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Biologia - Ecologia - Poluição Atmosférica IV - Equipamento de Controle

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Pós-Graduação em Eng.

Sanitária e Ambiental

Equipamentos de controle de poluição atmosférica

Prof. Dr. Aurélio Azevedo Barreto Neto

O controle da poluição do ar
Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Etapas da produção
processos industriais matéria prima produtos acabados geração de resíduos

O controle de resíduos sólidos e líquidos pode ser realizado mais facilmente do que o controle de resíduos gasosos,

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O controle da poluição do ar
Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

A redução da emissão atmosféricas pode ser feito a partir das seguintes medidas:
1. Mudanças no processo industrial. (ex. trocas de solventes químicos, tecnologia); 2. Mudança no tipo de combustível; 3. Instalação de equipamentos de retenção de poluentes.
Opção mais utilizada

O controle da poluição do ar
Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Justificativas para o uso de equipamentos coletores de contaminantes do ar:
Evitar a poluição do ar; Evitar risco de incêndio (no caso de contaminante inflamável); Recuperação do resíduo (por possuir valor econômico agregado); Evitar que a abrasão dos materiais particulados aumente o desgaste de equipamentos;

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Equipamentos de controle da poluição
Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Fatores a serem considerados na escolha do equipamento de controle:
1. 2. 3. Concentração e tamanho das partículas do contaminante; Grau de purificação desejada; Características físicas e químicas dos contaminantes: temperatura, umidade, viscosidade, combustividade, agressividade química, agressividade biológica, solubilidade; Condições do ar de transporte: temperatura, pressão, umidade; Facilidade de limpeza e manutenção; Espaço físico necessário; Fatores econômicos; Método de eliminação, armazenagem e tratamento do material coletado. Eficiência

4. 5. 6. 7. 8. 9.

Eficiência dos equipamentos coletores
A eficiência de um equipamento coletor de contaminante pode ser calculada da seguinte forma:

Concentração de Entrada

Concentração de Saída Coletor

Ce

Cs

Eficiência (%) =

Massa de poluente coletado (Ce – Cs) Massa de poluente que entra no coletor (Ce)

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Eficiência dos equipamentos coletores

Exemplo:
Exemplo: Se uma planta industrial está emitindo 500 kg/hr de material particulado e a lei ambiental determina que a emissão máxima deste poluente seja de 25 kg/hr é necessário que o equipamento de controle a ser instalado tenha qual eficiência ? Solução:
Massa de poluente coletado (Ce – Cs) Eficiência (%) = Massa de poluente que entra no coletor (Ce)

Eficiência (%) =

Ce - Cs Ce

=

500 - 25 500

= 0,95 (100) = 95 %

Eficiência dos equipamentos coletores
Equipamentos em série
É comum o uso de coletores em série, pois a sua associação aumenta a eficiência na coleta de contaminantes. Um exemplo comum é o uso de coletor do tipo ciclone antecedendo ao filtro de mangas. Neste caso o ciclone coleta as partículas de maior tamanho deixando para o filtro de mangas a captura das partículas de menor tamanho (mais finas). A eficiencia total (ET) de n coletores distribuídos em série pode ser calculada da seguinte forma:

ET = 1 – (1 – E1) . (1 – E2) . (1 – E3) ... (1 – En)
E1, E2, E3,...,En = eficiência de cada coletor

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Eficiência dos equipamentos coletores
Equipamentos em série

Se os coletores forem idênticos teremos: ET = 1 – (1 – E)n
n = número de coletores

Eficiência dos equipamentos coletores
Observações: • Cuidados devem ser tomados com o número de coletores em série, pois quanto maior o número destes, maior será a perda de carga e conseqüentemente problemas podem ocorrer na operação do sistema produtivo; • Cada tipo de coletor de material particulado apresenta uma melhor performance para determinadas faixas granulométricas; • Quanto mais próximo de 100% estiver a eficiência do coletor, melhor será a capacidade do coletor de reter contaminantes.

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Tipos de Poluentes

Os poluentes podem ser:

Partículas ou Gases

Mecanismos de Retenção de Poluentes

Técnicas de coleta de poluentes particulados

• Ação de filtragem através de um meio poroso. Ex.: Filtros de mangas; • Ação de forças de inércia: coletores inerciais. A separação é causada pela ação da variação brusca na quantidade de movimento linear das partículas de contaminantes; • Ação da gravidade: são os coletores gravitacionais. Separação causada pela sedimentação das partículas de maior peso;

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Mecanismos de Retenção de Poluentes
Técnicas de coleta de poluentes particulados • Ação das forças centrífugas: coletores centrífugos. Ex.: os ciclones; • Ação de umedecimento ou lavagem pela água, que realiza uma ação de impactação, interceptação, dissolução, difusão e condensação. São os lavadores, torres de borrifo ou aspersão, os precipitadores dinâmicos úmidos, os lavadores Venturi. O ar contendo partículas contaminantes é forçado a passar através de uma nuvem de gotículas de água, ou de um outro líquido, fazendo com que a partícula fique retido nas gotículas.

Mecanismos de Retenção de Poluentes

Técnicas de coleta de poluentes particulados

• Ação de ionização e atração eletrostática. São os precipitadores eletrostáticos. A separação é realizada pela aplicação de uma alta diferença de potencial elétrico no ar contendo os contaminantes. Desta forma, o ar se ioniza carregando as partículas eletricamente. Por fim, as partículas carregadas irão aderir ao pólo de carga oposta onde ficarão retidas.

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Mecanismos de Retenção de Poluentes

Técnicas de coleta de poluentes gasosos e vapores • Absorção por um líquido no qual o gás seja solúvel. Baseia-se nestes fenômenos os lavadores de gases, as torres de enchimento, as torres de prato, os absorvedores tipo Venturi etc.; • Adsorção. Capacidade que certas substâncias com alta porosidade possuem de reter determinados poluentes pela ação de forças de atração moleculares superficiais. As substâncias mais empregadas, denominadas adsorvedoras, são o carvão ativado, a alumina ativada e a sílica-gel;

Mecanismos de Retenção de Poluentes

Mecanismo da Adsorção
Etapa 1: Difusão para a superfície adsorvedora Etapa 2: Migração para os poros adsorvedores Etapa 3: Saturação do adsorvedor

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Mecanismos de Retenção de Poluentes

Técnicas de coleta de poluentes gasosos e vapores

Mecanismos de Retenção de Poluentes

Técnicas de coleta de poluentes gasosos e vapores • Incineração de resíduos gasosos, desde que os gases resultantes não sejam, por sua vez, também poluidores. Equipamentos: Flares, queimadores de chama direta e incineradores catalíticos. • Catalisador veicular: conversor catalítico oxidante (HC e CO) e Conversor catalítico de três vias (HC, CO e NOx) • Condensação de vapores. Realizado resfriamento dos vapores em condensadores. pelo

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Equipamentos coletores

Os equipamentos mais utilizados são:
• Câmara gravitacional • Ciclones • Filtro de mangas • Coletores inerciais • Precipitador eletrostático • Lavadores de gases • Filtros adsorvedores • Condensadores • Catalisadores • Incineradores
Gases Material Particulado e Gases Material Particulado

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Câmara de Coleta Gravitacional

Ar limpo

Ar com partículado

Princípio de Funcionamento: Propicia a deposição gravitacional das partículas carreadas por um fluxo gasoso.

Coletores de partículados

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Câmara de Coleta Gravitacional

Ar limpo

Anteparo

Ar poluído

Pó sedimentado

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Ciclone

Princípio de Funcionamento: A força centrífuga que age sobre as partículas carreadas pelo fluxo de gás, empurra as partículas na direção das paredes do equipamento, retirando-as do fluxo gasoso.

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Ciclone
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Entrada tangencial

Entrada axiall

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Multiciclone

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Multiciclone

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Filtro de Manga

Princípio de Funcionamento: O fluxo gasoso é forçado a atravessar por um meio poroso (filtro) no qual o material particulado fica retido.

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Filtro de Manga

Sistema de limpeza das mangas:
Mecânico: Agitação ou raspagem das mangas de forma manual ou mecânica, após a interrupção da passagem do ar. Pneumático: A limpeza é feita por meio do insuflamento interno das mangas pela introdução de um jato de ar comprimido em sentido contrário. É o sistema de fluxo reverso.

Filtro de Manga
Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Filtro de Manga

Suporte para a manga

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Filtro de Manga
Suporte para a manga

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Filtro de Manga

Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Filtro de Manga

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Filtro de Manga

Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Coletores Inerciais
Ar limpo

Ar limpo

Princípio de Funcionamento: Pelo princípio da inércia um corpo em movimento (as partículas) tende a continuar em movimento até encontrar um anteparo (barreira) para que sua velocidade torne-se nula.

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Lavador de Gases

Saída de ar limpo

Eliminador de névoa

Princípio de Funcionamento: A absorção de gases é efetuada pelo contato do fluxo gasoso com gotículas de líquido, promovidos por sprays. Deve ser utilizado um líquido no qual o gás seja solúvel.

Entrada de água

Entrada de ar poluído

Saída de água suja

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Lavador de Gases

Ar limpo

Entrada de ar poluído

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Lavador de Gases

Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Lavador de Gases

Eliminador de gotas

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Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Ciclone úmido
Ar limpo

Princípio de Funcionamento: Utiliza os princípios do lavador de gás e do ciclone em conjunto.

Entrada de ar poluído

Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Torre de enchimento

Ar limpo

Spray

Princípio de Funcionamento: Utiliza os princípios do lavador de gás. O enchimento otimiza o contato entre o líquido e o gás, aumentando a área da superfície de contato e do tempo de residência.

Enchimento

Entrada de ar poluído

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Torre de enchimento

Tipos de enchimento:

RASCHIG

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Precipitador eletrostático

Eletrodo (-) Ar limpo Campo elétrico

Placa (+)

Ar contaminado Peso do eletrodo

A partícula carrega-se negativamente e é atraída pela placa

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Precipitador eletrostático

Tipo Placa

Eletrodo

Entrada de ar poluído

Entrada de ar poluído

Placa

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Precipitador eletrostático
Tipo Tubo

Entrada de ar poluído Entrada de ar poluído

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Precipitadores Eletrostáticos

Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Condensadores De contato
Gás sujo

De superfície
Líquido de refrigeração Gás limpo

Líquido de refrigeração

Princípio de Funcionamento: A queda de temperatura provoca a condensação dos gases.

água

Condensado

Entrada de

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Queimadores (Flare)

Princípio de Funcionamento: Exposição direta do fluxo gasoso a uma chama.

Componentes de uma combustão: Combustível Turbulência Calor

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Queimadores (Flare)

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Queimadores

Gás Combustível e Ar Gás Ar limpo

Pré-aquecedor

Catalisador

Combustível Ar limpo Ar Gás

Pós-Graduação em Eng. Sanitária e Ambiental

Catalisador

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