UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. No Brasil. Pouco a pouco. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. o que fez com que se falasse. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. Ao mesmo tempo. lamentável a situação que enfrentávamos. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. gases. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. por conseguinte. de outro lado. a inexistência de limites de horas de trabalho. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. Nos últimos momentos do século XVIII. técnicos e governo. de fato. Eng. também. embora tivéssemos já a experiência de outros países. Esse notável romancista inglês. atravessamos os mesmos percalços. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. mas também de mulheres e crianças. devendo esta. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. em menor escala. A sofisticação das máquinas. é bem verdade. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. empresários. Milton Serpa Menezes . amparar a vítima do acidente. Na Inglaterra. Nessa época. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. O trabalho em máquinas sem proteção. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. Prof. em 1970. da gravidade desses acidentes. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. através de críticas violentas.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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1. podemos destacar que é vedado ao empregador: . O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. . este deve ser de vinte e quatro horas. 3%.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores.298 de 20 de dezembro de 1999. sendo vedado o trabalho noturno. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. inciso XXII. urbanos e rurais. Durante a jornada de trabalho. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. do Artigo 154 ao 201. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. 2%. para comprovação de esterilidade ou gravidez. Prof.214 de 08 de junho 1978.º 3. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). Entre uma jornada de trabalho e outra. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas.horário especial para o exercício das atividades.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. no capítulo que trata dos Direitos Sociais. sendo esta duração. Lei Ordinária Nº 10. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. 4%. conforme Decreto Nº 3. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR).2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres.741 de 01 de outubro de 2003. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. Eng. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. de 13 de julho de 1990.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. Segundo o Artigo 36. deve ser observado um descanso de onze horas. na admissão ou permanência no emprego. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. higiene e segurança”.5. . II – de 201 a 500 empregados. de qualquer natureza. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. Considera-se. Milton Serpa Menezes . não excedente a oito horas diárias. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). ou IV – mais de mil empregados. visual e mental.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. serviços inadiáveis e greve abusiva). para os efeitos de aplicação. em qualquer atividade privada. preferencialmente aos domingos.296 de 02 de dezembro de 2004. e a pessoa com mobilidade reduzida. . assegura a todos os trabalhadores. em seu Artigo 7º. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. perigoso ou insalubre. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. Por ser um direito de todos os trabalhadores. auditiva. III – de 501 a mil empregados. cujo texto. Aos trabalhadores idosos. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. isto é. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. conforme expressado no Estatuto do Idoso. 5%.5.exigir atestado ou exame. As empresas que adotam o trabalho noturno. através da Portaria N. de forma detalhada. por meio de normas de saúde.

em regime comunitário. ou ainda embargar a obra. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. antes de iniciar suas atividades. do SESC.. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. pelo referido Órgão. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. a mãe terá direito a dois descansos. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. diretamente ou mediante convênios. Após a inspeção. ou a cargo do SESI. com outras entidades públicas ou privadas. iniciativas prevencionistas. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. para aplicação.. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. pelas próprias empresas. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. uma saleta de amamentação. da LBA ou de entidades sindicais”. para o trabalho ocasional. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas.5. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. Considera-se empregado a pessoa física. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. durante a sua vida profissional. Também é obrigação do empregador: (. Eng. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. máquina ou equipamento. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho.) nos estabelecimentos em que trabalharem. que atua com habitualidade e subordinação. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. durante a jornada de trabalho. ressaltando que. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. um berçário. ao empregador. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. setor de serviço. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. Os locais para amamentação “deverão possuir. Milton Serpa Menezes . terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. para o trabalho contínuo. naquilo que lhe for competente. de meia hora cada. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. sem prejuízo do emprego e do salário”. fornecido pelo empregador. dispõe que os mesmos. Prof. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. ou 25 quilos. 1. A aplicação de todas as Normas. de forma pessoal e mediante salário. pelo menos 30 mulheres. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. com mais de 16 anos de idade. remuneração e condições especiais. comum a todos os estabelecimentos novos. no mínimo.

Cabe ao empregador: . m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. . além de haver guarda-corpo de proteção. em decorrência do embargo ou interdição.os locais devem ter a altura do piso ao teto. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. adequado a atividade do trabalhador. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. sem ônus ao empregado da empresa. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. de uso individual utilizado pelo trabalhador. Cabe ao empregado: . . contra quedas. ao empregador. impermeável e protegido contra umidade. Sugere-se. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. obrigatoriamente. nos locais. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. de acordo com as determinações municipais. Milton Serpa Menezes l) . aos empregados. com mais de 50 empregados. pé direito. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. . em especial com o PCMSO. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. com Certificado de Aprovação (CA). gratuitamente.usar o EPI. com sua especificação. Eng.adquirir o tipo de EPI. atendendo as condições de conforto. e para atender as situações de emergência. datada e assinada pelo trabalhador. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. Prof. . Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. devendo estar articulado com as demais NR. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. . j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas.fornecer.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. o EPI adequado ao risco. salubridade e segurança. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando. efetuar controle individual de entrega de EPI. guarda e conservação. o SESMT. responsabilizando-se por sua guarda e conservação.usá-lo.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. além de orientar e treinar sobre seu uso.os pisos. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. na qual podemos destacar que: . que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. .cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. apenas para a finalidade a que se destina.devem dispor de material antiderrapante. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. onde houver necessidade.

projetos de instalação ou reparo. no estabelecimento onde estiver instalado. tais como empilhadeiras. correntes. construção. permanentemente. incluindo as etapas de projeto. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. com validade de um ano. número de identificação.) as vias principais de circulação.. movimentação.3.2 da respectiva NR. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. Todo vaso de pressão deve possuir. ano de fabricação. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. pressão de teste hidrostático. elevadores de carga.3: (. salvo se o movimento for indispensável à sua realização.1. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão.8. entre outros. placa de indicação indelével com. operação. pressão máxima de trabalho admissível. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. no mínimo. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. código de projeto e ano de edição. relatório de inspeção. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. haja uma faixa livre variável de 0.3.30 metros.1. Conforme descrito no item 12. direta ou indiretamente. saídas de emergência. “especial atenção será dada aos cabos de aço. talhas. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. Os reparos.7: (. mediante técnica de análise de risco. Conforme exposto no item 11. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas.. registro de segurança.60 e 0. cordas. equipamentos contra incêndio. montagem. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.1. Eng.. distribuição e consumo.70 a 1. transmissão. Sinalização de Segurança. Esta NR se aplica às fases de geração. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). De acordo com o disposto no item 13. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. Milton Serpa Menezes r) . entre outros. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. as seguintes informações: fabricante. em local visível. a limpeza. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. substituindo-se as suas partes defeituosas”. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. Prof. no mínimo. p) NR 11 – Transporte. em local de fácil acesso e bem visível. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. 1..80 metros.6. com nome e fotografia do trabalhador. e as que conduzem às saídas devem ter. no interior dos locais de trabalho.

. vestiários e refeitórios devem possuir. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. para insalubridade de grau mínimo. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. iluminação e fornecimento de água potável. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. emitindo um “Relatório de Inspeção”. Prof. páginas 201 a 207. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. condições ou métodos de trabalho. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. apresentada na parte IV (Programas e Ações). devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. deve haver local apropriado para vestiário.10%. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. em condições de risco acentuado. Cozinha Quando houver refeitório. equivalente a: . que estejam acima dos limites de tolerância. por sua natureza ou métodos de trabalho. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. com requisitos de limpeza. . procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. nos quais a atividade exija a troca de roupas. cabendo ao empregado optar por um dos dois. arejamento. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha.20%. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. Na periculosidade. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. por sua natureza. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. observada a separação de sexo e provido de bancos. instalações sanitárias e locais insalubres.40%. Eng. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. sem acréscimos resultantes de gratificações. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. apresentada na parte IV (Programas e Ações). será considerado o de grau mais elevado. dotado de armários individuais.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. para insalubridade de grau máximo. Refeitório Por ocasião das refeições. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. Milton Serpa Menezes s) . páginas 160 a 161. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. É indispensável que os funcionários da cozinha. para insalubridade de grau médio.

a fim de não ocasionar distração.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. dd) NR 32 . poderá notificar os empregadores. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. confusão e fadiga ao trabalhador. a partir da notificação. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. bb) NR 30 . embaraço ou resistência à fiscalização. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. parágrafo único da CLT. cc) NR 31 . pecuária. conforme os seguintes valores estabelecidos: . exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.304 UFIR. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. direta ou indiretamente. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. 60 dias. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. Em caso de reincidência. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. silvicultura. que poderá ser estendido até 120 dias. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo.782 UFIR. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. aa) NR 29 . sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. que deverá ser de. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). A empresa terá um prazo de 10 dias. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. z) Prof. no máximo. Milton Serpa Menezes . sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. dispositivos de segurança e canalização de água. a multa será aplicada na forma do Artigo 201.Segurança do Trabalho – 6. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas.Medicina do Trabalho – 3. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. localização de EPI. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. equipamentos ou medidas adequadas. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. Pecuária Silvicultura. Eng. .

a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. Nos casos de acidente de trabalho.. transtorno de saúde. doença. imediatamente. por meio de formulário específico (anexo).). durante a jornada de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. assistência. há três tipos de CAT: inicial. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. ee) NR Nº 33 .. à autoridade competente. na forma do § 3º.213 de 24 de julho de 91. trajeto.367 de 19 de outubro de 1976). REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. ou perda. monitoramento e controle dos riscos existentes.. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte. Eng.gov. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. que altera o Regulamento da Previdência Social. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. 337.) considera-se agravo a lesão. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. que possua meios limitados de entrada e saída. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. de natureza clínica ou subclínica.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte.. recuperação. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.. Art. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. avaliação. ou redução permanente ou temporária. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. que estão acima do limite de tolerância. distúrbio. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (..mpas. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. ou doença profissional ou do trabalho. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho.5. comunicado anteriormente ao INSS.br). DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. e todas as ações de promoção. Prof.). mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. 1. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido.042 de 12 de fevereiro de 2007. Milton Serpa Menezes . independentemente do tempo de latência. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. e Decreto Nº 6. inclusive morte. A título de classificação para registro. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. de reabertura e de comunicação de óbito. subaguda ou crônica. disfunção ou síndrome de evolução aguda. § 4º (. mesmo que estas surjam durante a vida laboral.212 e 8. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde.

Seção III. medidas de controle. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). gerando a responsabilidade civil. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. análises – qualitativa e quantitativa. .Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). de 15 de janeiro de 2004). de acordo com a Lei Nº 10. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. Aquele que. de 10 de janeiro de 2002.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art.6º. Código Civil (C. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. conclusão (caracteriza o laudo. cópia autêntica deste documento”. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. negligência ou imprudência.213/91. devendo estar sempre atualizado. . causando dano patrimonial ou moral. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. trabalhadores avulsos e cooperados.C. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . e o próprio PPP. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. contendo a indicação dos responsáveis técnicos.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. causar dano a outrem. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). . que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. por ocasião da avaliação global.C.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. descrição do ambiente de trabalho. Para que haja o ato ilícito. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. 186 e 187. por ato ilícito (Arts. C. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). Prof. Eng. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados.5º. 1. 927. entre outras informações. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP. O LTCAT.1º. do INSS/DC. Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. de 29 de novembro de 1989. identificação. que estabelece padrões para elaboração de laudos. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. com poderes especiais.). omissão voluntária. que temos expresso. . Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. Milton Serpa Menezes . . A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica. quadro descritivo. . O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne.2º. quais sejam: .406. registros ambientais e resultados de monitoração biológica.311.3º. do Ministério do Trabalho. quando da rescisão do contrato de trabalho. fica obrigado a repará-lo. por período.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. (Instrução Normativa Nº 99. dados administrativos.4º. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003).212 e 8. .5. tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03.

em seu Artigo 64. contra o autor do crime.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. todas obrigatórias. de 17 de março de 2005. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. que: (. Parágrafo único: Intentada a ação penal. Desta forma. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento.5. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. O objeto jurídico. observando os planos federais. a instalação. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. de 31 de agosto de 1981. Pelos artigos acima citados. de 01 de junho de 1983. é necessário que haja uma vítima determinada. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). Parágrafo único. em desacordo com as normas legais. ou sobre quem seja o autor. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. Porém. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. para caracterizar o ato lesivo. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. é a vida e a saúde de qualquer pessoa.. podemos destacar da Resolução CONAMA n. Milton Serpa Menezes 1. para que haja a responsabilidade criminal. estaduais ou municipais de uso do solo.938. Eng. se o fato não constitui crime mais grave. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. de três meses a um ano. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. independentemente de culpa.º 357. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP). A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. 132. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. do dispositivo legal. é expresso pelo Código de Processo Penal. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. demonstrada a culpa. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. autorizando o início da construção e implantação da empresa. por autoridade ambiental competente. até o julgamento definitivo daquela. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. risco para os direitos de outrem. nos casos especificados em lei. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO.351. Haverá obrigação de reparar o dano. aquele que causar dano a outrem. não é um documento obrigatório. por sua natureza. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. Legislação Ambiental A Lei Nº 6.6 . instalação e operação. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. Além deste tipo de responsabilidade. estará obrigado a indenizar. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. conforme Artigo 20 do referido decreto.. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades.

605. Milton Serpa Menezes . que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. recolhimento domiciliar. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. Penas restritivas de direito. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. proibição de contratar com o Poder Público. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções. poderá ter decretada sua liquidação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. Eng. A pessoa jurídica que permitir. Prestação de serviços à comunidade. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. através de perícia. bem como dele obter subsídios. após considerado instrumento do crime. Constatada. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. que são: suspensão parcial ou total das atividades. obra ou atividade. manutenção de espaços públicos. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. facilitar ou ocultar a prática de crime). contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. devendo. de 12 de fevereiro de 1998. interdição temporária do estabelecimento. subvenções ou doações. onde seu patrimônio. após transitado e julgado o processo. Prof. portanto. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei.

"Art. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. lesão. III . estes sob certas condições. inundação ou incêndio. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". perturbação funcional ou doença). Como se vê. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. V . Pode-se notar. pela lei brasileira. ou a redução da capacidade para o trabalho.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. e. para efeito de lei. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. de acidentes que. ligado ao trabalho. IV .o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. perturbações ou doenças.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. Para a legislação providenciaria. 2. as lesões. produtos fabricados. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. inclusive companheiro de trabalho. constantes ou não de relações oficiais. etc. de negligencia ou de imperícia de terceiro. portanto. Legalmente. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. em intervalo do trabalho. II . podem ser encarados como tal: "I . Também são igualados. c) ato de imprudência. perturbação funcional ou doença.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local).a doença profissional ou do trabalho.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. 131 . Prof.o acidente que. embora não tenha sido a causa única. d) ato de pessoa privada do uso da razão. ou seja. Eng. as doenças do trabalho. a definição é dada pelo Decreto n0.172. Do ponto de vista prevencionista. seja qual for o meio de locomoção utilizado. no exercício de sua atividade. e) desabamento. c) em viagem a serviço da empresa. porém. 2. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. inclusive companheiro de trabalho. o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. b) ofensa física intencional. Milton Serpa Menezes . direta ou indiretamente. portanto. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. de 05 de março de 1997. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. o que ocasiona sempre perda de tempo. Outras conseqüências podem advir. tais como danos materiais (aos equipamentos. mais ainda. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. Há casos.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. entretanto. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. essa definição não é satisfatória.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho.

Milton Serpa Menezes . de como já vimos. em certo momento. embora não tenha ocasionado lesão. aposentado precocemente por incapacidade permanente. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. Na última. bem como a um custo menor. é também um exemplo de acidente. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. que interfere na produção. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. A política governamental dos últimos anos. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. Na segunda. Quanto mais especializada a sua função. Equipamentos elétricos. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. garantindo-lhe o pagamento de diárias. além da perda de tempo e/ou perda material. a lesão no homem. automaticamente. houve dano físico. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. o acidente. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. o que. estará afastado a quase totalidade dos outros. através de uma compensação financeira. Em todos os casos. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. lesão no trabalhador. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. Prof. ocorreu tão somente. perda de material. mais caro se torna substituí-lo. podem ser envolvidos nos acidentes. Na definição legal. em que ocorreu. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. Eng. Um empregado acidentado. do que tirar o pé na hora em que caísse. ou de indenização. em virtude. ou não. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. a queda da caixa. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. pois além do homem. outros fatores de produção. equipamentos e tempo. além da perda de tempo. Do exposto. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. manutenção do mesmo. Em outras palavras. constitui um acidente do trabalho. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. ela não teria atingido o seu pé. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. se forem eliminados estes. Por exemplo. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. nesse caso. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. porém. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. inclusive. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. causando perda de tempo. como máquinas. teremos um acidente mais grave porque. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. veículos de transporte são exemplos desses riscos. aqueles serem muito mais numerosos que estes. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. ao legislador interessou. deixa cair a caixa. ferramentas. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. pois este se danificou. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. Por exemplo. a perda do material e a conseqüente perda de tempo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. Em síntese. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. o que já é um acidente (queda da caixa). operações de soldagens. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. Assim. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . perda de tempo.

desabar e atingir um empregado. que interfira no processo produtivo. Se uma pilha de sacas de café.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. causando perda de tempo. Eng. Prof. Em outras palavras. Milton Serpa Menezes . constitui um acidente do trabalho. qualquer ocorrência não programada. causando-lhe alguma lesão. mal estocada.

eliminar as condições inseguras. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. 2. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. etc. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. Ao se estudar os atos inseguros praticados.000 dias. através da eliminação a tempo de suas causas. Sob o ponto de vista prevencionista. são causados. tempestades. uma pesquisa bibliográfica. recomenda-se. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. como inundações. mesmo que não acuse nenhum acidente. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. As formas de comportamento. em média. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. No nosso entendimento. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. isto é. vio1ação essa. de trabalho produtivo. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. inerentes às instalações. eles. como máquinas e equipamentos. são capazes de. nenhuma das máquinas construídas. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. ou o dano. • Abusos. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. levantamento. sinalização. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão.. na analise de um acidente. devem ser analisadas todas as causas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio.. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. 3. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Os acidentes não são inevitáveis. a simples analise de risco ou estatística . o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. Atos inseguros. • Manutenção. Vários autores. Prof. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. integram uma política de segurança. cursos de primeiros socorros. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. Até o presente momento. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. ainda. brincadeiras grosseiras. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. Eng. se removido a tempo teria evitado o acidente. desde a mais remota. responsável pelo acidente. não surgem por acaso. Condições inseguras. Estudos técnicos. portanto. cor na segurança do trabalho. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. antes mesmo que ocorram acidentes. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. além da perda para a família do trabalhador. • Permanecer embaixo de cargas. 3. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. do elemento homem. A ocorrência de uma única morte. Quando se fala. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. informações sobre ordem e limpeza. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. com o tempo. etc. na maioria das vezes. Eventos catastróficos. Segundo estatísticas correntes. Milton Serpa Menezes . transporte e manuseio de materiais.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. causa de acidente é qualquer fator que. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). porém. e portanto possíveis de prevenção. principalmente no campo da engenharia. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. Portanto.

. etc. Prof.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano.3.Projeto ou construções inseguras.). etc. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. a energia elétrica em si.3. Aí se incluem as capacidades sensoriais. em outras palavras.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. 3. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. Eng. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. não pode ser considerada uma condição insegura. cortante. 3. Milton Serpa Menezes . corroído. pisos. habilidades motoras. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. congestionamento de maquinaria e operadores. quando devidamente solada do contato com as pessoas. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. as falhas. ou instalações elétricas. de maneira a tornalos ineficientes. 3.. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. por ser perigosa. escorregadio. • Uso de equipamento inadequado. passagens obstruídas. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. maiores serão os riscos de acidentes. carência de dispositivos de segurança e outros. A corrente elétrica.3. • Processos. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. escadas. defeitos. inseguro ou de forma incorreta (não segura). 3. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. fraturado. armazenagem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. não. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso.3 3. irregularidades técnicas. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. a eletricidade.). fios expostos. etc. sobrecarga sobre o piso. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. • Iluminação inadequada ou incorreta. no entanto.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. • Ventilação inadequada ou incorreta. são condições inseguras. qualidade inferior.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. tubulações (encanamentos).

3. tende a reduzir os acidentes.: problemas familiares e econômicos.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. Eng. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes.3. layout.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. 3. ausência de ruído. alcoolismo.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. falha ou falta de treinamento. 3.3. em um instante a atenção é necessária.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. Prof.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex. doenças. contribuem para redução de acidentes.3. que prejudica o desempenho.3. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3. Milton Serpa Menezes .: seleção inadequada. iluminação adequada. 3. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores. Ela é agravada pela monotonia da tarefa. Ex.

no caso. Nessas condições. para o exame destes instrumentos e máquinas. a mesma motivação para o trabalho. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. por exemplo. Na Segunda Guerra Mundial. analisando a eficiência de dois empregados. etc. Desta forma.ao jovem. de forma a: 4. para execução do guilhotinamento. Imaginem ainda. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. a adaptação de um segundo botão. Organizaram-se então equipes de engenheiros. mediante o uso de ambas as mãos. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. boa saúde. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. Eng. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . tornaria necessário. de forma a preocupar os altos escalões militares. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano.a pá . Prof.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. os parâmetros do comportamento humano. 4. em uma obra. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. surgiu urna nova ciência . visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. antropométricas e biomecânicas do homem. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. Desta forma. quando de seu uso.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. Da mesma forma. os radares. distante do já existente. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. com o uso de uma das mãos do operador.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. antropométricas e biomecânicas do homem. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. a Física. A Psicologia. por exemplo. devido.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. submarinos. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. sonares. médicos e psicólogos. a Higiene industrial.. Milton Serpa Menezes . os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. sob o ponto de vista anatômico. etc. Adaptação dos instrumentos. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. tornando-se seu trabalho mais eficiente. fisiológico e psicológico. A Medicina do Trabalho. Como conseqüência. um de idade avançada e outro jovem. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes.

Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. 4. 4. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. a Ergonomia está apenas no inicio. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. ou seja. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. 4. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador.6 Classificação da Ergonomia a. e destinados a engenheiros e médicos. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. os EUA e a Europa descobriram que. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. Milton Serpa Menezes b. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. a ERGONOMIA. Prof. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. Eng. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. as condições e o ambiente de trabalho. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. e entre eles podemos destacar: USA. a produtividade e a rentabilidade. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. . foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford.5. Além disso. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. Em 1949. URSS. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. ministrados em várias universidades brasileiras. Mediante estas Portarias. em Estocolmo. • Aumentar: o conforto do trabalhador. em caso de acidentes. Bélgica. Portanto. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. Em 1961. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. os instrumentos. existentes desde 1973. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. Holanda.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. França. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. Inglaterra. Tchecoslováquia e Polônia. incluem a Ergonomia no seu currículo. 4.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO".

emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). Milton Serpa Menezes . treinamento. na operação de uma máquina. etc. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. características dos lugares de assentamento.: No Brasil. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. etc. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. Desta forma.. • mistas: uso das formas diretas e indiretas. tensões musculares e aspectos subjetivos.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. 4. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. 4. • características ambientais: luz.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. das quais as principais são a visão e a audição. 2 . manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. Comparativamente. postura no trabalho. demais aspectos: constantes. vibrações.). Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. e outras como olfato.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. fisiológicas. médico e antropométrico do operador.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. tipo de equipamento utilizado pelo operador. posição. pedais.8 Pesquisas ergonômicas 1 . A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. 3 . o Homem possui. idade. etc. Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. Ex. Ex. tato. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). • variáveis dependentes: velocidade. em relação á Máquina. Portanto. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. Eng. erros. botões. • indiretas: por simulação em laboratório. calor. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. onde são processados. paladar e sentidos cinestésicos. forma e identificação dos comandos. atividade ou ambiente de trabalho já existente. por exemplo. umidade.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. sexo. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. etc. biomecânícas. Quando a ação é acompanhada pela função receptora. que se complementam para executar urna determinada função. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. Prof. através das células nervosas (neurônios). ruído. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. características das superfícies de trabalho. processa-as e transforma-as em ações de comando. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. que fornece dados referentes à função. psicológicas. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). c.

O ideal. diâmetros. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. neste âmbito. em geral.3. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. técnica e economicamente. ângulos. evidentemente.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. dentro de um limite ótimo de custos. Eng. em geral. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%.9. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. é tecnicamente inviável. ou seja. os dados da Biomecânica. Por isso um projeto objetiva.2 4. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. toda a população dos utilizadores. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. Mas isto. uma faixa de 100%. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros. bem como de equipamento. estudando. Entretanto.9.9. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. ainda. Ou ainda. pesos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. aceleração.9 4. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. para esta faixa. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria.9. 4. 4. em principio. Utiliza. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. conforme ilustrado pela Figura abaixo. ou seja. 90% dos utilizadores.9.9.3 4. Observem Prof. no mínimo. a sua adaptação às características dimensionais de.4 4. velocidade. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. Milton Serpa Menezes .

7 81.7 8.2 64.69 1.6 30.83 52 70 95 81.61 1.7 49.2 52.3 22.8 44. condições insatisfatórias para o trabalho.1 46. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.7 17.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".7 12.1 23.3 38.5 52.2 84.3 42.0 84.9 74.9 61.1 9.6 44.6 56.3 88.2 14.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.6 58.3 70. os extremos da população são mulheres com 1.2 50. especificamente a um destes tipos de população.9 10. um controle que fosse alcançável por um operador médio.4 79.74 1.1 96. na maioria das vezes.0 50.2 52.8 35.0 35.0 33.7 36.0 56.9 59.71 48 62 86 80.2 21.6 24.3 85.9 59.6 31.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%). certamente para a maior parte dos utilizadores deste local.0 43.3 26. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.1 9.4 34.4 47.3 39. Por exemplo.2 48.97 m de altura e 136kg de peso Prof. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).6 27.6 95. teríamos.8 58.0 38.3 38.0 20.7 53. Eng. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.1 44.4 14.8 91.7 34.8 72.4 28.5 20.4 69.4 97.9 25.6 9.6 41.4 59.6 28. 5% e 95%.3 39.8 20.5 38.4 9.6 42.7 8.6 58.84 59 75 98 85.51 1.6 90.6 43.5 17.8 23. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.6 94.6 41.0 53.6 23.9 42.0 74.54 1. Milton Serpa Menezes .0 42. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).9 46.9 28.3 41.6 51.0 49.4 80. ou seja.0 49.7 9.4 28.6 10.8 24.1 45.4 26. apenas adultos masculinos.4 78.3 36.3 33.5 37.2 14.7 12.2 52.7 46. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.1 74.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.9 27.7 12.3 43. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.8 89.5 17.1 42.0 52.9 48.5 84.0 36.8 22.0 19.7 64.3 85.5 54.6 46.4 78.6 54.9 63.7 52.7 46. Do mesmo modo.6 27.2 37.7 64. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média. mas também em termos de percentuais.0 50.1 22.7 41.3 25.3 54.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.2 20.63 1.

é a região que suporta os esforços mais severos. e há tendência de recalque do núcleo para trás. por não interessarem ao nosso estudo. ainda. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F).9. A Figura a seguir mostra. enquanto os bordos posteriores se afastam. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. FIGURA 3 . tanto em posição sentada como em pé. 4. em detalhes. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. causando hérnia de disco. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. 95% da população. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. teríamos sérias dificuldades na sua execução. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. Prof. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada. ou seja. ou seja. Paradoxalmente. entretanto. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. No caso desta medida do lugar de assentamento. poderíamos determinaras demais medidas. Há que se observar. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. 4.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). • Largura da base de assentamento: medida B. menos resistentes para trás. acrescida das medidas do sapato. Milton Serpa Menezes .6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. os discos interverterias. teríamos. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. Eng. se ela for tomada baseada no padrão 95%. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. do homem padrão 95% (medida 0). A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. na parte inferior das coxas. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores.

havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. Milton Serpa Menezes . assentos e áreas de trabalho inadequados. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. Prof. Eng.

algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. ao contrário dos músculos das pernas. a musculatura dos olhos. pequenos e precisos. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. FIGURA 6 . Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. por exemplo. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. Ao contrário. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada.11. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. a seguir. pedais. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. fornecemos. Prof. tem ação com movimentos rápidos. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. trabalho estático. isto é. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. trabalho dinâmico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. Tendo em vista este objetivo. as quais abrangem as suas características motoras. etc. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. Assim. Para que o desempenho deste sistema seja adequado. Eng. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. isto é. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. A contração e o relaxamento alternado de músculos. Milton Serpa Menezes . 4.11 Movimentação de pesos 4. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1.

sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. Figura 8 forças do braço em kgf. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. Estas lesões. a sociedade e a nação. em sua grande maioria. conforme Hunsicker. cara. em relação á horizontal. portanto.11. para varias direções e sentidos de movimentos. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. Prof. conforme MULLER. Milton Serpa Menezes . a empresa. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. Eng. portanto. Torna-se. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. A movimentação manual de cargas. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo.

Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. deverão. quando possível. 18. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. 1. 4. Evitar posição incorreta dos pés. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. dimensões e posição relativa de carga. 22. sempre que possível. elevadores. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. carrinhos de transporte. bem como falta de ordem do local de trabalho. para o manejo de cargas. faixa etária e postura do trabalhador. 10. Posicionar os braços junto ao corpo. Evitar arranjo físico inadequado. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. pranchas e escadas em más condições. perda de equilíbrio. Prof. movimentos harmônicos pelos participantes. 12. Procurar distribuir simetricamente a carga. quando manejar cargas. 9. 2. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. Movimentar cargas por rolamento. 3. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. 14. o Homem.11. 8. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. vias de circulação obstruídas. • forma. Utilizar. continuar a usar. visando menores solicitações sobre o corpo. 17. 13. determinados em função de: • sexo. talhas empilhadeiras. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. espirro ou tossir. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. 7. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. etc. 21. umidade e correntes de ar.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. Fábricas pequenas. quando do transporte conjunto de carga. Eng. Executar exercícios físicos adequados. deslizamento e passos em falso. transportadores de correia. dar risadas. 15. 4. alturas de armazenamento inadequadas. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. 6. É evidente que o emprego de empilhadeiras. Utilizar sempre o peso do corpo. 19. além de tipos de atividades específicas. na maioria das vezes. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. economicamente rentável apenas. quando forem constantemente utilizadas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. etc. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. advindos de movimentos bruscos. 16. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. Transportar a carga em posição ereta. 20. de forma a favorecer o manejo da carga. 5. Observar. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. guindastes. 11. portanto. Evitar. Milton Serpa Menezes . sendo a sua aquisição. pontes-rolantes.

Carga próxima ao eixo vertical do corpo. saco. Queixo não dirigido para baixo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Prof. Pernas distanciadas entre si lateralmente. Braços esticados entre as pernas.Técnica para levantamento de carga (barra. Eng. etc.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. caixa. Dorso plano. Milton Serpa Menezes . Tronco em mínima flexão.

3214. suporte para os pés e suporte lombar. FIGURA 11 . 4. 3. de 22. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores. assentos.214. de 8. de 8. II.o 6. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas.78 .NR 7 IV.514. Prof. bancos.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. de 22.0 3. Portaria n.Lei n. poltronas.514.77. Exame Médico . Norma Regulamentadora NR 11.6. I.12. Transporte. 4.78. com tronco em ligeira flexão e dorso plano. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas.Portaria n. Movimentação.214. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 .78 .6.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 .NR 28. III.12.Levantamento de cargas.Porte de carga com os braços retos.6. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. qualidade do produto ou tarefa executada.6. De uma forma simplificada. conforto e segurança do trabalhador.11. antropométricas e biomecânícas do Homem.214. Lei no 6.0 3. Da Prevenção da Fadiga .Portaria n.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.77 .Portaria n. Técnica correta.78 . Fiscalização e Penalidades . Seção X. Técnica errada.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. de 8. a. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. Eng. b. de 8. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras. b.NR 17. Milton Serpa Menezes . suportes para trabalho semí-sentado.Seção XIV. Ergonomia .

• inter-relacionamento dos vários elementos. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. assentos para veículos. cadeiras para pranchetas e bancadas. permitindo inclinar o tronco para trás. dimensões adequadas para o uso de. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. poltronas para mesas. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. visualização e de acesso á área de trabalho. através de alguns exemplos. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). painéis. em conjunto com apoio adequado para os pés. pelo menos.cadeira correta para trabalho. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. Forneceremos a seguir. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. Eng. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. bancadas. além de ter forma e posição corretas. altura compatível com a área de trabalho. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. h.12. máquinas e plataformas para os pés. O suporte lombar. 90% dos utilizadores. i. d. etc. para restaurar a curva lombar. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. FIGURA 13 . FIGURA 12 . quando necessário. • 4. e. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). f. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. g. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. dimensões e posição relativa adequada. b. quando de breves períodos de descanso.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. suporte lombar no encosto com forma. pé e visão. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. ao nível dos omoplatas. c. Milton Serpa Menezes . escrivaninhas. apoio. tem também flexibilidade. deve-se observar os seguintes aspectos: a. a título ilustrativo. Prof. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. Em função do tipo de atividade para a qual se destina.

Prof. em função do tipo de atividade.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. evitando flexão desnecessária do tronco.12.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada.2 Características básicas de bancadas . Milton Serpa Menezes . Eng. A medida d (fíg.

Aerodispersóides. quer em função das características físico-químicas dos agentes. Cl. quer segundo sua ação sobre o organismo. Eng. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. 2 . 5. o reconhecimento. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. segundo as suas características físico-químicas. CH4. Ambos comportam-se de maneira diferente. A Higiene do Trabalho.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. e) agentes de acidentes. falando de "Higiene do Trabalho". estruturada como uma ciência prevencionista. Milton Serpa Menezes . sob certas condições. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. CO2 Prof. Por sua vez. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. 5. a produzir graves danos aos trabalhadores. NO2. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. fumaça. b) agentes físicos . a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. fumos. Assim. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. prejuízos à saúde ou bem-estar. que podem provocar doenças. originadas nos locais de trabalho. 1 . em: 1 . etc. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões.Gases e vapores: NH3. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). CO.Gases e vapores. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. Da definição de Higiene e seus objetivos. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. as vezes. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. d) agentes ergonômicos. c) agentes biológicos. que tem por objetivo. SO2. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. 2 .

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Eng. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. a condição insegura.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. Milton Serpa Menezes . também. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. Para fins de prevenção de acidentes. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. o acidente tipo. Prof.

Dessa forma. Exemplos: uso de óculos protetores. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. o trabalhador). em operações de solda. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. mesmo que provida de ventilação.Em casos de emergência. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. quanto mais correta for a sua indicação. Nem sempre porem. formam. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. de fabricação nacional ou estrangeira. a saber: 1o . chegar ao melhor resultado. de uso estritamente pessoal. efetuar testes e escolher. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. usualmente identificados pela sigla "EPI". A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. Ou. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. que sejam ou que possam vir a ser. Em suma. Assumem. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. etc. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. 2o .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. papel de grande responsabilidade. • em trabalhos eventuais com exp. entre vários "EPI". máscaras e outros 'EPI". em período de instalação. uso dos devidos "EPIs". em operações com aparelhos de solda. Os Equipamentos de Proteção Individual.. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. de curto período. etc. ou para reparos de vazamentos de contaminantes.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual.A título precário. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. baseado nos mesmos resultados. (Avaliação da exposição). etc. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. rotineira ou excepcionalmente. gratuitamente. sozinho. etc. em quatro principais circunstâncias. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. Milton Serpa Menezes . por essa razão. isto é. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. luvas. 3o . na maioria dos casos. Os "EPI" são empregados. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. 4o . de condições do ambiente. em conjunto.). nocivos ao trabalhador. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. de produtos. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. protetores faciais. o profissional terá condições de. ou seja. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. os 'EPI" são empregados. etc. Em qualquer circunstância. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. Eng.

. Prof. etc. com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. Milton Serpa Menezes . o membro da CIPA. no entanto. podem identificar um perigo. Para indicar o 'EPI" adequado. avaliar o risco. ou procurar meios de avaliá-lo. Cabe ao profissional especializado. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. O supervisor da área. Eng. uma lesão sofrida pelo trabalhador. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios.

1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. b) óculos de segurança (vários tipos). quedas de objetos. etc. c) máscaras para soldadores. impactos. respingos.2 Prof. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos.1. Eng. Milton Serpa Menezes . 6. queimaduras ou choque elétrico).1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. 6.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes . Eng.

aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. ocorrem lesões: as mãos. de lona. Milton Serpa Menezes .1. borracha e PVC.1. b) mangas de raspa de couro.1.5 6.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. impermeáveis. com maior freqüência.4 6. Eng. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas.6 Prof. que impedem um contato direto com materiais cortantes. abrasivos. 6.1. amianto. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro.

etc. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. radiações.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. ou seja. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. Milton Serpa Menezes . c) peneiras de raspa de couro. palm. térmica.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. elétrica. Prof.1.) b) calçados contra riscos de origem químico. Eng.

de PVC. a) aventais de raspa de couro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Eng. Milton Serpa Menezes . b) jaquetas.8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. Prof. de lona. de amianto.1. c) capas.

obrigatoriamente. 6. bem como pelo seu extravio. Prof.1. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical).11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea. Eng. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. .9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. respiratória e digestiva). não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar.1. 6. . o EPI danificado ou extraviado. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. .3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs.substituir. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. o EPI indicado. c) máscara de filtro químico. a) respiradores contra poeiras. Milton Serpa Menezes . acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. c) trava-queda de segurança.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. responsabilizar-se pela danificação do EPI. 6. apenas para a finalidade a que se destinar. .4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI.1.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. 6. 6.fornecer o EPI gratuitamente. imediatamente. . só assim ele estará protegendo-se. responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado.

Milton Serpa Menezes . Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. Estadual e Municipal. para esse fim específico. certificado de ensaio do EPI. Eng. em órgãos e repartições do Governo Federal. descrição e especificação do EPI. nomenclatura.: O EPI nacional ou importado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. quando possuir o CA. só poderá ser colocado a venda. indicação do uso a que se destina. Prof. OBS. comercializado ou utilizado. emitido por órgãos especializados.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes . Eng.

Eng. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. 7.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. possivelmente.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. soldadura.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. e é utilizada em um grande número de operações. a prevenção da dispersão do agente nocivo.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. De um modo geral. como solvente. esmerilhamento.substituição de jato de areia.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. . seja por dificuldades técnico-industriais. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito. tanques de desengraxamento.substituição de benzeno. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. a proteção do trabalhador. Eng. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. gasolina e outros derivados de petróleo. Prof. as condições especificas de cada indústria. 7.2. etc. fornos de fundição. Exemplos: a ventilação local exaustora é. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. deposição e decapagem. por toluento. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. . reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo.2. Exemplos: . Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. 7. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. essas medidas visam isolar o risco. enfim. Milton Serpa Menezes .2. por interesses econômicos envolvidos. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. tais como: nas cabines de pintura a revólver.

quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. Milton Serpa Menezes . das operações de pintura a revólver. a fim de diminuir o número de operários expostos. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. temperatura do ar alta. objetiva-se. nas fundições. em local especial e afastado.2. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. quando viável tecnicamente. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. fora do horário normal de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. b) No tempo: Consiste em executar operações. 7. mediante regulagem de temperatura do banho. seja no tempo. eliminou o problema de ruído. Eng. cria um novo risco: o ruído. umidade relativa elevada.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. com esse método. 7.2. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. quando a operação era manual. seja no espaço.2. 7. recuperação de areia por peneiramento. Exemplos: realização em cabines especiais. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda.

então. temos. 7.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra". desde que apresentem câmaras intermediárias de ar.2. Milton Serpa Menezes .1.1. parafusos.1.1. ou.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. de preferência fora daquele local.1.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. por solda. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). 7.1. 7. ser constituídas de materiais leves e isolantes. Prof. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. o número de pessoas a ele expostos. 7.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. Comentários .2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. etc. pela insonorização de máquinas e processos.1. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. Eng. preenchidas ou não com certos materiais. porém desde o projeto do equipamento. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. Consegue-se com essa eliminação. assim.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle. pelo menor ajustamento de partes móveis.1. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. apesar de nem sempre ser conseguida na prática.

colocando a seguir não só o cadeado. como também a etiqueta de segurança na mesma. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. Segundo as leis de resistência em paralelo. Eng. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. Milton Serpa Menezes . O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. uma corrente acidental elevada circulará. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. que devem sempre caminhar de mãos dadas. pois. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. Prof. assim fazendo. numa indústria. que. como na ligação em curto-circuito.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. que desligará o fusível pré-ligado. por exemplo. aquela precaução. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. um motor esteja danificado. desliga-a. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. que exige poucos segundos para ser executada. o salvará. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. em pequenas resistências. Suponhamos.

fadiga. fuga de carga. ruídos. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. medo. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. etc. bem como. mau contato. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. correias. estilhaços de disco de corte abrasivos. prensas de impacto. eletricidade. marteletes. etc. por exemplo: quebra de eixos com volantes. fragmentos de metal quente em forjaria.2. modernamente. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. permitindo maior produtividade.. máquinas e peças em movimento. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. Eng. pois. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. como por exemplo. 8. etc. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. enfermidade. etc. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. pela dificuldade de realização de programas definidos. 8. Milton Serpa Menezes .. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. por exemplo: curiosidade. etc. d) falhas mecânicas. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. MÁQUINAS.. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. mas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. explosões de reservatórios pressurizados. normalmente. operação de compressores. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. e) f) calor. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. cadeiras cinemática. polias. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. c) trabalho de processo. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger.. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. etc. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof.1 . nem sempre é possível efetuar-se um controle completo. volantes.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. etc.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. g) falha elétrica. bocas de forno... A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica.

8. esmagamentos. ou.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. Eng.2. explosiva. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. na prática. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. São exemplos: 8. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. rotativo e alternativo. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa. o calor.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais.2. São exemplos de movimentos combinados: . Milton Serpa Menezes .2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. interconectados ou automáticos. distensões. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa. Os dispositivos protetores podem ser fixos.cremalheira 8. pressupões queimaduras. o alternativo. provoca deslocamento de ar. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação. A violenta despressurização. a cortes.

ou. uma combinação de tipos. que podem ser elétricas. Milton Serpa Menezes . c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. São exemplos clássicos.50 m do plano de trabalho.3. Devem atender. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. as coifas de esmeril. d) em todos os casos de proteção. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação. 8. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. apela-se. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. do modo como a operação será realizada. não devendo ser retiradas. devem ser protegidas por meio de telas de aço.3. basicamente. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. pneumáticas.50m do plano de trabalho. e. como uma primeira alternativa. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. para as proteções interconectadas. até 2. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. quando estiver até 2. mecânicas. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. Eng.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. até 2.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8.

Um exemplo clássico é a guilhotina. facilmente reparáveis ou substituíveis. etc. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. Características dos protetores Os protetores. manter inalterados. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. como também a dos demais trabalhadores.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. tanto quanto possível. Prof. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. inspeção. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. Eng. elétrico ou pneumático. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. 8. proporcionar à máquina a efetiva proteção. Condições básicas Nas proteções.3. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. resistentes. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. nem introduzir novos riscos. pontas. Milton Serpa Menezes . a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas.). em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. São de acionamento mecânico. apresentando um mínimo de manutenção. desconsiderada a relação custo-beneficio. materiais de construção. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. manutenção e normalização. ser duráveis. não causando incômodo ao operador. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. tanto quanto possível.

Quando é requerida transparência. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. evitar soldas de cutelo. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. Eng. quando possível. na uniões por parafusos. aos materiais ferrosos e não ferrosos. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. empregar tipo passante e contra porca. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Prof. Nos protetores térmicos. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. Milton Serpa Menezes . solda ou fixadores normalizados. empregar materiais inorgânicos. Para pisos ou elementos metálicos vazados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. tanto quanto possível.

cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição.69 Amarelo-pálido -0. Por outro lado.50 Verde-Claro -0. Deve-se observar.0. São relacionados. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas).1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano.0. a seguir.15 Verde-escuro -0.50 Alumínio -0. que a luz artificial. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. utilizando-se lâmpadas incandescentes. Por exemplo. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes.0. Assim. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. assim como entre esta última e o fundo próximo. é necessário adotar uma escolha de cores Prof. creme e marfim. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície. embora proporcione aumento da visibilidade.55 Camurça . O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão. realça determinada cor.1 9.10 Preto-absoluto -0. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. se no entanto. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.0. 1. relativa a um perigo iminente.88 ou88% da luz incidente Creme -0. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . assim. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo.41 Turquesa-claro .65 Azul -0.10 Turquesa-claro -0. temos a redução do tempo de percepção.5% ao tato e 1.65 Verde-pálido -0.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9. 3% ao olfato. Quanto à visibilidade.5% ao paladar.50 Cinza-neutro -0. entre a área de trabalho e a máquina. pisos e equipamentos. cinza e lilás. forros. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso.1. Pode-se. Como conseqüência de uma boa visibilidade. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora.59 Cinza-claro .0. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador. 87% ingressam pelo sentido da visão.52 Rosa-claro -0. Eng. Milton Serpa Menezes . aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. contudo.35 Vermelho .

O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto.0. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. melhora as condições de produção. neste caso. obviamente. dá-se reação contrária. aumenta as condições de segurança. São cores que se expandem. Voltando a observação da parede para a máquina.56). o fator de refletância próximo de 0. Desta forma. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação.80 Passando da observação da máquina para o fundo. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante.20 a 0. Prof.40 a 0. um considerável esforço visual. Desejando-se eliminar. São introspectivas. principalmente quando presentes no seu campo visual. um interior pode-se tornar mais atrativo. seu fator de reflexão é de 0. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. divididos pelo fator maior). daí o nome que recebem: cores frias. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes.080 = 0. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. Como visto. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. O fator de reflexão (ou seja. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. é: 0. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. a escolha de cores deve ser tal que. a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. diminui o absenteísmo.05 Para obtenção de melhores resultados.90 0.2. repousantes. Milton Serpa Menezes . As cores verde.0. aumentando. com o emprego apropriado da cor. como no exemplo anterior. com freqüência e por muitos dias do ano. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca.80 . Quando isto ocorre na jornada de trabalho. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados.0.08.80. requerendo.45).40 Contraste médio . as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. segundo seus respectivos comprimento de onda. essa condição fatigante. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis.20 Contraste fraco . O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento. Eng. com um fator de reflexão de 0. tranqüilizantes.80 a 0. a parede de camurça-claro (fator 0. ou seja. ou minorar.0.

ou até quatro cores. verde (amarelo com azul). utiliza-se uma cor fria. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . Milton Serpa Menezes . será usada em menor área. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. dinâmicas. as superfícies de cartazes e avisos. Se forem empregadas três. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. púrpura (azul com vermelho). vermelho e laranja são cores quentes. usa-se em maior extensão. uma cor quente. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. Com relação as cores leves (amarelo. Em termos gerais. como dominante. Eng. São extrospectivas. aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. a temperatura do ambiente. com maior valor e intensidade. aparentemente. verde e alaranjado). Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. azul e amarelo. Reduzem.alaranjado (vermelho com amarelo). Quando se quer comunicar idéia de calor. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. para proporcionar o equilíbrio. Em caso contrário. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. isto é. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. Estabelecida esta classificação. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. vermelho. em contrapartida. na horizontal. entretanto. púrpura e vermelho). Prof. Amarelo. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. A outra cor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. Aumentam. agressivas e excitantes. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. se observadas de fora. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. porém. a oposta.

o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. azul claro. a eficiência e o conforto. Contudo. normas NB-76 e NB-54. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. Com a finalidade de não distrair o trabalhador.1. para aumentar a reflexão da luz. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. paredes. à sua exposição. com iluminação direta. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. ou seja. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. segundo sua função. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. o Além da legislação. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. A parte ativa (por exemplo. repousar a vista dos trabalhadores. destacar-se da parte fixa. à altura da superfície iluminada. As partes altas das paredes. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. Eng.50 e 0. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. por exemplo. de grande superfície. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão.60.214. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). Na pintura de máquinas. Prof. Para os tetos baixos. tetos e pisos. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. Por outro lado. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. 9. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. quando se considera o emprego das cores em máquinas. da Portaria 3. valor ou intensidade. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Milton Serpa Menezes . favorecendo. assim. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. etc.

verde. com especial consideração quanto à sua cor. equipamentos de emergência. lilás. amarelo. Milton Serpa Menezes . dimensões.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . • Caixas com cobertores para abafar chamas. dentro de áreas de uso de extintores). evitando-se brilhos com violento contraste. azul.1. corrimãos. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. forma e orientação do estabelecimento. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. preto. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). um alto fator de reflexão será conveniente. características dos produtos elaborados. laranja. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. • Extintores e sua localização. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. 9. Dentre todas as considerações feitas. características das operações. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. tipos de operações. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. moldura da caixa ou nicho). Os meios de transporte. para extinção de incêndio. delimitando áreas. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. vermelho. e advertindo contra riscos de acidentes. tipos de máquinas. • Baldes de areia ou água. • Tubulações.NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. deve-se ainda ressaltar que. em outros casos. escadas. para melhorar a iluminação interior. alumínio e marrom. • Indicações de extintores (visível a distância. branco. idade e nível intelectual dos trabalhadores. • Portas de saída de emergência. púrpura. sistema de iluminação natural e artificial. suporte. sexo. Eng. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. • Sirene de alarme de incêndio. São adotadas as seguintes cores. cinza. No entanto. suas dimensões e localização. Prof.

• Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. ou fontes de energia dos equipamentos. • Áreas destinadas a armazenagem. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. alcatrão. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. Eng. vagonetes. por meio de sinais. • Pilastras (pilar quatro faces). etc. de partida. Prof. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). quando condições especiais o exigirem. ou combinado a este. etc. • Cabines. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. • Vigas colocadas à baixa altura.: óleo lubrificante. onde haja a necessidade de chamar a atenção. reboques. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". asfalto. etc. piche. • Cavalete. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. • Direção e circulação. tratores industriais. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. • Corrimões. • Paredes de fundo de corredores sem saída. parapeitos. • Zonas de segurança.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. Milton Serpa Menezes . • Espelhos de degraus de escadas. por meio de faixas (localização e largura). • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. vigas. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. escavadeiras. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. que deverão permanecer fora de serviço. • Localização de bebedouros. entradas subterrâneas. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. guindastes. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. postes. com listas pretas. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto).) e de plataformas que não possam ter corrimões. pontes-rolantes. óleo combustível. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". • Meio-fio. • Localização e coletores de resíduos. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando.

para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. • quadro para exposição de cartazes. b) cinza escuro . • caixa contendo máscara contra gases.deverá ser usado para identificar eletrodutos. • botões de arranque de segurança. Prof. • dispositivos de corte. a critério da empresa. etc. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. boletins. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. MARROM O marrom pode ser adotado. CINZA a) cinza claro .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. sódio. • chuveiros de segurança. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. • dispositivos de segurança. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. • parte móveis de máquinas e equipamentos. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. prensas. etc. • faces externas de polias e engrenagens.). • localização de EPI. Eng. Milton Serpa Menezes . deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. caixas contendo EPI. • macas: • fonte lavadora de olhos. avisos de segurança. bordas de serras. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. potássio. • emblemas de segurança. • caixas de equipamentos de socorro emergencial.

deverão receber a aplicação de cores.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. uma atividade ou uma situação determinada. relacionada com um objeto.Placas Luz -------------------------. e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. para condução de líquidos e gases. 9. As canalizações industriais. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção.Informar sobre a conduta a seguir .Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. .Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho. 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível . em toda sua extensão.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. preto ou verde. nomeadamente: . devem respeitar-se. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. de uma forma rápida e inteligível. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes.Som Comunicação verbal -----. reduzindo o risco de acidentes. entre outras. ou a ambas. Eng. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara).Ser clara e de interpretação única . .Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. . . • TODA A SINALIZAÇÃO. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos.Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida.Atrair a atenção . Obrigatoriamente. Milton Serpa Menezes . 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. deve preencher os seguintes requisitos básicos: .

50% da superfície do sinal. onde constam as vias de saída de emergência. Devem ter uma forma circular. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. 50% da superfície do sinal. etc. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. Prof. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. pelo menos. verificados e. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. que deve cobrir. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. que deve cobrir. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. que deve cobrir. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. que indique o início de uma determinada acção. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. pelo menos. a altura e em posição apropriadas. Devem ter forma triangular. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. posteriormente. • Sinal luminoso ou acústico. de forma repetida. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. pelo menos. pelo menos. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. 50% da superfície do sinal. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. devendo a cor vermelha ocupar. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. pelo menos. Eng. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. em locais de boa visibilidade. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. 50% da superfície do sinal. se necessário.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. da esquerda para a direita. que deve cobrir. Milton Serpa Menezes . tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. um pictograma negro sobre fundo amarelo. e uma margem negra. conservados. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. reparados ou substituídos.

quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. as quais. quer entre veículos e trabalhadores. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. bem como de queda de objetos ou de pessoas. ou com as cores vermelha e branca alternadas. de igual modo. Milton Serpa Menezes . As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. intempéries e agressões ao meio ambiente. Eng. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. indissociáveis do pavimento. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. é feita com as cores amarela e negra alternadas. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. nalguns casos. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. ARMAZENAGEM As zonas. cujas indicações principais se passam a enunciar. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. Esta informação é complementada com símbolos. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas.

por exemplo: Prof. . SINAIS LUMINOSOS . . e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.Os sinais luminosos. Eng. SINAIS ACÚSTICOS . cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. sem ser excessivo ou doloroso. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. . tendo em vista as suas condições de utilização. . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . leia. .Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. Milton Serpa Menezes . soldadura.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. desde que utilize o mesmo código de sinal. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. . O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. evitando-se que a pessoa se detenha.As comunicações verbais e gestuais. em vez de um sinal luminoso contínuo.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. por exemplo.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa. quais são os locais perigosos. intermitentes ou contínuos. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. onde e. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. .A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais.Os sinais acústicos.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. para indicar por meio de placas. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. .

sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. localizado na parte superior da área total do aviso. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. o qual ficará na parte superior da área total do sinal.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco.2. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. Assim. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras.2. porém. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. 9. dentro do oval vermelho. 9. completas. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. Prof. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. 9. • Sinalização direcional: indicando escadas. As letras serão em branco sobre o retângulo azul.2. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. localizado na parte superior da área total do aviso. fundo branco. deverá ficar centrada no retângulo preto. com flechas brancas sobre retângulo preto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. 9. 9. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. em letras pretas sobre o fundo branco.2. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. A palavra 'ATENÇÃO". Milton Serpa Menezes . Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. com letras pretas sobre o fundo branco. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. Eng.2. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. em cor amarela.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre.

2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA.Ampere Tensão ou DDP = V .3.3. em sua geração. 10. se a mesma Prof. E tempo de alguns minutos. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. carvão mineral. minerais radioativos. cessa a respiração. kwh = p x t. No entanto.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. 10. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. b) Corrente continua (CC). geradores mecânicos denominados alternadores. 1Kw 1000w. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. Indiretos: quedas e batidas. etc. em energia térmica. os ventos. em energia luminosa. lagos e mares. 1 cv=736watts. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA).4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. queimaduras e contrações fortes dos músculos. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. Para intensidade de corrente acima de 2. etc. Milton Serpa Menezes .2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . até providenciar o aparelho. ocorre também a parada respiratória. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. Eng. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas.1 DIRETOS Morte.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. Há contração muscular do tórax. 10.volt Resistência elétrica = R - 10. pela passagem de uma corrente. o petróleo. luz solar. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. 1 hp=746watts. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. fibrilação do coração. como água dos rios.

Ex. Eng. uma resistência de 15 000 Ohms. E corrente de 220 v.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. quando úmido.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . constituída pelo sangue. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. b) transformador diferencial.000 10.00055 A 400. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas.3: Existem duas condições de perigo. condutores nus. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). tem uma resistência de 400 000 Ohms.46 mA úmido ou 0. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0.025 A 37.1. um contato acidental com um ponto energizado. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.V) ou tensão (alta ou baixa tensão). a resistência elétrica do corpo humano.55 mA seco ou 0.1.1. sexo fem. mas que. por exemplo: barramentos. etc. c) disparador diferencial. O transformador é constituído por um núcleo laminado. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. quando seco. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. em suas linhas essenciais.2 e 5. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. Prof. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt .: carcaças de equipamentos). 5.I I=? I= 220 = 0.000 I= 220 = 1. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. Ex.= 15 mA. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. Sexo masc. vai influenciar na gravidade do choque elétrico. de material com alta permeabilidade.5. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. normalmente não energizadas (ex. terminais. = 23 mA. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração.1. Um DR é constituído.00146 A 15. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz.

tais como furadeiras elétricas. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. telefones. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. inclusive. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. de cátodo frio fluorescente ou não. 28) Todas as máquinas elétricas. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. garagens ou jardins. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. como lavanderias. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. fios ou moedas. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. deve ser banido. Prof. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. 10. lixadeiras elétricas. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. não toque em equipamentos elétricos. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. entre os dedos ou na ponta da língua. ser considerada criminosa. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. adaptadores e tomadas em mau estado. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. de pés descalços. e estiver passando roupa. tendo as mãos. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. no lar ou na fábrica. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. manuais. desligue o ferro elétrico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. um fio ligado. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. etc. Milton Serpa Menezes . 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. receptores de rádio. como por exemplo. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. antes de religá-lo. 12) Se estiver no banheiro. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. Há outros meios eficientes e mais seguros. 8) Não trocar fusíveis por arame. 24) Não brincar com a corrente elétrica. as vestes ou o calçado molhados. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. além de ser uma aberração técnica. funcionam com alta tensão. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. Esta prática poderá. é de sua responsabilidade. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. tocando-o com a ponta dos dedos. deverão ser aterradas. Eng. ou sob a ação de um chuveiro. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. 19) Se o disjuntor desligar.

36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. verifique a instalação elétrica. ou quaisquer lugares de trabalho. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. em garagens. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. chuveiro elétrico e ferro elétrico. Milton Serpa Menezes . após trabalhos de reparo ou manutenção. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. Eng. Prof. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. o que é perigosíssimo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas).

3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. e maior o grau de risco da atividade. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. com duração mínima de l 8 horas. denunciar as situações de insegurança. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados.1. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. 11. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. sugerir cursos.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. evitando acidentes. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. 11. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer.1. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. hora e local de realização das mesmas.1. Eng. quanto maior for o número de empregados.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. além de realizar suas atividades normais de trabalho. através de eleição direta e voto secreto. com dia. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. fatores que influenciam nos acidentes. Milton Serpa Menezes . treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. 11. maior será o número de participantes da CIPA. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. proteção contra incêndio. Além dessa reunião mensal. riscos ambientais. 11. Assim. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. Prof. 11. atos e condições inseguras. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves.1.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo.1.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. etc.1. realizado por entidades credenciadas. 11. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB.1.

8 A SIPAT O item 5. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. seminários. retira-se um objetivo a ser alcançado.as políticas da empresa para o setor. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . Após esse estudo. painéis. conforme já sabemos. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. no caso da utilização de palestras e conferências. que. com a Administração através dos representantes do empregador. Construídos os objetivos.a realidade da saúde e segurança do País. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho.1.001-4 / I2) Prof. mormente através de atividades educativas. e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA .2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas.16 . entre suas funções.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT. etc.. de onde se detectou uma necessidade. Eng.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. . e sobretudo com os demais trabalhadores. isolado. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. .os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. funções. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.já se tem um bom ponto de partida para sua organização.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. . Estabelecida essa verdade . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. deverão manter. a longo prazo e pela via educativa. . Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. .participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. é a forma de se obter aprendizagem real. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. Portaria 3214/78. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. agindo à revelia dos companheiros.mencionar mecanismos de controle desses riscos. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. . como também. (104.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. Para tanto sugere-se que.SIPAT". tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.da NR 5. 11.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. Milton Serpa Menezes . a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . são utilizadas palestras. . Sendo assim. A SlPAT é uma delas. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho. obrigatoriamente. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. simpósios. Em geral.alínea e . . etc. conferências.

conforme a NR 27. os engenheiros de segurança do trabalho.médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. de acordo com o que determina a NR 6. engenheiro de segurança do trabalho. em nível de pós-graduação. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. obedecido o Quadro II. estimulando-os em favor da prevenção. quando solicitado. do Ministério da Educação. b) determinar. valendo-se ao máximo de suas observações. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. além de apoiá-la. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. técnico de segurança do trabalho. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. Para fins desta NR. conforme dispõe a NR 5. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador.MTb. anexo. constantes dos Quadros I e II anexos. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. a utilização. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. Neste caso. d) auxiliar de enfermagem do trabalho . d) colaborar. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. Prof. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. treiná-la e atendê-la. f) promover a realização de atividades de conscientização. exercendo a competência disposta na alínea "a". de Equipamentos de Proteção Individual-EPI.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . registrados no Ministério do Trabalho . É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. mesmo reduzido. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. Eng. pelo trabalhador. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Milton Serpa Menezes . b) médico do trabalho . em nível de pós-graduação. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. c) enfermeiro do trabalho . e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. em nível de pós-graduação.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. desde que a concentração. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. inclusive máquinas e equipamentos. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. Para fins de dimensionamento.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. observadas as exceções previstas na NR 4.

os fatores ambientais. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. no mínimo. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. com ou sem vítima. e deverão estudar suas observações e solicitações.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. Eng. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). através do órgão regional do MTb. quando tornar-se necessário. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. e todos os casos de doença ocupacional. dela valendo-se como agente multiplicador. embora não seja vedado o atendimento de emergência. propondo soluções corretivas e preventivas. Entretanto. V e VI. IV. Prof. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. Milton Serpa Menezes .

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng. Milton Serpa Menezes .

Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. Eng. medicamentos. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. conduzindo-se com serenidade.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . Na área de prevenção de acidentes. outrossim. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. considerando-se as características da atividade desenvolvida. No seu interior da(as) caixa(as). nas empresas. suaves e seguras. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. facilitando. entretanto. tão somente. até a chegada do médico. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. Milton Serpa Menezes . Entretanto é praticamente impossível anula-los. ao invés de atrapalhá-lo. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. ainda assim. para facilitar a atuação do socorrista. Via de regra.1 Dos primeiros socorros. os primeiros socorros a um acidentado. visamos. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. 12.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. pois. devido aos perigos ou processos implicados. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. Sem ficar na dúvida. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. assim. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. assim. Prof. assim como as ampolas. assim como de empresários. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. Por medida de precaução.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. embalados de forma adequada. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. Por definição. nestas circunstancias. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. Todos os frascos deverão ser rotulados.2. o aumento da mecanização. trabalhadores e leigos. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. compreensão e confiança. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. e é preciso que sejam bem acondicionados. mas. tesouras. para verificar o prazo de sua validade. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. Se não se diz nada. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. minorar a dor e evitar complicações do problema. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. até a chegada de um médico. em locais de fácil acesso. Devemos. vamos encontrar uma série de instrumentos. a um doente ou vítima de mal súbito. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. na sua forma mais elementar e eficiente. vítima de acidente ou mal súbito. não só arrumá-la. mas também repor o material utilizado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. organizados. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. o seu manuseio. soluções. se falar demasiado. não é conveniente trancá-la. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. serenas. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. os instrumentos pontiagudos como pinças.

Eng. As caixas devem conter. Nas varias dependências da empresa. os seguintes materiais e medicamentos. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. • Primeiramente. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. e aplique o que irá aprender.2. Mantenha-se pois.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. 12. Se tiver que fazer um curativo. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. procure inteirar-se da lesão. Prof. no mínimo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. calmo. lave bem as mãos.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. 12. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. Milton Serpa Menezes . Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar.

prego. 2 . O que fazer em ferimentos. para saber quando desapertar. 3º lugar . Eng. Sempre que ocorrer um ferimento. pó secante. 3 . poderá ser fatal. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que.lavar as mãos com água e sabão.colocar sobre o ferimento água oxigenada.. na industria. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. até parar a hemorragia. dependendo da quantidade. É importante marcar no relógio o início da compressão. teremos uma ferida. nos membros. graxa.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. extensos com hemorragia: 1 .de envenenamentos 5º lugar .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. se o trauma rompe todas as camadas da pele. barbantes ou corda em lugar do pano). etc. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. 4 . produzindo rotura. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. 5 .da parada respiratória 2º lugar . • 12. Milton Serpa Menezes . maquinas.passar um anti-séptico. O ferimento é lesão das mais freqüentes e. e não pastas. pomadas. como faca. no entanto. caco de vidro. entra em contato com a pele. removendo do local eventuais sujeiras como terra. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo. • fazer um meio nó. entre os quais batidas em ferramentas.de queimaduras 6º lugar .procurar logo um Serviço Médico. 6 .4. profundos. haverá uma hemorragia. 7º lugar . diremos que houve apenas uma escoriação local porém. superficiais e com hemorragia moderada: 1 .estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. aproximadamente 5cm. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. óleos.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. cuidando em: 1º lugar . • torcer a madeira até parar o sangramento. não deixando o ferimento descoberto.da parada cardíaca. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. Prof.de fraturas. apertar demais. acima do ferimento (não usar fios. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. ou um golpe forte. sem.da hemorragia. mesas. 12.4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. pela necessidade de tratamentos precisos. teremos a ocorrência de um ferimento.lavar a parte atingida com água e sabão. antes de fazer o curativo. • completar o nó acima da madeira. quedas. aplicar o torniquete. 4º lugar .de ferimentos. pode ocorrer pelos mais variados motivos.

pulmões.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. 5 . 3º . acalmando-o. nunca tocando nos órgãos expostos. ossos. graxa.lavar as mãos antes de fazer o curativo. Devido à extensão do ferimento. nunca tocando nos órgãos expostos.passar anti-séptico nas bordas da ferida.. molhadas com água oxigenada. removendo do local eventuais sujeiras como terra. etc. 2 . pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. intestinos. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. Milton Serpa Menezes . São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. Eng.passar um anti-séptico e não pastas. O que fazer: 1º .prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo. através da ferida. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos. pomadas. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. formando no local do choque traumático um hematoma. óleos e pó secante.ocorrendo a hemorragia.retirar toda a roupa do acidentado.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. 5 . • Ferimentos com exposição de órgãos internos.afrouxar todas as roupas. no entanto. sem travesseiro. 3 . também conhecido corno "galo". quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada.deitar a vítima de costas. Quando isso acontece. caco de vidro. pode ocorrer ferimento do crânio. sem. 6 .colocar sobre o ferimento água oxigenada. tendões. 2 . tombo. O que fazer: 1 . comprimindo bem o curativo. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. 6 . Ferimentos na cabeça Numa queda.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. 7 . podemos ver os órgãos internos como os músculos. Prof.lavar a parte atingida com água e sabão.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento.passar água oxigenada nas bordas da ferida. 3 . 4 . apertar. assim como a chamada da assistência médica. etc. Num acidente. 4 . 2º .

Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. superstição e adoração. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia.1.1. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. para cozinhar o alimento. produz calor. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. Primeiro.1. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos. 13. 1.pedaços de cortiça. o homem aprendeu a dominar o fogo.1. um combustível de qualquer espécie. A fricção. quando sentamos perto de uma fogueira. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. grande auxiliar do homem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. Em certa época da evolução. como bem sabem os escoteiros. Milton Serpa Menezes . medo.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. 13. 2. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. Para produzir fogo. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. que se inflama a baixa temperatura. 13. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. Prof. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. 13. então.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. naturalmente. Por trás desses três fatores está o próprio homem. Até épocas relativamente recentes. Eng.000 anos atrás. 13.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. 4. deve haver algo para queimar. 3. produzida por atrito ou pelo choque. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. Ainda hoje. é também um de seus maiores inimigos em potencial. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. O método do arco e da broca não é fácil. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . em vez de tentar obtê-lo onde estivesse.1. 2. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). capim seco ou o revestimento de algumas sementes. A tocha em fogo era.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso.

6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. por exemplo. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. Milton Serpa Menezes . Ou seja se suprimirmos desse triângulo. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. Necessitam para a sua extinção. Eng. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão.1. etc.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel.1. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. estejam acampadas. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. cestos de papéis. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. isto é. Assim. como depósitos de carvão. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. possivelmente estáveis. pilhas de madeira. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. 13. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. defeitos da ignição dos automóveis. defeitos nos fornos.2 Classes de Incêndio 13. devido à falta de precaução ou descuido.2. madeira. 13. c) Isolamento: Quando se retira o combustível.. A partir disso. eliminaremos o fogo. indicando que há fogo em algum lugar? 13. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo. Você sabe. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. em superfície e profundidade. fibras. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. A quarta parte restante tem causas diversas. um dos seus lados. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça.

2. óleo. Prof.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. para a sua extinção. 13. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. Age por resfriamento. Eng.2. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C. tintas. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). 13.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. Milton Serpa Menezes .3. Exige-se. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. espuma. É boa condutora de energia elétrica. os quais.. etc. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. Para sua extinção.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície. gás carbônico e pó químico seco. quando queimam.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.

Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. são úteis nos incêndios de Classe A e B. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. Portanto. como estabilizador). A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. devido a água e por abafamento. porque contêm água. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. Milton Serpa Menezes . Sua razão média de expansão é de 1:10. uma espécie de sabão líquido concentrado.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Sua razão de expansão é de 1:6. devido a própria espuma. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. Eng.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Prof. Agem por resfriamento.

Quando aplicado sobre os incêndios.3 GÁS (CO2) Gás insípido. Pesa cerca de 1.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Milton Serpa Menezes . Não dá bons resultados nos de Classe A. suprimindo e isolando o oxigênio do ar. age por abafamento. Eng.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. inodoro. inerte e não condutor de eletricidade. Prof. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. incolor. em tubos de aço. sob a pressão de 850 libras.

para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. Eng. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. segundo teorias mais modernas. 13. o CO2 é mais indicado. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. de magnésio e outros. aliás. Contudo.3. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Age por abafamento e. Prof. Milton Serpa Menezes . Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A.

20m (um metro e vinte centímetros).1.004-2 / I2) Prof. Eng. (123. deverão existir. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início.1. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. (123. Disposições gerais. em caráter permanente e completamente desobstruídos.003-4 / I1) 2.2.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo . 13. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio. (123.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1.4 Medidas de Prevenção: 13. Milton Serpa Menezes . 2° Comprimir o gatilho da válvula. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. 2° Comprimir o gatilho da pistola. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos. em caso de emergência.Pressão Injetada .4. em número suficiente e dispostas. com largura mínima de 1. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho.001-8 / I3) 2. em caso de incêndio.1 NR 23 .3.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança. Modelo Pressurizado . (123. Onde não for possível o acesso imediato às saídas.002-6 / I2 ) 2.20m (um metro e vinte centímetros). 1. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola.

00m (quinze metros) nos de risco grande e 30.1.024-7 / I2) Prof. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. 8.2.8.018-2 / I3) 4. e segundo a natureza do risco. as passagens serão bem iluminadas. Em hipótese alguma. não serão consideradas partes de uma saída. 5.3. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. ou presa durante as horas de trabalho. aferrolhada. de níveis diferentes. (123.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. ao se abrirem. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. d) atacá-lo o mais rapidamente possível.006-9 / I1) 2.1.1.016-6 / I2) 3. (123.017-4 / I2) 3.1. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. Todas portas de batente. não se tenha de percorrer distância maior que 15. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo.005-0 / I2) 2.3. (123. em caráter permanente. Escadas.011-5 / I3) 3. não impeçam as vias de passagem. (123. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos. 8. (123. as portas de saída. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. Exercício de alerta.1. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros. 6.4. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.010-7 / I2) 3. (123. (123. deverá ser fechada a chave. Combate ao fogo. com largura mínima de 1. (123.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. requisitos especiais de construção. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo. (123. 3. tanto as de saída como as de comunicações internas. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus.1 Todas as escadas.007-7 / I2) 2.022-0 / I1) 7. Eng.7.015-8 / I2) 3. de mãos ou externas de madeira.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. cabe: a) acionar o sistema de alarme. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos.4. deverão ter rampas que os contornem suavemente e.2.6. 2.013-1 / I2) 3.1. Tão cedo o fogo se manifeste. (123.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno. pelos meios adequados. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato. se houver instalações de chuveiros sprinklers. (123. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. indicando a direção da saída. ou saída.009-3 / I2) 2. ou portas corrediças horizontais. Estas distâncias poderão ser modificadas.9. 7. ou do local de trabalho.6. Portas corta-fogo. vias de passagem ou corredores. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. deverão existir.014-0 / I2) 3.5. 7.6. mesmo ocasional. (123. no sentido do da descida. Portas. Poderão ser exigidos. 3. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. 4. Durante as horas de trabalho.021-2 / I3) 7. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. para mais ou menos.020-4 / I2) 6. mesmo fora do horário de trabalho. Ascensores. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. (123. (123.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa.019-0 / I2) 5. (123. neste caso. Escadas em espiral. entre elas e qualquer local de trabalho. devem: a) abrir no sentido da saída.5. Quando não for possível atingir. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. As aberturas. (123. (123. (123.7. Milton Serpa Menezes . que entrave o seu acesso ou a sua vista. Os pisos. automáticos. diretamente. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. próximo à chave de interrupção.1. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. Nenhuma porta de entrada. (123. (123. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. As portas verticais. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais.008-5 / I2) 2. Os poços e monta-cargas respectivos.7. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. As portas de saída devem ser de batentes.

são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície..4. como óleo. 10. Classe C .00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. Normalização e Qualidade Industrial . 10.1. e que deixam resíduos. (123. de preferência. das condições reais de luta contra o incêndio.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. capazes de prepará-los e dirigilos. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. vernizes.1. freqüentemente.039-5 / I2) 13.029-8 / I1) 8. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio. (123. deverão ser providos de extintores portáteis.040-9 / I2) 13. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. 9.030-1 / I1) 8. a fim de. será usado o extintor tipo "Químico Seco". (123. 13.033-6 / I2) 10. Extintores portáteis.3. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis.037-9 / I2) 12.041-7 / I2) Prof. Eng. zircônio. salvo quando se tratar de água pulverizada. b) nos fogos da Classe C.028-0 / I1) 8. porém o pó químico será especial para cada material.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. (123.027-1 / I2) 8. Milton Serpa Menezes . (123.INMETRO.034-4 / I2) 10. Extintores. Um espaço livre de pelo menos 1.2. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir.2. c) nos fogos da Classe D. sem aviso e se aproximando. madeira. papel. Será adotada. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. (123.4. gasolina. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros. a fim de evitar o acúmulo de resíduos. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia. Classes de fogo. 12.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. fibras.032-8 / I2) 10.1. tintas. com ordem da pessoa responsável. (123. (123. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. mesmo os dotados de chuveiros automáticos.. Extinção por meio de água. (123. Classe D .038-7 / I3) 13.031-0 / I1) 9. (123.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados.elementos pirofóricos como magnésio.5. extinguir os começos de fogo de Classe A. Todos os estabelecimentos. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos. como: tecidos.5. transformadores. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados. Classe B . (123. (123. etc. (123. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. titânio. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. etc. preferencialmente. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado. a fim de combater o fogo em seu início. Tipos de extintores portáteis.5. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. 9. (123. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. graxas.2.1. 10. etc.1. o mais possível. 11. Nos incêndios Classe D. (123. não deixando resíduos.2. (123. segundo as características do estabelecimento.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. a seguinte classificação de fogo: Classe A . (123.1. fios. comportando um chefe e ajudantes em número necessário.035-2 / I2) 10. a qualquer tempo. nos fogos das Classes B e C. bem como os guardas e vigias.036-0 / I1) 11. quadros de distribuição. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B. a fim de assegurar uma inundação eficaz. os exercícios devem se realizar periodicamente.

Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas. Localização e sinalização dos extintores.044-1 / I2) 13.058-1 / I1) 17. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1.065-4 / I1) 18. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. b) de fácil acesso.7. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados.046-8 / I2) 14. Eng. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo). As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País. (123.1. facilmente quebrável. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente. 18.055-7 / I1) a) de fácil visualização.059-0 / I1) 17. (123.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. 17.4. (123. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga. O extintor tipo "Água Pressurizada". c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.6.3.048-4 / I2) 14. (123. (123. Sistemas de alarme. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado. (123.6.3.4. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais.049-2/I2) 14. Essa área deverá ser no mínimo de 1.062-0 / I3) 18.2.2.056-5 / I1) 17. (123. ou "Água-Gás". com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos.5. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". (123. 14. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico.1. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado. os lacres. (123. (123.4. examinando-se o seu aspecto externo.4. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D.045-0 / I2) 14.061-1 / I1) 18.1. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura. (123.5.00m x 1. (123. (123.6. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso. (123.066-2 / I1) 13.042-5 / I2) 13. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. deve ser usado em fogos Classe A. (123. com data em que foi carregado. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos.2. com bordas amarelas.050-6 / I2) 14.052-2 / I2) 17.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho.3. Nas ocupações ou locais de trabalho. (123.060-3 / I1) 17.16.051-4 / I2) 15. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo.5.043-3 / I2) 13. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original.4. (123.047-6 / I2) 14. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês. (123. Inspeção dos extintores. Quantidade de extintores. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento.00m (um metro x um metro). estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. 17.7. (123. (123. 15.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof. data para recarga e número de identificação.063-8 / I2) 18.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios. vermelha.1.5. (123. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. Milton Serpa Menezes .064-6 / I1) 18. (123. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D.057-3 / I1) 17. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica. deverá ser providenciada a sua recarga.

• Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. sem escancarar portas e janelas. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. para posterior confirmação da ocorrência. • Preso numa sala. • Saia pela escada. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado.4. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. Coloque-se onde possa ser visto. Eng. • Em caso de muita fumaça. Alguém pode estar precisando de real ajuda. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. chame o Corpo de Bombeiros. jamais retorne. • Respeite os avisos que proibem fumar. não ligue ou desligue luzes. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. abra a casa para ventilar o local. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. graxa. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. deixe a válvula de gás desligada. Milton Serpa Menezes . • Diga o que está acontecendo. endereço e um ponto de referência. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). • Fora do prédio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. • Use o extintor de incêndio. • Tendo verificado vazamento de gás. saia imediatamente. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. evitando que o fogo se propague. nunca por elevadores. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. evitando o pânico. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. • Ao sair de casa. • Quando não estiver utilizando o fogão. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. gasolina. não sendo possível apagá-lo. procurando usar tubulações metálicas 13. O Socorro sempre chega. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. etc. Não use Benjamins "T". pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Nunca instale cortinas perto do fogão. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. não risque fósforos. óleo. depois abra o gás.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. • Em hipótese alguma salte do prédio. Prof.

As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. no mínimo: o planejamento anual. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. entre outros.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. forma de registro. de mudança de função. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. de retorno ao trabalho. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. O PCMSO deve incluir. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO. Eng. estratégia e metodologia de ação. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. periódico. manutenção e divulgação dos dados. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. Milton Serpa Menezes .304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO .NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases.304 Ufir Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . demissional.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa.

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