Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas. houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. . resultando no acelerado crescimento da Geotecnia. estudioso alemão falecido em 1767. foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência. Geomecânica e Mecânica dos Solos. é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência. o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX. sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro.G. Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. destacando-se a alteração. A partir da década de 1950.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. No século XIX. 2. solos ou materiais terrosos como material de construção. Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto. Nicolaus Steno (1631-1686). 1. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. um escocês de Edimburgo. publicado em 1785. Seu livro “Teoria da Terra”. Bispo de Hamburgo. possibilitando o desenvolvimento da Geologia. James Hutton (1726-1797).Portanto. Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia. Lehmann. encontram-se J. Em meados do século XIX. erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas. Os maciços rochosos e terrosos. os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra. construção e conservação de diversos tipos de obras.1. VII. lagos. mares). A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859).

. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica. que afetam bastante o relevo terrestre. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais. identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas. construção de estradas. implantação de barragens. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). taludes. estado de alteração..2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. arranjo dos grânulos minerais. obtenção de água subterrânea. tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos.2.). exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico. projeto de fundações. 2. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas.2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil.. etc. Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha. • • Mineração. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência. água. 2. ou seja. preservados por meios naturais na crosta terrestre. minerais. água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo. 2.1. rochas. etc.2. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem. bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia. principalmente na abertura de túneis e canais. Petróleo.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais. bem como da sua classificação. 2. gelo. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas). analisando sua origem (composição química. Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços.

alumínio. metamórficas e sedimentares. É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2. junto à parte externa do núcleo. • Manto: espessura de 2. sendo constituída de várias placas tectônicas.300 Km.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. Camada pastosa (material magmático) composta de silício. de 25 a 90 km. junto à crosta. Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e. até 2. divididas em três seções: continentes. sendo estes os elementos químicos predominantes.200º C.900 Km.370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km. A crosta não é uma camada única. nos continentes.200º C na parte superior até cerca de 5. ferro e magnésio. Apesar da alta temperatura. DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta.000º C nas regiões mais profundas. Núcleo: espessura de 3. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. Sua temperatura pode variar de 870º C. • . plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos). a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta.

com uma variação de temperatura de 15ºC até 1. É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA). daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica. ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. sendo o oxigênio dominante. K e Mg. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares. Fe. oxigênio e ferro. sedimentares e metamórficas. CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares. como o silício. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA. . Na. 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O.2. O SIAL apresenta espessuras variáveis. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. Al. ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. alumínio.200ºC. Si. É também chamado de camada basáltica. É também chamado de camada granítica. Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. Ca.

o granito que é constituído pelo quartzo. Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. sólida ou líquida. como por exemplo. que são corpos com forma geométrica. se formado em condições favoráveis. ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. ü Criptocristalina. micas e feldspatos. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. pela recristalização em estado sólido e ainda. Normalmente com composição química definida e. embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. . Os minerais se formam por cristalização. maneira de ocorrência e gênese dos minerais. ü Microcristalina. são formados da alteração de outros minerais. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. • • 2. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. composição. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização. limitados por faces. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. ou seja. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea.MINERAIS 1.

com base nos elementos de simetria. denominados sistemas cristalinos. .EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl). Os cristais. foram reunidos em seis grupos.

• Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. . pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. magnetita – Fe3O4 (isométrico). serpentina. dorita. pirita – FeS 2 (isométrico). etc). cianita. berilo. Exemplo: topázio. Exemplo: rochas (basaltos. anidrita. • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico). etc) e depósitos minerais (magnetita. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). Exemplo: granada. gabro. etc. ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura. magnetita. sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. etc. Sulfatos: gesso. talco.89). Óxidos: hematita. etc. Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. mica. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. quartzo. granito. Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática. dolomita. CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato. turmalina. andaluzita. limonita.3. Carbonatos: calcita.

Não se risca com prego. Não se risca com lima de aço.1. quando pulverizados deixam um pó branco. 4. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral. perfeita (Feldspatos). Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • . utilizam-se escalas comparativas. distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita).2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó. Dureza do vidro comum. Esta propriedade é uma boa característica de identificação. sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana.1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. Risca-se com prego e canivete de aço. • 4. Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que. Não se risca com canivete de aço e vidro comum. Nenhum material pode riscar o diamante. pois nem todos minerais apresentam clivagem. Na prática. • 4. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4. Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina.1.1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco.1.4. representadas por certos minerais. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca.1.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. Risca-se com plástico comum e prego.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. Material correspondente a abrasivo “alundum”. Material constituinte de ossos de animais. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo. Podem ser: proeminente (Calcita).

clorita). ⇒ ⇒ ⇒ 4. com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo.1. desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica). por deformação plástica (ouro. vidro. o mineral se deforma plasticamente. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre). Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada. com bordas angulosas. 4. moído. = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar. pirolusita). e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina.6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. Plástico – diante de um esforço. irregular. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares.5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado. calculado através: ρ esp.⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum. prata). galena. Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena. Págua = peso do mineral imersa na água. Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva.1.1. . Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro. • O valor é constante para cada tipo de mineral. cobre). pirolusita). dobrado ou triturado.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água.

Ex: diamante. 4.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. cristal de rocha.4 4. por exemplo. Ex: quartzo fumado.0 ~ 8.1. Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. etc.0 Composição química Silicatos félsicos. nativos metálicos. silicatos. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios. ametista. diamante. Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. . prata e platina nativos. sulfetos. segundo os seis sistemas cristalinos existentes. 4. curvatura. Ouro.9 ~ 3. Ex: fratura. ortoclásio. pirita. Exemplos Quartzo.2.0 > 8. Elem. estando relacionada com defeitos estruturais. Magnetita. fluorita. composição química ou impurezas contidas no mineral. com certas variedades de quartzo. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais. Ortopiroxênio. Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral. carbonato. Silicatos máficos. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta. de halita. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado. dispersão ou interferência dos rios luminosos. 4. Óxidos e sulfetos de metal. refração.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2. Não depende da cor. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. de turmalina.3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos. plagioclásio. etc. como acontece.9 2.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz. Anfibólios.

Talco 18. DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5. Zircão 7.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. não possuem forma geométrica.3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais.1. ou seja. 5. Quartzo 2. Anfibólios 5. Micas 4.1. Pirita 10.4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. Magnetita 8. possui uma cor inerente. Amianto 17.1. Considera-se.2 COR: quando puro.1.1. Piroxênios 6. Turmalina 11. 5. 5. 5.5. Calcita 13.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo. Zeólitas 19.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5.2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1. Caolim 15. 5. Feldspatos 3. Fluorita . 5. Topázio 12. que pode variar de acordo com as impurezas. 5.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos). portanto.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual.1. metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados).1. Dolomita 14. Hematita 9. três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo). Clorita 16.

Algumas dessas rochas. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita . a exemplo de alguns tipos de basaltos. com aparência de um único mineral (massas homogêneas). às vezes. mostram-se em um exame a olho nu. • Todavia. quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. devido à granulação muito fina. também por material amorfo (vidro). verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e.

.Feldspato: mineral formador de rocha.

.

fosfatos. Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral. e sim constituídos de material vítreo. feldspatóides. amorfo e de cores diversas. silicatos. • • 2. etc. olivinas e serpentina. Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes. Exemplo: granito – presença de quartzo. feldspato e mica diabásios – presença de feldspato.ROCHAS 1. micas. as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes). ferromagnesianos. DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . óxidos. Sob o ponto de vista mineralógico. carbonatos. Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas.

• Metamórficas .

. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. MgO. FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 . Al2 O3 . RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA. ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. PRINCIPALMENTE. PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR.ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . APÓS A SUA FORMAÇÃO. DO GELO. CaO. OU VIDRO VULCÂNICO. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. DO AR. AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM. K 2 O). NESTE CASO. Na2 O. FeO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. A ESTE PROCESSO. O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO.

A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL. FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE.SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. . ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO . FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA.

MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: . EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO.ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis. cineritos. ATRAVÉS DOS VULCÕES. • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES. QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA. TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3. . MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava. QUENTE. SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA. VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h.PRESSÃO TOTAL . tufos.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO .PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA. como por exemplo. corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma. o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas. que por sua vez depende da composição química.

CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4.Melanocráticas (superiores a 60%) 4.Leucocráticas (inferiores a 30%) . sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4. Em relação a minerais escuros: .2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros). e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios. diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito.INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA.básicas (inferiores a 52%) 4.3 Tipo de feldspato .Mesocráticas (entre 30% e 60%) . sódicos. De acordo com a porcentagem: .Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos. .1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente.intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) .ácidas (superiores a 65%) . SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM.Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos. Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills. .

aplitos. peridotitos. etc..Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos. A presença de qualquer tipo de feldspato.2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios. dioritos c) Rochas básicas: basaltos.5. b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação.5 Classificação resumida 4. exclui a rocha deste grupo.5. diabásios. pegmatitos. Ex. piroxenitos. Associados com qualquer grupo citado anteriormente.Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias . 4.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação . granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos. gabros 4.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4.Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades . .1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos.

com cavid.6. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta.6. cinza. Marron esverdeada 4.1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina. Fonólito Fina a média.3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto.4.6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4.6. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta .

PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO. ETC. LAVABOS. b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO. BRITA PARA CONCRETO. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS. RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. PIAS. POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA.APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO . APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS. SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS.

c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE. P REVESTIMENTO (asfalto. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS . FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA. MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA.

Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA. INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO. O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO. BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE. CORTINA DE JET GROUTING.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO . DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA.

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS. S.3.2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 . CARBONATOS.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS. ETC.10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3. Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS. ÓXIDOS.3.1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME . Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS. MINERAIS CONTENDO FE. MN. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA . CO2 .3.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC. CARB.3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3.

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

5.5. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. sulfatos. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE). GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS. nitratos. ENTRETANTO. etc. boratos. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias. total ou parcial. EX: CANGAS. . ANTRACITO 5. cloretos. PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. Compreende as turfas e carvão. c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. DIRETA OU INDIRETAMENTE. mármore travertino. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE.3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS. etc. crescimento de estalactites e estalagmites. Ex.4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. Ex. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO. sílex de origem química. GIZ FOSFORITO. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. e consolidada. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO. Os carvões são classificados em lignito. Ex. dolomitos. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio.

ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS. . ETC. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA. MEIOS FIOS. OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. COMO PRODUTO FINAL. NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS. OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS. QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS. AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. CALÇADAS.

ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO. A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO. . ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES. ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO. MERGULHANTES. EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO. ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS.

O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA. PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES.ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO. EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO. INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO .

. OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. ETC. A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM. MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). PODERÃO LEVAR. EM POUCO TEMPO. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE. VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO.PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. PROVOCANDO EROSÃO INTERNA. SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). A DESCARGA DE FUNDO. UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS.

DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA. CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS. . ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA.CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. POIS.

ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. . . DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”).DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA. TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES. PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS.ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO. EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS. . ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES).CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m). ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE. b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO. DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS. . SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO.PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS. GÁS CARBONO.OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA. TAIS COMO ÁGUA. . GASES. MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS. ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA.PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. FLUOR.INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS. . . O2 ). VAPORES (CO2 . . OXIGÊNIO.

EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR. . FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO. TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. CONSISTINDO NO FRATURAMENTO. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE. B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. OU SEJA. EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE.

ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. ENQUANTO NOVOS SE FORMAM. MAS. PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE. T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS. MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE. PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES. PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE.

PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO. LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS .

GERANDO SOLOS ESPESSOS. FRACA OU BEM PRONUNCIADA). FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS. OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR . POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS.PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO . FUNDAMENTALMENTE. DA XISTOSIDADE (AUSENTE. ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM.

. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS. SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO. C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO. B) ARENOSAS. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS. BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS. TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO.MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO). B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO. 2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS.

DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES. VIA DE REGRA. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. QUARTZITOS E OS MÁRMORES. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. SEJA PARA ASFALTO. SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7). EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS. REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. . OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. AS ROCHAS XISTOSAS. FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO. COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE. SEJA PARA CONCRETO. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE.

AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL.C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO. MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. EM GERAL. APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA. VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO. O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! . AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS.

quando molhada (moringa). Não efervesce com HCl. Maciça. Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica . DUREZA: NÃO RISCÁVEL. Densas. Não efervesce com HCl. Não efervescem. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. PELO AÇO Descrição Muito duras. creme. GRANULAÇÃO FINÍSSIMA. Duras. 1. 2. marrom. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. Claras: róseas. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Macia ao tato. Sem odor característico de argila. Efervescente somente a quente. Forte efervescência com HCl. Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. OU DIFICILMENTE.RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. Risca o vidro. Cores diversas Idem. Cores: pretas. DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. verde-escura. branca.

Efervesce a quente. Feldspatos e Micas Quartzo. em tons róseo e cinza. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met.GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. em tons róseo e cinza. Cores escuras. 1. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Efervescem com HCl. Quartzo (Mica) Feldspato.) Sedimentar (met. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Granulação finíssima. Granulação milimétrica. Quartzo comum. Cores diversas. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática .) 2. Cores claras. Cores escuras. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras. Granulação milimétrica. Granulação milimétrica e superior. Composição Rocha Quartzo. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara. Granulação fina a grossa. Granulação fina a grossa. Granulação ligeiramente menor. Cores diversas. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. Magmática Quartzito. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. Quartzo comum. Risca o vidro. Cores diversas. Cor verde e preta. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS. Formada de fragmentos. claras.

Cores variadas. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm. Grãos semi-arrendondados. semi-arredondados. Divisibilidade em placas. dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. com micas. Branca ou creme. Cores diversas. . Grãos semi-arrendondados. Minerais placóides de mica. Cor cinza. Granulação grossa a m édia. quando molhada (moringa). Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm.Cor variada. etc. Cores diversas. Divisibilidade em placas. FRIÁVEIS. com tamanho entre 2mm e 0. ásperas ao tato. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. CLÁSTICAS. Granulação média a finíssima. cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. Odor de argila ausente ou fraco. Odor característico. Às vezes. Transição entre arenito e argilito. Tato macio de pote. ESTRATIFICADAS. em fragmentos angulares. às vezes Areia média estratificada. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL. por vezes angulosos. às vezes boa.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. média a escura. com grãos entre 0. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. Grandes cristais de feldspato. Feldspato (Fêmicos). por vezes angulosos. 1.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu).1mm e 0. Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl.01mm. friáveis. áspera ao tato. quando molhada. Cor cinza-esverdeada. Cores claras. Risca o vidro. Macia ao tato. Composiçã Rocha o Quartzo. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. argila. Cores claras a média. Riscável pelo aço.

Odor de argila ausente ou fraco. Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .

Dureza média a elevada.RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. Estrutura – resume-se em: maciça. Dureza média a elevada. a cor pode variar. 6. Estrutura orientada. 4. Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. 2. 10. fina ou finíssima. etc. No campo. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo. Outras observações – elementos como: eventual fratura. 2. Complementação: 7. do gelo. 3. de animais. Granulação – importante: muito grossa. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. b) Rochas sedimentares 1. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. orientada ou estratificada. 2. Paralelismo dos minerais. 8. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. presença de vesículas. Fósseis. 2. de chuva. medianamente ou bastante alterada. Nome da rocha – Justificar. a cor é relativamente homogênea. 3. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. ligeiramente. com exceção das micáceas e carbonatadas. etc. Dureza baixa. como as sedimentares. 3. compacta. No campo. média. 4. embora não seja muito importante. Estrutura em camadas. 9. 5. Cor – deve ser referida. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. marcas de ondas. Tipo da rocha – Justificar. Estrutura maciça. No campo. 3. . grossa. c) Rochas metamórficas 1.

PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .GEOTÉCNICAS .MECÂNICAS V .

Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. • • . o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland). Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios. DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. → coloração devido a • • • Amarela. lixiviação de rochas em obras hidráulicas. Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. até mesmo dentro de uma mesma jazida. PROPRIEDADES FÍSICAS 1. etc. REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir. 2. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores).I. alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. A composição varia muito de uma amostra pra outra. COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha. • • 3. Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. II. dissolução dos carbonatos. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens. como por exemplo.

e. dificuldade de corte cresce com a densidade. rochas muito porosas são de baixa densidade. a densidade real será maior. a porosidade diminui. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real.) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água .2. quanto cimentadas.Peso específico real (d ou p. aumento de volumes desses minerais. ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas. • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3. POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha). PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade.Peso específico aparente (d ou p. . Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas. se interligados.) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos. resistência à compressão cresce com a densidade. enquanto que.e. resistência ao desgaste cresce com a densidade. Determinado em laboratório: .

Primária → existe desde a sua formação. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água. b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. . • 5. b) riscável pelo canivete. medianamente porosa (2. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. mais porosa é a rocha. dada pela escala de Mohs. etc. quanto mais intenso. sendo que. bastante porosa (5% a 10%). É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6. Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares.5%) e muito compacta (1%). ou parte desses vazios. muito porosa (10 a 30%).metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo. maior valor. DUREZA • • Resistência ao risco. Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete. classificação: extremamente porosa (50%).5 a 1. ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha.5% a 5%).5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4. pouco porosa (1 a 2. Secundária → devido à lixiviação. dissolução de componentes mineralógicos. resistência à compressão diminui com a porosidade.

Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. possuem maior resistência à compressão. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados. c) as rochas silicificadas tem maior resistência. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. . maior a resistência à compressão. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1. RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2. aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções). 8. d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão.c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2). MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece). COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. 7.

Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. . quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. leitos de estratificação. COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. Fatores de influência: fissuramentos. etc. Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados. Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço. Ensaio – Resistência ao Impacto Treton. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. Deval. 5. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles. planos de xistosidade. Tal classificação é muito subjetiva. estados de alteração. alterada e muito alterada. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. • • IV. PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha. etc. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova.

o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço. São consideradas somente as “originais”. superfície dificilmente riscada por lâmina de aço. São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. friabilidade. esfarela ao golpe do martelo. Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha . quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo. a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. quebra facilmente ao golpe de martelo. 2. as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos.• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). desagrega sob pressão dos dedos. superfície riscável por lâmina de aço.200 1. GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade). 4. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. resistência ao risco (dureza).

CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores. caoticamente dispostos 5.ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos. Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito .

De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. Na maioria dos casos. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e.ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. ou simplesmente. Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. dando origem ao solo. porém sua resistência já se encontra bastante reduzida. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos). Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. São bastante irregulares quanto à resistência. fogem ao caso as construções de túneis. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. muitas vezes.8 mm). regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. apresenta pequena resistência ao manuseio. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz. coloração. 2. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura. podendo ou não ter matéria orgânica”. .

bem como aluviões muito argilosos. sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. ou seja. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades. Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição.• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água.1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência). inalterada. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais. . Existem aluviões essencialmente arenosos. comuns nas várzeas dos córregos e rios. e com profundidade variável. 2. O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer. porém com dureza inferior à da rocha matriz. elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão.

• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). de alta compressibilidade e baixíssima resistência. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo. porém elevada permeabilidade. Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). Não são muito comuns no Brasil. d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. Colúvio: material predominantemente fino. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso. cheiro forte e granulometria fina. São fontes de materiais de construção. . geralmente ao pé de elevações e encostas. essencialmente de carbono. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. São de ocorrência localizada. Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. Apresentam boa resistência. Normalmente são identificados pela cor escura. Tálus: material predominantemente grosseiro. mas péssimos materiais de fundação. que se chama turfa. provenientes de antigos escorregamentos.

1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3. entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra. a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv .3.

areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas).: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra). CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS .d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3. podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas.2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções. Ex.: pedregulhos. Ex. Ex.: Solos orgânicos (turfosos) 4.

c) Siltes: granulação fina.0 cm a 1.8 mm a 7. b) Areias: grossas.0 mm a 4. pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco.05 mm a 0.42 mm 0. Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo. tem diâmetros menores do que ele.6 cm a 25.005 mm a 0.6 cm 7. Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica.0 cm 25.005 mm 0. médias e finas. em peso.8 mm 4.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4.42 mm a 2.05 mm 0.2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho. .0 mm 2.

corresponde a uma curva granulométrica vertical. esta relação indica a “falta de uniformidade”.Cu = D 60 ⇒ Na realidade. mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo. D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material. Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5. Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) . REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS . quanto maior Du.

3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento.2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado. limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo. 6.1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1). sem necessidade de variação de volume. deixando.6. podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento. Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2). não apresentando mais comportamento plástico. sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. É um estado de consistência circunstancial. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos). perde a capacidade de fluir. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural. não possui resistência ao cisalhamento. coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água. que depende do teor de umidade do solo. h= P1 − P2 x100% . Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico. Ou simplesmente. . o volume do solo não varia por variações em sua umidade. Isto ocorre porque. adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento. portanto de ser saturado. Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas.

desgrega 3. cor preta 2. seco. tato 1. esfarela tato e visual molhados 2.0 < IC ⇒ argila dura 7.75 < IC < 1.0 ⇒ argila rija 1.• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido.5 < IC < 0. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. plásticos se 1.75 ⇒ argila média 0. Não representa com fidelidade os valores reais. tato 2. plásticos se 3. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1. seco.5 ⇒ argila mole 0. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática. fibroso quando submerso desagrega . seco não molhado.

a localização geográfica da jazida. 3. 3. 3. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1.2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos.3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o . resistência e baixo custo. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade. 3. 2.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas.1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral. 4. PROPRIEDADES FÍSICAS 4. ou seja. 3.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade). INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável. c) Transporte. d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial. b) Volume de material útil.

e a segunda.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume.01 menor que 0.01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade. 4. Pode ser classificada como cúbica.43 0.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil.05 a 0.5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada.43 a 0. alongada.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor. lamelar e quadrática.18 a 0.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade.4. sendo geralmente pequena.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0. ε= ∆L L 4. . Quanto maior porosidade. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura. maior absorção percentual de água. menor resistência. γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4. e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4. 4.05 0.18 0.

5. dada por: τ = 5.6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. aplicada no corpo e a deformação linear.9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração.5. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original.4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo. rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão. isenta de falhas e defeitos. 5. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5.3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área. 5. ε. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação. .5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa. dada por: T0 = F A F A 5.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1. σ. 5. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5.

rastejo plástico. • Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa). estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica. não importando a estética.8 e 100 mm.075 e 4.2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa. deformabilidade baixa.10 Deformabilidade: quando frágil. 7. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6. sem se romper.8 mm) e graúdo (4.1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto. PROPRIEDADES QUÍMICAS 6. Dimensões: 4.υ= ∆x ∆l X L 5. 7. a qual deve resistir à ação da água. durabilidade e de alguma trabalhabilidade. dútil. muito baixa deformabilidade. muito alta deformabilidade. Logo. Dimensões: miúdo (0. 6. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • . AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares.

Pedregulho – é o material natural inerte. reduzir os efeitos dos impactos.42 < 0.075mm.0 mm. • . permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente.075 e 2. Função: suportar dormentes. em geral. Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0.2 1. constituir como um meio para aplainamento da pista. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais. Dimensões: entre 2.8mm.0 e 100 mm.8 12.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4.2 – 0. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes. sobre o solo. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1. no macadame hidráulico.075 a 4. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas. de forma arredondada.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima. • Pedra britada – pavimentos das estradas.5 25 50 76 Máximo 12. distribuir as cargas das rodas. na base.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta. • • 7.

• Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas. tração (diamentral. 4. avaliação da alteração e alterabilidade. 2. abrasão a Los Angeles.7. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. Ensaios recomendados: compressão simples. forças de descompressão de tensões pontuais. Propriedades exigidas: resistência à compressão. resistência à compressão e resistência à abrasão. flexão ou puntual). Possíveis reações químicas. Normalmente construídos com areia limpa. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes. Atrito. atrito. ação de sais em obras marinhas. variação da temperatura. abrasão e impacto. Ensaios recomendados: análise petrográfica.3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. 7. resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. Desgaste e ação de intempéries. . Solicitações: 1. Solicitações: 1. 3. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. Propriedades exigidas: resistência à compressão. com função de constituir o corpo de uma obra. formar uma proteção contra a erosão. resistência à tração. Contribuir para a redução do custo do concreto. 2. 2. resistência à abrasão e insolubilidade. Funções do agregado no concreto: 1.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. e à compressão. na fase de execução. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior.

pórticos. portanto receber os esforços. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. muros. PEDRA DE CANTARIA. Solicitações: • . 3. evitando explosivos. material pulverulento. paredes. areia e água. forma. Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. Atua ora como elemento estrutural. ora como ornamentação e. tração. Ensaios recomendados: compressão axial. resistência à tração. Ação do intemperismo. Obtenção: 1. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. Possível reação com álcalis do cimento. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. alterabilidade. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e. através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos. materiais carbonosos. blocos esculpidos em catedrais. palácios. Utilização – meio-fio. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. impurezas orgânicas. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. Pedras de cantarias. resistência ao desgaste. sendo menos exigentes quanto à estética. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. 2. tendo sido afeiçoada manualmente. análise das impurezas (torrões de argila. não reatividade. muitas vezes. balcões.Solicitações: 1. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. e embelezar). análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples. avaliação da alteração. 3. 8. posteriormente. etc. 4. presença de mica e de sulfato). Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. 2. com o uso de ferramentas adequadas. parapeitos de janelas.

resistência à ação dos ácidos. resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. papel. escadas. dureza. etc). 4. ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). homogeneidade. Intemperismo (umedecimento e secagem. baixa absorção. etc. quando molhadas e rigidez. trabalhabilidade. baixa porosidade e impermeabilidade. variação térmica. Propriedades exigidas: beleza (cor). peso específico. ação química da água da chuva).1. núcleo impermeável de barragens. resistência ao desgaste. Ataque químico por substâncias de limpeza. sanidade. . resistência à flexão. borracha. lama para perfuração de petróleo. avaliação da alteração e alterabilidade. ausência de fissuras. absorção. como pias. APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade. porosidade e permeabilidade. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). depois de submetidas a aquecimento adequado. Ensaios recomendados: análise petrográfica. resistência à tração (flexão). resistência ao desgaste. material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). inseticidas. 2. resistência ao intemperismo. Aplicações: cerâmica. 3. Desgaste (dependendo de seu uso. 9. resistência ao calor.

ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. falhas. plásticas ou por ruptura (ou fratura). e as dobras. xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. falhas e fendas. fraturas. 2. Normalmente. Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. tomado perpendicularmente a sua direção. estruturas gnáissicas. DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões. variações de temperatura. .1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas. ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte.2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. dando origem às dobras. Zona de plasticidade: a grande profundidade. tais como os folhelhos e calcários. etc. etc. fraturas causam deformações plásticas e de ruptura. produzindo fraturas. tais como as rochas arenosas. Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). Podem ser elásticas. xistosas. 2. Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras. Zona de fratura: próxima à superfície. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. 2. tensões. 3. falhas. as variações de temperatura causam deformação elástica.

etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. São de âmbito local e inexpressivas. inclinado ou horizontal. que pode. podendo ou não coincidir com o eixo da mesma. d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra. convexidade ou concavidades. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra. escorregamentos. Podem ser vertical. que aparecem em rochas originalmente planas. .2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. numa dobra. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra.4. com amplitudes variando de cm a centenas de km.: Cordilheira do Himalaia.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. 4. ser simétricas. 4. e) Plano da crista: é o plano que. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento. Ex. acomodações. ou não. DOBRAS São ondulações. passa por todas as cristas.

cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo.4. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima. Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica . podendo ser simétrica ou não.4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada. na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto. 4. podendo ser simétrica ou não. b) Sinforma: convexidade voltada para baixo.

g) Em leque: representada por dois flancos revirados. Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos. Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal. Podem ser: simétrico ou vertical. inclinado e recumbente. .c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção.

k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo. de maneira mais ou menos igual. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum. a partir de um centro comum. com convexidade voltada para cima. j) Domo: é uma estrutura ampla. onde as camadas mergulham em todas as direções. segundo uma mesma direção.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. permanecendo as demais na sua posição original.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . 4. i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas.

. d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha.5.1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho. Ex: Falha de San Andreas 5. com dimensões que variam de mm até dezenas de km. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra. b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha.

Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos. medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha. medido paralelamente à direção do plano de falha. “Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas.• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos. Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). • • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado). medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha. medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha. medido no plano de falha.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. 5. • Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. .

6. amostras de sondagens. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade.Horst e Graben – representados pela elevação e depressão. respectivamente. 6. FRATURAS É uma deformação por ruptura. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço. através de compressão e alívio de tensões. b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. e ao longo do qual não se deu deslocamento. 5.1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas. 6. problemas de erosão.3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha.2 TIPOS . e representam o enfraquecimento. Podem ser abertas ou fechadas. É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. De gravidade: teto desce em relação ao muro. havendo compressão horizontal. com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos). fotografias aéreas.

a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos. cortando-se em ângulos.3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA . Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos). 7. 7. ambos associados (Vesúvio). Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7.1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. apresentam superfícies não muito planas. b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e. outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. finalmente. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. 7. c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas. com o material acumulandose em torno da cratera. provenientes de partes profundas da crosta terrestre. • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante). Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais. e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas. Comuns em anticlinais e sinclinais. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. em geral. Têm forma cônica.2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes).

Exemplos por dobramentos: Alpes. Andes e Montanhas Rochosas. .Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos. falhas ou ambos. Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. Himalaia.

Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil.2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força. OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais. MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos).3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer. 2.INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas. 3. Prospecção de minérios (métodos elétricos. causadores das anomalias. 3. porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande. MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). 3. com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos. . 3. magnéticos e radioativos).1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos). São em número muito variados. de acordo com o método usado.

erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar. 3. • Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares. cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre.Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. 3. • Anticlinais.5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas. .4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície).

. As relações entre corrente elétrica. potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente.1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3. • Teor em água. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários. • Porosidade. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos.5. • Pesquisas de áreas de material de empréstimo. • Resolução de problemas estratigráficos e estruturais. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas.3.5. A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica.

ü Sedimentos clásticos (arenitos. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico. É maior na direção da xistosidade. eletricamente resistentes. é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas.6. • Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente.500 m/s 4.1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. em zonas de praia. • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha.500 a 3. 3. 3.300 a 3. Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA. • Camadas finas. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade.6. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis. Determinação do contacto água doce-água salgada. colocadas entre camadas condutoras. O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções. Problemas de fundações em geral. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones). conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos.500 m/s 3.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS. Prospecção de corpos de minérios. .6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas.

compacidade ou consistência naturais.6.1 ABERTURA DE POÇOS. sondagem usando a perfuração rotopercussão. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura. poços de inspeção. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas. composição. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo. galerias. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea.3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO). textura. sondagens e ensaios de campo. Amostragem: as amostras devem ser representativas. etc). textura e estrutura. ü Deformada – conserva a textura e composição. 4. Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais). em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático). . permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático.000 a 2. extração de petróleo.1. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada. • Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição.000 m 4.3. sondagem a percussão. MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações. ventilação de minas. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. sondagem rotativa. 4. umidade natural.

Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração. até 40 m de profundidade. Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4. na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas. permite uma seção contínua horizontal. rebaixamento. relativamente rasa.1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes.• • • Trincheiras: escavação horizontal. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82.2.1. limitadas a rochas ou solos muito consistentes. Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m). ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias. Ensaios: penetração padronizada (SPT).2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos. Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. bombeamento e recuperação). . Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície.

Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4.2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação. matacões ou solos impenetráveis à percussão. .2. Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso.

Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular.Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos. elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição). • • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem. Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha . Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica.

etc.1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas.São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável. duplos ou duplos livres.2. Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro). e. Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo.2.2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto).2. Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração).2. fragmentando-se entre os dedos. sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável). .2. obedecendo a ordem de avanço da perfuração). mistas. Revestimento (superficial. Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida). Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4. carbeto de tungstênio. Avanço (depende do cabeçote escolhido). Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem. 4.2. Podem ser simples. 4. aços especiais. serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos).

Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio. Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5. Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). erosão das paredes e desmoronamento). Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). Desvio dos furos (introdução de uma cunha). preliminarmente. REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6.• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração). • Reconhecer. através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes. as condições geológicas da área. desgaste do testemunho. NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo. . Testemunhos orientados (retirado o testemunho.

APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas. . APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo. 8.7.

Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias. posição das camadas. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações.2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas. 1. denominadas linhas de contato. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas. que interceptam as curvas de nível. de cima para baixo. .1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. falhas. Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas. 1. dobras.MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1. da mais nova a mais antiga. Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. etc.

3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).000.1. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si. etc. Formação Santa Maria.1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre. 2. distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos. Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si. Membro: é uma subdivisão de formação. . podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu.

1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0. • Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico.500 bilhões de anos 3. distinguida com base no registro litológico.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo. 2.4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo. 2. Série: é uma subdivisão de sistema. 2. Idade: é uma subdivisão de época. Andar: é uma subdivisão de série. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica. Época: é uma subdivisão de período. • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico. MAPAS GEOTÉCNICOS 3.500 * Provável idade da Terra – 4. . expresso pelas unidades cronoestratigráficas.2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação.

Complexo litológico (LC. construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas. dos diversos fatores.000. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases. textura e estrutura. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4.• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente.3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET.000 a 1: 100. São adequados para o planejamento da ocupação urbana. Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979).1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares. em planos diretores ou loteamentos.2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos. Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. paleogeográficas e tectônicas. em termos de utilização. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico. “lithological type”): é homogêneo na composição. Normalmente utilizam-se escala 1:25. Tipo litológico (LT. mas normalmente não é uniforme no estado físico. 4. Seqüência litológica (LS. “lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas. . 4. 3. e mesmo da ocupação rural. Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. 3.

4. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema. Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica.9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção. usados para identificar problemas específicos. 4. Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra.PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta. tanto domésticos quanto industriais.htm . 4.6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra. A subdivisão destas estaria baseada na litologia. Distribuição das somas destes custos sobre um mapa. de inundação.4 CARTAS DE RISCO: como exemplos.htm . principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura.com. 4.cpunet.br/educacao/rover/estratigrafia. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema. 4. de colapso. http://asp.terra. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”. 4. temos: carta de risco sísmico. 4.com.br/dnpm/Georef/Download.

para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação. 1. . 1. 1. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra. • Permeabilidade – com a existência de poros interligados. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios.3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico. em vapor.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada. permitindo o seu acúmulo. infiltração e evaporação total. lagos.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto.1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. 1. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade. pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas. Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1.

gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2. Classificação: primários e secundários. São conhecidos por poros ou interstícios.1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. É dependente do arranjo. tamanho. Porosidade = (100. Aqüíferas. São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas. • • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha. camada. a maior declividade facilita o escoamento. Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha. Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação. 2. 2. pois atuam como reservatórios ou condutores da água.W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra .

POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K).86 a 864 8. misturas de areia. Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex.100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina.001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0. Suprimento específico = (volume drenado/volume total). 2.3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis). misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas.Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0. vazios e fraturas.86 8.5% a 2% 2. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ. arenito Argila com misturas Argila.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA. silte e argila.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas. Seu valor dependerá da interligação dos poros. silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% .64 x 10-7 a 8.64 x 10-5 a 0. siltes. K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0.

poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água. não confinado. com diâmetro médio de 1.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente. sua posição não é estável. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. Aqüífero confinado. Zona insaturada – zona mais superficial. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas. Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve. que poderá causar a poluição das águas do poço. Aqüífero livre.20 m e profundidade dependente da localização topográfica. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis. ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. há a formação de um funil de sucção. 3. artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado.Argila – elevada porosidade. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil. variando conforme as estações do ano.2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. Cuidados especiais com fossas negras. 4. mas possui reduzido suprimento específico. 3. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. sob pressão maior que a atmosférica. . Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada.

Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar.000 litros/hora. Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos.5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água. Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos.500 litros/hora Lins – 300.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si. Nível dinâmico – é o nível de água no poço.000 litros/hora. Nordeste – 2. Basalto – 9. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região. envolvidas de material impermeável. quando o mesmo não está sendo bombeado.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm. 4.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural. reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável. 4. . • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio. Em poços artesianos. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento. no poço.000 litros/hora.000 litros/hora. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável. sob o efeito de bombeamento. A produção de um único poço é sempre baixa. 4.4.

de base unitária. Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água. Filtro. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m).01 a 0.6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático. Sondagem – para profundidades maiores que 50 m.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero. Unidade: m2/hora ou m2/dia. Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. .35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea. T=K. se necessário. e normalmente. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade. sondagens de reconhecimento. a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea. Lençol freático: S = 0.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço. Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço.

e perto do estado de equilíbrio. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro. tanto ácida (H+) como básica (OH–).ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: . ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. a cada minuto. os sulfatos e a amônia. o magnésio. os cloretos. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência. Retiram-se 2 litros. deve-se começar com 0. que pode provocar corrosão no concreto. O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3.2 Q subindo até 1. Deve-se considerar o valor de pH. Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo. Características térmicas – função do grau geotérmico. a cada 30 minutos. por médico e químicos especializados. ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada. 4.7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais. 4.2 Q. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático.

aparece na superfície. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. . um local onde a água brota. portanto. Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. Fonte é. • 4. em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo. bem como a colocação de sistema de drenagem. Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas. sendo um movimento rápido. o afloramento da água subterrânea. • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração. • Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis. ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível.Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial.

tornando a fonte imprópria para uso. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo. bem como as águas pluviais e outras. 4. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações. Para evitar o escorregamento. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • . pode surgir uma fonte. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado. indica péssima filtragem de água no subsolo. Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas. • Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo.

de um modo geral. empregado para pequenas infiltrações Dispensa.k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente. a drenagem .

ü Camadas inclinadas. ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. nos pontos assinalados. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens.GEOLOGIA PRÁTICA 1. relacionadas abaixo. 2. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa . • Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos. • Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem. • Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas. ü Camadas verticais.

PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira.000. feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade. usando escala vertical 1:1. Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2.H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas. feita na cota 820. visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas. 3. A segunda. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade. .000 e sobreelevação igual a 20.

• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W. .000. S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito. e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3.000. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W. 60 m de folhelho e 80 m de basalto.

000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem. utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10.

• • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias. Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas. Exemplo: Grupo São Bento.Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4. dobras. etc. 4. MAPAS GEOLÓGICOS 4. Exemplos: Formação Bauru. posição das camadas.1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS . 4. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola. 4. falhas.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. etc. Grupo Araxá. ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro. Formação Botucatu.

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

H.000 = 2= → Ev = 1: 20. 000 Ev Ev . Os pontos D. Idem para os pontos Y e Z. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A. B e C (contato aluvião-calcário) e G. M. Sobrelevaç ão = Eh 1: 40. F.contato. H e J constituída de calcario. E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). L. logo não são contatos. Os pontos D. C. b) Os pontos A. c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. E. servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. K. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa. B. G. R e S são afloramentos.

000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10. e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa.d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada. A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40. e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis. . ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m. ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1.200 m → mínimo de 430 m.000. Considerando o mapa.

f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço. somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0. • EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS .6 cm x 40.000 = 240 m.

entre a 300 e 500. .ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto. ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA. • EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO. No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. folhelho. calcário. basalto. acima da 500. folhelho e calcário). O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível.

é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal. Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota. tomado perpendicularmente a sua direção.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. Ou seja. . da base ou do topo da camada. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal.

v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível.ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. obtém-se a distância horizontal dh. Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h. Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh. . Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m. v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos.