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Cultura+Paises+Africanos+de+Lingua+Portuguesa+e+Timor+Leste

Cultura+Paises+Africanos+de+Lingua+Portuguesa+e+Timor+Leste

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CULTURA

PAÍSES AFRICANOS
DE LÍNGUA PORTUGUESA
E
TIMOR LESTE
Lourdes Domingues
CULTURA
PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA
PORTUGUESA
E
TIMOR LESTE
Lourdes Domingues
CULTURA
PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
EM
ÁFRICA E TIMOR LESTE
Lourdes Domingues
ÍNDICE
INTRODUÇÃO............................................................... 7
NEGÓCIOS .................................................................... 9
PROTOCÓLO ........................................................ 11
Cumprimentos .............................................................. 11
Títulos ........................................................................... 12
Presentes ...................................................................... 13
Vestuário ....................................................................... 14
Comunicação Gestual ................................................... 15
ANGOLA ......................................................................... 18
Compreensão ................................................................ 20
Luanda ........................................................................... 22
Compreensão ................................................................ 23
Angola e a Paz .............................................................. 24
Compreensão ................................................................ 26
Economia Angolana ...................................................... 28
Compreensão ................................................................ 29
A Mulher na Família Tradicional Angolana ................... 31
Compreensão ................................................................ 32
Expressões Artísticas .................................................... 33
Compreensão ................................................................ 35
Culinária ........................................................................ 36
CABO VERDE ............................................................... 38
Compreensão ............................................................... 40
Caboverduras ............................................................... 42
Compreensão ............................................................... 43
Economia ...................................................................... 44
Compreensão ................................................................ 45
A Mulher na Sociedade Caboverdiana ......................... 46
Compreensão ............................................................... 48
Música Caboverdiana ................................................... 49
Compreensão ................................................................ 51
Pintura ........................................................................... 52
Culinária ........................................................................ 53
GUINÉ BISSAU ............................................................. 56
Compreensão ................................................................ 58
Bissau e Cacheu ........................................................... 60
Compreensão ................................................................ 62
Religião e Sociedade .................................................... 63
Compreensão ................................................................ 65
Expressões Artísticas .................................................... 66
Compreensão ................................................................ 68
(Re) Descobrir a África .................................................. 70
Culinária ........................................................................ 71
MOÇAMBIQUE .............................................................. 73
Compreensão ..................................................... 75
Maputo ................................................................ 77
Compreensão .............................................................. 79
Características da População Moçambicana .............. 80
Proposta de Trabalho .................................................. 82
Expressões Artísticas .................................................. 83
Compreensão .............................................................. 85
Culinária ....................................................................... 86
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ........................................... 88
Compreensão .............................................................. 90
Ilhas Encantadas ......................................................... 92
Compreensão .............................................................. 94
Economia Santomense ................................................ 95
Compreensão .............................................................. 96
Expressões Artísticas .................................................. 98
Compreensão .............................................................. 100
Culinária ...................................................................... 102
TIMOR LESTE .............................................................. 105
Compreensão .............................................................. 108
Cantar Faz Parte Da Vida ............................................ 110
Compreensão ............................................................... 111
Economia ...................................................................... 112
Compreensão ............................................................... 113
Expressões Artísticas ................................................... 115
Compreensão ............................................................... 117
Culinária ....................................................................... 119
ÁFRICA
”A FORÇA DA VIDA”
CULTURA
PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
E
TIMOR LESTE
INTRODUÇÃO
A Língua e a Cultura estão interligadas, pelo que é
impossível ensinar uma sem a outra.
Os países africanos de língua portuguesa e Timor Leste
foram colonizados pelos portugueses durante quase cinco
séculos. Consequentemente, a influência da cultura portuguesa
foi muito grande e quem visita estes países pode constatá-lo. Por
outro lado, a cultura portuguesa também foi enriquecida pelo
contacto com as culturas africanas.
O universo de falantes de português abrange todos os
continentes, com uma diversidade e riqueza de culturas e
produções culturais.
Em 1996 foi criada oficialmente a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP), com o objectivo de priveligiar o
aprofundamento da amizade mútua, da concertação político-
diplomática e a cooperação em diversas áreas entre os seus
membros.
A cooperação abrange diversas áreas: educação, saúde,
cinema, tecnologia, defesa, agricultura, administração pública,
cultura, desporto, comunicações, etc.
Um objectivo muito importante é a materialização de
projectos de promoção e difusão da Língua Portuguesa,
designadamente através do Instituto Internacional de Língua
Portuguesa.
Nos países lusófonos, em geral, as pessoas dão muita
importância às amizades, diminuindo o valor das regras e das
leis. Cada indivíduo é responsável pelas suas decisões, mas é
quase sempre influênciado pela família e pelo grupo de trabalho.
A élite controla as posições de poder. A própria identidade duma
pessoa vem da história da família, e da posição da pessoa na
sociedade. Por vezes, é mais fácil encontrar um emprego
através de conhecimentos entre as pessoas, do que através das
suas qualificações. A família é extremamente importante e é a
base da sociedade.
NEGÓCIOS
Em negócios é necessário marcar as reuniões com
antecedência. O horário de trabalho é das 9:00 às 5:00, ou 5:30,
de segunda a sexta. O almoço é do meio dia às 2:00. Devem
evitar-se reuniões entre o meio dia e as três. As lojas estão
abertas de segunda a sexta, das 9:00 à 1:00 da tarde, e das 3:00
às 7:00.
Para ter sucesso nos negócios é necessário manter um
constante contacto com o cliente. Não se deve esperar que as
negociações sejam rápidas. É necessário ter muita paciência e
persistência.
Os melhores tópicos para conversação são a família,
aspectos positivos da cultura do país e interesses pessoais.
 Deve evitar-se falar de política e mostrar curiosidade em
assuntos pessoais.
 É comum trocarem-se cartões de visita.
 O almoço é a principal refeição do dia e são comuns os
almoços de negócios.
 Às refeições é normal beber-se vinho.
 É costume as pessoas encontrarem-se nos cafés ou salões
de chá.
 Quando se está à mesa não se põem as mãos no colo.
 Segura-se o garfo na mão esquerda e a faca mantém-se
sempre na mão direita.
 Não é apropriado comer enquanto se caminha na rua.
PROTOCÓLO
CUMPRIMENTOS
 O aperto de mão é o cumprimento standard.
 Em ocasiões sociais os homens cumprimentam-se com um
abraço.
 As senhoras beijam-se na face.
 O uso do primeiro nome é reservado à família e amigos.
TÍTULOS
 Alguns profissionais são apresentados como “Doutor” ou
“Doutora”, mesmo que não tenham o “Doutoramento”
(PHD).
 O título oficial para as pessoas que têm doutoramento é
“Professor Doutor”.
 Quando não se sabe se as pessoas têm estudos
universitários tratam-se simplesmente por Senhor (Sr.) e
Senhora (Sra.).
Exemplo:
-Sr. e Sra. Pereira.
Os tratamentos de Senhora Dona (Sra. D.) e o primeiro
nome são muito comuns.
-Sra. D. Rita ou D. Rita.
PRESENTES
 Não é apropriado dar presentes de negócios no primeiro
encontro.
 O presente não deve ser demasiado valioso nem vulgar.
 Quando dá um presente de negócios não deve usar o seu
cartão de visita; é melhor um cartão escrito à mão.
 Não é necessário levar um presente quando é convidado
para ir a uma casa. Em vez disso, convida os anfitriões para
jantar fora, algum tempo depois.
 Se desejar oferecer alguma coisa aos anfitriões, sugere-se
uns bons chocolates ou um ramo de flores.
 Não deve oferecer treze flores, porque isso indica azar, nem
deve oferecer crisântemos, porque são flores próprias dos
cemitérios.
VESTUÁRIO
Em geral as pessoas são conservadoras. Os homens usam
fato e gravata em situações formais, reuniões, jantares,
“cocktails”, etc. Apesar do clima quente não se deve tirar o
casaco, a não ser que os seus parceiros o tirem primeiro. As
senhoras usam vestidos, ou saia e casaco.
COMUNICAÇÃO GESTUAL
 Para chamar alguém, põe-se a mão para baixo e abana-se.
 Para chamar o empregado num restaurante, levanta-se a
mão.
 Para dizer “não”, abana-se a cabeça de um lado para o
outro.
 Para dizer “sim”, abana-se a cabeça para baixo e para cima.
 Para fazer silêncio, fecha-se a mão e põe-se o dedo
indicador junto dos lábios.
 Para dizer “não sei”, encolhem-se os ombros e faz-se uma
expressão facial indicando desconhecimento.
 Para dizer a uma pessoa para esperar, levanta-se a mão
com a palma virada para a pessoa.
 Para dizer “é isso mesmo”, “descobri”, fazer estalar os
dedos.
 Para dizer “adeus” levanta-se a mão e abana-se.
 Para dizer que acertou em cheio, com a mão levantada
juntam-se as extremidades dos dedos polegar e indicador,
fazendo um “O”.
 Para dizer que está “maluco” toca-se com o dedo indicador
na testa.
 Para indicar cumplicidade pisca-se o olho.
 Para afastar o azar fezem-se figas.
 Para pedir boleia fecha-se a mão, estica-se o polegar e
movimenta-se a mão na direcção desejada.
 Para indicar que alguém rouba, vira-se a mão para baixo e
rodam-se os dedos, um de cada vez, como para apanhar
alguma coisa.
ANGOLA
ANGOLA
Angola, cuja capital é Luanda, situa-se na costa Sudoeste
da África e faz parte da África Austral. Tem um vasto território
constituido por planícies no litoral e planaltos no interior. A sua
paisagem é variada: o Norte do país é coberto por florestas
tropicais, o centro por savanas e o Sul por estepes.
A população angolana é cerca de 9,4 milhões, sendo
composta por várias etnias, sendo uma minoria europeia,
principalmente portuguesa e a maioria é constituida pelos bantus
e entre estes ainda há os ovimbundos, os quimbundos (na
província de Luanda) e os quicongos.
Durantes vários séculos verificaram-se várias migrações dos
povos bantus, cujas tradições culturais impunham que os
homens, que chegavam casassem com mulheres que viviam nas
áreas onde todos passavam a viver.
A língua oficial é o português, apesar das diversas etnias.
A maioria das populações é animista, mas também há
católicos e protestantes.
Compreensão
1- Onde fica Angola?
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2- Como é o relevo de Angola?
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3- Que etnias constituem a populacão?
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4- Qual é a população angolana?
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5- Que religiões há em Angola?
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6- Fale do seu país, referindo os pontos indicados neste texto.
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LUANDA
Luanda, capital de Angola situa-se no centro do país,
voltada para o Atlântico. É uma bonita cidade que fica na baía e
se estende pela imensidão calma e tranquila que África consegue
dar às coisas. Tem cerca de dois milhões de habitantes e é o
centro político de um país dividido em 18 províncias e 164
municípios.
Presentemente Angola vive com
uma economia fundamentada na
extracção de petróleo.
Chama-se a Luanda, a cidade
dos sentidos. Os angolanos, a
quem a guerra ensinou a
inventar mil maneiras de se
divertirem, funcionam pelo andamento dos ponteiros dum relógio
ainda não acertado pelos “novos tempos”. Ainda pouco
habituados à paz tão desejada, continuam a organizar as suas
noites de excesso. Jantam nas suas casas ou em casa de
amigos, não tomam café porque não gostam, bebem umas
cervejas e por volta da meia noite vão para os bailes de quintais
onde ficam até de manhã.
Há muitas praias de areia branca, escaldante e águas
serenas, calmíssimas.
Quem visitar Luanda, poderá visitar vários lugares
lindíssimos, que jamais esquecerá, como por exemplo a foz do
rio Quanza e a ilha do Mussulo.
Compreensão
1- Onde fica situada a cidade de Luanda?
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2- Porque se diz que Luanda é a cidade dos sentidos?
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3- Que lugares de interesse se podem visitar em Luanda?
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4- Compare esta cidade com outra da qual goste muito.
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ANGOLA E A PAZ
Angola alcançou a paz em 2002. Deste modo, impôs-se
ao Govemo, para além da realização de tarefas de consolidação
do processo de paz, a promoção da reconciliação nacional, a
reinserção social dos desmobilizados, das suas familias e dos
deslocados de guerra.
Foi necessário assegurar o funcionamento da administração
em todo o território nacional, a reabilitação das infraestruturas
para a provisão dos serviços de saúde, de educação e a
reabilitação das infraestruturas económicas. Foi preciso criar um
ambiente macroeconómico estável para o relançamento da
economia nacional, o fomento e incentivo da actividade
económica ,e o restabelecimento da normalidade constitucional.
Essas tarefas, que ganharam novo impulso a partir da
assinatura, em Abril de 2002, do "Memorando de Entendimento
do Luena Complementar ao Protocolo de Lusaka", deverão
prosseguir.
Assim, o Programa do Govemo tem tido em conta esses
aspectos e considera um contexto mundial previsível de retoma
da economia mundial, crescimento do comércio mundial e
estabilidade dos preços do petróleo bruto. Espera-se um ligeiro
aumento das taxas de juro nos mercados financeiros mundias,
como consequência de ligeiros aumentos nominais do nível geral
de preços nas economias mais avançadas.
Por outro lado, teve-se em conta que o Programa do
Govemo deveria considerar as acções deste, em termos da
Gestão Macroeconómica, das Políticas Económicas (sectores
económicos) e Sociais (sectores sociais) e a Intervenção
Indirecta por meio do Fomento e Incentivo da actividade
económica e social para alcançar os objectivos concorrentes para
o desenvolvimento nacional. Em função disso seriam então
identificadas as tarefas específicas de cada orgão da
Administração Central do Estado (Ministérios) e dos Govemos
Provinciais --a inserir nos Programas de Actividades de cada um
desses orgãos -- que fossem relevantes, de forma directa ou
indirecta, para alcançar tais objectivos.
É de referir que o Programa do Govemo se enquadrou nos
objectivos estratégicos (de longo prazo) do estado angolano, e
considerou a perspectiva de médio prazo no que se refere ao
alívio da pobreza com vista ao desenvolvimento nacional.
Compreensão
1- Quando foi assinado o “Memorando de Entendimento do
Luena, Complementar ao Protocolo de Lusaka”?
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2- Entre as actividades que o governo se propôs realizar, quais
são as que considera mais importantes?
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3- Com que condições mundiais contou o governo para
conseguir implementar o seu programa?
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4- Que acções devia considerar o governo para alcançar os
objectivos conducentes ao desenvolvimento nacional?
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5- Que objectivos espera o governo angolano atingir a longo e
a médio prazo?
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ECONOMIA ANGOLANA
A agricultura angolana ocupa cerca de 85% da população
activa. Tem um peso bastante grande no abastecimento
alimentar da população e é um potencial fornecedor de matérias-
primas para a indústria (conservas, têxteis, produtos
alimentares). Também é uma fonte de receitas provenientes da
exportação de vários produtos, como por exemplo: algodão,
cacau, sisal, frutas, etc..
O sector agrícola deste país tem vindo a tomar medidas de
caracter político, organizativo, técnico e financeiro para fazer da
agricultura a base do desenvolvimento económico.
Os recursos piscatórios ainda estão sub-aproveitados,
dependendo do desenvolvimento da capacidade da frota. Isto
verifica-se principalmente na região Sul, onde há grandes
quantidades de peixe, moluscos e crustáceos.
Quanto aos recursos minerais, parece que há um
aproveitamento mais razoável: por exemplo, o petróleo e os
diamantes. Angola também tem muitos minérios: ferro, cobre,
ouro, chumbo, zinco, volfrâmio, urânio, fosfatos, enxofre, etc.
Compreensão
1- Quais são os recursos económicos de Angola?
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2- Que produtos agrícolas exporta este país?
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3- Em que se ocupa a maioria da população?
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4- Em que região há mais peixe?
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5- Quais são os minérios mais explorados?
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6- Compare os recursos económicos de Angola com os do seu
país.
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A MULHER NA FAMÍLIA
TRADICIONAL ANGOLANA
O papel da mulher na família tradicional angolana tem sido
tão importante, que criou o poder matriarcal com
raízes espirítuais.
Depois do fim da vida nómada, a mulher vem
duma élite de pescadores, ferreiros, guerreiros e
de outras profissões de supremacia num mundo
mágico-religioso. Casa com um homen mais ou
menos do mesmo extracto social. Ela própria
escolhe mais duas esposas para o marido, sendo as três
mulheres consideradas “legítimas”. O número de esposas pode
aumentar desde que as três legítimas aceitem. A primeira, a
quem chamam “Mãe Grande”, é sempre muito respeitada.
Quando chega a velhice dedica-se inteiramente ao
próximo. Assiste aos partos, trata das doenças
infantis e é conselheira em diversas questões.
A família polígama naturalmente tem muitas
pessoas a trabalhar, o que consequentemente traz
rendimento agrícola.
Cada uma das esposas tem uma função a desempenhar, a fim
de obter rendimentos para o agregado familiar.
A kitandeira é uma verdadeira aristocrata, tanto na maneira
de se vestir como de estar na vida. Ela serve uma classe
intermediária de revendedores. É a ela que se deve o
desenvolvimento do parque habitacional de Luanda dos primerios
tempos.
Compreensão
1- Quem era a “Mãe Grande”?
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2- Quantas esposas podia ter o homem nesta sociedade?
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3- Que fazia a “Mãe Grande” quando chegava a velhice?
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4- Quem era a kitandeira?
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EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
A música angolana temtradições muito antigas e influências
de vários grupos étnicos que no passado se
movimentaram de um lado para outro, levando
com eles o seu dialecto e a sua cultura. Mais
tarde, levarammuitos angolanos como escravos
para a América, e com eles a sua cultura e a
sua música.
Esta música tem tido muita influência na música da América
Latina e Caraíbas, mas só recentemente começou
a fazer nome por si própria, com audiências
internacionais. As famílias Van-Dunen, e Vieira
Dias têm-se distinguido no campo da música e em
outras áreas. Cavazzi no século XVII pintou vários
instrumentos musicais, tais como: o dikanza,
ngoma, marimba, kisanji e clachas. Os
instrumentos tradicionais eramfabricados pelos
próprios músicos, e ainda hoje os podemos
encontrar entre as pessoas da região.
A música tradicional e o folclore têm ligações
com um passado muito distante, transmitido oralmente de
geração para geração. Isto teve uma grande influência na música
popular angolana.
A palavra “folclore”vemda união de duas palavras inglesas “folk”
(pessoas) e “lore” (ciência). Folk-lore, a ciência das pessoas, a
ciência das tradições , das artes populares, etc.
A pintura e a escultura são duas expressões de arte bem
desenvolvidas emAngola. Há várias galerias de arte emLuanda,
ondeé possivel adquirir algumas obras.
Na escultura podemos distinguir as máscaras de
madeira que têm um papel importante nos rituais
culturais, representando a vida e a morte, a
passagemde criança a adulto, a celebração duma
nova colheita e a época da caça.
Na arquitectura angolana podemos ver a influência colonial
portuguesa, que teve a sua origemno século XV. Através de todo
o país são evidentes as características desta arquitectura em
edifícios, casas, fortes, igrejas, etc.
Compreensão
1- Que influência sofreu a música na América Latina?
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2- Que famílias angolanas se têm notabilizado na música?
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3- Quais são as características da arquitectura angolana?
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4- Compare a escultura do seu país com a de Angola.
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CULINÁRIA
Muamba de Galinha
Ingredientes:
 1 galinha caseira
 600 grs de dendéns
 300 grs de quiabos tenros
 gindungo q.b.
 sal q.b.
 1 dl de azeite
 2 dentes de alho
 2 cebolas médias
 350 grs de abóbora carneira
Confecção:
Depois da galinha arranjada e lavada, corta-se aos bocados e
tempera-se com sal, os dentes de alho e o gindungo pisados.
Põe-se a galinha num tacho com a cebola picada e o azeite e
leva-se ao lume a alourar.
Entretanto cozem-se os dendéns e assim que estiverem cozidos,
escorre-se a água e pisa-se para separar os caroços. Adiciona-se
cerca de 1 litro de água morna, aos poucos .Espreme-se bem,
coa-se e junta-se à galinha. Deixa-se cozer, misturando a
abóbora cortada aos cubos.
Por fim junta-se os quiabos e deixa-se acabar de cozer.
Serve-se a muamba acompanhada com funge.
Bifes de Veado
Ingredientes:
 500 grs de lombo de veado
 4 dentes de alho
 sal q.b.
 gindungo q.b.
 1 folha de louro
 2 colheres de sopa de azeite
 100 grs de banha
 1 limão
Confecção:
Cortam-se bifes um pouco altos.
Temperam-se com gindungo, sal e os dentes de alho picados.
Leva-se ao lume numa frigideira as gorduras e a folha de louro.
Deixa-se fervilhar um pouco.
Fritam-se os bifes dos dois lados.
Adiciona-se o sumo de limão. Tapa-se a frigideira e deixa-se fritar
mais um pouco.
Sirva imediatamente acompanhado com batatas fritas ou arroz de
ervilhas.
CABO VERDE
CABO VERDE
O arquipélago de Cabo Verde fica situado na costa ocidental
da África, no Oceano Atlântico, a Oeste do Senegal. É formado
por nove ilhas de origem vulcânica, divididas em dois grupos:
Barlavento e Sotavento. Estas ilhas desabitadas foram
descobertas e colonizadas pelos portugueses no século XV. A
sua população é cerca de 4000 habitantes, sendo a maioria
descendentes de africanos e portugueses.
As pessoas são simpáticas,
hospitaleiras, trabalhadoras e muito
confiantes num futuro melhor. Para isso,
este país tem investido muito na formação
profissional.
Cabo Verde ficou independente no dia 5 de J ulho de 1975,
mais ou menos umano depois da revolução do 25 de Abril, em
Portugal.
A capital da República de Cabo Verde chama-se Cidade da
Praia, herdeira da mais antiga cidade fundada por Portugal- a
Cidade Velha, na ilha de Santiago.
O clima de Cabo Verde é temperado quente, Verões secos
e a chuva emalgumas ilhas é escassa.
O catolicismo é a principal religião com uma mistura de
crenças indígenas.
A língua oficial é o português, mas fala-se muito crioulo
(mistura de português compalavras africanas).
Os principais recursos naturais são: sal, basalto, calcário,
caulino e peixe.
Compreensão
1- Onde fica situado o arquipélago de Cabo Verde?
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2- Quando foram descobertas estas ilhas?
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3- Desde quando Cabo Verde é um país independente?
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4- Como são os seus habitantes?
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5- Compare as características deste país com outro onde
tenha estado.
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CABOVERDURAS
A cidade da Praia, capital de CaboVerde, como em geral
todas as capitais dos países africanos, foi obrigada a receber as
populações que se cansaram das dificuldades acrescidas de
viver fora da urbe. Por esta razão, pode-se notar a multiplicação
das casas e a profusão das construções.
As montanhas de Cabo Verde começam a ficar realmente
verdes, graças ao programa de
florestação das ilhas que o governo há
muito prossegue.
O que mais cativa o visitante são
as pessoas. É impossível conter a
admiração por um povo que ama de uma forma tão intensa uma
terra ingrata e bela, que é capaz de partir para países ricos sem
nunca perder a saudade que bate na hora “di bai”, nem a vontade
de voltar.
Quem fica nunca se conforma com o destino do seu país, e
a vida é marcada pela vontade, semelhante à das acácias que
teimam em resistir como uma bandeira de esperança.
Dessa vivência resulta uma produção cultural rica e com
uma identidade única. Resulta também a capacidade de rir da
própria sorte, e de comentar os impulsos próprios com uma
expressão particular “caboverduras”.
Compreensão
1- O que obriga as populações a querer viver na capital?
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2- Como são as montanhas de Cabo Verde?
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3- Como são as pessoas deste país?
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4- Porque razão se diz que este povo tem identidade única?
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ECONOMIA
Cabo Verde é um país pobre em recursos naturais. Tem
problemas com a falta de água, agravando-se com longos
períodos de seca. A economia é baseada nos serviços públicos,
comércio, transportes e turismo. Embora aproximadamente
setenta por cento da população viva nas zonas rurais, a
comparticipação da agricultura no Produto Nacional Bruto em
2001 foi apenas de 11%, incluindo 1,5% das
pescas. Cerca de 82% dos produtos
alimentares são importados. Este país tem um
grande potencial piscatório, principalmente
lagosta e atum, mas não é devidamente explorado. Cabo Verde
tem anualmente um defice comercial muito alto, que é financiado
por ajuda estrangeira, e tranferências dos emigrantes. Estão a
ser implementadas reformas económicas para desenvolver o
sector privado, e atrair investimento estrangeiro a fim de
diversificar a economia.
Compreensão
1- Compare a economia deste país com a de outro país
africano que conheça.
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A MULHER NA SOCIEDADE
CABOVERDIANA
A sociedade caboverdiana é dominada por um sistema
patriarcal e valores paternalistas. As mulheres são bem vistas,
exclusivamente, como esposas e mães. As mulheres só fazem
trabalhos domésticos e raramente têm empregos remunerados.
As raparigas têm menos instrução que os rapazes. Estudos
recentes indicam que embora os homens continuem formalmente
a fazer as decisões, a gestão diária dos recursos familiares
passou a ser feita pelas mulheres, especialmente em relação ao
dinheiro.
O factor da alta taxa de fertilidade deve-se ao facto da baixa
instrução da mulher, ao
desigual estatuto legal, bem
como ao seu baixo poder
económico. Um dos maiores
problemas que a mulher
enfrenta é a falta de
responsabilidade entre os
maridos e pais, que frequentemente são emigrantes por longo
prazo, ficando as mulheres sózinhas a governar os recursos
familiares. Nas zonas rurais mais pobres, as mulheres têm oito
ou mais filhos. Outras causas adicionais são as mulheres ficarem
grávidas muito jovens e atitudes culturais tradicionais. Só 16%
das mulheres são proprietárias de terra. As mulheres envolvidas
no comércio de peixe têm, em média, vinte e nove anos de idade.
Mais de 71% das mulheres são analfabetas.
Existe a poligamia, embora os homens sejam obrigados por
lei a casar somente uma vez. A emigração dos homens tem
causado o aumento das responsabilidades das mulheres,
especialmente criar os filhos sem ajuda, e fazer trabalhos físicos
pesados.
Em conclusão, a emigração para outros países tem causado
um impacto negativo na sociedade e outras consequências, o
que impede o desenvolvimento do país.
Compreensão
1- Como caracteriza a mulher caboverdiana?
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2- A que se deve a alta taxa de fertilidade?
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3- Quais são as consequências da emigração para o
estrangeiro?
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MÚSICA CABOVERDIANA
Os mais importantes estilos da música caboverdiana são: as
mornas, e as coladeiras. A morna é uma música lenta, baseada
no fado português, nos “blues” e sem dúvida com toque do ritmo
africano. A palavra criola “sodade” (saudade em português) é o
que melhor caracteriza esta música. Alguns pesquisadores
pensam que o fado e a morna têm a sua origem nas canções dos
escravos das colónias portuguesas de S. Tomé e Príncipe. No
entanto isto não é claro. Pensa-se também
que a sua origem venha da ilha da Boavista
ou do Mindelo na ilha de S.Vicente. Outros
pensam ainda que talvez venha da canção
popular “modinha” do Brasil, que era um
estilo de música comum no século XVIII, nas
colónias portuguesas. Há quem diga também que talvez tenha
sido trazido para Cabo Verde pelos marinheiros ingleses que
transportavam carvão de Mindelo para Inglaterra. Há na realidade
uma semelhança entre a palavra “morna” e a palavra inglesa
“mourn”.
A maior interprete desta música é Cesária Évora, que tem
alcançado grande fama internacional.
Na coladeira podemos considerar dois tipos: “Funana” e
“Zourk”. A dança e a música do estilo “Funana” teve a sua origem
no interior de Santiago. O seu nome vem da junção dos nomes
de duas pessoas que costumavam organizar festas e danças (o
Sr. Funa e o Sr. Nan).
Esta dança foi proíbida nas cidades de Santiago pelos
portugueses. Contudo era dançada nas zonas rurais.
O “Zourk” ou “Cabo-Zouk” (Cabo-Verde) é uma coladeira
contemporânea muito semelhante à dança e música das
Caraíbas, da África e Europa. “Zourk” significa “festa” no criolo
francês das Caraíbas.
Compreensão
1- Quais são os dois estilos mais importantes da música
caboverdiana?
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2- Qual é a origem da morna?
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3- Qual é a maior interprete da morna?
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4- Quais são os tipos de coladeiras mais conhecidos?
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PINTURA
Pintor Viajante
Miranda Brito nasceu em Angola, de
onde saiu com sete anos, e nunca mais
voltou. Viveu em Cabo Verde três anos e
finalmente foi para Portugal. É filho de
pais caboverdianos, é cidadão português,
embora se considere caboverdiano.
A arte deste pintor é baseada nos problemas
sociais. Presentemente, discriminação,
emigração, melancolia, são os traços
comuns do pintor que descobriu a paixão pela
pintura por mero acaso, quando o seu pai lhe pediu
para desenhar umas cabaças. Ao pedido do pai
acrescentou uma paisagem com o pôr do sol.
Hoje é um pintor bem enquadrado no mundo
da pintura, e considera que cada momento que passa, sente
necessidade de fazer mais e melhor.
CULINÁRIA
Cachupa Rica
Ingredientes:
 1 pé de porco
 500 grs de frango
 1 chouriço
 1 farinheira
 150 grs de toucinho entremeado
 1 morcela
 500 grs de carne de vaca de cozer
 100 grs de banha
 3 dentes de alho
 2 cebolas grandes
 1 folha de louro
 0,5 litro de milho
 4 folhas de couve-portuguesa
 3 dl de feijão-pedra
 300 grs de batata-doce
 3 dl de favona
 300 grs de banana verde
 200 grs de abóbora
 sal q.b.
 piripiri q.b.
 1 ramo de salsa
 1 litro de água +-
Confecção:
De véspera demolha-se o feijão e o milho. No dia seguinte
cozem-se à parte as carnes e o toucinho. Noutro tacho cozem-se
as folhas de couve cortada aos bocados, a batata-doce e a
abóbora cortada aos cubos, a banana cortada às rodelas
grossas. Leva-se um tacho ao lume com a banha, a cebola e os
dentes de alho picados, a folha de louro e o ramo de salsa.
Assim que a cebola comece a amolecer, juntam-se as carnes
cortadas aos bocados e todo o resto das hortaliças.
Tempera-se com piripiri e adiciona-se a água da cozedura das
carnes e um pouco de água simples para que o caldo não fique
muito forte. Deixa-se ferver um pouco em lume brando para
apurar. Serve-se em pratos de sopa.
Cabrito com Inhame
Ingredientes:
 500 grs de inhame
 2 tomates médios
 600 grs de cabrito
 1 cebola grande
 3 cravinhos-da-índia
 2 dentes de alho
 2 dl de vinho branco
 1 folha de louro
 piripiri q.b.
 sal q.b.
 1 dl de azeite .
Confecção:
Descascam-se os inhames e cortam-se aos quartos.
Corta-se o cabrito aos bocados não muito pequenos.
Leva-se um tacho ao lume com a cebola cortada em meias-luas
finas, azeite, o tomate limpo de peles e sementes, os dentes de
alho picados, a folha de louro e o cravinho a refogar.
Quando a cebola estiver mole junta-se o cabrito e refoga-se mais
um pouco.
Adiciona-se o vinho e um golinho de água e o inhame.
Tapa-se o tacho e deixa-se cozer em lume brando cerca de 50
minutos. Convém verificar os temperos.
GUINÉ BISSAU
GUINÉ – BISSAU
A Guiné-Bissau, situada na áfrica Ocidental, é composta por
uma parte continental e pelo arquipélago dos Bijagós. A
população do país é cerca de um milhão de habitantes que
englobam várias etnias, sendo a maioria animistas ou islâmicos.
Embora este país seja considerado pelo Banco Mundial, um
dos dez países mais pobres do mundo, o mar da Guiné é rico em
espécies piscícolas, e provavelmente em petróleo, e no sub-solo
de algumas regiões existe bauxite. Também as suas florestas
são ricas em madeiras preciosas.
Os portugueses chegaram à Guiné-Bissau no século XV,
em 1445. Em 1956 começou a luta armada muito intensa contra
os portugueses.
Após a revolução de 25 de Abril de 1974, Portugal
reconheceu a Guiné-Bissau como um país independente.
Compreensão
1- Que territórios constituem a Guiné-Bissau?
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2- Que religiões praticam os guineenses?
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3- Quem foi Amilcar Cabral?
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4- Quando ficou independente este país?
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5- Compare este país com outro país, onde tenha trabalhado.
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BISSAU E CACHEU
Bissau, capital da República da Guiné Bissau, é uma
espécie de cidade-ilha, que fica em frente do Atlântico. É
constituida por uma parte continental e por um cordão de ilhas
paradisíacas. As ilhas mais conhecidas pertencem ao
arquipélago dos Bijagós.
A presença do mar é extremamente importante neste país
envolvido numa luta que não pode perder: a auto-suficiência
alimentar.
As marés atingem os valores mais altos de toda a África
Ocidental, o que se verifica melhor mesmo junto a Bissau. Esta
característica pode futuramente permitir uma boa ligação entre
todo o território, através dos transportes marítimos e fluviais.
No litoral há muitos palmares e é nesta região que se
cultiva: arroz, amendoim e caju.
Pensa-se que ao largo da costa existe petróleo.
Este país tem um grande potencial turístico, devido às suas
paisagens magníficas e é pena que não seja explorado.
Cacheu é uma cidade muito agradável, que fica na costa
guineense e é limitada a Norte pelo Senegal e a Sul pelo rio
Mansoa.
Cacheu é a principal zona de pesca artesanal do país. O
centro de pesca é a foz do rio que lhe dá o nome, é um dos mais
ricos em pescado. Na época seca praticam-se dois tipos de
pesca: os pescadores equipados com redes de pesca ficam na
tabanca e secam o peixe para vender no Senegal. O restante,
pescado por pescadores sem redes, é vendido fresco.
O clima de Cacheu é muito agradável, as temperaturas são
em média de 26 graus centígrados.
Aqui encontra-se a maior concentração de palmeiras do
país. As pessoas dedicam-se à extracção do óleo e vinho de
palma, ao cultivo do arroz de sequeiro e outras culturas pluviais,
e ao fabrico de canoas, esteiras e quirintis.
Compreensão
1- Como é a cidade de Bissau?
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2- Que vantagem podem trazer as marés?
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3- Onde se situa a principal zona de pesca artesanal?
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4- Quais são as principais actividades das pessoas de
Cacheu?
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RELIGIÃO E SOCIEDADE
Encontramos na Guiné-Bissau três grupos sociais muito
dependentes da religião que praticam.
O primeiro grupo é formado pelas etnias animistas, para os
quais o mundo se encontra cheio de espíritos- os “irans”. Eles
determinam todos os momentos das suas vidas: as chuvas, o
início das sementeiras, o momento do casamento, etc. Os
feiticeiros são os intermediários entre os seres vivos e Deus.
Pratica-se a poligamia e a autoridade máxima é o chefe da
família que, quando necessário, reúne em conselho de anciãos.
A terra é propriedade de quem a desbravou em primeiro
lugar (os donos do “chão”) e as terras são distribuídas pela
família para cultivo. O gado só é vendido em caso de extrema
necessidade, e é abatido unicamente em festas ou cerimónias
importantes, como por exemplo funerais.
O segundo grupo é o das etnias islâmicas que memorizam o
Alcorão, com a ajuda do clero (os “marabout”). A família é
poligâmica. A terra é propriedade colectiva, administrada pelo
chefe da aldeia e o gado é capital.
O terceiro grupo social é mais pequeno, mas é aquele que
tem o maior poder político e económico. A família é monogâmica
e o estilo de vida é próximo do europeu. Falam português e
crioulo e têm origens étnicas variadas, incluindo brancos e cabo-
verdianos. A maioria vive em Bissau ou em quintas (as pontas).
Estes guineenses pensam em termos de sucesso individual, de
enriquecimento pessoal, o que provoca um choque entre eles e
os dois grupos anteriormente mencionados.
Neste país onde as condições de vida são muito más, a
mortalidade infantil é enorme. As crianças são atacadas pelo
paludismo, diarreia, sarampo e tétano.
Os problemas básicos são nas áreas da educação, saúde,
saneamento, água potável e electricidade.
Compreensão
1- Que importância tem a religião no seu país, a nível social?
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2- Quais são os factores que mais afectam a sociedade?
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3- Quais os problemas sociais que sobressaem?
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4- Compare esses problemas com os existentes na Guiné-
Bissau e tente justificar as diferenças
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EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
A herança cultural da Guiné Bissau é muito rica e
diversificada, tanto no seu aspecto linguístico como na música,
dança, artesanato e outras manifestações culturais.
A língua nacional é o crioulo, sendo o português a língua
oficial. Existem outros idiomas nativos, sendo os mais falados o
balanta, o fula, o manjaco, o mancanha e o mandinga. Por sua
vez o inglês e o francês são falados pelas camadas ligadas ao
mundo dos negócios.
A maioria dos guineenses pratica religiões tradicionais
(54%), segundo os restantes o islamismo (38%) e o cristianismo
(8%).
Os fulas
e mandingas
caracterizam-
se por uma
autoridade
centralizada,
exercida pela linhagem de chefes. As restantes etnias, com
ligeira excepção dos manjacos, são caracterizadas por
sociedades segmentadas, cuja forma de organização social
consiste na forma de grupos etários e de lealdade a linhagem
aldeã.
A dança é uma verdadeira expressão artística dos diferentes
grupos étnicos. Os povos animistas caracterizam-se pelas suas
belas e coloridas coreografias. Estas manifestações culturais
podem ser observadas na altura das colheitas, dos casamentos e
dos funerais.
Nas cidades, a música é dominada pelo conhecido gumbe
guineense.
O carnaval guineense é completamente original, com
características próprias. Tem evoluido muito, tendo-se tornado
uma das maiores
manifestações culturais.
No campo da
escultura, como em
muitos dos países
africanos, o material
mais usado é a madeira, fazendo com ela belíssimas estatuetas.
Compreensão
1- Que religiões praticam os guineenses?
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2- Quais são as características da sociedade dos fulas e dos
mandingas?
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3- Qual é a principal manifestação artística dos diferentes
grupos étnicos?
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4- Qual é a maior manifestação cultural da Guiné?
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5- Compare a religião principal deste país com a do seu
próprio país.
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(RE) DESCOBRIR A ÁFRICA
Amanda Lara Santos aceita ser chamada por “Amandla”,
diminutivo, que derivado da junção dos
seus dois primeiros nomes, simboliza
vitória dos povos do sudoeste africano.
Amandla nasceu em França, de
onde saiu com seis meses para Hong-
Kong, vivendo em Inglaterra até aos seis
anos. Nesssa altura a sua mãe decidiu
regressar a Portugal, terra que adoptou
como sua. A mãe da Amandla foi
bailarina do “Duo Ouro Negro”, o pai foi cantor, o avô foi pintor e
o seu bisavô foi poeta.
Considera-se “filha de África”, pois os seus avós e a sua
mãe são guineenses. Por outro lado,
define-se “uma quae orfã” do continente
africano, e na sua lógica diz ser
importante procurar as suas raízes
africanas, pelo que pensa ir viver na
Gunié-Bissau.
Entretanto, é na Associação “Moçambique Cultural”, em
Lisboa, que esta jovem está a desenvolver as suas capacidades
artísticas, sendo a pintura e as artes gráficas o seu forte.
CULINÁRIA
Frango de Churrasco
Ingredientes:
 2 cebolas
 1 frango
 3 dentes de alho
 piripiri q.b.
 1 dl de sumo de limão
 2 dl de óleo de amendoim (mancarra)
 sal q.b.
Confecção:
Depois do frango limpo e lavado, corta-se aos bocados.
Leve um tacho ao lume com as cebolas cortadas às rodelas, o
óleo, os dentes de alho picados, sal e piripiri a refogar.
Assim que esteja o refogado pronto, adiciona-se sumo de limão.
Retira-se o tacho do lume e põe-se os bocados de frango, que
ficam neste tempero a tomar gosto cerca de 30 minutos.
Retira-se depois o frango do refogado e leva-se a grelhar nas
brasas. Faça um arroz , utilizando o refogado, para acompanhar
o frango.
Caldo de Peixe
Ingredientes:
 600 grs de vários peixes
 1 dl de óleo-de-palma (citi)
 2 dentes de alho
 2 cebolas
 1,5 litro de água
 sal q.b.
 piripiri q.b.
 90 grs de arroz.
Confecção:
Arranjam-se os peixes, passam-se por água e cortam-se aos
bocados. Leve ao lume num tacho o óleo-de-palma, os dentes de
alho e as cebolas cortadas às rodelas, o sal e o piripiri.
Assim que a cebola alourar, junta-se o peixe e deixa-se fritar um
pouco.
De seguida adiciona-se a água para cozer o peixe e assim que
levantar fervura junta-se o arroz.
Deixe cozer durante mais ou menos 15 minutos.
Sirva quente.
MOÇAMBIQUE
MOÇAMBIQUE
Moçambique, cuja capital é Maputo, situa-se na África
Austral e é banhada a Leste pelo Oceano Índico. É um país com
uma paisagem muito diversificada. Tem muitos rios de grande
caudal que atravessam o país e tem vários lagos grandes, sendo
os maiores o Lago Niassa e o Lago artificial de Cahora Bassa.
Tem cerca de 16 milhões de habitantes, compostos por
vários grupos étnicos de origem bantu. De Norte a Sul
encontramos: macondes, manuas, swahilis, shonas, tsongas,
chopes, changanes e rongas. Para além destas etnias, há
moçambicanos de origem portuguesa e de origem indiana (de
Goa).
A língua oficial é o português, que se fala principalmente
nas cidades. Falam-se muitas outras línguas africanas. No Norte
fala-se: Ajana e Macua; no centro: Nianja e Shona e no Sul:
Ronga e Changana.
Há vários cristãos e muitos muçulmanos, principalmente no
Norte. Nas áreas rurais podemos encontrar religiões tradicionais
africanas.
A maioria da população trabalha nos campos, nas
machambas, cultivando especialmente: milho, mandioca, arroz e
algodão.
Como recursos económicos Moçambique tem: carvão, ferro,
cobre, urânio, ouro, bauxite, petróleo e gás natural.
A actividade piscatória também é muito importante.
Compreensão
1- Quais são os maiores lagos de Moçambique?
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2- Qual é a população do país?
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3- Que religiões há em Moçambique?
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4- Que recursos tem este país?
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5- Compare Moçambique com outro país africano que conheça
bem.
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MAPUTO
Maputo é a capital da República Popular de Moçambique,
situada no extremo Sul do país.
Em 1498 Vasco da Gama fez escala na baía; em 1502 o
território foi descoberto por outros navegadores portugueses.
Lourenço Marques, um desses navegadores fez o seu
reconhecimento geográfico e económico em 1544. Nesta altura,
o Rei D. Luís elevou a povoação a vila com o nome de “Lourenço
Marques”, em homenagem ao navegador que primeiro
desvendou os mistérios
deste território. Mais tarde
(1887) passou de vila a
cidade, com o mesmo
nome.
No período da
colonização empreendeu-
se o desenvolvimento
económico e social que
os actuais governantes procuram incrementar e consolidar.
Em 1975, é proclamada a independência e empossado o
primeiro Presidente da República - Samora Moisés Machel – que
em Fevereiro de 1976 anunciou a alteração do nome da cidade.
A partir daí, passou a chamar-se Maputo.
A cidade é constituída por três zonas distintas: uma área
urbana, a ilha e Inhaca e Catembe, separadas entre si por um
estuário bonito e agradável.
A exploração agrícola é feita pelo sector familiar,
cooperativo e privado. Nas zonas suburbanas predominam as
pequenas actividades industriais, o artesanato e o comércio. O
maior parque industrial encontra-se no centro da cidade. Há as
seguintes indústrias: calçado, aço, cerâmica, quimica, cerveja e
moagem.
Maputo tem vários problemas na área da habitação,
transportes, abastecimento de água, saneamento e salubridade
pública.
Compreensão
1- Quando é que os navegadores portugueses chegaram a
Moçambique?
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2- Por que razão a capital deste país se chamava Lourenço
Marques?
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3- Quando ficou independente e quem foi o primeiro presidente
de Moçambique?
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4- Como é a cidade de Maputo?
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CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO
MOÇAMBICANA
A populacão moçambicana é cerca de dezasseis milhões de
habitantes, concentrando-se principalmente nas províncias
costeiras.
A maioria dos agregados familiares é chefiada pelo homem.
No entanto esta responsabilidade cai muitas vezes na mulher,
por motivos diversos: viuvez, divórcios, e em consequência da
emigração masculina.
Sendo a diversidade étnica uma característica comum em
África, Moçambique não é uma excepção. Assim, no Norte há a
etnia dos “Macuas-Lomnés”, que englobam um terço da
população do país. Esta etnia tem um chefe com todos os
poderes; praticam a agricultura itinerante e a pesca. Entre o rio
Zambeze e o Save existe a etnia dos “Shonas-Carangas”. Esta
etnia está fortemente influenciada pelo contacto comercial com
árabes e portugueses. No Sul de Moçambique encontramos os
“Tongas”. Há um chefe superior e chefes subalternos.
Devido a esta diversidade étnica, encontramos dialectos,
culturas e tradições diferentes.
Antigamente a mulher moçambicana não tinha qualquer
interferência na expressão da opinião, nos debates e não lhes
era permitida a escolha livre nem a vontade própria. Hoje em dia,
graças ao papel desenvolvido por grupos dinamizadores da
imancipação da mulher, esta situação é diferente. Muitas
mulheres têm noção da economia. Têm consciência de que a
produção tem de fazer face não só às suas próprias
necessidades, mas também têm de obter lucros para o
alargamento da sua actividade e para a construção de infra-
estruturas de benefício social. Nestes últimos anos, a formação
da mulher tem tido em atenção um aspecto importante, que é a
sua participação na transformação social que hoje se opera no
seu país e que é o seu futuro.
A Organização da Mulher Moçambicana (“OMM”) tem
desempenhado um papel muito importante na educação dos
valores morais e cívicos, os quais devem presidir à nova
sociedade, assim como os valores e dimensão da cultura e
personalidades moçambicanas.
PROPOSTA DE TRABALHO
Faça a comparação da evolução do papel da mulher no seu
país e em Moçambique.
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EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
Moçambique não tem uma cultura homogénea devido há
existência de diversas etnias, religiões e mais de setenta
dialectos. A sua cultura foi influênciada, pelas
culturas: árabe, portuguesa e indiana.
A cultura moçambicana, assim como a
cultura africana, em geral, continua a ser apenas
associada à tradicioanal e trata-se duma falsa
ideia.
Moçambique, sobretudo no período colonial,
produziu excelentes trabalhos de arquitectura,
acompanhando o que melhor se
fazia no mundo. Entre os maiores
arquitectos moçambicanos destacam-se Amâncio
de Alpoim Guedes, Guerizo do Carmo, Quirino da
Fonseca, Miranda, e outros.
Malongatana tornou-se a partir
dos anos 60 um nome de
projecção internacional.
Relativamente à literatura, Mia
Couto é hoje o nome mais
falado no mundo das letras moçambicanas, um dos
mais bem sucedidos e conceituados escritores de língua
portuguesa. José Craveirinha, e Knopfli ( já falecidos), são
igualmente conhecidos. Também não nos devemos esquecer de
Alberto Lacerda, Reinaldo Ferreira e tantos outros.
A escultura dos macondes de Moçambique é uma das artes
tradicionais bem conhecida. Os macondes, de origem étnica
bantu, usam o ébano.
Compreensão
1- Como caracteriza a cultura moçambicana?
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2- Como se chama o arquitecto moçambicano, conhecido
internacionalmente?
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3- Qual é o escritor moçambicano mais conhecido?
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4- Qual é a escultura mais conhecida neste país e que material
é utilizado?
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CULINÁRIA
Camarões com Leite de Coco
Ingredientes:
 5 a 6 dl de leite de coco
 1 cebola
 1 kg de camarões
 2 tomates
 1 colher de café de açafrão
 sal q.b.
 malagueta q.b.
 1 dl de azeite
Confecção:
Descascam-se os camarões em cru e põem-se de lado.
Num tacho leva-se ao lume o azeite e a cebola picadinha.
Logo que a cebola esteja loura, junta-se o tomate picado sem
peles e sem sementes e deixa-se cozer até se desfazerem.
Junta-se o miolo do camarão e deixa-se tomar gosto, mexendo
por 2 minutos.
Adiciona-se o leite de coco misturado com o açafrão, a
malagueta e o sal.
Deixa-se fervilhar em lume brando durante 15 minutos.
Sirva em travessa acompanhado com arroz branco.
Bifes com Molho de Amendoim
Ingredientes:
 2 dentes de alho
 500 grs de bifes de vitela não muito altos
 60 grs de amendoim
 3 tomates maduros
 2 cebolas
 1 dl de azeite
 sal q.b.
 pimenta q.b.
 1 dl de água
Confecção:
Temperam-se os bifes com sal e pimenta.
Leve um tacho ao lume com o azeite, as cebolas cortadas às
rodelas finas, os dentes de alho pisados, o tomate picado sem
peles e sem sementes e por cima ponha os bifes.
Tapa-se o tacho e deixa-se cozer.
Quando a carne estiver tenra adiciona-se o amendoim pisado e
misturado com 1 dl de água.
Deixa-se ferver para apurar.
Sirva acompanhado com batatas doces cozidas.
SÃO TOMÉ E PRINCIPE
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Este pequeno país que tem por capital S. Tomé, fica situado
no Golfo da Guiné, e é composto por duas ilhas, como o nome
indica. Foi descoberto pelos portugueses João de Santarém e
Pêro Escobar em 1471 e o seu
povoamento iniciou-se imediatamente com
a emigração maciça de madeirenses e
angolanos. As principais produções eram
o cacau, o café, e o açucar que cresciam
em plantações, chamadas “roças”.
Embora tenha ficado independente em 1975, as reformas
democráticas só foram instituídas no fim dos anos oitenta. As
primeiras eleições livres foram em 1991.
Tem um clima tropical; quente e húmido e uma estação das
chuvas que vai de Outubro a Maio. Tem perto de 176 mil
habitantes, sendo 80% católicos. A sua população é constituida
por mestiços, angolanos (descendentes dos escravos libertados)
serviçais (trabalhadores contratados de Angola, Moçambique e
Cabo Verde), tongas (filhos dos serviçais nascidos nas ilhas) e
europeus (principalmente portugueses).
S. Tomé e Príncipe é um país bilíngue, de onde se destaca
o português e o forro. Também há outros dialectos, com menor
expressão, correspondentes a grupos culturais diferenciados. O
Mouco ou Lunglé, falado na ilha do Príncipe por 25% dos
residentes, ou seja 3% da população de S. Tomé e Principe. O
Lungua N’golá falado pelos angolanos e o Tonga ligado à
comunidade de contratados angolanos. A língua oficial é o
português, falado por mais de 95% da população.
Compreensão
1- Qual é a situação geográfica e o clima de S. Tomé e
Príncipe?
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2- Como caracteriza a população deste país?
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3- Quais são as maiores expressões culturais?
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4- Compare estas duas ilhas com outras que conheça.
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ILHAS ENCANTADAS
Estas duas ilhas são dum encanto tal, que quem as visitar
terá dificuldade em as deixar, e por certo jamais as esquecerá.
Este património africano, entalado entre o mar e a montanha, que
a combinação entre o incomparável azul-esmeralda do mar e o
inesgotável verde das bananeiras,
coqueiros, palmeiras, e um sem fim
de tantas outras espécies, fazem
desejar que o tempo pare, porque se
encontrou o paraíso.
S. Tomé e Príncipe é um país de
meninos. Metade dos seus 176 mil habitantes tem menos de 18
anos, o que faz com que o visitante mais incauto se sinta
subitamente transportado para a terra do
Nunca, o país do Peter Pan, onde as
crianças são rainhas e senhoras.
A população destas ilhas tem uma alma
generosa e digna.
Estas ilhas foram povoadas por angolanos,
caboverdianos e portugueses.
Da magia do mar ao encanto das
tradicionais roças santomenses, os olhos
revelam-se demasiado pequenos para reter tamanha beleza.
As roças funcionavam como unidades independentes, cada
uma com o seu hospital, carpintaria, alfaiataria, serralharia-
mecânica, cantina e as casas dos trabalhadores. A posse das
terras, no entanto dividia-se entre os proprietários onde corria
sangue de todas as cores e a vida era
marcada ao ritmo de grandes sinos de
bronze. São realmente lindas estas
roças! É pena que muitas delas
estejam a degradar-se.
Quem visita este pequenino país tem a sensação de que
todos os sonhos são ainda possíveis.
Compreensão
1- Estas ilhas são consideradas paradisíacas. Como justifica?
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2- Como são os santomenses?
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3- O que eram as “roças”
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4- Porque se diz que quem visita este país tem a sensação de
que todos os sonhos são possíveis?
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ECONOMIA SANTOMENSE
Os santomenses consideram esta ilha santa, porque a
fome que se tem feito sentir em África nunca atingiu os
habitantes deste pequeno país. Não significa que estas pessoas
sejam mais trabalhadoras e organizadas, ou tenham mais
recursos naturais que os restantes países africanos. O que
acontece é que estas ilhas são
verdadeiramente santas: há água por todo
o lado, a terra é muito fértil e há muito
peixe. A natureza pródiga destas ilhas
explica a indolência lendária dos
santomenses “leve-leve”, “mole-mole”, é a filosofia de São Tomé.
São Tomé e Príncipe além do cacau, tem coco, cobre,
canela, pimenta, café, bananas, papaias, feifão, aves e peixe.
Desde a independência deste país, que a economia
depende do cacau. Porém, a produção do cacau diminuiu
substancialmente nos últimos anos devido à seca e à má gestão.
São Tomé importa combustíveis, produtos manufacturados, bens
de consumo e muitos produtos alimentares.
Este país beneficiou de 200 milhões de redução da sua
dívida em Dezembro de 2000, de acordo com o programa HIPC
do Banco Mundial.
O governo está empenhado em diversificar a economia do
país. Uma vez que o país tem um grande potencial turístico, o
governo tem criado infraestruturas para o efeito. O governo está
bastante optimista com as descobertas de grande quantidade de
petróleo nas suas águas territoriais do Golfo da Guiné. A
produção do petróleo vai começar este ano de 2004.
Compreensão
1- Porque razão os santomenses consideram o seu país, uma
terra santa?
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2- A que se deve a diminuição da produção de cacau?
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3- Quais são os grandes potenciais que poderão melhorar a
economia do país?
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4- Compare a economia deste país com a de outro que
conheça.
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EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
A cultura santomense é muito rica, destacando-se a música
e a expressão teatral. No que diz respeito à primeira, regista-se
uma mistura de rituais musicais africanos com a harmonia
melódica da música europeia, principalmente a portuguesa,
produzindo um efeito de beleza sonora.
De facto, as canções de bailar das duas ilhas reflectem uma
harmoniosa fusão aculturada com a música negro-africana, e a
música europeia, particularmente a portuguesa, fundem-se
alcançando um belíssimo efeito, em que sobressaem as violas,
as guitarras e as concertinas. O “socopé” é a dança santomense
mais popular e aquela que, ao longo dos tempos, tem tido uma
grande evolução e maior enriquecimento, devido à influência das
várias etnias.
A expressão teatral é contudo a que maior destaque merece
na cultura santomense. Os dois tipos de teatro mais populares
são a “Dança Congo” (baile que envolve a participação não
organizada do povo e que representa uma crítica social e cultural
ao colonialismo) e as “Representações Clónicas” (representação
teatral de dois textos dramaturgos portugueses) a Tragédia do
Marquês de Mantua, do século XVI, e o famoso Auto de Floripes,
de características barrocas.
Quanto à escultura os artistas santomenses usam a
madeira, gravando nela cenas da vida quotidiana. É através da
escultura e da pintura que os artistas santomenses representam
a vida do dia a dia, exportando-a para o exterior. As telas de
Nezo, de Ismael Sequeira, e Protásio Pina representam isso
mesmo, através de diferentes temas.
Apesar da sua pequena área trerritorial, a República de São
Tomé e Príncipe pode orgulhar-se de possuir um folclore rico,
para além da música, dança e teatro popular.
Existe a crença de que os fundamentos da literatura
santomense vêm de “Ilha de Nome Santo”, de Francisco José
Tenreiro, colectânea poética publicada em 1942 na obra neo-
realista “Novo Cancioneiro”, de Coimbra. Isto porque a “Ilha de
Nome Santo” anuncia a emergência de uma literatura produzida
pelos santomenses e a convergência dessa produção a nível
temático, ideológico e estilístico.
De entre os nomes que se revelaram após a independência,
e que se afirmaram podemos destacar: Francisco Costa Alegre,
Fernando Macedo, Carlos Espírito Santo, Conceição Lima,
Gustavo dos Anjos, Inocêncio Mata, Aíto Bonfim e Maria Olinda
Beja.
Compreensão
1- Como se caracteriza a música santomense?
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2- Quais são as expressões culturais mais importantes?
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3- Qual é a mensagem da “Dança Congo”?
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4- Quais são as características da escultura santomense?.
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5- Compare o teatro santomense com o teatro no seu país.
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CULINÁRIA
Polvo à S. Tomé
Ingredientes:
 2 cebolas
 1 kg de polvo fresco
 0,5 dl de vinagre
 piripiri q.b.
 sal q.b.
 1 dl de óleo de palma
 1 folha de louro
 1 tomate maduro
Confecção:
Em primeiro lugar sova-se um pouco o polvo para amolecer.
Depois lava-se muito bem para tirar toda a viscosidade.
A seguir corta-se o polvo aos bocados.
Leva-se um tacho ao lume com o óleo-de-palma, a cebola
picada, o tomate picado sem peles e sem sementes , a folha de
louro, piripiri pisado e o polvo.
Tapa-se o tacho e deixa-se cozer em lume brando mexendo de
vez em quando.
Depois de cozido adiciona-se o vinagre, deixa-se ferver mais um
pouco com o tacho tapado.
Retire o tacho do lume e rectifique os temperos.
Sirva acompanhado com Papas de Farinha de Mandioca.
Calulu de Peixe
Ingredientes:
 500 grs de camarão descascado
 1 dl de óleo-de-palma
 1 kg de garoupa
 5 quiabos
 2 tomates maduros
 2 beringelas
 1 raminho de manjerona
 sal q.b.
 1 folha de louro
 piripiri q.b.
 2 cebolas
 20 grs de farinha
Confecção:
Depois do peixe arranjado e lavado, corta-se às postas não muito
finas.
Leva-se um tacho ao lume com a cebola picada, a beringela
descascada e cortada às rodelas, o tomate picado sem peles e
sem sementes, os quiabos cortados ao meio, piripri pisado, o
molhinho de manjerona, a folha de louro, o peixe e os camarões.
Tapa-se o tacho e deixa-se ferver um pouco.
A seguir adiciona-se água a cobrir e deixa-se cozer.
Quase no fim da cozedura, mistura-se a farinha desfeita num
pouco de água, junta-se esta mistura ao preparado, agita-se o
tacho para misturar e deixa-se engrossar o molho.
Serve-se acompanhado com Angu de Banana.
TIMOR LESTE
TIMOR LESTE
Timor Leste fica situado a Sudoeste da Ásia, Nordeste da
Austrália, na ilha “Lesser Sunda” na extremidade Este do
Arquipélago Indonésio. Timor Leste (Este) inclui a metade Leste
da ilha de Timor e as ilhas de Pulau Atauru e Pulau Jaco.
Esta colónia portuguesa declarou-se independente de
Portugal no dia 28 de Novembro de 1975, e foi invadida e
ocupada nove dias mais tarde , pelas forças militares indonésias.
Foi incorporada na Indonésia em Julho de 1976, como província
de Timor Leste. Seguiu-se uma campanha de pacificação durante
as duas décadas seguintes. Durante este período foram
cometidas as maiores atrocidades, tendo perdido a vida cerca de
250 mil pessoas. A comunidade internacional foi acusada de ter
contribuido para esta calamidade, ignorando a situação ou
apoiando activamente a ocupação fornecendo armas à
Indonésia.
Finalmente em 1999 a Indonésia concordou que Timor
Leste escolhe-se livremente entre a independência ou a sua
inclusão na Indonésia. Os milicias leais à Indonésia
aparentemente apoiados pelos militares, tentaram em vão usar o
terror para desencorajar as pessoas a votarem pela
independência.
No dia 30 de Agosto de 1999, num referendo popular
supervisionado pela ONU, as pessoas de Timor Leste votaram
pela sua independência. Durante o período de 1999-2001 os
milicias apoiados pela Indonésia assassinaram centenas de
pessoas e destruiram tudo o que havia para destruir. As Nações
Unidas enviaram forças internacionais para manterem a paz e
ajudarem os timorenses a seguir o caminho por eles escolhido.
Timor Leste foi reconhecido internacionalmente como um
estado independente, e a mais nova democracia do Mundo, a 20
de Maio de 2002.
Compreensão
1- Quando ficou Timor Leste independente de Portugal e
porquê?
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2- Que aconteceu imediatamente depois?
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3- Qual foi a posição da comunidade internacional?
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4- Que aconteceu em 1999?
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5- Quando foi reconhecido internacionalmente este novo país?
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CANTAR FAZ PARTE DA VIDA
Para os timorenses a música faz parte do dia a dia. As
frases e os sons muito antigos passaram de geração em
geração, como um valioso tesouro. É praticamente impossível
descobrir por que motivo os antepassados cantavam assim e
arrancavam aquele som dos “babodoks”.
Os sons têm significado diverso. O cantar
de quem pisa arroz é diferente do cantar
de quem corta madeira, do mesmo modo
que ninguém se enganaria ao ponto de
tocar música de funeral num casamento.
É muito difícil reconstruir a História do Povo de Timor. Em
parte devido à falta de documentos escritos, bem como de
monumentos. Também se deve ao facto de ter havido várias
colonizações, muitas guerras inter-reinos que acabavam na
destruição dos haveres e bens dos vencidos. Por esta razão não
há grandes cidades ou monumentos a testemunhar o passado
remoto.
A música timorense, é principalmente vocal, ou melhor,
coral-coreográfica, uma vez que toda a manisfestação musical
está ligada à dança. Dança-se em coro alternado de homens e
mulheres.
Cantar diz-se em Tetum, “Hananu”. Cantar dançando diz-se
“Tebe”.
Em Timor-Leste também há música instrumental que não é
acompanhada de canto. É cheia de ritmo e harmonia, como é o
caso do Tebedai (dança e orquestra de gongos e babodoks).
Compreensão
1- Porque se diz em Timor Leste que cantar faz parte da vida?
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2- Porque razão é difícil recontruir a História dos timorenses?
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3- Compare este pequenino país com outro país pequeno que
conheça.
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ECONOMIA
Nos fins de 1999, cerca de 70% da infraestrutura económica
de Timor Leste foi destruída pelas tropas indonésias e pelos
milicias anti-independência, e cerca de 260 mil pessoas fugiram
para Oeste da ilha. Contudo, nos três anos seguintes, um
programa internacional, implementado por oito mil soldados da
paz, possibilitou alguma reconstrução, quer nas zonas urbanas
quer nas zonas rurais.
Em meados do ano 2000 cerca de cincoenta mil refugiados
regressaram. O país enfrenta um grande desafio em continuar a
reconstruir as infraestruturas ,e fortalecer esta jovem democracia.
Um projecto promissor a longo prazo é a exploração dos recursos
petrolíferos, que existem nas suas águas territoriais.
A reconstrução de Timor Leste tem sido um dos maiores
sucessos das Nações Unidas.
Timor Leste produz: café, arroz, milho, batata doce,
mandioca, soja, couve, mangas, bananas e baunilha. Exporta:
café, madeira, mármore, e baunilha.
Possivelmente Timor Leste vai precisar de ajuda externa
durante muitos anos, uma vez que todas as suas infraestruturas
foram destruídas.
Sem dúvida este pequeno país enfrenta grandes desafios.
Além da reconstrução deve receber a população de refuguiados,
deve reconciliar o país e defender-se contra a ameaça de
renovada violência.
As pessoas deste país, apesar do muito que sofreram,
mantêm a esperança dum futuro melhor e que bem merecem.
Compreensão
1- Quais são os grandes desafios que este país enfrenta?
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2- A quem se deve o sucesso da reconstrução já efectuada?
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3- O que é que poderá num futuro ajudar a economia deste
país?
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4- Compare este país com outro que conheça na região da
África.
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EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
Timor Leste, cuja capital é Dili, tem cerca de 780 mil
habitantes, que falam tetum e português, sendo o português a
língua oficial. Porém, nas relações comerciais usam o inglês. A
maioria da população é católica, mas as antigas tradições
animistas persistem.
Não existe uma cultura timorense única e homogénea. Cada
uma das várias etnias possui um património cultural que recebeu
a influência portuguesa, trazida especialmente pelos
missionários, e é mais evidente no campo espiritual (religião e
arte) que no material.
Na arte popular, a música tradicional é produzida por
tambores de pele, os gongos de metal e pífaros de cana. Na
música aculturada, os instrumentos mais comuns são o violino, o
cavaquinho, o bombo, o tambor e os ferrinhos.
As danças populares mais frequentes são o “Tebedai”, o
“Tebe” e “Loro-sa’e” (dança guerreira para celebrar uma vitória).
A “Luta do Galo” é considerada desporto nacional.
Foi criado o Centro Cultural Português em Dili, com o
objectivo de apoiar a Acção Cultural em Timor. Este espaço é
destinado ao encontro de culturas onde os timorenses e outros
membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP) possam debater ideias, fomentar a realização de
exposições, organizar encontros de escritores, promover
palestras e seminários dedicados à promoção da Lingua
Portuguesa.
A CPLP em parceria com o Instituto Camões está a instalar
um Instituto de Línguas Oficiais Timorenses (português e tetum)
na antiga sede do Tribunal de Dili. O objectivo é criar um núcleo
de consolidação e difusão dos dois idiomas, com enfase no
português, que, devido à política de proibição do seu ensino,
durante a ocupação indonésia deixou de ser falado pela maior
parte dos timorenses, especialmente pela população mais jovem.
A escolha do português como língua oficial foi feita devido
ao grande enraízamento da herança cultural lusitana, e também
por uma decisão político-estratégica de mais uma identidade
nacional timorense, diante do Arquipélago Indonésio e de
evidenciar a sua especificidade no contexto regional do Sudeste
Asiático, e Oceânia. Deste modo, o Instituto de Línguas será um
instrumento importante para superar as dificuldades de Timor
Leste em fortalecer a sua identidade nacional.
Compreensão
1- Que línguas se falam em Timor Leste e qual é a língua
oficial?
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2- Quais são as características da cultura timorense?
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3- Que tipos de danças mais populares aqui se encontram?
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4- Qual é o objectivo do Centro Cultural Português?
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5- A que se destina o Instituto de Línguas Oficiais Timorenses?
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6- Por que motivo os oficiais timorenses escolheram o
português como língua oficial?
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CULINÁRIA
Caldeirada de Cabrito
Ingredientes:
 3 cebolas grandes às rodelas
 1 cabrito com 2,5 kg
 4 dl de cerveja
 1 pitada de cravinho em pó
 sal q.b.
 pimenta q.b.
 2 folhas de louro
 12 dentes de alho
 1 raminho de salsa
 1,200 kgs de batatas aos quartos
 3 dl de azeite
Confecção:
Depois do cabrito arranjado corta-se aos bocados e tempera-se
com os alhos pisados com sal.
Deixa-se tomar gosto cerca de 30 minuutos. Leva-se um tacho ao
lume com a carne, as cebolas cortadas às rodelas finas, o azeite,
a folha de louro, cerveja, salsa, o cravinho em pó e a pimenta.
Tapa-se o tacho e deixa-se cozer em lume brando.
A meio da cozedura juntam-se as batatas cortadas aos quartos.
Deixe cozer as batatas.
Sirva quente.
Saboco de Camarão
Ingredientes:
 1 dl de sumo de tamarindo
 2 colheres de sopa de leite de coco
 750 grs de camarões grandes
 2 colheres de sopa de molho sutate
 1 cebola média
 açafrão q.b.
 sal q.b.
 piripiri q.b.
 pimenta q.b.
Confecção:
Depois dos camarões lavados, dão-se dois golpes no lombo dos
camarões.
Temperam-se com o açafrão, o tamarindo, piripiri, sal, pimenta, o
leite de coco, molho sutate e a cebola picadinha.
Envolve-se cada camarão com um pouco dos ingredientes
citados em folhas de palmeira.
Levam-se a assar nas brasas, virando para que asse dos dois
lados. Sirva desembrulhados.
Acompanhe com uma salada.

CULTURA

PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA E TIMOR LESTE

Lourdes Domingues

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