Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas. Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. destacando-se a alteração. o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras. mares). 2. Seu livro “Teoria da Terra”. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. construção e conservação de diversos tipos de obras. os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície. estudioso alemão falecido em 1767.1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas. A partir da década de 1950. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra.1. erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. Lehmann. . sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro. Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto. publicado em 1785. Nicolaus Steno (1631-1686).Portanto. foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência. é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. VII. lagos. Geomecânica e Mecânica dos Solos. A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859). No século XIX. um escocês de Edimburgo. Em meados do século XIX. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. solos ou materiais terrosos como material de construção.G. possibilitando o desenvolvimento da Geologia. encontram-se J. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2. resultando no acelerado crescimento da Geotecnia. Os maciços rochosos e terrosos. Bispo de Hamburgo. James Hutton (1726-1797). Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia. 1.

2. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico.2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. rochas. estado de alteração. implantação de barragens.). Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. preservados por meios naturais na crosta terrestre.1. que afetam bastante o relevo terrestre. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas. Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços. bem como da sua classificação. projeto de fundações. minerais. ou seja. 2. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas). água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência.2. água.. 2. . arranjo dos grânulos minerais. principalmente na abertura de túneis e canais. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais. obtenção de água subterrânea. analisando sua origem (composição química. construção de estradas. Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha. Petróleo. taludes. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos. • • Mineração. bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo.. etc. exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico. 2. etc. identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento.2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil. 2. gelo.

Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. • . DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6. Núcleo: espessura de 3.300 Km.200º C na parte superior até cerca de 5.000º C nas regiões mais profundas.200º C. ferro e magnésio. sendo estes os elementos químicos predominantes. Apesar da alta temperatura. junto à crosta. nos continentes. de 25 a 90 km. alumínio. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. junto à parte externa do núcleo. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta. Sua temperatura pode variar de 870º C. É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2. Camada pastosa (material magmático) composta de silício. metamórficas e sedimentares. a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta. divididas em três seções: continentes.900 Km. plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos). A crosta não é uma camada única. até 2. sendo constituída de várias placas tectônicas. • Manto: espessura de 2.370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km.

Al. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares.2. Ca. K e Mg. sendo o oxigênio dominante. Fe. Na. oxigênio e ferro. ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O. Si. É também chamado de camada basáltica. ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA).200ºC. . CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. como o silício. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA. É também chamado de camada granítica. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. alumínio. daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica. sedimentares e metamórficas. sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares. O SIAL apresenta espessuras variáveis. com uma variação de temperatura de 15ºC até 1.

ü Criptocristalina. micas e feldspatos. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. se formado em condições favoráveis. pela recristalização em estado sólido e ainda. As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização. são formados da alteração de outros minerais. ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. ü Microcristalina. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. como por exemplo. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea. sólida ou líquida. • • 2. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. Os minerais se formam por cristalização. ou seja.MINERAIS 1. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. que são corpos com forma geométrica. Normalmente com composição química definida e. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. . limitados por faces. embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. o granito que é constituído pelo quartzo. composição. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. maneira de ocorrência e gênese dos minerais.

EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl). Os cristais. denominados sistemas cristalinos. com base nos elementos de simetria. . foram reunidos em seis grupos.

Exemplo: topázio. etc) e depósitos minerais (magnetita. ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. Exemplo: rochas (basaltos. etc). turmalina. • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico). pirita – FeS 2 (isométrico). Sulfatos: gesso.3. andaluzita. . • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). anidrita. granito. gabro. dolomita. berilo. etc. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. mica. Óxidos: hematita. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. dorita. limonita. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura. CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato. quartzo. magnetita. magnetita – Fe3O4 (isométrico). etc. serpentina. Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes.89). cianita. • Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. etc. Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática. talco. Exemplo: granada. sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. Carbonatos: calcita.

Material correspondente a abrasivo “alundum”. Risca-se com plástico comum e prego.4.1. Não se risca com prego.1. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo. Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4. Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • .1.1. Não se risca com canivete de aço e vidro comum.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. Podem ser: proeminente (Calcita).2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó. A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral. Não se risca com lima de aço.1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. Esta propriedade é uma boa característica de identificação. utilizam-se escalas comparativas. distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita). Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que. quando pulverizados deixam um pó branco. • 4. • 4. Na prática.1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. representadas por certos minerais. Dureza do vidro comum. perfeita (Feldspatos). 4. pois nem todos minerais apresentam clivagem. Risca-se com prego e canivete de aço. sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana. Material constituinte de ossos de animais. Nenhum material pode riscar o diamante. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca.

Plástico – diante de um esforço. e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso. prata). irregular. moído. pirolusita).⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro. . com bordas angulosas. Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios.6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva. por deformação plástica (ouro.1. calculado através: ρ esp. vidro. cobre). Págua = peso do mineral imersa na água. pirolusita). 4. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre).5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado. dobrado ou triturado. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4. galena. ⇒ ⇒ ⇒ 4. = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água. clorita). Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada. • O valor é constante para cada tipo de mineral. Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena. Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma.1. desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica). com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares.1. o mineral se deforma plasticamente. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina.

Anfibólios.4 4. Não depende da cor.3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos. Ex: quartzo fumado. como acontece. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro. Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. Magnetita. prata e platina nativos. segundo os seis sistemas cristalinos existentes. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. de halita. ametista. 4. por exemplo. etc. Ortopiroxênio. Elem.2. Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral. refração.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz. silicatos. com certas variedades de quartzo. cristal de rocha. dispersão ou interferência dos rios luminosos. Óxidos e sulfetos de metal. sulfetos. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios.0 > 8. ortoclásio. Ex: diamante. 4.9 ~ 3. Ouro. Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta. . carbonato. etc. curvatura. de turmalina. Exemplos Quartzo.0 Composição química Silicatos félsicos. nativos metálicos. pirita. 4.1.0 ~ 8. Silicatos máficos. fluorita. estando relacionada com defeitos estruturais. diamante. composição química ou impurezas contidas no mineral.9 2.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2. Ex: fratura. plagioclásio.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais.

Clorita 16.4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo). DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5. Talco 18.5. Micas 4. Topázio 12.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos). Magnetita 8. Zircão 7. Piroxênios 6. 5.1. Feldspatos 3. Dolomita 14.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual. Caolim 15.1. 5.2 COR: quando puro. 5. possui uma cor inerente.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo. 5.2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1. não possuem forma geométrica.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. portanto. metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados). que pode variar de acordo com as impurezas. Calcita 13. Fluorita .3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais. Hematita 9. Quartzo 2. Pirita 10. Anfibólios 5.1. Considera-se. 5. ou seja. Turmalina 11.1. 5. Amianto 17.1. 5.1.1. Zeólitas 19.

com aparência de um único mineral (massas homogêneas). Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita . verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e. também por material amorfo (vidro). • Todavia. mostram-se em um exame a olho nu. a exemplo de alguns tipos de basaltos. quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. devido à granulação muito fina. às vezes.Algumas dessas rochas.

.Feldspato: mineral formador de rocha.

.

• • 2. silicatos. etc. feldspato e mica diabásios – presença de feldspato. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes). as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. olivinas e serpentina. DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. Exemplo: granito – presença de quartzo. Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral. micas. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas. óxidos. carbonatos. e sim constituídos de material vítreo. ferromagnesianos.ROCHAS 1. feldspatóides. amorfo e de cores diversas. fosfatos. Sob o ponto de vista mineralógico. Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes.

• Metamórficas .

ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. Na2 O. Al2 O3 . NESTE CASO. PRINCIPALMENTE. A ESTE PROCESSO. OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 . AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM. OU VIDRO VULCÂNICO. DO AR. RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. FeO. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. CaO. TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR. APÓS A SUA FORMAÇÃO. E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. MgO. K 2 O). ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO. . DO GELO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO.

A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL. FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE. .SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO . FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA.

. VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h. • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES. MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava. QUENTE.ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA. SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA. corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma. ATRAVÉS DOS VULCÕES. MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: . tufos. TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3.PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. cineritos. o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO . EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO. NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA. que por sua vez depende da composição química.PRESSÃO TOTAL . como por exemplo. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis.

básicas (inferiores a 52%) 4. Em relação a minerais escuros: .Melanocráticas (superiores a 60%) 4. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4.Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos. . sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4. .Leucocráticas (inferiores a 30%) . De acordo com a porcentagem: .2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros). Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills.ácidas (superiores a 65%) .3 Tipo de feldspato .Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos. SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM.Mesocráticas (entre 30% e 60%) . diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito.intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) .INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA.1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente. sódicos. e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios.

.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4.Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades .Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias .Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos. diabásios. peridotitos.5. Associados com qualquer grupo citado anteriormente. Ex.1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos. b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação.5 Classificação resumida 4. .2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios. etc. piroxenitos.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação . exclui a rocha deste grupo. A presença de qualquer tipo de feldspato. gabros 4. aplitos. pegmatitos. granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos.5. dioritos c) Rochas básicas: basaltos. 4.

com cavid.6.3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto.1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta . Marron esverdeada 4.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina. cinza.6.6.4. Fonólito Fina a média.6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4.

RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS. b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES. SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS.APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. PIAS. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO . BRITA PARA CONCRETO. LAVABOS. PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO. ETC. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES.

concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS . FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. P REVESTIMENTO (asfalto.c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE.

INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO. CORTINA DE JET GROUTING. O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO. DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA. Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA. BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO .

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

ETC. MINERAIS CONTENDO FE. CO2 . MN. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA .2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 .1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME .10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3.3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. S. A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC. ÓXIDOS. CARB. CARBONATOS.3.3.3. Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS. Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS. E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS.

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. ENTRETANTO. Compreende as turfas e carvão. boratos. e consolidada. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias. GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. 5.4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. dolomitos. etc. .3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO. ANTRACITO 5. GIZ FOSFORITO. crescimento de estalactites e estalagmites. sílex de origem química. nitratos. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. total ou parcial. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE. Os carvões são classificados em lignito.5. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. cloretos. mármore travertino. Ex. PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. EX: CANGAS. sulfatos. Ex. etc. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio. Ex. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO. DIRETA OU INDIRETAMENTE. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE).

ETC. NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS. COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. CALÇADAS. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS. JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS. COMO PRODUTO FINAL. MEIOS FIOS. OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS. . AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS. QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS. C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA.

EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO. A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS. ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. . ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL. ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES. ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. MERGULHANTES. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO. ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO . PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO.ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE. INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA.

E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. PROVOCANDO EROSÃO INTERNA. ETC.PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS. OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO. ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. PODERÃO LEVAR. MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS. . EM POUCO TEMPO. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM. A DESCARGA DE FUNDO. SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE.

DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA.CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. . POIS. CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS. ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA.

b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO. . . .PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS.PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES. GÁS CARBONO.ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA. . . . . DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”). DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS. GASES.CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m). ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS.DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA.ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO.INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS.OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA. . MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS. ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES). SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO. TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES. FLUOR. TAIS COMO ÁGUA. PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS. O2 ). VAPORES (CO2 . OXIGÊNIO.

CONSISTINDO NO FRATURAMENTO.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. . COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA. EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS. OU SEJA. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO.

COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE. É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES. CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS. PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. MAS. ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). ENQUANTO NOVOS SE FORMAM.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA. T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS.

PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS . LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA. A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO.

ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS. OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. FRACA OU BEM PRONUNCIADA). FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM. GERANDO SOLOS ESPESSOS. ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR . DA XISTOSIDADE (AUSENTE. FUNDAMENTALMENTE. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO .PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER.

D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS.MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO. XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS. B) ARENOSAS. C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO. BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO. OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO). B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO. . 2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO.

SEJA PARA CONCRETO. SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. SEJA PARA ASFALTO. AS ROCHAS XISTOSAS. OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. . COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES. VIA DE REGRA. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7). QUARTZITOS E OS MÁRMORES. FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS. EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES.

AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS.C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO. VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL. EM GERAL. APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA. AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS. MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! .

DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Forte efervescência com HCl. PELO AÇO Descrição Muito duras. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. branca. Claras: róseas. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Maciça. DUREZA: NÃO RISCÁVEL. verde-escura. Cores diversas Idem. Sem odor característico de argila. 2. Cores: pretas. GRANULAÇÃO FINÍSSIMA. OU DIFICILMENTE. marrom. Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. 1. Efervescente somente a quente. Não efervescem.RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. Risca o vidro. Duras. Não efervesce com HCl. Densas. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. creme. Macia ao tato. DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico. Não efervesce com HCl. quando molhada (moringa). Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica .

) 2.) Sedimentar (met. Efervescem com HCl. Feldspatos e Micas Quartzo. Granulação fina a grossa. Cores diversas. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL.GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. Cor verde e preta. Composição Rocha Quartzo. Formada de fragmentos. Cores diversas. Quartzo comum. Granulação fina a grossa. Granulação finíssima. em tons róseo e cinza. Risca o vidro. Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. Magmática Quartzito. Cores diversas. Granulação milimétrica e superior. Granulação milimétrica. Cores claras. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática . Quartzo comum. Quartzo (Mica) Feldspato. 1. Cores escuras. Efervesce a quente. Granulação milimétrica. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara. claras. Granulação ligeiramente menor. Cores escuras. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. em tons róseo e cinza. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met.

Cores variadas. Composiçã Rocha o Quartzo. com grãos entre 0. Granulação média a finíssima. Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu). . argila. Tato macio de pote. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. 1.1mm e 0. Grãos semi-arrendondados. Divisibilidade em placas. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. ásperas ao tato. Cores claras a média. FRIÁVEIS. dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. com tamanho entre 2mm e 0. média a escura. com micas. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. Branca ou creme. semi-arredondados. Cores diversas.Cor variada. Cores claras. Às vezes. Transição entre arenito e argilito. Cor cinza-esverdeada. ESTRATIFICADAS. Grandes cristais de feldspato. quando molhada (moringa). Feldspato (Fêmicos). Odor característico. CLÁSTICAS. Macia ao tato. Cor cinza. às vezes boa. Cores diversas. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm.01mm. Minerais placóides de mica. áspera ao tato. etc. ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. Divisibilidade em placas. Riscável pelo aço. em fragmentos angulares. friáveis. Risca o vidro. às vezes Areia média estratificada. Granulação grossa a m édia. por vezes angulosos. quando molhada. Grãos semi-arrendondados. por vezes angulosos. Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl. cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. Odor de argila ausente ou fraco.

Odor de argila ausente ou fraco. Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .

4. Dureza média a elevada. a cor é relativamente homogênea. 3. etc. compacta. presença de vesículas. Dureza baixa. Estrutura – resume-se em: maciça. No campo. 3. 2. a cor pode variar. marcas de ondas. Fósseis. Outras observações – elementos como: eventual fratura. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo.RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. média. embora não seja muito importante. 10. b) Rochas sedimentares 1. como as sedimentares. Estrutura orientada. 3. 8. Estrutura em camadas. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. 9. 3. 6. Estrutura maciça. medianamente ou bastante alterada. 2. de chuva. Complementação: 7. 5. de animais. grossa. do gelo. com exceção das micáceas e carbonatadas. Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada. . 2. No campo. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. Tipo da rocha – Justificar. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. No campo. 2. Nome da rocha – Justificar. Cor – deve ser referida. Granulação – importante: muito grossa. 4. orientada ou estratificada. etc. c) Rochas metamórficas 1. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. Dureza média a elevada. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. Paralelismo dos minerais. ligeiramente. fina ou finíssima.

GEOTÉCNICAS .PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .MECÂNICAS V .

alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. lixiviação de rochas em obras hidráulicas. Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). • • 3. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores). A composição varia muito de uma amostra pra outra. PROPRIEDADES FÍSICAS 1. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade. Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios. COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha. DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. até mesmo dentro de uma mesma jazida. como por exemplo. II. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. • • . Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens.I. → coloração devido a • • • Amarela. Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. 2. REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir. Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. etc. o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland). Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. dissolução dos carbonatos.

se interligados. dificuldade de corte cresce com a densidade. PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade. enquanto que. resistência à compressão cresce com a densidade. Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas. resistência ao desgaste cresce com a densidade.Peso específico aparente (d ou p. POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha). a porosidade diminui. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real. aumento de volumes desses minerais.Peso específico real (d ou p. rochas muito porosas são de baixa densidade.) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos. Determinado em laboratório: . a densidade real será maior.e.) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água . • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3.2. . ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas.e. quanto cimentadas.

resistência à compressão diminui com a porosidade. dada pela escala de Mohs. classificação: extremamente porosa (50%). b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. muito porosa (10 a 30%).5% a 5%). ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha. medianamente porosa (2. Primária → existe desde a sua formação. etc. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água. mais porosa é a rocha.5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4. É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6. pouco porosa (1 a 2. bastante porosa (5% a 10%).5 a 1. b) riscável pelo canivete. • 5. Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares. maior valor. Secundária → devido à lixiviação. quanto mais intenso.5%) e muito compacta (1%). ou parte desses vazios. dissolução de componentes mineralógicos. DUREZA • • Resistência ao risco. Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. .metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo. sendo que.

É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2). • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2. possuem maior resistência à compressão. 8. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados. 7. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1. c) as rochas silicificadas tem maior resistência. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções). Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão. b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece).c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. . RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. maior a resistência à compressão.

leitos de estratificação. PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha. planos de xistosidade. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados. 5. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. etc. . Ensaio – Resistência ao Impacto Treton. alterada e muito alterada. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. Tal classificação é muito subjetiva. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. • • IV. Fatores de influência: fissuramentos.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova. Deval. COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. estados de alteração. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado. Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. etc. Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço.

• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento. o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço. GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha . as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos. superfície riscável por lâmina de aço. esfarela ao golpe do martelo. São consideradas somente as “originais”. o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo. friabilidade.200 1. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. 2. desagrega sob pressão dos dedos. 4. quebra facilmente ao golpe de martelo.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. superfície dificilmente riscada por lâmina de aço. São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade). resistência ao risco (dureza).

caoticamente dispostos 5.ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos. CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores. Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito .

Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. porém sua resistência já se encontra bastante reduzida. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura. Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. São bastante irregulares quanto à resistência. ou simplesmente. TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. podendo ou não ter matéria orgânica”. . Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. apresenta pequena resistência ao manuseio. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos). Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. dando origem ao solo. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. Na maioria dos casos.ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. muitas vezes. Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida.8 mm). fogem ao caso as construções de túneis. coloração. 2.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem.

elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades. porém com dureza inferior à da rocha matriz. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais. As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. e com profundidade variável. ou seja.• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. comuns nas várzeas dos córregos e rios. Existem aluviões essencialmente arenosos. sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. inalterada. bem como aluviões muito argilosos. Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência). 2. Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição. . O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer.1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água.

nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. que se chama turfa. de alta compressibilidade e baixíssima resistência.• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). geralmente ao pé de elevações e encostas. Colúvio: material predominantemente fino. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. Tálus: material predominantemente grosseiro. mas péssimos materiais de fundação. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. São de ocorrência localizada. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso. São fontes de materiais de construção. provenientes de antigos escorregamentos. Normalmente são identificados pela cor escura. . Não são muito comuns no Brasil. destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral. porém elevada permeabilidade. essencialmente de carbono. d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. Apresentam boa resistência. cheiro forte e granulometria fina. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo.

3. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3.1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos. a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv . entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra.

Ex.: Solos orgânicos (turfosos) 4.: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra).d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3.2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções. Ex.: pedregulhos.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS . podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas. areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas). Ex. CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4.

tem diâmetros menores do que ele. Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0.6 cm 7.005 mm a 0.05 mm a 0.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo.05 mm 0.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4. pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo. em peso.42 mm 0.42 mm a 2.0 cm 25. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca. b) Areias: grossas.2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho. . Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica.005 mm 0.0 mm 2.0 cm a 1.8 mm 4.6 cm a 25. médias e finas.0 mm a 4. c) Siltes: granulação fina.8 mm a 7.

Cu = D 60 ⇒ Na realidade. quanto maior Du. D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material.corresponde a uma curva granulométrica vertical. Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) . esta relação indica a “falta de uniformidade”. mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo. REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS . Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5.

que depende do teor de umidade do solo. limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo. não possui resistência ao cisalhamento. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural. sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água. o volume do solo não varia por variações em sua umidade. Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2). Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. É um estado de consistência circunstancial. Ou simplesmente. sem necessidade de variação de volume. adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento. h= P1 − P2 x100% . portanto de ser saturado. não apresentando mais comportamento plástico.3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento. Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico. deixando. Isto ocorre porque. podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento.2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. . 6. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos). perde a capacidade de fluir.1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1). Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado.6. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas.

• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido. seco não molhado.75 < IC < 1.75 ⇒ argila média 0.0 ⇒ argila rija 1. Não representa com fidelidade os valores reais. cor preta 2. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1. seco. tato 2. plásticos se 3. esfarela tato e visual molhados 2. plásticos se 1. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. seco. fibroso quando submerso desagrega . desgrega 3. tato 1. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática.5 < IC < 0.0 < IC ⇒ argila dura 7.5 ⇒ argila mole 0.

a localização geográfica da jazida. INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados.1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade. resistência e baixo custo. c) Transporte. 3. 3. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade.2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. 3.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade).3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o . 3. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. 3. 4. ou seja. 2.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1. d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial. b) Volume de material útil. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral. PROPRIEDADES FÍSICAS 4.

05 0. menor resistência.5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada. e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4. .05 a 0.18 a 0. 4.01 menor que 0.18 0. Quanto maior porosidade. γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4.43 a 0. alongada. 4. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor. lamelar e quadrática.01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4. sendo geralmente pequena. ε= ∆L L 4.4. maior absorção percentual de água.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume. Pode ser classificada como cúbica. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade. e a segunda.43 0.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil.

5.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1. 5. ε.9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5. 5. isenta de falhas e defeitos. dada por: T0 = F A F A 5. rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5. aplicada no corpo e a deformação linear. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original. 5.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão.3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área.5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa.6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. .4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo. σ.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva.5. dada por: τ = 5.

2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa. • Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra. deformabilidade baixa. muito alta deformabilidade. PROPRIEDADES QUÍMICAS 6. AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares. muito baixa deformabilidade. Dimensões: miúdo (0. não importando a estética. rastejo plástico.075 e 4.υ= ∆x ∆l X L 5. Logo. durabilidade e de alguma trabalhabilidade. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa). a qual deve resistir à ação da água.8 mm) e graúdo (4. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • .10 Deformabilidade: quando frágil.1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto. Dimensões: 4.8 e 100 mm. 6. dútil.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6. 7. estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica. 7. sem se romper.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado.

Dimensões: entre 2. • .0 e 100 mm. constituir como um meio para aplainamento da pista.075 e 2.075 a 4.8mm. Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas.8 12.075mm. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes. em geral. Função: suportar dormentes. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima. permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1. reduzir os efeitos dos impactos. na base. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm.2 1. no macadame hidráulico. • Pedra britada – pavimentos das estradas. • • 7. distribuir as cargas das rodas. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa. de forma arredondada. Pedregulho – é o material natural inerte.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento.5 25 50 76 Máximo 12.42 < 0. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm.2 – 0. sobre o solo.0 mm. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais.

Solicitações: 1. 7. e à compressão.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. flexão ou puntual). 2. .3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes. com função de constituir o corpo de uma obra. Propriedades exigidas: resistência à compressão.7. 3. Funções do agregado no concreto: 1. abrasão a Los Angeles. ação de sais em obras marinhas. Ensaios recomendados: análise petrográfica. 2. Ensaios recomendados: compressão simples. Atrito. 4. Possíveis reações químicas. resistência à abrasão e insolubilidade. 2. atrito. resistência à tração. Contribuir para a redução do custo do concreto. resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. Desgaste e ação de intempéries. na fase de execução. Propriedades exigidas: resistência à compressão. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. abrasão e impacto. avaliação da alteração e alterabilidade. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. variação da temperatura. Normalmente construídos com areia limpa. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior. forças de descompressão de tensões pontuais. formar uma proteção contra a erosão. resistência à compressão e resistência à abrasão. • Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas. Solicitações: 1. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem. tração (diamentral.

8. muros. evitando explosivos. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. posteriormente. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. 3. resistência à tração. 2. 2. blocos esculpidos em catedrais. resistência ao desgaste. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples. alterabilidade. Ação do intemperismo. PEDRA DE CANTARIA. Solicitações: • . material pulverulento. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. Pedras de cantarias. tendo sido afeiçoada manualmente. Possível reação com álcalis do cimento. forma. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. tração. parapeitos de janelas. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. sendo menos exigentes quanto à estética. Atua ora como elemento estrutural. 4. muitas vezes. areia e água. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e. avaliação da alteração. ora como ornamentação e.Solicitações: 1. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. paredes. balcões. Ensaios recomendados: compressão axial. materiais carbonosos. 3. com o uso de ferramentas adequadas. Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. palácios. presença de mica e de sulfato). pórticos. portanto receber os esforços. impurezas orgânicas. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. análise das impurezas (torrões de argila. e embelezar). análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. etc. Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. Utilização – meio-fio. não reatividade. Obtenção: 1.

resistência ao desgaste. etc). trabalhabilidade. papel. como pias. peso específico. . resistência à tração (flexão). dureza. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). sanidade. resistência ao calor. resistência à flexão. borracha. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. baixa absorção. Desgaste (dependendo de seu uso. resistência ao desgaste. resistência à ação dos ácidos. porosidade e permeabilidade. lama para perfuração de petróleo. ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). escadas. Ensaios recomendados: análise petrográfica.1. homogeneidade. Aplicações: cerâmica. 4. ação química da água da chuva). 3. quando molhadas e rigidez. variação térmica. APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade. avaliação da alteração e alterabilidade. inseticidas. Propriedades exigidas: beleza (cor). resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. 9. Intemperismo (umedecimento e secagem. depois de submetidas a aquecimento adequado. 2. resistência ao intemperismo. ausência de fissuras. núcleo impermeável de barragens. Ataque químico por substâncias de limpeza. etc. absorção. material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). baixa porosidade e impermeabilidade.

falhas e fendas. plásticas ou por ruptura (ou fratura). 2. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras. Zona de fratura: próxima à superfície. DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões. as variações de temperatura causam deformação elástica. dando origem às dobras. estruturas gnáissicas. Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. variações de temperatura. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). tensões.1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. Normalmente. fraturas. falhas. e as dobras. tais como as rochas arenosas. ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte. Podem ser elásticas. xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. 2.ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00. 3. etc. produzindo fraturas. etc. . fraturas causam deformações plásticas e de ruptura. 2. xistosas. tais como os folhelhos e calcários.2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. Zona de plasticidade: a grande profundidade. falhas. tomado perpendicularmente a sua direção. Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal.

DOBRAS São ondulações. São de âmbito local e inexpressivas. d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra. e) Plano da crista: é o plano que. escorregamentos.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. Podem ser vertical. que aparecem em rochas originalmente planas. ser simétricas. convexidade ou concavidades. que pode. 4. ou não. Ex.2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra. etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. inclinado ou horizontal. . acomodações. com amplitudes variando de cm a centenas de km.4. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra. 4. passa por todas as cristas. podendo ou não coincidir com o eixo da mesma. numa dobra.: Cordilheira do Himalaia. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento.

podendo ser simétrica ou não.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima. Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica . b) Sinforma: convexidade voltada para baixo.4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada.4. 4. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada. podendo ser simétrica ou não. cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo. na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto.

. inclinado e recumbente. Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos. Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção. Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal. Podem ser: simétrico ou vertical.c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. g) Em leque: representada por dois flancos revirados.

com convexidade voltada para cima. segundo uma mesma direção. onde as camadas mergulham em todas as direções. k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo. j) Domo: é uma estrutura ampla.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . a partir de um centro comum.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. permanecendo as demais na sua posição original. 4. de maneira mais ou menos igual. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum. i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas.

1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra. representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas. . Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho. Ex: Falha de San Andreas 5.5. d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. com dimensões que variam de mm até dezenas de km.

• • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas. 5.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos. medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha.• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos. Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. “Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas. medido no plano de falha. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado). Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha. • Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. . medido paralelamente à direção do plano de falha. f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha.

Podem ser abertas ou fechadas. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. respectivamente. e representam o enfraquecimento. através de compressão e alívio de tensões. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço.1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. problemas de erosão. 6. 6. 6.3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha.2 TIPOS . com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos). e ao longo do qual não se deu deslocamento. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros. De gravidade: teto desce em relação ao muro. fotografias aéreas. amostras de sondagens. havendo compressão horizontal. É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada.Horst e Graben – representados pela elevação e depressão. FRATURAS É uma deformação por ruptura. b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. 5.

ambos associados (Vesúvio).1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. provenientes de partes profundas da crosta terrestre. Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos). 7. Comuns em anticlinais e sinclinais. Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais. e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante).a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos. • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial. b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e. outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes). 7. cortando-se em ângulos.3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA .2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão. c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. com o material acumulandose em torno da cratera. Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7. apresentam superfícies não muito planas. Têm forma cônica. em geral. 7. finalmente.

Andes e Montanhas Rochosas. Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. . Exemplos por dobramentos: Alpes. falhas ou ambos. Himalaia.Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos.

com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos. causadores das anomalias.1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos). 2. MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos). de acordo com o método usado. magnéticos e radioativos).3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais. 3. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas.INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1. Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). 3. São em número muito variados. 3. MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. Prospecção de minérios (métodos elétricos. porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer. 3. .2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força. Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil.

Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. . cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre. erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar. 3. • Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares.4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície). • Anticlinais. 3.5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas.

• Resolução de problemas estratigráficos e estruturais.3. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos.2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas. A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica.5. • Pesquisas de áreas de material de empréstimo.5. potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3. As relações entre corrente elétrica. . • Porosidade. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários. • Teor em água.

é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas. É maior na direção da xistosidade. colocadas entre camadas condutoras.6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas. 3.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS.6. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA.500 m/s 3. Determinação do contacto água doce-água salgada. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis. conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos. eletricamente resistentes.500 a 3.500 m/s 4. Prospecção de corpos de minérios. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones).6.1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções. • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha. 3. ü Sedimentos clásticos (arenitos. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade. • Camadas finas.300 a 3. O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando. Problemas de fundações em geral. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2. em zonas de praia. Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade. . • Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente.

ü Deformada – conserva a textura e composição. 4. sondagem a percussão. 4.000 a 2.000 m 4. sondagens e ensaios de campo. Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais). permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras. etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. poços de inspeção. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura. .1 ABERTURA DE POÇOS. composição. ventilação de minas. sondagem usando a perfuração rotopercussão. • Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição.3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO). textura e estrutura. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo. etc). galerias. extração de petróleo. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada.1.3. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. umidade natural. MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações. compacidade ou consistência naturais. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea.6. Amostragem: as amostras devem ser representativas. textura. sondagem rotativa. em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático).

.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. rebaixamento. bombeamento e recuperação).1. ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração.1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias. relativamente rasa.2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82. até 40 m de profundidade. Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração.• • • Trincheiras: escavação horizontal. permite uma seção contínua horizontal. Ensaios: penetração padronizada (SPT). Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m).2. na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas. Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície. limitadas a rochas ou solos muito consistentes. Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4. Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4.

2.Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4. Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso. . matacões ou solos impenetráveis à percussão.2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação.

Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular. elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição). Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha .Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos. Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica. • • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem.

serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos). Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida).São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável. Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem.2. etc. Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação. Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4.2. Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo. 4. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro). aços especiais. Podem ser simples. mistas. obedecendo a ordem de avanço da perfuração). Avanço (depende do cabeçote escolhido). .2. duplos ou duplos livres. e.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável).2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto). Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração). sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante. Revestimento (superficial. carbeto de tungstênio. fragmentando-se entre os dedos.2.2.1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas.2. 4.

Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5. Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio. REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6.• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. as condições geológicas da área. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração). Desvio dos furos (introdução de uma cunha). • Reconhecer. sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). Testemunhos orientados (retirado o testemunho. preliminarmente. erosão das paredes e desmoronamento). desgaste do testemunho. Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes. . NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo.

. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo.7. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas. 8.

É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas.2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas. Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade. falhas. posição das camadas. etc. 1. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas.1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias. 1. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. . da mais nova a mais antiga. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas. de cima para baixo.MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1. Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas. denominadas linhas de contato. dobras. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. que interceptam as curvas de nível.

1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu. . Formação Santa Maria. 2. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. etc.1. distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos.000.3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas). Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si. Membro: é uma subdivisão de formação. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si. podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25.

Andar: é uma subdivisão de série. Série: é uma subdivisão de sistema.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo.1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3. expresso pelas unidades cronoestratigráficas.2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação. 2. 2. distinguida com base no registro litológico. .4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0. • Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico. Época: é uma subdivisão de período.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico.500 bilhões de anos 3. • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica. 2. Idade: é uma subdivisão de época.500 * Provável idade da Terra – 4. MAPAS GEOTÉCNICOS 3.

3. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo. em planos diretores ou loteamentos. “lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas.3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET.• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente. dos diversos fatores. 3. textura e estrutura. paleogeográficas e tectônicas.000. “lithological type”): é homogêneo na composição. Tipo litológico (LT. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. Normalmente utilizam-se escala 1:25.000 a 1: 100. 4. Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979). Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares.1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases. construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas.2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos. Seqüência litológica (LS. Complexo litológico (LC. 4. . São adequados para o planejamento da ocupação urbana. mas normalmente não é uniforme no estado físico. em termos de utilização. Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4. e mesmo da ocupação rural.

com. temos: carta de risco sísmico.htm . Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica.cpunet.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção. 4. principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura. de inundação.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema. de colapso. 4. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”.PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta. 4.terra.9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo.com.br/educacao/rover/estratigrafia. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema. 4.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade. tanto domésticos quanto industriais. 4.6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade.br/dnpm/Georef/Download. usados para identificar problemas específicos. 4. 4. Distribuição das somas destes custos sobre um mapa. http://asp. A subdivisão destas estaria baseada na litologia.4 CARTAS DE RISCO: como exemplos.htm . Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico.

1. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1.1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. em vapor. pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas. 1. Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas. . permitindo o seu acúmulo. lagos. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto. 1. infiltração e evaporação total.3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera. para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios. 1. • Permeabilidade – com a existência de poros interligados.

É dependente do arranjo. camada. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas. a maior declividade facilita o escoamento. Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação. Porosidade = (100.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios. São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno.W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra . Aqüíferas. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais. gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2. • • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha. pois atuam como reservatórios ou condutores da água. 2. São conhecidos por poros ou interstícios. 2. Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito.1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. Classificação: primários e secundários. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração. tamanho.

misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas.64 x 10-7 a 8.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA. silte e argila. arenito Argila com misturas Argila.100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K). Suprimento específico = (volume drenado/volume total). Seu valor dependerá da interligação dos poros. silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% .001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0. siltes.64 x 10-5 a 0. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ. Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex. POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade. 2.86 8. K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0.86 a 864 8.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas. misturas de areia. vazios e fraturas.Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0.3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis).5% a 2% 2.

ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4.20 m e profundidade dependente da localização topográfica.Argila – elevada porosidade. Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil. sua posição não é estável. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação. 3. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. Cuidados especiais com fossas negras. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas. . 4. há a formação de um funil de sucção. Aqüífero livre. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente. sob pressão maior que a atmosférica. mas possui reduzido suprimento específico. com diâmetro médio de 1. Zona insaturada – zona mais superficial. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. que poderá causar a poluição das águas do poço. poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água. não confinado. variando conforme as estações do ano. artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado. 3. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis.2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. Aqüífero confinado. Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve.

no poço. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20.000 litros/hora. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos. 4. Em poços artesianos. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável.5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água. Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos.000 litros/hora. Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. . quando o mesmo não está sendo bombeado. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm.500 litros/hora Lins – 300. 4. 4. A produção de um único poço é sempre baixa. Basalto – 9. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região. • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9.4. reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável. sob o efeito de bombeamento.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si.000 litros/hora. envolvidas de material impermeável.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural. Nordeste – 2. Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento.000 litros/hora. Nível dinâmico – é o nível de água no poço. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço.

Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m). Sondagem – para profundidades maiores que 50 m.01 a 0. Lençol freático: S = 0. de base unitária.35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4. se necessário. a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea. e normalmente. .6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e. Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. T=K. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade. Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea. Filtro.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço. sondagens de reconhecimento. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero. Unidade: m2/hora ou m2/dia.

os sulfatos e a amônia. o magnésio. a cada minuto. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão.ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes. ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento. O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático.2 Q subindo até 1. ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: . 4. 4. Retiram-se 2 litros. que pode provocar corrosão no concreto. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. Características térmicas – função do grau geotérmico. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada.2 Q.7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais. deve-se começar com 0. tanto ácida (H+) como básica (OH–). Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo. os cloretos. Deve-se considerar o valor de pH. por médico e químicos especializados. e perto do estado de equilíbrio. a cada 30 minutos.

Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. um local onde a água brota. o afloramento da água subterrânea. . ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial. • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo. Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave. Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. sendo um movimento rápido. ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível. • 4. aparece na superfície. bem como a colocação de sistema de drenagem. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. portanto. em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. Fonte é. causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas.Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). • Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis.

indica péssima filtragem de água no subsolo. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • . Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. pode surgir uma fonte. Para evitar o escorregamento. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva. procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações. 4. tornando a fonte imprópria para uso.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. • Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo. bem como as águas pluviais e outras. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo.

empregado para pequenas infiltrações Dispensa. a drenagem . de um modo geral.k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente.

• Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem. nos pontos assinalados. relacionadas abaixo. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa .GEOLOGIA PRÁTICA 1. • Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas. ü Camadas verticais. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos. • Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais. 2. ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. ü Camadas inclinadas. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens.

H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho.000. PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas. A segunda. 3. feita na cota 820. usando escala vertical 1:1. .000 e sobreelevação igual a 20. feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade. Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade. visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas.

e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito. S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3.• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W.000. 60 m de folhelho e 80 m de basalto. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W.000. .

000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem.• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10. utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .

Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola. 4. 4. ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro. Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas. MAPAS GEOLÓGICOS 4.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas. dobras. etc. posição das camadas.1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias. Grupo Araxá. etc. falhas. Formação Botucatu. • • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS . Exemplo: Grupo São Bento. 4. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada. Exemplos: Formação Bauru.

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

000 Ev Ev . Sobrelevaç ão = Eh 1: 40. K. G. M. logo não são contatos. F. L. H. C. B. c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. B e C (contato aluvião-calcário) e G. servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. Os pontos D. H e J constituída de calcario. b) Os pontos A. E. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa.000 = 2= → Ev = 1: 20.contato. E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). Idem para os pontos Y e Z. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A. Os pontos D. R e S são afloramentos.

Considerando o mapa. e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis.200 m → mínimo de 430 m.d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m. ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1.000.000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10. A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40. . ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m. e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa.

6 cm x 40. somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0.000 = 240 m. • EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS .f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço.

• EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO. acima da 500. folhelho. calcário. entre a 300 e 500. basalto. No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. folhelho e calcário). No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível.ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto. ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA. O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. .

da base ou do topo da camada. . Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota. tomado perpendicularmente a sua direção.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. Ou seja. Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal.

Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h. v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível. v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. obtém-se a distância horizontal dh. . Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m. Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh.ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos.

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