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Cultura Do Coqueiro

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CULTURA DO COQUEIRO

SOUZA, O. P. MELO, B. MANCIN, C.A.

1. INTRODUÇÃO

A origem do coqueiro é do sudeste da Ásia. A planta foi introduzida no Brasil através do estado da Bahia (daí côco-da-Baia), disseminando-se pelo litoral nordestino, sendo hoje o nordeste responsável por 95% da produção nacional (Quadro 1). No contexto mundial, a produção brasileira de coco mesmo sendo pequena, pelo fato do Brasil não produzir óleos, sempre foi de fundamental importância na vida e economia das populações do nordeste como os estados da Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas. Atualmente vem assumindo importância como estados produtores Pará, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O coqueiro é uma das principais oleaginosas do Mundo, com uma produção de 44.723 milhões de toneladas de frutos seco no ano de 1996, sendo Indonésia e Filipinas os principais produtores, enquanto que o Brasil ocupa a nona posição no ranking mundial. No Brasil, o cultivo do coqueiro representa significante importância social e econômica, visto que 75% das propriedades produtoras possuem área inferior a 10 ha. Embora a produção no Brasil ocupe mais de um milhão de tonelada (quadro 2), o rendimento da cultura é dos mais baixos, contribuindo com apenas 2% da oferta mundial. A distribuição geográfica do coqueiro compreende as regiões entre as latitudes20° N e 20° S (Frémonde et al., 1966). Estima-se uma área plantada de 11.600.000 hectares, distribuída por mais de 86 paises (Persley, 1992).

Quadro 1 – Produção, área colhida e produtividade por região do Brasil – 1996. REGIÕES NORDESTE Bahia Ceará Rio Grande do Norte Outros SUDESTE Rio de Janeiro Espírito Santo PRODUÇÃO (t) 1.024.524 393.885 222.363 173.126 235.150 55.858 21.840 34.018 ÁREA COLHIDA (ha) 210.366 60.307 41.467 42.619 65.973 3.468 1.053 2.415 PRODUTIVIDADE (Kg/ha) 4.870 6.531 5.362 4.062 3.564 16.107 20.741 14.086

Fonte: LSPA/IBGE, EMATER-RIO.

Quadro 2 – Produção, área colhida e produtividade do coco-verde no Brasil, 1990-96. ESPECIFICAÇÕES ANOS Produção (t) 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996
Fonte: Agrianual/97 e IBGE.

Área colhida (ha) 213.908 231.446 235.796 226.990 232.372 237.589 213.834

Produtividade (Kg/ha) 5.150 5.515 5.589 5.401 5.823 5.994 5.052

1.101.627 1.276.546 1.317.904 1.226.058 1.353.199 1.424.098 1.078.374

2. COMPOSIÇÃO QUÍMICA E USOS

O Brasil é o único lugar do mundo onde o coco é utilizado como fruta, empregado na produção de balas, doces e sorvetes, além de ser bastante empregado na culinária nordestina, enquanto que nos demais Países produtores, o coco é utilizado para extração do óleo. No Brasil, os produtos mais nobres do coco são o coco-ralado e o leite-de-coco, e mais recentemente a água vem ocupando lugar de destaque dentre os produtos derivados do coco. Sabendo de sua importância na alimentação, pois substitui a carne, o ovo, o queijo, o leite; e o seu uso diversificado na medicina, como nos tratamentos da hipertensão arterial é importante saber a composição química e sais minerais, que está especificada nos quadros 3 e quadro 4 respectivamente.

Quadro 3 – Composição Química em 100g de coco Composição Química Polpa Calorias Água Carboidratos Proteínas Lipídios Cinzas Vitamina B1 (Tiamina) Vitamina B2 (Riboflavina) Niacina Vitamina C (Ácido ascórbico)
Fonte: As frutas na medicina natural

Quantidade Leite 38,60 kcal 90,80 g 7,00 g 0,40 g 1,00 g 0,80 g 2,00 mcg 4,00 mcg 0,07 mg 10,40 mg

589,80 kcal 14,00 g 27,80 g 5,70 g 50,50 g 2,00 g 173,00 mcg 102,00 mcg 0,10 mg 8,20 mg

sendo verdadeiros órgãos de absorção. A parte terminal do tronco. 2 .00 mg 3. Em seu ápice.00 mg 0.00 mg 20. é tenra e comestível. 1973). CARACTERÍSTICAS DAS PLANTAS O coqueiro é uma planta pertencente a Família Palmae. A inflorescência é a única ramificação deste caule. que produzem radicelas medindo 1mm a 3mm de diâmetro. uma das mais importante famílias da classe Monocotyledoneae. não ramificado.Sais minerais contidos em 100g de coco Composição Química Polpa Fósforo Cálcio Ferro Magnésio Enxofre Silício Fonte: As frutas na medicina natural 191. de onde se formam novas folhas. Caule O caule do coqueiro é do tipo estirpe.50 mg Quantidade Leite 10. Sendo que todos os coqueiros cultivados pertencem a espécie Cocos nucifera L. 3. com raízes primárias de 8mm a 10mm de diâmetro e um número variável de 2000 a 10000 raízes dependendo das condições ambientais e/ ou material genético.00 mg - 3. pois é considerada um ramo caulinar modificado (Ferri. A profundidade do sistema radicular é variada. muito desenvolvido e bastante ramificado. Raízes O coqueiro possui sistema radicular fasciculado.00 mg 13.2. constituindo o palmito.60 mg 9. 1 . Fonte: Foto do autor Fig. de onde se originam as terciárias. prende-se um tufo de folhas que protege a sua única gema apical. O coqueiro é uma planta que apresenta contínuo florescimento e frutificação ao longo do ano.00 mg 43.Sistema fasciculado radicular do coqueiro. Das raízes primarias partem as secundarias. Fonte: Embrapa Fig.1. 3.Quadro 4 .Caule do tipo estipe .

Essas folhas permanecem no coqueiro por um período de três a três anos e meio. protegidas por brácteas grandes. Fig. A semente é envolvida pelo endocarpo que é constituído por uma camada de cor marrom chamada tegumento que fica entre o endocarpo e o albúmem.5. O comprimento e o número de folíolos varia de acordo com a idade do coqueiro.Inflorescência com espiga 3. ao complementar seu desenvolvimento (três a quatro meses). 1974).3.3. 3. É formado por epiderme lisa ou epicarpo. 5 .Inflorescência com floresmasculina e feminina O fruto do coqueiro é uma drupa. abre-se. sendo constituída pelo pecíolo. O número de flores femininas é influenciado pelas condições nutricionais e hídricas da planta. 3 .Folha do tipo penada Fig. Fruto Fig.4. Inflorescência O coqueiro possui inflorescências paniculadas e axilares. Folha A folha do coqueiro é do tipo penada. com 200 a 300 folíolos de 90cm a 130cm de comprimento. Fonte: foto do autor Fonte: Foto do autor Fig. chamadas espatas. que envolve o mesocarpo espesso e fibroso. Cada espiga possui flores masculinas e numerosas flores femininas. Próximo a um dos orifícios do endocarpo e envolvido pelo albúmem sólido está o embrião. A espata. que continua pelo raquis onde se prendem numerosos folíolos. O albúmem é uma camada branca. carnosa e muito oleosa.Semente do coqueiro . o endocarpo.Fruto do coqueiro Fig. 6 . libertando a inflorescência. 4 . ficando mais para o interior uma camada muito dura. 7 . que é formada pelo pedúnculo. Uma folha madura possui comprimento variável. formando uma grande cavidade onde fica o albúmem líquido( água de coco). espigas e flores. apresentando uma copa de 25 a 30 folhas (Child. Um coqueiro-gigante adulto emite de 12 a 14 folhas por ano e um coqueiro-anão adulto 18 folhas por ano.

visto que a planta produz durante todo o ano. Anã-Vermelha. sendo que a ideal gira em torno de 27 °C para que possa manifes tar seu potencial produtivo. VARIEDADES Dentre as variedades destacam-se a Gigante.4. Exigências climáticas Por ser uma planta de clima tropical. Tabela 1: Principais diferenças entre as variedades de coqueiro. de textura média e se possível de boa fertilidade. Quanto a precipitação pluviométrica. sendo que a Anã apresenta três sub-variedades: Anã-Verde.5. bem drenado. e os cujas características são apresentadas na tabela 1. Temperaturas inferiores a 15 ° leva a uma paralisação do crescimento da pl anta e abortamento de flores e com isto C comprometendo a produção. 4. Anã-amarela. e pode ser dividido em três grupos: • • • Gigantes Intermediários (híbridos) Anões . Exigências edáficas O ideal é que o coqueiro seja cultivado em solos profundos.2. 5. visto que a planta não tolera condições de anaerobiose. Sendo que o pH ideal situa-se entre 6 e 6. de forma que possibilite um bom desenvolvimento do sistema radicular. O coqueiro é constituído de uma única espécie (Cocos nucifera).1. ECOFISIOLOGIA DO COQUEIRO 4. Em relação a ocorrências de ventos de grande velocidade pode acarretar o tombamento e/ou quebramento de plantas. a ideal gira em torno de 1600 mm anuais. Em termos de radiação. bem distribuídos.000 horas de luz/ano. o coqueiro é muito exigente em temperatura. o coqueiro desenvolve-se melhor sob condições de luminosidade acima de 2. híbridos e a Anã. Umidade relativa do ar para o coqueiro exige saturação do ar igual ou superior a 80% sem ultrapassar 90% as mínimas mensais não devem cair abaixo de 60%.

Uma vez obtida a semente. deve-se processar a adubação na sementeira. . com intervalo de aproximadamente 30 dias uma da outra. Após este período.1. Produção de mudas A muda pode ser produzida na propriedade ou adquiridas de viveiristas credenciados junto a CESM (Comissão Estadual de Sementes e Mudas) do estado produtor. visto que o único ponto de crescimento encontra-se no meristema apical. .Paraíba 6.Parraíba Vermelho do Brasil -AVB . Quando a opção for pela semeadura direta.AVC . As principais variedades existentes no Brasil são: • Coqueiro-Gigante o o o o • Gigante da Praia do Forte . fecundação cruzada.GOA . deve-se utilizar uma densidade de 10 sementes por m² de sementeira. onde a muda deve permanecer por um tempo variando de dois a quatro meses após a germinação.Rio Grande do Norte Amarelo do Brasil –AAB . e com objetivo de possibilitar um crescimento mais rápido e vigoroso das mudas. bem como estar localizada distante de áreas com coqueiros bem como de outras palmeiras. duplas.Malásia Coqueiro-Anão o o o o o o Amarelo-da-Malásia .República dos Camarões Verde do Brasil . aplicando-se 75 g de uréia + 105 g de superfosfato simples + 50 g de cloreto de potássio por planta. 6.Costa do Marfim Gigante de Renell -GRL p.AVM . albinas.Malásia Vermelho-dos Camarões .Taiti Gigante da Malásia . Após esta prática.GML p.0 m de largura e comprimento variando em função da disponibilidade de área e do número de mudas a serem produzidas. PROPAGAÇÃO O coqueiro é propagado exclusivamente através de sementes.AAM . pode-se utilizar duas formas de condução da sementeira: semeadura direta ou semeadura com posterior repicagem para o viveiro.Bahia Gigante do Oeste Africano . .AVeB . etc. As variedades são geralmente nomeadas de acordo com a sua suposta localidade de origem. Quando a opção for por produzir a muda na propriedade.GBrPF .Cada grupo contém um número de variedades. Em qualquer das situações. a sementeira deve ter 1. seu crescimento é rápido e fase vegetativa longa (cerca de sete anos).Malásia Vermelho-da-Malásia . O período considerado para germinação vai até 120 dias após a semeadura. as quais poderão funcionar como hospedeiros de pragas e patógenos do coqueiro. as sementes devem ser obtidas a partir de matrizes cadastradas junto a CESM. devendo ser aplicado em três parcelas. deve-se proceder a eliminação das sementes não germinadas e descartes e incineração das plântulas que se apresentarem defeituosas. As variedades gigantes apresentam de modo geral.

quando as mudas se encontram aptas a serem plantadas no local definitivo.5m x 7. este deve ser de 7. deve ser de fácil acesso para facilitar o escoamento da produção e afastada de estradas de muito movimento de pessoas para se evitar prejuízos por furtos e invasões.Quando se optar pelo método de repicagem para o viveiro. totalizando 205 plantas/ha. deve-se proceder retirada de amostras do solo para análise físico-química. onde as mesmas devem ser plantadas em covas medindo 40 cm x 40 cm 40 cm. bem como dimensionar o sistema de irrigação. se for para o consumo "in natura". Além da adubação. a qual servirá de subsídios para orientar as práticas de correção do solo e adubação. bem como a irrigação com aproximadamente seis 2 litros de água por m de sementeira/viveiro por dia. 7. enquanto que o gigante produz no máximo de 60 a 80 frutos/planta ano. o qual apresenta frutos semelhantes ao gigante. Características da área A área a ser utilizada para o cultivo do coqueiro deve ser plana ou com relevo moderado. e espaçadas de 60 cm x 60 cm x 60 cm em triângulo equilátero. Preparo da área O preparo da área para o cultivo do coqueiro pode ser o mesmo empregado para o cultivo das demais culturas. Durante o preparo da área para o plantio. se irá produzir para indústria de coco seco. Quando a plântula atingir 15 cm de altura. bem como o destino da produção.5m. produz em torno de 150 a 180 frutos /planta/ano. deve-se empregar a variedade Anã-Verde. A calagem deve ser realizada distribuindo-se o calcário em toda a área. deve-se proceder a marcação e o piqueteamento da área para a posterior abertura das covas de plantio. devendo ser realizada com pelo menos 60 dias de antecedência do plantio da muda. 7. Como adubação deve-se empregar as mesmas doses recomendadas para o sistema de semeadura direta. a mesma deve ser repicada do germinadouro para o viveiro. isto é. o controle de pragas e doenças. quando o novo sistema radicular se encontrará formado.1. que é a quase totalidade dos solos brasileiros. o espaçamento deve ser de 9m x 9m x 9m. No caso da opção pelo híbrido. ou frutos para o consumo de água de coco. em caso de utilização de irrigação. deve-se manter as plantas sempre no limpo para se evitar a concorrência com as plantas invasoras. Caso a opção seja pela produção para indústria de processamento. Se a opção for pela a produção de frutos para o mercado de água de coco.2. totalizando 143 plantas/ha. deve-se cultivar o coqueiro gigante ou o híbrido entre anão x gigante. quando se tratar de solos ácidos. Se for a variedade Anã. O tempo de permanência da muda no viveiro deve ser de quatro a seis meses. Quando se verificar a necessidade da correção do solo. esta deverá ser feita através do uso de calcário dolomítico. porém é fundamental que haja umidade no solo para que o calcário reaja e surta o efeito esperado. porém com a vantagem de ser mais produtivo. deve-se empregar 25 sementes por m de sementeira. Se for a Gigante. Após o preparo do solo. 2 7. PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DO POMAR O pomar deve ser implantado após a realização de estudo prévio das potencialidades do mercado. sendo 50% aplicado antes da aração e o restante antes da gradagem. O espaçamento a ser utilizado depende da variedade a ser cultivada.5m x 7. só que a primeira aplicação deve ser realizada 30 dias após a repicagem. ou Anã-Verde e/ou Anã-Amarela se for para a indústria de água de coco em embalagem longa-vida. . ou seja. próxima de fontes de água.

para se evitar a proliferação de doenças causadas por fungos do solo 30 dias após o plantio deve ser aplicado em cobertura. 8. as quais devem medir 80 cm x 80 cm x 80 cm. algumas medidas deverão ser observadas. as mudas devem ser colocadas no centro da cova.5m x 8. Estas poderão ser abertas através de ferramentas de uso manual ou de "brocas" acopladas à tomada de potência do trator. Com isto as práticas de calagem e adubação devem ser realizadas com base na análise química de amostras do solo em conjunto com a análise de folhas e com . tendo-se o cuidado de não cobrir a região do colo da muda. CONDUÇÃO DO POMAR O pomar deverá ser conduzido de forma técnica e racional para que se possa maximizar a produção de forma econômica e possibilitar retorno do investimento efetuado pelo produtor. totalizando 163 plantas/ha. Após a abertura das covas. todas arranjadas no esquema de triângulo equilátero.Preparo da cova e plantio da muda do coqueiro. em posição vertical. observando-se um raio de 20cm de distância.5m x 8. 300g de uréia e 200g de cloreto de potássio por planta. deve-se efetuar o enchimento das mesmas através do emprego de 800 g de superfosfato simples + 20 litros de esterco de curral curtido + resíduo de da casca de coco ou outro material orgânico. sendo cobertas por uma camada de solo suficiente para cobrir a semente.deve-se usar o espaçamento de 8. 7.1 Nutrição e adubação Considerando-se que o coqueiro é uma planta que apresenta crescimento e produção contínuas e paralelas ao longo do ano. Plantio Figura 1 . procede-se a abertura das novas. 8. Após o enchimento da cova. Após o piqueteamento da área.5 m. O plantio deverá ser efetuado no início da estação chuvosa quando se tratar de cultivo de sequeiro ou em qualquer época do ano quando se utilizar irrigação.3. distribuindo-se a mistura dos fertilizantes em torno da mesma. é de fundamental importância que estejam adequadamente nutridas para que possam manifestarem seu potencial produtivo. Para que isto ocorra. Fonte: Embrapa (1993).

Para que a folha a ser amostrada reflita o estado metabólico da planta. Um fator importante é o período entre a calagem e a adubação.a idade da planta. ou seja. são necessários amostrar 25 plantas/ha. para reduzir a toxidez.dm de solo. que tem como premissa a relação entre a saturação e o pH. a inflorescência mais madura. Após a identificação da folha a ser amostrada. Na cultura do coqueiro. deve-se levar em conta que os solos arenosos apresentam muito baixo poder-1 tampão. esta deve ocupar uma posição mediano na copa e geralmente são amostradas as folhas 4. foi adicionado o critério de elevar o teor de Ca + Mg para -3 20mmolc. o pH pode-se elevar muito. 8. A analise foliar também é uma fonte importante. . dependendo da idade da planta.dm de solo. Outro método de avaliação de calagem e o de saturação por bases. A análise de amostras do solo servirão como indicadores do que está acontecendo no solo em função da observação do que está sendo absorvido pela planta em resposta as práticas de adubação que estão sendo efetuadas.2 Calagem O método recomendado para avaliar a necessidade de calagem baseia-se no trabalho de Kamprath (1970). enquanto que a folha nº 14 encontra-se imediatamente inferior e no mesmo plano da folha nº 9. onde: PRNT NC = Necessidade de calagem. Nessas condições. 60 dias. As amostras de solo devem ser colhidas próximo do final da estação seca. na região do coroamento. 9 ou 14. a quantidade de calcário não deve ultrapassar 2 t. e em toda a área quando se objetiva recomendar a calagem. Após a coleta das amostras. por um período. CTC = Capacidade de troca catiônica. Para uma boa representividade da área. quando se deseja recomendar adubação. V1 = Saturação desejada de bases no solo. No entanto. o que ajuda na definição da quantidade de calcário. Se o alumínio estiver acima de 5mmolc. pois grande parte das cargas negativas estará ocupada com cálcio e magnésio advindos do calcário. pois esta se situa na axila da folha nº 9. se ele for usado como fonte supridora de cálcio e magnésio. que tem como centro o estipe e como limite a projeção da copa. a incorporação e importante. a folha nº 4 se encontra imediatamente superior e no mesmo plano da folha nº 9.ha . A amostragem do solo deve ser realizada sempre sob a copa das plantas. a calagem deve ser efetuada na área do circulo. Na hipótese de alumínio. porém que ainda não se encontra aberta. A folha n° 9 é empregada quando encontra-se com idade em torno de 5 a 6 anos. que preconiza a neutralização do alumínio trocável. sugere-se proceder a adubação levando-se em consideração a idade da planta e as quantidades de fertilizantes apresentadas na Tabela 2. no mínimo. Para o calculo. utiliza-se a seguinte formula: NC = CTC (V1 – V) em t/ha. pois indica os teores de cálcio e magnésio. Quanto as quantidades a serem aplicadas na projeção da copa. que deve ser de. cálcio e magnésio baixos. a calagem pode ser efetuada em toda a área ou somente na projeção 3 da copa. em razão das + +2 pequenas quantidades recomendadas. Como o coqueiro apresenta folhas afastadas com um ângulo em torno de 144º . a calagem devera ser efetuada na área toda. estas devem ser encaminhadas a um laboratório para que sejam realizadas as respectivas análises. V = Saturação atual de bases do solo. Nos dois métodos. PRNT= Poder relativo de neutralização total do calcário a ser usado. o que favorecera a volatilização do N aplicado. toma-se uma amostra na porção mediana da folha e coleta-se três folíolos de cada lado da folha e retira-se uma porção de 10 cm na região central do limbo foliar de cada folíolo. pois favorece as reações de dissolução do calcário.3 Adubação Quando não se tem acesso as informações de análise do solo. Nessas condições. enquanto que a folha n° 14 é utilizada em plantas com idade superior a seis anos. A melhor forma para se identificar a folha é a partir da identificação da espata mais desenvolvida. Para aplicação na área total. A folha n° 4 é utilizada apenas em plantas ainda jovens em início de produção. a insolubilização do P e a lixiviação do K. 8. ainda não se dispõe de dados que permitam recomendações generalizadas.

principalmente quando a fonte do nutriente fora a uréia. as quais serão discutidas a seguir. É importante a utilização de matéria orgânica para melhorar as condições do solo. devem ser realizadas com o coqueiro ainda na fase jovem. com objetivo de minimizar o stress causado pela competição exercida pelas plantas daninhas. retenção de água. . A adubação do coqueiro deve ser efetuada na área do coroamento conforme figura. aplicar o adubo e em seguida fechá-lo. Figura 2: Aplicação de fertilizante em coqueiro-anão e coqueiro-gigante. deve-se fazer um suco com aproximadamente 20cm a 30cm de largura e 5cm a 10cm de profundidade. TRATOS CULTURAIS Compreende uma série de práticas agrícolas. Em terrenos com declive.Tabela 2: Quantidade de fertilizante recomendada. Em locais planos os fertilizantes devem ser aplicados e incorporados para evitar perdas de nitrogênio por volatilização. as quais concorrem com a planta por água e nutrientes do solo. Fonte: Embrapa 9.

que não têm como suportar investimentos sem retorno no período do plantio à produção (em torno de três anos e meio). sendo a primeira no início da estação chuvosa e a segunda no final do período de chuvas. Coroamento É uma prática que tem por objetivo manter a região de maior concentração de raízes responsáveis pela absorção de água e nutrientes livre da concorrência com as ervas-daninhas.4. Gradagem Deve ser realizada apenas quando for necessário proceder a calagem. é indicado para amenizar custos e bem adequado ao coqueiro. a consorciação apresenta viabilidade técnica e econômica. ocasionando a morte de gramíneas. Irrigação Regiões com grandes períodos de estiagem e em função da disponibilidade de recursos por parte do produtor deve-se proceder a irrigação através do método de micro-aspersão. Irrigação localizada por microasperção em coqueiro. onde a quantidade de água a ser aplicada varia em função das características de clima e do solo da região. Os tratos culturais dispensados à cultura consorciada. proporcionando maior desenvolvimento do coqueiro e cobrindo os custos de produção nos anos que antecedem o início da fase produtiva.1.9. 9. 9. a gradagem no inicio do período seco induz a queda de capilaridade no solo. 10. 9. e assim amenizar as perdas de água por evaporação. o .3. Deve ser realizada duas vezes durante o ano. O consórcio com a cultura do coqueiro é prática recomendável para pequenos produtores. Roçagem Deve ser realizada nas entrelinhas. um coqueiro adulto exige em torno de 150 litros de água por dia. portanto. bem como minimizar as perdas de solo por erosão. de forma a manter a cobertura do solo o tempo todo. Em média. Nos quatro primeiros anos.2. O emprego de culturas intercalares de ciclo curto e perenes. deve-se considerar que a cultura é muito vulnerável a pragas e doenças e que os plantios no litoral têm melhor desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. A alternância entre a gradagem no inicio do período seco e a roçagem na estação chuvosa apresenta grande vantagem para o produtor e para o meio ambiente. CONSORCIAÇÃO COM COQUEIRO Ao se optar pelo consórcio com a cultura do coqueiro-anão-verde. que tem espaçamento amplo. já que. Deve ser realizada mantendo-se um raio de dois metros de distância do caule totalmente sem competição com o mato.

O Glyphosate tem sido o produto mais utilizado e o que tem apresentado os melhores resultados (é sistêmico. pinha. aplicados em pósemergência quando as ervas se encontrarem no estádio de pré-floração. o sombreamento do solo promovido pelas plantas do coqueiral não permitem a introdução de culturas em consórcio com resultados econômicos satisfatórios. melancia. milho.2.sombreamento do solo. utilizando-se a área total e mantendo-se livre a zona de coroamento. as exigências nutricionais e a tolerância à seca. deve-se dar preferência ao consórcio com culturas de ciclo curto por ocasião do período chuvoso. cupuaçu e cacau. No período úmido. a maior reciclagem de nutrientes e ó aumento do teor de matéria orgânica favorecem o desenvolvimento dos coqueiros. mamão e maracujá. batata. 10. acerola. não devem ser queimados. beneficiando o coqueiro. como o cacau e a pimenta-doreino. mandioca. porém não é residual). Coroamento manual: o revolvimento do solo e o corte parcial das radicelas provocado pela enxada proporcionam novas emissões de raízes. Mesmo em áreas irrigadas. pimenta-do-reino. O plantio deve ser realizado em faixas no centro das entrelinhas. Nos anos seguintes. Dos 4 aos 20 anos. a elevação do fuste do pomar permite o consórcio com plantas umbrófílas. Uma gradagem junto ao estipe do coqueiro pode ser feita para substituir o coroamento manual e/ou incorporar fertilizantes. em média. aspargos. pitanga. • Coroamento químico: realizado com produtos de ação sistêmica. Utilização de restos de culturas Folhas e outros restos da cultura. Coroamento do coqueiro Deve ser realizado devido à infestação das plantas daninhas.1. 10. o consórcio melhora a qualidade do solo e evita a erosão. o amontoamento das folhas no centro da entrelinha (linhas alternadas a cada ano). • No período seco. deve-se modificar o sistema tradicional de plantio em triângulo para retângulo ou quadrado com o objetivo de proporcionar aumento de luminosidade. amendoim. que tendem a se acumular no campo após cada colheita. em alguns casos. quiabo. Para realizar o consórcio em aléias. consorciar com inhame. A melhor experiência agronômica e econômica do consórcio foi com coco-verde e cupuaçu. abóbora. atingindo. pois constituem fonte de matéria orgânica e facilitam a multiplicação da microvida do solo. Na definição do que plantar deve-se optar por culturas que tenham bom valor de mercado local. o material poderá permanecer na zona de coroamento. embora aumente os custos de produção. Pode-se efetuar. deve ser feito o revolvimento. 2 m de raio no coqueiro adulto. tendo-se sempre o cuidado de reduzir ao mínimo a competição entre o coqueiro e a planta consorciada. provoca a superfícialização do sistema radicular. Com culturas de ciclo longo. O material deve ser afastado da zona de coroamento do coqueiro para permitir a trituração com roçadeira. . também. Em regiões com déficit hídrico elevado. aproximadamente. Culturas intercalares que podem ser consorciadas com o coqueiro: até um ano e meio. abacaxi. consorciar com feijão. que corresponde. deve-se levar em consideração a distribuição do sistema radicular. Em suma. maxixe. a 2m de raio a partir do coleto da planta. Deve-se ter o cuidado de não utilizar no consórcio plantas da mesma família botânica do coqueiro. O tamanho da coroa varia com a idade da planta. independentemente do manejo empregado. as culturas recomendadas são: café. devendo ser incorporado ao solo. devendo acompanhar a projeção da copa. A partir dos 20 anos. afastando-se a vegetação posteriormente para se evitar o arrastamento de fertilizantes e a rebrota de plantas daninhas. A permanência deste material na zona de coroamento dificulta os trabalhos de adubação e. Culturas mal manejadas poderão sofrer maiores problemas fítossanitários.

f) aumento do rendimento da colheita do coco. Desvantagens: a) danos causados pêlos animais ao coqueiro jovem. deve-se optar pelo plantio nas conformações quadrada ou retangular. b) competição entre pastagens e coqueiros por nutrientes e umidade. c) compactação do solo (dependendo da textura do solo e da taxa de lotação). além das formigas cortadeiras. . destacam-se as coleobrocas. a traça da inflorescência (Hyalospila ptychis). e) maior requerimento de capital para as duas atividades. Associação animais-coqueiro Nos sistemas agrossilvopastoris. Vantagens: a) aumento da receita dos sistemas de produção. fazendo-se uso da Gliricídia e da Leucena em associação com ruminantes e promovendo a reciclagem de nutrientes. g) aumento da produção do coco (eventualmente). as lagartas-das-folhas (Brassolis sophoroe e Automeris sp).10. c) uso mais efetivo do solo. d) erosão e perda de fertilidade com o superpastejo (topografia acidentada). 11. as que apresentam-se em maior freqüência e com prejuízos significativos. PRAGAS Existem cerca de 579 pragas que atacam o coqueiro em todo o Mundo. dentre as pragas que atacam o coqueiro no Brasil. í) necessidade de maior habilidade para manejo das duas atividades. b) redução da competição da vegetação e dos custos com o seu controle. e) produção de esterco para melhoria da fertilidade. estrutura e capacidade de retenção da umidade do solo. a broca-do-olho (Rhinchophorus palmarum ) e a broca-do-estipe (Rhinostomus barbirostris ). d) aumento da produção de alimentos (carne. dentre estas. durante os três primeiros anos do plantio. Entretanto. etc). o ácaro (Eriophyes guerreronis).3. leite.

e destroem os sistemas vasculares da planta. medindo de 1. sugere-se o emprego de um controle cultural preventivo através da eliminação das Adulto de Rhinchophorus palmarum plantas atacadas e do monitoramento da praga com o emprego de iscas atrativas para a broca-doFonte: Embrapa olho. Após o nascimento. A fêmea põe os ovos no tronco do coqueiro. Mesmo que não haja a quebra da planta. com funil acoplado na tampa. A cada 15 dias deve se proceder a substituição da isca. através do emprego de baldes de 20 litros. recoberto por pelos pretos na parte superior.11. 11. Broca-do-estipe O adulto é um besouro preto (Rhinostomus barbirostris). A fêmea põe os ovos no 'olho' da planta. que aumenta de diâmetro a medida que a lagarta cresce. Adulto de Rhinostomus barbirostris Fonte: Embrapa . como mencionado para a broca-do-olho. As lagartas se alimentam da parte interna do tronco. onde faz perfurações com o rostro. destruindo o meristema apical da planta e provocando a morte do coqueiro. com objetivo de se manter a isca sempre úmida. a qual atrairá o inseto para a armadilha. nos machos. com rostro recoberto por pelos avermelhados. Os ovos dão origem a lagartas brancas que medem cerca de 7. com um total de aproximadamente 250 ovos. A fêmea difere do macho por apresentar rostro mais curto e sem pelos. ou porções de cana-de-açúcar.1 a 5. poderá ocorrer uma redução na capacidade produtiva em até 75%.2.0 cm de comprimento. mais melaço na proporção de um litro de melaço para quatro litros de água. e colocando-se no seu interior. Controle: Como o controle químico é caro e de difícil aplicação em virtude do porte do coqueiro. pode ocorrer a quebra do estipe pela ação de ventos fortes. possuindo um "rostro" comprido e recurvado. Dos ovos surgem lagartas de cor esbranquiçada que podem atingir até 5 cm de comprimento. bem como destruir os insetos capturados. Quando o ataque é intenso e ocorre próximo a copa do coqueiro.1 Broca-do-olho do coqueiro O adulto é um besouro de cor preta (Rhinchophorus palmarum). pedaços da planta de coqueiro. coloca os ovos e posteriormente os cobre com uma camada cerosa para protegê-los do ressecamento. medindo de 4. sugere-se o controle através de inspeções constantes e periódicas no coqueiral visando detectar a postura e raspá-las com facão para destruir os ovos. Controle: Em função das dificuldades de controle químico.5 cm de comprimento. as lagartas penetram no tronco.5 a 6. formando galerias.3 cm comprimento.

com aspectos ásperos e freqüentemente apresentando rachaduras.5 cm. Dano causado pelo Eriophyes guerreronis no fruto Fonte: Embrapa . Gorgulho das flores e frutos O adulto é um pequeno besouro castanho (Parísoschoenus obesuius) medindo 3 cm . formando inúmeras galerias e provocando a queda prematura dos frutos.3. ataque que represente 20%. Nota-se. o controle através produtos químicos de ação por contato fica comprometido. methil parathion a 0. 11. usando-se um pequeno ferro. de coloração escura (Mecistomela margarita). Ácaro da necrose do coqueiro Normalmente o ácaro (Eriophyes guerreronis) desenvolve-se sob as brácteas dos cocos novos. são defeituosas e irregulares. em forma de anzol.4. que devem ser queimados. isto é.06% ou carbaryl a 0. Posteriormente a área danificada torna-se marrom escura. Adultos de Mecistomela margarita Fonte: Embrapa 11. trichiorfon a 0. que reduz a população da praga em mais de 90% com apenas uma pulverização.12%. é possível coletar as larvas da barata manualmente. O controle cultural consiste na coleta manual dos frutos atacados caídos no solo e dos que ainda se encontram presos nas inflorescências. que se desenvolve no interior das flores e pequenos frutos. tendo as margens dos élitros de cor amarela. O controle químico é feito através de pulverização com inseticidas que tenham a propriedade de agir por contato e penetração. podendo ser usado apenas produtos de ação sistêmica. O controle: é feito através de pulverização à base de endossulfan a 0.11. Controle: Em função dos ácaros se encontrarem protegidos pelas brácteas dos frutos. Os frutos danificados se deformam. A larva danifica as folhas novas e ainda fechadas que. Os estragos são provocados pela pequena larva branca de cabeça castanho-escuro.15%. sugando a seiva da epiderme e provoca cloroses que se estendem longitudinalmente por todo o fruto. também. Barata-do-coqueiro O adulto é um besouro de aproximadamente 2. além de tornar os frutos pouco atrativos para o consumidor de "coco-verde". ao abrirem.5. As pulverizações deverão ser dirigidas para as inflorescências recém-abertas e efetuadas quando as perdas tiverem expressão econômica. a presença de excrementos parecidos com serragem de madeira acumulados na axila da folha central. com as patas e antenaspretas.05%. Se os coqueiros forem baixos e a incidência da praga for pequena. Entretanto estes produtos não devem ser recomendados uma vez que estes deixam resíduos nos frutos. atrasando o desenvolvimento da planta. perdem peso e às vezes caem antes de atingir o ponto ideal colheita. com aproximadamente 20 cm.

os quais podem se tornar uma ameaça a saúde do consumidor. Controle: sugere-se a derrubada das lagartas com o emprego de varas e destruição mecânica das mesmas. cabeça avermelhada e listras longitudinais marrom-escura no dorso.6. Dos ovos surgem lagartas brancas. considerando-se que a água é consumida naturalmente. Traça da inflorescência O adulto é uma mariposa pequena ( Hiolospila ptychis). Alimentam-se do limbo foliar dos folíolos. visto que o controle químico não deve ser empregado. como forma de diminuir a fonte de inoculo.7. Lagartas de Brassolis sophoroe. 11. a qual faz a postura na inflorescência. Controle: devem ser controladas com o emprego de formicidas adequados. de hábito diurno. com pigmento no dorso e cabeça amarelada. As lagartas fazem ninhos unindo vários folíolos com fio de seda no interior onde passam o dia e só saem a noite para se alimentar. As lagartas surgidas dos ovos chegam a medir de 6 a 8 cm de comprimento. uma vez que seria necessário se fazer o emprego de inseticidas sistêmicos. podendo levar a um desfolhamento total da planta. tendo-se o cuidado de controlar os formigueiros tanto dentro quanto fora da propriedade. a qual faz a postura na base do pecíolo das folhas e folíolos.8. Fonte: Embrapa . provocando o desfolhamento total das plantas.11. e provocando a queda dos frutos atacados ainda pequenos. danificando os carpelos da flores femininas e perfurando os cocos novos na região das brácteas e instalando-se sob as mesmas onde se alimenta dos tecidos e abre galerias. Controle: sugere-se proceder a eliminação das inflorescências atacadas pela traça e queimá-las. Sintoma em “V” da queima-das-folhas. Fonte: Embrapa 11. Formigas As formigas saúvas causam sérios danos nos três primeiros anos de plantio da muda bem como no viveiro. Lagarta das folhas O adulto é uma borboleta grande (Brassolis sophoroe) medindo de 6 a 10 cm. As lagartas desenvolvemse nas inflorescências recém abertas do coqueiro.

Quando o ataque é severo. 12. gastando-se dois a três litros da solução por planta em coqueiros jovens ou já em produção e com até 6 metros de altura. O controle químico é feito com 6 a 8 pulverizações (através do pulverizador motorizado) com Benomyl (0. Lixa-pequena ou verrugose do coqueiro . margem ou meio dos folíolos. O tamanho da lesão está correlacionado positivamente com o estresse hídrico.1%) i. Determina. o ressecamento e a morte prematura das folhas que servem de apoio aos cachos que acabam pendurados ou se quebrando e caindo antes de os cocos completarem a sua maturação. lesões em forma de V.12. DOENÇAS Dentre as doenças. O vento é um meio de disseminação do fungo. os cachos ficam totalmente sem suporte. As menos susceptíveis são: PB 141. Nos folíolos. O fungo provoca a necrose das folhas inferiores. com expressiva queda na produtividade. Como medida de controle preventivo. a redução foliar. que secam prematuramente. Septofusídium eïegantyïum. GPY. AV e J e AVC. prejudicando a produção. os sintomas se desenvolvem a partir da extremidade da folha. a lixa pequena ou verrugose do coqueiro (Phyllachora torrendiella). mancha foliar ou Helmintosporiose (Dreschlera incurvata) e a qeima-das-folhas ( botryosphaeria cocogena).a. no início. Curvularia sp e Pestalotia sp. desenvolvendo-se em direção ao raquis. 12.1. destacam -se como de maior importância o anel-vermelho do coqueiro (Bursaphelenchus cocophilus). provocando. Penicillium sp. (solventes químicos diferentes) em intervalos de 14 dias. Queima-das-folhas -Botryosphaeria cocogena A doença se manifesta nas folhas inferiores da planta.Phyllachora torrendiella A doença é caracterizada por pequenos pontos negros (verrugas) que ocorrem por todas as áreas dos folíolos. ainda. a partir de um ano e seis meses do cultivo no campo. Ainda não foram detectadas variedades resistentes à doença. A doença provoca o empodrecimento. raquis e frutos do coqueiro. os sintomas se caracterizam por manchas marrom-avermelhado que se localizam na extremidade. Freqüentemente. Cladosporium cladosporioides. recomenda-se a remoção e a queima das folhas mortas.2. O controle biológico é feito com os fungos Acremonium sp. Lixa pequena em coqueiro Fonte: Embrapa .1%) + Carbendazim (0.

Deve-se também evitar o corte excessivo das folhas funcionais. com exceção de um tufo central de folhas verdes que. Fonte: Embrapa 12. com grossos peritécios de coloração marrom. A adubação mineral tem efeito sobre a incidência da lixa no primeiro ano de plantio. O nematóide causador da doença é vetoriado pelo R. palmarum ou através das raízes. Não se observa queda de frutos e de inflorescências. Lixa-grande no raquis da folha do coqueiro. na presença de K. é mais severa.4.3 Lixa-grande -Spareodothis acrocomiae A doença se manifesta sobre o limbo. Os estremas desse fungo soltam-se facilmente.Bursaphelenchus cocophilus Em estádio avançado da doença. ao contrário dos estremas da lixapequena. verifica-se um anel vermelho de 2 a 4cm de largura e a 3-5cm da periferia.12. Ferramentas utilizadas no corte de plantas atacadas devem ser limpas antes de serem utilizadas em plantas sadias. Anel-vermelho . As armadilhas com iscas atrativas devem ser dispostas ao redor do plantio e as iscas devem ser trocadas a cada 715 dias. O controle biológico é feito como o da Lixapequena. as copas das palmeiras ficam com aspecto amarelo-ouro. dobra-se e seca. ocorrendo então a morte da planta. O controle é feito com a erradicação das plantas afetadas e a utilização de iscas atrativas para o vetor. Sintomas internos da doença anel-vermelho Fonte: Embrapa . Estas duas doenças são consideradas portas de entrada para o agente da Queima-dasfolhas. A presença de nitrogênio e/ou de fósforo proporcionam menor incidência da doença que. nervura dos folíolos e raquis foliar. que podem atingir até 2mm de diâmetro. Efetuando-se um corte transversal do estipe. finalmente.

Aspecto interno da podridão seca Fonte: Embrapa . Podem ser utilizados inseticidas sistêmicos através da raiz do coqueiro (Azodrin ou Nuvacron). de forma elíptica e alongada. O Monocrotophos (acaricida) aplicado a cada 3 meses age por fumigação e contato. Mancha Foliar ou Helmintosporiose -Dreschslera incurvata Pequenas lesões nas folhas do coqueiro. evoluindo da extremidade para a base da Inflorescência com ataque de Murchade-phytomonas Antes da folhagem tornar-se completamente marrom. nas folhas inferiores. a eliminação de gramíneas e insetos através do Aldicarb e a aplicação de injeção de 50ml de Oxitetraciclina abaixo do meristema. Pode-se utilizar.a. Folicur). A doença começa pelo amarelecimento e depois empardecimento dos folíolos terminais das folhas mais baixas. O controle da doença no viveiro e em plantas com até 5 anos é feito através de adubação balanceada. também. /litro {Lincus spp) e Thiodan para o Ochierus. Sugerem-se. Outro cuidado recomendado é a eliminação de ervas daninhas.12. Nos primeiros casos da doença. aparecem no coleto lesões internas. ocorrendo ressecamento generalizado em torno de 4 a 6 semanas. principalmente em locais mais úmidos. Simultaneamente ao desenvolvimento dos sintomas nas folhas.5. com aparência de cortiça. Os insetos vetores devem receber combate sistemático usando-se Deltametrina à razão de 2g i. 12. a paralisação do crescimento da planta. ou outro fungicida de contato garante controle adequado. Para controlar a doença. Todas as folhas secam. a folha central da planta fica totalmente seca. a utilização de Maneb a 2% i. marrons. localizadas na flecha ou na folha recémaberta. As coroas devem ser mantidas limpas.6. podendo ocorrer. recomenda-se o consórcio com leguminosas. Efetuando-se o controle das plantas de cobertura. de cor marrom com halo amarelo-ouro. Em etapa mais avançada. Dithane M 45 ou Captan (Score. pulverizações com Monocrotophos à base de 20ml/100 litros de água. que não afeiam a emergência de microhimenópteros parasitóides de Lincus spp.7. ainda. inicialmente.a. Murcha-de-phytomonas -Phytomonas sp. isoladas ou em cadeias. 12. também. Inflorescência com ataque de Murcha-dephytomonas Fonte: Embrapa A roçagem mecânica expõe as formas adultas do inseto à radiação solar. A doença se desenvolve. progredindo para a parte superior da planta. a podridão flecha já alcançou o meristema central da folha e das folhas inferiores para as mais altas. sem excesso de nitrogênio. já que a podridão alcança o meristema central. Podridão Seca (agente causador desconhecido) Pequenas manchas esbranquiçadas. são as primeiras manifestações da doença. O controle da doença é feito pela eliminação dos coqueiros doentes.

COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO O ponto de colheita do coco depende da variedade cultivada e do destino da produção. onde o fruto é comercializado seco para a indústria de processamento. ∗ Os dados do quinto ano com irrigação por aspersão foram obtidos na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais e referem-se ao semi-árido mineiro e a coqueiral com três anos e meio de implantação. podendo ser também comercializados em feiras-livre. quando a água se encontra com o sabor mais agradável. em função do consumo da água.40. Os frutos são colhidos através do corte do cacho com um golpe de facão. os quais se responsabilizam pela colheita e sua despesa. IDADE (anos) 3 4 5 6 7 8 9 10 Fonte: PESAGRO-RIO FRUTOS/PLANTA/ANO* Aspersão 80 100 130 150 180 200 230 260 Localizada 90 120 150 180 210 240 270 300 ∗ Os dados do quarto ano com irrigação localizada foram coletados na área de Quissamã-RJ. Com o aperfeiçoamento do sistema de embalagem por parte da industria. Quadro 5: Produção estimada por planta/ano com irrigação convencional por aspersão e irrigação localizada na cultura do coqueiro-anão-verde.13. surgem grandes perspectivas de se aumentar a demanda por coco-verde por parte da indústria. tendo-se o cuidado de amarrá-lo com uma corda e segurá-la para diminuir o impacto dos frutos com o solo. os quais repassam para a indústria de processamento. e consequentemente a planta emite em média. a comercialização ocorre através de agentes intermediários. no caso do coco-verde.12 meses após a abertura da inflorescência. de forma que o produtor possa obter melhores preços que os obtidos pela venda aos intermediários. dependendo da época do ano e do volume de produção. onde o fruto é destinado basicamente para o mercado de coco-verde. Na maioria dos casos.1. No caso do coqueiro-anão. O coco-verde é comercializado em cachos ou a granel. o coco encontra-se no ponto de colheita aos 11 . Para as variedades Gigantes e híbridas. ∗ Os dados do sexto ao décimo ano foram estimados. devendo ser mantidos protegidos do sol. Considerando-se um bom nível de manejo empregado no cultivo e a idade da planta. Estimativa de produção Considerando-se que o coqueiro anão emite uma inflorescência a intervalos médios de 21 dias. de forma que pode tornar-se possível a realização de contratos de fornecimento de coco-verde entre produtores e indústria. Na propriedade o coco-verde atinge um preço médio variando de R$0.20 a R$0. os frutos devem ser colhidos com idade variando entre oito e nove meses após a abertura da inflorescência. . de 15 a 17 cachos/mês. etc. de forma que sua longevidade não seja afetada. Centrais de abastecimento. lanchonetes. O coco seco é comercializado a granel. 13. quando o coqueiro se encontrar alto e assim reduzir a perda de frutos por rachaduras. bem como do mercado ao qual se destina o produto. de forma que possibilita se obter produção durante o ano todo. a produtividade é estimada conforme o quadro 5. e geralmente é intermediado por terceiros. sem casca.

A Cultura do Coqueiro no Brasil.00 / planta/ano.14. et al. Aracaju: SPI. o custo unitário do fruto gira em torno de R$ 0. FRÉMOND.A. sendo que. Devese ressaltar que se tratam de subprodutos da indústria da compra do coco para fins de produção de óleo. J. A cultura do coco-verde: Perspectivas. FAO. D. No Rio de Janeiro. BARROS.02. pois já se encontra no mercado água de coco engarrafada ou em outros tipos de embalagens. A meta a atingir é de 5% do consumo anual de refrigerantes. REFERÊNCIAS BILBIOGRAFICAS RÊGO FILHO. Roma. NUCÉ de LAMOTHE. CUSTOS E RENTABILIDADE O coqueiro é uma cultura de custo relativamente baixo. D. Brasília: Embrapa. 1992. encontra-se água de coco importada das Filipinas a R$ 0.07 para os frutos das variedades Anã. WARWICK. G. Quando bem manejada. atualmente. 1998.N. A água e a polpa do coco-verde têm.25 tanto para o coco-verde quanto para o coco-seco.. principalmente no mercado da Grande São Paulo.784 372 14. em torno de R$ 4.700 litros/ano.48p. . a GALLO. ZILLER.04 e R$ 0.92 a caixinha.5 COCO-DA-PRAIA 2. Barcelona: Blume. São Paulo: Melhoramento. Wallingford: CAB. Híbrido e Gigante respectivamente. Replanting the tree of life: towards an international agenda for coconut palm research. enquanto que o valor médio recebido pelo produtor na comercialização gira em torno de R$ 0. FERREIRA..M. R$ 0. 16. 1969. Manual de entomologia agrícola. as indústrias padronizam a água comercializada com 60% procedente de coco-verde e 40% de coco amadurecido. 1999. 50. sendo água de coco do tipo coco-da-praia ou de plantas híbridas. L. D. Regina Célia Alves et al. R.R. SIQUEIRA.N. PERLEY. A cultura do coqueiro no Brasil. M. Y. São Paulo: Editora Agronômica Ceres. FERREIRA. excelente mercado.J. WARWICK. M. O consumo atual de água de coco é de 119. Julio César da Silva monteiro de CELESTINO. L.. 1973. 2 ed. SIQUEIRA.G. J. London: Longman.33% do consumo de refrigerantes no Brasil. FERRI. 1996. INDUSTRIALIZAÇÃO O coco-anão leva vantagens em relação ao coco-da-praia no que se refere ao rendimento em água.. Botânica: Morfologia externa das Plantas (organografia).R.187 326 27.M. 1994. v. Niterói: PESAGRO-RIO. R. Quadro 6: Comparação entre o coco anão e o coco-da-praia no que se refere ao rendimento em água. Coconuts. tecnologias e viabilidade.S. CHILD. 1974. Luiz de Moraes. FATORES Peso médio do coco(g) Volume de água (ml) % de água Fonte: PESAGRO-RIO COCO-ANÃO 1.4 Este aspecto deve ser considerado. (eds). 15. de El cocotero.S.A. Yearbooks production. com características organolépticas distintas e inferiores às da água do coco-anão-verde. 1998. o que equivale a 1.

D. 7p.. Rio de Janeiro.L. Aracaju: CPATC. E. Anel vermelho do coqueiro: aspectos gerais e medidas de controle.N. 05). de Q.R. DONALD.. (Comunicado Técnico. jul. SANTANA.C.IBGE. . Anuário Estatístico do Brasil. WARWICK. v.R. D. 1996.1995. 50.

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