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Biologia - Sistema Digestório II

Biologia - Sistema Digestório II

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SISTEMA DIGESTÓRIO

O sistema digestório é responsável pela ingestão, digestão e absorção dos nutrientes. Em humanos, esse sistema compreende as seguintes regiões: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus.

glândula salivar (parótida) língua faringe dentes esôfago glândulas salivares (sublingual e submaxilar)

fígado estômago vesícula biliar

pâncreas

cólon

intestino grosso

intestino delgado

apêndice vermiforme reto ânus

Sistema digestório humano

Órgãos do Sistema Digestório Humano:
BOCA : Corresponde à porta de entrada desse sistema, onde a digestão tem início. Nesse órgão, ocorrem: I. digestão mecânica: condicionada pelos dentes e pela língua; II. digestão química: condicionada pelas glândulas salivares. A principal atividade dos dentes é a mastigação. Humanos adultos apresentam 32 dentes, sendo que, em cada arcada, há 4 incisivos (cortam o alimento), 2 caninos (perfuração), 4 pré-molares 8 trituração) e 6 molares (trituração do alimento).

A língua facilita a deglutição e a mistura do alimento com a saliva, além de ser responsável pelo sentido da gustação através das papilas gustativas, que se encontram em sua superfície, viabilizando a identificação dos quatro sabores básicos: doce, salgado, azedo e amargo. As glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais são as principais presentes na boca responsáveis pela secreção salivar, que é formada por muco (facilitador da deglutição) e pela amilase salivar. Esta enzima inicia a digestão de substâncias amiláceas, que posteriormente se concluirá no intestino delgado.

FARINGE: Canal comum aos sistemas digestório e respiratório, a faringe pode conduzir o alimento ao esôfago, e o ar, à laringe.
alimento faringe

esmalte

língua

gengiva laringe polpa (contém nervos e vasos que nutrem o dente)

epiglote esôfago

epiglote

E S ‘ FAGO: Comunicando a faringe ao estômago, há o esôfago, em cuja musculatura o a peristalse é intensa.

dentina (tecido semelhante ao osso)

mandíbula (osso que sustenta o dente)

Estrutura do dente. O esmalte, feito principalmente de sais de cálcio, é a substância mais dura produzida por um ser vivo.

maltose

Contrações peristálticas empurram o alimento ao longo do tubo digestório.

H2O amilase salivar

EST‘MAGO: O estômago é um órgão muscular em que se verificam processos digestórios químicos e físicos, além de sua atuação como local de armazenamento de alimentos. O estômago produz o suco gástrico, rico em enzimas e em ácido clorídrico (HCl), que é responsável pela manutenção do baixo pH local. Nesse órgão, há principalmente digestão de alimento protéico, dissolução do cimento intercelular dos tecidos dos alimentos, e, devido aos movimentos peristálticos, continuidade da digestão mecânica iniciada na mastigação.

maltose (dissacarídeo) e fragmentos menores de amido Digestão do amido na boca

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Enzimas estomacais: PEPSINA: secretada na forma de pepsinogênio e, sob ação do ácido clorídrico, o pepsinogênio, transforma-se em pepsina, enzima que catalisa a digestão de proteínas.
HCl Pepsinogênio  Pepsina →

• •

Secreção incolor rica em enzimas digestivas e com pH 9,0 (aproximadamente). Principais enzimas: tripsina*, quimotripsina*, amilase (degrada o amido que não sofreu digestão na boca, pela ação da amilase salivar), lipase e nucleases (desoxirribonuclease e ribonuclease). IMPORTANTE!

RENINA: atua sobre a caseína (proteínas do leite). É produzida pela mucosa gástrica durante os primeiros meses de vida, com o papel de flocular a caseína, favorecendo a ação de outras proteases.

A mucosa gástrica não se autodigere por ser recoberta por uma camada de muco, que a protege da agressão do suco gástrico. Mesmo assim, as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. Dessa forma, é fácil compreender sua elevada capacidade regenerativa. Quando ocorre desequilíbrio entre o ataque do HCl e essa proteção dada pelo muco, podem ocorrer gastrite ou úlceras gástricas.

*Essas enzimas são produzidas em suas formas, tripsinogênio e quimiotripsinogênio. Na luz duodenal, o tripsinogênio, em contato com a enzima intestinal enteroquinase, converte-se em tripsina, que por sua vez contribui para a conversão do precursor inativo quimiotripsinogênio em quimiotripsina, enzima ativa.

Tripsinogênio

Enteroquinase

Tripsina

Químiotripsinogênio

Tripsina

Quimiotripsina

No estômago, o bolo alimentar é transformado em uma massa semilíquida denominada quimo. Para que o quimo chegue ao intestino, deve passar pelo piloro (anel muscular). INTESTINO DELGADO: Estrutura tubular alongada (mais de 6 metros), o intestino delgado apresenta as seguintes regiões: duodeno, jejuno e íleo. O duodeno representa a principal região absortiva e onde atuam o suco pancre·tico, a bile e o suco entÈrico.

Secreção rica em bicarbonatos, que neutralizam a acidez característica do quimo.

Obs.: Para que o pâncreas sintetize o suco pancreático, deve ser estimulado peos hormônios secretina e pancrozimina. Estes são produzidos no duodeno sob ação do HCl estomacal.

vilosidades

• •

vaso linfático

microvilosidades capilares

• • • •

II. BILE: Outras denominações: bílis e suco biliar. Secreção produzida no fígado e armazena na vesícula biliar, sendo liberada no duodeno através do canal colédoco. Desprovida de enzimas. Constituída pelos sais biliares (tauracolato e glicolato de sódio). Desempenha papel emulsionando gorduras. Apresenta pigmentos (bilirrubina e biliverdina), resulatantes da metabolização da hemoglobina.

músculo

vasos sangüíneos

Ampliando a superfície de absorção dos nutrientes, superfície intestinal apresenta uma série de dobramentos e suas células mais superfícies são ricas em microvilosidades. Detalhes sobre os sucos digestivos de atuação intestinal: I. SUCO PANCRE¡TICO:

Obs.: A liberação da bile está na dependência do controle hormonal exercido pela colecistoquinina, sintetizado pelo intestino delgado em conseqüência da presença de gordura no quimo.

Produzido pelo pâncreas e liberado no duodeno através do ducto pancreático.

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III. SUCO ENT…RICO:

GL¬NDULAS ANEXAS: P‚ncreas: Essa glândula anfícrina é responsável pela produção do suco pancreático (nos ácinos pancreáticos) e pela síntese dos hormônios insulina de glucagon (nas ilhotas pancreáticas). FÌgado: Correspondendo aa maior glândula corporal (1,5 kg, aproximadamente), o fígado desempenha múltiplas funções. Esse órgãos é constituído por um conjunto de lóbulos, onde se encontram os hepatócitos. Entre seus lóbulos, há os ductos hepáticos ou ductos biliares, responsáveis pela condução da bile à vesícula biliar.

• • •

Outra denominação: suco intestinal. Produzido pela mucosa intestinal, apresenta pH 7,0 (aproximadamente). Principais enzimas: peptidases, maltases, nucleotidases (degradam os nucleotídeos em seus elementos constituintes), lactases e sacarases (ou sucrases).

Obs.: A síntese de suco entérico é conseqüente da ação dos hormônios secretina (produzido no pâncreas) e enterocrinina (produzido no intestino delgado). O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas. IMPORTANTE! Os nutrientes absorvidos pelos vasos sangüíneos intestinais passam para o fígado a fim de serem distribuídos pelo resto do organismo. Os produtos da digestão de gorduras (glicerol e ácidos graxos) chegam ao sangue sem passar pelo fígado, como ocorre com outros nutrientes. Nas células da mucosa, essas substâncias são reagrupadas em triacilgliceróis (triglicerídeos) e envoltas por uma camada protéica, formando os quilomícrons. Estes são transferidos aos vasos linfáticos e, posteriormente, aos vasos sangüíneos, sendo armazenados nos adipócitos.

FunÁıes do fÌgado:

• • •

Local de síntese dos aminoácidos naturais, a partir do essenciais, presentes na dieta. Responsável pela síntese de bile; Responsável pela remoção do excesso de glicose sangüínea, armazendo-a como glicogênio, e de acordo com as necessidades metabólicas, degradando esse polímero em glicose mais uma vez; Local de rmazenamento ferro e das vitaminas (A, D e B12); Atua como conversor do excesso de glicídio s e proteínas em lipídios; Local de síntese de proteínas sangüíneas (como fibrinogênio), de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras; Local de desintoxicação de substâncias tóxicas, como o álcool; Assim como o baço, atua na hemocaterese , degradando hemácias velhas ou defeituosas, transformando a hemoglobina em pigmentos biliares.

• •

INTESTINO GROSSO: Esse órgão, responsável pela absorção de água ingerida ou proveniente das secreções digestivas, decomposição dos restos alimentares e formação de fezes, corresponde a uma estrutura tubular musculosa com, aproximadamente, 1,5 metro. Estendendo da válvula íleo-cecal até a válvula anal, o intestino grosso apresenta as seguintes regiões: ceco, cólon e reto. O ceco corresponde à região mais alongada do intestino grosso, subdividindo-se em: ascendente, transverso, descendente e sigmóide. O ânus corresponde à saída do reto. Esta abertura é fechada pelo esfíncter anal. O intestino grosso também apresenta glândulas mucosas que auxiliam na lubrificação das fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus.

• •

ANOTAÇÕES

Obs.: As fibras vegetais, como a celulose, não sofrem digestão, porém têm papel importante na formação da massa fecal, tornando as fezes mais maleáveis e fáceis de serem eliminadas.

IMPORTANTE! Numerosas bactérias mutualísticas se encontram no intestino grosso, sendo responsáveis pela dissolução dos restos alimentares, além de atuarem na proteção do organismo contra bactérias invasoras patogênicas. Além disso, esses organismos produzem as vitaminas K e B12.

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HORM‘NIOS QUE PARTICIPAM DA DIGEST O:

HORM‘ NIO Gastrina

FONTE Estômago

ESTÕ MULO contato de alimentos protéicos com a parede do estômago

MODO DE A« O estimula a secreção de suco gástrico e a contração da musculatura lisa do estômago estimula o pâncreas a produzir suco rico em bicarbonato de sódio e o fígado a secretar bile

Secretina

intestino delgado duodeno

contato do HCl células do duodeno

Pancreozimina ou Colecistoquinina

intestino delgado (duodeno)

contato de Iipídios e aminoácidos na parede duodenal

estimula a liberação de enzímas digestivas do pâncreas e contração da vesícula biliar, fazendo-a liberar

bile no duodeno Enterogastrona intestino delgado (duodeno) presença de gordura no intestino delgado inibe a secreção de suco gástrico, bem como a mobilidade do estômago

01. (UNI-RIO/RJ) O alimento é movido ao longo do trato gastrointestinal por um processo proveniente da contração da camada muscular circular; a onda progride e espreme o alimento para baixo e/ou para a frente de maneira semelhante à saída do creme dental de um tubo. Tal processo de motilidade denomina-se: a) peristalse. b) digestão. c) absorção. d) homeostase. e) secreção. 02. (UFSC) O fígado é, na verdade, um dos mais versáteis órgãos do corpo em termos funcionais. Assinale a(s) proposições(ões) que ilustra(m) atividades desempenhadas pelo fígado. (01) (02) (04) (08) (16) (32) Participa da manutenção do nível de glicose no sangue, armazenando-a na forma de amido. Auxilia no processo de transporte ativo, uma vez que produz o hormônio insulina. Produz hemácias novas para o sangue, o que contribui para uma circulação adequada. Evita processos hemorrágicos, produzindo protrombina e fibrinogênio. Exerce função antitóxica. Tem função digestiva,produzindo a bile.

03. (UMC/SP) O gráfico abaixo mostra a taxa de digestão de proteínas pela enzima estomacal pepsina, em função do pH:

Se você quisesse maximizar a eficiência de uma digestão protéica que ocorre em um tubo de ensaio, contendo carne e uma solução concentrada de pepsina a um pH = 7,0, você adicionaria à reação: a) leite. b) plasma sanguíneo. c) suco de limão. d) água. e) solução de bicarbonato de sódio.

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04. (FUVEST/SP) Qual cirurgia comprometeria mais a função do sistema digestório e por que: a remoção dos 25 cm ini-ciais do intestino delgado (duodeno) ou a remoção de igual porção do início do intestino grosso? a) A remoção do duodeno seria mais drástica, pois nele ocorre a maior parte da digestão intestinal. b) A remoção do duodeno seria mais drástica, pois nele ocorre a absorção de toda a água de que o organismo necessita para sobreviver. c) A remoção do intestino grosso seria mais drástica, pois nele ocorre a maior parte da absorção dos produtos do processo digestório. d) A remoção do intestino grosso seria mais drástica, pois nele ocorre a absorção de toda a água de que o organismo necessita para sobreviver. e) As duas remoções seriam igualmente drásticas, pois tanto no duodeno quanto no intestino grosso ocorrem digestão e absorção de nutrientes e de água. 05. (UFRGS) A comunicação da vesícula biliar com o intestino delgado é feita pelo ducto biliar, que libera a bile. Se por algum motivo houver uma obstrução do ducto biliar, o que poderá ocorrer? a) A pepsina perderá sua atividade. b) A digestão dos carboidratos ocorrerá mais rapidamente. c) Produzirá uma alcalinização do intestino. d) A digestão dos lipídios será mais lenta. e) Haverá mais tripsina atuando sobre os lipídios. 06. (PUC/SP) Na aula de Biologia, o professor pediu a seus alunos que analisassem a seguinte afirmação relativa á fisiologia da digestão: “A pepsina e a tripsina são enzimas proteolíticas produzidas no estômago e atuam preferencialmente em meio ácido”. Essa afirmação: a) está correta. b) está incorreta, já que as duas enzimas não são proteolíticas. c) está incorreta, já que as duas enzimas atuam preferencialmente em meio alcalino. d) está incorreta, já que apenas a pepsina é produzida no estômago e atua preferencialmente em meio ácido. e) está incorreta, já que apenas a tripsina é produzida no estômago e atua preferencialmente em meio ácido. 07. (UNIFOR/CE) Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, um hormônio e uma enzima atuantes no sistema digestório humano. a) Pepsina e gastrina. b) Secretina e pepsina. c) Bile e secretina. d) Ácido clorídrico e bile. e) Gastrina e ácido clorídrico. 08. (FCC/SP) Se, por uma razão qualquer, não mais ocorresse síntese de gastrina em uma pessoa, qual das substâncias abaixo não continuaria a ser digerida normalmente? a) Sacarose. b) Lactose.

c) Gordura. d) Amido. e) Proteína.

09. (UFSCAR/SP) Ao preparar um lanche foram usados pão francês, maionese, filé mignon, queijo e alface. O primeiro desses ingredientes a sofrer ação de enzimas digestivas é: a) a alface. b) o queijo. c) a maionese. d) o filé mignon. e) o pão francês.

10. (VUNESP) Considere as seguintes etapas da digestão: I. Absorção de nutrientes; II. Adição de ácido clorídrico ao suco digestivo; III. Início da digestão das proteínas; IV. Adição da bile e do suco pancreático ao suco digestivo; V. Início da digestão do amido. Dentre esses processos, ocorrem no intestino delgado apenas: a) I e IV. b) I e III. c) II e III. d) II e IV. e) III e V.

11. (UFF/RJ) A digestão pode ser definida como um conjunto de atividades mecânicas e enzimáticas que visa transformar macromoléculas em moléculas menores, passíveis de serem absorvidas. A respeito dos nutrientes X e Y sabese que, após ingeridos, o primeiro é parcialmente hidrolisado no estômago, enquanto o segundo não sofre modificação no aprelho digestivo. Pode-se afirmar que os nutrientes X e Y são, respectivamente: a) triacilgliceróis e amido. b) proteínas e amido. c) glicogênio e celulose. d) vitaminas e lactose. e) maltose e sacarose.

01. (UFC/CE) Assinale a opção em que todos os órgãos mencionados são, reconhecidamente, produtores de enzimas digestivas. a) Vesícula biliar, pâncreas e fígado. b) Estômago, intestino delgado e fígado. c) Vesícula biliar, esôfago e boca. d) Pâncreas, intestino delgado e estômago. e) Fígado, pâncreas e estômago.

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02. (PUC/RJ) Durante o processo de digestão de alimentos pelo homem, observa-se uma variação do pH ao longo do aparelho digestivo. Considerando essa variação, podemos dizer que o pH: a) na boca é ácido, no estômago é alcalino e é neutro no intestino. b) na boca e no estômago é ácido, tornando-se próximo ao neutro no intestino. c) na boca é alcalino, no estômago é neutro e no intestino ácido. d) na boca é próximo ao neutro, no estômago torna-se ácido e no intestino volta a ser alcalino. e) tende a apresentar uma tendência geral à acidificação.

07. (VUNESP) Um técnico de laboratório colocou, separadamente, em seis tubos de ensaio soluções de amido e soluções de proteínas, juntamente com suas respectivas enzimas digestivas. As soluções apresentavam diferentes índices de pH e diferentes temperaturas, de acordo com a tabela seguinte:

Tubo I II III IV V VI

pH 2 7 8 2 8 7

Temperatura ( C) 20 40 80 40 20 80

03. (UNIFOR/CE) No homem, as enzimas responsáveis pela digestão dos carboidratos atuam: a) somente na boca. b) somente no estômago. c) somente no duodeno. d) na boca e no duodeno. e) no estômago e no duodeno.

Passados alguns minutos, observou-se a ocorrência do processo digestivo. A digestão do amido e a digestão da proteína ocorreram, respectivamente, nos tubos: a) I e III. b) IV e V. c) IV e VI. d) III e IV. e) II e IV. 08. (UFES) O esquema abaixo representa o aparelho humano, com suas glândulas anexas. O início da digestão química dos carboidratos, a absorção de água e a liberação de tripsinogênio ocorrem, respectivamente, em:

04. (UNIVALI/PR) Alguns ciclistas fundistas, para aumentar o suprimento energético, levam na bicicleta uma bisnaga que, geralmente, contém solução de glicose em vez de sacarose, pois: a) a glicose é mais energética que a sacarose. b) a absorção da sacarose é mais lenta por ser um polissacarídeo. c) a glicose é facilmente absorvida por ser um lipídio de porte pequeno. d) a glicose é mais saborosa que a sacarose. e) a glicose é rapidamente absorvida por ser uma molécula pequena.

05. (UFPI) No tubo digestivo humano, a digestão das proteínas ocorre: a) parcialmente na boca. b) apenas no estômago c) apenas no duodeno. d) na boca e no estômago. e) no estômago e no duodeno. a) II, IV, III. b) IX, I, VI. c) IX, VI, VII. d) VII, VI, II e) I, V, III.

06. (UFPE) Vários órgãos são responsáveis pela digestão. Dentre eles, o duodeno é uma região das mais importantes para esse processo. Assinale abaixo os órgãos que lançam secreção no duodeno. a) Amídalas e pâncreas. b) Vesícula biliar e glândulas salivares. c) Fígado e glândulas salivares. d) Pâncreas e vesícula biliar. e) Pâncreas e glândulas salivares.

09. (UFAL) Em um tubo de ensaio colocou-se carne mais água em pH igual a 8. Acrescentou-se pepsina e manteve-se o tubo de ensaio a 38ºC durante 2 horas. É de se esperar que: a) não tenha ocorrido digestão, porque a pepsina não age em meio alcalino. b) não tenha ocorrido digestão, porque a enzima é inativa a 38ºC.

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c) não tenha ocorrido digestão, porque a duração do experimento foi insuficiente. d) tenha ocorrido digestão, porque a pepsina age no meio alcalino. e) tenha ocorrido digestão, porque a enzima age a 38ºC. 10. (PUC/RJ) Analise a experiência esquematizada abaixo.

03. (FUVEST-SP) Qual é o papel da bile no homem? 04. (FUVEST-SP) Cite duas glândulas associadas ao sistema digestivo humano e suas respectivas funções no processo da digestão. 05. (FUVEST-SP) Descreva a sucessão de eventos que ocorrem com o alimento no estômago de mamíferos ruminantes.

ANOTAÇÕES

HCl: ácido clorídrico

NaOH: hidróxido de sódio

Como resultado dessa experiência, espera-se que a proteína presente na clara de ovo seja digerida apenas no(s) tubos(s): a) I. b) II. c) I e II. d) I e III. e) III e IV.

01. (UFRJ) Em uma campanha publicitária divulgada pela televisão, uma pessoa “ataca” a geladeira à noite , e pega um pedaço de bolo. Nesse momento, uma criatura representando uma enzima do estômago adverte: “você vai se empanturrar e descansar enquanto eu vou ficar trabalhando a noite toda!” Como sabemos, os bolos são feitos basicamente de farinha de trigo, açúcar e manteiga. Indique os órgãos produtores de enzimas digestivas que teriam “mais razões para reclamar”, se a fisiologia digestiva fosse rigorosamente observada. Justifique. 02. (UFPR) O processo químico da digestão ocorre em vários locais do tubo digestivo humano, pela ação de várias enzimas; pepsina, tripsina, amilase, lipase, peptidase, sucrase, maltase e lactase, entre outras. Discorra sobre a ação e local de atuação de cinco enzimas dentre as acima mencionadas.

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SISTEMA RESPIRATÓRIO
No homem, após a passagem do ar pelo nariz, ele prossegue pelos seguintes órgãos: faringe, laringe, traquéia, brônquios, chegando aos pulmões, onde se verificam as trocas gasosas.
laringe

LARINGE: Correspondendo a um conducto de ar sustentado por peças cartilaginosas, a laringe tem comunicação com a laringe e a traquéia. Nesse órgão, encontram-se as cordas vocais, onde o som é produzido pela passagem controlada de ar, e o pomo-de-adão, uma de suas peças cartilaginosas. Obs.: Denomina-se glote a entrada da laringe e uma espécie de válvula que controla sua abertura é chamada de epiglote. O que impede que o alimento ingerido chegue às vias respiratórias é a elevação da laringe, determinando o fechamento da glote pela epiglote. TRAQU…IA:

brônquio

traquéia músculo

bronquíolo

costela pleura

pulmão

cavidade da pleura coração

A traquéia é um conducto de ar cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Em sua região inferior, esse canal se bifurca, formando os brônquios, que penetram nos pulmões.
diafragma

PULM‘ES:
Sistema respiratório humano, coração e costelas com seus músculos.

Obs.: Vale ressaltar que, através do processo de respiração celular, em que o alimento fornece energia ao metabolismo, há assimilação de oxigênio (O2) e liberação de gás carbônico (CO2).

Os pulmões são órgãos esponjosos que ocupam praticamente todo o espaço no tórax. Quando o tórax tem seu volume expandido, os pulmões também se expandem e isso faz com que o ar flua para dentro dos pulmões. Os pulmões se movimentam sem qualquer atrito no interior do tórax devido à presença da pleura (membrana serosa lisa) e estão apoiados no músculo diafragma. Obs.: O diafragma é músculo exclusivo dos mamíferos e é responsável pelos movimentos respiratório, em conjunto com os músculos intercostais. Essa musculatura separa as regiões torácica e abdominal. No interior dos pulmoões, os brônquios ramificam-se, originando os bronquíolos que, em seu conjunto, formam a árvore brônquica. Cada bronquíolo dilata-se em suas extremidades, constituindo os alvéolos pulmonares, que são estruturas recobertas por capilares sangüíneos, onde ocorre a hematose (troca gasosa). O transporte dos gases respiratÛrios Durante a hematose, pode ocorrer combinação entre a hemoglobina (pigmento respiratório) e o oxigênio ou com o gás carbônico, formando, respectivamente, a oxiemoglobina e a carboemoglobina, que são compostos instáveis. A oxiemoglobina transporta o O2 até os tecidos e a carboemoglobina retira o CO2 destes.

Vias Respiratórias:
CAVIDADE NASAL: Na cavidade nasal, o ar é aquecido, filtrado e umedecido, graças ao seu epitélio de revestimento, chamado de epitélio mucociliar. Este tecido é constituído por pêlos, vários cílios e um muco, que aprisiona as impurezas. Com o batimento ciliar, as partículas estranhas aderidas ao muco são varridas do local. Obs.: As fossas nasais são duas cavidades paralelas, separadas pelo septo nasal, que começam nas narinas e terminam na faringe. Nesse local, encontram-se células sensoriais, responsáveis pela olfação.

FARINGE: Por comunicar-se com a boca e as fossas nasais, a faringe serve aos sistemas digestório e respiratório. Desse local, o ar é encaminhado à laringe.

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Nos tecidos, a oxiemoglobina libera oxigênio e Nos pulmões, o oxigênio combina-se o gás carbônico combina-se com a água, for- com a hemoglobina e o íon bicarbomando íon bicarbonato nato libera o gás carbônico Transporte de oxigênio e gás carbônico pelo sangue.

O aumento da concentração de CO2 (que torna o pH do plasma ácido) desloca a reação para a direita, enquanto sua redução (que torna o pH do plasma básico) a desloca para a esquerda. Caso o pH se apresente abaixo do normal (acidose), o centro respiratório será excitado, aumentando a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios, determinando eliminação de maior quantidade de CO2, elevando o pH do plasma. Se o pH do plasma estiver acima do normal (alcalose), o centro respiratório será deprimido, reduzindo freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios, ocorrendo retenção de CO2, promovendo diminuição do pH plasmático até seus valores normais. Necessariamente, para que o ar penetre no tubo respiratório, deve existir uma diferença entre as pressões atmosférica e torácica. Quanto menor essa diferença, menor será a quantidade de ar que chega aos pulmões. Na inspiraÁ„o, os músculos respiratórios se encontram contraídos. Com isso, o diafragma se torna achatado e desce, enquanto os intercostais condicionam o movimento ascendente (e para a frente) das costelas. Dessa forma, o volume da caixa torácica é ampliado, a pressão interna é reduzida e o ar penetra nos pulmões. Na expiraÁ„o, os músculos respiratórios se encontram relaxados. Com isso, o diafragma se torna abaulado e ascende, enquanto os intercostais condicionam o retorno das costelas à posição original. Dessa forma, o volume da caixa torácica é reduzido, a pressão interna se eleva e o ar é eliminado.
Modelo para explicar a respiração, feito com garrafa de plástico cortada ao meio, balão de aniversário, rolha e canudo; a película de borracha presa no fundo representa o diafragma. ar ar

Obs.: Quase todo o oxigênio é transportado pela hemoglobina, porém cerca de 3/4 do total de gás carbônico são transportados sob a forma de íons bicarbonato no plasma sangüíneo, o que influencia no pH local. O2 + Hb CO2 + Hb HbO2 (oxiemoglobina) HbCO2 (carboemoglobina)

CONTROLE DA RESPIRA« O:
centro de controle no bulbo quimioceptores

Impulsos nervosos promovem a contração dos músculos

carótidas encéfalo quimioceptores inspiração expiração

músculos intercostais diafragma coração Controle da respiração

diafragma

inspiração

expiração

O bulbo exerce o controle involuntário da respiração graças à detecção da concentração do CO2 presente no sangue. Obs.: As células quimiorreceptoras para o CO2 sangüíneo encontram-se no bulbo, na medula, na aorta e nas carótidas. Do centro respiratório (bulbo), partem os nervos responsáveis pelo controle dos músculos respiratórios (diafragma e músculos intercostais). IMPORTANTE! A respiração é, portanto, o principal mecanismo de controle do pH do sangue.

Mecanismo que explica a entrada e a saída de ar nos pulmões.

ANOTAÇÕES

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Tabela I: Composição de dióxido de carbono no ar inspirado comparada ao volume de ar inspirado por minuto, mantendo constante a concentração de 02.

01. (MACK/SP) O esquema representa o aparelho respiratório humano. Assinale a alternativa incorreta a respeito dele.

Tabela II: Composição de oxigênio no ar inspirado comparada ao volume de ar inspirado por minuto, mantendo constante a concentração de CO2.

a) I representa as fossas nasais, onde o ar é aquecido e umedecido. b) II representa a epiglote, que impede a entrada de alimento na laringe. c) Em III situam-se as cordas vocais. d) A entrada e saída do ar em IV ocorrem por movimentação ativa dos alvéolos. e) As trocas gasosas ocorrem em V, exigindo grande vascularização. 02. (PUC/RJ) A respiração é a troca de gases do organismo com o ambiente. Nela o ar entra e sai dos pulmões graças à contração do diafragma. Considere as seguintes etapas do processo respiratório no homem: I. Durante a inspiração, o diafragma se contrai e desce aumentando o volume da caixa torácica. II. Quando a pressão interna na caixa torácica diminui e se torna menor que a pressão do ar atmosférico, o ar penetra nos pulmões. III. Durante a expiração, o volume torácico aumenta, e a pressão interna se torna menor que a pressão do ar atmosférico. IV. Quando o diafragma relaxa, ele reduz o volume torácico e empurra o ar usado para fora dos pulmões. Assinale as opções corretas. a) I e II b) I, II e III c) todas d) II, III e IV e) I, II e IV

Volume de ar inspirado Freq¸ Í ncia mÈdia 3 (respiraÁı es/min) (cm /min) 63,67 98 14 20,93 101 14 16,03 100,5 15 15,82 103 14 15,63 102 15 12,85 102 15 12,78 100 14 11,33 103 16 11,09 103,5 15 6,23 112 18 Volume de (BAKER & ALLEN. Estudo da Biologia. São Paulo, Edgar Blücher, 1975) CO2 no ar ar inspirado Freq¸ Í ncia mÈdia inspirado (%) A alteração (cm3/min) por(respiraÁı está expressa na sepercebida Haldane es/min) guinte afirmativa: 0,79 111 14 1,47 137 13 a) O ar 1,52 volume do128 inspirado diminui quando a concentra15 1,97ção de oxigênio diminui. 128 13,5 2,02 freqüência 139 15 b) A média da respiração dobra quando a con2,28centração de oxigênio aumenta. 141 15 2,84 volume do ar inspirado aumenta quando a concen191 16 c) O 3,07tração de dióxido de carbono aumenta. 186 15 3,11 freqüência 191 15 d) A média da respiração dobra quando a con3,73centração de dióxido de carbono diminui. 196 14 4,84 245 15 5,14 373 19 05. (PUC-SP) Considere as seguinte etapas do processo res6,02 631 27 O2 no ar inspirado (%)

piratório no homem:

03. (UnB/DF) Assinale a alternativa que apresenta uma estrutura comum ao sistema respiratório e digestivo. a) Brônquios b) Faringe c) Pulmão d) Esôfago e) Laringe

I. produção de ATP nas mitocôndrias; II. ocorrência de hematose no nível dos alvéolos; III. transporte de oxigênio aos tecidos pelas hemácias. A ordem em que essas etapas se realizam, a partir do momento em que um indivíduo inspira ar do ambiente, é: a) I b) II c) II II I III III. III. I. d) III e) III I II II. I.

04. (UERJ) Considerando a hipótese de que o controle da respiração pelo sistema nervoso teria uma base química, o fisiologista J. S. Haldane realizou, em 1905, um experimento para testar qual dos gases presentes no sangue afetava o centro respiratório. Analise os dados das tabelas a seguir, que representam os resultados de seu experimento.

06. (UFRN) O tabagismo pode causar enfisema, um problema pulmonar crônico que se caracteriza pela destruição da parede dos alvéolos e perda da elasticidade dos pulmões. As referidas alterações podem ocasionar: a) diminuição de CO2 no alvéolo e aumento da oxiemoglobina no sangue.

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b) diminuição da hematose, com aumento da freqüência respiratória. c) aumento da hematose, diminuindo a troca de sangue venoso pelo arterial. d) hipertensão pulmonar, com sobrecarga do lado esquerdo do coração.

07. (UFPI) A recomendação de não se esquentar carro dentro de garagens fechadas ou pequenas e sem ventilação deve-se ao fato de que: a) um dos gases expelidos, o CO2, é muito tóxico e, se aspirado em demasia, pode causar morte por parada cardíaca. b) motores de combustão utilizam o O2 na queima do combustível e conseqüentemente vai faltar O2 para a respiração humana. c) os gases de enxofre liberados pela queima do combustível são altamente tóxicos e podem levar à morte. d) o monóxido de carbono expelido durante a combustão se liga à hemoglobina bloqueando o transporte de O2, podendo causar a morte. e) os gases liberados durante a queima do combustível são cancerígenos.

01. (UERJ) É comum vermos em túneis placas com os dizeres: “Em caso de congestionamento, desligue os motores” Nas construções modernas, cada vez mais há a preocupação com o sistema de ventilação dentro dos túneis. Isto se deve a um gás inodoro, expelido pelos escapamentos dos carros, por queima de carvão, lenha e outras combustões, e que, quando inspirado em ambientes fechados, pode levar à morte. a) Que gás é esse? b) Por que esse gás pode levar à morte?

02. (UFOP-MG) Durante o exercício físico, ocorre aumento do metabolismo e, conseqüentemente, aumenta a quantidade de CO2 gerado no organismo. Explique por que o aumento de CO2 pode aumentar a freqüência respiratória. 03. Que relação existe entre a respiração pulmonar e a respiração celular?

04. (UNESP-SP) Em condições normais e encontrando-se desperta, uma pessoa pode parar de respirar na hora em que desejar fazê-lo. a) A pessoa seria capaz de produzir anoxia total, simplesmente parando de respirar? b) Justifique sua resposta.

05. (UFGO) “A respiração pulmonar baseia-se essencialmente no transporte do O2 do ar ambiente para as células e do transporte do CO2 das células para a atmosfera.” a) O que é feito do O2 nas células? b) Explique como se realiza o transporte do CO2. c) Quais os grupos animais que apresentam esse processo?

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SISTEMA CIRCULATÓRIO
Introdução:
Para que o metabolismo corporal seja possível, as células devem receber nutrientes e eliminar excreções. A função básica do sistema circulatório é a de levar material nutritivo e oxigênio às células e delas carregar os produtos do seu metabolismo até os órgãos que vão utilizá-los ou eliminá-los. No caso do sistema circulatório humano, que é fechado, o sangue só circula no interior dos vasos. Considerando-se o sistema cardiovascular, entretanto, além do sangue, há a linfa. Conforme o líquido que neles circula, os vasos são denominados de sanguíneos ou de linfáticos. Promovendo a circulação desse líquidos nos vasos, há um órgão bombeador, o coração. Desse modo, o sistema cardiovascular pode ser dividido em sistema sangüíneo (com artérias, veias, capilares e coração) e em sistema linfático (com capilares linfáticos, coletores linfáticos e linfonodos).

FunÁıes do sistema cardiovascular • transporte de gases; • transporte de nutrientes; • transporte de resíduos metabólicos; • transporte de hormônios; • intercâmbio de materiais; • transporte de calor; • distribuição de mecanismos de defesa; • coagulação sangüínea.

Circulação nos Vertebrados:
Nos peixes, o coração consiste em duas câmaras: o átrio e o ventrículo. Deste, o sangue parte para uma artéria que se ramifica nas artérias branquiais que ramificam, formando capilares nas brânquias, onde ocorre a hematose. O sangue arterial é reunido em uma artéria aórtica e conduzido para todas as partes do corpo, retornando ao coração com sangue venoso. Como o sangue apenas passa uma vez pelo coração em cada ciclo, a circulação é chamada de simples. Por não ocorrer mistura entre os sangues arterial e venoso, denomina-se a circulação de completa. Os anfÌbios possuem coração com três câmaras: dois átrios e um ventrículo, ocorrendo mistura entre o sangue arterial e o venoso (circulação incompleta). Em rÈpteis, existem dois átrios e dois ventrículos, sendo que, excetuando-se os crocodilianos, estes últimos são incompletamente divididos. A mistura entre os sangues arterial e venoso no coração ainda persiste nesse grupo. Nas aves e nos mamÌferos, o coração é tetracavitário (dois átrios e dois ventrículos) e a mistura de sangue não é verificada (circulação completa), o que está relacionada à endotermia.

Obs.: Nas aves, a aorta é voltada para a direita,ao contrário dos mamíferos, que é para a esquerda.

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Grande e Pequena Circulação Sangüínea:
circulação humana com mais detalhes
capilares da cabeça

circulação pulmonar artérias pulmonares

alvéolo ar capilares oxigênio

veia cava superior

aorta

gás carbônico pulmões veias pulmonares átrio esquerdo capilar artéria pulmonar

capilares do pulmão

veia pulmonar esquerda

coração

veias cavas

átrio direito artéria aorta ventrículo direito ventrículo esquerdo

veia pulmonar direita

capilares do fígado

gás carbônico

oxigênio capilar

veia cava inferior

capilares do braço

capilares do intestino

capilares do estômago e do baço

tecidos do corpo

capilares

céluas do corpo circulação sistêmica capilares do rim veias renais

artérias renais capilares da perna

Esquema da circulação sanguínea humana.

Nos vertebrados terrestres, ocorre a dupla circulação: a pequena e a grande circulação.

PEQUENA CIRCULA« O (circulaÁ„o pulmonar): Na pequena circulação, o sangue sai venoso do coração pelas artérias pulmonares, indo para os pulmões, onde é oxigenado, tornando-se arterial. Dos pulmões, o sangue arterial retorna ao coração através das veias pulmonares. Agora, o sangue é bombeado para o corpo todo pela artéria aorta, prosseguindo seu percurso na grande circulação.

GRANDE CIRCULA« O (CIRCULA« O SIST MICA): Enquanto distribui substância pelo corpo, o sangue arterial transforma-se em venoso, retornando ao coração pela veia cava, reiniciando o ciclo.

Obs.: Na dupla circulação dos vertebrados, o sangue passa duas vezes pelo coração em cada ciclo.

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Circulação Linfática:
A circulação linfática ocorre através de veias e capilares linfáticos. Estes capilares impulsionam a linfa em direção às veias linfáticas, que desembocam em determinadas veias do sistema circulatório sangüíneo. A linfa que os capilares linfáticos retiram dos tecidos provém do sangue e, facilitando seu deslocamento, os vasos linfáticos apresentam inúmeras válvulas. Os elementos que compõem a linfa nos vertebrados são: plasma e linfócitos.

passagem da linfa para o sangue veia

vaso linfático

esquema da circulação linfática

timo

vaso linfático

ducto torácico

baço alimento vaso linfático linfonodo capilar hemácia

vasos linfáticos

vasos linfáticos Sistema linfático

linfonodo

Vasos do sistema cardiovascular:
VASOS SANGUÕNEOS: Os vasos condutores do sangue são as artérias, as veias e os capilares sanguíneos. As artérias são os vasos que distribuem o sangue por praticamente todo o corpo. Os capilares sanguíneos são vasos microscópicos, onde se processam as trocas entre o sangue e os tecidos, que se situam entre as últimas ramificações das artérias e as origens das veias. As veias são os vasos que transportam o sangue no retorno ao coração. Vale ressaltar que o calibre das veias aumenta à medida que se aproximam do coração, que corresponde ao oposto do que ocorre com as artérias, ou seja, nestas o calibre vai diminuindo à medida que se afastam do coração.

Na superfície interna de muitas veias, existem válvulas, as quais, por direcionarem o fluxo sangüíneo, contrabalançam a ação da gravidade, que é desfavorável à circulação nas veias de trajeto ascendente. Dessa forma, as válvulas são comuns nos membros e ausentes (ou vestigiais) na cabeça e pescoço.

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VASOS LINF¡TICOS: Ao contrário dos capilares sangüíneos, os capilares linfáticos são o início de um sistema de drenagem e começam em fundo cego, sendo, inclusive, mais variáveis na forma e no calibre. Os capilares linfáticos se comunicam com vasos maiores, os coletores linfáticos. Os linfonodos são locais de identificação de antígenos. Linfa é o líquido intersticial que se origina do plasma sangüíneo.
extremidade arterial do capilar extremidade venosa do capilar

fluxo de sangue

O funcionamento do coração:
Existem dois tipos de movimentos no coração: sístole (movimento de contração) e diástole (movimento de relaxamento). Há controle miogênico (originados no próprio miocárdio) ou neurogênico (fruto de estimulação nervosa).
água sai do capilar água volta ao capilar A diferença entre a pressão hidrostática do sangue (PS) e a pressão osmótica (PO) promove um fluxo de água entre o sangue e os tecidos.

Fluxo de sangue pelo coração. sangue venoso átrio esquerdo

1.

Átrios e ventrículos estão relaxados (diástole); o sangue entra no coração. átrio direito

sangue arterial

válvula tricúspide

válvulas semilunares artéria aorta

artéria pulmonar

válvula bicúspide

ventrículo direito 2.

ventrículo esquerdo 3.

válvulas Os ventrículos contraem-se (sístole ventricular). As válvulas semilunares abremse e o sangue entra nas artérias. As válvulas tricúspide e bicúspide fecham-se e impedem o refluxo do sangue. 4. Os átrios enchem-se novamente de sangue e o ciclo recomeça.

Os átrios contraem-se (sistole atrial) e o sangue entra nos ventrículos, que estão relaxados. As válvulas bicúspide e tricúspide abremse e as semilunares fecham-se.

Em mamíferos, os batimentos cardíacos obedecem ao ritmo de impulsos oriundos de um nódulo especial do miocárdio (NÓDULO SINO-ATRIAL), que atua como um marcapasso que determina a contração dos átrios. Desse nódulo, partem impulsos que vão para o outro nódulo, o ATRIOVENTRICULAR, que transmite o impulso a fibras musculares cardíacas modificadas (FEIXE DE HIS). Como resultado, ocorre a contração do ventrículo. Os batimentos cardíacos têm mecanismos reguladores relacionados com o sistema nervoso autônomo, através do nervo vago (que provoca diminuição da freqüência cardíaca) e dos nervos cardíacos (que aceleram a freqüência cardíaca). A atuação desses nervos permite ajustes nas freqüências cardíacas de acordo com as necessidades do metabolismo.

Obs.: O mediador químico liberado pelo nervo vago é a ACETILCOLINA e o dos nervos cardíacos é a ADRENALINA. No momento em que ocorre a sístole, é exercida pressão no sistema de vasos arteriais relacionados com o ventrículo. A pressão medida nesse momento (pressão sistólica), em um homem adulto jovem e normal, é cerca de 12 mmHg. Ocorrendo diástole, a pressão diminui e esta, em um homem adulto jovem e normal, é cerca de 8mmHg.

Obs.: A freqüência cardíaca, em um homem normal e em repouso, é da ordem de 70 contrações por minuto.

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O coração
O coração humano tem quatro cavidades, sendo dois átrios e dois ventrículos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito por meio da válvula tricúspide, enquanto átrio e ventrículo esquerdos comunicam-se através da válvula bicúspide (mitral). A função dessas válvulas átrio-ventriculares é garantir a circulação do sangue no coração em um único sentido, sempre dos átrios para os ventrículos. O sangue chega ao coração por grandes veias (veias cavas), que desembocam nos átrios. As musculaturas das paredes dos átrios relaxam-se ao mesmo tempo, permitindo que essas cavidades encham-se de sangue. Quando os átrios estão cheios, suas paredes se contraem simultaneamente, bombeando o sangue para os ventrículos deles através das válvulas átrio-ventriculares. Para receber o sangue dos átrios, os ventrículos devem estar relaxados. Uma vez cheios de sangue, os ventrículos se contraem e o sangue sai, então, através de grandes vasos ligados aos ventrículos, sendo conduzidos para os pulmões e para todo o corpo.

veia cava superior

artéria aorta artéria pulmonar

artéria aorta

veias pulmonares

átrio esquerdo veias pulmonares

veia cava superior

artéria pulmonar esquerda átrio direito válvula tricúspide veias pulmonares esquerdas vantrículo esquerdo válvula pulmonar

artéria pulmonar direita

válvula mitral

veias pulmonares direitas

artéria coronária veia coronária átrio direito veia cava inferior ventrículo direito

ventrículo direito ventrículo esquerdo veia cava inferior artéria aorta Coração humano

01. (FUVEST/SP) Em uma pessoa jovem e com boa saúde, quando ocorre a sístole (contração) dos ventrículos, as grandes artérias (1) e a pressão sanguínea em seu interior atinge, em média, cerca de (2). Qual das alternativas a seguir contém os termos que substituem corretamente os números 1 e 2 entre parênteses? a) contraem-se; 120 mmHg b) contraem-se; 80 mmHg c) relaxam-se; 120 mmHg d) relaxam-se; 80 mmHg e) não se alteram; 120 mmHg 02. (UFF/RJ) Uma substância injetada por via endovenosa, em uma veia superficial do braço de um indivíduo, deverá atingir, em primeiro lugar, seus capilares sanguíneos: a) cardíacos. b) hepáticos. c) cerebrais. d) pulmonares. e) renais.

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03. (UFPE) Nos mamíferos, a circulação do sangue é fechada, dupla e completa. Isso significa que: 1. o sangue sempre flui no interior dos vasos. 2. em uma volta completa, o sangue passa duas vezes no coração. 3. em algum ponto do sistema circulatório, há mistura de sangue arterial e venoso. 4. os sangues arterial e venoso não se misturam. Estão corretas apenas: a) 2 e 3. b) 1 e 3. c) 1, 2 e 4. d) 1, 3 e 4. e) 3 e 4.

Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas da afirmativa. a) 4 – 9 – onde ocorrerá a hematose b) 6 – 10 – de onde irá para todo o corpo c) 3 – 2 e 5 – onde ocorrerá a hematose d) 7 -1 e 8 – onde será oxigenadao e) 6 -10 – onde será oxigenado 06. (UECE) Relacione as colunas: 1a coluna 1. Irrigação do miocárdio 2. Conduz sangue arterial 3. Leva O2 para os tecidos 4. Conduz sangue venoso 5. Retira CO2 da circulação 2a coluna ( ( ( ( ( ) Veia pulmonar ) Pequena circulação ) Artéria pulmonar ) Grande circulação ) Coronária

04. (VUNESP) A figura refere-se a um esquema simplificado do sistema circulatório de um mamífero.

A seqüência numérica correta da segunda coluna, de cima para baixo, de conformidade com a primeira, é: a) 2, 5, 4, 3, 1. b) 1, 3, 4, 5, 2. c) 5, 3, 2, 4, 1. d) 4, 2, 3, 1, 5.

De acordo com o esquema, é correto afirmar que: a) a estrutura I representa a artéria aorta, que conduz sangue arterial a partir do ventrículo direito ao coração. b) a estrutura II representa as veias cavas, que transportam sangue venoso ao átrio direito. c) a estrutura III indica as veias pulmonares, que conduzem sangue venoso a partir do ventrículo direito. d) a estrutura IV refere-se à artéria pulmonar, que leva sangue arterial ao átrio esquerdo. e) nas estruturas I e II as taxas de O2 e CO2 sofrem profundas alterações, quando o sangue passa pelo coração, e esse fenômeno se denomina hematose. 05. (UFRGS) A sístole do(a) _____________ lança sangue, através da(s) _____________, para os pulmões, _________.

01. (UFSC) Examine o esquema abaixo e indique a (s) proposição (ões) correta(s) no que diz respeito à circulação do sangue no corpo humano:

1. veias pulmonares direitas 2. veia cava superior 3. átrio direito 4. ventrículo direito 5. veia cava inferior 6. ventrículo esquerdo 7. átrio esquerdo 8. veias pulmonares esquerdas 9. artéria pulmonar 10. aorta

(01) O sangue, passando pelas veias cavas, chega ao coração, rico em CO2. (02) O sangue, passando pela artéria pulmonar,sai do coração e vai ao pulmão, onde sofre hematose. (04) O sangue, passando pela veia pulmonar, chega ao coração, saturado de O2.

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(08) O sangue, saindo do coração pela artéria aorta, circula pelo corpo, passando pelos rins, onde sofre filtração. (16) O sangue, uma vez filtrado nos rins, circula e entra no coração pela aurícula direita. (32) O sangue, ao circular pelos diferentes tecidos do corpo, executa a função de transportar gases, nutrientes e produtos de excreção. 02. (PUC/RJ) Na circulação dos mamíferos, o coração funciona como uma bomba que se contrai e se relaxa ritmicamente. O sangue bombeado percorre todo o corpo em uma seqüência constante. Assinale a afirmação correta entre as abaixo apresentadas. a) O sangue venoso passa do átrio para o ventrículo direito e de lá é bombeado para a artéria pulmonar. b) A artéria pulmonar se ramifica levando o sangue arterial para o pulmão, onde ocorre a hematose. c) O sangue arterial volta ao coração pela aorta, entrando pelo átrio direito e recomeçando o trajeto. d) É chamada pequena circulação a via que leva o sangue arterial aos tecidos e traz de volta o sangue venoso para o coração. e) o sangue venoso é vermelho vivo devido à combinação da hemoglobina com o oxigênio, enquanto o sangue arterial é azul-escuro. 03. (UEL/PR) A função das válvulas existentes nas veias é: a) retardar o fluxo sanguíneo. b) impedir o refluxo do sangue. c) acelerar os batimentos cardíacos. d) retardar as pulsações. e) reforçar as paredes dos vasos. 04. (UFPE) A partir dos capilares venosos, o sangue circula para: a) vênulas – veias – coração – artérias – arteríolas – capilares arteriais. b) capilares arteriais – arteríolas – artérias – coração – veias – vênulas. c) arteríolas – artérias – coração – veias – vênulas – capilares arteriais. d) coração – arteríolas – artérias – capilares arteriais – veias – vênulas. e) capilares arteriais – vênulas – arteríolas – veias – artérias – coração. 05. (UFF/RJ) No aparelho circulatório, as trocas gasosas entre o sangue e os tecidos ocorrem no nível de: a) b) c) d) e) vênulas. capilares. arteríolas. linfáticos. alvéolos.

d) ganha gás carbônico e perde glicose. e) perde gás carbônico e ganha aminoácidos.

01. (UNICAMP-SP) As hemácias têm vida média de 120 dias no sangue circulante. Isso significa que essas células têm que ser constantemente produzidas. a) Em que local do organismo ocorre a produção de hemácias? b) Qual a principal substância presente nas hemácias? Que elemento da dieta é essencial para sua formação?

02. (FUVEST-SP) Qual o caminho percorrido por um glóbulo vermelho desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo de um mamífero?

03. (U.F. UBERLÂNDIA-MG) Descreva ou esquematize a pequena e a grande circulação na espécie humana.

04. (FUVEST-SP) Explique em linhas gerais, como é constituído nosso sistema linfático e qual sua função no organismo.

05. (FUVEST-SP) Caracterize o sistema circulatório aberto e o sistema circulatório fechado. Dê um exemplo de cada.

ANOTAÇÕES

06. (FUVEST/SP) Ao passar pelas vilosidades do intestino delgado, o sangue de uma pessoa alimentada: a) perde gás oxigênio e ganha aminoácidos. b) perde gás oxigênio e perde glicose. c) ganha gás oxigênio e ganha aminoácidos.

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SISTEMA EXCRETOR
Um dos principais fatores determinantes da condição básica vital é a homeostase, ou seja, a capacidade de manutenção de um equilíbrio interno dentro das condições toleráveis pelas células. Como o próprio metabolismo corporal é capaz de promover a formação de produtos indesejáveis e, constantemente, alteramos nosso meio interno, por exemplo, através da alimentação, há necessidade de um sistema capaz de exercer regulação sobre esse equilíbrio interno. Neste aspecto, destaca-se o sistema excretor. Vale ressaltar que qualquer substância indesejável produzida pelo metabolismo é uma excreta, como o gás carbônico, mas cabe ao sistema excretor a eliminação das excreções que apresentam nitrogênio em sua composição: as excretas nitrogenadas (amônia, uréia e ácido úrico).

animais uricotélicos: que excretam principalmente ácido úrico.

Obs.: Relaciona-se com o meio ambiente no qual o animal vive a excreção predominante de um desses produtos. Invertebrados e muitos peixes de água doce excretam amônia, substância altamente tóxica e solúvel, que requer grande quantidade de água para ser eliminada. Por isso, esse tipo de excreta ocorre apenas em animais aquáticos, para os a obtenção de água não é problema Animais terrestres transformam a amônia em uréia ou em ácido úrico. Essas substâncias, por serem menos tóxicas que a amônia, podem ser acumuladas temporariamente no corpo e excretadas em soluções concentradas, sem que haja grande perda de água pelo organismo. A uréia é a principal excreta de mamíferos e de anfíbios adultos (larvas de anfíbios excretam amônia), sendo eliminada dissolvida em água, formando a urina. O ácido úrico, principal excreta de insetos, caramujos terrestres, aves e alguns répteis, é eliminado junto com as fezes, como uma pasta esbranquiçada. Como o ácido úrico poder ser excretado praticamente sem perda de água, corres-ponde a uma importante adaptação para a economia de água no meio terrestre.

Obs.: As excreções podem ser eliminadas, além dos rins, pelos pulmões e pela pele, por exemplo, mas cabe ao sistema excretor a predominância no desempenho dessa função.
rim direito veia renal artéria renal

rim esquerdo artéria aorta

veia cava inferior ureteres bexiga urinária

Sistema urinário humano
O sistema urinário é formado por um conjunto de órgãos que filtram o sangue, eliminando as substâncias tóxicas. Esse sistema é constituído pelos rins e pelas vias uriníferas (ureteres, bexiga urinária e uretra). RINS: Órgãos diretamente relacionados com a filtração do sangue, com a reabsorção dos nutrientes úteis e com a regulação do volume de líquidos corporais, os rins estão localizados abaixo do diafragma, estando separados pela coluna vertebral. O sangue que chega aos rins é trazido pelas artérias renais, que são ramificações da aorta, e o sangue que deles sai é passado à veia cava inferior. Obs.: Acima de cada rim, há uma glândula supra-renal.

uretra

ureter

ureter

músculo involuntário (abre automaticamente a bexiga se ela está cheia) abertura dos ureteres músculo voluntário (podemos contraí-lo e “segurar” um pouco a urina) Sistema urinário e os vasos que o abastecem de sangue.

uretra

IMPORTANTE! De acordo com o produto de excreção nitrogenada predominante, os animais podem ser classificados em:

Distingue-se duas regiões em cada rim: I. cÛrtex renal: onde se localizam os néfrons, que são as unidades filtradoras do sangue; II. medula renal: compreende as pirâmides renais, que são estruturas triangulares constituídas pela união entre ductos coletores da urina formada nos néfrons.

• •

animais amoniotélicos: que excretam principalmente amônia; animais ureotélicos: que excretam principalmente uréia;

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cápsula glomerular

glomérulo túbulo contorcido distal

túbulo renal de outro nefro artéria

artéria renal

veia

veia renal

túbulo contorcido proximal

ductor coletor

ureter

rede de capilares urina (vai para a bexiga) Nefro urina alça de Henle

Detalhes sobre o nÈfron (nefro ou nefrônio): Cada rim é constituído por vários néfrons, suas unidades funcionais. Essas estruturas se caracterizam como túbulos alongados e contorcidos, com uma extremidade fechada pela c · p sula de Bowman (cápsula renal), que contém o glomÈrulo de Malpighi (glomérulo renal ou glomérulo capilar), um aglomerado de capilares sangüíneos e a outra voltada para o ducto coletor. Entre essas suas extremidades, distinguem-se três regiões no túbulo néfrico: o t˙bulo contorcido (ou enovelado) proximal, a alÁa de Henle (alça néfrica) e o t˙bulo contorcido (ou enovelado) distal.

túbulo proximal

glicose, aminoácidos e sais

túbulo distal aldosterona

filtração

ducto coletor

glomérulo

cápsula

aldosterona

alça de Henle urina reabsorção e secreção Funcionamento do nefro.

A formação da urina no néfron requer as seguintes etapas: I. ultrafiltração glomerular: II. reabsorção tubular: III. secreção tubular: A artéria renal traz o sangue para o rim, ramificando-se no interior desse órgão, constituindo as chamadas arteríolas aferentes. Estas enovelam no interior da cápsula de Bowman, constituindo o glomérulo de Malpighi, onde o sangue é transportado sob pressão tão elevada que parte do plasma é filtrada, passando para a cápsula de Bowman (filtraÁ„o). Denomina-se filtrado glomerular justamente as substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman. Tanto o filtrado

glomerular quanto o plasma sangüíneo apresentam-se praticamente semelhantes em composição química, a não ser pelo fato de as proeínas serem incapazes de atravessar os capilares glomerulares. Da cápsula de Bowman, o filtrado glomerular segue para o túbulo contorcido proximal, onde se verifica reabsorção ativa de sódio. A saída de íons sódio provoca a remoção de cloro, o que condiciona a redução da concentração do líquido dentro desse tubo (hipotônico) em relação ao plasma dos capilares que o envolvem. Desse modo, quando o líquido é conduzido pelo ramo descendente da alça de Henle, há osmose com passagem de água do líquido tubular (hipotônico) para os capilares sangüíneos (hipertônicos), caracterizando a reabsorÁ„o. O ramo descendente do néfron atravessa regiões

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do rim com gradientes crescentes de concentração e, dessa forma, ele perde ainda mais água para os tecidos, e, por isso, na curvatura da alça de Henle, a concentração do líquido tubular é alta. Esse líquido muito concentrado passa pelo ramo ascendente da alça de Henle, que é formado por células impermeáveis à água, mas adaptadas ao transporte ativo de sais. Nesse local, ocorre remoção ativa de sódio, ficando o líquido tubular hipotônico. Passando pelo túbulo contorcido distal, que é permeável à água, ocorre reabsorção por osmose para os capilares sangüíneos e, saindo do néfron, a urina entra nos ductos coletores, onde ocorre a reabsorção final de água. Dessa forma, calcula-se que, em um dia, são filtrados cerca de 180 litros de fluido do plasma; porém são formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia, pois o percentual que sofre reabsorção é elevado. Resumindo:

t˙ bulo contorcido proximal: o o reabsorÁ„o ativa de sÛdio remoÁ„o passiva de cloro

lÌquido tubular hipotÙnico X plasma dos capilares hipertÙnico

absorÁ„o de · gua para os capilares na porÁ„o descendente da alÁa de Henle

regi„o ascendente da alÁa de Henle: o o o imperme· vel ‡ · gua adaptada ao transporte ativo de sais Adaptada ‡ remoÁ„o ativa de sÛdio

lÌquido tubular hipotÙnico ‡ reabsorÁ„o de · gua por osmose no t˙ bulo contorcido distal
Vale ressaltar que, ao longo dos túbulos renais, há também reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Por isso, no final do túbulo distal, essas substâncias já não são mais encontradas. A veia renal, que leva o sangue para fora do rim, no sentido do coração, é formada pela associação entre os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais. RegulaÁ„o da funÁ„o renal I. AUMENTO NA CONCENTRA« O DO PLASMA:

• •


Basicamente, a regulação da função renal está relacionada à regulação da quantidade de líquidos corporais. Caso ocorra necessidade de retenção de água no corpo, a urina fica mais concentrada, em função da maior reabsorção de água; e, em caso contrário, ou seja, se houver excesso de água no corpo, a urina fica menos concentrada, em função da menor reabsorção de água. O principal regulador do equilíbrio hídrico no corpo humano é um hormônio produzido hipotálamo e armazenado na hipófise: o ADH (antidiurético ou vasopressina). A concentração do plasma sangüíneo é detectada por receptores osmóticos localizados no hipotálamo. Dessa forma, há duas situações:

Como há pouca água no corpo, os receptores osmóticos estimulam a produção de ADH. O ADH passa para o sangue, indo atuar sobre os túbulos distais e sobre os túbulos coletores do néfron, tornando as células desses tubos mais permeáveis à água. Com o ADH atuando, ocorre maior reabsorção de água e a urina fica mais concentrada.

II. REDU«¬O NA CONCENTRA« O DO PLASMA:

• •

Como há muita água no corpo, os receptores osmóticos estimulam a inibição da produção do ADH Sem ADH, há menor absorção de água nos túbulos distais e coletores, possibilitando a excreção do excesso de água, tornando a urina menos concentrada.

Obs.: Algumas substâncias, como é o caso do álcool, inibem a secreção de ADH, aumentando a produção de urina.

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IMPORTANTE! Além do ADH, há outro hormônio participante do equilíbrio iônico do organismo: a aldosterona. Este hormônio (produzido nas supra-renais) aumenta a reabsorção ativa de sódio nos túbulos renais, condicionando maior retenção de água no organismo. Quando a concentração de sódio dentro do túbulo renal diminui, o rim sintetiza a renina, que atua sobre uma proteína produzida no fígado e presente no sangue, o angiotensinogÍnio, transformando em sua forma ativa, a angiotensina, que estimula as supra-renais à produção de aldosterona. I. URETERES: Os canais que comunicam os rins com a bexiga são denominados de ureteres. Nestes órgãos, há intenso peristaltismo, favorecendo a condução da urina. II. BEXIGA URIN¡RIA: Órgão musculoso responsável pelo armazenamento de urina, no homem, a bexiga se localiza à frente do reto e, nas mulheres, há o útero separando esses dois órgãos. III. URETRA: Correspondendo ao tubo que serve ao escoamento de urina, a uretra desemboca, na mulher, na região vulvar e, no homem, na extremidade do pênis. Obs.: no sistema masculino, a uretra desempenha papel nos sistemas urinário e reprodutivo, pois serve também ao escoamento de sêmen. Entre a uretra e a bexiga, há anéis musculares (esfÌncteres) que, quando relaxados, a musculatura da parede da bexiga contrai-se, e então ocorre a micção.

03. (UEL/PR) Considere esta frase: “No corpo humano, a uréia é sintetizada no (I) a partir de amônia e gás carbônico e chega ao (II) através de uma ramificação da (III)”. Para completá-la corretamente, I, II e III devem ser substituídos, respectivamente, por: a) pulmão – rim – veia renal. b) fígado – intestino – artéria aorta. c) rim – intestino – veia renal. d) fígado – rim – artéria aorta. e) intestino – fígado – veia aorta.

01. (CESGRANRIO/RJ) A excreção está relacionada à eliminação de substâncias prejudiciais resultantes do metabolismo. Dos órgãos citados abaixo, assinale aquele que n„o está associado a essa função. a) pulmões. b) fígado. c) rins. d) pele. e) pâncreas.

02. (UNIP/SP) No desenho abaixo os números 1,2, 3 e 4 representam, respectivamente:

01. (FUVEST/SP) Uma pessoa passará a excretar maior quantidade de uréia se aumentar, em sua dieta alimentar, a quantidade de: a) amido. b) glicídios. c) proteínas. d) cloreto de sódio. e) lipídios. 02. (UERJ) “Deixa o xixi do Maradona em paz, droga!” (Folha de S. Paulo, 30/8/1997) O teste antidoping, que freqüentemente aparece nas notícias dos jornais, é feito a partir do exame da urina de atletas. Isso se torna possível porque através do néfron – unidade funcional dos rins – é executada a tarefa de: a) b) c) d) absorver glicose. eliminar catabólitos. secretar aminoácidos. filtrar glóbulos sanguíneos.

a) rins, ureteres, bacinete e uretra. b) rins, artérias renais, bexiga e uretra. c) rins, ureteres, bexiga e uretra. d) rins, uretra, bexiga e ureter. e) rins, vasos renais, bexiga e uretra.

03. (UNIFOR/CE) Assinale a alternativa da tabela abaixo que identifica corretamente as substâncias transportadas pelo sangue nos rins (o sinal + dica sangue rico na substância mencionada)

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04. (PUC/MG) O esquema representa um corpúsculo renal. Os números 1 e 2 indicam, respectivamente:

c) apenas aumento do volume sanguíneo. d) desidratação dos tecidos e diminuição do volume sanguíneo. e) desidratação dos tecidos e aumento do volume sanguíneo.

01. (UFCE) Quando se ingere bebida alcoólica, observa-se que há um aumento do volume de urina. Explique a provável causa desse fato. a) arteríola aferente e arteríola eferente. b) cápsula de Bowman e glomérulo. c) arteríola renal e vênula renal. d) arteríola aferente e glomérulo. e) vênula renal e cápsula de Bowman. 05. (FATEC/SP) O desenho abaixo representa esquematicamente um néfron. Qual das substâncias abaixo n„o é encontrada normalmente em B apesar de existir em A? 02. (UFRN) Estabeleça relação entre o excreta nitrogenado e o hábitat do tubarão, da galinha e do macaco. 03. (ESAL-MG) Quais são as estruturas que formam o néfron? 04. (ESAL-MG) Com relação à regulação hormonal da excreção urinária, qual a atuação do hormônio antidiurético (ADH)? 05. Como é feita a filtração do sangue nos rins? Explique detalhadamente os episódios que levam à purificação do sangue no néfron.

ANOTAÇÕES

a) proteína b) água c) uréia d) glicose e) íons inorgânicos 06. (ACAFE/SC) No sistema urinário dos mamíferos o sangue é filtrado no nível da (os): a) alça de Henle. b) cápsula de Bowman. c) túbulos contornados proximais. d) túbulos contornados distais. e) glomérulos de Malpighi. 07. (PUC/RJ) A água do mar contém, aproximadamente, três vezes mais sais que o nosso sangue. Nossos rins podem excretar uma solução salina de concentração intermediária entre a da água do mar e a do nosso sangue. A ingestão de água do mar por um náufrago acarreta, entre outras coisas: a) apenas desidratação dos tecidos. b) apenas diminuição do volume sanguíneo.

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SISTEMA ENDÓCRINO
O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas com função endócrina, as quais são responsáveis pela secreção de substâncias lançadas na corrente sangüínea denominadas genericamente de hormônios. Estes irão atuar sobre um órgão-alvo, controlando ou auxiliando o controle de sua função. Os tecidos epiteliais glandulares, constituintes das glândulas, podem ser uni ou pluricelulares.

Regulação hormonal nos vertebrados
Freqüentemente, o sistema nervoso interage com o endócrino, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo, ao passo que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Apesar das diferenças anatômicas e funcionais entre esses sistemas, verificou-se que alguns neurônios podem produzir hormônios denominados neuro-secreções. Alguns neurônios do hipotálamo dos mamíferos, por exemplo, produzem neuro-secreções que ficam acumuladas no lobo posterior da hipófise (neuro- hipófise).

Os sistemas endócrino e nervoso atuam de forma conjunta, na coordenação e regulação das funções corporais através de mecanismos bastante precisos. O sistema nervoso pode, por exemplo, fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo, enquanto este regula a resposta interna do organismo a esta informação.

Principais glândulas endócrinas nos vertebrados, principais hormônios e suas funções:
Na espécie humana, os principais órgãos com função endócrina são: hipotálamo, hipófise, tireóide, paratireóides, supra-renais, pâncreas e gônadas. I. HIPOT¡LAMO:

o Controle da Produção Hormonal
A produção dos hormônios é controlada por mecanismos de feedback negativo (retroação ou retroalimentação negativa). Nesse caso, a substância produzida sob estímulo da glândula controla sua própria produção. Se, por exemplo, há falta de uma substância no sangue, determinada glândula é automaticamente acionada, passando a produzir um hormônio que estimula a produção da substância em falta. À medida que tal substância se acumula no sangue, ela inibe a glândula, que passa a produzir menos hormônio. Um exemplo de feedback negativo é o controle exercido pela hipófise sobre a glândula tireóide. A hipófise produz um hormônio trófico, a tireotrofina, que estimula a tireóide a liberar os hormônios tiroxina e triiodotironina. Quando esses hormônios atingem determinada concentração no sangue, passam a inibir a produção de tirotrofina pela hipófise. Quando a taxa de tireotrofina no sangue diminui, diminuem também as taxas de tiroxina e triiodotironina no sangue. Desfaz-se, assim, o efeito inibitório sobre a hipófise, que aumenta a produção de tireotrofina, reiniciando o ciclo regulatório.

Localizado no cérebro, o hipotálamo corresponde a uma região encefálica que atua como corpo endócrino, sintetizando hormônios que exercem ação sobre a hipófise. A região hipotalâmica é fundamental para a integração nervosa-hormonal, pois ela secreta hormônios que têm a hipófise como órgão-alvo, esta exerce controle sobre as demais glândulas com função endócrina embora esteja subordinada ao sistema nervoso. O hipotálamo produz hormônios que ficam armazenados na região posterior da hipófise, A ocitocina e a vasopressina (ADH) e produz hormônios, chamados de fatores de liberaÁ„o, que atuam sobre a hipófise anterior, estimulando ou inibindo suas secreções.

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a) NEURO-HIP”FISE (lobo posterior):
hipotálamo

ocitocina e ADH

Corresponde a um prolongamento da região hipotalâmica, sendo constituída, portanto, por neurônios. Responsável pelo armazenamento e liberação dos seguintes hormônios, que são produzidos no hipotálamo:


lobo anterior ou adeno-hipófise lobo posterior ou neuro-hipófise

Ocitocina (ou oxiticina): Estimula a contração das musculatura do útero (no momento do parto) e das glândulas mamárias (para a ejeção de leite). AntidiurÈtico (ADH ou vasopressina): Promove a reabsorção de água pelos rins.

A ocitocina e o ADH são produzidos no hipotálamo e descem para a neuro-hipófise pelos axônios dos neurônios.

II. HIP”FISE (pituit·ria): Pelo controle que exerce sobre as demais, a hipófise é reconhecida como glândula endócrina mestra. Situada na base do encéfalo, mais precisamente na sela túrcica, essa glândula apresenta duas regiões: o lobo anterior (ou adeno-hipófise) e o lobo posterior (ou A hipófise ou pituitária: a. células neuro-secretoras do hipotálamo; b. hipotálamo; c. adeno-hipóneuro-hipófise). fise com suas células secretoras (d); e. neuroOs hormônios hipofi- hipófise; f. vaso sanguíneo. O hipotálamo produz os hormônios liberados pela neuro-hipófise, bem sários, geralmente, têm ação como os hormônios liberadores daqueles que são trópicas (ou tróficas), pois produzidos pela adeno-hipófise. Os hormônios liberadores são referidos em muitos livros como atuam sobre as demais glân- releasing factors (fatores de liberação). dulas com função endócrina, estimulando-as à liberação de suas secreções. São eles: Obs.: O ADH atua promovendo a contração das arteríolas, elevando a pressão arterial e aumentando a reabsorção de água pelos rins, o que justifica sua denominação como vasopressina. b) ADENO-HIP”FISE (lobo anterior):

• • • • • •

Somatotrofina: Estimula o crescimento geral do corpo; afeta o metabolismo das células. Prolactina: Estimula a produção e a secreção de leite. FolÌculo-estimulante: Estimula os folículos ovarianos nas fêmeas e a espermatogênese nos machos. Luteinizante: Estimula o corpo amarelo e a ovulação nas fêmeas e as células intersticiais nos machos. Tireotrofina: Estimula a tireóide a secretar seus hormônios. AdrenocorticotrÛfico: Estimula a secreção de glicocorticóides pelas glândulas adrenais.

• • • •

tireotrÛpicos: atuam sobre a tireóide.; adrenocorticotrÛpicos: atuam sobre o córtex adrenal (supra-renal); gonadotrÛpicos: atuam sobre as gônadas; somatotrÛfico: atua no crescimento corporal, condicionando o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe a captação de glicose plasmática pelas células, aumentando a concentração de glicose no sangue.

III. TIRE”IDE: Glândula localizada no pescoço sobre a as primeiras cartilagens da traquéia. Relaciona-se à produção dos hormônios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), responsáveis pela taxa metabólica e geração de calor, e pela síntese de calcitonina, que participa do controle da concentração sangüínea de cálcio, pois condiciona sua incorporação pelos ossos.

Localização da tireóide. 1. laringe; 2. cartilagem tireóide (pomo-de-adão); 3. glândula tireóide; 4. traquéia.

Os hormônios de adeno-hipófise são produzidos sob estímulo de células do hipotálamo, que estimulam ou inibem a liberação dos hormônios da hipófise.

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Obs.: Os hormônios T3 e T4 també se relacionam com a produção de RNA e a síntese de proteínas, estando relacionados ao crescimento, maturação e desenvolvimento corporal.

A tiroxina (T4), com os seus quatro átomos de iodo (I) ligados à tironina. Mecanismo de autocontrole na produção de tiroxina pela tireóide. Um exemplo de feedback.

IV. PARATIRE”IDES: Glândulas pequenas, geralmente em número de quatro, localizadas na região posterior da tireóide, as paratireóides são responsáveis pela síntese de paratormônio, que atua no metabolismo do cálcio das seguintes maneiras:

Administrando-se iodo radioativo à pessoa, a tireóide o retém. A cintilografia tireoidiana, revelando captação do iodo radioativo, mostra a forma de borboleta da glândula normal.

Corte histológico de tireóide visto ao microscópio óptico mostrando os folículos cheios de colóide.

Um caso extremo de bócio (hipertrofia da glândula tireóide). Conforme a circunstância, a doença pode ser tratada clínica ou cirurgicamente.

Pessoa com hipertireoidismo já revelando a exoftalmia (olhos proeminentes e arregalados).

estimulando a remoção de cálcio da matriz óssea, passando-o para o plasma sangüíneo; tireóide favorecendo a absorção glândulas paratireóides do cálcio proveniente esôfago dos alimentos pelo intestino; Visão posterior da tireóide mostrando as promovendo a reabsor- quatro paratireóides. O esôfago está cobrindo a traquéia. ção de cálcio pelos túbulos renais, aumentando a concentração de cálcio no sangue.

Obs.: O cálcio é fundamental para a ocorrência de contração muscular, coagulação do sangue e excitabilidade nas células nervosas. V. SUPRA-RENAIS: Também chamadas de adrenais, essas glândula estão localizadas sobre os rins, apresentando duas regiões distintas:
córtex supra-renal medula supra-renal

Dois tipos de problemas da tireóide e o mecanismo de feedback negativo que controla a secreção da glândula.

• •

Triiodotironina e tiroxina: Estimulam e mantêm os processos metabólicos. Calcitonina: Reduz o nível de cálcio no sangue e inibe a liberação de cálcio dos ossos.

a) MEDULA: responsável pela secreção de adrenalina (ou epinefrina), Corte vertical de uma glândula supra-renal, que aumenta a concen- mostrando sua zona cortical (periférica) e sua zona medular (central). tração de açúcar no sangue; causa vasoconstrição na pele, mucosas e rins e noradrenalina (norepinefrina) que acelera os batimentos cardíacos; causa vasoconstrição no corpo.

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b) C”RTEX: responsável pela secreção dos hormônios glicocorticóides, mineralocorticóides e androgênicos.

• •

insulina: Reduz a concentração de glicose no sangue; glucagon: Aumenta a concentração de glicose no sangue.

glicocorticÛides: afetam o metabolismo de carboidratos; atuam com antiinflamatório.

Obs.: O hormônio somatostatina, também sintetizado no pâncreas, é capaz se suprime a liberação de insulina e glucagon.

Obs.: O principal glicocorticóide é o cortisol ou hidrocortisona, que é bastante utilizada no tratamento de inflamações desencadeadas por alergias, pois reduz a permeabilidade dos capilares sangüíneos.

excitação psíquica medríase (dilatação das pupilas) Rim com sua respectiva glândula adrenal (1); 2. artéria renal; 3. veia renal; 4. ureter. ativação das glândulas sudoríparas (produção de suor)

vasoconstrição periférica (palidez)

mineralocorticÛides: regulam a concentração dos íons sódio e potássio no sangue.

taquipnéia (respiração rápida)

taquicardia (batimento rápido do coração)

descarga de adrenalina no sangue

tremores

Obs.: A aldosterona, por exemplo, é um hormônio que condiciona a retenção de íons Na+ pelos rins, causando retenção de líquidos no corpo e conseqüente elevação da pressão arterial. A liberação desse hormônio está na dependência de substâncias secretadas pelos rins e pelo fígado em resposta às variações sangüíneas na concentração de sais. VI. P¬NCREAS: Caracterizado como glândula anfícrina (mista), o pâncreas apresenta regiões endócrinas, as ilhotas de Langerhans, e regiões exócrinas, reponsáveis pela secreção do suco pancreático.

hipertensão sangüínea

vasodilatação nos músculos com maior aporte de sangue

aumento da taxa de glicose no sangue

maior capacidade de contração muscular

Principais ocorrências observadas no organismo humano após uma descarga de adrenalina no sangue. Isso ocorre de imediato, após um susto ou durante uma emoção forte. pâncreas vaso sangüíneo

VII. G‘NADAS: Além de produzirem gametas, as glândulas sexuais também desempenham função endócrinas, classificando-se, de forma, como anfícrinas. Os hormônios produzidos por essas glândulas, testículos e ovários, controlam o ciclo reprodutivo e o comportamento sexual.

duodeno ilhota de Langehans Na estrutura do pâncreas, situam-se numerosíssimas ilhotas de Langerhans. Cada uma delas contém células de dois tipos – as células – alfa (produtoras de glucagon) e as células – beta (produtoras de insulina). Ambos os hormônios atuam na regulação da concentração de glicose no sangue.

Os seus hormônios insulina e glucagon estão diretamente relacionados com o metabolismo da glicose, desempenhando funções antagônicas:
Diagrama de uma glândula mista – o pâncreas; a. ilhota de Langerhans (função endócrina). b. porção secretora do suco pancreático (função exócrina). Diferenças na estrutura corporal entre o homem e a mulher (ombros, cintura, quadris, tórax etc.) determinadas pela ação dos hormônios sexuais.

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I. TESTÕCULOS: Entre os hormônios masculinos (andrÛgenos), tem destaque a testosterona, que é produzida pelas células pelas células intersticiais presentes nas gônadas masculinas. A testosterona estimula a espermatogênese e também desenvolve e mantém os caracteres sexuais secundários masculinos. II. OV¡RIOS: As gônadas femininas são responsáveis pela produção dos seguintes hormônios:

• •

estrógeno: produzido pelas células do folículo ovariano em desenvolvimento, esse hormônio estimula o crescimento da mucosa uterina, além de promover o desenvolvimento e manutenção dos caracteres sexuais secundários femininos. progesterona: produzido principalmente pelo corpo lúteo, esse hormônio promove a continuação do crescimento da mucosa uterina, sendo fundamental no processo reprodutivo.

Disfunções Hormonais
Os hormônios têm múltiplas funções no organismo e a variação da sua concentração no sangue provoca problemas clínicos bem marcantes, caracterizando as chamadas disfunções. PRINCIPAIS DISFUN«’ES HORMONAIS NO HOMEM

GL¬ NDULA Hipófise (hormônio somatotrófico) Hipófise (hormônio antidiurético)

DISFUN« O Hipofunção: nanismo Hiperfunção: gigantismo Hiperfunção no adulto: acromegalia Hipofunção: diabetes insipidus Hipofunção na criança: cretinismo biológico Hipofunção no adulto: mixedema Hiperfunção no adulto: bócio exoftálmico Hipertrofia da glândula: bócio endêmico ou papo Hipofunção: tetania fisiológica Hipofunção: diabetes mellitus

Baixa estatura Elevada estatura Espessamento óss superciliar.

Urina abundante e

Retardamento no d

Tireóide (tiroxina)

Edemas na pele, b Elevado metabolism exoftalmia (globo o Crescimento exage iodo na alimentaçã

Paratireóide (paratormônio) Pâncreas (insulina)

Exagerada excitab musculares tetânic Hiperglicemia (alta (glicose na urina).

Enfraquecimento g Hipofunção: doença de Addison Obs.: As gônadas e o pâncreas se classificam como glândulas mistas ou anfícrinas. pele, embotamento Adrenais (córtex) Hiperfunção em mulheres: causa Acentuação dos ca virilização rosto, mudança no

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05. (UFMG/MG) A disfunção das glândulas (1, 2, 3 e 4) representadas no esquema abaixo poderá causar, respectivamente: 01. (UFCE/CE) Indique as alternativas corretas, relativas aos hormônios humanos, suas glândulas produtoras e funções respectivas.

02. (UA/AM) A carência do iodo na alimentação por períodos prolongados provoca o aparecimento de um distúrbio glandular, já que esse elemento entra na composição de determinado hormônio importante para o metabolismo orgânico. As autoridades sanitárias, por isso, determinaram que o sal de cozinha comum, ao ser fornecido para consumo, já traga uma certa dose de iodo. A glândula afetada e a doença referida são, respectivamente: a) supra-renais e diurese acentuada. b) hipófise e acromegalia. c) pâncreas e diabete. d) tireóide e bócio endêmico. e) paratireóides e tetania. 03. (FEEQ/CE) A liberação dos hormônios vasopressina, adrenalina e insulina é efetuada, respectivamente, pelas glândulas endócrìnas: a) hipófise, pâncreas e supra-renais. b) pâncreas, supra-renais e hipófise. c) pâncreas, hipófise e supra-renais. d) hipófise, supra-renais e pâncreas. 04. (UnB-DF) Vários órgãos e seus produtos estão envolvidos na regulação hormonal do metabolismo humano. Em relação a isto, é correto afirmar: (01) O pâncreas produz a insulina e o glucagon, que agem no controle do metabolismo dos açúcares. (02) Os hormônios tireoidianos agem no crescimento e desenvolvimento do indìvíduo; a glândula que os produz atua no metabolismo do iodo. (04) A progesterona, sintetizada pela placenta durante a gravidez, atua na maturação dos tecidos das glândulas mamárias. (08) A testosterona e a androsterona são hormônios sexuais masculinos, produzidos por células intersticiais (células de Leydig), localizadas entre os túbulos seminíferos. (16) Um dos hormônios produzidos pela glândula suprarenal reforça a ação dos nervos simpáticos e estimula a degradação do glicogênio hepático e muscular.

a) nanismo, cretinismo, diabete, pressão alta. b) diabete, pressão alta, cretinismo, nanismo. c) pressão alta, nanismo, diabete, cretinismo. d) pressão alta, cretinismo, nanismo, diabete . e) cretinismo, pressão alta, nanismo, diabete. 06. (CESGRANRIO/RJ) Assinale abaixo a seqüência correta das glândulas que produzem respectivamente os seguintes hormônios: hormônio folículo-estimulante, triiodotironina, cortisona e glucagon. a) hipófise, paratireóide, ad-renal e pâncreas. b) ovário, pâncreas, tireóide e hipófise. c) ad-renal, hipófise, paratireóide e tireóide. d) hipófise, tireóide, ad-renal e pâncreas. e) ovário, tireóide, ad-renal e hipófise. 07. (UFPA/PA) A concentração de glicose é mantida praticamente constante no sangue devido à ação de três hormônios: a) insulina, adrenalina e glucagon. b) insulina, triiodotironina e tiroxina. c) insulina, adrenalina e tiroxina. d) insulina, tiroxina e glucagon. e) insulina, glucagon e triiodotironina. 08. (PUCSP/SP) “1 é um hormônio produzido nas glândulas 2 e responsável pelo metabolismo do 3.” Esta fase estará correta,sem qualquer alteração do seu texto, se substituirmos os algarismos nos quadriláteros pelos nomes: a) b) c) d) e) insulina, supra-renais, iodo. insulina, paratireóides, iodo. paratormônio, paratireóides, cálcio. aldosterona, supra-renais, cálcio. paratormônio, intersticiais, cáIcio.

09. (UECE/CE) Associe as colunas: HormÙnios Ocitocina Tiroxina Insulina Adrenalina Progesterona

(1) (2) (3) (4) (5)

.

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AÁ„o principal ( ) desenvolve a parede uterina para a implantação do ovo e mantém a gravidez. ( ) contrai a musculatura uterina ( ) eleva a pressão arterial. ( ) controla a glicose no sangue. ( ) eleva o metabolismo basal. A seqüência correta de cima para baixo é: a) 5,4,1,2,3 b) 5,1,4,3,2 c) 1,5,4,2,3 d) 4,3,2,1,5

e) existem receptores específicos que os reconhecem; sua estrutura química é variada, podendo ser desde uma simples amina até uma proteína; tem ação regulatória sobre variados domínios da fìsiologia humana, provocando respostas geralmente duradouras; atua apenas sobre determinadas células.

13. (UFRGS/RS) Os hormônios gonadotróficos ou sexuais, que entram em atividade no período da pré-adolescência para regerem a vida sexual, agem especificamente sobre as glândulas sexuais, determinando seu crescimento e maturação normal. Indiretamente, são responsáveis pelos caracteres sexuais secundários. A glândula que produz esses hormônios chama-se: a) pâncreas. b) supra-renal. c) timo. d) tireóide. e) hipófise.

10. (UFPA-PA) Há um hormônio que atua na reabsorção tubular da água e de certos eletrólitos cuja liberação deficiente pela hipófise acarreta aumento da diurese, com hemoconcentração e sede intensa. Esse hormônio é conhecido como hormônio antidiabetogênico, pois o quadro clínico que a sua deficiência acarreta é chamado diabete insÌpida. Trata-se de: a) ocitocina. b) insulina. c) cortisona. d) adrenalina. e) ADH.

14. (CESGRANRIO/RJ) A glândula que, agindo sobre as gônadas, controla a produção de hormônios sexuais é a: a) hipófise. b) tireóide. c) epífise. d) paratireóide. e) ad-renal.

11. (UFES/ES) A coordenação das atividades dos vários órgãos é conseguida principalmente pela secreção de hormônios e pela transmissão de impulsos nervosos. O hormônio é uma substância química elaborada por uma glândula endócrina que apresenta um efeito fisiológico sobre um outro órgão. Assinale a alternativa que indique uma glândula endócrina e um órgão por ela não influenciado: a) ovário - útero b) paratireóides - pâncreas c) hipófise - testículos d) ad-renal - rins e) hipófise - tireóide

15. (CESGRANRIO/RJ) Um aluno recebeu a tarefa de plantar 40 sementes de feijão, divididas em dois lotes homogêneos. O primeiro lote foi plantado e mantido dentro da sala de aula, junto a uma janela, enquanto o segundo lote foi colocado em ambiente escuro. Após 15 dias, o professor pediu ao aluno que apresentasse os resultados da experiência e discutisse o assunto com a turma. Qual das alternativas abaixo representaria o resultado da experiência? a) Os caules das plantinhas do 1° lote eram mais longos que os caules do 2° lote e as suas folhas, além de serem mais estreitas, eram mais amareladas que as do 2° lote. b) As plantinhas do 1° lote tinham caules mais curtos, com folhas bem verdes e largas, enquanto as do 2° lote se apresentavam com caules bem longos, folhas pequenas, estreitas e amareladas. c) Ambas as caixas mostravam plantinhas de caules medianos, porém as do 1° lote mostravam folhas bem verdes, mas pequenas e estreitas, enquanto nas do 2° lote as folhas eram amareladas e largas. d) Os caules das plantinhas do 1° lote se mostravam longos e verdes, portanto folhas pequenas e verdes, enquanto os caules do 2° lote eram curtos e amarelados, mas com folhas pequenas e verdes. e) No 1° lote encontramos caules bem longos com folhas largas e bem verdes, enquanto as plantinhas do 2° lote se apresentavam com caules bem curtos e folhas pequenas e forte coloração amarelada.

12. (CESGRANRIO/RJ) Quando um composto é considerado como um hormônio, associamos ao mesmo as seguintes características: a) secreção devida a determinado tipo de tecido; atuação sobre vários órgãos simultaneamente, produzindo respostas quimicamente semelhantes em cada um deles; estrutura molecular representada por peptídeos simples. b) produz respostas tissulares rápidas, mas de curta duração, quando comparadas com as respostas produzidas por ação do sistema nervoso; atua sobre um único tipo de célula; pertence ao grupo dos esteróides. c) pode ser produzido por variados tipos de células; pode servir como neurotransmissor; tem um mecanismo de ação igual ao dos outros compostos do mesmo grupo de substâncias; pertence ao grupo químico dos esteróides. d) é secretado no sangue; atua sobre todas as células do organismo, provocando respostas quimicamente idênticas em cada uma delas; está protegido durante seu trajeto no sangue pela associação às proteínas do plasma.

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SISTEMA NERVOSO
Introdução:
O sistema nervoso é o principal responsável pela coordenação e regulação das funções do corpo, capacitando o organismo a identificar as variações do meio (interno e externo), adequando-o à produção de repostas adequadas para que seja mantido o equilíbrio interno do corpo (homeostase). São os sistemas envolvidos na coordenação e regulação das funções corporais.

Organização celular:
No sistema nervoso, diferenciam-se duas linhagens celulares: os neurônios e as células da glia (neuroglia). I. NEUR‘NIO: O neurônio corresponde à principal célula nervosa, sendo reconhecida como “unidade básica do sistema nervoso”. Essa célula é extremamente estimulável, sendo capaz de perceber variações mínimas que ocorrem ao seu redor, reagindo com uma alteração elétrica que percorre sua membrana (impulso nervoso). No desempenho de suas funções, os neurônios contam com duas propriedades fundamentais: a irritabilidade (ou excitabilidade) e a condutibilidade. Obs.: As células nervosas estabelecem conexões entre si de tal maneira que um neurônio pode transmitir a outros os estímulos recebidos do ambiente, gerando uma reação em cadeia. Um neurônio típico apresenta três partes distintas:

• • •

CORPO CELULAR: Onde se localiza o núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas. DENDRITOS: Prolongamentos finos e ramificados responsáveis pela condução dos estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular. AX‘NIO: Prolongamento fino, geralmente mais longo que os dentritos, cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular.

Obs.: No sistema nervoso central (SNC) e nos gânglios nervosos, estão concentrados os corpos celulares dos neurônios, enquanto as fibras nervosa, ou seja, os dendritos e seus axônios, estendem-se por todo o corpo, conectando os corpos celulares dos neurônios entre si e às células sensoriais, musculares e glandulares. Do sistema nervoso central partem os prolongamentos dos neurônios, formando feixes chamados nervos, que constituem o Sistema Nervoso PerifÈrico (SNP).

II. C…LULA DA GLIA: A neuróglia é responsável pela sustentação dos neurônios, auxiliando o seu funcionamento. Obs.: Há diferentes tipos de células gliais: astrócitos, oligodendrócitos e as células de Schwann, que se enrolam sobre os axônios de certos neurônios, formando envoltórios isolantes. Estes tipos celulares determinam a formação da bainha de mielina, envoltório rico em lipídios, que atua como isolante elétrico, facilitando a transmissão do impulso nervoso. Em axônios mielinizados, existem os nÛdulos de Ranvier, que são regiões de descontinuidade da bainha de mielina, e o neurilema, onde estão o citoplasma e o núcleo da célula de Schwann.

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núcleo dendritos célula de Schwann enrolando-se em volta do axônio corpo celular

axônio bainha de Schwann bainha de mielina

botôes sinápticos nódulos de Ranvier

telodendro

mielina

Estrutura do neurônio

Transmissão do impulso nervoso:
A região de contato entre um neurônio e outra célula, que pode ser outro neurônio ou células sensoriais, musculares ou glandulares, é denominada sinapse. Vale ressaltar que as terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas. Geralmente, na maioria das sinapses nervosas, as membranas das células envolvidas não se tocam. O espaço entre essas membranas celulares é denominado de fenda sináptica.
espaço na sinapse terminação no axônio

membrana do dendrito ou do corpo celular

neurotransmissores

impulso nervoso

receptores

vesículas com neurotransmissores

sinapse

neurotransmissor liga-se ao receptor

sódio entra pela membrana

O impulso nervoso passa pela sinapse através de neurotransmissores, que promovem a entrada de sódio no neurônio, provocando a inversão de cargas elétricas e a condução de um impulso nervoso no neurônio estimulado.

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Quando os impulsos nervosos atingem as extremidades do axônio da célula pré-sináptica (anterior à sinapse), há liberação, na fenda sináptica, de substâncias químicas específicas, os neurotransmissores ou mediadores químicos, que seassociam a receptores presentes na membrana das célula pós-sináptica (posterior à sinapse), desencadeando o impulso nervoso.

Obs.: Adrenalina, noradrenalina, dopamina e a serotonina são exemplos de mediadores químicos

Tipos de sinapses:

Neuromusculares: A ligação entre as terminações axônicas e as células musculares é chamada sinapse neuromuscular e nela ocorre liberação de uma substância neurotransmissora, como a acetilcolina, que estimula a contração muscular.

ElÈtricas: Em alguns tipos de neurônios, o potencial de ação se propaga diretamente do neurônio pré-sináptico para o póssináptico, sem intermediação de neurotrans-missores. Esse tipo de sinapse ocorre no sistema nervoso central, coordenando a transmissão dos rápidos.

Impulso nervoso:
Graças às modificações na permeabilidade da membrana plasmática, verificam-se a despolarização e a repolarização do neurônio. Primeiramente, abrem-se os canais de Na+, permitindo a entrada de grande quantidade desses íons na célula. Dessa forma, há significativo aumento da quantidade relativa de carga positiva na região interna na membrana, provocando sua despolarizaÁ„o. A seguir, os canais de K+ também são abertos, permitindo a saída de grande quantidade desses íons. Como resultado, o interior da membrana volta a ficar com excesso de cargas negativas (repolarizaÁ„o).

a) O neurônio está em repouso. Na+ mais concentrado fora e K+, dentro.

b) O estímulo aumenta a entrada de sódio, invertendo a polaridade (despolarização).

c) O potássio sai e a polaridade é restabelecida (repolarização). O sódio da região adjacente ao estímulo entra.

d) A troca de cargas se propaga ao longo do neurônio, originando o impulso nervoso. Após vários impulsos, há um repouso que restabelece a concentração original dos íons.

Formação e propagação do impulso nervoso.

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01. (UNI-RIO/RJ) O vestibular é um momento decisivo na vida do estudante, o qual pode apresentar uma certa ansiedade antes e durante as provas. Nesse momento, o organismo sofre intensas alterações fisiológicas. Como um exemplo de alteração estimulada pelo sistema nervoso simpático, pode-se citar a(o): a) contração da bexiga. b) contração da pupila. c) diminuição da pressão sanguínea. d) aumento da freqüência cardíaca. e) aumento da perístalse intestinal. 02. (FUVEST/SP) A figura representa um arco reflexo: o calor da chama de uma vela provaca a retração do braço e o afastamento da mão da fonte de calor. Imagine duas situações: em A seria seccionada a raiz dorsal do nervo e em B, a raiz ventral. Obs.: A despolarização em uma região da membrana dura apenas cerca de 1,5 milésimo de segundo (ms) e a velocidade de propagação do impulso nervoso na membrana de um neurônio varia entre 10cm/s e 1m/s. A transmissão do impulso nervoso é reconhecida, portanto, como uma onda de despolarizações e repolarizações que se propaga de forma unidirecional ao longo da membrana plasmática do neurônio. Dentritos são celulípetos e axônios são celulífugos. A propagação rápida dos impulsos nervosos é garantida pela presença da bainha de mielina que recobre as fibras nervosas. Nas fibras nervosas mielinizadas, o impulso nervoso salta diretamente de um nÛdulo de Ranvier para o outro, resultando em uma velocidade de propagação do impulso que pode atingir velocidades da ordem de 200m/s (ou 720km/h ). IMPORTANTE! Os impulsos nervosos (potenciais de ação) são resultantes da despolarização da membrana além de um limiar (nível crítico de despolarização que deve ser alcançado para disparar o potencial de ação). Os potenciais de ação assemelham-se em tamanho e duração e não sofrem redução enquanto são conduzidos ao longo do axônio. A aplicação de uma despolarização crescente a um neurônio não tem efeito algum até que se cruze o limiar e, assim, surja o potencial de ação. Por esta razão, diz-se que os potenciais de ação obedecem à ìlei do tudo ou nadaî. Considere as seguintes possibilidades relacionadas à transmissão dos impulsos nervosos nesse arco reflexo: I. A pessoa sente a queimadura, mas não afasta a mão da fonte de calor. II. A pessoa não sente a queimadura e não afasta a mão da fonte de calor. III. A pessoa não sente a queimadura, mas afasta a mão da fonte de calor. Indique quais dessas possibilidades aconteceriam na situação A e na situação B, respectivamente.

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03. (MACK/SP) Assinale a alternativa que apresenta a associação correta. 1. 2. 3. 4. Cerebelo Bulbo Córtex cerebral Medula espinhal

I. Controle das funções respiratórias e equilíbrio térmico. II. Envolvido (a) no arco reflexo. III. Controle do equilíbrio. IV. Responsável pelos sentidos, como a visão e a audição, e a atividade intelectual. a) 1 - IV, 2 - III, 3 - II, 4 - IV b) 1 - III, 2 - I, 3 - IV, 4 - II c) 1 - II, 2 - IV, 3 - I, 4 - III d) 1 - III, 2 - IV, 3 - II, 4 - I e) 1 - I, 2 - III, 3 - IV, 4 - II 04. (FUVEST/SP) Em acidentes em que há suspeita de comprometimento da coluna vertebral, a vítima deve ser cuidadosamente transportada ao hospital em posição deitada e, de preferência, imobilizada. Esse procedimento visa preservar a integridade da coluna, pois em seu interior passa: a) b) c) d) e) o a a o a ramo descendente da aorta, cuja lesão pode ocasionar hemorragias: medula óssea, cuja lesão pode levar à leucemia. medula espinhal, cuja lesão pode levar à paralisia. conjunto de nervos cranianos, cuja lesão pode levar à paralisia. medula óssea, cuja lesão pode levar à paralisia.

05. (PUC/SP) Ao localizar sua presa, um animal apresenta taquicardia, dilatação da pupila e tremor geral do corpo. Esse fato se deve à liberação de: a) adrenalina, pelo sistema nervoso simpático. b) adrenalina, pelo sistema nervoso parassimpático. c) acetilcolina, pelo sistema nervoso simpático. d) acetilcolina, pelo sisterna nervoso parassimpático. e) acetilcolina, pelo sistema nervoso central. 06. (VUNESP) Quando você termina de jogar uma partida de futebol, com 90 minutos de duração, você nota que há um aumento do número de batidas de seu coração por minuto. O responsável por isso é o sistema nervoso: a) b) c) d) e) somático. autônomo simpático. autônomo parassimpático. periférico. autônomo somático.

07. (FUVEST/SP) A figura abaixo mostra os componentes de um arco reflexo. No esquema, o neurônio de associação e o corpo celular do neurônio sensorial estão localizados, respectivamente: a) na substância cinzenta e no glânglio. b) na substância cinzenta e na raiz ventral. c) no glânglio e na raiz ventral. d) no glânglio e na substância cinzenta. e) na raiz ventral e no glânglio.

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08. (UNICAMP/SP) Para se observar corpos de neurônios, o melhor seria fazer cortes histológicos com material colhido a partir de: a) nervos raquianos. b) nervos cranianos. c) massa branca da medula. d) medula óssea. e) córtex cerebral.

01. (PUC/MG) Algumas regiões do SNC estão indicadas, bem como algumas de suas funções. Com o auxílio da figura abaixo, assinale a alternativa incorreta.

a) O cerebelo age somente sobre o sistema nervoso autônomo. b) O hipotálamo controla a função de várias glândulas através da hipófise. c) Lesões no córtex podem afetar tanto a interpretação de informações sensoriais como também algumas das respostas voluntárias. d) Centros nervosos do bulbo podem afetar o ritmo ventilatório e as trocas gasosas. e) Algumas funções do sistema nervoso simpático e parassimpático podem ser afetadas por lesão na medula raquidiana. 02. (PUC/RJ) Uma pessoa que tenha sofrido lesão no cerebelo n„o será mais capaz de: a) lembrar do nome de um amigo. b) reconhecer a cor de um objeto. c) sentir o sabor dos alimentos. d) caminhar em linha reta. e) fazer associação entre fatos. 03. (PUCC/SP) Um macaco que tem uma lesão no bulbo (mielencéfalo) apresenta distúrbios: a) na respiração. b) na audição. c) na visão. d) no sono. e) na temperatura corporal.

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04. (UERJ) Podemos analisar a organização morfo-funcional do sistema nervoso dos vertebrados quando observamos a reação do indivíduo ao tocar com a mão um objeto muito quente: a musculatura do esqueleto é estimulada e ele retrai a mão da fonte de calor. Esse fenômeno pode ser explicado pela atuação dos componentes da seguinte estrutura: a) b) c) d) arco reflexo. cordão nervoso ventral. eixo hipotálamo-hipófise. rede nervosa epidérmica.

GABARITO
Sistema DigestÛrio 01. d 02. d 03. d 04. e 05. e 06. d 07. e 08. a 09. a 10. a Sistema CirculatÛrio

01. (UFOP-MG) O sistema nervoso autônomo (SNA) é constituído de duas parte que, em geral, se antagonizam em suas ações. Responda: a) Quais são essas duas partes do SNA? b) Dê dois exemplos que ilustrem esse antagonismo. 02. (FUVEST-SP) Diferencie um neurônio de um nervo.

01. 01/02/04/08/16/32 = 63 02. a 03. b 04. a 05. b 06. a Sistema Urin·rio 01. e 02. c 03. a 04. d 05. a 06. e 07. e Sistema Nervoso 01. a 02. d 03. a 04. a

03. (FUVEST-SP) Explique como o impulso nervoso: a) se propaga através da célula nervosa. b) se transmite de uma célula para outra. 04. O que diz a “lei do tudo ou nada” para a resposta nervosa?

05. (FUVEST-SP) Descreva a sucessão dos eventos que ocorrem a partir do momento em que um indivíduo sofre uma leve pancada no tendão do joelho, quando está sentado e com a perna pendendo livremente, até a reação conseqüente.

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