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Apostila de Segurança do Trabalho

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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. o que fez com que se falasse. lamentável a situação que enfrentávamos. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. de outro lado. da gravidade desses acidentes. Prof. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. em 1970. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. Na Inglaterra. Nessa época. Eng. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. de fato. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. também. através de críticas violentas. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. gases. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. embora tivéssemos já a experiência de outros países. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. por conseguinte. mas também de mulheres e crianças. atravessamos os mesmos percalços. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. devendo esta. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. empresários. A sofisticação das máquinas. técnicos e governo. O trabalho em máquinas sem proteção. é bem verdade. Esse notável romancista inglês. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. Nos últimos momentos do século XVIII. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. Milton Serpa Menezes . que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. Ao mesmo tempo. Pouco a pouco. amparar a vítima do acidente. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. em menor escala. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. a inexistência de limites de horas de trabalho. No Brasil.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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perigoso ou insalubre. Eng. . em qualquer atividade privada.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. sendo vedado o trabalho noturno. deve ser observado um descanso de onze horas. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. Milton Serpa Menezes . Lei Ordinária Nº 10. Prof. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. sendo esta duração. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. . de forma detalhada. ou IV – mais de mil empregados.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. 3%.298 de 20 de dezembro de 1999. III – de 501 a mil empregados. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior.741 de 01 de outubro de 2003. não excedente a oito horas diárias. para os efeitos de aplicação. de qualquer natureza. e a pessoa com mobilidade reduzida. . o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).exigir atestado ou exame.5. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. do Artigo 154 ao 201.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. Durante a jornada de trabalho. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho.horário especial para o exercício das atividades. 5%.5. conforme expressado no Estatuto do Idoso. As empresas que adotam o trabalho noturno. assegura a todos os trabalhadores. auditiva.º 3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. visual e mental. 1. podemos destacar que é vedado ao empregador: . cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . cujo texto. Entre uma jornada de trabalho e outra. através da Portaria N. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). preferencialmente aos domingos. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas. isto é.214 de 08 de junho 1978. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. em seu Artigo 7º. Por ser um direito de todos os trabalhadores. 2%. no capítulo que trata dos Direitos Sociais. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. Aos trabalhadores idosos. para comprovação de esterilidade ou gravidez. urbanos e rurais. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. este deve ser de vinte e quatro horas. de 13 de julho de 1990. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. por meio de normas de saúde.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. serviços inadiáveis e greve abusiva). Considera-se.296 de 02 de dezembro de 2004. Segundo o Artigo 36. do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). conforme Decreto Nº 3. na admissão ou permanência no emprego. higiene e segurança”.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. inciso XXII. II – de 201 a 500 empregados. 4%.

uma saleta de amamentação. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. para aplicação. Considera-se empregado a pessoa física. fornecido pelo empregador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. no mínimo. ou ainda embargar a obra. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. pelo referido Órgão. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. do SESC. A aplicação de todas as Normas. máquina ou equipamento. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. remuneração e condições especiais. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. pelo menos 30 mulheres. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. de forma pessoal e mediante salário. durante a jornada de trabalho. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). iniciativas prevencionistas. ou a cargo do SESI. dispõe que os mesmos. com mais de 16 anos de idade. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. a mãe terá direito a dois descansos. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. Prof. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. um berçário. Também é obrigação do empregador: (. com outras entidades públicas ou privadas. naquilo que lhe for competente... comum a todos os estabelecimentos novos. sem prejuízo do emprego e do salário”. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. em regime comunitário. setor de serviço. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. ressaltando que. para o trabalho ocasional. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. para o trabalho contínuo. Eng. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. que atua com habitualidade e subordinação. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. Os locais para amamentação “deverão possuir. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. durante a sua vida profissional. pelas próprias empresas. 1. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. Após a inspeção. da LBA ou de entidades sindicais”. de meia hora cada.) nos estabelecimentos em que trabalharem. Milton Serpa Menezes . antes de iniciar suas atividades. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. ao empregador.5. diretamente ou mediante convênios. ou 25 quilos. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade.

os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando.os locais devem ter a altura do piso ao teto. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. o EPI adequado ao risco. com Certificado de Aprovação (CA). O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. Eng. na qual podemos destacar que: . aos empregados. . em decorrência do embargo ou interdição. nos locais.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. sem ônus ao empregado da empresa.usar o EPI. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. . devendo estar articulado com as demais NR. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. de acordo com as determinações municipais. onde houver necessidade. . salubridade e segurança. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. . em especial com o PCMSO. . o SESMT. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. Milton Serpa Menezes l) . datada e assinada pelo trabalhador.os pisos.adquirir o tipo de EPI.usá-lo. ao empregador.fornecer. Prof. impermeável e protegido contra umidade. gratuitamente. Cabe ao empregador: . i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. adequado a atividade do trabalhador. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. de uso individual utilizado pelo trabalhador. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. . k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. e para atender as situações de emergência. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. com sua especificação. além de haver guarda-corpo de proteção. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. pé direito. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. guarda e conservação. Sugere-se. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. apenas para a finalidade a que se destina. efetuar controle individual de entrega de EPI.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. com mais de 50 empregados. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. atendendo as condições de conforto. obrigatoriamente. contra quedas.devem dispor de material antiderrapante. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. além de orientar e treinar sobre seu uso. Cabe ao empregado: .

Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. a limpeza. distribuição e consumo. cordas. código de projeto e ano de edição. com nome e fotografia do trabalhador. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função.70 a 1. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”. elevadores de carga. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. relatório de inspeção. substituindo-se as suas partes defeituosas”.6.. no interior dos locais de trabalho. Conforme descrito no item 12. no estabelecimento onde estiver instalado. Sinalização de Segurança. transmissão. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. tais como empilhadeiras. incluindo as etapas de projeto. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. entre outros. operação. Milton Serpa Menezes r) . NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. em local de fácil acesso e bem visível. montagem.3: (.1. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos.60 e 0. Prof. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0. permanentemente.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. construção. p) NR 11 – Transporte. Conforme exposto no item 11. as seguintes informações: fabricante.7: (. em local visível. pressão de teste hidrostático.. Esta NR se aplica às fases de geração. correntes. Todo vaso de pressão deve possuir. Os reparos. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. Eng. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. entre outros. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. com validade de um ano.1.1. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais.. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. De acordo com o disposto no item 13.8.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. no mínimo.) as vias principais de circulação.30 metros. “especial atenção será dada aos cabos de aço. registro de segurança. 1. talhas. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. movimentação. número de identificação. pressão máxima de trabalho admissível. direta ou indiretamente. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados.80 metros.2 da respectiva NR. no mínimo. saídas de emergência. mediante técnica de análise de risco. haja uma faixa livre variável de 0. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. salvo se o movimento for indispensável à sua realização. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados. ano de fabricação. e as que conduzem às saídas devem ter. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação.. equipamentos contra incêndio. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato.3.3. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). placa de indicação indelével com. projetos de instalação ou reparo.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas.

Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. equivalente a: . disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores.20%. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. será considerado o de grau mais elevado. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. . Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. que estejam acima dos limites de tolerância. Milton Serpa Menezes s) . impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. apresentada na parte IV (Programas e Ações). vestiários e refeitórios devem possuir.40%. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. Na periculosidade. observada a separação de sexo e provido de bancos. sem acréscimos resultantes de gratificações. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. Cozinha Quando houver refeitório. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. . Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. instalações sanitárias e locais insalubres. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. para insalubridade de grau máximo. Eng. por sua natureza ou métodos de trabalho. emitindo um “Relatório de Inspeção”. para insalubridade de grau médio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. cabendo ao empregado optar por um dos dois.10%. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. dotado de armários individuais. nos quais a atividade exija a troca de roupas. deve haver local apropriado para vestiário. Refeitório Por ocasião das refeições. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. condições ou métodos de trabalho. arejamento. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. para insalubridade de grau mínimo. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. apresentada na parte IV (Programas e Ações). por sua natureza. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. em condições de risco acentuado. iluminação e fornecimento de água potável. com requisitos de limpeza. páginas 160 a 161. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. páginas 201 a 207. Prof. É indispensável que os funcionários da cozinha. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente.

60 dias. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. a partir da notificação. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias.304 UFIR. conforme os seguintes valores estabelecidos: .Segurança do Trabalho – 6. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. cc) NR 31 . Cinza escuro Identificação de eletrodutos.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. localização de EPI. embaraço ou resistência à fiscalização. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia.Medicina do Trabalho – 3.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. poderá notificar os empregadores. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. a fim de não ocasionar distração. como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. que poderá ser estendido até 120 dias. A empresa terá um prazo de 10 dias. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. equipamentos ou medidas adequadas. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. que deverá ser de. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. silvicultura. no máximo. dd) NR 32 . de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. dispositivos de segurança e canalização de água. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. . Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. aa) NR 29 . Eng. confusão e fadiga ao trabalhador. pecuária. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. z) Prof. Milton Serpa Menezes . Pecuária Silvicultura. direta ou indiretamente. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. fica condicionada a prévia negociação entre empresa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. Em caso de reincidência. bb) NR 30 . emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. parágrafo único da CLT.782 UFIR. Azul Identifica a canalização de ar comprimido.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura.

inclusive morte. mesmo que estas surjam durante a vida laboral. ou perda. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito.. transtorno de saúde.. avaliação..br). monitoramento e controle dos riscos existentes. há três tipos de CAT: inicial. recuperação. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua.212 e 8. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. à autoridade competente.213 de 24 de julho de 91. ou redução permanente ou temporária. 1.. Milton Serpa Menezes . a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado.gov. que possua meios limitados de entrada e saída. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. ou doença profissional ou do trabalho. § 4º (. 337. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. independentemente do tempo de latência. de reabertura e de comunicação de óbito. doença. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. assistência. que altera o Regulamento da Previdência Social. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. durante a jornada de trabalho. Nos casos de acidente de trabalho. ee) NR Nº 33 . subaguda ou crônica. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. e todas as ações de promoção. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.. Eng..) considera-se agravo a lesão. imediatamente. Prof.5. disfunção ou síndrome de evolução aguda.367 de 19 de outubro de 1976).mpas. Art. na forma do § 3º.).042 de 12 de fevereiro de 2007. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.). pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. que estão acima do limite de tolerância. distúrbio. comunicado anteriormente ao INSS. A título de classificação para registro. por meio de formulário específico (anexo). e Decreto Nº 6. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. trajeto. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. de natureza clínica ou subclínica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população.

Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. de 15 de janeiro de 2004). 186 e 187. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. por ocasião da avaliação global. Prof.C. 927. do INSS/DC. causar dano a outrem. . considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. . ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. . que estabelece padrões para elaboração de laudos.2º. quais sejam: . O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne.213/91. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. Aquele que.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). cópia autêntica deste documento”. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). C. gerando a responsabilidade civil.311.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). . é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. contendo a indicação dos responsáveis técnicos. omissão voluntária. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. de 29 de novembro de 1989. por período. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. 1. de 10 de janeiro de 2002.5. . As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . Código Civil (C.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art.5º. e o próprio PPP. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. registros ambientais e resultados de monitoração biológica. com poderes especiais. (Instrução Normativa Nº 99. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. fica obrigado a repará-lo. de acordo com a Lei Nº 10. do Ministério do Trabalho. negligência ou imprudência. trabalhadores avulsos e cooperados.6º.4º. entre outras informações. . Eng.1º. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. dados administrativos.212 e 8.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos.C. . servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). causando dano patrimonial ou moral. descrição do ambiente de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. que temos expresso. Milton Serpa Menezes . Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP. análises – qualitativa e quantitativa. tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA.3º. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). quando da rescisão do contrato de trabalho. por ato ilícito (Arts. quadro descritivo. conclusão (caracteriza o laudo. identificação.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos.406. devendo estar sempre atualizado. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03. O LTCAT. medidas de controle. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica.). Seção III. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. Para que haja o ato ilícito.

do dispositivo legal.6 . subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. O objeto jurídico. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. estará obrigado a indenizar. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. 132. risco para os direitos de outrem. Milton Serpa Menezes 1. é expresso pelo Código de Processo Penal. podemos destacar da Resolução CONAMA n. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. em desacordo com as normas legais. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. Pelos artigos acima citados. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. Haverá obrigação de reparar o dano. Eng. para caracterizar o ato lesivo. é necessário que haja uma vítima determinada. contra o autor do crime. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais.5. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. a instalação. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. até o julgamento definitivo daquela.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. conforme Artigo 20 do referido decreto. demonstrada a culpa. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. Além deste tipo de responsabilidade. que: (. independentemente de culpa. Parágrafo único: Intentada a ação penal. observando os planos federais. de 31 de agosto de 1981. instalação e operação. todas obrigatórias. de 17 de março de 2005. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados.º 357. estaduais ou municipais de uso do solo. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente.938. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. se o fato não constitui crime mais grave. não é um documento obrigatório. Parágrafo único. de três meses a um ano. em seu Artigo 64. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. Desta forma. para que haja a responsabilidade criminal. porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. por sua natureza.351. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. de 01 de junho de 1983. ou sobre quem seja o autor.. aquele que causar dano a outrem. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal.. Porém. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP). autorizando o início da construção e implantação da empresa. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. nos casos especificados em lei. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. por autoridade ambiental competente. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades.

A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. poderá ter decretada sua liquidação. bem como dele obter subsídios. de 12 de fevereiro de 1998. proibição de contratar com o Poder Público. A pessoa jurídica que permitir.605.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. Constatada. onde seu patrimônio. Eng. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. após considerado instrumento do crime. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. recolhimento domiciliar. que são: suspensão parcial ou total das atividades. facilitar ou ocultar a prática de crime). dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. através de perícia. Milton Serpa Menezes . execução de obras de recuperação de áreas degradadas. obra ou atividade. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. Prestação de serviços à comunidade. devendo. portanto. interdição temporária do estabelecimento. Penas restritivas de direito. Prof. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções. após transitado e julgado o processo. manutenção de espaços públicos. subvenções ou doações. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais.

os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. Como se vê. de negligencia ou de imperícia de terceiro. estes sob certas condições. ou a redução da capacidade para o trabalho.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. Eng. o que ocasiona sempre perda de tempo.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). c) ato de imprudência. direta ou indiretamente.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. ligado ao trabalho. "Art. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. etc. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". haja contribuído diretamente para a morte ou a perda.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. tais como danos materiais (aos equipamentos. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. e) desabamento. Do ponto de vista prevencionista. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. podem ser encarados como tal: "I . o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2.172. entretanto. perturbação funcional ou doença). em intervalo do trabalho. d) ato de pessoa privada do uso da razão. para efeito de lei. 2. IV . Pode-se notar. III . seja qual for o meio de locomoção utilizado. Outras conseqüências podem advir. Também são igualados. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. embora não tenha sido a causa única. no exercício de sua atividade. Prof. c) em viagem a serviço da empresa. 2. Para a legislação providenciaria. portanto. perturbações ou doenças. lesão. a definição é dada pelo Decreto n0. Há casos. pela lei brasileira. porém. Milton Serpa Menezes . Legalmente.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. de acidentes que. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. ou seja. as doenças do trabalho. II . de 05 de março de 1997. essa definição não é satisfatória. V . inclusive companheiro de trabalho. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. 131 . inclusive companheiro de trabalho. b) ofensa física intencional. produtos fabricados. e. inundação ou incêndio. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. portanto. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. constantes ou não de relações oficiais. mais ainda. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro.a doença profissional ou do trabalho. perturbação funcional ou doença. as lesões. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho.o acidente que.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.

em virtude. automaticamente. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. perda de material. manutenção do mesmo. que interfere na produção. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. nesse caso. Por exemplo. causando perda de tempo. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. Em síntese. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. o acidente. o que. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. ocorreu tão somente. Assim. Do exposto. Em todos os casos. através de uma compensação financeira. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. deixa cair a caixa. de como já vimos. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. porém. em que ocorreu. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. outros fatores de produção. A política governamental dos últimos anos. ou não. operações de soldagens. a queda da caixa. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. Eng. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. ou de indenização. ela não teria atingido o seu pé. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. perda de tempo. Um empregado acidentado. a lesão no homem. como máquinas. Prof. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. em certo momento. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. pois este se danificou. equipamentos e tempo. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. teremos um acidente mais grave porque. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. Milton Serpa Menezes . as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. ferramentas. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. embora não tenha ocasionado lesão. mais caro se torna substituí-lo. aposentado precocemente por incapacidade permanente. podem ser envolvidos nos acidentes. houve dano físico. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. garantindo-lhe o pagamento de diárias. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. do que tirar o pé na hora em que caísse. Por exemplo. Em outras palavras. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. ao legislador interessou. Na última. o que já é um acidente (queda da caixa). inclusive. veículos de transporte são exemplos desses riscos. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. Quanto mais especializada a sua função. constitui um acidente do trabalho. bem como a um custo menor. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. se forem eliminados estes. pois além do homem. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. estará afastado a quase totalidade dos outros. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. lesão no trabalhador. Na definição legal. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. além da perda de tempo. Equipamentos elétricos. é também um exemplo de acidente. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. Na segunda. além da perda de tempo e/ou perda material. aqueles serem muito mais numerosos que estes.

Se uma pilha de sacas de café. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. constitui um acidente do trabalho. Em outras palavras. causando-lhe alguma lesão. mal estocada. Eng. qualquer ocorrência não programada. temos caracterizado o acidente do trabalho legal.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. desabar e atingir um empregado. Prof. causando perda de tempo. Milton Serpa Menezes . que interfira no processo produtivo. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local.

uma pesquisa bibliográfica. Ao se estudar os atos inseguros praticados. As formas de comportamento. com o tempo. Estudos técnicos. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. em média. • Manutenção. Portanto. recomenda-se. 2. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. responsável pelo acidente. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu.. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. antes mesmo que ocorram acidentes. brincadeiras grosseiras. desde a mais remota. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. Segundo estatísticas correntes. através da eliminação a tempo de suas causas. devem ser analisadas todas as causas.. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. tempestades. do elemento homem. etc. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). etc. Prof. A ocorrência de uma única morte. Sob o ponto de vista prevencionista. portanto. 3. levantamento. vio1ação essa. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. • Permanecer embaixo de cargas. na maioria das vezes. Os acidentes não são inevitáveis. nenhuma das máquinas construídas. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. sinalização. Eng. e portanto possíveis de prevenção. Eventos catastróficos. são causados. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. integram uma política de segurança. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. Vários autores. inerentes às instalações. eliminar as condições inseguras. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. como máquinas e equipamentos. a simples analise de risco ou estatística . visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. eles.000 dias. Atos inseguros. além da perda para a família do trabalhador. Até o presente momento. não surgem por acaso. cor na segurança do trabalho. Condições inseguras. são capazes de. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. de trabalho produtivo. 3. como inundações. • Permanecer em baixo de cargas suspensas.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. isto é. porém. causa de acidente é qualquer fator que. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. informações sobre ordem e limpeza. mesmo que não acuse nenhum acidente. Quando se fala. No nosso entendimento. ainda. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. principalmente no campo da engenharia. transporte e manuseio de materiais. na analise de um acidente. se removido a tempo teria evitado o acidente. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. • Abusos. cursos de primeiros socorros.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. Milton Serpa Menezes . Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. ou o dano.

etc. inseguro ou de forma incorreta (não segura).). . fraturado. no entanto. • Ventilação inadequada ou incorreta. tubulações (encanamentos). passagens obstruídas. maiores serão os riscos de acidentes. habilidades motoras. A corrente elétrica. etc. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. as falhas. cortante.. não pode ser considerada uma condição insegura. Eng. fios expostos.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. por ser perigosa. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. Prof. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. • Processos. escadas. • Iluminação inadequada ou incorreta. sobrecarga sobre o piso. quando devidamente solada do contato com as pessoas. 3. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. não. em outras palavras.3.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. corroído. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. escorregadio. de maneira a tornalos ineficientes. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. 3. pisos. armazenagem. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. a eletricidade.).3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. 3.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. irregularidades técnicas. Milton Serpa Menezes . a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. carência de dispositivos de segurança e outros. Aí se incluem as capacidades sensoriais. etc. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. defeitos. qualidade inferior. são condições inseguras.Projeto ou construções inseguras. 3. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. ou instalações elétricas. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. a energia elétrica em si.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa.3. • Uso de equipamento inadequado.3 3. congestionamento de maquinaria e operadores.

falha ou falta de treinamento.3. alcoolismo. 3. 3.3. Ela é agravada pela monotonia da tarefa. que prejudica o desempenho. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. layout. iluminação adequada. Prof. Eng.: seleção inadequada.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. em um instante a atenção é necessária.3.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. contribuem para redução de acidentes. doenças. Ex.: problemas familiares e econômicos. tende a reduzir os acidentes. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores.3.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas.3. 3.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex. ausência de ruído. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes.

Na Segunda Guerra Mundial.. quando de seu uso. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. 4. etc. de forma a: 4. os parâmetros do comportamento humano. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. Imaginem ainda. em uma obra. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. Desta forma. submarinos. sonares.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. a Física. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. tornando-se seu trabalho mais eficiente. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. médicos e psicólogos. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. A Medicina do Trabalho. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. surgiu urna nova ciência . sob o ponto de vista anatômico. fisiológico e psicológico. Organizaram-se então equipes de engenheiros. para execução do guilhotinamento.ao jovem. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. Milton Serpa Menezes . visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. para o exame destes instrumentos e máquinas. a Higiene industrial. devido. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. antropométricas e biomecânicas do homem. Desta forma. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. com o uso de uma das mãos do operador. Da mesma forma. Como conseqüência. distante do já existente. os radares. Eng. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. antropométricas e biomecânicas do homem. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. por exemplo.a pá . E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. etc. no caso. de forma a preocupar os altos escalões militares. a mesma motivação para o trabalho. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. tornaria necessário. Adaptação dos instrumentos.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. por exemplo. um de idade avançada e outro jovem. analisando a eficiência de dois empregados. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. boa saúde. Prof.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). mediante o uso de ambas as mãos. Nessas condições. a adaptação de um segundo botão. A Psicologia.

4. 4. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. a ERGONOMIA. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. as condições e o ambiente de trabalho. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. Mediante estas Portarias. 4. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. em caso de acidentes. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. França.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. Portanto. existentes desde 1973. Em 1961. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. a produtividade e a rentabilidade. ministrados em várias universidades brasileiras. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. Eng. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. Milton Serpa Menezes b. • Aumentar: o conforto do trabalhador. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. Bélgica. e destinados a engenheiros e médicos. Holanda. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. . Tchecoslováquia e Polônia. URSS. os instrumentos. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. os EUA e a Europa descobriram que. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. em Estocolmo. ou seja. Inglaterra. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário.5. e entre eles podemos destacar: USA. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO".6 Classificação da Ergonomia a. Em 1949. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. 4. a Ergonomia está apenas no inicio. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Além disso. Prof. incluem a Ergonomia no seu currículo.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos.

A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). etc. postura no trabalho. • características ambientais: luz. calor. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. na operação de uma máquina. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. Comparativamente. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). umidade. Milton Serpa Menezes . erros. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). demais aspectos: constantes. Ex. que fornece dados referentes à função.). fisiológicas. botões. em relação á Máquina. sexo.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. etc. onde são processados. através das células nervosas (neurônios). das quais as principais são a visão e a audição. etc. 4. Eng. Ex. idade.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. características dos lugares de assentamento. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. • variáveis dependentes: velocidade. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. treinamento. • mistas: uso das formas diretas e indiretas. • indiretas: por simulação em laboratório. biomecânícas. 4. processa-as e transforma-as em ações de comando. forma e identificação dos comandos. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. posição.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados.. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. e outras como olfato. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). atividade ou ambiente de trabalho já existente. tipo de equipamento utilizado pelo operador. que se complementam para executar urna determinada função. tensões musculares e aspectos subjetivos. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. 3 . paladar e sentidos cinestésicos. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. ruído. 2 . etc. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina.: No Brasil. características das superfícies de trabalho. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. médico e antropométrico do operador. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. Portanto. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. tato. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. c. Quando a ação é acompanhada pela função receptora. por exemplo. vibrações. Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. psicológicas.8 Pesquisas ergonômicas 1 . o Homem possui. pedais. Desta forma.

Utiliza. bem como de equipamento. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. ângulos.9.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. em principio. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. Mas isto.4 4. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. uma faixa de 100%. neste âmbito. ainda. toda a população dos utilizadores.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano.3. Observem Prof.9. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. 90% dos utilizadores. os dados da Biomecânica. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. Eng. é tecnicamente inviável.2 4. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros. O ideal. 4. Ou ainda. Por isso um projeto objetiva. pesos. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%.9. Milton Serpa Menezes . Entretanto.9.9. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes.9 4. técnica e economicamente. a sua adaptação às características dimensionais de. em geral. em geral. ou seja. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. para esta faixa. conforme ilustrado pela Figura abaixo. aceleração. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. 4. ou seja. dentro de um limite ótimo de custos.3 4. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. estudando. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. velocidade.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. evidentemente.9. no mínimo. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. diâmetros. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta.

certamente para a maior parte dos utilizadores deste local. os extremos da população são mulheres com 1.3 43.7 12.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.8 58.8 20.0 53.4 79. apenas adultos masculinos.51 1.7 9.7 36.9 59.1 96.4 80.4 14. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.8 72.6 10.63 1.4 97.0 49.6 44.3 38.3 42.8 91.4 47.8 89.6 23.7 34. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.6 41.6 43.0 35. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.74 1.3 33.54 1.4 59.0 19.3 88.8 23.0 52. na maioria das vezes.9 59.7 49.9 48.9 25. especificamente a um destes tipos de população.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.9 46.0 84.7 64.6 94.5 54.6 42.0 42.0 56.6 95.8 35.5 20. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.6 24.83 52 70 95 81.3 36. um controle que fosse alcançável por um operador médio.2 64.1 23.6 54.1 45. Eng.9 10. mas também em termos de percentuais.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".0 38. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.2 52.0 43.9 74.2 37. Por exemplo.0 49.6 30.5 84.69 1.6 51.6 31.4 28.8 22.2 48.7 17. ou seja.6 28.6 9.71 48 62 86 80.0 74.2 14.3 70.0 50.7 8.4 26.5 52.6 46.7 46.0 50.7 12.5 37.3 38.3 25.4 34.5 38.7 52.6 41.0 36. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.2 14.1 46.1 9.9 42.3 54. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.6 58.1 9.9 28. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).4 78.3 22.3 26.9 61.8 24.9 63.7 81.4 69.7 53.0 33.1 44. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).2 84.4 9.7 12.1 22.3 41. teríamos.9 27. condições insatisfatórias para o trabalho.5 17.7 41.97 m de altura e 136kg de peso Prof.84 59 75 98 85.2 50.6 58.2 21.1 42.6 56.0 20. Do mesmo modo.7 64. 5% e 95%.3 39.1 74.6 90.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).2 52.6 27.3 85.2 52.4 28.61 1.7 8. Milton Serpa Menezes .8 44.5 17.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.7 46.3 39.2 20.3 85. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.4 78.6 27.

No caso desta medida do lugar de assentamento. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. causando hérnia de disco. se ela for tomada baseada no padrão 95%. do homem padrão 95% (medida 0). que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. ou seja. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. na parte inferior das coxas. 4. Paradoxalmente. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. acrescida das medidas do sapato. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. tanto em posição sentada como em pé. em detalhes.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). ainda. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. FIGURA 3 . As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. Prof. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. 95% da população. Há que se observar. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. A Figura a seguir mostra. 4. menos resistentes para trás. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). enquanto os bordos posteriores se afastam. • Largura da base de assentamento: medida B. ou seja. poderíamos determinaras demais medidas. teríamos. e há tendência de recalque do núcleo para trás. é a região que suporta os esforços mais severos. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. por não interessarem ao nosso estudo. teríamos sérias dificuldades na sua execução. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único.9. os discos interverterias. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. entretanto. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. Milton Serpa Menezes .

A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes . havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. assentos e áreas de trabalho inadequados.

tem ação com movimentos rápidos. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. a seguir. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. Tendo em vista este objetivo. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. a musculatura dos olhos. por exemplo. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. Milton Serpa Menezes . FIGURA 6 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. Eng. Assim.11 Movimentação de pesos 4. pequenos e precisos. ao contrário dos músculos das pernas. fornecemos. Ao contrário.11. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. Para que o desempenho deste sistema seja adequado.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. trabalho estático. pedais.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. as quais abrangem as suas características motoras. 4. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. Prof. trabalho dinâmico. etc. isto é. isto é. A contração e o relaxamento alternado de músculos.

Milton Serpa Menezes . conforme Hunsicker.11. para varias direções e sentidos de movimentos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. portanto. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. Torna-se. portanto. a sociedade e a nação. A movimentação manual de cargas. Figura 8 forças do braço em kgf. conforme MULLER. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. Eng. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador. Prof. em sua grande maioria. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. cara. em relação á horizontal. a empresa. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. Estas lesões. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes.

Evitar posição incorreta dos pés. 8. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. movimentos harmônicos pelos participantes. deverão. economicamente rentável apenas. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. 4. 21. 4. 5. sempre que possível. Utilizar sempre o peso do corpo. dimensões e posição relativa de carga. 12. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. Evitar arranjo físico inadequado. faixa etária e postura do trabalhador. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. Executar exercícios físicos adequados. além de tipos de atividades específicas. É evidente que o emprego de empilhadeiras. deslizamento e passos em falso.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. 13. bem como falta de ordem do local de trabalho. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. elevadores. quando possível. sendo a sua aquisição. dar risadas. espirro ou tossir. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. Prof. guindastes. 17. para o manejo de cargas. determinados em função de: • sexo. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. etc. etc. Observar. quando do transporte conjunto de carga. Posicionar os braços junto ao corpo. 7. 15. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. alturas de armazenamento inadequadas. • forma. Utilizar. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. 6. continuar a usar. Transportar a carga em posição ereta. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. de forma a favorecer o manejo da carga. portanto. perda de equilíbrio. transportadores de correia. pranchas e escadas em más condições. 19. Eng. 3. talhas empilhadeiras. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. 14. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. umidade e correntes de ar. Fábricas pequenas. Evitar. visando menores solicitações sobre o corpo. Procurar distribuir simetricamente a carga. na maioria das vezes. vias de circulação obstruídas. Milton Serpa Menezes . Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. 16.11. quando forem constantemente utilizadas. 10. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. carrinhos de transporte. quando manejar cargas. pontes-rolantes. 20. o Homem. advindos de movimentos bruscos. 9. 2. 18. 11. 22. Movimentar cargas por rolamento. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. 1. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento.

Tronco em mínima flexão. Milton Serpa Menezes . Prof. Pernas distanciadas entre si lateralmente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Eng. etc. Queixo não dirigido para baixo.Técnica para levantamento de carga (barra.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. caixa. Dorso plano. Braços esticados entre as pernas. Carga próxima ao eixo vertical do corpo. saco.

A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. II.514.12. de 22.514. assentos.214.6.77. Lei no 6. Milton Serpa Menezes . antropométricas e biomecânícas do Homem.0 3. Técnica correta.Seção XIV. Técnica errada.Levantamento de cargas. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 .Porte de carga com os braços retos.78. 3214.6. suporte para os pés e suporte lombar. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. 4. qualidade do produto ou tarefa executada. 4. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas. poltronas. De uma forma simplificada. b. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a.Lei n.NR 17. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras.Portaria n. b. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores.6.Portaria n. com tronco em ligeira flexão e dorso plano. Fiscalização e Penalidades . III.6.Portaria n.78 . FIGURA 11 . de 8. Da Prevenção da Fadiga .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 . Seção X.11. de 8.12.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. Transporte. suportes para trabalho semí-sentado.o 6. 3. conforto e segurança do trabalhador. a. Prof. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa.NR 28. bancos. de 8. Movimentação.214.NR 7 IV.78 . Eng. Ergonomia .Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. I. Portaria n.78 .0 3. de 8.77 . Exame Médico . de 22. Norma Regulamentadora NR 11.214.

como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). escrivaninhas. dimensões e posição relativa adequada. quando necessário. painéis.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. i. 90% dos utilizadores. e. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. pelo menos. FIGURA 13 . bancadas. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. visualização e de acesso á área de trabalho. a título ilustrativo. apoio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. além de ter forma e posição corretas. O suporte lombar. suporte lombar no encosto com forma. etc. ao nível dos omoplatas.12. b. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. c. permitindo inclinar o tronco para trás. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. deve-se observar os seguintes aspectos: a. assentos para veículos. dimensões adequadas para o uso de. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. poltronas para mesas.cadeira correta para trabalho. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). em conjunto com apoio adequado para os pés. através de alguns exemplos.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. para restaurar a curva lombar. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. Milton Serpa Menezes . Prof. tem também flexibilidade. cadeiras para pranchetas e bancadas. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. d. Eng. FIGURA 12 . g. f. • inter-relacionamento dos vários elementos. h. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. Forneceremos a seguir. • 4. altura compatível com a área de trabalho. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. pé e visão. quando de breves períodos de descanso. máquinas e plataformas para os pés.

Milton Serpa Menezes .10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. em função do tipo de atividade. Eng. A medida d (fíg. Prof.12.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. evitando flexão desnecessária do tronco.2 Características básicas de bancadas .

podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. CO. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. e) agentes de acidentes. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. originadas nos locais de trabalho. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. NO2. estruturada como uma ciência prevencionista. c) agentes biológicos. Eng. que podem provocar doenças. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. CH4. SO2. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade.Aerodispersóides. o reconhecimento. que tem por objetivo.Gases e vapores: NH3. quer segundo sua ação sobre o organismo. 2 . fumos. Ambos comportam-se de maneira diferente. quer em função das características físico-químicas dos agentes. 5. as vezes. sob certas condições. 1 . quanto às possibilidades de ingresso no organismo. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. Por sua vez. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. falando de "Higiene do Trabalho". etc. Cl. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. em: 1 . Da definição de Higiene e seus objetivos. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais.Gases e vapores. Milton Serpa Menezes . segundo as suas características físico-químicas. fumaça. 2 . além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. 5. prejuízos à saúde ou bem-estar. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. CO2 Prof. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. a produzir graves danos aos trabalhadores. b) agentes físicos . Assim. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. d) agentes ergonômicos. A Higiene do Trabalho.

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. Milton Serpa Menezes . também. a condição insegura. o acidente tipo. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. Para fins de prevenção de acidentes. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. Prof. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. Eng.

em operações com aparelhos de solda. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. de condições do ambiente. 4o . Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. Exemplos: uso de óculos protetores. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. isto é. 3o . Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof.Em casos de emergência. etc. de curto período. o trabalhador). em período de instalação. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. máscaras e outros 'EPI". papel de grande responsabilidade. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. efetuar testes e escolher. em conjunto. a saber: 1o . Milton Serpa Menezes . Nem sempre porem.. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. protetores faciais. gratuitamente. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. que sejam ou que possam vir a ser. quanto mais correta for a sua indicação. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. por essa razão. Assumem. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. chegar ao melhor resultado. em quatro principais circunstâncias. os 'EPI" são empregados. Dessa forma. uso dos devidos "EPIs". a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. rotineira ou excepcionalmente. (Avaliação da exposição). etc. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. luvas. Eng. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. nocivos ao trabalhador. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. de produtos. etc. ou seja. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. entre vários "EPI". 2o . de uso estritamente pessoal. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. de fabricação nacional ou estrangeira. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. em operações de solda. formam. Os Equipamentos de Proteção Individual.). baseado nos mesmos resultados. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. • em trabalhos eventuais com exp. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. etc. o profissional terá condições de.A título precário. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. Ou. etc. uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. Em qualquer circunstância. mesmo que provida de ventilação. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. sozinho. usualmente identificados pela sigla "EPI". mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. Os "EPI" são empregados. na maioria dos casos. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. Em suma. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento.

com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada.. avaliar o risco. no entanto. Prof. Eng. uma lesão sofrida pelo trabalhador. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. o membro da CIPA. O supervisor da área. Cabe ao profissional especializado. Para indicar o 'EPI" adequado. ou procurar meios de avaliá-lo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. podem identificar um perigo. etc. Milton Serpa Menezes .

Milton Serpa Menezes .1. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos.1. quedas de objetos.2 Prof. respingos. c) máscaras para soldadores. b) óculos de segurança (vários tipos). queimaduras ou choque elétrico).1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. impactos.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. 6. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Eng. 6.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

de lona. abrasivos.4 6.1. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas.5 6. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro.1.1. borracha e PVC.1.6 Prof. Eng. Milton Serpa Menezes . ocorrem lesões: as mãos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. impermeáveis. amianto. 6. que impedem um contato direto com materiais cortantes. b) mangas de raspa de couro.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. com maior freqüência.

radiações. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. c) peneiras de raspa de couro. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. Prof.) b) calçados contra riscos de origem químico. Milton Serpa Menezes .1.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. elétrica. ou seja. palm. térmica. etc.

Milton Serpa Menezes . de PVC. de lona. Prof. c) capas. b) jaquetas.1. a) aventais de raspa de couro.8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. de amianto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Eng.

bem como pelo seu extravio.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda.1. .10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. o EPI indicado. acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. apenas para a finalidade a que se destinar. responsabilizar-se pela danificação do EPI. respiratória e digestiva). comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. a) respiradores contra poeiras. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.1. Eng. 6. 6.3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . 6.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI. só assim ele estará protegendo-se. 6. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado. c) trava-queda de segurança. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina.fornecer o EPI gratuitamente.1.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. Milton Serpa Menezes . .11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea. . . imediatamente. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. o EPI danificado ou extraviado. .substituir. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). 6. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta. obrigatoriamente. c) máscara de filtro químico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. Prof.

quando possuir o CA. Estadual e Municipal. Milton Serpa Menezes . em órgãos e repartições do Governo Federal. indicação do uso a que se destina.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. comercializado ou utilizado. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. Eng. Prof.: O EPI nacional ou importado. emitido por órgãos especializados. para esse fim específico. certificado de ensaio do EPI. nomenclatura. só poderá ser colocado a venda. OBS. descrição e especificação do EPI.

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

Prof.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7.2.substituição de jato de areia.2.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. 7. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. Exemplos: . seja por dificuldades técnico-industriais. a prevenção da dispersão do agente nocivo. possivelmente. deposição e decapagem. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. Eng. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. as condições especificas de cada indústria. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. etc. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito. . soldadura. .2. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). enfim. 7.substituição de benzeno. a proteção do trabalhador. tais como: nas cabines de pintura a revólver.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. essas medidas visam isolar o risco. por interesses econômicos envolvidos. De um modo geral.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. Exemplos: a ventilação local exaustora é. tanques de desengraxamento. como solvente. gasolina e outros derivados de petróleo.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. esmerilhamento. e é utilizada em um grande número de operações. por toluento. fornos de fundição. Milton Serpa Menezes . destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. 7.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método.

reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. eliminou o problema de ruído. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. Exemplos: realização em cabines especiais. com esse método. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho. a fim de diminuir o número de operários expostos.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. em local especial e afastado.2. Eng. cria um novo risco: o ruído. fora do horário normal de trabalho. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. objetiva-se. das operações de pintura a revólver. mediante regulagem de temperatura do banho.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. quando viável tecnicamente. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. nas fundições. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo. 7. b) No tempo: Consiste em executar operações.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. umidade relativa elevada. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. Milton Serpa Menezes .2. 7. recuperação de areia por peneiramento. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. seja no espaço. temperatura do ar alta. quando a operação era manual. seja no tempo. 7.2. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem.

1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. Consegue-se com essa eliminação. ser constituídas de materiais leves e isolantes.1. 7. por solda. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. 7. 7. temos.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. ou.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra".1.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte.1. d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente). A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. o número de pessoas a ele expostos. de preferência fora daquele local. Prof. preenchidas ou não com certos materiais.1.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se. etc. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. então.1. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. Comentários .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído.1. porém desde o projeto do equipamento. Eng. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. pela insonorização de máquinas e processos. assim. pelo menor ajustamento de partes móveis.1. apesar de nem sempre ser conseguida na prática.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. 7. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo).2. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. parafusos.1. Milton Serpa Menezes .

em pequenas resistências. que devem sempre caminhar de mãos dadas. por exemplo. aquela precaução. que. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. Milton Serpa Menezes . que desligará o fusível pré-ligado. Segundo as leis de resistência em paralelo. uma corrente acidental elevada circulará. desliga-a. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. Prof. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. como também a etiqueta de segurança na mesma. Eng. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. que exige poucos segundos para ser executada. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. o salvará. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". numa indústria. pois. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. colocando a seguir não só o cadeado. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. Suponhamos. um motor esteja danificado. assim fazendo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. como na ligação em curto-circuito. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho.

Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. estilhaços de disco de corte abrasivos. como por exemplo. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo. enfermidade. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. fragmentos de metal quente em forjaria. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. cadeiras cinemática. pois. marteletes. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. modernamente. etc. correias. normalmente. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. etc. eletricidade. máquinas e peças em movimento. operação de compressores. por exemplo: quebra de eixos com volantes.. 8.1 . por exemplo: curiosidade. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. 8. permitindo maior produtividade.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. volantes. fuga de carga. Milton Serpa Menezes . ruídos. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. c) trabalho de processo.. explosões de reservatórios pressurizados. etc.. etc. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. g) falha elétrica. d) falhas mecânicas. MÁQUINAS. Eng. bem como. etc. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. etc. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. etc. fadiga. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. medo. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. e) f) calor. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna.. bocas de forno.. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. mas. mau contato.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof.. por exemplo: fios desencapados por aquecimento.2. prensas de impacto. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. pela dificuldade de realização de programas definidos.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. polias.

provoca deslocamento de ar.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. A violenta despressurização. Prof. a cortes. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. Eng. esmagamentos. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação.2. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa. São exemplos: 8. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. ou. 8.2. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. interconectados ou automáticos. distensões. São exemplos de movimentos combinados: . pressupões queimaduras. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. o calor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. Os dispositivos protetores podem ser fixos. rotativo e alternativo. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. na prática.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais. o alternativo. Milton Serpa Menezes .cremalheira 8. explosiva.

Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. uma combinação de tipos. quando estiver até 2. não devendo ser retiradas. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. Eng. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. do modo como a operação será realizada. 8. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. que podem ser elétricas. mecânicas.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS.50m do plano de trabalho. até 2. para as proteções interconectadas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. ou. até 2. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. como uma primeira alternativa. pneumáticas. e. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. São exemplos clássicos.3. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. Milton Serpa Menezes . as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. as coifas de esmeril. basicamente. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina.3.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. apela-se. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação.50 m do plano de trabalho. devem ser protegidas por meio de telas de aço. d) em todos os casos de proteção. Devem atender.

onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. Características dos protetores Os protetores. nem introduzir novos riscos. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. materiais de construção. Condições básicas Nas proteções. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. tanto quanto possível. resistentes. manter inalterados. proporcionar à máquina a efetiva proteção. não causando incômodo ao operador. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. apresentando um mínimo de manutenção. devemos levar em consideração não só a segurança do operador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. facilmente reparáveis ou substituíveis.3. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. ser duráveis. 8. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. etc. tanto quanto possível. Milton Serpa Menezes . Prof. desconsiderada a relação custo-beneficio. manutenção e normalização. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. Um exemplo clássico é a guilhotina. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. pontas. elétrico ou pneumático. como também a dos demais trabalhadores. Eng. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. inspeção. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. São de acionamento mecânico.). cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança.

solda ou fixadores normalizados. Eng. Milton Serpa Menezes . procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. Nos protetores térmicos. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. empregar materiais inorgânicos. Para pisos ou elementos metálicos vazados. Prof. empregar tipo passante e contra porca. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. aos materiais ferrosos e não ferrosos. na uniões por parafusos. Quando é requerida transparência. quando possível. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. evitar soldas de cutelo. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. tanto quanto possível.

que a luz artificial. utilizando-se lâmpadas incandescentes. se no entanto. entre a área de trabalho e a máquina. embora proporcione aumento da visibilidade. forros. 87% ingressam pelo sentido da visão.69 Amarelo-pálido -0. 1. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. temos a redução do tempo de percepção. Como conseqüência de uma boa visibilidade. Milton Serpa Menezes .0.50 Cinza-neutro -0. Por exemplo. 3% ao olfato. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco .10 Turquesa-claro -0. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão.50 Alumínio -0. realça determinada cor. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície.1 9. Eng.50 Verde-Claro -0. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade.0. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão.65 Verde-pálido -0.0.10 Preto-absoluto -0.5% ao tato e 1.1. é necessário adotar uma escolha de cores Prof. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. São relacionados.15 Verde-escuro -0. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador.35 Vermelho . a luz delas emanadas realçará as cores amarelo.52 Rosa-claro -0. Assim. a seguir.59 Cinza-claro .65 Azul -0.55 Camurça . cinza e lilás.0. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. Quanto à visibilidade. Deve-se observar. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. assim como entre esta última e o fundo próximo.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano.0.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. Por outro lado. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. pisos e equipamentos. relativa a um perigo iminente. assim.41 Turquesa-claro . contudo. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição.5% ao paladar.88 ou88% da luz incidente Creme -0. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora. Pode-se. creme e marfim.

São introspectivas.0.40 a 0.90 0.0. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida.05 Para obtenção de melhores resultados.0. um considerável esforço visual. principalmente quando presentes no seu campo visual. Eng.20 Contraste fraco . a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. aumenta as condições de segurança. a parede de camurça-claro (fator 0. com o emprego apropriado da cor. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores.80 Passando da observação da máquina para o fundo.40 Contraste médio . essa condição fatigante.2. com freqüência e por muitos dias do ano. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto.080 = 0.45). como no exemplo anterior. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. Desta forma. a escolha de cores deve ser tal que. requerendo. ou minorar.80 . Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. neste caso. tranqüilizantes. com um fator de reflexão de 0. ou seja. daí o nome que recebem: cores frias. seu fator de reflexão é de 0. um interior pode-se tornar mais atrativo. Como visto. melhora as condições de produção. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. obviamente.56). aumentando. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente.20 a 0.80. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. Voltando a observação da parede para a máquina.0. Prof.08. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . segundo seus respectivos comprimento de onda. Desejando-se eliminar. São cores que se expandem. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. é: 0. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. As cores verde. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados.80 a 0. O fator de reflexão (ou seja. dá-se reação contrária. o fator de refletância próximo de 0. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes. divididos pelo fator maior). repousantes. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. diminui o absenteísmo. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro.

porém.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. se observadas de fora. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. utiliza-se uma cor fria. uma cor quente. usa-se em maior extensão. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. Reduzem. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . as superfícies de cartazes e avisos. na horizontal. Eng. A outra cor. azul e amarelo. púrpura (azul com vermelho). Se forem empregadas três. a oposta. verde e alaranjado). ou até quatro cores. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. Com relação as cores leves (amarelo. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. aparentemente. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. Prof. Estabelecida esta classificação. vermelho e laranja são cores quentes. Aumentam. vermelho. será usada em menor área. agressivas e excitantes. para proporcionar o equilíbrio. Quando se quer comunicar idéia de calor. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. a temperatura do ambiente. São extrospectivas. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. entretanto. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. Em caso contrário. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. Amarelo. Em termos gerais. dinâmicas. verde (amarelo com azul). Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. púrpura e vermelho). com maior valor e intensidade. isto é. como dominante. Milton Serpa Menezes .alaranjado (vermelho com amarelo). em contrapartida. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente.

é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. A parte ativa (por exemplo. destacar-se da parte fixa. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). para aumentar a reflexão da luz. Eng. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). por exemplo. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. Na pintura de máquinas. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. As partes altas das paredes. Contudo. quando se considera o emprego das cores em máquinas. o Além da legislação.60. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. Milton Serpa Menezes . Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. Para os tetos baixos. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá.214. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. tetos e pisos. Por outro lado. favorecendo. valor ou intensidade. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. etc. ou seja.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. de grande superfície. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. Prof. 9. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão.1. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. segundo sua função. a eficiência e o conforto. repousar a vista dos trabalhadores. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. com iluminação direta. à altura da superfície iluminada. assim. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. da Portaria 3. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. azul claro. à sua exposição. paredes.50 e 0. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. normas NB-76 e NB-54.

elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. corrimãos. verde. sistema de iluminação natural e artificial. São adotadas as seguintes cores. No entanto. suporte. • Indicações de extintores (visível a distância. com especial consideração quanto à sua cor. um alto fator de reflexão será conveniente. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. cinza. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. púrpura. • Tubulações. deve-se ainda ressaltar que. branco. e advertindo contra riscos de acidentes. laranja. características das operações. dentro de áreas de uso de extintores). • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). Milton Serpa Menezes . • Portas de saída de emergência. em outros casos.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . azul. para extinção de incêndio. Dentre todas as considerações feitas. equipamentos de emergência. • Caixas com cobertores para abafar chamas.NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. Prof. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. idade e nível intelectual dos trabalhadores. para melhorar a iluminação interior. • Baldes de areia ou água. sexo. • Extintores e sua localização. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. delimitando áreas. evitando-se brilhos com violento contraste. Eng.1. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. alumínio e marrom. forma e orientação do estabelecimento. Os meios de transporte. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. tipos de operações.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). características dos produtos elaborados. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. tipos de máquinas. dimensões. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. vermelho. moldura da caixa ou nicho). suas dimensões e localização. preto. • Sirene de alarme de incêndio. 9. amarelo. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. escadas. lilás.

• Vigas colocadas à baixa altura. por meio de sinais. vigas. entradas subterrâneas. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. tratores industriais. • Paredes de fundo de corredores sem saída. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. postes. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. parapeitos. etc. • Pilastras (pilar quatro faces). guindastes.) e de plataformas que não possam ter corrimões. ou fontes de energia dos equipamentos. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. quando condições especiais o exigirem.: óleo lubrificante. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. • Cavalete. • Zonas de segurança. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. onde haja a necessidade de chamar a atenção. • Localização e coletores de resíduos. de partida. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. Milton Serpa Menezes . • Direção e circulação. • Corrimões. alcatrão. vagonetes. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. reboques. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. óleo combustível. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. ou combinado a este. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". pontes-rolantes. etc. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. asfalto. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). • Localização de bebedouros. que deverão permanecer fora de serviço. Eng. Prof. • Áreas destinadas a armazenagem. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. piche. etc.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. • Meio-fio. • Espelhos de degraus de escadas. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. escavadeiras. com listas pretas. por meio de faixas (localização e largura). ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • Cabines.

• macas: • fonte lavadora de olhos. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. Milton Serpa Menezes . MARROM O marrom pode ser adotado.). potássio. prensas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. CINZA a) cinza claro . bordas de serras. • parte móveis de máquinas e equipamentos. sódio. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. boletins. • caixa contendo máscara contra gases. Prof.deverá ser usado para identificar eletrodutos. avisos de segurança. b) cinza escuro . • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. a critério da empresa. etc.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. caixas contendo EPI. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. • faces externas de polias e engrenagens. • dispositivos de segurança. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. • emblemas de segurança. • quadro para exposição de cartazes. etc. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. • localização de EPI. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. Eng. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. • chuveiros de segurança. • dispositivos de corte. • botões de arranque de segurança. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água.

.Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. . fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho. uma atividade ou uma situação determinada.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível .Atrair a atenção .Ser clara e de interpretação única . e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. Milton Serpa Menezes .Informar sobre a conduta a seguir . deverão receber a aplicação de cores. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização.Som Comunicação verbal -----.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo. de uma forma rápida e inteligível. ou a ambas. para condução de líquidos e gases. . 9.Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida. preto ou verde. devem respeitar-se.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. Obrigatoriamente. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. relacionada com um objeto. As canalizações industriais. nomeadamente: . . entre outras.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes.Placas Luz -------------------------. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. reduzindo o risco de acidentes. • TODA A SINALIZAÇÃO. deve preencher os seguintes requisitos básicos: . Eng. em toda sua extensão. 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção.

devendo a cor vermelha ocupar. se necessário. Devem ter forma triangular. 50% da superfície do sinal. • Sinal luminoso ou acústico. posteriormente. pelo menos. pelo menos. 50% da superfície do sinal. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. 50% da superfície do sinal. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. Eng. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. que indique o início de uma determinada acção. Milton Serpa Menezes . onde constam as vias de saída de emergência. um pictograma negro sobre fundo amarelo. Prof. pelo menos. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. a altura e em posição apropriadas. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. que deve cobrir. Devem ter uma forma circular. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. e uma margem negra. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. em locais de boa visibilidade. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. reparados ou substituídos. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. da esquerda para a direita. verificados e. etc. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. pelo menos. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. 50% da superfície do sinal. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. que deve cobrir. que deve cobrir. conservados. pelo menos. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. de forma repetida. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. que deve cobrir.

indissociáveis do pavimento. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. intempéries e agressões ao meio ambiente. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. quer entre veículos e trabalhadores. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. nalguns casos. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. é feita com as cores amarela e negra alternadas. ARMAZENAGEM As zonas. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. as quais. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. Milton Serpa Menezes . SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. Esta informação é complementada com símbolos. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. cujas indicações principais se passam a enunciar. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. de igual modo. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. bem como de queda de objetos ou de pessoas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. Eng. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. ou com as cores vermelha e branca alternadas. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor.

na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. em vez de um sinal luminoso contínuo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar. . SINAIS ACÚSTICOS . É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. evitando-se que a pessoa se detenha. SINAIS LUMINOSOS . Eng.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. .Os sinais acústicos. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais.Os sinais luminosos. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. por exemplo: Prof.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. para indicar por meio de placas. . analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso. . por exemplo. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. . Milton Serpa Menezes . . desde que utilize o mesmo código de sinal. .As comunicações verbais e gestuais. devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa. intermitentes ou contínuos. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. leia. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. soldadura. quais são os locais perigosos. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. sem ser excessivo ou doloroso. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. . 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . tendo em vista as suas condições de utilização. .A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. onde e.

A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. 9. em letras pretas sobre o fundo branco.2.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. Assim. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. As letras serão em branco sobre o retângulo verde.2. Eng. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. dentro do oval vermelho. Milton Serpa Menezes .2. em cor amarela. 9. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. A palavra 'ATENÇÃO". • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. com flechas brancas sobre retângulo preto. com letras pretas sobre o fundo branco.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. localizado na parte superior da área total do aviso. 9. fundo branco. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante.2. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco. Prof. completas. • Sinalização direcional: indicando escadas. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. As letras serão em branco sobre o retângulo azul. porém.2. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. deverá ficar centrada no retângulo preto. 9. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. o qual ficará na parte superior da área total do sinal.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. 9. localizado na parte superior da área total do aviso.

A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. etc. Há contração muscular do tórax. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. carvão mineral. luz solar.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10.Ampere Tensão ou DDP = V . 10. ocorre também a parada respiratória.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. b) Corrente continua (CC). em energia luminosa. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca.1 DIRETOS Morte. kwh = p x t. Eng. Para intensidade de corrente acima de 2. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . 10. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). o petróleo. até providenciar o aparelho.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. 1 hp=746watts. 10. E tempo de alguns minutos. se a mesma Prof. fibrilação do coração.3.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. Milton Serpa Menezes . Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves.volt Resistência elétrica = R - 10. cessa a respiração.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. em energia térmica. geradores mecânicos denominados alternadores. como água dos rios. 1Kw 1000w. os ventos.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente.3. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. No entanto. queimaduras e contrações fortes dos músculos. pela passagem de uma corrente. etc. minerais radioativos. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. lagos e mares. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. em sua geração. 1 cv=736watts. Indiretos: quedas e batidas. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos.

= 15 mA. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. um contato acidental com um ponto energizado. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. Milton Serpa Menezes .1.55 mA seco ou 0. etc.5. uma resistência de 15 000 Ohms.1.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja.3: Existem duas condições de perigo.00055 A 400.46 mA úmido ou 0. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). O transformador é constituído por um núcleo laminado. E corrente de 220 v. quando seco. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra.: carcaças de equipamentos).1. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. = 23 mA. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual.00146 A 15. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. c) disparador diferencial. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo.000 10. tem uma resistência de 400 000 Ohms.1. terminais.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração. a resistência elétrica do corpo humano. Ex. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. normalmente não energizadas (ex. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. vai influenciar na gravidade do choque elétrico. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. Ex. em suas linhas essenciais. Um DR é constituído. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". de material com alta permeabilidade. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. quando úmido. por exemplo: barramentos. Eng.2 e 5. b) transformador diferencial.I I=? I= 220 = 0. sexo fem. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas.025 A 37.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . mas que. Sexo masc. 5. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt .V) ou tensão (alta ou baixa tensão). Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos. condutores nus. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.000 I= 220 = 1. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. constituída pelo sangue. Prof.

Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. de pés descalços. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. as vestes ou o calçado molhados. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. Há outros meios eficientes e mais seguros. deve ser banido. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. além de ser uma aberração técnica. adaptadores e tomadas em mau estado. 24) Não brincar com a corrente elétrica. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. Prof. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. 19) Se o disjuntor desligar.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. lixadeiras elétricas. receptores de rádio. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. manuais. um fio ligado. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. tais como furadeiras elétricas. ser considerada criminosa. de cátodo frio fluorescente ou não. 12) Se estiver no banheiro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. desligue o ferro elétrico. ou sob a ação de um chuveiro. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. é de sua responsabilidade. entre os dedos ou na ponta da língua. deverão ser aterradas. garagens ou jardins. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. como lavanderias. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. antes de religá-lo. no lar ou na fábrica. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. inclusive. Eng. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. telefones. tocando-o com a ponta dos dedos. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. Esta prática poderá. Milton Serpa Menezes . certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. como por exemplo. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. funcionam com alta tensão. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. 28) Todas as máquinas elétricas. 8) Não trocar fusíveis por arame. não toque em equipamentos elétricos. tendo as mãos. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. e estiver passando roupa. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". 10. fios ou moedas. etc.

Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. após trabalhos de reparo ou manutenção. Milton Serpa Menezes . 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. Eng. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). ou quaisquer lugares de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. Prof. verifique a instalação elétrica. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. chuveiro elétrico e ferro elétrico. em garagens. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. o que é perigosíssimo. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas.

deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. 11. Eng.1. 11. riscos ambientais. quanto maior for o número de empregados. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. evitando acidentes. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. 11. através de eleição direta e voto secreto. proteção contra incêndio.1. 11. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver.1. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. fatores que influenciam nos acidentes.1. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. sugerir cursos.1. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. maior será o número de participantes da CIPA. com duração mínima de l 8 horas.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB. realizado por entidades credenciadas. com dia.1. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados.1. Assim. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. Prof. etc. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. hora e local de realização das mesmas. 11.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. 11.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. denunciar as situações de insegurança. e maior o grau de risco da atividade. Além dessa reunião mensal. atos e condições inseguras. Milton Serpa Menezes . além de realizar suas atividades normais de trabalho. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente.

a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. pretende-se que os participantes sejam capazes de: .8 A SIPAT O item 5. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. que.da NR 5. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. Estabelecida essa verdade .as políticas da empresa para o setor. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança.a realidade da saúde e segurança do País. agindo à revelia dos companheiros. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. . determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT.mencionar mecanismos de controle desses riscos. Para tanto sugere-se que.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante.16 .já se tem um bom ponto de partida para sua organização. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. . deverão manter. funções. isolado. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . (104.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho.SIPAT".participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. obrigatoriamente. Sendo assim. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. . seminários. simpósios.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. .valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. retira-se um objetivo a ser alcançado. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. . etc. A SlPAT é uma delas. Portaria 3214/78. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos.1. entre suas funções. são utilizadas palestras.alínea e . com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. . etc. conforme já sabemos. Construídos os objetivos. com a Administração através dos representantes do empregador. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento. mormente através de atividades educativas. Em geral. . a longo prazo e pela via educativa.001-4 / I2) Prof. .2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. no caso da utilização de palestras e conferências. como também. painéis..que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . Eng. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. é a forma de se obter aprendizagem real. conferências.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. de onde se detectou uma necessidade. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. Milton Serpa Menezes . 11. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. e sobretudo com os demais trabalhadores. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . Após esse estudo. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado.

engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. c) enfermeiro do trabalho . educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. b) médico do trabalho .médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. a intensidade ou característica do agente assim o exijam.MTb. d) colaborar. quando solicitado.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. Para fins desta NR. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. obedecido o Quadro II. observadas as exceções previstas na NR 4. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. de acordo com o que determina a NR 6. treiná-la e atendê-la. inclusive máquinas e equipamentos. além de apoiá-la. mesmo reduzido. a utilização. do Ministério da Educação. exercendo a competência disposta na alínea "a". Milton Serpa Menezes . b) determinar. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. desde que a concentração. conforme a NR 27. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. anexo. os engenheiros de segurança do trabalho. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. Prof. técnico de segurança do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. d) auxiliar de enfermagem do trabalho .enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. em nível de pós-graduação. constantes dos Quadros I e II anexos. Eng. em nível de pós-graduação. conforme dispõe a NR 5. em nível de pós-graduação. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. pelo trabalhador. valendo-se ao máximo de suas observações. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. registrados no Ministério do Trabalho . ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. f) promover a realização de atividades de conscientização. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. Para fins de dimensionamento. Neste caso. estimulando-os em favor da prevenção. engenheiro de segurança do trabalho. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa.

descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. propondo soluções corretivas e preventivas. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. Milton Serpa Menezes . Entretanto. e todos os casos de doença ocupacional. IV. embora não seja vedado o atendimento de emergência. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). com ou sem vítima. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. no mínimo. quando tornar-se necessário. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. Prof. V e VI. os fatores ambientais. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. dela valendo-se como agente multiplicador. através do órgão regional do MTb. e deverão estudar suas observações e solicitações. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. Eng. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA.

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

em locais de fácil acesso. serenas. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. vamos encontrar uma série de instrumentos. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. organizados. assim. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. 12. ao invés de atrapalhá-lo. o aumento da mecanização. suaves e seguras. na sua forma mais elementar e eficiente. compreensão e confiança. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. até a chegada do médico. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. até a chegada de um médico. Entretanto é praticamente impossível anula-los. a fim de poupar dissabores a outros socorristas.2. Por medida de precaução. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . conduzindo-se com serenidade. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. Devemos. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. Eng. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. embalados de forma adequada. considerando-se as características da atividade desenvolvida. pois. Sem ficar na dúvida. e é preciso que sejam bem acondicionados. assim como de empresários. Todos os frascos deverão ser rotulados. No seu interior da(as) caixa(as). soluções. Na área de prevenção de acidentes. os instrumentos pontiagudos como pinças. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. outrossim. Se não se diz nada. assim. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. Prof. mas também repor o material utilizado. tesouras. para facilitar a atuação do socorrista. não só arrumá-la. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. mas. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. nestas circunstancias. devido aos perigos ou processos implicados. a um doente ou vítima de mal súbito. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. assim como as ampolas.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. se falar demasiado. visamos. entretanto. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante.1 Dos primeiros socorros. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. facilitando. trabalhadores e leigos. Via de regra. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. o seu manuseio. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. vítima de acidente ou mal súbito. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. nas empresas. medicamentos. para verificar o prazo de sua validade.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. minorar a dor e evitar complicações do problema. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. Milton Serpa Menezes . os primeiros socorros a um acidentado. tão somente. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. Por definição. ainda assim. não é conveniente trancá-la. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12.

12. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar.2. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. • Primeiramente. As caixas devem conter. Milton Serpa Menezes . Prof. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. procure inteirar-se da lesão. no mínimo. Eng. e aplique o que irá aprender. 12. Se tiver que fazer um curativo.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. os seguintes materiais e medicamentos. Mantenha-se pois. calmo. Nas varias dependências da empresa. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. lave bem as mãos.

para saber quando desapertar. 7º lugar .de fraturas.da parada respiratória 2º lugar .4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. produzindo rotura. Sempre que ocorrer um ferimento. Eng. óleos. dependendo da quantidade. etc.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. pela necessidade de tratamentos precisos. aplicar o torniquete. não deixando o ferimento descoberto.da hemorragia. diremos que houve apenas uma escoriação local porém.lavar a parte atingida com água e sabão. aproximadamente 5cm.colocar sobre o ferimento água oxigenada. cuidando em: 1º lugar . 2 . no entanto. teremos uma ferida. 5 .de queimaduras 6º lugar . poderá ser fatal..passar um anti-séptico. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. O ferimento é lesão das mais freqüentes e. 4 . pó secante. removendo do local eventuais sujeiras como terra. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. 3 . mesas. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. sem. Prof. e não pastas.lavar as mãos com água e sabão.de envenenamentos 5º lugar . É importante marcar no relógio o início da compressão.de ferimentos. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. profundos. acima do ferimento (não usar fios. na industria. ou um golpe forte. • completar o nó acima da madeira. pomadas.da parada cardíaca. apertar demais.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. como faca. 4º lugar . até parar a hemorragia. • fazer um meio nó. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade.procurar logo um Serviço Médico. haverá uma hemorragia. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. barbantes ou corda em lugar do pano). se o trauma rompe todas as camadas da pele. superficiais e com hemorragia moderada: 1 . e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. caco de vidro. 3º lugar . • torcer a madeira até parar o sangramento. O que fazer em ferimentos. extensos com hemorragia: 1 . 6 . teremos a ocorrência de um ferimento.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. antes de fazer o curativo. • 12. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo.4. maquinas. prego. graxa. entre os quais batidas em ferramentas. pode ocorrer pelos mais variados motivos. 12. quedas. nos membros. Milton Serpa Menezes . entra em contato com a pele.

tendões. caco de vidro. 3 . graxa. Prof. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. ossos. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. 6 . Ferimentos na cabeça Numa queda. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. 4 . sem. nunca tocando nos órgãos expostos. comprimindo bem o curativo. através da ferida. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. 2º . formando no local do choque traumático um hematoma. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. podemos ver os órgãos internos como os músculos. 7 . 2 .. nunca tocando nos órgãos expostos. tombo. no entanto. óleos e pó secante. Milton Serpa Menezes . O que fazer: 1º . O que fazer: 1 . pulmões. Eng. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. também conhecido corno "galo".UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. 5 . 5 .cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada.passar um anti-séptico e não pastas. 3º . sem travesseiro.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos.lavar as mãos antes de fazer o curativo. • Ferimentos com exposição de órgãos internos.retirar toda a roupa do acidentado. etc.colocar sobre o ferimento água oxigenada. apertar. Quando isso acontece. intestinos. 3 . molhadas com água oxigenada.lavar a parte atingida com água e sabão. 4 . assim como a chamada da assistência médica.passar água oxigenada nas bordas da ferida. pode ocorrer ferimento do crânio. Num acidente.ocorrendo a hemorragia.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. Devido à extensão do ferimento. 2 .passar anti-séptico nas bordas da ferida. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. 6 . removendo do local eventuais sujeiras como terra. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. pomadas. etc. acalmando-o.deitar a vítima de costas.afrouxar todas as roupas.

para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite.1.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. produz calor. Primeiro. superstição e adoração. o homem aprendeu a dominar o fogo. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção.1. Em certa época da evolução. 4. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. 13. quando sentamos perto de uma fogueira. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. medo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. 3. é também um de seus maiores inimigos em potencial. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. para cozinhar o alimento. que se inflama a baixa temperatura. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. grande auxiliar do homem. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. produzida por atrito ou pelo choque. A tocha em fogo era.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério.1.000 anos atrás. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. Prof.1. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. Milton Serpa Menezes . Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento.pedaços de cortiça. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. 1. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. Ainda hoje. 13. Para produzir fogo. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. A fricção. 13.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . O método do arco e da broca não é fácil. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. um combustível de qualquer espécie. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. então. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. 2. naturalmente.1. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. 2. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. Até épocas relativamente recentes. como bem sabem os escoteiros. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. Por trás desses três fatores está o próprio homem. deve haver algo para queimar. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. 13.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. Eng. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia. 13.

estejam acampadas. devido à falta de precaução ou descuido. eliminaremos o fogo. Milton Serpa Menezes . b) Abafamento: Quando se retira o comburente. um dos seus lados. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. defeitos da ignição dos automóveis. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. A partir disso. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. cestos de papéis. Necessitam para a sua extinção. possivelmente estáveis.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. Ou seja se suprimirmos desse triângulo.1.1. defeitos nos fornos. pilhas de madeira. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que.2 Classes de Incêndio 13. indicando que há fogo em algum lugar? 13. etc. Assim. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. fibras. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo. 13. isto é. Prof. madeira. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem.2. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. em superfície e profundidade. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). A quarta parte restante tem causas diversas. como depósitos de carvão. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. Eng. 13. por exemplo.. Você sabe. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados.

Age por resfriamento. 13. para a sua extinção. gás carbônico e pó químico seco.2. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A..1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. Milton Serpa Menezes . É boa condutora de energia elétrica. etc.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. Para sua extinção. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. quando queimam. Prof. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. Exige-se. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C.2. Eng. 13. espuma. óleo.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina.3. os quais. tintas. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.

Milton Serpa Menezes . uma espécie de sabão líquido concentrado. devido a própria espuma. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. Portanto. Eng. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. Agem por resfriamento. devido a água e por abafamento. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. como estabilizador). Sua razão média de expansão é de 1:10. porque contêm água.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. são úteis nos incêndios de Classe A e B. Prof.3. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. Sua razão de expansão é de 1:6.

incolor. inodoro. em tubos de aço. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. sob a pressão de 850 libras. Não dá bons resultados nos de Classe A. Milton Serpa Menezes .3 GÁS (CO2) Gás insípido.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Quando aplicado sobre os incêndios.3. Prof. Eng. Pesa cerca de 1. inerte e não condutor de eletricidade.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. suprimindo e isolando o oxigênio do ar. age por abafamento.

13.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança.3. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. de magnésio e outros. aliás. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. Eng. segundo teorias mais modernas. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. Contudo.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. Prof. o CO2 é mais indicado. Age por abafamento e. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. Milton Serpa Menezes .

2° Comprimir o gatilho da pistola. deverão existir. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1. (123. (123.3.1 NR 23 .1. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. 2° Comprimir o gatilho da válvula. (123. Eng. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. em número suficiente e dispostas. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1.2.001-8 / I3) 2.4 Medidas de Prevenção: 13. 13.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. em caso de incêndio.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança.003-4 / I1) 2.4. com largura mínima de 1. Modelo Pressurizado .Pressão Injetada . em caráter permanente e completamente desobstruídos. (123. em caso de emergência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo .002-6 / I2 ) 2. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.1. Milton Serpa Menezes .004-2 / I2) Prof.20m (um metro e vinte centímetros). Disposições gerais. Onde não for possível o acesso imediato às saídas.20m (um metro e vinte centímetros). de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. 1. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio.

024-7 / I2) Prof. entre elas e qualquer local de trabalho. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato.2.008-5 / I2) 2. ao se abrirem.1. Todas portas de batente. 5. Ascensores.1 Todas as escadas. Combate ao fogo.8.7. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. As portas de saída devem ser de batentes. ou portas corrediças horizontais. ou do local de trabalho. (123. (123. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. para mais ou menos. Durante as horas de trabalho. devem: a) abrir no sentido da saída. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. (123. 7. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis.7. ou saída. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. aferrolhada. (123. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos.9. e segundo a natureza do risco. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. (123.6.6. Estas distâncias poderão ser modificadas. 8. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas. Exercício de alerta. 3.1. 6. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo.5. neste caso.3. diretamente.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. (123.3. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho.005-0 / I2) 2. se houver instalações de chuveiros sprinklers. Escadas em espiral.017-4 / I2) 3.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30. (123.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos.7. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno.021-2 / I3) 7.006-9 / I1) 2. Milton Serpa Menezes . Nenhuma porta de entrada. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. Portas. Os poços e monta-cargas respectivos. (123.6. cabe: a) acionar o sistema de alarme.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. (123. (123. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo.011-5 / I3) 3.4. Escadas. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. 2. de níveis diferentes. automáticos. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. próximo à chave de interrupção. Em hipótese alguma. Os pisos.1. mesmo fora do horário de trabalho. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. requisitos especiais de construção. (123. não impeçam as vias de passagem. (123. de mãos ou externas de madeira. as passagens serão bem iluminadas. em caráter permanente.013-1 / I2) 3.007-7 / I2) 2.5. d) atacá-lo o mais rapidamente possível. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. (123. deverão ter rampas que os contornem suavemente e.4. ou presa durante as horas de trabalho. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. que entrave o seu acesso ou a sua vista. (123. indicando a direção da saída. 4.015-8 / I2) 3. Portas corta-fogo. (123.010-7 / I2) 3. As portas verticais.018-2 / I3) 4. 8. vias de passagem ou corredores. (123. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. deverá ser fechada a chave. com largura mínima de 1. (123.2. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. não se tenha de percorrer distância maior que 15. (123. deverão existir.1. 3. As saídas devem ser dispostas de tal forma que.1. no sentido do da descida. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros.009-3 / I2) 2. mesmo ocasional.020-4 / I2) 6. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. (123. tanto as de saída como as de comunicações internas. 7. (123. as portas de saída. não serão consideradas partes de uma saída. pelos meios adequados. Tão cedo o fogo se manifeste.016-6 / I2) 3. As aberturas.022-0 / I1) 7. Quando não for possível atingir. Eng.014-0 / I2) 3. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme.1.1. Poderão ser exigidos.019-0 / I2) 5.

3. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. segundo as características do estabelecimento.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros.030-1 / I1) 8.027-1 / I2) 8. 13. a seguinte classificação de fogo: Classe A . As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. Extinção por meio de água. como: tecidos. preferencialmente. Tipos de extintores portáteis.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. de preferência. com ordem da pessoa responsável. (123. das condições reais de luta contra o incêndio. a fim de assegurar uma inundação eficaz. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. d) chuveiros (sprinklers) automáticos.4. papel. Milton Serpa Menezes .1. (123. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B.elementos pirofóricos como magnésio. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados.1. etc. porém o pó químico será especial para cada material.039-5 / I2) 13.037-9 / I2) 12.029-8 / I1) 8. fios. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. Classes de fogo.2.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. (123. a fim de. (123. os exercícios devem se realizar periodicamente. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado. (123. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. etc. madeira. (123. como óleo. Classe B . o mais possível. capazes de prepará-los e dirigilos. Classe D . 9. Extintores. Extintores portáteis. Será adotada.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície. c) nos fogos da Classe D.1.5. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. (123. (123. Eng.INMETRO.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico.036-0 / I1) 11. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio.1. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos..3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados.2. a fim de evitar o acúmulo de resíduos.038-7 / I3) 13.3. 9. zircônio. freqüentemente. tintas. etc. a qualquer tempo. 10. transformadores. (123. graxas. 10. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia.1.2. bem como os guardas e vigias.032-8 / I2) 10. Normalização e Qualidade Industrial .035-2 / I2) 10.2. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros.028-0 / I1) 8. titânio. será usado o extintor tipo "Químico Seco". Nos incêndios Classe D. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. extinguir os começos de fogo de Classe A. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. a fim de combater o fogo em seu início. 11. salvo quando se tratar de água pulverizada. (123. fibras. e que deixam resíduos. não deixando resíduos.034-4 / I2) 10. quadros de distribuição. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas.040-9 / I2) 13. Classe C . Todos os estabelecimentos. b) nos fogos da Classe C. 12.033-6 / I2) 10. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina.041-7 / I2) Prof. (123. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. (123.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. sem aviso e se aproximando.4. gasolina.5. (123. Um espaço livre de pelo menos 1.1.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. (123.031-0 / I1) 9. (123. (123. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. deverão ser providos de extintores portáteis. vernizes.. 10. nos fogos das Classes B e C. (123.5. mesmo os dotados de chuveiros automáticos.

(123. (123. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas.066-2 / I1) 13.057-3 / I1) 17. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1. facilmente quebrável. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. (123. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado.6. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados.4.3.5. deve ser usado em fogos Classe A.049-2/I2) 14.5.6.055-7 / I1) a) de fácil visualização. (123. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. 18.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof.2. Nas ocupações ou locais de trabalho. (123. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente.7. 14.048-4 / I2) 14.4.6. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês. b) de fácil acesso. deverá ser providenciada a sua recarga.044-1 / I2) 13.7. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo.2.00m (um metro x um metro). Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios. (123. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. examinando-se o seu aspecto externo.5.051-4 / I2) 15. Sistemas de alarme. (123. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. Eng. Quantidade de extintores. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma.059-0 / I1) 17. (123. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. Inspeção dos extintores. 15. (123. os lacres. O extintor tipo "Água Pressurizada". (123. com data em que foi carregado. (123. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo). data para recarga e número de identificação. (123. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D. Localização e sinalização dos extintores. (123.00m x 1. (123. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica.043-3 / I2) 13.4.4. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos.061-1 / I1) 18. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D.046-8 / I2) 14.062-0 / I3) 18.042-5 / I2) 13. (123. Milton Serpa Menezes . Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura. (123.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso.1.1.056-5 / I1) 17. (123.2.045-0 / I2) 14.1. (123. Essa área deverá ser no mínimo de 1. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. vermelha. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga.050-6 / I2) 14. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23.064-6 / I1) 18. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. (123. 17. 17.065-4 / I1) 18.4. (123. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.1.3.16. (123. (123. com bordas amarelas.058-1 / I1) 17.052-2 / I2) 17.047-6 / I2) 14. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.063-8 / I2) 18.5.060-3 / I1) 17. ou "Água-Gás".

para posterior confirmação da ocorrência. • Saiba a localização dos extintores de incêndio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. • Quando não estiver utilizando o fogão. Prof. • Ao sair de casa. jamais retorne. • Nunca instale cortinas perto do fogão. etc. • Preso numa sala. Alguém pode estar precisando de real ajuda. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. gasolina. evitando que o fogo se propague. Não use Benjamins "T".4. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. O Socorro sempre chega. endereço e um ponto de referência. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. sem escancarar portas e janelas. nunca por elevadores. chame o Corpo de Bombeiros. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. Coloque-se onde possa ser visto. abra a casa para ventilar o local. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. • Fora do prédio. saia imediatamente. deixe a válvula de gás desligada. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. graxa. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. Milton Serpa Menezes .3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Saia pela escada. não risque fósforos. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. evitando o pânico. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. • Respeite os avisos que proibem fumar. • Use o extintor de incêndio. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. procurando usar tubulações metálicas 13. • Tendo verificado vazamento de gás. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. óleo. • Em caso de muita fumaça. • Em hipótese alguma salte do prédio. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. não ligue ou desligue luzes. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. Eng. não sendo possível apagá-lo. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. depois abra o gás. • Diga o que está acontecendo.

de mudança de função. forma de registro. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais. manutenção e divulgação dos dados. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO . entre outros. no mínimo: o planejamento anual.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. estratégia e metodologia de ação.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA .304 Ufir Prof. O PCMSO deve incluir. Eng. de retorno ao trabalho.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. periódico.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. demissional.

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