UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. gases. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. devendo esta. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. mas também de mulheres e crianças. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. amparar a vítima do acidente. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. empresários. Ao mesmo tempo. Esse notável romancista inglês. em 1970. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. Eng. de outro lado. Nessa época. de fato. Nos últimos momentos do século XVIII. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. também. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. o que fez com que se falasse. A sofisticação das máquinas. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. é bem verdade. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. a inexistência de limites de horas de trabalho. atravessamos os mesmos percalços. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. em menor escala. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. Pouco a pouco. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. Na Inglaterra. através de críticas violentas. da gravidade desses acidentes. por conseguinte. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. No Brasil. técnicos e governo. Prof. embora tivéssemos já a experiência de outros países. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. lamentável a situação que enfrentávamos. Milton Serpa Menezes . O trabalho em máquinas sem proteção.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. urbanos e rurais. Segundo o Artigo 36. em qualquer atividade privada. 2%. preferencialmente aos domingos. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. . Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). III – de 501 a mil empregados. visual e mental. Durante a jornada de trabalho. isto é. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. sendo esta duração. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. Milton Serpa Menezes .741 de 01 de outubro de 2003. Considera-se. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. II – de 201 a 500 empregados. de forma detalhada. . deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas. e a pessoa com mobilidade reduzida. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente.5. Entre uma jornada de trabalho e outra. higiene e segurança”. Aos trabalhadores idosos. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). este deve ser de vinte e quatro horas. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 1. 5%. não excedente a oito horas diárias. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. podemos destacar que é vedado ao empregador: . 3%. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: .214 de 08 de junho 1978. . segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. Por ser um direito de todos os trabalhadores. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. cujo texto. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres.296 de 02 de dezembro de 2004. serviços inadiáveis e greve abusiva). As empresas que adotam o trabalho noturno. assegura a todos os trabalhadores. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho.º 3. Prof.5. em seu Artigo 7º. Lei Ordinária Nº 10. do Artigo 154 ao 201. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. ou IV – mais de mil empregados. Eng. para os efeitos de aplicação.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V.298 de 20 de dezembro de 1999.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. 4%. conforme expressado no Estatuto do Idoso. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. sendo vedado o trabalho noturno.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente.horário especial para o exercício das atividades.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. no capítulo que trata dos Direitos Sociais. através da Portaria N. auditiva. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. de qualquer natureza.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. deve ser observado um descanso de onze horas. na admissão ou permanência no emprego. de 13 de julho de 1990. por meio de normas de saúde. inciso XXII. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. conforme Decreto Nº 3. perigoso ou insalubre. para comprovação de esterilidade ou gravidez.exigir atestado ou exame.

não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. ou a cargo do SESI. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. para o trabalho contínuo. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. A aplicação de todas as Normas. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. Também é obrigação do empregador: (. naquilo que lhe for competente. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. ressaltando que. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. do SESC.5. uma saleta de amamentação. a mãe terá direito a dois descansos. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. remuneração e condições especiais. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. de forma pessoal e mediante salário.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. pelo menos 30 mulheres. ou ainda embargar a obra. de meia hora cada. pelo referido Órgão. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho.. Considera-se empregado a pessoa física. Eng. diretamente ou mediante convênios.. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. para o trabalho ocasional. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. comum a todos os estabelecimentos novos. durante a jornada de trabalho. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. pelas próprias empresas. que atua com habitualidade e subordinação. iniciativas prevencionistas. Milton Serpa Menezes . Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. máquina ou equipamento. para aplicação. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. da LBA ou de entidades sindicais”. no mínimo. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. ou 25 quilos. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. com mais de 16 anos de idade. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. dispõe que os mesmos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. ao empregador. em regime comunitário. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. 1. um berçário. com outras entidades públicas ou privadas. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa.) nos estabelecimentos em que trabalharem. antes de iniciar suas atividades. Prof. Os locais para amamentação “deverão possuir. setor de serviço. Após a inspeção. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). fornecido pelo empregador. sem prejuízo do emprego e do salário”. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. durante a sua vida profissional.

aos empregados. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. de uso individual utilizado pelo trabalhador. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. com Certificado de Aprovação (CA).usar o EPI. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. Eng. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. onde houver necessidade. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho.os pisos. Sugere-se. atendendo as condições de conforto. obrigatoriamente. com sua especificação.adquirir o tipo de EPI. e para atender as situações de emergência. além de orientar e treinar sobre seu uso.os locais devem ter a altura do piso ao teto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. Milton Serpa Menezes l) . . promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. . contra quedas. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. . o EPI adequado ao risco. além de haver guarda-corpo de proteção. salubridade e segurança. apenas para a finalidade a que se destina. impermeável e protegido contra umidade. efetuar controle individual de entrega de EPI.devem dispor de material antiderrapante. de acordo com as determinações municipais.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. em decorrência do embargo ou interdição. gratuitamente. Cabe ao empregado: . . ao empregador. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. datada e assinada pelo trabalhador. Prof. na qual podemos destacar que: . nos locais.usá-lo. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. . i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. adequado a atividade do trabalhador. . com mais de 50 empregados. pé direito. guarda e conservação. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. em especial com o PCMSO. Cabe ao empregador: . o SESMT. devendo estar articulado com as demais NR. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. sem ônus ao empregado da empresa. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando.fornecer. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados.

operação. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. Sinalização de Segurança. projetos de instalação ou reparo. incluindo as etapas de projeto. pressão de teste hidrostático. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho.1.3: (. as seguintes informações: fabricante. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. com validade de um ano. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. p) NR 11 – Transporte. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. número de identificação.. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. direta ou indiretamente. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. pressão máxima de trabalho admissível. no estabelecimento onde estiver instalado. haja uma faixa livre variável de 0.8. salvo se o movimento for indispensável à sua realização.80 metros. equipamentos contra incêndio. saídas de emergência.30 metros. Conforme descrito no item 12. Milton Serpa Menezes r) .. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico. código de projeto e ano de edição. em local visível.. substituindo-se as suas partes defeituosas”. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. talhas. movimentação. mediante técnica de análise de risco. registro de segurança. correntes. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. no interior dos locais de trabalho. e as que conduzem às saídas devem ter. Conforme exposto no item 11. Todo vaso de pressão deve possuir. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. Os reparos. no mínimo. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. Esta NR se aplica às fases de geração.2 da respectiva NR.6. tais como empilhadeiras. ano de fabricação. distribuição e consumo. no mínimo. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. “especial atenção será dada aos cabos de aço. Eng. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0.70 a 1. 1. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais..3. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). transmissão. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. com nome e fotografia do trabalhador.1.60 e 0.7: (.) as vias principais de circulação.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo.1. a limpeza. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados. Prof.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas. relatório de inspeção. montagem. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. De acordo com o disposto no item 13. entre outros. em local de fácil acesso e bem visível. permanentemente. elevadores de carga. placa de indicação indelével com. cordas. construção. entre outros.3.

condições ou métodos de trabalho. deve haver local apropriado para vestiário. Milton Serpa Menezes s) . disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. . páginas 160 a 161. instalações sanitárias e locais insalubres. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. Cozinha Quando houver refeitório. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. por sua natureza. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. páginas 201 a 207. para insalubridade de grau médio. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. por sua natureza ou métodos de trabalho. será considerado o de grau mais elevado. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. emitindo um “Relatório de Inspeção”. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. Prof.40%. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. . É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. É indispensável que os funcionários da cozinha.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. arejamento. dotado de armários individuais. para insalubridade de grau mínimo.20%. prêmios ou participações nos lucros da empresa”.10%. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. que estejam acima dos limites de tolerância. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. nos quais a atividade exija a troca de roupas. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. observada a separação de sexo e provido de bancos. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. vestiários e refeitórios devem possuir. iluminação e fornecimento de água potável. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. Refeitório Por ocasião das refeições. cabendo ao empregado optar por um dos dois. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. Na periculosidade. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. apresentada na parte IV (Programas e Ações). com requisitos de limpeza. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. equivalente a: . em condições de risco acentuado. apresentada na parte IV (Programas e Ações). fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. para insalubridade de grau máximo. Eng. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. sem acréscimos resultantes de gratificações.

parágrafo único da CLT. no máximo. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos.782 UFIR. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. a partir da notificação. Em caso de reincidência.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. a fim de não ocasionar distração.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. A empresa terá um prazo de 10 dias. dd) NR 32 . facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. Eng. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários.Segurança do Trabalho – 6. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. embaraço ou resistência à fiscalização. dispositivos de segurança e canalização de água. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. cc) NR 31 . direta ou indiretamente. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. que deverá ser de. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias. equipamentos ou medidas adequadas. que poderá ser estendido até 120 dias. fica condicionada a prévia negociação entre empresa.Medicina do Trabalho – 3. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. aa) NR 29 . Azul Identifica a canalização de ar comprimido. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. Milton Serpa Menezes . utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros.304 UFIR. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. pecuária. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. 60 dias. z) Prof. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. Pecuária Silvicultura. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. poderá notificar os empregadores. bb) NR 30 . Cinza escuro Identificação de eletrodutos. conforme os seguintes valores estabelecidos: . . confusão e fadiga ao trabalhador.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. silvicultura. localização de EPI. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei.

independentemente do tempo de latência. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte.mpas. 1. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. inclusive morte. à autoridade competente. que possua meios limitados de entrada e saída. imediatamente. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico... Nos casos de acidente de trabalho. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. Prof. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. mesmo que estas surjam durante a vida laboral. monitoramento e controle dos riscos existentes. 337.) considera-se agravo a lesão.. Art. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde. assistência. que altera o Regulamento da Previdência Social. de reabertura e de comunicação de óbito. disfunção ou síndrome de evolução aguda. ou redução permanente ou temporária. A título de classificação para registro. Eng. Milton Serpa Menezes . doença. recuperação.367 de 19 de outubro de 1976). O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho.). protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. comunicado anteriormente ao INSS.212 e 8. por meio de formulário específico (anexo). serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. ou perda. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.gov. § 4º (.213 de 24 de julho de 91. há três tipos de CAT: inicial.. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS.042 de 12 de fevereiro de 2007. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. e todas as ações de promoção.br). subaguda ou crônica. distúrbio. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. transtorno de saúde. durante a jornada de trabalho.). § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. na forma do § 3º. e Decreto Nº 6. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (..Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. ou doença profissional ou do trabalho. avaliação. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. ee) NR Nº 33 . que estão acima do limite de tolerância.5. de natureza clínica ou subclínica. trajeto.. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua.

2º. entre outras informações. descrição do ambiente de trabalho.5º. Aquele que. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne.C. por ocasião da avaliação global. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. .). do INSS/DC. 1. quadro descritivo. Prof. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. omissão voluntária. . causar dano a outrem. cópia autêntica deste documento”. O LTCAT.1º. .Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). conclusão (caracteriza o laudo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. gerando a responsabilidade civil. trabalhadores avulsos e cooperados. contendo a indicação dos responsáveis técnicos.213/91. dados administrativos. . apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). C. Milton Serpa Menezes . de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). e o próprio PPP. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. de acordo com a Lei Nº 10.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). quais sejam: . 186 e 187. . causando dano patrimonial ou moral. Para que haja o ato ilícito. análises – qualitativa e quantitativa. Código Civil (C.3º. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP.C. identificação. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. fica obrigado a repará-lo. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). . O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . por período. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO.311. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. de 29 de novembro de 1989.6º. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. por ato ilícito (Arts. quando da rescisão do contrato de trabalho. Seção III.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica.212 e 8. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8.5. 927. . medidas de controle. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física.4º. Eng. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. com poderes especiais. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. durante todo o período em que este exerceu suas atividades.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. negligência ou imprudência. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos.406. do Ministério do Trabalho. devendo estar sempre atualizado. que temos expresso. de 10 de janeiro de 2002. que estabelece padrões para elaboração de laudos. (Instrução Normativa Nº 99. registros ambientais e resultados de monitoração biológica. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. de 15 de janeiro de 2004). tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA.

faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. Porém. se o fato não constitui crime mais grave. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. Eng. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP).5. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. autorizando o início da construção e implantação da empresa. de 01 de junho de 1983. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. por autoridade ambiental competente. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento.. independentemente de culpa. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. estará obrigado a indenizar. para caracterizar o ato lesivo. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. por sua natureza. risco para os direitos de outrem. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. do dispositivo legal. observando os planos federais. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. Milton Serpa Menezes 1.º 357. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. Pelos artigos acima citados. não é um documento obrigatório. de 17 de março de 2005. Parágrafo único. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. de 31 de agosto de 1981. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. aquele que causar dano a outrem. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. de três meses a um ano. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. é necessário que haja uma vítima determinada. em seu Artigo 64.351. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. até o julgamento definitivo daquela. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. que: (. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. O objeto jurídico. é expresso pelo Código de Processo Penal. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar.938. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). instalação e operação. para que haja a responsabilidade criminal. 132. todas obrigatórias. estaduais ou municipais de uso do solo.. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. nos casos especificados em lei. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. conforme Artigo 20 do referido decreto. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. podemos destacar da Resolução CONAMA n. em desacordo com as normas legais. a instalação.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. demonstrada a culpa. Além deste tipo de responsabilidade.6 . Desta forma. contra o autor do crime. Parágrafo único: Intentada a ação penal. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. Haverá obrigação de reparar o dano. ou sobre quem seja o autor. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. consiste em um processo destinado a condicionar a construção.

Eng. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. que são: suspensão parcial ou total das atividades. A pessoa jurídica que permitir. através de perícia. de 12 de fevereiro de 1998. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. manutenção de espaços públicos. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. Constatada. subvenções ou doações. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. poderá ter decretada sua liquidação. após transitado e julgado o processo. portanto. Penas restritivas de direito. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. onde seu patrimônio.605. Milton Serpa Menezes . estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. facilitar ou ocultar a prática de crime). obra ou atividade. Prestação de serviços à comunidade. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. interdição temporária do estabelecimento. proibição de contratar com o Poder Público. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. recolhimento domiciliar. após considerado instrumento do crime. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. bem como dele obter subsídios. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. devendo. Prof.

seja qual for o meio de locomoção utilizado. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. pela lei brasileira.o acidente que. Outras conseqüências podem advir. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. portanto. de 05 de março de 1997. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. e) desabamento. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. ou seja. inundação ou incêndio. as lesões. e.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. mais ainda. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. IV . no exercício de sua atividade.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. V . Prof. de negligencia ou de imperícia de terceiro. b) ofensa física intencional. III . "Art. Legalmente. Milton Serpa Menezes . Há casos. d) ato de pessoa privada do uso da razão. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. a definição é dada pelo Decreto n0.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. c) ato de imprudência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. perturbação funcional ou doença). que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. essa definição não é satisfatória. Do ponto de vista prevencionista. para efeito de lei. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. entretanto. inclusive companheiro de trabalho. inclusive companheiro de trabalho. direta ou indiretamente. c) em viagem a serviço da empresa. portanto.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. perturbação funcional ou doença. ou a redução da capacidade para o trabalho. o que ocasiona sempre perda de tempo. Para a legislação providenciaria. II . etc. produtos fabricados. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. porém. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. Como se vê. 2. embora não tenha sido a causa única.a doença profissional ou do trabalho. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". Pode-se notar. o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. tais como danos materiais (aos equipamentos. as doenças do trabalho. perturbações ou doenças. 131 . 2.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. lesão. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. de acidentes que.172. Também são igualados. em intervalo do trabalho. Eng. constantes ou não de relações oficiais. estes sob certas condições. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. podem ser encarados como tal: "I . provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. ligado ao trabalho.

daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. Milton Serpa Menezes . outros fatores de produção. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. constitui um acidente do trabalho. de como já vimos. em certo momento. além da perda de tempo. aposentado precocemente por incapacidade permanente. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. Assim. ocorreu tão somente. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. deixa cair a caixa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. perda de tempo. mais caro se torna substituí-lo. Na definição legal. Por exemplo. é também um exemplo de acidente. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. causando perda de tempo. aqueles serem muito mais numerosos que estes. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. ela não teria atingido o seu pé. podem ser envolvidos nos acidentes. ou de indenização. em que ocorreu. garantindo-lhe o pagamento de diárias. Um empregado acidentado. nesse caso. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. houve dano físico. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. Eng. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. a queda da caixa. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. pois além do homem. como máquinas. inclusive. a lesão no homem. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. em virtude. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. Equipamentos elétricos. teremos um acidente mais grave porque. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. além da perda de tempo e/ou perda material. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". Prof. Em todos os casos. equipamentos e tempo. do que tirar o pé na hora em que caísse. pois este se danificou. Na segunda. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. perda de material. se forem eliminados estes. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. lesão no trabalhador. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. ferramentas. Do exposto. ao legislador interessou. Em outras palavras. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . Quanto mais especializada a sua função. estará afastado a quase totalidade dos outros. A política governamental dos últimos anos. embora não tenha ocasionado lesão. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. o que. o acidente. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. manutenção do mesmo. Em síntese. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. veículos de transporte são exemplos desses riscos. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. porém. automaticamente. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. bem como a um custo menor. operações de soldagens. ou não. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. o que já é um acidente (queda da caixa). através de uma compensação financeira. Na última. Por exemplo. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. que interfere na produção. a perda do material e a conseqüente perda de tempo.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. qualquer ocorrência não programada. Prof. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. Se uma pilha de sacas de café. Em outras palavras. que interfira no processo produtivo. Milton Serpa Menezes . mal estocada. desabar e atingir um empregado. causando-lhe alguma lesão. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. constitui um acidente do trabalho. causando perda de tempo. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. Eng.

eliminar as condições inseguras. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. antes mesmo que ocorram acidentes. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. como máquinas e equipamentos. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. Até o presente momento. etc. devem ser analisadas todas as causas. sinalização. em média. Eventos catastróficos. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. como inundações. Vários autores. Portanto. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. Os acidentes não são inevitáveis. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. integram uma política de segurança. • Manutenção. através da eliminação a tempo de suas causas. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). a simples analise de risco ou estatística . etc. cor na segurança do trabalho. brincadeiras grosseiras. desde a mais remota. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. na maioria das vezes. de trabalho produtivo. na analise de um acidente. levantamento. Milton Serpa Menezes . portanto. são capazes de. não surgem por acaso. uma pesquisa bibliográfica. ainda. Ao se estudar os atos inseguros praticados.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. vio1ação essa. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. ou o dano. principalmente no campo da engenharia. porém. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. Eng. Segundo estatísticas correntes. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. Quando se fala.. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. recomenda-se. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. mesmo que não acuse nenhum acidente. informações sobre ordem e limpeza. com o tempo. inerentes às instalações. A ocorrência de uma única morte. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. Estudos técnicos. causa de acidente é qualquer fator que. responsável pelo acidente. tempestades. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. são causados. Atos inseguros. Sob o ponto de vista prevencionista. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. do elemento homem. Prof. 3. cursos de primeiros socorros.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. e portanto possíveis de prevenção. transporte e manuseio de materiais. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. além da perda para a família do trabalhador. • Permanecer embaixo de cargas. Condições inseguras. nenhuma das máquinas construídas. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. se removido a tempo teria evitado o acidente. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. isto é. No nosso entendimento. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. • Abusos. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. As formas de comportamento. 3. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las.000 dias. 2. eles.. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano.

Milton Serpa Menezes . Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais.3. 3. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. defeitos. 3.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. fraturado. ou instalações elétricas. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. tubulações (encanamentos). Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. inseguro ou de forma incorreta (não segura). fios expostos. não. no entanto. etc. carência de dispositivos de segurança e outros.3. escorregadio. • Processos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. • Ventilação inadequada ou incorreta. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos.). são condições inseguras. armazenagem. .3. Prof.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador.). Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. 3.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. etc. A corrente elétrica. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. Aí se incluem as capacidades sensoriais. irregularidades técnicas. em outras palavras. maiores serão os riscos de acidentes. etc. de maneira a tornalos ineficientes. pisos. • Iluminação inadequada ou incorreta. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. a eletricidade. habilidades motoras. • Uso de equipamento inadequado. quando devidamente solada do contato com as pessoas. qualidade inferior.3 3. a energia elétrica em si. por ser perigosa. passagens obstruídas. corroído. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. escadas.Projeto ou construções inseguras. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. Eng. sobrecarga sobre o piso. 3. cortante. não pode ser considerada uma condição insegura. congestionamento de maquinaria e operadores. as falhas..

4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. doenças.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. contribuem para redução de acidentes. Ela é agravada pela monotonia da tarefa.3.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores.3.: seleção inadequada.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. layout. Prof. que prejudica o desempenho.: problemas familiares e econômicos. tende a reduzir os acidentes. 3.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. em um instante a atenção é necessária.3. alcoolismo.3. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3. Ex. 3. falha ou falta de treinamento. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. Eng. iluminação adequada. 3. Milton Serpa Menezes . preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes. ausência de ruído.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex.3.

Da mesma forma. por exemplo. a mesma motivação para o trabalho. Prof. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. mediante o uso de ambas as mãos. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. no caso.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. a adaptação de um segundo botão. Desta forma. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. tornando-se seu trabalho mais eficiente. a Higiene industrial.. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . A Psicologia. por exemplo. em uma obra. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. os parâmetros do comportamento humano.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. etc. Organizaram-se então equipes de engenheiros. de forma a: 4. A Medicina do Trabalho. antropométricas e biomecânicas do homem. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos.ao jovem. distante do já existente. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). tornaria necessário. de forma a preocupar os altos escalões militares. Adaptação dos instrumentos. Milton Serpa Menezes . com o uso de uma das mãos do operador. analisando a eficiência de dois empregados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. para o exame destes instrumentos e máquinas. médicos e psicólogos. surgiu urna nova ciência . Nessas condições. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. Desta forma. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. um de idade avançada e outro jovem. sob o ponto de vista anatômico. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. quando de seu uso. antropométricas e biomecânicas do homem. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. sonares. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. 4. a Física. fisiológico e psicológico. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. submarinos. devido. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. os radares. para execução do guilhotinamento. Como conseqüência. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. Imaginem ainda. etc. Na Segunda Guerra Mundial. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. Eng. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. boa saúde.a pá . as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes.

dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho.5. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. a Ergonomia está apenas no inicio. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. ministrados em várias universidades brasileiras. • Aumentar: o conforto do trabalhador.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. ou seja. . Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. e entre eles podemos destacar: USA. 4. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO". os instrumentos. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. Além disso. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. em caso de acidentes. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. França. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. Inglaterra. Em 1949. e destinados a engenheiros e médicos. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. Tchecoslováquia e Polônia. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. em Estocolmo. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. as condições e o ambiente de trabalho. 4. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. Portanto. URSS. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. Bélgica.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. Eng. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Milton Serpa Menezes b. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. incluem a Ergonomia no seu currículo. Em 1961. a produtividade e a rentabilidade. existentes desde 1973. a ERGONOMIA. os EUA e a Europa descobriram que. 4. Mediante estas Portarias. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. 4.6 Classificação da Ergonomia a. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. Prof. Holanda.

: No Brasil. através das células nervosas (neurônios). devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. tipo de equipamento utilizado pelo operador. das quais as principais são a visão e a audição. forma e identificação dos comandos. ruído. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. 3 . etc.8 Pesquisas ergonômicas 1 . pedais. que fornece dados referentes à função. c. características dos lugares de assentamento. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. 4. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). etc. médico e antropométrico do operador. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. Ex. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). Eng. posição. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. por exemplo. paladar e sentidos cinestésicos. Milton Serpa Menezes . demais aspectos: constantes. psicológicas.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. etc. Portanto. e outras como olfato. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. umidade. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. fisiológicas. em relação á Máquina. tensões musculares e aspectos subjetivos. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. Comparativamente. onde são processados.. processa-as e transforma-as em ações de comando. na operação de uma máquina. biomecânícas. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. erros.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. • características ambientais: luz. calor. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. atividade ou ambiente de trabalho já existente. características das superfícies de trabalho. vibrações. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. idade. • indiretas: por simulação em laboratório. Prof.). sexo. • variáveis dependentes: velocidade. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. etc. 2 . Quando a ação é acompanhada pela função receptora. tato. Ex. botões. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). postura no trabalho. Desta forma. • mistas: uso das formas diretas e indiretas.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. o Homem possui. que se complementam para executar urna determinada função. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. 4. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. treinamento.

Eng. neste âmbito. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. 4. técnica e economicamente. Utiliza. Entretanto. ou seja. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. estudando. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. é tecnicamente inviável.9. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. pesos. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. Mas isto. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros. diâmetros.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. Por isso um projeto objetiva.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. 4. dentro de um limite ótimo de custos.9. Ou ainda. em geral. bem como de equipamento. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. O ideal. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. Milton Serpa Menezes .2 4.9 4. velocidade. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. No projeto de arranjo e espaço de trabalho.9. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. aceleração. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. Observem Prof.4 4. toda a população dos utilizadores. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. a sua adaptação às características dimensionais de. ângulos. em principio. uma faixa de 100%. ainda. os dados da Biomecânica. 90% dos utilizadores. ou seja. no mínimo. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. conforme ilustrado pela Figura abaixo. evidentemente. para esta faixa. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. em geral. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador.3 4.9.9.9.3.

Do mesmo modo.9 59.0 38.1 42.8 91.8 22. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.2 14. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1. Eng.6 51.1 44.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).9 63.3 54.8 44.3 38.0 53.9 48.2 64.4 14.0 74.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.4 80.51 1.0 35.9 25.6 46.9 74.0 43.2 21.1 74. Milton Serpa Menezes .6 41.4 9.1 46.6 27.6 54.9 42.7 36.0 50.2 48.3 26. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%). na maioria das vezes.2 84.0 84.0 49.3 33.2 50. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.9 59.6 10.7 34.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".6 90.3 39.1 96.7 64.5 17.84 59 75 98 85.0 19.1 9.7 41. 5% e 95%.3 22. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.0 36.4 59.83 52 70 95 81. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).6 43.5 84.9 10.7 9.7 12.69 1.8 72.74 1.0 50.3 36.3 25.6 9.3 88.5 38.4 78.4 47.2 20.6 28.5 20. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.7 49.4 34. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média. um controle que fosse alcançável por um operador médio.8 23.71 48 62 86 80.0 33.9 61.4 69.9 27.7 81.3 41.7 52. condições insatisfatórias para o trabalho. Por exemplo.7 12.9 28.0 56.2 37.1 22.6 24.5 37.8 20.7 46.63 1.3 85.0 49.5 17.6 23.9 46. ou seja. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.6 95.8 24.8 89.7 53.6 42.3 70.1 45.0 20.6 44.6 30.0 42.61 1. teríamos.3 38.2 14. especificamente a um destes tipos de população.3 42. apenas adultos masculinos.8 58.6 58.8 35.7 8.5 54.2 52.1 9.4 26.6 27.5 52.7 17.7 12.6 31.4 28.6 41.6 94.4 28.4 97.2 52.3 39.1 23.7 46.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.7 64.2 52.4 79.54 1. mas também em termos de percentuais. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.3 85.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1. os extremos da população são mulheres com 1.97 m de altura e 136kg de peso Prof.7 8.0 52.3 43.6 56.6 58.4 78.

e há tendência de recalque do núcleo para trás. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. se ela for tomada baseada no padrão 95%. teríamos sérias dificuldades na sua execução. em detalhes. é a região que suporta os esforços mais severos. ou seja.9. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. por não interessarem ao nosso estudo. 4. causando hérnia de disco. 95% da população.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. poderíamos determinaras demais medidas. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. tanto em posição sentada como em pé. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. Paradoxalmente. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). FIGURA 3 . ou seja. Eng. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. Prof. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. na parte inferior das coxas. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. enquanto os bordos posteriores se afastam.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. Há que se observar. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. acrescida das medidas do sapato. • Largura da base de assentamento: medida B. do homem padrão 95% (medida 0). menos resistentes para trás. ainda.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. Milton Serpa Menezes . A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada. os discos interverterias. entretanto. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. 4.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. teríamos. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. No caso desta medida do lugar de assentamento. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. A Figura a seguir mostra.

Milton Serpa Menezes . assentos e áreas de trabalho inadequados. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. Prof. Eng.

etc. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. Ao contrário. Assim.11. a seguir. por exemplo. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. pedais. ao contrário dos músculos das pernas.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. fornecemos. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. isto é. A contração e o relaxamento alternado de músculos. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. tem ação com movimentos rápidos. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. Milton Serpa Menezes . Prof. as quais abrangem as suas características motoras.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. Eng.11 Movimentação de pesos 4. trabalho estático. FIGURA 6 . Para que o desempenho deste sistema seja adequado.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. a musculatura dos olhos. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. isto é. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. pequenos e precisos. Tendo em vista este objetivo. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. trabalho dinâmico. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. 4. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio.

nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. para varias direções e sentidos de movimentos. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. conforme MULLER. Torna-se. em relação á horizontal. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. portanto. Eng.11. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador. Estas lesões. a empresa. conforme Hunsicker. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. a sociedade e a nação. em sua grande maioria. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. Milton Serpa Menezes . Figura 8 forças do braço em kgf.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. portanto. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. A movimentação manual de cargas. cara. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes.

8. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. Executar exercícios físicos adequados. Evitar. transportadores de correia. pranchas e escadas em más condições. 22. Posicionar os braços junto ao corpo. umidade e correntes de ar. advindos de movimentos bruscos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. Milton Serpa Menezes . sempre que possível. de forma a favorecer o manejo da carga. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. portanto. quando possível. 19. Movimentar cargas por rolamento. alturas de armazenamento inadequadas. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. continuar a usar. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. Procurar distribuir simetricamente a carga. Fábricas pequenas. talhas empilhadeiras. etc. Evitar arranjo físico inadequado. 6. na maioria das vezes. 1. para o manejo de cargas. faixa etária e postura do trabalhador. o Homem. movimentos harmônicos pelos participantes. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. 13. 20. 17. visando menores solicitações sobre o corpo. pontes-rolantes. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. além de tipos de atividades específicas. 9. guindastes. bem como falta de ordem do local de trabalho. 18. 21. 14. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. 12. 3. 2. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. Prof. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. deslizamento e passos em falso. 11. 5. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. Utilizar sempre o peso do corpo. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. Transportar a carga em posição ereta. perda de equilíbrio. carrinhos de transporte. etc. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. 10. economicamente rentável apenas. Eng. elevadores. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. deverão. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. 15. quando do transporte conjunto de carga. quando manejar cargas. Observar. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. vias de circulação obstruídas. 16. Evitar posição incorreta dos pés. Utilizar. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. quando forem constantemente utilizadas. 4. 7.11. dar risadas. sendo a sua aquisição. espirro ou tossir. • forma. dimensões e posição relativa de carga. É evidente que o emprego de empilhadeiras. 4. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. determinados em função de: • sexo.

etc.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. Tronco em mínima flexão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Prof. Carga próxima ao eixo vertical do corpo. caixa. Milton Serpa Menezes . Queixo não dirigido para baixo. Eng. Pernas distanciadas entre si lateralmente. saco. Braços esticados entre as pernas.Técnica para levantamento de carga (barra. Dorso plano.

Lei n. conforto e segurança do trabalhador. Fiscalização e Penalidades .Portaria n.12. II.514.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. de 8. assentos.Portaria n.6. antropométricas e biomecânícas do Homem. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras.o 6. Prof.214. Portaria n. III. 4. b. de 8. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. Da Prevenção da Fadiga . Técnica correta. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores.NR 28. qualidade do produto ou tarefa executada. de 22. bancos.214.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas. Norma Regulamentadora NR 11. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas.11. Ergonomia . de 8.0 3. Lei no 6. 4.78 .NR 7 IV. de 22.78 . Técnica errada. I.NR 17.0 3.77 .4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. a.6. Movimentação.6.Levantamento de cargas. Exame Médico .Portaria n. 3. com tronco em ligeira flexão e dorso plano.6. suporte para os pés e suporte lombar.214.78 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 . FIGURA 11 .77.514.Porte de carga com os braços retos.12. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. De uma forma simplificada.Seção XIV. b. Transporte. poltronas. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 . suportes para trabalho semí-sentado. Milton Serpa Menezes . Eng. Seção X. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa.78. 3214. de 8.

dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. i. através de alguns exemplos. pelo menos. h. para restaurar a curva lombar. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. suporte lombar no encosto com forma. g.cadeira correta para trabalho. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. • 4. altura compatível com a área de trabalho.12. poltronas para mesas. • inter-relacionamento dos vários elementos. cadeiras para pranchetas e bancadas. dimensões adequadas para o uso de. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. permitindo inclinar o tronco para trás. b. assentos para veículos. dimensões e posição relativa adequada. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. Forneceremos a seguir. apoio. quando necessário. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. Eng. FIGURA 13 .Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. Milton Serpa Menezes . tem também flexibilidade. em conjunto com apoio adequado para os pés. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. bancadas. e. visualização e de acesso á área de trabalho. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. etc. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. Prof. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. ao nível dos omoplatas. FIGURA 12 . d. quando de breves períodos de descanso. escrivaninhas.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. c. f. painéis. pé e visão. além de ter forma e posição corretas. a título ilustrativo. máquinas e plataformas para os pés. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. deve-se observar os seguintes aspectos: a. 90% dos utilizadores. O suporte lombar.

trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. Eng. em função do tipo de atividade.12. Milton Serpa Menezes . evitando flexão desnecessária do tronco.2 Características básicas de bancadas . Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. A medida d (fíg.

A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. Cl. as vezes. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. originadas nos locais de trabalho. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. sob certas condições. 2 . SO2. que tem por objetivo. CH4. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. NO2. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. Assim. CO2 Prof. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. b) agentes físicos . estruturada como uma ciência prevencionista. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. falando de "Higiene do Trabalho". 2 . Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. segundo as suas características físico-químicas. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. Por sua vez. Milton Serpa Menezes . podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. a produzir graves danos aos trabalhadores. que podem provocar doenças. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. prejuízos à saúde ou bem-estar. fumaça. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). etc. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. quer segundo sua ação sobre o organismo. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano.Aerodispersóides. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. Ambos comportam-se de maneira diferente. A Higiene do Trabalho. quer em função das características físico-químicas dos agentes. em: 1 . CO. o reconhecimento. c) agentes biológicos. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.Gases e vapores. d) agentes ergonômicos. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. 5. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. 5. Eng. fumos. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. e) agentes de acidentes.Gases e vapores: NH3.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. Da definição de Higiene e seus objetivos.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. 1 .

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. Milton Serpa Menezes . também. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. o acidente tipo. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. a condição insegura. Para fins de prevenção de acidentes. Prof. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro.

e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos.Em casos de emergência. o profissional terá condições de. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. de curto período. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. mesmo que provida de ventilação. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. Em suma. etc. formam. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. (Avaliação da exposição). Milton Serpa Menezes . uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. de uso estritamente pessoal. sozinho. em conjunto. Ou. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Dessa forma. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. efetuar testes e escolher.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. Eng. Nem sempre porem.. por essa razão. em período de instalação. nocivos ao trabalhador. 3o . Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. Os Equipamentos de Proteção Individual. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. de fabricação nacional ou estrangeira. Os "EPI" são empregados.A título precário. em operações de solda. ou seja. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso.). uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. usualmente identificados pela sigla "EPI". papel de grande responsabilidade. etc. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. em operações com aparelhos de solda. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. Exemplos: uso de óculos protetores. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. quanto mais correta for a sua indicação. de produtos. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. etc. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. Em qualquer circunstância. 4o . isto é. Assumem. protetores faciais. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho. • em trabalhos eventuais com exp. na maioria dos casos. gratuitamente. baseado nos mesmos resultados. rotineira ou excepcionalmente. etc. luvas. a saber: 1o . o trabalhador). etc. 2o . uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. os 'EPI" são empregados. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. que sejam ou que possam vir a ser. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. máscaras e outros 'EPI". entre vários "EPI". em quatro principais circunstâncias. uso dos devidos "EPIs". chegar ao melhor resultado. de condições do ambiente. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele.. podem identificar um perigo. Cabe ao profissional especializado. Para indicar o 'EPI" adequado. etc. Milton Serpa Menezes . o membro da CIPA. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. avaliar o risco. Prof. no entanto. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. Eng. ou procurar meios de avaliá-lo. com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. O supervisor da área. uma lesão sofrida pelo trabalhador.

respingos. queimaduras ou choque elétrico). impactos. 6. 6.2 Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) máscaras para soldadores. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos. quedas de objetos. etc. Milton Serpa Menezes . Eng.1. b) óculos de segurança (vários tipos).1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas.1.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. ocorrem lesões: as mãos.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. Eng.1. b) mangas de raspa de couro. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. que impedem um contato direto com materiais cortantes. Milton Serpa Menezes . impermeáveis. de lona. 6. borracha e PVC. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas.1.1. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro. com maior freqüência.5 6.1. amianto.6 Prof.4 6. abrasivos.

c) peneiras de raspa de couro.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. etc. Eng. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. ou seja. Milton Serpa Menezes . térmica. palm. radiações. Prof. elétrica.) b) calçados contra riscos de origem químico.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves.

1. de lona. c) capas. Milton Serpa Menezes . de amianto. a) aventais de raspa de couro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. b) jaquetas. de PVC.8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. Prof. Eng.

1. . a) respiradores contra poeiras.1. comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. obrigatoriamente. c) trava-queda de segurança. bem como pelo seu extravio.3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs.fornecer o EPI gratuitamente. .substituir.10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. respiratória e digestiva). apenas para a finalidade a que se destinar.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. 6. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical).adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . . b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. 6. acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. 6. imediatamente. responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado.11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda. . treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. responsabilizar-se pela danificação do EPI. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão. o EPI danificado ou extraviado.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. Eng. só assim ele estará protegendo-se.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.1. 6. 6. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). o EPI indicado. Milton Serpa Menezes . pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. . Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) máscara de filtro químico.

OBS.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. Eng. Milton Serpa Menezes . descrição e especificação do EPI. comercializado ou utilizado. só poderá ser colocado a venda. Prof. emitido por órgãos especializados. em órgãos e repartições do Governo Federal. Estadual e Municipal. quando possuir o CA. indicação do uso a que se destina. certificado de ensaio do EPI. para esse fim específico.: O EPI nacional ou importado. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. nomenclatura.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng. Milton Serpa Menezes .

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço.2. as condições especificas de cada indústria. a prevenção da dispersão do agente nocivo. seja por dificuldades técnico-industriais. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. 7.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. etc. gasolina e outros derivados de petróleo. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. Exemplos: . possivelmente. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. por toluento. . De um modo geral. Exemplos: a ventilação local exaustora é.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. deposição e decapagem. 7. por interesses econômicos envolvidos. tais como: nas cabines de pintura a revólver. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão).2. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho.2. 7. como solvente. soldadura. Eng. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva.substituição de benzeno. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. . destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. Milton Serpa Menezes . Prof. e é utilizada em um grande número de operações.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. tanques de desengraxamento.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. essas medidas visam isolar o risco. enfim. a proteção do trabalhador. esmerilhamento. fornos de fundição.substituição de jato de areia.

Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. umidade relativa elevada. das operações de pintura a revólver. mediante regulagem de temperatura do banho. eliminou o problema de ruído. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem.2. 7.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. objetiva-se. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. recuperação de areia por peneiramento. seja no espaço. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. Exemplos: realização em cabines especiais. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. Eng. 7. em local especial e afastado. nas fundições. Milton Serpa Menezes .2. quando a operação era manual. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. quando viável tecnicamente. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. temperatura do ar alta.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. a fim de diminuir o número de operários expostos.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof.2. 7. b) No tempo: Consiste em executar operações. seja no tempo. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. fora do horário normal de trabalho. com esse método. cria um novo risco: o ruído.

Prof.1. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. ser constituídas de materiais leves e isolantes.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra". Comentários . Milton Serpa Menezes .2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. então.1. pela insonorização de máquinas e processos. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. assim. temos. apesar de nem sempre ser conseguida na prática.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído.1. preenchidas ou não com certos materiais. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. de preferência fora daquele local. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se.1. 7. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. Consegue-se com essa eliminação. pelo menor ajustamento de partes móveis.1. ou. o número de pessoas a ele expostos.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle.2. 7. 7. etc. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada.1. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo.1. porém desde o projeto do equipamento. 7.1. Eng. parafusos. por solda.

toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. que exige poucos segundos para ser executada. em pequenas resistências. pois. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. que desligará o fusível pré-ligado. assim fazendo. numa indústria. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. Milton Serpa Menezes . mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. Prof. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. como também a etiqueta de segurança na mesma. aquela precaução. Segundo as leis de resistência em paralelo. Suponhamos. o salvará. que devem sempre caminhar de mãos dadas. um motor esteja danificado. Eng. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. como na ligação em curto-circuito. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. uma corrente acidental elevada circulará. desliga-a. por exemplo. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. colocando a seguir não só o cadeado. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. que. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra".

etc. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos... etc. pela dificuldade de realização de programas definidos. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. MÁQUINAS.1 . correias. etc. Milton Serpa Menezes .1 INTRODUÇÃO Sabemos que.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. marteletes. mas. 8.. explosões de reservatórios pressurizados. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. normalmente. etc. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. g) falha elétrica. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. eletricidade. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo.. Eng. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. por exemplo: aço liquado em operações de fundição..2. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. cadeiras cinemática. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. etc. prensas de impacto. fuga de carga. volantes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. bocas de forno. 8. fragmentos de metal quente em forjaria. d) falhas mecânicas. mau contato. etc. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. modernamente. ruídos. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. c) trabalho de processo. etc. polias. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. e) f) calor. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. por exemplo: curiosidade. como por exemplo. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos.. por exemplo: quebra de eixos com volantes. fadiga. bem como. pois. enfermidade. operação de compressores. medo. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. máquinas e peças em movimento. estilhaços de disco de corte abrasivos.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. permitindo maior produtividade.

pressupões queimaduras.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. Os dispositivos protetores podem ser fixos. a cortes. Eng. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. na prática. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. distensões. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. Milton Serpa Menezes . Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. interconectados ou automáticos. ou. rotativo e alternativo.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. 8. provoca deslocamento de ar.2. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação. Prof.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. o alternativo.2. esmagamentos. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa.cremalheira 8. o calor. São exemplos de movimentos combinados: .3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais. A violenta despressurização. explosiva. São exemplos: 8. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa.

As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. que podem ser elétricas.3. uma combinação de tipos.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. até 2. Milton Serpa Menezes . como uma primeira alternativa. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. as coifas de esmeril.50m do plano de trabalho. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita.3. para as proteções interconectadas. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. apela-se. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. devem ser protegidas por meio de telas de aço. e. mecânicas. basicamente. não devendo ser retiradas. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. Eng. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota.50 m do plano de trabalho. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. até 2. 8. São exemplos clássicos.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS. Devem atender. quando estiver até 2. do modo como a operação será realizada. pneumáticas. d) em todos os casos de proteção. ou.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8.

não causando incômodo ao operador. Condições básicas Nas proteções.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. manutenção e normalização. manter inalterados. materiais de construção. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. resistentes. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. tanto quanto possível. desconsiderada a relação custo-beneficio. nem introduzir novos riscos.). devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. Eng. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. Prof. elétrico ou pneumático. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. proporcionar à máquina a efetiva proteção. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. facilmente reparáveis ou substituíveis. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. pontas. São de acionamento mecânico. Milton Serpa Menezes . inspeção. etc. devemos levar em consideração não só a segurança do operador.3. tanto quanto possível. Um exemplo clássico é a guilhotina. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. como também a dos demais trabalhadores. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. apresentando um mínimo de manutenção. Características dos protetores Os protetores. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. 8. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. ser duráveis. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo.

Eng. Para pisos ou elementos metálicos vazados. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. Quando é requerida transparência. aos materiais ferrosos e não ferrosos. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. Prof. na uniões por parafusos. Nos protetores térmicos. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. empregar tipo passante e contra porca. evitar soldas de cutelo. tanto quanto possível. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. solda ou fixadores normalizados. empregar materiais inorgânicos. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. quando possível.

os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco .1.69 Amarelo-pálido -0. Assim. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho.50 Cinza-neutro -0.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. creme e marfim.1 9. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.59 Cinza-claro .55 Camurça .0.50 Verde-Claro -0.0. se no entanto.65 Verde-pálido -0.52 Rosa-claro -0.0. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. Por outro lado.5% ao paladar. temos a redução do tempo de percepção. embora proporcione aumento da visibilidade.0. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes.0.10 Turquesa-claro -0.35 Vermelho . cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição.15 Verde-escuro -0. relativa a um perigo iminente. assim.41 Turquesa-claro . é necessário adotar uma escolha de cores Prof. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície. 87% ingressam pelo sentido da visão. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9.50 Alumínio -0.5% ao tato e 1. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. contudo. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. assim como entre esta última e o fundo próximo. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão. a seguir.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. realça determinada cor. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão. Milton Serpa Menezes . pisos e equipamentos. forros. Deve-se observar. entre a área de trabalho e a máquina. utilizando-se lâmpadas incandescentes. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. Por exemplo.65 Azul -0. 3% ao olfato. São relacionados. 1. Eng. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador.10 Preto-absoluto -0. Como conseqüência de uma boa visibilidade.88 ou88% da luz incidente Creme -0. Quanto à visibilidade. Pode-se. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo. que a luz artificial. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. cinza e lilás.

com freqüência e por muitos dias do ano. daí o nome que recebem: cores frias. seu fator de reflexão é de 0. como no exemplo anterior. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores. um considerável esforço visual. o fator de refletância próximo de 0.0. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois.080 = 0. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. com o emprego apropriado da cor. divididos pelo fator maior). ou seja. aumentando. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante.80 a 0. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes.20 a 0. Desta forma.0. melhora as condições de produção. e seu valor é independente do volume de luz e jogo.80 Passando da observação da máquina para o fundo. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e.56). essa condição fatigante. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca.0. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. São introspectivas. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. Milton Serpa Menezes . tranqüilizantes. obviamente. as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador.0. a escolha de cores deve ser tal que. diminui o absenteísmo. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. requerendo. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto.2. repousantes. Voltando a observação da parede para a máquina. é: 0. Eng. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. ou minorar. a parede de camurça-claro (fator 0.08. um interior pode-se tornar mais atrativo.40 Contraste médio . As cores verde.90 0. aumenta as condições de segurança. Como visto.80 .05 Para obtenção de melhores resultados. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento.40 a 0. segundo seus respectivos comprimento de onda.20 Contraste fraco . a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. Prof. principalmente quando presentes no seu campo visual. neste caso. dá-se reação contrária.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente.80. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . Desejando-se eliminar. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. com um fator de reflexão de 0.45). O fator de reflexão (ou seja. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados. São cores que se expandem.

Estabelecida esta classificação. como dominante. para proporcionar o equilíbrio. púrpura (azul com vermelho). a temperatura do ambiente. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. Em caso contrário. azul e amarelo. isto é. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. em contrapartida. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. dinâmicas. se observadas de fora. vermelho. ou até quatro cores. Milton Serpa Menezes . Prof. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes.alaranjado (vermelho com amarelo). uma cor quente. verde e alaranjado). com maior valor e intensidade. A outra cor. aparentemente. as superfícies de cartazes e avisos. a oposta. Se forem empregadas três. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. usa-se em maior extensão. Quando se quer comunicar idéia de calor. Aumentam. vermelho e laranja são cores quentes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. São extrospectivas. púrpura e vermelho). Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. Em termos gerais. Amarelo. porém. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. agressivas e excitantes. na horizontal. Eng. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . utiliza-se uma cor fria. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. será usada em menor área. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. verde (amarelo com azul). Com relação as cores leves (amarelo. entretanto. Reduzem.

é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). As partes altas das paredes. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). paredes. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. por exemplo. repousar a vista dos trabalhadores. para aumentar a reflexão da luz. Para os tetos baixos. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental.1. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. de grande superfície. à sua exposição. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. o Além da legislação. Por outro lado. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0.50 e 0. tetos e pisos. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. ou seja.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. destacar-se da parte fixa. com iluminação direta. da Portaria 3. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. Milton Serpa Menezes . a eficiência e o conforto. 9. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. A parte ativa (por exemplo. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. normas NB-76 e NB-54. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. quando se considera o emprego das cores em máquinas. azul claro.60. assim. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. à altura da superfície iluminada. etc.214. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. Eng.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. favorecendo. valor ou intensidade. segundo sua função. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. Na pintura de máquinas. Contudo. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. Prof.

evitando-se brilhos com violento contraste. tipos de operações. lilás. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). azul. escadas. • Indicações de extintores (visível a distância. suporte. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO .NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. Dentre todas as considerações feitas. alumínio e marrom. características dos produtos elaborados. moldura da caixa ou nicho). cinza. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. delimitando áreas. No entanto. equipamentos de emergência. características das operações. púrpura. sistema de iluminação natural e artificial. branco. Milton Serpa Menezes . com especial consideração quanto à sua cor. • Extintores e sua localização. laranja. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. • Tubulações. • Sirene de alarme de incêndio. dimensões. para melhorar a iluminação interior. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. em outros casos. um alto fator de reflexão será conveniente. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. forma e orientação do estabelecimento. verde. • Portas de saída de emergência. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. São adotadas as seguintes cores. dentro de áreas de uso de extintores). • Baldes de areia ou água. preto. Os meios de transporte. Eng. • Caixas com cobertores para abafar chamas. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. deve-se ainda ressaltar que. para extinção de incêndio. vermelho. e advertindo contra riscos de acidentes. corrimãos.1. 9. idade e nível intelectual dos trabalhadores. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. amarelo. tipos de máquinas. sexo. suas dimensões e localização.

• Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". com listas pretas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. • Meio-fio. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. Prof. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. etc. piche. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". óleo combustível. etc. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis.) e de plataformas que não possam ter corrimões. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. • Espelhos de degraus de escadas.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. • Localização e coletores de resíduos. reboques. • Localização de bebedouros. pontes-rolantes. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. etc. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. vagonetes. ou combinado a este. ou fontes de energia dos equipamentos. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. vigas. • Direção e circulação. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. de partida. que deverão permanecer fora de serviço. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. por meio de faixas (localização e largura). quando condições especiais o exigirem. parapeitos. escavadeiras. entradas subterrâneas. asfalto. Eng. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • Cavalete. tratores industriais. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. por meio de sinais. • Zonas de segurança. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). • Cabines. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. • Vigas colocadas à baixa altura. • Corrimões. onde haja a necessidade de chamar a atenção. alcatrão. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos.: óleo lubrificante. guindastes. postes. Milton Serpa Menezes . • Áreas destinadas a armazenagem. • Pilastras (pilar quatro faces). • Paredes de fundo de corredores sem saída.

prensas. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. • faces externas de polias e engrenagens. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. • emblemas de segurança. Eng. etc. • quadro para exposição de cartazes.deverá ser usado para identificar eletrodutos. Prof. • parte móveis de máquinas e equipamentos. sódio. • dispositivos de corte. b) cinza escuro . CINZA a) cinza claro . PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. caixas contendo EPI. etc. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. potássio. boletins.). avisos de segurança. MARROM O marrom pode ser adotado. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. • dispositivos de segurança. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. • localização de EPI. • botões de arranque de segurança. Milton Serpa Menezes . para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. bordas de serras. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. • macas: • fonte lavadora de olhos. • chuveiros de segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. • caixa contendo máscara contra gases. a critério da empresa.

• TODA A SINALIZAÇÃO. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. nomeadamente: .Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. Eng. de uma forma rápida e inteligível. deve preencher os seguintes requisitos básicos: .Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras.Atrair a atenção . a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara).2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. .Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. deverão receber a aplicação de cores. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. .Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível . conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. .Som Comunicação verbal -----. . para condução de líquidos e gases.Ser clara e de interpretação única . e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. 9. relacionada com um objeto. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. Milton Serpa Menezes . a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes. entre outras. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------.Placas Luz -------------------------. preto ou verde.Informar sobre a conduta a seguir . uma atividade ou uma situação determinada. devem respeitar-se. As canalizações industriais. reduzindo o risco de acidentes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. ou a ambas. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização. 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo. Obrigatoriamente. em toda sua extensão. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho.

dos perigos e da extensão da zona a cobrir. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. Devem ter forma triangular. que deve cobrir. Devem ter uma forma circular. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. 50% da superfície do sinal.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. Prof. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. da esquerda para a direita. • Sinal luminoso ou acústico. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. que indique o início de uma determinada acção. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. de forma repetida. 50% da superfície do sinal. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. a altura e em posição apropriadas. se necessário. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. Eng. etc. posteriormente. pelo menos. um pictograma negro sobre fundo amarelo. pelo menos. e uma margem negra. que deve cobrir. pelo menos. pelo menos. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. que deve cobrir. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. onde constam as vias de saída de emergência. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. Milton Serpa Menezes . SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. em locais de boa visibilidade. 50% da superfície do sinal. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. verificados e. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. 50% da superfície do sinal. pelo menos. reparados ou substituídos. devendo a cor vermelha ocupar. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. que deve cobrir. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. conservados. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes.

de igual modo. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. bem como de queda de objetos ou de pessoas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. as quais. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. ou com as cores vermelha e branca alternadas. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. Esta informação é complementada com símbolos. indissociáveis do pavimento. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. Eng. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. quer entre veículos e trabalhadores. Milton Serpa Menezes . SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. nalguns casos. cujas indicações principais se passam a enunciar. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. é feita com as cores amarela e negra alternadas. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. intempéries e agressões ao meio ambiente. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. ARMAZENAGEM As zonas.

Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. quais são os locais perigosos. . soldadura.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros.Os sinais acústicos. Milton Serpa Menezes . . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. . na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. evitando-se que a pessoa se detenha. tendo em vista as suas condições de utilização. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . . e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso. . desde que utilize o mesmo código de sinal. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. em vez de um sinal luminoso contínuo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar.As comunicações verbais e gestuais. por exemplo. Eng. SINAIS LUMINOSOS . que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. SINAIS ACÚSTICOS . para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. onde e. sem ser excessivo ou doloroso.Os sinais luminosos. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. leia. . . .Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. por exemplo: Prof. intermitentes ou contínuos. . para indicar por meio de placas.

9.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. em letras pretas sobre o fundo branco.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. Eng. porém.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. Prof. deverá ficar centrada no retângulo preto. com letras pretas sobre o fundo branco. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. A palavra 'ATENÇÃO". O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal.2. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. localizado na parte superior da área total do aviso.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. fundo branco. 9.2. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco.2. dentro do oval vermelho.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. • Sinalização direcional: indicando escadas. 9.2. 9.2. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. 9. em cor amarela.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras. As letras serão em branco sobre o retângulo azul. localizado na parte superior da área total do aviso. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. Milton Serpa Menezes . com flechas brancas sobre retângulo preto. completas. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. Assim.

1Kw 1000w. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves. queimaduras e contrações fortes dos músculos. em energia térmica. No entanto. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. até providenciar o aparelho. 1 cv=736watts. b) Corrente continua (CC).3. em sua geração. cessa a respiração.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. 10. fibrilação do coração. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. 1 hp=746watts. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração.volt Resistência elétrica = R - 10. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. minerais radioativos.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. Indiretos: quedas e batidas. Milton Serpa Menezes . 10. o petróleo. luz solar. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). etc. Eng. E tempo de alguns minutos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. carvão mineral. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . Para intensidade de corrente acima de 2. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas.Ampere Tensão ou DDP = V .4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. pela passagem de uma corrente. 10. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. se a mesma Prof. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. geradores mecânicos denominados alternadores. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular.3. ocorre também a parada respiratória. os ventos. kwh = p x t. como água dos rios.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. em energia luminosa.1 DIRETOS Morte. etc. lagos e mares. Há contração muscular do tórax.

eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR .2 e 5. quando úmido.00055 A 400. Milton Serpa Menezes . a resistência elétrica do corpo humano. = 23 mA.V) ou tensão (alta ou baixa tensão). etc. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. sexo fem.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. condutores nus. Um DR é constituído. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10.: carcaças de equipamentos).55 mA seco ou 0.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA.3: Existem duas condições de perigo. vai influenciar na gravidade do choque elétrico.I I=? I= 220 = 0. Prof. b) transformador diferencial. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos. em suas linhas essenciais.= 15 mA.46 mA úmido ou 0. Eng. normalmente não energizadas (ex. O transformador é constituído por um núcleo laminado.1. por exemplo: barramentos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. E corrente de 220 v. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). A resistência oferecida pela parte interna do corpo. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. Ex. tem uma resistência de 400 000 Ohms.1. c) disparador diferencial.00146 A 15. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". Ex. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual.000 10. terminais. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.1. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. uma resistência de 15 000 Ohms. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração.5. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem.025 A 37. de material com alta permeabilidade.1. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt . quando seco.000 I= 220 = 1.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. um contato acidental com um ponto energizado. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. Sexo masc. 5. constituída pelo sangue. mas que. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.

adaptadores e tomadas em mau estado. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. tocando-o com a ponta dos dedos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. fios ou moedas. tendo as mãos. tais como furadeiras elétricas. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. manuais. 10. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. ou sob a ação de um chuveiro. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. de cátodo frio fluorescente ou não. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. Esta prática poderá. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. 12) Se estiver no banheiro. funcionam com alta tensão. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. 24) Não brincar com a corrente elétrica. etc. 19) Se o disjuntor desligar. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. lixadeiras elétricas. além de ser uma aberração técnica. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. inclusive. de pés descalços. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. como lavanderias. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. desligue o ferro elétrico. deve ser banido. garagens ou jardins. Milton Serpa Menezes . deverão ser aterradas. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. antes de religá-lo. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. as vestes ou o calçado molhados. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. telefones. Prof. 8) Não trocar fusíveis por arame. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. no lar ou na fábrica. 28) Todas as máquinas elétricas. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. e estiver passando roupa. não toque em equipamentos elétricos. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. é de sua responsabilidade. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. ser considerada criminosa. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. Eng. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. Há outros meios eficientes e mais seguros. um fio ligado. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. como por exemplo. entre os dedos ou na ponta da língua. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. receptores de rádio.

31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. chuveiro elétrico e ferro elétrico. Milton Serpa Menezes . ou quaisquer lugares de trabalho. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. Eng. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. o que é perigosíssimo. verifique a instalação elétrica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. após trabalhos de reparo ou manutenção. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. em garagens. Prof.

eles devem participar de um curso especial para cipeiros. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. Prof. e maior o grau de risco da atividade.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11.1. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados.1. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. além de realizar suas atividades normais de trabalho. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. 11. 11. 11. 11.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. Eng. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. através de eleição direta e voto secreto. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. maior será o número de participantes da CIPA. atos e condições inseguras. evitando acidentes. realizado por entidades credenciadas. Assim.1. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. com duração mínima de l 8 horas.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. quanto maior for o número de empregados.1. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. Além dessa reunião mensal. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente.1. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. hora e local de realização das mesmas.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. denunciar as situações de insegurança. 11. Milton Serpa Menezes .1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. sugerir cursos.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra.1.1. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. com dia. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. proteção contra incêndio. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. etc. riscos ambientais. fatores que influenciam nos acidentes. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. 11.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11.

etc.8 A SIPAT O item 5. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. Milton Serpa Menezes . atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças.SIPAT". que. e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.16 . conforme já sabemos.participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. . seminários.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade.alínea e . a longo prazo e pela via educativa. entre suas funções. mormente através de atividades educativas. Estabelecida essa verdade . a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. funções. são utilizadas palestras. Construídos os objetivos.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT.já se tem um bom ponto de partida para sua organização. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. . retira-se um objetivo a ser alcançado.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. obrigatoriamente. . a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. Após esse estudo. 11. de onde se detectou uma necessidade. Para tanto sugere-se que. simpósios. com a Administração através dos representantes do empregador. como também. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. A SlPAT é uma delas. isolado. painéis. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado.001-4 / I2) Prof. .as políticas da empresa para o setor. . Eng. (104. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . é a forma de se obter aprendizagem real. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT. Em geral. e sobretudo com os demais trabalhadores. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. Portaria 3214/78. deverão manter. conferências. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. no caso da utilização de palestras e conferências. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. . os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. agindo à revelia dos companheiros.2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas.mencionar mecanismos de controle desses riscos. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes.da NR 5.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. . Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. Sendo assim.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho.a realidade da saúde e segurança do País.1.

MTb. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. técnico de segurança do trabalho. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. b) determinar. quando solicitado.médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. inclusive máquinas e equipamentos. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. f) promover a realização de atividades de conscientização. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. Milton Serpa Menezes . de acordo com o que determina a NR 6. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. os engenheiros de segurança do trabalho. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. Prof. a utilização. em nível de pós-graduação. desde que a concentração. em nível de pós-graduação. engenheiro de segurança do trabalho. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. além de apoiá-la. Neste caso. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. estimulando-os em favor da prevenção. do Ministério da Educação. valendo-se ao máximo de suas observações. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. conforme a NR 27. treiná-la e atendê-la. em nível de pós-graduação. Para fins desta NR. pelo trabalhador. observadas as exceções previstas na NR 4. mesmo reduzido. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. registrados no Ministério do Trabalho . tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. b) médico do trabalho . d) auxiliar de enfermagem do trabalho . c) enfermeiro do trabalho . anexo. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. exercendo a competência disposta na alínea "a". Para fins de dimensionamento. obedecido o Quadro II. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. conforme dispõe a NR 5. constantes dos Quadros I e II anexos. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. d) colaborar. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir.

sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. através do órgão regional do MTb. Entretanto. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. e deverão estudar suas observações e solicitações. Eng. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. com ou sem vítima. embora não seja vedado o atendimento de emergência. no mínimo. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. IV. propondo soluções corretivas e preventivas. dela valendo-se como agente multiplicador. V e VI. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. quando tornar-se necessário.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. Prof. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. os fatores ambientais. e todos os casos de doença ocupacional. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). Milton Serpa Menezes .

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. Entretanto é praticamente impossível anula-los. devido aos perigos ou processos implicados. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. para facilitar a atuação do socorrista. em locais de fácil acesso. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados.1 Dos primeiros socorros. Sem ficar na dúvida.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. tão somente. até a chegada do médico. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. compreensão e confiança. serenas. suaves e seguras. não é conveniente trancá-la. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. vamos encontrar uma série de instrumentos. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. Se não se diz nada. Por medida de precaução.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 .1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. assim como de empresários. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. Na área de prevenção de acidentes. 12. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. os instrumentos pontiagudos como pinças. visamos. medicamentos. nestas circunstancias. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. Eng. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. facilitando. vítima de acidente ou mal súbito. considerando-se as características da atividade desenvolvida. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. na sua forma mais elementar e eficiente. soluções. Via de regra. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. e é preciso que sejam bem acondicionados. os primeiros socorros a um acidentado. tesouras. entretanto. Prof. minorar a dor e evitar complicações do problema.2. Milton Serpa Menezes . mas. nas empresas. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. ao invés de atrapalhá-lo. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. assim. mas também repor o material utilizado. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. Devemos. Por definição. organizados. até a chegada de um médico. ainda assim. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. conduzindo-se com serenidade. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. embalados de forma adequada. não só arrumá-la. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. assim. a um doente ou vítima de mal súbito. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. o seu manuseio. para verificar o prazo de sua validade. trabalhadores e leigos. No seu interior da(as) caixa(as). o aumento da mecanização. Todos os frascos deverão ser rotulados. pois. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. se falar demasiado. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. assim como as ampolas. outrossim.

Nas varias dependências da empresa. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. Milton Serpa Menezes . cujo uso específico deve ser conhecido por todos. e aplique o que irá aprender.2. lave bem as mãos. Se tiver que fazer um curativo. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. calmo. procure inteirar-se da lesão. Eng. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. As caixas devem conter.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. 12.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. os seguintes materiais e medicamentos. Mantenha-se pois. • Primeiramente. no mínimo. Prof. 12.

no entanto. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. entra em contato com a pele. para saber quando desapertar. É importante marcar no relógio o início da compressão. extensos com hemorragia: 1 . Eng. como faca. acima do ferimento (não usar fios. • 12.da hemorragia. mesas. nos membros. haverá uma hemorragia. prego. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. 4º lugar . Sempre que ocorrer um ferimento. teremos uma ferida. antes de fazer o curativo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos.de queimaduras 6º lugar . não deixando o ferimento descoberto. O que fazer em ferimentos. removendo do local eventuais sujeiras como terra. dependendo da quantidade. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. sem. 4 . maquinas. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia.passar um anti-séptico. pela necessidade de tratamentos precisos. cuidando em: 1º lugar .4. superficiais e com hemorragia moderada: 1 . até parar a hemorragia. profundos. Prof. caco de vidro. 3º lugar . pode ocorrer pelos mais variados motivos.. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. quedas. entre os quais batidas em ferramentas.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves.colocar sobre o ferimento água oxigenada. etc.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. • fazer um meio nó. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. 5 . 2 . apertar demais. teremos a ocorrência de um ferimento. ou um golpe forte.da parada cardíaca.de fraturas. O ferimento é lesão das mais freqüentes e.lavar a parte atingida com água e sabão. produzindo rotura. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. pomadas. na industria. pó secante. 3 . óleos. diremos que houve apenas uma escoriação local porém.procurar logo um Serviço Médico. poderá ser fatal. graxa. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo. e não pastas. se o trauma rompe todas as camadas da pele. Milton Serpa Menezes . não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda.de envenenamentos 5º lugar . 6 .4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. • torcer a madeira até parar o sangramento. 7º lugar . 12.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. aproximadamente 5cm. • completar o nó acima da madeira. barbantes ou corda em lugar do pano).de ferimentos. aplicar o torniquete.da parada respiratória 2º lugar .lavar as mãos com água e sabão.

tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. 3º . Prof.colocar sobre o ferimento água oxigenada. nunca tocando nos órgãos expostos. Devido à extensão do ferimento. também conhecido corno "galo".retirar toda a roupa do acidentado. 5 . pomadas.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. sem travesseiro. pulmões. Num acidente. etc. Ferimentos na cabeça Numa queda. ossos. comprimindo bem o curativo. removendo do local eventuais sujeiras como terra. etc. formando no local do choque traumático um hematoma. 7 . 6 . Quando isso acontece. 3 . graxa. Eng.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. intestinos. 2 . 6 . tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos. apertar. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. 4 . pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. O que fazer: 1 .prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo.passar um anti-séptico e não pastas. podemos ver os órgãos internos como os músculos. nunca tocando nos órgãos expostos. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. 2 . 4 . tombo. sem. 3 . caco de vidro. molhadas com água oxigenada.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. 2º ..lavar as mãos antes de fazer o curativo.passar anti-séptico nas bordas da ferida.passar água oxigenada nas bordas da ferida.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. pode ocorrer ferimento do crânio.lavar a parte atingida com água e sabão. Milton Serpa Menezes . através da ferida. O que fazer: 1º . • Ferimentos com exposição de órgãos internos. tendões. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. no entanto. 5 . assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia.afrouxar todas as roupas. assim como a chamada da assistência médica. óleos e pó secante. acalmando-o.deitar a vítima de costas.ocorrendo a hemorragia.

naturalmente. A tocha em fogo era. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar.1. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. produzida por atrito ou pelo choque. 1. o homem aprendeu a dominar o fogo. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. como bem sabem os escoteiros. produz calor. 13. Prof. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. quando sentamos perto de uma fogueira. 13. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. deve haver algo para queimar. medo. é também um de seus maiores inimigos em potencial. O método do arco e da broca não é fácil.000 anos atrás. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio.1. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. Eng.pedaços de cortiça. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite.1. Ainda hoje. um combustível de qualquer espécie. Para produzir fogo. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. Até épocas relativamente recentes. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. que se inflama a baixa temperatura. grande auxiliar do homem. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. para cozinhar o alimento. Milton Serpa Menezes . A fricção. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. 13.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. Primeiro.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). 2. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso.1. 3. 13. 2. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. superstição e adoração. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. Por trás desses três fatores está o próprio homem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. 13. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção.1. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . 4. então. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. Em certa época da evolução.

1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. eliminaremos o fogo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. devido à falta de precaução ou descuido. defeitos da ignição dos automóveis. Necessitam para a sua extinção.2. Prof. A quarta parte restante tem causas diversas. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. indicando que há fogo em algum lugar? 13.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. fibras. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. possivelmente estáveis. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). madeira. Você sabe. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. pilhas de madeira.2 Classes de Incêndio 13. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. Assim. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado.. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. estejam acampadas. cestos de papéis. Eng. Ou seja se suprimirmos desse triângulo. 13. Milton Serpa Menezes . para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. em superfície e profundidade. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. 13. como depósitos de carvão. isto é. defeitos nos fornos. A partir disso. um dos seus lados. por exemplo.1.1. etc.

É boa condutora de energia elétrica.3. Prof. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície.. Para sua extinção. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. os quais.3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. gás carbônico e pó químico seco. quando queimam.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. 13.2. óleo. espuma. tintas. 13. Exige-se. para a sua extinção. Age por resfriamento. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C.2. Milton Serpa Menezes . usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. etc. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. Eng.

Milton Serpa Menezes . como estabilizador). porque contêm água. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. são úteis nos incêndios de Classe A e B. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. uma espécie de sabão líquido concentrado.3. Eng. Prof. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. Portanto. Agem por resfriamento. Sua razão de expansão é de 1:6. Sua razão média de expansão é de 1:10.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. devido a própria espuma. devido a água e por abafamento.

inodoro. sob a pressão de 850 libras. Quando aplicado sobre os incêndios. incolor. suprimindo e isolando o oxigênio do ar. Não dá bons resultados nos de Classe A. Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Prof.3 GÁS (CO2) Gás insípido. em tubos de aço. Pesa cerca de 1.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. age por abafamento.3. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. inerte e não condutor de eletricidade.

aliás.3. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. Eng. Prof.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Contudo. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. 13. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. de magnésio e outros. segundo teorias mais modernas. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. o CO2 é mais indicado. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Milton Serpa Menezes . Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. Age por abafamento e. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda.

(123.4 Medidas de Prevenção: 13.Pressão Injetada .3.004-2 / I2) Prof. 1. Disposições gerais. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos. em caráter permanente e completamente desobstruídos.4.1. 2° Comprimir o gatilho da pistola. com largura mínima de 1. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio.003-4 / I1) 2. (123. Modelo Pressurizado . Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. 13. em caso de emergência.1 NR 23 . deverão existir. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. Milton Serpa Menezes . em número suficiente e dispostas.2. Onde não for possível o acesso imediato às saídas. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. (123. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço.20m (um metro e vinte centímetros).1.002-6 / I2 ) 2.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. em caso de incêndio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo . 2° Comprimir o gatilho da válvula.001-8 / I3) 2.20m (um metro e vinte centímetros). circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. Eng. (123.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1.

Os poços e monta-cargas respectivos. entre elas e qualquer local de trabalho. (123. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. para mais ou menos. Milton Serpa Menezes .9. aferrolhada. e segundo a natureza do risco. em caráter permanente. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos.022-0 / I1) 7. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. vias de passagem ou corredores. Quando não for possível atingir. Durante as horas de trabalho. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho.4.3. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. (123. Ascensores. 2.005-0 / I2) 2. Portas corta-fogo. 4.1 Todas as escadas. 8. (123.1.3. no sentido do da descida.1. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme. mesmo fora do horário de trabalho. Poderão ser exigidos. Exercício de alerta. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis.6. não impeçam as vias de passagem. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados.5. requisitos especiais de construção. deverão existir. 3.7. As aberturas. de níveis diferentes. cabe: a) acionar o sistema de alarme. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo. (123. Tão cedo o fogo se manifeste. 8. (123. (123.024-7 / I2) Prof. ou do local de trabalho. 5. tanto as de saída como as de comunicações internas.2. (123. ou saída. neste caso. Escadas.017-4 / I2) 3.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30.1.1.6. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa.016-6 / I2) 3.006-9 / I1) 2.1. de mãos ou externas de madeira. Combate ao fogo. (123. as passagens serão bem iluminadas. deverá ser fechada a chave. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. Portas. As portas verticais. (123.019-0 / I2) 5.8. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo. diretamente. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. Estas distâncias poderão ser modificadas.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno. não serão consideradas partes de uma saída. automáticos. (123.7.013-1 / I2) 3. ou presa durante as horas de trabalho. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.7. mesmo ocasional. (123.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. Nenhuma porta de entrada. 7. devem: a) abrir no sentido da saída. (123. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. 6. (123. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho.1. ou portas corrediças horizontais.4.021-2 / I3) 7. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato. (123. indicando a direção da saída.008-5 / I2) 2. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. (123. Em hipótese alguma.011-5 / I3) 3. As portas de saída devem ser de batentes.6. Eng. (123. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio.007-7 / I2) 2.2. as portas de saída.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos. Os pisos. 3.020-4 / I2) 6. (123.015-8 / I2) 3. d) atacá-lo o mais rapidamente possível.010-7 / I2) 3.009-3 / I2) 2.014-0 / I2) 3. que entrave o seu acesso ou a sua vista. pelos meios adequados. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. (123. próximo à chave de interrupção. (123. 7. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. não se tenha de percorrer distância maior que 15. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. com largura mínima de 1.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que.018-2 / I3) 4. se houver instalações de chuveiros sprinklers.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem.1.5. Escadas em espiral. Todas portas de batente. deverão ter rampas que os contornem suavemente e. ao se abrirem. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. (123.

2. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. (123. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.5. não deixando resíduos. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. como: tecidos. (123. a qualquer tempo. (123.029-8 / I1) 8. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados. etc.038-7 / I3) 13. (123. graxas. 13.041-7 / I2) Prof.elementos pirofóricos como magnésio.2. capazes de prepará-los e dirigilos. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. nos fogos das Classes B e C. b) nos fogos da Classe C. (123. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. será usado o extintor tipo "Químico Seco".033-6 / I2) 10. sem aviso e se aproximando.040-9 / I2) 13. (123.027-1 / I2) 8.039-5 / I2) 13. salvo quando se tratar de água pulverizada.030-1 / I1) 8. os exercícios devem se realizar periodicamente.1.5. o mais possível. fibras.3. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. de preferência.3. Um espaço livre de pelo menos 1. Classe C . (123. a fim de. Extinção por meio de água.1. Normalização e Qualidade Industrial . (123.5.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. zircônio. segundo as características do estabelecimento. Será adotada. (123. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas.INMETRO. (123. (123. preferencialmente. extinguir os começos de fogo de Classe A. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. papel. 10. 11.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. (123. porém o pó químico será especial para cada material.037-9 / I2) 12. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. 10. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia. Eng. etc. 9. Classe D .. Classes de fogo. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos.2.028-0 / I1) 8.031-0 / I1) 9. a seguinte classificação de fogo: Classe A . vernizes. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. a fim de assegurar uma inundação eficaz. (123. com ordem da pessoa responsável. fios.. como óleo.1. tintas.032-8 / I2) 10. Todos os estabelecimentos. a fim de evitar o acúmulo de resíduos.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio. 9. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. 10. 12. c) nos fogos da Classe D. (123. Classe B . gasolina.036-0 / I1) 11. titânio. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. deverão ser providos de extintores portáteis.1.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados. Milton Serpa Menezes .034-4 / I2) 10. mesmo os dotados de chuveiros automáticos. (123. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros.2. das condições reais de luta contra o incêndio. quadros de distribuição.4. bem como os guardas e vigias. transformadores. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. a fim de combater o fogo em seu início. (123.1. Extintores.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. Nos incêndios Classe D. (123. Extintores portáteis. freqüentemente. e que deixam resíduos.4.1. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. madeira. Tipos de extintores portáteis.035-2 / I2) 10. etc. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.

a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof. (123. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D. com bordas amarelas. b) de fácil acesso. Essa área deverá ser no mínimo de 1.16. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros.5. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção.4. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos.055-7 / I1) a) de fácil visualização. (123.4. Eng. (123. Nas ocupações ou locais de trabalho.051-4 / I2) 15. (123.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original. Localização e sinalização dos extintores.6.042-5 / I2) 13.00m x 1.061-1 / I1) 18.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso.00m (um metro x um metro).4.5.6.065-4 / I1) 18.043-3 / I2) 13. Sistemas de alarme. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo.060-3 / I1) 17. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência".3. (123. (123.045-0 / I2) 14. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento.2. (123. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. (123.7.064-6 / I1) 18. 18. (123. os lacres.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1. (123.056-5 / I1) 17.057-3 / I1) 17. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.3.1. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas.066-2 / I1) 13. ou "Água-Gás". vermelha. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. examinando-se o seu aspecto externo. (123. com data em que foi carregado. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D. (123.046-8 / I2) 14.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.052-2 / I2) 17. (123.050-6 / I2) 14. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura.063-8 / I2) 18. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês.062-0 / I3) 18.1. 15. facilmente quebrável. O extintor tipo "Água Pressurizada". a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes.5.2.058-1 / I1) 17. (123. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios. (123. (123.059-0 / I1) 17.4. (123. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente.2.1. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. (123. (123. (123. 17. deverá ser providenciada a sua recarga. Milton Serpa Menezes . Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente.7.6.5. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado.049-2/I2) 14. deve ser usado em fogos Classe A. Quantidade de extintores. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo). 17. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica. (123. data para recarga e número de identificação. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0.047-6 / I2) 14. (123.048-4 / I2) 14. 14.1. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.4.3. Inspeção dos extintores. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado.044-1 / I2) 13.

evitando o pânico. depois abra o gás. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. procurando usar tubulações metálicas 13. óleo. • Tendo verificado vazamento de gás. • Preso numa sala. • Em caso de muita fumaça.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. • Quando não estiver utilizando o fogão. • Ao sair de casa. chame o Corpo de Bombeiros. gasolina. nunca por elevadores. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. abra a casa para ventilar o local. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. Não use Benjamins "T". • Nunca instale cortinas perto do fogão. evitando que o fogo se propague. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. O Socorro sempre chega. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. • Fora do prédio. • Use o extintor de incêndio. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. Eng. Alguém pode estar precisando de real ajuda. sem escancarar portas e janelas. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. • Em hipótese alguma salte do prédio. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). não ligue ou desligue luzes. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. • Respeite os avisos que proibem fumar. para posterior confirmação da ocorrência. graxa. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. • Saia pela escada. • Diga o que está acontecendo. endereço e um ponto de referência. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. deixe a válvula de gás desligada. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. não sendo possível apagá-lo. Milton Serpa Menezes . saia imediatamente. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. não risque fósforos. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas.4. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. Prof. Coloque-se onde possa ser visto. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. etc. jamais retorne.

304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. periódico. forma de registro. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. estratégia e metodologia de ação. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. Milton Serpa Menezes . de retorno ao trabalho. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. demissional. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. manutenção e divulgação dos dados.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO . entre outros. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. Eng. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. de mudança de função.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais.304 Ufir Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. no mínimo: o planejamento anual. O PCMSO deve incluir. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.

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