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Farmaceutico Pericia Criminal

Farmaceutico Pericia Criminal

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O PapeI do FarmacêutIco

na Per¡cIa CrImInaI
ProI. Dr. Davyson MoreIra
ConsuItor - ProIessor- PesquIsador FIOCRU2
davysonmoreIra«botmaII.com
TwItter: «davysonmoreIra
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ATUAR NA8 AREA8 DE OUÍM¡CA E
TOX¡COLOG¡A FOREN8E
Recentidade e Resíduos de Disparo de Arma de Fogo;
Resíduos de ExpIosivos;
Exames MetaIográficos;
Identificação de Substâncias;
Identificação de fIuidos humanos (sangue);
Caracterização de tintas.
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C¡ENC¡A FOREN8E
Conceitos Básicos:
· (a) Ìdentificação:
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!eritos em IocaI de crime. Identificação e coIeta de materiaI.
Reproduzidos de www.nis.wvu.edu/ releases/Crimehouse.htm e www.dickinson.edu/ departments/biol/courses.html, respectivamente.
C¡ENC¡A FOREN8E
(c) IndividuaIização e Caracterização:
metodos Iisico-quimicos de analise são
usados para a caracterizacão de drogas ilegais
papeIotes materiaI
vegetaI
C¡ENC¡A FOREN8E
(d) Associação:
fios de cabelo
sangue
impressões digitais
saliva
DNA
datiloscópico
MateriaI
Exames
associação
testemunha
suspeito
LocaI de Crime
Uso de Plantas e Substâncias Tóxicas com Interesse para Perícia
Casos de envenenamento são comuns desde os primórdios da
humanidade
Exemplo Historico. nvenenamento de Socrates com o uso de cicuta (Conium
maculatum L.), planta rica em alcaloides do tipo piperidinico.

C

coniina (Conium maculatum L.)
!iperidínico
!rodutos contendo ARSÊIO
(As) eram comuns na
IngIaterra do SécuIo XIX.
Esses produtos foram usados
em diversos crimes.
rsênio Branco
Verde Paris
marelo Rei
Endeavour 22 (4) 143-147 1998.
Veneno p/ ratos
Inseticida, pigmento
pigmento
!ara a resoIução de casos de envenenamento, diversos testes
químicos foram desenvoIvidos. Os testes iniciais se
baseavam em aIteração de COR
O
O H
O H
H
NH
H
Esses testes eram
apenas quaIitativos!
Epsula floral da
papoula
%estes mais precisos para a caracterização de
substâncias foram desenvoIvidos. Esses testes
permitem a identificação das substâncias (exame
quaIitativo) e sua quantidade nas amostras (exame
quantitativo).
Teste/ Metodologia:
- Caracterizacão utilizando reagentes especiIicos;
- nsaios cromatograIicos: ccI, CG, CG/ , CL;
- nalise spectrometrica: R, , RX, V;
- nalise spectroIotometrica: UV-VIS, IV.
ccf de corantes
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Modernas Técnicas de Analise
Cromatografia em camada deIgada:
Técnica muito utilizada devido baixo custo rapidez
e eficiência quando se trabalha com padrões.
trato de C. sativa mostras de cocaina
nalise de tintas de caneta
lcaloides de Datura
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Cromatografia com Fase Gasosa AcopIada à Espectrometria de Massas:
Técnica de anElise bastante eficiente para o estudo de substâncias termoestEveis.
nalise de Drogas licitas e ilicitas
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Modernas Técnicas de Analise
O FarmacêutIco na IdentIIIcação
de Drogas
Indetificação:
Em amostras de material biológico (toxicologia forense):
Extração do material biológico e identificação.
A identificação preliminar se propões a analisar de maneira geral para garantir a prisão em
flagrante delito;
A identificação definitiva se propões a certificar de maneira inequívoca a natureza do
material submetido à análise;
O perito criminal usará metodologias analíticas para constatar a natureza e quantidade
diretamente no material submetido a exame.
O perito em toxicologia trabalha com amostras biológicas e de interesse toxicológico. Este
profissional também usa metodologias analíticas para constatar a natureza e quantidade do
material submetido à análise.
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!ERÍC¡A
C!! - Art. 158:
QUANDO A ÌNFRAÇÃO DEÌXAR VESTÍGÌOS, SERÁ
ÌNDÌSPENSÁVEL O EXAME DE CORPO DE DELÌTO,
DÌRETO OU ÌNDÌRETO, NÃO PODENDO SUPRÌ-LO A
CONFÌSSÃO DO ACUSADO.
EXAME DE COR!O DE DELI%O - É o conjunto dos
elementos sensíveis do fato criminal (J. Mendes)
EXAME DE LESÕES COR!ORAIS - Conjunto de exames
dos vestígios intrínsecos, objeto da medicina legal
(realizado em pessoas que estiveram em contato direto ou
indireto com os eventos do crime).
%ochetto, D. %7atado de Pe7Jcias C7iminalJsticas, 1999.
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!ERÍC¡A
C!! - Art. 157:
O juiz formará sua convicção para livre apreciação da prova.
C!! - Art. 182:
O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou
rejeitá-lo, no todo ou em parte.
C!! - Art. 159 (modificado peIa Lei 11.690/ 2008)
O exame de corpo de delito e outras perícias serão
realizados por perito oficial, portador de diploma de curso
superior.
§1º Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas,
portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as
que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.
C!!, art. 160:
Os peritos eIaborarão o Iaudo periciaI,
onde descreverão minuciosamente o que
examinarem e responderão os quesitos
formuIados.
LAUDO !ER¡C¡AL
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audo Preliminar de AnElise:
W Deve ser emitido em ate 24 h.
W mpregam-se testes rapidos e de Iacil eecucão (e. testes indicativos baseados
em cor).
W Pode ser Ieito no laboratorio dos Institutos de Criminalistica ou no proprio local
do delito (e. barreiras policiais, plantacões, depositos de materiais com
substâncias proscritas, etc.).
W Visam Constatar: caracteristicas, natureza (preliminar) e quantidade do material.
Kits para testar a presenca
de drogas de abuso
(cocaina, THCs, morIina,
heroina, anIetaminas, etc.).
LAUDO !ER¡C¡AL
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audo Definitivo de AnElise:
W Deve ser emitido em ate 10 dias (prorrogacões de prazo são possiveis, dependendo
do caso).
W Utilizam-se testes mais precisos para se constatar a natureza e/ ou teor das
substâncias em analise: cromatograIia em camada Iina, cromatograIia com Iase
gasosa, cromatograIia com Iase liquida, IV, UV/VIS, CG/, R, entre outros.
W Visam constatar: caracteristicas, natureza (inequivoca) e quantidade do material.
THCs
padrão
contaminates
ccf de amostras suspeitas
de conterem %8
ccf de amostras suspeitas
de conterem .o.aina
LAUDO !ER¡C¡AL
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LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
DE !REVEÇÃO E
RE!RESSÃO AO %RÁFICO:
Lei n. 6.68 (21-10-1976) - Revogada
Lei n. 10.409 (11-01-2002) - Revogada
Lei n. 11.4 (2-08-2006) - em Vigor
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Lei n. 11.4 (25-08-2006)
nstitui o Sistema Nacional de PolJticas Públicas
sob7e D7ogas - Sisnad; p7esc7eve medidas pa7a
p7evenção do uso indevido, atenção e 7einse7ção
social de usuá7ios e dependentes de d7ogas;
estabelece no7mas pa7a 7ep7essão à p7odução não
auto7izada e ao t7áfico ilJcito de d7ogas; define c7imes
e dá out7as p7ovidências."
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Lei n. 11.4 (2-08-2006)
7t. 1
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- Pa7ág7afo Único - Pa7a fins desta Lei,
conside7am-se como d7ogas as substâncias ou os
p7odutos capazes de causa7 dependência, assim
especificados em lei ou 7elacionados em listas
atualizadas pe7iodicamente pelo Pode7 Executivo da
União.
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ReIação das Substâncias
Entorpecentes: !ort. 44, de 12-05-98
p7ova o Regulamento %Fcnico sob7e substâncias e
medicamentos sujeitos a cont7ole especial.
Essa !ortaria passa por atuaIizações constantes,
conforme determinado peIa Lei n. 11.4.
UItima atuaIização em JuIho de 2009
(RDC nº 40)
AÁLISE DE DROGAS
DROGAS DE ABUSO - QuaIquer substância ou preparação
contendo moIécuIas que promovam aIteração do estado de
consciência.
exemplos: maconha, THCs, cocaína (em suas diferentes formas), ópio,
heroína, LSD.
morfina
ópio
papoula
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O H
O H
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Drogas de busopreendidas pela PF em 2004
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DROGA QNTD UN
L.S.D. 715 PT
Lanca PerIume 70.469 FR
cstasy 81.951 U
aconha 153.657.446,58 GR
erla 19.965,00 GR
orIina - GR
Pasta Base 571.928,81 GR
Pes de aconha 552.343 Pes
Psicotropicos 1.347,00 CP
Cocaina 7.197.270,21 GR
Crack 100.410,46 GR
Heroina 50.135,00 GR
Haie 66.112,27 GR
QNTD quantidade; UN unidade; FR Irascos / GR gramas / LT Litros / PT Pontos / U
Unidades / CP comprimido.
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IDE%IFICAÇÃO DE DROGAS: LEGISLAÇÃO
Portaria 344 de 12/05/1998 .
W Atualizacões da Port. 344/ 98 (última atualizacão em 1ulho de 2009 RD 40)
WPortaria 344/98 - Substâncias/ Drogas de Interesse:
ista B1 (Psicotrópicos) - barbitúricos diazepínicos cloreto de etila.
ista D1 ( Precursoras de Psicotrópicos e/ ou Entorpecentes) - safrol ergotamina.
ista D2 (Insumos Químicos) - Acetona cloreto de etila clorofórmio.
ista E (Plantas) - annabi8 8ativa avi.ep8 pa8pai Datura 8uaveoen8 Ervthroxvum
.o.a Papaver 8omniferum Lophophora wiiam8ii Pre8tonia amazoni.a.
ista F (Subst. Proscritas) - F1 (Entorpecentes) cocaína ecgonina heroína.
ista F2 (Psicotrópicas) - SD anfetaminas (DMA MDMA- ecstasy)
dimetiltriptamina mescalina psilocibina psilocina TH.
ista F4 (Outras Substâncias) - estricnina terfenadina.
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IDE%IFICAÇÃO DE DROGAS: LEGISLAÇÃO
Portaria 344 de 12/05/1998 .
W Atualizacões da Port. 344/ 98 (última atualizacão em 1ulho de 2009 RD 40)
WPortaria 344/98 - Substâncias/ Drogas de Interesse:
ista D1 ( Precursoras de Psicotrópicos e/ ou Entorpecentes sujeitas à receita médica
sem retencão):
Safrol ergotamina efedrina pseudoefedrina leo de sassafrEs leo de pimenta
longa piperidina piperonal.
Adendo:
3) excetua-se do controle estabelecido nas Portarias SVS/MS n.º344/98 e 6/99 as
formulacões não medicamentosas que contém as substâncias desta lista quando se
destinarem a outros seguimentos industriais;
4) O óleo de pimenta longa é obtido da extracão das folhas e dos talos finos da Piper
hi8pidinervum .D. planta nativa da Região Norte do Brasil.
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IDE%IFICAÇÃO DE DROGAS: LEGISLAÇÃO
Atualizacões da Port. 344/ 98 (última atualizacão em julho de 2009) ista E (Plantas) -
annabi88ativa avi.ep8pa8pai Datura8uaveoen8 Ervthroxvum.o.a Papaver
8omniferum Lophophorawiiam8ii Pre8toniaamazoni.a.
dendo: 1) Iicam tambem sob controle, todas as substâncias obtidas a partir das plantas
elencadas acima, bem como os sais, isômeros, esteres e eteres destas substâncias.
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Plant material and solvent
Extract
oncentration
Acidified Extract (Alk. as salts)
Organic solvent dissove Impurities
Acidification
Alkalinization
Alkaline aqueous layer
Organic solvent dissove Alkaloids
Extração de Drogas Básicas
IdentlIlcacão Prellmlnar de Alcalóldes: IdentlIlcacão Prellmlnar de Alcalóldes:
1. Teste de Vitale 1. Teste de Vitale--Morin Morin
1 ml alcaloide
1.Evaporar ate secura
2. Resfriar
Add 2 qotas de
HNO
3
conc.
1.Evaporar ate secura
2. Resfriar
Add 1 qota de sol.
1U% KOH
VlOLETA !!! VlOLETA !!!
2. Teste de CHEN 2. Teste de CHEN
1 ml alcalóide
+
Gotas de CUSO
4
Add 1 ml 2U% NAOH
Add eter de Petróleo
1 ml
Aqitacão
Coloracão purpura na
Camada orqánica
Coloracão azulada na
Camada inferior
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#eagentes Gerals de Preclptacão: #eagentes Gerals de Preclptacão:
1. Mayer: Branco
2. Waqner: Marrom Avermelhado
3. Åcido Tánico: Branco Amarelado
4. Hqcl
2
: Branco
5. Draqendorff: Laranja Avermelhado
#eagentes Gerals de Coloracão: #eagentes Gerals de Coloracão:
1. Mandalin: Alteracão de cor
2. Froehd: Alteracão de cor
3. Marquis: Alteracão de cor
4. Erdmann: Alteracão de cor
5. HNO
3
conc.: Coloracão amarelada
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#eagentes #eagentes Gerals Gerals de de IdentlIlcacão IdentlIlcacão: :
Reativo MetodoIogia de !reparo
Dragerdorff Subnitrato de bismuto; iodobismutato de K
Erhlich 1g de 5-dimetilaminobenzaldeido em 10ml de
MeOH, seguido de add de 1 ml de ácido
ortofosfórico. Positivo: Violeta ou Violeta
esverdeado.
Marquis (1) 8-10 gotas de formaldeido (40%) em ácido
acético glacial 10ml; (2) ác. Sulfúrico
concentrado. Colocar o material de teste em
uma placa. Add 1 gt de (1) e 2 gts de (2):
Positivo: coloração laranja.
Mayer Ìodeto de mercúrio e potássio
Vagner Ìodeto de potássio/ Ì
2
Mandalin Ácido sulfovanílico
Froehd Ácido fosfomolibídico
Erdmann HNO
3
conc/ H
2
SO
4
conc
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istórico:
Planta utilizada para fins medicinais há mais de 4.000 anos;
Os chineses e persas preparavam incensos com essa planta e os empregavam
para fins religiosos;
Foi intensamente usada para fins medicinais até o início do século XX;
Passou a ser proibida, pois estava sendo usada indiscriminadamente para alterar
o estado de consciência.
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
. sativa é uma planta herbácea,
pertencente a família Cannabaceae,
amplamente cultivada em muitas
partes do mundo. As folhas são
finamente recortadas em segmentos
lineares (geralmente em número ímpar,
7 ou 9). Suas flores são unissexuais
(planta dióica) e com pêlos granulosos
que, nas femininas, segregam uma
resina. O caule possui fibras
industrialmente importantes,
conhecidas como cânhamo.
Subespécies e Variedades:
. sativa subsp. sativa
. sativa subsp. sativa var. sativa
. sativa subsp. sativa var. s54ntanea
. sativa subsp. indica
. sativa subsp. indica var. indica
. sativa subsp. indica var. kafiristanica
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
Botânica:
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FarmacoIogia:
Possui inúmeras ações no SNC, incluindo sedativa e tranquilizante;
Essas substâncias agem em receptores de canabinóides, localizados em áreas
específicas do SNC.
Coordenação do
corpo e
movimento
Aprendizado e
memória
Funções
cognitivas
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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Química:
Os princípios ativos de . sativa são monoterpenos modificados chamados
canabinóides (D-8-tetraidrocanabinol, canabidiol, canabinol);
Os canabinóides estão presentes em todas as partes do vegetal (menor
quantidade nas sementes);
Existem variedades ricas em THCs (chegam a conter até 20%, variedade
espanhola, sem semente);
O óleo extraído de . sativa (haxixe) também é rico em THC.
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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Química:
canabidioI
canabinoI
8-tetrahidrocanabinoI
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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%oxicocinética (Canabinóides):
O THC é metabolizado no fígado pela CYP 450 essencialmente a 11-hidróxi-
THC (potencialmente mais ativo do que o THC), mas existe uma enorme
variedade de metabólitos, com elevados tempos de meia-vida. Posteriormente, o
11-hidroxi-THC pode ainda ser substrato da álcool desidrogenase;
Devido à seqüestração para o tecido adiposo, o tempo de meia-vida do THC
pode variar desde 20h até 10~13 dias;
25% dos metabolitos são eliminados na urina sob a forma de éster de ácido
glucurônico;
A maioria é liberada no intestino pelo fígado, e pode ser reabsorvido (circulação
entero-hepática), prolongando a sua ação, ou eliminado nas fezes onde se verifica
a predominância da forma não conjugada;
eliminação total pode demorar até 30 dias. Metodologias de análise modernas
podem detectar a presença de canabinóides no sangue mesmo após 6 meses do
término do uso.
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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%oxicidade Aguda (%C):
A toxicidade aguda do THC é muito baixa. A dose letal em humanos não é ainda
conhecida nem há relatos comprovados de morte em seres humanos por THC ou
Canabis.
A gravidade, duração e frequência destes sintomas variam com a
susceptibilidade do indivíduo, com meio cultural em que este se insere e com a
frequência e intensidade do consumo prévio de Canabis;
No cérebro, o consumo agudo de Canabis pode desencadear efeitos adversos
psicóticos, cognitivos e no controlo psicomotor.
%oxicidade Crônica (%C):
O uso de Canabis por longos períodos de tempo não está associado à morte de
animais ou humanos, mas estão descritos diversos efeitos crônicos devido ao uso
de Canabis, efeitos estes que dependem da intensidade e duração do consumo.
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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Dependência Física: NÃO
Dependência !sicoIógica: SÌM
Identificação !reIiminar: Reação com Fast Blue Salt
(coloração avermelhada); Duquenois-Levine (acetaldeído com
vanilina).
Identificação Definitiva:
· Aspéctos Botânicos: Análise morfológica das Folhas, aroma,
observação das sementes, flores.
· Análise Química: FBS, ccf ou CG c/ padrão.
Papelotes com 8ativa Pães com 8ativa
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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Identificação: (Reagente Duquenois-Levine)
Adição do Reagente
ao extrato seco
Adição de ácido
cIorídrico
Adição de
cIorofórmio
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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!acotes com C. sativa
Cannabis sativa L. (Cannabaceae)
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hat ou qat: Catha edulis (CeIastraceae)
istórico:
Planta estimulante do SNC que apresenta efeito similar aos da efedra ou das anfetaminas.
Árvore sempre-verde que cresce em grandes altitudes do Leste ao Sul da África, assim como
no Afeganistão, Ìêmen e Madagáscar. Na África, muitas pessoas mastigam suas folhas ainda
frescas para tornar a vida um pouco mais agradável, e também é utilizada em várias
cerimônias, como casamentos.
hat ou qat: Catha edulis (CeIastraceae)
Química:
Planta rica no alcalóide (protoalcalóides do grupo das fenilpropanolaminas) catina e
catinona (planta fresca). A catinona é instável e se decompõe em catina e norefedrina (por
aquecimento, por exemplo). Substância inscrita na lista F2 da RDC 40, Port. 344/98.
FarmacoIogia:
As folhas do khat são mastigadas o que promove liberação dos princípios ativos catina e
catinona. Essas substâncias agem na recaptação das catecolaminas, principalmente da
noradrenalina, além de atuarem (catinona) diretamente em receptores de serotonina. Seus
efeitos incluem:
euforia,
excitação
perda de apetite
constirpação
O uso dessa planta promove efeitos similares ao das anfetaminas do tipo ecstasy. Efeitos
alucinogênicos também já foram descritos para essa planta.
OBS: As substâncias são absorvidas entre 15 e 30 minutos e a metabolização no fígado gera
a norefedrina.
Alucinógeno
Estimulante
Identificação: Marquis (amarelo/ laranja) ; CG/EM
Cacto São !edro: Echinopsis pachanoi (Cactaceae)
istórico:
Planta originária da região dos Andes peruanos (2000- 3000 m), da família dos cactos e
que recebe o nome popular local de Wachuma. Também encontrada na Argentina, Chile,
Bolívia e Equador, sendo hoje cultivada em várias partes do mundo. Seu uso ritualístico
remonta há mais de 3000 anos. Em alguns lugares recebe a denominação católica de Cacto
de São Pedro em alusão à transcendência que a planta proporciona. Este cacto floresce a
noite. Seus frutos são comestíveis.
Química:
Este cacto contém diversos protoalcalóides, incluindo mescaIina (0.21 - 1.8%), 3,4-
dimetoxifeniletilamina, 4-hidroxi-3-metoxifeniletilamina, anhalonidina, anhalinina, hordenina.
FarmacoIogia:
O componente ativo do cactos São Pedro é a mescalina que atua no SNC produzindo
alucinações. A hordenina apresenta interessantes propriedades antimicrobianas.
Identificação: Marquis (amarelo/ laranja) ; CG/EM; CCD com padrão.
Cacto São !edro: Echinopsis pachanoi (Cactaceae)
SIavia: Salvia divino7um EpIing & Jativa (Lamiaceae)
istórico:
Planta herbácea pertencente à família Lamiaceae (hortelã), usada em cerimônias religiosas
por curandeiros da tribo mexicana dos Mazatec (Oaxaca, México). Essa planta recebeu este
nome devido suas propriedades alucinógenas, pois acredita-se que facilite o contato com as
divindades. O primeiro registro das propriedades dessa planta se deu em 1939 por Jean
Basset Johnson. As preparações tradicionais utilizam de 20 a 80 folhas frescas para extração
de um suco que é misturado a água (preparação de um chá).
Química:
Esse vegetal apresenta como constituinte ativo um diterpeno de nome SaIvinorina A
(0,18% na planta seca). Outros: divinatorinas e salvinicinas. Não inscritas na Port. 344/98.
FarmacoIogia:
Sem ação em receptores de serotonina (5HT
2
÷ LSD);
Age em receptores de opióides, seletivo para receptor .
Primeira substâncias não alcaloídica a agir em receptor opióide;
Mais potente (estado de transe, visionário) do que o LSD (200
a 1000 3g quando fumado);
Os efeitos alucinógenos duram de minutos até uma hora
(menos prolongado do que os do LSD) ÷ fumado: 5 a 10 min;
mastigado: 10 a 20 min. Efeitos alucinógenos incluem: visões
passadas (infância), lugares, sensação de ser empurrado e de
se misturar com objetos. Transe similar ao da ioga e de
meditação.
Ìnibe a motilidade intestinal;
Identificação: Reagente geral de identificação de diterpenos (proposta: uso do reativo
de Ehrlich para detecção do anel furânico); CLAE/EM
SIavia: Salvia divino7um EpIing & Jativa (Lamiaceae)
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LUMIOL (-amino-ftaIhidrazida)
Substância capaz de detectar a presença de hemogIobina.
luminol
ecanismo de cão: O luminol e
usado em solucão basica, na presenca de
peroido de hidrogênio (oidante). Para que
haia reacão entre essas duas substâncias,
eiste a necessidade de um catalizador. O
Ierro presente na hemoglobina Iunciona como
catalizador originando uma susbtância que
produz Iluorescência sob luz UV.
davysonmoreIra«botmaII.com
Facebook: Davyson MoreIra
TwItter: «davysonmoreIra

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