UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Nos últimos momentos do século XVIII. devendo esta. Milton Serpa Menezes . em 1970. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. também. por conseguinte. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. empresários. é bem verdade. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. amparar a vítima do acidente. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. de outro lado. através de críticas violentas. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. de fato. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. a inexistência de limites de horas de trabalho. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. A sofisticação das máquinas. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. No Brasil. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. mas também de mulheres e crianças. Eng. atravessamos os mesmos percalços. embora tivéssemos já a experiência de outros países. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. da gravidade desses acidentes. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. técnicos e governo. Ao mesmo tempo. gases. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. em menor escala. o que fez com que se falasse. Esse notável romancista inglês. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. Nessa época. O trabalho em máquinas sem proteção. lamentável a situação que enfrentávamos. Pouco a pouco. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. Na Inglaterra.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. sendo esta duração. cujo texto. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. Por ser um direito de todos os trabalhadores. considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. serviços inadiáveis e greve abusiva). Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). 4%. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. na admissão ou permanência no emprego. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores. Entre uma jornada de trabalho e outra. visual e mental. deve ser observado um descanso de onze horas. no capítulo que trata dos Direitos Sociais.º 3. ou IV – mais de mil empregados. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais. este deve ser de vinte e quatro horas. Segundo o Artigo 36. III – de 501 a mil empregados.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. . por meio de normas de saúde. para os efeitos de aplicação.741 de 01 de outubro de 2003.296 de 02 de dezembro de 2004. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. Milton Serpa Menezes . do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). inciso XXII. isto é. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. em seu Artigo 7º. 2%. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas.214 de 08 de junho 1978. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. para comprovação de esterilidade ou gravidez. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). auditiva. em qualquer atividade privada. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. de forma detalhada. II – de 201 a 500 empregados. assegura a todos os trabalhadores. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. Prof. do Artigo 154 ao 201. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. . conforme expressado no Estatuto do Idoso.exigir atestado ou exame. higiene e segurança”. 3%. Lei Ordinária Nº 10. Aos trabalhadores idosos. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. Durante a jornada de trabalho. As empresas que adotam o trabalho noturno. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos. perigoso ou insalubre. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 5%. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. sendo vedado o trabalho noturno. através da Portaria N.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. preferencialmente aos domingos. e a pessoa com mobilidade reduzida.horário especial para o exercício das atividades. 1. urbanos e rurais. de qualquer natureza. Considera-se.298 de 20 de dezembro de 1999. . não excedente a oito horas diárias. que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e.5. conforme Decreto Nº 3. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. Eng.5. podemos destacar que é vedado ao empregador: . de 13 de julho de 1990.

A aplicação de todas as Normas. Considera-se empregado a pessoa física. Também é obrigação do empregador: (. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. setor de serviço. remuneração e condições especiais.5. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. para o trabalho ocasional. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. pelo referido Órgão. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. antes de iniciar suas atividades. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. uma saleta de amamentação. Prof. ou ainda embargar a obra. 1. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. da LBA ou de entidades sindicais”. Os locais para amamentação “deverão possuir. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. com outras entidades públicas ou privadas. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. no mínimo. Milton Serpa Menezes . durante a jornada de trabalho.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. que atua com habitualidade e subordinação. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. pelas próprias empresas. do SESC. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. ao empregador. para aplicação. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. de forma pessoal e mediante salário. naquilo que lhe for competente. um berçário. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. ou a cargo do SESI. ressaltando que. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia. máquina ou equipamento. de meia hora cada. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. ou 25 quilos. fornecido pelo empregador. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. durante a sua vida profissional. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. sem prejuízo do emprego e do salário”. em regime comunitário. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual.. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. Eng. Após a inspeção. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. pelo menos 30 mulheres. a mãe terá direito a dois descansos. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações.. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. comum a todos os estabelecimentos novos. iniciativas prevencionistas. com mais de 16 anos de idade. diretamente ou mediante convênios. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. dispõe que os mesmos. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. para o trabalho contínuo.) nos estabelecimentos em que trabalharem.

Sugere-se. nos locais. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. de uso individual utilizado pelo trabalhador. na qual podemos destacar que: . com Certificado de Aprovação (CA). com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. impermeável e protegido contra umidade. Prof. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas. onde houver necessidade. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. contra quedas. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. . de acordo com as determinações municipais. .devem dispor de material antiderrapante. o EPI adequado ao risco. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores.usar o EPI. efetuar controle individual de entrega de EPI. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. . obrigatoriamente. e para atender as situações de emergência. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. .os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. em especial com o PCMSO.fornecer. Cabe ao empregado: . os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando. atendendo as condições de conforto. com sua especificação. apenas para a finalidade a que se destina. salubridade e segurança.adquirir o tipo de EPI. . Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. guarda e conservação. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. Milton Serpa Menezes l) . .usá-lo. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. Cabe ao empregador: . órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. pé direito. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. aos empregados. adequado a atividade do trabalhador. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. com mais de 50 empregados. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto.os locais devem ter a altura do piso ao teto.os pisos. responsabilizando-se por sua guarda e conservação. devendo estar articulado com as demais NR. ao empregador. sem ônus ao empregado da empresa. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. gratuitamente. além de orientar e treinar sobre seu uso. em decorrência do embargo ou interdição. o SESMT. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. além de haver guarda-corpo de proteção. datada e assinada pelo trabalhador.

Eng.2 da respectiva NR. ano de fabricação. salvo se o movimento for indispensável à sua realização.3. cordas. permanentemente. no interior dos locais de trabalho..60 e 0. Sinalização de Segurança. entre outros. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. Esta NR se aplica às fases de geração. Prof. Todo vaso de pressão deve possuir.80 metros. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. no mínimo.3. talhas. equipamentos contra incêndio. haja uma faixa livre variável de 0. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. em local de fácil acesso e bem visível.3: (.. entre outros. registro de segurança. as seguintes informações: fabricante. com nome e fotografia do trabalhador. construção. no estabelecimento onde estiver instalado..70 a 1. distribuição e consumo. operação. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. com validade de um ano. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados.7: (. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26. pressão máxima de trabalho admissível. e as que conduzem às saídas devem ter. Milton Serpa Menezes r) . Conforme exposto no item 11. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). incluindo as etapas de projeto. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. placa de indicação indelével com. saídas de emergência.1. substituindo-se as suas partes defeituosas”.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas. tais como empilhadeiras. elevadores de carga. em local visível.) as vias principais de circulação. p) NR 11 – Transporte. montagem. relatório de inspeção. 1. transmissão. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação. a limpeza. número de identificação. movimentação. projetos de instalação ou reparo. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”.1. De acordo com o disposto no item 13. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico. Conforme descrito no item 12. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. “especial atenção será dada aos cabos de aço. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. correntes. Os reparos. mediante técnica de análise de risco. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. direta ou indiretamente. no mínimo.30 metros.6.8.. código de projeto e ano de edição.1. pressão de teste hidrostático.

. cabendo ao empregado optar por um dos dois. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. páginas 201 a 207.20%. que estejam acima dos limites de tolerância. Milton Serpa Menezes s) . será considerado o de grau mais elevado. apresentada na parte IV (Programas e Ações). fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. . equivalente a: . páginas 160 a 161. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria. para insalubridade de grau mínimo.10%. não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. Na periculosidade. Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. deve haver local apropriado para vestiário. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. Eng. Cozinha Quando houver refeitório. Prof.40%. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. nos quais a atividade exija a troca de roupas. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. condições ou métodos de trabalho. por sua natureza. para insalubridade de grau máximo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. Refeitório Por ocasião das refeições. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. para insalubridade de grau médio. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. iluminação e fornecimento de água potável. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. por sua natureza ou métodos de trabalho. com requisitos de limpeza. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. arejamento. em condições de risco acentuado.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. apresentada na parte IV (Programas e Ações). dotado de armários individuais. observada a separação de sexo e provido de bancos. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. É indispensável que os funcionários da cozinha. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. vestiários e refeitórios devem possuir. sem acréscimos resultantes de gratificações. emitindo um “Relatório de Inspeção”. instalações sanitárias e locais insalubres.

de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. no máximo. parágrafo único da CLT. Azul Identifica a canalização de ar comprimido. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. bb) NR 30 . A empresa terá um prazo de 10 dias. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. a partir da notificação. Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. equipamentos ou medidas adequadas. 60 dias. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.Segurança do Trabalho – 6.Medicina do Trabalho – 3. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. aa) NR 29 . poderá notificar os empregadores. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. embaraço ou resistência à fiscalização. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. z) Prof. localização de EPI. dispositivos de segurança e canalização de água.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. a fim de não ocasionar distração. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. dd) NR 32 . exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. direta ou indiretamente. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. Eng.782 UFIR. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. que deverá ser de.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. silvicultura. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente. pecuária. Pecuária Silvicultura. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. Milton Serpa Menezes . como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). confusão e fadiga ao trabalhador. cc) NR 31 . Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias. coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro. que poderá ser estendido até 120 dias. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho.304 UFIR. conforme os seguintes valores estabelecidos: . bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. . Em caso de reincidência.

mesmo que estas surjam durante a vida laboral. imediatamente. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. subaguda ou crônica.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. durante a jornada de trabalho. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. assistência. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. ou perda..5. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado.mpas. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS.). disfunção ou síndrome de evolução aguda.213 de 24 de julho de 91. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. trajeto. 337. de natureza clínica ou subclínica. Prof. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito. que altera o Regulamento da Previdência Social. recuperação.. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS.Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. ou redução permanente ou temporária.. transtorno de saúde. Nos casos de acidente de trabalho. 1. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. distúrbio. Art. avaliação. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo.042 de 12 de fevereiro de 2007. à autoridade competente. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado.br). há três tipos de CAT: inicial. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (.212 e 8. REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. A título de classificação para registro. comunicado anteriormente ao INSS.. § 4º (. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte. que possua meios limitados de entrada e saída. que estão acima do limite de tolerância. na forma do § 3º. ou doença profissional ou do trabalho. por meio de formulário específico (anexo).4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde.) considera-se agravo a lesão. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional.. Milton Serpa Menezes . pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. independentemente do tempo de latência.).367 de 19 de outubro de 1976). protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. ee) NR Nº 33 . doença. inclusive morte. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. de reabertura e de comunicação de óbito. Eng. monitoramento e controle dos riscos existentes. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho.. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. e Decreto Nº 6. e todas as ações de promoção. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho.gov. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico.

5º. apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). Aquele que. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física.C.2º. análises – qualitativa e quantitativa. Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP. identificação. . do Ministério do Trabalho. 927. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. Seção III. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. Milton Serpa Menezes . de 10 de janeiro de 2002. . 186 e 187. Para que haja o ato ilícito. trabalhadores avulsos e cooperados. registros ambientais e resultados de monitoração biológica. de acordo com a Lei Nº 10. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . causando dano patrimonial ou moral. Código Civil (C. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3. . atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. C. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador.4º.): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art.). conclusão (caracteriza o laudo. por período. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. do INSS/DC.213/91. que temos expresso. gerando a responsabilidade civil. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. que estabelece padrões para elaboração de laudos. com poderes especiais. causar dano a outrem.C.311. Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. quais sejam: . de 15 de janeiro de 2004). e o próprio PPP. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. medidas de controle. omissão voluntária. fica obrigado a repará-lo.406. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este.5. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos. descrição do ambiente de trabalho. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne. Eng. . . 1. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. entre outras informações. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica. . ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. por ato ilícito (Arts. quadro descritivo. de 29 de novembro de 1989. . devendo estar sempre atualizado.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7).212 e 8. quando da rescisão do contrato de trabalho. negligência ou imprudência.1º. (Instrução Normativa Nº 99. por ocasião da avaliação global. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03.3º.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. contendo a indicação dos responsáveis técnicos. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. Prof. cópia autêntica deste documento”.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). O LTCAT.6º. dados administrativos.

Desta forma. de 01 de junho de 1983. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia. ou sobre quem seja o autor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. de três meses a um ano. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. podemos destacar da Resolução CONAMA n. todas obrigatórias. é necessário que haja uma vítima determinada. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. Haverá obrigação de reparar o dano..) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. risco para os direitos de outrem. Além deste tipo de responsabilidade. contra o autor do crime. para que haja a responsabilidade criminal. através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). Pelos artigos acima citados.938.5.. conforme Artigo 20 do referido decreto.º 357. até o julgamento definitivo daquela. do dispositivo legal. de 17 de março de 2005. por autoridade ambiental competente. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. não é um documento obrigatório. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. instalação e operação. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. observando os planos federais. em desacordo com as normas legais. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. estaduais ou municipais de uso do solo. para caracterizar o ato lesivo. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. por sua natureza. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. em seu Artigo 64. se o fato não constitui crime mais grave. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora. independentemente de culpa. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. Milton Serpa Menezes 1. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP).351. demonstrada a culpa. Porém. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. aquele que causar dano a outrem. é expresso pelo Código de Processo Penal. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. de 31 de agosto de 1981. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. nos casos especificados em lei. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. Parágrafo único.6 . porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento. Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. a instalação. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. autorizando o início da construção e implantação da empresa. Eng. O objeto jurídico. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. estará obrigado a indenizar. Parágrafo único: Intentada a ação penal. 132. que: (. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria.

será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional. facilitar ou ocultar a prática de crime). Constatada. A pessoa jurídica que permitir. subvenções ou doações. após considerado instrumento do crime. poderá ter decretada sua liquidação. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. interdição temporária do estabelecimento. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. onde seu patrimônio. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. recolhimento domiciliar.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. que são: suspensão parcial ou total das atividades. Eng. manutenção de espaços públicos. Penas restritivas de direito. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções.605. proibição de contratar com o Poder Público. devendo. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. portanto. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. de 12 de fevereiro de 1998. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. através de perícia. Milton Serpa Menezes . após transitado e julgado o processo. Prof. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. bem como dele obter subsídios. obra ou atividade. Prestação de serviços à comunidade.

c) ato de imprudência. o que ocasiona sempre perda de tempo. para efeito de lei. portanto. IV . pela lei brasileira. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. de negligencia ou de imperícia de terceiro.o acidente que. seja qual for o meio de locomoção utilizado. portanto. de acidentes que.1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. porém.a doença profissional ou do trabalho. inclusive companheiro de trabalho. "Art. ligado ao trabalho. Para a legislação providenciaria. essa definição não é satisfatória. 131 . Também são igualados. mais ainda.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. a definição é dada pelo Decreto n0. III . perturbações ou doenças. tais como danos materiais (aos equipamentos. ou a redução da capacidade para o trabalho. Legalmente. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. Do ponto de vista prevencionista. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. 2. no exercício de sua atividade. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. as doenças do trabalho. Outras conseqüências podem advir.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. II . direta ou indiretamente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. Há casos. Milton Serpa Menezes . os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. c) em viagem a serviço da empresa. inundação ou incêndio. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). embora não tenha sido a causa única. 2. Prof. as lesões. perturbação funcional ou doença). perturbação funcional ou doença. entretanto. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. Como se vê. inclusive companheiro de trabalho. em intervalo do trabalho. ou seja. de 05 de março de 1997. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". constantes ou não de relações oficiais. lesão. Eng. o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. d) ato de pessoa privada do uso da razão.o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. V . b) ofensa física intencional. Pode-se notar. podem ser encarados como tal: "I . O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado.172. etc. produtos fabricados. e) desabamento. estes sob certas condições. e.

não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. Em todos os casos. ao legislador interessou. pois além do homem. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. outros fatores de produção. a queda da caixa. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. Milton Serpa Menezes . Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. mais caro se torna substituí-lo. embora não tenha ocasionado lesão. aposentado precocemente por incapacidade permanente. operações de soldagens. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. constitui um acidente do trabalho. Assim. veículos de transporte são exemplos desses riscos. ou de indenização. equipamentos e tempo. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. podem ser envolvidos nos acidentes. Do exposto. Na última. o que já é um acidente (queda da caixa). ou não. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. Na segunda. Por exemplo. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. em que ocorreu. perda de material. que interfere na produção. Prof. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. Por exemplo. ocorreu tão somente. estará afastado a quase totalidade dos outros. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. em virtude. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. causando perda de tempo. Em outras palavras. bem como a um custo menor. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. aqueles serem muito mais numerosos que estes. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. lesão no trabalhador. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. como máquinas. ferramentas. a lesão no homem. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. teremos um acidente mais grave porque. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. porém. Em síntese. Eng. se forem eliminados estes. houve dano físico. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. Um empregado acidentado. de como já vimos. o que. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. Quanto mais especializada a sua função. perda de tempo. em certo momento. garantindo-lhe o pagamento de diárias. nesse caso. pois este se danificou. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. ela não teria atingido o seu pé. o acidente. A política governamental dos últimos anos. através de uma compensação financeira. inclusive. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. Na definição legal. manutenção do mesmo. automaticamente. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. além da perda de tempo. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. deixa cair a caixa. é também um exemplo de acidente. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. além da perda de tempo e/ou perda material. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. do que tirar o pé na hora em que caísse.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. Equipamentos elétricos.

Se uma pilha de sacas de café. Prof. Milton Serpa Menezes . qualquer ocorrência não programada. causando perda de tempo. desabar e atingir um empregado. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. mal estocada. constitui um acidente do trabalho. que interfira no processo produtivo. Eng. causando-lhe alguma lesão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. Em outras palavras. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu.

Portanto. inerentes às instalações. Ao se estudar os atos inseguros praticados. Vários autores. etc. devem ser analisadas todas as causas. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). Prof. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. cursos de primeiros socorros. a simples analise de risco ou estatística . como inundações. Condições inseguras. recomenda-se. ainda.. A ocorrência de uma única morte. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. portanto. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. principalmente no campo da engenharia.. transporte e manuseio de materiais. se removido a tempo teria evitado o acidente. temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. 3. • Abusos. tempestades. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. Até o presente momento. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. são capazes de. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. • Manutenção. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. de trabalho produtivo. eles. brincadeiras grosseiras. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos. desde a mais remota. Segundo estatísticas correntes. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. responsável pelo acidente. Milton Serpa Menezes . mesmo que não acuse nenhum acidente. Estudos técnicos. em média. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. etc. 2. integram uma política de segurança. No nosso entendimento.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. ou o dano. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. como máquinas e equipamentos. As formas de comportamento. isto é. vio1ação essa. nenhuma das máquinas construídas. • Permanecer embaixo de cargas. Quando se fala. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. Os acidentes não são inevitáveis. são causados. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. informações sobre ordem e limpeza. além da perda para a família do trabalhador. na analise de um acidente. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. sinalização. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção. através da eliminação a tempo de suas causas. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. 3. uma pesquisa bibliográfica. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. na maioria das vezes. e portanto possíveis de prevenção. Eng. eliminar as condições inseguras. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. com o tempo. Atos inseguros. Sob o ponto de vista prevencionista. não surgem por acaso. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. cor na segurança do trabalho. levantamento. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu. do elemento homem.000 dias. causa de acidente é qualquer fator que. Eventos catastróficos. antes mesmo que ocorram acidentes. porém. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista.

inseguro ou de forma incorreta (não segura). Insta1ações mal feitas ou improvisadas. etc. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. sobrecarga sobre o piso.). ou instalações elétricas. irregularidades técnicas.. Prof. • Ventilação inadequada ou incorreta. por ser perigosa. habilidades motoras. quando devidamente solada do contato com as pessoas. A corrente elétrica. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade.1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa.3. em outras palavras.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano. • Iluminação inadequada ou incorreta. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos. não. de maneira a tornalos ineficientes. 3. fios expostos. escorregadio. passagens obstruídas. 3. etc. maiores serão os riscos de acidentes.3. carência de dispositivos de segurança e outros. Milton Serpa Menezes . • Operação de máquinas a velocidades inseguras. tubulações (encanamentos). Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. • Uso de equipamento inadequado.). a eletricidade. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. qualidade inferior. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. não pode ser considerada uma condição insegura. defeitos. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. Eng. 3. Aí se incluem as capacidades sensoriais. .3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes. congestionamento de maquinaria e operadores.3 3. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. são condições inseguras. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. 3. a energia elétrica em si.3. • Processos. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. pisos. no entanto. cortante. corroído. etc. escadas. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. fraturado.Projeto ou construções inseguras. armazenagem.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. as falhas.

em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores. layout.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado. 3. Ex.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes. iluminação adequada. doenças. tende a reduzir os acidentes. Milton Serpa Menezes .7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento.: problemas familiares e econômicos.3. 3.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex. ausência de ruído.: seleção inadequada. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho.3.3.3. que prejudica o desempenho. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. contribuem para redução de acidentes. falha ou falta de treinamento. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. 3. Prof.3. alcoolismo. em um instante a atenção é necessária. Ela é agravada pela monotonia da tarefa.

o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. um de idade avançada e outro jovem. tornaria necessário. sonares.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. os radares. tornando-se seu trabalho mais eficiente. Milton Serpa Menezes . Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. com o uso de uma das mãos do operador. de forma a preocupar os altos escalões militares. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. boa saúde. analisando a eficiência de dois empregados. surgiu urna nova ciência . sob o ponto de vista anatômico. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. Nessas condições.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. A Medicina do Trabalho. Adaptação dos instrumentos. devido. a Higiene industrial. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. etc. em uma obra. Organizaram-se então equipes de engenheiros. Como conseqüência. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. mediante o uso de ambas as mãos. no caso. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. antropométricas e biomecânicas do homem. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. submarinos. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. Desta forma. Imaginem ainda. Na Segunda Guerra Mundial. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. A Psicologia. distante do já existente.. para execução do guilhotinamento. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los.a pá . Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. Prof. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. 4.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. por exemplo. de forma a: 4. a Física. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. antropométricas e biomecânicas do homem.a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). para o exame destes instrumentos e máquinas. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . por exemplo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. Da mesma forma. Desta forma. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. os parâmetros do comportamento humano. etc. a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. a mesma motivação para o trabalho. fisiológico e psicológico.ao jovem. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. médicos e psicólogos. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior. a adaptação de um segundo botão. de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. Eng. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões. quando de seu uso.

incluem a Ergonomia no seu currículo. Milton Serpa Menezes b. Eng. em Estocolmo. 4. URSS.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos.6 Classificação da Ergonomia a. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. os EUA e a Europa descobriram que. e destinados a engenheiros e médicos. 4. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. a ERGONOMIA. a Ergonomia está apenas no inicio. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. em caso de acidentes. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. e entre eles podemos destacar: USA. Mediante estas Portarias.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. a produtividade e a rentabilidade. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. Em 1949. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO". nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. . • Aumentar: o conforto do trabalhador. os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. os instrumentos. Tchecoslováquia e Polônia. existentes desde 1973. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. as condições e o ambiente de trabalho. Portanto. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. Prof. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. ministrados em várias universidades brasileiras. Além disso. Em 1961. 4. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. ou seja. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. Inglaterra. 4. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. Holanda. Bélgica. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos.5. França. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido.

devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. que fornece dados referentes à função. c. calor. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). sexo.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. Milton Serpa Menezes . características dos lugares de assentamento.8 Pesquisas ergonômicas 1 . • características ambientais: luz.). • variáveis dependentes: velocidade. processa-as e transforma-as em ações de comando. etc. Ex. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente. é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. Quando a ação é acompanhada pela função receptora.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back).Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. • indiretas: por simulação em laboratório. tensões musculares e aspectos subjetivos. Prof. forma e identificação dos comandos. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. em relação á Máquina. botões.. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. Ex. Eng. que se complementam para executar urna determinada função. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância.: No Brasil. ruído. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. biomecânícas. pedais. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). posição. o Homem possui. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. atividade ou ambiente de trabalho já existente. Desta forma. 4. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. das quais as principais são a visão e a audição. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. etc.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. postura no trabalho. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. idade. por exemplo. na operação de uma máquina. através das células nervosas (neurônios). Portanto. etc. 2 . tipo de equipamento utilizado pelo operador. erros. Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. médico e antropométrico do operador. vibrações. • mistas: uso das formas diretas e indiretas. umidade. Comparativamente. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. características das superfícies de trabalho. e outras como olfato. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. treinamento. psicológicas. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como. onde são processados. 4. 3 . paladar e sentidos cinestésicos. etc. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. fisiológicas. demais aspectos: constantes. tato.

toda a população dos utilizadores. pesos. evidentemente.9. forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. ou seja. em geral. Utiliza. Por isso um projeto objetiva. ou seja. dentro de um limite ótimo de custos. Milton Serpa Menezes . Ou ainda. Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. ângulos. neste âmbito. O ideal.2 4. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros. conforme ilustrado pela Figura abaixo. ainda. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável.9. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos.9.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. No projeto de arranjo e espaço de trabalho. aceleração.9. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. estudando. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. em principio. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. os dados da Biomecânica. Observem Prof. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. 4. bem como de equipamento. Entretanto.9. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. Mas isto. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%.9. técnica e economicamente. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. para esta faixa.4 4. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria.3. é tecnicamente inviável. a sua adaptação às características dimensionais de. velocidade. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. Eng.3 4. 4.9 4.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. diâmetros. uma faixa de 100%. no mínimo.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. 90% dos utilizadores. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. em geral.

9 59.5 52.4 47.63 1.97 m de altura e 136kg de peso Prof.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.0 19. um controle que fosse alcançável por um operador médio.0 52.7 49.7 52.9 28.1 44.6 27.1 22.8 22.3 42.1 9.6 30.9 46.6 41.5 17.6 9. condições insatisfatórias para o trabalho.7 12.0 56.4 59.8 91.3 43.0 36. Eng.9 63.9 10.2 14.1 9.3 39. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.8 35.0 50.61 1.83 52 70 95 81.1 74.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.7 9. os extremos da população são mulheres com 1.6 41.5 54.0 20.3 85.5 38.3 22.6 28.9 59.7 64.9 25.4 28.2 20.4 78.5 37.6 10.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.3 26. apenas adultos masculinos.6 56.7 12.6 44.6 58.7 46.6 23.6 95.6 94.2 37.5 20.6 24.8 58. mas também em termos de percentuais.1 96. ou seja.6 46.9 74.0 53.2 48.51 1.0 38. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).6 51.0 42.7 34. especificamente a um destes tipos de população.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios".7 8.5 17. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.8 24.9 27.0 50.4 26.1 45.0 33.84 59 75 98 85.74 1. teríamos.4 69.7 64.7 8.8 20.7 12.3 54.3 88.3 36.69 1.2 52.3 33. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).7 46.2 52.2 50.6 42.1 46.7 81.8 72. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local.6 43. Milton Serpa Menezes . para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.54 1.2 52.3 41. na maioria das vezes.3 85.0 43.3 70.4 80.4 78.4 79.0 74.0 49.1 23.3 38.8 44. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.2 14.4 28.4 14.6 54.4 9.3 25.8 89.4 34.7 36. 5% e 95%.9 48.7 53. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).5 84.0 35.1 42. Do mesmo modo. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.8 23.6 58.2 64.7 17.9 42.2 84.0 49.9 61.3 39.6 90. Por exemplo.4 97.0 84.2 21.7 41.6 27.6 31.71 48 62 86 80.3 38.

entretanto. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%). é a região que suporta os esforços mais severos.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. FIGURA 3 . causando hérnia de disco. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. por não interessarem ao nosso estudo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). ainda. menos resistentes para trás. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. No caso desta medida do lugar de assentamento. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. acrescida das medidas do sapato. ou seja. teríamos. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. Paradoxalmente. dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. se ela for tomada baseada no padrão 95%. poderíamos determinaras demais medidas. e há tendência de recalque do núcleo para trás. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. enquanto os bordos posteriores se afastam. Há que se observar.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único. Milton Serpa Menezes . 4. do homem padrão 95% (medida 0).6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. teríamos sérias dificuldades na sua execução. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. 95% da população. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. na parte inferior das coxas. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). 4. Eng. • Largura da base de assentamento: medida B. em detalhes. tanto em posição sentada como em pé. Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. Prof. ou seja. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional.9. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. A Figura a seguir mostra. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco. os discos interverterias.

assentos e áreas de trabalho inadequados. Milton Serpa Menezes . Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. Eng. A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras.

Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. a musculatura dos olhos. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. a seguir. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. Ao contrário.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. pequenos e precisos. por exemplo. Tendo em vista este objetivo. FIGURA 6 . os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. Eng. Prof. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. as quais abrangem as suas características motoras. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. 4. A contração e o relaxamento alternado de músculos. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. fornecemos. Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando. ao contrário dos músculos das pernas. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada. trabalho dinâmico. tem ação com movimentos rápidos. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina. Milton Serpa Menezes . pedais. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. isto é. isto é. Para que o desempenho deste sistema seja adequado. etc. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. trabalho estático. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o.11. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. Assim.11 Movimentação de pesos 4.

Eng. portanto.11. a empresa. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. em relação á horizontal. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. a sociedade e a nação. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. Torna-se. conforme Hunsicker. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. em sua grande maioria. Figura 8 forças do braço em kgf. Prof. Estas lesões.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. para varias direções e sentidos de movimentos. A movimentação manual de cargas. Milton Serpa Menezes . portanto. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. conforme MULLER. cara.

17. dar risadas. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. 11. economicamente rentável apenas. • forma. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. 2. 22. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. bem como falta de ordem do local de trabalho. 20. 3. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. Observar. É evidente que o emprego de empilhadeiras. portanto. o Homem. Eng. 8. advindos de movimentos bruscos. Posicionar os braços junto ao corpo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. 14. alturas de armazenamento inadequadas. perda de equilíbrio. movimentos harmônicos pelos participantes. quando forem constantemente utilizadas. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. continuar a usar. sempre que possível. sendo a sua aquisição. Evitar posição incorreta dos pés. 16. 4. quando do transporte conjunto de carga. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. Evitar arranjo físico inadequado. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. Executar exercícios físicos adequados. transportadores de correia. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. guindastes. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. espirro ou tossir. na maioria das vezes. Prof. pranchas e escadas em más condições. umidade e correntes de ar. elevadores. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. Evitar. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. 5. 18. etc. Utilizar sempre o peso do corpo. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. 12. etc. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. quando manejar cargas.11. para o manejo de cargas. pontes-rolantes. 21. 19. Movimentar cargas por rolamento. 15. 13. de forma a favorecer o manejo da carga. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. determinados em função de: • sexo. Procurar distribuir simetricamente a carga. talhas empilhadeiras. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento. vias de circulação obstruídas. 1. dimensões e posição relativa de carga. Milton Serpa Menezes . Utilizar. deslizamento e passos em falso. 4. deverão. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. Transportar a carga em posição ereta. visando menores solicitações sobre o corpo. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. 6. além de tipos de atividades específicas. carrinhos de transporte. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. 9. 10. 7. faixa etária e postura do trabalhador. Fábricas pequenas. quando possível.

Queixo não dirigido para baixo. Prof. Pernas distanciadas entre si lateralmente.Técnica para levantamento de carga (barra. Dorso plano. etc.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. saco. Milton Serpa Menezes . Tronco em mínima flexão. Eng. Braços esticados entre as pernas. Carga próxima ao eixo vertical do corpo. caixa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 .

b.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. Exame Médico . 3214. 3.NR 7 IV. qualidade do produto ou tarefa executada. Lei no 6. Portaria n.78 .Porte de carga com os braços retos.77. b. Técnica errada. I. FIGURA 11 . poltronas.Levantamento de cargas.o 6. de 8.78 .78 .214.11.214.Portaria n. com tronco em ligeira flexão e dorso plano. Transporte.0 3.Seção XIV. Eng. Prof. de 8. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa.0 3.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I.Portaria n. Fiscalização e Penalidades .6.514. antropométricas e biomecânícas do Homem.NR 28. 4. bancos.Lei n. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 .6.77 . a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras. 4. III. assentos. Milton Serpa Menezes . suportes para trabalho semí-sentado. de 8. de 8.12.6. conforto e segurança do trabalhador. Técnica correta.214. II.Portaria n.514. Movimentação. a.12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas. Seção X. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores.12. Norma Regulamentadora NR 11. de 22. De uma forma simplificada. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. de 22.6. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. Ergonomia . suporte para os pés e suporte lombar.NR 17. Da Prevenção da Fadiga .78. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 .

Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. para restaurar a curva lombar. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. apoio. dimensões e posição relativa adequada.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento. • inter-relacionamento dos vários elementos. d. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. dimensões adequadas para o uso de. através de alguns exemplos. Milton Serpa Menezes . dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. c. pé e visão. painéis. permitindo inclinar o tronco para trás. escrivaninhas. em conjunto com apoio adequado para os pés.cadeira correta para trabalho. • 4. além de ter forma e posição corretas. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. a título ilustrativo. Forneceremos a seguir. pelo menos. tem também flexibilidade. etc. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. ao nível dos omoplatas. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo. suporte lombar no encosto com forma. altura compatível com a área de trabalho.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. h. O suporte lombar. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho. bancadas. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento.12. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. quando necessário. i. cadeiras para pranchetas e bancadas. f. máquinas e plataformas para os pés. FIGURA 13 . g. FIGURA 12 . visualização e de acesso á área de trabalho. superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. poltronas para mesas. deve-se observar os seguintes aspectos: a. assentos para veículos. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. 90% dos utilizadores. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). Eng. e. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. b. quando de breves períodos de descanso.

Prof. em função do tipo de atividade.10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada. A medida d (fíg. Eng.2 Características básicas de bancadas . Milton Serpa Menezes . evitando flexão desnecessária do tronco.12.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado.

1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. o reconhecimento. Da definição de Higiene e seus objetivos.Gases e vapores: NH3. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. sob certas condições. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho.Gases e vapores. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. falando de "Higiene do Trabalho". sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. Cl. CO2 Prof. a produzir graves danos aos trabalhadores. 5. NO2. 5. Eng. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho. segundo as suas características físico-químicas. Assim. CO. 1 . fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). quer segundo sua ação sobre o organismo.Aerodispersóides. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. que tem por objetivo. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. prejuízos à saúde ou bem-estar. tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar. Ambos comportam-se de maneira diferente. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. c) agentes biológicos. A Higiene do Trabalho. que podem provocar doenças. CH4.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. as vezes. d) agentes ergonômicos. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. fumaça. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. 2 . originadas nos locais de trabalho. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. quanto às possibilidades de ingresso no organismo. etc.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. SO2. em: 1 . quer em função das características físico-químicas dos agentes. estruturada como uma ciência prevencionista. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. fumos. e) agentes de acidentes. Por sua vez. b) agentes físicos . Milton Serpa Menezes . fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. 2 .

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

Milton Serpa Menezes . há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. Eng. também. as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. Para fins de prevenção de acidentes. São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. a condição insegura. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. o acidente tipo. Prof.

entre vários "EPI".). mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. Nem sempre porem. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. o profissional terá condições de. formam. ou seja. de fabricação nacional ou estrangeira. uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. gratuitamente. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. etc. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. etc. baseado nos mesmos resultados. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. em conjunto. que sejam ou que possam vir a ser. por essa razão.. uso dos devidos "EPIs". de produtos. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. em operações de solda. efetuar testes e escolher. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. Em qualquer circunstância. em operações com aparelhos de solda. protetores faciais. ou para reparos de vazamentos de contaminantes. Eng. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. etc. chegar ao melhor resultado. o trabalhador). o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente. etc. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. em período de instalação. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. rotineira ou excepcionalmente. Em suma. 4o . usualmente identificados pela sigla "EPI". Ou. Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. (Avaliação da exposição). Milton Serpa Menezes . papel de grande responsabilidade. 2o . em quatro principais circunstâncias. etc. sozinho. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento.Em casos de emergência. Dessa forma.A título precário. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. os 'EPI" são empregados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. de condições do ambiente. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. 3o . uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. nocivos ao trabalhador. Os "EPI" são empregados. Os Equipamentos de Proteção Individual. Exemplos: uso de óculos protetores. isto é. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados. Assumem. quanto mais correta for a sua indicação. máscaras e outros 'EPI". quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho. de curto período. mesmo que provida de ventilação. de uso estritamente pessoal. • em trabalhos eventuais com exp.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. na maioria dos casos. luvas. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. a saber: 1o .

com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. uma lesão sofrida pelo trabalhador. etc.. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. Cabe ao profissional especializado. avaliar o risco. ou procurar meios de avaliá-lo. Eng. Prof. Milton Serpa Menezes . recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. podem identificar um perigo. Para indicar o 'EPI" adequado. o membro da CIPA.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. O supervisor da área. no entanto.

impactos.1. 6. Eng. quedas de objetos. Milton Serpa Menezes . b) óculos de segurança (vários tipos). c) máscaras para soldadores. queimaduras ou choque elétrico).1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. respingos. 6. etc.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.2 Prof.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos.

Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Milton Serpa Menezes .

amianto. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes.1. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas. que impedem um contato direto com materiais cortantes. com maior freqüência. b) mangas de raspa de couro. impermeáveis.6 Prof. 6.5 6.1. borracha e PVC.1.4 6.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. de lona. abrasivos. Eng. ocorrem lesões: as mãos.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. Milton Serpa Menezes .

radiações. Eng. térmica. Milton Serpa Menezes . elétrica. Prof.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves.) b) calçados contra riscos de origem químico.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. ou seja. palm. etc.1. c) peneiras de raspa de couro. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço.

1. Prof. c) capas. b) jaquetas. Milton Serpa Menezes .8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. Eng. de PVC. de amianto. a) aventais de raspa de couro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. de lona.

imediatamente.substituir.1. responsabilizar-se pela danificação do EPI.1. c) trava-queda de segurança. 6. 6. . o EPI indicado. a) respiradores contra poeiras. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. Prof. 6.9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). 6. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI. c) máscara de filtro químico.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.fornecer o EPI gratuitamente. bem como pelo seu extravio.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. Eng. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio).11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI.10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. o EPI danificado ou extraviado. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão. apenas para a finalidade a que se destinar. só assim ele estará protegendo-se.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado. comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. .3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta. . 6.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . . respiratória e digestiva). acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo. . obrigatoriamente. Essa utilização deve atender as necessidades específicas. Milton Serpa Menezes .treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI.

: O EPI nacional ou importado. quando possuir o CA. Prof. OBS. emitido por órgãos especializados. Estadual e Municipal.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. indicação do uso a que se destina. em órgãos e repartições do Governo Federal. Eng. nomenclatura. certificado de ensaio do EPI. descrição e especificação do EPI. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. comercializado ou utilizado. Milton Serpa Menezes . só poderá ser colocado a venda. para esse fim específico.

Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng. Milton Serpa Menezes .

por interesses econômicos envolvidos. por toluento. tanques de desengraxamento. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito. 7.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. tais como: nas cabines de pintura a revólver. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. 7. deposição e decapagem. 7. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão).2.substituição de benzeno. as condições especificas de cada indústria.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. etc. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método. a prevenção da dispersão do agente nocivo. soldadura.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. Exemplos: a ventilação local exaustora é. e é utilizada em um grande número de operações.3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem.2. essas medidas visam isolar o risco. fornos de fundição. De um modo geral. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho. a proteção do trabalhador. possivelmente. . enfim. seja por dificuldades técnico-industriais.substituição de jato de areia. Milton Serpa Menezes . Prof.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. como solvente. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. esmerilhamento. .2. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. Eng. gasolina e outros derivados de petróleo. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. Exemplos: .

temperatura do ar alta. Eng. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. a fim de diminuir o número de operários expostos. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. umidade relativa elevada.2. quando viável tecnicamente. seja no tempo. Exemplos: realização em cabines especiais. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. com esse método. fora do horário normal de trabalho. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. seja no espaço. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. das operações de pintura a revólver. 7.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. mediante regulagem de temperatura do banho. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. 7. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo.2. eliminou o problema de ruído. quando a operação era manual. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. em local especial e afastado. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos. objetiva-se. nas fundições. 7. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho. b) No tempo: Consiste em executar operações. cria um novo risco: o ruído. Milton Serpa Menezes . recuperação de areia por peneiramento.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof.2. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo.

1. preenchidas ou não com certos materiais. porém desde o projeto do equipamento. ser constituídas de materiais leves e isolantes.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se.1.1. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar. Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. Consegue-se com essa eliminação.1. etc. 7. 7. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido. temos. apesar de nem sempre ser conseguida na prática. pelo menor ajustamento de partes móveis. ou. A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. o número de pessoas a ele expostos.1. Prof. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. parafusos. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente).7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra".1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações. de preferência fora daquele local. Eng. Milton Serpa Menezes . então.1.1. assim.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. 7.1. pela insonorização de máquinas e processos.2. 7. Comentários .4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. por solda.

que devem sempre caminhar de mãos dadas. aquela precaução. que desligará o fusível pré-ligado. assim fazendo. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. por exemplo. pois. como também a etiqueta de segurança na mesma. um motor esteja danificado. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina. Segundo as leis de resistência em paralelo. que exige poucos segundos para ser executada. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. colocando a seguir não só o cadeado. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. numa indústria. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. Milton Serpa Menezes . que. como na ligação em curto-circuito. desliga-a. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. Eng. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. em pequenas resistências. Suponhamos. o salvará. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. uma corrente acidental elevada circulará. Prof.

. Eng. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. mau contato. etc. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. etc. como por exemplo. fuga de carga. c) trabalho de processo. b) contato direto com partes móveis de uma máquina.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos. fragmentos de metal quente em forjaria. ruídos.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. por exemplo: curiosidade. etc. 8. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. d) falhas mecânicas. etc. enfermidade. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. mas. por exemplo: quebra de eixos com volantes. prensas de impacto. explosões de reservatórios pressurizados.1 .. etc. cadeiras cinemática. estilhaços de disco de corte abrasivos. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades.. marteletes. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. eletricidade. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo. fadiga. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. g) falha elétrica. etc. modernamente. máquinas e peças em movimento. e) f) calor. volantes. bem como. bocas de forno.2. por exemplo: aço liquado em operações de fundição.. por exemplo: fios desencapados por aquecimento.. medo. pois. etc. polias. operação de compressores. normalmente.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. Milton Serpa Menezes .. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas. permitindo maior produtividade. 8.1 INTRODUÇÃO Sabemos que. pela dificuldade de realização de programas definidos. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. MÁQUINAS. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos. correias.

Eng. São exemplos de movimentos combinados: . Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. distensões. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos.2. na prática.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais. Prof. São exemplos: 8. provoca deslocamento de ar. interconectados ou automáticos. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. A violenta despressurização.2. o alternativo. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa. o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. Os dispositivos protetores podem ser fixos. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. ou. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. pressupões queimaduras. 8. o calor. rotativo e alternativo.cremalheira 8.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. esmagamentos. a cortes. Milton Serpa Menezes . explosiva. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação.

50m do plano de trabalho. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. São exemplos clássicos. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. 8. até 2. não devendo ser retiradas. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. basicamente. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. mecânicas. como uma primeira alternativa.50 m do plano de trabalho. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. até 2. Devem atender. apela-se.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS. pneumáticas. do modo como a operação será realizada. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. uma combinação de tipos.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. que podem ser elétricas. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação. e. para as proteções interconectadas. ou. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. quando estiver até 2. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais. as coifas de esmeril.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador.3. d) em todos os casos de proteção. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8. Eng. Milton Serpa Menezes . devem ser protegidas por meio de telas de aço.3. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2.

Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. tanto quanto possível. proporcionar à máquina a efetiva proteção. 8. desconsiderada a relação custo-beneficio.3. materiais de construção. Características dos protetores Os protetores. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento. inspeção. manter inalterados. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. Prof. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. manutenção e normalização. facilmente reparáveis ou substituíveis. apresentando um mínimo de manutenção. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. elétrico ou pneumático. ser duráveis. Eng.). resistentes. sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. Milton Serpa Menezes . a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. etc. nem introduzir novos riscos. não causando incômodo ao operador. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. pontas. Condições básicas Nas proteções. como também a dos demais trabalhadores. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. São de acionamento mecânico.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. tanto quanto possível. Um exemplo clássico é a guilhotina.

empregar tipo passante e contra porca. aos materiais ferrosos e não ferrosos. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. Prof. Milton Serpa Menezes . Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. solda ou fixadores normalizados. evitar soldas de cutelo. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. na uniões por parafusos. Quando é requerida transparência. empregar materiais inorgânicos. Nos protetores térmicos. Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. Eng. quando possível. Para pisos ou elementos metálicos vazados. tanto quanto possível.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência.

que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9. contudo.0.59 Cinza-claro . é necessário adotar uma escolha de cores Prof. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora.35 Vermelho .0. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado.0. a seguir. utilizando-se lâmpadas incandescentes. se no entanto. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. Por exemplo. temos a redução do tempo de percepção. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes.5% ao tato e 1.15 Verde-escuro -0.41 Turquesa-claro . assim como entre esta última e o fundo próximo. Quanto à visibilidade.10 Preto-absoluto -0.1 9.0. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão. que a luz artificial.55 Camurça . Como conseqüência de uma boa visibilidade. cinza e lilás.5% ao paladar. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador. 87% ingressam pelo sentido da visão. 1. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente. Pode-se.69 Amarelo-pálido -0. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. Deve-se observar. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas). entre a área de trabalho e a máquina. Por outro lado.88 ou88% da luz incidente Creme -0.0. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo.50 Cinza-neutro -0. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano.52 Rosa-claro -0.50 Alumínio -0.1.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. Milton Serpa Menezes .50 Verde-Claro -0. São relacionados. forros. realça determinada cor. embora proporcione aumento da visibilidade. pisos e equipamentos. 3% ao olfato.10 Turquesa-claro -0. relativa a um perigo iminente.65 Azul -0. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. Assim. assim.65 Verde-pálido -0. creme e marfim. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície. Eng.

2. obviamente. ou seja. Desta forma. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. daí o nome que recebem: cores frias. com o emprego apropriado da cor. seu fator de reflexão é de 0. um considerável esforço visual. ou minorar. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes.20 Contraste fraco . O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro.80.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto.080 = 0. O fator de reflexão (ou seja. repousantes. com um fator de reflexão de 0. Desejando-se eliminar.80 Passando da observação da máquina para o fundo. aumenta as condições de segurança.56). o fator de refletância próximo de 0. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . requerendo. Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. tranqüilizantes. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. Voltando a observação da parede para a máquina. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. diminui o absenteísmo. São introspectivas.90 0. a parede de camurça-claro (fator 0. segundo seus respectivos comprimento de onda. a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores. divididos pelo fator maior). deve-se reduzir o contraste luminoso existente.0. Prof. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados.08. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e.45). Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. essa condição fatigante. com freqüência e por muitos dias do ano.05 Para obtenção de melhores resultados. Milton Serpa Menezes . principalmente quando presentes no seu campo visual. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. e seu valor é independente do volume de luz e jogo.40 Contraste médio . as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. dá-se reação contrária.80 .0.20 a 0. um interior pode-se tornar mais atrativo. Como visto. Eng. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz. como no exemplo anterior. O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento.0. melhora as condições de produção. a escolha de cores deve ser tal que. São cores que se expandem. neste caso.0.40 a 0.80 a 0. aumentando. é: 0. As cores verde.

será usada em menor área.alaranjado (vermelho com amarelo). aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. Prof. a oposta. azul e amarelo. Se forem empregadas três. uma cor quente. dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. ou até quatro cores. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. Estabelecida esta classificação. A outra cor. dinâmicas. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. como dominante. altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. Aumentam. em contrapartida. verde e alaranjado). utiliza-se uma cor fria. com maior valor e intensidade. púrpura (azul com vermelho). aparentemente. isto é. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. Com relação as cores leves (amarelo. São extrospectivas. se observadas de fora. Reduzem. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. vermelho. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. Em caso contrário. entretanto. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. a temperatura do ambiente. púrpura e vermelho). agressivas e excitantes. usa-se em maior extensão. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. na horizontal. vermelho e laranja são cores quentes. verde (amarelo com azul). podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. Quando se quer comunicar idéia de calor. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. para proporcionar o equilíbrio. Em termos gerais. Amarelo. porém. as superfícies de cartazes e avisos. Milton Serpa Menezes . Eng.

paredes. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. de grande superfície. cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. A parte ativa (por exemplo. normas NB-76 e NB-54. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. para aumentar a reflexão da luz. destacar-se da parte fixa. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. As partes altas das paredes. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). o Além da legislação. Por outro lado. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. Contudo.1. 9. Na pintura de máquinas. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão.214. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). valor ou intensidade. à altura da superfície iluminada. à sua exposição. quando se considera o emprego das cores em máquinas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. Prof. etc. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. tetos e pisos. dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. por exemplo. favorecendo. Para os tetos baixos. Milton Serpa Menezes . assim. Eng. a eficiência e o conforto. com iluminação direta. segundo sua função. repousar a vista dos trabalhadores. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. ou seja. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão.60. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. azul claro. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar.50 e 0. da Portaria 3. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção.

cinza. • Caixas com cobertores para abafar chamas. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. deve-se ainda ressaltar que. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. São adotadas as seguintes cores. evitando-se brilhos com violento contraste. em outros casos. suas dimensões e localização. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. delimitando áreas. dentro de áreas de uso de extintores).NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. verde. • Indicações de extintores (visível a distância. sexo. lilás. branco. • Sirene de alarme de incêndio. 9. azul.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. para extinção de incêndio. púrpura. Dentre todas as considerações feitas. suporte. corrimãos. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. • Tubulações. idade e nível intelectual dos trabalhadores.1. tipos de máquinas. para melhorar a iluminação interior. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. um alto fator de reflexão será conveniente. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). Milton Serpa Menezes . b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. preto. • Extintores e sua localização. escadas. • Portas de saída de emergência. laranja. • Baldes de areia ou água. e advertindo contra riscos de acidentes. moldura da caixa ou nicho). Prof. vermelho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. sistema de iluminação natural e artificial. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. tipos de operações. forma e orientação do estabelecimento. • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. dimensões. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. Os meios de transporte. Eng. amarelo. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). No entanto. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). com especial consideração quanto à sua cor. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados. alumínio e marrom. equipamentos de emergência. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. características das operações. características dos produtos elaborados.

etc. • Corrimões. piche. por meio de faixas (localização e largura). • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. entradas subterrâneas. que deverão permanecer fora de serviço. vigas.) e de plataformas que não possam ter corrimões. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. de partida.: óleo lubrificante. óleo combustível. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. guindastes. • Cavalete. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. • Cabines. • Localização de bebedouros. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. • Paredes de fundo de corredores sem saída. • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização. vagonetes. com listas pretas. quando condições especiais o exigirem. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. • Pilastras (pilar quatro faces). asfalto. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. etc. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência. • Meio-fio. ou fontes de energia dos equipamentos. tratores industriais. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). pontes-rolantes. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. • Localização e coletores de resíduos. ou combinado a este. Prof. reboques. alcatrão. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto). parapeitos. • Vigas colocadas à baixa altura. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex. • Espelhos de degraus de escadas.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. • Áreas destinadas a armazenagem. por meio de sinais. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. Eng. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. onde haja a necessidade de chamar a atenção. • Zonas de segurança. postes. escavadeiras. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". Milton Serpa Menezes . • Pára-choques para veículos de transportes pesados. etc. AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". • Direção e circulação.

• faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. • emblemas de segurança.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. • dispositivos de segurança.). Eng. potássio. etc. sódio. avisos de segurança. boletins. • dispositivos de corte. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. • caixa contendo máscara contra gases. bordas de serras. • chuveiros de segurança. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. MARROM O marrom pode ser adotado. Prof. • macas: • fonte lavadora de olhos. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. etc. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. CINZA a) cinza claro . As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. • localização de EPI.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. • faces externas de polias e engrenagens.deverá ser usado para identificar eletrodutos. Milton Serpa Menezes . a critério da empresa. b) cinza escuro . Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. • caixas de equipamentos de socorro emergencial. • parte móveis de máquinas e equipamentos. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. • quadro para exposição de cartazes. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. prensas. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio. • botões de arranque de segurança. caixas contendo EPI.

Atrair a atenção . 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica. deverão receber a aplicação de cores. nomeadamente: . para condução de líquidos e gases. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. . Eng.Ser clara e de interpretação única . para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos. preto ou verde. uma atividade ou uma situação determinada. em toda sua extensão.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. reduzindo o risco de acidentes. As canalizações industriais. .Informar sobre a conduta a seguir . Milton Serpa Menezes . de uma forma rápida e inteligível.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. .Placas Luz -------------------------. . deve preencher os seguintes requisitos básicos: .Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. Obrigatoriamente. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. relacionada com um objeto. ou a ambas.Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo.Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica.Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco.Som Comunicação verbal -----. entre outras. • TODA A SINALIZAÇÃO. 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. 9.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível . a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara). 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se. devem respeitar-se.2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção.

• Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. em locais de boa visibilidade. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. 50% da superfície do sinal. 50% da superfície do sinal. que deve cobrir. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. e uma margem negra. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. • Sinal luminoso ou acústico. onde constam as vias de saída de emergência. etc. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. que indique o início de uma determinada acção. Devem ter uma forma circular. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. reparados ou substituídos. Eng. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. verificados e. que deve cobrir. conservados. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. 50% da superfície do sinal. pelo menos. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. pelo menos. 35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. da esquerda para a direita. pelo menos. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. Prof. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. devendo a cor vermelha ocupar. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. posteriormente. um pictograma negro sobre fundo amarelo. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. de forma repetida. 50% da superfície do sinal. que deve cobrir. Devem ter forma triangular. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. a altura e em posição apropriadas. pelo menos. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. que deve cobrir. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. Milton Serpa Menezes . se necessário. pelo menos.

As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. quer entre veículos e trabalhadores. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. de igual modo. cujas indicações principais se passam a enunciar. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. é feita com as cores amarela e negra alternadas. nalguns casos. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. Eng. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. intempéries e agressões ao meio ambiente. as quais. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. ou com as cores vermelha e branca alternadas. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. Esta informação é complementada com símbolos. bem como de queda de objetos ou de pessoas. Milton Serpa Menezes . para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado. ARMAZENAGEM As zonas. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. podem ser BRANCAS OU AMARELAS. indissociáveis do pavimento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam.

na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. . SINAIS LUMINOSOS . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. intermitentes ou contínuos. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. Milton Serpa Menezes . cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. evitando-se que a pessoa se detenha.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente. em vez de um sinal luminoso contínuo.O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências.Os sinais acústicos. proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente. Eng.Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. . quais são os locais perigosos. sem ser excessivo ou doloroso.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais. por exemplo: Prof. . e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. desde que utilize o mesmo código de sinal. . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. soldadura. .Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. tendo em vista as suas condições de utilização. SINAIS ACÚSTICOS . a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. leia. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência.As comunicações verbais e gestuais. . analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. para indicar por meio de placas. . . O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.Os sinais luminosos. por exemplo. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. onde e.

com flechas brancas sobre retângulo preto. • Sinalização direcional: indicando escadas.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco. saídas e outras dependências que envolvam a segurança. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto. com letras pretas sobre o fundo branco. Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. A palavra 'ATENÇÃO".2. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos.2. 9. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. o qual ficará na parte superior da área total do sinal. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. em cor amarela.2.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. Prof. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco. porém.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. fundo branco. 9. dentro do oval vermelho. 9. 9. O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras. localizado na parte superior da área total do aviso. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. localizado na parte superior da área total do aviso. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco. deverá ficar centrada no retângulo preto. Assim. Milton Serpa Menezes . Eng. 9. As letras serão em branco sobre o retângulo verde.2.2. completas. em letras pretas sobre o fundo branco. As letras serão em branco sobre o retângulo azul.

Indiretos: quedas e batidas. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. carvão mineral.3. em sua geração. geradores mecânicos denominados alternadores. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. lagos e mares. luz solar. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. Milton Serpa Menezes . geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. cessa a respiração. fibrilação do coração.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . minerais radioativos. No entanto.3. Para intensidade de corrente acima de 2. em energia térmica. etc. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. 1Kw 1000w. 10. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA. Há contração muscular do tórax. Eng. 10. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves. até providenciar o aparelho. como água dos rios. kwh = p x t. 1 cv=736watts. queimaduras e contrações fortes dos músculos. b) Corrente continua (CC). Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. E tempo de alguns minutos.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca.1 DIRETOS Morte.Ampere Tensão ou DDP = V .5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. o petróleo. em energia luminosa. ocorre também a parada respiratória. etc. pela passagem de uma corrente. se a mesma Prof. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA).2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. 1 hp=746watts. 10. os ventos.volt Resistência elétrica = R - 10. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração.

Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms".5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10.55 mA seco ou 0.: carcaças de equipamentos).1. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC). eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. = 23 mA. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz.000 10. um contato acidental com um ponto energizado. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt . A resistência oferecida pela parte interna do corpo.00146 A 15.5. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração.3: Existem duas condições de perigo. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. a resistência elétrica do corpo humano. Sexo masc. constituída pelo sangue. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas.46 mA úmido ou 0. vai influenciar na gravidade do choque elétrico. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra. Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos. normalmente não energizadas (ex. b) transformador diferencial. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.= 15 mA. Um DR é constituído.00055 A 400. de material com alta permeabilidade. tem uma resistência de 400 000 Ohms. sexo fem. em suas linhas essenciais. Prof. quando seco. Ex. Milton Serpa Menezes . etc.1. condutores nus. uma resistência de 15 000 Ohms. c) disparador diferencial.000 I= 220 = 1. Ex. 5.1. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo. quando úmido.2 e 5.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5.025 A 37.V) ou tensão (alta ou baixa tensão).1. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR.I I=? I= 220 = 0. E corrente de 220 v.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra. Eng. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . por exemplo: barramentos.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. mas que. terminais. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. O transformador é constituído por um núcleo laminado.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0.

15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. além de ser uma aberração técnica. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. ou sob a ação de um chuveiro. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. lixadeiras elétricas. não toque em equipamentos elétricos. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. as vestes ou o calçado molhados. Esta prática poderá. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. 12) Se estiver no banheiro. antes de religá-lo. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). de cátodo frio fluorescente ou não. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. tais como furadeiras elétricas. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. inclusive. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. Há outros meios eficientes e mais seguros. no lar ou na fábrica. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. de pés descalços. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. tocando-o com a ponta dos dedos. um fio ligado. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. fios ou moedas. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. manuais. Prof. 10. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. deverão ser aterradas. 28) Todas as máquinas elétricas. e estiver passando roupa. Milton Serpa Menezes . 24) Não brincar com a corrente elétrica. ser considerada criminosa. desligue o ferro elétrico. etc. como lavanderias. 19) Se o disjuntor desligar. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. 8) Não trocar fusíveis por arame. como por exemplo. deve ser banido. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. adaptadores e tomadas em mau estado. entre os dedos ou na ponta da língua.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. receptores de rádio. garagens ou jardins. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. é de sua responsabilidade. tendo as mãos. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". telefones. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. Eng. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. funcionam com alta tensão.

após trabalhos de reparo ou manutenção. Milton Serpa Menezes . Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. verifique a instalação elétrica. 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. chuveiro elétrico e ferro elétrico. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas. Prof. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. ou quaisquer lugares de trabalho. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. Eng. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. em garagens.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. o que é perigosíssimo.

evitando acidentes. proteção contra incêndio. sugerir cursos. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo.1.1. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes. eles devem participar de um curso especial para cipeiros.1.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. 11. Prof. através de eleição direta e voto secreto. além de realizar suas atividades normais de trabalho. Além dessa reunião mensal.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes.1. realizado por entidades credenciadas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11. fatores que influenciam nos acidentes. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. 11. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. atos e condições inseguras. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. com duração mínima de l 8 horas. 11. maior será o número de participantes da CIPA. com dia. Milton Serpa Menezes . 11. 11.1. Assim. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. hora e local de realização das mesmas. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3.1.1. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. Eng. 11. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA. denunciar as situações de insegurança. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível. treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. quanto maior for o número de empregados.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. e maior o grau de risco da atividade. riscos ambientais.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA. etc.

16 .as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. Eng. . funções. conferências. como também.2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas.SIPAT". .1. Construídos os objetivos. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. isolado. A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. . agindo à revelia dos companheiros. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . Para tanto sugere-se que. 11. mormente através de atividades educativas.001-4 / I2) Prof. A SlPAT é uma delas.alínea e . etc. a longo prazo e pela via educativa. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. (104.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho. com a Administração através dos representantes do empregador.participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário.. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes. no caso da utilização de palestras e conferências.8 A SIPAT O item 5. entre suas funções. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante. obrigatoriamente.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa.já se tem um bom ponto de partida para sua organização. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa. Portaria 3214/78. . Após esse estudo.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer.mencionar mecanismos de controle desses riscos. simpósios. painéis. .a realidade da saúde e segurança do País. etc. e sobretudo com os demais trabalhadores. deverão manter. Milton Serpa Menezes . Estabelecida essa verdade . .as políticas da empresa para o setor. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. . a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos. são utilizadas palestras. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . conforme já sabemos.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde. é a forma de se obter aprendizagem real. . e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado.o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. Em geral. retira-se um objetivo a ser alcançado. determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT. que. seminários. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada. Sendo assim. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: .da NR 5. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. de onde se detectou uma necessidade.

os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. a utilização.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. desde que a concentração. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. obedecido o Quadro II.médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho. Eng. Para fins de dimensionamento. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. em nível de pós-graduação. engenheiro de segurança do trabalho. anexo. d) auxiliar de enfermagem do trabalho . Prof. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos. Para fins desta NR. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. observadas as exceções previstas na NR 4. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. estimulando-os em favor da prevenção. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. Milton Serpa Menezes . treiná-la e atendê-la. inclusive máquinas e equipamentos. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. Neste caso. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. mesmo reduzido.MTb.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. d) colaborar. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. pelo trabalhador. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. do Ministério da Educação. quando solicitado. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. conforme dispõe a NR 5. em nível de pós-graduação. c) enfermeiro do trabalho . f) promover a realização de atividades de conscientização. constantes dos Quadros I e II anexos. b) determinar. É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. em nível de pós-graduação. exercendo a competência disposta na alínea "a". de acordo com o que determina a NR 6. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. os engenheiros de segurança do trabalho. além de apoiá-la. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica. b) médico do trabalho . técnico de segurança do trabalho. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. valendo-se ao máximo de suas observações. conforme a NR 27. registrados no Ministério do Trabalho . d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos.

Milton Serpa Menezes . os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. os fatores ambientais. e todos os casos de doença ocupacional. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. e deverão estudar suas observações e solicitações. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. V e VI. Entretanto. embora não seja vedado o atendimento de emergência. Eng. com ou sem vítima. no mínimo. propondo soluções corretivas e preventivas. dela valendo-se como agente multiplicador. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s). desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. quando tornar-se necessário. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. IV. através do órgão regional do MTb. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA. Prof.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. minorar a dor e evitar complicações do problema. assim como as ampolas. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. Por definição. não só arrumá-la. o seu manuseio. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. até a chegada do médico. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência. compreensão e confiança. Entretanto é praticamente impossível anula-los. pois. assim como de empresários. No seu interior da(as) caixa(as). Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. ao invés de atrapalhá-lo. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. assim. Prof. o aumento da mecanização. Se não se diz nada. a um doente ou vítima de mal súbito. nas empresas.2. 12. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. considerando-se as características da atividade desenvolvida. soluções. Milton Serpa Menezes . a fim de poupar dissabores a outros socorristas. Sem ficar na dúvida. tesouras. entretanto. na sua forma mais elementar e eficiente. medicamentos. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. até a chegada de um médico. facilitando. mas. Todos os frascos deverão ser rotulados. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. outrossim. os primeiros socorros a um acidentado. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. e é preciso que sejam bem acondicionados. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto. suaves e seguras. mas também repor o material utilizado. Devemos. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. embalados de forma adequada. conduzindo-se com serenidade. devido aos perigos ou processos implicados. nestas circunstancias. serenas. se falar demasiado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. os instrumentos pontiagudos como pinças. em locais de fácil acesso. organizados. trabalhadores e leigos. para facilitar a atuação do socorrista. assim. Por medida de precaução.1 Dos primeiros socorros.1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. Na área de prevenção de acidentes. visamos.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . ainda assim. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. Eng. não é conveniente trancá-la. vamos encontrar uma série de instrumentos. para verificar o prazo de sua validade. tão somente. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. Via de regra. vítima de acidente ou mal súbito. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente.

2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos. • Primeiramente. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. Mantenha-se pois. procure inteirar-se da lesão.2. Milton Serpa Menezes . • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. 12. e aplique o que irá aprender. os seguintes materiais e medicamentos. Prof. cujo uso específico deve ser conhecido por todos. Nas varias dependências da empresa.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. As caixas devem conter. no mínimo. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. 12. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. calmo. Eng. lave bem as mãos. Se tiver que fazer um curativo.

da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. • colocar um pedaço de madeira no meio nó. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia. prego. 7º lugar . devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. pomadas. 5 .procurar logo um Serviço Médico.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. superficiais e com hemorragia moderada: 1 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. 4º lugar . aplicar o torniquete. na industria. dependendo da quantidade.passar um anti-séptico. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. poderá ser fatal. Milton Serpa Menezes . para saber quando desapertar. extensos com hemorragia: 1 . Prof. diremos que houve apenas uma escoriação local porém. óleos.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. • 12. não deixando o ferimento descoberto. pode ocorrer pelos mais variados motivos. barbantes ou corda em lugar do pano).4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático.da parada respiratória 2º lugar . entra em contato com a pele. • completar o nó acima da madeira.de envenenamentos 5º lugar . no entanto. • torcer a madeira até parar o sangramento. maquinas. 6 . entre os quais batidas em ferramentas. graxa. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. se o trauma rompe todas as camadas da pele. etc. e não pastas. É importante marcar no relógio o início da compressão. 12.. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. haverá uma hemorragia.colocar sobre o ferimento água oxigenada.4. nos membros. 4 . caco de vidro. produzindo rotura.de queimaduras 6º lugar .cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo. 3 . removendo do local eventuais sujeiras como terra. aproximadamente 5cm.de ferimentos.lavar as mãos com água e sabão. quedas. apertar demais.lavar a parte atingida com água e sabão. Sempre que ocorrer um ferimento. como faca. 2 . pela necessidade de tratamentos precisos. mesas. acima do ferimento (não usar fios. O ferimento é lesão das mais freqüentes e. teremos a ocorrência de um ferimento. ou um golpe forte. • fazer um meio nó. antes de fazer o curativo. 3º lugar . Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele.de fraturas. cuidando em: 1º lugar . até parar a hemorragia. Eng. O que fazer em ferimentos.da hemorragia. profundos. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima.da parada cardíaca. teremos uma ferida. sem. acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. pó secante.

ossos. intestinos. 5 . no entanto. formando no local do choque traumático um hematoma. Milton Serpa Menezes .afrouxar todas as roupas. acalmando-o. podemos ver os órgãos internos como os músculos. comprimindo bem o curativo.deitar a vítima de costas. 7 . pode ocorrer ferimento do crânio.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. 2 .passar água oxigenada nas bordas da ferida. etc.ocorrendo a hemorragia.retirar toda a roupa do acidentado. 5 .cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada.passar um anti-séptico e não pastas. 3 . graxa. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. caco de vidro.lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. 6 . Quando isso acontece. apertar.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos. sem. molhadas com água oxigenada. O que fazer: 1º . 4 . removendo do local eventuais sujeiras como terra. 6 . assim como a chamada da assistência médica. 3º . Prof.. tombo. Num acidente. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. 2 . O que fazer: 1 .encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo.lavar as mãos antes de fazer o curativo. através da ferida.lavar a parte atingida com água e sabão. pomadas. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. Devido à extensão do ferimento. sem travesseiro. 3 . tendões. nunca tocando nos órgãos expostos. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. 2º . Eng. nunca tocando nos órgãos expostos.colocar sobre o ferimento água oxigenada. os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. • Ferimentos com exposição de órgãos internos. também conhecido corno "galo". etc. 4 . pulmões. óleos e pó secante. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo.passar anti-séptico nas bordas da ferida. Ferimentos na cabeça Numa queda.

2. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia. que se inflama a baixa temperatura. medo. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. 13. superstição e adoração. produzida por atrito ou pelo choque. Milton Serpa Menezes . transformando as paisagens num inferno de lava incandescente.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. grande auxiliar do homem. 1. um combustível de qualquer espécie. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento.000 anos e pelo homem de Pequim há 250.1. A fricção.1. 13. é também um de seus maiores inimigos em potencial. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. naturalmente. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. então. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca. Por trás desses três fatores está o próprio homem.1.1.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível. A tocha em fogo era. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. Até épocas relativamente recentes. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. 13. O método do arco e da broca não é fácil. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso. 3. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó.pedaços de cortiça. Eng.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão. 13. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). Para produzir fogo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. quando sentamos perto de uma fogueira. 13.1. como bem sabem os escoteiros. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. 4. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. Prof. para cozinhar o alimento. deve haver algo para queimar. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. Em certa época da evolução.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras.000 anos atrás. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. Primeiro. produz calor. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. o homem aprendeu a dominar o fogo. Ainda hoje. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . 2. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão.

A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo). por exemplo. Necessitam para a sua extinção.1. eliminaremos o fogo. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem.2. Assim. devido à falta de precaução ou descuido. c) Isolamento: Quando se retira o combustível. defeitos nos fornos. Prof. possivelmente estáveis. Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores.2 Classes de Incêndio 13. Ou seja se suprimirmos desse triângulo. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. como depósitos de carvão. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. defeitos da ignição dos automóveis. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. Você sabe. A partir disso. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios..1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. indicando que há fogo em algum lugar? 13. 13.1. cestos de papéis.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. isto é. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. etc. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. estejam acampadas. pilhas de madeira. fibras. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. um dos seus lados. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo. em superfície e profundidade. A quarta parte restante tem causas diversas. madeira. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que. 13.

Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. espuma. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície. gás carbônico e pó químico seco. Eng.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. etc. Age por resfriamento. É boa condutora de energia elétrica. óleo.3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água.3. os quais. Prof. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A. Exige-se.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. tintas. Para sua extinção. quando queimam. 13.2.. 13. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). Milton Serpa Menezes . para a sua extinção. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C. é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles.2.

Portanto. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. devido a água e por abafamento. como estabilizador). porque contêm água.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. Agem por resfriamento. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz.3. Prof. uma espécie de sabão líquido concentrado.2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. devido a própria espuma. Milton Serpa Menezes . Eng. Sua razão média de expansão é de 1:10. Sua razão de expansão é de 1:6. são úteis nos incêndios de Classe A e B.

inodoro. Milton Serpa Menezes . Pesa cerca de 1. Prof. É eficiente nos incêndios de Classes B e C.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. sob a pressão de 850 libras. Quando aplicado sobre os incêndios.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. incolor. Não dá bons resultados nos de Classe A. Eng. inerte e não condutor de eletricidade. em tubos de aço.3 GÁS (CO2) Gás insípido.3. age por abafamento. suprimindo e isolando o oxigênio do ar.

Age por abafamento e. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B. segundo teorias mais modernas.3. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. 13.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. o CO2 é mais indicado. deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. Milton Serpa Menezes . Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. Prof. Eng. aliás. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. de magnésio e outros. Contudo.

2° Comprimir o gatilho da pistola. (123. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1.2.4 Medidas de Prevenção: 13. Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. 1.001-8 / I3) 2.20m (um metro e vinte centímetros). Milton Serpa Menezes .004-2 / I2) Prof.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros.003-4 / I1) 2. Onde não for possível o acesso imediato às saídas. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo . (123. Modelo Pressurizado . deverão existir.1. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.1 NR 23 . em caso de emergência. em número suficiente e dispostas. 13.4. em caso de incêndio.002-6 / I2 ) 2.Pressão Injetada . 2° Comprimir o gatilho da válvula. Disposições gerais. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. com largura mínima de 1.1. (123. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1. Eng.20m (um metro e vinte centímetros). (123. em caráter permanente e completamente desobstruídos.

(123.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos. Estas distâncias poderão ser modificadas.020-4 / I2) 6. Escadas. Exercício de alerta.015-8 / I2) 3. cabe: a) acionar o sistema de alarme. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo.7.024-7 / I2) Prof. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo. diretamente. Quando não for possível atingir.6.021-2 / I3) 7. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. Ascensores. 7. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. as passagens serão bem iluminadas. (123. tanto as de saída como as de comunicações internas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. Os poços e monta-cargas respectivos.2.2. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. não serão consideradas partes de uma saída.5.4.4. aferrolhada. 8. que entrave o seu acesso ou a sua vista. 3. 5.011-5 / I3) 3. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. (123.018-2 / I3) 4.1. (123.1. 4. (123. 3.7. próximo à chave de interrupção. mesmo fora do horário de trabalho. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. deverão ter rampas que os contornem suavemente e. Em hipótese alguma. (123.017-4 / I2) 3.005-0 / I2) 2. Portas. 2. em caráter permanente.3. neste caso. de níveis diferentes.3. para mais ou menos. (123. Combate ao fogo.1.019-0 / I2) 5. As aberturas.6. Os pisos. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. deverão existir. (123.5. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros.1 Todas as escadas. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos.8.022-0 / I1) 7. 6. Todas portas de batente. com largura mínima de 1. e segundo a natureza do risco. vias de passagem ou corredores. no sentido do da descida. As portas verticais. Milton Serpa Menezes . devem: a) abrir no sentido da saída.9. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas. Poderão ser exigidos. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. (123. indicando a direção da saída. requisitos especiais de construção. não se tenha de percorrer distância maior que 15.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30. de mãos ou externas de madeira. (123. automáticos. (123. (123. Portas corta-fogo.013-1 / I2) 3. ao se abrirem. Escadas em espiral.1. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. d) atacá-lo o mais rapidamente possível. mesmo ocasional. as portas de saída. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. ou portas corrediças horizontais. (123. (123. não impeçam as vias de passagem.1. deverá ser fechada a chave. (123.008-5 / I2) 2.1.6. Eng. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. pelos meios adequados. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas.1. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato. (123.007-7 / I2) 2.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa.014-0 / I2) 3.016-6 / I2) 3. (123. 8. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos.7. (123. Tão cedo o fogo se manifeste. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. (123. Durante as horas de trabalho. As portas de saída devem ser de batentes. ou saída. (123. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo. se houver instalações de chuveiros sprinklers. entre elas e qualquer local de trabalho.009-3 / I2) 2. 7. Nenhuma porta de entrada.006-9 / I1) 2.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem.010-7 / I2) 3. ou presa durante as horas de trabalho. ou do local de trabalho.

033-6 / I2) 10. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. Classe B . Será adotada. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. (123. de preferência.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. não deixando resíduos.035-2 / I2) 10. etc. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados. sem aviso e se aproximando. (123.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados. Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. e que deixam resíduos. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. (123. 11. titânio. gasolina.4. capazes de prepará-los e dirigilos. bem como os guardas e vigias. preferencialmente. (123. a fim de assegurar uma inundação eficaz.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros. Classes de fogo. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado.034-4 / I2) 10. Extintores. (123. c) nos fogos da Classe D.041-7 / I2) Prof. 10. Classe D . freqüentemente. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições.. salvo quando se tratar de água pulverizada. o mais possível. Nos incêndios Classe D. (123. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores.038-7 / I3) 13.039-5 / I2) 13.031-0 / I1) 9. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade.032-8 / I2) 10. (123. Todos os estabelecimentos. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B. será usado o extintor tipo "Químico Seco". Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros.3. (123. (123. com ordem da pessoa responsável. transformadores.027-1 / I2) 8.029-8 / I1) 8. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio.040-9 / I2) 13. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. tintas. vernizes. porém o pó químico será especial para cada material. etc. 9.2. 9. a qualquer tempo.5. fibras. Milton Serpa Menezes .5.2. Extinção por meio de água. (123.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície. (123. a fim de. como óleo.5.1.1. Um espaço livre de pelo menos 1. graxas. (123. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. Normalização e Qualidade Industrial . 13.1. madeira. (123. Classe C .4. (123. b) nos fogos da Classe C. (123. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas.2.. Eng. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C.036-0 / I1) 11.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. (123. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. deverão ser providos de extintores portáteis. papel. quadros de distribuição. 10. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego. nos fogos das Classes B e C. extinguir os começos de fogo de Classe A. segundo as características do estabelecimento.elementos pirofóricos como magnésio.030-1 / I1) 8. a fim de combater o fogo em seu início. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos. mesmo os dotados de chuveiros automáticos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. das condições reais de luta contra o incêndio. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. 10. fios.INMETRO. (123. a fim de evitar o acúmulo de resíduos.2. como: tecidos. etc. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.028-0 / I1) 8.037-9 / I2) 12. Extintores portáteis.3.1. zircônio. 12. a seguinte classificação de fogo: Classe A . os exercícios devem se realizar periodicamente.1. Tipos de extintores portáteis. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados. d) chuveiros (sprinklers) automáticos.1.

(123.5.055-7 / I1) a) de fácil visualização. com data em que foi carregado. (123. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. data para recarga e número de identificação. (123. (123. deve ser usado em fogos Classe A. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor.042-5 / I2) 13.046-8 / I2) 14.2.044-1 / I2) 13. 17. 17.6. Nas ocupações ou locais de trabalho. (123.043-3 / I2) 13.059-0 / I1) 17. (123. Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D.4. os lacres. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo.6. (123. ou "Água-Gás". Sistemas de alarme. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0.16. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original.3. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. Localização e sinalização dos extintores. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês.5. (123. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes.5.060-3 / I1) 17.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof.3. Essa área deverá ser no mínimo de 1. deverá ser providenciada a sua recarga. O extintor tipo "Água Pressurizada".1. 14. (123. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência". (123. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados.3. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente.00m x 1. examinando-se o seu aspecto externo.051-4 / I2) 15. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas.6. (123. 18. (123. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. (123. Milton Serpa Menezes .050-6 / I2) 14.047-6 / I2) 14. Eng. (123. 15. (123.1.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1.057-3 / I1) 17. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado.2.1.5. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. (123.064-6 / I1) 18.062-0 / I3) 18. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros.063-8 / I2) 18.052-2 / I2) 17. (123. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga.045-0 / I2) 14. (123.1. Quantidade de extintores. (123. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo).60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso.065-4 / I1) 18.048-4 / I2) 14. facilmente quebrável. (123. (123.7.4.4.049-2/I2) 14.2.7. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.058-1 / I1) 17. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura.4.4.066-2 / I1) 13. (123.061-1 / I1) 18.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. b) de fácil acesso. vermelha. com bordas amarelas.056-5 / I1) 17.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.00m (um metro x um metro). Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1. Inspeção dos extintores. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado.

• Diga seu nome e número de telefone que está utilizando. • Use o extintor de incêndio. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. abra a casa para ventilar o local. não risque fósforos. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. evitando que o fogo se propague. Alguém pode estar precisando de real ajuda. procurando usar tubulações metálicas 13. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. • Saia pela escada. • Preso numa sala. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. • Em caso de muita fumaça. • Diga o que está acontecendo. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. • Em hipótese alguma salte do prédio. endereço e um ponto de referência. nunca por elevadores. não ligue ou desligue luzes. Eng. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). utilize espuma de sabão para testar o vazamento. Milton Serpa Menezes .3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. Prof. depois abra o gás. • Tendo verificado vazamento de gás. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. • Fora do prédio. saia imediatamente. Não use Benjamins "T". • Ao sair de casa. sem escancarar portas e janelas. • Respeite os avisos que proibem fumar. • Nunca instale cortinas perto do fogão. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. • Quando não estiver utilizando o fogão. O Socorro sempre chega. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. Coloque-se onde possa ser visto. para posterior confirmação da ocorrência. não sendo possível apagá-lo. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. graxa. chame o Corpo de Bombeiros. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. jamais retorne. evitando o pânico. etc. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. óleo. deixe a válvula de gás desligada.4. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. gasolina.

visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO . são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO. manutenção e divulgação dos dados. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. de mudança de função. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. entre outros.304 Ufir Prof. estratégia e metodologia de ação. Milton Serpa Menezes . d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. no mínimo: o planejamento anual. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. forma de registro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . a realização obrigatória dos exames médicos: admissional. Eng. de retorno ao trabalho. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. demissional. periódico.304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. O PCMSO deve incluir.

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