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A CRIAÇÃO DE COLEIRINHA

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A CRIAÇÃO DE COLEIRINHA

Aloísio Pacini Tostes – Ribeirão Preto-SP Revista SOBC 2002 Arquivo Editado em 31/10/2004

Continuando na linha de bem informar o leitor do AO e na seqüência de dicas sobre a criação dos principais pássaros canoros brasileiros, não podemos deixar de mencionar a criação do Coleiro. Para tanto, partimos de experiência própria e de consultas a muitos criadores, entre eles Geraldo Magela Belo, 011-8105282, de Epaminondas Castaldelli Júnior 011-4304543, e do expert no assunto Mário Corrêa Leite 012-3581786. O Celeiro, sem dúvida, é o mais popular dos pássaros rasileiros, como disse o amigo Epaminondas Jr. em seu artigo no Jornal do CUBIVALE N. 11. Seu tamanho diminuto facilita o manejo. É a maior paixão de crianças ne gostam de pássaros. Esse lindo passarinho cantador é quase sempre o primeiro tipo de pupilo dos passarinheiros. Foi o meu primeiro, quando tinha 6 a 7 anos, lá pela linha Manhuaçu. Havia centenas deles por perto de minha casa. Hoje bem mais escasso, mas ainda é, certamente, o que existe em maior número pelo Brasil afora. Conhece-se, pelo menos, quatro formas diferentes: o coleiro de gola e o peito branco, o Sporophila caerulescens; o cabeça preta o peito amarelo Sporophila nigricoilis; o de gola e do peito amarelo; o cabeça preta do peito branco. Sobre esses dois últimos há controvérsias sobre sua classificação científica. É preciso uma melhor definição dos técnicos e livros existentes sobre a questão. Certamente serão subespécies do S. caerulescense do S. nigricoilis ou cruzamento entre eles. O difícil é conhecer as fêmeas de cada um, são idênticas. O mais comum é o S. Caerulescens - ode gola, coleira e de peito branco - e é aquele que mais se cultiva, afirmam os mais entendidos que é o mais valente e cantador. A característica principal do Coleiro é gostar de passear e de ser submetido a muita lida, isto é, quanto mais manuseado (mexido) mais canta. E seu desempenho nos torneios de canto e fibra está em relação direta com a dedicação que seu dono lhe dispensa. Depende muito disso. É, todavia, de fácil lida e fica logo muito manso com um ouço de carinho. Em suma, o Coleiro é uma ave muito apreciada por todos os segmentos de passarinheiros e para vários objetivos, especialmente os torneios de canto. Agora, pela Portaria 057 do IBAMA, só podem ser transacionados, sair de casa e participar de torneios aqueles que forem criados em ambientes domésticos e que tiverem anilha fechada, como prova disso. Está aí, também, a Portaria 118, que é a de criadouro comercial, a pessoa física ou jurídica que quiser montar um só falar com o IBAMA, em sua respectiva Superintendência Estadual. Dessa forma, compete-nos então, reproduzi-los em larga escala para poder suprir a grande demanda que está aí. Quem quiser e puder praticar sua procriação, terá, com certeza, sucesso garantido. O Coleiro reproduz-se com mais facilidade que o bicudo e o curió e com uma produtividade excelente. Na natureza, o Centro Sul do Brasil, costuma procriar entre os meses e novembro e março. Conhecido também como: Coleirinha, Coleirinho, Papa-Capim, Coleira - Coleira Laranjeira — é um pássaro de porte pequeno, 11 cm de comprimento, envergadura 17 cm, com 14 penas grandes em cada asa. De cor preta chamuscada na cabeça e costas; abdome branco ou amarelo; mosca branca nas asas; garganta preta em cima de uma gola branca para ter logo abaixo uma coleira de um preto bastante intenso. Os olhos enegrecidos são circundados com pequenas penas claras, formando um gatinho. Bico é delicado e possui tons amarelados, cor de laranja. Há um marcante dimorfismo sexual: a fêmea tem a cor diferente do macho. Ela é parda, castanho claro, a mesma cor dos machos jovens que vão gradativamente se tornando pretos, e já procriam pardos com a idade de 7/8 meses. Distribui-se por grande parte do Brasil, especialmente o Centro-Sul e países limítrofes. Preferem as beiradas de matas, pomares, pastos, brejos, capoeiras e praças das cidades. Na natureza é um pássaro territorialista, isto é, quando está chocando demarca uma área geográfica em torno do ninho onde o casal não admite a presença de outras aves da espécie. Canta muito e assim delimita seu território. Quando não estão na época da reprodução, contudo, podem ser vistos em pequenos grupos junto com os filhotes. Estão sempre à procura de alimentos, tipo semente de capim verde. Para isso, agarram-se aos finos talos dos cachos para poderem se alimentar; são especialistas nisso. Embora o braquiâria, seja um capim exótico, apreciam muito sua semente e ele tem ajudado muito como alimento. Nos meses de julho e agosto costumam se juntar em grandes bandos, especialmente nos anos de seca prolongada. Nessas ocasiões, o fogo costuma destruir os capinzais fazendo com que os nossos queridos pássaros desesperados e famintos procurem os locais onde possam encontrar comida, muitas vezes até no interior das cidades. Seu canto é simples, melodioso e a frase musical tem, em geral, poucas notas; entre cinco ou dez. Não repetem o canto, mas retomam muito rápido em alguns casos um a dois segundos de espaço entre um canto e outro. Existe uma infinidade de dialetos; na verdade, cada ecossistema possui um próprio. Todavia, há alguns que

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por quilo. Essa larva é miúda e condizente com o tamanho do bico do Coleiro. por quilo. Paranaguá. Senão. No fundo. É exemplo desse tipo de canto são as gravações dos Coleiros Mirante e Capricho. 1 parte de farelo de soja torrado. matam os filhotes ou interrompem o processo do choco. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de novembro a maio. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®. ração de codorna misturada a 50% com milharina adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. de forma alguma. já nos cantos mais sofisticados. colocar à disposição das aves "farinha de ostra" batida com areia esterilizada e sal mineral (tipo aminopan®). a medida entre um arame e outro não pode ser maior do que 13mm. também. niger 10%. de preferência um campeoníssimo. A alimentação básica deve ser de grãos. para 5 fêmeas. ele compete sozinho. notadamente o alpiste 50%.PR . o Coleiro emite a terceira nota. Mycosorb® 2 gr. Fundamental. com medida de 60cm comprimento X 30cm largura X35 cm altura. O melhor. A diferença está apenas no entendimento e na interpretação de segmentos de criadores nas nomenclaturas onomatopéicas das notas. utilizando a chamada "praga da granja". farinhada assim preparada: 6 partes de milharina. aquele que mais cantar no final da prova é o que ganha. por quilo. comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola. também. a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação. se isto acontecer. colocar 3 vezes ao dia. com anilha 2. é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. mas não podem se ver. com quatro portas na frente. senha 10%. Com 8 meses. Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte. sal 2 gr. um a 20 centímetros do outro. Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano. O sol não precisa ser direto. 2 . Os tipos de torneio mais comuns são: 1) Fibra – os pássaros são dispostos em círculo. Deve-se utilizar gaiolas de puro arame. ganha aquela que tiver o canto mais perfeito dentro do padrão pré-escolhido. Dá-se larvas. mas se puder ser.bitola 1 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. 1 parte de germe de trigo. podendo tirar até 8 filhotes por temporada. O número de ovos de cada postura é quase sempre. exemplo desse canto está na fita do Cabrito. Campos-RJ .3 mm . coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de "aminosol®" para uma colher bem cheia de farinhada. São eles: o tuí-tuí-zero-zero ou tuí-tuí-zel-zel (o mais comum). para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho. Utilizar um macho de excelente qualidade. Belo Horizonte -MG. sem poder citar todos. não é analisada a qualidade do canto. e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. 2) Canto livre. premix F 1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo). É bom. A tala.Ganha aquele que mais cantar em 5 minutos. Cachoeiro do Itapemirim-ES.são mais apreciados e cultivados pêlos criadores. Mold-Zap® 1 gr. em uma vasilha separada. quase sempre mata os filhotes. As coleiras podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico. porém. tipo jornal. 3) Canto Clássico — A ave é examinada sozinha durante 5 minutos. acrescentar periodicamente o painço português legítimo. Logo depois se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. para frases bem parecidas. ou bandeja da gaiola. Lembremos que os fungos. Outra questão importante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena. destacamos aqueles que tivemos a oportunidade de presenciar ou ser convidado: Porto Alegre-RS . painço amarelo 30%. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. O ninho. As anilhas serão colocadas do 7° ao 10° dia. Rovisol® ou Protovit®. Nunca deixá-lo junto pois ele quase sempre prejudica o processo de reprodução. é que se tenha todo o cuidado com a higiene. já poderão procriar. são cuidados indispensáveis. tem as seguintes dimensões: 6 cm de diâmetro X 4 cm de profundidade. Tem sido realizados torneios de Coleiros por quase todo o Brasil. este à base de 2 gotas para 50ml d'água. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 35 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%. Pode ser feito de bucha ( Luffa cylindricd) por cima de uma armação de arame. e será colocado pelo lado de dentro da gaiola. assim ela cobrirá o ninho com estes materiais. Esse local deve ser claro. tipo taça. arejado e sem correntes de vento. assim: tuí-tuí-grom-grom-grom-ze-ze-zel-zel-zeli ou tuí-tuí-tchotcho-tcho-tchá-tchá-tchaá e outras variações. É salutar que de disponibilize. Quando houver filhotes no ninho. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. colocar papel. coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Há criadores que cultivam esse tipo de canto como é o caso de João da Quadra 016-6334186. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado. Ribeirão Preto-SP. ainda pardos. Para estimular a fêmea prender raiz de capim ou fiapos de casca de coco. Florianópolis-SC SAC. considerados clássicos. é a melhor e tem mais digestibilidade. Jacareí -SPCÜBIVALE . melhor. Oferecer até o filhote sair do ninho.

Apresenta dimorfismo sexual apresentando-se as fęmeas com coloraçăo mais pálida. Como vimos. por motivos que desconhecemos. Na fronte. de coloraçăo variada. a demanda é enorme. e de resto em todo o Brasil. que é disputado pela preferęncia de inúmeros amantes de aves. A confiança da classe é grande. que alguns chamam somente por Coleirinha(o). Aqueles espécimes que habitam em regiőes de inverno menos rigoroso passam a adotar hábitos sedentários. tem a cabeça de cor preta e. a responsabilidade também. me/anocephala). sendo na maioria pobres em cores exuberantes. As asas que tęm a cor do ventre apresentam marcaçőes pretas. A procriaçăo destes pássaros se inicia nos meses mais quentes do ano. sem fronteiras. tem a fronte preta ou escura e. e mesmo nos países vizinhos de língua espanhola. alguns deles. No conjunto é um belo pássaro. na altura do peito. os produzidos domesticamente têm muito mais qualidade do que seus irmãos selvagens. dentre várias sementes. Geralmente o Sporophila c. mais a Argentina. Isso é um grande fator de incremento da criação. cor de telha. as matrizes estão aí. muito comum no Rio Grande do Sul. daí criatórios em ação. capturar é proibido. apresentam uma figura semelhante e. melanocephala possui canto próprio e agradável. sendo para uns agradável e para outros insignificante. Săo pássaros pequenos. A plumagem deste espécime tem a cor cinza no dorso. Conforme seu próprio nome indica (melanocephala. o 3 . Vivem em bandos e principalmente em lugares onde abunda alimentaçăo. o Uruguai. isto porque poderemos cruzar os melhores com melhores. Em cativeiro. é amarelento. Năo apreciam os climas frios e sempre estăo a migrar para as regiőes de climas mais quentes e amenos. se constitui numa das grandes posses dos ornitófilos que conhecemos. Este Sporophila caerulescens tem hábitos migratórios assim como a maioria dos outros pássaros que pertencem a este gęnero. săo de pequeno tamanho.Brasília-DF. existe em nosso meio um certo Coleiro do Brejo (Sporophila c. De belo canto e de bela plumagem. chegando alguns espécimes machos a cantar já nos seis meses. logo abaixo do bico. na garganta. na maioria. Por fim. e funciona bem. em forma de colar. Quem poderá duvidar disso. se assemelham ŕs fęmeas e năo tem coleira. Pertencem ŕ grande família dos Fringilídeos e ao gęnero Sporophila. O tipo mais característico em nosso meio. cabeça preta). antes da muda. Na verdade. No peito apresenta um colar ou coleira de cor preta. é o Sporophila caerulescens. Temos conhecimento de 26 tipos diferentes e principais de Coleirinhas. as regiões são as mais diversas. é branca no ventre. outros somente por Papa-Capim ou Coleirinha Papa-Capim. os quais. os aficionados são muitos. Os filhotes se desenvolvem rapidamente. este tipo. Duque de Caxias-RJ. a seleçâo através da genética funciona. como sempre dissemos. com certas áreas de preferęncia. Nestes países vizinhos seu nome popular é Corbatita. É só testar. e de cada lado. a Bolívia e o Paraguai. apreciam as sementes de Capim Arroz (Crista de Galo). não podemos deixar de mencionar mais essa importante questão: como em todos os tipos de pássaros canoros. se bem que baixas. O ninho é em forma de tigela aberta e a fęmea deposita de 2 a 3 ovos de cor branca e salpicados de manchas marrons. quando ainda năo possuem a cor definida dos tipos adultos. abaixo do bico. O canto deste pássaro é muito controvertido. em alguns espécimes de "cabeça mole". trazem uma marcaçăo de cor preta. Além do tipo acima descrito. que é um dos mais comuns. Sua zona de distribuiçăo geográfica abrange quase todo o Brasil. apresentando notas de boa melodia. do lado ventral. Os coleirinhas Os Coleirinhas săo pássaros muito comuns. São Paulo-SP SERCA. porém. os bons tipos săo exímios cantores. o respeito da sociedade e hobby preservado. Os filhotes machos. tem uma mancha de cor brancomarfim. tem na garganta uma mancha também preta. e que outros. tem uma pequena manchinha branca ou creme. a paixão é nacional. possui no peito uma coleira de cor preta e. chamam deC8oleirinho Cruzeiro (Rio Grande do Sul) e de Coleirinho Virado.

e de cada lado. trazido por viajantes do norte e nordeste do Brasil é o Sporophila leucoptera. a S. ou Coleirinha do Brejal. A cor predominante é a acinzentada. asas pretas com marcaçőes brancas. Este coleiro recebe também os nomes populares de Coleiro do Sapę ou Coleiro Ganga. Apesar de somente apresentar duas cores. Caboclinho etc.: plumbum. há uma marcaçăo branca que se assemelha a um bigode. săo termos que se confundem com o de Coleirinha ou săo quase que sinônimos. a preta e a branca.canto pode se assemelhar com o de outros pássaros (Azulăo. entre junco de lagoas e banhados. a S. p. Curió. Sobre o Sporophila c. e a S. a S. de ventre branco e com coleira preta e bem marcada. a S. helimayre (Coleirinha do Peito Amarelo). estas se distribuem de tal forma que dăo ao tipo uma beleza toda original. que compreendem outras espécies e subespécies. a S. a garganta é clara. cauda preta. nigro rufa (Caboclinho de Campo Grande). e para simplificar o entendimento. que todo o interessado em aves de gaiola. albogularis (Brejal). Além dos tipos vistos acima podemos destacar ainda a S. colaris . a S. a nós parece. Canário etc. aurantrirostís (Patativa do Bico Amarelo). como os de Patatíva. Tem o hábito de viver e nidificar. e de caca lado da cara. O ventre é branco com uma marcaçăo preta na garganta. também. Além dos espécimes descritos acima podemos ainda citar mais 21 tipos diferentes. a S. ou preto fosca. m. nigricolis.). aS. o peito. é o Sporophila albogularis. os quais. a S. Já o Sporophila pileata apresenta uma cor castanho parda com asas e cauda de cor escura. leucoptera (Patativa Chorona). Na garganta tem uma marcaçăo preta que lembra uma coleira. bouvreuil (Caboclinho Fradinho) a S. Bico e pés pretos. a S. assim como já se fez com o Coleiro Virado. e em especial as de pequeno porte. m. melanogaster (Caboclinho Bico de Ferro). possui uma marcaçăo em forma de coleira. É muito pequeno. palustris (Caboclinho Papa Branco). p. lineola (Bigodinho). de cor cinza predominante (Iat. Assim pois temos a Sporophila plumbea que é a mais característica e conhecida das Patativas. o dorso e a cobertura da cauda săo de cor parda-amarelada. O Sporophila n. a cauda é preta com reflexos esverdeados. Dos espécimes referidos acima há alguns que. levemente rosada. ochrascens năo sabemos como definir ou descrever com segura precisăo. O Sporophila collaris colaris tem a cabeça. white leyana (Patativa da Amazônia). sem mancha preta sob o bico. Após o Bigodinho se faz necessário. a S. sendo que nas asas existem penas mais 4 . merecem também uma maior destaque. Outro tipo freqüentemente encontrado em nosso meio. coroa da cabeça preta "assim como o frade". o lado ventral é quase branco e. a S. na nuca e na garganta. O bico é vermelho. que se conhece por Patativa Chorona ou simplesmente Chorăo.. a S. Os machos tęm toda a porçăo inferior clara. a S. ochrascens. de preferęncia. É muito parecido com o nosso Coleiro Cruzeiro. recebem os nomes populares mais variados. se pode dizer que todos se assemelham entre si. hipoxantha (Caboclinho Vermelho). o peito. ruficolis (Caboclinho Paraguaio). falsirostris (Cigarrinha). O Brejal. b. n. saturata (Caboclinho do Peito Branco). A fęmea se distingue do macho por apresentar a porçăo inferior do corpo em tonalidade vermelho-clara. chumbo). a Patativa e alguns Coleiros do Brejo. o ventre e o uropígio săo amarelos cor de telha. a cauda e as asas săo mais escurecidas. c. a nuca e a cauda pretas. Com o nome comum de Coleiro do Brejo săo conhecidos ainda mais tręs outros pássaros: o Sporophila c. A porçăo ventral é branca. nigricolis (Coleirinha da Serra). Dentre estes destaca-se de início o Bigodinho (Sporophila Iineola) de lindo e mavioso canto. ao nível do peito ou garganta. pileata (Caboclinho Paulista). bouvreuil ou Caboclinho Fradinho. mas também característicos. chamado vulgarmente de Coleiro da Bahia e também de Coleirinha da Serra tem a presença da cor preta na cabeça. Este tipo tem todo o dorso negro e uma estria branca no vértice. b. tem uma pequena manchinha de cor clara ou branca. Há dimorfismo sexual acentuado. sob cada olho. conheça o Sporophila b. minuta (Caboclinho do Norte). a S. a S. a parte interna da cauda é acinzentada. a S. De uma maneira grosseira. o Sporophila pileata e o Sporophila c. . o uropígio e o ventre săo brancos. B. melanops (coleirinha amarela). cinnamomea (Caboclinho Goiano). sendo mais conhecidos. castaneiventris (Caboclinho do Amazonas). Na fronte. A porçăo superior do corpo do macho é acinzentada.

uns espécimes deste gęnero que.-tschrrr". etc. mostra-se de cor esverdeada. "Coleirinha-dupla".carregadas de preto. apesar de năo guardarem entre si algumas características comuns. invadindo assim áreas onde năo ocorria (p. p. ŕs vezes com uma tinta esverdeada. "Coleira-da-mata". o Distrito Federal). Some periodicamente. especulo tanto pode estar presente como pode faltar. Papa -Arroz e Chăo-Chăo. "zjă" (chamada). "Paulista". nas asas. regiăo dominada por Sporophila albogularis. o lado ventral é esbranquiçado. Um nada tem a ver com o outro! Coleirinho. de maior tamanho. em repouso de asas. Este tipo anda em bandos rondando os arrozais. esverdeado ou anegrado. De uma maneira geral todos os pássaros tratados aqui e pertencentes ao gęnero Sporophila săo ainda conhecidos como Papa -Capim. Uruguai ŕ Bolívia. p. djüledjí-djülo. "djüle. Ocorre no Brasil centro-ocidental e meridional (da Bahia ao Rio Grande do Sul). ex. garganta anterior e faixa sobre o papo (colar) negras. Sporophila Caerulescens Por Ana Roberta de Almeida Veterinária Revista pássaros número 53 A espécie mais abundante e conhecida do gęnero no Sudeste do Brasil. Sporophila nigricollis e Esporophila albogularis. ex. "Coleirinha*". "canto serra" (quando brigam). apenas destacaremos a segunda. sendo que. ex. Na porçăo dor sal. lembramos de que este último é praticamente unicolor e de cor acinzentada. face. nódoa na garganta posterior e barriga brancas ou amareladas. o peito.): Fęmea parecida ŕquelas de Sporophila plumbea. destaca-se a Sporophila superciliaris e a Sporophila frontalis (Pichochó Estrela). O Pichochó Estrela. "tuí-tuí" (referindo-se ao começo do canto). "coleira-bico-dechumbo". Vive nos campos de cultura e capinzais. a estrofe costuma atingir um ponto culminante seguindo-se depois uma breve escala descendente. a garganta e o ventre săo brancos. Peru e na margem direita do baixo rio Amazonas a leste do Tapajós. ex. O canto do Pichochó Estrela é semelhante ao do Coleiro Cruzeiro. nesta oportunidade. 5 . Papa-Capim. aspecto e tamanho! Dentre estas outras aves do gęnero Sporophila. também chamado de Pichochó. é comum na regiăo sul do Brasil.. O bico é amarelo alaranjado. o canto consiste em um gorjear rápido um tanto fraco. o que corresponde a várias denominaçőes populares ("coleirabico-laranja". Macho com as partes superiores cinza-escuras. Há. Sobre os olhos apresenta marcaçőes brancas (estrias) e. marcaçőes amarelas. bico de colorido variado: cinzento. das regiőes serranas do Espírito Santo e Rio Grande do Sul. amarelo. já săo considerados como Papa-Arroz. sendo de maior tamanho. as fęmeas também podem cantar. no entanto. também conhecido como Pichanchăo. "Papacapim-depeito-amarelo" (sendo este tręs últimos nomes referentes aos espécimens de partes inferiores amareladas). há dialetos de diferentes populaçőes mesmo em vales vizinhos. "zlit". Voz: "Tzri". p.. ŕs vezes canta voando. djülo. tendo a cor oliva ou azeitonada. djüle.. geralmente săo citados ao lado dos que anteriormente referimos. estria malar. Segue a expansăo de gramíneas forrageiras altamente sementíferas. os amadores classificam os cantos com terminologia própria. Tem uma coleira preta bem marcada na altura da garganta. parece năo ocorrer no Nordeste. que seja. Como muitas vezes se confunde o Pichochó Estrela descrito acima com o Hapospliza unicolor. djüle.

absolutamente protegido de correntes de vento e com sementes limpas livres de toxinas com água e alimentos sempre frescos e fundos de gaiola limpos a areia comestível deve ser ser vida em potinhos e năo no fundo da gaiola. • Os fatores ambientais incluem ir ritantes aerógenos e toxinas. • Os parasitos dos brônquios. ·Os agentes infecciosos (como bactérias. Diante desses sinais clínicos procure imediatamente assistęncia Médica Veterinária. • A neoplasia (cresci mento celular disforme irregular com malignidade) dos brônquios e dos pulmőes é incomum mas devesse considerar. bactérias.COLEIRO E SUAS DOEÇAS Por Ana Roberta de Almeida Veterinária Revista Pássaros 47 Os Coleiros săo pássaros de fibra muito especiais. infecciosos. Etiologia (causa do problema) As causas subjacentes ou os fatores predisponentes que levam a doenças dos brônquios. Note que os sacos aéreos năo se comunicam diretamente entre si. vírus. > As alergias podem causar infla maçăo do tecido pulmonar. oscilaçăo da cauda e movimentos respiratórios acentuados (o pássaro fica muito ofegante). • Os fatores mecânicos incluem inalaçăo de material estranho (por exemplo: sangue. onde podem sofrer graves distúrbios. alteraçőes pulmonares crônicas (por exemplo: espessamento dos brônquios e aéreossaculite. É válido ressaltar que estes processos patológicos podem acometer qualquer pássaro. Como os sacos aéreos săo pouco supridos com sangue e năo possuem cílios e secreçőes grandulares para auxiliar a remoçăo dos agentes infecciosos e do material estranho. por diferentes agentes patológicos (vírus. resultando em dispnéia (distúrbio respiratório) aguda. Doenças do sistema respiratório inferior O sistema respiratório inferior incluem os brônquios principais. no caso da aspiraçăo de grandes volumes a morte é geral mente instantânea. espirros e respiraçőes profundas e muito lentas. dos pulmőes e dos sacos aéreos podem causar tosse. 3 Sons respiratórios abafados e estertores audíveis (ruídos) durante a respiraçăo. no ano passa do atendi dois casos. fungos. os sacos aéreos e os os sos pneumáticos. com espessamento e edema (coleçăo de líquido) peribronquico. incluem itens mecânicos. 6 . 2 Podem apresentar tosse e espirros. soluçăo de ali mentaçăo forçada) . os pulmőes. ambientais. parasitários e neoplásicos. A inflamaçăo> resultante pode causar excesso e produçăo de muco. > A inalaçăo de toxinas (por exemplo: o Monóxido de Carbono e vapores de Polímero provenientes do Teflon/ revestimento de panelas) podem causar hemorragia pulmonar aguda e morte. d) Problemas respiratórios de vias superiores intercorrentes. ácaros ). fungos e mi cobactérias) podem levar a pneumonia e granuIomas pulmonares ou de saco aéreo. Sinais clínicos Os sinais clínicos incluem: 1 Dispnéia aguda ou severa. durante e pós muda (seca de muda). porém a sua maior fragilidade ocorre no sistema respiratório nos períodos pré. dos pulmőes e dos sacos aéreos. porém para prevençăo mantenha o pássaro em ambiente arejado. eles săo relativamente suscetíveis a doença.

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