Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

publicado em 1785. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. Em meados do século XIX. estudioso alemão falecido em 1767. A partir da década de 1950. destacando-se a alteração. A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859). Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras. um escocês de Edimburgo. 2. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2.Portanto. . a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra. encontram-se J. 1. foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência. lagos. Geomecânica e Mecânica dos Solos. Seu livro “Teoria da Terra”. Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia.1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. construção e conservação de diversos tipos de obras. James Hutton (1726-1797). Nicolaus Steno (1631-1686). possibilitando o desenvolvimento da Geologia. os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície. erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro. houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. Bispo de Hamburgo. Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência. VII. No século XIX. mares). Lehmann.1. Os maciços rochosos e terrosos. resultando no acelerado crescimento da Geotecnia.G. solos ou materiais terrosos como material de construção.

Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais. minerais.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência. arranjo dos grânulos minerais. construção de estradas. ou seja. implantação de barragens. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas. etc. analisando sua origem (composição química. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem. tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos.2. projeto de fundações. 2. principalmente na abertura de túneis e canais. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico.2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. rochas. bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia. água. etc.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo. taludes. obtenção de água subterrânea. água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). .. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica. 2.2. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas). preservados por meios naturais na crosta terrestre. exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais. 2. identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento. • • Mineração. Petróleo. bem como da sua classificação.1. Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços. estado de alteração.. 2. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas.2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil. Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. que afetam bastante o relevo terrestre. gelo.).

Camada pastosa (material magmático) composta de silício.300 Km. plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos). É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2. junto à crosta.370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km. Apesar da alta temperatura. A crosta não é uma camada única. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. alumínio. metamórficas e sedimentares.000º C nas regiões mais profundas. Sua temperatura pode variar de 870º C. sendo estes os elementos químicos predominantes. junto à parte externa do núcleo. a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta. Núcleo: espessura de 3. DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6. divididas em três seções: continentes. nos continentes.900 Km. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta.200º C. • . até 2.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. de 25 a 90 km. ferro e magnésio. • Manto: espessura de 2. Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e.200º C na parte superior até cerca de 5. sendo constituída de várias placas tectônicas.

como o silício. Ca. oxigênio e ferro. ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. alumínio. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA. É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA). . É também chamado de camada granítica. Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. Na. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares. sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares. É também chamado de camada basáltica. 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O. daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica.2. Si. sendo o oxigênio dominante.200ºC. Fe. sedimentares e metamórficas. K e Mg. O SIAL apresenta espessuras variáveis. CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). com uma variação de temperatura de 15ºC até 1. ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. Al.

embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. Os minerais se formam por cristalização. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização. sólida ou líquida. são formados da alteração de outros minerais. como por exemplo. ou seja. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais.MINERAIS 1. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. que são corpos com forma geométrica. ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. . Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. limitados por faces. pela recristalização em estado sólido e ainda. micas e feldspatos. • • 2. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. maneira de ocorrência e gênese dos minerais. As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. ü Criptocristalina. se formado em condições favoráveis. ü Microcristalina. Normalmente com composição química definida e. composição. o granito que é constituído pelo quartzo.

EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl). . foram reunidos em seis grupos. com base nos elementos de simetria. denominados sistemas cristalinos. Os cristais.

turmalina. gabro. . Sulfatos: gesso. limonita. quartzo. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. Exemplo: topázio. ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura. dolomita. andaluzita. magnetita. pirita – FeS 2 (isométrico).3. Exemplo: granada. etc. Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática. Óxidos: hematita. • Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. dorita. etc) e depósitos minerais (magnetita. Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico). etc. mica. berilo. Carbonatos: calcita. desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). cianita. etc). • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. serpentina.89). pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. talco. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). Exemplo: rochas (basaltos. granito. etc. sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. magnetita – Fe3O4 (isométrico). ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. anidrita. CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato.

• 4.1. Risca-se com plástico comum e prego.1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. quando pulverizados deixam um pó branco. Não se risca com lima de aço. sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana. Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • . Não se risca com prego. pois nem todos minerais apresentam clivagem. Risca-se com prego e canivete de aço. Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. perfeita (Feldspatos).2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó.1. Nenhum material pode riscar o diamante.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina. 4. Material correspondente a abrasivo “alundum”.4.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca. Dureza do vidro comum.1.1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco. Esta propriedade é uma boa característica de identificação. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo. representadas por certos minerais. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral. Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que. Na prática. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4. distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita).1. utilizam-se escalas comparativas. Material constituinte de ossos de animais. Podem ser: proeminente (Calcita). Não se risca com canivete de aço e vidro comum. • 4.

Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma. = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. calculado através: ρ esp. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro. por deformação plástica (ouro. irregular. Plástico – diante de um esforço. 4. galena. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4. dobrado ou triturado. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre). cobre).6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. Págua = peso do mineral imersa na água. Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena. pirolusita). pirolusita). com bordas angulosas.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina.5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado. vidro. ⇒ ⇒ ⇒ 4. clorita). desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica). . prata). e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso. o mineral se deforma plasticamente. Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada.1.1. • O valor é constante para cada tipo de mineral.⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum. moído. com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares. Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios.1. Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva.

Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral. de halita. 4. dispersão ou interferência dos rios luminosos. 4. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais. etc.0 ~ 8. silicatos.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. refração.2. Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. Anfibólios. etc. com certas variedades de quartzo. prata e platina nativos.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2.9 2. Ex: quartzo fumado. Silicatos máficos. segundo os seis sistemas cristalinos existentes.3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos.9 ~ 3. sulfetos. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. . Elem. fluorita. cristal de rocha. de turmalina. Óxidos e sulfetos de metal. pirita. composição química ou impurezas contidas no mineral. Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio. 4. estando relacionada com defeitos estruturais.0 > 8. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado. curvatura. Ex: fratura. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios.4 4. Ex: diamante. Ouro. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. ametista. diamante. carbonato. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro. Ortopiroxênio. Exemplos Quartzo. como acontece. nativos metálicos. Magnetita. por exemplo.1. plagioclásio. Não depende da cor. ortoclásio.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz.0 Composição química Silicatos félsicos.

5.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo.4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. Micas 4. ou seja. Anfibólios 5. Calcita 13. Topázio 12. Feldspatos 3. 5.3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais. Dolomita 14.1. 5. que pode variar de acordo com as impurezas. Pirita 10.1.5. DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5.1. Talco 18.1.1. três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo). Zeólitas 19. portanto. Fluorita . Considera-se.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos).2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1. Amianto 17.1. Quartzo 2. Piroxênios 6. Magnetita 8. 5. Zircão 7.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5. 5. Hematita 9. 5. Turmalina 11. 5.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados). não possuem forma geométrica. Clorita 16.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual.1. Caolim 15.2 COR: quando puro. possui uma cor inerente.

quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. • Todavia.Algumas dessas rochas. a exemplo de alguns tipos de basaltos. devido à granulação muito fina. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita . verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e. com aparência de um único mineral (massas homogêneas). também por material amorfo (vidro). mostram-se em um exame a olho nu. às vezes.

Feldspato: mineral formador de rocha. .

.

feldspato e mica diabásios – presença de feldspato. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. feldspatóides. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas. óxidos. micas. e sim constituídos de material vítreo. Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes. Sob o ponto de vista mineralógico. • • 2. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes).ROCHAS 1. as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. carbonatos. Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral. silicatos. olivinas e serpentina. Exemplo: granito – presença de quartzo. fosfatos. ferromagnesianos. etc. amorfo e de cores diversas. Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral.

• Metamórficas .

DO AR. O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO. APÓS A SUA FORMAÇÃO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. Na2 O. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. Al2 O3 . A ESTE PROCESSO. NESTE CASO. PRINCIPALMENTE. FeO. AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM.ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. MgO. TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA. O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. OU VIDRO VULCÂNICO. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . CaO. PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. K 2 O). DO GELO. ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. . FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 .

SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. . A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL. ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO . AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA.

o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas.ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. como por exemplo. SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA. MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava. cineritos. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis.PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. QUENTE. TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3. . • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES. VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h. EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO. QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA.PRESSÃO TOTAL . que por sua vez depende da composição química. MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: .COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO . ATRAVÉS DOS VULCÕES. NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA. tufos. corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma.

intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) . diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito. e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios. SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM. Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills.Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos.Melanocráticas (superiores a 60%) 4. . Em relação a minerais escuros: .INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA. sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4.básicas (inferiores a 52%) 4.Mesocráticas (entre 30% e 60%) .1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente. .3 Tipo de feldspato . sódicos. De acordo com a porcentagem: .ácidas (superiores a 65%) .Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos.2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros). CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4.Leucocráticas (inferiores a 30%) .

4. pegmatitos.5. b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação. piroxenitos. .Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades . aplitos. exclui a rocha deste grupo.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4. peridotitos. A presença de qualquer tipo de feldspato.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação . granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos. etc. gabros 4.2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios. Ex. Associados com qualquer grupo citado anteriormente. diabásios.5 Classificação resumida 4.Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos.1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos.Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias . dioritos c) Rochas básicas: basaltos..5.

4. Fonólito Fina a média. Marron esverdeada 4.6. com cavid.3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto.1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4. cinza.6.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina.6. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta .6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta.

LAVABOS. b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES. RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS.APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO . POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA. APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS. ETC. BRITA PARA CONCRETO. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO. PIAS.

P REVESTIMENTO (asfalto. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS . MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA. FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE.c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA.

BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE. DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA. O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO. INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. CORTINA DE JET GROUTING. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO . Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA.

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

CARB. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS.2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 . E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA . A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS. ÓXIDOS.1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME .3.10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. ETC.3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3. MINERAIS CONTENDO FE. S. CO2 .3. MN. CARBONATOS. Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC.3. Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4.

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE). sílex de origem química.3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS. etc. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono. nitratos. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização. total ou parcial. ENTRETANTO. PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio. c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. . etc.5. Ex. GIZ FOSFORITO. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS. dolomitos. ANTRACITO 5. boratos. crescimento de estalactites e estalagmites. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO. cloretos. Ex. e consolidada. Compreende as turfas e carvão. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO. mármore travertino. Ex. Os carvões são classificados em lignito. EX: CANGAS. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. DIRETA OU INDIRETAMENTE. 5. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. sulfatos.

NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS. JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS. OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS. . COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS. CALÇADAS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. COMO PRODUTO FINAL. QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS. MEIOS FIOS. AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS. ETC.

ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. . A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. MERGULHANTES. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL. ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL.

ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE. O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA. EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO. ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO . INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO. PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES.

ETC. VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO. A DESCARGA DE FUNDO. . MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. PROVOCANDO EROSÃO INTERNA. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. EM POUCO TEMPO. ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. PODERÃO LEVAR. UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS.PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS. VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE. E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM.

CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS. POIS.CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA. ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA. .

ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES). VAPORES (CO2 . . TAIS COMO ÁGUA. GASES. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS. MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS. DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”). FLUOR. ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE. PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS. . OXIGÊNIO. . . . ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA.PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES.ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO.DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA. DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS.OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA.PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. GÁS CARBONO. O2 ). SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO. . TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES. EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS.CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m).INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS. .ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO. .

EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR. CONSISTINDO NO FRATURAMENTO. PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS. . EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. OU SEJA. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE.

ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). MAS. ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE. T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS. MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE. PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS. PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS. PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. ENQUANTO NOVOS SE FORMAM. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA. É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES.

PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO. LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS .

DA XISTOSIDADE (AUSENTE. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO . FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS. GERANDO SOLOS ESPESSOS. ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR . POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS. ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. FRACA OU BEM PRONUNCIADA). FUNDAMENTALMENTE. OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM.PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER.

B) ARENOSAS. XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS. D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS. C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. . SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS. 2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO. OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO).MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO. TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS.

OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES. COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE. REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7). SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. VIA DE REGRA. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. QUARTZITOS E OS MÁRMORES. DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. SEJA PARA ASFALTO. SEJA PARA CONCRETO. . AS ROCHAS XISTOSAS. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE. PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO. EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS.

EM GERAL. MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! . VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO. AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL.C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO. AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS. APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA.

1. Forte efervescência com HCl. Não efervesce com HCl. OU DIFICILMENTE. GRANULAÇÃO FINÍSSIMA.RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. Não efervescem. quando molhada (moringa). 2. Efervescente somente a quente. DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico. DUREZA: NÃO RISCÁVEL. branca. Macia ao tato. Cores: pretas. Claras: róseas. PELO AÇO Descrição Muito duras. Sem odor característico de argila. creme. verde-escura. Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. Duras. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. Não efervesce com HCl. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. Risca o vidro. Cores diversas Idem. Densas. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica . Maciça. marrom.

Granulação finíssima. Formada de fragmentos. Granulação fina a grossa. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática . Cores escuras. Cores diversas. em tons róseo e cinza. 1. Granulação fina a grossa. Cores diversas.) Sedimentar (met. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. Cores claras.GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Risca o vidro. Efervesce a quente. Efervescem com HCl. Magmática Quartzito. claras. Granulação milimétrica e superior. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara. Composição Rocha Quartzo. Cores diversas. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met. Granulação milimétrica. Quartzo comum. Granulação ligeiramente menor. Quartzo (Mica) Feldspato. Feldspatos e Micas Quartzo. em tons róseo e cinza. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. Granulação milimétrica. Cores escuras. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS. Quartzo comum. Cor verde e preta. Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras.) 2.

quando molhada (moringa). etc. Macia ao tato. Divisibilidade em placas. Composiçã Rocha o Quartzo. às vezes boa. Cores variadas. Risca o vidro. média a escura. Transição entre arenito e argilito. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. Tato macio de pote. com micas. quando molhada. ásperas ao tato. Odor característico. Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl. áspera ao tato. Cores claras a média. com grãos entre 0. Cor cinza. Odor de argila ausente ou fraco. Granulação grossa a m édia.01mm. Branca ou creme. friáveis.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu). Minerais placóides de mica. com tamanho entre 2mm e 0. Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm. Feldspato (Fêmicos). . Divisibilidade em placas. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. Cores diversas. CLÁSTICAS. Grandes cristais de feldspato.1mm e 0. Grãos semi-arrendondados. argila. semi-arredondados. Grãos semi-arrendondados. por vezes angulosos. em fragmentos angulares. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. Cores diversas. Granulação média a finíssima.Cor variada.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. às vezes Areia média estratificada. por vezes angulosos. Cores claras. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL. ESTRATIFICADAS. Às vezes. Riscável pelo aço. FRIÁVEIS. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm. Cor cinza-esverdeada. 1.

Odor de argila ausente ou fraco. Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .

Dureza média a elevada. Tipo da rocha – Justificar. Outras observações – elementos como: eventual fratura. marcas de ondas. do gelo. medianamente ou bastante alterada. 2. média. Fósseis. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. 3. Nome da rocha – Justificar. 2. grossa.RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. 3. embora não seja muito importante. Paralelismo dos minerais. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. etc. 5. Dureza baixa. No campo. compacta. presença de vesículas. Granulação – importante: muito grossa. 2. orientada ou estratificada. a cor pode variar. Estrutura maciça. 9. 3. Estrutura em camadas. 2. Complementação: 7. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. Dureza média a elevada. b) Rochas sedimentares 1. 3. a cor é relativamente homogênea. Cor – deve ser referida. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. 4. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. Estrutura – resume-se em: maciça. de animais. No campo. 10. 8. fina ou finíssima. c) Rochas metamórficas 1. . como as sedimentares. de chuva. 6. ligeiramente. Estrutura orientada. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada. com exceção das micáceas e carbonatadas. No campo. etc. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo. 4.

PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .MECÂNICAS V .GEOTÉCNICAS .

→ coloração devido a • • • Amarela. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens. • • . etc. 2. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos. • • 3. lixiviação de rochas em obras hidráulicas. COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha.I. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade. Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores). Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. A composição varia muito de uma amostra pra outra. II. como por exemplo. Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir. Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. dissolução dos carbonatos. alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. PROPRIEDADES FÍSICAS 1. até mesmo dentro de uma mesma jazida. Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland).

PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade. . a porosidade diminui. Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas.2.) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água . enquanto que.e.e. aumento de volumes desses minerais. rochas muito porosas são de baixa densidade.Peso específico real (d ou p. Determinado em laboratório: . se interligados. ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real. quanto cimentadas. resistência à compressão cresce com a densidade. • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3.) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos. dificuldade de corte cresce com a densidade.Peso específico aparente (d ou p. a densidade real será maior. POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha). resistência ao desgaste cresce com a densidade.

É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6. Primária → existe desde a sua formação. sendo que. b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. medianamente porosa (2. ou parte desses vazios. Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. • 5. dada pela escala de Mohs. maior valor. Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete. mais porosa é a rocha.metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo. resistência à compressão diminui com a porosidade. bastante porosa (5% a 10%). classificação: extremamente porosa (50%). dissolução de componentes mineralógicos.5%) e muito compacta (1%).5 a 1.5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4. muito porosa (10 a 30%).5% a 5%). quanto mais intenso. pouco porosa (1 a 2. . Secundária → devido à lixiviação. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água. DUREZA • • Resistência ao risco. b) riscável pelo canivete. ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha. etc.

7. possuem maior resistência à compressão. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados. É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece). É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2). maior a resistência à compressão. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. c) as rochas silicificadas tem maior resistência. . d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão.c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. 8. Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1. COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções). • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2.

COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. Fatores de influência: fissuramentos. planos de xistosidade. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. Tal classificação é muito subjetiva. estados de alteração. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles. Deval. 5. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. alterada e muito alterada.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova. PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. • • IV. Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. . Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. etc. Ensaio – Resistência ao Impacto Treton. quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. leitos de estratificação. etc. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado.

friabilidade. resistência ao risco (dureza). Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha . as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço. superfície dificilmente riscada por lâmina de aço.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. São consideradas somente as “originais”. quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo. São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. quebra facilmente ao golpe de martelo. GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. desagrega sob pressão dos dedos.• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). superfície riscável por lâmina de aço. a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento. esfarela ao golpe do martelo. GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade).200 1. 4. 2.

Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito . CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores.ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos. caoticamente dispostos 5.

dando origem ao solo. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. ou simplesmente. Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos). Na maioria dos casos. Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. fogem ao caso as construções de túneis. São bastante irregulares quanto à resistência. muitas vezes. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz. porém sua resistência já se encontra bastante reduzida.8 mm).ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. coloração. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura. Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. apresenta pequena resistência ao manuseio. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem. barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. 2. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. podendo ou não ter matéria orgânica”. regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. .

• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência). a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais.1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. inalterada. Existem aluviões essencialmente arenosos. porém com dureza inferior à da rocha matriz. sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. . 2. As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. ou seja. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades. Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição. comuns nas várzeas dos córregos e rios. elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão. e com profundidade variável. bem como aluviões muito argilosos. O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer.

d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). de alta compressibilidade e baixíssima resistência. que se chama turfa. São fontes de materiais de construção. provenientes de antigos escorregamentos.• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). Colúvio: material predominantemente fino. Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo. São de ocorrência localizada. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. essencialmente de carbono. . Tálus: material predominantemente grosseiro. Apresentam boa resistência. porém elevada permeabilidade. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso. Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. mas péssimos materiais de fundação. cheiro forte e granulometria fina. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. geralmente ao pé de elevações e encostas. Normalmente são identificados pela cor escura. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. Não são muito comuns no Brasil. destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral.

3. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3.1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos. a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv . entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra.

CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS .d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3.: pedregulhos.2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções. Ex. podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas. Ex. areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas). Ex.: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra).: Solos orgânicos (turfosos) 4.

médias e finas. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo.0 mm 2. b) Areias: grossas.0 mm a 4.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca.05 mm a 0.6 cm 7. . Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0. tem diâmetros menores do que ele. pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco. Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica.42 mm a 2.8 mm a 7.005 mm a 0. em peso.05 mm 0.2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho. c) Siltes: granulação fina.6 cm a 25.005 mm 0.0 cm a 1.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios.42 mm 0.8 mm 4.0 cm 25. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo.

Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5. mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo. REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS . Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) . esta relação indica a “falta de uniformidade”. D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material. quanto maior Du.corresponde a uma curva granulométrica vertical.Cu = D 60 ⇒ Na realidade.

É um estado de consistência circunstancial.2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. h= P1 − P2 x100% . Ou simplesmente.6. adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento. . podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento. sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água. Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. perde a capacidade de fluir. Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico. 6.1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1). limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas. portanto de ser saturado. Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado. deixando. o volume do solo não varia por variações em sua umidade. Isto ocorre porque. não possui resistência ao cisalhamento. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural. sem necessidade de variação de volume. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos).3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento. não apresentando mais comportamento plástico. que depende do teor de umidade do solo. Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2).

• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido.0 < IC ⇒ argila dura 7. plásticos se 3.75 < IC < 1. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. tato 2. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1. seco.0 ⇒ argila rija 1. esfarela tato e visual molhados 2. desgrega 3. fibroso quando submerso desagrega . Não representa com fidelidade os valores reais. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática.5 < IC < 0. tato 1. plásticos se 1. cor preta 2. seco.5 ⇒ argila mole 0.75 ⇒ argila média 0. seco não molhado.

INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados. 3. ou seja. 3. PROPRIEDADES FÍSICAS 4. d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial. resistência e baixo custo. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o . c) Transporte.2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos. 4. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. 3. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral. b) Volume de material útil. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável. 3.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1. a localização geográfica da jazida.1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade). Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil. 2.3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade. 3.

sendo geralmente pequena.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor. Quanto maior porosidade.05 a 0.43 a 0. γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4. Pode ser classificada como cúbica. 4.5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada. ε= ∆L L 4. . menor resistência. alongada. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa.01 menor que 0.18 0.18 a 0.01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4.43 0. 4.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade. e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4.05 0. lamelar e quadrática. maior absorção percentual de água.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume. e a segunda.4.

6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura.5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1. dada por: τ = 5. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5. .3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original.9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5. 5. dada por: T0 = F A F A 5.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1. σ.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva. 5. rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5. ε. 5.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração.4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo.5.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra. 5.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação. isenta de falhas e defeitos. aplicada no corpo e a deformação linear.

PROPRIEDADES QUÍMICAS 6. sem se romper. Dimensões: miúdo (0. Logo. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6. rastejo plástico. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa).1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto.8 e 100 mm.075 e 4. 6.10 Deformabilidade: quando frágil. 7. durabilidade e de alguma trabalhabilidade.2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa. deformabilidade baixa. não importando a estética. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • . dútil. 7. • Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra. a qual deve resistir à ação da água. estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado. muito alta deformabilidade. Dimensões: 4.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra.υ= ∆x ∆l X L 5.8 mm) e graúdo (4. muito baixa deformabilidade. AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares.

no macadame hidráulico. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta.8mm. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0. de forma arredondada. constituir como um meio para aplainamento da pista.2 1.0 e 100 mm. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes. Função: suportar dormentes. Dimensões: entre 2. distribuir as cargas das rodas. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas. • • 7. na base. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm. Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0.075mm.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0.2 – 0. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento.075 a 4.075 e 2. • Pedra britada – pavimentos das estradas.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4. • . permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente. reduzir os efeitos dos impactos. sobre o solo. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais.42 < 0. Pedregulho – é o material natural inerte.5 25 50 76 Máximo 12. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa.0 mm. em geral.8 12.

resistência à tração. resistência à abrasão e insolubilidade. ação de sais em obras marinhas. Ensaios recomendados: compressão simples. tração (diamentral. 2. abrasão a Los Angeles. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes.7. Normalmente construídos com areia limpa. Contribuir para a redução do custo do concreto. na fase de execução. 2. Propriedades exigidas: resistência à compressão. 2. Ensaios recomendados: análise petrográfica.3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. e à compressão. . Propriedades exigidas: resistência à compressão. avaliação da alteração e alterabilidade. Possíveis reações químicas. forças de descompressão de tensões pontuais. flexão ou puntual). Desgaste e ação de intempéries. resistência à compressão e resistência à abrasão. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. 4. com função de constituir o corpo de uma obra. atrito. formar uma proteção contra a erosão. Funções do agregado no concreto: 1. variação da temperatura. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior. • Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas. 7. Solicitações: 1. 3. Atrito. abrasão e impacto. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. Solicitações: 1.

impurezas orgânicas. palácios. Pedras de cantarias. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. Ensaios recomendados: compressão axial. parapeitos de janelas. Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. análise das impurezas (torrões de argila.Solicitações: 1. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. muitas vezes. ora como ornamentação e. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples. Possível reação com álcalis do cimento. 2. não reatividade. presença de mica e de sulfato). 3. 8. com o uso de ferramentas adequadas. resistência ao desgaste. avaliação da alteração. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. 4. Obtenção: 1. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. paredes. resistência à tração. Ação do intemperismo. forma. portanto receber os esforços. Atua ora como elemento estrutural. PEDRA DE CANTARIA. material pulverulento. blocos esculpidos em catedrais. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e. e embelezar). análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. balcões. etc. pórticos. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. tração. tendo sido afeiçoada manualmente. Solicitações: • . 3. posteriormente. evitando explosivos. Utilização – meio-fio. sendo menos exigentes quanto à estética. muros. materiais carbonosos. areia e água. alterabilidade. 2. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos.

resistência à ação dos ácidos. Ensaios recomendados: análise petrográfica. papel. resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. 9. absorção. avaliação da alteração e alterabilidade. baixa absorção. etc. etc). 4. Intemperismo (umedecimento e secagem. quando molhadas e rigidez. variação térmica. escadas. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). resistência à tração (flexão). . ação química da água da chuva). APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade. resistência ao intemperismo. núcleo impermeável de barragens. borracha. Desgaste (dependendo de seu uso. inseticidas. baixa porosidade e impermeabilidade. depois de submetidas a aquecimento adequado. resistência ao desgaste. homogeneidade. sanidade. lama para perfuração de petróleo. Ataque químico por substâncias de limpeza. material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). ausência de fissuras. 3. porosidade e permeabilidade.1. como pias. 2. Aplicações: cerâmica. Propriedades exigidas: beleza (cor). dureza. trabalhabilidade. resistência ao desgaste. resistência ao calor. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). peso específico. resistência à flexão.

Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. tomado perpendicularmente a sua direção.ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. tensões. 3. falhas. Zona de fratura: próxima à superfície. tais como as rochas arenosas. 2. e as dobras. 2. etc. . da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. xistosas. xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. as variações de temperatura causam deformação elástica. fraturas causam deformações plásticas e de ruptura. tais como os folhelhos e calcários. DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões. Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00.2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. estruturas gnáissicas. Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal.1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas. fraturas. Normalmente. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras. falhas. falhas e fendas. variações de temperatura. plásticas ou por ruptura (ou fratura). etc. 2. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte. Zona de plasticidade: a grande profundidade. Podem ser elásticas. dando origem às dobras. produzindo fraturas.

podendo ou não coincidir com o eixo da mesma.: Cordilheira do Himalaia. 4. escorregamentos. Podem ser vertical. DOBRAS São ondulações. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra. d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. inclinado ou horizontal.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. Ex. acomodações. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra. e) Plano da crista: é o plano que. que pode. que aparecem em rochas originalmente planas. etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento. . ou não. passa por todas as cristas. 4.2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. ser simétricas.4. São de âmbito local e inexpressivas. numa dobra. convexidade ou concavidades. com amplitudes variando de cm a centenas de km.

cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo.4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada. Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica . na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima.4. podendo ser simétrica ou não. podendo ser simétrica ou não. b) Sinforma: convexidade voltada para baixo. 4.

g) Em leque: representada por dois flancos revirados. inclinado e recumbente. Podem ser: simétrico ou vertical. Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal. Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção.c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. . Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos.

4. permanecendo as demais na sua posição original. i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas. j) Domo: é uma estrutura ampla.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. com convexidade voltada para cima. k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . a partir de um centro comum. de maneira mais ou menos igual. onde as camadas mergulham em todas as direções. segundo uma mesma direção. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum.

e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra. com dimensões que variam de mm até dezenas de km. Ex: Falha de San Andreas 5. d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha. b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha. .1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho.5. representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas.

“Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas. . medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha. f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha. • • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas.• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos. medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha. medido paralelamente à direção do plano de falha. Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado). Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. • Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. 5. medido no plano de falha.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos.

b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. 6. e ao longo do qual não se deu deslocamento. através de compressão e alívio de tensões. havendo compressão horizontal. É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos). FRATURAS É uma deformação por ruptura.2 TIPOS . 6. 5. e representam o enfraquecimento. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade. fotografias aéreas.3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha. problemas de erosão.Horst e Graben – representados pela elevação e depressão. Podem ser abertas ou fechadas. amostras de sondagens. De gravidade: teto desce em relação ao muro. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros.1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas. respectivamente. 6.

ambos associados (Vesúvio).2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão. finalmente. 7. Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais. com o material acumulandose em torno da cratera. 7. • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. cortando-se em ângulos. e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas.a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos. provenientes de partes profundas da crosta terrestre.1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. em geral. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes). outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. 7. Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. Comuns em anticlinais e sinclinais. c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante). apresentam superfícies não muito planas. Têm forma cônica. Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos).3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA .

Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. falhas ou ambos. . Himalaia. Exemplos por dobramentos: Alpes. Andes e Montanhas Rochosas.Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos.

3. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer. magnéticos e radioativos). São em número muito variados. causadores das anomalias.3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos.1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos). de acordo com o método usado.2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força. OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais. Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil.INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1. Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). Prospecção de minérios (métodos elétricos. 2. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas. 3. . MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos). MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande. 3. 3.

• Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares. .5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas.Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. 3.4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície). cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre. 3. erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar. • Anticlinais.

5. • Pesquisas de áreas de material de empréstimo. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos. • Porosidade. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários. • Teor em água. potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas.3. . A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica. • Resolução de problemas estratigráficos e estruturais.5.1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3. As relações entre corrente elétrica.

O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando. . Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade. Prospecção de corpos de minérios. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade. • Camadas finas. Determinação do contacto água doce-água salgada.6. • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha. é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS. ü Sedimentos clásticos (arenitos. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis. em zonas de praia.6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas. • Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente. Problemas de fundações em geral. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2. 3.500 a 3. colocadas entre camadas condutoras. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones).1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL. 3.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico.500 m/s 4.300 a 3. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções. eletricamente resistentes. conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos.500 m/s 3. É maior na direção da xistosidade.6.

• Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição. umidade natural. em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático). sondagem usando a perfuração rotopercussão. sondagens e ensaios de campo.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. ventilação de minas. Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais). MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea. textura e estrutura. sondagem rotativa. poços de inspeção. galerias. 4. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura. composição. permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras. etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático.6. ü Deformada – conserva a textura e composição. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas.1. textura.3. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo. 4.000 a 2. etc).1 ABERTURA DE POÇOS. sondagem a percussão. extração de petróleo. . Amostragem: as amostras devem ser representativas. compacidade ou consistência naturais. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada.000 m 4.3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO).

2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. limitadas a rochas ou solos muito consistentes. rebaixamento. relativamente rasa.• • • Trincheiras: escavação horizontal.2. Ensaios: penetração padronizada (SPT). Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m). na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas. permite uma seção contínua horizontal. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82. ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração.1. . Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície. Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4. Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4. até 40 m de profundidade.1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias. bombeamento e recuperação). Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração.

matacões ou solos impenetráveis à percussão.2.Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4.2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação. . Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso.

Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica. Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular.Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos. elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição). • • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem. Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha .

carbeto de tungstênio. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro). Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo.2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto).2.2. obedecendo a ordem de avanço da perfuração). e. Avanço (depende do cabeçote escolhido). 4. Podem ser simples. 4.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável). sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante.2.2. Revestimento (superficial.1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas. Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4.2. Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação. etc.São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável.2. mistas. aços especiais. duplos ou duplos livres. fragmentando-se entre os dedos. . Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração). Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem. Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida). serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos).

Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio. Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração).• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo. . as condições geológicas da área. Desvio dos furos (introdução de uma cunha). Testemunhos orientados (retirado o testemunho. desgaste do testemunho. sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6. Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5. erosão das paredes e desmoronamento). • Reconhecer. preliminarmente.

. 8. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo.7. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas.

1. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas.1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. 1. etc. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas. de cima para baixo.MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. da mais nova a mais antiga. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações. Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas. que interceptam as curvas de nível. denominadas linhas de contato. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias. É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. dobras. posição das camadas. falhas. .2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas. Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade.

Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si.000.1. etc. Membro: é uma subdivisão de formação. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. 2. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si.3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas). . Formação Santa Maria. podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25.1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre. distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos.

• Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico.2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação. 2.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo.500 * Provável idade da Terra – 4. expresso pelas unidades cronoestratigráficas. 2. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0. Série: é uma subdivisão de sistema. Andar: é uma subdivisão de série. . 2. distinguida com base no registro litológico. MAPAS GEOTÉCNICOS 3.1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico.4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo. Idade: é uma subdivisão de época. • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica.500 bilhões de anos 3.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico. Época: é uma subdivisão de período.

3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET. Complexo litológico (LC. São adequados para o planejamento da ocupação urbana. em planos diretores ou loteamentos. construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo. Seqüência litológica (LS. 3.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares. Normalmente utilizam-se escala 1:25. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico. Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979).• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente. 3. “lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas. Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. paleogeográficas e tectônicas. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases. mas normalmente não é uniforme no estado físico. em termos de utilização. “lithological type”): é homogêneo na composição. dos diversos fatores. 4.1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma. Tipo litológico (LT. e mesmo da ocupação rural. 4.000. Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. .2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos.000 a 1: 100. textura e estrutura.

com. de colapso.cpunet. 4. temos: carta de risco sísmico. Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica. 4. principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura.6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade.br/dnpm/Georef/Download. usados para identificar problemas específicos.br/educacao/rover/estratigrafia.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra. de inundação.htm . http://asp. tanto domésticos quanto industriais.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes.PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta.4 CARTAS DE RISCO: como exemplos. A subdivisão destas estaria baseada na litologia. 4. 4.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico. Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra. 4.terra.com. 4. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”. Distribuição das somas destes custos sobre um mapa. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção. 4.htm .9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade.

3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada.1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. lagos. . Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto. permitindo o seu acúmulo. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra. pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas. 1.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. 1. 1. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento. infiltração e evaporação total. 1. em vapor. • Permeabilidade – com a existência de poros interligados. para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação.

• • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha. São conhecidos por poros ou interstícios.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios. tamanho. 2. Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação. Classificação: primários e secundários. camada.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno. Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito. Porosidade = (100. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração. É dependente do arranjo. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas.1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. Aqüíferas. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais.W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra . a maior declividade facilita o escoamento. pois atuam como reservatórios ou condutores da água. 2. São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas. gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2.

001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0.86 a 864 8.5% a 2% 2. silte e argila.64 x 10-5 a 0. Seu valor dependerá da interligação dos poros. siltes. arenito Argila com misturas Argila.64 x 10-7 a 8. K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0. Suprimento específico = (volume drenado/volume total).Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ. misturas de areia. vazios e fraturas.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA.100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina. silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% . 2.3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis). Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K). misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas. POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade.86 8.

Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil. . 4. variando conforme as estações do ano. com diâmetro médio de 1. 3. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas. 3. Aqüífero livre. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação. artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado.2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. há a formação de um funil de sucção. mas possui reduzido suprimento específico. Aqüífero confinado.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve. sob pressão maior que a atmosférica.20 m e profundidade dependente da localização topográfica. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis. não confinado. Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada. ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. sua posição não é estável. que poderá causar a poluição das águas do poço.Argila – elevada porosidade. Zona insaturada – zona mais superficial. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente. Cuidados especiais com fossas negras.

reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto.000 litros/hora.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm. Nordeste – 2. . sob o efeito de bombeamento. • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9. Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar.000 litros/hora. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio.5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água.000 litros/hora. Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural. Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. Em poços artesianos. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos.000 litros/hora. Basalto – 9. quando o mesmo não está sendo bombeado.4. 4. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável. A produção de um único poço é sempre baixa. no poço. Nível dinâmico – é o nível de água no poço. 4. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região. envolvidas de material impermeável. 4.500 litros/hora Lins – 300. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço.

a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea. Sondagem – para profundidades maiores que 50 m. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m). . Lençol freático: S = 0. Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. e normalmente. Unidade: m2/hora ou m2/dia. se necessário. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea.01 a 0.6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e. sondagens de reconhecimento. Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade.35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4. de base unitária. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero. T=K. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático. Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço. Filtro.

Características térmicas – função do grau geotérmico. a cada 30 minutos. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência. deve-se começar com 0. os cloretos. os sulfatos e a amônia. por médico e químicos especializados. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. que pode provocar corrosão no concreto.7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão. 4. O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3. o magnésio. Retiram-se 2 litros. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: .2 Q subindo até 1. 4. tanto ácida (H+) como básica (OH–). e perto do estado de equilíbrio. Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo.2 Q. ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento.ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes. Deve-se considerar o valor de pH. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático. a cada minuto. ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço.

• Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. . • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. Fonte é. Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. portanto. bem como a colocação de sistema de drenagem. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo. um local onde a água brota. Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração. ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível.Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave. aparece na superfície. • 4. em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial. o afloramento da água subterrânea. sendo um movimento rápido. causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas.

• Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. indica péssima filtragem de água no subsolo. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações. procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado. pode surgir uma fonte. Para evitar o escorregamento. para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. bem como as águas pluviais e outras. tornando a fonte imprópria para uso. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva. 4.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo. Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • .

empregado para pequenas infiltrações Dispensa. de um modo geral.k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente. a drenagem .

• Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens. • Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa . ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. nos pontos assinalados. 2. relacionadas abaixo. ü Camadas verticais. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos.GEOLOGIA PRÁTICA 1. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas. ü Camadas inclinadas. • Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais.

feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade. usando escala vertical 1:1.000. 3. feita na cota 820. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas. A segunda. Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2. visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas.H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho.000 e sobreelevação igual a 20. PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira. .

Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3. S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto. . 60 m de folhelho e 80 m de basalto.• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W.000.000. e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E.

000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem. utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10.

Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas. Exemplos: Formação Bauru. etc. Exemplo: Grupo São Bento.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. MAPAS GEOLÓGICOS 4. 4. • • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região. dobras. posição das camadas. Grupo Araxá. Formação Botucatu.Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4. ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada. 4. falhas.1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS . etc. 4. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola.

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa. B. 000 Ev Ev . logo não são contatos. R e S são afloramentos.contato. C. b) Os pontos A. L. K. E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). H e J constituída de calcario. B e C (contato aluvião-calcário) e G. servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. M. H. Os pontos D. Os pontos D. F. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A.000 = 2= → Ev = 1: 20. E. Idem para os pontos Y e Z. G. Sobrelevaç ão = Eh 1: 40.

Considerando o mapa. e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa.000.d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada. A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40.200 m → mínimo de 430 m. e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis. ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m.000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10. . ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1.

6 cm x 40. • EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS .000 = 240 m.f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço. somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0.

No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. entre a 300 e 500. folhelho. . calcário. No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível. acima da 500. basalto. O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa. folhelho e calcário). ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. • EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO.ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto.

da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. . Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal. ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. tomado perpendicularmente a sua direção.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. Ou seja. da base ou do topo da camada. Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota.

Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh. Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m. obtém-se a distância horizontal dh. Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos. .ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful