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Arquétipos

Arquétipo significa a forma imaterial à qual os fenômenos psíquicos


tendem a se moldar. C.G.Jung usou o termo para se referir aos
modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da
psique.

Eles são as tendências estruturais invisíveis dos símbolos. Os


arquétipos criam imagens ou visões que correspondem a alguns
aspectos da situação consciente. Jung deduz que as "imagens
primordiais", um outro nome para arquétipos, se originam de uma
constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas
gerações. Funcionam como centros autônomos que tendem a
produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas
mesmas experiências. Eles se encontram isolados uns dos outros,
embora possam se interpenetrar e se misturar.

O núcleo de um complexo é um arquétipo que atrai experiências


relacionadas ao seu tema. Ele poderá, então, tornar-se consciente por
meio destas experiências associadas. Os arquétipos da Morte, do
Herói, do Si-mesmo, da Grande Mãe e do Velho Sábio são exemplos
de algumas das numerosas imagens primordiais existentes no
inconsciente coletivo. Embora todos os arquétipos possam ser
considerados como sistemas dinâmicos autônomos, alguns deles
evoluíram tão profundamente que se pode justificar seu tratamento
como sistemas separados da personalidade. São eles: a persona, a
anima, o animus e a sombra. Chamamos de instinto aos impulsos
fisiológicos percebidos pelos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, estes
instintos podem também manifestar-se como fantasias e revelar,
muitas vezes, a sua presença apenas através de imagens simbólicas.
São estas manifestações que revelam a presença dos arquétipos, os
quais as dirigem. A sua origem não é conhecida, e eles se repetem em
qualquer época e em qualquer lugar do mundo - mesmo onde não é
possível explicar a sua transmissão por descendência direta ou por
"fecundações cruzadas" resultantes da migração.

Os arquétipos são a principal origem da ligação entre a Física e a


Psicologia, pois é por meio deles que os fenômenos psíquicos
estudados pela psicologia analítica se manifestam, freqüentemente
violando as leis físicas da ordem temporal e espacial. O estudo
interdisciplinar destas estruturas imateriais e seus fenômenos tiveram
origem com Jung e Pauli, na primeira metade do século XX,
estendendo-se até hoje com a linha de pesquisa denominada Física e
Psicologia.

Em tempos atuais o homem moderno vem sendo alimentado por


diversas referências. O mito do guerreiro é um dos arquétipos mais
usados pela propaganda como ferramenta para retratar aquilo que
gostaríamos de ser, influenciando massivamente o comportamento
humano.

Na publicidade, os arquétipos são usados para atrair a


atenção do consumidor, despertando sensações e desejos
muitas vezes escondidos, sufocados no inconsciente por
motivos culturais, sociais, religiosos.

Além dos aspectos positivos e negativos os arquétipos possuem


influências diferentes de acordo com a realidade de cada indivíduo. A
forma de idealizar o “ideal” é muito diferente entre as faixas etárias,
grau de escolaridade e classe econômica, formando padrões
diferenciados de comportamento e criando as chamadas “tribos”.

Nike
(Wayne Rooney, do Manchester United, no melhor estilo "Coração Valente". O
jogador é um arquétipo moderno que tem seu comportamento veiculado aos
guerreiros medievais.)

A Nike é um exemplo de empresa, que usa o arquétipo de guerreiro


pra atrair seus consumidores, dando a idéia, de que ao adquirir aquele
produto, se tornaram mais independentes, fortes e correram atrás dos
seus objetivos.

Apple

( Muhammad Ali-Haj, destacou-se pelo estilo diferente de lutar, sendo único


em seu tempo. A Apple destacou-se por trabalhar de maneira diferente a
tecnologia.)

A Apple, usou este arquétipo de ser diferente, querendo dizer


aos seus consumidores que se eles quiserem, podem ser
diferentes, fugir dos padrões e ainda assim, serem os melhores.
Nestlé

(Nestlé reutilizando uma embalagem de 1937)

A Nestlé utilizou o arquétipo da nostalgia, para fazer com que os


compradores sintam-se em um tempo diferente ou mesmo
voltando no tempo quando olham para essa embalagem de
decadas atrás. Fazendo com que seu produto seja diferenciado
inclusive por fora e tornando-o atrativo, pela nostalgia que isso
o faz sentir.

Raphaelli Chapetta
Pedro da Matta