Função poética A linguagem exerce função poética quando valoriza o texto na sua elaboração, ou seja, quando o autor faz

uso de combinação de palavras, figuras de linguagem (metáfora, antítese, hipérbole, aliteração, etc.), exploração dos sentidos e sentimentos, expressão do chamado eu-lírico, dentre outros. Assim, é mais comum em textos literários, especialmente nos poemas que enfatizam com mais frequência a subjetividade. No entanto, podemos encontrar esse tipo de função nos anúncios publicitários e na prosa, bem como aliada aos demais tipos de função, como a emotiva. É muito comum a utilização de palavras no seu sentido conotativo (figurado) ao invés do denotativo (do dicionário). Veja exemplos da função poética em: Anúncio publicitário: Chegou o milagre azul para lavar! Lave na espuma de Omo e tenha a roupa mais limpa do mundo! Onde Omo cai, a sujeira sai! (propaganda Omo, 1957) Poema: ...Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda... (Fernando Pessoa, Poema em linha reta) Função emotiva: De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didát icos ou em correspondências comerciais. Por exemplo: Bancos terão novas regras para acesso de deficientes . O Popular, 16 out. 2008. Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico. Por exemplo: Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do bigode é sério, simples e forte. /Quase não conversa. /Tem poucos, raros amigos/o homem atrás dos óculos e do bigode. (Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade). Função conativa ou apelativa: O objectivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade. Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!

sentimentos e emoções do emissor. Quando estamos em um diálogo. Funções da linguagem. pontuação com reticências e pontos de exclamação também evidenciam a função emotiva ou expressiva da linguagem. Características y Neutralidade do emissor. às informações. A função referencial também é conhecida como cognitiva ou denotativa. São recursos de ênfase que actuam segundo a intenção do produtor da mensagem. Os textos que servem como exemplo dessa função da linguagem são os jornalísticos. quanto dos pronomes. por exemplo. horóscopos e textos de auto-ajuda. y Uso da 3ª pessoa do singular (ele/ela). tanto das formas verbais. da sonoridade. usase a 3ª pessoa do singular.Função meta linguística: Essa função refere-se à metalinguagem. ou chamar sua atenção. de forma objectiva. há um uso explícito de argumentos que fazem parte do . denotativa. por exemplo. as memórias. vocativos e formas verbais ou expressões no imperativo. intitulada Para fazer um poema dadaísta utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema. cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. são os textos líricos. O emissor procura fornecer informações da realidade. sendo um texto completamente subjetivo e pessoal. Função emotiva ou expressiva Esta função ocorre quando se destaca o locutor (ou emissor). Fernando Pessoa Função referencial ou denotativa A mensagem é centrada no referente. mas confesso é tão difícil aprender! Poema do amigo aprendiz. A ideia de destaque do locutor dá-se pelo emprego da 1ª pessoa do singular. Este trecho da poesia. usa-se a 2ª pessoa do discurso (tu/você. Função apelativa ou comitiva A mensagem é centrada no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo. sem a opinião pessoal. Um texto pode apresentar mais de uma função enfatizada. um contacto para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa. estamos utilizando este tipo de função ou quando atendemos o celular e dizemos Oi ou Alô . aparece comummente nos textos publicitários. além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos. Os textos que expressam o estado de alma do locutor. Função poética: O objectivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras. os científicos e outros de cunho apenas informativo. as autobiografias. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema. É presente em textos literários. Veja. ou seja. Pegue um jornal Pegue a tesoura. A ênfase é dada ao conteúdo. A mensagem centra-se nas opiniões. que exemplificam melhor essa função. Por exemplo: É bonito ser amigo. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. a poesia lírica e as cartas de amor. publicitários e em letras de música. Geralmente. referencial. que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. e dizemos ao nosso receptor Está entendendo? . Como a mensagem centra-se no outro. Geralmente. ou seja. Função fáctica: O objectivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor. directa. do ritmo. vós/vocês). y Objectividade e precisão. Recorte o artigo . A presença de interjeições. ou seja. no interlocutor. no assunto (contexto relacionado a emissor e receptor). y Conteúdo informacional. nos discursos políticos. Como essa função é a mais persuasiva de todas.

além dos vocativos e imperativo. y figuras de linguagem. Mas lúcido e frio. saudações e similares. Função Metalinguística Caracterizada pela preocupação com o código. Pode ser definida como a linguagem que fala da própria linguagem. Os cacoetes de linguagem como alô. isto é. ou seja. jogos de imagem ou de ideias. em algumas propagandas etc. chamando a atenção para o modo como foi organizada. tendo como objectivo prolongar ou não o contato com o receptor. que se preocupa mais em "como dizer" do que com "o que dizer". . revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. sugestiva. É explorada na poesia e em textos publicitários. certo?. ou seja. provérbios. Objectiva. Há um interesse pela mensagem através do arranjo e da estética. sermões e propagandas que se dirigem directamente ao consumidor. Exemplo:"Fique atenado com seu tempo. São muitas. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias.universo do mesmo. Algumas. né?.. ditos populares e linguagem quotidiana. denotativa. ele demonstra o ato de fazer cartuns e como são feitos. ou testar a eficiência do canal. a criação literária fala sobre si mesma. O interesse do emissor é emitir e simplesmente testar ou chamar a atenção para o canal. O foco recai sobre o trabalho e a construção da mensagem. Usada nos discursos. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. Se o fosse.". ou o nome da pessoa. Um outro exemplo é quando um cartunista descreve o modo como ele faz seus desenhos em um próprio cartum. Essa função aparece comummente em textos publicitários. A mensagem é posta em destaque. Função fáctica Centralizada no canal. poesias líricas e cartas de amor. Função referencial (ou denotativa) Centralizada no referente. Ou seja. Como o emissor se dirige ao receptor. ela é metafórica. o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Afectiva. Drummond escreve um poema sobre como escrever poemas. teria poder de encantá-las. como o Neologismo . de forma a prolongá-lo. Características y subjetividade.. conotativa. Os dicionários e as gramáticas são repositórios de metalinguagem Exemplos: Lutar com palavras é a luta mais vã. músicas. y brincadeiras com o código. ou seja. letras de música. directa. revelando sua opinião. tão fortes como o javali. A linguagem (o código) torna-se objeto de [1] análise do próprio texto . suas combinações. é comum o uso de tu e você. Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético e surpresa. verificar a "ponte" de comunicação e certificar-se sobre o contacto estabelecido. Nessa função pode-se observar o intensivo uso de figuras de linguagem. e ganhe dicas surpreendentes!" Função fáctica O canal é posto em destaque. prevalecendo a 3ª pessoa do singular. são um exemplo bem comum para se evidenciar "Contacto entre emissor e receptor" Função poética É aquela que põe em evidência a forma da mensagem. dentre outros. descreve o ato de falar ou escrever. memórias. Não me julgo louco. Função apelativa (ou conativa) Centraliza-se no receptor. Função poética Centralizada na mensagem. Deixam-se enlaçar. sua emoção. eu pouco. quando o emissor procura oferecer informações da realidade. quando se faz necessária a criação de uma nova palavra para exprimir o sentido e alcançar o efeito desejado. Entanto lutamos mal rompe a manhã. o canal que dá suporte à mensagem. ahã. interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias. valorizando as palavras e suas combinações. temos a manifestação da função poética da linguagem. Valorizam-se as palavras. Carlos Drummond de Andrade Nesse poema. "Compre já. Linguagem das falas telefónicas. apareço e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. Funções da linguagem Função emotiva (ou expressiva) Centralizada no emissor. utilizando combinações sonoras e rítmicas. Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista. tontas à carícia e súbito fogem e não há ameaça e nem há sevícia que as traga de novo ao centro da praça. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular.

Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. um texto que comenta outro texto. Obs: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. usando a linguagem para falar dela mesma. da sua função e do poeta.Função meta linguística Centralizada no código. A poesia que fala da poesia. O importante é saber qual a função predominante no texto. para então defini-lo. .

e Tell Halaf. que foi o centro do comércio e da religião. Ao mesmo tempo que continuaram as antigas tradições construtivas. Samarra. de modo que também os motivos artísticos dessas áreas longínquas influíram nos centros mesopotâmicos. Além disso. esculturas e tábuas para a escrita.C.-c.C. cujos desenhos abstratos e figurativos das cerâmicas parecem ter significado religioso. foi criada e mantida pelas ondas de povos invasores. o cobre. seguidos pelos acádios. alabastro e hematitas foram igualmente usadas nos selos cilíndricos. Também surgiram nessa época os zigurates.). jaspe. Hassuna. típicas construções religiosas da Mesopotâmia. as extremas temperaturas atmosféricas. Sua arte reflete. as violentas tormentas e os ataques das feras. desde a pré-história até o século VI a. com a qual fizeram cerâmica. os babilônios e os assírios. ao mesmo tempo. os primeiros períodos recebem as denominações de El-Obeid (c. o ouro e a prata. As terras baixas da Mesopotâmia abarcam a planície fértil. foi o conjunto de obras realizadas pelas civilizações do antigo Oriente Médio que habitaram a região compreendida entre os rios Tigres e Eufrates. 2. bem como o nácar e as pedras preciosas nos trabalhos mais finos e de incrustação. A arte da Mesopotâmia abrange uma tradição de 4. são designados pelo nome de seus depósitos arqueológicos: no norte. 4000 a. introduziu-se uma nova tipologia arquitetônica: o templo oval. Pedras como lápis-lazúli. material de construção mais importante desta civilização.) e antigo e médio Uruk (c. Uruk. a regiões tão distantes como a costa sírio-palestina.C.1. em certas ocasiões.C. anteriores à aparição definitiva da escrita. ainda que existam exemplos posteriores em Ur. Os mesopotâmicos também fizeram a cozedura da argila para obter terracota.C. no século VI a. O povo sumério foi o primeiro a controlar a região e desenvolveu a arte. Eridu e Uqair. os demais povos que invadiram o local recolheram tradições artísticas mesopotâmicas.O PERÍODO PROTODINÁSTICO OU ÉPOCA DO DINÁSTICO ARACAICO A primeira época histórica do domínio sumério se estendeu aproximadamente de 3000 a. De fato. atual Iraque. O solo da Mesopotâmia proporcionava o barro para o adobe.C. A cultura de El-Obeid se caracteriza pela cerâmica brilhante decorada em negro encontrada na localidade. onde têm sido achadas algumas moradas e cerâmicas pintadas. alabastro e alguns metais. Conservaram-se poucos objetos de madeira. porém seus habitantes tiveram que enfrentar o perigo das invasões. até 2340 a. diorita. diferentes tanto étnica como lingüisticamente. interpretadas como deusas da fertilidade. cada um dominado por um templo. cada um desses grupos fez sua própria contribuição à arte mesopotâmica.C. Estabeleceram núcleos urbanos nas planícies. em estilo e iconografia. empregaram ainda basalto. onde se fez cerâmicas decoradas e estatuetas de mulheres sentadas.O PERÍODO PRÉ-HISTÓRICO Os períodos neolítico e calcolítico da arte mesopotâmica (c. sua adaptação e seu medo destas forças naturais. assim como suas conquistas militares.). Até a conquista pelos persas. como o bronze. até que foi desbancado em importância pelo palácio real. chegando inclusive. Na escultura. ou torres escalonadas.INTRODUÇÃO Arte e arquitetura da Mesopotâmia. 7000 a. 3. 4000-c. marca pessoal usada em correspondências e documentos. 5500-c.000 anos que. 3500 a. arenito. é aparentemente homogênea. No sul. O controle político mesopotâmico e suas influências artísticas se estenderam às culturas vizinhas. 3500 a.. os períodos de seca.C. recinto com uma .

estenderam seu domínio sobre a Suméria. aproximadamente entre 2335 a. 2740 a. Ainda que subsistam poucos vestígios de sua arte. sacerdotes ou governantes.O PERÍODO ACÁDIO Os povos semitas acádios alcançaram gradualmente o domínio da zona em fins do século XXIV a. incluindo arquitetura. escultura. Muitos dos objetos feitos nesse período são comemorativos: relevos que descrevem cenas de banquetes. assim como na escultura de metal. como limites.. De Mari procede a arte mais original desse período. As cidades-estado.C. Nippur e Uruk. o palácio era o edifício mais importante.. Estas esculturas de pedra (c. com seus braços dispostos diante do peito com as mãos juntas.C. de origem mesopotâmica. lutadores. Em Ur.O PERÍODO ARCAICO BABILÔNIO OU PERÍODO PALEOBABILÔNICO Após o declive da civilização suméria.C. que assumiram o aspecto de semideuses. Lagash (atual Al-Hiba). substituíram os governantes anteriores até 1600 a. No templo de Abu. artesanato em metal e pintura mural. os restos conservados são dotados de excelência técnica e forte energia. Os pequenos frisos de Mari e de outras cidades mostram cenas da vida cotidiana. em substituição ao templo.C. e 2279 a. Assur. Síria). em Tell Asmar. 2340 a. no ano 1750 a. iniciando o período neo-sumério ou terceira dinastia de Ur (c. localizavam-se em Ur. Kis e Eshnunna (atual Tell Asmar). enfatiza a nobreza dos soberanos acádios. Uma magnífica cabeça de cobre de Nínive. Os elamitas do oeste do Irã destruíram o .C. como a esteira de calcário litográfico do rei Eannatum de Lagash. celebrações de vitórias militares ou construções de templos.). foram construídos impressionantes santuários. uma águia com cabeça de leão e asas estendidas se lança sobre dois cervos. com músicos. provavelmente. foram motivos destacados. de olhar fixo. Isto permitiu que as cidade sumérias de Uruk. povos nômades que não centralizaram seu poder. têm olhos enormes. 6. mostra influências da área ocidental da Mesopotâmia. foram encontradas 12 delas. metade homem. que incorporavam zigurates feitos com tijolos e adobe. a Mesopotâmia foi uma vez mais unificada por governantes semitas (c. unificando toda a Mesopotâmia. Eshnunna e Tell Brak e em sua ainda não encontrada capital. em Mari (atual Tell Hariri. 4. Eridu. A arquitetura desse período.C. exibe uma grande variedade de estilos e algumas de suas formas geométricas são muito expressivas.C. e adotaram a cultura e a arte mesopotâmicas.plataforma central que sustenta um santuário. carpinteiros e camponeses.O PERÍODO NEO-SUMÉRIO Depois de um século e meio. 2000-1600 a. Ur e Lagash se reorgazissem. algumas do sexo feminino.). como Hamurabi da Babilônia. geralmente de alabastro.). Num grande relevo em cobre do templo de El-Obeid (c. dirigidas por governantes ou soberanos que não eram considerados seres divinos.). redondos e saltados.-2600 a. 2121-2004 a. freqüentemente. Incluem figuras de oferendas. As figuras. os temas mitológicos são os motivos mais comuns de representação. Naramsin. Acad. Nos selos cilíndricos talhados. metade touro.C.C. que representa.C. feitos com conchas marinhas e calcário negro. Durante o reinado de Sargon I o Grande. Nas cidades acádias de Sippar. Umma. o império Acádio caiu sob o domínio dos gutis. Tais representações são muito mais reais que as da solene arte religiosa ou oficial. Os casitas. A escultura suméria. 5. que apareceram na Babilônia pouco depois da morte de Hamurabi. Vários deles. eram utilizados.

9.O IMPÉRIO ASSÍRIO A história da arte primitiva assíria data do século XVIII ao XIV a. Foram encontrados selos cilíndricos mesopotâmicos do período artístico Jemdet Nasr tanto na cidade israelense de Megido como em Biblos. decorado com esculturas em relevo. criou uma cidade de planta nova.. o trabalho em marfim foi sempre excelente. que reinou entre os anos de 705 e 681 a. Quiçá graças à competência egípcia. Os ourives fenícios foram adestrados artesãos. Seu filho e sucessor. Os temas religiosos são apresentados de uma forma solene e as cenas profanas.C. principalmente na . capital da Fenícia. Império Hitita e Mesopotâmia). assim como os punhais e outras armas cerimoniais. Ainda que os motivos utilizados pelos artistas locais procedam de mais além do que de sua região imediata (Creta.C. a 1000 a.C. O zigurate foi a principal forma de arquitetura religiosa assíria e o uso de tijolos vitrificados policromáticos. as atravessaram ou comercializaram com seus habitantes. fabulosas esculturas de marfim.C. os trabalhos em pedra e os escaravelhos do século XXIX a. as residências e os templos menores. que manifestam uma grande variedade de estilos.C. de maneira mais naturalista. três delas decoradas com relevos e tijolos vitrificados. A arte assíria genuína teve sua época fulgurante no período neoassírio ou período assírio tardio (1000-612 a. Mesmo nas cenas naturalistas. que estava rodeada por uma muralha com sete portas. que reinou entre 722 e 705 a. mudou a capital para Nínive.AS ARTES SÍRIA. A arte do período assírio médio ou mesoassírio (1350 a. Na primeira. Com Assurbanipal II. Dentro de seus muros. onde construiu seu próprio palácio. Os assírios adornaram seus palácios com magníficos relevos esculturais.. são já marcadamente fenícios. que converteu a cidade de Nimrud (antiga Calah da Bíblia) em capital militar. encontravam-se a cidadela e as principais construções reais.O PERÍODO NEOBABILÔNICO A criatividade neobabilônica se manifesta em sua arquitetura.. do início do segundo milênio a. FENÍCIA E PALESTINA Por encontrarem-se a Síria. com todo seu significado cultural. a arte antiga destas regiões mostra a influência dos povos que as conquistaram. e sua arte parece uma imitação rudimentar dos primeiros estilos mesopotâmicos. Os fenícios venderam suas mercadorias por todo o Oriente Médio e a expansão de sua iconografia e de seu alfabeto podem ser atribuídos ao fato de terem sido grandes comerciantes da Antigüidade. Senaqueribe.) mostra sua dependência das tradições estilísticas babilônicas.reino casita em 1150 a.C. Sargon II. A arte dos entalhadores de selos do último período assírio é uma combinação de realismo e mitologia. 8.C. foram econtradas milhares de pequenas figuras de elefantes. Posteriormente. Dur Sharrukin (atual Jorsabad). Datam desse período. a técnica empregada nos objetos artísticos encontrados em Biblos e Ugarit. 7. erguia-se o palácio de Sargon.C. muito comum nessa fase. é especialmente fenícia. A cerâmica. porém a qualidade de seu trabalho dependia da sensibilidade da clientela. a Fenícia e a Palestina na rota terrestre entre a Ásia Menor e a África. aparecem símbolos dos deuses. No interior. como o palácio do noroeste. mas é pouco conhecida. o qual denominou ³palácio sem rival´. foram influenciados pela arte egípcia.). em Nimrud e em Jorsabad. Egito. os hurritas do norte da Síria especializaram-se no estalhe desses selos.C. um grande templo.. As estatuetas de bronze encontradas em Biblos.

capital do reino. Nabônido. foi seu edifício mais notável. 575 a.) é uma das poucas estruturas conservadas.C.C. foi reconstruída por iniciativa do rei Nabopolasar e de seu filho Nabucodonosor II.. A Porta de Istar (c. . o reino neobabilônico caiu sob o domínio de Ciro o Grande.C. destruída em 689 a. um zigurate. o templo de Marduk. incluindo o zigurate de Nanna. cujo reinado se estendeu entre os anos 556 a.C. que competia em esplendor com o zigurat de Etemenanki. e 539 a. rei da Assíria.Babilônia.C. uma das sete maravilhas do mundo. e 549 a. O último rei babilônio.C. rei aquemênida dos persas.. Esagila. Também se sobressaía o palácio de Nabucodonosor II. que alcançou seu máximo esplendor entre 626 a. na Babilônia. por Senaqueribe. No ano de 539 a.C. conhecido mais tarde como a Torre de Babel. juntamente com Etemenanki. reconstruiu a antiga capital suméria de Ur. Essa enorme cidade. aproximadamente de sete andares.

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