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Parecer Cessao de Servidor

Parecer Cessao de Servidor

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CESSÃO E REQUISIÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO NO ÂMBITO DA JUSTIÇA FEDERAL I) Introdução; II) A disciplina da Lei nº 8.112 e leis especiais; III) Regulamentação: Resoluções do Conselho da Justiça Federal; IV) Jurisprudência do Tribunal de Contas da União; V) Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça; VI) A requisição de servidor dos Estados, Distrito Federal e Municípios Cláudio Luiz dos Santos1

I) Introdução O presente estudo versa sobre dois institutos legais: a) cessão de servidor público do quadro de pessoal da Justiça Federal para órgãos e entidades da União, Estados, Distrito Federal e Municípios; b) requisição pela Justiça Federal de servidor público de órgãos e entidades da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Merecerá ênfase a requisição no âmbito da Justiça Federal, uma vez que vem suscitando controvérsias administrativas concernentes à interpretação e aplicação da legislação que rege a matéria. O objetivo do estudo é contribuir para a compreensão dos institutos legais da cessão e requisição, mormente deste último, de modo a auxiliar a Administração Judiciária na sua aplicação mais escorreita. Para tanto, o Capítulo II trata da disciplina legal da cessão e requisição, tomando como paradigma o artigo 93 da Lei nº 8.112, de 1990, e leis especiais. O Capítulo III analisa a regulamentação dada pelo Conselho da Justiça Federal, especificamente quanto à Justiça Federal. O Capítulo IV reporta-se ao posicionamento do Tribunal de Contas da União sobre a matéria. O Capítulo V elenca alguns julgados do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, abordando diversos aspectos da cessão e requisição. E, por fim, o Capítulo VI trata da requisição pela Justiça Federal de servidor dos Estados, Distrito Federal e Municípios, enfocando uma outra exegese da disciplina legal a respeito da questão, que não aquela adotada pelo Conselho da Justiça Federal e Tribunal de Contas da União. II) A disciplina da Lei nº 8.112 e leis especiais O artigo 93 da Lei nº 8.112, de 11.12.1990, que instituiu o Regime Jurídico Estatutário do Servidor Público Civil da União, suas autarquias e fundações2, disciplina o instituto da cessão do servidor público federal nos seguintes termos:
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Analista Judiciário da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba. Com a nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 05.06.1998, ao caput do artigo 39 da Constituição Federal de 1988, suprimindo a referência à instituição por lei do regime jurídico único do servidor público da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a Lei nº 8.112 manteve apenas a natureza de regime jurídico estatutário. A partir da EC nº 19, outros regimes jurídicos, além do estatutário, poderão ser instituídos. Ver, a propósito, a Lei nº 9.986, de 18.07.2000, que estabelece que as agências reguladoras de natureza autárquica terão suas relações de trabalho disciplinadas pela CLT e legislação trabalhista correlata, em regime de emprego público. Convém esclarecer, ainda, que os Ministros Néri da Silveira

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“Capítulo V Dos Afastamentos Seção I Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses: (redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) I – para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; (redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) II – em casos previstos em leis específicas. (redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) § 1º Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus para o cedente nos demais casos. (redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) § 2º Na hipótese de o servidor cedido à empresa pública ou sociedade de economia mista, nos termos das respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo, a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. (redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) § 3º A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. (redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) § 4º Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal, para fim determinado e a prazo certo. (parágrafo acrescentado pela Lei nº 8.270, de 17.12.1991) § 5º Aplicam-se à União, em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado, as regras previstas nos §§ 1º e 2º deste artigo, conforme dispuser o regulamento, exceto quando se tratar de empresas públicas ou sociedades de economia mista que recebam recursos financeiros do Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. (parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.527, de 10.12.1997) O artigo 93 da Lei nº 8.112, de 1990, com as alterações feitas pelas Leis nºs 8.270, de 1991, e 9.527, de 1997, trata da cessão do servidor público federal para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como da requisição pela União de servidores e empregados dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
(relator), Sepúlveda Pertence e Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, votaram favoravelmente à concessão de cautelar, na ADI nº 2.135, para suspender a eficácia da alteração do caput do artigo 39 da Constituição, na redação dada pela Emenda nº 19, sob o fundamento da existência de vício formal na tramitação da matéria perante o Congresso Nacional, estando suspenso o julgamento em face do pedido de vista do Ministro Nelson Jobin (v. Informativo STF nº 274).

compõem as estruturas organizacionais dos órgãos e entidades dos Poderes da União. cedido à empresa pública ou sociedade de economia mista. X. Distrito Federal e Municípios. Lei 8.112).1966 – Lei de Organização da Justiça Federal -.421. Lei 8. por ela requisitado para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. dos Municípios e das autarquias. No caso de o servidor público federal. Lei 8. ou nas hipóteses previstas em leis específicas. de 24.06. II. de 07. com as alterações da Lei nº 10. de 27. Se for cedido para outro órgão ou entidade dos Poderes da União.05. que cria as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União. os cargos em comissão e as funções de confiança são aqueles previstos na Lei nº 5. Quando o servidor público federal é cedido para exercício de cargo em comissão ou função de confiança em órgão ou entidade dos Estados. instituídos por lei (artigo 48. mediante autorização do Presidente da República. II) nos casos previstos em leis específicas.112). Outras hipóteses de cessão do servidor público federal. Lei 8. dar-seá na forma estabelecida por esta Lei. Em relação à Justiça Federal de 1º e 2º Graus.06. Lei nº 9. A União arcará com a remuneração do servidor ou empregado dos Estados. poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal. que não sejam para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança.112): I) para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. estaduais. do Distrito Federal e municipais: “Art.112).1982 – Dispõe sobre a requisição pela Justiça Eleitoral de servidores públicos federais.112). Estados. o ônus da remuneração é do órgão ou entidade que recebe o servidor.3 O servidor público federal poderá ser cedido em duas hipóteses (artigo 93. Distrito Federal ou Municípios. . dos Estados. Lei 8. dos Territórios. de 30. O servidor do Poder Executivo.2002. Distrito Federal e Municípios. 3 O estudo sobre as condições do exercício de cargo em comissão ou função de confiança no âmbito da Justiça Federal será aprofundado nos Capítulos III e IV. I e II. A título exemplificativo. Distrito Federal e Territórios.1996.475.Lei nº 6. por prazo certo e fim determinado (§ 4º do artigo 93. Lei 8. o ônus da remuneração é do órgão ou entidade cedente (§ 1º do artigo 93. Os cargos em comissão e as funções de confiança. 1º. são as previstas em leis específicas (artigo 93.112). optar pela remuneração do cargo efetivo. têm-se as seguintes normas legais: . para prestar serviços à Justiça Eleitoral.12. o ônus da remuneração é da entidade que recebe o servidor mediante reembolso das despesas realizadas pelo órgão cedente (§ 2º do artigo 93. bem como em leis especiais tratando de reestruturações de órgãos de 1º e 2º Graus e do Conselho da Justiça Federal3.010. da Constituição Federal de 1988). O afastamento de servidores públicos da União. do Distrito Federal.999. exceto quando se tratar de empresa pública ou sociedade de economia mista que receba recursos financeiros do Tesouro Nacional para custeio da sua folha de pagamento de pessoal (§ 5º do artigo 93.

4º. a critério do Tribunal Superior Eleitoral. a juízo do Tribunal Superior Eleitoral. O servidor requisitado para o serviço eleitoral conservará os direitos e vantagens inerentes ao exercício de seu cargo ou emprego. 2º. somente após decorrido 1 (um) ano poderá haver nova requisição do mesmo servidor. as requisições para as Secretarias dos Tribunais Eleitorais. os prazos de requisição dos servidores atualmente a disposição da Justiça Eleitoral consideram-se iniciados na data da entrada em vigor desta Lei. 8º. deverão ser desligados pelos respectivos Tribunais. salvo em casos especiais.Os limites estabelecidos nos parágrafos do artigo anterior só poderão ser excedidos em casos excepcionais. serão feitas por prazo certo.” . 3º. Art. No caso de acúmulo ocasional de serviço na Zona Eleitoral e observado o disposto no art. 2º desta Lei.000 (dez mil) ou fração superior a 5.Lei nº 9. As requisições para os Cartórios Eleitorais deverão recair em servidor lotado na área de jurisdição do respectivo Juízo Eleitoral. § 2º . Art. § 2º . retornando as suas repartições de origem. § 1º . Os servidores atualmente requisitados para as Secretarias dos Tribunais Eleitorais poderão Ter suas requisições renovadas atualmente. Art.020. retornando a sua repartição de origem.Esgotado o prazo de 6 (seis) meses. Parágrafo único – Esgotado prazo fixado neste artigo.Na hipótese prevista neste artigo. § 1º . prorrogável.As requisições serão feitas pelo prazo de 1 (um) ano. Art.000 (cinco mil) eleitores inscritos na Zona Eleitoral. Art. 5º.03. da Defensoria Pública da União: . Salvo na hipótese de nomeação para cargo em comissão. Ressalva a hipótese do artigo anterior. e de quaisquer cargos ou empregos do magistério federal. e não excederão a 1 (um) servidor por 10. 6º. não excedente de 1 (um) ano. admitir-se-á a requisição de 1 (um) servidor. Art.Independentemente da proporção prevista no parágrafo anterior. 7º. 9º. Art. em número excedente ao fixado nos limites estabelecidos no art. § 3º .4 Art. Os servidores atualmente requisitados para os Cartórios Eleitorais. no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da publicação desta Lei. poderão ser requisitados outros servidores pelo prazo máximo e improrrogável de 6 (seis) meses. de 30. 2º e seus parágrafos desta lei. em caráter emergencial e provisório. Exceto no caso de nomeação para cargo em comissão. de cargos ou empregos técnicos ou científicos. proceder-se-á na forma dos §§ 2º e 3º do artigo anterior. o servidor será desligado automaticamente da Justiça Eleitoral. estadual ou municipal. não serão requisitados ocupantes de cargos isolados.1995 – Dispõe sobre a implantação.

Os servidores efetivos do Ministério da Educação e do Desporto. O Poder Público.5 “Art. poderá. inexiste lei especial tratando da cessão de servidor público do seu quadro de pessoal para outros órgãos ou entidades dos Poderes da União. (parágrafo único incluído pela Lei nº 10.” No âmbito da Justiça Federal. lotados no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e na Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do Ministério da Educação e do Desporto. 1º.448.” . tanto na cessão quanto na requisição de servidor público. tendo como finalidades: .212. Art. § 2º Ficam transferidos para a Autarquia os acervos patrimoniais dos órgãos de que trata o caput. entes e instituições. com sede e foro na cidade de Brasília – DF. Fica o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP. é o artigo 93 da Lei . servidores para exercício naquela Autarquia. A requisição de que trata este artigo é irrecusável e cessará até noventa dias após a constituição do Quadro Permanente de Pessoal de apoio da Defensoria Pública da União. de 14. bens e serviços necessários à sua implantação e funcionamento.03. Distrito Federal e Municípios. 4º. 3º. estaduais. fornecer à Defensoria Pública da União. § 1º Enquanto não for aprovado e implantado o quadro de provimento efetivo do INEP.Lei nº 9. bem assim os direitos e as obrigações decorrentes de contratos e convênios firmados pelo órgão ora transformado. assegurados ao requisitado todos os direitos e vantagens a que faz jus no órgão de origem. Parágrafo único. inclusive promoção. Os serviços a que se refere este artigo compreendem o apoio técnico e administrativo indispensável ao funcionamento da Defensoria Pública da União. 3º. Daí. órgão integrante da estrutura do Ministério da Educação e do Desporto. o paradigma legal a ser observado pela Justiça Federal.1997 – Transforma o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP em autarquia federal: “Art. gratuitamente. ou da requisição pela Justiça Federal de servidores públicos federais. O Defensor Público-Geral da União poderá requisitar servidores de órgãos e entidades da Administração Federal.03. por seus órgãos. municipais e do Distrito Federal. fica o Ministro de Estado da educação e do Desporto autorizado a requisitar.2001) Art. Parágrafo único. mediante termo. de 23. convênio ou qualquer outro tipo de ajuste.. passarão a integrar o quadro de pessoal da Autarquia ora transformada. no âmbito de seu Ministério. independentemente da ocupação de cargo em comissão ou função de confiança. Estados. transformado em Autarquia Federal vinculada àquele Ministério..

Resolução nº 165. de 1990.A cessão prevista no artigo anterior ocorrerá. e sem provimento de cargo efetivo. fundações. III – Estados. sem a vacância do cargo e sem alteração da lotação na sede de origem.112. Resolução nº 389. 2º . os regramentos dos Estados. exclusivamente. também. de 09. II – requisição – o ingresso. nas seguintes hipóteses: I – para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. Resolução nº 085. II – em casos previstos em leis específicas. Distrito Federal e Municípios. bem como as normas legais especiais relativas a outros órgãos e entidades dos Poderes da União.112. Municípios. Art.2004.10. independentemente dos casos previstos neste artigo.1993. e. referente à cessão e requisição de servidor público no âmbito daquele Conselho e da Justiça Federal: Resolução nº 085.Os servidores de que trata o caput do artigo anterior poderão ainda ser cedidos para ter exercício em outro órgão do Poder Judiciário da União. § 2º . de 13.711. os Tribunais Regionais Federais poderão estabelecer outros critérios para efetivação . de servidor oriundo de outro órgão ou entidade da União.06. da Constituição Federal de 1988). autarquias e fundações federais. empresas públicas e sociedades de economia mista. e respectivas autarquias.04.1996.No caso do parágrafo anterior. dispondo sobre o antigo Estatuto dos Funcionários Civis da União. no exercício da supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de 1º e 2º Graus (artigo 105. 1º .6 nº 8. no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. de 1990. de 15. Estados. a critério do órgão cedente.09. sem alteração da lotação na sede de origem. são considerados: I – cessão – o afastamento do servidor para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. Distrito Federal e Municípios.10. § 1º . III) Regulamentação: Resoluções do Conselho da Justiça Federal O Conselho da Justiça Federal . parágrafo único.Para os fins desta Resolução. Distrito Federal e Municípios. II – empresas públicas e sociedades de economia mista federais. Estado.Os servidores efetivos dos Quadros de Pessoal do Conselho da Justiça Federal e da Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus poderão ser cedidos aos seguintes órgãos e entidades da Administração Pública: I – União. editou três resoluções regulamentando o artigo 93 da Lei nº 8. Distrito Federal. de 1993: “Art.2000. Art.CJF.1952. de 15. Vale salientar que a Lei nº 1. mediante autorização do órgão ou entidade cedente. Resolução nº 225. não tratou dos institutos da cessão e requisição de servidor público. 3º . de 28.

§ 1º. os servidores do Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus cedidos para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. 8º . nos termos das respectivas normas. § 1º . II – quando o servidor de outro órgão da União. III – na hipótese do art. 4º . dos Estados. autarquias. ou ainda. fundações federais. fundações. observadas as disposições contidas nesta Resolução.Também poderão optar pela remuneração do cargo efetivo.Nas demais hipóteses o ônus da remuneração caberá à entidade cessionária. no caso de opção.Poderão optar pela remuneração do cargo efetivo. autarquias e fundações federais.A entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo cedente. ressalvado o disposto no § 1º do artigo 3º desta Resolução. II – nas empresas públicas e sociedades de economia mista federais. Art. 3º. 6º . nas seguintes hipóteses: I – quando o servidor do Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus for cedido para o exercício de cargo em comissão em outro órgão da União. norma que o autorize. § 2º . na legislação local. Municípios e Distrito Federal. para o exercício de cargo em comissão ou funções de confiança e em casos previstos em lei específica. III – os servidores de órgãos ou entidades dos Estados. ou à remuneração do cargo efetivo. empresas públicas ou sociedades de economia mista federais. o empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista federais for cedido para o exercício de cargo em comissão no Conselho da Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. de autarquias ou fundações federais.O ônus da remuneração caberá à entidade cedente. Art.Os servidores de órgãos ou entidades da União. autarquias. o ônus da remuneração do cedente restringir-se-á às vantagens pessoais a que tiver direito o servidor. Art. Art.7 de cessões. Distrito Federal e Municípios. desde que haja. quando couber. do Distrito Federal e dos Municípios.Nas hipóteses dos incisos I e II deste artigo. quando o servidor optar . 5º . desta Resolução. 7º . III – nos órgãos ou entidades dos Estados. quando nomeados para cargo em comissão no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus: I – os servidores da União. II – os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista – federais. somente poderão ser requisitados para o Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. de acordo com as respectivas normas: I – nos órgãos da União. Art. e respectivos encargos.

Art. sem a vacância do cargo e sem alteração da lotação na sede de origem. II – requisição – o ingresso. 3º e inciso III do art. Art. O art. 7º da Resolução nº 085. no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. Distrito Federal e Municípios. sem alteração da lotação na sede de origem. de 2000: “Art.Para os fins desta Resolução.’ Resolução nº 225.” Resolução nº 165. Revogar os §§ 1º e 2º do art. 4º Os servidores de órgãos ou entidades da União. de 1996: “Art. 2º. . somente poderão ser requisitados para o Conselho da Justiça Federal e Justiça de Primeiro e Segundo Graus para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança e em casos previstos em leis específicas. mediante autorização do órgão ou entidade cedente. dos Estados. 6º.Os servidores efetivos dos Quadros de Pessoal do Conselho da Justiça Federal e da Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus poderão ser cedidos aos seguintes órgãos e entidades da Administração Pública: I – União. Distrito Federal e Municípios. II – empresas públicas e sociedades de economia mista federais. III – quando o servidor de órgão ou entidade dos Estados. pagar a remuneração do cargo efetivo. II – quando o empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista federais for cedido para o exercício de cargo em comissão no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. a critério do órgão cedente. 2º . do Distrito Federal e dos Municípios. de servidor oriundo de outro órgão ou entidade da União. autarquias e fundações federais. na hipótese do art. 4º da Resolução mencionada no artigo anterior passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. de 15 de abril de 1993. se o órgão ou entidade de origem. nas seguintes hipóteses: I – quando o servidores do Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus forem cedidos a empresas públicas ou sociedades de economia mista federais.8 pela remuneração do cargo efetivo ou emprego. 1º. Estado. do Distrito Federal ou dos Municípios for cedido para o Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. Estados. e sem provimento de cargo efetivo. são considerados: I – cessão – afastamento do servidor para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. inciso III desta Resolução. 1º . nos termos das respectivas normas.

A cessão prevista no artigo anterior ocorrerá.9 III – Estados. fundações. II – os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista – federais.Poderão optar pela remuneração do cargo efetivo. Municípios. nas seguintes hipóteses: I – para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. 7º .Os servidores de órgãos ou entidades da União. o empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista federais for cedido para o exercício de função comissionada ou cargo em comissão no Conselho da Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. empresas públicas ou sociedades de economia mista federais. ou ainda. 3º . quando nomeados para função comissionada ou cargo em comissão no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus: I – os servidores da União. Art. autarquias. Art. exclusivamente. . Os servidores em estágio probatório somente poderão ser cedidos a outro órgão ou entidade para ocupar Funções Comissionadas – FC. Distrito Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. Parágrafo único. autarquias e fundações federais. desde que haja.. Distrito Federal e Municípios. de acordo com as respectivas normas: I – nos órgãos da União. Municípios e Distrito Federal. III – nos órgãos ou entidades dos Estados. II – em casos previstos em leis específicas. e respectivas autarquias. ou equivalentes. norma que o autorize. para o exercício de cargo em comissão ou função comissionada e em casos previstos em lei específica. na legislação local. função de confiança ou comissionada em outro órgão da União. somente poderão ser requisitados para o Conselho da Justiça Federal e para a Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus.O ônus da remuneração caberá à entidade cedente. II – nas empresas públicas e sociedades de economia mista federais. III – os servidores de órgãos ou entidades dos Estados. 4º . nas seguintes hipóteses: I – quando o servidor do Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus for cedido para o exercício de cargo em comissão. de autarquias ou fundações federais. Art. empresas públicas e sociedades de economia mista. 6º . função de confiança ou comissionada. nos termos das respectivas normas. dos Estados. níveis 10. 9 e 8. Art. fundações federais. II – quando o servidor de outro órgão da União. os servidores do Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus cedidos para o exercício de cargo em comissão. Art. 5º .Também poderão optar pela remuneração do cargo efetivo. fundações. autarquias.

passa a vigorar com a seguinte redação: Art.. de 13 de junho e 1996. se o órgão ou entidade de origem.” Resolução nº 389.... .. na hipótese do art..Nas hipóteses previstas nos incisos I e II deste artigo.. § 1º Os servidores em estágio probatório somente poderão ser cedidos a outro órgão ou entidade para ocupar cargos em comissão – CJ. II.. exceto na hipótese destas empresas receberem recurso financeiros do Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial de sua folha de pagamento de pessoal .A entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo cedente........ nos termos das respectivas normas. alterada pela Resolução nº 283. Revogam-se a Resolução nº 085. quando o servidor optar pela remuneração do cargo efetivo ou emprego. 3 e 2 ou equivalentes ou para exercer funções comissionadas cujas atribuições...... do Distrito Federal ou dos Municípios for requisitado para o Conselho da Justiça Federal e para a Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus.. e respectivos encargos... ás de cargos de direção. 3º.... de 9 de outubro de 2000... II – quando o empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista federais for requisitado para o exercício de cargo em comissão no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus..10 § 1º ... O art.... de 15 de abril de 1993 e Resolução nº 165. no âmbito do Conselho e da Justiça Federal de primeiro e segundo graus. III – quando o servidor de órgão ou entidade dos Estados... § 2º . sem perda do vínculo funcional. nas seguintes hipóteses: I – quando o servidor do Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus for cedido a empresas públicas ou sociedades de economia mista federais.Nas demais hipóteses. 6º. 1º. o ônus da remuneração do cedente restringir-se-á às vantagens pessoais a que tiver direito o servidor.... o ônus da remuneração caberá à entidade cessionária. tenha sido considerado apto pela sujeição ao mesmo . Art. ou à remuneração do cargo efetivo.. 12..... I... nos órgãos cessionários sejam equivalentes..... Art. pagar a remuneração do cargo efetivo. § 2º Não se aplica a restrição constante no parágrafo anterior a servidor que se encontre em estágio probatório em virtude de posse e exercício em novo cargo e que.. 3º da Resolução nº 225. inciso III desta Resolução... dos níveis 4.. quando couber.. de 2004: “Art. chefia ou assessoramento de nível superior.... no caso de opção. de 15 de outubro de 2002. 8º .

e sem provimento de cargo efetivo. 4º: A requisição pelo CJF e Justiça Federal de 1º e Graus ocorrerá nas seguintes hipóteses: O servidor da União. Requisição é o ingresso. Distrito Federal. sem alteração da lotação na sede de origem.” As Resoluções nºs 085. 2º: O servidor efetivo do CJF e da Justiça Federal de 1º e 2º Graus poderá ser cedido à União. ou para exercer funções comissionadas cujas atribuições sejam equivalentes às de cargos de direção. c) para exercício em outro órgão do Poder Judiciário da União Resolução nº 165 Omissa Resolução nº 225 Art. Estado. 2º: O servidor efetivo do CJF e da Justiça Federal de 1º e 2º Graus poderá ser cedido à União. Estados. empresas públicas e sociedades de economia mista. Distrito Federal e Municípios. sem a vacância do cargo e sem alteração da lotação na sede de origem. 3º: A cessão de servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus ocorrerá nas seguintes hipóteses: a) para exercício de cargo em comissão ou função de confiança: b) em casos previstos em leis específicas. de servidor oriundo de outro órgão ou entidade da União. de 1993. de 2000. Distrito Federal. fundações. Municípios e respectivas autarquias. Distrito Federal e Municípios. chefia ou assessoramento Art. e 225. 3º: A cessão de servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus ocorrerá nas seguintes hipóteses: a) para exercício de cargo em comissão ou função de confiança: b) em casos previstos em leis específicas. Estados. dão a seguinte definição dos institutos legais: Cessão é o afastamento do servidor para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. fundações. suas autarquias. Estados. bem como aos Estados. Para o melhor entendimento da regulamentação dos institutos da cessão e requisição no âmbito da Justiça Federal. fundações. empresas públicas e sociedades de economia mista Art. 4º da Resolução 085: O servidor da União. o quadro abaixo coteja o teor das três resoluções. Distrito Federal e Municípios somente poderá ser . bem como àquele pertencente às carreiras do Poder Judiciário da União. no Conselho da Justiça Federal e Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus. suas autarquias. Municípios e respectivas autarquias. 3º da Resolução 085. 2º dando nova redação ao art. fundações. relativamente aos pontos em comum e diferentes: Resolução nº 085 Art.11 período avaliativo quando da primeira investidura. Distrito Federal e Municípios somente poderá ser Revogou o § 1º do art. bem como aos Estados. mediante autorização do órgão ou entidade cedente. do Conselho da Justiça Federal. que autorizava a cessão para exercício em outro órgão do Poder Judiciário da União Art. Distrito Federal e Municípios somente poderá Art. empresas públicas e sociedades de economia mista. empresas públicas e sociedades de economia mista Art. Estados. 3 e 2 ou equivalentes. 4º: A requisição pelo CJF e Justiça Federal de 1º e Graus ocorrerá nas seguintes hipóteses: a) o servidor da União. níveis 4. a critério do órgão cedente. c) o servidor em estágio probatório somente poderá ser cedido para ocupar cargo em comissão.

quando cedido para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. 6º: a) O servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. requisitado para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança e nos casos previstos em leis específicas 12 requisitado para o exercício de cargo em comissão ou função comissionada e nos casos previstos em leis específicas Omissa Omissa Revogou o inciso III do art.ser requisitado para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança e nos casos previstos em leis específicas. 5º: O servidor de qualquer dos Poderes da União. autarquias. autarquias. poderá optar pela remuneração do cargo efetivo Art. autarquias. o servidor poderá optar pela remuneração do cargo efetivo. desde que a legislação local autorize Art. Distrito Federal. fundações. poderá optar pela remuneração do cargo efetivo Art. poderá optar pela remuneração do cargo efetivo. b) o servidor de outro órgão da União. desde que a legislação local autorize Art. 7º da Resolução 085. em outro órgão da União. b) Quando a cessão for para os Estados. 5º: O servidor de qualquer dos Poderes da União. fundações. Estados e Municípios. Estados e Municípios. fundações. fundações. o servidor poderá optar pela remuneração do cargo efetivo. b) Quando a cessão for para os Estados. Distrito Federal e Municípios. 7º: O ônus da remuneração é do órgão cedente quando: a) o servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus for cedido para exercício de cargo em comissão em outro órgão da União. autarquias. poderá optar pela remuneração do cargo efetivo. 7º: O ônus da remuneração é do órgão cedente quando: a) o servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus for cedido para exercício de cargo em comissão ou função de confiança ou comissionada. que dispunha que o ônus da remuneração é do órgão cedente quando o servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e Graus for cedido para outro órgão do Poder Judiciário da União b) o servidor de outro órgão da União. empresas públicas e sociedades de economia mista federais. 6º: a) O servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. independentemente do exercício de cargo em comissão ou função de confiança e dos casos previstos em leis específicas Art. Distrito Federal e Municípios. quando nomeado para cargo em comissão no CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. empresas públicas e sociedades de economia mista federais for requisitado para exercício de cargo em comissão ou função de confiança ou comissionada no CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. Distrito Federal. empresas públicas e sociedades de economia mista federais for cedido para exercício de cargo em comissão no CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. b) o servidor de outro órgão do Poder Judiciário da União poderá ser requisitado. quando nomeado para cargo em comissão ou função comissionada no CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. quando cedido para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. Art. empresas públicas e sociedades de economia mista federais. c) o servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º .

quando o servidor optar pela remuneração do cargo efetivo ou emprego. se o órgão de origem pagar a remuneração do cargo efetivo c) nas demais hipóteses. b) Quando o empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista federais for cedido para exercício de cargo em comissão no CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. o ônus da remuneração é do órgão cessionário Art. se o órgão de origem pagar a remuneração do cargo efetivo Abstraindo-se de outros aspectos tratados nas referidas Resoluções. independentemente do exercício de cargo em comissão ou função de confiança e das hipóteses previstas em leis específicas.13 Graus for cedido para outro órgão do Poder Judiciário da União d) nas demais hipóteses. as Resoluções nºs 085/1993. exceto na hipótese das empresas receberem recursos financeiros do Tesouro Nacional para custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. 8º: O órgão cessionário reembolsará o cedente. nas seguintes hipóteses: a) Quando o servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus for cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista federais. Distrito Federal ou Municípios for cedido para o CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. A Resolução nº 165/1996 revogou os dispositivos da Resolução nº 085/1996 que admitiam a cessão e requisição envolvendo outros órgãos do Poder Judiciário da União. c) Quando o servidor de órgão ou entidade dos Estados. Igualmente admitia a requisição pelo CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus de servidor de outro órgão do Poder Judiciário da União. 165/1996 e 225/2000 dispõem que a requisição de servidor público pelo CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus se . nas seguintes hipóteses: a) Quando o servidor do CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus for cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista federais. quando o servidor optar pela remuneração do cargo efetivo ou emprego. para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. independentemente do exercício de cargo em comissão ou função de confiança e das hipóteses previstas em leis específicas. Com relação ao servidor dos Estados. convém observar que a Resolução nº 085/1993 admitia a cessão de servidor do CJF e da Justiça Federal de 1º e 2º Graus para outro órgão do Poder Judiciário da União. b) Quando o empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista federais for requisitado para exercício de cargo em comissão no CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. o ônus da remuneração é do órgão cessionário Art. para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. Distrito Federal ou Municípios for requisitado para o CJF e Justiça Federal de 1º e 2º Graus. 8º: O órgão cessionário Omissa reembolsará o cedente. c) Quando o servidor de órgão ou entidade dos Estados. independentemente do exercício de cargo em comissão ou função de confiança e das hipóteses previstas em leis específicas. Distrito Federal e Municípios.

entre outros aspectos (artigo 70 e seguintes da Constituição Federal de 1988). órgão auxiliar do Congresso Nacional na fiscalização contábil. determinar ao TRF-5ª Região que: 2. 4. 2. encaminhar. faça constar as medidas adotadas pela referida Corte Federal em face das . As decisões abaixo transcritas. art.112. exclusivamente.1995. com fulcro no art. 2.12. ante o que preceitua o art. por absoluta inexistência de fundamentação legal. inciso IV. 48. para conhecimento e adoção de providências na esfera das respectivas competências. referentes aos exercícios de 1995.4.. ou quando houver previsão em lei específica.443/92.) 2. exclusivamente. 21903: “O Tribunal Pleno. como efetuado pelo Ato nº 59/89 TRF-5ª Região. quanto à legalidade. pelo responsável.3. diante das razões expostas pelo Relator. promova a adequação das cessões de pessoal aos estritos termos do art. por ser essa atribuição de competência do Congresso Nacional (C.1. incisos I e II.112/90.. 93. economicidade. orçamentária. 58 da Lei nº 8. 2. IV) Jurisprudência do Tribunal de Contas da União O Tribunal de Contas da União. DOU de 22. vem decidindo que a cessão e requisição do servidor público perante os órgãos do Poder Judiciário da União deverão ocorrer. das quantias pagas após ciência desta Decisão e da sanção prevista no art. regularize a situação dos servidores requisitados. financeira. para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. revelam o entendimento do TCU a respeito da matéria: 1) Decisão nº 641/1995 – Plenário. Relator Ministro Carlos Átila.1995. 3.2. legitimidade. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. b) nos casos previstos em leis específicas. bem como do Relatório e Voto que a fundamentam. cópia desta Decisão. que exercem a função de Representação de Gabinete. p.12. 37.1 supra. interpretando o artigo 93 da Lei nº 8. Sessão de 05. inciso V. da Constituição Federal. em duas hipóteses: a) para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança no órgão que recebe o servidor. às Secretarias de Controle Interno do Conselho da Justiça Federal e do TRF-5ª Região.14 dará.5. devolva aos seus respectivos órgãos ou entidades de origem os servidores requisitados que não exercem qualquer função ou cargo de confiança no órgão. faça cessar todos e quaisquer pagamentos decorrentes da integração dos servidores citados no subitem 8. 2. de 1990. sob pena de obrigação de ressarcimento. inclusive envolvendo órgãos da Justiça Federal.F.. se abstenha de dispor sobre a criação de funções de Representação de Gabinete. inciso X). da Lei nº 8. 74. DECIDE: (. determinar à Secretaria de Controle Interno do TRF-5ª Região que no relatório de auditoria sobre as contas do órgão. da Constituição Federal.

que promova. do Ministério da Justiça.2 – determinar ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF/5ª Região. 8. 43.) ao Depto de Polícia Federal. consoante o disposto no inciso XI do artigo 71 da Constituição Federal. no prazo de quinze (15) dias.4 – determinar o envio de cópia autenticada dos presentes autos ao Dr. e 5. ou seja.” (grifos acrescentados) 2) Decisão nº 116/1999 – 1ª Câmara. uma vez que foram cessadas as razões determinantes de sua requisição. (.2000: . 71 da Constituição Federal. da Lei nº 8.. Sessão de 09.112/90. com fundamento no art.421/96: (. bem como as informações sobre os resultados obtidos com essas medidas.1 e 8. digníssimo Procurador da República.. 8.1 – determinar ao Excelentíssimo Senhor Dirigente da Seção Judiciária da Justiça Federal do Ceará que promova. uma vez que não exercem cargo em comissão ou função de confiança. no prazo de quinze (15) dias... inciso I.2. não mais exerce cargo em comissão ou função de confiança. DECIDE.15 determinações e recomendações contidas nesta deliberação. Estados e Municípios.443/92: 8.) b) das pessoas a seguir relacionadas às Prefeituras Municipais de origem. para exame em conjunto.) 8. 93 da Lei 8.08.” (grifos acrescentados) 3) Acórdão nº 176/2000 – Plenário.1999: “A Primeira Câmara.. juntar o presente processo às contas respectivas.3 – determinar aos órgãos de Controle Interno que façam constar no Relatório de Auditoria das contas da Seção Judiciária da Justiça Federal do Ceará e do Tribunal Regional Federal da 5ª Região informações sobre as determinações elencadas nos itens 8. para análise em conjunto em confronto.. Relator Ministro Benjamim Zymler. diante das razões expostas pelo Relator. nos termos previstos no art.).112/90: (.112/90 c/c art. uma vez que as Funções Comissionadas (FC–1 a FC–5) devem ser obrigatoriamente ocupadas por servidores da União.2000. DOU de 26. 93 da Lei 8. consoante o disposto no inciso IX do art. o retorno do servidor (. o retorno: a) dos servidores a seguir relacionados aos seus órgãos de origem.. nos termos do art. Relator Ministro Humberto Souto..05. 93 da Lei nº 8.05. nos termos previstos no art. 9º da Lei nº 9. 8.08. Sessão de 18. DOU de 22.5 – determinar a juntada dos presentes autos às contas da Seção Judiciária da Justiça Federal do Ceará.1999.

).. 10 da Lei nº 9. da Lei nº 8.. foi confirmada a existência de impropriedades na área de pessoal daquela Corte. 28.. caput. para. 8. no ato de nomeação para funções comissionadas de servidores requisitados de outros órgãos ou entidades a existência de vínculo efetivo com a administração pública. corrigida monetariamente. desobedecendo o comando insculpido no art. a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido.16 “VISTOS.868/94 e 8. . Considerando que. considerá-la parcialmente procedente. (.4. e com fundamento no art. observe. II.. no mérito. incidindo na vedação contida no art. (.4.421/9612. caso não atendida a notificação.3. da Lei nº 8. 8. conhecer da presente denúncia.421/96.4. até a data do efetivo recolhimento.2. na forma da legislação em vigor. autorizar. até o terceiro grau. 8. a regularização da ocupação da Função Comissionada de Coordenadoria de Treinamento e Desenvolvimento (FC – 08). nos termos do art. após a realização de inspeção no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba – TRE/PB. relatados e discutidos estes autos de denúncia de responsabilidade dos Srs. abstenha-se de nomear parentes. § 3º. 12. rigorosamente. reunidos em Sessão Plenária. tendo em vista que sua atual ocupante é parente em terceiro grau de membro dessa Corte Eleitoral. a cobrança judicial da dívida. providencie. desde logo. cônjuge e companheiro de magistrados em atividade no TRE/PB que não possuam cargo efetivo da Carreira Judiciária.. 10 da Lei nº 9.. ainda.. inclusive. (.. ante as razões expostas pelo Relator. determinar ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba que: 8. 5º.) Considerando. remeter cópia das declarações constantes do Volume II deste processo que apresentem indícios de falsidade ao Ministério Público do Estado da Paraíba e ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.) 8. em: 8.1. Considerando que foram designados para o exercício de funções comissionadas no TRE/PB servidores requisitados que não comprovaram ocupar cargo efetivo em seus órgãos/entidades de origem.3.4.868/94. § 3º.1. os pareceres SECEX/PB: ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.5. 213 do Regimento Interno do TCU.443/92. da Lei nº 8.) Considerando que as razões de justificativa apresentadas pelos dirigentes acima indicados não foram suficientes para afastar sua conduta negligente. nos termos do art. 12.868/94 e no art. em conformidade com o disposto no art. da Lei nº 8. formulada ante a existência de irregularidades no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. se ainda não o fez. (.

para o exercício de atribuições de direção.17 8. estadual ou municipal. curso de segundo grau. 80% (oitenta por cento) do total das funções comissionadas para serem exercidas por servidores integrantes das Carreiras Judiciárias da União. 8. No caso da Justiça Federal. Integram ainda os Quadros de Pessoal referidos no art.. juntar o presente feito às contas do TRE/PB relativas ao exercício de 1999. atendidas. com as alterações da Lei nº 10. 8. II – para a Carreira de Técnico Judiciário. do TCU..” (grifos acrescentados) Como se observa. dar ciência da presente Decisão. o TCU determina o retorno do servidor. que cria as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União. de 1996. seja ele federal. é que somente servidor ou empregado público poderá ser requisitado para prestar serviços no órgão público cessionário. e os Cargos em Comissão. formação especializada e experiência profissional. nos órgãos do Poder Judiciário da União.. 1º. ao seu órgão de origem. .1996.868. nos Quadros de Pessoal do Poder Judiciário da União e do Distrito Federal e Territórios.421. Art. e Lei nº 9. no mínimo. curso de primeiro grau. que instituiu as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União. reportados acima.06. de 27. quando for o caso. salvo quando se tratar de cargo em comissão. São requisitos de escolaridade para ingresso nas carreiras judiciárias.12.. da Constituição Federal). devem ser observadas as disposições da Lei nº 8.. Distrito Federal e Territórios – lei geral.421. de livre nomeação e exoneração (artigo 37.8. dispondo que: “Art.475. . escalonados de CJ-1 a CJ-4. 1º as Funções Comissionadas. levantar a chancela de sigiloso dos presentes autos. . deve ser observada a Lei nº 9. O TCU enfatiza igualmente que o exercício pelo servidor requisitado de cargo em comissão ou função de confiança. 6º. II. Ficam criadas as carreiras de Auxiliar Judiciário. Art. 9º. de 24. curso de terceiro grau. ou curso técnico equivalente. correlacionado com as áreas previstas no Anexo I. ao denunciante.6. na forma estabelecida nesta Lei. conforme Acórdão nº 176/2000 – TCU. inclusive licenciatura plena. chefia e assessoramento. Técnico Judiciário e Analista Judiciário.7. bem como do Relatório e Voto que a fundamentam. quando não estiver exercendo cargo em comissão ou função de confiança no órgão cessionário. escalonadas de FC-1 a FC-6. Distrito Federal e Territórios. deve obediência às normas legais específicas4. III – para a Carreira de Analista Judiciário. designando-se para as restantes exclusivamente servidores ocupantes de cargos de provimento 4 Em se tratando da Justiça Eleitoral. de 1994.2002. a serem definidas em regulamento e especificadas nos editais de concurso: I – para a Carreira de Auxiliar Judiciário. § 1º Cada órgão do Poder Judiciário destinará. que cria cargos efetivos e em comissão na Justiça Eleitoral – lei especial. Outro aspecto que ressalta da Decisão nº 116/1999 e Acórdão nº 176/2000.

pois essa não é vantagem do cargo. Relator Ministro LUIZ GALLOTTI. caput. do Distrito Federal e Municípios. salvo a de servidor ocupante de cargo de provimento efetivo das Carreiras Judiciárias. Já o artigo 10 estabelece regra de moralidade (artigo 37. A vedação abrange tanto o servidor do órgão. j. mas não à gratificação pelo regime de dedicação exclusiva. 50% dos cargos em comissão dos órgãos do Poder Judiciário da União serão ocupados por servidores integrantes de suas carreiras. são transcritas decisões do STF e STJ envolvendo vários aspectos da cessão e requisição de servidor público. O § 2º do mesmo artigo prevê que. da Constituição Federal) para o exercício de funções comissionadas por pessoas que possuam determinados graus de parentesco com juízes e membros de Tribunais. em 19. na forma prevista em regulamento. no mínimo.1971) . como o servidor requisitado. Tem direito às vantagens do cargo. companheiro ou parente até o terceiro grau. dos Estados. e sim pagamento por determinada ampliação do serviço. no âmbito de cada órgão do poder Judiciário. Art. caso em que a vedação é restrita à nomeação ou designação para servir junto ao Magistrado determinante da incompatibilidade. neste caso. os critérios de qualificação e experiência previstos em regulamento. observando-se.” (RE nº 71281-SP. tanto do órgão cedente quanto do órgão cessionário em ceder ou receber o servidor. dos respectivos membros ou juízes vinculados. irá ocupar cargo em comissão. com a ressalva da parte final do artigo 10 – servidor das carreiras judiciárias -. como regra geral. requisitado para servir no Tribunal Regional Eleitoral. V) Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça A título de ilustração. serão destinados a servidores integrantes das carreiras judiciárias da União. observados os requisitos de qualificação e de experiência previstos em regulamento. em que se achava antes de ser requisitado. 1ª Turma do STF. de cônjuge. como se vê abaixo: “Funcionário do Poder Executivo Estadual (motorista). 9º. não sendo servidor. tanto que nem todos os servidores a recebem.” O § 1º do artigo 9º dispõe que 80% das funções comissionadas (FC-1 a FC-6) do Poder Judiciário da União serão exercidas por servidores das carreiras judiciárias.18 efetivo que não integrem essas carreiras ou que sejam titulares de empregos públicos. bem como aquele que. Os demais 20%. inclusive.03. ressaltando-se a questão da remuneração e da discricionariedade. por ocupantes de cargos de provimento efetivo ou de empregos públicos da União. para os cargos em comissão e para as funções comissionadas de que trata o art. 10. No âmbito da jurisdição de cada Tribunal ou Juízo é vedada a nomeação ou designação. § 2º Pelo menos 50% (cinqüenta por cento) dos cargos em comissão a que se refere o caput.

DJU de 29.02. Relator Ministro MARCO AURÉLIO. 134 e parágrafo único da CF/88). 5261) “Administrativo. Embora se reconheça a dificuldade dos defensores em promover uma defesa satisfatória a seus assistidos. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa. Recurso em mandado de segurança. de modo algum impossibilita a revogação de cessões de servidores públicos. da lei nº 9. Agravo de Instrumento. 4º. 3. não poderia violentar a Carta política ainda inexistente e que.020/95.2000) “Administrativo. p.” (ROMS nº 1884-RS. insuscetível de ser impugnado via mandado de segurança por sua característica de lei em tese. Sendo a cessão do servidor sempre precária e podendo ser revogada segundo os critérios da conveniência e da oportunidade da Administração. Súmula STF – 266. Revogação da cessão. mesmo em caráter emergencial e provisório. . em 15. anterior à Constituição Federal de 1988. erigida como órgão autônomo da administração da Justiça.19 “Ementa: Questão de ordem. deve o servidor retornar à origem. dispõe sobre a implantação do órgão. ainda mais quando lhe é facultada a requisição irrecusável de servidores da Administração Federal (art.020/95). parágrafo único. Questão de ordem que se resolve pelo indeferimento do pedido. sendo inconcebível que o Estado se exonere dessa obrigação constitucional. Recurso a que se nega provimento. a que está subordinado pela lotação nominal do cargo efetivo. Relator Ministro ASSIS TOLEDO.” (AGQO nº 237400-RS. Ato da autoridade fundado em lei. Servidor público. j. Pedido da Defensoria Pública da União para que seja reconhecida a sua impossibilidade material e conjuntural para atuar perante o STF. 2. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. 5ª Turma do STJ. que. Vencido o prazo da cessão e não renovada esta por recusa expressa da autoridade cedente. já que não lhe assiste o direito de permanecer no órgão requisitante sem a concordância da autoridade competente. 1. em entidade diversa da que se encontra lotado o servidor. não há direito líquido e certo de permanência no órgão para o qual foi cedido.974/88 do Estado do Rio Grande do Sul. O Decreto 32. Servidor público estadual. mormente quando editada a Lei nº 9.03. Inexistência. dos necessitados (art. Fraude à lei. Cessão para desempenho de cargo em confiança. 1ª Turma do STF. Inexiste ilegalidade no ato praticado pela autoridade administrativa com base em decreto governamental. esta não é de todo intransponível a ponto de descaracterizar a finalidade do órgão.1993. por tempo determinado. em todos os graus.

4522) “Administrativo.Servidor público estadual que prestava serviços a empresa pública não tem direito líquido e certo a continuar recebendo os mesmos vencimentos quando do retorno ao cargo efetivo.” (ROMS nº 67-RS.1998.20 4. não pode ter efeito retroativo para alcançar o momento em que os antigos funcionários celetistas foram transpostos para o regime estatutário mediante a transformação de seus cargos em empregos públicos. Servidora pública estadual.03. 5ª Turma do STJ. não cessa o seu vínculo funcional com o Estado. Hipótese em que. p. Contribuinte obrigatório. 6ª Turma do STJ. Retorno do servidor ao órgão de origem. . 2ª Turma do STJ. que excluiu da condição de contribuintes obrigatórios do IPERGS os servidores da Administração direta do Estado.Recurso a que se nega provimento. Relator Ministro FÉLIX FISHER. j. DJU de 19. . DJU de 26. Recolhimento das contribuições previdenciárias.Não constitui ilegalidade ou abuso de poder o ato que determina o retorno do servidor ao seu órgão de origem. Padrão . .10.Encontrando-se o funcionário público estadual à disposição de órgão da Administração Federal para exercer função de confiança e assessoramento. . permanecendo este obrigado ao recolhimento das contribuições previdenciárias à entidade previdenciária estadual.12.Inocorrência de violação à determinação constitucional de irredutibilidade de vencimentos. Segurança concedida.1997. Retorno ao órgão de origem na Administração direta. Direito à aposentadoria.776/96. na administração direta.” (ROMS nº 9608-GO. .” (ROMS nº 5830-DF. foi verificada nulidade na contratação pela empresa pública.1993. Direito intertemporal.Recurso ordinário provido. em 14.” (ROMS nº 9933-RS. 5ª Turma do STJ. Relator Ministro VICENTE LEAL. Serviço prestado a empresa pública. 20647) “Constitucional e administrativo.2000) “RMS. DJU de 22. . Servidor público estadual.776/96.Recurso a que se nega provimento. Recurso ordinário a que se nega provimento. p. Lei nº 10.A Lei Complementar nº 10. inserido que está nos atos discricionários da Administração. Redução de vencimentos. Retorno ao cargo efetivo. Relator Ministro PEÇANHA MARTINS. após o término do prazo de permanência no órgão cedido. Legalidade. p. Relator Ministro CID FLAQUER SCARTEZZINI. Estado. Constitucional. Servidora pública estadual colocada à disposição do governo federal. . 133) “Constitucional e administrativo. do Estado do Rio Grande do Sul. .05. Encargo. além disso.

04.112 refere-se expressamente a duas hipóteses em que o órgão de origem poderá fazer a cessão: a) para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. Na primeira hipótese (a). Com o devido respeito à regulamentação do CJF e decisões do TCU.21 anterior de vencimentos. da Lei nº 9. p. o artigo 93 da Lei nº 8. a requisição de servidor público dos Estados. 2) a única referência – não explícita. por impor sua submissão às normas do regime estatutário. de 1990. 154) VI) A requisição de servidor dos Estados. 2º. conforme o posicionamento jurisprudencial visto no Capítulo V. DJU de 05. Distrito Federal e Municípios. Na segunda hipótese (b). dos Estados. objeto das Resoluções nºs 085/1993. a cessão. Distrito Federal e Municípios para prestar serviços em órgãos da Justiça Federal não se sujeita.020. 6ª Turma do STJ. conforme dispuser a lei. às duas hipóteses previstas nos incisos I (exercício de cargo em comissão ou função de confiança) e II (leis específicas) do artigo 93 da Lei nº 8. Estados. tanto quanto sua permanência no órgão cessionário.1999. vale dizer5 . uma vez que a disciplina da cessão de servidor da União a outros órgãos e entidades da própria União. Isto porque: 1) o artigo 93 da Lei nº 8. Inexistência de ofensa ao direito adquirido. bem como as decisões do Tribunal de Contas da União. Recurso ordinário desprovido. É o caso.112. não veda tácita ou expressamente a requisição de servidor público de outros entes da Federação fora das hipóteses dos seus incisos I e II. . quando requisitado pela União. Distrito Federal e Municípios A regulamentação do artigo 93 da Lei nº 8. não havendo margem. para a discricionariedade do órgão de origem em autorizar. estabelecendo que a requisição de servidor público da Administração Direta é irrecusável. da Defensoria Pública da União. independentemente do exercício de cargo em comissão ou função de confiança. Distrito Federal e Municípios. 3º e 4º. Relator Ministro VICENTE LEAL.112. O retorno de servidor público ao órgão de origem na administração direta não lhe assegura o direito de conservar o padrão de vencimentos relativo ao período em que se encontrava vinculado a órgão da administração indireta. Segurança denegada. b) nos casos previstos em leis específicas. somente: a) para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. de 1995. Distrito Federal e Municípios. Distrito Federal e Municípios requisitado pela União 5 A interpretação do § 5º do artigo 93 leva à conclusão de que se trata de servidor dos Estados. a lei específica determinará a requisição. em caráter emergencial e provisório. antes referido. que dispõe sobre a implantação. ou b) nos casos previstos em leis específicas. a oportunidade e conveniência delimitarão a cessão pelo órgão de origem. admitem a requisição pela Justiça Federal de servidor público de outros órgãos e entidades dos Poderes da União. exclusivamente. de 1990. anteriormente reportadas. do Conselho da Justiça Federal.” (ROMS nº 9567-GO. está contemplada no caput e §§ 1º. Redução. ou não. de 1990. 165/1996 e 225/2000.112. No que concerne à requisição de servidor público federal por outro órgão ou entidade de qualquer dos Poderes da União.ao servidor público dos Estados.

82. a propósito. provavelmente.112. conforme dispuser o regulamento. 1996. de suas autarquias e fundações. de 1998). acrescentado pela Lei nº 9. Não vai além disso. sob a coordenação de Carlos Pinto Coelho Motta. Ivan Barbosa. 1999. de 1990. São Paulo: Malheiros Editores.112. ou nas hipóteses previstas em leis específicas. Hely Lopes. no caso. p. segundo a qual o servidor público dos Estados. qualificação insuficiente de seus servidores para determinada função. pp. visando ao “bem comum da coletividade administrada”8 (artigos 1º. de 1990. no exercício de sua autonomia político-administrativa assegurada pela Constituição Federal de 1988. por motivos os mais diversos – quantitativo limitado de pessoal próprio. houve no passado. dispondo que: “§ 5º Aplicam-se à União. que a EC nº 19. ou quando o ônus da remuneração do servidor requisitado é previsto em leis específicas. pp.421. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. salvo quanto aos requisitos de qualificação e experiência para o exercício de funções comissionadas. Distrito Federal e Municípios somente poderá ser requisitado pelos órgãos e entidades da União para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. autorizando a gestão associada de serviços públicos. A interpretação do artigo 93 da Lei nº 8. bem como a transferência total ou parcial de encargos. 1992. Belo Horizonte. Editora Del Rey. há no presente e. de 1990. estabelece que a União. estabelecer restrições à requisição de servidor público dos Estados. estes dois últimos com a nova redação dada pela Emenda nº 19. o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados.112. o regramento da cessão deste servidor cabe aos entes federados. São Paulo: Editora Saraiva. É que. analisado em Curso Prático de Direito Administrativo. 7 Veja-se. de 1996. Distrito Federal e Municípios. não teria pertinência a lei que trata do Regime Jurídico do Servidor Público Civil da União. portanto. entre outros -.22 consta do § 5º do artigo 93 da Lei nº 8. inclusive do seu artigo 936. dando nova redação ao artigo 241. 3) apesar das impropriedades técnicas da Lei nº 8. 172/174.” A interpretação sistemática e teleológica do dispositivo limita-se ao ônus da remuneração (a quem caberá a responsabilidade pelo pagamento) do servidor quando é requisitado para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. conduz à preterição dos princípios da colaboração 7entre os entes da Federação e da eficiência que norteiam a Administração Pública. serviços. haverá no futuro situações em que órgãos e entidades da União. 6 RIGOLIN.. de 1997. 21ª ed. em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado. 18. Com efeito. Direito Administrativo Brasileiro. exceto quando se tratar de empresas públicas ou sociedades de economia mista que recebam recursos financeiros do Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. Comentários ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União. os Estados. 8 MEIRELLES.527. como o faz a União quando disciplina a cessão de seu servidor. necessitarão da colaboração de servidores de outros entes da Federação para desincumbir-se de suas atribuições. . 37 e 39 da Constituição Federal. como o faz o § 1º do artigo 9º da Lei nº 9. as regras previstas nos §§ 1º e 2º deste artigo. 182/183.

1996. dispondo sobre a forma de remuneração do servidor requisitado para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. 4) o princípio da legalidade do Direito Administrativo. ou nos casos previstos em leis específicas. Excerto da ementa do acórdão proferido no Recurso em Habeas Corpus nº 4. p. sob pena de subverter a ordem jurídico-constitucional atribuindo prevalência a este ou aquele preceito da Carta Magna em detrimento de outros. Distrito Federal e Municípios a órgãos e entidades da União. ensejando o entendimento do CJF e TCU. interpreta-se a lei conforme a Constituição e não o contrário10.23 Por outro lado. servidor da Justiça Estadual prestando serviços à Justiça Federal.307-5-SP. 10 “. Ainda mais quando a profissionalização no serviço público a cargo da União apresenta-se mais consistente e estruturada em relação a outros entes federados. O contrário é que se faz.. não apenas para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. a cessão de servidor dos Estados. in Revista do Superior Tribunal de Justiça. com observância do regramento legal do ente federado ao qual está vinculado. na forma de cessão do servidor dos Estados. permite que o servidor cedido adquira conhecimentos e aperfeiçoe-se em área distinta. 11 Como visto no Capítulo II. equivalente ou correlata a de sua lotação de origem. como se fosse possível hierarquizar as normas constitucionais em critérios de relevância. E.112. servidor de Secretaria Municipal de Saúde prestando serviços ao Ministério da Saúde). segundo o qual apenas nestas duas hipóteses poderá haver requisição. Distrito e Municípios. vem.”. A conclusão é a seguinte: o servidor dos Estados. que. Distrito Federal e Municípios poderá. ao que parece. é bastante positivo o intercâmbio. que vincula a Administração Pública à prática de atos somente quando expressamente autorizados em lei 9. Deste modo. 390.. Relator Ministro Adhemar Maciel. alçado ao caput do artigo 37 da Constituição Federal. nº 81. bem como nas hipóteses previstas em leis específicas 11. proporcionando benefícios ao órgão cedente quando do retorno do agente público no tocante à profissionalização do seu quadro de pessoal (os exemplos são muitos: servidor do Fisco Estadual prestando serviços à Receita Federal. ademais. segundo a conveniência e oportunidade dos órgãos cedente e requisitante.não se pode interpretar a Constituição conforme a lei ordinária (gesetzeskonformen Verfasungsinterpretation). 9 É a hipótese do § 5º do artigo 93 da Lei nº 8. inexiste lei específica tratando da cessão e requisição de servidor público no âmbito da Justiça Federal. independentemente do exercício de cargo em comissão ou função de confiança. ou conforme a previsão em leis específicas. não tem o condão de afastar ou sobrepujar os princípios constitucionais da cooperação e eficiência. ser cedido à Justiça Federal. Brasília. . conforme a regra clássica da hermenêutica. maio. eficácia e aplicabilidade.

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