Você está na página 1de 2

Renato Barros

Villas Madalena BB 2º V
Caminho Santo António 237
9000 – 020
Funchal

Exmº Senhor
Director Regional
Finanças da R.A.M.

Assunto: Reclamação de Acto Administrativo

Vosso ofício: 2564 data 2007-04-20

Renato Barros reclamante nos custos de processo acima identificados, casado


residente Villas Madalena BB 2º V Caminho Santo António 237 9000 – 020 Funchal
contribuinte número 136682596 tendo sido notificado em 20-04-2007 do acto
administrativo praticado por V.ª Ex. em data oportuna, determinando a rejeição a
pagamento do prédio urbano inscrito na matriz (em 1937) urbana da freguesia de São
Pedro sob o artigo n.º 1479 não concordando com o acto praticado que é lesivo dos
seus interesses, legalmente protegidos e porque está em tempo vem dele reclamar com
fundamento em ilegalidade e inconstitucionalidade, o que faz nos termos do artigo n.º
158, n.º 2 do Código do Processo Administrativo alegando em síntese:

O reclamante pode e deve reclamar na medida em que a lei não exclui essa
possibilidade, nos termos do artigo n.º 166 do Código do Processo Administrativo.
II
O reclamante é proprietário e tem posse efectiva duradoura e publica do próprio
prédio acima identificado por compra em Outubro de 2000 e registada pelo Estado
português, que ora se junta (doc.n1)
III
A partir de 1903 por venda de bens nacionais o Rei de Portugal vendeu esse
prédio conforme o citado documento n.º 2, que ora, se junta, para todos os efeitos legais
(doc.n2)
IV
Assim não é de aplicar para este prédio o artigo n.º 1 do Código do Processo
Administrativo e os artigos 1, 2, 3 ,4 e 5 da Constituição da Republica Portuguesa, por
esse território não estar sujeito ás leis administrativas e á Constituição Portuguesa.
V
Na verdade essa parcela de terreno que faz fronteira Norte, Sul e Poente com o
mar e a Nascente com Estrada do Molhe da Pontinha
VI
Constitui um território independente que se rege por lei constitucional e
ordinária, tem população, bandeira própria, governo próprio, moeda própria a sua
história, e reconhecimento internacional, incluindo obviamente o Estado Português.
VII
Daí que o acto administrativo deve ser revogado.
Nestes termos face às razões expostas requer a V.ª Ex. que ponderados os
argumentos apresentados pelo reclamante se digne revogar o acto administrativo
praticado em 20-04-2007 anulando-o definitivamente, de forma a não se aplicar a lei
portuguesa.

Junto cópia do documento de venda n.º 1

Com os melhores cumprimentos

Funchal, 24 Maio de 2007