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Elementos de geologia

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  • TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA
  • GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
  • ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA
  • ROCHAS
  • RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA
  • DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS
  • ELEMENTOS SOBRE SOLOS
  • UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
  • ESTRUTURAS GEOLÓGICAS
  • INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO
  • MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS
  • ÁGUA SUBTERRÂNEA
  • GEOLOGIA PRÁTICA

Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

2. é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. 1. No século XIX. destacando-se a alteração. erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. .Portanto.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX. Em meados do século XIX. sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. mares). lagos. A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859). o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras. Nicolaus Steno (1631-1686). foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência. Os maciços rochosos e terrosos. um escocês de Edimburgo. resultando no acelerado crescimento da Geotecnia.1. VII. encontram-se J. possibilitando o desenvolvimento da Geologia. James Hutton (1726-1797). houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície. Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra. Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. Seu livro “Teoria da Terra”. Geomecânica e Mecânica dos Solos. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2. construção e conservação de diversos tipos de obras. publicado em 1785. Bispo de Hamburgo. a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas. solos ou materiais terrosos como material de construção.1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas.G. Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia. Lehmann. estudioso alemão falecido em 1767. um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. A partir da década de 1950.

). bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia. Petróleo.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo. que afetam bastante o relevo terrestre. Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha. etc. obtenção de água subterrânea. minerais. 2. Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas). 2. analisando sua origem (composição química. etc. • • Mineração. taludes. Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços.1. implantação de barragens. 2. rochas.. projeto de fundações. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico. estado de alteração. bem como da sua classificação. água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia. . arranjo dos grânulos minerais. principalmente na abertura de túneis e canais. ou seja. identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento. gelo.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência.2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). água. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem.. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas. exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico. tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos.2. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais.2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil. 2.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais.2. construção de estradas. preservados por meios naturais na crosta terrestre.

370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km. Camada pastosa (material magmático) composta de silício. ferro e magnésio. alumínio. sendo constituída de várias placas tectônicas. Sua temperatura pode variar de 870º C. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta. junto à parte externa do núcleo. É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. nos continentes. até 2.200º C na parte superior até cerca de 5. de 25 a 90 km. metamórficas e sedimentares. divididas em três seções: continentes.000º C nas regiões mais profundas. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. Apesar da alta temperatura. • . DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6. sendo estes os elementos químicos predominantes. a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta.300 Km. A crosta não é uma camada única. Núcleo: espessura de 3. • Manto: espessura de 2. Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e. plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos).900 Km. junto à crosta.200º C.

200ºC. Si. . alumínio. 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O. Ca. O SIAL apresenta espessuras variáveis. Al.2. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares. K e Mg. CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. Fe. Na. sedimentares e metamórficas. ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. É também chamado de camada granítica. com uma variação de temperatura de 15ºC até 1. sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares. É também chamado de camada basáltica. daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica. É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA). sendo o oxigênio dominante. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. oxigênio e ferro. Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. como o silício. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA.

se formado em condições favoráveis.MINERAIS 1. maneira de ocorrência e gênese dos minerais. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea. Os minerais se formam por cristalização. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. que são corpos com forma geométrica. Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização. pela recristalização em estado sólido e ainda. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. composição. ou seja. limitados por faces. Normalmente com composição química definida e. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. . ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. • • 2. ü Criptocristalina. micas e feldspatos. o granito que é constituído pelo quartzo. como por exemplo. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. ü Microcristalina. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. são formados da alteração de outros minerais. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. sólida ou líquida.

denominados sistemas cristalinos. foram reunidos em seis grupos. com base nos elementos de simetria. . Os cristais.EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl).

sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática. Exemplo: granada. CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato. Exemplo: rochas (basaltos. etc) e depósitos minerais (magnetita. granito. anidrita. Exemplo: topázio. magnetita.3. dorita. gabro. etc. quartzo. cianita. • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. serpentina. limonita. pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. berilo. • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. pirita – FeS 2 (isométrico).89). andaluzita. turmalina. ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. Óxidos: hematita. mica. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). Carbonatos: calcita. etc. dolomita. ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura. Sulfatos: gesso. talco. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. . Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. etc). etc. • Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico). magnetita – Fe3O4 (isométrico).

Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que.1. A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina. Não se risca com lima de aço.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca. quando pulverizados deixam um pó branco. Esta propriedade é uma boa característica de identificação.1.4. • 4. sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana. Material constituinte de ossos de animais.1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral. Não se risca com canivete de aço e vidro comum. Material correspondente a abrasivo “alundum”. Risca-se com prego e canivete de aço. representadas por certos minerais. utilizam-se escalas comparativas.1. Nenhum material pode riscar o diamante. Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • . distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita). Na prática.1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo.2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó. Podem ser: proeminente (Calcita). Dureza do vidro comum.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. Não se risca com prego. perfeita (Feldspatos).1. Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. • 4. pois nem todos minerais apresentam clivagem. Risca-se com plástico comum e prego. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4. 4.

com bordas angulosas. por deformação plástica (ouro. . com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo. Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios. 4. ⇒ ⇒ ⇒ 4. cobre). Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva. dobrado ou triturado. pirolusita). e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso.1. galena.1. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro. irregular. pirolusita).6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. calculado através: ρ esp. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. Plástico – diante de um esforço. vidro. = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina.1. Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada. Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água.⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum. Págua = peso do mineral imersa na água. clorita).5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado. • O valor é constante para cada tipo de mineral. moído. o mineral se deforma plasticamente. prata). desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica). Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre).

etc. segundo os seis sistemas cristalinos existentes. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. prata e platina nativos. Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral. Ex: quartzo fumado.1. 4. pirita. dispersão ou interferência dos rios luminosos. com certas variedades de quartzo. Óxidos e sulfetos de metal. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. plagioclásio. diamante. Ex: fratura. cristal de rocha.9 ~ 3. por exemplo. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado.3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos.0 Composição química Silicatos félsicos. Ouro. Elem. sulfetos. Exemplos Quartzo. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios. ametista.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2. Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. . Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio.4 4. refração. fluorita. Ortopiroxênio.0 > 8.9 2. 4. silicatos. de halita. ortoclásio. nativos metálicos. de turmalina. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro. Não depende da cor. Magnetita. 4. estando relacionada com defeitos estruturais. Ex: diamante.0 ~ 8.2.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz. etc. como acontece. Anfibólios. carbonato. Silicatos máficos. composição química ou impurezas contidas no mineral.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta. curvatura.

portanto. que pode variar de acordo com as impurezas.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos). Dolomita 14. Caolim 15. 5. metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados). 5. 5. Feldspatos 3. Micas 4. 5. DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5. Considera-se.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo. Zircão 7. 5. Pirita 10. não possuem forma geométrica. Calcita 13. Hematita 9.1. Anfibólios 5.2 COR: quando puro.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual.1. ou seja. possui uma cor inerente.1. Amianto 17.5.2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. Clorita 16. Quartzo 2. 5. três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo). Turmalina 11.1. 5. Fluorita .1. Magnetita 8. Talco 18.1.1.4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. Topázio 12. Zeólitas 19.3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais. Piroxênios 6.

a exemplo de alguns tipos de basaltos.Algumas dessas rochas. também por material amorfo (vidro). verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e. quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. devido à granulação muito fina. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita . às vezes. • Todavia. com aparência de um único mineral (massas homogêneas). mostram-se em um exame a olho nu.

.Feldspato: mineral formador de rocha.

.

Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes. as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. micas. carbonatos. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas. Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral. Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral. olivinas e serpentina. DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. Exemplo: granito – presença de quartzo. amorfo e de cores diversas. óxidos. ferromagnesianos. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . e sim constituídos de material vítreo. silicatos. Sob o ponto de vista mineralógico. fosfatos. etc. feldspatóides. feldspato e mica diabásios – presença de feldspato.ROCHAS 1. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes). • • 2.

• Metamórficas .

O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO. A ESTE PROCESSO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. K 2 O). MgO. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. DO GELO. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. CaO. E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 . TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR. PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . NESTE CASO. Na2 O. OU VIDRO VULCÂNICO. OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. APÓS A SUA FORMAÇÃO. FeO. Al2 O3 . PRINCIPALMENTE.ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. DO AR. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM. . O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO.

FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA. . FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO .SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE. A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL.

QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA. como por exemplo. EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO. TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3.PRESSÃO TOTAL . QUENTE. NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA.PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. cineritos. tufos. SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA.ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: . o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas. corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma. VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO . ATRAVÉS DOS VULCÕES. • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis. que por sua vez depende da composição química. . MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava.

De acordo com a porcentagem: .2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros). Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills.Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos.Mesocráticas (entre 30% e 60%) .Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos. sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4.INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4. e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios.intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) . Em relação a minerais escuros: .ácidas (superiores a 65%) . sódicos.3 Tipo de feldspato . .básicas (inferiores a 52%) 4. .Leucocráticas (inferiores a 30%) . SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM.1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente.Melanocráticas (superiores a 60%) 4. diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito.

Associados com qualquer grupo citado anteriormente.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação . . granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos. Ex. diabásios.5 Classificação resumida 4.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4. dioritos c) Rochas básicas: basaltos.Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades .. b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação.5. pegmatitos.5. 4.2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios. piroxenitos. exclui a rocha deste grupo. etc.Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias . A presença de qualquer tipo de feldspato.1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos. peridotitos.Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos. gabros 4. aplitos.

3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto.6.4.6. Fonólito Fina a média. Marron esverdeada 4. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina.1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4.6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4.6. cinza. com cavid. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta .

BRITA PARA CONCRETO. b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS. PIAS. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO. RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS. LAVABOS. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO . POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES. SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS. PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES.APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. ETC.

P REVESTIMENTO (asfalto.c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO. MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS . FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE.

BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE. INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. CORTINA DE JET GROUTING. DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO . O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO. Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA.

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS.10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3. CO2 . MINERAIS CONTENDO FE. CARBONATOS.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC. S.2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 . MN.1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME .3.3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA . Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. ÓXIDOS.3. ETC. A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS. Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4. CARB.3. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS.

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

mármore travertino. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO. Os carvões são classificados em lignito. crescimento de estalactites e estalagmites. etc. dolomitos. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias. total ou parcial. ENTRETANTO. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. DIRETA OU INDIRETAMENTE. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. nitratos. Compreende as turfas e carvão. c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. EX: CANGAS. sulfatos.5.4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. 5. ANTRACITO 5. etc. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO. Ex. GIZ FOSFORITO. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE). Ex. boratos.3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS. cloretos. Ex. e consolidada. sílex de origem química. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE. .

COMO PRODUTO FINAL. MEIOS FIOS. OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. CALÇADAS. . JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA. AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS. ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS. ETC. NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS. OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS.

SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO. . ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO. ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. MERGULHANTES. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO. EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL. ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO. ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO . O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA. PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES. INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO.ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE.

PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS. A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM. PODERÃO LEVAR. A DESCARGA DE FUNDO. EM POUCO TEMPO. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. . PROVOCANDO EROSÃO INTERNA. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS. SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE. ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). ETC. VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO.

CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. . CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS. ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA. POIS. DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA.

ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE.PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES). . . . . EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS. . MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS. DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS. OXIGÊNIO. VAPORES (CO2 . b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO.ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. GASES. O2 ). SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO. GÁS CARBONO.ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO. TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES. TAIS COMO ÁGUA. DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”). .PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES.DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA.INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS. ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA.OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA.CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m). . . PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS. FLUOR.

. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE. EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA. CONSISTINDO NO FRATURAMENTO. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO. OU SEJA. TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE. B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS.

T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS. AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE. PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE. MAS. MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES. PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE. É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES. ENQUANTO NOVOS SE FORMAM. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA.

A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO. LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA.PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS .

DA XISTOSIDADE (AUSENTE. ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. FRACA OU BEM PRONUNCIADA).PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM. GERANDO SOLOS ESPESSOS. OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS. ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR . FUNDAMENTALMENTE. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO . FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS.

2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). B) ARENOSAS. D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS. B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS. C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO. SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO. . XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO). TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO.MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO.

QUARTZITOS E OS MÁRMORES. OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES. FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. AS ROCHAS XISTOSAS. SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7). REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES. EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. VIA DE REGRA.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO. . SEJA PARA ASFALTO. SEJA PARA CONCRETO. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS. COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE.

O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! . MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL. APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA. VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO. AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS. EM GERAL. AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS.C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO.

PELO AÇO Descrição Muito duras. DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. Não efervesce com HCl. Forte efervescência com HCl. Cores: pretas. 1. Maciça. Duras. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. verde-escura.RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. Não efervescem. Efervescente somente a quente. GRANULAÇÃO FINÍSSIMA. Não efervesce com HCl. creme. 2. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. Cores diversas Idem. OU DIFICILMENTE. Sem odor característico de argila. Densas. Risca o vidro. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. DUREZA: NÃO RISCÁVEL. marrom. quando molhada (moringa). Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. branca. Claras: róseas. Macia ao tato. DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico. Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica .

Granulação milimétrica.) Sedimentar (met. Granulação finíssima. Granulação ligeiramente menor. em tons róseo e cinza. Cores escuras. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. Cores diversas. em tons róseo e cinza. Risca o vidro. Granulação milimétrica e superior. Quartzo comum. Cor verde e preta. claras. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática . Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras.GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Granulação fina a grossa.) 2. Cores diversas. Formada de fragmentos. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. Cores diversas. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Efervescem com HCl. Feldspatos e Micas Quartzo. Cores claras. Cores escuras. Granulação milimétrica. Quartzo (Mica) Feldspato. Composição Rocha Quartzo. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. Granulação fina a grossa. 1. Efervesce a quente. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Magmática Quartzito. Quartzo comum. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS.

Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl. etc. às vezes Areia média estratificada. Cor cinza-esverdeada. às vezes boa. Macia ao tato. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. Grãos semi-arrendondados.1mm e 0. ESTRATIFICADAS.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. Cores claras a média. Cores variadas. quando molhada (moringa). em fragmentos angulares. Composiçã Rocha o Quartzo. Riscável pelo aço.01mm. Minerais placóides de mica. Grãos semi-arrendondados. Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm.Cor variada. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. com grãos entre 0. Cores diversas. por vezes angulosos. Odor de argila ausente ou fraco. média a escura. friáveis. dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. Cores diversas. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. Risca o vidro. ásperas ao tato. Cor cinza. argila. Feldspato (Fêmicos). ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. Transição entre arenito e argilito. Tato macio de pote. semi-arredondados. cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. FRIÁVEIS. Às vezes. áspera ao tato. 1. CLÁSTICAS. Granulação grossa a m édia.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu). quando molhada. . Grandes cristais de feldspato. com tamanho entre 2mm e 0. Odor característico. com micas. Divisibilidade em placas. Granulação média a finíssima. Cores claras. Branca ou creme. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm. Divisibilidade em placas. por vezes angulosos.

Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .Odor de argila ausente ou fraco.

Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada. de animais. medianamente ou bastante alterada. Fósseis. No campo. b) Rochas sedimentares 1. com exceção das micáceas e carbonatadas. Estrutura maciça. Dureza média a elevada. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. 3. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo. Estrutura – resume-se em: maciça. Estrutura orientada. Estrutura em camadas. 5. 4. a cor pode variar. Outras observações – elementos como: eventual fratura. média. marcas de ondas. presença de vesículas. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. Complementação: 7. Cor – deve ser referida. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. etc. 2. compacta. de chuva. a cor é relativamente homogênea. Dureza baixa. Nome da rocha – Justificar. No campo. 2. Paralelismo dos minerais. 3. 3. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. 8. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. 4. do gelo. Dureza média a elevada. fina ou finíssima. como as sedimentares. Granulação – importante: muito grossa. 2. orientada ou estratificada. 10.RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. No campo. c) Rochas metamórficas 1. Tipo da rocha – Justificar. 6. etc. embora não seja muito importante. . 9. grossa. 2. ligeiramente. 3.

GEOTÉCNICAS .PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .MECÂNICAS V .

Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. A composição varia muito de uma amostra pra outra. Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios. lixiviação de rochas em obras hidráulicas. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens.I. PROPRIEDADES FÍSICAS 1. como por exemplo. Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. → coloração devido a • • • Amarela. COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores). REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir. alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. etc. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade. Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. • • 3. 2. dissolução dos carbonatos. o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland). II. • • . até mesmo dentro de uma mesma jazida.

2.e. quanto cimentadas. POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha).) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água .) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos. resistência ao desgaste cresce com a densidade.Peso específico real (d ou p. . aumento de volumes desses minerais. enquanto que.e. rochas muito porosas são de baixa densidade. se interligados. resistência à compressão cresce com a densidade. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real. Determinado em laboratório: . a densidade real será maior. PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade. Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas.Peso específico aparente (d ou p. • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3. ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas. a porosidade diminui. dificuldade de corte cresce com a densidade.

ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha. Primária → existe desde a sua formação. Secundária → devido à lixiviação. dissolução de componentes mineralógicos. medianamente porosa (2.5 a 1. DUREZA • • Resistência ao risco. • 5.5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4. ou parte desses vazios.5% a 5%). sendo que. maior valor. . classificação: extremamente porosa (50%). bastante porosa (5% a 10%). pouco porosa (1 a 2. quanto mais intenso. muito porosa (10 a 30%).5%) e muito compacta (1%). mais porosa é a rocha. resistência à compressão diminui com a porosidade. Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. etc. É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6. Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares. dada pela escala de Mohs. b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. b) riscável pelo canivete. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água.metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo.

RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. . MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece). Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. 7. COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções). c) as rochas silicificadas tem maior resistência. 8. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados. • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2. possuem maior resistência à compressão. É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2). É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. maior a resistência à compressão. b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1.c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão.

leitos de estratificação. COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. etc. etc. Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados. Ensaio – Resistência ao Impacto Treton. Fatores de influência: fissuramentos. alterada e muito alterada. 5. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. . planos de xistosidade. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles. PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. Deval. • • IV. Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. Tal classificação é muito subjetiva. estados de alteração.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova. quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado.

esfarela ao golpe do martelo. friabilidade. 4. Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha . superfície dificilmente riscada por lâmina de aço.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. superfície riscável por lâmina de aço. GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade).• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). desagrega sob pressão dos dedos. as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. resistência ao risco (dureza). quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo.200 1. São consideradas somente as “originais”. São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento. quebra facilmente ao golpe de martelo. o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço. GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. 2.

Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito .ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos. CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores. caoticamente dispostos 5.

podendo ou não ter matéria orgânica”.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos). Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. Na maioria dos casos. Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz. barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. . porém sua resistência já se encontra bastante reduzida. coloração. Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. fogem ao caso as construções de túneis. Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida. apresenta pequena resistência ao manuseio. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura. 2.8 mm). TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. ou simplesmente. Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. São bastante irregulares quanto à resistência. De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. dando origem ao solo.ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem. muitas vezes.

• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais. bem como aluviões muito argilosos. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades. a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água. Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência). sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição. As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. Existem aluviões essencialmente arenosos. O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer. comuns nas várzeas dos córregos e rios. e com profundidade variável. 2. inalterada. porém com dureza inferior à da rocha matriz. .1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. ou seja. elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão.

É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo. Tálus: material predominantemente grosseiro. geralmente ao pé de elevações e encostas. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. essencialmente de carbono. Não são muito comuns no Brasil. Apresentam boa resistência. de alta compressibilidade e baixíssima resistência. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso. . destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. Colúvio: material predominantemente fino. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. São fontes de materiais de construção. provenientes de antigos escorregamentos. porém elevada permeabilidade.• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). que se chama turfa. Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. cheiro forte e granulometria fina. mas péssimos materiais de fundação. nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. Normalmente são identificados pela cor escura. Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. São de ocorrência localizada.

1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos. entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra.3. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3. a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv .

2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções. areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas).: pedregulhos. Ex. Ex. podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas.: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra).: Solos orgânicos (turfosos) 4.d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS . Ex. CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4.

005 mm a 0.05 mm a 0.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4.8 mm 4.005 mm 0.0 cm 25.6 cm 7. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo.0 cm a 1. b) Areias: grossas. em peso.0 mm 2. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca. Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0.42 mm 0.0 mm a 4. pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco. Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica. médias e finas.42 mm a 2.6 cm a 25.05 mm 0. .8 mm a 7. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo.2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios. tem diâmetros menores do que ele. c) Siltes: granulação fina.

Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) .corresponde a uma curva granulométrica vertical. REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS . Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5. D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material. mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo. esta relação indica a “falta de uniformidade”. quanto maior Du.Cu = D 60 ⇒ Na realidade.

2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. Isto ocorre porque. não possui resistência ao cisalhamento. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural. . podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento. Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2). sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água. portanto de ser saturado. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos). h= P1 − P2 x100% .1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1). o volume do solo não varia por variações em sua umidade. não apresentando mais comportamento plástico.3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento. 6. Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado. adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento. Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. sem necessidade de variação de volume. deixando. que depende do teor de umidade do solo. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas. É um estado de consistência circunstancial. limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo.6. Ou simplesmente. perde a capacidade de fluir. Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico.

tato 1.0 < IC ⇒ argila dura 7. tato 2. plásticos se 3. seco.75 < IC < 1.75 ⇒ argila média 0. esfarela tato e visual molhados 2. desgrega 3. Não representa com fidelidade os valores reais. seco não molhado. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1.0 ⇒ argila rija 1. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. seco.• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido.5 ⇒ argila mole 0. fibroso quando submerso desagrega . cor preta 2.5 < IC < 0. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática. plásticos se 1.

4. 2. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. a localização geográfica da jazida. 3. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas. resistência e baixo custo. ou seja. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade).2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. 3. Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade.3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. b) Volume de material útil. 3. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o . PROPRIEDADES FÍSICAS 4.1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso. INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados. d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável. c) Transporte. 3. 3.

43 0.01 menor que 0. 4. lamelar e quadrática. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume.4. maior absorção percentual de água.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida. alongada.05 a 0. Pode ser classificada como cúbica. .01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4.05 0. e a segunda. ε= ∆L L 4. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade.43 a 0.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil.18 a 0. γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4. 4. menor resistência.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade. e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4. sendo geralmente pequena.5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada. Quanto maior porosidade.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura.18 0.

9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão. 5. 5.5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação. rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5.5. σ.3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5. dada por: T0 = F A F A 5.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original. isenta de falhas e defeitos. dada por: τ = 5.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra.4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1. 5. . ε. 5.6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. aplicada no corpo e a deformação linear.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão.

Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • . Dimensões: 4.υ= ∆x ∆l X L 5. muito alta deformabilidade. • Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra. 6. não importando a estética.8 mm) e graúdo (4.1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto. muito baixa deformabilidade.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado.10 Deformabilidade: quando frágil. AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares. rastejo plástico. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa). PROPRIEDADES QUÍMICAS 6.2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa.075 e 4. a qual deve resistir à ação da água.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6. 7. Logo.8 e 100 mm. dútil. 7. estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica. sem se romper. durabilidade e de alguma trabalhabilidade. deformabilidade baixa. Dimensões: miúdo (0.

sobre o solo. constituir como um meio para aplainamento da pista.0 e 100 mm. em geral. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0. distribuir as cargas das rodas.8 12.2 – 0. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais.075mm.42 < 0. de forma arredondada. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa.8mm. na base. Função: suportar dormentes. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas. • Pedra britada – pavimentos das estradas. no macadame hidráulico. • . Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0. • • 7. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima. Dimensões: entre 2. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4. permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente. Pedregulho – é o material natural inerte.075 a 4.2 1.075 e 2. reduzir os efeitos dos impactos.5 25 50 76 Máximo 12.0 mm. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm.

Ensaios recomendados: compressão simples. 2. Solicitações: 1. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. Propriedades exigidas: resistência à compressão. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes. • Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas. Ensaios recomendados: análise petrográfica. 3.3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. e à compressão. com função de constituir o corpo de uma obra. Atrito. 2. na fase de execução. 2. ação de sais em obras marinhas. Funções do agregado no concreto: 1. Desgaste e ação de intempéries. avaliação da alteração e alterabilidade. Possíveis reações químicas. Solicitações: 1. Normalmente construídos com areia limpa. forças de descompressão de tensões pontuais. flexão ou puntual). resistência à abrasão e insolubilidade. abrasão e impacto. resistência à compressão e resistência à abrasão. resistência à tração. resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. atrito. variação da temperatura. Contribuir para a redução do custo do concreto. 4.7. Propriedades exigidas: resistência à compressão. tração (diamentral. 7. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior. formar uma proteção contra a erosão. . abrasão a Los Angeles.

Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. materiais carbonosos. análise das impurezas (torrões de argila. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. Obtenção: 1. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e. através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos. 2. muitas vezes. muros.Solicitações: 1. etc. alterabilidade. balcões. forma. Pedras de cantarias. posteriormente. Possível reação com álcalis do cimento. não reatividade. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. Ensaios recomendados: compressão axial. 4. 8. palácios. Solicitações: • . portanto receber os esforços. presença de mica e de sulfato). Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. tendo sido afeiçoada manualmente. com o uso de ferramentas adequadas. avaliação da alteração. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. material pulverulento. PEDRA DE CANTARIA. sendo menos exigentes quanto à estética. areia e água. e embelezar). impurezas orgânicas. blocos esculpidos em catedrais. paredes. ora como ornamentação e. Utilização – meio-fio. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. Ação do intemperismo. resistência à tração. Atua ora como elemento estrutural. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. 3. parapeitos de janelas. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. pórticos. resistência ao desgaste. tração. evitando explosivos. 2. 3. análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples.

1. Aplicações: cerâmica. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. peso específico. absorção. resistência ao desgaste. 2. trabalhabilidade. resistência à flexão. ação química da água da chuva). sanidade. homogeneidade. porosidade e permeabilidade. variação térmica. resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. papel. escadas. borracha. Propriedades exigidas: beleza (cor). como pias. baixa porosidade e impermeabilidade. 9. Intemperismo (umedecimento e secagem. etc. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). resistência ao intemperismo. resistência à ação dos ácidos. 4. baixa absorção. núcleo impermeável de barragens. material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). inseticidas. quando molhadas e rigidez. resistência ao desgaste. Desgaste (dependendo de seu uso. . Ataque químico por substâncias de limpeza. avaliação da alteração e alterabilidade. Ensaios recomendados: análise petrográfica. APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade. lama para perfuração de petróleo. 3. dureza. resistência à tração (flexão). ausência de fissuras. resistência ao calor. depois de submetidas a aquecimento adequado. etc).

tomado perpendicularmente a sua direção. ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte.ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. estruturas gnáissicas. tensões. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. etc. etc. DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões. Normalmente. 2. tais como os folhelhos e calcários. . 2. Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. as variações de temperatura causam deformação elástica. xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. produzindo fraturas. falhas e fendas. falhas. e as dobras. tais como as rochas arenosas. variações de temperatura. falhas. xistosas. 2. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras.1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas. Podem ser elásticas. Zona de fratura: próxima à superfície. fraturas. Zona de plasticidade: a grande profundidade. 3. Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. fraturas causam deformações plásticas e de ruptura. plásticas ou por ruptura (ou fratura).2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. dando origem às dobras.

d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra.4. podendo ou não coincidir com o eixo da mesma. .: Cordilheira do Himalaia. DOBRAS São ondulações.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. numa dobra. Podem ser vertical. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra. Ex. São de âmbito local e inexpressivas. com amplitudes variando de cm a centenas de km. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra. e) Plano da crista: é o plano que. escorregamentos. 4. convexidade ou concavidades. que pode. inclinado ou horizontal. b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento. ou não.2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. que aparecem em rochas originalmente planas. 4. ser simétricas. acomodações. etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. passa por todas as cristas.

Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica . cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo. b) Sinforma: convexidade voltada para baixo.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima. podendo ser simétrica ou não. 4. podendo ser simétrica ou não. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada. na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto.4.4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada.

Podem ser: simétrico ou vertical.c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção. . Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal. inclinado e recumbente. g) Em leque: representada por dois flancos revirados. Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos.

com convexidade voltada para cima. 4. segundo uma mesma direção. permanecendo as demais na sua posição original. k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo. j) Domo: é uma estrutura ampla. a partir de um centro comum. onde as camadas mergulham em todas as direções. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. de maneira mais ou menos igual.

Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho.1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. com dimensões que variam de mm até dezenas de km. d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha. . Ex: Falha de San Andreas 5. representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra.5.

medido paralelamente à direção do plano de falha. Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. “Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas. Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). . 5.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha.• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos. medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha. medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha. medido no plano de falha. • • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado). Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. • Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro.

havendo compressão horizontal. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. fotografias aéreas. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. e representam o enfraquecimento. 6. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade. problemas de erosão. De gravidade: teto desce em relação ao muro. e ao longo do qual não se deu deslocamento. 6. através de compressão e alívio de tensões. respectivamente. 5. com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos). 6. Podem ser abertas ou fechadas. É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada. amostras de sondagens. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros. FRATURAS É uma deformação por ruptura.2 TIPOS .Horst e Graben – representados pela elevação e depressão. b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço.1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas.3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha.

cortando-se em ângulos.1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial. Comuns em anticlinais e sinclinais. apresentam superfícies não muito planas. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. ambos associados (Vesúvio). c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas. • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos). Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7. com o material acumulandose em torno da cratera. 7. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes). finalmente. provenientes de partes profundas da crosta terrestre. b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e.2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão.a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. Têm forma cônica. em geral.3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA . 7. 7. e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante). Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais.

Exemplos por dobramentos: Alpes. . Andes e Montanhas Rochosas.Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos. falhas ou ambos. Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. Himalaia.

Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil. 2. magnéticos e radioativos). causadores das anomalias. . São em número muito variados. 3. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer.2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força.INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1. porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas. de acordo com o método usado. OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais.1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos).3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos. 3. 3. 3. MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos). MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. Prospecção de minérios (métodos elétricos.

. 3. 3. • Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares. • Anticlinais.4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície).Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar. cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre.5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas.

• Resolução de problemas estratigráficos e estruturais. As relações entre corrente elétrica.1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3.3. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas. • Teor em água. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários. potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.5. • Porosidade.2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente.5. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos. . • Pesquisas de áreas de material de empréstimo. A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica.

• Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente. em zonas de praia. • Camadas finas. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade.300 a 3. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA. Determinação do contacto água doce-água salgada. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones). 3.6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas. É maior na direção da xistosidade.500 a 3. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2. Problemas de fundações em geral. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções. ü Sedimentos clásticos (arenitos. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos. .6.6. • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha. 3. Prospecção de corpos de minérios. O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando. colocadas entre camadas condutoras. é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas.500 m/s 4.1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL.500 m/s 3.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade. conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico. eletricamente resistentes.

sondagem rotativa. umidade natural. etc). etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático. textura. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. poços de inspeção.000 m 4. galerias. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura. • Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição.1. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas. sondagem usando a perfuração rotopercussão.6.1 ABERTURA DE POÇOS. sondagem a percussão.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo. 4. composição.000 a 2. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada. ventilação de minas. compacidade ou consistência naturais. MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações. sondagens e ensaios de campo. Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais). textura e estrutura.3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO). Amostragem: as amostras devem ser representativas. permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras. ü Deformada – conserva a textura e composição. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea. 4. . extração de petróleo.3. em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático).

Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície.1. na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas. bombeamento e recuperação). Ensaios: penetração padronizada (SPT).1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes. relativamente rasa. ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração. Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4. permite uma seção contínua horizontal. até 40 m de profundidade. . Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4.2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos.2. rebaixamento. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82. Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias.• • • Trincheiras: escavação horizontal. limitadas a rochas ou solos muito consistentes. Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m).

2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação. .Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4. Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso.2. matacões ou solos impenetráveis à percussão.

• • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem. Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha . Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular. Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica. elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição).Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos.

Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo. Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem.2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto). e.2. Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação. . Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração). carbeto de tungstênio. serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos). obedecendo a ordem de avanço da perfuração). etc.2. sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante.2. Revestimento (superficial. fragmentando-se entre os dedos. Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida).2. 4. Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4.2. duplos ou duplos livres. aços especiais. mistas. 4. Podem ser simples. Avanço (depende do cabeçote escolhido).1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro).São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável).2.

preliminarmente. Desvio dos furos (introdução de uma cunha). através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes.• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. • Reconhecer. . NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração). erosão das paredes e desmoronamento). Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio. Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. as condições geológicas da área. Testemunhos orientados (retirado o testemunho. desgaste do testemunho. sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6. Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5.

APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas. 8.7. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo. .

falhas. Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas. que interceptam as curvas de nível. 1. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas. 1.MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1. dobras. Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. da mais nova a mais antiga. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações. Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas. .2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas. de cima para baixo. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. posição das camadas. etc. denominadas linhas de contato.1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas.

podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25. etc. Formação Santa Maria. Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si. 2. . distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos.1.3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).000.1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. Membro: é uma subdivisão de formação.

expresso pelas unidades cronoestratigráficas. distinguida com base no registro litológico. MAPAS GEOTÉCNICOS 3. 2.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica. 2.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3. . Série: é uma subdivisão de sistema.2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação. 2.500 bilhões de anos 3. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0.1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico. Andar: é uma subdivisão de série. • Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico. Idade: é uma subdivisão de época.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo.4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo. • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica. Época: é uma subdivisão de período.500 * Provável idade da Terra – 4.

e mesmo da ocupação rural.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. paleogeográficas e tectônicas. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico. “lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas. Seqüência litológica (LS. construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo. Tipo litológico (LT. 3. dos diversos fatores. em termos de utilização. . Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979). Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4.1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma. textura e estrutura. 4.2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares.000. 4. Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. Complexo litológico (LC.• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente. mas normalmente não é uniforme no estado físico. São adequados para o planejamento da ocupação urbana.000 a 1: 100. “lithological type”): é homogêneo na composição. 3. Normalmente utilizam-se escala 1:25. em planos diretores ou loteamentos.3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET.

6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade. tanto domésticos quanto industriais.htm .PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta. 4. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes. 4. http://asp. de colapso.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico. temos: carta de risco sísmico.htm . Distribuição das somas destes custos sobre um mapa. Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra. usados para identificar problemas específicos. 4.com. A subdivisão destas estaria baseada na litologia.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade. 4.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção. 4. Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica. 4.br/dnpm/Georef/Download.com. principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura.9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo.4 CARTAS DE RISCO: como exemplos. 4.cpunet. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra. de inundação. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema.terra.br/educacao/rover/estratigrafia.

pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas. 1.3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade.1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas. 1.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera. 1. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra. para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação. . infiltração e evaporação total. em vapor. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios. • Permeabilidade – com a existência de poros interligados. permitindo o seu acúmulo. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada. lagos. 1.

Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação. Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito. camada. São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas. Porosidade = (100. a maior declividade facilita o escoamento. 2. Classificação: primários e secundários. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas. • • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha. São conhecidos por poros ou interstícios. pois atuam como reservatórios ou condutores da água. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha. Aqüíferas. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração. tamanho.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais.W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra .1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2. É dependente do arranjo. 2.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios.

arenito Argila com misturas Argila.64 x 10-7 a 8.5% a 2% 2. misturas de areia.Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0.100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina.64 x 10-5 a 0.3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis). silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% .86 8. Seu valor dependerá da interligação dos poros.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA. 2. Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex. K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas. misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas. siltes. Suprimento específico = (volume drenado/volume total). POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade.86 a 864 8.001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K). silte e argila. vazios e fraturas.

Cuidados especiais com fossas negras. sob pressão maior que a atmosférica.Argila – elevada porosidade. Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico. Zona insaturada – zona mais superficial. Aqüífero confinado. com diâmetro médio de 1. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água.20 m e profundidade dependente da localização topográfica. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4. variando conforme as estações do ano. que poderá causar a poluição das águas do poço. sua posição não é estável. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação. há a formação de um funil de sucção. 4. 3. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil. artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado. ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente.2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente. Aqüífero livre. Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve. 3. mas possui reduzido suprimento específico. . não confinado. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas.

Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar. 4. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço. 4. Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio. A produção de um único poço é sempre baixa. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos.4. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável.000 litros/hora. quando o mesmo não está sendo bombeado.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural. Basalto – 9. reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto.500 litros/hora Lins – 300.5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água. Em poços artesianos. Nordeste – 2.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si.000 litros/hora. envolvidas de material impermeável.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm.000 litros/hora. • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9. no poço. 4. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região. Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos. Nível dinâmico – é o nível de água no poço.000 litros/hora. sob o efeito de bombeamento. .

se necessário. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante.01 a 0. Filtro.35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço. Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. Unidade: m2/hora ou m2/dia. Sondagem – para profundidades maiores que 50 m. Lençol freático: S = 0. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero. e normalmente. . Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço. sondagens de reconhecimento. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m). a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea. T=K.6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade. de base unitária. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea. Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água.

ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes.2 Q. O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3.7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais. 4. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão. ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço. deve-se começar com 0.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: . 4. Características térmicas – função do grau geotérmico. tanto ácida (H+) como básica (OH–). ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento. os cloretos. os sulfatos e a amônia. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático. Retiram-se 2 litros. e perto do estado de equilíbrio. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. o magnésio. por médico e químicos especializados. Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo. a cada 30 minutos.2 Q subindo até 1. a cada minuto. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada. Deve-se considerar o valor de pH. que pode provocar corrosão no concreto. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência.

Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração. causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas. ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível. aparece na superfície. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo.Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. portanto. • Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis. Fonte é. Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. . • 4. ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. bem como a colocação de sistema de drenagem. um local onde a água brota. sendo um movimento rápido. o afloramento da água subterrânea.

pode surgir uma fonte. para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. Para evitar o escorregamento. indica péssima filtragem de água no subsolo. • Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada. bem como as águas pluviais e outras. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações. 4. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • . procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado. tornando a fonte imprópria para uso.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva.

de um modo geral.k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente. empregado para pequenas infiltrações Dispensa. a drenagem .

• Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais. ü Camadas verticais. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa . ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. nos pontos assinalados. relacionadas abaixo. • Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem. 2. ü Camadas inclinadas. • Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens.GEOLOGIA PRÁTICA 1. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas.

Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2.000. PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira. feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade. A segunda. usando escala vertical 1:1. feita na cota 820. 3.000 e sobreelevação igual a 20. visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas. .H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho.

Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. 60 m de folhelho e 80 m de basalto.• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W. .000. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito. e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E. S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto.000. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3.

utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem.• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10.

Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas. 4. Formação Botucatu.Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4. MAPAS GEOLÓGICOS 4. dobras. • • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região. posição das camadas. 4. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola. Exemplos: Formação Bauru. Grupo Araxá.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas.1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. Exemplo: Grupo São Bento. etc. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada. 4. falhas. ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. etc.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS .

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

F. H. H e J constituída de calcario. Idem para os pontos Y e Z. logo não são contatos.000 = 2= → Ev = 1: 20. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A. M. b) Os pontos A. G. K. Os pontos D. R e S são afloramentos. E. servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa. 000 Ev Ev . E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). B. C. c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. Sobrelevaç ão = Eh 1: 40. L. Os pontos D. B e C (contato aluvião-calcário) e G.contato.

e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa. A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m. e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis. ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1. .d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada.000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10. ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m.000. Considerando o mapa.200 m → mínimo de 430 m.

6 cm x 40. • EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS .f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço. somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0.000 = 240 m.

. O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa. calcário. No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível. basalto. • EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO. No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. folhelho. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. folhelho e calcário). entre a 300 e 500. ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA. acima da 500.ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto.

tomado perpendicularmente a sua direção. ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. da base ou do topo da camada. Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal. Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. . Ou seja.

Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m. . Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos. v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível. obtém-se a distância horizontal dh. Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h.ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh.

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