por muitos dias do ano.45). divididos pelo fator maior). a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. requerendo. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador.20 Contraste fraco .0. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. As cores verde. neste caso.40 Contraste médio . como no exemplo anterior. o fator de refletância próximo de 0. um considerável esforço visual. essa condição fatigante.080 = 0.0. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. melhora as condições de produção.80.0. Como visto. a escolha de cores deve ser tal que. Desejando-se eliminar. ou minorar. O fator de reflexão (ou seja. um interior pode-se tornar mais atrativo. segundo seus respectivos comprimento de onda. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto. repousantes. com um fator de reflexão de 0.90 0.40 a 0. daí o nome que recebem: cores frias. Prof. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados. diminui o absenteísmo. São introspectivas. Desta forma.2.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. Milton Serpa Menezes . aumenta as condições de segurança. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores.

Em termos gerais. aparentemente. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. a oposta. como dominante. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. isto é. A outra cor. Aumentam. com maior valor e intensidade. agressivas e excitantes. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. Estabelecida esta classificação. Milton Serpa Menezes . se observadas de fora. porém. usa-se em maior extensão. Se forem empregadas três. púrpura e vermelho). será usada em menor área. na horizontal. em contrapartida. vermelho. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. Eng. ou até quatro cores. vermelho e laranja são cores quentes. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. Amarelo. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. verde e alaranjado). dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. Em caso contrário. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. as superfícies de cartazes e avisos. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. azul e amarelo. entretanto. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). utiliza-se uma cor fria. uma cor quente. dinâmicas. Com relação as cores leves (amarelo. para proporcionar o equilíbrio. a temperatura do ambiente. verde (amarelo com azul). Reduzem. púrpura (azul com vermelho). a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. Prof.alaranjado (vermelho com amarelo). São extrospectivas. Quando se quer comunicar idéia de calor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente.

o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. Para os tetos baixos. normas NB-76 e NB-54. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). repousar a vista dos trabalhadores. paredes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. por exemplo. Contudo.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). o Além da legislação.1. A parte ativa (por exemplo. Milton Serpa Menezes . com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta.50 e 0. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. assim. tetos e pisos. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. segundo sua função. da Portaria 3. valor ou intensidade. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. azul claro. ou seja. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. Na pintura de máquinas. As partes altas das paredes. com iluminação direta. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. a eficiência e o conforto. destacar-se da parte fixa. etc. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. para aumentar a reflexão da luz. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. Eng.214. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. favorecendo. Prof. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá.60. Por outro lado. quando se considera o emprego das cores em máquinas. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. à sua exposição. à altura da superfície iluminada. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. 9. de grande superfície. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores.

os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. laranja. características das operações. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. em outros casos.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . com relação à temperatura ambiente e ao ruído. • Caixas com cobertores para abafar chamas. • Sirene de alarme de incêndio. branco. evitando-se brilhos com violento contraste. Eng. amarelo. escadas. preto. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. • Indicações de extintores (visível a distância. • Tubulações. São adotadas as seguintes cores. forma e orientação do estabelecimento. dimensões. um alto fator de reflexão será conveniente. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. sexo. No entanto. lilás. alumínio e marrom. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. equipamentos de emergência. azul. delimitando áreas. e advertindo contra riscos de acidentes. com especial consideração quanto à sua cor. deve-se ainda ressaltar que. Milton Serpa Menezes . VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). • Portas de saída de emergência. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. suas dimensões e localização. Prof. dentro de áreas de uso de extintores). sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. para melhorar a iluminação interior. corrimãos. idade e nível intelectual dos trabalhadores. púrpura. • Baldes de areia ou água. características dos produtos elaborados. Dentre todas as considerações feitas. tipos de máquinas. Os meios de transporte. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. suporte. tipos de operações. • Extintores e sua localização. 9. • Transporte com equipamentos de combate a incêndios.1. sistema de iluminação natural e artificial. moldura da caixa ou nicho). verde. cinza. vermelho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. para extinção de incêndio.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. • Localização de bebedouros. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". de partida. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. • Cavalete. vigas. • Corrimões. onde haja a necessidade de chamar a atenção. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). com listas pretas. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. • Cabines. • Localização e coletores de resíduos. etc. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. óleo combustível. ou fontes de energia dos equipamentos. • Fundos de letreiros e avisos de advertência.) e de plataformas que não possam ter corrimões. guindastes. • Espelhos de degraus de escadas. • Áreas destinadas a armazenagem. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço.: óleo lubrificante. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • Pilastras (pilar quatro faces). parapeitos. • Direção e circulação. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. vagonetes. asfalto. • Meio-fio. pontes-rolantes. Eng. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. postes. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". caçambas e gato-de-pontes-rolantes. • Paredes de fundo de corredores sem saída. entradas subterrâneas. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. Milton Serpa Menezes . por meio de sinais. alcatrão. etc. ou combinado a este. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. por meio de faixas (localização e largura). Prof. • Zonas de segurança. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. escavadeiras. quando condições especiais o exigirem. • Vigas colocadas à baixa altura. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. reboques. tratores industriais. etc. que deverão permanecer fora de serviço. piche.

CINZA a) cinza claro . b) cinza escuro . etc. • dispositivos de segurança. • parte móveis de máquinas e equipamentos.). • dispositivos de corte. Eng. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. • chuveiros de segurança. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. etc. avisos de segurança. • caixa contendo máscara contra gases. sódio. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. a critério da empresa. prensas. bordas de serras. • localização de EPI. • porta de entrada de salas para curativos de emergência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. Milton Serpa Menezes . • macas: • fonte lavadora de olhos. Prof. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade.deverá ser usado para identificar eletrodutos. MARROM O marrom pode ser adotado. potássio.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. caixas contendo EPI. • quadro para exposição de cartazes. boletins. • botões de arranque de segurança. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. • emblemas de segurança. • faces externas de polias e engrenagens. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência.

2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. uma atividade ou uma situação determinada. reduzindo o risco de acidentes.Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica. . . 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco.Informar sobre a conduta a seguir . . ou a ambas. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. para condução de líquidos e gases. 9. Eng.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível . 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção. Milton Serpa Menezes . devem respeitar-se. . para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos. e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo. de uma forma rápida e inteligível. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara). deve preencher os seguintes requisitos básicos: . deverão receber a aplicação de cores. relacionada com um objeto.Atrair a atenção . entre outras. As canalizações industriais.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras.Som Comunicação verbal -----. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. nomeadamente: .Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. • TODA A SINALIZAÇÃO.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho.Ser clara e de interpretação única . preto ou verde.Placas Luz -------------------------. em toda sua extensão. Obrigatoriamente. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes.

dos perigos e da extensão da zona a cobrir. 50% da superfície do sinal. verificados e. conservados. • Sinal luminoso ou acústico. pelo menos. pelo menos. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. pelo menos. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. que deve cobrir. etc. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. devendo a cor vermelha ocupar. onde constam as vias de saída de emergência. a altura e em posição apropriadas. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. Milton Serpa Menezes . Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. 50% da superfície do sinal. Devem ter uma forma circular. Eng. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. pelo menos. que deve cobrir. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. de forma repetida. que deve cobrir. reparados ou substituídos. 50% da superfície do sinal. que deve cobrir. da esquerda para a direita. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. e uma margem negra.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. se necessário. em locais de boa visibilidade. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. pelo menos. um pictograma negro sobre fundo amarelo. posteriormente. Devem ter forma triangular. 50% da superfície do sinal. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. que indique o início de uma determinada acção. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. Prof.

introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. Esta informação é complementada com símbolos. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. ou com as cores vermelha e branca alternadas. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. ARMAZENAGEM As zonas. as quais. cujas indicações principais se passam a enunciar. Milton Serpa Menezes . estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. intempéries e agressões ao meio ambiente. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. Eng. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. bem como de queda de objetos ou de pessoas. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. quer entre veículos e trabalhadores. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. é feita com as cores amarela e negra alternadas. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. de igual modo. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. nalguns casos. indissociáveis do pavimento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques.

e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais. em vez de um sinal luminoso contínuo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. desde que utilize o mesmo código de sinal. . na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. .As comunicações verbais e gestuais.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. intermitentes ou contínuos. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. soldadura.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. quais são os locais perigosos. . SINAIS LUMINOSOS . .Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. sem ser excessivo ou doloroso. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas.Os sinais luminosos. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL .Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. por exemplo. . SINAIS ACÚSTICOS . que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. . cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. por exemplo: Prof. . O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. onde e. Eng. . tendo em vista as suas condições de utilização.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente. leia.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. para indicar por meio de placas. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. evitando-se que a pessoa se detenha. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. Milton Serpa Menezes . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa.Os sinais acústicos.

As letras serão em branco sobre o retângulo azul.2. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. com flechas brancas sobre retângulo preto. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. 9. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. • Sinalização direcional: indicando escadas. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto.2. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. com letras pretas sobre o fundo branco. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. completas. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco. 9. 9.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. Assim. fundo branco. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. Prof. dentro do oval vermelho. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. localizado na parte superior da área total do aviso. localizado na parte superior da área total do aviso. porém.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. deverá ficar centrada no retângulo preto.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. 9.2. em cor amarela. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. Milton Serpa Menezes .2. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. A palavra 'ATENÇÃO". 9.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. em letras pretas sobre o fundo branco.2. Eng.

A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. Para intensidade de corrente acima de 2. 1 hp=746watts. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca.1 DIRETOS Morte. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. se a mesma Prof. 10. pela passagem de uma corrente. o petróleo. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. geradores mecânicos denominados alternadores. Há contração muscular do tórax. os ventos. queimaduras e contrações fortes dos músculos. kwh = p x t. em energia térmica. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. em sua geração. carvão mineral. luz solar. minerais radioativos.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. ocorre também a parada respiratória. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. cessa a respiração. 10.3. etc.volt Resistência elétrica = R - 10. b) Corrente continua (CC). A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração. etc. até providenciar o aparelho. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). Indiretos: quedas e batidas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. lagos e mares. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . fibrilação do coração. E tempo de alguns minutos. 1Kw 1000w.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. No entanto. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais.Ampere Tensão ou DDP = V . 1 cv=736watts.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. em energia luminosa. como água dos rios.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. Milton Serpa Menezes .3. 10. Eng.

Ex.1. a resistência elétrica do corpo humano. vai influenciar na gravidade do choque elétrico. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. Ex. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". etc. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos.55 mA seco ou 0. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). 5. Sexo masc.000 10. tem uma resistência de 400 000 Ohms.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. = 23 mA.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. Eng. terminais.00055 A 400. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . E corrente de 220 v. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . condutores nus. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. mas que. de material com alta permeabilidade. um contato acidental com um ponto energizado.5. uma resistência de 15 000 Ohms.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. normalmente não energizadas (ex. Um DR é constituído. em suas linhas essenciais. por exemplo: barramentos. Milton Serpa Menezes .V) ou tensão (alta ou baixa tensão). Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas.2 e 5. O transformador é constituído por um núcleo laminado.1. quando seco. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. A resistência oferecida pela parte interna do corpo.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt .I I=? I= 220 = 0. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. sexo fem. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. constituída pelo sangue.: carcaças de equipamentos). quando úmido.3: Existem duas condições de perigo. Prof.00146 A 15.= 15 mA. c) disparador diferencial. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem.46 mA úmido ou 0.1. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo.000 I= 220 = 1. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. b) transformador diferencial.1.025 A 37.

Milton Serpa Menezes . as vestes ou o calçado molhados. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. tocando-o com a ponta dos dedos. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. de cátodo frio fluorescente ou não. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. telefones. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. no lar ou na fábrica. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. tendo as mãos. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". garagens ou jardins. manuais. 10. adaptadores e tomadas em mau estado. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. funcionam com alta tensão.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). tais como furadeiras elétricas. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. como lavanderias. antes de religá-lo. 8) Não trocar fusíveis por arame. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. um fio ligado. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. como por exemplo. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. não toque em equipamentos elétricos. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. Há outros meios eficientes e mais seguros. Esta prática poderá. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. entre os dedos ou na ponta da língua. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. Eng. fios ou moedas. inclusive. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. de pés descalços. 28) Todas as máquinas elétricas. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. e estiver passando roupa. lixadeiras elétricas. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. Prof. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. desligue o ferro elétrico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. 12) Se estiver no banheiro. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). 9) Se a instalação da sua casa for antiga. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. além de ser uma aberração técnica. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. etc. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. 24) Não brincar com a corrente elétrica. deverão ser aterradas. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. 19) Se o disjuntor desligar. ou sob a ação de um chuveiro. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. ser considerada criminosa. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. deve ser banido. é de sua responsabilidade. receptores de rádio.

Eng. ou quaisquer lugares de trabalho. Milton Serpa Menezes . chuveiro elétrico e ferro elétrico. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. o que é perigosíssimo. em garagens. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. após trabalhos de reparo ou manutenção. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. Prof. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. verifique a instalação elétrica.

com duração mínima de l 8 horas. fatores que influenciam nos acidentes. Prof.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11. quanto maior for o número de empregados. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. 11. atos e condições inseguras. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. riscos ambientais.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível.1. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. além de realizar suas atividades normais de trabalho. 11. realizado por entidades credenciadas.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra.1.1. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. hora e local de realização das mesmas. etc. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. 11. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. 11.1. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA. maior será o número de participantes da CIPA. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. evitando acidentes. Milton Serpa Menezes .1. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. e maior o grau de risco da atividade.1. proteção contra incêndio.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. Assim. sugerir cursos. através de eleição direta e voto secreto. Além dessa reunião mensal. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. Eng.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. 11. com dia. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. 11. denunciar as situações de insegurança. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. Cada membro da CIPA deve ter um suplente.1.

Para tanto sugere-se que.8 A SIPAT O item 5. Após esse estudo.16 . (104. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. conferências. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes.as políticas da empresa para o setor.participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. com a Administração através dos representantes do empregador. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT.2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. etc. painéis. . que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT.alínea e . Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado. retira-se um objetivo a ser alcançado. no caso da utilização de palestras e conferências. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. . a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. agindo à revelia dos companheiros. Milton Serpa Menezes . . etc.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT.001-4 / I2) Prof. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . são utilizadas palestras. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos.SIPAT". Sendo assim. entre suas funções.da NR 5. deverão manter.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho. de onde se detectou uma necessidade.a realidade da saúde e segurança do País. obrigatoriamente. . seminários. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. . Eng. .já se tem um bom ponto de partida para sua organização.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. a longo prazo e pela via educativa. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . como também. . Portaria 3214/78. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . funções. A SlPAT é uma delas.1. . é a forma de se obter aprendizagem real. Construídos os objetivos.. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. Estabelecida essa verdade . 11.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. e sobretudo com os demais trabalhadores. isolado. conforme já sabemos. Em geral.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. que. simpósios. mormente através de atividades educativas. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.mencionar mecanismos de controle desses riscos.

enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. observadas as exceções previstas na NR 4. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. os engenheiros de segurança do trabalho. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. Prof. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. do Ministério da Educação. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. anexo. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . valendo-se ao máximo de suas observações. d) colaborar. em nível de pós-graduação. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. pelo trabalhador. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. Para fins desta NR.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. c) enfermeiro do trabalho . b) médico do trabalho . técnico de segurança do trabalho. exercendo a competência disposta na alínea "a". engenheiro de segurança do trabalho. d) auxiliar de enfermagem do trabalho . de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. mesmo reduzido.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. quando solicitado. em nível de pós-graduação. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. a utilização. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. b) determinar. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. além de apoiá-la. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.MTb. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. treiná-la e atendê-la. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. obedecido o Quadro II.médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. conforme dispõe a NR 5. desde que a concentração. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. registrados no Ministério do Trabalho . Neste caso. Eng. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. em nível de pós-graduação. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. Para fins de dimensionamento. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. inclusive máquinas e equipamentos. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. estimulando-os em favor da prevenção. conforme a NR 27. constantes dos Quadros I e II anexos. f) promover a realização de atividades de conscientização. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. de acordo com o que determina a NR 6. Milton Serpa Menezes .

devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. Prof. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. os fatores ambientais. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. embora não seja vedado o atendimento de emergência. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. IV. Eng. com ou sem vítima. quando tornar-se necessário. e deverão estudar suas observações e solicitações. V e VI. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. e todos os casos de doença ocupacional. dela valendo-se como agente multiplicador. através do órgão regional do MTb. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. Milton Serpa Menezes . propondo soluções corretivas e preventivas. Entretanto. no mínimo. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes . Eng.

pois. devido aos perigos ou processos implicados. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. na sua forma mais elementar e eficiente. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. conduzindo-se com serenidade. os instrumentos pontiagudos como pinças. medicamentos. Eng. assim. não só arrumá-la. No seu interior da(as) caixa(as). Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. para facilitar a atuação do socorrista. visamos. o aumento da mecanização. nestas circunstancias. o seu manuseio.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. a um doente ou vítima de mal súbito. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. Na área de prevenção de acidentes. suaves e seguras. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. para verificar o prazo de sua validade. ainda assim. serenas. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. Sem ficar na dúvida. e é preciso que sejam bem acondicionados. trabalhadores e leigos. organizados. assim. até a chegada do médico. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. Por definição.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. nas empresas.1 Dos primeiros socorros. tesouras. entretanto.2. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. Todos os frascos deverão ser rotulados.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. 12. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. assim como as ampolas. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. se falar demasiado. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. Milton Serpa Menezes . Via de regra. mas também repor o material utilizado. Entretanto é praticamente impossível anula-los. embalados de forma adequada. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. Prof. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. compreensão e confiança. tão somente. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. mas. vamos encontrar uma série de instrumentos. assim como de empresários. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. até a chegada de um médico. facilitando. considerando-se as características da atividade desenvolvida. vítima de acidente ou mal súbito. outrossim. soluções. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. em locais de fácil acesso. não é conveniente trancá-la. Devemos. ao invés de atrapalhá-lo. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. minorar a dor e evitar complicações do problema. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. Se não se diz nada. Por medida de precaução. os primeiros socorros a um acidentado.

os seguintes materiais e medicamentos. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. no mínimo. e aplique o que irá aprender.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. Prof.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. Eng. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. As caixas devem conter. procure inteirar-se da lesão. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. 12. Mantenha-se pois. 12. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. calmo. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha.2. lave bem as mãos. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. • Primeiramente. Nas varias dependências da empresa. Se tiver que fazer um curativo. Milton Serpa Menezes .

mesas. entra em contato com a pele. acima do ferimento (não usar fios. 6 . para saber quando desapertar. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. não deixando o ferimento descoberto. 2 . pomadas.lavar a parte atingida com água e sabão. prego.passar um anti-séptico. O ferimento é lesão das mais freqüentes e.da parada cardíaca. aproximadamente 5cm. • 12. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. antes de fazer o curativo.procurar logo um Serviço Médico. produzindo rotura.4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. graxa.lavar as mãos com água e sabão. como faca. caco de vidro. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. É importante marcar no relógio o início da compressão.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. maquinas. extensos com hemorragia: 1 . teremos uma ferida. pode ocorrer pelos mais variados motivos. profundos. óleos.4. 7º lugar . na industria. sem. 4 .colocar sobre o ferimento água oxigenada. no entanto. Eng. • fazer um meio nó. cuidando em: 1º lugar . até parar a hemorragia. 12. se o trauma rompe todas as camadas da pele. entre os quais batidas em ferramentas. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. Prof.. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. superficiais e com hemorragia moderada: 1 .estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo.de ferimentos. aplicar o torniquete. ou um golpe forte. e não pastas. etc. teremos a ocorrência de um ferimento. apertar demais. O que fazer em ferimentos. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima.de envenenamentos 5º lugar .de queimaduras 6º lugar . 4º lugar . Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. diremos que houve apenas uma escoriação local porém. pó secante. poderá ser fatal. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade.de fraturas. • torcer a madeira até parar o sangramento. barbantes ou corda em lugar do pano). Milton Serpa Menezes . 3 .da parada respiratória 2º lugar . nos membros. 3º lugar . pela necessidade de tratamentos precisos. Sempre que ocorrer um ferimento. dependendo da quantidade. quedas.da hemorragia. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. removendo do local eventuais sujeiras como terra. 5 . • completar o nó acima da madeira. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo. haverá uma hemorragia.

5 . apertar. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos.lavar as mãos antes de fazer o curativo. nunca tocando nos órgãos expostos. 2 . • Ferimentos com exposição de órgãos internos. Milton Serpa Menezes . Quando isso acontece. 6 . 3 . podemos ver os órgãos internos como os músculos. Devido à extensão do ferimento. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. 5 . 3 .retirar toda a roupa do acidentado. pode ocorrer ferimento do crânio.colocar sobre o ferimento água oxigenada. caco de vidro. comprimindo bem o curativo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. sem. graxa. acalmando-o. 7 . sem travesseiro. O que fazer: 1º . através da ferida. Num acidente. nunca tocando nos órgãos expostos. 3º . 4 .cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. Ferimentos na cabeça Numa queda. também conhecido corno "galo". os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado..deitar a vítima de costas. pulmões. Eng. no entanto. etc.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. O que fazer: 1 . assim como a chamada da assistência médica. tombo.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. óleos e pó secante. Prof. pomadas. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. 4 .passar água oxigenada nas bordas da ferida. ossos.ocorrendo a hemorragia.lavar a parte atingida com água e sabão. intestinos. 2º .passar um anti-séptico e não pastas. 6 . etc.passar anti-séptico nas bordas da ferida.afrouxar todas as roupas. molhadas com água oxigenada. removendo do local eventuais sujeiras como terra. tendões. 2 . assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. formando no local do choque traumático um hematoma. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos.

O fogo se propaga rapidamente pela madeira. 3.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. um combustível de qualquer espécie. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. como bem sabem os escoteiros. 13. 13.1. Milton Serpa Menezes . No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia. A fricção. Eng.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. quando sentamos perto de uma fogueira. O método do arco e da broca não é fácil. naturalmente. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. medo. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). 2. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. deve haver algo para queimar.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. é também um de seus maiores inimigos em potencial. que se inflama a baixa temperatura. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe.1.1. para cozinhar o alimento. A tocha em fogo era. 13.pedaços de cortiça. superstição e adoração. grande auxiliar do homem. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. Para produzir fogo. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. Ainda hoje.000 anos atrás. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. 13. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . Prof.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. Por trás desses três fatores está o próprio homem. produzida por atrito ou pelo choque. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. o homem aprendeu a dominar o fogo. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum.1. 4. então. Em certa época da evolução. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. 2. 1. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. capim seco ou o revestimento de algumas sementes.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. produz calor.1. 13.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. Até épocas relativamente recentes. Primeiro.

o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). em superfície e profundidade.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. devido à falta de precaução ou descuido. A partir disso. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. eliminaremos o fogo. Você sabe. Assim.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. A quarta parte restante tem causas diversas. defeitos da ignição dos automóveis. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. indicando que há fogo em algum lugar? 13. um dos seus lados. Prof. por exemplo. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. madeira.2. cestos de papéis. isto é. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. possivelmente estáveis. 13. Ou seja se suprimirmos desse triângulo.2 Classes de Incêndio 13. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo.1. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. como depósitos de carvão. estejam acampadas. Milton Serpa Menezes . falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. Necessitam para a sua extinção.1. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. defeitos nos fornos. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. c) Isolamento: Quando se retira o combustível.. Eng. pilhas de madeira. etc. 13.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. fibras.

um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2). usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). 13. Eng. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. espuma. Prof. tintas. gás carbônico e pó químico seco. Milton Serpa Menezes .3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. Exige-se.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador.. 13. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. os quais. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C. quando queimam. etc. para a sua extinção. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. óleo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.2.3.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. Para sua extinção. É boa condutora de energia elétrica.2. Age por resfriamento.

3. Agem por resfriamento.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Milton Serpa Menezes . uma espécie de sabão líquido concentrado. são úteis nos incêndios de Classe A e B. Sua razão de expansão é de 1:6. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. Eng. Sua razão média de expansão é de 1:10. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. porque contêm água.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. devido a própria espuma. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. devido a água e por abafamento. Prof. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. Portanto. como estabilizador).

Milton Serpa Menezes . Quando aplicado sobre os incêndios.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. Prof.3 GÁS (CO2) Gás insípido. inerte e não condutor de eletricidade. inodoro. suprimindo e isolando o oxigênio do ar. incolor.3. age por abafamento. Não dá bons resultados nos de Classe A. sob a pressão de 850 libras. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. em tubos de aço. Eng. Pesa cerca de 1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.

Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. segundo teorias mais modernas. 13. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. de magnésio e outros. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. Contudo. aliás. o CO2 é mais indicado. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança.3. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. Age por abafamento e. Milton Serpa Menezes . deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. Eng. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. Prof. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda.

com largura mínima de 1.4 Medidas de Prevenção: 13.3. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.003-4 / I1) 2.001-8 / I3) 2. 1.002-6 / I2 ) 2. (123.20m (um metro e vinte centímetros). de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1. em caso de incêndio. 2° Comprimir o gatilho da pistola. (123. em caráter permanente e completamente desobstruídos. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço.2.Pressão Injetada .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo .004-2 / I2) Prof.1 NR 23 .1.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança. deverão existir. 13. Eng. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. (123.20m (um metro e vinte centímetros). Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio. Milton Serpa Menezes . Onde não for possível o acesso imediato às saídas. em caso de emergência. Modelo Pressurizado . em número suficiente e dispostas. (123.4. Disposições gerais. 2° Comprimir o gatilho da válvula.1. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início.

021-2 / I3) 7.005-0 / I2) 2. Escadas em espiral.5. (123. (123. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. Escadas. (123. Combate ao fogo. (123. (123. e segundo a natureza do risco. (123. Durante as horas de trabalho. para mais ou menos. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme. 3. (123.1. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros. 6.3.006-9 / I1) 2. entre elas e qualquer local de trabalho. ou saída.9. 3.015-8 / I2) 3. 4.3. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos. cabe: a) acionar o sistema de alarme.5. pelos meios adequados.024-7 / I2) Prof. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. (123.6. d) atacá-lo o mais rapidamente possível. (123. Estas distâncias poderão ser modificadas.017-4 / I2) 3. deverão ter rampas que os contornem suavemente e.7. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis.010-7 / I2) 3.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos.2. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. próximo à chave de interrupção. (123.014-0 / I2) 3. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente.1. ou presa durante as horas de trabalho. no sentido do da descida.6. Eng. deverá ser fechada a chave. se houver instalações de chuveiros sprinklers. as portas de saída.7. 2. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. Em hipótese alguma. Ascensores. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. (123. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo.1. mesmo ocasional.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30. vias de passagem ou corredores.019-0 / I2) 5. diretamente. Os poços e monta-cargas respectivos. ou do local de trabalho. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato.8. automáticos. 8. Quando não for possível atingir.4.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno. ou portas corrediças horizontais. Nenhuma porta de entrada. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. Todas portas de batente. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. 5. (123. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. mesmo fora do horário de trabalho. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. (123. aferrolhada. (123.2.1.011-5 / I3) 3. (123. Exercício de alerta. (123. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. Poderão ser exigidos. (123. Portas. não serão consideradas partes de uma saída.016-6 / I2) 3. (123.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. as passagens serão bem iluminadas. requisitos especiais de construção.1 Todas as escadas. ao se abrirem.008-5 / I2) 2.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. 8. não se tenha de percorrer distância maior que 15. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. Milton Serpa Menezes .009-3 / I2) 2. que entrave o seu acesso ou a sua vista. de níveis diferentes. 7. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança.013-1 / I2) 3.022-0 / I1) 7. Portas corta-fogo. devem: a) abrir no sentido da saída. As portas de saída devem ser de batentes.007-7 / I2) 2. Os pisos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. deverão existir. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.7. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa. As aberturas. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. com largura mínima de 1. tanto as de saída como as de comunicações internas. de mãos ou externas de madeira. (123.1. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. 7. neste caso.018-2 / I3) 4. não impeçam as vias de passagem.6. (123. em caráter permanente.1. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. As portas verticais. Tão cedo o fogo se manifeste.1. indicando a direção da saída. As saídas devem ser dispostas de tal forma que.4.020-4 / I2) 6.

(123. 10. 12.036-0 / I1) 11.. preferencialmente.032-8 / I2) 10. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia.039-5 / I2) 13. Classe D . quadros de distribuição.5. (123. Extintores portáteis. a seguinte classificação de fogo: Classe A .2.041-7 / I2) Prof. (123. 11.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. o mais possível.2. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. a qualquer tempo.038-7 / I3) 13. vernizes. bem como os guardas e vigias.034-4 / I2) 10. capazes de prepará-los e dirigilos. como óleo. sem aviso e se aproximando. (123. (123. tintas. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. os exercícios devem se realizar periodicamente. Nos incêndios Classe D.033-6 / I2) 10.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. mesmo os dotados de chuveiros automáticos. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. de preferência.1. Um espaço livre de pelo menos 1. papel.. (123. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. transformadores. Tipos de extintores portáteis. (123.elementos pirofóricos como magnésio. Normalização e Qualidade Industrial . deverão ser providos de extintores portáteis. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros. a fim de assegurar uma inundação eficaz. Extintores. porém o pó químico será especial para cada material. das condições reais de luta contra o incêndio. (123.040-9 / I2) 13. graxas.1. a fim de combater o fogo em seu início. a fim de evitar o acúmulo de resíduos. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos. etc. (123.037-9 / I2) 12.5. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. Será adotada.031-0 / I1) 9. como: tecidos. (123.3.4. (123. Classes de fogo.028-0 / I1) 8. fibras. Milton Serpa Menezes .029-8 / I1) 8. 10. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. Todos os estabelecimentos. Classe C .1. Eng. freqüentemente. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. segundo as características do estabelecimento. não deixando resíduos. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio.2.035-2 / I2) 10. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início.027-1 / I2) 8. etc. 9.4.1. etc. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis.5. 10. (123.030-1 / I1) 8.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície.2. madeira.3. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. e que deixam resíduos. (123. (123. fios. com ordem da pessoa responsável. Classe B . 13. c) nos fogos da Classe D.INMETRO. (123.1. 9. a fim de. (123. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. zircônio. nos fogos das Classes B e C.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. titânio. gasolina. Extinção por meio de água. extinguir os começos de fogo de Classe A. (123. será usado o extintor tipo "Químico Seco". b) nos fogos da Classe C.1. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. salvo quando se tratar de água pulverizada.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados.

059-0 / I1) 17.043-3 / I2) 13. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. Essa área deverá ser no mínimo de 1. (123.058-1 / I1) 17.063-8 / I2) 18.050-6 / I2) 14. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo). Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado.6. vermelha.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original.056-5 / I1) 17.060-3 / I1) 17.4.7. 17.1.3. (123.062-0 / I3) 18.046-8 / I2) 14.3. deve ser usado em fogos Classe A. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos.3.055-7 / I1) a) de fácil visualização. (123. Localização e sinalização dos extintores. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. Nas ocupações ou locais de trabalho. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios.065-4 / I1) 18. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas. (123. (123. (123.2. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo.064-6 / I1) 18.047-6 / I2) 14. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D.1.4. (123. (123.057-3 / I1) 17.2.5. com bordas amarelas. 17.1. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção.7.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. deverá ser providenciada a sua recarga.2. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. (123.1. Sistemas de alarme. (123. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. (123.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof. (123. (123. b) de fácil acesso. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.4.5.051-4 / I2) 15. (123.5. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. data para recarga e número de identificação. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente.5. 18.048-4 / I2) 14. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga. (123.066-2 / I1) 13.061-1 / I1) 18. com data em que foi carregado.044-1 / I2) 13. Eng. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. 15. 14. (123. O extintor tipo "Água Pressurizada". (123. facilmente quebrável. (123.6.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. Quantidade de extintores. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura.16.00m (um metro x um metro). Milton Serpa Menezes . (123. examinando-se o seu aspecto externo.4.6.045-0 / I2) 14. (123. Inspeção dos extintores.4. (123. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. ou "Água-Gás".052-2 / I2) 17. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor.00m x 1.049-2/I2) 14. (123. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D.042-5 / I2) 13. os lacres.

• Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. procurando usar tubulações metálicas 13. nunca por elevadores. sem escancarar portas e janelas. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. evitando o pânico. Milton Serpa Menezes . • Saia pela escada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. Alguém pode estar precisando de real ajuda. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. abra a casa para ventilar o local. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. • Respeite os avisos que proibem fumar. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. chame o Corpo de Bombeiros. evitando que o fogo se propague. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Nunca instale cortinas perto do fogão. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193).4. • Tendo verificado vazamento de gás. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. depois abra o gás. • Em caso de muita fumaça. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. • Use o extintor de incêndio. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. • Em hipótese alguma salte do prédio. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. não sendo possível apagá-lo. graxa. Eng. jamais retorne. • Ao sair de casa. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. não risque fósforos. não ligue ou desligue luzes. O Socorro sempre chega. • Preso numa sala. etc. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. Coloque-se onde possa ser visto. • Diga o que está acontecendo. Não use Benjamins "T". gasolina. deixe a válvula de gás desligada. endereço e um ponto de referência. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. óleo. • Fora do prédio. • Quando não estiver utilizando o fogão. Prof. saia imediatamente. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. para posterior confirmação da ocorrência.

As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. periódico. demissional. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. Eng.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. O PCMSO deve incluir.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . entre outros. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. de retorno ao trabalho. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. estratégia e metodologia de ação. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. de mudança de função. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. forma de registro. no mínimo: o planejamento anual. manutenção e divulgação dos dados. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO .304 Ufir Prof.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais. Milton Serpa Menezes .