Introdução

Este trabalho tem como finalidade esclarecer o que são colóides, sistema coloidal, e soluçoes. Este trabalho apresenta um conteúdo rico em informações necessárias para que se possa compreender a função e, como se é usado as soluções colóides e os sistemas. Com a absorção do conteúdo apresentado neste trabalho, será muito mais simples a compreensão dos assuntos derivados do mesmo.

Coloides
Definição: Segundo Reis (1999) colóides , ou sistemas coloidais, são, na verdade misturas heterogêneas em que o diâmetro médio das partículas do disperso se encontra na faixa de 10 a 1000 ângstrons. Note que, por se tratar de uma mistura heterogênea, usamos os seguintes termos para designar as substâncias que formam um sistema coloidal: *Disperso: Substância presente em menor quantidade. *Dispergente: Substância presente em maior quantidade. Os colóides apresentam dois tipos de fases: *Sol: Disperso sólido e dispergente líquido, adquirindo aspecto de solução na forma líquida. Ex: Cola. *Gel: Disperso sólido e dispergente líquido, adquirindo aspecto sólido. Ex: Geléia de frutas. Para o uso dos sistemas coloidais é importante nos familiarizarmos com o uso dos seguintes termos: *Suspensão: É a denominação dada a um sistema coloidal de um sólido num líquido (sol). É um sistema instável e suas partículas são quase reconhecíveis ao microscópio. *Hidrossol: É a denominação dada ao sistema coloidal cujo divergente é a água. *Emulsão: É a denominação dada ao sistema coloidal que possui o dispergente e o disperso na fase líquida. *Aerossóis: O ambiente em que vivemos precisa ser limpo com regularidade, para que seja retirada a poeira que constantemente é depositada sobre os objetos. Esses grãos de poeira, de diâmetro 1000 mm, estão em suspensão e tendem a sedimentar. No entanto, há no ar alguns grãos de poeira de dimensões coloidais que nunca sedimentam. Esse tipo de colóide chama-se aerossol. Neblinas, fumaças e spray são outros exemplos de aerossóis do cotidiano. Quando observamos o rastro luminoso deixado pela luz de um projetor de slide em uma sala escura, ou quando notamos os feixes luminosos dos faróis dos carros em dias com forte neblina, devemos nos lembrar do Efeito Tyndall que a luz pode provocar quando atinge partículas coloidais sólidas existentes no ar. *Espumas: Quando um gás é borbulhado em um líquido, além das bolhas enormes e visíveis, são formadas também bolhas de dimensões coloidais. Por isso, as espumas também podem ser classificadas como colóides. Um bom exemplo é o chantilly, formado pela mistura de ar e creme de leite. Um sólido que possui poros de dimensão coloidal é classificado como espuma sólida. É o caso, por exemplo, da pedra-pome, que possui ar em microscópicos poros de dimensão coloidais. Efeito Tyndall: Os colóides apresentam efeitos ópticos devido à luz ser refratada nas micelas. Esses efeitos não estão presentes nas soluções devido ao seu diminuto tamanho.

é possível transformar o sistema coloidal em sol ou em gel. Colóides liófobos (lyo=solver ou dissolver. Por isso esses colóides são ditos reversíveis. que é um colóide liófobo protegido por um colóide liófilo de gelatina em água. philo=amigo). isto é. A estabilidade de um sistema coloidal liófobo pode ser aumentada pela adição de uma pequena quantidade de um colóide liófilo adequado. Se o dispergente for a água. É o que acontece com a luz dos faróis altos dos automóveis em dia de neblina. verificaremos o feixe presente no líquido do corpo. Classificação dos sistemas coloidais Os sistemas coloidais podem ser classificados segundo dois critérios principais: quanto à natureza das partículas do disperso e quanto à afinidade entre o disperso e o dispergente. phóbos=aversão). íons ou moléculas. que estabiliza a mistura de azeite e vinagre no preparo de maionese. ou colóides irreversíveis. Podemos citar como exemplo de colóides protetores a gema de ovo. o sistema coloidal é denominado hidrófilo. com isso. Natureza das partículas do disperso Colóide micelar: é o sistema coloidal cujo disperso é constituído por aglomerados de átomos. A camada de solvatação permite que as partículas do disperso fiquem isoladas umas das outras e. não se manifesta em líquidos que não sejam coloidais. Colóide molecular: é o sistema coloidal cujo disperso é constituído de macromoléculas. A formação de um colóide liófobo não é espontânea e a passagem de gel a sol é muito difícil. que então passa a ser denominado colóide protetor. As partículas do colóide liófobo são envolvidas por uma película de colóide liófilo que passa a funcionar como uma camada de solvatação. como vimos. são sistemas coloidais onde praticamente não existe afinidade entre o disperso e o dispergente. são sistemas coloidais que possuem grande afinidade entre o disperso e o dispergente. e a tinta nanquim. normalmente polímeros. Colóide iônico: é o sistema coloidal cujo disperso é constituído de macroíons. Propriedades dos sistemas coloidais Os sistemas coloidais possuem as seguintes propriedades principais: Carga elétrica . Devido a essa afinidade. fixam na sua superfície moléculas do dispergente. A transformação da fase gel para a fase sol pela adição de dispergente é denominada peptização (peptos=digerido). conforme se adicione ou se retire dispergente. ou colóides reversíveis. Se a fase dispergente for a água. A transformação da fase sol para a fase gel pela retirada de dispergente é denominada pectização (pektos=coalhado). o sistema é denominado hidrófobo. dando estabilidade ao colóide liófobo.Se projetarmos um feixe de luz em um colóide como o leite. Essa refração de luz nas partículas do colóide recebe o nome de efeito Tyndall e. as partículas do disperso adsorvem. ficando assim envolvidas por uma película que é denominada camada de solvatação. Afinidade entre o disperso e o dispergente Colóides liófilos (lyo=solver ou dissolver.

A carga elétrica das partículas do disperso depende diretamente da quantidade de cátions ou de ânions no sistema. adquirindo carga elétrica positiva. uma vez que sofrem repulsão elétrica contínua. Efeito Tyndall Trata-se de um efeito de espalhamento ou dispersão da luz. no entanto. Preparação de um sistema coloidal A preparação de um sistema coloidal liófilo não existe nenhuma técnica especial. é possível transformar um colóide positivo em um colóide negativo e viceversa. provocado pelas partículas de um sistema coloidal. as partículas do disperso não migram para nenhum dos pólos. Se o colóide for negativo. que é denominado cátodo (pólo para onde vão os cátions). quando se prepara um colóide em meio básico (excesso de ânions). Movimento Browniano As partículas do dispergente (principalmente quando este se encontra na fase gasosa ou líquida) estão constantemente se chocando com as partículas do disperso. Estes choques fazem com que as partículas do disperso adquiram um movimento de ziguezague ininterrupto. por exemplo. Isto é o que ocorre. O processo é denominado anaforese. as partículas do disperso irão migrar para o pólo negativo. dizemos então que o colóide atingiu o seu ponto isoelétrico. quando se prepara um colóide em meio ácido (excesso de cátions). É importante observar. que haverá um momento durante essa transformação em que as micelas serão neutras e o colóide. as partículas do disperso irão adsorver esses cátions. numa suspensão de grãos de pólen em água. Eletroforese Quando um colóide é submetido a um campo elétrico. pois estão descarregadas. as partículas do disperso irão adsorver esses ânions. Como a carga elétrica de um colóide depende da quantidade de íons presentes no sistema. e em sua homenagem é denominado movimento browniano. observar as gotículas de água que formam a neblina através do farol do carro. as partículas do disperso irão migrar para o pólo positivo. É devido ao efeito Tyndall que se pode observar as partículas de poeira suspensas no ar através de uma réstia de luz. descarregado. Se houver excesso de cátion. todas as partículas do disperso migram para um mesmo pólo. que é denominado ânodo (pólo para onde vão os ânions). ainda. Quando o colóide se encontra no seu ponto isoelétrico. adquirindo carga elétrica negativa. uma vez que as partículas do disperso se espalham espontaneamente pelo dispergente. O processo é denominado cataforese. O movimento descrito foi observado pela primeira vez pelo botânico escocês Robert Brow. por exemplo. alterando a quantidade de cátions ou de ânions desse sistema. ou. . elas ficam em suspensão. Isto é o que ocorre.Como normalmente todas as partículas do disperso de um sistema coloidal apresentam a mesma carga elétrica. Se houver excesso de ânions. Se o colóide for positivo.

numa reação de formação de um composto pouco solúvel. restringe-se normalmente à preparação de colóides metálicos. Ultracentrifugação . com isso partículas do disperso de dimensões coloidais vão sendo liberadas e se distribuindo através do líquido. Através de uma reação química: segundo a Lei de Weimarn é possível obter um sistema coloidal quando. vão se formando aos poucos partículas de dimensões coloidais que ficam dispersas na solução usada na lavagem. isto é. Ultrafiltração Quando o sistema coloidal está contaminado por íons ou moléculas cuja dimensão se encontra na faixa do soluto de uma mistura homogênea (menos de 1000 ângstrons). Aplica-se uma diferença de potencial nesses fios. é possível separar essas impurezas do colóide usando-se um ultrafiltro. pois é necessário que o material seja condutor de corrente elétrica. também denominado arco de Bredig. em seguida adiciona-se um líquido no qual a substância X seja imiscível e agita-se o sistema. Trata-se de uma membrana que pode inclusive ser feita de material plástico. mas ainda assim permitir a passagem de partículas com diâmetro inferior a 1000 ângstrons. mergulhados nesse líquido. o que provoca uma centelha entre eles. Através de uma lavagem: fazendo-se um precipitado passar por sucessivas lavagens com uma solução diluída que possua gelo menos um íon em comum com o precipitado. Com a agitação. Por fragmentação Esta técnica consiste em fragmentar as partículas do disperso até que elas atinjam as dimensões características do estado coloidal (entre 10 e 1000 ângstrons) o que normalmente é feito de duas maneiras: Usando-se o moinho coloidal: colocam-se os grânulos de matéria do disperso entre dois discos rígidos que giram a uma distância muito pequena um do outro. com poros estreitos o bastante para barrar a passagem de partículas coloidais. O processo é o seguinte: coloca-se em um recipiente apropriado o líquido que constituirá o dispergente e. mitos diluídas ou muito concentradas. até que elas atinjam o tamanho necessário à preparação de um colóide. as soluções reagentes apresentam concentrações extremas. Usando-se um arco voltaico: o uso do arco voltaico. A ação do ultrafiltro está ligada também às condições elétricas do colóide e da membrana. Por aglomeração São três técnicas principais que visão aglomerar partículas de dimensões inferiores às do estado coloidal. Este é o método usado na preparação de cosméticos (sombras e pós faciais). dois fios do material que constituirá o disperso. as partículas de dimensões coloidais da substância X se dispersão pelo líquido que foi adicionado. Através da mudança de dispergente: prepara-se uma solução de determinada substância X num solvente apropriado.Já a preparação de um sistema coloidal liófobo exige algumas técnicas como as que descreveremos a seguir. Purificação de um sistema coloidal A purificação de um colóide consiste numa série de técnicas que visam separar as partículas do disperso das impurezas estranhas que eventualmente estejam espalhadas pelo dispergente.

As cargas elétricas iguais mantêm o colóide estável. . evita o contato direto entre as partículas do disperso e. como mostra o esquema abaixo: Eletrodiálise Caso as impurezas que contaminam o colóide sejam de natureza iônica. como mostra o esquema a seguir. A mistura de água e areia. assim como a sua destruição. No entanto. por eletroforese ou pela adição de um colóide de carga oposta. A camada de solvatação A absorção de moléculas do dispergente pelas partículas do disperso. Esse processo é amplamente usado nos laboratórios de análises clínicas para separar as várias proteínas existentes no sangue. dependem basicamente de dois fatores: As cargas elétricas O fato de as partículas do disperso possuírem a mesma carga elétrica e. o resultado será muito diferente. por exemplo. constitui um bom exemplo de suspensão. no momento da agitação. adiciona-se um desidratante. a sua aglomeração e precipitação. Diálise O processo conhecido por diálise é usado especificamente para separar impurezas altamente solúveis no dispergente. a partículas do disperso irão se precipitar e o colóide será destruído. é possível acelerar a difusão dessas impurezas pelo dializador aplicando-se um campo elétrico através de eletrodos acoplados à cuba de vidro. O dispergente atravessa facilmente a porcelana porosa do dialisador e arrasta as impurezas para fora purificando o colóide. cujo fundo é constituído de porcelana porosa. Normalmente elimina-se a camada de solvatação adicionado-se ao colóide substâncias dessolvatantes. que age como uma membrana permeável. o que pode ser feito facilmente pela adição de um eletrólito. Se o disperso for a água. evita que elas formem aglomerados e sofram precipitação. ou quando é necessário separar partículas coloidais de tamanhos diferentes. se a mesma experiência for feita com um pouco de areia fina. de algum modo. notará que o sal irá se dissolver e. O Estado Coloidal Se você adicionar um pouco de sal a um copo de água e agitar. utilizamse centrífugas de altíssima rotação. irá depositar-se no fundo do recipiente. portanto. eliminarmos a carga elétrica das partículas do colóide. o colóide será destruído. formando a denominada camada de solvatação. sofrerem repulsão. logo após o término da agitação.Quando o sistema coloidal está contaminado por partículas de maior porte. A diálise é feita da seguinte maneira: Coloca-se o colóide dentro de um recipiente de vidro denominado dialisador. a partir dessa mistura. Como a areia não se dissolve em água. O dialisador é imerso numa cuba de vidro que contém o dispergente puro em constante circulação. Baseia-se na diferença de velocidade com que ocorre a difusão de uma solução e de um colóide através de uma membrana permeável. Se. formar uma solução aquosa. A estabilidade e a destruição de um colóide A estabilidade de um sistema coloidal. Se essa camada de solvatação for eliminada. portanto.

pois o que definirá realmente se uma mistura é coloidal ou uma suspensão será seu comportamento macroscópico.Mesmo através da filtração. seria possível observar uma diferença importante entre esses dois tipos de mistura: as suspensões podem ser filtradas. evidências experimentais tendem atualmente a ampliar esse intervalo para 1 000 nm. AFINAL. e as partículas de tamanho intermediário? Os cientistas observaram que partículas com diâmetro entre 1.0 nm e 1000 nm para caracterizar o diâmetro de uma partícula coloidal . das misturas coloidais e das suspensões. As partículas dispersas: • • • • • são moléculas ou íons comuns têm diâmetro menor que 1 nm (10-9 m) não se sedimentam nem mesmo sob ação de ultracentrifugadores não são retidas nem mesmo pelos ultrafiltros não são detectadas nem mesmo com o auxílio do ultramicroscópio e do microscópio eletrônico. Nessas condições. os limites situados entre 1.0 nm e 1000 nm constituem fronteiras gerais para uma classificação das misturas. podemos comparar características gerais das soluções. partículas com diâmetro superior a 1000 nm estariam dispersas em misturas denominadas suspensões. você pode estar pensando. Solução.0 nm e 1000 nm participam de um campo muito importante. Para muitos pesquisadores. Analisando o quadro a seguir. a mistura receberá o nome geral de dispersão. dispersão coloidal e suspensão Solução é toda mistura homogênea de duas ou mais substâncias. de maneira homogênea ou não. a maioria visíveis a olho nu. os dispersos com diâmetros médios entre 1. líquido ou gasoso possuem tamanhos muito diferentes. QUAL O DIÂMETRO DE UMA PARTÍCULA COLOIDAL? Apesar de alguns pesquisadores terem proposto que partículas coloidais teriam diâmetro situado entre 1. as partículas dispersas num meio sólido. não. chamado de misturas coloidais ou simplesmente colóides. ficam presos no papel de filtro. Note que. em outra substância denominada dispersante. Mas. constituídos de sílica ( SiO2 ). ou seja.0 nm (10-9 m) e 100 nm. No entanto. Enquanto que os enormes grãos de areia. a substância em menor quantidade pode ser chamada de disperso. partículas com diâmetro inferior a 1.possuem dimensões tão reduzidas que atravessam facilmente os poros do filtro.0 nm encontram-se em solução e devem ser chamadas de soluto. Há uma ampla variedade de valores entre o diâmetro médio dos íons e das moléculas comuns e o diâmetro médio de corpos maiores como os da areia. as soluções. É evidente que essa diferença de comportamento entre as soluções e as suspensões se deve ao tamanho da partícula dispersa. Adotaremos. Por outro lado. Assim. então. essa discussão não terá maior importância para nosso estudo. Na dispersão coloidal : • as partículas dispersas têm diâmetro entre 1 e 100 nm . nas misturas em geral. Em outras palavras. é uma substância que se encontra espalhada. os invisíveis íons Na+ e Cl.

nem sob a ação dos centrifugadores comuns. mas sim sob a ação de ultracentrifugadores não são retidas por filtros comuns. Na suspensão: • • • • Classificação das soluções Quanto ao estado físico: • • • • • • • • • • sólidas líquidas gasosas eletrolíticas ou iônicas não-eletrolíticas ou moleculares diluída concentrada não-saturada saturada supersaturada Quanto à condutividade elétrica: Quanto à proporção soluto/solvente: Tipos de concentração % em massa: massa de soluto / massa de solução % em volume: volume de soluto / volume de solução ´ 100 ´ 100 (só é usada quando soluto e solvente são ambos líquidos ou ambos gasosos) concentração em g/L: massa de soluto em gramas /volume de solução em litros concentração em mol/L: quantidade de soluto (mol)/volume de solução em litros concentração em molalidade: quantidade de soluto (mol)/massa do solvente em kg concentração em fração molar de soluto: . ou macroíons isolados não se sedimentam sob a ação da gravidade. mas o são com o auxílio do microscópio eletrônico e do ultramicroscópio.• • • • são agregados de moléculas ou de íons comuns. as partículas dispersas têm diâmetro maior que 100 nm são agregados de moléculas ou de íons sedimentam-se pela ação da gravidade ou dos centrifugadores comuns são retidas pelo filtro comum e são detectadas a olho nu ou com o auxílio de microscópios comuns. mas o são por ultrafiltros não são detectadas ao microscópio comum. ou macromoléculas.

1 Partículas entre 1 mμ e 0. A fase dispersas são as partículas coloidais e o meio de dispersão é a fase em que as partículas se distribuem formando o sistema coloidal. movimento browniano e adsorção. amido em água. tintas. filmes fotográficos. Culinária . creme chantilly.Tipo de dispersão na qual as partículas dispersas têm dimensão entre 1 e 100 nm. gelatina em água e a maioria dos colóides naturais. Exemplos: hidrossol de metais (ouro.fabricação de medicamentos.). Colóide irreversível ou liófobo ou hidrófobo . identificáveis no ultra microscópio e visíveis no microscópio eletrônico Soluções verdadeiras Partículas menores que 1 mμ Partículas invisíveis em microscópio eletrônico .A passagem de sol a gel é reversível. prata. Exemplos: proteínas em água. que reage completamente com um volume conhecido da solução A. As partículas dispersas têm película de solvatação. cremes. etc. Dispersões grosseiras Dispersões coloidais Partículas maiores que 0. Colóides protetores são colóides liófilos que estabilizam os colóides liófobos. Industrial .1 μ μ Partículas visíveis em Partículas invisíveis em microscópio comum microscópio comum.preparo de geléias.). por isso. eletrodiálise ou ultrafiltração. cosméticos.quantidade de soluto (mol)/quantidade de solução (mol) Diluição e titulação Diluição é uma operação em que se acrescenta solvente à solução. etc. A purificação dos colóides é feita por diálise. sílica-gel. etc. Sistemas coloidais São misturas instáveis de duas fases imiscíveis (fase dispersa e meio de dispersão). são instáveis. maionese. impedindo a sua coagulação. As partículas dispersas não têm película de solvatação e. Os colóides apresentam as seguintes propriedades: efeito Tyndall. O mais usado é a gelatina. Titulação é uma operação de laboratório através da qual se determina a concentração de uma solução A medindo-se o volume de uma solução B de concentração conhecida. pedras preciosas (rubi. Colóide reversível ou liófilo ou hidrófilo . etc.os processos vitais estão associados ao estado coloidal. hidrossol de enxofre e a maioria dos colóides artificiais. Colóides Estado coloidal . A quantidade de soluto permanece constante. Importância dos colóides: • • • Biológica .A passagem de sol a gel é irreversível. safira. que estabiliza o colóide. As definições de colóides estão resumidamente definidas na tabela abaixo.

Partículas são retidas em papel de filtro comum Partículas não difundem nem dialisam Partículas passam através dos poros de papel de filtro comum mas são retidos em ultrafiltros Partículas difundem lentamente e somente as menores dialisam Partículas passam através de ultrafiltros Partículas difundem e dialisam rapidamente A fase dispersa pode sólida. Propriedades dos sóis liófobos e liófilos Sóis liófobos Semelhante à do meio de dispersão Semelhante à do meio de dispersão Muito pequena Sóis liófilos Freqüentemente mais baixa Muito maior Considerável Tensão superficial Viscosidade Pressão osmótica . Quanto às soluções coloidais orgânicas podem ser sóis homopolares (borracha em benzeno). Como exemplo há os de prata e glicogênio. b) Forma da partícula . Os micelares são aqueles cujas partículas são macromoléculas. Fase dispersa Líqüido Sólido Gás Líqüido Sólido Gás Líqüido Sólido Meio de dispersão Nome Gás Aerossol líqüido Gás Aerossol sólido Líqüido Espuma Líqüido Emulsão Líqüido Sol Sólido Espuma sólida Sólido Emulsão sólida Sólido Sol sólido Exemplos Nevoeiro. A tabela abaixo compara algumas propriedades dos sóis liófobos e liófilos. Quando a afinidade é pequena é dito liófobo e não são muito estáveis.Os colóides são classificados em moleculares e micelares. c)Estrutura da partícula . de acordo com a tabela abaixo. os colóides dividem-se em liófobos e liófilos. fumaça Espuma de sabão Leite Solução de amido Pedra pomes Minerais como opala. Os colóides que possuem afinidade pelo meio de dispersão são chamados liófilos. d)Estabilidade dos sóis . Os lineares são unidades longas e fibrosas.Classificação de colóides As soluções coloidais podem ser classificadas quanto à: a) Composição química . Como exemplo temos o ácido silícico coloidal e a nitrocelulose. há vários tipos de colóides. Os esféricos são os que possuem partículas compactas e mais ou menos globulares. Como exemplo há a nitrocelulose e o amido.Permite dividir os colóides em esféricos e lineares. de óxidos e hidróxidos (Ferro III) e de sais (cloreto de prata). grafito). sóis hidroxílicos (amida em água) e sóis heteropolares (sabão em água). Como exemplo temos o sabão e o detergente. neblina Poeira. manteiga Ligas e vidros 2 . A maior parte dos colóides orgânicos são liófilos. Os colóides micelares são estruturalmente diferentes e as partículas são constituídas de agregados de muitas moléculas ou grupos de átomos.Os sóis são classificados em orgânicos e inorgânicos. líquida ou gasosa assim como o meio de dispersão.conforme as afinidades relativas das substâncias que constituem a fase dispersa e o meio de dispersão. Dependendo do estado físico da fase dispersa e do meio de dispersão. Os sóis inorgânicos podem ser agrupados em soluções coloidais de elementos metálicos (sóis de ouro e prata) e não-metálicos (enxofre.

positivo ou negativo. Os principais processos são os que utilizam reações. igualmente colóides com carga positiva.Preparação de colóides Processos de condensação Consiste na formação de colóides por condensação de íons e pequenas moléculas. O aparelho de eletroforese demonstra o fenômeno das partículas coloidais sob a influência da aplicação de uma força eletromotriz à solução. Precipitador Cotrell É usado no controle da poluição do ar. A carga das partículas depende do processo de preparação do colóide. Sinal da carga de alguns colóides pode ser invertido pela adição de certos eletrólitos. um aerossol. mas há. Quando se submete uma solução coloidal à passagem de uma corrente elétrica. Os sistemas liófilos dão géis que misturados com o meio de dispersão.Eletroforese Propriedades elétricas dos colóides.Visibilidade no microscópio Boa eletrônico ou ultramicroscópio Ação de um campo elétrico As partículas migram em uma direção Ação dos eletrólitos Pequenas quantidades causam precipitação Má As partículas não migram ou migram em qualquer direção Pequenas quantidades têm pouco efeito Uma outra diferença entre os sistemas liófobos e liófilos é dada pelo comportamento face à evaporação ou esfriamento. a solução em seu conjunto é sempre neutra. O fenômeno é denominado eletroforese. São processos físicos ou reações químicas que geram substâncias insolúveis. A maior parte dos colóides apresenta cargas negativas. eliminando fumaça e poeira prejudiciais à saúde. 3 . regeneram os sóis correspondentes (colóides reversíveis). Há quatro tipos de reações principais: a) Redox Ex: 2H2S + SO2  3S(col) + 2H2O2 b) Hidrólise de sais Ex: Fe+3 + 3H2O Fe(OH)3 (col) + 3H+ c) Reações de decomposição Ex: Na2S2O3 + H2SO4  Na2SO4 + SO2 + H2O + S(col) d) Reações de combinação de íons Ex: MnSO4 + Ba(SCN)2  BaSO4 + Mn(SCN)2(col) . as partículas se movimentam em direção a um dos dois eletrodos. É usado também na recuperação de materiais finamente divididos que se perderiam na atmosfera sob a forma de poeira. Entretanto. porque as cargas das partículas são compensadas por uma quantidade correspondente de cargas opostas ao sistema. 4 . Os sistemas liófobos dão sólidos que não podem ser reconvertidos em sóis pela reversão do processo físico (colóides irreversíveis).

irradiação com ondas ultra-sônicas. eletrólise. 7 . o número de átomos. 5 . Um dos colóides . assim. Essa propriedade dos colóides é adsorção e devido à grande superfície. raios. Na superfície de um colóide não há a total saturação das forças em torno da superfície. Coagulação pela ação de eletrólitos O efeito da adição de eletrólitos consiste em diminuir a espessura da camada irônica difusa ou o potencial eletrocinético. As partículas aumentam de tamanho. com formação de uma solução coloidal. as propriedades adsortivas são bastante pronunciada. 6 . explicando a atração que pode ocorrer com as substâncias do meio. Esse efeito facilita a coalescência das partículas. A luz solar é menos ativa. irradiações diversa e adição de eletrólitos. mas o mecanismo da floculação mecânica é algo obscuro. aquecimento ou esfriamento. método do arco elétrico e métodos químicos (reações de peptização-dispersão de precipitado. A irradiação com diferentes espécies de energia é outro meio de influir sobre a estabilidade dos sóis. Os colóides liófobos são precipitáveis por eletrólise. A divisão de uma massa de uma substância até o tamanho de um colóide aumenta muito a superfície total. Coagulação mútua de colóides Colóides de cargas elétricas contrárias coagulam-se pela neutralização de suas cargas. tendo carga de sinal oposto. faz diminuir a intensidade da adsorção e a carga das partículas. Na maior parte dos casos. Os processos de dispersão consistem em desintegração de partículas grosseiras em partículas de dimensões coloidais. o colóide protetor forma camadas monomoleculares sobre as partículas hidrófobas. A floculação pode ser ocasionada por irradiações prolongadas com feixes de elétrons.coagulação Chama-se floculação ou coagulação a destruição de um sol pela ação de fatores externos. moléculas ou íons na superfície do colóide também grande. A elevação da temperatura aumenta a energia cinética dos íons e.Colóide protetor A ação protetora do sol hidrófilo se verifica quando sua carga é de igual sinal à das partículas hidrófobas ou quando aquele. pela ação de substâncias estranhas).Processos de dispersão Existem quatro processos de dispersão: moagem ou pulverização mecânicas.x e luz ultravioleta. A estabilidade dos sóis é afetada pela ionização e outras modificações químicas produzidas pelas radiações de curto comprimento de onda. Também a ação floculante das ondas ultra-sônicas em relação aos sistemas de menor grau de dispersão pode ser classificada como floculação mecânica. O esfriamento provoca a floculação de certos colóides por efeito de um enfraquecimento do movimento browniamo.Destruição de colóides. A floculação de um sol pode ser ocasionada por meio de tratamento mecânico. é adicionado em quantidade relativamente grande. A presença de traços de eletrólitos é essencial à estabilidade dos sóis liófobos . A ação da corrente depende da sua intensidade e da quantidade de eletrólito presente.Quantidades maiores provocam a agregação das partículas e a formação de precipitado visível. Com essa grande superfície.Adsorção Muitas propriedades dos colóides são devido à grande superfície de contato das partículas. Alguns sóis são muito sensíveis ao aquecimento e ao esfriamento. o sistema torna-se turvo e a fase dispersa tende a precipitar . A floculação por efeito de vigorosa agitação verifica-se no caso de alguns sóis de hidróxido de ferro (III).

Precipitador de Cotrell 2 .Coagulação 4.2 . muito eficientes diversos produtos sintéticos altamente polimerizados. A ação detergente do sabão é atribuída à propriedade de emulsificar as gorduras. os sulfatos básicos de ferro. Estes emulsificantes se caracterizam por possuir um longo radical lipófilo e um grupo polar.Objetivos 1 .Preparação de colóides 2. facilmente molháveis por um dos líquidos. 8 . enquanto as cabeças polares apontam para fora entrando em contato com a água. Na ausência de um emulsificante as partículas coalesceriam virtude da tensão superficial. porque. É uma propriedade importante dos colóides.Adsorção • 4 .1 Processos de condensação • • • • Preparar os sóis de As2S3 e Fe(OH)3 Verificar o efeito Tyndall no As2S3 Obter um gel acetato de cálcio Analisar a influência de um agente emulsificante numa mistura de água e óleo Verificar a propriedade de adsorção e relacioná-la com o tamanho das partículas adsorventes 2. tais como as proteínas. também. Para ocorrer o efeito Tyndall é necessário que as partículas sejam da ordem de grandeza do comprimento de onda da luz. Entretanto. O líquido em que o sólido é mais molhável dá a fase dispersa.2 .2 Coagulação por ação de eletrólitos . No terceiro grupo. ao passo que a cabeça polar apresenta afinidade pela água.Efeito Tyndall Dispersão de um raio luminoso a medida que ele passa através da mistura. As gotículas se envolvem de uma camada de partículas de sólido e são impedidos de coalescer. o agar e as e as pectinas. A parte lipófila da molécula do sabão tem afinidade pelo óleo. que tende a diminuir a superfície total. entram sólidos finamente pulverizados. as partículas de óleo com moléculas de sabão não coalescem. como é o caso de algumas argilas. As partes lipófilas ficam imersas nas partículas de óleo.Eletroforese • • Verificar a carga do sol de As2S3 Separar a fase dispersa da fumaça (colóide sólido em gás) e observá-la 1. 9 . Daí a estabilidade da emulsão. II . níquel e cobre.1 Coagulação mútua de colóides • • Verificar a coagulação pela mistura de colóides de cargas opostas Verificar a coagulação por adição de eletrólitos 4. eletricamente carregadas pelos grupos carboxílicos ionizados das moléculas de sabão se repelem mutuamente.São.Destruição de colóides .protetores mais usados é a gelatina .Agente emulsificante Podem ser classificados em três categorias: o grupo mais importante é o dos sabões e detergentes.Processos de dispersão 3 . Os emulsificantes ocasionam uma diminuição da tensão interfacial óleo-água. O segundo grupo de agentes emulsificantes é formado por substâncias de natureza liófila.

Os tubos são centrifugados. b)Coloca-se em um tubo de ensaio. onde se faz passar uma corrente de gás sulfídrico. aquecendo em seguida em banho-maria.2 Processos de dispersão a)Coloca-se em um tubo de ensaio. 2. Coloca-se o produto resultante em uma tela de amianto sobre um bico e Bunsen ligado. Mistura-se lentamente com um bastão de vidro.2 Precipitador Cotrell Coloca-se um cigarro aceso em uma das saídas do precipitador.Destruição de colóides 4.1 Prata coloidal • • Verificar a ação protetora da gelatina em relação à prata Verificar a ação protetora da gelatina em relação ao AgBr 5. O tubo de ensaio com o produto resultante é colocado em uma caixa escura onde faz-se passar feixe de laser pela solução obtida Gel Coloca-se em um tubo de ensaio 2mL de solução saturada de acetato de cálcio e 2mL de álcool absoluto.Colóide protetor 5.1 Coagulação mútua de colóides Mistura-se 0.2 Coagulação pela ação de eletrólitos . 1. Agita-se. As2S3 coloidal Adicionam-se 4mL de solução saturada de As2O3 aquecida a um tubo de ensaio. Agita-se e compara-se com o item anterior. e na outra saída ligada-se a trompa d'água. Deixa-se acumular fumaça dentro do Cotrell durante algum tempo e dá-se uma descarga elétrica. 2mL de água destilada e 4 gotas de detergente. Em cada extremidade do tubo introduz-se um eletrodo de grafite e liga-se a corrente elétrica. 4 . Faz-se o mesmo com água à temperatura ambiente. 4.Parte experimental 1 . 3 gotas de óleo vegetal.Eletroforese Num tubo em U coloca-se uma dispersão coloidal de sulfeto de arsênio(III). 2 .Adsorção a)Coloca-se em dois tubos de centrífuga 2 mL de água e gotas de azul de metileno. 3 . obtido num aparelho Kipp contendo uma solução de HCl e pirita.5 mL de As2S3.• Analisar a influência da valência do eletrólito na coagulação 5 . 2mL de água e três gotas de óleo vegetal.Preparação de colóides 2.2 AgBr coloidal III . Coloca-se em um pouco de carvão ativo e no outro um pedaço de carvão.1 Processos de condensação a) Fe(OH)3 coloidal Adicionam-se quatro gotas de uma solução saturada de FeCl3 a um tubo de ensaio com 3ml de água quente.5 mL de sol de Fe(OH)3 com 0.

1 M e 3 gotas de solução aquosa de NH3.Realizam-se simultaneamente 3 ensaios: Mistura de1 mL de sol As2S3 com duas gotas de NaCl 1 M. descrita abaixo em sua forma molecular. Para efeito de comparação utilizou-se água fria ao invés de água quente. Como a fumaça é um colóide onde a fase dispersa é um sólido e o meio de dispersão é um gás.1 Processos de condensação Fe(OH)3 coloidal O Fe(OH)3 é preparado através de uma reação química e portanto pelo processo de dispersão. 5.1 M e 4 gotas de solução de AgNO3 0.Colóide protetor 5. causando a precipitação.2 AgBr coloidal Simultaneamente foram feitos os dois ensaios: Mistura de 1 mL de água destilada com 3 gotas de solução de KBr 0. Mistura de 1 mL de dispersão de gelatina a 1% com 3 gotas de solução de KBr 0.1 Prata coloidal Simultaneamente dois ensaios são realizados Mistura de 2 mL de água destilada com 3 gotas de solução de AgNO3 0.2 . Desse modo. o sol analisado só pode ter carga negativa: sua coloração mais intensa no eletrodo positivo é devido à atração do eletrodo positivo pela carga negativa do sol e a coloração praticamente incolor no eletrodo negativo causado pelas forças de repulsão entre cargas negativas. São adicionadas 4 gotas de solução de AgNO3 0. verificado pela coloração amarela mais intensa no eletrodo positivo e pela coloração praticamente incolor no eletrodo negativo.1 M e o sistema é agitado.1 M e 3 gotas de solução aquosa de NH3. São adicionadas 5 gotas de formol e o sistema é aquecido em banho-maria. Essa reação foi a de hidrólise do íon Fe3+. Mistura de1 mL de sol As2S3 com duas gotas de MgCl2 1 M Mistura de1 mL de sol As2S3 com duas gotas de AlCl3 1 M 5 .Precipitador de Cotrell Com esse equipamento obtém-se partículas pretas a partir da fumaça do cigarro.Eletroforese O sol de sulfeto de arsênio III (As2S3) migra para o eletrodo positivo. Esse procedimento é necessário pois nesse tipo de colóide a fase dispersa não tem carga. IV . A alta voltagem faz com que as partículas adqüiram carga e migrem para um dos eletrodos (o de carga oposta).Preparação de colóides 2. há muitas partículas sólidas dispersas que através do precipitador de Cotrell são precipitadas. 1.1 M. 2 . . Fe3+ + 3H2O ® Fe(OH)3 + 3H+ A formação do colóide só ocorre com água quente e é verificada pela coloração castanha.Resultado e discussão 1 .1 M e o sistema é agitado. São adicionadas 5 gotas de formol e o sistema é aquecido em banho-maria. Mistura de 4 mL de dispersão de gelatina a 1% com 3 gotas de solução de AgNO3 0.

o alcoogel. . ficando mais consistente e transformando-se em um semi-sólido branco. Quando adiciona-se sabão à água e óleo forma-se uma emulsão : dispersão de líqüido em líqüido. Essa diferença pode ser justificada pela propriedade de adsorção: o carvão ativo por estar mais finamente dividido que o carvão comum tem uma superfície maior e portanto uma capacidade muito maior de adsorver o azul de metileno. Esse alcoosol é formado porque e acetato de cálcio é muito pouco solúvel em meio hidroalcoólico. O As2S3 tem carga negativa e o de Fe(OH)3 tem carga positiva. Essa diminuição na tensão superficial faz com que a emulsão não se destrua.Coagulação 4.resultando em uma solução amarelada que nada mais é que a cor de uma solução do íon Fe+3. Inicialmente o óleo se dispersa em água. Aos poucos esse álcool vai evaporando. já que essa tensão tende a diminuir a superfície total. tendo-se destruído o colóide.Destruição de colóides .Processos de dispersão Ao misturar-se água e óleo vegetal verifica-se que inicialmente o óleo se dispersa em água. 2.2 . sendo assim a emulsão formada bem estável. diminuindo a tensão superficial. passando-se um feixe de laser pelo produto amarelo obtido vê-se o caminho percorrido pela luz. devido à ação emulsificante do sabão. 3 . As reações estão descritas abaixo: As2O3 + 3 H2O ® 2 H3AsO3 2 H3AsO3 + 3 H2S ® As2S3 + 6 H2O A formação do colóide é observada pela mudança de cor da solução de incolor (As2O3) para amarelo (As2S3).1 Coagulação mútua de colóides Observa-se a coagulação já que os colóides tem carga contrária e se destroem devido à interação elétrica dos íons integrantes das duplas camadas dos sóis. Esse resíduo é chamado de gel. As2S3 coloidal O colóide de As2S3 também foi preparado através de uma reação química de As2O3 com H2S por combinação de íons. Gel Misturando-se solução saturada de acetato de cálcio com álcool forma-se inicialmente um alcoosol de cor branca. mas depois se separam já que essa mistura é instável. precipitando sob a forma de colóide. indicando-se tratar de um colóide (Efeito Tyndall). Quando esse alcoogel é colocado sobre a tela de amianto e queimado resta apenas um resíduo sólido da fase dispersa. O sabão por ter uma longa cadeia apolar consegue solubilizar o óleo e por ter uma cabeça polar é solúvel em água. retirando-o portanto da solução.Adsorção Após a centrifugação verifica-se que no tubo de centrífuga com carvão ativo o líqüido sobrenadante fica incolor enquanto que o com carvão comum continua azul. mas depois se separam já que essa mistura é instável uma vez suas polaridades são muito diferentes : a água é muito polar e o óleo muito apolar e portanto não se misturam. Pôde-se verificar então que a reação realmente só ocorre à quente e que a cor amarela indica que não houve reação ao contrário da cor castanha que indica a formação do colóide. 4 . Além disso. O ácido sulfídrico é obtido pela reação de pirita (FeS2) com ácido clorídrico.

+ 4 NH3 + 2 H2O Essa reação também é conhecida como Teste de Tollens b) Com a adição de gelatina. já que o formol reduz o íon prata em meio amoniacal e aquecimento. evitando a formação de precipitado de prata metálica.81 0. 5 . protegendo o AgBr formado e evitando sua precipitação : o AgBr fica na forma coloidal. sendo o valor de coagulação a concentração mínima para ocorrer a coagulação. Essa afirmação está justificada pela tabela abaixo. V . Essa reação está descrita à seguir: Ag+ + 2NH3 ® Ag(NH3)2+ HCHO + 2Ag(NH3)2+ + 3OH-® 2 Ag + HCOO.Processos de dispersão .1 Processos de condensação Obtiveram-se os sóis de Fe(OH)3 e As2S3.Preparação de colóides 2.2 Coagulação por ação de eletrólitos Verifica-se que neste caso quanto maior a valência do cátion maior a velocidade coagulação maior o efeito coagulante. O primeiro foi caracterizado pela sua coloração em relação ao ensaio feito à frio e o segundo pela coloração amarela e pela visualização do caminho percorrido pela luz.® AgBr(s) b) Com a adição de gelatina. Desse modo a Al3+ é mais rápido que o Mg2+ que por sua vez é mais rápido que o Na+. precipitado branco que se obtém: Ag+ + Br. com formação de AgBr. que fica sob a forma de colóide devido à proteção da gelatina.Colóide protetor 5. Além disso obteve-se o gel de acetato de cálcio destruindo-se por evaporação do solvente o colóide formado. 1. Eletrólito Na+ Mg+2 Al3+ Valência +1 +2 +3 Valor de coagulação (mmol/L) 51 0.Conclusões 1 .. 5. 2. 2 .093 A tabela acima confirma os resultados obtidos : se uma concentração menor de Al3+ é necessária logicamente maior será o seu efeito coagulante se sua concentração for igual à dos outros cátions. ela age com colóide protetor. O íon efetivo para a coagulação de um colóide é sempre o de carga contrária à carga do colóide e quanto maior a carga do íon maior o poder coagulante.2 . ela age como colóide protetor.4.2 .Precipitador de Cotrell A fumaça de cigarro realmente é um colóide de sólido em gás uma vez que pôde-se constatar a presença de partículas sólidas na fumaça do cigarro.1 Prata coloidal Sem a adição de gelatina (um colóide) há formação de prata metálica já que ocorre uma reação de redox.2 AgBr coloidal Sem a adição de gelatina há uma reação comum de precipitação.Eletroforese O As2S3 possui carga negativa.

2 AgBr coloidal A gelatina protege o brometo de prata formado e evita sua precipitação. .Coagulação 4.1 Prata coloidal A gelatina protege a prata formada e evita sua precipitação. Solução é toda mistura homogênea de duas ou mais substâncias. Sistemas coloidais são misturas instáveis de duas fases imiscíveis (fase dispersa e meio de dispersão). 3 . A fase dispersas são as partículas coloidais e o meio de dispersão é a fase em que as partículas se distribuem formando o sistema coloidal.2 Coagulação por ação de eletrólitos A adição de eletrólitos pode provocar (na quantidade ideal) a coagulação de eletrólitos e quanto maior a valência do eletrólito maior esse efeito. deixando-o na forma de colóide.O sabão atua como emulsificante provocando a mistura de óleo a água através da formação de uma emulsão estável. CONCLUSÃO colóides . deixando-a na forma de colóide. ou sistemas coloidais.1 Coagulação mútua de colóides A mistura de dois colóides de cargas opostas pode ocasionar (nas quantidades ideais) a coagulação de ambos devido à fortes interações elétricas. 4 . são.Destruição de colóides . na verdade misturas heterogêneas em que o diâmetro médio das partículas do disperso se encontra na faixa de 10 a 1000 ângstrons.Colóide protetor 5. 5.Adsorção Quanto mais finamente dividido o material maior a sua superfície de contato de conseqüentemente maior sua capacidade de adsorção. 5 . 4.

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