Introdução

Este trabalho tem como finalidade esclarecer o que são colóides, sistema coloidal, e soluçoes. Este trabalho apresenta um conteúdo rico em informações necessárias para que se possa compreender a função e, como se é usado as soluções colóides e os sistemas. Com a absorção do conteúdo apresentado neste trabalho, será muito mais simples a compreensão dos assuntos derivados do mesmo.

Coloides
Definição: Segundo Reis (1999) colóides , ou sistemas coloidais, são, na verdade misturas heterogêneas em que o diâmetro médio das partículas do disperso se encontra na faixa de 10 a 1000 ângstrons. Note que, por se tratar de uma mistura heterogênea, usamos os seguintes termos para designar as substâncias que formam um sistema coloidal: *Disperso: Substância presente em menor quantidade. *Dispergente: Substância presente em maior quantidade. Os colóides apresentam dois tipos de fases: *Sol: Disperso sólido e dispergente líquido, adquirindo aspecto de solução na forma líquida. Ex: Cola. *Gel: Disperso sólido e dispergente líquido, adquirindo aspecto sólido. Ex: Geléia de frutas. Para o uso dos sistemas coloidais é importante nos familiarizarmos com o uso dos seguintes termos: *Suspensão: É a denominação dada a um sistema coloidal de um sólido num líquido (sol). É um sistema instável e suas partículas são quase reconhecíveis ao microscópio. *Hidrossol: É a denominação dada ao sistema coloidal cujo divergente é a água. *Emulsão: É a denominação dada ao sistema coloidal que possui o dispergente e o disperso na fase líquida. *Aerossóis: O ambiente em que vivemos precisa ser limpo com regularidade, para que seja retirada a poeira que constantemente é depositada sobre os objetos. Esses grãos de poeira, de diâmetro 1000 mm, estão em suspensão e tendem a sedimentar. No entanto, há no ar alguns grãos de poeira de dimensões coloidais que nunca sedimentam. Esse tipo de colóide chama-se aerossol. Neblinas, fumaças e spray são outros exemplos de aerossóis do cotidiano. Quando observamos o rastro luminoso deixado pela luz de um projetor de slide em uma sala escura, ou quando notamos os feixes luminosos dos faróis dos carros em dias com forte neblina, devemos nos lembrar do Efeito Tyndall que a luz pode provocar quando atinge partículas coloidais sólidas existentes no ar. *Espumas: Quando um gás é borbulhado em um líquido, além das bolhas enormes e visíveis, são formadas também bolhas de dimensões coloidais. Por isso, as espumas também podem ser classificadas como colóides. Um bom exemplo é o chantilly, formado pela mistura de ar e creme de leite. Um sólido que possui poros de dimensão coloidal é classificado como espuma sólida. É o caso, por exemplo, da pedra-pome, que possui ar em microscópicos poros de dimensão coloidais. Efeito Tyndall: Os colóides apresentam efeitos ópticos devido à luz ser refratada nas micelas. Esses efeitos não estão presentes nas soluções devido ao seu diminuto tamanho.

é possível transformar o sistema coloidal em sol ou em gel. Se o dispergente for a água. As partículas do colóide liófobo são envolvidas por uma película de colóide liófilo que passa a funcionar como uma camada de solvatação. normalmente polímeros. com isso. o sistema coloidal é denominado hidrófilo. as partículas do disperso adsorvem. philo=amigo). Podemos citar como exemplo de colóides protetores a gema de ovo. É o que acontece com a luz dos faróis altos dos automóveis em dia de neblina. o sistema é denominado hidrófobo. Colóide iônico: é o sistema coloidal cujo disperso é constituído de macroíons. são sistemas coloidais que possuem grande afinidade entre o disperso e o dispergente. Natureza das partículas do disperso Colóide micelar: é o sistema coloidal cujo disperso é constituído por aglomerados de átomos. A transformação da fase gel para a fase sol pela adição de dispergente é denominada peptização (peptos=digerido). A formação de um colóide liófobo não é espontânea e a passagem de gel a sol é muito difícil. que estabiliza a mistura de azeite e vinagre no preparo de maionese.Se projetarmos um feixe de luz em um colóide como o leite. A transformação da fase sol para a fase gel pela retirada de dispergente é denominada pectização (pektos=coalhado). A estabilidade de um sistema coloidal liófobo pode ser aumentada pela adição de uma pequena quantidade de um colóide liófilo adequado. Essa refração de luz nas partículas do colóide recebe o nome de efeito Tyndall e. não se manifesta em líquidos que não sejam coloidais. que é um colóide liófobo protegido por um colóide liófilo de gelatina em água. dando estabilidade ao colóide liófobo. fixam na sua superfície moléculas do dispergente. verificaremos o feixe presente no líquido do corpo. conforme se adicione ou se retire dispergente. ficando assim envolvidas por uma película que é denominada camada de solvatação. Se a fase dispergente for a água. Colóides liófobos (lyo=solver ou dissolver. íons ou moléculas. como vimos. Por isso esses colóides são ditos reversíveis. ou colóides reversíveis. Propriedades dos sistemas coloidais Os sistemas coloidais possuem as seguintes propriedades principais: Carga elétrica . ou colóides irreversíveis. Classificação dos sistemas coloidais Os sistemas coloidais podem ser classificados segundo dois critérios principais: quanto à natureza das partículas do disperso e quanto à afinidade entre o disperso e o dispergente. que então passa a ser denominado colóide protetor. Devido a essa afinidade. Colóide molecular: é o sistema coloidal cujo disperso é constituído de macromoléculas. Afinidade entre o disperso e o dispergente Colóides liófilos (lyo=solver ou dissolver. phóbos=aversão). são sistemas coloidais onde praticamente não existe afinidade entre o disperso e o dispergente. A camada de solvatação permite que as partículas do disperso fiquem isoladas umas das outras e. isto é. e a tinta nanquim.

Isto é o que ocorre. observar as gotículas de água que formam a neblina através do farol do carro. é possível transformar um colóide positivo em um colóide negativo e viceversa. Se o colóide for positivo. ainda. descarregado. O movimento descrito foi observado pela primeira vez pelo botânico escocês Robert Brow. O processo é denominado anaforese. É importante observar. e em sua homenagem é denominado movimento browniano. Se houver excesso de cátion. que haverá um momento durante essa transformação em que as micelas serão neutras e o colóide. O processo é denominado cataforese. pois estão descarregadas. Preparação de um sistema coloidal A preparação de um sistema coloidal liófilo não existe nenhuma técnica especial. adquirindo carga elétrica positiva. que é denominado ânodo (pólo para onde vão os ânions). Quando o colóide se encontra no seu ponto isoelétrico. todas as partículas do disperso migram para um mesmo pólo. as partículas do disperso irão migrar para o pólo negativo. Se houver excesso de ânions. Se o colóide for negativo. ou. por exemplo. no entanto. quando se prepara um colóide em meio básico (excesso de ânions). alterando a quantidade de cátions ou de ânions desse sistema. dizemos então que o colóide atingiu o seu ponto isoelétrico. A carga elétrica das partículas do disperso depende diretamente da quantidade de cátions ou de ânions no sistema. as partículas do disperso não migram para nenhum dos pólos. Estes choques fazem com que as partículas do disperso adquiram um movimento de ziguezague ininterrupto. . uma vez que sofrem repulsão elétrica contínua. elas ficam em suspensão. quando se prepara um colóide em meio ácido (excesso de cátions). provocado pelas partículas de um sistema coloidal. uma vez que as partículas do disperso se espalham espontaneamente pelo dispergente. Movimento Browniano As partículas do dispergente (principalmente quando este se encontra na fase gasosa ou líquida) estão constantemente se chocando com as partículas do disperso. que é denominado cátodo (pólo para onde vão os cátions). as partículas do disperso irão adsorver esses cátions.Como normalmente todas as partículas do disperso de um sistema coloidal apresentam a mesma carga elétrica. por exemplo. as partículas do disperso irão migrar para o pólo positivo. Efeito Tyndall Trata-se de um efeito de espalhamento ou dispersão da luz. numa suspensão de grãos de pólen em água. Eletroforese Quando um colóide é submetido a um campo elétrico. as partículas do disperso irão adsorver esses ânions. adquirindo carga elétrica negativa. Como a carga elétrica de um colóide depende da quantidade de íons presentes no sistema. É devido ao efeito Tyndall que se pode observar as partículas de poeira suspensas no ar através de uma réstia de luz. Isto é o que ocorre.

vão se formando aos poucos partículas de dimensões coloidais que ficam dispersas na solução usada na lavagem.Já a preparação de um sistema coloidal liófobo exige algumas técnicas como as que descreveremos a seguir. com poros estreitos o bastante para barrar a passagem de partículas coloidais. A ação do ultrafiltro está ligada também às condições elétricas do colóide e da membrana. mitos diluídas ou muito concentradas. Por fragmentação Esta técnica consiste em fragmentar as partículas do disperso até que elas atinjam as dimensões características do estado coloidal (entre 10 e 1000 ângstrons) o que normalmente é feito de duas maneiras: Usando-se o moinho coloidal: colocam-se os grânulos de matéria do disperso entre dois discos rígidos que giram a uma distância muito pequena um do outro. o que provoca uma centelha entre eles. O processo é o seguinte: coloca-se em um recipiente apropriado o líquido que constituirá o dispergente e. Usando-se um arco voltaico: o uso do arco voltaico. em seguida adiciona-se um líquido no qual a substância X seja imiscível e agita-se o sistema. Ultracentrifugação . Através da mudança de dispergente: prepara-se uma solução de determinada substância X num solvente apropriado. Com a agitação. é possível separar essas impurezas do colóide usando-se um ultrafiltro. até que elas atinjam o tamanho necessário à preparação de um colóide. Por aglomeração São três técnicas principais que visão aglomerar partículas de dimensões inferiores às do estado coloidal. Através de uma lavagem: fazendo-se um precipitado passar por sucessivas lavagens com uma solução diluída que possua gelo menos um íon em comum com o precipitado. restringe-se normalmente à preparação de colóides metálicos. Aplica-se uma diferença de potencial nesses fios. com isso partículas do disperso de dimensões coloidais vão sendo liberadas e se distribuindo através do líquido. Ultrafiltração Quando o sistema coloidal está contaminado por íons ou moléculas cuja dimensão se encontra na faixa do soluto de uma mistura homogênea (menos de 1000 ângstrons). dois fios do material que constituirá o disperso. também denominado arco de Bredig. Trata-se de uma membrana que pode inclusive ser feita de material plástico. mas ainda assim permitir a passagem de partículas com diâmetro inferior a 1000 ângstrons. as partículas de dimensões coloidais da substância X se dispersão pelo líquido que foi adicionado. numa reação de formação de um composto pouco solúvel. as soluções reagentes apresentam concentrações extremas. isto é. Purificação de um sistema coloidal A purificação de um colóide consiste numa série de técnicas que visam separar as partículas do disperso das impurezas estranhas que eventualmente estejam espalhadas pelo dispergente. pois é necessário que o material seja condutor de corrente elétrica. Este é o método usado na preparação de cosméticos (sombras e pós faciais). mergulhados nesse líquido. Através de uma reação química: segundo a Lei de Weimarn é possível obter um sistema coloidal quando.

a partir dessa mistura. formar uma solução aquosa. Se o disperso for a água. formando a denominada camada de solvatação. A estabilidade e a destruição de um colóide A estabilidade de um sistema coloidal. O dispergente atravessa facilmente a porcelana porosa do dialisador e arrasta as impurezas para fora purificando o colóide. portanto. como mostra o esquema a seguir. Se. constitui um bom exemplo de suspensão. Esse processo é amplamente usado nos laboratórios de análises clínicas para separar as várias proteínas existentes no sangue. O Estado Coloidal Se você adicionar um pouco de sal a um copo de água e agitar. de algum modo. assim como a sua destruição. A diálise é feita da seguinte maneira: Coloca-se o colóide dentro de um recipiente de vidro denominado dialisador. adiciona-se um desidratante. Se essa camada de solvatação for eliminada. Como a areia não se dissolve em água. como mostra o esquema abaixo: Eletrodiálise Caso as impurezas que contaminam o colóide sejam de natureza iônica. notará que o sal irá se dissolver e. o resultado será muito diferente. utilizamse centrífugas de altíssima rotação. evita que elas formem aglomerados e sofram precipitação. No entanto. irá depositar-se no fundo do recipiente. Normalmente elimina-se a camada de solvatação adicionado-se ao colóide substâncias dessolvatantes. a sua aglomeração e precipitação. O dialisador é imerso numa cuba de vidro que contém o dispergente puro em constante circulação. logo após o término da agitação. eliminarmos a carga elétrica das partículas do colóide. Baseia-se na diferença de velocidade com que ocorre a difusão de uma solução e de um colóide através de uma membrana permeável. portanto. Diálise O processo conhecido por diálise é usado especificamente para separar impurezas altamente solúveis no dispergente.As cargas elétricas iguais mantêm o colóide estável. evita o contato direto entre as partículas do disperso e. cujo fundo é constituído de porcelana porosa. A mistura de água e areia. a partículas do disperso irão se precipitar e o colóide será destruído. se a mesma experiência for feita com um pouco de areia fina. por eletroforese ou pela adição de um colóide de carga oposta. sofrerem repulsão. é possível acelerar a difusão dessas impurezas pelo dializador aplicando-se um campo elétrico através de eletrodos acoplados à cuba de vidro.Quando o sistema coloidal está contaminado por partículas de maior porte. o colóide será destruído. que age como uma membrana permeável. no momento da agitação. o que pode ser feito facilmente pela adição de um eletrólito. ou quando é necessário separar partículas coloidais de tamanhos diferentes. dependem basicamente de dois fatores: As cargas elétricas O fato de as partículas do disperso possuírem a mesma carga elétrica e. por exemplo. A camada de solvatação A absorção de moléculas do dispergente pelas partículas do disperso. .

Mas. Adotaremos. Analisando o quadro a seguir. As partículas dispersas: • • • • • são moléculas ou íons comuns têm diâmetro menor que 1 nm (10-9 m) não se sedimentam nem mesmo sob ação de ultracentrifugadores não são retidas nem mesmo pelos ultrafiltros não são detectadas nem mesmo com o auxílio do ultramicroscópio e do microscópio eletrônico. líquido ou gasoso possuem tamanhos muito diferentes.0 nm encontram-se em solução e devem ser chamadas de soluto. dispersão coloidal e suspensão Solução é toda mistura homogênea de duas ou mais substâncias. Na dispersão coloidal : • as partículas dispersas têm diâmetro entre 1 e 100 nm . não. Em outras palavras. então. partículas com diâmetro inferior a 1. pois o que definirá realmente se uma mistura é coloidal ou uma suspensão será seu comportamento macroscópico. Nessas condições. você pode estar pensando. Enquanto que os enormes grãos de areia.0 nm e 1000 nm constituem fronteiras gerais para uma classificação das misturas. e as partículas de tamanho intermediário? Os cientistas observaram que partículas com diâmetro entre 1. Para muitos pesquisadores. QUAL O DIÂMETRO DE UMA PARTÍCULA COLOIDAL? Apesar de alguns pesquisadores terem proposto que partículas coloidais teriam diâmetro situado entre 1. chamado de misturas coloidais ou simplesmente colóides. nas misturas em geral. ficam presos no papel de filtro.0 nm e 1000 nm para caracterizar o diâmetro de uma partícula coloidal . constituídos de sílica ( SiO2 ). seria possível observar uma diferença importante entre esses dois tipos de mistura: as suspensões podem ser filtradas. Note que. Por outro lado. em outra substância denominada dispersante. É evidente que essa diferença de comportamento entre as soluções e as suspensões se deve ao tamanho da partícula dispersa. é uma substância que se encontra espalhada. Assim. Solução. partículas com diâmetro superior a 1000 nm estariam dispersas em misturas denominadas suspensões. as partículas dispersas num meio sólido. de maneira homogênea ou não. Há uma ampla variedade de valores entre o diâmetro médio dos íons e das moléculas comuns e o diâmetro médio de corpos maiores como os da areia.0 nm (10-9 m) e 100 nm.possuem dimensões tão reduzidas que atravessam facilmente os poros do filtro. das misturas coloidais e das suspensões. No entanto. os dispersos com diâmetros médios entre 1. os limites situados entre 1. essa discussão não terá maior importância para nosso estudo. os invisíveis íons Na+ e Cl. ou seja. a maioria visíveis a olho nu. a mistura receberá o nome geral de dispersão. evidências experimentais tendem atualmente a ampliar esse intervalo para 1 000 nm. podemos comparar características gerais das soluções. AFINAL. as soluções.Mesmo através da filtração.0 nm e 1000 nm participam de um campo muito importante. a substância em menor quantidade pode ser chamada de disperso.

mas o são com o auxílio do microscópio eletrônico e do ultramicroscópio. mas sim sob a ação de ultracentrifugadores não são retidas por filtros comuns. ou macromoléculas.• • • • são agregados de moléculas ou de íons comuns. as partículas dispersas têm diâmetro maior que 100 nm são agregados de moléculas ou de íons sedimentam-se pela ação da gravidade ou dos centrifugadores comuns são retidas pelo filtro comum e são detectadas a olho nu ou com o auxílio de microscópios comuns. nem sob a ação dos centrifugadores comuns. mas o são por ultrafiltros não são detectadas ao microscópio comum. ou macroíons isolados não se sedimentam sob a ação da gravidade. Na suspensão: • • • • Classificação das soluções Quanto ao estado físico: • • • • • • • • • • sólidas líquidas gasosas eletrolíticas ou iônicas não-eletrolíticas ou moleculares diluída concentrada não-saturada saturada supersaturada Quanto à condutividade elétrica: Quanto à proporção soluto/solvente: Tipos de concentração % em massa: massa de soluto / massa de solução % em volume: volume de soluto / volume de solução ´ 100 ´ 100 (só é usada quando soluto e solvente são ambos líquidos ou ambos gasosos) concentração em g/L: massa de soluto em gramas /volume de solução em litros concentração em mol/L: quantidade de soluto (mol)/volume de solução em litros concentração em molalidade: quantidade de soluto (mol)/massa do solvente em kg concentração em fração molar de soluto: .

Exemplos: proteínas em água.preparo de geléias. A purificação dos colóides é feita por diálise.A passagem de sol a gel é irreversível. Colóide irreversível ou liófobo ou hidrófobo .Tipo de dispersão na qual as partículas dispersas têm dimensão entre 1 e 100 nm. As partículas dispersas não têm película de solvatação e. etc. Colóides Estado coloidal .). Industrial . safira. cremes. Colóides protetores são colóides liófilos que estabilizam os colóides liófobos. gelatina em água e a maioria dos colóides naturais. Importância dos colóides: • • • Biológica . filmes fotográficos. maionese. Sistemas coloidais São misturas instáveis de duas fases imiscíveis (fase dispersa e meio de dispersão).). eletrodiálise ou ultrafiltração. As definições de colóides estão resumidamente definidas na tabela abaixo. movimento browniano e adsorção.A passagem de sol a gel é reversível. Dispersões grosseiras Dispersões coloidais Partículas maiores que 0. Culinária . creme chantilly.1 μ μ Partículas visíveis em Partículas invisíveis em microscópio comum microscópio comum. etc. sílica-gel. prata. que estabiliza o colóide.fabricação de medicamentos. impedindo a sua coagulação. são instáveis. Os colóides apresentam as seguintes propriedades: efeito Tyndall. etc. O mais usado é a gelatina. A fase dispersas são as partículas coloidais e o meio de dispersão é a fase em que as partículas se distribuem formando o sistema coloidal. Titulação é uma operação de laboratório através da qual se determina a concentração de uma solução A medindo-se o volume de uma solução B de concentração conhecida. hidrossol de enxofre e a maioria dos colóides artificiais. tintas.quantidade de soluto (mol)/quantidade de solução (mol) Diluição e titulação Diluição é uma operação em que se acrescenta solvente à solução. que reage completamente com um volume conhecido da solução A.os processos vitais estão associados ao estado coloidal. A quantidade de soluto permanece constante. Colóide reversível ou liófilo ou hidrófilo . cosméticos. por isso. Exemplos: hidrossol de metais (ouro. amido em água. As partículas dispersas têm película de solvatação. pedras preciosas (rubi. etc. identificáveis no ultra microscópio e visíveis no microscópio eletrônico Soluções verdadeiras Partículas menores que 1 mμ Partículas invisíveis em microscópio eletrônico .1 Partículas entre 1 mμ e 0.

Os micelares são aqueles cujas partículas são macromoléculas. líquida ou gasosa assim como o meio de dispersão.Os colóides são classificados em moleculares e micelares. Como exemplo há a nitrocelulose e o amido. Os colóides micelares são estruturalmente diferentes e as partículas são constituídas de agregados de muitas moléculas ou grupos de átomos. Como exemplo temos o ácido silícico coloidal e a nitrocelulose.Permite dividir os colóides em esféricos e lineares. de acordo com a tabela abaixo. fumaça Espuma de sabão Leite Solução de amido Pedra pomes Minerais como opala. Os lineares são unidades longas e fibrosas. Quando a afinidade é pequena é dito liófobo e não são muito estáveis.conforme as afinidades relativas das substâncias que constituem a fase dispersa e o meio de dispersão. Os colóides que possuem afinidade pelo meio de dispersão são chamados liófilos. Os esféricos são os que possuem partículas compactas e mais ou menos globulares. d)Estabilidade dos sóis . grafito). de óxidos e hidróxidos (Ferro III) e de sais (cloreto de prata). Fase dispersa Líqüido Sólido Gás Líqüido Sólido Gás Líqüido Sólido Meio de dispersão Nome Gás Aerossol líqüido Gás Aerossol sólido Líqüido Espuma Líqüido Emulsão Líqüido Sol Sólido Espuma sólida Sólido Emulsão sólida Sólido Sol sólido Exemplos Nevoeiro. Como exemplo há os de prata e glicogênio. sóis hidroxílicos (amida em água) e sóis heteropolares (sabão em água). b) Forma da partícula . os colóides dividem-se em liófobos e liófilos. c)Estrutura da partícula . Quanto às soluções coloidais orgânicas podem ser sóis homopolares (borracha em benzeno). Os sóis inorgânicos podem ser agrupados em soluções coloidais de elementos metálicos (sóis de ouro e prata) e não-metálicos (enxofre. há vários tipos de colóides.Partículas são retidas em papel de filtro comum Partículas não difundem nem dialisam Partículas passam através dos poros de papel de filtro comum mas são retidos em ultrafiltros Partículas difundem lentamente e somente as menores dialisam Partículas passam através de ultrafiltros Partículas difundem e dialisam rapidamente A fase dispersa pode sólida. A maior parte dos colóides orgânicos são liófilos. Dependendo do estado físico da fase dispersa e do meio de dispersão. Como exemplo temos o sabão e o detergente. A tabela abaixo compara algumas propriedades dos sóis liófobos e liófilos.Os sóis são classificados em orgânicos e inorgânicos. Propriedades dos sóis liófobos e liófilos Sóis liófobos Semelhante à do meio de dispersão Semelhante à do meio de dispersão Muito pequena Sóis liófilos Freqüentemente mais baixa Muito maior Considerável Tensão superficial Viscosidade Pressão osmótica .Classificação de colóides As soluções coloidais podem ser classificadas quanto à: a) Composição química . neblina Poeira. manteiga Ligas e vidros 2 .

eliminando fumaça e poeira prejudiciais à saúde. A maior parte dos colóides apresenta cargas negativas. porque as cargas das partículas são compensadas por uma quantidade correspondente de cargas opostas ao sistema. É usado também na recuperação de materiais finamente divididos que se perderiam na atmosfera sob a forma de poeira. mas há. 4 . positivo ou negativo.Eletroforese Propriedades elétricas dos colóides. um aerossol. Há quatro tipos de reações principais: a) Redox Ex: 2H2S + SO2  3S(col) + 2H2O2 b) Hidrólise de sais Ex: Fe+3 + 3H2O Fe(OH)3 (col) + 3H+ c) Reações de decomposição Ex: Na2S2O3 + H2SO4  Na2SO4 + SO2 + H2O + S(col) d) Reações de combinação de íons Ex: MnSO4 + Ba(SCN)2  BaSO4 + Mn(SCN)2(col) . Entretanto. igualmente colóides com carga positiva. O fenômeno é denominado eletroforese. 3 .Visibilidade no microscópio Boa eletrônico ou ultramicroscópio Ação de um campo elétrico As partículas migram em uma direção Ação dos eletrólitos Pequenas quantidades causam precipitação Má As partículas não migram ou migram em qualquer direção Pequenas quantidades têm pouco efeito Uma outra diferença entre os sistemas liófobos e liófilos é dada pelo comportamento face à evaporação ou esfriamento.Preparação de colóides Processos de condensação Consiste na formação de colóides por condensação de íons e pequenas moléculas. Sinal da carga de alguns colóides pode ser invertido pela adição de certos eletrólitos. as partículas se movimentam em direção a um dos dois eletrodos. Os principais processos são os que utilizam reações. a solução em seu conjunto é sempre neutra. regeneram os sóis correspondentes (colóides reversíveis). Quando se submete uma solução coloidal à passagem de uma corrente elétrica. Os sistemas liófobos dão sólidos que não podem ser reconvertidos em sóis pela reversão do processo físico (colóides irreversíveis). Os sistemas liófilos dão géis que misturados com o meio de dispersão. A carga das partículas depende do processo de preparação do colóide. O aparelho de eletroforese demonstra o fenômeno das partículas coloidais sob a influência da aplicação de uma força eletromotriz à solução. Precipitador Cotrell É usado no controle da poluição do ar. São processos físicos ou reações químicas que geram substâncias insolúveis.

aquecimento ou esfriamento. Com essa grande superfície. explicando a atração que pode ocorrer com as substâncias do meio. tendo carga de sinal oposto. o colóide protetor forma camadas monomoleculares sobre as partículas hidrófobas. Alguns sóis são muito sensíveis ao aquecimento e ao esfriamento. A elevação da temperatura aumenta a energia cinética dos íons e. moléculas ou íons na superfície do colóide também grande. A floculação por efeito de vigorosa agitação verifica-se no caso de alguns sóis de hidróxido de ferro (III). Esse efeito facilita a coalescência das partículas. Coagulação mútua de colóides Colóides de cargas elétricas contrárias coagulam-se pela neutralização de suas cargas. A estabilidade dos sóis é afetada pela ionização e outras modificações químicas produzidas pelas radiações de curto comprimento de onda. As partículas aumentam de tamanho. o número de átomos.Colóide protetor A ação protetora do sol hidrófilo se verifica quando sua carga é de igual sinal à das partículas hidrófobas ou quando aquele. A luz solar é menos ativa. as propriedades adsortivas são bastante pronunciada. Coagulação pela ação de eletrólitos O efeito da adição de eletrólitos consiste em diminuir a espessura da camada irônica difusa ou o potencial eletrocinético. A floculação de um sol pode ser ocasionada por meio de tratamento mecânico. Na superfície de um colóide não há a total saturação das forças em torno da superfície.coagulação Chama-se floculação ou coagulação a destruição de um sol pela ação de fatores externos. assim. raios.Destruição de colóides.Processos de dispersão Existem quatro processos de dispersão: moagem ou pulverização mecânicas. Os processos de dispersão consistem em desintegração de partículas grosseiras em partículas de dimensões coloidais. o sistema torna-se turvo e a fase dispersa tende a precipitar . Os colóides liófobos são precipitáveis por eletrólise.Adsorção Muitas propriedades dos colóides são devido à grande superfície de contato das partículas. Um dos colóides . A floculação pode ser ocasionada por irradiações prolongadas com feixes de elétrons. eletrólise. O esfriamento provoca a floculação de certos colóides por efeito de um enfraquecimento do movimento browniamo. A irradiação com diferentes espécies de energia é outro meio de influir sobre a estabilidade dos sóis. mas o mecanismo da floculação mecânica é algo obscuro.Quantidades maiores provocam a agregação das partículas e a formação de precipitado visível. pela ação de substâncias estranhas). A ação da corrente depende da sua intensidade e da quantidade de eletrólito presente. irradiações diversa e adição de eletrólitos. com formação de uma solução coloidal. 6 . Na maior parte dos casos. Também a ação floculante das ondas ultra-sônicas em relação aos sistemas de menor grau de dispersão pode ser classificada como floculação mecânica. 7 . faz diminuir a intensidade da adsorção e a carga das partículas. A presença de traços de eletrólitos é essencial à estabilidade dos sóis liófobos . irradiação com ondas ultra-sônicas. método do arco elétrico e métodos químicos (reações de peptização-dispersão de precipitado. 5 . é adicionado em quantidade relativamente grande. Essa propriedade dos colóides é adsorção e devido à grande superfície.x e luz ultravioleta. A divisão de uma massa de uma substância até o tamanho de um colóide aumenta muito a superfície total.

Entretanto. A parte lipófila da molécula do sabão tem afinidade pelo óleo.2 Coagulação por ação de eletrólitos . eletricamente carregadas pelos grupos carboxílicos ionizados das moléculas de sabão se repelem mutuamente. ao passo que a cabeça polar apresenta afinidade pela água. As gotículas se envolvem de uma camada de partículas de sólido e são impedidos de coalescer.Eletroforese • • Verificar a carga do sol de As2S3 Separar a fase dispersa da fumaça (colóide sólido em gás) e observá-la 1. porque. Para ocorrer o efeito Tyndall é necessário que as partículas sejam da ordem de grandeza do comprimento de onda da luz.2 . Daí a estabilidade da emulsão.Destruição de colóides . Estes emulsificantes se caracterizam por possuir um longo radical lipófilo e um grupo polar. que tende a diminuir a superfície total.Preparação de colóides 2.2 .protetores mais usados é a gelatina .Processos de dispersão 3 .1 Processos de condensação • • • • Preparar os sóis de As2S3 e Fe(OH)3 Verificar o efeito Tyndall no As2S3 Obter um gel acetato de cálcio Analisar a influência de um agente emulsificante numa mistura de água e óleo Verificar a propriedade de adsorção e relacioná-la com o tamanho das partículas adsorventes 2. As partes lipófilas ficam imersas nas partículas de óleo. II .Agente emulsificante Podem ser classificados em três categorias: o grupo mais importante é o dos sabões e detergentes. No terceiro grupo.1 Coagulação mútua de colóides • • Verificar a coagulação pela mistura de colóides de cargas opostas Verificar a coagulação por adição de eletrólitos 4. como é o caso de algumas argilas.Coagulação 4. A ação detergente do sabão é atribuída à propriedade de emulsificar as gorduras. entram sólidos finamente pulverizados. os sulfatos básicos de ferro. 8 . É uma propriedade importante dos colóides. Os emulsificantes ocasionam uma diminuição da tensão interfacial óleo-água. Na ausência de um emulsificante as partículas coalesceriam virtude da tensão superficial. muito eficientes diversos produtos sintéticos altamente polimerizados. também. 9 . as partículas de óleo com moléculas de sabão não coalescem.Adsorção • 4 .Efeito Tyndall Dispersão de um raio luminoso a medida que ele passa através da mistura. O líquido em que o sólido é mais molhável dá a fase dispersa.Precipitador de Cotrell 2 .São. enquanto as cabeças polares apontam para fora entrando em contato com a água. níquel e cobre.Objetivos 1 . o agar e as e as pectinas. O segundo grupo de agentes emulsificantes é formado por substâncias de natureza liófila. facilmente molháveis por um dos líquidos. tais como as proteínas.

3 gotas de óleo vegetal. Faz-se o mesmo com água à temperatura ambiente. 2. b)Coloca-se em um tubo de ensaio. 2mL de água e três gotas de óleo vegetal.1 Coagulação mútua de colóides Mistura-se 0.5 mL de sol de Fe(OH)3 com 0.Adsorção a)Coloca-se em dois tubos de centrífuga 2 mL de água e gotas de azul de metileno. As2S3 coloidal Adicionam-se 4mL de solução saturada de As2O3 aquecida a um tubo de ensaio. Mistura-se lentamente com um bastão de vidro. onde se faz passar uma corrente de gás sulfídrico.Eletroforese Num tubo em U coloca-se uma dispersão coloidal de sulfeto de arsênio(III). 4. Coloca-se o produto resultante em uma tela de amianto sobre um bico e Bunsen ligado. aquecendo em seguida em banho-maria. 2 . O tubo de ensaio com o produto resultante é colocado em uma caixa escura onde faz-se passar feixe de laser pela solução obtida Gel Coloca-se em um tubo de ensaio 2mL de solução saturada de acetato de cálcio e 2mL de álcool absoluto. Os tubos são centrifugados. 1.Parte experimental 1 .1 Prata coloidal • • Verificar a ação protetora da gelatina em relação à prata Verificar a ação protetora da gelatina em relação ao AgBr 5.2 AgBr coloidal III . 3 .2 Precipitador Cotrell Coloca-se um cigarro aceso em uma das saídas do precipitador. Em cada extremidade do tubo introduz-se um eletrodo de grafite e liga-se a corrente elétrica.5 mL de As2S3. Agita-se.1 Processos de condensação a) Fe(OH)3 coloidal Adicionam-se quatro gotas de uma solução saturada de FeCl3 a um tubo de ensaio com 3ml de água quente.Destruição de colóides 4. Agita-se e compara-se com o item anterior.2 Coagulação pela ação de eletrólitos .Preparação de colóides 2. e na outra saída ligada-se a trompa d'água. obtido num aparelho Kipp contendo uma solução de HCl e pirita. Deixa-se acumular fumaça dentro do Cotrell durante algum tempo e dá-se uma descarga elétrica.2 Processos de dispersão a)Coloca-se em um tubo de ensaio.Colóide protetor 5. Coloca-se em um pouco de carvão ativo e no outro um pedaço de carvão. 4 .• Analisar a influência da valência do eletrólito na coagulação 5 . 2mL de água destilada e 4 gotas de detergente.

1 M e 3 gotas de solução aquosa de NH3. Mistura de 4 mL de dispersão de gelatina a 1% com 3 gotas de solução de AgNO3 0.Realizam-se simultaneamente 3 ensaios: Mistura de1 mL de sol As2S3 com duas gotas de NaCl 1 M.1 M e o sistema é agitado. 5.2 AgBr coloidal Simultaneamente foram feitos os dois ensaios: Mistura de 1 mL de água destilada com 3 gotas de solução de KBr 0.1 M. 2 .Eletroforese O sol de sulfeto de arsênio III (As2S3) migra para o eletrodo positivo.2 . Essa reação foi a de hidrólise do íon Fe3+. A alta voltagem faz com que as partículas adqüiram carga e migrem para um dos eletrodos (o de carga oposta).Preparação de colóides 2. Para efeito de comparação utilizou-se água fria ao invés de água quente.1 Prata coloidal Simultaneamente dois ensaios são realizados Mistura de 2 mL de água destilada com 3 gotas de solução de AgNO3 0.Colóide protetor 5.1 M e o sistema é agitado. Como a fumaça é um colóide onde a fase dispersa é um sólido e o meio de dispersão é um gás. verificado pela coloração amarela mais intensa no eletrodo positivo e pela coloração praticamente incolor no eletrodo negativo. há muitas partículas sólidas dispersas que através do precipitador de Cotrell são precipitadas.Resultado e discussão 1 .1 M e 4 gotas de solução de AgNO3 0. Esse procedimento é necessário pois nesse tipo de colóide a fase dispersa não tem carga. Desse modo. São adicionadas 5 gotas de formol e o sistema é aquecido em banho-maria. Mistura de 1 mL de dispersão de gelatina a 1% com 3 gotas de solução de KBr 0. descrita abaixo em sua forma molecular. IV . 1. Fe3+ + 3H2O ® Fe(OH)3 + 3H+ A formação do colóide só ocorre com água quente e é verificada pela coloração castanha. o sol analisado só pode ter carga negativa: sua coloração mais intensa no eletrodo positivo é devido à atração do eletrodo positivo pela carga negativa do sol e a coloração praticamente incolor no eletrodo negativo causado pelas forças de repulsão entre cargas negativas. .Precipitador de Cotrell Com esse equipamento obtém-se partículas pretas a partir da fumaça do cigarro. causando a precipitação. Mistura de1 mL de sol As2S3 com duas gotas de MgCl2 1 M Mistura de1 mL de sol As2S3 com duas gotas de AlCl3 1 M 5 . São adicionadas 5 gotas de formol e o sistema é aquecido em banho-maria.1 Processos de condensação Fe(OH)3 coloidal O Fe(OH)3 é preparado através de uma reação química e portanto pelo processo de dispersão. São adicionadas 4 gotas de solução de AgNO3 0.1 M e 3 gotas de solução aquosa de NH3.

Adsorção Após a centrifugação verifica-se que no tubo de centrífuga com carvão ativo o líqüido sobrenadante fica incolor enquanto que o com carvão comum continua azul. Quando esse alcoogel é colocado sobre a tela de amianto e queimado resta apenas um resíduo sólido da fase dispersa. precipitando sob a forma de colóide. Quando adiciona-se sabão à água e óleo forma-se uma emulsão : dispersão de líqüido em líqüido. passando-se um feixe de laser pelo produto amarelo obtido vê-se o caminho percorrido pela luz. tendo-se destruído o colóide. já que essa tensão tende a diminuir a superfície total. Pôde-se verificar então que a reação realmente só ocorre à quente e que a cor amarela indica que não houve reação ao contrário da cor castanha que indica a formação do colóide. Aos poucos esse álcool vai evaporando. Esse alcoosol é formado porque e acetato de cálcio é muito pouco solúvel em meio hidroalcoólico. 2. . retirando-o portanto da solução. Gel Misturando-se solução saturada de acetato de cálcio com álcool forma-se inicialmente um alcoosol de cor branca. Essa diferença pode ser justificada pela propriedade de adsorção: o carvão ativo por estar mais finamente dividido que o carvão comum tem uma superfície maior e portanto uma capacidade muito maior de adsorver o azul de metileno.Coagulação 4. O ácido sulfídrico é obtido pela reação de pirita (FeS2) com ácido clorídrico. sendo assim a emulsão formada bem estável. o alcoogel. ficando mais consistente e transformando-se em um semi-sólido branco. mas depois se separam já que essa mistura é instável uma vez suas polaridades são muito diferentes : a água é muito polar e o óleo muito apolar e portanto não se misturam. 4 . devido à ação emulsificante do sabão. As reações estão descritas abaixo: As2O3 + 3 H2O ® 2 H3AsO3 2 H3AsO3 + 3 H2S ® As2S3 + 6 H2O A formação do colóide é observada pela mudança de cor da solução de incolor (As2O3) para amarelo (As2S3). As2S3 coloidal O colóide de As2S3 também foi preparado através de uma reação química de As2O3 com H2S por combinação de íons.Destruição de colóides . O sabão por ter uma longa cadeia apolar consegue solubilizar o óleo e por ter uma cabeça polar é solúvel em água. mas depois se separam já que essa mistura é instável. Esse resíduo é chamado de gel. O As2S3 tem carga negativa e o de Fe(OH)3 tem carga positiva. indicando-se tratar de um colóide (Efeito Tyndall).resultando em uma solução amarelada que nada mais é que a cor de uma solução do íon Fe+3. 3 . Além disso.Processos de dispersão Ao misturar-se água e óleo vegetal verifica-se que inicialmente o óleo se dispersa em água. diminuindo a tensão superficial. Essa diminuição na tensão superficial faz com que a emulsão não se destrua.2 .1 Coagulação mútua de colóides Observa-se a coagulação já que os colóides tem carga contrária e se destroem devido à interação elétrica dos íons integrantes das duplas camadas dos sóis. Inicialmente o óleo se dispersa em água.

ela age como colóide protetor.Colóide protetor 5.Preparação de colóides 2. já que o formol reduz o íon prata em meio amoniacal e aquecimento. 2 .2 Coagulação por ação de eletrólitos Verifica-se que neste caso quanto maior a valência do cátion maior a velocidade coagulação maior o efeito coagulante. Além disso obteve-se o gel de acetato de cálcio destruindo-se por evaporação do solvente o colóide formado.1 Processos de condensação Obtiveram-se os sóis de Fe(OH)3 e As2S3. O primeiro foi caracterizado pela sua coloração em relação ao ensaio feito à frio e o segundo pela coloração amarela e pela visualização do caminho percorrido pela luz. evitando a formação de precipitado de prata metálica.4.81 0.1 Prata coloidal Sem a adição de gelatina (um colóide) há formação de prata metálica já que ocorre uma reação de redox. ela age com colóide protetor.Conclusões 1 . V . que fica sob a forma de colóide devido à proteção da gelatina. Essa reação está descrita à seguir: Ag+ + 2NH3 ® Ag(NH3)2+ HCHO + 2Ag(NH3)2+ + 3OH-® 2 Ag + HCOO.+ 4 NH3 + 2 H2O Essa reação também é conhecida como Teste de Tollens b) Com a adição de gelatina. Eletrólito Na+ Mg+2 Al3+ Valência +1 +2 +3 Valor de coagulação (mmol/L) 51 0. 2. sendo o valor de coagulação a concentração mínima para ocorrer a coagulação.2 .. O íon efetivo para a coagulação de um colóide é sempre o de carga contrária à carga do colóide e quanto maior a carga do íon maior o poder coagulante.093 A tabela acima confirma os resultados obtidos : se uma concentração menor de Al3+ é necessária logicamente maior será o seu efeito coagulante se sua concentração for igual à dos outros cátions. precipitado branco que se obtém: Ag+ + Br.Processos de dispersão . com formação de AgBr.® AgBr(s) b) Com a adição de gelatina. 5 . 5. 1.Precipitador de Cotrell A fumaça de cigarro realmente é um colóide de sólido em gás uma vez que pôde-se constatar a presença de partículas sólidas na fumaça do cigarro.2 . protegendo o AgBr formado e evitando sua precipitação : o AgBr fica na forma coloidal.Eletroforese O As2S3 possui carga negativa. Desse modo a Al3+ é mais rápido que o Mg2+ que por sua vez é mais rápido que o Na+. Essa afirmação está justificada pela tabela abaixo.2 AgBr coloidal Sem a adição de gelatina há uma reação comum de precipitação.

Solução é toda mistura homogênea de duas ou mais substâncias.Destruição de colóides . 4 . são.1 Prata coloidal A gelatina protege a prata formada e evita sua precipitação.Colóide protetor 5. 5 . A fase dispersas são as partículas coloidais e o meio de dispersão é a fase em que as partículas se distribuem formando o sistema coloidal.2 Coagulação por ação de eletrólitos A adição de eletrólitos pode provocar (na quantidade ideal) a coagulação de eletrólitos e quanto maior a valência do eletrólito maior esse efeito. CONCLUSÃO colóides . na verdade misturas heterogêneas em que o diâmetro médio das partículas do disperso se encontra na faixa de 10 a 1000 ângstrons. ou sistemas coloidais.2 AgBr coloidal A gelatina protege o brometo de prata formado e evita sua precipitação. 3 . Sistemas coloidais são misturas instáveis de duas fases imiscíveis (fase dispersa e meio de dispersão). . 5. deixando-a na forma de colóide.Coagulação 4. 4.1 Coagulação mútua de colóides A mistura de dois colóides de cargas opostas pode ocasionar (nas quantidades ideais) a coagulação de ambos devido à fortes interações elétricas.O sabão atua como emulsificante provocando a mistura de óleo a água através da formação de uma emulsão estável. deixando-o na forma de colóide.Adsorção Quanto mais finamente dividido o material maior a sua superfície de contato de conseqüentemente maior sua capacidade de adsorção.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful