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Catalogo Joao Bosco

Catalogo Joao Bosco

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Publicado porEduardo Cunha
Catalogo do artista plástico João Bosco Millen, exposto na Galeria Clácio Penedo, em Barra Mansa / RJ.
Catalogo do artista plástico João Bosco Millen, exposto na Galeria Clácio Penedo, em Barra Mansa / RJ.

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Categories:Topics, Art & Design
Published by: Eduardo Cunha on Oct 27, 2010
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11/28/2014

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dedicatoria Vera

Dedico esta exposição à Vera Maria Mury

Silêncio

(por Luiz Felipe Groke)

a vista de ponto, a ponto de vista
Não tente me fazer crer que algum manual o ensinou Nem mesmo que essa exemplar competência Tenha surgido de estudos sobre análise Ah sim! Eu conheço outros analistas E não me arriscaria em compara-los a ti Não há o que comparar, comparar seria um erro Pois o estilo torna a obra única Que fique claro, não devo nada ao pincel Devo ao pintor, no caso, você Que sentiu dentro da minha tela em branco A tinta para que eu mesmo me pinte como arte E é com esse gosto que vejo e admiro O talento que me cativa Que com esse mesmo estilo Faz seu dever profissional como um artesão E assim surge uma obra-prima a cada interpretação Eu vi a análise, em núpcias com seu estilo, meu amigo E eu não saberia definir o produto dessas núpcias Só sei o que é por que sinto, e se sinto, e não sei definir Chamo de arte E se me perguntarem por ai se Em alguma época da minha vida, eu tenha feito análise Começaria a explicar assim: "Eu não sei se posso chamar de análise, mas eu conheci um cara, chamado João Bosco, ele era um artista, e sua arte fazia com que as pessoas passassem a se analisar" Para João Bosco, um artista, antes de tudo.

SUMÁRIO

MUNDO I - DELÍRIOS PLATÔNICOS JOANICE VIGORITO

MUNDO II - DELÍRIOS MEDIEVAIS (A PONTO DE VISTA, A VISTA DE PONTO) JANE CHIESSE

MUNDO III - DELÍRIOS CONTEMPORÂNEOS ISABEL CARNEIRO

FIM DO MUNDO - TELEFONEMA DE MURY JOÃO BOSCO

AGRADECIMENTOS

Apresentação

(resposta à Luiz Felipe Groke)

Há vinte anos formado em psicanálise convivendo com arte tive a intenção, ainda que inconsciente, de realizar o meu trabalho nos moldes descritos por Luiz Felipe Groke, porém nunca recebi um retorno tão impactante sobre a minha situação existencial e profissional. Voz é palavra, vigor, pulsão e isso tudo é arte, componentes artísticos amalgamados a outras coisas... Lou Salomé, psicanalista do círculo Freudiano de Viena, disse: “entendo cada paciente como um romance”. Precisa observação, eles são assim realmente. Desta forma, não tenho como me esconder da condição de artista. O agradecimento de Luiz Felipe descongela emoções em baús fechados desde 1991 até os dias de hoje. São representações mil, desenhos, palavras, colagens, pinturas, objetos recolhidos, fotografias, armazenados há muitos anos. Muito se perdeu, mas “o pulso ainda pulsa”. Posso dizer então para Luiz que foi ele quem me motivou a desnudar o possível artista que começa a se apresentar. É uma possibilidade de abrir as portas de uma casa há muito tempo fechada e apresentá-la para aqueles que se aproximarem. Acredito que todos os meus amigos e pacientes tenham tentado me dizer isto ou algo semelhante de diferentes formas, visto que permaneceram ao meu lado, ávidos por me contarem de suas vidas e atentos por me ouvirem através das linhas diárias de suas vidas, suas histórias constantemente compartilhadas, seus romances, acompanhando meu percurso com as suas palavras, documento etéreo como o vento, a neblina e as peculiaridades de cada pessoa. Dedico estas linhas escritas e graficamente representadas à minha amiga Vera Maria Mury pois, me lembrando bem, sempre se mostrou hipnotizada com a minha existência e esteve ao meu lado para as coisas mais simples e complexas da vida... É tudo. Queria muito que ela estivesse aqui... mas com relação aos meus sentimentos é isto o que tenho a dizer.

A outra questão diz respeito a minha arte: são cinco dezenas de coisas, resolvidas nestes trabalhos. Estes seguem uma linha hipotética de raciocínio filosófico que se distribui na minha fantasia em três núcleos e que os denomino de “Mundo das idéias e mundo das coisas” (Platônico), “Ponto de vista e a vista de ponto” (observação medieval) e “Interferências de Nietzsche nas anotações da Herba Life” (contemporâneo). A minha arte é predominantemente produto do erro, pois nos processos psíquicos reorganizo uma formatação errônea sofrida do pensamento “desorganizado”. Já dizia Freud: “o analista entra nas brechas do inconsciente”. Os artistas também entram nas fendas do mundo. Nesta série em especial, sucessivos erros resultaram na conclusão final. O cartaz do Nostalgia de Andrei Tarkovsky que foi impresso com finalidade única de anunciar o filme que seria exibido no cine-clube, foi confeccionado com a cena de outro filme, Stalker, e a tentativa exaustiva de consertar o erro resultou na ortografia, poesia caótica da sub-série “Nostalgia” construída a partir daí. Toda as imagens desta amostra seguiam no projeto um determinado curso de pensamento. Foram imagens encomendadas em papéis gráficos foscos de gramatura 150g. No entanto, quando o material me foi entregue, percebi um brilho não esperado nos cartazes. O resultado da veladura no papel fosco é de ofuscar mais ainda; já no papel com brilho a encáustica só retira a vitrificação. A intenção de brilhar produz uma sintonia menos radiante. O encontro dessas duas verdades – opacidade versos realidade confronta-me com a escolha de uma realidade imaginária. Nem tão fosca, mas velada de um grito de alegria. Optei por uma terceira possibilidade. Resolvi pintá-las novamente com tinta acrílica, ignorando a forma existente do papel e aquarelando as de branco, ignorando o fato do papel ser aleatoriamente colorido. Resultado de impressão é algo inusitado, que causa imensa estranheza. A atitude impressa ordena o retrabalho imediato, visto que a arte é um instrumento de apresentação de “verdades”. São questões imperativas que as imagens determinam. Na criação artística em um dado momento embrionário o criador é dono da obra. Quando elas amadurecem e criam corpo começam a mostrar forças e enfrentar esteticamente o mundo, impondo as suas próprias razões de permanência.

No corte de papel vi as imagens sendo tratadas de qualquer maneira. Algumas amassadas, outras até mesmo rasgadas. Entre a má vontade dos funcionários e o não-desejo da minha permanência na gráfica fui sendo odiado junto às minha odiáveis criaturas e sofrendo os maus tratos junto com as minhas crias. Permiti tamanha crueldade. Cheguei inclusive a pensar que elas mereciam o castigo. São verdades cristalinas. Tenho a impressão de que sempre precisamos de algo que dissimule a “navalha na carne”. Quero mostrar imagens menos impactantes, porém não posso impedi-las de gritar. Os estiletes pareciam cortar-lhes os umbigos e assim elas nasciam. Dia seguinte: tinta branca - tratei de esterilizá-las e contê-las na tentativa de que com isso elas gritassem menos pelo trauma do nascimento. Quase todas foram submetidas aos mesmos processos de resolução. Todos os papéis-imagens foram aquarelados, atendendo a uma súplica de que se aquietassem, portanto todos os trabalhos originaram se de um processo artesanal, foram manufaturados. Algumas imagens foram retiradas de desenhos meus que datam de 1991 e de aquarelas desenvolvidas em aulas com o professor e artista Ronaldo Auad, e eu tinha dúvidas sobre a validação do discurso delas, mas em conversa sobre artes com o professor Flavio Beno descobri que a pintura fica sempre ali, onde foi abandonada, esperando qualquer interjeição que seja, podendo ser retomada a qualquer momento. São desenhos executados ao longo da minha vida, resolvidos com grafite, óleos, aquarelas e fotografias que estavam abandonados há algum tempo. Em um segundo momento as imagens foram redimensionadas graficamente, abandonando unicamente as dimensões originais, resgatadas as imagens hiper-dimensionadas (coladas ou sobrepostas). Utilizei-me de um terceiro processo: trabalhei-as novamente, pintei-as na tentativa de escondêlas de suas reais intenções. Apresento as poesias imagéticas, com a esperança de que o espectador dialogue comigo nas minhas maiores necessidades. Confesso que as apresento com algumas restrições, visto que a partir delas uma estranha e nova sensação se inaugura em meu peito. Convidei críticos e artistas renomados para que pudessem me apresentar melhor, visto que toda auto-apresentação é imprecisa e tendenciosa. Agradeço às pessoas que dividiram e participaram comigo desta descoberta.

João Bosco de Camargo Millen

MUNDO I
(delírios platônicos)

Mundo das idéias e mundo das coisas

texto de JOANICE VIGORITO

MUNDO DAS IDÉIAS E MUNDO DAS COISAS

João, artista que constrói sua linguagem entre texturas obtidas com o uso da encáustica e interferências pictóricas de um mundo de memória e esquecimentos. Um mundo de idéias e coisas. Espaço em transformação, jogo de palavras, lógica fragmentada de múltiplos e heterogêneos discursos, invadido por vazios, hiatos, silêncios. Idéias e coisas, uma nova leitura. Tentar contar a história do fazer da arte de João é pensar em discursos múltiplos no espaço limitado do papel. É dialogar com a letra, grafia que se faz corpo de forma concreta, com linhas expressivas e imponentes, mas que em um jogo de esconde-e-revela se integra a massa pictórica do trabalho como se fosse parte de um mesmo todo, e o são. Nesse contexto dialógico está a palavra poesia que da grafia se apropria, organiza e desorganiza o discurso que a dado momento se faz inteiro e contínuo e, no outro, disperso e díspare. É poesia da alma registrada, documentada, impressa em papel. Platão é a “cópia imperfeita do mundo perfeito” que são as coisas terrenas da nossa humanidade, neste momento em que somos público tocado pela obra do artista, se ausenta, pois como não se sentir inteiro em corpo e alma nessa obra que não se exaure, não se encerra, não tem início, não tem fim, tem sombras e tem luz, é antagônica e provisória, mas é plena de verdade artística.

Joanice Vigorito

MUNDO I

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em papel 90x60 cm

MUNDO II

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em papel 90x60 cm

MUNDO III

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em papel 90x60 cm

MUNDO IV

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em papel 90x60 cm

MUNDO V

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em papel 90x60 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em eucatex 90x60 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em lona 90x60 cm

BRANCO

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em eucatex 90x60 cm

PORCARIA

Técnica mista Pintura acrílica sobre ampliação de pintura a óleo em eucatex 90x60 cm

NOSTALGIA I

Técnica Pintura acrílica sobre interferência em cartaz original 90x60 cm

NOSTALGIA II

Técnica Pintura acrílica sobre interferência em cartaz original 90x60 cm

NOSTALGIA III

Técnica Pintura acrílica sobre interferência em cartaz original 90x60 cm

PORCO

Técnica mista encaustica sobre ampliação de pintura a óleo e acrílica 90x60 cm

PURULENTO

Técnica mista encaustica sobre ampliação de pintura a óleo e acrílica 90x60 cm

NADA A DECLARAR

Técnica mista encaustica sobre ampliação de pintura a óleo e acrílica 90x60 cm

PONTO FINAL

Técnica mista encaustica sobre ampliação de pintura a óleo e acrílica 90x60 cm

MUNDO II
(delírios medievais)

Silencio Ponto de vista Vista de ponto

texto de JANE CHIESSE ZANDONADE

DOCE ASPEREZA

Foi com enorme satisfação que aceitei participar ativamente desta exposição como curadora, sabendo que João Bosco sempre foi um artista. Um bom artista. O seu compromisso com a Arte vem de longe, da infância, da adolescência, sempre a pensar e intuir suas observações sobre o mundo, as cores, as formas, as texturas das surpresas do cotidiano e de tudo que é especial para o olhar, a voz, a palavra e a música. A sensibilidade do João vem sendo não aprimorada, mas sim acumulada por sua experiência não só do seu olhar de artista, mas também da sua profunda compreensão do ser humano e sua certeza de que a Arte é um poderoso elemento fortalecedor da alma. Lembrei-me então de uma frase atribuída a John Hersey “A responsabilidade do escritor é evitar o desespero” - e penso que a frase ficaria melhor assim: “A responsabilidade do artista é evitar o desespero”, e coloco aqui o “desespero” como “desesperança” mesmo, que é esse sentimento avassalador que preenche a sociedade contemporânea. O desespero dos séculos XX e XXI vem da percepção da inutilidade da existência, principalmente porque nestes dois últimos séculos a individualidade foi substituída por um sentimento de que nada existe fora do pensamento coletivo, da ordem, da repetição. Assim, só a Arte em todas as suas formas vai contra essa massificação comportamental e enaltece as realizações individuais. Fazer e apreciar arte nos eleva a um nível que hoje nem a religião é capaz de preencher. A obra de João Bosco aqui exposta nos remete, então, à docilidade e à aspereza de nos saber pertencentes a este complexo mundo contemporâneo onde a criatividade pode, sim, existir de forma competente e plena de energia. E não se limita ao tempo, pois a inferência do Gótico aqui nos lembra que o útero pode também ser contundente. Em todas as épocas. A ordem de colocação da obra nesta exposição obedece à determinação do artista ao fazer com que o espectador penetre em sua visão de forma mais abrangente; não é preocupação cronológica, mas trata-se antes de levar a inteireza de sua concepção ao olhar do observador para que, penetrando nela desta forma, consiga melhor perceber as lembranças, o espelho, as linhas e volumes, formas doces e ásperas que aguçam nossa memória, nossa emoção e nosso entendimento. Jane Chiesse Zandonade

sem título

Fotografia de 1,20x60 cm

sem título

Fotografia de 1,20x60 cm

sem título

Fotografia de 1,20x60 cm

sem título

Fotografia de 1,20x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem Aquarela sobre fotografia e grafite 1,20x1,20 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem Aquarela sobre fotografia e grafite 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem Aquarela sobre fotografia e grafite 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem Aquarela sobre sobreposição de imagens 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem Aquarela sobre sobreposição de imagens 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem Aquarela sobre imagens sobrepostas 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem sobreposição de imagens em óleo diesel e aquarela 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem sobreposição de imagens em óleo diesel e aquarela 90x60 cm

sem título

Técnica mista Ampliação de colagem fotografia e grafite 90x60 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem sobreposição de imagens em óleo diesel e aquarela 90x60 cm

DARWIN I

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x60 cm

DARWIN II

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x60 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 80x70 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 80x70 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x90 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x90 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x90 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x60 cm

sem título

Técnica mista Pintura acrílica em ampliação de colagem aquarela e grafite 90x60 cm

MUNDO III
(delírios contemporâneos)

Interferências Nietzscheanas nas anotações de Herbalife

texto de ISABEL CARNEIRO

NIETZSCHE versus HERBALIFE

Em Nietzsche versus Wagner, o dramaturgo Gerald Thomaz encenava o duelo intelectual entre os dois grandes nomes da cultura alemã. Segundo o espetáculo, Nietzsche, que viria a ser reconhecido o maior filósofo da história da humanidade, morria de inveja de Wagner pela sua genialidade e sua fama conquistada em vida. Wagner foi um o maior compositor alemão vivo. Nietzsche, ao contrário de Wagner, nunca foi reconhecido em vida, não passou de um simples professor de uma cátedra de lingüística na Universidade de Berlim. Em Nietzsche versus Herbalife, o artista-psicanalista João Bosco une dois mundos absurdamente distantes que foram aproximados pelo mesmo plano da imagem. Imagem em que as letras desmascaram as idéias um do outro. São duas grafias, a do mundo Herbalife escrita em letras bem arredondadas em preto e vermelho e a do mundo Nietzsche, feita com uma caligrafia ruidosa em azul. Dissonantes, essas caligrafias trazem a idéia do niilismo, da marca Herbalife que é do mundo superficial dos cosméticos, da efemeridade, da banalidade junto com as idéias de Nietzsche, que combate até o final da vida seu próprio niilismo. Ao contrapor mundo Herbalife e Nietzsche, o artista João Bosco tenta apreender o que estes dois mundos dissonantes dialogam enquanto invenção de sistemas. E o que podemos fazer com estas duas marcas - Nietzsche e Herbalife: apagá-las, monumentalizá-las ou simplesmente ignorá-las? O que as imagens nos mostram é que, entre uma obsessão contemporânea da beleza, da estética e uma compulsão narcísica do conhecimento e do re-mastigamento das idéias nietzschianas, existe um mesmo pano de fundo, que é a superficialidade da vida cotidiana onde as coisas, palavras, sentimentos e ações existem de fato. Aqui nos vale a máxima “ser é ser percebido”, atribuindo uma energia semelhante tanto às palavras quanto às intenções de dizer algo que as imagens já nos fizeram esquecer, pois como o próprio Nietzsche diria em Além do bem e do mal : “o mais alto valor moral descende sempre do mais baixo”. Isabel Carneiro

PAULO

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

MIGUEL

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

ROSILDA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

LUIS

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

DÉBORA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

EDUARDO

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

MARIA HELENA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

MIRELLA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

VERA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

ALGUÉM

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

LETÍCIA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

CARLA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

ANA LUIZA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

SYLVIA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

NINGUÉM

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

EVELYN

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

MARILÉIA

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

JANE

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

ANDRÉ

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

JOANICE

Tinta acrílica sobre ampliação de desenhos com caneta pilot 90x60 cm

AGRADECIMENTO O problema dos agradecimentos é que nesta parte corre-se o risco de, por descuido, deixarmos de fora pessoas muito importantes, mas esforçar-me-ei por agradecer à todos que me lembrar. Agradeço à prefeitura Municipal de Barra Mansa, a Luiz Augusto Mury, superintendente da fundação de cultura, à Carla Giovana Rolim, curadora do Centro de Cultura Estação das Artes pela oportunidade e pelo afeto. Agradeço a Casa da Música através de meu mecenas Paulo Cesar de Oliveira (Paulinho), amigo de muitos caminhos há muitos anos, hoje incorporado a condição de irmão, e a Luiz Paulo do Estúdio 430 por tamanha gentileza e disponibilidade. A meus pais. Gosto muito de viver e devo isto a eles, especialmente a Sylvia, mãe adotiva amada e referência de amor na minha vida. Ao meu orientador Dr. Paulo Sérgio Jesus, responsável por uma mudança profunda no meu processo criativo. Foi ele quem denominou meus poemas de “poesias imagéticas”. Paulo sempre me dá a deixa de como fazer melhor as coisas importantes. A meu amigo filósofo, artista e professor Flavio Beno Siebeneichler - já conversamos muito sobre artes. Aos amigos Adilson Pereira, Ana Lúcia Albuquerque Amaral, Clarice Leal e Célia Maria Martins, que muito me incentivaram neste evento. A Eduardo Cunha, meu assistente sensibilíssimo a meu trabalho, cuja competência me faz pensar se são mesmo meus os trabalhos que assino sozinho. Agradeço também a toda a sua família, em especial à artesania desenvolvida por João Cunha, o patriarca da família. Ao Alan Carlos Silvério, um pintor que se tornou amigo e nunca deixou de ser pintor, autor de projetos mil. Muito obrigado. Aos amigos compositores da Bahia, os rappers Badiga e Verídico que musicaram brilhantemente os meus poemas e também a Luiz Felipe Groke, poeta, que brincando com as palavras libertou-me de algumas amarras pessoais. Agradeço às artistas plásticas Jane Chiesse pela curadoria magnífica cuja sensibilidade me retrata da forma mais precisa possível. À Isabel Carneiro e Joanice Vigorito, que transformaram os meus guardados em exposição. Para vocês o meu mais profundo agradecimento, pois só sei do que sou porque vocês me dizem. Ao grupo de estudos Nietzche que escreveu junto comigo estas palavras. Em especial à Evelyn Cunha, que teve as suas anotações da Herbalife recortadas. Desculpe-me, mas foi por uma boa causa. Elas deixaram de ser suas... A André Alves da Silva, que está sempre atento às minhas novas descobertas, apoiando-me em todas as empreitadas. Não poderia ter conhecido alguém mais especial. À Lurdes Borges, Diego Nóbrega, Rosilda de Souza, Débora S. Castro, Ronaldo, Mirella Dias, Maria Helena Dias e todos aqueles que estudaram e que continuam estudando filosofia comigo. À turma de mestrado da UGF, obrigado pela constante troca de conhecimentos, e a todas as pessoas que estiveram ao meu lado durante a minha vida. Muito obrigado.

REALIZAÇÃO
Prefeitura Municipal de

Barra
Mansa

CUIDANDO DA CIDADE. CUIDANDO DE VOCÊ

PATROCÍNIO

APOIO

produções musicais

POESIA IMAGÉTICA por João Bosco Millen Abertura: Dia 09/07/2010 às 20h Duração: 09/07/2010 até 14/08/2010 1ª Mesa redonda dia 24/07/2010, às 10h Tema: Doce Aspereza com Jane Chiesse Isabel Carneiro, Joanice Vigorito e convidados 2ª Mesa redonda dia 14/08/2010 às 10h Tema: Mundo com os professores Luiz Augusto Mury, Jane Chiesse, Paulo Sérgio Jesus e convidados Local: Espaço das Artes (Antiga Estação) Rua Orozimbo Ribeiro, s/nº - Centro - Barra Mansa - RJ

CRÉDITOS Curadoria, produção e revisão: Jane Chiesse (casadosol@gmail.com) Letra, voz e música: Badiga e Verídico - rappers Bahia Badiga: amadeussilva_115@hotmail.com (71 8163-4687) Verídico: edilton@hotmail.com Produção musical: Israel Baraum (71 8728-8578) Luiz Paulo - Estúdio 430 ippp2@hotmail.com (24 3322-5343 / 9969-9285) Produção gráfica: Eduardo Cunha eduardoacunha@hotmail.com (24 3323-1035) Montagem, molduras e artefatos João Cunha (24 3323-1035)

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