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Ajuste de Polarização de Bias , Giannini

Ajuste de Polarização de Bias , Giannini

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Ajuste de Polarização (bias) em Amplificadores Valvulados

De: leogalvani Assunto: [Audio List] regulagem de bias do Duovox 100G adquiri dois duovox 100g que estou reformando. já adquiri também o diagrama esquemático, que não contém dados da regularem da bias. qual a voltagem deve marcar?

De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br> 17:16 Galvanizado Leo, De fato, esse valor não consta no esquema (a Giannini nunca foi de dar muitas informações, mesmo). Costuma estar entre -40 e -45 V. Mas digo uma coisa: o ajuste de bias através da medição de tensão de grade não é preciso, visto que valvulas de diferentes marcas podem ter correntes de placa diferentes para a mesma tensão da grade de controle. Um método simples e eficiente é o seguinte: Ponha um resistor de 1 ohm em série com o catodo de cada válvula de saida (Veja a figura abaixo: os resistores são os de 1 R, entre cada catodo e o terra, que não existem no circuito original).

Com o amp ligado sem nenhum sinal (entradas em curto) e com carga na saida (nem pense em ligar um valvulado sem carga!!), meça a tensão DC sobre cada resistor. Usando a lei de Ohm, calcule a corrente que flui por ele (por exemplo, se medir 40 mV, você terá 40 mA). Veja que, embora voce esteja medindo a corrente de catodo, é quase o mesmo que medir a corrente de placa, que é o que interessa. Digo "quase" porque a corrente de catodo é a soma das correntes de placa e grade de controle, mas a diferença é pequena, e para o "lado seguro', ou seja, se existir, o erro será para menos (mais seguro). Agora antes que voce me pergunte: como saber o valor de corrente correto? Para isso, basta saber a classe de operação do amplificador (AB, no caso) a válvula em questão (6L6GC), e a tensão de +B do amp (não me recordo agora, é melhor medir). Uma regra básica para classe AB: Corrente ótima = (0,7 x dissipação de placa / tensão +B) Uma 6L6GC verdadeira (cuidado com as chinesas!!) tem dissipação de placa de 30 W. Supondo que a tensão sobre elas seja de 480 V (comum em amps Fender, que a Giannini costumava copiar) daria cerca de 43 mA (43 mV sobre o resistor de 1 ohm).

0,7 x 30/480 = 0,043 A (43 mA) Esse 0,7 representa 70% da dissipação maxima de placa, valor aceito para classe AB. Na verdade, voce pode usar valores mais conservadores, 50 ou 60%, por exemplo, uma vez que as válvulas que temos hoje em dia não costumam aguentar a "porrada" como nos velhos tempos... Costumo usar a constante 0,5: 0,5 x 30/480 = 0,031 A (31 mA) É um valor mais adequado para as válvulas atuais, em especial as de origem duvidosa, e prolonga a vida útil das mesmas. Se quiser ser preciso, meça a tensão sobre o resistor de grade de controle da valvula (cada) e deduza a corrente que alí circula. Some esse valor ao calculado acima (31 mA, no exemplo) para saber então qual o valor exato de corrente voce deverá medir no catodo para ter a corrente de placa desejada. Exemplo: se a corrente de grade encontrada for de 5mA (valor comum em pentodos), voce deve medir 36 mV (31+5) sobre o resistor de 1 ohm (catodo) para ter exatos 31mA de placa. Meça as correntes de grade e placa em cada válvula. Devem ser bem próximas, tire uma media para encontrar o ponto de ajuste ideal do potenciômetro de bias. Se as medidas forem muito diferentes, significa que uma ou mais (as que apresentarem valores discrepantes) estão esgotadas ou são de má qualidade. Descarte. Feito isso, observe as válvulas de saída e veja se há um brilho alaranjado nos elementos internos (não falo do filamento, é claro). Caso isso ocorra, é sinal de que o ajuste não foi correto, e as válvulas estão trabalhando sobreaquecidas. Refaça as medições. Por ultimo, mas não menos importante: tenha MUITO cuidado ao trabalhar com válvulas. Elas trabalham com altas tensões, capazes de matar sem muita cerimônia!! Antes de trocar algum componente, desligue o aparelho e descarregue os caps da fonte, pondo seus terminais em curto através de um resistor 100R x 5w. Se não tem experiência no trabalho com esse tipo de equipamento, procure quem tenha. Edu Silva 5881 e 6L6 são equivalentes. Pode trocar uma pela outra, ambas trabalham bem com 30 ou 35 mA de bias. As melhores são as Sovtek 5881. Em tese, elas seriam um pouco mais frágeis que as 6L6GC (30W, 450V), sendo equivalentes às 6L6GB (25W, 360 a 400V). Mas na prática, são melhores que a maioria das 6L6 do mercado atual, sejam chinesas ou mesmo russas, e duram mais - isso porque (as Sovtek) não são verdadeiras 5881 mas válvulas militares (6PI33C) utilizadas em jatos MIG, "carimbadas". Já as fiz funcionar com até 500V sem problemas, desde que com bias correto e ventilação adequada (forçada), como toda válvula deve trabalhar.

Edu Silva De: "leogalvani" <leogalvani§yahoo.com.br> 26/06/03 14:45 Assunto: [Audio List] BIAS JCM 2000 O JCM 2000 possui dois trim-pots para ajustar as bias das el34. Alguem sabeira qual o valor do fabricante para a bias deste aparelho? Leo Galvani

De: Edu Silva <edu.audiolist§terra.com.br> 29/06/03 10:54 Um para cada duas válvulas (par superior e par inferior). São iguais, devem ser ajustados da mesma forma. Os valores de corrente de polarização não dependem do fabricante, costumam ser os mesmos para todos que usam a mesma topologia (mesmas válvulas, classe de amplificação e tensão de placa). Em média, uma EL34 (das boas) operando como pentodo em classe AB tem máxima dissipação de placa em 25 W. Em tese, sendo a tensão de placa de 450 V, nunca ultrapasse os 55 mA (25W/450V). Na prática, porém, as EL34 mais comuns não suportam muito tempo esse regime de trabalho. Devem funcionar com 35 a 40 mA, em amps de guitarra classe AB com tensões de placa entre 440 e 480V. Correntes acima de 45 mA, alem de encurtarem a vida útil das válvulas, estressam o trafo de saida, frequentemente subdimensionado nos aparelhos atuais. Amps hifi (com EL34) podem trabalhar com 50 ou 55 mA, pois alem de usarem válvulas de melhor qualidade, não devem nunca clipar. Aqui, um trecho do manual de serviço do JCM2000, ilustrando o ajuste: MARSHALL SERVICE BULLETIN SUBJECT: Bias Info/Procedure for JCM2000 series Marshall amplifiers THEORY OF OPERATION: We are setting the bias using the current method instead of cross over distortion method. The Bias PCB assembly is as follows: PR1: Bias mini-pot adjustment for pin1 which is one side of the push pull amp (two output tubes in a 100 watt amp and one output tube in a 50 watt amp). Pin1: Connected to the cathode of the output tube(s) which then goes through a 1 ohm resistor then to ground.

Pin2: ground reference. Pin3: Same as pin1 but for the other side of the push/pull amp. PR2: Bias mini-pot adjustment for pin3, the other side of the push/pull amp. PROCEDURE: 1. Make sure amplifier is connected to a load with the proper impedance selected. 2. Power up amplifier on STANDBY and let the circuit stabilize for a couple of minutes. 3. Locate the male three pin molex connector (CON2) with the two mini-pots (PR1 and PR2) on both ends found on the bottom of the tube bay. 4. Connect DMM (set to read mV) with alligator leads, reference common lead to center pin (pin2) on molex connector CON2 and positive lead to pin1 on CON2. 5. Take amplifier off of STANDBY with no signal, adjust mini-pot (PR1) closest to pin that the positive lead from your DMM is connected to and set it to the mV voltage that is listed in the chart below. 6. Repeat steps 4 & 5 for pin3 and until both pin1 and pin3 mV are the same. BIAS CHART mV SETTINGS (pin 1 and pin 3) DSL50 45 mV TSL60/1/2 80 mV DSL100 90 mV DSL401 1.375 V TSL100/122 90 mV DSL201 0.675 V

Edu Silva

"Corrente quiescente" é o nome dado à corrente DC que flui através de um componente ativo quando ele não está amplificando sinais. A corrente quiescente é uma consequência da regulagem da tensão de BIAS. A regulagem de BIAS determina o ponto de operação da válvula. Como o ponto de operação raramente é ajustado na cercania da tensão de corte, existirá nesse caso uma corrente DC através da válvula. A corrente quiescente é corrente continua, portanto não transporta um sinal de audio. A energia dissipada pela corrente quiescente é perdida na forma de calor.

Influência na Vida útil das Válvulas
Quando a corrente quiescente é alta demais, a vida útil das válvulas diminui, por estar forçando as mesmas a dissipar uma quantidade de energia constante, mesmo quando não há operação do amplificador. Quando a tensão de BIAS permite uma corrente exagerada, o excesso de temperatura no ânodo da válvula pode destruí-la em questão de minutos, deixando a placa visivelmente incandescente. Se a corrente quiescente estiver muito baixa, significa que a tensão de BIAS está alta demais, deixando a válvula próxima à tensão de corte de sinal. Isto preservará a vida útila das válvulas, porém o timbre é considerado 'frio' e muitas vezes desagradável quando a válvula funciona próxima à tensão de corte.

Importância da Corrente Quiescente no ajuste de BIAS
Alguns amplificadores possuem um resistor de cátodo, normalmente de 1 OHM, pelo qual flui toda a corrente das válvulas de saída do amplificador. Quando não há sinal, podemos aferir, neste resistor, a tensão resultante da corrente quiescente. Utilizando a lei de Ohm (V = R * I) podemos determinar a corrente quiescente em função da voltagem nesse resistor. Medindo a tensão no resistor gerada pela corrente quiescente, torna-se possível ajustar a tensão de BIAS sem a necessidade de um dispositivo em série com a corrente da válvula.

No contexto de amplificadores valvulados, a tensão de BIAS é uma voltagem de referência DC que, quando aplicada à grade de controle da válvula, mantém a corrente quiescente em um certo nível pre-determinado. A tensão de BIAS é utilizada para ajustar o ponto de operação da válvula. Este ajuste determinará a Classe de Operação do amplificador, de acordo com a intenção do projetista do circuito. Nas válvulas, por serem componentes que conduzem corrente máxima com tensão de BIAS zero, o BIAS será sempre uma tensão negativa. Portanto, para forçar um funcionamento com maior corrente, a tensão de BIAS é levada mais próxima ao positivo. Para reduzir a corrente quiescente, efetua-se o ajuste oposto.

Tabela de conteúdo
[esconder]

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1 Bias fixo vs. Bias de cátodo o 1.1 Bias de cátodo o 1.2 Bias fixo 2 Determinando o ponto de operação das válvulas 3 Trabalhando quente ou frio 4 A regulagem ideal 5 Significado para outros componentes e circuitos

Bias fixo vs. Bias de cátodo
Bias de cátodo
Quando ligamos o cátodo à referência de terra(0 V DC e 0 V AC) através de um resistor, a corrente através desse resistor gerará uma queda de tensão, e o cátodo passa a estar positivo em relacão ao terra. Não há corrente de grade significante, portanto a queda de tensão através do resistor de grade(Rg) será pequena demais, bem menor que a queda de tensão no resistor de cátodo(Rk). Desta forma a grade estará negativa em relação ao cátodo. Não importa que ambos o cátodo e a grade estejam positivos em relação ao terra, para fins de BIAS o que interessa é o fato da grade estar negativa em relação ao cátodo. Chamamos de "BIAS de cátodo" a essa tensão negativa na grade, em relação ao cátodo, devido à corrente que flui através do resistor de cátodo. Como exemplo de um amplificador famoso que utiliza este método de obter BIAS citamos o Vox AC-30 O bias de cátodo é baseado em resistores e obedece à Lei de Ohm: quanto maior a corrente, maior será a queda de tensão no resistor de cátodo, portanto mais negativa será a tensão de BIAS, reduzindo automaticamente a corrente. Desta forma, o resistor de catodo gera feedback negativo. Esse efeito gera uma compressão considerada agradável na amplificação, em especial trabalhando com alto ganho. Como a região de operação da válvula determinada pelo BIAS varia de acordo com a corrente, o sinal AC amplificado passa a operar dentro de um "envelope" ajustável de tensão.

Bias fixo
O BIAS fixo provém de uma tensão negativa obtida de um secundário separado, ou à partir de um tap do próprio secundário de HT do trafo de alimentação.

O circuito de BIAS não demanda alta corrente, por este motivo costumamos encontrar apenas componentes de baixa potência para gerar uma tensão de referência, capacitores de apenas 10 uF e potenciômetros de 1/4 de Watt são comuns. Conforme o nome sugere, a tensão negativa é pre-fixada e não importa em que volume as válvulas de potência estejam trabalhando, o BIAS continuará tendo a mesma tensão. Assim não há compressão variável como na configuração de BIAS de cátodo. O timbre resultante é mais rígido, sem "envelope".

Determinando o ponto de operação das válvulas
A tensão de BIAS também controla em que região das curvas de transferência a valvula operará, determinando a classe de operação do amplificador.

Trabalhando quente ou frio
No jargão técnico costuma-se dizer que uma válvula está trabalhando "quente" quando há menor tensão negativa de BIAS, e "fria" quando há a situação contrária. Quando a tensão de BIAS está inapropriada para uma válvula a placa pode entrar em incandescência(no caso de BIAS muito baixa) ou a válvula pode cortar o sinal("cutoff") quando há excesso de BIAS.

A regulagem ideal
Cada válvula, e cada amplificador, tem uma regulagem que permite a esse equipamento operar dentro da especificação original, com a qualidade sonora que os criadores do projeto eletrônico idealizaram. Existe uma faixa de corrente que é considerada segura. A exata regulagem, dentro dessa faixa, fica a critério do músico e o timbre que deseja obter. Não existe 'uma tensão' correta de BIAS, e sim uma faixa de tensão, dentro da qual o músico é quem decide. A fórmula dos 70% costuma ser ideal para a maioria dos amplificadores. Calcula-se a corrente máxima para dissipar a potência para a qual o amplificador foi arquitetado, e regula-se a tensão de BIAS para trabalhar entre 60 e 70% dessa corrente.

Significado para outros componentes e circuitos
Genericamente falando, "BIAS" pode significar qualquer tensão DC que se utiliza para préajustar um componente antes de aplicar-lhe um sinal. Transistores e válvulas são dois exemplos de componentes que exigem uma tensão DC pré-determinada para funcionarem corretamente.

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