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Introdução

Urbanização é o processo mediante o qual uma população se instala e multiplica numa área dada, que aos
poucos se estrutura como cidade. Fenômenos como a industrialização e o crescimento demográfico são
determinantes na formação das cidades, que resultam, no entanto da integração de diversas dimensões sociais,
econômicas, culturais e psicossociais em que se desempenham papéis relevantes às condições políticas da
nação.

Uma cidade nasce a partir do momento em que um determinado número de pessoas se instala numa certa região
através de um processo denominado de urbanização.

Diversos fatores são determinantes na formação das cidades, tais como a industrialização, o crescimento
demográfico, etc...

Urbanização
Urbanização é um processo de afastamento das características rurais de uma localidade ou região, para
características urbanas. Usualmente, esse fenômeno está associado ao desenvolvimento da civilização e da
tecnologia. Demograficamente, o termo denota a redistribuição das populações das zonas rurais para
assentamentos urbanos. O termo também pode designar a ação de dotar uma área com infra-estrutura e
equipamentos urbanos, o que é similar a significação dada à urbanização pelo Dicionário Aurélio - Século XXI:
"conjunto dos trabalhos necessários para dotar uma área de infra-estrutura (por exemplo, água, esgoto, gás,
eletricidade) e/ou de serviços urbanos (por exemplo, de transporte, de educação, de saúde)". Ainda pode ser
entendido somente como o crescimento de uma cidade. São Paulo, por exemplo, é uma cidade urbanizada. Por
incrível que pareça os detentores do título de maiores aglomerações mundiais pertencem aos países emergentes.
Tudo isso apenas reforça a ideia de que quanto mais um país demora para se industrializar, mais rápida é sua
urbanização.

Fenômeno ao mesmo tempo demográfico e social, a urbanização é uma das mais poderosas manifestações das
relações econômicas e do modo de vida vigentes numa comunidade em dado momento histórico.

Urbanização é o processo mediante o qual uma população se instala e multiplica numa área dada, que aos
poucos se estrutura como cidade. Fenômenos como a industrialização e o crescimento demográfico são
determinantes na formação das cidades, que resultam, no entanto da integração de diversas dimensões sociais,
econômicas, culturais e psicossociais em que se desempenham papéis relevantes às condições políticas da
nação.

O conceito de cidade muda segundo o contexto histórico e geográfico, mas o critério demográfico é o mais
usualmente empregado. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que os países considerem
urbanos os lugares em que se concentrem mais de vinte mil habitantes. As nações, porém, organizam suas
estatísticas com base em muitos e diferentes padrões. Os Estados Unidos, por exemplo, identificam como
"centro urbano" qualquer localidade onde vivam mais de 2.500 pessoas. O processo de urbanização, no entanto,
não se limita à concentração demográfica ou à construção de elementos visíveis sobre o solo, mas inclui o
surgimento de novas relações econômicas e de uma identidade urbana peculiar que se traduz em estilos de vida
próprios.

Existe estreita correlação entre os processos de urbanização, industrialização e crescimento demográfico. A


cidade pré-industrial caracteriza-se pela simplicidade das estruturas urbanas, economia artesanal organizada em
base familiar e dimensões restritas. Sob o impacto da industrialização, modificam-se em quantidade e qualidade
as atividades econômicas, acelera-se a expansão urbana e aumenta a concentração demográfica. As antigas
estruturas sociais e econômicas desaparecem e surge uma nova ordem, que passa a ser característica das cidades
industriais. Nesse primeiro período, a indústria pesada e concentrada, grande consumidora de mão-de-obra,
atrai para os novos centros contingentes populacionais que exercem sobre as estruturas de serviço existentes
demandas que não podem ser atendidas.

Com a continuidade do processo de urbanização, a cidade se transforma de diversas formas: setores urbanos se
especializam; as vias de comunicação se tornam mais racionais; criam-se novos órgãos administrativos;
implantam-se indústrias gradativamente na periferia do núcleo urbano original e modificam-lhe a feição;
classes médias e operárias que, pela limitação da oferta existente em habitação, passam a alojar-se em subúrbios
e mesmo em favelas; e, sobretudo, a cidade deixa de ser uma entidade espacial bem delimitada.

A expansão industrial se acompanha de acelerado desenvolvimento do comércio e do setor de serviços, e de


importante redução da população agrícola ativa. O crescimento das cidades passa a ser, ao mesmo tempo,
conseqüência e causa dessa evolução. A indústria, mecanizada, passa a consumir mão-de-obra mais reduzida e
especializada. As atividades terciárias tomam seu lugar como motores de crescimento urbano e, em
conseqüência, do processo de urbanização.

A História Da Urbanização

Embora já existissem grandes cidades na Antiguidade (Roma, em 100 d.C., possuía 650.000 habitantes), a
humanidade só presenciou seu extraordinário crescimento no momento da Revolução Industrial. O baixo nível
técnico da agricultura demandava grande quantidade de recursos humanos para realizar maiores receitas, o que
impediu o emprego dessa mão-de-obra na indústria (essencialmente na indústria de base). Graças aos
progressos dos transportes, as cidades tornaram-se menos dependentes das suas proximidades, uma vez que o
alimento para o crescente número de habitantes da cidade poderia ser transportado de distâncias maiores. Ao
mesmo tempo, isso exigiu cada vez mais trabalhadores nas fábricas. A urbanização era, simultaneamente, tanto
o resultado como a causa da Revolução Industrial. Um exemplo é a população de Londres: esta passou de 45
mil a 865 mil habitantes entre o século XV e início do século XIX. Ao mesmo tempo, cresceu a parcela da
população urbana no total da população mundial: no início do século XIX, 20,3 milhões de pessoas viviam em
cidades (3% da população total mundial); em 1900, esse número já era 224,4 milhões de pessoas (13,6%); em
1950, 729 milhões de pessoas (28.8%); em 1980, já haviam 1,82 bilhão de pessoas vivendo em cidades
(41,1%).

A construção de novas cidades pela Housing Development Board de Singapura é um exemplo de urbanização
planejada.

A urbanização teve grande influência sobre os hábitos diários das pessoas. Em vez da tradicional família
patriarcal rural, onde várias gerações viviam sob um mesmo teto, havia uma família constituída de um homem,
sua mulher e seus filhos. Isto também resultou em mais individualismo (porque os laços familiares eram mais
flexíveis).

Na Europa e na América do Norte, a primeira fase da urbanização foi concluída entre as décadas de 30 e 50.
Em alguns países da América Latina e Ásia, a urbanização está quase completa. Nos outros países asiáticos e
latino-americanos, esse processo ainda pensam nas áreas onde os agricultores tem esperança de uma vida
melhor para viver. Em muitos países africanos, o processo de urbanização ainda nem começou.

Conceito de cidade
A história da cidade pode ser considerada a história da humanidade. Sempre esteve presente nas obras dos
grandes filósofos da Antiguidade. Segundo esses filósofos, qualquer desequilíbrio na estrutura das cidade
poderia significar perigo para a unidade e organização da sociedade. Para Ratzel, um dos fundadores da
Geografia, ela representa uma forma de aglomeração durável. Utilizando-se o critério de Ratzel e incorporando
este das atividades, podemos definir uma cidade da seguinte forma: é todo aglomerado permanente cujas
atividades não se caracterizam como agrícolas. A grande concentração das atividades terciárias públicas e
privadas do aglomerado e a forma contínua dos espaços edificados onde se dá a proximidade das habitações da
população que vive dessas atividades são atributos que permitem caracterizar melhor a cidade. De forma muito
genérica, pode-se dizer que, nestas condições, a aglomeração é importante por ser organizada para o trabalho
coletivo em atividades não-agrícolas.

Como espaço edificado, representando uma massa composta de habitações, a cidade cria tipos de serviço que
somente as formas de organização política são capazes de administrar. Disso resulta ser ela o centro da vida
política da sociedade. Sua história confunde-se com a do Estado.

As cidades podem ser classificadas de acordo com seu tamanho, atividade econômica, importância regional
entre outras características.
Classificam-se em:
Municípios: São as menores divisões político-administrativas, todo município possui governo próprio, sua área
de atuação compreende a parte urbana e rural pertencente ao município.

Cidades: É a sede do município, independente do número de habitantes que possa ter, as atividades econômicas
nas cidades diferem das do campo, as atividades principais são centralizadas nos setor secundário e terciário.

Macrocefalia Urbana: Caracteriza-se pelo crescimento acelerado dos centros urbanos, principalmente nas
metrópoles, provocando o processo de marginalização das pessoas que por falta de oportunidade e baixa renda
residem em bairros que não possuem os serviços públicos básicos, e com isso enfatiza o desemprego, contribui
para a formação de favelas, resultando na exclusão social de todas as formas.

Metrópoles: São cidades com população absoluta superior a 1milhão de habitantes (ex: Goiânia, São Paulo).

Conurbações: È quando um município ultrapassa seus limites por causa do crescimento e com isso encontra-se
com os municípios vizinhos.

Regiões Metropolitanas: É a união de dois ou mais municípios formando uma grande malha urbana, é comum
nas cidades sedes de estados (ex.Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades do entorno).

Megalópole: É a união de duas ou mais regiões metropolitanas.

Tecnopólos: ou Cidades ciência, são cidades onde estão presentes centros de pesquisas, universidades, centros
de difusão de informações. Geralmente os tecnopólos estão alienados a universidades e indústrias.

Verticalização: È a transformação arquitetônica de uma cidade, ou seja, a mudança da forma horizontal das
construções (ex: casas), para a verticalização (construção de prédios).

Segregação Espacial: È o foco do poder público as regiões onde a parcela da população possui melhor poder
aquisitivo, e omissão as regiões periféricas desprovidas dos serviços públicos.

Cidades Formais: São cidades planejadas.


Cidades Informais: São compostas pelas regiões periféricas, regiões onde não possui infra-estrutura suficiente.

A Urbanização Brasileira
O surgimento e o crescimento das cidades brasileiras até o século XIX.

O processo de urbanização brasileira começou a partir de 1940, como resultado da modernização econômica e
do grande desenvolvimento industrial graças à entrada de capital estrangeiro no país.
As empresas transnacionais preferiram se instalar nas cidades em que a concentração populacional fosse maior
e de melhor infra-estrutura, dando origem às grandes metrópoles. A industrialização gerou empregos para os
profissionais qualificados, expandiu a classe média e o nível de consumo urbano. A cidade transformou-se num
padrão de modernidade, gerando o êxodo rural.
A tecnologia e o nível de modernização econômica não estavam adaptados à realidade brasileira.
A migração campo-cidade gerou desemprego e aumento das atividades do setor terciário informal.
O modelo de desenvolvimento econômico e social adotado no Brasil a partir dos anos 50 levou a um processo
de metropolização. Ocorrência do fenômeno da conurbação, que constituem as regiões metropolitanas (criadas
em 1974 e 1975).
A partir da década de 80 houve o que se chama de desmetropolização, com os índices de crescimento
econômico maiores nas cidades médias, havendo assim um processo de desconcentração econômica.
Outras regiões passaram a atrair mais que as regiões metropolitanas, havendo também desconcentração
populacional.
Está ocorrendo um declínio da importância das metrópoles na dinâmica social e econômica do país. Um
número crescente de cidades passou a pertencer ao conjunto das cidades médias e grandes.
Podemos dizer que o Brasil se modernizou e que a grande maioria da população brasileira, já está de alguma
forma integrada aos sistemas de consumo, produção e informação.
Existe hoje uma integração entre o Brasil urbano e o agrário, um absolvendo aspectos do outro. A produção
rural incorporou inovações tecnológicas produzidas nas cidades. O Brasil rural tradicional está desaparecendo e
sobrevive apenas nas regiões mais pobres.
A produção comercial está cada vez mais voltada para a cidade. A produtividade aumentou e o meio rural
integrou-se aos principais mercados nacionais e internacionais.
A implantação de modernos sistemas de transportes e de comunicações reduziu as distâncias e possibilitou a
desconcentração das atividades econômicas, que se difundiram por todo o país e hoje são coordenadas a partir
de diretrizes produzidas nos grandes centros nacionais e internacionais.
Segundo o modelo informacional, São Paulo é a metrópole mundial brasileira que exerce controle sobre os
principais sistemas de comunicação que difundem as inovações por todo o país, através dos meios de
comunicação.
Observa-se uma ruptura com a hierarquia urbana tradicional e a formulação de um novo modelo de relações,
muito mais complexo e adequado ao quadro social e econômico do Brasil contemporâneo.
Até poucas décadas atrás, o Brasil era um país de economia agrária e população majoritariamente rural.
Hoje, 8 em cada 10 brasileiros vivem em cidades A concentração de pessoas em centros urbanos traz uma série
de implicações, sejam elas de ordem social, econômica ou ambiental.
O sentido mais usual, da urbanização, é o de crescimento urbano, ou seja, refere-se à expansão física da cidade,
mediante o aumento do número de ruas, praças, moradias, etc. Nesse caso, ela não tem limite, a ponto de
unirem-se umas às outras, num fenômeno conhecido por conurbação.
Um outro sentido atribuído à urbanização envolve o crescimento da população das cidades, acontecendo em um
ritmo superior ao da população rural.
É na expansão do modo de vida urbano que podemos localizar importantes elementos para a análise do
processo de urbanização no momento presente.
A urbanização do século XX foi marcada por importantes características, a começar pelo ritmo bastante
acelerado de crescimento das cidades e pela sua abrangência, agora mundial. De fato, as transformações que o
capitalismo promoveu em diversas sociedades nacionais contribuíram para que este processo se desencadeasse
em diversas nações, mesmo naquelas onde a industrialização não foi representativa, isto é, em diversas áreas do
mundo subdesenvolvido. Uma outra característica se refere ao processo de metropolização. De fato, as
metrópoles encontram-se generalizadas, embora sua presença seja mais marcante nos EUA, Japão, China,
Europa Ocidental e América Latina.
As metrópoles exercem influência em praticamente todo o território nacional, promovendo a difusão de novas
formas de vida, além de imprimirem mudanças na organização do espaço geográfico.
Na atualidade, de cada 100 brasileiros, aproximadamente 78 vivem em cidades. Apesar de o ritmo de
urbanização estar declinando em nosso país, ainda ocorre transferência de população do meio rural para o meio
urbano. Os grandes centros urbanos do Brasil convivem com uma série de problemas, tanto socioculturais como
ambientais e econômicos. Os engarrafamentos quilométricos, geradores de fumaça e ruídos que interferem na
qualidade de vida; a volumosa produção de lixo, o que exige espaço para o seu depósito e cuidados ecológicos
com o seu manejo; a carência de áreas verdes para o lazer e o entretenimento das pessoas; a especulação
imobiliária que conduz a ocupações irregulares, muitas delas ocorrendo em áreas de preservação, como os
fundos de vales.
Por outro lado, as metrópoles não representam apenas problemas, aparentemente insolúveis. Ao contrário, seu
extraordinário dinamismo é gerador de ofertas de trabalho e de negócios, além de concentrador de recursos
financeiros e de consumo. Nesse sentido, sua dinâmica também promove soluções para as dificuldades que
fazem parte de seu cotidiano.

Favelização e outros problemas da urbanização

Ao crescimento e proliferação das favelas em quantidade e em população, eventualmente associado à


transferência da população local de moradias legalizadas para conjuntos urbanos irregulares, dá-se o nome de
favelização. Cabe notar, no entanto, que a definição de "favelização" depende da própria definição do
fenômeno conhecido como favela: se este for considerado apenas como uma área urbana desenvolvida a partir
de invasão de terrenos particulares, o termo "favelização" passaria a indicar um aumento da irregularidade na
propriedade do solo urbano, mas não indica necessariamente a qualidade de tais moradias. Se, no entanto, o
termo "favela" for entendido como qualquer tecido urbano que, independente de sua condição fundiária,
apresenta condições precárias de qualidade de vida, a favelização corresponderia, portanto, a uma diminuição
generalizada da qualidade de vida urbana.

A urbanização desordenada, que pega os municípios despreparados para atender às necessidades básicas dos
migrantes, causa uma série de problemas sociais e ambientais. Dentre eles destacam-se o desemprego, a
criminalidade, a favelização e a poluição do ar e da água. Em todo o mundo mais de 1 bilhão de pessoas vivem
em favelas e áreas invadidas.
Conclusão

Concluímos que a urbanização é estudada por ciências diversas, como a sociologia, a


geografia e a antropologia, cada uma delas propondo abordagens diferentes sobre o problema
do crescimento das cidades. As disciplinas que procuram entender, regular, desenhar e
planejar os processos de urbanização é o urbanismo, o planejamento urbano, o planejamento
da paisagem, o desenho urbano, a geografia, entre outras.
Bibliografia

 http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/geografia/geografia_do_brasil/quad
ro_humano/brasil_urbanizacao
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Urbanização

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