Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2. VII.1. Os maciços rochosos e terrosos. Seu livro “Teoria da Terra”. houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. James Hutton (1726-1797). a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas. No século XIX.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. A partir da década de 1950.1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX. Nicolaus Steno (1631-1686). A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859). resultando no acelerado crescimento da Geotecnia.G. publicado em 1785. Lehmann. Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto. 2. o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras. Geomecânica e Mecânica dos Solos.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. destacando-se a alteração. um escocês de Edimburgo. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra. solos ou materiais terrosos como material de construção. lagos. Bispo de Hamburgo. construção e conservação de diversos tipos de obras. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro.Portanto. Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia. erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. encontram-se J. foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência. 1. mares). Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. possibilitando o desenvolvimento da Geologia. Em meados do século XIX. . os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície. um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. estudioso alemão falecido em 1767.

2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil. gelo. projeto de fundações. rochas.2. 2. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência. implantação de barragens. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas. bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais.. Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha.). taludes..1. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem. ou seja. etc. minerais. bem como da sua classificação.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo. 2. identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais. etc. analisando sua origem (composição química. tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). obtenção de água subterrânea.2. exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico.2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. construção de estradas. principalmente na abertura de túneis e canais. água. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas). 2. Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas. que afetam bastante o relevo terrestre. Petróleo. . preservados por meios naturais na crosta terrestre. Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços. arranjo dos grânulos minerais. • • Mineração. 2. estado de alteração. água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico.

sendo constituída de várias placas tectônicas. a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta. metamórficas e sedimentares. junto à parte externa do núcleo. Camada pastosa (material magmático) composta de silício. DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6. • Manto: espessura de 2.370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km.200º C.900 Km. sendo estes os elementos químicos predominantes. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. de 25 a 90 km. plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos). É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2.000º C nas regiões mais profundas.200º C na parte superior até cerca de 5. alumínio. Apesar da alta temperatura. • . A crosta não é uma camada única. Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e.300 Km. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta. Sua temperatura pode variar de 870º C.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. divididas em três seções: continentes. nos continentes. junto à crosta. Núcleo: espessura de 3. até 2. ferro e magnésio.

CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O. sedimentares e metamórficas. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares. alumínio. daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica. Al. É também chamado de camada basáltica. ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. É também chamado de camada granítica. K e Mg. ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. Na. Fe. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA. com uma variação de temperatura de 15ºC até 1.200ºC. Ca. O SIAL apresenta espessuras variáveis.2. oxigênio e ferro. como o silício. . É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA). Si. sendo o oxigênio dominante. sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares.

Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. o granito que é constituído pelo quartzo. . embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. composição. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. como por exemplo. sólida ou líquida. Os minerais se formam por cristalização. As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. Normalmente com composição química definida e. ou seja. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea. ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. micas e feldspatos. • • 2. pela recristalização em estado sólido e ainda. se formado em condições favoráveis. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. maneira de ocorrência e gênese dos minerais. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. limitados por faces.MINERAIS 1. que são corpos com forma geométrica. ü Criptocristalina. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. são formados da alteração de outros minerais. ü Microcristalina. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização.

EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl). denominados sistemas cristalinos. Os cristais. com base nos elementos de simetria. foram reunidos em seis grupos. .

talco. magnetita. desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. quartzo. Carbonatos: calcita. Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. dorita. CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato. ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura.89). granito. anidrita. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). etc) e depósitos minerais (magnetita. etc.3. limonita. ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. andaluzita. dolomita. Óxidos: hematita. gabro. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. Exemplo: granada. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico). . • Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. turmalina. Exemplo: rochas (basaltos. mica. etc). pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. etc. etc. sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. serpentina. cianita. berilo. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. pirita – FeS 2 (isométrico). Sulfatos: gesso. magnetita – Fe3O4 (isométrico). Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática. • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). Exemplo: topázio.

1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. Dureza do vidro comum. A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo. Não se risca com canivete de aço e vidro comum. Não se risca com prego. Nenhum material pode riscar o diamante. Não se risca com lima de aço. Material constituinte de ossos de animais. distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita). pois nem todos minerais apresentam clivagem. Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • . • 4. utilizam-se escalas comparativas. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca. sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana. Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. 4.1. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4.1. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral.2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó. Esta propriedade é uma boa característica de identificação. perfeita (Feldspatos).1. Podem ser: proeminente (Calcita). • 4. Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que. Risca-se com plástico comum e prego.1.4. Na prática.1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. quando pulverizados deixam um pó branco. Risca-se com prego e canivete de aço.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. representadas por certos minerais. Material correspondente a abrasivo “alundum”.

clorita). . vidro. pirolusita). Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva. Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina.1. pirolusita). galena. e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso. irregular. ⇒ ⇒ ⇒ 4.1. Plástico – diante de um esforço. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro.6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. cobre). calculado através: ρ esp. moído. = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar. por deformação plástica (ouro. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. o mineral se deforma plasticamente. Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares. dobrado ou triturado. desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica). com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre). Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4. prata). com bordas angulosas. • O valor é constante para cada tipo de mineral.5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado.⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum. Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada. 4.1. Págua = peso do mineral imersa na água.

4 4. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios. segundo os seis sistemas cristalinos existentes. Silicatos máficos. dispersão ou interferência dos rios luminosos. Exemplos Quartzo. 4. etc. Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz. refração.2.0 Composição química Silicatos félsicos. com certas variedades de quartzo. fluorita. Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio. Ex: quartzo fumado. 4. por exemplo.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta. diamante. pirita. 4. Elem. Ex: fratura. Não depende da cor. de turmalina. como acontece.0 > 8. carbonato. composição química ou impurezas contidas no mineral. prata e platina nativos. sulfetos. de halita.3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. cristal de rocha. Magnetita.1. nativos metálicos. Ex: diamante. ortoclásio.9 ~ 3. estando relacionada com defeitos estruturais. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro. plagioclásio. Anfibólios. Ortopiroxênio. Óxidos e sulfetos de metal. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. . Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. ametista. silicatos. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. Ouro. curvatura.0 ~ 8. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado.9 2. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais. etc.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2.

DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5.1.1. Caolim 15. Calcita 13. Clorita 16. 5. três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo). Topázio 12. Dolomita 14. 5.2 COR: quando puro.5. Zircão 7.1. 5. Fluorita .4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. possui uma cor inerente. que pode variar de acordo com as impurezas. Micas 4. Talco 18.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual.1.1. Zeólitas 19. Anfibólios 5. Amianto 17. 5. Pirita 10. Turmalina 11.3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais. não possuem forma geométrica.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. portanto. Considera-se. 5.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo.1.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos). Hematita 9. 5. Quartzo 2.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5. Piroxênios 6.1.2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1. Feldspatos 3. 5. ou seja. Magnetita 8. metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados).

devido à granulação muito fina. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita . a exemplo de alguns tipos de basaltos. às vezes.Algumas dessas rochas. quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. com aparência de um único mineral (massas homogêneas). mostram-se em um exame a olho nu. também por material amorfo (vidro). verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e. • Todavia.

.Feldspato: mineral formador de rocha.

.

CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . micas. ferromagnesianos. Sob o ponto de vista mineralógico. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes). Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral.ROCHAS 1. • • 2. etc. Exemplo: granito – presença de quartzo. feldspatóides. óxidos. olivinas e serpentina. DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. carbonatos. fosfatos. Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas. e sim constituídos de material vítreo. silicatos. amorfo e de cores diversas. as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes. feldspato e mica diabásios – presença de feldspato.

• Metamórficas .

RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR. DO GELO. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. Na2 O. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . DO AR. APÓS A SUA FORMAÇÃO. FeO. FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 .ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. PRINCIPALMENTE. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. MgO. O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. NESTE CASO. AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM. ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. A ESTE PROCESSO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. CaO. . E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. OU VIDRO VULCÂNICO. Al2 O3 . K 2 O).

. ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO . AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL. FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA.SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE.

TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3. MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: . corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma. . NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO . QUENTE. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis.PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. que por sua vez depende da composição química. VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h. o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas. • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES.ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. tufos. SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA. EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO.PRESSÃO TOTAL . QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA. cineritos. como por exemplo. ATRAVÉS DOS VULCÕES. MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava.

ácidas (superiores a 65%) . SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM. Em relação a minerais escuros: .1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente. diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito. . . e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4.Leucocráticas (inferiores a 30%) .Melanocráticas (superiores a 60%) 4. Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills.básicas (inferiores a 52%) 4.INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA. De acordo com a porcentagem: .3 Tipo de feldspato .Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos.intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) .2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros). sódicos. sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4.Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos.Mesocráticas (entre 30% e 60%) .

Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos. Ex. pegmatitos. etc.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação .5.1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos. dioritos c) Rochas básicas: basaltos. gabros 4.5 Classificação resumida 4.5.Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias . granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos. b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação.Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades . peridotitos.2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios. A presença de qualquer tipo de feldspato. aplitos. . piroxenitos.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4.. Associados com qualquer grupo citado anteriormente. diabásios. exclui a rocha deste grupo. 4.

4.6.3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto.6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4. Fonólito Fina a média. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta .1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4.6. com cavid. cinza. Marron esverdeada 4.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina.6. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta.

b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS. APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS. PIAS. LAVABOS. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES. ETC. BRITA PARA CONCRETO. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO.APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO . SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS.

MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO.c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE. P REVESTIMENTO (asfalto. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS .

O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO . Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA. CORTINA DE JET GROUTING. DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA. BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO.

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

3. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA . E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS. A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS.3. CO2 . CARB. Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS. CARBONATOS.3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC.2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 . ÓXIDOS. Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. MINERAIS CONTENDO FE. S.10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3.1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME .3. MN. ETC.

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. ANTRACITO 5. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO. nitratos. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. GIZ FOSFORITO. 5. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. DIRETA OU INDIRETAMENTE. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono. c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. EX: CANGAS. crescimento de estalactites e estalagmites. dolomitos. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO. mármore travertino. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. Os carvões são classificados em lignito. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE). GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO.5. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio.3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS. sulfatos. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS. Ex. total ou parcial. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE. . ENTRETANTO. sílex de origem química. Compreende as turfas e carvão.4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. e consolidada. etc. etc. cloretos. Ex. boratos. Ex.

QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS. OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS. CALÇADAS. ETC. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. COMO PRODUTO FINAL.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. . OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS. MEIOS FIOS. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS. ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS. COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL.

ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. MERGULHANTES. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO. ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. . ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS. ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL. POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO.

ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO .ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE. O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO. INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES. EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO.

ETC. UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS. E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. PROVOCANDO EROSÃO INTERNA. ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). EM POUCO TEMPO. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. . SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO. A DESCARGA DE FUNDO. A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM. PODERÃO LEVAR.PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS.

DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA. CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS. POIS.CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA. .

.PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. TAIS COMO ÁGUA. ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE. DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS. O2 ). b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO. TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES.OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA.INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS. ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES). . PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS. . GASES. . MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS. VAPORES (CO2 . . . SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO. OXIGÊNIO. GÁS CARBONO. DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”). EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS.CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m). .ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO.ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS. ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA.PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES.DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA. . FLUOR.

A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA. CONSISTINDO NO FRATURAMENTO. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. OU SEJA. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE. EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA. TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. . ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE. EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR.

É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS. MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). MAS. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS. PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE. AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE. COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES. PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. ENQUANTO NOVOS SE FORMAM. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES. PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS.

PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS . LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA.

ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR . FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM.PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER. FRACA OU BEM PRONUNCIADA). GERANDO SOLOS ESPESSOS. FUNDAMENTALMENTE. ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO . DA XISTOSIDADE (AUSENTE. POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS.

. D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS. SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO. B) ARENOSAS.MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS. 2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO). BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO. B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO. TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO. XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS.

COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO. DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. VIA DE REGRA. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. AS ROCHAS XISTOSAS. PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES. FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS. OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES. SEJA PARA ASFALTO. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE. REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. QUARTZITOS E OS MÁRMORES. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. . SEJA PARA CONCRETO. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7). EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS.

AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS.C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL. APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA. VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO. O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! . MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS. EM GERAL.

marrom. Não efervescem. Duras. creme. quando molhada (moringa). Não efervesce com HCl. Maciça. Macia ao tato. 2. verde-escura. OU DIFICILMENTE. DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. PELO AÇO Descrição Muito duras.RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. Cores diversas Idem. 1. Risca o vidro. branca. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico. DUREZA: NÃO RISCÁVEL. Cores: pretas. Efervescente somente a quente. Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica . Não efervesce com HCl. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. Claras: róseas. Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. GRANULAÇÃO FINÍSSIMA. Sem odor característico de argila. Densas. Forte efervescência com HCl.

Granulação fina a grossa. Granulação finíssima. em tons róseo e cinza. Risca o vidro. Granulação ligeiramente menor.GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Quartzo comum. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara. 1. em tons róseo e cinza. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. Cores escuras. Cores claras. Formada de fragmentos. claras. Efervescem com HCl. Composição Rocha Quartzo. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL.) 2. Efervesce a quente. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS. Cores diversas. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática . Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. Quartzo (Mica) Feldspato. Granulação fina a grossa. Feldspatos e Micas Quartzo. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met. Granulação milimétrica e superior. Cor verde e preta. Granulação milimétrica.) Sedimentar (met. Quartzo comum. Cores diversas. Magmática Quartzito. Cores diversas. Cores escuras. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Granulação milimétrica.

Divisibilidade em placas. com tamanho entre 2mm e 0. Odor de argila ausente ou fraco. às vezes boa. Cores claras a média. média a escura. às vezes Areia média estratificada. Cores diversas. Branca ou creme. Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm. Grandes cristais de feldspato. Macia ao tato. Risca o vidro. ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. CLÁSTICAS. argila. Grãos semi-arrendondados. áspera ao tato.1mm e 0. Riscável pelo aço. Cor cinza-esverdeada. Granulação grossa a m édia. com micas. Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl. Composiçã Rocha o Quartzo. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm. quando molhada (moringa). por vezes angulosos. Transição entre arenito e argilito. cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. ásperas ao tato.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. em fragmentos angulares. ESTRATIFICADAS. Divisibilidade em placas. Cores claras. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. Feldspato (Fêmicos). . dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. Minerais placóides de mica. com grãos entre 0. Cor cinza. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. etc.01mm. Odor característico. Granulação média a finíssima. friáveis. por vezes angulosos. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. quando molhada.Cor variada. Grãos semi-arrendondados. semi-arredondados. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL. 1.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu). Cores variadas. Cores diversas. FRIÁVEIS. Às vezes. Tato macio de pote.

Odor de argila ausente ou fraco. Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .

média. do gelo. medianamente ou bastante alterada. Estrutura maciça. Fósseis. 2. etc. a cor pode variar. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. de chuva. 2. 6. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. c) Rochas metamórficas 1.RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. Paralelismo dos minerais. 4. Cor – deve ser referida. 3. Estrutura orientada. 9. marcas de ondas. 2. com exceção das micáceas e carbonatadas. No campo. Dureza média a elevada. No campo. Outras observações – elementos como: eventual fratura. Nome da rocha – Justificar. Tipo da rocha – Justificar. como as sedimentares. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. embora não seja muito importante. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. 8. Estrutura – resume-se em: maciça. orientada ou estratificada. etc. fina ou finíssima. compacta. 4. Granulação – importante: muito grossa. 2. No campo. 10. Estrutura em camadas. . grossa. b) Rochas sedimentares 1. Dureza baixa. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. 3. 3. Complementação: 7. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. Dureza média a elevada. a cor é relativamente homogênea. 3. ligeiramente. presença de vesículas. 5. de animais. Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada.

GEOTÉCNICAS .MECÂNICAS V .PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .

lixiviação de rochas em obras hidráulicas. A composição varia muito de uma amostra pra outra. • • 3. dissolução dos carbonatos. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens. REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir. 2. Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores). PROPRIEDADES FÍSICAS 1. → coloração devido a • • • Amarela. DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade. Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. como por exemplo. Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. até mesmo dentro de uma mesma jazida. Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. II. Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos.I. Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland). etc. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. • • . COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha.

a densidade real será maior. Determinado em laboratório: . a porosidade diminui. POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha). se interligados. rochas muito porosas são de baixa densidade. • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3.e. Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas.2. PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade. .Peso específico aparente (d ou p. dificuldade de corte cresce com a densidade.) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água . ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas. resistência ao desgaste cresce com a densidade. aumento de volumes desses minerais. resistência à compressão cresce com a densidade.e. quanto cimentadas.) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos.Peso específico real (d ou p. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real. enquanto que.

Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete. quanto mais intenso. classificação: extremamente porosa (50%). etc. sendo que. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. • 5. Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares. DUREZA • • Resistência ao risco.5% a 5%). ou parte desses vazios. bastante porosa (5% a 10%). muito porosa (10 a 30%). É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6.5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4. dissolução de componentes mineralógicos. resistência à compressão diminui com a porosidade. Secundária → devido à lixiviação. b) riscável pelo canivete. maior valor. . pouco porosa (1 a 2.5 a 1. dada pela escala de Mohs. Primária → existe desde a sua formação. ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha.metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo. mais porosa é a rocha. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água.5%) e muito compacta (1%). b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. medianamente porosa (2.

RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados. . aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções). • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2. maior a resistência à compressão. c) as rochas silicificadas tem maior resistência.c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. 7. b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. possuem maior resistência à compressão. É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1. RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece). 8. É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2).

Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados. 5.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. . estados de alteração. Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. Tal classificação é muito subjetiva. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. etc. PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. alterada e muito alterada. planos de xistosidade. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha. leitos de estratificação. etc. COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço. Fatores de influência: fissuramentos. Deval. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. • • IV. Ensaio – Resistência ao Impacto Treton.

• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento. GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo.200 1. friabilidade. desagrega sob pressão dos dedos.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. resistência ao risco (dureza). 4. o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. quebra facilmente ao golpe de martelo. as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos. GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade). São consideradas somente as “originais”. superfície dificilmente riscada por lâmina de aço. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. superfície riscável por lâmina de aço. São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. 2. esfarela ao golpe do martelo. o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço. Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha .

CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores. Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito . caoticamente dispostos 5.ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos.

. muitas vezes. fogem ao caso as construções de túneis. São bastante irregulares quanto à resistência. apresenta pequena resistência ao manuseio. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. dando origem ao solo. podendo ou não ter matéria orgânica”. 2.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. Na maioria dos casos.8 mm). De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. ou simplesmente. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz.ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e. TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos). porém sua resistência já se encontra bastante reduzida. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura. Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida. Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. coloração.

As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. Existem aluviões essencialmente arenosos. e com profundidade variável. elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão. a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais.• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. ou seja. inalterada. .1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. porém com dureza inferior à da rocha matriz. Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência). Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição. sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. bem como aluviões muito argilosos. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades. 2. O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer. comuns nas várzeas dos córregos e rios.

. Não são muito comuns no Brasil. Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. São de ocorrência localizada. Colúvio: material predominantemente fino. Tálus: material predominantemente grosseiro. d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. de alta compressibilidade e baixíssima resistência. essencialmente de carbono. nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). Normalmente são identificados pela cor escura. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. Apresentam boa resistência. porém elevada permeabilidade. provenientes de antigos escorregamentos. destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso. É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo. que se chama turfa.• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). mas péssimos materiais de fundação. Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. geralmente ao pé de elevações e encostas. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. São fontes de materiais de construção. cheiro forte e granulometria fina.

3. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3.1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos. a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv . entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra.

d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS . Ex.: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra).2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções.: Solos orgânicos (turfosos) 4. Ex. CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4. Ex. areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas). podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas.: pedregulhos.

05 mm 0.8 mm a 7.6 cm a 25.0 cm 25. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo.0 cm a 1.42 mm a 2. b) Areias: grossas.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4.05 mm a 0. em peso.8 mm 4. Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica. médias e finas.005 mm 0. Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0. . pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco.005 mm a 0. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca.2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho.42 mm 0.0 mm 2.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios. tem diâmetros menores do que ele.0 mm a 4. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo.6 cm 7. c) Siltes: granulação fina.

Cu = D 60 ⇒ Na realidade. mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo. esta relação indica a “falta de uniformidade”. REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS . quanto maior Du. D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material.corresponde a uma curva granulométrica vertical. Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5. Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) .

deixando. perde a capacidade de fluir. coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água.1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1). que depende do teor de umidade do solo. 6. Ou simplesmente. não possui resistência ao cisalhamento. limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo. Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas. Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado.2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. sem necessidade de variação de volume. podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural. o volume do solo não varia por variações em sua umidade. . Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico. Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2).6. portanto de ser saturado. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos). É um estado de consistência circunstancial. h= P1 − P2 x100% . não apresentando mais comportamento plástico. sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. Isto ocorre porque. adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento.3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento.

tato 2. esfarela tato e visual molhados 2. seco não molhado.75 ⇒ argila média 0. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1. seco. plásticos se 3.• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido. fibroso quando submerso desagrega .0 ⇒ argila rija 1. cor preta 2. desgrega 3.0 < IC ⇒ argila dura 7. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. tato 1. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática.5 ⇒ argila mole 0. plásticos se 1.5 < IC < 0. seco. Não representa com fidelidade os valores reais.75 < IC < 1.

c) Transporte.1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso.3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. 3.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o . 2. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral. 3. 4. PROPRIEDADES FÍSICAS 4. ou seja. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável. a localização geográfica da jazida. b) Volume de material útil. d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial.2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos. 3. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade). INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas. 3. Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil. resistência e baixo custo.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. 3.

18 a 0. . γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4.05 a 0. alongada. menor resistência. 4. e a segunda. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura.5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada.01 menor que 0. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida. 4. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade.01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4.4. ε= ∆L L 4.05 0.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil. Quanto maior porosidade.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa.18 0.43 0. lamelar e quadrática. maior absorção percentual de água. sendo geralmente pequena. Pode ser classificada como cúbica.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade.43 a 0. e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor.

5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa. isenta de falhas e defeitos.3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original. 5. aplicada no corpo e a deformação linear.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1. . dada por: T0 = F A F A 5.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1.9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão.5.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5.6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. 5. 5. rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5. dada por: τ = 5. σ.4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5. ε. 5.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva.

não importando a estética. estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica. deformabilidade baixa. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa).10 Deformabilidade: quando frágil. 7.8 mm) e graúdo (4.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado. sem se romper. dútil. AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares. a qual deve resistir à ação da água. muito baixa deformabilidade. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6.2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa.075 e 4. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • . muito alta deformabilidade. PROPRIEDADES QUÍMICAS 6.8 e 100 mm. Logo. durabilidade e de alguma trabalhabilidade. 6. Dimensões: miúdo (0.1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra. • Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra.υ= ∆x ∆l X L 5. Dimensões: 4. rastejo plástico. 7.

8 12. na base.075mm. • .2 1. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento.075 e 2.075 a 4. • Pedra britada – pavimentos das estradas.0 mm. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0. no macadame hidráulico. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1. reduzir os efeitos dos impactos. sobre o solo. em geral. Pedregulho – é o material natural inerte. Função: suportar dormentes. permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0.2 – 0. • • 7. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm. de forma arredondada. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta.5 25 50 76 Máximo 12.8mm.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima.0 e 100 mm. Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4. Dimensões: entre 2. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais. constituir como um meio para aplainamento da pista.42 < 0. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm. distribuir as cargas das rodas.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa.

na fase de execução. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. resistência à tração. Atrito. 4. . Propriedades exigidas: resistência à compressão. Solicitações: 1. flexão ou puntual). tração (diamentral. Normalmente construídos com areia limpa. Desgaste e ação de intempéries. variação da temperatura. e à compressão.3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. 3. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem. resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. Possíveis reações químicas. 2. • Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas. forças de descompressão de tensões pontuais. Propriedades exigidas: resistência à compressão. formar uma proteção contra a erosão. avaliação da alteração e alterabilidade. Ensaios recomendados: análise petrográfica. abrasão e impacto. resistência à compressão e resistência à abrasão. Funções do agregado no concreto: 1. Contribuir para a redução do custo do concreto. 2. atrito.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. com função de constituir o corpo de uma obra. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes. Solicitações: 1. 7. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior. ação de sais em obras marinhas.7. 2. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. Ensaios recomendados: compressão simples. abrasão a Los Angeles. resistência à abrasão e insolubilidade.

avaliação da alteração. não reatividade. tendo sido afeiçoada manualmente. portanto receber os esforços. resistência à tração. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. 3. posteriormente. Possível reação com álcalis do cimento. ora como ornamentação e. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. Solicitações: • . material pulverulento. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. alterabilidade. sendo menos exigentes quanto à estética.Solicitações: 1. através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos. PEDRA DE CANTARIA. materiais carbonosos. forma. Obtenção: 1. tração. Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. 2. etc. análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. 4. Utilização – meio-fio. análise das impurezas (torrões de argila. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. 3. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. muitas vezes. presença de mica e de sulfato). resistência ao desgaste. parapeitos de janelas. e embelezar). blocos esculpidos em catedrais. com o uso de ferramentas adequadas. palácios. Pedras de cantarias. areia e água. pórticos. Ação do intemperismo. 2. impurezas orgânicas. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. muros. Atua ora como elemento estrutural. evitando explosivos. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. balcões. paredes. Ensaios recomendados: compressão axial. 8. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e.

ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). etc). resistência ao desgaste. depois de submetidas a aquecimento adequado. resistência à tração (flexão). Propriedades exigidas: beleza (cor). Aplicações: cerâmica. resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. 9. Ensaios recomendados: análise petrográfica. APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade. Intemperismo (umedecimento e secagem. resistência ao intemperismo. Desgaste (dependendo de seu uso. homogeneidade. resistência ao desgaste. sanidade. ausência de fissuras. inseticidas. escadas. 4. Ataque químico por substâncias de limpeza. 2. papel. como pias. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). lama para perfuração de petróleo. 3. variação térmica. resistência ao calor. trabalhabilidade. porosidade e permeabilidade. . material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). etc. núcleo impermeável de barragens. peso específico. baixa porosidade e impermeabilidade. quando molhadas e rigidez. resistência à flexão. dureza. borracha. ação química da água da chuva). avaliação da alteração e alterabilidade. baixa absorção. absorção.1. resistência à ação dos ácidos.

tomado perpendicularmente a sua direção. plásticas ou por ruptura (ou fratura). tais como os folhelhos e calcários. variações de temperatura. Normalmente. DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões. produzindo fraturas.ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. Podem ser elásticas. 2. e as dobras. 2. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras. Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. as variações de temperatura causam deformação elástica. estruturas gnáissicas. fraturas. Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). 3. ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte.2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. xistosas. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. tensões. falhas e fendas. 2. dando origem às dobras. Zona de plasticidade: a grande profundidade. tais como as rochas arenosas. etc. Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. falhas. . xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. Zona de fratura: próxima à superfície. falhas. etc. fraturas causam deformações plásticas e de ruptura.1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas.

e) Plano da crista: é o plano que.2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. convexidade ou concavidades. escorregamentos. inclinado ou horizontal. acomodações. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. ser simétricas. São de âmbito local e inexpressivas. com amplitudes variando de cm a centenas de km. passa por todas as cristas. ou não. podendo ou não coincidir com o eixo da mesma. que pode. .4. Podem ser vertical. 4. d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra. DOBRAS São ondulações. Ex. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra. que aparecem em rochas originalmente planas.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento. 4.: Cordilheira do Himalaia. numa dobra.

b) Sinforma: convexidade voltada para baixo.4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada. 4. cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo. podendo ser simétrica ou não. na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto. Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica .4.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima. podendo ser simétrica ou não. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada.

Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal. Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos. g) Em leque: representada por dois flancos revirados.c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. Podem ser: simétrico ou vertical. . inclinado e recumbente. Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção.

j) Domo: é uma estrutura ampla. a partir de um centro comum.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. 4. permanecendo as demais na sua posição original. i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . segundo uma mesma direção. de maneira mais ou menos igual. onde as camadas mergulham em todas as direções. com convexidade voltada para cima. k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo.

.1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. Ex: Falha de San Andreas 5. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas. com dimensões que variam de mm até dezenas de km. Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho. d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha.5. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra.

“Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas. medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. • Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha. Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha. medido no plano de falha. . • • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado).• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos. medido paralelamente à direção do plano de falha. 5.

problemas de erosão. 6.Horst e Graben – representados pela elevação e depressão.2 TIPOS .1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas. amostras de sondagens. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. e ao longo do qual não se deu deslocamento. havendo compressão horizontal. 5. através de compressão e alívio de tensões. 6.3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha. De gravidade: teto desce em relação ao muro. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros. fotografias aéreas. 6. e representam o enfraquecimento. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. FRATURAS É uma deformação por ruptura. com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos). b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. Podem ser abertas ou fechadas. respectivamente. É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada.

com o material acumulandose em torno da cratera. em geral. finalmente. Têm forma cônica. 7. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante).1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos). e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7. 7. outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais. cortando-se em ângulos. b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e.3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA . Comuns em anticlinais e sinclinais. • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial.2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão. Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. 7.a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos. provenientes de partes profundas da crosta terrestre. c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. ambos associados (Vesúvio). apresentam superfícies não muito planas. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes).

Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. falhas ou ambos.Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos. Himalaia. Andes e Montanhas Rochosas. Exemplos por dobramentos: Alpes. .

Prospecção de minérios (métodos elétricos.3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas. . magnéticos e radioativos). 3.INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1. causadores das anomalias. 3. São em número muito variados. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer. MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos. Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil. OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais.1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos). 2. 3. Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande. 3.2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força. MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos). de acordo com o método usado.

4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície). cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre.Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. 3. 3. • Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares. • Anticlinais. .5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas. erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar.

2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente.1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos. • Teor em água. potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície. • Resolução de problemas estratigráficos e estruturais.3. As relações entre corrente elétrica. A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários.5. • Porosidade. .5. • Pesquisas de áreas de material de empréstimo. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas.

Determinação do contacto água doce-água salgada. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade. é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico. Problemas de fundações em geral. O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2. Prospecção de corpos de minérios.500 a 3. • Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções. • Camadas finas.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS.300 a 3. É maior na direção da xistosidade. Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones). 3. conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos.500 m/s 3. em zonas de praia. eletricamente resistentes. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis. colocadas entre camadas condutoras. • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha. 3.1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos.500 m/s 4. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA.6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas. ü Sedimentos clásticos (arenitos.6.6. .

000 m 4. em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático).6. composição.1 ABERTURA DE POÇOS. galerias. sondagem rotativa. sondagem a percussão. MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. compacidade ou consistência naturais. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. . • Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição. Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais). umidade natural. ventilação de minas. sondagens e ensaios de campo. etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático.1. textura. 4. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada. sondagem usando a perfuração rotopercussão. extração de petróleo. permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras.000 a 2.3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO). etc). textura e estrutura.3. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas. ü Deformada – conserva a textura e composição. Amostragem: as amostras devem ser representativas. poços de inspeção. 4. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura.

rebaixamento. até 40 m de profundidade. na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas.1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes. ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4. . Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4. relativamente rasa. permite uma seção contínua horizontal. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82.1. Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração. Ensaios: penetração padronizada (SPT). Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m).2. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias. Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície.• • • Trincheiras: escavação horizontal. bombeamento e recuperação).2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos. limitadas a rochas ou solos muito consistentes.

. matacões ou solos impenetráveis à percussão. Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso.2.Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4.2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação.

Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular. • • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem. elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição). Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha .Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos. Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica.

Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo. . carbeto de tungstênio.2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto).2. Avanço (depende do cabeçote escolhido). Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação. etc.2. 4. Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4.2. aços especiais. e.2. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro). duplos ou duplos livres. serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos). obedecendo a ordem de avanço da perfuração). Revestimento (superficial.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável).São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável.2. fragmentando-se entre os dedos.1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas. mistas. Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração). Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida). Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem. 4.2. Podem ser simples. sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante.

as condições geológicas da área. erosão das paredes e desmoronamento). sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. . Testemunhos orientados (retirado o testemunho. desgaste do testemunho. Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes. preliminarmente. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração). NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo.• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. Desvio dos furos (introdução de uma cunha). REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6. Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio. Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5. • Reconhecer.

APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo. 8. .7.

2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas.1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. etc. .MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1. Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade. falhas. da mais nova a mais antiga. dobras. 1. Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações. É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas. denominadas linhas de contato. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. de cima para baixo. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas. que interceptam as curvas de nível. 1. posição das camadas. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas.

etc. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu. podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25.1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos. . Membro: é uma subdivisão de formação. 2. Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si. Formação Santa Maria.1.3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).000.

2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica.500 bilhões de anos 3.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0. distinguida com base no registro litológico.500 * Provável idade da Terra – 4.4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico. Época: é uma subdivisão de período. 2. 2. MAPAS GEOTÉCNICOS 3. Andar: é uma subdivisão de série. Idade: é uma subdivisão de época. 2. • Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico. expresso pelas unidades cronoestratigráficas.1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico. Série: é uma subdivisão de sistema. . • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica.

. Seqüência litológica (LS. mas normalmente não é uniforme no estado físico.1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases. paleogeográficas e tectônicas.3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET. Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. 3. Normalmente utilizam-se escala 1:25. “lithological type”): é homogêneo na composição. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4. Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. Complexo litológico (LC. em planos diretores ou loteamentos.000. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. e mesmo da ocupação rural. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo. Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979). construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas. Tipo litológico (LT.• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente. dos diversos fatores.000 a 1: 100. 4. 4. 3. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares. São adequados para o planejamento da ocupação urbana.2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos. textura e estrutura. em termos de utilização. “lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas.

6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade.br/dnpm/Georef/Download. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema. A subdivisão destas estaria baseada na litologia. 4.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico. Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica.com.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra.4 CARTAS DE RISCO: como exemplos.terra. principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura. temos: carta de risco sísmico. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes.htm . de inundação. http://asp. 4. 4.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema.br/educacao/rover/estratigrafia. Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra. tanto domésticos quanto industriais.PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta. 4. usados para identificar problemas específicos. 4. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”.htm . Distribuição das somas destes custos sobre um mapa.com.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade.9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo. de colapso. 4.cpunet. 4.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção.

para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação. Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1. 1.1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. lagos.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada.3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico. em vapor. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra. 1. • Permeabilidade – com a existência de poros interligados. infiltração e evaporação total. 1. permitindo o seu acúmulo. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios. . 1. pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera.

W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra . Porosidade = (100. • • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais. Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha. São conhecidos por poros ou interstícios. Classificação: primários e secundários. Aqüíferas. 2. pois atuam como reservatórios ou condutores da água. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração. gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2. tamanho.1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. É dependente do arranjo. Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação. 2. camada.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios. a maior declividade facilita o escoamento. São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas.

3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis).64 x 10-5 a 0.100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas. silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% . misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K).86 8. Seu valor dependerá da interligação dos poros. vazios e fraturas.Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0. Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex.001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0.86 a 864 8. siltes. silte e argila. 2. arenito Argila com misturas Argila. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ. K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA. Suprimento específico = (volume drenado/volume total).64 x 10-7 a 8. misturas de areia.5% a 2% 2. POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade.

não confinado. sob pressão maior que a atmosférica. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente. poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água. 4. com diâmetro médio de 1. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. variando conforme as estações do ano. Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico. que poderá causar a poluição das águas do poço.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente. Zona insaturada – zona mais superficial. Aqüífero livre. Cuidados especiais com fossas negras. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil. 3.2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas. sua posição não é estável. Aqüífero confinado. mas possui reduzido suprimento específico. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4. 3. ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. há a formação de um funil de sucção. . artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve.20 m e profundidade dependente da localização topográfica. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada.Argila – elevada porosidade.

5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região.500 litros/hora Lins – 300. 4. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si. Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. envolvidas de material impermeável. reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto. Nordeste – 2.000 litros/hora. 4. • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9. sob o efeito de bombeamento. Em poços artesianos.000 litros/hora. 4.4.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm. Basalto – 9. no poço. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento. quando o mesmo não está sendo bombeado. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural. Nível dinâmico – é o nível de água no poço.000 litros/hora. A produção de um único poço é sempre baixa. . Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço. Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar.000 litros/hora.

sondagens de reconhecimento. se necessário. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante. e normalmente. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea. . Sondagem – para profundidades maiores que 50 m. Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático. Filtro. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m). Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. Lençol freático: S = 0. T=K. Unidade: m2/hora ou m2/dia.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero. a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço. de base unitária. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade.01 a 0. Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço.6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e.35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4.

4. e perto do estado de equilíbrio. Deve-se considerar o valor de pH. tanto ácida (H+) como básica (OH–). O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão. o magnésio. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: .7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais. Retiram-se 2 litros. 4. os cloretos. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. por médico e químicos especializados. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência. a cada 30 minutos. deve-se começar com 0.2 Q subindo até 1. ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço. Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo. ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento. os sulfatos e a amônia.ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes. que pode provocar corrosão no concreto. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada. a cada minuto. Características térmicas – função do grau geotérmico.2 Q. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro.

Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível. • Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração. • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. . causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas. em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo. o afloramento da água subterrânea. bem como a colocação de sistema de drenagem. sendo um movimento rápido. aparece na superfície. portanto.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave. • 4. um local onde a água brota. Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. Fonte é. ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial.

Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva. • Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada. indica péssima filtragem de água no subsolo.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo. 4. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. bem como as águas pluviais e outras. Para evitar o escorregamento. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • . tornando a fonte imprópria para uso. pode surgir uma fonte. para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo. procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado.

empregado para pequenas infiltrações Dispensa. de um modo geral. a drenagem .k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente.

ü Camadas inclinadas. • Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas. ü Camadas verticais.GEOLOGIA PRÁTICA 1. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos. relacionadas abaixo. • Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa . ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. • Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem. nos pontos assinalados. 2.

usando escala vertical 1:1. 3. feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade.000 e sobreelevação igual a 20. . Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2. A segunda. feita na cota 820. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas. PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade.000.H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho. visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas.

000.000.• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3. 60 m de folhelho e 80 m de basalto. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito. . S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto. e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E.

• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10. utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem.

etc. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. Exemplos: Formação Bauru. Formação Botucatu. falhas. dobras. • • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região. etc. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada. 4. Exemplo: Grupo São Bento. 4. Grupo Araxá. 4. ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro. MAPAS GEOLÓGICOS 4. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola.Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS .1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas. posição das camadas.

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

F. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A. H. B. E. L. b) Os pontos A. Os pontos D. servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. B e C (contato aluvião-calcário) e G. c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. H e J constituída de calcario. Sobrelevaç ão = Eh 1: 40.contato. C. K. R e S são afloramentos.000 = 2= → Ev = 1: 20. G. 000 Ev Ev . M. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa. E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). Idem para os pontos Y e Z. logo não são contatos. Os pontos D.

d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada. e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis.200 m → mínimo de 430 m. e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa.000. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m. . ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m.000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10. ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1. A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40. Considerando o mapa.

000 = 240 m. • EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS . somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0.f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço.6 cm x 40.

ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA. No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível. calcário. folhelho e calcário). acima da 500. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. . • EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO.ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto. entre a 300 e 500. No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. folhelho. basalto. O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa.

Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. Ou seja. Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. tomado perpendicularmente a sua direção. é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal. . da base ou do topo da camada. ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal.

v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos. Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh. obtém-se a distância horizontal dh. Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h. Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m.ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. .

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