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A CARGA TRIBUTÁRIA NO LUCRO PRESUMIDO

A CARGA TRIBUTÁRIA NO LUCRO PRESUMIDO

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A CARGA TRIBUTÁRIA NO LUCRO PRESUMIDO As empresas que não são obrigadas a apurar seus lucros pelo sistema de lucro

real podem se valer da opção pelo lucro presumido. Devem, para tanto, preencher dois requisitos básicos: o limite de faturamento e não se enquadrar em atividades impedidas. Dentre elas destacamos: - os bancos comerciais e de investimentos - as cooperativas, corretoras de títulos, previdência privada aberta - que usufruam de benefícios fiscais - de factoring - que explorem compra, venda e loteamento de imóveis - que tenham rendimentos provenientes do exterior Para se enquadrar no limite de faturamento anual a empresa não pode faturar mais do que R$ 24.000.000,00 no ano, ou proporcionalmente R$ 2.000.000,00 mensais. A opção pelo sistema é feita no ato de pagamento da primeira parcela do imposto de renda pessoa jurídica apurado no primeiro trimestre no ano calendário, ou, em caso de início de atividade, no primeiro trimestre de atividade. Deve-se ter, entretanto, certeza de que a opção é a melhor pois uma vez feito o pagamento a atitude é irreversível para todo o ano calendário. Para uma opção segura, o empresário deve prever o percentual de lucro que espera ter em relação ao faturamento bruto, visto ser este a base para o cálculo do imposto. Não importa se ao final do ano calendário for apurado prejuízo ou lucro muito inferior ao previsto. Para isso publicamos abaixo a tabela de atividades. Grupo I II Tipos de atividade Revenda para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural Venda de mercadorias - Transporte de cargas - Serviços hospitalares - Atividades imobiliárias - Atividade Rural Construção por empreitada com emprego de material próprio - Industrialização com material fornecido pelo encomendante - Outras atividades sem percentual específico. Serviços de transporte (exceto cargas) - Serviços em geral cuja receita bruta anual seja inferior a R$ 120.000,00 (exceto hospitalares, de transporte, de profissão regulamentada) Serviços em geral (inclusive mão-de-obra para construção civil e profissão regulamentada) - Intermediação de negócios - Administração, locação ou cessão de bens móveis , imóveis e de direitos de qualquer natureza

III

IV

É importante notar que quando uma empresa explorar mais de uma atividade, por exemplo, venda e serviço, será aplicado o percentual relativo a cada faturamento individualmente.

00 100.00.250.00 no trimestre e teve rendimentos de aplicações financeiras de R$ 100.65%) COFINS (3.00 10.00 30.000. Aplica-se então a alíquota de 10% sobre o excesso.00 29. e eventual adicional.600.00 360.00 135.00 138.000.00 40.000.000.00.000. Para maior clareza.000. Em relação aos rendimentos dos sócios.0%) CSLL (ver acima) IRPJ (ver acima) Adicional IRPJ (10%) Receita bruta Receita financeira Total 4.600.Programa de Alimentação do Trabalhador.20% 2.80% CSLL (percentual sobre a receita Bruta) CSLL (alíquota 9%) (percentual prático sobre a receita) 1.A tabela abaixo já mostra o percentual prático a ser aplicado sobre a receita para os vários tipos de atividades empresariais.500.600.00 48.900. A partir de 1998 não é mais permitido às empresas que optarem pelo lucro presumido a dedução de incentivos fiscais como o PAT .00 4. deve ainda calcular o valor do Adicional de Imposto de Renda.000. no trimestre.00 Tanto a CSLL como o IRPJ. Outras notícias sobre este assunto . os lucros apurados poderão ser distribuídos sem qualquer tributação. Atividade Lucro Presumido (percentual sobre a receita Bruta) I II III IV 1. além do pró-labore estabelecido.000.000.000. onde serão incluídos como rendimentos isentos. vamos supor uma construtora (faixa de 8% para o Lucro Presumido) que faturou R$ 4.00 100.000.00 3. Caso a empresa venha a apurar "lucro presumido" superior a R$ 60.00 650.08% 1.000.6% 8% 16% 32% IRPJ (alíquota 15%) (percentual prático sobre a receita) 0.000.00 60.00 460. Receita Valor Lucro Parcela PIS Presumido excedente (0.000.000.00 12.24% 1.00 69.08% 12% 12% 12% 12% Quando houverem receitas financeiras e outros ganhos de capital deve-se aplicar a alíquota de 15% para o cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e de 9% para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre o valor bruto destas receitas.000. seja no ato.500.000. enquanto o PIS e o COFINS tem vencimento mensal (vide agenda de obrigações mensais).00 15.000. seja na declaração de ajuste anual de pessoa física. Mas não é só.40% 4.08% 1.000.000.00 100.000. devem ser pagos trimestralmente.00 400.00 29.00 300.000.08% 1.00 54.

art.00.12. art. Acesse o tópico Lucro Real – Aspectos Gerais para obter a relação das empresas obrigadas ao lucro real. art.000. por exemplo as empresas de factoring e as que usufruam de benefícios fiscais. e Lei 9.249/95. quando inferior a 12 (doze) meses. Lei 9.01.000. tenha sido igual ou inferior a R$ 24.000/99). durante o período em que ficaram submetidas ao REFIS.718/98. poderá optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido. 13). Observe-se que o primeiro requisito é não estar obrigada ao regime de tributação pelo lucro real. não poderão optar pelo lucro presumido. O disciplinamento da matéria está na Instrução Normativa SRF 16/2001. art. art. A sistemática de tributação pelo Lucro Presumido é regulamentada pelos artigos 516 a 528 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3. no caso de início de atividade (Lei 8. 44. no ano-calendário anterior.00 (quarenta e oito milhões de reais).12. 9 do Decreto 3. tenha sido igual ou inferior a R$ 48. 44. Portanto.000.000. PESSOAS JURÍDICAS AUTORIZADAS A OPTAR A PARTIR DE 2. cuja receita total.00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior.2003. OPTANTE PELO REFIS As empresas que aderiram ao Programa de Recuperação Fiscal (REFIS).2003. poderiam optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido (Lei 8. Este aumento de limite é válido para opção do lucro presumido a partir de 01.003 A partir de 01. de que trata a Lei 9.000.2002.01. pelo regime de tributação com base no lucro presumido (art.981/95. poderão optar. OCORRÊNCIA DE SITUAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE AO LUCRO REAL DURANTE O ANO CALENDÁRIO . 1°. ou a R$ 4.LUCRO PRESUMIDO – ASPECTOS GERAIS O QUE É O LUCRO PRESUMIDO? É a forma de tributação simplificada do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL).002.000. no ano-calendário anterior.964/2000. LIMITES ATÉ 31.637/2002.065/95. Lei 9.2002 Até 31. as pessoas jurídicas não obrigadas ao regime de tributação pelo lucro real. O limite previsto será proporcional ao número de meses do ano-calendário.431/2000). § 1°).981/1995. Base: artigo 46 da Lei 10. a base da receita a ser considerada para fins de enquadramento pode ser a de 2. 29. Assim. a pessoa jurídica cuja receita bruta total.

O adicional de que trata este item será pago juntamente com o imposto de renda apurado pela aplicação da alíquota geral de 15%. pagará o imposto à alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro presumido. do trimestre da ocorrência do fato. incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros.718/1998. a empresa que efetuar o recolhimento do primeiro trimestre nesta opção. 26. à pessoa jurídica que explore atividade rural. 26. O adicional aplica-se.430/1996. art. O disposto neste item aplica-se. deverá manter esta forma de tributação durante todo o ano. art. ALÍQUOTAS E ADICIONAL A pessoa jurídica. MUDANÇA DE OPÇÃO A partir de 1999 a opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em relação a todo o ano-calendário (Lei 9. § 2°). deverá apurar o IRPJ e CSL sob o regime de apuração do lucro real trimestral. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior.A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que. 26).430/1996. em relação ao mesmo ano calendário. inclusive. art. art. § 1°). igualmente.00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração. seja comercial ou civil o seu objeto. PERÍODO DE APURAÇÃO . a empresa que houver iniciado atividade a partir do segundo trimestre manifestará a opção com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido relativa ao período de apuração do início de atividade (Lei 9430/1996. nos casos de incorporação. fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação. inclusive. Portanto. A partir do ano-base de 1997. a partir inclusive. § 1°). sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento). 13. ADICIONAL A parcela do lucro presumido que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20. à pessoa jurídica que explore atividade rural. A opção será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário (Lei 9. MOMENTO DA OPÇÃO A opção pela tributação com base no lucro presumido será aplicada em relação a todo o período de atividade da empresa em cada ano-calendário (Lei 9. apurado de conformidade com o Regulamento. O disposto neste item aplica-se.000.

encerrados nos dias 31 de março. Utiliza-se o DARF normal (cor preta). artigos 1° e 25). Nota: O prazo de decadência do Imposto de Renda é de 5 (cinco) anos. 45): I – Livro Caixa. e de 1% no mês de pagamento.000.00. art.04. calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao do enceramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PARA O LUCRO PRESUMIDO A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter (Lei 8. no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário. acumulada mensalmente.00.O imposto com base no lucro presumido será determinado por períodos de apuração trimestrais. no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira. poderá ser pago em até 3 quotas iguais. todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica. III – em boa guarda e ordem. se paga no prazo) será acrescido de juros SELIC. IRPJ . à alíquota de 15%. bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. ou escrituração contábil nos termos da legislação comercial. trimestre/2.IRPJ 2372 . inclusive bancária.981/1995. então o vencimento deve ser antecipado).LUCRO PRESUMIDO – CÁLCULO DO IMPOSTO O IRPJ sobre o Lucro Presumido será pago sobre a base de cálculo presumida. PRAZO E FORMA DE PAGAMENTO O IRPJ e a CSLL devidos com base no Lucro Presumido deverão ser pagos até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração trimestral. 30 de junho.CSLL Na hipótese do IR ou CSLL ser superior a R$ 2.001 deverá ser pago até 30. b) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.2001 (se este dia não houver expediente bancário.000. enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. c) o valor de cada quota (excluída a primeira. observado o seguinte: a) as quotas deverão ser pagas até o último dia útil dos meses subsequentes ao do encerramento do período de apuração. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada anocalendário (Lei 9. II – Livro Registro de Inventário. o IR devido no 1o. . Assim. com os seguintes códigos: 2089 . mensais e sucessivas.430/1996.

contadores.S/C. dentistas. art. etc.249/1995. venda. economistas. BASE DE CÁLCULO PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO DO LUCRO SOBRE A RECEITA BRUTA A base de cálculo do imposto e do adicional. o percentual será de (Lei 9. art. Percentuais sobre a receita 1.249/1995. 15. quando a prestadora não empregar materiais de sua propriedade nem se responsabilizar pela execução da obra (ADN Cosit 6/97).430/1996. em cada trimestre. locação ou cessão de bens móveis/imóveis ou direitos Serviços de construção civil.ADICIONAL A parcela do Lucro Presumido (ou seja. loteamento.6% 8% · · · · · · · 16% 32% · · · · Serviços em geral. artigos 1° e 25. Nas seguintes atividades. inciso I).00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração. para os quais não haja previsão de percentual específico Comercialização de veículos usados ver nota (2) . advogados.000. § 1°): ESPÉCIES DE ATIVIDADES: Revenda a varejo de combustíveis e gás natural · Venda de mercadorias ou produtos · · Transporte de cargas Atividades imobiliárias (compra. sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).000/ano – ver nota (1) Serviços profissionais (Sociedades Civis . a base de cálculo) que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20. será determinada mediante a aplicação do percentual de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta auferida no período de apuração. engenheiros. incorporação e construção de imóveis) Serviços hospitalares Atividade Rural Industrialização com materiais fornecidos pelo encomendante Outras atividades não especificadas (exceto prestação de serviços) Serviços de transporte (exceto o de cargas) Serviços gerais com receita bruta até R$ 120. médicos. auditores. consultores.) Intermediação de negócios Administração. 15. e Lei 9. decorrente da receita bruta. obedecidas as demais disposições (Lei 9.

transportes e agricultura. declarado em seus atos constitutivos. em 31.No caso de exploração de atividades diversificadas. DE 28 DE JULHO DE 1997 Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ Ementa: Para o fim de se determinar a base de cálculo do imposto de renda. terá como base de cálculo o valor da diferença entre o valor de venda e o da compra (IN SRF 152/1998). ora rejeitada. sem acréscimos legais. (2) A pessoa jurídica que tenha como objeto social. não vigorou o aumento da base de cálculo do IRPJ de 32% para 40% nas atividades de serviços. que pratique as vendas em consignação.00 (cento e vinte mil reais). Portanto. Engenheiros. da Lei nº 9. art. a compra de venda de veículos automotores. Auditores.2006. As empresas de serviços de profissões regulamentadas são aquelas sujeitas à fiscalização e controle profissional. a base de cálculo do IRPJ para determinação do lucro presumido é de 32%. Administradores. da Lei 11. como Advogados. revogando o aumento de tributação previsto na MP 232 nos setores de serviços.2005. ao artigo 15. a base de cálculo do imposto será determinada mediante a aplicação do percentual de 8% (oito por cento) sobre a RECEITA FINANCEIRA da pessoa jurídica que explore atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos. o poder executivo publicou a MP 243. Médicos. bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para a revenda. conforme as seguintes decisões DRF: DECISÃO Nº 795 (6ª Região Fiscal).01. construção de prédios destinados à venda. Consultores. será aplicado sobre a receita bruta de cada atividade o respectivo percentual Observação 1: 1. etc. Economistas.6 a 32% A partir de 01. Observação 2: Os contribuintes brasileiros se manifestaram contra o aumento de tributos e. Foi a vitória da Nação Brasileira ante a ganância dos governantes.196/2005. 34. apurado pelo percentual de 32% em relação a cada trimestre transcorrido. Dentistas. A pessoa jurídica que houver utilizado o percentual de 16% para apuração da base de cálculo do imposto trimestral. A diferença deverá ser paga até o último dia útil do mês subseqüente ao do trimestre em que ocorreu o excesso.03. 11 da MP 232. 40. previsto na no art. ficará sujeita ao pagamento da diferença do imposto postergado. NOTAS IMPORTANTES: (1) Esta regra não se aplica às pessoas jurídicas que prestam serviços hospitalares e de transporte. que acresceu o § 4º. Contabilistas. Músicos. deve ser aplicado o . quando decorrente de comercialização de imóveis e for apurada por meio de índices ou coeficientes previstos em contrato (art.249/95). SERVIÇOS DE ANÁLISES CLÍNICAS E LABORATORIAIS Aos serviços de análises clínicas e patológicas. incorporação imobiliária. cuja receita bruta acumulada até determinado mês do ano-calendário exceder o limite de R$ 120.000. bem como às sociedades prestadoras de serviços de profissões legalmente regulamentadas (Lei 9.250/1995. parágrafo único).

e o seu custo de aquisição (constante da nota fiscal de entrada) . 1° e 25. devendo as receitas serem apuradas separadamente (RIR/99. . Dispositivos Legais: Lei n° 9. a receita bruta compreende: o produto da venda de bens nas operações de conta própria o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia* (Lei 8. Fundamentos legais: Lei n° 9. 14. de clínica médica. Desta forma. * Nota: O resultado auferido nas operações de conta alheia são aquelas decorrentes de comissões obtidas sobre representação de bens ou serviços de terceiros.09. § 4°). a compra e venda de veículos automotores. a. 223. será de 8% sobre a receita bruta de prestação de serviços hospitalares. art. III: PN CST n° 08/86. nas vendas de veículos. relativo ás unidades imobiliárias vendidas. RECEITA BRUTA NA REVENDA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES USADOS A partir de 30. arts. e § 2°. no caso de pessoas jurídicas que exercem atividades diversificadas.percentual de 32% (trinta e dois por cento) sobre a receita bruta relativa a atividade de prestação de serviços de análises clínicas e patológicas. para cada uma delas. declarado em seus atos constitutivos. DECISÃO N° 9E97R007 (9ª Região Fiscal). Assim.Lei 9. art.249/95.430/96. serviços ambulatoriais. aplica-se o percentual correspondente a cada atividade. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Na receita bruta não se incluem (Lei 8. §1°. art.716/1998. art. o qual. art. adquiridos para revenda ou recebidos como parte do preço de venda de veículos novos ou usados. e correlatos. 15. de exames clínicos.541/1992. DE 10 DE JULHO DE 1997 Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Lei n° 9.249/95. (DT 9ª RF – Marco Aurélio Chichorro Falavinha – Chefe da Divisão – DOU 12.1998. o respectivo percentual previsto na legislação. no caso de a pessoa jurídica explorar atividades diversificadas deverá ser aplicado especificamente. III. somente a diferença entre o preço de venda e o custo da aquisição do veículo automotor usado é que fará parte da receita bruta. CONCEITO DE RECEITA BRUTA Para efeitos da sistemática de tributação pelo Lucro Presumido. e de 32% para os serviços de análises clínicas. as pessoas jurídicas que tenham como objeto social. será computada como receita a diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado (constante na nota fiscal de venda). § 1°. § 3º). art. RECEITA BRUTA NAS ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS Considera-se receita bruta nas atividades imobiliárias o montante efetivamente recebido em cada período de apuração. § 3°). Ementa: LUCRO PRESUMIDO – BASE DE CÁLCULO – PERCENTUAIS DE DETERMINAÇÃO – SERVIÇOS HOSPITALARES Para determinação da base de cálculo do lucro presumido. 15. 14. 5 e IN SRF 152/1998.10. 20301).1997 – p.541/1992. a partir do ano-calendário de 1997.

caso seja mantida escrituração contábil.REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA 3. independentemente da data de seu pagamento. Com relação aos rendimentos e ganhos líquidos de aplicações financeiras. inciso II). os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário. a nota fiscal a que corresponder a cada recebimento. etc. em cada lançamento. A tributação somente por ocasião do recebimento da receita está sujeita ás seguintes condições: 1) 2) emissão da nota fiscal por ocasião da entrega do bem ou da conclusão do serviço.1998). deverá ser indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento. A receita bruta era considerada pelo regime de competência. 25. GANHOS DE CAPITAL E OUTRAS RECEITAS Os ganhos de capital. integrarão a base de cálculo para efeito de incidência do imposto e do adicional (Lei 9. RECEITA BRUTA . os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa (CDB.1. as vendas canceladas. estas são tributadas pelo regime de caixa. 3) b) c) . quando a receita era auferida. OUTRAS RECEITAS QUE DEVEM SER ADICIONADAS A BASE DE CÁLCULO DO LUCRO PRESUMIDO 1. art. os recebimentos das receitas deverão ser controlados em conta específica. os descontos incondicionais concedidos (constantes na nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de serviços e não dependentes de evento posterior á emissão desses documentos). caso refiram-se a períodos em que os mesmos sejam isentos de imposto de renda (a partir de 1996).430/1996. em registro individual. é admissível a tributação da receita bruta somente por ocasião do recebimento da mesma. caso seja mantida escrituração somente do Livro Caixa.08. Não são tributáveis: a) as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas. a partir da publicação da Instrução Normativa SRF 104/1998 (DOU 26.) e ganhos líquidos de aplicações financeiras de renda variável (ações. mercados futuros. FIF. Porém. neste deverá ser indicada. II. e cujas perdas não tenham sido deduzidas na apuração do lucro real em anos anteriores. Estes impostos são: o IPI incidente sobre as vendas e ao ICMS devido por substituição tributária. 33.). etc. na qual. os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias. a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas. ou seja. art. as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pela receita bruta. por força do disposto na IN SRF 25/2001. § 9º. 2. passou-se a admitir o regime de caixa para a tributação da receita bruta. Ou seja.

430/1996. DE 9 DE MAIO DE 2001 Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Ementa: LUCRO PRESUMIDO – BASE DE CÁLCULO – DEPRECIAÇÃO ACELERADA INCENTIVADA Dos valores controlados na parte B do LALUR. 36. 54.05. relativamente ao 4º trimestre de apuração de cada ano.430. Os valores reavaliados são aqueles que. art. Ressalta-se. Lei nº 8. em anos-calendários subseqüentes. 54). de 1993. O saldo dos valores correspondentes à depreciação acelerada incentivada deve ser atualizado até dezembro de 1995 e permanecerá registrado no LALUR. 2º. de 1982. 313. art. . Havendo mudança na forma de tributação.06. 2. houver sido tributada com base no lucro real. O resultado da aplicação dos percentuais de incidência sobre as receitas auferidas nas exportações às pessoas vinculadas ou aos países com tributação favorecida que exceder ao valor já apropriado na escrituração da empresa.12. da 10ª Região Fiscal. para fins de determinação do lucro real. os saldos dos valores cuja tributação havia diferido. até o ano-calendário anterior.643. correspondente ao primeiro período de opção pelo regime de lucro presumido.1995 (Lei 9.O ganho de capital nas alienações de bens do ativo permanente e de aplicações em ouro não tributadas como renda variável corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da alienação e o respectivo valor contábil. art. art. de 1996. art. do lucro presumido para o lucro real.383. 46. correspondente ao primeiro período de apuração no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido. Decreto nº 3. por força de Laudo de Reavaliação. Lei nº 9.2001: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 71 (10ª Região Fiscal). 3. VII a IX e parágrafo 10: A. (DT 10ª RF – Vera Lúcia Ribeiro Conde – Chefe da divisão – DOU 25. conforme a IN SRF 93/1997. de 1999. RESULTADO DOS PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA Serão somadas. VALORES DIFERIDOS NO LALUR A pessoa jurídica que. ainda. de 09. foram acrescidos ao valor contábil dos bens ou direitos. que a depreciação acelerada incentivada não deve ser adicionada de imediato na apuração do lucro presumido. art. art. ainda.000. mas sim à medida em que a depreciação normal for adicionada ao lucro líquido.430/1996. a serem adicionados à base de cálculo do imposto de renda. os valores acrescidos em virtude de reavaliação somente poderão ser computados como parte integrante dos custos de aquisição dos bens e direitos se a empresa comprovar que os valores acrescidos foram computados na determinação da base de cálculo do imposto (Lei 9. 52). de 1991. e sua conseqüente tributação. os valores que compõe o saldo deverão ser baixados na medida em que os valores da depreciação normal forem adicionados ao lucro líquido. corrigidos monetariamente até 31. Parecer Normativo CST nº 19. Dispositivos legais: Lei nº 8. 47) 4. deverá adicionar à base de cálculo do imposto. PARCELA DE REAVALIAÇÃO DE BENS OU DIREITOS Na apuração de ganho de capital. as seguintes receitas.2001 – p. excluem-se os de depreciação acelerada incentivada. conforme dispõe a solução de consulta nº 71. controlados na parte "B" do Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR.

acrescido de três por cento anuais a título de spread. proporcionalizados em função do período a que se referirem os juros. A diferença de receita. tanto do IRPJ quanto da CSLL.000. Não é possível. quando pagos ou creditados a pessoa vinculada no exterior e o contrato não for registrado no Banco Central do Brasil. B e C serão apurados com base nas exportações realizadas e nos encargos ou nas receitas financeiras incorridos durante o ano-calendário. Aplica-se a opção escolhida para todo o ano-calendário. VARIAÇÕES CAMBIAIS A partir de 01. não registrado no Banco Central do Brasil. B. ou pelo regime de competência. deverá proceder á tributação. pela forma escolhida. entre uma das seguintes opções: 1) 2) no momento da liquidação da operação correspondente ("regime de caixa").A PARTIR DE 01. as receitas decorrentes das variações monetárias dos direitos de créditos e das obrigações. que exceder ao limite calculado com base na taxa Libor.000. DEDUÇÕES DO IMPOSTO Para efeito de pagamento.532/1997). LUCRO PRESUMIDO – CÁLCULO DA CSLL Além do IRPJ. em função da taxa de câmbio. a empresa optante pelo Lucro Presumido deverá recolher a Contribuição Social sobre o Lucro Presumido (CSLL). 5. também pela forma presumida. caso o contrato. Será acrescido á base de cálculo R$ 100.2000. pelo prazo de seis meses. quando este for inferior. correspondente ao valor calculado com base na taxa a que se refere o inciso anterior e o valor contratado.09. bem como o imposto de renda pago indevidamente em períodos anteriores (art. A parcela dos juros pagos ou creditados ás pessoas vinculadas ou domiciliadas em países com tributação favorecida.01. a empresa optar por recolher o IRPJ pelo Lucro Real e a CSLL pelo lucro presumido.000. 10 da Lei 9. BASE DE CÁLCULO . Exemplo: exportação de produtos para país considerado paraíso fiscal. para efeitos da base de cálculo. serão consideradas.Nota: esta regra refere-se aos "preços de transferência".00. a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido no período de apuração.00. Nota: os valores mencionados em A. para depósitos em dólares dos Estados Unidos da América.2003 . cujo cálculo do preço de transferência resultou em R$ 100.00 x 8% (percentual do Lucro Presumido para venda de produtos) = R$ 8. C. por exemplo. o imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que integram a base de cálculo. seja realizado com mutuária definida como pessoa vinculada domiciliada no exterior. Escolhida a opção.

. exceto a de serviços hospitalares e de transporte.08. b) intermediação de negócios. a base de cálculo da CSLL. ser somadas á base de cálculo: 1. controladas. d) a receita de locação de imóvel. c) os ganhos auferidos em operações de cobertura ("hedge") realizadas em bolsas de valores.1998). de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão. ainda. b) os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Da receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas. móveis e direitos de qualquer natureza. 32% para: a) prestação de serviços em geral. industriais. c) administração. por força do art.09. exceto se a mutuária for instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.A partir de 01. a receita bruta pode ser considerada pelo regime de caixa. ADIÇÕES Á BASE DE CÁLCULO Deverão.08.684/2003.ATÉ 31. devida pelas pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido corresponderá a: 12% da receita bruta nas atividades comerciais. e de participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições. e do qual o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário (IPI e ICMS Substituição Tributária). os descontos incondicionalmente concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante. deduzida dos encargos necessários à percepção da mesma. as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. locação ou cessão de bens imóveis. os ganhos de capital. BASE DE CÁLCULO . quando não for este o objeto social da pessoa jurídica.2003. A partir da publicação da IN 104/98 (26. 22 da Lei 10. serviços hospitalares e de transporte.2003 A base de cálculo corresponderá a 12% (doze por cento) da receita bruta da venda de bens e serviços. inclusive: a) os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras. coligadas ou interligadas.

O resultado do cálculo do preço de transferência. da Lei 11.1999.2000. no IRPJ. será somada 12% da diferença da receita de exportações e o valor integral da receita com mútuo apurados segundo as regras do IRPJ. bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para a revenda. vincula a forma de apuração da CSLL.02. . ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A partir de 01. RECEITA BRUTA .1999 a 31. em função da taxa de câmbio.196/2005. no momento da liquidação da operação correspondente ("regime de caixa").04. aplicando-se a opção escolhida para todo o ano-calendário. No caso de ter optado pelo tributação do IRPJ pelo regime de competência. Nesta hipótese.01. para efeitos da base de cálculo.2006. g) juros remuneratórios do capital próprio pagos ou creditados por sociedade da qual a empresa seja sócia ou acionista. 2. f) as variações monetárias ativas. as receitas decorrentes das variações monetárias dos direitos de créditos e das obrigações.2000. quando decorrente de comercialização de imóveis e for apurada por meio de índices ou coeficientes previstos em contrato (art. pelo regime de competência. Nota: A partir de 01. Observação 1: A partir de 01.05. que acresceu o § 2º. incorporação imobiliária. No período de 01. Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e renda variável. ao artigo 20.e) os juros relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados.01. entre uma das seguintes opções: 1. Ou seja. decorrentes de operações externas de exportação ou mútuo com empresas vinculadas ou domiciliadas em países com tributação favorecida. fará a apuração da CSLL segundo este regime. a base de cálculo da CSLL será determinada mediante a aplicação do percentual de 12% (doze por cento) sobre a RECEITA FINANCEIRA da pessoa jurídica que explore atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos.249/95). ou 2. construção de prédios destinados à venda. em decorrência da Instrução Normativa 104/1998. da Lei nº 9.REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA VINCULADO A OPÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DO IRPJ Se. a alíquota era de 12% (doze por cento) A alíquota da CSLL era de 8% (oito por cento) até 30.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento). 3.01. a empresa apurar o IRPJ no lucro presumido segundo o regime de caixa sobre a receita bruta. deverá proceder ao cálculo da tributação pela CSLL também pelo regime de caixa. serão consideradas. a escolha entre regime de caixa e regime de competência. 34.

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