UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

por conseguinte. Esse notável romancista inglês. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. é bem verdade. Pouco a pouco. de fato. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. através de críticas violentas. Prof. mas também de mulheres e crianças. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. em menor escala. em 1970.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. amparar a vítima do acidente. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. O trabalho em máquinas sem proteção. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. A sofisticação das máquinas. No Brasil. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. de outro lado. Ao mesmo tempo. também. Na Inglaterra. atravessamos os mesmos percalços. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. da gravidade desses acidentes. a inexistência de limites de horas de trabalho. embora tivéssemos já a experiência de outros países. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. técnicos e governo. empresários. gases. lamentável a situação que enfrentávamos. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. o que fez com que se falasse. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. devendo esta. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. Milton Serpa Menezes . pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. Nos últimos momentos do século XVIII. Eng. Nessa época.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. Considera-se. de forma detalhada. 5%. serviços inadiáveis e greve abusiva). a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. deve ser observado um descanso de onze horas. . auditiva. em seu Artigo 7º. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. 4%. 2%.214 de 08 de junho 1978. de 13 de julho de 1990. . Aos trabalhadores idosos. .741 de 01 de outubro de 2003. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. este deve ser de vinte e quatro horas.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. não excedente a oito horas diárias. sendo esta duração. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. Entre uma jornada de trabalho e outra.º 3. cujo texto. de qualquer natureza. Durante a jornada de trabalho. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). isto é. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. II – de 201 a 500 empregados.5. Segundo o Artigo 36. sendo vedado o trabalho noturno. preferencialmente aos domingos. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. Prof. 1. ou IV – mais de mil empregados. visual e mental.horário especial para o exercício das atividades. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil.5. na admissão ou permanência no emprego.exigir atestado ou exame. III – de 501 a mil empregados. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. em qualquer atividade privada. conforme expressado no Estatuto do Idoso. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. higiene e segurança”.298 de 20 de dezembro de 1999. As empresas que adotam o trabalho noturno. Por ser um direito de todos os trabalhadores. do Artigo 154 ao 201.296 de 02 de dezembro de 2004. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. para os efeitos de aplicação. e a pessoa com mobilidade reduzida. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). 3%. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. assegura a todos os trabalhadores. para comprovação de esterilidade ou gravidez. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. conforme Decreto Nº 3. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. inciso XXII. perigoso ou insalubre. Eng. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. Lei Ordinária Nº 10. podemos destacar que é vedado ao empregador: .atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. Milton Serpa Menezes . por meio de normas de saúde. através da Portaria N. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. urbanos e rurais. no capítulo que trata dos Direitos Sociais.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”.

do SESC. comum a todos os estabelecimentos novos. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. para o trabalho ocasional. durante a sua vida profissional. para o trabalho contínuo. que atua com habitualidade e subordinação. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento... os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria.) nos estabelecimentos em que trabalharem. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. a mãe terá direito a dois descansos. diretamente ou mediante convênios. A aplicação de todas as Normas. com outras entidades públicas ou privadas. durante a jornada de trabalho. pelas próprias empresas. naquilo que lhe for competente. Eng. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. Após a inspeção. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. pelo menos 30 mulheres. no mínimo. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. iniciativas prevencionistas. Considera-se empregado a pessoa física.5. para aplicação. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. 1. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. ou a cargo do SESI.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. dispõe que os mesmos. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. pelo referido Órgão. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. com mais de 16 anos de idade. um berçário. fornecido pelo empregador. da LBA ou de entidades sindicais”.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. sem prejuízo do emprego e do salário”. ou 25 quilos. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. remuneração e condições especiais. antes de iniciar suas atividades. setor de serviço. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. Os locais para amamentação “deverão possuir. de meia hora cada. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. em regime comunitário. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. Milton Serpa Menezes . é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. uma saleta de amamentação. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. ressaltando que. Também é obrigação do empregador: (. máquina ou equipamento. ou ainda embargar a obra. ao empregador. Prof. de forma pessoal e mediante salário. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho.

n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. e para atender as situações de emergência. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. com mais de 50 empregados. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. em decorrência do embargo ou interdição.os locais devem ter a altura do piso ao teto. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. onde houver necessidade. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador.usá-lo. guarda e conservação. aos empregados. de acordo com as determinações municipais. Prof. atendendo as condições de conforto. . . . composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. ao empregador. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. devendo estar articulado com as demais NR. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. salubridade e segurança. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. pé direito.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. Sugere-se.fornecer. na qual podemos destacar que: . impermeável e protegido contra umidade. efetuar controle individual de entrega de EPI. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. com Certificado de Aprovação (CA). sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. de uso individual utilizado pelo trabalhador. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. datada e assinada pelo trabalhador. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. sem ônus ao empregado da empresa. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. com sua especificação. gratuitamente. o EPI adequado ao risco. em especial com o PCMSO. contra quedas.usar o EPI. obrigatoriamente.os pisos.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. além de haver guarda-corpo de proteção. .adquirir o tipo de EPI. nos locais. o SESMT.devem dispor de material antiderrapante. adequado a atividade do trabalhador. . Milton Serpa Menezes l) . . com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. além de orientar e treinar sobre seu uso. Cabe ao empregador: . apenas para a finalidade a que se destina. Cabe ao empregado: . As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. Eng. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores.

“especial atenção será dada aos cabos de aço. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. a limpeza.1.) as vias principais de circulação. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. incluindo as etapas de projeto..7: (. Todo vaso de pressão deve possuir. movimentação. haja uma faixa livre variável de 0.30 metros.1. p) NR 11 – Transporte. equipamentos contra incêndio. Sinalização de Segurança. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico.70 a 1. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. em local visível. construção. distribuição e consumo. código de projeto e ano de edição. relatório de inspeção. salvo se o movimento for indispensável à sua realização. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida.3: (. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. Milton Serpa Menezes r) . pressão de teste hidrostático.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.6. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. talhas. 1. tais como empilhadeiras. Conforme exposto no item 11. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. Conforme descrito no item 12. substituindo-se as suas partes defeituosas”. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais.. cordas. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”. permanentemente. no mínimo.3. no estabelecimento onde estiver instalado.80 metros. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). com nome e fotografia do trabalhador. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. com validade de um ano. no mínimo. placa de indicação indelével com. direta ou indiretamente. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas.60 e 0. Prof.8. entre outros. montagem. número de identificação. no interior dos locais de trabalho. operação. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26.1. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. Esta NR se aplica às fases de geração. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. em local de fácil acesso e bem visível. Os reparos. saídas de emergência. as seguintes informações: fabricante. De acordo com o disposto no item 13. pressão máxima de trabalho admissível. registro de segurança.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. mediante técnica de análise de risco. entre outros. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados... elevadores de carga.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas. Eng. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. transmissão.3. correntes. projetos de instalação ou reparo.2 da respectiva NR. ano de fabricação. e as que conduzem às saídas devem ter. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0.

é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. Refeitório Por ocasião das refeições. por sua natureza. cabendo ao empregado optar por um dos dois. Eng. arejamento. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos.40%. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. por sua natureza ou métodos de trabalho. Cozinha Quando houver refeitório. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. iluminação e fornecimento de água potável. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. sem acréscimos resultantes de gratificações. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. para insalubridade de grau médio. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. emitindo um “Relatório de Inspeção”. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. páginas 160 a 161. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. páginas 201 a 207. instalações sanitárias e locais insalubres. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. condições ou métodos de trabalho. para insalubridade de grau mínimo. em condições de risco acentuado. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. equivalente a: . apresentada na parte IV (Programas e Ações). apresentada na parte IV (Programas e Ações). com requisitos de limpeza.10%. Na periculosidade. prêmios ou participações nos lucros da empresa”.20%. É indispensável que os funcionários da cozinha. que estejam acima dos limites de tolerância. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. Prof. Milton Serpa Menezes s) . a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. . . para insalubridade de grau máximo. vestiários e refeitórios devem possuir. será considerado o de grau mais elevado. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. observada a separação de sexo e provido de bancos. deve haver local apropriado para vestiário. nos quais a atividade exija a troca de roupas. dotado de armários individuais.

poderá notificar os empregadores. sendo proibido o uso de toalhas coletivas.782 UFIR. silvicultura. z) Prof.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. Eng. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. Milton Serpa Menezes . de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). que poderá ser estendido até 120 dias. Em caso de reincidência. Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. . cc) NR 31 . dd) NR 32 . a partir da notificação. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. equipamentos ou medidas adequadas. pecuária. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos.Medicina do Trabalho – 3. Pecuária Silvicultura. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. localização de EPI. a fim de não ocasionar distração. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. conforme os seguintes valores estabelecidos: . sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. no máximo. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias. aa) NR 29 . de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. embaraço ou resistência à fiscalização. dispositivos de segurança e canalização de água. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. 60 dias. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho.304 UFIR. confusão e fadiga ao trabalhador. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. direta ou indiretamente. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. bb) NR 30 . Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. parágrafo único da CLT. que deverá ser de. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos.Segurança do Trabalho – 6. A empresa terá um prazo de 10 dias. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado.mpas.) considera-se agravo a lesão.042 de 12 de fevereiro de 2007. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. à autoridade competente. transtorno de saúde. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte.. há três tipos de CAT: inicial. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. mesmo que estas surjam durante a vida laboral.367 de 19 de outubro de 1976). protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. comunicado anteriormente ao INSS.. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. § 4º (. 337. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. trajeto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. inclusive morte. por meio de formulário específico (anexo).212 e 8.gov. ee) NR Nº 33 .5. subaguda ou crônica. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde. na forma do § 3º. ou perda. que estão acima do limite de tolerância.. A título de classificação para registro. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. Nos casos de acidente de trabalho.. recuperação.).. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. disfunção ou síndrome de evolução aguda. que altera o Regulamento da Previdência Social. Art. que possua meios limitados de entrada e saída.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. avaliação. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. ou redução permanente ou temporária. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. durante a jornada de trabalho. Prof. e Decreto Nº 6. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. de reabertura e de comunicação de óbito.). Eng. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. assistência. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. de natureza clínica ou subclínica.br). de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8.213 de 24 de julho de 91. 1. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. distúrbio. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. ou doença profissional ou do trabalho. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. Milton Serpa Menezes . independentemente do tempo de latência. e todas as ações de promoção. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. imediatamente. doença.. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. monitoramento e controle dos riscos existentes.

5º. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. Seção III. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne. (Instrução Normativa Nº 99. de 10 de janeiro de 2002. e o próprio PPP.1º. que temos expresso. 1.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9).C.6º. . do Ministério do Trabalho. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. por ocasião da avaliação global. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. .406. . tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador.3º. C. registros ambientais e resultados de monitoração biológica.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). . 927. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. Milton Serpa Menezes . com poderes especiais.). Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. análises – qualitativa e quantitativa. gerando a responsabilidade civil. . Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP. apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. fica obrigado a repará-lo. trabalhadores avulsos e cooperados.2º. Para que haja o ato ilícito.213/91. O LTCAT. medidas de controle. de 15 de janeiro de 2004).212 e 8.C. identificação. Eng. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). devendo estar sempre atualizado. por período. do INSS/DC.5. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. .311. 186 e 187. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: .4º. . omissão voluntária. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). de acordo com a Lei Nº 10. entre outras informações. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. conclusão (caracteriza o laudo. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. cópia autêntica deste documento”. quadro descritivo. quando da rescisão do contrato de trabalho. negligência ou imprudência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. durante todo o período em que este exerceu suas atividades.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. por ato ilícito (Arts. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. de 29 de novembro de 1989. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. causando dano patrimonial ou moral. causar dano a outrem. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). quais sejam: . contendo a indicação dos responsáveis técnicos. Código Civil (C. Aquele que. dados administrativos. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03. descrição do ambiente de trabalho. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. que estabelece padrões para elaboração de laudos. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. Prof. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos.

em desacordo com as normas legais. Parágrafo único: Intentada a ação penal. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. podemos destacar da Resolução CONAMA n. a instalação. de 31 de agosto de 1981. demonstrada a culpa. Haverá obrigação de reparar o dano. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. para que haja a responsabilidade criminal. que: (. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado.938. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. Porém. Milton Serpa Menezes 1. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. independentemente de culpa. em seu Artigo 64.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. é expresso pelo Código de Processo Penal. Desta forma. por autoridade ambiental competente. de 01 de junho de 1983. estaduais ou municipais de uso do solo.351. autorizando o início da construção e implantação da empresa. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. de 17 de março de 2005. observando os planos federais. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. não é um documento obrigatório. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. Além deste tipo de responsabilidade. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. para caracterizar o ato lesivo. de três meses a um ano. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. por sua natureza. Pelos artigos acima citados. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. 132. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. até o julgamento definitivo daquela. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. contra o autor do crime. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP).6 . aquele que causar dano a outrem. estará obrigado a indenizar. ou sobre quem seja o autor. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). risco para os direitos de outrem. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. O objeto jurídico.º 357. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. Parágrafo único. conforme Artigo 20 do referido decreto. todas obrigatórias. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno.. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. instalação e operação. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. nos casos especificados em lei. do dispositivo legal.5. Eng.. se o fato não constitui crime mais grave. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. é necessário que haja uma vítima determinada.

de 12 de fevereiro de 1998. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. bem como dele obter subsídios. Milton Serpa Menezes . Penas restritivas de direito.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. que são: suspensão parcial ou total das atividades. devendo. interdição temporária do estabelecimento. Eng. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. após considerado instrumento do crime. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. subvenções ou doações. obra ou atividade. proibição de contratar com o Poder Público.605. Constatada. portanto. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. Prestação de serviços à comunidade. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. poderá ter decretada sua liquidação. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. após transitado e julgado o processo. recolhimento domiciliar. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções. A pessoa jurídica que permitir. manutenção de espaços públicos. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. onde seu patrimônio. Prof. facilitar ou ocultar a prática de crime). e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. através de perícia. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização.

produtos fabricados. 2. Eng. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. ou seja. pela lei brasileira. perturbação funcional ou doença. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. perturbações ou doenças. 131 . de negligencia ou de imperícia de terceiro. as doenças do trabalho. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). ligado ao trabalho. lesão. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. de 05 de março de 1997. perturbação funcional ou doença). Como se vê. c) em viagem a serviço da empresa.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. e) desabamento. essa definição não é satisfatória.172. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". Outras conseqüências podem advir. o que ocasiona sempre perda de tempo. Também são igualados. Do ponto de vista prevencionista. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. Milton Serpa Menezes . e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. no exercício de sua atividade. de acidentes que. e.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. ou a redução da capacidade para o trabalho. c) ato de imprudência. constantes ou não de relações oficiais.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. b) ofensa física intencional. seja qual for o meio de locomoção utilizado. Prof. porém. em intervalo do trabalho. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. portanto. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social.o acidente que. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. mais ainda.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. Pode-se notar. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. as lesões. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. portanto. inclusive companheiro de trabalho. 2. a definição é dada pelo Decreto n0. IV . inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. Para a legislação providenciaria. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. Legalmente. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. podem ser encarados como tal: "I .o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. para efeito de lei.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. Há casos. II . "Art. direta ou indiretamente. etc. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. inundação ou incêndio. entretanto. estes sob certas condições. inclusive companheiro de trabalho. III . embora não tenha sido a causa única. tais como danos materiais (aos equipamentos.a doença profissional ou do trabalho. V . b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão.

pois este se danificou. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. ou de indenização. o que já é um acidente (queda da caixa). basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. Prof. manutenção do mesmo. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. a lesão no homem. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. Por exemplo. em certo momento. Milton Serpa Menezes . ela não teria atingido o seu pé. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. outros fatores de produção. como máquinas. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. bem como a um custo menor. de como já vimos. perda de tempo. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. teremos um acidente mais grave porque. aqueles serem muito mais numerosos que estes. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. causando perda de tempo. porém. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. em virtude. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. Na segunda. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. inclusive. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". nesse caso. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. que interfere na produção. o acidente. Assim. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. A política governamental dos últimos anos. o que. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. ou não. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. aposentado precocemente por incapacidade permanente. Em outras palavras. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. além da perda de tempo e/ou perda material. perda de material. lesão no trabalhador. automaticamente. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. Eng. além da perda de tempo. Do exposto. Por exemplo. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. em que ocorreu. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. Na definição legal. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. do que tirar o pé na hora em que caísse. ferramentas. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. embora não tenha ocasionado lesão. estará afastado a quase totalidade dos outros. Um empregado acidentado. Em todos os casos. constitui um acidente do trabalho. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. Na última. houve dano físico. é também um exemplo de acidente. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. através de uma compensação financeira. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. equipamentos e tempo. a queda da caixa. Em síntese. ao legislador interessou. garantindo-lhe o pagamento de diárias. deixa cair a caixa. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. Equipamentos elétricos. podem ser envolvidos nos acidentes. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. pois além do homem. mais caro se torna substituí-lo. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. Quanto mais especializada a sua função. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. se forem eliminados estes. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. ocorreu tão somente. veículos de transporte são exemplos desses riscos. operações de soldagens. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior.

mal estocada. causando perda de tempo. constitui um acidente do trabalho. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. Prof. Milton Serpa Menezes . Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. Se uma pilha de sacas de café. que interfira no processo produtivo. qualquer ocorrência não programada. desabar e atingir um empregado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. Eng. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. Em outras palavras. causando-lhe alguma lesão.

Sob o ponto de vista prevencionista. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). A ocorrência de uma única morte. • Abusos. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. brincadeiras grosseiras. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. devem ser analisadas todas as causas. 2. Condições inseguras. As formas de comportamento. de trabalho produtivo. sinalização. transporte e manuseio de materiais. uma pesquisa bibliográfica. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. Quando se fala. inerentes às instalações. • Manutenção. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. isto é. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. nenhuma das máquinas construídas. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. responsável pelo acidente. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. na analise de um acidente. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. são capazes de. portanto. antes mesmo que ocorram acidentes. integram uma política de segurança. na maioria das vezes. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. Estudos técnicos. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. em média. ou o dano. Eventos catastróficos. tempestades. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. ainda. Segundo estatísticas correntes. com o tempo. causa de acidente é qualquer fator que. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). Prof. Atos inseguros. Os acidentes não são inevitáveis. como inundações. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. recomenda-se. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. através da eliminação a tempo de suas causas. cor na segurança do trabalho. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos.000 dias. etc. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. Milton Serpa Menezes . 3. eliminar as condições inseguras. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros.. do elemento homem. porém. mesmo que não acuse nenhum acidente.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. Portanto. principalmente no campo da engenharia. Eng. eles.. levantamento. Até o presente momento. • Permanecer embaixo de cargas. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. não surgem por acaso. são causados. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. informações sobre ordem e limpeza. desde a mais remota. a simples analise de risco ou estatística . Vários autores. como máquinas e equipamentos. vio1ação essa. cursos de primeiros socorros. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. além da perda para a família do trabalhador. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. Ao se estudar os atos inseguros praticados. se removido a tempo teria evitado o acidente. 3. No nosso entendimento. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. e portanto possíveis de prevenção.

não pode ser considerada uma condição insegura. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro.). A corrente elétrica. passagens obstruídas. pisos. em outras palavras. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. Milton Serpa Menezes . Prof. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. congestionamento de maquinaria e operadores. a energia elétrica em si. inseguro ou de forma incorreta (não segura). habilidades motoras.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. ou instalações elétricas. 3. etc. armazenagem. Insta1ações mal feitas ou improvisadas.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. no entanto.).Projeto ou construções inseguras. escadas. Eng. as falhas. são condições inseguras. qualidade inferior. 3. sobrecarga sobre o piso.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. etc. defeitos. • Ventilação inadequada ou incorreta. cortante. etc. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado.3. quando devidamente solada do contato com as pessoas.. irregularidades técnicas. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. não. corroído. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. • Iluminação inadequada ou incorreta. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. fraturado. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. escorregadio. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. de maneira a tornalos ineficientes.3 3. tubulações (encanamentos).3. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. por ser perigosa. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. • Uso de equipamento inadequado. Aí se incluem as capacidades sensoriais. maiores serão os riscos de acidentes.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. • Processos. .3. fios expostos. 3. a eletricidade. carência de dispositivos de segurança e outros. 3. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos.

Eng. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. contribuem para redução de acidentes. 3.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. Milton Serpa Menezes .4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores. falha ou falta de treinamento. 3.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. tende a reduzir os acidentes. 3.3. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes. iluminação adequada. layout. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3.3. ausência de ruído.3.3.: problemas familiares e econômicos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. Ex.: seleção inadequada. em um instante a atenção é necessária.3.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. alcoolismo. que prejudica o desempenho. Prof. doenças. Ela é agravada pela monotonia da tarefa.

Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. Adaptação dos instrumentos. a Higiene industrial. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. Prof. Milton Serpa Menezes . fisiológico e psicológico. tornando-se seu trabalho mais eficiente. os parâmetros do comportamento humano. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. Como conseqüência. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. devido. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. de forma a preocupar os altos escalões militares. distante do já existente. antropométricas e biomecânicas do homem. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. por exemplo. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. etc. Organizaram-se então equipes de engenheiros. analisando a eficiência de dois empregados. para o exame destes instrumentos e máquinas. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. para execução do guilhotinamento.. Desta forma. Na Segunda Guerra Mundial. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. um de idade avançada e outro jovem. antropométricas e biomecânicas do homem. a adaptação de um segundo botão. A Medicina do Trabalho. Nessas condições. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). surgiu urna nova ciência . o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. Da mesma forma. sonares. tornaria necessário. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem.ao jovem. médicos e psicólogos. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. no caso. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. por exemplo. com o uso de uma das mãos do operador. mediante o uso de ambas as mãos. de forma a: 4. a mesma motivação para o trabalho. Imaginem ainda. A Psicologia. etc. boa saúde. submarinos.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. em uma obra. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. quando de seu uso. sob o ponto de vista anatômico. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. 4. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação.a pá . Desta forma. Eng. a Física. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. os radares. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas.

Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO". e destinados a engenheiros e médicos. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. Eng. os instrumentos. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. Em 1961. . ministrados em várias universidades brasileiras. Inglaterra. 4. Mediante estas Portarias.6 Classificação da Ergonomia a. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. ou seja. França. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. 4. • Aumentar: o conforto do trabalhador. e entre eles podemos destacar: USA. existentes desde 1973. Holanda.5. 4. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. Em 1949. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. a Ergonomia está apenas no inicio. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. 4. incluem a Ergonomia no seu currículo. a produtividade e a rentabilidade. a ERGONOMIA. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. os EUA e a Europa descobriram que. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. Tchecoslováquia e Polônia. Prof. Bélgica. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. URSS. Além disso. Portanto. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. em Estocolmo. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. em caso de acidentes. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. as condições e o ambiente de trabalho. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. Milton Serpa Menezes b. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva.

Portanto. treinamento. calor. Ex. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. 4. posição. Quando a ação é acompanhada pela função receptora. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. umidade.8 Pesquisas ergonômicas 1 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. Desta forma. na operação de uma máquina.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. c. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. Prof.: No Brasil. psicológicas. etc. atividade ou ambiente de trabalho já existente. demais aspectos: constantes. tato. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). vibrações. postura no trabalho.. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). etc. erros. Eng. paladar e sentidos cinestésicos. botões. processa-as e transforma-as em ações de comando. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. Comparativamente. 3 . • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. forma e identificação dos comandos. onde são processados. • indiretas: por simulação em laboratório. sexo.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. Milton Serpa Menezes . das quais as principais são a visão e a audição. etc. características das superfícies de trabalho. pedais. 2 . tensões musculares e aspectos subjetivos. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. • mistas: uso das formas diretas e indiretas.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. e outras como olfato. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. • variáveis dependentes: velocidade. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. por exemplo. biomecânícas. características dos lugares de assentamento. ruído. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada).). idade. que fornece dados referentes à função. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. médico e antropométrico do operador. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. o Homem possui. • características ambientais: luz. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. tipo de equipamento utilizado pelo operador. fisiológicas. que se complementam para executar urna determinada função.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. em relação á Máquina. etc. através das células nervosas (neurônios). Ex. 4.

bem como de equipamento.9. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. toda a população dos utilizadores. 90% dos utilizadores. técnica e economicamente. diâmetros. pesos. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. conforme ilustrado pela Figura abaixo. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. Mas isto. O ideal. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma.9 4. os dados da Biomecânica.2 4.9. centros de gravidade do corpo humano e suas partes.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. Eng.9.3. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. 4.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. a sua adaptação às características dimensionais de. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%.3 4. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. em geral. ou seja. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. em geral. ou seja. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. é tecnicamente inviável. Por isso um projeto objetiva. ainda. ângulos. em principio.9.9. Milton Serpa Menezes . Ou ainda. estudando. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. evidentemente. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros. aceleração. Entretanto. para esta faixa. no mínimo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.9. neste âmbito.4 4. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%. uma faixa de 100%. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. Utiliza. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. 4. Observem Prof. dentro de um limite ótimo de custos. velocidade. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador.

A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.4 34.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.6 58.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.54 1.1 22.83 52 70 95 81.2 37.9 42.6 90.61 1.7 49.3 41.5 37.8 91.4 47.5 17.9 48.8 58.0 84.3 88.6 30.7 9.6 46.0 50.9 10.9 59.6 10.0 36.7 64.6 41.2 52.9 27.1 44.3 38.3 43.7 34.3 25.1 96.6 27.8 44.0 20.3 38.7 64.9 59.0 42.9 28. teríamos.6 54.0 52.9 61.7 12.4 78.3 22.7 46.3 39.4 69. apenas adultos masculinos.3 42.9 46. 5% e 95%.8 89. ou seja. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.1 42.3 54.7 12.2 84.5 54. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local. um controle que fosse alcançável por um operador médio.3 85.63 1.6 41.8 24.6 94.5 20.2 48.0 19.4 14.1 45. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.6 24.9 74.7 8.7 41.6 56.5 17.2 50. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.4 78.6 58.6 27.3 85.6 95. Do mesmo modo.0 49.5 84.2 14.6 51. Por exemplo. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.71 48 62 86 80.7 12.2 52. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.4 28.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%). mas também em termos de percentuais.9 25.69 1.7 36.97 m de altura e 136kg de peso Prof.8 20.0 38.0 49.5 52.1 23. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.2 52.6 23.2 64. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.2 14.0 33. Eng.8 72.7 52. Milton Serpa Menezes .4 26.4 80.0 50.5 38.74 1. condições insatisfatórias para o trabalho.6 43.6 31. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).6 44.0 53.6 28.2 21.1 46.3 33.7 53.84 59 75 98 85.1 9.2 20.1 9.4 59. especificamente a um destes tipos de população.4 79.4 97.3 39.8 23.7 81.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".3 26.3 70.6 9.1 74.4 28.4 9.7 17.9 63.8 22.7 46.6 42.0 35. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%). os extremos da população são mulheres com 1. na maioria das vezes.8 35.0 74.7 8.0 56.51 1.0 43.3 36.

Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. e há tendência de recalque do núcleo para trás. menos resistentes para trás. entretanto. tanto em posição sentada como em pé.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. FIGURA 3 . causando hérnia de disco. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. teríamos sérias dificuldades na sua execução. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). ainda. do homem padrão 95% (medida 0). por não interessarem ao nosso estudo. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. acrescida das medidas do sapato. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. Há que se observar. teríamos. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. ou seja. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. 4. No caso desta medida do lugar de assentamento. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. Milton Serpa Menezes . Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. é a região que suporta os esforços mais severos. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. 4. ou seja. poderíamos determinaras demais medidas. enquanto os bordos posteriores se afastam. na parte inferior das coxas. A Figura a seguir mostra. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho.9. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). • Largura da base de assentamento: medida B. Eng. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. em detalhes. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. Paradoxalmente. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. os discos interverterias. 95% da população. se ela for tomada baseada no padrão 95%. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. Prof.

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. Milton Serpa Menezes . A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. assentos e áreas de trabalho inadequados. Prof.

isto é. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. por exemplo. a musculatura dos olhos. pequenos e precisos. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. Ao contrário. Assim. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). trabalho dinâmico. Para que o desempenho deste sistema seja adequado. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. a seguir.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. A contração e o relaxamento alternado de músculos. isto é. Milton Serpa Menezes . FIGURA 6 . Tendo em vista este objetivo. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. tem ação com movimentos rápidos. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o.11. Prof. pedais. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. trabalho estático. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. 4.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. etc. fornecemos. Eng. ao contrário dos músculos das pernas.11 Movimentação de pesos 4. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. as quais abrangem as suas características motoras. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga.

é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. para varias direções e sentidos de movimentos. conforme Hunsicker. em sua grande maioria. em relação á horizontal.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. Figura 8 forças do braço em kgf. conforme MULLER. A movimentação manual de cargas. Prof. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. Torna-se. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. portanto. Estas lesões. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. a empresa. Eng.11. Milton Serpa Menezes . a sociedade e a nação. cara. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador. portanto.

dar risadas. para o manejo de cargas. advindos de movimentos bruscos. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. 22. talhas empilhadeiras. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. portanto. 13. 6. sempre que possível. carrinhos de transporte. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. Posicionar os braços junto ao corpo. Utilizar sempre o peso do corpo. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. 11. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. 7. deslizamento e passos em falso. É evidente que o emprego de empilhadeiras. 17. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. dimensões e posição relativa de carga. faixa etária e postura do trabalhador. 2. Prof. Procurar distribuir simetricamente a carga. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. 4. transportadores de correia. economicamente rentável apenas. Evitar arranjo físico inadequado. quando forem constantemente utilizadas.11. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. pontes-rolantes. quando possível. alturas de armazenamento inadequadas. continuar a usar. Milton Serpa Menezes . pranchas e escadas em más condições. o Homem. • forma. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. Observar. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. 1. 8. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. guindastes. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. 10. umidade e correntes de ar. perda de equilíbrio. Executar exercícios físicos adequados. 4. bem como falta de ordem do local de trabalho. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. 5. visando menores solicitações sobre o corpo. Fábricas pequenas. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. Eng. 20. 21. além de tipos de atividades específicas. Utilizar. 15. deverão. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. 19. elevadores. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. de forma a favorecer o manejo da carga. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. na maioria das vezes. Transportar a carga em posição ereta.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. 14. 16. Evitar posição incorreta dos pés. sendo a sua aquisição. 18. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. determinados em função de: • sexo. Movimentar cargas por rolamento. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. 9. quando manejar cargas. 3. vias de circulação obstruídas. Evitar. movimentos harmônicos pelos participantes. 12. quando do transporte conjunto de carga. etc. etc. espirro ou tossir.

saco. Queixo não dirigido para baixo.Técnica para levantamento de carga (barra. Milton Serpa Menezes . etc. Dorso plano. Eng. Braços esticados entre as pernas. Carga próxima ao eixo vertical do corpo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Prof. caixa. Pernas distanciadas entre si lateralmente.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. Tronco em mínima flexão.

214. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco.214. b.11. Transporte.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.Lei n. de 22.NR 28. 3. Eng. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a.6.0 3. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 . Ergonomia . com tronco em ligeira flexão e dorso plano.o 6.0 3. suporte para os pés e suporte lombar.NR 7 IV. Técnica correta. De uma forma simplificada.Seção XIV. II. Norma Regulamentadora NR 11. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores. de 8. Técnica errada. FIGURA 11 . antropométricas e biomecânícas do Homem. assentos.12.78. Milton Serpa Menezes . Seção X. poltronas.6.Levantamento de cargas.Porte de carga com os braços retos. 4.514. Portaria n.78 .6. Fiscalização e Penalidades . de 8. de 22. qualidade do produto ou tarefa executada. a.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. Prof. de 8.12. Movimentação. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 . com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. bancos. b. 4.77.Portaria n.514. suportes para trabalho semí-sentado.Portaria n. de 8.77 .214.6. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa. Da Prevenção da Fadiga .78 . conforto e segurança do trabalhador.NR 17. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas. 3214. Exame Médico . III. I.Portaria n.78 . Lei no 6.

12. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. ao nível dos omoplatas. Prof. d. e. apoio. dimensões adequadas para o uso de. dimensões e posição relativa adequada. f. bancadas. O suporte lombar. poltronas para mesas. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. permitindo inclinar o tronco para trás. altura compatível com a área de trabalho. FIGURA 13 . superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. 90% dos utilizadores. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. h. além de ter forma e posição corretas. • inter-relacionamento dos vários elementos. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). através de alguns exemplos. deve-se observar os seguintes aspectos: a. visualização e de acesso á área de trabalho. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. b. suporte lombar no encosto com forma. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. máquinas e plataformas para os pés. painéis. quando necessário. • 4. i.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. pelo menos. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. etc. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. FIGURA 12 . em conjunto com apoio adequado para os pés. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação.cadeira correta para trabalho.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. Milton Serpa Menezes . c. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. quando de breves períodos de descanso. tem também flexibilidade. para restaurar a curva lombar. g. escrivaninhas. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. a título ilustrativo. pé e visão. cadeiras para pranchetas e bancadas. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. Eng. Forneceremos a seguir. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. assentos para veículos.

evitando flexão desnecessária do tronco.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.12.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. A medida d (fíg. em função do tipo de atividade. Eng. Milton Serpa Menezes .10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. Prof.2 Características básicas de bancadas .

Aerodispersóides. Ambos comportam-se de maneira diferente. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. quer em função das características físico-químicas dos agentes.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. d) agentes ergonômicos. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. Por sua vez. o reconhecimento. as vezes. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. que podem provocar doenças. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. SO2. que tem por objetivo. Eng. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. Assim. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. segundo as suas características físico-químicas. etc. NO2. CO2 Prof. 2 . CO. fumos. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). e) agentes de acidentes. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais.Gases e vapores: NH3. c) agentes biológicos. Da definição de Higiene e seus objetivos. 5. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. sob certas condições. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. a produzir graves danos aos trabalhadores.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. falando de "Higiene do Trabalho". podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. Milton Serpa Menezes . vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. 5. 2 . quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho.Gases e vapores. em: 1 . fumaça. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. Cl. prejuízos à saúde ou bem-estar. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. b) agentes físicos . Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. estruturada como uma ciência prevencionista. 1 . quer segundo sua ação sobre o organismo. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. A Higiene do Trabalho. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. originadas nos locais de trabalho. CH4.

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

o acidente tipo. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. Para fins de prevenção de acidentes. a condição insegura. Prof. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. Milton Serpa Menezes . Eng. também.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos.

Assumem. Milton Serpa Menezes . em quatro principais circunstâncias. em conjunto. etc. 2o . uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. Os "EPI" são empregados. de produtos. (Avaliação da exposição). máscaras e outros 'EPI". uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. formam. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados.. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. ou seja.A título precário. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. rotineira ou excepcionalmente. de uso estritamente pessoal. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. usualmente identificados pela sigla "EPI". EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. por essa razão. 3o . uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. protetores faciais. entre vários "EPI". em operações com aparelhos de solda. os 'EPI" são empregados. etc.). Em suma. etc. mesmo que provida de ventilação. nocivos ao trabalhador. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. chegar ao melhor resultado. o trabalhador). o profissional terá condições de. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. uso dos devidos "EPIs". que sejam ou que possam vir a ser. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. Exemplos: uso de óculos protetores. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. em operações de solda. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. Dessa forma. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. em período de instalação. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. isto é. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. etc.Em casos de emergência. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. Eng. sozinho. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. papel de grande responsabilidade. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. Ou. a saber: 1o . utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. 4o . quanto mais correta for a sua indicação. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. baseado nos mesmos resultados. • em trabalhos eventuais com exp. de fabricação nacional ou estrangeira. Os Equipamentos de Proteção Individual. gratuitamente. efetuar testes e escolher. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. de condições do ambiente.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Em qualquer circunstância. de curto período. etc. na maioria dos casos. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. luvas. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. Nem sempre porem.

Milton Serpa Menezes . podem identificar um perigo. Cabe ao profissional especializado. etc. Eng.. avaliar o risco. Para indicar o 'EPI" adequado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. o membro da CIPA. O supervisor da área. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. Prof. com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. no entanto. uma lesão sofrida pelo trabalhador. ou procurar meios de avaliá-lo.

etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. queimaduras ou choque elétrico). 6. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. quedas de objetos. 6. b) óculos de segurança (vários tipos). Eng.1.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. respingos.2 Prof. Milton Serpa Menezes . c) máscaras para soldadores.1. impactos.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes . Eng.

frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro.1.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde.4 6. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas. abrasivos. 6. amianto. Milton Serpa Menezes . aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. com maior freqüência.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. b) mangas de raspa de couro. Eng. que impedem um contato direto com materiais cortantes.1. borracha e PVC.6 Prof. impermeáveis.1. ocorrem lesões: as mãos.5 6. de lona.

a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço.1. Eng. palm.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) peneiras de raspa de couro. Milton Serpa Menezes . térmica. Prof. elétrica. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. etc. ou seja. radiações.) b) calçados contra riscos de origem químico.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância.

8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. de lona. de PVC.1. Eng. a) aventais de raspa de couro. de amianto. Milton Serpa Menezes . Prof. b) jaquetas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) capas.

acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. c) trava-queda de segurança.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI. Prof. .treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. 6. 6. .10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. o EPI danificado ou extraviado.1.1. responsabilizar-se pela danificação do EPI. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta. o EPI indicado.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado.substituir.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . só assim ele estará protegendo-se. 6. . 6. Milton Serpa Menezes .responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. Eng. a) respiradores contra poeiras.fornecer o EPI gratuitamente.3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs.11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea. imediatamente. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. obrigatoriamente. apenas para a finalidade a que se destinar.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda. .1. respiratória e digestiva). bem como pelo seu extravio. responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. .2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. c) máscara de filtro químico. 6. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.

indicação do uso a que se destina.: O EPI nacional ou importado. Eng. em órgãos e repartições do Governo Federal. para esse fim específico. Milton Serpa Menezes . Estadual e Municipal. só poderá ser colocado a venda. certificado de ensaio do EPI. Prof. nomenclatura. comercializado ou utilizado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. OBS. descrição e especificação do EPI. emitido por órgãos especializados. quando possuir o CA. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng. Milton Serpa Menezes .

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2. deposição e decapagem. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. Exemplos: a ventilação local exaustora é. por toluento. gasolina e outros derivados de petróleo. Eng. 7. essas medidas visam isolar o risco.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. 7. .substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. tanques de desengraxamento.2. De um modo geral.2. e é utilizada em um grande número de operações. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. a proteção do trabalhador. as condições especificas de cada indústria. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado.substituição de jato de areia. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. como solvente. soldadura. enfim. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. por interesses econômicos envolvidos.substituição de benzeno.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. fornos de fundição. 7.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. Prof. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. Exemplos: . etc. a prevenção da dispersão do agente nocivo. tais como: nas cabines de pintura a revólver. . Milton Serpa Menezes . esmerilhamento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. possivelmente. seja por dificuldades técnico-industriais.

mediante regulagem de temperatura do banho. b) No tempo: Consiste em executar operações.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. eliminou o problema de ruído. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. recuperação de areia por peneiramento. 7. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. nas fundições. Milton Serpa Menezes .2. fora do horário normal de trabalho. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. objetiva-se. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. temperatura do ar alta. com esse método. seja no espaço.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. seja no tempo. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. a fim de diminuir o número de operários expostos. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho. umidade relativa elevada. das operações de pintura a revólver. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. cria um novo risco: o ruído. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo.2. em local especial e afastado. Eng. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. quando viável tecnicamente. quando a operação era manual.2. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. 7. 7. Exemplos: realização em cabines especiais.

7. ou.1.1. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. Prof.1. 7. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo).1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. ser constituídas de materiais leves e isolantes.2.1.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. 7.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. Consegue-se com essa eliminação.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle. d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente). esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. pelo menor ajustamento de partes móveis. o número de pessoas a ele expostos. etc. parafusos. porém desde o projeto do equipamento. apesar de nem sempre ser conseguida na prática.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra". por solda. Milton Serpa Menezes . temos.1. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. preenchidas ou não com certos materiais. de preferência fora daquele local. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. assim. pela insonorização de máquinas e processos. então. 7.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se.1.1. Comentários . Eng.

toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. Eng. Milton Serpa Menezes . que devem sempre caminhar de mãos dadas. pois. em pequenas resistências. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. desliga-a. Segundo as leis de resistência em paralelo. assim fazendo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. aquela precaução. uma corrente acidental elevada circulará. que exige poucos segundos para ser executada. como na ligação em curto-circuito. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. Prof. um motor esteja danificado. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. por exemplo. numa indústria. como também a etiqueta de segurança na mesma. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. que. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. Suponhamos. colocando a seguir não só o cadeado. que desligará o fusível pré-ligado. o salvará.

2. modernamente. e) f) calor. bocas de forno. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana.. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. MÁQUINAS.1 INTRODUÇÃO Sabemos que.. pela dificuldade de realização de programas definidos. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. fadiga. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. Eng. normalmente. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. d) falhas mecânicas. ruídos.. fragmentos de metal quente em forjaria. estilhaços de disco de corte abrasivos. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. correias. prensas de impacto. fuga de carga. medo. explosões de reservatórios pressurizados. etc. pois. por exemplo: curiosidade. etc. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. 8. permitindo maior produtividade. como por exemplo. cadeiras cinemática. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. c) trabalho de processo. g) falha elétrica. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. operação de compressores.1 . enfermidade. polias. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. volantes. mau contato. 8. eletricidade. marteletes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. etc. etc.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. etc. Milton Serpa Menezes .. bem como. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. etc. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. máquinas e peças em movimento. etc... por exemplo: quebra de eixos com volantes. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. mas. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia.

a cortes. São exemplos: 8. 8. São exemplos de movimentos combinados: . distensões.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos.cremalheira 8.2. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. Eng. Os dispositivos protetores podem ser fixos.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. Milton Serpa Menezes . o calor.2. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. ou. pressupões queimaduras. rotativo e alternativo. provoca deslocamento de ar. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. o alternativo. A violenta despressurização. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa. Prof. esmagamentos. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. interconectados ou automáticos. na prática. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. explosiva. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação.

tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. que podem ser elétricas. quando estiver até 2. como uma primeira alternativa. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. pneumáticas. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. Milton Serpa Menezes . as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. e. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. para as proteções interconectadas. mecânicas. Devem atender. apela-se. Eng. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. São exemplos clássicos. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. ou. as coifas de esmeril. devem ser protegidas por meio de telas de aço.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador.50 m do plano de trabalho. do modo como a operação será realizada. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. até 2.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS. 8.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. basicamente.50m do plano de trabalho. não devendo ser retiradas. d) em todos os casos de proteção.3.3. até 2. uma combinação de tipos.

materiais de construção. pontas. resistentes. tanto quanto possível. tanto quanto possível. manutenção e normalização.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. apresentando um mínimo de manutenção. ser duráveis. Eng. desconsiderada a relação custo-beneficio. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. São de acionamento mecânico. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. Um exemplo clássico é a guilhotina. inspeção. elétrico ou pneumático. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. como também a dos demais trabalhadores. proporcionar à máquina a efetiva proteção. etc. nem introduzir novos riscos. Prof. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. Condições básicas Nas proteções. manter inalterados. Características dos protetores Os protetores.3. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. 8. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. não causando incômodo ao operador. Milton Serpa Menezes . evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. facilmente reparáveis ou substituíveis.).

na uniões por parafusos. empregar tipo passante e contra porca. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. Prof. Nos protetores térmicos. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. evitar soldas de cutelo. empregar materiais inorgânicos. solda ou fixadores normalizados. Para pisos ou elementos metálicos vazados. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. aos materiais ferrosos e não ferrosos. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. Eng. quando possível. tanto quanto possível. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Quando é requerida transparência.

00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. cinza e lilás. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul.35 Vermelho . temos a redução do tempo de percepção. Deve-se observar.52 Rosa-claro -0.0. 87% ingressam pelo sentido da visão. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas).65 Verde-pálido -0. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície.10 Preto-absoluto -0.1 9. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes.50 Alumínio -0.0.50 Cinza-neutro -0.65 Azul -0.59 Cinza-claro . 1. Por exemplo.50 Verde-Claro -0. utilizando-se lâmpadas incandescentes. a seguir. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.5% ao tato e 1. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. que a luz artificial.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano.0.69 Amarelo-pálido -0.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9. forros. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição. Por outro lado.55 Camurça . creme e marfim. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. entre a área de trabalho e a máquina. Pode-se.41 Turquesa-claro . Eng. Milton Serpa Menezes .10 Turquesa-claro -0. São relacionados. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo.5% ao paladar. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. realça determinada cor. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . pisos e equipamentos. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão.1. embora proporcione aumento da visibilidade. Quanto à visibilidade. relativa a um perigo iminente. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. se no entanto. contudo. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão. 3% ao olfato. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. Assim. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes.0.15 Verde-escuro -0. Como conseqüência de uma boa visibilidade. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador.88 ou88% da luz incidente Creme -0. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora.0. é necessário adotar uma escolha de cores Prof. assim como entre esta última e o fundo próximo. assim.

daí o nome que recebem: cores frias. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. divididos pelo fator maior). Desejando-se eliminar.80 a 0. aumenta as condições de segurança.08. Voltando a observação da parede para a máquina. com freqüência e por muitos dias do ano. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. com um fator de reflexão de 0.05 Para obtenção de melhores resultados. O fator de reflexão (ou seja. um considerável esforço visual.0. a escolha de cores deve ser tal que.80.56). Prof.080 = 0. São cores que se expandem. dá-se reação contrária.2. ou seja. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. o fator de refletância próximo de 0. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. As cores verde. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento. ou minorar. as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. Eng. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. Como visto. requerendo. neste caso. Milton Serpa Menezes .80 . Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte .45). a parede de camurça-claro (fator 0. diminui o absenteísmo. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. com o emprego apropriado da cor. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados. São introspectivas. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes.0.90 0. segundo seus respectivos comprimento de onda. essa condição fatigante.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. melhora as condições de produção. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores.80 Passando da observação da máquina para o fundo. Desta forma. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto. repousantes. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz.20 Contraste fraco .20 a 0.0. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. um interior pode-se tornar mais atrativo. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. principalmente quando presentes no seu campo visual. obviamente. seu fator de reflexão é de 0.40 a 0. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. aumentando. tranqüilizantes. é: 0. a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos.40 Contraste médio . como no exemplo anterior.0.

como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. será usada em menor área. isto é. A outra cor. Prof. vermelho. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. na horizontal. as superfícies de cartazes e avisos. Estabelecida esta classificação. ou até quatro cores. Em caso contrário. em contrapartida. Em termos gerais. púrpura (azul com vermelho). aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. Com relação as cores leves (amarelo. utiliza-se uma cor fria. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. entretanto. azul e amarelo. vermelho e laranja são cores quentes. agressivas e excitantes. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. usa-se em maior extensão. verde (amarelo com azul). As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema.alaranjado (vermelho com amarelo). uma cor quente. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). púrpura e vermelho). é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. Reduzem. como dominante. Aumentam. Milton Serpa Menezes . a temperatura do ambiente. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. São extrospectivas. verde e alaranjado). Amarelo. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. se observadas de fora. com maior valor e intensidade. a oposta. aparentemente. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . porém. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. Se forem empregadas três. Quando se quer comunicar idéia de calor. dinâmicas. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. Eng. para proporcionar o equilíbrio.

repousar a vista dos trabalhadores. assim. azul claro. Para os tetos baixos. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. Milton Serpa Menezes . Com a finalidade de não distrair o trabalhador. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. a eficiência e o conforto. valor ou intensidade.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). quando se considera o emprego das cores em máquinas. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. ou seja. com iluminação direta. tetos e pisos. à sua exposição. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. da Portaria 3. para aumentar a reflexão da luz. Na pintura de máquinas. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. de grande superfície. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. 9. o Além da legislação. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. Eng. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. A parte ativa (por exemplo. normas NB-76 e NB-54. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. paredes. à altura da superfície iluminada.1. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. Por outro lado.214. segundo sua função. etc.60.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. destacar-se da parte fixa. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. Prof. As partes altas das paredes.50 e 0. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. Contudo. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. por exemplo. favorecendo.

• Transporte com equipamentos de combate a incêndios. • Sirene de alarme de incêndio. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. vermelho. Dentre todas as considerações feitas. características das operações. idade e nível intelectual dos trabalhadores. forma e orientação do estabelecimento. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. 9. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. evitando-se brilhos com violento contraste. escadas. dentro de áreas de uso de extintores). deve-se ainda ressaltar que. delimitando áreas. alumínio e marrom. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. No entanto. um alto fator de reflexão será conveniente. preto.NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . cinza. tipos de operações. • Portas de saída de emergência. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. tipos de máquinas. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. púrpura. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. dimensões. equipamentos de emergência. suporte. sistema de iluminação natural e artificial. características dos produtos elaborados. em outros casos. lilás. • Tubulações. Os meios de transporte. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). Eng. verde. • Indicações de extintores (visível a distância. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. amarelo. para melhorar a iluminação interior. • Baldes de areia ou água. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). laranja.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. e advertindo contra riscos de acidentes. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). São adotadas as seguintes cores. moldura da caixa ou nicho). branco. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade.1. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. sexo. Milton Serpa Menezes . para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. suas dimensões e localização. azul. • Extintores e sua localização. para extinção de incêndio. Prof. com especial consideração quanto à sua cor. corrimãos. • Caixas com cobertores para abafar chamas.

Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. de partida. vigas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. Eng. • Áreas destinadas a armazenagem. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. • Corrimões. com listas pretas. etc. • Localização de bebedouros. reboques. • Meio-fio. alcatrão. asfalto. por meio de faixas (localização e largura). assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. onde haja a necessidade de chamar a atenção. postes. piche. • Cabines. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. entradas subterrâneas. etc. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. • Vigas colocadas à baixa altura. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. pontes-rolantes. óleo combustível.) e de plataformas que não possam ter corrimões. etc. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. • Paredes de fundo de corredores sem saída. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). • Espelhos de degraus de escadas. • Cavalete. caçambas e gato-de-pontes-rolantes.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. ou fontes de energia dos equipamentos. por meio de sinais. • Zonas de segurança.: óleo lubrificante. guindastes. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. tratores industriais. Milton Serpa Menezes . Prof. vagonetes. escavadeiras. ou combinado a este. parapeitos. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. quando condições especiais o exigirem. • Direção e circulação. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. • Localização e coletores de resíduos. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). que deverão permanecer fora de serviço. • Pilastras (pilar quatro faces). • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção.

• parte móveis de máquinas e equipamentos. • localização de EPI. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. • emblemas de segurança. etc. • quadro para exposição de cartazes. potássio. • faces externas de polias e engrenagens. prensas. • chuveiros de segurança. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. • dispositivos de segurança. • caixa contendo máscara contra gases. sódio. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. • dispositivos de corte. caixas contendo EPI. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos.deverá ser usado para identificar eletrodutos. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. etc. • macas: • fonte lavadora de olhos. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. a critério da empresa. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. b) cinza escuro . Milton Serpa Menezes . • botões de arranque de segurança. Eng. avisos de segurança. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. MARROM O marrom pode ser adotado. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. boletins. Prof.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. CINZA a) cinza claro .). bordas de serras. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.

Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. uma atividade ou uma situação determinada. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes. em toda sua extensão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos.Ser clara e de interpretação única .Placas Luz -------------------------. e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. Obrigatoriamente. devem respeitar-se. 9. Milton Serpa Menezes . fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho. As canalizações industriais.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. relacionada com um objeto. de uma forma rápida e inteligível. . nomeadamente: .Atrair a atenção . 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção.Som Comunicação verbal -----. • TODA A SINALIZAÇÃO. deverão receber a aplicação de cores.Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida. para condução de líquidos e gases.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível .Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica. reduzindo o risco de acidentes.Informar sobre a conduta a seguir . . preto ou verde. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. entre outras. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização. Eng. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara). ou a ambas. .Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. deve preencher os seguintes requisitos básicos: .Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. .

35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. Devem ter forma triangular. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. etc. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. • Sinal luminoso ou acústico. um pictograma negro sobre fundo amarelo. que deve cobrir. a altura e em posição apropriadas. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. 50% da superfície do sinal. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. pelo menos. onde constam as vias de saída de emergência. que indique o início de uma determinada acção. de forma repetida. em locais de boa visibilidade. Milton Serpa Menezes . deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. posteriormente. devendo a cor vermelha ocupar. que deve cobrir. Prof. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. se necessário. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. Eng. verificados e. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. 50% da superfície do sinal. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. que deve cobrir. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. e uma margem negra. da esquerda para a direita. que deve cobrir. pelo menos. conservados. pelo menos. 50% da superfície do sinal.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. pelo menos. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. Devem ter uma forma circular. reparados ou substituídos. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. 50% da superfície do sinal. pelo menos. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente.

Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. bem como de queda de objetos ou de pessoas. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. Eng. indissociáveis do pavimento. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. intempéries e agressões ao meio ambiente. cujas indicações principais se passam a enunciar. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. Milton Serpa Menezes . Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. nalguns casos. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. ou com as cores vermelha e branca alternadas. Esta informação é complementada com símbolos. as quais. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. de igual modo. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. é feita com as cores amarela e negra alternadas. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. ARMAZENAGEM As zonas. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. quer entre veículos e trabalhadores. liquefeitos ou dissolvidos a pressão.

. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . desde que utilize o mesmo código de sinal.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. . para indicar por meio de placas. . . na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. evitando-se que a pessoa se detenha. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar.Os sinais luminosos. Eng. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. SINAIS LUMINOSOS . tendo em vista as suas condições de utilização. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. . .Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. SINAIS ACÚSTICOS . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. em vez de um sinal luminoso contínuo. devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa. por exemplo. . sem ser excessivo ou doloroso.Os sinais acústicos.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. leia. por exemplo: Prof. soldadura.As comunicações verbais e gestuais.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. quais são os locais perigosos. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso. onde e. . . intermitentes ou contínuos. O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres.

5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras.2. 9. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco.2. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. As letras serão em branco sobre o retângulo azul.2. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto. localizado na parte superior da área total do aviso. Prof. 9. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. • Sinalização direcional: indicando escadas. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. 9. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. 9. A palavra 'ATENÇÃO". dentro do oval vermelho.2. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. deverá ficar centrada no retângulo preto. com flechas brancas sobre retângulo preto.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. em cor amarela. 9. completas. localizado na parte superior da área total do aviso. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. Eng.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. Assim. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. fundo branco. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. Milton Serpa Menezes . em letras pretas sobre o fundo branco.2. porém. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. com letras pretas sobre o fundo branco.

em energia luminosa. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. 1Kw 1000w. em sua geração. Para intensidade de corrente acima de 2. 1 cv=736watts. até providenciar o aparelho. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. 1 hp=746watts. etc. minerais radioativos. Milton Serpa Menezes . E tempo de alguns minutos. kwh = p x t. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 .1 DIRETOS Morte. Há contração muscular do tórax. lagos e mares. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. carvão mineral. fibrilação do coração. em energia térmica. 10. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. etc. 10. cessa a respiração.3. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. geradores mecânicos denominados alternadores.volt Resistência elétrica = R - 10. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca.Ampere Tensão ou DDP = V . b) Corrente continua (CC). Indiretos: quedas e batidas. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. se a mesma Prof.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração. luz solar. como água dos rios. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. No entanto.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. 10. pela passagem de uma corrente. queimaduras e contrações fortes dos músculos. Eng. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. os ventos.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. o petróleo. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. ocorre também a parada respiratória. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida.3.

000 10.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. etc. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem.1. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. sexo fem. Prof. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. a resistência elétrica do corpo humano. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R .1. um contato acidental com um ponto energizado.3: Existem duas condições de perigo. = 23 mA. condutores nus. Ex.46 mA úmido ou 0. mas que. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. em suas linhas essenciais.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA.025 A 37.I I=? I= 220 = 0. 5. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. por exemplo: barramentos. E corrente de 220 v. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. constituída pelo sangue. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR .5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. quando úmido. de material com alta permeabilidade. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms".5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. quando seco. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. b) transformador diferencial. Sexo masc. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. terminais.55 mA seco ou 0. c) disparador diferencial. Ex. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração. normalmente não energizadas (ex.00146 A 15.1.5.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra.V) ou tensão (alta ou baixa tensão). O transformador é constituído por um núcleo laminado. Eng. Um DR é constituído. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt . Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. Milton Serpa Menezes . uma resistência de 15 000 Ohms. tem uma resistência de 400 000 Ohms.= 15 mA.: carcaças de equipamentos). c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.1. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo.00055 A 400.2 e 5.000 I= 220 = 1. vai influenciar na gravidade do choque elétrico.

24) Não brincar com a corrente elétrica. tocando-o com a ponta dos dedos. de pés descalços. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. fios ou moedas. funcionam com alta tensão. 28) Todas as máquinas elétricas. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. é de sua responsabilidade. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. ou sob a ação de um chuveiro. no lar ou na fábrica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. Eng. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. Esta prática poderá. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. tendo as mãos. telefones. além de ser uma aberração técnica. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. como lavanderias. deve ser banido. um fio ligado. e estiver passando roupa. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. garagens ou jardins. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. inclusive. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. ser considerada criminosa. tais como furadeiras elétricas. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. adaptadores e tomadas em mau estado. deverão ser aterradas. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. Milton Serpa Menezes . etc. entre os dedos ou na ponta da língua. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. 10. 19) Se o disjuntor desligar. as vestes ou o calçado molhados. 12) Se estiver no banheiro. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. Prof.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. não toque em equipamentos elétricos. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. Há outros meios eficientes e mais seguros. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. antes de religá-lo. como por exemplo. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. manuais. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). 8) Não trocar fusíveis por arame. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. de cátodo frio fluorescente ou não. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. desligue o ferro elétrico. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. receptores de rádio. lixadeiras elétricas.

31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. o que é perigosíssimo. ou quaisquer lugares de trabalho. 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. Milton Serpa Menezes . 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. Prof. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. verifique a instalação elétrica. chuveiro elétrico e ferro elétrico. em garagens. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). Eng. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. após trabalhos de reparo ou manutenção. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas.

7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. denunciar as situações de insegurança. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. realizado por entidades credenciadas. 11. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. maior será o número de participantes da CIPA.1.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. além de realizar suas atividades normais de trabalho. 11. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. e maior o grau de risco da atividade. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. fatores que influenciam nos acidentes.1. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. Prof. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. 11. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. sugerir cursos. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados.1. através de eleição direta e voto secreto. 11. Eng.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada.1. riscos ambientais. hora e local de realização das mesmas. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. com duração mínima de l 8 horas. Assim.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. 11. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. Além dessa reunião mensal. etc. atos e condições inseguras.1.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11. Milton Serpa Menezes . além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. 11.1. quanto maior for o número de empregados. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. evitando acidentes. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. proteção contra incêndio.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. com dia.

e sobretudo com os demais trabalhadores. Após esse estudo. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. etc. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. Milton Serpa Menezes .mencionar mecanismos de controle desses riscos. como também.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho.as políticas da empresa para o setor. conferências.SIPAT". A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. . isolado.8 A SIPAT O item 5. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. .da NR 5. agindo à revelia dos companheiros. A SlPAT é uma delas. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. Eng.já se tem um bom ponto de partida para sua organização. que. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. funções. com a Administração através dos representantes do empregador. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa.16 . é a forma de se obter aprendizagem real. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. . . 11. etc. Portaria 3214/78. obrigatoriamente. Para tanto sugere-se que.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. . painéis.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. . deverão manter.a realidade da saúde e segurança do País. Em geral. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. mormente através de atividades educativas. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. . seminários. Sendo assim. (104. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . Estabelecida essa verdade .participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. no caso da utilização de palestras e conferências. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. são utilizadas palestras. . conforme já sabemos. Construídos os objetivos.001-4 / I2) Prof.alínea e . Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. de onde se detectou uma necessidade.2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas. simpósios. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . entre suas funções.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. a longo prazo e pela via educativa. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . retira-se um objetivo a ser alcançado.1.

d) colaborar. pelo trabalhador.MTb.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. Eng. conforme a NR 27. técnico de segurança do trabalho. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. além de apoiá-la. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. os engenheiros de segurança do trabalho.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. exercendo a competência disposta na alínea "a". nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. estimulando-os em favor da prevenção. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. em nível de pós-graduação. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. constantes dos Quadros I e II anexos. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. d) auxiliar de enfermagem do trabalho . c) enfermeiro do trabalho . reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. em nível de pós-graduação. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. mesmo reduzido. quando solicitado. Para fins de dimensionamento. engenheiro de segurança do trabalho. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. b) médico do trabalho . treiná-la e atendê-la. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. registrados no Ministério do Trabalho . g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. b) determinar. conforme dispõe a NR 5. do Ministério da Educação. f) promover a realização de atividades de conscientização. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. anexo. valendo-se ao máximo de suas observações. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. desde que a concentração. Neste caso. Milton Serpa Menezes .médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. observadas as exceções previstas na NR 4. Para fins desta NR. obedecido o Quadro II. de acordo com o que determina a NR 6. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . Prof.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. a utilização. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. inclusive máquinas e equipamentos. em nível de pós-graduação.

embora não seja vedado o atendimento de emergência. com ou sem vítima. dela valendo-se como agente multiplicador. V e VI. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. propondo soluções corretivas e preventivas. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. e deverão estudar suas observações e solicitações. e todos os casos de doença ocupacional. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. Milton Serpa Menezes . IV. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. Prof. no mínimo. Entretanto. quando tornar-se necessário. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. através do órgão regional do MTb. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. Eng. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). os fatores ambientais. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. ao invés de atrapalhá-lo. não é conveniente trancá-la. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. Na área de prevenção de acidentes. devido aos perigos ou processos implicados. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. assim como de empresários. compreensão e confiança. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. considerando-se as características da atividade desenvolvida. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. conduzindo-se com serenidade. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. trabalhadores e leigos. Sem ficar na dúvida. tesouras. Via de regra. o aumento da mecanização. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. pois. para verificar o prazo de sua validade. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. nas empresas. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. Se não se diz nada. Entretanto é praticamente impossível anula-los. mas. ainda assim. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. se falar demasiado. No seu interior da(as) caixa(as). entretanto. os primeiros socorros a um acidentado. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. Por medida de precaução. Eng. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. serenas. facilitando. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto.1 Dos primeiros socorros.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada.2. organizados. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. soluções. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. assim. tão somente. mas também repor o material utilizado. minorar a dor e evitar complicações do problema. vítima de acidente ou mal súbito. 12. até a chegada do médico. nestas circunstancias. outrossim. Devemos. assim como as ampolas. os instrumentos pontiagudos como pinças. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. vamos encontrar uma série de instrumentos. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. não só arrumá-la. Prof. a um doente ou vítima de mal súbito.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. Milton Serpa Menezes . para facilitar a atuação do socorrista. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. medicamentos. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. visamos. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. na sua forma mais elementar e eficiente. o seu manuseio. em locais de fácil acesso. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. suaves e seguras. até a chegada de um médico. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. Todos os frascos deverão ser rotulados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. Por definição. e é preciso que sejam bem acondicionados. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. embalados de forma adequada. assim. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas.

3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. Prof. no mínimo. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. • Primeiramente. As caixas devem conter. procure inteirar-se da lesão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. os seguintes materiais e medicamentos. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. Milton Serpa Menezes .2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. Se tiver que fazer um curativo. Nas varias dependências da empresa. lave bem as mãos.2. Eng. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. 12. Mantenha-se pois. calmo. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. e aplique o que irá aprender. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. 12.

haverá uma hemorragia.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. teremos uma ferida. barbantes ou corda em lugar do pano). • torcer a madeira até parar o sangramento. óleos. aproximadamente 5cm. como faca. mesas. profundos. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina.de fraturas. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. acima do ferimento (não usar fios.de ferimentos. Eng. extensos com hemorragia: 1 .. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que.lavar as mãos com água e sabão. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo.procurar logo um Serviço Médico. na industria. aplicar o torniquete. Sempre que ocorrer um ferimento. entre os quais batidas em ferramentas. Prof.4. cuidando em: 1º lugar .de queimaduras 6º lugar .estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo.colocar sobre o ferimento água oxigenada. pó secante. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia.passar um anti-séptico. prego.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. É importante marcar no relógio o início da compressão. antes de fazer o curativo. quedas. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. diremos que houve apenas uma escoriação local porém. no entanto. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda.da parada respiratória 2º lugar .da hemorragia.de envenenamentos 5º lugar . maquinas.4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. poderá ser fatal. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. 7º lugar . • completar o nó acima da madeira. até parar a hemorragia. 3 . pomadas. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. dependendo da quantidade.da parada cardíaca. caco de vidro. ou um golpe forte. • 12. 12. removendo do local eventuais sujeiras como terra. pela necessidade de tratamentos precisos. 5 . apertar demais.lavar a parte atingida com água e sabão. O que fazer em ferimentos. se o trauma rompe todas as camadas da pele. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. teremos a ocorrência de um ferimento. superficiais e com hemorragia moderada: 1 . 6 . 3º lugar . para saber quando desapertar. 2 . nos membros. O ferimento é lesão das mais freqüentes e.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. sem. entra em contato com a pele. e não pastas. 4º lugar . etc. graxa. produzindo rotura. 4 . pode ocorrer pelos mais variados motivos. • fazer um meio nó. Milton Serpa Menezes . não deixando o ferimento descoberto.

Milton Serpa Menezes . nunca tocando nos órgãos expostos. também conhecido corno "galo".afrouxar todas as roupas. 2 . apertar. etc. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. intestinos. 5 . acalmando-o. 6 . 2º . São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente.ocorrendo a hemorragia. 4 . 3 . tombo. graxa. nunca tocando nos órgãos expostos. molhadas com água oxigenada. Prof. 7 . 4 . 3 . etc. no entanto. assim como a chamada da assistência médica.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. sem travesseiro. Eng.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. comprimindo bem o curativo.lavar as mãos antes de fazer o curativo.retirar toda a roupa do acidentado. O que fazer: 1º .colocar sobre o ferimento água oxigenada. ossos. 5 .encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. O que fazer: 1 . Quando isso acontece. pode ocorrer ferimento do crânio.passar anti-séptico nas bordas da ferida. caco de vidro. removendo do local eventuais sujeiras como terra. pomadas. através da ferida.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos.lavar a parte atingida com água e sabão. sem. 2 . pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado.passar um anti-séptico e não pastas. formando no local do choque traumático um hematoma. 6 . pulmões. 3º . tendões. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. • Ferimentos com exposição de órgãos internos.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo.passar água oxigenada nas bordas da ferida.. Ferimentos na cabeça Numa queda.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. Num acidente. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. Devido à extensão do ferimento. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos.deitar a vítima de costas. podemos ver os órgãos internos como os músculos. óleos e pó secante.

2. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia. O fogo se propaga rapidamente pela madeira.1. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. 13. como bem sabem os escoteiros. 13. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. 13. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. quando sentamos perto de uma fogueira.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. A fricção. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. grande auxiliar do homem.pedaços de cortiça.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. deve haver algo para queimar.000 anos atrás. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. superstição e adoração. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. O método do arco e da broca não é fácil. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente.1.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. naturalmente.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. 13. é também um de seus maiores inimigos em potencial. 2. produz calor. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). Por trás desses três fatores está o próprio homem. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. Eng. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. Prof. para cozinhar o alimento. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil.1. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. 1. Para produzir fogo.1. então. 3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. Em certa época da evolução. Até épocas relativamente recentes. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. que se inflama a baixa temperatura. medo. Primeiro. 4.1. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. produzida por atrito ou pelo choque. 13.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. Ainda hoje. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. Milton Serpa Menezes .4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. A tocha em fogo era.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. o homem aprendeu a dominar o fogo. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. um combustível de qualquer espécie.

Assim.. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça.2. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. 13. Prof. A partir disso. Milton Serpa Menezes . fibras. um dos seus lados. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. devido à falta de precaução ou descuido. defeitos da ignição dos automóveis. em superfície e profundidade.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. cestos de papéis. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. possivelmente estáveis. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. A quarta parte restante tem causas diversas.1. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. Necessitam para a sua extinção. madeira. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. estejam acampadas. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. isto é. pilhas de madeira. Ou seja se suprimirmos desse triângulo. defeitos nos fornos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). como depósitos de carvão. Eng. eliminaremos o fogo. etc.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. por exemplo. 13. indicando que há fogo em algum lugar? 13. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. Você sabe.2 Classes de Incêndio 13. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo.1.

2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. Prof. Para sua extinção.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície. os quais. para a sua extinção.3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. Age por resfriamento. tintas. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. 13. etc..3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. óleo. Eng. Exige-se. quando queimam.2. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). espuma. gás carbônico e pó químico seco. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. 13. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2). É boa condutora de energia elétrica. Milton Serpa Menezes . o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C.3.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância.2.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. porque contêm água. Sua razão de expansão é de 1:6.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Prof. como estabilizador). Eng. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. uma espécie de sabão líquido concentrado. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. Sua razão média de expansão é de 1:10. Portanto. devido a própria espuma. Milton Serpa Menezes . são úteis nos incêndios de Classe A e B. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000.3. devido a água e por abafamento. Agem por resfriamento.

suprimindo e isolando o oxigênio do ar. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. Prof. Milton Serpa Menezes . incolor.3. sob a pressão de 850 libras. Quando aplicado sobre os incêndios.3 GÁS (CO2) Gás insípido. inerte e não condutor de eletricidade. age por abafamento.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. inodoro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. em tubos de aço. Não dá bons resultados nos de Classe A. Eng. Pesa cerca de 1.

2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. age por interrupção da reação em cadeia de combustão.3. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. Milton Serpa Menezes . micropulverizado e 5% de estearato de potássio. aliás. de magnésio e outros. Prof.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. o CO2 é mais indicado. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Eng. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. Contudo. 13. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. Age por abafamento e.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. segundo teorias mais modernas.

(123.1.4 Medidas de Prevenção: 13.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. com largura mínima de 1. 1. Eng. (123. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos. (123. 2° Comprimir o gatilho da pistola. (123. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança. Modelo Pressurizado .20m (um metro e vinte centímetros). em caso de emergência. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. 13. em caso de incêndio.3.002-6 / I2 ) 2.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço.004-2 / I2) Prof.2.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo .1 NR 23 . em caráter permanente e completamente desobstruídos.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança. em número suficiente e dispostas. 2° Comprimir o gatilho da válvula. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1. Milton Serpa Menezes .20m (um metro e vinte centímetros). Disposições gerais.4.003-4 / I1) 2. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas.001-8 / I3) 2. Onde não for possível o acesso imediato às saídas. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio. deverão existir. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros.1.Pressão Injetada .

As portas verticais. ou saída. (123.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. Portas corta-fogo.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. 4. (123.4. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. 3. 7. (123.7.005-0 / I2) 2.1. Tão cedo o fogo se manifeste. devem: a) abrir no sentido da saída. tanto as de saída como as de comunicações internas. de mãos ou externas de madeira. 3. as passagens serão bem iluminadas. Milton Serpa Menezes .1.021-2 / I3) 7. Todas portas de batente. 5. se houver instalações de chuveiros sprinklers.2. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.007-7 / I2) 2. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos.017-4 / I2) 3. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. 8.014-0 / I2) 3. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros.1.4. (123. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo.6.015-8 / I2) 3. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados.009-3 / I2) 2. com largura mínima de 1. no sentido do da descida.019-0 / I2) 5. ou portas corrediças horizontais. cabe: a) acionar o sistema de alarme. Os poços e monta-cargas respectivos.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno. Escadas em espiral. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo. próximo à chave de interrupção. Em hipótese alguma.010-7 / I2) 3. Eng. (123. (123. as portas de saída.1. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa.3. vias de passagem ou corredores. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato. de níveis diferentes. 7. não serão consideradas partes de uma saída.3. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho.1. Quando não for possível atingir. (123.6. Ascensores. entre elas e qualquer local de trabalho. (123.024-7 / I2) Prof.018-2 / I3) 4. pelos meios adequados. (123. (123. em caráter permanente.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. (123.2. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo.022-0 / I1) 7. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. (123. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. Nenhuma porta de entrada. As aberturas. ou presa durante as horas de trabalho. Exercício de alerta. Escadas.7. diretamente. aferrolhada.6. neste caso. Os pisos.011-5 / I3) 3. automáticos. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme.013-1 / I2) 3. mesmo fora do horário de trabalho. deverá ser fechada a chave. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. mesmo ocasional. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. (123.9. d) atacá-lo o mais rapidamente possível. 2. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. Estas distâncias poderão ser modificadas. requisitos especiais de construção. (123. Combate ao fogo. não se tenha de percorrer distância maior que 15.016-6 / I2) 3. (123. (123. indicando a direção da saída. As portas de saída devem ser de batentes. (123. e segundo a natureza do risco. 6. para mais ou menos. (123.1 Todas as escadas.020-4 / I2) 6.1. ou do local de trabalho.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30.008-5 / I2) 2.5. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. Portas. que entrave o seu acesso ou a sua vista. (123.7. 8.006-9 / I1) 2.8. deverão existir. (123. não impeçam as vias de passagem. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. Durante as horas de trabalho.5.1. Poderão ser exigidos. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. ao se abrirem. deverão ter rampas que os contornem suavemente e.

O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. (123. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. porém o pó químico será especial para cada material. nos fogos das Classes B e C. das condições reais de luta contra o incêndio. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros.034-4 / I2) 10. graxas.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. Será adotada. (123. deverão ser providos de extintores portáteis. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. fibras. (123. etc. a fim de assegurar uma inundação eficaz.1. preferencialmente.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. Nos incêndios Classe D. (123. etc.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados. mesmo os dotados de chuveiros automáticos. segundo as características do estabelecimento. Extintores. etc. (123. os exercícios devem se realizar periodicamente.038-7 / I3) 13. de preferência.. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.2. transformadores.4. Milton Serpa Menezes . salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. madeira. com ordem da pessoa responsável.039-5 / I2) 13. (123.029-8 / I1) 8. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. Classe D . A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B.2. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia. (123.1.032-8 / I2) 10. salvo quando se tratar de água pulverizada. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio.2. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos.027-1 / I2) 8.040-9 / I2) 13. (123.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície. (123. Eng. sem aviso e se aproximando. 10. papel. 9. 12. a fim de evitar o acúmulo de resíduos.1. 13. a fim de. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início.041-7 / I2) Prof.3. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. zircônio. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. como óleo.035-2 / I2) 10. Classes de fogo. tintas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. 9. (123.4. gasolina.028-0 / I1) 8. a fim de combater o fogo em seu início. capazes de prepará-los e dirigilos.030-1 / I1) 8.5.2.031-0 / I1) 9. Extinção por meio de água. Todos os estabelecimentos.5. Tipos de extintores portáteis.033-6 / I2) 10. e que deixam resíduos. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. c) nos fogos da Classe D. Extintores portáteis. a qualquer tempo. o mais possível. fios.037-9 / I2) 12. (123. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. Normalização e Qualidade Industrial . a seguinte classificação de fogo: Classe A .5. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. Classe C . 10.elementos pirofóricos como magnésio. será usado o extintor tipo "Químico Seco". bem como os guardas e vigias. como: tecidos. (123.1. (123.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. 10. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados. b) nos fogos da Classe C. titânio. 11.1. Classe B ..036-0 / I1) 11. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego.INMETRO. (123. freqüentemente. Um espaço livre de pelo menos 1.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. (123.1. quadros de distribuição. não deixando resíduos. (123.3. extinguir os começos de fogo de Classe A. vernizes. (123.

044-1 / I2) 13.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1.3. com bordas amarelas. Nas ocupações ou locais de trabalho.2. 17. (123.052-2 / I2) 17. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura. examinando-se o seu aspecto externo.051-4 / I2) 15. (123. 15.6. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. Milton Serpa Menezes . Inspeção dos extintores.4. Localização e sinalização dos extintores. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico.050-6 / I2) 14. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos. data para recarga e número de identificação. (123.7. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica.043-3 / I2) 13. (123. (123.061-1 / I1) 18.042-5 / I2) 13.5. (123. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País. (123.062-0 / I3) 18. Quantidade de extintores. (123. (123.4. (123.1.2. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof.3.1. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo. (123. (123. ou "Água-Gás". (123. (123.4.16.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.047-6 / I2) 14. (123. (123.00m x 1.6.066-2 / I1) 13. (123. b) de fácil acesso. facilmente quebrável. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado. deverá ser providenciada a sua recarga. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado. 18.5. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". 14.060-3 / I1) 17. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente. (123.4.059-0 / I1) 17.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso. Sistemas de alarme.045-0 / I2) 14. 17.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso.00m (um metro x um metro).058-1 / I1) 17. O extintor tipo "Água Pressurizada". estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23.1. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês.055-7 / I1) a) de fácil visualização. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original.065-4 / I1) 18. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo).1. vermelha.4. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. (123. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. deve ser usado em fogos Classe A.049-2/I2) 14. (123. Eng.5. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.5. os lacres. (123.048-4 / I2) 14. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente.046-8 / I2) 14.064-6 / I1) 18. (123.3. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1.063-8 / I2) 18.056-5 / I1) 17. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. com data em que foi carregado.6.2. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas. Essa área deverá ser no mínimo de 1.7.057-3 / I1) 17.

não jogue o toco de cigarro em lixeiras. • Diga o que está acontecendo. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. abra a casa para ventilar o local. • Use o extintor de incêndio. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. • Nunca instale cortinas perto do fogão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. • Em caso de muita fumaça. chame o Corpo de Bombeiros. saia imediatamente. deixe a válvula de gás desligada. gasolina.4. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. Alguém pode estar precisando de real ajuda. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. • Tendo verificado vazamento de gás. procurando usar tubulações metálicas 13. não risque fósforos. O Socorro sempre chega. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. depois abra o gás. • Ao sair de casa. jamais retorne. etc. • Respeite os avisos que proibem fumar. Milton Serpa Menezes . • Saia pela escada. Não use Benjamins "T". pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). graxa.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. Prof. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. não sendo possível apagá-lo. evitando o pânico. • Preso numa sala. óleo. Eng. evitando que o fogo se propague. • Quando não estiver utilizando o fogão. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. nunca por elevadores. não ligue ou desligue luzes. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. • Fora do prédio. Coloque-se onde possa ser visto. • Em hipótese alguma salte do prédio. endereço e um ponto de referência. sem escancarar portas e janelas. para posterior confirmação da ocorrência. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho.

304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. estratégia e metodologia de ação. de retorno ao trabalho. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. no mínimo: o planejamento anual. O PCMSO deve incluir. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. periódico.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. manutenção e divulgação dos dados.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. Eng.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. forma de registro. Milton Serpa Menezes . são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. demissional. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. de mudança de função.304 Ufir Prof. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO . As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. entre outros. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.

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