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,

CALCULO
DIFERENCIAL
E INTEGRAL
VOLUME 11

Armando Righetto
Antonio Sérgio Ferraado
Professores do Instituto Politécnico
de Ribeirão Preto da
Instituição Moura Lacerda

IBEC - Instituto Brasileiro de Edições Científicas Ltda.


1982
Sempre que nos decidimos fazer algum trabalho, o fazemos para alcançar
certos objetivos.
Propusemo-nos a atender as necessidades de estudantes e professores em
quase todas as áreas: Social, Humana e principalmente as Tecnológicas.
Nosso livro, de forma simples, clara, concisa e lógica trata de assuntos indis-
pensáveis para um bom curso de Engenharia, de Física, de Estatística, de Medicina
e de Computação.
Os dois volumes são ricos em exercícids resolvidos e propostos. Estes, com
respostas e, quando necessário, com sugestões para sua resolução.
O primeiro volume deve ser usado na ordem tratada num curso de um ano,
com 4 ou 6 'horas aula semanais. '
Cálculo I, no primeiro termo letivo de 6 meses: números reais, funções, limi-
tes, derivadas e diferenciais. Cálculo, 11, no segundo termo letivo, com a mesma
duração: integrais indefinidas e as técnicas de integração, integrais defrnidas, cálculo
de áreas, volumes, comprimento de arcos e geometria das massas.
O segundo volume poderá ter alterada a ordem dos assuntos.
Sugerimos, para Cálculo III, funções de várias variáveis, derivadas parciais,
diferenciais e equações diferenciais, com modelos matemáticos aplicados à Bio-
logia. Para o Cálculo IV: estudo de máximos e mÚlimos, derivadas direcionais,
integrais de linha, integrais duplas e triplas e séries.
Outros assuntos, como cônicas, quádricas, vetores, números complexos e
funções hiperbólicas, são tratados nos livros de Geometria Analítica e Vetores e
Números complexos e funções hiperbólicas de autoria do Armando Righetto.
Procuramos familiarizar o aluno com o pesnamento matemático e a mani-
pular modelos por métodos matemáticos.
Agradecemos e homenageamos aos nossos antigos professores que nos for-
maram. Dos colegas e estudantes que usarem nosso livro, solicitamos sugestões.

OS AUTORES
Ribeirão Preto, maio de 1981
ÍNDICE

Capítulo 1
Funções de Várias Variáveis '. . . 3
Conceitos Básicos. Limites. Continuidade. Problemas Resolvidos .. Problemas
Propostos.

Capítulo 2
Derivadas Parciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . \ . . . . . . . . . . . .. 19
Acréscimos. Derivadas Parciais. Interpretação Geométrica das DerivadasParciais.
Derivadas Parciais de Ordem Superior. Invertibilidade da Ordem de Derivação.
Exercfcios Resolvidos. Exerdctos Propostos.

Capítulo 3
Diferenciação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 51
Diferencial Total. Aplicações. Diferenciais de Ordem Supen'or. Problemas Resol·
vidos. Problemas Propostos.

Capítulo 4
Funções Compostas 79
Funções Compostas de uma VariávelIndependente. Funções Compostas de duas
ou mais VariáveisIndependentes. Diferenciação de Funções Compostas. Funções
ImpUcitas. Problemas Resolvidos. Problemas Propostos.

Capítulo 5
Máximos e Mínimos 109
Máximos e Minimos Locais. Hessiano. Pontos Extremos de Funções ImpUcitas.
Ajustamento de Retas. Máximos e Minimos Condicionados. Problemas Resolvi-
dos. Problemas Propostos.
Capitulo 6
Derivadas Direcionais 145
Conceitos. Gradiente - Divergente e Rotacional. Campo Vetorial. Curvas de
Nevel. Funções de três Variáveis - Derivada Direcional. Problemas Resolvidos.
Problemas Propostos.

Capitulo 7
Integrais Múltiplas 175
Integrais Duplos. Integrais Triplos. Aplicações. Transformações das Integrais
Múltiplas. Problemas Resolvidos. Problemas Propostos.

Capítulo 8
Integrais Curvilíneas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 223
Definições. Notação Vetorial das Integrais CurviUneas. Propriedades das Integrais
CurviUneas. Teorema de Green no Plono. Teorema de Green no Espaço. Teore-
ma de Stokes. Problemas Resolvidos. Probl~mas Propostos.

Capítulo 9
Séries. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 241
Séries. Convergência Absoluta e Condicional. Critérios de Convergência e Diver-
gência. Série~ de Potências. Desenvolvimento em Séries de Potências. Problemas
Resolvidos. Problemas Propostos.

Capítulo 10
Equações Diferenciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 269
Definiç6es. Solução de uma Equação Diferencial. Equação Diferencial de Pri-
meira Ordem e Primeiro Grau. Aplicações das Equações Diferenciais Lineares.
Aplicaç6es das Equações Diferenciais à Biologia. Problemas Resolvidos. Proble-
mas Propostos.
1
FUNÇÕES DE vÁRIAS VARIÁVEIS

Reaqueça a confzança nos irmãos que esmo-


recem ao contato dos problemos do mundo e os
ajude a refletir na Bondade Divina que nos'
acolhe a todos. ,-

As funções reais de várias variáveisreais aparecem naturalmente em problemas


práticos.
Quando procuramos a área S de um paralelogramo de base x e altura y,
multiplicamos a base pela altura. Então, o valor de S ::::: xy depende dos valores
da base e da altura.
Dizemos que a área S é função das duas variáveisx e y.
Da mesma forma concluímos que o volume de um paralelepípedo, de
dimensões x, y e z é uma função de 3 variáveis, pois V = xyz e a cada temo
de valores atribuídos a x, y e z corresponde um valor determinado do volume.
Inúmeras funções podem ser definidas por fórmulas.
Assim, z = x + .J Y - 4 é função das variáveis x e y. De fato, a cada
x
par (x, y) de números reais, com x '* O e y ~ 4,. corresponde um valor bem
determinado de z.
A Física, através de suas fórDulas, também oferece inúmeros exemplos de
funções de várias variáveis.
Sejam X, Y e Z, conjuntos de números reais, tais que, a cada x E X e a
cada y E Y corresponda, mediante certa lei f, um e um só z E Z.
Diremos que o conjunto Z é função dos
Y conjuntos X e Y.
Se a cada x E X e a cada y E Y corres-
ponder mais de um z E Z, diremos que
Z é uma relação de X e de Y.

1.1.1 - FUNÇÃO

Concluímos do exposto que


F = {(x, y, z) I x E X, Y E Y, z E Z Iz = f(x, y)}

onde X e Y são denominados domínio e Z contradomínio. Usa-se representar a


função apenas pela lei de correspondência:

Façamos uma representação gráfica mais conveniente. Tomemos 3 eixos


ortogonais 2 a 2.
A cada par (x, y) corresponde um z.
O terno ordenado (x, y, z) tem por
imagem gráfica um ponto do espaço.
A função de 2 variáveis reais é defi-
nida em certos pontos (x, y) do plano
real; portanto, o conjunto D destes
pontos, domínio da função, é uma super-
fície de R2•

Fig. 1.2.

Quando a função f é de 3 variáveis x, y, z. A cada terno (x, y, z) corres-


ponderá, através da lei f, um valor real w = f (x, y, z). O conjunto de todos
os ternos ordenados (x, y, z) de números reais é o espaço R3 = R X R X R.
Logo, toda a função real de 3 variáveis reais é definida em um subconjunto D
do espaço tridimensional real.
, ///
................................................. 1.. .

Deternúnemos o domínio de algumas funções, construindo um esboço do


mesmo.

Exemplos:
/'

E1 Seja z = xy
x-y
A característica da função z é um quociente e ele só é defInido para
x - y =1= O, isto é, para x =1= y.
O domínio de z é o conjunto D ~ {(x, y) E R21 x =1=y }, conjunto dos pon-
tos do plano xOy que não pertencem à bissetriz dos quadrantes ímpares
x = y.

./.
./
./
./
/

· a funçao
SeJa - z VX - 2-_.
= -_-_-_-_
yy - 4
Além do quociente, temos que considerar a raiz quadrada. A função z é
definida para

x-2~O====>x~2
y-4>O===>y>4
D = {(x, y) E IR.2lx ~ 2 y > 4}

E3 \ Seja a função z = x2 - 3 xy
+ y2 - 1.
\~ Esta função é de.fmidapara \Ix e \ty E IR, então:
D.....:R2

o domínio D é todq o plano real R2•

E4 Seja a função w = 4xy - 6xz + 8yz.


O valor de w é defmido em todo ponto (x, y, z) E R3• Podemos admitir
como domínio da função o espaço real R3•
D=R3

Es' Seja a função


w = J 1- x2 - J4- y2 - 2 J9 - Z2.
Para w ser um número real bem definido
1 - x" ~ O, 4 - y" ~ O e 9 - z" ~ O
Resolvendo as desigualdades,.resulta
-1 :S:;;;x:S:;;;I,-2:S:;;;y:S:;;;2e-3:S:;;;z:S:;;;3

o domínio da função é
D = {(x, y, z) E IR31-1 :s:;;; x :s:;;; 1, - 2 :s:;;; y :s:;;; 2, - 3 :s:;;; z :s:;;; 3}
D ,-Geometricamente, o domínio D é um
// paralelepípedo de faces paralelas aos pla-
,,/ nos coordenados.
,/

No Capo 11I do 1Q volume estudamos limite de uma função real de uma


variável. Estendamos tal conceito às funções de duas ou mais variáveis.
Consideremos a função z = f (x, y) de domínio D C IR" e um ponto
(xo, Yo) E D, tais que f seja definida em pontos (x, y) bastante próximos do
ponto (xo, yo). Denominamos vizinhança circular de raio 6 do ponto (xo, Yo) ao
conjunto dos pontos (x, y), tais que:
O < .J (x - XO)2 + (y - Yo)z < 6

o < (x - XO)2 + (y - Yo)" < 6"


que constitui o disco aberto de centro (x o, Yo)'
Diremos que a constante Q E ]R é o limite da função f, quando o ponto
variável (x, y) tende para o ponto (xo, Yo), quando dado um número E: > O,
tão pequeno quanto desejarmos, for possível determinarmos em correspondência
com ele um outro número ô > O, tal que para todo ponto (x, y) que satisfaça a
demgwildade .

O < (x - xoi + (y - Yoi < ô2


tenhamos

If(x, y) - Q I < E:

1im f(x, y) = Q 1im f(x, y) = Q


(x,y) ~(xo,Yo) x-+xo
Y-Yo

No cálculo de limites de funções de várias variáveis aplicamos as mesmas


propriedades estudadas no volume I.

Exemplos:

Calcule lim (1 + y2) sen 2 x .


x-o X
y-+l

Solução: Se passarmos ao limite, vamos ter uma indeterminação do tipo ~ .


Levantamos a indeterminação

1irn (l + y2) sen 2x = lim sen 2x lim 1 + y2


x -+0 xy x-o X x-o y
y-+l y-+l y-+l
FUNÇOES DE VÁRIAS VARIÁVEIS

lim (l + y2) sen 2x = 2 [ lim sen 2X] • 1 + 1


x~o xy x~o 2x 1
Y~l Y~l
, v .J

-1

lim (l + y2) sçn 2x =2 • 1 • 2 =4


x~o xy
Y~l

Calcule lim 2';.


x~o X Y
y~o

Solução: Se passarmos ao limite, vamos ter uma indeterminação do tipo ~ .


Procuremos levantar a indeterminação. _
O ponto (x, y) está próximo da origem. São ,inúmeros os caminhos de
aproximação do ponto (x, y) à origem e sempre através de uma reta.
. z =
SeJa 2xy
+ - 2y e a drni'tin do que, nas vizinho anças d'a ongem,
x y 1 +L
x
o ponto (X, y) tenda a (xo, Yo) através da reta

y = mx ====>.L= m
x

19 Caminho:
Segundo a reta y = x, portanto, m = 1. Daí,

lim 2xy = lim 2y = lim 2y = 2 • O = O


X ~o x + Y x ~o 1 +.l. x ~o 1 + m 1+ 1
y~o y~o X y~o

29 Caminho:
Segundo a reta y = O (eixo dos x) ====>- m = O. Assim,

lim
(x,y)~(o,o) x
2xy
+y
=. 1im
(x,y)~(o,o)
2y _
1 +1:
lim
(x,y)-(O,o)
2y
1+m
=-º-=
1
O
- x
39 Caminho:
Segundo a reta x = O (eixo dos y) ====> m = tg 2"11' = 00. Neste caso,

lirn 2xy = lim 2y O O


(x,y)-+(o,o) X +Y (x,y)-+(o,o) 1 +m - 1 + 00 =

49 Caminho:
Segundo a reta y. = - x ==:> m =- 1. Nestas condições,

lim _2_x~y_= lim _2 y__ O


(x,y)-+(o,o) X +Y (x,y)-+(o,o) 1 + m O

Uma função z = [(x, y) diz·se contínua no ponto (xo, Yo) quando


lim [(x, y) = f(xo, Yo)
X-+Xo
y-+Yo

Se esta condição não for satisfeita, a função será descontínua no ponto


(xo, Yo)'

Exemplos:

E1 Verifique a continuidade da função z = 2xy - 4 no ponto (2, 1).


Calculemos:

lim (2xy - 4) =O
X-+2
y-+l

~ Verifique se a função [(x, y) = 2 - Y senx é contínua no ponto (O, O).


x
Calculemos:

[(O, O) = 2 ~ O sen O == g (Deixa de existir o valor da função).


e 2 - Y
tim --senx= sen x
lim (2 -y ) tim--= 2 • 1=2
x-o X x-o x-o X
y-o y-o y-o

Nota: Em casos como este, onde deixa de existir o valor da função, mas
existe o valor do limite, podemos modificar a definição da função de modo a
tomá-Ia contínua.
~sim:

_2_-_y_ senx para x =1=O


z =f(x. y) { x

.;:) Determine o domínio da função z = Qn (4 - x - 2 y) e faça um esboço grá-


J fico.
Solução: Examinemos a função
z = Qn (4 - x - 2y)
Existirá z real para
4 - x - 2y >O ou x + 2Y - 4 <O
D = {(x, y) E lR?lx + 2y - 4 < O}
Vejamos o esboço gráfico.
A desigualdade x + 2 y - 4 = O
e não situados sobre a reta.
Representemos a reta
x + 2y :- 4 = O
.paray = O --> x = 4
para x = 0--> y = 2
Experimentemos o ponto (O, O) na
desigualdade x + 2y - 4 <
<O > O + O - 4 < O. O
ponto (O, O) satisfaz a inequação,
logo o semi-plano é o hachurado.
Ç\

~ Determine o domínio da função z = .j - x' + 5x - 4- v' 3 Y - y' e repre-


sente-o geometricamente.
Solução: Examinando a função, notamos que z real acontece quando
- x2 + 5x - 4 ~ O e 3 y - y2 ~ O
Resolvendo as inequações:
.
- x2 + 5x - 4 ~ O =-~--->- 1 ~ x ~ 4
3y_y2~O_~>O~y~3

Então,
D = {(x, y)E R211 ~ x ~ 4 O ~y ~ 3}
Representemos graficamente

PR3 Calcule o lim _x_ (1 + yl )Y


(x,Y)-+-(O,+oo) sen x \

lim
(x,y)-+-(o,+oo)
x
sen x
(1 +1..)y
Y
. lim
x-+-o
2:.-
sen X
lim
x-+-o
(1 + yl)Y =
y-+-+oo y-+-oo

Calcule lim x
x-o
Y-2
J (l + x) (- 2)2X
.-y-2--
Y 4
! -

Solução:

lim x~1
x-o V
+ x) (y - 2)2X
y2_ 4
= lim (1
x-o
+ X)l/X (y - 2)2
y2 - 4
=

Y-+-2 Y-2
2
PR
s
Calcule lirn (x + 2x - 3)(y2 - 1)
"""J/ (x,y)-+( -3,1) xy - x + 3y - 3
Solução:

lirn (x2 + 2x - 3xy2 - 1) =


(x,Y)-+(-3,l) xy - x + 3Y - 3

_ 1im (x + 3)(x - 1)(y + 1)(y - 1) =


(x,:Y)-+(-3,1) x(y - 1) + 3(y - 1)

_ lim ..(x-l-3J(x - 1Xv + 1XJz--11 =


(x,y)-+(-3,1) ~

PR6 Calcule 1im 1 - cos x Qn (1 + y)


x-+o xy senx
y-+o

Solução:

lirn 1 - cosx Qn (1 + y) = lim [1 - cosx]


X-+O xy sen x X-+O X sen x
[.1.y fln (1 + y)] _

Y-+O y-+o

= 1im
x-+o
[1 - cosx]
X sen x X-+O
[Qn (1 + y)l/Y] =
.
y-+o y-+o

= lirn (l - cos xXI + cos x) Qn [ lirn (1 + Y)l/Y] _


x-+o (senx(1 + cosx) x-+o,
Y-+O y-+o
sen2 x
----------..
2
= 1im 1 - cos x Qn [ 1im (1 + Y)l/Y] _
x-+o X senx(1 + cosx) x-+o
Y-+O Y-+O

= 1im senx 1im 1 Qn [ 1im (1 + y)1/Y] _


x-+o X X-+O 1 + cos x x-+o
y-+o· Y-+O Y-+O

=1
1 +1 1 Jt.ne
n ·1
=2"
2 2
PR
7
Calcule lim x y - 2x - 5xy + lOx + 4y - 8
x -+ 1 xy -2
2x 2 - y + 2
Y-+2

Solução: ~e passarmos ao linúte chegaremos a ~. Levantemos a indeter-


núTIação

lim x2 Y - 2 x2 - 5 xy + 10 x +
4Y - 8 =
2(y
X-+1 x - 2) - (y - 2)
Y-+2

= lim x2 (y - 2) - 5 x (y - 2) + 4 (y - 2) =
x -+ 1 x2 (y - 2) - (y - 2)
y-+2

= lim (x2 - 5x + 4)(;)z.----21= lim (x - 4)(x--t) _


X-+1 (x2 - l~ X-+1 (x + l)(.x----t)-
y-+2 y-+2

1 - 4 3
- 1+ 1= -2'"
Estude a continuidade da função z ::: Qn (x2 + y2).
SoluçãÓ: Como g (x, y) = x2 + y2 e f(w) = Qn w, podemos considerar a
função z = Qn (x2 + y2) como composta de g com f:
(fog)(x, y) = f[g(x, y)] = f(x2 + y2) = Qn (x2 + y2)
Esta função é descontínua apenas no ponto (O, O). Portanto, é contínua na
região R2 - {(O, O)},

a
w = sen-
(3

A função w é descontínua apenas para [3 = O. Portanto, é contínua nos


semi-planos abertos
D1 = {(a, (3) E R21[3 > O} e D2 = {(a, (3) E R21[3 < O},
conforme o gráfico.
PR 10 Estude a continuidade da função

w= 4xyz
.J 9 - x2 - y2 - Z2

Solução: Existe w = f(x, y, z) se, e somente se, 9 - x2 - y2 - Z2 > O


ou x2 + y2 + Z2 < 9. Portanto, a função w é contínua na bola aberta de
raio 3.

2
PR \Verifique
ll

se a função f(x, Y) = 1 - yX .y - ; é contínua no ponto


1 - x y-
(1, 2).
Solução: Calculemos:

l-I 4-4 O 1 - v_
lim __ . rx y2 - 4 -
~. ---
f(l, 2) = I _ I =-
2 - 2 O X-J
l-x y-2-
Y-2
= lim (1 - vx)(I vx)
+ lim (y + 2)(y - 2) =
X-I (1 - x Xl + vx) X-I y - 2
y-2 Y-2

= ;~1 .L-.(l'---'lI:~)(1 :- vx) X~l (y + 2) = I ~ I (2 + 2) = 2


Y-2 y-2

A função é descontínua no ponto (1, 2). Para torná-Ia contínua teremos que
redefini·la, assim:

I - vx- . _y_2_-_4_ para x =1= I e y =1= 2


f (x, y) = 1 - x y - 2
{
2 para x = 1 ey=2

Determine, em cada caso, o maior subconjunto de R3 no qual são defmidas


as funções:

PP2 W =x +y - z + 2
xyz
pp 4 Z = x - 2y + -J 12 + x - x2
~4y _y2

PP5 z = -J Iy I - Ix I

~2x -y - 1
z=
.Jx+3y-4

Calcule lim 2y
(x,y)-(o,o) x +y
Resp.: ~

Calcule 1im y [cotg xl ~n (1 + tg x)


(X,y)-(O,o) e2Y - 1
1
Resp.: 2"
2
PP 10 Calcule lim 2 xy 2
x-o x +Y
y-o
Resp.: ~

PPu Calcule ~2 (V"X - ~ ;);1 + 2y)


y-o

Resp.: -2-
V2

. esen2X - 1 y 3
PP12 Calcule 1im ----. -
x -o sen x cos x y2 - 7y + 12
y-3
Resp.: -2

2
f (x, y) = x - 4x + 3 • y2 + 4
x2 - 6x +9 Y - 2
Resp.: Contínua nos pontos {(x, y) E R21x =1=
3 e y =1=
2}
PP 13 Descreva o subconjunto de ]R'2 em que a função z = cos ; é contínu.a.

Resp.: É contínua nos semi-planos abertos


D" = {(x, y) E R"ly < O}
Descreva o subconjunto de ]R" em que a função [(x, y) = x +Y .
x-y
Resp.~· Semi-planos abertos {(x, y) E ]R" Ix #: y}.

PP1S Descreva o subconjunto de ]R" em que a função [(x, y) = 2n (y - x).


Resp.: Semi-planos abertos {(x, y) E]R21y > x}.
PP16 A função w = Ix + y - z + 21 é contínua em ]R2. Justifique.

PP17 Determine o conjunto de pontos para os quais a função [(x, y, z) -


= ~ x2 + y2 + Z2 - 9 não é definida.

PP18 Determine o ponto para o qual não é definida a função w = X2y2 fn Izl.
Resp.: z = O

PP19 Dê o domínio de [(x, y) = arc sen 2x +- y.


x Y
X
Resp. : 2 x
1
-y!
+y =:;;; 1

PP,o Sendo f(x, y) = x3 - 2xy +3 y2, Calcule f(;, ~).

1 4 ]2
Resp.:---+-
x3 xy y2
2
DERIVADAS PARCIAIS

Não te queixes, trabalha.


Não te desculpes, aceita.
Não te lastimes, age.
Não provoques, silencia.
Não acuses, ampara.
Não te irrites, desculpa.
Não grites, pondera e explica.
Não reclames, coopera.
Não condenes, socorre.
Não te perturbes, espera.
Nada exijas dos outros,
Conta sempre com Deus.

Seja a função z = f(x, y) definida na região D C lR? Tomemos o ponto


(x, y) E D e atribuamos a x o acréscimo 6.x e a y o acréscimo fj.y, tais que o
ponto (x + b,.x,y + fj.y) E D.
O acréscimo da função quando passamos do ponto (x, y) ao ponto
(x + b,.x, Y + 6.y) é

fj.z = f(x + fj.x, y + fj.y) - f(x, y)


e se chama acréscimo total da função.
A variação das variáveis independentes x e y pode ser aferida através da
distância fj.Q entre os pontos (x, y) e (x + fj.x, y + fj.y).
- 6.z
A razao -fj.Q =
f(x + fj.x y + fj.y) - f1x y)
' " , é uma
- .
razao mcrement
al
e
6.Q
seu limite, para fj.Q ) Q, definiria a derivada de z = f(x, y), no ponto,
caso o limite existisse.
Entretanto, este limite quase sempre não existe, pois o ponto, (x, y)
poderá aproximar-se do ponto (x + ô'x, y + ô.y) de inúmeras maneiras e o limite
vai depender da maneira de aproximação, isto é, da direção de aproximação.
Estas considerações levar-nos':ão ao conceito de derivada direcional, que estuda-
remps mais adiante.

I - Acréscimo parcial em x
Seja a função z = f(x, y) e o ponto (x, y) E D. Conservemosy constante
e atribuamos a x o acréscimo ô'x, tal que o ponto (x + ô'x, y) E D. O acréscimo
da função quando passamos do ponto (x, y) para o ponto (x + ô'x, y) é
t1xz = f(x + ô'x, y) - f(x, y)

I ~~"~"T
......... i
z
.II - Acréscimo parcial em y

Se na função z = {(x, y) conservarmos x constante e dermos a y o acr~s-


cimo 6y, de modo a passarmos do ponto (x, y) ao ponto (x, y + 6y), também
pertencente a D, teremos o acréscimo parcial em y,
6yz = {(x, y + 6y) - {(x, y) .

...-_......1 "y Z
z I 1.<;:::/{li.Y::i

(ill.'!'~ y

Vimos no capítulo anterior que 6xz = {(x + 6x, [(x, y) e 6yz = y) -


= {(x, y + 6y) - {(x, y) são os acréscimos parciais em x e y, respectivamente.
As razões 6xz = {(x + 6x, y) - {(x, y) e 6yz = {(x, y + 6y) - [(x, y)
6x 6x 6y 6x
são as razões incrementais da função z em relação a x e a y.
Os limites destas razões para 6x ) O na primeira e 6y ) O na
segunda, caso existam, são as derivadas parciais da função Z = {(x, y).
Assim:

1im 6xz = {(x + lu, y) - {(x, y) = az = D {( ) = -r' ( )


Ax -+0 6x lu ax x x, y JX x, Y

1im 6yz = {(x, y + 6y) -{(x, y)= az =D {(x ) ={,' ( )


Ax-+o 6)' 6y ay y , y y x, y
Exemplos:

E1 Determine a derivada parcial de z = X2y2 - 3 xy + 4 em relação a variável


x.
Atribuamos a x o acréscimo 6x e façamos y fIxo, teremos:
Valor inicial da função:
f(x, y) = xZy2 - 3xy + 4

Valor acrescido da função:


f(x + Ôx, y) = (x + ÔX)2y2 - 3 (x + 6.x)y + 4

r_--- Valor acrescido Á ,


Valor inicial
r__---A--- •••••••
"

ÔxZ == (x + ÔX)2y2 - 3 (x + Ôx)y + 4 - (X2y2 - 3xy + 4)

6.xz _ [x2 + 2x Ôx + (ÔX)2]y2 - 3 (x +Ôx)y + 4 _X2y2 + 3xy - 4


Ôx - Ôx
6.xz
- =X2y2 + 2xy2ôx + y2(ÔX)2 ,- 3xy - 3y6.x + 4 _X2y2 + 3xy - 4
6x 6.x
6.xz 2xy26.x - 3y 6.x + y2 (6.X)2 E&t d di·-
-Ô-x-= ------------'-Ô-x- ......•..
--.....--· le uan O a Vlsao-->

6.xz
=>--= 2xy2 - 3y +y2ôx
ÔX

Ôxz
lim - = lim (2xy2 - 3y + y26.X)
tox-o 6.x tox-o
'-----v-----'
ôz "
-=2xy"- 3y
ôx

Observação: Chegaremos a este resultado de forma mais simples aplicando


as regras de derivação estudadas no Cap.. N do volume I e considerando
y constante quando derivamos parcialmente em relação a x e, x constante,
quando derivamos parcialmente em relação a y.
Assim:

az
-=2XY
2
-3y
z = X2y2 - 3 xy +4
C ax
az
-=
ay
Z
2x Y - 3x

Ez DeterIlÚne as derivadas parciais de z = sen (x + 3 y) - cos (2 x - y).


Solução: Apliquemos a regra prática:
Z C az'
der. sen • der. arco der. cos • der. arco
__ Á

aX = COS(X + 3y) + 2sen(2x


az
--.., r.
A

---,

- y)

ay = 3 cos (x + 3y) - sen (2x - y)

Determine as derivadas parciais de z = Q n

Solução: Preparemos a função:


U x2
x
-
+Y
yz
z~ •...2
com ".2
~

x -,-y:l. I
~
~ Y ~ :> (),'

az x x = x3 + xy2 _ x3 + xy2 =
ax = x2 _ yZ XZ + y2 (x2 _ y2)(X2 + y2)
_ 2xy2
- x4 _"y4

az -y y = _x2y _ y3 _ x2y + y3 _
ay = xZ _ y2 x2 + y2 (x2 _ y2)(X2 + y2)
2x2y
- - x4 _ y4
2.3 - INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DAS DERIVADAS
PARCIAIS

Seja z = f(x, y)
urna função defInida na
região D C R 2 tendo
por imagem gráfica a
superfície S do R3 que
se projeta sobre D no
plano xOy.

Fixemos x, fazendo-o igual a Xo. A função z = f(xo, y) será unicamente


da variável y e representará a curva Cb intersecção do plano x = xo, paralelo
ao plano yOz, com a superfície S de equação z = f(x, y).
Se fIZermos y = Yo, a função z = f (x, Yo) será unicamente da variável
x e representará a curva C2, intersecção do plano y = Yo, paralelo ao plano xOz,
com a superfíCie S.
Obtemos, assim, o ponto Po(xo, Yo, zo) da superfície Se intersecção das
curvas C1 e C2•
A derivada parcial aaz nos dá o declive da tangente t2 à curva· C2 no
Xo
ponto Po (xo, Yo, zo), em relação à reta (7), paralela ao eixo dos x.

z
-= tga
axo
~
A derivada p~cial aaz nos dá o declive da tangente ti à curva C1 no ponto
Yo
Po, em relação à reta (s) paralela ao eixo dos y

I azayo ~p I
As duas tangentes tI e tz, tangentes à superfície S no ponto Po, determinam
um plano tangente à superfície S, cuja equação geral é

Como ele passa pelo ponto Po (xo, Yo, zo), sua equação é satisfeita pelas coorde-
nadas do ponto, assim:
Axo + Byo + CZo + D = O (2)
Subtraindo a (2) da (1) > A (x - xo) + B (y - Yo) + C(z - zo) = O.
Isolandb o termo em z ->

A B
. > z - Zo = -C(x - xo) -C(y - Yo) (3)

Para y = Yo na (3) ====> z - Zo = - ~ (x - xo), equação da reta tz, tangente


-'
à S no ponto (xo, Yo, ~o).
Portanto,

A
--=tga=-
az
C axo
Para x = Xo na (3) ====> z - Zo = - ~ (y - Yo), equação da reta th tangente
à S no ponto Po.
Portanto,

B
--=tg{3=-
az
C ayo

-Substituindo na (3) - ~ e - ~ pelos seus respectivos valores, resulta

z - Zo = -
az (x - xo) + -az· (y - Yo)
axo ayo

equação do plano (17) tangente à superfície S de equação z =I(x, y), no ponto


Po (xo, Yô, zo). Deduzamos agora as equações canônicas (simétricas) da normal
à superfície S no ponto Po (XO, Yo, zo).
A normal (n) à superfície S no ponto Po (xo, Yo, zo) é perpendicular ao
plano (n) tangente à superfície no mesmo ponto e conseqüentemente perpendicular
às tangentes tI e tz.
O vetor diretor da reta (n), normal à superfície S é, portanto paralelo ao
~
vetor normal do plano (17) Vn = (A, B, C).
~
A normal n = [Po (xo, Yo, zo); Vn = (A, B, C)], terá por equações
x - Xo Y - Yo z - Zo
- -
A B C

x - Xo Y - Yo Z - Zo
-C--= -C--= -C--
A B C
x - Xo Y - Yo Z - Zo
A
- B
- C
-C -C -C
A ôz B ôz C
Como --= - -- =- e --= -1 resulta
C ôXo' C ôYo C '

x - Xo Y - Yo z - Zo
ôz
-
ôz
- -1
ôXo ôYo

Exemplos:

E1 Determine as equações do plano tangente e da normal à superfície z =


= x2 - 4 y2 no ponto P~(5, - 2).
Solução: Determinemos o ponto Po (xo, Yo, zo), determinando

Zo = (5)2 - 4 (- 2)2
~ ~
Xo Yo
Zo = 25 - 16
Zo =9

Então, Po (5, - 2, 9).


As funções derivadas parciais são

~=2X

C
ôx derivadas
z = x2 ~ 4y2 --> ====>
ôz no ponto
-= -8y

-
ôy
~. ôz
= 2·5 = 10
--->
C 3xo

-ôz =
ôYo
-8(-2) = 16
a) Equação do plano tangente:

z - Zo = -
az (x - xo)
az (y - Yo)
+ -ayo
axo
z - 9 = 10 (x - S) + 16 (y + 2)
z - 9 = 10x - SO + 16y + 32

1 10X + 16y - z - 9 =O I
b)IEquação da normal:

x - Xo
az
axo
x-S_y+2_z-9
10 - 16 - -1

Dada a função z = f (x, y), diferenciável, as suas derivadas, parciais são


funções das -mesmas variáveis.

Assim, ~: = Ix (x, y) e ~; = I; (x, y).


Podemos querer derivar parcialmente estas derivadas. Se for possível, obte-
remos as derivadas parciais de segunda ordem da função inicial. As derivadas
parciais das derivadas de segunda ordem, se existirem, constituirão as: derivadas
parciais de terceira ordem; e assim sucessivamente.
Partindo de z= 1(x, y)

az
ax = Ix (x, y)
C a (az) a 2
z 4:"
ax ax = ax2 = Jx,x (x, y).
a ()az a 2z ,
ay ax = axay = Ix,y (X, y)
2
. axa (az)
ay a
= ayax
z r' (
=Jy,~ x, Y
)
az
ay = Iy, (x, Y )
C -a (az)
ay -ay
2
a z r'
=-=Jyy(x,y)
ay2 '
Notamos no dispositivo acima que as derivadas parciais de primeira ordem são
Ix e /y. Se essas funçõe~ derivadas admitirem derivadas parciais, iremos obter
4 funções derivadas parciais de segunda ordem:
h,x; Ix:y; íJ,x e íJ,y
Se as derivadas parciais de 2' ordem admitirem derivadas parciais, iremos obter
8 derivadas parciais de 3' ordem, conforme os dispositivo abaixo.

Se for possível continuar derivando, obteremos 16 derivadas de 4' ordem, e assim


sucessivamente. A função derivada parcial de 2' ordem a~2:yindica a derivada
obtida após derivar duas vezes, a primeira vez em relação a x e a segunda vez
em relação a y.
3
Já a função derivada parcial a z indica a derivada obtida após 3 deri·'
axay2
váveis sucessivas, a primeira vez em relação a x, a segunda vez em relação a y
e a terceira vez em relação a y.
Consideremos agora a função w = f (x, y, z) e consideremos possível a
sua derivação sucessiva.
DElUV ADAS PARCIAIS 29

h,x,
E4~X h,~,y
Ix"X,x,Z

Ix ' .
t'x,y
E4Y,X "
t'x,y,y
Ix"x,y,z
/

h,z
E4~X h,~,y
{;."

E
x,z,z

!Y.~.x
t;,x 1J,~,y
h"
E
Y,X,z

~"
y,y,x
w = {(x, y, z) Íy tY.y, !Y.Y,y
". "'''
'y,y,z

E!Y.~x
t;,zt;,~,y
Ii,~z

Íz:x
Et.:~,xIz:~,y
. t'z"
Z,X,z

t;, h,y
Et.:~.xIz:'y,y
Íz"
z,y,z

Iz:z
Et.:~x
. Iz:~,y
Iz"
Z,Z,z
Exemplo:

Dada a função z = x4 - 3x3y + 6X2y2 - 4xy3 - 6y4 + 2, determine as derivadas parciais de 3~ ordem

( te)
\ - ---
\ '() "I /
.
3 3
. das extremas -3
N otamos que as denva Ô Z e -3
Ô Z sao
- difierentes, enquanto as
ôx ôy
mistas são iguais 3 a 3, mostrando-nos a invertibilidade da ordem de derivação:

2.5 - INVERTIBILIDADE DA ORDEM DE DERIVAÇAO

Conforme o exemplo estudado, notamos que a ordem de derivação é irrele-


vante, se as derivadas parciais forem contínuas.
Teorema de Schwarz: Se a função f (x, y) admitir todas as derivadas parciais
de 2ª, ordem na região D C R2, e se estas derivadas forem funções contínuas em
D, então:

ô2f ô2f
-ôx Ôy' =-ôy ôx emtodoponto~ED

Este teorema se estende às derivadas mistas de ordem superior à 2ª, ordem. Assim:

ÔSz ôSz ôSz


ôxôxôxôxôy - ôxôxôxôyôx -
ôxôxôyôxôx
-

asz ôSz
- ôxôyôxôxôx - ôyôxôxôxôx

podendo todas estas derivadas serem representadas unicamente por ô:z , indi-
ôx ôy
cando que a função z deve ser derivada 4 vezes em relação a x ~ em relação
ay.
O número de derivadas parciais distintas de ordem n nos é dado pelas
combinações com repetição de m elementos (número de variáveis independentes)
tomados n a n.

(CR)m,n -- Cm+n-l,n - (m
-
+ n - IXm + n - 2) ...
n!
em + 2Xm + 1)m

Uma função de várias variáveis y = F (x h X2, X3, ••• , xm) dir-se-á de


classe Cn em uma região D C Rm, com n inteiro positivo, se e somente se exis-
tirem e forem contínuas em D todas as derivadas parciais de F de ordens 1, 2,
3, 4, ... , n. Escrevemos
F E Cn (classe de diferenciabilidade).

PR1 Deternúne, em cada caso, as derivadas parciais da função:

z = (x2 - xy + y2t
Solução: Notemos a existência das componentes potência e base.

PR2 Z = xy • yX, com x > Oe y > O.


Solução: Nos dois fatores figuram x e y, teremos então a função produto

õz , ,
õx = JlxV + JlVx
z
C õz ,
õy = Jlyv
,
+ JlVy

a) Deternúnação de ~:. Em relação a x

Il = xy (potência natural) ====>: Jl~ = yxY-1


V = yX (exponencial) ===.=-.::::.-~> v~ = yX ~n y

b) Detenninação de ~;. Em relação a y


JJ. = xY (exponencial) --> JJ.~ = xY inx
v = yX (potência natural) ====:> Vy = xyX-l

PR3 Z = cos2(v'X - y).


Solução: Notemos a existência das 3 componentes: potência, co-seno e arco.

~z = [2 cos(vx - y)][-sen(-vfX - y)]" _Ir::-


x ,_______ ,;2 v x
v
- seno do arco duplo

sen2(y'X - y)
- -
2 v'X

az
ay = [2 cos (-vfX - y)][-sen(v'X - y)](-I) = sen2(v'X - y)

PR4 Z = X3y2 + x22ny - cos(xy).


Solução: Na última parcela, quer em x ou y, temos as componentes co-seno
e arco

z C :: 2
= 3X y2 + 2x 2ny +y sen(xy)

az
- = 2x3y
2
+-xy +x sen(xy)
ay

PRs z = xex-y + yex+y•


Solução: Em relação a x, a primeira parcela é função produto, pois tem x nos
dois fatores e, em relação a y, a segunda parcela é função produto.

.az
ax = (1 e
X
-Y + xex-y • 1) + yex+y • 1

z C az = xe
ay
X-r(-I) + (1 eX+Y + y~+Y • 1)
~: = (l + x)eX-Y + yeX+Y

z C ÔZ
ôy
= (l + y)eX+Y _ xeX-Y

eX
, PR6 w =- - ~nxyz + sen(x - 2z)
eY
Solução: Preparemos a função: w = eX-Y - ~nx - ~ny - ~nz + sen(x - 2z)

ôw =
ôx
eX-Y • 1- 1-
x
+ [cos (x - 2z)] 1

ôw = eX-Y (-1) _1-


ôy y

ÔW 1 .
ôz = - Z + [cos(x - 2z)](- 2)

ÔW eX 1
-
ÔX
=-
eY
--+
x
cos(x - 2z)
.

ÔW 1 eX
-=----
ôy eY y

ôw 1
ôz =-z-2cos(x-2z)

PR7 Z = x2 ~nxy.
Solução: Notemos que em relação a x a função é do tipo JlV (produto),
pois tem x nos dois fatores.
Função preparada: z = x2 (~n x + ~n y)

z = uv -~> Zx, = UxV


, + UVX. ' Et-
n ao, como
u = x2 ====:::> u~ = 2x

v = ~nx + ~ny ====> v~ =-;


, 2 1
> z x = 2 x (~n x + ~n y) + x - >
x
-> z~ = 2xQnxy + x
az
-= X
2 1
-=-
x2
ay y y

z~ = 2x Qnxy +x
z = x2(Qnx + Qny)-
C ,
zy =-y
x2

PRs z = f(senxy).
Solução: Notemos que a derivada da função f é a mesma, quer em relação
a x, quer em relação a y. O mesmo acontece com a derivada do seno. Apenas
as derivadas do arco são diferentes

. de f
d env. dderivo d'env. d o arco
ecos
az ---------- ,...-A--... ...----A----
ax = rr (sen xy )][cos xy J y
z = f(sen xy)
C az
ay = rr (senxy)][cosxy]x
.-

z
- C
= f(senxy)
a
a: = y rr (senxy)] cosxy
-

~; = x [f' (sen xy)] cos xy

Solução: Preparemos a função:


f(x, y) = senx-1 y + Qny - Qnx

af
-= [cosx -1](
Y -x -2)
y-- 1
f(x, y)
C ax
af = [cosx-1Y]X-1
ay
+1.-
y
x

f(x, y) C af

af 1
-=-cos-+-
y
ax = - x2 cos"X-X"
y
y

1
1

ay x x y

PR10 Dada a função z = f(;), verifique se x :~ + y :; = o.


Solução:
1. Deternúnemos as derivadas parciais de z

x af +yEt=~t(x) _x t(x) =0
ax ay y y y Y
Sim.

_ all all 31l


PRu Dada a funçao Il = are sen (xyz), verfique se 3x • 3y • az = see Il tg 2 Il·
Solução:
1. Determinação das derivadas parciais

_a Il_ = --;:==1 ==yz


3x v' 1 - (XYZ)2

all = 1 xz
3y .J 1 - (XYZ)2

all 1
-= ---""""'X.Y
az v' 1 - (xYZ)2

2. Verificação da igualdade ~~ • ~; • ~~ = see Il tg2 Jl. Montemos o produto


das 3 derivadas
'"
a Il a Il a Il _ yz • xz • xy
ax . 3y • ai - [.J 1 - (XYZ)2]3
31l • all • all = (xYzi
3x 3y ax [v' 1 - (xyz)2]3
De Il = are sen (xyz) > xyz = sen Jl.
SubstitUindo em (1) =>
a p. a p. a p. sen" p. sen" p.
=--= 1
__ sen" p.
-->_.-.-= ---- 0_-

-- ax ay az [y' 1 - sen"p.]3 cos3 P. COS J.l cos" J.l


v
COS J.L

PR 12 Ache a equação do plano tangente e as equações da reta normal à superfície


z" = x2 + y2 no ponto (3,4, 5).
Solução: Vimos que a equação do plano tangente (1T) à superfície z no ponto
Po (xo, Yo, zo) é
az az
z - Zo = axo (x - xo) + ayo (y - Yo)

Determinemos pois as derivadas parciais no ponto.


De Z2 = x2 + y" .J
> Z = x2 + y2 (z = 5 > O)
az 1 -\, az
ax = ~y'X2+y2 ""x => axo =

_ 1 3=1
v9 + 16 S

az 1 -b az
ay =.~ y'x2 + y2 ",y => ayo =

_ 1 4 =.±..
V9 + 16 S

Substit]lipdo na equação do plano (1T)

z'- 5 =l(x - 3) +.!(y - 4)


5 5
5z - 2S = 3x - 9 + 4Y - 16

13X + 4y - 5z = O I

As equações simétricas da normal (n) são:

x - Xo Y - Yo z - Zo
az -
az - -1
axo ayo
Então, (n)

x-3_y-4_z-5__ x-3_y-4_z-5
3 - 4 - -1 --.> (n) 3 - 4 - -5
- -
5 5

PR 13 Ache as equações do plano tangente e da reta normal à superfície x2 +


+ y2 + Z2 = 38, no ponto que se projeta sobre o plano xOy em (2,3) e
tem z > O.

Solução:
1. Determinação do ponto Po (xo, Yo, zo).
Temos Xo = 2 e Yo = 3. Substituindo na função, vem 4 + 9 + Z2 =

= 38 => 1 z 51, pois, z > O

2. Determinação das derivadas parciais em Po•


Preparemos a função x2 + y2 + Z2 = 38:
z = ..j 38 - x2 _ y2

3. Determinação da equação do plano tangente.


Como (1T)
-........

az az 2
z - Zo = -ax-o (x - xo) + -ay-o (y - Yo) =-.::=----.> Z - 5=- "5 (x -.2) -

3
-SÓ' - 3)

5z-25=-2x+4-3y+9

\2x + 3y + 5 z - 38 = O I
4. Determinação das equações canânicas da normal (n).
Como (n)

x - Xo Y - Yo z - Zo
õz
- õz -1
- -
õXo õYo
Substituindo em (n)

x-2_y-3_ z-5
2 - 3 - -1
-- --
5 5

x-2_y-3_z-5
2 - 3 - 5

PR14 Determine o ponto da superfície z = x2 + y2 - 4x - 6y + 9 em que o


plano tangente é paralelo ao plano cartesiano xOy.

Solução: Se o 'plano tangente à superfície z for paralelo ao plano xOy, as


derivadas parciais de z serão nulas.

_õ_z= 2x - 4==:> 2x -4 = 0==> x = 2


z
C ÕX

-õz
õy
= 2y - 6 ===>" 2y - 6 = 0--> Y =3

z=4+9-8-l8+9
z =-4
O ponto procurado é Po (2, 3, - 4).

PR 15 Determine as derivadas parciais de 2~ ordem da função


y2 x2
z=----
X Y

Solução: Preparemos a função:


F.P. (função preparada)
z = X-1y2 _ x2y-1
a2z
- 2 -- 2x-1 - 2x2y-3- -----
2 2x2
ay x y3

PR16 Calcule as derivadas parciais de 2~ ordem da função z = e2Y sen x no ponto


Po(rr/6, O).

z[

a2z = vf3
axoayo
a2z
-=2
ayJ

. X
PR17 Calcule as derivadas parciais de 3~ ordem da função z = e y + Qn (xy).
e

Solução: Preparemos a função


F.P. => z = eX-Y + Qnx + Qny

Aplicaremos a invertibilidade da ordem de derivação, calculando as derivadas


parciais extremas e delas as mistas, assim:
~: = eX-Y +~ r
z [ +1.-
az _
ay - -e
x-y
y l

PR 18 Ven'f'lque se a funçao
- z = arc tg 2
2 xy 2 e, h armomcao
~.
x -y

Solução: "Uma função z = f (x, y) diz-se harmônica quando satisfaz à equação

de Laplace -
a2z + -a2z = O",
ax2 ay2
Calculemos
a2z a2z
então --2 e -2 o
ax ay
derivo do arctg derivo do quoçj.ente
F
~ .A ,

az 1 2y (x2 - y2) - 2xy • 2x _


ax - 4X2 2 y , (x2 _ y2)2
1 +---
(x2 _ y2)2

1 2x2y - 2y3 - 4x2y


-
(x2 _ y2)2 + 4X2y2 (x2 _ y2)'1.
(x2 _ y2)2

az 1 2x(x2 - y2) - 2xy(-2y) =


-=
ay y 4X2 2 (x2 _ y2)2
1 +---
(x2 _ y2)2

1 2x3 - 2xy2 + 4xy2


- ,--------
(x2 _ y2)2 + 4X2y2 (x2 _ y2)2
(x2 _ y2)2

,. ,
- 2xy • d t' U 1 _ UxV - UVx
Observaçao: 2 2 e o lpO-, portanto, em re açao a x ==--=--=....> 2
X -y V V
U~V UV~
, r A __ -.., ~

> Ux = 2y 2y(x2 _ y2) - 2xy • 2x


=--=----> 2 2 2
V = X2 - y2 ====.> V~ = 2x (X - Y )
, I

2xy U· UyV - UVy


2 2 é do tipo -, portanto, em relação a y --> --v-2--
X -y V

, UV'
UyV Y
r A \ ~

--> U~ = 2x 2x(x2 - y2) - 2xy (-2y)


-->----------
(x2 _ y2)2
V = X
2
- Y 2 => '
Vy = - 2y

az -2x2y - 2y3 = -2y(x2 + y2) =


ax = x4 _ 2X2y2 + y4 + 4X2y2 x4 + 2X2y2 + y4
= -2y(x2 + y2) =_ 2y
(x2 + y2i x2 +y2

az 2x3 + 2xy2 2x(x2 + y2)


ay = x4 _ 2X2y2 + y4 + 4X2y2 - x4 + 2X2y2 + y4 -

= 2x(x2 + y2) = 2x
(x2 + y2)2 x2 + y2

L -aa z2 =
2

y -2x(x2 + y2)-22y =
4xy
= -
(x 2
+ y2l

az az
2
-+-=---- 4xy 2

2 ax ay2 (x2 + y2)2


A função é harmônica.
PR 19 Determine as derivadas parciais de 4~ ordem da função z = sen (x - y) - cos (2 x + y).
Solução: Até às derivadas parciais de 3~ ordem determinamos apenas as extremas e a partir delas achalemos as de 4~ mnp.m.

a4z
4= sen(x - y) - 16cos(2x + y)
a3
-4= -cos(x
a.\"
- y) - 8sen(2x + y)
C ax

--
a4z
= -sen(x - y) - 8cos(2x + y)

az
-= cos(x - y) + 2scn(2x + y) r 32z
-2=
ax
-sen(x- y) + 4cos(2x + y)
ax3ay

C
ax
z = sen(x - y) -- cos(2x + y)
az
-= -cos(x
ay - y) + sen(2x + y) L
a2z
-2 = ~sen(x - y) + cos(2x + y) a4z
-3- = -sen(x - y) - 2cos(2x + y)
ay

C
ay ax
a3z
-3 = cos(x - y) - sen(2x + y)
ay a4z
4 = sen(x - y) - cos(2x + y)
ay

Resp.:

a4z
-4::: sen(x - y) - 16cos(2x + y)
aX
34z
--::: az
--:::
4
--- a
4z aZ
---:::
4
-sen(x - y) - 8cos(2x + y) '
3 2 2
ax3ay ayax ax3y3x 3x 3yax
34z
-- :::sen(x - y) - 4cos(2x + y)
3x23y2

a4z
--:::
a4Z
-- = ---
a4Z a4Z
----::: -sen(x - y) - 2cos(2x + y)
3y ax3 ax3y3 ày3xay2 3y 3x3y
2

34z
- ::: sen (x - y) - cos (2 x + y)
ay4
PRzo Verifique se a função w = e3X + 4Y cos 5 z é harmônica.
Solução: Será harmônica a função w = f(x, y, z) se, e somente se,

a2w
-+-+-=0
a2w a2w
ax2 ay2 az2

aw = 3e 3X + 4Y cos S z
ax

aayw = 4 e 3X + 4Y cos Sz
. -
a 2w
= -25e3x+4Y cos 5z

a w = _ 5 e3X + 4Y
az
sen 5 z
j az 2

Façamos a verificação:

a2w
-- +
a2w
- +
a- 2w = ge3X+4Y cos 5z + 16e3x+4Y cos 5z -
ax2 ay2 az2
- 2S e 3X + 4Y cos 5 z = O

PRZ1 Dadaafunçãof(x, y) = eX ~ny + (seny)~nx, determine as derivadas parciais


de 2~ ordem no ponto P~ (17/2, 7T).
Solução: Derivemos f (x, y)

f(x,y)
af
ax
= eX ~ny + seny
x
C
ay y .
No ponto P~ (rr/2, rr) as derivadas parciais de 2~ ordem assumem os valores:

- 1
~
e 1T/2
cos x e 1T/2 - 2
=-+--=---
rr rr 1T
2

o
a 2[ e 1T/2 ,,---A---,. rr e 1T/2
- = - - - (sen1T)Qn-= ---
~J ~ 2 ~

Solução: Determinemos as derivadas parciais de 3a ordem que figuram na


expressão cujo valor procuramos.

az
2 1 a3z 1
-ayax = -sen(x +y) --
x
- --
axax2 = -cos(x +y) +-2
x

-az
ay
= cos (x + y) - Q nx
a2z
-2- = -cos(x + y)
-2=
a2z.
ay
-scn(x + y)
C ay ax
a3z
-= -cos(x + y)
ay3

--2
a~ - 2
a~2 + -3
a~ = - cos (x
1
+ y) + - 2 + 2 cos (x + y) -
ayax ay ax ay x
1
- cos(x + y) =""""2
x
az
-=
·2 xye2 X2
_.--
aX
2
= 4xeX
'--v--'I
função
produto em relação a x

PR24 Derive z = f(senxy).


Solução: Consideremos as componentes f, seno e arco xy

~: = [f' (sen xy)][cos xy]y = y 11' (sen xy)] cos xy

~; = [f' (sen xy)][cos xy] x = x [f' (sen xy)] cos xy

Dada a função Jl = Qn (x + J x2 + y2), verifique se x ~~ +Y ~y= 1.

Resp.: Sim.

Calcule a Jl • a Jl • a Jl com Jl = arctg (xyz).


ax ay az'
Resp.: sen2 Jl • cos4 Jl.

PP3 Determine as derivadas parciais de 1~ ordem da função z = f (tg;).

Resp.: az
ax = y1. t' [(tg~)]y sec2~y
az = _ ~ t' [(tg X).]
ay y2 \: y

PP 4 Determine as derivadas parciais de 1a ordem da função z = 4 sen (; ) -

- Qn (~).
4
ôz
Resp.: _. = - cos -
·x
+ -1
ôx y y x
ôz 4x x 1
-=--cos---
ôy y2 Y y

PP 5 Determine as derivadas parciais de 1~ ordem de z = xyeXY .


ôz
Resp.: ôx = yeX y (1 + xy)
ÔZ = xexy (l + xy)
ôy

PP 6 Determine as derivadas parciais de 1~ ordem de z = arc tg (sen xy ).


Resp.: ÔZ = Y cos xy
ôx 1 + sen2 xy
ÔZ xcosxy
-=----
ôy 1 + sen2 xy

PP, Calcule x ~: + y ~; + z, quando z . ~ f(~).


Resp.: O

, xY
PPs Deterriúne as derivadas parciais de 1a ordem de z =
y
x.
ÔZ xY- 1 xY
Resp.: - =-- -- ~ny
ôx yX-l yX
ÔZ xY xY+1
-=-~nx---
ôy yX yX+l

PP9 Determine a equação do plano tangente à superfície 3 x2 + y2 + Z2 + xy +


+ yz + z - 4 = O no ponto P~(1, -1) de cota negativa.
Resp.: 5 x - 2 Y - 2 z - 5 = O

PPut Determine a equação do plano tangente e o vetor normal da superfície z =


= .J x2 - y2 no ponto P~(5, 3).
Resp.: (7T) 5x - 3y - 4z = O
~
n = (5, -3, -4)

PP 11 Calcule as derivadas parciais de 2a ordem da função z = arc sen Y2' com


x
a2z y
ay2 ..j (X4 _ y2)3

a2Z
--=--=-
a2Z 2x3
axay ayax ..j (X4 _ y2)3

-aax azY
2 y
Calcule da função z = (x2 + y2) arc tg-.
x
. a2z x2 _ y2
Resp.: -aX aY = X
2
+Y
2,

PP13 Verifique a função z = eX seny + eY cos x é harmônica.


Resp.: Sim

Dada a função f (x, y) = ye X 2


, determine
af4
2 2
ax ay
Resp.: O

Resp.: a3z
-= -y
3
cosxy
ax3
--a2 z = -
3
2y sen xy - xy2 cos xy
ax ay
--
a3z = -2x senxy - x2y cosxy
ay2ax
a3z -x3cosxy
-=
ay3 ,:: ~
, '''\ .

C' -- "',.."'-',

PP16 Determine as derivadas parciais de 2éJ.ordem da função z = Qn.J x2 + y2.


a2z x2 _ y2
Resp.: - = - ----
ax2 (x2 + y2)2
a2z a2z 2xy
axay = ayax =- (x2 + y2)2
a2z x2 _ y2
--= --~-
ay2 (x2 + y2 i
Determine as derivadas parciais de H ordem da função z = are tgL..
. x
az -y az x
Resp'-=--- e -=---
.' ax x2 + v'2 ay x'2 + y2

_ y az az
Dada a funçao z = e are sen (x - y), calcule ax + ay'

Resp.: eY arc sen (x - y)

PP 19 Se z = e xy , ven'folque que a32z


ax ay

x2 + y2 az az 3
PP20 Verifique se z = -=====tem-se
..j x + y x ax + y -ay =-2 z .

x - y _ õz az
PP21 Prove que se z = are sen
x
+y ' entao, x -a
x
+y -a . =
y
o.
_/ '2 2
PP22 Determine as derivadas parciais de 2~ ordem da função z = Qn x - v x - y .
. x + ..j x2 - y'2

a2z 2x
Resp.: -2 = '2 2 3/2
ãx (x - y )
a2z a2z 2y
ãxay = ayax = - (x2 _ y2)312
ã2z = _ 2x (x2 - 2y2)
ay2 y2 (x2 _ y2)3/2

PP23 Determine as derivadas parciais de 3~ ordem da função z = x2seny + y2 senx.

Resp.: -3
a3z = - y2cosx
ax
a3z ã3z a3z
ãx2ay
-
ayãx2
- axayax = 2 cosy - 2y senx

a3z ã3z a3z


-- 2 - -- - ayaxay = -2xseny + 2cosx
ay ax axay2

-aa z3 =
3
-x2eosy
y
PP2S Se z = 2 2'
Qn (x + xy + Y ) verIfique que x
aZ aZ =
ax + y ay 2.

Dado z = f(tg xy), deterrmne x


. az -
ax y
az
ay'
Resp.: O

PP27 Determine o ângulo no ponto (3, 4, 5) do parabolóide hiperbólico 5 xy -


- 12 z = O e a esfera x2 + y2 + Z2 = 50.
Resp.: f) :::: 720 11'

PP28 Mostre que x


az
ax az
+ y ay =.xy + z para z = xy
,I
+ X6Y'x.

ax ax
ar a<p X = r cos i{)
para {
y = r sen 'P

PP30 Verifique se para w = (x - y)(y - z)(z - x) tem-se aaxW + aayW + aazW = o..
DIFERENCIAÇÃO

Somos uma família só - a Humanidade. E os


companheiros da família mais necessitados de
nós são aqueles irmãos sofredores e menos
preparados para as lu tas da vida.

Seja a função z = f(x, y) definida e contínua na regiâ;o D C 1R2•


Atribuamos a x e a y os acréscimos b:.x e b:.y, respectivamente.
O acréscimo total, como Vimos no Capo lI, será
b:.z = f(x + b:.x, y + b:.y) - f(x, y).

Por outro lado, no Capo V do Volume I, para a função de uma variável,


y = f (x), vimos que o acréscimo da função

b:.y = t' (x) b:.x + 11b:.x


'---v-----' '--y--/
parte parte
principal secundária
dy

Então, tiramos para b:.z = f(x + b:.x, y + b:.y) - f(x, y) o valor


b:.z = [f~(x, y)] b:.x + 111b:.X+ l(;J (x, y)] b:.y + 112t:.y

b:.z = [f~(x, y)] b:.x + [f; (x, y)] b:.y + 111b:.X+ 112b:.y
\~-----v /, v--_./

parte principal parte secundária


dz
Logo a diferencial total da função z = f (x, y) nos é dada por dz -
= lf'x (x, y)] ~x + li; (x, y)] ~y ou

em que dx e dy são as diferenciais das variáveis livres x e y, respectivamente.


Para o caso de função de 3 ou mais variáveis, procedemos da mesma forma.
Assim, se

w = f(x , y , z) => dw = -aw


ax
aw
dx + ôy
. - dy
aw
+ -az rlz

Exemplos:

E1 Determine a diferencial total da função


z = 4x2y - tg(2x - y).

Solução: Vimos que dz = ~: dx + ~; dy. Determinemos, pois, as derivadas


parciais de 1~ ordem de z.

az
ax = 8xy - 2sec (2x - y)
2

dz = [8xy - 2sec2(2x - y)]dx + [4x2 + sec2(2x - y)]dy

Ez Determine a diferencial total da função

w = eXY - 4 xz + yz
_
Soluçao: dw = -dx
aw ax
+ -ax dy
aw
+ -az dz
ax
aw
-=ye xy
- 4z
ax

aw
-=-4x+y
az
Então,
dw = (yexy - 4z)dx + (xexy + z)dy - (4x - y)dz

3.2 - APLICAÇÕES

Seja a barra prismática de dimensões x, y e z fixada num suporte S.


Apliquemos à extrenúdade livre uma força F. A barra sofre uma deformação
medida pela variação de volume.
O volume inicial é xyz.
O volume acrescido é
(x + .ôx)(y + b-y)(z + .ôz)
O acréscimo de volume nos é dado por
.ôV = (x' + b-x)(y + .ôy)(z + .ôz) - xyz
.ô V ...;~+ xz!::,.y + yzb-x + z!::"x!::"y+ xy!::"z +
+ x.ôy.ôz + y!::,.x!::,.z+ !::,.x!::,.y.ôz- ~
.ô V = (yz!::"x + xz!::"z + xy.ôz) +
+ (z.ôx!::,.y + xb-y.ôz + y!::,.x.ôz + !::"x!::,.y!::"z

.ô V :::yz.ôx + xz.ôy + xy.ôz I CD


av
-=yz
ax .
~; = xz e I dV = yz!J.x + xz!J.y + xy!J.z I @
av
-=xy
az
Comparando CD e (3)

-
Na prática fazemos a deformação igual à diferencial.
~-------------

Como vimos no Capo V do Volume I, !J.x = X2 - Xl = dx, erro absoluto


na variável x,

dx. 1 ..
- e o erro re atlvo
x
= -sa
x

x é o erro.. percentual = IDOs,


e 100 dx

E1 Deseja-se medir a distância dos pontos A e B separados por um obstáculo.


Mediram-se, então, as distâncias x e y com erro de 3% em cada uma. Deter-
mine o erro percentual cometido em AB"

AB = ~= f(x, y)
z =.J x2 + y2
A 1Q) Cálculo do erro absoluto

O erro absoluto é a diferencial dz


Obstáculo ~
'<:.. xii' I
az az
~~
7/ !IY s =dz=-dx+-dy
a ax ay
L/i;i/ !
----- ~ J
B x C
Calculemos as derivadas parciais de 1~ ordem

_a_z = 1 2x = x
ax 2 ~ x2 + y2 ~ x2 + y2
_az_ = 1 2y = Y
ay 2 ~ x2 + y2 .J x2 + y2

Ea = + --;=y=d=O'==-
dz = _..=-x..=-dx-=--===
v' x2 + y2 .J x2 + y2

29) Cálculo do erro relativo


O erro relativo

E =- \..'
dz .QA...!

r Z

Dividamos, então, o erro absoluto dz por z

xdx + ydy
dz _ v' x2 + y2 .J x2 + y2
Z - vx2 + y2

_d_z = xdx + ydy


z x2 + y2 x2 + y2

39) Cálculo do erro percentual


O erro percentual é o erro relativo multiplicado por 100

dz
Ep = 100-
z

Portanto,

E = 100( xdx + ydy \


p x2 + y2 x2 + y2)

Como vimos no problema, o erro percentual em x e em y foi de 3%.


Logo:

100 dx = 3 => dx = 3x
x 100
Substituindo fórmula de Ep

E
p -
- 100( x ~
x2 + y2
+ y ifo \
x2 + yi)
2
Ep = 100 [ 3x + 3y2 ]
l00(x2 + y2) l00(x2 + y2)

Ep = 3C.: y' x/; yi) +


x2 + y2
Ep = 3---
x2 + y2

Ep = 3%

Ez Num triângulo os lados x e y mediram 2 dm e 10 cm com erros de 0,0005 cm


e 0,0002 cm, respectivamente, e o ângulo a por eles formado mediu ; rd,

com erro de ~ rd. Determine o erro relativo cometido na medida z do


lado oposto ao ângulo a.
De acordo com o enunciado do problema,
x = 2dm= 20 em e dx = 0,0005 em B

y = 10 em e dy = 0,0002 em
1T v'3
a = 3rd e da = 100 rd

A medida z do lado BC depende das medidas x de AC e y de AB e da medida


a do ângulo A.
Assim, z = f (x, y, z). Determinamos a lei f pela lei dos eo-senos
, Z2 = x2 + y2 - 2xy cosa ==--=--> z = .v x2 + y2 - 2xy cosa
O erro absoluto cometido em z nos será dado por

dz = ~
ax dx +~
ay d
Y
+ az
aa da
DIFERENCIAÇÃO 57

oz 1
- - (2x - 2y cos a)
ox 2 y'x2 + y2 - 2xycosa

oz 1
z - - (2 y - 2 x cos a)
oy 2 y' x2 + y2 - 2xy cosa
oz 1
-- (- 2xyX- sen a)
oa 2 y' x2 + y2 - 2 xy cos a

Tiramos

dz = x - y cos a dx + y - x cos a dy +
y' x2 + y2 - 2xy cosa y' x2 + y2 - 2xy cosa
+ xy sen a .--da
vi x" + y2 - 2 xy cos a

x - y cos o: d Y - x cos o: d xy sen o: d


-------- X -I- ------- Y + ------- o:
dz _.J x2 + y2 - 2xy coso: .J x2 + y" - 2xy coso: J x2 + y" - 2 xy coso:
z - J x2 + y2 - 2xy coso:

dz _ (x - y COS0:) dx + (y - x COS0:) dy + (xy sen 0:) do:


Z - x"
+ y2 - 2xycoso:
1/2 112 ../3/2
~ ~ ,,-A-..

dz
-=
(20 - 10COS-f) 0,0005 + (10 -, 2ocosi) 0,0002 + (20' 10sen~)~

z 20" + 102 - 2 • 20 • 10 cos ;

_dz _ 15 • 0,0005 + O + 3
z 400 + 100 - 200

dz 3,0075 1,0025
-= =
z 300 100

dz= 0010025
z '

Vimos no item 3.1 que o acréscimo total da função z = f(x, y) é


!:lz = f(x + !:lx, y + .6.y) - f(x, y)

Então, transpondo
f(x, y) --> f(x + .6.x, y + .6.y) = f(x, y) + .6.z CD
Como ôz = az
ax dx + az
ay dy + 17tÔX + 112ÔY .
a Igualdade CD1 fica:
f(x + ôx, y + ôx) = f(x., y) + ax
az dx
az
+ ay dy + 1hÔX + 1l2l:iy
, " \ ./

v infinitésimo
dz
de ordem
superior

. f(x
az
+ Ôx, y + ôy) -::::.f(x,y) + ax dx
az
+ ay dy

I f(x + Ôx, y + ôy) == f(x, y) + dz I

Exemples:

E1 Calcule o valor aproximado de J (3,96)3 •V (8,002)2.


Solução:
1. Fórmula:
f(x + Ôx, y + ôy) -::::.
f(x, y) + dz
2. Substituição de f:
J(x+ ÔX)3 tt (y + Ôy)2 -::::.
# VY2 + dz
3. Determinação de dz:
x + D.x = 3,96
x =4 --> valor mais aproximado de
Subtraindo ==--=----"> D.x = - 0,04 x + D.x, que admite raiz
quadrada exata

y + D.y = 8,002
Y = 8 =='> valor mais aproximado de y + D.y,
===> D.y = 0,002 que admite ~~C1JJ?!~ª..~xata

Substituindo em CD
v' (3,96)'!j (8,002)2:::.,j43 W +;.J4 W (-0)04) + ; 4#(0,002)
.J (3,96)3 V (8,002)2:::: 23 • 22 + ~2 • 22 (- 0,04) + ~4 ; 2 0,002

.J (3,96)3 ~ (8,002)2 ::::32 - 0,48 + 0,~16


.J (3,96)3 ~ (8,002)2 ::::32 - 0,48 + 0,0053
.J (3,96)3 V (8,002)2 ,.., 31,5253

E2 Calcule o valor aproxfinado de J 36,24 ..tg 44° 40'. ~


Solução:
1. Fórmula: f(x + D.x, y + D.y) ::::f(x, y) + dz
2. Substituição de f: .J (x + D.x) tg (y + D.y) :::: y'; tg Y + dz
3. Determinação de dz: z = f(x, y) = yX tgy
x + b.x = 36,24
x = 36
--> b.x = 0,24
e y + b.y = 44° 40'
y = 45° (pois tg 45° = 1)
==> b.y = - 20' ===> b.y = - ~~. 0,017 = -0,0056 (veja
Capo V do Volume I)
Substituindo em Q)
.j 36,24 tg 44° 40' ::: ../36 tg 45° + C~ tg 45°) 0,24 +
+ (../36 sec2 45°)(-0,0056)

.j 36,24 tg 44° 10' ::: 6 . 1 + 2 ~ 6 1 . 0,24 - 6(.}r)2 0,0056

~ 36,24 tg 44° 10' ~ 6 + 0,02 - 0,0672


~ 36,24 tg 44° 10' ,.....,5,9528

A diferencial de uma função z = f (x, y), normalmente é ainda uma função de


. , que as denva
x e y, Ja . . ôôxz
. d as parcIaIs. = .f'x (x, y ) e Ôz
ôy = f'y (x, y ) que fig
I uram
nela são funções de x e y.
Se as funções derivadas parciais sucessivas de f (x, y) forem contínuas, pode-
remos calcular as diferenciais totais de ordem superior.
Desta forma, a diferencial de 2~ ordem é a diferencial de dz:
d (dz) = d2z
A diferencial de 3~ ordem é a diferencial da de 2~ ordem

d (d2z) = d3z

Tomemos z = f (x, y) com

ÔZ ÔZ
dz=-dx+-dy
ôx ôy
d (dz) = d (~~ dx + ~; dY)

d2z = d (~~ dx) + d (~; dY) (diferencial de soma)

d2z = [ d (;~) ] dx + ;~ [d (dx)] + [d (;;) ] dy +

+ ~; [d (dy)] CD (diferencial de produto)

ôz
ôx = t

ôz
-=JJ.
ôy

d (ôz) = dt = E.!. dx + El.. d f2\


ox ôx ôy y \.V

ôz)
d (-
ô JJ.
= dJJ. = - dx + -Ô JJ. dy ( 3
/i)'-
ôy ÔX ôy'

. f1\ ôz (;\ ÔZ
SubstItuamos em 0 t por ÔX e em 0 JJ. por ô y

Q) => [ô~ (~~)]


d (~~) = (~:) ] dy

®=>d(~;) =[ô~ (~~)] (~;) ] dy

0=> dG~)
2
'3' =-=>
\.V
d (ÔÔyz) = Ê-
ôxôy
dx + ô
ôy2
z d
y
a2z
r
axay dx dy
,
A

2 2
d2z = a Z2 (dx)2 + aZ d dx + az d2x
aX ayax Y aX

Para x e y variáveis independentes, suas diferenciais de H ordem são


constantes e as de 2~ ordem, conseqüentemente, são nulas.

dx = constante ==~->- d2x = d (dx) = d (constante) = O


dy = constante ====>: d2y = d (dy) = d (constante) = O
Com esta simplificação a igualdade 0 se reduz a

Para facilitar a memorização da fórmula de d2z, podemos usar o quadrado


da soma indicada de 2 parcelas, convencionando-se que o índice 2 seja expoente
nas diferenciais dx e dy e seja ordem de derivação nas derivadas parciais.

d2z = (az dx + az dY) 2


ax ay
2 2 2
d2z = a z (dx)'- + 2 a z dx d + a z (d )2
ax
2 axay Y ay2 Y
'------v----" ---v / '------v----"
quadrado dobro do 19 quadrado
do 19 pelo 29 do 29
Podemos determinar d3z da mesma forma que o fizemos para d2z e com a
consideração que dx e dy sejam constantes, d2x = d3x = O e d2y = d3y = O.
Então:

d3z = (_o_z dx + _o_zdY) 3 ====> d3z = _03_Z(dx)3 +


ox oy ox3
'--y-----/
cubo do 19

+ 3 03Z (dx)2dy + 3 03Z dx (dy)2 + 03Z (dy)3


02xoy . oxoy2 oy3
---v .J ~--v I '---v-------"
3 x quadrado 3 X 19 pelo quadrado cubo do 29
do 19 pelo 29 do 29

(o expoente na derivada indica ordem de derivação e na diférencial in~~c3:potência).

Exemplos:
E1 Determine a diferencial de 2~ ordem da função z = sen (2x - y).
Solução: A fórmula de d2z na forma sintética é:

d2z = (oz dx + oz dY\"


3x oy)
Desenvolvendo, vem:

02. (dx)2 32 0 2
d2z = -2 +2 _z_ dx d + --.:. (d )2
3x2 3x oy y oy~ lY

. 02Z
-2 = -4sen(2x - y)
oz . ox
-o = 2cos(2x - y) , .
x 02Z 02Z
oz oxoy oyox
-= -cos(2x - y)
oy . 02Z
- = -sen(2x - y)
oy2

Substituindo na fórmula de d2z, resulta


d2z = [-4sen(2x - Y)](dx)2 + [4sen(2x - y)ldxdy -
- [sen(2x - y)](dYi
~ Determine a diferencial de 3a ordem da função z = eX cos y.
Solução: A fórmula de d3z é

d3z = (33xz dx 33y


+ Z dY) 3

3z
-= eXcosy

C
3x
z = eX cosy
3z x
ay = -e senYL

Substituindo na fórmula de d3z, resulta:


d3z = (eX cosyXdx)3 - 3 [eX seny](dx)2dy - 3 [eX cosy]dx(dy)2 +
+ [eX seny](dy)3

Para a diferencial de ordem n, podemos tomar a forma sintética e para usá-Ia


usamos o desenvolvimento pelo "Binômio de Newton".
3.3.4 - FUNÇÕES DE 3 OU MAIS VARIÁVEIS

w = f(x,y, z)-->
aw
dw = -a-dx
aw
+ -a-dy
aw
+ -a-dz
x y z

d2w = (~; dx + ~w dy + ~: dZ) 2 (quadrado da soma indicada de


y 3 parcelas)

= f(x,y, z) --> dnw


aw + -a-dy
= [ -a- aw + -aw]n
w
y y az dz
Para mais de 3 variáveis, procedemos da mesma forma:
Assim, se

t = f (xl> X2,X3,... , xm)·

d t=
n [at at
-dXl+-dx2+-dx3+""+-a-dxm
at at]12
aXl aX2 aX3 Xm

Determine as diferenciais totais de 1~ ordem em cada caso.


PR1 z = e2narc1gxy

_ az az
Soluçao: dz = -
ax dx + -ay dy

F.P. Qnz = Qnarctgxy


z = arc tgxy
3z 1
Y
3x = 1 + (xy)2 ydx + xdy
z => dz = --_~-
[
3z = 1 x 1 + X2y2
3y 1 + (xy)2

.J x2 - y2
PR2 Z = Qn ----
. 2xy
_ 3z 3z
Soluçao: dz = -3x dx +-
3y
dy

1
F.P. z =2Qn(x2 - y2) - Qn 2 - Qnx - Qny

2 2
dz = ----y2 dx -----x2 dy
X (x _ y2) Y (x _ y2)
y3dx _ x3dy
dz=----
xy (x2 _ y2)

PR3 w =~ +L+-=-
y z x

_ 3w 3w 3w
Soluçao: dw = - dx + -dy +- dz
3x 3y 3z
F.P. w = xy-I + yz-I + zx-I

3w -I -2 1 Z x2_yz
-=y -zx =---=2
3x Y x x2y

élw _
-
.
- -~y
-2 + Z
-I _
- - -
X + --1 _ -xz + y2
ély y2 Z y2z

él w _
- - -yz
-2 + x -I _-- - y + --1 _ - xy + Z2

3z Z2 X xz2
2 ·2 2
dz = x - yz dx +y - xz dy +z - xy dz
2y
x y2z XZ2

PR4 W = e2n(Qnxyz)

_
Soluçao: dw = -aX
aW dx
aW
+ -ay dy + -aZ dz
aW

F.P. Qn w = Qn(Qnxyz)
w = Qnxyz
w = Qnx + Qny + Qnz
aw
-=-
1
ax x
aw
-=-
1
ay y

aw
az -
Logo:

-dw = dx +!!l.- + dz
. x. y z

PR 5 . Na medida da aceleração da gravidade g usou-se a fórmula h = ; gt 2• Calcule o


erro percentual resultante das medidas de h e t, com erros de 1%.

dh
100-= 1%
h
dt
100- = 1%
t

2h
g=f

Procuremos o erro percentual em g, que é Ep = 100dg.


g

dg = ~
ah dh + ~dt
at CD
2h
De g ==-
2
t

Substituamos em CD
. 2 4h
dg == - dh - - dt
t2 t3

dg = dh _ 2 dt
g h t
g
O erro percentual é t.p = 100 d , isto é, o erro relativo multiplicado por 100.
g

E:p = 100 g = 100 dh - 2 • 100 dt


h t

Nota: Os erros cometidos podem ser por falta ou por excesso, portanto,
negativo ou positivo. Para apreciarmos o erro máximo possível, no nosso
caso, tomamos o erro

dt 100 dh == 1
100 - = -1
t h

!00 dg = 1% - 2 (- 1%) == 1 + 2 == 3%
g

PRó No cálculo do comprimento Q de um pêndulo, usou-se a fórmula T == 211' A,


O período da oscilação mediu 2 segundos com erro de 0,001 s, e g, acele-
ração da gravidade mediu 10 m/ç2, com erro de 0,01 cm/ç2. Calcule o
erro relativo em Q.
Solução: Do problema tiramos
T = 2s e dT = 0,001 s

g = 10 m/s-2 = 1.000 cm/s-2 e

Procuremos dQQ, então, de T = 21Th vem:

Como queremos d~, dividamos ambos os membros por Q

dQ = 0,01 cm/s-2 + 0,001 s


Q 1.000 cm/s-2 2s

~Q = 0,00001 + 0,0005

Q = 000051
dQ ,
As diagonais de um losango mediram 8 e 6 m com erros de 2 e 3 cm, respec-
tivamente. Calcule o erro percentual cometido na sua área.
Solução: Do problema tiramos:

--~T x = D = 8 m = 800 cm
y = d = 6 m = 600 cm
e dx=2cm
dy=3cm
-< J

I A =f(x,y)->A =1'
I
__.-1._.
I
i

~~=~ .
De A = X; [ Então, da Q) => dA =~ dx + ~ dy
-=-
aA x
ay 2

Ldx ~dy
_dA_ = 2 +_2_
A xy xy
2 2

dA = dx + dy
A x y

Substituindo pelos valores dados no pro~lema,

dA 2 3
A = 800 + 600

dA 1 1 3
A = 400 + 200 = 400

dA
Ep = 100 A' logo:
Sp = 0,75%

PRs Calcule o valor aproximado de (sen 30° 10')(cos 59° 50').


Solução:
1. Fórmula:
f(x + !::J.x,y + !::J.y)::::f(x, y) + dz
2. Substituição de f:
sen (x + !::J.x)cos (y + !::J.x)::::sen x cosy + dz
3. Determinação de dz:
z = f(x, y) = senx cosy

a
ôz
= cosx cosy
z
C -
x=>
ôz
ôy
= -senx seny
dz = (cosx cosy)!::J.x - (senx seny)!::J.y =>

=> sen(x + !::J.x)cos(y + !::J.y)::::senx cosy + (cosx cosy)!::J.x -


- (senx seny)!::J.y ,

x + !::J.x= 30° 10'


x = 30°
, 10'
=> !::J.x= 10 ==--==---->!::J.x= 60' • 0,017 = 0,003

e y + !::J.y= 59° 50'


y = 60°
===> !::J.y~ - 10' ===.> !::J.y= - 0,003

Substituindo na CD =>
==:==>" sen 30° 10' cos 59° 50' ~ sen 30° cos 60° + (cos 30 cos 60)0,003
- (sen 30 sen 60)(- 0,003)

300' o, V3 1 1 y'3"
sen 2"1 2"1 + 22"0,003
10 cos 59 50 :::::. + 2" -2- 0,003
sen 30° 10' cos 59° 50' =.1 + 2 • 0,003 VI
- 4 4

sen 30° 10' cos 59° 50' :::::0,25 + 0,0026


sen 30° 10' cos 59° 50' :::::0,2526

PR9 Calcule o valor aproximado de J (3,86)3 X 36,74 sen 150° 10'.


Solução: Temos uma função de 3 variáveis independentes

w = f(x, y, z)
1. Fórmula:
f(x + 6.x, y + 6.x, z + 6.z) :::::f(x, y, z) + dw

2. Substituição de f:
..j (x + 6.X)3(y + 6.y) sen(z + 6.z) ::::: J x3y senz + dw

3. Determinação de dW:

dv..: = -ow b.x + ow


- b.y + -ow 6.z
ox oy oz

w = f(x, y, z) =..j x3y senz

-ow
ox
= ---3x
2
1
..J x3y
2
ysenz

dw =
3x2y senz A +
=> 2..j x3y uX

ow
-- = V
r7C:
x y cosz
3
OZ

x3senz rr::
+ ;-::;:::6.y + V X'Y cosz 6.z -->
2vx~ .
=> ..j (x + 6.X)3(y + 6.y) sen(z + 6.z) :::::..J x3y senz +

+ 3 x 2y sen z A + x 3 sen Z A + ~
~3 uX ~ uy A
V .~"'Ycosz uZ
CD
2 vx y 2 vx y 3

x + 6.x = 3,86 y + b:.y = 36,74


x =4 y = 36
--> 6.x =- 0,14 => 6.y = 0,74
z + 6z = 150°10'
0
z = 150
10' .
=> 6z = 10' ==> 6z = 60' • 0,017 = 0,003

Substituindo na CD >

=> ..j (3,86)336,74 sen 150 10' '" ..j 43 . 36 sen 150 +
0 0

~
sen 30°

2 3
3· 4 • 36sen1S0° (-O 14) + 4 sen150° 074 +
+ 2 ..j 43 . 36 ' 2 ..j 43 . 36 '

+ (v' 43 '36 cos 150°) 0,003


1
3 . 16 . 36 .-
)(3,86)336,74 23
sen 150° 10' :::::: • 6 . ; + .2
•. 2 • 23 • 6

64 • 1.
. (-0,14) + 2_ . 0,74 + 23 • 6 . _V3_3. 0,003
2 . 23 . 6 2

)(3,86)336,74 sen 150010' ::::::


24 - 1.26 + 0,246 + 0,125
) (3,86)336,74 sen 150010' ::::::
23,111

PI'it Ul Calcule o valor aproximado do número (0,998)4.003.


Solução: A função é do tipo z = xY
1. Fórmula:
f(x + 6.x, y + 6.)) ::::::
f(x, y) + dz
2. Substituição de f:
(x + 6.xY'+6y xY
:::::: + dz

3. Determinação de dz:

dz
az 6x + -az
= -::- 6y
ox ay

~=YXY_1
ax
De z = xY
[
=-==--=--> dz = yxY -1 6.x +
az
- =x
Y
Qnx
ay
+ (xY Qnx)b.y ==> (x + b.x)Y+6Y :::: xY +- yxY-1b.x +
+ (xY Qnx)b.y CD
4. Adaptação ao exercício:

x + b.x = 0,998 y + b.y = 4,003


x = 1 Y =4
====>: b.x =- 0,002 --> 6.y = 0,003

Substituindo na CD
(0,998t,003:::: 14 + 4 • 13(-0,002) + (l4Qn 1)0,003
'--.r-"
O
(0,998)4,003 :::: 1 - 0,008
(0,998)4,003 '" 0,992

PR 11 Determine a diferencial total, de 2? ordem da função z == x3 + 2 x2y -


- 4xy2 - 2y3.
Solução:
2
d2z == (azax dx + az
ay
d )
Y
2 = aaxz2 (dx)2 + 2 ~
axay
dx d
Y
+
2
+ az (d .)2
ay2 Y

d2z = (6x + 4y)(dx)2 + 2(4x .- 8y)dxdy - (8x + 12y)(dyi

x
PR 12 Calcule a diferencial total de 3? ordem da função z =!.-.
y
e
Solução: A fórmula de d3z é:
3 3
d3z = [az dx + az d ] 3 = a z (dx 3 + 3. a z . (dx)2d y. +
ax ay Y ax3) ax2ay
3 3
+ 3. az dx (dy)2 + az (dy)3
axa2y ay3
. x
Determinemos as derivadas de 3~ ordem da função z = ey = eX - y
e

.. az _
- -
ax e
x-y r
1

ay

Determine as diferenciais totais de 1~ordem em cada caso:

PP1 z = e2n J 2xseny-y2

Resp.: dz = (seny)dx + (x cosy - y)dy


.J 2x seny _ y2

x+y
z~sen-.--
1 + xy
.
2
Resp.: dz = [ 1 - y2 cos x + Y ] dx +[ 1- x x '+ y ] d
(1 + xy)2 1 + xy (1 + xy)2 cos 1 + xy . Y
x-y
z=
x +Y
R . d - 2 y dx - 2 x dy
esp.. z - (x + y)2

pp 4 W = xyeZ - xzeY + yzeX


Resp.: dw = (yeZ - zeY + yzeX)dx + (xeY - xzeY + zeX)dy +
+ (xyeZ - xeY + yeX) dz

PPs )Na medida da aceleração da gravidade usou-se a fórmula T = 217' fi,


. Vg'
tendo o comprimento Q do pêndulo medido 1 m, com erro de 0,01 cm, e o
período da oscilação 2 s com erro de 0,001 s. Calcule o erro percentual
cometido em g.
Resp.: 0,9%- , " ....•.• , ,......•..•
, "

PP6 Na medida da distância dos pontos A e B, em virtude do obstáculo O, foi


necessário medir as distâncias AC = 150 m e BC = 200 m, perpendiculares,
com erros de 1% e 2% respectivamente. Determine o erro absoluto em
AB = z e o erro percentual em a.
da
Resp.: dz = 4,1 m e 100 -
a
= 2,2%

PP7 A área de um losango foi medida, determinando-se as medidas de suas


diagonais. A diagonal maior mediu 100 cm com erro de 0,002 e a diagonal
menor 50 cm com erro de 0,004. Calcule o erm absoluto cometido na área
do losango.
Resp.: 15 cm2
PPs Na determinação da medida do volume de um cone foi cometido um erro em
virtude dos erros de 2 • 10-3 e 1 . 10-3 cometidos, respectivamente, nas
medidas do raio e da altura. Calcule o erro percentual no volume.
Resp.: 0,5%

PP 9 Na medida do pe;íodo de oscilação de um pêndulo (T = 2" A)


cometeu-se
um erro motivado pelos erros cometidos nas medidas do comprimento Q e da
aceleração g,que foram de 0,001 e 0,002, respectivamente. Calcule o erro
relativo em T. .

PP 1. Calcule o erro relativo cometido na medida do volume de um paralelepípedo


retângulo, sabendo-se que nas medidas de suas dimensões foram cometidos os
erros de 0,02; 0,04 e 0,04, respectivamente.
Resp.: 0,10

sen 29° 55'


'Pu Calcule o valor aproximado de tg 45° 30'

Resp.: 0,4903

PP12 Calcule o valor aproximado de -y!57 cos 59° 50'. Sugestão: O número
quadrado perfeito bastante próximo de 57 é 56,25. '
Resp.:· 3,793

24,936
81,082 .
Resp. 0,5545

PP14 Calcule o valor aproximado de .J (4,99)3 - (2,02)2.

Sugestão: x + 6.x = 4,99 x=5


Y + 6.x = 2,02 y=2

Resp.: 10,96

PP1S Calcule o valor aproximado de sen 290 cos 610•


Resp.: 0,235278

j (I
1 +x
+ y)(1 + z)
Sugestão: Faça corresponder a x + D..x o valor 1 + x, o que dará D.x = 1.
Proceda da mesma forma para 1 + Y e 1 + z.

Resp.: Ai [1 C - ~- ~)]+;

PP17 Calcule o valor aproximado de V sen 30° 5' + cos 59° 58'.
Resp. : 1,00055

PP18 Determine a diferencial de 2:(1 ordem da função z = x2seny + y2senx.


Resp.: d2z = (2 seny - y2 senx)(dx)2 + (2 senx - x2 seny)(dy)2 +
+ 2(2x cosy + 2y cosx) dxdy

PP19 Determine o diferencial de 2:(1 ordem da função w = eXYz.


Resp.: d2w = wy2z2(dx)2 + X2Z2W(dy)2 + X2y2W(dz)2 +
+ 2 w(l + xyz)(z dx dy + ydxdz + x dydz)

PP20 Determine a diferencial de 3:(1 ordem da função z = Qn~.


y

2 2
Resp.: d3z = 3' (dxY -"3 (dy)3
X Y
PP21 Determine a diferencial de 2:(1 ordem da função w = eX Qn xy.

2ex eX x
Resp.: d2z = ( eX Qnx + -- - 2 + eX Qny
)
(dx)2 + -2e dxdy -
x x Y
X
__ e (dy)2
y2
,
j

'-o .I
I
!

I
4
FUNÇÕES COMPOSTAS

A esperança e a alegria são remédios preciosos


na farmácia da alma.

4.1 - FUNÇÕES COMPOSTAS DE UMA VARIÃVEL


INDEPENDENTE

Neste caso, z depende da única variável t e, para calcular sua derivada :'
podemos eliminar as variáveis intermediárias x e y, fazendo z = /111 (t), /2 (t)] =
= F(t) e derivar diretamente z em relação à t.
Procederemos de outra forma, sem eliminar x e y, estabelecendo uma regra
de cadeia.
Para tanto, no ponto t, atribuamos à variável t um acréscimo D.t. Corres-
ponderão os acréscimos ~x e D.y às variáveis x e y, e à função z, o acréscimo D.z.
Assim:

D.x = /1 (t + D.t) - /1 (t)


D.y = /2 (t + D.t) - /2 (t)
Como z = / (x, y) é diferenciável ==>

-> D.z = az
ax D.x
az
+ ay ó,y + 771.6.X + 772D.y
~o
~o
-> o

~o
" f::.z dZ}"
I1m - = - 1m -
6.x + -dZ l' 6.y + I'
1m - 1m
6.x
T'/l -
+ 1
im T'/2
f::.y'
A t
!H-O f::.t dX 6t-O 6.t dY 6t-"'0 6.t 6t-o 6.[ 6t-o u
'--v---" '----y------" '-----v---" ~-v / '-v-------'
dz dx dy O O
dt dt dt

Esta fórmula se estende para o caso de

Z = l(xI, X2, X3, .•. , xn)


onde cada Xi é função diferenciável da variável t:

dz dZ dXl dZ dX2 dZ dxn


-=--+--+
dt dXl dt dXz dt ...
+--
dX dt
n

dz I n
dZ d:xi
dt =" dX' d;-
I =1 1

Exemplos:

E1 Determine a derivada de Z = x3 - 4x2y + xy2 - y3 + 1, com x = sent e


y = cost.
Solução: Notamos que
Z = I (x, y) e x = 11 (t) e
=> z = 1[11 (t), 12 (t)] = F (t)
Determinamos as derivadas parciais de z em x e y e as derivadas totais de
x e y em relação à t

az
ax = 3x
2
8xy +Y
2 dx
dt = cos t

C
-

z
az
- = - 4x
2
+ 2 xy - 3y 2 dy = -sent
ay dt

E2 No exercício anterior, calcule a derivada no ponto t = ~.


Solução: Como

~~ = (3x2 - 8xy + y2) cos t + (4x2 - 2xy + 3y2) sen t

calculemos:

1T 1
x = sen"6=2"
1T -vf3
y=cos-=--
6 2

u ' StItUlD
Sb 'd o em dz
dt' vem:

dz = (3 . 1-_ 8 . 1. . ..j3 +
dt \ 4 2 2 4
cos 1T
6
1) +

+4\ .l._
4
2 .l.. v'3 + 3 .1-)sen!!.
2 2 4 6
dz = (~_ 2 v'3 + 3) y'3 + (1 _ y'3 + 9) . .l-
dt \4 . 4 2 \ 2 4 2 .

dz =~. y'3 -2y'3 . ..j3 +.!i .1._ V3 . .l-


dt 4 2 2 4 2 2 2
dz = 3 v'3 _3+ 13 _ v'3 )
dt 4 8 4
dz 2..j3 11
-=----
dt 4 8

dt
Y3_3_-_I_I__
_dz = _4 •..•...
8 --.>
o dz =
dt
_(11
\,
- 84 Y3)
F3 Derive w = eXYz, com x = 2 t, Y = 1 - t2 e z = 1 + t.
Solução: Como vemos, w = f (x, y, z) com x = fI (i); y . f2 (t) e z =
= f3(t). Então,
w = f (fI (t), f2 (t), f3 (t)] ==> w = 'P (t)
Logo:

dw = aw dx + aw dy + aw dz CD
dt ax dt ay dt az dt

aw'
- = yzexyz
dx
-=2
ax dt

w aw
- = xzexyz e !!z = -2t
ay dt

aw
-=xye xy
Z
dz
-= 1
az dt

Substituindo em CD =>
dw
==> - = 2yzexyz - 2 txzexyz + xyeXYz
dt

dw = eXYz (2yz - 2 txz + xy)


dt

4.2 - FUNÇÕES COMPOSTAS DE 2 OU MAIS VARIÃVEIS


INDEPENDENTES

Seja a função z = f (x, y) uma função diferenciável e suponhamos x =


= f1 (s, t) e y = f2 (s, t), também diferenciáveis.
Neste caso, z depende das variáveis s e t e,. para calcular suas derivadas
".
parcIaIs a:;
az e ai'
az po demos e1"lmmar as vanavelS
., . mterme
. d"' . x e y,
lanas f azen d o

z = fft1 (s, t), f2 (s, t)] ==>- z = F(s, t)


e derivar z, parcialmente, em relação à variável s e em relação à t.
Procederemos p~la regra de cadeia:

az = az ax + az ay
as ax as ay as
az = az ax + az ay
at ax at ay at
Exemplo:
z = senxy + eX-Y,
onde x = p sen O e y = p cos O.
Solução:

z = f(x, y),
onde x = fi (p, O) e y = f2 (p, O) --> z = F (p, O).
Logo:

az = az ax + az ay
ap ax ap ay ap
az = az ax + az ay CD
ao ax ao ay ao
Determinemos as derivadas parciais de z em relação às variáveis x e y e as derivadas
parciais de x e y em relação às variáveis p e O.

~~ = y cosxy + e -Y
X
élx= sen e C ély= cos e

C
élp élp
z = senxy + eX-Y
C -az =xcosxy - e X-Y
õy
x = pscne
ÔX
ãe=pcose
y = pcose
ôy
ae= -psene

Substituindo nas fórmulas CD -->


;~ = (ycosxy + eX~Y)senO + (xcosxy - eX-Y)cosO

~; = (ycosxy + eX-Y)pcosO - (xcosxy - eX-Y)psenO

Admitamos a função w = f(x y, z) com x = fi (p, O), Y = f2(P, O) e z = f3(P, O),


todas diferenciáveis.

w =f Ifl (p, 0),12, (p, O), f3 (p, O)] --> w = F (p, O)

. d as parCIaiS
As d enva .. de w sao
- aw
ap e aw
ao ' . calCul adas:
aSSIm
Já a função z = f (x, y), onde x = fI (p, (J, a), y =f2 (p, O, a), todas diferen-
ClavelS==>. z = f ftl (p, O, a), f2 (p, O, a)] --> z = F (p, O, a) e suas deri-
vadas parciais:

az = az ax + az ay
ao ax ao ay ao

az = az ax + az ay
aa dX aa ay aa
Como vemos, mediante esta regra, podemos estabelecer fórmulas de deri-
vação, qualquer que seja o número de variáveis independentes.

Exemplo: Determine a~ derivadas parciais de z = 2x2y - 4xy'2 - y3, onde


x = p2 O sen a e y = pO cos 2 a.

Solução: Em última análise, z = F (p, O, a). Então, suas derivadas parciais


az az az . ,
ap' ao e aa podem ser calculadas pelas formulas

az = az ax + az ay
ap ax ap ayap

az = az ax + az ay
ao ax ao ay ao

Calculemos as derivadas parciais de z em relação às variáveis x e y e as derivadas


parciais de x e y em relação às variáveis p, O e a.

az
-. = 4xy - 4y
2
ax
a .
-.!... = 2 x2 - 8 xy - 3 y2
ay
ax
ap = 2pOsena ay = O cos2a
ap
ax
-
2
= p sena
ay
- = pcos2a
ao ao
ax
-=
2
P Ocosa ay = -2pO sen 2a
aa aa
Exemplo:
z = senxy + eX-Y,
onde x = p sen O e y = p cos O.
Solução:

z = I(x, y),
onde x = 11(p, O) e y = 12(p, O) --> z = F(p, O).
Logo:

az = az ax + az ay
ap ax ap ay ap
az = az ax + az ay CD
ao ax ao ay ao
Determinemos as derivadas parciais de z em relação às variáveis x e y e as derivadas
parciais de x e y em relação às variáveis p e O.

~~ = y cosxy + eX-Y õX=sen8


õp
( õy =cos8
õp
z = senxy + eX-y
C ÕZ
- =xcosxy
õy
- e
x-y
x = pscn8
(
õX
- = p cos e
õe
y = pcose

-õy
õe
= - p sen e

Substituindo nas fórmulas Q) ==>


~~= (y cosxy + eX~Y)sen O + (x cosxy - eX-Y) cos O

~~ = (ycosxy + eX-Y)pcosO - (xcosxy:"'- eX-Y)psenO

Admitamos a função w = I (x y, z) com x = 11(p, O), Y = 12(p, O) e z = /3 (p, O),


todas diferenciáveis.

w =/ [(1 (p, 0),12 (p, O), 13 (p, O)] ==> w =F (p, O)

. d as parCl3.1Se
As d enva .. d w sao
- aw
ap e aw
ao ' . calcul adas:
assun
oz= (4xy - 4y2)2pOsena + (2x2 - 8xy - 3y2)Ocos2a
Op •

4.3 - DIFERENCIAÇÃO DE FUNÇÕES COMP9STAS

Vimos, no capítulo anterior, que dada a função z = f(x, y) com x e y


variáveis livres, sua diferencial

oz oz
dz=-dx+-dy
ox oy

Admitamos que x e y sejam funções diferenciáveis das variáveis independentes


p e O.
Assim, x = fI (p, O) e y = f2 (p, O) -->
==> z = f [(1 (p, O), f2 (p, O)] ===>" Z = F (p, O)

Então a diferencial

dz = oz d + àz dO
CD
op p 00

dx = ox d + ox dO
op P õ'e

dy = oY dp + oy dO
®
op 00

Multipliquemos a 0 por ~~ e a 0 por ~;:

OZ dx = OZ OX d + oz ox dO
OX OX op p ox 00

OZ d = az ~ d + az ~ dO
ay Y ay ap p ay ao
Somanrfo membr-o a membro

az dx + az d = (az ax + az ~) d + (az ax + az ~) de
ax ay lY ax ap a~ ap p ax ae ay ae
'---v'---/' v ,/ \ V' j

az az 6l1"\
dz = ap dp + ae de ~

Exemplo: Determine a diferencial de z = xy - 4 x2 onde x = p sen ~ e


y = p2e.

-
az =y - 8x
ax = sene
-
ax ap

az
-=x -ax = pcos()
ay ae

az dz dx dZ
-dp = -ax -ap + -ayap- = 0' -
ay 8 x) sen () + x 2 p()

-az az ax az ay 2
ae = -ax -ae + -ay -de = (y - 8 x) p cos () + xp

dz = [0' - 8x)sene + 2pexld~ + [0' - 8x)pcos() + p2X] de

4.4 - FUNÇÕES IMPLíCITAS

Tomemos a função y = f (x) definida implicitamente pela equação F (x, y) =


= O. Podemos escrever tal equação C01l}.O F [x, f (x)] = O, portanto o 19 membro
da equação dada é uma função de x que é constante (igual a zero). No estudo
destas funções no Volume I, demos um tratamento prático. Tomemos um exemplo
2xy3 + y2 + y ~ 4x2 - x + 2 = O.
Derivamos a função considerando y = f (x), então a parcela 2 xy3 derivamos
como produto, y3 como função de função.
Assim:

2y3 + 2x 3y2 dy + 2y dy + dy - 8x - 1 =O
dx dx dx
z
aa = (4xy - 4y2)2pOsena + (2x2 - 8xy - 3y2)Ocos2a
p •

4.3 - DIFERENCIAÇÃO DE FUNÇÕES COMP9STAS

Vimos, no capítulo anterior, que dada a função z = f(x, y) com x e y


variáveis livres, sua diferencial

az az
dz=-dx+-dy
ax ay
Admitamos que x e y sejam funções diferenciáveis das variáveis independentes
p e O.
Assim, x = fI (p, O) e y = f2 (p, O) -->
==> z = f VI (p, O), f2 (p, O)] ==> Z = F (p, O)

Então a diferencial

dz = az d
ap p
+ ~dO
ao CD

dx = ax d + ax dO
ap P nO

dy = ay dp + ay dO
®
ap ao
Multipliquemos a (3) por ~~ e a ® por ~;:

az dx = az ax d + az ax dO
ax ax ap p ax ao
az d = az ~ d + az ~ dO
ay Y ay ap p ay ao
Somanrio membr-o a membro

az dx + az d = (az ax + az ~) d + (az ax + az ~) de
ax ay Y
,
ax ap a;: ap p ax ae ay ae
/ J /
V V V

dz az
- az
ap -
ae

dz = -
az dp
az
+ -a8 de
ap
Exemplo: Determine a diferencial de z = xy - 4 x2 onde x = p sen (j e
2
y = p 8.

az
-
ax =y - 8x -ax
ap = sen8

az
-=x
ax
ay -
ae = pcose

az = -az -ax + -az -ay = 0' -


-ap 8 x) sen e + x 2 pe
ax ap ayap
az az ax az ay _ 2
ae = ax ae + ay a8 - (y - 8x)pcose + xp
dz = [(y - 8x)sene + 2p8xlélp + [0' - 8x)pcos8 + p2x]d8

4.4 - FUNÇÕES IMPLíCITAS

Tomemos a função y = f (x) definida implicitamente pela equação F (x, y) =


= O. Podemos escrever tal equação corno F [x, f(x)] = O, portanto o 19 membro
da equação dada é uma função de x que é constante (igual a zero). No estudo
destas funções no Volume I, demos um tratamento prático. Tomemos um exemplo
2xy3 + y2 + y ~ 4x2 - x + 2 = O.
Derivamos a função considerando y = f(x), então a parcela 2xy3 derivamos
como produto, y3 como função de função.
Assim:

2 y3 + 2 x 3 y2 dy + 2 y dy + dy - 8 x-I =O
dx dx dx
Coloquemos : em evidência:

(6xy2 + 2y + 1) : + (2y3-_ 8x - 1) = O

(6 xy 2 + + 1) -dy (3 - 8 x-I )
2y dx = - .2 y

dy = _ 2 y3 - 8 x-I
dx 6xy2 + 2y + 1

aF
dy _ ax
dx - - aF
ay
Com o estudo das funções compostas estamos habilitados a dedüzi. esta fórmula a
partir do exemplo genérico F [x, y] = O.
Assim:
,
d aF dx aF dy
dx F [x, y] = axdx + ay dx= O (lembremo-nos que y = f(x))
'-v-"
1

aF + aF !lJ!... = O
ax ay dx

aF dy aF
ay dx = - ax

aF
dy = _ ax
dx aF
ay

Tomemos z = f (x, y) definida implicitamente por F (x, y, z) = O, diferenciável.


Como z é função de duas variáveis independentes, ela admitirá 2 derivadas
.. az
ax
parcIaIs e
az
ay' D .
etermmemo-Ias:
y constante em
relação ax
~
~ F (x y z) = aF dx + aF ay + aF az = O
ax " ax dx ay ax az ax
~ '---y--/

1 O
x constante em
relação ay
~
~ F (x z) = aFax + aF dy + aF az = O
ay ,y, ax ay ay dy az ay
~ '-v-'
O 1

aF
aF + aF az = O __ > _az = __ax_
ax az ax ax aF
az
aF
aF + aF az = O > az = _ ay
ay az ay ay aF
az
Exemplo: Derive 2x2yz - 4xy2z2 + 6xz3 - 4 yz + 1 = O.

- Determmemos
S o Iuçao: . aF
ax' aF
ay e aF
az' E m ca da d·envaçao
- destas, as 2 outras

variáveis são consideradas constantes.

aF = 2x2z _ 8xyz2 - 4z
ay
~~ = 2x2y - 8xy2z
v ••
+ 18xz2 - 4y

aF
az
- - ax
-----
4xyz - 4y2z2 + 6z3
ax aF 2x2y - 8xy2z + 18xz2 - 4y
az
oF
oz _ õY _ 2x2z - 8xyz2 - 4z
oy - - oF - - 2x2y - 8Xy2z + 18xz2 - 4y
õz

SISTEMAS DE EQUAÇÕES

Seja o sistema formado por duas eauações de três variáveis:

f1 (x, y, z) = O
{ 12 (x, y, z) =O
onde 11e /2 são funções diferenciáveis.
Cada equação representa, como vimos, uma superfície do R3 e o sistema
representa o lugar geométrico dos pontos de R3 comuns às duas superfícies, a
curva intersecção das duas superfícies.
Procuremos as derivadas de x e de y em relação a z.
Se pudermos resolver o sistema de modo a exprimir cada uma das duas
prime~ variáveis como função da terceira:
x = g (z) e y = h (z),

dx = g' (z) dY=h'(z)


dz dz

Se-não pudermos ou não quisermos explícitar as funções x e y, da variável z,


aplicamos as derivadas parciais de funções compostas na determinação de : e: .
Assim:

r 0/1 dx + 011 dy + 0/1 dz = O


ox dz oy dz oz dz
-- 1

0/2 ri» 0/2 dy Õ/2 dz


--+--+--=0
ox dz oy dz oz E!
1

af1 dx a/1 dy a/1


--+---=--
ox dz oy dz az
al2 dx + al2 EJ: = _ 012
ox dz oy dz az
Sistema de duas equações cujas incógnitas são : e : .

Calcule as derivadas : e: no ponto P (3, 1, 8).


Facilmente explicitamos x e y em função de z.
Somando as duas equações, membro a membro, => 2x2 + Z2 =Z + 74

x = j_z + z + 742
2 .
.
(no ponto consIderado x > O)
Subtraindo ==> - 2 y2 - Z2 =Z - 74

Y
_- j~z2 - z +
. - 2
74
(no ponto considerado y > O)

10) dx = 1. -2z + 1 = -16 + 1 =_ IS


. dz ~2v'-Z2+Z+74 4.J-64+8+74 4.J18

20) E!l. = 1- - 2z - 1 = 1. -16 - 1 _ _ 17


. dz 2 2 v' -Z2 - Z + 74 2 2 v' -64 - 8 + 74 4 '\Íf

I ~=_17j2
E2 .
Determmemos dx dz ·t d -
dz e dy no SISema e equaçoes

X2 + 4 y2 + Z2 - 12 = O
{
x2 + y2 - 2z - 1 = O
no ponto A (2, 1, 2).
Apliquemos as derivadas parciais de funções compostas.

1 à/ dx à/1 dy à/1
--+--=--
àx dz ày dz õz

àlz dx + àlz ~ =_ àlz


àx dz ày dz àz

2X: + 8y: =-2z

dx dy .
2x dz + 2y dz =2
No ponto A (2, 1, 2)

4 dx + 8 dy = -4
dz dz

4dx+2El.=2
dz dz

Subtraindo - > 6 t =- 6 > It 1 I >1 ~~ 11


Substituindo na 2~ ddzY por - 1 ==.> 4 _dx - 2
dz
'2 ==> I dx
dz
1 I

PR1 Derive z = xZy - 4, onde x = senO e y = cosO.


Solução: Como z = I(x, y), onde x = /1(0) e y :- Iz(O) ==>" z =
= 1[(1(0),/2(8)] > z = F(O).
Então

dz àz dx àz dy
dO = àx dO + ày dO

dx
àz = 2xy - = cosO

C àx dO
z
àz
- =x
2 !!l... = - sen O
ày dO
dz
dO = 2 xy cos O - x2 sen O

~
PR2 Determine a velocidáde angular do vetar posição OP, sendo O (O, O) e P(x, y),
com x = 1 - 2 t2 e y = 4 + t2, no instante t = 1 s.
Solução:

X=1-2=-1
No instante t = 1 S ====>
{ y=4+1=S --> P(-l, 5)

A velocidade angular do vetar oP é w = ~~'


derivada do ângulo O em relação a t, por ser
o ângulo descrito na unidade de tempo.
Da figura, tiramos tg O =L
X
==> O =
= are tg L.
x
Como y = g (t) e x = h (t) e O = f (x, y) >
==-> O = f fg (t), h (t)] ==> O = F (t).

dO
w::;;-=--+--
ao dx ao dy
dt ax dt ay dt

J: = -4t

1dy = 2t
dt

W ====>: W = dO = 4 ty + 2 tx
dt x2 + y2 x2 + y2
_4ty+2tx di
w- 2 2 r s
x +Y
X = -1
No instante t = 1, { >
y = 5
4 . 1 • S + 2 . 1 (- 1)
>w=---------
1 + 2S
18
w = 26

9
w = - rd/s
13

De um funil cônico escoa água à razão de 36 7T cm3/s. Sabendo-se que a


ge~atriz faz com o eixo do cone um ângulo a = 30°, ache a velocidade com
que baixa o nível da água no funil, no instante em que o raio da base do
volume líquido for igual a 4 cm.
Solução: Consideremos um corte ABC do funil.
B 7TR2h
O volume do funil é V = -3-' Logo, V =
= f(R, h), porém R = fI (t) e h = f2 (t),pois o
nível baixa com o. tempo, variando a altura e o
raio conforme t.

dV = av dR
dt aR dt
+ av dh
ah dt
CD (velocidade de variação do volume)

av
-=
27TRh
aR 3

av
-=-
7TR2
ah 3

Do triângulo retângulo ABD tiramos tg a = ~ ou

o R ..j3 R 3R
tg30 =- >-=- >h=- >h=R..j3
h 3 h ..j3
No instante em que R = r = 4 cm ==> h = 4 -J3 cm,
av
aR
27T • 4 • 4 ..j3 327T..j3 av 7T. 16 161T
- 3 = 3 e ah = 3 = -3-
Como, ~~ = 36rrcm3/s, substituindo na CD, vem:
36rr = 32rr .v3 dR + 16rr dh
3 dt 3 dt

h = R . ;-:::;-3 ===> dh = ;-:::;-3 dR === dR 1 dh


V.:J dt V.:J dt > -dt =-y'3-3 -dt

36rr = 32 rr >p? 1 dh + 16rr dh


3 ~dt 3 dt

108rr = 48rr dh
dt

dh 108 1T dh 9 . .
dt = 48 rr ---> dt = 4" cm/ s, velocIdade com que baixa a altura do
líquido no funil, no instante em que r = 4 cm.

PR4 Determine a velocidade de variação do volume de um paralelepípedo retân-


gulo, sabendo-se que as arestas da base crescem à razão de 2 cm/s cada uma
e a aresta vertical decresce à razão de 1 cm/s, no instante t, em que as
arestas da base mediram 30 cm e 20 cm e a vertical 60 cm.
Solução: V = xyz, logo:

V = f(x, y, z) e x = g (t), Y = h (t) e z = i (t)

Por outro lado, a velocidade de variação do volume é


~----------- -- dV
/'~~
dt ' que nos e, d ad a por

dV = a V dx + a V ~ + a V dz
dt ax dt ay dt az dt CD

dx dy dz
- = - = 2cm/s e dt = - 1 cm/s (velocidade decrescente)
dt dt
av
-=yz av = 20 X 60 = 1.200 em2
ax aXt

av
-=xz
av
- = 30 X 60 = 1.800 em2
ay aYt
av
-=xy
av
-aZ = 30 X 20 = 600 em2
az t

Substituindo na CD
c;:; = 1.200 • 2 + 1.800 • 2 + 600(-1)
c;:; 2.400 + 3.600 - 600
=

dV
dt = 5.400 cm3/s

PRs Os lados de um triângulo em certo instante mediram 60 cm, 40 em e 70 cm.


Sabendo-se que os dois primeiros crescem à razão de 1 em/ s -1 e 2 cm/ ç 1,
respectivamente, e o 3Q decresce à razão de 2 cm/ç 1, determine a veloci-
dade de variação do ângulo formado pelos 2 primeiros lados, no instante
considerado.
C Solução:

dx = I cm/s-1
dt
d)!
e - = 2 em/s-1
dt

dt = - 2 em /-1
dz s

Fig.4.4.

Do triângulo ABC, através da lei dos eo-senos, tiramos:

Z2 = x2 + y2 - 2xy cosa CD
Do problema, concluímos que a = f (x, y, z), sendo x, y e z variáveis funções
de t, logo a = F(t)
Da CD tiramos
x2 + y2 _ Z2 x2 + y2 _ Z2
cosa = 2
xy
==> a = arccos 2
xy
dcx = acx dx + acx dy + acx dz
dt ax dt ay dt az dt

acx 1 4x2y - 2y(x2 + y2 - Z2)


-ax- - - } _ (X'+2~~ - zy , 4_X:y2
u~v - uv~
v2

..
No instante considerado t

acx 1 4 • 3.600 • 40 - 2 • 40 • 300


-ax = -) _ ( 300)2 4 . 3.600 • 1.600 -
1 4.800

1
576 - 24 23
- --;;::===
- -
j ~56 - 1 360 • 64
256
60V25S

a cx
-= -
16 4, 60 • 1.600 - 2 • 60' 300
--
29
ay ..J255 4 . 3.600 . 1.600 120..J255

acx 16 70 7
a z - ..J255 60 • 40
- 15 V25S

dcx 23. 1 _ 29 • 2 + 7 (_ 2)
dt =- 60 Vill 120 Vill 15 Vill
dcx -46 - 58 - 112
-
dt .120 Vill
da 216
-=-----
dt 120..j255

da = _ 9 rd S-1
dt 5..j255

o ângulo a, no instante considerado, decresce à razão de


5
Jm 255
rd ç1.

PR, D~ive z = t'tgy, onde x = p2 - 4 e y = 3p.

Solução: Concluímos que z = f(x, y), onde x = f1 (p) e y = f2 (p) do que


resulta

dz = oz dx + oz dy
dp ox dp oy dp

Achemos as derivadas parciais de z em x e y e as derivadas totais de x e y em p.


Preparemos a função: F. P. > Z = (tgy)1/x.

~z = (tgy)1/X (-~)Qn(tgy) (derivada de função


x \ x , exponencial de base
a)
z = (tgy)l/X

OZ =.1 (tgy)(l/X)-l sec2y (derivada de potência da


oy x tgy)

dx dy = 3
dp = 2p dp

Aplicando a fórmula CD
dz = [_
dp
Vtgy
x2
Qn(tgy)] 2p + [.1
X
(tgy)1/x-isec2y] 3

(tgy)<1/X)-1 = (tgy)(l-X)/X = (tgy)-(X-1)/X = 1 _


(X-l)
(tgy) x

1
-
V (tgy)(X-l)
2
-
dz -_ - -2p X~t o (t
V 19y X.n gy
) + 3sec
---
y
2
dp x X ~ (tgy)(X-l)

eKx (v - z)
PR7 Derive J.1. = 2 ' onde y = K senx e z = cosx e K constante.
K + 1
Solução: Derivemos como função composta.
Numa 1~ análise J.1. = [(x, y, z), mas x = x (x), y = y (x) e z = z (x), então:
J.1. = F(x)

dJ.1. = a J.1. dx + a J.1. dy + a J.1. dz


dx ax dx ay dx az dx

a J.1. _ KeKx (v - z) dx
-= 1
ax - K2 + 1 dx

aJ.1. = eKx dy = Kcosx


ay K2 + 1 dx

dz
dx = -senx

Aplicando a fórmula de : ====->

dJ.1. _ eKx
dx --- (Ky - Kz + K cosx + senx)
K2 + 1

Substituindo y e z pelos seus respectivos valores -->

dJ.1. eKx
==.> - = --- (K2senx - K cosx + K cosx + senx)
dx K2 + 1

$ e~ efi
dx = 2
2
(K senx + senx) = 2 senx (K2 + 1)
K + 1 K + 1
dJ.1. = eKx senx
dx
PR~ Determine a diferencial de z = senx + cosy com x = 2p e y = 1 _ p2.
Solução:
z = f (x, y) > z = F (p)

dz = (az dx + az dY) d
ax dp ay dp p

az = cosx dx = 2
ax dp
De z = senx + cosy
[
-az
ay = -seny gz =
dp
-2p

PR9 Determine a diferencial de w = xeYz com x = pe, y, =p - e e z = 2p + e.


Solução: w = f(x, y, z) > w = F (p, e).
- dw
Entao, = aw
ap dp + aw
ae de CD1
aw = aw ax + aw ay. + aw az
ap ax ap ay ap az ap

aw = aw ax + aw ay + aw az
ae ax ae aB az ae ay

x [~~ = e
ax
ao = p
ay = 1
ap
-aw = xze YZ
ay y
C ay
ae
= -1

aw
-
az = xyeYz
z c ~; az
=
=
2

1
ae
Então dw = (e +xz + 2xy)eYz dp + (p -xz + xy)eYz de.

. az az
PRlO Se z = f(x - y, y - x) venfique que ax + ay = o.
Façamos x - y = t => Y - x = s.
Então,
z=f(t,s) e t=fl(X,y) e S=f2(X,y)
Então:

az
a-=fr '( t,s)
De z = f(t, s) . t
[ az ,
as = fs (t, s)

at 1
ax=
e de t = x - y
[
~=
ay -1

Aplicando CD ====>
az
a x = fr, (t, s) - 1"'
JS (t, s )

az , ,
ay = - fr (t, s) + fs (t, s)

aF
dy _ ax
d:x - - aF
ay
aF
-=yXQny
ax
F
C aF _
--xy
ay
X-I
- 1
dy
dx
=_

dy =_ yXQny
dx yX
x--l
y
dy = _ yyX Qny = _ yX + I Qny
dx xyX _ Y xyX _ Y

dy = yX+IQny
dx y _ xyX

PRI2 Determine : sendo 1 + xy - Qn (exy + e-xy) = O.

Solução: Como vimos:

aF
dy _ ax
d:x - - aF
ay

xy xy
aF = y - ye _ ye- = yexy + ye-xy - ye
xy
+ ye-xy = 2ye-
xy

C
ax eXY + e-xy eXY + e-xy eXY + e-xy

F aF = x _ xexy - xe-xy = xexy + xe-xy - xexy + xe-xy = 2xe-xy


ay eXY + e-xy eXY + e-xy eXY + e-xy

Aplicando a fórmula:

2ye-xy

dy = _ eXY + e-xy = _L
dx 2xe-xy x

eXY + e-xy

I dy
d:x - Y
x I
PR13 Dada a equação x2 + y2 - Z2 - 4xy - 2x - y = O, determine ~: e ~;.

Solução: Vimos que dada F (x. Y. z) = O temos

aF aF
az ax az _ ay
ax - - aF ay - - aF
az az
.
Deternunemos . aF aF aF
poIS ax' ay e az·
aF
-= 2x - 4y - 2
ax
aF
ay = 2y - 4x - 1

aF = -2z
az

az 2x - 4y - 2 = x - 2y ~ 1
ax - - -2z z
az 2y - 4x - 1 _ 2y - 4x - 1
ay - - -2z - 2z

PR'4 Dada a equação x2 + y2 = 16, determine .:; e ~;~.

Solução: De x2 + y2 = 16 ====> x2 + y2 - 16 = O
Procuramos

aF
dx _ ay
dy - - aF
ax
. aF aF
Detcrnunemos ay e ax

F C aF
ay
aF
= 2y
dx
dy
=_ 2y ==>
2x
dx =
dy
_L
x
-=2x
ax
PR1S Determine as equações das retas tangente e normal à curva x2 + y2 = 25 no
ponto T(3, -4).
Solução: Sabemos da geometria analítica que a equação

de (t) y - Yl ='a(x - Xl)


1-
de (n)Y - Yl = --(x - Xl)
a

onde a = :.
Então (t) Y +4 = a (x - 3)

e (n) Y + 4 :.- - ..!..(x - 3)


a
aF
Calculemos a = -
dy
= ---
ax
dx aF
ay

Partindo de F ==---:. "-.c


. .
aF
ax
aF
-=2y
~
= 2X__ 2x x
--:> a = - -2y-= - y =

3 3
=- -4 ="4
Substituindo em (t) e (n) a por :.

3
tangente (t) y + 4 ="4(x - 3) :> 4y + 16 =

= 3x - 9 ==:> 3x - 4y - 25 = O

.•. " 4
normal (n) y + 4 = - 3" (x - 3) :> 3y +_12 =
= -4x + 12 ==> 4x +3y = O
2
PR16 · ddxy sen dO 3 x 2 - 4 Y 2 = 12.
Determme 2

aF'
Solução: Calculemos : = - ~~
ay

Partindo de F===="> C~~ aF


ay=-8y
= 6x > dy
dx
=_~
dy
-8y
3x
>-=-
dx 4y
2
Se ch amarmos dy d I t- t ' d . dy , 1/
dx e y , en ao nos res ara etermmar dx2 que e y .

I 3x
Como y = 4 y , resulta

y" = ~(~~)

Lembrando-nos que y é função de x, devemos derivar ~; como quociente.

I I
/I UV - uv
Y = V2

3 • 4 y - 3 x • 4 • dy
/I dx dy I 3x
y =- ----1-6-y-2---' mas dx =Y = 4Y

/I
12y - 12x .-
3x
4y _
12y --
9x2
y
y =-
16y2 16y2

/I _ 12y2 - 9x2
Y - - 16y3

12
~
/I -3(3x2 - 4y2) .
Y =- 16y3
pOIS

a equação dada é 3x2 - 4y2 = 12. Então,


FUNÇÕES COMPOSTAS

y" _
- 3 16 -->
• 312 --
y
I" Y - 4 93
y
I

2
PP1 Derive z = x tg Y onde x = pef) e y = p2e2f).

Derive z = xy , onde x = J12 + V2 e y = J12 - V2.


x2 + y2

PP3 Derive z = x + y2, onde x = p2 + senO e y = Qn(p + O).

az _ 2y
ap - 2p + p + O
Resp.:
[ az 2y
ae = cos O + P + O

PP. Derive z = J: :;, onde x = -COSfJ e y = cosv.

Res . az = sen J1 e a z = J 1 .+ x sen v


p. . a J1 2 J (1 + x)(1 + y) a v 2 (1 + y) J 1 + Y
PP 5 Em certo instante as diagonais de um losango mediram 20 cm e 10 cm.
Determine a velocidade de variação da área do losango, no instante conside-
rado, sabendo-se que a diagonal maior decresce à razão de 0,5 cm/s e a
menor cresce à razão de 1 em/ s.
dA
Resp.: dt = 7,50 em2/s
pp 6 Um ponto se desloca sobre a esfera x2 + y2 + Z2 = 49, ao longo da circun-
ferência do círculo máximo da esfera para a qual x = 2 sen t e y = 7 cos t -
- 3, onde t representa o tempo.
Detemilne a velocidade de ascenção· do ponto no instante em que suas
coordenadas são (2, - 3, 6).
dz 7
Resp.: dt = - 2"

PP7 Num instante t, as coordenadas de um ponto móvel P são x = 1 - 4 t2e


y = 6 + 4t2• -+
Ache a velocidade angular do vetor OP, no instante t = 0,5 s.
dO 4
Resp.: w = dt =7rd/s
PPs A altura de um cilindro circular reto mede 50 cm e o raio da base 20 em. A
altura decresce à razão de 4 em/s, enquanto o raio da base cresce à razão de
1 cm/s. Calcule a velocidade de variação do volume do cilindro no instante
em que foram medidos o raio e a altura.
dV
Resp.: dt = 400ll'cm3/s

PP 9 O ângulo A de um triângulo decresce à razão de 2°/ s enquanto os lados AB e


AC estão crescendo à razão de 2 cm/s e de 3 em/s, respectivamente.
Calcule a velocidade de variação da área do triângulo no instante em que
AB = 8 cm, AC = 5 cm e  = 60°.
Resp.: 14,36 cm2/s

PP 10 No problema anterior, calcule a velocidade de variação do lado BC no


instante considerado.
Resp.: 4,26 cm/seg

PPu Se Z = ~n~,
y
onde x = 11.2+ V2 e y = Jl2 - V2, determine dz.

2Jl(y-x)d +2v(Y+x)d
R esp.: dz = Jl - v
xy xy

PP12 Dada a função z = x3 - x2y + xy2 - y3, onde x = cos a + sen {3 e y =


= sen a + cos {3, determine dz no ponto a = ;e {3 = - ~.

3V3+9 3Y3-9
Resp.: dz = - . 2 da + 2 d {3
PP13 Dada a equaçao e
_ xy
- e
yz
+ ze x - 1 = O, calcule
az
ax az
e ay'

õz yexy + zex õz xeXY - ze Yz


Resp.: -
õx
= ----
yeYz _ eX
e-
õy
= -----
yeYz _ eX

Dado arc tg L - 2n (x2 + y2) = O, calcule dxdY •


. x
. dy _ 2x +y > ~
Resp.. dx - - -x + 2y --_._.,
\.
.. _~._--

pp 15 No exercício anterior deterrnine a equação da normal à curva representada


pela equação no ponto T (1, O).
Resp.: x + 2y - 1 =O

PP 16 Determine as derivadas parciais de z, dada a função z = f (x, y), defmida


implicitamente por x2 + 2xz + y2 - 3z2 + 4xy = O.

. õz _ x + z + 2y

C
õx - - x - 3z
Resp.: z
õz _ y + 2x
õy - - x - 3z

PP17 Dada a superfície x2 + y2 - Z2 - xy = O, deternrlne a equação do plano


tangente a ela no ponto T (- 1, O, 1).
Resp.: 2x - y + 2z =O .

PP18 Determine a equação da tangente à curva 2xy - 2ex seny + 1 = O no

ponto T (o, ~j.


1T-3 1T
Resp.: y = 3..J3x +"'6

PP 19 Determine no sistema
X2 + y2 + Z2 - 14 = O
{
2x2 + 3y2 + Z2 - 20 = O

dx dy
dz e dz no ponto P (2, 1, 3).

Resp.: : = -3 e!frz = 3
2
PP20 Dada a equação x2 + y2 - 36 = O, determine d ; .
dx
d2y 36
Resp.: --2 = --3
dx Y

(
,
~',,--._,,
\J.
5
MÁXIMOS E MíNIMOS

Trabalharpelo mundo melhor é nosso dever de


todos os instantes, construindo igualmente
santuários de amor e paz.

Sendo z = f(x, y) uma função definida e contínua na região D C R2,


dizemos que a função f assume um valor máximo em Mo(xo, Yo) E D se, e
somente se, numa vizinhança V de Mo, suficientemente pequena, o valor da
função neste ponto é maior que os valores assumidos por ela nos pontos vizinhos
dele e pertencentes a V, isto é,
f(xo, Yo) > f(xo + b.xo, Yo + b.Yo)
No gráfico da função f não pode haver ponto mais alto que o ponto
M (xo, Yo, f(xo, Yo))·
De modo análogo, defInimos o mínimo local:
f(xo, Yo) <f(xo + 6.xo, Yo + 6.Yo)
Exemplos:

E1 Seja a função z = 4.- x2 - y2• No ponto Mo(O, O) --> Zo = 4 - 0-


- O = 4 o máximo valor de z em R2, pois, qualquer que seja (x, y) E R2 ,
teremos x2 ~ O e y2 ~ O --> _x2 ~ O e _y2 ~ O, portanto,
_x2 - y2 ~ O CD
E se somarmos 4 a ambos os membros de (D, resulta
4 - x2 - y2 ~ 4, mostrando-nos que f(fJ, O) > {(i + 6.xo, @ + 6.Ye)
Ez Seja a função z =. 2x2 + 2y2.
Solução: No ponto Mo (O, O) ==> Zo = O o mínimo valor de z em R2,
pois qualquer que seja (x, y) E R 2, teremos 2 x2 ~ O e 2 y2 ~ O, logo,
2x2 + 2y2 ~ O, ou seja:

{(O, O) < {(O + 6.xo, O + 6.Yo)


Nas funções diferenciáveis, podemos estabelecer uma condição necessária
para que em determinado ponto ocorra o máximo ou míni,mo da função.
Seja a função z = {(x, y) uma função diferenciável. Se no ponto
Mo(xo, Yo) E D tivermos o valor de f(xo, Yo), máximo ou mínimo, o pla-
no tang~nte à superfície no ponto M(xo, Yo, zo) será paralelo ao .plano
xOy e, conseqüentemente, as tangentes tI e t2 serão também paralelas e
suas declividades nulas:

De fato, a equação do plano tangente é

z - Zo = -
az
(x - xo) +-
3z
(y - Yo)
.
3xo 3yo

3z 3z
Como z = Zo > 3xo (x - xo) + 3yo (y - Yo) = O -->

==>·1 aa:. O I e I :;. O I


Chamamos pontos críticos de uma função diferenciável numa região D
,
aque1es cUJas
. coar denadas anu1am as denva
. das parCl31S
.. -a3z e ~.3z Ufi ponto
Xo uYo
crítico é também chamado estacionário.
Concluímos do que foi exposto que os máximos e mínimos locais de uma
função diferenciável ocorrem em pontos críticos da função. Portanto, geralmente
descobrimos os máximos e os mínimos locais de uma função diferenciável
procurando seus pontos críticos.

E1 Determine os pontos críticos da função


z = x3 - y2 - 12x + 4y + 2
Solução: Determinemos as funções derivadas parciais de 1 ordem ª
2
~: = 3x - 12
z
[ az
-=-2y+4
ay ,

Façamo-Ias iguais a zero

3x2 - 12 = O ==>. x2 = 4 ==» X = ±2


-2y + 4 = 0==>' -2y = -4 ===> Y = 2

~ Determine os pontos críticos de função z = x2 _ y2.


Solução: Procedemos da mesma forma que em Ei.

az = 2x
ax
z
[ az = -2y
ay

o ponto Mo(O, O) é o único ponto crítico da função e não corresponde


nem a máximo, nem a mínimo local.
Numa vizinhança V deste ponto existem pontos tais como (Eb O) e
(O, E2) com El =1= O e E2 =1= o.
Examinemos o comportamento da função nestes 2 pontos.

No ponto (El, O) ==> {(Eb O) = E; + 02 = El >O


No ponto (O, E2) ==. > {(O, E2) = 02 - E22= -E{ <: O
Assim, o ponto (O, O), ponto crítico, não corresponde nem a máximo nem
a mínimo e é chamado pPJ1to de sela. A função, graficamente, neste ponto tem
o aspecto de sela de montaria

Tomemos uma função z = f (x, y) diferenciável na região D C R2 e seja o


ponto Po(xo, Yo) E D um ponto crítico da função.
Como vimos Po é ponto solução do sistema de equações

az = O
ax (condição necessária)
az = O
ay
Como z = f (x, y), por mpótese, é diferenciável de classe C2, admite derivadas
a2z a2z a2z a2z
parciais de 2~ ordem, -2'
ay e -ax ay
ax -2 = -ay a x .
Com estas derivadas, formemos a função

az
-
2 az
--
2

ax2 ayax
H (x,y) =
az
--
2 az
-
2

axay ay2

que se chama hessiano da função z = f(x, y).


Desenvolvendo o determinante, vem:

a2z a2z
H=-------
a2z a2z
ax2 ay2 axay ayax
a2z a2Z a2Z a2Z (a2z )2
Como axay = ayax => H = ax2 • ay2 - axay
Determinemos o valor do hessiano no ponto crítico Po (xo, Yo). Três resul-
tados podem ocorrer:

2
(a:. :y.)2 > O e para esta diferença ser positiva,

..
consequentemente --2
a2z e
a2z_
--2 sao de mesmo sinal.
axo ayo

2
Se a z2 > O, há mínimo local no ponto Po
axo
2
Se a z2 < O, há máXimo local no ponto Po
axo

Para o hessiano nulo nada podemos afirmar sobre o ponto crítico.


,

Exemplo: Dada a função z = x2 + y2 - 4 x - 6y + 5, pesquise quanto


ao máximo e mínimo.
Solução: Procuremos o ponto crítico:

az = 2x - 4

z
C ax
az
-
ay = 2y - 6

2X-4=0 \x=21
{ 2y - 6 = O
> I
.y =
1===>
3 .
Po(2, 3)
à2Z =2

C
2
àx
àz
àx
à2z à2z

ày 2.
à z' 2
ày2

à2z
=4> O e como - 2 = 2 > O ====>
àx

Calculemos o valor mínimo da função

z = 2z + 32 - 4 • 2 - 6 • 3 + 5 = 4 + 9 - 8 - 18 + 5 ===:>
==> Z =-8
I Pm (2,~,-8) I
Numa função de 3 variáveis, w = f(x, y, z), os pontos críticos são deter-
minados da mesma forma:

àw = O àw = O àw = O
àx ' ày àz

àZw àZw àZw azw


àx2' àyz' àxay = ayax'
àZw à2w
àyàz = àzày

A matriz hessiana de f é

aw
-
2
aw
2
-- a2w
2
àx àyàx àzax

H=
aw
2
-- aw
-
2
aw
2
--
àxày ay2 azay
aw
2
--
2
à w
-- a2w
àxàz ayàz àzz
, . ,
;/v,,/-

aw
--
2
a2W a2W
axcl aYoaxo azoaxo
e H3=
a2W aW
2
-- a2w
axoayo aycl azoayo
a2w .a2w a--
2
w
axoazo aYoazo azcl
Calculamos seus determinantes. Então:

1. Se 6.H1 > O, 6.H'1. > O e 6.H3> O mínimo local no ponto Po


2. Se 6.H 1 < O, 6.H'1. > O e 6.H3 < O lnáximo local no ponto Po

Exemplo: DeteInÚne os máximos e os mínimos locais da função w = x +


y2 Z2 2
+ -4 + - +-, onde x =1= O, y =1= O e z =1= O.
x y z
Solução: Condição necessária

aw y2
-= 1--
ax 4x2
aw y Z'1.
ay = 2x - y2

aw 2z 2
az = y - Z2

Y Z2
-2x __y2 = O ==>: y3 = 2xz2 ==>y3 = yz2 ==>

==> '-!-Z-=-zz-I ==> I y z 10


_~_z__~ = 0===> 2z3 = 2y > 1_~_3_y_10
Comparando @ e ® >

> Z3 = Z => Z2 = 1 I
> z = ±1

Conseqüentemente: da 0 --> I y = ± 1 I e da CD====>-1 x± ~ I


Então: P 1( ;, 1, ~ e P 2 (- ;, - 1, - 1) "
Condição de suficiência:
Determinemos as derivadas de 2a ordem:

a2w y2
-=--
ax2 2x3
aw a2w = _ L
ax axay 2x2

a2w
axaz = (j)

a2w =_2-
ayax 2x2
aw
2
-=-+-1 2z 2

a 2
y 2x - y3

a2w 2z
ayaz = - y2

a2w
--=0)
azax
aw a2w 2z
az azay = - y2

a2w =1. +-±-


az2 y Z3

No ponto PJ(;, 1, 1) ==>

a2w a2w a2w


---> -=4"-= 3"-
ax2 ' ay2 ' az2
a2w a2w a2w a2w
--=-- = Oe -- = --=-2
axaz azax ayaz azay
!J.H
1
= 141 = 4 > O;

-2 O
3 - 2 = 72 - 24 - 16 > O
-2 6

Mínimo local no ponto Pl( ~, 1, 1).


No ponto P2 (- ~, -1, -1) ====>"

==>
a2w = - -4;-
a2w = -3- -
a2w = -6- --
a2w = --
a2w = 2-
ax2 ay2 ' az2 ' axay ayax '
a2w a2w
--=--=Oe--=--=2
a2w a2w
axaz azax ayaz azay

!J.H
1
= 1-41 < O·' =, 12 - 4 >O

2 O
-3 2 = - 72 + 24 + 16 < O
2 -6

'Mínimo local no ponto P2 (- ~, -1, -1).

5.3 - PONTOS EXTREMOS DE FUNÇOES IMPLíCITAS

No caso da pesquisa dos máximos e mínimos locais de funções diferenciáveis


definidas implicitamente por equações, aplicamos as mesmas considerações.

Exemplo: Estude quanto ao máximo ou mínimo a função x2 + 2y2 -

- 12 x - 4 Y + Z2 - 3 z + 34 = O.
Solução:
Cond·lçao
- ,. P
necessana: rocuremos
az
ax e
az
ay·
aF
az ax 2x - 12
ax = - aF = - 2z - 3
az
aF
az _ ay _ 4y - 4
ay - - aF - - 2z - 3
az

- 2x - 12 = 0--"> 2x - 12 = O >x = 6
2z - 3 --

4y - 4
- 2-2' '- 3 = O --'> 4 y - 4 = O >y = 1
-------,/

Para x = 6 ey = 1 =--=-----> 36 +2 - 72 - 4 + Z2 - 3z + 34 = O >

=-==--=-_> Z2 _ 3z _ 4 = O =-~_-_>{zz ==-1


4

a2z a (az) a (
ax2 = ax ax = ax -
2x -
2z - 3
12)

2(2z - 3) - (2x - 12) • 2 -


az
ax
(2z - 3)2

a2z _ a (az) _ a (
ay2 - ay ay - ay -
4y -
2z - 3
4)
4(2z - 3) - (4y - 4) • 2 ~
ay
(2z - 3)2
_0_2Z_ = _o (_OZ) = _o (__4Y_-_4) = _o (-(4y _ 4)(2z _ 3)-1]
oxoy OX oy OX 2z - 3 OX
02Z -2 OZ
-ox-o-y= (4y - 4X2z - 3) • 2 -ox

No ponto FI (6, 1, 4)

oz
ãX OZ = O ( con d'lçao
= ãY - necessana
, " )

02Z __ 2 (2 • 4 - 3) _ 2 = __2
ox2 (2 • 4 - 3)2 8 - 3 5
02Z _ _ 4 (2 • 4 - 3) = _ i.
oy2 (2 • 4 - 3)2 5
02Z '.
--=0
oxoy

2
O
5
H= >0
4
O
5

e como
o"z
-2
2
= - -5 < O, no ponto (6, 1, 4) existe máximo local de valor 4.
OX
No ponto F" (6, 1, -1)

~OZ = ãY
OZ = O ( con d"lçao
- necessana
, , )

02Z 2 (- 2 - 3) _ 2 _ 2
ox 2 - - (- 2 - 3)2 - - - 5 - 5

02Z _ 4 (-2 - 3) _ 4 _ 4
3y2 - - (- 2 - 3)2 - - - 5 -"5

02Z
--=0
oxoy
2
e como a z > O, no ponto (6, 1, -1) existe mínimo local de valor - l.
ax 2

Nos problemas práticos sabemos de antemão se eles são de máximo ou


de mínimo, dispensando-se a verificação de suficiência.
Vejamos o problema do ajustamento de retas.
As variáveis x e y estão relacionadas por dados experimentais conforme
a tabela.

cada um dos pares (x, y) determina um ponto do plano cartesiano xOy.


Loquemos estes n pontos.
y = ax + b Observemos que os pontos estão apro-

desvio I . ximadamente alinhados.


Desejamos ajustar ao conjunto dos n
pontos uma reta, a reta MELHOR
............................... AJUSTADA .
Para cada um dos x observados corres-
pondem dois valores de y:

1Q) Y observado
29) y calculado

Denominamos desvio à diferença


d = Yobs. - Yca1c. = Y - (ax + b)

I di = Y; - axi - b I
n n
2: d2 = L (Yi-flXi- b)2=f(a,b)=w
i=1 i=1

Nestas considerações, a e b serão os valores que tornam w mínimo.

A con d"lçao
- necessana
'"' e õõa
w = O e Õõb
w = O.
Desenvolvamos a função w: -->.

n
--> W = 2: (Yl + a2x? + b2 - 2axiYi - 2bYi + 2abxi)
í=1

n n n n n n
W = 2:
í=1
Yl + 2: a xl + 2: b
í=1 í=1
2: 2axiYí -; 2:
i=1 i=1
2
2 bYi + 2: 2abxi
i=1
2
-

n n n n
W = I Y? + a I xl 2
+ nb 2
- 2a I Xi Yi - 2b I Yi +
i=1 i=1 i=1 i=1
n
+ 2ab L Xi
i=1

õ n n n
õ~ = 2a ~ xl -'2 ~ XiYí + 2b ~ Xi
Z=1 Z=1 Z=1
W
[ õw n n
-
õb
= 2nb - 2 2:
i=1
Yi + 2a 2: Xi
i=1

n n n
2a 2:
i=1
xl- 2 2:
i=1
XiYi + 2b L Xi = O
i=1

n n
2nb - 2 I Yi + 2a I Xi =O
i=1 i=1
n n n
a L xl + b L Xi = L XiYi
i=1 i=1 i=1

n n
a L Xi + nb = L Yi
i=1 i=1

Sistema chamado Sistema de Equações Nonnais do Ajustamento da Reta


Melhor Ajustada y = ax + b.
Exemplo: As variáveis X e y estão relacionadas pelos seguintes dados experi-
mentais:

-2 -1 O 1 2
7 6 6 4 3

determine a equação da reta mais ajustada.


Solução:

1. Loquemos os pontos (diagrama de


dispersão)
2. Loquemos a reta mais ajustada
3. Construamos a tabela abaixo de acordo
com o sistema de equações normais

n n n
a L xl +b L Xi = L XiYi
i=1 i=1 i=1

n n
a L Xi + nb = L Yi
i=1 i=1

y.1 2
N9 de pontos Xi Xi x·y·
1 1

1 -2 7 4 -14
2 -1 6 1 - 6
3 O 6 O O
4 1 4 1 4
5 2 3 4 6
6 3 1 9 3
n=6 ~Xi = 3 ~Yi = 27 ~x;= 19 ~xiYi =-7
19a + 3b =-7~> {19a + 3b = -7
{ 3 a + 6 b = 27 a + 2b = 9

H-2~X19
====:> - 35 b = -178 > b = 5,086

o problema de máximos e mínimos condicionados consiste em determinar


os máximos e mínimos locais da função z = f(Xb X2, X3, ... , xn) sob a restrição
"P(Xb X2, X3, , xn) = O, sendo f e funções diferenciáveis. Se a função
"P

z = f(Xb Xz, X3, , xn) e a restrição (Xb X2, X3, ... , xn) = Oforem lineares,
"P

teremos p~oblemas de Programação linear.


Consideremos a função de 2 variáveis z = f (x, y) e admitamos que as variáveis
x e y devam satisfazer à equação (x, y) = O, sendo f e diferenciáveis. Queremos
"P "P

achar os extremos locais da função f.


Se pudermos resolver a equação (x, y) = O em refação à uma das variáveis,
"P

por exemplo, y = fI (x), resultará, z = f[x, fI (x)]. A função resultante é de


uma única variável, z = F (x), aplicamos, então, a técnica estudada no Volume L
Às vezes, a resolução de I() (x, y) = O é muito difícil ou mesmo impossível.
Teremos que examinar o problema de outra forma.
Estudemos o método dos multiplicadores de Lagrange, aplicável também a
funções não lineares.

Método dos Multiplicadores de Lagrange

Seja a função z = f(x, y), sujeita à restrição (vínculo) I() (x, y) = O.


Formemos a combinação linear entre z e I(), ambas funções diferen-
ciáveis ==> v = z + À"P ou v = f (x, y) + ÀI() (x, y), chamada função auxiliar.
Diferenciando a função auxiliar

av
dv =
ax dx + ~ay dY
onde av = af + À aI() e av = af + À a"P
ax ax ax ay ay_ ay'
dv = (arax + À a~) a~) dy
ax dx + (aray + ay À

Num ponto extremo, a função nem cresce, nem decresce. Logo sua diferencial
é nula. No nosso caso, dv = O. Então:

(arax + a~)dx
À
ax + (ar +
ay À a'P)d
ay Y = 0==">

A estas equações juntamos o vínculo. O sistema assim obtido nos permitirá


resolver o problema proposto.

ar + À a'P = o
ay ay
~(x,y) = o

Exemplo: De todos os paralelepípedos retângulos de volume dado, qual o


de área total mínima?
Solução: Estabeleçamos a função r e o vínculo ~.
A função f é a que admite o ponto extremo. No
nosso caso a área total:
I
I
I
I
I
Z IA = 2 xy + 2 xz + 2 yz I
/'
)-------------- -- O vínculo é a restrição. No nosso caso, o volume é que
deve ser constante (dado):

I
V = xyz = K ====> xyz - K = O I
A = 2xy + 2xz + 2yz (função)
{ xyz - K = O (vínculo)
v = 2 xy + 2 xz + 2 yz + À (xyz - K) >
==>: V = F(x,y,z)-->
av av av
> dv=-dx +-dy +-dz
ax ay az

av = O
ax
~=o
ay
av = O
az

av = 2y + 2z
-
ax
2y + 2 z + yzÀ = O > -À
yz Q)
av 2x + 2z
ay
2x + 2 z + xz À = O > -À = xz @
av 2x + 2y
-
az
2x + 2y + xYÀ = O. --> -À = xy ®

Comparemos Q) com ® e Q) com 0:


CD com 0 2y + 2z = 2x + 2z _> 2xy + 2xz=
Yf xl
= 2xy + 2yz --> 2 xz = 2yz I
> x y I
2y + 2z _ 2x + 2y __
Q) com ® jz - xl -->
-->. 2xy + 2xz = 2xz + 2yz ==>.

--> 2xy = 2yz --> Ix z I


Do vínculo xyz - K = O ====> xxx =·K --> x3 = K ==>. X =
= VK. A aresta do cubo de volume K e área total mínima é x = VK.

PR1 Z = xy + -27
x
+ 27
-y
Solwção: Determinemos os pontos críticos da função

z C az
ax =y -
az
27
x
2

27
-=x--
ay y2

27
y--=O
2
x2y = 27
x
==> >x2y = xy2
27
x --= O xy2 = 27
y2

Resolvendo
x2y = xy2 ==> X =Y
Levando à uma equação
x2y = 27 > x2 • x = 27 ====>. x3 = 27 ====> x = 3

e como x = y ==>. Y = 3.
Então, Po (3,3).
Estudemos sua natureza. Determinemos as derivadas de 2a ordem

a2z
-=-
54

C
ax
2
x3
az
ax
a2z a2z

ay a2z 54
-=-
ay2 y3
a2z = 54 = 2
aX6- 27

a2z ---=
a2z 1
axoayo aYoaxo

1 2
a2z
E como --2 = 2 > O correspon d"e a mmuno.
.
axo
O valor mínimo da função é

Zm = 3 • 3 + -27
3
+ 27
-3
= 9 + 9 + 9 = 27

I Pm (3, 3, 27) I
PR2 Z = x4 + y4 - 3x2 + 6xy - 3y2.
Solução: Siga.TI1oS
os mesmos passos

az
ax = 4x
3
- 6x + 6y
z
C az
ay = 4y3 + 6x
.
.
- 6y

4X3 - 6x + 6y = O
somando membro a membro ==>
{
4 y3 + 6x - 6 y = O

> 4x3 + 4y3 = 0====>: 4x3 = _4y3 ====.>

Substituindo em 4x3 - 6x + 6y = O, resulta

4 x3 - 6x - 6x = O
4x3 - 12x = O
x3 - 3x = O
X (x2 - 3) = O
x=O
x2 - 3 = O ===> X = ± V3
Temos os pontos P1 (O, O); P2 (VJ, - ..;3) e P3 (-....(3, V3).
Determinemos as derivadas de 2ª ordem

a2z
-= 12x2- 6

C
ax2
az
ax
a2z a2z

ay 2
a z = 12y2 _ 6
ay2

Pesquisemos o ponto P1(O, O)

az =
2
-axo2 12 • O - 6 = -6' --
az =
2
6 e -
az
2
= 12 • O - 6 =
' axoayo aYo2
= -6

Nada podemos afIrmar sobre o ponto P1(O, O).


Pesquisemos o ponto P2 (v'3: - ..;3)
2 2
az = 12 (..;3)2 _ 6 = 30; az = 6
axl axoayo

-a z =
2
12 (- ..;3)2 - 6 = 30
ayo2

M'axImo
. , .
ou mlmmo e como a z > O ====">
2
--2 pon to d e mmuno.
,.
axo
Valor mínimo da função:
z = (..;3t + (- ..;3)4 - 3 (V?,)2+ 6 V3 (-..;3) - 3 (- ...;3)2
Z = 9 + 9 - 9 - 18 - 9

z = -18
P2,m (...;3, - ..j3, -18)
Pesquisemos, agora o ponto P3 (- .J?" V3)
a2z
-a 2 = 12(- y'3)2 - 6 = 30;~--=
a2z 6
Xo axoayo

-a z =
2
12 (y'3)2 - 6 = 30
aYo2
H (- y'3, .vJ) = 864 > o ==> P3 mínimo

z = (- ..;3)4 + (v'3t - 3 (- .vJ)2 + 6 (- .vJXV3) - 3 (y'3)2


Z = -18
I P ,m (-
3 y'3, y'3, -11) I
11ft 3 z = sen x + sen y + cos (x + y), com x e y arcos do 10 quadrante.
Solução:

az .
z r 3x = cosx - sen(x + y) ==>

t'-- az
- = cosy - sen(x + y)
ay
cos x - sen (x + y) = o
=--=----> . -> cos x = cós y >
{ cosy - sen (x + y) = o .'

==>Ix y I
. .
De cos x - sen (x + y) = O para x =y ==.> 'cos X - sen 2x = O . >
-> cosx - 2 senx.:cosX = O .~ > cosx (l - 2 serix) = 0==>

1r
cosx = 0==.> x =-
2

1 1r
1 - 2senx = O --> senx ="2--> x =6

para x =; ==> Y =; ==> P1(;, ;)

para x = ~ ==>~ y = ~ ====> P2(~' ~)


a2z
- 2 = -senx - COS(X + y)
aX
aZ
ax [
Z --
a2Z a2Z
=--= -COS(X +y)
[ aZ
axay ayax

ay [ a- 2z =
ay2 -seny - cos(x + y)

No pontoPb temos:

-
a2z 7T
= - sen- - COS 7T = - 1+ 1= O
ax 2 2

a2z = -sen--7T COS7T


- =O
ay2 2

a
--
2
z
= -COS7T = 1
axay

o pontode selaé (~'%'1).


NopontoP2, temos:

a2z = -sen--7T cos-=


-
7T 1
----=-1
1
ax 2 6 3 2 2

a2z -sen--7T cos~=


-. -=
7T 1
----=-1
1
ax 2 6 3 2 2

--
a2z = -cos-=--
7T 1
axay 3 2

DeterIlÚnemosH (~, ~):


1 3
=1--=->0
4 4

e como -::-~ = - 1 < O ==>. máximo local eIP ~~, ~).

Calculemos z:
I

D = { (x, y, z) E R31 x, y, z E [ O, ; ]}

Solução:

aw _ aw _ aw - O
ax - ay - az -

-aw
ax
= cosx cosx = O >x=-
Ti
2

w -aw
ay
= -seny > -seny = O >y=O
àw .
-az = cosz cosz = O >z=-
1r

. 2

Temos o ponto crÚico A (;, O, ;~

Condição suficiente:
ô2w
- = -senx
ÔX2

ôw Ô2W
--=0
ôx ôxôy
Ô2W
ÔXÔZ = O

ô2w
--=0
ôyôx
ôw Ô2W
--= -cosy
ôy Ôy2

Ô2W
-=0
ÔYÔZ

ôw
ôz

No ponto A ==>
ô2w 1T ô2w
===> - = -sen-= -1· - = -cosO = -1·
ax2 2 ' ôy2 '

ô2w 1T ô2w ô2w


-=-sen-=-1 e ôxôy = O; ôxôz = O
ôz2 . 2
ô2w
--=0
ôyôz

-1
H1,A = 1-11 = -1 < O; H2,A = [ O
O] = 1 > O;
-1

-1 O

H3,A = [ ~ -1
O
~]=-I<O
-1
No ponto A (;, O, ;) existe máximo local.

PRs x2 - 2y2 - 6x + 4y + Z2 - 2 = O sendo z =1=O.


Solução:

az = O
ax

aF
az
-=--=-
ax 2x - 6
----
x - 3
ax aF 2z
az
aF
az _ ay _ -4y +4 = _ -2y + 2
ay - - aF - - 2z z
az

x-3
---=0==>x-3=0 >x=3
z

_ -2y + 2 = 0==>. -2y + 2 = 0==> y = 1


z
Para x = 3 ey = 1 >
> 32 - 2 • 12 - 6 • 3 + 4 • 1 + Z2 - 2 = O
9 - 2 - 18 + 4 + Z2 - 2 = O
Z2 = 9 ====> Z = ± 3
Ternos 2 pontos críticos:
B (3, 1, - 3)'

Condição suficiente:
Calculemos as derivadas parciais de 2~ ordem em cada um dos pontos.

z - (x - 3)-
az
2
aaxz2 ax
= axa (az)
ax = axa (- x -
z
3) = -
az
a2Z = ~(az) == ~ (_ -2y + 2) == _ -2z - (-2y + 2) ãY
ay2 ay 3y 3y z Z2

a 2Z == ~ ( a z) 2y + 2) =
= ~ (_ ...;. -i. [_(_ 2 + 2) Z-l] ==
3x3y 3x 3y 3x z ax y

= (_ 2y + 2)Z-2 3z
3x

2
=-"9<0 >
2
3

==> No ponto A (3, 1, 3) há sela


No ponto B (3, 1, - 3) >

32z - 3 1 32z 6 2
==> -= --=-" -== --=--
3x2 9 3' 3y2 9 3

32z
--=0
3x3y

2
= --<
9
O ===>

PR6 A tabela abaixo traduz as vendas das lojas A • A nos anos de 1970 a 1974
em bilhões de cruzeiros

t (ano) 1970 1971 1972 1973 1974


Y (venda) 2 2,5 3,1 3,9 4,8
Estime as vendas para 1975.
Solução: Organizemos a tabela tomando 1972 c·omo referência

t (ano) 1970 1971 1972 1973 1974


x -2 -1 O 1 2
Y (venda) 2 2,5 3,1 3,9 4,8

Detterminemos a reta y = ax + b, reta mais ajustada aos pares de pontos


(- 2; 2), (-1; 2,5), (O; 3,1), (1; 3,9) e (2; 4,8)

~
Pontos X·I Yi xi x·y·
I I

1 -2 2 4 -4
2 -1 2,5 1 -2,5
3 O 3,1 O O
4 1 3,9 1 3,9
5 2 4,8 4 9,6
n =5 ~Xi = O ~Yi = 16,3 ~xt = 10 ~xiYi = 7

n n n
a L xl + b L Xi = L XiYi
i=1 i=1 i=1
n
a I Xi + nb = I:fi
i=1

10a = 7 ---> a = 0,7


--> e
{
5b = 16,3 b = 3,26

a reta mais ajustada é y = 0,7 x + 3,26.


O ano de 1975 corresponde a x = 3, então, a estimativa de venda é
y = 0,7 . 3 + 3,26 -->- y = 5,36 bilhões de cruzeiros.

PR7 Determine a equação do plano que passa pelo ponto P(1, 2, 1) e que deter-
mina; com os planos coordenados, o tetraedro de volume mínimo. Deter-
mine este volume.
1
A função é o volume V = 3" Bh,
mas B = i eh = "I.

Então, IV ~ a~r I

A equação do plano ABe é ~a + L(3 + ~ = 1 (equação segmentária)


"I

Como o suporte do plano é o ponto P (1,2,1) =>

Notamos que a função f é V = f(a, (3, "I) e o vínculo é dado pela equação
4(J (a, ~, "I) == O tirada da equação do plano.
Achemos a equação auxiliar v, combinando linearmente f e 4{):

v = -1 aç"l + À (1-a + -2(3 + -1 - 1)


6 "I

av av av
dv = -da
aa
+ -d(3
a(3
+-d"l
a"l

a v 1{3"1
aa 6
_ ~
a2
=o > À =a
2
{3"1
6
CD
a v 1..a"l _ 2À =o > À = a{32"1 f2\
a{3 6 (32 12 \V
2
av 1 a{3 _
a"l 6
~ ==
"12
o ===> À = a{3"1
6
f3\
\.V

1 2 1
vínculo -+-+--
a {3 "I
1=O
121
-+-+--1=0
a 2a a

o volume do tetraedro é V =.l. 3 • 6 . 3 = 9u3


6

e a equação do plano é [ 1- + í+ 1- = 11·


PRs Uma calha deve ser construída com uma chapa de 120 cm de largura. Dá-se
à secção transversal da calha a forma de um trapézio isósceles. Qual deve
ser a largura da base e a inclinação das faces para que a capacidade da calha
seja máxima?
Solução: A função é a capacidade da calha e o vínculo é a largura da
chapa, 120 cm.
A capacidade da calha será máxima se a secção
transversal for máxima

S=x+2z+xw
2
,
y x y
S = (x + z)w

~
···!························r·····
w
I~~: '(I !
I
x
'
!
I
y
x + 2 Y = 120 -->- x + 2Y - 120 = O
'---y---/
largura
Combinemos linearmente f e r.p:
v = xy cos a + y2 sen a cos a + À (x + 2y - 120)
1
v = xy cos a +"2 y2 sen 2 a + À (x + 2y - 120)

av
ax y cos a + À = O CD1
av
ay x cos a +y sen 2 a + 2À = O
~0

av
aa -xysena + y2cos2a = O
~0
~
cos2 a: - sen2 a:

vínculo x + 2 y - 120 = O 0
Da CD ====>: À = - y cos a.
Substituindo na equação @ > x cos a + 2 y sen a cos a - 2y cos a =

= O. Dividindo por cos a (possível porque a =1= ; --> cos a =1=0)


resulta

sen a = ----
-x + 2y =>
2y

e cos2a = 1 - (2Y 2~ X)2


Substituindo na equação ® ====>
=> -x -x 2: 2Y) + 1- eY2~ x)' - (2Y2~ xJ] =
y( y2 [

= O >
__
->
- • x2 - 2xy +
2 Y
2 [1 _ 4 y2 - 44xy 2
+ x2 _
y
_ 4 y2 - 4 xy + x2 ] = O ==>_
4y2
x2-2xy+ 2[4y2_8y2+8XY-2X2]_0
--> y - -->
2 4y2
x2 - 2xy _2y2 + 4xy - x2
> 2 + 2 =0 >

> 2xy - 2y2 = O >

-->x-y=O >jx yl
Substituindo na equação 0
====> X + 2x - 120 = O >3x
= 120 ==> x = 40 cm e y = 40 cm.

sen a = _-_x_+_2y- > sen a = _-_4_0_+_80_= l =='> a = 30°


2y 80 2
Logo, as dimensões da calha de volume máximo
são x = Y = 40 cm e a inclinação das faces, a = 30° .

PR9 Inscreva em um círculo de raio R, o triângulo de área máxima.


Solução: A função é a área, A = A1 + A2 + A3 e o vínculo o raio dado R.

b a a
Do ABDO==> 2 = R sen"2 e h = R cos 2'
r A ,

R2 a: a: R2
> A3 = 2" 2 sen 2" cos "2 -->- A3 =""2 sen a:

De modo análogo, tiramos AI = ~2 sen {3e A:! = ~2 sen "I. Logo a função
área nos é dada por

R2
A ="2 (sena: + sen{3+ sen r)

A equação do vínculo é, a: + {3+ r = 2 1f e a equação auxiliar, v -


2
R
= 2" (sen a: + sen {3+ sen r) + À (a: + {3+ r - 2 1f).
Montemos o sistema resolutivo

õv R2 R2 cosa:
- -cosa:
õo: 2
+ À = O > -À =-
2
Q)
õv R2 R2
õ{3 2" cos{3+ À = O > - À = 2 cos{3 0
õv R2 R2
õr
-cos
2
r + À = o > -À = -cosr
2 ®
vínculo o:+{3+r-21f=O 0
Notamos a igualdade Q) = Q) = ® = - À. Então,

R2 R2 R2
"2 cosa: = 2" cos{3= 2" cosr >

Da 0) > 3 a: = 2 1f> a: = 2
3
1f e o lado do triângulo Q =R fi.
2
R
De A = 2" (sen a: + sen {3+ senr) resulta,
V3
0--

PR 10 Estudemos os máximos e os mínimos da função z = x3 + xy2, com xy = 1.


Sqlução: A função é

z = x3 + xy2
Do vínculo

1
xy = 1 => Y =-
X

1
-->
x2
1
--> z = x3 + -x função da única variável x

Neste caso aplicamos o método estudado no Volu~e L

ª
Derivada 1 ==>' dz = 3 x2 __ 1_
dx ,x2

2 1
3x --= O
x2

3 x4 - 1 = O > x = ± _1_
V3
Temos 2 pontos críticos.
Determinemos a derivada 2ª

1
Experimentemos na derivada 2ª os valores de x: para x = -- =>
V3
d2z 6 2 1 . , .
--> -2 = -4- + -4-- > O, portanto, para x = -4- eXiste mlnImO
dx V3 V33 yr3
d2z 6
para x = - --===> -
1
= - --- --2 < O, portanto, para x =
V3 dx 2
V3 W
=- ~ existe máximo local.
yr3

para x = --1 ===>Z = -- 1 +4M"


v.;) ->
V3 . W
1+3 ~
> tr27=='>~
1 1
para x =- --===> Z = - ---
~ W
- V"J--+'M =- ~ I

Estude quanto ao máximo ou mínimo as funções:

PP1 z = x2 + y3 - 4x - 12y + 6
Resp.: P (2, 2, - 14) mínimo local
P (2, - 2, 18) ponto de sela

PP2 Z = x2 - y4 - 6x + 4y - 1
Resp.: P (3, 1, - 7) ponto de sela

1 8
z=xy----
x y

Resp.: P (- ;, -4, 6)
8 8
z=xy+-+-
x y
Resp.: P (2, 2, 12) mínimo local
x2 y2 Z2 xy 3
PPs w=""2+2+2"-2""+2"x-z

Resp.: P0(- 2, - 1, 1) ponto crítico


- 2 valor mínimo da função

PP6 x2 - y2 - 2x + 4y + Z - 2 = O
Resp.: Ps (l, 2, - 1) ponto de sela

PP7 xt2 - y2 - 2x + 4y + Z3 + 5 = O
Resp.: Ps (l' 2, - 2) ponto de sela

PPs w = senx + seny + sen z na região D = {(x, y, z) E R31 x, y, z E ]0, 1T[}

Resp.: P (;, ;, ;) m~mo local e Wmáx = 3

PP9 x3 - y2 - 3x + 4y + Z2 + z - 8 =O
Resp.: (1, 2, 2) ponto de sela, (1, 2, - 3) ponto de sela;
(- 1, 2, - 2) máximo local e (- 1, 2, 1) mínimo local

PP10 Z = 6X3y2, - X4 2
y - X3 3y , D = {(x, y, z) E R~J
Resp.: (3, 2, 108) ponto de máximo local.'

PPn 2x3 + y3 - 3x2 - 3y - z +1 = O


Resp.: em (O, 1) há sela; (O, -1) máximo local;
em (1, 1) há mínimo local e em (1, - 1) há sela

PP12 Determine a equação da reta que mais se ajusta aos pontos A (-4, 1),
B (- 3,2), C (- 2,2), D (0,3), E (1, 3) e F(2, 4).
Resp.: y = 0,43 x + 2,93

1977 - 1,8
1978 - 2,3
1979 - 2,3
1980 - 2,9
Qual a estima.tiva de faturamento em 1981?
Resp.: 3.15 !:ilhões de Cr$, aproximadamente
PP14 Determine o máximo e o mínimo da função z = 2x + y sobre o círculo
x2 + y2 = s.
Resp.: No ponto (2, 1) a função z assume o valor máximo 5 e
no ponto (-2, -1) ela assume o valor mínimo -S

PP IS Estude quanto ao máximo e ao mínimo a função z = xy havendo entre


x e y a restrição x + 4y - 8 = O.
Resp.: No ponto (4, 1) a função z assume o valor máximo absoluto 4.

PP16 Dentre os triângulos que têm o mesmo perímetro, qual o de área mínima?

Resp.: O triângulo é equilátero de lado x = 2:

PP17 Calcule as dimensões do paralelepípedo retângulo de volume máximo que


2 2 2
se pode inscrever no elipsóide de equação x 2 + ~ + z 2 = 1.
a b c
,< 2a 2b 2c , 8 abc
Resp.'i$x = -y'3-3; Y = -y'3-3 e z = -y'3-3 e o volume e -3-y-f-3-

PP18 Ache o plano que passa pelo ponto P(3, -4,1) e forma com os três planos
coordenados o tetraedro de volume mínimo.
Resp.: 4x - 3y + 12z - 36 =O
fi
DERIVADAS DIRECI8NAIS

É na palma de espinhos que o Céu instala as


rosas.

Sejam a função z = f(x, y), diferenciável numa região D C R2, e o ponto


P(a, b) E D. Consideremos a direção orientada no plano 1T, definida pelo vetor
unitário tt, de ângulos diretores a e {3. Portanto, 11 = 1
cos a + cos {3.1
Tomemos o ponto Q (a + ~x, b + ~y) E D, próximo de P e tal, que o
~ ~ ~
vetor PQ tenha a mesma direção e sentido do vetor u. Então, u é versor do
~
vetor PQ.
O acréscimo da função f, quando passamos de P para Q, é
~z = f(a + ~x, y + ~y) - f(a, b)
I::::.z = :~ (P) I::::.x + :~ (P) I::::.y + 1hl::::.x + 112l::::.y CD
onde 111 ) Oe 1"/2 ) O quando I::::.s ) O.
Dividamos a CD por I::::. s =>

__ > I::::.z = aI (P\ I::::.x + aI (P\ I::::.y + I::::.x + .&.y f2\


I::::.s ax ) I::::.s ay ) I::::.s 111 I::::.s 1"/2 I::::.s \.::.J

I::::. x Lly
PRQ - > I::::.s = cos a -I::::.s
= cos[3

Substitum'do estes valores na 0 ==>


I::::.z aI aI
> I::::.s= ax (P) cos a + ay (P) cos [3 + 111COS a + 112 COS [3

e 1im ~z = lim (aaIX (P) cosoa + aal (P) cos [3 + 111 cos a + 112 COS [3\
M~O uS M~O Y ,j, ,j, ')
O O

o liro ~z quando existir e for tinito será chamado derivada da função I, no


Lis~O uS

pontoP, na direção do vetor z: e a indicaremos pelo símbolo a~ (P).


au
Assim:

a~ (P) = aal (P) cos a + aal (P) cos [3 0


au x y

Exemplo: Determine a derivada de z


-+ -+ -+
= Qn ; no ponto p(;. - ~), na
direção v = 3 i - 4 j .
Solução: Preparemos a função: F.P: z = Qn x - Qny
af (P) = 2
ax
No ponto p(;, - ;) ==>.
af (p) = 3
ay
Por outro lado o versor lt é a razão do vetor -; pelo seu módulo (ver
Vetores e Geometria Analítica de Righetto, A.).
Então,

~ -: (3,-4) (3 4)
u = '-:1
= v' 9 + 16 = \5' -"5 ==>'

3
> cosa =5" e cos {3= -- 45

Aplicando a defmição de a~ (P) ===='>


au

Para defmirmos o gradiente, divergente e o rotacional, usaremos o operador

~\l=i~a~a
-+j -+k-
~a
ax ay az

01 GRADIENTE: Consideremos a função w = f (x, y, z), definida e contínua na


região S. Admitindo, portanto, derivadas parciais de 1 ª ordem em S:
af af df
ax' ay e azo
-;:Z af ~ af ~ af ~
O vetor V f(P) = ax (P) i + ay (P) j + ay (P) k, cujas coorde-
ª
nadas são as derivadas parciais de 1 ordem da função no ponto origem do
vetor, é chamado gradiente da função f no ponto P. .
ai (P) = ai (P) cos a + ai cos J3
alt ax ay

e sendo o versor 1J' = (cos a, cos 11), poderemos imaginar ai (P) como
. alr
produto escalar do versor ,; pelo vetor V f(P) = [~~ (P), ~: (P)]. De fato,

:f (P) = (1~~(P) + 1:: (P») X (1cos" + 1cos (3) -->

==> a! (P) = aai (P) cos a + af (P) cos J3


au x ay
o que concorda com 0.
Lembrete: "O produto escalar de dois vetores é a soma dos produtos das
coordenadas homônimas."

a~ (P) = Vf(P) X Z!
au
~
A derivada direcional é o produto escalar do vetor gradiente pelo vetor u.
Exemplo: Determine o gradiente e a derivada direcional de z =
= x3 - 2x2y + xy2 - 2y3 + 1 no ponto (1, O) e na direção da reta
tangente à circunferência x2 + y2 = 4 no ponto (l, ~).
Solzlção:

:~ = 3x
2
- 4xy + y2

Z C ai = _ 2x2 +
ay
2xy _ 6y2
No ponto P (1, O) estas derivadas assumem os valores:

af (p) = 3 • 12 - 4 • 1
ax
C af
ay (P) = - 2 • 12 + 2 • 1 • O - 6 • 02 = - 2

'::t -+ -+ -+
Logo, vf(P) = 3i - 2j ou Vf(P) = (3, -2).
2~) Determinação de lt
O vetar lt é o versar do veter diretor V
da reta (t), tangente à circun-
ferência x2 + y2 = 4, no ponto (1, y'3). A reta (t) Ax + Ry + C = O, ~
tem por vetar normal um vetar paralelo ao vetar OT = T - O =
= (1, y3)- (O, O).
~
OT = (1, y3)
-+ ---+ -+
Podemos tomar o vetar normal n
-+
= OT = (1, y'3) e como n =
= (A, R) ==> V = (-R, A) = (- y'3", 1)
-+
lt=~=(-y'3,I)=(_y'3"
IVi ..J 3 + 1 2 ' 2
1-)
-+ -+ -7 -+ y'3" -7 1 -7. af
Com V f(P) = 3 i - 2] e u = - 2 1 + 2 ] , tIramos -+ (P) =
au
= (3 - 2) X (_ v'3 ~) = - 3 y'3 _ 2= _ 3 y'3" + 2
, 2 ' 2 222

af (P) = _ 3 ..J3 + 2
alt 2
~ ~ ~ ~
DIVERGENTE: Consideremos o vetor A = AI i + A2j + A3k. O produto
~ ~ ~
escalar do vetor operador \J pelo vetor A é chamado divergente do vetor A.
Assim:

div A
~ = ~\J X A~ = (~a ~a ~ a) ~ ~ ~
i ax + j ay + k az x (A i + A2i + A3k) I =

aA I aA2 aA3
=-+-+-
ax ay az

~ ~ ~ ~.
03 ROTACIONAL: Consideremos o vetor A = AI i + A2i + A3k. O produto
vetorial do vetor operador
~
V pelo vetor à é chamado de ROTACIONAL
~
DO VETOR A. Assim

-7 ~ ~
1 i k
~
Rot A =
~
A A
~
= -ax
a -
ay
a - -
az
a CA.ay _ àAaz )! + 2

AI A2 A3

+ (aAI _ aA3) "7 + (aA2 _ aA k I)


az ax] ax ay

-7 ~ ~
1 i k

9AÃ -a a -a _ a (xz) -7 a (X2z2y) ~


0 =
ax -
ay az - ay 1 + ax k +
2xy x2z2y XZ

a (2xy) -7 a (2xy) ~k a 2 2
(X Z Y)-7 a (xz) 7' _- 2 2 ~k
+ ~~-]
az -
ay - ---1
az - --I
ax xzy -
~ ~ ~ ~ ~ ~
- 2xk - 2x2zyi - zj = - 2x2zyi - zi + (2xz2y - 2x)k
~ ~
Consideremos F, G, A e B tendo derivadas primeiras contínuas, então:

9(F + G) = 9F + 9G
~ ~~ ';::t~~~
V X (A + B) = v X A + V X B
~~~ ';::t~~~
V A (A + B) = V AA + V AB
I
~ ~ ';:7; ~ ~ ~
V X (FA) = (vF) X A + F(VX A)
~ ~ ';:7; ~ ~ ~
V A (FA) = (v F) A A + F (V A A)
-+ ~ ~ ~ ';:7; ~ ~ ~ ~
V X (A A B) = B X (v A A) - A X (V A B)

~ ~ ~
® V A (VF) = O
-+ ~ -+
® VX(VAA)=O
-+ ~ ~ ::%~ -+ ~~
@ VA (VA A) = v(VX A) - V2A

6.2.3 - INTERPRETAÇÃO FíSICA.

Consideremos dois tipos de funções em um domínio S no espaço


tridimensional :
i) as funções escalares F (x, y, z);
ti) as funções vetoriais = f(x, y, z) t l' + g (x, y, z) 7 + h (x, y, z) k.
Estas funções em física são chamadas de campos: campos escalares ou vetoriais.
Estes campos aparecem em várias aplicações. No movimento de um fluido, os
vetares velocidade dos pontos formàID um campo vetorial enquanto que a t,
temperatura forma um campo escalar F.
-+
Através de um campo escalar F, podemos obter um campo vetorial V F
(vetar gradiente de F). Este campo recebe o nome de campo gradiente. Um outro
campo vetorial é o formado pelo rotacional de ;. Podemos imaginá-Io
como medindo a extensão em que um movimento é como uma rotação
em torno de um eixo préfixado. Se rot -; = o movimento diz-se irrotacional. O,
Já o divergente de t é uma função escalar ou um campo escalar construído a
partir de 1". Em um campo de velocidades -:, div -: mede, por exemplo, o
quanto um certo fluido se expande. Quando div -: = O, tal fluido diz-se incom-
pressível e o campo vetorial 1" diz-se solenoidal.

A função z = I (x, y) foi suposta diferenciável na região D C R2, o que


nos induz a considerar o seu gradiente defmido em cada ponto de D.

Desta forma, temos na região D, um campo vetorial, pois associado a cada


-+
ponto P E D, existe um vetor \l I (P).
-+ -+
Seja I{) o ângulo que o gradiente \lI (P) forma com o vetor u . Recordemos,
através da definição de produto escalar de 2 vetores, que a~ (P) = ~I (P) X t =
au
-+ -+ -+ a/-+
= I\lI (p)1 lu I cos I{) e como lu I = 1 > --:; (P) = 1\lI(P)1 cos I{) •

au
Resultado que nos mostra ser a derivada de I, no ponto P, na direção do
vetor Z:, a projeção do gradiente de I em P sobre a direção de t.
Se fixarmos o ponto P e fizermos variar z: = (cos 0:, COS (3) (variando 0:),

a derivada direcional a~ (P) variará, atingindo:


au
-+
19) Seu máximo valor, quando u tiver a direção e o sentido do gradiente, pois,
= O e cos O = 1, valor máximo do co-seno
"P

===>. a~ (P) = I~ I (P)I cos O ==.> ~I (P) = I~I (P)I


au aUmáx
Fig.6.4.

2.) Seu mínimo valor, quando z: tiver a mesma direção, porém, sentido contrário
ao do gradiente, pois, 'P = 1r ecos 1r = - 1, valor mínimo do co-seno.

-+
a~ (P) = I"vf (P)\ cos 1r ===> (P) = -1V'f(P)1
au

Fig.6.5.

39) O valor zero, quando 11' tiver direção perpendicular à direção do gradiente,
. 1r
pOIS, 'P = 2" ecos 2"1r = O,

-
ar (P) = lV'f(P)\
-+ 1r
cos - ===>
ar
- (P) = O
aZ: 2 aZ:

para 'P = O > af (P) = IVf(P)1 = derivada direcional máxima


aZ:
para l() = 1r ==> ar (P) = -IVf(P)1 = derivada direcional mínima
aZ:
para l() =!!.. > _a r_ (P) = O
2 aZ:
Exemplo: Determine o valor máximo da derivada direcional da função
2
Z
n x
= x'n y' no ponto
(
2'1 - 3"
1)
e em que d"lIeçao
_ .
Isto acontece.

Solução: Vimos que

~f (P) = IVf(P)\
aUmáx

Determinemos, pois, o gradiente e em seguida seu módulo.


Preparemos a função: z = 2 Qn x - Qn y

af (p) =1..= 4
ax 1

No ponto p(;, - ;) ----> 2

af -1
ay (P) =_ 1 = 3
3

====>: Vf(P) = 41 +3 r ==.> IVf(P)1 = v' 4 2


+ 32 = 5

af
~
= 5
aumáx

Vejamos em que direção a derivada atinge seu valor máximo. Nestas con-
dições, z: tem a mesma direção e o mesmo sentido de V f (P), então, ,; =
(4 3)
Vf(P}
= IVf(P)1 =>
~
u = -5- = (45' '3)
5 ==> cosa
4
="5 e sena =
3
5' por-

tanto,

A velocidade atinge o valor máximo na direção a = arc tg ~ .


Chama-se curva de nível ou de contorno de uma função ao lugar geométrico
dos pontos nas quais a função I tem valor constante.

as equações paramétricas da curva C3, nas proximidades de Po (a, b). Destas


considerações ====>
===> I (fI (8), /2 (8)] =C

===> ai dx + ai dy = o
ax dO ay dO
===> (:~ (P), :; (P~ x ,(f~(00), h (00»" = o
v
, --_/-+
-. V'". U = vetor tangen te
V f (P) =õ gradiente à curva de
nível no pontoPo

Como o produto escalar dos 2 vetores, V[(P) e lt, é nulo, concluímos que o
vetor gradiente de t' é normal à curva de nível desta função que passa por Po.
"Na direção das curvas de nível a derivada direcional em qualquer ponto é
nula."

6.5-FUNÇOES DE TReS VARIAvEIS- DERIVADA DIRECIONAL

Tudo que foi estudado sobre derivada direcional para funções de duas
variáveis se estende para funções de mais de duas variáveis.
Sejam w = [(x, y, z), função diferenciável na região S C R3, e o vetor uni-
tário lt = (cos a, cos (3, cos ')').

A derivada direcional de f no ponto P e na direção do vetor z: é:


a[ (p):: aa[ (P) cos a + aa[ (P) cos (3 + aa[ (P) cos ')'
ar: x y z

ou a~ (p) = V[(p) x z:
au
Exemplo: Sendo V = X2 + y2 - 2z2 a função potencial de um certo campo
eletrostático, determine a intensidade do campo no ponto ~, 1, ~).
~ ~
Solução: A intensidade do campo é o módulo do gradiente, logo IE I = I'VV (P) I

oV
-=2x
ox
oV - 2
oy - y

av
-= -4z
oz
a V (P) = 2
ox
No ponto (1, 1, ~) ==> a V (P) = 2
oy
a v (P) = -1
oz '

~ ~ -;;. -;;. ~
E = 'VV (P) = 2 1 + 2] - k
~ ~
e IE I = I 'VV (P)I = ~ 4 +4 + 1 = 3u

~ ~ ~ ~
Se if> = xy3z4 e A = xzi - y3xj + 3xy2zk; calcular:
~ ~
a) 'Vl/J; d) div (l/JA );
~ ~ ~
b) 'VX A; e) rot (l/JA)
~ ~
c) 'V 1\ A;
Solução:

~ oA. ~ oA. ~ ol/J ~ 4~ 2 4~ 3 3~


a)'Vl/J=-'I-' i +_'1-'j +-k =y3z i +3xyzj +4xyzk;
ox oy õz
= a (xz) + a (- y3X) + a (3xy2Z) =
ax ay az
= z - 3 y2x + 3 xy2
-+ -+ -+
i j k

~ 1\1 = axa a -a
c) -
ay az- -
xz _y3x 3xy2z

_ a (3xy2Z) "7 a (- y3X) -+ a (xz) "7 a (xz) -+ a (- y3X) "7


- ay 1 + ax k + az J - ay k - az l'

a (3xy2Z) -+ -+ ~ -+ -+
- 'ax i = 6xyzi - y3k + xi - 3y2zi =
-+ -+-+
= 6xyzi + (x - 3y2Z)i - y3k;

d) div(epA) = vx(ep1) = (1 aa x
+7 :y + k :z) x
-+ -+ -+
X [xy3z4 (xzi - y3xj + 3 xy2zk)] =
= (1~ax + 7 1.-
ay + k ~)
az x (X2y3 5 z7 - X2y6 4 z 7 +
-+
+ 3X2y5z5k) =
= a (X2y3Z5) + a (_X2y6Z4) + a (3X2y5Z5) =
ax ay az
= 2xy3z5 _ 6X2y5t4 + 15x2y5z4
-+ -+ -+
e) rot (epA) = \J 1\ (epA) =
-+ a -+ a -+ a\ -+ -+
ax + i -ay + k -)az y6z4i +
2
= (i - 1\ (X y3z5i - X
2

-+ -+ -+
i i k

+ 3X2y5zsk)
-+
= -a -a a
- -
ax ay az
X2y3z5 _X2y6z4 3X2y5z5
~ ~ ~ ~
= 15x2y4z5i - 2Xy6Z4k + 5x'y3z4j _ 3X2y2Z5k +
~ ~ ~
+ 4X2y6z3 i - 6xy5z5 j = (15 X2y4z5 + 4X2y6Z3) i +
~ ~
+ (5x2y3z4 _ 6xy5Z5)j - (2xy6z4 + 3X2y2Z5)k

~~~ ~ ~ ~ ~
PR2 Prove que 'VX( 'V 1\ A) = O onde A = Ali + A2j + A3k.
Prova:
~ ~
Calculemos primeiramente 'V 1\ A
~
k
a aA3 ~ aA2 ~ aAl ~
=-i +-k+-j
az ay ax az
A3

PR3 Determine o gradiente da função z = V x2 + y2 no ponto P (- 1, O).


~ af ~ af ~
Solução: O 'Vf(P) = ax (P) i + ay (P) j .
Determinemos, pois, as derivadas parciais de f no ponto P.
z C ai =
ax

ai =
2 .J
1
x2

1
+ y2
2x

2y
=

=
.J x2
x

Y
+ y2

ay 2 .Jx2 + y2 .Jx2 + y2

No ponto P(-I, O) =
="> C -ax
af

af
-1
(P) = v' 1 +

O
o = - 1

. ay (P) =1" = O

~ ~
Então: 'Vf(P) = (-1, O) =- i.

Determine a derivada direcional da função z = eX cos y, no ponto P (O, O)


e na direção em que faz com o eixo dos x um ângulo de 600•
~
Solução: O vetor diretor V faz com Ox o ângulo
0
de 60 , então:
a = 60 0

0
{3 = 30

Logo, ~u = (
cos a, cos (3) = (cos 60 o , cos 30 o ) =
17+V37
="21 2}'
Determinemos o vetor gradiente:

af = eX cosy

z = eX cosy
C ax
af
ay = _ex seny

ai (P) = eO cos O = 1

C
ax
No ponto P (O, O) >
af (P) = - eO sen O = O
ay
~
Então: 'Vf (P) = (1, O).
Como

af (P) = Vf(P) X 11 ==>


ait
> lL
-+
(P) = (1 O) X
'
(lv'3)
2' 2
= 1 • 1..+
2
O • ..;3
2
au

2
Determine a derivada direcional da função z = 1'_ no ponto (1, ~) da
x
elipse 2x2 + y2 = 4 e na direção da normal a esta elipse no mesmo ponto.
Solução: Representemos graficamente a elipse.

-+
Vr = (ir, gr) = (-B, A)

Procuremos
ar-+ (P) = -+'\Jf (P) X -+u. Calculemos o gradiente:
au

No ponto P (l, ..;2) ==> C af


-=--=-2
ax
af
ay
1

= 2
2

..j2 =
1
2 fi
-+
Então: '\Jf(P) = (- 2, 2 vI2).
-+
OdO - -+ V
De t enmnemos a ueçao u = -::;-.
Ivl
~
o vetor V, diretor da normal (n), é igual ao vetor normal da reta tangente

(t): V= ~t) = (A, B) = (gt, - ft). A dec1ividade da reta (t) é yp = ~;.


Da equação 2x2 + y2 = 4 > y = vi 4 - 2x2 e y' = /' -/~ .
/
YV'4 - 2x2
. r;;
No ponto P(1, v 2) =--=-----> yp
,
= -2 . 1
-~-------= - -
2 V2
= --
gt
=-
"';4-2 y'2 -1 [t"
Logo,
~ ~
V = nt = (gt, - [t) = (..;2, 1)

a[ (p) = O
aít
PR6 Determine a derivada direcional da função z = sen (2x - y), no ponto
p(;, 1f) e na direção do vetor AB, sendo A(5, 1) e B(2, -3).

Solução: Sabemos que a[ (p) = ~f(P) X ít, então, determinemos os dois


aít
vetores.
~
1. Determinação de 'iJ [(P)

a[ = 2cos(2x - y)
z = sen (2 x - y)
C ax
a[
ay
= _ cos (2 x - y)

a[ (P) = 2 COS (1f - 1f) = 2


No ponto p(;, ,,) >
[
ax
a[
ay (P) = _ cos (7T - 1f) = - 1
2. Determinação de lt
~
~ AB ~
u = ~, mas AB = B - A = (2, -3) - (5,1) = (-3, -4).
IABI

:~ (1') = (2, -1) X (- ~, - :)= -~ +: = -;


-
af (P) =--
2
alt 5

PR7 Calcule a derivada direcional máxima da função z ,= v' x 2 - y2 no ponto


(5, 4) e a direção em que ela acontece.
Solução: Como vimos:

~
af (p) = l~f(P)1
aUmáx

af 2x
z [ ax = 2 v' x2 - y2

af -2y
ay = 2 v' x"2 - y2

No ponto P (5, 4) =
=> C af
ax = '1'25
af _
5
- 16
-4
=3
5

-.i.
ay - y'25- _ 16 - - 3
~ 57 47 IVf(P)1 = )25 + 16= v'4i
V I (P) = - l - - J
3 3 993

aI (P) = y'4T
~ 3
aUmáx

Achemos a direção do vetor II

4
sen a cos {3 0IT =_~
tg a = cos a = cos a = 5 5
0IT

PRs Dados A (1, - ~) e B (- ~, ~) e a função z = Qn ~, determine o ângulo


~ ~
formado pelos vetores VI (A) e VI (B).
Solução: Achemos cada vetor, preparando a função z --> z = Qnx - Qny.
~
1. Determinação de VI (A)

z [:~ =~
aI 1
ay = - y

Por definição, Vf(A) = G (A), - ~ (A~ ===> V/(A) = (1, 2)


~
2. Determinação de VI (B)
As funções derivadas parciais são as mesmas, porém, ~I (B) = - 2 e
dx
aI (B)
ay = -4.
Logo, I (B) = (- 2, - 4).
~ ~
3. O ângulo () dos 2 vetores nos é dado por cos () = ,:f(A) X
---r--- ~f(B).
---r--
I \7f(A)1
l\7f(B)1
(o co-seno do ângulo de 2 vetores é o produto escalar de seus versores).
Substituindo, vem

cos () = (l, 2) X (- 2, - 4) =- 2 - 8 = _ .!Q = _ 1


v' 1 + 4 v' 4 + 16 y'1õO 10
() = arc cos (- 1)

PR9 Calcule a derivada direcional da função z = x4 - 2 X2y2 - y3 + 4 xy - 2,


no ponto (O, - 2) e na direção perpendicular à direção da reta
3x + 4y - 12 = O.

Solução: Da definição de derivada direcional =--=----> af (P) = ~ f (P) X 11.


a11
Determinemos os dois vetores.

~ af ~ af f ~
1. Determinação de \7f (P) = ax (P) i + ay (P) j
===> af (P) = 4(-2) = -8 e af (p) = -3(-2)2 = -12
ax ay

I vf (P) = - 8 7' - 12 71
~
2. Determinação de u
~ ~
O vetor u é versor do vetor normal n = (A, B) da reta 3 x +4Y - 12 = O.
~
~ n _ (3,4)
Logo u =- - ---
, lril ~9 + 16

lI=(~±)
5' 5

3. Determinação de af (P)
alI
af (P) = (-8 -12) X (~ 4) = _ 24 _ 48 = _ 72
~ , 5' 5 5 5 5
au
af (p) =_ 72
alt 5

PR 10 Determine a derivada direcional mínima da função z = ..j x2 + y2, no


ponto P (- 4, - 3) e a direção em que isto acontece.

Solução: ~ (p) = -IVf(P)1 e 'P = Tr.


aUmín
Pois bem: Da função z = ..j x2 + y2 ====>_
af _ 2x af _ 4
ax - 2 ~ x2 + y2 [ ax (p) - - 5
-->z =>
[ af 2y af 3
ay = 2 ~ x2 + y2 ay (p) = -5
~
===> -1\7f(P)1 = -
)16-25 + -259 = -1 ==> ~ (P) = -1
aUmín

A direção do vetor lf é a mesma do vetor f (P), apenas com sentido V


contrário. Como nos interessa a direção, podemos tirá-Ia de que, neste zr,
~
caso, nos é dada por lf = ~f(P).
l\7f(P)1
Assim '

cosa = -- 45
>
3
sen a = --
5

tg a = -~- = ~ ====> I Q = are tg tI


5

PR 11 Determine a derivada direcional mínima da função w = sen (2 x - y) +


+ cos(x + z) + tg(y - 2z), no ponto p(;, o) 7T, e a direção em que
sua derivada, neste ponto, se torna máxima.
~ ,

Solução: Sabemos que af (P) = - I \7f (P)I e derivada máxima ou


~
aUmín
mínima quando lf paralelo ao
determinemos o gradiente:

Vf(P) = af (p)7 + af (p)7 + af (P)k


, ax ay J ax

:~ = 2cos(2x - y) - sen(x + z)

af = -cos(2x -y) + sec2(y - 2z)


ay
:~ = -sen(x + z) - 2sec2(y - 2z)
af (P)
ax = 2 cos O - sen
n
2" =
= 2 - 1 = 1

No ponto P (;, n, 0 --> ;~ (P) = -coso + sec2n =

= - 1 + (- 1)2 = O

af (P) = _ sen ~ _ 2 sec2 n .


az 2
=-1-2=-3

~\lf(P) = (1, O,-3) ===.> --~


af (P) =
~
-1\7f(P)1 =
aUmín

=-v'1+0+9=-v'TQ

af (P) = _ y'iO
~
aUmín

~
Determinemos a direção determinando U que tem a mesma direção do
gradiente, portanto, ser o seu versor.

~f(P) = (1, O, -3) = (v'lO,O, _ 3 v'lO\=>


l~f(P)1 y"TIf 10 10 ")

cos a = v'lO
10
====> cos f3 = O
-3y'1O
cos'Y =
10

PR 12 Calcule a derivada da função w =


---+
.J x2 + y2 + Z2 no ponto P (- 2, 2, - 1)
e na direção do vetor AB, sendo A (1, - 2,1) e B (2, O, -1).
af -+ ~
Solução: - (P) = \lf (P) X u.
alf
~
1. Determinação de \l f (P)
af 2x
ax = 2 ~~X-2-+-y-2-+-Z-2

af _ 2y
ay - 2 ~-X-2 -+-y-2-+-Z-2

af _ 2z
az - 2 "';-x--2+-y-2-+-Z-2

af -2 2
ax (P) = ...;4 + 4 + 1 - --3

af (P) _ 2 _ 2
ay -...; 4 + 4 + 1 3

af -1 1
- (P) - ----- -
az - y-4-+-4-+-1 3

2. Determinação de z:
~
~ _ AB _ B - A _ (1, 2, - 2) _ (1 2 2\
u - IÃÊI - L4B1 - -J 1 + 4 + 4 - \3' 3"' - 3)

3. Determinação de aI (P)
aZ:
aI (P) = (_ ~ ~ _.l) x (1. 2 _ 2),= _ 2 + i + ~ =
au~ 3' 3' 3 3' 3' 3 9 9 9

PR13 Calcule a derivada da função w = xy + yz + zx, no ponto (1, - 2, 1), na


direção cujos parâmetros diretores são 4, - 4 e 2.

Solução: -
aI (P) = ~'iJ I (p) x ~
u.
alt
-7
1. Determinação de \J f (P)

af = y +z
ax
af -
-=x+z
ay
ai = y + x
az

~~ (P) =,-1

ai (PJ = 2
ay

ai
07.
(P) = -1

[Vf(P) = (-I, 2,-1) I


2. Determinação de Lt = (cos a, cos (3, cos 1)
São dados os parâmetros diretores, portanto

442
cos a = -..=-..=-..=-..=-..=-..=--=--=--== =- =-
VI6+J6+4 6 3

221
cos 1 = -Y-I-6-+-16 +4 = 6" = "3
3. Determinação de aI (P)
aLt

:i (P) =- 1 ' ; + 2 (- t) - 1 • += - ; - ~ - t
aI
II -(P)
a~
I U
= --I 7 I
3
3 -+ -+ -+ -+ -+-~
e A = x2zi - y2 j + 3x2y2k achar: (a) vep; (b) vXA;
-')o.

Se ep = X3y2z
-+ -+ -+ -+
(c) V 1\ A; (d) div (epA); (e) rot (epA ), todos no ponto P 1,1,1).
-+ -+ -+
Resps.: a) 3 i + 2j + 3k; d) 1.0;
-+ -+ -+
b) O; e) 15 i --. 11 j - 5k
c )6~ l -
5~J;
J
-+ -+ -+ -+
PP2 Sendo ep = x2y + yz2 + zxy e A = xy2 i + yzj + z2xk, calcular:
-+ -+ -+ -+ -+ -+
(a)AX vep; (b) epvX A; (c) (vep) 1\ A no ponto P(1, 2,1).
-+ -+
Resps.: a) 36 c) - 9 i + 18 j
b) 42
-+ -+ -+ -+ -+
PP3 Sendo A = 3x2zi - y2zj + (x2 + z) k, calcule rot [rot (A)].
-+
Respr: (6x + 2 - 2y) k.
-+ -+ ~
PP 4 Prove que V 1\ (v F) = O.
-+ -+ -+ -+ -+ -+ -+
PP 5 Prove que v X (A + B) = v XA + \l X B.

PP6
-+
Prove que \l2F = -
a2F +-
a2F +-.
a2F
ax2 ay2 az2
x + vx2 + y2
PP7 Determine a derivada de z =. Qn ---~-_-_--=-...:=--= no ponto (3,4) e na
-+
x - .J x2 + y2

direção do vetor AB, com A (3, 2) e B (7, -1).


1
Resp.: ai (P) = 2
aZ:
PPs Ache a derivada direcional da função z = 4x2 + 9 y2 no ponto P (2, 1) e
na direção da reta normal à circunferência x2 + y2 = 25 no ponto (- 3,4).

ai (P) = 24
alr 5

PP9 Ache a derivada direcional da função z = Qn (x2 + y2) no ponto P (1, 1)


-+ -+ -+
e na direção do vetor v = 2 i + 3 j .

Resp.:
ai (P)
- =--
5
aZ: VIT
pp 10 Mostre que as derivadas direcionais da função z = r (x, y), no ponto gené-
rico P (x, y) e nas direções dos vetores
-* -*
i e j são, respectivamente, ar (P)
ar ax
e ay (P).

PPu Calcule a derivada direcional da função z = x2 + xy + y2 no ponto


P (3, 2 y'3), na direção da tangente à parábola y2 = 4x, naquele ponto.

Resp.: ar (P) = 5 .J3 + 92


al!
PR 12 Dada a função z = Qn .J x 2 + y2, calcule a r.erivada no ponto P (2, 1),
na direção do vetor
-*
v =
-* -*
5 i + 2j .
12
5 -J29

PP 13 Calcule a derivada direcional maXlma da função w - sen (x + y) +


+ cos (y + z~, no ponto p(;, O, - ~).

V6
Resp.: 2

PP 14 Calcule a derivada de z =
eX y + xeY, no ponto P (O, O) e na direção do
-*
vetor que forma com o vetor i o ângulo de 60°.
I +~
..,
•.. .
PP1S Ache a derivada da função z = e
Qn
(x/y) no ponto P (2, - ~) e na direção
. ~
do vetor AB, onde A (9, - 1) e B (- 3, - 6).
64
Resp.: 13

x + 2y
PP 16 Ache a derivada da função z = 2 2 ' no ponto P (- 1, 1), na
x + y + 1
direção da tangente à curva x2 - 2xy + 2y2 = 5, no ponto dado.
23
9v03
7
INTEGRAIS MÚLTIPLAS

Ofereçamos de nós mesmos a confiança e a


diligência, a concórdia e o serviço e Jesus fará
o resto.

Seja a função z = f (x, y) contínua numa reglao compacta D C R2•


Consideremos o sólido limitado superiormente pela superfície z = f (x, y),
inferiormente pela superfície D C R2 e lateralmente pela superfície cilíndrica
definida pela curva fronteira da região D.
Tracemos planos paralelos ao plano yOz, partindo o intervalo fechado
[a, b] em m partes.
De forma análoga, com planos paralelos ao plano xOz, façamos a partição,
em n partes, do intervalo fechado [C, d].
A região D fica dividida em m X n retângulos elementares. Tomemos o
retângulo elementar de área !:iix!:ijY. Por outro lado, o sólido S fica decomposto
em m X n prismas elementares.
Tomemos o prisma elementar de base !:iix!:ijY, cujo volume é !:i V =
= {(Xi, Yi) !:iix!:ijY.
A soma dos volumes dos m X n prismas elementares será:

n m
.L L {(Xi, Yj) !:iix !:ijY
j=1 i=1

Se existir e for tinito o linúte desta sorna, com m ---) 00 e n ---) 00, ele
será chamado Integral Dupla.

lim
m~oo
n~oo
n
L L {(Xi,
j=1
m

i=1
Yj) !:iix!:ijY = rr
';"'D
zdxdy = (r
c a
zdxdy

N1 Se a função f for a soma de duas funções fI e {2, contínuas na região


compacta D, teremos:

r",J r f(x, y)dxdy = fr (fI (x, y) + f2 (x, y)]dxdy =


D -oID

f t ft(x,y)dxdy +
J -D
t r {2 (x, y)dxdy

ff D
f(x, y)dxdy = fI D
K· {I (x, y)dxdy =

fJ~ f, (x, y)dxdy

N3 Se D = DI U Dz, onde DI e D2 são regiões também compactas, sem pontos


interiores comuns, então:
fL I(x,y)dxdy = ff
DI
f(x, y)dxdy + ff n_
f(x, y)dxdy

Esta consideração se estende à decomposição de D em regiões compactas,


duas a duas, sem pontos interiores comuns.

N4 Se o sólido for limitado superiormente por ZI = fI (x, y) e interiormente


por Z2 = f2 (x, y), calcularemos o volume através de

De fato:
Consideremos o sólido limitado superiormente pela superfície fI (X, y),
inferiormente pela f2 (x, y) e lateralmente pela superfície cilíndrica defi-
nida pela fronteira da região D. Seu volume é a diferença entre os volumes
V1 e V2, onde V1 é limitado superiormente pela superfície fI (X, y) e
inferiormente pela região D e V2, superiormente pela f2 (x, y) e inferior-
mente pela D.

Assim, V, = f L f, (x, y)dxdy e v. = fL I. (x. y)dxdy e conse·

qüentemente V = VI - V2
v = ff D
ff! (x, y) - f2 (X, y)] dxdy

7.1.2 - INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA

Podemos dar à integral dupla uma interessante e importante interpretação


geométrica.

ff D
z dx dy é o volume exato do sólido limitado superiormente
.
pela

superfície z = f(x, y); inferiormente pela superfície D C R2


e lateralmente pela
superfície cilíndrica definida pela curva fronteira da região D.
De fato:

portanto, a integral dupla é o limite de soma dos volumes dos m X n paralele-


pípedos. As áreas dos retângulos bases vão' se diminuindo, tendendo a zero, e
os referidos paralelepípedos vão se tornando mais delgados, e seu número ten-
dendo ao infinito.

7.1.3 - INTEGRAL DUPLA APLICADA AO CÁLCULO DE ÁREA

fJ D
zdxdy = V

z = 1 ====>: Jf D dxdy = AD

Para z = I a integral dupla JJ D dx dy é numericamente igual à área da


região D; pois, como vimos na geometria V = B e h e para h = 1 =:-=> V = B,
isto é, os números que exprimem o volume e a área da base são iguais.

11 1 • 2 .4

xydydx. -

Sqlução: Inicialmente, integramos, a integral interior.

.t,.4 xy dy = x 1.4 [ 2]4


ydy = x ~ 2 = x (8 - 2) = 6 x
.

1 3
~ Calcule f. f. x2ydxdy.
o 1

1= r o f o
1 ~
y\!
1\
-"3)dY =3 ~
26[ 2] 1
o

26 e_=_
[= __ 1 13
3 2 3

rJ· ydxdy
J D -Jx + l'
sendo D a região limitada pelas retas y = O, x = O e x + y - 3 = O.
Solução: Representemos graficamente a região D e determinemos os limites
de integração.
Tomemos o retângulo elementar na posição da figura 7.3.
Nesta posição os limites relativos a y são O e 3 e os relativos a x O e (3 - y)
(de x + y - 3 = O > x = 3 - y).

Então, II ydxdy
D .J x + 1
= r 13-
"0
3
t
Y
ydx @ , dy
.J X. + 1
exterior por ser a

base do retângulo elementar.


Se tomássemos o retângulo elementar com base no eixo Ox, conforme a
figura 7.4, teríamos

fI ydxdy
'" D.Jx+1
= f
o
3 13,-x ydy @
.Jx+l
.. o

d~ 3
y=o

Limites de x: O e 3
Linútes dey: Oe (3 -x) (De x +y - 3 =O >j= 3 -.Y)
1=
r
3 f 3-y
y dxdy-
.0 o Vx + 1

f. 3-y
";x
dx
+ 1-
-
1
3-Y

0
(x .+ 1)-1/2d(x + 1) =
o

= (x--- +11)1/2]3-Y =2V4-y-2


[
2 e

l= ro
(2 v' 4 - Y - 2)y<u> = 2 ro
v' 4 ~ y Y<u> - 2 f
o
'---y--/
3

ydy

19) A = 2 1v o
3

4 - Y ydy

Façamos ..; 4 - y = t ====>: 4 - y = 1.


t ===='> Iy = 4 - t1.1.

De y = 4 - t 2, tiramos dy = - 2 tdt I I·
Os limites, de integração para a nova variável são:
para y = O ==> t = V4 - 0====> t = 2
para y = 3 --> t = V4 - 3 >t = 1
Substituind~ na integral A, vem:
1
1.
A=21 t(4-t )(-2tdt)
2

A = -4 r (4t
1.
- t4)dt
"'2
A = -4 (20 - 3 _ 160 - 96)
15 15

A = -4 • 17 - 64 -->
15 --
IA 1881
15

29) B = -2 f o
3

ydy

I = J'
o
3 r- o
y
ydxdy = 188 - 9
V x + 1 15
= 188 - 135
15
= i 53
15
1

Resolvamos na ordem da segunda escolha

3-x . d dx 1
I =
';0
I• 3 ,.

.10
y Y
Vx + 1
=
Vx
3
Jo -----
fO

+ 1

I
=
Jo 3 ---"';~x-+-1
fO 1 [2]Y
2"
3-X
o
dx -
-
f. 3 --- 1
o 2 "';-x-+-l
(3
-
x)2dx

f o
3
2vx+1
1 (9 - 6x + x2)dx

1__ _i 3

f
3 __
f.o 2V-x-+-1
dx
2 o .JX
x
+ 1
dx+

~~---v----,/ '"-----v
A B

+..!.. r 3 x2 dx
2 "0 Vx + 1

.3 1 --3
A = 9 -.==-~~dx = 9 [Vx + 1] = 9(Y4 - 1) =
Jo 2vx+1 o
f.o3

v'x +
X

1
dx

v'x + 1 = t==> x + 1 = t2 ===>1 x = t 2


- 1 lei dx = 2tdt I
Os limites de integração para a nova variável são:
para x =3 > t = v' 3 + 1 = 2
para x =O ===> t = v' O + 1 = 1

Substituindo em B, vem:

2t1.-1 ",2
B =- 3
1
1
t 2 tdt =- 6 J
1
(t 2 - 1) dt

B = -6(; + ;) = -6 . ~= -8
I B = -81
c
Façamos
=; r xx: v' 1dx

v' x + 1 = t ==>: X + 1=t


1.
===> I x = t 1.
- II
1 e dx = 2tdtl

C="2 1 f. 2 (t 2
~ 1)2
2tdt=
f 2
(t4-2t2+1)dt
1 1

3
C = [~_ 2t + t] 2 = (32 _ 16 + 2) _ (1. _1 + 1)
5 3 1 5 3 \5 3
C = 96 - 80 + 3q _ 3 - 10 + 15
15 15

C = i~- 1 5 = i~ I C i~I
8
==>
3 13-X ydydx = 9 ,- 8 + 38 = 1 + 38 = 53
1o o
Vx + 1 15 15 15

53
II 15
1

E4 Calcule a área da superfície limitada pela curva y = x2, pelo eixo dos y
e pela reta y = 4, no primeiro quadrante do plano cartesiano.
Solução: A área da região D é A =

ff D
dxdy.

Façamos a representação gráfica de D.


Como tomamos o retângulo elementar
com a base no eixo dos y, a ordem de

integração será ff D
dx @ e os

limites serão para y, O e 4 e para x, O


en
A = r ((Y dx)dy
A = 1
o
4
[x][y dy = f
o
4
yydy =

A = [f[ =; •4
3n
= ; • 8 = 136

IA=!fuzl

Dos estudos feitos sobre integral, podemos concluir que, para funções de
uma variável, te~nos integrais simples, para funções de duas variáveis, integrais
duplas e para funções de 3 variáveis seremos levados às integrais triplas.
Consideremos em R3, referida no referencial cartesiano, uma região com-
pacta S, um sólido limitado superiormente pela superfície /1 (X, y), inferiormente
pela superfície f-J. (x, y) e, lateralmente, limitada pela superfície cilíndrica defInida
pela fronteira da região D.
Seja a função w = / (x, y, z) defI-
nida e contínua na região S.
A integral tripla pode ser consi-
derada como a integral dupla ,da
ft (;x,y)
integral
f fz(x,y)
/ (x, y, z) dz

f. f,(x,y)
JJ D . f2(x,y) f(x,y, z)dzdxdy

Fig.7.6.

Concluímos que a integral tripla consiste em três integrais simples. Salvo


por orientação do problema, começa·se a integral tripla pela integral da diferencial
dz.

'J J
O produto dxdydz representa um volume elementar, portanto, se fIzermos
ft(x,y)' ,
/ (x, y, z) = I, a integral tripla
f . D fz(;x,y)
dz dx dy dar-nos-á o volume

E1 Calcule 1= f f f
o
123

o o
(2x - 4y - z)dxdydz.

Solução: Seguimos a ordem de integração na ordem dada no problema:

I = i f
o
1

o
2
[x 2
- 4xy - xz]~dydz = J J o
1

o
2

(9 - 12y -

- 3z)dydz
1 2 • 1
1=
f f
o
(9 - 12y - 3z)clft=
-
jo [9y - 6y2 - 3yz]~dz
o

I = f
o
1

(18 - 24 - 6z)dz = f o
1

(-6 - 6z)dz

1= [-6z - 3Z2]~ = (-6 - 3)

E2 Calcule o volume do sólido limitado superiormente por z = 5, inferiormente


por z = 2 e lateralmente pelos planos y = O, y = 3, x = O e x = 1.

Y x
1 y=O
dx

D
x
Fig. 7.7.

Solução:Trata-se de um paralelepípedo. Representemo-Iograficarnente,


bem como a região D.

v= ft r dzdxdy

V = f f. f.
o
1

o
3

2
5

dzdy ®

V = f f o
1

o
3

[z]~dydx = f i
o
1

o
3

(5 - 2)dydx
V = J O
1

[3y]:dx = J
O
1

9dx = [9x]~

7.3 - APLICAÇÕES

Sejam os pontos materiais Pb P1" P3, "', Pn do plano, de massas mb


m1" m3, ... , mn, respectivamente.
Tomemos um referenciàl cartesiano no plano considerado:
Seja o ponto Pi = (Xi,Yi), i = 1, 2, 3, ... , n.
Chama-se Momento Estático do sistema dos n pontos materiais em relação ao
eixo dos Y à soma dos produtos mlxl + m1,X1,+ m3X3 + ... + mixi + ... +
n
+ mnXn = L mixi· De modo análogo definimos -o momento estático dos n
i=1
pontos em relação ao eixo dos x:

n
miYl + m2Y2 + m3Y3 + ... + miYi + ... + mnYn = 2 miYi
i=1

n
M = ml + m2 + m3 + ... + mi + ... + mn = L mi
i=1

Baricentro, ou centro de gravidade, ou centro de massa do sistema dos m


pontos é o ponto G (x, y), tal que

n n
M' x = L mixi M· Y = L miYi,
i=1 i=1
n n
L mixi L miYi
i=l i=l
x= y=
M M

Exemplos:

E1 Determine o baricentro do triângulo ABC,· sendo A (- 2,4), B (1,2) e


C (4, - 3) de massas respectivas mA = 4; mB = 1 e me = 2.
Solução: A massa total é
M=4+1+2=7

n
L miYi = 4 • 4 + 1 • 2 + 2 (-3) = 16 + 2 - 6 - 12
i=l

n
L mixi = 4 (- 2) + 1 • 1 + 2 • 4 =- 8 + 1 + 8 - 1
i=l

n n
L mixi L miYi
i=l i=l 12
y= =-
M 7

o baricentro é G (;, 1/).


Ez Determine o baricentro de uma região compacta Dcontida no plano carte-
siano.
Suponhamos Uffig, região D C R2, compacta, de espessura desprezível, porém
de massa M.
A massa por unidade de área diz-se densidade da distribuição de massa
que, em geral, é variável. Seja 5 (x, y) a densidade no ponto genérico
P(x, y) ED.
Tomemos um elemento da ~uperfície contendo o ponto P de área dA =
= dxdy. A massa deste elemento é dM (massa elementar), produto da
densidade pela área elementar
dM = [j (x, y)dA = 5 (x, y)dxdy
M = ff D
dM = ff D
8 (x,y)dxdy

Multiplicando a massa elementar dM pela abscissa do ponto P e somando


todos os produtos assim encontrados, obteremos o momento estático da
região D em relação ao eixo dos y

ff D
@ dM = Jf D
ô (x, y) @ dxdy
'

ff D
(8 dM= ff D
ô (x, y) 0 dx dy,

momento estático da região D em relação ao eixo dos x.


O baricentro, G (x, y), da região D, tal é tal que

ff ô (X, y)xdxdy
MX= ff D
ô (x, y)xdxdy >x=
D
M

ft 8 (x, y)ydx,ry
Mj= f f D
ô (x, y)ydxdy >y=
M
Como vimos, M = ff D
8 (x, y)dxdy.

ff 8 (x, y)xdxdy
D
x=
fJ D 6 (x, y)dxdy

Jt 6 (x, y)ydxdy
y=
ff D
8 (x, y)dxdy
ff D
ydxdy

ft dxdy

Observação: ff D dxdy = área da região D.

E3 Determine o baricentro da superfície D limitada pela curva y = 2 x2 e a


reta y = 8, supondo-a de material homogêneo.
Solução: Representemos graficamente a região D.

y = 2x2 y=8

x y reta paralela
ao eixo dos x
-2 8
-1 2
O O
1 2
2 8

A área da região D é ff D
dxdy.

. - 2t-l O I 2
dx

L L2
2 8

A= dY ®

A = f
· 2 (8 - 2x2)dx =
[28x - ;
3]2 -2
-2
2
A = (16 - 1 6) - (- 16 + 1 6) = 32 - 33
3 3

I A ~U21

II xdydx =
D

II D
xdydx = I
-2
2 x(8 - 2x2)dx = I -2
2 (8x - 2x')dx

It xdydx = [ 4x2 - ~4 L= (16 - 8) - (16 - 8) = O

fI xdydx = o
D

IIYdYdx = I f
2
8
ydydx = r .y2] 8
2[
2
D -2 2X2 ·'-2 2x

ff D
ydydx = I (32-
2
-2
2x4)dx = [32X -
.
2tL
ff D
ydydx = (64 - ~)- (-64 + ~) = 128 _ 1~8

.II 512
ydydx =-5
D

x=-º--=o
64
3
512

Y
=_5_= 24 = 48
64 5 '
3
cc:= (O; 4,8) I
o baricentro pertence ao eixo de simetria da região D. Isto acontece para
todas as figuras planas que têm eixo de simetria.

Consideremos o sistema de n pontos materiais já considerado no 7.3.1.


Tomembs o ponto Pi = (Xi, Yi) referido no referencia! cartesiano que estamos
usando. Se (e), for uma reta (eixo) do plano e se ri for a distância do ponto Pi a
esta reta (e), chamaremos a soma dos produtos das massas mi pelos quadrados de
suas distâncias ri à reta (e) de momento de inércia do sistema de pontos em
relação ao eixo (e).
n
le = mlr12 + m2r22 + m3r32 + ... + mnrn2 = L mirl
i~l

n
le= L mir{
i~l

n
Iy = L mix{ (Xi distância do ponto Pi ao eixo dos y)
i~l

n
Ix = L miY{ (Yi distância do ponto Pi ao eixo dos x)
i~l

Chamamos momento de inércia do sistema de pontos em relação à origem,


à soma Ix + Iy e o indicamos por 10

n n
10 = Ix + Iy = L mi X{ + L miY{
i~l i~l

n
10 - L mi (x7 + Y;) sendo X{ + y{ o quadrado da distância do
i~l
Consideremos uma região compacta D do plano, de espessura desprezível,
com densidade ô (x, y) no ponto genérico P (x, y).
Já vimos que um elemento de superfície, contendo P, terá a área dA = dxdy
e a massa dM = ô (x, y) dx dy. Os momentos de inércia da região D em relação
aos eixos dos x e dos y são, respectivamente,

Ix = ff D
2
y dM = ff D
y2ô (x, y)dxdy
.1

e Iy = ff D
2
x dM = ff D
x2 Ô (x, y)dxdy

-i

10 = Ix + Iy -

10= rf
01 D
(X2+y2)Ô(X,y}dxdy

ff D
2
y dxdy

ff D
Kx2dxdy = K

Iy = ff x2dxdy
D
Exercício: Calcule o momento de inércia de um retângulo em relação ao
eixo paralelo ao suporte de sua altura e conduzido pelo centro do retângulo.

y
Solução: Seja o retângulo de base b e
altura h. Tomemos o referencial xOy. De
h/2 acordo com o problema, o eixo dos y é
-p (x, y) paralelo à altura.
.........~~
:: :
Calculemos, então, o momento de inércia
1: :
em relação ao eixo dos y.
i! i
- b/2 O b/2 x
dx

- h/2

I
y
= h (b + b3)
3 8 8
3

bh3
Se calcularmos Ix, acharemos 12·
7.4 - TRANSFORMAÇÕES DAS INTEGRAIS MÚLTIPLAS

Muitas vezes ao calcularmos o valor de uma integral múltipla sebre um


domínio R é conveniente usarmos outros referenciais.
Sejam (u, v, w), coordenadas curvilíneas em 3 dimensões e as funções
x = I(u, v, w), y = g(u, v, w) e z = h(u, v, w).
A igualdade

ff t F(x,y, z)dxdydz = . ff t. G(u, v, w) : ~~ ~ dudvdw

ax
- ax
- ax
-
au av aw
Nota:
a (x, y, z) _ ay ay ay
a (u, v, w) au av aw
az
-
az
- az
-
au av aw
é o jacobiano de x, y e z em relação a u, v, w.
Estes resultados generalizam-se a outras dimensões.

E. Calcule, usando coordenadas polares, ff R ,j x' + y' dxdy, onde R é

limitado por x2 + y2 = 1 e x2 + y2 = 9, sabendo-se que:

X = P cos ()
{ Y = P sen () (coordenadas polares)

a (p cos ()) a (p cos ()) cos ()


ap a()
a (x, y) - -
a (p, ())
a (p sen ()) a (p sen ()) sen ()
ap a()

= P cos2() + p sen2() = p > a (x, y) = p.


a (p, ())
ff R
.J 2
X + y2 dxdy = ff
RI
.J p2COS2O + p2sen20 •

521T
=-3-

~ Calcule, usando coordenadas cilíndricas, fff . R


8xydv onde R é a

r
região cilíndrica dada por x2

= pcos8
o
y = p sen (coordenadas cilíndricas)
z =z
+ y2 ~ 1, O ~ z ~ 1 e .sabendo-se que:

Solução: Ojacobiano neste caso é:

Ia (P cos O)
ap
a (p cos O)
ao
a (p cos O)
az,
a (x, y, z) a (p sen O) !fp sen O) a (p sen O)
a (p, O,z) - ap ao az -

a (z) a (z) a (z)


ap ao az
cos O -p sen O O
- sen O p cos O O =p
O O 1

r
fff R
8xydv = f f
o
21r

o
I
J.
o
1
8 (p cos O)(p sen O)p dz dp dO =

r
= 4 J.
o
21r

f f
o
1

o
1

p3sen 20dzdpdO = 4 f f
o
21r

o
I

p3sen20dpdO =
1
=- . 4
27T
sen 2 e de =
[1 - - cos 2 e
]27T 1 + -1
= - - = o
4 .0f 2 o 2 2

Determine o volume da esfera de raio R, sabendo-se que

X = P sen I{) cos e


y = p sen I{) sen e (coordenadas esféricas)
{
,z = p cos I{)

Solução: Calculando jacobiano de x, y e z em relação a p, I{) e e, encontramos:

a (x,y, z)
= ...
p"'sen I{).
a (p, I{), e) I

ff D
xydxdy, sendo

a região D limitada pelas retas x = 4, x = 1, y = O e pela curva y = 2 ~.


Solução: Representemos graficamente
a região D para constatarmos a ordem
de integração mais conveniente.
A figura indica a melhor ordem de
integração, pois, se tomássemos o
retângulo elementar com a base na
reta x = 1, teríamos que fazer duas
integrações duplas: uma entre os
limite~ 1 e 2 e outra entre 2 e 4 para
y. Portanto, na ordem indicada, os
dX~ limites de integração são 1 e 4 para
. y=o x e Oe 2 ~ para y.
x=o
Fig.7.11.
4 f2.JX f4 ( 2.JX )
f 1 O xydy @J = 1 X f O ydy dx

4 X [ ~ 2] 2.JX dx f 4 X.; 4 f4
f 1 O
=
1
dx = 2
1
x2 dx

3
1= 2 [X
3
]4
1
= 2 (64 _
333
1-) = 2 • 63 = 42
ff D
xydxdy = 42

y2
1 + x2 dxdy,

sendo D = {(x, y) E R21 O ~ x ~ 1 e O ~ y ~ n.


y =1 Solução: Façamos a representação grá-
fica da região D.
Neste caso as duas ordens de inte-
gração oferecem a mesma conve-
niência.

y=o-_·-
1
°1
x=o
y=o
x=l

[3]1
f 1
o 1 +
1
x2 ~ o dx

1 l dx
1=-
3 fo 1 + x2
1 [are tg x ]1o = 31 (are tg 1 - are tg O)
I = 3"

~
-~

1f 1f

PR3 Calcule f1f2 f"'3 eosx eosydydx


"6 o

1f

"2 1f/3
I = r
.J !!'..
cosx [seny]o dx
6

1f

1= J,,2 cosx (sen ; - seno) dx


6

1= v; J,,2 1f

cosxdx
"6

1= -
..j3 [senx]1f/2 ~
= --
(1rsen- - sen-
1r)
2 1f/6 2 2 6

I=V;(l-D===>!I '71
PR4 Integre f. 3
t y2
y dx dy representando graficamente a região de mte-

gração.
I= r (y' - y2)dy = [~4_~']:
I = (814 _. 27)
3
_ (164 _~) 3
= 135 _ ~
12 12

I I - 12
119
1

Interpretamos a região D.
Analisando os limites da integração, notamos que
D = {(x, y) E R21y ~x ~y21\ 2 ~y ~ 3}
Então:

y=3

ff D
(x + l)dxdy,

D = {(x, y) E R211 ~ x ~ 2 1\ X ~ Y ~ 2x}


Solução: Representemos graficamente
a região D.
Notamos que o retângulo elementar
deve ter eixo vertical.

1 dx 2 x
x=l x=2

I =
ff (x + l)dx dy = f.2 f2X
(x + l)dy ®
D 1 X

j"(X+l)(f (X
X

[= d)dx= + 1)LY1:1®
1 x) 1

2
I = f. (x + lX2x - x)dx
1

.•2
I = J (x2 + x)dx
1
PR6 Calcule, usando integral dupla, a área da superfície D, limitada pelas retas
y = O, y = x, y = 3 e x + y - 3 = O.
Solução: Representemos D, grafi-
camente.
Calculemos a área de D, tomando
o dobro da área de um dos dois
triângulos.

3
- 3-Y
A=2 .f.2.f. dx@
o Y

A =2 f.~(
3
r- y
dx) dy

A=2 f2
[xl;-YdY'
o

f' f
3 3

A =2 (3 - Y - y)dy = 2 1"(3 - 2y)dy


o o .

A = 2 [3y - y 1: = 2(; - :) = 2 · :
2 12

IA ; u'l
PR7 Calcule, nas duas ordens de integração, ff D
x2 dx dy, onde D é a região

do plano xOy, limitada por y =x ey = x2•


1= f f o
1 x

X2
2
x dy ®

1= J.' (x' - x4)dx = [~4-.~l


1=1-_1..
4 5

1 I io I

dy x=.JY
1= r[~3]~ dy

1-
.
_ J (y3/2 1
---
3
y3) dy
3

-~l
o
2

1= ; [Yi = ;(; - ~)

1=1..8-5
3 20
1 3
1=-·-
. 3 20

II 2~ I
PRs Calcule, na ordem dada, ff D
(x - y) dy dx, sendo D a região de xOy

limitada pelo eixo dos x e pelas retas y = x e x + 2y - 6 = O.


Solução: Representemos D, graficamente:

Na ordem dada, ff D
(x - y) dy @ , devemos tomar o retângulo ele-

mentar com eixo vertical. Então, a região D será diviéJjdaem duas.


ff D
(X - y)dydx = f O
2
r O
(x - y)dydx +

6 f. 2"" (X
6-X
+ f. - y)dydx
2 O

1= f O
2 ( r
o
(x - Y)dY) dx = ro ~
r xY _ y;]X
o
dx =

= r (x
o
2
- x;)dx =
J
o
2
~dx
2

= r 2
(6X ~ x
2
_ 36 - l;X +X
2
)dx

II = 8" J
1 6
(36x - 5x 2
- 36)dx
1
= "8 [18x 2
-
5x3
3 - 6
36x]2
2

II = ~ [(648 - 360 - 216) '- ~2 - ~o- 7~ 1


II =1
8
(72 + 40)
3
= 9 + ~ = 32
3 3
Então, fI D
(x - y)dydx =±+
3
32
3
= 36
3
= 12

I ft (x -y)dydx = 121

A fIm de melhor compreendermos qual a ordem mais conveniente, inte-


gremos na outra ordem.

ff @ - f f
Y
(x -y)dx 2 6-2 (X - y)dxdy
D o y

x
x +2y- 6 =O

f I (x - y) dx dy =
f f o
2(
y
6-2Y
(x - Y)dx) dy
\

1= ff
D
(x - y)dxdy = r[~2_X ]6-2
o
y
y
Y
dy

2
1= J2 (18 - 12y + 2y2 - 6y + 2y2 _~ + y2)dy
o
I = J
'" 2 (9; 2
- 18y
)
+ 18 dy
o
3
I = [;
3- 9y2 + 18y
]2o = 12 - 36 + 36

I 1= 121

PR9 Calcule o volume do sólido limitado superiormente por z = 2 x + y + 4,


inferiormente por z = -x - y + 2 e lateralmente pela superfície defmida
, 2
pelo contorno da região D, limitada pelas curvasy = x2 - 4 e y = ~ - 2.

Representemos, graficamente, a região D para a escolha da ordem de inte-


gração mais conveniente.

V = J -2
2

fx 2
X2_4

"2-2
[2x + y + 4) - (-x - y + 2)]dy @

x2
y =-- 2
2

2 x
x2
y =-- 2
2
2

v= f fx:
-2
2
'2-2
-' (3x + 2y + 2)dydx

V = f -2
2

[3xy + y2 + 2yl::2/:>_2-

v= t:{ [3 x (X
2
- 4) + (X
2
- 4)2 + 2 (x2 - 4)] -

v= t: [(3X3
3
- 12x + x' - 8x2 + 16 + 2x2 - 8) '-

- (3X2 - 6x +""4
X4
- 2x2 + 4+ x2 - 4)] dx

3x3
V =
f -2
2(3X4
4 + T - 5x2 - 6x + 8)dx)
\

5 4 3
V= [3X + 3x _ 5x _ 3x2 + 8x]2
20 8 3 -2

V = (254 + 6 - ~O - 12 + 16) - (- ~4 +6 + *- 12 - 16)

V = (2 4 - ~O + 10) _ (_ 2 4 + ~ - 22)
5 5

V = (72 - 2~~ + 150) _ (-~72 + ;~ - 330)

V = 22 + 202
15
224 3
V
=1SU

PR10 Calcule, usando integral tripla, o volume do tetraedro ABCD, com A (4, O, O),
B (O, 2, O), C (O, O, O) e D (O, O, 6).
A equação segmentária do plano ABe
é

~+Z.+!..=1
p q r

z = 6 --x23 - 3y ~+Z+!..=l
426

I 3x + 6y + 2z = 12 I
3
z=6-2"x-3y

x
,-- ~ +L= 1
4 2

e para y > O e y. 2 - ~ tirado de ~ +~ = 1

x 3

v= f f
o
4

o
2--

2 f o
6--X-3Y

2 dzdy @
V= f. t 4
2-,
x
[Z]:-(3/2)X-3Y dydx

4[ 3 y2
3 ]2-<XI2)dx
V=
f o
6Y-"2xY-T
o

PRu Calcule J J Js x dx dy dz, sendo S a superfície compacta limitada supe-

riormente por z = xy, inferiormente pelo plano ABC, onde A (O, O, O),
B (4, O, O) e C (1, 2, 3) .e lateralmente pela superfície defInida pelo contorno
da região D, limitada por y = O, Y = x e 3x + 2y '- 18 = O.
Solução: Determinemos a equação do plano ABC que nos dará o limite de
integração inferior Z2.

x y z 1
O O O 1
1fABC > =0 >
4 O O 1
1 2 3 1

x Y z
Y z
__ > (_1)6 4 O O = O > (_1)3 =0
2 3
1 2 3

-(3y - 2z) = O > -3y + 2z = O --> I Z ; Y I


fff S
dxdydz = ff f D
xy

.!y
2
dzdxdy

y =X . 18
De { ==>: 5y - 18 = O =-=--=-> Y =-5
3x + 2y - 18 = O

2
x = 6 --y
3

Então,
18 2
f 6-.Y fXY
1=
fo : ~y dzdx @
y 2

1=
rf
o
18
y
6-~

6-~
3 [Z~~12 dxdy

1=
5
S
f 3 (XY - 3J)dxdy
o y

1= 1'8 [2 y _ 3
o
s x
2
xy

r- y
2Y13
dy
I =; r [(6 - YY
18

y - 3 (6 - 2J)y - y2y 3
+ y • y] dy

1
18
5
1= ~ (36Y - 8y2 + 4~3 _ 18y + 2y2 _y3 + 3y2)dY
o

1=; ro
18

~8Y-3y2_5ndy

I = 1- [9 y2 _ y3 _ 5y4] 5 1 8
2 36 o

I = 1-(9 • 324 _ 5.832 _ 18 • 18 • 18 • 18)


2 25 125 36 • 125:
I = .!(2.916 _ 5.832_ 2.916)
2 25 125 125
I = 1.458 _ 2.916 _ 1.458 = 1.458 _ 4.374
25 125 125 25 125

I I
916
2.125 1

PR 12 Calcule o volume do sólido contido no primeiro octante, compreendido


entre o cilindro circular x2 + y2 :.- 9 e o cilindro parabólico x2 + 2 z = 9.
v= JJJs dxdydz

S, inferiormente é limitada pelo plano xOy de equação z = O, superior-


mente pelo cilindro parabólico x2 + 2z = 9, que nos dá z = ~ (9 - x2).
Então,

~
(9-X2)

JJ J D o
dzdxdy

f rl'-~- f"2 .-~)


3
~ 1( 2
dzdy d:x
o o o

f
3 .

V = ~ (9 - x2)(9 - X2)112 dx
o
V =; r
J
o
3
(9 - x
2
l/2 dx

====> I dx = 3cosada I
J9 -x2
Fig.7.26. ..J 9 - x2 = 3 cos a

I . J (3 cosa)33cosada

I = 81 f cos4ada

para· x = 3 > 3 = 3 sena > sena = 1 > a =;

1T

V = 8 1 f"2 cos4ada
2
o
1T 1T

V = 81
2 f 2 81
(cos2 a) 2 da = 2" f"2 (1 + ~os 2a)2dnJ....
o o

r
1T
1 + 2cos 2a + cos22a
V = 81 4 da
2
o
n n n

V = 8; f"2 da + 81 f Z cos 2 ada + 8; f"2 cosz2ada


o o o

V = 81 [ ]nl'2 + 81 [ 2 ]n12 + ~ + cos4a


8 ao 8 sen a o 8 2 da
'--y---/
O

n n

v = 811T + ~ '2 f"281


16 16 f da + 16 cos4ada
o o

v = 811T + ~ [ ]nl'2
16 16 a o

V = 811T + 811T = 2431T


16 32 32

PR 13 Determine o centróide (baricentro) da área plana limitada se curva y -


= 4x - x2 e pelo eixo dos x.

y = 4x - x'2 y
2
4x - x = O -1 -5
x (4 - x) = O ~ O O
x=O 2 4
x=4 4 O
5 -5

d~ x
y=o
Fig.7.27.

Para determinarmos G (x, y) deveremos aplicar as fórmulas:

ff D
xdxdy ff
D
ydxdy

x =

ff D
dxdy ff D
dxdy
rr
o o
xx 2
- xdy @
4 J 4X-X
2

J o o
dydx

J o
4

(4x2 - x3)dx [4X'34 _


0
xT
x = - -
.J o
4
(4x - x2)dx [2X2
- :'f o
256 256 256
--- -
_ 3 4 =~= 2
32 _ 64 32
3 3

Ix 21
2
y=
rJ
o o
4X-X2

2
ydy ® fJf[-X dx

r
32 '
J4X-X dy @ 3
o o .

3 1
y =--
32 2

y = 2- (1.024 _ 512 + 1.024) = 2- . 512


64 3 5 64 15

EIJ
y=-
5
PR 14 Determine o momento de inércia em relação ao eixo dos y da área limitada
pela curva y = 9 - XZ e pela reta y = O.
Solução: Representemos graficamente a região D.

y y =9 - X
Z
x Y
9 - X
Z
=O -3 O
x=±V9 O 9
x = ±3 3 O

I
(
Fig.7.28.

A fórmula do momento pedido é

Iy = ff D
xZdxdy

Iy - f 3

-3
jo
" 9-X2
2
x dy @

Iy = C 4
(9x' - x )dx = [3X' - ~l
Iy = (81 _ 2~3) _ (-81 + 2~3)

I = 162 _ 486 = 324


y 5 5

[y 3~41
PR 15 Determine o momento estático em relação ao eixo dos x da área plana
limitada pela curva y2 = X + 4, no 29 quadrante.
Solução: Representemos graficamente a área D.

y2 =x +4
x y
-4 O
I O 2
\
-4, d O 5 3
" ..•.....•
x 1, = O
..................•.

- 2 .................•....•...•.
---- ......•.

Calculemos o momento da área D através da fórmula II D


y dx dy.

II D ydxdY=2
1 I
-4
o
(x+4)dx="2
1 [2~ +4x
]o
-4
1
-2"(8-16)

86
Resp.: 3"
I f. X-I
f. xdydx.
o 1

; f 2X-4X
2

PP3 Calcule f xydydx.


o . X-2X2
1
Resp.: 640

PP 4 Calcule o volume do sólido limitado superiormente por z = 1 + x2, inferior-


mente pelo plano z = O e lateralmente pela superfície cilíndrica defInida por
D = {(x, y) E R21_ 1 ~ x ~ 1 A x2 ~ Y ~ I}

8 3
Resp.: SU

PPs Calcule, aplicando integral dupla, a área da região D, limitada pela curva
y = x3 + 2x2 e pela reta y = 3x.
71 2
Resp.: 6" U

PP 6 Determine o volume do sólido limitado superiormente por z = x +y - 1,


inferiormente por z = O e lateralmente pela superfície defInida pela região
limitada por y = x, y = 2 - x e x = O.
1 3
Resp.: 3U

PP7 Calcule o volume do sólido limitado superiormente pela superfície z =


- y , inferiormente por z = O e lateralmente pela superfície
x.J x2 1 -

defInida pelo contorno da região


D = {(x, y) E R211 ~ x ~ .J5 A 2 ~ y ~ 3}

Resp.: 2,767 u3

ff ~dxdY2 sendo:
D x +Y

D = {(x, y) E R211 ~ x ~ 2 A O ~ Y ~ I}
pp9 Calcule o volume do sólido limitado superiormente por z =- x + y + 3,
inferiormente por z = 2 e lateralmente pela superfície definida pelo contorno
da região D, limitada por y = 4 - x2, para -1 ~ x ~ 1;Y = 3x para
O ~ x ~ 1 e y = - 3 x para - 1 ~ x ~ O.
223 3
Resp.: 15 U

PPlO Calcule fI
., D
x: dx dy, sendo D a região do primeiro quadrante, limi-
Y
tada pelas retas x = 2, x = y e a curva xy = 1.
9
Resp.: 4
d dx

II
to

y 2' sendo:
• D (x + y)
D = {(x, y) E R213 ~ x ~ 4 e 1 ~ Y ~ 2}

25
Resp.: Qn 24

PP 12 Calcule o volume do sólido limitado superiormente por z = 4 x, inferiormente


pelo plano xOy e lateralmente pelo cilindro circular x2 + y2 = 16.
512 3
Resp.: TU

PP 13 Calcule a área da região do plano xOy, limitada pelas duas


4x - x2 2x2 - 11x
ey =
4
125 2
Resp.: ""8 U

PP14 Calcule rI
.;D
x2 .J9 - y2 dydx, sendo

D = {(x, y) E R21 x2 + y2 ~ 9}

864
Resp.: -5-

PP 1S Calcule II D
cos (x -+- y) dy dx, sendo D o triângulo de lados x - 1T,

Y = O ey = x.
Resp.: -2
PP 16 Calcule fff S
(x2 + 2y - z) dx dy dz, onde S é o paralelepípedo

retângulo limitado pelos planos x = O, x = 3, y = O, y = 5, z = Oe z = 8.


Resp.: 480

ff f s (x +y + z) dx dy dz, sendo S o tetraedro A (2, O, O),

B (O, 4, O), C (O, O, 3) e D (O, O, O).


Resp.: 9

PP 18 Calcule f Jf V
z dx dy dz, onde V é o tetraedro de vértices A (O, O, O),

B (1, O, O), C(1, 1, O) e D (1, O, 1).


1
Resp.: 24

PP 19 Calcule o volume do sólido situado no triedro formado pelas semi-retas


Ox. Oy e Oz e compreendido entre os planos z = O, y = z e x = 1 e o
cilindro parabólico y2 = X.
.13
Resp .. "4u

PP20 Calcule o momento estático, em relação ao eixo dos y, da área limitada


pela curva y2 = X + 4, no 29 quadrante.
128
Resp.: -15

PP21 Determine os momentos estáticos em relação aos eixos coordenados da área


plana limitada pela curva y = 4x - x2, no 10 quadrante.
256 64
Resp.: Mx = 15 e My ="3
2
PP22 Determine o baricentro da área limitada pela curva y =~ e pela retay = x.
Resp.: G 0,~)
PP23 Determine o momento de inércia, em relação a cada um dos eixos coorde-
nados, da área limitada pela curva y = sen x, desde x = O a x = 7T.
4
Resp.: Ix ="ge Iy = 7T
2
- 4
8
INTEGRAIS CURVILÍNEAS

Ofereçamos de nós mesmos a confiança e a


diligência, a concórdia e o serviço. Jesus fará
o resto.

8.1 DEFINIÇêES

Consideremos no plano xOy, wna y


curva C que une os pontos M (a, b) e
N (c, á) conforme Fig. 1. Sejam P (x, y) e
Q (x, y) funções definidas e contínuas em
todos os pontos de C. A integral curvilínea
ao longo da curva C é dada por

f [P (x, y) dx + Q (x, y) dy]


Jc

(c,ei)

(Pdx + Qdy)
J (a, b)

('

No espaço tridimensional esta,integral é dada por J (A1dx + A2dy + A3dz),


C
8.2 - NeDTAÇAtI VET(f)RIAL DAS INTEGRAIS CURVILíNEAS

J c
(AIdx + A2dy + A3 dz) =

= f C
à Xdf
-* -* ~ -* ~ ~ ~ -*
onde A = AI i + A2j + A3k e dr = (dx)i + (dy)j + (dz) k.
Tais formas vetoriais são mais convenientes nas interpretações físicas ou
geométricas, ou mesmo a simplificação da notação.
~
Exemplo: Se a cada ponto (x, y, z) associarmos urna força F que atua

sobre um objeto, a integral f F X df representará, o trabalho total desen-


C
volvido para o referido objeto ser deslocado ao longo da curva C.

p. f C
[P(x, y)dx + Q (x, y)dy] = f C
P(x, y)dx + f C
Q (x, y)dy

P2 f (c,d)
(Pdx + Qdy) = -
f (a,b)
Pdx + Qdy
~~ ~d)

(c,d) f (m,n)

f (a, b)
(Pdx + Qdy) ='
(a, b)
(Pdx + Qdy) +

(c,d)
+f (Pcix + Qdy)
(m,n)
(1,3)
Exemplo: Calculemos f [(x2 - y2)dx + 0'2 + x2)dy] a0 ICDngod0
(0,2)
segmente de reta de extremes (m, 2) e (1, 3).
Solução: A equação da reta definida pelos pontqs «;), 2) e (1, 3) é
L

Diferenciando temos dy = dx e a integral é assim calculada:


dy ,
I"
{[x2 - (x + 2)2] dx + [(x + 2)2 + x2]} dx =
f x=o

-f o
1 (x2 - x2 - 4x - 4 + x2 + 4x + 4 + x2)dx =

-f o
1
2
2x dx = [2 ~'J:-; ou

3
f. [0' - 2)2 - y2] dy + fy2 + (y - 2)21dy =
2

= s: (2y2 - 8y + 8) dy = [ ; y3 - 4y2 + 8y]: =

= (18 - 36 + 24) - (16 . ) 16 2


- - 16 + 16 = 6 - - = -
333

Chama-se curva fechada simples uma curva fechada que não intercepta ela
própria em nenhum ponto.

Sejam as funções P (x, y), Q (x, y), ~~ e ~~ uniformes e contínuas num


domínio limitado por uma curva fechada simples C. Então,
t(Pdx
C
+ Qdy) =
55 ( ôx
R
ôQ - ÔP)dxd
ôy Y,

sendo o símbolo f
C
usado para indicar que a curva é fechada e que é percorrida

no sentido anti-horário (positivo).

Quando ~yP= ~; a integral curvilínea


., C
r (Pdx + Qdy) independe do 1=
percurso C que liga dois pontos quaisquer do domínio R.

A· 19uald ad e ÔP
ôy = ôôx - para que pax
Q, e tam b'em con d"lçao + Q dy seja

uma diferencial exata, isto é, que exista uma função F (x, y) tal que P ax + Qdy =
=dF.

ôP _ ôQ _
Logo, se ôy - ôx entao

f C
(P dx + Q dy) = O

Podemos fazer uma extensão dizendo que para a f C


(A1dx + Azdy +
+ A 3 dz) ser independente do percurso C, que liga dois pontos quaisquer de um
ôA1 ôAz ôA3 ôA1 ôAz ôA3
domínio R, é que, ôy = ôx' ôx = = ôy' sendo as derivadas az' az
parciais contínuas em R. Mas quando isto acontece (ver Capo VI - Defrnição
-+ -+ -
de Rotacional) o rotacional de A é nulo, ou seja, 'V fi A = O, sendo esta uma
condição para independência do percurso adotado na integral curvilínea.
-+
Em física, por exemplo, se F representa um campo de força que age em
-+ -+
um objeto ao se deslocar de um ponto a outro e se 'V fi F = O, diremos que
o trabalho aí efetuado não dependerá do percurso e tal campo de força dir-se-á
"CONSERVATIVO".
Podemos usar também a notação:

1
'fAX
-+
dr
-+
= O
C

onde C é fechada e 'V fi à = Õ.


E1 Calcule; ~ (- y dx + x dy).
C

Solução: dx dy = dA (elemento de área), então pelo teorema de Green:

P Q
1 ~
-
2 C
-1-
(-ydx+xdy)=-
-1- 1

2
ff R
(1 + l)dxdy =

ff R
2dA =

- ff R
dA = A (área de R)

P Q

1
K+2 ~
C
0 8 ax+ dy -

1
- K+2

- K+2
1
ff R
xK (K + 2)dA (momento MKx), K = O, 1, 2, ...

Consideremos uma superfície fechada S, fronteira de um Volume V. Se


A1, Az e Ag são funções contínuas, tendo no domínio V derivadas parciais também
contínuas, então:

fff ( ax V
aAl
-+-+-
aAz
ay
aA3)
az dV=

ffs (A1cosa + Azcosf3 + Agcos-y)dS


onde a, {3,-y são os ângulos diretores da normal à superfície S, traçada exterior-
mente.
~ ~ ~ ~~ ~ ~ ~
Como A =Ali +Azj +A3K, n = icosa+jcos{3+Kcos-y,
~ aA I aA z aA 3 ~ ~
'VX A = - + -- + -- e A X n = AI cosa + Azcos{3 + A3cos-y. Assim,
ax ay az

fII V
CvXÃ)dV=

que traduz o Teorema de Green no Espaço, também chamado Teorema da


Divergência.

Sejam Ab Az e A3 contínuas tendo derivadas parciais de primeira ordem


também contínuas em um domínio do espaço. Logo:

I C
(Aldx + Azdy + A3dz) =
II [(
s
aAg aAz)
ay - az
cos a +

aAI aAg)
+ ( a;- - ax cos{3+

z
+ (aAax - ay aAI) cos-y] dS
~ ~ ~ ~~ ~ ~ ~
Como A - Ali + Azj + AgK, n = i cosa + i cos{3 + K cos-y,

'\7 J\ A =
~ (aA3
ay -
aA2\~
az)
i +
(aAaz - aAg)~
I
ax j +

+ (aa~2_ a~l) K (Cap. VI) e

aA
('\7 J\ Â) X -; =( 3 _ aAZ) cosa + (aAI _ aA3)cos{3 +
ay az az ax

+ (aAz
ax
_ aAI)cos-Y
ay

~ ~
r" C A X dr =
Particularmente se 'iJ A Ã =Õ então ~ Ã X df = O o que era de se
.lC

PR 1 C'}1cule o valor das integrais:

a) f C
(3 Y dx - 5 x dy), C: x = 2 + t, Y = 2 - 4 t, O ~ t ~ 1

Solução:

X = l + t > dx = dt
{ Y = 2 - 4t > dy = -4dt. Assim:

~1

f C
(3ydx - 5xdy) = J
o
[3 (2 - 4t)dt + 5(2 + t)4dt] =

- j
4

(6 - 12 t + 40 + ,20 t) dt =
o

-f o
\46 + 8t)dt = [46t + 4t2l~ = 50

(3,9)
b)
f (-2,4)
(xy2 dx - yx2 dy), ao longo da parábola y = x2

Solução: y = x2 ====>' dy = 2xdx. Assim:

= [_ X6]3 = _ ~ + (-2/ = _ 665


6 -2 6 6 6
+ ydy
c)
f C
xdx
X
2
+Y
2' C: X = cos t, Y = sen t, O ~ t ~ 217'.

X .= cost > dx = -sen tdt


{ y = sen t --> dy = cos t dt. Assim:

f
X dx + y dy = J 21T - cos t sen ~dt + se~ t cos t dt = O
x2 + y2 COS t + sen t
C o

d) f C
(y2dx + xydy), C: o caminho triangular de (1, O) para (1,1) para

(O, O) para (1, O).


Solução:

y
(O, 1) (l, 1)

A equação da reta que passa pelos pontos (O, O) e (1, O) é y = 0=>


=>dy=O.
Assim:

f Cl
(y2dx + xydy) = O

A equação da reta que passa pelos pontos (1, O) e (1, 1) é x = 1 >


--> dx = O.
Assim:
A equação da reta que possa pelos pontos (1, 1) e (O, O) é y =x >
=>dy=dx.
Assim:

f c (y2dx + xydy)
3
= {O x2dx + x2dx = f, o 2x2dx = [; x'J: =

2
=-3"

~
PR2 Ache o trabalho realizado pela força F dada, sobre uma partícula movendo-se
~ ~ ~ .
em C, dados: F = 2 i - 5j e C: caminho poligonal de (O, O) a (1, 1) a
(1,2) a (2,2).

Y (1,2) C3
2 (2,2)
T= f F X df =
C '

~ ~ ~
= f (2 i - 5 j ) X [(dx) i +
C

+ (dy)11 = f C
(2dx - Sdy)

f C1
(2dx - 5dy) = J' o
(2dx - 5dx) = [-3x]~ = -3

f C2
(2dx - 5dy) = f 1
2 -5dy = [-5y]~ = -5
f C3
(2dx - 5dy) = f' 1
2dx = (2x]~ = 2.

T = J C
(2 dx - 5 dy) =- 3 - 5 + 2 =- 6

-l- -l- -l- -l-


PR 3 Se A = (4 x3 - 2 yz) i + (2 y + 4 xz) j + (2 + 3 xy2 Z2) k, calcule

JÃ X dt de (O, O, O) a (1, 1, 1) ao longo de C: x = t2, Y = t, z = t3•


C .

J C
à X dt = J C
[(4x3 - 2yz)t + (2y + 4xz)j +
-l- -l- -l- -l-
+ (2 + 3xy2Z2) k] X [(dx) i + (dy)j + (dz)k)] =

= J C
[(4x3 - 2yz)dx + (2y + 4xz)dy +

+ (2 + 3xy2Z2)dz]

x = t2 ==>" dx = 2tdt
Como y=t ==>dy=dt
z = t3 > dz = 3 t2dt

f C
à X di = f o
1 (4t' - 2t4)2tdt + (21 + 4t')dt +

+ (2 + 3 t1o)3 t2dtl =

_ fI (8t7 - 4t' + 2t + 4t' + 6t' + 9tlZ)dt =


o

= J. (8t + 2t +
1
7
6 t' + 9tlZ)dt =

= [t
8
+ t2 + 2 t3 + -9 t13 ] 1 = -61
13 o 13
·
PR4 Achar a área do círculo x = R cos O e y = R sen O.
Solução:

X = R cos O > dx = - R sen OdO


{ y = R sen O > dy = R cos O dO

Área = '2
1 J,
r(x dy - ydx) = '2
1 r 21T

(R cosO· R cosO dO +
"O

PRs Verifique o teorema de Green no plano para f C


[(3 x2y - x3) dx +
+ (x2 + y2) dy), sendo C a curva fechada do domínio limitado entre y = x2 e
y =x.
y
Solução:
1 (1, 1)

Fig.8.4.

Ao longo de y = x2 temos dy = 2xdx e

,. 1

J [(3X2x2 - x3)dx + (x2 + x4) 2xdx) =


O

= f o
1

(3x4 + x3 + 2x5)dx =

= (} x5 + x4 + X6)1 = 1 + 1.. + 1.. = 2!.


\S 4 3 o S 4 3 60
f. o [3x' - x')dx + (X
2
+ x2)dx] =

= (~4+ ; X'X = _~

1[ C
2
(3 x y - x )dx
3
+ (x
2
+ Y 2) dy ] = -71 - -7 = -1
~ 6 ~

f O
1

(2x - 3x2)(x - x2)dx =

-f O
1

(2x2 - 2x3 - 3x3 + 3x4)dx =

3 5 2 1
=---+-=
5 4 3
-60

(3,5)
PR6 Verifique se f [(2xy + y2)dx + (x2 + 2xy - y)dy] é ind~pendente
(1,2)
do percurso e calcule o valor dessa integral.
Solução:
ap
p(x, y) = 2xy + y2 ===> -ay = 2x + 2y

1 Q(x,y) = x2 + 2xy - y ==>.


ax =
aQ 2x + 2y
Então, ~~ = ~~ e a integral dada é independente do percurso.
Calculemos o seu valor.
Como ela não depende do caminho escolhamos um qualquer. Usemos o
da figura:

y A reta que passa pelos pontos (1, 2) e (1,5)


(1,5)
é x = 1 onde dx = O e a reta que passa pelos
········PJ
C1
C2 :

:
(3, 5) pontos (1,5) e (3,5) é y = 5 onde dy = O.
Então:

2 , (1,2) I
I I

f Cl
[(2xy + y2)dx+ (x2 + 2xy - y)dy] = f.
2
5

(1 + y)dy =

= y ( +L 2)5 =_27
222

f C2
[(2xy + y2)dx + (x2 + 2xy - y)dyf =

= f 1
3
(lOx + 25)dx = (5x2 + 25x)~ = 90

(3,5) 27 207
r
• (1,2)
[(2xy + y2)dx + (x2 + 2xy - y)dy] =""2 + 90 = "2"

PR7 No problema anterior, calcule


ao longo de y = x2 e y2 = X.
f•
[(2xy + y2)dx + (x2 + 2xy - y) dy]

Solução: Como aapy = 2x + 2y


.
= aaxQ então

~ [(2xy + y2)dx + (x2 + 2xy - y)dy] = O (T. de Green)


-'}- -'}- -'}-
PRs V~rifique o teorema da divergência para A = (3x - 2z) i
-'}-
+ (xy2Z) j +
+ (x2z) k, através do domínio limitado por x = O, x = 1, y = O, y = 1 e
z = O, z = 1.
Solução:

fff V
(ílXÃ)dV= Jl Jl
o o
fl(3+2XYZ+X2)dzdYdx=
o

-f f o
I

o
I

(3 + xy + x2) dy dx =

1,1)

F(1,

1, O)
y

A (1,

x
/
Fig. 8.6

r -'}-
f J
S
(A X ti) dS calcularemos face por face, pois S é superfície do cubo.

-'}- -'}- -'}- -+ -'}--'}-


1) Face ABGF: n = i , x = 1. Então A = (3 - 2z) i + (y2Z) j + zK e
'---v---'
SI
ff SI
(1 x ti) dS = f
o
1

f
o
1

(3 - 2 z) dy dz = f o
1

(3 - 2z)dz =

= (3z - Z2)~ =2
~ ~ ~ ~ ~ ~
2) Face BCDG: n = j ,y = 1. Então A = (3x - 2z) i + (xz) i + (x2z)K e
'--y--/
S2

ff S2
(Ã X rl)dS = rf o o
~2 dxdz =
f
i

o
1
"2zdz =

= (~): = ~
~ ~ ~ ~
3) Face OABC: n = -K e z = O. Então A = (3 x) i e
'---y--/
83

JJ (Ã X ri) dS = O
83
~ ~ ~ ~ ~
4) Face OEFA: n = - j e y = O. Então A = (3x - 2z) i + x2zK e
'----v--'
S4

Jf (Ã X ri) dS =O
84 .
~ ~ ~ ~ ~
5) Face DEFG: n = K e z - 1. Então A = (3 x - 2) i + (xy2) j +
'----v--'
S5
~
+ (x2)K e

~ ~ ~ ~
6) Face OCDE: n = - i e x = O. Então A = (- 2z) i e
'----v--'
S6

ff
S6
(1' X ti) dS = f o
1

f
o
1

2 z dz dy = f o
1

dy = 1
rf -+
(A X n) dS
-+
= 2 + -1 + O + O + -1 + 1 = 43
-
J S 4 3 12

(3,9)
PP1 Calcular f [(x + 2y)dx + (2y - x)dy] ao longo
(1,1)

a) da parábola y = x2;
b) de uma reta;
c) dos segmentos de reta desde (1, 1) a (3, 1) e de (3, 1) a (3, 9).
a) 84; b) 88; c) 8.

PP2 Calcular t [(3x - 2y - 4)dx + (6y - 3x + 4)dy] ao longo do triângulo

de vértices (O, O), (1, 2) e (5, 2).

a) f C
[2y2dx - 4xdy], C: x = 2 - t, Y = 4 + 3 t, 1 ~ t ~ 2.

Resp.: -152

b) f
. C
[(5y +x)dx + (3y - 4)dy], C:x = 4 + 2t,y = 10 -2t,

O ~ t ~ 3.
Resp.: 150

c) f (2,4)

(-2,4)
[xZydx - 3y2dy], ao longo da parábola y = x2•

64
Resp.: 5
f [~
(2,8) .

d) dx - ~ dY] ao longo da reta y = 2 + 3 x.


(1,5) y

Resp.: 3,699 aproximadamente

" xdx - ydy


e) 2 2.' C: x = cos t, Y = sen t, O ~ t ~ 2 rr •
.; x +Y
'

f) f C
[2ydx + Sxdy]; C: x = sent, y = cost, O ~ t ~ 2rr.

Resp.: - 3rr

g) f C
[y2xdx + 2x2ydy]; C: o caminho triangul~r de (1, O) para (2,2)

para (-1,3) para (1,0).


77
Resp.: 12
~
PP 4 Ache o trabalho realizado pela força F dada, atuando sobre uma partícula
que se move na trajetória C dada por:
~ ~ ~
a) F = 2 i - 6 j , C: caminho poligonal de (O, O) a (1, 1) a (1,3) a (3, 3).
Resp.: -12
~ ~ ~
b) F = i + 2 j , C: caminho poligonal de (1,2) a (1,3) a (3,4) a (4,4).
Resp.: 7

1 C
[(x2 - xy2)dx + 0'2 - 2xy)dy]

onde C é o retângulo de vértices (O, O), (3, O), (3, 2) e (O, 2).
Resp.: 6

PP6 Calcular ~ [(2x - 3y - 2)dx + (3y + 2x - 6)dy] ao longo de um círculo

de raio 4 e centro em (O, O) usando o teorema do Green.


Resp.: SOrr
(2,1)
PP7 Prove que f. [(2xy - y4 + 3)dx + (x2 - 4xy3)]dy independe do
(1,0)
caminho entre (1, O) e (2, 1) e a seguir calcule o valor dessa integral.
Resp.: 5

PPs Calcule a área do círculo de raio 3 com centro em (O, O).


Resp.: 91T

PP9 Calcule a área da elípse x = 6 cos 8, y = 4 sen 8.


Resp.: 241T

PPlO Calcule a área do retângulo de vértices (1,1), (1,3), (5, 1) e (5,3).


Resp.: 8

PPll Calcule a área do trapézio isósceles de vértices (1, 1), (2,2), (4, 2) e (5, 1).
Resp.: 3
~ ~ ~ ~
PP12 Verifique o teorema da divergência para A = (3 x - z) i + xy2 j - xzK
através do domínio limitado por x = O, x = 2, Y = O, Y = 2, z = O, z = 2.
Resp.: 32
~ ~ ~
PP13 Verifique o teorema da divergência para A = (2xy + z) i + y2 j
~
- (x + 3y)K tomado no domínio limitado por 2x + 2y + z = 6, x = O,
y =O ez = o.
Resp.: 27
~ ~ ~ ~
PP14 Sendo F = (2xy + 3) i + (x2 - 4z) j - 4 yK calcule o trabalho reali-
zado por uma partícula sujeita a essa força ao se deslocar de (3, - 1, 2)
a (2, 1, - 1).
Resp.: 6

PP15 Calcule novamente o problema anterior tomando outro caminho.


Resp.: 6
9
SÉRIES

Nada como compor um poema alegre ao som


da verdade e à luz do Infinito.

Consideremos a sequencia de números a}, a2, a3, ... e Sn = ai + a2 +


+ a3 + ... + an onde n = 1, 2, 3, ...
Assim:

S1'= ai
S2 = ai + a2
S3 = ai + a2 + a3

Temos então uma outra seqüência de números S b S2, S3, •.. a qual é
chamada série de termos an, a qual indicaremos por "'Ean. Cada Sn é chamada
de soma parcial da série.

tal que lim Sn = S, diremos que a série I an = ai + a2 + a3 + ... é conver-


n-+oo n=l
gente e tem soma S. Quando tal limite não existir (ou for infinito), diremos que a
série é divergente.
00 n
Podemos com isso escrever L an = lim L aj, quando existir o limite.
n=l n-oo j=l

00

E1 Consideremos a série L n (n 1+ 1)· Temos:


n=l
00

" 1 111 1 1
~ n (n + 1) = 2 + 6 + 12 + 20 + 30 + ...
n=l

1 1 1 1· ~
Sn = '2 +"6+ 12 + 20 + ... =~
00

Sn = lim
n-oo n
11 - 1 diremos que a série L n (n 1+ 1) é
n=l

E2 A série L (_l)n-l = 1- 1 + 1 - 1 + ... não é convergente pois se


n=l
n é par Sn = O e se n é ímpar Sn = 1. Portanto não existe lim Sn e a
n-oo
Se I an e I bn são convergentes com somas A e B, respectivamente, e
n=l n=l
K é uma constante, então

a) I (an ± bn) = A ± B b) I (K an) =K I an . KA


n=l n=l n=l

a) I (an ± bn) =A ±B
n=l

Consideremos as somas parciais

An = aI + a2 + a3 + .
Bn = bl + b2 + b3 + .
==>. Sn = An ± Bn = + a2 + a3 + ... + an) ±
(aI
± (bl + b2 + b3 + ... + bn) =
= (aI ± bl) + (a2 ± b2) + (a3 ± b3) + ... + (an ± bn)
Logo, lim Sn = lim (An ± Bn) =A ± B pois, por hipótese, An converge
n-"oo n-..oo

2 (an ± bn) = A ± B.
n=l

Propriedades

.PI Multiplicando cada termo de uma sene por uma constante não nula, a
série continua convergente ou divergente.

P2 Retirando ou acrescentando um número fmito de termos a uma série, esta


permanecerá convergente ou divergente.
A série L an é absolutamente convergente quando I lan I converge. Se

I an converge, mas I lanl diverge, então I an é condicionalmente conver-


n=l n=l n=l
gente.
Toda série absolutamente convergente é convergente.

9.3 - CRITÉRIOS DE CONVERGÊNCIA E DIVERGÊNCIA

Se não tivermos lim


n-oo
an = O então L an é uma série divergente.
n=l
De fato se lim Sn = S temos lim Sn+ 1=Se sendo an = Sn+ 1- Sn
n-oo n_oo

lim an = 1im (Sn+l - Sn) = Um Sn+l - Um Sn = S - S =


n-+-oo n-+oo n-oo n-+oo

Logo, se an não converge para O, a série não pode convergir, sendo portanto
divergente.
Este critério só pode ser usado para provar divergências e, também,

quando lim an
n-oo
= O, a série I an pode
n=l
ser tanto convergente como diver-
.

00 2
E1 A'""sene L 4 n 2+ 1 e, d"lvergente pOIS
"
n=l n
00

E2 A'·"sene L 8n +
3n - 51 tam b'em diverge pOIS
.
n=1

tim 3n - 1 =~ *O
n-+oo 8n + 5 8

00

E3 A série I ~
é chamada "série harmônica de ordem ]". Veremos,
n=1

a seguir, que ela diverge, apesar de lim 1.= O.


n-+Q n

Seja y = f (x) uma função definida, contínua, monótona decrescente para


x crescente, lim f(x) = O e f(n) = ano
x-+oo

A série L an convergirá ou divergirá, conforme a integral imprópria


n=1

J. 00 f(x)dx convergir ou divergir, onde C é arbitrário.


C

00 .

L li 1
=.
1 1
p + li + P + ... 1
conVt::rge.quando p > .
1 e dIverge quando
ií=1 n 1 2 3
p<;l.
De fato: f(n) " ~;f(x) = ~ e ~ é decrescente quando x cresce. Logo,
\·n x x
C = 1 vem:

K 1 fK
foo

1
_1 dx = lim
xP K-+oo
f
1
-
xP
dx = lim
K-+oo
1
x -P dx =

= lim 1
Xl-P ]K = 1
1
lim [X1-P]1
K =
[
K-+oo - p 1 . - P K-+oo

_ 1 lim (K1-P - 1) =
1 -P K-+oo

= 1 ~ lim (
P K-+oo K ;-1- 1)
f. oo

1
1 dx
Xp
-
- P -
1
1
•. ~
e a sene L
n=l
-p
n
1 .
sera conver·

2 Se p ~ 1 ====> f 1
00

x
~ dx = 00 a série será divergente.

Seja lim
n._ OO
= L. A série L an
n=l

a) Converge (absolutamente), se L < 1


b) Diverge, se L > 1
c) Se L = 1, nada se poderá afirmar.

00

•. "
A sene L (n +2 1)! converge, POIS:
.
n=l

2
[(n + 1) +' 1]! (n + 1)!
2 (n + 2)!
. (n + 1)!

(n + I)!
(n + 2)(n + 1)!

.
= lim
n-+oo
I n +1 2 1=0<1
. ;;8$-
C4 Oitério da raiz ou de C'rZchy

Seja lim ~ = L. A série L an


n_oo n=l

a) Converge (absolutamente), se L < 1


b) Diverge, se L >1
c) Se L = 1, nada se poderá afirmar.
A série i
n=2 (logn)
1 n é convergente pois:

lim n
n-H'" ';j
/1(logn)1 n I = n_oo
lim _1_
logn
= O< 1

A série alternada al - az + a3 - a4 + ... = L (_l)n-lan tal que al ~


n=l
~ a2 ~ a3 ~ ... e lim an = O é convergente.
n-4oo

n+l
L C;-nl~ 1
00

A série é convergente pois:


n=l
1 1 1
an + 1 = 2 (n + 1) _ 1 = 2 n + 1 e Qn - 2 n _ l' concluindo-se que

1 ~ 1 I' 1 - O
2n + 1 -..:::
2n - 1 e n~ 2n - 1- .
'----v--' ~
an+l an

Sejam as séries L an e L bn tais que O ~ an ~ bn para qualquer n. Se:


n=l" n=l

a) L bn converge, então L an, também converge


n=l n=l

b) L an diverge, então L bn, também diverge.


n=l n=l

00

'" Qn(n)
L 2n4
n=l
- 1·
1 1 Qn(n) n 1
Como Qnn < n e '-4-- ~ 4' temos 4 ~ -
4
= 3' Mas
2n 1 n 2n - 1 n n
00

Ln
1 é convergente
3
conforme exemplo do critério da integral,
n=l

00

A série L -1 _1_ é divergente pois:


ogn
n=l
n > logn
donde l. < -1 _1_ e a série
n ogn
i l.
n=o n
diverge (série harmônica de ordem 1).

Toda série da forma L an (x - a)n = ao + aI (x - a) + a2 (x - a)2 +


n=o
+ ... + an (x - ar
+ ... , onde ao, ab a2, •.. , são constantes, chama-se "sé-
rie de potências" em (x - a).
Toda série de potências tem um raio de convergência R, tal que, a série
converge quando Ix - ai < R e diverge quando Ix - ai > R (Fig. 1).
O intervalo Ix - ai < R ou a - R < x < a + R, com possível inclusão
dos pontos extremos, chama-se "intervalo de convergência".
Quando R = O a série converge somente em x = a e quando R = 00 a série
converge para todo valor de x.

00 n
P ara quals. valores de x a sene
,." L -'nn (x - 1) .?
converge.
. n=12 (3n-1)

(n + l)(x - l)n(x - 1)
2 • 2n (3n + 2)
n(x - 1)n
2n (3 n - 1)
_ lim I (n + 1)(3 n - l)(x - 1) I=
n-oo 2n(3n + 2)

3n + 2
2n - 1 1
----- = Ix - 11 0
-

2
6n + 4n 2

C orno Ix -2 11 <1 ( con dOlçao


- para convergencla
~ .) temos

a) Para x = - 1 > Io
o
n(-2)n
---- -
(-lt
---
I""n
n
n=l 2 (3n -1) - n=l 3n -1'

1
Diverge, pois, lim 3 ~
n n -+00
1 = 3 * O.
00

b) Para x = 3 ==> I 3n~ l' também diverge pelo mesmo motivo.


n=l
Portanto, a série dada converge para - 1 < x < 3.

00

~ xn lOg~n + 1)
Solução: Aplicando o critério da razão temos:

1
x •x n
10g(n + 2) _ lim 110g(n + 1) _
1 n_oo x1og(n+2)
xn log(n + 1)
10g e
=-1 l'1m n + 1 = _1_ lim n + 2 =_1
Ixl n_oo 10g e Ixl n_oo n + 1 Ixl
n + 2

Mas I~I < 1 (critério da razão), então:

1 < Ixl => Ixl > 1 => X > 1 ou x <- 1


00

a) Para x = 1 temos a série I ·iog(~ 1+ 1)' Portanto, é divergente


n=1

(omparar
\
com i ~\.
!)
n=1

00

b) Para x = -1 temos a série L


n=1 (-1)
n 1
log(n + 1)
, a qual é convergente,

pois, é uma série alternada onde seus termos decrescem em valor absoluto
elim 1 =0
n log (n + 1)
_00 .
Portanto, o intervalo de convergência da série dada é x > 1 V x ~ -1.
Veremos, agora como representar através de uma série de potências, uma
ampla variedade de funções.

Suponhamos a existência de [(x) e suas derivadas[' (x),[" (x), ...


r
contínuas num dado intervalo [a, b] e que n + 1) (x) exista em (a, b). Assim
n) (x), ,r
[(x) = [(a) + [' (a)(x - a) +f~~a) (x - a)2 + ... +

r
+ n) (a) (x _ a)n + R
n! n

onde Rn (resto) é dado pela forma:

Rn
r n
)(Xl)
= (n + I)! (x
\12+1
- aJ (resto de Lagrange)

[(x) = [(a) + [' (aXx - a) + r 2\~


"~ (x
I )
_ a)2 +
['"
(a)~ - a)
3
+ ...
o qual é chamado desenvolvimento em série de Taylor de [(x). Ainda no caso
de a = O podemos simplificar [(x) obtendo

[(x) = [(O) + [' (O)x + ['~~O) x2 + r'~~o)x3 + ...

o qual é chamado desenvolvimento em série de Mac-Laurin de [(x) (veja a


dedução no livro Números Complexos e Funções Hiperbólicas, de Righetto, A.).
Exemplos:

EI Desenvolver [(x) = eX segundo série de potências:


Solução::
[(Xl) = eXI; i' (Xd = eXl; f' (Xl) = eXl; •.. ; fn) (Xl) = eXl.
Para a = O, X > O e O < Xl <X temos:

00 x n+l
Mas a série ~ (~ : 1)1 é convergente para todo X (aplicar o critério da
n=l

razão) onde lim


n-oo
t:x n+l

n
1)'
.
= O e conseqüentemente lim Rn
n_oo
= O. Con-

c1uímos que eX pode ser representado por urna série de Taylor.

eO 2 eO 3 eO 4
ex = eO + eOx + -21 x + -3! x +-4! x + ... =

~ Desenvolver segundo o desenvolvimento de Taylor a função [(x) = senx.


Solução:

[(x) = senx; fI (x) = cosx; [u (x) =- senx; {m (x) = - cosx;


{IV (x) = senx;fV (x) = cosx; ...

para a = O temos:

x2 x3 x4
senx = senO + xcosO + 2! (-senO) +3T (-cosO) + 4! (senO) +
x5
.+ 5T cos O + ...
PR 1 O primeiro exemplo
deste capítulo pode também ser resolvido assim:
_ 1
Devemos transformar a fraçao n (n + 1) em uma soma algébrica de outras
frações ou seja:

1 =A + .-!!.- = A (n + 1) + Bn = (A + B)n + A
n(n+l) n n+l n(n+l) n(n+l)
A+B=O
donde
{
A=l->B=-l

111
n(n+l)
=----
n n+l

~
00 1 (1
00 "1) . (1 1)
n (n + 1) = {;l li - n + 1 = ,!~oo~l K - K + 1 =
n

=lim(l- 1 )=1
n -+00 n + 1 '

I arn-1 = a + ar + ar'- + ar3 +


a
onde a e r são constantes, converge para S = 1
-r
se Irl <1e diverge
se Irl ~ 1.
· a (l - rn)
lim Sn= 11m 1 a lim (l - rn)
n-'>oo n-'>oo 1- r - r n-'>oo

Se Ir I < 1 ==> lim (l - rn) = 1 e lim Sn - 1 a . A' sene


.
n-'>oo n-'>oo -r
a
convergirá para -1--
-r

2 Se Ir I ~ 1 o termo geral da série não convergirá para zero, e a série


será divergente.

PR 3 Prove que
2 (25)2 + (25)3
"5 + -i (;Y
n=l
converge e ache sua

Sn = 52 +"5(2)2 + (2)3
5" + ... + (2)n
5"

Multipliquemos ambos os membros por ~ ====.>

->
2 (2)2 +"5(2)3 + ... + (2)n
"5 Sn ="5 "5'
+ (2)n+l
"5

, . em estu do e' convergente com soma 3'


e, portanto, a sene 2
Como lim : 1 = 1 =1= O, a série em estudo é divergente.
n -+00 n

PRs Provemos o critério da integral.


Para esta prova tomaremos C = 1.
Por hipótese f(x) é monótona decrescente, assim
an+l. f(n + 1) ~f(x) ~f(n) = an, n = 1,2,3, ...
Integrando de x =n ax =n + 1 vem:

M
az + a3 + a4 + ... + aM ~ f f(x)dx ~ ai + az + a3 + ... +
1

M
Supondo que exista lim
M-+oo
f f(x)dx = S, então az + a3 + a4 + ... +
1
+ aM é monótona crescente sendo limitada superiormente por S e portanto

i
n-+l
an converge. Se
M-+oo
lim f
1
M f(x)dx não existe então i
n=l
an diverge.

00

PRó Investigue pelo critério da integral o caráter da série L ne- n2

n=l
2 2
Solução: f(n) = ne-n e f(x) = xe-x . Tomando C = 1, vem:

f 1
00 f(x)dx = f 1
00 xe-x2 dx = l~
K
f K
1
xe-x2 dx =

= .
11m
K -+ 00 [
K- -
1
2
J.
1
_x2
e d(-x)
'----y---/
2 ] =

-2xdx
_ 1 lim [_x 2
--- e )K =-- 1 1·
1m (_K2
e -e -1) =
2 K-+oc 1 2 K-+oc

2
"L ne- n , e convergente.
n=l
I

I
oc

Qnn
n
n=l

f(n) = Qnn f(x) = Qn~


n x

f 00 f(x)dx = f oc Qnx dx
x
= liro
K-+oc
f K Qnx dx =
X
222

= lim
K-+oc
fK
2
Qnxd(Qn~)
~
= 'lim
K-+oc
[Qn
2
2
x]K _
2
dx
x

oc

"
L
n=2
n
Qnn e, divergente.

Prova: Seja 1im a + 1


n-+oc
I n
an
I = L. Provemos a convergência para L
.
< 1.

Escolhamos um número inteiro M tão grande que,


aM+l < raM
aM+2 < raM+l < r2aM
aM+3 < raM+2 < r3aM
e assim por diante.
Por soma teremos:

aM+l + aM+2 + aM..l..3+ ... < raM + r2aM + r3aM + ... =

= aM (r + r2 + r3 + ... )

CD
A série CD
com O < r < 1 é convergente (série geométrica), logo a série
dada converge.
No caso de variar o sinal dos termos, teremos

e a série L an conv~rge absolutamente.


n=l
De maneira análoga, provamos as partes (b) e (c) do critério da razão.

L
0Cl

c) n!
n=l
3 • 5 ... (2n + 3)

~ n2
b) L (n + I)!
n=l

(_l)(n+ü-13n+1 (-lf3 • 3n
(n + li (n + 1)2
a) lim
n-4OCl (_l)n-13n (_1)n(_1)-13n
n2 n2
(n + 1)2

b) lim
(n + 2)! (n + 1i(n + 1)!
n~oo n 2
(n + 2)(n + I)! n2
(n + I)!
(n+ 1)2
(n + 2)n2
2n + 2 2
3n2 + 4n 6n +4 = O < 1

+ I)! (n
3 • 5 ... [2 (n + 1) + 3]
c) lim
n~oo n!
3 • 5 .. , (2 n + 3)
(n + l)n!
3 • 5 ... (2 n + 3)(2 n + 5)
1-
n!
3 • 5 " . (2 n + 3)
n+1 =1<1
2n + 5 2

Solução:

a) lim
n~oo
n I( 1 +n n 3)n I = n~oo
lim -~
1 +n
= O< 1,

I( n + 1 1 . ( -- n)n
n2
b) lim n -- n ) =hm =hm. (n-- + l)-n =
n~oo n~oo n + 1 n~oo n

= [ lim (1 +-l)n]-l
n~oo n
= e-I =-<1
e
1,
CC

" n! e, uma sene


PR 11 Pr ove que L..J , . convergente.
n
n=l n

(n + I)! (n +
l)n!
(n + l)n+l (n + l)n(n + 1)
lim
n!
- 1im
n!
-
n-cc - n-cc -
nn nn

= liro __ n_n__ lim ( n )n _


n"""cc (n + l)n n-cc n + 1/

=[n~

cc (_l)n+ln .
cc
1
a) L 4n-3 b) L (_l)n arcsen-
n
n=l n=l

2 1 4 5 2
1~-~-~-~-~-~ ...
5 3 13 17 7

o que nos leva a concluir que a série dada é divergente.

b) L (-1) n are sen -;;1 = - are sen 1 + are sen "21 - are sen
1
"3 +

1
+ arcsen '4 are sen "51 + .. . =
= _90° + 30° - 19,47° + 14,47° -
- 11,53° + ...
1
Como vemos: a1 ~ a2 ~ a3 ~ a4 ~ ... e lim arc sen - = O, con-
n~oo n

i
00

a) L n
1 c) 1
n=1 n 2 n=2 y'nlogn

00

1 ~ 1 ,., 1, ,. ,. d
a)Corno -- n
-..;::: e a sene ~ ---ri
e uma sene geometnca on e r =
n 2n 2 n=1 2
. • 00

.= ~ < 1 e conforme PR2 convergente, concluímos que a séri~ L~


n=1 n2
também é convergente.
sen n ~ 1
b) Como senn ~ 1 =='> --2- ::::::2'.
n n
00 .

A série L~ é convergente conforme exemplo do critério da integral


n=1 n
00

. ,sen n ,
e aSSIm ~ -2- e convergente.
n=1 n

logn<y'n===>_1_>_1_==>
log n y'n ..;n 1log n >

> 1 > 1 >1-


y'n ..;n yn log n n·
00

Como a série harmônica L .l


n
é divergente, concluímos que a série

00

L
n=1
1
ynlogn
é divergente.
Prova: A série 2 an ou é convergente ou é divergente. Se ela for
n=l
n
divergente, lim L aK - 00. Como bn ~ an, por hipótese, teríamos
n_oo K=l
n 00

lim L bK = 00, donde concluiríamos que a série 2 bn divergiria, o


n-oo K=l n=l

que estaria em contradição com a lúpótese. Portanto a série I an con-


n=l

(x - 2) + (x - 2)2 + (x - 2)3 +
1 2 3 ...

_ (x - 2)(x - 2)n
an+l - n + 1

para n = 1, 2, 3, ...
Aplicando o critério da razão temos:

(x - 2Xx - 2)n
n + 1
(x - 2)n - nl~ I (x - 2) n : 1 = I
n

= Ix - 21 lim n = Ix - 21
n_oo n + 1

Para a convergência devemos impor Ix - 21 < 1 (critério da razão), donde:

~ (_l)n
--> ~ --, > série convergente, pois, seus
n
n=l

termos decrescem em valor absoluto e lim 1.. = o.


n-oo n
00

b) Para x = 3 ==>' L~
n
> divergente (série harmônica de ordem
n=1
p = 1).
Portanto, o intervalo de convergência da série em estudo é 1 ~ x < 3.

PR16 Desenvolver f(x) - arc tg x segundo o desenvolvimento de Taylor para


a = O.
Solução:

f(x) = arc tgx > f(O) = O

fI (x) = 1 ===> fI (O) = 1


1 + x2
fO (x) = - 2x ==> fII (O) = O
(1 + X2)2
III 6x2 - 2 III
f (x) = (1 + x2i ===> f (O) =-2
3
f(lV) (x) = 24x - 24x ===>. f(lV) (O) = O
(1 + X2)4

4 2
f(V) (x) = 120x - 240x + 24 > f(V) (O) = 24
(1 + x2)s

2 3 24 S x3 xS
.arc tg x =x - 3! x + S! X - ••• =x - 3"" + "5 - ... =

PR 17 Determine o intervalo de convergência para a função f (x) = arc tg x.


Solução: Conforme problema anterior temos:
(_l)n+lX2(n+Ü+1
2(n + 1) + 1 -x2(2n + 1)
( _1)nX2n+l 2n +3
2n +1

Devemos ter pelo teste da razao Ix21 < 1 (convergência).


Assim

1 Para x = 1 ====> i 2
n=l
2(~
n
1 (série alternada convergente)

00 (_1)3n+ 1
2 Para x = -1 ====> " ---- (série alternada convergente)
~
n=o
2n + 1

1-1~x~11

Assim, trocando x por - x2 vem:


2
e
-x = 1 _
x
2 + ( - 2!
x
2)2
+ ( - 3!
x
2)3
+ ( - 4!
x
2)4
+ ...
==>

2 2 x4 x6 x8
---> e-x = 1 - x +"2 -"6 + 24 + ...
Portanto f.
o
1 e-X' dx '" 0,747.

ATENÇÃO: Só podemos integrar ou. diferenciar, termo a termo, uma série


de potências, dentro do intervalo no qual a série é convergente.

PP 1 Prove que as séries seguintes convergem e ache sua soma

1 1 1 1
a) G3 + 3:s + ~+"7"=9 + ...
1
Resp.: "2
co 1
b) L
n=o
(n + 2)(n + 4)
5
Resp.: 12
co

c) L
n=l
n(n 1+ 2)

3
Resp':4

co
.~==~"" ,,

\.. d) ~, (4n + 3)~4n - 1)


'---- ---- ----r - -- 0'- • •.

Resp.: 12
· ~ 1
a) L -2--
n=l n + 1

n + 1
3n 2
+ Sn + 2

00 2
c) L nn
n=l 2

00 earctgn
e) L
n=l
n2 + 1

00 n
f) L~
n
n=l

h) ~ (_l)n+l
L 2n-1
n=l

00

n!
i) L
n=l
(n + 2)!

00

(n!)2
j) L
n=l
(2n)!

k) L
00

n=l
a
n

n
:! (a > 1)

00 n
1) " !!-
L n!
n=l
00

m)L ;
n=l

00

r) L
n=l
log n : 1

1 1 1 1
t) 4' + 16 + 36 + 64 + ...

00

L [f(n + 1) - f(n - 1)] = lim [f(n) + f(n + 1)] -


n=2 n-+oo

00 n
.. , (x - 2)
b) ~ 2
n=l n
"'"
c) L n!xn
n=o

d) L co
1 • 3 • 5 (2 n - 1) xn
2 • 4 • 6 (2n)
n=l

e) x + 1+ (x + 1? + (x + 1?
1 y'2 fi + ...

f)
x - 3 + (x - 3)2 + (x - 3)3 +
1 2 3 .. ,

)
x + 3 + (x + 3? + (x + 3)3 +
g 1 y'2 fi ...
x2 x3
h) 1 + x + 2! + 3T + ...

PPs Prove os seguintes desenvolvimentos em séries de potências e seus respectivos


intervalos de. convergência; segundo Taylor:

x2 x4 x6 X2n-2
a) cosx = 1 - 2T + 4! - 6T + ... + (_l)n-l (2 n - 2)! + ... ,
- 00 <x < 00, para a = O

b) logx = L - l)n + n
CO ( l(X
-
l)n
, Ix - 11 < 1, para a = 1
n=l

O
e (x l)n
d) e X
= I
C

-
n!'
- 00 <x < 00
,
para a = 1
n=o
e ~ e (x - 1)3 e (x - 1)4
eX = e + e(x - 1) + 2! (x - 1) + 3! + 4! + ...
Calcule aproximadamente o valor de e3 nos dois casos e compare a diferença
verificando que ela é mínima quando o número de termos é muito grande.
Qual dos dois desenvolvimentos se aproxima mais rápido do valor real?

ro
1 -e -x~
x
2 dx

PPs' Calcular, erro inferior a 0,001:


a) sen 36° d) Qn 4
b) cos 45° e) log 8
c) tg 18°
Resp.: a) 0,586 d) 1,386
b) 0,706 e) 0,903
c) 0;323
18
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

É na palma de espinhos que o Céu instala as


rosas.

10.1 - DEFINiÇÕES

Toda equação que envolve derivadas ou diferenciais é chamada equação


diferencial.

Exemplos:
2
dy +Y dy = O
dx2 dx

As equações diferenciais podem ser ordinárias ou parciais: :'..

Equações diferenciais ordinárias: Só possuem derivadas ordinárias, ou


seja, uma única variável independente (E1 e E2 acima)'
Equações diferenciais parciais: Só possuem derivadas parciais, ou seja,
possuem duas ou mais variáveis independentes (E3 acima)
A ordem de uma equação diferencial é a ordem da mais alta derivada que
nela aparece.
Nos exemplos E1, E2 e E3 as equações são de segunda ordem.
O grau de uma equação diferencial é o valor do expoente da derivada de
maior ordem que nela aparece.
Nos exemplos E1 e E3 as equações são do primeiro grau e no exemplo
E2 do segundo grau.
Estudaremos apenas as equações diferenciais ordinárias.

10.2 - SOlUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DIFERENCIAL

Diz-se que uma função y = f(x) é solução de uma equação diferencial


se tal. equação· é identicamente satisfeita ao se substituir y e suas derivadas por
f (x) e suas derivadas correspondentes.

Exemplos:
2
ConSl'd eremos a equaçao
- di&' dy
'al or din á'na -2
J.erenCl 2 dy
dx
+ y - O e a
dx
função y = xex.
dy d2y x dy
Calculando dx e dx2 a partir de y = xe temos: dx = X
e (x + 1) e

dy
d2~ = eX (x + 2). Substituindo y, dx e d2~ na equação temos:
dx dx

d'y _ 2 dy +y = eX (x + 2) - 2 eX (x + 1) + xex =
dx2 dx .

= xex + 2 eX - 2 xex - 2 eX + xex = O

Como vemos, a equação diferencial dada é identicamente satisfeita ao subs-


tituir y e suas respectivas derivadas. Portanto, a função y = xex é solução
dessa equação.

2
Consideremos a equação diferencial ordinária (x - 1) d y - x ddxY+ y = O
dx2
e a função y = C1x + C2ex•
Temos:
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

(X - 1) Z- X : +y = (x - 1) C2ex - x (C1 + C2eX) +


x
+ C1x + C2e =
= C2xex - C2ex - C1x - C2xex +
+ C1x + C ex = O
2

Portanto, y = C1x + C2ex é solução da equação diferencial dada.

Observação: Neste último exemplo, a solução y = C1x + C2ex depende das


constantes arbitrárias C1 e C2• Neste caso, a solução é chamada "solução
gerar' pois admite uma infinidade de soluções.
Quando os valores das constantes assumem valores calculados, segundo
condições dadas, as soluções passam a ser chamadas soluções particulares.
O gráfico da solução geral é uma faml1ia de curvas e o gráfico da solução
particular é uma curva da família, dada pela solução geral (Fig. 1).

/' uma solução particular

10.3 - EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE PRIMEIRA ORDEM


E PRIMEI RO GRAU

É toda equação da forma:


M (x, y)dx +N (x, y)dy = O
2
. Exemplo: A equação diferencial dxdY + y ;x = O pode ser escrita como
, Y x
(y2 -x)dx + (y + x)dy = O. Neste exemplo,
. M(x,y) = y2 - X e N(x,y) =y +x

10.3.1 - EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE VARIÁVEIS SEPARÁVEIS

~ a equação M (x, y) dx + N (x, y) dy = O puder ser colocada na forma


P(x)dx + Q (y)dy = O, a equação é chamada equação diferencial de variáveis
separáveis e sua solução é dada por:

Exemplos:
dy 1 + y2
-=---
dx x2

1 1
onde P(x) =-- e Q(y) =--
x2 1 + y2'
Sua solução é dada por:

f 1
dy
+ y2 f dx = C ===>
x2
(are tgy) +..!.. =
X
C

x
dy = eXeY ===.> _dy e_ -->" eXdx - e-Y dy = O,
dx dx' e-Y

onde P (x) = eX e Q (y) =- e-Y, cuja solução é dada por:


EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

E3 eX tgy dx + (5 ~ eX) sec2y dy = O


Poderemos separar as variáveis) se dividirmos toda a equação pelo produto
dos termos mal situados:

eX 2
onde P (x) = x e Q (,v) = --sec y
cuja solução é dada por
5 +e tgy

f 5
eX
+ eX
dx + f 2
sec y d = C
tgy Y 1

f d(5
5
+ eX) +
+ eX
f d(tgy)
tgy
=C
1

Qn (5 + eX) + Qn (tgy) = C2

ou Qn [(5 + eX) tgy] = C2

ou (5 + eX) tgy = eC2

e fazendo eC2 = C tem-se I (5 + êX) tgy = C I

11.3.2 - EQUACÃCDDIFERENCIAL H8M8GÊNEA DE 1êll .RDEM

Se na equação diferencial M (x, y)dx + N (x, y)dy = O pudermos escrever


: como uma função F(~), a equação diferencial diz-se homogênea.

Sua solução é obtida através da substituição v = y que a transforma em


x
equação diferencial de variáveis separáveis. Vejamos alguns exemplos:

E1 (9x - 3y)dx + (y + 3x)dy = O

Dividindo todos os termos da equação diferencial por dx resulta:

(9x - 3y) + (y + 3x) : = O


onde : = 3; +- ;Xx, sendo o segundo membro uma função F(~), pois
dy _
3(L) - x
9
= F :),
(\
logo é homogênea.
dx - (:) + 3

A sua solução é obtida fazendo y


x
= v.

y ~ ~
Sa-=
x
v => y = vx ====>dy = vdx + xdv===='> -
dx
= v +x-
dx
dy 3v-9 ,
e eorr.o dx = v + 3 eonclUlmos que:

+ dv 3v - 9
v xdx= v+3

que é uma equação diferencial de variáveis separáveis.


Multiplieando-a por dx obtemos:

3v - 9
vdx + xdv = v + 3 dx =>

- > (v -
3v -
v + 3
9) dx + x dv = O >

V2 +9
=> V +3 dx + xdv = O >

dx v+3
-> - + --- dv = O ====>
X V2 + 9

f _dxx+ f _v_+_3 dv = C =>


V2 +9 1

> J~ f"dx
+
J
V2
v
+ 9
dv + 3 J V2
dv
+ 9
= C1 ====>

=> Qn Ixl + ; Qn (V2 + 9) + are tg ; = C1 >

> (Qnx (~ V2 + 9)] -I- are tg ; = C2 -->

. V
=> Qnx (~ V2 + 9) = - are tg"3 + C2 =--=---->

> x vi V2 + 9 = e-arctgvI3+C2 ====>


_> v'y2 + 9x2 = C3e-arCtgYI3X =--=--_-'>

> I y2 + 9 x2 = Ce-2arc tgYI3X I (x :1=O)

~ xy dy = (x2 + y2)dx

. dy x2 + y2
AqUI dx = --- xy -

~= V ==> : =v +x :. (exemplo anterior).

V + x dv = 1 + V2 =>
dx v
(v _ 1 +v V2)
dx + x dv = O =='>

--> (- ~)dx + xdv = O--> -a;- - vdv = 0-->

==> f~- f vdv = Cl==> (Qn Ixl] - ~ = Cl >

=> 2Qn Ixl - V2 = 2el ::::===>

====>(Qnx2) _ :: = C => I y2 = x2Qnx2 + Cx21 ~ : ~

A equação diferencial M (x, y) dx + N (x, y) dy = O é exata se M (x, y) dx +


+ N (x, y)dy = du [eu = u (x, y)], ou seja, o primeiro membro é a diferencial
total de uma função u (x, y).
Assim:

au au
M(x,y)dx +N (x, y)dy = du = ax dx + ay dy

au au
onde ax = M(x,y); ay = N(x,y) e du = O.
A condição necessária e suficiente para que a equação diferencial seja uma
equação diferencial exata é que:

IaM3y aN
3x
I

Exemplos:
E1 Resolva a equação diferencial (x3 + X2y3) dx + (X3y2 + y3) dy. Verifiquemos
inicialmente se esta equação diferencial é exata.

3u ..
3x = M(x, y) = x 3 + x 2Y 3
, x4 X3y3
Integrando'esta expressão em relação a x, obtemos u =""4 + 3 +! (y)
onde !(Y) é~uma constante arbitrária que depende de y.
Logo ,',
3u .3 ,
3y =,'X y2 +f (y) =N (x, y)

Assim: X3y2 + f' (y) = X3y2 + y3 ou f' (y) = y3.


Integrando esta última expressão em relação a y obtemos:
4
!(Y) =L
4

(não somamos constante, pois esta constante será absorvida pela constante
final).
, x4 X3y3 L
Então: u (x, y) = 4 + 3 + 4 e como du = O temos:

d-+
(
x4 x3y3 v4)
+L- =0
434

E2 (seny + y cosx)dx + (x cosy + senx + y)dy = O


aM
M (x, y) = seny +y cosx => ay = cosy + cosx

N (x, y) = x cosy + senx +y -->


aN
ax = cosy + cosx

aM
====> -ay = -ax
aN,
(e exata)

au = seny + y
ax cesx => u =x seny +y senx + f(y) ==>

->
au
ay = x cosy + sen x + f
, (y) = x cosy + sen x + y --)
2
> t' (y) =y ==="> f(y) =L
2
2
Logo u =x seny + y'senx +~ .
Então:

d (x seny +y sen x + ~2)= O,

I x seny + y senx + f = C I

Se a equação diferencial M (x, y)dx + N (x, y)dy = O não for exata,


deveremos encontrar um fator chamado fator integrante, que introduzido na
equação diferencial a torne exata.
A seguir, alguns critérios que determinam o fator integrante:

aM
---
aN
I Se ay N ax = f(x) função 'somente de x, então eJ!(x)dx é um fator de

integração da equação diferencial M (x, y)dx +N (x, y)dy = O, não exata.

é1Jl aN
2
a y M-- a x _
Se ---- - g (y), então ef g(y)dy é um fator de integração da refe-

rida equação.

3 Se M (x, y) dx + N (x, y) dy = O for homogênea e Mx + Ny =f= O, então

Mx ~ Ny será um fator de integração.


Exemplos:

E1 A equação diferencial x dy - y dx = O não é exata pois

àM
M(x,y) = -y > ày =-1
àM àN
onde - =1=-
ày àx
N(x,y) = x ===> àN = 1
àx
àM àN
---
Mas ày N àx - - 1 - 1 = - -2 (f unçao
- so'1 (e x ) entao:
-
x x
-2 1
F.1.= ef - 2 IX dX = e- 2 Qn X = e l2n X = x - 2 =_
x2

Logo, se multiplicarmos a equação diferencial dada por~, a equação dife·


x
rencial tornar-se-á exata.
De fato:

_xd_y __y dx_·= 0====·> 1- dy _ -y dx = O.


x2 x2 X x2

Y àM 1
M(x,y)=-- >-=--
x 2 ày x2

1 àN 1
N(x,y) =-=> - =--
x àx x2

àM àN
onde ày = àx' portanto, exata.

E2 2xy Qnydx + (x2 + y2 y'y2 + l)dy = O

àM
M(x,y) = 2xyQny => ày = 2x + 2xQny

--- àN
N (x, y) = x2 + Y 2 y' Y 2 + 1 =--=-=> àx = 2x

àM -/- àN (_' )
=> ày T àx nao e exata

àM àN
---
àY àx _ 2 x
-
+ 2 x Qny - 2 x
2 Q
-.1
-
(f -
unçao
'd
so
)
ey .
M xy ny 'y
f.I. = e- J lIY dy = e-2ny _ 1
y

Multiplicando-se a equação diferencial dada por 1..,


y
ela tornar-se-á exat~.

(2XYy2ny)dx + (Xl + yl fY' + 1 )dY = O =>

=> 2 x Qnydx + (;2 + y .J y2 + 1) dy = O


M(x,y) = 2xQny ->
aM
-a y =-
2x
y
==>
aM aN
x2 ~-- aN 2x ay ax
N(x,y) =-y +Y ..jy2 + 1 => - =-
ax y

E3 (x2 - 3xy)dx + (y2 + x2)dy = O

aM
M(x,y) = x2 - 3xy =='> -
ay = -3x

aN
N(x,y) = y2 + x2 ~> ax = 2x

-->
aM
ay -r- aN
ax (-'nao
-J-
e exata
.)

Mas esta equação diferencial é homogênea pois:

2 3(L) - 1
F(L)
dy _ 3 xy - x _
dx - -y2 + x2 - (-; t+
X

1 -
_

Mx + Ny = (x2 - 3xy)x + (y2 + x2)y =


= x3 _ 3 x2y + y3 + x2y = x'" + y'" - 2 x2y =1= O

1
F.I. = 2
x3 + y3 - 2x y
_ X2 - 3xy aM _X4 + 6Xy3 - 3X2y2
M (x, y) - 3 3 2 ====> -a - = --3 --3---2--2-
X +y - 2x y Y (x +y - 2x y)

y2 + x2 aN _ x4 + 6 xy3 - 3 X2y2
N(x,y) = 3' 3 2 ==>, -a-= --3--3---2--
I X +y - 2x y x x +y - 2x y

aM
onde -=-.
aN
ax ax
Nota: Conhecendo-se a diferencial exata de uma certa função pode-se
- descobrir um fator integrante conforme exemplos a seguir:

Como sabemos d (Qn y) = dy - dx. Assim, a equação diferencial x dy -


\: x y x
- y dx = O pode ser multiplicada por l..- resultando:
xy

xdy _ydx =O
xy xy

dy dx
---=0
y x

ou d (QnLx,] = O,
cuja solução geral é QnL = c. Se Qn L é a constante C, a razãoL= eC = K,
x x x
também será constante. Logo y = Kx.
1, f .
Neste caso - e um ator mtegrante.
xy

Es' (x2 + y2 + x) dx +y dy =O

(x2 + y2)dx + xdx + ydy = O =>


=> (x2 + y2)dx = -(xdx + ydy) =>

=> dx = _ xdx + ydy =--=>


x2 + y2

=>
I
dx = - d {2" Qn(x2 + y2) J
"
: + P (x)y = º (x)

. é chamada equação diferencial de I? ordem linear.


As equações lineares de I? ordem ou ordem superior são de grande impor-
tância, pois s.ão aplicadas, na resolução de problemas de eletricidade, mecânica,
química, biologia, etc.

Determinação da solução geral


Encontremos a função u = u (x) tal que se multiplicarmos a equação dife-
rencial por u, o segundo membro se tornará :x (uy). Então:

u : + uP(x)y = uQ(x)

Impondo-se a condição, u : + uP(x)y = :x (uy) tem-se:

dy . dy du
u - + uP(x)y = u - + Y -dx
dx dx

du du .
onde uP(x) = dx ou -:ç; = P(x)dx e aSSIm:

Qnu = f P(x)dx Iu = eIP(x)dx I CD


(não somamos constante de integração pois a mesma será absorvida pela cons-
tante fInal).
Mas:X (uy) = uQ(x) ---> d(uy) = uQ(x)dx e por integração obtemos:

r
uy = I uQ(x)dx
"' .
+ C ®
Usando e CD ®
obtemos a súlução geral da equação diferencial linear
de primeira ordem e primeiro gi·a'.l.

Achar a solução geral das equações diferenciais de pl imeira ordem linear


a seguir:

dy 1 2
a) - + ---- Y = cosx b)dy + 2xycix = 2xe-x dx
cix x+2
I

dy 1
a) cix + x + 2 Y = cos x

1
P(x) = x + 2

Usando CD
u = ef [1/(.x+2)ldx = e2n (.X+2) = X + 2

Assim, conforme @ temos:·

(O

(x + 2)y = j (x + 2)cosxcix + C -->

=> (x + 2)y = J x cosx cix + 2 J cosx dx + C >

. > [(x + 2)y = xsenx + cosx + 2senx + C

Observação:
.f x cosx cix = x senx
,
+ cosx + C (Voi. I) .

2
b) dy + 2xy cix = 2xe-x cix
dy :-.
Temos: cix + 2xy = 2xe-x

r P (x) = 2x
l Q (x) = 2xe-
x2

u = ef2Xdx = ex2
Como uy = f uQ (x) dx + C @ vem:

É toda equação que assume a forma

dy
dx
+ P (x)y = ynQ (x)

onde n =1= O e 1.
Esta equação se reduz à linear fazendo a transformação z = _1_
yn-l

Exemplo: Resolver a equação de Bemoulli:


dy x3
3x- - 2y =-
dx y2

dy 2 x2 dy 2 1 2-2
---y=- ---y=-xy
dx 3x 3y2 dx 3x 3

Assim:

z = _1_ = y3 ====> _dz = 3y2 _dy dy 1 dz


y-2-1 dx dx dx = 3y2 dx

Substituindo na equação diferencial dada tem-se:

x dz x3
-- - 2y =-
y2 dx y2

dz 2 3 2
- --y = x
dx x

I ~ - ~ z = X'! (equação diferencial 1~ ordem linear)


@1-Z=f_1X2dx+C >..!...- = x + C -->
X2 X2 X2

==> Z = X3 + CX2 ou I y3 = X3 + ex2 I

10.3.6 - EQUAÇÕES DI FERENCIAIS LINEARES HOMOGÊNEAS COM


COEFICIENTES CONSTANTES

Todas as equações da forma:


dny dn-Iy dn-2y
ao
dxn
+ ai dxn-
I + a2 dxn-
2 + ... + anY = O

onde ao =1= O, a I, a2, ... , an são constantes, dizem-se equações diferenciais lineares
homogêneas com coeficientes constantes.

Podemos usar a seguinte notação : = Dy, Z= D2y, ... , transformando

(1) em:
(aoDn +aIDn-1 +a2Dn-2 + ... +an)y = O

onde D = :x é chamado operador D que atue sobre y.


Mostra-se que, em geral, a equação (1) pode ser escrita como:

,
equação característica
A ••••••

I ri =1= r2 =1= r3 =1= ••• =1= rn. Então, sua solução geral é dada por:

y = Clerlx + C2er2x + C3er3x + ... + Cnernx


II a) ri = rz =1= r3 =1= ••• =1= rn• Então, sua solução geral é dada por:

y = Cle'lx + Czxe'zx + C3e'3X + ... + Cne'nx


b) r1 = r1. = r3 = ... = rn = m. Então:
y = C1emx + C1.xemx + C3x1.emx + ... + Cnxn-1emx
III Se os coeficientes de (1) forem reais e se a + bi for uma raiz complexa,
a - bi também o será. Então, a solução geral para n = 2 é:

y = eox (C1 cosbx + C2 senbx)

Exemplos:
E1 Resolver a equação diferencial linear homogênea:

d1.y dy
3--14-+
1.
8y= O
dx dx

Solução: Podemos escrever a equação dada sob a forma


1.
(3 D - 14 D + 8) y = O

ou 3 0- ~1(D- 4)y = O

cuja solução geral é dada por y= C1e(2/3)X + c1.e4x pois r1 = ~ =1= r1. = 4.

1.
d y dy
--4-+4y=O
1.
dx dx

Solução: Podemos escrever a equação dada na forma (D2 - 4D + 4)y = O


ou (D - 2)1.y = O cuja solução geral é dada por y = C1e + C1.xe
2X 2X
pois
r1 = r2 = 2.

E3 Resolver a equação diferencial linear homogênea


2
d y _ 2 dy + 5y = O
dx2 dx

Solução: Podemos escrever a equação dada na forma

(D2 - 2D + 5) y = O

cujas raízes são (1 ± 2 i) e sua solução geral é

y = eX (C1 cos 2x + C2 sen 2x)


pois a = 1 e b = 2.
10.3./ - EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES NÃO HOMOGÊNEAS
DE SEGUNDA ORDEM COM COEFICIENTES CONSTANTES

É toda equação da forma:

d"y dy
ao dx" + aI dx + ai)J = F(x)

19 MÉTODO DOS COEFlaENTES INDETERMINADOS


A solução de uma equação diferencia1linear é dada por Y = Yh + Yp onde
Yh é a solução homogênea e Yp é uma solução particular.
Este método é aplicado supondo conhecida a forma da solução particular
yp, a menos de constantes arbitrárias multiplicativas. Estas são calculadas em
seguida, levando-se a suposta solução particular na equação diferencial, em análise
através da identificação dos respectivos coeficientes.
Formas gerais de yp:

CD Yp = Anxn + An_1xn-1 + ... + Ao


@ Yp = eax (Anxn + An_1xn-1 + ... + Ao)
® yp = eox sen ax(Atxn + ... + Ao) + eax cos ax(Bnxn + ... + Bo)
onde An, An-1, ••• , Ao são coeficientes a determinar.

Exemplos:

Resolver as equações diferenciais seguintes:

-d"y -- dy - 2y = 5x "
dx" dx

A equação dada tem solução homogênea:

Yh = Cte-X + C2e"x
A forma de yp deverá ser:

Y = A2x" + A IX + Ao
Substituamos Y, :' Z na equação diferencial dada

2A2 - (2A2x + Al) - 2(A2x2 + A1x + Ao) = 5x2


ou - 2A2x2 - (2A2 + 2AI)x + (2A2 - AI - 2Ao) = 5 x2
Assim:

(-2A2=5
~-(2A2+2Al)=O
l2A 2 - A I - 2Ao = O
> d'de~
~~ ~

5 2 5 15
logo, Yp = - 2" x + 2" x - 4" e, portanto, a solução geral da equação
diferencial deve ser:

v--_/ '"-----v,----/
Yh Yp

d2y. d1J
-' - - 5 _'J_ + 6y = eX sen x
dx2 dx

Esta equação tem solução geral Yh = C1e2X + C2e3X• A solução particular


tem a forma geral:

Yp = Aex senx + Bex cosx


Então,

: = Aex cosx + Aex senx - Bex senx + Bex cosx

I t = (A - B)eX senx + (A + B)eX cosx I

d2
~ = (A - B)eX cosx + (A - B)eX senx - (A + B)eX senx +
dx
+ (A + B)eX cosx

Substituindo Z,: e Y na equação diferencial obtemos:


-2Bex senx + 2Aex cosx - 5 [(A - B)eX senx +
+ (A+ B)eX cosx] + 6 (AeX senx + Bex cosx) = eX senx
ou (A + 3B)eX senx + (B - 3A)eX senx

A + 3 B = 1 ===>
{ B - 3A = O
IA I
10
I e IB :6J
1 x 3 x
logo, Yp = 10 e senx + 10 e cosx e, portanto, a solução geral da
equação diferencial deve ser:

Y = C1e
2X
+ C2e3X + 1 eX senx + 3 eX cosx
10 10

29 VARIAÇÃO DOS PARÂMETROS


Este método é mais geral do que o anterior, pois não é necessário supormos
conhecida a forma de Yp, podendo ser aplicado a todas as equações diferenciais
lineares. Aqui, daremos o método apenas para as equações diferenciais lineares
de segunda ordem.
Método:
Como. vimos, a solução homogênea de uma equação diferencial linear de
segunda ordem é dada por
Yh = C1YI (x) + C2Y2 (x).
Uma solução particular para esta equação diferencial tem a forma:
Yp = VtYI + V2Y2
onde VI e V2 são funções de x determinadas resolvendo-se o sistema de equações
~ineares:
V;;'l + V;Y2 =O
{ v~~ + v;Y; = F(x)

Exemplo: Resolver a equação diferencial linear:


2
d y _ dy _ 2 Y = 3 e3X
dx2 dx

Solução: Esta equação diferencial tem Yh = C1 e-x + C2 e2X • Resolvendo o


sistema de equações lineares. Yl Y2
'.
Não somamos constante de integração pelo fato de que estamos interessados
apenas na solução particular.
Substituindo @ em Q), vem:
, -x = _ e3X e4X
Vle V,1-
-
-

1 4X
VI = - -e
4
e assim:

10.4 - APLICAÇÕES DAS EQUAÇÕES DI FERENCIAIS


LINEARES

As equações diferenciais lineares possuem um campo vasto de aplicações.


Daremos a seguir algumas de suas aplicações.

1. Equação Diferencial Linear de 1~ Ordem


Supondo t (tempo) variável independente temos:

I a~+x =F(t) I ~
Se F (t) = K (constante), a solução geral é dada por x = K + Ce-tla•
As curvas desta solução (Fig. 2) ilustram fenômenos muito comuns, conhecidos
como decréscimo exponencial, tais como: queda de luminosidade de uma lâmpada
quando se desliga a corrente, resfriamento de um termômetro, perda de rádio etc.
A reta x = K representa onde tais sistemas se equilibram.
Se a <O, as soluções crescerão em valor absoluto quando o tempo crescer.
Isto acontece também em inúmeros problemas práticos: o crescimento de popu-
lação, o crescimento de bactérias, o crescimento de dinheiro a juros compostos, etc.

2. Equação Diferencial Linear de 2~ Ordem


2.1 ~ Aplicação à Mecânica
Conforme figura temos:

Fr =- K2x (força de restauração)

Fa = - .2c V = - 2c dx (força de atrito) (C> O)


td

Segundo lei de Newton a força resultante do sistema é dada por F R = ma =


d2x
= m dt2 e como FR = F, + Fa + F (t) tem-se:
d2x dx_
m - 2 = -2c - 2- K x + F(t)
dt dt

2.2. Aplicação a Circuitos Elétricos Simples

Em um circuito fechado (Fig. 3) a soma das quedas de tensão que ocorrem


nos elementos que o formam é igual à força eletromatriz E que o alimenta.

Fig.3.
As quedas de tensão são dadas por:

R • i queda num resistor de resistência R ohms

L ddi
t queda numa bobina de .indutância L henries

'2 queda num condensador de capacidade C farads

Assim L ~~ + R • i + ~ = E (t) CD
2
"d
ConSl eremos R , C e L cons t antes e como -d
dq = I" e -2
d q = di -
dt a expressao
t dt
CD fica:
2
L dq + R dq +iL= E(t)@I
dt2 dt C

Derivando CD temos:
2
L di + R di + ~ = E' (t) @)
dt2 dt C
As equações diferenciais @ e @ determinam respectivamente q -
= q (t) e i = i (t).

10.5 - APLICAÇÕES DAS EQUAÇÕES DIFERENCIAIS


À BIOLOGIA

A matemática e principalmente as equações diferenciais muito contribuem


na compreensão dos fenômenos biológicos. Acreditamos que, com o desenvol-
vimento' das pesquisas científicas e tecnológicas, esta contribuição será ainda bem
maior.
Os modelos matemáticos a seguir são bem elementares e valem somente com
certas restrições, pois, caso contrário surgiriam dificuldades que fogem do âmbito
deste livro.

1. Modelo para crescimento de células


Seja mo a massa inicial de uma célula e m (t) a massa num instante
.
qu alquer. Se a taxa de crescunento dt d a ce'1u 1a e' proporclon
dm . al' a sua massa a

cada instante, tem-se:

I dmdt Km I

onde K é uma constante positiva de proporcionalidade.


Resolvendo esta equação diferencial temos:

= Km ==>
_~m_t -a;- = Kdt --> f d: = f Kdt + C1 ==>

====>Qnm = Kt + C1 ====>m = eKt+C1 ====>

Mas para t = O --> m = mo e assim:

mo = CeK-o===="> C = mo
e portanto

[ m = moeKt I (crescimento exponencial)

Observação: É claro que após certo tempo o crescimento se limitará, pois


a célula se divide.
2. Modelo para nascimento e morte
Seja N = N (t) o número de indivíduos de uma população animal ou vegetal.
Esta função N (t) assume somente valores inteiros não sendo, por isso contínua.
Porém se tomarmos a população com número de indivíduos suficientemente
grande N (t) pode ser tomada como contínua e diferenciável.
Em um intervalo de tempo 6. t temos:
'Tamanho da população _ tamanho da população tamanho da população
existente - de nascimentos de mortes

6.N = DoP _ DoQ


6.t 6.t Dot

" DoN I" 6.P . DoQ


I1m-=lm- Dot 11m--
/::,.t-+o Dot /::"t-+o /::,.t-+o Dot

dN
dt
= dP _dQ
dt dt
CD
(onde P(t) e Q(t) são consideradas contínuas e diferenciáveis).
Concluímos que a taxa de variação da população é igual à taxa de nasci-
mentos menos a taxa de morte.
Supondo que as taxas de nascimento e morte são proporcionais ao número
de indivíduos N (t) temos:

onde K 1 e K2 são constantes de propOicionalidade.


Substituindo estes valores em CD tem-se:

I~ = (K1 - Kz)N I
se K1 >K 2 a população cresce
se K 1 = K2 a população permanece constante
se K 1 < K2 a população diminui

Este modelo se chama não-estocástico pois não leva em consideração flu-


tuações aleatórias.

3. Modelo de crescimento sazonal

A equação diferencial : = rN(t) cos t, onde r > O, pode ser interpretado

como um modelo de crescimento sazonal. Quando t cresce, a taxa : é alterna-

damente positiva e negativa e conseqüentemente a população N(t) cresce e


decresce. Isto pode acontecer, por exemplo, na alimentação.
Resolução desta equação diferencial

: = rN(t) cos t (equação diferencial linear de Iª, ordem em N)

dN
dt - r costN(t) = O

e-rrent N(t) = C => N(t) = Cerrent


para t = O I
> N(O) = I
C e portanto

I N(t) = N(O)errent I

••••
I
,.
maXImo em .2'
7T 57T
T'
97T
.2 ....
apresenta: f ,.
l
mll1lmO em
37T
2' 2' ~ ....,
77T 117T

Neste modelo a população oscila entre N(O)e-r e N(O)er com período 2Ti'.
Os tempos t = O. 27T, 47T .•.• podem ser interpretados como pontos médios
das estações de maior disponibilidade de alimentos (verão) e t = 7T. 3 7T. 511 •...
pontos médios das estações de maior carência de alimentos (inverno). O compri-
mento do ano é 27T unidades de h'mpo.

4. Alimen fação de glicose illfrarenosa


A infusão de glicosc no sangue é uma importante técnica médica. Se a
infusão da glicosc é fcita a uma taxa constante K gramas por minuto e sendo Q(t)
a quantidade dc glicosc no sangue do paciente no instante t tem-se:

r--.-····.---3
I dQ
! c/t
= K - aQ .
L ....
__..
_
onde a glicose é convertida e removida do sangue à taxa proporcional à quantidade
de glicose presente c a. uma constante positiva.
Resolução:

. -'."C:"_7.> Q (t) = l\. + Ce-ar


a

r--
n(o)
:.::
= l\.
a
+ (' ..-,-.
- . __...> I (' - Q(O)-
-

l\. r --l\.-] '--:l


QU) = -; + lQ(O) .- - e I

a I
I
/\.
Com t crescendo Q (t) se aproxima d~ - (ponto de equil íbrio da glicose
a
no sangue) pois [ Q (O) - ~ ] e-ar se aproxima de zero.

5. Modelo para propagação de infecção


Consideremos uma população de indivíduos igüalmente suscetlvels. Nesta.
popuiação introduzimos um indivíduo infectante. Através do contato a doença
se espalhará lentamente no início e depoIs o processo se acelerará até sc nivelar o
númerO de indivíduos suscetíveis e infectantes.
Considerando que o indivíduo infectante assim permaneccrá durante o
processo c nenhum indivíduo será removido tem-se:

onde j = 1(t) é o número de indivíduos infectados. S =--= S (I) o número de indi-


víduos suscetíveis e 11 o tamanho da população.
Supondo I (t) e S (t) cont ínuas. diferenciáveis c dI proporcional a j
c/r

dI = KIS (K é constante positiva)


dt

Como I + S = 11 + 1, d/I = K1(n


((
+

~~~~~~~~- ~ dI J (equação diferencial de variáveis separáveis) CD


Resolução:
___ l.__ _ = _A + __ B _ A (1__
- Jl - 1) + BI _
J (1- II -- 1) 1 1- 11 - - 1(1 - 11 - 1) -

= -
(A + B)I +
-------,-----
(-11 .- I)A
I(1-n-l)

A +B = I
B =..-. A _
O :=---=--'> IL-

(-n - l)A = I ==> IA


111+
I
= - 1
1
I
L.--- __

1 ___1_ + 1
1 (I -- 11 - 1) 1 (11 + 1) (1 - n - 1)(11 + 1)

= (1 - }~-- 1 - ~) (11 ~ l~
Desse modo, podemos escrever a equação CD sob a forma
1 (1
n + 1 1- n - 1 -
1)
T dI = - K dt

n ~ 1 [f I - ~ - 1- J f] f = -Kdt + C,

1 ( Qn (1- n - 1) - Qn 1] = - Kt + C1
n + 1

Qn (
1- n -
1
1) = - K (n + 1) t + C2

1- n - 1 = e-K(n+l)t+C2
1

n + 1 = 1 + Ce-K (n+ I) t
1

1= n+1
1 + Ce-K(n+l)t

Como para t = O > 1 (O) = 1 tem-se:

1 = ~~ ~ > I C = n ·1

1= n+1
1 + ne-K(n+ 1) t

o processo de infecção começa lentamente, é mais rápido no ponto de


inflexão da curva (~:; = O) e finalmente diminui. Este processo da propagação

da infecção segue a lei chamada logística a qual é conhecida como y =

- 1 + :e-ÀBt onde y = y (t) é o número de indivíduos em uma população

no instante t.
Achemos o ponto de inflexâo.
n+l
2

. dI
Como dt = Kl (n + 1 - f) tem-se:

2
-d I2 = K [(I - -dI) + (n + 1 - f) -dI ]
dt dt dt

K ~ [-I + (n + I - f)] = O

n + 1 - 21 = O
I=n+l
2

Concluímos então que o processo de infecção é mais rápido quando I =n ; 1

6. Modelo de espécies competitivas


Sejam x (t) e y (t) populações de espécies em um mesmo ambiente. O
sistema linear homogêneo

dy = mx + ny@I
dt

descreve a influência de populações de duas espécies competitivas em seu cresci-


mento.
Resolução deste sistema linear
2
d x = a dx + b dy =>
dt2 dt dt
d2x dx
--> -2 = a- + b (mx + ny)
dt dt
Mas conforme CD y = ~ (: - ax) e assim
2
-d x2 = a -dx + bmx + bn [-1 (dx
- - ax) ]
dt dt b dt

d2x dx dx
- = a- + bmx + n - - anx
dt2 dt dt

d2x (+)
--a n- dx + (an-mx=
b) O (equação diferencial linear de
dt2 dt 2:i}. ordem homogênea)

Conforme vimos neste capítulo, esta equação diferencial apresenta solução,


conforme as raízes da sua equação característica sejam reais e distintas, reais e
iguai~ ou imaginárias. Após termos encontrado x (t), a substituimos em CD para
encontrar y (t). Vejamos um exemplo para melhor compreensão.

Exemplo: Dado o sistema linear homogêneo, encontrar a população de ambas


espécies nos tempos futuros onde x (O) = 200 e y (O) = 400

dx
dt
= 4x - y tí'
\V

d; = -x + 4y ®
De CD vem
d2x dx dy dx
dt2 = 4 dt - dt = 4 dt - (- x + 4 y) >

-> ~::= 4 : +x - 4 (4X - :)


~
y

d2x _ 8 dx + 15 x = O (equaç~o diferencial linear de 2éJ ordem


dt2 dt homogenea)

Sua equação característica possui raízes 3 e 5 (ver seção 10.3.6 deste


capítulo).
Assim, sua solução geral é dada por
dx
Como y (t) = 4x - dt tem-se

yJt) = 4 C1e3t + 4 C2est - 3 C1e3t - 5 C2est

ou I y (t) = C1e3l - C2est

Como x (O) = 200 e y (O) = 400 tem-se

200 = C 1 + C,
->
IC 1 = 300
I I C2 = -100
{ 400 = C1·- C2

A solução geral fica


x (t) = 300e3t - 100est Y (t) = 300e3t + 100est

A primeira espécie se findará quando x (t) = O ou 300 e3t - 100 est = O


ou 3 - e2t = O ou e2t = 3 ou t = Q~ 3 :::: 0,549, isto é, se findará quando
t = 0,549 unidade de tempo.
Após este instante a segunda espécie y (t) continuará crescendo de acordo
com a equação @ tendo x (t) = O ou seja d; = 4 y cuja solução damos a

seguir:

dy = 4y -> dy = 4dt =--=-_-_>Qny = 4t + C1 ====> Y = Ce4t


dt y

Como para t = to, Y (t) = Y (to) tem-se

y (to) = Ce4to
onde C =y (to)e-4to e assim

y (t) = y (to) e-4toe4t

ou I y (t) = Y (to)e4U-tO) I (solução geral)

Esta solução com to '" 0,549 e y (to) = 300e3to + 100esto dá o desenvol-


vimento da 2~ espécie, após a extinção da primeira espécie.
Resolva os problemas propostos de PP22 a PP2S•
2
equaçao . 1 dd:x
- di&'lerenCla y 5 dy
d:x + 6Y = e x senx.
2 -

Temos:

: = 2 C1e2X + 3 C2e3X + /0 eX cosx + 110 eX senx -

3 x 3 x
- 10 e sen x + 10 e cos x

dy = 2 C1e2X + 3 C e3X + 2 eX cosx _1.. e X senx


d:x 255

d7 2 1
d:x2 = 4 C1e2X + 9 C2e3X - 5 e X
senx - 5 eX cosx

- 5"1 ex sen x + 5e
2 x
cos x

2
--dd:xy2 = 4C1e2X + 9 C2e3X -
3 1
"5 e x senx + 5 e x cosx

Substituindo na equação diferencial tem-se:


3 1
19 membro = (4C1e2X + 9C2e3X -Sexsenx +Sexcosx)-

- (lOC1e2X + 15 C2e3X + 2ex cosx - eX senx) +


+ (6 C e2X
1
+ 6 C e3X
2
+ ~10 eX senx + .!.ª-
10
eX cosx) =

= (- ~ + 1 + to) e X
sen x + (~ - 2 + 1~) X
e cos x =

PR2 Ache uma solução particular da equação diferencial : = cosx satisfa-

zendo à condição inicial y = 2 para x = ;.


Solução:

dy
d:x
= cosx => dy = cosxd:x
1r
2 = sen - + C 2=1+C==>IC=11
2

I y = 1 + senx I

PR3 A-ehe uma solução particular da equação diferencial d2.~ = 2 satisfazendo


dx
às condições de fronteira y = 1 para x = O e y = 3 para x = 2.
Solução:

-~-~ = 2 ===> :x (:) = 2

para y = 1 e x = O ====> I C2.= 1 I


para y = 3 e x = 2 => 3 = 4 + 2 C1 + 1 -->" ~ -1 I

Iy = x2. - x + 1 I

a) eY (1 + x2)dy - 2x(1 + eY)dx = O


Separando as variáveis temos:
Y
e dy _ 2x dx _ O
1 + eY 1 + x 2
f _2_X_2 dx = C1
1+x

dO + eY) + x2)
J 1 + eY
_ Jd(l
1 + X2
= C
1

Y
Qn 1 + e = C
1 + x2 1

1 + eY
--=C
1 + x2

b) X2(y2 + l)dx + 2y .Jx3 + 3 dy = O

2
x dx + 2y dy = O
.J x3 + 3 y2 + 1

~#+3 + Qn(y2+ 1)=C1

ou 8 x3 + 3 + Qn (y2 + 1)3 = C I
PRs Resolva as equações diferenciais de 1~ ordem homogêneas:

a) x dy = y + .J y2 - x2
dx
L= v . >y = vx > dy = v cix + x dv ====>
X

>lt=v+x~I®
Igualando CD com @ tem-se:
v + J V2 - 1= v +x : =>

~ - .jv~v_ 1 > f ~ f .jv~v_


= 1 +C,-->

-> ~nx = ~n(v + ..JV2 - 1) + C1 ->


v + JV2 - 1
> ~n ----- = C2 - >
x
=> v + ..J V2 - 1 = Cx =---~->

=> Y + ..J y2 - x2 2 Cy = C2X2


= CX2 ==~> + 1

b) (x sen y - y cos y) cix + x cos L dy = O


x x x

y y
xsen-
x
- ycos-
x
+ xcos- ydy_
- -
xcix
O

y y
ycos- - xsen-
dy = x x
cix xcosL
x

y y y
- cos- - sen-
dy = x x x rj'\ (dividiu-se todos os termos
\.!:.) do 29 membro por x)
dx cosL
x
Como vemos é homogênea pois : = F~~).
Fazendo a transformação

@
Substituindo @ em CD e igualando a @ tem-se:

=v
_v_co_s_v_-_s_e_n_v + x _dv_
cosv dx

sen v dv dx
---=x- - = -cotgvdv
cosv dx x

f~=- f cotgvdv + C1 --->

> Qnx = -Qnsenv + C1 ====>Qn(xse~v) = C1-->

PR6 Resolva a equação diferencial

(x3 - 3 xy2 + 2)dx - (3x2y - y2)dy = O

Esta equação diferencial é exata pois:

3 aM
M(x,y) = x - 3xy2 +2 > ay = -6xy [[]]
==> aM = aN
aN ay ax
N(x,y) = -3x2y + y2 ===='> ax = -6xy

au
ax
= M(x,y) = x3 - 3xy2 + 2. Integrando em relação a x ==>

=>
x4 x2
u =- - 3-y2
4 2
+ 2x + f(y) ===> -aauy = - 3x2y + ['(y)
Mas ~~ = N(x, y) então -3x2y + t' (y) = -3x2y + y2 ou t' (y) = y2
3
e assim f(y) = ~ . Logo

4
====> d(_x_ _ i X2y2 + 2x + y3) = O
423

PR7 Resolva a equação diferencial:


2xy Qnydx + (x2 + y2 V y2 + l)dy = O

aM
M (x, y) = 2xy Qny ==> ay = 2x (1 + Qny)
====>
N(x,y) = x2 + y2 .Jy2 + 1 ==> _aN_= 2x
ax
aM =1= aN (-' )
=> ay ax nao e exata

aM aN
ay - ãX 2x + 2x Qny - 2x 1
M = 2xyQny =y

F.I. = e-Idy/y = e-2ny _ 1


y

1
Se multiplicarmos a equação dada por - ela
y

2x~nyd< +(~2 + y Vy2 + l)dY = O


M(x,y) = 2xQny =>
aM =
-a· 2-
x
Y Y
=>
x2 --- aN
=-
N (x, y)
Y
+ Y .Jy2 + 1 ===.> -
ax = 2~
y

aM aN,
=------> - = -
ay ax (e exata)

axa u(x,y) = 2xQny => u = x2Qny + t(y) =>

au x2
>ay =y + ['(y) = N(x,y) -->

x2 x2
===> - + ['(y) =- + Y .Jy2 + 1 >
y y
====> t' (y) = y ...;y2 + 1 >

=> t(y) = J y ...;y2 + 1 dy ===>

> t(y) = ~ (y2 + 1) .Jy2 + 1

onde u (x, y) = x2 Qny + t (y2· + 1) .Jy2 + 1 e como du = O

I x Rny2 +t(y2 + 1) y'y2+ 1 = C I

a) (x + l)dy - (2y + (x + 1)4]dx = O

Multiplicando esta equação toda por (x + 11)dx tem-se:

dy _ [ 2y
dx
+
x+1
(x + 1)4] = O ou

dl) 2
_"/ - -- Y = (x + 1)3
dx x + 1
aM x
M(x,y) = 2xQny => -a·
Y
= 2-
Y
=>
N (x, y) =
x2
-y +Y .J y2 ---
+ 1 ==='>
aN =
- 2~
ax y

aM
=------> -
ay
= -aN,
ax
(e exata)

a
ax u(x,y) = 2xQny => u = x2Qny + f(y) =>

>
au x2
ay = y + f
I
(y) = N (x, y) >

x2 x2
===>- + t' (y) =- +Y .J y2 + 1 ->
Y Y
__ >['(y)=y.vy2+1 >

=> f(y) = f y J y2 + 1 dy ===>

onde u (x, y) = x2 Qny + t (y2' + 1) J y2 + 1 e como du = O

I x2 Rny + t (y2 + I) -fy2 + I = C I

PRs Resolver as equações diferenciais de 1~ ordem linear:

a) (x + l)dy - (2y + (x + 1)4]dx = O

Multiplicando esta equação toda por (x + 11)dx tem-se:

dy _ [ 2y
dx
+ (x
x+1
+ 1)4] = O ou

d1J
_'.T
2 Y = (x + 1)3
dx x + 1
P(X) - - x 11 = e-2! = =
!
u dx/(x +1) e-22n(x + 1) 1
Q (x) = (x + 1)3 ==="> (x + 1)2

(x 11)2 y = f (X 11)' (x + 1)3dx + C ->

__ >
---=-+X+C
Y 1)2 X2
(X + I
I
b) (2 + y2)dx - (xy + 2y + y3)dy = O

Esta equação diferencial é linear considerando x como função de y.


Multiplicando-a por 12 tem-se:
(2 +Y )dy

dx _ (xy
dy
+
2
2 y + y3)
+ y2
= O
ou
I didx - 2 +y y2 x =Y
I

e como ux = f uQ(y)dy + C resulta

1
.J 2 + y2
x_r- J J 2 1+ y2 Y d+C
Y ou

..J 2 x+ y2 = J2 + y2 + C

ou I x = 2 + y2 + C ..j 2 +y2

L di +R •i = E sen 2 t
dt

onde L, R, E são constantes e i = O para t = O.


A equação dada pode ser escrita assim:
-di + -R i = -E sen 2 t
dt L L

P(t) = ~
=> U = e fP(t)dt = ef(R/L)dt = eRt/L
E
Q (t) = T sen 2 t

e como u • i = f u Q(t)dt + C temos:

eRt/Li = f e Rt/L 1sen 2 tdt +C >

eR t/L i = E
e R t/L ( R sen 2t - 2 cos 2
L
t) + C ou
L R2 '
-+4
L2

i = E (R sen2t - 2L cos 2t) + Ce-Rt/L


R 2
+ 4L 2

A constante C pode aqui ser determinada pois é dada uma condição inicial
i = O para t = O. Assim:

E
O = R2 + 4 L 2 [R sen (2 • O) - 2 L cos (2 • O)] + C

C= 2EL
R2 + 4L2

i = 2 E 2 (R sen 2t - 2L cos 2t + 2Le-Rt/L)


R + 4L

ddxY + 1.y = y2 Qn (equação de Bernoulli)


x x
J.. dy + _1 = Qnx CD
y2 dx xy x

Fazendo a transformação z =.l


y
temos:

dz - 1 dy dy
dx
-- - --------> -
y2 dx dx
= - y 2 -dz
dx

e Iassim CD fica
_1 (_y2 dZ) +..!..z = Qnx ou
y2 \ dx x x
dz 1 Qnx
---z=---
dx x x
1
P(x) = --
x
=====> u = ef(-lIx)dx =.l
Qnx x
Q(x) =--
x

Ver resolução
Volume I, pág. 235

!- = -
x
f
~
Qnx dx
x2
+ C
1
ou

I Y = I + ex + Qnx I
l
í

Utilizando O operador D podemos escrever a equação dada na forma


(D3 - 4 D2 + D + 6) y = O
ou (D + l)(D - 2XD - 3)y = O
As raízes da equação característica são - 1, 2 e 3.
Como as raízes são distintas, temos:

Iy = C1e-
x
+ C2e
2X
+ C3e3X I
PR12 Resolver a equação diferencial
4 3 2
.d y _ 4 d y _ 5 d y + 36 dy _ 36 = O
d:x4 d:x3 d:x2 d:x Y

Esta equação pode ser escrita na forma:


(D4 - 4D3 - 5 D2 + 36D - 36)y = O
ou (D - 2)2(D - 3)(D + 3)y = O
As raízes da equação característica são: 2 (raiz dupla), - 3 e 3. Logo,

Iy = C1e-
3X
+ C~e3X + c3éx + C4xe
2X

PR 13 Resolva a equação diferencial

(D3 - 6 D2 + 12 D - 8) y = O
A raiz da equação característica é 2, porém com multiplicidade 3. Logo,

I y= C1e
2X
+ C2xe
2X
+ C3x2e2X I
PR14 Resolva a equação diferencial:
3 2
dy _ dy + 9 dy _ 9 y = O
dx3 d:x2 dx

Solução:
(D3 - D2 + 9 D - 9) y = O (D - 1)(D2 + 9)y = O
As raízes da equação característica são 1 e ± 3 i. Logo,

I y = C 1eX + C2 cos 3 x + C3 sen 3 x I


PR1S Uma barra de metal à temperatura de 60°C foi colocada em uma sala com
temperatura constante e igual a 5°C. Após 10 minutos mediu-se a tempe-
ratura da barra acusando 40°C. Pergunta-se:
a) qual o tempo necessário para a barra chegar à temperatura de 10°C?
b) qual a temperatura da barra após 22 minutos?
Solução: A lei de Newton para variação da temperatura diz:

"a taxa de variação de temperatura de um corpo é proporcional à diferença


de temperatura entre o corpo e o meio ambiente".

T a temperatura do corpo
Tm a temperatura do meio ambiente

~~ a taxa de variação da temperatura do corpo

onde (T - Tm) > O e K é uma constante de proporcionalidade, positiva.


O sinal negativo na frente de K aparece a fim de tornar ~~ negativa· em um
processo de resfriamento.
A expressão ® pode ser escrita assim:

dT +KT=KT
I
. dt m

T = Tm + Ce-Kt I
Assim, T = 5 + Ce-Kt.

a) para T = 60°C, t = O segue-se que

60 = 5 + Ce-K•o ==> IC= 55° I


para t = 10 minutos, T = 40° C onde
40 = 5 + 55 e-lOK ====> 35 = 55 e-1oK => K = 0,0451
e assim T = 5 + 55 e-O,045lt • Quando T = 100e tem-se:

10 = 5 + 55 e-O,0451t ====>.\ t == 53 minutos I


T = 5 + 55 e-O,0451 <22 ====> I T == 25,4°C I

PR16 Uma certa cidade tem crescimento populacional a uma taxa proporcional
ao número de habitantes existentes. Após 20 anos sua população triplica
e após 6 anos é de 80.000 habitantes. Determine:
a) A população inicial,
b) A população após 50 anos.

Solução: Seja 1'1 a população no instante t, No a população inicial e ~ a taxa


populacional. Assim,

dN dN
dt = KN --> 1'1 = K dt >

> QnN = Kt + C 1 ====> I 1'1 = Ce K t I

a) para t = O ====> 1'1 = No > I No = C 1-> 1'1 = Noe Kt

para t = 20 ====> 1'1 = 31'10==>: 31'10 = Noe20K. >

--> e20K = 3 ====>_1K = 0,0549 I


para t = 6 ====> 1'1 = 80.000 ==> 80.000 = Noeo,054906 >

====> i No == 57.548 habitantes I

PR17 Um corpo de 64 Newtons de peso cai de uma altura de 400 metros com
velocidade inicial de 5 m/sego Supondo a resistência do ar proporcional à
velocidade do corpo e sabendo-se que a velocidade limite é de 140 m/seg
determine:
a) Uma expressão para a velocidade do corpo no instante t.
b) Uma expressão para a posição do corpo no instante t.
c) A posição do corpo após 3 segundos.
Solução:
a)

Consideremos a massa e a gravidade constantes.


Conforme lei de Newton F = m c:;; (F é a força resultante que atua
sobre o corpo).
Duas forças atuam no corpo: a força de atrito e a força peso. Assim:
F = Fa + P
e como Fa = - Kv e P = mg =->

dv .
=> m dt = -Kv + mg >

==">m -
dv
+ Kv = mg =>
dv + Kv __ g
dt dt m

I v =~ + Ce-
Kt1m
I
onde Vi = ~ é a velocidade limite do corpo para K > O.

Para P = 64N - >mg = 64 => I m = 6,53 kg I

Vi = 140 m/seg => "Jt = 140 ====>I K = 0,4571 I


Para t = O => V = 5 m/seg => 5 = 140 + C =>
-->- C =- 135.

Logo a expressão procurada é:

Iv= 140 - 135 e-O,o7t I

b) Como dy = v ---> dy = 140 - 135e-o,o7t ou


dt dt
dy = 140dt - 135 e-o,o7tdt

I y = 140 t + 1.928,57 e-O,o7t + C I


para t = O -> y = O => O = 140 o O + 1.928,57 e-O,07°0 +
+C

y = 140 t + 1.928,57 e-O,o7t - 1.928 57l expressão .da posição do


I
. ' _. corpo no mstante t

c) Após 3 segundos, temos


y = 140 o 3 + 1.928,57 e-O,07°3 - 1.928,57

onde y = 54,7 metros.

- PR 18 Um circuito RL tem força eletromatriz de· 10 volts, uma resistência de 5 n


e indutância de 10 henrys. Determine a corrente no circuito no instante
t = 3 segundos, sendo a corrente inicial nula.
Solução:

di di R. E
E = Ri + L -====>--
dt dt
+ -[
L
=-=>
L

=> I· l = li
EL + Ce -Rt/L I solução geral

EL .
Como i = O para t = O -> C = - R e aSSIm

. EL ELe -Rt/L --> Iz.


z=-R---R- --. = É:-R'L(1 _ e-Rt/L)
i = 10 ~ 10 (1 _ e-S-3IlO) => I i == 15,5 Ampêres

PR19 Uma certa substância radioativa diminui a uma taxa proporcional à quanti-
dade presente. Inicialmente, a quantidade de material é de 80 miligramas e
após duas horas perde-se 9% da massa original. Determine:
a) A massa restante após 12 horas.
b) O tempo necessário para que a massa inicial fique reduzida à metade
(half-life ).
I
Solução: Seja N a quantidade de substância presente no instante t e como
a substância diminui a uma taxa proporcional à quantidade presente tem-se:

dN dN
dt=KN >/i=Kdt>QnN=Kt+C1-->

===-=>.\ N = Ce
Kr
[

para t = O => N = 80 ====>.80 = CeK-o ====>I C = 80 I


Kt
Assim I N = 80e I

para t = 2 h· - --> N = 72,8 miligramas ====> 72,8 = 80 e2K =>

===> ~ = -0,0471

a) para t = 12 horas tem-se:

N = 80 e-O,047-12 -> I N = 45,5 miligramas I


b) para N = 8 0 = 40 miligramas tem-se:
2
40 = 80 e-O,047t => e-O,o47t = 0,5 ====>
QnO,5
==:> -0,047 t = Qn 0,5 -->. t = 0,047

====> I t == 14,7 horas I


PR20 Uma viga horizont3.l possui comprimento igual a 4 Q e está livremente supor-
tada por suas extremidades. Achar a equação da curva elástica e a deflexão
máxima da viga sendo a carga w kg por unidade de comprimento.
o R
x=o - 1
----1 y=o=
x 41
y=o --x-
2
2 wl

As forças externas que agem no segmento OP são:


a) A reação do apoio em O, a x metros de P, e igual à metade da carga,
isto é, 2 wQ.
b) Uma força, orientada para baixo, de wx kg, admitida como concentrada
no meio de OP e, assim, a ; x metros de P.

Da mecânica temos:

E = módulo da elasticidade do material da viga


I = momento de inércia da seção transversal
R = raio de curvatux:a da curva elástica, no ponto P
M = momento fletor em P

Mas M = 2w/x - wx ; x = 2w/x'- ; wx2 e assim:

Integrando CD temos:
EI * = wlx
2
- ~ + C, I®
Como no meio da viga x = 21 e : = O, tem-se:

El' O = wl(21)2 _ w(21)3+


6
C1-->
--
C1 = __ 83 w13

e a @ fica:
Integrando @ temos:

EI Y = -wl3 x 3 w 4
- - x - - wl x + C2
24 3
8 3

e a expressão ® fica:

wl 3 w 4 8 3
EI y = 3" x - 24 x - 3" wl x

I y = z.fu (8lx 3
- x' - 64Z3x) I @)
A deflexão ou afundamento da viga em um ponto qualquer, distante x uni-
dades de O, é dada por - y, sendo que a. deflexão máxima ocorre no meio
(x = 2l) e, conforme ®' temos:
w J4 4 4 80 w14 10 w14
-Ymáx =- 24EI(64t - 161 - 1281 ) = 24EI = 3EI

PR21 Uma viga horizontal engastada em uma extremidade e com a outra em


balanço, está sujeita a uma carga uniformemente distribuída de w kg por
unidade de comprimento. Ache a curva elástica e a deflexão máxima.

1
-(1- x)
2

dy = O
d.x
Seja P (x, y) um ponto qualquer da curva.
A única força agindo é a carga w (l - x) no me.lO de PR.
Então,

M = -w(l- x).!..(l- x) = _.!..w(z- X)2


2 2
d2y 1
e EI dx2 = -"2 w (l - X)2. Integrando esta expressão >

y
Eld- = -1 w (Z - x) 3 + C1 CD
dx 6

Como em O x = O e : = O temos:

EI • O = 6"1 w (l - O)
3
+ C1 ==>:
C
1 = - 6"1 wl 3
A CD toma a forma

dv = -1 W (l -
EI ::::L. X)3 - -1 wz3 ®II
dx 6 6

Integrando a@==">

==>·1 Ely = - ~ w(l- X)4 -t Wl3x +C21@)

e a @ fica

Ely
"
= - _1 w(l -
~
xt _ .!.."wI
6
x 3 + _1
~
wZ4

ou I y = 2iirr [-(I - X)4 - 4l"x + 1411 "curva elástica"

_Y' =- w [-(1-1)4-4-[3-1+14]=
max 24EI
W 4 wZ4
- - 24 EI (- 31 ) = 8 EI
A equação diferencial é

O08 ~ + 20 E9.. + q = 11O


, dt2 dt 80 X 10-6

~~ + 250 ~ + 156.250q = 1.375 CD


Solução homogênea
(D2 + 250D + 156.250)q = O
[D - (-125 + 375 z)][D - (-125 - 375 z)]q = O

I qh = e-
12st
(C1 cos 375 t + I
C2 sen 375 t) (solução homogênea)

Solução particular
2
q =A > dq = O > dq = O
dt . dt2

Logo, substituindo em Q), tem-se:


O + 250 • O + 156.250A = 1.375 > A = 0,0088

I qp = 0,0088 (solução particular) I


Como q = qh + qp >

==> q = e-
12st
(C1 cos 375 t + C2 sen 375 t) + 0,0088 ®
(solução geral)
Como q = O e i = O, para t = O, vem

® ==> C1 = -0,0088

@ ---> 375 C2 - 125 C1 = 0=> C2 '" -0,003

q = e-125t (- 0,0088 cos 375 t - 0,003 sen 375 t) + 0,0088

I i = e-125t (3,675 sen 375 t - 0,025 cos 375 t I

3y
a) (d
dx3
)2 + 4 dy _ 2 = O
dx

b) (ddxy)3 + 3 ddx2y2
- 4 Y = 6

c) j: + y = 5y2

PP 2 Mostre que:

a) y = C1 COS 2x + C2 sen 2x + senx é solução de d2~ + 4 y = 3 senx


dx
3
b) Y = Cle x + C2e 2X + C3e-x' e 1 - d e -d y - 2 -dy2 -- dy
souçao + 2y = O
3
dx 2dx dx
2
c) Y = xe2X + eX é solução de d y _ 4 dy + 4 Y = eX
dx2 dx

d) y = C, + C2x - seu (x + Ci) é solução de (~;J+(a;;.y = I


a) dy = e3X - 4x
dx
3
b) d y = O
dx3

1
Resp.: a)y =3ej~ - 2x2 + C

x2
b) y . Cl2" + C2x + C3

PP 4 Resolva as equações diferenciais de variáveis separáveis:


a) (l + y2)dx + (1 + x2)dy = O

b) (1 + y2)dx - xdy =O

c) x .J 1 + y2 + Y !!:l... .J 1 + x2 =O
dx

Resp. : -vi 1 + x2 + .J 1 + y2 = C

d) cos x vi 4 - y2 dx +Y vi 1 + sen x dy = O

Resp.: 2 -vi 1 + senx - -vi 4 - y2 = C

e) (3x + 1)2dy + dx = O
(2y2 + 5)y

8
Resp.: 3(2y2 + 5)2 - 3x + 1 = C

Resp.: (2x - l)e2X - 4e-Y = C

dx
g) - = eX cosy
dy

Resp.: y = arcsen (C - e-X)


h) ...;2xy dy = dx

PP 5 Resolva as equações diferenciais de 1~ ordem homogêneas.

a) 4x - 3y + ~ (2y - 3x) = O

Resp.: y2 - 3xy + 2x2 = C

b) x dy = y + ..J y2 - x2
dx

c) dy = 2xy
dx 3x2 _ y2

Resp.: y2 = x2 - Cx

e) xdy - ydx = xeY/xdx


Resp.: e-Y/x + Qn x = C

Resp.: )'2 = _x2 (1 + Qn 1Cx ) 2

g) x cos.l. (ydx + xdy) = y sen y (xdy - ydx)


x x

Resp.: xy cosL = C
x

PP 6 Verifique se as equações diferenciais propostas são exatas. Em caso atir-


mativo, resolva-as.
c) (eX + 2y)dx + (4eY + 2x)dy = o

Resp.: eX + 2xy + 4eY =C

d) (3x2y - 4 ~nx)dx + (x3 - ~ny)dy = O

, Resp.: x3y - 4x ~nx - y(~ny) + y + 4x =C

e) _dy= _2_+_y_e_x_y_
dx 2y - xexy

Resp.: 2x + eYx - y2 =C

g) Lx cos (x + y) + sen (x + y)] dx + x cos (x + y) dy = O

Resp.: x sen (x + y) = C

PP7 Resolva as equações propostas usando um fator integrante conveniente.

a) xdy - ydx + x3dx = O

Resp.: 2y + x3 = Cx

b) (x2 + x - y)dx + xdy = O

c) (x + y2)dx - 2xydy = O

Resp.: x = CeYz/x
d) (x + 3 y) dx + x dy = C

a) dy
dx
+ 8y = eX

Resp'.. Y = 1.
9e
X + Ce-8X

_X2
Resp.: y = Ce + x~.., - 1

dv
c).::L. + -- 1 Y = cosx
dx x+l

Resp.: (x + l)y = (x + 1) senx + cosx + C


d) (sen2x - y)dx - tgxdy = O

e) (y2 - l)dx + (y3 - Y + 2x)dy =O

f) tg x ~ +y = sec x

g) (y2 + l)dx + (2xy + l)dy =O

C-y
Resp.: x =--
1 + y2

h)~dx + Y cotgx = 5eoosx


a) 2 dy
dx
+ 4xy + xy3 =O

1 1 2
Resp.: "2 = -"4 + Ce2X
y

b).=L
dv
+ -1 Y 1
= - (1 - 4 x) y6
dx 5 5

Resp.: ~
y5
= -4x - 3 + Cex

.c) y2 : - xy3 - X = O

2
Resp.: y3 = -1 + Ce(312)X

dx x
d) 2 - - - + x 3 .cosy = O
dy Y

PP 10 A.che uma solução parti.cular para as equações diferen.ciais propostas, .con-


forme 'as .condições dadas:

a) t J20 2 + 4 dt + O .J t2 + 5 dO = O (O = O para t = 2)

Resp.: 2.J t2 + 5 + J 2 02 + 4 = 8

b) (x + 3)3dy + (x + 3)2ydx = dx (y = 2 para x . 1)

1 33
Resp.: y =-
(x + 3) 2 + 4 (x + 3)

.c) (x2 - xy)dy = (y2 - yx)dx (y = 2 para x = 3)

d) Z = 2x [f'(2) = 3, ['(1) = 2,[(0) = -2]


e) 3xydx + x2dy = -2xdx (y = 1 para x = -1)

3 + -2 x3
Resp·.. y,v..•. 3 + -35 = O

PP 11 Resolva as equações diferenciais lineares de 2~ ordem homogêneas (coe-


ficientes constantes).
2
a) d y + dy _ 12y = O
dx2 dx

d2y dy
c) - 2 - 4 - - 6y = O
dx dx

d3y d'2y dy
d) - - 6- + 12 - - 8y = O
dx3 dx2 dx

d2y dy
e)3--2--5y=0
2 dx dx

4 3 2
f) d y _ 10 d y + 36 d y _ 54 El.. + 27y = O
dx4 dx3 dx2 dx

Resp.: y = e2X (C1 cos 2x + C2 sen 2x)


2
h) d y + 2 !JE. + 3y =O
dx2 dx

PP13 Resolva as equações diferenciais de 2~ ordem lineares (coeficientes cons-


tantes) não homogêneas pelo método dos coeficientes a determinar: .
2
a) d y _ 2 dy +y = x3
dx2 d:x

X
Kx e
Resp.: y = ( C1 + C2x ) e +, 2
(K - 1)

d2y dy
c) -
dx2
- 4-
d:x
+ 3Y = cosx

d2
d) 2 ~ +y = 2 (x2 +x + 1)

Resp.: y = 2r + 2x - 6 + c,cos(V; x)+ c sen(V; ~


2
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

d2
e) ---2. - d
22 + 2 y = x2eX
dx2 dx

d2 d
1) ~
dx2
+ 2~
dx
+ 2y = x2 + senx

PP14 Idem, pelo método "VARIAÇÃO DOS PARÂMETROS"


2
a) d y _ dy _ 2y = 5x2
dx2 dx

Colocou-se uma barra de metal, com temperatura de 120°C em um ambiente


cuja temperatura é constante e vale 8°C. Após 30 minutos mediu-se a
temperatura da barra encontrando o valor de 70°C. Pergunta-se:
a) qual o tempo para a barra atingir a temperatura de 65°C?
b) após 50 minutos qual a temperatura da barra?
Resp.: a) 34 minutos aproximadamente
b) 49,8°C aproximadamente.

Um corpo estava inicialmente com temperatura de 10°C. Colocou-se este


corpo em um recipiente cuja temperatura constante era de 120°C. Veri-
ficou-se que após 10 minutos a temperatura do corpo atingiu 32°C.
Pergunta-se:
a) a temperatura do corpo após 40 minutos;
b) o tempo necessário para o corpo atingir 43°C;
Resp.: a) 74,4°C aproximadamente
b) 16,2 minutos aproximadamente
PP 17 No circuito ao lado determine a
corrente no instante t supondo a
corrente inicial igual a 4 amperes.

E= 3 cos 3tVolts ~

. ._ 200 ~ 6 236 -40t


Resp.. l-I 609 cos 3 t + I 609 sen 3 t + 1 609 e

PP18 Um corpo é abandonado de uma altura de 800 metros. Supondo a resistência


doar proporcional à velocidade do corpo, e sabendo-se que a velocidade
limite e sua massa valem, respectivamente, 100 m/seg e 5 kg, determine:
a) uma expressão para a velocidade do corpo no instante t;
b) uma expressão para a posição do corpo no instante t;
c) a velocidade e a posição do corpo depois de 10 segundos.

Resp.: v = 100 - 100e-o,098t

y =.100 t + 1 020,4e-O,098t - 1020,4

PP19 Uma substância radioativa diminui a taxa proporcional à quantidade presente.


Sendo a quantidade de material 80 miligramas e verificando-se que 3 horas
depois sua massa original diminui em 20%, determine:
a) a massa que resta após 6 horas;
b) o tempo necessário para que a massa se reduza à metade.

Resp.: a) 51,3 miligramas


b) 9,3 horas

PP20 A população de uma determinada cidade cresce a uma taxa que é propor-
cional ao número de habitantes existentes. Após 7 anos a sua população
aumenta em 28% e após 10 anos é de 60.000 habitantes. Qual a sua popu-
lação após 20 anos da data inicial?
Resp.: 85.144 habitantes aproximadamente

PP21 Um paraquedista cai no espaço sob a ação da gravidade. Se a resistência


doar é proporcional à velocidade da queda, determine a distância percorrida
no tempo t supondo que tal paraquedista parte do repouso para t = O.
K
2
Resp.: y = m ![Kt + e-Ktm _
m J
1],
onde m é a massa, g a aceleração da

gravidade e K o fator de proporcionalidade na resistência do ar.

PP22 Urna população de bactérias cresce a urna taxa proporcional à popu·


lação. Após 2 horas a população cresceu para 10.000 bactérias e após 8 horas
cresceu para 180.000 bactérias. Pergunta-se:
a) o número de bactérias após 4 horas;
b) o tempo necessário para o número de bactérias chegar a 650.000.
Resp.: a) 26.207 aproximadamente
b) 10 noras e 40 minutos aproximadamente

PP23 Num estudo de jejum, o peso de um indivíduo caiu de 95 kg para 78 kg em


27 dias., Supondo que a perda foi proporcional ao péso do indivíduo per-
gunta-se:
a) o peso do indivíduo após 12 dias;
b) o número de dias para que seu peso alcançasse 80 kg.
Resp.: a) 87 kg aproximadamente
b) 24 dias aproximadamente

PP24 Urna população de bactérias cresce de um tamanho inicial de 200 para um


limite de 400.000. Suponhamos que, na primeira hora, a população cresce
até 800. Assumindo que o crescimento é governado pela lei logística
pergunta-se:
a) a população de bactérias após 6 horas;
b) o tempc necessário para que a população inicial de bactérias cresça para
13.240.
Resp.: a) 269.700 bactérias aproximadamente
b) 3 horas aproximadamente

PPZ5 Em urna população de 10.000 indivíduos igualmente suscetíveis é introduzido


um indivíduo infectante. Considerando que o indivíduo infectante assim
permanecerá durante todo o processo de transmissão; nenhum indivíduo
será removido e que após 20 dias 6 indi'V1d'UOS
já se apresentavam infectados.
Pergunta-se.
a) o tempo necessário para que a metade da população esteja totalmente
infectada.
b) o número de infectados após 3 meses e 8 dias.
Resp.: a) 3 mese~ e 14 dias aproximadamente
b) 3.803 aproximadamente