Elementos de geologia

Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas. Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto. 2. Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. encontram-se J. é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência. sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro. a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. solos ou materiais terrosos como material de construção. 1. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. Em meados do século XIX. Os maciços rochosos e terrosos.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. James Hutton (1726-1797). erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. Nicolaus Steno (1631-1686). foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência. mares). . lagos. Seu livro “Teoria da Terra”. construção e conservação de diversos tipos de obras. o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras. os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície.Portanto. destacando-se a alteração. No século XIX. um escocês de Edimburgo. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra. Bispo de Hamburgo. Geomecânica e Mecânica dos Solos.1. estudioso alemão falecido em 1767. resultando no acelerado crescimento da Geotecnia.G. A partir da década de 1950. Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia. houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2. publicado em 1785. VII. possibilitando o desenvolvimento da Geologia. Lehmann. A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859).

Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico. 2. etc. etc.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais.. Petróleo. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas).2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. principalmente na abertura de túneis e canais. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas. exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico. taludes.1. implantação de barragens. 2. tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos. Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha. arranjo dos grânulos minerais. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem.2.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo. construção de estradas. gelo.).. projeto de fundações. 2. Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. bem como da sua classificação. . • • Mineração. minerais. rochas.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). 2. obtenção de água subterrânea. ou seja. que afetam bastante o relevo terrestre.2. identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento. água. analisando sua origem (composição química. água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia.2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil. preservados por meios naturais na crosta terrestre. estado de alteração. bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia.

divididas em três seções: continentes. Apesar da alta temperatura. metamórficas e sedimentares. Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e. sendo estes os elementos químicos predominantes.200º C.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. Núcleo: espessura de 3. até 2.300 Km. A crosta não é uma camada única. alumínio. DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6.200º C na parte superior até cerca de 5. Camada pastosa (material magmático) composta de silício.900 Km. junto à crosta. sendo constituída de várias placas tectônicas. • Manto: espessura de 2. junto à parte externa do núcleo. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta. É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta. ferro e magnésio. plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos). nos continentes. Sua temperatura pode variar de 870º C. de 25 a 90 km.000º C nas regiões mais profundas. • .370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km.

CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. Ca. Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. oxigênio e ferro. Fe. 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O. É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA). alumínio. sedimentares e metamórficas. daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica. Na.200ºC. como o silício. K e Mg. É também chamado de camada basáltica. sendo o oxigênio dominante. O SIAL apresenta espessuras variáveis. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA. Si. sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares.2. Al. . ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares. com uma variação de temperatura de 15ºC até 1. É também chamado de camada granítica.

embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. ü Microcristalina. ü Criptocristalina. ou seja. maneira de ocorrência e gênese dos minerais. como por exemplo. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. que são corpos com forma geométrica. o granito que é constituído pelo quartzo. . ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. pela recristalização em estado sólido e ainda. As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. limitados por faces. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. sólida ou líquida. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. • • 2. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. composição. Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. Normalmente com composição química definida e. são formados da alteração de outros minerais. se formado em condições favoráveis. micas e feldspatos.MINERAIS 1. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. Os minerais se formam por cristalização.

Os cristais. com base nos elementos de simetria. foram reunidos em seis grupos.EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl). . denominados sistemas cristalinos.

serpentina. Sulfatos: gesso. Exemplo: granada. gabro. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. granito. talco. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. pirita – FeS 2 (isométrico). limonita. • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática.3. etc) e depósitos minerais (magnetita. mica. sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. dorita. etc. etc. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico).89). anidrita. turmalina. . CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato. Carbonatos: calcita. ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). magnetita. • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. dolomita. Exemplo: rochas (basaltos. andaluzita. • Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. berilo. Exemplo: topázio. cianita. etc. quartzo. magnetita – Fe3O4 (isométrico). pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. Óxidos: hematita. etc). ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura.

1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco.4.2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó. Risca-se com plástico comum e prego.1.1. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo.1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. Não se risca com lima de aço.1. Material constituinte de ossos de animais. Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • . A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca. 4. Podem ser: proeminente (Calcita). Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. utilizam-se escalas comparativas. Nenhum material pode riscar o diamante. • 4. Risca-se com prego e canivete de aço. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4.1. Dureza do vidro comum. pois nem todos minerais apresentam clivagem.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que. Na prática.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. • 4. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral. quando pulverizados deixam um pó branco. Esta propriedade é uma boa característica de identificação. perfeita (Feldspatos). distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita). sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana. Material correspondente a abrasivo “alundum”. representadas por certos minerais. Não se risca com prego. Não se risca com canivete de aço e vidro comum.

5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado. Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada. pirolusita). clorita). vidro. Plástico – diante de um esforço.⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum. por deformação plástica (ouro. dobrado ou triturado. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. prata). galena. ⇒ ⇒ ⇒ 4.1. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro. Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios. com bordas angulosas. Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva. moído. • O valor é constante para cada tipo de mineral.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água. cobre). Págua = peso do mineral imersa na água. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares. .1. irregular. Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4. desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica).6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso. 4. pirolusita). calculado através: ρ esp. = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar. com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina. o mineral se deforma plasticamente. Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena.1. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre).

3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos. Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. Anfibólios. Silicatos máficos.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. Óxidos e sulfetos de metal. composição química ou impurezas contidas no mineral.2. 4. ametista. curvatura. como acontece. Ortopiroxênio. prata e platina nativos. Ouro. por exemplo. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. Magnetita.4 4.0 ~ 8. Elem. fluorita. carbonato. silicatos.0 Composição química Silicatos félsicos. nativos metálicos. pirita. estando relacionada com defeitos estruturais. dispersão ou interferência dos rios luminosos. segundo os seis sistemas cristalinos existentes. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais. 4.0 > 8.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta. Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral.9 2. etc. cristal de rocha. sulfetos. Exemplos Quartzo.9 ~ 3. Ex: fratura. com certas variedades de quartzo. de turmalina. Ex: quartzo fumado. Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio. de halita. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro. diamante. Ex: diamante.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz. . 4.1. ortoclásio.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2. plagioclásio. refração. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. etc. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado. Não depende da cor. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios.

três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo). Calcita 13.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. 5. Micas 4. 5.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos).1. portanto. Turmalina 11. Quartzo 2.4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados).1. possui uma cor inerente.1. Fluorita . Zircão 7. 5.1. Topázio 12. Talco 18. Pirita 10. Amianto 17. não possuem forma geométrica.1. Magnetita 8. 5. 5. ou seja.2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1. 5.1. Clorita 16.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5. Hematita 9. Zeólitas 19. DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5. 5.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo. Caolim 15. Dolomita 14.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual. Piroxênios 6. Considera-se. Anfibólios 5.5.1. Feldspatos 3.2 COR: quando puro. que pode variar de acordo com as impurezas.3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais.

• Todavia.Algumas dessas rochas. devido à granulação muito fina. quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. também por material amorfo (vidro). verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e. mostram-se em um exame a olho nu. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita . às vezes. a exemplo de alguns tipos de basaltos. com aparência de um único mineral (massas homogêneas).

Feldspato: mineral formador de rocha. .

.

Exemplo: granito – presença de quartzo. feldspatóides.ROCHAS 1. olivinas e serpentina. Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes). fosfatos. as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. feldspato e mica diabásios – presença de feldspato. • • 2. micas. Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas. óxidos. Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral. etc. amorfo e de cores diversas. ferromagnesianos. e sim constituídos de material vítreo. Sob o ponto de vista mineralógico. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . carbonatos. silicatos.

• Metamórficas .

OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO. TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR. APÓS A SUA FORMAÇÃO. O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO. A ESTE PROCESSO. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. DO AR. PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. . FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 . FeO. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. Al2 O3 . OU VIDRO VULCÂNICO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. Na2 O. MgO. ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . NESTE CASO. CaO. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA.ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM. E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. PRINCIPALMENTE. DO GELO. K 2 O).

ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO . AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE.SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL. FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. .

ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. . QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA. SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA. o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas. • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES. como por exemplo.PRESSÃO TOTAL . que por sua vez depende da composição química. cineritos. tufos. TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3. EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO. ATRAVÉS DOS VULCÕES. MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava. QUENTE. corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma.PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO . VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h. NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA. MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: .

2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros).1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente.Leucocráticas (inferiores a 30%) .3 Tipo de feldspato . sódicos. sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4.Melanocráticas (superiores a 60%) 4. . De acordo com a porcentagem: . e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios. Em relação a minerais escuros: . CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4.intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) . SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM.Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos.Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos.ácidas (superiores a 65%) .INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA. diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito.básicas (inferiores a 52%) 4.Mesocráticas (entre 30% e 60%) . . Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills.

Ex.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação .Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos.5. A presença de qualquer tipo de feldspato. granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos.5 Classificação resumida 4. etc.Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades . piroxenitos.2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4. Associados com qualquer grupo citado anteriormente.. b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação.Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias . dioritos c) Rochas básicas: basaltos. gabros 4. pegmatitos. 4. aplitos.1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos. exclui a rocha deste grupo. diabásios. peridotitos. .5.

6.1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta . com cavid.6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4. Marron esverdeada 4. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta. cinza.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina.3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto.6.6. Fonólito Fina a média.4.

BRITA PARA CONCRETO. POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS. PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO. b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES. SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS. PIAS. LAVABOS. RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO .APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. ETC. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES. APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS.

concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. P REVESTIMENTO (asfalto.c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE. MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA. FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS .

Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA. BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE. DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA. INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO. O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO . CORTINA DE JET GROUTING.

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3. E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS. S. A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS. ETC. MINERAIS CONTENDO FE. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA . Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS.3.2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 . MN.10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4.3. ÓXIDOS. CARBONATOS. CO2 .3. CARB.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC.1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME .

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

total ou parcial. e consolidada. ENTRETANTO.3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE. PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. etc. Ex. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO. . sílex de origem química. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. dolomitos. cloretos. GIZ FOSFORITO. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS. ANTRACITO 5. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. Os carvões são classificados em lignito. GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO. mármore travertino.4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. 5. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO.5. sulfatos. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE). c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. Compreende as turfas e carvão. Ex. etc. DIRETA OU INDIRETAMENTE. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO. EX: CANGAS. crescimento de estalactites e estalagmites. nitratos. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias. Ex. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização. boratos.

C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA. QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS. COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. COMO PRODUTO FINAL. ETC. . CALÇADAS. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. MEIOS FIOS. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS. AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS. OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS. OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS.

POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. . SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO. ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL. ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES. ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. MERGULHANTES. ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO.

PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES. INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO. O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA. ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO .ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE.

EM POUCO TEMPO. A DESCARGA DE FUNDO. A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM. ETC. . ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE. MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). PODERÃO LEVAR.PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS. SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO. PROVOCANDO EROSÃO INTERNA.

.CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA. DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA. CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS. POIS.

MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS. TAIS COMO ÁGUA.ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO.PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. GASES. TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES. PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS. . . . EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS. b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO. OXIGÊNIO.INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS. . . SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO.DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA. O2 ).PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES. FLUOR.ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”). . ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE. . VAPORES (CO2 . GÁS CARBONO. ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA.CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m).OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA. . ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES). DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS.

B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE. FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. . PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE. OU SEJA. CONSISTINDO NO FRATURAMENTO. TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS.

T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS. MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS. PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS. PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES. ENQUANTO NOVOS SE FORMAM. CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES. É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE. MAS. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA. POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE.

PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS . LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA. A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO.

FUNDAMENTALMENTE.PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER. GERANDO SOLOS ESPESSOS. DA XISTOSIDADE (AUSENTE. OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO . ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. FRACA OU BEM PRONUNCIADA). POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS. ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR .

TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO. C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO. B) ARENOSAS. B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO.MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO. OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO). 2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). . SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO. D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS. XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS.

QUARTZITOS E OS MÁRMORES. REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. SEJA PARA ASFALTO. . COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. AS ROCHAS XISTOSAS. SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. VIA DE REGRA. DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7). FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE. SEJA PARA CONCRETO. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO.

APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA. AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS.C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO. EM GERAL. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL. MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! . AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS. VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO.

quando molhada (moringa). DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico.RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. Maciça. Macia ao tato. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Não efervescem. Cores diversas Idem. Densas. 2. 1. Não efervesce com HCl. Não efervesce com HCl. PELO AÇO Descrição Muito duras. Risca o vidro. Claras: róseas. Cores: pretas. branca. marrom. Forte efervescência com HCl. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica . GRANULAÇÃO FINÍSSIMA. Duras. Sem odor característico de argila. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. verde-escura. creme. Efervescente somente a quente. DUREZA: NÃO RISCÁVEL. Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. OU DIFICILMENTE.

Cores escuras.) Sedimentar (met. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática . Cores diversas. Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras. Granulação milimétrica. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Composição Rocha Quartzo. Cores claras. Cores escuras. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met. Granulação fina a grossa. Magmática Quartzito. Granulação milimétrica e superior. 1. Quartzo (Mica) Feldspato. Quartzo comum.GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Efervesce a quente. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. em tons róseo e cinza. Quartzo comum. Efervescem com HCl. Feldspatos e Micas Quartzo. Granulação fina a grossa. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Cores diversas. Granulação milimétrica. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. Granulação ligeiramente menor. Cores diversas. Risca o vidro. Formada de fragmentos. claras. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara. em tons róseo e cinza. Granulação finíssima.) 2. Cor verde e preta.

cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. às vezes Areia média estratificada. Minerais placóides de mica. Cores diversas.Cor variada.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu). por vezes angulosos. média a escura. Grãos semi-arrendondados. Cor cinza-esverdeada. em fragmentos angulares. FRIÁVEIS. Divisibilidade em placas. Cores variadas.01mm. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. Odor de argila ausente ou fraco. quando molhada. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. Tato macio de pote. Granulação grossa a m édia.1mm e 0. Divisibilidade em placas. Grandes cristais de feldspato. Risca o vidro. dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. Odor característico. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl. Feldspato (Fêmicos). áspera ao tato. . Cor cinza. às vezes boa. Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm. semi-arredondados. Às vezes. Branca ou creme. com tamanho entre 2mm e 0. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL. por vezes angulosos. com micas. Granulação média a finíssima. ESTRATIFICADAS. com grãos entre 0. Cores claras. Cores claras a média. CLÁSTICAS. Composiçã Rocha o Quartzo. Riscável pelo aço. Transição entre arenito e argilito. friáveis. argila. Grãos semi-arrendondados. Cores diversas. quando molhada (moringa). ásperas ao tato. etc. ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. Macia ao tato. 1.

Odor de argila ausente ou fraco. Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .

4. Estrutura – resume-se em: maciça. Estrutura maciça. 8. 3. ligeiramente. embora não seja muito importante. de chuva. etc. Granulação – importante: muito grossa. 3. b) Rochas sedimentares 1. Complementação: 7. 10. No campo. a cor pode variar. com exceção das micáceas e carbonatadas. 2. 2. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. presença de vesículas. marcas de ondas. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo. fina ou finíssima. c) Rochas metamórficas 1. No campo. grossa. 9. 2. orientada ou estratificada. 5. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. 4. 6. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. . como as sedimentares. de animais. etc.RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. Fósseis. No campo. 3. 2. média. Estrutura orientada. medianamente ou bastante alterada. Dureza média a elevada. a cor é relativamente homogênea. compacta. Dureza baixa. Nome da rocha – Justificar. Outras observações – elementos como: eventual fratura. Estrutura em camadas. 3. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. Cor – deve ser referida. Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada. do gelo. Tipo da rocha – Justificar. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. Dureza média a elevada. Paralelismo dos minerais.

PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .MECÂNICAS V .GEOTÉCNICAS .

lixiviação de rochas em obras hidráulicas. REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir.I. Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). • • . → coloração devido a • • • Amarela. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores). Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos. Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios. alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland). A composição varia muito de uma amostra pra outra. DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. como por exemplo. Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. 2. Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens. etc. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. PROPRIEDADES FÍSICAS 1. II. COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha. • • 3. dissolução dos carbonatos. até mesmo dentro de uma mesma jazida. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade.

aumento de volumes desses minerais. PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade. a densidade real será maior. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real. • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3. quanto cimentadas. POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha). Determinado em laboratório: . Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas.e. rochas muito porosas são de baixa densidade.Peso específico real (d ou p.Peso específico aparente (d ou p.) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos. .e. enquanto que. se interligados. dificuldade de corte cresce com a densidade. resistência ao desgaste cresce com a densidade. resistência à compressão cresce com a densidade. ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas.) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água . a porosidade diminui.2.

b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. etc. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. sendo que. mais porosa é a rocha. Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete. Primária → existe desde a sua formação. ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha. resistência à compressão diminui com a porosidade. bastante porosa (5% a 10%). Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares. pouco porosa (1 a 2. • 5. . muito porosa (10 a 30%). b) riscável pelo canivete. ou parte desses vazios. maior valor.5 a 1. classificação: extremamente porosa (50%).5%) e muito compacta (1%). DUREZA • • Resistência ao risco.metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo. dada pela escala de Mohs. medianamente porosa (2. Secundária → devido à lixiviação. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água.5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4.5% a 5%). É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6. quanto mais intenso. dissolução de componentes mineralógicos.

c) as rochas silicificadas tem maior resistência. • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2. aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções). 7. 8. . possuem maior resistência à compressão. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2). COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão. MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece). b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. maior a resistência à compressão.c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados.

quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles. Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. planos de xistosidade. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. alterada e muito alterada. Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço. Ensaio – Resistência ao Impacto Treton. . PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. Deval. 5. etc.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova. Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. etc. Tal classificação é muito subjetiva. Fatores de influência: fissuramentos. • • IV. estados de alteração. leitos de estratificação. Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados.

São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade). resistência ao risco (dureza). as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos. superfície dificilmente riscada por lâmina de aço. superfície riscável por lâmina de aço. quebra facilmente ao golpe de martelo. São consideradas somente as “originais”. friabilidade. 2. quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo.200 1.• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento. GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. 4. esfarela ao golpe do martelo.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha . o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço. desagrega sob pressão dos dedos.

caoticamente dispostos 5.ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos. CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores. Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito .

apresenta pequena resistência ao manuseio. coloração. regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. fogem ao caso as construções de túneis. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e. Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. São bastante irregulares quanto à resistência. Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. podendo ou não ter matéria orgânica”. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos). Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. . barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. muitas vezes.8 mm). ou simplesmente. Na maioria dos casos. 2. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz. Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida. TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. porém sua resistência já se encontra bastante reduzida.ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. dando origem ao solo.

2. comuns nas várzeas dos córregos e rios. porém com dureza inferior à da rocha matriz. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades. elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão. As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais. a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água. Existem aluviões essencialmente arenosos. ou seja. inalterada. O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer. bem como aluviões muito argilosos.1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. . Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência).• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. e com profundidade variável. Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição.

• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). Normalmente são identificados pela cor escura. Apresentam boa resistência. Tálus: material predominantemente grosseiro. nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso. . que se chama turfa. mas péssimos materiais de fundação. geralmente ao pé de elevações e encostas. d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. Não são muito comuns no Brasil. Colúvio: material predominantemente fino. provenientes de antigos escorregamentos. destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral. essencialmente de carbono. São de ocorrência localizada. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. cheiro forte e granulometria fina. de alta compressibilidade e baixíssima resistência. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. porém elevada permeabilidade. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. São fontes de materiais de construção. É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo.

a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv .3. entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3.1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos.

podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas. Ex. Ex.: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra). Ex.2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções. areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas).d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS .: pedregulhos.: Solos orgânicos (turfosos) 4. CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4.

Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0. c) Siltes: granulação fina.05 mm a 0. . b) Areias: grossas.8 mm a 7. pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4.6 cm 7. médias e finas.42 mm 0.005 mm 0.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios.6 cm a 25.42 mm a 2.0 cm a 1.005 mm a 0.0 mm a 4. em peso.8 mm 4. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo.2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo. tem diâmetros menores do que ele.05 mm 0. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca.0 cm 25. Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica.0 mm 2.

corresponde a uma curva granulométrica vertical.Cu = D 60 ⇒ Na realidade. D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material. esta relação indica a “falta de uniformidade”. Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) . REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS . mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo. Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5. quanto maior Du.

6. perde a capacidade de fluir. É um estado de consistência circunstancial. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural. o volume do solo não varia por variações em sua umidade.3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento. não apresentando mais comportamento plástico. sem necessidade de variação de volume. 6. Isto ocorre porque. portanto de ser saturado. h= P1 − P2 x100% .1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1).2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos). adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento. que depende do teor de umidade do solo. Ou simplesmente. não possui resistência ao cisalhamento. Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2). Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas. Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo. podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento. deixando. Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico. . sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água.

75 < IC < 1. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática.5 < IC < 0.75 ⇒ argila média 0. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. cor preta 2. plásticos se 3. Não representa com fidelidade os valores reais. seco.5 ⇒ argila mole 0. tato 2.• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido. esfarela tato e visual molhados 2. tato 1.0 < IC ⇒ argila dura 7. plásticos se 1. fibroso quando submerso desagrega . seco.0 ⇒ argila rija 1. desgrega 3. seco não molhado. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1.

d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas. b) Volume de material útil. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável. ou seja.2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos. 4. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade. 3. 3.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade). Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade. 3. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o . a localização geográfica da jazida. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral. resistência e baixo custo.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1.3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. PROPRIEDADES FÍSICAS 4. 2.1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso. 3. INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados. 3.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. c) Transporte.

4.05 a 0. sendo geralmente pequena.43 0.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor. Pode ser classificada como cúbica. menor resistência. lamelar e quadrática. Quanto maior porosidade. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura.43 a 0. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0.18 a 0.05 0.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume.4. γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4. alongada.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil. 4.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa. .5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada.01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade.18 0. e a segunda.01 menor que 0. ε= ∆L L 4. e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4. maior absorção percentual de água. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade.

isenta de falhas e defeitos. dada por: τ = 5. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1. 5.9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração. 5. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5.5. ε. 5.4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo. dada por: T0 = F A F A 5.6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra. rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5. σ.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação.3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área. . 5. aplicada no corpo e a deformação linear.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão.5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original.

• Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra. 7. Dimensões: 4.075 e 4.1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto. 7.2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa. rastejo plástico. Logo.υ= ∆x ∆l X L 5. deformabilidade baixa. estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6. muito baixa deformabilidade. AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado. sem se romper. muito alta deformabilidade. durabilidade e de alguma trabalhabilidade. não importando a estética.8 e 100 mm. Dimensões: miúdo (0.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra. 6. dútil.8 mm) e graúdo (4. a qual deve resistir à ação da água.10 Deformabilidade: quando frágil. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • . PROPRIEDADES QUÍMICAS 6. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa).

075mm. em geral. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1. • . na base. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes.075 e 2. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima. distribuir as cargas das rodas.0 e 100 mm. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais.2 1. permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente. Função: suportar dormentes.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0. de forma arredondada. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas.5 25 50 76 Máximo 12. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento. • • 7. • Pedra britada – pavimentos das estradas.8 12.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4.42 < 0.0 mm. no macadame hidráulico. constituir como um meio para aplainamento da pista.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa. Pedregulho – é o material natural inerte. sobre o solo. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0. reduzir os efeitos dos impactos.2 – 0.075 a 4.8mm. Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0. Dimensões: entre 2. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta.

3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. flexão ou puntual). resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. forças de descompressão de tensões pontuais. Normalmente construídos com areia limpa. 4. 2. resistência à compressão e resistência à abrasão. abrasão a Los Angeles. na fase de execução. atrito. Solicitações: 1. Possíveis reações químicas. Contribuir para a redução do custo do concreto. com função de constituir o corpo de uma obra. 3. abrasão e impacto.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. . Ensaios recomendados: análise petrográfica. 7. resistência à abrasão e insolubilidade. avaliação da alteração e alterabilidade. e à compressão. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem. Solicitações: 1. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. variação da temperatura. Ensaios recomendados: compressão simples. 2. ação de sais em obras marinhas. tração (diamentral.7. Desgaste e ação de intempéries. Atrito. • Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas. Funções do agregado no concreto: 1. resistência à tração. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes. 2. formar uma proteção contra a erosão. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior. Propriedades exigidas: resistência à compressão. Propriedades exigidas: resistência à compressão.

material pulverulento. areia e água. Ensaios recomendados: compressão axial. tendo sido afeiçoada manualmente. palácios. PEDRA DE CANTARIA. ora como ornamentação e. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. etc. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. 2. análise das impurezas (torrões de argila. balcões. Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. muitas vezes. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. resistência à tração. presença de mica e de sulfato). Pedras de cantarias. 8. materiais carbonosos. paredes. alterabilidade. parapeitos de janelas. blocos esculpidos em catedrais. pórticos. Atua ora como elemento estrutural. Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. impurezas orgânicas. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. Possível reação com álcalis do cimento. com o uso de ferramentas adequadas. posteriormente. portanto receber os esforços. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e. e embelezar).Solicitações: 1. 2. Solicitações: • . resistência ao desgaste. muros. sendo menos exigentes quanto à estética. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples. forma. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. Obtenção: 1. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. 4. Utilização – meio-fio. evitando explosivos. através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos. avaliação da alteração. Ação do intemperismo. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. 3. não reatividade. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. tração. 3.

resistência ao intemperismo. 4. dureza. Ataque químico por substâncias de limpeza. resistência à flexão. resistência à tração (flexão). etc. homogeneidade. ausência de fissuras. 9. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. resistência ao desgaste. resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. absorção. como pias. papel. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade.1. trabalhabilidade. avaliação da alteração e alterabilidade. porosidade e permeabilidade. inseticidas. resistência ao desgaste. 3. baixa porosidade e impermeabilidade. Aplicações: cerâmica. peso específico. variação térmica. Intemperismo (umedecimento e secagem. Propriedades exigidas: beleza (cor). material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). quando molhadas e rigidez. ação química da água da chuva). borracha. baixa absorção. resistência ao calor. escadas. Desgaste (dependendo de seu uso. sanidade. depois de submetidas a aquecimento adequado. resistência à ação dos ácidos. lama para perfuração de petróleo. Ensaios recomendados: análise petrográfica. núcleo impermeável de barragens. . 2. etc).

da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00. plásticas ou por ruptura (ou fratura). Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. Zona de plasticidade: a grande profundidade. e as dobras. Normalmente. etc. xistosas. falhas. 2. tais como as rochas arenosas. 2. ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte. Zona de fratura: próxima à superfície.ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. 3. dando origem às dobras. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras. falhas. fraturas causam deformações plásticas e de ruptura. 2. xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. produzindo fraturas. tensões.1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas. falhas e fendas. variações de temperatura. as variações de temperatura causam deformação elástica. estruturas gnáissicas. tais como os folhelhos e calcários. fraturas. . DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões. etc. tomado perpendicularmente a sua direção.2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. Podem ser elásticas.

b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento. numa dobra. ser simétricas. etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. Podem ser vertical. . com amplitudes variando de cm a centenas de km. Ex. 4. ou não. e) Plano da crista: é o plano que.2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. podendo ou não coincidir com o eixo da mesma.: Cordilheira do Himalaia. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra. passa por todas as cristas.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. inclinado ou horizontal. convexidade ou concavidades. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra. 4. que pode. d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra. DOBRAS São ondulações. escorregamentos. que aparecem em rochas originalmente planas. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. São de âmbito local e inexpressivas.4. acomodações.

podendo ser simétrica ou não. b) Sinforma: convexidade voltada para baixo.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima. podendo ser simétrica ou não. 4. Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica .4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada. cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo. na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto.4. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada.

inclinado e recumbente.c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. Podem ser: simétrico ou vertical. . Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção. g) Em leque: representada por dois flancos revirados. Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal. Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos.

onde as camadas mergulham em todas as direções. de maneira mais ou menos igual.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. 4.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo. i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas. a partir de um centro comum. j) Domo: é uma estrutura ampla. segundo uma mesma direção. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum. permanecendo as demais na sua posição original. com convexidade voltada para cima.

5. com dimensões que variam de mm até dezenas de km. b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha. Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho. Ex: Falha de San Andreas 5. representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas.1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. . d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra.

• Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha. medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha.• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. • • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado). “Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas. medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha. . Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. medido no plano de falha. medido paralelamente à direção do plano de falha. f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). 5. Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos.

6. havendo compressão horizontal. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. e ao longo do qual não se deu deslocamento. 6. FRATURAS É uma deformação por ruptura. Podem ser abertas ou fechadas. com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos). 5. 6. respectivamente. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade.Horst e Graben – representados pela elevação e depressão. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros. amostras de sondagens. problemas de erosão. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento.1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas. De gravidade: teto desce em relação ao muro. e representam o enfraquecimento.3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha.2 TIPOS . É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada. através de compressão e alívio de tensões. fotografias aéreas. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço.

a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos.3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA . b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e. Têm forma cônica. apresentam superfícies não muito planas. • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. 7. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes). 7. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante). Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos). finalmente.2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão. provenientes de partes profundas da crosta terrestre. Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7.1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. cortando-se em ângulos. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. ambos associados (Vesúvio). 7. com o material acumulandose em torno da cratera. Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais. e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas. Comuns em anticlinais e sinclinais. outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. em geral. c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial.

falhas ou ambos. . Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. Himalaia. Andes e Montanhas Rochosas.Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos. Exemplos por dobramentos: Alpes.

3.1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos). com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas. São em número muito variados.2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força. causadores das anomalias. MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos).INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer. Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). 3. de acordo com o método usado.3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. magnéticos e radioativos). 2. . 3. OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais. Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil. 3. Prospecção de minérios (métodos elétricos. porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande.

3. erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar. cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre. • Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares. . • Anticlinais.5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas.4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície).Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. 3.

• Resolução de problemas estratigráficos e estruturais. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas. A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos. • Pesquisas de áreas de material de empréstimo.2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente.5. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários. • Porosidade. .1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3. As relações entre corrente elétrica.3. • Teor em água. potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.5.

3. conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos. em zonas de praia. Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis. Prospecção de corpos de minérios.6.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. É maior na direção da xistosidade. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções.6. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA. Problemas de fundações em geral. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2. 3. ü Sedimentos clásticos (arenitos. eletricamente resistentes.300 a 3. é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas.1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL. O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando.500 m/s 4. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico. colocadas entre camadas condutoras. Determinação do contacto água doce-água salgada. • Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos.500 a 3. • Camadas finas.6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade.500 m/s 3. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones). . • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha.

. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada. MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações.000 a 2. sondagens e ensaios de campo. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura.1. textura e estrutura. sondagem usando a perfuração rotopercussão. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. compacidade ou consistência naturais. extração de petróleo. • Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição. sondagem rotativa. permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras. ü Deformada – conserva a textura e composição. umidade natural. poços de inspeção. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo. Amostragem: as amostras devem ser representativas. 4. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea.6. textura.3. etc). ventilação de minas. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas. em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático).3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO). Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais).000 m 4. composição. galerias. etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático.1 ABERTURA DE POÇOS.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. sondagem a percussão. 4.

Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m).2.1. permite uma seção contínua horizontal. Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície. bombeamento e recuperação). Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias. ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração. na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas. até 40 m de profundidade. Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. relativamente rasa. Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4. rebaixamento. . Ensaios: penetração padronizada (SPT).• • • Trincheiras: escavação horizontal. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82. limitadas a rochas ou solos muito consistentes.1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes.2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos.

matacões ou solos impenetráveis à percussão. .Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4.2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação.2. Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso.

Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica. • • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem. Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha . elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição). Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular.Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos.

Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração). .São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável. mistas. etc.2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto). sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante. Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo. e.2. Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4. obedecendo a ordem de avanço da perfuração). serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos).2.2. 4.1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas. Podem ser simples.2. fragmentando-se entre os dedos.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável). duplos ou duplos livres. Revestimento (superficial. Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação.2. aços especiais.2. Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida). Avanço (depende do cabeçote escolhido). carbeto de tungstênio. 4. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro). Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem.

desgaste do testemunho. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração).• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo. as condições geológicas da área. • Reconhecer. através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes. REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6. Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). . preliminarmente. Testemunhos orientados (retirado o testemunho. Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5. Desvio dos furos (introdução de uma cunha). Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). erosão das paredes e desmoronamento). Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio.

APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo.7. 8. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas. .

Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias.2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas. dobras. de cima para baixo. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. 1. denominadas linhas de contato. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas. falhas. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações. 1. posição das camadas.MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1.1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade. da mais nova a mais antiga. que interceptam as curvas de nível. . Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas. É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. etc.

distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos. etc. Membro: é uma subdivisão de formação.1. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu.000. Formação Santa Maria. Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si.3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas). 2. podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25.1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre. .

Idade: é uma subdivisão de época. MAPAS GEOTÉCNICOS 3. 2. • Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico. 2.500 * Provável idade da Terra – 4.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3.2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo. Série: é uma subdivisão de sistema.1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico. Andar: é uma subdivisão de série. 2. Época: é uma subdivisão de período. . expresso pelas unidades cronoestratigráficas. distinguida com base no registro litológico. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0.500 bilhões de anos 3.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico.4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo. • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica.

“lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases.000 a 1: 100. dos diversos fatores. Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. 4. 3. em planos diretores ou loteamentos. São adequados para o planejamento da ocupação urbana. construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas.1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma. Normalmente utilizam-se escala 1:25. paleogeográficas e tectônicas. .3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET. 4. Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. Complexo litológico (LC. 3. “lithological type”): é homogêneo na composição. em termos de utilização. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4. Tipo litológico (LT.000. mas normalmente não é uniforme no estado físico.2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico.• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente. Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979). Seqüência litológica (LS. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares. e mesmo da ocupação rural. textura e estrutura.

4.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema. Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra.htm . de inundação. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes. principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção.4 CARTAS DE RISCO: como exemplos. 4. 4. Distribuição das somas destes custos sobre um mapa.cpunet. temos: carta de risco sísmico.com.br/dnpm/Georef/Download.6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade. de colapso.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema.br/educacao/rover/estratigrafia.PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta. http://asp.com.htm . 4. 4.terra. Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica. usados para identificar problemas específicos.9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo. 4. 4. tanto domésticos quanto industriais. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”. A subdivisão destas estaria baseada na litologia.

• Permeabilidade – com a existência de poros interligados.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1. lagos. 1.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto. infiltração e evaporação total. permitindo o seu acúmulo.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. 1. .1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra. 1.3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico. em vapor. 1. para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera. pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento.

tamanho.1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha.W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra . São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas. Porosidade = (100. Classificação: primários e secundários. 2. São conhecidos por poros ou interstícios. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno. É dependente do arranjo. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração. camada. gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2. pois atuam como reservatórios ou condutores da água. • • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas. Aqüíferas. 2. Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito. a maior declividade facilita o escoamento. Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios.

arenito Argila com misturas Argila. misturas de areia. misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K).86 a 864 8. vazios e fraturas. Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex. Suprimento específico = (volume drenado/volume total). silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% . 2.Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA.64 x 10-5 a 0. siltes.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas.100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina.5% a 2% 2.64 x 10-7 a 8.001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0. Seu valor dependerá da interligação dos poros. silte e argila.3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis). K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0.86 8. POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade.

artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado. há a formação de um funil de sucção. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4. 3. com diâmetro médio de 1. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve. Zona insaturada – zona mais superficial.Argila – elevada porosidade. Aqüífero livre. ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis. Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada. 4.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente. sua posição não é estável. que poderá causar a poluição das águas do poço. sob pressão maior que a atmosférica. mas possui reduzido suprimento específico. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil.2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. Cuidados especiais com fossas negras. variando conforme as estações do ano.20 m e profundidade dependente da localização topográfica. poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água. não confinado. 3. . Aqüífero confinado. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação.

4. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento. no poço. quando o mesmo não está sendo bombeado.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural.000 litros/hora. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável. Nível dinâmico – é o nível de água no poço. 4. envolvidas de material impermeável. Nordeste – 2. Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos.500 litros/hora Lins – 300. .5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água. Em poços artesianos. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20. Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. A produção de um único poço é sempre baixa.4.000 litros/hora.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm. reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto. Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar.000 litros/hora. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região.000 litros/hora. 4. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço. • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9. Basalto – 9.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si. sob o efeito de bombeamento. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos.

Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água.6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e. Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. se necessário. sondagens de reconhecimento.01 a 0. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático. Lençol freático: S = 0. Sondagem – para profundidades maiores que 50 m. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante. Filtro. Unidade: m2/hora ou m2/dia. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade. e normalmente. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m). de base unitária. a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço. . T=K.35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4. Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero.

o magnésio. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro.ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes. Deve-se considerar o valor de pH. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência. os sulfatos e a amônia. Retiram-se 2 litros. 4. ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento. a cada minuto. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão. que pode provocar corrosão no concreto. Características térmicas – função do grau geotérmico. 4. a cada 30 minutos. os cloretos. ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço.2 Q subindo até 1. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático. O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3. Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. e perto do estado de equilíbrio.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: .7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais. deve-se começar com 0. tanto ácida (H+) como básica (OH–).2 Q. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada. por médico e químicos especializados.

causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas. Fonte é. em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. bem como a colocação de sistema de drenagem. portanto. Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. aparece na superfície. ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial. • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. . um local onde a água brota. Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. • 4. • Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis.Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). sendo um movimento rápido. o afloramento da água subterrânea. Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo.

Para evitar o escorregamento.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • . para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações. • Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. indica péssima filtragem de água no subsolo. Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas. bem como as águas pluviais e outras. tornando a fonte imprópria para uso. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. pode surgir uma fonte. 4.

de um modo geral.k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente. a drenagem . empregado para pequenas infiltrações Dispensa.

GEOLOGIA PRÁTICA 1. • Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais. ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. ü Camadas inclinadas. relacionadas abaixo. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa . 2. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos. • Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. ü Camadas verticais. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas. nos pontos assinalados. • Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem.

PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira. usando escala vertical 1:1.000.H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade. . A segunda. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas.000 e sobreelevação igual a 20. 3. feita na cota 820. Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2. visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas. feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade.

Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. . S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto.000. e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E. 60 m de folhelho e 80 m de basalto. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito.000.• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3.

• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10. utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem.

etc. Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas. dobras. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada. 4.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas. • • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região. Exemplo: Grupo São Bento. Grupo Araxá.1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas.Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4. ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola. Formação Botucatu. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias. 4. Exemplos: Formação Bauru. etc. posição das camadas.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. falhas. MAPAS GEOLÓGICOS 4.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS . 4.

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

H. R e S são afloramentos. b) Os pontos A. M. C. B. Sobrelevaç ão = Eh 1: 40. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa. H e J constituída de calcario.contato. L. E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). Os pontos D. Idem para os pontos Y e Z. B e C (contato aluvião-calcário) e G. 000 Ev Ev . servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. logo não são contatos. G. K. Os pontos D. F. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A. c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. E.000 = 2= → Ev = 1: 20.

d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada. ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m.200 m → mínimo de 430 m. A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40. . Considerando o mapa.000. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m. e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis. e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa. ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1.000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10.

• EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS .f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço.6 cm x 40.000 = 240 m. somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0.

calcário. No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível. . O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa. folhelho. acima da 500.ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. folhelho e calcário). entre a 300 e 500. • EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO. No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. basalto. ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA.

ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal. Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. Ou seja. da base ou do topo da camada. tomado perpendicularmente a sua direção. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. .

Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. obtém-se a distância horizontal dh.ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh. Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos. . v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível. v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h.

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