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Calculo2 A

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APOSTILA

Cálculo Diferencial e Integral II

Universidade Tecnológica Federal do Paraná



- UTFPR -







Professores: Lauro César Galvão
Luiz Fernando Nunes
Cálculo II – (Lauro / Nunes) ii
Índice
1 Integrais Impróprias ............................................................................ 1-1
1.1 Limites infinitos de integração ............................................................ 1-3
1.1.1 Testes de Comparação .......................................................................... 1-6
1.2 Integrandos com descontinuidades infinitas ......................................... 1-8
1.3 Algumas aplicações das integrais impróprias ..................................... 1-14
1.3.1 Cálculo do comprimento de uma circunferência ................................. 1-14
1.3.2 Aplicações em estatística .................................................................... 1-15
1.3.3 Aplicações em transformadas integrais ............................................... 1-15
1.3.4 Função Gama e Função Fatorial ......................................................... 1-16
1.3.5 Integrais Impróprias no Campo da Economia ..................................... 1-16
1.4 Resolvendo integrais impróprias com o uso do software MAPLE ...... 1-17
1.5 Exercícios Propostos ......................................................................... 1-17
2 Sistema de Coordenadas Polares e Integrais ........................................ 2-1
2.1 Como as abelhas se comunicam? ......................................................... 2-1
2.2 Coordenadas Polares ........................................................................... 2-3
2.2.1 Relações entre Coordenadas Cartesianas e Polares ............................... 2-4
2.2.2 Caso Geral da Espiral de Arquimedes................................................... 2-5
2.2.3 Constante ............................................................................................. 2-5
2.2.4 Caso Geral da Cardióide ....................................................................... 2-6
2.2.5 Caso Geral do Caracol .......................................................................... 2-6
2.2.6 Caso Geral da Rosácea ......................................................................... 2-7
2.3 Gráficos diversos em coordenadas polares ........................................... 2-9
2.3.1 Equação do pólo (origem) .................................................................... 2-9
2.3.2 Equação que passa pela origem ............................................................ 2-9
2.3.3 Retas paralelas e perpendiculares ao eixo polar .................................. 2-10
2.3.4 Algumas circunferências .................................................................... 2-10
2.3.5 Limaçons ........................................................................................... 2-11
2.3.6 Cardióides .......................................................................................... 2-12
2.3.7 Lemniscata de Bernoulli ..................................................................... 2-12
2.3.8 Espiral de Arquimedes ....................................................................... 2-12
2.3.9 Rosáceas ............................................................................................ 2-13
2.4 Áreas em Coordenadas Polares .......................................................... 2-14
2.4.1 Área de um Setor Circular .................................................................. 2-14
2.4.2 Áreas em Coordenadas Polares (dedução) .......................................... 2-14
2.5 Volume de Sólido Obtido pela Rotação de um Conjunto ................... 2-20
2.5.1 Volume em Coordenadas Polares ....................................................... 2-20
2.5.2 Fórmula do Volume Simplificada ....................................................... 2-22
2.6 Diferencial do Comprimento de Arco ................................................ 2-22
2.6.1 Comprimento de Arco ........................................................................ 2-23
2.7 Área da Superfície de Sólidos de Revolução ...................................... 2-24
2.7.1 Dedução da Fórmula Cartesiana ......................................................... 2-24
2.7.2 Área da Superfície de Sólidos de Revolução na Forma Polar .............. 2-26
2.8 Exercícios ......................................................................................... 2-28
3 Integrais Eulerianas ............................................................................. 3-1
3.1 Leonhard Euler.................................................................................... 3-1
3.2 Função Gama () ................................................................................ 3-2
3.2.1 Fórmula de Recorrência ....................................................................... 3-2
3.2.2 Função Gama para 1 0 < < n ............................................................... 3-3
3.2.3 Função Gama para 0 < n ..................................................................... 3-3
3.2.4 Gráfico da Função Gama ...................................................................... 3-4
Cálculo II – (Lauro / Nunes) iii
3.3 Função Beta ()................................................................................... 3-5
3.3.1 Definições Decorrentes ........................................................................ 3-6
3.4 Exercícios ........................................................................................... 3-7
4 Tópicos de Topologia dos Espaços Reais n-Dimensionais ................... 4-1
4.1 O Espaço Vetorial 9
n
......................................................................... 4-1
4.2 Produto Interno em 9
n
........................................................................ 4-2
4.3 Norma de x e9
n
ou Comprimento do Vetor x e9
n
........................... 4-2
4.3.1 Propriedades da Norma Euclideana ( ) x x x , | | = ........................... 4-2
4.4 Distância em 9
n
................................................................................. 4-3
4.4.1 Propriedades das Distâncias em 9
n
...................................................... 4-3
4.5 Bolas e Conjuntos Limitados ............................................................... 4-4
4.5.1 Definição: Segmento de Reta ............................................................... 4-5
4.5.2 Definição: Conjunto Convexo .............................................................. 4-5
4.5.3 Definição: Ponto de Acumulação ......................................................... 4-5
4.5.4 Definição: Conjunto Limitado .............................................................. 4-5
4.5.5 Definição: Ponto Interior ...................................................................... 4-5
4.5.6 Definição: Ponto Exterior ..................................................................... 4-5
4.5.7 Definição: Ponto Fronteira ................................................................... 4-5
4.5.8 Definição: Conjunto Aberto ................................................................. 4-6
4.5.9 Definição: Conjunto Fechado ............................................................... 4-6
4.5.10 Definição: Conjunto Conexo ................................................................ 4-6
4.5.11 Definição: Região Aberta ..................................................................... 4-7
4.5.12 Definição: Região Fechada ................................................................... 4-7
4.6 Exercícios ........................................................................................... 4-8
5 Funções em Espaços n-Dimensionais .................................................. 5-1
5.1 Introdução ........................................................................................... 5-1
5.2 Limites e Continuidade de Funções de n-Variáveis Reais .................... 5-7
5.2.1 Limites de Funções em 9
n
................................................................... 5-7
5.2.2 Continuidade de Funções em 9
n
.......................................................... 5-9
6 Derivadas ............................................................................................ 6-1
6.1 Derivadas Parciais ............................................................................... 6-1
6.1.1 Incremento parcial e incremento total ................................................... 6-1
6.1.2 Regras de derivação ............................................................................. 6-4
6.1.3 Derivadas Parciais Sucessivas .............................................................. 6-8
6.1.4 Interpretação Geométrica das Derivadas Parciais ................................ 6-10
6.1.5 Equações das Retas Tangentes ........................................................... 6-11
6.1.6 Diferenciabilidade .............................................................................. 6-14
6.2 Gradiente .......................................................................................... 6-20
6.3 Diferenciais ....................................................................................... 6-22
6.3.1 Generalizando as diferenciais ............................................................. 6-23
6.4 Derivadas de Funções Compostas...................................................... 6-26
6.4.1 Regra da Cadeia para Funções de Duas Variáveis Intermediárias ....... 6-26
6.4.2 Regra da Cadeia para Funções de Três Variáveis Intermediárias......... 6-27
6.4.3 Regra da Cadeia para Duas Variáveis Independentes e Três Variáveis
Intermediárias ................................................................................... 6-28
6.4.4 Regra da Cadeia Generalizada ............................................................ 6-29
6.4.5 Derivadas de Funções Implícitas ........................................................ 6-31
6.5 Máximos e Mínimos de Funções de Várias Variáveis ........................ 6-34
6.5.1 Teorema de Weierstrass ..................................................................... 6-37
6.5.2 Aplicações: Exercícios ....................................................................... 6-38
7 Integrais Duplas e Triplas .................................................................... 7-1
Cálculo II – (Lauro / Nunes) iv
7.1 Introdução ........................................................................................... 7-1
7.2 Integrais Duplas .................................................................................. 7-3
7.2.1 Interpretação Geométrica ..................................................................... 7-4
7.2.2 Área da Região D ................................................................................. 7-4
7.2.3 Propriedades das Integrais Duplas ........................................................ 7-4
7.3 Cálculo de Integrais Duplas ................................................................. 7-5
7.3.1 Teorema para o Cálculo de Integrais Duplas ......................................... 7-5
7.3.2 Definição: Integrais Iteradas ................................................................. 7-6
7.4 Mudança de Variáveis em Integrais Duplas ......................................... 7-9
7.5 Coordenadas Polares ......................................................................... 7-10
7.5.1 Obtenção da fórmula .......................................................................... 7-10
7.5.2 Área AA’ do retângulo em D’ ............................................................. 7-10
7.5.3 Área AA do retângulo polar em D ...................................................... 7-11
7.5.4 Integral dupla em D’ .......................................................................... 7-11
7.6 Cálculo de Volumes (Aplicações)...................................................... 7-13
7.7 Cálculo de Áreas de Regiões Planas .................................................. 7-15
7.8 Integrais Triplas ................................................................................ 7-16
7.9 Cálculo de Integrais Triplas ............................................................... 7-17
7.10 Mudança de Variáveis em Integrais Triplas ....................................... 7-19
7.11 Integrais Triplas em Coordenadas Cilíndricas .................................... 7-20
7.12 Integrais Triplas em Coordenadas Esféricas ...................................... 7-21
7.13 Aplicações Físicas da Integral Dupla ................................................. 7-23
7.14 Aplicações Físicas da Integral Tripla ................................................. 7-25
7.15 Exercícios ......................................................................................... 7-28
8 Formulário e Referências .................................................................... 8-1
8.1 Formulário de Derivadas e Integrais .................................................... 8-1
8.2 Referências Bibliográficas ................................................................... 8-2


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-1
1 Integrais Impróprias
Na definição das integrais definidas
í
b
a
dx x f ) ( , foi assumido que o intervalo de
integração de a até b era finito. Além disso, era necessário que a imagem do integrando fosse
finita neste domínio. Em outras palavras, a função f era definida em todos os pontos do
intervalo limitado | | b a, e f não tinha descontinuidades infinitas neste intervalo.
Agora estenderemos o conceito de integral definida para os casos onde o intervalo de
integração é infinito e também para os casos onde a função f tem descontinuidades infinitas
em | | b a, .
Primeiramente, para motivar uma definição razoável para integrais com limites
infinitos de integração, considere o problema de calcular a área da superfície situada abaixo
da curva que representa o gráfico da função de regra
2
1
x
y = , acima do eixo das abscissas e à
direita da reta x = 1 (perceba que esta região se estende infinitamente à medida que os valores
de x crescem). Normalmente a intuição nos leva a imaginar erroneamente que a referida área
é infinita, pois estamos acostumados a raciocinar sobre dimensões finitas. Desta forma, vamos
num primeiro momento, calcular a área hachurada na primeira das figuras abaixo, isto é, a
área dada pela integral
í
2
1
2
x
dx
=
2
1
1
1
2
1 1
2
1
=

|
.
|

\
|
÷ ÷ ÷ =

÷
x
.

Analogamente, se quisermos calcular a área até a reta 3 = x , obtemos
í
3
1
2
x
dx
=
3
2
1
1
3
1 1
3
1
=

|
.
|

\
|
÷ ÷ ÷ =

÷
x
.
Da mesma forma, se a região cuja área que está sendo calculada estiver limitada à
esquerda pela reta 1 = x e à direita pela reta 4 = x , podemos obter:
í
4
1
2
x
dx
=
4
3
1
1
4
1 1
4
1
=

|
.
|

\
|
÷ ÷ ÷ =

÷
x
.
Prosseguindo desta forma, percebemos que se limitarmos a referida área pela reta
t x = , e aumentarmos cada vez mais o valor de t, isto é, fazendo · ÷ t , a área da região em
questão se aproxima cada vez mais de 1. No entanto, dependendo da função que limita
superiormente a área que estamos calculando o resultado poderá ser diferente. Por exemplo,
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-2
se neste mesmo caso substituirmos a função de regra
2
1
x
y = pela regra
x
y
1
= , a referida área
seria infinita.

Usando esta discussão como guia, será possível definirmos precisamente o significado
de integral imprópria onde o limite de integração é infinito.
Mas antes disto, vamos apresentar uma outra questão para motivar ainda mais os
estudos das integrais impróprias:

Pergunta: É possível de se pintar um muro de área infinita com o conteúdo de uma
lata de tinta de volume finito?

Antes de responder a esta pergunta, considere o seguinte problema: Calcular a área da
superfície situada abaixo da curva que representa o gráfico da função de regra ( )
x
x f y
1
= = ,
acima do eixo das abscissas e à direita da reta x = 1, isto é, calcule a área da região hachurada
da figura que segue (perceba que esta região se estende infinitamente à medida que os valores
de x crescem).


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-3
Será mostrado, neste capítulo, que a referida área será dada por uma integral chamada
de integral imprópria e será representada por
í
· +
1
x
dx
= · + . Assim, a referida área é infinita.
Agora imagine que a região hachurada do problema anterior gira em torno do eixo das
abscissas. Neste caso, será gerado o sólido de revolução apresentado na figura seguinte. Este
sólido recebe o nome de “Corneta de Gabriel”. Qual seria então o volume deste sólido?

Depois de apresentadas as definições de integrais impróprias, será visto que o volume
deste sólido pode ser dado também por uma integral imprópria representada por
  = ·
í
· +
1
2
x
dx
. Isto significa que o volume solicitado é igual a  unidades de volume.
Desta forma, o volume de um sólido de revolução, gerado por uma superfície de área
infinita pode ter um volume finito.
Retornando para a questão inicial, foi sugerido que se alguém pudesse saturar o
interior deste sólido com tinta e permitir que esta fosse filtrada para a superfície, então
poderia pintar uma superfície infinita com uma quantidade de tinta finita! O que você acha?
1.1 Limites infinitos de integração
Seja f uma função definida e contínua para todo x tal que a s x s b. Então

í
· +
a
dx x f ) ( =
í
+· ÷
b
a
b
dx x f ) ( lim (01)
Se este limite existe (como um número real).
Pode-se dizer ainda que, caso exista o limite, a integral imprópria converge e, caso
não exista, a integral imprópria diverge.
y
x b
í
+
b
x
dx
0
2
1

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-4
y
x
í
·
+
0
2
1 x
dx

De forma análoga são definidas as outras integrais impróprias com limites infinitos:

í
· ÷
b
dx x f ) ( =
í
÷· ÷
b
a
a
dx x f ) ( lim (02)
Se este limite existe (como um número real).
Novamente, dizemos que, caso exista este limite, a integral imprópria converge e,
caso não exista, a integral imprópria diverge.
Finalmente, se os dois limites de integração são infinitos temos:

í
· +
· ÷
dx x f ) ( =
í
· ÷
c
dx x f ) ( +
í
· +
c
dx x f ) ( =
í
÷· ÷
c
a
a
dx x f ) ( lim +
í
+· ÷
b
c
b
dx x f ) ( lim (03)
Se estes limites existirem (como números reais).
Neste caso, dizemos que integral imprópria converge se ambos os limites existirem e
que, a integral imprópria diverge, se qualquer um dos limites não existir.
Em todos estes casos, quando dizemos que um limite existe, estamos assumindo que o
mesmo tem como resultado um número real.
Exemplos
1. Calcular
í
· +
+
0
2
1 x
dx
.

Resolução:



Resposta:
2
t

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-5
2. Calcular
í
· +
· ÷
+
2
1 x
dx
.

Resolução:












Resposta: t
3. Calcule a integral e o limite dos itens seguintes:
a)
í
· +
· ÷
dx x e b)
í
÷
+· ÷
r
r
r
dx x lim
a)
Resolução:












Resposta: diverge


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-6
b)
Resolução:



Resposta: 0
Desta forma, este exemplo ilustra o porquê de não podemos utilizar o limite em (b) para
definir a integral imprópria em (a).
4. Discutir os valores de o para os quais a integral
í
· +
1

x
dx
converge ou diverge.
Resolução:













Resposta: DIVERGE
5. Verifique os resultados das seguintes integrais do exemplo citado no começo deste
capítulo, onde se propõe que um muro de área infinita seja pintado com o conteúdo de
uma lata de tinta de volume finito, isto é:
í
· +
1
x
dx
= · + e que   = ·
í
· +
1
2
x
dx
.
Resolução:









Resposta: +· e t, respectivamente.
1.1.1 Testes de Comparação
Muitas vezes não podemos resolver uma integral imprópria diretamente, então
tentamos primeiramente determinar se ela é convergente ou divergente. Caso ela seja
convergente, podemos utilizar métodos numéricos para resolvê-la de forma aproximada. Para
auxiliar nesta tarefa de decidir se a integral converge ou diverge alguns teoremas podem ser
utilizados:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-7
Teorema
Se, ¬ x >a , 0s ) (x f s ) (x g e se
í
· +
a
dx x g ) ( converge, então
í
· +
a
dx x f ) ( também
converge e
í
· +
a
dx x f ) ( s
í
· +
a
dx x g ) ( .
A prova deste teorema está sendo omitida, no entanto, a figura que segue o faz parecer
plausível.

Exemplo
6. Estudar a convergência da integral
í
· +
+
1
2
1 ) (
x
e x
dx
.
Resolução:








Resposta: CONVERGE
Teorema
Se, ¬ x >a , 0s ) (x m s ) (x f e se
í
· +
a
dx x) (  diverge, então
í
· +
a
dx x f ) ( também
diverge.
Exemplo
7. Estudar a convergência da integral
í
· +
+
1 3
1
dx
x
x ) (
.
Resolução:




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-8






Resposta: DIVERGE
Teorema
Se
í
· +
a
dx x f ) ( converge, então
í
· +
a
dx x f ) ( também CONVERGE.
Observação
Diz-se que a última integral é absolutamente convergente.
Exemplo
8. Estudar a convergência da integral
í
· +
1
3
sin
dx
x
x
.
Resolução:













Resposta: CONVERGE
1.2 Integrandos com descontinuidades infinitas
Definição
Se a função f é contínua no intervalo ] , ] b a , então

í
b
a
dx x f ) ( =
í
c +
÷ c
+
b
a
dx x f ) ( lim
0
(04)
se este limite existir (como um número real).
Definição
Se a função f é contínua no intervalo [ , [ b a , então

í
b
a
dx x f ) ( =
í
c ÷
÷ c
+
b
a
dx x f ) ( lim
0
(05)
se este limite existir (como um número real).
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-9
Definição
Se a função f é contínua no intervalo ] , [ b a exceto em c tal que b c a < < , então

í
b
a
dx x f ) ( =
í
c ÷
÷ c
+
c
a
dx x f ) ( lim
0
+
í
o +
÷ o
+
b
c
dx x f ) ( lim
0
(06)
se os limites existirem (como números reais).
Exemplos
9. Calcular
í
2
0
3
x
dx
.

Resolução:




Resposta: DIVERGE
10.
í
÷
1
0 2
1 x
xdx
.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-10
Resolução:










Resposta: 1
11. Calcular
í
÷
2
0
2
1) (x
dx
.

Resolução:














Resposta: DIVERGE

ATENÇÃO: Muitas vezes pode parecer “tentador” aplicar o Teorema Fundamental do
Cálculo diretamente a uma integral imprópria, sem utilizar os limites apropriados. Para
ilustrar o que pode acontecer, vamos ignorar que a integral deste exemplo é imprópria:

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-11
í
÷
2
0
2
1) (x
dx
= 2 1 1
1
1
2
0
÷ = ÷ ÷ =

÷
÷ ) (
x
o que é errado, pois como o integrando nunca é
negativo, o valor desta integral também não poderia ser.
Outros Exemplos de Integrais Impróprias
Calcular as seguintes integrais impróprias:
12.
í
· +
÷
0
dx e
x
.
Resolução:





Resposta: 1
13.
í
· +
+
0
2 2
x a
dx
.
Resolução:










Resposta:
a 2
t

14.
í
· +
0
sin xdx x .
Resolução:













Resposta: DIVERGE
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-12
15.
í
· +
1
x
dx
.
Resolução:



Resposta: DIVERGE
16.
í
· +
· ÷
+ + 2 2
2
x x
dx
.
Resolução:













Resposta: t
17.
í
1
0 3
x
dx
.
Resolução:



Resposta:
2
3

18.
í
÷
1
1
4
x
dx
.
Resolução:










Resposta: DIVERGE
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-13
19. ( )
í
· +
÷
0
sin dx bx e
ax
.
Resolução:

















































Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-14

























Resposta:
2 2
b a
b
+

1.3 Algumas aplicações das integrais impróprias
1.3.1 Cálculo do comprimento de uma circunferência
Deduzir a fórmula r C · · =  2 para o cálculo do comprimento da circunferência de um
círculo de raio r.
Para simplificar os cálculos vamos admitir que o círculo tem o centro na origem e raio
r, assim, sua equação será
2 2 2
r y x = + . Iremos considerar o comprimento do arco que está no
primeiro quadrante e depois multiplicar o resultado por 4, obtendo o comprimento total da
circunferência.
Como o semicírculo superior é dado por
2 2
x r y ÷ = , temos que o comprimento de
curva procurado será dado por:

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-15
dx
dx
dy
C
r
í
|
.
|

\
|
+ · =
0
2
1 4 = dx
x r
x
r
í
|
|
.
|

\
|
÷
÷ + ·
0
2
2 2
1 4 =
í
÷
· ·
r
x r
dx
r
0 2 2
4
Esta última integral é imprópria, pois existe uma descontinuidade infinita em x = r,
assim:
í
÷
· · =
÷
÷
b
r b
x r
dx
r C
0 2 2
lim 4 =
b
r b r
x
r
0
arcsin lim 4

|
.
|

\
|
· ·
÷
÷
= ( )

÷ |
.
|

\
|
· ·
÷
÷
0 arcsin arcsin lim 4
r
b
r
r b

C = ( ) ( ) | | 0 arcsin 1 arcsin lim 4 ÷ · ·
÷
÷r b
r = r r · · = |
.
|

\
|
÷ · · 

2 0
2
4 .
1.3.2 Aplicações em estatística
As integrais impróprias são amplamente utilizadas na teoria das probabilidades.
Por exemplo, a função cuja regra é
2
2
1
2
1
|
.
|

\
| ÷
÷
=


 
x
e x f ) ( é chamada de função da
densidade de probabilidade normal, com média  e desvio padrão  . O número  indica
onde a distribuição de probabilidades está centralizada, enquanto que o parâmetro  indica a
dispersão em torno da média.

Esta função possui, entre outras, as seguintes características:
a) a distribuição é simétrica em relação a x =  , pois f é uma função par;
b) a função f tem um ponto de máximo para x =  ;
c) a função f é duplamente assintótica ao eixo das abscissas, ou seja, 0 ) ( lim =
÷· ÷
x f
x
e
0 ) ( lim =
+· ÷
x f
x
;
d) a função admite dois pontos de inflexão para   ± = x .
e) A área sob a curva normal entre dois pontos é a probabilidade de uma variável
normalmente distribuída tomar um valor entre estes pontos.
Da teoria das probabilidades é mostrado que
í
· +
· ÷
= . ) ( 1 dx x f
1.3.3 Aplicações em transformadas integrais
Sejam ( ) t f e ( ) t p g , , funções de variáveis t e p, a integral imprópria
( ) ( ) ) ( , p F dt t p g t f = ·
í
· +
0
produz uma nova função da variável p, indicada por ( ) p F e
chamada de Transformada Integral de ( ) t f .
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-16
Há vários tipos de transformadas integrais, por exemplo as Transformadas de Laplace
e as Transformadas de Fourier, que são muito utilizadas para encontrar soluções de equações
diferenciais.
A função ( ) t p g , é chamada de núcleo da transformação. Por exemplo: Se
( )
pt
e t p g
÷
= , , então a transformada de ( ) t f é chamada de Transformada de Laplace. Se
( )
iwt
e t w g
±
= , , a transformada de ( ) t f é chamada de Transformada de Fourier de ( ) t f .
A transformada de Laplace transforma uma equação diferencial em uma equação
algébrica, facilitando a sua resolução.
Estudos mais aprofundados das transformadas integrais, bem como das equações
diferenciais serão efetuados em outras disciplinas mais específicas.
1.3.4 Função Gama e Função Fatorial
Definida pelo matemático Leonard Euler, a função Gama é definida através da
seguinte integral imprópria:
I( n ) =
í
·
÷ ÷
0
1
dx e x
x n

I é uma função convergente quando n >0. Por exemplo: Para n =1:
I(1) =
í
·
÷ ÷
0
1 1
dx e x
x
=
í
·
÷
0
dx e
x
=
í
÷
· ÷
b
x
b
dx e
0
lim =
b
x
b
e
0
1
lim

÷
· ÷
= |
.
|

\
|
÷
· ÷
b
b
e
1
1 lim = 1.
Este assunto será estudado de forma mais detalhada em um capítulo posterior, onde
será mostrado, entre outras coisas, que I |
.
|

\
|
2
1
= t e apresentada uma fórmula conhecida por
“Fórmula de Recorrência”, que é:
I( n +1) =n I( n ) =n ! ( n =1, 2, 3, .).
Desta forma, a função gama generaliza a função fatorial, sendo possível estender as
definições destes para todo número real pertencente ao conjunto 9 ÷ {0, ÷1, ÷2, .}.
Além de aplicações na estatística, a função Gama também possibilita o cálculo de
diversas integrais que seriam complicadas de serem resolvidas por métodos convencionais,
como por exemplo:
í
·
÷
0
2
dx e
x

2
t
,
¬
í
·
÷ ÷
0
1
dx e x
x n
= I( n ) u =
2
x ¬du =2 x dx ¬dx =
1
2
1
÷
x du
x =
2
1
u ¬dx =
2
1
2
1
÷
u du .
í
·
÷
0
2
dx e
x
=
í
·
÷
÷
·
0
2
1 2
1
du u e
u
=
í
·
÷
÷
0
1
2
1 2
1
du e u
u
=
2
1
I(
2
1
) =
2
1
t .
1.3.5 Integrais Impróprias no Campo da Economia
São muitas as aplicações das integrais impróprias na economia. Por exemplo, suponha
que exista um fluxo contínuo de receita para o qual o juro é acumulado continuamente à taxa
de 100 i por cento e ( ) t f reais é a receita por ano, em qualquer tempo de t anos. Se a receita
continuar indefinidamente, o valor atual, V reais, de toda receita futura é dado pela seguinte
integral imprópria:
( ) dt e t f V
it ÷
· +
í
=
0
.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-17
1.4 Resolvendo integrais impróprias com o uso do software
MAPLE
Na seqüência apresentamos um exemplo do uso do MAPLE para resolver integrais
impróprias:
Calcule a integral
( ) ( )
dx
x x
x
í
· +
+ · ÷
+
2
2
1 1
3

Inserimos os dados da seguinte forma:
>f : = (x+3) / ( (x-1)*(x^2+1) );
Na sequência utilize o comando de integração
>int(f, x=2..infinity);
O Software MAPLE fornece a resposta:
( ) ( ) 2 arctan 5 ln
2
1
+ + t ÷ .
Para se obter o valor numérico desta expressão, podemos utilizar o comando de cálculo
evalf, especificando o número de dígitos, da seguinte forma:
>evalf(“,6);
O símbolo (“) indica ao computador para calcular o valor da última expressão da tela,
neste caso ( ) ( ) 2 arctan 5 ln
2
1
+ + t ÷ . Assim, o valor fornecido será 1,14579.
1.5 Exercícios Propostos
Resolva os seguintes exercícios sobre integrais impróprias:
20. Calcular
í
·
÷
0
dx e
x

Resolução:


Resposta: 1
21. Calcular
í
·
÷
0
dx xe
x

Resolução:












Resposta: 1

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-18
22. Calcular
í
÷
· ÷
1
2
x
dx

Resolução:





Resposta: 1
23. Calcular
í
· +
· ÷
+
2
4
1
x
dx

Resolução:



















Resposta: 2t
24. Calcular
í
t
2
0
sin
cos
dx
x
x

Resolução:










Resposta: 2

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-19
25. Calcular
í
÷
2
0 2
4 x
dx

Resolução:






Resposta:
2
t

26. Calcular
í
÷
2
0
2 x
dx

Resolução:






Resposta: DIVERGE
27. Calcular
í
÷
1
1
4
x
dx

Resolução:















Resposta: DIVERGE
28. Calcular
í
· +
· ÷
+ + 9 4
2
x x
dx

Resolução:





Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-20








Resposta:
5
t

29. Determine k para que se tenha
í
· +
· ÷
dx e
x k
=
2
1
.

y
x
Gráfico da função
1 para <0 k
í

· ÷
dx e
x k

Obs:
í
· +
· ÷
dx e
x k
=
2
1
¬ k < 0
Resolução:





























Resposta: 4 ÷ = k
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-21
30. Utilize o teste da comparação para concluir se as integrais seguintes convergem ou
divergem:
a) dx
x
x
í
· +
1
2
2
sin

Resolução:




Resposta: CONVERGE
b) dx
x
í
· +
÷
1 2
1 0
1
,

Resolução:




Resposta: DIVERGE
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-1
2 Sistema de Coordenadas Polares e Integrais
2.1 Como as abelhas se comunicam?
Lionel S. Gonçalves-FFCLRP-USP-Ribeirão Preto-SP
As abelhas são insetos que pertencem à ordem dos Himenóptera, tendo surgido na face
da terra há mais de 50 milhões de anos (Figura a seguir) e sempre presentes em civilizações
antigas como dos gregos e egipcios, há mais de cinco séculos (Figura seguinte). Existem
abelhas solitárias, semi-sociais e sociais, sendo a comunicação o principal fator que as
distingue quanto a sua sociabilidade. A comunicação entre elas é tanto mais elaborada e
complexa quanto mais evoluído e social for seu grupo. As abelhas sem ferrão (Meliponas) e
as abelhas do mel, ou Apis mellifera são as mais evoluidas.

A comunicação é a troca ou transferência de mensagens ou informações entre dois ou
mais seres vivos. Para que isso ocorra há a necessidade de um código prévio de sinais ou
informações que constituirão a base da linguagem a ser usada na comunicação. Esses sinais
podem ser físicos, químicos, biológicos ou uma combinação deles apresentados na forma de
reações do organismo, movimentos, produção de substâncias (feromônios) etc. A
comunicação pode apresentar tal complexidade que o próprio ser humano muitas vezes é
incapaz de interpretar o significado de certos sinais usados na linguagem dos animais.
Entre os diversos aspectos da vida dos animais talvez a comunicação seja o que mais
fascina os cientistas. Neste aspecto destacamos o pesquisador austríaco Karl von Frisch, que
após 50 anos de estudos sobre comunicação das abelhas, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina
e Fisiologia em 1973, pelas suas descobertas. A comunicação entre as abelhas pode ser
através de sinais químicos ou cheiros, sons ou ruídos e danças ou movimentos rítmicos os
quais são usados para comunicarem a localização de alimentos, água, locais de nidificação,
presença de inimigos, atração sexual, agregação, abandono do ninho etc. Portanto, as abelhas
apresentam linguagem que lhes permitem não apenas se comunicarem entre si como também
lhes garantem a sobrevivência da espécie.
As Apis mellifera ou abelhas de mel ou abelhas Europa são dotadas de um sistema de
comunicação dos mais complexos e precisos entre os animais. Em 1788 o reverendo Ernst
Spitzner já havia relatado a existência de movimentos especiais (danças) de algumas abelhas
no favo, porém desconhecia o significado dessas danças. A explicação do significado da
dança das abelhas deu-se somente a partir de 1920, em Luz am See, na Austria, por Karl von
Frisch, que demonstrou, experimentalmente, que as abelhas campeiras, após localizarem uma
fonte de alimento, retornam para casa (colmeia) e informam às companheiras, com grande
precisão, onde se encontra a fonte de alimento. Estas informações são transmitidas por
intermédio de danças especiais (Figura a seguir) que indicam a direção e a distância onde se
encontra a fonte de alimento (von Frisch, 1953).
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-2

Sol
Colméia
Árvores
Flôres
60
o
60
o
Dança do
requebrado

Existem três tipos de danças: “dança em círculo”, “dança em foice” e “dança do
requebrado” (Figura seguinte) (von Frisch & Lindauer, 1956). Segundo esses mesmos autores
existem inclusive dialetos na comunicação das abelhas. Quando a fonte de alimento se
encontra a pequenas distâncias da colméia é executada a dança em círculo. Quando a fonte se
encontra a grandes distâncias é executada a dança do requebrado, e a distâncias intermediárias
é executada a dança em foice. A abelha utiliza o sol como sua bússola, sendo extremamente
importante sua localização para que seja informado o local da fonte de alimento (árvore com
flores). As abelhas enxergam o sol mesmo através das nuvens (raios ultravioletas). No
entanto, não necessitam ver o sol enquanto dançam, podendo executar as danças mesmo no
escuro, no interior da colméia. Por outro lado, as abelhas são capazes de se orientar mesmo
após o por do sol. Na “dança do requebrado” a abelha, após chegar da fonte de alimento,
procura se comunicar com as companheiras no favo, inicialmente oferecendo alimento
(trofalaxis) e a seguir executa movimentos rítmicos do abdômen. A direção em que a dança é
feita no favo, em relação ao fio de prumo, fornece um ângulo que corresponde exatamente ao
ângulo formado entre a fonte de alimento (árvore com flor), posição do sol e colméia. À
medida que o sol se movimenta a abelha corrige o ângulo correspondente. As abelhas
operárias que assistem a dança, ao saírem da colméia, localizam a fonte de alimento, tomando
por base o ângulo informado na dança. Se o ângulo é de 45 graus a direita do fio de prumo, se
orientam com ângulo de 45 graus à direita do sol para localizar o alimento. A distância é
informada pelo som produzido pelas vibrações do abdômen. Ao se aproximarem da flor elas
usam as células sensoriais (sensillas) localizadas nas suas antenas que captam os sinais
químicos ou cheiros. Os olhos compostos (omatídeos) e olhos simples (ocelos) auxiliam na
localização exata da fonte de alimento.

Foice Requebrado Círculo

Gonçalves (1969) comprovou experimentalmente que as abelhas Apis mellifera usam
tanto o cheiro (67%) como a dança (33%) para se comunicar. As abelhas sem ferrão não
realizam danças, comunicando-se por sinais sonoros e sinais químicos (trilhas de cheiros)
(Kerr, 1960; Kerr & Esch, 1965 e Lindauer & Kerr, 1960). As mamangavas (Bombus) não
produzem sons nem danças, sendo as abelhas mais primitivas quanto a comunicação.
Portanto, graças ao complexo sistema de órgãos sensoriais (antenas, olhos) e das danças, as
abelhas Apis mellifera apresentam um dos mais perfeitos sistemas de comunicação entre os
animais. A vida das abelhas é tão fascinante que desde o início da civilização elas estavam
presentes entre os povos de cultura, sendo consideradas pelos gregos e egípcios, há mais de
500 anos antes de Cristo, como o “Símbolo do bem estar”. Mesmo hoje em qualquer parte do
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-3
mundo, são encontrados estudiosos que procuram entender cada vez mais o maravilhoso
mundo organizado desses importantes insetos que tantos benefícios trazem ao homem.
2.2 Coordenadas Polares
O sistema de coordenadas mais utilizado é o cartesiano. Porém, existem outros
sistemas de coordenadas que podem ser usados. Um deles que pode ser comparado em
importância ao sistema de coordenadas cartesianas é o sistema de coordenadas polares.
No sistema de coordenadas polares no plano, as coordenadas consistem de uma
distância e da medida de um ângulo em relação a um ponto fixo e a um raio fixo (semi-eixo).
O ponto fixo é chamado pólo (origem) representado pela letra “O”. O raio fixo é
chamado de eixo polar (reta polar) representado por “Ox”.
A cada ponto P do plano, são associadas suas coordenadas polares (p,u) que consistem
em:
p = Distância do pólo O ao ponto P.
u = Ângulo entre o eixo polar e a reta OP.
u
p
x
P
O

Exemplos
1. Represente no plano os pontos ) , ( u p onde:
) , ( 0 1 A , ) , ( 0 1 ÷ B , |
.
|

\
| t
4
2, C , |
.
|

\
| t
÷
4
, 1 D , |
.
|

\
| t
3
2, E , |
.
|

\
| t
6
5
, 3 F e |
.
|

\
| t
÷
3
8
, 3 G .
Resolução:
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-4
2. Represente no plano os pontos ) , ( u p onde:
)
2
, 1 (
t
÷ ÷ A , ) 3 , 3 ( t B , |
.
|

\
| t
4
7
, 2 C , |
.
|

\
| t
÷ ÷
4
3
,
2
3
D , |
.
|

\
| t
÷
6
, 2 E , |
.
|

\
| t
÷
6
31
, 3 F e |
.
|

\
| t
÷
4
5
, 2 G .
Resolução:
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:
2.2.1 Relações entre Coordenadas Cartesianas e Polares
Para a representação do mesmo ponto em coordenadas cartesianas e coordenadas
polares vamos tomar o ponto O como origem dos dois sistemas. Tome também o eixo polar
coincidindo com o eixo “Ox”. Se P não coincidir com o pólo (origem), temos:
u
p
x
P
O
y


¹
´
¦
u p =
u p =
sin
cos
y
x
·
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
|
.
|

\
|
= u
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
+
= u
+
= u
+ = p
x
y
y x
y
y x
x
y x
arctan
sin
cos
2 2
2 2
2 2


) , ( u p é o ponto em coordenadas polares.
) , ( y x é o ponto em coordenadas cartesianas.



Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-5
Definição
Uma função em coordenadas polares é uma relação que associa a cada ângulo u
(medido em radianos) um único real p (que pode ser negativo). Representa-se por:
p = ) (u f
Existem alguns casos especiais de funções em coordenadas polares que serão tratados
a seguir.
2.2.2 Caso Geral da Espiral de Arquimedes
p =a u ( ¬ a =0; a e9)
3. Construir o gráfico da função:
p = u, para 0 s u s 2t.
u 0
4
t

2
t

3
2t
t
4
5t

2
3t

4
7t
2t
p 0
4
t

2
t

3
2t
t
4
5t

2
3t

4
7t
2t
p
~

0 0,8 1,6 2,1 3,1 3,9 4,7 5,5 6,3
Resolução:
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:
2.2.3 Constante
p = R (constante) é um círculo de raio R .

R


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-6
2.2.4 Caso Geral da Cardióide
O gráfico de qualquer uma das equações polares seguintes, com a =0, é uma
CARDIÓIDE:
p =a (1+ u cos )
p =a (1÷ u cos )
p =a (1+ u sin )
p =a (1÷ u sin )
4. Construir o gráfico da função:
p = 2 + 2 u cos (cardióide).
Resolução:
u 0
6
t

4
t

3
t

2
t

3
2t

4
3t

6
5t
t
p
p
~


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:
2.2.5 Caso Geral do Caracol
Se a e b não são nulos, então os gráficos das equações polares seguintes são
CARACÓIS.
p =a + u cos b ,
p =a + u sin b .





Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-7
5. Construir o gráfico da função:
p = 2 + 4 u cos (caracol).
Resolução:
u 0
6
t

4
t

3
t

2
t

3
2t

4
3t

6
5t
t
p
p
~


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:
2.2.6 Caso Geral da Rosácea
Qualquer uma das equações abaixo representa uma rosácea, considerando as
condições seguintes:
¬ a =0; a e9 e
¬ n >1; n eN
p = u n asin
p = u n acos
O gráfico consiste em um certo número de laços pela origem.
- Se n é par, há 2 n laços;
- Se n é ímpar, há n laços.












Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-8
6. Construir os gráficos das rosáceas nos itens a) e b).
Rosáceas de quatro pétalas (folhas):
a) p = 3 u 2 sin
Resolução:
u 0
6
t

4
t

3
t

2
t

3
2t

4
3t

6
5t
t
p
~


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:
b) p = 3 u 2 cos
Resolução:
u 0
6
t

4
t

3
t

2
t

3
2t

4
3t

6
5t
t
p
~


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:



Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-9
7. Se considerarmos o quadrado do primeiro termo na rosácea seguinte, temos:
p
2
= 4 u 2 cos (Lemniscata de Bernoulli).
Dicas para fazer o gráfico:
p = 2 u 2 cos 0 s u 2 cos s 1
Tome Dp como o domínio de p tal que:
Dp = {ueR; ÷
2
t
+ 2nt s 2u s
2
t
+ 2nt, com neZ}
Dp = {ueR; ÷
4
t
+ nt s u s
4
t
+ nt, com neZ}
Resolução:
u 0
6
t

4
t

3
t

2
t

3
2t

4
3t

6
5t
t
p
~


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

Resposta:
2.3 Gráficos diversos em coordenadas polares
2.3.1 Equação do pólo (origem) 2.3.2 Equação que passa pela origem
p = 0
u = r (r constante)
u =
6
t
ou u =
6
7t


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2



2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-10
2.3.3 Retas paralelas e perpendiculares ao eixo polar
a) p·senu = b
p·sinu = 3 ou p =
u sin
3
p·sinu = ÷3 ou p = ÷
u sin
3

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


b) p·cosu = a
p·cosu = 3 ou p =
u cos
3
p·cosu = ÷3 ou p = ÷
u cos
3

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2.3.4 Algumas circunferências
a) p = r (constante)
p = 2
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


b) p = 2a·cosu
p = 4cosu ¬ (a > 0) p = ÷4cosu ¬ (a < 0)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-11
c) p = 2b·sinu
p = 4sinu ¬ (b > 0) p = ÷4sinu ¬ (b < 0)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2.3.5 Limaçons
p = a ± b·cosu ou p = a ± b·sinu, onde a, b e R.
a) Se b > a ¬ a curva tem um laço
p = 1 + 2cosu p = 1 ÷ 2cosu
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


p = 1 + 2sinu p = 1 ÷ 2sinu
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


b) Se b < a ¬ a curva não tem laço
p = 3 + 2cosu p = 3 ÷ 2cosu
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2








Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-12
p = 3 + 2sinu p = 3 ÷ 2sinu
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2.3.6 Cardióides
São limaçons onde a = b.
p = a·( 1 ± cosu) ou p = a·( 1 ± sinu), onde a e R.
p = 2(1 + cosu) p = 2(1 ÷ cosu)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


p = 2(1 + sinu) p = 2(1 ÷ sinu)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2.3.7 Lemniscata de Bernoulli 2.3.8 Espiral de Arquimedes
p
2
= a
2
·cos(2u), onde a e R. p = a·u, onde a > 0.
p
2
= 4·cos(2u) p = u (Obs: 0 s u s 4t)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2






Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-13
2.3.9 Rosáceas
p = a·cos(n·u) ou p = a·sin(n·u), onde a e R e n e N.
p = 3·cos(2u) p = 3·sin(2u)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


p = 4·cos(3u) p = 4·sin(3u)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


p = 4·cos(4u) p = 4·sin(4u)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


p = 4·cos(5u) p = 4·sin(5u)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2


p = 4·cos(6u) p = 4·sin(6u)
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-14
2.4 Áreas em Coordenadas Polares
Vamos iniciar determinando a área em um setor circular e depois, desenvolver para
coordenadas polares.
2.4.1 Área de um Setor Circular
Área de um setor circular de raio r e abertura Au que será calculada através de uma
regra de três simples:
Au
Setor
p

Área Total (At) = tp
2
Área Setor (As)= ?
At – 2t tp
2
– 2t
As – Au As – Au
As =
t
u A · tp
2
2
=
2
2
u A · p

As =
2
1
p
2
Au
2.4.2 Áreas em Coordenadas Polares (dedução)
Seja f uma função contínua e não-negativa no intervalo fechado [o , |]. Seja R uma
região limitada pela curva cuja equação é p = f(u) e pelas retas u = o e u = |. Então, a região
R é a que está mostrada na figura seguinte.
u
f
|
o
p
| =
u=o
=
R
( )
u
O

Considere uma partição A de [o , |] definida por:
o = u
0
< u
1
< u
2
< . < u
i÷1
< u
i
< u
i+1
< . < u
n÷1
< u
n
= |.
Desta forma, definimos n subintervalos do tipo [u
i÷1
, u
i
], onde i = 1, 2, ., n.
u
f p
| =
u=o
= ( ) u
O
A
i
u= u
i
u
i
÷
÷1
u
i
u
i÷1
( )

A medida em radianos do ângulo entre as retas u = u
i÷1
e u = u
i
é denotada por A
i
u.
Tome c
i
como sendo um valor de u no i-ésimo subintervalo e considere f(c
i
) o raio do
setor circular neste subintervalo, como mostra a figura seguinte.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-15
u
f p
| =
u=o
= ( )
u
O
A
i
u
c
i
u
i÷1
f ( ) Raio do setor
c
i

Como foi visto anteriormente, a área do setor é dada por:
| | u A c
i i
f
2
) (
2
1

Existe um setor circular para cada um dos n subintervalos. A soma das medidas das
áreas é:
| | u A c
1
2
1
) (
2
1
f + | | u A c
2
2
2
) (
2
1
f +.+ | | u A c
i i
f
2
) (
2
1
+.+ | | u A c
n n
f
2
) (
2
1

Que pode ser escrita através da somatória:
| |
¯
=
u A c
n
i
i i
f
1
2
) (
2
1

Tome A como a área da região R e seja A a norma da partição A, isto é, A é o
maior valor de A
i
u. Então a área é definida como:
A = | |
¯
=
÷ A
u A c
n
i
i i
f
1
2
0
) (
2
1
lim
Este limite é a seguinte integral definida:
A= | |
í
|
o
u u d f
2
2
1
) (
Teorema
Se f é contínua e f (u) > 0 em [o, |], onde 0 s o < | s 2t, então a área A da região
delimitada pelos gráficos de p = f (u), u = o e u = | é dada por:
A= | |
í
|
o
u u d f
2
2
1
) ( =
í
|
o
u p d
2
2
1












Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-16
Exemplos
8. Calcule a área da região delimitada pela lemniscata de Bernoulli, de equação p
2
=4 u 2 cos .
Resolução:
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2






























Resposta: A = 4 u.a.


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-17
9. Calcular a área da região interna à rosácea p = u 2 sin a .
Resolução:
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2

































Resposta: A=
2
2
a t
u.a.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-18
10. Calcular a área da interseção das regiões limitadas pelas curvas p=3 u cos e p=1+ u cos .
Resolução:
Tipo de curva u 0
6
t

4
t

3
t

2
t

3
2t

4
3t

6
5t
t
Circunferência 3 u cos p
~


Cardióide 1+ u cos p
~


2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t
2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t 5
3
t 4
3
t 5
4
t
7
6
t 11
2
t 3
t
0
2





























Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-19
























Resposta: A=
4
5t
u.a.
11. Calcule a área da região limitada pela curva dada em coordenadas polares por p = u tg ,
com 0 s u <
2
t
, pela reta x = 1 (coordenadas cartesianas) e pelo eixo polar.
Dica para a resolução: Considere
1
A (u) como sendo a área da região composta pelo
triângulo OMP, dado na figura abaixo.
tg p= u
O
2
t
3
t
4
t
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t 7
4
t
5
3
t
4
3
t 5
4
t 7
6
t
11
2
t 3
t
0
2 1 x
x=1 Reta:
t
6
x
=
u
tg p=
u
3
t
O 1 M
3
P
3
cos
u
p
sen
u
p
4
t
x
=
u
tg p= u
O 1 M
2
P
2
sen u p
cosu p
t
6
x
=
u
tg p= u
O
1 M
1
P
1
cosu p
sen u p

Resolução:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-20

























Resposta:
4
t
u.a.
2.5 Volume de Sólido Obtido pela Rotação de um Conjunto
Em coordenadas cartesianas já foi estudado o volume a seguir:
V = | |
í
t
b
a
dx x f
2
) (
a
x
f x ( )
y
b

Vamos tomá-lo como base e fazer o equivalente para coordenadas polares.
2.5.1 Volume em Coordenadas Polares
O volume do sólido formado pela rotação da curva p = ) (u f , definida no intervalo
[o,|], pode ser dado através das funções paramétricas:
¹
´
¦
u p =
u p =
sin
cos
y
x
, com o s u s |.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-21
V =
í
t
b
a
dx y
2
=
í
|
o
u p t dx
2 2
sin
mas,
dx = (p’ u cos ÷p u sin ) u d
então:
V =
í
|
o
u p t
2 2
sin (p’ u cos ÷p u sin ) u d .
Exemplo
12. Calcular o volume do sólido formado pela rotação em torno do eixo polar, da cardióide de
equação p = 2·(1 + u cos ).

Resolução:



























Resposta: V =
3
64t
u.v.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-22
2.5.2 Fórmula do Volume Simplificada
Rotação em torno da reta cuja direção é dada por:
- u = 0 (eixo Ox ):
V =
í
|
o
u u p
t
d sin
3
2
3
.
- u =
2
t
:
V =
í
|
o
u u p
t
d cos
3
2
3
.
13. Refazer o exemplo anterior, p = 2·(1 + u cos ).
Resolução:













Resposta: V =
3
64t
u.v.
2.6 Diferencial do Comprimento de Arco
Como foi feito para o volume, tomaremos como base as coordenadas cartesianas para
desenvolver o diferencial do comprimento de arco em coordenadas polares.
x O
y
Ay As
dy
dx
ds


2
) (ds =
2
) (dx +
2
) (dy ¬ ds =
2 2
) ( ) ( dy dx +
Em relação a y = f(x): ¬ ds = dx
dx
dy
dx
dx
2 2
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
¬ ds = dx
dx
dy
2
1
|
.
|

\
|
+
Em relação a x = g(y): ¬ ds = dy
dy
dy
dy
dx
2 2
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
¬ ds = dy
dy
dx
2
1
|
|
.
|

\
|
+
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-23
Mas o que queremos desenvolver é para coordenadas polares:
Em relação a p = f(u): ¬ ds = u
|
.
|

\
|
u
+
|
.
|

\
|
u
d
d
dy
d
dx
2 2

Mas
¹
´
¦
u p =
u p =
sin
cos
y
x
, então:
u d
dx
=
u
p
d
d
u cos ÷p u sin e
u d
dy
=
u
p
d
d
u sin +p u cos
I ¬
2
|
.
|

\
|
u d
dx
=
2
|
.
|

\
|
u
p
d
d
u
2
cos ÷2
u
p
d
d
u cos ·p u sin +p
2
u
2
sin
II ¬
2
|
.
|

\
|
u d
dy
=
2
|
.
|

\
|
u
p
d
d
u
2
sin +2
u
p
d
d
u sin ·p u cos +p
2
u
2
cos
Somando I com II:
I+II ¬
2
|
.
|

\
|
u d
dx
+
2
|
.
|

\
|
u d
dy
=
2
|
.
|

\
|
u
p
d
d
+ p
2
já que u
2
sin + u
2
cos =1.
Logo:
ds = u |
.
|

\
|
u
p
+ p d
d
d
2
2
ou ds = u p + p d
2 2
) ' (
Com este desenvolvimento, podemos calcular o comprimento de um arco e também a
área da superfície de sólidos de revolução, tomando como base os estudos em coordenadas
cartesianas, adaptando para coordenadas polares.
2.6.1 Comprimento de Arco
Se
u
p
d
d
for contínua em [o,|], então o comprimento da curva p = ) (u f , com o s u s |,
é dado por:
L =
í
|
o
ds =
í
|
o
u p + p d
2 2
) ' (
Como uma variação do comprimento de arco, vamos definir também a função
comprimento de arco em coordenadas polares.
Definição
Tome a função p = ) (u f , com o s u s | e seja ) (u s a distância ao longo da curva
) (u f do ponto inicial P
0
(o , f(o)) ao ponto P(u , ) (u f ). Então s é uma função, chamada
função comprimento de arco e é dada por:
) (u s =
í
u
o
+ p dt t f
2 2
)] ( ' [
A mudança da variável de integração para t tem como objetivo não dar dois
significados para a variável u.




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-24
2.7 Área da Superfície de Sólidos de Revolução
Uma superfície de revolução é formada quando uma curva é girada ao redor de uma
reta. Tal superfície é a fronteira lateral de um sólido de revolução.
Queremos definir a área da superfície de revolução de tal maneira que ela corresponda
a nossa intuição. Podemos pensar em descascar uma camada externa muito fina do sólido de
revolução e torna-la plana de modo que possamos medir sua área. Ou, se a área da superfície
for A, podemos pensar que para pintar a superfície seria necessário a mesma quantidade de
tinta que para pintar uma região plana com área A.
2.7.1 Dedução da Fórmula Cartesiana
Vamos tomar como superfície aproximadora do sólido de revolução, faixas. Cada qual
formada pela rotação de um segmento de reta ao redor de um eixo. Para encontrar a área da
superfície cada uma dessas faixas pode ser considerada como uma porção de um cone circular
(tronco de cone regular), como mostra a figura seguinte, com geratriz g e raios superior e
inferior r
1
e r
2
respectivamente, é calculada pela subtração das áreas laterais dos dois cones:
V
o
|
1
h
2
h
O
r
O
r
1
2
g
h

t C 2 r
g
superfície lateral
base
r
r
1
2
2
t C 2 r
1
B
base b
2
1

A área lateral do tronco de cone (
l
A ) é igual à área do trapézio de altura g, base menor
1
C =2t
1
r e base maior
2
C =2t
2
r .
l
A =
2
g
(
1
C +
2
C ) ¬
l
A =
2
g
(2t
1
r +2t
2
r ) ¬
l
A =tg(
1
r +
2
r )
Sendo r o raio médio da faixa (tronco de cone), temos: r =
2
2 1
r r +
¬ 2r =
1
r +
2
r
l
A =tg·(
1
r +
2
r ) ¬
l
A =tg·(2r)
Logo:

l
A =2trg
Estendendo o conceito de área para superfície obtida pela rotação, em torno do eixo x,
do gráfico de uma função f, com derivada contínua e f(x) > 0 em [a , b].
Vamos considerar uma partição A de [a , b] definida por:
a = x
0
< x
1
< x
2
< . < x
i÷1
< x
i
< x
i+1
< . < x
n÷1
< x
n
= b.
Desta forma, definimos n subintervalos do tipo [x
i÷1
, x
i
], onde i = 1, 2, ., n com
larguras Ax
i
. Tome c
i
como sendo o valor médio de x no i-ésimo subintervalo, ou seja,
2
1 i i
i
x x +
= c
÷
. O segmento de reta
i i
P P
1 ÷
é tangente ao gráfico de f no ponto ( ) ) ( ,
i i
f c c , sendo
( )
i i
f o = c tan ' .
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-25
Ao girar
i i
P P
1 ÷
ao redor do eixo x, o resultado é uma faixa (um tronco de cone) com
geratriz g =
i i
P P
1 ÷
e raio médio ( )
i
f c . Desta forma, a área da superfície é dada por:

l
A =2trg ¬ ) (
i l
A c =2t ( )
i
f c
i i
P P
1 ÷

sendo ) (
i l
A c a área lateral do tronco de cone, raio médio ( )
i
f c no subintervalo
i
x A .
x
=
O
P
1 i ÷
P
i
x
1 i ÷
x
i
c
i
o
i
y f ( ) x

Então

i i
P P
1 ÷
=
i
i
x
o
A
cos
=
i
o sec
i
x A = ( ) | |
i i
x f A c +
2
' 1
Substituindo
i i
P P
1 ÷
na área do tronco de cone, temos:
) (
i l
A c =2t ( )
i
f c ( ) | |
i i
x f A c +
2
' 1
Se
i
x A for suficientemente pequeno, esta área será uma boa aproximação para a área
da superfície gerada pela rotação da parte da função limitada entre as retas
1 ÷
=
i
x x e
i
x x = .
Desta forma podemos tomar como aproximação completa da área da superfície de
revolução o somatório seguinte:

¯
=
c
n
i
i l
A
1
) (
Reconhecendo que a somatória anterior é uma soma de Riemann para a função
) (
i l
A c , contínua em [a , b], tome
i
x x A = A max e teremos:

¯
=
÷ A
c
n
i
i l
x
A
1
0
) ( lim = ( ) ( ) | |
¯
=
÷ A
A c + c t
n
i
i i i
x
x f f
1
2
0
' 1 2 lim = ( ) ( ) | |
í
+ t
b
a
dx x f x f
2
' 1 2
Assim, definimos a área S da superfície obtida pela rotação do gráfico de f em torno
do eixo x por:
S =
í
|
.
|

\
|
+ t
b
a
dx
dx
dy
y
2
1 2
Se a curva é descrita como ) ( y g x = , com y e [c , d], temos a fórmula equivalente:
S =
í |
|
.
|

\
|
+ t
b
a
dy
dy
dx
x
2
1 2
Considerando o diferencial do comprimento de arco ( ds ), dado anteriormente, temos:
ds = dx
dx
dy
2
1
|
.
|

\
|
+ ou ds = dy
dy
dx
2
1
|
|
.
|

\
|
+



Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-26
Daí, temos a rotação em torno dos eixos:
- Eixo x:
S =
í
t
b
a
yds 2
- Eixo y:
S =
í
t
b
a
xds 2
2.7.2 Área da Superfície de Sólidos de Revolução na Forma Polar
Tome a função p = ) (u f , em coordenadas polares, com o s u s |, de tal forma que
u
p
d
d
seja contínua em [o,|].
Para as coordenadas polares, faremos as adaptações feitas anteriormente.
Temos que:
¹
´
¦
u p =
u p =
sin
cos
y
x
e ds = u |
.
|

\
|
u
p
+ p d
d
d
2
2
ou ds = u p + p d
2 2
) ' ( .
Então:
Rotação em torno da reta cuja direção é dada por:
- u = 0 (eixo polar)
S = 2t
í
|
o
yds = 2t
í
|
o
u p + p u p d
2 2
) ' ( sin
- u =
2
t

S = 2t
í
|
o
xds = 2t
í
|
o
u p + p u p d
2 2
) ' ( cos


Exemplos
14. Achar o comprimento total da cardióide de equação p = 1÷ u cos .
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

Resolução:






Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-27










Resposta: L = 8 u.c.
15. Considerando a mesma equação p = 1÷ u cos , calcular a área da superfície formada pela
rotação em torno do eixo polar.

Resolução:














Resposta: S =
5
32t
u.a.















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-28
2.8 Exercícios
16. Encontre a área da região no plano limitada pela cardióide ) cos 1 ( 2 u + = r .
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

Resolução:





































Resposta: t = 6 A u.a.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-29
17. Encontre a área dentro do laço menor do caracol 1 cos 2 + u = r .
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

Resolução:







































Resposta: ( )
2
3 3
÷ t = A u.a.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-30
18. Encontre a área da região que está dentro do círculo 1 = r e fora da cardióide u ÷ = cos 1 r .
2
t
3
t
4
t
t
6
t
3
t 2
4
t 3
6
t 5
6
t
7
4
t 5
3
t
4
3
t
5 4
t 7 6
t 11
2
t
3
t
0
2

Resolução:




































Resposta: . .
4
2 a u A |
.
|

\
| t
÷ =
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-1
3 Integrais Eulerianas
3.1 Leonhard Euler

Matemático suíço, que viveu entre 1707 e 1783. Euler apresentou uma valiosa
contribuição para o uso da geometria das coordenadas no espaço tridimensional. Este
apresentou equações gerais para três classes de superfícies (cilindros, cones, superfícies de
revolução). Euler escreveu duas notas sobre o sistema de coordenadas polares tão perfeitas e
sistemáticas que por vezes dá-se o nome de “sistema Euler”.
Ao nos referirmos a Leonhard Euler estamos falando do escritor de matemática mais
produtivo de todos os tempos. Com 886 trabalhos publicados, a maioria deles no final de sua
vida, quando já estava completamente cego, Euler foi tão importante não apenas para a
matemática, mas também a física, engenharia e astronomia. Para se ter uma idéia, a Academia
de Ciências de São Petersburgo continuou a publicar trabalhos novos de Euler por mais de 30
anos depois da sua morte.
Entre suas contribuições mais conhecidas na matemática moderna estão: a introdução
da função gama, a relação entre o cálculo diferencial de Leibniz e o método das fluxões de
Newton e a resolução de equações diferenciais com a utilização do fator integrante.
Euler foi o primeiro a tratar seno e cosseno como funções. Devemos a ele as notações
f(x) para uma função, e para a base do logaritmo natural, i para a raiz quadrada de ÷1, ¯ para
a somatória, y d
n
para derivadas de graus elevados, entre muitas outras.
Um acontecimento interessante: Euler foi um cristão por toda a sua vida e
frequentemente lia a Bíblia a sua família. Uma história sobre sua religião durante sua estada
na Rússia envolve o dito filósofo ateu Diderot. Diderot foi convidado à corte por Catarina,
mas tornou-se inconveniente ao tentar converter todos ao ateísmo. Catarina pediu a Euler que
ajudasse, e Euler disse a Diderot, que era ignorante em matemática, que lhe daria uma prova
matemática da existência de Deus, se ele quisesse ouvir. Diderot disse que sim, e, conforme
conta De Morgan, Euler se aproximou de Diderot e disse, sério, em um tom de perfeita
convicção: “ x
n
bn a
=
+
, portanto, Deus existe”. Diderot ficou sem resposta, e a corte caiu na
gargalhada. Diderot voltou imediatamente à França.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-2
3.2 Função Gama ()
Definida pelo matemático Leonard Euler, a função gama representada por I(n), é
definida por:
I(n) =
í
·
÷ ÷
0
1
dx e x
x n

I(n) é uma função convergente quando n > 0.
Demonstração: Coleção Schaum (18: pág. 354)
Para n =1:
I(1) =
í
·
÷ ÷
0
1 1
dx e x
x
=
í
·
÷
0
dx e
x
=
í
÷
· ÷
b
x
b
dx e
0
lim =
b
x
b
e
0
1
lim

÷
· ÷
= |
.
|

\
|
÷
· ÷
b
b
e
1
1 lim = 1
3.2.1 Fórmula de Recorrência
I(n +1) = n I(n)
Esta expressão pode determinar I(n) para todo n > 0. Em particular, se n é um número
inteiro positivo, então:
I(n +1) = nI(n) = n! (n =1, 2, 3, .).

A função gama generaliza a função fatorial.
Desenvolvimento
I(n +1) =
í
·
÷ ÷ +
0
1 1
dx e x
x n
=
í
·
÷
0
dx e x
x n
Integração por partes:
í í
÷ = vdu uv udv .
u = x
n
¬ du= dx nx
n 1 ÷

dv = dx e
x ÷
¬ v =
x
e
÷
÷ .
I(n +1) =
í
·
÷
0
dx e x
x n
=
í
÷
· ÷
b
x n
b
dx e x
0
lim =
í
· ÷
b
b
udv
0
lim = | |
b
b
uv
0
lim
· ÷
÷
í
· ÷
b
b
vdu
0
lim
I(n +1) =
.
0
0
lim
÷
· ÷

÷
b
x
n
b
e
x
+
í
÷ ÷
· ÷
b
x n
b
dx e x n
0
1
lim
I(n +1) =
í
·
÷ ÷
0
1
dx e x n
x n
= nI(n)
Então, por recorrência:
I(2) =1·I(1) =1·1 = 1!
I(3) =2·I(2) =2·1 = 2!
I(4) =3·I(3) =3·2·1 = 3!
.
I(n +1) = nI(n) = n·(n ÷1)·.·3·2·1 = n!
Logo:
I(n +1) = nI(n) = n!





Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-3
3.2.2 Função Gama para 1 0 < < n
Para 0 < n < 1, obtém-se a relação dos complementos dada por:
I(n)·I(1÷ n) =
t
t
n sin

n =
2
1
I |
.
|

\
|
2
1
·I |
.
|

\
|
2
1
=
2
sin
t
t
= t

2
2
1

|
.
|

\
|
I = t ¬ I |
.
|

\
|
2
1
= t .
Então:
I |
.
|

\
|
2
1
= t
I |
.
|

\
|
2
3
= |
.
|

\
|
÷1
2
3
I |
.
|

\
|
2
1
=
2
1
· t =
2
t

Exercício
1. Com base no que já foi dado, determine os valores de: I |
.
|

\
|
2
5
, I |
.
|

\
|
2
7
e I |
.
|

\
|
2
13
.
Resolução:









Resposta:
4
3 t
,
8
15 t
e
64
10395 t

3.2.3 Função Gama para 0 < n
Da relação de recorrência I(n +1) = nI(n), que toma I(n) como definição para n > 0,
podemos generalizar a função gama para n < 0, isolando I(n):
I(n) =
n
n ) 1 ( + I

Então:
I |
.
|

\
|
÷
2
1
=
( )
2
1
2
1
1
÷
+ ÷ I
=
( )
2
1
2
1
÷
I
=
) (
2
1
÷
t
= ÷2 t




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-4
Exercício
2. Determine os valores de: I |
.
|

\
|
÷
2
3
, I |
.
|

\
|
÷
2
5
e I |
.
|

\
|
÷
2
13
.
Resolução:












Resposta:
3
4 t
, ÷
15
8 t
e ÷
135135
128 t

3.2.4 Gráfico da Função Gama
f (n) = I(n) D( f ) = 9 ÷ {0, ÷1, ÷2, .}
1 2 3 4 0 -1 -2 -3 -4
-1
-2
-3
-4
1
2
3
4
n

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-5
Observação
A função
) (n I
1
está definida para todo ne9 e se anula nos pontos 0, ÷1, ÷2, ., pois
I(n) é infinita. Em outras palavras, a singularidade que a função teria nos pontos pode ser
removida pondo o valor da função como sendo 0. f (n) =
) (n I
1
.
1 2 3 4
0
-1
-2
-3 -4
-1
-2
1
2
3
4
n

3.3 Função Beta (|)
Gabriele Veneziano (Florença, 7 de Setembro de 1942) é um físico teórico italiano.
Era pesquisador do CERN no ano de 1968, onde estudava certas propriedades da força
nuclear forte. Até então viera trabalhando nesse problema quando descobriu que a função beta
de Euler servia para descrever muitas propriedades das partículas sob a influência da força
nuclear forte. Entretanto, a explicação por que a função beta servia tão bem só foi descoberta
dois anos depois, em 1970, pelos trabalhos de Leonard Susskind, da Universidade de
Stanford, de Holger Nielsen, do Instituto Niels Bohr, e de Yochiro Nambu, da Universidade
de Chicago, dando uma explicação em função da hipótese que veio a ser a origem da teoria
das cordas.
Definição
|(m, n) =
í
÷ ÷
÷
1
0
1 1
) 1 ( dx x x
n m

|(m, n) é uma função convergente quando m > 0 e n > 0.






Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-6
3. Determine os valores da função Beta para m e n dados a seguir:
a) m = 1 e n = 1;
b) m = 2 e n = 1;
c) m = 1 e n = 2.
Resolução:








Resposta: a) 1; b)
2
1
; c)
2
1
.
3.3.1 Definições Decorrentes
- Propriedade Comutativa
|(m, n) = |(n, m)
- Cálculo Direto
|(m, n) =
I
÷
=
+
÷
1
0
) (
)! 1 (
n
i
i m
n

- Função Beta em relação à função Gama
|(m, n) =
) (
) ( ) (
n m
n m
+ I
I I

- Relação dos Complementos: se m + n = 1, com 0 < n < 1 ¬ m = 1 ÷ n, então
|(m, n) = |(1 ÷ n, n) =
) 1 (
) ( ) 1 (
n n
n n
+ ÷ I
I ÷ I
= I(1 ÷ n)I(n) =
t
t
n sin

Exemplos
Resolva as seguintes funções Beta:
4. |(3,5)
Resolução:








Resposta:
105
1

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-7
5. |(3,5)
Resolução:


Resposta:
105
1

6. |(6,3)
Resolução:



Resposta:
168
1

7. |(6,3)
Resolução:



Resposta:
168
1

3.4 Exercícios
Utilizando função Gama e função Beta, resolva as seguintes integrais:
8.
í
·
÷
0
2
dx e
x

Resolução:






Resposta:
2
1
t
9.
í
·
÷
0
2 6
dx e x
x

Resolução:





Resposta:
8
45

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-8
10.
í
1
0
2
ln xdx x
Resolução:













Resposta: ÷
9
1

11.
í
1
0
ln xdx x
Resolução:












Resposta: ÷
4
1

12.
í
÷
1
0
3 4
) 1 ( dx x x
Resolução:









Resposta:
280
1

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-9
13. Prove que
í
t
÷ ÷ 2
0
1 2 1 2
) (cos ) (sin dx x x
n m
=
2
1
|(m, n)
Resolução:















Resposta:
14.
í
t
2
0
3 5
cos sin xdx x
Resolução:








Resposta:
24
1

15.
í
t
2
0
6
sin xdx
Resolução:











Resposta:
32
5t

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-10
16. Prove que
( )
í
·
+
0
1
dx
x
x
n
p
m
=
p
1
|

\
| +
p
m 1
, n ÷
|
|
.
| +
p
m 1

Resolução:















































Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-11
17. Prove que
í
÷
a
n m
dx x a x
0
) ( =
1 + +n m
a |(m + 1, n + 1)
Resolução:







Resposta:
18. Prove que
í
÷ ÷
b
a
n m
dx x b a x ) ( ) ( =
1 + +
÷
n m
a b ) ( |( m +1, n +1)
Resolução:







Resposta:
19. Prove que ( )
í
÷
1
0
1 dx x x
n
p m
=
p
1
|
|
|
.
|

\
|
+
+
1 ,
1
n
p
m

Resolução:






Resposta:
20. Prove que
í
1
0
) (ln dx x x
n m
=
1
) 1 (
) 1 (
+
+
÷
n
n
m
·I(n + 1)
Resolução:













Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-12
21. Prove que
í
·
÷
0
) (
dx e x
n
ax m
=
1
1
+ m
na
·I |
.
|

\
| +
n
m 1

Resolução:






Resposta:
22.
í
·
0
3
dx
e
x
x

Resolução:




Resposta:
9
6t

23.
í
·
÷
·
0
4
dx e x
x

Resolução:





Resposta:
2
3 t

24.
( )
í
·
+
0
4
4 3
1
dx
x
x

Resolução:











Resposta:
8
5t

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-13
25.
í
t
2
0
4 4
cos sin xdx x
Resolução:










Resposta:
256
3t

26.
í
÷ ÷
3
1
) 3 )( 1 ( x x
dx

Resolução:










Resposta: t
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-1
4 Tópicos de Topologia dos Espaços Reais n-
Dimensionais
4.1 O Espaço Vetorial 
n

Seja n um número natural. O espaço euclidiano n-dimensional é o produto cartesiano
de n fatores iguais a 9:
9
n
=9×9×9×.×9.
Os pontos de 9
n
são todas as n-listas X = (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) cujas coordenadas
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x são números reais.
Exemplos
1. 9
0
={0}, espaço de dimensão zero, formado pelo único ponto 0.
2. 9
1
= 9 (reta).
1 2 3 4 0 -1 -2 -3 -4 x
P= ( ) x

3. 9
2
=9×9 (plano).
1 2 3 4 0 -1 -2 -3 -4
-1
-2
1
2
x
P= ( , ) x y
y

4. 9
3
=9×9×9 (espaço tridimensional).
1 2 3
0
2
x
P= ( , , ) x y z
z
1
1
2
y

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-2
Definição
Dados X = (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) e Y = (
1
y ,
2
y ,
3
y ,.,
n
y ) em 9
n
e um número real o,
define-se a soma X + Y e o produto o·X por:
X + Y = (
1
x +
1
y ,
2
x +
2
y ,
3
x +
3
y ,.,
n
x +
n
y )
o·X = (o·
1
x ,o·
2
x ,o·
3
x ,.,o·
n
x )
4.2 Produto Interno em 
n

É uma regra que faz corresponder a cada par de vetores x, y e 9
n
um número real,
indicado por x , y , tal que, x ¬ , ' x , y e 9
n
e oe9, se tenham:
- PI.1 x , y = y , x ;
- PI.2 x + ' x , y = x , y + ' x , y ;
- PI.3 x o , y = o· x , y = x ,o· y ;
- PI.4 x =0 ¬ x , x > 0.
Então, tendo x = (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) e y = (
1
y ,
2
y ,
3
y ,.,
n
y ),
x , y =
1
x
1
y +
2
x
2
y +
3
x
3
y +.+
n
x
n
y .
4.3 Norma de x 
n
ou Comprimento do Vetor x 
n

| x | = x x, ou | x | =
2 2
3
2
2
2
1 n
x x x x + + + +
| x | é a representação de norma de x e9
n
.
Exemplo
5. Em 9
3
, x = (
1
x ,
2
x ,
3
x ) e | x | =
2
3
2
2
2
1
x x x + + .
= ( ) x ,x ,x
x
1
x
2
x
3
1 2 3
x
x

4.3.1 Propriedades da Norma Euclideana ( ) x x x , | | =
Tome x , y e9
n
, oe9 e |o| como valor absoluto de o.
- N1 | x + y | s | x | + | y |;
- N2 |o·x | = |o|·| x |;
- N3 x = 0 ¬ | x | > 0.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-3
Existem várias normas que se podem considerar no espaço euclidiano 9
n
. Para
xe9
n
, tem-se:
| x | = x x, (Norma Euclidiana)
| x |
M
= Máx{|
1
x |, |
2
x |, |
3
x |, ., |
n
x |} (Norma do Máximo)
| x |
S
= |
1
x | + |
2
x | + |
3
x | + . + |
n
x | (Norma da Soma)
As propriedades N1, N2 e N3 também são válidas para | x |
M
e | x |
S
.
Para todo x e9
n
, vale a desigualdade:
| x |
M
s | x | s | x |
S
s n ·| x |
M

4.4 Distância em 
n

A norma em 9
n
da origem à noção de distância em 9
n
. Dados x, y e9
n
, a distância
de x a y é definida por:
d(x, y) = |x ÷ y|
Assim:
Distância Euclidiana
d(x, y) = | x ÷ y | =
2 2
2 2
2
1 1
) ( ) ( ) (
n n
y x y x y x ÷ + + ÷ + ÷
Distância do Máximo
d
M
(x, y) = | x ÷ y |
M
= Máx{|
1
x ÷
1
y |, |
2
x ÷
2
y |, ., |
n
x ÷
n
y |}
Distância da Soma
d
S
(x, y) = | x ÷ y |
S
= |
1
x ÷
1
y | + |
2
x ÷
2
y | + . + |
n
x ÷
n
y |
4.4.1 Propriedades das Distâncias em 
n

Para d, d
M
e d
S
tome x, y, z e9
n
:
- d1 d(x, z) s d(x, y) + d(y, z);
- d2 d(x, y) = d(y, x);
- d3 x = y ¬ d(x, y) > 0.
Exemplos
Tome n = 2 e considere d: 9
2
×9
2
÷9. Dado x, y e9
2
, sendo x = (9,4) e y = (3,12),
calcule:
6. d(x, y)
Resolução:





Resposta: 10
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-4
7. d
M
(x, y)
Resolução:



Resposta: 8
8. d
S
(x, y)
Resolução:



Resposta: 14
9. Verifique as desigualdades entre as 3 distâncias.
Resolução:






Resposta:
4.5 Bolas e Conjuntos Limitados
A BOLA ABERTA de centro num ponto a e9
n
e raio r > 0 é o conjunto dos pontos
xe9
n
cuja distância ao ponto a é menor do que r. Notação B(a; r).
B(a; r) = {x e9
n
; |x ÷ a| < r}
Analogamente define-se a BOLA FECHADA B[a; r] e a ESFERA S[a; r], ambas com
centro a e raio r:
B[a; r] = {x e9
n
; |x ÷ a| s r},
S[a; r] = {x e9
n
; |x ÷ a| = r}.
Exemplo
10. Para n = 2, as bolas no plano para as três distâncias podem ser representadas por:
Resolução:









Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-5
4.5.1 Definição: Segmento de Reta
O segmento de reta de extremos x, y é o conjunto:
[x, y] = {(1÷t)x +ty; 0 s t s 1}
4.5.2 Definição: Conjunto Convexo
Um subconjunto X c 9
n
diz-se convexo quando contém qualquer segmento de reta
cujos extremos pertençam a X, ou seja:
x, y eX ¬ [x, y] c X
4.5.3 Definição: Ponto de Acumulação
Seja X c 9
n
. Um ponto ae9
n
chama-se ponto de acumulação do conjunto X quando
toda bola aberta de centro a contém algum ponto de X, diferente do ponto a, ou seja:
¬c > 0, -x eX; 0 < |x ÷ a| < c
O conjunto dos pontos de acumulação de X é representado pela notação X’, chamado
de CONJUNTO DERIVADO de X.
4.5.4 Definição: Conjunto Limitado
Um conjunto X c 9
n
diz-se limitado quando:
- Existe um número real c > 0 tal que | x | < c, ¬x e X;
ou
- Se, e somente se, está contido em alguma bola.
4.5.5 Definição: Ponto Interior
a e9
n
é ponto interior de X c 9
n
· -r > 0; B(a; r) c X.
O conjunto dos pontos interiores de X é representado por intX.
4.5.6 Definição: Ponto Exterior
a e9
n
é ponto exterior de X c 9
n
· -r > 0; B(a; r) · X = C.
O conjunto dos pontos exteriores de X é representado por extX.
4.5.7 Definição: Ponto Fronteira
a e9
n
é ponto fronteira de X c 9
n
· ¬r > 0; B(a; r) · X = C e B(a; r) · CX = C.
CX é o complementar de X. O conjunto dos pontos fronteira de X é representado por
fronX ou IX ou cX.









Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-6
Exemplos
11. Dado X = {(x, y, z)e9
3
;
2
x +
2
y +
2
z < 9}, determine os conjuntos intX, extX e fronX.
Resolução:







Resposta:
12. O mesmo para X = {(x, y, z)e9
3
;
2
x +
2
y +
2
z = 9}.
Resolução:






Resposta:
Conclusão
¬X c 9
n
; intX extX fronX = 9
n
.
4.5.8 Definição: Conjunto Aberto
X c 9
n
é conjunto aberto ¬ X = intX.
4.5.9 Definição: Conjunto Fechado
X c 9
n
é conjunto fechado ¬ X = X’.
4.5.10 Definição: Conjunto Conexo
Diz-se que X c 9
n
é um conjunto conexo se ¬x, y eX, - linha poligonal unindo x e
y, totalmente contida em X.
Exercícios
Tome um conjunto X c 9
n
.
13. Se X é convexo, X é conexo? Justifique.
Resolução:







Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-7
14. Se X é conexo, X é convexo? Justifique.
Resolução:











Resposta:
15. Dê um exemplo de X desconexo.
Resolução:























Resposta:
4.5.11 Definição: Região Aberta
Uma região aberta em 9
n
é um conjunto conexo ilimitado.
4.5.12 Definição: Região Fechada
Uma região fechada em 9
n
é um conjunto conexo e limitado.



Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-8
4.6 Exercícios
Dado X c 9
2
nos exercícios seguintes, analise X quanto aos itens a) e b) abaixo:
a) Região aberta ou fechada;
b) Conjunto aberto ou fechado.
16. X = {(x, y)e9
2
; x ÷ y > 1}
Resolução:











Resposta:
17. X = {(x, y)e9
2
; x ÷ y > 1}
Resolução:











Resposta:
18. X = {(x, y)e9
2
;
2
x +
2
y < 1}
Resolução:













Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-9
19. X = {(x, y)e9
2
;
2
x +
2
y s 1}
Resolução:













Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-1
5 Funções em Espaços n-Dimensionais
5.1 Introdução
Considere os seguintes exemplos:
1. O volume “V” de um cilindro circular é calculado pela expressão: h r V · · t =
2
, sendo que
r é o raio da base e h a altura.
h
r
2. A equação de estado de um gás ideal é dada pela seguinte equação:
V
T R n
P
· ·
=
Onde: P= pressão; V= volume; n = massa gasosa em moles; R= constante
molar do gás; e T = temperatura.
3. O circuito elétrico da figura que segue tem cinco resistores. A corrente deste circuito
depende das resistências 5 , , 1 , = i R
i
, onde E é a tensão da fonte.

Todos estes exemplos representam funções de várias variáveis. Assim, no primeiro
exemplo, temos que o volume do cone pode ser indicado por uma função de duas variáveis
independentes r e h, indicada por ( ) h r V V , = , e cuja regra é ( ) h r h r V · · t =
2
, .
No segundo exemplo, temos que a pressão de um gás ideal pode ser representada pela
função de três variáveis independentes V, T e n. Desta forma, a regra da referida função é
( )
V
T R n
n T V P
· ·
= , , .
Finalmente, no último caso, a corrente do circuito pode ser dada por uma função de
cinco variáveis independentes
5 4 3 2 1
, , , R e R R R R , isto é:
( )
5 4 3 2 1
5 4 3 2 1
, , , ,
R R R R R
E
R R R R R I
+ + + +
=
Conforme será visto, o estudo de funções com três ou mais variáveis não difere muito
do estudo das funções de duas variáveis. Desta forma, neste estudo trabalharemos mais com
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-2
as funções de duas variáveis independentes, salientando as diferenças fundamentais entre
estas funções e as funções de uma única variável independente, além de reforçar as principais
analogias existentes entre elas.
Definição
Seja A um conjunto do espaço n-dimensional
n
A 9 _ , isto é, os elementos de A são n-
uplas ordenadas (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) de números reais. Se a cada ponto P do conjunto A
associarmos um único elemento 9 e w , temos uma função 9 ÷ 9 _
n
A f : . Essa função é
chamada de função de n variáveis reais.
Simbolicamente:
f :
n
A 9 _ ÷ 9
x ÷ ( ) x f w =
ou w= f ( x )= f (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ).
Definição: Domínio de Função
Domínio da função f é o conjunto A da definição anterior, isto é,
Df = {
n
A x 9 _ e ; w= f ( x )}.
Como para as funções de uma variável, em geral, uma função de várias variáveis
também é especificada apenas pela regra que a define. Nesse caso, o domínio da função é o
conjunto de todos os pontos de
n
x 9 e , para os quais a função está definida.
Definição: Imagem de Função
Imagem da função f é o conjunto dos números we9 , tais que w= f ( x ).
f Im = { we9; w= f ( x )}.
Exemplo
4. Determine o domínio e a imagem da função z = f ( x )=
2
2
2
1
9 x x ÷ ÷ definida de 9
2
em
9.
Resolução:






Resolução:
5. Represente graficamente o domínio da função ( ) ( ) y x y x f ÷ = ln , .
Resolução:


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-3

Resposta:
6. Represente graficamente o domínio da função ( )
2 2
,
y x
xy
y x f
÷
= .
Resolução:









Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-4
Definição: Curva de Nível (Cn)
Considere f : 9
2
÷ 9. O conjunto de pontos x e9
2
onde uma função f ( x ) tem um
valor constante f ( x )= f (
1
x ,
2
x )=c é chamado de curva de nível de f . Representação: Cnc.

Definição: Gráfico de uma função
O conjunto de todos os pontos (
1
x ,
2
x , ) (x f ) no espaço, para x e9
2
no domínio de
f , é chamado de GRÁFICO de f .
O gráfico de f também é chamado de SUPERFÍCIE w= ) (x f = f (
1
x ,
2
x ).
Definição: Curva de Contorno (Cc)
A curva no espaço na qual o plano w= c intercepta uma superfície w= f ( x , y ) é
chamada de curva de contorno f ( x , y ) =c . Representação: Ccc.
Definição: Conjunto de Nível
Se f é uma função de n variáveis, ( )
n
x x x f f , ... , ,
2 1
= e k é um número real, um
conjunto de nível de f, é o conjunto de todos os pontos ( ) Df x x x
n
e , ... , ,
2 1
para os quais
( ) k x x x f
n
= , ... , ,
2 1
.
Em particular, quando f é uma função de três variáveis independentes, temos as
superfícies de nível. Nesse caso, o conhecimento das superfícies de nível, que podem ser
visualizadas no espaço tridimensional, ajuda muito a entender o comportamento da função.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-5
Exemplo
7. No exemplo que segue, podemos observar algumas curvas de nível da função
( )
2 2
100 , y x y x f z ÷ ÷ = = .

8. No exemplo que segue, podemos observar uma curva de nível e uma curva de contorno da
função ( )
2 2
100 , y x y x f z ÷ ÷ = = .



Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-6
Exemplo
9. Represente graficamente f ( x , y )=
2 2
9 y x ÷ ÷ e trace as curvas de níveis f ( x , y )=0,
f ( x , y )= 5 e f ( x , y )= 8 no domínio de f no plano.
Resolução:

















=
x
y
w
= w
w
Cc
Cc
Cn
Cn
Cn0
8
5
8
5
5
8

Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-7
5.2 Limites e Continuidade de Funções de n-Variáveis Reais
5.2.1 Limites de Funções em 
n

Definição
Seja w= f ( x )= f (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) uma função de n variáveis. O LIMITE da função
f ( x ), quando x tende a
0
x , é o número real L se, para todo numero real c>0, existe o>0, tal
que se x eB(
0
x ;o) então sua imagem f ( x )eB( L;c).
Simbolicamente

0
lim
x x÷
f ( x )= L · ¬c>0, -o>0; 0<| x ÷
0
x |<o ¬ | f ( x )÷ L |<c.
Caso particular: Limites de Funções de duas variáveis independentes

Sejam 9 ÷ 9 c
2
: A f e ( )
0 0
, y x um ponto de acumulação de A. Dizemos que o
limite de ( ) y x f , , quando ( ) y x, se aproxima de ( )
0 0
, y x é um número real L se, para todo
c>0, existir um o>0 tal que | ( ) y x f , ÷ L |<c, sempre que ( ) A y x e , e ( ) ( ) o < ÷ <
0 0
, , 0 y x y x
Notação:
( ) ( )
0 0
, ,
lim
y x y x ÷
( ) L y x f = , ou
0
0
lim
y y
x x
÷
÷
( ) L y x f = ,
Propriedades
Tome L, M , K e9,
0
lim
x x÷
f ( x )= L e
0
lim
x x÷
g ( x )= M .
-
0
lim
x x÷
[ f ( x )± g ( x )]=
0
lim
x x÷
f ( x )±
0
lim
x x÷
g ( x )= L ± M .
-
0
lim
x x÷
[ f ( x )· g ( x )]=
0
lim
x x÷
f ( x )·
0
lim
x x÷
g ( x )= L · M .
-
0
lim
x x÷
) (
) (
x g
x f
=
) ( lim
) ( lim
0
0
x g
x f
x x
x x
÷
÷
=
M
L
se M =0.
-
0
lim
x x÷
K f ( x )= K
0
lim
x x÷
) (x f = K L .
- Se p e q forem inteiros, então
0
lim
x x÷
| |
q p
x f
/
) ( =
q p
L
/
, desde que
q p
L
/
e9.
Exemplos
Calcule os limites:
10.
) 4 , 3 ( ) , (
lim
÷ ÷ y x
2 2
y x +
Resolução:

Resposta: 5
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-8
11.
) 1 , 0 ( ) , (
lim
÷ y x
3 2
5
3
y xy y x
xy x
÷ +
+ ÷

Resolução:



Resposta: ÷3
12.
) 0 , 0 ( ) , (
lim
÷ y x
y x
xy x
÷
÷
2

Resolução:





Resposta: 0
13.
) 1 , 1 ( ) , (
lim
÷ y x
y x
y x
÷
÷
2 2

Resolução:




Resposta: 2
Proposição
Se w= f ( x )= f (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) tem limites diferentes ao longo de caminhos
diferentes quando x se aproxima de
0
x , então
0
lim
x x÷
f ( x ) não existe.
Exemplo
14. Aplicando limites por caminhos, mostre que f ( x , y )=
2 4
2
2
y x
y x
+
não tem limite quando
( x , y ) se aproxima de (0,0).
Resolução:









Resposta: Logo, -/
) 0 , 0 ( ) , (
lim
÷ y x
f ( x , y ).
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-9
Exercícios
15. f ( x , y ) =
2 4
2 4
y x
y x
+
÷
(Caminhos y = k
2
x );
Resolução:





Resposta: Logo, -/
) 0 , 0 ( ) , (
lim
÷ y x
f ( x , y ).
16. f ( x , y ) =
y x
y x
+
÷
(Caminhos y = k x , k =÷1);
Resolução:






Resposta: Logo, -/
) 0 , 0 ( ) , (
lim
÷ y x
f ( x , y ).
17. f ( x , y ) =
y
y x
2 2
+
(Caminhos y = k
2
x , k =0);
Resolução:







Resposta: Logo, -/
) 0 , 0 ( ) , (
lim
÷ y x
f ( x , y ).
5.2.2 Continuidade de Funções em 
n

Definições:
1
a
) Uma função w= f ( x )= f (
1
x ,
2
x ,
3
x ,.,
n
x ) é CONTÍNUA NO PONTO
0
x e9
n
se:
- - f ( x );
- -
0
lim
x x÷
f ( x );
-
0
lim
x x÷
f ( x )= ) (
0
x f .
2
a
) Uma função é CONTÍNUA quando é contínua em todos os pontos de seu domínio.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-10
Proposição:

Sejam f e g funções de duas variáveis contínuas no ponto ( )
0 0
, y x , então:

- g f + é contínua em ( )
0 0
, y x ;
- g f ÷ é contínua em ( )
0 0
, y x ;
- g f · é contínua em ( )
0 0
, y x ;
- g f / é contínua em ( )
0 0
, y x , desde que ( ) 0 ,
0 0
= y x g
Proposição:

Sejam ( ) u f w = e ( ) y x g z , = . Se g é contínua em ( )
0 0
, y x e f é contínua em
( )
0 0
, y x g , então a função composta g f · é contínua em ( )
0 0
, y x .
Observação:
A partir das proposições anteriores podemos afirmar que:
- Uma função polinomial de duas variáveis é contínua em
2
9 ;
- Uma função racional de duas variáveis é contínua em todos os pontos do seu
domínio.
Exemplos:
Discutir a continuidade das seguintes funções:
18. ( ) 2 5 2 ,
2 2
÷ + = xy y x y x f
Resolução:


Resposta:
19. ( )
2 2 3 3
1
,
2 2
+ + ÷ ÷ +
÷ +
=
y x xy x y x
y x
y x g
Resolução:





Resposta:
20. ( ) ( ) 4 ln ,
2 2
+ = y x y x h
Resolução:





Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-1
6 Derivadas
6.1 Derivadas Parciais
6.1.1 Incremento parcial e incremento total
Seja ( ) y x f z , = uma função de duas variáveis independentes.
Quando damos à variável independente x um acréscimo x A , enquanto y permanece
constante, então o incremento correspondente de z receberá o nome de incremento parcial de
z, em relação à x e é denotado por:
( ) ( ) y x f y x x f z
x
, , ÷ A + = A
Da mesma maneira, se x permanecer constante e a variável y receber um acréscimo
y A , o incremento parcial de z, em relação à y é:
( ) ( ) y x f y y x f z
y
, , ÷ A + = A
Se agora dermos, simultaneamente um acréscimo x A para x e y A para y, obtemos o
incremento total de z, que é denotado por:
( ) ( ) y x f y y x x f z , , ÷ A + A + = A
Exemplo
1. Se ( ) y x y x f z · = = , , então:
( ) ( ) y x f y x x f z
x
, , ÷ A + = A =( ) y x y x x · ÷ A + = x y y x y x y x A · = · ÷ · A + ·
( ) ( ) y x f y y x f z
y
, , ÷ A + = A = ( ) y x y y x · ÷ A + = y x y x x x y x A · = · ÷ A · + · =
( ) ( ) y x f y y x x f z , , ÷ A + A + = A =( ) ( ) y x y y x x · ÷ A + · A + =
y x y x x y y x y x · ÷ A · A + A + A + · = y x x y y x A · A + A + A
Definições:
Chama-se derivada parcial de ( ) y x f z , = , em relação à x, no ponto ( )
0 0
, y x , ao limite:
( )
x
y x f
c
c
0 0
,
=
0
lim
÷ Ax x
y x f y x x f
A
÷ A + ) , ( ) , (
0 0 0 0
;
Analogamente, definimos derivada parcial de ( ) y x f z , = , em relação à y, no ponto
( )
0 0
, y x , ao limite:
( )
y
y x f
c
c
0 0
,
=
0
lim
÷ Ay y
y x f y y x f
A
÷ A + ) , ( ) , (
0 0 0 0
;
Fazendo x x x A = ÷
0
e y y y A = ÷
0
, podemos escrever:
( )
x
y x f
c
c
0 0
,
=
0
lim
x x÷
0
0 0 0
) , ( ) , (
x x
y x f y x f
÷
÷
e
( )
y
y x f
c
c
0 0
,
=
0
lim
y y÷
0
0 0 0
) , ( ) , (
y y
y x f y x f
÷
÷
;
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-2
Definições:
Sejam 9 ÷ 9 c
2
: A f , sendo ( ) ( ) y x f z y x , , = ÷ , e A B c o conjunto dos pontos
( ) y x, tais que
( )
x
y x f
c
c ,
existe. Chamamos de função derivada parcial de f em relação à x, à
função que a cada ( ) B y x e , associa o número
( )
x
y x f
c
c ,
=
0
lim
÷ Ax x
y x f y x x f
A
÷ A + ) , ( ) , (
.
Analogamente, chamamos de função derivada parcial de f em relação à y, à função
que a cada ( ) B y x e , associa o número
( )
y
y x f
c
c ,
=
0
lim
÷ Ay y
y x f y y x f
A
÷ A + ) , ( ) , (
.
Observação:
As derivadas parciais podem também ser denotadas por:
( )
x
y x f
c
c ,
= ( ) ( ) y x f y x f D
x x
, , =
( )
y
y x f
c
c ,
= ( ) ( ) y x f y x f D
y y
, , =
Observação:
As definições anteriores podem ser estendidas para funções 9 ÷ 9 c
n
A f : . Desta
forma temos, por exemplo:
1
o
Seja f: 
A derivada da função f ( x ) é:
f ’( x ) =
dx
dy
=
0
lim
÷ h h
x f h x f ) ( ) ( ÷ +

2
o
Seja f: 
2

As derivadas parciais de f ( x , y ) em relação a x e y são as funções
x
f e
y
f .
x
f ( x , y ) =
( )
x
y x f
c
c ,
=
0
lim
÷ h h
y x f y h x f ) , ( ) , ( ÷ +
;
y
f ( x , y ) =
( )
y
y x f
c
c ,
=
0
lim
÷ h h
y x f h y x f ) , ( ) , ( ÷ +
.
3
o
Seja f: 
3

As derivadas parciais de f ( x , y , z ) são as funções
x
f ,
y
f e
z
f .
x
f ( x , y , z ) =
( )
x
z y x f
c
c , ,
=
0
lim
÷ h h
z y x f z y h x f ) , , ( ) , , ( ÷ +
;
y
f ( x , y , z ) =
( )
y
z y x f
c
c , ,
=
0
lim
÷ h h
z y x f z h y x f ) , , ( ) , , ( ÷ +
;
z
f ( x , y , z ) =
( )
z
z y x f
c
c , ,
=
0
lim
÷ h h
z y x f h z y x f ) , , ( ) , , ( ÷ +
;
para w= f ( x , y , z ).
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-3
4
o
Seja f: 
n

As derivadas parciais de f ( x ) para x e9
n
:
1
x
f ( x ) =
1
2 1
) , , , (
x
x x x f
n
c
c
=
0
lim
÷ h h
x x x f x x h x f
n n
) , , , ( ) , , , (
2 1 2 1
÷ +
;
2
x
f ( x ) =
2
2 1
) , , , (
x
x x x f
n
c
c
=
0
lim
÷ h h
x x x f x h x x f
n n
) , , , ( ) , , , (
2 1 2 1
÷ +
;
.
n
x
f ( x ) =
n
n
x
x x x f
c
c ) , , , (
2 1

=
0
lim
÷ h h
x x x f h x x x f
n n
) , , , ( ) , , , (
2 1 2 1
÷ +
;
2. Usando a definição, encontre a derivada parcial de ( )
2 2
16 , y x y x f z ÷ ÷ = = em relação à
x no ponto ( ) 2 , 1 .
Resolução:





Resposta: 2 ÷
3. Usando a definição, encontre as derivadas parciais
x
f
c
c
( x , y ) e
y
f
c
c
( x , y ), sendo f ( x , y )
= 3
2
x ÷2 x y +
2
y .
Resolução:
x
f
c
c
( x , y ) =








y
f
c
c
( x , y ) =









Resposta:
x
f
c
c
( x , y ) = 6 x ÷2 y e
y
f
c
c
( x , y ) =÷2 x +2 y
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-4
Observação:
Na prática, podemos obter as derivadas parciais mais facilmente, usando as regras de
derivação das funções de uma variável. Nesse caso, para calcular
( )
x
y x f
c
c ,
, mantemos y
constante e para calcular
( )
y
y x f
c
c ,
, x é mantido constante.
6.1.2 Regras de derivação
Para as derivadas parciais, valem regras de derivação análogas às das funções de uma
variável.
Sejam u = f ( x ) = f (
1
x ,
2
x ,.,
n
x ) e v = g ( x ) = g (
1
x ,
2
x ,.,
n
x ).

i
x
f =
i
x
f
c
c
=
i
x c
c
u =
i
x
u e
i
x
g =
i
x
g
c
c
=
i
x c
c
v =
i
x
v .
Produto
u v ¬
i
x c
c
( u v ) = ( u v )
i
x
=
i
x
u v +u
i
x
v .
Quociente
v
u
¬
i
x c
c
|
.
|

\
|
v
u
=
i
x
v
u
|
.
|

\
|
=
2
v
uv v u
i i
x x
÷
.
Potência
n
u ¬
i
x c
c
(
n
u ) = (
n
u )
i
x
=n
1 ÷ n
u ·
i
x
u .
Exercícios
Considerando a função f ( x , y )=
3
x
2
y ÷2
2
x y +3 x calcule o que se pede:
4.
x
f ( x , y )
Resolução:


Resposta: 3
2
x
2
y ÷4 x y +3
5.
y
f ( x , y )
Resolução:


Resposta: 2
3
x y ÷2
2
x
6.
x
f (2,÷1)
Resolução:

Resposta: 23
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-5
7.
y
f (2,÷1)
Resolução:


Resposta: ÷24
Exercícios
8. Encontre
y
f
c
c
se f ( x , y ) = y ) sin( xy .
Resolução:










Resposta:
y c
c
( u v ) = ) sin(xy + y x ) cos(xy .
9. Encontre
x
f e
y
f se f ( x , y ) =
x y
y
cos +
2
.
Resolução:




















Resposta:
2
) cos (
sin 2
x y
x y
f
x
+
= e
2
) cos (
cos 2
x y
x
f
y
+
=
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-6
10. Encontre
x
f e
y
f se f ( x , y ) =
y
x tan =w.
Resolução:

















Resposta:
x
f =
y y
x y
x
1
2
) (tan
sec
÷
e
y
f = ÷
2
) ln(tan tan
y
x x
y
·

11. Usando as regras de derivação, encontre as derivadas parciais das seguintes funções:
(a) f ( x , y ) =
2 2
1 y x  
Resolução:







Resposta:
x
f
c
c
( x , y ) =
2 2
1 y x
x
 

e
y
f
c
c
( x , y ) =
2 2
1 y x
y
 


(b) f ( x , y ) =
2 2
y x
y x



Resolução:









Resposta:
x
f
c
c
( x , y ) =
2 2 2
2 2
2
) ( y x
x xy y

 
e
y
f
c
c
( x , y ) =
2 2 2
2 2
2
) ( y x
y xy x

 

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-7
(c) f ( x , y ) =
y x
e
/

Resolução:








Resposta:
x
f
c
c
( x , y ) =
y
e
y x /
e
y
f
c
c
( x , y ) =
2
y
xe
y x /


(d) f ( x , y ) = tan (
2
x ÷
2
y )
Resolução:














Resposta:
x
f
c
c
( x , y ) = [
2
sec (
2
x ÷
2
y )]·(2 x ) e
y
f
c
c
( x , y ) = [
2
sec (
2
x ÷
2
y )]·(÷2 y ).
(e) f ( x , y , z ) =
2
x ·
2
sin ( y z )
Resolução:













Resposta:
x
f
c
c
( x , y , z )=2 x
2
sin ( y z ),
y
f
c
c
( x , y , z )=
2
x z sin (2 y z ) e
z
f
c
c
( x , y , z )=
2
x y sin (2 y z ).
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-8
6.1.3 Derivadas Parciais Sucessivas
Se w= f ( x ) é uma função de n variáveis e admite derivadas parciais em relação a
todos os
1
x ,
2
x ,.,
n
x e estas funções derivadas parciais admitem derivadas parciais, então
suas derivadas são DERIVADAS PARCIAIS DE SEGUNDA ORDEM de w= f ( x ).
Se as derivadas de segunda ordem são parcialmente deriváveis, suas derivadas são
chamadas de DERIVADAS PARCIAIS DE TERCEIRA ORDEM de w= f ( x ).
Assim, segue para derivadas de ordem superior.
w= f ( x , y ) ¬
x
f
c
c
=
x
f ¬
y c
c
|
.
|

\
|
c
c
x
f
=
x y
f
c c
c
2
=
xy
f ¬.

| | |
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
c
c
=
c c
c
=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
c c c
c
=
c c c
c
=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
c c c
c
=
c c c
c
=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
c c
c
=
c
c
=
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
c
c
=
c c
c
=
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
c c
c
=
c
c
=
¦
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
c
c
=
c
c
=
=
ordem 3ra. ordem 2da. ordem 1ra.
3
3
2
3
3
3
3
3
2
3
3
3
2
2
2
2
2
2
y
w
f
y x
w
f
y x y
w
f
y x x
w
f
x y y
w
f
x y x
w
f
x y
w
f
x
w
f
y
w
f
y x
w
f
x y
w
f
x
w
f
y
w
f
x
w
f
y x f w
yyy
yyx
yxy
yxx
xyy
xyx
xxy
xxx
yy
yx
xy
xx
y
x
) , (

Teorema
Seja f uma função de duas variáveis x e y . Se f ,
x
f ,
y
f ,
xy
f e
yx
f são contínuas
em uma região aberta R, então
xy
f =
yx
f em toda R.
Este teorema também é válido para derivadas de ordens superiores. Por exemplo:

xyx
f =
yxx
f =
xxy
f .
Exercícios
12. Seja f ( x , y ) =
3
x
2
y ÷2
2
x y +3 x . Prove que
xy
f =
yx
f .
Resolução:

Resposta:
xy
f =
x y
f
c c
c
2
=
y x
f
c c
c
2
=
yx
f
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-9
13. Prove que
xyx
f =
yxx
f =
xxy
f para f ( x , y ) =
3
x
2
y ÷2
2
x y +3 x .
Resolução:




Resposta:
xxy
f =
xyx
f =
yxx
f =12 x y ÷4
14. Dada a função f ( x , y ) =
y x
e
3 2 
, calcule:
(a)
3
3
x
f
c
c
( x , y )
Resolução:





Resposta:
3
3
x
f
c
c
( x , y ) =8
y x
e
3 2 

(b)
3
3
y
f
c
c
( x , y )
Resolução:






Resposta:
3
3
y
f
c
c
( x , y ) =27
y x
e
3 2 

(c) Verifique a igualdade seguinte:
x y
f
c c
c
2
3
=
2
3
y x
f
c c
c
.
Resolução:











Resposta:
x y
f
c c
c
2
3
=
2
3
y x
f
c c
c
=18
y x
e
3 2 

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-10
6.1.4 Interpretação Geométrica das Derivadas Parciais
Vamos supor que 9 ÷ 9 c
2
: A f , ( ) ( ) y x f z y x , , = ÷ admite derivadas parciais em
um ponto ( ) A y x e
0 0
, . Para
0
y y = , temos que ( )
0
, y x f é uma função de uma variável cujo
gráfico é uma curva C, resultante da intersecção da superfície ( ) y x f z , = com o plano
0
y y = . A inclinação ou coeficiente angular da reta tangente à curva C no ponto ( )
0 0
, y x é
dado por:
( )
x
y x f
c
c
= o
0 0
,
tan



De maneira análoga, temos que a inclinação da reta tangente à curva C, resultante da
intersecção da superfície ( ) y x f z , = com o plano
0
x x = , é:
( )
y
y x f
c
c
= |
0 0
,
tan

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-11
15. Encontre a declividade da reta tangente à curva de intersecção da superfície
w=
2 2
2 24 y x   com o plano y = 2, no ponto (2,2, 3 2 ).
Resolução:





Resposta:
x
w
c
c
(2,2) =÷
3
1

6.1.5 Equações das Retas Tangentes
Dada a função w= f ( x , y ), as retas tangentes ao gráfico de w no ponto
P(
0
x ,
0
y ,
0
w ), nos planos verticais y =
0
y e x =
0
x , são dadas da seguinte forma.
Retas Tangentes: Forma Simétrica
y =
0
y ¬
¦
¹
¦
´
¦
=
÷
=
÷
0
0 0
0 0
1
y y
y x f
w w x x
x
) , ( x =
0
x ¬
¦
¹
¦
´
¦
=
÷
=
÷
0
0 0
0 0
1
x x
y x f
w w y y
y
) , (

Retas Tangentes: Forma Paramétrica
y =
0
y ¬
¦
¹
¦
´
¦
ì + =
=
ì + =
) , (
0 0 0
0
0
y x f w w
y y
x x
x
x =
0
x ¬
¦
¹
¦
´
¦
ì + =
=
ì + =
) , (
0 0 0
0
0
y x f w w
x x
y y
y

Exemplo
Determine as equações das retas tangentes ao gráfico de w= f ( x , y ) com
w=7÷
2
x ÷
2
y +2 x +2 y .
16. No ponto (2,3,4).
Resolução:













Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-12
17. No ponto (1,1,9).
Resolução:






Resposta:
Exercícios de derivadas como taxas de variação:
18. Se a temperatura T depende do tempo t e da altitude h, de acordo com a regra:
( ) 10
100 3
10
36
5
,
2
+ ÷ +
÷
=
h t t
h t T , então calcule:
(a) Como varia a temperatura em relação ao tempo, no instante 12
0
= t horas, num ponto
de altitude =
0
h 100 metros?
Resolução:










Resposta: 0

(b) Como varia a temperatura em relação à altitude, no instante 12
0
= t horas, num ponto
de altitude =
0
h 100 metros?
Resolução:














Resposta:
100
1
÷
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-13
19. De acordo com a lei do gás ideal para um gás confinado, se P Newton por unidade
quadrada é a pressão, V unidades cúbicas é o volume, e T graus a temperatura, temos a
fórmula: P V =k T [equação (1)] onde k é uma constante de proporcionalidade. Suponha
que o volume de gás em um certo recipiente seja 100
3
cm e a temperatura seja 90
0
e k =8.
(a) Encontre a taxa de variação instantânea de P por unidade de variação em T , se V
permanecer fixo em 100.
Resolução:




Resposta: Logo, quando T =90 e V =100,
T
P
c
c
=0,08 é a resposta desejada.
(b) Use o resultado de (a) para aproximar a variação de pressão se a temperatura aumentar
para 92
0
C.
Resolução:





Resposta: 0,16 N /
2
m
(c) Encontre a taxa de variação instantânea de V por unidade de variação em P se T
permanecer fixo em 90
0
.
Resolução:








Resposta:
P
V
c
c
= ÷
9
125

(d) Suponha que a temperatura permaneça constante. Use o resultado de (c) para encontrar
a variação aproximada no volume para produzir a mesma variação na pressão, obtida em (b).
Resolução:










Resposta: ÷
9
20

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-14
20. O volume V de um cone circular é dado por V =
24
t
2
y
2 2
4 y s  , onde s é o
comprimento da geratriz e y o diâmetro da base.
(a) Encontre a taxa de variação instantânea do volume em relação à geratriz se o valor
y =16, enquanto a geratriz s varia. Calcule essa taxa de variação no instante em que
s =10cm.
Resolução:










Resposta:
s
V
c
c
=
9
320t
3
cm / cm
(b) Suponha que o comprimento da geratriz permaneça constante com o valor de
s =10cm. Considerando que o valor do diâmetro varia, encontre a taxa de variação do volume
em relação ao diâmetro quando y =16cm.
Resolução:













Resposta:
y
V
c
c
=
9
16t
3
cm / cm
6.1.6 Diferenciabilidade
Diferenciabilidade para funções de uma variável
Seja 9 ÷ 9 : f . Se f é derivável no ponto
0
x , então, por definição,
0
lim
x x÷
0
0
) ( ) (
x x
x f x f
÷
÷
= ( )
0
´ x f . Assim:
0
lim
x x÷
0
0
) ( ) (
x x
x f x f
÷
÷
= ( )
0
´ x f ¬
0
lim
x x÷
( ) 0 ´
) ( ) (
0
0
0
=

÷
÷
÷
x f
x x
x f x f
ou
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-15
0
lim
x x÷
( ) ( ) | |
0
´ ) ( ) (
0
0 0 0
=

÷
÷ · + ÷
x x
x x x f x f x f

Esta expressão nos diz que a função ( ) ( )
0 0 0
´ ) ( ) ( x x x f x f x h ÷ · + = , que é a reta
tangente ao gráfico de f no ponto ( )
0 0
, y x é uma “boa aproximação” de f perto de
0
x .
Em outras palavras, quando x se aproxima de
0
x , a diferença entre f e h se aproxima
de zero de uma forma mais rápida.

Plano Tangente
Foi visto que a derivada parcial
( )
x
y x f
c
c
0 0
,
é o coeficiente angular da reta tangente à
curva de intersecção do plano
0
y y = com a superfície ( ) y x f z , = , no ponto ( )
0 0
, y x . Da
mesma maneira, a derivada parcial
( )
y
y x f
c
c
0 0
,
é o coeficiente angular da reta tangente à curva
de intersecção do plano
0
x x = com a superfície ( ) y x f z , = , no ponto ( )
0 0
, y x .
Intuitivamente percebemos que se existir um plano tangente à superfície ( ) y x f z , = ,
no ponto ( )
0 0
, y x , então as retas que tem
( )
x
y x f
c
c
0 0
,
e
( )
y
y x f
c
c
0 0
,
como coeficientes
angulares estão contidas neste plano.
x
y
w
x
y
0
0
( ) x ,y
0 0
P( ) x ,y ,w
0 0
A curva
( ) x ,y
0
f w =
reta tangente
reta tangente
A curva
( ) x ,y
0
f w =
0

Assim, se existe o plano tangente a ( ) y x f z , = , passando pelo ponto P(
0
x ,
0
y ,
0
z ), sua
equação é:
- (1) h ( x , y ) =a x +b y +c .
As inclinações nas direções dos eixos x e y são dadas pelas equações (2) e (3),
respectivamente:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-16
- (2) a =
x
f
c
c
(
0
x ,
0
y ).
- (3) b =
y
f
c
c
(
0
x ,
0
y ).
O ponto P(
0
x ,
0
y ,
0
w ) satisfaz a equação (1), logo, obtém-se a equação (4):
- (4) h (
0
x ,
0
y ) = f (
0
x ,
0
y ) =
0
w .
Substituindo (2) e (3) em (1), chega-se a equação (5):
- (5) h ( x , y ) =
x
f
c
c
(
0
x ,
0
y ) x +
y
f
c
c
(
0
x ,
0
y ) y +c .
Substituindo (4) em (5), chega-se a equação (6):
- f (
0
x ,
0
y ) =
x
f
c
c
(
0
x ,
0
y )
0
x +
y
f
c
c
(
0
x ,
0
y )
0
y +c , ou
- (6) c =
0
w ÷
x
f (
0
x ,
0
y )
0
x ÷
y
f (
0
x ,
0
y )
0
y .
Assim, substituindo (6) em (5), obtém-se o plano tangente ao gráfico de w= f ( x , y )
no ponto P(
0
x ,
0
y ,
0
w ) pela equação (7):
- (7) h ( x , y ) = f (
0
x ,
0
y ) +
x
f (
0
x ,
0
y )·( x ÷
0
x ) +
y
f (
0
x ,
0
y )·( y ÷
0
y ).
Diferenciabilidade para funções de duas variáveis
Diz-se que a função f ( x , y ) é diferenciável no ponto (
0
x ,
0
y ) se as derivadas
parciais
x
f
c
c
(
0
x ,
0
y ) e
y
f
c
c
(
0
x ,
0
y ) existem e se
- (8)
) , ( ) , (
0 0
lim
y x y x ÷ ) , ( ) , (
) , ( ) , (
0 0
y x y x
y x h y x f
÷
÷
= 0.
Na equação (8), se tem:
- h ( x , y ) = f (
0
x ,
0
y ) +
x
f (
0
x ,
0
y )·( x ÷
0
x ) +
y
f (
0
x ,
0
y )·( y ÷
0
y );
- | ( x , y ) ÷ (
0
x ,
0
y ) | =
2
0
2
0
) ( ) ( y y x x ÷ + ÷ .
Observação
De uma maneira informal, dizemos que f ( x , y ) é diferenciável em (
0
x ,
0
y ) se o
plano dado pela equação (7) nos fornece uma “boa aproximação” para f ( x , y ) no ponto
(
0
x ,
0
y ).
Proposição
Se f ( x , y ) é diferenciável no ponto (
0
x ,
0
y ), então f é contínua nesse ponto.
Exemplos
21. Pela definição acima, provar que a função f ( x , y ) =
2
x +
2
y é diferenciável em 9
2
.
Resolução:





Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-17











Resposta: Logo, f é diferenciável em 9
2
.
Nos exercícios a seguir, verifique se as funções dadas são diferenciáveis na origem,
isto é, (
0
x ,
0
y ) = (0,0).
22. f ( x , y ) =
2 2
y x + .
Resolução:












Resposta: Logo, f não é diferenciável na origem.
23. f ( x , y ) =
¦
¹
¦
´
¦
=
=
+
) , ( ) , ( ,
) , ( ) , ( ,
0 0 se 0
0 0 se
2
2 2
3
y x
y x
y x
y
.
Resolução:















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-18











Resposta: Logo, f não é diferenciável na origem.
Plano Tangente
Seja f : 9
2
÷9 diferenciável no ponto (
0
x ,
0
y ). Chama-se de plano tangente ao
gráfico de f no ponto (
0
x ,
0
y , f (
0
x ,
0
y )) ao plano dado pela equação a seguir.
w÷ f (
0
x ,
0
y ) =
x
f (
0
x ,
0
y )·( x ÷
0
x ) +
y
f (
0
x ,
0
y )·( y ÷
0
y ).

Exemplos
Determine, se existir, o plano tangente ao gráfico das funções dadas nos pontos
indicados.
24. w=
2
x +
2
y nos pontos: a) P
1
(0,0,0); b) P
2
(1,1,2).
Resolução:







Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-19
25. w=
2 2
2 y x + nos pontos: a) P
1
(0,0,0); b) P
2
(1,1, 3 ).
Resolução:








Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-20
6.2 Gradiente
Seja w= f ( x , y ) que admite derivadas parciais de 1
a
ordem em (
0
x ,
0
y ). O gradiente
de f no ponto (
0
x ,
0
y ) é um vetor com as derivadas
x
f e
y
f tal que:
grad f (
0
x ,
0
y ) =
\
|
c
c
) , (
0 0
y x
x
f
,
|
|
.
|
c
c
) , (
0 0
y x
y
f
ou V f (
0
x ,
0
y ) = (
x
f (
0
x ,
0
y ),
y
f (
0
x ,
0
y )).
Generalizando este conceito, temos:
w= f ( x , y ), w= f ( x , y , z ), ., w= f (
1
x ,
2
x ,.,
n
x );
V f =
\
|
c
c
x
f
,
|
|
.
|
c
c
y
f
, V f =
\
|
c
c
x
f
,
y
f
c
c
, |
.
|
c
c
z
f
, ., V f =

\
|
c
c
1
x
f
,
2
x
f
c
c
,.,
|
|
.
|
c
c
n
x
f
.
Proposição
Seja f ( x , y ) uma função tal que, através do ponto P
0
(
0
x ,
0
y ), passa uma curva de
nível
k
c de f . Se grad f (
0
x ,
0
y ) não for nulo, então ele é perpendicular à curva de nível
k
c
em (
0
x ,
0
y ), isto é, ele é perpendicular à reta tangente à curva
k
c no ponto P
0
.
Exemplo
26. Seja w= f ( x , y ) =
2
x +
2
y . Graficamente, o grad f (
0
x ,
0
y ) é dado por:
Resolução:

x
y
w
x
y 0
0
P
0
grad f ( ) x ,y
0 0
x
y
P
0
c
k
y
0
( ) x , y f : = k
x
0

V ( )
0 0
, y x f =
( )

\
|
c
c
x
y x f
0 0
,
,
( )
|
|
.
|
c
c
y
y x f
0 0
,
=( )
0 0
2 , 2 y x
Resposta:
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-21
27. Seja w= f ( x , y ) =
2
x ÷ y . Graficamente, o grad f (2,4) é dado por:
Resolução:







grad f (2 4) ,
x
y
P
0
c
0
4
( ) x , y f : = 0
2

Resposta:
Observação:
O gradiente é um vetor que indica o sentido de mais rápido crescimento de uma
função em um ponto.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-22
6.3 Diferenciais
Seja w= f ( x , y ) uma função diferenciável no ponto (
0
x ,
0
y ). A diferencial de f em
(
0
x ,
0
y ) é definida pela função ou transformação linear:
T: 9
2
÷9
T( x ÷
0
x , y ÷
0
y ) =
x
f
c
c
(
0
x ,
0
y )( x ÷
0
x ) +
y
f
c
c
(
0
x ,
0
y )( y ÷
0
y ),
ou, para h = x ÷
0
x e k = y ÷
0
y :
T( h , k ) =
x
f
c
c
(
0
x ,
0
y ) h +
y
f
c
c
(
0
x ,
0
y ) k (01)
T dá uma aproximação do acréscimo Aw em (
0
x ,
0
y ):
Aw= f ( x , y ) ÷ f (
0
x ,
0
y ).
Em relação a x e y , os acréscimos são:
A x = x ÷
0
x e A y = y ÷
0
y .
Define-se a diferencial das variáveis independentes x e y como os acréscimos A x e
A y :
dx = A x e dy = A y .
A diferencial de f em ( x , y ) relativa aos acréscimos A x e A y é indicada por dw ou
df :
dw=
x
f
c
c
( x , y ) dx +
y
f
c
c
( x , y ) dy (02)
dw é a DIFERENCIAL TOTAL de w= f ( x , y ).
Exemplos
28. Calcule a diferencial de f ( x , y ) = x + xy no ponto (1,1).
Resolução:















Resposta: df (1,1) =
2
3
dx +
2
1
dy .
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-23
29. Dada a função w=
2
x +
2
y ÷ xy .
- a) Determine uma aproximação para o acréscimo da variável dependente quando ( x , y )
passa de (1,1) para (1,001;1,02).
Resolução:




Resposta: A w~ 0,021.
- b) Calcular Aw quando as variáveis independentes sofrem a variação em a).
Resolução:




Resposta: A w=0,021381
- c) Calcular o erro obtido da aproximação de dw como Aw.
Resolução:



Resposta: 0,000381
6.3.1 Generalizando as diferenciais
Tome w= f ( x , y , z ) em (
0
x ,
0
y ,
0
z ), sua diferencial é:
dw=
x
f
c
c
( x , y , z ) dx +
y
f
c
c
( x , y , z ) dy +
z
f
c
c
( x , y , z ) dz .
Tome w= f (
1
x ,
2
x ,.,
n
x ) em (
0
1
x ,
0
2
x ,.,
0
n
x ), sua diferencial é:
dw=
1
x
f
c
c
(
1
x ,
2
x ,.,
n
x )
1
dx +
2
x
f
c
c
(
1
x ,
2
x ,.,
n
x )
2
dx +.+
n
x
f
c
c
(
1
x ,
2
x ,.,
n
x )
n
dx .
Exercícios
30. Calcule a diferencial total da função: w=
2
x +
2
y +
xyz
e .
Resolução:



Resposta: dw= (2 x + yz
xyz
e ) dx+(2 y + xz
xyz
e ) dy + xy
xyz
e dz
31. Calcule a diferencial total da função: w=
1
x
2
x ÷
2
x
3
x +
3
x
4
x .
Resolução:


Resposta: dw=
2
x
1
dx +(
1
x ÷
3
x )
2
dx +(
4
x ÷
2
x )
3
dx +
3
x
4
dx .
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-24
32. Nos itens a) e b), calcule o valor aproximado para a variação da área na figura quando os
lados são modificados de:
- a) 4cm e 2cm para 4,01cm e 2,001cm, num retângulo;
Resolução:
2
4











Resposta: 0,024cm
2
.
- b) 2cm e 1cm para 2,01cm e 0,5cm, num triângulo retângulo.
Resolução:
1
2









Resposta: ÷0,495cm
2
.
33. Calcular o valor aproximado de (1,001)
3,02
.
Resolução:













Resposta: (1,001)
3,02
~ 1,003.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-25
34. O diâmetro e a altura de um cilindro circular reto medem, com um erro provável de
0,2 pol em cada medida, respectivamente, 12 pol e 8 pol . Qual é, aproximadamente, o
máximo erro possível no cálculo do volume?
H
D
Resolução:













Resposta: dV ~16,8t
3
pol
35. Dada a superfície z =
y x
y x


, se no ponto x =4, y =2, x e y são acrescidos de
10
1
, qual é
a variação aproximada de z ?
Resolução:




















Resposta: A z =÷0,01075
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-26
36. As dimensões de uma caixa são 10cm, 12cm e 15cm. Essas medidas têm um possível
erro de 0,02cm. Encontre, aproximadamente, o máximo erro no cálculo do volume.
x
y
z

Resolução:

















Resposta: Logo: AV ~ 9
3
cm .
6.4 Derivadas de Funções Compostas
6.4.1 Regra da Cadeia para Funções de Duas Variáveis Intermediárias
Se w= f ( x , y ) for diferenciável e x e y forem funções diferenciáveis de t , então w
será uma função diferenciável de t e:

dt
dw
=
x
w
c
c
dt
dx
+
y
w
c
c
dt
dy

(DIAGRAMA)
w
t
x y
w
x
w
d
d
d
d
x
y
t t
y
c
c
c
c

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-27
Exemplo
37. Use a regra da Cadeia para encontrar a derivada de w= y x · em relação a t ao longo do
caminho x = t cos , y = t sin . Qual é o valor da derivada em t =
2
t
?
Resolução:




















Resposta: ÷1
6.4.2 Regra da Cadeia para Funções de Três Variáveis Intermediárias
Se w= f ( x , y , z ) for diferenciável e x , y e z forem funções diferenciáveis de t ,
então w será uma função diferenciável de t e:

dt
dw
=
x
w
c
c
dt
dx
+
y
w
c
c
dt
dy
+
z
w
c
c
dt
dz

(DIAGRAMA)
w
t
x z
w
x
w
d
d
d
d
x
z
t t
z
y
w
y
d
d
y
t
c
c
c
c
c
c

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-28
Exemplo
38. Encontre
dt
dw
sendo que w= x y + z , x = t cos , y = t sin e z =t . Determine o valor da
derivada em t =0.
Resolução:
















Resposta: 2
6.4.3 Regra da Cadeia para Duas Variáveis Independentes e Três Variáveis
Intermediárias
Sejam w= f ( x , y , z ), x = g ( r , s ), y =h ( r , s ) e z =k ( r , s ). Se todas as quatro
funções forem diferenciáveis, então w terá derivadas parciais em relação a r e s , dadas pelas
fórmulas a seguir.

r
w
c
c
=
x
w
c
c
r
x
c
c
+
y
w
c
c
r
y
c
c
+
z
w
c
c
r
z
c
c


s
w
c
c
=
x
w
c
c
s
x
c
c
+
y
w
c
c
s
y
c
c
+
z
w
c
c
s
z
c
c

(DIAGRAMA)

w
x z
w
x
w
x
z
r
z
y
w
y
y
c
c
c
c
c
c
r
r
r
c
c
c
c
c
c
c
c

w
x z
w
x
w
x
z
s
z
y
w
y
y
c
c
c
c
c
c
s
s
s
c
c
c
c
c
c

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-29
Exemplo
39. Expresse
r
w
c
c
e
s
w
c
c
em termos de r e s se: w= x +2 y +
2
z , x =
s
r
, y =
2
r + s ln , z =2 r .
Resolução:










Resposta:
r
w
c
c
=
s
1
+12 r e
s
w
c
c
=
s
2
÷
2
s
r

6.4.4 Regra da Cadeia Generalizada
Suponha que w= f (
1
x ,
2
x ,.,
n
x ),
1
x =
1
g (
1
y ,
2
y ,.,
m
y ),
2
x =
2
g (
1
y ,
2
y ,.,
m
y ), .,
n
x =
n
g (
1
y ,
2
y ,.,
m
y ) sejam todas funções diferenciáveis, então w terá derivadas parciais
em relação a
1
y ,
2
y ,.,
m
y , dadas pelas fórmulas:
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
c
c
c
c
+ +
c
c
c
c
+
c
c
c
c
=
c
c
c
c
c
c
+ +
c
c
c
c
+
c
c
c
c
=
c
c
c
c
c
c
+ +
c
c
c
c
+
c
c
c
c
=
c
c
m
n
n m m m
n
n
n
n
y
x
x
f
y
x
x
f
y
x
x
f
y
w
y
x
x
f
y
x
x
f
y
x
x
f
y
w
y
x
x
f
y
x
x
f
y
x
x
f
y
w

.

2
2
1
1
2 2
2
2 2
1
1 2
1 1
2
2 1
1
1 1

ou
y
w
c
c
=
x
w
c
c
-
y
x
c
c
obs.:
x
w
c
c
=
x
f
c
c
.
REPRESENTAÇÃO EM FORMA MATRICIAL:
y
w
c
c
=

c
c
1
y
w

2
y
w
c
c
.

c
c
m
y
w
,
x
w
c
c
=

c
c
1
x
w

2
x
w
c
c
.

c
c
n
x
w
,
y
x
c
c
=

c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
m
n n n
m
m
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x

. . .

2 1
2
2
2
1
2
1
2
1
1
1
.





Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-30
Exemplo
40. Dada a função w=
2
x +
2
y +
2
z e sabendo que x =r u cos ¸ sin , y =r u sin ¸ sin e
z =r ¸ cos , calcular as derivadas da função w em relação a r , u e ¸.
Resolução:


































Resposta:
r
w
c
c
= 2 r ,
u c
cw
= 0 e
¸ c
cw
= 0









Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-31
Exercícios:
41. A altura de um cone circular é de h =100 pol e decresce a razão de 10 pol / seg . O raio da
base é de r =50 pol e cresce a razão de 5 pol / seg . Com que velocidade está variando o
volume, quando h =100 pol e r =50 pol ?
h
r
Resolução:










Resposta: Portanto, o volume cresce à taxa de 26180
3
pol / seg no dado instante
42. Use a lei do gás ideal com k =10 para encontrar a taxa de variação da temperatura no
instante em que o volume do gás é 120
3
cm e o gás está sob uma pressão de 8 din/
2
cm , se
o volume cresce à taxa de 2
3
cm / seg e a pressão decresce à taxa de 0,1din /
2
cm ( din ,
unidade de força) por segundo.
Resolução:






Resposta: A temperatura cresce à taxa de 0,4 graus por segundo no dado instante.
6.4.5 Derivadas de Funções Implícitas
1
o
Caso: F(x,y)  0 com y  f(x)
Tendo
y
F
c
c
= 0 no ponto ( x , ) (x f ), pode-se obter
x
y
c
c
aplicando-se a regra da cadeia
para F ( x , y ). Então:
x
F
c
c

1 =
c
c
x
x
+
y
F
c
c
x
y
c
c
= 0 ¬
y
F
c
c
x
y
c
c
= ÷
x
F
c
c
¬
x
y
c
c
=
y
F
x
F
c
c
c
c
÷
.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-32
Exemplo:
43. Encontre
x
y
c
c
para
2
y ÷
2
x ÷ xy sin = 0.
Resolução:




Resposta:
x
y
c
c
=
xy x y
xy y x
cos 2
cos 2
÷
+

44. Dada a equação
2
x +
2
y = 1, encontre
x
y
c
c
usando derivação por duas formas:
a) Derivando implicitamente;
b) Derivando através de função de uma variável.
- a) F ( x , y ) =
2
x +
2
y ÷ 1
Resolução:





Resposta:
x
y
c
c
= ÷
y
x

- b) y =
2
1 x 
Resolução:





Resposta:
x
y
c
c
= ÷
y
x

2
o
Caso: F(x,y,z)  0 com z  f(x,y)
Tendo
z
F
c
c
= 0 no ponto ( x , y , ) , ( y x f ), podem-se obter
x
z
c
c
e
y
z
c
c
aplicando-se a
regra da cadeia para F ( x , y , z ).
- Em relação a x :
x
F
c
c

1 =
c
c
x
x
+
y
F
c
c

0 =
c
c
x
y
+
z
F
c
c
x
z
c
c
= 0 ¬
x
z
c
c
=
z
F
x
F
c
c
c
c
÷
.
- Em relação a y :
x
F
c
c

0 =
c
c
y
x
+
y
F
c
c

1 =
c
c
y
y
+
z
F
c
c
y
z
c
c
= 0 ¬
y
z
c
c
=
z
F
y
F
c
c
c
c
÷
.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-33
Exemplo
45. Sabendo que z = f ( x , y ) é definida por
4
x y +
3
y +
3
z + z = 5, determine
x
z
c
c
e
y
z
c
c
.
Resolução:






















Resposta:
x
z
c
c
=
1 3
4
2
3


z
y x
e
y
z
c
c
=
1 3
3
2
2 4

 
z
y x ) (






















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-34
6.5 Máximos e Mínimos de Funções de Várias Variáveis
Seja w= f ( P ) uma função de n variáveis e seja
0
P eD( f ).
Definição 1: Máximo Local (ou Máximo relativo)
f (
0
P ) é um valor máximo local de f se f (
0
P )> f ( P ) para todo ponto P
pertencente a uma vizinhança de
0
P .
Definição 2: Mínimo Local (ou Mínimo relativo)
f (
0
P ) é um valor mínimo local de f se f (
0
P )s f ( P ) para todo ponto P
pertencente a uma vizinhança de
0
P .


Observação
0
P é ponto de máximo ou mínimo de f .
Definição 3: Ponto Crítico
0
P é um ponto crítico de w= f ( P ) se, todas as derivadas parciais de f se anulam ou
não existem em
0
P .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-35
Teorema 1
Se w= f ( P ) tiver um valor de máximo ou mínimo local em
0
P , então,
0
P é um
ponto crítico de f . (A recíproca não é verdadeira).
Teorema 2
Tome Pe
2
9 ou P=( x , y ). Seja
0
P =(
0
x ,
0
y ) um ponto crítico de w= f ( P ),
diferenciável até a segunda ordem e H ( P) o seu Hessiano definido por:
H ( P ) = H ( x , y ) =
2
2 2
2
2
2
y
f
y x
f
x y
f
x
f
c
c
c c
c
c c
c
c
c
=
yy yx
xy xx
f f
f f
. (Determinante)
Então:
- (i) Se H (
0
P ) > 0, w= f ( P) admite extremos em
0
P e:
(a) Tem um valor máximo se
2
0
2
) (
x
P f
c
c
< 0;
(b) Tem um valor mínimo se
2
0
2
) (
x
P f
c
c
> 0.
- (ii) Se H (
0
P ) = 0, nada se pode afirmar.
- (iii) Se H (
0
P ) < 0, w= f ( P) não admite extremos em
0
P ,
0
P tem um ponto de sela.
Exercícios
46. Classificar os pontos críticos da função f ( x , y ) = 3 x
2
y +
3
x ÷3 x .
Pontos críticos:
Resolução:

















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-36

Resposta: A(0,1) é PONTO DE SELA; B (0,÷1) é PONTO DE SELA; C(1,0) é
MÍNIMO LOCAL de f e D(÷1,0) é MÁXIMO LOCAL de f .
47. Considerando f ( x , y )=
2
x + x y +
2
y +
x
3
+
y
3
+5, verifique se o ponto (1,1) é ponto
crítico, classificando-o.
Resolução:











Resposta: (1,1) é MÍNIMO LOCAL de f .
48. Seja f ( x , y )=2
3
x +2
3
y ÷6 x ÷6 y . Analisar os pontos de máximo e mínimo de f no
conjunto aberto A da figura a seguir.

Resolução:









Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-37








Resposta: f possui um ponto de mínimo e um de máximo local. São eles: (1,1) e
(÷1,÷1).
6.5.1 Teorema de Weierstrass
Seja f : Ac9
2
÷9 com w= f ( x , y ) uma função contínua no conjunto fechado e
limitado A. Então existem
1
P e
2
P e A tais que
f (
1
P) s f ( P) s f (
2
P )
qualquer que seja P e A.
Observação
Esse teorema garante a existência do ponto de máximo e do ponto de mínimo de uma
função contínua com domínio fechado e limitado.
Exercício
49. Tome f ( x , y )=2
3
x +2
3
y ÷6 x ÷6 y do exercício anterior. Determinar o valor máximo e o
valor mínimo de f no conjunto B delimitado pelo triângulo MNP da figura a seguir.

Resolução:


















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-38































Resposta: O valor de mínimo de f é f (1,1) = ÷8. e o valor de máximo de f é f (0,3) =
f (3,0) = 36.
6.5.2 Aplicações: Exercícios
50. Quais as dimensões de uma caixa retangular sem tampa com volume 4
3
m e com a menor
área de superfície possível?
x
y
z

Resolução:









Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-39











































Resposta: ( x , y , z ) = (2,2,1).
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-1
7 Integrais Duplas e Triplas
7.1 Introdução
Alguns personagens importantes que contribuíram para o cálculo diferencial e integral:
SEM FOTO
Arquimedes de Siracusa
(287 - 212 a.C.)
Johann Kepler
(1571 - 1630)
Bonaventura Francesco
Cavalieri
(1598 - 1647)
Pierre de Fermat
(1601-1665)
Isaac Barrow
(1630 - 1677)
Isaac Newton, Sir
(1642-1727)
Gottfried Wilhelm von
Leibniz
(1646-1716)
Jacques Bernoulli
(1654 - 1705)
Johann Bernoulli
(1667 - 1748)
Carl Fridrich Gauss
(1777 - 1855)
Augustin Louis Cauchy
(1789-1857)
Georg Friedrich Bernhard
Riemann
(1826 - 1866)

O Cálculo pode ser dividido em duas partes: uma relacionada às derivadas ou Cálculo
Diferencial e outra parte relacionada às integrais, ou Cálculo Integral.
Os primeiros problemas que apareceram na História relacionados com as integrais são
os problemas de quadratura. Um dos problemas mais antigos enfrentados pelos gregos foi o
da medição de superfícies a fim de encontrar suas áreas. Quando os antigos geômetras
começaram a estudar as áreas de figuras planas, eles as relacionavam com a área do quadrado,
por ser essa a figura plana mais simples. Assim, buscavam encontrar um quadrado que tivesse
área igual à da figura em questão.
A palavra quadratura é um termo antigo que se tornou sinônimo do processo de
determinar áreas.
Quadraturas que fascinavam os geômetras eram as de figuras curvilíneas, como o
círculo, ou figuras limitadas por arcos de outras curvas. As lúnulas
1
, regiões que se
assemelham com a lua no seu quarto-crescente, foram estudadas por Hipócrates de Chios,
440 a.C., que realizou as primeiras quadraturas da História. Antifon, por volta de 430 a.C.,
procurou encontrar a quadratura do círculo através de uma seqüência infinita de polígonos
regulares inscritos: primeiro um quadrado, depois um octógono, em seguida um
hexadecágono, e assim por diante. Havia, entretanto, um problema: essa seqüência nunca
poderia ser concluída. Apesar disso, essa foi uma idéia genial que deu origem ao método da
exaustão.
Nesse contexto, uma das questões mais importantes, e que se constituiu numa das
maiores contribuições gregas para o Cálculo, surgiu por volta do ano 225 a.C. Trata-se de um
teorema de Arquimedes para a quadratura da parábola.
Arquimedes descobriu que a área da região limitada por uma parábola cortada por uma
corda qualquer, é igual a 4/3 da área do triângulo que tem a mesma altura e que tem a corda
como base. Esse cálculo pode ser encontrado no livro do Simmons, volume 2.

1
Quando duas circunferências se interceptam como na figura a região em forma de lua crescente
limitada pelos arcos ADB e AEB, é denominada lúnula.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-2
Arquimedes gerou também uma soma com infinitos termos, mas ele conseguiu provar
rigorosamente o seu resultado, evitando, com o método da exaustão, a dificuldade com a
quantidade infinita de parcelas. Este é o primeiro exemplo conhecido de soma infinita que foi
resolvido.
Outra contribuição de Arquimedes foi a utilização do método da exaustão para
encontrar a área do círculo, obtendo uma das primeiras aproximações para o número t.
Outras "integrações" foram realizadas por Arquimedes a fim de encontrar o volume e a
área da superfície esférica, o volume e a área da superfície do cone, a área da região limitada
por uma elipse, o volume de qualquer secção de um parabolóide de revolução e o volume de
um hiperbolóide de revolução. Em seus cálculos, Arquimedes encontrava somas com um
número infinito de parcelas. O argumento utilizado era a dupla “reductio ad absurdum” para
"escapar" da situação incômoda. Basicamente, se não podia ser nem maior, nem menor, tinha
que ser igual.
A contribuição seguinte para o Cálculo Integral apareceu somente ao final do século
XVI quando a Mecânica levou vários matemáticos a examinar problemas relacionados com o
centro de gravidade. Em 1606, em Roma, Luca Valerio publicou “De quadratura parabolae”
onde utilizou o mesmo método grego para resolver problemas de cálculo de áreas desse tipo.
Kepler, em seu trabalho sobre o movimento dos planetas, teve que encontrar as áreas
de vários setores de uma região elíptica. O método de Kepler consistia em pensar na
superfície como a soma de linhas - método este que, na prática, apresentava muita imprecisão.
Analogamente, para calcular volumes de sólidos, pensava na soma de fatias planas. Desse
modo, calculou os volumes de muitos sólidos tridimensionais formados pela revolução de
uma região bidimensional ao redor de um eixo. Para o cálculo de cada um desses volumes,
Kepler subdividia o sólido em várias fatias, chamadas infinitésimos, e a soma desses
infinitésimos se aproximava do volume desejado.
Os próximos matemáticos que tiveram grande contribuição para o nascimento do
Cálculo Integral foram Fermat e Cavalieri. Em sua obra mais conhecida, “Geometria
indivisibilibus continuorum nova”, Cavalieri desenvolveu a idéia de Kepler sobre quantidades
infinitamente pequenas. Aparentemente, Cavalieri pensou na área como uma soma infinita de
componentes ou segmentos "indivisíveis". Ele mostrou, usando os seus métodos, o que hoje
em dia escrevemos:
í
+
=
+
a
n
n
n
a
dx x
0
1
1
.
Todo o processo geométrico desenvolvido por Cavalieri foi então aritmetizado por
Wallis. Em 1655, em seu trabalho “Arithmetica infinitorum”, Wallis desenvolveu princípios
de indução e interpolação que o levaram a encontrar diversos resultados importantes, entre
eles, a antecipação de parte do trabalho de Euler dobre a função gama.
Fermat desenvolveu uma técnica para achar a área sob cada uma das, então chamadas,
"parábolas maiores": curvas do tipo y=kx
n
, onde k > 0 é constante e n = 2, 3, 4, etc. Empregou
então uma serie geométrica para fazer o mesmo para cada uma das curvas do tipo y=kx
n
, onde
k > 0 e n = ÷2, ÷3, ÷4, etc. Por volta de 1640, a fórmula geral da integral das parábolas
maiores era conhecida por Fermat, Blaise Pascal, Descartes, Torricelli e outros.
O problema do movimento estava sendo estudado desde a época de Galileo. Tanto
Torricelli como Barrow consideraram o problema do movimento com velocidades variadas. A
derivada da distância era a velocidade e a operação inversa, partindo da velocidade, levava à
distância. A partir desse problema envolvendo movimento, a idéia de operação inversa da
derivada desenvolveu-se naturalmente e a idéia de que a integral e a derivada eram processos
inversos era familiar a Barrow. Embora Barrow nunca tenha anunciado formalmente o
Teorema Fundamental do Cálculo, estava trabalhando em direção ao seu resultado; foi
Newton, entretanto, quem, continuando na mesma direção, formulou o teorema.
Newton continuou os trabalhos de Barrow e Galileo sobre o estudo do movimento dos
corpos e desenvolveu o Cálculo aproximadamente dez anos antes de Leibniz. Ele desenvolveu
os métodos das fluxions (derivação) e fluents (integração) e utilizou-os na construção da
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-3
mecânica clássica. Para Newton, a integração consistia em achar fluents para um dado fluxion
considerando, desta maneira, a integração como inversa da derivação. Com efeito, Newton
sabia que a derivada da velocidade, por exemplo, era a aceleração e a integral da aceleração
era a velocidade.
Newton representava as integrais por um acento grave acima da letra em questão, por
exemplo, a integral de y era representada por `y.
Leibniz, diferentemente de Newton, usava a integração como uma soma, de uma
maneira bastante parecida à de Cavalieri. Daí vem o símbolo
í
(um 's' longo) para
representar soma.
Ambos desenvolveram o Cálculo Integral separadamente, entretanto Newton via o
Cálculo como geométrico, enquanto Leibniz o via mais como analítico.
Principalmente como conseqüência do Teorema Fundamental do Cálculo de Newton,
as integrais foram simplesmente vistas como derivadas "reversas". Na mesma época da
publicação das tabelas de integrais de Newton, Johann Bernoulli descobriu processos
sistemáticos para integrar todas as funções racionais, que é chamado método das frações
parciais. Essas idéias foram resumidas por Leonard Euler, na sua obra sobre integrais.
Após o estabelecimento do Cálculo, Euler daria continuidade ao estudo de funções -
ainda prematuro na época - juntamente com Cauchy, Gauss e Riemann. Foi Euler, entretanto,
quem reuniu todo o conhecimento até então desenvolvido e criou os fundamentos da Análise.
Hoje em dia o Cálculo Integral é largamente utilizado em várias áreas do
conhecimento humano e aplicado para a solução de problemas não só de Matemática, mas de
Física, Astronomia, Economia, Engenharia, Medicina, Química, por exemplo.
7.2 Integrais Duplas
Integral dupla é uma extensão natural do conceito de integral definida para as funções
de duas variáveis. Serão utilizadas para analisar diversas situações envolvendo cálculo de
áreas e volumes, determinação de grandezas físicas e outros.
Definição
Considere uma função z = f (x, y) contínua e definida numa região fechada e limitada
D do plano xy.
A
x
y
z
x
k
Ay
k
D
z = f x,y ( )

Traçando retas paralelas aos eixos x e y, recobrimos a região D por pequenos
retângulos.
A
x
y
x
k
Ay
k
D
AA
k

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-4
Considere somente os retângulos R
k
que estão totalmente contidos em D, numerando-
os de 1 a n.
Em cada retângulo R
k
, tome o ponto P
k
= (x
k
, y
k
) e forme a soma
SOMA DE RIEMANN:
¯
=
n
k
f
1
(x
k
, y
k
)AA
k
,
onde AA
k
= A x
k
·Ay
k
é a área do retângulo R
k
.
Traçando-se mais retas paralelas aos eixos x e y, os retângulos ficam cada vez
menores.
Toma-se mais retas tal que a diagonal máxima dos retângulos R
k
tende a zero quando n
tende ao infinito.
Então, se

· ÷ n
lim
¯
=
n
k
f
1
(x
k
, y
k
)AA
k

existe, ele é chamado INTEGRAL DUPLA DE f (x
k
, y
k
)AA
k
sobre a região D.
Denota-se por:

íí
D
f (x, y)dA ou
íí
D
f (x, y)dxdy.
7.2.1 Interpretação Geométrica
Se f (x, y) > 0, f (x
k
, y
k
)AA
k
representa o volume de um prisma reto, cuja base é o
retângulo R
k
e cuja altura é f (x
k
, y
k
). A soma de Riemann
¯
=
n
k
f
1
(x
k
, y
k
)AA
k
é a aproximação
do volume limitado abaixo da região z e acima de D.
Assim, se z = f (x, y) > 0,

íí
D
f (x, y)dxdy
é o VOLUME DO SÓLIDO delimitado superiormente pelo gráfico de z = f (x, y),
inferiormente pela região D.
7.2.2 Área da Região D
Se f (x, y) = 1 ¬P(x, y)eD, então, V = 1·áreaD.
Logo:

íí
D
1dA = Área da Região D.
7.2.3 Propriedades das Integrais Duplas
- 1. Múltiplo constante

íí
D
k f (x, y)dA = k
íí
D
f (x, y)dA (para todo número k)
- 2. Soma e Diferença

íí
D
[ f (x, y) ± g(x, y)]dA =
íí
D
f (x, y)dA ±
íí
D
g (x, y)dA

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-5
- 3. Dominação
- (a)
íí
D
f (x, y)dA > 0 se f (x, y) > 0 em D
- (b)
íí
D
f (x, y)dA >
íí
D
g (x, y)dA se f (x, y) > g(x, y) em D
- 4. Aditividade

íí
D
f (x, y)dA =
íí
1 D
f (x, y)dA +
íí
2 D
f (x, y)dA
se D for a união de duas sub-regiões não sobrepostas D1 e D2.
x
y
D1
D2

7.3 Cálculo de Integrais Duplas
7.3.1 Teorema para o Cálculo de Integrais Duplas

(i) Região D
x
: (ii) Região D
y
:
x
y
1
2
D
y= g ( ) x
y= g ( ) x
b a

x
y
1 2
D
x = h ( ) y x = h ( ) y
d
c


- (i) Seja D a região D
x
da figura anterior. Se f é contínua em D, então:
D
= A( )
g
2
g
1
( ) x
( ) x
f x ( , ) y dy x


íí
D
f (x, y)dA =
í í
b
a
x g
x g
f
) (
) (
2
1
(x, y)dydx (Teorema 1)




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-6
- (ii) Seja D a região D
y
da figura anterior. Se f é contínua em D, então:


íí
D
f (x, y)dA =
í í
d
c
y h
y h
f
) (
) (
2
1
(x, y)dxdy (Teorema 2)
7.3.2 Definição: Integrais Iteradas
- (i)
í í
b
a
x g
x g
f
) (
) (
2
1
(x, y)dydx =
í
b
a

í
dy y x f
x g
x g
) , (
) (
) (
2
1
dx
- (ii)
í í
d
c
y h
y h
f
) (
) (
2
1
(x, y)dxdy =
í
d
c

í
dx y x f
y h
y h
) , (
) (
) (
2
1
dy
Exercícios
1. Seja D a região do plano xy delimitada pelos gráficos de y = x
2
e y = 2x.
Calcule
íí
D
( x
3
+ 4y)dA aplicando: (a) Teorema 1; (b) Teorema 2.
- (a) Teorema 1
x
y
D
=
(2,4)
y
2x = y
x
2

Resolução:











Resposta:
3
32

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-7
- (b) Teorema 2
x
y
D
=
(2,4)
y
2
x =
y
x

Resolução:














Resposta:
3
32

2. Seja D a região delimitada pelos gráficos das equações y = x , y = 18 3 ÷ x e y = 0. Se f é
uma função contínua arbitrária em D, expresse a integral dupla
íí
D
f (x, y)dA em termos de
integrais iteradas utilizando apenas: (a) Teorema 1; (b) Teorema 2.
- (a) Teorema 1
x
y
2
D
=
(9,3)
y x
1
D
= y
3 18 x÷
(6,0)
D

Resolução:











Resposta:


Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-8
- (b) Teorema 2
x
y
2
=
(9,3)
y x
=
3
(6,0)
D
1 2
y x 6 +

Resolução:



Resposta:
3. Dada
í í
4
0
2
y
y
5
cos x dxdy, inverta a ordem de integração e calcule a integral resultante.
x
y
= x
(2,0)
D
(2,4)
= y x
2
x
y
(2,0)
D
(2,4)
= y x
2
dxdy dydx

Resolução:




























Resposta: 0,055
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-9
4. Calcular I =
íí
D
y sinxy dxdy,
onde D é o retângulo de vértices
|
.
|

\
| t
2
, 0 , |
.
|

\
| t
2
, 1 , ( ) t , 1 e ( ) t , 0 .
x
D
1 t ( , )
1 t ( , ) 2
0
t ( , )
0 t ( , ) 2
t
t 2
1 t ( , ) 2
1 t ( , )
x
y
D
1 0

Resolução:







Resposta: 1+
2
t

7.4 Mudança de Variáveis em Integrais Duplas
Através de uma mudança de variáveis
x = x(u, v) e y = y(u, v) (1)
uma integral dupla sobre uma região D do plano xy pode ser transformada numa integral
dupla sobre uma região D’ do plano uv.
U
V
= x ( , ) u v
X
Y
u
v
y
x
D
D’
x
= y ( , ) u v y

A correspondência entre as regiões D’ e D é BIJETORA, e podemos retornar de D
para D’ através da transformação inversa
u = u(x, y) e v = v(x, y). (2)
Considerando que as funções em (1) e (2) são contínuas, com derivadas parciais
contínuas em D’ e D, respectivamente, temos
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-10

íí
D
f (x, y)dxdy =
íí
' D
f (x(u, v), y(u, v))
) , (
) , (
v u
y x
c
c
dudv (3)
onde
) , (
) , (
v u
y x
c
c
é o determinante jacobiano de x e y em relação a u e v, dado por

) , (
) , (
v u
y x
c
c
=
v
y
u
y
v
x
u
x
c
c
c
c
c
c
c
c
.
A fórmula (3) é válida se:
- (i) f é contínua;
- (ii) as regiões D e D’ são formadas por um número finito de sub-regiões do tipo D
x
ou D
y
;
- (iii) o jacobiano
) , (
) , (
v u
y x
c
c
= 0 em D’ ou se anula num número finito de pontos de D’.
7.5 Coordenadas Polares
A transformação que leva pontos (r, u) do plano ru a pontos (x, y) do plano xy é dada
por
x = x(r, u) = rcosu e y = y(r, u) = rsinu (4)
e seu jacobiano é dado por

) , (
) , (
u c
c
r
y x
=
u u
u ÷ u
cos sin
sin cos
r
r
= r.
Portanto, a fórmula (3) pode ser expressa por:

íí
D
f (x, y)dxdy =
íí
' D
f (rcosu, rsinu)rdrdu. (5)
7.5.1 Obtenção da fórmula
Para que (4) seja bijetora, considera-se ru para os quais r e u satisfazem:
r > 0 e 0 s u < 2t ou r > 0 e ÷t < u s t.
Para os cálculos, pode-se considerar s como sendo <.
r
u
= x
x
y
D
D’
rcos
= y
u
r
u A + u
A + r r r A + r r
rsen
u
u
u
u A + u
Retângulos

Existe uma correspondência entre AA’ e AA, que veremos a seguir:
7.5.2 Área A’ do retângulo em D’
AA’ = Ar·Au
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-11
7.5.3 Área A do retângulo polar em D
x
y
D
r A + r r
u
u A + u
AA
u A
Ar
A + r r
r
R
R A + r r =

Área de um setor circular: A = u
2
2
1
r
AA é a diferença entre dois setores circulares de mesmo ângulo Au e raios R e r.
AA = u A ·
2
2
1
R ÷ u A ·
2
2
1
r
AA = ( ) u A · ÷
2 2
2
1
r R ¬ R = r + Ar
AA = ( ) u A · ÷ A +
2 2
) (
2
1
r r r = ( ) u A · ÷ A + A +
2 2 2
2
2
1
r r r r r = ( ) u A · A + A
2
2
2
1
r r r
AA = ( ) u A A · A + r r r 2
2
1
=
( )
u A A ·
A + +
r
r r r
2
= u A A ·
+
r
R r
2
¬
2
R r
r
k
+
=
AA = u A A · r r
k
= ' A r
k
A ·
Setor maior ( ) R
Setor menor ( ) r

AA = ' A r
k
A
7.5.4 Integral dupla em D’
Assim, obtemos o jacobiano r
k
da fórmula (5).
Enumerando os retângulos polares e 1 a n, tome um ponto arbitrário
(x
k
, y
k
)
no k-ésimo retângulo. Este ponto pode ser representado por
(r
k
cosu
k
, r
k
sinu
k
)
que tem representação (r
k
, u
k
) referente à região correspondente em D’. Assim, a soma de
Riemann

¯
=
n
k
f
1
(x
k
, y
k
)AA
k

é equivalente a

¯
=
n
k
f
1
(r
k
cosu
k
, r
k
sinu
k
)r
k
k
A' A
onde
k
A' A = Ar
k
·Au
k
é a área do k-ésimo retângulo em D’.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-12
Assim, se tomarmos limite com n ÷ · com o máximo das diagonais dos n retângulos
tendendo a zero, temos

· ÷ n
lim
¯
=
n
k
f
1
(r
k
cosu
k
, r
k
sinu
k
)r
k
k
A' A
que equivale a integral

íí
' D
f (rcosu, rsinu)rdrdu
dada pela fórmula (5).
Exercícios
5. Calcular I =
íí
D
2 2
y x + dxdy, sendo D o círculo de centro na origem e raio 2.
Identificar D’ em ru, com correspondência ao D em xy.
Contorno da região D: x
2
+ y
2
= 4.
D’:
¹
´
¦
s s
t s u s
2 0
2 0
r

2
2
r
D
2
2
x
y
t
u
D’
u r
=r x cos
=r y senu
u

Resolução:





















Resposta:
3
16t

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-13
6. Calcular I =
íí
D
2 2
y x
e
+
dxdy, onde D é a região do plano xy delimitada entre x
2
+ y
2
= 4 e
x
2
+ y
2
= 9.
Região D: x
2
+ y
2
> 4 · x
2
+ y
2
s 9 Região D’:
¹
´
¦
s s
t s u s
3 2
2 0
r

x
y
D
u
2
r
3
D’
r 2
2t
u
3

Resolução:













Resposta: ( ) t ÷
4 9
e e
7.6 Cálculo de Volumes (Aplicações)
Para f (x, y) > 0, a integral
V =
íí
D
f (x, y)dA (6)
nos dá o volume do sólido delimitado superiormente pelo gráfico de z = f (x, y), inferiormente
pela região D e lateralmente pelo cilindro vertical cuja base é o contorno de D.
Exercícios
7. Calcular o volume do sólido acima do plano xy delimitado por z = 4 ÷ 2x
2
÷ 2y
2
.
Resolução:











Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-14









Resposta: 4t u.v.
8. Calcular o volume do sólido delimitado superiormente pelo gráfico de z = 4 ÷ x ÷ y,
inferiormente pela região delimitada por x = 2, x = 0, y = 0 e y =
4
1
x +
2
1
e lateralmente
pelo cilindro vertical cuja base é o contorno de D.
1
x
z
y
2
4
(2,0,2)
(2,1,1)
(0, , )
1
2
7
2
1
2

Resolução:






















Resposta: V =
4
15
unidades de volume.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-15
7.7 Cálculo de Áreas de Regiões Planas
Fazendo f (x, y) = 1, a área da região de integração D é dada por:
A =
íí
D
dA (7)
Exercício
9. Calcular a área da região D delimitada por x = y
2
+ 1 e x + y = 3. Calcular pelas duas
formas:
a) D
x
(Teorema 1)
b) D
y
(Teorema 2)
Por (7), A =
íí
D
dA
x
y
2
5
3
1
÷1
÷2
3 2 4 1

Resolução:




























Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-16
















Resposta:
2
9
u.a. (unidades de área)
7.8 Integrais Triplas
Definição
Seja w = f (x, y, z) uma função definida e contínua numa região fechada e limitada T
do espaço. Subdividimos T em pequenas sub-regiões traçando planos paralelos aos planos
coordenados.
x
z
y
( , , ) x y z
k k k
T

Numeramos os paralelepípedos no interior de T de 1 até n. Em cada um dos pequenos
paralelepípedos T
k
, escolhemos um ponto arbitrário (x
k
, y
k
, z
k
).
Formamos a soma
¯
=
n
k
f
1
(x
k
, y
k
, z
k
)AV
k
, onde AV
k
é o volume do paralelepípedo T
k
.
Faz-se isso de maneira arbitraria, mas de tal forma que a maior aresta dos
paralelepípedos T
k
tende a zero quando n ÷ ·.
Se existir
· ÷ n
lim
¯
=
n
k
f
1
(x
k
, y
k
, z
k
)AV
k
, ele é chamado:
INTEGRAL TRIPLA da função f (x, y, z) sobre a região T e representamos por

ííí
T
f (x, y, z)dV ou
ííí
T
f (x, y, z)dxdydz
Propriedades
De forma análoga a integrais duplas, temos:
- 1.
ííí
T
kf dV = k
ííí
T
f dV;
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-17
- 2.
ííí
T
( f
1
± f
2
)dV =
ííí
T
f
1
dV ±
ííí
T
f
2
dV;
- 3.
ííí
T
f dV =
ííí
1
T
f dV +
ííí
2
T
f dV, onde T = T
1
T
2
, como mostra a figura a seguir.
T
T2 T1

7.9 Cálculo de Integrais Triplas
Através das três situações seguintes, o cálculo da integral tripla será reduzido,
inicialmente, a resolução de uma integral dupla.
Serão apresentados três casos: (i), (ii) e (iii).
- (i) Domínio D:
x
z
y
( , ) x y
1
z= h
( , ) x y 2
z= h
T
D

- (ii) Domínio D’:
x
z
y
( , ) x z
1 =p
( , ) x z
2 =
p
T
D
y
y

- (iii) Domínio D”:
x
z
y
( , ) y z
2
x =q
T
D
( , ) y z 1
x=q

- (i) A região T é delimitada inferiormente pelo gráfico z = h
1
(x, y) e superiormente pelo
gráfico z = h
2
(x, y), onde h
1
e h
2
são funções contínuas sobre a região D do plano xy.

ííí
T
f (x, y, z)dV =
íí
D

í
) , (
) , (
2
1
) , , (
y x h
y x h
dz z y x f dxdy (8)

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-18
Logo, se, por exemplo, a região D for do tipo D
x
:
D:
¹
´
¦
s s
s s
b x a
x g y x g ) ( ) (
2 1

a integral tripla será dada pela seguinte integral iterada tripla:

ííí
T
f (x, y, z)dV =
í í í
b
a
x g
x g
y x h
y x h
f
) (
) (
) , (
) , (
2
1
2
1
(x, y, z)dzdydx.
- (ii) A região T é delimitada à esquerda por y = p
1
(x, z) e a direita por y = p
2
(x, z), onde p
1
e
p
2
são funções contínuas sobre a região D’ do plano xz.

ííí
T
f (x, y, z)dV =
íí
' D

í
) , (
) , (
2
1
) , , (
z x p
z x p
dy z y x f dxdz (9)
- (ii) A região T é delimitada na parte de traz por x = q
1
(y, z) e na frente por x = q
2
(y, z),
onde q
1
e q
2
são funções contínuas sobre a região D” do plano yz.

ííí
T
f (x, y, z)dV =
íí
" D

í
) , (
) , (
2
1
) , , (
z y q
z y q
dx z y x f dydz (10)
Exercícios
10. Calcular I =
ííí
T
x dV, onde T é o sólido delimitado pelo cilindro x
2
+ y
2
= 25,
pelo x + y + z = 8 e pelo plano xy.
x
z
y
z =8÷ ÷ x y
T
D
5
z =0
D
5
y
x

Resolução:




















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-19











Resposta: I = ÷
4
625
t
11. Calcular I =
ííí
T
y dV, onde T é a região delimitada pelos planos coordenados e pelo plano
3
x
+
2
y
+ z = 1.
T é o tetraedro representado a seguir:
x
z
y
z=1
T
D
2
z= 0
D
y
x
3
1
x
3
y
2
÷ ÷
2
3

Neste caso, T se enquadra em qualquer um dos casos: (i), (ii) ou (iii). No desenho, é
sugerida a utilização de (i).
Resolução:







Resposta: I =
2
1

7.10 Mudança de Variáveis em Integrais Triplas
Seja I dada por (10):
I =
ííí
T
f (x, y, z)dxdydz (10)
Induzindo novas variáveis de integração u, v, w com x = x(u, v, w), y = y(u, v, w) e
z = z(u, v, w), a integral (10) fica:
I =
ííí
' T
f ( x(u, v, w), y(u, v, w), z(u, v, w))
) , , (
) , , (
w v u
z y x
c
c
dudvdw (11)
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-20
onde T’ é a correspondente região no espaço u, v, w e
) , , (
) , , (
w v u
z y x
c
c
é o determinante jacobiano
de x, y e z em relação a u, v e w.
7.11 Integrais Triplas em Coordenadas Cilíndricas
A relação entre as coordenadas cilíndricas e cartesianas é dada pelas equações:
x = rcosu y = rsinu z = z

x
z
y
P
r u
( , , ) x y z

O jacobiano de x, y, z em relação às novas variáveis r, u e z é:

) , , (
) , , (
z r
z y x
u c
c
=
1 0 0
0 cos sin
0 sin cos
u u
u ÷ u
r
r
= r
Assim, usando (11), vem:

ííí
T
f (x, y, z)dV =
ííí
' T
f ( rcosu, rsinu, z)rdrdudz (12)
onde T’ é a região T descrita em coordenadas cilíndricas.
Exercício
12. Calcular I =
ííí
T
(x
2
+ y
2
)dV, onde T é a região delimitada pelo plano xy, pelo parabolóide
z = x
2
+ y
2
e pelo cilindro x
2
+ y
2
= a
2
.
a
a
2
a
a
2
D
T
z
z =0

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-21
A região T é limitada inferiormente por z = 0 e superiormente por z = x
2
+ y
2
que, em
coordenadas cilíndricas, tem equação z = r
2
.
Observação: Levando-se em conta que a região T se enquadra no caso (i), pode-se
escrever a equação (12) representada pela (13).

íí
' D

í
u
u
) , (
) , (
2
1
r h
r h
f ( rcosu, rsinu, z)dz

rdrdu (13)
- Onde h
1
e h
2
delimitam T inferior e superiormente.
- D’ é a projeção de T sobre o plano xy descrita em coordenadas polares.
Resolução:







Resposta: I =
3
6
t a

7.12 Integrais Triplas em Coordenadas Esféricas
A relação entre as coordenadas esféricas e cartesianas é desenvolvida da seguinte
forma, conforme figura a seguir:
x
y
r
r
z
u
o
= r senu y
o
u
o
p
p
P( , , ) p o u
p
o
p
r
z
x= r cosu
= cos
= r sen p
o
o
z p

x = psenocosu
y = psenosenu
z = pcoso
O jacobiano de x, y, z em relação às novas variáveis r, u e o é:

) , , (
) , , (
o u p c
c z y x
=
o p ÷ o
u o p u o p u o
u o p u o p ÷ u o
sin 0 cos
sin cos cos sin sin sin
cos cos sin sin cos sin
= p
2
sino
Assim, usando (11), vem:

ííí
T
f (x, y, z)dV =
ííí
' T
f (psenocosu, psenosenu, pcoso)p
2
sinodpdudo
onde T’ é a região de integração T descrita em coordenadas esféricas.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-22
Exercício
13. Calcular I =
ííí
T
zdV, onde T é a região limitada superiormente pela esfera x
2
+ y
2
+ z
2
=16
e inferiormente pelo cone
2 2
y x z + = .
p Esféra = 4
Cone =
4
o
t
T
D

Resolução:






























Resposta: I = 32t
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-23
7.13 Aplicações Físicas da Integral Dupla
Usando as integrais duplas, podemos encontrar a massa, o centro de massa e o
momento de inércia de uma lâmina plana não homogênea, com a forma de uma região R e
com densidade de área em um ponto (x, y) de R dada pela função contínua p = p(x, y).
A massa total da lâmina é definida por:
M =
íí
p
R
dA y x ) , (
Além disso, o momento de massa em relação ao eixo x é dado por:
M
x
=
íí
p
R
dA y x y ) , (
Analogamente, o momento de massa em relação ao eixo y é dado por:
M
y
=
íí
p
R
dA y x x ) , (
O centro de massa, denotado por ) , ( y x é definido por:

M
M
x
y
= e
M
M
y
x
=
O momento de inércia em relação ao eixo x é:
I
x
=
íí
p
R
dA y x y ) , (
2

O momento de inércia em relação ao eixo y é:
I
y
=
íí
p
R
dA y x x ) , (
2

O momento de inércia polar é:
I
0
=
íí
p +
R
dA y x y x ) , ( ) (
2 2

Observação
Os valores y
2
, x
2
e (x
2
+ y
2
) que aparecem nestas expressões são as “distâncias ao
quadrado”, como mostra a figura a seguir:
y
x
y
x
k
k
P
k

No retângulo genérico R
k
, temos o ponto (x
k
, y
k
) e R
k
, e:
2
k
x é o quadrado da distância de P
k
ao eixo y.
2
k
y é o quadrado da distância de P
k
ao eixo x.
2 2
k k
y x + é o quadrado da distância de P
k
a origem.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-24
Exercícios
14. Determinar o centro de massa da chapa homogênea da figura abaixo.
y
x
a
R
a ÷
2
a
a
3a

Resolução:







































Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-25









Resposta: ) , ( y x = |
.
|

\
|
15
19
, 0
a

15. Calcular o momento de inércia em relação ao eixo dos y da chapa da figura a seguir,
sabendo que a densidade de massa é igual a xy Kg/m
2
.
y
x
2
4
y
R
= x

Resolução:









Resposta: 102,4 Kg/m
2

7.14 Aplicações Físicas da Integral Tripla
De maneira análoga ao que foi feito com as integrais duplas, vamos analisar o uso das
integrais triplas para calcular a massa de um corpo, as coordenadas do seu centro de massa e o
momento de inércia em relação a um eixo L.
Seja T um corpo ou sólido delimitado por uma região fechada e limitada do espaço.
Suponhamos que a densidade de massa por unidade de volume, em relação a um ponto
(x, y, z), é dado pela função o = o(x, y, z), contínua em T.
A massa total do corpo é dada por:
M =
ííí
o
T
dV z y x ) , , (
O momento de massa em relação ao plano xy do sólido T é dado por:
M
xy
=
ííí
o
T
dV z y x z ) , , (
Analogamente, o momento de massa em relação aos planos xz e yz são dados por:
M
xz
=
ííí
o
T
dV z y x y ) , , ( e M
yz
=
ííí
o
T
dV z y x x ) , , (
Obtemos assim o centro de massa do sólido T, denotado por ) , , ( z y x definido por:

M
M
x
yz
= ,
M
M
y
xz
= e
M
M
z
xy
=
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-26
Outro conceito importante é o de momento de inércia em relação a um eixo L. No caso
de sólidos, temos que a distância de uma partícula, com massa concentrada em (x
k
, y
k
, z
k
), até
os eixos coordenados é dada por:
- Eixo z:
2 2
k k xy
y x d + = ;
- Eixo y:
2 2
k k xz
z x d + = ;
- Eixo x:
2 2
k k yz
z y d + = .
O momento de inércia em relação ao eixo z é:
I
z
=
ííí
o +
T
dV z y x y x ) , , ( ) (
2 2

O momento de inércia em relação ao eixo x é:
I
x
=
ííí
o +
T
dV z y x z y ) , , ( ) (
2 2

O momento de inércia em relação ao eixo x é:
I
y
=
ííí
o +
T
dV z y x z x ) , , ( ) (
2 2

Exercícios
16. Calcular a massa e o centro de massa do sólido T, delimitado por 2x + y + z = 1 e os
planos coordenados, sabendo que a densidade de massa em P(x, y, z) é proporcional a
distância até o plano xy.
1
1
2 x
z
P
y
1
y
x
z
T

Resolução:



















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-27















Resposta: M =
48
k
unidades de massa. Centro de massa: |
.
|

\
|
15
6
,
5
1
,
10
1

17. Encontrar o momento de inércia em relação ao eixo z do sólido delimitado pelo cilindro
x
2
+ y
2
= 9 e pelos planos z = 2 e z = 4, sabendo que a densidade de massa é igual a
(x
2
+ y
2
) kg/m
3
.
x
z
y
T
4
2
3

Resolução:





















Resposta: 486t kg·m
2

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-28
7.15 Exercícios
18. Calcular a integral I =
í í
÷
1
0
4
4
2
x
y
dydx e .
Resolução:






















Resposta: I = ( )
16
1
8
1
÷
÷e
19. Calcular I = ( )
íí
D
dA y x y sin onde D é a região delimitada por x = 0, y =
2
t
e x = y .
y
x
D
2
t
2
t

Resolução:












Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-29








Resposta: I =
2
2 ÷ t

20. Calcular I =
íí
D
dA xy onde D é o triângulo OAB da figura a seguir.
1
2
0 1 2
x
y
A
B
D

Resolução:
































Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-30










Resposta: I =
8
13

21. Usando coordenadas polares, escrever na forma de uma integral iterada,
a integral I =
íí
D
dxdy y x f ) , ( onde D é a região delimitada por x
2
+ y
2
÷ ay = 0, a > 0.
Resolução:

















Resposta: I =
í í
t u
u u u
0
sin
0
) sin , cos (
a
drd r r r f
22. Calcular I =
íí
D
dxdy y , sendo D a região delimitada por x
2
+ y
2
÷ ax = 0, a > 0.
Resolução:












Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-31






























Resposta: I = 0
23. Calcular I =
íí
+
D
dxdy y x
2 2
, sendo D a região limitada pelas curvas:
x y x 2
2 2
= + , x y x 4
2 2
= + , x y = e x y
3
3
= .
1 2
x
y
D
3 4
6
t
4
t

Resolução:





Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-32


















Resposta: ( ) 11 2 10
9
7
÷ = I
24. Calcular
íí
÷ =
D
dxdy y x I ) ( , sendo D o paralelogramo limitado pelas retas:
x ÷ y = 0, x ÷ y = 1, y = 2x e y = 2x ÷ 4.
y
x
4
2 4
÷1
÷2
D
2
3
y = 2x y = 2x÷ 4
y= 0 x ÷
y= 1 x ÷

Resolução:



















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-33













































Resposta: I = 2
25. Calcular ( )
íí
÷ + ÷ =
D
dxdy y x I
2 2
) 2 ( ) 2 ( , onde D é a região delimitada pela circunferência
(x ÷ 2)
2
+ (y ÷ 2)
2
= 4.
Obs.: Aconselha-se o uso de duas transformações:
1
a
: u = x ÷ 2 e v = y ÷ 2; 2
a
: coordenadas polares.
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-34
Resolução:


















































Resposta: I = 8t
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-35
26. Calcular o volume do sólido no primeiro octante delimitado por y + z = 2 e pelo cilindro
que contorna a região delimitada por y = x
2
e x = y
2
.
x
1
1
y z
x
2
1
1
1
y
x
y = x
y =
2
Região D
Sólido


Resolução:














Resposta: V =
60
31
unidades de volume
27. Calcular o volume do sólido abaixo do plano xy delimitado por z = x
2
+ y
2
÷ 9.
y
x
4
z
÷9
3

Resolução:
















Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-36






Resposta: V =
2
81
t
28. Calcular o volume do sólido no primeiro octante, delimitado pelos cilindros x
2
+ y
2
= 16 e
x
2
+ z
2
= 16.
y
x
z
4
4
4

Resolução:





















Resposta: V =
3
128
unidades de volume
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-37
29. Calcular o volume do tetraedro dado na figura abaixo.
y
x
z
3
1
2

Resolução:









































Resposta: V = 1 unidade de volume
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-38
30. Calcule a área da região delimitada por y = x
3
, y = ÷x e
3
20
3
2
+ = x y .
4
2
x
y
D
8
-4
y = ÷x
y = x
2
3
+
20
3
y = x
3

Resolução:
































Resposta: A = 24 unidades de área
Cálculo II – (Lauro / Nunes) 8-1
8 Formulário e Referências
8.1 Formulário de Derivadas e Integrais
DERIVADAS:
Tome u e v como funções em x.
Sejam
x
D u = u’ e c uma constante.
1)
x
D c = 0
2)
x
D (u + v) = u’ + v’
3)
x
D (uv) = u’v + uv’
4)
x
D |
.
|

\
|
v
u
=
2
' '
v
uv v u ÷

5)
x
D [f (u)] =
x
D f (u) · u’

6)
x
D
n
u = n·
1 ÷ n
u · u’
7)
x
D e
u
= e
u
· u’
8)
x
D a
u
= a
u
· lna · u’
9)
x
D ln|u| =
u
1
· u’
10)
x
D log
a
|u| =
a uln
1
· u’
11)
x
D senu = cosu · u’
12)
x
D cosu = ÷senu · u’
13)
x
D tgu = sec
2
u · u’
14)
x
D cotu = ÷csc
2
u · u’
15)
x
D secu = secu · tgu · u’

16)
x
D cscu = ÷cscu · cotu · u’
17)
x
D arcsenu =
2
1
'
u
u
÷

18)
x
D arccosu =
2
1
'
u
u
÷
÷

19)
x
D arctgu =
2
1
'
u
u
+

20)
x
D arcsecu =
1
'
2
÷ u u
u




INTEGRAIS:
1)
í
udv = uv ÷
í
vdu
2)
í
du u
n
=
1
1
+
+
n
u
n
+ c, (n = ÷1)
3)
í
du
u
1
= ln|u| + c
4)
í
du e
u
= e
u
+ c
5)
í
du a
u
=
a
a
u
ln
+ c
6)
í
udu sen = ÷cosu + c
7)
í
udu cos = senu + c
8)
í
udu
2
sec = tgu + c
9)
í
udu
2
csc = ÷cotu + c
10)
í
· du u u ) tg (sec = secu + c
11)
í
· du u u ) cot (csc = ÷cscu + c
12)
í
udu tg = ÷ln|cosu| + c
13)
í
udu cot = ln|senu| + c
14)
í
udu sec = ln|secu + tgu| + c
15)
í
udu csc = ln|cscu ÷ cotu| + c
16)
í
÷
2 2
u a
du
= arcsen
a
u
+ c
17)
í
+
2 2
u a
du
=
a
1
arctg
a
u
+ c
18)
í
÷
2 2
a u u
du
=
a
1
arcsec
a
u
+ c
19)
í
÷
2 2
u a
du
=
a 2
1
ln
a u
a u
÷
+
+ c
20)
í
÷
2 2
a u
du
= ln
2 2
a u u ÷ + + c




Cálculo II – (Lauro / Nunes) 8-2
8.2 Referências Bibliográficas
1. ANTON, H. Cálculo – um novo horizonte. Vol. 1 e 2. 6.ed. Porto Alegre: Bookman,
2000.
2. FINNEY, R.L., et al. Cálculo – George B. Thomas. Vol. 1 e 2. 10.ed. São Paulo:
Addison Wesley, 2002.
3. GONÇALCES, M.B., et al. Cálculo B. São Paulo: MAKRON Books do Brasil Editora
Ltda, 1999.
4. GUIDORIZZI, H.L. Um Curso de Cálculo. Vol.1 e 2. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.
5. LEITHOLD, L. O Cálculo – com geometria analítica. Vol. 1 e 2. 2.ed. São Paulo:
Harper & Row do Brasil, 1981.
6. MUNEM, M. e FOULIS, D. Cálculo. Vol. 1 e 2. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1998.
7. MURRAY R. SPIEGEL. Cálculo Avançado. Coleção Schaum. Ed. McGraw-Hill do
Brasil, Ltda. Rio de Janeiro – Brasil, 1971.
8. PISKOWNOV, N. Cálculo Diferencial e Integral. Vol.1 e 2. Porto: Lopes da Silva,
1992.
9. SHENK, A. Cálculo e Geometria Analítica. Vol.1 e 2. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
10. SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica. São Paulo: Editora Mc-Graw
Hill do Brasil, 1983.
11. STEWART, J. Cálculo. Vol. I. 4.ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

Cálculo II – (Lauro / Nunes)

ii

Índice
1 1.1 1.1.1 1.2 1.3 1.3.1 1.3.2 1.3.3 1.3.4 1.3.5 1.4 1.5 2 2.1 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 2.2.4 2.2.5 2.2.6 2.3 2.3.1 2.3.2 2.3.3 2.3.4 2.3.5 2.3.6 2.3.7 2.3.8 2.3.9 2.4 2.4.1 2.4.2 2.5 2.5.1 2.5.2 2.6 2.6.1 2.7 2.7.1 2.7.2 2.8 3 3.1 3.2 3.2.1 3.2.2 3.2.3 3.2.4 Integrais Impróprias ............................................................................ 1-1 Limites infinitos de integração ............................................................ 1-3 Testes de Comparação .......................................................................... 1-6 Integrandos com descontinuidades infinitas ......................................... 1-8 Algumas aplicações das integrais impróprias ..................................... 1-14 Cálculo do comprimento de uma circunferência ................................. 1-14 Aplicações em estatística .................................................................... 1-15 Aplicações em transformadas integrais ............................................... 1-15 Função Gama e Função Fatorial ......................................................... 1-16 Integrais Impróprias no Campo da Economia ..................................... 1-16 Resolvendo integrais impróprias com o uso do software MAPLE ...... 1-17 Exercícios Propostos ......................................................................... 1-17 Sistema de Coordenadas Polares e Integrais ........................................ 2-1 Como as abelhas se comunicam?......................................................... 2-1 Coordenadas Polares ........................................................................... 2-3 Relações entre Coordenadas Cartesianas e Polares ............................... 2-4 Caso Geral da Espiral de Arquimedes................................................... 2-5 Constante ............................................................................................. 2-5 Caso Geral da Cardióide....................................................................... 2-6 Caso Geral do Caracol.......................................................................... 2-6 Caso Geral da Rosácea ......................................................................... 2-7 Gráficos diversos em coordenadas polares........................................... 2-9 Equação do pólo (origem) .................................................................... 2-9 Equação que passa pela origem ............................................................ 2-9 Retas paralelas e perpendiculares ao eixo polar .................................. 2-10 Algumas circunferências .................................................................... 2-10 Limaçons ........................................................................................... 2-11 Cardióides .......................................................................................... 2-12 Lemniscata de Bernoulli ..................................................................... 2-12 Espiral de Arquimedes ....................................................................... 2-12 Rosáceas ............................................................................................ 2-13 Áreas em Coordenadas Polares.......................................................... 2-14 Área de um Setor Circular .................................................................. 2-14 Áreas em Coordenadas Polares (dedução) .......................................... 2-14 Volume de Sólido Obtido pela Rotação de um Conjunto ................... 2-20 Volume em Coordenadas Polares ....................................................... 2-20 Fórmula do Volume Simplificada ....................................................... 2-22 Diferencial do Comprimento de Arco ................................................ 2-22 Comprimento de Arco ........................................................................ 2-23 Área da Superfície de Sólidos de Revolução...................................... 2-24 Dedução da Fórmula Cartesiana ......................................................... 2-24 Área da Superfície de Sólidos de Revolução na Forma Polar .............. 2-26 Exercícios ......................................................................................... 2-28 Integrais Eulerianas ............................................................................. 3-1 Leonhard Euler.................................................................................... 3-1 Função Gama () ................................................................................ 3-2 Fórmula de Recorrência ....................................................................... 3-2 Função Gama para 0  n  1 ............................................................... 3-3 Função Gama para n  0 ..................................................................... 3-3 Gráfico da Função Gama...................................................................... 3-4

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3.3 3.3.1 3.4 4 4.1 4.2 4.3 4.3.1 4.4 4.4.1 4.5 4.5.1 4.5.2 4.5.3 4.5.4 4.5.5 4.5.6 4.5.7 4.5.8 4.5.9 4.5.10 4.5.11 4.5.12 4.6 5 5.1 5.2 5.2.1 5.2.2 6 6.1 6.1.1 6.1.2 6.1.3 6.1.4 6.1.5 6.1.6 6.2 6.3 6.3.1 6.4 6.4.1 6.4.2 6.4.3 6.4.4 6.4.5 6.5 6.5.1 6.5.2 7

iii

Função Beta ()................................................................................... 3-5 Definições Decorrentes ........................................................................ 3-6 Exercícios ........................................................................................... 3-7 Tópicos de Topologia dos Espaços Reais n-Dimensionais ................... 4-1 O Espaço Vetorial  n ......................................................................... 4-1 Produto Interno em  n ........................................................................ 4-2 Norma de x  n ou Comprimento do Vetor x  n ........................... 4-2 Propriedades da Norma Euclideana | x |

x, x ........................... 4-2

Distância em  n ................................................................................. 4-3 Propriedades das Distâncias em  n ...................................................... 4-3 Bolas e Conjuntos Limitados ............................................................... 4-4 Definição: Segmento de Reta ............................................................... 4-5 Definição: Conjunto Convexo .............................................................. 4-5 Definição: Ponto de Acumulação ......................................................... 4-5 Definição: Conjunto Limitado .............................................................. 4-5 Definição: Ponto Interior ...................................................................... 4-5 Definição: Ponto Exterior ..................................................................... 4-5 Definição: Ponto Fronteira ................................................................... 4-5 Definição: Conjunto Aberto ................................................................. 4-6 Definição: Conjunto Fechado ............................................................... 4-6 Definição: Conjunto Conexo ................................................................ 4-6 Definição: Região Aberta ..................................................................... 4-7 Definição: Região Fechada ................................................................... 4-7 Exercícios ........................................................................................... 4-8 Funções em Espaços n-Dimensionais .................................................. 5-1 Introdução ........................................................................................... 5-1 Limites e Continuidade de Funções de n-Variáveis Reais .................... 5-7 Limites de Funções em n ................................................................... 5-7 Continuidade de Funções em n .......................................................... 5-9 Derivadas ............................................................................................ 6-1 Derivadas Parciais ............................................................................... 6-1 Incremento parcial e incremento total ................................................... 6-1 Regras de derivação ............................................................................. 6-4 Derivadas Parciais Sucessivas .............................................................. 6-8 Interpretação Geométrica das Derivadas Parciais................................ 6-10 Equações das Retas Tangentes ........................................................... 6-11 Diferenciabilidade .............................................................................. 6-14 Gradiente .......................................................................................... 6-20 Diferenciais ....................................................................................... 6-22 Generalizando as diferenciais ............................................................. 6-23 Derivadas de Funções Compostas...................................................... 6-26 Regra da Cadeia para Funções de Duas Variáveis Intermediárias ....... 6-26 Regra da Cadeia para Funções de Três Variáveis Intermediárias......... 6-27 Regra da Cadeia para Duas Variáveis Independentes e Três Variáveis Intermediárias ................................................................................... 6-28 Regra da Cadeia Generalizada ............................................................ 6-29 Derivadas de Funções Implícitas ........................................................ 6-31 Máximos e Mínimos de Funções de Várias Variáveis ........................ 6-34 Teorema de Weierstrass ..................................................................... 6-37 Aplicações: Exercícios ....................................................................... 6-38 Integrais Duplas e Triplas .................................................................... 7-1

..................................5 7....................................... 7-4 Cálculo de Integrais Duplas ......................... 7-16 Cálculo de Integrais Triplas .....................4 7............Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7............................................3 7..........................................2 7............ 7-3 Interpretação Geométrica .......2 7.. 7-11 Integral dupla em D’ .................................. 7-10 Área A do retângulo polar em D .................... 7-9 Coordenadas Polares ....................................................3 7......................... 7-6 Mudança de Variáveis em Integrais Duplas .... 8-1 Formulário de Derivadas e Integrais ................... 7-25 Exercícios ................... 7-5 Teorema para o Cálculo de Integrais Duplas ..................................1 8...... 7-15 Integrais Triplas ............................. 7-5 Definição: Integrais Iteradas . 8-1 Referências Bibliográficas ....................................................................................2..................................................................................2.................................................................... 7-13 Cálculo de Áreas de Regiões Planas ...................................1 7....7 7..13 7....................................5...................... 7-1 Integrais Duplas .........5.....................................5..............................................2 7........................10 7.....1 7...................1 7............................. 7-10 Área A’ do retângulo em D’ .................6 7....................12 7.................. 7-28 Formulário e Referências ... 7-23 Aplicações Físicas da Integral Tripla . 7-21 Aplicações Físicas da Integral Dupla ..........................14 7...2 iv Introdução .....15 8 8........................................................................................ 7-11 Cálculo de Volumes (Aplicações)....2............ 7-20 Integrais Triplas em Coordenadas Esféricas ................. 7-4 Área da Região D .................................................................. 7-10 Obtenção da fórmula .......9 7................4 7...3 7..........3........................................................................................................... 7-17 Mudança de Variáveis em Integrais Triplas ................................................................5.....2 7........................................................................................1 7.....................................11 7.......................3....... 7-19 Integrais Triplas em Coordenadas Cilíndricas .............8 7...... 7-4 Propriedades das Integrais Duplas .......................................... 8-2 ......

pois estamos acostumados a raciocinar sobre dimensões finitas. dependendo da função que limita superiormente a área que estamos calculando o resultado poderá ser diferente. b . a área da região em questão se aproxima cada vez mais de 1.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-1 1 Integrais Impróprias Na definição das integrais definidas  a f ( x)dx . vamos num primeiro momento. e aumentarmos cada vez mais o valor de t.      Prosseguindo desta forma. Normalmente a intuição nos leva a imaginar erroneamente que a referida área é infinita. isto é. se a região cuja área que está sendo calculada estiver limitada à esquerda pela reta x  1 e à direita pela reta x  4 . b e f não tinha descontinuidades infinitas neste intervalo. Primeiramente. acima do eixo das abscissas e à x direita da reta x = 1 (perceba que esta região se estende infinitamente à medida que os valores de x crescem). Agora estenderemos o conceito de integral definida para os casos onde o intervalo de integração é infinito e também para os casos onde a função f tem descontinuidades infinitas em a. para motivar uma definição razoável para integrais com limites infinitos de integração. considere o problema de calcular a área da superfície situada abaixo 1 da curva que representa o gráfico da função de regra y  2 . a função f era definida em todos os pontos do intervalo limitado a. isto é. Desta forma. 4 3 dx  1 3  1  1  2 dx 4 . podemos obter:  1  1  3  1 1 x 2 =   x  1    4    1    4 . a área dada pela integral 1 2 dx  1  1  1  1 =          . se quisermos calcular a área até a reta x  3 . percebemos que se limitarmos a referida área pela reta x  t . calcular a área hachurada na primeira das figuras abaixo. b foi assumido que o intervalo de integração de a até b era finito. obtemos  1 x 2 =  x  1   3    1   3 .      Da mesma forma. 2 x  x  1  2  1  2 2 Analogamente. Em outras palavras. Por exemplo. Além disso. fazendo t   . No entanto. era necessário que a imagem do integrando fosse finita neste domínio.

Mas antes disto. x acima do eixo das abscissas e à direita da reta x = 1. a referida área x Usando esta discussão como guia. 1 x 2 1-2 pela regra y  1 . vamos apresentar uma outra questão para motivar ainda mais os estudos das integrais impróprias: Pergunta: É possível de se pintar um muro de área infinita com o conteúdo de uma lata de tinta de volume finito? Antes de responder a esta pergunta. isto é. considere o seguinte problema: Calcular a área da 1 superfície situada abaixo da curva que representa o gráfico da função de regra y  f  x   . . calcule a área da região hachurada da figura que segue (perceba que esta região se estende infinitamente à medida que os valores de x crescem). será possível definirmos precisamente o significado de integral imprópria onde o limite de integração é infinito.Cálculo II – (Lauro / Nunes) se neste mesmo caso substituirmos a função de regra y  seria infinita.

então poderia pintar uma superfície infinita com uma quantidade de tinta finita! O que você acha? 1. caso não exista. a referida área é infinita. a integral imprópria diverge. gerado por uma superfície de área infinita pode ter um volume finito. caso exista o limite. que a referida área será dada por uma integral chamada   dx de integral imprópria e será representada por  =   . Este sólido recebe o nome de “Corneta de Gabriel”.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-3 Será mostrado. Isto significa que o volume solicitado é igual a  unidades de volume. 1 x Agora imagine que a região hachurada do problema anterior gira em torno do eixo das abscissas. Qual seria então o volume deste sólido? Depois de apresentadas as definições de integrais impróprias. a integral imprópria converge e. Então a  f ( x)dx = lim f ( x)dx b  a b (01) Se este limite existe (como um número real). neste capítulo.1 Limites infinitos de integração Seja f uma função definida e contínua para todo x tal que a  x  b. o volume de um sólido de revolução. Neste caso. será gerado o sólido de revolução apresentado na figura seguinte. foi sugerido que se alguém pudesse saturar o interior deste sólido com tinta e permitir que esta fosse filtrada para a superfície. Pode-se dizer ainda que. Desta forma. y b dx 0 1  x 2 b x . Assim. será visto que o volume deste sólido pode ser dado também por uma integral imprópria representada por  dx 1   x 2   . Retornando para a questão inicial.

se qualquer um dos limites não existir. 1 x2 Resolução: Resposta:  2 . a integral imprópria diverge. caso não exista. Calcular   0 dx . caso exista este limite. se os dois limites de integração são infinitos temos:   f ( x)dx    f ( x)dx   c  c  f ( x)dx = lim f ( x)dx + lim  f ( x)dx a   a b   c c b (03) Se estes limites existirem (como números reais).Cálculo II – (Lauro / Nunes) y 1-4 0 1  x 2  dx x De forma análoga são definidas as outras integrais impróprias com limites infinitos:   f ( x)dx  alim  a f ( x)dx  b b (02) Se este limite existe (como um número real). a integral imprópria diverge. a integral imprópria converge e. quando dizemos que um limite existe. Novamente. Em todos estes casos. Exemplos 1. estamos assumindo que o mesmo tem como resultado um número real. dizemos que integral imprópria converge se ambos os limites existirem e que. Finalmente. dizemos que. Neste caso.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2. Calcular

1-5

  1  x 2 .



dx

Resolução:

Resposta: 3. Calcule a integral e o limite dos itens seguintes: a)

  x dx e b) rlim  r x dx 



r

a) Resolução:

Resposta:

diverge

Cálculo II – (Lauro / Nunes) b) Resolução:

1-6

Resposta: 0 Desta forma, este exemplo ilustra o porquê de não podemos utilizar o limite em (b) para definir a integral imprópria em (a). 4. Discutir os valores de  para os quais a integral Resolução:

1



dx x

converge ou diverge.

Resposta:

DIVERGE

5. Verifique os resultados das seguintes integrais do exemplo citado no começo deste capítulo, onde se propõe que um muro de área infinita seja pintado com o conteúdo de   dx  dx uma lata de tinta de volume finito, isto é:  =   e que    2   . 1 1 x x Resolução:

Resposta:

 e , respectivamente.

1.1.1 Testes de Comparação
Muitas vezes não podemos resolver uma integral imprópria diretamente, então tentamos primeiramente determinar se ela é convergente ou divergente. Caso ela seja convergente, podemos utilizar métodos numéricos para resolvê-la de forma aproximada. Para auxiliar nesta tarefa de decidir se a integral converge ou diverge alguns teoremas podem ser utilizados:

Cálculo II – (Lauro / Nunes)

1-7

Teorema
Se,  x  a , 0 f (x)  g (x) e se converge e

a



g ( x )dx converge, então

a



f ( x )dx também

a



f ( x )dx  

 a

g ( x )dx .

A prova deste teorema está sendo omitida, no entanto, a figura que segue o faz parecer plausível.

Exemplo
6. Estudar a convergência da integral Resolução:

1

 2

dx x (1  e x )

.

Resposta:

CONVERGE

Teorema
Se,  x  a , 0 (x)  f (x) e se diverge.

a



 ( x)dx diverge, então

a



f ( x)dx também

Exemplo
7. Estudar a convergência da integral Resolução:

1

  ( x  1)

x3

dx .

. Estudar a convergência da integral Resolução: 1   sin x x 3 dx .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-8 Resposta: DIVERGE Teorema Se a  f ( x ) dx converge. então  a f ( x)dx  lim  a f ( x)dx 0  b b (04) se este limite existir (como um número real). Definição Se a função f é contínua no intervalo [ a . b ] . Observação Diz-se que a última integral é absolutamente convergente. então a  f ( x)dx também CONVERGE. Exemplo 8.2 Integrandos com descontinuidades infinitas Definição Se a função f é contínua no intervalo ]a . b[ . Resposta: CONVERGE 1. então  a f ( x)dx  lim  a 0  b b  f ( x) dx (05) se este limite existir (como um número real).

. 2 dx Resolução: Resposta: 10.  0 x3 . Calcular b  lim  0 c  a f ( x) dx  lim  0 b c  f ( x) dx (06) se os limites existirem (como números reais).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-9 Definição Se a função f é contínua no intervalo [ a . DIVERGE 0 1 xdx 1 x 2 . então  a f ( x )dx Exemplos 9. b ] exceto em c tal que a  c  b .

vamos ignorar que a integral deste exemplo é imprópria: . Para ilustrar o que pode acontecer. 2 dx Resolução: Resposta: DIVERGE ATENÇÃO: Muitas vezes pode parecer “tentador” aplicar o Teorema Fundamental do Cálculo diretamente a uma integral imprópria. Calcular 1  0 (x  1) 2 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-10 Resolução: Resposta: 11. sem utilizar os limites apropriados.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-11  1   0 (x  1)2 =  x  1 0  1  (1)  2 o que é errado. Resolução: Resposta: 13. 0 x sin xdx . 1 a  x2 Resolução: 0  2 dx . 2 dx 2 Outros Exemplos de Integrais Impróprias Calcular as seguintes integrais impróprias: 12. Resolução: Resposta: DIVERGE . Resposta:   2a 14.   x 0 e dx . o valor desta integral também não poderia ser. pois como o integrando nunca é   negativo.

Resposta: 16. x Resolução: 1  dx . 1 dx Resolução: Resposta: 1 3 2 18.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-12 15.  03 x . DIVERGE   x 2  2 x  2 . dx Resolução: Resposta: DIVERGE .  1 x 4 .  dx Resolução: Resposta: 17.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-13 19. 0  ax e sin bx dx . Resolução: .

Para simplificar os cálculos vamos admitir que o círculo tem o centro na origem e raio r. sua equação será x 2  y 2  r 2 . temos que o comprimento de curva procurado será dado por: .3 Algumas aplicações das integrais impróprias 1. Como o semicírculo superior é dado por y  r 2  x 2 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-14 Resposta: b a  b2 2 1. assim. Iremos considerar o comprimento do arco que está no primeiro quadrante e depois multiplicar o resultado por 4.3. obtendo o comprimento total da circunferência.1 Cálculo do comprimento de uma circunferência Deduzir a fórmula C  2    r para o cálculo do comprimento da circunferência de um círculo de raio r.

pois existe uma descontinuidade infinita em x = r. as seguintes características: a) a distribuição é simétrica em relação a x =  . c) a função f é duplamente assintótica ao eixo das abscissas. entre outras. .2 Aplicações em estatística As integrais impróprias são amplamente utilizadas na teoria das probabilidades. a integral imprópria produz uma nova função da variável p. pois f é uma função par. assim: r 2     x  b = 4  r  lim arcsin   = 4  r  lim arcsin    arcsin 0  br 0 r 2  x 2 br  br   r  0 r    C = 4  r  lim arcsin 1  arcsin 0  = 4  r    0   2    r . O número  indica onde a distribuição de probabilidades está centralizada.3 Aplicações em transformadas integrais Sejam  f t  e g  p. e) A área sob a curva normal entre dois pontos é a probabilidade de uma variável normalmente distribuída tomar um valor entre estes pontos. br 2   C  4  r  lim  b dx b 1.3. com média  e desvio padrão  .    1 Por exemplo. a função cuja regra é f ( x )  e 2    é chamada de função da  2 densidade de probabilidade normal. funções de variáveis t e p. enquanto que o parâmetro  indica a dispersão em torno da média.  1.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-15 2   r r x dx  dy   dx = 4  r  C  4   1    dx = 4   1    0 r 2  x2  0 0 2 2   dx  r x   Esta última integral é imprópria. Da teoria das probabilidades é mostrado que   f ( x)dx  1. x d) a função admite dois pontos de inflexão para x     . 1  x   2 Esta função possui. b) a função f tem um ponto de máximo para x =  . indicada por F  p  e  0 f t  g  p. lim f ( x)  0 e x lim f ( x)  0 . ou seja. t dt  F ( p ) chamada de Transformada Integral de f t  .3. t  .

3. 1. Por exemplo: Para n 1: 1  1  (1)     lim  x   lim 1  b   1. em qualquer tempo de t anos.5 Integrais Impróprias no Campo da Economia São muitas as aplicações das integrais impróprias na economia. a função Gama também possibilita o cálculo de diversas integrais que seriam complicadas de serem resolvidas por métodos convencionais. de toda receita futura é dado pela seguinte integral imprópria: V   0 f t e it dt . 0 e   x2 dx   e u  1 u du  1  u 2 2 0 0  1 2  1 1 2 e u du  1 ( 1 )  2 2 1 2 . Por exemplo. a transformada de f t  é chamada de Transformada de Fourier de f t  . bem como das equações diferenciais serão efetuados em outras disciplinas mais específicas. a função Gama é definida através da seguinte integral imprópria: ( n )   x n1e  x dx 0   é uma função convergente quando n 0. que      e apresentada uma fórmula conhecida por 2 “Fórmula de Recorrência”. por exemplo as Transformadas de Laplace e as Transformadas de Fourier. entre outras coisas. sendo possível estender as definições destes para todo número real pertencente ao conjunto   {0.3. A transformada de Laplace transforma uma equação diferencial em uma equação algébrica. 2. como por exemplo: 0 e   x2 dx    . t   e  pt . onde 1 será mostrado. }. que são muito utilizadas para encontrar soluções de equações diferenciais.4 Função Gama e Função Fatorial Definida pelo matemático Leonard Euler. Além de aplicações na estatística. Desta forma. 1. t  é chamada de núcleo da transformação. 3. facilitando a sua resolução. então a transformada de f t  é chamada de Transformada de Laplace. 2.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-16 Há vários tipos de transformadas integrais. a função gama generaliza a função fatorial. t   e iwt . o valor atual. Estudos mais aprofundados das transformadas integrais. V reais. ). Se a receita continuar indefinidamente. que é:  11  x x e dx 0  x e dx 0 b  lim e  x dx b 0 b ( n 1)  n ( n )  n ! ( n 1.  b  e  b e  0 Este assunto será estudado de forma mais detalhada em um capítulo posterior. Se g w. 2 u  x 2  du 2 x dx  dx  1 x 1 du 2 x  u 2  dx  1 u 2 1   x n 1e  x dx  ( n ) 0 1 2 du . suponha que exista um fluxo contínuo de receita para o qual o juro é acumulado continuamente à taxa de 100 i por cento e f t  reais é a receita por ano. 1. . Por exemplo: Se g  p . A função g  p.

podemos utilizar o comando de cálculo evalf. O Software MAPLE fornece a resposta: 1    ln 5  arctan2  . 2 Para se obter o valor numérico desta expressão. x=2.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-17 1. 2   1. o valor fornecido será 1. Assim.6). Calcular Resolução:  x 0 e dx Resposta: 21. da seguinte forma: >evalf(“.. 1 neste caso    ln 5   arctan2  . O símbolo (“) indica ao computador para calcular o valor da última expressão da tela. Calcular Resolução: 1 0  xe  x dx Resposta: 1 .infinity). Na sequência utilize o comando de integração >int(f. especificando o número de dígitos.5 Exercícios Propostos Resolva os seguintes exercícios sobre integrais impróprias: 20.14579.4 Resolvendo integrais impróprias com o uso do software MAPLE Na seqüência apresentamos um exemplo do uso do MAPLE para resolver integrais impróprias:  x3 Calcule a integral  dx 2  x  1  x 2  1 Inserimos os dados da seguinte forma: >f : = (x+3) / ( (x-1)*(x^2+1) ).

Calcular Resolução: 2 0  2 cos x sin x dx Resposta: 2 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-18 22. Calcular Resolução:   x 2 1 dx Resposta: 23. Calcular Resolução: 1   1  x 2 4  dx Resposta: 24.

Calcular Resolução: DIVERGE  1 x 4 1 dx Resposta: 28.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-19 25. Calcular Resolução: DIVERGE   x 2  4 x  9  dx . Calcular Resolução: 0 2 dx 4  x2 Resposta: 2  2 26. Calcular Resolução: 0 x  2 dx Resposta: 27.

Determine k para que se tenha   e dx  1 . 2   e kx dx y 1 Gráfico da função para k <0 x Obs: Resolução:   k x  e dx  1 2 k0 Resposta: k  4 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-20 Resposta:  k x  5 29.

Utilize o teste da comparação para concluir se as integrais seguintes convergem ou divergem: a) x Resolução: 1  sin 2 2 x dx Resposta: b) CONVERGE x 2  0.1 Resolução: 1  1 dx Resposta: DIVERGE .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 1-21 30.

que após 50 anos de estudos sobre comunicação das abelhas. recebeu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1973. experimentalmente. com grande precisão. movimentos. onde se encontra a fonte de alimento. retornam para casa (colmeia) e informam às companheiras. abandono do ninho etc. A comunicação é a troca ou transferência de mensagens ou informações entre dois ou mais seres vivos. Em 1788 o reverendo Ernst Spitzner já havia relatado a existência de movimentos especiais (danças) de algumas abelhas no favo. ou Apis mellifera são as mais evoluidas. sons ou ruídos e danças ou movimentos rítmicos os quais são usados para comunicarem a localização de alimentos. tendo surgido na face da terra há mais de 50 milhões de anos (Figura a seguir) e sempre presentes em civilizações antigas como dos gregos e egipcios. presença de inimigos. por Karl von Frisch. atração sexual. pelas suas descobertas. A comunicação entre elas é tanto mais elaborada e complexa quanto mais evoluído e social for seu grupo. Neste aspecto destacamos o pesquisador austríaco Karl von Frisch. A explicação do significado da dança das abelhas deu-se somente a partir de 1920. sendo a comunicação o principal fator que as distingue quanto a sua sociabilidade. A comunicação entre as abelhas pode ser através de sinais químicos ou cheiros. 1953). Esses sinais podem ser físicos. . As Apis mellifera ou abelhas de mel ou abelhas Europa são dotadas de um sistema de comunicação dos mais complexos e precisos entre os animais.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-1 2 Sistema de Coordenadas Polares e Integrais 2. As abelhas sem ferrão (Meliponas) e as abelhas do mel. locais de nidificação. A comunicação pode apresentar tal complexidade que o próprio ser humano muitas vezes é incapaz de interpretar o significado de certos sinais usados na linguagem dos animais.1 Como as abelhas se comunicam? Lionel S. Entre os diversos aspectos da vida dos animais talvez a comunicação seja o que mais fascina os cientistas. Existem abelhas solitárias. agregação. produção de substâncias (feromônios) etc. na Austria. Portanto. há mais de cinco séculos (Figura seguinte). biológicos ou uma combinação deles apresentados na forma de reações do organismo. Gonçalves-FFCLRP-USP-Ribeirão Preto-SP As abelhas são insetos que pertencem à ordem dos Himenóptera. porém desconhecia o significado dessas danças. em Luz am See. água. Estas informações são transmitidas por intermédio de danças especiais (Figura a seguir) que indicam a direção e a distância onde se encontra a fonte de alimento (von Frisch. semi-sociais e sociais. as abelhas apresentam linguagem que lhes permitem não apenas se comunicarem entre si como também lhes garantem a sobrevivência da espécie. Para que isso ocorra há a necessidade de um código prévio de sinais ou informações que constituirão a base da linguagem a ser usada na comunicação. que demonstrou. que as abelhas campeiras. após localizarem uma fonte de alimento. químicos.

olhos) e das danças. Círculo Foice Requebrado Gonçalves (1969) comprovou experimentalmente que as abelhas Apis mellifera usam tanto o cheiro (67%) como a dança (33%) para se comunicar. A distância é informada pelo som produzido pelas vibrações do abdômen. as abelhas Apis mellifera apresentam um dos mais perfeitos sistemas de comunicação entre os animais. sendo as abelhas mais primitivas quanto a comunicação. As abelhas sem ferrão não realizam danças. podendo executar as danças mesmo no escuro. A vida das abelhas é tão fascinante que desde o início da civilização elas estavam presentes entre os povos de cultura. Por outro lado. 1956). em relação ao fio de prumo. Ao se aproximarem da flor elas usam as células sensoriais (sensillas) localizadas nas suas antenas que captam os sinais químicos ou cheiros. Kerr & Esch. As abelhas operárias que assistem a dança. tomando por base o ângulo informado na dança. não necessitam ver o sol enquanto dançam. Os olhos compostos (omatídeos) e olhos simples (ocelos) auxiliam na localização exata da fonte de alimento. As abelhas enxergam o sol mesmo através das nuvens (raios ultravioletas). localizam a fonte de alimento. Segundo esses mesmos autores existem inclusive dialetos na comunicação das abelhas. À medida que o sol se movimenta a abelha corrige o ângulo correspondente. A abelha utiliza o sol como sua bússola. sendo extremamente importante sua localização para que seja informado o local da fonte de alimento (árvore com flores). Quando a fonte se encontra a grandes distâncias é executada a dança do requebrado. posição do sol e colméia. 1960). Mesmo hoje em qualquer parte do . Portanto. se orientam com ângulo de 45 graus à direita do sol para localizar o alimento. Quando a fonte de alimento se encontra a pequenas distâncias da colméia é executada a dança em círculo. e a distâncias intermediárias é executada a dança em foice. 1960. procura se comunicar com as companheiras no favo. 1965 e Lindauer & Kerr.Cálculo II – (Lauro / Nunes) Sol 60o Colméia 60o Árvores Flôres 2-2 Dança do requebrado Existem três tipos de danças: “dança em círculo”. comunicando-se por sinais sonoros e sinais químicos (trilhas de cheiros) (Kerr. no interior da colméia. inicialmente oferecendo alimento (trofalaxis) e a seguir executa movimentos rítmicos do abdômen. As mamangavas (Bombus) não produzem sons nem danças. após chegar da fonte de alimento. graças ao complexo sistema de órgãos sensoriais (antenas. Na “dança do requebrado” a abelha. como o “Símbolo do bem estar”. fornece um ângulo que corresponde exatamente ao ângulo formado entre a fonte de alimento (árvore com flor). “dança em foice” e “dança do requebrado” (Figura seguinte) (von Frisch & Lindauer. sendo consideradas pelos gregos e egípcios. A direção em que a dança é feita no favo. as abelhas são capazes de se orientar mesmo após o por do sol. No entanto. há mais de 500 anos antes de Cristo. ao saírem da colméia. Se o ângulo é de 45 graus a direita do fio de prumo.

 . são encontrados estudiosos que procuram entender cada vez mais o maravilhoso mundo organizado desses importantes insetos que tantos benefícios trazem ao homem.  e G  3. Represente no plano os pontos (.  . B(1.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-3 mundo. são associadas suas coordenadas polares (. O ponto fixo é chamado pólo (origem) representado pela letra “O”. Porém. C  2.2 Coordenadas Polares O sistema de coordenadas mais utilizado é o cartesiano.   Ângulo entre o eixo polar e a reta OP .0) .  . 4  3 3    6    4 Resolução: 3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: . ) onde:    8      5   A(1. existem outros sistemas de coordenadas que podem ser usados. F  3. as coordenadas consistem de uma distância e da medida de um ângulo em relação a um ponto fixo e a um raio fixo (semi-eixo). D  1. P   O x Exemplos 1.0) .  . E  2. A cada ponto P do plano.) que consistem em:   Distância do pólo O ao ponto P. No sistema de coordenadas polares no plano. O raio fixo é chamado de eixo polar (reta polar) representado por “Ox”. Um deles que pode ser comparado em importância ao sistema de coordenadas cartesianas é o sistema de coordenadas polares. 2.

Represente no plano os pontos (. B(3. ) onde: 2-4  31  5    7   3 3     A( 1. C  2. temos: y   O x P   x 2  y 2   x   x   cos  cos   2 2    x y  y  y   sin     arctan  y x sin     x2  y 2    (. D  . F   3. ) . y ) é o ponto em coordenadas cartesianas.3) . .  . E  2. ) é o ponto em coordenadas polares.  .  e G 2. Se P não coincidir com o pólo (origem). Tome também o eixo polar coincidindo com o eixo “Ox”.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2.  .  . 2 6 6  4   4   2 4     Resolução: 3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: 2.1 Relações entre Coordenadas Cartesianas e Polares Para a representação do mesmo ponto em coordenadas cartesianas e coordenadas polares vamos tomar o ponto O como origem dos dois sistemas.2. ( x.

1 3. R .1 3.5 6. a ) 3. 2.8 1.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-5 Definição Uma função em coordenadas polares é uma relação que associa a cada ângulo  (medido em radianos) um único real  (que pode ser negativo). para 0    2. Representa-se por:   f () Existem alguns casos especiais de funções em coordenadas polares que serão tratados a seguir.6 2. Construir o gráfico da função:   .7 5.2.2.3 Constante   R (constante) é um círculo de raio R .3 2 3  2  5 6 3 4 3  4  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: 2.   0 0 0  4  4  2  2 2 3 2 3   5 4 5 4 3 2 3 2 7 4 7 4 2 2 ~  Resolução: 0.9 4.2 Caso Geral da Espiral de Arquimedes   a  (  a 0.

com a 0.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-6 2. .2. Construir o gráfico da função:   2  2 cos  (cardióide). é uma CARDIÓIDE:   a (1 cos  )   a (1 cos  )   a (1 sin  )   a (1 sin  ) 4.5 Caso Geral do Caracol Se a e b não são nulos.4 Caso Geral da Cardióide O gráfico de qualquer uma das equações polares seguintes. Resolução:  0  6   4  3  2 2 3 3 4 5 6  ~  3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: 2.   a  b cos  . então os gráficos das equações polares seguintes são CARACÓIS.   a  b sin  .2.

6 Caso Geral da Rosácea Qualquer uma das equações abaixo representa uma rosácea. Resolução:  0  6  2-7  4  3  2 2 3 3 4 5 6  ~  3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: 2. n  N   a sin n   a cos n O gráfico consiste em um certo número de laços pela origem. há n laços.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5.  Se n é par. há 2 n laços. Construir o gráfico da função:   2  4 cos  (caracol).2.  Se n é ímpar. considerando as condições seguintes:  a 0. a  e  n 1. .

Construir os gráficos das rosáceas nos itens a) e b). Rosáceas de quatro pétalas (folhas): a)   3 sin 2 Resolução:     2 0  6 4 3 3 2 ~  3 4 2 3 2-8 3 4 5 6   2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: b)   3 cos 2 Resolução:  0  6  4  3  2 2 3 3 4 5 6  ~  3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6.

2 Equação que passa pela origem   r (r constante)  7   ou   6 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 7 5 4 3 .1 Equação do pólo (origem) 0 2 3 3 5 4 6 2.   2n  2   2n.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7.3 Gráficos diversos em coordenadas polares 2.3. Se considerarmos o quadrado do primeiro termo na rosácea seguinte. Dicas para fazer o gráfico:   2 cos 2 0  cos 2  1 Tome D como o domínio de  tal que:   D  {R. com nZ} 2 2   D  {R.   n     n.3. temos: 2  4 cos 2 (Lemniscata de Bernoulli). com nZ} 4 4 Resolução:    2 3  5 0   6 4 2 3 3 4 6 ~  3 4 2 3 2-9  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: 2.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-10 2.3.4 Algumas circunferências a)   r (constante) 2 3 3 5 4 6 2  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 b)   2acos   4cos  (a  0) 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   4cos  (a  0)  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4 .3.3 Retas paralelas e perpendiculares ao eixo polar a) sen  b sin  3 ou   2 3 3 5 4 6  2  3 sin  sin  3 ou    2 3 3 5 4 6 3  4  6 0 2 11 6  2  3 sin  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4 b) cos  a cos  3 ou   2 3 3 5 4 6  2  3 cos  cos  3 ou    2 3 3 5 4 6 3  4  6 0 2 11 6  2  3 cos  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 7 5 4 3 2.

5 Limaçons   a  bcos ou   a  bsin. b  R. onde a.3.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-11 c)   2bsin   4sin  (b  0) 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   4sin  (b  0)  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 7 5 4 3 2. a) Se b  a  a curva tem um laço   1  2cos 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   1  2cos  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 5 3 7 4 2 3 3 5 4 6   1  2sin  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   1  2sin  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4 b) Se b  a  a curva não tem laço   3  2cos 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   3  2cos  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 5 3 7 4 .

   (Obs: 0    4)  2 3  4  6 0 2 11 6  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4 .7 Lemniscata de Bernoulli 2 3 3  4 5 6 2.3. onde a  R. onde a  0.8 Espiral de Arquimedes 2 3 3  4 5 6   a cos(2).3.   a( 1  cos) ou   a( 1  sin).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-12 2 3 3 5 4 6   3  2sin  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   3  2sin  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4 2.   2(1  cos) 2 3  4 3 5 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3  4 3 5 6   2(1  cos)  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4 2 3 3 5 4 6   2(1  sin)  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   2(1  sin)  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 7 5 4 3 2. 2  4cos(2)  2 2 2    a.3.6 Cardióides São limaçons onde a  b. onde a  R.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-13 2.9 Rosáceas   acos(n) ou   asin(n). onde a  R e n  N.3.   3cos(2) 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6 2 3 3 5 4 6   3sin(2)  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4   4cos(3)  2    4sin(3)  2 3  4  6 0 2 11 6  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6 3 2 5 3 7 4 3 2 5 3 7 4   4cos(4)  2    4sin(4)  2 3  4  6 0 2 11 6  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6 3 2 7 5 4 3 3 2 5 3 7 4   4cos(5)  2    4sin(5)  2 3  4  6 0 2 11 6  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6  7 6 5 4 4 3 2 3 3 5 4 6 3 2 7 5 4 3 3 2 5 3 7 4   4cos(6)  2    4sin(6)  2 3  4  6 0 2 11 6  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 3 2 7 5 4 3 .

2. 2.2 Áreas em Coordenadas Polares (dedução) Seja f uma função contínua e não-negativa no intervalo fechado [ . . a região R é a que está mostrada na figura seguinte. . Então. Seja R uma região limitada pela curva cuja equação é   f() e pelas retas    e   . n. ] definida por:   0  1  2    i1  i  i1    n1  n  . Desta forma.1 Área de um Setor Circular Área de um setor circular de raio r e abertura  que será calculada através de uma regra de três simples:  Setor  Área Total (At)  2 Área Setor (As) ? At – 2 As –  2 – 2 As –   2    2   As   2 2 As  1 2   2 2. ].4.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-14 2. desenvolver para coordenadas polares. Tome i como sendo um valor de  no i-ésimo subintervalo e considere f(i) o raio do setor circular neste subintervalo. onde i  1.4.4 Áreas em Coordenadas Polares Vamos iniciar determinando a área em um setor circular e depois. i].   f ( )   O i ) i  (i  i1 i1 A medida em radianos do ângulo entre as retas   i1 e   i é denotada por i. como mostra a figura seguinte. definimos n subintervalos do tipo [i1 .     f ( ) R O    Considere uma partição  de [ .

   e    é dada por: A  1   f () d  1   2 d 2 2 2     .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-15   f ()    O Raio do setor i i i1 f ( i) Como foi visto anteriormente. Então a área é definida como: A  lim  0  2  f ( )    2 i i i 1 1 2  n 1 Este limite é a seguinte integral definida: A  f ()2 d Teorema Se f é contínua e f ()  0 em [. isto é. A soma das medidas das áreas é: 1  f (1 )2 1  1  f ( 2 )2  2   1  f ( i )2  i   1  f ( n )2  n 2 2 2 2 Que pode ser escrita através da somatória:  2  f ( )   2 i i i 1 n 1 Tome A como a área da região R e seja  a norma da partição .  é o maior valor de i. então a área A da região delimitada pelos gráficos de   f (). onde 0      2. a área do setor é dada por: 1  f ( i )2  i  2 Existe um setor circular para cada um dos n subintervalos. ].

Resolução: 3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: A = 4 u.a. . de equação 24 cos 2 . Calcule a área da região delimitada pela lemniscata de Bernoulli.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-16 Exemplos 8.

2 . Resolução: 3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 Resposta: A a 2 u.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-17 9.a. Calcular a área da região interna à rosácea   a sin 2 .

Calcular a área da interseção das regiões limitadas pelas curvas 3 cos  e 1+ cos  .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-18 10. Resolução:     2 3 5 Tipo de curva 0   6 4 3 3 2 4 6 ~ Circunferência 3 cos   Cardióide 1+ cos  ~  3 4 2 3  2  3  4 5 6  6  0 2 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6 .

4 11.a. Calcule a área da região limitada pela curva dada em coordenadas polares por   tg .  com 0    .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-19 Resposta: A 5 u. pela reta x  1 (coordenadas cartesianas) e pelo eixo polar.  3 4 5 6 2 3 2  tg   Reta: x  1 3   P3   3  tg   sen    tg  4   4 P2  sen   6  O 1 0 2  x O  cos  M3 1 x O  cos  M2 1 x 7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 11 6   6 P1   tg   sen  O M1 1  cos  x Resolução: . 2 Dica para a resolução: Considere A 1 () como sendo a área da região composta pelo triângulo OMP. dado na figura abaixo.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-20 Resposta:  u. 4 2. definida no intervalo [.   y   sin  .5.1 Volume em Coordenadas Polares O volume do sólido formado pela rotação da curva   f () .a. com     .]. 2.5 Volume de Sólido Obtido pela Rotação de um Conjunto Em coordenadas cartesianas já foi estudado o volume a seguir: V    f ( x) dx 2 a b y f (x ) x a b Vamos tomá-lo como base e fazer o equivalente para coordenadas polares. pode ser dado através das funções paramétricas:  x   cos  .

  Exemplo 12. Resolução: Resposta: V 64 u.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-21 V   y 2 dx   2 sin 2 dx a  b  mas.v. 3 . dx  (’ cos   sin  ) d então: V   2 sin 2  (’ cos   sin  ) d . Calcular o volume do sólido formado pela rotação em torno do eixo polar. da cardióide de equação   2(1  cos  ).

5. tomaremos como base as coordenadas cartesianas para desenvolver o diferencial do comprimento de arco em coordenadas polares. 3  V 2  3  cos d .6 Diferencial do Comprimento de Arco Como foi feito para o volume.2 Fórmula do Volume Simplificada Rotação em torno da reta cuja direção é dada por:    0 (eixo Ox ): V    : 2 2  3  sin d . Refazer o exemplo anterior. 3 2. y ds dy s dx O y x (ds )2  (dx )2  (dy )2  ds  (dx)2  ( dy )2  dx   dy  Em relação a y  f(x):  ds       dx   dx   dx   dx   dy  Em relação a x  g(y):  ds       dy   dy   dy      2 2 2 2  dy  ds  1    dx  dx   dx  ds  1    dy  dy    2 2 .v.   2(1  cos  ).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-22 2. Resolução: Resposta: V 64 u. 3  13.

podemos calcular o comprimento de um arco e também a área da superfície de sólidos de revolução.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-23 Mas o que queremos desenvolver é para coordenadas polares: 2 2  dx   dy  Em relação a   f():  ds       d  d   d   x   cos  Mas  . Definição Tome a função   f () . 2. vamos definir também a função comprimento de arco em coordenadas polares. .]. Então s é uma função. com      e seja s () a distância ao longo da curva f () do ponto inicial P0( . chamada função comprimento de arco e é dada por: s ()     2  [ f ' (t )]2 dt A mudança da variável de integração para t tem como objetivo não dar dois significados para a variável .  d  ds  2    d ou ds  2  (' )2 d  d  Com este desenvolvimento.6. tomando como base os estudos em coordenadas cartesianas.1 Comprimento de Arco d for contínua em [. então o comprimento da curva   f () . f()) ao ponto P( . com     . d é dado por: Se L   ds       2  (' ) 2 d Como uma variação do comprimento de arco. então:  y   sin  dx d dy d  cos   sin  e  sin   cos  d d d d d  dx   d  I       cos 2  2 cos   sin  2 sin 2  d  d   d  d  d   dy  II       sin 2  2 sin   cos  2 cos 2  d  d d    Somando I com II: 2 2 2 2  dx   dy   d  III           2  d   d   d  Logo: 2 2 2 2 já que sin 2   cos 2  1. adaptando para coordenadas polares. f () ).

g g A l  ( C1  C2 )  A l  (2 r1 2 r2 )  A l g( r1  r2 ) 2 2 Sendo r o raio médio da faixa (tronco de cone). 2. como mostra a figura seguinte. definimos n subintervalos do tipo [xi1 . sendo 2 f ' i   tan i . ou seja. b]. Para encontrar a área da superfície cada uma dessas faixas pode ser considerada como uma porção de um cone circular (tronco de cone regular). Ou. O segmento de reta Pi 1 Pi é tangente ao gráfico de f no ponto i . f (i ) . n com larguras xi. Tal superfície é a fronteira lateral de um sólido de revolução. com derivada contínua e f(x)  0 em [a . podemos pensar que para pintar a superfície seria necessário a mesma quantidade de tinta que para pintar uma região plana com área A. xi].Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-24 2. faixas. do gráfico de uma função f. base menor C1 2 r1 e base maior C2 2 r2 . Cada qual formada pela rotação de um segmento de reta ao redor de um eixo.7. Queremos definir a área da superfície de revolução de tal maneira que ela corresponda a nossa intuição. onde i  1.7 Área da Superfície de Sólidos de Revolução Uma superfície de revolução é formada quando uma curva é girada ao redor de uma reta. se a área da superfície for A. em torno do eixo x. b] definida por: a  x0  x1  x2    xi1  xi  xi1    xn1  xn  b. Podemos pensar em descascar uma camada externa muito fina do sólido de revolução e torna-la plana de modo que possamos medir sua área. x x i  i 1 i .1 Dedução da Fórmula Cartesiana Vamos tomar como superfície aproximadora do sólido de revolução. Vamos considerar uma partição  de [a . temos: r  A l g( r1  r2 )  A l g(2r) Logo: A l 2rg Estendendo o conceito de área para superfície obtida pela rotação. 2. . com geratriz g e raios superior e inferior r1 e r2 respectivamente. Desta forma. Tome i como sendo o valor médio de x no i-ésimo subintervalo. é calculada pela subtração das áreas laterais dos dois cones: base b g r1 V h1 O r1 C1 2 r1 superfície lateral C2 2 r2 h2 h g  r 2 base B O  r 2 A área lateral do tronco de cone ( A l ) é igual à área do trapézio de altura g. r1  r2  2r  r1  r2 2 .

com y  [c . Desta forma. b]. definimos a área S da superfície obtida pela rotação do gráfico de f em torno do eixo x por:  dy  S  2  y 1    dx a  dx  Se a curva é descrita como x  g ( y ) . temos a fórmula equivalente: b b  dx  S  2  x 1    dy  dy  a   Considerando o diferencial do comprimento de arco ( ds ). a área da superfície é dada por: A l 2rg  A l (i ) 2 f i  Pi 1Pi sendo A l (i ) a área lateral do tronco de cone. P i y  f ( x) P1 i i O xi 1 i xi x Então Pi 1 Pi  xi 2  sec  i xi  1   f ' i  xi cos  i 2 Substituindo Pi 1 Pi na área do tronco de cone. o resultado é uma faixa (um tronco de cone) com geratriz g  Pi 1Pi e raio médio f i  . temos: A l (i ) 2 f i  1   f ' i  xi Se xi for suficientemente pequeno. temos: 2 2  dx   dy  ds  1    dx ou ds  1    dy  dy   dx    2 2 . esta área será uma boa aproximação para a área da superfície gerada pela rotação da parte da função limitada entre as retas x  xi 1 e x  xi . raio médio f i  no subintervalo xi . d].Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-25 Ao girar Pi 1 Pi ao redor do eixo x. tome x  max xi e teremos: x  0 lim  A l (i )  lim  2f i  1   f ' i  xi  2 i 1 x  0 i 1 n n  b a 2f  x  1   f ' x  dx 2 Assim. contínua em [a . Desta forma podemos tomar como aproximação completa da área da superfície de revolução o somatório seguinte: n  A ( ) l i i 1 Reconhecendo que a somatória anterior é uma soma de Riemann para a função A l (i ) . dado anteriormente.

temos a rotação em torno dos eixos:  Eixo x: S  2  yds a b  Eixo y: S  2 xds a b 2.  d   y   sin  Então: Rotação em torno da reta cuja direção é dada por:    0 (eixo polar) 2 S  2  yds  2   sin  2  (' )2 d        2 S  2  xds  2   cos  2  (' )2 d     Exemplos 14. de tal forma que d seja contínua em [.].Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-26 Daí. com     . d Para as coordenadas polares. em coordenadas polares.7.  x   cos   d  Temos que:  e ds  2    d ou ds  2  (' )2 d . faremos as adaptações feitas anteriormente. 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 Resolução: . Achar o comprimento total da cardióide de equação   1 cos  .2 Área da Superfície de Sólidos de Revolução na Forma Polar Tome a função   f () .

calcular a área da superfície formada pela rotação em torno do eixo polar. 5 .a.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-27 Resposta: L  8 u. Considerando a mesma equação   1 cos  . Resolução: Resposta: S 32 u.c. 15.

2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 Resolução: Resposta: A  6 u. Encontre a área da região no plano limitada pela cardióide r  2(1  cos ) .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-28 2.a.8 Exercícios 16. .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-29 17.a. 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 3 2 5 3 7 4 Resolução: Resposta: A    3 2 3 u.   . Encontre a área dentro do laço menor do caracol r  2 cos   1 .

a. 4  . 2 3 3 5 4 6  2  3  4  6 0 2 11 6  7 6 5 4 4 3 3 2 7 5 4 3 Resolução: Resposta:   A   2  u. Encontre a área da região que está dentro do círculo r  1 e fora da cardióide r  1  cos  .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 2-30 18.

. Euler se aproximou de Diderot e disse. mas também a física. a maioria deles no final de sua vida. portanto. em um tom de perfeita a  bn convicção: “  x . que viveu entre 1707 e 1783. Euler apresentou uma valiosa contribuição para o uso da geometria das coordenadas no espaço tridimensional. Entre suas contribuições mais conhecidas na matemática moderna estão: a introdução da função gama. que era ignorante em matemática. superfícies de revolução). Com 886 trabalhos publicados. quando já estava completamente cego. a relação entre o cálculo diferencial de Leibniz e o método das fluxões de Newton e a resolução de equações diferenciais com a utilização do fator integrante. Este apresentou equações gerais para três classes de superfícies (cilindros. se ele quisesse ouvir. Euler foi tão importante não apenas para a matemática. Euler escreveu duas notas sobre o sistema de coordenadas polares tão perfeitas e sistemáticas que por vezes dá-se o nome de “sistema Euler”. Deus existe”. e. Diderot disse que sim. Para se ter uma idéia. sério. Euler foi o primeiro a tratar seno e cosseno como funções. mas tornou-se inconveniente ao tentar converter todos ao ateísmo. Diderot voltou imediatamente à França. Um acontecimento interessante: Euler foi um cristão por toda a sua vida e frequentemente lia a Bíblia a sua família. i para a raiz quadrada de 1. que lhe daria uma prova matemática da existência de Deus.1 Leonhard Euler Matemático suíço. e para a base do logaritmo natural. Devemos a ele as notações f(x) para uma função. e a corte caiu na n gargalhada. e Euler disse a Diderot. Catarina pediu a Euler que ajudasse. d n y para derivadas de graus elevados. Diderot foi convidado à corte por Catarina.  para a somatória. a Academia de Ciências de São Petersburgo continuou a publicar trabalhos novos de Euler por mais de 30 anos depois da sua morte. cones. entre muitas outras. conforme conta De Morgan. engenharia e astronomia. Uma história sobre sua religião durante sua estada na Rússia envolve o dito filósofo ateu Diderot. Ao nos referirmos a Leonhard Euler estamos falando do escritor de matemática mais produtivo de todos os tempos.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-1 3 Integrais Eulerianas 3. Diderot ficou sem resposta.

Desenvolvimento (n 1)   x n 11e  x dx   x n e x dx 0 0   Integração por partes:  udv  uv   vdu . (n 1. 354) Para n 1: (1)   x e dx   0  11  x  0 1   1 e dx  lim  e dx  lim  x   lim 1  b   1 b  0 b   e  b  e  0 x b x b 3. então: (n 1)  n(n)  n! A função gama generaliza a função fatorial.2 Função Gama () Definida pelo matemático Leonard Euler. 2. ). se n é um número inteiro positivo. u  xn  du nx n 1dx dv  e  x dx  v   e x . a função gama representada por (n).1 Fórmula de Recorrência (n 1)  n (n) Esta expressão pode determinar (n) para todo n  0. (n 1)   x n e x dx  lim  x n e  x dx  lim  udv  lim uv   lim  vdu 0 b  0 b  0 b  0  b b b b b  0 b  xn  (n 1)  lim  x   lim n  x n 1e  x dx b   e  0 b  0  b 0 (n 1)  n  x n 1e  x dx  n(n) 0  Então. por recorrência: (2) 1(1) 11  1! (3) 2(2) 21  2! (4) 3(3) 321  3!  (n 1)  n(n)  n(n 1)321  n! Logo: (n 1)  n(n)  n! . 3.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-2 3. é definida por: (n)   x n1e  x dx 0  (n) é uma função convergente quando n  0. Demonstração: Coleção Schaum (18: pág. Em particular.2.

     Então: 1     2  3 3  1 1      1        2 2 2  2 2 2 Exercício 5 7  13  1. Com base no que já foi dado.2. isolando (n): (n)  ( n  1) n Então:   1    1  1   1  2      2   2  1 1 ( 1 ) 2 2  2 2 .3 Função Gama para n  0 Da relação de recorrência (n 1)  n(n). 2 2 2 Resolução: Resposta: 3  15  10395  .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-3 3. obtém-se a relação dos complementos dada por:  (n)(1 n)  sin n 1  1 1 n         2  2   2  sin  2   1  1  2        2    . que toma (n) como definição para n  0.2. determine os valores de:    . e 4 8 64 3. podemos generalizar a função gama para n  0.    e    .2 Função Gama para 0  n  1 Para 0  n  1.

    e     . e 3 15 135135 3. 2.2.4 Gráfico da Função Gama f (n)  (n) D( f )    {0.  2  2  2 Resolução: Resposta: 4  8  128  . 1. Determine os valores de:     .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-4 Exercício  3  5  13  2. } 4 3 2 1 -4 -3 -2 -1 0 -1 -2 -3 -4 1 2 3 4 n .

Entretanto. onde estudava certas propriedades da força nuclear forte. da Universidade de Chicago. (n ) A função 4 3 2 1 -2 -4 -3 -1 -1 -2 0 1 2 3 4 n 3. em 1970. Era pesquisador do CERN no ano de 1968. dando uma explicação em função da hipótese que veio a ser a origem da teoria das cordas. Até então viera trabalhando nesse problema quando descobriu que a função beta de Euler servia para descrever muitas propriedades das partículas sob a influência da força nuclear forte. n)   x m1 (1  x) n 1 dx 0 1 (m. pois (n ) (n) é infinita. 7 de Setembro de 1942) é um físico teórico italiano. 1. de Holger Nielsen.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-5 Observação 1 está definida para todo n e se anula nos pontos 0. Definição (m. . a singularidade que a função teria nos pontos pode ser 1 removida pondo o valor da função como sendo 0. da Universidade de Stanford.3 Função Beta () Gabriele Veneziano (Florença. 2. e de Yochiro Nambu. do Instituto Niels Bohr. n) é uma função convergente quando m  0 e n  0. Em outras palavras. pelos trabalhos de Leonard Susskind. . f (n)  . a explicação por que a função beta servia tão bem só foi descoberta dois anos depois.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3. Determine os valores da função Beta para m e n dados a seguir: a) m  1 e n  1; b) m  2 e n  1; c) m  1 e n  2. Resolução:

3-6

Resposta:

a) 1; b)

1 1 ; c) . 2 2

3.3.1 Definições Decorrentes
 Propriedade Comutativa (m, n)  (n, m)  Cálculo Direto (m, n) 

(n  1)!
n 1

 (m  i )
i 0

 Função Beta em relação à função Gama (m, n) 
( m)( n ) ( m  n )

 Relação dos Complementos: se m  n  1, com 0  n  1  m  1  n, então (m, n)  (1  n, n) 

(1  n)(n)   (1  n)(n)   (1  n  n) sin n

Exemplos
Resolva as seguintes funções Beta: 4. (3,5) Resolução:

Resposta:

1 105

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5. (3,5) Resolução:

3-7

Resposta: 6. (6,3) Resolução:

1 105

Resposta: 7. (6,3) Resolução:

1 168

Resposta:

1 168

3.4 Exercícios
Utilizando função Gama e função Beta, resolva as seguintes integrais: 8.

 0

e  x dx

2

Resolução:

Resposta: 9.
 0

1 2

x 6e  2 x dx

Resolução:

Resposta:

45 8

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 10.

3-8

1 0

x 2 ln xdx

Resolução:

Resposta:
1 0

1 9

11.

x ln xdx

Resolução:

Resposta: 12.
1 0

1 4

x 4 (1  x )3 dx

Resolução:

Resposta:

1 280

Prove que Resolução: 3-9   2 0 (sin x) 2 m 1 (cos x)2 n 1 dx  1 (m. n) 2 Resposta: 14.   2 0 sin 5 x cos3 xdx Resolução: Resposta:  2 1 24 15.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 13.  0 sin 6 xdx Resolução: Resposta: 5 32 .

n p   p   Resposta: . Prove que Resolução:  1  x  0  xm p n dx  1  m 1 m  1   p .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-10 16.

n 1) Resposta: 19. Prove que Resolução: a ( x  a ) b m (b  x )n dx  (b  a ) m  n 1 ( m 1. Prove que Resolução:  1 0 x m 1  x p dx    n  1  m 1   p . n  1) Resposta: 18. Prove que Resolução:  a 0 x m (a  x) n dx  a m n 1 (m  1. Prove que Resolução:  1 0 x m (ln x)n dx  (1)n (n  1) (m  1)n 1 Resposta: . n  1  p   Resposta: 20.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-11 17.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-12 21.   0 Resposta: 23. Prove que Resolução:   0 x m e  ( ax ) dx  n 1  m  1    m 1 na  n  Resposta: x dx e3 x Resolução: 22.  0 4 6 9  x  e  x dx Resolução: Resposta: 4 3  2 24.  1  0  x3 x  4 dx Resolução: Resposta: 5 8 .

  2 0 sin 4 x cos4 xdx Resolução: Resposta: 3 1 3 256 26.  dx ( x  1)(3  x) Resolução: Resposta:  .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 3-13 25.

Os pontos de  n são todas as n-listas X  ( x1 . y 2 1 -4 -3 -2 -1 0 -1 -2 1 2 3 4 x P = (x.1 O Espaço Vetorial  n Seja n um número natural.  1   (reta).  2  (plano).  3  (espaço tridimensional). x2 . O espaço euclidiano n-dimensional é o produto cartesiano de n fatores iguais a :  n . Exemplos 1. z 2 1 P = (x.z) 0 1 2 x 1 2 3 y . P = (x) -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 x 3. 2.y.. y) 4.  0 {0}. x3 .. formado pelo único ponto 0. x3 . espaço de dimensão zero. x2 . xn ) cujas coordenadas x1 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-1 4 Tópicos de Topologia dos Espaços Reais nDimensionais 4. xn são números reais.

Então. x3 x = (x1 .1 Propriedades da Norma Euclideana | x |  x. y  x' . tal que. xn  yn ) X  ( x1 . x . y   x .  N1 | x  y |  | x |  | y |.  e || como valor absoluto de .4 x. xn ) e y  ( y1 . x2 .1  PI...3. y   n um número real. x 0  x .x .  N3 x  0  | x |  0. . define-se a soma X  Y e o produto X por: X  Y  ( x1  y1 . x . y  x1 y1  x2 y2  x3 y3  xn yn . x3 . x2 .3 Norma de x  n ou Comprimento do Vetor x  n |x| x. xn ) e Y  ( y1 . tendo x  ( x1 .x 2 . x ou | x |  2 2 2 x12  x2  x3    xn | x | é a representação de norma de x  n . x  0. x3  y3 .2  PI. y2 . y . y . y3 . indicado por x . x' .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-2 Definição Dados X  ( x1 .. yn ). y .2 Produto Interno em  n É uma regra que faz corresponder a cada par de vetores x.x3) x x2 x1 4.3  PI. x  Tome x . x3 . y  n . x  x' . se tenham:  PI. x  ( x1 .. y  x . Exemplo 5. yn ) em  n e um número real . Em  3 . y   n e . x2 . xn ) 4.. y3 . y2 . 4. x3 . y  x . x2 . x2  y2 . x3 ) e | x |  2 2 x12  x2  x3 ..y  y.  N2 |x |  ||| x |. x .

Exemplos Tome n  2 e considere d:  2  2 . y.Cálculo II – (Lauro / Nunes) n 4-3 Existem várias normas que se podem considerar no espaço euclidiano  n .1 Propriedades das Distâncias em  n Para d. sendo x  (9. z). y  n .4 Distância em  n A norma em  n da origem à noção de distância em  n .12).4. N2 e N3 também são válidas para | x | M e | x | S . y)  0. vale a desigualdade: | x | M  | x |  | x | S  n | x | M As propriedades N1. Para x . z)  d(x.4) e y  (3. x  y  d(x. y)  | x  y | S  | x1  y1 |  | x2  y2 |    | xn  yn | 4. 4. d(x. y)  d(y. x). | x2  y2 |. y)  d(y. x (Norma Euclidiana) (Norma do Máximo) (Norma da Soma) | x | M  Máx{| x1 |. d(x. y)  |x  y| Assim: Distância Euclidiana d(x. y)  | x  y |  ( x1  y1 ) 2  ( x2  y2 )2    ( xn  yn )2 Distância do Máximo d M (x. | xn |} | x | S  | x1 |  | x2 |  | x3 |    | xn | Para todo x  n . | xn  yn |} Distância da Soma d S (x. z  n :  d1  d2  d3 d(x. | x2 |. d M e d S tome x. y) Resolução: Resposta: 10 . . y)  | x  y | M  Máx{| x1  y1 |. a distância de x a y é definida por: d(x. calcule: 6. . Dado x. Dados x. y  2 . tem-se: |x| x. | x3 |.

r].5 Bolas e Conjuntos Limitados A BOLA ABERTA de centro num ponto a  n e raio r  0 é o conjunto dos pontos x n cuja distância ao ponto a é menor do que r. as bolas no plano para as três distâncias podem ser representadas por: Resolução: Resposta: . |x  a|  r}. r] e a ESFERA S[a. r)  {x  n . y) Resolução: 4-4 Resposta: 8. Para n  2. r]  {x  n . d M (x. y) Resolução: 8 Resposta: 9. B(a. Resolução: 14 Resposta: 4. Verifique as desigualdades entre as 3 distâncias. ambas com centro a e raio r: B[a. Notação B(a. r). S[a. |x  a|  r}. d S (x. r]  {x  n .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7. |x  a|  r} Analogamente define-se a BOLA FECHADA B[a. Exemplo 10.

O conjunto dos pontos fronteira de X é representado por fronX ou X ou X. y]  {(1t)x ty. .5. 4.5. B(a. chamado de CONJUNTO DERIVADO de X.5. r)  X   e B(a. Um ponto a n chama-se ponto de acumulação do conjunto X quando toda bola aberta de centro a contém algum ponto de X. ou seja:   0. O conjunto dos pontos interiores de X é representado por intX. 0  t  1} 4. x X.1 Definição: Segmento de Reta O segmento de reta de extremos x. y X  [x.5. B(a. 4.5.7 Definição: Ponto Fronteira a  n é ponto fronteira de X   n  r  0. 4. x  X. diferente do ponto a. r)  X  .2 Definição: Conjunto Convexo Um subconjunto X   n diz-se convexo quando contém qualquer segmento de reta cujos extremos pertençam a X. está contido em alguma bola. y]  X 4.5. 0  |x  a|   O conjunto dos pontos de acumulação de X é representado pela notação X’. ou seja: x. 4. r)  X.4 Definição: Conjunto Limitado Um conjunto X   n diz-se limitado quando:  Existe um número real c  0 tal que | x |  c. B(a. e somente se.5 Definição: Ponto Interior a  n é ponto interior de X   n  r  0. y é o conjunto: [x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-5 4. r)  CX  .6 Definição: Ponto Exterior a  n é ponto exterior de X   n  r  0. ou  Se.5. CX é o complementar de X.3 Definição: Ponto de Acumulação Seja X   n . O conjunto dos pontos exteriores de X é representado por extX.

z) 3 .5. 4.  linha poligonal unindo x e y. 13.5. z) 3 . extX e fronX. totalmente contida em X. Resolução: Resposta: 12.5. x 2  y 2  z 2  9}. y X. y. 4. Dado X  {(x. X é conexo? Justifique. O mesmo para X  {(x. x 2  y 2  z 2  9}. determine os conjuntos intX. intX  extX  fronX   n . Resolução: Resposta: . 4.8 Definição: Conjunto Aberto X   n é conjunto aberto  X  intX.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-6 Exemplos 11. y. Se X é convexo.9 Definição: Conjunto Fechado X   n é conjunto fechado  X  X’.10 Definição: Conjunto Conexo Diz-se que X   n é um conjunto conexo se x. Exercícios Tome um conjunto X   n . Resolução: Resposta: Conclusão X   n .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 14. Se X é conexo.5. 4.12 Definição: Região Fechada Uma região fechada em  n é um conjunto conexo e limitado. . Resolução: Resposta: 4. Resolução: 4-7 Resposta: 15. X é convexo? Justifique.5. Dê um exemplo de X desconexo.11 Definição: Região Aberta Uma região aberta em  n é um conjunto conexo ilimitado.

X  {(x. analise X quanto aos itens a) e b) abaixo: a) Região aberta ou fechada. y) 2 . 16. X  {(x. y) 2 .6 Exercícios Dado X   2 nos exercícios seguintes. y) 2 . x  y  1} Resolução: Resposta: 17. x  y  1} Resolução: Resposta: 18. x 2  y 2  1} Resolução: Resposta: . b) Conjunto aberto ou fechado.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4-8 4. X  {(x.

y) 2 . x 2  y 2  1} Resolução: 4-9 Resposta: . X  {(x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 19.

h     r 2  h . onde E é a tensão da fonte. Desta forma. R2 . n = massa gasosa em moles. a regra da referida função é n  R T PV . R3 . . V Finalmente. n   . R5   R1  R2  R3  R4  R5 Conforme será visto. o estudo de funções com três ou mais variáveis não difere muito do estudo das funções de duas variáveis. e cuja regra é V r . sendo que r é o raio da base e h a altura. R2 . O circuito elétrico da figura que segue tem cinco resistores. 3. T e n. R3 . A equação de estado de um gás ideal é dada pela seguinte equação: n  R T P V Onde: P= pressão. no último caso.5 . R4 e R5 . R4 .1 Introdução Considere os seguintes exemplos: 1. A corrente deste circuito depende das resistências Ri . no primeiro exemplo. V= volume. Assim. R= constante molar do gás. temos que a pressão de um gás ideal pode ser representada pela função de três variáveis independentes V. temos que o volume do cone pode ser indicado por uma função de duas variáveis independentes r e h. neste estudo trabalharemos mais com . No segundo exemplo. Todos estes exemplos representam funções de várias variáveis. T .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-1 5 Funções em Espaços n-Dimensionais 5. a corrente do circuito pode ser dada por uma função de cinco variáveis independentes R1 . indicada por V  V r . Desta forma. h r 2. h . isto é: E I R1 . e T = temperatura. i  1. O volume “V” de um cilindro circular é calculado pela expressão: V    r 2  h .

em geral. Represente graficamente o domínio da função f  x. Definição Seja A um conjunto do espaço n-dimensional A   n . temos uma função f : A   n   . x2 . além de reforçar as principais analogias existentes entre elas. xn ) de números reais. Df  { x  A   n . Nesse caso. uma função de várias variáveis também é especificada apenas pela regra que a define.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-2 as funções de duas variáveis independentes. Determine o domínio e a imagem da função z  f ( x ) 9  x12  x2 definida de  2 em . Como para as funções de uma variável. x3 . os elementos de A são nuplas ordenadas ( x1 .. Se a cada ponto P do conjunto A associarmos um único elemento w   . y   ln  x  y  . xn ). Im f  { w . Exemplo 2 4. tais que w  f ( x ). f: Definição: Domínio de Função Domínio da função f é o conjunto A da definição anterior. w  f ( x )}. Resolução: Resolução: 5. x3 . salientando as diferenças fundamentais entre estas funções e as funções de uma única variável independente. para os quais a função está definida. isto é. w  f ( x )}. Resolução: . Simbolicamente: A  n   x  w  f x  ou w  f ( x ) f ( x1 . isto é. x2 .. Essa função é chamada de função de n variáveis reais. Definição: Imagem de Função Imagem da função f é o conjunto dos números w  . o domínio da função é o conjunto de todos os pontos de x   n .

Represente graficamente o domínio da função f  x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-3 Resposta: 6. Resposta: . y   Resolução: xy x  y2 2 .

.. . x2 . é chamado de GRÁFICO de f .. O gráfico de f também é chamado de SUPERFÍCIE w  f (x )  f ( x1 . ajuda muito a entender o comportamento da função. x2 ) c é chamado de curva de nível de f . para x  2 no domínio de f . . f  f  x1 . o conhecimento das superfícies de nível. Definição: Curva de Contorno (Cc) A curva no espaço na qual o plano w  c intercepta uma superfície w  f ( x . Representação: Cnc. que podem ser visualizadas no espaço tridimensional. x2 . xn   Df para os quais f  x1 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-4 Definição: Curva de Nível (Cn) Considere f :  2  . Representação: Ccc. x2 . um conjunto de nível de f. . x2 ). .. Definição: Conjunto de Nível Se f é uma função de n variáveis. .. . f (x ) ) no espaço. xn   k . Definição: Gráfico de uma função O conjunto de todos os pontos ( x1 . é o conjunto de todos os pontos  x1 . y )  c . Nesse caso. y ) é chamada de curva de contorno f ( x . x2 . quando f é uma função de três variáveis independentes. Em particular.. xn  e k é um número real.. O conjunto de pontos x  2 onde uma função f ( x ) tem um valor constante f ( x ) f ( x1 . temos as superfícies de nível.

No exemplo que segue. . podemos observar algumas curvas de nível da função z  f  x. y   100  x 2  y 2 . y   100  x 2  y 2 . No exemplo que segue.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-5 Exemplo 7. podemos observar uma curva de nível e uma curva de contorno da função z  f  x. 8.

y ) 9  x 2  y 2 e trace as curvas de níveis f ( x .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-6 Exemplo 9. Represente graficamente f ( x . y ) 8 no domínio de f no plano. y )0. f ( x . Resolução: w w= 8 Cc 8 Cc 5 w= 5 Cn 5 Cn0 y x Cn 8 Resposta: . y ) 5 e f ( x .

y0    Notação:  x .2 Limites e Continuidade de Funções de n-Variáveis Reais 5.2. y   L x x0 y  y0 Propriedades Tome L . tal que se x B( x0 .). g ( x) lim g ( x) M x x0 x x0 lim f ( x) x x0 lim K f ( x ) K lim f (x )  K L . y    x0 . sempre que  x. K .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-7 5.. lim f ( x ) L e lim g ( x ) M . x x0 x x0 lim [ f ( x ) g ( x )] lim f ( x ) lim g ( x ) L  M . y0  é um número real L se. Caso particular: Limites de Funções de duas variáveis independentes Sejam f : A   2   e  x0 . x x0 x x0 x x0 lim f ( x ) xx0 L   se M 0. Dizemos que o limite de f  x. M . y   L ou lim f  x. Exemplos Calcule os limites: 10. 0<| x  x0 |  | f ( x ) L |. então lim  f ( x ) p / q  L p / q . é o número real L se. xn ) uma função de n variáveis. quando x tende a x0 . existe 0.  0. y ) ( 3. Simbolicamente x  x0 lim f ( x ) L   0. x3 . y  x0 . existir um 0 tal que | f  x. y0  lim f  x. y  .) então sua imagem f ( x )B( L . lim ( x . 4 ) x2  y 2 Resolução: Resposta: 5 . y   L |. y  se aproxima de  x0 . O LIMITE da função f ( x ). x x0 x x0     x x0 x x0 lim [ f ( x ) g ( x )] lim f ( x ) lim g ( x ) L  M . desde que L p / q . y0  um ponto de acumulação de A. para todo 0. x x0  Se p e q forem inteiros. quando  x. para todo numero real 0. x2 . y   A e 0  x.1 Limites de Funções em n Definição Seja w  f ( x ) f ( x1 .

0 ) lim f ( x . xn ) tem limites diferentes ao longo de caminhos diferentes quando x se aproxima de x0 .1) x2  y2 x y Resolução: Resposta: 2 Proposição Se w  f ( x ) f ( x1 .   ( x .0). Resolução: 2x2 y não tem limite quando x4  y 2 Resposta: Logo. y )(0.. Aplicando limites por caminhos. mostre que f ( x .1) 5-8 lim x  xy  3 x y  5 xy  y 3 2 Resolução: Resposta: 12. y ) ( x . . x x0 Exemplo 14. lim 3 ( x . y ). y ) se aproxima de (0. lim 0 ( x . ( x . x3 . 0 ) x 2  xy x y Resolução: Resposta: 13. y )(1. x2 . y )( 0.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 11. então lim f ( x ) não existe. y )( 0.

y )( 0. y ). 16. y ).   ( x . x x0  x x0 lim f ( x ) f ( x0 ) . . 0 ) lim f ( x . f ( x . x3 . y ). k 1). f ( x . 17. x2 . y )  Resolução: x4  y 2 (Caminhos y  k x 2 ).   ( x . y )  Resolução: Resposta: Logo. 2a) Uma função é CONTÍNUA quando é contínua em todos os pontos de seu domínio. y )  Resolução: Resposta: x2  y2 (Caminhos y  k x 2 . y )( 0. x y Logo.   lim f ( x ).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-9 Exercícios 15.2. y Logo. k 0). f ( x . 0 ) lim f ( x . y )( 0.2 Continuidade de Funções em  n Definições: 1a) Uma função w  f ( x ) f ( x1 . 0) lim f ( x .. 5.   ( x . 4 2 x y Resposta: x y (Caminhos y  k x . xn ) é CONTÍNUA NO PONTO x0  n se:   f ( x ).

f  g é contínua em  x0 . f  g é contínua em  x0 . f / g é contínua em  x0 . Exemplos: Discutir a continuidade das seguintes funções: 18. y0  e f é contínua em g  x0 . y0  . y  . y   Resolução: x  y 1 x y  x  3 xy  3x  2 y  2 2 2 Resposta: 20. y0  . então a função composta f  g é contínua em  x0 . f  x. desde que g  x0 . então:     f  g é contínua em  x0 . y0  .  Uma função racional de duas variáveis é contínua em todos os pontos do seu domínio. y0  . h x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 5-10 Proposição: Sejam f e g funções de duas variáveis contínuas no ponto  x0 . Se g é contínua em  x0 . y0   0 Proposição: Sejam w  f u  e z  g x. y0  . y0  . g  x. y0  . y   ln x 2 y 2  4 Resolução:   Resposta: . Observação: A partir das proposições anteriores podemos afirmar que:  Uma função polinomial de duas variáveis é contínua em  2 . y   2 x 2 y 2  5 xy  2 Resolução: Resposta: 19.

se x permanecer constante e a variável y receber um acréscimo y . então o incremento correspondente de z receberá o nome de incremento parcial de z. y  y   f  x. y )  f ( x0 . y   f  x. y   y   f  x . y0 )  lim . enquanto y permanece constante. y  =  x  x    y  y   x  y = x  y  xy  yx  x  y  x  y = xy  yx  x  y Definições: Chama-se derivada parcial de z  f x. y  . em relação à y. y0  f ( x 0 .1. no ponto x0 . Quando damos à variável independente x um acréscimo x . definimos derivada parcial de z  f x. y  =  x   x  y  x  y = x  y   x  y  x  y  y   x  y z  f  x . y 0 )  f ( x0 . Se z  f  x. y  = x  y  y   x  y = x  y  x  x  x  y  x  y = z  f  x  x.1 Derivadas Parciais 6. y y0 y y  y0 . y   x  y . em relação à x e é denotado por:  x z  f  x   x. ao limite: f  x0 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-1 6 Derivadas 6. obtemos o incremento total de z. y0  . y 0 y y Fazendo x  x0  x e y  y0  y . y 0  y )  f ( x 0 . y  Exemplo 1. y 0 )  lim . y  Se agora dermos. y0  f ( x. y  uma função de duas variáveis independentes. y0  f ( x0 . em relação à x. y  . x0 x x Analogamente. y  Da mesma maneira. que é denotado por: z  f  x  x. no ponto  x0 . podemos escrever: f  x0 . y0  f ( x0  x. y0 )  lim . y   f  x. y  y   f  x . ao limite: f  x0 . então:  x z  f  x   x. y 0 )  lim e x x0 x x  x0 f  x0 . o incremento parcial de z. simultaneamente um acréscimo x para x e y para y. y0 )  f ( x0 .1 Incremento parcial e incremento total Seja z  f  x. em relação à y é:  y z  f  x . y0  . y  y   f  x.

y  y Observação: As definições anteriores podem ser estendidas para funções f : A   n   . y ) em relação a x e y são as funções f x e f y . y . h 0 z h para w  f ( x . y   f x  x. z  fz ( x . y  h )  f ( x. y )  lim . z )  . y 0 y y Observação: As derivadas parciais podem também ser denotadas por: f  x. y  tais que f x. y . y ) função que a cada  x. y )  3o Seja f:  3 As derivadas parciais de f ( x . y  = D y f  x. f  x. y  f ( x   x. sendo  x. y . f  x. y . y . fy ( x . y . Desta forma temos. z )  h 0 y h f ( x. y. h 0 x h f  x. x0 x x Analogamente. y   z  f  x. z ). y  existe. chamamos de função derivada parcial de f em relação à y. y   B associa o número = lim . y ) fy ( x . y )   lim . y )  f ( x . por exemplo: 1o Seja f:  A derivada da função f ( x ) é: dy f ( x  h )  f ( x) f ’( x )   lim dx h0 h 2o Seja f:  2 As derivadas parciais de f ( x . y  f ( x. fx ( x . h0 y h fx ( x .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-2 Definições: Sejam f : A   2   . y   y )  f ( x. z )  lim . z  f ( x . z  f ( x  h . y  f ( x  h. z ) f  x. y   B associa o número = lim . h0 h x f  x. à x f  x. z )  f ( x . à função f  x. z )  lim . f y e f z . z )   lim . Chamamos de função derivada parcial de f em relação à x. y  f ( x. y . y. y  h. y  . y  = D x f  x. y  x f  x. z )  f ( x. y ) que a cada  x. y . e B  A o conjunto dos pontos x. y. y . z ) são as funções f x . y )  f ( x. z  h )  f ( x. y   f y  x. y .

.. encontre a derivada parcial de z  f  x. Usando a definição. xn )  f ( x1 . xn )  f ( x1 . x2 . xn ) f x1 ( x )  x1 f ( x1 . encontre as derivadas parciais  3 x 2 2 x y  y 2 . h 0 h  lim h 0 f ( x1 . xn ) f xn ( x )  xn ( x ) para x  n : f ( x1  h. y   16  x 2  y 2 em relação à x no ponto 1. x2 .. xn  h)  f ( x1 . x2 .. sendo f ( x .. Resolução: f (x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-3 4o Seja f:  n As derivadas parciais de f f ( x1 . y ) e ( x . x2  h. xn )  lim . x2 .. y ).. x2 . y ) x y f (x. x2 . xn ) f x2 ( x )  x2  f ( x1 .. y )  y Resposta: f f ( x . xn )  lim .. xn ) . x2 . y )  x 2 f f ( x. x2 . y ) 2 x 2 y x y . Resolução: Resposta: 3. y )  6 x 2 y e ( x . h 0 h f ( x1 . h 2.2  . Usando a definição.

mantemos y x f  x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-4 Observação: Na prática. xn ) e v  g ( x )  g ( x1 . y  derivação das funções de uma variável. Sejam u  f ( x )  f ( x1 . y ) Resolução: Resposta: 5.. fy ( x . y 6. para calcular . fx ( x .2 Regras de derivação Para as derivadas parciais.1) 2 x3 y 2 x 2 Resolução: Resposta: 23 . xi Exercícios Considerando a função f ( x . valem regras de derivação análogas às das funções de uma variável. podemos obter as derivadas parciais mais facilmente. Nesse caso. xi xi xi xi Produto uv   ( u v )  ( u v ) xi  u xi v  u v xi . xn ). y ) 3 x 2 y 2 4 x y 3 Resolução: Resposta: 6. x2 .1. x é mantido constante. f x (2. usando as regras de f  x. f  g  f xi   u  u xi e g xi   v  v xi . xi Quociente u  v  u   xi  v  ux v  uvx u     i 2 i . y ) x 3 y 2 2 x 2 y 3 x calcule o que se pede: 4. y  constante e para calcular . x2 . v  v  xi Potência un   ( u n )  ( u n ) xi  n u n 1  u xi ..

Encontre f x e f y se f ( x . Encontre Resolução: f se f ( x . y )  y sin( xy) . y Resposta:  ( u v )  sin(xy)  y x cos(xy ) . y 9. 6-5 f y (2. y  cos x Resposta: fx  2 y sin x ( y  cos x) 2 e fy  2 cos x ( y  cos x) 2 . y )  Resolução: 2y .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7.1) Resolução: Resposta: 24 Exercícios 8.

y )  x x 1 x  y 2 2 e f (x. encontre as derivadas parciais das seguintes funções: (a) f ( x . y )  tan x  w . Resolução: y 6-6 Resposta: fx  sec 2 x y (tan x) y y 1 y e fy   tan x  ln(tan x) y2 11. y )  x y x2  y 2 Resolução: Resposta: y 2  2 xy  x 2 f x 2  2 xy  y 2 f (x. Encontre f x e f y se f ( x . Usando as regras de derivação. y )  e (x.y)  y x ( x 2  y 2 )2 ( x 2  y 2 )2 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 10. y )  1  x2  y2 Resolução: Resposta: (b) f (x.y) y y 1  x2  y2 f (x.

y x (e) f ( x . z . y )  [ sec 2 ( x 2  y 2 )](2 x ) e ( x . y )  ex / y Resolução: 6-7 Resposta: (d) f ( x . z )2 x sin 2 ( y z ). y )  [ sec 2 ( x 2  y 2 )](2 y ). z ) x 2 z sin (2 y z ) e x y f ( x . z )  x 2  sin 2 ( y z ) Resolução: Resposta: f f ( x . ( x . z ) x 2 y sin (2 y z ).y)  y y x y2 Resposta: f f ( x . y . y .y)  e (x. y .Cálculo II – (Lauro / Nunes) (c) f ( x . y )  tan ( x 2  y 2 ) Resolução: ex / y f  xe x / y f (x. y .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-8 6. f xy e f yx são contínuas em uma região aberta R. Se f . x2 .3 Derivadas Parciais Sucessivas Se w  f ( x ) é uma função de n variáveis e admite derivadas parciais em relação a todos os x1 . f x . ordem w   f x  x      w  f ( x. suas derivadas são chamadas de DERIVADAS PARCIAIS DE TERCEIRA ORDEM de w  f ( x ). então f xy  f yx em toda R. f y .. xn e estas funções derivadas parciais admitem derivadas parciais.   f   2 f f  fx   f xy  w f ( x. Assim. segue para derivadas de ordem superior. Este teorema também é válido para derivadas de ordens superiores. então suas derivadas são DERIVADAS PARCIAIS DE SEGUNDA ORDEM de w  f ( x ). Por exemplo: f xyx  f yxx  f xxy . ordem Teorema Seja f uma função de duas variáveis x e y .1. y )       w  fy  y    2w f yx   xy        2w  f yy  2  y       2da. y )     y  x  yx x   2w  f xx  2 x       2w  f xy   yx    3w f xxx  3  x   3 f   w  xxy yx 2   3w  f xyx  xyx   3 f   w xyy  yyx   3w  f yxx  xxy   3 f   w yxy  yxy    3w  f yyx  xy 2   3 f   w yyy  y 3      3ra. Prove que f xy  f yx . y )  x 3 y 2 2 x 2 y 3 x . Resolução: Resposta: f xy  2 f 2 f   f yx yx xy . Exercícios 12. Seja f ( x . ordem     1ra. Se as derivadas de segunda ordem são parcialmente deriváveis.

Dada a função f ( x . calcule: 3 f ( x. Prove que f xyx  f yxx  f xxy para f ( x . y )  e 2 x  3 y . y 2 x xy 2 3 f ( x . y ) 8 e 2 x  3 y 3 x (b) Resposta: (c) Verifique a igualdade seguinte: 3 f 3 f  . y ) x 3 Resolução: f xxy = f xyx = f yxx 12 x y 4 (a) Resposta: 3 f ( x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 13. y )  x3 y 2 2 x 2 y 3 x . Resolução: 6-9 Resposta: 14. y ) y 3 Resolução: 3 f ( x . y ) 27 e 2 x  3 y 3 y Resolução: Resposta: 3 f 3 f  =18 e 2 x  3 y 2 2 y x xy .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-10

6.1.4 Interpretação Geométrica das Derivadas Parciais
Vamos supor que f : A   2   ,  x, y   z  f  x, y  admite derivadas parciais em um ponto  x0 , y0   A . Para y  y 0 , temos que f  x, y 0  é uma função de uma variável cujo gráfico é uma curva C, resultante da intersecção da superfície z  f  x, y  com o plano y  y 0 . A inclinação ou coeficiente angular da reta tangente à curva C no ponto  x0 , y0  é dado por: f x0 , y0  tan   x

De maneira análoga, temos que a inclinação da reta tangente à curva C, resultante da intersecção da superfície z  f  x, y  com o plano x  x0 , é: f  x0 , y0  tan   y

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-11 15. Encontre a declividade da reta tangente à curva de intersecção da superfície
w  24  x 2  2 y 2 com o plano y  2, no ponto (2,2, 2 3 ).

Resolução:

Resposta:

1 w (2,2)  x 3

6.1.5 Equações das Retas Tangentes
Dada a função w  f ( x , y ), as retas tangentes ao gráfico de w no ponto P( x0 , y0 , w0 ), nos planos verticais y  y0 e x  x0 , são dadas da seguinte forma.

Retas Tangentes: Forma Simétrica
w  w0  x  x0   1 f x ( x0 , y0 ) y  y0   y  y 0 

w  w0  y  y0  1  f (x , y ) x  x0   y 0 0 x  x  0

Retas Tangentes: Forma Paramétrica
 x  x0    y  y 0   y  y0  w  w  f ( x , y ) 0 x 0 0 

 y  y0    x  x0   x  x0  w  w  f ( x , y ) 0 y 0 0 

Exemplo
Determine as equações das retas tangentes ao gráfico de w  f ( x , y ) com
w 7 x 2  y 2 2 x 2 y .

16. No ponto (2,3,4). Resolução:

Resposta:

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-12 17. No ponto (1,1,9). Resolução:

Resposta:

Exercícios de derivadas como taxas de variação:
18. Se a temperatura T depende do tempo t e da altitude h, de acordo com a regra:

 5t 2 10t h    10 , então calcule: 36 3 100 (a) Como varia a temperatura em relação ao tempo, no instante t0  12 horas, num ponto de altitude h0  100 metros? Resolução: T t , h 

Resposta:

0

(b) Como varia a temperatura em relação à altitude, no instante t0  12 horas, num ponto de altitude h0  100 metros? Resolução:

Resposta:

1 100

16 N / m 2 (c) Encontre a taxa de variação instantânea de V por unidade de variação em P se T permanecer fixo em 900. temos a fórmula: P V  k T [equação (1)] onde k é uma constante de proporcionalidade.08 é a resposta desejada. Resposta: 0. Suponha que o volume de gás em um certo recipiente seja 100 cm 3 e a temperatura seja 900 e k 8. Resolução: 125 V = 9 P (d) Suponha que a temperatura permaneça constante. (a) Encontre a taxa de variação instantânea de P por unidade de variação em T . Resolução: Resposta: Resposta:  20 9 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-13 19. Resolução: P 0. V unidades cúbicas é o volume. se P Newton por unidade quadrada é a pressão. T (b) Use o resultado de (a) para aproximar a variação de pressão se a temperatura aumentar para 920 C. e T graus a temperatura. Use o resultado de (c) para encontrar a variação aproximada no volume para produzir a mesma variação na pressão. Resolução: Resposta: Logo. se V permanecer fixo em 100. De acordo com a lei do gás ideal para um gás confinado. obtida em (b). quando T 90 e V 100.

(a) Encontre a taxa de variação instantânea do volume em relação à geratriz se o valor y 16. onde s é o 24 V 320  cm3 / cm 9 s (b) Suponha que o comprimento da geratriz permaneça constante com o valor de s 10 cm . por definição. Considerando que o valor do diâmetro varia. encontre a taxa de variação do volume em relação ao diâmetro quando y 16 cm . Resolução: Resposta: Resposta: V 16  cm 3 / cm 9 y 6.6 Diferenciabilidade Diferenciabilidade para funções de uma variável Seja f :    .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-14 20. Se f é derivável no ponto f ( x)  f ( x0 ) = f ´x0  . Calcule essa taxa de variação no instante em que s 10 cm . enquanto a geratriz s varia. lim x x0  f ( x )  f ( x0 )  f ( x)  f ( x0 ) = f ´x0   lim   f ´ x0   0 ou x x0 x  x0 x  x0   . Resolução:  2 y 4 s 2  y 2 . Assim: lim x x0 x  x0 x0 . O volume V de um cone circular é dado por V  comprimento da geratriz e y o diâmetro da base. então.1.

y0  f  x0 . y0  mesma maneira. z 0 ). a diferença entre f e h se aproxima de zero de uma forma mais rápida.y0 . f  x0 . a derivada parcial é o coeficiente angular da reta tangente à curva y de intersecção do plano x  x0 com a superfície z  f  x. y0  . no ponto  x0 . As inclinações nas direções dos eixos x e y são dadas pelas equações (2) e (3). se existe o plano tangente a z  f  x. que é a reta tangente ao gráfico de f no ponto  x0 . Da f  x0 .w0 ) A curva w = f (x0 . então as retas que tem e como coeficientes y x angulares estão contidas neste plano.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-15  f ( x)   f ( x0 )  f ´ x0    x  x0  lim  0 x x0  x  x0  Esta expressão nos diz que a função h( x)  f ( x0 )  f ´ x0    x  x0  . y  .y0 ) . y  . Intuitivamente percebemos que se existir um plano tangente à superfície z  f  x. y0  é uma “boa aproximação” de f perto de x0 . y0  . y  . quando x se aproxima de x0 . y0 . y0  é o coeficiente angular da reta tangente à x curva de intersecção do plano y  y 0 com a superfície z  f  x.y0 ) Assim.y ) Foi visto que a derivada parcial x0 x reta tangente y0 reta tangente y (x0 . Plano Tangente f  x0 . Em outras palavras. sua equação é:  (1) h ( x . w P(x0 . y  . no ponto  x0 . y )  a x  b y  c . respectivamente: A curva w = f (x . passando pelo ponto P( x0 . y0  no ponto  x0 . y0  .

y ) no ponto P( x0 . Exemplos 21. Pela definição acima. chega-se a equação (5): f f (5) h ( x . y0 )  ( x0 . Assim. Diferenciabilidade para funções de duas variáveis Diz-se que a função f ( x .  | ( x . y0 ) x0  ( x0 . y )  (8) lim  0. se tem:  h ( x . y0 ) se o plano dado pela equação (7) nos fornece uma “boa aproximação” para f ( x . y )  ( x0 . y0 ) existem e se x y f ( x. w0 ) satisfaz a equação (1). y0 )  f x ( x0 . y0 ) y0 . y ) é diferenciável no ponto ( x0 . y0 ) se as derivadas f f parciais ( x0 . y0 )  w0 . y ) no ponto ( x0 . y0 ) Na equação (8). y0 )( y  y0 ). y )  x 2  y 2 é diferenciável em  2 . x y Substituindo (4) em (5). y ) é diferenciável em ( x0 . então f é contínua nesse ponto. dizemos que f ( x . chega-se a equação (6): f f f ( x0 . x f (3) b  ( x0 . y0 )( x  x0 )  f y ( x0 . y ) é diferenciável no ponto ( x0 . y0 ). y0 ). y0 ) x0  f y ( x0 . y0 ) y  c . y0 )  f ( x0 . ou x y (6) c  w0  f x ( x0 . Substituindo (2) e (3) em (1). y0 ) x  ( x0 . Resolução: . obtém-se o plano tangente ao gráfico de w  f ( x . y0 )( x  x0 )  f y ( x0 . provar que a função f ( x . y0 ) |  ( x  x0 )2  ( y  y0 )2 . y )  f ( x0 . y0 )  f x ( x0 . obtém-se a equação (4): (4) h ( x0 . y )  ( x0 . y0 ). y0 ) e ( x0 . y )  h( x. y0 . substituindo (6) em (5). y )  ( x0 . y0 ) ( x . Proposição Se f ( x . y0 ) y0  c . w0 ) pela equação (7):  (7) h ( x . Observação De uma maneira informal. y )  f ( x0 . y0 ). y0 . logo. y O ponto P( x0 . ( x . y0 )( y  y0 ).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-16  (2) a       f ( x0 . y )  ( x0 .

0 ) 23.  2 y3  .0)  Resolução: . verifique se as funções dadas são diferenciáveis na origem. y )   x 2  y 2 . Nos exercícios a seguir.  0. y )  (0. f é diferenciável em  2 .0). 22. ( x0 . se ( x. isto é.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-17 Resposta: Logo. se ( x. y )  x 2  y 2 . Resolução: Resposta: Logo. y0 )  (0. f não é diferenciável na origem. f ( x . y )  (0. f ( x .

f não é diferenciável na origem. w  f ( x0 . se existir. Exemplos Determine.2). w  x 2 + y 2 nos pontos: a) P1(0. y0 )  f x ( x0 . Plano Tangente Seja f :  2  diferenciável no ponto ( x0 . Resolução: Resposta: . y0 )) ao plano dado pela equação a seguir.0.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-18 Resposta: Logo. y0 ). y0 )( y  y0 ). o plano tangente ao gráfico das funções dadas nos pontos indicados. y0 )( x  x0 )  f y ( x0 .0). f ( x0 . 24. b) P2(1.1. Chama-se de plano tangente ao gráfico de f no ponto ( x0 . y0 .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-19 25. w  2 x 2  y 2 nos pontos: a) P1(0,0,0); b) P2(1,1, 3 ). Resolução:

Resposta:

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-20

6.2 Gradiente
Seja w  f ( x , y ) que admite derivadas parciais de 1 a ordem em ( x0 , y0 ). O gradiente de f no ponto ( x0 , y0 ) é um vetor com as derivadas f x e f y tal que:  f  f grad f ( x0 , y0 )   ( x0 , y0 ) , ( x0 , y0 )  ou  f ( x0 , y0 )  ( f x ( x0 , y0 ), f y ( x0 , y0 )).  y  x  Generalizando este conceito, temos: w  f ( x , y ), w  f ( x , y , z ), ,
 f f   f  ,  ,   x y   f f f   f   , ,  , ,  x y z 
w  f ( x1 , x2 ,, xn );

 f f f   f   x , x ,, x  .  2 n  1

Proposição
Seja f ( x , y ) uma função tal que, através do ponto P0( x0 , y0 ), passa uma curva de nível ck de f . Se grad f ( x0 , y0 ) não for nulo, então ele é perpendicular à curva de nível ck em ( x0 , y0 ), isto é, ele é perpendicular à reta tangente à curva ck no ponto P0.

Exemplo
26. Seja w  f ( x , y )  x 2  y 2 . Graficamente, o grad f ( x0 , y0 ) é dado por: Resolução:
w

x0 x P0 y

y0

y grad f (x0 ,y0 )

y0 x0

P0 x

c k : f (x , y) = k

 f  x0 , y0  f  x0 , y0    = 2 x0 ,2 y0   f  x0 , y 0    ,  x y  
Resposta:

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-21 27. Seja w  f ( x , y )  x 2  y . Graficamente, o grad f (2,4) é dado por: Resolução:

y 4 P0 grad f (2 ,4) x 2 c 0 : f (x , y) = 0
Resposta:

Observação:
O gradiente é um vetor que indica o sentido de mais rápido crescimento de uma função em um ponto.

y ).1). Em relação a x e y . y0 ). Calcule a diferencial de f ( x . y0 ) é definida pela função ou transformação linear: T:  2  f f ( x0 . Define-se a diferencial das variáveis independentes x e y como os acréscimos  x e y: dx   x e dy   y . x y ou. y0 ) h + ( x0 . y  y0 )  T( h . A diferencial de f em ( x .1)  3 1 dx + dy . y ) relativa aos acréscimos  x e  y é indicada por dw ou df : dw  f f ( x . y0 ).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-22 6. os acréscimos são:  x  x  x0 e  y  y  y0 .3 Diferenciais Seja w  f ( x . y0 ):  w  f ( x . y ) dx  ( x . y0 ) k y x (01) T dá uma aproximação do acréscimo  w em ( x0 . 2 2 . k )  f f ( x0 . Exemplos 28. y0 )( x  x0 ) + ( x0 . y )  f ( x0 . y0 )( y  y0 ). y )  x  xy no ponto (1. A diferencial de f em ( x0 . Resolução: Resposta: df (1. y ) dy y x (02) dw é a DIFERENCIAL TOTAL de w  f ( x . y ) uma função diferenciável no ponto ( x0 . para h  x  x0 e k  y  y0 : T( x  x0 .

Resolução: Resposta:  w  0. z ) em ( x0 . y . xn ) dx1  ( x1 .1. x y z 0 0 0 Tome w  f ( x1 . z ) dy  ( x . x2 .021.. xn ) dx2  ( x1 . x2 .02).. x2 .. y . xn ) dxn .. Resolução:  w 0. Resolução: Resposta:  c) Calcular o erro obtido da aproximação de dw como  w .021381 Resposta: 0. ..000381 6. Calcule a diferencial total da função: w  x 2  y 2  e xyz . Resolução: Resposta: dw  x2 dx1 ( x1  x3 ) dx2 ( x4  x2 ) dx3  x3 dx4 . Dada a função w  x 2 + y 2  xy .1 Generalizando as diferenciais Tome w  f ( x .3. sua diferencial é: dw  f f f ( x .001. y0 . Calcule a diferencial total da função: w  x1 x2  x2 x3  x3 x4 . xn ). z ) dz .1) para (1. y ) passa de (1.  a) Determine uma aproximação para o acréscimo da variável dependente quando ( x . y . xn ) em ( x1 . x2 . x2 . sua diferencial é: dw  f f f ( x1 . Resolução: Resposta: dw  (2 x  yz e xyz ) dx (2 y  xz e xyz ) dy  xy e xyz dz 31. x1 x2 xn Exercícios 30. y . z0 ).  b) Calcular  w quando as variáveis independentes sofrem a variação em a).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-23 29. z ) dx  ( x .

. Resposta: 33.02  1.003.024cm2.495cm2. calcule o valor aproximado para a variação da área na figura quando os lados são modificados de:  a) 4cm e 2cm para 4. num retângulo. Calcular o valor aproximado de (1. Resolução: 0. Resposta: (1.5cm.001)3.01cm e 0. Nos itens a) e b).01cm e 2. num triângulo retângulo.001cm.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-24 32. Resolução: 4 2 Resposta:  b) 2cm e 1cm para 2.02. Resolução: 1 2 0.001)3.

com um erro provável de 0. se no ponto x 4. Qual é.8 pol 3 x y 1 . x e y são acrescidos de . 12 pol e 8 pol . qual é x y 10 a variação aproximada de z ? Resolução: Resposta:  z 0. O diâmetro e a altura de um cilindro circular reto medem.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-25 34. y 2. aproximadamente. Dada a superfície z  dV 16. o máximo erro possível no cálculo do volume? H D Resolução: Resposta: 35.01075 .2 pol em cada medida. respectivamente.

6.4. y x z Resolução: Resposta: Logo:  V  9 cm3 .02 cm . Encontre.1 Regra da Cadeia para Funções de Duas Variáveis Intermediárias Se w  f ( x . 12 cm e 15 cm .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-26 36. Essas medidas têm um possível erro de 0. As dimensões de uma caixa são 10 cm . y ) for diferenciável e x e y forem funções diferenciáveis de t . aproximadamente.4 Derivadas de Funções Compostas 6. então w será uma função diferenciável de t e: dw w dx w dy   dt x dt y dt (DIAGRAMA) w w x x dx dt t dy dt w y y . o máximo erro no cálculo do volume.

y  sin t . y e z forem funções diferenciáveis de t . então w será uma função diferenciável de t e: dw w dx w dy w dz    dt x dt y dt z dt (DIAGRAMA) w w  x w y x dy dx dt dt t y dz dt w z z .2 Regra da Cadeia para Funções de Três Variáveis Intermediárias Se w  f ( x . z ) for diferenciável e x .4. Use a regra da Cadeia para encontrar a derivada de w  x  y em relação a t ao longo do  caminho x  cos t . y .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-27 Exemplo 37. Qual é o valor da derivada em t  ? 2 Resolução: Resposta: 1 6.

x  cos t . y  sin t e z  t . s ) e z  k ( r . y  h ( r . então w terá derivadas parciais em relação a r e s . x  g ( r .3 Regra da Cadeia para Duas Variáveis Independentes e Três Variáveis Intermediárias Sejam w  f ( x . s ). z ). w w x w y w z    r x r y r z r w w x w y w z    s x s y s z s (DIAGRAMA) w w  x w y x y x  r r r y z r w z z x y x  s s s w  x w y y z s w w z z . s ). y . Se todas as quatro funções forem diferenciáveis. Encontre Resposta: 2 6. Resolução: 38. Determine o valor da dt derivada em t 0. dadas pelas fórmulas a seguir.4.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-28 Exemplo dw sendo que w  x y  z .

y2 . x  . x   . ym ). x2 .. ym ). ym ) sejam todas funções diferenciáveis. x x w  w w w  w  w w w      . z 2 r . y2 .4. xn  g n ( y1 . então w terá derivadas parciais em relação a y1 .4 Regra da Cadeia Generalizada Suponha que w  f ( x1 . xn ).: w w x   y x y REPRESENTAÇÃO EM FORMA MATRICIAL:  x1  y  1 x x  2   y y  1   xn   y1  x1 y2 x2 y2  xn y2 w f  .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-29 Exemplo 39. dadas pelas fórmulas:  w  y  1  w   y2    w   ym  ou   f x1 x1 y1 f x1 x1 y2 f x1 x1 ym   f x2 f x2 x2 y1 x2 y2       f xn f xn xn y1 xn y2   f x2 x2 ym    f xn xn ym obs.. x2  g 2 ( y1 .    xn   ym    .... r s s Resposta: w 1 w 2 r  12 r e   r s s s s 2 6. y2 . y  y1 y2 ym  xn   x1 x2 x1  ym   x2   ym  . . ym . Expresse Resolução: w w r e em termos de r e s se: w  x 2 y  z 2 . y  r 2  ln s . x1  g1 ( y1 . y2 .

Resolução: Resposta: w w w  2r . calcular as derivadas da função w em relação a r . Dada a função w  x 2  y 2  z 2 e sabendo que x = r cos  sin  . 0e 0  r  . y  r sin  sin  e z  r cos  .  e .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-30 Exemplo 40.

F x  y x x y x x x 1 y Tendo . Resolução: Resposta: A temperatura cresce à taxa de 0.4.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-31 Exercícios: 41. quando h 100 pol e r 50 pol ? h r Resolução: Resposta: Portanto. pode-se obter aplicando-se a regra da cadeia y x F  F y F y F x F y para F ( x . A altura de um cone circular é de h 100 pol e decresce a razão de 10 pol / seg . y ). unidade de força) por segundo. 6. se o volume cresce à taxa de 2 cm 3 / seg e a pressão decresce à taxa de 0. o volume cresce à taxa de 26180 pol 3 / seg no dado instante 42.4 graus por segundo no dado instante. Então:  0    x . Use a lei do gás ideal com k 10 para encontrar a taxa de variação da temperatura no instante em que o volume do gás é 120 cm3 e o gás está sob uma pressão de 8 din / cm 2 .1 din / cm 2 ( din .5 Derivadas de Funções Implícitas 1o Caso: F(x. Com que velocidade está variando o volume. f (x ) ).y)  0 com y  f(x) F y  0 no ponto ( x . O raio da base é de r 50 pol e cresce a razão de 5 pol / seg .

y ) ). f ( x. y . encontre y usando derivação por duas formas: x a) Derivando implicitamente. y . b) Derivando através de função de uma variável. Encontre Resolução: y para y 2  x 2  sin xy  0. podem-se obter e aplicando-se a z y x regra da cadeia para F ( x . F x  y  z y y y y 0 1 z Tendo .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-32 Exemplo: 43.z)  0 com z  f(x. F x  y  z x x x x 1 0 z F  z F x F y F z y  Em relação a y :   0  . y )  x 2  y 2  1 Resolução: Resposta:  b) y  1  x 2 Resolução: x y  y x Resposta: x y  y x 2o Caso: F(x. x Resposta: y 2 x  y cos xy  x 2 y  x cos xy 44.  a) F ( x . Dada a equação x 2  y 2  1. F  F x F y F z z  Em relação a x :   0  x .y) z F z  0 no ponto ( x . z ).y.

x y Resposta: z  4 x 3 y z  ( x 4  3 y 2 )  e  x 3 z 2  1 y 3z 2  1 . Sabendo que z  f ( x .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-33 Exemplo 45. determine Resolução: z z e . y ) é definida por x 4 y  y 3  z 3  z  5.

Definição 2: Mínimo Local (ou Mínimo relativo) f ( P0 ) é um valor mínimo local de f se f ( P0 ) f ( P ) para todo ponto P pertencente a uma vizinhança de P0 . Observação P0 é ponto de máximo ou mínimo de f . Definição 3: Ponto Crítico P0 é um ponto crítico de w  f ( P ) se. . todas as derivadas parciais de f se anulam ou não existem em P0 .5 Máximos e Mínimos de Funções de Várias Variáveis Seja w  f ( P ) uma função de n variáveis e seja P0  D ( f ). Definição 1: Máximo Local (ou Máximo relativo) f ( P0 ) é um valor máximo local de f se f ( P0 ) f ( P ) para todo ponto P pertencente a uma vizinhança de P0 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-34 6.

Pontos críticos: Resolução: . (A recíproca não é verdadeira). P0 tem um ponto de sela. w  f ( P ) não admite extremos em P0 .  (ii) Se H ( P0 )  0.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-35 Teorema 1 Se w  f ( P ) tiver um valor de máximo ou mínimo local em P0 .  0. w  f ( P ) admite extremos em P0 e: (a) Tem um valor máximo se (b) Tem um valor mínimo se  2 f ( P0 ) x 2  2 f ( P0 ) x 2  0. Seja P0 ( x0 . Teorema 2 Tome P   2 ou P ( x . P0 é um ponto crítico de f . y ). y0 ) um ponto crítico de w  f ( P ). y )  x  . diferenciável até a segunda ordem e H ( P ) o seu Hessiano definido por: 2 f 2 f 2 yx f xx f xy H ( P )  H ( x . (Determinante) f yx f yy 2 f 2 f xy y 2 Então:  (i) Se H ( P0 )  0. Classificar os pontos críticos da função f ( x . y )  3 x y 2  x 3 3 x .  (iii) Se H ( P0 )  0. nada se pode afirmar. então. Exercícios 46.

classificando-o.1) é PONTO DE SELA. C (1.1) é ponto x y 47.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-36 Resposta: A (0. Seja f ( x . B (0. y )2 x 3 2 y 3 6 x 6 y .0) é MÁXIMO LOCAL de f . Resolução: Resposta: (1. Analisar os pontos de máximo e mínimo de f no conjunto aberto A da figura a seguir. 3 3  5. verifique se o ponto (1. y ) x 2  x y  y 2  crítico.1) é PONTO DE SELA. Considerando f ( x .1) é MÍNIMO LOCAL de f . Resolução: . 48.0) é MÍNIMO LOCAL de f e D (1.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-37 Resposta: f possui um ponto de mínimo e um de máximo local.1 Teorema de Weierstrass Seja f : A  2  com w  f ( x .5. Então existem P e P2  A tais que 1 f ( P )  f ( P )  f ( P2 ) 1 qualquer que seja P  A . Determinar o valor máximo e o valor mínimo de f no conjunto B delimitado pelo triângulo MNP da figura a seguir.1) e (1. Tome f ( x . y ) uma função contínua no conjunto fechado e limitado A . Observação Esse teorema garante a existência do ponto de máximo e do ponto de mínimo de uma função contínua com domínio fechado e limitado. 6. y )2 x3 2 y 3 6 x 6 y do exercício anterior. São eles: (1. Resolução: . Exercício 49.1).

e o valor de máximo de f é f (0. Quais as dimensões de uma caixa retangular sem tampa com volume 4 m 3 e com a menor área de superfície possível? z x Resolução: y .1)  8.2 Aplicações: Exercícios 50.5.0)  36.3)  f (3. 6.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-38 Resposta: O valor de mínimo de f é f (1.

z )  (2.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 6-39 Resposta: ( x .2. .1). y .

Arquimedes descobriu que a área da região limitada por uma parábola cortada por uma corda qualquer. Antifon.C. é denominada lúnula.) Johann Kepler (1571 . um problema: essa seqüência nunca poderia ser concluída. volume 2.C. essa foi uma idéia genial que deu origem ao método da exaustão. 1 Quando duas circunferências se interceptam como na figura limitada pelos arcos ADB e AEB. a região em forma de lua crescente . Sir (1642-1727) Gottfried Wilhelm von Leibniz (1646-1716) Jacques Bernoulli (1654 . e assim por diante. entretanto. depois um octógono. e que se constituiu numa das maiores contribuições gregas para o Cálculo. Nesse contexto.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-1 7 7. surgiu por volta do ano 225 a.1748) Carl Fridrich Gauss (1777 .1630) Bonaventura Francesco Cavalieri (1598 . Quadraturas que fascinavam os geômetras eram as de figuras curvilíneas. Os primeiros problemas que apareceram na História relacionados com as integrais são os problemas de quadratura. As lúnulas1. Assim. em seguida um hexadecágono. eles as relacionavam com a área do quadrado. por volta de 430 a. ou figuras limitadas por arcos de outras curvas. buscavam encontrar um quadrado que tivesse área igual à da figura em questão. 440 a.. como o círculo. por ser essa a figura plana mais simples. Trata-se de um teorema de Arquimedes para a quadratura da parábola.1705) Johann Bernoulli (1667 .1866) O Cálculo pode ser dividido em duas partes: uma relacionada às derivadas ou Cálculo Diferencial e outra parte relacionada às integrais. Um dos problemas mais antigos enfrentados pelos gregos foi o da medição de superfícies a fim de encontrar suas áreas.212 a.1677) Isaac Newton.1855) Augustin Louis Cauchy (1789-1857) Georg Friedrich Bernhard Riemann (1826 . foram estudadas por Hipócrates de Chios. ou Cálculo Integral.1647) Pierre de Fermat (1601-1665) Isaac Barrow (1630 . Apesar disso.C. A palavra quadratura é um termo antigo que se tornou sinônimo do processo de determinar áreas. uma das questões mais importantes.1 Integrais Duplas e Triplas Introdução Alguns personagens importantes que contribuíram para o cálculo diferencial e integral: SEM FOTO Arquimedes de Siracusa (287 . Esse cálculo pode ser encontrado no livro do Simmons. Havia.C. procurou encontrar a quadratura do círculo através de uma seqüência infinita de polígonos regulares inscritos: primeiro um quadrado. Quando os antigos geômetras começaram a estudar as áreas de figuras planas.. que realizou as primeiras quadraturas da História. é igual a 4/3 da área do triângulo que tem a mesma altura e que tem a corda como base. regiões que se assemelham com a lua no seu quarto-crescente.

foi Newton. etc. entretanto. Aparentemente. o volume e a área da superfície do cone. o que hoje a n a n1 em dia escrevemos:  x dx  . calculou os volumes de muitos sólidos tridimensionais formados pela revolução de uma região bidimensional ao redor de um eixo. Outras "integrações" foram realizadas por Arquimedes a fim de encontrar o volume e a área da superfície esférica. 4. mas ele conseguiu provar rigorosamente o seu resultado. em seu trabalho “Arithmetica infinitorum”. Fermat desenvolveu uma técnica para achar a área sob cada uma das. 4. “Geometria indivisibilibus continuorum nova”. nem menor. Empregou então uma serie geométrica para fazer o mesmo para cada uma das curvas do tipo ykxn. a área da região limitada por uma elipse. A partir desse problema envolvendo movimento. em Roma. Por volta de 1640. Descartes. Kepler subdividia o sólido em várias fatias. O argumento utilizado era a dupla “reductio ad absurdum” para "escapar" da situação incômoda. Em sua obra mais conhecida. Wallis desenvolveu princípios de indução e interpolação que o levaram a encontrar diversos resultados importantes. chamadas infinitésimos. Desse modo. evitando. Arquimedes encontrava somas com um número infinito de parcelas. usando os seus métodos. estava trabalhando em direção ao seu resultado. levava à distância. a fórmula geral da integral das parábolas maiores era conhecida por Fermat.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-2 Arquimedes gerou também uma soma com infinitos termos. Ele desenvolveu os métodos das fluxions (derivação) e fluents (integração) e utilizou-os na construção da . em seu trabalho sobre o movimento dos planetas. a dificuldade com a quantidade infinita de parcelas. Tanto Torricelli como Barrow consideraram o problema do movimento com velocidades variadas. 3. teve que encontrar as áreas de vários setores de uma região elíptica. com o método da exaustão.método este que. a antecipação de parte do trabalho de Euler dobre a função gama. e a soma desses infinitésimos se aproximava do volume desejado. Basicamente. tinha que ser igual. Cavalieri desenvolveu a idéia de Kepler sobre quantidades infinitamente pequenas. Kepler. Em 1606. o volume de qualquer secção de um parabolóide de revolução e o volume de um hiperbolóide de revolução. Torricelli e outros. 3. a idéia de operação inversa da derivada desenvolveu-se naturalmente e a idéia de que a integral e a derivada eram processos inversos era familiar a Barrow. continuando na mesma direção. Para o cálculo de cada um desses volumes. Outra contribuição de Arquimedes foi a utilização do método da exaustão para encontrar a área do círculo. onde k  0 e n2. Newton continuou os trabalhos de Barrow e Galileo sobre o estudo do movimento dos corpos e desenvolveu o Cálculo aproximadamente dez anos antes de Leibniz. na prática. etc. formulou o teorema. para calcular volumes de sólidos. quem. A contribuição seguinte para o Cálculo Integral apareceu somente ao final do século XVI quando a Mecânica levou vários matemáticos a examinar problemas relacionados com o centro de gravidade. 0 n 1 Todo o processo geométrico desenvolvido por Cavalieri foi então aritmetizado por Wallis. Analogamente. A derivada da distância era a velocidade e a operação inversa. Em 1655. entre eles. Blaise Pascal. Embora Barrow nunca tenha anunciado formalmente o Teorema Fundamental do Cálculo. se não podia ser nem maior. onde k  0 é constante e n2. Os próximos matemáticos que tiveram grande contribuição para o nascimento do Cálculo Integral foram Fermat e Cavalieri. apresentava muita imprecisão. Em seus cálculos. O método de Kepler consistia em pensar na superfície como a soma de linhas . Cavalieri pensou na área como uma soma infinita de componentes ou segmentos "indivisíveis". obtendo uma das primeiras aproximações para o número . "parábolas maiores": curvas do tipo ykxn. partindo da velocidade. Ele mostrou. Luca Valerio publicou “De quadratura parabolae” onde utilizou o mesmo método grego para resolver problemas de cálculo de áreas desse tipo. O problema do movimento estava sendo estudado desde a época de Galileo. Este é o primeiro exemplo conhecido de soma infinita que foi resolvido. pensava na soma de fatias planas. então chamadas.

por exemplo. na sua obra sobre integrais. Engenharia. Definição Considere uma função z  f (x. Serão utilizadas para analisar diversas situações envolvendo cálculo de áreas e volumes. Hoje em dia o Cálculo Integral é largamente utilizado em várias áreas do conhecimento humano e aplicado para a solução de problemas não só de Matemática. Newton representava as integrais por um acento grave acima da letra em questão. Principalmente como conseqüência do Teorema Fundamental do Cálculo de Newton. z z  f ( x. 7. Após o estabelecimento do Cálculo. por exemplo. diferentemente de Newton. y) contínua e definida numa região fechada e limitada D do plano xy. determinação de grandezas físicas e outros. mas de Física. era a aceleração e a integral da aceleração era a velocidade.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-3 mecânica clássica. Para Newton. Química. Essas idéias foram resumidas por Leonard Euler.juntamente com Cauchy. Gauss e Riemann.2 Integrais Duplas Integral dupla é uma extensão natural do conceito de integral definida para as funções de duas variáveis. a integração consistia em achar fluents para um dado fluxion considerando. as integrais foram simplesmente vistas como derivadas "reversas". Johann Bernoulli descobriu processos sistemáticos para integrar todas as funções racionais.y) yk y  xk x D Traçando retas paralelas aos eixos x e y. Na mesma época da publicação das tabelas de integrais de Newton. entretanto. Leibniz. Economia. entretanto Newton via o Cálculo como geométrico. a integral de y era representada por `y. enquanto Leibniz o via mais como analítico. Foi Euler. Com efeito. Euler daria continuidade ao estudo de funções ainda prematuro na época . usava a integração como uma soma. que é chamado método das frações parciais. Medicina. Daí vem o símbolo  (um 's' longo) para representar soma. Ambos desenvolveram o Cálculo Integral separadamente. desta maneira. y D yk Ak x  xk . Astronomia. a integração como inversa da derivação. por exemplo. quem reuniu todo o conhecimento até então desenvolvido e criou os fundamentos da Análise. recobrimos a região D por pequenos retângulos. de uma maneira bastante parecida à de Cavalieri. Newton sabia que a derivada da velocidade.

A soma de Riemann do volume limitado abaixo da região z e acima de D. 7. D D 7. Logo: 1 dA  Área da Região D. y)dA   g (x. Em cada retângulo Rk. Propriedades das Integrais Duplas Múltiplo constante  k f (x. k 1 onde Ak   xkyk é a área do retângulo Rk.1 Interpretação Geométrica Se f (x. cuja base é o n retângulo Rk e cuja altura é f (xk . yk)Ak é a aproximação k 1  f (x. y)dA ou  f (x. y). Então.  f (xk . Assim. y)dxdy. y)dA D D .3  1. y)dxdy D é o VOLUME DO SÓLIDO delimitado superiormente pelo gráfico de z  f (x. ele é chamado INTEGRAL DUPLA DE f (xk . yk)Ak. yk)Ak sobre a região D. então. f (xk .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-4 Considere somente os retângulos Rk que estão totalmente contidos em D. V  1áreaD. y)  1 P(x. y)  0. yk)Ak k 1 existe. y)dA D D (para todo número k)  2. numerandoos de 1 a n. tome o ponto Pk  (xk .2.2 Área da Região D Se f (x. Traçando-se mais retas paralelas aos eixos x e y.2. D 7. y)  0. inferiormente pela região D. yk) e forme a soma n SOMA DE RIEMANN:  f (xk . y)D. y)dA  k  f (x. se z  f (x. yk). os retângulos ficam cada vez menores. Soma e Diferença [ f (x. y)]dA  D  f (x. se n lim n  f (xk .2. yk)Ak representa o volume de um prisma reto. Denota-se por:  f (x. y)  g(x. Toma-se mais retas tal que a diagonal máxima dos retângulos Rk tende a zero quando n tende ao infinito.

y)  g(x.1 Cálculo de Integrais Duplas Teorema para o Cálculo de Integrais Duplas (ii) Região Dy: y  g2 (x) D y  g1 (x) a b x c y d (i) Região Dx: y D x  h1 (y ) x  h 2(y ) x  (i) Seja D a região Dx da figura anterior. y)dA   g (x. y)dA  0 se f (x. y)dA   a  g ( x) D 1 b g2 (x) f (x.    4. y)dA se f (x. y)dA   f (x.3. y) dy D  f (x.3 7. y)dA   f (x. y)dydx (Teorema 1) . y)dA D D1 D2 se D for a união de duas sub-regiões não sobrepostas D1 e D2. y) em D D D Aditividade  f (x. y D1 D2 x 7. Se f é contínua em D.Cálculo II – (Lauro / Nunes)  3. então: A( x )  g 2 ( x) g 1( x) f ( x . y)  0 em D D 7-5 (b)  f (x. Dominação (a)  f (x.

Se f é contínua em D. y) dy  dx    c  h ( y) 1 d h2 ( y ) c d  h2 ( y ) f ( x. y)dA   c  h ( y ) D 1 d h2 ( y ) f (x. (b) Teorema 2. então: 7-6  f (x.4) Resolução: Resposta: 32 3 .  (a) Teorema 1 y D y  2x y  x2 x (2. y)dydx  f (x.2  (i)  (ii) b Definição: Integrais Iteradas  a  g ( x) 1 g 2 ( x) f (x. y)dxdy (Teorema 2) 7. Seja D a região do plano xy delimitada pelos gráficos de y  x2 e y  2x.Cálculo II – (Lauro / Nunes)  (ii) Seja D a região Dy da figura anterior. Calcule 3  ( x D + 4y)dA aplicando: (a) Teorema 1.3. y)dxdy   a   g ( x)  1 b  g 2 ( x) f ( x. y) dx  dy   h1 ( y )    Exercícios 1.

Se f é uma função contínua arbitrária em D. y  3x  18 e y  0.3) D D2 y  3x 18 x Resolução: Resposta: .4) 7-7 Resolução: Resposta: 32 3 2.  (a) Teorema 1 y y x D1 (6. expresse a integral dupla  f (x. y)dA em termos de D integrais iteradas utilizando apenas: (a) Teorema 1.Cálculo II – (Lauro / Nunes)  (b) Teorema 2 y D y x 2 x y x (2.0) (9. Seja D a região delimitada pelos gráficos das equações y  x . (b) Teorema 2.

Cálculo II – (Lauro / Nunes)  (b) Teorema 2 y x  y2 D (6. Dada 0  4 2 y y cos x5 dxdy.4) Resolução: Resposta: 0.0) dydx x (2. y x y x 2 D (2.0) dxdy x D (2.3) 7-8 x  1 y2  6 3 x Resolução: Resposta: 3. inverta a ordem de integração e calcule a integral resultante.4) y y x 2 (2.0) (9.055 .

1.  2) (1 . v) e y  y(u.  2) D (1. e podemos retornar de D para D’ através da transformação inversa u  u(x.     onde D é o retângulo de vértices  0. com derivadas parciais contínuas em D’ e D. y). ) y (1 .  .4 Mudança de Variáveis em Integrais Duplas Através de uma mudança de variáveis x  x(u. respectivamente.   .  2  2 (0. (2) Considerando que as funções em (1) e (2) são contínuas. temos . v) (1) uma integral dupla sobre uma região D do plano xy pode ser transformada numa integral dupla sobre uma região D’ do plano uv. y) e v  v(x. v) y  y (u.  2) (1 . Calcular I  7-9  D y sinxy dxdy. )   2 x 0 1 x Resolução: Resposta: 1  2 7. V D’ v x  x (u . v) u U y Y D x X A correspondência entre as regiões D’ e D é BIJETORA.  . 1.   e 0. ) D (0.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 4.

2 Área  A’ do retângulo em D’ A’  r . rsin)rdrd.5.1 Obtenção da fórmula Para que (4) seja bijetora. Para os cálculos. y ) é o determinante jacobiano de x e y em relação a u e v.  (u. que veremos a seguir: 7. pode-se considerar  como sendo . ) do plano r a pontos (x. dado por  (u . y ) cos   r sin    r. v) y y u v A fórmula (3) é válida se:  (i) f é contínua.  (ii) as regiões D e D’ são formadas por um número finito de sub-regiões do tipo Dx ou Dy. )  rsin (4) e seu jacobiano é dado por  ( x. )  rcos e y  y(r. considera-se r para os quais r e  satisfazem: r  0 e 0    2 ou r  0 e     .5 por Coordenadas Polares A transformação que leva pontos (r. v)) (u. ) sin  r cos  Portanto. v) D D'  ( x.5. a fórmula (3) pode ser expressa por:  f (x. y )  (iii) o jacobiano  0 em D’ ou se anula num número finito de pontos de D’. D D' (5) 7. y(u. v).  (u . y) do plano xy é dada x  x(r. v) onde 7. y)dxdy   f (rcos. v) x x u v  ( x. y)dxdy   f (x(u. y ) dudv (3)  ( x.  ( x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-10  f (x. y )  .  D’ Retângulos y D     x  rcos  y  rsen  r r  r r r r r    x Existe uma correspondência entre A’ e A. (r .

Este ponto pode ser representado por (rk cosk . 1 1 A  R 2    r 2   2 2 1 A  R 2  r 2    R  r  r 2 1 1 1 A  ( r  r ) 2  r 2    r 2  2 rr  r 2  r 2    2rr  r 2   2 2 2 rR 1 r  r  r  rR A  2 r  r   r   rk   r   r 2 2 2 2 A  rk  r  rk  A' Área de um setor circular: A          Setor menor ( r) Setor maior (R) A  rk A' 7. rk sink)rk A'k k 1 onde A'k  rkk é a área do k-ésimo retângulo em D’. rk sink) que tem representação (rk . yk) no k-ésimo retângulo. Enumerando os retângulos polares e 1 a n. yk)Ak k 1 é equivalente a n  f (rk cosk . k) referente à região correspondente em D’.5.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-11 7.4 Integral dupla em D’ Assim. obtemos o jacobiano rk da fórmula (5).3 Área  A do retângulo polar em D  A r r r  r R R  r  r r r  r y D    x 1 2 r  2 A é a diferença entre dois setores circulares de mesmo ângulo  e raios R e r.5. a soma de Riemann n  f (xk . Assim. tome um ponto arbitrário (xk . .

com correspondência ao D em xy. Contorno da região D: x2  y2  4. sendo D o círculo de centro na origem e raio 2. se tomarmos limite com n   com o máximo das diagonais dos n retângulos tendendo a zero.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-12 Assim. 0    2 D’:  0  r  2 y 2 x rcos  y rsen  r 2  2 D  x D’ 2 r Resolução: Resposta: 16 3 . temos n  f (rk cosk . Exercícios 5. Identificar D’ em r. Calcular I   D x 2  y 2 dxdy. rk sink)rk A'k n lim k 1 que equivale a integral  f (rcos. rsin)rdrd D' dada pela fórmula (5).

Calcular o volume do sólido acima do plano xy delimitado por z  4  2x2  2y2. Calcular I   e x D 2  y2 dxdy.6 Cálculo de Volumes (Aplicações) Para f (x. Exercícios 7. y). onde D é a região do plano xy delimitada entre x2  y2  4 e x2  y2  9. a integral V   f (x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-13 6. y)dA D (6) nos dá o volume do sólido delimitado superiormente pelo gráfico de z  f (x. y)  0. Resolução: . inferiormente pela região D e lateralmente pelo cilindro vertical cuja base é o contorno de D. Região D: x2  y2  4  x2  y2  9 y D 0    2 Região D’:  2  r  3 2 D’   r 2 3 x 2 3 r Resolução: Resposta: e 9  e4   7.

v. 8. 7 2 ) (2.1. 1 1 inferiormente pela região delimitada por x  2. x  0.1) x 2 Resolução: Resposta: V 15 unidades de volume. y  0 e y  x  e lateralmente 4 2 pelo cilindro vertical cuja base é o contorno de D.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-14 Resposta: 4 u. z 4 (0. Calcular o volume do sólido delimitado superiormente pelo gráfico de z  4  x  y.0. 4 .1 2.2) 1 2 1 y (2.

Calcular a área da região D delimitada por x  y2  1 e x  y  3.7 Cálculo de Áreas de Regiões Planas Fazendo f (x. A   dA D y 3 2 1 1 2 3 4 5 x 1 2 Resolução: . y)  1. a área da região de integração D é dada por: A   dA D (7) Exercício 9. Calcular pelas duas formas: a) Dx (Teorema 1) b) Dy (Teorema 2) Por (7).Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-15 7.

z)dV ou  f (x. z)dxdydz T T Propriedades  1. yk. z T ( xk . yk. (unidades de área) 2 7. temos:  kf dV  k  f dV.8 Integrais Triplas Definição Seja w  f (x. k 1 Faz-se isso de maneira arbitraria. Em cada um dos pequenos paralelepípedos Tk. yk. y. onde Vk é o volume do paralelepípedo Tk. yk .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-16 Resposta: 9 u. z k) y x Numeramos os paralelepípedos no interior de T de 1 até n. y. zk)Vk. Subdividimos T em pequenas sub-regiões traçando planos paralelos aos planos coordenados. ele é chamado: k 1 INTEGRAL TRIPLA da função f (x. n Formamos a soma  f (xk. z) sobre a região T e representamos por  f (x. zk)Vk. escolhemos um ponto arbitrário (xk. z) uma função definida e contínua numa região fechada e limitada T do espaço. zk). mas de tal forma que a maior aresta dos paralelepípedos Tk tende a zero quando n  . T T . y. De forma análoga a integrais duplas. y.a. n Se existir lim n   f (xk.

y. y )  T D 1  h2 ( x .  ( f1  f2)dV   f1 dV   f 2 dV. T T T  T f dV   f dV  T1  T2 f dV. (ii) e (iii). onde h1 e h2 são funções contínuas sobre a região D do plano xy. y ) y D x  (ii) Domínio D’: z D y  p 1( x. o cálculo da integral tripla será reduzido. y.  3. z)  (i) A região T é delimitada inferiormente pelo gráfico z  h 1(x. a resolução de uma integral dupla. Serão apresentados três casos: (i). z ) y x  q 1(y. z) y x  (iii)Domínio D”: z D T x x  q 2(y . onde T  T1  T2. y) e superiormente pelo gráfico z  h2(x. z ) dz  dxdy   (8) .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-17  2. y).9 Cálculo de Integrais Triplas Através das três situações seguintes. como mostra a figura a seguir. y ) f ( x. z)dV    h ( x. inicialmente.  (i) Domínio D: z z  h2 (x .  f (x. z) T y  p2( x. y ) T z  h1 (x . T1 T2 T 7.

z). z ) f ( x. y. z)dV    q ( y .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-18 Logo. onde p 1 e p 2 são funções contínuas sobre a região D’ do plano xz. onde T é o sólido delimitado pelo cilindro x T 2  y2  25. y.  f (x. pelo x  y  z  8 e pelo plano xy. z )  T D" 1  q2 ( y . y. y. z )  T D' 1  p2 ( x . z ) f ( x. onde q1 e q2 são funções contínuas sobre a região D” do plano yz. z)dzdydx. Calcular I   x dV.  (ii) A região T é delimitada à esquerda por y  p1(x.  f (x. z). se. y. z) e a direita por y  p2(x. y ) f (x. por exemplo. z )dx  dydz   (10) Exercícios 10. z z  8 x y y T D x D 5 y 5 x z 0 Resolução: . y. z)dV    p ( x. a região D for do tipo Dx:  g ( x)  y  g 2 ( x) D:  1 a  x  b a integral tripla será dada pela seguinte integral iterada tripla:  T f (x. z)dV   b a  g ( x )  h ( x. z )dy  dxdz   (9)  (ii) A região T é delimitada na parte de traz por x  q 1(y. z) e na frente por x  q2(y. y ) 1 1 g2 (x) h2 ( x .

z ) dudvdw  (u . é sugerida a utilização de (i). w). y(u. v. Calcular I  I 625  4  y dV. z(u. T se enquadra em qualquer um dos casos: (i). No desenho.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-19 Resposta: 11. v. v. w). w). y  y(u. v. Resolução: Resposta: I 1 2 7. v. onde T é a região delimitada pelos planos coordenados e pelo plano T x y   z  1. (ii) ou (iii). w)) T'  ( x. v. 3 2 T é o tetraedro representado a seguir: z 1 z 1  x  y 3 2 2 y y 2 T D x 3 z 0 D 3 x Neste caso. v. w). w) e z  z(u. w com x  x(u. y. y. a integral (10) fica: I   f ( x(u.10 Mudança de Variáveis em Integrais Triplas Seja I dada por (10): I   f (x. w) (11) . z)dxdydz T (10) Induzindo novas variáveis de integração u. v.

Calcular I   (x2  y2)dV. z)rdrddz T T' (12) onde T’ é a região T descrita em coordenadas cilíndricas. z ) 0 0 1 Assim. onde T é a região delimitada pelo plano xy. z em relação às novas variáveis r. z ) é o determinante jacobiano  (u.11 Integrais Triplas em Coordenadas Cilíndricas A relação entre as coordenadas cilíndricas e cartesianas é dada pelas equações: x  rcos y  rsin zz z P (x. z) y  x r O jacobiano de x. v.  e z é: cos   r sin  0  ( x. w) 7. v e w. . Exercício 12. rsin.  ( x. y. z)dV   f ( rcos.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-20 onde T’ é a correspondente região no espaço u. y. y . vem:  f (x. y. usando (11). v. z a2 T D a z 0 a2 a . z )  sin  r cos  0  r  (r . y e z em relação a u. w e de x. y. pelo parabolóide T z  x2  y2 e pelo cilindro x2  y2  a 2.

. y. y . em coordenadas cilíndricas. z em relação às novas variáveis r. z)dV   f (sencos. ) cos  0   sin  Assim. ) 1 h2 ( r . conforme figura a seguir:   r   sen  z   cos     r z P( .  D’ é a projeção de T sobre o plano xy descrita em coordenadas polares. pode-se escrever a equação (12) representada pela (13).  e  é: sin  cos    sin  sin   cos  cos   ( x. tem equação z  r2. z)dz  rdrd  (13)  Onde h1 e h2 delimitam T inferior e superiormente. y. usando (11). Resolução: Resposta: I a 6 3 7. ) x r cos  y  r sen  x  y r     z r x  sencos y  sensen z  cos O jacobiano de x. z )  sin  sin   sin  cos   cos  sin   2sin  (.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-21 A região T é limitada inferiormente por z  0 e superiormente por z  x2  y2 que. vem:  f (x. sensen. . . Observação: Levando-se em conta que a região T se enquadra no caso (i). cos) sinddd T T' 2 onde T’ é a região de integração T descrita em coordenadas esféricas. rsin.)  f ( rcos.  D'     h ( r .12 Integrais Triplas em Coordenadas Esféricas A relação entre as coordenadas esféricas e cartesianas é desenvolvida da seguinte forma.

Calcular I   zdV.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-22 Exercício 13. T Esféra   4  Cone   4 D Resolução: Resposta: I  32 . onde T é a região limitada superiormente pela esfera x2  y2  z2 16 T e inferiormente pelo cone z  x 2  y 2 .

y)dA R O centro de massa. 2 2 xk  yk é o quadrado da distância de Pk a origem. .13 Aplicações Físicas da Integral Dupla Usando as integrais duplas. y )dA Observação Os valores y2. com a forma de uma região R e com densidade de área em um ponto (x. denotado por ( x .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-23 7. yk)  Rk. temos o ponto (xk. 2 yk é o quadrado da distância de Pk ao eixo x. o centro de massa e o momento de inércia de uma lâmina plana não homogênea. podemos encontrar a massa. x2 e (x2  y2) que aparecem nestas expressões são as “distâncias ao quadrado”. y)dA R 2 2  ( x R  y 2 )( x. o momento de massa em relação ao eixo x é dado por: Mx   y( x. y). y) de R dada pela função contínua   (x. A massa total da lâmina é definida por: M  ( x. y ) é definido por: Mx M M O momento de inércia em relação ao eixo x é: x My e y Ix   y ( x. y)dA R Além disso. y)dA R Analogamente. e: 2 xk é o quadrado da distância de Pk ao eixo y. y)dA R 2 O momento de inércia em relação ao eixo y é: Iy  O momento de inércia polar é: I0   x ( x. como mostra a figura a seguir: y yk P k xk x No retângulo genérico Rk. o momento de massa em relação ao eixo y é dado por: My   x( x.

Determinar o centro de massa da chapa homogênea da figura abaixo.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-24 Exercícios 14. y 3a 2a R a a a x Resolução: .

as coordenadas do seu centro de massa e o momento de inércia em relação a um eixo L. z). y. z ) dV T T Obtemos assim o centro de massa do sólido T. y  xz e z  xy x M M M . contínua em T. z ) definido por: M yz M M .4 Kg/m2 7. z ) dV T O momento de massa em relação ao plano xy do sólido T é dado por: Mxy   z( x. y. o momento de massa em relação aos planos xz e yz são dados por: Mxz   y( x. em relação a um ponto (x.   15  15. y. y 2 y x R 4 x Resolução: Resposta: 102. Suponhamos que a densidade de massa por unidade de volume. y.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-25 Resposta:  19a  ( x . A massa total do corpo é dada por: M   ( x. y . y. Calcular o momento de inércia em relação ao eixo dos y da chapa da figura a seguir. é dado pela função   (x. z ) dV e Myz   x( x. denotado por ( x . sabendo que a densidade de massa é igual a xy Kg/m2. vamos analisar o uso das integrais triplas para calcular a massa de um corpo.14 Aplicações Físicas da Integral Tripla De maneira análoga ao que foi feito com as integrais duplas. y )   0. y. z )dV T Analogamente. Seja T um corpo ou sólido delimitado por uma região fechada e limitada do espaço. z).

z )dV T O momento de inércia em relação ao eixo x é: Ix   ( y 2  z 2 )( x. até os eixos coordenados é dada por:  Eixo z:  Eixo y:  Eixo x: 2 2 d xy  xk  yk . y. temos que a distância de uma partícula. sabendo que a densidade de massa em P(x. com massa concentrada em (xk. z ) dV T O momento de inércia em relação ao eixo x é: Iy   ( x 2  z 2 )( x. y. No caso de sólidos.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-26 Outro conceito importante é o de momento de inércia em relação a um eixo L. O momento de inércia em relação ao eixo z é: Iz   ( x 2  y 2 )( x. Calcular a massa e o centro de massa do sólido T. z 1 z P x x 12 T y 1 y Resolução: . 2 2 d xz  xk  zk . zk). yk. y. 2 2 d yz  yk  z k . y. delimitado por 2x  y  z  1 e os planos coordenados. z) é proporcional a distância até o plano xy. z ) dV T Exercícios 16.

 48  10 5 15  17. Encontrar o momento de inércia em relação ao eixo z do sólido delimitado pelo cilindro x2  y2  9 e pelos planos z  2 e z  4. .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-27 Resposta: M k 1 1 6 unidades de massa. sabendo que a densidade de massa é igual a (x2  y2) kg/m3. Centro de massa:  . z 4 2 3 T y x Resolução: Resposta: 486 kgm2 .

2  2 x Resolução: . y  D y  2 D    ex y. 2 Resposta: 1 I  1  e 16 8   19. Calcular a integral I   Resolução: 1 0 4x  4 e y dydx .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-28 7.15 Exercícios 18. Calcular I   y sin x y dA onde D é a região delimitada por x  0.

Calcular I   xy dA onde D é o triângulo OAB da figura a seguir. D I 2 2 y 2 1 0 B D A 2 x 1 Resolução: .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-29 Resposta: 20.

D Resolução: Resposta: I  0 0  a sin  f ( r cos . Calcular I   y dxdy . escrever na forma de uma integral iterada.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-30 Resposta: 21. Usando coordenadas polares. y) dxdy onde D é a região delimitada por x2  y2  ay  0. r sin ) r drd 22. D Resolução: . sendo D a região delimitada por x2  y2  ax  0. a  0. I 13 8 a integral I   f ( x. a  0.

3 D   4 6 1 2 3 4 x Resolução: . y  x e y  y 3 x. sendo D a região limitada pelas curvas: D I0 x2  y2  2x .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-31 Resposta: 23. Calcular I   x 2  y 2 dxdy . x2  y2  4x .

y  2x e y  2x  4. y 4 2 1 D x 2 3 4 2 x y  0 x  y  1 y  2x y  2 x  4 Resolução: . x  y  1. sendo D o paralelogramo limitado pelas retas: D x  y  0. Calcular I   ( x  y) dxdy .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-32 Resposta: I 7 10 2  11 9   24.

2 a: coordenadas polares.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-33 Resposta: I2 25.: Aconselha-se o uso de duas transformações: 1 a: u  x  2 e v  y  2. onde D é a região delimitada pela circunferência D   (x  2)2  (y  2)2  4. Obs. . Calcular I   ( x  2) 2  ( y  2) 2 dxdy .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-34 Resolução: Resposta: I  8 .

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-35 26. Calcular o volume do sólido no primeiro octante delimitado por y  z  2 e pelo cilindro que contorna a região delimitada por y  x2 e x  y2. z 2 1 1 Sólido 1 Região D y x  y2 x y 1 x 1 y x Resolução: Resposta: V 31 unidades de volume 60 27. z 4 x 3 y 9 Resolução: . Calcular o volume do sólido abaixo do plano xy delimitado por z  x2  y2  9.

delimitado pelos cilindros x2  y2  16 e x2  z2  16. Calcular o volume do sólido no primeiro octante. z 4 x 4 4 y Resolução: Resposta: V 128 unidades de volume 3 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-36 Resposta: V 81  2 28.

Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-37 29. z 3 1 2 y x Resolução: Resposta: V  1 unidade de volume . Calcular o volume do tetraedro dado na figura abaixo.

x 3 3 y  x D 4 y  x3 -4 2 x Resolução: Resposta: A  24 unidades de área . y  x e y  y 8 y  2 x  20 3 3 2 20 .Cálculo II – (Lauro / Nunes) 7-38 30. Calcule a área da região delimitada por y  x3.

1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) INTEGRAIS:  udv  uv   vdu n  u du  Dx c  0 Dx (u  v)  u’  v’ u n 1  c. (n  1) n 1 Dx (uv)  u’v  uv’  u  u ' v  uv' Dx    v2 v Dx [f (u)]  Dx f (u)  u’  u du u  e du 1  ln|u|  c  eu  c Dx u n  n u n 1  u’ Dx eu  eu  u’ Dx a u  au  lna  u’ au c ln a  senudu  cosu  c u  a du  1  u’ u 1 Dx loga |u|   u’ u ln a Dx senu  cosu  u’ Dx ln|u|  Dx cosu  senu  u’ Dx tgu  sec2u  u’ Dx cotu  csc2u  u’ Dx secu  secu  tgu  u’ Dx cscu  cscu  cotu  u’  cos udu  senu  c  sec udu  tgu  c  csc udu  cotu  c  (sec u  tgu )du  secu  c  (csc u  cot u)du  cscu  c  tgudu  ln|cosu|  c  cot udu  ln|senu|  c  sec udu  ln|secu  tgu|  c  csc udu  ln|cscu  cotu|  c 2 2  du 2 2  arcsen Dx arcsenu  Dx arccosu  u' 1 u2  u' 17) 18) 18) 19) 20) 1 u2 u' Dx arctgu  1 u2 u' Dx arcsecu  u u2 1 a u du 1 u  a 2  u 2  a arctg a  c du 1 u  u u 2  a 2  a arcsec a  c u c a 19) 20) a 2  du 1 ua  ln c 2 2a u  a u du  ln u  u 2  a 2  c 2 2 u a .1 Formulário de Derivadas e Integrais DERIVADAS: Tome u e v como funções em x.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 8-1 8 Formulário e Referências 8. Sejam Dx u  u’ e c uma constante.

R. Cálculo com Geometria Analítica. 1981.B. 11. 1997. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. W. MURRAY R. São Paulo: Addison Wesley.ed. SHENK. 10. LEITHOLD. GUIDORIZZI. SWOKOWSKI. H. Vol. 4. São Paulo: MAKRON Books do Brasil Editora Ltda. et al. Rio de Janeiro: Campus. et al.1 e 2. Vol. 4. 1998. e FOULIS. MUNEM. Rio de Janeiro – Brasil. Ed.L. Cálculo. 1 e 2.2 Referências Bibliográficas 1. 1 e 2.1 e 2. Vol. 6.Cálculo II – (Lauro / Nunes) 8-2 8.ed. McGraw-Hill do Brasil. 1971.. 7. E. M. 10. 5. Cálculo Diferencial e Integral. Cálculo – um novo horizonte. Cálculo Avançado.ed.ed. SPIEGEL. Vol. STEWART. Porto: Lopes da Silva. Rio de Janeiro: LTC. 6. PISKOWNOV. 5. Um Curso de Cálculo. Cálculo e Geometria Analítica.. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. M. 1999. Vol. 2002. I. Vol. N. Vol. J. 3. 8.ed.L. GONÇALCES. 9. São Paulo: Editora Mc-Graw Hill do Brasil. 1992. Cálculo – George B. 2000. FINNEY. Ltda. 1 e 2. 1983. 2002. A. Cálculo. O Cálculo – com geometria analítica. Vol. . Coleção Schaum. 1 e 2. Cálculo B. 2003. D.1 e 2. São Paulo: Harper & Row do Brasil. Thomas. Porto Alegre: Bookman. H. L. 2. ANTON. 2.

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