FUNÇÃO HEPÁTICA

DISCENTE: ALYNE MAIA SILVA JESSICA FONTOURA TATIANE KELLY DOCENTE: DEIGILAM

O FIGADO
O fígado é um órgão que atua como uma glândula do corpo humano e se localiza no canto direito superior do abdómen, sob o diafragma. Seu peso aproximado é cerca de 2,0 kg no homem adulto e um pouco menos na mulher. Em crianças é proporcionalmente maior, pois constitui 1/20 do peso total de um recém nascido.

Na primeira infância é um órgão tão grande, que pode ser sentido abaixo da margem inferior das costelas, ao lado glândula direito. Funciona como exócrina, isto é, libera secreções em sistema de canais que se abrem numa superfície externa. Atua também como glândula endócrina, uma vez que também libera substâncias no sangue ou nos vasos linfáticos

Celulas de figado normal x celulas de figado cirroso

FUNÇÕES DO FIGADO
a) Secretar a bile - A bile é produzida pelo fígado em grande quantidade, de 600ml a 900ml por dia. Num primeiro momento, ela se concentra na vesícula e depois é enviada para o intestino, onde funciona como detergente e auxilia na dissolução e aproveitamento das gorduras. Por isso, quando os canais da bile entopem, o metabolismo das gorduras fica prejudicado;

Se não houvesse esse sistema de estocagem. Quando o cérebro. teríamos de comer o tempo todo para garantir o suprimento de energia. o músculo do coração. os músculos esqueléticos ou qualquer outra parte do corpo precisam de energia.FUNÇOES DO FIGADO b) Armazenar glicose ± A glicose extraída do bolo alimentar é armazenada no fígado sob a forma de glicogênio. . as células hepáticas funcionam como um reservatório de combustível. a glicose é enviada para a circulação. Doenças hepáticas em fase avançada provocam a perda dessa capacidade e prejudicam o fornecimento de glicose. que será posto à disposição do organismo conforme seja necessário. Nesse caso.

uma substância muito importante para o organismo. a água escapa das veias. Serve de meio de transporte. barriga d¶água (ascite). pigmentos e drogas. Além dessa. porque mantém a água dentro da circulação. etc.FUNÇÃO DO FIGADO c) Produzir proteínas nobres .Entre elas. Quando a produção de albumina diminui. extravasa para os tecidos que estão debaixo da pele e produz inchaço. destacase a albumina. . a albumina tem outra função curiosa. edemas nas pernas. para outras substâncias. na corrente sanguínea. ou seja. É a propriedade osmótica ou oncótica. como hormônios.

Se o fígado não está trabalhando bem. pela urina ou em menstruações exageradas.A falta de albumina não é a única explicação para o inchaço característico dos alcoólicos. Na cirrose. mencionar as proteínas ligadas ao processo de coagulação do sangue. os rins retêm água e sódio o que também ajuda a produzir inchaço. ainda. por exemplo. doença comum nos usuários de álcool. o nível dessas substâncias baixa e aumenta a probabilidade de sangramentos abundantes que podem ser provocados por ferimentos ou ocorrer espontaneamente pelo nariz (epistaxe). pelas gengivas. . Deve-se.

FUNÇÃO DO FIGADO d) Desintoxicar o organismo ± O fígado tem a capacidade de transformar hormônios ou drogas em substâncias não ativas para que o organismo possa excretá-los. .

o colesterol é metabolizado e excretado pela bile. .FUNÇÃO DO FIGADO e) Sintetizar o colesterol ± No fígado.

FUNÇÃO DO FIGADO f) Filtrar microorganismos . a cirrose.Há uma extensa rede de defesa imunológica no fígado. Algumas doenças hepáticas. existem inúmeros ³tijolinhos´ responsáveis por segurar bactérias ou outros microorganismos que transmitem infecções. por exemplo. Além das células hepáticas. . interferem nesse processo e tornam os indivíduos mais vulneráveis a infecções.

a amônia passará direto para a circulação e alcançará o cérebro. depois. no início. insônia. pré-coma ou coma.FUNÇÃO DO FIGADO g) Transformar amônia em uréia .O fígado é um órgão privilegiado. A veia de entrada recebe o nome curioso de ³veia porta´ e é responsável por 75% do sangue que chega ao fígado. Se o órgão estiver lesado. No entanto. sonolência) e. por ela chega também a amônia produzida no intestino e derivada especialmente de proteínas animais para ser transformada em uréia. Tem uma artéria e uma veia de entrada e uma veia de saída. provocando. alterações neuropsíquicas (mudanças de comportamento. esquecimento. . como as vitaminas e as proteínas. levando consigo substâncias importantes.

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C. as fibroses e cirroses hepáticas. chamadas de hepatites criptogênicas. D e E. as Hepatites agudas de etiologia desconhecida. as insuficiências hepáticas. as doenças alcoólicas do fígado. as hepatites B. entre outras .DOENÇAS DO FIGADO Entre as principais enfermidades que acometem ao fígado estão. as doenças hepáticas tóxicas.

4) seguimento do tratamento .TESTES DA FUNÇÃO HEPÁTICA OBJETIVO: 1)detectar a hepática. diferencial 3) avaliar a extensão do dano hepático. presença de doença das 2)fazer diagnóstico doenças.

Há duas formas plasmáticas: indireta (não-conjugada. Conjugase com o ácido glicurônico no fígado. ligada à albumina no plasma) e direta (conjugada. hidrossolúvel). após a destruição das hemáceas. lipossolúvel. .Exames baseados nas funções de excreção e destoxificação hepáticas Bilirrubina no sangue: É o pigmento resultante do catabolismo da hemoglobina.

. Se isolada (bilirrubinas elevadas.Hiperbilirrubinemia indireta Apenas raramente indica lesão hepática. Normalmente aparece em estados de hiperemólise e doenças genéticas (Crigler-Najjar. Gilbert). com menos de 15% direta) justificam investigação de hemólise.

. Na maioria delas. mas o transporte para os canalículos biliares. O fator limitante no metabolismo da bilirrubina não é a conjugação. elevação da fração conjugada pode ser observada em qualquer tipo de hepatopatia. Assim.Hiperbilirrubinemia direta Quase sempre implica em doença hepática ou do trato biliar. tanto a bilirrubina direta quanto a indireta se elevam.

3 mg/100 ml sangue.2 mg/100 ml sangue. Bilirrubina total: 0.3 a 1.8 mg/100 ml sangue. .1 a 0. desaparece na 1ª semana.2 a 0. Meia vida de 15 dias. Bilirrubina indireta: 0. .Baixa lenta das hiperbilirrubinemias na convalescência: ligação covalente à albumina em hiperbilirrubinemias prolongadas. .VALORES DE REFERÊNCIA Bilirrubina direta: 0.Icterícia fisiológica do recém-nascido: até 8 mg/100 ml.

que aparece antes ainda da icterícia manifesta.Bilirrubina na urina: A bilirrubina direta é um pigmento hidrossolúvel de fácil eliminação renal.2 mg/100ml.NORMAL: normalmente não é medida. É positiva a partir de 0. Apenas a bilirrubina conjugada (direta) é eliminada pelos rins. Sua presença indica elevação do teor sérico acima do limiar renal. . .4 mg/100 ml. observado nas hepatopatias ou obstrução biliar = colúria. basta a pesquisa pelo reagente de Fouchet. de 0.

A presença desses pigmentos na urina pressupõe a chegada de bilirrubina no interior do intestino.Urobilinogênio e Urobilina na urina: O Urobilinogênio é o pigmento formado pela ação da flora bacteriana intestinal sobre a bilirrubina (estercobilinogênio que sai nas fezes) que. volta ao fígado. se reabsorvido pela mucosa intestinal. A urobilinogenúria aumentada corresponde a um metabolismo exagerado na hemoglobina-bilirrubina (por hemólise excessiva). A Urobilina é o urobilinogênio oxidado pela luz e oxigênio do ar atmosférico. ou então a um déficit hepático na captação e eliminação do urobilinogênio sanguíneo. . sendo excretado pelo rim.

. icterícia hepatocelular (fase acólica). anemia hipocrômica intensa.Reduzida ou ausente: Icterícia obstrutiva completa. insuficiência renal acentuada. desvio portocava.Aumentada: Icterícia hemolítica. icterícia obstrutiva incompleta. icterícia hepatocelular (estágio inicial e fase de recuperação). policitemia (nem sempre). ICC (fígado de estresse). infecções. . cirrose hepática. uso de antibióticos de largo espectro. extravasamento sanguíneo.

Amônia Sérica: Produzida normalmente no metabolismo das proteínas e por bactérias intestinais. No entanto. O excesso de amônia sérica leva a alteração do estado mental. . pode ser utilizada para identificar hepatopatia oculta em pacientes com alteração do estado mental. conhecida por encefalopatia hepática. Há baixa correlação entre os níveis séricos e o grau da encefalopatia. é destoxificada pelo fígado a partir de sua conversão em uréia. excretada pelos rins. Tem baixa correlação também com a função hepática. podendo estar elevada em pacientes com hipertensão portal grave ou derivação (shunt) portal que desvia o fígado.

Sua concentração sérica correlaciona-se com o grau de lesão. .Dosagem de enzimas hepáticas no soro Permitem avaliação do grau de disfunção hepatocelular no decurso de hepatopatias. e entram no soro a partir de células mortas. já que estas enzimas são intracelulares.

Sua repetição seriada é importante para avaliação de evolução e prognóstico. São três os grupos de importância: .Enzimas Específicas do Plasma: indicadoras da capacidade de síntese do fígado .Enzimas Celulares: indicadoras de lesão hepatocítica  Glutamato-desidrogenase (GLDH)  Lactato-desidrogenase (LDH) e isoenzimas  Glutamato-oxalacetato-transaminase (GOT/TGO) ou aspartatotransferase (AST)  Glutamato-piruvato-trasnaminase (GPT/TGP) ou alaninatransferase (ALT)     Enzimas Ligadas à Membrana: indicadoras de colestase Fosfatase alcalina (AP) Leucina-aminopeptidase (LAP) 5¶-Nucleotidase -Glutamil-transferase ( GT ou GGT) .

Elevação sérica: lesões hepatocelulares graves acompanhadas de necrose = hepatites agudas severas. .Glutamato-desidrogenase (GLDH): Exclusivamente intramitocondrial. halotano. obstrução aguda por cálculo na via biliar principal. até 3 U/L na mulher. tiamazol. hepatopatias tóxicas (álcool. salicílicos). . hepatites crônicas ativas.Soro normal: até 4 U/L no homem.

. . por destruição celular. A normalidade dessa fração com icterícia clínica fala fortemente a favor de icterícia obstrutiva não-inflamatória. sendo necessário afastar apenas convalescença de hepatite.Lactato-desidrogenase (LDH): Apenas o estudo da isoenzima LDH1 é de valor diagnóstico.. .. infarto miocárdico. . infarto pulmonar. com queda a níveis normais alguns dias antes do óbito.Grandes elevações: fase hepatítica da hepatite fulminante aguda (atrofia amarela aguda).A icterícia obstrutiva pura (coledociana) raramente produz elevação da fração LDH1.Pequenas elevações: congestão hepática por ICC.

e há baixa correlação entre o grau de lesão hepatocelular e o nível das aminotransferases. A TGP é encontrada primariamente no fígado. a elevação absoluta das aminotransferases tem grande significado diagnóstico. cérebro. leucócitos. Estas enzimas são liberadas no sangue em grandes quantidades quando há dano à membrana do hepatócito.TRANSAMINASES (TGO. A necrose em si não é necessária. eritrócitos. resultando em aumento da permeabilidade. músculo esquelético. especialmente coração. . e não prognóstico. Assim. TGP): A TGO existe em todos os tecidos corporais. pâncreas. nas hepatopatias agudas. fígado. e em pequena quantidade no rim e no coração. rins.

> 1.Importante: esses valores só são importantes na ausência de isquemia ou necrose aguda de outros tecidos. invasão tumoral).: cirrose de Laennec. .: cálculo obstruindo o ducto biliar comum). isquêmicas (hipotensão prolongada. insuficiência cardíaca aguda.000 a 2.000 U: Doenças associadas com lesão hepatocelular extensa como hepatites virais.Padrão alcoólico: na maioria das hepatopatias. hepatite viral anictérica. TGP = até 30 UK .ou extra-hepática sem lesão hepatocelular importante.000 a 3. . hepatopatias. A TGO na doença alcoólica é > 300 U/L.50 a 200 U: Hepatopatias crônicas não muito graves e lesões focais (ex. . e a TGP é normal.000 U: fase aguda da obstrução biliar (ex. ESPECIALMENTE miocárdio. Uma razão TGO/TGP > 2:1 é sugestiva e > 3:1 é altamente sugestiva de hepatopatia alcoólica.< 300 U: Colestase intra. O baixo nível sérico de TGP nos alcoólatras é devido à deficiência de fosfato piridoxal induzida pelo álcool.). hepatopatias tóxicas ou induzidas por drogas.. NORMAL: TGO = até 40 Unidades Karmen.1. . .000 U: Hepatites virais graves. a TGP (ALT) é maior ou igual à TGO (AST).. . porém com decréscimo rápido dos níveis para < 300 U/L. Necrose hepática moderada.> 1.

mas seu significado clínico remete especialmente as doenças do fígado e vias biliares. 4 a 18 UI/L na mulher. o que a torna menos específica que esta. encontra-se em maior concentração no tecido renal. com grande sensibilidade. Soro normal: 6 a 28 UI/L no homem. Dosagens seriadas são impressindíveis no acompanhamento de hepatites colestáticas e alcoólicas. . mais difusamente que a fosfatase alcalina. Sua elevação é a alteração laboratorial mais freqüente nas doenças hepatobiliares (mais de 90% dos casos). para definir a evolução no sentido de cura ou cirrose. Não aumenta durante a gravidez normal. Está localizada no retículo endoplasmático das células epiteliais dos ductos biliares.-GLUTAMIL-TRANSFERASE ( GT): Também chamada de -glutamil-transpeptidase ( GTP). pois é observada não apenas nas colestases com tradução histológica. mas também nas lesões hepáticas inflamatórias e tóxicas.

está localizada na ou próxima à membrana canalicular do hepatócito. placenta. em ordem decrescente. osso.FOSFATASE ALCALINA (AP): Várias isoenzimas diferentes encontradas em praticamente todos os tecidos. . especialmente fígado. intestino delgado. No fígado.

: pessoas normais acima de 60 anos.De 13 a 20 U/dL K.A. crianças e adolescentes durante os estirões do crescimento.: Obstrução benigna de vias biliares (60% dos pacientes).3). com aumentos transitórios em praticamente todos os tipos de hepatopatias. indivíduos de tipos sanguíneos O e B após refeição lipídica.A. . .A. .ou extra-hepática. x 0.Acima de 40 U/dL K. grávidas. Elevações persistentes e mais intensas na colestase. . O nível não diferencia entre colestase intra.Acima de 50 U/dL K.: distúrbios parenquimatosos como hepatite e cirrose.: Provável colestase intra-hepática. .A.De 20 e 40 U/dL K. sendo de 11 a 20 U/dL em crianças(unidades Bodansky/dL = unidades K.Soro normal: 3 a 13 unidades King Armstrong/dL. inclusive aparecendo antes do aumento da bilirrubina nas obstruções biliares.A.

sem outros achados hepáticos: Doença de Hodgkin. .: Doença de Paget). granulomas): pode ser a única manifestação laboratorial bem definida da lesão hepática. . que não se elevam nessas condições. hipertireoidismo.Hepatopatias focais (metástases tumorais. . Medir GGT ou 5¶-Nucleotidase. .Valores altos sem hepatopatia: condições caracterizadas por rápido turnover ósseo (ex..: Obstrução maligna de vias biliares (80% dos pacientes).A. ICC.De 50 a 100 U/dL K.Elevações de vários níveis.Valores extremamente altos: invasão tumoral do fígado ou obstrução biliar associada à colangite. doença inflamatória intestinal. DM. .

. Também não é influenciada pelo crescimento e gravidez. Soro normal: entre 3 e 9 UI/L. É mais específica. Máximo de 15 UI/L. não se elevando nas doenças ósseas acompanhadas por aumento de atividade osteoblástica. gerando um nucleosídeo e um fosfato. o que permite fazer distinção entre as hiperfosfatemias de origem hepatobiliar e óssea.5¶-Nucleotidase: É uma fosfatase alcalina particular que hidrolisa nucleotídeos. Se eleva nas doenças hepatobiliares nas quais se observa elevação da fosfatase alcalina.

Testes que Medem a Função Biossintética do Fígado .

podendo ocorrer em desnutrição protéica de qualquer causa. A hipoalbuminemia NÃO É ESPECÍFICA PARA DOENÇA HEPÁTICA. . mas o volume de distribuição é grande. que podem ter a síntese normal ou elevada. que inibem a síntese de albumina. Tem a meia-vida longa. glomerulopatias com albuminúria. Hipoalbuminemia é mais comum em hepatopatias crônicas como a cirrose. infecções crônicas associadas com aumentos de interleucina-1 e/ou fator de necrose tumoral. síndrome nefrótica. de 15 a 20 dias.Albumina sérica: Albumina é sintetizada EXCLUSIVAMENTE pelos hepatócitos. e usualmente reflete dano hepático grave e síntese baixa da proteína. com 4% degradada a cada dia. enteropatias perdedoras de proteínas. Exceções são os pacientes com ascite. por isso é marcador ruim para disfunção hepática aguda.

alguns contra bactérias intestinais. aumentos nos níveis de IgA indicam hepatopatia alcoólica. As Gama-globulinas estão aumentadas na hepatopatia crônica (ex.Globulinas séricas: Grupo protéico formado pelas Gama-globulinas. e as Alfa e Beta-globulinas. já que o fígado falha em tirar da circulação antígenos bacterianos que chegam pela circulação portal. aumentos nos níveis de IgM são comuns na cirrose biliar primária.: cirrose e hepatite crônica). produzidas pelos hepatócitos. por aumento na síntese de anticorpos. A avaliação da classe do anticorpo que sobe permite o reconhecimento de algumas doenças: aumentos de IgG policlonal (especialmente se > 100%) sãocomuns na hepatite autoimune. as imunoglobulinas produzidas por linfócitos B. .

VII e X. este é um sinal de mal prognóstico. V. administra-se vitamina K1 (10 mg/dia) e repete-se a prova em 24 a 48 horas. No entanto. bem como em obstrução biliar crônica. O teste mais útil é o Tempo de Protrombina. .Fatores de coagulação: Todos os fatores de coagulação são produzidos EXCLUSIVAMENTE pelos hepatócitos. ajudando tanto no diagnóstico quanto no prognóstico de doenças parenquimatosas hepáticas. Se persiste o prolongamento. esse prolongamento também pode ser devido à deficiência de vitamina K. fica forte a hipótese de dano hepatocelular. sua medida é a melhor forma isolada de avaliação da função hepática. exceto o fator VIII. Suas meias-vidas variam de 6 horas para o fator VII a 5 dias para o fibrinogênio. Pelo seu turnover rápido. que coletivamente mede os fatores do complexo protrombínico (fatores II. bem como de fibrinogênio. todos dependentes de vitamina K). se o prolongamento é de mais de 5 s acima do controle. Assim. O prolongamento do tempo de protrombina pode surgir na hepatite grave ou na cirrose.

900 a 3.800 UI/L acetilcolina.: organofosforados.300 UI/L butirilcolina. Baixa nas intoxicações agudas e crônicas (ex. e por mais tempo. 3. com com . e principalmente em lesões hepáticas graves extensas com necrose hepatocelular.Colinesterase (CHE): Apresenta-se diminuída nas alterações das funções de síntese das células hepáticas. mostra-se mais diminuída. Soro normal: 1. ciclofosfamida). nas formas colestáticas que nas não-colestáticas.000 a 9. Nas hepatites agudas virais.

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Padrões de Testes Hepáticos em Alterações Hepáticas .

beba moderadamente. O alcoolismo é considerado como uma das principais causas de cirrose hepática (fígado endurecido como pedra) no mundo. Com certeza. Se. você gosta de uma caipirinha ou de uma cerveja estupidamente gelada. desde que o prezado leitor não tenha nenhum problema no fígado. A ingestão diária por um período longo de mais de 80 gramas de álcool (uma dose de cachaça ou vodca e mais duas latas de cerveja) constitui-se um alto de risco de doença hepática. no fim de semana.10 dicas para um figado sadio A primeira regra e a mais importante na boa funcionalidade do seu fígado é não fazer da bebida alcoólica uma fuga para os seus problemas. não vai lhe fazer mal. .

para a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. tais como: sífilis. agente infeccioso de fácil transmissão sexual. por exemplo. mula (linfogranuloma venéreo). aí é outra história. contudo. O uso de camisinha nas suas relações vai evitar que você adquira. Não existe vacina. o vírus da hepatite B (VHB). Se você não gosta de usar camisinha ou não dá tempo de usa-la. crista de galo (condiloma acuminado). vesículas dolorosas genitais (herpes genital). Esse vírus é incriminado como a principal causa de cirrose hepática em nossa região.A segunda regra passa por sua atividade sexual. esquentamento ou gonorréia (blenorragia). Existe até vacina contra hepatite B e você pode se vacinar. .

insuficiência cardíaca. tais como: obesidade mórbida. Pacientes diabéticos têm um risco aumentado em sete vezes de apresentar endurecimento do tecido do fígado (fibrose). enfisema pulmonar. diabetes tipo 2 associada a esteato-hepatite não alcoólica. incluindo cirrose hepática. observa-se que parte dos pacientes adultos com diabetes tipo 2 tem um aumento significativo de doenças hepáticas. C e D. doenças da tireóide. .A terceira regra está inserida no tratamento e controle de determinadas doenças que podem provocar problemas no fígado. Cientificamente. quando comparados com a população geral não-diabética. hepatite crônica B.

das dez para que o seu fígado seja feliz. cirurgia) e uso de determinadas drogas podem controlar a referida doença . baseia-se no controle do seu peso corpóreo. Redução do peso (dieta. O que acontece no fígado em conseqüência do aumento de peso? Deposição contínua de gordura no fígado.A quarta regra. Se não controlada e tratada a obesidade. a esteatohepatite aguda torna-se crônica e um percentual bastante significativo dos obesos desenvolverão uma cirrose hepática ao longo do tempo. podendo ocasionar processo inflamatório agudo (hepatite) e levar a uma doença chamada de esteato-hepatite aguda (hepatite aguda por deposição de gordura).

assado. lingüiça. pele de frango. ocorreria no sangue um aumento dos triglicérides e colesterol e. Em razão da ingestão excessiva de alimentos gordurosos. bacon. ocasionando assim a esteatose hepática. Parte da bile seria absorvida pelo estômago e daí provocaria boca amarga e com gosto de água de lavar espingarda ou de fel. Em decorrência da alta concentração de colesterol nesses alimentos. Evite alimentos que contenham gordura animal (carne vermelha gorda.A quinta regra para um bom funcionamento do seu fígado e do seu inimigo pessoal encontra-se no hábito da boa alimentação. o fígado usaria esta superoferta de colesterol para produzir excessivamente uma substância chamada bile ou bílis (substância amarelo-esverdeada secretada pelo fígado). que seria eliminada para o duodeno (primeira porção intestino delgado) e intestino (mistura-se com os alimentos para ajudar na digestão). manteiga) e frituras. queijo amarelo. cozido). deposito de gordura nas células do fígado (hepatócitos). Coma bastante peixe e frango sem pele (grelhado. . frutas e verduras. conseqüentemente. Só fazem bem.

comadres e vizinhos. desde uma simples hepatite aguda medicamentosa. O uso de determinadas drogas e ervas pode ocasionar ao seu fígado. existe relato científico de mortes (hepatite fulminante) pelo uso do chá e cápsulas da sacaca. aquela que é considerada por alguns como a oitava maravilha do mundo. morte por insuficiência hepática fulminante até cirrose hepática. Evite tomar remédios sem prescrição médica e ervas indicadas pelos parentes. . No estado do Pará.A sexta regra está explícita no erro cultural e costumaz da automedicação.

A bile não excretada reflui para o fígado. Se não tratado. torna-se tóxica e vai ocasionar hepatite aguda. As pedras na vesícula biliar podem comprometer o fígado? Claro que sim. tendendo a formação de hepatite aguda infecciosa (bacteriana) e posteriormente de abscessos no fígado. As bactérias responsáveis pela inflamação da vesícula biliar podem ascender para o fígado e daí podem provocar um quadro infeccioso agudo. o paciente poderá morrer com infecção generalizada. existe uma tendência de obstruir a passagem de biles para o intestino.A sétima regra está na retirada eletiva (cirurgia) das pedras da vesícula (cálculo biliar). . geralmente grave. Quando a vesícula biliar repleta de pedras apresenta processo inflamatório (colecistite aguda).

Não fume. o cigarro faz muito mal para o fígado. hepatite crônica e cirrose hepática pelos vírus das hepatites B e C ou outro qualquer tipo de hepatite crônica. principalmente se o fumante for portador de uma dessas doenças: esteato-hepatite (processo inflamatório no fígado provocado por deposição de gordura). apresentam um risco muito grande de evolução para câncer primário de fígado.A oitava regra é bem atual. Pacientes cirróticos fumantes. . independentemente da causa. Os resultados de vários estudos revelam que o hábito de fumar acelera ou agrava uma doença do fígado pré-existente.

não curável com outros tratamentos e que põe a vida do paciente em perigo ou induz a uma deterioração importante na sua qualidade de vida. Porque alguém precisaria fazer um transplante do fígado? É até simples explicar. aguda ou crônica. Portanto. de algum familiar ou de algum amigo não está mais funcionando (cirrose hepática em fase avançada). É o tratamento de eleição de qualquer doença do fígado avançada.A nona regra é ter que fazer transplante hepático se o seu fígado. nada mais resta do que trocar o fígado doente e irrecuperável por um novo .

A última e décima regra é a mais importante de todas. ótimo. Ele foi programado para viver mais de cem anos. Se tudo está bem com o seu fígado. mas não o deixe de lado. . se você tem mais que 40 anos de idade. Periodicamente. faça um exame clínico geral pelo menos uma vez por ano e assim o seu médico saberá como está funcionando o seu ³precioso fígado´. Pense e comece também a cuidar do seu coração e do seu organismo como um todo.

Referencias: FM-UnB: Monitoria de Clínica Médica ± 1/2003 http://drjcfonsecaeofigado.org/wiki/Testes_de_ fun%C3%A7%C3%A3o_hep%C3%A 1tica http://adam.co m/ http://pt.wikipedia.sertaoggi.com.blogspot.br/encyclo pedia/ency/article/003499.htm .

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