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Matemática - CEESVO - apostila2

Matemática - CEESVO - apostila2

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Centro Estadual de Educação Supletiva de Votorantim

APRESENTAÇÃO Nesta apostila, elaborada pelos orientadores de Matemática, você encontrará o conteúdo da programação da 2ª série do Ensino Médio. Não se aprende Matemática lendo, é preciso usar lápis e papel para resolver os exercícios. As dúvidas que surgirem, deverão ser esclarecidas com o Orientador de Aprendizagem na Sala de Matemática. Os exercícios que farão parte desta Apostila são de sua responsabilidade. Se necessário, tire suas dúvidas com o Professor. Com certeza, as dificuldades surgirão e para tentar resolvê-las procuramos elaborar esta apostila de maneira mais simples e objetiva com uma metodologia autoinstrucional, atendendo as necessidades de que o aluno é levado a construir seu conhecimento gradativamente. No final do curso você verá que adquiriu uma série de conhecimentos que lhe serão ferramentas para compreender melhor o mundo que o cerca, tornando-o um cidadão mais seguro e respeitado.

Não escreva na apostila, use seu caderno.
META DOS ORIENTADORES DE APRENDIZAGEM “Formar indivíduos competitivos, com responsabilidade social, adequando seus valores e conhecimentos, a fim de se tornarem agentes transformadores dentro de uma visão de mundo, acreditando no valor daquilo que vêem e pensam”. OBJETIVOS ( Módulos 6 e 7 ) Nesta U.E. você será capaz de: - Construir um gráfico no plano cartesiano, analisar e interpretar as coordenadas e suas divisões; - Localizar os pontos ( pares ordenados ) no plano cartesiano; - Fazer análise de gráficos e tabelas; - Transpor o conceito de função na resolução de situações-problemas do cotidiano; - Fazer uso do plano cartesiano, localizar dois ou mais pontos e traçar a reta que representa a função do 1º grau e da parábola na função do 2º grau; - Determinar o ponto de máximo ou de mínimo de uma parábola e suas aplicações em problemas.

2

MÓDULO 6
COORDENADAS CARTESIANAS NO PLANO
Você percebeu que cada vez mais os gráficos e tabelas são usados nos meios de comunicação (jornais, revistas, etc.) e ocupam lugar de destaque nas ciências exatas. Além disso, tem aplicações importantes na medicina, engenharia, economia, etc. O gráfico mais usado no estudo das ciências é o gráfico cartesiano formada por duas retas numeradas (ou eixos), que se cruzam num ponto zero (a origem) . Considerando: 1º Os eixos perpendiculares entre si ( formando ângulos de 90º ). 2º A mesma unidade de medida nos eixos. eixo Y
4 3 2 1 -6 -5 -4 -3 – 2 -1

X

Y Observe que os dois eixos estão divididos em partes iguais.

.
-1 -2 -3 -4 1 2 3

P ( 3 , 2)
4 5 6

eixo X

O eixo horizontal é chamado eixo X (abscissas). O eixo vertical é chamado eixo Y (ordenadas). Para localizar um ponto P (na figura), traçam-se por esse ponto paralelas aos eixos x e y, respectivamente. Portanto, ao ponto P da figura corresponde um par ordenado de números reais (3,2), sendo 3 no eixo x e 2 no eixo y, obedecendo rigorosamente essa ordem. Dessa maneira fica determinado o ponto P, como a intersecção ou junção das retas paralelas aos eixos x e y. Veja mais alguns exemplos:

3

Localize os pontos no plano cartesiano lembrando que o 1º número é a abscissa (X) e o 2º é a coordenada (Y). A (-1,3) B (2,-1) C (-2,-2) D (1, 4) eixo Y
4

A

D

•3
2 1

eixo X
1 2 3 4 5 6

-6

–5

–4 –3 –2 -1 0
-1 C

-2 -3 -4 -5

• B

O 1º nº do par ordenado pertence a abscissa (eixo x) e o 2º nº pertence a ordenada (eixo y). Os dois eixos formam as coordenadas cartesianas. Os eixos cartesianos dividem o plano em 4 regiões chamadas quadrantes, que são numeradas no sentido anti-horário (contrário ao movimento do relógio) + II III IV I

+ EXERCÍCIO:

1) Faça em seu caderno o plano cartesiano e localize os seguintes pontos, lembrando que 0 1º nº é do eixo X e o 2º do eixo Y P (3 , 4) Q (-1 , -3) R (-2 , 5)
4

COMO CONSTRUIR O GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO DO 1º GRAU.
A função do 1º grau é escrita na forma y = ax + b, onde a é o coeficiente numérico (nº). Exemplo 1 Vamos construir o gráfico para a seguinte função do 1º grau: y = x + 1, seguindo os passos abaixo: 1º passo: Você vai escolher, no mínimo, dois números quaisquer para colocar no lugar da letra x, e construir uma tabela igual a esta:
Nºs que você escolhe para X

X 1 2

X+1 1+1 2+1

Y 2 3

( 1, 2 ) ( 2, 3 )

Observe que no lugar da letra X coloca-se o número que foi escolhido. 2º passo: Agora você vai construir o plano cartesiano traçando uma reta vertical (eixo Y) e outra horizontal (eixo X) que se interceptam (cruzam) no ponto zero (origem). 3º passo: A partir do “zero” dividir as retas em partes iguais correspondendo os pontos com os números. 4º passo: Localizar no plano cartesiano os pares ordenados (x, y) obtidos na tabela. 5º passo: Traçar uma reta unindo os pontos obtidos. Agora, observe o gráfico, onde estão localizados os pontos e a reta que passa por esses pontos.

• (2 , 3) • (1 , 2)

1

5

Exemplo 2: Como será o gráfico dos pontos (x,y), tais que y seja o nº que mede a área de um terreno quadrado de lado x, ou seja, y = x²? X X² y -2 (-2) ² 4 Lembre-se ( -2)2 = -2 . -2 = +4 -1 (-1) ² 1 0 0² 0 Você sabe que deve 1 1² 1 substituir os valores 2 2² 4 atribuídos para X na
função Y = X²

• •

O gráfico da relação y = x² é uma curva chamada parábola e é importante na geometria e na física. Você já deve ter ouvido falar em antena parabólica: sua forma arredondada é derivada da parábola. Agora é com você: EXERCÍCIOS: 2) Faça a tabela, marque os pontos e trace a reta no plano cartesiano. a) y = x – 2 b) y = 3 . x
6

SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS
Você viu que atribuindo (dando) valores para uma variável (X) na equação você pode representá-la através de uma reta no plano cartesiano. O mesmo acontece quando você tem um sistema de equações (duas equações e duas variáveis). Esse sistema pode ser resolvido calculando o valor das duas variáveis usando o método algébrico (ver exemplo abaixo), como também através do gráfico no plano cartesiano. Observe atentamente o exemplo: Exemplo 1: A soma de dois números é 15 e a diferença entre eles é 3. Quais são esse números? X = um número Y = outro número Traduzindo para a linguagem matemática você tem: X + Y = 15 (a soma de dois números) X – Y = 3 (a diferença de dois números) 1º Passo: “Juntando” os termos semelhantes:
Adicionam-se as duas equações X + Y = 15 (1ª equação) reduzindo os termos semelhantes. X – Y = 3 (2ª equação) 2X = 18 Da equação resultante, você determina o valor de uma incógnita (neste caso o X ).

2X = 18 X = 18 2

X=9

2º Passo: substituir o valor da letra encontrado na 1ª ou 2ª equação. X + Y = 15 (1ª equação) 9 + Y = 15 Y = 15 – 9 Y=6 Logo, os números procurados são 9 e 6 e o conjunto verdade é representado por : V = {(9 , 6)} X, Y

7

A INTERSECÇÃO DE RETAS E A SOLUÇÃO DE SISTEMAS
Você acha possível que um mesmo problema possa ser resolvido tanto algebricamente como geometricamente? Você aprendeu a solução algébrica do sistema de equações do 1º grau fazendo os cálculos com números e variáveis. Como será a solução geométrica do mesmo sistema? Usando o plano cartesiano, ou seja, o gráfico. X + Y = 15 X–Y= 3 1ª equação 2ª equação

Para encontrar a solução geométrica você deve escolher dois números quaisquer para x, substituir na 1ª equação e descobrir que número deve ser a letra y para que a operação fique correta. Por exemplo, se escolher os números 6 e 7 para x na primeira equação: X + Y = 15 6 + Y = 15, se x vale 6 então y deve ser 9, pois 6 + 9 = 15 7 + y = 15, se x vale 7 então y deve ser 8 , pois 7 + 8 = 15 Então para a primeira equação você tem os pontos ( 6,9) e ( 7,8). Agora escolha mais dois números quaisquer para x na segunda equação. Por exemplo, os números 3 e 4, vejam: X–Y=3 3 - y = 3 Se x vale 3 então y vale 0, pois 3 – 0 = 3 4 – y = 3 Se x vale 4 então y vale 1, pois 4 – 1 = 3 Então você tem os pontos (3,0) e ( 4, 1) para a segunda equação. Marque os pontos encontrados na 1ª equação no plano cartesiano e trace a respectiva reta .Em seguida marque no mesmo plano cartesiano os pontos encontrados na 2ª equação e trace a respectiva reta. As duas retas se cruzam num ponto que é o resultado do sistema. Os valores X = 9 e Y = 6 são os únicos que tornam as duas equações verdadeiras: X + Y = 15 9 + 6 = 15 X–Y=3 9–6=3

8

y
9 8 7 6 5 4 3 2 1 -6 -5 -4 -3 -2 -1

. . .

(X, Y)

.

P (9 , 6 )

-1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 -2 -3 -4

x

EXERCÍCIOS: 3) Resolva geometricamente o sistema abaixo: X -y=3 X+y=7 A utilização do método cartesiano muito contribuiu para o progresso das ciências. As representações cartesianas de fenômenos como a variação da temperatura de um doente, a oscilação dos valores das ações na Bolsa, nos permite avaliar, por uma análise simples de eixos coordenados, trajetória de uma transformação e prever seu desenvolvimento com certa precisão. Mostram, entre outros exemplos a importância do método de Descartes (matemático) para o desenvolvimento dos conhecimentos humanos.

ANÁLISE DE GRÁFICOS Para você interpretar um gráfico é necessário observar alguns elementos que fazem parte dele tais como: Título: identifica o assunto que está sendo apresentado. Legenda: identifica quais os elementos que foram pesquisados. Títulos dos eixos: vertical e horizontal e suas divisões.
Observe o gráfico abaixo e responda em seu caderno:

9

EXERCÍCIO: 4) Responda as perguntas abaixo em seu caderno:

Altura de Alunos da 5ª Série
14 12 Nº de Alunos 10 8 6 4 2 0 A) 135 à B) 141 à C) 146 140 145 à 150 D) 151 E) 156 à F) 161 à G) 166 à 155 160 165 à 170

Intervalos de Alunos

a) Qual o assunto tratado no gráfico? b) Quais os elementos que foram pesquisados? c) Qual é o título do eixo vertical? d) E o eixo horizontal? e) Como está sendo graduado (dividido) o eixo vertical? f) Quantos alunos têm entre 156 a 160 cm de altura?

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TIPOS DE GRÁFICOS (MAIS UTILIZADOS)
1 – BARRAS
MORTES POR DOENÇAS PULMONARES
100 Milhões de Pessoas 120 100 80 60 40 20 0 não fumantes 5 cigarros/dia 15 cigarros/dia 25 cigarros/dia Cigarros por dia

EXERCÍCIO: 5- Observando o gráfico, responda: a) Quantas pessoas fumam 15 cigarros/dia? b) Qual o nº de pessoas que fumam 25 cigarros/dia e morrem por doenças pulmonares e as que são não fumantes? De quanto é essa diferença? 2 - LINHA PADRÕES DO CRESCIMENTO DO SER HUMANO h (altura/cm)
180 160 140 120 100 80 60 40 20 1 5 10 12 15 16 20 t (anos)

EXERCÍCIO: 6- Responda: Quanto essa pessoa cresceu de 1 a 5 anos?

11

GRÁFICO DE SETORES CIRCULARES – a unidade de medida mais usada é a porcentagem
PREFERÊNCIAS MUSICAIS

17%

25%

30%

28%
PREFERÊNCIAS MUSICAIS MPB30% PREFERÊNCIAS MUSICAIS ROCK INTERNACIONAL17% PREFERÊNCIAS MUSICAIS SERTENEJOS25% PREFERÊNCIAS MUSICAIS ROCK NACIONAL28%

Como você calcula a quantidade de pessoas que preferem MPB sabendo que foram entrevistadas um total de 240 pessoas? Fácil! Você sabe que o círculo inteiro mede 360º e que esse valor corresponde ao total de pessoas entrevistadas ( 240 ). O setor que corresponde a preferência à MPB é de 30º , então: usando a regra de três, você tem: 100% 30% = = 240 X ( multiplicando e dividindo) = 7200 = 72 pessoas 100 EXERCÍCIO: 7) De acordo com o exemplo acima, calcule a quantidade de pessoas que preferem a música sertaneja.

X = 30 . 240 100

12

GABARITO - MÓDULO 6

1)

2) a ) y = x - 2
X Y 2 1 0 0 -1 -2

b) y= 3X
X

0 1 2

0 3 6

Y

13

3) x - y = 3 x+y=7

4)

a ) altura dos alunos da 5ª série b ) alunos, alturas c ) nº de alunos d ) intervalo de alturas e ) de 2 em 2

5 ) 60 milhões de pessoas pois o eixo vertical é “milhões de pessoas” 6 ) 20 cm 7 ) x = 60

14

MÓDULO 7
NOÇÃO DE FUNÇÃO:
Você já aprendeu que uma equação do 1º grau ( y = ax + b ) pode ser representada no plano cartesiano através de uma reta e, que a equação do 2º grau ( y = ax² + bx + c ) por uma parábola. Essas equações são exemplos de funções. Para você entender o conceito (idéia) de função é só pensar em duas grandezas cujos valores variam, sendo que a variação de uma depende da variação da outra. Coloque-se no lugar de um fornecedor que pretende estudar a variação de preço de acordo com a quantidade de açúcar vendido. Ele deseja saber quanto deverá receber pela quantidade de açúcar vendido. Exemplo - 1 Considere a tabela abaixo: N.ºde quilos de açúcar 1 2 3 4 5 ...
Preço a receber

R$ 0,80 R$ 1,60 R$ 2,40 R$ 3,20 R$ 4,00 ...

Esta tabela também pode ser representada através de um diagrama onde a seta representa a correspondência entre os valores Diagrama ou esquema 1 2 4 3 5
A

0,80 1,60 3,20 2,40 4,00
B

Observe que há uma correspondência entre o n.º de quilos de açúcar e o valor a receber. O valor a receber é função (depende) do n.º de quilos vendidos. Isto significa que uma função tem duas grandezas onde uma depende da outra.

15

Definição de função: No exemplo acima observe que há uma relação ou correspondência entre 2 conjuntos os quais foram chamados de A e B. A representou a quantidade de quilos e B o valor a receber: Portanto: uma função de A em B é toda relação entre A e B, onde a cada elemento de A corresponde um único elemento de B. Matematicamente é representada assim: F: A B ( lê-se: f de A em B )

No exemplo dado um quilo de açúcar custa R$ 0,80. Chamando a quantidade de açúcar de X e o valor a receber de Y, você tem a função que representa o valor a receber. Para calcular basta substituir os valores de X na equação dada e resolver as operações indicadas. Y = 0,80 . X X - Quantidade de quilo 1 2 3 4 5 ...
Y - Valor a pagar

0,80 . 1 = 0,80 0,80 . 2 = 1,60 0,80 . 3 = 2,40 0,80 . 4 = 3,20 0,80 . 5 = 4,00 ...

Domínio e Imagem
No exemplo anterior o conjunto A (quantidade de quilos) é chamado Domínio da função. O conjunto B ( valor a pagar ) é chamado Imagem da função e é obtido substituindo os valores de X na equação. Exemplo 2 Um vendedor recebe uma comissão de 5 reais a cada tênis vendido. Pergunta-se: Qual a função que representa seu lucro? Construa uma tabela que representa a função Construa um diagrama que representa essa situação Determine o conjunto domínio e o conjunto imagem

a) b) c) d)

16

Resolvendo: a) Y = 5 . X onde 5 é o valor a receber de cada tênis e X a quantidade de tênis vendido. Observe que Y é o resultado da quantidade vendida ( X ) multiplicado por 5 reais, que é a comissão. Portanto Y “depende” de X b) Tabela Y=5.X

Substituindo valores de X na função dada e efetuando as operações (contas), você vai achar os valores de Y. Dessa forma você obtém os pares ordenados (X , Y). Domínio Função Imagem pares ordenados X Y=5 . X Y (X , Y ) 1 Y=5 . (1) = 5 5 (1 , 5 ) 2 Y=5 . (2) = 10 10 (2 . 10 ) 3 Y=5 . (3) = 15 15 (3 . 15 ) .... ATENÇÃO! Neste exemplo não foi usado nº negativo no domínio porque não existe venda negativa com comissão. C) Diagrama Tênis 1 2 . 4 . 10 lucro 5 10 . 20 . 50

D) Domínio (D) = 1, 2 . . 4, . . . 10... Imagem (I) = 5, 10 . . . 20 . . . 50... Exemplo - 3 Dada a função Y = 2X - 1 determine: 1-) O domínio e a imagem observando a tabela seguinte. 2-) Os pares ordenados ( X , Y ) obtidos.
17

Domínio X 1 -1 2 -2

Imagem Função Y = 2x - 1 Y Y = 2.(1) - 1 = 1 1 Y = 2. (-1) - 1 = -3 -3 Y = 2.(2) -1 = 3 3 Y = 2.(-2) - 1 = -5 -5

Pares ordenados (X,Y) (1,1) (-1 , -3 ) (2 , 3 ) ( -2 , -5 )

EXERCÍCIOS: 1 ) Um vendedor tem um salário fixo de R$ 200,00 acrescido de uma comissão de R$ 5,00 em cada peça por ele vendida. A função que representa seu salário total é Y = 5X + 200 onde X representa a quantidade de peças vendidas. a) Complete a tabela abaixo, X 5 . X + 200 0 10 50 Y

b) Determine o conjunto domínio e o conjunto imagem da função, c) Faça a representação do conjunto domínio e do conjunto imagem no diagrama.

INTERVALO
Quando se fala em intervalo a primeira coisa que você lembra é aquele momento livre que há entre as aulas, numa escola regular, "o recreio". Saiba que o conceito de intervalo caminha por aí. Veja bem, o recreio, ou melhor, o intervalo fica entre as aulas de um período. Em matemática o intervalo numérico é usado quando você quer dar como resposta a uma questão, um conjunto de números que ficam entre 2 números dados. Usa-se os sinais > ( maior) e < (menor) para limitar o intervalo. Exemplo 1: Se Paulo tem no bolso mais que 10 reais e menos de 50 reais como você escreveria a resposta se eu perguntasse – Quantos reais ele pode ter no bolso? Supondo que Paulo tenha X reais, você pode escrever isso na forma de intervalo matemático.
18

Fica assim: 10 < X < 50

leitura

X é maior do que 10 X é menor do que 50

O valor X está no intervalo 10 a 50

Exemplo 2: No deserto a temperatura varia muito. Durante o dia chega até a 40º C e a noite ela cai para 3º C. Matematicamente você escreve isto em forma de intervalo 3º C < X < 40º C . Perceba que a notação de intervalo simplifica a escrita e é bastante usada na Física, Economia, Biologia, Química etc.. Agora que você sabe o que significa intervalo, pode defini-lo assim: Dados 2 números reais a e b, sendo a < b, chamamos de intervalo todos os números reais maiores que a e menores que b. {X E R / a < X < b} Lê-se X pertence ao conjunto dos n.ºs reais, tal que X é maior que a e menor que b. O intervalo é o espaço entre a e b.

REPRESENTAÇÃO DO INTERVALO NO GRÁFICO
Exemplo 1 Veja a variação de certo artigo produzido no Brasil, representada no gráfico abaixo: Y 50000 40000 30000 20000 10000
X

1960

1970

1980

1990

2000

ano

19

Analisando o gráfico: sendo X o volume de produção no período você percebe que: 1-) A produção cresceu no intervalo de 1960 a 1970 1960 < X < 1970 2-) A produção decresceu de 1970 a 1980. A produção voltou a crescer em 1980. 3-) A produção ficou constante (estacionou) entre 1990 e 2000. EXERCÍCIOS:
2 ) O gráfico abaixo mostra o espaço (S) percorrido por um automóvel numa

viagem em função do tempo(t): a) Entre quais instantes o carro esteve parado? b) Qual o espaço percorrido entre 60 e 120 minutos?
Km

80 60 40 20
30 60 120 t ( min )

FUNÇÃO DO 1º GRAU Quando a função é dada através de uma equação do 1º grau é denominada função linear e é representada no gráfico através de uma reta. Voltando na tabela do exemplo da página 3 da função Y = 5 . X onde X é a quantidade de tênis vendido vezes comissão, você obteve na tabela os pares ordenados (1 , 5) ; ( 2 ,10) ; (3 , 15) que podem ser colocados no plano cartesiano e assim construir a reta que representa a função. Veja: Y
(3,15)

X 20

Todo gráfico que resulta em uma reta é uma função do 1º grau representada pela equação escrita na forma: Y = aX + b onde: Y X a b é é é é a o o a imagem domínio coeficiente de X constante (número)

Analisando a função do 1º grau ou função linear você pode observar que: 1- Se a = 0 então Y = b pois a.x = 0. É uma função constante. Veja como fica o gráfico:

Função Constante
Em Y = ax + b fazendo a = 0

Obtemos Y = 0 . X + b ou Y = 0 + b ou Y=b

Note que Y = b não é uma função do 1º grau, pois a expressão 0 . x + b não é uma expressão do 1º grau. O gráfico da função constante é uma reta paralela ao eixo X. Y b Y=b

X

Função crescente e decrescente
Quando a ≠ 0 a função Y = ax + b pode ser crescente ou decrescente.

21

Crescente: se a > 0 ( nº positivo)
Y

a>0

X

Decrescente se a < 0 ( nº negativo)
Y

a< 0

X

Você já aprendeu a construir o gráfico da função do 1º grau (equação da reta) no módulo 3. Agora vai aprofundar seus conhecimentos. Você viu que para construir uma reta bastam dois pontos ( X , Y ) ou dois pares ordenados que você obtém a partir da equação. Exemplo: y = 2X - 3

Atribuindo dois ou mais valores quaisquer a X você constrói a tabela, substitui o valor de X na equação e determina os valores correspondentes de Y. Assim você obtém os dois pontos ( X,Y) necessários para traçar a reta. X 2.X–3 -1 2 . (-1) - 3 2 2. 2–3 Y -5 1
Y

ponto ( -1 , - 5 ) ponto ( 2 , 1 )

( 2,1) X

(-1, -5 ) 22

COEFICIENTE ANGULAR E LINEAR

Na função y = aX + b, a é o coeficiente angular e b é o coeficiente linear. - Coeficiente angular é o valor que a função aumenta ou diminui quando se aumenta ou diminui a variável X em uma unidade. - Coeficiente linear é o lugar em que uma reta corta o eixo do Y (ordenada). Veja um exemplo prático do significado do coeficiente linear e do coeficiente angular. Na conta telefônica de uma residência, o valor total a ser pago é calculado da seguinte maneira: - assinatura mensal, dá direito a um certo nº de ligações e custa R$ 23,00. Passando desse número, o valor das ligações (pulsos) excedentes é calculado multiplicando-se o nº de pulsos extras pelo valor de cada pulso que é de R$ 0,10. - em seguida, esse valor é acrescentado ao valor da assinatura mensal. Chamando de X o nº de de pulsos excedentes e de Y o valor da conta telefônica você tem a função: Y = 23,00 + 0,10 . X

Y

Valor da conta
23,00

0,10

X

Nº de pulsos excedentes

Na função Y = 0,10 X + 23,00, observe que 23,00 é o coeficiente linear e que 0,10 é o coeficiente angular. Veja no gráfico que este último (o coeficiente angular) é o valor que a função aumenta quando x cresce uma unidade. Ele é a altura do degrau da escada que o gráfico mostra.

23

RAIZ DA FUNÇÃO
A raiz da função Y = aX + b é o valor de X que torna Y igual a zero. Por isso, esse valor de X também é chamado de zero da função. Para você calcular a raiz da função basta igualar a equação a zero . Veja o exemplo:
Y

Y = 2X – 3 2X – 3 = 0 2X = 3 X=3 2
-3

X 3 2 raiz

O valor 3 é a raiz da função.( ponto 2 onde a reta corta o eixo do X)

EXERCÍCIOS: 3 ) Considere a função y = 3X – 6 a) Qual é o coeficiente angular? b) Qual é o coeficiente linear? c) Qual é a raiz da função? d) O ponto (2 , 0) pertence a essa função? Você sabe quando um ponto pertence à função?
Um ponto pertence a função se, substituindo o valor de X e Y na equação, a igualdade torna-se verdadeira.

EXEMPLO: No ponto (12 , 30 ), X = 12 e Y = 30 então substituindo esses valores na função Y = 3.X – 6 30 = 3 . 12 - 6 30 = 36 – 6 30 = 30 (verdadeira ) Agora você vai aprender a função do 2º grau ( quadrática).

24

FUNÇÃO DO 2º GRAU OU FUNÇÃO QUADRÁTICA
A função do 2º grau é representada pela fórmula y = ax² + bx + c, onde a,b,c, são os coeficientes numéricos , com a diferente de zero. São exemplos de função do 2º grau: Y = 2x² -3x +4 ( equação do 2º grau completa) com a= 2, b=-3, c= 4 Y = 8x² + 9 ( equação do 2º grau incompleta ) com a= 8, b =0, c= 9 Y = 6x² - 2x ( equação do 2º grau incompleta) com a =6, b= -2, c= 0 A função do 2º grau ou função quadrática é representada no plano cartesiano através de uma parábola.

A parábola é construída determinando valores para X (domínio) e calculando os respectivos valores de Y (imagem). 1º EXEMPLO: Y = X² - 2 substituindo X pelo seu respectivo valor X 0 1 2 -1 -2 X² - 2 Y 0² - 2 -2 1² - 2 -1 2² - 2 2 (-1)²- 2 -1 (-2)² - 2 2 (0 , -2) (1 , -1) ( 2 , 2) (-1 ,-1) ( -2 , 2)

A união dos pontos encontrados determina uma linha curva chamada parábola.

25

2º EXEMPLO y = -2x² + 6 X 0 1 2 -1 -2 -2X² + 6 (-2) . 0² + 6 (-2) . 1² + 6 (-2) . 2² + 6 (-2). (-1)² +6 (-2). (-2)² +6 Y 6 4 -2 4 -2

3º EXEMPLO Y = X² - 6X + 5 X 0 1 2 3 X² - 6X + 5 0² - 6. 0 1² - 6. 1 2² - 6. 2 3² - 6. 3 +5 +5 +5 +5 Y 5 0 -3 -4

Observe os gráficos dos exemplos 1, 2 e 3 e analise as conclusões.

26

1-Se o coeficiente a > 0 ( nº positivo), a parábola tem a concavidade voltada para cima.

Y = X² - 2 a>0

2- Se o coeficiente a < 0 ( nº negativo) a parábola tem a concavidade voltada para baixo
Y = -2X² + 6 a<0

Exercícios: 4 ) Faça a tabela e construa a parábola das funções: a)
Y = x² -4x + 3 X X² - 4X + 3 Y

b)

Y = – x² + 1 X - X² + 1 Y -2 - (-2)² + 1 -1 0 1 2

0 02 – 4. 0 +3 1 2 3 4

27

RAÍZES DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU
As raízes de uma função são os pontos onde a parábola corta o eixo do X. Para determinar as raízes de uma equação do 2º grau aplicamos a fórmula de BÁSKARA e assim determinamos os pontos de X.. BÁSKARA - foi um importante matemático hindu do séc. XII que se dedicou ao estudo das equações matemáticas. Por isso a fórmula que usaremos é conhecida como fórmula de Báskara aplicada nas equações do 2º grau (ax2 + bx + c = 0) sendo a ≠ 0 e a, b e c números reais. Eis a fórmula:

X=
onde

−b± ∆ 2.a

a é o coeficiente de X² b é o coeficiente de X c é um nº ( não tem X)

= b2 - 4.a.c

O símbolo

é chamado Delta (uma letra grega).

A equação do 2º grau pode ter
>0 A equação tem duas raízes reais diferentes =0 A equação tem uma única raiz real <0 A equação não tem raiz real

Veja alguns exemplos e resolução com a aplicação da fórmula: Exemplo 1: Y = X2 - 6X + 5 = 0 a = 1 coeficiente de x² (nº que “ acompanha “o x²) b = - 6 coeficiente de x (nº que “acompanha” o x c = 5 coeficiente numérico (não vem “acompanhado” do x)

28

Você pode calcular = b2 - 4.a . c = (-6)2 - 4.1.5 = 36 – 20 = 16 Substituindo o valor de x=
−b± ∆ 2.a − (−6) ± 16 x= 2. 1

substituindo as letras pelos seus valores: Todo nº negativo elevado ao expoente 2 resulta sinal + pois –6 . –6 = +36

na fórmula de Báskara você tem: x’ =
6+4 10 = = 5 2 2 6−4 2 x’’ = = =1 2 2

x=

6±4 2

S = 1,5

Substituindo os valores de X na equação, você observa que a sentença é verdadeira tornando assim o Y = 0 X2 - 6 X + 5 = 0 52 - 6 . 5 + 5 = 0 25 - 30 + 5 = 0 0=0 X2 - 6X + 5 = 0 12 - 6 . 1 + 5 = 0 1-6+5 =0 0=0

Exemplo 2: Y = 2X2 - 8 O primeiro passo para resolver uma equação do 2º grau é igualar a zero. 2X2 - 8 = 0 a=2 b=0 c= -8 ∆ = b² – 4 .a . c ∆ = 02 - 4. 2 .(-8) ∆ = 0 + 64 ∆ = 64 X= - b ± ∆ 2.a X= 0 ± 64 2.2
0+8 8 = = 2 4 4

X’ =

S = {2, -2}

0−8 −8 X’’ = = =-2 4 4
29

Exemplo 3: X2 - 3X = 0 a= 1 b= -3 c= 0
∆ = b – 4.a.c
2

∆ = (-3)2 - 4.1.0 ∆ =9-0 ∆ =9 x=
− (−3) ± 9 2.1

x=

−b± ∆ 2.a

x=

3±3 2

x‘= x’’ =

3+3 6 = =3 2 2

3−3 0 = =0 2 2

S=

0,3

2X2 + 4X + 6 = 0 a= 2 ∆ = b2 - 4ac b= 4 ∆ = 42 - 4.2.6 c= 6 ∆ = 16 - 48 ∆ = - 32 Como < 0 (número negativo) a equação não tem solução pois não existe raiz quadrada de um número negativo, logo, a solução é o conjunto vazio S=Ø Observe que em todos os exemplos acima resolvidos, os valores encontrados para X (raízes) fazem com que Y = 0, portanto são os pontos onde uma parábola intercepta (corta) o eixo do X.

Exemplo 4

1º CASO:

> 0 (possui 2 raízes diferentes)

a>0

a<o
30

2º CASO:

= 0 (possui apenas 1 raiz)

a<0

a>0

3º CASO:

< 0 ( não possui raízes)

a >0

a<0

Exercícios: 5 ) Determine as raízes das equações aplicando a fórmula de Báskara: a) X² - 5X + 6 = 0 b) 4X² - 64 = 0

31

MÁXIMOS E MÍNIMOS:
Veja a parábola abaixo com a < 0. Se você “caminhar” no gráfico da esquerda para a direita, os valores de Y vão aumentando até chegar no vértice. Esse ponto é chamado de ponto de máximo.

Se a < 0 então o vértice é o ponto de máximo.

Com a > 0 você encontra no vértice um ponto de mínimo, pois partindo da esquerda para a direita, os valores de Y vão diminuindo.

a > 0 então o vértice é ponto de mínimo.

VÉRTICE DA PARÁBOLA
Vértice é o ponto mais baixo(ponto de mínimo) ou o ponto mais alto (ponto de máximo) da parábola Para encontrar o vértice da parábola não é necessário construir o gráfico , basta encontrar o ponto (XV , YV). Para isso você tem duas maneiras para resolver: 1 ) Usar as fórmulas: XV = -b 2.a YV = 4.a
32

Lembre-se: = b² - 4 . a . c OU..... 2 ) Substituir na equação dada o valor encontrado de X V para encontrar o valor de Y Exemplo 1: determine o vértice da parábola que representa a função: Y = X² - 4X + 3 XV = - b 2.a onde
= 4

a=1 = 2

b=-4 XV
=

c=3 2

= -(-4) 2.1

YV = - ∆ = - [b² - 4 . a . c] = - [(-4)² - 4 . 1 . 3]= -[16 – 12 ]= - 4 = -1 4.a 4.a 4.1 4 4 YV = - 1 o vértice é o ponto ( 2 , -1 ) mínimo da

O ponto YV é o que determina o ponto máximo ou o ponto função dependendo da concavidade voltada para cima ou para baixo.

Exemplo 2 : Determine o ponto de mínimo da função: Y = 3X² - 12X Como a > 0 então a concavidade da parábola está voltada para cima e a função tem um ponto de mínimo YV
−∆ − (b ² − 4.a.c) − [(12)² − 4.3.0)] = = 4.a 4.a 4. 3 − (144 − 0) − 144 = = = -12 12 12

Yv =

Ponto de mínimo

Exemplo prático Queremos construir uma represa retangular para criação de carpas. Para cercála serão necessários 12 m de tela sendo aproveitado o muro existente para cercar um dos lados. Quais são as dimensões para obter a represa de maior área possível? Se X + X + C = 12 2X + C= 12 C = - 2X + 12
X muro

C
33

Você sabe que para calcular a área deve multiplicar as duas medidas: comprimento e largura, o que resulta numa equação do 2º grau.

Então: Área = X . C
substituindo

A = X . ( – 2X + 12 )

A = -2X² +12X

(equação do 2º grau, cujo gráfico é uma parábola)

Usando a fórmula para calcular o YV você determina o valor do ponto máximo da área pois a < 0 . YV = YV = - ( 12² - 4 . (-2) . 0 ) YV = - 144 = 18 4 . ( -2) -8

4.a

Se YV = 18 então a área máxima será 18m². EXERCÍCIOS : 6 ) Dada a função y = X² - 4X + 5, determine o vértice da parábola e identifique se é ponto de máximo ou de mínimo. 7) Determine o ponto de mínimo da função Y = x² - 6x + 13

ANÁLISE E CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO DO 2º GRAU
Você vai resolver, construir e analisar a parábola que representa a função Y = x² - 6X + 8

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Resolvendo: a = 1 b= - 6 Raízes: X = -b ± √ 2.a = b² - 4 . a . c
∆ = (-6)² - 4 . 1 . 8 ∆ = 36 – 32

c=8 Substituindo na fórmula: X = - ( -6 ) ± √ 4 2.1 X = +6 ± 2 2 Raízes = 4 e 2 X’ = 6+2 = 8 = 4 2 2 X’’ = 6 –2 = 4 = 2 2 2

=4

Vértice: XV = - b = -(-6) = 6 = 3 2.a 2.1 2 ponto do vértice ( 3 , -1 ) YV = 4.a = -4 4.1 = -1

CONCLUSÃO:
1234A concavidade da parábola está voltada para cima pois a > 0 A função possui ponto de mínimo y = -1 A parábola corta o eixo do X em dois pontos X= 4 e X = 2 ( raízes) O ponto mais baixo (vértice) é (3 , -1)

Veja o esboço da parábola:

X

35

GABARITO:
1) a-) X 0 10 50 b-) D = I = Y 200 250 450

c)

0 10 50

200 250 450

0, 10, 50 … 200, 250, 450... 3) a-) 3 b-) - 6 c-) X = 2 d-) sim pois 0 = 3 . 2 – 6 0 = 0 verdadeira

2) a) entre 30 e 60 min b) 40 Km

4) a-)

X 0 1 2 3 4

Y 3 0 –1 0 3

b-)

X -2 -1 0 1 2

Y -3 0 1 0 -3

5) a-) X2 – 5X + 6 =1 X’ = 3 X” = 2 6) a-) S= XV = 2 YV = 1 7) YV = 4 3,2

b-) 4X2 – 64 = 0 = 1024 X’ = 4 X” = -4 S= 4 , -4

a>0 = ponto de mínimo

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MÓDULO 8
Educação Fiscal

O Dinheiro
Durante a Segunda Guerra Mundial, os prisioneiros de guerra aliados e confinados em acampamentos alemães, recebiam periodicamente da Cruz Vermelha, pacotes contendo produtos como carne enlatada, chocolate, geléia e cigarros. Os não-fumantes, obviamente, procuravam trocar seus cigarros por outras mercadorias, estabelecendo-se assim, um sistema de trocas (sistema de escambos). No princípio, foi difícil estabelecer o valor relativo das mercadorias, mas aos poucos, os preços começaram a ser cotados em número ou quantidade de cigarros. Os cigarros eram usados como meio de pagamento, ou seja, transformaram-se no “dinheiro” dos acampamentos de prisioneiros.

=
37

Mesmo os não-fumantes aceitavam cigarros como pagamento, porque sabiam que poderiam usá-los para comprar carne enlatada, por exemplo. A criação do dinheiro, nesse caso, aconteceu de forma natural, sem interferência do governo. Ele era necessário para que o comércio de mercadorias acontecesse de forma organizada. Enquanto houvesse equilíbrio entre a quantidade de dinheiro (cigarros) e a de outros bens, a economia do acampamento funcionava bem. Mas, se nas remessas da Cruz Vermelha, o número de cigarros diminuísse, a situação se complicava. Os fumantes tinham de oferecer mais bens para obtê-los e o valor do cigarro subia muito. Quando o cigarro valia muito, os preços dos outros produtos cotados em cigarros, caíam (era a deflação). O contrário também causava problemas. Quando o acampamento recebia uma grande quantidade de cigarros, a procura por eles ficava menor, seu valor diminuía e portanto, os preços dos outros bens que dependiam do valor do cigarro, se elevavam (inflação). Para simplificar as transações comerciais (compra e venda) é usado o dinheiro, que é o meio empregado na troca de bens, na forma de moedas ou notas (cédulas). Cada país tem a sua moeda: a do Brasil é o Real, a dos Estados Unidos e Canadá é o Dólar, a da Argentina é o Peso, a da Inglaterra é a Libra, a da Comunidade Européia é o Euro, e outros mais... Com a evolução dos tempos, as transações com o dinheiro foram se aprimorando, assim como a convivência em sociedade, onde há um dinheiro coletivo administrado por um Poder Público.

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De onde vem dinheiro do governo?
Para “bancar” todas as despesas do nosso País, o governo não pode tirar o dinheiro da cartola, num passe de mágica.

O dinheiro ($) tem que sair do próprio povo!

Por isso, temos o dever de pagar TRIBUTOS.

Você sabe o que são TRIBUTOS?

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TRIBUTOS são valores criados por lei, pagos pelos cidadãos ao poder público. Podem ser em forma de IMPOSTOS, TAXAS E OU CONTRIBUIÇÕES e destinam-se ao custeio das necessidades da população, como Educação, Saúde, Segurança e outras.

Podemos dividir os tributos em:
TAXAS: o governo presta serviços para o cidadão (ex.: coleta de lixo, certidões e documentos, porte de arma, licença para construir ou reformar, alvará para abrir um comércio, etc.). CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS: • o INSS, que é descontado dos empregados e também é pago pelas empresas (assistência médica e aposentadoria); • o PIS e o CONFINS; • a CPMF. IMPOSTOS: o governo presta serviço para a comunidade (estradas, hospitais, segurança pública, escolas, etc.). Os impostos recolhidos já são destinados para a União (Governo Federal), para cada Estado e para os Municípios. Saiba quais são os principais e quais os seus destinos.

Impostos da UNIÃO (Federal)
IR - Imposto de Renda; ITR - Imposto sobre Propriedade Territorial Rural; IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados; IOF - Imposto sobre Operações Financeiras; II - Imposto de Importação;

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Impostos dos ESTADOS
IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores-(repassa metade para os municípios); ITCMD - Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” (herança) e Doação; IE - Imposto de Exportação; ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e Comunicações; O ICMS é o imposto mais importante para os Estados e Municípios, sendo repassados 75% para o Estado e 25% para os Municípios. Incide no consumo de: MERCADORIAS, TRANSPORTE INTERESTADUAL E INTERMUNICIPAL e COMUNICAÇÃO. Aqui no Estado de São Paulo, o governador José Serra implantou, de acordo com a Lei nº 12.685 desde 01 de outubro de 2007 o Programa “Nota Fiscal Paulista”, com objetivo de incentivar os consumidores de mercadorias, de bens e de serviços de transporte a exigir do comerciante a entrega de nota fiscal. Como vai funcionar? Em cada compra, o consumidor solicita sua Nota Fiscal Paulista (NFP) e informa seu CPF. O registro do CPF no Cupom Fiscal ou na Nota Fiscal é requisito para que o documento fiscal seja hábil. A Nota Fiscal Paulista pode ser emitida de quatro formas: 1. Cupom Fiscal; 2. Nota Fiscal (talão em papel); 3. Nota Fiscal On-line (emissão diretamente no Portal); 4. Nota Fiscal Modelo 1 ou 1-A (consumidor final).

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O que o consumidor vai ganhar? - Créditos em dinheiro; - Sorteios de prêmios. A Nota Fiscal Paulista vai gerar créditos em dinheiro para os consumidores que solicitarem a emissão de documento fiscal no momento da compra, gerando assim a redução da carga tributária individual, calculada em cima dos 30% do ICMS recolhido a cada mês pelo estabelecimento comercial. Após o recolhimento do ICMS pelo fornecedor será creditada aos clientes, de forma automática, a parcela do imposto proporcional ao valor da compra constante na Nota Fiscal. Utilização do crédito: • Para as aquisições de janeiro a junho, o crédito poderá ser utilizado a partir de outubro do mesmo ano; • Para as aquisições de julho a dezembro, o crédito poderá ser utilizado a partir de abril do ano seguinte. O crédito poderá, dentro de cinco anos, ser: • Utilizado para reduzir o valor do débito do IPVA do exercício seguinte; • Transferido para outra pessoa natural ou jurídica; • Depositado em conta corrente ou poupança, mantida em instituição do Sistema Financeiro Nacional; • Creditado em cartão de crédito emitido no Brasil.

Benefícios para a Sociedade • Redução da carga tributária individual; • Redução do consumo de papel (impacto ecológico) já que a maioria dos estabelecimentos irá optar pelo Cupom Fiscal eletrônico; • Incentivo ao comércio eletrônico; • Padronização dos relacionamentos eletrônicos; • Surgimento de oportunidades de negócios e empregos na prestação de serviços ligados à Nota Fiscal Paulista.

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Cronograma de Implantação • Outubro/07: Restaurantes; • Novembro/07: Padarias, Bares, Lanchonetes e outros; • Dezembro/07: Artigos Esportivos, Óptica, Fotográficos, viagem e outros; • Janeiro/08: Automóveis, Motocicletas, Barcos, Combustíveis e outros; • Fevereiro/08: Materiais de Construção; • Março/08: Produtos para Casa e Escritório; • Abril/08: Produtos Alimentícios e Farmacêuticos; • Maio/08: Roupas, Calçados, Acessórios e outros.

Se você deseja mais informações sobre o projeto entre no Site – www.nfp.fazenda.sp.gov.br, O mesmo onde você deverá fazer seu cadastro para consultar seus créditos.

Impostos dos MUNICÍPIOS
IPTU - Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana; ITBI - Imposto sobre Transmissão “Inter Vivos” de Bens Imóveis (escrituras); ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Importante: A parte do ICMS que cabe para os municípios é feita de acordo com o volume de VENDAS COM NOTA ou CUPOM FISCAL que cada cidade emite. Se você compra em Votorantim o dinheiro vem para Votorantim, mas se você compra em outra cidade o dinheiro vai para essa cidade. Quanto mais NOTA FISCAL for emitida em sua cidade, maior será o “rateio” para ela.

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Veja um exemplo dos tributos (Impostos, taxas e contribuições) que você está pagando nos produtos que usa durante um banho: Serviços : Eletricidade, água, gás, esgoto. Produtos: Canos Hidráulicos, chuveiro, fios elétricos, xampu, sabonete, toalha e outros.

Dinheiro Público do Cidadão para o Cidadão
Todo ano é firmado um contrato entre o governo (federal, estadual e municipal) e a sociedade, a respeito das ações a serem implantadas pelo Poder Público. Esse contrato é chamado de Orçamento Público. Como o nome já identifica, esse orçamento deve ter a participação da população através de sugestões das Associações de Moradores de Bairro, que repassam as necessidades dos moradores ou por sugestões individuais. Todo cidadão não somente pode, como tem o dever de participar do orçamento público sabendo qual a estimativa da receita (o valor a ser gasto) e onde vai ser gasto esse dinheiro. Há Contas” no da Estado página de da São Paulo, sistemas da que possibilitam na o acompanhamento do gasto público pelo cidadão. Na seção “Prestando Secretaria Fazenda internet (www.fazenda.sp.gov.br) podem ser consultados relatórios sobre as despesas do Estado. No município de Votorantim podemos acompanhar os gastos da Prefeitura no “Jornal do Município”, publicado gratuitamente toda sexta-feira.

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O termo Fisco refere-se ao Estado enquanto gestor do Tesouro Público, no que diz respeito a questões financeiras, tributárias e econômicas.

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Veja um exemplo para calcular o dinheiro (R$) do ICMS das mercadorias na nota fiscal ou cupom fiscal:

OBSERVAÇÃO: No cupom do supermercado a taxa de ICMS está na coluna ST em forma de sigla, com seu valor discriminado na legenda grifada.

CONCLUSÃO:
Veja, você pagou R$3,45 pela uva passa, sendo que R$0,62 desse dinheiro foi o IMPOSTO que o governo arrecadou para aplicá-lo em benefício da população. O mesmo acontece com todas as mercadorias que você compra. Se você NÃO pedir a NOTA FISCAL estará pagando o imposto, pois ele já está embutido no preço, mas NÃO estará garantindo que esse dinheiro será repassado para o governo Estadual e Municipal.

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Combata a sonegação !
Valorize o dinheiro que você paga em impostos procurando saber como e onde ele é empregado pelos governantes, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

No ato da compra de um produto ou prestação de serviço, exija sempre NOTA FISCAL para que não seja apenas o CONSUMIDOR a pagar impostos, impossibilitando assim o desvio dos tributos aos cofres públicos.

Com o dinheiro arrecadado dos impostos o governo tem o dever de revertê-lo em benefícios para a população como:

EDUCAÇÃO

SAÚDE

TRANSPORTES SEGURANÇA E MUITO MAIS.

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MÓDULO 9 EDUCAÇÃO FINANCEIRA

MEDINDO O VALOR DO DINHEIRO
Como foi visto no módulo anterior, o dinheiro é um instrumento usado na troca de bens e serviços. Curiosamente, o dinheiro recebe vários nomes dependendo da finalidade de seu uso. Assim: Salário: é o que se paga pelo trabalho de alguém. Aluguel: é o que se paga pelo uso de um imóvel ou bem. Gorjeta ou caixinha: é o que se dá acima do valor da compra ou de um serviço prestado. Esmola: é o dinheiro que alguém dá para uma pessoa mais necessitada. Capital (C): é o valor expresso em moeda (dinheiro) de uma mercadoria ou a quantia aplicada ou emprestada. Juros (J): é a remuneração (dinheiro) do capital empregado, podendo ser entendido como sendo o “aluguel” pago pelo uso do dinheiro. Esse dinheiro pode ser lucro (ganho) ou prejuízo (perda). Taxa ou índice percentual de Juros ( i ) : é o número de centésimos de uma grandeza. Ex.: 40% que significa a quadragésima parte de 100 ( ou 0,40 (quarenta centésimos).
40 ) 100

VOCÊ SABE O QUE É INFLAÇÃO?
Uma inflação de 10% ao mês significa que, o que você comprava há 30 dias com R$ 100,00, hoje custa R$ 110,00. Veja alguns exemplos de juros e porcentagens que fazem parte do nosso dia-a-dia, como aumentos e descontos. Aconselhamos que você faça os cálculos usando uma calculadora, pois é uma ferramenta importante de nosso dia-a-dia.

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À VISTA OU A PRAZO?
Um dos problemas matemáticos mais comuns no dia-a-dia é a decisão entre comprar à vista ou a prazo. As lojas costumam atrair os consumidores com promoções como esta:
27 000,00
,

em 6 vezes sem acréscimo

VALOR DO CARRO R$27000,00 (CAPITAL) 20 % (TAXA) DE DESCONTO À VISTA OU

Para o consumidor, qual é a melhor opção? É claro que se ele não dispõe no momento da quantia necessária para o pagamento à vista, mas tem uma parte, pode ser que ele prefira investir essa quantia e assim obter ganho e fazer a compra a prazo. A decisão nem sempre é a mesma para todos.

O VALOR DO DINHEIRO
Veja um fato extremamente importante: o valor de uma quantia depende da época à qual ela se refere. Por exemplo: Se Pedro consegue investir seu dinheiro a uma taxa de 5 % ao mês, é indiferente para ele pagar R$ 100,00 agora ou pagar R$ 105,00 daqui a um mês. Portanto, para Pedro, R$ 100,00 agora tem o mesmo valor que R$ 105,00 daqui a um mês, ou seja, o dinheiro vale, para Pedro, 5 % ao mês. Portanto, o valor do dinheiro não é o mesmo para todas as pessoas. Todas as decisões em matéria de dinheiro passam sempre por esta questão: “quanto você consegue fazer render o seu dinheiro?”. Por exemplo, se a caderneta de poupança está rendendo 3% ao mês, então R$ 100,00 hoje, valerão R$ 103,00 em um mês, R$ 106,09 depois de dois meses, R$ 109,27 depois de três meses e assim por diante. Observe ainda que valores são traduzidos por quantias iguais apenas se essas quantias se referem à mesma época.

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Exemplos:
1. A taxa de juros do cheque especial está em 12% ao mês. Se João ficar com saldo negativo de R$ 80,00 durante um mês, quanto pagará de juros?

12 % de 80 reais é:

960 12 × 80 = = 9,60 100 100

80,00 + 9,60 juros = 89,60
Obs.: na calculadora você não deve usar o sinal de igual depois de apertar a tecla %. Veja a demonstração ao lado.

Ou você pode fazer direto pela calculadora usando o símbolo % :
8 0 + 1 2 %

80 + 12% = R$89,60 2.

Geraldo tomou um empréstimo de R$300,00 a juros mensais de 15% ao mês. Dois meses depois, Geraldo pagou R$150,00 e um mês após esse pagamento liquidou o seu débito. Qual o valor desse último pagamento?

Resolução: (lembre que enquanto houver dívida, a taxa de juros deverá ser aplicada). No 1º mês R$ 300,00 + 15% = R$ 345,00 No 2º mês R$ 345,00 + 15% = R$ 396,75 Como após dois meses ele pagou R$ 150,00 então: R$ 396,75 – R$ 150,00 = R$246,75. No 3º mês ele tinha uma dívida de R$ 246,75 +15% = R$ 283,76 (valor do último pagamento). 3. Uma estante custa R$ 500,00 com pagamento em duas vezes, sendo uma entrada de R$ 260,00 e outro pagamento para 30 dias no mesmo valor. Qual o índice percentual ou a taxa de juros cobrada nesta condição? (veja resolução na próxima página)

50

Resolução: R$ 500,00 – R$ 260,00 (entrada) = R$ 240,00 (ficou devendo) Como o valor do pagamento para 30 dias é de R$260,00 calcula-se o juro: R$260,00 – R$240,00 = R$ 20,00 de juros Portanto aplicando a regra de três: R$ C J % 100 X R$ 240 20 % 100 X 240 • X = 100• 20 240. X = 2000 X = 2000 240 X= 8,33 %

Observe que o juro é cobrado em cima do valor que ficou devendo (R$240,00) e não sobre o total da compra.

4.

Uma estante custa R$ 500,00 para pagamento em duas vezes, com R$260,00 em 30 dias e mais um pagamento em 60 dias no mesmo valor. Qual o percentual ou a taxa de juros cobrados nessas condições? Observe que neste exemplo não houve entrada, portanto, R$500,00 é o valor da dívida (capital). Resolução: 260,00 + 260,00 = 520,00 520,00 – 500,00 = 20,00 de juros 100% X 500 • X = 20 • 100 X=
2000 = 4% 500

500,00 20,00

Perceba a diferença de interpretação do exemplo 3 com o exemplo 4.

51

5.

O quilo de açúcar custava R$0,60 e passou a custar R$0,72 e o quilo do café que custava R$ 2,70 passou a custar R$ 3,20. Quais foram os percentuais de aumento em cada produto? Qual mercadoria teve um aumento maior? AÇÚCAR 0,60 0,12 X= 0,12 . 100 0,60 X = 20% 100% X 2,70 0,50 CAFÉ 100% X

X = 0,50 . 100 2,70 X = 18,5%

O açúcar teve um índice percentual maior logo, subiu mais que o café.

EXERCÍCIOS:
Copie os enunciados dos exercícios no seu caderno e resolva: 1. 2. Você fez um empréstimo de R$ 200,00 a juros de 12% ao mês. Quanto você deverá pagar dois meses depois? Paulo fez um empréstimo de R$1200,00 , com juros de 10% ao mês. Um mês depois pagou R$ 400,00 e no mês seguinte liquidou seu débito: a) Qual o valor do último pagamento? b) Qual o juro pago por Paulo em reais? c) Qual o percentual de juros pago por Paulo?
Observe o exemplo 2

52

3.

Observe o anúncio e responda: Qual o percentual de juro (taxa) cobrado nesse anúncio?

SAPATOS R$180,00 À VISTA OU
Observe o exemplo 3

EM 2 PAGAMENTOS sendo R$ 98,00 NO ATO DA COMPRA E R$ 98,00 PARA 30 DIAS.

4.

Comprei uma casa por R$ 70000,00. Desejo obter um lucro de 15%. Por quanto devo vendê-la? O preço de uma calça era de R$ 86,00. Ela sofreu um desconto de 12%. Qual é o novo preço? Paulo investiu seu capital de R$ 1000,00 num banco que estava pagando juros de 6% ao mês. Qual é o montante (capital + juros) de Paulo após 3 meses? Um computador custa R$ 1600,00 à vista ou R$ 1740,00 em 3 pagamentos. Qual o valor aproximado do índice percentual aplicado no preço inicial? Uma TV que custava R$ 590,00 teve um aumento e seu preço passou para R$650,00. Um sofá de R$ 720,00 passou para R$ 780,00. a) b) Quais os índices percentuais de aumento da TV e do sofá? Qual deles subiu mais?
Observe o exemplo 5

5.

6.

7.

8.

53

AUMENTOS E DESCONTOS SUCESSIVOS
Imagine que um produto sofra um aumento de 30% em um mês e 20% no mês seguinte. Qual será a taxa de aumento total que sofrerá o preço do produto nesses dois meses? Essa é uma pergunta interessante, porque a maioria das pessoas pensa erroneamente, que a taxa de aumento total foi 30% + 20% = 50%. Não é esse o cálculo que devemos fazer, pois se o preço do produto era de R$100,00, aumentando 30% temos: R$ 100,00 + 30 % = R$ 130,00 e aumentando novamente mais 20 % temos: R$130,00 + 20%=R$156,00 Ou seja, o aumento foi de: R$ 100 56 % 100 X R$ 156,00 – R$100,00 = R$ 56,00

100 • X = 56 • 100 X=
5600 100

X = 56 % EXERCÍCIOS: 9.

Obs.: para saber o índice percentual é necessário aplicar a regra de três: R$ % C 100 X J

Uma bicicleta custava numa certa época R$ 300,00. No mês seguinte houve uma inflação de 20%, um mês após, a inflação foi de 10%. a) Qual é o preço da bicicleta após esses dois meses se ela foi corrigida pelas taxas acima? b) Se foi aplicado juros sobre juros, qual foi a taxa percentual final?

10. O preço de um artigo que custava R$ 100,00 sofreu dois descontos sucessivos de 30% e de 20%. a) Qual foi o preço final do artigo? b) Qual o valor da taxa final aplicada?

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GABARITO

1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10)

R$250,88 a) R$ 1012,00 19,5% R$ 80500,00 R$ 75,68 R$ 1191,01 8,75% a) 10,16% na TV e 8,3% no sofá a) R% 396,00 a) R$56,00 b) 32% b) 44% b) TV b) R$ 212,00 C) 17,6%

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MÓDULO 10 NOÇÕES DE ESTATÍSTICA
CERCADO DE ESTATÍSTICAS POR TODOS OS LADOS
Você pode não saber definir Estatística, mas ao ouvir essa palavra logo pensa em números, tabelas e gráficos, não é? A estatística é um ramo da Matemática especializado em coletar, organizar, representar e interpretar dados, com o objetivo de estudar fatos, fenômenos, comportamentos e muito mais. Nos mais variados campos ela está presente para ajudar a solucionar problemas

e determinar rumos de ação. Você estudou nos módulos anteriores a Educação Fiscal e a Educação Financeira que está interligada com a Estatística, pois são os gráficos e tabelas que mostram os dados coletados. Veja o exemplo: Se o estudo estatístico da população de um determinado país revela taxas de analfabetismo crescentes é conveniente que se adotem políticas educacionais para corrigir esse problema. A indústria utiliza estatística para avaliar a aceitação de seus produtos no mercado e a partir daí trocar estratégias de produção e venda desses produtos. A eficácia de um remédio, o tratamento de uma doença ou os efeitos colaterais que ele pode provocar, são determinados estatisticamente. E você, que tal aprender um pouco sobre ela?

A estatística está presente em seu cotidiano: nos jornais, revistas, TV, na entrevista que você responde sobre seu sabonete preferido, no folheto com perguntas sobre o serviço de lanchonete que você freqüenta, nas profissões que você pode vir a exercer. Esse é o objetivo deste módulo: ensinar noções básicas de estatística para quem já vive cercado por ela. Existem empresas especializadas em pesquisas estatísticas (IBOPE, DATA FOLHA, VOX POPULI, etc.). São elas que elaboraram as pesquisas e apresentam os resultados em forma de gráficos e tabelas para que possamos estar por dentro das informações.
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POPULAÇÃO E AMOSTRA
Observe este exemplo: Em épocas de eleições, é comum vermos pesquisas de intenção de voto divulgadas pela mídia. Será que eles entrevistam todos os eleitores brasileiros para obter os dados da pesquisa? Não, isso seria impossível. É por isso que entrevistam uma quantidade determinada de eleitores (por exemplo, 2000 eleitores). Aí entra o conceito de amostra e população: População - são todos os eleitores que formam a população do fenômeno que está sendo estudado. No exemplo que foi dado acima seriam todos os eleitores do Brasil. Amostra - é a parcela da população que foi entrevistada. No exemplo acima, 2000 eleitores. É com base nos dados colhidos nessa amostra que a pesquisa é feita. A escolha da amostra é parte importante na Estatística. Exemplo: A Cooperativa Agrícola quer saber sobre o consumo de tomate em Votorantim. População: 103000 habitantes da cidade de Votorantim. Amostra: 20 pessoas que moram no mesmo prédio de uma rua de Votorantim. Pesquisa: consumo de tomate em Votorantim Pergunta: Você consome tomate? Das 20 pessoas entrevistadas (100%) da amostra você tem: Sim = 4 Não = 16 Utilizando a regra de três simples você tem: 20 100 4 X 20 . X = 4 . 100 X= X = 20%
400 20

Conclusão: Somente 20% dos habitantes de Votorantim consomem tomate. A pesquisa não é válida! A população de Votorantim não está sendo adequadamente representada, pois para uma cidade desse porte, com mais de 100000 habitantes, uma amostra de 20 pessoas não é significativa, isto é, não é suficiente para demonstrar se o tomate é, ou não consumido pela população. Os moradores do prédio formam uma amostra muito pequena e particular. Uma amostra tem que ter uma quantidade suficientemente grande para representar a população da pesquisa em questão.

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TABELA
Todos os dados coletados são organizados de tal forma que se reduzem em uma tabela. Veja o exemplo abaixo: Algumas pessoas têm dois irmãos ou irmãs, outras têm três; há aquelas que não têm irmãos e também as que, nas famílias numerosas, têm seis ou sete irmãos. Na classe de Ana Lúcia, essa pergunta foi respondida com uma pesquisa estatística, mas primeiro foi necessário coletar dados. A mesma pergunta foi sendo respondida por todos os alunos e anotado o resultado na lousa.

E para organizar os dados coletados foi feita a tabela abaixo. Ela mostra a quantidade de casos ocorridos com: 0 irmão , 1 irmão, 2 irmãos, etc.
Nº de irmãos

Compare os dados acima com os da tabela ao lado:

0 1 2 3 4 5

Freqüência (quantidade de ocorrências em cada caso) 7 11 6 3 0 1

Os dados da tabela podem ser representados em gráfico, que é a visualização geométrica desses dados.

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GRÁFICOS: A COMUNICAÇÃO DA ATUALIDADE
Quando lemos um jornal, uma revista ou assistimos a um noticiário de televisão, é muito comum encontrarmos informações sobre diversas situações representadas por meio de gráficos. Neste módulo vamos analisar alguns tipos de gráficos e entender melhor as informações neles contidas. São eles: - gráficos de segmento ou linhas;

- gráficos de setores;

- gráficos de barras ou colunas.

Saiba mais sobre cada um deles:

1-) Gráficos de linhas ou segmentos: são usados para mostrar a progressão de um fenômeno num certo período de tempo. Veja o exemplo:

A cada 15 dias, um instituto de pesquisa fez uma sondagem eleitoral para saber qual dos dois principais candidatos tinha chance de ser eleito. Veja o gráfico a seguir e pense nas questões:

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35 30 25 20 15 10 5 0 1ª pesquisa 2ª pesquisa 3ª pesquisa 4ª pesquisa

Candidato A Candidato B

a) O candidato A é o líder. Na 1ª pesquisa, quantos por cento ele tem a mais do que o candidato B? b) O candidato B está atrás, mas dizem que é ele quem vencerá? Por quê? Analisando o gráfico percebemos que o candidato B sempre se manteve em alta (linha crescente) o que evidencia a probabilidade de ser o vencedor. 2-) Gráficos de setores: utilizam-se círculos fatiados muito semelhante a uma pizza cortada em vários pedaços e servem para situações em que se precisa ter uma visão comparativa entre todas as suas partes e o inteiro. Veja o exemplo: Foi feita uma pesquisa no Congresso Nacional e chegou-se ao resultado apresentado no gráfico abaixo:
PESQUISA NO CONGRESSO BRASILEIRO

18% Presidencialistas 52% 30% Parlamentaristas Indefinidos

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Setores Circulares são formas adequadas para representar fenômenos que se expressam em termos de porcentagens. Isso porque o círculo todo é uma excelente representação de 100% desse fenômeno. Para representar os 18% dos congressistas no círculo aplicamos a seguinte regra de três simples.

100% 18%

correspondem correspondem

360º Xº

então

100 18

=

360 X

100 • X = 18 • 360 X=
6480 100

X = 64,8º O ângulo de aproximadamente 65º corresponde à parte pintada de amarelo.

3-) Gráfico de barras ou colunas: apresentam os resultados em forma de barras horizontais ou verticais (colunas), partindo do plano cartesiano formado por dois eixos: horizontal e vertical. Veja o exemplo que mostra a variação do Dólar em Reais no decorrer do tempo.
V a r ia ç ã o
2 ,5

d o

D ó la r d e

1 9 9 4 -2 0 0 0

2

R E A L

1 ,5

Real

1

0 ,5

0 1 1994 2 1995

1996

3

1997

4

1998

5 1999

6 2000

7

v a r ia ç ã o

d e

1 9 9 4 -2 0 0

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PLANO CARTESIANO
Aplicando a idéia podemos pensar em um plano dividido por duas retas perpendiculares formando quatros ângulos retos. Essas retas recebem o nome de eixos e cada um dos quatro ângulos recebe o nome de quadrante. Convenciona-se numerar os quadrantes no sentido anti-horário: 2º quadrante 1º quadrante

3º quadrante

4º quadrante

Os eixos desse sistema são chamados eixos cartesianos. Convenciona-se que: - o eixo horizontal é chamado eixo das abscissas ou eixo x. - o eixo vertical é chamado eixo das ordenadas ou eixo y. Esses dois eixos determinam o plano cartesiano onde serão colocados os valores dos gráficos.

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE GRÁFICOS
Para você analisar e interpretar um gráfico é necessário observar alguns de seus elementos tais como: Título: identifica o assunto que está sendo apresentado. Legenda: seus itens identificam quais elementos foram pesquisados. Títulos dos eixos: vertical e horizontal. Determinam os valores usados na pesquisa. Os eixos (retas) são divididos em partes iguais. Cada ponto representa uma unidade de medida. É necessário observar de quanto em quanto foi dividida a unidade de medida.

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Neste exemplo o gráfico de barras mostra:

MORTES POR DOENÇA PULMONAR
mil pessoas
110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0

não fumantes fumam até 5 cigarros /dia fumam até 15 cigarros/dia fumam até 25 cigarros/dia fumam mais de 25cigarros/dia

a) O assunto tratado nessa pesquisa foi “mortes por doença pulmonar”. b) O eixo vertical foi graduado ou dividido de 10 em 10 mil pessoas. c) A legenda identifica a quantidade de cigarros que fumam por dia. d) Quantas pessoas fumam até 15 cigarros por dia? É a barra de cor rosa que indica a quantidade. e) Qual foi o total de amostra pesquisada? O total de pessoas entrevistadas é a soma das quantidades de todas as barras. f) Quantos não fumantes morrem de doença pulmonar? Pela legenda é a coluna de cor azul, que são aproximadamente 5000 mortes. g) 60 mil pessoas fumam até 15 cigarros por dia, como mostra a coluna rosa. h) Para você, qual a relação que existe entre a quantidade de cigarros/dia fumados e as mortes por doenças pulmonares? Você responde analisando os dados do eixo horizontal juntamente com o eixo vertical.

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EXERCÍCIOS: Copie os gráficos no caderno, faça a análise e responda: 1 ) Observe o gráfico e suponha a situação: Candidatos fazem uma prova para um concurso em que as notas variam de 0 a 10, de meio em meio ponto. O resultado da avaliação é o que está expresso no gráfico abaixo e mostra:
a freqüência que é a quantidade de pessoas que obtiveram cada nota; o eixo Y representa a freqüência dessas notas; a graduação do eixo Y é de 1 em 1; o eixo X representa as notas que variam em 0,5 ponto.

Resultado da avaliação do concurso
19 18 17 16 15 14 13 12

frequência

11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 notas 5,5 6 6,5 7 7,5 8 8,5 9 9,5 10

a) Copie e complete em seu caderno a tabela abaixo: NOTAS 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 6 6,5 7 7,5 8 8,5 9 9,5 10 FREQ. 0 11 5
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b) Qual foi a nota que obteve maior freqüência? c) Qual a freqüência da nota 8,0? d) Analisando esses resultados pode-se dizer que a prova foi fácil ou difícil? e) Explique com suas palavras a resposta acima. 2 ) Observando o gráfico a seguir, responda: a) Qual o assunto tratado nesse gráfico? b) Quais foram os meses pesquisados? c) Qual foi a arrecadação do IPVA no mês de janeiro? d) De janeiro para fevereiro houve uma queda na arrecadação. Qual foi a diferença apresentada? Lembre-se, diferença é o resultado da subtração. e) Usando valores aproximados, quais os meses em que a arrecadação permaneceu constante (não há ou houve pouca variação)?

Demonstrativo da arrecadação do IPVA no Estado de SP - 2007
2.400.200.000,00 2.100.200.000,00 1.800.200.000,00 1.500.200.000,00 1.200.200.000,00 900.200.000,00 600.200.000,00 300.200.000,00 200.000,00
2.443.526.0...

ho Ju n

ve re i

Ja n

Fe

2007

Ju lh o

ro

ro

il Ab r

ei

M

ai o

24 5. 92 9. 06 22 4, 76 6. 77 9. 76 2, 24 79 8. 22 7. 19 1, 29 207.469.472,15

1. 05 7. 55 9. 16 7, 49

1. 14 8. 88 7. 33 9, 52

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3 ) A legenda refere-se à faixa etária (intervalo de anos de nascimento) dos alunos do CEESVO. Analise o gráfico e complete as afirmações:

14%

10% 12%

1985 à 1981 1980 à 1976 1975 à 1971 1970 à 1966

25% 21% 18%

1965 à 1960 antes de 1960

a) b) c) d) e)

A faixa etária correspondente a 25% dos alunos é de ___________. Os alunos mais novos correspondem a porcentagem de ________. Se os mais velhos correspondem a 14% dos alunos, a idade mínima em relação a 2007 é de __________. Os nascidos entre 1975 a 1985 correspondem a um total de _____% dos alunos. Um aluno que em 2007 tem 40 anos está dentro da faixa etária que corresponde a ______%.

4 ) Quanto ao gráfico abaixo, responda as perguntas da página seguinte:
Receita Tributária do Estado de SP de janeiro a julho 2007 1% 5% 9% ICMS IPVA TAXAS ITCMD* 85%
* ITCMD = Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” (herança) e Doação

a) De onde vem a maior parte do dinheiro que compõe a receita tributária? b) Qual a porcentagem que cabe a esse imposto?
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c) A menor arrecadação vem do ITCMD. Qual é o valor dessa porcentagem? d) Qual o significado de ITCMD? e) Qual o imposto relativo a 9% da arrecadação de São Paulo? 5 ) De 1500 alunos de uma escola estadual regular foram entrevistados 180 alunos conforme mostra o gráfico abaixo:

Higiene Bucal
mais do que 3 três vezes duas vezes uma vez nenhuma vez
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

freqüência (nº de alunos)

a) Qual o assunto tratado nesse gráfico? b) A população dessa pesquisa foi de ...............alunos c) De quanto foi a amostra? d) Quantas vezes, 5 alunos fazem a higiene bucal (escovação dos dentes) por dia? e) A maioria (86 alunos) faz a escovação dos dentes............ vezes por dia. f) Você acha suficiente para ter uma boca sadia? g) Na sua opinião, para que todos os alunos dessa escola tenham uma boa higiene bucal eles terão que fazer...............escovações diárias. 6) Uma parte da arrecadação de impostos do Estado de São Paulo é distribuída entre as suas cidades. Veja o gráfico da página seguinte para saber a arrecadação dos tributos de Votorantim.

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Arrecadação de Votorantim
3.450.000,00 3.250.000,00 3.050.000,00 2.850.000,00 2.650.000,00 2.450.000,00 2.250.000,00 2.050.000,00 1.850.000,00 1.650.000,00 1.450.000,00 1.250.000,00 1.050.000,00 850.000,00 650.000,00 450.000,00 250.000,00 50.000,00
3.436.915,52

4 8 ,0 7, 13 67 .8 2. 2 29 36 2. 2.

1

Reais

1 ,2 59 .2 93 .6 1

1.

76 5

1 ,5 66 .0 83 2 .3 85 .8 1

1 ,6 08 .8

.6 71

1 2.

,3 4

89 0, 75 . 30

78 8, 05 0. 91 1.

ICMS

IPVA

Totalem Reais

a) Quanto Votorantim arrecadou de janeiro a outubro? Use os números que correspondem às colunas que representam o total com os valores marcados de cada mês para fazer o cálculo usando apenas as unidades dos milhões e milhares. Ex.: janeiro = 3 436 000, fevereiro = 2 362 000 etc. b) Quais os meses em que a arrecadação do IPVA foi menor do que R$50000,00? c) Entre os meses de setembro e outubro houve uma diminuição da arrecadação total. De quanto foi essa diferença (aproximadamente)? d) Nos meses de janeiro e setembro as arrecadações do ICMS foram aproximadamente iguais. De quanto foi essa arrecadação?

o Ag os to Se te m br o O ut ub ro

Ja ne iro Fe ve re ir o

M ai o

Ju nh o

Ab ril

Ju lh

366.869,75

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MÉDIAS, MODA e MEDIANA Você já viu que a Estatística é um ramo da Matemática que trabalha com dados comparativos, pesquisas de opinião, pesquisas de mercado e projeções futuras. Os dados numéricos obtidos por intermédio das pesquisas são mais facilmente observados quando organizados numa tabela ou por representações gráficas. No entanto, se uma tabela contém um número muito grande de dados, essa observação pode se tornar confusa. Nesses casos, é mais interessante observar os dados da tabela determinando-se a média desses valores. Costumamos calcular várias médias na vida diária: a média de horas trabalhadas diariamente, a velocidade média, o salário médio de uma empresa, a média de produção mensal de uma indústria, a despesa média mensal, a estatura média das pessoas, o consumo médio de gasolina, etc. Ignorando as variações, a média representa situações regulares, supõe que todos os valores de uma tabela são iguais. PRODUÇÃO DE VEÍCULOS Mês/Ano Nº de veículos Jan/95 97800 Fev/95 130800 Mar/95 151800 Abr/95 131200 Na tabela acima, está indicado o número de veículos produzidos no Brasil, no período de janeiro a abril de 1995. Nesse período, qual foi a produção média mensal de veículos? Para responder à pergunta, você deve calcular a média aritmética dos números apresentados na tabela. Essa média é calculada somando-se os valores dados e dividindo-se o resultado pelo número de valores. Então: Ma = 97800 + 130800 + 151800 + 131200 = 511600 = 127900 4 4 Isso significa que a produção média mensal de veículos no período de janeiro a abril de 1995 foi de 127900 veículos? Não. Significa que, se numa situação imaginária, a produção mensal de veículos fosse sempre a mesma, o número de veículos produzidos seria de 127900 por mês.

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VELOCIDADE MÉDIA
Quando você faz uma viagem e diz que seu carro desenvolve uma velocidade média de 80 Km/h, isso não significa que o carro andou com essa velocidade o tempo todo da viagem, isto é quase impossível de acontecer. Mostra que em determinadas horas o carro ultrapassou 80 km/h e em outras ficou abaixo dessa velocidade. Caso, numa situação imaginária, o carro fizer a viagem com uma mesma velocidade, gastando o mesmo tempo, essa velocidade seria de 80 Km/h. Exemplo: Vamos calcular a velocidade média de um trem que fez uma viagem de 800 km em 10 horas: Vm = 800 km = 80 km/h 10 h
Veja que basta dividir a distância percorrida pelo tempo gasto para percorrê-la.

EXERCÍCIO:
7 ) Um carro fez uma viagem de 480 Km em 8 horas. Qual foi sua velocidade média?

MÉDIA DE HORAS DIÁRIAS DE TRABALHO
Os números de horas diárias trabalhadas por um professor, durante uma semana, estão assinaladas na tabela. Vamos calcular a média diária de horas trabalhadas. Dias Nº. de horas da semana de trabalho 2ª feira 7h 3ª feira 6h Ma = 7+6+10+11+6 = 40 = 8 horas 4ª feira 10h 5 5 5ª feira 11h 6ª feira 6h

O total de horas que o professor trabalhou abaixo da média (2ª, 3ª e 6ª feira) foi de 5 horas; e o total de horas trabalhadas acima da média (4ª e 5ª feira) também foram 5 horas.

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Verifique: horas abaixo da média: horas acima da média: 2ª feira: 8 – 7 = 1 4ª feira: 10 – 8 = 2 3ª feira: 8 – 6 = 2 5ª feira: 11 – 8 = 3 6ª feira: 8 – 6 = 2 total = 5h total= 5h Portanto, o número de horas trabalhadas a menos é igual ao número de horas trabalhadas a mais. Costumamos dizer que, em relação à média, os excessos compensam as faltas. Você pode visualizar bem essa situação, usando um gráfico de barras:
Horas trabalhadas na semana
12 10 horas 8 6 4 2 0 2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
A média está representada pela semireta vermelha. Observe que os excessos (5 horas) compensam as faltas (5 horas).

Veja outro exemplo para ilustrar a idéia da média: O peso máximo permitido dentro de um elevador de prédio residencial em geral é de 420 Kg ou 6 pessoas, o que dá uma média de 70 Kg por pessoa (420 : 6 = 70). Supondo que 5 pessoas, cujos pesos estão na tabela abaixo, entram no elevador. Qual deve ser no máximo, o peso de uma 6ª pessoa que deseja entrar no mesmo elevador? (Os pesos na tabela foram arredondados para facilitar os cálculos). Você pode resolver de duas formas: Pessoas Pesos 1ª 54Kg 1) Somando os pesos das cinco pessoas que estão no elevador, encontramos 327Kg. 2ª 68Kg 3ª 75Kg Como o máximo permitido é 420Kg, o peso 4ª 58Kg da 6ª pessoa pode ser até: 5ª 72Kg 6ª ?
420 – 327 = 93 Kg.

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2) Esse mesmo problema pode ser resolvido usando a equação do 1º grau e o conceito (idéia) de média aritmética. Você já sabe que Media Aritmética é a soma de todos os elementos divididos pela quantidade. Partindo desse raciocínio e usando a variável x como o 6º elemento, você forma a equação: 54 + 68 + 75+ 58 + 72 + x = 70 6 327 + x = 70 (multiplica) 6 ⇒ 327 + x = 6 • 70 x = 420 - 327 x = 93 (peso da 6ª pessoa)

A média aritmética que você já estudou é chamada média aritmética simples. Você vai estudar agora a média aritmética ponderada (ponderar significa atribuir um peso), muito usada quando se torna necessário valorizar, dar um peso a um ou mais valores que entrarão no cálculo da média.

CÁLCULO DA MÉDIA PONDERADA
Veja o exemplo: Numa escola, o critério para o cálculo da média de um aluno em cada disciplina, é o seguinte: 1º bimestre: 2º bimestre: 3º bimestre: 4º bimestre: peso 1 peso 2 peso 3 peso 4 Notas de matemática 10 8,5 7 5,5

Para determinar a média aritmética ponderada de um aluno que obteve em Matemática, notas 10 ; 8,5 ; 7 e 5,5 nos respectivos bimestres você deve ponderar (multiplicar) cada nota pelo seu peso correspondente, somar todos os resultados obtidos nas multiplicações e dividir essa soma pelo total dos pesos. Mp = 10 • 1 + 8,5 • 2 + 7 • 3 + 5,5 • 4 = 70,0 = 7 1+2+3+4 10 A média desse aluno em Matemática é 7.

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A média ponderada pode facilitar o cálculo de médias quando aparecem uma ou mais parcelas repetidas várias vezes. Nesse caso, multiplicamos as parcelas pelo número de vezes em que elas aparecem. Veja o exemplo: Em uma empresa, 25 empregados ganham R$ 1500,00; 10 ganham R$ 2200,00 e 5 ganham R$ 2800,00. Qual é o salário médio que essa empresa paga?
Mp=25 • 1500 + 10 • 2200 + 5 • 2800 = 37500+ 22000+14000 =73500 = 1837,50 25 + 10 + 5 40 40

O salário médio dos empregados dessa empresa é de R$ 1837,50. EXERCÍCIOS: 8 ) Num concurso constavam provas de Português, Matemática e Ciências. As notas de Português e Matemática tinham peso 2 e Ciências peso 1. Calcule a média ponderada de um candidato que tirou as seguintes notas:
Português : Matemática: Ciências: 6,0 7,0 5,0

9 ) Calcule a média aritmética das alturas de uma equipe de basquete que estão indicadas na tabela abaixo: JOGADOR 1º 2º 3º 4º 5º ALTURA(m) 1,80 1,84 1,90 1,88 1,86

10) A média aritmética de cinco números é 12. Quatro desses números são 6,7,8 e 11. Qual é o 5º número? Use o X para representar o 5º número.

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11) Uma construtora encomendou tábuas de pinho a 4 fornecedores diferentes. O primeiro entregou tábuas com 225 cm de comprimento; o segundo com 236, o terceiro com 230 cm e o quarto com......cm. O mestre de obras calculou que a média dos comprimentos das tábuas era de 231 cm. Qual foi o comprimento das tábuas entregues pelo quarto fornecedor ? Sugestão : Represente por X o comprimento das tábuas do quarto fornecedor e calcule a média dos quatro comprimentos.

COMPARANDO MÉDIA, MODA E MEDIANA
A tabela abaixo apresenta dados sobre os salários dos funcionários de uma pequena empresa. A média aritmética dos salários dos 10 funcionários da empresa é: R$19600,00 : 10 = R$1960,00 (salário de cada funcionário se o dinheiro fosse distribuído igualmente). Salário Freqüência Dinheiro (R$) (x) (f ) x•f 800,00 4 3200,00 1100,00 2 2200,00 1400,00 1 1400,00 3800,00 2 7600,00 5200,00 1 5200,00 Total 10 19600,00 A MODA é um elemento importante na análise de uma tabela ou gráfico. É ela que mostra o dado numérico de maior freqüência. Neste exemplo a moda é igual a R$800,00 que é o salário mais comum (de 4 funcionários). Comparando o valor da Média (R$1960,00) com o valor da Moda (R$800,00) observamos que há uma diferença muita grande entre eles. Para ter uma visão melhor a respeito dos salários dos funcionários usamos a Mediana.

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MEDIANA de uma distribuição por freqüência é o valor que divide a distribuição em duas partes com o mesmo número de dados. Se o total da freqüência for ímpar, o valor da mediana é o número central. Se o total da freqüência for par, o valor da mediana é a media aritmética dos dois valores centrais. Veja como calcular a mediana do exemplo: Colocamos em ordem crescente os valores dos salários dos 10 funcionários: 800 800 800 800 1100 1100 1400 3800 3800 5200

Os dois salários centrais estão em vermelho, calculando a média aritmética dos dois temos: 2200 1100 + 1100 = = R$1100,00 (mediana) 2 2 Outra forma de calcular a mediana de forma mais prática é calcular a freqüência acumulada. Veja o exemplo:
Média

Salário Freqüência Freqüência (x) (f ) acumulada 800,00 1100,00 1400,00 3800,00 5200,00 TOTAL 4 2 1 2 1 10 4 4+2=6 6+1=7 7+2=9 9+1=10

Dinheiro (R$) x•f 3200,00 2200,00 1400,00 7600,00 5200,00 19600,00

A mediana tem o valor encontrado na linha vermelha, pois a freqüência acumulada (6) é maior do que a metade do total da freqüência (10). Logo o valor da mediana é R$1100,00. A moda = R$800,00 (tem a maior freqüência).

19600 Aritmética = =R$1960,00 10

É comum usar a expressão “média” para qualquer desses valores. E você viu que cada valor tem o seu significado. Muitas vezes, os dados são manipulados dando origem a interpretação falsa sobre determinado acontecimento. Veja como algumas pessoas, dependendo do cargo que ocupam, podem usar a expressão “média” da forma como convém.

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O salário médio é de R$1960,00

SINDICALISTA O salário médio é de R$800,00

O salário médio é de R$1100,00

GERENTE

FUNCIONÁRIO

CONCLUSÃO: Usa-se o valor que representa a: MODA: quando desejamos obter rapidamente o valor mais freqüente numa distribuição; MEDIANA: quando desejamos obter o valor que divide a distribuição em duas partes iguais; MÉDIA ARITMÉTICA: quando desejamos obter um valor que seja o resultado de uma distribuição eqüitativa. Observe o gráfico abaixo e a tabela ao lado:
Horas trabalhadas na semana
12 10
horas

8 6 4 2 0 2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira

Dias da semana 2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira Total

Horas trabalhadas 7 6 10 11 6 40

A média aritmética é

A moda é de 6 horas diária (maior freqüência) A mediana é 7 horas diária: ordem crescente: 6 6 7 10 11

40 = 8 horas diária. 5

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EXERCÍCIO: 12 ) Calcule a média aritmética das idades, a moda (a idade com maior freqüência) e a mediana da tabela abaixo que mostra uma pesquisa feita em uma sala de aula. Complete os espaços em branco. IDADE 13 14 15 16 Total IDADE DOS ALUNOS DE UMA CLASSE Freqüência Freq. acumulada Freq. • idade 4 13 • 4 = 52 8 14 • 8 = 112 6 15 • 6 = 90 2 16 • 2 = 32

GABARITO: 1) a)
NOTA
FREQ.

0
0

0,5
1

1
2

1,5
4

2
6

2,5
11

3
12

3,5
16

4
18

4,5
14

5
12

5,5
10

6
8

6,5
7

7
6

7,5
6

8
5

8,5
4

9
2

9,5 10
0 0

b) nota 4

c) freq. 5

d) foi difícil, pois a soma das freqüências das notas menores do que 5 é maior do que a soma das freqüências das notas maiores do que 5. e) pessoal 2) a) Arrecadação do IPVA no Estado de São Paulo em 2007

b) Janeiro a Junho de 2007 c) R$ 2 443 000 000,00 – aproximadamente 2,4 bilhões

d) R$ 1 295 000 000,00 – aproximadamente 1,2 bilhão e) Abril e junho 3) a) 1965 a 1960 b) 10% c) 48 anos d) 43% e) 18%

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4)

a) b) c) d) e) a) c) e) g)

ICMS 85% 1% Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” (Herança) e Doação IPVA Higiene Bucal 180 alunos 1 vez por dia pessoal b) d) 1500 alunos Mais do que 3 vezes por dia

5)

6)

a) R$ 19 905 000,00 c) R$ 1 544 000,00 60 Km/h Média Ponderada = 6,0 Média Aritmética = 1,85m x = 28 x = 233cm Média Aritmética = 14 anos Moda = 14 anos Mediana = 14 anos

b) Setembro e Outubro d) aproximadamente R$ 1 783 000,00

7) 8) 9) 10) 11) 12)

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Bibliografia: BONGIOVANNI, Vicenzo, Vissoto, Olímpio Rudinin Leite, Laureano, José Luiz Tavares. MATEMÁTICA VIDA. Quinta Série a Oitava Série São Paulo. Editora Ática. 7ª Edição. 1995. GUELLI, Oscar. EJA Educação de Jovens e Adultos Matemática 4º ciclo. 1ª Edição. Editora Ática. 2007. IMENES, Luiz Marcio, Lellis Marcelo. MATEMÁTICA. Oitava Série São Paulo. Editora Scipione. 1999. IMENES, Luiz Marcio, Lellis Marcelo,Jakubo. Editora Atual. 2ª Edição. Projeto Escola e Cidadania. Editora do Brasil. SCIPIONE, Di Pierrô Netto. MATEMÁTICA CONCEITOS E HISTÓRIAS. 6ª Edição. Oitava Série. São Paulo. Editora Scipione 1997. Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo - www.fazenda.sp.gov.br

ELABORADO PELA EQUIPE DE MATEMÁTICA 2007: - Elisa Rocha Pinto de Castro - Francisco Carlos Vieira dos Santos - Josué Elias Latance - Rosy Ana Vectirans DIREÇÃO: - Elisabete Marinoni Gomes - Maria Isabel Ramalho de Carvalho Kupper COORDENAÇÃO: - Neiva Aparecida Ferraz Nunes ATUALIZADA EM 2008. APOIO: Prefeitura Municipal de Votorantim
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