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3 - Determinantes

3 - Determinantes

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Álgebra Linear 60

Capítulo 3
Determinantes
A cada matriz quadrada, de numeros reais, podemos associar um numero real que se ´ ´
designa por . Vamos utilizar o determinante de uma matriz para saber se determinante da matriz
ela e invertível, para calcular a sua matriz inversa, se existir, e, sobretudo, para resolver sistemas ´
de equações lineares. No capítulo seguinte associaremos uma area, um volume, uma recta, um ´
plano, etc. a um determinante.
3.1. Definição de determinante de primeira e de segunda ordem
3.1.1. Definições
O determinante da matriz é igual ao número real . ¹ œ |c[ c
O determinante da matriz é igual ao número real . ¹ œ c c c c
c c
c c
” •
"" "#
#" ##
"" ## #" "#
3.1.2. Notação
Seja uma matriz quadrada. Representamos o determinante de por ou . ¹ ¹ ./>E lEl
Assim,
se tem-se ; ¹ œ |c[ dct¹ œ |c| œ c
se tem-se . ¹ œ dct¹ œ œ c c c c
c c c c
c c c c
” • º º
"" "# "" "#
#" ## #" ##
"" ## #" "#
Exemplos

º º º º
3 ó 1 1
2 4 0 3
œ 12 10 œ 2: œ 3 0 œ 3
  Determinantes
Álgebra Linear 61
3.2. Determinantes de ordem . Teorema de Laplace. 8
O determinante de uma matriz de ordem 3, tambem designado por determinante de ´
ordem 3, pode ser definido em função de determinantes de ordem 2. Tambem os determinantes ´
de ordem 4 podem ser calculados atraves do calculo de determinantes de ordem 3. E assim ´ ´
sucessivamente, pelo que para calcular um determinante de ordem basta escrevê-lo em :
função de determinantes de ordem e saber calcular determinantes de ordem 2. : 1
Antes de vermos como se calcula um determinante de ordem superior a dois atraves do ´
calculo de determinantes de ordem inferior, precisamos conhecer os seguintes conceitos: ´

3.2.1. Definição
Seja uma matriz de ordem . ¹ œ |c [ :
34
O de e o determinante da matriz, de ordem , que se ´ menor complementar c : 1
34
obtem de por eliminação da linha i e da coluna j. Representa-se por . ´ ¹ E
34
3.2.2. Definição
Seja uma matriz de ordem . ¹ œ |c [ :
34
Chamamos de ao produto de pelo seu menor complemento algebrico ´ c ( 1)
34
3€4
complementar, isto e, a . ´ Ð "Ñ E
3€4
34

Exemplos
Dada a matriz , o menor complementar de e´ 1. ¹ œ c œ 1
1 ó 0
1 2 2
8 1 3
Ô ×
Õ Ø
$#
¹ œ œ 2 ( 1) ¹ œ 2
1 0
1 2
$# $#
€
º º
e o seu complemento algebrico e . O menor complementar ´ ´
3 2
de e e o seu complemento algebrico e . ´ ´ ´ c œ 8 ¹ œ œ 10 ( 1) ¹ œ 10
ó 0
2 2
$" $" $"
€
º º
3 1
  Determinantes
Álgebra Linear 62
Consideremos a matriz . O menor complementar de e´ 2. 1 œ / œ 0
1 0 ó 0
4 3 2 0
1 8 2 7
0 2 3 4
Ô ×
Ö Ù
Ö Ù
Õ Ø
"%
1 œ ( 1) 1 œ 1
4 3 2
1 8 2
0 2 3
"% "% "%
"€%
â â
â â
â â
â â
â â
â â
e o seu complemento algebrico e . ´ ´
Note-se que o complemento algebrico e o menor complementar de são iguais quando ´ c
34
i - ; i - ; e par e são simetricos quando e ímpar. Para sabermos qual e o sinal que deve ´ ´ ´ ´
preceder o menor complementar de para obtermos o seu complemento algebrico, podemos ´ c
34
atender ao quadro de sinais

Ô ×
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Õ Ø
- - ·
- - ·
- - ·
- - ·
` ` ` ` `
onde cada sinal ocupa a posição do elemento cujo complemento algebrico se pretende obter. ´ c
34
Repare-se que, no quadro, os sinais alternam ao longo de cada linha e de cada coluna e que o
sinal da entrada e . ´ (1. 1) -
Segue-se o enunciado da regra que se utiliza para calcular o determinante de uma matriz
de ordem . Recorde-se que a ideia e fazê-lo recursivamente, isto e, calcula-lo atraves do caculo ´ ´ ´ ´ ´ :
de determinantes de matrizes de ordem . : 1
3.2.3. Teorema de Laplace
O determinante de uma matriz e igual à soma algebrica dos produtos dos elementos de ´ ´
uma fila pelos respectivos complementos algebricos. ´
Por outras palavras, se e de ordem , tem-se ´ ¹ œ |c [ :
34
dct¹ œ c ( 1) ¹ - c ( 1) ¹ - · - c ( 1) ¹ . \ ; œ 1. ·. :
"4 "4 #4 #4 84 84
"€4 #€4 8€4
ou
dct¹ œ c ( 1) ¹ - c ( 1) ¹ - · - c ( 1) ¹ . \ i œ 1. ·. :
3" 3" 3# 3# 38 38
3€" 3€# 3€8
  Determinantes
Álgebra Linear 63
Exemplos
1. Seja . ¹ œ
1 0 1
2 1 3
2 ó 1
Ô ×
Õ Ø
Podemos calcular atraves da aplicação do teorema de Laplace a uma fila qualquer. ´ |¹|
Assim, por exemplo,
|¹| œ 1¹ - 0¹ - 1¹ œ - 0 - œ 10 - 12 œ 4
1 3 2 1
ó 1 2 ó
"" "# "$ º º º º
ou
|¹| œ 1¹ - 3 ‚ (1)¹ - 1¹ œ 3 - œ
2 1 1 0 1 0
2 ó 2 ó 2 1
"$ #$ $$ º º º º º º
œ 12 3 ‚ ó 1 œ 4
Note-se que e vantajoso aplicar o teorema de Laplace à fila do determinante que tem ´
mais zeros, pois qualquer que seja o valor do complemento algebrico do zero, o seu produto por ´
zero e sempre zero, pelo que não e necessario calcula-lo. ´ ´ ´ ´
2.
â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â
1 3 0 0
3 0 1 2
0 1 0 4
0 1 2 0
œ 1 - 3( 1) œ
0 1 2 3 1 2
1 0 4 0 0 4
1 2 0 0 2 0
œ 1( 1) - 2 3 3 œ ( 4) - 2( 2) 9( 8) œ
1 4 1 0 0 4
1 0 1 2 2 0
º º º º º º
Ž 
œ 4 4 - 72 œ 72.
No caso particular de uma matriz de ordem 3, o seu determinante pode
calcular-se atraves da seguinte regra: ´
3.2.4. Regra de Sarrus
Seja uma matriz de ordem 3. A soma dos produtos dos elementos segundo o esquema ¹

menos os produtos dos elementos

é igual ao determinante de . ¹
  Determinantes
Álgebra Linear 64
Exemplo
â â
â â
â â
â â
â â
â â
1 2 3
3 2 4
0 1 2
œ ‚ ‚ - ‚ ‚ - ‚ ‚ ‚ ‚ ‚ ‚ ‚ ‚ 1 2 2 2 4 0 3 1 3 0 2 3 1 4 1 3 2 2= 3  
Assim, para calcular um determinante de ordem 4, podemos escrevê-lo como uma soma
algebrica de determinantes de ordem 3 e depois calcular cada um destes pela regra de Sarrus. ´
Exemplo

â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â
1 3 0 ó
3 4 1 2
0 1 2 4
ó 1 2 0
œ ó ‚ ( 1) - -
3 0 ó 1 0 ó
4 1 2 3 1 2
1 2 4 0 2 4
2 33 . - ‚ ( 1) œ ó ‚ 4ó - 30 2 ‚ ( ) œ 129
1 3 ó
3 4 2
0 1 4
â â
â â
â â
â â
â â
â â
O calculo de determinantes de ordem superior a 3 pode ser muito fastidioso, sobretudo ´
se houver poucos zeros na matriz. No entanto, esse calculo pode ser bastante simplificado se ´
recorrermos às propriedades dos determinantes. Segue-se o enunciado dessas propriedades
com a respectiva demonstração para uma das filas dos determinantes de ordem 2. Podemos
generalizar facilmente essa demonstracão para as outras filas do determinante e para qualquer ¸
determinante de ordem superior a 2 escrito como uma soma algebrica de determinantes de ´
ordem 2.
  Determinantes
Álgebra Linear 65
3.3. Propriedades do Determinantes
Seja A uma matriz quadrada de ordem 8.
1 ¹ ¹ O determinante de e igual ao determinante de . ´
X

º º º º
c / c c
c d / d
œ cd /c œ cd /c

Uma vez que e as linhas (colunas) de são as colunas (linhas) de , |¹| œ |¹ | ¹ ¹
X X
qualquer propriedade de que se refira às linhas de tambem e valida quando aplicada às ´ ´ ´ |¹| ¹
colunas, pelo que nas propriedades de falamos, genericamente, em filas de . |¹| ¹
2 ¹ ¹ Se tem uma fila nula, então o determinante de e igual a zero. ´

º º
c 0
/ 0
œ c.0 /.0 œ 0
3 ¹ Se uma fila de e multiplicada pelo escalar , então o determinante da matriz ´ -
resultante e igual ao produto de pelo determinante de . ´ - ¹
Seja . |¹| œ œ cd /c œ c d / c œ (cd /c) œ |¹|
c / c /
c d c d
º º º º
-
-
- - - -
Desta propriedade podemos deduzir que (por hipotese, e de ordem ). ´ ´ l El œ lEl - -
8
¹ :
Exercício: Sabendo que calcule o valor dos seguintes
â â
â â
â â
â â
â â
â â
â â
â â
1 3 0 ó
3 4 1 2
0 1 2 4
ó 1 2 0
œ 129.
determinantes:
; ; |1| œ |C| œ |1| œ
2 3 0 ó 1 3 0 ó 2 0 0 10
0 4 1 2 0 8 0 4 0 8 2 4
0 1 2 4 0 1 0 4 0 2 4 8
10 1 2 0 ó 1 0 0 10 2 4 0
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
  Determinantes
Álgebra Linear 66
4 ¹ Se trocarmos, entre si, duas filas paralelas de , o determinante da matriz resultante
e igual ao simetrico do determinante de . ´ ´ ¹
Seja . |¹| œ œ cd /c œ /c cd œ (cd /c) œ |¹|
c / / c
c d d c
º º º º
5 ¹ ¹ Se tem duas filas paralelas iguais, então o determinante de e igual a zero. ´

º º
c /
c /
œ c/ /c œ 0
6 ¹ ¹ Se tem duas filas paralelas proporcionais, então o determinante de e igual a ´
zero.
.
º º
c /
c /
œ c / / c œ 0
- -
- -
Note-se que esta propriedade e uma consequência das propriedades 3 e 5, pois ´
º º º º
c / c /
c / c /
œ œ 0 œ 0
- -
- -.
7 ¹ ¹ O determinante de não se altera se adicionarmos a uma fila de o produto de
outra fila, paralela, por um escalar.
Seja . |¹| œ œ cd /c
c /
c d
º º

º º
c - c / - d
c d
œ (c - c)d c(/ - d) œ œ cd - cd /c dc œ |¹|.
- -
- - - -
Exercício: Utilize esta propriedade para mostrar que

â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
¡ - r c - n r - : r n :
c - r / - n c - : c / c
c - ¡ / - c c - r ¡ c r
œ 2 .
  Determinantes
Álgebra Linear 67
Tendo em conta esta propriedade, para calcular o determinante de podemos ¹
condensar uma das filas de com operações do tipo ou e ¹ 1 1 1 C C C
c c
c c
3 3 : 4 4 :
34 34
:4 3:
depois aplicar o teorema de Laplace a essa fila. Na pratica, este e o metodo mais utilizado no ´ ´ ´
calculo de determinantes. ´
Exemplo

â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
1 2 1 0 3 0 3 0
2 1 1 3 2 1 1 3
4 0 2 0 4 0 2 0
ó 0 2 1 ó 0 2 1
œ œ
1 1 21

" " #
œ 1 ‚ œ 3 ‚ 2 œ 0 ‚ 1 œ 0
3 3 0 1 1 2
4 2 0 2 1 0
ó 2 1 ó 2 1
1 1
1 1
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â



" "
"
$
# #
"
#
8 Se uma fila de A se pode desdobrar na soma de duas filas, o valor do determinante
de e igual à soma dos determinantes de duas matrizes em que nessa fila aparece uma das ´ ¹
parcelas e as restantes filas mantêm-se.

º º º º º º
c / - / c / c /
c d - d c d
œ c(d - d ) c(/ - / ) œ cd c/ - cd c/ œ (cd /c) - (cd c/ ) œ -
c d
w w
w w
w w w w w w
Esta propriedade pode estender-se a filas cujos elementos estão decompostos num
numero qualquer de parcelas. ´
Note-se que, em geral, . Por exemplo, se e |¹ - 1| = |¹| - |1| ¹ œ
1 2
3 4
” •
1 œ ¹ - 1 œ |¹| œ 2 |1| œ 2 |¹ - 1| œ 7 = |¹| - |1|
2 0 3 2
1 1 4 ó
” • ” •
, , , e .
Exercícios:
Utilize esta propriedade para resolver o ultimo exercício proposto. ´ 1.
Sabendo que , calcule 2.
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
c / c r n :
¡ c r 3¡ - c 3c - / 3r - c
r n : 2¡ 2c 2r
œ 1 |]| œ
  Determinantes
Álgebra Linear 68
9 1 : dct(¹1) œ dct¹ ‚ dct1 Se e uma matriz de ordem , então . ´
Sejam e . e . ¹ œ 1 œ |¹| œ cd /c |1| œ c d / c
c / c /
c d c d
” • ” •
w w
w w
w w w w

e ¹1 œ
cc - /c c/ - /d
cc - dc c/ - dd
” •
w w w w
w w w w
|¹1| œ (cc - /c )(c/ - dd ) (cc - dc )(c/ - /d ) œ
w w w w w w w w
œ cdc d - /c/ c /dc d cd/ c œ cd(c d / c ) /c(c d / c ) œ
w w w w w w w w w w w w w w w w
œ (cd /c)(c d / c ) œ |¹| ‚ |1|.
w w w w
10 ¹ ¹ Se e uma matriz triangular, superior ou inferior, então o determinante de e igual ´ ´
ao produto dos seus elementos principais.

º º
c 0
c d
œ cd c0 œ cd
A matriz pode ser transformada numa matriz triangular, , atraves da condensação, ´ ¹ T
¹ T dct¹ . Pelas propriedades dos determinantes ja conhecidas, podemos calcular a ´
condensação
partir de desde que se estabeleça a correspondência entre as operações elementares e as dctT
alterações no valor do determinante, ou seja, desde que
se mude o sinal do determinante quando trocamos, entre si, duas filas paralelas v
se multiplique o determinante por quando se multiplica uma fila por ( ). v = 0
"
-
- -
Note-se que a adição de uma fila com um multiplo escalar de outra fila paralela, não ´
altera o valor do determinante.
Exemplo

â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
â â â â â â
0 1 0 1 1 2 0 3 1 2 0 3
3 0 0 9 0 1 0 1 0 1 0 1
2 0 1 2 2 0 1 2 0 4 1 4
2 2 2 0 1 1 1 0 0 1 1 3
œ 3 ‚ 2 œ 0 œ
œ 0 œ 0 œ 0 ‚ (1 ‚ 1 ‚ 1 ‚ ( 2)) œ 12
1 2 0 3 1 2 0 3
0 1 0 1 0 1 0 1
0 0 1 0 0 0 1 0
0 0 1 2 0 0 0 2
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
  Determinantes
Álgebra Linear 69
11 ¹ ¹ : O determinante de e igual a zero se e so se a característica de e inferior a . ´ ´ ´
O determinante de e igual ao produto de um numero real diferente de zero pelos ´ ´ ¹
elementos principais da matriz triangular, , que se obtem da condensação de . Se e ´ ´ T ¹ dct¹ œ 0
porque algum elemento principal de e igual a zero e . Se , então existe, pelo ´ T c(¹) < : c(¹) < :
menos, um elemento principal de igual a zero e, por consequência, . T dct¹ œ 0
Note-se que esta proposição e equivalente a . ´
ww ww
lEl Á ! Í -ÐEÑ œ 8
3.4. Aplicações da teoria dos determinantes
3.4.1. Inversão de matrizes
A matriz quadrada e regular, isto e, tem inversa, se e so se a sua característica e igual ´ ´ ´ ´ ¹
à ordem (ver 1.5.4). Por outro lado, a característica de e igual à ordem de se e só se o seu ´ ¹ ¹
determinante e diferente de zero (propriedade 11). Então, podemos concluir que ´
3.4.1.1. Teorema
Uma matriz quadrada e regular se e so se o seu determinante e diferente de zero. ´ ´ ´

Tendo em conta este teorema e a propriedade 9 dos determinantes, podemos deduzir
que se e regular, então ´ ¹
por hipotese, ´ ¹¹ œ 1 = |¹¹ | œ |¹||¹ | œ | 1 | œ 1 = |¹| = 0
" " "
lE l œ
"
lEl
"
( )
Para calcular a inversa da matriz utilizando determinantes, precisamos conhecer o seu ¹
determinante (que deve ser diferente de zero) e a matriz que vamos definir de seguida.
3.4.1.2. Definição
Chama-se matriz de à transposta da matriz que se obtem de por ´ adjunta ¹ ¹
substituição de cada um dos seus elementos pelo respectivo complemento algebrico. ´
Representa-se por . ¹d;¹
  Determinantes
Álgebra Linear 70

De outro modo, se tem-se ¹ œ |c [
34
¹d;¹ œ
¹ ¹ · ( 1) ¹
¹ ¹ · ( 1) ¹
` ` `
( 1) ¹ ( 1) ¹ · ¹
Ô ×
Ö Ù
Ö Ù
Õ Ø
"" #" 8"
"€8
"# ## 8#
#€8
"€8 #€8
"8 #8 88
Exemplo
A matriz adjunta de e ´ ¹ œ
1 3 2
0 1 ó
2 0 7
Ô ×
Õ Ø

Ô ×
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Õ Ø
º º º º º º
º º º º º º
º º º º º º
" & ! & ! "
 ' (  # (  #  '

 
$  # "  # " $
 ' (  #  '  #  '
$  # "  # " $
" & ! & ! "

X
.

Isto e, ´
¹d;¹ œ œ
37 10 2 37 9 17
9 3 0 10 3 ó
17 ó 1 2 0 1
Ô × Ô ×
Õ Ø Õ Ø
X
.
Com a matriz deste exemplo, calculemos e ¹ ‚ ¹d;¹ dct¹ :

0 0
0 0
0 0
¹ ‚ ¹d;¹ œ ‚ œ œ 31
1 3 2 37 9 17 3
0 1 ó 10 3 ó 3
2 0 7 2 0 1 3
Ô × Ô × Ô ×
Õ Ø Õ Ø Õ Ø
$
dct¹ œ 7 30 4 - 30 œ 3
Tem-se . Tambem se verifica . Estas ´ ¹ ‚ ¹d;¹ œ dct¹ ‚ 1 ¹d;¹ ‚ ¹ œ dct¹ ‚ 1
$ $
relações são validas para qualquer matriz quadrada. Demonstremos que para qualquer matriz, , ´ ¹
de ordem 3, : ¹ ‚ ¹d;¹ œ ¹d;¹ ‚ ¹ œ |¹| 1
$
  Determinantes
Álgebra Linear 71
¹ ‚ ¹d;¹ œ ‚ œ
c c c ¹ ¹ ¹
c c c ¹ ¹ ¹
c c c ¹ ¹ ¹
Ô × Ô ×
Õ Ø Õ Ø
"" "# "$ "" #" $"
#" ## #$ "# ## $#
$" $# $$ "$ #$ $"
œ
c ¹ c ¹ - c ¹ c ¹ - c ¹ c ¹ c ¹ c ¹ - c ¹
c ¹ c ¹ - c ¹ c ¹ - c ¹ c ¹ c ¹ c ¹ - c ¹
c
Ô ×
Õ Ø
"" "" "# "# "$ "$ "" #" "# ## "$ #$ "" $" "# $# "$ $"
#" "" ## "# #$ "$ #" #" ## ## #$ #$ #" $" ## $# #$ $"
$" "" $# "# $$ "$ $" #" $# ## $$ #$ $" $" $# $# $$ $"
¹ c ¹ - c ¹ c ¹ - c ¹ c ¹ c ¹ c ¹ - c ¹
Os elementos principais de são iguais a , pois cada um deles e a soma ´ ¹ ‚ ¹d;¹ dct¹
algebrica dos produtos dos elementos de uma fila de pelos respectivos complementos ´ ¹
algebricos. ´
Os elementos não principais de são todos nulos, uma vez que são iguais a ¹ ‚ ¹d;¹
determinantes de ordem com duas filas simetricas. Por exemplo, o elemento da entrada e ´ ´ 3 (1. 2)
c - c c œ œ 0
c c c c c c
c c c c c c
c c c
c c c
c c c
"" "# "$
"# "$ "# "$ "" "#
$# $$ $" $$ $" $#
"" "# "$
"" "# "$
$" $# $$
º º º º º º
â â
â â
â â
â â
â â
â â
Assim,
¹¹d;¹ œ œ |¹| ‚ 1
|¹|
|¹|
|¹|
Ô ×
Õ Ø
0 0
0 0
0 0
.
$
De igual modo se prova que . ¹d;¹ ‚ ¹ œ |¹| 1
$
3.4.1.3.
No caso de ser regular, e tem-se ¹ dct¹ = 0 (¹ ‚ ¹d;¹) ‚ œ
"
lEl
œ (|¹| ‚ 1) ‚ = ¹ ‚ ‚ ¹d;¹ œ 1 ‚ ¹d;¹ ‚ ¹ œ 1
" " "
lEl lEl lEl
Š ‹ Š ‹ . Tambem . Logo, ´
E œ ‚E.4E
"
lEl
"
Exemplos
1. Em relação à matriz do ultimo exemplo, tem-se ´
¹ œ
1
3
37 9 17
10 3 ó
2 0 1
"
Ô ×
Õ Ø
  Determinantes
Álgebra Linear 72
2. Seja . 1 œ
1 2
3 4
” •
4 6 2 , logo e invertível. ´ |1| œ œ = 0 1
. ¹d;1 œ œ
4 3 4 2
2 1 3 1
” • ” •
X
Portanto, . 1 œ œ
1
2
4 2
3 1
2 1

"
$ "
# #
” • ” •
3. Dada a matriz , vamos determinar os valores de ¹ œ
1 1 c
c 1 c
c 1 1
Ô ×
Õ Ø
c ¹ ¹ para os quais tem inversa e, de seguida, calcular para esses valores.
"
, donde, existe se e só se |¹| œ 1 c - c c c - c œ 1 c ¹ 1 c = 0
# # # # " #
= c = 1 • c = 1.
¹d;¹ œ œ
1 c c c c 1
1 1 c 1 c 1

1 c 1 c 1 1
1 1 c 1 c 1
1 c 1 c 1 1
1 c c c c 1

Ô ×
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Ö Ù
Õ Ø
º º º º º º
º º º º º º
º º º º º º
X
œ œ Þ
"  + +  + ! "  +  "  +  #+
 "  + "  + " € + +  + "  + +  +
 #+ +  + " € + ! " € + " € +
Ô × Ô ×
Õ Ø Õ Ø
#
# # # #
#
X
E œ a+ Á € "
"
"  +
"  +  "  +  #+
+  + "  + +  +
! " € + " € +

"
#
# # #
, .
Ô ×
Õ Ø
  Determinantes
Álgebra Linear 73
3.4.2. Sistemas de Equações Lineares
3.4.2.1.
Consideremos o sistema com equacões lineares e incognitas tal que o ¸
´ ¹A œ 1 : :
determinante de ( e uma matriz de ordem ) e diferente de zero (isto e, , ou ainda, ´ ´ ´ ¹ ¹ : c(¹) œ : ¹
e regular). ´
Este sistema, que e possível e determinado (ver 1.4.8), designa-se, vulgarmente, por ´
Sistema de Cramer.
Existe uma regra pratica para o resolver: ´

3.4.2.2. Regra de Cramer
Se e uma matriz de ordem e invertível, então a solução do sistema com ´ ¹ : ¹A œ 1 :
equações nas variaveis , , , e dada por , , , , ´ ´ r r · r r œ r œ · r œ
|¹ | |¹ | |¹ |
|¹| |¹| |¹|
" # 8 " # 8
" # 8
onde para , , , e a matriz que se obtem de por substituição da coluna por ´ ´ / œ 1 · : ¹ ¹ /
5
1.

Exemplo
Procuremos o valor de e de no sistema r r
# $
.



ž
#B  B € $B œ &
$B € #B  B œ !
B € %B € B œ '
" # $
" # $
" # $
, logo trata-se de um sistema de Cramer.
â â
â â
â â
â â
â â
â â
2 1 3
3 2 1
1 4 1
œ 40 = 0
r œ œ 1 r œ œ œ 2
2 ó 3 2 1 ó
3 0 1 3 2 0
1 0 1 1 4 0
40 40 40
92
# $
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
â â â â
;
  Determinantes
Álgebra Linear 74
Embora, à partida, a regra de Cramer se aplique apenas a sistemas de Cramer, e´
possível utiliza-la, com algumas adaptações, para resolver qualquer sistema possível, mesmo ´
que indeterminado.
Exemplos
1. Consideremos o sistema .



Ú
Û
Ü
ór - r - 2r œ 3
4r - 2r - 2r œ ó
r - r - r œ 3
10r - 4r - ór œ 11
" # $
" # $
" # $
" # $


Ô × Ô × Ô ×
Ö Ù Ö Ù Ö Ù
Ö Ù Ö Ù Ö Ù
Õ Ø Õ Ø Õ Ø
ó 1 2 | 3 1 1 1 | 3 1 1 1 | 3
4 2 2 | ó 4 2 2 | ó 0 2 2 | 7
1 1 1 | 3 ó 1 2 | 3 0 4 3 | 12
10 4 ó |11 10 4 ó |11 0 0 ó | 19
Ä Ä Ä
Ä
Ä
Ô × Ô ×
Ö Ù Ö Ù
Ö Ù Ö Ù
Õ Ø Õ Ø
1 1 1 | 3 1 1 1 | 3
0 2 2 | 7 0 2 2 | 7
0 0 1 | 2 0 0 1 | 2
0 0 1 | 2 0 0 0 | 0



.
Então, o sistema inicial e equivalente ao sistema, ´
ž
r - r - r œ 3
2r - 2r œ 7
r œ 2
" # $
# $
$



que e possível e determinado. Logo, a sua solução pode ser encontrada pela regra de Cramer. ´
2. e um sistema possível e indeterminado, pois

´
ž
2r - r - r œ 1
r - r - r œ 2
4r - 2r - 3r œ ó
" # $
" # $
"
#
" # $
.
Ô × Ô × Ô ×
Õ Ø Õ Ø Õ Ø
1 1 | 2 1 1 | 2 1 1 | 2
2 1 1 | 1 0 0 1 | 3 0 0 1 | 3
4 2 3 | ó 0 0 1 | 3 0 0 0 | 0
" " "
# # #
Ä Ä
As incognitas principais são e e o sistema inicial e equivalente a ´ ´ r r
" $
.


œ
2r - r œ 1 r
r - r œ 2 r
" $ #
" $ #
"
#
A solução encontra-se, pela regra de Cramer, do seguinte modo:
; r œ œ 1 r r œ
1 r 1 2 1 r
2 r 1 1 2 r
2 1 2 1
1 1 1 1
1
2
" # $
# #
" "
# #
# #
º º º º
º º º º

tambem designado por determinante de ´ ordem 3. a Ð  "Ñ3€4 E34 . Tambem os determinantes ´ ´ de ordem 4 podem ser calculados atraves do calculo de determinantes de ordem 3. E assim função de determinantes de ordem 8  " e saber calcular determinantes de ordem 2. 3. # #º o menor complementar " " Ô" " Õ) & # " !× # . isto e.2. Determinantes  3. de ordem 8  ". Definição Seja E œ Ò+34 Ó uma matriz de ordem 8. pode ser definido em função de determinantes de ordem 2. $Ø de +$# œ " ´ e Álgebra Linear 61 . Definição Seja E œ Ò+34 Ó uma matriz de ordem 8. Representa-se por E34 . precisamos conhecer os seguintes conceitos: 3. O menor complementar #º & ! ´ ´ ´ œ ) e E$" œ º œ "! e o seu complemento algebrico e Ð  "Ñ3€1 E$" œ "!. ´ O menor complementar de +34 e o determinante da matriz. Dada a matriz E œ ! ´ ´ œ # e o seu complemento algebrico e Ð  "Ñ3€2 E$# œ  #.1. pelo que para calcular um determinante de ordem 8 basta escrevê-lo em ´ Antes de vermos como se calcula um determinante de ordem superior a dois atraves do ´ calculo de determinantes de ordem inferior.2.2. Determinantes de ordem 8. ´ Chamamos complemento algebrico de +34 ao produto de Ð  "Ñ3€4 pelo seu menor Exemplos E$# œ º de +$" 1.2. ´ complementar. Teorema de Laplace. sucessivamente. ´ O determinante de uma matriz de ordem 3. que se ´ obtem de E por eliminação da linha i e da coluna j.

/>E œ +3" Ð  "Ñ3€" E3" € +3# Ð  "Ñ3€# E3# € ⠀ +38 Ð  "Ñ3€8 E38 ß a 3 œ "ß âß 8 Álgebra Linear 62 . Teorema de Laplace ´ ´ O determinante de uma matriz e igual à soma algebrica dos produtos dos elementos de ´ uma fila pelos respectivos complementos algebricos. isto e. tem-se . os sinais alternam ao longo de cada linha e de cada coluna e que o ´ sinal da entrada Ð"ß "Ñ e € ."% œ ' e " ) # ( Õ! # $ %Ø â â â% $ #â â â ´ ´ œ â " ) # â e o seu complemento algebrico e Ð  "Ñ"€% F"% œ  F"% .2. ´ Por outras palavras. Para sabermos qual e o sinal que deve ´ Note-se que o complemento algebrico e o menor complementar de +34 são iguais quando  €  € 㠀  €  㠁 €  € ã ´ onde cada sinal ocupa a posição do elemento +34 cujo complemento algebrico se pretende obter. Consideremos a matriz F œ Ö Ù. calcula-lo atraves do caculo de determinantes de matrizes de ordem 8  ". 3. Segue-se o enunciado da regra que se utiliza para calcular o determinante de uma matriz ´ ´ ´ ´ ´ de ordem 8. â â â! # $â F"% ´ preceder o menor complementar de +34 para obtermos o seu complemento algebrico. se E œ Ò+34 Ó e de ordem 8. podemos atender ao quadro de sinais Ԁ ց Ö Ö€ Ö  Õ ã â× âÙ Ù âÙ Ù â ã Ø ´ ´ ´ ´ 3 € 4 e par e são simetricos quando 3 € 4 e ímpar. Repare-se que./>E œ +"4 Ð  "Ñ"€4 E"4 € +#4 Ð  "Ñ#€4 E#4 € ⠀ +84 Ð  "Ñ8€4 E84 ß a 4 œ "ß âß 8 ou . no quadro. Recorde-se que a ideia e fazê-lo recursivamente. O menor complementar de . Determinantes  Ô" ! & '× Ö% $ # !Ù ´ 2.3.

Seja E œ ´ Podemos calcular lEl atraves da aplicação do teorema de Laplace a uma fila qualquer. "Ø Exemplos 1. Regra de Sarrus Seja E uma matriz de ordem 3. Assim. â â" â â$ 2. Álgebra Linear 63 .4. â â! â â! â !â â â â ! #â â â œ "⠁ " %â â â â " !â â â #â â$ â â % ⠀ $Ð  "Ñâ ! â â !â â! â #â â %â œ â !â œ %  % € (# œ (#. o seu produto por ´ ´ ´ ´ zero e sempre zero. por exemplo. Determinantes  Ô" # Õ# "× $ . œ "Ð  "Ѻ " " $ ! " " % " € #º !º " ! " ! # ! !  $ Ž$ º #º # " ! # % œ  Ð  %Ñ € #Ð  #Ñ  *Ð  )Ñ œ ! º " ! # No caso particular de uma matriz de ordem 3. A soma dos produtos dos elementos segundo o esquema menos os produtos dos elementos é igual ao determinante de E.2. pois qualquer que seja o valor do complemento algebrico do zero. o seu determinante pode ´ calcular-se atraves da seguinte regra: 3. pelo que não e necessario calcula-lo. lEl œ "E"" € !E"# € "E"$ œ º " & $ # €!€º "º # # # " œ  "' € "# œ  % & º ! " € &º º# ! œ "º ! " & ou œ "#  $ ‚ &  " œ  4 lEl œ "E"$ € $ ‚ Ё"ÑE#$ € "E$$ œ º " "  $º & º # ´ Note-se que e vantajoso aplicar o teorema de Laplace à fila do determinante que tem ´ mais zeros.

Segue-se o enunciado dessas propriedades com a respectiva demonstração para uma das filas dos determinantes de ordem 2. podemos escrevê-lo como uma soma ´ algebrica de determinantes de ordem 3 e depois calcular cada um destes pela regra de Sarrus. para calcular um determinante de ordem 4. Determinantes  â â" â â$ â â! â $â â % â œ 1 ‚ 2 ‚ 2 € 2 ‚ 4 ‚ 0 € 3 ‚ 1 ‚ 3  0 ‚ 2 ‚ 3  1 ‚ 4 ‚ 1  3 ‚ 2 ‚ 2=  3 â #â Exemplo # # " Assim. No entanto. sobretudo ´ se houver poucos zeros na matriz. ´ O calculo de determinantes de ordem superior a 3 pode ser muito fastidioso. Álgebra Linear 64 . Podemos generalizar facilmente essa demonstracão para as outras filas do determinante e para qualquer ¸ ´ determinante de ordem superior a 2 escrito como uma soma algebrica de determinantes de ordem 2. â â" â â$ â â! â â& â &â â â â #â â â œ & ‚ Ð  "Ñâ %â â â â !â â $ â" â % € 2 ‚ Ð  "Ñâ $ â â! " ! " # # â â &â â" â â #â€â$ â â %â â! â &â â #†â %â Exemplo $ % " " $ % " â &â â #â œ â %â ! " # ! " #  & ‚ %& € $!  # ‚ Ð  33Ñ œ  "#*. esse calculo pode ser bastante simplificado se recorrermos às propriedades dos determinantes.

-.º + º. Uma vez que lEl œ lEX l e as linhas (colunas) de E são as colunas (linhas) de EX . genericamente.  . + º´ 1  O determinante de E e igual ao determinante de EX . %â â !â â â # â â ' lHl œ â â ! â â "! ' ) # # ! # % % â "! â â % â â ) â â ! â ´ ´ Desta propriedade podemos deduzir que l-El œ -8 lEl (por hipotese. E e de ordem 8).  . + º.3. então o determinante da matriz -.. Determinantes  3. lGl œ â %â â! â â !â â& Álgebra Linear 65 .. Propriedades do Determinantes Seja A uma matriz quadrada de ordem 8. .º + º- ´ 3  Se uma fila de E e multiplicada pelo escalar -. em filas de E.Þ! œ ! !º ´ resultante e igual ao produto de . œ +. $ % " " ! " # # $ ) " " determinantes: â â # â â ' lFl œ â â ! â â "! â â" â â$ Exercício: Sabendo que â â! â â& $ % " " ! " # # â â &â â" â â #â â' â . então o determinante de E e igual a zero.º ´ ´ ´ qualquer propriedade de lEl que se refira às linhas de E tambem e valida quando aplicada às colunas. ! œ +Þ!  .  . ´ 2  Se E tem uma fila nula.-Ñ œ -lEl -. .  .pelo determinante de E.-.œ -Ð+. pelo que nas propriedades de lEl falamos. º â &â â #â â œ  "#*ß calcule o valor dos seguintes %â â !â ! ' ' ' â &â â %â â. œ +. Seja lEl œ º + . œ +-. œ +.  .

+ œ . então o determinante de E e igual a + º -+ . ´ 6  Se E tem duas filas paralelas proporcionais. € -.! œ ! -. pois . o determinante da matriz resultante . œ -º œ -. œ +..+ œ ! . .º 7  O determinante de E não se altera se adicionarmos a uma fila de E o produto de outra fila. entre si.€C .  -Ð.. C .º + € -- .âÞ â <â Álgebra Linear 66 .  .º 4  Se trocarmos.€ D â œ #â + â â -€<â â: â Dâ â . € -. +. º + º -+ ´ Note-se que esta propriedade e uma consequência das propriedades 3 e 5. Determinantes  ´ ´ e igual ao simetrico do determinante de E. + . œ  Ð+.-Ñ œ  lEl -º ´ 5  Se E tem duas filas paralelas iguais. Seja lEl œ º + . œ Ð+ € --Ñ. º Exercício: Utilize esta propriedade para mostrar que .  .  .€. â â: €B â â+€B â â+€: â â <€Dâ âB â â . -. . € --. paralela. + º+ . .  . -. por um escalar.  .º zero.+ œ ! . œ +.-. . œ +.. º. então o determinante de E e igual a zero.  .œ lElÞ .€C ..Ñ œ œ +. Seja lEl œ º º + . œ +. º + . duas filas paralelas de E.-.

â â" â â# â â% â â& â !â â $â â œ ! â P" Ä P"  #P# â "â " " # â â â â â â â â ⠁'â â $ â â œ ! â â " â Exemplo â ⠁$ â œ"‚â % â â & $ # # â ⠁'â ⠁" â â ! â œ  $ ‚ #â # â P" Ä  " P " â $ " â â & " P# Ä # P # # " ! ! " " # # ⠁#â â ! ✠' ‚" œ ' â " ⠁$ # % & ! " ! ! $ " # # ´ de E e igual à soma dos determinantes de duas matrizes em que nessa fila aparece uma das parcelas e as restantes filas mantêm-se. este e o metodo mais utilizado no ´ calculo de determinantes. .w .w + w w w w w w w º œ +Ð. Ñ œ º . lFl œ # e lE € Fl œ ( Á lEl € lFl. Determinantes  Tendo em conta esta propriedade. calcule lQl œ â $: € + â â Dâ â #: ⠁D â â $< € . € . œ Ð+. #. Sabendo que â : â âB ´ 1. + º.  -. C C $. € .â â #< â Álgebra Linear 67 . lEl œ  #.E€F œ” "• % # . € +. Ñ œ +. . &• " $ e Exercícios: â â+ â 2. 8  Se uma fila de A se pode desdobrar na soma de duas filas. â â -â ⠁B â â < â œ  ". . Eœ” # %• Fœ” # " Note-se que. o valor do determinante .  -.€. + º€º. € . Na pratica. Por exemplo. para calcular o determinante de E podemos +34 +34 condensar uma das filas de E com operações do tipo P3 Ä P3  P: ou G4 Ä G4  G: e +:4 +3: ´ ´ ´ depois aplicar o teorema de Laplace a essa fila. em geral.-Ñ € Ð+.w º Esta propriedade pode estender-se a filas cujos elementos estão decompostos num ´ numero qualquer de parcelas.  . lE € Fl Á lEl € lFl. € . Ñ  -Ð. se ! $ . Utilize esta propriedade para resolver o ultimo exercício proposto.  -.

podemos calcular .-. Exemplo â â! â â$ â â# â â# # " ! ! ! ! " " â â "â â" â â *â â! â œ  $ ‚ #â #â â# â â !â â" # " ! ! ! ! " ! â â $â â" â â "â â! â œ  'â #â â! â â !â â! â $ â â " â ✠%â ⠁$â â â" â â! œ  'â â! â â! â â $ â â" â â " â â! â œ  'â ! â â! â ⠁#â â! " ' ! # ! ! " # â $ â â " â â œ  ' ‚ Ð" ‚ " ‚ " ‚ Ð  #ÑÑ œ "# ! â ⠁#â # " ! " ! ! " " # " % " ! ! " " Álgebra Linear 68 . . então o determinante de E e igual ao produto dos seus elementos principais.-w -+w € .w -w Ñ œ lEl ‚ lFlÞ ´ ´ 10  Se E e uma matriz triangular./>E a quando se multiplica uma fila por .-w ÑÐ+. e . ´ Note-se que a adição de uma fila com um multiplo escalar de outra fila paralela. Pelas propriedades dos determinantes ja conhecidas./>ÐEFÑ œ . superior ou inferior.w € . X .. w e -.w -w Ñ  .e lFl œ +w .Á !). ´ X .w -w œ +.w -w  . w Ñ œ +.w € .w • œ +. w  . w • . + º! œ +.-w ÑÐ-./>X desde que se estabeleça a correspondência entre as operações elementares e as alterações no valor do determinante.+w .º partir de . w  .Ð+w . .  .w -w . lEl œ +.w € . duas filas paralelas " - E condensação Ä ´ A matriz E pode ser transformada numa matriz triangular. w Ñ  Ð-+w € . desde que ì se multiplique o determinante por ì se mude o sinal do determinante quando trocamos. então .+w .  .-w lEFl œ Ð++w € .• Fœ” +w -w ++w € .(.w ./>E ‚ .-Ð+w .w € ..w -w Ñ œ œ Ð+./>F.. atraves da condensação. Determinantes  ´ 9  Se F e uma matriz de ordem 8.-ÑÐ+w . Sejam E œ ” EF œ ” + . entre si. ou seja... w  ... não altera o valor do determinante. w  . w € .  -! œ +. w  +.

Por outro lado. . que se obtem da condensação de E. ´ ´ O determinante de E e igual ao produto de um numero real diferente de zero pelos ´ porque algum elemento principal de X e igual a zero e -ÐEÑ  8.1. Então. lEl Á !) lEl Para calcular a inversa da matriz E utilizando determinantes.4. Aplicações da teoria dos determinantes 3. Álgebra Linear 69 . podemos deduzir ´ que se E e regular./>E œ ! e ´ Note-se que esta proposição e equivalente a lEl Á ! Í -ÐEÑ œ 8ww . Definição ´ Chama-se matriz adjunta de E à transposta da matriz que se obtem de E por ´ substituição de cada um dos seus elementos pelo respectivo complemento algebrico. podemos concluir que ´ ´ ´ ´ A matriz quadrada E e regular. 3.4. isto e.4E. Teorema ´ ´ ´ Uma matriz quadrada e regular se e so se o seu determinante e diferente de zero./>E œ !. um elemento principal de X igual a zero e. X . se e so se a sua característica e igual 3. tem inversa. Tendo em conta este teorema e a propriedade 9 dos determinantes. precisamos conhecer o seu determinante (que deve ser diferente de zero) e a matriz que vamos definir de seguida.1.4. 3. então existe. por consequência.1. ww ´ ´ elementos principais da matriz triangular. pelo menos. Se . então EE" œ M Ê lEE" l œ lEllE" l œ l M l œ " Í lE" l œ " ´ (por hipotese.1.4. Inversão de matrizes ´ à ordem (ver 1. a característica de E e igual à ordem de E se e só se o seu ´ determinante e diferente de zero (propriedade 11). Se -ÐEÑ  8.2. Determinantes  ´ ´ ´ 11  O determinante de E e igual a zero se e so se a característica de E e inferior a 8. Representa-se por E.5.4).

! & º  # (º " # º  #  'º " # º ! & º  "! $ & X Ô " ! Õ # Ô $( E. Determinantes  De outro modo. Tambem se verifica E. Álgebra Linear 70 ./>E ‚ M$ . Estas de ordem 3. se E œ Ò+34 Ó tem-se Ô Ö E.4E œ Ô " ! Õ # $ " '  # × Ô $( & ‚  "! ( Ø Õ # * $ ! "( × Ô $ 0 0 ×  & œ 0 $ 0 œ $M$ " Ø Õ0 0 $Ø . E.4E œ  * Õ "( #× Ô $( ! œ  "! Õ # "Ø ! " × º  #  'º Ù Ù " $ Ù Ù .4E œ .4E œ E. E ‚ E.4E ‚ E œ ./>E œ (  $!  % € $! œ $ ´ Tem-se E ‚ E. Demonstremos que para qualquer matriz./>E ‚ M$ . º  #  'ºÙ Ù Ù " $ º! "º Ø X $ " ' #× ´ & e ( Ø * $ ! "( × & .4E e .4E œ Ö E""  E"# ã Õ Ð  "Ñ"€8 E "8  E#" E## ã Ð  "Ñ#€8 E#8 â Ð  "Ñ"€8 E8" × â Ð  "Ñ#€8 E8# Ù Ù ã Ø â E88 Exemplo A matriz adjunta de E œ " & Ô º  ' (º Ö Ö Ö # Ö º $ Ö ' ( º Ö Ö $ # º" Õ & º ´ Isto e./>E À E ‚ E. calculemos E ‚ E.4E ‚ E œ lEl M$ : ´ relações são validas para qualquer matriz quadrada. " Ø Com a matriz deste exemplo.

´ ´ determinantes de ordem $ com duas filas simetricas.4.4E são iguais a . Tambem Š lEl ‚ E.4EÑ ‚ " lEl œ E" œ " ‚ E. o elemento da entrada Ð"ß #Ñ e +  +"" º "# +$# +"$ + € +"# º "# +$$ º +$" +"$ +  +"$ º "" +$$ º +$"  +"# +"# +$# ´ Os elementos principais de E ‚ E.4E œ +"# +## +$#  E#" E##  E#$  +"" E#" € +"# E##  +"$ E#$  +#" E#" € +## E##  +#$ E#$  +$" E#" € +$# E##  +$$ E#$ +"" E$"  +"# E$# € +"$ E$" × +#" E$"  +## E$# € +#$ E$" +$" E$"  +$# E$# € +$$ E$" Ø ´ algebrica dos produtos dos elementos de uma fila de E pelos respectivos complementos ´ algebricos. uma vez que são iguais a â ⠁ +"" +"# â œ â +"" +$# º â â +$" 0 lEl 0 ⠁ +"$ â â +"$ â œ ! â +$$ â Assim. pois cada um deles e a soma Os elementos não principais de E ‚ E.4E‹ ‚ E œ M . Em relação à matriz do ultimo exemplo.1./>E./>E Á ! e tem-se ÐE ‚ E.4E ‚ E œ lEl M$ . Por exemplo.4E são todos nulos. No œ ÐlEl ‚ MÑ ‚ " lEl caso " " ´ Í E ‚ Š lEl ‚ E. lEl Ø De igual modo se prova que E. EE.3. 3. Logo. tem-se * $ ! $( "Ô  "! $Õ # "( × & " Ø E" œ Álgebra Linear 71 . .4E lEl Exemplos ´ 1. de E ser regular.4E œ Ô lEl 0 Õ 0 0 × 0 œ lEl ‚ M$ . Determinantes  Ô +"" +#" Õ +$" +"$ × Ô E"" +#$ ‚  E"# +$$ Ø Õ E"$ E$" ×  E$# œ E$" Ø œ Ô +"" E""  +"# E"# € +"$ E"$ +#" E""  +## E"# € +#$ E"$ Õ +$" E""  +$# E"# € +$$ E"$ E ‚ E.4E‹ œ M .

"• # Ô " 3. F" œ  " % ” # $ # # •œ ” $ " # # .4F œ ” # .4E œ Ö  º Ö " "º Ö Ö " + Õ º" +º + + + " º " + º+ "º " + º + +º º + º + " º + " º + " × "ºÙ Ù " Ù Ù œ "ºÙ Ù " Ù "º Ø X Ô "+ œ "+ Õ  #+ +  +# "  +# +  +# E " "+ " Ô œ +  +# "  +# Õ ! ! × Ô "+ œ +  +# "€+ Ø Õ ! "€+ X "+ "  +# "€+ "+ "  +# "€+  #+ × € +  + # . " • " . a + Á  ". de seguida. Í + Á " • + Á  ". Determinantes  2. Seja F œ ” E. % # $ % œ” " • $ X " $ Portanto. vamos determinar os valores de " Ø + para os quais E tem inversa e. "€+ Ø  #+ × +  +# Þ "€+ Ø Álgebra Linear 72 . donde. lEl œ "  +# € +#  +#  + € + œ "  +# . E" existe se e só se "  +# Á ! + Ô " Öº " " º Ö Ö " + E. Dada a matriz E œ  + Õ + " " " + ×  + . calcular E" para esses valores. logo F e invertível. %• ´ lFl œ 4  6 œ  2 Á !.

-ÐEÑ œ 8. B# œ . ´ Este sistema. Determinantes  3. B" € %B# € B$ œ ' B# œ B$ œ œ Álgebra Linear 73 .4.4.2. E ´ e regular). â.â. â " â â â# â â$ â â" â & $ â â ! "â â ' " â œ ".8). E5 e a matriz que se obtem de E por substituição da coluna 5 por F. por Sistema de Cramer. %' â â# â â$ â â" " # % %' â &â â !â â 'â *# œ# %' #B"  B# € $B$ œ & ž$B" € #B#  B$ œ ! . â . Regra de Cramer ´ Se E e uma matriz de ordem 8 e invertível. B8 œ .4. lEl lEl lEl ´ ´ onde para 5 œ ".2. B8 e dada por B" œ . logo trata-se de um sistema de Cramer. Sistemas de Equações Lineares 3. então a solução do sistema E\ œ F com 8 lE" l lE# l lE8 l ´ ´ equações nas variaveis B" . ´ Consideremos o sistema E\ œ F com 8 equacões lineares e 8 incognitas tal que o ¸ ´ Existe uma regra pratica para o resolver: 3.2.2. designa-se. Exemplo Procuremos o valor de B# e de B$ no sistema â â# â â$ â â" " # % â $ â ⠁ " â œ %' Á ! .1.4. ou ainda. B# . vulgarmente. ´ ´ ´ determinante de E (E e uma matriz de ordem 8) e diferente de zero (isto e. que e possível e determinado (ver 1. 8.

# A solução encontra-se. l# l!Ø l$× l&Ù Ù l$ l"" Ø Ä Ô" Ö! Ö ! Õ! " # % ' " # $ & l $ × l (Ù Ù l  "# l  "* Ø Ä ´ Então. pela regra de Cramer. B " € B # € B$ œ $ #B# € #B$ œ ( ž B$ œ # ´ que e possível e determinado. o sistema inicial e equivalente ao sistema. # B$ œ "  B# #  " B# º # # " º" "º Álgebra Linear 74 . Determinantes  ´ Embora. pois # %B" € #B# € $B$ œ & Ô" # Õ% " # " # " " $ l#× Ô" l" ! l&Ø Õ! Ä ! ! " # " " " l #× l$ l$Ø Ä Ô" ! Õ! ! ! " # " " ! l#× l$ . l!Ø ´ ´ As incognitas principais são B" e B$ e o sistema inicial e equivalente a #B" € B$ œ "  B# œ B" € B$ œ #  " B# . a sua solução pode ser encontrada pela regra de Cramer. à partida. com algumas adaptações. Logo. do seguinte modo: "  B# º #  "B # º" " "º " "º # º" B" œ # # " œ  "  B# . para resolver qualquer sistema possível. a regra de Cramer se aplique apenas a sistemas de Cramer. Ú &B" € B# € #B$ œ $ € € œ& 1. ž B" € " B# € B$ œ # e um sistema possível e indeterminado. e ´ possível utiliza-la. Consideremos o sistema Û %B" € #B#€ #B$ œ $ . #B" € B# € B$ œ " ´ 2. mesmo que indeterminado. B" B# B$ Ü"!B" € %B# € &B$ œ "" # # " & l$× l&Ù Ù l$ l"" Ø Ä Exemplos Ô" ÄÖ ! Ö ! Õ! " # ! ! Ô & Ö % Ö " Õ "! " # " % " # " " l $× l(Ù Ù l # l #Ø Ä Ô" Ö! Ö ! Õ! Ô " Ö % Ö & Õ "! " # " % " # # & " # ! ! " # " ! l$× l(Ù Ù.

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