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Apostila de Direito de Família

Apostila de Direito de Família

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Unidade 1 – Direito de Família 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 Origem, evolução histórico e concepção moderna. Noção de Direito de Família. Conteúdo e caracteres. Conceito.

Natureza do Direito de Família.

Unidade 2 – Esponsais ou Promessa de Casamento 2.1 Conceito. 2.2 Efeitos da ruptura do casamento no Direito Brasileiro. Unidade 3 – Casamento 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 Conceito Breve Histórico Natureza Jurídica Caracteres e fins essenciais. Casamento civil e religioso.

Unidade 4 – Habilitação 4.1 Requisitos e pressupostos matrimoniais. 4.2 Processo de habilitação. Unidade 5 – Impedimentos Matrimoniais 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 Conceito. Classificação. Impedimentos dirimentes públicos ou absolutos. Impedimentos dirimentes privados ou relativos. Impedimentos impedientes ou proibitivos. Oposição dos impedimentos matrimoniais.

Unidade 6 – Celebração do Casamento 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7 Solenidades. Casamento nuncupativo. Casamento por procuração. Casamento religioso com efeitos civis. Casamento perante a Autoridade Diplomática ou Consular. Prova específica e posse do estado de casado. Prova do casamento realizado no exterior.

Unidade 7 – Efeitos Jurídicos do Casamento 7.1 7.2 7.3 7.4 Efeitos do casamento em geral. Efeitos patrimoniais. Deveres de ambos os cônjuges. Direitos e deveres do marido, casos de outorga uxória e de seu suprimento.

Unidade 8 – Ineficácia do Casamento 8.1 Distinção entre casamento nulo e anulável. 8.2 Titularidade para ação de nulidade absoluta do casamento, efeitos da boa-fé e da má-fé dos cônjuges no casamento nulo. 8.3 Casamento Putativo. 8.4 Casamento nulo, hipóteses de nulidade absoluta do casamento, efeitos da boa-fé e da má-fé no casamento nulo. 8.5 Casamento anulável, casos em que o casamento pode ser anulado, prazos para a propositura da ação de anulação de casamento.

Unidade 9 – Regime de Bens 9.1 Conceito 9.2 Regime de comunhão universal de bens, bens comuns e bens incomunicáveis, bens reservados da mulher que exerce profissão lucrativa, dissolução da comunhão. 9.3 Regime de comunhão parcial de bens, bens particulares e bens comuns, aqüestros. 9.4 Regime total de bens. 9.5 Regime de separação de bens, incomunicabilidade das dívidas, contribuição da mulher para os encargos do lar. 9.6 Pacto antenupcial, estipulações permitidas e estipulações proibidas, formalidades e eficácia. 9.7 Regime Legal. 9.8 Regime Obrigatório da separação. 9.9 Doações antenupciais, doações pelos próprios cônjuges e por terceiros. Unidade 10 – Concubinato 10.1 10.2 10.3 10.4 Concubina, companheira e convivente, distinções na jurisprudência. Reconhecimento da sociedade de fato, dissolução. União Estável. Uso do nome do companheiro pela concubina.

Unidade 11 – Parentesco 11.1 11.2 11.3 11.4 Parentesco em linha reta e em linha colateral. Sistema de contagem dos graus. Parentesco por consangüinidade e por afinidade. Parentesco Legítimo e Ilegítimo.

Unidade 12 – Filiação 12.1 Espécies. 12.2 Filiação legítima, regras gerais, prova de filiação legítima, legitimação, efeitos jurídicos. 12.3 Filiação ilegítima, reconhecimento de filho ilegítimo, investigações de paternidade e de maternidade. 12.4 Adoção, modalidades, requisitos. Unidade 13 – Pátrio Poder

13.1 13.2 13.3 13.4 13.5

Titulares e pessoas sujeitas ao pátrio poder. Deveres dos pais quanto à pessoa e bens dos filhos menores. Usufruto legal. Limitações quanto à disposição dos bens dos filhos. Suspensão, perda e extinção do pátrio poder.

Unidade 14 – Dissolução da Sociedade Conjugal 14.1 14.2 14.3 14.4 14.5 14.6 14.7 Separação consensual e litigiosa. Partilha de bens. Efeitos quanto à pessoa dos filhos. Restabelecimento da sociedade conjugal. Conservação da separação em divórcio. Divórcio direto. Separação de corpo.

Unidade 15 – Alimentos 15.1 15.2 15.3 15.4 15.5 Natureza jurídica da prestação alimentar. Pressupostos. Modalidades. Viabilidade. Inexecução da prestação.

Unidade 16 – Tutela 16.1 Modalidades. 16.2 Exercício da tutela. 16.3 Cessação e prestação de contas. Unidade 17 – Curatela 17.1 17.2 17.3 17.4 17.5 Modalidades. Pessoas sujeitas à curatela. Exercício da curatela. Validade dos atos praticados pelo interditando antes da interdição. Cessação da curatela.

Unidade 18 – Ausência 18.1 Administração provisória dos bens do ausente. 18.2 Limites para efeito matrimonial, à presunção de morte do ausente. Bibliografia Recomendada: RIZZARDO, Arnaldo. Direito de Família Unidade 1 – Direito de Família 1.1 Origem, evolução histórico e concepção moderna.

Estágio: Etapa em que a mulher começa a buscar a sua satisfação sexual na cama também Estágio do Orgasmo feminino). Família Gaúcha – Características: 1.Conciliador. O Ato é anulável quando celebrado por relativamente incapaz. A primeira figura familiar que se teve na história. PAI MÃE FILHOS .Decisão . A evolução da mulher é a evolução da sociedade. Plano de validade: Existência: Homem X Mulher ( Haverá casamento quando ocorre uma união entre homem e mulher).Filhos. A invalidade se subdivide em nulo e anulável. foi a da “grande família” do direito romano.A monogamia é uma imposição social. e. ou quando houvesse algum vício de consentimento. . passou-se a ter uma terceira visão de família denominada de “família monoparental”. O ato é nulo quando as partes são absolutamente incapazes. É a fase onde a mulher se desprende do marido. para que este cuide dos afazeres domésticos (Estágio do jantar).Sustento da família ( em alguns casos) . porém no momento em que passa a trabalhar. a chamada “Família Nuclear”.Sustento. Ex: todo ato condicional só produz efeitos após o . Após este grande grupo familiar romano. pois “aparentemente”em razão dos costumes e da cultura é o homem que manda. passa a viver com seus filhos sozinha.Filhos.Sustento. Após esta visão de família nuclear.Limitador. que era aquela família composta por somente um dos pais e seus respectivos filhos. Obs: A família gaúcha ainda é uma família tradicional.Estágio: Etapa em que o homem começa a cuidar também dos filhos (Estágio em que o homem começa a trocar as fraldas do bebê). Existe uma corrente que não admite a união entre homossexuais). Casamento: O casamento é um contrato. Se não houvesse esta imposição social o homem praticaria relações sexuais com várias pessoas (Poligamia). no caso de uma briga dos pais. 3. . e botar dinheiro dentro de casa. pois gera direitos e deveres para ambas as partes. . Eficácia: É a produção de efeitos.Estágio: Etapa em que a mulher dá liberdade ao marido. ele passa também a ter voto. surgiu ao longo da evolução da mulher. . objeto lícito.Opinião. o objeto é ilícito ou impossível. e forma legal. .Cuidam do Pai e da Mãe. ou não obedecer a forma legal. que era aquela família composta por somente um grau de parentesco (Pai/ Mãe/Filho). . comandada pelo “Paterfamílias”. dentro das decisões familiares. Validade: No plano da validade o ato é válido quando as partes têm capacidade. 2. . A evolução da mulher foi o fator determinante na evolução da família.Decisão . O casamento é solene. .Conciliador. Este é o modelo de família mais expressivo nos dias de hoje.

A separação judicial não autoriza ninguém a contrair novo casamento. para que o casamento exista. Depois de desfeito o casamento. seja o vínculo legítimo ou ilegítimo. VII . que assegure uma filiação saudável. Nota: UNIÃO ENTRE HOMOSSEXUAIS: A segunda corrente defende que não é válido o casamento entre homossexuais. legítimos ou ilegítimos. porém existem algumas exceções: Efeitos “ex tunc”: Retroage nulidando os fatos praticados antes. casarem.acontecimento da condição. até o terceiro grau inclusive. como regra. Não existe mais diferenciação entre filho legítimo e ilegítimo. 207 e 209): I . pois possuem uma relação de parentesco de quarto grau.o cônjuge adúltero com o seu co-réu. 1. legítimos ou ilegítimos. O casamento tem causas específicas de nulidade: Art. aos efeitos vinculados ao regime de bens. III . *Se refere as relações do adotado e adotante.Diz respeito a validade do objeto.o adotante com o cônjuge do adotado e o adotado com o cônjuge do adotante (art. Segundo Jamil Bannura. não . objeto ilícito e forma ilegal. não produzem efeitos. * Haja vista que no Brasil é proibida a bigamia. Com a Cf/88 todos são chamados de filhos sem nenhum tipo de distinção. Os atos anuláveis tem efeitos “ex nunc”. via de regra. e os colaterais. pois. 376). O tio não pode casar com a sobrinha. 183 .os irmãos. Os atos nulos.os ascendentes com os descendentes.Não podem casar (arts. Nulo – I a VIII – Autoridade O ato é nulo quando for celebrado por absolutamente incapaz. Somente após o efetivo divórcio se pode casar. o que já foi praticado é válido. germanos ou não. *Não existe mais discriminação em relação a filiação. Não pode haver mais nenhuma espécie de discriminação. *É uma penalidade a ser aplicada ao cônjuge adúltero. Primos irmãos já podem casar. pois ela continua sendo parente na linha ascendente. 203). o casamento pode ser autorizado. natural ou civil. Eficácia do casamento nulo: O casamento nulo produz efeitos. O casamento nulo produz efeitos. 376). Mesmo havendo esta proibição é possível um tio e uma sobrinha ( Terceiro Grau). VI . II . A primeira corrente defende que o casamento entre homossexuais não existe. se poderia casar com a sogra? Não. pela Cf/88. seja o parentesco legítimo ou ilegítimo.as pessoas casadas (art.o adotado com o filho superveniente ao pai ou à mãe adotiva (art. e.Esta diz respeito à existência. este deve ser realizado entre um homem e uma mulher.os afins em linha reta. pois. Caso: Se um tio e uma sobrinha conseguirem um atestado de um médico. V . Agora com a cunhada pode. O nosso ordenamento jurídico é fundamentado na monogamia. vinculados a pessoa dos filhos. existe uma relação de parentesco de terceiro grau. porque o objeto não é lícito. por tal condenado. IV . se estes conseguirem um laudo de dois médicos assegurando que haverá uma filiação saudável.

ascendentes. e. ou lhes não for suprido o consentimento do pai. até 10 (dez) meses depois do começo da viuvez. cunhados ou sobrinhos. A mulher amadurece mais cedo que o homem ( mental e sexual).o raptor com a raptada. Anulável – IX a XII (art. Até 10 meses após a viuvez ou após a nulidade do casamento. sim. O Ato é anulável quando celebrado por relativamente incapaz. XIV . por isto que a idade permitida para casamento dela é de 16 anos. enquanto não cessar a tutela ou curatela. prevalesce a vontade daquele que estiver com a guarda. a mera condenação no âmbito civil. não se pode contrair novo matrimônio. O código quer impedir a fuga dos namorados para casar. com a pessoa tutelada ou curatelada.as pessoas por qualquer motivo coactas e as incapazes de consentir. 207 e 209): IX .os sujeitos ao pátrio poder. Com menos de 14 anos se autoriza o casamento. tutela ou curatela. enquanto esta não se ache fora do seu poder e em lugar seguro. é que neste existe um fim libidinoso.as mulheres menores de 16 (dezesseis) anos e os homens menores de 18 (dezoito). ou curador (art. somente com autorização judicial. * A capacidade para casar é diferente da capacidade civil ( Maior de 18 homem – Maior de 16 mulher) Menor de 16 anos mulher. ou quando houvesse algum vício de consentimento. Art. menor de 18 anos homem. XIII . *Os amantes que montam um assacinato do cônjuge que estavam atrapalhando a relação deles.o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido. tiverem capacidade para casar . tutor.183 CC). enquanto não fizer inventário dos bens do casal (art.Não podem casar (arts. salvo se antes de findo esse prazo der à luz algum filho. VIII . ou seja.existe a necessidade de sentença transitada em julgado no âmbito penal. 183 . ou tentativa de homicídio. sem o consentimento dos pais. de modo inequívoco. XV . * Vício de vontade. 212). e não estiverem saldadas as respectivas contas. Quando há um dissenso entre as vontades. XI . contra o seu consorte. 225) e der partilha aos herdeiros. Se os filhos forem maiores. 2. mas autoriza-se que estes vivam juntos. * A pessoa relativamente incapaz . ou da dissolução da sociedade conjugal. salvo permissão paterna ou . Pessoas coagidas ou pessoas impedidas de manifestar a sua vontade. enquanto não obtiverem. ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado. irmãos. XII .o tutor ou curador e os seus descendentes. que precisa de um consentimento do tutor ou curador para casar. * Rapto e seqüestro: A diferença entre seqüestro e rapto. e. X . ou manifestar. não pode ser configurado como rapto.o cônjuge sobrevivente com o condenado como delinqüente no homicídio.Se ele não alegar a coação este casamento será válido. Temos também a nulidade por órgão competente.a viúva. o consentimento.

Obs: Provoca a nulidade do casamento. Art.a ignorância. Significa que a pessoa casou com alguém . como a personalidade tb. anterior ao casamento e definitivamente julgado por sentença condenatória.219. se este que agiu de má-fé tiver bens. 219 . da circunscrição territorial onde um ou outro tiver exercício. Agora se este erro de identidade torna a vida conjugal insuportável é motivo de anulabilidade. capaz de por em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência.5 . . Não basta só desconhecer. Infidelidade é um motivo clássico de separação por erro de identidade. se este for conhecido. identidade e boa fama. por contágio ou herança. Erro essencial quanto à pessoa do outro cônjuge: é este o motivo preponderante na anulabilidade de casamento. II . XVI . anterior ao casamento. * O motivo do erro não pode ser conhecido antes do casamento. e que este alguém se revelou posteriormente. Isto para evitar que o condenado esconda o crime. salvo licença especial da autoridade judiciária superior. Eles enquadram no inciso primeiro. Esse erro essencial está elencado no Art. * Não há exame de saúde obrigatório no casamento. Casamento de boa-fé O casamento contraído de boa fé: O cônjuge de boa fé aproveita todos os efeitos do casamento. III .CCB. * A pessoa que casa com um condenado por crime inafiançável. será obrigado a dividi-los conforme o regime de casamento estabelecido. quando for conhecido este motivo a vida se tornar insuportável. 3.o defloramento da mulher. que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado. não se pode alegar a anulabilidade. Porém o cônjuge de boa-fé. respeito a igualdade.Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge: I . ou seja.CF). ignorado pelo marido. Quando se casa com alguém e descobre que esta é portadora de algo (aids. ascendentes. cunhados ou sobrinhos. ambos voltando ao estado civil de solteiro. por exemplo). sua honra e boa fama. * Este inciso está derrogado com vistas ao princípio constitucional da igualdade (Art. IV .materna manifestada em escrito autêntico ou em testamento.o que diz respeito à identidade do outro cônjuge.a ignorância de crime inafiançável. e. * A identidade não se refere apenas ao nome. 4. Parentesco I. mas. consangüíneo. ou escrivão e seus descendentes. irmãos. sendo esse erro tal. com órfão ou viúva.I. de defeito físico irremediável ou de moléstia grave e transmissível. Formação do vínculo: a)Natural: é o chamado parentesco biológico. pode se fazer valer de todos os efeitos do casamento. Tem de ser ignorante em relação a este motivo.o juiz.

O que dificulta é a forma de contagem do grau colateral. Primeiro passo: Qual o ascendente comum. porém o parentesco na linha colateral vai até sexto grau. Linha Reta (PAI PARA FILHO) é aqueles que ascendem e descendem do mesmo tronco comum. Antes de CF/88 o adotado tinha vínculos somente com o adotante. III Linha Colateral Uma pessoa de uma linha com outra pessoa de outra linha é colateral. hoje vincula toda a família. e os parentes do outro cônjuge. Irmão é colateral. com filho biológico. II. (1) (2) (3) Joana é parente na linha reta ascendente de terceiro grau de José. A æö BC ½½ DF ½ E OBS: “E” é parente de “F” na linha colateral 5 grau. NÃO HÁ PARENTESCO DE ESPÉCIE ALGUMA ENTRE OS PARENTES DE UM CÔNJUGE COM OS PARENTES DO OUTRO CÔNJUGE.b)Civil (LEGAL): é o parentesco decorrente da adoção. Pelo sistema brasileiro estes não são mais parentes. c)Afinidade: é o parentesco que se estabelece entre o cônjuge. . Bisavô Þ Avô Þ Pai Þ Filho Þ NetoÞ Tetraneto (1) (2) (3) (4) (5) Descendente Ascendente José (Pai) Ü João (Filho) Ü Maria (Neto) Ü Joana (Bisneta). Obs: cônjuges não são parentes. Na linha reta tanto faz dizer ascendente e descendente. Este parentesco por adoção não tem mais diferenciação. e este será o vértice. Essa linha reta se conta por graus. consangüíneo. Em tese são parentes na linha colateral de sétimo grau.

IV Afinidade: Não há parentesco entre os parentes de um cônjuge. . Exemplo de Linha Colateral Por Afinidade: A æö BC¾D OBS: “B” é parente de “D” na linha colateral 2 grau por afinidade. Exemplo de Linha Reta Por Afinidade: A ½ B ½ C ½ D¾X ½ E “A”é parente na linha reta 3 grau por afinidade. e o de outro. Exercício Utilizado na Prova: João ¾ Maria Hélia ¾ Igor ßß Adão ¾ Barbie ¾ Cassandra ¾ Dinamarco Û Elisabeth ¾ Guilherme ¾ Fernando ßßß Sílvia Û Leandro ¾ Júlio Yuri ¾ Wilhiam Marcelo ¾ Nelson ¾ Oscar ßßß Tati ¾ Ulisses ¾ Victor José Paulo¾ Quelvan ßß Xandi ¾ Zeno Romualdo A) Xandi e Júlio: Parente na linha colateral 4 grau B)Hélia e Romualdo:Parente na linha reta 4 grau . este se mantêm pelo resto da vida. O parentesco por afinidade não se extingue.

Dirimentes: a) Públicos: Se opõe a interesses públicos. Sobrinho. Impedimentos Matrimoniais: ®O impedimento é uma proibição legal para contrair o matrimônio.Neto. Ex: O impedimento resultante do parentesco gera uma privação para contrair matrimônio com aquela pessoa a quem está vinculado pelo laço. não é Incapaz para o casamento.C) Oscar e Wilhiam: Parente na linha colateral 4 grau D) Adão e Elisabeth: Parente na linha colateral 2 grau por afinidade. Espécies: I. ® O impedido de casar. Tio.Avô. Ex: O Pai não pode vender bens a um de seus filhos. ____________________________________________________________________ ____ Aula da Professora Substituta: 1) Grau: Linha Reta Descendente: Filho Linha Reta Ascendente: Pai Linha Colateral: Não Existe 2) Grau: Linha Reta Descendente: Neto Linha Reta Ascendente: Avô Linha Colateral: Irmão 3) Grau: Linha Reta Descendente: Bisneto Linha Reta Ascendente: Bisavô Linha Colateral: Tio e Sobrinho 4) Grau: Linha Reta Descendente: Trineto Linha Reta Ascendente: Trisavô Linha Colateral: Primo. ® O impedimento vem a ser uma incapacidade especial para determinada pessoa. ® O que lhe falta é a legitimação para o caso concreto. Qualquer pessoa pode impor o . mas não está impedido de alienar seu patrimônio. em determinada situação. ®A Incapacidade é geral ao passo que o impedimento é circustâncial.

só existe para impossibilitar que se realize entre aqueles que estão em linha reta (Sogro e sogra). o casamento contraído com infração de qualquer dos ns. Assim. os cunhados podem casar. residentes no Município. pelo menos. I a VIII + Art. Infringência de Direito Público ® NULO Infringência de Direito Privado ® ANULÁVEL II. que atestem o impedimento. 1) De Parentesco: Os parentes que se casam em grau proibido. não se exige a configuração do adultério. III). ® Impedimento Absoluto: Art.pelo oficial do registro civil (art. 189 . praticam. INCESTO. Impedientes ou Proibitivos: 1) Inobservância do prazo da viúvez. 3) Vínculo da tutela. que. Agora os impedimentos particulares somente determinadas pessoas podem fazer. 4) De Crime: Nestes casos (Quando uma pessoa tenha sido condenada pelo homicídio do cônjuge do outro). II . podem ser opostos: I . 183. b) Privados (nubentes): Se opõe a interessados particulares.183. precisará o oponente o lugar. Art. 183.Os impedimentos do art. sob sua assinatura. 1) Erro ou Coação: 2) Ausência de consentimento paterno: 3) Idade: “Quando o casamento for contraído com a infringência de um impedimento ele será inválido”. 207 . 2) De Vínculo: Particulariza-se nos casos de BIGAMIA que sempre se caracteriza quando o outro matrimônio ainda não está dissolvido (Morte ou Divórcio). Art. III . quanto aos contraentes e aos filhos. I a VIII do art. I a XII. 227. instruída com as provas do fato que alegar. No Projeto do Códgo Civil. 2) Falta de inventário se o viúvo tiver filho do cônjuge falecido. O impedimento entre parentes afins. ou nomeará.por quem presidir à celebração do casamento. onde existam. já não mais existe tal impedimento. duas testemunhas. CCB. 3) De Adultério: Não é impedimento absoluto.207. apresente declaração escrita. .Se não puder instruir a oposição com as provas. pois atingem a sociedade. Os impedimentos resultantes do parentesco consangüineo nem sempre atingem a finalidade na prática.É nulo e de nenhum efeito. Parágrafo único .impedimento.por qualquer pessoa maior.

Fidelidade: Esta fidelidade é uma das maiores causas de separação litigiosa. esta ação não será procedente. Amassos. arrependida.®Impedimento Relativo: Art. Possibilidade: Dirimentes ® Pode se feita pelo próprio oficial. deverá trazer duas testemunhas que atestem o alegado. pois se isto não ocorrer caracteriza a separação. dormir na mesma cama.Guarda e Educação dos filhos: é um dos deveres do casamento. em linha reta ascendente ou descendente. 3. Ex: As Salas de Chat Tele Sexo: É Caracterizado a infidelidade. Em caso de impossibilidade. Colateral até o 2 grau (Irmão ou Cunhado). afim ou consangüineo. não é causa da separação. três anos depois. Oposição dos Impedimentos: Exige procedimento formal para que não sejam alegados de forma infundada por qualquer um que entenda pela não realização do casamento. E até por quem presida a celebração do casamento. ingressa com ação de separação litigiosa. Caso: O homem que trai a mulher. A parte (Interessado) que efetua a oposição deve firmar a sua declaração fazendo acompanhá-la da prova correspondente. Beijos. A fidelidade em regra. Vida em comum: A vida sob o mesmo teto é um direito-dever do casamento na atualidade.183. e esta para se vingar o trai. Mútua Assistência: Não só da assistência material. Este . É um direito e um dever morarem sobre um mesmo teto. Proibitivos ® Só parentes. 2. mas também da moral. Ex: O homem fica doente e vai para o hospital. Þ Relacionamento Sexual. quando deveria. mas conseqüência da separação. O homem pode ingressar com uma ação de separação. XIII a XVI. isto como infidelidade. Direitos e Deveres: 1. Infidelidade Virtual: existem alguns entendimentos que caracterizam. e sua mulher o abandona lá. pois esta não entrou com a ação. porém se a traição for continuada cabe. 4. não vai visitá-lo. Caso: O homem trai a mulher esta na hora perdoa. Mãos Dadas. Sustento. A pessoa deve ser capaz.

descumprimento do dever pode levar ao rompimento do casamento. 8. Separação de Corpos Þ Medida Cautelar: A medida de separação de separação de corpos é uma medida cautelar.VI. 6.Ex: Tirar o sujeito de dentro de casa.888. Venda de Imóveis: Só é valída com a concordância do outro cônjuge. após a constituição ambos participam da administração. onde houver um perigo eminente. É usada naqueles casos de extremados. A mulher pode entrar com a ação de separação e obter a guarda dos filhos. Ex: Pai que bate no filho. pode optar ou não pelo nome do outro cônjuge. É uma medida cautelar que pressupõe perigo da demora (periculum in mora). Na medida autosatisfativa pode-se esperar o prazo de 1 ano para propor ação principal. b) Incidental: Pode ser proposta durante o curso da ação principal de separação ou divório. pois existe o tipo de medida cautelar incidental. Exige a propositura da ação pricipal 30 dias após do deferimento da liminar. um dano irreparável para parte. Administração dos bens do casal: Antes da CF/88 era feita somente pelo homem.abandono do lar. podem usar o nome do outro cônjuge. Não existe a guarda enquanto o casal não terminar o casamento. Somente para fins de registro. Não interessa o regime de bens. Na medida cautelar se pede para o outro cônjuge se afastar do lar. Obs: O Nosso Tribunal de justiça defende que esta medida cautelar é autosatisfativa. Na união estável também pode-se usar o nome do outro. Se a mulher for culpada pela separação. o homem pode exigir que esta deixe de usar o seu nome. Þ Alvará . 5. a) Preventiva (Art. Quando a medida cautelar é preventiva esta ação principal deve ser proposta em até 30 dias do deferimento da liminar. Marido que chega embriagado em casa. Marido que bate na mulher. Homem que ameaça a mulher com uma faca. se esta não tiver culpa.CPC): É proposta antes da ação principal de divócio ou separação. Nome do outro: Tanto o homem como a mulher quando casam. no alvára eu peço para eu ser autorizado a me afastar do lar. porém. Será sempre necessário propor uma separação de corpos antes de propor uma ação de separação judicial? Não é necessária a propositura. e. 7. Fiança: Toda fiança para ser válida somente com a anuência do outro cônjuge. .

Segunda Corrente : Defende que não existindo a vida em comum não existe patrimônio em comum. O Nosso Tribunal defende que: “Todo patrimônio adquirido durante a separação de fato. É cabível a medida cautelar de separação de corpos também nos casos de concumbinato e união estável? Sim.223. com documentos que a autorize.pelo divórcio. Essa separação de corpos não implica o afastamento de um dos cônjuges de seu respectivo lar. porque a sociedade conjugal não está dissolvida com base no Art. b) Matrimoniais: O que é adquirido durante o período de separação de corpos é patrimônio comum? Existem dois posicionamentos: Corrente Tradicional: Durante o regime de separação mantém-se o regime de bens. ela tem por objetivo separar os corpos. e serei considerado o culpado da separação.pela morte de um dos cônjuges.A sociedade conjugal termina: I . Art.CCB). Não depende de perigo. III . IV . a de anulaçao. Art. não integram o patrimônio do casal“. ou a de desquite. II . Þ União Estável: Cabe separação de corpos na União Estável.2 da Lei de Divórcio(Lei 6515/77). 2º . Þ Efeitos : a) Pessoais: O primeiro efeito é saída do lar conjugal. é considerada um ato preparatório para a ação de nulidade. pois se sair sem autorização judicial. É patrimônio exclusivo daquele que o adquiriu. estarei rompendo com um dos deveres do casamento. porém não há previsão legal sobre isto. Quando o abandono do lar não é feito por alvará gera culpa.pela separaçao judicial.Antes de mover a açao de nulidade do casamento. Na ação de nulidade de casamento também existe a previsão de separação de corpos. Parágrafo único. O registro da ocorrência policial também serve para oficializar a situação. 223 .pela nulidade ou anulaçao do casamento. Þ Separação de Corpos na ação de nulidade de casamento. A partir . a separaçao de corpos. com recursos novos. *A medida cautelar de separação de separação de corpos não tem por objetivo separar bens. com exceção dos alimentos. CCB. requererá o autor. O casamento válido somente se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio. só que esta separação prevista não é uma medida cautelar.Porque tem de se pedir autorização judicial para me afastar do lar? Para não ficar caracterizado o abandono de lar. que será concedida pelo juiz com a possível brevidade. mas não há previsão legal sobre isto. que implica na cessação dos deveres do casamento. pois não pressupõe cautela (Art. podendo ser pedido por qualquer motivo (Ex: Não amo mais a minha mulher).

2) Dois anos de casados: Para se promover a separação judicial consesual são necessários dois anos de casado. poderão constar ou não. mas é possível aplicar uma medida cautelar inominada. e não dos advogados. Consensualmente resolvem se separar. 2) Não é possível aplicar uma medida cautelar de separação de corpos na união estável. ou a pessoa dos filhos. foi que se deu a crescimento da união estável no Brasil. 4) Guarda dos filhos: A cláusula de guarda dos filhos é obrigatória. retroage a data do deferimento da separação de corpos. alimentos e visitas. É aquela ação judicial proposta ao mesmo tempo pelos cônjuges. Em conseqüência do desquite. e a mesma não podia casar de novo. para ter certeza de que não existe nenhum tipo de coação. Separação Judicial A) Separação Judicial Consensual: A separação põe fim a sociedade conjugal.disto se criou dois entendimentos: 1) Aplica-se esta medida cautelar por analogia. ou perante o juiz na audiência. 3) Audiência Conciliatória: Audiência de oitiva das partes. Após isto homologará a sentença. 5) Partilha dos bens. Na prática os juizes ao menos tentam colocar a cláusula de alimentos para a garantia dos filhos. Nelson Carneiro que implantou o instituto do divórcio para o brasil. se esta não for possível. Antes de 1977 pessoa casada somente se desquitava. alimentos. com a mesma finalidade (Art. O juiz em primeiro plano tentará a conciliação. Os entendimentos predominantes defendem a aplicabilidade da segunda corrente. 6) Efeitos: Na separação judicial consensual os efeitos da sentença que declara a separação. modificando o estado civil de ambos. Qualquer casal pode consensualmente se separar. É um período mínimo para que estes se conheçam.CPC). quando este entender que existe um prejuízo manifesto a uma das partes. 1) Requisitos da petição inicial: O requisito próprio da petição inicial é a assinatura dos cônjuges além da assinatura do(s) advogado(s). visitas: Estas cláusulas de partilha dos bens. na separação judicial. A Lei 6515/77 manteve o nosso sistema. e através deste. Ao juiz é permitido as ouvir partes pessoalmente. O juiz pode deixar de homologar a separação? Sim. ouvirá de viva voz das partes que estas querem se separar. poderá deixar de homologar a separação.798. O juiz tem poder geral de cautela. pode-se impedir este dano irreparável. Ainda hoje se exige estes dois anos de casado. . esta audiência depende de cada vara. Deve se haver o reconhecimento da assinatura perante o tabelionato.

Por estarem separados de fato a um ano. Obs: Não há instrução probatória da culpa. 3) Contestação Þ A única coisa que pode ser discutida. As pessoas vão direto do casamento para o divórcio. É chamada por alguns autores de separação litigiosa. 1) Um ano da separação de fato. Esta ação pode ser proposta por apenas um dos cônjuges. ou apartir da separação de corpos quando esta ocorrer. porém existem cláusulas que são obrigatórias que é a guarda dos filhos e a partilha dos bens. 4) Divórcio Posterior: Basta mais um ano desde a sentença de separação judicial para se promover o divórcio. 2) Legitimidade Processual. A separação é permitida porque já houve um prazo suficiente de separação de fato. 1) Requisitos Þ É necessário apenas 2 anos contínuos de separação de fato. não fazendo diferença se houve ou não separação de corpos. Não há o litígio propriamente dito. Se não promover a ação de divórcio não estarão divorciados nunca. 8º . já na consensual. 3) Ausência de Culpa.A sentença que julgar a separaçao judicial produz seus efeitos à data de seu trânsito em julgado.Art. As provas apresentadas (Instrução Probatória) servirão apenas para provar que estes estão separados de fato a um ano ou não. 2 anos contínuos de separação de fato. é se eles tem ou não. 2) Prazo Þ 2 anos contínuos de separação de fato. B) Separação Judicial Por Decurso De Prazo: Não se discute o culpado pela separação. Divórcio Conversão: . “não precisando ter consenso”. ou pelos dois conjuntamente. Divórcio por decurso de prazo: É também conhecido como divórcio direto. podendo ser proposta por apenas um dos cônjuges. 5) Efeitos: Começa a produzir efeitos a sentença: A partir do trânsito em julgado. a ação deveria ser proposta pelos dois cônjuges obrigatóriamente. ou à da decisao que tiver concedido separaçao cautelar. já é considerado um prazo suficiente para promover a separação. 4) Cláusulas Obrigatórias Þ O divórcio pode tratar de tudo. Quando não houver liminar de separação de corpos.

pois os alimentos possui ação própria executiva. não impede a conversão. 2) Prazo Þ 1 ano de separação judicial. inclusive alimentos. retroage a data do deferimento da liminar de “medida cautelar de separação de corpos”. Patrimônio Comum: Os bens adquiridos onerosamente após o casamento. Partilha de bens: Regime de separação total de bens: Þ O casal deve fazer um pacto antenupcial (Contrato onde as partes declaram a vontade da separação total de bens). um exclusivo do homem e um exclusivo da mulher. Þ Tem-se 2 patrimônios. ÞTem-se 3 patrimônios. Se não ocorrer liminar o prazo conta-se à partir de 15 dias após a homologação da separação judicial (Sentença). desde a lei do divórcio em 1977. Exs: Não pagou alimentos. Regime de Comunhão Parcial de Bens: Þ É o regime legal de bens.1) Requisitos Þ Estarem separados judicialmente. 4) Cláusulas Obrigatórias Þ O divórcio pode tratar de tudo. ficou d vender um bem e não fez. 3) Contestação: . Exceção Jurisprudencial: Os tribunais do RS tem entendido que a falta do pagamento de alimentos. Antes o regime legal era o universal. Patrimônios Exclusivos: Adquiridos antes do casamento. Þ Não há partilha. herança. subrogação de bens (Troca de um bem por outro de mesmo valor.O não decurso do prazo de 1 ano. . ficou de fazer uma doação aos filhos e não fez. Obs: Se colocar $ a mais o quanto a mais é dos dois). 50% para cada um dos cônjuges . . Þ Há partilha do patrimônio comum. e um do casal.Que as cláusulas da separação judicial não forem cumpridas. um exclusivo do homem e um exclusivo da mulher. doação recebida após o casamento. A data da sentença que homologa a separação judicial. Porém a lei exige o cumprimento de todas as obrigações. porém existem cláusulas que são obrigatórias que é a guarda dos filhos e a partilha dos bens. Pode ser proposta por um ou por ambos.

Regime de Comunhão Universal de Bens: Þ Era o regime legal antes de 1977. As relações íntimas por via de internet. Þ Só há um patrimônio comum. Þ Na partilha dos bens é necessário que seja visto o patrimônio exclusivo de cada um. tem de existir o ânimus de abandonar. A maioria das situações de infidelidade são ocasionadas por uma insatisfação de um dos cônjuges. secundariamente este abandono tem de ser injustificado. 2) Causas: Abandono do lar: Tem de ser caracterizado por dois requisitos fundamentais.Quando um dos cônjuges não cumprir ou violar uma das obrigações do casamento. Andar de mão com outro. Respeito entre os cônjuges: Está vinculado as agressões físicas e morais. c) É necessário nesta ação imputar a um dos cônjuges uma falta grave do casamento (Requisito essencial). Separação Obrigatória: Þ É igual a comunhão parcial. em certos casos. Nota: Melhor obra sobre separação de corpos Yussef Said Cahali Infidelidade: Se caracteriza no sistema brasileiro pelo relacionamento íntimo com outra pessoa. Separação Judicial Litigiosa: 1) Requisitos: a) é uma ação que pode ser proposta por qualquer um dos cônjuges. Þ Há partilha do patrimônio. não há patrimônio exclusivo. incluindo herança. b) Pode ser proposta a qualquer tempo. E. Envolve toda forma de patrimônio. telefone. 50% para cada um dos cônjuges . e. O castigar moderadamente em . também é ligado ao abandono do lar. em relação ao casamento. ou de ambos. Hoje o casal deve fazer um pacto antenupcial para adotar este regime. doação. Ex: Se a pessoa troca cartas de amor com outra é caracterizado infidelidade. etc.

Obs: Os três efeitos somente foram direcionados contra a mulher. o acerto de contas. 3) Noção de Culpa: A tendência do direito de família moderno é tentar eliminar completamente a culpa pelo fim da relação. A sentença da separação litigiosa vai considerar culpado um dos cônjuges. Efeitos Subjetivos da Culpa: São os mais graves e não tem previsão legal. para evitar uma fraude. estes é que definem a guarda. 4) Prova: Cabe o ônus a quem alega. pois não há causa para propor a ação. Luisa Brunet. b) Filhos: O culpado perde a guarda dos filhos. como por exemplo. c) Alimentos: o culpado pela separação perde o direito de exigir alimentos ao outro cônjuge. testemunha pericial. pode pleitear os alimentos do outro cônjuge. Agora em relação ao outro cônjuge não é permissível. copiou do Código Civil Português. São eles: A vingança. que este culpado em caso de extrema necessidade. não gerando um desgaste para ambas as partes. O Projeto do CCB. e. à sua atividade profissional. As agressões morais.relação aos filhos é permitido. Para se converter em consensual tem que ter dois anos de casados. A sentença irá considerar um dos dois cônjuges ou ambos culpados. escritos e descritos na petição inicial. este deve requerer uma autorização judicial para se afastar do lar (medida cautelar de separação de corpos). também é causa de separação judicial litigiosa. Aqui tem instrução probatória que se concentra na discussão da culpa. Ex: Vera Bublits. os dois. a) Nome: A mulher culpada pela separação perde o direito ao uso do nome de casada. o Bublits é nome de casada. a humilhação. A prova pode ser produzida mediante prova documental. Esta regra está revogada. ou. este pode promover uma ação de divórcio por decurso de prazo. 6) Efeitos da Culpa: Efeitos Objetivos da Culpa: São previstos em lei. pelo fim do casamento. Agora a guarda dos filhos é definida segundo o interesse dos filhos. amigos e sociedade. além de condená-lo as conseqüências decorrentes da culpa. mesmo culpado. após um ano de separação de fato. Exceção: Se ela comprovar prejuízo aos filhos e. prestar contas a família . 5) Conversão em consensual: A lei permite a qualquer tempo em qualquer momento a transformação deste separação litigiosa em consensual. União Estável . Não são descritos na petição inicial. Caso: O Jamil não ama mais a sua mulher. Ele não poderá entrar com uma ação de separação judicial litigiosa.

devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. Apresentar para os vizinhos. Manter o status externo de marido e mulher. este deve ser razoável. 3º . . A CF veio tão somente a reconhecer “absolutamente”a união estável. Ex: Uma relação incestuosa entre um irmão e uma irmã.1. III) Animus de Família: A fidelidade é fundamental nessa situação. Publicidade significa apresentar frente aos demais como marido e mulher. que mantenham relações sexuais. a súmula do STF não tem mais aplicabilidade. Está relacionada com o espaço de tempo. mas não está vinculada somente ao prazo. Não são necessários 5 anos estabelecidos. 3. Características: I) Estabilidade: está relacionada com o prazo de duração. Colocar o outro dependente no plano de saúde. II) Publicidade: Isto elimina de vez qualquer relação sigilosa à margem da sociedade. Histórico: Hoje existem duas leis que regulam a união estável : Lei 8971/94 Lei 9278/96 A primeira lei que tratou do concubinato foi uma lei previdenciária. Este prazo fica a critério do julgador. tem especial proteção do Estado. Não existe prazo de convivência para se criar a união estável. nunca será uma união estável. Paralelamente não se pode formar uma união estável em que o impedimento para casar seja absoluto. mas não com prazo definido. Ex: Conta bancária (Conta Conjunta). Art. a união estável não.1 da Lei 9278/96). Se o sujeito é casado e tem relação com outra mulher de outra cidade. pois o brasil adota a forma monogâmica. 226 . com esta outra não se configura a união estável. é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar. Antes da CF/88 a concubina também podia adotar o nome do companheiro (Lei de registros públicos). Esta união deve ser duradoura .A família. Casamento diferença da união estável: A relação de parentesco é um dos grandes problemas. Enquanto o Casamento cria uma relação de parentesco por afinidade. Conceito: O conceito de União estável é o disposto na Lei 9278/96. amigos e parentes como marido e mulher. Estas características devem ser presentes para a caracterização da união estável.Para efeito da proteção do Estado. base da sociedade. e. 2. É necessário que vivam sob o mesmo teto. CF. É necessário que as três estejam presentes para a caracterização da união estável. União estável é uma união entre um homem e uma mulher (Art. A união estável necessita da vida sob o mesmo teto.

se . aproveita os efeitos da união estável tendo direito a 50% dos bens que ela adquiriu com ele. O concubino também tem direito a meação. o sobrevivente terá direito real de habitação. Sucessão: No casamento o cônjuge tem direito a chamada meação (casado). 4. e constitui uma relação de marido e mulher também será configurado a união estável ( Segundo o entendimento do RS). Se houver ascendente ou descendente 50% vai para a mulher (patrimônio construído pelo esforço comum). não existindo descendentes e ascendentes por parte do “de cujus: . Dissolvida a união estável por morte de um dos conviventes. dependendo do regime de bens Quando o regime de bens for de comunhão parcial de bens. o nosso código atribui-lhe direito real sobre a moradia. usufruto da metade dos bens se não houver filhos. mesmo que a propriedade do imóvel não seja do cônjuge sobrevivente. Lei 9278/96. Regime de bens: Não existe previsão legal de diferenciação de bens expressa. Vide: Parágrafo único. Parágrafo único. Concubinato puro: A competência é da vara de família (competência para discutir as relações da união estável). 7º .7. a assistência material prevista nesta Lei será prestada por um dos conviventes ao que dela necessitar. B. onde a “amante”não sabe que o seu concubino é casado (está de boa-fé). ou separação total de bens. Art. Para efeitos de herança. Alimentos: Os Alimentos entre os cônjuges podem ser pedidos não se exigindo nada. Para os que são casados pelo regime de comunhão universal de bens. 5.Nos casos de relação adulterina. Direitos entre os concubinos: Hoje os direitos são os mesmos entre concubinos e casados.Dissolvida a união estável por rescisão. o cônjuge sobrevivente. o cônjuge sobrevivente tem direito ao usufruto dos bens. não garantem aos indivíduos a proteção destas duas normas. Concubinato impuro: São as relações entre um homem e uma mulher que não tem a proteção legal. Separação de fato: Quando o homem esta separado de fato definitivamente. A. A meação é a metade do patrimônio comum. Art. e 50% vai para o filho ou para o avô dependendo do caso. a concubina não tem direito. relativamente ao imóvel destinado à residência da família. a título de alimentos. herda “tudo” pela ordem de vocação hereditária. e 1/4 dos bens se houver filhos. além da respectiva meação. enquanto viver ou não constituir nova união ou casamento. porém os que ele adquiriu com a mulher (casada). Quando a amante tem conhecimento da situação de casado do amante não configura a união estável. São relações que são tratadas nas varas cíveis comuns.

como no divórcio discutir outros assuntos. como o divórcio.Diz que o contrato pode ser firmado a qualquer momento pois não existe um marco (como há no casamento) na união estável. podendo ser por escrito particular (Art. Dissolução: Não existe para a união estável toda aquela gama de ações que se tem para o casamento. 7. ou também chamada de ação de dissolução da sociedade de fato. já não podendo ser aplicado analogicamente. como a lei não proíbe. A união estável não prevê estas regras acima citadas. diferentemente do casamento. A união estável é um instituto que quer se aproximar do casamento por isto que as regras do casamento valem para a união estável. além da vontade para dissolver a união estável. No casamento o regime de bens deve ser pactuado antes do casamento. continuou a ignorar a existência de entidades familiares formadas por pessoas do mesmo sexo. A valorização da dignidade da pessoa humana. não tem termo inicial definido.5 da Lei. Não se diferencia mais a família pela ocorrência do casamento. sendo objeto do litígio somente a partilha dos bens e guarda dos filhos. A única ação que existe é a ação de dissolução de união estável. sem necessidade de escritura pública. por se tratar de uma norma restritiva de direito.como cláusulas obrigatórias. como elemento fundamental do estado democrático de . Porém pode haver um contrato. independentemente da celebração do casamento. 2. Só a vontade da pessoa basta. Na dissolução será discutida a partilha de bens e a guarda dos filhos (Cláusulas Obrigatórias). Na união estável não é preciso alegar motivo algum. com ares de modernidade. é o regime da comunhão parcial de bens.utiliza analogicamente os regimes previstos para os casados. O regime de bens presumido. Uniões Homossexuais: A. 6.9278/96).Corrente: (Majoritária) . porém é permitido discutir os motivos. bastando apenas um querer.Adota por analogia o que se aplica ao casamento. é permitido. Devem ser reconhecido como família? Por quê? Ainda que tenha vindo a Constituição. Com relação a alteração do pacto nupcial. podendo porém.Corrente: (Minoritária) . já que se trata de um processo progressivo onde não há dada inicial. por isso as opiniões se dividem: 1. outorgar a proteção do Estado à família. além de não poder ser alterado posteriormente. sendo de competência da vara de família. tácito.

Repelindo-se qualquer restrição à liberdade sexual. independentemente do sexo de seus participantes. inquestionável que tal vínculo. incompatibilidade com a natureza da medida ou não ofereça ambiente familiar adequado". O Casal deve ter os mesmos direitos que o casamento ( alimentos. em um verdadeiro convívio estável caracterizado pelo amor e respeito mútuo. por qualquer modo. laços afetivos. que possua as características de uma união estável. pois a capacidade para a adoção nada tem a ver com a sexualidade do adotante. cumprindo os deveres de assistência mútua. não se pode deixar de conceder-lhe os mesmos direitos deferidos às relações heterossexuais que tenham idênticas características. a assistência recíproca. A única objeção que poderia ser suscitada seria face aos termos do artigo 29: "Não se dará a colocação em família substituta a pessoa que revele. com um enorme contingente de menores abandonados em situação irregular. a fidelidade. Assim. ou de frouxidão dos costumes como querem os moralistas. gera direitos e obrigações que não podem ficar à margem da lei. como a lealdade. As uniões estáveis homossexuais não podem ser ignoradas. não se usando o matrimônio como origem do casamento. numa verdadeira comunhão de vida e de interesses. Ao depois. Para os especialistas da Organização das Nações Unidas: família é qualquer grupo de pessoas que convivam sob o mesmo teto. não se pode admitir tratamento desigualitário em função da orientação sexual. não pode chancelar qualquer discriminação baseada em características individuais. C. e que mais divide as opiniões. que poderiam vir a ter uma vida com mais dignidade. em que exista um lar respeitável e duradouro. Presentes os requisitos legais. B. .direito. sendo expresso o artigo 42 ao dizer: "Podem adotar os maiores de 21 anos. tutela ou guarda foi introduzida pelo relator. mas a expressão de uma opção pessoal que o Estado deve respeitar. sucessão. ainda que homossexual. não há como se ter por incompatível com a natureza da medida a relação. O Casal pode adotar uma criança? Por quê? A Possibilidade de Adotar (Maria Berenice Dias) A mais tormentosa questão que se coloca. independentemente do estado civil". com o objetivo de construir um lar. partilha de bens. O Projeto de Lei da união civil nada previa. vida em comum. é de se atentar na nossa realidade social. Não há qualquer impedimento no Estatuto da Criança e do Adolescente. não se tratando de um fato isolado. No entanto. sejam ou não do mesmo sexo. divisão de despesas. o princípio que deve prevalecer é o do artigo 43: "A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivo legítimo". sendo que a vedação da adoção.etc)? Se duas pessoas passam a ter vida em comum. é quando se questiona sobre a possibilidade de os parceiros virem a adotar. cumprindo os parceiros os deveres assemelhados aos dos conviventes. coabitação.

quando a palavra de ordem é a cidadania e a inclusão dos excluídos”. são coisas distintas. livre. vêm estudando famílias formadas por lésbicas e gays. A mãe pode ir morar aonde quiser com o seu filho.in Harris. desde que..Define domicílio e residência do menor: O casal separado a criança fica com a mãe. Patterson. Quem não tem a guarda não quer dizer que não tenha pátrio poder. com certeza. Em havendo a possibilidade de a adoção ser feita por um só dos parceiros. 1995. Diga-me com quem anda. 1994. A mãe não fica impedida de mudar de cidade. fato que. solidária. desde meados de 1970. . 1992. quer de alimentos. página 80). tal restrição pode gerar situações injustas.. Guarda 1) Conceito: Separar a guarda de pátrio poder. não pode conviver com tão cruel discriminação. Editora Objetiva. A mãe não pode impossibilitar o convívio do pai com o filho. O fato de exercer a guarda não quer dizer que se detenha exclusivamente o pátrio poder. 1999. fraterna e democrática. independentemente de sua orientação sexual. só poderão ser buscados com relação ao adotante. Masterpasqua & Joseph. Concluíram que crianças com os dois pais do mesmo sexo são tão ajustadas quanto as crianças com os pais dos dois sexos. não impossibilite o convívio do pai com o filho. quer sucessórios. “Guarda é o estado de posse do filho menor”. Gottman. Na Califórnia. Nos Eua se chama de custódia do filho. eventuais direitos do adotado. Judith Rioch. “Uma sociedade que se quer aberta. há pesquisadores que. pluralista. Pátrio poder: é poder que os pais exercem sobre os filhos. Guarda é um dos direitos do pátrio poder. às portas do novo milênio. por não gerar direitos com relação àquele que também tem como verdadeiramente seu pai ou sua mãe. 2) Direitos Vinculados: Direitos vinculados daqueles que detêm a guarda da criança: . . 1990. A guarda está inserida dentro do pátrio poder. Ficher. É o fato de ter a criança consigo. justa. tutela e adoção garantido a todo cidadão. Nada há de incomum quanto ao desenvolvimento do papel sexual dessas crianças (Filhos de Lésbicas e Gays: Flaks. 8. acarreta injustificável prejuízo.Como não se pode excluir o direito individual de guarda.

pois. mesmo entre casais não separados. não poderá impor nenhum tipo de alimentação alternativa.Se o pai tiver um convívio menor com o filho durante a período escolar. com os pais. etc. Aquele que detêm a guarda tem mais direitos que o outro. Direitos vinculados daqueles que não detêm a guarda da criança: . lazer . alimentação. Impõe um convívio efetivo. este terá direito à passar uma parcela maior das férias com o seu filho.. também tem de arcar com os custos do menor. depois vive determinado tempo com o pai. . duas casas. 3) Deveres Vinculados: Ambos têm os mesmos deveres vinculados a criança . Aquele que detém a guarda. duradouro. da educação de seu filho: . A mãe decide que tipo de alimentação a criança terá.Direitos de fiscalização. Na prática a omissão de informações ocorre. Vantagem da guarda alternada: A grande vantagem é o convívio mais aprofundado da criança com a mãe e com o pai (verdadeiro convívio). Na prática é muito comum que o guardião proíba o colégio de dar informações ao outro sobre o desempenho do filho. b) Alternada: A criança vive um determinado tempo com a mãe. Na prática os psicólogos não aconselham nenhum período inferior a 6 meses. A criança terá tudo em dobro. moradia. a que se aplica comumente em todas as situações. Ex: O casal se separa e a criança passar a viver com um dos pais. além de ser responsável pela aplicação efetiva dos recursos necessários para o sustento deste. ou seja.Opção de saúde tradicional: Dentre os sistemas tradicionais de saúde a opção é de quem detêm a guarda. O pai tem direito de saber se o filho está doente. . como está indo no colégio. .O direito de informação: O direito de tomar ciência de tudo o que está acontecendo com o seu filho. Dentre a alimentação tradicional (normal) a mãe pode escolher o que quiser.. e. As informações são acessíveis a todos. saúde. 4) Espécies de Guarda: a) Tradicional: é a guarda normal. educação. quem não tem a guarda do menor cumpre com os seus deveres pagando os alimentos do menor. A única guarda aplicada pelo juiz é a guarda tradicional. é aconselhado um período de 1 ano no mínimo. sustento. Os outros tipos de guarda depende de consenso dos pais..A escolha da escola.

A mãe nessa idade da criança é fundamental. não houve um convívio grande entre os irmãos pois a diferença de idade é muito grande. tendo duas casas. de exercer efetivamente o pátrio poder. um filho que tiver 5 anos e. Isto evidentemente retira das crianças os limites.Desvantagens da guarda alternada: A primeira grande desvantagem é a perda do referencial. Obs: A criança nunca deve ser ouvida pelo juiz sobre com quem quer ficar.Motivos: Em regra. possível. Logo não verifica-se problema na separação entre os irmãos. Segundo fator que determina a guarda dos filhos com a mãe é relacionado com os filhos menores: As crianças até 3 anos de idade tem uma dependência muito grande com a mãe. É uma guarda recomendada. Na guarda compartilhada são divididas as tarefas em relação ao filho. Acaba dando a cada um dos pais a possibilidade de educar o seu filho. c) Conjunta: Embora a criança esteja vivendo na casa da mãe as decisões em relação à criança são decididas de comum acordo entre eles. 5) Alteração. Ex: Levar a criança na escola. Vantagens da guarda compartilhada: Dispensa a relação. por exemplo. O primeiro fator que determina a guarda dos filhos com a mãe é a questão cultural. d) Compartilhada: É muito similar a guarda conjunta. o ideal é a investigação através de um psicólogo. pois a mãe é a responsável pela educação dos filhos. Não é recomendável a guarda alternada. na verdade acaba ela não tendo nenhuma. Cada um fica responsável sozinho por determinadas tarefas. Vantagem da guarda conjunta: Tem a vantagem de impedir a criança de exercer a chantagem. Nunca se aconselha a separação dos filhos de um casal que tiver mais de um filho em hipótese nenhuma. É a tendência do nosso direito de família moderno. o contato entre os excônjuges. Exceção. A criança perde o ponto referencial de segurança. . os filhos ficam com a mãe (Lei de Divórcio). Desvantagens da guarda conjunta: A grande desvantagem é que exige dos pais um grau de maturidade extraordinário e. Neste caso. A segunda grande desvantagem: é a chantagem que a criança faz com os pais. exige dos novos parceiros dos pais um grau de maturidade inimaginável. pois a decisão é conjunta (casal). e. É um sistema altamente recomendável. mas muito difícil de ser verificar na prática. o outro 15 anos.Ex Chantagem: Na casa da mamãe eu posso ver tv até as 10:00 hs.

Má Conduta (duvidosa). Cuidados básicos. Divisão dos feriados e datas especiais. Visitas 1) Direito ou Dever? O ECA não regulamenta o direito de visitação . Somente em situações em que a mãe não tem condições é que pode-se falar am alteração da guarda. Visitação Livre: O pai vê o filho quando este quiser. haja alguma alteração na vida da família. Visitação Regulamentada: Se aconselha a regulamentação rigorosa. Prostituição. Dia dos pais com o pai. A sentença que decide a guarda pode ser revisada a qualquer momento. Em casos extremados esta guarda pode ser alterada. Forma de regulamentação padrão. Nunca a decisão de guarda é definitiva. * O filho na dúvida (presunção). * Má conduta em si não quer dizer nada. fica com a mãe. desde que. Drogas. a partir dos três anos de idade: Finais de semana alternados ( quando o pai tiver condições de pernoitar com seu filho) Um final de semana com o pai e outro com a mãe. Aliciamento. Um dia durante a semana para passar com o filho (Geralmente na quarta-feira). Bebidas. 6) Trânsito em julgado: A sentença judicial que decide a guarda de uma criança só faz coisa julgada formal. * O índice de violência sexual é muito grande em relação às crianças. 9. Ex: Maus tratos (Violência Física e Psíquica). A jurisprudência confirma maciçamente o privilégio da mãe em ficar com os filhos. Prisão. Ação cabível: Ação de visitas ou Ação de Regulamentação de Visitas. 2) Fixação: Existem várias formas de visitação.A partir dos 5 anos entende-se que a mãe tem mais condições de ficar com os filhos. Abandono. Doença Mental. É importante que haja a regulamentação para evitar futuros conflitos. Jamais uma pessoa vai perder a guarda por que dispõe de menos dinheiro do que a outra.Trânsito em Julgado: . Mas na prática não é aconselhável. pois acarreta problemas. Revisada mediante uma nova ação de guarda. com dias e horas para pegar e devolver a criança. 3) Alteração . Uma mãe traficante é caracterizada como uma má conduta. e das mães com a mãe. Ela pode ser utilizada em uma situação inicial.

salário mínimo. Não é para continuar mantendo o mesmo padrão de vida que tinha na época em que eram casados. higiene. Pode ser revisada no dia seguinte ao trânsito em julgado. geralmente não pedem alimentos. Alimentos também devem ser computados como lazer. Art. capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. OBS: Vale também para a união estável. vestuário.Essa alteração que decide sobre a visitação só faz coisa julgada formal. seja esta casamento ou união estável. nacionalmente unificado. A mulher da classe média por trabalharem. alimentação. 2) Entre Ex.IV . A obrigação alimentar decorre somente do vínculo de paternidade.Cônjuges: OBS: O culpado pela destruição do casamento não pode exigir do outro alimentos OBS: Os alimentos entre cônjuges devem ser os alimentos necessários para a sua sobrevivência. transporte e previdência social. lazer. Não será padronizado pelo nível de vida mantido antes de casados. Esta obrigação deve manter o padrão de vida do filho. e sim pelas necessidades básicas necessárias. 10. Existem dois tipos de mulheres que pedem alimentos: A) A mulher que viveu na família tradicional durante muitos anos. Necessidades básicas: CF. quer dizer que a qualquer momento esta regulamentação pode ser revisada. A obrigação alimentar não é somente do pai. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. B) A mulher da classe alta. fixado em lei. OBS: Esses alimentos cessam no momento em que alimentado constituir nova união. O filho não pode ser . Os alimentos devem atender a estas necessidades. Þ Esse inciso define o que são as necessidades básicas. educação. Essa obrigação nunca mais pode ser requerida. saúde.7. é da mãe em relação ao filho. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. 3) Entre ascendente e descendente: O pagamento do pai para o filho. Alimentos 1) Conceito: “É o nome dado a uma prestação paga com fim de suprir as necessidades básicas do ser humano”.

Nunca digam que os alimentos são fixados em 30% da remuneração. 4) Entre descendente e ascendente: OBS: Os alimentos são irrenunciáveis. Não é uma idéia falsa. Pode se exigir alimentos dos avós. Ação revisional de alimentos: Para se revisar. estes podem ser pagos em bens. ou que este pai não pode pagar nada. Ação de exoneração de alimentos: Ação que se comprova que a criança não necessita de nada. mas pode-se requerer a sua não concessão. mas esta idéia não tem fundamento legal nenhum. Os 30% para quem tem dois filhos é muito pouco. se o pai não tiver condições de arcar pelos alimentos. Geralmente se comprova através de cartas dos sindicatos (SINE. Se o pai estiver gravemente enfermo. É uma ação que não é aceita. Pode ser proposta para mais ou para menos valor. desde que se comprove alteração no binômio. desde que se comprove alguma alteração desse binômio.prejudicado pela separação dos pais. Necessidade: Possibilidade: 6) Alteração . .Trânsito em Julgado: Ação de alimentos: Para ingressar com ação de alimentos. por exemplo). perder o direito sucessório. Essa idéia de exoneração só é aceita naqueles casos em que o pai comprova efetivamente que está procurando empregos.Binômio: O valor da pensão alimentícia é determinada pelo binômio (necessidade & possibilidade). O valor da pensão alimentícia só faz coisa julgada formal. OBS: Os alimentos podem ser pagos em dinheiro ($). Existe a obrigação do filho ter de pagar alimentos ao pai. se fala em alimentos necessários à sobrevivência. Pelo equilíbrio da possibilidade do alimentante e a necessidade do alimentando. não faz coisa julgada material. Não se fala em padrão de vida. 5) Requisitos. pode levar o filho que não amparar o pai. O valor da pensão pode ser revisto a qualquer momento. A idéia é a manutenção do padrão de vida do filho.

porém sobre a mesma dívida não poderá ser preso. pode-se penhorar os bens do devedor para que seja garantido o pagamento da dívida. Segunda espécie de ação de execução: Execução sob pena de prisão. . Este poderá ser preso no máximo pelo prazo de 60 dias. A obrigação alimentar para surgir tem de ser exigida.560/92 I – Reconhecimento Voluntário: Registro de nascimento: É a forma mais normal de ser reconhecida a paternidade. Primeira espécie de ação de execução: Os bens do devedor respondem pela sua dívida. 8) Execução de alimentos: é uma ação que tem por fim pagar alimentos não pagos. os juizes tem mandado dividir as ações de execuções em duas partes: A pena de prisão é aplicada para as dívidas alimentares dos últimos 3 meses.478/68): Esta lei define o procedimento de alimentos. Só se pode cobrar os últimos cinco anos depois de definida a obrigação alimentar. Em hipótese nenhuma pode-se entrar com uma ação alimentar pleiteando alimentos pretéritos. Qualquer documento particular de reconhecimento de paternidade é documento hábil para o reconhecimento da paternidade.560/92. Penhorando os bens do devedor. Escritura pública: É uma forma existente antes da Lei 8. Escrito particular: É uma inovação da Lei 8. O dever de pagar alimentos surge a partir do nascimento da criança.7) Procedimento (Lei 5. são executados sob pena de penhora. Logo. Na ação de alimentos o juiz pode fixar o valor dos alimentos desde logo através de uma liminar para discutir o valor ao longo da ação. A obrigação alimentar não surge automaticamente. perante o cartório de registro civil. o sujeito tem de entrar com um ação. O sujeito será preso porque está devendo e. e os outros meses. e só a partir da propositura da ação é que eu passo a dever alimentos. Esta execução pode ser realizada por opção do credor livremente. o fato de cumprir esta prisão determinada pelo juiz. Paternidade – Lei 8.560/92. não perdoa a dívida. Atualmente.

não retira a legitimidade da mãe de propor esta ação. querendo reconhecê-lo como filho. O ministério público não paga honorários processuais de sucumbência caso este venha a perder esta ação. Remessa ao Juiz: Se o suposto pai negar a paternidade o juiz irá remeter ao Ministério Público. II – Reconhecimento oficioso: É o reconhecimento próprio da Lei 8. pois a legitidade do Ministério Público é uma legitidade concorrente. Manifestação perante o Juiz: Grande inovação da Lei 8. O autor da ação é a criança. Mas se não existia nenhum registro anterior de paternidade não é necessária a propositura da ação. Em qualquer tipo de ação judicial. por não saber quem é. pois cabe o reconhecimento voluntário. registrar o seu filho.560/92. Ministério Público: O Ministério Público vai tentar reúnir provas da paternidade para ingressar com uma ação de paternidade contra o suposto pai. Se ela for menor de idade esta será representada judicialmente. O reconhecimento de paternidade é irrevogável. Esta mãe será questionada perguntando-se quem é o pai da criança. uma vez declarada a paternidade o sujeito que declarou não pode voltar atrás dizendo que este não é o seu filho. Declaração da Mãe: A mãe solteira vai até o cartório de registro civil.560/92.Testamento: É uma forma existente antes da Lei 8. Alimentos: A sentença que declarar a paternidade. mas a autoria da ação continua sendo da criança. Duas opções ela terá. e quem ingressa com a ação é o menor representado pelo Ministério Público. ela não diz quem é o pai. Segunda opção: Ela declara quem é o pai. automáticamente fixará a pensão alimentícia. Na primeira opção. III – Reconhecimento Judicial: Legitimidade: A criança é que tem a legitidade de propositura da ação de investigação de paternidade. Se tiver registro a única forma de reconhecimento é a ação de investigação .560/92.Admite o reconhecimento da paternidade através de uma manifestação em juízo. Essa ação proposta. É possível o pai propor uma ação de investigação de paternidade contra o filho.

99%. etc… ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE . por exemplo. Hematológicas: Exames sanqüíneos.N. A ação de investigação de paternidade é imprescritível.de paternidade. tem uma precisão de 99. esta negativa em coletar o material será usada como presunção contra esta pessoa.N. esta prescreve em 20 anos.N. pois a medicina é uma ciência experimental. Formas da mão. logo. por exemplo. É recomendável.A pode ter sido manipulado por alguém de situação financeira avantajada (propina). O advogado deve antes de nada procurar a verdade.MNOPQ: Tem uma precisão de até 60%. mas a ação de petição de herança não é. O D.N. bilhetes. O menor tem quatro anos até a sua maioridade para contestar esse reconhecimento voluntário.A. o zelador.A: tem uma precisão de 99. qualquer tipo de prova. Cabelo. . Segundo o entendimento do STF.A. Provas: I – Documentais: Fotos da mãe e do suposto pai se beijando. Se esta criança for capaz é necessário a concordância dessa pessoa para que se tenha a paternidade reconhecida. cada vez mais consistentes na verificação. ou não o suposto pai. Contestando. de que aquele sujeito é. o vizinho. cumulada com ação de retificação de registro civil. somente exclui a paternidade. de que aquele sujeito é. Orelhas. Prescrição: A ação de investigação de paternidade é imprescritível. Os demais testes tem uma precisão de 60%.D. III – Testemunhais: Traga o maior número possível de testemunhas para serem ouvidas. nós temos diversos outros exames sanqüíneos de definição de grupo. e. II – Periciais: São provas periciais: Aparência: Braços. estas estatísticas são experimentais. em segundo lugar este exame de D. não pode julgar procedente uma ação de investigação de paternidade. no entanto. Além do fator RH. ou não o suposto pai. .O ABO. ninguém será obrigado a submeter-se ao exame de D. apenas. mesmo que este suposto pai seja falecido.99%. pois o prejuízo a este menor pode ser incalculável. pode ser proposta a qualquer tempo.N. impugando. se levar testemunhas que não são parentes. Dedos. .A. Cartas. O juiz só pelo exame de D. na tentativa de verficar se este é o respectivo pai ou não. Cabeça.

atribuições. 1) Conceito: Pátrio Poder. A adoção pode ser adotada por apenas uma pessoa. Para estrangeiros este estágio não pode ser dispensado em hipótese nenhuma. Pátrio poder na verdade são deveres. mas como o pai determina todos os aspectos em relação à criança. os pais são os representantes legais dos filhos. e sob controle de assistentes sociais e psicólogos que. mas não são adotadas pelo ECA. deve ser entendido como Pátrio Dever ou Dever Familiar. No sentido de que o menor não só deve obediência ao pai. usufruindo desses bens. pode deter a guarda do neto. só existe uma filiação . Os pais não tem obrigação de prestar contas. não sendo permitida a adoção por procuração. mas sim. esta atribui o direito ao exercício do pátrio poder. concluirão se esta criança se adaptou ou não. hoje a sentença somente é dada por setença judicial. b) Esses Pátrio Poder envolve os aspestos pessoais e envolve os aspectos patrimoniais desse menor. Não. Não deve ser considerado mais um poder de exercício mas um dever de exercício. No aspecto patrimonial os pais tem o direito de administrar os bens dos filhos. 2) Características – Direitos Inerentes: a) Pátrio poder resulta da própria filiação.Podem ser adotadas pessoas acima de 18 anos. Estágio de convivência: É um período que a criança ficará sobre guarda provisória. Com a morte dos pais. Hoje a adoção é um procedimento judicial. . depois da adoção não existe vínculo nenhum com os pais biológicos. obrigações. Não é Pátrio Poder. O sistema brasileiro impede espécies de filiação. No campo pessoal envolve a obediência do filho. Em suma análise. pois não se pode discriminar os filhos. por escritura pública. Um casal sem ser casado pode adotar uma criança. PÁTRIO PODER: Poder que os pais exercem sobre os filhos menores. A adoção é ato personalíssimo. a criança é titular de todos os direitos sucessórios cabíveis. conferidas aos pais. O avô não pode adotar o neto. salvo para casamento. são as atribuições conferidas aos pais na criação. Pode ser dispensado o estágio de convivência se esta criança tiver menos de um ano. educação e sustento dos filhos menores.

CC Þ Elenca os casos de perda do Pátrio Poder: Art. O Art. Parágrafo único. Se houver conflito o juiz é novamente chamado para dirimir o conflito com base no interesse do menor. ou mãe: I .que castigar imoderadamente o filho. Pela morte dos pais e do filho. Havendo separação dos pais Quem exercerá o Pátrio Poder? O Pátrio poder é exercido por ambos ainda que separados. ou o Ministério Público. ao pai ou mãe condenados por sentença irrecorrível. não há privilégio de preferências entre o pai e a mãe. quando convenha. Pela emancipação (é ato que torna o menor plenamente capaz). adotar a medida. 394 . Esta mulher não denuncia os maus tratos do filho. Obs: Hoje não se admite o castigo.394. em crime cuja pena exceda de 2 (dois) anos de prisão. ou mãe. O ECA prevê nessa situação a Família Substituta.CC): Art. humilhações. Ex: Exposição ao ridículo. trabalho forçado. que lhe pareça reclamada pela segurança do menor e seus haveres.3) Exercício – Conflito entre os pais: Quem exerce o Pátrio Poder? O código é montado com a base de uma família machista. 395 . O exercício do Pátrio Poder pertence a ambos em igualdade de condições.que praticar atos contrários à moral e aos bons costumes. e o pai por agredir seu filho perde o pátrio o poder. Esta criança que perde o “Poder dos Pais”. II . faltando aos deveres paternos. requerendo algum parente.Perderá por ato judicial o pátrio poder o pai.que o deixar em abandono. 5) Suspensão e Perda do Pátrio Poder (Art. ou arruinando os bens dos filhos. Atos contrários a moral e aos bons costumes. Suspende-se igualmente o exercício do pátrio poder. Þ Ou esta mulher será . Situação: Um casal que mora com o filho. abusar do seu poder.Se o pai. 4) Extinção do Pátrio Poder: Extinção natural do Pátrio Poder (Art. não continuará vivendo com os pais.392.CC). III .395. Não havendo família substituta esta criança é encaminhada a um lar de crianças. o pátrio poder. cabe ao juiz. a família originária não mais pode exercer o pátrio poder sobre a criança). uma família que dê condições necessários a sua criação e educação. Em relação a mulher: Þ Ou esta mulher é considerada como co-responsável por omissão. A guarda é um dos direitos inerentes ao pátrio poder. suspendendo até. Pela adoção (no momento em que a criança é adotada esta sai completamente da família originária e integra-se na outra família. Pela maioridade (21 anos).

a sua família substituta.Em falta de tutor nomeado pelos pais. Art.os impossibilitados por enfermidade.as mulheres. incumbe a tutela aos parentes consangüíneos do menor. IV . 414 . podem exercer a tutela deste menor. III .os que tiverem em seu poder mais de cinco filhos. CC O juiz vai decidir quem será o tutor. depois ao materno. Em que situações a pessoa não está obrigada aceitar a tutela: Art.obrigada a separar-se para continuar com a criança. TUTELA: Os avós embora não possam adotar. ou curatela. ou exerce a tutela sobre esta crança. Nada impede que seja uma pessoa solteira. Na prática o exercício da tutela pressupõe sempre a vontade desta pessoa em ser tutor. A tutela pode ser deferida a uma pessoa ou a um casal.ao avô paterno.os que habitarem longe do lugar onde se haja de exercer a tutela. Ser inclusive. ou que estes tenham perdido o pátrio poder. CC A pessoa nomeada como tutor é obrigado a aceitar.Podem escusar-se da tutela: I . à avó paterna. V . 409 . ou materna. em serviço.os que já exercerem tutela. A família substituta ou adota esta criança. II . 3) Nomeação – 409. 1) Conceito: Tutela nada mais é do que a representação legal de crianças menores que. VII . VI . pois esta criança deve receber carinho.os militares. Não pode recusar a aceitação. na falta deste. e. 2) Aceitação – 414.os maiores de 60 (sessenta) anos. . não possuam os pais vivos. por esta ordem: I .

estelionato ou falsidade. e aqueles cujos pais. ou falhas em probidade.os que não tiverem a livre administração de seus bens. II . suprindo-lhe o consentimento. filhos. até os 16 (dezesseis) anos. ou cônjuges tiverem demanda com o menor.Compete mais ao tutor: I . sendo preferido o do sexo masculino ao do feminino.os condenados por crime de furto.aos irmãos. Terá de colocar o seu patrimônio próprio para garantia da administração do patrimônio do menor. I). ou de seus pais.as pessoas de mau procedimento. nos atos em que for parte. tenham ou não cumprido a pena. este tutor terá de dar garantias reais sobre a administração destes bens. roubo. V . CC Se esta criança tiver muitos bens. no momento de lhes ser deferida a tutela. e as culpadas de abuso em tutorias anteriores. e assistilo. IV . III . CC .alienar os bens do menor destinados a venda. CC Art. preferindo os bilaterais aos unilaterais.fazer-lhe as despesas de subsistência e educação. 413 .II . Quem é credor ou devedor do menor não pode exercer a tutela. após essa idade. caso a exerçam: I . o mais velho ao mais moço. Art. 426 . o mais velho ao mais moço.os inimigos do menor. IV .os que exercerem função pública incompatível com a boa administração da tutela. se acharem constituídos em obrigação para com o menor. o do sexo masculino ao do feminino.os que. bem como as da administração de seus bens (art. 6) Autorização Judicial – 427. este terá de dar garantias fidejussórias. ou tiverem que fazer valer direitos contra este. III . II .aos tios. Pois este poderia exercer a tutela com outra finalidade ($$$$$$$). 5) Obrigações do Tutor – 426. Se o patrimônio do tutor for menor que o do tutelado.representar o menor. nos atos da vida civil. VI . 433.Não podem ser tutores e serão exonerados da tutela.receber as rendas e pensões do menor. ou que tiverem sido por estes expressamente excluídos da tutela. 4) Excluídos – 413. III .

com ou sem encargos. CURATELA: Ao instituto da curatela aplicam-se as mesmas regras da tutela. III . 446 .fazer as despesas necessárias com a conservação e o melhoramento dos bens.os loucos de todo o gênero (arts.Compete-lhe. segundo o disposto no art.os surdos-mudos. 451 e 456).CC Art. ao completar um ano este tutor deve prestar contas ao juiz.propor em juízo as ações e promover todas as diligências a bem do menor. assim como defendê-lo nos pleitos contra ele movidos. 429).promover-lhe. o arrendamento dos bens de raiz. com autorização do juiz: I . I.vender-lhe em praça os móveis. 448. e pagar-lhe as dívidas. 459 e 461). enquanto que. mas não terá mais a obrigatoriedade de exercer a tutela. 84. cuja conservação não convier. a tutela é a representação de menores. mediante praça pública. IV . e. V . a curatela é a representação de maiores incapazes. . 3) Interdição: Os pais não exercem o pátrio poder em virtude da maioridade do filho.receber as quantias devidas ao órfão. Nada impede que ao final dos dois anos. Ocorre que. depois ao final do segundo ano prestará contas novamente. sem educação que os habilite a enunciar precisamente a sua vontade (arts. VI . nos casos em que for permitido (art.aceitar por ele heranças.transigir. VII . ou doações. III .Art. este seja reconduzido. também. II . II .os pródigos (arts. Mas nada impede que o pai seja o curador do filho. 427 . 450 e 457). legados. A diferença fundamental entre a tutela e a curatela é que.Estão sujeitos à curatela: I . e os imóveis. 7) Prestação de Contas: O encargo da tutela é sempre definido pelo prazo de dois anos (2). 1) Conceito: Curatela é a representação de maiores incapazes. 2) Sujeitos a Curatela – 446.

o pródigo pode prover de todos os atos de sua vida. A sentença de interdição pode ser gradativa. e.pela emancipação. os varões às mulheres. REVISÃO DA MATÉRIA: Quais as diferenças entre o casamento e a união estável? O casamento inicia por um ato solene.Na falta do cônjuge. § 2º . § 3º . os limites da curatela.pela adoção. a mãe. e. estabelecer limites. realizado por profissional experiente que vai diagnosticar os problemas deste indivíduo. Na ação de interdição temos duas fases fundamentais.Extingue-se o pátrio poder: I . Além de diagnosticar a capacidade. II – Fase do Laudo Perecial.Na falta das pessoas mencionadas.pela maioridade. de direito. os mais próximos precedem aos mais remotos.CC Art. na falta deste. A ação judicial cabível denomina-se ação de interdição. na desta.O cônjuge.Pronunciada a interdição do surdo-mudo. que é um . 451 . 4) Limitações da Sentença – 451. ou apenas restringir alguns direitos desta pessoa. Houve uma união estável? Não houve uma união estável. IV . 9º. 5) Nomeação do curador – 454. pois não houve a estabilidade. não separado judicialmente. dentre os do mesmo grau. 455). O sujeito comparece perante o juiz e este o entrevista. § 1º . segundo o desenvolvimento mental do interdito. o descendente maior. é.CC Art. é curador legítimo o pai. nos termos do parágrafo único do art. compete ao juiz a escolha do curador.pela morte dos pais ou do filho. curador do outro. Parte Geral. Por exemplo. João e Maria publicam uma nota no jornal dizendo que a partir daquele dia passariam a morar juntos. III . Sendo que. menos os relativos à admnistração de seu respectivo patrimônio. quando interdito (art. II . dois dias depois separaram-se. A união estável se concretiza no decurso do tempo. o juiz assinará. para apenas separar os casos graves dos menos graves. 392 . Este laudo tem por finalidade concluir se efetivamente existe este problema. pois este tem momentos de lucidez.Art.Entre os descendentes. Essa sentença define os limites da curatela. este laudo vai determinar as limitações desta incapacidade. Outro exemplo é o esquizofrênico. 454 . I -Fase de entrevista pelo juiz.

mas só para alimentos já fixados. Como é definida a verba alimentar? Explique o binômio necessidade e possibilidade. Quais os requisitos para se revisar uma sentença que já fixou os alimentos? O requisito é que haja uma alteração ocorrida no binômio necessidade e possibilidade. Estabeleça as diferenças entre tutela e a curatela.requisito essencial da união estável. Acadêmico de Direito da Ulbra e bolsista do Fundo Proict/Ulbra. Os alimentos tem prazo prescricional de 5 anos. A guarda possui uma sentença com efeitos apenas formais. Theo Bastos Barcellos: E-Mail: theobast@bol. Canoas/RS .com. Quais as espécies de guarda? Em que situações a mãe perderá a guarda? Em que moldes pode ser deferida a visita? Estabeleça uma cláusula.br.

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