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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

Faculdade de Engenharia e Arquitetura

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SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof. Eng. MILTON SERPA MENEZES

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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1

INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO

Para o homem, o trabalho sempre representou uma necessidade básica de sobrevivência, porque é somente trabalhando que melhor desenvolve suas aptidões, quer seja ela, física, intelectual e moral. Como recompensa recebe uma série de benefícios que lhe dão o conforto, o bem estar, a saúde, a educação, o lazer e o status que o qualificarão perante sua comunidade e em toda a sociedade. Em qualquer tipo de trabalho sempre haverá riscos. Estes riscos podem ser de vários tipos e ter vários sentidos e entre eles o risco de acidente no trabalho. A segurança do trabalho é a matéria que visa educar, normatizar, criar procedimentos que levem à eliminação dos riscos de acidentes. Para que tenha o efeito esperado, deve fazer parte da política das empresas, para que cumpram e façam cumprir todas as normas e procedimentos de segurança, saúde e qualidade de vida, educando-os com seriedade e respeito para, principalmente, não colocar em risco o que é mais sublime no ser humano: a vida. Segurança do trabalho é acima de tudo respeito à vida. Educar em segurança do trabalho é acender uma luz para eliminar um dos mais terríveis tipos de acidentes: a ignorância. De que adianta belas políticas, objetivos, metas, planos, reuniões e mais reuniões se não fizer parte do contexto a valorização humana.
1.1

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1.2

HISTÓRICO

O êxito de qualquer atividade empresarial é diretamente proporcional ao fato de se manter a sua peça fundamental - o trabalhador - em condições ótimas de saúde. As atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e pelo seu instinto gregário, o homem conseguiu, através da história, criar uma tecnologia que possibilitou sua existência no planeta. Uma revisão dos documentos históricos relacionados à Segurança do Trabalho permitirá observar muitas referências a riscos do tipo profissional mesclados aos propósitos do homem de lograr a sua subsistência. Na antigüidade a quase totalidade dos trabalhos eram desenvolvidos manualmente - uma prática que nós encontramos em muitos trabalhos dos nossos dias. Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos. Plínio, O Velho, que viveu antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Galeno, que viveu no século II, fez várias referências a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo. Agrícola e Paracelso investigaram doenças ocupacionais nos séculos XV e XVI. Georgius Agrícola, em 1556, publicava o livro "De Re Metallica", onde foram estudados diversos problemas relacionados à extração de minerais argentíferos e auríferos, e à fundição da prata e do ouro. Esta obra discute os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros, dando destaque à chamada "asma dos mineiros". A descrição dos sintomas e a rápida evolução da doença parece indicar sem sombra de dúvida, tratarem de silicose. Em 1697 surge a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença de autoria de Paracelso: "Von Der Birgsucht Und Anderen Heiten". São numerosas as citações relacionando métodos de trabalho e substâncias manuseadas com doenças. Destaca-se que em relação à intoxicação pelo mercúrio, os principais sintomas dessa doença profissional foram por ele assinalados. Em 1700 era publicado na Itália, um livro que iria ter notável repercussão em todo o mundo. tratava-se da obra "De Morbis Artificum Diatriba" de autoria do médico Bernardino Ramazzini que, por esse motivo é cognominado o "Pai da Medicina do Trabalho". Nessa importante obra, verdadeiro monumento da saúde ocupacional, são descritas cerca de 100 profissões diversas e os riscos específicos de cada uma. Um fato importante é que muitas dessas descrições são baseadas nas próprias observações clínicas do autor o qual nunca esquecia de perguntar ao seu paciente: "Qual a sua ocupação?". Devido a escassez de mão de obra qualificada para a produção artesanal, o gênio inventivo do ser humano encontrou na mecanização a solução do problema. Partindo da atividade predatória, evoluiu para a agricultura e pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Entre 1760 e 1830, ocorreu na Inglaterra a Revolução Industrial, marco inicial da moderna industrialização que teve a sua origem com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Até o advento das primeiras máquinas de fiação e tecelagem, o artesão fora dono dos seus meios de produção. O custo elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice possuí-las. Desta maneira os capitalistas, antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para faze-las funcionar. Surgiram assim, as primeiras fábricas de tecidos e, com elas, o Capital e o Trabalho. Somente com a revolução industrial, é que o aldeão, descendente do troglodita, começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. A introdução da máquina a vapor, sem sombra de dúvida, mudou integralmente o quadro industrial. A indústria que não mais dependia de cursos d'água, veio para as grandes cidades, onde era abundante a mão de obra. Condições totalmente inóspitas de calor, ventilação e umidade eram encontradas, pois as "modernas" fábricas nada mais eram que galpões improvisados. As máquinas primitivas ofereciam toda a sorte de riscos, a as conseqüências tornaram-se tão críticas que começou a haver clamores, inclusive de órgãos governamentais, exigindo um mínimo de condições humanas para o trabalho. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

amparar a vítima do acidente. causaram problemas ocupacionais bastante sérios. técnicos e governo. empresários. procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. Na Inglaterra. trouxeram como conseqüência elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. que o Brasil era o campeão mundial de acidentes do trabalho. Esses fatos logo se colocaram em evidência pelos altos índices de mortalidade entre os trabalhadores e especialmente entre as crianças. a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à atividade profissional exercida em benefício de toda a comunidade. a causa prevencionista ganhou um grande adepto: Charles Dickens. objetivando um produto final mais perfeito e em maior quantidade. o trabalho executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária e o ruído atinge limites altíssimos. Embora o assunto fosse pintado com cores muito sombrias. da gravidade desses acidentes. desenvolvimento físico passaram a ser uma constante. em 1970. Nos últimos momentos do século XVIII. poeiras e outras condições adversas nas fábricas e minas. o parque industrial da Inglaterra passou por uma série de transformações as quais. Pouco a pouco. Ao mesmo tempo. devendo esta. de outro lado. mas também de mulheres e crianças. Prof. que só foi possível pelo esforço conjunto de toda nação: trabalhadores. Nessa época. A sofisticação das máquinas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A improvisação das fábricas e a mão de obra constituída não só de homens. gases. por conseguinte. se de um lado proporcionaram melhoria salarial dos trabalhadores. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. Eng. Esse notável romancista inglês. Milton Serpa Menezes . lamentável a situação que enfrentávamos. No Brasil. pudemos vislumbrar um futuro mais promissor. é bem verdade. a inexistência de limites de horas de trabalho. o quadro estatístico abaixo nos dá idéia de que era. França e Alemanha a Revolução Industrial causou um verdadeiro massacre a inocentes e os que sobreviveram foram tirados da cama e arrastados para um mundo de calor. O trabalho em máquinas sem proteção. atravessamos os mesmos percalços. em menor escala. o que fez com que se falasse. também. de fato. embora tivéssemos já a experiência de outros países. ocasionou o crescimento das taxas de acidentes e. podemos fixar por volta de 1930 a nossa revolução industrial e. através de críticas violentas.

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NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS
A N O S 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: INSS NÚMERO DE SEGURADOS 7.553.472 8.148.987 10.956.956 11.537.024 12.996.796 14.945.489 16.589.605 16.638.799 17.637.127 18.686.355 19.188.536 19.476.362 19.671.128 19.673.915 20.106.390 21.568.660 22.320.750 23.045.901 23.678.607 22.755.875 22.792.858 22.803.065 22.722.008 23.016.637 23.614.200 24.311.448 23.275.605 26.720.890 27.265.342 29.767.846 30.805.068 31.454.564 33.317.408 35.935.331 37.414.658 NÚMERO DE ACIDENTADOS 1.330.523 1.504.723 1.632.696 1.796.761 1.916.187 1.743.825 1.614.750 1.551.501 1.444.627 1.464.211 1.270.465 1.178.472 1.003.115 961.575 1.077.861 1.207.859 1.137.124 992.737 888.343 693.572 629.918 532.514 412.293 388.304 424.137 395.455 369.065 414.341 387.820 363.868 340.251 393.071 399.077 465.700 499.680 503.890

PERCENTUAL

17,61 % 18,47 % 14,90 % 15,57 % 14,74 % 11,67 % 9,73 % 9,32 % 8,19 % 7,84 % 6,62 % 6,05 % 5,10 % 4,89 % 5,36 % 5,60 % 5,09 % 4,31 % 3,75 % 3,05 % 2,76 % 2,33 % 1,81 % 1,68 % 1,79 % 1,62 % 1,58 % 1,45 % 1,33 % 1,14 % 1,28 % 1,27 % 1,40 % 1,39 % 1,35 %

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1.3

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO:

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos governantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social. Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem diferente daquela que caracterizava a Idade-Media: artesãos realizando trabalho manual dentro de pequenas oficinas. No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do contrato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era possível , no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico, para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso fortuito. Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar á teoria do risco social: o acidente do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comunidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabilidade deste ou daquele pelo acontecimento. Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho em virtude de um acidente. Em nosso país, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a primeira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do patrão para ter direito à indenização. Aparentemente pode parecer estranho que, além de aspectos técnicos abordemos também aspectos humanísticos. Entretanto, não devemos esquecer que por trás de qualquer máquina, equipamento ou material, está um ser humano, a maior riqueza de uma nação. Se não bastasse isso para avaliarmos a importância da Segurança e Medicina do Trabalho poderíamos pensar que, enquanto uma indústria de máquinas agrícolas tem capacidade de produzir 1000 máquinas por dia, necessitamos de no mínimo 20 anos para formar um homem. 1.3.1 ASPECTOS SOCIAIS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Para considerarmos o efeito de acidentes do trabalho, via produtividade no caso do Brasil, consideremos um trabalhador imaginário desde seu nascimento até sua morte. Para cada ano podemos calcular o produto e o consumo total do trabalhador e sua diferença, e a produtividade líquida. Essa será de início negativa, pois a criança só consome. Entretanto, com o passar do tempo a produtividade cresce, assumindo valores positivos que permanecem com este sinal até o trabalhador se aposentar ou morrer. No caso de o trabalhador se aposentar, teremos até sua morte, valores negativos. Para tomar mais claro o raciocínio que desejamos transmitir, suponhamos que o trabalhador consuma 5 unidades por ano, qualquer que seja sua idade e que produza 10 unidades por ano, dos 15 aos 50 anos, vivendo aposentado dos 50 a 60 anos. O saldo total seria neste caso, igual S = (10 unid. x 35 anos) - (5 unid. x 60 anos) 50 unidades produtivas. Suponhamos, contudo, que o trabalhador sofre um acidente aos 30 anos de idade, o qual reduza sua capacidade produtiva pela metade. O novo saldo será: S = (10 unid. x 15 anos) + (5 unid. x 20 anos) - (5 unid. x 60 anos) = - 50 unidades produtivas. Isto demonstra, como um acidente, considerado em termos globais para a nação, pode tornar um trabalhador superavitário em um elemento deficitário, no que diz respeito a produção e ao consumo de bens. Queremos salientar que, o ônus causado pelo acidente reflete-se em toda a nação, uma vez que é ela que paga ao incapacitado, ou a família da vítima de um acidente fatal. 1.3.2 ASPECTOS HUMANOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO

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Embora não se possa exprimi-lo em números o aspecto humano é o mais importante. Se lançarmos esta pergunta ao trabalhador: Quanto vale em Reais a vida de seu pai ou seu irmão ? Não devemos, porém, ater exclusivamente a este raciocínio, devemos ir mais longe. Quando estamos pagando adicional de insalubridade a um trabalhador, em outras palavras estamos comprando alguns anos de sua vida, pelo dano que o agente agressivo poderá causar ao seu organismo. 1.3.3 ASPECTOS ECONÔMICOS

A redução da produção de uma empresa e da nação como um todo, determinada pelos acidentes do trabalho, é bastante significativa. Além do aumento do custo final dos produtos, deve ser encarado o acidente também como fonte de gastos em atendimento médico, transporte do paciente, danos materiais, etc. 1.3.4 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO

O acidente do trabalho afeta o trabalho, o capital e o Estado. De forma direta e imediata envolve interesses individuais, assim considerados, quanto aos trabalhadores e seus dependentes de um lado, os empregadores e a Previdência Social, enquanto pessoa jurídica de outro. SINTETIZANDO: a) Quanto ao empregado, o acidente acarreta entre outros, resultados imediatos - como sofrimentos e invalidez, perdas de salários, queda do nível de vida para si e sua família desvio de comportamento emocional, etc. b) Quanto ao empregador, o acidente do trabalho afeta a produtividade pelo número de homens horas perdidas, comoção entre os trabalhadores, danos materiais e financeiros e queda da qualidade de trabalho. c) Quanto ao Estado, os acidentes acarretam reflexos sócio-econômicos, aumento da população inativa, desmantelamento da família, etc.

1.4

SEGURANÇA DO TRABALHO NO PLANEJAMENTO

Planejar seria extrapolar para o futuro. Devemos ter sempre em mente esta idéia, quando estamos planejando; verificar quais as conseqüências futuras deste planejamento, quais as implicações para a nossa e para outras gerações da implantação desta nova tecnologia. Historicamente, sabe-se que os motores de combustão interna, a ciclo Otto, foram planejados para a utilização do álcool Receios de dependências de países tropicais em relação a noções mais desenvolvidas, levou os técnicos da época a procurarem alternativas. A gasolina, pela sua baixa octanagem, não permitia a taxa de compressão necessária e para se conseguir uma octanagem de melhor qualidade, o preço de fabricação tornavase proibitivo. Eis que surge o tetraetila de chumbo, que possibilitou a redução de custos da gasolina, tornando-a competitiva e ate mais barata que o álcool. Quanto ao planejamento e à tecnologia, nada temos a opor. Entretanto, foi esquecido ou ignorado o fator humano. Sendo a gasolina um produto altamente tóxico e cancerígeno, esta causando danos a toda a vida animal e vegetal do planeta. Esta exemplo, escolhido pela sua atualidade, bem pode mostrar como o homem do planejamento deve deter-se em todas as minúcias de um problema, não focalizando exclusivamente tecnologia, que deve existir para beneficiar o homem, nunca para prejudicá-lo.

1.5

LEGISLAÇÃO E NORMAS

A Segurança e Saúde no Trabalho é objeto de normatização em diversos dispositivos legais e, nesta seção, serão apresentados assuntos direcionados à realidade do ramo galvânico. Aqui se procura apresentar, de forma sucinta, os aspectos relevantes da legislação nacional e não desobriga a aplicação de outros dispositivos nas esferas federais, estaduais e municipais, bem como acordos ou convenções coletivas não contemplados aqui.

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deve ser observado um descanso de onze horas. 1. cujo trabalho obedecerá aos seguintes princípios: . do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Normas Regulamentadoras (NR). de qualquer natureza. a “redução dos riscos inerentes ao trabalho. em qualquer atividade privada. 5%. este deve ser de vinte e quatro horas.horário especial para o exercício das atividades. o assunto é tratado de forma detalhada através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). que caracteriza como deficiente a pessoa portadora de deficiência física. visual e mental. naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este capítulo”. deverá haver um intervalo para refeição que pode ser de uma a duas horas. na admissão ou permanência no emprego. c) Trabalho das Pessoas Portadoras de Deficiências Toda empresa com mais de 99 trabalhadores deve inserir em seu quadro funcional um percentual de pessoas portadoras de deficiência. serviços inadiáveis e greve abusiva). cujo texto. Dentre as proteções recebidas pelas mulheres. Aos trabalhadores idosos. . Segundo o Artigo 36. conforme Decreto Nº 3. d) Trabalho da Mulher O trabalho desenvolvido pela mulher recebe proteção especial na CLT (2002). Prof. As empresas que adotam o trabalho noturno. o adolescente em processo de formação técnicoprofissional. de forma detalhada. Durante a jornada de trabalho. do Artigo 154 ao 201.1 Constituição Federal A Constituição (1988) da República Federativa do Brasil. através da Portaria N. II – de 201 a 500 empregados. auditiva. sendo vedado o trabalho noturno.º 3. assegura a todos os trabalhadores.5. Considera-se idosa toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.2 Normatização Trabalhista A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (2002) traz em seu Capítulo V.exigir atestado ou exame. podemos destacar que é vedado ao empregador: . considerando aquele executado das 22 horas de um dia às 05 horas do dia seguinte. perigoso ou insalubre. na seguinte proporção: I – até 200 empregados. para comprovação de esterilidade ou gravidez.garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular. urbanos e rurais.atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente. em seu Artigo 7º.5. por meio de normas de saúde. Milton Serpa Menezes .298 de 20 de dezembro de 1999.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 1. no capítulo que trata dos Direitos Sociais.214 de 08 de junho 1978. Aos indivíduos com idade entre 14 e 16 anos.741 de 01 de outubro de 2003. conforme disposto no Artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. isto é. deve dispensar aos trabalhadores deste horário os mesmos encargos legais.proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. sendo esta duração. e a pessoa com mobilidade reduzida. conforme expressado no Estatuto do Idoso. ou IV – mais de mil empregados.296 de 02 de dezembro de 2004. cujo Artigo 372 expressa: “Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino. III – de 501 a mil empregados. Tal jornada pode ser excedida em duas horas diárias em casos imperiosos (força maior. . inciso XXII. 2%. as orientações dadas pelo Decreto Federal Nº 5. Entre uma jornada de trabalho e outra. b) Trabalho da Criança e do Adolescente É vedado qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade. a observância obrigatória em todos os locais de trabalho do disposto sobre Segurança e Medicina do Trabalho e. só é permitido o trabalho na condição de aprendiz. Descanso e Trabalho Noturno) Jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador para o trabalho. para os efeitos de aplicação. higiene e segurança”. 3%. Com relação ao Descanso Semanal Remunerado (DSR). preferencialmente aos domingos. O contrato de trabalho do aprendiz tem prazo determinado de dois anos. Considera-se. 4%. a empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2 a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados da Previdência Social ou com pessoa portadora de deficiência habilitada. de 13 de julho de 1990. Lei Ordinária Nº 10. não excedente a oito horas diárias. . Eng. Por ser um direito de todos os trabalhadores. segue expresso: a) Jornada de Trabalho (Horas Suplementares. são garantidas as mesmas proteções dispensadas aos demais trabalhadores.

Também é obrigação do empregador: (. ressaltando que. em regime comunitário. é necessário o conhecimento da Norma Regulamentadora em sua íntegra. que atua com habitualidade e subordinação. os meios para prevenir e/ou limitar tais riscos e medidas adotadas pela empresa. o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar o estabelecimento. uma saleta de amamentação. f) e) NR 1 – Disposições Gerais Esta Norma Regulamentadora expressa a observância obrigatória por todas as empresas do que for relativo à segurança e medicina do trabalho. durante a sua vida profissional. setor de serviço. elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Quando a CTPS é entregue à empresa para anotação da data da admissão. com outras entidades públicas ou privadas. Tanto o certificado de aprovação quanto a declaração das instalações são documentos básicos que buscam assegurar ao novo estabelecimento. para o trabalho ocasional. A aplicação de todas as Normas. naquilo que lhe for competente. pelo menos 30 mulheres. não desobriga as empresas ao cumprimento de outras disposições referentes à matéria. sem prejuízo do emprego e do salário”.3 Normas Regulamentadoras – NR Neste tópico. durante a jornada de trabalho. máquina ou equipamento. haverá a emissão do Certificado de Aprovação das Instalações (CAI). Após a inspeção. No período de amamentação e até que a criança complete seis meses de idade. comum a todos os estabelecimentos novos. colaborar com a empresa na aplicação de tais normas. fornecido pelo empregador. pelo referido Órgão.5. a mãe terá direito a dois descansos. Tal exigência poderá ser “suprida por meio de creches distritais mantidas. - Proteção à Maternidade “A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 dias. dispõe que os mesmos. ou a cargo do SESI. deverão solicitar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego inspeção prévia para aprovação de suas instalações. é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. iniciativas prevencionistas. pelas próprias empresas. indicando na decisão tomada as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. serão apresentadas de forma resumida as NR pertinentes ao ramo galvânico. Deveres do empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares. um berçário. da LBA ou de entidades sindicais”. uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. g) NR 2 – Inspeção Prévia A Norma de inspeção prévia.) nos estabelecimentos em que trabalharem. informar aos trabalhadores sobre os riscos profissionais que possam estar expostos nos locais de trabalho. ou ainda embargar a obra. antes de iniciar suas atividades.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a redução de salário pela adoção de medidas de proteção ao trabalho das mulheres. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras – NR. com mais de 16 anos de idade. o empregador deverá devolvê-la preenchida ao empregado no prazo de 48 horas. de forma pessoal e mediante salário. Considera-se empregado a pessoa física. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. 1.. do SESC. para aplicação. que demonstre risco grave e iminente para a saúde do trabalhador. usar o EPI – Equipamento de Proteção Individual. permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. ao empregador. Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) O registro na CTPS é um direito de todos os empregados e um dever do empregador. remuneração e condições especiais. terão local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. Milton Serpa Menezes . para o trabalho contínuo. de meia hora cada. ou 25 quilos. Os locais para amamentação “deverão possuir. diretamente ou mediante convênios.. Prof. Eng. h) NR 3 – Embargo Ou Interdição Mediante laudo técnico de serviço competente. no mínimo. Deveres do empregado: cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho.

e para atender as situações de emergência. j) NR 5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA As empresas devem mantê-la em regular funcionamento com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. com sua especificação.fornecer. Cabe ao empregador: . As indústrias galvânicas classificadas em grau de risco 3. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. o EPI adequado ao risco. sempre que as medidas de proteção coletivas necessárias forem tecnicamente inviáveis ou enquanto estas estiverem sendo implantadas.cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado. de uso individual utilizado pelo trabalhador. promovendo desta forma a saúde dos trabalhadores. além de orientar e treinar sobre seu uso. o SESMT. além de haver guarda-corpo de proteção. Os dados obtidos nos exames médicos deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador. apenas para a finalidade a que se destina. Sugere-se. aos empregados. .devem dispor de material antiderrapante. que procuram promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador nos ambientes laborais.usá-lo. . pé direito. guarda e conservação. NR 7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz de todos os procedimentos. n) NR 9 – Programa de prevenção de riscos ambientais – PPRA O empregador deve garantir a implementação e elaboração de forma eficaz. k) NR 6 – Equipamento de proteção individual – EPI Equipamento de Proteção Individual (EPI) é “todo dispositivo ou produto. as escadas e rampas devem oferecer resistência para suportar as cargas móveis e fixas. efetuar controle individual de entrega de EPI. impermeável e protegido contra umidade. de acordo com as determinações municipais. de acordo com o grau de risco em que estiverem enquadrados e o número de empregados. Prof. contra quedas. adequado a atividade do trabalhador.os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que possam prejudicar a circulação de pessoas ou materiais. . atendendo as condições de conforto. devendo estar articulado com as demais NR.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Durante a paralisação do serviço. órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário que possuam empregados regidos pela CLT manterão. . obrigatoriamente. onde houver necessidade. comprovando o recebimento e treinamento quanto ao uso do mesmo. na qual podemos destacar que: . A construção do ambiente de trabalho deve ser projetada de modo a favorecer a ventilação e a iluminação natural. Cabe ao empregado: . os empregados receberão os salários como se estivessem trabalhando. ao empregador. Milton Serpa Menezes l) . em decorrência do embargo ou interdição. em especial com o PCMSO.adquirir o tipo de EPI. sem ônus ao empregado da empresa. O SESMT constitui-se de um órgão técnico da empresa. . com mais de cem empregados e as classificadas em grau de risco 4. composto exclusivamente por profissionais com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. com Certificado de Aprovação (CA). responsabilizando-se por sua guarda e conservação.os pisos. Eng. . com mais de 50 empregados. nos locais. destinado à sua proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”.os locais devem ter a altura do piso ao teto. Constitui ato faltoso a recusa injustificada da utilização do mesmo. i) NR 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho Esta NR estabelece que as empresas privadas e públicas. gratuitamente. O PPRA visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores. datada e assinada pelo trabalhador. m) NR 8 – Edificações Os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham estão estabelecidos nesta NR. são obrigadas a manter um técnico de segurança do trabalho. salubridade e segurança.usar o EPI.

70 a 1. operação.30 metros. entre as partes móveis de máquinas e/ou equipamentos. manutenção das instalações e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades.2 da respectiva NR. montagem. haja uma faixa livre variável de 0. à critério da autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. Todos os transportadores industriais devem ser permanentemente inspecionados e as peças com defeitos devem ser substituídas de imediato. Esta NR se aplica às fases de geração. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. transmissão. podendo dirigir somente durante o horário de trabalho e portando o cartão de identificação.) as vias principais de circulação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Conforme disposto no item 9. padronizado e com descrição detalhada de cada tarefa. a limpeza. registro de segurança. p) NR 11 – Transporte. no estabelecimento onde estiver instalado. Prof.6. Sinalização de Segurança. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. código de projeto e ano de edição. projetos de instalação ou reparo.1. correntes. armazenagem e manuseio de materiais A NR 11 trata dos equipamentos utilizados na movimentação de materiais. Os carros manuais para transporte devem possuir protetores das mãos.. pressão máxima de trabalho admissível. equipamentos contra incêndio. placa de indicação indelével com. A demarcação das áreas reservadas para corredores e armazenamento é especificada na NR-26.3: (. Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão receber treinamento dado pela empresa que o habilitará nessa função. as seguintes informações: fabricante.) todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados.. no mínimo. pressão de teste hidrostático. Milton Serpa Menezes r) . substituindo-se as suas partes defeituosas”. em local de fácil acesso e bem visível. número de identificação. elevadores de carga. Eng. salvo se o movimento for indispensável à sua realização. e as que conduzem às saídas devem ter... NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão São considerados vasos de pressão os equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. entre outros. talhas. 1.8.1.3. objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que. o) NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade A NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas. cordas. movimentação. Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). saídas de emergência. distribuição e consumo. Conforme exposto no item 11. De acordo com o disposto no item 13. “os dados deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos”. ano de fabricação. Todo vaso de pressão deve possuir. no mínimo. Os serviços a serem realizados devem ser planejados em conformidade com procedimentos de trabalho específico. mediante técnica de análise de risco. q) NR 12 – Máquinas e equipamentos As áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que. entre outros. direta ou indiretamente. com distância mínima entre máquinas e equipamentos de 0. construção. a seguinte documentação devidamente atualizada: prontuário do vaso de pressão. incluindo as etapas de projeto. Conforme descrito no item 12. em local visível.1. permanentemente.3. Os reparos. com nome e fotografia do trabalhador. “especial atenção será dada aos cabos de aço. tais como empilhadeiras.20 metros (um metro e vinte centímetros) de largura e ser devidamente demarcadas e mantidas permanentemente desobstruídas.80 metros. com validade de um ano. As máquinas e os equipamentos devem ter suas transmissões de força enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados. Os trabalhadores autorizados a executar atividade em serviços elétricos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados. relatório de inspeção. Devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e outros que possam existir. Todo equipamento deve ter indicada a carga máxima de trabalho permitida. no interior dos locais de trabalho. Os materiais armazenados devem estar dispostos de forma a evitar a obstrução de portas.7: (.60 e 0.

Não poderá o adicional de insalubridade ser acumulado com o de periculosidade. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem atender às dimensões de 1. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho ou caracterizadas pela autoridade competente. impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos. devem ser asseguradas aos trabalhadores condições de conforto. “O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador adicional de 30% sobre o salário. cabendo ao empregado optar por um dos dois. Refeitório Por ocasião das refeições.10%. a cozinha deverá estar localizada junto ao mesmo. t) NR 16 – Atividades e operações perigosas São consideradas atividades ou operações perigosas as que. equivalente a: . . para insalubridade de grau máximo. páginas 201 a 207. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador adicional sobre o salário mínimo da região.00 m2 (um metro quadrado) para cada sanitário por grupo de 20 trabalhadores em atividade. para insalubridade de grau médio. iluminação e fornecimento de água potável. procura trazer a seqüência necessária à confecção do laudo ergonômico. condições ou métodos de trabalho. Vestiários Em todos os estabelecimentos da indústria.40%. fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos. não importa o tempo de exposição e sim a intensidade e iminência do risco a que o trabalhador está exposto. arejamento. v) NR 23 – Pproteção contra incêndios A aplicabilidade desta NR. É dever do empregador implementar e elaborar o laudo de forma eficaz. Cozinha Quando houver refeitório. Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários. .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A operação de unidades que possuam vasos de pressão deve ser efetuada por profissional qualificado em “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo”. disponham de sanitário e vestiário próprios e que não se comuniquem com a cozinha. Prof. É indispensável que os funcionários da cozinha. por sua natureza ou métodos de trabalho. Na periculosidade. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. exponham os seus empregados a agentes nocivos à saúde. observada a separação de sexo e provido de bancos. vestiários e refeitórios devem possuir. u) NR 17 – Ergonomia A colocação em prática desta NR. por sua natureza. Deverão ter pé direito de no mínimo três metros. instalações sanitárias e locais insalubres. emitindo um “Relatório de Inspeção”. apresentada na parte IV (Programas e Ações). não se comunicando diretamente com os locais de trabalho. Eng. em condições de risco acentuado. será considerado o de grau mais elevado. quando submetida à alteração ou reparo capazes de alterar as condições de segurança. com requisitos de limpeza. devendo possuir separação por sexo e ser submetidas à higienização constantemente. dotado de armários individuais. A inspeção de segurança de caldeiras e vaso de pressão deve ser realizada por “Profissional Habilitado” ou por “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”. para insalubridade de grau mínimo. sem acréscimos resultantes de gratificações. NR 15 – Atividades e operações insalubres São consideradas atividades ou operações insalubres as que. que estejam acima dos limites de tolerância. encarregados de manipular gêneros alimentícios e utensílios. sempre que houver danos por acidente de trabalho ou outra ocorrência. prêmios ou participações nos lucros da empresa”. nos quais a atividade exija a troca de roupas. é obrigatória a existência de refeitório instalado em local apropriado. traz a seqüência necessária ao desenvolvimento de trabalho adequado nessa área. páginas 160 a 161. deve haver local apropriado para vestiário. Milton Serpa Menezes s) . cujas refeições devem ser servidas através de aberturas. w) NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto que as instalações sanitárias. apresentada na parte IV (Programas e Ações). visando a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores.20%.

como pesca e outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações comerciais. Branco Empregado em passarelas e corredores de circulação. . concedendo prazos para correção das irregularidades encontradas. que poderá ser estendido até 120 dias. facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. Cor Utilização Mais Freqüente Vermelho Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. a partir da notificação. aa) NR 29 . Os resíduos líquidos e sólidos devem ser tratados. sindicato da categoria dos empregados e representante da autoridade regional competente.Segurança do Trabalho – 6. sendo proibido o lançamento ou a liberação nos ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia. cc) NR 31 . Pecuária Silvicultura. dispositivos de segurança e canalização de água. Quando o empregador necessitar de prazo de execução superior a 120 dias.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Todo lavatório deve ser provido de material para a limpeza e secagem das mãos. a multa será aplicada na forma do Artigo 201. z) Prof. Cinza escuro Identificação de eletrodutos. devendo esta medida ser utilizada de forma racional. parágrafo único da CLT. Milton Serpa Menezes . inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. direta ou indiretamente. Verde Identifica caixas de equipamentos de socorro.Medicina do Trabalho – 3. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. NR 28 – Fiscalização e penalidades O Agente de Inspeção do Trabalho. Laranja Identifica partes móveis de máquinas e equipamentos. equipamentos ou medidas adequadas. 60 dias. dd) NR 32 . coletores de resíduos e áreas destinadas à armazenagem. conforme os seguintes valores estabelecidos: .Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Estabelece as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. Eng. Exploração Florestal e Aqüicultura Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. Amarelo Nas canalizações para indicar gases não liqüefeitos. y) NR 26 – Sinalização de segurança A utilização das cores abaixo nos locais de trabalho não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. pecuária.782 UFIR. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. A empresa terá um prazo de 10 dias.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. para entrar com recurso ou solicitar prorrogação de prazo. dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei. localização de EPI.Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. embaraço ou resistência à fiscalização. x) NR 25 – Resíduos Industriais Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos. poderá notificar os empregadores. ao realizar a fiscalização com base em critérios técnicos.Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. bb) NR 30 . que deverá ser de. Em caso de reincidência. utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros.304 UFIR. a fim de não ocasionar distração. liqüefeitos (GLP) e “Cuidado!”. exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. confusão e fadiga ao trabalhador. fica condicionada a prévia negociação entre empresa. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR 15). Azul Identifica a canalização de ar comprimido. no máximo. sendo proibido o uso de toalhas coletivas. silvicultura.

5. serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito.4 Normatização Previdenciária A legislação previdenciária é fundamentada nas Leis Nº 8. durante a jornada de trabalho.) considera-se agravo a lesão..Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. recuperação.). inclusive morte. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. que altera o Regulamento da Previdência Social. a emissão da CAT poderá ser efetuada pelo trabalhador e quando este estiver impossibilitado. de reabertura e de comunicação de óbito. ou redução permanente ou temporária.212 e 8. a) Acidente do Trabalho Acidente de trabalho é “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. O acidente de trabalho pode se caracterizar como: TÍPICO – decorrente do exercício da atividade profissional. mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. DOENÇAS DO TRABALHO – são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado. distúrbio. § 4º (. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do INSS. Prof. 337. Nos acidentes de trajeto ou a serviço externo da empresa. As doenças hereditárias não são consideradas doenças de trabalho. à autoridade competente. COMUNICAÇÃO DE ÓBITO: correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. de natureza clínica ou subclínica.042 de 12 de fevereiro de 2007. doenças ocupacionais e/ou profissionais ou doença do trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte.br). monitoramento e controle dos riscos existentes. A título de classificação para registro. Nos casos de acidente de trabalho. § 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º quando demonstrada a inexistência de nexo causal entre o trabalho e o agravo (. mesmo que estas surjam durante a vida laboral. § 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo. b) Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) O acidente do trabalho e a doença profissional devem ser comunicados ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS.. TRAJETO – ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado ou vice-versa. por qualquer pessoa que acompanhou o ocorrido. a comunicação deve ser feita nas primeiras 24 horas de sua ocorrência e em caso de morte. 1. disfunção ou síndrome de evolução aguda. e todas as ações de promoção. doença. assistência. que estão acima do limite de tolerância.367 de 19 de outubro de 1976). REABERTURA: correspondente ao reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho. ou doença profissional ou do trabalho. imediatamente.. independentemente do tempo de latência. Eng..gov. expondo o trabalhador a agentes nocivos para sua saúde. comunicado anteriormente ao INSS. inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais. protocolado neste órgão ou enviado por meio eletrônico (disponível no site www.. Art. DOENÇAS OCUPACIONAIS E/OU PROFISSIONAIS – decorrentes da exposição a agentes ou condições perigosas. por meio de formulário específico (anexo). ee) NR Nº 33 . transtorno de saúde.).213 de 24 de julho de 91. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade. da capacidade do trabalho” (Artigo 2º da Lei Nº 6. INICIAL: corresponde ao registro do acidente típico. Milton Serpa Menezes . trajeto. na forma do § 3º. e Decreto Nº 6. elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) (. avaliação. há três tipos de CAT: inicial. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.mpas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. que possua meios limitados de entrada e saída. subaguda ou crônica.. ou perda.

): DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. .6º.4º. O LTCAT.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR 7). causar dano a outrem. análises – qualitativa e quantitativa.2º.). trabalhadores avulsos e cooperados.C. servindo de subsídio para a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). devendo o auxílio doença ser pago pela Previdência Social a partir do 16º dia de afastamento. identificação.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). Milton Serpa Menezes . dados administrativos. durante todo o período em que este exerceu suas atividades. emitido exclusivamente por engenheiro de segurança do trabalho ou por médico do trabalho habilitados pelo respectivo órgão de registro profissional. descrição do ambiente de trabalho. Este laudo caracteriza tanto a nocividade do agente quanto o tempo de exposição do trabalhador. por ocasião da avaliação global. 1. de acordo com a Lei Nº 10. fica obrigado a repará-lo. .213/91. 186 e 187. tais como: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. considerados para os fins de concessão de aposentadoria especial. É vedado ao médico do trabalho disponibilizar à empresa as informações exigidas na Instrução Normativa INSS/DC Nº 95/03. ou sempre que ocorrer alteração ou modificação no ambiente de trabalho. entre outras informações.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os 15 primeiros dias de afastamento (incluindo o dia do afastamento) são pagos pelo empregador. C. por ato ilícito (Arts. O PPP constitui-se em um documento histórico-laboral do trabalhador que reúne. que regulamentam os benefícios da Previdência Social e estabelecem que: “a empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este. Tal ato lesivo deve ser praticado em desacordo aos preceitos legais. negligência ou imprudência. . Aquele que. (Instrução Normativa Nº 99. . conclusão (caracteriza o laudo. As condições de trabalho apresentadas no LTCAT devem estar comprovadas pelas demonstrações ambientais e monitoração biológica por meio dos seguintes documentos: . quando da rescisão do contrato de trabalho. c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) O Perfil Profissiográfico Previdenciário foi instituído pelas Leis 8. de 10 de janeiro de 2002.406. O PPP deverá ser elaborado de forma individualizada para os empregados. de 15 de janeiro de 2004). Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. Prof. medidas de controle. Código Civil (C.212 e 8. O PPP deverá ser assinado por representante da empresa. Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. cópia autêntica deste documento”.5 Responsabilidade Civil e Criminal A conduta humana ocorre por atos lícitos ou ilícitos. registros ambientais e resultados de monitoração biológica. Para que haja o ato ilícito. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. .311. quadro descritivo. contendo a indicação dos responsáveis técnicos. com poderes especiais. devendo estar sempre atualizado. que temos expresso. e o próprio PPP. deve ser atualizado pelo menos uma vez ao ano. pelos registros ambientais e resultados de monitoração biológica.C. é necessário haver um fato lesivo que ocorra por ação. 927. A elaboração deste laudo segue a Portaria Nº 3.Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). As condições de trabalho que dão direito à aposentadoria especial deverão ser comprovadas pelas demonstrações ambientais contidas em documentos. do Ministério do Trabalho. quais sejam: .5. que estejam expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. causando dano patrimonial ou moral.1º. . por período. Seção III. do INSS/DC. Eng. gerando a responsabilidade civil.3º. atual Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). omissão voluntária. . Campo 17 e seguintes do Anexo XV (O Memorando – Circular Conjunto Nº 02/INSS/DIRBEN/DIREP. que estabelece padrões para elaboração de laudos.5º. de 29 de novembro de 1989. de 5 de dezembro de 2003 – DOU de 10/12/2003). apresentando a fundamentação científica e reconhecendo a obrigatoriedade ou não do pagamento de adicionais pela empresa). d) Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) O LTCAT é uma declaração pericial que tem por finalidade apresentar tecnicamente a existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade física do trabalhador.

através do Parecer de Viabilidade de Localização (PVL). Com relação à exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo direto ou iminente. que: (. em desacordo com as normas legais. é a vida e a saúde de qualquer pessoa. por sua natureza. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza. podemos destacar da Resolução CONAMA n. A implementação e implantação de meios à melhoria da saúde. Haverá obrigação de reparar o dano. aquele que causar dano a outrem. demonstrada a culpa. autorizando o início da construção e implantação da empresa. faz-se necessário que haja ação penal pública incondicionada. teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação do funcionamento dos equipamentos e sistemas de controle de poluição. de três meses a um ano. a instalação. Eng. subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI a da própria LO. Porém. e regulamentada pelo Decreto Nº 88. por autoridade ambiental competente. não é um documento obrigatório. temos expresso no Artigo 935 do Código Civil que “a responsabilidade civil é independente da criminal. higiene e segurança dos trabalhadores é o meio eficaz para se evitar responsabilidades. de 01 de junho de 1983. Dentre os inúmeros instrumentos de política ambiental instituído em âmbito nacional. observando os planos federais. Parágrafo único. especificando as condições básicas a serem atendidas desde sua instalação até o funcionamento do estabelecimento. Parágrafo único: Intentada a ação penal. risco para os direitos de outrem. Legislação Ambiental A Lei Nº 6. contra o autor do crime. independentemente de culpa. Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena – detenção. Existe um momento preliminar na etapa do licenciamento em que o órgão expedidor poderá orientar o empreendedor quanto à localização do seu empreendimeno. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Art. que dispõe em seu Capítulo V sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes quando devidamente tratados. até o julgamento definitivo daquela. conforme Artigo 20 do referido decreto. subordinando-a as condições de exigências técnicas a serem cumpridas antes do início de sua operação. estaduais ou municipais de uso do solo. A fase preliminar do empreendimento deve atender requisitos básicos de localização. fundamentadas em informações formais prestadas pelo interessado. Desta forma. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).6 . Pelos artigos acima citados. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal”. se o fato não constitui crime mais grave.351.) a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. A LO autoriza a operação do empreendimento ou de determinada atividade poluidora.. todas obrigatórias. expresso no caput do Artigo 132 do Código Penal.. de 31 de agosto de 1981.5. em seu Artigo 64. o funcionamento e a ampliação de estabelecimentos de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento. estará obrigado a indenizar. A Licença de Instalação (LI) é expedida com base no projeto executivo final que foi aprovado na licença prévia.º 357. Diante da independência da responsabilidade civil em relação à penal. Milton Serpa Menezes 1. a) A Lei de Crimes Ambientais Prof. consiste em um processo destinado a condicionar a construção. do dispositivo legal. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. torna-se evidente que a sentença condenatória criminal tem influência na ação cível.938. O referido dispositivo foi instituído em virtude dos acidentes do trabalho ocorridos por descaso na aplicação das medidas de prevenção contra atos que podem ocasionar acidentes. independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo poder Público: Licença Prévia (LP). porém funciona como uma ferramenta preventiva de problemas com a localização do seu empreendimento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Parágrafo único. é necessário que haja uma vítima determinada. instalação e operação. Além deste tipo de responsabilidade. 132. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. O objeto jurídico. nos casos especificados em lei. para que haja a responsabilidade criminal. de 17 de março de 2005. ou sobre quem seja o autor. para caracterizar o ato lesivo. A Licença de Operação (LO) é expedida após vistoria. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase inicial do planejamento da atividade do estabelecimento. é expresso pelo Código de Processo Penal.

interdição temporária do estabelecimento. obra ou atividade. bem como dele obter subsídios. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. mas por negligenciar com o imóvel e possibilitar sua má utilização. onde seu patrimônio.605. facilitar ou ocultar a prática de crime). através de perícia. Constatada. devendo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A Lei Nº 9. A pessoa jurídica que permitir. zelar para que sua propriedade não passe a ser de uso nocivo. que consistirá em: custeio de programas e de projetos ambientais. após considerado instrumento do crime. ficarão sujeitos às sanções civis e penais. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei. A responsabilidade civil e criminal do proprietário do imóvel não é tão somente por esta condição (permitir. dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas. subvenções ou doações. poderá ter decretada sua liquidação. Eng. após transitado e julgado o processo. proibição de contratar com o Poder Público. Prof. estando sujeito a pessoa jurídica às seguintes sanções. que são: suspensão parcial ou total das atividades. execução de obras de recuperação de áreas degradadas. Prestação de serviços à comunidade. Penas restritivas de direito. manutenção de espaços públicos. Milton Serpa Menezes . recolhimento domiciliar. portanto. das atividades lesivas ao meio ambiente e da cooperação internacional para a preservação do mesmo. e comprovada a culpabilidade daqueles que cometerem danos ambientais. de 12 de fevereiro de 1998. será disponibilizado ao Fundo Penitenciário Nacional.

que a legislação especifica "exercício do trabalho a serviço da empresa". inclusive companheiro de trabalho. "Art. estes sob certas condições. Eng. perturbação funcional ou doença. porém. 131 .) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local). perturbações ou doenças. entretanto. de negligencia ou de imperícia de terceiro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2 DEFINIÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 2. Pode-se notar. no exercício de sua atividade. ligado ao trabalho. as lesões. as doenças do trabalho. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. 2. c) em viagem a serviço da empresa. tais como danos materiais (aos equipamentos. os acidentes que ocorrem fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho. e. que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do empregado. IV . Como se vê. a definição é dada pelo Decreto n0. e) desabamento. podem ser encarados como tal: "I . portanto. no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social. Legalmente. essa definição não é satisfatória. ou a redução da capacidade para o trabalho. V . inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o trabalho. constantes ou não de relações oficiais. inclusive veiculo de propriedade do empregado d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. o que ocasiona sempre perda de tempo. assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante do anexo v. haja contribuído diretamente para a morte ou a perda. b) ofensa física intencional. d) ato de pessoa privada do uso da razão. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. pela lei brasileira. f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. Outras conseqüências podem advir. perturbação funcional ou doença). 2. etc. portanto.Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. direta ou indiretamente. pois o acidente é definido em função de suas conseqüências sobre o homem. em conseqüência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro.a doença profissional ou do trabalho. o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica. os acidentes que ocorrem no local e no horário de trabalho. embora não se enquadrem na definição de acidentes do trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária. III . o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo trabalhador (lesão. de acidentes que. II .1 CONCEITO LEGAL A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca. produtos fabricados. c) ato de imprudência. Milton Serpa Menezes .o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho. seja qual for o meio de locomoção utilizado.o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. embora não tenha sido a causa única. de 05 de março de 1997. lesão. somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou orgânico é enquadrado como tal.2 CONCEITO PREVENCIONISTA Para a Segurança do Trabalho. Prof. mais ainda. e) no percurso para o local de refeição ou de volta dele. Para a legislação providenciaria. Também são igualados. em intervalo do trabalho. inclusive companheiro de trabalho. inundação ou incêndio. ou seja. Há casos.o acidente que. Do ponto de vista prevencionista. para efeito de lei. O primeiro passo na prevenção de acidentes e saber o que se entende por acidente do trabalho.172.

ao legislador interessou. que podem criar condições para a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão. deixa cair a caixa. a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram. de como já vimos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Visando a sua prevenção. Sua utilização de forma inadequada pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado. bem como a um custo menor. Eng. o que já é um acidente (queda da caixa). A política governamental dos últimos anos. Um empregado acidentado. podem ser envolvidos nos acidentes. se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. operações de soldagens. enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. a perda do material e a conseqüente perda de tempo. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da caixa. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior. o acidente. como máquinas. em virtude. ferramentas. Em todos os casos. lesão no trabalhador. devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. em virtude de não se poder prever quando de um acidente vai resultar. além da perda de tempo. afeta indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção. E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais. constitui um acidente do trabalho. do que tirar o pé na hora em que caísse. Por exemplo. veículos de transporte são exemplos desses riscos. aqueles serem muito mais numerosos que estes. perda de material. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento mas. manuseio de líquidos combustíveis ou inflamáveis. Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade física do trabalhador. embora não tenha ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador. Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa. além da perda de tempo e/ou perda material. aposentado precocemente por incapacidade permanente. ocorre uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da população economicamente ativa. Do exposto. através de uma compensação financeira. ocorreu tão somente. Em outras palavras. Equipamentos elétricos. Na segunda. se forem eliminados estes. Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica. 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores. embora não tenha ocasionado lesão. automaticamente. equipamentos e tempo. a partir de um bom programa de prevenção de acidentes. outros fatores de produção. ou de indenização. perda de tempo. Deveremos evitar os acidentes sem lesão porque. Na última. não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implantação ou . nesse caso. a diminuição no numero de acidentes pode e deve levar a um aumento na produção. se a caixa ao cair atingir o pé da pessoa que a estava carregando. pois este se danificou. ou não. ela não teria atingido o seu pé. o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produto. Na definição legal. garantindo-lhe o pagamento de diárias. em que ocorreu. qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo. a lesão no homem. Em síntese. Prof. Milton Serpa Menezes . Quanto mais especializada a sua função. pois além do homem. concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável. mais caro se torna substituí-lo. teremos um acidente mais grave porque. no sentido de dinamizar esforços de empresários e empregados e de atualizar a legislação trabalhista. enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente. basicamente e com muita propriedade definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado. tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o encargo do INSS. em muito tem colaborado para a diminuição dos percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País. as três situações apresentadas são representativas de acidente: Na primeira. deve ser definido como "qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho". Assim. porém. se o trabalhador tivesse evitado que a caixa caísse no chão. houve dano físico. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo. pode baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco. estará afastado a quase totalidade dos outros. é também um exemplo de acidente. o que. causando perda de tempo. inclusive. que interfere na produção. haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao homem. a queda da caixa. provocando sua queda e causar-lhe uma lesão. em certo momento. Por exemplo. resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão. daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. manutenção do mesmo.

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. causando-lhe alguma lesão. constitui um acidente do trabalho. temos caracterizado o acidente do trabalho legal. do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho também ocorreu. qualquer ocorrência não programada. que interfira no processo produtivo. causando perda de tempo. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para recolocar o material em seu respectivo local. Prof. Em outras palavras. desabar e atingir um empregado. Eng. Milton Serpa Menezes . mal estocada. Se uma pilha de sacas de café.

como máquinas e equipamentos. devem ser analisadas todas as causas. 3. causa de acidente é qualquer fator que. Vários autores. etc. apenas técnicas não são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes. cursos de primeiros socorros. na maioria das vezes. do elemento homem. em média. responsável pelo acidente. No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado ou na reciclagem dos funcionários mais antigos. isto é. visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. transporte e manuseio de materiais. sinalização. através da eliminação a tempo de suas causas. Portanto.. recomenda-se. no sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção.000 dias. eles.1 ATO INSEGURO Ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. e portanto possíveis de prevenção. não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desliga-las. A ocorrência de uma única morte. Sendo a segurança do trabalho basicamente de caráter prevencionista. de trabalho produtivo. a simples analise de risco ou estatística . Condições inseguras. entendidos como atitudes indevidas do elemento humano. Os acidentes não são inevitáveis. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. • Abusos. integram uma política de segurança. cor na segurança do trabalho. Até o presente momento. Prof. principalmente no campo da engenharia. ou se distrai e desvia sua atenção do local de trabalho. além da perda para a família do trabalhador. antes mesmo que ocorram acidentes. • Permanecer embaixo de cargas. Segundo estatísticas correntes. Estudos técnicos. como inundações. na analise de um acidente. porém. desde a mais remota. não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que os cometeu.. 3. se removido a tempo teria evitado o acidente. Ao se estudar os atos inseguros praticados. Quando se fala. inerentes às instalações. ou o dano. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que leva ao acidente. vio1ação essa. o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. etc. tempestades. ainda. uma pesquisa bibliográfica. ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Veremos os mais comuns: • Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura das costas). • Manutenção. Sob o ponto de vista prevencionista. são causados. principalmente de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor. portanto. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3 CAUSAS E FATORES DE ACIDENTES DE TRABALHO Em principio. deverá ser analisadas de modo bastante abrangente. As formas de comportamento. informações sobre ordem e limpeza. são capazes de. Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado. nenhum dos produtos químicos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natureza humana. mesmo que não acuse nenhum acidente. nenhuma das máquinas construídas. eliminar as condições inseguras. Eventos catastróficos. • Permanecer em baixo de cargas suspensas. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas. consideram como causa do acidente o ato ou a condição que originou a lesão. brincadeiras grosseiras. não surgem por acaso. levantamento. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. Atos inseguros. deverá ser reforçado o conhecimento das regras de segurança. com o tempo. que devem ser levadas em consideração no esforço de prevenir atos inseguros. deve ser encarada como mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. representa um prejuízo para a nação de 20 anos ou 6. Milton Serpa Menezes . temos três fatores principais causadores de acidentes: 1. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. 2. No nosso entendimento. instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao fogo. o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eliminação dos riscos.

maiores serão os riscos de acidentes. a eletricidade. por ser perigosa. a capacidade de tomar decisões e experiência anteriores. Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações industriais. Insta1ações mal feitas ou improvisadas. tubulações (encanamentos). cortante. Milton Serpa Menezes .).1 FATORES QUE INFLUENCIAM NOS ACIDENTES DE TRABALHO TAREFA Deve ser analisado o conjunto de comportamentos humanos em comparação com as exigências da tarefa. • Ventilação inadequada ou incorreta. • Condição defeituosa do equipamento (grosseiro. no entanto. • Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento.. Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção. • Uso de equipamento inadequado.2 CONDIÇÃO INSEGURA Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. ou instalações elétricas. sobrecarga sobre o piso. qualidade inferior. irregularidades técnicas. defeitos. passagens obstruídas.). não pode ser considerada uma condição insegura. 3. escorregadio. as falhas. • Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. escadas. 3. 3. Exemplos de condições inseguras: • proteção mecânica inadequada. etc. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas.3. armazenagem. Prof. etc. a energia elétrica em si. quando devidamente solada do contato com as pessoas. são condições inseguras. fraturado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. Urna incompatibilidade entre ambos pode ser a causa do acidente. não. .3. e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. corroído. • Processos. • Operação de máquinas a velocidades inseguras. congestionamento de maquinaria e operadores. A corrente elétrica.3 3. • Iluminação inadequada ou incorreta. passa a ser um risco controlado e não constitui uma condição insegura. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. assim como as exigências de movimentos musculares e energéticas. Aí se incluem as capacidades sensoriais. Eng. 3. fios expostos.3 TRABALHADOR Existem diversos atributos pessoais do trabalhador que podem contribuir para aumentar ou reduzir os riscos de acidentes.2 MÁQUINAS E FERRAMENTAS As características operacionais das máquinas devem situar-se dentro dos limites de percepção do organismo humano.3. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletricidade. pisos. inseguro ou de forma incorreta (não segura). em outras palavras. etc. carência de dispositivos de segurança e outros. de maneira a tornalos ineficientes. habilidades motoras. Quanto mais essas exigências se situarem próximas dentro daqueles limites máximos ou mínimos.Projeto ou construções inseguras. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes.

: problemas familiares e econômicos.3. FATORES CIRCUNSTANCIAIS 3. falha ou falta de treinamento. Milton Serpa Menezes . em um ambiente descontraído e de camaradagem entre colegas de trabalho e os superiores. Discutir conjuntamente todos os assuntos relacionados com o trabalho e segurança contribui para reduzir os acidentes. alcoolismo. 3. em um instante a atenção é necessária. 3. Ela é agravada pela monotonia da tarefa. layout. contribuem para redução de acidentes. Eng. ausência de ruído. 3.5 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um trabalho organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas. Ex.8 DESCONHECIMENTO DOS RISCOS DA FUNÇÃO Ex.6 AMBIENTE FÍSICO Projeto do posto de trabalho bem dimensionado.3.3. que prejudica o desempenho. preocupações podem contribuir para a ocorrência de acidentes.4 SONOLÊNCIA A maioria dos trabalhadores já passou por essa experiência da sonolência no trabalho.3.7 São os fatores que estão influenciando o desempenho do indivíduo no momento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 3. doenças. Prof. iluminação adequada. tende a reduzir os acidentes.3.: seleção inadequada.

Milton Serpa Menezes .a ERGONOMIA nome composto das palavras gregas Ergon (Trabalho) e Nomos (Lei). Imaginem o jovem relativamente 30 cm mais alto e com capacidade física superior.. E se os resultados fossem o contrário? Qual a causa? A resposta seria explicada pela ERGONOMIA como uma não adaptação da ferramenta de trabalho . de forma a possibilitar o conhecimento e o estudo completo do sistema homem-máquinaambiente de trabalho. antropométricas e biomecânicas do homem. a mesma motivação para o trabalho. médicos e psicólogos. A Psicologia. visando a uma melhor adequação do trabalho ao homem. Adaptação dos instrumentos. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. A Antropometria e a Biomecânica fornecem as informações sobre as dimensões e os movimentos do corpo humano. Eng. quando de seu uso. Tendo a pessoa de idade avançada altura bem inferior. A Anatomia e a Fisiologia Aplicada fornecem os dados sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. sob o ponto de vista anatômico. analisando a eficiência de dois empregados. Desta forma. em uma obra. 4. um de idade avançada e outro jovem. etc. ao fato de a mesma ter um cabo muito curto para a altura dele. os parâmetros do comportamento humano. de forma a preocupar os altos escalões militares. Da mesma forma.ao jovem.3 Origem da ergonomia como ciência Durante a Primeira Guerra Mundial. Prof. por exemplo. submarinos. o acionamento dos dois comandos (botões) simultaneamente. etc. tornaria necessário.1 Introdução Poderíamos dar uma idéia do que seja ERGONOMIA e de sua importância mediante a ilustração de alguns casos reais em que os princípios ergonômicos não tenham sido considerados. A solução foi simplificar os instrumentos de guerra. de forma a: 4. Imaginem-se como engenheiros de uma firma construtora. as armas eram bem simples do ponto de vista tecnológico. não tendo os soldados "background" suficiente para manejálos. as armas e instrumentos de guerra eram altamente sofisticados como. vários deles foram reprojetados e adaptados ás características psicofisiológicas. isto resultava em uma elevada freqüência de acidentes. surgiu urna nova ciência . a Higiene industrial. condições e ambiente de trabalho ás capacidades psicofisiológicas. com o uso de uma das mãos do operador. devido. O que fazer para evitar estes acidentes? Devido á máquina não ter sido projetada utilizando os princípios ergonômicos em sua concepção. Há que se esclarecer que o acionamento da máquina era feito pela pressão de um botão. distante do já existente. que executem o mesmo trabalho de remoção de material com o uso de pás iguais. boa saúde. no caso. a Estatística e outras ciências fornecem informações a serem utilizadas pela ERGONOMIA. para o exame destes instrumentos e máquinas. tornando-se seu trabalho mais eficiente. A ERGONOMIA é uma ciência multídisciplinar com a base formada por várias outras ciências.a pá . a solução seria dotá-la de condições ergonômicas após a sua fabricação. para que um número maior de soldados pudessem utilizá-los. fisiológico e psicológico. A Medicina do Trabalho. um resultado lógico seria um maior rendimento no trabalho do jovem. os dados de condições de trabalho que podem ser prejudiciais ao organismo humano. mediante o uso de ambas as mãos. os radares. por exemplo. para execução do guilhotinamento. ambos com todas as demais características psicofisiológicas idênticas como. de maneira a impedir a possibilidade de ocorrência destes acidentes. Vejamos agora a situação dentro de uma indústria gráfica onde se verificavam repetidos acidentes com lesões e perda de dedos e mãos em operadores de um determinado tipo de guilhotina de corte de papel. a Física. a adaptação de um segundo botão. o cabo da pá ajusta-se melhor ás suas dimensões.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4 ERGONOMIA 4. Como conseqüência. Desta forma. antropométricas e biomecânicas do homem. Nessas condições. provocando a execução do trabalho em posição desfavorável (muito curvado) e gerando um cansaço rápido e um rendimento baixo. Imaginem ainda.2 Conceito de Ergonomia É o estudo científico de adaptação dos instrumentos. sonares. Organizaram-se então equipes de engenheiros. Na Segunda Guerra Mundial.

os acidentes® do trabalho e os custos operacionais. Inglaterra. de forma a: • Reduzir: o cansaço e erros do operário. condições e ambiente de trabalho às capacidades psicofisiológicas antropométricas e biomecânicas do homem. o estudo ergonômico só é feito após a construção do instrumento e/ou ambiente de trabalho. Bélgica.4 Ergonomia no Brasil No Brasil. a Ergonomia está apenas no inicio. Ergonomia de Concepção é o estudo ergonômico de instrumentos e ambiente de trabalho antes de sua construção. nas cápsulas espaciais e em locais extraterrenos. • severas solicitações impostas aos usuários de veículos. de acordo com a obrigatoriedade estabelecida por Portarias Governamentais vigentes. Eng. Atualmente vários países estão desenvolvendo esta ciência. visa o governo diminuir a incidência alarmante de acidentes do trabalho em nosso país. incluem a Ergonomia no seu currículo. Tchecoslováquia e Polônia. Os cursos de especialização de "ENGENHARIA DE SEGURANCA" e "MEDÍCINA DO TRABALHO". Ergonomia Corretiva é a que modifica sistemas já existentes. foi organizada a Associação internacional de Ergonomia. e entre eles podemos destacar: USA.6 Classificação da Ergonomia a.5 Objetivos da Ergonomia Adaptação dos instrumentos. Em 1949. a ERGONOMIA. em Estocolmo. Em 1961. foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. 4. 4. os instrumentos. se a indústria bélica podia tirar partido desta nova ciência. representando de 5 a 10% de nosso Produto interno Bruto. que acarretam custos diretos e indiretos altíssimos. 4. Em resumo: proporcionar melhores condições de trabalho ao homem e ao mesmo tempo aumentar a eficiência e reduzir os custos. . sendo objeto de estudo e aplicação apenas ha alguns anos. em caso de acidentes. Prof. 4. O exemplo da guilhotina de corte de papel citado anteriormente é um caso típico de Ergonomia Corretiva. Os estudos a respeito tiveram um aprofundamento ainda maior com o inicio dos programas espaciais e de segurança de veículos automotores. adaptando-os ás capacidades e imitações humanas. • Aumentar: o conforto do trabalhador. e quase que unicamente pelas indústrias bélicas e por parte de algumas indústrias automobilísticas e de máquinas. dentro de um ambiente de trabalho onde se encontram inúmeras outras máquinas? Solução: Ela deve ser posicionada de forma que o nível de ruído resultante não ultrapasse limites que provoquem lesões na audição do operador. URSS. Ex: Como colocar uma máquina com curva de nível de ruído conhecido. as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Esta formação de especialistas no campo de Segurança industrial tem por finalidade sua atuação em nossas empresas. Holanda. ministrados em várias universidades brasileiras.5.1 Como alcançar estes objetivos? Ergonomizando as ferramentas. a produtividade e a rentabilidade. e destinados a engenheiros e médicos. os EUA e a Europa descobriram que.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura No fim da Guerra. existentes desde 1973. devido a: • severas solicitações que são impostas ao organismo humano dos astronautas em seu ambiente de trabalho. Milton Serpa Menezes b. as condições e o ambiente de trabalho. bem como a segurança ativa que estes veiculos devem proporcionar para evitar acidentes. França. Mediante estas Portarias. a Ergonomia já é uma cadeira normal na formação de engenheiros de algumas de nossas Faculdades de Engenharia. ou seja. Além disso. Portanto.

2 . ruído. partindo de estímulos de entrada dentro das condições de um dado ambiente. as atividades que envolvam levantamento de carga pelo trabalhador. médico e antropométrico do operador. erros. tensões musculares e aspectos subjetivos.Formas de pesquisa: • diretas: no próprio local de trabalho. que fornece dados referentes à função. devido à existência de um grande número de máquinas e ambientes de trabalho para os quais não foram considerados os princípios ergonômicos quando de seu projeto. Eng. forma e identificação dos comandos. o homem recebe informações desta (estímulos de entrada). Um Sistema Homem-Máquina é uma combinação operativa entre homem(ns) e máquina(s). • indiretas: por simulação em laboratório. paladar e sentidos cinestésicos. posição. em relação á Máquina. processa-as e transforma-as em ações de comando.).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS. 3 . Ex. 4. • variáveis dependentes: velocidade. para proporcionar ao homem melhores condições na execução de certas funções. Ex. atividade ou ambiente de trabalho já existente. fisiológicas. o Homem possui. Comparativamente. emitindo ordens de ação para os mecanismos de ação (geralmente os membros). pedais. • mistas: uso das formas diretas e indiretas.7 Sistema Homem-Máquina Os instrumentos de trabalho projetados e construídos pelo homem visando ajudá-lo na execução de algum trabalho são denominados geralmente de máquinas. características dos lugares de assentamento. etc. demais aspectos: constantes. 4. • características ambientais: luz. O organismo humano funciona captando estímulos externos (informações) através de suas funções receptoras. onde são processados. Estes estímulos são convertidos em impulsos elétricos e transferidos. Desta forma. manejo manual de cargas que a função impõe e perfil psicológico.: No Brasil. etc. • dependentes: seus valores são dependentes da variável independente.Critério para escolha das formas de pesquisa: facilidade no controle das variáveis e realismo dos resultados. Para obter resultados eficientes no campo da Ergonomia Seletiva. por exemplo. tipo de equipamento utilizado pelo operador. Milton Serpa Menezes . umidade. os quais agem sobre um determinado controle (alavancas..8 Pesquisas ergonômicas 1 . que se complementam para executar urna determinada função. Prof. a mesma pode ser continuamente corrigida através de uma realimentação das informações (mecanismos de feed-back). é fundamentai a utilização e o preenchimento correto da Ficha Profissiográfica. • características da máquina: visibilidade dos controles e área de trabalho. calor. c. das quais as principais são a visão e a audição.: Pessoas predispostas a lombalgias (dores lombares) não devem ser selecionadas para executar trabalhos e utilizar máquinas que provoquem ou agravem este problema como.: Posição das teclas de um teclado de calculadora eletrônica: • variável independente: arranjos. características das superfícies de trabalho. através das células nervosas (neurônios). Homem e Máquina complementam-se formando um todo ao qual denominamos Sistema Homem-Máquina. características que o tornam superior para a execução de certas funções e vice-versa. na operação de uma máquina. tato. a aplicação da Ergonomia Corretiva é de capital importância. sexo. Ergonomia Seletiva é feita selecionando-se o homem ideal e/ou a faixa de utilizadores ideal para uma máquina. até o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). idade. Portanto. botões. O desempenho do Sistema Homem-Máquina é função dos seguintes fatores: • características do operador: antropométricas. treinamento. e outras como olfato.Tipos de variáveis: • independentes: são as variáveis base para a pesquisa. Quando a ação é acompanhada pela função receptora. psicológicas. biomecânícas. Estas máquinas podem ser entendidas como prolongamentos do organismo humano. A interação da área de Seleção de Pessoal com as áreas de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é importantíssima neste campo. postura no trabalho. etc. vibrações. etc.

forças e espaços advindos de movimentos do corpo humano e suas partes. O que significa pessoa-padrão 5%? O percentual pessoa 5% significa que apenas 5% das pessoas que fazem parte do levantamento antropométrico considerado. onde estão relacionadas as dimensões estáticas do corpo humano. dentro de um limite ótimo de custos. em principio. no mínimo. 90% dos utilizadores. Observem Prof.9. bem como de equipamento. os dados da Biomecânica. ou seja. aceleração. Determinação da faixa de utilizadores O limite máximo da faixa de utilizadores no projeto seria. Este levantamento determinou dados antropométricos aplicáveis a estudos de espaço de trabalho e assentos de veiculos de passageiros.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. uma faixa de 100%.9 4. têm dimensões ou capacidades físicas inferiores às deste padrão. O ideal. Utiliza.9.5 Valores de antropometria estática americanos (USA) e considerações ergonômicas A tabela 1 apresenta resultados de um levantamento antropométrico realizado nos Estados Unidos. No projeto de arranjo e espaço de trabalho.9. pesos. centros de gravidade do corpo humano e suas partes. estudando.3 4. Mas isto. é tecnicamente inviável. seria então fazer o estudo visando atenderá maior faixa possível de utilizadores. para esta faixa. Por isso um projeto objetiva. conforme ilustrado pela Figura abaixo. velocidade. ângulos. evidentemente. que 95% das pessoas deste mesmo levantamento tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão 5%.2 4. Ou ainda. 4. a sua adaptação às características dimensionais de. técnica e economicamente. ou seja. Eng.9.1 Antropometria Conceitos e objetivos A Antropometria é definida como o estudo das medidas das várias características do corpo humano. o ideal seria adaptar cada um deles ao seu respectivo operador. o percentual pessoa 95% significa que 95% das pessoas do levantamento considerado tem dimensões ou capacidades físicas inferiores e que apenas 5% tem dimensões ou capacidades físicas superiores às deste padrão. 4. pessoas cujas dimensões variam entre os padrões 5% e 95%. toda a população dos utilizadores. Abrange principalmente o estudo das dimensões lineares. o projeto em geral é técnica e/ou ergonomicamente inviável. quanto às medidas antropométricas em uma curva de distribuição normal. diâmetros. por impossibilitar a fabricação em série e resultar em custos altos.4 4. Milton Serpa Menezes . Curva de distribuição das medidas humanas O tratamento dos dados antropométricos pelos métodos estatísticos resulta.9. em geral. O que significa pessoa-padráo 95%? Da mesma forma. ainda.3. neste âmbito. Entretanto. em geral.9.

4 26.5 84.2 14.1 23.7 64.6 58.9 42.0 84. estaria localizado demasiadamente longe para grande parte dos utilizadores que tivessem dimensões abaixo da média.7 34.9 61.0 49.1 44.6 27. Tabela 1 Dados de um levantamento antropométrico Medida Adultos de corpo Masculino Em cm Padrão Altura em metros Peso (kg) Altura sentado A Altura do olho B Altura do ombro C Altura do cotovelo D Altura da coxa E Altura popliteal F Altura do joelho G Alcance do braço H Profundidade do abdomem I Comprimento nádega/joelho J Comprimento nádega/popliteal Comprimento do pé L Largura entre ombros M Largura entre cotovelos N Largura da coxa O Largura do pé P 5% 50% 95% 1.71 48 62 86 80.5 37.6 30.3 70.1 42.9 74.6 23.7 52.9 28.8 24.2 52.3 85.4 9. Milton Serpa Menezes .9 27.4 78.83 52 70 95 81.6 28.8 72.7 12.0 50.7 53.0 74.9 48. pois tais valores não fornecern indicações sobre as dimensões extremas superiores e inferiores das pessoas (95% e 5%).6 31. Por exemplo.0 49.6 56. certamente para a maior parte dos utilizadores deste local.7 Se no projeto de um lugar de trabalho fossem utilizados tão somente dados "médios". mas também em termos de percentuais.6 9.3 42.9 25.0 19.7 46.4 80.4 97.8 89.7 9.2 84.2 52.4 79.3 39.1 46.3 54.8 23.8 44.4 34.0 52.9 Adultos Femininos Padrão 5% 50% 95% 1.4 47. Por isso os dados são apresentados não apenas para valores médios (50%).2 52.3 39.1 22.6 42.3 85. para grande parte dos operadores com dimensões acima da média.6 44. na maioria das vezes. teríamos.6 46.7 12.5 17.3 26.3 33.1 96.7 46. visto o projeto de um lugar de trabalho destinar-se.3 41.8 20.1 74.6 95.2 50.4 28.8 91.2 20.0 33.63 1.97 m de altura e 136kg de peso Prof.3 22.0 35. condições insatisfatórias para o trabalho.8 58.1 9.3 36.6 41.5 52.9 Adultos em geral Padrão 5 % 50% 95% 1.6 51.9 10.3 38.5 54.45 m de altura e 41 kg de peso (mulher padrão 0%) e homens com 1.8 22. os extremos da população são mulheres com 1.84 59 75 98 85.0 43.3 43.9 46.7 12.0 56. 5% e 95%.4 59.6 10. ou seja.9 59.3 38. apenas de adultos femininos e de adultos em geral.7 81.61 1. um controle que fosse alcançável por um operador médio.51 1.0 36.7 64.3 25. especificamente a um destes tipos de população.6 27.7 8.6 43. apenas adultos masculinos.2 37.2 14.74 1.7 8.3 88.6 58.0 20.8 35.4 14. A Tabela 1 relaciona ainda as dimensões do corpo humano para diferentes tipos de população.2 48.69 1.4 78.5 17.4 28.7 36.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura que os dados são apresentados não somente em termos de uma pessoa média (50%).4 69.7 17.1 45.6 90.5 38. Do mesmo modo.1 9.7 49.0 38.6 24.9 63.9 59.2 21.0 53.0 42.6 41.5 20.0 50. o teto de uma empilhadeira projetada em função do homem médio seria demasiadamente baixo.6 54.2 64. No caso do levantamento antropométrico da Tabela 1.54 1.7 41.6 94. Eng.

se ela for tomada baseada no padrão 95%. Admite-se uma altura do assento de 41 cm para ocaso em que os pés fiquem colocados diretamente em frente da cadeira ou banco.6 Forma de aplicação dos valores antropométricos Demonstraremos a forma de aplicação. FIGURA 3 . causando hérnia de disco. Milton Serpa Menezes . dificuldades para solucionar os problemas de interrelacionamento de vários itens dentro do espaço de trabalho. 95% da população. Do mesmo modo que desenvolvemos a determinação da altura e da largura da cadeira que se adapte pelo menos a 90% dos operadores. A Figura a seguir mostra.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura (homem-padráo 100%). Se o esforço é grande e o anel fibroso está em estado deficiente. ou seja. e há tendência de recalque do núcleo para trás. ou seja. entretanto. reforçado por ligamentos vertebrais posteriores. Quando há o fechamento do ángulo entre a coxa e o torso. A freqüência de dores lombares em pessoas que executam o trabalho. enquanto os bordos posteriores se afastam. será então adequada para toda faixa de população que possua dimensões inferiores á deste padrão. • Largura da base de assentamento: medida B. os discos interverterias. em detalhes. do homem padrão 95% (medida 0). Deve-se dar uma tolerância adicional a esta medida. 4. os bordos anteriores das vértebras se aproximam. No caso desta medida do lugar de assentamento. é a região que suporta os esforços mais severos. A altura deve ser inferior a altura F da mulher pequena (5%).9. ainda. exemplificando como projetar algumas das dimensões de uma cadeira que se adapte no mínimo a 90% da população. é fator primordial no absenteísmo repetido e prolongado do trabalhador. Eng. Sua parte central tem um núcleo pulposo circundado por um anel fibroso espesso e sólido para a frente. Se o projeto da máquina ou ambiente de trabalho visasse abranger também estes extremos. tanto em posição sentada como em pé. o núcleo se desloca formando uma saliência e comprimindo o nervo ciático. Prof. teríamos sérias dificuldades na sua execução. de forma a eliminar tensões musculares advindas de um posicionamento único.10 Noções de postura O conhecimento de algumas noções básicas de Fisiopatologia Lombar é de importância fundamental para o projeto de lugar de assentamento e para uma postura correta na execução do trabalho. bem como de posturas de trabalhos incorretas dos trabalhadores. a distância da base do sapato até a parte inferior da coxa situada atrás do joelho. A freqüência destes distúrbios nos leva a suspeitar de uma não correta adaptação da máquina ao homem. na parte inferior das coxas. que para algumas das medidas há necessidade de conhecimento também de alguns valores experimentais e fisiológicos.Medidas de altura e largura de uma cadeira e medidas F e O do corpo humano correlacionadas. por não interessarem ao nosso estudo. Isto porque uma altura excessiva causaria pressão desconfortável e às vezes dolorosa. menos resistentes para trás. Além do inevitável aumento proporcional de custos em relação aos benefícios obtidos. teríamos. poderíamos determinaras demais medidas. acrescida das medidas do sapato. baseando-se nas dimensões do corpo humano: • Altura da base de assentamento: medida A. Paradoxalmente. A medida corporal importante relacionada é a largura dos quadris na posição sentada. 4. A região lombar constitui o ponto mais frágil do edifício raquidiano. As medidas destes extremos não estão relacionadas na Tabela. A medida corporal importante é a altura poplítea (medida F). Há que se observar. e causa difíceis problemas para a sua reclassificação profissional.

assentos e áreas de trabalho inadequados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Figura 4 – Mecanismo de lesão do disco. Eng. havendo conseqüências análogas quando do uso de cadeiras. Milton Serpa Menezes . A figura acima mostra a ocorrência desta lesão no caso de levantamento de carga com o tronco em flexão. Prof.

Os músculos esqueléticos são ligados aos ossos através dos tendões. trabalho dinâmico. etc. ao contrário dos músculos das pernas. Tendo em vista este objetivo. a seguir. por exemplo. os de ação forte e grosseira tem dezenas ou centenas de fibras por motoneurônio. fica clara a importância do conhecimento das capacidades motoras humanas no projeto de posição e esforço máximo que devem ter alavancas. a musculatura dos olhos. Eng. fornecemos.11 Movimentação de pesos 4. vemos que a posição correspondente a melhor curva é a com ângulo coxa-tronco de 135o. que tem uma relação entre número de fibras e motoneurônio variando de 2:1 a 6:1. pedais. algumas noções básicas sobre Aspectos Motores. há pelo menos um músculo se contraindo e um se relaxando.Diferença entre procura e fornecimento de sangue pelos músculos sob várias condições. é necessário que a máquina esteja adaptada às características humanas. A contração e o relaxamento alternado de músculos. Devemos ainda evitar contração prolongada dos músculos. FIGURA 6 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A figura 5 acima. é a forma mais adequada e vantajosa de execução de trabalho. Prof. Ao contrário. Milton Serpa Menezes . formando um verdadeiro sistema de alavancas e sempre que há um movimento. 4. pois ele resulta em sintomas de fadiga por deficiência na circulação sangüínea. que é a posição natural para uma pessoa colocada em decúbito lateral (posição D da figura). Para que o desempenho deste sistema seja adequado. Os músculos que executam ações delicadas e precisas tem unidades motoras pequenas com poucas fibras por motoneurônio. isto é. pequenos e precisos. tem ação com movimentos rápidos. isto é. onde esta relação varia de 200:1 a 500:1. trabalho estático. Desta forma devemos delegar trabalho pesado para os músculos corn unidades motoras grandes e trabalho de natureza leve precisa e rápida para os músculos com unidades motoras pequenas. A figura mostra ainda como a posição F é muito melhor que a posição P para as operações de levantamento de carga. Através dos dados das Figuras 7 e 8 a seguir. o homem usa seus músculos de contrações voluntárias (músculos esqueléticos) para exercer uma ação sobre a máquina. A concentração dos músculos se realiza através de excitação realizada por motoneurónios que se ligam a várias fibras musculares. as quais abrangem as suas características motoras.11. Assim. O conjunto de motoneurônios e todas as fibras musculares por ele enervadas chama-se unidade motora. de força dos braços e pernas em várias direções e sentidos na posição sentada.1 Noções básicas Em um Sistema Homem-Máquina.

a sociedade e a nação. sendo responsável por um considerável número de lesões e acidentes do trabalho. a empresa. conforme Hunsicker. portanto. o rendimento útil para operações de levantamento de carga é da ordem de 8 a 10%) e. Torna-se. Ângulo dos Esquerdo Direito Esquerdo Direito braços 5% Média 5% Média 5% Mé 5% Média dia Puxar Empurrar 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 180 150 120 90 60 23 19 15 14 12 Cima 4 7 8 8 7 Cima 6 7 9 7 8 20 21 20 22 23 9 9 10 8 9 23 24 24 23 24 19 24 24 24 20 6 8 11 9 9 20 25 27 25 22 53 51 43 36 29 24 25 19 17 11 54 55 47 40 29 19 14 12 10 10 Baixo 6 8 10 10 8 Baixo 4 4 5 5 5 14 13 14 15 15 6 7 7 7 8 15 15 15 17 19 16 19 23 22 21 8 9 19 21 57 50 45 38 36 23 63 19 56 16 47 16 39 15 42 12 26 12 24 9 23 4. Milton Serpa Menezes . em relação á horizontal. Estas lesões. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 7 Forças máximas das pernas para diferentes inclinações de movimentação das pernas. nos mais diversos ramos de atividades econômicas de todos os países.2 Manejo manual de cargas Técnicas para manejo manual de cargas O manejo manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns. portanto. Figura 8 forças do braço em kgf. além de ser dispendiosa em termos energéticos (por exemplo. afetam a coluna vertebral com conseqüências altamente danosas para o trabalhador. A movimentação manual de cargas. é um trabalho penoso que provoca fadiga intensa e causa inúmeros acidentes. conforme MULLER. em sua grande maioria.11. para varias direções e sentidos de movimentos. Prof. fundamental realçar que o transporte manual de cargas deve ser tanto quanto possível evitado ou minimizado. cara.

Eng. Utilizar. Evitar. Evitar arranjo físico inadequado. 10. É evidente que o emprego de empilhadeiras. 7. 17. umidade e correntes de ar. 11. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. 21. sempre que possível. além de tipos de atividades específicas. determinados em função de: • sexo. dimensões e posição relativa de carga. alturas de armazenamento inadequadas. carrinhos de transporte. movimentos harmônicos pelos participantes. etc. Fábricas pequenas.11. advindos de movimentos bruscos. talhas empilhadeiras. Utilizar suportes ou plataformas em nível acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento. quando manejar cargas. Posicionar os braços junto ao corpo. espirro ou tossir. elevadores. Evitar esforços multiplicadores dos esforços atuantes. Executar exercícios físicos adequados. Transportar a carga em posição ereta. quando possível. Manter a carga na posição mais próxima possível do eixo vertical do corpo. deslizamento e passos em falso. perda de equilíbrio. 3. corno por exemplo: empilhamento incorreto de materiais. 1. 2. que descreve detalhadamente a atividade a ser executada. Observar. fazendo uso dos músculos e movimentos de impulsão das pernas. sendo a sua aquisição. quando do transporte conjunto de carga. Movimentar cargas por rolamento. 22. 13. Milton Serpa Menezes . pranchas e escadas em más condições. 18. Selecionar adequada mente o pessoal que executar operações no manejo manual de cargas. dosados e ministrados corretamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. 4. visando menores solicitações sobre o corpo. 9. 5. na maioria das vezes. guindastes. guindastes e pontes-rolantes representa um custo elevado de investimento. Evitar utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento. etc. o Homem. continuar a usar. 15. • forma. As recomendações gerais a seguir indicadas abrangem situações de manejo manual de carga mais comuns e possibilitam evitaras conseqüências altamente danosas no manejo manual de cargas. economicamente rentável apenas. Prof. 14. elementos auxiliares para diminuir os esforços atuantes e facilitar o manejo da carga. Estar adequadamente vestido para evitar contração dos músculos sob a ação do frio. bem como falta de ordem do local de trabalho. Evitar manejo de cargas acima dos limites máximos recomendados. Utilizar sempre o peso do corpo. Posicionar queixo para dentro nas operações de levantamento de cargas. falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento.3 Recomendações gerais no manejo manual de cargas 1. portanto. Afixar cartazes indicando instruções adequadas para manejo manual de cargas. dar risadas. Utilizar técnicas adequadas e função do tipo de carga a ser manejada. 6.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura mecanizando-se as atividades de trabalho pelo emprego de polias. Evitar posição incorreta dos pés. • freqüência de operações e características gerais do ambiente de trabalho. para o manejo de cargas. deverão. quando forem constantemente utilizadas. pontes-rolantes. 12. Procurar distribuir simetricamente a carga. Evitar dorso curvo para a frente e para trás. 16. de forma a favorecer o manejo da carga. Utilizar para esse correto selecionamento a ficha Profissiográfica. vias de circulação obstruídas. faixa etária e postura do trabalhador. Evitar movimentos de torção em torno do eixo vertical do corpo. 8. 4. transportadores de correia. 19. 20.

Dorso plano. Tronco em mínima flexão. etc. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 9 . Carga próxima ao eixo vertical do corpo.) Joelho do membro inferior adiantado em angulo de 90o. Braços esticados entre as pernas.Técnica para levantamento de carga (barra. saco. Queixo não dirigido para baixo. Eng. Prof. Pernas distanciadas entre si lateralmente. caixa.

Portaria n. de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores. com tronco em ligeira flexão e dorso plano.0 3.Porte de carga com os braços retos. Da Prevenção da Fadiga . 4.o 6. de 8. Eng. Exame Médico . de 8. Transporte.6. ferramentas e ambiente de trabalho ás características psicofísiológicas. I.Portaria n.214.Técnica para movimentação lateral de carga: posição dos pés em angulo para evitar a torção do tronco. antropométricas e biomecânícas do Homem.NR 28. suportes para trabalho semí-sentado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura FIGURA 10 . b. Movimentação.6.4 Dispositivos Legais: Manejo Manual de Cargas I. de 8. assentos. Ergonomia . a Área de Trabalho abrange os seguintes itens e componentes: • lugares de assentamento e elementos auxiliares: cadeiras.11. Figura 10 Figura 11 FIGURA 10 .78 . III.214. Lei no 6. Armazenamento e Manuseio de Materiais: a.0 3. Portaria n. poltronas. Fiscalização e Penalidades . FIGURA 11 . Norma Regulamentadora NR 11. 3. Técnica errada. com tronco em flexão (90o ) e dorso curvado. Milton Serpa Menezes . Prof. b.Lei n.12.214. II. qualidade do produto ou tarefa executada.78. 4. a. conforto e segurança do trabalhador.6.6.12.Portaria n. bancos. De uma forma simplificada.Seção XIV.77. suporte para os pés e suporte lombar.Levantamento de cargas. Técnica correta. A aplicação da Ergonomia do projeto da área de trabalho permite o alcance destes objetivos mediante a adaptação das máquinas. de 22. as características do projeto da área de trabalho influem fundamentalmente em uma boa rentabilidade da empresa.514.NR 7 IV.514. Seção X. de 8.78 .77 .78 .12 Área de trabalho Em grande parte das atividades humanas.NR 17. 3214. de 22.

máquinas e plataformas para os pés. • 4. poltronas para mesas. que permitem contato com o dorso do usuário na posição de trabalho.cadeira correta para trabalho. quando necessário. dimensões adequadas para o uso de. e. as cadeiras e bancos precisam ter características específicas peculiares. pouca ou nenhuma forma na base de assentamento. além de ter forma e posição corretas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura superfícies de trabalho e elementos auxiliares: mesas. tendo em vista a perfeita adaptação da máquina ao homem. painéis. apoio. Desta forma evita-se a compressão de vasos da região das nádegas. c. possibilitando um melhor fluxo sangüíneo.12. i. FIGURA 13 . superfícies de assentamento para trabalho semí-sentado. Em função do tipo de atividade para a qual se destina. quando de breves períodos de descanso. • inter-relacionamento dos vários elementos. sendo a mesma ajustável ou ter suporte para os pés. Forneceremos a seguir. em conjunto com apoio adequado para os pés. 90% dos utilizadores. Milton Serpa Menezes . O suporte lombar. visualização e de acesso á área de trabalho. altura compatível com a área de trabalho. cadeiras para pranchetas e bancadas. bordo anterior da base de assentamento macia e não saliente (com curvatura para baixo). etc. de maneira a não exercer pressão no nível do sacro. dimensões e posição relativa adequada. tem também flexibilidade. suporte lombar no encosto com forma. na postura sentada com o tronco normalmente deslocado para a frente. através de alguns exemplos. permitindo inclinar o tronco para trás. assentos para veículos. como por exemplo0 cadeiras para trabalhos em mesas e superfícies de trabalho comuns. g. FIGURA 12 . h. Eng. Prof. deve-se observar os seguintes aspectos: a. ao nível dos omoplatas. • posicionamento dos comandos e controles: áreas de acesso às mãos. d. dados simplificados que alguns destes componentes devem observar. para não provocar a compressão dos vasos e nervos da coxa. bancadas. para restaurar a curva lombar. espaço livre para o corpo na junção do encosto com a base de assentamento. b. possibilidade de girar horizontalmente a base de assentamento com o encosto ou de toda a cadeira. pé e visão. dureza da base de assentamento adequada para possibilitar o apoio principalmente das tuberosidades isquiáticas do corpo humano (ossos da bacia). pelo menos.Dados básicos para possibilitar trabalho semi-sentado mediante uso de suporte para assentamento. escrivaninhas. a título ilustrativo. quando necessário para possibilitar condições ideais de rnovimentação. f.1 Cadeira No desenvolvimento do projeto de lugar de assentamento.

Eng. evitando flexão desnecessária do tronco.12. Milton Serpa Menezes .10) é de fundamental importância para possibilitar proximidade entre operador e bancada.trabalho em pé e sentado: As figuras a seguir fornecem as características básicas de bancadas para trabalho em pé e sentado. Prof. A medida d (fíg.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 4. em função do tipo de atividade.2 Características básicas de bancadas .

quer segundo sua ação sobre o organismo. também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano. 5. CO. podemos classifica-los em três grupos: a) agentes químicos. em que possam estar presentes diversos fatores causadores de doenças profissionais. estruturada como uma ciência prevencionista. quer em função das características físico-químicas dos agentes. Por sua vez. Para facilitar o estudo dos riscos ambientais. tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. que podem provocar doenças.Aerodispersóides: Os Aerodispersóides podem ser sólidos ou líquidos. sob certas condições. as vezes. a fim de detectar o tipo de agente prejudicial. A Associação Norte-Americana de Higienistas Industriais define deste modo esta ciência: A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte. a produzir graves danos aos trabalhadores. falando de "Higiene do Trabalho". prejuízos à saúde ou bem-estar. sendo esta denominação a utilizada no Brasil. Por esses motivos vamos dar uma denominação mais ampla à esta ciência. 5. Assim. o reconhecimento. fumos. que tem por objetivo. segundo as suas características físico-químicas. c) agentes biológicos.Gases e vapores. 2 . e) agentes de acidentes. quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho. originadas nos locais de trabalho. NO2. Eng.Aerodispersóides. ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores. 1 . tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar.Gases e vapores: NH3. fumaça. fuligem (Sólidos)e névoas e neblinas (líquidos). CO2 Prof. b) agentes físicos . quanto às possibilidades de ingresso no organismo. CH4. A Higiene do Trabalho. cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar. Os Aerodispersóides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. Da definição de Higiene e seus objetivos. podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde. d) agentes ergonômicos.2 AGENTES QUÍMICOS As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificamse. sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caráter acumulativo e chegam. além de trazer enormes benefícios e conforto para o homem do século XX. para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais. avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões. capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que. Ambos comportam-se de maneira diferente. fica claramente estabelecido que seus princípios e metodologia de atuação são aplicáveis a qualquer forma de atividade humana. etc. SO2. 2 . Cl. atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: Poeiras.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza. poderão provocar doenças ou desajustes no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho. vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 5 RISCOS AMBIENTAIS O desenvolvimento tecnológico da humanidade. em: 1 . Milton Serpa Menezes .

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São poeiras e névoas os aerodispersóides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão). Os contaminantes, podem ter a seguinte classificação fisiológica: Irritantes, Asfixiantes, narcóticos, tóxicos e particulado. Medidas de Controle: - Substituição do produto nocivo, Relativos - Arranjo físico de processo: proteção coletiva ao - Mudança ou Alteração do processo ou operação Ambiente - Enclausaramento da operação - Isolamento da operação - Ventilação Geral diluidora ou Ventilação local exaustora - Ordem, Manutenção e limpeza Relativos ao Homem Equipamentos de Proteção Individual Educação e treinamento

5.3

AGENTES FÍSICOS

Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar: • temperaturas extremas: • calor; • frio; • ruído; • vibrações; • pressões anormais; • radiações ionizantes • radiações não ionizantes.

5.4

AGENTES BIOLÓGICOS
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como: • vírus; • bactérias; • fungos; • parasitas.

5.5

AGENTES ERGONÔMICOS:

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação depende da pessoa estar exercendo a sua atividade e tem reflexos psicofisiológico. Geralmente ocasionam lesões crônicas. Ex.: trabalho repetitivo, postura incorreta, posição incômoda, arranjo físico inadequado, trabalho físico pesado.

5.6

AGENTES DE ACIDENTES (MECÂNICOS)

São os agentes cuja fonte tem ação em pontos específicos do ambiente. Sua ação em geral, independe de a pessoa estar exercendo sua atividade e depende do contato direto com a fonte. Ex.: engrenagem desprotegida, máquina sem proteção, fiação elétrica desencapada.

Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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5.7

ESTUDO DOS RISCOS:

Toda pessoa está sujeita pelo menos a três modalidades de risco. Em primeiro lugar, o risco genérico a que se expõem todas as pessoas. Em seguida na sua qualidade de trabalhador, está sujeito ao risco especifico do trabalho. Por fim, em determinadas circunstâncias, o risco genérico se agrava pelo fato ou pelas condições de trabalho - donde um risco genérico é agravado. Por exemplo, a possibilidade de acidentes de trânsito, na viagem de ida de casa para o trabalho, e vice-versa, constitui um risco genérico. Os acidentes com a máquina de trabalho decorrem de um risco específico. O "pastilheiro", que passa o dia sobre o andaime, expõe-se durante o verão, ao risco genérico, mas agravado por sofrer os efeitos da insolação. Para determinarmos os riscos específicos de uma indústria é necessário verificar as condições e os métodos de trabalho da indústria. Isto é importante porque, ás vezes, encontramos duas fábricas de produtos iguais que apresentam processos de fabricação diferentes e por sua vez riscos específicos diversos. Em alguns casos, ainda existe uma má compreensão do que seja um acidente. A expressão acidentes "grandes" ou "pequenos", presta-se à confusão. Em muitos casos, estes termos são erradamente empregados para designar lesões graves ou leves. Quando os termos acidente e lesão são assim confundidos, além de poder-se supor facilmente que nenhum acidente seja de importância nos conduz a erro quando da fase do reconhecimento das causas do acidente. Lesão é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido. O reconhecimento e a caracterização das causas podem ser simples, como no caso de um degrau quebrado de uma escada ou complexo quando se trata de determinar a causa ou as causas de uma seqüência, em cadeia, que originaram o acidente, cada uma delas relacionada a outra. De uma maneira geral pode-se dizer que na maior parte dos casos, os acidentes são ocasionados por mais de uma causa. De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: • Tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. • Concentração ou intensidade dos agentes ambientais Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores exposto: • Características dos agentes ambientais As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade. O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes: 1. estudo qualitativo; 2. estudo quantitativo. O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo. O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho, 1 - Levantamento qualitativo Normas gerais de procedimento Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como: • numero de trabalhadores; • horários de trabalho; • matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias; • maquinarias e processos; Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

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• tipos de energia usada para transformação de materiais; • produtos semí-elaborados; • produtos acabados; • substancias complementares usadas nos processos; existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; • tipo de iluminação e estado das luminárias; • presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão; • uso de EPI por parte dos trabalhadores. Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho. A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento. Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade. 2 - Levantamento quantitativo Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho. Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias. Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas. Periodicamente, deverão ser rea1izada novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes. Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos. 3 - Suscetibilidade individual A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado. Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo. O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como: • tipo de serviço; • movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço; período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas, mediante amostragem nos locais de trabalho, de naneira tal que essas amostragens sejam o mais representativas possível da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico. Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar. Podemos concluir, então. que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante. Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho necessárias para atingir o seu objetivo. Prof. Eng. Milton Serpa Menezes

São os chamados fatores de acidentes que se distinguem de todos os demais fatos que descrevem o evento Eles são: o agente da lesão. também. a condição insegura. Eng. o acidente tipo. que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho. Para fins de prevenção de acidentes. há 5 tipos de informações de importância fundamental em todos os casos de acidentes. Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Citaremos. o ato inseguro e o fator pessoal inseguro. Milton Serpa Menezes . as Normas Regu1amentadoras relacionadas aos quesitos legais.

sozinho. Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. Exemplo: uso de óculos adequados em operações de esmerilhamento. Em suma. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. etc. Os "EPI" são empregados. em período de instalação. por essa razão. isto é. Exemplos: uso de óculos protetores. quanto às possíveis conseqüências para o trabalhador. os 'EPI" são empregados. É regulamentado pela Portaria 3214-NR-6 do Ministério do Trabalho de 08/06/78. baseado nos mesmos resultados. etc. em quatro principais circunstâncias.Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos controláveis por outros meios técnicos de segurança. de uso estritamente pessoal. etc. e com que freqüência ele se expõe ao risco e quantos estão sujeitos aos mesmos perigos. para a preservação da integridade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. o uso do "EPI" será tanto mais útil e trará tantos resultados.Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. chegar ao melhor resultado. mesmo que a máquina disponha dos demais meios convencionais de segurança. c) Indicação do "EPI" apropriado: indicar o "EPI" com base nos resultados previamente obtidos. gratuitamente. em operações com aparelhos de solda. efetuar testes e escolher. a avaliação do risco se compõe: avaliação do fator de risco (condição ambiental ou operacional) e avaliação da exposição (forma e freqüência do contato entre o fator e o receptor. • estiver sendo implantada medidas de proteção coletiva. formam. o mais aconselhável para solução do problema que se tem pela frente.). papel de grande responsabilidade. mormente em face de certas particularidades que envolvem ou requerem o seu uso. que prevê a distribuição gratuita desses equipamentos. de curto período. em conjunto. um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. 2o . máscaras e outros 'EPI". etc. b) Avaliação do risco constatado: determinar a intensidade e/ou extensão do risco. utilizados para previnir e/ou minimizar acidentes (botas. ou seja. nocivos ao trabalhador. entre vários "EPI". o profissional terá condições de. a saber: 1o . uso de luvas adequadas para manuseio de peças agressivas durante a interrupção do transporte mecânico. Os Equipamentos de Proteção Individual. luvas. Assumem. 4o . Milton Serpa Menezes . Em qualquer circunstância. uso de máscara respiratória apropriada em cabina de pintura. na maioria dos casos. que sejam ou que possam vir a ser. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.A título precário. exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) São equipamentos. Eng. quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a neutralização de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. Nem sempre porem. competindo ao trabalhador usá-los e conservá-los. (Avaliação da exposição). • em trabalhos eventuais com exp. uso dos devidos "EPIs". Nem é necessário que a identificação do perigo seja sempre feita por Prof. uso dos devidos "EPIs" para manipulações de produtos químicos. O "EPI" deve ser usado como medida de proteção quando: • não for possível eliminar o risco através da utilização de medidas ou equipamentos de proteção coletiva: • for como medida complementar. de fabricação nacional ou estrangeira. em operações de solda. mesmo que provida de ventilação. Exemplos: uso de protetor fácil e outros "EPI" adequados. 3o . protetores faciais. A maioria dessas situações é facilmente identificável pelos profissionais de segurança do trabalho.Em casos de emergência. Dessa forma. uso de luvas de amianto para manipulação de peças quentes enquanto não se dispõe de equipamentos para esse manuseio. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. Ou. de produtos. etc. enquanto não se isola uma determinada fonte de calor radiante. reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. rotineira ou excepcionalmente. usualmente identificados pela sigla "EPI". de condições do ambiente. quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade.. Essa indicação não é difícil mas requer certo critério nos seguintes aspectos: a) Identificação do risco: constatar a existência ou não de elementos da operação. quanto mais correta for a sua indicação. Exemplos: uso de máscaras respiratórias apropriadas para entrada em compartilhamento com dispersão de contaminantes no ar. o trabalhador). ou para reparos de vazamentos de contaminantes.

recorrendo à experiência de outros profissionais ou serviços especializados dos quais possa dispor. uma lesão sofrida pelo trabalhador.. Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura ele. O supervisor da área. no entanto. Cabe ao profissional especializado. ou procurar meios de avaliá-lo. Prof. avaliar o risco. Eng. etc. Para indicar o 'EPI" adequado. com a assistência dos fabricantes e com literatura especializada. o profissional deve contar com seus conhecimentos e recursos próprios. podem identificar um perigo. o membro da CIPA.

Milton Serpa Menezes . impactos. 6. c) máscaras para soldadores. b) óculos de segurança (vários tipos).1.1. 6.2 Prof.1 PROTEÇÃO PARA A CABEÇA a) protetores faciais (proteção dos olhos e face) contra lesões ocasionadas por partículas. quedas de objetos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. respingos.1 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS "EPIs" Pode-se classificar os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. Eng. queimaduras ou choque elétrico). d) protetor auditivo (tipo concha e tipo plug) e) capacete de segurança (contra agentes meteorológicos. etc.

Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

com maior freqüência. impermeáveis. amianto. b) mangas de raspa de couro.1.1. Milton Serpa Menezes .1.6 Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. 6.1.4 6. Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas.3 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS SUPERIORES Nos membros superiores situam-se as partes do corpo onde. de lona. borracha e PVC. Eng. abrasivos.5 6. frio e agentes biológicos: a) luvas de raspa de couro. que impedem um contato direto com materiais cortantes. ocorrem lesões: as mãos. aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes.

radiações. c) peneiras de raspa de couro.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. elétrica.) b) calçados contra riscos de origem químico. proteger os membros e evitar a queda o que pode ter conseqüências graves. a) sapatos de segurança <agentes de origem mecânica (com bico de aço.1. palm. etc.7 PROTEÇÃO PARA OS MEMBROS INFERIORES Os EPIs para os membros inferiores ganham dupla importância. Prof. térmica. Eng. ou seja. Milton Serpa Menezes .

8 PROTEÇÃO PARA O TRONCO Aventais e vestimentas especiais são empregados contra os mais variados agentes agressivos. Eng.1. c) capas. de PVC. Milton Serpa Menezes . Prof.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6. de amianto. a) aventais de raspa de couro. de lona. b) jaquetas.

3 UTILIZAÇÃO ADEQUADA DOS EPIs É importante que todos dentro da empresa tenham consciência de quando e como usar os EPIs. respiratória e digestiva).9 PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 metro que haja risco de queda.1. não deve acontecer desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta. Para tanto o técnico em segurança do trabalho bem como os responsáveis pelo treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos dependem do uso do EPI. b) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO usar. 6. bem como pelo seu extravio.1. .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 6.11 PROTEÇÃO PARA O CORPO INTEIRO Cabines e aparelhos de isolamento para locais onde haja exposição a agentes químicos absorvíveis pelas três vias (cutânea.fornecer o EPI gratuitamente. b) cadeira suspensa (quando há necessidade de deslocamento vertical). .10 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA A finalidade é impedir que as vias respiratórias sejam atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo. Prof. . c) trava-queda de segurança. pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se destina.tomar obrigatório quando necessário o uso do EPI. só assim ele estará protegendo-se. treinar e conscientizar o trabalhador quanto ao uso e conservação do EPI. b) máscara para trabalhos de limpeza por abrasão.2 GUARDA E CONSERVAÇÃO DOS "EPIs" É necessário orientar. . 6. imediatamente. . comunicar qualquer alteração no EPI que torne parcial ou totalmente danificado. 6. Eng.substituir. c) máscara de filtro químico.4 EXIGÊNCIAS LEGAL PARA A EMPRESA E EMPREGADOS a) OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR . responsabilizar-se pela guarda e conservação que lhe for confiado. Essa utilização deve atender as necessidades específicas.1. 6. como também oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso. Milton Serpa Menezes . obrigatoriamente. responsabilizar-se pela danificação do EPI. d) aparelhos autônomos ou de adução de ar (-18% oxigênio). o EPI danificado ou extraviado.treinar o trabalhador quanto ao uso adequado do EPI. acoplado ao cinto de segurança para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo.adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado. apenas para a finalidade a que se destinar. 6. o EPI indicado. a) respiradores contra poeiras.responsabilizar-se pela manutenção e higienização do EPI.

em órgãos e repartições do Governo Federal. nomenclatura. certificado de ensaio do EPI. OBS.: O EPI nacional ou importado. quando possuir o CA. emitido por órgãos especializados. Milton Serpa Menezes . Prof. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) OBRIGAÇÕES DO FABRICANTE o fabricante de EPI deve ter seu estabelecimento registrado. para esse fim específico. Certificado de Aprovação expedido pelo Ministério do Trabalho. indicação do uso a que se destina. Estadual e Municipal. só poderá ser colocado a venda. descrição e especificação do EPI. comercializado ou utilizado.

Milton Serpa Menezes .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof. Eng.

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7. Exemplos: a ventilação local exaustora é.1 INTRODUÇÁO Medidas de proteção coletiva são aquelas de caráter técnico. os tipos e métodos de trabalho por ela desenvolvidas é que vão determinar o tipo de proteção a ser empregado. Eng. destinadas a prevenir e proteger os trabalhadores contra riscos de acidentes do trabalho.2 PRINCIPAIS MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVO Algumas das principais medidas de proteção coletiva utilizadas para prevenir e proteger os trabalhadores dos riscos de acidentes do trabalho são: 7. fornos de fundição. seja por dificuldades técnico-industriais. na limpeza de peças metálicas por jato de granalha de aço. gasolina e outros derivados de petróleo. etc. as condições especificas de cada indústria.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 7 MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVO 7. .2. Prof. a prevenção da dispersão do agente nocivo. esmerilhamento. por toluento. deposição e decapagem. o meio mais valioso de que se dispõe para controlar os poluentes do ar dentro de uma indústria. Raramente aplicamos uma só medida de proteção: o usual é o emprego de uma combinação de medidas de proteção coletiva. . Exemplos: . essas medidas visam isolar o risco. e é utilizada em um grande número de operações.substituição de benzeno. ou reduzir a concentração original de agentes nocivos.1 VENTILAÇÃO Consiste em movimentação do ar por meios naturais ou mecânicos. a proteção do trabalhador.2. reduzir a intensidade e/ou quantidade do agente nocivo. por interesses econômicos envolvidos. Milton Serpa Menezes . possivelmente. tanques de desengraxamento. ou pela resistência oposta por questões de rotina e preconceito.2 SUBSTITUIÇÃO DE AGENTES NOCIVOS Tem por princípio a substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos ou inócuos.substituição de pigmentos de chumbo da tinta por pigmento de zinco. 7. soldadura. quer introduzindo ar num ambiente (insuflação) quer retirando o ar desse ambiente (exaustão).3 MODIFICAÇÃO DE METODOS E PROCESSOS DE TRABALHO Baseia-se na introdução de alterações que visam dispensar a presença próxima do homem. De um modo geral.substituição de jato de areia. 7. como solvente. enfim. Não existem regras preestabelecidas para a indicação das medidas de proteção coletiva que devem ser utilizadas para controlar os riscos de acidente de trabalho. Nem sempre há possibilidade de aplicação desse método.2. tais como: nas cabines de pintura a revólver.

temperatura do ar alta. objetiva-se. a eliminação de um risco pode provocar o aparecimento de outro. o excesso caía e depois de seco produzia poeira de óxido de chumbo.2. 7. com esse método.4 SEGREGAÇÃO Objetiva o isolamento da operação perigosa. Cuidados: Ao modificar um método e processo de trabalho. quando a quase totalidade do operariado se encontra ausente. reduzir ao mínimo o número dos trabalhadores expostos. seja no tempo.2. b) A substituição de solda elétrica pela rebitagem. umidade relativa elevada. quando a operação era manual. de modo a restringir a área de perigo e ao número de operários expostos. b) Redução de evaporação de solventes nos tanques de desengraxamento. cria um novo risco: o ruído. método de imersão das peças e proteção contra correntes de ar.5 SOBRECARGA TÉRMICA: MEDIDAS DE PROTEÇÃO O emprego da ventilação geral do ambiente torna-se necessário quando houver: a) b) c) baixa movimentação do ar. b) No tempo: Consiste em executar operações. em local especial e afastado. 7.6 MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA RELATIVA AO RUÍDO Prof. a) No espaço: Visa ao isolamento da operação produtora do agente nocivo. Exemplos: a) b) varredura dos locais de trabalho.2. das operações de pintura a revólver. nas fundições. quando viável tecnicamente. Eng. mas deu lugar à exposição a gases tóxicos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplos: a) Ajustes mecânico da pasta de óxido de chumbo para a manufatura das placas de baterias. seja no espaço. Exemplos: a) A operação de remanchar pela solda. Exemplos: realização em cabines especiais. eliminou o problema de ruído. recuperação de areia por peneiramento. Milton Serpa Menezes . a fim de diminuir o número de operários expostos. mediante regulagem de temperatura do banho. fora do horário normal de trabalho. ou de limpeza de peças metálicas com janto de areia. 7.

apesar de nem sempre ser conseguida na prática. ou pelo menos uma redução da intensidade do ruído produzido.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Considerando a fonte de ruído. 7. preenchidas ou não com certos materiais. Prof. ser constituídas de materiais leves e isolantes. Comentários . Exemplos: a) substituição de transmissões por engrenagem por transmissão de correias. b) trabalho com engrenagem imersas em banho de óleo.1.1. assim. pela insonorização de máquinas e processos.2.1.1. c) assentamento do equipamento sobre material anti-vibrátil. Milton Serpa Menezes . temos. por solda. porém desde o projeto do equipamento.1. 7. desde que apresentem câmaras intermediárias de ar.1 Eliminação ou Atenuação do Ruído na Fonte Constitui a medida ideal de controle.1.1.3 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído no Tempo Objetiva realizar as operações produtoras de ruído (quando possível) fora do horário normal de trabalho reduzindo-se. o número de pessoas a ele expostos. Consegue-se com essa eliminação. etc.Um bom sistema da manutenção contribui para a redução do ruído na fonte. pelo menor ajustamento de partes móveis.4 Enclausuramento da Fonte As paredes isolantes devem apresentar grande massa.7 PROTEÇÃO POR ATERRAMENTO A proteção por aterramento é a união de todas as partes que fazem parte do circuito de corrente da instalação (partes metálicas) com a "terra". d) substituição do processo de rebitagem (quando possível tecnicamente). 7. de preferência fora daquele local. esquematicamente: FONTE CAMINHO RECEPTÁCULO 7. Eng. então. o caminho a se percorrido pelo mesmo ambiente ele será sentido (receptáculo). A eliminação do ruído na fonte deverá ser considerada. parafusos.1. ou. 7.2 Isolamento da Fonte Produtora do Ruído à Distância Consiste em colocar a fonte produtora de ruído em local distante daquele onde se encontram as operações.

numa indústria. em pequenas resistências. O eletricista que tem em mente a técnica e segurança. Esta medida preventiva é obtida por meio de curtocircuitamento da tensão de contato. efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre a parte da instalação e a "terra". aquela precaução. que devem sempre caminhar de mãos dadas. É importante que o todo o profissional tenha sempre em mente que nenhum trabalho poderá ser realado em circuitos elétricos desligados sem que antes tenham sido devidamente isolados. Prof. assim procede: dirige-se para a chave que comanda o circuito do motor. desliga-a. o salvará. pois. Milton Serpa Menezes . colocando a seguir não só o cadeado. que. Segundo as leis de resistência em paralelo. que desligará o fusível pré-ligado. um motor esteja danificado. Antes de começar a fazer a manutenção do motor. uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e. que exige poucos segundos para ser executada. uma corrente acidental elevada circulará. Esse aterramento deverá ser feito o mais próximo possível do ponto em que vai ser executado o trabalho. Decisivo para a eficiência do sistema de aterramento é um baixo valor de resistência de aterramento. Suponhamos. Eng. como também a etiqueta de segurança na mesma. mesmo que alguém ligue a chave de comando inadvertidamente. como na ligação em curto-circuito. assim fazendo. por exemplo.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O aterramento destas partes deve evitar que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que tem capacidade condutora. toma precauções para não ser eletrocutado: liga à terra os terminais elétricos junto à máquina.

por exemplo: quebra de eixos com volantes. fuga de carga. eletricidade. d) falhas mecânicas. grande parte das máquinas e processos industriais encerram perigos e riscos para a integridade física das pessoas.. pela dificuldade de realização de programas definidos. nem sempre é possível efetuar-se um controle completo.1 INTRODUÇÃO Sabemos que.2. bocas de forno. etc. g) falha elétrica. cadeiras cinemática. polias. Eng.1 . b) contato direto com partes móveis de uma máquina.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8 PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM PROCESSOS. modernamente. etc.MOVIMENTOS BÁSICOS Prof. os dispositivos de proteção se convertem em investimentos proveitosos. pelos descuidos e falhas humanas inevitáveis. ruídos. permitindo maior produtividade. por exemplo: curiosidade. mas. por exemplo: fios desencapados por aquecimento. por exemplo: rebarbas de máquinas ferramentas.. As barreiras entre o perigo e suas possíveis vítimas são os dispositivos de proteção. MÁQUINAS. Todas envolvendo riscos aos operadores ou a quem se encontre nas proximidades. etc. Milton Serpa Menezes . estilhaços de disco de corte abrasivos. variando desde simples telas de proteção até complexos sistemas de comando foto-sensores ou hidráulico-pneumáticos.. explosões de reservatórios pressurizados. são justificados por critérios humanísticos e econômicos. Com o objetivo de proteger e prevenir lesões deve-se resguardar o homem contra: a) falha humana. medo. volantes. salpicos de substâncias ácidas em transvasagem. 8. pois.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS Entende-se o termo máquina como um transformador de energia. mau contato. normalmente. etc. fadiga. Os dispositivos de proteção podem adotar formas variadas segundo os graus de risco que devem proteger. c) trabalho de processo. etc. máquinas e peças em movimento. EQUIPAMENTOS E INSTALA-ÇÕES: 8. como por exemplo. fragmentos de metal quente em forjaria. para o desiderato são necessários órgãos móveis providos de movimentos mais ou menos complexos oriundos de dois movimentos básicos: o relativo e o alternativo. Quando os movimentos mecânicos ficam claramente definidos.. correias. bem como. prensas de impacto. etc. por exemplo: escape de motores de grupos geradores e combustão interna. 8.. operação de compressores. e) f) calor.. pode-se identificar os pontos perigosos de uma máquina ou sistema. Os esforços e os investimentos para o desenvolvimento de um programa de proteção. marteletes. enfermidade. Com a finalidade de proteção é necessário fazer um controle sistemático dos mesmos. por exemplo: aço liquado em operações de fundição. etc. A maior parte dos processos industriais empregam energia calorífica.

Prof. O movimento rotativo predispõem ao enrolamento. cadeias cinemática b) Movimento Alternativo Entende-se o movimento alternativo como uma translação cíclica devido à necessidade de fechamento de um ciclo de operação. na prática. A transferência de calor pode ser efetuada com ou sem deslocamento de massa. pressupões queimaduras. explosiva. ou. 8. Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura a) Movimento Rotativo Fundamentalmente.2. São exemplos: 8.2. o alternativo. esmagamentos. que a maioria dos movimentos das máquinas ou órgãos móveis são resultantes da combinação dos movimentos básicos. São exemplos comuns: eixo de transmissão volante acoplamento parafusos engrenagens. órgão móvel encontrado comumente em máquinas ou sistemas para transferir movimentos e esforços entre elementos. Um exemplo típico de transferência de calor e massa é executado por um trocador de calor atuando em um secador. a cortes.3 PROTEÇÕES A proteção nasce da necessidade de resguardo oriundo dos movimentos e operações do processo.cremalheira 8. São exemplos de movimentos combinados: . o arraste de sólidos possibilita ferimentos genéricos. o calor. interconectados ou automáticos. Os dispositivos protetores podem ser fixos.2 bate-estaca prensa de estampa e viradeira guilhotina de corte plaina limadora MOVIMENTO ROTATIVO Observa-se. reprojetar novo designe de modo a não ter partes perigosas expostas. A violenta despressurização. provoca deslocamento de ar. distensões. o movimento rotativo pode ser caracterizado pela rotação de um eixo. rotativo e alternativo. Para eliminar os perigos pode-se fabricar proteções e instalá-los nas zonas perigosas. a proteção é normalmente oriunda dos mecanismos de transferência de calor e massa.3 furadeira serra circular parafuso sem-fim TRANSFERÊNCIAS Em processos industriais.

protetores fixos para correias e protetores fixos para serra fita. A finalidade da proteção interconectada consiste em evitar o acionamento da máquina antes que o operador se coloque fora da zona de perigo. devem ser protegidas por meio de telas de aço. Eng. para as proteções interconectadas. Proteções Interconectadas Quando não se pode empregar uma proteção fixa. prevenindo o acesso às partes perigosas durante a operação.50 m do plano de trabalho. Devem atender. 8. mecânicas.50 m acima do piso ou plataforma de trabalho. e da matéria prima a ser elaborada Os tipos mais comuns são: Proteções fixas A vantagem principal da proteção fixa é a sua disposição duradoura. tornando desnecessário o operador se aproximar da zona perigosa. do modo como a operação será realizada. c) na proteção de correias que não trabalhem dentro de dispositivos especiais. basicamente. que podem ser elétricas. ou. Alguns protetores fixos de instalam à distância do ponto do perigo em coordenação com dispositivos de alimentação remota. As proteções fixas podem ser reajustadas para acomodar diferentes ferramentas ou classes de trabalhos: uma vez ajustadas permanecem fixos. as coifas de esmeril. como uma primeira alternativa.3. até 2. as aberturas não podem permitir contato direto com as partes das máquinas. Por este motivo sua utilização é preferível sobre os demais tipos. não devendo ser retiradas. uma combinação de tipos.50 m do plano de referência a proteção deve ser totalmente fechada para evitar corpos estranhos ou contato com o trabalhador. São exemplos clássicos. b) na proteção de engrenagens que não trabalhem dentro de caixas especiais.50m do plano de trabalho. e. os seguintes requisitos: proteger a zona perigosa antes do acionamento do equipamento permanecer fechada até que a parte perigosa esteja em repouso impedir o acionamento do equipamento em caso de falha do dispositivo de interconexão Prof. Milton Serpa Menezes . d) em todos os casos de proteção. quando estiver até 2. apela-se. Caso as plataformas de trabalho ou os pisos estejam em vários níveis não pode ser dispensada a proteção.2 PROTEÇÃO DO PONTO DE OPERAÇÃO Depende do tipo de alimentação da máquina. pneumáticas. até 2. a) tem por objetivo dar proteção total ao sistema de transmissão desde que esteja até 2.1 PROTEÇÁO EM TRANSMISSAO DE FORÇA E PARTES MÓVEIS.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 8.

8. Normalmente empregado onde existe protetores interconectados. Proteção Automática Consiste em um dispositivo que funciona independente do controle do operador. não causando incômodo ao operador.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Exemplo clássico é o de um forno à resistência elétricas. elétrico ou pneumático. Características dos protetores Os protetores. pontas. materiais de construção. resistentes. manutenção e normalização. ser duráveis. onde uma foto-célula corta o acionamento quando o operador coloca a mão na zona de perigo. Os dispositivos de proteção devem ser colocados de forma a não prejudicar a eficiência da operação. Os dispositivos de parada e partida devem ficar próximo ao operador e permitir a movimentação segura do trabalhador. facilmente reparáveis ou substituíveis. proporcionar à máquina a efetiva proteção. tanto quanto possível. tanto quanto possível. em que as resistências somente são acionadas se a porta estiver fechada. ser projetadas de acordo com o equipamento e o trabalho específico. inspeção. devem: ser considerados como parte integrante e permanente da máquina ou equipamento.). manter inalterados. como também a dos demais trabalhadores. Eng.3 REQUISITOS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E PROCESSOS Ao projetar equipamentos de segurança deve-se atentar aos seguintes tópicos básicos: características dos protetores. apresentando um mínimo de manutenção. Um exemplo clássico é a guilhotina. Milton Serpa Menezes . sendo provido de dispositivos que permitam sua manutenção. devemos levar em consideração não só a segurança do operador. ser robustos para resistir o uso e não apresentar riscos ao operador (arestas. Prof. a estabilidade estrutural e as funções do equipamento. desconsiderada a relação custo-beneficio. Exemplo típico é o de comando de uma prensa com dupla botoeira. nem introduzir novos riscos. evitar o acesso às zonas perigosas durante a operação. Condições básicas Nas proteções. São de acionamento mecânico.3. cumprir as normas nacionais e internacionais de segurança. etc.

Para pisos ou elementos metálicos vazados. Eng. empregar materiais inorgânicos. tanto quanto possível. Prof. Milton Serpa Menezes . Inspeção Nos parâmetros de projeto deve ser previsto um conveniente e periódico sistema de inspeção com a finalidade de observar a utilização dos protetores e dispositivos normais de segurança dos operadores. evitando-se os pulverulentos e inflamáveis. aos materiais ferrosos e não ferrosos. Nos protetores térmicos. quando possível. empregar tipo passante e contra porca. pouca rigidez estrutural e riscos de inflamabilidade. Quando é requerida transparência.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Materiais dos protetores Deve se dar preferência. evitar soldas de cutelo. evitando-se quando possível a madeira pela necessidade de manutenção freqüente. procurando empregar material perfurado por estamparia ou solda por resistência elétrica nas treliças. Adotar como parâmetro a ficha de inspeção de equipamento complementando com os itens pertinentes aos dispositivos de segurança adicionais. na uniões por parafusos. solda ou fixadores normalizados.

realça determinada cor. Deve-se observar. embora proporcione aumento da visibilidade. a luz delas emanadas realçará as cores amarelo. 87% ingressam pelo sentido da visão.0. forros.15 Verde-escuro -0. os valores médios dos fatores de reflexão de algumas cores de emprego comum: Branco . Milton Serpa Menezes .41 Turquesa-claro . Quanto à visibilidade.10 Preto-absoluto -0.52 Rosa-claro -0. a seguir.88 ou88% da luz incidente Creme -0. se no entanto.1. que a luz artificial.35 Vermelho .50 Verde-Claro -0. relativa a um perigo iminente. aumentando a velocidade de percepção há mais tempo disponível para a ação de defesa ou reação de segurança. Assim.1 SINALIZAÇÃO E CORES NA SEGURANÇA CORES CONSIDERAÇÕES GERAIS Da tonalidade das impressões luminosas recebidas pelo corpo humano. contudo. 3% ao olfato.0. São relacionados.50 Cinza-neutro -0. deduzir a importância do uso da cor como recurso para prevenir acidentes. que representa a relação entre a luz reflexa e a luz total incidente sobre dada superfície. é necessário adotar uma escolha de cores Prof. Pode-se. ter-se-á uma luz que realçará as cores azul.55 Camurça . temos a redução do tempo de percepção. Por outro lado. assim como entre esta última e o fundo próximo. porque a natureza da superfície refletora e sua cor dão lugar a uma absorção parcial da luz incidente.5% ao tato e 1. utilizando-se lâmpadas incandescentes.69 Amarelo-pálido -0. A percepção e a visibilidade são conseguidas através do uso de cores adequadas nas paredes. para facilitar a distinção entre o perfil da peça e sua área de trabalho. Como conseqüência de uma boa visibilidade. Isso previne o esforço continuo do ajustamento dos olhos e reduz a fadiga da visão.0.0. entre a área de trabalho e a máquina.59 Cinza-claro . pisos e equipamentos.1 9. Esse contraste deve ser baixo na região do campo de visão do trabalhador. esta é grandemente influenciada pela quantidade de luz que incide numa superfície. empregaram-se lâmpadas fluorescentes (azuladas). Por exemplo. pois a velocidade dessa reação é proporcional à quantidade de luz que atinge o aparelho ocular. do ângulo de incidência e da natureza e do estado da superfície refletora. Este fator depende da composição espectral da luz incidente. que é a diferença entre a "brilhança" do fundo e a do objeto trabalhado.0. cabendo aos demais sentidos as seguintes proporções: 7% à audição. Um elemento importante para a visão das cores é o fator de reflexão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 9 9.65 Verde-pálido -0.65 Azul -0. Eng.50 Alumínio -0.5% ao paladar. assim. O fator de reflexão é sempre menor do que a unidade. 1. creme e marfim.10 Turquesa-claro -0.00 O fator de reflexão é muito importante quando se está preocupado com o contraste luminoso. cinza e lilás.

principalmente quando presentes no seu campo visual. aumentando.2. São introspectivas.05 Para obtenção de melhores resultados. Eng. um considerável esforço visual. segundo seus respectivos comprimento de onda. com o emprego apropriado da cor.40 a 0.20 Contraste fraco .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura conveniente. São cores que se expandem. Como visto. Quando isto ocorre na jornada de trabalho. Se o fundo próximo é constituído de uma parede branca. melhora as condições de produção. a fadiga visual será menor e efeitos psicológicos positivos facilmente poderão ser obtidos. Prof.0. Desejando-se eliminar. divididos pelo fator maior). as qualidades de reflexão de uma superfície contribuem para melhorar o rendimento da iluminação e cores convenientemente escolhidas ajudam a eliminar contrastes e brilhos pronunciados que constituem uma combinação prejudicial aos olhos do trabalhador. um interior pode-se tornar mais atrativo.20 a 0. o fator de refletância próximo de 0.80 a 0.40 Contraste médio .0. O seguinte exemplo evidencia o que foi dito: imagine-se que um operário trabalhe numa máquina de cor cinza-escuro. a escolha de cores deve ser tal que. daí o nome que recebem: cores frias. a diferença entre os dois fatores de reflexão considerados. As ondas visíveis pertencem a uma gama muito estreita do campo das ondas eletromagnéticas e. azul e violeta proporcionam um efeito psicológico refrescante. repousantes. Essa condição de conforto remove causas de tensão nervosa. obviamente. além de permitir uma visibilidade perfeita do objeto. com freqüência e por muitos dias do ano. não acarrete a fadiga ocular e os acidentes. requerendo. ou minorar. O fator de reflexão (ou seja. Isto requer apenas um esforço normal de adaptação. a intensidade da reação ocular próxima a causada na passagem de uma sala escura para outra com plena luz.0. como no exemplo anterior. Milton Serpa Menezes . O contraste luminoso entre a máquina e a parede é violento.80. dá-se reação contrária. podem-se ter conseqüências bastante desfavoráveis. e seu valor é independente do volume de luz e jogo. essa condição fatigante. neste caso. aumenta as condições de segurança.80 .90 0. Por exemplo: se a maquina for pintada de verde-claro (fator de reflexão 0.56). Isto significa que 8% ou 1/12 da luz incidente é refletida. tranqüilizantes.0. deve-se reduzir o contraste luminoso existente. devem ser examinados os vários elementos que constituem o ambiente de trabalho e não somente dois. Costuma-se agrupar a refletância como segue: Contraste forte . subdividem-se nas seguintes zonas: Vermelho 700 a 620 nm Laranja 610 a 590 nm Amarelo 590 a 570 nm Verde 570 a 500 nm Turquesa 500 a 430 nm Violeta 430 a 400 nm 1 nm (namômetro) = 10 -10 m Com o uso criterioso das cores. diminui o absenteísmo.080 = 0. As cores verde.80 Passando da observação da máquina para o fundo. Desta forma. a parede de camurça-claro (fator 0. é: 0.08.45). Voltando a observação da parede para a máquina. ou seja. seu fator de reflexão é de 0. com um fator de reflexão de 0.

dimensões e finalidade deverão sempre ser levados em conta): • amarelo sobre preto • preto sobre amarelo • branco sobre preto • branco sobre azul-marinho • amarelo sobre vermelho • branco sobre vermelho • preto sobre branco • vermelho sobre amarelo • azul sobre branco • verde sobre branco E. dinâmicas. na horizontal. usa-se em maior extensão. Aparentemente diminuem as dimensões dos ambientes mas. em contrapartida. ou até quatro cores. Reduzem. como exemplo de combinações de cores que não devem ser empregadas: • vermelho sobre verde (e vice-versa) • verde sobre azul (e vice-versa) • cinza sobre verde (e vice-versa) • cinza sobre preto (e vice-versa) Num ambiente. as dimensões de um ambiente quando está dentro dele. São extrospectivas. púrpura (azul com vermelho). a oposta. Um suave azul-esverdeado é comumente usado nos locais onde a temperatura alcança valores elevados. podemos ver quais as composições de maior visibilidade (fatores como local. a regra aplicar-se-á dentro da mesma proporção. Milton Serpa Menezes . utiliza-se uma cor fria. Se forem empregadas três. verde (amarelo com azul). aparentemente. Amarelo. azul e amarelo. as superfícies de cartazes e avisos.alaranjado (vermelho com amarelo). altura) • tipo psicológico das pessoas que vão usar o ambiente. a temperatura do ambiente. uma cor quente. com maior valor e intensidade. se observadas de fora. isto é. verde e alaranjado). Quando se quer comunicar idéia de calor.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura aparentemente. a escolha das cores dependerá da: • • função do ambiente (para qual finalidade vai ser empregado) escala do ambiente (dimensões da superfície. Cores secundárias: resultantes da mistura das primárias . vermelho. Cores terciárias: são formadas pela combinação das cores primárias e secundárias. Estabelecida esta classificação. Aumentam. As cores de um aviso ou cartaz dependerão de: • • • • finalidade de comunicação efeitos da expressão emocional que se que obter visibilidade dimensões Em qualquer esquema. Com relação as cores leves (amarelo. será usada em menor área. tanto para um ambiente como para um aviso ou cartaz. uma das cores deve ser dominante em extensão e em tonalidade clara ou acinzentada. como dominante. aumentam aparentemente as superfícies dos avisos e cartazes. vermelho e laranja são cores quentes. agressivas e excitantes. para proporcionar o equilíbrio. púrpura e vermelho). as cores são classificadas em: Cores primárias: as encontradas puras na natureza. A mesma orientação é válida para as cores claras(parte superior) e escuras (base). Em termos gerais. é conveniente empregá-las na dimensão vertical e as cores pesadas (azul. Prof. Em caso contrário. A outra cor. Eng. entretanto. porém.

Prof. O brilho das paredes que caem sob o campo visual não deve ser mais alta que a da área de trabalho. para aumentar a reflexão da luz. sendo conveniente que seu fator de reflexão esteja entre 0. Esta cor atende aos requisitos já mencionados e dá bom contraste com outras cores. Com a finalidade de não distrair o trabalhador. Tetos Os tetos devem refletir a maior quantidade de luz incidente. a zona de trabalho) deve ser colorida de modo a chamar atenção das pessoas próximas. Para os tetos baixos. As paredes de fundo podem ser cores diversas das usadas nas paredes laterais. é preferível usar cores recessivas com alto fator de reflexão. devemos adotar o princípio de nunca usar as cores com igualdade de extensão. principalmente nos casos de iluminaç5o indireta. as paredes nas quais incide seu olhar devem ser pintadas com cores que recordem a luz solar. com iluminação direta. normas NB-76 e NB-54. à sua exposição.2 CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO O emprego da cor na Segurança do Trabalho deve respeitar o que estabelece a Norma Regulamentadora n 26 (NR-26). dando ao operário a possibilidade de concentração sobre o trabalho. que não atingem o campo de visão normal do trabalhador. tetos e pisos. o que permite variar as dimensões aparentes do ambiente e diminuir a sensação de reclusão. o problema fundamental é tomar a parte ativa claramente distinta da parte fixa. As partes altas das paredes. Eng.1.50 e 0.214. obtendo-se esse efeito com emprego de cores de alto fator de reflexão. Por outro lado. Na pintura de máquinas.60. à altura da superfície iluminada. paredes. valor ou intensidade. repousar a vista dos trabalhadores. favorecendo. pesquisas sobre a percepção das cores que revelam a vantagem dos fundos harmoniosos (não ao ponto de dispersarem a atenção). Paredes O ambiente interno destinado ao trabalho dá. o fator de interesse da cor da parede deve ser deliberadamente baixo. dar lugar a um nítido contraste cromático e ter brilhança próxima ao objeto em trabalho e também da parte fixa. 9. devemos sempre considerar os seguintes aspectos: Máquinas Em cada máquina podem-se considerar várias partes e. etc. A parte ativa (por exemplo. Contudo. ou seja. Resulta que as cores mais indicadas são as neutras ou o verde-azulado (comprimento de onda próximo a 300 nm). por exemplo. destacar-se da parte fixa. ou o fundo natural adequadamente modificado em relação à temperatura ambiental. é mais indicado o uso de cores que dão lugar a sensações emotivas neutras. Para evitar essa claustrofobia do trabalhador. As estruturas não-estéticas devem ser pintadas de modo a não chamar a atenção. segundo sua função. com relação ao ambiente externo a sensação de reclusão. podem ser pintadas com cores ou tonalidades mais claras. conta-se também com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). de grande superfície. a eficiência e o conforto. o Além da legislação.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Com regra básica. quando se considera o emprego das cores em máquinas. assim. azul claro. Milton Serpa Menezes . cada parte tem uma exigência diferente quanto as cores. da Portaria 3.

Eng. azul. Milton Serpa Menezes .NR-26 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança. verde. • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS). sistema de iluminação natural e artificial. • Caixas com cobertores para abafar chamas. laranja. para extinção de incêndio. VERMELHO O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. branco. • Tubulações. válvulas e hastes do sistema de aspersão de água. amarelo. São adotadas as seguintes cores. • Indicações de extintores (visível a distância. 9. para melhorar a iluminação interior. elementos arquitetônicos e armazenamento de produtos elaborados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Piso A cor dos pisos deve lembrar em consideração a presença de operações ele sirva de fundo. em outros casos. com especial consideração quanto à sua cor. delimitando áreas.1. OBS: a cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência ou perigo: a) nas luzes a serem colocadas em barricadas. • Extintores e sua localização. um alto fator de reflexão será conveniente. • Portas de saída de emergência. para obter-se um ambiente de trabalho cromaticamente equilibrado. preto. sinalização e outros elementos semelhantes devem ser pintados de maneira a facilitar a visibilidade. Dentre todas as considerações feitas. moldura da caixa ou nicho). dentro de áreas de uso de extintores). vermelho. características dos produtos elaborados. • Transporte com equipamentos de combate a incêndios. os seguintes fatores deverão ser levados em consideração: • • • • • • • • • número de trabalhadores presentes. sexo. Prof. • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). e advertindo contra riscos de acidentes. alumínio e marrom. No entanto. Os meios de transporte. características das operações.3 UTILIZAÇÃO DAS CORES NA SEGURANÇA DO TRABALHO . deve-se ainda ressaltar que. com relação à temperatura ambiente e ao ruído. tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias. • Baldes de areia ou água. por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa alerta). tipos de máquinas. b) em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. tipos de operações. • Sirene de alarme de incêndio. corrimãos. púrpura. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. idade e nível intelectual dos trabalhadores. dimensões. forma e orientação do estabelecimento. escadas. lilás. suporte. evitando-se brilhos com violento contraste. equipamentos de emergência. • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel. suas dimensões e localização. cinza.

vigas. • Corrimões. postes. escavadeiras. • Faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento. com listas pretas. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando. etc. • Fundos de letreiros e avisos de advertência. etc. óleo combustível. Será empregado em: • Canalização de ar comprimido. • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente. piche. • Pára-choques para veículos de transportes pesados. colunas e partes salientes da estrutura e em equipamentos em que se possa esbarrar. por meio de faixas (localização e largura). • Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade de sinalização.) e de plataformas que não possam ter corrimões. tratores industriais. alcatrão. • Cavalete. • Pilastras (pilar quatro faces). AZUL O azul será utilizado para indicar 'cuidado". • Meio-fio. Prof. caçambas e gato-de-pontes-rolantes. • Direção e circulação. BRANCO O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação. pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos. • Paredes de fundo de corredores sem saída. por meio de sinais. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado". • Espelhos de degraus de escadas. ficando seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos. pontes-rolantes. • Localização e coletores de resíduos. reboques. quando condições especiais o exigirem. parapeitos. • Áreas destinadas a armazenagem. deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos.) O preto poderá ser usado em substituição ao branco. onde haja a necessidade de chamar a atenção. Milton Serpa Menezes . que deverão permanecer fora de serviço. • Equipamento de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras. porteiras e lanças de cancelas (porta gradeada). guindastes. • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam riscos. vagonetes. entradas subterrâneas. Eng. PRETO O preto será empregado para indicar as canalizações da inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura AMARELO Em canalizações. de partida. ou combinado a este. • Áreas em torno de equipamentos de socorro de urgência. • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção. ou fontes de energia dos equipamentos. de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência.: óleo lubrificante. assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis. • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço. • Vigas colocadas à baixa altura. • Zonas de segurança. • Cabines. • Localização de bebedouros. etc. asfalto. • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto).

• chuveiros de segurança. prensas. • recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados • sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares. bordas de serras. • quadro para exposição de cartazes. • localização de EPI. • dispositivos de corte. • faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. • partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. caixas contendo EPI. potássio. Deverá ser empregada a púrpura em: • portas e abertura que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou de materiais contaminados pela radioatividade. Eng. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.). avisos de segurança.deverá ser usado para identificar eletrodutos. • caixa contendo máscara contra gases. a critério da empresa. Milton Serpa Menezes . • dispositivos de segurança. • caixas de equipamentos de socorro emergencial.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • VERDE O verde é a cor que caracteriza segurança. deverá ser empregado para identificar: • canalização de água. b) cinza escuro . boletins.deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. etc. • faces externas de polias e engrenagens. • locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. • parte móveis de máquinas e equipamentos. Avisos colocados nos pontos de arranque ou fontes de potência. Prof. • botões de arranque de segurança. • porta de entrada de salas para curativos de emergência. MARROM O marrom pode ser adotado. sódio. CINZA a) cinza claro . • mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) LARANJA O laranja deverá ser empregado para identificar: • canalizações contendo ácidos. • emblemas de segurança. • macas: • fonte lavadora de olhos. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. PÚRPURA A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. etc. LILÁS O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis bases (lítio.

Deve existir a possibilidade real de cumprir aquilo que se indica.Som Comunicação verbal -----. separada ou conjuntamente: Cores ----------------------. Obrigatoriamente.Evitar a fixação de um número excessivo de placas na proximidade umas das outras. deve preencher os seguintes requisitos básicos: . .Não utilizar um sinal luminoso na proximidade de outra fonte luminosa pouco nítida. deverão receber a aplicação de cores.Não utilizar simultaneamente dois sinais luminosos que possam ser confundidos. em toda sua extensão.Atrair a atenção . para condução de líquidos e gases. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais (verde-clara). e: SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E DE SAÚDE Aquela que. conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção. ou a ambas. 2) CONCEITOS BÁSICOS SOBRE SINALIZAÇÃO Pode definir-se: SINALIZAÇÃO O conjunto de estímulos que informam um indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes. uma atividade ou uma situação determinada.Comunicação gestual 5) EFICIÊNCIA DA SINALIZAÇÃO • A SINALIZAÇÃO NÃO ELIMINA O RISCO ! Deve empregar-se sempre como uma TÉCNICA COMPLEMENTAR de todas as medidas preventivas a tomar. 4) FORMAS DE SINALIZAÇÃO Na sinalização de segurança podem utilizar-se.Dar a conhecer a mensagem de forma rápida e inteligível .Não utilizar dois sinais sonoros ao mesmo tempo. de uma forma rápida e inteligível. a fim de facilitar sua identificação do produto e evitar acidentes. Eng. As canalizações industriais. fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho. as seguintes recomendações relativas às CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO: RECOMENDAÇÕES GERAIS SOBRE SINALIZAÇÃO Prof. nomeadamente: . para objetos e situações susceptíveis de provocar determinados riscos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura OBS: O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. devem respeitar-se. a sinalização desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades. reduzindo o risco de acidentes. .2 SINALIZAÇÃO 1) INTRODUÇÃO No mundo do trabalho.Não utilizar um sinal sonoro quando o ruído ambiente for demasiado forte. Milton Serpa Menezes . entre outras. . . 3) OBJETIVOS DA SINALIZAÇÃO Chamar a atenção. 9.Ser clara e de interpretação única . 6) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO No sentido de assegurar uma eficiência continuada à sinalização.Informar sobre a conduta a seguir . relacionada com um objeto. PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA A colocação da sinalização de segurança e de saúde implica.Placas Luz -------------------------. preto ou verde. • TODA A SINALIZAÇÃO.

35% da superfície do sinal e a faixa em diagonal estar inclinada a 45º no sentido descendente. • Sinal luminoso ou acústico. que indique o início de uma determinada acção. uma margem e uma faixa em diagonal vermelhas. excepto se o risco sinalizado desaparecer com o corte daquela energia. • Os meios e os dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos. 50% da superfície do sinal. pelo menos. dos perigos e da extensão da zona a cobrir. • No caso de dispositivos de sinalização que funcionem mediante uma fonte de energia deve ser assegurada UMA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA. Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Os sinais devem ser instalados em local bem iluminado. PLACAS ADICIONAIS São sinais que contêm apenas informação escrita (texto) e utilizam-se junto de outros sinais para ampliar a informação. • número e a localização dos meios ou dispositivos de sinalização dependem da importância dos riscos. SINAIS DE AVISO São sinais que alertam para um determinado perigo ou risco na zona onde se encontram. deve prolongar-se durante o tempo que a situação o exigir. tendo em conta os impedimentos à sua visibilidade desde a distância julgada conveniente. verificados e. Milton Serpa Menezes . posteriormente. onde constam as vias de saída de emergência. • Sinal luminoso ou acústico deve ser rearmado imediatamente após cada utilização. Prof. um pictograma negro sobre fundo amarelo. que deve cobrir. de forma repetida. SINAIS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Os sinais que dão indicações sobre o material de combate a incêndios devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo vermelho. e uma margem negra. 50% da superfície do sinal. SINAIS DE OBRIGAÇÃO São sinais que impõem um determinado comportamento. SINAIS DE SALVAMENTO OU DE SOCORRO São sinais que dão indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorros ou salvamento. • bom funcionamento e a eficiência dos sinais luminosos e acústicos devem ser verificados antes da sua entrada em serviço e. Devem ter forma triangular. que deve cobrir. materiais reflectores ou iluminação artificial na sinalização de segurança. PLANTA DE EMERGÊNCIA Sempre que exista um plano de emergência. 50% da superfície do sinal. reparados ou substituídos. um símbolo ou pictograma negro sobre fundo branco. conservados. devendo a cor vermelha ocupar. deve ser colocada uma placa com a indicação da planta de emergência. • Os sinais devem ser retirados sempre que a situação que os justificava deixar de se verificar. 7) FORMAS DE SINALIZAÇÃO • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE: • SINALIZAÇÃO DE CARÁTER ACIDENTAL SINALIZAÇÃO DE CARÁTER PERMANENTE SINAIS DE PROIBIÇÃO São sinais que proíbem um comportamento susceptível de expor uma pessoa a um perigo ou de provocar um perigo. Devem ter forma retangular ou quadrada e um pictograma branco sobre fundo verde. que deve cobrir. pelo menos. da esquerda para a direita. se necessário. pelo menos. Devem ter forma circular e um pictograma branco sobre fundo azul. a altura e em posição apropriadas. 50% da superfície do sinal. Devem ter uma forma circular. etc. em locais de boa visibilidade. que deve cobrir. • Em caso de iluminação deficiente devem usar-se cores fosforescentes. pelo menos. pelo menos.

Ainda na ogiva são colocadas etiquetas que descrevem sumariamente os principais riscos e recomendações de segurança. COM INDICAÇÕES CODIFICADAS ADICIONAIS 9) SINAIS APLICÁVEIS A VEÍCULOS PARA TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS Os veículos destinados ao transporte de mercadorias perigosas estão sujeitos a uma regulamentação específica designada pela NBR-7500 e NBR-8286. quer entre ambos e os objetos ou instalações que possam encontrar-se na sua vizinhança. Esta informação é complementada com símbolos. as quais. MATERIAIS As placas de sinalização devem ser de materiais que ofereçam a maior resistência possível a choques. as vias de circulação de veículos devem ser identificadas com faixas contínuas. quer entre veículos e trabalhadores. as salas ou os recintos utilizados para armazenagem de substâncias perigosas em grandes quantidades devem ser assinalados com um dos sinais de aviso apropriados. Estas faixas devem ter em conta as distâncias de segurança necessárias. liquefeitos ou dissolvidos a pressão. ou com as cores vermelha e branca alternadas. SINALIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES As tubulações que sirvam de transporte de substâncias e preparações perigosas e de outros fluídos devem. Eng. de igual modo. introduzindo-se uma banda colorida entre o corpo da garrafa e a ogiva. é feita com as cores amarela e negra alternadas. respeitando os símbolos definidos para evidenciar os respectivos perigos. indissociáveis do pavimento. Segundo a importância da instalação e a variedade dos fluidos canalizados. intempéries e agressões ao meio ambiente. IDENTIFICAÇÃO DE GASES Todos os recipientes de gases comprimidos. Milton Serpa Menezes . podem ser BRANCAS OU AMARELAS. a identificação pode ser feita por: CORES DE FUNDO CORES DE FUNDO. nalguns casos. MARCAÇÃO DAS VIAS DE CIRCULAÇÃO Quando a proteção dos trabalhadores o exija.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Podem ser retangulares com o texto em negro ou branco sobre um fundo de cor correspondente à cor de segurança que complementam. cujas indicações principais se passam a enunciar. estar sinalizados de acordo com a legislação e normalização em vigor. para assegurar o contraste bem visível com a cor do pavimento. As dimensões dos sinais devem ser função da distância previsível a que serão vistos As placas de sinalização devem possuir características COLORIMÉTRICAS (relativas à cor) e FOTOMÉTRICAS (relativas à intensidade luminosa) que garantam boa visibilidade e a compreensão do seu significado. SINALIZAÇÃO DE OBSTÁCULOS E LOCAIS PERIGOSOS A sinalização dos riscos de choque contra obstáculos. devem ser identificados por meio de uma adequada combinação de cores que pintam tanto o corpo da garrafa como a ogiva da mesma e. Interessa referir alguns princípios sobre a SINALIZAÇÃO que obrigatoriamente os veículos cisternas Prof. bem como de queda de objetos ou de pessoas. ARMAZENAGEM As zonas. SINALIZAÇÃO DE RECIPIENTES Os recipientes que contenham substâncias ou preparações perigosas devem estar rotulados de acordo com a legislação em vigor. As placas adicionais nunca poderão exceder as dimensões da placa principal 8) DIMENSÕES E MATERIAIS DAS PLACAS DE SINALIZAÇÃO As dimensões devem garantir boa visibilidade e a compreensão do seu significado.

Deve utilizar-se um sinal luminoso intermitente. na medida em que na realização de reparações ou em algumas operações de manutenção que envolvam. É DE VITAL IMPORTÂNCIA SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.Os sinais acústicos de segurança devem ter um nível sonoro nitidamente superior ao do ruído ambiente.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura devem apresentar.A superfície luminosa de um sinal de segurança pode ser de uma cor uniforme que respeite os significados das cores previstas para os vários tipo de sinais.Os sinais acústicos de segurança devem ser facilmente reconhecíveis. 10) SINALIZAÇÃO DE CARÁCTER ACIDENTAL . onde e. e diferenciáveis de outros sinais acústicos e ruídos ambientais. tendo em vista as suas condições de utilização. desde que utilize o mesmo código de sinal. analise e só então atue de acordo com as instruções indicadas no sinal ou aviso. SINAIS LUMINOSOS . . proibida a passagem e qual o caminho a ser seguido pelos transeuntes.Os dispositivos de emissão de sinais luminosos de segurança. saber da possibilidade da existência de vapores ou gases inflamáveis no interior dessas cisternas. .O som de um sinal de evacuação deve ser sempre contínuo e estável em frequências. sem ser excessivo ou doloroso. cuja utilização corresponde a situações de grande perigo. . . em vez de um sinal luminoso contínuo. . . . para indicar um mais elevado grau de perigo ou de urgência. . para indicar por meio de placas.A luz emitida por um sinal luminoso de segurança deve garantir um contraste não excessivo nem insuficiente. quais são os locais perigosos. destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos. soldadura. leia. evitando-se que a pessoa se detenha. por exemplo. SINAIS ACÚSTICOS . devem ser objecto de manutenção cuidada e estar munidos de uma lâmpada alternativa.Um sinal luminoso pode substituir ou complementar um sinal acústico de segurança. por exemplo: Prof. .Os sinais acústicos. Eng. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas. Milton Serpa Menezes . destinadas a chamar a atenção para acontecimentos perigosos.Os sinais luminosos. a chamar pessoas para uma ação específica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.As comunicações verbais e gestuais.A duração e a frequência das emissões de luz em sinais luminosos de segurança intermitentes devem ser estabelecidas de forma a garantir uma boa percepção da mensagem e que o sinal não possa ser confundido com outros. O sistema de sinalização deve ser feito também para os pedestres. É importante ter-se em mente que a reação aos sinais deve ser automática. que possa arrancar em caso de falha do sistema de alimentação principal. intermitentes ou contínuos.

o qual ficará na parte superior da área total do sinal. 9.2.2. Milton Serpa Menezes . O conjunto assim descrito deverá ficar na parte superior da área total do sinal. completas.2. sobre o qual aparecerá um oval de cor vermelha dentro de um retângulo preto.2. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior. 9.3 SINAIS DE INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA Constituem-se um retângulo verde sobre. com letras pretas sobre o fundo branco. • Sinalização de instrução de segurança: para dar informações sobre a prática segura de ordem geral. em cor amarela. • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos E Sinalização de atenção: para identificar possíveis perigos ou práticas inseguras. As mensagens que serão incluídas na parte inferior deverão ser breves. A mensagem deverá ser pintada na parte inferior. localizado na parte superior da área total do aviso. localizado na parte superior da área total do aviso. Eng. dentro do oval vermelho. As letras serão em branco sobre o retângulo verde. A palavra 'ATENÇÃO". Outro ponto importante a considerar na sinalização é o emprego dos símbolos. fundo branco. todos os sinais de prevenção de acidentes serão uniformes e adaptados aos seguintes casos. • Sinalização direcional: indicando escadas. 9.2. Uma linha branca deverá separar perímetro exterior do oval vermelho do retângulo preto. saídas e outras dependências que envolvam a segurança.2 SINAIS DE ATENCÃO Compõem-se de um retângulo preto sobre um fundo amarelo. com flechas brancas sobre retângulo preto. como também aqueles daltônicos ou que não sabem ler. deverá ficar centrada no retângulo preto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura A uniformidade dos sinais e avisos é muito importante. A palavra "PERIGO" aparecerá em branco.4 SINAIS DIRECIONAIS Terão fundo branco. Assim. 9. os quais deverão ajustarse às práticas comuns e conhecidas. para que não só operários de visão normal possam familiarizar-se com as mensagens que eles transmitem. • Sinais informativos: para dar mensagens de natureza geral não-prescritas nos itens anteriormente descritos. As letras serão em branco sobre o retângulo azul.5 SINAIS DE INFORMAÇÃO Terão retângulo azul sobre fundo branco. Prof.1 SINAIS DE PERIGO Terão um fundo branco. em letras pretas sobre o fundo branco. porém. 9. Qualquer mensagem deverá ir na parte inferior em letras pretas sobre o fundo branco.

em energia térmica. acarretando muitas vezes até a morte ou contusões graves. 10.5 A além da parada cardíaca que perdura enquanto estiver presente a corrente. pela passagem de uma corrente. carvão mineral. No entanto.2 CHOQUE ELÉTRICO É um estimulo rápido e acidental do sistema nervoso do corpo humano.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 10 RISCOS EM ELETRICIDADE 10. 1 cv=736watts. ocorre também a parada respiratória. Essa corrente circulará pelo corpo da pessoa quando ele torna-se parte de um circuito elétrico que possua uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. geradores mecânicos denominados alternadores. até providenciar o aparelho.3. 10. 10 miliamperes pode causar fibrilação ventricular.3. em energia luminosa. minerais radioativos.volt Resistência elétrica = R - 10. Podendo ocorrer as queimaduras superficiais ou profundas. Se ocorrer parada do coração deverá ser aplicada massagem cardíaca. cessa a respiração. queimaduras e contrações fortes dos músculos. em sua geração. se não foi aplicada respiração artificial num intervalo de tempo inferior a 3 minutos a morte ocorrerá. se a mesma Prof. b) Corrente continua (CC).Ampere Tensão ou DDP = V . kwh = w x h Intensidade de corrente = 1 . 1 hp=746watts. luz solar. A fibrilação ventricular é a contração desritimada do coração.3 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO 10. Pode ser convertida em outras formas de energia: energia mecânica. Eng.2 EFEITOS INDIRETOS A contração muscular provocada pela corrente elétrica que passou pelo corpo pode provocar quedas e batidas. Há contração muscular do tórax. fibrilação do coração. lagos e mares. 1Kw 1000w. A fibrilação do coração ocorrerá se houver intensidade de corrente da ordem de 10 a 300 mA que circulem pelo corpo por um tempo superior a ¼ de segundo. Medidas imediatas desfibrilador ou massagem cardíaca. os ventos. A morte por asfixia ocorrerá somente quando a intensidade de corrente for superior a 30 mA.4 GRAVIDADE DO CHOQUE ELÉ TRICO A gravidade do choque elétrico depende de determinadas condições: a) O percurso da corrente elétrica pelo corpo humano: uma corrente de intensidade elevada que circule de uma perna para outra pode resultar só em queimaduras locais. Milton Serpa Menezes . etc. 10.1 DEFINIÇÃO DE ELETRICIDADE A energia elétrica pode ser obtida. o petróleo. geradores estáticos pilhas e acumuladores (baterias) também chamados de geradores químicos e geradores mecânicos denominados dínamos. Indiretos: quedas e batidas. etc.1 DIRETOS Morte. kwh = p x t. sob duas formas: a) Corrente alternada (CA). como água dos rios. Para intensidade de corrente acima de 2. E tempo de alguns minutos. A energia elétrica é uma conseqüência de outras formas de energia.

46 mA úmido ou 0. com tantas bobinas primárias quanto forem os pólos do dispositivo e uma bobina secundária destinada a detectar a corrente diferencial-residual. eventualmente possa energizar-se por falhas de isolamento. um contato acidental com um ponto energizado. vai influenciar na gravidade do choque elétrico.1. etc. mas que. Contato indireto: quando ocorre contato com partes metálicas. Sexo masc. Dispositivos de proteção contra tensões de contato (Dispositivo diferencial residual) DR. para os usuários de uma instalação elétrica: a) b) Contato direto: quando ocorre contato com partes metálicas normalmente energizadas. de material com alta permeabilidade.: considerando-se que nas piores condições a resistência do corpo humano é de 1500 Ω (1000 Ω = Rp e 500 Ω = Ri) e a corrente 25 mA. acima de 25 mA (CA) e 80 mA (CC) o choque elétrico pode ser doloso. = 23 mA. corrente alternada (CA) ou corrente contínua (CC).= 15 mA. e) Tensão elétrica: a diferença de potencial (volt .3: Existem duas condições de perigo.1. Depende da camada externa da pele que está situada entre 100 000 e 600 000 "Ohms".5. portanto a gravidade do choque elétrico depende dessa resistência ou qualquer outra resistência adicional entre o homem e a terra. a resistência elétrica do corpo humano.00055 A 400. Os contatos têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com a corrente nominal (In) do dispositivo. Ex.I I=? I= 220 = 0. Aterramento elétrico É a ligação da carcaça do equipamento ou máquina com a terra.1 MEDIDAS PARA GARANTIR A PROTEÇÃO DE PESSOAS A proteção contra choques elétricos está na NBR . Quando a pele está úmida baixa para 500 "Ohms" ou menos.025 A 37.2 e 5. quantos mA seriam necessários para vencer a resistência oferecida pelo corpo? Usando a lei de Ohm: V =R . tem uma resistência de 400 000 Ohms. d) A freqüência da corrente elétrica: as correntes elétricas com freqüência próxima dos batimentos cardíacos 20 Hz a 100 Hertz são as que oferecem maior risco e especificamente as de 60 Hz.1. músculos e demais tecidos fica normalmente em torno de 300 Ohms.5 volts f) As condições orgânicas do indivíduo: ou seja.5410 (instalações elétricas) nas seções: 5. constituída pelo sangue. c) disparador diferencial. b) transformador diferencial. sexo fem.55 mA seco ou 0.000 I= 220 = 1.5 MEDIDAS DE CONTROLE DO CHOQUE ELÉTRICO 10. E corrente de 220 v. Prof. em suas linhas essenciais.1. Ex. O transformador é constituído por um núcleo laminado.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura intensidade de corrente circular de um braço a outro da vítima. c) O tipo de corrente elétrica: dependendo das características da corrente para determinar a gravidade do choque elétrico.00146 A 15. poderá levar a uma parada cardíaca ou paralisação dos músculos do coração. Milton Serpa Menezes . normalmente não energizadas (ex. quando seco. Qual a tensão que pode causar dano? V= R x I = 1500 x 0. Eng.000 10. pelos seguintes elementos principais: a) contatos fixos e contatos móveis. 5. uma resistência de 15 000 Ohms. b) O valor da intensidade de corrente: baixa ou alta amperagem. condutores nus. por exemplo: barramentos. quando úmido. A resistência oferecida pela parte interna do corpo.V) ou tensão (alta ou baixa tensão). através de um condutor e urna haste metálica revestida de bronze até a terra.: carcaças de equipamentos). Um DR é constituído. terminais.

de pés descalços. telefones. fios ou moedas. 3) Desligar o interruptor antes de substituir uma lâmpada. ou sob a ação de um chuveiro. 25) Sempre que for atender à porta ou o telefone. 16) Usar somente ferramentas isoladas e em perfeito estado. ser considerada criminosa. Entre estas regras destaca-se a que se refere à ligação rígida e permanente do chuveiro à terra através da canalização d'água e fio terra da instalação. tendo as mãos. Somente quem ignora os perigos dos choques elétricos poderá entregar-se a tais práticas altamente condenáveis. certifique-se de que as ferramentas estejam com bom isolamento e que você esteja com calçado adequado (solado de borracha). entre os dedos ou na ponta da língua.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O disparador diferencial é um relé polarizado constituído por um imã permanente. Esta regra se aplica a secadores de cabelo. deverão ser aterradas. 27) Trabalhar de pés descalços com a eletricidade é "meio caminho para a eternidade". lixadeiras elétricas. manuais. Esta prática poderá. um fio ligado. 11) Ter toda a atenção com a instalação em lugares úmidos. substitua o fusível de rolha por um disjuntor termomagnético. desligue o ferro elétrico. O hábito de verificar se um circuito esta energizado. tais como furadeiras elétricas. 10) Jamais tocar em circuitos ou equipamentos elétricos. as vestes ou o calçado molhados. 10. Eng. 19) Se o disjuntor desligar. 13) Não deve haver qualquer aparelho ou equipamento elétrico ao alcance de quem se encontre imerso em uma banheira ou piscina. 17) Toda a vez que você pegar uma chave de fenda ou alicate para trabalhar em uma instalação elétrica. sem ter previamente desligado o disjuntor do respectivo circuito. Há outros meios eficientes e mais seguros. sempre que for efetuado o desligamento de um circuito com o objetivo de executar qualquer trabalho no mesmo. uma bobina ligada a uma bobina secundária do transformador e uma peça móvel fixada de um lado por uma mola e ligada aos contatos do dispositivo. 22) Qualquer problema elétrico que aconteça em sua residência da chave geral para dentro.6 RECOMENDACÕES E CUIDADOS COM O USO DA ELETRICIDADE Para o uso da eletricidade. deve ser banido. 28) Todas as máquinas elétricas. como por exemplo. o qual não deve passar por nenhum interruptor ou fusível. etc. tomar parte em concursos para verificar quem consegue manter por mais tempo. antes de religá-lo. botões de campainha e interruptores quaisquer e outros. de cátodo frio fluorescente ou não. verifique a instalação para saber o que provocou o desligamento. Milton Serpa Menezes . 8) Não trocar fusíveis por arame. funcionam com alta tensão. não toque em equipamentos elétricos. 9) Se a instalação da sua casa for antiga. 14) Só usar chuveiros elétricos que mereçam absoluta confiança e tenham sido instalados de acordo com as regras de segurança. 20) Não instalar extensões sem ser dentro dos regulamentos existentes. 5) Não colocar mais de dois aparelhos elétricos na mesma tomada. 18) Não ligar ou operar aparelhos elétricos com cujo funcionamento não esteja familiarizado. 24) Não brincar com a corrente elétrica. adaptadores e tomadas em mau estado. além de ser uma aberração técnica. Prof. 26) Não preparar ciladas para que os outros tomem choques elétricos. usando sempre eletrodutos para a passagem dos fios. Duplo isolamento Aplicado normalmente em equipamentos portáteis. 15) Ter toda a atenção com cordões flexíveis. Observando os limites do isolamento para que não sejam ultrapassados. 4) Não sobrecarregar a instalação além de sua capacidade prevista. garagens ou jardins. inclusive. 2) Deve ser colocada uma placa com os dizeres "CUDADO: NÃO LIGAR" junto às chaves desligadoras ou disjuntores. receptores de rádio. tocando-o com a ponta dos dedos. 12) Se estiver no banheiro. é de sua responsabilidade. considerem-se de capital importância os pontos seguintes: 1) Não fazer acréscimo ou reparo em instalações elétricas. e estiver passando roupa. 21) As instalações de lâmpadas de descarga elétrica. 7) Não usar fusíveis de capacidade além da recomendada. no lar ou na fábrica. consiste em duas isolações: uma sobreposta a outra. 6) Não usar tomadas múltiplas (benjamins). como lavanderias. 23) Abster-se de tocar nas redes vivas de circuitos energizados.

Não se esqueça que você está manuseando equipamentos com 110 ou 220 volts. Cuidado com o cabo que está ligado na energia elétrica. após trabalhos de reparo ou manutenção. em garagens. 33) Comunicar ao superior imediato todas as condições perigosas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 29) Se as lâmpadas ou aparelhos elétricos de sua residência ou local de trabalho queimarem com freqüência. chuveiro elétrico e ferro elétrico. Prof. 34) Lembre-se: mesmo os 110 volts matam. 35) Para a sua economia racionalize o uso de aquecedor elétrico (estufas). 36) Máquinas elétricas de cortar grama são perigosíssimas. 31) As instalações elétricas no lar deverão se totalmente protegidas e construídas dentro dos padrões técnicos: lembre-se que as crianças colocam as mãozinhas em tudo. Eng. ou quaisquer lugares de trabalho. 32) Recolocar tampas ou outras proteções de aparelhos elétricos. Milton Serpa Menezes . 30) Atenção ás lâmpadas portáteis. verifique a instalação elétrica. o que é perigosíssimo.

Estas reuniões deverão ser em horário normal de trabalho da empresa e obedecer “CALENDÁRIO DE REUNIÕES" protocolado no MTB.2 OBJETIVO DA CIPA: É observar e relatar as condições de riscos existentes nos ambientes de trabalho e solicitar que sejam tomadas medidas para a redução ou até a eliminação de riscos existentes. preocupa-se também com a prevenção de acidentes. Os representantes dos empregados são escolhidos pelos próprios empregados. através de eleição direta e voto secreto. e maior o grau de risco da atividade.1.1. 11. com duração mínima de l 8 horas. formada por um grupo de trabalhadores da empresa que. além de serem feitos estudos a respeito de acidentes do trabalho. as medidas a serem tomadas para evitar-se a ocorrência de outros acidentes.3 COMPOSIÇÃO DA CIPA É composta por trabalhadores da empresa.1. A CIPA deve ter livro de Atas registrado no MTB e todas as reuniões e eleições deverão ser registradas no mesmo. 11.4 NÚMERO DE PARTICIPANTES DA CIPA O número de participantes da CIPA é determinado de acordo com o número de empregados da empresa e o grau de risco em que ela se enquadra. Cada membro da CIPA deve ter um suplente. com dia. sugerir cursos.1. quanto maior for o número de empregados. Eng.1. 11. realizado por entidades credenciadas. riscos ambientais. etc. Qualquer trabalhador pode fazer parte da CIPA.6 CURSO PARA CIPEIROS Para que os titulares e suplentes desempenhem suas funções da melhor forma possível.1 COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA (NR-5) 11. Os representantes do empregador serão escolhidos por este e em igual número ao dos representantes dos empregados. proteção contra incêndio. evitando acidentes. eles devem participar de um curso especial para cipeiros. no caso da construção civil o grau de risco é 4 e a indústria de máquinas agrícolas o grau de risco é 3. denunciar as situações de insegurança.1 O QUE ÉCIPA? E uma comissão interna de prevenção de acidentes. divididos em representantes do empregador e representantes dos empregados. 11. 11. Milton Serpa Menezes . treinamentos e campanhas relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Pela atual NR-5 (grau de risco 3 e 4) acima de 20 empregados a CIPA deverá ser organizada. quando deverá estar presente o responsável pelo setor onde ocorreu o acidente. 11.7 DEVERES E DIREITOS DOS CIPEIROS Os cipeiros devem cumprir as normas de segurança. no mínimo urna reunião por mês em que os participantes da CIPA devem discutir os acidentes que ocorreram na empresa no mês anterior. Assim.1.5 REUNIÃO DA CIPA Deve haver. para participar das reuniões quando o titular não puder comparecer. Neste curso é explicado o funcionamento da CIPA. Os membros eleitos terão estabilidade no emprego durante o exercício do mandato e mais um ano após o término do mesmo. hora e local de realização das mesmas. Além dessa reunião mensal.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11 SERVIÇOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO (CIPA E SESMT) 11. fatores que influenciam nos acidentes. maior será o número de participantes da CIPA. Prof. deverá ser realizada reuniões extraordinárias quando ocorrer acidentes graves. apresentar sugestões para eliminar os riscos de acidentes do trabalho. além de realizar suas atividades normais de trabalho.1. atos e condições inseguras.

Portaria 3214/78. de onde se detectou uma necessidade. a SIPAT deve ser vista por seus organizadores como um mini-curso no qual existem objetivos a serem cumpridos e em que as estratégias e recursos necessitam ser adequadamente escolhidos.8 A SIPAT O item 5.2 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –SESMT (NR-4) Todas as empresas privadas e públicas.que a SIPAT não é uma série de comemorações esportivas e de lazer. Os pressupostos fundamentais para a equipe coordenadora são alguns conhecimentos-chave nessa questão: . Sendo assim. como também. percebe-se que a intenção do Legislador é fazer com que o membro da CIPA inclua. a longo prazo e pela via educativa. .as políticas da empresa para o setor. simpósios. Para tanto sugere-se que. Estabelecida essa verdade . com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. agindo à revelia dos companheiros. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. entre suas funções. Deseja-se assim que a Comissão não só execute sua ação diretamente ligada à proteção e promoção da saúde e segurança. atitudes em relação à prevenção de acidentes e doenças. com a Administração através dos representantes do empregador. .o histórico das atividades da CIPA e do SESMT. mormente através de atividades educativas.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 11. já se tem elementos para o estabelecimento dos objetivos da SIPAT. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. a equipe de coordenação vai imaginar as estratégias mais adequadas para a obtenção dos mesmos. A SlPAT é uma delas. Construídos os objetivos. a de agente multiplicador das informações sobre a relação saúde/trabalho. Subentende-se que a Lei não imaginou a CIPA como um grupo fechado. . determina como uma das atribuições da CIPA: “promover em conjunto com o SESMT. Milton Serpa Menezes . que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. . . A intenção clara é de uma equipe que se inter-relacione com o SESMT. retira-se um objetivo a ser alcançado. e sobretudo com os demais trabalhadores. tendo em vista a realidade da clientela e da empresa ou órgão onde essa CIPA está instalada.. Pela colocação desse item entre outros de teor semelhante.enumerar os principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores existentes na empresa.já se tem um bom ponto de partida para sua organização. deverão manter. conforme já sabemos. isolado.16 .alínea e . Após esse estudo.da NR 5. Eng. (104. no caso da utilização de palestras e conferências.SIPAT".as principais características da população-alvo do evento: nível de escolaridade. seminários.1. é a forma de se obter aprendizagem real.a realidade da saúde e segurança do País. sabendo fazer perguntas pertinentes e no momento adequado. e sim uma ATIVIDADE EDUCATIVA . etc. . 11.valorizar a participação de todos os trabalhadores como forma de se conseguirem as mudanças saneadoras dos ambientes e condições de trabalho. são utilizadas palestras. painéis. que.mencionar mecanismos de controle desses riscos. . . consiga fazer de cada trabalhador o agente de sua própria saúde. funções. a SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . etc. O importante é escolher aquelas estratégias que provoquem a participação ativa do público-alvo.participar adequadamente de um evento de cunho educativo: sabendo ouvir com atenção. pretende-se que os participantes sejam capazes de: . Em geral.001-4 / I2) Prof. obrigatoriamente.os principais riscos à saúde e segurança existem na empresa. conferências. abra-se sempre um espaço para questionamentos por parte dos ouvintes.demonstrar disposição para participar na luta pela melhoria dos ambientes e das condições do trabalho. Exemplos de objetivos para uma SIPAT: Ao final do evento.

d) auxiliar de enfermagem do trabalho . ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. ministrado por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em enfermagem. em nível de pós-graduação. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável. b) médico do trabalho . engenheiro de segurança do trabalho. a intensidade ou característica do agente assim o exijam. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Milton Serpa Menezes . ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. de Equipamentos de Proteção Individual-EPI.médico portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Medicina do Trabalho.auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem portador de certificado de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. a utilização. e) manter permanente relacionamento com a CIPA. g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. Para fins de dimensionamento. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina. e) técnico de segurança do trabalho: técnico portador de comprovação de registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. em nível de pós-graduação. observadas as exceções previstas na NR 4. conforme a NR 27. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica.engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. técnico de segurança do trabalho. f) promover a realização de atividades de conscientização. valendo-se ao máximo de suas observações. os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centralizados. além de apoiá-la. estimulando-os em favor da prevenção. quando solicitado. as empresas obrigadas a constituir Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão exigir dos profissionais que os integram comprovação de que satisfazem os seguintes requisitos: a) engenheiro de segurança do trabalho . É de responsabilidade exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. desde que a concentração. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. Para fins desta NR. quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado. Eng. c) enfermeiro do trabalho .MTb. a quem caberá organizar os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. território ou Distrito Federal não serão considerados como estabelecimentos.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. obedecido o Quadro II. d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos. mesmo reduzido. anexo. em nível de pós-graduação. constantes dos Quadros I e II anexos.enfermeiro portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Enfermagem do Trabalho. o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho. conforme dispõe a NR 5. treiná-la e atendê-la. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. Para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho. b) determinar. registrados no Ministério do Trabalho . enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. Prof. Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. do Ministério da Educação. os engenheiros de segurança do trabalho. inclusive máquinas e equipamentos. Neste caso. pelo trabalhador. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho. exercendo a competência disposta na alínea "a". de acordo com o que determina a NR 6. d) colaborar.

através do órgão regional do MTb. Prof. sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recuperação. devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro. Milton Serpa Menezes . propondo soluções corretivas e preventivas. quando tornar-se necessário. e deverão estudar suas observações e solicitações. e todos os casos de doença ocupacional. IV. Eng. dela valendo-se como agente multiplicador. embora não seja vedado o atendimento de emergência. j) manter os registros de que tratam as alíneas "h" e "i" na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da mesma. i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. Entretanto. l) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas. de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III. com ou sem vítima. desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimento de seu conteúdo. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade preenchendo. no mínimo. os fatores ambientais. as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s).UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento. V e VI. descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional. a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA. devendo ser guardados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às alíneas "h" e "i" por um período não-inferior a 5 (cinco) anos.

Milton Serpa Menezes . Eng.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Prof.

1 Introdução É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos prestados por um leigo a uma pessoa acidentada. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas. tesouras. devido aos perigos ou processos implicados. não é conveniente trancá-la. Por definição. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. ainda assim. poderá ser melhor aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. não só arrumá-la. vamos encontrar uma série de instrumentos. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. trabalhadores e leigos. Entretanto é praticamente impossível anula-los. Sem ficar na dúvida. e se destinam a salvar a vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. Dá a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros que. Se não se diz nada. assim como de empresários. embalados de forma adequada. suaves e seguras. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência.Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) 12. Todos os frascos deverão ser rotulados. se falar demasiado. assim. compreensão e confiança. Devemos. desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. tendo como finalidade manter a vítima com a vida. ao invés de atrapalhá-lo. mas. os instrumentos pontiagudos como pinças. soluções. Prof. nas empresas. pois sabemos que elas são tecnicamente mais amplas e detalhadas. vítima de acidente ou mal súbito. Não pretendemos também apresentar nenhum curso de enfermagem. conduzindo-se com serenidade. outrossim. organizados. nestas circunstancias. até a chegada de um médico. Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. a primeira providência é controlar-se a si mesmo. assim. Na área de prevenção de acidentes. para facilitar a atuação do socorrista. Com o desenvolvimento a complexidade das tarefas. facilitando. considerando-se as características da atividade desenvolvida. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. até a chegada do médico. aumentar-se-a com isto o medo e a ansiedade. o seu manuseio. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados. a um doente ou vítima de mal súbito. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros. medicamentos. A prática de emergências simuladas ajudará a realizar manobras corretas. ao findar o uso da caixa de primeiros socorros. minorar a dor e evitar complicações do problema. na sua forma mais elementar e eficiente. As ações falam mais alto que as palavras O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente. Por medida de precaução. em locais de fácil acesso. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. 12.2. pois. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. poder-se-a provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. Milton Serpa Menezes . a fim de poupar dissabores a outros socorristas.2 Caixa de Primeiros Socorros (NR 7 . Eng. visamos. mas também repor o material utilizado. deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados. e é preciso que sejam bem acondicionados. entretanto. Via de regra. o aumento da mecanização. tão somente. assim como as ampolas. serenas. Não pretendemos que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o assunto.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 12 PRIMEIROS SOCORROS 12. os primeiros socorros a um acidentado. para verificar o prazo de sua validade. No seu interior da(as) caixa(as).1 Dos primeiros socorros.

cujo uso específico deve ser conhecido por todos. e aplique o que irá aprender. As caixas devem conter.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Os que tiverem os prazos vencidos serão inutilizados e substituídos por outros novos.3 TIPOS DE EMERGÊNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS A presença de espirito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. no mínimo. Mantenha-se pois. Nas varias dependências da empresa.2. Se tiver que fazer um curativo. desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. • Primeiramente. Eng. Milton Serpa Menezes .2 Conteúdo da caixa de primeiros socorros Instrumentos • • • Termômetro Tesoura Pinça Material para curativo • • • • • Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo Anti-sépticos • • • • • • Solução de iodo Solução de timerosal Água oxigenada. 12. tomando todo o cuidado para não agravar o estado da vítima. Prof. procure inteirar-se da lesão. lave bem as mãos. • Não dê de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. os seguintes materiais e medicamentos. 12. devem existir caixas com material e medicamentos para prestação de primeiros socorros a acidentados. calmo. 10 volumes Álcool Éter Água boricada Medicamentos • • • • • • Analgésicos em gotas e em comprimidos Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos Colírio neutro Sal de cozinha Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico Outros • • • Conta-gotas Copos de papel Agulhas e seringas descartáveis.

para saber quando desapertar. etc. O ferimento é lesão das mais freqüentes e. caco de vidro.colocar sobre o ferimento água oxigenada. não perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda. graxa.procurar logo um Serviço Médico.lavar as mãos com água e sabão. Não se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. prego.passar um anti-séptico. • completar o nó acima da madeira. até parar a hemorragia. quedas. Eng. • desapertar o torniquete a cada 10 minutos. • torcer a madeira até parar o sangramento. nos membros. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. não deixando o ferimento descoberto. extensos com hemorragia: 1 . removendo do local eventuais sujeiras como terra. acima do ferimento (não usar fios.de fraturas. entra em contato com a pele.cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo.estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo. antes de fazer o curativo. profundos. 6 . • colocar um pedaço de madeira no meio nó. 5 . superficiais e com hemorragia moderada: 1 . sem. 7º lugar . pode ocorrer pelos mais variados motivos. É importante marcar no relógio o início da compressão. entre os quais batidas em ferramentas.da hemorragia.da parada respiratória 2º lugar . poderá ser fatal. no entanto. apertar demais. • fazer um meio nó. e não pastas.4 Ferimentos Toda a vez que um agente traumático. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. teremos uma ferida. aplicar o torniquete. e processos de primeiros socorros não indicados pela medicina. ou um golpe forte. maquinas. 4 . dependendo da quantidade.de queimaduras 6º lugar . pela necessidade de tratamentos precisos. pó secante. 3º lugar .. diremos que houve apenas uma escoriação local porém. como faca. haverá uma hemorragia. • 12. na industria. produzindo rotura. Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima. Prof.de envenenamentos 5º lugar . 12. O que fazer em ferimentos. • se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia.4. 3 . se o trauma rompe todas as camadas da pele. óleos. cuidando em: 1º lugar . acontecendo também no trajeto residência-fábricaresidéncia. 2 . devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. 4º lugar .da parada cardíaca. mesas. aproximadamente 5cm. Milton Serpa Menezes . pomadas.de ferimentos.1 Conduta O que fazer: em ferimentos leves. Sempre que ocorrer um ferimento. da seguinte maneira: • enrolar no membro uma tira de pano largo.lavar a parte atingida com água e sabão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Evite ministrar à vítima agentes não medicinais ou duvidosos. barbantes ou corda em lugar do pano). teremos a ocorrência de um ferimento.

formando no local do choque traumático um hematoma.passar anti-séptico nas bordas da ferida. etc.deitar a vítima de costas. removendo do local eventuais sujeiras como terra. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. Ferimentos na cabeça Numa queda. apertar.afrouxar todas as roupas. Eng. óleos e pó secante. 2 . através da ferida. pomadas. no entanto. ossos. Devido à extensão do ferimento. acalmando-o.cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo.encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. 5 .lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. O que fazer: 1 .UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado. assim como a chamada da assistência médica. 4 .ocorrendo a hemorragia. assim como uma hemorragia intensa Não acontecendo a hemorragia. sem travesseiro. 6 . 5 . tendões. nunca tocando nos órgãos expostos.lavar as mãos antes de fazer o curativo. quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. graxa. 6 . os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. podemos ver os órgãos internos como os músculos.passar água oxigenada nas bordas da ferida. 3 . • Ferimentos com exposição de órgãos internos. Milton Serpa Menezes . pode ocorrer ferimento do crânio. O que fazer: 1º . Prof.prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo. 3º .passar um anti-séptico e não pastas. tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos.retirar toda a roupa do acidentado. 3 . sem.cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada. intestinos. São casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente. etc. comprimindo bem o curativo. Quando isso acontece. 7 . também conhecido corno "galo". 4 .. pulmões. molhadas com água oxigenada.lavar a parte atingida com água e sabão. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. 2 . Num acidente. pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. caco de vidro.colocar sobre o ferimento água oxigenada. 2º . tombo. nunca tocando nos órgãos expostos.

produz calor. A fricção. Até épocas relativamente recentes. 2. O fósforo moderno soluciona essas duas dificuldades aplicando descobertas químicas feitas há dois séculos. e finalmente deve haver um contínuo suprimento de oxigênio para alimentar a combustão.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13 PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO: 13. naturalmente. A fricção produzia uma poeira fina e inflamável e o calor capaz de incendiar o pó.000 anos atrás. embora constatadas de modo muito obscuro pelo homem primitivo: 1. Diariamente há prejuízos materiais motivados pelos incêndios. 1. servindo-se de um arco ou atritando uma pedra de tal forma que se produzia uma faísca.4 FOGO COMO AGENTE DESTRUIDOR O fogo. Para produzir fogo. Nas cavernas foram encontrados vestígios do uso do fogo pelo homem de Neanderthal há 50. Eng. A pequenina chama faz com que uma outra substância química no bulbo do fósforo (Clorato de potássio) libere grande quantidade de oxigênio.3 CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A COMBUSTÃO Três fatores são essenciais para a obtenção de fogo. grande auxiliar do homem. A pequenina chama produzida dessa forma era usada para acender pequenas mechas . O calor e o grande suprimento de oxigênio produzem a ignição de uma terceira substância química (enxofre) que queima vigorosamente. nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas ardentes. Esses e outros homens primitivos descobriram como usar o fogo para aquecimento. Em cada hora morre pelo menos uma pessoa em conseqüência de incêndios. ajudado pela quarta substância química (parafina) em que foi mergulhada anteriormente essa madeira.1.1. 13. O fogo se propaga rapidamente pela madeira. medo. Em certa época da evolução. utilizada para acender galhos e troncos anteriormente preparados. a produção do fogo era tão difícil que o homem seria capaz de percorrer quilômetros para aproveitar a chama de um fogo já aceso.1.1 ACENDENDO O FOGO Esfregando gravetos e atritando pedras. deve haver algo para queimar. 13. Ainda hoje. um combustível de qualquer espécie. 4. em vez de tentar obtê-lo onde estivesse. superstição e adoração. oxigênio e calor suficiente para levar o combustível ao ponto de ignição. A tocha em fogo era. O método do arco e da broca não é fácil. como bem sabem os escoteiros. Por trás desses três fatores está o próprio homem. para cozinhar o alimento. Muitas vezes eles se apavoravam ao ver raios incendiando florestas e vulcões em erupção.1. transformando as paisagens num inferno de lava incandescente. Nessas experiências primitivas estavam implícitas duas noções científicas. Milton Serpa Menezes . 13.2 FÓSFOROS Em todos os métodos primitivos de fricção as duas grandes dificuldades consistiam em obter a faísca e depois colocá-la imediatamente em contato com material facilmente inflamável. produzida por atrito ou pelo choque. para proteger-se contra animais selvagens e como tocha flamejante na escuridão da noite.000 anos e pelo homem de Pequim há 250.1 O FOGO Durante milhares de anos o fogo foi assunto de mistério. Com o passar do tempo o homem procura meios mais simples de obter fogo. Prof. depois esse combustível precisa ser aquecido suficientemente para queimar. Primeiro. 2. 13. Os homens primitivos associavam fogo a catástrofe. 3. então. é também um de seus maiores inimigos em potencial.5 CAUSAS DE INCENDIOS Do ponto de vista científico o fogo ocorre quando estão presentes os três fatores: combustível.1. 13. No processo do arco e da broca girava-se rapidamente um graveto num orifício existente em um pedaço de madeira macia.pedaços de cortiça. capim seco ou o revestimento de algumas sementes. De dois em dois minutos ocorre um incêndio num lar do Brasil. que se inflama a baixa temperatura. A fricção aquece uma substância química existente na cabeça do fósforo (um composto de fósforo). quando sentamos perto de uma fogueira. o homem primitivo esfregava dois gravetos com a mão. Veja o que acontece quando você acende um fósforo comum. Há materiais que se inflamam mais facilmente do que outros. o homem aprendeu a dominar o fogo.

Você sabe.6 O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO Todos nós precisamos saber o que fazer em caso de incêndio. para apagar o fogo impedimos o suprimento de oxigênio. esquecimento de desligar o fogão elétrico ou a gás.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura responsável por três quartos dos incêndios destruidores. fibras. 13. defeitos da ignição dos automóveis. Cerca de quarenta incêndios domésticos diários são causados pelo esquecimento de ferros elétricos ligados. Eng. Os incêndios nas florestas são quase todos iniciados pelo descuido de fumantes ou de pessoas que.2 Classes de Incêndio 13. madeira. possivelmente estáveis. como depósitos de carvão. por exemplo.1. retiramos o combustível e colocamos a temperatura do material queimado abaixo do ponto de ignição. eliminaremos o fogo. c) Isolamento: Quando se retira o combustível.1. o que faria agora mesmo se sentisse o cheiro de fumaça. indicando que há fogo em algum lugar? 13. Ou seja se suprimirmos desse triângulo. Assim. defeitos nos fornos. Outras causas comuns são fios elétricos em mau estado. isto é. 13. Os extintores de incêndio atingem seu objetivo pelo resfriamento ou pelo abafamento (que significa afastar o oxigênio do fogo).2. A quarta parte restante tem causas diversas. devido à falta de precaução ou descuido. A exclusão do oxigênio e a redução da temperatura são os métodos de extinção mais usados. etc. pilhas de madeira. o efeito de resfriamento: a água ou solução que a contenha em grande porcentagem. que quando queimam deixam cinzas e resíduos e queimam em razão de seu volume. em superfície e profundidade.1 CLASSE A Compreende os incêndios em corpos combustíveis comuns: papel. Entre os meios prontamente disponíveis para eliminar o oxigênio estão o de cobrir o fogo com lama ou outro material não inflamável ou o de jogar um cobertor pesado sobre o fogo. A falta de cuidado no uso de fósforo e hábitos descuidados de fumar são as principais causas de incêndios. Milton Serpa Menezes . cestos de papéis. b) Abafamento: Quando se retira o comburente. A retirada do material inflamável produz efeito no caso de incêndios pequenos. estejam acampadas.7 EXTINGUINDO O FOGO A extinção de incêndios baseia-se na eliminação de um ou mais dos três fatores essenciais à combustão.. podemos definir as 3 formas de eliminar Combustão: a) Resfriamento: Quando se retira o calor. Prof. um dos seus lados. Necessitam para a sua extinção. falta de cuidado com a gasolina ou qualquer outro líquido inflamável. A partir disso.

Exige-se. quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de Classe A.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. É boa condutora de energia elétrica. não deixam resíduos e queimam unicamente em função de sua superfície.2. espuma.3 Agentes Extintores Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água.3.2. óleo.3 CLASSE C Compreende os incêndios em equipamentos elétricos que oferecem riscos ao operador. 13. para a sua extinção. gás carbônico e pó químico seco. os quais. tintas. Age por resfriamento.. um meio não condutor de energia elétrica (extintor de CO2). é difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água por ser ela mais pesada que eles. Eng. Milton Serpa Menezes . Prof. Para conhecer mais sobre cada um dos agentes extintores acima clique abaixo: 13.1 ÁGUA (H2O) É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância.2 CLASSE B São os incêndios em líquidos petrolíferos e outros líquidos inflamáveis tais como a gasolina. o que a torna extremamente perigosa nos incêndios de Classe C. usa-se o sistema de abafamento (extintor de espuma). 13. etc. quando queimam. Para sua extinção.

são úteis nos incêndios de Classe A e B. Milton Serpa Menezes . porque contêm água. Eng. uma espécie de sabão líquido concentrado. A espuma química é produzida juntando-se soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio (com alcaçuz. devido a própria espuma. A espuma mecânica de alta expansão chega a 1:1000. Não devem ser empregadas em incêndios de Classe C. Agem por resfriamento.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.3. Tanto a espuma química como a mecânica têm dupla ação. Sua razão de expansão é de 1:6. Sua razão média de expansão é de 1:10. devido a água e por abafamento. A espuma mecânica é produzida pelo batimento mecânico de água com extrato proteínico. Portanto. como estabilizador).2 ESPUMA (ES) Existem dois tipos: química e mecânica. Prof.

Milton Serpa Menezes . sob a pressão de 850 libras. age por abafamento. Prof.3.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13. incolor. Pesa cerca de 1.3 GÁS (CO2) Gás insípido. É eficiente nos incêndios de Classes B e C.5 vezes mais do que o ar atmosférico e é armazenado. inerte e não condutor de eletricidade. Não dá bons resultados nos de Classe A. Quando aplicado sobre os incêndios. inodoro. Eng. suprimindo e isolando o oxigênio do ar. em tubos de aço.

deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde. de magnésio e outros.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. Não conduz eletricidade e pode ser usado em fogo de Classe C. Funcionamento: 1° Remover o Pino de Segurança. micropulverizado e 5% de estearato de potássio. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A. para melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento. Milton Serpa Menezes . Eng. Prof. motivo pelo qual é o agente mais eficiente para incêndios de Classe B.3. age por interrupção da reação em cadeia de combustão. Contudo.4 PÓ QUÍMICO SECO (PÓ) O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio. aliás. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. 13. o CO2 é mais indicado. Age por abafamento e. 2° Segurar o difusor com a mão direita e comprimir o gatilho da válvula com a mão esquerda. segundo teorias mais modernas.

Eng. (123.4. em número suficiente e dispostas.20m (um metro e vinte centímetros).003-4 / I1) 2.004-2 / I2) Prof. 2° Comprimir o gatilho da válvula. d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.2. deverão existir. em caso de incêndio. 2° Comprimir o gatilho da pistola.20m (um metro e vinte centímetros).002-6 / I2 ) 2. Onde não for possível o acesso imediato às saídas. em caso de emergência. c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. com largura mínima de 1. de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança.Funcionamento 1° Abrir o registro da ampola.1. b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço.Funcionamento 1° Remover o pino de segurança.001-8 / I3) 2. Saídas 2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas. circulações internas ou corredores de acesso contínuos e seguros. (123. A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1. 1. em caráter permanente e completamente desobstruídos. Modelo Pressurizado . Todas as empresas deverão possuir: a) proteção contra incêndio.Pressão Injetada . Disposições gerais. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. Milton Serpa Menezes .3. (123. (123.4 Medidas de Prevenção: 13.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura Modelo .1 NR 23 . 13.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A NR 23 traz as principais medidas de proteção contra incêndios a serem tomadas: 1.

017-4 / I2) 3. (123.7.1. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas. 3. no sentido do da descida.5. (123.021-2 / I3) 7. (123.7. Escadas em espiral.1.006-9 / I1) 2. neste caso. (123.4.6.1. Combate ao fogo.00m (quinze metros) nos de risco grande e 30.4.5.014-0 / I2) 3. 4. plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo.015-8 / I2) 3.1. indicando a direção da saída. Portas corta-fogo. (123. com largura mínima de 1. Durante as horas de trabalho. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. 5. (123. Escadas. que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. d) atacá-lo o mais rapidamente possível. devem ser inteiramente de material resistente ao fogo. 6.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 2.1. tanto as de saída como as de comunicações internas.1. poderão ser fechadas com dispositivos de segurança. pelos meios adequados. de mãos ou externas de madeira.018-2 / I3) 4. deverão ter rampas que os contornem suavemente e. c) desligar máquinas e aparelhos elétricos. (123. (123.007-7 / I2) 2. (123.022-0 / I1) 7. Poderão ser exigidos. nas construções de mais de 2 (dois) pavimentos. (123. deverá ser fechada a chave. requisitos especiais de construção.013-1 / I2) 3.1.016-6 / I2) 3. mesmo ocasional. Quando não for possível atingir.011-5 / I3) 3.012-3 / I2) b) situar-se de tal modo que. próximo à chave de interrupção. As portas de saída devem ser de batentes. não serão consideradas partes de uma saída. ao se abrirem. a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. Os pisos. mesmo fora do horário de trabalho. (123. as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. (123. ou do local de trabalho.009-3 / I2) 2. (123.3.010-7 / I2) 3.00m (trinta metros) de risco médio ou pequeno. em caráter permanente.019-0 / I2) 5. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus. cabe: a) acionar o sistema de alarme. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis. devem: a) abrir no sentido da saída. as portas de saída. as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo. As máquinas e aparelhos elétricos que não devam ser desligados em caso de incêndio deverão conter placa com aviso referente a este fato.8.023-9 / I2) b) que a evacuação do local se faça em boa ordem. e segundo a natureza do risco. b) chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros.9. Todas portas de batente.2. saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos. ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho. ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo. Estas distâncias poderão ser modificadas. Nenhuma porta de entrada.3. fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 (dois) lados. (123.020-4 / I2) 6. se houver instalações de chuveiros sprinklers. deverão existir. diretamente. Exercício de alerta. entre elas e qualquer local de trabalho. ou saída.008-5 / I2) 2.005-0 / I2) 2. 3.024-7 / I2) Prof. as passagens serão bem iluminadas. As aberturas.7. aferrolhada. Ascensores. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo.20m (um metro e vinte centímetros) sempre rigorosamente desobstruídos. de níveis diferentes. não se tenha de percorrer distância maior que 15.1 Todas as escadas.6. não impeçam as vias de passagem. Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente. (123. ou presa durante as horas de trabalho. Os poços e monta-cargas respectivos.6. que entrave o seu acesso ou a sua vista. (123. quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais. 2. 7. Tão cedo o fogo se manifeste. Milton Serpa Menezes . deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa. Em hipótese alguma. Portas.2. 8. As portas verticais. tais como portas e paredes corta-fogo ou diques ao redor de reservatórios elevados de inflamáveis. (123. As saídas devem ser dispostas de tal forma que. objetivando: a) que o pessoal grave o significado do sinal de alarme. para certos tipos de indústria ou de atividade em que seja grande o risco de incêndio. para mais ou menos. vias de passagem ou corredores. 8. 7. (123. (123. ou portas corrediças horizontais. Eng. (123. automáticos.

.038-7 / I3) 13. O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C.3.031-0 / I1) 9. O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.5. Nas fábricas que mantenham equipes organizadas de bombeiros. extinguir os começos de fogo de Classe A. Nos incêndios Classe D.036-0 / I1) 11. freqüentemente. zircônio. porém o pó químico será especial para cada material. com ordem da pessoa responsável. Classe B .030-1 / I1) 8. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado. a fim de evitar o acúmulo de resíduos.028-0 / I1) 8. (123. papel. a qualquer tempo. (123. comportando um chefe e ajudantes em número necessário. (123.033-6 / I2) 10. 9. a seguinte classificação de fogo: Classe A . mesmo os dotados de chuveiros automáticos. tintas. d) chuveiros (sprinklers) automáticos. transformadores. Classe D .2.4. As fábricas ou estabelecimentos que não mantenham equipes de bombeiros deverão ter alguns membros do pessoal operário. como óleo. o mais possível.034-4 / I2) 10. Os chuveiros automáticos devem ter seus registros sempre abertos. (123.5.027-1 / I2) 8.040-9 / I2) 13. Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinqüenta) ou mais empregados.são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade.2.elementos pirofóricos como magnésio.1. 13. fios. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. etc.5. gasolina. (123. Milton Serpa Menezes . titânio.são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície.3. vernizes. Eng. a fim de assegurar uma inundação eficaz. salvo quando pulverizada sob a forma de neblina. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura c) que seja evitado qualquer pânico. Extintores. b) nos fogos da Classe C. Todos os estabelecimentos. os exercícios devem se realizar periodicamente. Tipos de extintores portáteis. etc. fibras. (123. das condições reais de luta contra o incêndio.00m (um metro) deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros.1.1. e que deixam resíduos.1. Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia. especialmente exercitados no correto manejo do material de luta contra o fogo e o seu emprego.041-7 / I2) Prof. Será adotada. (123. deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão. Extintores portáteis.2. Um espaço livre de pelo menos 1. (123. deverão ser providos de extintores portáteis. nos fogos das Classes B e C. e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção. bem como os guardas e vigias. 12.037-9 / I2) 12. Normalização e Qualidade Industrial . (123. (123. (123. 10. preferencialmente. garantindo essa exigência pela aposição nos aparelhos de identificação de conformidade de órgãos de certificação credenciados pelo INMETRO. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. a fim de combater o fogo em seu início. c) nos fogos da Classe D. (123. embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. (123. (123.035-2 / I2) 10. Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio. a fim de.1. será usado o extintor tipo "Químico Seco". Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis. (123.039-5 / I2) 13.INMETRO. capazes de prepará-los e dirigilos.032-8 / I2) 10.. sem aviso e se aproximando. graxas. Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas.3 Os pontos de captação de água e os encanamentos de alimentação deverão ser experimentados.1. Classes de fogo. (123. quadros de distribuição. 10.2. 11. Extinção por meio de água. etc. (123.026-3 / I2) e) que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. de preferência. para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições. 9.025-5 / I2) d) que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados. não deixando resíduos.029-8 / I1) 8. madeira.quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores. 10. salvo quando se tratar de água pulverizada. e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados.4. Classe C . como: tecidos. segundo as características do estabelecimento.

Milton Serpa Menezes . (123.049-2/I2) 14.16.043-3 / I2) 13. (123.4. (123. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas.3. (123. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. (123. os lacres.60m (sessenta centímetros) nem a mais de 1. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura. Localização e sinalização dos extintores. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. (123. (123. (123.048-4 / I2) 14. a quantidade de extintores será determinada pelas condições seguintes. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga.6. Os extintores deverão ser colocados em locais: (123. (123.052-2 / I2) 17. com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros. Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção (ver modelo no anexo).2. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente.7. Nas ocupações ou locais de trabalho.064-6 / I1) 18. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência".00m x 1. Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1.057-3 / I1) 17.4. data para recarga e número de identificação.4.065-4 / I1) 18.1. com bordas amarelas.4.50m (um metro e cinqüenta centímetros) acima do piso. com data em que foi carregado. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo. 15. de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. Eng. Quantidade de extintores. As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.045-0 / I2) 14. Os baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0. (123.60m (um metro e sessenta centímetros) acima do piso. 14. deve ser usado em fogos Classe A. deverá ser providenciada a sua recarga. 17. b) de fácil acesso. (123.6.047-6 / I2) 14. Inspeção dos extintores.063-8 / I2) 18.062-0 / I3) 18.1. 17. (123.2. (123. Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos Classe D. Sistemas de alarme.1.7. (123.3. (123.055-7 / I1) a) de fácil visualização. Se a perda de peso for além de 10 (dez) por cento do peso original.2 DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO • Saiba o telefone do Corpo de Bombeiros: 193 Prof.044-1 / I2) 13.056-5 / I1) 17. verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos.5. estabelecidas para uma unidade extintora conforme o item 23. Os extintores sobre rodas deverão ter garantido sempre o livre acesso a qualquer ponto de fábrica.058-1 / I1) 17. 18.1.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura 13.6. vermelha. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos.5. (123.5.066-2 / I1) 13. os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado.059-0 / I1) 17.046-8 / I2) 14. deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico. Essa área deverá ser no mínimo de 1. Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia autorização da autoridade competente em matéria de segurança do trabalho. (123. O extintor tipo "Água Pressurizada". (123. (123. Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios.3. Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais. (123.051-4 / I2) 15.042-5 / I2) 13. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês. facilmente quebrável. ou "Água-Gás". Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D.4.00m (um metro x um metro).5.061-1 / I1) 18. (123.060-3 / I1) 17. (123. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor. Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado. c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. examinando-se o seu aspecto externo.2.050-6 / I2) 14. a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma.

procurando usar tubulações metálicas 13. • Nunca instale cortinas perto do fogão. coloque um lenço ou pano úmido sobre a boca e nariz e saia arrastando-se. • Tendo verificado vazamento de gás. • Ao sair de casa. • Preso numa sala. gasolina. Alguém pode estar precisando de real ajuda. • Faça o possível para desligar a energia elétrica e registro de gás. depois abra o gás. • Em caso de incêndio em sua residência ou local de trabalho. óleo. verifique se os aparelhos estão desligados das tomadas e a válvula de gás está fechada. • Em hipótese alguma salte do prédio. • Em caso de muita fumaça. • Respeite os avisos que proibem fumar. • Ao ligar o fogão: primeiro acenda o fósforo. • Não acumule lixo nem guarde panos impregnados com cera. utilize espuma de sabão para testar o vazamento. Milton Serpa Menezes . Prof. • Não improvise instalações elétricas nem sobrecarregue tomadas. chame o Corpo de Bombeiros. não risque fósforos. endereço e um ponto de referência. não fume na cama e apague o cigarre em cinzeiro. • Diga seu nome e número de telefone que está utilizando.4. não ligue ou desligue luzes. nunca por elevadores. • Use o extintor de incêndio. para posterior confirmação da ocorrência. • Mantenha a calma e procure auxiliar as outras pessoas. não sendo possível apagá-lo. • Líquidos inflamáveis devem ser armazenados em pequenas quantidades e em recipientes fechados. jamais retorne. evitando o pânico.3 COMO AGIR EM CASO DE INCÊNDIO • Não dê alarme falso. • Vendo uma pessoa com as roupas em chamas. Eng. Não use Benjamins "T". sem escancarar portas e janelas. O Socorro sempre chega. permaneça junto ao piso e livre-se de tudo que possa queimar facilmente. graxa. • Quando não estiver utilizando o fogão. • Fora do prédio. pois a tendência do calor e da fumaça é subir a 40 cm do chão. • Saia pela escada. evitando que o fogo se propague. • Diga o que está acontecendo. • Saiba a localização dos extintores de incêndio. etc. role-a no chão ou envolva-a com um cobertor ou cortina. • Instale seu botijão fora da cozinha em local ventilado. • Molhe suas roupas e mantenha-se vestido para proteger-se. abra a casa para ventilar o local. Coloque-se onde possa ser visto. deixe a válvula de gás desligada.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura • Nunca deixe fósforos ao alcance de crianças e não as deixe sozinhas ou trancadas em casa. Use protetores de tomadas e não deixe panelas com os cabos para fora do fogão. • Mantenha a calma e ligue para o Corpo de Bombeiros (193). Evite ligar vários aparelhos numa mesma tomada. não jogue o toco de cigarro em lixeiras. saia imediatamente.

304 Ufir MAPA DE RISCOS CIPA NR-5 O Mapa de Riscos tem como objetivos reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. d)Pessoas adestradas no uso correto dos equipamentos de combate a incêndio. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. Os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. Milton Serpa Menezes . de retorno ao trabalho. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. forma de registro. O PCMSO deve incluir. a realização obrigatória dos exames médicos: admissional.NR9 TODOS empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. no mínimo: o planejamento anual. Eng. periódico. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. manutenção e divulgação dos dados.304 Ufir CIPA São obrigadas a constituir Cipa: • Empresas com 20 empregados e grau de risco 3 ou 4. entre outros. em caso de incêndio: c)Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. demissional.304 Ufir Prof. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. com o objetivo de promoção e preservação de saúde do conjunto dos seus trabalhadores.304 Ufir PCMSO NR-7 Todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Faculdade de Engenharia e Arquitetura INFORMAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: PPRA . estratégia e metodologia de ação. As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6. As multas relacionadas a esta norma variam de 378 Ufir até 6. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter. periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. são obrigadas de elaborar e implementar o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO.NR23 Todas as empresas deverão possuir: a)Plano de Prevenção Contra Incêndio PPCI b)Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. de mudança de função. • Empresas com 51 empregados e grau de risco 2 • Empresas com 501 empregados e grau de risco 1 As multas relacionadas a esta norma variam de 630 Ufir até 6.304 Ufir PCMAT NR-18 Na Indústria da Construção é obrigatória a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20(vinte) trabalhadores ou mais.304 Ufir PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO .