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Apostila Análise das Demonstrações Financeiras

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  • ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS1
  • BALANÇO PATRIMONIAL
  • Modelo de Balanço Patrimonial Comparativo:
  • DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS – DOAR
  • NOTAS EXPLICATIVAS
  • PROBLEMAS CONTÁBEIS DIVERSOS
  • DEVEDORES DUVIDOSOS e INSOLVÁVEIS
  • EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
  • Insumos Básicos Da Análise De Balanços
  • PANORAMA HISTÓRICO DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS
  • TÉCNICAS ATUAIS DE ANÁLISE
  • Conceito
  • ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES
  • O que é índice?
  • Como calcular e interpretar um índice financeiro?
  • REFERÊNCIAS

Análise das Demonstrações Financeiras

Administração
Prof. Fabrizio Scavassa

FABRIZIO SCAVASSA

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Ensino a Distância — E a D
Revisão1

São Paulo 2007

SUMÁRIO ESTRUTURA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Estrutura das Demonstrações Financeiras................................................................. Balanço Patrimonial............................................................................................ Classificação do Ativo......................................................................................... Classificação do Passivo..................................................................................... Modelo de Balanço Patrimonial Comparativo.................................................... Demonstração do Resultado do Exercício.......................................................... Mutação do Patrimônio Liquido......................................................................... Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR......................... Notas Explicativas..................................................................................................... Problemas Contábeis Diversos.................................................................................. Devedores Duvidosos e Insolváveis..................................................................... Equivalência Patrimonial.................................................................................... Depreciação, Amortização e Exaustão................................................................

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ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Introdução a Análise das Demonstrações Financeiras............................................... Insumos Básicos da Análise de Balanço............................................................. Objetivos da Análise das Demonstrações Financeiras.............................................. Inicio da Análise.................................................................................................. Relatório da Análise............................................................................................ PRINCIPAIS USUARIOS DA INFORMAÇÃO OBTIDA ATRAVES DA ANÁLISE DAS DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS Metodologia da Análise............................................................................................. Panorama Histórico das Técnicas de Análise de Balanço......................................... Técnicas atuais de análise................................................................................... Introdução à Análise Vertical e Horizontal......................................................... Padronização das Demonstrações Financeiras .........................................................

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ANÁLISE VERTICAL ANÁLISE HORIZONTAL Análise Vertical e Análise Horizontal....................................................................... Conceito............................................................................................................... Objetivo das análises Vertical e Horizontal........................................................ Análise Horizontal Encadeada x Anual............................................................... ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES Análise através dos Índices........................................................................................ O que é índice?.................................................................................................... Como calcular e interpretar o índice financeiro?............................................... Relatório.............................................................................................................. REFERÊNCIAS.........................................................................................................

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ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS1 Para realização de análise das demonstrações financeiras precisamos conhecer o que representa cada conta que nelas se encontram. Há uma infinidade de contas e valores que registram as operações realizadas pela empresa em suas mais variáveis atividades. Não importa o tamanho e nem o ramo de atividade da empresa, pois, em qualquer uma é revelado uma enorme profusão de contas e sem termos noção do que representam, qualquer tipo de análise fica prejudicada pela incapacidade de uma interpretação. Assim sendo, o conhecimento do significado de cada conta ou grupo de contas facilita a busca de informações, uma vez que, a análise de demonstrações financeiras visa transformar os dados existentes nestas em informações úteis para tomadas de decisão. BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: Aspectos contábeis, legais e societários. BALANÇO PATRIMONIAL Conceito O Balanço é a demonstração contábil que tem como finalidade mostrar a situação patrimonial da empresa em um dado momento, obedecendo a critérios de avaliação. É a demonstração que encerra os procedimentos contábeis e apresentam o Ativo, Passivo e o Patrimônio Líquido, que representam as três partes essenciais do balanço. O Ativo relaciona todos os bens e direitos, que representam as aplicações de recursos efetuadas pela empresa. É recomendado pela Lei das S/As. que a classificação dos elementos do ativo seja feita de acordo com o grau decrescente de liquidez ou realização. O Passivo identifica as exigibilidades e obrigações da empresa, cujos valores encontram-se investidas nos ativos. Já no caso do passivo, seus elementos são classificados de acordo com o grau decrescente de exigibilidade. O Patrimônio Líquido – PL representa a diferença entre o total do Ativo e o total do Passivo em determinado momento e identifica os recursos próprios da empresa, ou seja, o investimento feito pelos sócios na figura do capital mais aqueles gerados pela movimentação da empresa na figura das reservas e lucros/prejuízos. APRESENTAÇÃO DO BALANÇO A Lei 6404/76 em seu art. 178 com a finalidade de evitar heterogeneidades em excessos na apresentação de Balanços estabelece critérios sobre a forma de apresentação destes.

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Fabrizio Scavassa especialista em Gestão Empresarial, MBA (latu-sensu) pela Fundação Getulio Vargas – FGV/EPGE-RJ, bacharel em Ciências Administrativas pela Faculdade Oswaldo Cruz – São Paulo/SP, professor da graduação nas cadeiras de Matemática Financeira, Análise das Demonstrações Financeiras, Administração Financeira e Orçamento Empresarial. Experiência em gestão empresarial, finanças corporativas e gestão orçamentária em empresas como Banco Bradesco S.A, GOL linhas aéreas inteligentes e Grupo IBOPE

Outras análises. que serão estudadas mais adiante. As demonstrações são apresentadas da seguinte forma: O Ativo é indicado no lado esquerdo ou superior da demonstração. mesmo em pequenas empresas devido ao volume de lançamentos ocorridos diariamente. a liquidez e da proporção do Capital Próprio e. 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras O Patrimônio Líquido. é útil porque facilita a preparação das demonstrações. Daí. também é apresentado do lado direito ou inferior somando ou subtraindo do Passivo. que mostra a diferença entre a soma do Ativo e a do Passivo. BALANÇO Ativo = Passivo – Patrimônio Líquido A IMPORTÂNCIA DO BALANÇO Obter dados através de verificação direta nos registros é trabalhoso e inviável. a necessidade de resumo apresentando os dados de forma adequada. A padronização estabelecida pela Lei das S. A importância do Balanço consiste na visão: Das origens dos recursos. As. Capitulo O Passivo é apresentado do lado direito ou inferior. De quanto desses recursos são devidos a terceiros. . A visão de dois Balanços subsequente mostra as variações ocorridas no período e as modificações na estrutura patrimonial e financeira da empresa entre um período e outro. que permita o conhecimento da situação patrimonial e das variações ocorridas durante determinado período. o balanço servirá como elemento de partida indispensável para o conhecimento da situação econômica e financeira da empresa. obedecendo aos critérios de realização e exigibilidade. O Balanço “É peça fundamental para revisão e análise dos negócios”. as análises. mostrando por sua vez o investimento (capital) e o lucro (ou prejuízo) acumulado. as comparações e os estudos estatísticos. as interpretações. Do grau de endividamento da empresa. Das aplicações dos recursos. Pelas importantes informações de tendência que podem ser extraídas de seus diversos grupos de contas.4 A Lei se estende a todos os tipos de pessoas jurídicas tributadas com base o Lucro Real. Esta tarefa é fácil com o uso do plano de contas.

Dessa maneira. portanto um padrão para todas a empresas. apenas disciplina de forma geral. O disponível – inclui as contas com maior grau de liquidez do ativo. divide-se nos seguintes subgrupos: Disponível. Despesas Antecipadas. Realizável a Longo Prazo e Ativo Permanente. todas a contas de liquidez imediata. Estoques. Ativo Circulante O ativo circulante compreende as disponibilidades. por sua vez. Líquido. como dinheiro em caixa e cheques recebido e não depositados. O ativo circulante. os quais são apresentados em ordem decrescente do grau de liquidez (realização) de acordo com a Lei das S. no caso de esse ser superior a um ano (exercício social).As.5 Ben s e Direitos Conteúdo do Balanço: Ativo Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente – dividido em: Investimentos Ativo Imobilizado Ativo Diferido Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido – dividido em: Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucro Lucro (ou Prejuízo) Acumulado CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS No Brasil as empresas utilizam o Plano de Contas adaptado às suas atividades. Todas as contas de grande rotação são apresentadas no Balanço como ativo circulante. Passivo e P. serão classificadas nesse grupo. Valores a Receber a Curto Prazo ou Realizável a C. Prazo. ou que se convertem e dinheiro em curto prazo. . não existindo. como segue: CLASSIFICAÇÃO DO ATIVO Classificado em três grandes grupos: Ativo Circulante. Aplicações Financeiras. constituído pelas disponibilidades imediatas. Consideram-se curto prazo todos os valores cujos vencimentos ocorrerão até o final do exercício seguinte ao encerramento do balanço. A Lei. a função e a ordem dos vários grupos que compõe o Ativo. os direitos realizáveis no exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte (SILVA – 1995). ou do ciclo operacional da empresa.

Passagens pagas e não utilizadas. falências. etc. com exceção do disponível. Materiais de consumo. quando aparecerá no “ativo realizável” como ( . Mercadorias para revenda. títulos e aplicações financeiras de liquidez imediata. Ativo Realizável A Longo Prazo Nesse grupo devem ser registrados todos os direitos da empresa. investimentos em ações. Podemos classificar neste subgrupo do circulante também.6 Também fazem parte do disponível a conta bancos conta movimento (para pagamentos em cheques). em função disto a empresa pode provisionar parte do valor como perdas prováveis. são despesas pagas antecipadamente e ainda não incorridas. Exemplos: Prêmio de seguros. certificados de depósitos bancários. Produtos Acabados (indústria). . Despesas Antecipadas – inclui-se nesse subgrupo todos os recursos aplicados em itens que proporcionarão serviços ou benefícios durante o exercício social seguinte. Que aparecerá subtraindo do valor de Duplicatas a Receber (Clientes). realizável (recebíveis) após o término do exercício seguinte ao encerramento do balanço. quando estes são de caráter transitórios e cuja circularização aconteça até no máximo. como Clientes e os valores a receber provenientes das demais transações da empresa.). as demais rubricas classificadas no ativo circulante que tiverem prazo de realização após o término do exercício seguinte ao do balanço. As contas que compõe a realizável a longo prazo. o final do exercício seguinte (conceito de curto prazo). obras de arte. Aplicações Financeiras – Refere-se a aplicações em títulos e valores mobiliários resgatáveis a curto prazo. Assinatura de jornais e revistas. etc. debêntures e outros ativos. Estoques – representa o montante apurado nos diversos inventários da empresa. etc. letras de câmbio. Produtos em Elaboração. cujas contas possuem natureza idêntica às do ativo circulante. a) Do montante das duplicatas a ser recebidas de Clientes. b) Parte das duplicatas a receber. parte podem ser descontadas em instituições financeiras e isso aparecerá como (-) Duplicatas Descontadas. Valores a Receber a Curto Prazo – discrimina todos os valores recebíveis a curto prazo de propriedade da empresa. terão suas classificações no realizável a longo prazo. Poderão representar os estoques: Matéria-prima.) Provisão para devedores Duvidosos. As aplicações podem ser feitas em títulos públicos. subtraindo do valor de Duplicatas a Receber (Clientes). Encargos financeiros. ou seja demorar mais de um ano para serem recebidas. terrenos. ou seja. Essas aplicações normalmente são realizadas mediante a utilização de excessos temporários de caixa e representa uma forma de resguardar o poder de compra da moeda em ambiente inflacionário. podem deixar de ser recebidas por vários motivos (concordatas.

Sua utilização nas atividades da empresa. . O passivo circulante. Diferido – representam as despesas incorridas em determinado exercício. tempo. Exemplo: despesas destinadas à constituição da empresa. a organização e reorganização. etc. são apropriados como despesas ou custos do período tendo . . portanto. permanecendo na empresa.Não são destinados a venda. CLASSIFICAÇÃO DO PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE São as obrigações de curto prazo. também pode ser dividido em vários subgrupos como: Fornecedores – contas representativas de dividas oriundas das compras a prazo de bens ou serviços destinados na produção de outros bens ou serviços e os fornecedores podem ser nacionais ou estrangeiros. durante o período em que se espera que produza benefícios. mas que participarão da formação do resultado da empresa em mais de um período. tipicamente. imobilizado e diferido.Possuir relevância em valor. ou seja. desgaste.Deve Ter vida útil superior a um ano. pesquisas e desenvolvimento. são recursos aplicados em bens ou direitos não destinados à comercialização. ou seja. a planilha de reclassificação pode subdividir os investimentos em duas rubricas básicas. ou seja. Para fins de análise. construção e implementação de projetos. com características de investimentos (especulação). Para efeito de avaliação do imobilizado. o que tem o menor grau de liquide. Como o próprio nome indica. à circulação econômica. esses ativos são considerados fixos na empresa. deve ser subtraídos montante que corresponda à perda de seu valor em função de uso. Quando se tratar de perda de valor de recursos naturais e florestas em decorrência de sua exploração. O ativo permanente é dividido em três subgrupos: investimentos. . etc. sendo uma relativa às participações em coligadas e controladas e a outra para agrupar outros bens e direitos não destinados à manutenção das atividades empresariais. obsolescência etc. gastos com pesquisa de novos produtos. apropriadas às despesas operacionais. a perda contabilizada se intitula exaustão.7 Ativo Permanente Este representa o último grupo do ativo e de acordo com a conceituação. obrigações que deverão ser liquidadas dentro do exercício social seguinte ao encerramento do balanço. intangíveis e em andamento. Investimentos – esse subgrupo caracteriza-se pelos vários direitos de suas contas não se destinarem à manutenção da atividade da empresa ou a negociações. Imobilizado – Compõe-se de todos os bens e direitos destinados ao funcionamento normal de uma empresa. O diferido sofre amortizações. esse valor é definido como depreciação no caso de bens tangíveis e amortização no caso de intangíveis. Salários e encargos sociais – normalmente os salários e encargos de cada mês são pagos no início do mês seguinte. Os elementos do ativo Imobilizado podem ser classificados em três categorias: tangíveis. O imobilizado tem quatro características básicas: . São exemplos de diferido: as despesas incorridas durante o período pré-operacional.

estrangeira ou os empréstimos subsidiados. não justifica a abertura de conta específica. 13º terceiro salário. De valores recebidos como doação e subvenções para investimentos.8 como contra-partida a obrigação a ser quitada no mês seguinte. FGTS e outras obrigações originadas na folha de pagamento. também não se caracteriza como um adiantamento. Tributos – normalmente originado de tributos não liquidação no vencimento e negociados para liquidação a longo prazo. Consistem em recebimento antecipado de receitas já diminuídas de seus custos e despesas como: alugueis. representando a diminuição. Empréstimos e Financiamentos – podemos classificar neste subgrupo todos os empréstimos obtidos em moeda nacional. Impostos e taxas – neste item são agrupados os tributos como: ICMS a recolher. INSS. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO O exigível a longo prazo. a parte que não é considerada como exigível. como: Salários. férias. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS Embora classificados do lado do passivo. O PATRIMÔNIO LÍQUIDO – representa a parte na empresa que pertence a seus proprietários. que é uma linha de financiamento com recursos do BNDES destinados a financiar projetos de expansão de empresas. . recebimento de comissões (quando não há clausula contratual de devolução) Podem ser divididos em: Receitas de Exercícios Futuros. Das reservas provenientes de reavaliação de Ativos. Das reservas oriundas de lucros. uma vez que os donos não reclama o reembolso de suas aplicações na empresa. Outros – Outros tipos de realizáveis a longo prazo. IRRF. Debêntures – títulos de longo prazo lançados pela empresa com objetivo de captar recursos. O PL é representado através: Dos investimentos dos proprietários na sociedade. IPI. etc. uma vez que não há obrigatoriedade de devolução e por isso. tais valores podem ser convertidos em ações ao final do período. Outros valores exigíveis a curto prazo – normalmente classifica-se neste subgrupo os valores menos expressivos e que por isso. não representa exigibilidades. Os mais freqüentes são: Empréstimos e Financiamentos – normalmente originados de financiamentos de bens duráveis como FINAME. PIS. ISS. também pode ser aberto em vários subgrupo de acordo com a necessidade de cada empresa. ou seja. representado a receita bruta e Custos e Despesas de Exercícios Futuros.

9 Modelo de Balanço Patrimonial Comparativo: Companhia EXEMPLO S/A CNPJ nº 00.12.000/000-00 Balanço Patrimonial Em 31.X2 Em R$ mil ATIVO ( 1 ) ATIVO CIRCULANTE • Disponível • Aplicações Financeiras • Valores Realizáveis a Curto Prazo • Estoques • Despesas Antecipadas ( 2 ) ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO • Valores a Receber • Títulos e Valores Mobiliários • Empréstimos Compulsórios • Depósitos Judiciais • Incentivos Fiscais ( 3 ) ATIVO PERMANENTE • INVESTIMENTOS • ATIVO IMOBILIZADO • ATIVO DIFERIDO TOTAL DO ATIVO (1+2+3) PASSIVO ( 1 ) PASSIVO CIRCULANTE • Salários e Encargos a Pagar • Fornecedores • Empréstimos • Dividendos Propostos a Pagar ( 2 ) PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO • Empréstimos • Impostos Parcelados a Pagar ( 3 ) RESULTADOS DE EXEECÍCIOS FUTUROS • Receitas de Luvas a Apropriar • Alugueis Recebidos Antecipadamente ( 4 ) PATRIMÔNIO LÍQUIDO • Capital Social • Reservas de Capital • Reservas de Reavaliação • Reservas de Lucros • Lucro ou Prejuízo Acumulado TOTAL DO PASSIVO (1+2+3+4) 20X2 20X1 20X2 20X1 .000.

COMO SE LEVANTA O BALANÇO Com as seguintes etapas: Levantamento de Balancete de Verificação do razão do último mês ou período. é o ponto de partida no encerramento do Balanço e consiste na verificação da exatidão matemática dos saldos das contas. ou seja. Tal verificação abrange todas as contas (ativo. Atualmente. as demonstrações financeiras devem mostrar a Situação Patrimonial e o Resultado. devido às necessidades de informações cada vez mais atualizadas e precisas. o mais corretamente possível. Caso haja divergência nos saldos será feito o que se chama de conciliação das contas para o devido ajuste.000 31.000 Contas Caixa Despesas Diversas Estoques Terrenos Móveis e Utensílios Fornecedores Capital Credores 58. Lembramos que o regime de competência define que as Receitas e as Despesas são consideradas em função do seu fato gerador e não em função do recebimento da Receita ou do pagamento da Despesa.000 228. o ideal é que se emita um balanço a cada mês. O ajuste das contas é o trabalho técnico mais importante do levantamento do balanço. ou quantos for necessário para auxiliar no processo de tomada de decisões. Ajuste das contas. ou apenas Balancete.000 9. Segunda Etapa: Ajuste das Contas A escrituração contábil das operações obedece a dispositivos legais e aos princípios e convenções de contabilidade. O regime de competência é de fundamental importância para medir o Resultado e o Balanço.000 78. Primeira Etapa: Balancete de Verificação Demonstrativo periódico para verificação da igualdade entre os saldos credores e devedores das contas do razão. chama-se Balancete de Verificação.000 170. Elaboração das Demonstrações Financeiras e das Notas Explicativas.000 228. .10 OPORTUNIDADE DO BALANÇO Obrigatório pelo menos uma vez a cada ano. Exemplo S/A Balancete de Verificação em 31-07-X1 Saldos Devedores 60. por isso. passivo e resultado). Encerramento das contas de Receitas e Despesas.000 50. Exemplo: Cia.000 O levantamento do Balancete de Verificação do razão.

podemos utilizar títulos representativos de conjuntos de contas. Resultado Bruto. As patrimoniais aparecem no Balanço sempre com seus saldos. através de estudo do conteúdo de cada uma delas. Terceira Etapa: Encerramento das Contas de Resultado Do ponto de vista contábil. seus saldos são transferidos através de lançamentos contábeis para a conta de Apuração de Resultado (Resultado do Exercício). que é mostrada no balanço como indicadora da variação patrimonial no decorrer da vida da empresa.11 Nesta etapa. de maneira cumulativa. através do “LALUR” – Livro de Apuração do Lucro Real. O Imposto de Renda em decorrência do lucro apurado é obtido extracontabilmente. cujo saldo (diferença despesas x receitas) é transferido para a conta Lucro/Prejuízo Acumulado. As Contas de Resultados (despesas e receitas). Normalmente são encontrados nas demonstrações publicadas. ou seja. as contas dividem-se em dois grupos: As Contas Patrimoniais (ativo. Deduções da Receita Bruta de Vendas. As Participações e Contribuições são calculadas com base estabelecida através de estatutos e contratos. reconhecendo receitas e despesas realizadas. Despesas Operacionais. Encargos Financeiros Líquidos. A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados representa o único elo de ligação entre as contas do Balanço e as do Resultado do Exercício. pelos gestores da empresa. Receita Líquida de Vendas e Serviços. de escrituração obrigatória. títulos como exemplo abaixo: Receita Bruta de Vendas. Para efeito na Demonstração de Resultado de um exercício. ou seja. As de resultado são encerradas a cada fechamento de exercício social. . Outras Despesas e Receitas Operacionais. passivo e PL). Resultado Não Operacional. estuda-se todas as contas patrimoniais e de resultados. Resultado Operacional. adequando as contas para melhor classificação. iniciando com saldo “Zero” no período seguinte. não são encerradas no processo de levantamento do balanço. por todas as pessoas jurídicas. Resultado Antes do Imposto de Renda.

12 DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO O resultado final. Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulados. é levantado o Balancete de Verificação. sem prejuízos na distribuição de dividendos. Proposta de distribuição para os sócios e acionistas. Demonstração do Resultado do Exercício. depois de constituída a provisão para IR e Contribuição Social. é transferido para Lucros ou Prejuízos Acumulados. Normas estatutárias. Essa conta é tão importante. e em seguida elaborados os relatórios contábeis como: Balanço Patrimonial. Notas Explicativas. que é demonstrada num relatório chamado de Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Após sua apuração essa conta pode ser distribuída para outras contas por lançamentos contábeis de forma a atender: Normas legais. Concluída toda escrituração dos ajustes. encerramento das contas de resultado e distribuição do mesmo. mais o abatimento das Participações e Contribuições sobre o lucro. Demonstração da Origens e Aplicação de Recursos. ou Mutação do Patrimônio Líquido. pela constituição de Reservas Especiais. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. . pela constituição de Reserva Legal.

É importante dizem também que estas receitas são registradas quando da realização da venda.). lucro ou prejuízo. e as devoluções sobre vendas ou vendas canceladas. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas. RECEITA BRUTA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL BRUTA Refere-se ao valor nominal total das vendas de bens ou dos serviços prestados pela empresa. etc. independentemente da mesma ter sido recebida ou de quando irá ocorrer seu vencimento. IPI. durante um certo período de tempo. da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e das Notas Explicativas. devem ser deduzidos diversos valores que não pertencem a empresa. da DRE. antes de qualquer dedução. ou seja. . Desta demonstração extrai-se um dos valores mais importantes às pessoas nela interessadas: o resultado líquido do período. Esta demonstração esclarece muitas variações ocorridas no patrimônio líquido. Temos um desconto sobre vendas quando o vendedor concede no momento da negociação do objeto comercializado devido a méritos do comprador (cliente). (-) DEDUÇÕES SOBRE VENDAS Da receita bruta. em geral de um ano. ISS. procedimento este. Descontos sobre vendas e Abatimentos sobre vendas Embora possa parecer que sejam sinônimos descontos é diferente de abatimentos. no exercício social considerado. Na demonstração deve constar o período de tempo considerado. A Lei 6404/76 tornou obrigatória a elaboração e publicação além do Balanço. descontos e abatimentos sobre vendas. da Demonstração do Lucro ou Prejuízos Acumulados ou Mutações do Patrimônio Líquido. tais como impostos sobre vendas (ICMS. A demonstração do Resultado do Exercício mostra como a empresa se comportou em termos de Receitas e Despesas. com a DRE juntamente com o balanço atinge a finalidade de mostrar a Situação Patrimonial e Econômico-financeira da empresa. ou seja.13 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Elaborada simultaneamente com o balanço patrimonial. independentemente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos. por este ser pontual. Com isso. constitui-se em relatório sucinto das operações realizadas pela empresa em determinado período de tempo. conhecido como regime de competência. no período entre dois balanços. A mesma Lei estabelece seqüência de apresentação dos vários elementos da demonstração do resultado para efeito de publicação. ESTRUTURA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO CONFORME A LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS. A contabilidade. custos e despesas incorridos na empresa no período e apropriados segundo o regime de competência. obtem-se o total da Receita Líquida de Vendas e Serviços ou a Receita Operacional Líquida de Vendas e Serviços.

antes das deduções (descontos. (-) CUSTO DAS MERCADORIAS. Esses valores são normalmente apurados pelo custo histórico de aquisição ou de produção. (=) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA É a diferença entre a receita bruta e a soma das deduções sobre as vendas. e também das Devoluções e Abatimentos sobre Vendas. este custos referem-se a matéria-prima. etc. e outros custos indiretos de fabricação. etc. RESUMINDO: Brutas – total do faturamento. por anormalidade em relação ao bem ou serviço entregue.14 comprar uma quantidade regular. mão-de-obra. A este tipo de desconto podemos chamar ainda de desconto comercial. Representa todos os custos incorridos pela empresa em seu processo comercial (compra/venda). Já as vendas canceladas podemos entender como sendo aquela onde a devolução for total. Produtos ou Serviços Vendidos. mas que não pertencem à empresa por se tratar de tributos que incidem sobre as vendas e serviços prestados e que por isso devem ser repassados aos cofres públicos. Em relação a produtos fabricados. abatimentos. Tanto os custos de produtos ou de mercadorias vendidos são obtidos através da baixa nas contas de estoques pelos valores de produção ou aquisição e os critérios de avaliação adotados podem ser PEPS. se dar. devido parte desta estar em desacordo com as especificações do cliente ou mesmo apresentar algum tipo de anormalidade. por estar totalmente em desacordo com as especificações do cliente. cuja escolha de um ou outro provoca diferença tanto no resultado como na valorização dos estoques (=) LUCRO BRUTO É a diferença entre Receita Líquida de Vendas e o Custo das Vendas. Média Ponderada Móvel. PRODUTOS OU SERVIÇOS VENDIDOS Mostra o valor do Custo das Mercadorias. Líquidas – resultante da subtração dos impostos a elas relacionadas. ou de serviços no caso de uma prestadora de serviços. O abatimento sobre vendas difere de desconto devido a ocorrência deste. UEPS. devoluções e impostos). de fabricação em se tratando de uma indústria. para efeito de empresa comercial estes custos referem-se aos de aquisição da mercadoria vendida. no caso de um bem estar avariado e uma devolução ser inviável economicamente. Impostos sobre vendas Podemos definir como sendo aqueles valores que transitam temporariamente pelo disponível. Devolução sobre vendas ou Vendas cancelas Podemos entender com sendo devolução quando esta ocorrer apenas parcialmente sobre a venda efetuada. . negocia-se um abatimento sobre a venda.

(-) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO O lucro ou prejuízo líquido do exercício é obtido após as deduções de participações e contribuições do lucro remanescente depois de deduzida a provisão do imposto de renda. As perdas por eventualidades como enchentes. Tributárias e Encargos Financeiros Líquidos (diferença entre Receitas e Despesas Financeiras). (=) LUCRO OU PREJUÍZO OPERACIONAL Ao Lucro Operacional são adicionadas Outras Receitas ou deduzidas outras Despesas não Operacionais. etc. (=) LUCRO/PREJUIZO ANTES DOS IMPOSTOS E PARTICIPAÇÕES Este pode ser definido como o resultado econômico obtido pela empresa através de suas atividades operacionais e não operacionais. Somente depois de apurado o resultado econômico é que a empresa apura e provisiona os impostos e as participações. chagando-se ao Lucro Líquido Disponível.15 (-/+) DESPESAS OPERACIONAIS ou RESULTADO OPERACIONAL São aquelas necessárias para o normal desenvolvimento das operações que constituem o objetivo da empresa. Administrativas. dando o Lucro ou Resultado Operacional. ou baixas de bens do ativo permanente. (-) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO Depois de apurado este valor. dividendos recebidos de investimentos societários avaliados pelo método de custo corrigido. a empresa apura o que chamamos de resultado tributável ou lucro real para efeito de apropriação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro. (-/+) OUTROS RESULTADOS (DESPESAS/RECEITAS) OPERACIONAIS Compõe-se de itens que nem sempre se enquadram no conceito correto de operacional. Neste grupo podem estar incluídos . ou seja. Junto com as outras demonstrações contábeis apuradas no exercício é apresentado à assembléia geral ordinária dos acionistas da empresa proposta de destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. aquelas perdas ou ganhos oriundos de alienação (vendas). As despesas Operacionais são deduzidas do Lucro Bruto. . debenturistas. não são provenientes das atividades fins da empresa. Sobre esse valor é provisionado o Imposto de Renda para o período. mais especificamente para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. diretores. O lucro ou prejuízo líquido é transferido para o Patrimônio Líquido. chegando-se ao Lucro Líquido antes do Imposto de Renda (LAIR). incêndios sem que haja cobertura de seguros também são consideradas como resultado não operacional. variações nos investimentos avaliados através da equivalência patrimonial. (-/+) RESULTADOS (DESPESAS/RECEITAS) NÃO OPERACIONAIS Normalmente são classificados como não sendo operacionais. receita de vendas de sucatas. entre outros. É a soma dos gastos com Despesas Comerciais. (-) PARTICIPAÇÕES Compreendem as participações estatutárias que representam parcelas dos lucros destinadas a empregados. etc.

) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Impostos sobre vendas Abatimentos sobre Vendas Devoluções sobre Vendas ( = ) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS ( .) PARTICIPAÇÕES E PROVISÕES Participações nos lucros p/empregados ( = ) LUCRO OU PREJUÍZO LÍQUIDO LUCRO OU PREJUÍZO POR AÇÃO .) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Ganho não Operacional Perda não Operacional ( = ) RESULTADO ANTES DO IMP.16 DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO Cabe aos acionistas ou quotistas determinarem o destino do Lucro Líquido Disponível. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO MODELO GENÉRICO RECEITA BRUTA DE VENDAS Vendas Nacionais Vendas Estrangeiras ( . Estatutária. etc. Criam-se as Reservas (Legal. DE RENDA ( .) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA ( = ) LUCRO APÓS O IMPOSTO DE RENDA ( .).) CUSTO DAS VENDAS (CMV – CPV OU CSV) ( = ) RESULTADO BRUTO ou LUCRO BRUTO (-/+) DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS Despesas com Vendas Fretes sobre vendas Propaganda e publicidade Outras Despesas Gerais e Administrativas Salários e encargos Alugueis Depreciação Seguros Outras Encargos Financeiros Líquidos Despesas Financeiras Receitas Financeiras Outras Despesas e Receitas Operacionais Ganhos de Participações Perdas de Participações ( = ) LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL ( . distribuem-se os Dividendos e o restante é retido na empresa (Lucros Acumulados).

reconvertidas totais ou parcialmente.) Transferência para Reservas ( . exceções. porém. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. Se publicado esse demonstrativo substitui legalmente o dos lucros. no momento em que não existir mais razão para sua manutenção. EXPLICAÇÕES ADICIONAIS: Ajustes de exercícios anteriores – refere-se às mutações havidas em decorrência de alterações do critério contábil adotado pela empresa. MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO É um demonstrativo contábil mais abrangente que a dos lucros ou prejuízos acumulados.17 OUTRAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E AS NOTAS EXPLICATIVAS A elaboração das demonstrações citadas e mais as notas explicativas representam a última etapa do levantamento do balanço e consequentemente da seqüência dos procedimentos contábeis. os quais irão alterar a estrutura final de seu patrimônio Líquido. podendo a sociedade optar por sua elaboração ou não. As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. ou a erros e omissões cometidos em exercícios anteriores. A demonstração de mutações patrimoniais abrange todas as contas do PL. é legalmente obrigatória para praticamente todas as sociedades. As variações no PL podem dar-se de diferentes maneiras. identificando os fluxos ocorridos entre uma conta e outra e as variações (acréscimos e diminuições) verificadas no exercício. determina a seguinte discriminação nessa demonstração: O saldo de início do período. existindo. DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS. Essa demonstração retrata as movimentações ocorridas na conta patrimonial de “Lucros ou Prejuízos Acumulados”.) Parcela dos Lucros Incorporada ao Capital ( + ) Saldo final da conta “Lucros /Prejuízos Acumulados:. os dividendos. 186 da Lei das S. ou seja: . Basicamente tais reversões processam-se sobre as reservas de lucros. O art. Estrutura da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados conforme a Lei Saldo inicial da conta “Lucros/Prejuízos Acumulados” (final exercício anterior) (+/-)Ajustes de exercícios anteriores ( + ) Reversões de Reservas (+/-) Lucro/Prejuízo líquido do Exercício ( . A. os ajustes de exercícios anteriores. As transferências para reservas.) Dividendos propostos ( . Reversões de Reservas – são as parcelas do lucro líquido de exercícios anteriores que foram destinadas à constituição de reservas.

o analista pode saber se a empresa se a empresa gerou recursos em suas operações.18 MOVIMENTAÇÕES QUE ELEVAM O PL: . O referido quadro também mostra algumas movimentações que podem ocorrer no patrimônio. MOVIMENTAÇÕES QUE DIMINUEM O PL: . Mostra a movimentação dos recursos em termos de variação do capital circulante líquido. MOVIMENTAÇÕES QUE NÃO AFETAM O PL: .Aquisição de ações da própria sociedade (ações em tesouraria).Aumento de capital por incorporação de reservas. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS – DOAR A DOAR é um instrumento valioso para o usuário (analista). MODELO DA DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – Estrutura Básica Capital Realizado Reserva De Capital Reservas De Reavaliação Reservas De Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados Totais Saldo em 31-12-x1 Ajustes exercícios anteriores Aumento de Capital Lucro Líquido do Exercício Distribuição do lucro Dividendos propostos Compensação de prejuízos Saldo em 31-12-x2 Obs. Através dessa demonstração. por exemplo. detalhando as diversas fontes e aplicações de recursos que o afetaram. . . .Prejuízo líquido do exercício. valendo a estrutura básica apenas como ilustração.: Em situações reais.Aumento de capital por subscrição e integralização de novas ações. se obteve novas fontes de financiamento de longo prazo e se os acionistas fizeram novos aportes de capital.Dividendos etc. quaisquer outras movimentações que a empresa realize que integrem o patrimônio líquido devem ser explicitadas nessa demonstração.Reavaliação de ativos. . . . . porém. é apresentada uma coluna para cada uma das reservas.Lucro líquido do exercício.Compensações de prejuízos através d reservas etc.Ágio cobrado na subscrição de ações e prêmio da de debêntures etc.Apropriações do lucro líquido da conta de lucros ou prejuízos acumulados para outras reservas. em vez de ser apresentada uma única coluna chamada “reservas de capital”. .

d. ou seja. dos investimentos e do ativo diferido. Num sentido mais amplo. Os saldos. a DOAR deverá indicar as modificações na posição financeira da companhia. originários do aumento do passivo exigível a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. resultados de equivalência patrimonial. uma origem. no início e no fim do exercício. isto é. Exemplos: depreciação. o aumento de uma conta do ativo ou a diminuição de uma conta do passivo identificam um emprego ou uso de dinheiro. Aquisição de direitos do ativo imobilizado. acrescido de depreciação. c. Recursos de terceiros.As. a diminuição de uma conta do ativo ou o aumento de uma conta do passivo pressupões uma fonte ou liberação de recursos. Basicamente. etc. o montante do capital circulante líquido e seu aumento ou redução durante o exercício.19 Capitulo 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras Em resumo. agrupados em: Dividendos distribuídos. c. A esse valor deve-se acrescentar as receitas e despesas ocorridas na apuração do resultado. as origens e aplicações de recursos podem ser identificadas de acordo com o esquema a seguir: Contas do Ativo AUMENTO DIMINUIÇÃO APLICAÇÃO ORIGEM Contas do Passivo AUMENTO DIMINUIÇÃO ORIGEM APLICAÇÃO Em conformidade com a Lei da S. As aplicações de recursos. III- IV- CONSIDERAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO DA DOAR a. O excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. IIa. Considerando-se que a . b. do ativo e do passivo circulantes. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. Aumento do ativo realizável a longo prazo. a DOAR mostra a variação do capital circulante líquido. Lucro do exercício. De outra maneira. permite a identificação clara dos fluxos financeiros que aumentaram ou reduziram o capital circulante líquido indicando suas origens e aplicações de recursos. mas que não afetaram o capital circulante líquido da empresa. b. aquisição de bens permanentes mediante financiamentos resgatáveis a longo prazo. Realização do capital social e contribuições para reservas de capital. uma aplicação.As origens dos recursos. Em aspecto geral. b. amortização e exaustão. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros. agrupadas em: a. Aumento/Redução do Capital Circulante Líquido – indica a variação (positiva ou negativa) verificada no capital circulante líquido da empresa. Redução do passivo exigível a longo prazo. discriminando: I. Lucro/Prejuízo do Exercício – corresponde ao montante apurado na demonstração de resultados.

: resgate de aplicações) • Venda de ativo permanente TOTAL DAS ORIGENS – (A) 2. De empréstimos) TOTAL DAS APLICAÇÕES – (B) 3. VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO . A DOAR permite uma identificação mais nítida das causas que determinam as mutações na posição financeira a curto prazo.: empréstimos) • Redução do Realizável a Longo Prazo (ex.) De Terceiros: • Aumento do Exigível a Longo Prazo (ex.20 DOAR trata somente das origens e aplicações de recursos que ocorrem fora do âmbito do circulante: Capitulo 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras Quando: Total das origens > Total das aplicações Total das origens < Total das aplicações Ocorre: Aumento do capital circulante líquido Redução do capital circulante líquido A grande utilidade do uso da DOAR é a avaliação da liquidez (folga financeira) a curto prazo da empresa. a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante (capital circulante líquido). APLICAÇÕES DE RECURSOS • Dividendos distribuídos • Aquisição de Imobilizado • Aquisição de Investimentos • Adição de Diferido • Aumento do Realizável a Longo Prazo (ex. ou seja.: pagto. etc.: novas aplicações) • Redução do Exigível a Longo Prazo (ex. doações. fornecendo uma visão mais ampla da estrutura de equilíbrio financeiro da empresa. amortização e exaustão • Juros de empréstimos a longo prazo • Resultado da equivalência patrimonial Dos Acionistas: • Aumento do Capital por integração • Contribuição para reservas de capital (ágio. MODELO . ORIGENS DOS RECURSOS Das Operações: • Lucro/Prejuízo do Exercício • Depreciação. AUMENTO OU REDUÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Total das Origens – Total das Aplicações 4.Estrutura da demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR) 1.

as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes. h. presentes e futuros. f. d. amortização e exaustão. significativos nos negócios. e resultados da empresa. especialmente estoques. passando a fazer parte efetiva do conjunto de publicações previstas na Lei das Sociedades por Ações. de constituição de provisões para encargos ou riscos. As opções de compra de ações outorgadas (aprovadas) e efetuadas no exercício. quando relevantes. valor periodicidade das prestações. A taxa de juros. tais como: prazo de vencimento. Como exemplo de quadros e demonstrações acessórias às Notas Explicativas tem-se a de Mutações Patrimoniais (não obrigatória por Lei). as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo.) Passivo Circulante Líquido (saldo no fim do exercício) ( = ) Capital Circulante Líquido ( = ) Capital Circulante Líquido (saldo no início do exercício) (saldo no fim do exercício) ( = ) Variação no Capital Circulante Líquido NOTAS EXPLICATIVAS Representam complementação obrigatória das demonstrações contábeis. O número. Os ajuste de exercícios anteriores. de importância para as pessoas nela interessadas. A Lei estabelece as indicações mínimas que devem constar das Notas Explicativas. “as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício”.) Passivo Circulante (idem. Os investimentos em outras sociedades. c. . quadro-resumo das principais características de cada empréstimo e financiamento contratado pela sociedade. As Notas Explicativas são elaboradas com o objetivo de destacar e interpretar detalhes relevantes. que são as seguintes: a. e dos ajustes para atender às perdas prováveis na realização de elementos do ativo. dar informações adicionais sobre fatos passados. e. encargos financeiros etc. b. ativo) ( . as espécies e as classes das ações do capital social.) Variação no Passivo Circulante ( . Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo. Aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas reavaliações. g. Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais.21 Ativo Circulante (saldo de Balanço no início do exercício) Ativo Circulante Líquido (saldo no fim do exercício) Variação no Ativo Circulante ( . dos cálculos de depreciação.

. DEVEDORES DUVIDOSOS e INSOLVÁVEIS Os diversos valores a receber são avaliados por seu valor de realização.22 i. portanto. Para melhor entendimento desse assunto. Este montante também é deduzido como despesa d o exercício e aparece como uma despesa de vendas na Demonstração de Resultados do Exercício. Sabemos que a conta Resultado dever ser debitada todas as despesas e perdas relativas ao período. Consideram-se recebíveis ou realizáveis as vendas a prazo (de produtos. Os eventos subsequentes à data do encerramento do exercício que tenham. de propriedade da empresa. O Balanço mostra a existência de duplicatas a receber no valor global. Em função disso. Quando se torna comprovada a real impossibilidade da quitação de suas dívidas. ou seja. pesar negativamente no resultado desse exercício. mercadorias ou serviços) a clientes e os valores a receber provenientes das demais transações efetuadas pela empresa. Dessa forma. de modo que se pode prever o aparecimento de algum prejuízo. é a possibilidade da ocorrência de prejuízos. O que se quer mostrar aqui. deduz-se de Duplicatas a Receber um montante estimado de perdas com clientes duvidosos. Na prática. os títulos (duplicatas e outros documentos) a receber deveriam aparecer no Balanço com saldo correspondente ao montante líquido que provavelmente serão recebidos. por ocasião do levantamento do balanço. devemos concluir que tanto o Balanço como a Demonstração de Resultados serão incorretos. baseando-nos na premissa de que o Balanço deve retratar a situação patrimonial com o máximo de fidelidade possível. PROBLEMAS CONTÁBEIS DIVERSOS VALORES A RECEBER Na composição dos “valores a receber a curto prazo” são discriminados todos os valores recebíveis a curto prazo. em virtude de devedores não liquidarem seus compromissos com a empresa. a menos que neles sejam previstas as possíveis e prováveis perdas relacionadas a terceiros. pelo montante que a empresa espera auferir quando do recebimento. A perda decorrente de débitos insolváveis deve. sugere-se leitura complementar nas páginas de 150 a 156 do livro “Contabilidade Introdutória” FEA/USP. são esses devedores considerados pela contabilidade devedores insolváveis. ou possam vir a ter. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. A prática comercial indica que é comum o aparecimento de devedores insolváveis.

91 Ano 3 $500. Exemplo no Balanço: Duplicatas a Receber.000 3.200 3... Exemplo: DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO DA PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (retrospecto histórico) EXERCÍCIOS Duplicatas a Receber Perda Saldo em 31-12 efetivamente % observada Ano 1 $380. Duvidosos.000 (.........). a legislação do IR dispõe que o valor considerado dedutível como provisão para perda...000 $18... maneira esta utilizada pela grande maioria das empresas..000 $15...$480..23 FORMAS DE PROVISÃO PARA DEVODORES DUVIDOSOS Os prejuízos futuros não podem ser previstos com precisão.. Os débitos vencidos e os pertencentes a pessoas que estejam com dificuldade financeira são somados e adotados para constituição da provisão.. O saldo da conta Provisão para devedores duvidosos aparecerá no ativo reduzindo a conta de duplicatas a receber com sinal negativo ( .....000 $48..000..... Análise individual de devedores. A lei permite também que se constitua provisão para devedores duvidosos da seguinte maneira: a. da mesma forma que outra conta de despesa deve ser transferida para resultado do exercício.000 3.00 TOTAL $1.$ 17. será aquele que for suficiente para absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento dos créditos de direito existentes no final de cada exercício.340.. Aplicação de um percentual sobre os valores a receber no fim do ano..$17.....280 $ 462. o percentual (%) de provisão para perdas poderá ser 3.O saldo da conta Devedores Duvidosos..00 Ano 2 $460.6% (média dos últimos três anos). Débito: Devedores Duvidosos Crédito: Provisão p/Devedores Duvidosos Estimativa de perdas com devedores duvidosos . O parâmetro normalmente aceito para esta provisão é o percentual (médio dos últimos três anos) de duplicatas não liquidadas em relação ao saldo de Duplicatas a Receber....000 $15.60 Supondo que no ano de fechamento o valor de Duplicatas a receber seja de $480.200 4.. ou seja $17..280.280 Observação: ..) Provisão p/Dev...720 .... por isso..... b.

.... deduzidas as despesas incidentes sobre a operação.. recebendo em troca o valor do título. neste caso significa que a sociedade investidora deve registrar sua parte no lucro da investida assim que esta o obtiver.... No fechamento do exercício aponto-se que a mesma obteve lucro de $ 2......... na hipótese do devedor não liquidá-lo junto ao banco.. como segue: Bancos Cta...... melhor que usas o regime de caixa nesta situação é usar o regime de competência....000 EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Quando os investimentos societários permanentes são em empresa controladas pela investidora ou pelo menos quando a investidora possui participação suficiente para exercer influência sobre a administração da investida. que o valor que a empresa tem realmente a receber apresentada no Balanço é: Duplicatas a Receber .. A terceira implica a transferência de posse das duplicatas ao Banco....... dá-se o nome de “Desconto de Duplicatas”.. depois de realizadas as vendas e emitidas as Duplicatas a Receber podem adotar três diferentes atitudes: Ficar com a mesma até que seja quitada pelo devedor (cliente)..... para que este proceda a cobrança...) Duplicatas Descontadas .... .. Endossar e enviar ao banco.. . a contabilização do desconto de duplicatas é feita da seguinte forma: Diversos a Duplicatas Descontadas Pelo desconto das duplicatas nºs..000 Vejam agora.... enviar ao banco.$ 1. As duas primeiras atitudes não envolvem qualquer operação contábil.. Movimento Valor creditado . a isso.. O regime de competência.... transferindo ao mesmo sua propriedade.... não exime a empresa da responsabilidade de pagar o título.. Endossar...000 ( .......... e não quando o distribuir em dinheiro aos sócios.. o simples endosso...000 $ 30. e por questão de controle da própria empresa.....24 DESCONTO DE DUPLICATAS A RECEBER A empresa..000 Juros e Descontos a Vencer (conta do ativo) Valor do juros a ser cobrado no recebimento da duplic..... no banco ....$ 50..$ 18.........$ 20...400 Despesas Bancárias Comissão e IOF cobrados pelo banco $ 600 $ 20.....000....................000. Exemplo: A Cia Exemplo S/A tem participação de 60% no capital da Cia ª cujo Patrimônio Líquido é de $ 10..... Por esse motivo....... ou seja................. Porém. não se considera razoável esperar pelo recebimento dos lucros para registra-los..

Não esteja destinada a venda... por exemplo. Os bens do imobilizado sofrem depreciação.200 ATIVO IMOBILIZADO O ativo imobilizado é parte integrante do ativo permanente da empresa.. Relevância de valor. Entre os itens que habitualmente compõe o ativo imobilizado destacam-se: Imóveis e Terrenos. as aplicações de recursos em sua planta industrial tenderão a ser o principal absorvedor de recursos no ativo permanente. amortização e exaustão... Tais valores eram antes da Lei 4249/95 corrigido monetariamente para fins de atualização devido ao efeito da inflação. Os itens componentes do ativo imobilizado são avaliados pelo custo de aquisição. . Participação (60%) imediatamente. mais os gastos necessários à colocação dos mesmos em condição de funcionamento.l DEPRECIAÇÃO. Sua utilização na empresa.. 3. O tipo de imobilizado varia com a atividade operacional de cada empresa. os carros destinados a venda representam estoques (mercadorias). enquanto os veículos que fazem parte da frota de uso da revendedora constituem imobilizado. acessórios e semoventes. Etc. em fase de sua expectativa de vida útil. 2. AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO. de duração. Vida útil superior a um ano. $ 1. Numa empresa de transporte rodoviário.. 4. Ele compreende os bens e direitos que tenha por objeto à manutenção das atividades da empresa. Instalações. inclusive os de propriedade industrial ou comercial. Móveis e Utensílios..25 A Cia Exemplo S/A conhecedora desse resultado reconhece seu ganho ref. dependendo apenas de seu propósito. ou exercidos com essa finalidade. ou seja. Numa revendedora de veículos. É importante observar que um bem pode ser classificado como imobilizado ou como estoque. essa Lei extinguiu tal correção. Já em determinado tipo de indústria. A Crédito: Receita de Equivalência Patrimonial .. tendo as seguintes características básicas: 1. como segue: Débito: Investimentos em Controladas – Cia. O imobilizado é representado por bens tangíveis e intangíveis. Máquinas e Equipamentos. Imobilizações em Andamento. porém. a tendência é de que a frota de veículos seja um componente expressivo de seu ativo imobilizado. Veículos.

mais três anos. resultando no denominador igual a 15. no início do primeiro ano seu restante de vida útil seria de cinco anos. O numerador é composto pelos períodos de vida restantes no início da cada período. que é a totalidade do valor do bem a ser depreciado. é estabelecido um percentual anual fixo para depreciação.26 Os itens de depreciações. Observe que. Há vários critérios e taxas para depreciação. Pelo princípio contábil de consistência. que determinado bem como veículo tenha uma vida útil de cinco anos. sua taxa de depreciação será de 20% ao ano. Supondo um veículo. corresponde a 100%. para um veículo com vida prevista de cinco anos. Método da soma dos Dígitos: por esse método também é suposto que a depreciação é maior nos primeiros anos de vida do bem. Os principais métodos de depreciação são: I. com cinco anos de vida útil estimada. a empresa deverá manter durante a vida útil do bem o mesmo critério de depreciação que adotou desde o início. porém. . que estão sujeitos ao desgaste ou deterioração. sendo a taxa aplicada uma fração cujo denominador é a soma dos algarismos (dígitos) seqüenciais correspondentes aos anos de vida útil do bem. isto é. por exemplo. teríamos a soma dos números seqüenciais de 1 a 5 (1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15). isto é. isto é. a depreciação referente a determinado período é representada por um número decorrente da divisão do número de unidades produzidas durante o período de vida útil do bem. Capitulo 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras II. pelo uso ou pelo transcorrer do tempo. IV. devem ser depreciados. Método da taxa constante: é aplicada um taxa constante de depreciação sobre o valor residual. isto é sobre o custo mais a depreciação acumulada. Apenas os bens tangíveis. Método da linha reta: é o método mais utilizado. o segundo ano que está iniciando. este aplica o percentual sobre o valor residual. na eventualidade de mudança deverá explicar a ocorrência em nota explicativa. tendo em vista cada critério suas próprias vantagens. Método das Unidades Produzidas ou Processadas: este método leva em consideração a capacidade estimada de unidades a serem produzidas ou processadas durante a vida útil do bem. Portanto. Supondo. no início do segundo ano. Exemplo: ANO TAXA 1 5/15 2 4/15 3 3/15 4 2/15 5 1/15 Observa-se que a soma das frações relativas a cinco anos é igual a um. enquanto o método da linha reta mantém uma taxa constante sobre o valor base. com base em uma expectativa de vida útil do bem. em vez de unidades produzidas. III. seu período de vida restante seria de quatro anos. amortizações e exaustões aparecem como redutoras de imobilizado. Critério análogo pode ser adotado quando a capacidade produtiva é estimada em horas de trabalho. fazendo que a depreciação seja maior nos primeiros anos de vida do bem.

Cabe ressaltar que as taxas estabelecidas pela Receita Federal são taxas máximas. os quais constam do Regulamento do Imposto de Renda. Se a empresa utilizar taxas acima das convencionais. Depreciação – quando corresponder à perda do valor direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso. poderá aplicar as taxas como segue: Turnos de 8 horas Um turno Dois Turnos Três Turnos Multiplicador p/ as taxas habituais 1.5 2. de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais. c. É importante destacar que os terrenos não estão sujeitos a depreciação por não sofrer desgaste pelo uso ou pela ação do tempo. ação da natureza ou obsolescência. caberá a ela provar ao fisco. dá-se o nome de depreciação acelerada. Amortização – quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada. através de laudos do Instituto Nacional de Tecnologia. facas. .) Microcomputadores Taxa de depreciação 04% 10% 20% 10% 10% 20% 20% Vida útil estimada 25 anos 10 anos 05 anos 10 anos 10 anos 05 anos 05 anos Há diversas outras taxas para diversos tipos de ativos. baseadas em taxas determinadas pela Capitulo Secretaria da Receita Federal. Exaustão – quando corresponder à perda do valor decorrente de sua exploração. ou bens aplicados nessa exploração. ou cujo objeto sejam bens utilizados por prazo legal ou contratualmente limitados. A legislação admite que as taxas sejam ajustadas em função do número de turnos em que a empresa opere. que usou taxas cientificamente adequadas em face da expectativa de vida útil do bem.0 1. Caso a empresa opere em mais de um turno (8 horas de trabalho). A legislação determina regras para depreciação.0 Ao tratamento mencionado. destacando que a diminuição do valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: a.27 A Lei das Sociedades por Ações trata dos critérios de avaliação do ativo imobilizado das empresas. b. como exemplos abaixo: 01 Estrutura das Demonstrações Financeiras Tipo de imobilizado Prédios e construções Máquinas e equipamentos Veículos Móveis e Utensílios Instalações em geral Ferramentas (alicates. etc.

insere-se no campo contábil-financeiro como uma de suas mais importantes especializações. Atualmente. instituições financeiras. . O objetivo da análise compreende a indicação de informações numéricas. ou sobre benefícios em propriedade de terceiros. por exemplo. em suas decisões. Ciências Contábeis. um curso de Estrutura e Análise de Balanços. por outro lado. etc. fornecedores. de modo geral. clientes. de mais de dois períodos regulares (exemplo: 1999. sendo mais conhecidos como “demonstrações contábeis” ou “demonstrações financeiras”. investidores. estão aqueles ditos obrigatórios que são aqueles definidos pela legislação societária.28 Quanto à amortização. 2000 e 2001). Obrigatórios são aqueles definidos pela legislação societária. de modo a auxiliar ou instrumentar os dirigentes/administradores. sendo mais conhecidos por “demonstrações contábeis” ou “demonstrações financeiras”. da mesma maneira. INTRODUÇÃO A ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Antes de qualquer coisa. devemos falar um pouco da importância de conhecer internamente cada uma das demonstrações financeiras geradas no departamento contábil. preferencialmente. visando ativar o interesse dos alunos sobre a disciplina “Análise das Demonstrações Financeiras”. O conhecimento da matéria gera atuação profissional num segmento definido de mercado. Isto justifica a grande importância da matéria no programa dos principais cursos voltados à gestão empresarial como Administração. A análise compreende o estudo das relações entre elementos patrimoniais. efetuar uma análise voltada para seus aspectos econômicos e financeiros. é utilizada no caso de florestas e de jazidas de minérios. proprietários. Hoje. são aplicadas sobre os intangíveis como marcas e patentes. nota-se crescente demanda de profissionais que reúnam condições de interpretar e mensurar dados através dos demonstrativos contábeis e que possam. transformando-os em informações úteis que os auxiliarão nas tomadas de decisão. as quais farão parte de importantes ferramentas utilizadas pelos gestores econômicos e financeiros. etc. Entre os relatórios gerados pela contabilidade. que utilizarão seus dados. econômicos e financeiros contidos nas demonstrações financeiras geradas na contabilidade. acionistas. governo. Economia. Insumos Básicos Da Análise De Balanços Os insumos básicos do processo de análise de balanços são os relatórios contábeis gerados periodicamente pelas empresas. como define o mercado. A exaustão.. tratada na INSTITUIÇÃO como Contabilidade Geral II.

além do conhecimento técnico. das quais extrai suas conclusões a respeito de sua situação econômico-financeira. Dessa forma. avaliar sua lucratividade ou se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente etc. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. pois. as seguintes demonstrações contábeis: Balanço Patrimonial. apesar das técnicas desenvolvidas. investir ou não em seu capital acionário. pela análise de balanços extraem-se informações sobre a posição passada.pgs. 7 a 40) A análise de balanços visa relatar. presente e futura (projetada) de uma empresa. de posse deles os transformam em informações úteis para tomadas de decisões. com base nos fatos registrados pela contabilidade. identificar sua capacidade de solvência (se irá falir ou não). a posição econômico-financeira atual. não provocam nenhuma reação no leitor. Os dados representam os números ou descrições de objetos ou adventos que. a experiência e a própria intuição do analista. Dois analistas podem chegar a conclusões diferentes sobre a mesma empresa. Isso faz com que os indicadores de análise sejam vistos de maneira particular por quem faz a análise. A análise de balanços é considerada por alguns autores como “uma arte”. . principalmente os contadores sabem que as demonstrações financeiras geradas no departamento de contabilidade trazem um volume muito grande de dados.29 A atual Lei das Sociedades por Ações determina que ao final de cada exercício social (12 meses) toda empresa deve apurar. mesmo tendo trabalhado com os mesmos dados e utilizados as mesmas técnicas de análise. Podemos defini-los como a matéria-prima necessária à obtenção de um produto denominado informação. torna-se impossível estabelecer uma seqüência metodológica ou instrumental científico capazes de fornecer diagnósticos sempre precisos da empresa (ASSAF NETO). as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras. Esses dados representam a matéria-prima do setor p/o Administrador Financeiro que. OBJETIVO DA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (MATARAZZO . Em outras palavras. com base nas informações contábeis fornecidas pela empresa. isoladamente. Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. sobressaindo-se. e toma (ou influencia) decisões com relação a conceder ou não crédito. avaliar se a empresa está sendo bem administrada. Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. Isso significa que cada analista concentra-se nas demonstrações financeiras da sociedade. Todos que trabalham com análises. alterar determinadas políticas financeiras. não há um critério ou metodologia formal de análise válidos nas diferentes situações e aceitos unanimemente pelos analistas.

se vem evoluindo ou regredindo ou até mesmo se sobreviverá ou irá a falência. que necessitam ser transformadas em informações.00 e 36. objetivando simplificar as conclusões mais complexas. o DOAR. Deve-se ter o cuidado de não elaborar relatórios cheio de dados ao invés de informação. . que permitam concluir se a empresa merece ou não crédito. já com a divisão da arrecadação pelo n.000 pagantes. As demonstrações financeiras publicadas no DCI. todos eles com muitos números (dados) importantes. porém. são os fatos de significado econômico-financeiro expressos em moeda e os seus produtos finais são as demonstrações financeiras. Líquido. E suas matérias-primas. se possui dívidas acima de sua capacidade. para quem as recebe. Devem ser elaborados como se fossem destinados a leigos mesmo que não o sejam. 02 Análise das Demonstrações Financeiras Na publicação vem o Balanço. Boliviana teve uma renda de R$ 286.400. estes sempre irão querer decidir com base nas informações obtidas. O analista O analista de balanços por sua vez preocupa-se com as demonstrações financeiras. se é lucrativa. O que realmente vai interessar à alta administração serão os comentários objetivos sobre a situação da empresa. Em um exemplo podemos dizer que numa partida de futebol da sel. em uma análise muitas vezes desejamos saber apenas se a empresa poderá ou não receber créditos.º de pagantes obteríamos o preços médio por ingresso o que já se transformou em informação. uma comunicação que pode produzir reações ou decisão. Demonstração das Mutações do P. que é o produto esperado pela alta direção da empresa. o DRE. Brasileira x sel. freqüentemente acompanhada de um efeito surpresa. Esse pode ser um importante e justificado motivo para se transformar parte desses dados em informações capazes de levar os dirigentes da empresa a uma decisão. Linguagem O resultado da análise de balanços é demonstrado através de relatórios escritos em linguagem descomplicada. isso seria um dado. em excesso uma vez que nós. com uso de gráficos representativos como auxiliares.30 As informações representam. Gazeta Mercantil e outros podem Capitulo representar uma infinidade de números que são dados. O INÍCIO DA ANÁLISE O Contador A função básica do contador é compilar os dados decorrentes das operações da empresa mediante os registros contábeis. fornecidas pelos analistas sem a necessidade de interpretar índices ou gráficos mirabolantes.

Adequação das fontes às aplicações de recursos. bancos. devemos apresentar informações como. Causas das alterações na situação financeira. . etc. entretanto. pois há dois anos podia ser considerado bom”. vem crescendo de maneira indesejável. Instituições financeiras (instituições de crédito. PODE SE LISTAR INFORMAÇÕES DO TIPO: Situação financeira. Eficiência na utilização dos recursos.) Governo. A composição do endividamento mostra um perfil de dívida insatisfatório devido à excessiva participação das obrigações de curto prazo. Fornecedores. Já a liquidez da empresa pode ser considerada boa”. Providências que deveriam ser tomadas e não foram. Evidência de erros da administração. Situação econômica. Quadro evolutivo. Desempenho. Pontos fracos e fortes. Clientes. por exemplo: “O grau de endividamento da empresa encontra-se em nível razoável em relação ao ramo de atividade.31 RELATÓRIO DA ANÁLISE – o que incluir Ao invés de apresentar um relatório cheio de dados numéricos. corretoras de valores. GRUPOS DE INTERESSE Diretores/Acionistas. Tendências e perspectivas. Causas das alterações na rentabilidade. Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras.

A informação. deve proceder análise mais aprofundada. suas limitações e suas potencialidades. “Cada usuário está interessado em algum aspecto particular da empresa”. A política financeira de uma empresa tem reflexo nas demonstrações financeiras e é através da sua análise que se pode conhecer os seus objetivos.32 PRINCIPAIS USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO OBTIDA ATRAVÉS DA ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A análise das demonstrações financeira é ponto fundamental para viabilizar tomadas de decisão dentro das empresas. produto da transformação dos dados obtidos através das demonstrações financeiras fornecidas pelo departamento de contabilidade e são utilizadas por todos os grupos de interesse relacionado para os mais diferentes fins. ou seja. “A análise de balanços é fundamental para quem pretende Análise das Demonstrações Financeiras A análise de balanços permite uma visão da estratégia e dos planos da empresa analisada. BANCOS COMERCIAIS Esses bancos que trabalham com créditos de curto-prazo. O cliente deve se preocupar mais é em caso de contrato de fornecimento de materiais ou serviços considerados essenciais para a sua produção. preocupam-se com o grau de endividamento do cliente e sua rentabilidade e capitalização. (valor negociado). permite estimar o seu futuro. preocupando-se com o aspecto de continuidade. CLIENTES (COMPRADORES) Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. Capitulo 02 relaciona-se com a empresa”. . “A profundidade da análise do fornecedor depende da importância do cliente”. a sua liquidez. Nestes casos. EXEMPLOS: FORNECEDORES O fornecedor de materiais ou serviços precisa conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes. A análise consiste num trabalho fascinante para as áreas de finanças e contabilidade e é através dela que se conseguem avaliar os efeitos de certos eventos ocorridos sobre a situação econômica e financeira das empresas.

e pode ser um fator de sucesso ou de fracasso da empresa no mercado. Capitulo 02 Análise das Demonstrações Financeiras CONCORRENTES Esta análise é de vital importância. aos prazos de recebimentos etc. Essas sociedades necessitam conhecer a capacidade financeira de seus clientes (tomadores). preocupam-se com o aspecto da valorização das ações. como agentes investidores. para os administradores da empresa é instrumento importante (complementar) para a tomada de decisão. faz análise inicial e depois esquece. . CORRETORAS DE VALORES E PÚBLICO INVESTIDOR Esses. A análise de balanços. ao grau de endividamento. que é muito mais importante para o banco de investimento. ACOMPANHAMENTO DE CLIENTES E FORNECEDORES Muitas empresas e até mesmo bancos.33 BANCOS DE INVESTIMENTOS Estes se preocupam muito mais com análise de tendência e fazer previsões. para conhecimento profundo da situação de seus concorrentes. mais precisamente no que diz respeito ao desempenho. Ou seja. eles estão mais preocupados é com a situação futura da empresa. aos prazos de pagamentos. GOVERNO O governo utiliza análise de balanços em diversas situações. a lucratividade. “A análise de balanços pode servir de guia para os dirigentes”. SOCIEDADES FINANCEIRAS Créditos diretos a consumidores. Por exemplo. DIRETORES/ACIONISTAS Estes se interessam pelo desenvolvimento geral da empresa. quebram simplesmente por não acompanhar a situação de seus clientes/fornecedores periodicamente. aos resultados obtidos. CORRETORAS DE VALORES Concede empréstimos às construtoras e sua análise está entre um banco comercial e um de investimento. as concorrentes de concorrência pública.

cuja finalidade é determinar quais são os pontos críticos e permitir. passado quando os banqueiros americanos passaram a solicitar balanços às empresas tomadoras de empréstimos. Ponderam-se as diferentes informações e chega-se a um diagnóstico ou conclusão. Escolha de indicadores 2. Seu início se deu no séc. Comparação com padrões 3. Decisão Obs. A análise surgiu e desenvolveu dentro dos bancos que foi e ainda é seu principal usuário. No Brasil. por falta de padrões ou por não se saber construí-los. o processo de tomada de decisão obedece alguma seqüência como segue: Etapas: 1. por exemplo. . Quando esta seqüência não é obedecida a análise fica prejudicada. O Diagnóstico de uma empresa quase sempre começa com uma rigorosa Análise de Balanços. O médico. Comparam-se os índices com os padrões.: Todos os tipos de profissionais têm um padrão estatístico ou não para comparar níveis satisfatórios para dar sustentação a suas decisões. 4. tem um padrão de reações estatisticamente elaborado para suportar seus diagnósticos. A análise se compõe através das três primeiras etapas que devem estar perfeitamente coordenadas. o raciocínio é aplicado da mesma forma: 1.34 METODOLOGIA DE ANÁLISE “Toda análise baseia-se no raciocínio científico”. Capitulo 02 Análise das apresentar um esboço das prioridades para a solução de seus problemas. Diagnóstico ou conclusões 4.Demonstrações Financeiras Em análise de balanços. de imediato. 3. na jurisprudência e em comentários jurídicos para defender suas causas. ela só se difundiu nos anos 70. 2. Extraem-se índices das demonstrações financeiras. Tomam-se decisões. O advogado se ampara na lei. As vezes. Na maioria das ciências. deixam-se de fazer comparações e a análise fica comprometida por falta de elementos de referência. PANORAMA HISTÓRICO DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS Os primeiros passos da análise de balanços ocorreram no final do século passado.

Em 1925. em 1919 apresentou. Índices-padrão vêm sendo divulgados desde 1931. Em 1915 o Banco Central dos Estados Unidos determinou que. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL As duas devem ser utilizadas conjuntamente e servem para complementar as análises por quocientes. realizando algumas críticas à análise de coeficientes. e foi neste ano que foi criada a SERASA. a Dun & Bradstreet passou a elaborar e divulgar índices-padrão para diversos ramos de atividades. Existem hoje. propôs que fosse substituída pela construção de índices encadeados que indicassem as variações havidas nos principais itens em relação a ano-base. A partir de 1931. além de ativos e passivos. as demonstrações da época não tinham muita uniformidade nos dados apresentados. uma vez que. Alexandre Wall. só poderiam ser redescontados títulos negociados por empresas que tivessem apresentado seu balanço ao banco. . que é alcançável através de outras técnicas adiante. um modelo de análise de balanços. através de índices. sofrendo refinamentos como objetos de estudos nas universidades. Em 1918 foi criado um livreto que inclui formulários padronizados para balanços e demonstrações de lucros e perdas. TÉCNICAS ATUAIS DE ANÁLISE Análise através de índices As atuais técnicas de Análise de Balanços possibilitam grande número de informações sobre a empresa. demonstrando a necessidade de considerar outras relações. até 1968 a análise de balanços era muito pouco utilizada. seguindo a tendência natural da sociedade. A principal preocupação dos índices de balanço é possibilitar avaliação de forma genérica sobre diferentes aspectos da empresa em análise. Porém. as técnicas vêm se aprimorando. considerado o pai da análise de balanços. empresa que passou a operar como central de análise de balanços de Capitulo 02 Análise das Demonstrações Financeiras bancos comerciais.35 A análise de balanços tornou-se praticamente obrigatória em 1915 nos Estados Unidos. nos Estados Unidos. Em 1930 surgiu um modelo de análise de rentabilidade dentro da empresa Du Point (ROI). com o passar do tempo. sem profundidade. muitos índices surgidos de 1915 até então. No Brasil. Stephen Gilman.

é possível acompanhar o desempenho de todas as contas que compõe a demonstração analisada. Exemplo: Em uma DRE onde as Despesas Administrativas são R$ 257.000 x 100 = 17% R$ 1. de grande utilidade gerencial. tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo do ano. em inglês) está correlacionado ao Capital de terceiros. é possível construir um modelo de análise dos investimentos e financiamentos do Capital de Giro.000 HORIZONTAL Também denominada por alguns analistas como análise por índices. identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando esta estiver em estudo. . desenvolvido há cerca de 50 anos. VERTICAL Também chamada por análise por coeficientes. Evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto. envolve todos os itens das demonstrações e revelam falhas responsáveis por anomalias encontradas. bem como para avaliação da capacidade de administração do Capital de Giro por parte da empresa. Permite ainda. Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explicam quais os fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade. ANÁLISE DA “ALAVANCAGEM FINANCEIRA” O significado da “alavancagem financeira” (Financial Leverage.36 Elas são mais detalhadas.480.000: X= R$ 257.480. Por meio deste tipo de análise. ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO Através do cálculo dos índices de rotação ou prazos médios.000 e a Receita Operacional é R$ 1. é ainda instrumento de grande utilidade na análise interna ou externa da empresa. é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. MODELO DE ANÁLISE DE RENTABILIDADE ANÁLISE DO ROI (RETORNO OPERACIONAL DOS INVESTIMENTOS) Esse tipo de análise.

A isto. dá-se o nome de “Padronização”. a análise da “alavancagem financeira” é imprescindível para as decisões de subscrição de ações e muito recomendável nas decisões de financiamento de longo prazo. Utilizando os dados da DOAR. Também seria desejável Df’s de três períodos. A padronização tem como objetivo. da mesma forma que um terreno deve ser preparado e modelado para a construção de um prédio”. 5 – Matarazzo) “As demonstrações financeiras devem ser preparadas para análise. trazer as demonstrações financeiras a um padrão de procedimentos e ordenamento na distribuição das contas. Este trabalho consiste em uma crítica às contas das demonstrações financeiras e na transcrição delas para um modelo previamente definido.º 6. Esse é um raciocínio dominante em grande parte do mundo. O pensamento é de que analisando o passado. na apresentação de tais demonstrações. de correlacionar os diversos itens. o endividamento tem um efeito de alavanca sobre o lucro que é levado para o acionista. ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS E DO FLUXO DE CAIXA. pode-se ter idéias do futuro. PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS – (Cap. deve-se examinar detalhadamente as demonstrações financeiras.12. supondo-se que o comportamento da empresa não se altere.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas). Antes de iniciar a análise. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). começou a ser divulgada. ANÁLISE PROSPECTIVA A análise de balanço é realizada com base em dados contidos em demonstrações financeiras passadas. visando diminuir as diferenças nos critérios utilizados pelas empresas. A partir das demonstrações financeiras levantadas em 31. seguindo critérios próprios adotados internamente na empresa que esteja procedendo a análise. isto é. Outro objetivo é fazer com que as demonstrações atendam às necessidades de análise e sejam apresentadas de forma simples de visualizar e fácil de entender. Por comparar o custo das diferentes alternativas de capital de terceiros com o custo do capital próprio. pode-se construir a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa. Com as publicações em colunas . por determinação da Lei n. O primeiro passo para análise é verificar se estamos de posse de todas a DF’s (inclusive notas explicativas).78. no Brasil.37 Quando a alavancagem ou o grau de alavancagem é maior do que 1. cuja análise é a última palavra sobre a situação financeira da empresa e sobre sua gestão de caixa.

. São alguns ajustes para melhorar a eficiência da análise. dois períodos (exercício atual e anterior). sobretudo no Balanço Patrimonial e DRE. Comparabilidade – A análise é baseada em comparação e só faz sentido analisar um balanço após o seu enquadramento num modelo que viabilize comparação com outros balanços. nem sempre as DF’s refletem a realidade (principalmente as pequenas empresas) O segundo passo é preparar as DF’s de forma conveniente para a análise. a atitude do contador visando melhorar a situação financeira da empresa reclassifica este imóvel no Ativo Circulante. chega-se a aproximadamente 500 a 600 números o que é um complicador na vida do analista. É fundamental que o analista tenha condições de avaliar a relevância de cada item. Em seguida devemos averiguar a autenticidade das DF’s. recomenda-se ao analista uma maior dose de conservadorismo. que tenha domínio do mecanismo contábil utilizado pelas empresas.38 comparativas teremos. contem um nº. Precisa ainda saber interpretar a nomenclatura utilizada pelas empresas. Neste caso. Os fatores mais importantes devem ser esclarecidos. Motivos de se fazer a Padronização Simplificação – Um balanço aberto em uma S/A. É necessário que o analista responsável por esta tarefa conheça bem o que representa cada uma das contas das demonstrações financeiras. elevado de contas. o que dificulta a visualização do balanço como um todo. sabendo como aqueles valores surgiram. enquanto os menos relevantes muitas vezes não justificam tempo que podem absorver. um novo reagrupamento de algumas contas nas DF’s. o que eles representam e como serão liquidados. O Parecer da Auditoria nas DF’s dá uma satisfatória margem de confiabilidade para o analista. das notas explicativas e do parecer da auditoria é tarefa obrigatória no processo de análise das demonstrações financeiras. estaria melhorando a situação de liquidez da empresa a curto prazo. Exemplo: Se a empresa se dispõe a vender um imóvel que está classificado do Ativo Permanente. à medida que tal item possa apresentar dificuldade. Não havendo Parecer de Auditoria. de posse de uma única publicação. Quando se faz cálculos fazendo análise vertical e horizontal. através do seu agrupamento de contas nas DF’s melhorar a situação econômico-financeira da empresa usando de uma certa subjetividade. A leitura do relatório da diretoria. Reclassificação das Contas Significa uma nova classificação. convertendo-a para planilhas internas. por exemplo. Esta etapa denomina-se Reclassificação de itens nas Demonstrações Financeiras. Muitas vezes o contador visa. uma vez que.

Intimidade do analista com as demonstrações financeiras da empresa – a padronização obriga o analista a pensar em cada conta das demonstrações e a decidir sobre sua consistência com outras contas. Para efeito financeiro. ⇒ A “DRE” evidencia apenas os valores fundamentais para análise. ⇒ A Receita Líquida de vendas está deduzida das “Deduções. ⇒ Passivo Circulante é dividido em Operacional e Financeiro. Ë comum encontrarmos falhas de classificação de contas tanto no balanço como nas demais demonstrações. diferentes do balanço. Abatimentos” e “Impostos”. sendo que as “Duplicatas Descontadas” fazem parte deste último. que serve aos propósitos do curso. uma vez que. em nada difere de um empréstimo bancário. Precisão na classificação das contas – Consiste na adequação das contas segundo suas próprias naturezas. Modelo padronizado de balanços de DRE. ⇒ As Receitas e Despesas Financeiras estão líquidas dos efeitos inflacionários.: Uma padronização rigorosa deveria sempre ser precedida da elaboração de um fluxo de caixa. Descoberta de erros – existe caso de erros que podem ser intencionais ou não: a) b) c) Estoques finais ou iniciais da DRE. Dificuldade de conciliar PL inicial com PL final. ⇒ No lado do Passivo. acha-se um subtotal representado por Capital de Terceiros (Passivo Capitulo 02 Padronização das Demonstrações Financeiras Circulante + Passivo exigível a longo prazo). ⇒ No Patrimônio Líquido aparecem apenas o “Capital Social” já deduzido de eventuais “Capital a Realizar” a soma às “Reservas”. suas classificações enquanto as transcreve para o modelo padronizado.39 Adequação aos objetivos da análise – O exemplo de duplicatas descontadas contabilmente demonstrada como redutora do ativo circulante. Modelo do Balanço Padrão BALANÇOS EM: 20X1 20X2 VA AV AH VA AV AH 20X3 VA AV AH . tanto as saídas como as entradas de caixa são bem identificadas o que dá uma boa base para análise. Obs. PDD apontado no balanço não coincide com a constituída na DRE. Vale informar que as características do modelo padronizado são: ⇒ Ativo apresenta somente contas essenciais. uma vez que se trata de uma forma de captação de recurso.

Descontadas SOMA Total do Passivo Circulante EXIGÍVEL A L. Líquido TOTAL DO PASSIVO . PRAZO. A L. Prazo P. P.40 ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO Disponível Aplicações Financeiras SOMA OPERACIONAL Clientes Estoques Outros Créditos SOMA Total do Ativo Circulante REALIZÁVEL A L. PERMANENTE Investimentos Imobilizado Diferido Total do Ativo Permanente TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL Fornecedores Outras Obrigações SOMA FINANCEIRO Empréstimos Bancários Dupl. Empréstimos Financiamentos Total do Exig. LÍQUIDO Capital e Reservas Lucros Acumulados Total do P.

todos as análise exemplificadas. Vendidos = Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais (±) Outras Rc/Dp Operac.: A partir deste ponto. Financeiros) (+) Receitas Financeiras (-) Despesas Financeiras = Lucro Operacional (incluindo os resultados financeiros) (±) Res. BIG. = Lucro Operacional (antes dos Res. cujos dados foram adaptados a um caso real. EXERCÍCIO VA AV AH RECEITA LÍQUIDA (-) Custo dos P. SOCIAL LUCRO LÍQUIDO Simbologia: VA = Valores Absolutos AV = Análise Vertical AH = Análise Horizontal 20X2 VA AV AH 20X3 VA AV AH Obs. BIG para efeito de conformidade das técnicas de análise e como elas se relacionam. serão feitas com base nos dados (através de demonstrações e dados adicionais) da empresa hipotética denominada Cia. Em todos os capítulos abordados adiante será abordado a Cia. Não Operacional LUCRO ANTES DO IR E DA CONTRIB. .41 Modelo do DRE Padrão DEMONSTRAÇÃO DO 20X1 RES.

159 66.517.960.224 1.083 413.317.494.791 433.760 5.698 928. P.335 .000 87.726.448 0 765.240 533.12.653.070.698 2.435 2.714.045.475 1.429 393.161.763 83.165 290. A L.401.991 2.072 1.075 2.933.000 1.846.406.X2 31.231 3.037 2.778 1.206 1.050 688.699 834.039.508 1.788 2.861 2.743 1.575 2.576.865 1.157 213.667.X3 34.12.719.536 275.044 676.000 62.665 128.984.512 1.065 289.827 5.309 80.726.480 26.640 751.716 378.077 792.122.634 1.314 1.050 228.X1 BALANÇOS EM 31.648 90. LÍQUIDO Capital e Reservas Lucros Acumulados Total do P.335 708.984.178 639.879 3.350. PRAZO Empréstimos Financiamentos Total do Exig.655.529.534 158.885 477.317 657.796.508 40.028 1.407.171 25.957.170.122.997 1.896 1.633 356. Líquido TOTAL DO PASSIVO 31.969 163.269.846 1.915 107.985.360 0 314.42 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA EXEMPLOS EM US$ CIA.194.178 156.514 2.830 316.028.277 1.250 693.653. PERMANENTE Investimentos Imobilizado Diferido Total do Ativo Permanente TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL Fornecedores Outras Obrigações SOMA FINANCEIRO Empréstimos Bancários Duplicatas Descontadas SOMA Total do Passivo Circulante EXIGÍVEL A L.575 72.743 1.340.957 314.360 1. Prazo TOTAL DE CAPITAIS DE TERCEIROS P. BIG ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO Disponível Aplicações Financeira SOMA OPERACIONAL Clientes Estoques SOMA Total do Ativo Circulante REALIZÁVEL A L.947 2.185 3.623 984.798 1.12.061 1.

43 DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS CIA.861 167.993) 8.830 Reserva Legal + lucros Acumulados 244.418.478 (24.530) 1.12.350.440 (86.232) 1.438 167.X1 4.478 0 657.074 0 1.741 31.116 255.604 223.298) 305.171.X3 5.070.222 223.12.X2 4.793.546 1.152.605 0 79.12.273.956 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social e reservas Saldo em 31.935 (863.025) 27.116 (281.425.X2 Lucro Líq.083 0 537.860 (284.827 223.741 49.000) (24.562 (442.671) 1.123 (3. BIG Receita Líquida Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais Outras Receitas Operacionais Lucro Oper.673 0 1.741 (30.304 0 305.058 411.394 683.438 0 307.116 31.987) 1.667 5. Do Exercício de 20X3 Aumento de Capital Dividendos Saldo em 31.956 0 (61.866 (3. Antes do Imposto de Renda Receitas Financeiras Despesas Financeiras Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro antes do Imposto de Renda Lucro Líquido Exercício 31.X1 Lucro Líq.185 165.994 10.12.304 165.407.673 (61.X3 577.308) 410.816) 307.915 (498.634) (86.12.530) 1.593 (495.12.777 1.581 742. Do Exercício de 20X2 Aumento de Capital Dividendos Saldo em 31.028 165.632.12.997 Total 821.778 167.621.586 (4.692 7.X0 Lucro líquido do Exercício de 20X1 Aumento de Capital Dividendos Saldo em 31.851.194.827 .162.157 156.225) 17.336 (427.987) 316.185) 1.667.185) 413.232) 213.956 156.

12.443 1.272 61.898 243.327.500. C.896 Total das Aplicações 64.987 0 51.44 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Exercício CIA.673 857.511 Resultado da Equivalência Patrimonial (5.684 Aquisição Imobilizado 0 40.12.667 1.176.300 101.541) DOS ACIONISTAS Aumento de Capital 49.440 DE TERCEIROS Novos Empréstimos e Financiamentos 124.933.889 1.077 863.X3 165.12.625 619.204 MOVIMENTAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 20X0 20X1 Ativo Circulante 1.277) 156.264 1.298 Aumento ou Dim.571 113.094 20X3 2.571 113.269.575 1.185 86.478 255.480 Passivo Circulante 1. 347.528 Total das Origens 412.483 VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO 31.420.141 1.171 1.957.X1 31.769 1.956 167.340.960.X2 ORIGENS DAS OPERAÇÕES Lucro Líquido 223741 167.477 (20.277 976.756 906.116 Depreciação 20.323 49. BIG 31. Líqu.068 347. Longo Prazo 0 50.898 243. Do Cap.229.204 .957 Capital Circulante Líquido 271.232 Reduções Emp.054 APLICAÇÕES Dividendos 24.214.508) (10.406.100 Aquisição Investimentos 6.523 20X2 2.104 73.

266 4.229 249.425.886 8.440 156.069.110 495.002 389.276 6.968.500 27.Receita Bruta de Vendas (-) Devoluções e Abatimentos Vendas Realizadas (-) Impostos Receita Líquida 2.643 383.12.107.133 Operacional 122.695 Permanente TOTAL Exigível a L.777 284.Compras 5.493 427.673 839.132 263.617.586 5.113.306 498.514 6.025 3.825 5.557 5.435 317.12.X2 6.317.500.993 3.361 751.422 21./Desp.086 7.698 21.Estoques Matérias-primas Produtos em Processo Produtos Acabados 264.143 1.227.889 Outras Obrigações Financeiro 49.520 269.508 2.560 206.820.021 192.271 533.387.695 TOTAL .478 255.851.385 386.227 1.866 31.Aumento de Capital nas seguintes datas: 30/04/x1 31/06/x2 02/02/x3 7.522 570.604 821.123 31.277 7.Balanço Sintético de 20X0 ATIVO Circulante Operacional Financeiro PASSIVO Circulante 1.001.206 269.104 4.541 7.394 269.039.742 1.12. Operacionais Receita de Equiv.581 225.45 DADOS ADICIONAIS: 1.114 1. 8.040 17.378.766.413 466. Patrimonial Ganhos com a Inflação 3.043.713 223.225 2.323 20.390 184.793.402 20.806 Patrimônio Líquido 2.756 Fornecedor 1.248 4.229.Despesas Operacionais De Vendas Administrativas Gerais 31.264 189.240.Os Dividendos são provisionados no encerramento de cada exercício.X1 6.827 2.407 1.830 1. Prazo 739.960.X3 8.310 180.240.587 10.052 152.Outras Rec.

178 A porcentagem encontrada corresponde ao percentual de participação do disponível em relação ao volume do Ativo Total. Total : 2.793. também denominada por alguns analistas como “Análise por Coeficientes”.23% 4. Exemplo: x = 10. que se aplica ao se relacionar uma conta ou grupo de contas com um valor afim ou relacionável. No caso do Balanço.726.860 x 100 = 0. É evidente que nos casos referentes ao DRE. podemos saber qual o percentual do ativo circulante em relação a ativo total. identificado no mesmo demonstrativo. pode-se conhecer pormenores das demonstrações financeiras que escapam à análise genérica através dos índices. expresso em porcentagem. ou seja. em que o valor-base é igualado a 100. O cálculo do percentual que cada elemento ocupa em relação ao conjunto é feito por meio de regra de três. ou ainda a relação percentual entre o disponível e ativo total. Exemplo: % do disponível em relação ao ativo total At.726. . é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. calcula-se o percentual de cada conta em relação às vendas. Através desse tipo de análise. 09 – MATARAZZO) Os métodos de análises vertical e horizontal prestam valiosa contribuição na interpretação da estrutura e da tendência dos números de uma empresa. sendo os demais calculados em relação a ele. Ela evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto. Podem ainda auxiliar na análise dos índices financeiros e em outros métodos de análise.178 = 100 Disponível: 34. dentro de suas respectivas naturezas.665 = x x = 34. como o exemplo a seguir. onde o valor das vendas é igualado a 100. De maneira mais simples podemos ver que a AV mostra a importância que cada conta em relação o valor total do conjunto. ANÁLISE VERTICAL (coeficientes) Conceito É um processo comparativo.665 x 100 = 1.46 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL (Cap. A Análise Vertical. No balanço calcula-se o percentual de cada conta em relação ao ativo total e ao passivo total. o primeiro propósito da análise vertical (AV) é mostrar a participação relativa de cada item de uma demonstração financeira em relação a determinado referencial.27% 2.123 “O percentual de cada conta mostra sua real importância no conjunto”.

sejam de evolução ou retração. O analista não pode desprezar em sua análise a influência da inflação. a Análise Horizontal compara a evolução dos valores de cada conta das demonstrações em análise ao longo de vários períodos. A Análise Horizontal. alcança sua plenitude quando efetuada na Demonstração do Resultado do Exercício. tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo do tempo. A análise é feita geralmente de no mínimo três exercícios. Os índices extraídos da análise horizontal representam a evolução de cada conta no decorrer do tempo. Embora a AV possa ser feita em qualquer demonstração financeira. A Análise Horizontal é feita por meio de números-índices. desenvolvido por meio de números-índices. Enquanto a Análise Vertical é feita pela comparação de cada elemento do conjunto em relação ao total. em diferentes exercícios sociais. ressaltando as tendências evidenciadas em cada uma delas. É basicamente um processo de análise temporal. . também denominada por alguns analistas como “Análise por meio de números-índices”. e mostram os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências. É conveniente acompanhar constantemente o percentual de participação de cada despesa em relação ao valor da Receita Líquida de Vendas para evitar que esses percentuais. o analista poderá verificar a evolução normal desta conta e compará-la com a evolução das demais contas da Demonstração e concluir sobre o comportamento da mesma durante o período.47 OBJETIVO DA ANÁLISE VERTICAL O principal objetivo da AV é mostrar a importância de cada conta na demonstração financeira a que pertence. o que é facilmente verificado através da análise vertical. que tem influência direta o Resultado do Exercício. O objetivo da Análise Horizontal é permitir o exame da evolução histórica de uma série de valores ao longo do tempo. Este tipo de análise possibilita o acompanhamento do desempenho de cada uma das contas que compõem a demonstração em questão. em um mesmo período. ultrapassem os limites orçados. que pode concorrer para um crescimento ou redução dos valores em análise. Através da AH. A redução do Lucro Líquido de um período para outro pode ser resultado do aumento indesejado de alguns itens de despesa. ANÁLISE HORIZONTAL (índices) Conceito É a comparação que se faz entre os valores de uma mesma conta ou grupo de contas.

680. CONTAS X1 X2 Receita Operacional Líquida 100% 191. O mecanismo consiste em escolher um exercício – geralmente o mais antigo como base.280. utilizada pela análise de Balanços.59% 4. sempre em relação ao primeiro. A variação é o que exceder a 100 ou o que faltar para 100.680. Na construção dos percentuais para cada elaboração de análise horizontal se usa a técnica dos números índices em que no primeiro ano todos os valores são considerados iguais a 100.000 Exercício de x3 = 9. Exemplo: Suponhamos que a Demonstração do Resultado do Exercício de uma determinada empresa apresente os seguintes valores da Receita Operacional Líquida: Exercício de x1 = 4.200.000 x 100 = 226.280.000 = x logo x = 8.280. faremos: Cálculo de índice para o exercício de x2.59 X3 226.000 Exercício de x2 = 8. Veja: Demonstração de resultado do exercício da empresa exemplo S/A. que consiste em substituir os valores constantes das contas de cada exercício por um número percentual que facilita a comparação entre eles. R$ 4. calcular os demais valores dos outros exercícios por meio de regra de três. a partir desse exercício. REPETINDO Através da regra de três obtem-se os valores dos anos seguintes. atribuindo aos seus valores o percentual 100 e.000 = x logo x = 9.200.000 Cálculo do índice para o exercício de x3 R$ 4.000 Escolhendo o exercício de x1 como base.48 Número-índice é uma operação estatística.000 Para fins de Análise Horizontal.000 = 100% R$ 8.000 = 100% R$ 9.280.280.17% 4. podemos elaborar uma tabela com base nos dados apurados.200.17 VEJAM QUE: .000 x 100 = 191.680.

926.890. “A evolução de cada conta mostra os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências”.926.890.156.764 2.quando será denominada Análise Horizontal encadeada.ou em relação ao ano anterior – quando será denominada Análise Horizontal Anual. 20X2 -60% 20X3 +66% 20X4 +50% Estoques X2 ⇒ 40 – 100 = -60% X3 ⇒ [(1. basta analisar a evolução ou a retração de cada conta em relação ao exercício escolhido como base. Nota: A anual não deve ser feita em substituição a encadeada. Veja exemplos: Suponha que uma conta Estoques de determinada empresa tenha a seguinte evolução: 20X1 20X2 20X3 20X4 Estoques 2.143 = 40% X3 ⇒ (1. onde no 1º. Pode ser feita especificamente em cada item e depois em conjunto.890.764 x 100) / 2. tal redução passou a representar 40% dos estoques iniciais.890. Através da regra de três obtem-se os valores dos anos seguintes (índices). Ano todos os valores são considerados/ iguais a 100.143 x 100) / 2. A análise pode ser feita inicialmente comparando-se os índices obtidos em cada ano sempre em relação ao ano-base. De posse da tabela devidamente elaborada. A análise horizontal anual mostra os seguintes números (observe-se que neste processo em cada ano só aparece o percentual de variação em relação ao ano anterior).764 x 100) / 1. uma vez que pode causar alguma confusão. Em 20X3 os estoques subiram para o nível de 67% dos iniciais e em 20X4 voltaram exatamente ao nível inicial.143 1.890.926.143 = 100% 20X4 100% Conclui-se que a empresa teve uma redução de estoques em 20X2.49 • • • Na construção dos percentuais para elaboração da Análise Horizontal se usa a técnica dos Capitulo 03 Análise Vertical Análise Horizontal números-índices. possibilitando verificar a influência de cada item um sobre o outro. ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA X ANUAL A análise horizontal pode ser efetuada através do cálculo das variações em relação a um anobase .890.058 1. A variação é o que excedera 100 ou o que faltar para 100.143 = 67% X4 ⇒ (2.143 A análise horizontal encadeada apresenta os seguintes cálculos: 20X1 20X2 20X3 Estoques 100% 40% 67% X2 ⇒ (1.058] – 100 = 66% .058 x 100) / 2.156.156.

mas possibilita localizar pontos específicos de falhas.926.764] – 100 = 50% Conclusões do cálculo: A empresa sofreu uma redução de 60% no seu estoque no 1º ano e apresentou aumento de Capitulo 03 Análise Vertical / Análise Horizontal 66% e 50% respectivamente. a redução de 60% de 20X2 foi calculada sobre uma base muito maior do que a base usada para o crescimento em 20X3 e 20X4. Bem Como Suas Modificações. Objetivos da Análise Vertical/Horizontal: Análise Vertical: Mostrar a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e. visto que o lucro líquido costuma representar também percentuais pequenos em relação as vendas em análise vertical. através da comparação com padrões do ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores e permitir inferir se há itens fora das proporções normais. A análise Vertical/Horizontal desce a um nível de detalhes que não permite essa visão ampla da empresa. pois determinado item.000%. porém em uma análise horizontal pode representar variações de grandes proporções.890. permitir conclusões sobre a evolução da empresa. por exemplo. pode continuar sendo irrelevante dentro da demonstração financeira a que pertence. Na DRE. Análise Horizontal: Mostrar a evolução de cada conta das Demonstrações. A análise através de índices Financeiros é genérica. Relação entre Análise Vertical/Horizontal e Análise através de Índices. o que não corresponde a realidade. É desejável que as conclusões baseadas na análise Vertical sejam completadas pelas da análise Horizontal.50 X4 ⇒ [(2.143 x 100) / 1. Não se deve tirar conclusões exclusivamente da análise horizontal. pela comparação entre si. nos dois seguintes. problemas e características da empresa e explicar os motivos de a empresa estar em determinada situação. “Em sentido específico. Isto sugere que a redução inicial teria sido inteiramente compensada em 20X3 e ainda havido um aumento dos estoques em 20X4. os seguintes objetivos da análise Indicar A Estrutura De Ativo E Passivo. mesmo apresentando variação de 2. relaciona grandes itens das Demonstrações Financeiras e permite dar uma avaliação à empresa. destacam-se Vertical/Horizontal conjuntamente”. . Ou seja. Financeiras e. pequenos percentuais podem ser significativos. Relação entre Análise Vertical e Horizontal É recomendável que estes dois tipos de análise sejam usados em conjunto.

51

Analisar Em Detalhes O Desempenho Da Empresa.

ANÁLISE VERTICAL 1- Visando fixar melhor a teoria, desenvolvam, utilizando as técnicas apresentadas a análise vertical das demonstrações abaixo: BALANÇO DA CIA. FUTURISTA S/A. Ativo/Passivo 31.12.X1 AV Ativo Circulante 100.000 17,8 Real. A L. Prazo 160.000 28,6 Ativo Permanente 300.000 53,6 TOTAL 560.000 100,0 Passivo Circulante 70.000 12,5 Exig. A L. Prazo 150.000 26,8 Patrimônio Líquido 340.000 60,7

31.12.X2 110.000 184.000 390.000 684.000 90.300 200.000 393.700

AV 31.12.X3 95.000 16,1 192.000 26,9 445.000 57,0 100,0 732.000 106.400 13,2 235.000 29,2 390.600 57,6

AV 13,0 26,2 60,8 100,0 14,5 32,1 53,4

DRE DA CIA . FUTURISTA S/A 31.12.X1 Receitas de Vendas 830.000 (-) Custos (524.167) (=) Lucro Bruto 305.833 (-) Desp. Operacion (139.500) (-) Desp. Financeiras (88.000) (=) Resultado Oper 78.333 (-) Prov. Imp. Renda (31.333) (-) Resultado Líquido 47.000

AV 100,0 63,2 36,8 16,8 10,6 9,4 3,8 5,6

31.12.X2 1.260.000 (840.500) 419.500 (190.000) (140.000) 89.500 (35.800) 53.700

AV 100,0 66,7 33,3 15,1 11,1 7,1 2,8 4,3

31.12.X3 2.050.000 (1.594.600) 455.400 (277.500) (186.000) (8.100) (8.100)

AV 100,0 77,8 22,2 13,5 9,1 -0,4 -0,4

INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO BALANÇO PELA ANÁLISE VERTICAL: - Os investimentos de curto prazo sofreram pequenas reduções no período, passando de 17,8% do total do ativo em X1, para 13,0% para X3. Ativo Circulante 100.000 17,8 110.000 16,1 95.000 13,0

Em contrapartida, de forma desequilibrada, as dívidas de curto prazo (representadas pelo passivo circulante) apresentaram uma participação maior ao longo dos períodos. Em X1, 12,5% do total dos financiamentos da empresa era representado por passivo circulante, subindo para 14,5% em X3. 70.000 12,5 90.300 13,2 106.400 14,5

Passivo Circulante -

Essa situação, conforme se comentou, produziu uma redução da liquidez da empresa que deve administrar um volume maior de dívidas vencíveis a curto prazo sem apresentar um incremento correspondente em seus ativos circulantes. Situação semelhante também pode ser verificada em relação ao Realizável a Longo Prazo X Exigível a Longo Prazo:

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Real. A L. Prazo Exig. A L. Prazo -

160.000 150.000

28,6 26,8

184.000 200.000

26,9 29,2

192.000 235.000

26,2 32,1

Capitulo 03

Análise Vertical / Análise Horizontal

O único grupo patrimonial que proporcionalmente cresceu ao longo dos anos foi o ativo permanente: 300.000 53,6 390.000 57,0 445.000 60,8

Ativo Permanente

Os demais grupos de contas do Ativo sofreram decréscimos do exercício X1 ao X3. A maior preocupação por investimentos produtivos pode ser derivada do crescimento dos níveis de vendas da empresa, tendo atingido 51,8% em X2 em relação a X1 e 62,7 em X3 em relação a X2, conforme quadro da DRE. Da mesma forma, observa-se que em X1 60,7% dos ativos da empresa eram financiados por capital próprio. Em X3, esse percentual caiu para 53,4%, significando que a empresa deve a terceiros os outros 46,6% (100%-53,4) de seus ativos. Na verdade a empresa, conforme se comentou, não produziu melhores níveis de capitalização no período (> participação de capital próprio), diminuindo inclusive a participação do Patrimonio Líquido. Patrimônio Líquido 340.000 60,7 393.700 57,6 390.600 53,4

INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DA DRE PELA ANÁLISE VERTICAL: Através da Demonstração de Resultados, confirma-se a necessidade de um volume maior de receitas de vendas para cobrir os custos. Em X1, 63,2% das vendas eram destinados a reporem os custos incorridos, elevando-se para 66,7 em X2 e 77,8% em X3. Como conseqüência, reduz-se a parte das vendas que representam o lucro bruto. Vejam: Receitas de Vendas (-) Custos (=) Lucro Bruto

830.000 (524.167) 305.833

100,0 63,2 36,8

1.260.000 (840.500) 419.500

100,0 66,7 33,3

2.050.000 (1.594.600) 455.400

100,0 77,8 22,2

.Nota-se também que apesar de haver ocorrido uma redução proporcional das despesas operacionais e financeiras na estrutura de resultados, a empresa teve de assumir um prejuízo de $8.100 em X3 equivalente a 0,4 de suas vendas. Nos exercícios de X1 e X2 apesar de ter apresentado um lucro líquido crescente em valores absolutos, houve uma redução proporcional às vendas. Vejam: (-) Resultado Líquido 47.000 5,6 53.700 4,3 (8.100) -0,4

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Ou seja, em X1, 94,4% da receita de vendas foram para cobrir os custos e despesas, no exercício seguinte esse percentual foi de 96,7% e em X3 a empresa utilizou toda a sua receita e mais 0,4 do P.L (representado por prejuízo).

ANÁLISE HORIZONTAL Visando fixar melhor a teoria, desenvolvam, utilizando as técnicas apresentadas a análise horizontal das demonstrações abaixo:

BALANÇO DA CIA . FUTURISTA S/A Ativo/Passivo 31.12x1 AH% Ativo Circulante 100.000 100,0 100,0 Real. A L. Prazo 160.000 100,0 Ativo Permanente 300.000 100,0 TOTAL 560.000 100,0 Passivo Circulante 70.000 100,0 Exig. A L. Prazo 150.000 100,0 Patrimônio Líquido 340.000

31.12.X2 AH% 110.000 110,0 184.000 115,0 390.000 130,0 684.000 122,1 90.300 129,0 200.000 133,3 393.700 115,8

31.12.X3 95.000 192.000 445.000 732.000 106.400 235.000 390.600

AH% 95,0 120,0 148,3 130,7 152,0 156,7 114,9

DRE DA CIA. FUTURISTA S/A. 31.12x1 AH% 100,0 Receitas de Vendas 830.000 100,0 (-) Custos (524.167) 100,0 (=) Lucro Bruto 305.833 100,0 (-) Desp. Operac. (139.500) 100,0 (-) Desp. Financ (88.000) 100,0 (=) Resultado Oper 78.333 100,0 (-) Prov. Imp. Renda (31.333) 100,0 (-) Result. Líquido 47.000

31.12.X2 1.260.000 (840.500) 419.500 (190.000) (140.000) 89.500 (35.800) 53.700

AH% 151,8 160,3 137,2 136,2 159,1 114,3 114,3 114,3

31.12.X3 AH% 2.050.000 247,0 (1.594.600) 304,2 455.400 148,9 (277.500) 146,1 (186.000) 198,9 (8.100) (10,3) (8.100) (17,2)

INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO BALANÇO PELA ANÁLISE HORIZONTAL: A- No balanço, é possível observar um deterioração na capacidade de pagamento a curto prazo da empresa, tendo como contra-partida uma evolução mais que proporcional de suas obrigações de curto prazo. Vejam: Ativo Circulante Passivo Circulante

100.000 70.000

100,0
100,0

110.000 90.300

110,0 129,0

95.000 106.400

95,0 152,0

Nota-se que está decaindo de ano a ano a diferença entre ativo circulante e passivo circulante tanto em valores absolutos como em valores relativos o que provoca uma redução em sua capacidade de liquidez, tanto que em X3 essa diferença assume valores negativos. B- A participação de recurso próprios (PL) na estrutura de financiamentos vem decaindo proporcionalmente ao longo dos exercícios, notando-se um crescimento mais que proporcional das dívidas (capital de terceiros). No exercício de X3, enquanto as

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exigibilidades totais cresceram 55,2% em relação ao ano de X1, o capital próprio evoluiu apenas 14,9% no mesmo período, o que vem demonstrar maior dependência da empresa aos credores e, conseqüentemente, maior risco financeiro. C- Nos últimos dois exercícios, os custos de venda da empresa apresentara um crescimento Capitulo 03 na evolução do lucro Horizontal maior que suas receitas, proporcionando uma redução Análise Vertical / Análise bruto. Em outras palavras, em X2, para auferir um crescimento de 37,2% no lucro bruto, a empresa elevou suas vendas em 51,8%. No entanto, em X3 para uma elevação de apenas 8,6% (((455.400x100)/419.500)-100) no lucro bruto, as receitas precisaram crescer 62,7% (((2.050.600 x 100)/1.260.000)-100). As despesas operacionais e as financeiras mantiveram nos três anos uma evolução próxima à da receitas, não chegando a onerar o lucro com a mesma intensidade dos custos. Como conseqüência, o resultado líquido da empresa apresentou um crescimento moderado em X2, chegando a um prejuízo no ano seguinte.

Em resumo, pode-se concluir que os investimentos da empresa foram prioritariamente dirigidos para ativos de longo prazo, notadamente o ativo permanente, em prejuízo dos itens circulantes. Sua estrutura de financiamentos, além de atribuir maior preferência por fontes de terceiros, deu ainda grande destaque a dívidas de curto prazo. Apesar de ter chegado a conclusões semelhantes com os resultados da análise vertical, é importante que se acrescente que uma não deve necessariamente excluir a outra. Ou seja, ao ser processado um estudo comparativo das demonstrações financeiras de uma empresa, é importante que sejam utilizadas tanto análise vertical como horizontal, a fim de melhor identificar as várias mutações sofridas por seus elementos contábeis. Observações importantes: Gostaria de lembrar que os cálculos são importantes para se construir a estrutura da demonstração analisada através de números índices, porém, o mais importante é a interpretação dos índices feita através de um bom relatório como no exemplo acima exposto. Vejam que coloco junto a informações levantadas partes dos quadros apenas para que tenham a visão que está sendo informado.

899 73.7 Vendas: 113.2% 20X7 103. os números-índices das vendas.6% (29. X6.6% 82.122 53.6 82.7% 20X8 113.122 23.7 NÚMEROS-ÍNDICES (onde o exercício-base.9% Tomando-se como o ano base de 20X5.55 EXERCÍCIO COM SOLUÇÃO NÚMEROS-ÍNDICES (onde o Período-base.777 = 73.9 20X7/20X5 Vendas: 103.044 53.777 100% 100% 100% 20X6 100.658 108.7 = 98. ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL ANÁLISE HORIZONTAL ANUAL (4.2% 73.777 = = 108.2 Lucro Líquido = 154.896 x 100 31.7% 104. Logo. é o exercício anterior). e lucro líquido em X5.044 x 100 104.7 Custo 20X8/20X5 = 95.434 x 100 104. é o mais antigo).7% 75.7% (24.899 Custo 76.4% 168.658 x 100 31.4 Lucro Líquido = 75. X7 e X8 são calculados da seguinte forma: Cálculos: 20X6/20X5 Vendas: 100.6%) 105.6% 11. custos e despesas.122 49.2% Neste sistema de análise verifica-se a variação percentual de uma conta ou grupo de conta de um período para outro.7% 154. o período base para calcular a variação X6/X5 é o ano X5.267 53.894 x 100 73.7% 10.925 x 100 104. ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA 20X5 Vendas Líquidas (-) Custos e Despesas (=) Lucro Líquido ANÁLISE HORIZONTAL ENCADEADA 104.899 60.894 49.3%) 4.8%) 2. Obs.150 x 100 31.925 60.150 98.896 95.2 Lucro Líquido = 168.267 x 100 73.538 x 100 73.777 = 104. já a variação de X7/X6 o ano base é o X6 e a variação X8/X7 a base é o X7.434 76.122 31. .8% 9.: A variação é o que ultrapassa ou falta para 100.899 Custo 53.538 23.

434 x 100 104.6%. em X6. a mesma com base anual. tudo em relação a X5.100 = 2.899 Custo 76. regrediram em relação ao ano X5.7% em X5.100 = 9. .8% .044 Custo 60. O lucro Líquido mostrou um decréscimo de 24.777 .100 = (24. estão 1. Ilustrando melhor a análise horizontal.267 x 100 53.6% nas vendas em relação a X5.896 . tudo em relação a X5.100 = (4.434 Custo 53.100 = 10.6% Lucro Líquido .150 x 100 23. no exercício de X8 observou-se um crescimento de 8.894 x 100 76.6%) . A redução das vendas de X7 foi de 1. uma queda de 26.7% .6% Lucro Líquido .658 x 100 49.8%) 20X7/20X6 Vendas: 103.100 = 4.100 = 105.896 x 100 31.044x 100 100.925 x 100 103. comentemos agora. Em X7.100 = 11.538 49.3% em X7 e uma diminuição de 17.3% em X6 em relação a X5. Entretanto.56 Cálculo: 20X6/20X5 Vendas: 100.122 23.538 x 100 73.100 = (29.3%) Lucro Líquido .8% em X6 e um crescimento de 54.7% em X7 e de 68.8% (98.150 .086 vezes maiores que as obtidas em X5 Os custos e despesas tiveram um acréscimo de 4.894 53. também.9%.2 – 100) em relação a X5. apesar de terem crescido em relação ao ano imediatamente anterior. ou seja.2% INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS: Através destas análises podemos ver que as vendas diminuíram 4.7% 20X8/20X7 Vendas: 113.

8% em relação a X5. Outras observações análogas podem ser descritas em função das variações apresentadas pelos grupos de contas em análise. o acréscimo de X7/X6 foi bastante modesto apresentando apenas 2. esse valor pode ser grande ou pequeno. No estudo dos índices financeiros. Também podemos definir os índices como sendo a relação entre contas ou grupo de contas das demonstrações financeiras. obteve um acréscimo de 105. dependendo do porte da empresa e do referencial com que esteja sendo comparado. O Lucro Líquido comportou-se da seguinte forma nos períodos analisados: Podemos ver que a empresa apresentou em X6 diminuição de 24. Em X8 teve acréscimo de 9. que tem por objetivo fornecer-nos informações que não são fáceis de serem visualizadas de forma direta nas demonstrações financeiras. Por exemplo. como: • O que é um índice financeiro? • Como calcular um índice financeiro? • Como interpretar um índice financeiro? • Quantos índices financeiros precisamos calcular? • Qual a importância que deve receber cada um dos índices financeiros? O que é índice? Os índices financeiros são relações entre contas ou grupos de contas das demonstrações financeiras. 06 MATARAZZO) “A avaliação da empresa através de índices exige obrigatoriamente a comparação com padrões e a fixação da importância relativa de cada índice”.6% no mesmo período.8% no mesmo período.3% em X6 em relação a X5.6% em X7 em relação a X6 e tiveram um aumento de 11.7% em X7 em relação a X6 onde podemos verificar que pelo menos parte deste resultado pode ser conseqüência da diminuição dos custos em 29. precisamos responder algumas questões. ANÁLISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES ANÁLISE ATRAVÉS DE ÍNDICES – (Cap. que visa evidenciar determinado aspecto da situação econômica ou financeira de uma empresa. porém.2% em relação a X7 enquanto as vendas evoluíram 10. essa informação isolada não é relevante. uma vez que. . acréscimo de 2.6% em X8 em relação a X7. Os custos e despesas tiveram o seguinte comportamento: aumentaram 4.000. podemos salientar ainda que os custos e despesas aumentaram 11.8% em X8 em relação a X7.57 As vendas registraram decréscimos de 4.7% em X6 em relação X5 diminuíram 29. Podemos verificar que embora tenha tido um acréscimo significativo em X8 em relação a X7.6% em X7 em relação a X6 e acréscimo de 10.6%. se alguém nos diz que o passivo circulante de uma empresa é de $100.6%.

o índice de uma empresa como o mesmo índice relativo a outras empresas de mesma atividade. ou através de outros meios quantitativos. especialmente o Capitulo 03 Análise através dos Índices iniciante. através da experiência do analista. em situação financeira e situação econômica: . Como calcular e interpretar um índice financeiro? Como calcular e interpretar os índices iremos verificar ao longo do desenvolvimento deste assunto. de sua região geográfica e de seu porte. a quantidade de índices que se deve utilizar depende exclusivamente do grau de profundidade que se deseja da análise. Os índices servem para medir os diversos aspectos econômicos e financeiros das empresas. o índice nos permite que numa mesma empresa possamos compara-lo ano a ano para observar sua tendência. no mínimo. Aspectos da empresa revelados pelos índices Pode-se dividir a análise das Demonstrações Financeiras. “A análise de empresa industriais e comerciais através de índices tradicionais deve ter. e não é preciso estender-se além de 11 índices”. é possível compararmos. 4. Por outro lado. O ideal. é que o analista utilize uma quantidade que o permita conhecer a situação da empresa. A ponderação dos índices pode ser através de comparação da empresa com padrões de seu segmento. ou seja. Devemos lembra que é necessário que os índices financeiros sejam calculados após a padronização (reclassificação) das demonstrações financeiras procedidas pelo analista. para sabermos como está a empresa em relação a suas principais concorrentes ou mesmo em relação aos padrões de seu seguimento de atuação. Como medida relativa de grandeza. Adicionalmente. cada um está interessado em determinado aspecto da empresa analisada. uma quantidade muito pequena de índices pode não ser suficiente para tirarmos conclusões acerca da saúde financeira de uma empresa. segundo o grau de profundidade desejada da análise.58 O papel dos índices de Balanço é fornecer visão ampla da situação econômica ou financeira da empresa. A profundidade de análise varia de acordo com o interesse de cada usuário. em determinado momento ou período. ou seu comportamento. Quantos índices financeiros precisam calcular? Uma grande quantidade de índices pode chegar a confundir o analista. Portanto. de modo que tenhamos uma ponderação que nos leve a uma avaliação final da empresa. Qual a importância que deve receber cada um dos índices financeiros? É importante que atribuamos um peso (um conceito) a cada um dos índices.

Há aqueles que calculam esse índice com relação ao total do Passivo da empresa. pequenas diferenças que não chegam a afetar propriamente a análise. a quantidade de índices pode ser reduzida se o usuário desejar uma análise superficial. contudo.59 Principais aspectos revelados pelos índices financeiros: Estrutura Situação Financeira Liquidez Situação Econômica Rentabilidade Principais Índices Embora haja inúmeros pontos comuns nos principais índices formados por autores e profissionais de análise. • Outros. ainda. existem algumas diferenças em suas análises. Rentabilidade do Ativo.Há autores que apresentam a rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Inicial. Margem Líquida de Lucro. Liquidez Seca. também existem fórmulas diferentes. Diferenças Possíveis de análise Exemplo: . nem sempre fazem parte dos modelos de análise. porém. outros que o calculam em relação ao Patrimônio Líquido e outros. Com relação a Participação de Capitais de Terceiros ou Endividamento. Participação de Capitais de Terceiros. Liquidez Corrente e Rentabilidade do Patrimônio Líquido. Deve-se frisar que. . Não é necessário que a análise contenha mais índices do que os existentes no quadro a seguir. como Composição do endividamento. calculando a relação entre Ativo a Capitais de Terceiro são. Quadro-Resumo dos Índices Apresenta-se a seguir quadro resumo com os principais índices que devem ser utilizados na análise de Balanços. outros Capitulo 03 Análise através dos Índices sobre o Patrimônio Líquido médio e outros sobre o Patrimônio Líquido final. que invertem o índice. Exemplos: • Índices como. são usados por praticamente todos os analistas.

que medem os níveis de imobilização de recursos e que buscam diversas relações na estrutura da dívida da empresa. melhor 5. Líquido. x 100 Quanto a empresa obtém de luvro p/cada $ 100 de investimento total.Composição do Endividamento FÓRMULA Capitais de Terceiros x 100 Patrimônio Líquido INDICA Quanto a empresa tomou de capitais de 3ºs.P Quanto maior.Líq + Ex.00 de investimento total. Circulante. + Tít. Líquido Quanto menor.00 de Pas. (endividamento) . INTERPRETAÇÃO Quanto menor. VL/AT Rentabilidade (ou Resultados) Giro do Ativo Quanto maior. Os índices desse grupo mostram as grandes linhas de decisões financeiras. SÍMBOLO 1. Líquido Ativo Permanente x 100 Patr. CT/PL ÍNDICE Estrutura de Capitais . melhor 6. Quanto reais a empresa aplicou no Ativo Permanente p/cada $100 de Patr. p/cada $100 de capital próprio. Que percentual dos recursos não correntes (PL e Ex.60 Quadro-resumo dos índices. Líq. Rec + Outros (ativos de rápida conversão) Passivo Circulante Vendas Líquidas Ativo Quanto maior. Quanto a empresa obtém de lucro p/cada $100 de capital próprio investido. Quanto a empresa vendeu para $1. Circulante p/cada $1. melhor 7.P Quanto menor. LL/PL Rentabilidade do Patr. PC/CT Passivo Circulante x 100 Cap. Líquido Lucro Líquido x 100 Patr. + Exig. LC Liquidez Corrente Ativo Circulante Passivo Circulante Quanto maior. melhor 8. melhor 2. de Terceiros Quanto menor.Imobilização dos recursos ñ correntes Liquidez Liquidez Geral Ativo Permanente x 100 Patr.) foi destinado ao At. Qual o percentual de obrigações a curto prazo em relação ás obrigações totais.Participação de capitais de 3ºs. AP/PL+ELP . no exercício. em média. Quanto a empresa obtém de lucro p/cada $100 vendidos. LL/VL Margem Líquida Lucro Líquido x 100 Vendas Líquidas Lucro Líquido Ativo Quanto maior. LL/AT Rentabilidade do Ativo Quanto maior. melhor 4. melhor 9. melhor DESCRIÇÃO DOS ÍNDICES ESTRUTURA DE CAPITAIS Os índices de estrutura são aqueles que relacionam a composição de capitais (próprios e de terceiros). melhor 11. melhor 10. Líquido p/cada $1. Quanto a empresa possui de At.Circulante + Real L.Permanente.00 de dívida total.Imobilização do Patr. LG At. Quanto a empresa possui de At.Médio Quanto maior. em termos de obtenção e aplicação de recursos. a L. a L. Circ.P. AP/PL . melhor 3. Quanto a empresa possui de Ativo circulante + Real. Prazo p/ cada $1. A L. PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS: CT/PL Fórmula: Capitais de Terceiros Patrimônio Líquido OU X 100 .00 de Pasivo Circulante. LS Liquidez Seca Disp. L.P Pas.

185 X 100 = 155% 2. p/cada $100. COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO: PC/CT FÖRMULA: Passivo Circulante x Capitais de Terceiros OU 100 P. Líquido X 100 Indica: Quanto a empresa tomou de capitais de terceiros para cada $100.865 1.407.861 Capitais de Terceiros Patrimônio Líquido Índice de Participação de Capitais de Terceiros 19x2 2.00 de Capital Próprio (P. Interpretação: Quanto menor.655.61 Exigível Total P. quanto da dívida total da empresa deverá ser pago a curto prazo. Interpretação: Quanto menor.576.185 1. tomou $183.861 Isto mostra que: Em 20X1. p/cada $100. melhor. ou seja.407.317 1. Em 20X2.576. Total x 100 Indica: Qual o percentual de obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais. melhor. a interpretação só será completa quando comparada com padrões.00 de terceiros. a empresa tomou $155.00 de capital próprio Investido.070. • Porém. ou seja. retrata a dependência da empresa em relação aos recursos de terceiros.Líquido).070. Exemplo: Dados da Cia. BIG 20X1 19X1 1.865 X 100 = 183% 1.317 1. Circulante Ex.00 de terceiros. .655.00 de próprios.

desde que o prazo seja compatível com a duração do imobilizado ou então que o prazo seja suficiente para a empresa gerar recursos capazes de resgatar as dívidas de longo prazo. a L. aL. melhor. Aí está a lógica deste índice que compara as aplicações fixa (ativo permanente) com os recursos não correntes (PL + Exig. Existem dívidas a curto prazo e a longo prazo. Os quocientes de liquidez evidenciam o grau de solvência da empresa em decorrência da existência ou não de solidez financeira que garanta o pagamento dos compromissos assumidos com terceiros. Prazo). É perfeitamente possível utilizar recursos de longo prazo para financiar os ativos da empresa. São calculados com base em valores extraídos do Balanço Patrimonial. . Fórmula: At. um indicador da capacidade da empresa de pagar suas dívidas.Líquido + Exig. Permanente P. IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES: São considerados como recursos não correntes a somatória do Patrimônio Líquido mais o Exigível a Longo Prazo.Prazo x 100 Indica: Que percentual de recursos não correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente. Interpretação: Quanto menor. a partir da comparação entre os direitos realizáveis e as exigibilidades.00 de P. resta saber qual a composição da dívida. Capitulo 03 Análise através dos Índices IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: AP/PL Fórmula: Ativo Permanente Patrimônio Líquido x 100 Indica: Quanto à empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $100. melhor. Interpretação: Quanto menor. ou melhor.62 Após conhecer o grau de Participação de Capitais de Terceiros. LIQUIDEZ OU SOLVÊNCIA Os índices de liquidez visam fornecer uma medida. Líquido.

077 1.317 = 1. a L. melhor.170.340.960.88 2.480 -01.269.406.960. Prazo INDICA: Quanto à empresa possui no Ativo circulante e Realizável a L. melhor.655.171 -01. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior.00 de Passivo circulante. Prazo Passivo Circulante + Exigível a L.480 1.269. BIG Ativo Circulante Ativo Real. . EXEMPLO: CIA.63 LIQUIDEZ GERAL: LG FÓRMULA: Ativo Circulante + Realizável a L. Prazo Passivo Circulante Exigível a L. Prazo para cada $ 1.957 314.00 de dívida total.171 = 0.788 2. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior.576.865 LIQUIDEZ CORRENTE: LC FÓRMULA: Ativo Circulante Passivo Circulante (direitos de curto prazo) (obrigações de curto prazo) INDICA: Quanto à empresa possui no Ativo circulante para cada $1. Prazo Liquidez Geral 19x1 20X1 1.18 20X2 19x2 2.360 1.

64 LIQUIDEZ SECA: LS FÓRMULA: Disponível Aplic. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior este quociente. Finaceiras + Clientes Disponível ++Aplic. Financeiras + Clientes de rápida conversibilidade em dinheiro Passivo Circulante INDICA: Quanto à empresa possui de Ativo Líquido para cada $1. isto é.00 de Passivo circulante (dívida de c. ÍNDICES DE RENTABILIDADE (RETORNO) Os quocientes de rentabilidade. visa medir o grau de excelência da sua situação financeira. São calculados com base em valores extraídos da DRE e do Balanço Patrimonial. conhecido também como índice de lucratividade. MARGEM LÍQUIDA: LL/VL FÓRMULA: Lucro Líquido Vendas Líquidas x 100 . servem para medir a capacidade econômica da empresa. melhor. este índice é um teste de força aplicado à empresa. retorno. prazo).00 investimento total. Conforme Matarazzo. GIRO DO ATIVO: VL/AT FÓRMULA: Vandas Líquidas Ativo Total INDICA: Quanto à empresa vendeu para cada $1. evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo capital investido na empresa. A rentabilidade do capital investido na empresa é conhecida através do confronto entre contas ou grupos de contas da DRE ou conjugando-as com grupos de contas do Balanço Patrimonial. O índice revela capacidade financeira líquida para cumprir compromissos de curtíssimo prazo.

00 de investimentos totais. . melhor.00 vendidos. quanto à empresa obteve de lucro líquido para cada $100.65 INDICA: Quanto à empresa obtêm de lucro para cada $100. Quanto maior o quociente. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior este quociente. INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. isto é. melhor. isto é. - RENTABILIDADE DO ATIVO: LL/AT FÓRMULA: Lucro Líquido Ativo - x 100 INDICA: Quanto a empresa obtém de lucro para cada $100.00 de Capital Próprio investido. maior os lucros da empresa. Interpretação deste quociente deve ser direcionada a verificar a margem de lucro da empresa. O quociente revela a margem de lucro obtida pela empresa em função do seu faturamento.00 vendidos. RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: LL/PL FÓRMULA: Lucro Líquido Patrimônio Líquido Médio PLM x 100 PL inicial + PL final 2 INDICA: Quanto à empresa obteve de lucro para cada $100. quanto a empresa obteve de lucro líquido p/cada $100. Este quociente revela o potencial de geração de lucros por parte da empresa.00 de investimento total. Capitulo 03 Análise através dos Índices INTERPRETAÇÃO: Quanto maior. em relação às vendas. melhor.

Outro aspecto que evidencia a validade deste quociente é que o proprietário ou os acionistas poderá comparar o ganho obtido com o investimento na empresa com o ganho oferecido pelo mercado financeiro. Comparação dos índices no tempo A comparação dos índices de uma empresa com valores observados nos anos anteriores.Mediante cálculo efetuado pelo próprio analista.Índices-padrão. Na realidade. c) Pela comparação com índices de outras empresas . obedecendo a regras específicas para este trabalho (capítulo 07 . - COMO AVALIAR OS ÍNDICES Existem três tipos básicos de Avaliações de um índice: a) Pelo significado intrínseco. Processo de Avaliação de índices financeiros . desenvolver o raciocínio comparativo entre os índices encontrados com a mediana alcançada por empresa que exercem o mesmo ramo de atividades da empresa em análise e viva o mesmo cenário econômico-financeiro. uma vez que a análise de balanços só alcança sua plenitude quando efetuada através da interpretação conjunta dos quocientes em um mesmo exercício ou em sucessivos exercícios.Matarazzo). Capitulo 03 Análise através dos Índices revela-se bastante útil por mostrar tendências seguidas pela empresa. Essa comparação permite ao analista formar opinião a respeito de diversas políticas seguidas pela empresa. Comparação com padrões Nesta etapa do processo. através da evolução ou retração dos índices no decorrer dos anos.Através de publicações efetuadas por empresas especializadas no cálculo de índicespadrão. Pois. Uma das preocupações do analista nesta fase é como encontrar os índices-padrão. Avaliação intrínseca de um índice Trata-se de um processo simples que apresenta um efeito mais didático do que propriamente prático. .66 Pontos Importantes a CONSIDERAR: Quanto maior este quociente. maior será o grau de lucratividade. neste momento. além da comparação com padrões. os índices poderão ser obtidos de duas maneiras: . Para fins didáticos. na escola interessa mais. O tempo necessário para se obter O retorno do valor do Capital Próprio investido pode ser calculado da mesma maneira que se calcula o tempo de retorno do Capital Total. o analista deve comparar os índices encontrados com os índecespadrão. b) Pela comparação ao longo de vários exercícios. Pode-se trabalhar com índices hipotéticos.

A empresa apresenta alto grau de endividamento. insuficientes para financiar o Ativo Permanente. Um bom relatório de análise de balanços deve conter avaliações sobre os principais aspectos econômicos e financeiros da empresa.Ponto ótimo em torno de um parâmetro.Consiste na construção de tabelas baseadas em elementos do mesmo conjunto analisado. uma vez que os índices de Estrutura de Capitais se encontram acima dos índices alcançados por empresas que exercem o mesmo ramo de atividade.Estrutura de capitais. revelando que a empresa encontra-se em mãos de terceiros. os indicadores são representados pelos índices financeiros de: .Rentabilidade.Escolha dos melhores indicadores e atribuição dos respectivos pesos. tem a seguinte ordem: a) Descoberta de indicadores: No nosso caso. RELATÓRIO Situação Financeira a) Endividamento .Liquidez. pode-se avaliar individualmente cada índice. b) Definição do comportamento do indicador: existem três possibilidades: . Devemos imaginar que todas as etapas necessárias à análise que gerou tal relatório foram cumpridas. para simplificar as conclusões mais complexas. c) Tabulação de padrões: . . . basicamente. objetivando fornecer ao leitor elementos para a tomada de decisões. cálculos ou comparações demonstrado a afirmação contida no relatório.Quanto menor. ou seja. ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO Não podemos esquecer que o relatório deve ser elaborado de forma que um leigo possa entender. trabalhando com Capitais de Terceiros em proporções maiores que os Capitais Próprios. depois efetuar análise conjunta.Quanto maior. . Essa forma de análise.67 Calculados os índices e comparados com padrões. Recomenda-se o uso de gráficos. avaliar a empresa e sua administração. e não existe no decorrer do assunto estudado. . . melhor. Houve . é uma técnica científica seguida largamente por outras ciência e que. e assim. a empresa não apresentou Capital Circulante Próprio. - Exemplo: Obs: O exemplo exposto é hipotético. (índices de empresas de mesmo ramo). No período analisado. em linguagem simples e descomplicada. melhor.

Essa política permitiu reduzir compromissos de curto prazo em troca de empréstimos de longo prazo. Situação Econômica Rentabilidade .77 anos.A situação econômica no exercício de X2 foi melhor que no exercício de X1. pois não apresenta solidez financeira que garanta o cumprimento dos compromissos de curto prazo e de longo prazo. que foi possível através da tomada de medidas adequadas. mantendo a atual política de negociação de dívidas. em pouco tempo. conseguirá. que coloca a empresa acima do patamar de seus concorrentes.68 considerável melhora no grau de endividamento no exercício de X2 em relação ao de X1. Empresa consegue girar seu ativo em apenas 2. A boa rentabilidade alcançada no exercício de X2 decorre do esforço efetuado pela empresa no sentido de reverter o alto grau de endividamento apresentado no exercício de X1. a empresa encontra-se também em situação desfavorável. Além disso.Sob o ponto de vista de solvência. Em X2. Situação Econômica e Financeira .Embora apresente. no qual o quociente de liquidez corrente encontra-se ligeiramente acima do quociente-padrão de seus concorrentes. entretanto. revelando tendências de breve recuperação. apresentar graus de endividamento e liquidez satisfatórios. estruturando-se adequadamente sob o ponto de vista econômico e financeiro. evidências para falências.: Fulano de tal – Analista . os quocientes de rentabilidade encontram-se acima dos padrões de seus concorrentes. A exceção é o exercício de X2. a empresa analisada revela tendências de melhora em função da boa política de negociação de dívidas. naquele ano. no decorrer de X1. b) Liquidez . possibilitando o retorno do Capital investido pelos proprietários em apenas 1.05 ano. alto grau de endividamento e baixo grau de solvência. O alto grau de rentabilidade alcançado no exercício X2. não foi suficiente para reverter. o quadro desfavorável verificado no exercício de X1. Não há. houve uma boa iniciativa de contenção de despesas e incentivo ao aumento do volume de vendas. - Ass. de contenção de despesas e aumento da rentabilidade.

em função das vendas. apresentamos outros. são obtidos pelo confronto dos elementos da DRE com elementos do Balanço e evidenciam o tempo necessário para que os elementos do Ativo se renovem. de Liquidez e de Rentabilidade apresentados até aqui são suficientes para o analista obter um bom diagnóstico a respeito da situação econômica e financeira de qualquer tipo de entidade. estes prazos constituem-se no alicerce básico para determinação do ciclo financeiro. à medida que serve de indicadores dos prazos médios de rotação de estoques. INDICE DE ROTAÇÃO DOS ESTOQUES FÓRMULAS: Custo das Mercadorias Vendidas Estoque Médio de Mercadorias Custo dos Produtos Vendidos Estoque Médio de Prods. apresentando cada um sua importância de acordo com o aspecto da análise e com o objetivo que cada um tem em mente. de interesse.69 OUTROS QUOCIENTES DE INTERESSE Os quocientes de Estrutura de Capitais. Do relacionamento entre os diversos grupos de contas das demonstrações financeiras pode ser extraído um grande número de quocientes. . Portanto. também conhecidos por quocientes de Atividades. Acabados (empresas comerciais) (empresas industriais) Este quociente evidencia quantas vezes ocorreu a renovação dos estoques. recebimento das vendas e pagamento das compras. QUOCIENTES DE ROTAÇÃO OU ROTATIVIDADE Os índices de rotação têm grande contribuição na interpretação da liquidez e da rentabilidade da empresa. Esses quocientes. Fora os quocientes vistos.

As fórmulas são compostas da mesma forma que o quociente anterior. em média. Vendas a Prazo médias = Totais das vendas brutas do ano divididas por 12. - ÍNDICE DE PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTOS DE CONTAS A PAGAR Fórmula: Contas a Pagar Médias Compras Médias a Prazo Este quociente indica o tempo que a entidade dispõe. . Visando um resultado mais real possível e havendo possibilidade. ÍNDICE DE POSICIONAMENTO ROTATIVO Fórmula: Prazo Médio de Recebimentos Prazo Médio de Pagamentos Evidencia a relação entre os dois prazos.70 Observações: Fórmula dos estoques médios: Estoque Inicial + Estoque Final dividido por 2 . sendo que as contas a pagar são representadas por fornecedores ou duplicatas a pagar. para receber o valor de suas vendas. os estoques médios devem ser obtidos pela soma dos saldos de estoque mensais dividindo o resultado por 12. Contas a Receber médias = Somas dos saldos de Duplicas a Receber ou Clientes de cada período. em média. dividido por 12. ÍNDICE DE PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO DE CONTAS A RECEBER Fórmula: Contas a Receber Médias Vendas a Prazo Médias Este quociente evidencia o tempo que a empresa deverá esperar. para pagar as suas obrigações referente aquisição de mercadorias a prazo.

3. em relação a capital nominal (investido).Valor Patrimonial da Ação Fórmula: Patrimônio Líquido Número de Ações em Circulação Evidencia o valor patrimonial de cada ação. ou quanto a empresa pagou de dividendos para cada Real de PL existente. através dos dividendos recebidos. 5. através de lucros recebidos. Real: Dividendos Patrimônio Líquido Evidência a rentabilidade obtida pelo PL da entidade. 4. o capital investido.Rendimento Atualizado Fórmula: Dividendos Valor de Mercado da Ação Evidencia a rentabilidade oferecida por ação em relação ao preço cotado em bolsa.Rendimento Total Fórmula: Dividendos + Bonificações Valor de Mercado da Ação Mostra qual a rentabilidade total oferecida pela entidade para cada Ação. quanto de PL existe para cada ação em circulação. 2. .71 QUOCIENTES DE INTERESSE DOS INVESTIDORES 1.Rentabilidade das Ações Nominal: Dividendos Capital Nominal Evidência os rendimentos obtidos pelos sócios.Retorno do Capital Investido Fórmula: Valor de Mercado da Ação Lucro Líquido por Ação Indica o número de anos que o investidor deverá esperar para recuperar.

Os investimentos de treinamento dos funcionários vem sendo focado de maneira racional e sistemática. roupas em geral e acessórios para a prática de esportes.A.509 funcionários. produz. demonstra de maneira inequívoca o acerto das estratégias adotadas e da união de todos os setores da empresa na prática de uma política de mercado séria e responsável. Dessa forma. Visando descentralizar parte da produção e com o objetivo estratégico de criar unidades de negócios. Mesmo diante de tal quadro de incertezas. Além dos benefícios de assistência médica já existentes. coerente com a filosofia de qualidade assumida pela empresa. acionistas e fornecedores.31 por ação. obtendo maior agilidade e compatibilização com a nova tecnologia da informação. Em relação a 31 de dezembro de 20X2. ou seja. a migração da totalização de nossos softwares aplicativos e base de dados de nosso mainframe para micros e redes. ADMINISTRAÇÃO Concluímos com sucesso em 20X3 o processo de downsizing. B e C. DESAFIOS E PERSPECTIVAS As soluções que se apresentam para a crise político-econômica do país são de tal forma complexas que não permitem previsões futuras com o mínimo de segurança possível. foram gerados cerca de 750 novos empregos em suas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. calçados. superior ao de paises cuja inflação é próxima de zero. a iniciativa privada deu mostras mais uma vez de seu vigor e capacidade de crescimento em meio à turbulência. a preocupação em crescer dentro de uma nova postura de gestão.00 por ação.2 milhões foi realizado no exercício aplicados na substituição de equipamentos e expansão de linhas de produção. DIREITOS DOS ACIONISTAS E DADOS DE MERCADO O estatuto da Sociedade define um dividendo anual de 25%. O valor patrimonial por ação em 31 de dezembro de 20X3 era de $40. . tradicional empresa no segmento de artigos esportivos e detentora das marcar A. foi definida a distribuição do dividendo mínimo equivalente a $ 1. a empresa assume como desafios contínuos.XXX/0001-0X RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores acionistas: A empresa e Produtos E Empresa Exemplo S.87 e o valor de mercado nessa mesma data era de $30. a sociedade encabeçou iniciativa com outras empresas regionais.72 ANEXO: MODELO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PUBLICADAS EMPRESA EXEMPLO S/A COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº XX. mostrou sua eficácia e o país obteve um crescimento. que nos obrigou ao convívio com uma inflação média de 15% ao mês.XXX. que em relação ao ano anterior foi da ordem de 140% reais. em suas fábricas de São Paulo e Rio de Janeiro. AGRADECIMENTOS Agradecemos a nossos clientes. bolas. em seu PIB.. fechou o exercício de 20X3 com 2. CONJUNTURA ECONÔMICA Apesar do cenário político e econômico adverso. acreditando no potencial mercadológico brasileiro. no sentido de ampliar tais benefícios através do atendimento conveniado e extensivos aos familiares. MARKETING O expressivo crescimento das vendas. pelo empenho e dedicação ao longo desse exercício. A valorização média de mercado no exercício foi de 297%.A. e especialmente a nossos funcionários. RECURSOS HUMANOS A Empresa Exemplo S. que vem permitindo o fortalecimento da confiança dos clientes aos produtos e marcas da empresa. investir na modernização constante de seu parque fabril e nos métodos administrativos. que não se deve influenciar pelo cenário político-econômico. ascendendo aos 20% no final do exercício. PRODUÇÃO/INVESTIMENTOS O investimento no montante de aproximadamente US$ 2. parcelas da produção foram deslocadas para novas unidades no Rio de Janeiro. Nesse sentido. buscar de forma contínua a melhor capacitação competitiva possível e trabalhar sempre em função do mercado.

Impostos a recolher .Imobilizado TOTAL DO ATIVO PASSIVO 20X3 5.941 1.736 1.508 (1.198.776 (165.626) 82.301 177.778 5.342.Estoques .000.037.Demais contas a receber .329 4.142.386) 171.Fornecedores .592.132) 1.540.856.570 4.143.Investimentos .618 41.Contas a receber de clientes .625.934 365.286 0 133.Caixa e Bancos .Aplicações Financeiras .144 110.570 9.931 708.Provisões p/conting. 2.868 28.571 809.765 39.677 172.414 445.727 (3.Receitas não operacionais LUCRO ANTES DO IR E PARTICIPAÇÕES .508.946.907 9.000.341 55.324.87 33.718 45.534 425.749 161.859 Lucro por ação do capital social final – R$ 8.Impostos a recolher PATRIMÔNIO lÍQUIDO .241.410 1.186.Financiamentos .647.944 2.Outras desp.993 84.925 3.728 161.561 2.749 4.Provisão para imposto de renda .Dividendos propostos .142.364 541.730 41.481 (9.859 20X3 20X2 3.660) 12. PRAZO .059.969) (31.740 983.089.193 10.Capital realizado .577.130 4.93 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras .101.866 10.479.Receitas fin.328.537 (1.288 Ações em circulação 132.Gratificação a funcionários LUCRO LÍQUIDO 20X3 16.176) (10.795.054 85.Com vendas .884 666.394.685 11.492 (1.302 1.281.056.538 20X2 7.Honorários da administração .101.Reserva de capital . Líquidas .58 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.063.021) 43.344.511 7.Despesas do exercício seguinte REALIZÁVEL A L.441 1.992) 100.Financiamentos .044 538.292.000 Valor patrimonial por ação R$ 40.736 50.179.329 45.884) 5.Salários e encargos sociais .Mercado Externo Impostos s/vendas e serviços RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS E SERVIÇOS Custos dos produtos e serviços vendidos LUCRO BRUTO DESPESAS (RECEITAS) OPERACIONAIS .Adiantamento sobre contrato de câmbio .322 963 9.067.934 1.Empréstimos e depósitos compulsórios PERMANENTE .Gerais e administrativas .872.057 (4.141 16.812 4.049.917.088.049.926 219.941 6.569 62. PRAZO . líquidas LUCRO OPERACIONAL .Provisão para cobrança de contas duvidosas .25 1.Reserva de lucros TOTAL DO PASSIVO 4.820 765.943) 3. Op.245 4.233 208.174 221.685 11.939 0 13.322 1.423 698.449 326.127 4.624 167.749 698.000 132.235 182.679. fiscais .Demais contas a pagar EXIGÍVEL A L.977.325 640.103 57.288 20X2 RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS .296 124.875 623.324.277.096 7.140 (91.Mercado Interno .706 CIRCULANTE .565 1.929 781.73 A DIRETORIA EMPRESA EXEMPLO S/A BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante Capitulo 03 Análise através dos Índices DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante ATIVO CIRCULANTE .

Valor residual do ativo permanente baixado De terceiros .049.410 516.103 925.Depreciações .501.088.286 2.934 5.140 (36.063.944 1.037.286 612.934 42.No início do exercício .679 APLICAÇÕES DE RECURSOS No realizável a longo prazo No ativo permanente .511 375.633 28.556 Lucro líquido do exercício Apropriações: 36.706 0 377.394.524.934 Legal Retenção de lucros Lucros (prejuízos) acumulados 185.728) Totais 4. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante Reservas de capital Reservas de lucros Capital social Subvenção para investimentos 4.858 709.955) (28.622 0 148.556) 0 1.812 EMPRESA EXEMPLO S/A.986.319) 0 (172.580 99.875 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 4.Investimentos Por transferência do exigível a longo prazo para o circulante .Perda (ganho) nos itens monetários não remunerados a longo prazo 20X2 1.156 516.063.Dividendos propostos 21.268 AUMENTO DO CAPITAL CIRCULANTE VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE Ativo circulante .319 Em 31.410 0 343.618 536.052 313.955 359.618 5.X3 4.945 42. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Em milhares de R$ em moeda de poder aquisitivo constante 20X3 ORIGENS DOS RECURSOS Das operações sociais .759 1.101.130 1.685 11.101.955 • Reserva legal • Dividendos propostos ($ 0.685 11.091 208.037.Lucro líquido do exercício Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido .101.Imobilizado .706 (5.238.74 EMPRESA EXEMPLO S/A.025 28.678 2.410 5.479.882 75.344 1.008.540.840.274 3.363) (172.088.731 59.No fim do exercício Passivo circulante .286) (359.342 240.502.424 208.728) (879.534 222.318 1.No fim do exercício AUMENTO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 3.534 4.310 49.12.663 172.665 313.298.556 investimentos futuros Em 31-12-X2 4.706 Em 31-12-X1 Lucro líquido do exercício Apropriações: 5.728 1.869 2.268 2.No início do exercício .088.21 por ação) • Retenção de lucros para 359.363 • Reserva legal • Dividendos propostos ($ 1.710 208.679 .685 11.31 por ação) Retenção de lucros para investimentos futuros 879.Ingresso de recursos no exigível a longo prazo .

Os ganhos e perdas monetários. quando aplicável. ESTOQUES Produtos acabados Produtos e elaboração Matérias-primas Mats. (f) Rubricas das demonstrações do resultado.941. Os demais ativos são apresentados ao valor de realização. quando aplicável.043 2. (b) Itens monetários Os itens monetários que incluem expectativa inflacionária e juros prefixados. 2. 201. foram alocados às rubricas das demonstrações de resultado. o ajuste a valor presente de créditos e obrigações prefixados e atualizações monetárias dos itens não monetários.964 388.842 537.401 230.577. segundo sua natureza.907 . assim como o ajuste a valor presente. ao custo. totalizam $ 1. que levam em consideração a vida útil-econômica dos itens. calçados e outros artefatos.645 1. (d) Permanente Demonstrado ao custo corrigido monetariamente com base em índices oficiais.75 NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 20X3 E 20X2 Em milhares de R$ e em moeda de poder aquisitivo constante 1.998 124.019 147. incluindo os ganhos e perdas decorrentes das variações dos itens monetários. de acordo com a legislação societária. as taxas anuais mencionadas na Nota 5. de 15 de julho de 1992. São atualizadas monetariamente desde a data ou o mês de sua contabilização e até 31 de dezembro de 20X3. no caso de despesas do exercício seguinte. 4. Os estoques. ajustados tanto pelos ganhos e perdas nos itens monetários como pelo ajuste a valor presente de créditos e obrigações prefixados. CONTEXTO OPERACIONAL As principais atividades operacionais da companhia estão ligadas à fabricação e comercialização de artigos esportivos. bolas.490.062 835. as demonstrações financeiras estão sendo apresentadas exclusivamente em moeda de poder constante. de 1º. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Conforme estabelecido da Instrução CVM nº.322 20X2 269. 3. De dezembro de 1993. Os cálculos de ajuste de valor presente foram efetuados consoante os critérios definidos pela Instrução CVM nº. foram ajustados ao seu valor presente pela taxa ANBID. em 31 de dezembro de 20X3. dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas. incluindo. 191. inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS (a) Apuração do resultado O resultado é apurado pelo regime de competência de exercícios. os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou.899 42.356 142. As depreciações de bens do imobilizado são calculadas pelo método linear. incluindo vestuário. (c) Ativos circulante e realizável a longo prazo Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou produção e corrigidos monetariamente com base na variação em índices oficiais. Auxiliares e de manutenção Importações em andamento 20X3 915.056. (e) Passivo circulante e exigível a longo prazo São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis. acrescidos.

434 Atualização monetária dos estoques 361.931) (110.758.R$ 73.126.136 (237. Veículos Móveis e utensílios Outros Imobilizações em andamento 6.479.186. 6.743 394.962) (438.952 461.446 43. conforme previsto no estatuto social. Conciliação entre o lucro líquido do exercício e o patrimônio líquido.704.812 4.181) 375.438 246.696 Demonstração em moeda de poder aquisitivo constante.825 2. parcelamento do ICMS e IPI) 20X3 277.178 4.274 446.485.416 43. foram distribuídos nas seguintes contas: Reclassificações 20X3 20X2 Total antes das distribuições 4.079. no valor de R$ 66.025.130 10.Base de cálculo 690.034 892.864) (1.371. Em garantia dos financiamentos.728 8.570 92.204.625 1995 254. 1.989 873.825 2.328 2.76 5. principalmente relativo à perda em demais contas a receber.298 518.503.404/76.133 97.Dividendos propostos . GANHOS (PERDAS) NOS ITENS MONETÁRIOS Os valores relativos aos ganhos e perdas nos itens monetários. FINANCIAMENTOS E IMPOSTOS A RECOLHER Financiamentos em moeda nacional Impostos a recolher (basicamente. 7.612 221.866 518.158 (20X2 .363) .410 208.088. CAPITAL SOCIAL O capital social.624 Os financiamentos em moeda nacional estão sujeitos à correção monetária pela variação da UR (20X2 – UFIR/TR) e juros variados entre 8 e 12% ao ano.(5%) (36.Reserva legal .160) Lucro bruto Despesas gerais e administrativas (549.832 274.368 110.645 1.423) Exigível a longo prazo 698.058 9.229 (339.314 160.256 20X2 278.866 Depreciação Acumulada Corrigida 0 477.963 (20X2 . após a gratificação aos administradores.047 Passivo circulante (219.858) 635.011 4. As ações preferenciais.703 189.902.624 Os montantes do exigível a longo prazo têm a seguinte composição por ano de vencimentos: 20X3 20X2 1994 289.508.783 1996 192.850 1.854 95. equipamentos e instalações.509 183.394.408 1997 em diante 251.749 918.051 Receita operacional líquida (4.073 0 3.096 640. Os dividendos propostos correspondem a 25% do lucro líquido do exercício.803.007.684).778 613. de igual valor unitário.351 84.$ 368.000 Líquido 20X2 Líquido % Taxas Anuais de Depreciação 0 4 10 a 20 20 10 10 0 518.718.412 4.564 4.706 5. está dividido em 44.776 154. em 31 dezembro de 20X3 e de 20X2.103 781. foram oferecidos bens imóveis no montante de $388. e podem ser assim demonstrados: Lucro líquido do exercício. calculado nos termos da Lei nº. pela legislação societária. determinados segundo os critérios CVM.235) 220.442) 260.103 781. SEGUROS .888 Total incluído em outras despesas operacionais líquidas.408. apurado de acordo com a legislação societária e a demonstração em moeda de pode aquisitivo constante.333) Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados (1.825 2.274 Apropriação do lucro líquido . Lucro líquido Patrimônio líquido 20X3 20X2 20X3 20X2 Legislação societária 727.661 16. 727.(25%) 172.105. sem direito a voto. IMOBILIZADO 20X3 Custo corrigido Terrenos Edificações Máquinas.011 7.791 143.193 79.408 44.993 78.808 698.496.519 43.996 ações preferenciais. têm prioridade no reembolso do capital e participação nos lucros em igualdade de condições com as ações ordinárias.004 ações ordinárias e 87.911 .980 4.613.

13 de fevereiro de 20X4. em todos os aspectos relevantes. 3. Portanto. procederam ao exame das Demonstrações Financeiras do período findo em 31 de dezembro de 20X3.$ 3. considerando a relevância dos saldos.048 (20X2 . as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos dos exercícios findos nessas datas. sendo essa cobertura considerada suficiente pela administração para os risco envolvidos. concluíram que as referidas demonstrações refletem adequadamente a situação financeira e patrimonial da empresa. a posição patrimonial e financeira da EMPRESA EXEMPLO S/A. 2. estando em condições de serem submetidas à deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas. a cobertura de seguros por incêndio para os bens do imobilizado e dos estoques será abrangida por uma apólice na modalidade de riscos diversos (Multi-riscos – primeiro risco absoluto) no montante de $ 6. Com base nessa análise e no Parecer dos Auditores Independentes.xxx PARECE DOS AUDITORES INDEPENDENTES 13 de fevereiro de 20X4 Aos Administradores e Acionistas EMPRESA EXEMPLO S/A. 1.035.XXX Maria Contadora Sócia CRC – SP XXX. Capitulo 03 Análise através dos Índices PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Empresa Exemplo S/A.287. (b) a constatação. Examinamos os balanços patrimoniais expressos em moeda de poder aquisitivo constante da EMPRESA EXEMPLO S/A.XXX . o no uso de suas atribuições legais e estatutárias. São Paulo.. Dinheiro. e as correspondentes demonstrações do resultado. Nossa responsabilidade é de emitir parecer sobre essas demonstrações financeiras. acompanhadas de notas explicativas. elaborados sob a responsabilidade de sua administração.. e o resultado das operações. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da empresa.. em 31 de dezembro de 20X3 e de 20X2. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. Auditoria Autorizada Auditores Independentes CRC – SP X. com base em testes. o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da empresa. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria que requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras em todos seus aspectos relevantes. bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Marcos Conselheiro José Raimundo Conselho Benjamim Fiscalizador CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente: Antônio Alfabético Vice-Presidente: Batista Beta Conselheiro: Carlos Delta DIRETORIA Diretor presidente e de Relações com o mercado: Antônio Alfabético Diretor Superintendente: Bernardo Superintendência Diretor Adjunto: Carvalho Cavalo Diretor Industrial: Dionízio Divino Diretor Administrativo Financeiro: José E.77 Em 31 de dezembro de 20X3. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos dos exercícios findos nessas datas. nossos exames compreenderam. em 31 de dezembro de 20X3 e de 20X2. Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras apresentam adequadamente. Diretor de Marketing: Antônio Mercadológico Controller: Carlos Contábil – CRC – SP nº xxx. entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos. Auditores Eficientes.525).

.78 O propósito deste modelo de Demonstrações Publicadas foi o de fornecer ao analista as características básicas de cada um dos conjuntos de informações que as empresa elaboram. bem como o formato legal e básico que discrimina tais informações.

SP. Curso básico de auditoria: normas e procedimentos. 1995. SANTI FILHO. H. 1989. SILVA. Atlas. GITMAN. Ed. Atlas. LEITE. EQUIPE DE PROFESSORES DA FEA/USP . S. Atlas. IUDÍCIBUS. SP. H. IUDÍCIBUS. SP. Atlas. A. & MARION. Ed. Atlas. J. de – Análise de balanços para controle gerencial – SP. CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO SÃO PAULO. Contabilidade Comercial – São Paulo. Atlas. SP. Atlas. 2000. Harbra. Ed. Hugo Rocha – Introdução à Análise Contábil e Financeira – RJ. Sérgio de – Análise de Balanços. LEITE. SP. José Pereira da – Análise Financeira de Balanços. – Contabilidade para Administradores – São Paulo. S. BRAGA. MATARAZZO.. OLINQUEVITCH – Análise de Balanços Controle Gerencial – São Paulo. 1997. Manual de Contabilidade para Não Contadores. Editora Atlas. 1992.Contabilidade Introdutória. C. Atlas. 1994. Ed. . IUDÍCIBUS. Atlas. P – Introdução a administração financeira. Atlas. SP.79 REFERÊNCIAS ASSAF NETO. 1997. Edição IBMEC. Alexandre – Estrutura e Análise de Balanços. 1998. P. P. Laurence J. 1975. 1993. Dante Carmine – Análise Financeira de Balanços: abordagem básica e gerencial. – Princípios de Administração Financeira. S.

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