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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1 INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de
sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas
aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma
série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o
lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a
sociedade.
Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem
ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no
trabalho.
A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar
procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o
efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e
façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e
qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente,
não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida.
Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida.
Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos
mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância.
De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais
reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2 HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça
fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde.
As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto
gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no
planeta.
Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar
muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência.
Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós
encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias.
Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de
moléstias entre mineiros e metalúrgicos.
Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre
mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco.
Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das
ilhas do mediterrâneo.
Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI.
Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos
problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra
discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma
dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida,
tratarem de silicose.
Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso:
"Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e
substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais
sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados.
Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se
da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é
cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde
ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato
importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca
esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?".
Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser
humano encontrou na mecanização a solução do problema.
Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e
atingiu a era industrial.
Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna
industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar.
Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de
produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os
capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e
empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital
e o Trabalho.
Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se
nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas
garras de uma máquina.
A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A
indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de
obra.
Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas"
fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as
conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais,
exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho.

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Pouco a pouco. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. em menor escala. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. Nessa época. lamentável a situação que enfrentávamos. Esse notável romancista inglês. devendo esta. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. O trabalho em máquinas sem proteção. atravessamos os mesmos percalços. o que fez com que se falasse. através de críticas violentas. empresários. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. Milton Serpa Menezes . por conseguinte. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. da gravidade desses acidentes. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. embora tivéssemos já a experiência de outros países. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. de fato. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. também. amparar a vítima do acidente. técnicos e governo. Ao mesmo tempo. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. a inexistência de limites de horas de trabalho. No Brasil. Eng. de outro lado. A sofisticação das máquinas. gases. mas também de mulheres e crianças. Nos últimos momentos do século XVIII. em 1970. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. é bem verdade. Prof. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. Na Inglaterra.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS

A
NÚMERO DE NÚMERO DE
N PERCENTUAL
SEGURADOS ACIDENTADOS
O
S
1971 7.553.472 1.330.523 17,61 %
1972 8.148.987 1.504.723 18,47 %
1973 10.956.956 1.632.696 14,90 %
1974 11.537.024 1.796.761 15,57 %
1975 12.996.796 1.916.187 14,74 %
1976 14.945.489 1.743.825 11,67 %
1977 16.589.605 1.614.750 9,73 %
1978 16.638.799 1.551.501 9,32 %
1979 17.637.127 1.444.627 8,19 %
1980 18.686.355 1.464.211 7,84 %
1981 19.188.536 1.270.465 6,62 %
1982 19.476.362 1.178.472 6,05 %
1983 19.671.128 1.003.115 5,10 %
1984 19.673.915 961.575 4,89 %
1985 20.106.390 1.077.861 5,36 %
1986 21.568.660 1.207.859 5,60 %
1987 22.320.750 1.137.124 5,09 %
1988 23.045.901 992.737 4,31 %
1989 23.678.607 888.343 3,75 %
1990 22.755.875 693.572 3,05 %
1991 22.792.858 629.918 2,76 %
1992 22.803.065 532.514 2,33 %
1993 22.722.008 412.293 1,81 %
1994 23.016.637 388.304 1,68 %
1995 23.614.200 424.137 1,79 %
1996 24.311.448 395.455 1,62 %
1997 23.275.605 369.065 1,58 %
1998 414.341
1999 26.720.890 387.820 1,45 %
2000 27.265.342 363.868 1,33 %
2001 29.767.846 340.251 1,14 %
2002 30.805.068 393.071 1,28 %
2003 31.454.564 399.077 1,27 %
2004 33.317.408 465.700 1,40 %
2005 35.935.331 499.680 1,39 %
2006 37.414.658 503.890 1,35 %
Fonte: INSS

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1.3 IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as
necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em
virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução
Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o
aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes
quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos
realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas.
No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os
homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o
começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente
do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova
de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como
causa excludente a força maior ou caso fortuito.
Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho
é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta,
por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo
acontecimento.
Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude
de um acidente.
Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei
estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter
direito à indenização.
Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos
humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material,
está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da
Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem
capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem.

1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos
um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte.
Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a
produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do
tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se
aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos.
Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5
unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo
aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual
S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas.

Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua
capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será:
S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades
produtivas.

Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um
trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens.
Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que
paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal.

1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta
pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater
exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe.
Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos
comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo.

1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do
trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente
também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc.

1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve
interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os
empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro.

SINTETIZANDO:

a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como
sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento
emocional, etc.
b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens
horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho.
c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população
inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4 SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos
planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para
outras gerações da implantação desta nova tecnologia.
Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a
utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou
os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de
compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornava-
se proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina,
tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool.
Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o
fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida
animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do
planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia,
que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5 LEGISLAÇÃO E NORMAS
A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta
seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico.
Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não
desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou
convenções coletivas não contemplados aqui.

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3%. de 13 de julho de 1990. Prof. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. As empresas que adotam o trabalho noturno. visual e mental. III – de 501 a mil empregados. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. II – de 201 a 500 empregados.horário especial para o exercício das atividades. Eng. urbanos e rurais. do Artigo 154 ao 201. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. para os efeitos de aplicação. cujo texto. este deve ser de vinte e quatro horas. de qualquer natureza. perigoso ou insalubre. Segundo o Artigo 36. no capítulo que trata dos Direitos Sociais. na admissão ou permanência no emprego.296 de 02 de dezembro de 2004.214 de 08 de junho 1978. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. Aos trabalhadores idosos. sendo esta duração.exigir atestado ou exame. de forma detalhada. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). por meio de normas de saúde. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . para comprovação de esterilidade ou gravidez. Considera-se. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). não excedente a oito horas diárias. 5%.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. isto é. Milton Serpa Menezes . do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). preferencialmente aos domingos. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. serviços inadiáveis e greve abusiva). Durante a jornada de trabalho. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. o adolescente em processo de formação técnico- profissional. .atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. . d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002).5. podemos destacar que é vedado ao empregador: .º 3. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. em qualquer atividade privada.5. auditiva. e a pessoa com mobilidade reduzida. deve ser observado um descanso de onze horas. Lei Ordinária Nº 10. . sendo vedado o trabalho noturno. assegura a todos os trabalhadores. em seu Artigo 7º. inciso XXII.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. Por ser um direito de todos os trabalhadores. Entre uma jornada de trabalho e outra. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. conforme Decreto Nº 3.741 de 01 de outubro de 2003. 4%. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas.298 de 20 de dezembro de 1999. 2%. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. higiene e segurança”. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. ou IV – mais de mil empregados. conforme expressado no Estatuto do Idoso. 1. através da Portaria N. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz.

para o trabalho ocasional. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa.) nos estabelecimentos em que trabalharem. Milton Serpa Menezes . . deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. com mais de 16 anos de idade. a mãe terá direito a dois descansos. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. pelo menos 30 mulheres. 1. setor de serviço. Prof. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. com outras entidades públicas ou privadas. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. f) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. para aplicação. Eng. iniciativas prevencionistas. e) Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. Os locais para amamentação “deverão possuir. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. comum a todos os estabelecimentos novos. ou 25 quilos. a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. pelo referido Órgão. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura .. Após a inspeção. sem prejuízo do emprego e do salário”. dispõe que os mesmos. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Considera-se empregado a pessoa física.. um berçário. Também é obrigação do empregador: (. ou ainda embargar a obra. uma saleta de amamentação. em regime comunitário.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. ou a cargo do SESI. durante a jornada de trabalho. máquina ou equipamento. da LBA ou de entidades sindicais”. diretamente ou mediante convênios. pelas próprias empresas. naquilo que lhe for competente. A aplicação de todas as Normas. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. antes de iniciar suas atividades. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. durante a sua vida profissional. de meia hora cada. para o trabalho contínuo. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. do SESC. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. no mínimo. remuneração e condições especiais.5. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. ressaltando que. Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. fornecido pelo empregador. que atua com habitualidade e subordinação. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. ao empregador. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. de forma pessoal e mediante salário. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho.

ao empregador. . com sua especificação. . Cabe ao empregado: . n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. . Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. com mais de 50 empregados. l) NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. gratuitamente. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. Eng. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. onde houver necessidade. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. Sugere-se. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. efetuar controle individual de entrega de EPI. . devendo estar articulado com as demais NR. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. de acordo com as determinações municipais. contra quedas. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando.fornecer. obrigatoriamente. nos locais. pé direito. com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. e para atender as situações de emergência. de uso individual utilizado pelo trabalhador.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. sem ônus ao empregado da empresa. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. guarda e conservação. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. . salubridade e segurança. Milton Serpa Menezes . Cabe ao empregador: . i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas.devem dispor de material antiderrapante. apenas para a finalidade a que se destina. adequado a atividade do trabalhador. em decorrência do embargo ou interdição. aos empregados. o SESMT.usar o EPI. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. em especial com o PCMSO. impermeável e protegido contra umidade.adquirir o tipo de EPI. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. além de orientar e treinar sobre seu uso. atendendo as condições de conforto. Prof. além de haver guarda-corpo de proteção. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. datada e assinada pelo trabalhador. na qual podemos destacar que: . com Certificado de Aprovação (CA).os locais devem ter a altura do piso ao teto. o EPI adequado ao risco.usá-lo. .os pisos.

q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. construção. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. incluindo as etapas de projeto. a limpeza. código de projeto e ano de edição. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados.80 metros. no mínimo. saídas de emergência. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. Conforme exposto no item 11. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. movimentação. entre outros. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. no estabelecimento onde estiver instalado. equipamentos contra incêndio. Sinalização de Segurança. em local visível. projetos de instalação ou reparo. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. placa de indicação indelével com.. Milton Serpa Menezes . a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”.1. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. no mínimo. mediante técnica de análise de risco. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico. correntes.30 metros. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. talhas. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir.6. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. cordas.60 e 0.7: (. permanentemente. tais como empilhadeiras. em local de fácil acesso e bem visível. haja uma faixa livre variável de 0.3. substituindo-se as suas partes defeituosas”. Eng. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa.1. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. r) NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. no interior dos locais de trabalho.2 da respectiva NR.8. e as que conduzem às saídas devem ter.3. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. salvo se o movimento for indispensável à sua realização.70 a 1. ano de fabricação. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9.. elevadores de carga. as seguintes informações: fabricante.. pressão máxima de trabalho admissível.3: (. Prof.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas. Conforme descrito no item 12.) as vias principais de circulação. operação. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). relatório de inspeção. montagem. Esta NR se aplica às fases de geração. distribuição e consumo. 1. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. com validade de um ano.. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. número de identificação. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. Os reparos. p) NR 11 – Transporte. transmissão. registro de segurança. Todo vaso de pressão deve possuir. De acordo com o disposto no item 13. entre outros. “especial atenção será dada aos cabos de aço. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados.1. pressão de teste hidrostático. direta ou indiretamente. com nome e fotografia do trabalhador.

disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. para insalubridade de grau mínimo. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. equivalente a: . impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. que estejam acima dos limites de tolerância. Eng. sem acréscimos resultantes de gratificações. por sua natureza. para insalubridade de grau máximo. iluminação e fornecimento de água potável. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. vestiários e refeitórios devem possuir. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. cabendo ao empregado optar por um dos dois. instalações sanitárias e locais insalubres. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. condições ou métodos de trabalho.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. deve haver local apropriado para vestiário.10%. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. nos quais a atividade exija a troca de roupas. Refeitório Por ocasião das refeições. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. com requisitos de limpeza. . para insalubridade de grau médio. páginas 160 a 161. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. s) NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. apresentada na parte IV (Programas e Ações). Milton Serpa Menezes . observada a separação de sexo e provido de bancos. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. emitindo um “Relatório de Inspeção”. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. Na periculosidade. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. apresentada na parte IV (Programas e Ações).40%. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. será considerado o de grau mais elevado. É indispensável que os funcionários da cozinha. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. Cozinha Quando houver refeitório. arejamento. Prof. . u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. dotado de armários individuais. páginas 201 a 207.20%. por sua natureza ou métodos de trabalho. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. em condições de risco acentuado. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR.

Em caso de reincidência. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. . coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. Prof. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. que poderá ser estendido até 120 dias. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. Pecuária Silvicultura. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. a fim de não ocasionar distração. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.782 UFIR. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.Segurança do Trabalho – 6. A empresa terá um prazo de 10 dias. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa.Medicina do Trabalho – 3. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. conforme os seguintes valores estabelecidos: . como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. aa) NR 29 . UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). que deverá ser de. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. Eng. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. dd) NR 32 . devendo esta medida ser utilizada de forma racional. no máximo. embaraço ou resistência à fiscalização. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. parágrafo único da CLT. localização de EPI. a partir da notificação. confusão e fadiga ao trabalhador. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. equipamentos ou medidas adequadas. Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. Milton Serpa Menezes . x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos.304 UFIR. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. pecuária. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. z) NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. 60 dias. dispositivos de segurança e canalização de água. silvicultura. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. bb) NR 30 . poderá notificar os empregadores. cc) NR 31 . direta ou indiretamente.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde.

INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. § 4º (. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. 1. ou redução permanente ou temporária. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. avaliação. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte.). O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. assistência. Art. à autoridade competente.042 de 12 de fevereiro de 2007. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido.213 de 24 de julho de 91. por meio de formulário específico (anexo). § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. 337. inclusive morte. e todas as ações de promoção. independentemente do tempo de latência. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. de natureza clínica ou subclínica. distúrbio.212 e 8. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. e Decreto Nº 6. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. que estão acima do limite de tolerância.367 de 19 de outubro de 1976). que altera o Regulamento da Previdência Social. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. comunicado anteriormente ao INSS. doença. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa.br).4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8.).gov.. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. mesmo que estas surjam durante a vida laboral.. Milton Serpa Menezes . Prof. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa.5. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento.. há três tipos de CAT: inicial. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. transtorno de saúde. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. durante a jornada de trabalho. que possua meios limitados de entrada e saída.. subaguda ou crônica. Nos casos de acidente de trabalho. A título de classificação para registro. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo.mpas. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. ou doença profissional ou do trabalho. Eng. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. monitoramento e controle dos riscos existentes. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. disfunção ou síndrome de evolução aguda. na forma do § 3º. ou perda.) considera-se agravo a lesão. de reabertura e de comunicação de óbito. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. ee) NR Nº 33 .. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. recuperação. imediatamente.. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. trajeto.

Código Civil (C. 927. quando da rescisão do contrato de trabalho. O LTCAT. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. . servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). de 29 de novembro de 1989. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador. devendo estar sempre atualizado. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. causar dano a outrem. conclusão (caracteriza o laudo. 186 e 187. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos. . do INSS/DC.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). Aquele que.C.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP.311. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). que temos expresso. Prof. . Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. trabalhadores avulsos e cooperados.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). de 15 de janeiro de 2004). tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador.5º. identificação. causando dano patrimonial ou moral.213/91.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. por ato ilícito (Arts. omissão voluntária. Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. dados administrativos. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). por período. . registros ambientais e resultados de monitoração biológica. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03.). que estabelece padrões para elaboração de laudos. .212 e 8.2º. medidas de controle. .406.5. 1.C. negligência ou imprudência. com poderes especiais. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. e o próprio PPP. quadro descritivo.4º. contendo a indicação dos responsáveis técnicos. Seção III. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. Eng.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). (Instrução Normativa Nº 99. cópia autêntica deste documento”. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). quais sejam: . descrição do ambiente de trabalho. Para que haja o ato ilícito. Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT.3º. análises – qualitativa e quantitativa. entre outras informações. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. C. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. por ocasião da avaliação global. de acordo com a Lei Nº 10. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne.1º. de 10 de janeiro de 2002. Milton Serpa Menezes . fica obrigado a repará-lo.6º. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. . do Ministério do Trabalho. gerando a responsabilidade civil. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica.

A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. conforme Artigo 20 do referido decreto. autorizando o início da construção e implantação da empresa. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. O objeto jurídico. para caracterizar o ato lesivo. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. a instalação. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). independentemente de culpa. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. risco para os direitos de outrem. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO.6 Legislação Ambiental A Lei Nº 6. nos casos especificados em lei. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado.. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP).. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. em seu Artigo 64. Pelos artigos acima citados. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. Além deste tipo de responsabilidade. ou sobre quem seja o autor. é expresso pelo Código de Processo Penal. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. Desta forma. para que haja a responsabilidade criminal. observando os planos federais. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. Parágrafo único. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. do dispositivo legal. de 17 de março de 2005. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. Eng. todas obrigatórias. em desacordo com as normas legais. não é um documento obrigatório.º 357. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. por autoridade ambiental competente. estaduais ou municipais de uso do solo. Porém. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. de três meses a um ano. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. Milton Serpa Menezes . 1. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente.351.938. estará obrigado a indenizar. instalação e operação. aquele que causar dano a outrem. demonstrada a culpa. Haverá obrigação de reparar o dano. que: (. 132. se o fato não constitui crime mais grave. podemos destacar da Resolução CONAMA n. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. de 31 de agosto de 1981. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. contra o autor do crime. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. até o julgamento definitivo daquela. por sua natureza. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. de 01 de junho de 1983. é necessário que haja uma vítima determinada.5. Parágrafo único: Intentada a ação penal.

que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. A pessoa jurídica que permitir. de 12 de fevereiro de 1998. onde seu patrimônio. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. bem como dele obter subsídios. que são: suspensão parcial ou total das atividades. Prof. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. subvenções ou doações. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. recolhimento domiciliar. devendo. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. após considerado instrumento do crime.605. Milton Serpa Menezes . Penas restritivas de direito. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. Prestação de serviços à comunidade. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções. poderá ter decretada sua liquidação. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. após transitado e julgado o processo. Eng. manutenção de espaços públicos. obra ou atividade. proibição de contratar com o Poder Público. Constatada. portanto. interdição temporária do estabelecimento. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. através de perícia. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. facilitar ou ocultar a prática de crime).

ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). etc. a definição é dada pelo Decreto n0. e. inclusive companheiro de trabalho. as lesões. Outras conseqüências podem advir. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. Milton Serpa Menezes . O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. pela lei brasileira. 2. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. porém.172. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. Para a legislação providenciaria. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. b) ofensa física intencional. "Art. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. entretanto. portanto.o acidente que. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. Há casos. Pode-se notar. c) em viagem a serviço da empresa. constantes ou não de relações oficiais. inundação ou incêndio. II . ligado ao trabalho. III . Legalmente. embora não tenha sido a causa única. mais ainda. produtos fabricados. direta ou indiretamente. perturbações ou doenças. perturbação funcional ou doença). no exercício de sua atividade.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. V . o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. Também são igualados. Eng. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. 2. tais como danos materiais (aos equipamentos. ou seja.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. para efeito de lei. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. de 05 de março de 1997. d) ato de pessoa privada do uso da razão.a doença profissional ou do trabalho. de acidentes que. ou a redução da capacidade para o trabalho. inclusive companheiro de trabalho. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. em intervalo do trabalho. podem ser encarados como tal: "I . somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. lesão. Do ponto de vista prevencionista. perturbação funcional ou doença. de negligencia ou de imperícia de terceiro. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". portanto. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. Prof. IV . o que ocasiona sempre perda de tempo.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. as doenças do trabalho. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. e) desabamento. estes sob certas condições. essa definição não é satisfatória. c) ato de imprudência. seja qual for o meio de locomoção utilizado. Como se vê. 131 .

embora não tenha ocasionado lesão. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. Do exposto. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. Por exemplo. o que. Equipamentos elétricos. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. Em outras palavras. ocorreu tão somente. inclusive. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. houve dano físico. a lesão no homem. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. ao legislador interessou. em que ocorreu. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. garantindo-lhe o pagamento de diárias. de como já vimos. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. em virtude. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. mais caro se torna substituí-lo. Na definição legal. Quanto mais especializada a sua função. ou não. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. Em todos os casos. Assim. veículos de transporte são exemplos desses riscos. equipamentos e tempo. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. nesse caso. ela não teria atingido o seu pé. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. causando perda de tempo. automaticamente. perda de material. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. se forem eliminados estes. podem ser envolvidos nos acidentes. pois além do homem. aposentado precocemente por incapacidade permanente. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. constitui um acidente do trabalho. que interfere na produção. além da perda de tempo. lesão no trabalhador. é também um exemplo de acidente. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. Milton Serpa Menezes . outros fatores de produção. pois este se danificou. Eng. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. Em síntese. além da perda de tempo e/ou perda material. ferramentas. Na segunda. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. perda de tempo. Um empregado acidentado. em certo momento. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. porém. Prof. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. do que tirar o pé na hora em que caísse. manutenção do mesmo. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. Por exemplo. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. operações de soldagens. como máquinas. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. deixa cair a caixa. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. teremos um acidente mais grave porque. através de uma compensação financeira. estará afastado a quase totalidade dos outros. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. ou de indenização. o que já é um acidente (queda da caixa). a queda da caixa. bem como a um custo menor. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. A política governamental dos últimos anos. Na última. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. o acidente. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. aqueles serem muito mais numerosos que estes. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa.

temos caracterizado o acidente do trabalho legal. Em outras palavras. mal estocada. desabar e atingir um empregado. Milton Serpa Menezes . Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. causando perda de tempo. qualquer ocorrência não programada. constitui um acidente do trabalho. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. que interfira no processo produtivo. Prof. Se uma pilha de sacas de café. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. Eng. causando-lhe alguma lesão.

integram uma política de segurança. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. em média. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. etc. isto é. brincadeiras grosseiras. são capazes de. Os acidentes não são inevitáveis. a simples analise de risco ou estatística .1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. são causados. se removido a tempo teria evitado o acidente. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. vio1ação essa. devem ser analisadas todas as causas. Quando se fala. através da eliminação a tempo de suas causas. Estudos técnicos.. como inundações. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. eles. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. Milton Serpa Menezes . ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. portanto. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados.. como máquinas e equipamentos. Condições inseguras. porém. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. cor na segurança do trabalho.000 dias. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. Até o presente momento. Eng. na analise de um acidente. do elemento homem. uma pesquisa bibliográfica. informações sobre ordem e limpeza. • Abusos. Portanto. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. transporte e manuseio de materiais. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. Vários autores. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). com o tempo. eliminar as condições inseguras. não surgem por acaso. 3. responsável pelo acidente. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. As formas de comportamento. além da perda para a família do trabalhador. No nosso entendimento. • Manutenção. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. • Permanecer embaixo de cargas. Eventos catastróficos. levantamento. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. Segundo estatísticas correntes. Atos inseguros. Sob o ponto de vista prevencionista. ainda. 3. cursos de primeiros socorros. ou o dano. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. nenhuma das máquinas construídas. Prof. A ocorrência de uma única morte. mesmo que não acuse nenhum acidente. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). na maioria das vezes. e portanto possíveis de prevenção. Ao se estudar os atos inseguros praticados. inerentes às instalações. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. antes mesmo que ocorram acidentes. 2. principalmente no campo da engenharia. desde a mais remota. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. recomenda-se. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. de trabalho produtivo. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. tempestades. sinalização. etc. causa de acidente é qualquer fator que.

congestionamento de maquinaria e operadores. por ser perigosa. armazenagem. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. sobrecarga sobre o piso. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. de maneira a torna- los ineficientes.). a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores.1 TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. pisos.Projeto ou construções inseguras. passagens obstruídas. são condições inseguras. não. habilidades motoras. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. as falhas. no entanto.3 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO 3. escorregadio. 3. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. qualidade inferior. a eletricidade. escadas. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. Milton Serpa Menezes . Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. em outras palavras. a energia elétrica em si. etc. fraturado. ou instalações elétricas. tubulações (encanamentos). carência de dispositivos de segurança e outros.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. irregularidades técnicas. cortante. fios expostos. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. etc. etc. inseguro ou de forma incorreta (não segura). operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. Eng. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. • Processos. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade.3. • Ventilação inadequada ou incorreta. corroído. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. 3. • Uso de equipamento inadequado.3. não pode ser considerada uma condição insegura. 3. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. quando devidamente solada do contato com as pessoas. Aí se incluem as capacidades sensoriais. maiores serão os riscos de acidentes.. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. 3.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. A corrente elétrica.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador.). • Iluminação inadequada ou incorreta. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. . defeitos. Prof. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas.3.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes.3. 3.7 FATORES CIRCUNSTANCIAIS São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento. doenças. iluminação adequada. 3. Eng. 3. em um instante a atenção é necessária. contribuem para redução de acidentes.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho. alcoolismo. Milton Serpa Menezes . falha ou falta de treinamento. Ela é agravada pela monotonia da tarefa.3.3. tende a reduzir os acidentes.3.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. Prof.: problemas familiares e econômicos.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex. 3. layout. ausência de ruído. em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores. Ex. que prejudica o desempenho. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas.3.: seleção inadequada.

Da mesma forma. não tendo os soldados "background" suficiente para manejá- los. médicos e psicólogos. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. fisiológico e psicológico. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. Nessas condições.a ERGONOMIA - nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). sob o ponto de vista anatômico. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. para execução do guilhotinamento.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. por exemplo. tornaria necessário.ao jovem. quando de seu uso. antropométricas e biomecânicas do homem. Como conseqüência. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. analisando a eficiência de dois empregados. de forma a: 4. Milton Serpa Menezes . os radares. boa saúde. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . tornando-se seu trabalho mais eficiente. Desta forma. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente.. a Higiene industrial. surgiu urna nova ciência . Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. 4.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. Prof.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. em uma obra. os parâmetros do comportamento humano. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. Desta forma. Imaginem ainda. Adaptação dos instrumentos. para o exame destes instrumentos e máquinas. com o uso de uma das mãos do operador. distante do já existente. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. sonares. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquina- ambiente de trabalho. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. a mesma motivação para o trabalho. Eng. Organizaram-se então equipes de engenheiros. a Física. etc. A Psicologia. de forma a preocupar os altos escalões militares. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. mediante o uso de ambas as mãos. A Medicina do Trabalho. antropométricas e biomecânicas do homem. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. devido.a pá . A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. submarinos. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. Na Segunda Guerra Mundial. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. a adaptação de um segundo botão. no caso. um de idade avançada e outro jovem. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. por exemplo. etc.

Bélgica. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. em Estocolmo. 4. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. os instrumentos. os EUA e a Europa descobriram que. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. as condições e o ambiente de trabalho. a ERGONOMIA. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. Em 1961. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. Portanto. França. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. e entre eles podemos destacar: USA.6 Classificação da Ergonomia a.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. Mediante estas Portarias. • Aumentar: o conforto do trabalhador. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. Além disso. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. ministrados em várias universidades brasileiras. Em 1949. existentes desde 1973. Holanda. 4. Prof. e destinados a engenheiros e médicos. b. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO".4 Ergonomia no Brasil No Brasil. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. a produtividade e a rentabilidade. Milton Serpa Menezes . Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. 4. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. a Ergonomia está apenas no inicio. em caso de acidentes. Tchecoslováquia e Polônia. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. 4. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário.5. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. Inglaterra. incluem a Ergonomia no seu currículo. ou seja. URSS. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. os acidentes do trabalho e os custos operacionais. Eng.

. • indiretas: por simulação em laboratório.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. características dos lugares de assentamento. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. tipo de equipamento utilizado pelo operador.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. psicológicas.). 2 . postura no trabalho. que se complementam para executar urna determinada função. umidade. demais aspectos: constantes. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas. por exemplo. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). idade. tensões musculares e aspectos subjetivos. etc. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. na operação de uma máquina. Ex. • mistas: uso das formas diretas e indiretas. c. biomecânícas.8 Pesquisas ergonômicas 1 . processa-as e transforma-as em ações de comando. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. o Homem possui.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. Portanto. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. botões. através das células nervosas (neurônios). paladar e sentidos cinestésicos. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. treinamento. erros. tato. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. etc. fisiológicas. etc. 4. forma e identificação dos comandos. 4.: No Brasil.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. Ex. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). Desta forma. das quais as principais são a visão e a audição. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. posição. ruído. onde são processados. Eng. • variáveis dependentes: velocidade. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). Comparativamente. médico e antropométrico do operador. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. atividade ou ambiente de trabalho já existente. Quando a ação é acompanhada pela função receptora.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. características das superfícies de trabalho. 3 . que fornece dados referentes à função. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. em relação á Máquina. sexo. pedais. • características ambientais: luz. Milton Serpa Menezes . e outras como olfato. Prof. calor. vibrações. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. etc. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back).

em principio. em geral. em geral.9. evidentemente. 4. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares.1 Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. Mas isto. para esta faixa. 4. a sua adaptação às características dimensionais de. pesos. Milton Serpa Menezes . pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%.9. aceleração. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. no mínimo. estudando.5 4.9.9. bem como de equipamento. toda a população dos utilizadores. Observem Prof. Por isso um projeto objetiva. velocidade. uma faixa de 100%. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. Ou ainda.9. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. neste âmbito. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. 4. os dados da Biomecânica. ainda. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. técnica e economicamente. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. ângulos. Entretanto. Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. é tecnicamente inviável. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. ou seja. dentro de um limite ótimo de custos. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros.9. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano.9 Antropometria 4.2 Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. 90% dos utilizadores. O ideal.4 O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. 4. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos. Eng. Utiliza. diâmetros. conforme ilustrado pela Figura abaixo. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes.3 O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. ou seja.3. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável.

6 41.1 36.3 85.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".4 47.3 54. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.83 Peso (kg) 59 75 98 48 62 86 52 70 95 Altura sentado A 85.9 46.7 64.6 46. Por exemplo.97 m de altura e 136kg de peso Prof.6 69.2 64.6 31.2 48.0 53.9 59.0 36.84 1.3 88.3 12.7 64. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.7 34.51 1.2 50.6 43.2 52.9 63.0 nádega/joelho J Comprimento 44.6 24.0 80.1 44.6 10.8 58.4 81.8 52.9 8.6 23.7 Largura do pé P 9.5 52.0 Altura do ombro C 54.5 37. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se. Eng. apenas adultos masculinos.9 28.6 95. um controle que fosse alcançável por um operador médio.3 26.3 85.69 1.2 72.4 59.8 Largura entre cotovelos N 38.6 58.5 84.0 52.1 22.0 12.6 27.0 84. na maioria das vezes.1 9.5 17. 5% e 95%.3 43.6 27.4 78.1 9.3 36.8 46.2 14.0 56.0 53.6 30.4 28.6 9.6 28.0 38. condições insatisfatórias para o trabalho. teríamos.8 89.4 78.3 nádega/popliteal Comprimento do pé L 24.7 Altura da coxa E 12.1 45.6 42.7 22.7 17.1 74. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).9 42.8 42.7 35.1 42.0 35.6 56.7 49.71 1.9 25.7 33. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.6 94.5 Profundidade do 21.4 80.4 26.2 50.74 1. Do mesmo modo.9 8.5 20.8 43.5 38. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos Adultos Adultos de corpo Masculino Femininos em geral Em cm Padrão Padrão Padrão Altura 5% 50% 95% 5% 50% 95% 5 % 50% 95% em metros 1.3 Altura popliteal F 39.3 38.3 39. especificamente a um destes tipos de população.8 74.9 10. mas também em termos de percentuais.0 Altura do cotovelo D 19.2 52.2 14.9 Alcance do braço H 81.7 abdomem I Comprimento 54. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.2 20.9 59.3 25. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).6 41.3 41.0 49.54 1.61 1.7 46.7 46.7 20.0 49.4 79.4 9.1 23.7 20.6 90.2 84.0 Largura da coxa O 33. os extremos da população são mulheres com 1. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.7 Altura do joelho G 50.4 97.3 34. ou seja.6 51.3 42. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.8 23.2 Largura entre ombros M 41.6 44.4 14.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.7 22.1 96.7 52.63 1.3 Altura do olho B 74.0 70. Milton Serpa Menezes .4 37.9 61.9 48.4 28.6 58.9 27.5 17.8 91. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%). certamente para a maior parte dos utilizadores deste local.

em detalhes. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. poderíamos determinaras demais medidas. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. os discos interverterias. dificuldades para solucionar os problemas de inter- relacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. menos resistentes para trás. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. por não interessarem ao nosso estudo. • Largura da base de assentamento: medida B.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação.9. No caso desta medida do lugar de assentamento. 4. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. causando hérnia de disco. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. Prof. teríamos sérias dificuldades na sua execução. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. e há tendência de recalque do núcleo para trás. na parte inferior das coxas. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%).Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. se ela for tomada baseada no padrão 95%. ou seja. tanto em posição sentada como em pé. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. acrescida das medidas do sapato. A Figura a seguir mostra. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. enquanto os bordos posteriores se afastam. 4. entretanto. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. teríamos. Há que se observar. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). Milton Serpa Menezes . FIGURA 3 . a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. Eng. ou seja. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. 95% da população. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. Paradoxalmente. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. do homem padrão 95% (medida 0). ainda. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). é a região que suporta os esforços mais severos. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos.

Prof. assentos e áreas de trabalho inadequados. Milton Serpa Menezes . UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão. Eng.

algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. as quais abrangem as suas características motoras. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. Tendo em vista este objetivo. 4. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio.11 Movimentação de pesos 4. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. a seguir. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. etc. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. Ao contrário. A contração e o relaxamento alternado de músculos. trabalho dinâmico. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). pequenos e precisos. trabalho estático. Assim. Prof. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. fornecemos. isto é.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. a musculatura dos olhos. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. Eng. FIGURA 6 . isto é. Milton Serpa Menezes . UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. ao contrário dos músculos das pernas. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea.11. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. tem ação com movimentos rápidos. por exemplo. pedais. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. Para que o desempenho deste sistema seja adequado.

o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. em sua grande maioria. Prof. conforme MULLER. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 23 53 24 54 19 57 23 63 150 19 51 25 55 14 50 19 56 120 15 43 19 47 12 45 16 47 90 14 36 17 40 10 38 16 39 60 12 29 11 29 10 36 15 42 Cima Baixo 180 4 19 6 20 6 16 8 19 150 7 24 8 25 8 19 9 21 120 8 24 11 27 10 23 12 26 90 8 24 9 25 10 22 12 24 60 7 20 9 22 8 21 9 23 Cima Baixo 180 6 20 9 23 4 14 6 15 150 7 21 9 24 4 13 7 15 120 9 20 10 24 5 14 7 15 90 7 22 8 23 5 15 7 17 60 8 23 9 24 5 15 8 19 4. cara. A movimentação manual de cargas. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. portanto. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador. Eng. para varias direções e sentidos de movimentos. Figura 8 forças do braço em kgf.11. conforme Hunsicker. portanto. a sociedade e a nação. Torna-se. Milton Serpa Menezes .2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. em relação á horizontal. a empresa. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. Estas lesões.

11. quando do transporte conjunto de carga. 21. visando menores solicitações sobre o corpo. de forma a favorecer o manejo da carga. talhas empilhadeiras. Eng. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. Posicionar os braços junto ao corpo. etc. 19. guindastes. além de tipos de atividades específicas. Executar exercícios físicos adequados. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. determinados em função de: • sexo. Milton Serpa Menezes . 13. 20. faixa etária e postura do trabalhador. quando forem constantemente utilizadas. quando manejar cargas. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. vias de circulação obstruídas.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. 12. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. continuar a usar. Utilizar sempre o peso do corpo. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. o Homem. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. bem como falta de ordem do local de trabalho. alturas de armazenamento inadequadas. portanto. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. • forma. 8. Utilizar. 3. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. sendo a sua aquisição. 2. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. Evitar arranjo físico inadequado. movimentos harmônicos pelos participantes. espirro ou tossir. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. 4. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. Evitar posição incorreta dos pés. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. Observar. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. 17. 4. deverão. Movimentar cargas por rolamento. perda de equilíbrio. carrinhos de transporte. Fábricas pequenas. 16. É evidente que o emprego de empilhadeiras. elevadores. etc. 15. advindos de movimentos bruscos. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. Evitar. 14. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. economicamente rentável apenas. Transportar a carga em posição ereta. 5. deslizamento e passos em falso. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. para o manejo de cargas. 22. umidade e correntes de ar. 9. pontes-rolantes. 1.11. pranchas e escadas em más condições. dar risadas. Procurar distribuir simetricamente a carga. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. 10. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. dimensões e posição relativa de carga. transportadores de correia. 18. 6. na maioria das vezes. Prof. sempre que possível. quando possível. 7.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Braços esticados entre as pernas. Carga próxima ao eixo vertical do corpo. Eng. Pernas distanciadas entre si lateralmente. Dorso plano.Técnica para levantamento de carga (barra.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. etc. saco. Prof. Tronco em mínima flexão. Queixo não dirigido para baixo. caixa. Milton Serpa Menezes .

poltronas. assentos. Norma Regulamentadora NR 11. 3214.6. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. Portaria n. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. 3. Técnica errada.214.514. II.NR 7 IV.Portaria n. de 8.6. bancos. III.214. 4. Exame Médico .12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.78 .78 . de 22. 4.6. Da Prevenção da Fadiga .Portaria n. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 .78 .4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. conforto e segurança do trabalhador.77 . Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 .6. De uma forma simplificada.514. Milton Serpa Menezes .NR 17. a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. I.o 6. de 8.12.Levantamento de cargas. de 22. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores. Fiscalização e Penalidades .Portaria n.Porte de carga com os braços retos. suporte para os pés e suporte lombar. FIGURA 11 .78. Prof.214.0 3.77. b. de 8. a. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa. antropométricas e biomecânícas do Homem. b. Eng.Seção XIV. Transporte. Seção X. de 8. suportes para trabalho semí-sentado.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. Ergonomia .11. Movimentação.12. Técnica correta. com tronco em ligeira flexão e dorso plano.NR 28.0 3. Lei no 6. qualidade do produto ou tarefa executada. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas.Lei n.

FIGURA 13 . bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). poltronas para mesas. além de ter forma e posição corretas. visualização e de acesso á área de trabalho. Forneceremos a seguir. máquinas e plataformas para os pés. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. quando de breves períodos de descanso. etc. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. pelo menos. apoio. através de alguns exemplos. Milton Serpa Menezes . cadeiras para pranchetas e bancadas.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. g. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. 4. Eng. suporte lombar no encosto com forma. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. b. assentos para veículos. painéis. em conjunto com apoio adequado para os pés. 90% dos utilizadores. • inter-relacionamento dos vários elementos.cadeira correta para trabalho. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). h. permitindo inclinar o tronco para trás. a título ilustrativo. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. quando necessário. deve-se observar os seguintes aspectos: a. para restaurar a curva lombar. bancadas. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. dimensões e posição relativa adequada. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. ao nível dos omoplatas. escrivaninhas.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento.12. c. d. f. i. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. pé e visão. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. Prof. e. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. tem também flexibilidade. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. FIGURA 12 . quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. O suporte lombar. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. dimensões adequadas para o uso de. altura compatível com a área de trabalho. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar.

Milton Serpa Menezes . UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. Prof. evitando flexão desnecessária do tronco.10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. A medida d (fíg.12. em função do tipo de atividade.2 Características básicas de bancadas . Eng.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado.

desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. prejuízos à saúde ou bem-estar. b) agentes físicos . atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. c) agentes biológicos. d) agentes ergonômicos. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. CO2 Prof. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que.Gases e vapores: NH3. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. a produzir graves danos aos trabalhadores. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. estruturada como uma ciência prevencionista. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. Milton Serpa Menezes . Cl. Assim. CO. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. quer segundo sua ação sobre o organismo. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. A Higiene do Trabalho. fumos. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. e) agentes de acidentes. CH4. 5. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. Da definição de Higiene e seus objetivos.Gases e vapores. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. sob certas condições. fumaça.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. que tem por objetivo. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificam- se. que podem provocar doenças. o reconhecimento. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. Ambos comportam-se de maneira diferente. NO2. as vezes. 5. Por sua vez. 2 . etc. Eng. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. originadas nos locais de trabalho. SO2. quer em função das características físico-químicas dos agentes. 2 . segundo as suas características físico-químicas. em: 1 . falando de "Higiene do Trabalho".Aerodispersóides. 1 . fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana.

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos,
respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores,
provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1
atmosfera de pressão).
Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos,
tóxicos e particulado.
Medidas de Controle:
Relativos - Substituição do produto nocivo,
- Arranjo físico de processo: proteção coletiva
ao
- Mudança ou Alteração do processo ou operação
Ambiente
- Enclausaramento da operação
- Isolamento da operação
- Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora
- Ordem, Manutenção e limpeza

Relativos - Equipamentos de Proteção Individual
ao Homem - Educação e treinamento

5.3 AGENTES FÍSICOS
Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o
ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença
profissional.
Entre os mais importantes podemos citar:
• temperaturas extremas:
• calor;
• frio;
• ruído;
• vibrações;
• pressões anormais;
• radiações ionizantes
• radiações não ionizantes.

5.4 AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como:
• vírus;
• bactérias;
• fungos;
• parasitas.

5.5 AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa
estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.:
trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6 AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de
a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida,
máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

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5.7 ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a
que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do
trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de
trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem
de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho
decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao
risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma
indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás
vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua
vez riscos específicos diversos.
Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes
"grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para
designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se
supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento
das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido.
O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau
quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em
cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que
na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa.
De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de
trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma
doença.
Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são:
• Tempo de exposição
Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do
trabalho.
• Concentração ou intensidade dos agentes ambientais
Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho,
tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto:
• Características dos agentes ambientais
As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de
agressividade.
O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à
saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um
levantamento de condições ambientais de trabalho.

O levantamento pode dividir-se em duas partes:
1. estudo qualitativo;
2. estudo quantitativo.
O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e
dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo.
O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de
medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos
diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho,
1 - Levantamento qualitativo
Normas gerais de procedimento
Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de
uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta
de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho.
O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como:
• numero de trabalhadores;
• horários de trabalho;
• matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias;
• maquinarias e processos;

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• tipos de energia usada para transformação de materiais;
• produtos semí-elaborados;
• produtos acabados;
• substancias complementares usadas nos processos;
existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram
os equipamentos, etc.;
• tipo de iluminação e estado das luminárias;
• presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão;
• uso de EPI por parte dos trabalhadores.
Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real
do ambiente de trabalho.
A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos
industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter
dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento.
Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham
condições de reunir as informações mais importantes e necessárias.
Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens
constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do
levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que
tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a
facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade.
2 - Levantamento quantitativo
Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os
rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que
represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho.
Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no
local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias.
Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente
avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas
implantadas.
Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que
exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes.
Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos.
3 - Suscetibilidade individual
A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado
agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser
considerado.
Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho
e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de
controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo.
O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo
trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como:
• tipo de serviço;
• movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço;
período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de
trabalho
A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas,
mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas
possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as
características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco
físico.
Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de
determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a
instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar.
Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por
objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante.
Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das
técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo.
Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Milton Serpa Menezes . as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. Para fins de prevenção de acidentes. Eng. o acidente tipo. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. a condição insegura. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. também. Prof.

a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança.. efetuar testes e escolher. a saber: 1o . Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. o profissional terá condições de. 4o . para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. Dessa forma. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. isto é. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. de condições do ambiente. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. Os "EPI" são empregados. etc. • em trabalhos eventuais com exp. o trabalhador). em operações de solda. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. entre vários "EPI". reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. em quatro principais circunstâncias. em conjunto. baseado nos mesmos resultados. Eng. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. etc. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador.A título precário. 2o . uso dos devidos "EPIs". Assumem. sozinho. de fabricação nacional ou estrangeira. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. na maioria dos casos. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. em operações com aparelhos de solda. os 'EPI" são empregados. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. nocivos ao trabalhador.). de curto período. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. Nem sempre porem. Milton Serpa Menezes . A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho. Exemplos: uso de óculos protetores. de uso estritamente pessoal. máscaras e outros 'EPI". uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof.Em casos de emergência. formam. em período de instalação. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. chegar ao melhor resultado. quanto mais correta for a sua indicação. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. 3o . Em qualquer circunstância. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. ou seja. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. papel de grande responsabilidade. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. etc. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. de produtos. que sejam ou que possam vir a ser. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. mesmo que provida de ventilação. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. gratuitamente. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. rotineira ou excepcionalmente. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. por essa razão. Os Equipamentos de Proteção Individual. Em suma. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. (Avaliação da exposição). e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. etc. luvas. protetores faciais. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. Ou. etc. usualmente identificados pela sigla "EPI".

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. Milton Serpa Menezes . ou procurar meios de avaliá-lo. recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. O supervisor da área. o membro da CIPA. Para indicar o 'EPI" adequado. Prof. Eng. avaliar o risco. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. uma lesão sofrida pelo trabalhador. Cabe ao profissional especializado. no entanto. podem identificar um perigo. etc. com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada..

respingos.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas.1. b) óculos de segurança (vários tipos). 6. impactos.1. queimaduras ou choque elétrico). Eng. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.2 Prof. etc. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos. c) máscaras para soldadores. 6. Milton Serpa Menezes . quedas de objetos.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger.

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

Eng.4 6. que impedem um contato direto com materiais cortantes. com maior freqüência.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. b) mangas de raspa de couro.1. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas. ocorrem lesões: as mãos. impermeáveis.5 6. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes. amianto.1.1. abrasivos. de lona. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro. Milton Serpa Menezes . borracha e PVC. 6.1.6 Prof.

1. Milton Serpa Menezes . Prof. ou seja.) b) calçados contra riscos de origem químico. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço. c) peneiras de raspa de couro. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. palm. elétrica. térmica. etc. radiações.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. Eng. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.

8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. de lona. c) capas. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. de amianto. de PVC. Milton Serpa Menezes .1. Prof. Eng. b) jaquetas. a) aventais de raspa de couro.

.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio).9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. só assim ele estará protegendo-se. acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. 6. c) trava-queda de segurança. . o EPI danificado ou extraviado. obrigatoriamente.3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. 6. Milton Serpa Menezes . treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. . . . Eng.1. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI.1. comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . . bem como pelo seu extravio. . 6.substituir. responsabilizar-se pela danificação do EPI.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. . b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão. usar. a) respiradores contra poeiras. c) máscara de filtro químico.11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea. 6.fornecer o EPI gratuitamente. apenas para a finalidade a que se destinar.10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. Prof. respiratória e digestiva). responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO .responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. 6. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). o EPI indicado.1. imediatamente. Essa utilização deve atender as necessidades específicas.

nomenclatura. em órgãos e repartições do Governo Federal. o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. . Estadual e Municipal. Milton Serpa Menezes . . quando possuir o CA. OBS. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. para esse fim específico. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE . . emitido por órgãos especializados. Prof. só poderá ser colocado a venda. comercializado ou utilizado. descrição e especificação do EPI. certificado de ensaio do EPI.: O EPI nacional ou importado. Eng. indicação do uso a que se destina.

Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

deposição e decapagem. . Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. por interesses econômicos envolvidos.2. Prof. Eng. 7. Milton Serpa Menezes .2. enfim. e é utilizada em um grande número de operações. as condições especificas de cada indústria.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. fornos de fundição. a prevenção da dispersão do agente nocivo. tanques de desengraxamento. tais como: nas cabines de pintura a revólver. 7. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. a proteção do trabalhador. soldadura. . como solvente. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito. Exemplos: a ventilação local exaustora é.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. 7. possivelmente. por toluento. esmerilhamento.substituição de jato de areia.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. gasolina e outros derivados de petróleo. essas medidas visam isolar o risco.2.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. seja por dificuldades técnico-industriais. Exemplos: . quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão). etc.substituição de benzeno. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. De um modo geral. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método.

com esse método. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. fora do horário normal de trabalho. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda.2. 7. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) baixa movimentação do ar. quando a operação era manual.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. b) No tempo: Consiste em executar operações. Exemplos: realização em cabines especiais. cria um novo risco: o ruído. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. nas fundições. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo.2. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias.2. b) umidade relativa elevada. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. Exemplos: a) varredura dos locais de trabalho. 7. b) recuperação de areia por peneiramento. eliminou o problema de ruído. seja no espaço. a fim de diminuir o número de operários expostos. das operações de pintura a revólver. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. seja no tempo. Eng. mediante regulagem de temperatura do banho. Milton Serpa Menezes . em local especial e afastado. c) temperatura do ar alta. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. 7. quando viável tecnicamente. objetiva-se. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos.

1. ou. ser constituídas de materiais leves e isolantes.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. 7. temos. porém desde o projeto do equipamento. Comentários .1. Milton Serpa Menezes .1.1. 7. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. preenchidas ou não com certos materiais. etc.1. então. pelo menor ajustamento de partes móveis. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. parafusos. pela insonorização de máquinas e processos.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa. d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente).2. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. Prof. assim.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se.1. apesar de nem sempre ser conseguida na prática.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. 7. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. por solda.1. o número de pessoas a ele expostos. Consegue-se com essa eliminação. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). de preferência fora daquele local. Eng.1.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra".2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. 7.

toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. Segundo as leis de resistência em paralelo. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. colocando a seguir não só o cadeado. aquela precaução. em pequenas resistências. desliga-a. que exige poucos segundos para ser executada. Milton Serpa Menezes . É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. como também a etiqueta de segurança na mesma. que devem sempre caminhar de mãos dadas. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. o salvará. Esta medida preventiva é obtida por meio de curto- circuitamento da tensão de contato. assim fazendo. numa indústria. que desligará o fusível pré-ligado. um motor esteja danificado. Prof. Eng. que. como na ligação em curto-circuito. por exemplo. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. pois. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. uma corrente acidental elevada circulará. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. Suponhamos.

por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. mas. medo. etc. etc. 8. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos.. bem como. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. Milton Serpa Menezes . correias. fragmentos de metal quente em forjaria. por exemplo: curiosidade.. c) trabalho de processo. marteletes. b) contato direto com partes móveis de uma máquina. etc.1 . etc.. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. fuga de carga. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção.. estilhaços de disco de corte abrasivos. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8.. como por exemplo. etc. etc. Eng. permitindo maior produtividade.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. explosões de reservatórios pressurizados. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. operação de compressores. mau contato. cadeiras cinemática. polias. modernamente.2.. bocas de forno. prensas de impacto. normalmente. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. e) calor. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. etc. fadiga. enfermidade. máquinas e peças em movimento. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. volantes. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. pela dificuldade de realização de programas definidos. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. d) falhas mecânicas.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. pois. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. eletricidade. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. 8. MÁQUINAS. por exemplo: quebra de eixos com volantes. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. g) falha elétrica. f) ruídos. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger.

plaina limadora 8. volante . esmagamentos. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. o calor. parafusos . São exemplos de movimentos combinados: . reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas.cremalheira . furadeira . prensa de estampa e viradeira . A violenta despressurização. acoplamento . distensões. 8. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. ou. rotativo e alternativo. Prof. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. guilhotina de corte .3 TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais.2. na prática. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. Os dispositivos protetores podem ser fixos.2 MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. explosiva. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. parafuso sem-fim 8. pressupões queimaduras. Milton Serpa Menezes . a cortes.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa. provoca deslocamento de ar. bate-estaca . Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. São exemplos: . cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação.2. engrenagens. o alternativo. eixo de transmissão . interconectados ou automáticos. Eng. serra circular . São exemplos comuns: .

tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. como uma primeira alternativa. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. devem ser protegidas por meio de telas de aço. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. do modo como a operação será realizada. Devem atender. mecânicas. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção. os seguintes requisitos:  proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento  permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso  impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. pneumáticas. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação. não devendo ser retiradas. Eng. para as proteções interconectadas. apela-se. 8. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2. até 2. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. e. basicamente. São exemplos clássicos.3.3.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. ou.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. d) em todos os casos de proteção.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS.50 m do plano de trabalho. quando estiver até 2.50m do plano de trabalho.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. as coifas de esmeril. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. que podem ser elétricas. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. até 2. uma combinação de tipos. Milton Serpa Menezes .

como também a dos demais trabalhadores. não causando incômodo ao operador. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. materiais de construção. tanto quanto possível. inspeção. nem introduzir novos riscos. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. Eng. Condições básicas  Nas proteções. Características dos protetores Os protetores.3. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira.  Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. facilmente reparáveis ou substituíveis. Prof. apresentando um mínimo de manutenção. São de acionamento mecânico.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores.  ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas.  manter inalterados. elétrico ou pneumático. tanto quanto possível. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. etc.  proporcionar à máquina a efetiva proteção. Um exemplo clássico é a guilhotina. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador.  ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. pontas. devem:  ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. Milton Serpa Menezes .  Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. resistentes.  cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança.). UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. manutenção e normalização.  evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. 8. desconsiderada a relação custo-beneficio.  ser duráveis.

Prof. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. Quando é requerida transparência. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Para pisos ou elementos metálicos vazados. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. Eng. empregar materiais inorgânicos. quando possível. aos materiais ferrosos e não ferrosos. solda ou fixadores normalizados. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. Milton Serpa Menezes . pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. na uniões por parafusos. tanto quanto possível. evitar soldas de cutelo. Nos protetores térmicos. empregar tipo passante e contra porca. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência.

deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. forros. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão. Deve-se observar. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora.41 Azul -0. realça determinada cor. entre a área de trabalho e a máquina. embora proporcione aumento da visibilidade. Por outro lado.65 Turquesa-claro .69 Verde-Claro -0. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas). pisos e equipamentos. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes. Eng. creme e marfim.50 Preto-absoluto -0. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA 9.52 Turquesa-claro -0. assim como entre esta última e o fundo próximo.0. 1. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície.10 Rosa-claro -0. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. Milton Serpa Menezes . a seguir.59 Vermelho . é necessário adotar uma escolha de cores Prof.50 Creme -0.10 Camurça .65 Alumínio -0. Como conseqüência de uma boa visibilidade. Pode-se.1.15 Cinza-claro . assim.0. temos a redução do tempo de percepção.50 Amarelo-pálido -0.0.55 Verde-escuro -0. 87% ingressam pelo sentido da visão. Quanto à visibilidade. São relacionados. utilizando-se lâmpadas incandescentes. 3% ao olfato.1 CORES 9. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. Por exemplo. se no entanto. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.88 ou88% da luz incidente Cinza-neutro -0.5% ao paladar.35 Verde-pálido -0. contudo. relativa a um perigo iminente.0.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano. que a luz artificial.5% ao tato e 1. Assim. cinza e lilás. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição.0. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão.

500 a 430 nm Violeta .20 Contraste fraco .0. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. divididos pelo fator maior). daí o nome que recebem: cores frias. principalmente quando presentes no seu campo visual. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes. a parede de camurça-claro (fator 0. seu fator de reflexão é de 0. 570 a 500 nm Turquesa . Eng.08. 610 a 590 nm Amarelo . a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz.80. 700 a 620 nm Laranja . a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. aumentando. um considerável esforço visual. deve-se reduzir o contraste luminoso existente.80 a 0. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho . com um fator de reflexão de 0.080 = 0. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto. essa condição fatigante. São introspectivas. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento. aumenta as condições de segurança. o fator de refletância próximo de 0. dá-se reação contrária. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados. como no exemplo anterior. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. As cores verde. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. diminui o absenteísmo. Prof.2.90 0. Voltando a observação da parede para a máquina. com freqüência e por muitos dias do ano. com o emprego apropriado da cor. 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores. a escolha de cores deve ser tal que.40 Contraste médio . é: 0. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca.20 a 0. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. obviamente. Desejando-se eliminar. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. um interior pode-se tornar mais atrativo. neste caso. melhora as condições de produção.80 . segundo seus respectivos comprimento de onda. as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador.56). Milton Serpa Menezes . Como visto.0. ou seja. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante.40 a 0. repousantes.80 Passando da observação da máquina para o fundo.05 Para obtenção de melhores resultados. São cores que se expandem. ou minorar. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. tranqüilizantes.0. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e.0. 590 a 570 nm Verde . requerendo.45). O fator de reflexão (ou seja. Desta forma.

azul e amarelo. São extrospectivas. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). usa-se em maior extensão. Milton Serpa Menezes . verde e alaranjado). Estabelecida esta classificação. Quando se quer comunicar idéia de calor. A outra cor. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . se observadas de fora. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. a temperatura do ambiente. entretanto. aparentemente. como dominante. com maior valor e intensidade. vermelho e laranja são cores quentes. Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. Amarelo. as superfícies de cartazes e avisos. púrpura (azul com vermelho). utiliza-se uma cor fria. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. verde (amarelo com azul).alaranjado (vermelho com amarelo). agressivas e excitantes. isto é. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. Eng. Aumentam. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. será usada em menor área. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • finalidade de comunicação • efeitos da expressão emocional que se que obter • visibilidade • dimensões Em qualquer esquema. a escolha das cores dependerá da: • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) • escala do ambiente (dimensões da superfície. Em termos gerais. Prof. ou até quatro cores. em contrapartida. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. uma cor quente. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. Em caso contrário. Se forem empregadas três. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. porém. para proporcionar o equilíbrio. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. dinâmicas. Reduzem. Com relação as cores leves (amarelo. na horizontal. púrpura e vermelho). a oposta. vermelho. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local.

favorecendo. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador.50 e 0. valor ou intensidade. à altura da superfície iluminada. tetos e pisos.214.1. destacar-se da parte fixa. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. Por outro lado. com iluminação direta. a eficiência e o conforto. segundo sua função. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. de grande superfície. 9. ou seja. Na pintura de máquinas. repousar a vista dos trabalhadores. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. para aumentar a reflexão da luz. paredes. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. Prof. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. A parte ativa (por exemplo. à sua exposição. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. azul claro. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. da Portaria 3. As partes altas das paredes. Milton Serpa Menezes . devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. assim. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. Para os tetos baixos. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. normas NB-76 e NB-54. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão.60. Eng. Contudo. quando se considera o emprego das cores em máquinas. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). Além da legislação. etc.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora o n 26 (NR-26). por exemplo.

sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. • Portas de saída de emergência. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. suporte. preto. cinza. e advertindo contra riscos de acidentes. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. em outros casos. No entanto. com especial consideração quanto à sua cor. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. púrpura. idade e nível intelectual dos trabalhadores. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. • elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. Os meios de transporte. evitando-se brilhos com violento contraste. São adotadas as seguintes cores. • sistema de iluminação natural e artificial. delimitando áreas. Milton Serpa Menezes . deve-se ainda ressaltar que. dentro de áreas de uso de extintores). forma e orientação do estabelecimento.1. branco. um alto fator de reflexão será conveniente. escadas. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. Dentre todas as considerações feitas. azul. alumínio e marrom. lilás. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). laranja. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas.NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. • Extintores e sua localização. Prof. Eng. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. • características dos produtos elaborados. vermelho. suas dimensões e localização. amarelo. • características das operações. • Sirene de alarme de incêndio. • Baldes de areia ou água. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. para extinção de incêndio. • Indicações de extintores (visível a distância. • tipos de operações. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • número de trabalhadores presentes. • tipos de máquinas. moldura da caixa ou nicho). • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). equipamentos de emergência.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . • sexo. 9. para melhorar a iluminação interior. • Tubulações. • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. • dimensões. • Caixas com cobertores para abafar chamas. corrimãos. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. verde.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. • Localização de bebedouros. • Espelhos de degraus de escadas. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. • Paredes de fundo de corredores sem saída. escavadeiras. etc. • Cavalete. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". etc. piche. ou fontes de energia dos equipamentos. • Vigas colocadas à baixa altura. guindastes. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. alcatrão. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. quando condições especiais o exigirem. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. por meio de faixas (localização e largura). • Corrimões. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. onde haja a necessidade de chamar a atenção. vigas.: óleo lubrificante. postes. óleo combustível. asfalto. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). • Meio-fio. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. reboques. Eng. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. • Áreas destinadas a armazenagem.) e de plataformas que não possam ter corrimões. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. parapeitos. ou combinado a este. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. de partida. pontes-rolantes. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. tratores industriais. entradas subterrâneas. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. • Direção e circulação. • Zonas de segurança. que deverão permanecer fora de serviço. vagonetes. com listas pretas. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". • Localização e coletores de resíduos. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). etc. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. • Pilastras (pilar quatro faces). Milton Serpa Menezes . • Pára-choques para veículos de transportes pesados. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. Prof. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. por meio de sinais. • Cabines.

• chuveiros de segurança. etc. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. b) cinza escuro . MARROM O marrom pode ser adotado. Prof. boletins. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. • dispositivos de segurança. • caixa contendo máscara contra gases. etc. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade.). sódio. potássio. prensas. • quadro para exposição de cartazes. VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. • macas: • fonte lavadora de olhos.deverá ser usado para identificar eletrodutos. Milton Serpa Menezes . UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. • faces externas de polias e engrenagens. • parte móveis de máquinas e equipamentos. • botões de arranque de segurança. avisos de segurança. Eng. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. • dispositivos de corte. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. caixas contendo EPI. CINZA a) cinza claro . • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. bordas de serras. • localização de EPI. • emblemas de segurança. a critério da empresa.

Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível .Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. Obrigatoriamente. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. relacionada com um objeto.Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção.Informar sobre a conduta a seguir . UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. • TODA A SINALIZAÇÃO.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo. .Ser clara e de interpretação única . a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara). de uma forma rápida e inteligível. deverão receber a aplicação de cores. nomeadamente: . separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. para condução de líquidos e gases.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. As canalizações industriais.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos.Placas Luz -------------------------. 9. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho.Som Comunicação verbal -----. deve preencher os seguintes requisitos básicos: . . em toda sua extensão. entre outras.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. reduzindo o risco de acidentes. devem respeitar-se. Milton Serpa Menezes . .Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida. Eng. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades.Atrair a atenção . ou a ambas. para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. .Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. uma atividade ou uma situação determinada. preto ou verde. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes.

• Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. pelo menos. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. Eng. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. pelo menos. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. que deve cobrir. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. conservados. pelo menos. a altura e em posição apropriadas. um pictograma negro sobre fundo amarelo. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. devendo a cor vermelha ocupar. se necessário. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. Milton Serpa Menezes . etc. que indique o início de uma determinada acção. onde constam as vias de saída de emergência. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. pelo menos. pelo menos. 50% da superfície do sinal. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. 50% da superfície do sinal. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. e uma margem negra. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. em locais de boa visibilidade. que deve cobrir. que deve cobrir. 50% da superfície do sinal. • Sinal luminoso ou acústico. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. da esquerda para a direita. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. verificados e. reparados ou substituídos. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. Devem ter uma forma circular. posteriormente. Prof. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. 50% da superfície do sinal. que deve cobrir. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. Devem ter forma triangular. de forma repetida.

Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. quer entre veículos e trabalhadores. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. ou com as cores vermelha e branca alternadas. Milton Serpa Menezes . Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. bem como de queda de objetos ou de pessoas. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. é feita com as cores amarela e negra alternadas. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. indissociáveis do pavimento. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. nalguns casos. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. as quais. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. Eng. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. cujas indicações principais se passam a enunciar. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. intempéries e agressões ao meio ambiente. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. de igual modo. ARMAZENAGEM As zonas. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. Esta informação é complementada com símbolos.

e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais. . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. SINAIS ACÚSTICOS . .Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal.Os sinais luminosos. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. sem ser excessivo ou doloroso. . . intermitentes ou contínuos. na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. por exemplo: Prof. para indicar por meio de placas. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso.Os sinais acústicos. devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. . . desde que utilize o mesmo código de sinal.As comunicações verbais e gestuais. onde e. por exemplo. evitando-se que a pessoa se detenha. soldadura. . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. SINAIS LUMINOSOS . para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes. quais são os locais perigosos. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. . em vez de um sinal luminoso contínuo.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. Milton Serpa Menezes .A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. Eng. leia.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. tendo em vista as suas condições de utilização. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL .A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo.

localizado na parte superior da área total do aviso.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco.2. em cor amarela. A palavra 'ATENÇÃO". Milton Serpa Menezes . A palavra "PERIGO" aparecerá em branco.2. deverá ficar centrada no retângulo preto. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem.2. • Sinalização direcional: indicando escadas. Eng. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. fundo branco. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. dentro do oval vermelho. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. em letras pretas sobre o fundo branco. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. 9. 9.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. 9.2. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. localizado na parte superior da área total do aviso. As letras serão em branco sobre o retângulo azul.2. porém.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto. com flechas brancas sobre retângulo preto. 9. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. com letras pretas sobre o fundo branco. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. completas. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras. os quais deverão ajustar- se às práticas comuns e conhecidas. 9. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. Assim. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. Prof.

1 DIRETOS Morte.Ampere Tensão ou DDP = V . fibrilação do coração. kwh = p x t. etc. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano. queimaduras e contrações fortes dos músculos. ocorre também a parada respiratória. 1Kw 1000w. em energia térmica. b) Corrente continua (CC). UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. se a mesma Prof. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. carvão mineral. o petróleo.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. Indiretos: quedas e batidas. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves. em energia luminosa. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. 1 hp=746watts. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. Para intensidade de corrente acima de 2. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. E tempo de alguns minutos. como água dos rios. em sua geração. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. 10. luz solar. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. etc.volt Resistência elétrica = R - 10. 1 cv=736watts. minerais radioativos. Há contração muscular do tórax. 10. No entanto. Milton Serpa Menezes . cessa a respiração.3.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. 10.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). até providenciar o aparelho. os ventos. Eng. lagos e mares. pela passagem de uma corrente.3. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . geradores mecânicos denominados alternadores.

1. etc. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. = 23 mA.00055 A 400.5.2 e 5.= 15 mA. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms". por exemplo: barramentos. constituída pelo sangue. de material com alta permeabilidade.000 220 I= = 1.: carcaças de equipamentos). UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. sexo fem. A resistência oferecida pela parte interna do corpo. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos. quando seco. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. O transformador é constituído por um núcleo laminado.1.1. condutores nus. Ex. 5. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt . b) transformador diferencial.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. c) disparador diferencial. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. E corrente de 220 v.  Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. Um DR é constituído.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. mas que.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. Sexo masc. para os usuários de uma instalação elétrica: a) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. Eng. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: 220 V =R . Ex. Milton Serpa Menezes .I I=? I= = 0. tem uma resistência de 400 000 Ohms. Prof. vai influenciar na gravidade do choque elétrico. uma resistência de 15 000 Ohms. quando úmido.000 10.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. b) Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas. normalmente não energizadas (ex.1. a resistência elétrica do corpo humano. um contato acidental com um ponto energizado. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso.  Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. em suas linhas essenciais. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.55 mA seco ou 0.00146 A 15. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). terminais.46 mA úmido ou 0.V) ou tensão (alta ou baixa tensão).025 A 37.3: Existem duas condições de perigo.

19) Se o disjuntor desligar. não toque em equipamentos elétricos. tendo as mãos. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. deverão ser aterradas. deve ser banido. manuais. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. inclusive. como lavanderias. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. 24) Não brincar com a corrente elétrica. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. adaptadores e tomadas em mau estado. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. de pés descalços. 10. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. ou sob a ação de um chuveiro. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. Milton Serpa Menezes . Esta regra se aplica a secadores de cabelo. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. receptores de rádio. Esta prática poderá. é de sua responsabilidade. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". além de ser uma aberração técnica. de cátodo frio fluorescente ou não. ser considerada criminosa. telefones. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. Prof. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. um fio ligado. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. desligue o ferro elétrico.  Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. 12) Se estiver no banheiro. lixadeiras elétricas. garagens ou jardins. no lar ou na fábrica. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. entre os dedos ou na ponta da língua. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). funcionam com alta tensão. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. as vestes ou o calçado molhados. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. etc. antes de religá-lo. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. 28) Todas as máquinas elétricas. tocando-o com a ponta dos dedos. como por exemplo. 8) Não trocar fusíveis por arame. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. e estiver passando roupa. fios ou moedas. Há outros meios eficientes e mais seguros. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. tais como furadeiras elétricas. Eng. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético.

35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). o que é perigosíssimo. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. em garagens. Milton Serpa Menezes . 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. após trabalhos de reparo ou manutenção. chuveiro elétrico e ferro elétrico. verifique a instalação elétrica. 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. Prof. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. Eng. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. ou quaisquer lugares de trabalho. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência.

no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. hora e local de realização das mesmas. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente.1. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. e maior o grau de risco da atividade. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3.1. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. proteção contra incêndio. Além dessa reunião mensal. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. além de realizar suas atividades normais de trabalho. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra. 11. sugerir cursos. maior será o número de participantes da CIPA. 11. fatores que influenciam nos acidentes. 11. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. 11. etc.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível.1. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. quanto maior for o número de empregados. através de eleição direta e voto secreto. 11. realizado por entidades credenciadas. atos e condições inseguras. Milton Serpa Menezes . treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. com dia. Assim.1. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. Prof.1. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. Eng. riscos ambientais. 11. evitando acidentes.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho.1.1. denunciar as situações de insegurança. com duração mínima de l 8 horas.

Para tanto sugere-se que. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT.8 A SIPAT O item 5. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. seminários. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . Construídos os objetivos.alínea e . consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde. . Portaria 3214/78. como também. e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.as políticas da empresa para o setor. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado.16 .o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. Após esse estudo. A SlPAT é uma delas. etc. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. .os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. mormente através de atividades educativas. é a forma de se obter aprendizagem real.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho. 11.1. . pretende-se que os participantes sejam capazes de: . . entre suas funções. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada.a realidade da saúde e segurança do País. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT.já se tem um bom ponto de partida para sua organização.mencionar mecanismos de controle desses riscos. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. simpósios. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. etc. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. Estabelecida essa verdade . determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. . que. Milton Serpa Menezes .participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. (104. retira-se um objetivo a ser alcançado. agindo à revelia dos companheiros. Sendo assim. conferências. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. obrigatoriamente. são utilizadas palestras.001-4 / I2) Prof. .da NR 5. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. . deverão manter. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. painéis.as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade.. a longo prazo e pela via educativa. Em geral. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. de onde se detectou uma necessidade. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. funções. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: .enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa.SIPAT".2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. no caso da utilização de palestras e conferências. com a Administração através dos representantes do empregador. . conforme já sabemos. e sobretudo com os demais trabalhadores. Eng. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. isolado.

médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. obedecido o Quadro II. técnico de segurança do trabalho. registrados no Ministério do Trabalho . em nível de pós-graduação. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. conforme a NR 27. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. Para fins de dimensionamento. em nível de pós-graduação. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. Milton Serpa Menezes . quando solicitado. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. engenheiro de segurança do trabalho. do Ministério da Educação. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. treiná-la e atendê-la.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho.MTb. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. Neste caso. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. Eng. d) auxiliar de enfermagem do trabalho . a intensidade ou característica do agente assim o exijam. observadas as exceções previstas na NR 4. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. constantes dos Quadros I e II anexos. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. a utilização. em nível de pós-graduação. anexo. pelo trabalhador. de acordo com o que determina a NR 6. b) determinar. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. d) colaborar. Para fins desta NR. f) promover a realização de atividades de conscientização.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. conforme dispõe a NR 5.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. c) enfermeiro do trabalho . e) manter permanente relacionamento com a CIPA. inclusive máquinas e equipamentos. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. desde que a concentração. b) médico do trabalho . ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. valendo-se ao máximo de suas observações. mesmo reduzido. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. exercendo a competência disposta na alínea "a". UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. além de apoiá-la. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. estimulando-os em favor da prevenção. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. os engenheiros de segurança do trabalho. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Prof. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.

V e VI. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. através do órgão regional do MTb. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. dela valendo-se como agente multiplicador. propondo soluções corretivas e preventivas. IV. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). Milton Serpa Menezes . sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. e deverão estudar suas observações e solicitações. Eng. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. e todos os casos de doença ocupacional. os fatores ambientais. quando tornar-se necessário. no mínimo. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. com ou sem vítima. embora não seja vedado o atendimento de emergência. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. Entretanto. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. Prof. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

2. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. minorar a dor e evitar complicações do problema. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. Por medida de precaução. até a chegada de um médico. Eng. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. e é preciso que sejam bem acondicionados. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. Sem ficar na dúvida. Prof. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. trabalhadores e leigos. assim como de empresários. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. os instrumentos pontiagudos como pinças. para facilitar a atuação do socorrista. embalados de forma adequada. para verificar o prazo de sua validade. considerando-se as características da atividade desenvolvida. se falar demasiado. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. Devemos.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. até a chegada do médico. tesouras. Por definição. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . suaves e seguras. não é conveniente trancá-la. ainda assim. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. medicamentos. assim. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. Todos os frascos deverão ser rotulados. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. não só arrumá-la. nas empresas. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. 12. serenas. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. soluções. Se não se diz nada. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. os primeiros socorros a um acidentado. ao invés de atrapalhá-lo. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. outrossim. No seu interior da(as) caixa(as). devido aos perigos ou processos implicados. compreensão e confiança. em locais de fácil acesso. Milton Serpa Menezes . visamos. o aumento da mecanização. organizados. tão somente. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. Na área de prevenção de acidentes. assim. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. Via de regra. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. a fim de poupar dissabores a outros socorristas. o seu manuseio. assim como as ampolas. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. entretanto.1 Dos primeiros socorros. pois. nestas circunstancias. mas. mas também repor o material utilizado. a um doente ou vítima de mal súbito. vítima de acidente ou mal súbito. facilitando. conduzindo-se com serenidade. vamos encontrar uma série de instrumentos. Entretanto é praticamente impossível anula-los. na sua forma mais elementar e eficiente.

devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. no mínimo. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. • Primeiramente. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. Milton Serpa Menezes . Se tiver que fazer um curativo. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. Eng.2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros  Instrumentos • Termômetro • Tesoura • Pinça  Material para curativo • Algodão hidrófilo • Gaze esterilizada • Esparadrapo • Ataduras de crepe • Caixa de curativo adesivo  Anti-sépticos • Solução de iodo • Solução de timerosal • Água oxigenada.2.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. 12. calmo. os seguintes materiais e medicamentos. Mantenha-se pois. Prof. 10 volumes • Álcool • Éter • Água boricada  Medicamentos • Analgésicos em gotas e em comprimidos • Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos • Colírio neutro • Sal de cozinha • Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa • Soro fisiológico  Outros • Conta-gotas • Copos de papel • Agulhas e seringas descartáveis. procure inteirar-se da lesão. Nas varias dependências da empresa. 12. e aplique o que irá aprender. As caixas devem conter. lave bem as mãos.

pode ocorrer pelos mais variados motivos. para saber quando desapertar. 6 . pó secante. 4 .de ferimentos. se o trauma rompe todas as camadas da pele.da parada cardíaca. pomadas. óleos. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. acontecendo também no trajeto residência-fábrica- residéncia.passar um anti-séptico. entra em contato com a pele. sem.  O que fazer em ferimentos. na industria. mesas. superficiais e com hemorragia moderada: 1 . O ferimento é lesão das mais freqüentes e.de envenenamentos 5º lugar . até parar a hemorragia. 7º lugar .1 Conduta O que fazer:  em ferimentos leves. graxa. como faca. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. barbantes ou corda em lugar do pano).lavar a parte atingida com água e sabão. removendo do local eventuais sujeiras como terra. Eng.colocar sobre o ferimento água oxigenada. • torcer a madeira até parar o sangramento. aplicar o torniquete. haverá uma hemorragia.lavar as mãos com água e sabão. dependendo da quantidade.4.procurar logo um Serviço Médico. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. teremos a ocorrência de um ferimento. acima do ferimento (não usar fios. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. • completar o nó acima da madeira. Sempre que ocorrer um ferimento. É importante marcar no relógio o início da compressão. cuidando em: 1º lugar . teremos uma ferida. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. 4º lugar . pela necessidade de tratamentos precisos. • fazer um meio nó. no entanto. e não pastas.da hemorragia. nos membros. poderá ser fatal.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. 2 . não deixando o ferimento descoberto.de fraturas. 3 .. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. etc. 12. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. entre os quais batidas em ferramentas. apertar demais. Prof. maquinas. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. Milton Serpa Menezes .de queimaduras 6º lugar .4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. caco de vidro. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo.da parada respiratória 2º lugar . extensos com hemorragia: 1 . ou um golpe forte. prego. aproximadamente 5cm. 3º lugar . diremos que houve apenas uma escoriação local porém. profundos. 5 . antes de fazer o curativo. produzindo rotura. quedas. 12.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo.

comprimindo bem o curativo.retirar toda a roupa do acidentado. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. Prof. sem. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. tombo. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado.colocar sobre o ferimento água oxigenada. no entanto. 3 .passar água oxigenada nas bordas da ferida. caco de vidro. Milton Serpa Menezes . 5 .afrouxar todas as roupas. etc.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo. O que fazer: 1 .ocorrendo a hemorragia..  Ferimentos na cabeça Numa queda. pode ocorrer ferimento do crânio. pomadas. através da ferida.passar anti-séptico nas bordas da ferida. 2º . 5 .lavar a parte atingida com água e sabão. também conhecido corno "galo".cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. 2 . nunca tocando nos órgãos expostos. assim como a chamada da assistência médica. etc. Num acidente. tendões. graxa. 3 . acalmando-o. O que fazer: 1º . ossos.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. nunca tocando nos órgãos expostos. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. Quando isso acontece. Eng. 7 .lavar as mãos antes de fazer o curativo.deitar a vítima de costas.  Ferimentos com exposição de órgãos internos. intestinos. Devido à extensão do ferimento.passar um anti-séptico e não pastas. 6 . 2 . óleos e pó secante. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. 6 . tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. removendo do local eventuais sujeiras como terra. apertar. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. formando no local do choque traumático um hematoma. 4 . 4 . podemos ver os órgãos internos como os músculos. sem travesseiro. molhadas com água oxigenada. 3º . pulmões.

2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. é também um de seus maiores inimigos em potencial. Em certa época da evolução. Até épocas relativamente recentes. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. Milton Serpa Menezes .1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó. o homem aprendeu a dominar o fogo. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos. 1. 4. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. 2. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. um combustível de qualquer espécie. naturalmente. grande auxiliar do homem.000 anos atrás. O método do arco e da broca não é fácil. Para produzir fogo.pedaços de cortiça. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. produzida por atrito ou pelo choque.000 anos e pelo homem de Pequim há 250. medo. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. Primeiro.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. A tocha em fogo era. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas .1. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. 3. Eng.1. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. quando sentamos perto de uma fogueira. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. para cozinhar o alimento. 13. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente.1. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. que se inflama a baixa temperatura.1. Prof. A fricção. deve haver algo para queimar. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. Ainda hoje. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. como bem sabem os escoteiros. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. superstição e adoração. 13. 13. 13. então. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. Por trás desses três fatores está o próprio homem.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. 13. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. produz calor. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. 2.1.

13. por exemplo. Necessitam para a sua extinção. defeitos nos fornos. indicando que há fogo em algum lugar? 13. Milton Serpa Menezes . b) Abafamento: Quando se retira o comburente. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. eliminaremos o fogo. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores.. Você sabe. um dos seus lados. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. Ou seja se suprimirmos desse triângulo. possivelmente estáveis. estejam acampadas. isto é. devido à falta de precaução ou descuido. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios.2 Classes de Incêndio 13.2. pilhas de madeira. como depósitos de carvão. Prof. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. Assim.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão.1. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. defeitos da ignição dos automóveis. cestos de papéis. A quarta parte restante tem causas diversas. A partir disso. madeira. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. em superfície e profundidade. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio.1. etc. Eng. 13. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). fibras.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio.

2.3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água. 13. Age por resfriamento. 13. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície. os quais. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma).1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador.. para a sua extinção. Para sua extinção. Exige-se.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. quando queimam. Prof. espuma.3. óleo. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. tintas. Milton Serpa Menezes . É boa condutora de energia elétrica. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C. gás carbônico e pó químico seco. etc. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).2. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Eng. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13.

Portanto. Sua razão média de expansão é de 1:10. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Sua razão de expansão é de 1:6. Milton Serpa Menezes . Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. porque contêm água. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Prof. são úteis nos incêndios de Classe A e B. devido a própria espuma. Eng. uma espécie de sabão líquido concentrado. devido a água e por abafamento. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. Agem por resfriamento. como estabilizador).3.

Pesa cerca de 1. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. em tubos de aço. Quando aplicado sobre os incêndios. suprimindo e isolando o oxigênio do ar. É eficiente nos incêndios de Classes B e C. incolor. inerte e não condutor de eletricidade.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado.3. inodoro. Milton Serpa Menezes . Eng. age por abafamento.3 GÁS (CO2) Gás insípido. Não dá bons resultados nos de Classe A. Prof. sob a pressão de 850 libras.

aliás. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Eng. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. o CO2 é mais indicado. segundo teorias mais modernas. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. de magnésio e outros. Milton Serpa Menezes .3. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. Contudo. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. Age por abafamento e. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. 13. Prof. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio.

20m (um metro e vinte centímetros). circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. 2° Comprimir o gatilho da pistola.004-2 / I2) Prof.Pressão Injetada . (123. Milton Serpa Menezes .003-4 / I1) 2. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança. em caráter permanente e completamente desobstruídos.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1. 1. (123. em caso de incêndio. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo .002-6 / I2 ) 2. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. Eng. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. Disposições gerais. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos. com largura mínima de 1.2. (123.1.20m (um metro e vinte centímetros). Onde não for possível o acesso imediato às saídas. 2° Comprimir o gatilho da válvula. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio. deverão existir.4. Modelo Pressurizado .Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança.1.1 NR 23 .001-8 / I3) 2.3. 13. em caso de emergência.4 Medidas de Prevenção: 13. em número suficiente e dispostas. (123.

em caráter permanente. que entrave o seu acesso ou a sua vista. Em hipótese alguma. 8. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. (123. (123. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa.7. deverá ser fechada a chave. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. (123.2.018-2 / I3) 4. ou portas corrediças horizontais. 2. (123. Durante as horas de trabalho. aferrolhada. ou presa durante as horas de trabalho. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. e segundo a natureza do risco. deverão ter rampas que os contornem suavemente e. ou saída. indicando a direção da saída.008-5 / I2) 2. com largura mínima de 1. 6. automáticos. As portas verticais. não se tenha de percorrer distância maior que 15.021-2 / I3) 7.009-3 / I2) 2. 3. diretamente. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. Poderão ser exigidos.8. (123.007-7 / I2) 2. Combate ao fogo. (123. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados.010-7 / I2) 3. (123. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. 8.1. de mãos ou externas de madeira. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio.9. As aberturas. próximo à chave de interrupção.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno.016-6 / I2) 3. Quando não for possível atingir.013-1 / I2) 3. 7.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. Exercício de alerta. ao se abrirem. Milton Serpa Menezes .019-0 / I2) 5. Os poços e monta-cargas respectivos. 4.1. Todas portas de batente.011-5 / I3) 3. as portas de saída. não impeçam as vias de passagem. Eng. mesmo ocasional. (123.5. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. mesmo fora do horário de trabalho. neste caso.1. 7. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo.024-7 / I2) Prof. (123.1 Todas as escadas. (123.005-0 / I2) 2. não serão consideradas partes de uma saída. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato.5. vias de passagem ou corredores. Os pisos.1. (123. devem: a) abrir no sentido da saída.7. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. (123.022-0 / I1) 7. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos.006-9 / I1) 2.014-0 / I2) 3. deverão existir. Portas. (123. de níveis diferentes. para mais ou menos. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. d) atacá-lo o mais rapidamente possível.020-4 / I2) 6.3.4.1. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. ou do local de trabalho.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos.017-4 / I2) 3. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. (123.6. (123. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo. no sentido do da descida.3. pelos meios adequados. requisitos especiais de construção.015-8 / I2) 3. Escadas em espiral. Portas corta-fogo.4. (123. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho.7. (123. Estas distâncias poderão ser modificadas.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos. se houver instalações de chuveiros sprinklers. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo. As portas de saída devem ser de batentes. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros. Nenhuma porta de entrada.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas.6. 5. tanto as de saída como as de comunicações internas. (123. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme. cabe: a) acionar o sistema de alarme.2. entre elas e qualquer local de trabalho.1.6. Tão cedo o fogo se manifeste. (123. 3. Escadas. (123.1. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. Ascensores. as passagens serão bem iluminadas. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente.

sem aviso e se aproximando. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário.035-2 / I2) 10. etc.. vernizes. fios.. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. titânio. fibras. de preferência. (123. nos fogos das Classes B e C.1. (123. a qualquer tempo. segundo as características do estabelecimento. madeira. (123.040-9 / I2) 13. 10. quadros de distribuição. a fim de assegurar uma inundação eficaz.028-0 / I1) 8. (123.030-1 / I1) 8. (123. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas. Extintores.3. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego.2. (123.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados. como: tecidos. Será adotada. etc. preferencialmente.034-4 / I2) 10. (123.2. Milton Serpa Menezes . Extintores portáteis. b) nos fogos da Classe C.039-5 / I2) 13.1. Classes de fogo. (123. salvo quando se tratar de água pulverizada. não deixando resíduos. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. capazes de prepará-los e dirigi- los. Todos os estabelecimentos.INMETRO. 10. Extinção por meio de água. (123. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos.2. (123. porém o pó químico será especial para cada material.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B. (123. extinguir os começos de fogo de Classe A. a fim de combater o fogo em seu início.033-6 / I2) 10. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. Classe C . (123. a fim de. (123. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. 13.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. como óleo. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C.1.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. a fim de evitar o acúmulo de resíduos. (123. a seguinte classificação de fogo: Classe A .2. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros. graxas. Normalização e Qualidade Industrial . será usado o extintor tipo "Químico Seco".4. bem como os guardas e vigias.032-8 / I2) 10.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. e que deixam resíduos. c) nos fogos da Classe D.041-7 / I2) Prof. (123. 9.036-0 / I1) 11.029-8 / I1) 8. Classe D . Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados.5. 12. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. (123. tintas. Um espaço livre de pelo menos 1.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados.1. os exercícios devem se realizar periodicamente. com ordem da pessoa responsável.031-0 / I1) 9. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado. etc. transformadores.5.elementos pirofóricos como magnésio. das condições reais de luta contra o incêndio. deverão ser providos de extintores portáteis.1. 10.5. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção.037-9 / I2) 12. Classe B . freqüentemente. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.1. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. papel. (123. Eng.027-1 / I2) 8. gasolina. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. 11. mesmo os dotados de chuveiros automáticos. Nos incêndios Classe D. o mais possível. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia.3. zircônio.4. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. 9.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. Tipos de extintores portáteis.038-7 / I3) 13.

(123. vermelha. (123. (123. facilmente quebrável. 15. (123.3. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura.060-3 / I1) 17.3. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. Inspeção dos extintores.5. (123. O extintor tipo "Água Pressurizada". Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho.058-1 / I1) 17.4. data para recarga e número de identificação.6. (123.056-5 / I1) 17.5.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. (123.6.055-7 / I1) a) de fácil visualização.4.00m x 1. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. 17. (123. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". com bordas amarelas.16. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios.046-8 / I2) 14. (123.062-0 / I3) 18. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo. (123. examinando-se o seu aspecto externo. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês.3.064-6 / I1) 18.00m (um metro x um metro).065-4 / I1) 18. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente. Quantidade de extintores. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas. (123. Localização e sinalização dos extintores. (123. (123.043-3 / I2) 13. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1.057-3 / I1) 17.5.050-6 / I2) 14. (123. b) de fácil acesso. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo).066-2 / I1) 13. 17. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. os lacres. Eng. 14.2.047-6 / I2) 14. (123. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos. Nas ocupações ou locais de trabalho.1. deverá ser providenciada a sua recarga.045-0 / I2) 14.7. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D.044-1 / I2) 13. com data em que foi carregado. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga.059-0 / I1) 17.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof.1. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado. Milton Serpa Menezes . (123. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. Essa área deverá ser no mínimo de 1. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. (123.042-5 / I2) 13.2.052-2 / I2) 17. Sistemas de alarme.063-8 / I2) 18. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.1. (123.4. (123.6.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso.4. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros.048-4 / I2) 14.4. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica.1. 18. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23.061-1 / I1) 18.051-4 / I2) 15. (123.2. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. deve ser usado em fogos Classe A. (123.5.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. (123. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. ou "Água-Gás".7.049-2/I2) 14.

Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. abra a casa para ventilar o local. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. Prof. • Diga o que está acontecendo. saia imediatamente. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. não risque fósforos. Milton Serpa Menezes . • Saiba a localização dos extintores de incêndio. evitando o pânico. • Saia pela escada. não ligue ou desligue luzes. • Fora do prédio. endereço e um ponto de referência. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. para posterior confirmação da ocorrência. • Quando não estiver utilizando o fogão. sem escancarar portas e janelas. • Ao sair de casa. nunca por elevadores. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. Eng. • Nunca instale cortinas perto do fogão. óleo. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. • Tendo verificado vazamento de gás. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. jamais retorne. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). gasolina. não sendo possível apagá-lo. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. Coloque-se onde possa ser visto. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. graxa. procurando usar tubulações metálicas 13. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. etc. Não use Benjamins "T". UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. • Em hipótese alguma salte do prédio. • Use o extintor de incêndio. deixe a válvula de gás desligada. • Respeite os avisos que proibem fumar. Alguém pode estar precisando de real ajuda.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. depois abra o gás. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão.4. O Socorro sempre chega. • Preso numa sala. • Em caso de muita fumaça. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. evitando que o fogo se propague. chame o Corpo de Bombeiros.

NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. Milton Serpa Menezes . são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL - PCMSO.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO .304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa.304 Ufir Prof. forma de registro. Eng. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores. de mudança de função. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS - PPRA. periódico. demissional.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. estratégia e metodologia de ação.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. manutenção e divulgação dos dados. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. no mínimo: o planejamento anual. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. de retorno ao trabalho. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. O PCMSO deve incluir. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. entre outros.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.