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II

FACULDADE SANTA EMÍLIA DE RODAT CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA

EDLENE DE SOUSA CARNEIRO

INCIDÊNCIA DE AIDS DIAGNOSTICADA EM PACIENTES DA TERCEIRA IDADE E A QUALIDADE DE VIDA DESTES PACIENTES

JOÃO PESSOA – PB

2009

EDLENE DE SOUSA CARNEIRO

INCIDÊNCIA DE AIDS DIAGNOSTICADA EM PACIENTES DA TERCEIRA IDADE E A QUALIDADE DE VIDA DESTES PACIENTES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de Graduação em Biomedicina, da Faculdade Santa Emília de Rodat, como requisito para obtenção do título do grau de bacharel em Biomedicina.

ORIENTADOR: Prof. Msc Rodrigo Niskier Ferreira Barbosa

VIII

JOÃO PESSOA – PB 2009

C289i Carneiro, Edlene de Sousa
Incidência de HIV/AIDS Diagnosticado em Pacientes da Terceira Idade e a Qualidade de Vida destes Pacientes / Edlene de Sousa Carneiro – João Pessoa, 2009. 25p. Monografia Orientador: Msc. Rodrigo Niskier 1 – AIDS – Terceira Idade I – Título CDU: 616. 9-053.89

. Rodri

EDLENE DE SOUSA CARNEIRO

INCIDÊNCIA DO AIDS DIAGNOSTICADO EM PACIENTES DA TERCEIRA IDADE E A QUALIDADE DE VIDA DESTES PACIENTES

Aprovado em _____/_____/_____.

COMISSÃO EXAMINADORA
__________________________________________________

Orientador

__________________________________________________

Membro

Dedicatória

Dedico esta monografia a Deus sobre todas as coisas, a minha família, em especial minha mãe, tia Bia e tio Itamar, por me ajudarem tanto nesta caminhada.

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus, sobre todas as coisas, por todas as vitórias na minha vida; Aos meus pais, que sempre estiveram ao meu lado diante de todas as dificuldades encontradas ao longo do caminho; A minha mãe, tia Bia e tio Itamar, meus irmãos que nunca se fizeram ausentes, que sempre estiveram ao meu lado, me incentivando e dando coragem para que eu possa concluir essa fase da minha vida. Agradeço a minha família por torcerem por mim. Aos meus amigos, por tudo que já vivi com eles, pelo ombro amigo, por rir e chorar juntos; Ao meu orientador, pelo estímulo e colaboração nessa trajetória; Aos meus colegas, pelas trocas de experiências, pelo convívio, pelas alegrias e incertezas, por todos esses momentos vividos e partilhados juntos; Aos meus “pestinhas” de estudantes, sem eles, poderia ser que eu não estivesse por aqui hoje.

RESUMO
CARNEIRO, E.S. Incidência de AIDS diagnostigada em pacientes na terceira idade e a qualidade de vida destes pacientes.2009. 30f. Monografia (Curso de Graduação em Biomedicina) Faculdade Santa Emília Rodat. João Pessoa. O HIV é o vírus que causa a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Esse vírus pode ser transmitido quando o sangue, sêmen ou secreções vaginais infectadas entram em contato com as membranas mucosas ou feridas de uma pessoa não infectada, que pode desenvolver AIDS como resultado da infecção. A AIDS pode comprometer indivíduos de todas as faixas etárias. Um dos aspectos atuais da epidemia da AIDS é o surgimento de uma nova população vulnerável, os idosos. O número de casos tem aumentado na faixa etária acima dos 50 anos. A possibilidade de uma pessoa idosa ser infectada pelo HIV parece ser invisível aos olhos da sociedade e dos próprios idosos, devido ao tabu da sexualidade, doenças oportunistas da própria idade e o número de pesquisas insuficientes na área. Muitas vezes os idosos escondem sua condição de portadores da AIDS por vergonha e medo de não serem aceitos pela família. Estas constatações levam aos seguintes questionamentos: Qual a incidência de pacientes idosos infectados pelo vírus HIV? E qual a qualidade de vida destes pacientes? A qualidade de vida na terceira idade pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos os aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual. Este projeto baseia-se na possibilidade dos pacientes da terceira idade acometidos pela AIDS possuírem necessidades especiais que não são observadas, o que pode contribuir para uma má qualidade de vida. Foram utilizados como instrumento de pesquisa questionário aplicados aos indivíduos um a um de acordo com sua disponibilidade e os resultados expressos de forma qualitativa. Diante de 770 casos de AIDS entre 2007 e 2009 registrados em um hospital de referência da Paraiba, 22 casos ocorreram em indivíduos maiores que 60 anos, resultando numa incidência de 2,8% dos casos totais de AIDS. Obteve-se uma amostra de seis indivíduos que foram entrevistados de forma a obter um perfil da qualidade de vida desses usuários e percebeu-se que apesar de serem bastante discriminados pela sociedade, afetando seu fator psíquico-social, em geral apresentam uma boa qualidade de vida. Em virtude dos fatos mencionados observou-se que estes usuários, sendo portadores da doença, declaram possuir uma boa qualidade de vida, mesmo sofrendo discriminação social, afetando o seu fator psicológico. Palavras-chave: Terceira idade, AIDS, Qualidade de vida

ABSTRACT
CARNEIRO, E.S. The Incidence of AIDS Diagnosed in Elderly Patients and Quality of Life of Patients.2009. 30f. Monograph (Degree Course in Biomedicine) Santa Emília of Rodat’s Faculty, João Pessoa HIV is the virus that causes AIDS (Acquired Immune Deficiency Syndrome). This virus can be transmitted when infected blood, semen or vaginal secretions come in contact with mucous membranes or wounds of a non-infected person. Some of these people will develop AIDS as a result of HIV infection, affecting individuals of all ages. One of the current AIDS epidemics is the emergence of a new vulnerable population, the elderly. The number of cases has increased in population over 50 years.

The possibility of an elderly person to be infected with HIV appears to be invisible in the society and the very elderly, because of the taboo on sexuality, opportunistic diseases of their own age and the number of scant research in the area. Often older people hide their status as carriers of AIDS by shame and fear of not being accepted by the family. This leads to the following questions: What is the incidence of elderly patients infected with HIV? And what is the quality of life of these patients? The quality of life in old age can be defined as the maintenance of health, at the highest levels possible in all aspects of human life: physical, social, psychological and spiritual. This project was based on the ability of elderly patients affected by AIDS having special needs that are not observed, which may contribute to poor quality of life. A research tool questionnaire was applied to individuals one by one according to their availability and the results were qualitatively expressed. In front of 770 cases of AIDS between 2007 and 2009 reported in Paraiba, 22 cases occurred in individuals older than 60 years, resulting in an incidence of 2.8% of the total cases of AIDS. It was obtained a sample of six individuals, which were interviewed in order to obtain a profile of quality of life. It was noticed that despite being very discriminated by the society, affecting their social-psychological factor, in general they have a good quality of life. Keywords: Elderly, AIDS, Quality of Life

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................... 2 OBJETIVO................................................................................................. 2.1 Objetivo Geral............................................................................. 2.2 Objetivo Específico...................................................................... 3 REVISÃO DE LITERATURA................................................................. 3.1 Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).................. 3.2 Desenvolvimento da AIDS na Terceira Idade.......................... 3.3 Epidemiologia e Qualidade de Vida em Idosos HIV+.............. 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................ 4.1 TIPO DE ESTUDO..................................................................... 4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA.................................................... 4.3 COLETA DE DADOS................................................................

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4.4 TRATAMENTO DOS DADOS................................................. 4.5 POSICIONAMENTO ÉTICO DA PESQUISA....................... 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................... 6 CONCLUSÃO............................................................................................ REFERÊNCIAS............................................................................................ APÊNDICE A – Instrumento de Coleta de Dados..................................... APÊNDICE B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido............... ANEXO A – Certidão de Aprovação do Comitê de Ética......................... ANEXO B – Lombada..................................................................................

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15 1 INTRODUÇÃO Um dos aspectos atuais da epidemia da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o surgimento de uma nova população vulnerável, os idosos. O número de casos tem aumentado na faixa etária acima dos 50 anos (SEFFNER, 2005). A possibilidade de uma pessoa idosa ser infectada pelo HIV parece ser invisível aos olhos da sociedade e dos próprios idosos, visto que a sexualidade nesta faixa etária ainda é tratada como tabu. Além disso, o aumento da expectativa de vida, das oportunidades sociais e da disponibilização de medicamentos para disfunção erétil, têm impulsionado a vida sexual do idoso (VIEIRA, 2004). Diagnosticar a infecção por HIV nos idosos ainda é complicado, porque muitas vezes as doenças oportunistas que se manifestam por conta do vírus são comuns nesta fase da vida (PIMENTA, 2005). Os idosos soros positivos vão com mais freqüência as consultas iniciais, para detectar a tolerância ao medicamento e intercorrências que podem atrapalhar o tratamento. Propõem-se retornos quinzenais para realização de exames clínicos e laboratoriais (SALDANHA, 2003). O idoso é considerado mais exposto à intolerância e efeitos adversos, especialmente porque costumam apresentar níveis elevados de glicose e colesterol e outras doenças (PRILIP, 2005). Muitas vezes os idosos escondem sua condição de portadores da AIDS por vergonha e medo de não serem aceitos pela família. Também é comum recorrerem a disfarces para não serem descobertos. Muitos procuram órgãos de apoio, fazendo com que tenham uma vida social intensa, por uma qualidade de vida melhor (PEREZ; GASPARINI, 2005). Estas constatações levam aos seguintes questionamentos: Qual a incidência de pacientes idosos com AIDS em um hospital de referência de João Pessoa-PB? Qual a qualidade de vida destes pacientes?

Portanto, constata-se que descobrir virtudes da velhice, prolongar a juventude e envelhecer com boa qualidade de vida individual e social tem sido preocupações sistemáticas do ser humano, manifestadas em diversas áreas do conhecimento. Em relação à infecção pelo HIV na terceira idade, o comprometimento da qualidade de vida pode ocorrer não só pelos sintomas da infecção, mas também pelas questões sociais tais como descaso e preconceito. A qualidade de vida na terceira idade pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos os aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual. Este projeto baseia-se na possibilidade dos pacientes da terceira idade com AIDS possuírem necessidades especiais que não são observadas, o que pode contribuir para uma má qualidade de vida. Neste sentido, levando em consideração a condição aidética do paciente idoso, pretende-se elucidar dúvidas a respeito da qualidade de vida destes pacientes permitindo, futuramente, traçar estratégias para o melhor acompanhamento dos indivíduos. Além disso, este estudo irá contribuir para o enriquecimento da literatura científica e na formação do perfil de pesquisa em aluno de graduação.

2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL: Verificar a incidência de pacientes soropositivos para HIV em pacientes na terceira idade em uma amostra da população da Paraíba e analisar fatores indicativos da qualidade de vida destes.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Determinar o número de casos de pacientes soropositivos para HIV em pacientes na terceira idade entre os anos 2007-2009 em um hospital de referência da Paraíba. • Analisar quali-quantitativamente os critérios de qualidade de vida indicados pelos pacientes durante as entrevistas. 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 SINDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS) O HIV é o vírus que causa AIDS (Sindrome da Imunodeficiência Adquirida (SEFFER, 2005). Esse vírus pode ser transmitido quando o sangue, sêmen ou secreções vaginais infectadas entram em contato com as membranas mucosas ou feridas de uma pessoa não infectada. Adicionalmente, mulheres grávidas podem passar o vírus HIV para o bebê durante a gravidez, no parto, ou com a amamentação. Pessoas que têm o vírus HIV são chamadas de HIV-positivo. Algumas dessas pessoas desenvolverão AIDS como resultado da infecção pelo vírus HIV. Esse vírus destrói certo tipo de célula sanguínea (células T CD4+) que são cruciais para o funcionamento normal do sistema imunológico. A perda dessas células em pessoas portadoras do vírus HIV é um prognóstico poderoso de desenvolvimento da AIDS (RACHID & SCHECHTER, 2001). Estudos em milhares de indivíduos revelaram que a maioria das pessoas infectadas com o vírus HIV o carrega por anos antes que danos significativos ocorram no sistema imunológico e a AIDS se desenvolva. Porém, testes sensíveis têm mostrado uma forte conexão entre a quantidade de HIV no sangue e o declínio de células CD4+ e o desenvolvimento da AIDS. Reduzir a quantidade de vírus HIV no organismo com terapias antivirais pode retardar dramaticamente a destruição do sistema imunológico (RACHID, 2001). A AIDS compromete indivíduos de todas as faixas etárias. No Brasil, dos 371.827 casos notificados de 1980 até junho de 2005, o número de pessoas entre 50 e 59 anos representou 6,2% da totalidade dos casos e em indivíduos com 60 anos ou mais: 2,1% do total entre os sexos, segundo dados do Ministério da Saúde (BRASIL, 2005). 3.2 DESENVOLVIMENTO DA AIDS NA TERCEIRA IDADE Desde o início da epidemia, nos anos 80, a AIDS exige dos governos competência para levar a mensagem do sexo seguro ao grupo aparentemente mais vulnerável. Foi assim com homossexuais, garotas de programa, usuários de drogas injetáveis, jovens heterossexuais e, mais recentemente, com mulheres casadas. Agora a doença avança sobre uma parcela da população fisicamente fragilizada e de abordagem mais complexa: os idosos. O número de casos confirmados de AIDS em pacientes com idade acima de 50 anos cresce no Brasil como em nenhuma outra faixa etária. Entre os homens, a expansão foi de 98% na última década. Sobre a parcela feminina idosa, a epidemia avança dramaticamente: houve um crescimento de 567% entre 1991 e 2001 (SILVA, 2005). No período de 1995 a 2005 foram diagnosticados 329.014 casos de AIDS no Brasil e destes, 7.955 em indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos. Observou-se que o número de casos nestes indivíduos aumentou consideravelmente nos últimos anos de 414 (1,89%) em 1995, para 1011 (3,06%) em 2005. Em relação à categoria de exposição hierarquizada, o maior número de casos ocorreu em indivíduos heterossexuais (51,66%) seguido por bissexuais, homossexuais, usuários de drogas injetáveis, transfundidos e hemofílicos. Quanto a distribuição de casos por região geográfica, observa-

se que a maioria dos casos 4986 (62,7%) concentra-se na região sudeste, seguido pela região sul 1559 (19,6%), região nordeste 786 (9,9%), região centro-oeste 410 (5,1%) e a menor parcela na região norte 214 (2,7 %) (BRASIL, 2007). Enquanto isso, as campanhas de prevenção são estreladas por celebridades quase adolescentes. A concepção arraigada na sociedade de que sexo é prerrogativa da juventude contribui para manter desassistida essa parcela da população. Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em janeiro, sobre o comportamento sexual dos brasileiros mostrou que 67% da população entre 50 e 59 anos declara ser sexualmente ativa. No grupo acima de 60 anos, o índice também é expressivo: 39%. A média de relações na parcela acima de 50 anos é de 6,3 ao mês. A responsabilidade por isso se deve, em parte, à difusão dos fármacos para a disfunção erétil. A longevidade sexual da população está aumentando e a prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis precisa ser intensificada. Do total de casos confirmados de AIDS no Brasil, 6% eram verificados em pessoas acima de 50 anos em 1991. Dez anos depois (última data com dados completos disponíveis), o índice havia subido para 11%. Nos Estados Unidos, o cenário é o mesmo. Os casos de AIDS na população acima de 50 anos quintuplicaram na última década. Apesar das tentativas governamentais para amenizar os fatos o problema é concreto e alarmante. É preciso desmistificar a idéia de que só os jovens se contaminam com HIV (VASCONCELOS, 2001). No Brasil, especialmente nos últimos anos, observa-se que a porcentagem dos pacientes com 50 anos ou mais com diagnóstico de AIDS aumentou progressivamente de 7% em 1996 para 13% em 2004 (FONSECA & BARREIRA, 2005). O crescimento do número de infecções por HIV/AIDS em pessoas nesta faixa etária ou mais resulta na mais nova característica da epidemia. Fazem-se necessárias campanhas de prevenção à DST/AIDS direcionadas a esse segmento, proporcionando assim qualidade de vida para estes pacientes (BARBOSA, 2006). Atribuem-se dois fatores como responsáveis pelo aumento de casos de AIDS em idades mais avançadas. O primeiro deve-se àqueles idosos que possuem, entre outros fatores, maiores recursos financeiros, o que contribui para o acesso a relações sexuais pagas, permitindo vida sexual mais ativa. O segundo fator deve-se, principalmente, à existência de tabu sobre sexualidade na terceira idade (PEREZ & GASPARINI, 2005). É enganoso, porém, pensar que as pessoas idosas não fazem sexo e não usam drogas, a despeito de poucas campanhas de prevenção dirigidas a essa população. Portanto, de modo geral, estas pessoas estão menos informadas sobre o HIV e pouco conscientes de como se protegerem (RIBEIRO, 2006). Desse modo, tornam-se vulneráveis à infecção. No Brasil, os casos de infecção de AIDS na faixa etária de mais de 60 anos acontecem predominantemente por transmissão sexual. Em virtude da estigmatização da terceira idade, tanto os familiares como os profissionais negam-se a pensar que nesta fase a pessoa está ativa sexualmente. Essa falha traz graves conseqüências, sobretudo quanto à prevenção, pois esta só vai ocorrer se os familiares e profissionais de saúde estiverem atentos para discutir abertamente as formas de prevenção (LAZZAROTTO, 2003). É difícil determinar os índices exatos de infecção pelo HIV nestes pacientes. Até os profissionais ainda são reticentes e raramente indagam sobre a vida sexual do idoso, nem suspeitam da possibilidade da contaminação pelo HIV e retardam o diagnóstico. Embora, muitas vezes, sintomas como desidratação, fraqueza, anorexia e febre sejam causas freqüentes de internação em idosos, podem levar os médicos a fazerem um diagnóstico incompleto (CASTILHO, 1991). 3.3 EPIDEMIOLOGIA E QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS HIV+ O conceito “qualidade de vida” (QV) é um termo utilizado em duas vertentes: (1) na linguagem cotidiana, por pessoas da população em geral , jornalistas, políticos, profissionais de diversas áreas e gestores ligados às políticas públicas; (2) no contexto da pesquisa científica, em diferentes campos do

saber, como economia, sociologia, educação, medicina, enfermagem, psicologia e demais especialidades da saúde. Na área da saúde, o interesse pelo conceito QV é relativamente recente e decorre, em parte, dos novos paradigmas que têm influenciado as políticas e as práticas do setor nas últimas décadas. Os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença são multifatoriais e complexos. Assim, saúde e doença configuram processos compreendidos como um continuum, relacionados aos aspectos econômicos, socioculturais, à experiência pessoal e estilos de vida (BOWLING, 1995). Consoante essa mudança de paradigma, a melhoria da QV passou a ser um dos resultados esperados, tanto das práticas assistenciais quanto das políticas públicas para o setor nos campos da promoção da saúde e da prevenção de doenças. Pesquisadores alertam que os termos qualidade de vida e estado de saúde aparecem na literatura muitas vezes quase como sinônimos (ROGERSON, 1995). Definir qualidade de vida, porém, ainda é algo difícil. Muitos conceitos são descritos na literatura especializada, muitas vezes, restritos somente a um aspecto, como a saúde. Em função da amplitude do tema e da multiplicidade de conceituações, opta-se por adotar em alguns trabalhos, a definição de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (OMS): “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (FLECK, 1999). Avaliar a qualidade de vida implica a adoção de múltiplos critérios de natureza biológica, psicológica e sociocultural. São vários os fatores apontados como determinantes ou indicadores, tais como: a longevidade, saúde biológica, satisfação, controle cognitivo, competência social, produtividade, atividade, status social, renda, continuidade de familiares e rede de amigos (NERI, 2003). Nos últimos anos os estudos sobre qualidade de vida nessa população têm avaliado não só a dimensão física, mas, também, os aspectos psicossociais e emocionais, apontando novas estratégias de tratamento que são capazes de atuar em tais aspectos e proporcionar melhoria na qualidade de vida dessas pessoas (MARTÍN, 2002). Acreditava-se que o avanço tecnológico poderia ser uma solução concreta para os principais problemas relacionados às doenças crônicas, tornando a mensuração da qualidade de vida uma tarefa inútil (RAMOS-CERQUEIRA, 2000). Todavia, a inexistência de cura para a maioria das doenças crônicas tem mostrado que a mensuração da qualidade de vida é imprescindível para a avaliação de estratégias de tratamento e custo/benefício, tornando-se ferramenta importante para direcionar a distribuição de recursos e a implementação de programas de saúde, os quais, por sua vez, podem privilegiar não só os aspectos físicos da clientela, mas também aqueles relacionados às dimensões psíquicas e sociais (MINAYO, 2000). A escassez de pesquisas sobre a qualidade de vida de indivíduos da terceira idade com HIV/AIDS, no Brasil é notória e instigante. Estudos sobre pessoas vivendo com HIV/Aids têm apresentado a expressão “qualidade de vida relacionada com a saúde” (QVRS) que avalia o impacto da saúde nas atividades sociais e na mobilidade, focalizando a ausência ou presença de sinais e sintomas e o efeito de novas drogas ou intervenções na saúde (HULLEY, 2001). A QVRS não contempla aspectos como o nível de satisfação do indivíduo com a sua vida, principalmente no tocante às questões como renda, habitação, emprego, meio ambiente, sexualidade, entre outras. Estudos publicados sobre qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/AIDS no Brasil vêm utilizando instrumentos variados (MARINS, 2003). Como mostram os dados, a epidemia de HIV/AIDS configura nas pessoas da terceira idade um dos mais sérios problemas contemporâneos de saúde pública e apresenta alto grau de morbi-mortalidade, perspectivas de contínuo crescimento e propagação em todos os continentes. Se não forem tomadas medidas sérias de prevenção e contenção da doença, as possibilidades de controle da epidemia serão remotas, não obstante o desenvolvimento de novas terapias e os esforços mundiais na busca de uma vacina eficaz contra a infecção (CASTILHO & RODRIGUES, 2004). Do ponto de vista físico, o fator mais importante na manutenção da saúde é o cuidado com a alimentação. Uma alimentação saudável implica em suprir o organismo com todos os nutrientes de que

ele necessita para o seu bom funcionamento e para a conservação de um peso estável, fatores importantes na prevenção de várias doenças (LIEBERMAN, 2000). Visitas regulares ao médico são fundamentais para prevenir, diagnosticar e tratar possíveis doenças que possam diminuir a qualidade de vida (IWASSO, 2000). A prática regular de atividades aeróbicas e exercícios, sempre de acordo com as limitações físicas e com orientação especializada, contribui para a conservação da saúde (VIEIRA, 2004). A atividade sexual, outro fator importante na manutenção da saúde, deve ser mantida, pois o idoso não perde a sua função sexual. A impotência sexual masculina pode ter um componente orgânico (problemas circulatórios e diminuição da sensibilidade na região do pênis, por exemplo), mas em grande parte das vezes em que ocorre, ela tem uma etiologia emocional: por sentir-se velho, por não possuir mais os atributos sexuais de outrora e por considerar-se não tão viril e atraente para o sexo oposto como antigamente, o idoso torna-se angustiado e depressivo e, conseqüentemente, impotente. As mulheres idosas costumam rejeitar as atividades sexuais em função de, ao longo de suas vidas, não terem sido estimuladas de forma satisfatória por seu(s) companheiro(s), tendo praticado sexo de forma mecânica e não prazerosa, não atingindo, muitas vezes, o orgasmo. É importante salientar que os valores associados à atividade sexual, nesta fase da vida, são diferentes dos jovens: o que importa não é a virilidade, a quantidade de ejaculações ou orgasmos, mas a intimidade, a sensação de aconchego, o afeto e o carinho (MORGANA, 1997). A depressão, uma das principais doenças mentais na população idosa, é de difícil reconhecimento e diagnóstico, uma vez que a sociedade, de um modo geral, encara-a como um fato normal à velhice. As causas da depressão ainda são desconhecidas, mas acredita-se que vários fatores biológicos, psicológicos e sociais atuam de forma concomitante desencadeando a doença. O acompanhamento psicoterápico como complemento ao tratamento medicamentoso, propicia a recuperação da qualidade de vida do idoso (SANTOS 2002). A preparação para as grandes mudanças na vida decorrentes da aposentadoria e da perda de amigos e familiares é de suma importância para a saúde psicológica, assim como um contato familiar constante e a preservação e manutenção da autonomia, independência e dignidade do idoso (KERR-PONTES, 2003). Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de atividades e interesses diversos colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável (SALDANHA, 2003). É importante que o idoso seja respeitado como ser humano, com todas as limitações inerentes a sua idade (RIBEIRO, 2005). Se já não possui a vitalidade da juventude, por outro lado tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se integrado à sociedade (GORINCHTENYN, 2005). Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida (LIEBERMAN, 2000). O impacto da AIDS nesse grupo etário não representa apenas o diagnóstico da doença, mas o fato de se trazer à tona certos hábitos até então não revelados, como a sexualidade, escondida na pele enrugada e nos cabelos brancos, onde a libido é traduzida pelo preconceito (VIEIRA, 2004). A não inclusão deste grupo etário em campanhas de prevenção faz com que estas pessoas se sintam à margem dos riscos de serem contaminadas pelo HIV, e assim continuem se expondo desprotegidas em suas relações sexuais. É importante lembrar que o preservativo, para este grupo etário, por se tratar de artefato pouco utilizado ao longo de suas vidas, acaba por configurar dificuldade técnica na sua utilização. Alia-se ao seu conceito, meramente anticonceptivo, e ao receio de perda de ereções efetivas, que resultam no seu desuso. Atualmente, a utilização de drogas corretivas de distúrbios eréteis passou a ser fator relevante, encorajando-os no aumento do número de exposições sexuais, com conseqüente falta de proteção, fato que repercutirá, futuramente, na elevação das estatísticas de HIV/AIDS (BUTIM, 2002).

As doenças oportunistas que acometem o indivíduo idoso são as mesmas que acometem um adulto jovem, porém o grande problema é que algumas delas, como a pneumocistose, por exemplo, podem passar despercebidas pelo clínico, frente a um paciente idoso sem conhecimento da positividade sorológica para o HIV, que, possivelmente, irá considerá-la como se tratando de uma pneumonia grave em paciente debilitado. O mesmo ocorreria nos quadros demenciais que poderiam ser tratados como um quadro de demência de outra etiologia, que não aquela relacionada ao HIV, não diagnosticando ou postergando o tratamento específico, comprometendo, assim, o prognóstico deste paciente (KITNER & FIGUEIREDO, 2006). A dificuldade de tratar este grupo etário é a presença de doenças metabólicas e do próprio envelhecimento, que comprometem a escolha da terapêutica anti-retroviral, especialmente pela necessidade de utilização de drogas anti-retrovirais promotoras de efeitos colaterais, como toxicidade mitocrondial e lipodistrofia, o que agravaria as alterações preexistentes. Alia-se ao fato que muitos pacientes têm seu diagnóstico estabelecido tardiamente, apresentando-se com doenças oportunistas, elevando-se, assim, os índices de morbi- mortalidade e dos interferentes do próprio tratamento (MARTIN, 2005).

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 4.1 TIPO DE ESTUDO Este trabalho consistiu em um estudo exploratório e descritivo com abordagem quanti-qualitativa. 4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA: A população foi constituída por todos os pacientes diagnosticados na terceira idade com AIDS nos últimos 3 anos (2007-2009) no Complexo de Doenças Infecto-contagiosas Clementino Fraga, João Pessoa-PB. A amostra não probabilística criteriosa foi constituída pelos pacientes que atenderem aos seguintes critérios: Ø Ter idade igual ou superior a 65 anos quando diagnosticado Ø Ø Ø Ø Ter diagnóstico confirmado de AIDS Não estar hospitalizado Aceitar participar da pesquisa Assinar o TCLE

O número de sujeitos na amostra atendeu a um critério de conveniência segundo avaliação envolvendo pacientes idosos (TEIXEIRA et al., 2008) e com intervalo de confiança de 95% e erro de 2% na média. 4.3 COLETA DE DADOS Os prontuários dos pacientes com diagnóstico positivo para HIV foram consultados no Complexo de Doenças Infecto-contagiosas Clementino Fraga, João Pessoa-PB. Desses prontuários foi selecionada a amostra constituída por pacientes soropositivos idosos. A partir da consulta dos endereços e telefones foram adquiridos os dados para estabelecer contato com esses pacientes. A pesquisa foi realizada no domicílio dos pacientes que residiam na região metropolitana de João Pessoa, PB.

A incidência dos pacientes idosos soropositivos foi estimada pela razão: [pacientes soropositivos com idade igual ou superior a 65 anos (2007-2009)]/[total de pacientes diagnosticados como soropositivos (2007-2009)], através de consulta aos prontuários do Complexo de Doenças Infecto-contagiosas Clementino Fraga, João Pessoa-PB. Após entrar em contato com cada paciente, foi aplicado um questionário para avaliar a qualidade de vida baseado nos conceitos preconizados na Organização Mundial de Saúde (WHOQOL – “World Health Organization Quality Of Life”, Organização Mundial da Saúde/Qualidade de Vida). 4.4 TRATAMENTO DOS DADOS Os dados foram organizados de forma quanti-qualitativa e discutidos de acordo com os questionários aplicados e a literatura pertinente. 4.5 POSICIONAMENTO ÉTICO DA PESQUISA Esse projeto foi realizado obedecendo aos preceitos da resolução 196/96 do Ministério da Saúde. O mesmo foi submetido para apreciação pelo comitê de ética em pesquisa da Faculdade Santa Emília de Rodat. Após cadastro e aprovação a pesquisa foi realizada. Os sujeitos da pesquisa foram esclarecidos sobre os objetivos do projeto, riscos e benefícios após o qual, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE).

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Diante dos dados dos prontuários do Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga, entre os anos de 2007 a 2009 foram confirmados 770 novos casos, dos quais 22 eram pacientes idosos (2,8%), sendo 09 mulheres e 13 homens. De forma geral, esses pacientes são de classe média baixa a baixa. Para realização das entrevistas foram selecionados 6 indivíduos que aceitaram participar do projeto, sendo 4 homens e 2 mulheres. Diante das entrevistas, foi possível verificar que a escolaridade média é o segundo grau, em sua maioria são viúvos ou separados, geralmente não sabem como contraíram o vírus HIV, os homens apenas dizem que não sabem, as mulheres, que contraíram do seu marido e uma delas acredita que foi infectada em uma cirurgia. Eles não se consideram doentes.

Quanto a sua qualidade de vida, tendo em mente seus valores, aspirações, prazeres e preocupações, declaram uma boa capacidade de se concentrar, afirmam possuir uma boa qualidade de vida e estão satisfeitos quanto a sua saúde. Não relatam dificuldade para se concentrar e se sentem bastantes seguros em sua rotina diária. Os resultados mostraram ainda que sua dor física pouco afeta sua rotina, problemas físicos relacionados a doença pouco afetam suas vidas, ainda se queixam quanto a terapia medicamentosa, aproveitam a vida a medida do possível onde, numa escala de 1 a 5, a média de 3 corresponde ao fato de sua vida ter sentido. Afirmam que se incomodam pouco com o fato das pessoas lhe responsabilizarem pela sua condição de HIV, mas não têm nenhum medo do futuro ou da morte. São dispostos o suficiente para suas tarefas do dia-a-dia, porém, até pela idade, não têm a mesma energia que tinham antes, consideram média sua aparência física e geralmente não têm tanto dinheiro para satisfazer suas necessidades, acham que são discriminados pelas pessoas que conhecem e acham que as informações para que possam viver seu dia-a-dia tranqüilo ainda podem melhorar. Geralmente fazem muito pouco atividades de lazer e sentem, mas não tanta, dificuldade de se locomover. Estão satisfeitos com seu sono e com a capacidade de desempenhar suas atividades de sua rotina, estão satisfeitos consigo mesmos, nem satisfeitos nem insatisfeitos com as relações pessoais de amigos, parentes, conhecidos e colegas, estão muito insatisfeitos com sua vida sexual, porém muito satisfeitos quanto ao local em que moram, no acesso aos serviços de saúde e com o meio de transporte. Também se queixam de certas vezes terem sentimentos negativos como mau humor, desespero, ansiedade, depressão, dentre outros.

6. CONCLUSÃO Diante dos fatos encontrados em toda a pesquisa, foi possível tirar algumas conclusões. O fato de ter conseguido apenas seis participantes leva uma conclusão já esperada que é da dificuldade de trabalhar com este grupo de pessoas. Devido serem portadores da doença, muitos ainda vivem o que chamam de morte social, devido ainda existir na sociedade o tabu da AIDS e todo o preconceito que o cerca. Mesmo diante dos problemas encontrados, é possível observar que esses usuários em geral levam uma vida saudável, tranqüila, tendo ainda uma razoável qualidade de vida. Ainda assim, a discriminação existe entre parentes, amigos, colegas de forma direta ou indireta, o que afeta ligeiramente sua qualidade de vida.

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APÊNICE A – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

APÊNDICE B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Você está convidado (a) a responder este questionário anônimo que faz parte da coleta de dados da pesquisa do meu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “INCIDENCIA DE HIV DIAGNOSTICADO EM PACIENTES DA TERCEIRA IDADE E A QUALIDADE DE VIDA DESTES PACIENTES" sob responsabilidade do professor Msc Rodrigo Niskier Ferreira Barbosa e aplicado por mim, Edlene de Sousa Carneiro, aluna do curso de Biomedicina da Faculdade Santa Emília de Rodat. Caso você concorde em participar da pesquisa, leia com atenção os seguintes pontos: a) Você é livre para, a qualquer momento, recusar-se a responder às perguntas que lhe ocasionem constrangimento de qualquer natureza; b) Você pode deixar de participar da pesquisa e não precisa apresentar justificativas para isso; c) Sua identidade será mantida em sigilo; d) Caso você queira, poderá ser informado (a) de todos os resultados obtidos com a pesquisa, independentemente do fato de mudar seu consentimento em participar da pesquisa. Estou de acordo com a participação do estudo descrito acima. Fui devidamente esclarecido (a) quanto aos objetivos da pesquisa. Foram garantidos esclarecimentos que eu venha a solicitar durante o curso da pesquisa. A participação na pesquisa não implicará em custos ou prejuízos adicionais, sejam eles de caráter econômico, social, psicológico ou moral. Foi garantido o anonimato, o sigilo dos dados referentes a identificação e o compromisso de que serei contactado (a) para avaliação de estudo futuro usando os dados coletados neste projeto. João Pessoa, ____de ____________de 20____.

________________________________ Participante do estudo

_______________________________________ Responsável pelo participante

(Polegar direito) Participante do estudo

(Polegar direito) Responsável pelo participante

______________________________________
Pesquisador Responsável

ANEXO A – CERTIDÃO DE APROVAÇÃO PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA ANEXO B - LOMBADA

EDLENE DE SOUSA CARNEIRO
INCIDÊNCIA DE HIV DIADO EM PACIENTES DA TERCEIRA IDADE E GNOSTICAO E A QUALIDADE DE VIDA DESTES PACIENTES

O POR DO SOL

O PÔR DO SOL

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