P. 1
Aula_11_-_Como_interpretar_um_relatório_de_Ecocardiograma_I

Aula_11_-_Como_interpretar_um_relatório_de_Ecocardiograma_I

|Views: 2.185|Likes:
Publicado porCheila Placido

More info:

Published by: Cheila Placido on Oct 31, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/21/2012

pdf

text

original

FORMAÇÃO CLÍNICA COMPLEMENTAR

Aula 11 – 6.11.2006
COMO INTERPRETAR O RELATÓRIO DO ECOCARDIOGRAMA

DOCENTE que leccionou: Dr. Fausto J. Pinto DISCENTE que realizou: Daniel da Silva Coutinho FISCALIZADOR: Andreia Lopes Luís
Esta aula faz parte de um conjunto de 3 aulas, que são dedicadas à interpretação do Ecocardiograma. A imagiologia do coração pode ser estudada recorrendo a dois tipos de métodos:  Métodos invasivos (implicam a introdução de material no organismo humano).  Métodos não invasivos (menos incómodos para o doente, levam a menos complicações e podem ser mais vezes repetidos). Os métodos não invasivos, são os mais usados, permitindo fazer uma avaliação do coração e grandes vasos: - Rx Tórax - ECG - Ecocardiograma - TAC - Ressonância Magnética Nuclear - PET (Positron Emission Tomography) - Cintigrafia Miocárdica - EBCT (Electron Beam Computer Tomography)

A Ecocardiografia é o método de imagem mais utilizado em cardiologia. Serve para dar informação clínica acerca das características anatómicas/morfológicas (cavidades, válvulas, pericárdio, grandes vasos), da função cardíaca e valvular (dimensões e áreas, cálculo de volumes, funções diastólica e sistólica, massa do ventrículo esquerdo), dos fluxos de sangue intra-cardíacos e vasculares (“Angiografia”) e da hemodinâmica. É uma técnica de imagem não invasiva, não ionizante e multiplanar. Baseia-se na utilização de ultra-sons, que são emitidos por um cristal piezoeléctrico e reflectidos nas interfaces entre os tecidos. À medida que passa pelas cavidades cardíacas, vai enviando imagens dessas mesmas estruturas.

1

coloca-se a sonda na direcção dos espaços intercostais e a imagem é obtida através da parede torácica. uma vez que o transdutor se encontra mais próximo do coração. ou seja. Usa-se quando há duvidas na via transtorácia. menor será a nitidez da imagem.  transesofágica . uma parte atravessa o tecido contíguo e outra parte é reflectida.Parasternal . quando os ultra-sons atingem uma interface entre dois tecidos com propriedades acústicas diferentes. As duas vias mais comuns são a Parasternal e a Apical. Os ultra-sons que nos interessam são os que são reflectidos (são a maior parte) e não os refractados. Onda reflectida Onda refractada Onda propagada Meio 1 Meio 2 A ecocardiografia também apresenta limitações: quanto mais profunda estiver uma estrutura a ser observada. a sonda tem de ser “desviada” do esterno. em que o transdutor é introduzido no esófago por uma sonda semelhante a um tubo de endoscópio. costelas e pulmões. pois são poucos os ultra--sons que lá chegam.é uma via semi-invasiva. Esse eco volta para trás. ao estudar-se o coração. sendo de novo convertido em sinal eléctrico pelo cristal piezoeléctrico e transformado em imagem. o que constitui uma limitação.Suprasternal As vias mais utilizadas são as transtorácicas. dando um eco pouco nítido do coração. 2 .Apical . de modo a formarem um eco.Assim. os ultra-sons também não atravessam o osso nem o ar. pois. A sonda pode ser colocada em várias posições: transtorácica . pois as imagens são de maior resolução. utilizando os espaços intercostais.Subcostal .

A Eco Bidimensional tem por princípio a reflexão de ultra-sons a partir das estruturas cardíacas para produzir imagens do coração. ECO Bidimensional (2D) 2. por Eco Bidimensional e através da via Parasternal.com codificação em cor . Durante a sístole. VD. Ecocardiografia avançada . 3 . ventrículo direito. serão apresentadas imagens com a sonda colocada nas diferentes vias e as correspondentes descrições de cada uma delas: Via Parasternal : VD AO VE AE Imagem obtida. sendo traduzidas em imagem.Modalidades do exame ecocardiográfico: 1.Pulsado . aurícula esquerda. Modo M (uma só dimensão) 3. As cúspides são finas e abrem-se amplamente.Contínuo 4. aorta.De contraste . há espessamento do miocárdio e redução do tamanho do ventrículo.De sobrecarga . AE.Tecidular De seguida. Legenda: AO.VE). ECO-Doppler (ecocardiografia usando efeito doppler) . O feixe de ultra-sons é enviado e as ondas são reflectidas nas estruturas cardíacas.Tridimensional (3D) . do eixo longo cardíaco (Ventrículo esquerdo .

como na estenose mitral. 4 . quando o fluxo se afasta do transdutor. O Eco Doppler usa a reflexão de ultra-sons a partir dos eritrócitos em movimento para medir a velocidade intracardíaca de fluxo sanguíneo através das válvulas. dentro das câmaras cardíacas e através dos grandes vasos. através da via parasternal do longo eixo cardíaco.Modo de colocação da sonda na via parasternal (longo e curto eixo). ocorre uma mistura de cores. as diferentes cores indicam a direcção do fluxo sanguíneo: azul. Sobrepostas na imagem de Eco Bidimensional. em fluxos rápidos e turbulentos. Contudo. Imagem de um Eco Doppler a cores. quando o fluxo se aproxima do transdutor. e vermelho. O Eco Doppler a cores fornece a velocidade do sangue em tempo real.

representaçao das cúspides da válvula mitral em diástole. A distância da ponta do folheto mitral anterior ao septo durante a sístole é indicativa de disfunção sistólica do ventrículo esquerdo. os dois folhetos da válvula os dois folhetos juntam-se numa linha só. sístole Em diástole. D 5 .Imagem de um ecocardiograma em Modo M. desenhando um M e um W. O ecocardiograma em modo M serve para medir o tamanho e avaliar a função das câmaras cardíacas. Á esquerda. permitindo medir a espessura da parede septal e posterior. representaçãodo ventrículo esquerdo em relaxamento durante a diástole. C – encerramento total dos folhetos. Diástole mitral afastam-se. assim como o diâmetro no fim da sístole e no fim da diástole. A – abertura máxima no final da sístole auricular. porque o modo M só apresenta o septo e a parede livre a nível médio ventricular. com a válvula aberta. por aumento A C da pressão ventricular durante a diástole. F-A – sístole auricular. em sístole. após inicio da sístole ventricular. mesmo antes da abertura da válvula. E F F – ponto em que os folhetos quase fecham. Só pode ser usado nos doentes em que a contracção ventricular é simétrica. com a válvula encerrada. E – abertura máxima do folheto anterior. D – final da sístole ventricular. À direita.

Imagem por via parasternal do curto eixo cardíaco. 6 . É um corte transversal dos ventrículos direito e esquerdo. Imagem parasternal do curto eixo cardíaco da base do ventrículo. Na imagem da direita pode-se ver a contractilidade do ventrículo esquerdo. vê-se o coração “ao contrário”. A sonda é colocada ao nível do ápex. à esquerda. porque é a parte que se encontra mais próxima do transdutor. ou seja. principalmente. Via Apical: Através desta imagem. os folhetos da válvula aórtica e pulmonar (vasos da base). encontram-se representados. na zona onde normalmente ocorre o choque da ponta. enquanto que à direita. As artérias pulmonares direita e esquerda não se encontram no mesmo plano. com o ápex voltado para cima. A válvula tricúspide encontra-se mais apical que a mitral. tem-se uma válvula pulmonar anormal com bifurcação da artéria pulmonar.

a partir da qual se pode observar: as quatro câmaras cardíacas. hiperinsuflação…). Via suprasternal: Descending AO 7 . Vê-se a parede anterior e inferior do coração. que tende a ser empurrado para baixo. Também se observa o fígado (possível hepatomegália). Via subcostal: Imagem obtida por via subcostal. mas apenas de duas câmaras (aurícula e ventrículo esquerdos). Obtém-se com o transdutor no mesmo sitio. só que rodando cerca de 90 graus. tendo-se colocado o transdutor na região epigástrica. em doentes com problemas respiratórios (DPOC. Nota: Ecocardiograma é o meio ideal para ver se há ou não derrame pericárdico. É uma boa via para. veias cava. pulmonares e possíveis anomalias do foramen oval.Imagem obtida também por via apical. ver o coração.

 Encurtamento da fracção ventricular.  Integridade e movimento das válvulas. deveria ser feito recorrendo às diferentes vias de forma a realizar-se uma observação mais exacta. assim como se há alteração do fluxo. por exemplo.  Espessamento da parede durante a sístole. Poder-se. É o meio ideal para ver se há “flap” da aorta. demonstra como a sonda é colocada. através da via suprasternal (corte transversal). se o ventrículo esquerdo está ou não a contrair. Causas de disfunção miocárdica do ventrículo esquerdo: o o o o o Doença das artérias coronárias. observa-se o eixo longo da aorta. Mais à direita. também ajuda a monitorizar as alterações que ocorrem no ventrículo esquerdo após EAM. vêm-se os vasos do pescoço. Por vezes.  Forma e tamanho das cavidades. Diabetes. Miocardiopatia dilatada. usada para identificar muitos dos problemas da insuficiência cardíaca:  Função global e em regiões específicas. A ecocardiografia é um bom meio diagnóstico. vê-se a artéria pulmonar direita (RPA). 8 . Para além de ajudar a identificar as potenciais causas da patologia. A imagem da direita.  Média do encurtamento da fibra circunferencial. porque este medicamento leva à diminuição das alterações geométricas que ocorrem no ventrículo esquerdo após EAM. Angina e hipertensão. Doenças valvulares cardíacas. A ecocardiografia dá-nos informação sobre o estado das câmaras.á usar os vários tipos de vias.  Aperto aórtico ou regurgitação. O uso de IECAs é obrigatório em doentes que tenham tido um enfarto extenso. O estudo ecocardiográfico para todos os doentes. dependendo da patologia de que se suspeita.Na imagem da esquerda.  Ponto E mitral para a separação septal.

é possível depois calcular os gradientes de pressão ao nível das válvulas. observa-se uma disfunção segmentar. como por exemplo a estenose mitral. mas não contrai. A ecocardiografia em relação à função sistólica. Na imagem da esquerda. A avaliação das valvulopatias vai então ser feita de acordo com:    Pressão (gradientes). Usando depois o principio físico de Doppler. o que se pode fazer é colocar a sonda ao nível da válvula mitral ou aorta e calcular a velocidade de fluxo. em que o septo dilata. Estenose/Regurgitação. já referido anteriormente. estas são as principais e é nesta altura que a ecocardiografia é importante.global. enquanto que na imagem da direita. 9 .Embora existam outras causas. Uma outra forma de usar a ecocardiografia é através do princípio de Doppler. há um défice de contractilidade geral . Área valvular. vai permitir o estudo: da função global e por regiões. pois permite identificar essa mesma causa. Concretamente. Não é preciso saber as fórmulas. ao utilizar o efeito de Doppler. SEGMENTAL GLOBAL Imagem da classificação morfológica ecocardiográfica de uma disfunção sistólica em repouso. pode-se obter velocidades e gradientes que permitirão estudar situações de valvulopatias e quantificar a gravidade das estenoses. Tem sobretudo aplicação no estudo da velocidade do fluxo sanguíneo ao passar através das estruturas valvulares. da remodelação ventricular. O Doppler permite ainda identificar o TIPO DE FLUXO (laminar ou turbulento). apenas ter a noção de que. Ao saber-se a velocidade do fluxo. é possível calcular o gradiente transvalvular aórtico e mitral. função valvular e contractilidade de reserva (isquémia/viabilidade).

 Tipo de cirurgia (reparação vs substituição). ao avaliar. tornando-se por isso importante a detecção precoce desta valvulopatia. devido à “barragem” do sangue à saída do VE. 10 . Doença coronária. esta situação acaba por levar à hipertrofia VE. o gradiente de pressão e. e. posteriormente. vai ocorrer aumento do gradiente de pressão entre o VE e a aorta durante a sístole. secundária a estenose aórtica. A ecocardiografia vai então permitir esse diagnóstico precoce e o acompanhamento do doente.  “Timing” cirúrgico. Nas formas mais graves de estenose aórtica vai ocorrer dilatação do VE. Na estenose aórtica (EA). Avaliação VE (à qual se pode juntar ou não prova de esforço). ∆ com exercício/stress.  Selecção para cirurgia.    Pressão Pulmonar. O papel da ecocardiografia nas valvulopatias vai ser:  Avaliação de terapêuticas. o que se observa são curvas de pressão: a curva de pressão do ventrículo esquerdo (VE) e também a curva de pressão aórtica. De seguida vão ser referidas algumas das situações clínicas: Estenose aórtica Na imagem. por um lado. Um indivíduo com estenose da aorta pode-se encontrar assintomático durante um longo período de tempo. por outro. a pressão no seu interior aumenta para forçar a sua saída.

5/5 anos Sempre que houver modificação ou aparecimento de novos sintomas. Estenose Mitral 11 . Os critérios que se utilizam para definir se o doente é submetido a cirurgia são: gradiente de pressão aórtico e área valvular aórtica. ao nível do VE e hemodinâmica. e reavaliação de doentes com EA conhecida com modificação dos sintomas (principais: angina. síncope e insuficiência cardíaca) ou sinais.2/2 anos Estenose aórtica ligeira .anual Estenose aórtica moderada . Considera-se que uma estenose aórtica é grave quando o gradiente máximo através da válvula aórtica é superior a 70 mmHg ou quando a área aórtica é inferior a 1 cm². É importante fazer a avaliação da doença. até porque nunca é possível fazer o seu prognóstico. Nestes casos. que é de 336ms. Na figura ao lado. Se existir uma calcificação sem hipertrofia. pode-se ver o gradiente instantâneo através da válvula aórtica. deve realizar-se: diagnóstico e avaliação da gravidade da EA.a morfologia do VE. acompanhando de forma não invasiva a sua evolução. reavaliação de doentes assintomáticos com EA grave (anualmente). Estes dois parâmetros são obtidos por Doppler. é pouco provável que aquela válvula esteja a condicionar um aperto significativo. fazer a avaliação das dimensões e função. Na estenose aórtica assintomática deve-se fazer o Follow-up ecocardiográfico: – – – – Estenose aórtica grave .

vai haver uma sobrecarga de volume com dilatação do ventrículo esquerdo) e outras válvulas. em que se observa envolvimento do aparelho subvalvular. vê-se espessamento da válvula mitral. Uma vez que o padrão típico em M. em que a fibrose e calcificação surgem sobretudo no bordo dos folhetos e não na sua inserção. correspondente a um padrão reumático. em vez de abrir plenamente. é mais sugestivo do tipo degenerativo. No corte longitudinal da imagem da direita. o que se observa é um padrão achatado. obtida por via Parasternal de longo eixo – MM. tricúspide…). o folheto anterior da válvula mitral tem um aspecto em joelho ou “stick de hóquei”.febre reumática.Imagens ecocardiográficas obtidas por via parasternal do longo eixo – 2D. de estenose da válvula mitral. devido ao repuxamento da válvula mitral. amplitude de abertura. por aumento do gradiente de pressão). a estenose mitral deve-se a processo reumático . A imagem da direita é obtida por via apical de 4 câmaras. que ocorre nos idosos. devido ao processo inflamatório. poderá estar envolvida mais que uma válvula (aorta. com calcificação. É possível observar: morfologia. forma uma “cúpula”. Quando a calcificação e fibrose surgem no anel valvular e na inserção dos folhetos valvulares. O que ocorre é que a válvula em diástole. tamanho da AE (ocorre movimento de retracção da válvula mitral. o que leva à dilatação auricular esquerda. não está presente nos casos 2 e 3. dimensão e função VE (se houver regurgitação mitral associada. 12 . 1 2 3 Imagem da esquerda. apresentando restrição do folheto anterior e imobilidade do folheto posterior da válvula mitral. No caso de se tratar de febre reumática. Em 99% dos casos.

 PHT ≥ 220 msec. logo a imagem obtida na ECO vai ser de melhor resolução. espessamento dos folhetos. Válvula ideal para valvuloplastia: . ficando a sonda imediatamente atrás do coração. O transdutor de ultra-sons é montado na extremidade de um endoscópio. Score 13 . Sendo o total de score possível de 0-16. é necessário recorrer a outro tipo de técnicas como a TEE – via transesofágica. Por vezes. Usam-se frequências mais elevadas. cada um dos seguintes parâmetros é classificado de 1-4 : mobilidade. O mais provável de acontecer é a aurícula dilatar e provocar fibrilhação auricular. que é introduzido no esófago em direcção às estruturas cardíacas. que é uma zona de formação de muitos trombos. Imagem de Doppler contínuo.  Hipertensão pulmonar associada. Na imagem da direita observam-se trombos na aurícula esquerda.  Área valvular ≤ 1 cm2. sendo a outra a cirurgia). de uma estenose da .De forma a verificar se uma válvula é ideal para valvuloplastia (uma das duas formas de tratamento desta situação. É usado para quantificar as velocidades de fluxo nas válvulas com aperto. A vantagem desta via é a ausência de interposição de estruturas. mitral. Telediástole Protodiástole Os critérios de gravidade da estenose mitral são definidos:  Gradiente médio ≥ 10 mmHg. Permite ver estruturas não visualizáveis pela via transtorácica.Ausência de calcificação das comissuras. A emissão de ultra-sons é contínua. calcificação e espessamento do aparelho subvalvular.Score inferior a 8. como o apêndice auricular esquerdo.

do que permite subda envolvimento fazer uma aparelho avaliação melhor morfologia e padrão de abertura. largura da vena contracta (local de maior aceleração do fluxo) e aplicação do método de PISA. no EAM. há uma quantidade de fluxo regurgitante que vai sobrecarregar o ventrículo esquerdo. A ecocardiogradia/Doppler. como sucede. Nestes doentes o tratamento é a substituição por uma prótese. pois permite saber: a área do jacto regurgitante. vai permitir estudar vários parâmetros na insuficiência mitral e responder a certas perguntas:  Etiologia?  Quantificação da gravidade (qualitativa e quantitativa)?  Avaliação dos sinais indirectos da lesão valvular? O Doppler codificado em cor vai ser útil no estudo da insuficiência mitral. como o prolapso da válvula mitral ou por endocardite. A ecocardiografia vai permitir estudar as causas mais frequentes de insuficiência mitral.Imagem visualizar -valvular o e obtida por TEE. A certa altura isto vai traduzir-se do ponto de vista sintomático. levando posteriormente à dilatação deste e também da aurícula esquerda.  Alterações dos folhetos. por exemplo. área do jacto regurgitante anexada à AE. que são:  Alterações do anel. do ponto de vista fisiopatológico. No caso da insuficiência mitral. num doente com miocardiopatia dilatada. Regurgitação mitral 14 .  Alterações dos músculos papilares. ocorre uma sobrecarga de volume do ventrículo esquerdo. por exemplo.

Os critérios major são: • • Evidência de envolvimento do endocárdio. que permite uma identificação mais fácil dos doentes com endocardite. um conjunto de variáveis. assim. que estão no meio dos jactos regurgitantes ou material implantado caracterizada por ser uma massa ecogénica e (próteses. Há dois métodos de tratar esta situação: o Substituição da válvula lesada. No primeiro caso. endocárdio ou material de prótese. irregular. A vegetação é suportar estruturas. Critérios ecocardiográficos: . extensão do prolapso. que se une aos folhetos das válvulas. fracção de regurgitação. . A ecocardiografia permite dar uma noção ao cirurgião se aquela válvula tem indicação para substituição ou reparação. enquanto no segundo se mantém a válvula do doente. pacemaker…). aumentando a sensibilidade e especificidade do diagnóstico. móvel. em que se observa regurgitação mitral severa e também insuficiência aórtica. volume de regurgitação.nova deiscência parcial da válvula prostática. São mais frequentes no lado auricular das válvulas mitral e tricúspide e 15 lado ventricular da aorta.massas intracardíacas oscilantes nos folhetos das válvulas ou a endocardite infecciosa.Imagem obtida por via apical de 4 câmaras. talvez a mais importante no mundo ocidental. Imagem de uma vegetação existente na . . Há. a ser avaliadas: grau de calcificação da válvula. A vegetação pode ser: linear. o Reparação. coloca-se uma prótese. EROA. redonda ou de alta-frequência. A ecocardiografia vai ter também um papel muito importante na identificação da endocardite infecciosa. Existe um novo critério – critério de DUKE. do ponto de vista morfológico.nova regurgitação valvular. . vena contracta e tamanho do jacto de cor.existência de abcessos. O prolapso da válvula mitral é uma causa muito importante de regurgitação mitral.

Imagens em que se observa uma vegetação da válvula aórtica.A endocardite infecciosa é melhor diagnosticada por via transesofágica do que por via transtorácica. Imagens em que se observa uma vegetação da válvula mitral presente na aurícula esquerda. 16 . Quanto maior a dimensão. culturas de sangue positivas e insuficiência cardíaca sem aparente razão. uma vez que a sensibilidade e resolução são maiores. maior vai ser a probabilidade de ocorrerem complicações. extensão e consistência (menos calcificada) da vegetação. As indicações para fazer uma ecocardiografia por via transesofágica são: febre persistente. mobilidade.

em que vai ser necessário fazer a substituição da prótese.Imagem ecocardiográfica de um doente com prótese valvular mecânica. com presença de infecção e vegetação SBE MVR (St Jude). BOM ESTUDO! 17 . em que vai ser necessário fazer a remoção e substituição da prótese infectada. Imagens ecocardiográficas de um doente com abcesso perianular.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->