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Surgimento do petróleo

Há inúmeras teorias sobre o surgimento do petróleo, porém, a mais aceita é que ele surgiu
através de restos orgânicos de animais e vegetais depositados no fundo de lagos e mares
sofrendo transformações químicas ao longo de milhares de anos. Substância inflamável possui
estado físico oleoso e com densidade menor do que a água. Sua composição química é a
combinação de moléculas de carbono e hidrogênio (hidrocarbonetos).

Uso e derivados

Além de gerar a gasolina, que serve de combustível para grande parte dos automóveis que
circulam no mundo, vários produtos são derivados do petróleo como, por exemplo, a parafina,
gás natural, GLP, produtos asfálticos, nafta petroquímica, querosene, solventes, óleos
combustíveis, óleos lubrificantes, óleo diesel e combustível de aviação.

Primeiro poço da história

O primeiro poço de petróleo foi descoberto nos Estados Unidos Pensilvânia no ano de 1859.
Ele foi encontrado em uma região de pequena profundidade (21m). Ao contrário das
escavações de hoje, que ultrapassam os 6.000 metros. O maior produtor e consumidor mundial
são os Estados Unidos; por esta razão, necessitam importar cada vez mais.

Maiores países produtores de petróleo

Os países que possuem maior número de poços de petróleo estão localizados no Oriente
Médio, e, por sua vez, são os maiores exportadores mundiais. Os Estados Unidos da América,
Rússia, Irã, Arábia Saudita, Venezuela, Kuwait, Líbia, Iraque, Nigéria e Canadá, são
considerados um dos maiores produtores mundiais.

Petróleo no Brasil

No Brasil, a primeira sondagem foi realizada em São Paulo, entre 1892-1896, por Eugênio
Ferreira de Camargo, quando ele fez a primeira perfuração na profundidade de 488 metros;
contudo, o poço jorrou somente água sulfurosa. Foi somente no ano de 1939 que foi
descoberto o óleo de Lobato na Bahia.

A Petrobras foi criada, em 1954, com o objetivo de monopolizar a exploração do petróleo no


Brasil. A partir daí muitos poços foram perfurados. Atualmente, a Petrobras está entre as
maiores empresas petrolíferas do mundo.

O petróleo é uma das principais commodities minerais produzidas pelo Brasil.

Tipos de petróleo:

- Petróleo Brent: petróleo produzido na região do Mar do Norte, provenientes dos sistemas de
exploração petrolífera de Brent e Ninian. É o petróleo na sua forma bruta (crú) sem passar pelo
sistema de refino.

- Petróleo Light: petróleo leve, sem impurezas, que já passou pelo sistema de refino.

- Petróleo Naftênico: petróleo com grande quantidade de hidrocarbonetos naftênicos.

- Petróleo Parafínico: petróleo com grande concentração de hidrocarnonetos parafínicos.

- Petróleo Aromático: com grande concentração de hidrocarbonetos aromáticos


Um pouco de História

Há muito, os antigos conheciam o petróleo e alguns de seus derivados, como o asfalto e o


betume. Contudo, não se sabe exatamente quando eles despertaram a atenção do homem. Na
fase pré-histórica da utilização do petróleo, referências esparsas nos levam a crer que era
conhecido do homem há 4 mil anos a.C.

Foi descrito por Plínio em sua História Natural e, segundo Heródoto, grande historiador do
século V a.C, Nabucodonosor usou o betume como material de liga na construção dos célebres
jardins suspensos da Babilônia.

De acordo com a Bíblia, foi usado na Torre de Babel e na Arca de Noé (Gênesis - cap. 6, V. 14)
como asfalto, para sua impermeabilização. Além disso, uma descoberta arqueológica, efetuada
há alguns anos atrás, revelou indícios do emprego do asfalto, no século IV, como material de
construção de cidades.

Na Ásia Menor (Oriente Médio), onde se encontram atualmente as maiores jazidas petrolíferas
do mundo, o imperador Alexandre, o Grande, da Macedônia, numa de suas expedições
observou, a presença de chamas surgidas do seio da terra e de uma fonte de combustível que
chegava a formar um lago.

Os egípcios utilizavam o petróleo para embalsamento de mortos ilustres e como elemento de


liga nas suas seculares pirâmides, ao passo que os romanos e gregos usavam-no para fins
bélicos.

Muito antes da descoberta do Novo Mundo, os indígenas das Américas do Norte e Sul,
serviam-se do petróleo ou de alguns de seus derivados naturais para inúmeras aplicações -
entre elas a pavimentação das estradas do império inca.

(Artigo extraído do "O mundo fabuloso do petróleo" editado pelo Serviço de Relações Públicas -
Petróleo Brasileiro S.A.)

1. Origem:

Diversas teorias tentam explicar a origem do petróleo. Atualmente, a mais aceita entre os
geólogos é a de que seja oriundo de substâncias de natureza orgânica.

Com base na teoria orgânica da origem do petróleo, o mesmo deverá ser encontrado com
maior probabilidade nas áreas em que, no decorrer de diferentes eras geológicas, houve
deposição de rochas sedimentares e acumulação de restos orgânicos.Fica então, praticamente
excluída a possibilidade da presença de petróleo nas rochas ígneas e metamórficas, porém, a
confirmação só é possível com a perfuração.

2. A prospecção:

Antigamente, em certas regiões dos EUA, a presença de água era muito rara e na sua busca
foi perfurado o primeiro poço de petróleo (1859). Mas foi apenas na segunda metade do século
XIX que o petróleo começou a ser aproveitado industrialmente em Tittusville pelo Coronel
Edwin L. Drake. O poço tinha a profundidade de 21 metros e foi perfurado por uma broca que
perfurava pelo sistema de bate-estaca. Sua produção era de 19 barrís (3 metro cúbicos/dia).

Uma das primeiras utilizações do petróleo foi como combustível, principalmente na iluminação,
substituindo o óleo de baleia.

Como era muito inflamável o petróleo passou a ser refinado em alambiques, obtendo-se assim,
o querosene.
Com a invenção dos motores de explosão e a diesel (1887), as frações do petróleo que eram
desprezadas, passaram a ter novas aplicações.

Hoje, a exploração do petróleo se processa em bases científicas. A Geologia utiliza-se de


ciências auxiliares, como: estudo das rochas no tempo e no espaço de sua origem; estudo dos
microorganismos fósseis; estudo minucioso das rochas e mapeamento aéreo fotográfico, além
dos métodos geofísicos e geoquímicos. Mais atualmente, estes estudos são facilitados pelo
emprego da computação eletrônica.

3. Perfuração:

O primeiro método de perfuração consistia em escavar a terra.Para alcançar maiores


profundidades, o método mais rápido de perfuração é o rotativo.

Em geral um poço é perfurado verticalmente. Pelo método rotativo, a coluna de perfuração,


tendo na ponta uma broca, vai penetrando no solo. Em determinados intervalos retiram-se
amostras que vão sendo analisadas no decorrer da operação. Algumas vezes a perfuração é
feita de maneira direcional para debelar um incêncio ou controle de jorro de petróleo.

A 4000 metros de profundidade, em camadas de rochas sedimentares, o poço sofre uma


pressão de mais de 400 atmosferas (400 kg por cm2 ).Para equilibrar a pressão interna com a
externa é injetada no poço uma mistura especial de lama - argila e água - que vai sendo
despejada à medida que a sonda se aprofunda.

A imagem de um poço jorrando explosivamente já é retrato do passado.

Para os trabalhos de perfuração exploratória no mar,são empregadas unidades perfuradoras


que podem ser do tipo submersíveis, auto-eleváveis (ambas com apoio no fundo do mar), semi-
submersíveis e flutuantes.

4. Tipos de petróleo:

americano (EUA e BRASIL)

parafínicos

rico em hidrocarbonetos da série dos alcanos*.

cáucaso (RUSSO)

cicloparafínicos

rico em hidrocarbonetos da série dos ciclo-alcanos.

indonésia (BORNÉU)

benzênicos

rico em hidrocarbonetos da série dos aromáticos.

*ALCANOS ou HIDROCARBONETOS PARAFÍNICOS (parafínico = pouca afinidade = baixa


reatividade química)

São hidrocarbonetos de cadeia aberta (acíclica ou alifática) e saturada (apenas ligações


simples do tipo sigma).
Possuem fórmula geral : CnC2n+2

Exemplos: CH4 metano ; C2H6 etano ; C3H8 propano ; C4H10 butano ; etc.

GLP (gás liquefeito do petróleo = gás de cozinha = mistura de propano e butano).

5. Refino do petróleo:

A primeira etapa do refino, consiste na destilação fracionada que é feita na Unidade de


Destilação Atmosférica, por onde passa todo o óleo cru a ser refinado. O óleo préaquecido
penetra na coluna ou torre de fracionamento que possui uma série de pratos. O petróleo
aquecido sobe pela coluna e à medida que vai passando pelos pratos sofre condensação,
separando-se em diversas frações.

" fração "

gás natural .

gás engarrafado (GLP) .

solventes .

gasolina .

querosene .

óleo diesel .

óleo combustível .

óleo lubrificante .

parafina .

asfalto . resíduo final.

"composição em hidrocarbonetos"

metano e etano.

propano e butano (gás de cozinha).

C5H12 aC7H16

.C6H14 aC10H22. (*)

C10H22 aC15H32 .(*)

C15H32 . (a cadeia vai aumentando de

tamanho e vai crescendo a massa molecu-

lar. Passando da fase gasosa para a sólida.)

(*) varia de acordo com a refinaria.


6. Craqueamento ou pirólise (cracking) :

Como a produção de petróleo não crescia no mesmo ritmo do mercado consumidor, foram
realizados estudos no sentido de melhor aproveitamento dos resíduos, levando a indústria ao
craqueamento térmico.

Moléculas de C14 a C16 são aquecidas na presença de catalisadores (alumina Al2O3) e


sofrem decomposição térmica, produzindo mais gasolina* (faixa de C6H14 aC10H22 ).

* A gasolina é uma mistura de hidrocarbonetos da série dos alcanos ou parafinas, cuja


composição química varia de acordo com a destilação fracionada adotada pela refinaria.

A mistura pode ser de : C6H14 a C10 H22

C6H14a C12 H26

Costuma-se representar a gasolina pela fórmula: C8H18 (média entre os componentes da


mistura).

C15H32 querosene

(catalisador e aquecimento)

" alcanos " C6H14 C7H16 C8H18 C9H20 C10H22 C11H24 C12H26 C13H28

" alcenos " C9H18 C8H16 C7H14 C6H12 C5H10 C4H8 C3H6 C2H4 ( gás do craqueamento )

A produção da gasolina aumentou, apresentando ainda melhor qualidade.

7. Alquilação :

Moléculas pequenas de alcanos e alcenos (resultantes do craqueamento) se juntam,


originando moléculas maiores, produzindo mais gasolina (processo inverso do craqueamento).
C4H10 + C4H8 - C8H18 C3H8+ C3H6 - C6H14 8. Índice de octanagem:

- gasolina de baixa octanagem (não resiste à compressão) sofre combustão prematura, pela
simples compressão.

- gasolina de alta octanagem (resiste à compresão) sofre combustão diante de uma faísca
produzida pela vela do motor.

Teste de Laboratório Gasolina constituída apenas de " n.heptano " = índice de octanagem =
zero.

Gasolina constituída apenas de " isoctano " = índice de octanagem = 100 .

OBS.: Quando uma gasolina é referida como sendo de 70 octanos, significa que ela oferece
uma resistência à compressão equivalente a uma mistura de: 30% de n.heptano + 70% de
isoctano (testada em laboratório*)

TESTE DE LABORATÓRIO

Gasolina de 40 octanos: 60% de n.heptano + 40% de isoctano.

Gasolina de 80 octanos: 20% de n.heptano + 80% de isoctano.


Obs.: quanto mais alto o índice de octanos, maior a resistência que a gsolina oferece à
compressão.

A qualidade da gasolina é melhorada pela adição de substâncias denominadas "anti-


detonantes".

O Brasil já utilizou o tetraetil-chumbo (chumbo-tetraetila) Pb(C2H 5)4 para melhorar a qualidade


da gasolina. Atualmente, a gasolina é misturada com álcool etílico (etanol ou álcool comum), o
que melhora sua resistência à compressão.

O tetraetil-chumbo foi substituído por ser nocivo ao meio ambiente (emitia vapores de chumbo
na atmosfera e o chumbo é altamento tóxico).

PETRÓLEO

Atualmente o Petróleo é um dos recursos naturais de que a nossa sociedade mais depende,
pois diversos produtos que conhecemos e utilizamos são derivados desse combustível que
move o mundo.

O Petróleo é um fonte de energia não renovável, e no momento uma das maiores fontes de
energia para a humanidade.

Origem

Petróleo, do latim petra, pedra , e oleum, óleo , ou seja petra oleum óleo de pedra. Uma das
teorias mais aceitas diz que tudo começou a milhares de anos, quando restos de animais e
vegetais mortos se depositaram no fundo de mares, nas vizinhanças de terra firme. Esses
restos foram sendo lentamente cobertos por sedimentos como calcário, areia e arenito), que,
com o passar dos anos, se transformaram em rochas, chamadas rochas sedimentares como
calcário e arenito. Sob efeitos de altas temperaturas e de alta pressão aí existentes, os restos
orgânicos dos animais e vegetais sofreram, ao longo dos milhares de anos que se seguiram,
transformações químicas bastante complicadas, formando o petróleo.

Devido as circunstâncias que foi formado o petróleo é encontrado em cavidades existentes


entre as camadas do subsolo, quer em terra firme, quer sob o mar. Geralmente acompanhado
de água salgada e de gás natural.

solo rocha cascalho gás natural petróleo rocha Água salgada

Localização do Petróleo

Os técnicos e geólogos seguem algumas evidências durante a prospecção do petróleo, uma


das quais é o tipo de solo. As maiores jazidas são encontradas, normalmente onde no passado
geológico, ocorreram dobramentos do subsolo, que deram origem às cavidades que acumulam
petróleo. O relevo da região e outra pista importante na procura do petróleo, e este pode ser
sondado através de fotografias aéreas ou de satélite. Por último, antes perfuração do poço e
feito uma sondagem do subsolo.

Composição do Petróleo

O petróleo é uma importante fonte de combustíveis e de matéria prima para industria. O


petróleo e constituído fundamentalmente por compostos que contém apenas carbono e
hidrogênio, chamados HIDROCARBONETOS.
O Processamento do Petróleo

O processo de separação utilizado chama-se destilação fracionada, é executado em torres de


fracionamento, e os derivados do petróleo são separados de acordo com seus pontos de
ebulição.

A separação e feita aproveitando o fato de cada um dos componentes apresentar ponto de


ebulição diferente

Fração

Nº de C na molécula 1a4 5 a 12 12 a 16

Faixa de Ebulição em ºC Abaixo de 20 40 a 200 175 a 275

Aplicações

Gás Gasolina Querosene

Combustível e matéria prima

Solvente, combustível, matéria prima

Óleo Diesel Óleo lubrificante e parafina

15 a 18 Acima de 17

250 a 400 Acima de 300 Óleos e graxas para lubrificação

resíduo

Acima de 30

Piche, asfalto

Craqueamento Catalítico : Obtendo mais gasolina

Para atender o grande consumo de gasolina, as refinarias processam muito petróleo e, em


conseqüência, sobra óleo. Para aumentar a produção de gasolina, moléculas de óleo com 16
átomos de carbono são quebradas em duas de 8 átomos, que correspondem a gasolina. Essa
quebra é feita a cerca de 500 ºC, com um catalisador apropriado, daí o nome Craqueamento
Catalítico, do inglês to crack, quebrar , ou pirólise, do grego pyros, fogo e lysis, quebra .

Molécula grande óleo

hidrocarboneto Moléculas menores

catalisador

hidrocarboneto

gasolina hidrocarboneto

Indústria Petroquímica
Para fabricar plásticos, fertilizantes, detergentes e toda uma variedade de produtos industriais a
partir do petróleo, é preciso, após separar os hidrocarbonetos nele existentes, executar
transformações (reações) químicas com eles. São necessárias dezenas de reações para se
chegar, por exemplo a um medicamento. Indústria petroquímica é a expressão usada para
designar o ramo da indústria química que utiliza derivados do petróleo como matéria-prima
para fabricação de novos materiais.

Indústria Petroquímica

Tintas Plásticos Medicamentos Tecidos Explosivos

Borrachas

Essência para perfumes Colas

Reações Químicas

Inseticidas

Detergentes

Corantes para fotografia, imprensa e tecidos

Gás Natural

Já é comum hoje a presença de postos de combustível, onde existe o GNV (gás natural
veicular). Gás que aparece juntamente com o petróleo em bolsões de gás, a partir de
organismos marinhos. Possui composição variável conforme o local onde for encontrado, mas
é majoritário a presença de CH4, gás metano.

O Petróleo no mundo

Os donos do óleo Os países banhados pelo Golfo Pérsico, detém 65% das reservas mundiais
de petróleo. Além de ter excelente qualidade, o petróleo do golfo é vantajoso economicamente
por estar mais próximo à superfície, o custo de produção de cada barril é menor que em outras
regiões do mundo. Curiosidade : um barril de petróleo, equivale a 157 litros.

Os principais produtores (em milhões de barris/dia) 1º Arábia Saudita 2º Estados Unidos 3º


Rússia 4º Irã 5º México 6º Noruega 7º China 8º Venezuela 9º Canadá 10º Emirados Árabes 12º
Iraque

As maiores reservas (em bilhões de barris) 113 97

8,5 1º Arábia Saudita 262 8,1 2º Iraque 3,8 4º Kuwait 3,6 3,4 3,3 3,1 2,7 2,6 2,4 5º Irã 6º
Venezuela 7º Rússia 8º Líbia 9º México 10º Nigéria 7,0 3º Emirados Árabes 98

O Brasil produz 82% do petróleo que consome

Os Estados 90 Unidos importam 78 60% do petróleo que consomem 49 30 27 24 A União


Européia, 68% e o Japão, 98%

12º Estados Unidos 22

15º BRASIL

1,6 16º BRASIL


9

Quanto tempo as jazidas de gás e petróleo vão durar?

Existe uma quantidade limitada de jazidas. É difícil dizer quanto tempo vão durar, pois novas
jazidas são descobertas, novas tecnologias permitirão obter mais combustível de cada
depósito. A estimativa mais recente diz que as reservas de petróleo atuais, tem produção para
40 anos, daí para frente, depende da demanda aumentar, da busca por novas formas de
energia, como substituto ao petróleo, entre elas a mais atual, que é a energia a célula
combustível, que utiliza hidrogênio e oxigênio como combustível e produz como único resíduo,
vapor d água, portanto não poluente.

Problemas ambientais causados pelo Petróleo

Além dos hidrocarbonetos, o petróleo contem em pequenas quantidades, substâncias contendo


nitrogênio, oxigênio e ENXOFRE. Este último é a pior impureza existente no petróleo, sendo
responsável pelo mau cheiro dos produtos da queima, atrapalha o funcionamento do motor, e
um dos responsáveis pelo fenômeno conhecido como chuva ácida, que causa danos a cida
agricultura, monumentos como estátuas, etc. Efeito estufa, aumenta com a poluição dos gases
emitidos estufa pelos combustíveis fósseis, pois aumentam a concentração de gases como CO,
CO2, CH4, na atmosfera. Acidentes com derramamento de petróleo, no mar ou em rios, devido
ao sucateamento dos navios e refinarias, como acidente ocorrido em Araucária, causam danos
à flora e a fauna.

INTRODUÇÃO

O conceito de sistema petrolífero agrupa os diversos elementos que controlam a existência de


jazidas de petróleo numa bacia sedimentar. Tal conceito, visualizado numa escala global,
parece justificar de maneira adequada as diversas províncias petrolíferas conhecidas. A
evolução tectono-sedimentar meso-cenozóica da margem continental brasileira propiciou o
desenvolvimento desses elementos-chave, cuja presença é requisito fundamental a que uma
determinada região seja atrativa para a prospecção petrolífera. Merece destaque nesse
particular o segmento de águas profundas da Bacia de Campos, que, na visão contemporânea,
representa a porção mais bem aquinhoada em termos de volumes descobertos de toda a
margem brasileira. Em termos históricos, a exploração de petróleo no Brasil inclui três grandes
fases: o período pré-Petrobras, basicamente de atividades pioneiras de reconhecimento; a
etapa de exclusividade da Petrobrás, onde se vislumbram quatro etapas - 1954/1968: Fase
Terrestre, 1969/1974: Fase Marítima/Plataforma Rasa, 1975/1984: Fase Marítima/Plataforma
Rasa/Bacia de Campos, e 1985/1997: Fase Marítima/Bacia de Campos/Águas Profundas, cada
uma delas com características particulares e responsável por sucessivos incrementos na
reserva petrolífera do País, que alcança hoje cerca de 16 bilhões de barris de óleo-equivalente;
e a fase atual, sob a vigência da Nova Lei do Petróleo, caracterizada por intensa atividade em
que várias companhias nacionais e estrangeiras atuam tanto em áreas anteriormente
trabalhadas como em desafiadoras novas fronteiras.

SISTEMA PETROL FERO

Definição de Petróleo

Petróleo: (do latim petroleum, petrus = pedra e oleum = óleo, é uma substância oleosa,
inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que
pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom
(castanho).
Origem do Petróleo

Dentre diversas teorias existentes para explicar a origem do petróleo, a mais aceita,
atualmente, é a de sua origem orgânica, ou seja, tanto o petróleo como o gás natural, são
combustíveis fósseis, da mesma forma que o carvão. Sua origem se dá a partir de matéria
orgânica, animal e vegetal (principalmente algas), soterrada pouco a pouco por sedimentos
caídos no fundo de antigos mares ou lagos, em condições de ausência de oxigênio, que, se ali
existisse, poderia destruí-los por oxidação. Entretanto, mesmo assim a matéria orgânica
desses tecidos passou por drásticas modificações, graças à temperatura e à pressão causada
pelo soterramento prolongado, de modo que praticamente só restaram o carbono e o
hidrogênio, que, sob condições adequadas, combinaram-se para formar o petróleo ou gás,
conforme mostra figura abaixo:

O Petróleo é formado pelo processo decomposição de matéria orgânica, restos vegetais, algas,
alguns tipos de plâncton e restos de animais marinhos ocorrido durante centenas de milhões de
anos da história geológica da Terra.

A natureza complexa do Petróleo é resultado de mais de 1200 combinações diferentes de


hidrocarbonetos.

Ele pode ocorrer nos estados:

Sólido Asfalto

Líquido Óleo cru

Gasoso Gás natural

No ambiente marinho é a plataforma continental a região que mais produz matéria orgânica. Os
mares rasos também podem receber um grande aporte de matéria orgânica. Embora
semelhante ao carvão quanto à composição (hidrocarboneto) o petróleo possui certas
características especiais: por ser fluido pode migrar para a além de sua fonte geradora e
acumular-se em estruturas sedimentares. O Petróleo ocorre normalmente em rochas
sedimentares depositadas sob condições marinhas.

Margem Continental

É a margem submersa da área continental, abrange a linha de costa, plataforma continental e


talude continental.

Plataforma Continental

Chama-se plataforma continental à porção dos fundos marinhos que começa na linha de costa
e desce com um declive suave até ao talude continental (onde o declive é muito mais
pronunciado, descendo para as regiões pelágicas e abissais). Em média, a plataforma
continental desce até uma profundidade de 200 metros. A plataforma continental tem largura
média de 65 a 100 km e é formada por: Acumulações finas de sedimentos de deposição fluvial,
algumas áreas tem um manto de extensivos depósitos glaciais.

Para que ocorra jazida são necessários:

Rocha geradora;

Temperatura e tempo suficientes para que ocorra a maturação e geração;

Rocha reservatório;
Estrutura de migração entre a rocha geradora e reservatório;

Petróleo, água e gás em movimento ou com Petróleo, capacidade móvel para ocupar os poros.

Estrutura que promova a acumulação (armadilha);

Rocha selante;

Sucessão cronológica de eventos (geração, migração, acumulação).

Rocha Geradora

São rochas de granulação fina (folhelhos e calcáreos), cuja a matéria orgânica, sob condições
termoquímicas adequadas, se transforma em petróleo.Para uma rocha ser classificada como
geradora, ela deve conter matéria orgânica em quantidade suficiente, e ser submetida a
condições termoquímicas adequadas ao processo de transformação da matéria orgânica em
petróleo.A temperatura mínima estimada em 80º C. Por outro lado, não deve ter sido submetida
à temperatura acima de210º C onde todo o petróleo líquido é destruído.

Maturação da Matéria Orgânica

Diagênese

Poucas centenas a 2000 m.

Na fase inicial, principalmente atividade bacteriana.

Biopolímeros (proteínas e carboidratos) são destruídos formando os geopolímeros (precursores


do querogênio).

Forma principalmente metano.

Reflectância da vitrinita 0.5%.

Catagênse

Profundidades de vários km. Pressões de 300 a 1500 bar.

Temperaturas de 50 a 150º C.

Querogênio produz inicialmente óleo e posteriormente gás e condensado, em todas as fases o


metano também é produzido.

Reflectância da vitrinita entre 0.5% a 2 %.

Metagênse

Profundidades de várias dezenas de km.

Pressões e temperaturas elevadas.

Influência de magma e hidrotermalismo.

Querogênio transforma-se em metano e resíduo de carbono.


Carvão transforma-se em antracito.

Reflectância da vitrinita entre 2% a 4 %.

A maiores pressões e temperaturas, ocorre metamorfismo das rochas e da matéria orgânica. O


carvão transforma-se em meta-antracito, com reflectância superior a 4%. O querogênio
transforma-se totalmente em carbono.

Transformação termoquímica da matéria orgânica e a geração de petróleo

Rocha Reservatório

É aquela capaz de conter transmitir fluidos, que podem ser óleo ou gás. As rochas devem ser
porosas e permeáveis, as mais comuns são arenitos e calcoarenito.

Microfotografia de uma rocha - reservatório contendo óleo

Porosidade:

Relação entre o espaço poroso e o volume total da rocha reservatório expressa em


percentagem.

Tipos de Porosidade:

Primária: controlada pelo ambiente deposicional da rocha, selecionamento e a natureza do


material da rocha.

Secundária: depende de acontecimentos posteriores à deposição da rocha, como fraturamento,


dissolução, redeposição, cimentação e a compactação.

Permeabilidade (K)

A permeabilidade é a propriedade que permite a passagem do fluido pelos poros da rocha


interconectados, denominados de porosidade efetiva.

É a medida da condutividade dos fluidos na rocha.

A rocha é denominada de permeável quando os fluidos passam pelos poros num curto espaço
de tempo.

Rochas impermeáveis não permitem a passagem dos fluidos e tornam-se selantes.

Migração

Chamamos de migração o caminho que o petróleo faz do ponto onde foi gerado até onde será
acumulado. Devido à alta pressão e temperatura, os hidrocarbonetos são expelidos das rochas
geradoras, e migram para as rochas adjacentes. A partir da migração é que o petróleo terá
chances de se acumular em um reservatório e formar reservas de interesse econômico.

A migração ocorre em dois estágios:

Migração primária: movimentação dos hidrocarbonetos do interior das rochas fontes e para fora
destas;

Migração secundária: em direção e para o interior das rochas reservatórios.


A próxima etapa é a acumulação. Devidos a falhas estruturais no subsolo, ou então devido a
variações nas propriedades físicas das rochas, o processo de migração é interrompido e os
hidrocarbonetos vão se acumulando nas rochas reservatórios.

Esquema de Migração

Armadilhas ou Trapas

São situações geológicas estruturais, estratigráficas e mistas que propiciam condições para
existência de acumulações petrolíferas não permitindo que o óleo migre para superfície. A
formação de quase todo tipo de armadilha envolve deformações da rocha reservatório.

Armadilha Estrutural o reservatório apresenta estruturas, como dobras e/ou falhas que, em
associação com as rochas selantes permitem o acúmulo dos hidrocarbonetos.

A formação das armadilhas estruturais pode se dar (isoladamente ou em conjunto):

Por dobramento

Por falhamento normal ou inverso

Por fraturamento

Armadilha Estratigráficas - intercalações de camadas sedimentares porosas e impermeáveis


(ex: arenitos e folhelhos).

Armadilhas estratigráficas e paleogeomórficas.

Rochas Capeadoras ou Selantes

Atendido as condições de geração, migração e reservatório, para que se dê a acumulação do


petróleo, existe a necessidade de alguma barreira se interponha no seu caminho que é
produzida pela rocha selante cuja a característica principal é a baixa permeabilidade.

Além da impermeabilidade, a rocha selante deve ser dotada de palsticidade, característica que
capacita a manter sua condição selante mesmo após submetida a esforços determinantes de
deformações não se fraturam.

Duas classes de rochas são selantes por excelência: os folhelhos e os evaporitos (sal). A
eficiência selante de uma rocha não depende só da espessura, mas também de sua extensão.

Modelo Final de um Sistema Petrolífero:

Modelo de Sistema Petrolífero

CONCLUSÃO

Sistema petrolífero é um conceito unificante que engloba todos os elementos (Rochas e


Fluídos) e processos geológicos (Formações) essenciais para a existência de uma acumulação
e abrange, espacialmente, uma porção de rocha geradora efetiva e todas as acumulações de
petróleo e gás geneticamente relacionadas.

Para que ocorra a formação do petróleo é necessário que o petróleo seja gerado a partir da
matéria orgânica contida em rochas argilosas (folhelhos), depois migrar para rochas porosas e
permeáveis (arenitos) e se acumular em armadilhas, contido por rochas permeáveis e
capeadora.
BIBLIOGRAFIA

THOMAS, J. E. Fundamentos de Engenharia de Petróleo, Rio de Janeiro: Interciência, 2001.

http://www.scribd.com/doc/3881837/Sistema-Petrolifero

http://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leo