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Resenha - O Diabo Veste Prada

Resenha - O Diabo Veste Prada

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Publicado porGustavo Bandeira
Resenha de O Diabo Veste Prada.
Trabalho de Português Instrumental I para alunos de Administração no 1° Semestre da UFC. 2010.1
Resenha de O Diabo Veste Prada.
Trabalho de Português Instrumental I para alunos de Administração no 1° Semestre da UFC. 2010.1

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Categories:Types, Reviews, Film
Published by: Gustavo Bandeira on Nov 08, 2010
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, ATUÁRIA, CONTABILIDADE E SECRETARIADO EXECUTIVO DISCIPLINA: HB868 – PORTUGUÊS INSTRUMENTAL TURMA

: B (ADMINISTRAÇÃO – NOTURNO) HORÁRIO: TERÇA E QUINTA – 18H30MIN / 20H30MIN DOCENTE: JOSÉ ROBERTO DE SOUZA BRITO DISCENTES: LUIS GUSTAVO BANDEIRA REBOUÇAS, JOSÉ GERRY DIAS VASCONCELOS FILHO, WIRON SALDANHA, LUCAS MORAIS NEVES E LILIANE SILVA

RESENHA DE: FRANKEL, David. O Diabo Veste Prada. EUA: Fox Pictures, 2006. A comédia romântica o O Diabo Veste Prada (ideal para o público jovem ascendente em carreira profissional) conta a história de uma jovem, recém-formada pela Universidade Northwestern, chamada Andrea Sachs (Anne Hathaway), que acaba de se empregar em uma revista de moda chamada Runway sendo a segunda assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), é nesse contexto em que se desenvolve a trama do filme. Baseado no Best-seller “The Devil wears Prada” de Lauren Weisbeger, a qual também possui outro Best-seller “Everyone Worth Knowning”, o filme (que conta com a participação da modelo brasileira Gisele Bündchen) é a própria história da autora do livro, interpretada por Andrea, a qual terá que dar duro em seu novo emprego, pois sua chefe, Miranda, é muito rígida e perfeccionista, típica do mundo da moda, o qual a sua nova assistente nada entende. Lauren resolveu escrever esse romance para se “vingar” da sua exchefe da revista Vogue Americana (Anne Wintour), a qual Lauren trabalhou por um ano e logo se demitiu. O filme começa quando Andrea é aceita para trabalhar como segunda assistente da editora Miranda na revista de moda Runway, o problema é que Andrea simplesmente não entende nada de moda, revelando tal “fraqueza” nas suas próprias vestes as quais ela usa para ir trabalhar. Além disso, ela tem que aguentar o temperamento infernal e rígido da chefe, a qual não para de pegar no seu pé em nenhum minuto.

Em seu novo trabalho, Andrea conhece novas pessoas, como a sua parceira e também assistente Emily (Emily Blunt) e se aproxima também do “braço direito” de Miranda, Nigel (Stanley Tucci). Com o tempo, Andrea vai ganhando a confiança de Miranda por se dedicar cada vez mais ao trabalho e passar a se vestir espetacularmente melhor que antes. O ruim é que com isso surgem novas responsabilidades e Andy (como chamam Andrea) acaba a deixar certos relacionamentos pessoais de lado, esquecendo, algumas vezes, os amigos Lily (Tracie Thoms) e Doug (Rich Sommer) e também dando menos atenção ao namorado Nate, com o qual ela vive junto. Em certo momento do filme, uma das missões de Andy era entregar o livro do Harry Potter (que ainda não havia sido publicado) para Miranda, e a mesma logra êxito nessa missão. Andy passa a realizar tarefas difíceis, que só quem estava acostumada a fazer era Emily, primeira assistente da editora chefe da Runway. Assim, aos poucos, Andrea vai tomando o lugar de Emily e em um momento acaba conquistando uma viagem (a trabalho) para Paris, no qual estava destinada a Emily e a qual sonhara com isso meses atrás. Após ter brigado com um de seus amigos, deixando a relação instável, Andy acaba dando um tempo com seu namorado, o qual sofreu bastante, por a assistente ter faltado o seu aniversário. Depois disso, para a infelicidade da cabeça do Nate, Andy vai à Paris e lá se relaciona com um jornalista sedutor e charmoso, Christian Thompson (Simon Baker), com o qual ela já estava tendo alguns encontros bem coincidentes em Nova Iorque. Não esquecendo que Christian antes salvara o emprego de Andrea em uma missão que a fora designada, que, em certo momento, parecia perdida. Pois bem, após viver o mundo cruel de Miranda, a qual deu um golpe em Nigel retirando-lhe um cargo para dar a uma editora francesa, pois esta iria substituir Miranda e assim seria despedida da Runway, Andy decide voltar à Nova Iorque e retomar sua vida normal anterior ao seu ex-emprego, fazendo assim as pazes com o namorado, no entanto não revelando a sua crueldade na França, e tendo a oportunidade de começar sua carreira como escritora em um jornal da cidade.

Um enredo fraco e vários fatos previsíveis. Assim é formada a comédia O Diabo Veste Prada. O filme nos permite notar, logo nos minutos iniciais, que é muito fácil entender de moda, ao menos para a personagem Andy. Acanhada e recémformada em jornalismo, a jovem, que notavelmente não entendia nada do mundo da moda, passa a gozar de todos os conhecimentos necessários para dar um show de elegância. Anos de estudo sobre moda, estilo e tendências são ignorados no filme e passam a ser distribuídos em poucos dias para a protagonista. Protagonista? Se o papel de protagonista do filme é o que foi designado a Anne Hathaway, ele não foi bem sucedido. Miranda Priestly rouba a atenção em simplesmente todas as cenas em que participa. Com uma elegância única e autenticidade incomparável, Meryl incorpora em Miranda o verdadeiro diabo travestido de ser humano. Podemos dizer, sem qualquer sombra de dúvidas, que o ponto máximo do filme é a atuação de Meryl, que caiu como uma luva ao fazer o papel da chefe diabólica, autoritária e manipuladora. A produção do filme, no entanto, conta com uma trilha sonora que se adequada bem à obra. E os figurinos dos personagens são deslumbrantes, dignos da temática abordada. Já o ponto fraco da obra que é bem visível durante o filme é a descentralização dos temas, o que faz o filme apresentar diversos enfoques e o pior, nenhum deles claramente bem trabalhado. Dizer que Andy botou de lado o namorado e os amigos em conta do novo emprego é apenas um argumento para chamar atenção. Pois vimos durante várias cenas que, mesmo trabalhando arduamente, a suposta protagonista além de morar com o namorado Nate estava presente em diversas confraternizações com os amigos Lily e Doug. Não esquecendo o maluco editor chefe Christian Thompson que passa a paquerar Andy. Do mesmo jeito que aparece, desaparece. É visto ao lado da personagem principal em momentos inusitados e não há qualquer explicação visível de como e por que ele estaria lá. A falta de centralização em um tema único talvez seja decorrência do pobre enredo do filme. Essa produção pode ser boa para quem é interessado em moda. Mas é notável que a obra está recheada de muito “faz-de-conta”. O enredo do filme não é inédito e é bastante previsível para quem está disposto a pensar um pouco. O Diabo Veste Prada é um filme que não se enquadra como uma obra marcante. É aquela obra que se adéqua apenas ao necessário e emplacou-se por ter uma estampa de Hollywood.

Para ser visto sem o mínimo compromisso, o filme pode ser agradável. Entretanto, se analisado criticamente, podemos perceber que a obra deixa bastante a desejar. O Diabo Veste Prada pode estar longe de ser péssimo, porém, mais ainda de ser excelente. Aliás, o que seria do filme se não fosse a bela atuação de Meryl Streep, não é mesmo? Se procurarmos outras obras que utilizem do mesmo tema, podemos encontrar coisas melhores. O Filme Click (CORACI, Frank. EUA: Columbia Pictures Corporation, 2006.), que aborda uma temática semelhante, é uma boa opção de escolha se comparado a esse.

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