Notas de aula

Prof. Vânia Lúcia de Oliveira Portes Agosto/2004

Apresentação

Tradicionalmente a disciplina Elementos de Geologia transmite uma grande carga de conhecimentos que dará subsídios ao aluno para as disciplinas de Mecânica dos Solos I e II do curso de Engenharia Civil. Como forma de contribuir para uma simplificação dos assuntos abordados, visto o grande acúmulo de material bibliográfico que esta disciplina oferece, e assim melhor organizar os conteúdos da disciplina de Elementos de Geologia, apresenta-se os assuntos em forma de notas de aulas. Porém, ressalta-se que a consulta de livros e outras fontes bibliográficas são de suma importância para um maior conhecimento dos assuntos abordados. O livro texto base para a elaboração destas notas de aula é Geologia Aplicada à Engenharia de Nivaldo José Chiossi (Editora do Grêmio Politécnico). E como grande colaborador, o Prof. Mitsuo Tsutsumi, a quem gostaria de agradecer a cessão de suas notas de aula, sendo de grande contribuição à elaboração desta. A disciplina está estruturada em capítulos a seguir apresentados: Capítulo 01 – Introdução à Geologia Capítulo 02 – Crosta da Terra Capítulo 03 – Minerais Capítulo 04 – Rochas Capítulo 05 – Rochas magmáticas Capítulo 06 – Rochas sedimentares Capítulo 07 – Rochas metamórficas Capítulo 08 – Identificacao macroscópica das rochas Capítulo 09 – Elementos sobre solos Capítulo 10 – Solos e rochas como materiais de construção Capítulo 11 – Estruturas geológicas Capítulo 12 – Investigação do subsolo Capítulo 13 – Mapas geológicos Capítulo 14 – Água subterrânea Capítulo 15 – Geologia prática

Prof.ª Vânia Lúcia de Oliveira Portes

TRN 020 – ELEMENTOS DE GEOLOGIA GEOLOGIA E POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA
1. INTRODUÇÃO

1.1

A GEOLOGIA DE ENGENHARIA

Geologia → ciência que trata da origem, evolução e estrutura da Terra, através do estudo das rochas (GEO = terra; LOGOS = estudo). Divide-se em:
• •

Geologia Física ou Geral → estuda a composição e fenômenos que ocorrem na Terra; Histórica → seqüência de fatos que resultam no atual estágio de desenvolvimento do planeta.

APLICAÇÕES: mineração e à engenharia civil.

GEOLOGIA DE ENGENHARIA: definida como a aplicação de conhecimentos das

Geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ou, de acordo com a definição da Associação Internacional de Geologia de Engenharia: “A ciência dedicada à investigação, estudo e solução de problemas de engenharia e meio ambiente, decorrentes da interação entre a Geologia e os trabalhos e atividades do homem, bem como à previsão e desenvolvimento de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos”.
GEOTECNIA: Geologia de Engenharia + Mecânica dos Solos + Mecânica das Rochas

O estudo da Geologia de Engenharia abrange:
• •

• • • •

Definição das condições da geomorfologia, estrutura, estratigrafia, litologia e água subterrânea das formações geológicas; Caracterização das propriedades mineralógicas, físicas, geomecânicas, químicas e hidráulicas de todos os materiais terrestres envolvidos em construção, recuperação de recursos e alterações ambientais; Avaliação do comportamento mecânico e hidrológico dos solos e maciços rochosos; Previsão de alterações, ao longo do tempo, das propriedades citadas anteriormente; Determinação dos parâmetros a serem considerados na análise de estabilidade de taludes de obras de engenharia e de maciços naturais; Melhoria e manutenção das condições ambientais e das propriedades dos terrenos.

1 FÍSICA: estudo dos tipos de materiais e seu modo de ocorrência bem como de estudo de certas estruturas. houve um grande surto de desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial. Os maciços rochosos e terrosos.Portanto. o progresso da sociedade industrial européia motivou grandes obras. a Geologia de Engenharia aborda: • • • • A utilização das rochas. encontram-se J. lagos. Nicolaus Steno (1631-1686). . os movimentos de massa e a ação da água em subsuperfície. Geomecânica e Mecânica dos Solos. POSIÇÃO DA GEOLOGIA DE ENGENHARIA 2. exigindo a utilização de especialistas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico.G. um dos primeiros a visualizar a possibilidade de ordenar a disposição e idade das rochas da crosta terrestre. A partir da década de 1950. Lehmann. possibilitando o desenvolvimento da Geologia. VII. solos ou materiais terrosos como material de construção. 1. Exemplos de conhecimentos geológicos necessários ao projeto. Desenvolvimento de novas ciências a partir de 1914: Mecânica das Rochas. erosão e assoreamento nos diversos ambientes (rios. Seu livro “Teoria da Terra”. estudioso alemão falecido em 1767. trouxe as bases para os grandes avanços realizados durante o século XIX. James Hutton (1726-1797). foi o primeiro grande nome nos anais da Ciência.1 GEOLOGIA TEÓRICA OU NATURAL 2. Os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra e que podem trazer algum tipo de problema às obras. um escocês de Edimburgo. A moderna Geologia sofre influência da publicação “A origem das espécies” de Charles Darwin (1859).1. publicado em 1785. mares). Bispo de Hamburgo. é reconhecido como o fundador da Geologia como um ramo independente da Ciência. Em meados do século XIX. No século XIX. Dentre os pioneiros no desenvolvimento da Geologia.2 HISTÓRICO DA GEOLOGIA • • • • • • • • • Geologia como ramo específico da ciência para estudo da Terra – séc. a nova ciência geológica defronta-se com uma série de preconceitos de ordem religiosa e filosófica – oposição às idéias a respeito da antiguidade da Terra. sua investigação e como devem ser apresentados ao engenheiro. destacando-se a alteração. resultando no acelerado crescimento da Geotecnia. construção e conservação de diversos tipos de obras. 2.

. 2. rochas. Em resumo: estuda a maneira como as formas da superfície da Terra são criadas e destruídas. As inúmeras feições apresentadas nas rochas podem indicar os ambientes que existiam no local no passado e assim entender os ambientes atuais. minerais.2 GEOLOGIA APLICADA: ligada ao estudo da ocorrência.1. ou seja. água subterrânea e sua influência no planejamento e construção de estruturas de engenharia. água. tratando do estudo de fósseis de animais e plantas micro e macroscópicos. etc. obtenção de água subterrânea.2. construção de estradas. • • Paleontologia – estuda a vida pré-histórica. arranjo dos grânulos minerais.. gelo.2 HISTÓRICA: estudo da evolução dos acontecimentos e fenômenos ocorridos no passado. estado de alteração. que afetam bastante o relevo terrestre. Os fósseis são importantes indicadores das condições de vida existentes no passado geológico.2 A ENGENHARIA: emprego dos conhecimentos geológicos para a solução de certos problemas de Engenharia Civil. etc.). identificando os principais agentes formadores dessas feições e caracterizando a progressão da ação de agentes como o vento. implantação de barragens. Petróleo.1 A ECONOMIA: envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo. é o estudo dos materiais do reino mineral que o homem extrai da Terra para a sua sobrevivência e evolução (substâncias orgânicas e inorgânicas). principalmente na abertura de túneis e canais. Geomorfologia – trabalha com a evolução das feições observadas na superfície da Terra. 2. 2. bem como da sua classificação. Petrografia – descrição dos caracteres intrínsecos da rocha. sendo conhecidos através de seus restos ou vestígios encontrados nas rochas. projeto de fundações. preservados por meios naturais na crosta terrestre. Estratigrafia – trata do estudo da seqüência das camadas (condições de sua formação e a correlação entre os diferentes estratos ou camadas). taludes. Sedimentologia – é o estudo dos depósitos sedimentares e sua origem..2. • • Mineração. 2. Estrutural – investiga os elementos estruturais presentes nas rochas e causados por esforços. exploração de minerais e rochas sob o ponto de vista econômico. bem como à aplicação dos conhecimentos geológicos aos projetos e às construções de obras de Engenharia.• • • • • Mineralogia – trata das propriedades cristalográficas (formas e estruturas) físicas e químicas dos minerais. analisando sua origem (composição química.

plataformas continentais (extensões das planícies costeiras que declinam suavemente abaixo do nível do mar) e os assoalhos oceânicos (nas profundidades abissais dos oceanos). junto à parte externa do núcleo.200º C na parte superior até cerca de 5. Núcleo: espessura de 3. de 25 a 90 km. a parte central do núcleo é formada de níquel e ferro em estado sólido – conseqüência da grande pressão do interior do planeta.ESTRUTURA E CROSTA DA TERRA 1. O manto constitui 83% do volume e 65% da massa interna do nosso planeta. alumínio. É constituído de Fe e Ni derretidos e sua temperatura varia de 2. ferro e magnésio. • Manto: espessura de 2. DEFINIÇÃO A Terra tem um raio médio de 6. A crosta não é uma camada única.000º C nas regiões mais profundas.900 Km. É formada por três grandes grupos de rochas: magmáticas ou ígneas. sendo constituída de várias placas tectônicas. até 2. Apesar da alta temperatura. divididas em três seções: continentes. Sua temperatura pode variar de 870º C.370 Km e sua estrutura interna é constituída por três camadas concêntricas distintas: • Litosfera ou Crosta: espessura de 120 Km. sendo estes os elementos químicos predominantes.300 Km.200º C. metamórficas e sedimentares. • . Camada pastosa (material magmático) composta de silício. Sua espessura varia de 5 a 10 km sob os oceanos e. nos continentes. junto à crosta.

Litosfera ou crosta terrestre é a camada menos densa da Terra e a mais consistente. ü SIMA: os elementos químicos dominantes são silício e magnésio e há o predomínio de rocha vulcânica conhecida como basalto. oxigênio e ferro. Si. Em volume: 95 % de rochas magmáticas e 5 % de rochas sedimentares. 99 % da crosta é constituída por oito elementos químicos: O. ü SIAL: são encontrados os elementos químicos que concentram 90% dos minerais formadores das rochas do subsolo da crosta. . CONSTITUIÇÃO • • • • • • Rochas: agregados naturais de um ou mais minerais – magmáticas (ou ígneas). O SIAL apresenta espessuras variáveis.2. sedimentares e metamórficas. É também chamado de camada granítica. Na. Em área: 25 % de rochas magmáticas e 75 % de rochas sedimentares. daí as ilhas oceânicas serem de natureza basáltica. sendo mais espesso nas áreas continentais (50 Km) e praticamente zero nos oceanos e mares.200ºC. A litosfera nos oceanos tem cerca de 5 km e só apresenta o SIMA. com uma variação de temperatura de 15ºC até 1. Ca. É constituída de duas camadas: uma mais externa (SIAL) e outra mais interna (SIMA). alumínio. como o silício. É também chamado de camada basáltica. Fe. sendo o oxigênio dominante. Al. K e Mg.

limitados por faces. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. sólida ou líquida. Mineralogia – ciência que estuda as propriedades. Minerais secundários: aparecem na rocha depois de sua formação. • • 2. se formado em condições favoráveis. ou seja. o granito que é constituído pelo quartzo. são formados da alteração de outros minerais. ü Criptocristalina. de origem inorgânica que surge naturalmente na crosta terrestre. micas e feldspatos. pela recristalização em estado sólido e ainda. ESTRUTURA INTERNA DOS MINERAIS Arranjo geométrico interno → estrutura cristalina ü Macrocristalina. maneira de ocorrência e gênese dos minerais.MINERAIS 1. que são corpos com forma geométrica. . As rochas podem ser identificadas pelo tipo de mineral que as integra: • Mineral essencial: o mineral caracteriza um tipo de rocha. EXCEÇÕES: o petróleo e o âmbar são considerado minerais. CONCEITO DE UM MINERAL MINERAL – é toda substância homogênea. Normalmente com composição química definida e. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura cristalina. composição. ü Microcristalina. ü Sem arranjo cristalino → estrutura amorfa. Os minerais não-amorfos ocorrem como cristais. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. embora não possuam composição química definida e serem matéria orgânica. terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas. Os minerais se formam por cristalização. como por exemplo. Minerais acessórios: revelam condições especiais de cristalização.

Os cristais. denominados sistemas cristalinos. . com base nos elementos de simetria.EXEMPLO: Estrutura interna e forma Halita (NaCl). foram reunidos em seis grupos.

Óxidos: hematita. etc. turmalina. como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. goethita – HFeO 2 (ortorrômbico). desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. etc. sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. magnetita. cianita. andaluzita. Minerais pneumatolíticos: são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática. etc) e depósitos minerais (magnetita.3. • Quanto à densidade: leves (menos densos que o bromofórmio) e pesados (mais densos – d = 2. • De acordo como o elemento constituinte: Exemplo: hematita – Fe2O3 (trigonal romboédrico). Exemplo: rochas (basaltos. pirita – FeS 2 (isométrico). Nota-se n fase cristalina resultante a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. talco. Carbonatos: calcita. anidrita. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Magmáticos: são resultantes da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. granito. CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS • De acordo com a composição química: ü ü ü ü Silicatos: feldspato. dorita. dolomita. etc). quartzo.89). pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas. Exemplo: topázio. limonita. berilo. gabro. etc. ü Metamórficos: originam-se principalmente pela ação da temperatura. ü Minerais sublimados: são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor. . serpentina. marcassita – FeS 2 (ortorrômbico). Exemplo: granada. mica. • ü • Quanto à coloração: podem ser márficos ou fêmicos e félsicos ou cíclicos. Sulfatos: gesso. magnetita – Fe3O4 (isométrico).

2 TRAÇO • Propriedade de o mineral deixar um risco de pó. Material correspondente a abrasivo “alundum”.3 CLIVAGEM • • Propriedade de um mineral se fragmentar segundo direções determinadas. A dureza depende da sua composição química e da estrutura cristalina. Não se risca com canivete de aço e vidro comum. utilizam-se escalas comparativas. perfeita (Feldspatos). Nenhum material pode riscar o diamante. Não se risca com prego. Podem ser: proeminente (Calcita). pois nem todos minerais apresentam clivagem.1.1. quando pulverizados deixam um pó branco. Ex: Escala de Mohs – comporta dez graus e é constituída apenas por minerais que. Não se risca com lima de aço. Risca-se com plástico comum e prego. O traço nem sempre apresenta a mesma cor que o mineral. PROPRIEDADES DOS MINERAIS 4. Esta propriedade é uma boa característica de identificação.4 FRATURA • É a superfície irregular que alguns minerais apresentam quando rompidos sob a ação de uma força diferente do plano de clivagem ou de partição. quando friccionado contra uma superfície não polida de porcelana branca. Risca-se com prego e canivete de aço. • 4. distinta (Fluorita) e indistinta (Apatita).1 DUREZA • • • É a resistência que um mineral oferece à abrasão ou ao risco. 4. Os termos usados mais comumente para exprimir o tipo de fratura são: • .4.1. Material constituinte de ossos de animais.1 PROPRIEDADES FÍSICAS 4. sendo necessário que o mineral tenha dureza inferior à porcelana. Dureza do vidro comum.1. • 4. representadas por certos minerais. Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Mineral Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclásio Quartzo Topázio Coríndon Diamante Observações Risca-se com a unha. Na prática. Risca-se com lima de aço e vidro de quartzo.

por deformação plástica (ouro. Irregular – rompimento formado por superfícies rugosas e irregulares. galena. com bordas angulosas. 4. Serrilhada – rompimento segundo uma superfície de forma dentada. Págua = peso do mineral imersa na água. clorita). Podem ser classificados em: ⇒ Friável ou Quebradiço – facilmente rompidos e são reduzidos com facilidade a pó (galena. Séctil – o mineral é cortado por faca ou canivete em folhas finas (cobre). pirolusita). o mineral se deforma plasticamente. irregular.⇒ Concóide ou Conchoidal – é a mais comum.1. pois o resultado está relacionado com a sua composição e estrutura cristalina.6 FLEXIBILIDADE • É uma deformação que pode ser: elástica ou plástica. Maleável – o mineral é estendido por uma força compressiva. transformando-se em uma lâmina fina ou folha por meio de deformação plástica permanente (ouro.5 TENACIDADE • É a resistência oferecida pelo mineral ao ser rasgado. dobrado ou triturado. cobre). calculado através: ρ esp. desde que não tenha atingido o limite de ruptura (mica). e não retoma a sua forma original mesmo após a retirada do esforço (gesso. ⇒ ⇒ ⇒ 4.1. pirolusita). com superfícies lisas e curvadas de modo semelhante à superfície interna de uma concha (quartzo. vidro. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ 4.1. prata). Dúctil – o mineral é extraído e alongado por uma força distensional formando fios. Acicular – rompimento na forma de agulhas ou fibras finas. • O valor é constante para cada tipo de mineral. Elástico – recupera a forma primitiva ao cessar a tensão que o deforma. moído. . = Par Par − Págua Onde: Par = peso do mineral no ar. Plástico – diante de um esforço.7 PESO ESPECÍFICO • Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água.

Ex: azurita – azul devido ao Cobre e rodonita – rosa devido ao Magnésio. prata e platina nativos. dispersão ou interferência dos rios luminosos. Ex: fratura. de halita. Ouro. fluorita.2.4 4.8 PROPRIEDADES ÓPTICAS • Brilho: é a propriedade que os minerais possuem de refletir a luz. pirita.3 PROPRIEDADES QUÍMICAS: variam de acordo com sua composição química e podem ser classificados como óxidos.1. Ex: diamante. 4. diamante. com certas variedades de quartzo. Aparentemente coloridos (pseudocromáticos) – produzem-se efeitos coloridos no cristal na seqüência de fenômenos ópticos. Silicatos máficos. Coloridos (idiocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um dado elemento próprio do mineral. sulfetos. Elem. ortoclásio. segundo os seis sistemas cristalinos existentes.2 PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS 4. Ex: Pirita (ouro de tolo) Cor: importante característica de identificação dos minerais. Podem ser classificados como: ⇒ • Incolores (acromáticos) – os raios luminosos atravessam-nos sem absorção na parte visível do espectro.1 HÁBITO: é a maneira mais freqüente como um cristal ou mineral se apresenta. como acontece. composição química ou impurezas contidas no mineral.0 Composição química Silicatos félsicos. carbonato. Cor adquirida (alocromáticos) – a cor resulta da presença de átomos de um elemento que o mineral contém vestígios. refração. por exemplo. Anfibólios. etc. plagioclásio. estando relacionada com defeitos estruturais. Óxidos e sulfetos de metal. Exemplos Quartzo. A coloração pode ser proveniente da presença de núcleos coloridos produzidos por um defeito na estrutura cristalina sem mistura de outros elementos. Magnetita. ⇒ ⇒ ⇒ • Microscopia: não será abordado. Ex: quartzo fumado. curvatura. de turmalina. cristal de rocha. Não depende da cor.0 > 8.9 2.0 ~ 8. ametista.9 ~ 3. . nativos metálicos. 4. podendo o mineral apresentar brilho metálico ou não metálico. Ortopiroxênio.Grupo Leve Pouco pesado Pesado Muito pesado Densidade < 2. silicatos. 4. etc.

Clorita 16.4 CLIVAGEM: pode ser evidente nos minerais de rochas com granulação grossa. não possuem forma geométrica.1.7 PESO ESPECÍFICO: pouco usual.1. Zircão 7. portanto. Zeólitas 19. Micas 4. ou seja. 5. 5. 5. Amianto 17. que pode variar de acordo com as impurezas. Hematita 9. três tipos de rochas: magmática (maior probabilidade de formar minerais com forma própria – cristal idiomorfo).1. Topázio 12.1. 5. Turmalina 11.2 OS MINERAIS MAIS COMUNS DAS ROCHAS 1.1 FORMA E HÁBITO: geralmente os minerais não se apresentam como cristais. Piroxênios 6.3 COR DO TRAÇO: não é critério para determinação de minerais.1 PROPRIEDADES FÍSICAS GERAIS DOS MINERAIS DE ROCHAS 5. Magnetita 8. Anfibólios 5. Fluorita . metamórfica (não apresentam cristais bem formados) e sedimentar (apresentam minerais desgastados). Considera-se.5 FRATURA: consideraremos uma só fratura: a concóide de quartzo. 5.2 COR: quando puro. Feldspatos 3. Talco 18.6 REAÇÕES QUÍMICAS: fazer uso do KCl (1:1) para obter a efervescência em carbonatos (calcários e dolomitos). Quartzo 2.1.1. 5. DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS DE ROCHAS 5. possui uma cor inerente. 5. Dolomita 14.1.5. Calcita 13. Pirita 10. Caolim 15.

a exemplo de alguns tipos de basaltos. às vezes. quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico. devido à granulação muito fina. Segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: ü Metamórficos: cianita ü Magmáticos: arsenopirita ü Minerais sublimados: enxofre ü Minerais pneumatolíticos: cassiterita .Algumas dessas rochas. verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e. também por material amorfo (vidro). mostram-se em um exame a olho nu. • Todavia. com aparência de um único mineral (massas homogêneas).

.Feldspato: mineral formador de rocha.

.

amorfo e de cores diversas. silicatos. micas. fosfatos. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS Em função da sua gênese: • • Magmáticas ou endógenas Sedimentares ou exógenas ou estratificadas . carbonatos. Sob o ponto de vista mineralógico. São eles: feldspatos (mais importantes e abundantes). Exemplo: quartzito – mineral único: quartzo (SiO 2) mármore – mineral único: cristais de calcita (CaCO3) Composta ou pluriminerálicas – formada por mais de uma espécie de mineral. DEFINIÇÃO São agregados naturais de uma ou mais espécies de minerais e constituem unidades mais ou menos definidas da crosta terrestre. as rochas existentes na Crosta são constituídas de somente 20 minerais. feldspatóides. Exceção: lavas vulcânicas – nem sempre se mostram formadas por grânulos de minerais iguais ou diferentes. Exemplo: granito – presença de quartzo. óxidos. • • 2. piroxênio e magnetita Mineral – matéria mineral é aquela formada por processos inorgânicos da natureza e que possui composição química e estrutura definidas.ROCHAS 1. ferromagnesianos. e sim constituídos de material vítreo. etc. feldspato e mica diabásios – presença de feldspato. olivinas e serpentina. Classificação das rochas quanto à quantidade de tipos de mineral • Simples ou uniminerálicas – formada por apenas uma espécie de mineral.

• Metamórficas .

NESTE CASO. AS ROCHAS ÍGNEAS PASSARAM A SOFRER A AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA DOS AGENTES ATMOSFÉRICOS. FeO. CaO. . Al2 O3 . PASSANDO A SER DENOMINADO DE SEDIMENTO. E DEPOSITA-SE EM REGIÕES BAIXAS E PLANAS. Na2 O. OU VIDRO VULCÂNICO. ROCHA: É UM AGREGADO NATURAL DE UM OU MAIS MINERAIS. DO AR. FORMADORES DA CROSTA (SiO 2 . RESFRIAMENTO + CONSOLIDAÇÃO MAGMA ROCHA ÍGNEA PELA ORIGEM DA TERRA. PRINCIPALMENTE. O SEDIMENTO PASSA A SOFRER O PROCESSO DE LITIFICAÇÃO. DE FORMA QUE FICA SUJEITO A AÇÃO DE ALTAS TEMPERATURAS E PRESSÃO. O GRÃO SOLTO PASSA A SER TRANSPORTADO. DO GELO.ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS MAGMA: CORRESPONDE AO ESTADO DE FUSÃO DOS CONSTITUINTES FORMADORES DA TERRA E. E QUE FAZ PARTE IMPORTANTE DA CROSTA SÓLIDA DA TERRA. TORNANDO-SE UMA ROCHA SEDIMENTAR. DO IMPACTO DOS GRÃOS E COMEÇA A SOFRER EROSÃO. O QUE LEVA A INSTABILIZAÇÃO DE SEUS MINERAIS E A FORMAÇÃO DO SOLO RESIDUAL. INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL O SOLO RESIDUAL FORMADO FICA SUJEITO A AÇÃO DE FLUXO DA ÁGUA. AS ROCHAS ÍGNEAS TERIAM SIDO AS PRIMERIAS A SE FORMAREM. ATRAVÉS DE UM AGENTE TRANSPORTADOR. EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO O SEDIMENTO FORMADO PODE SER LEVADO A GRANDES PROFUNDIDADES POR SITUAÇÕES TAIS COMO A CHOQUE DE PLACAS. APÓS A SUA FORMAÇÃO. DENOMINAMOS DE INTEMPERISMO . A ESTE PROCESSO. OU AINDA MATÉRIA ORGÂNICA. K 2 O). MgO.

. FORMANDO NOVAMENTE O MAGMA. CONSOLIDAÇÃO DE DEPÓSITOS SEDIMENTARES E METAMORFISMO. A ROCHA ATINGIRÁ TEMPERATURAS E PRESSÕES TAIS QUE PODEM PROVOCAR A SUA FUSÃO TOTAL OU PARCIAL. FUSÃO ROCHA METAMÓRFICA MAGMA RESUMO: A FORMAÇÃO DAS ROCHAS SE DÁ POR REFRIAMENTO DO MAGMA.SEDIMENTO LITIFICAÇÃO ROCHA SEDIMENTAR CASO HAJA A CONTINUIDADE DO CHOQUE DE PLACAS (SUBSIDÊNCIA) A ROCHA SEDIMENTAR OU ÍGNEA PODERÁ ATINGIR PROFUNDIDADES DE 5 A 20 Km. METAMORFISMO ROCHA SEDIMENTAR ROCHA METAMÓRFICA TENDO CONTINUIDADE O AUMENTO DE PROFUNDIDADE. AS ROCHAS RESULTANTES DA AÇÃO DESTES PROCESSOS SÃO DENOMINADAS DE ROCHAS METAMÓRFICAS. ONDE AS TEMPERATURAS E PRESSÕES PROVOCAM MUDANÇAS MINERALÓGICAS QUE SÃO DENOMINADAS DE METAMORFISMO .

VELOCIDADE – 100 m/dia a 50 km/h.PRESSÃO PARCIAL DOS VOLÁTEIS DE UMA FUSÃO • 2. corpos magmáticos de forma tabular que cobrem certas áreas que dependem da fluidez do magma. QUE É UMA SOLUÇÃO SILICATADA COMPLEXA. o basalto ü Magmas ácidos: ricos em Si e pobres em Fe e Mg – são mais viscosos dando origem às estruturas vulcânicas DEPÓSITOS PIROCLÁSTICOS – ocorrem explosões Ex: brechas vulcânicas. QUENTE. como por exemplo. ATRAVÉS DOS VULCÕES. - Ex: ü Magmas básicos: pobres em Si e ricos em Fe e Mg – são mais móveis. EM ESTADO TOTAL OU PARCIAL DE FUSÃO. tufos.PRESSÃO TOTAL . NATUREZA DOS MAGMAS: AS LAVAS SÃO MAGMAS QUE ATINGEM A SUPERFÍCIE DA TERRA. • ROCHAS DE COMPOSIÇÃO DIFERENTES FUNDEM EM TEMPERATURAS DIFERENTES. TEMPERATURA – 900 a 1200o C 3.ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 1. que por sua vez depende da composição química. cineritos. MODO DE OCORRÊNCIA DAS ROCHAS ÍGNEAS: EXTRUSIVAS: FORMADAS NA SUPERFÍCIE TERRESTRE DERRAMES VULVÂNICOS – extravasamento e resfriamento da lava. MINERAIS RESULTANTES DA SOLIFICAÇÃO DEPENDEM DA: . SEQÜÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS: AS ROCHAS ÍGNEAS SÃO CARACTERIZADAS POR SE ORIGINAREM ATRAVÉS DO RESFRIAMENTO E CONSOLIDAÇÃO DO MAGMA.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA FUSÃO . .

intermediárias ou neutras (entre 52% e 65%) .3 Tipo de feldspato . . .Alcalinas: predominância dos feldspatos potássicos.1 Porcentagem de sílica Sílica está sempre presente. sienito HIPOABISSAIS – são formadas a médias profundidades (sills e diques) Ex: diabásio 4.Mesocráticas (entre 30% e 60%) . e os intercrescimentos de ambos sobre os plagioclásios. Em relação a minerais escuros: .básicas (inferiores a 52%) 4.Monzoníticas: equilíbrio entre feldspatos alcalinos e feldspatos alcali-cálcicos. diques e batólitos PLUTÔNICAS OU ABISSAIS – são formadas a grandes profundidades (batólitos) Ex: granito.INTRUSIVAS: O RESFRIAMENTO SE DÁ NO INTERIOR DA CROSTA. SUA FORMA DEPENDE DA ESTRUTURA GEOLÓGICA E DA NATUREZA DA ROCHA QUE NELAS PENETRAM.2 Cor dos minerais Félsicos (claros) ou máficos (escuros).Leucocráticas (inferiores a 30%) .ácidas (superiores a 65%) . sódicos. De acordo com a porcentagem: .Melanocráticas (superiores a 60%) 4. Concordante – o magma ao penetrar uma rocha pré-existente se orienta segundo os planos de estratificação ou xistosidade Discordante ou transgressiva – não orientada segundo planos de estratificação ou xistosidade Mais comum no Brasil: sills. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS MAGMÁTICAS: 4.

diabásios. . granadioritos b) Rochas intermediárias: sienitos. pegmatitos.Alcali-cálcicas ou plagioclásticas: predominância dos plagioclásios sobre feldspatos alcalinos.5. 4.5 Classificação resumida 4. piroxenitos.Média (entre 1 mm e 5 mm): rochas formadas a profundidades médias . etc. exclui a rocha deste grupo.4 Granulação A granulação do mineral também é utilizada como base de classificação . b) Lamprófitos: difícil enquadramento em qualquer esquema de classificação.1 Rochas portadoras de feldspatos a) Rochas ácidas: granitos.Fina (< 1 mm): rochas formadas na superfície da Terra 4.2 Rochas sem feldspatos a) Ultramafitos: consistem em minerais ferromagnesianos e acessórios. Ex.5. gabros 4. peridotitos. A presença de qualquer tipo de feldspato.. aplitos. dioritos c) Rochas básicas: basaltos. Associados com qualquer grupo citado anteriormente.Grossa (> 5 mm): rochas formadas a grandes profundidades .

6 Classificação das rochas ígneas em Geologia de Engenharia 4.6. Fonólito Fina a média.2 Rochas básicas Gabro Diabásio Basalto maciço Basalto vesicular Granulação Grossa Média a fina Fina Fina. com cristais maiores Intrusões Verde-escura preta .4. cinza.3 Rochas intermediárias ou alcalinas Nefelina-Sienito Granulação Modo de ocorrência Cor mais comum Média a grossa Intrusões Tons de cinza Tinguaíto. com cavid. Modo de Massa de rochas e diques Diques Derrames Derrames ocorrência Cor mais comum Preta-cinza-esverdeada Preta Preta.6.1 Rochas graníticas ou ácidas Pegmatito Granito Granodiorito Aplito Muito grossa Grossa a média Média a fina Fina Granulação Grandes massas Massas e diques Diques Modo de ocorrência Diques Clara Tons de cinza-róseo Cinza Cinza-clara e rósea Cor mais comum 4.6. Marron esverdeada 4.

b) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS GRANÍTICAS. PEDRAS PARA MUROS E MEIO-FIOS. APRESENTAM-SE COMO EXCELENTES MATERIAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE ATERROS COMPACTADOS. POIS ALIAM ATRITO E COESÃO. O BASALTO TAMBÉM SE PRESTA PARA AS MESMAS UTILIDADES. SOLOS PROVENIENTES DE BASALTO POSSUEM GRÃOS PURAMENTE ARGILOSOS. LAVABOS. POR MISTURAREM GRÃOS DE QUARTZO COM LAMELAS DE ARGILA. BRITA PARA CONCRETO. PIAS. ETC.APLICAÇÕES PRÁTICAS DAS ROCHAS ÍGNEAS a) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: O GRANITO É A ROCHA MAIS EMPREGADA COMO PEDRA DE CONSTRUÇÃO: GRANDES BLOCOS PARA PEDESTAL DE MONUMENTOS. RESISIT INDO SOMENTE À COESÃO. PLACA POLIDAS PARA REVESTIMENTO DE PAREDES. SOLO DE GRANITO H SOLO DE BASALTO . PARALELEPÍPEDOS E PEDRAS IRREGULARES PARA PAVIMENTAÇÃO.

MELHORAR AS CONDIÇÕES DE ROLAMENTO E SEGURANÇA. EM SEU CONJUNTO A: RESISTIR E DISTRIBUIR AO SUBLEITO OS ESFORÇOS VERTICAIS E HORIZONTAIS PRODUZIDOS PELO TRÁFEGO. RODOVIAS FERROVIAS AEROPORTOS . concreto) PAVIMENTO Ep SOLO NATURAL OU SUB-LEITO BASE (Brita Graduada) SUB-BASE (Rachão ou Macadame Seco) O PAVIMENTO É UMA ESTRUTURA CONSTRUÍDA APÓS A TERRAPLENAGEM E DESTINADA.c) ESTRADAS: AS ROCHAS GRANÍTICAS TÊM A GRANDE VANTAGEM DE FORNECER GRAGMENTOS DE BRITA DE FORMA CUBÓIDE. FACE À ELEVADA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E AO DESGASTE QUE A ELAS CONFERE. ECONÔMICA E SIMULTANEAMENTE. IDEAIS PARA O EMPREGO EM BASES DE ESTRADAS. P REVESTIMENTO (asfalto.

BERMAS NA REGIÃO DE MONTANTE.d) BARRAGENS: BARRAGENS EM BASALTOS – PROBLEMAS DE PERMEABILIDADE. DEVIDO AO INTENSO FRATURAMENTO DA ROCHA. Linha de Injeção Rio Barragem e) FUNDAÇÕES: TANTO ROCHAS GRANÍTICAS COMO AS BASÁLTICAS SÃO EXCELENTES MATERIAIS PARA SERVIREM DE FUNDAÇÃO DE PRÉDIOS E DEMAIS OBRAS DE ENGENHARIA. INJEÇÃO DE CALDA DE CIMENTO. O PROBLEMA ESTÁ ASSOCIADO AOS SOLOS RESIDUAIS DESSAS ROCHAS – PRESENÇA DE MATACÃO. SOLO MATACÃO ROCHA ROCHA ERRADO CERTO . CORTINA DE JET GROUTING.

ROCHAS SEDIMENTARES

1. DEFINIÇÃO
AS ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS OU EXÓGENAS SÃO RESULTANTES DA CONSOLIDAÇÃO DE SEDIMENTOS, OU SEJA, PARTÍCULAS MINERAIS PROVENIENTES DA DESAGREGAÇÃO E TRANSPORTE DE ROCHAS PRÉEXISTENTES. ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL SEDIMENTO
INTEMPERISMO EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO LITIFICAÇÃO

SOLO RESIDUAL SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR

2. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A FORMAÇÃO DE UMA ROCHA SEDIMENTAR
PRÉ-EXISTÊNCIA DE ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTES MÓVEIS OU IMÓVEIS QUE DESAGREGUEM OU DESINTEGREM AQUELAS ROCHAS; PRESENÇA DE AGENTE TRANSPORTADOR DOS SEDIMENTOS; DEPOSIÇÃO DESSE MATERIAL EM UMA BACIA DE ACUMULAÇÃO, CONTINENTAL OU MARINHA; CONSOLIDAÇÃO DESSES SEDIMENTOS; DIAGÊNESE – TRANSFORMAÇÃO DO SEDIMENTO EM ROCHAS DEFINITIVAS. AS ÁREAS DE OCORRÊNCIA SÃO DENOMINADAS BACIAS SEDIMENTARES EXEMPLOS: BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ, BACIA SEDIMENTAR DE SÃO PAULO...

LITIFICAÇÃO (DIAGÊNESE): ÚLTIMO PROCESSO QUE OCORRE NA FORMAÇÃO
DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O PROCESSO É DIVIDO EM: - CIMENTAÇÃO: CRISTALIZAÇÃO DE MATERIAL CARREADO PELA ÁGUA QUE PERCOLA PELOS VAZIOS DO SEDIMENTO (ESPAÇO DE VAZIOS DEIXADOS PELAS PARTÍCULAS SÓLIDAS), PREENCHENDO-OS E DANDO COESÃO AO MATERIAL;

- COMPACTAÇÃO: COMPRESSÃO DOS SEDIMENTOS DEVIDO AO PESO DAQUELES SOBREPOSTOS, HAVENDO GRADUAL DIMINUIÇÃO DA POROSIDADE (REDUÇÃO DOS VAZIOS); - AUTIGÊNESE: FORMAÇÃO DE NOVOS MINERAIS IN SITU.

ESTRUTURA DAS ROCHAS SEDIMENTARES
O QUE MAIS CARACTERIZA AS ROCHAS SEDIMENTARES É A SUA ESTRATIFICAÇÃO, POIS SÃO GERALMENTE FORMADAS DE CAMADAS SUPERPOSTAS QUE PODEM DIFERIR UMA DAS OUTRAS EM COMPOSIÇÃO, TEXTURA, ESPESSURA, COR, RESISTÊNCIA, ETC. OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO, TAMBÉM CHAMADOS DE PLANOS DE SEDIMENTAÇÃO, SÃO NORMALMENTE PLANOS DE FRAQUEZA DA ROCHA, QUE MUITO INFLUEM NO SEU COMPORTAMENTO MECÂNICO.

PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA

3. INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
É O CONJUNTO DE PROCESSOS MAIS GERAL QUE OCASIONA A DESINTEGRAÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS E DOS MINERAIS POR AÇÃO DE AGENTES ATMOSFÉRICOS E BIOLÓGICOS. MAIOR IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA: DESTRUIÇÃO DAS ROCHAS PARA ORIGINAR SOLOS, SEDIMENTOS E AS ROCHAS SEDIMENTARES. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: • CONCENTRAÇÃO DE MINERAIS ÚTEIS OU MINÉRIOS (ouro, platina, pedras preciosas, etc); • FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS ENRIQUECIDOS DE Cu, Mn, Ni, etc. DIFERENÇA ENTRE INTEMPERISMO E EROSÃO : • INTEMPERISMO: fenômeno de alteração das rochas executado por agentes essencialmente imóveis; • EROSÃO: remoção e transporte dos materiais por meio de agentes móveis (água, vento). PRODUTO FINAL DA INTEMPERIZAÇÃO: REGOLITO OU MANTO DE DECOMPOSIÇÃO.

3.1 AGENTES DO INTEMPERISMO 3.1.1 FÍSICOS OU MECÂNICOS (DESAGREGAÇÃO)
- VARIAÇÃO DA TEMPERATURA - CONGELAMENTO DA ÁGUA - CRISTALIZAÇÃO DE SAIS - AÇÃO FÍSICA DE VEGETAIS

3.1.2 QUÍMICOS (DECOMPOSIÇÃO)
- HIDRÓLISE - HIDRATAÇÃO - OXIDAÇÃO - CARBONATAÇÃO - AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS E DOS MATERIAIS ORGÂNICOS

3.2 FATORES QUE INFLUEM NO INTEMPERISMO 3.2.1 CLIMA
REGIÕES QUENTES E ÚMIDAS: PREDOMINA INTEMPERISMO QUÍMICO REGIÕES GELADAS E NOS DESERTOS: PREDOMINA INTEMPERISMO FÍSICO

3.2.2 TOPOGRAFIA 3.2.3 TIPO DE ROCHA 3.2.4 VEGETAÇÃO

A) HIDRÓLISE COMBINAÇÃO DE ÍONS DA ÁGUA COM OS COMPOSTOS – FORMAÇÃO DE NOVAS SUBSTÂNCIAS.3.10% C) CRISTALIZAÇÃO DE SAIS: FORÇA DE CRISTALIZAÇÃO D) AÇÃO FÍSICA DOS VEGETAIS: CRESCIMENTO DE RAÍZES 3. SAIS E PRODUTOS ORGÂNICOS E INICIAR ATAQUES ÀS ROCHAS. CO2 . ÓXIDOS.3. ETC. Exemplo: CASO4 + H2 O → CASO4.3 TIPOS DE INTEMPERISMO 3.3. S. CU – MAIS SUSCEPTÍVEIS À OXIDAÇÃO Exemplo: FE++ → FE+++ FE(HCO3 )2 + O 2 → FE2 O3 NH2O + HCO3 (LIMONITA) E) DECOMPOSIÇÃO QUÍMICO-BIOLÓGICA AÇÃO QUÍMICA DOS ORGANISMOS – MUITO VARIADA .2 INTEMPERISMO QUÍMICO ÁGUA + O2 . CARB.) → (BICARBONATO DE CÁLCIO) D) OXIDAÇÃO DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS PELA AÇÃO OXIDANTE DE O2 E CO2 DISSOLVIDOS NA ÁGUA – HIDRATOS. CARBONATOS.2H2 O PROVOCA TAMBÉM O AUMENTO DE VOLUME – DESINTEGRAÇÃO C) CARBONATAÇÃO (DECOMPOSIÇÃO POR CO2 ) CO2 CONTIDO NA ÁGUA FORMA ÁCIDO CARBÔNICO Exemplo: CO2 + H2 O → H2 CO3 CACO3 + H2CO3 → CA(HCO3 )2 (CALCITA) + (ÁC. MINERAIS CONTENDO FE. E ÀS VEZES NITRATOS E NITRITOS – PODEM FICAR IMPREGNADOS DE ÁCIDOS.1 INTEMPERISMO FÍSICO A) AÇÃO DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA: EXPANSÃO-CONTRAÇÃO → DESINTEGRAÇÃO B) CONGELAMENTO DA ÁGUA: AUMENTO DE VOLUME . Exemplo: KALSI3 O8 + H2 O → HALSI3 O8 + KOH (FELDSPATO ORTOCLÁSIO) B) HIDRATAÇÃO ADIÇÃO DE MOLÉCULAS DE ÁGUA AOS MINERAIS FORMANDO NOVOS COMPOSTOS. MN.

4. DECOMPOSIÇÃO DAS ROCHAS

Solo proveniente de uma rocha granítica inalterada a uma profundidade de 7 m. Mineral Quartzo Feldspato Composição SiO 2 Silicato de Al e K Alteração não se decompõe é solúvel não se decompõe é solúvel não se decompõe e não se altera Produto Grãos de areia Argila e material solúvel Placas de mica Argila e material solúvel Cristais de zircão

Muscovita Silicato de Al+K+H2 O (mica) Biotita (mica) Silicato de Al, Fe,K,Mg+H2 O Zircão Silicato de Zr

GRUPO RESULTANTE DA DECOMPOSIÇÃO DE UM GRANITO: a) MINERAIS INALTERÁVEIS: QUARTZO, ZIRCÃO E MUSCOVITA. b) RESÍDUOS INSOLÚVEIS: ARGILAS, SUBSTÂNCIAS CORANTES. c) SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: SAIS DE K, NA, FE, MG E SÍLICA. SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS: • GERALMENTE TRANSPORTADO PARA O MAR (SALINIZAÇÃO); • REGIÕES DE ALTA EVAPORAÇÃO – DEPÓSITOS; • SÍLICA, GERALMENTE DEPOSITADAS EM FRATURAS, E COMO MATERIAL DE CIMENTAÇÃO. SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS: • PODEM PERMANECER NO LOCAL; • GRÃOS DE QUARTZO FORMAM CAMADAS DE AREIA; • PARTÍCULAS DE ARGILA SÃO TRANSPORTADAS, E DEPOIS SEDIMENTADAS PARA FORMAR CAMADAS DE LAMA.

Tipo de rocha Arenito Basalto Granito Gnaisse

Intemperizada até uma profundidade máxima de: 15 m 25 m 40 m 60 m

5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
PREVALECE O CRITÉRIO GENÉTICO, SENDO DE ORIGEM EXTERNA. CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Rocha de origem mecânica
1. GROSSEIRAS: Conglomerados, Brechas 2. ARENOSAS: Arenitos, Siltitos 3. ARGILOSAS: Argilas, Argilitos, Folhelhos ______

Rocha de origem orgânica
1. CALCÁRIAS: Calcários, Dolomitos 2. SILICOSAS: Sílex 3. FERRUGINOSAS: Depósitos ferruginosos 4. CARBONOSAS: Turfas, Carvões

Rocha de origem química
1. CALCÁRIAS: Estalactites e estalagmites, Mármores travertinos 2. FERRUGINOSAS: Minérios de ferro 3. SALINAS: Cloretos, Nitratos, Sulfatos 4. SILICOSAS: Sílex

5.1 ROCHAS DE ORIGEM MECÂNICA
TAMBÉM DENOMINADAS: CLÁSTICAS OU DETRÍTICAS. FORMADAS A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES PELO TRANSPORTE DA AÇÃO SEPARADA OU CONJUNTA DA GRAVIDADE, VENTO, ÁGUA E GELO, E DEPOSITADA POSTERIORMENTE. A COMPOSIÇÃO DESTES SEDIMENTOS REFLETE OS PROCESSOS DE INTEMPERISMO E A GEOLOGIA DA ÁREA DA FONTE. CARACTERÍSTICAS: INICIALMENTE INCONSOLIDADO CONSTITUINDO O SEDIMENTO. DIMENSÕES DAS PARTÍCULAS: COLOIDAIS ATÉ CENTÍMETROS E BLOCOS MAIORES. APÓS COMPACTAÇÃO E/OU CIMENTAÇÃO – ROCHAS SEDIMENTARES OU ROCHA ESTRATIFICADA. SUBSTÂNCIAS CIMENTANTES MAIS COMUNS: SÍLICA, CARBONATO DE CÁLCIO, LIMONITA, GIPSO, BARITA, ETC.

SUBDIVISÕES DE ACORDO COM DIÂMETROS PREDOMINANTES: A. GROSSEIRA B. ARENOSAS C. ARGILOSAS

5.1.1 Rochas grosseiras
φ ≥ 2 ? m e são originadas por depósitos coluviais de tálus e os de aluvião. Tipos: m a) Conglomerados – fragmentos arredondados, transportados e depositados. O tamanho dos fragmentos varia de seixos até matacões. b) Brechas – fragmentos angulosos e cimentados por sílica, carbonato de cálcio, etc; o que demonstra que o transporte não foi muito grande.

5.1.2 Rochas arenosas
São as mais representativas e comuns, com diâmetros entre 0,01 e 2 mm. Tipos: a) Arenitos – constituídas substancialmente de partículas ou grânulos de quartzo detrítico, subangulares ou angulares. O cimento pode ser sílica, carbonato e cálcio, substâncias ferruginosas, etc. b) Siltito – granulação finíssima φ ≈ 0,01 mm, formados por erosão fluvial, lacustre ou glacial. Apresentam camadas muito finas identificadas por diferentes faixas coloridas (películas de óxido de ferro).

5.1.3 Rochas argilosas
São representadas pelos mais finos sedimentos mecanicamente formados, com φ < 0,01 mm até dimensões coloidais. São divididos em três grupos: a) Grupo do caulim b) Grupo da montmorillonita c) Grupo das illitas (hidrômicas) Exemplos: folhelhos (camadas horizontais bem destacadas em planos) e argilito (planos horizontais são menos comuns). EM RESUMO : AS ROCHAS SEDIMENTARES CLÁSTICAS FORMAM A GRANDE FAMÍLIA DAS ROCHAS SEDIMENTARES. O TIPO DE SEDIMENTO ORIGINÁRIO CONCEDE O NOME A ROCHA FORMADA. CLASSE BLOCO, PEDRA OU SEIXO AREIA GROSSA, MÉDIA OU FINA SILTE ARGILA SEDIMENTO CASCALHO AREIA SILTE ARGILA ROCHA FORMADA CONGLOMERADO OU BRECHA ARENITO SILTITO ARGILITO

c) Silicosas – precipitação de soluções cujo constituinte predominante é a sílica. mármore travertino. À ATIVIDADE ANIMAL E/OU VEGETAL DE NATUREZA DIVERSA. crescimento de estalactites e estalagmites. etc. boratos. RESULTAM DO INTEMPERISMO COMPOSTOS SOLÚVEIS QUE TEM DESTINOS DIVERSOS.5. 5. d) Salinas – produto da precipitação química das bacias. A RETIRADA E AUMENTO DE DETERMINADOS COMPONENTES PODE LEVAR O SOLO AO CONCRECIONAMENTO EM UM PRIMEIRO ESTÁGIO E A CRUSTIFICAÇÃO (GERAÇÃO DE CROSTAS) EM UM ESTÁGIO FINAL. EX: CANGAS. DIRETA OU INDIRETAMENTE. sílex de origem química. É IMPORTANTE FRIZAR QUE A MAIOR PARTE DOS COMPOSTOS SOLÚVEIS SÃO LEVADOS AOS MARES (SALINIDADE). etc. cloretos. ROCHAS CARBONATADAS ROCHAS FOSFATADAS RICHAS FERRÍFERAS ROCHAS SILICOSAS ROCHAS CARBONOSAS CALCÁREO. Os carvões são classificados em lignito. b) Ferruginosas – origem inorgânica e química. nitratos. ESSES MATERIAIS ACUMULAM-SE PRINCIPALMENTE NO FUNDO DOS MARES. OS SOLOS DE UMA DETERMINADA REGIÃO PODEM SOFRER SENSÍVEIS MODIFICAÇÕES. ESTES COMPOSTOS PODEM PRECIPITAR JUNTO COM AS FRAÇÕES DETRÍTICAS E SOFRER CIMENTAÇÃO. Ex. sulfatos.4 ROCHAS SEDIMENTARES NÃO CLÁSTICAS RESIDUAIS NA CONDIÇÃO DE AÇÕES CLIMÁTICAS. b) Carbonosas – acúmulo de matéria vegetal com posterior carbonização. dolomitos. . PRINCIPAIS TIPOS: a) Calcárias – acúmulo de conchas ou carapaças de composição carbonatada. total ou parcial.2 ROCHAS DE ORIGEM QUÍMICA ALÉM DOS PRODUTOS CLÁSTICOS DEPOSITADOS MECANICAMENTE. ANTRACITO 5. Ex. Ex. GUANO LIMONITA DIATOMITOS CARVÃO. ENTRETANTO. GIZ FOSFORITO. TOPOGRÁFICAS E DE VEGETAÇÃO. carvão betuminoso e antracito conforme diminuição da porcentagem de matéria volátil e o aumento do conteúdo de carbono.3 ROCHAS DE ORIGEM ORGÂNICA SÃO AQUELES DEPÓSITOS SEDIMENTARES DEVIDOS. Compreende as turfas e carvão. e consolidada. EXISTEM 4 GRUPOS DE ROCHAS: a) Calcárias – precipitados em bacias através de mudanças físico-químicas do meio.

OS PRIMEIROS NO CONCRETO E OS ÚLTIMOS. ESPECIALMENTE AS ARGILO-ARENOSAS. POIS SÃO VULNERÁVEIS À EROSÃO PELA ÁGUA DAS CHUVAS E VENTOS. Ex: ARENITO DE BOTUCATU. . QUANDO POUCOS CIMENTADOS OU TRABALHADOS POR AGENTES GEOLÓGICOS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS SEDIMENTARES A) CONSTRUÇÃO CIVIL – EDIFICAÇÕES: AS ROCHAS SEDIMENTARES BEM CIMENTADAS PODEM SE CONSTITUIR EM BOM MATERIAL PARA BLOCOS DE FUNDAÇÃO E DE ALVENARIA. COM IMENSA UTILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. JÁ QUE COMBINANDO O ATRITO DAS AREIAS COM A COESÃO DAS ARGILAS DÃO. OS PROBLEMAS SURGEM QUANDO SOLOS SÃO PREDOMINANTEMENTE ARENOSOS. AS ROCHAS SEDIMENTARES PODEM DAR ORIGEM A DEPÓSITOS DE AREIAS E PEDREGULHOS OU DE LAMITOS. UM MATERIAL COM BOA RESISTÊNCIA E DE RELATIVAMENTE FÁCIL TRABALHABILIDADE. CALÇADAS. C) TALUDES: A ESTABILIDADE DO TALUDE ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA À DIREÇÃO DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA. B) ATERROS: OS SOLOS ORIGINADOS DE ROCHAS SEDIMENTARES. COMO PRODUTO FINAL. MEIOS FIOS. ETC. PODEM SER UTILIZADAS COM CERTA TRANQUILIDADE EM ATERROS. NA FABRICAÇÃO DE TIJOLOS E CERÂMICAS.

EXIGÊNCIA DE ESPESSURA ASSIMÉTRICA DA ABÓBODA DE CONCRETO ARMADO. POIS COM A ESCAVAÇÃO AS PLACAS DE ROCHAS TENDEM A SER DESCALÇADAS. ü SITUAÇÃO 3: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS VERTICAIS DIFERENTES. ü SITUAÇÃO 5: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS VERTICAIS. ü SITUAÇÃO 1: TÚNEL SEMPRE NAS MESMAS CAMADAS HORIZONTAIS. ORIGINANDO GRANDES DESMORONAMENTOS. ESTA SITUAÇÃO É DESFAVORÁREL. MERGULHANTES. A DIREÇÃO PREDOMINANTE DO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO DA ROCHA É FUNDAMENTAL PARA O COMPORTAMENTO DO MACIÇO NA FRENTE DE ESCAVAÇÃO E DOS POSSÍVEIS TIPOS DE TRATAMENTO E ESCORAMENTO. ü SITUAÇÃO 4: TÚNEL ATRAVESSA AS MESMAS CAMADAS MERGULHANTES. POIS NÃO HÁ DESCALÇAMENTO DAS PLACAS DE ROCHA NA ESCAVAÇÃO. ü SITUAÇÃO 2: TÚNEL CORTA CAMADAS DIFERENTES. ESTA É UMA SITUAÇÃO FAVORÁVEL.D) TÚNEIS: NOVAMENTE. POIS PODE OCORRER DESPLACAMENTO DO TETO POR AÇÃO DE FLEXÃO. ü SITUAÇÃO 6: TÚNEL ATRAVESSA CAMADAS MERGULHANTES DUAS VEZES. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL. O DESMORONAMENTO É MENOR DO QUE QUANDO SÃO ENCONTRADAS CAMADAS HORIZONTAIS. POIS AS LAJES SÃO DESCALÇAS DURANTE A ESCAVAÇÃO. A SITUAÇÃO É DESFAVORÁVEL NO TETO DO PÉ-DIREITO ESQUERDO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO LADO DIREITO. . SITUAÇÃO DESFAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO DIREITO E FAVORÁVEL NO PÉ-DIREITO DO LADO ESQUERDO.

ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA DE FUNDAÇÃO .ü ü ü ü ü ü SITUAÇÃO 1: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 2: POUCO ESTÁVEL SITUAÇÃO 3: RAZOAVELMENTE ESTÁVEL SITUAÇÃO 4: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 5: MUITO ESTÁVEL SITUAÇÃO 6: POUCO ESTÁVEL (rocha ígnea diaclasada) E) BARRAGENS: O EMPUXO DAS ÁGUAS PROVOCA ESFORÇOS HORIZONTAIS QUE TENDEM A FAZER COM QUE A BARRAGEM DESLIZE. EM ALGUMAS SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS É COMUM A UTILIZAÇÃO DE TIRANTES DE AÇO ANCORADOS ABAIXO DO ÚLTIMO PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO. O QUE VAI IMPEDIR O DESLIZAMENTO SERÁ O ATRITO ENTRE A BASE DA BARRAGEM E A ROCHA. ESTA MEDIDA GARANTE A ESTABILIDADE DO MACIÇO E AUMENTA A INTERLIGAÇÃO DA BASE DA BARRAGEM COM A ROCHA DE FUNDAÇÃO. INDEPENDENTE DO TIPO DE ROCHA DE FUNDAÇÃO. PARA AUMENTAR ESSE ATRITO É QUE SE ENGASTA A ESTRUTURA NA ROCHA ATRAVÉS DA ESCAVAÇÃO DE DENTES.

MOSTRAM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE INFLUEM NOS PROJETOS DE FUNDAÇÕES: PRESENÇA D’ÁGUA MUITO PRÓXIMA DA SUPERFÍCIE E A PRESENÇA DE CAMADAS LENTICULARES DE ARGILA NO PERFIL (ARGILA MOLE). A DESCARGA DE FUNDO.PROBLEMAS DE EROSÃO: A EROSÃO INTERNA É PROVOCADA PELA PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS ATRAVÉS DAS CAMADAS. . VIA ESTRUTURAS HIDRÁULICAS COMO O VERTEDOURO. EM POUCO TEMPO. VIA DE REGRA DOTADAS DE GRANDE VELOCIDADE. A EROSÃO EXTERNA É AQUELA PROVOCADA PELAS ÁGUAS QUE SAEM DA BARRAGEM. E ARENITOS POUCO CIMENTADOS QUE ESTÃO SUJEITOS A EROSÃO EXTERNA. PERCOLAÇÃO DE ÁGUAS ÁCIDAS TOMBAMENTO DA BARRAGEM EROSÃO REGRESSIVA F) FUNDAÇÕES: OS SEDIMENTOS RECENTES. SENÃO A PRESSÃO DO PRÓPRIO PESO DAS CAMADAS SOBREPOSTAS). ATUALMENTE CONCENTRADOS NAS PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DOS CURSOS D’ÁGUA (QUE ESTÃO EM PLENO PROCESSO DE EROSÃO-TRANSPORTE-DEPOSIÇÃO E QUE AINDA NÃO SOFRERAM MAIS DIAGÊNESE. UM VOLUME ENORME DE ROCHAS SEDIMENTARES POUCO OU MEDIANEMTNE CIMENTADAS. OUTROS PROBLEMAS ESTÃO ASSOCIADOS A ROCHAS CALCÁREAS EM CONTATO COM ÁGUAS ÁCIDAS. PROVOCANDO EROSÃO INTERNA. ESSAS CORRENTES TURBILHONADAS. PODERÃO LEVAR. DISSOLVENDO O CARBONATO DE CÁLCIO E DEIXANDO NAS CAMADAS VAZIOS QUE IRÃO PROGRESSIVAMENTE AUMENTANDO ATÉ ATIINGIREM CAVERNAS DE GRANDES DIMENSÕES. ETC.

ALÉM DA SUA UTILIZAÇÃO EM USINAS TERMELÉTRICAS E NA SIDERURGIA. DE COR PRETA E DE VITAL IMPORTÂNCIA NA MODERNA INDÚSTRIA.CALCÁRIO ARENITO CARVÃO MINERAL: O CARVÃO MINERAL É UMA ROCHA SEDIMENTAR COMBUSTÍVEL. POIS. . CONSTITUI UMA DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS NA FABRICAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE PLÁSTICOS E COMPOSTOS QUÍMICOS.

.DESINTEGRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS – ENERGIA LIBERADA. . TAIS COMO ÁGUA. MAS É PRINCIPALMENTE A PRESSÃO EM COMBINAÇÃO COM A TEMPERATURA QUE MAIS CONTRIBUI PARA AS PROFUNDAS MODIFICAÇÕES DAS ROCHAS.ROCHAS METAMÓRFICAS ROCHAS ÍGNEAS / SEDIMENTARES METAMORFISMO ROCHAS METAMÓRFICAS MORPHO = FORMA METAMORFISMO: META = MUDANÇA METAMORFISMOS SÃO ALTERAÇÕES OU METAMORFOSES NO ESTADO SÓLIDO DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA. TEXTURA E/OU ESTRUTURA DAS ROCHAS PRÉEXISTENTES (SEDIMENTARES. . . OXIGÊNIO. VAPORES (CO2 . .OUTRAS PRESSÕES – PRESSÃO DA ÁGUA. .INTRUSÕES ÍGNEAS – GRANDES MASSAS DE ROCHAS – COZINHAMENTO PRODUZEM ALTAS TEMPERATURAS. b) PRESSÃO: A SIMPLES ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA NÃO É UM FATOR DETERMINANTE DO METAMORFISMO. O2 ). FLUOR. DITOS “AGENTES DO METAMORFISMO”). ETC DESEMPENHAM A FUNÇÃO DE FACILITAR AS REAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES MINERALÓGICAS → ATIVIDADE QUÍMICA. AGENTES DO METAFORMISMO: a) TEMPERATURA: AO APROFUNDAREM-SE PROGRESSIVAMENTE SOB UM CRESCENTE NÚMERO DE CAMADAS DE SEDIMENTOS AS ROCHAS VÃO SOFRENDO TEMPERATURAS CADA VEZ MAIS ELEVADAS. EFEITOS DA PRESSÃO: ELIMINAÇÃO DA POROSIDADE EXPLUSÃO DE VOLÁTEIS DESAPARECIMENTO DE FÓSSEIS APARECIMENTO DE MINERAIS MAIS DENSOS c) FLUIDOS: OS FLUIDOS.ATRITO ENTRE CAMADAS – ENERGIA DE FRICÇÃO. ONDE AS ROCHAS TRABALHAM HIDROSTATICAMENTE.CALOR RESIDUAL DA TERRA – GRAU GEOTÉRMICO (1ºC a cada 33 m). PRESSÕES E/OU SOLUÇÕES QUÍMICAS.PRESSÕES HIDROSTÁTICAS – ZONAS PROFUNDAS DA CROSTA. SEM NO ENTANTO SOFREREM FUSÃO. GÁS CARBONO. . DEVIDO À AÇÃO DE AGENTES ENERGÉTICOS (ALTAS TEMPERATURAS.PRESSÕES ORIENTADAS – SOBRECARGA DE ROCHAS SOBREJACENTES. . ÍGNEAS OU METAMÓRFICAS ANTERIORES). GASES.

B) METAFORMISMO DINÂMICO OU CATACLÁSTICO: PRESSÃO NÃO UNIFORME ASSOCIADA AO AUMENTO DE TEMPERATURA PROVOCA FRATURAS ORIGINANDO ESTRUTURAS E TEXTURAS PRÓPRIAS. EMBORA A ROCHA SEJA OUTRA. NÃO HÁ PROCESSOS DE RECRISTALIZAÇÃO. . TRITURAÇÃO E MOAGEM DAS ROCHAS ORIGINAIS. • METAMORFISMO DE CONTATO – OCORRE AO REDOR DAS GRANDES MASSAS MAGMÁTICAS INTERNAS. OU SEJA. EVIDENCIADO PELA FORMAÇÃO DE MINERAIS NOVOS NÃO EXISTENTES ANTERIORMENTE. DISTINÇÃO ENTRE: • PIROMETAMORFISMO – TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA DA SUPERFÍCIE DAS ROCHAS PELO CONTATO IMEDIATO COM UM MAGMA. PORÉM COM A TEMPERATURA INFERIOR À QUE PREDOMINA NO PIROMETAMORFISMO. FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVOS MINERAIS E DE FENÔMENOS DE RECRISTALIZAÇÃO. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCASIONA O DESLOCAMENTO DE MASSAS DE ROCHAS EM ZONAS DE FALHAS – PRESSÃO ORIENTADA E SE RESTRINGE A PARTES POUCO PROFUNDAS DA CROSTA TERRESTRE. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM E IDENTIFICAM UMA ROCHA METAMÓRFICA: • MINERAIS ORIENTADOS • DOBRAS E FRATURAS • DUREZA MÉDIA A ELEVADA TIPOS DE METAMORFISMO: A) METAMORFISMO TÉRMICO OU DE CONTATO: OCORRE ATRAVÉS DO CONTATO DE DUAS ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. EXEMPLOS: ARENITOS → QUARTZITO CALCÁRIOS → MÁRMORES FOLHELHOS → MICAXISTOS B) METAMORFISMO METASSOMÁTICO OU METASSOMATISMO – OCORRE MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA ROCHA. COM A CONSEQÜENTE MODIFICAÇÃO DA TEXTURA E ESTRUTURA. CONSISTINDO NO FRATURAMENTO.TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES: A) METAMORFISMO NORMAL – SEM QUALQUER PERDA OU ADIÇÃO DE NOVO MATERIAL A ROCHA QUE SOFREU METAMORFISMO. AUMENTA A MOBILIDADE DA ROCHA ENCAIXANTE. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA CONTINUA A MESMA. O AGENTE PRINCIPAL NESTE TIPO DE METAMORFISMO É O CALOR.

AS ROCHAS METAMORFISADAS PODEM ATINGIR A SUPERFÍCIE.C) METAMORFISMO REGIONAL DÍNAMO TERMAL: AÇÃO CONJUNTA DA TEMPERATURA E PRESSÃO PROVOCANDO A RECRISTALIZAÇÃO NA ROCHA E FAVORECENDO O APARECIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS. PRATICAMENTE SEM XISTOSIDADE. PRESSÃO ORIENTADA - DOBRAMENTO DAS ROCHAS. CAUSAS DO METAMORFISMO: CONTATO DE ROCHAS PRÉ-EXISTENTES. T+P - ACHATAMENTO DOS MINERAIS. MOVIMENTOS TANGENCIAIS DOS CONTINENTES (PLACAS TECTÔNICAS). ESFORÇOS TANGENCIAIS À CROSTA . MAS. AS ROCHAS ENTRAM NA FASE PLÁSTICA. ENQUANTO NOVOS SE FORMAM. POIS AFETA GRANDES REGIÕES E É CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE. É TAMBÉM CHAMADO DE “GERAL”. SEQÜÊNCIA DO METAMORFISMO: DEFORMAÇÃO DOS MINERIAIS COM REDUÇÃO DOS POROS. COMPLETAMENTE TRANSFORMADA EM GRANDES MASSAS DE XISTOS E GNAISSES. D) METAMORFISMO PLUTÔNICO: NUM APROFUNDAMENTO AINDA MAIOR. PRESSÃO DOMINANTE - ORIENTAÇÃO DOS MINERAIS. PASTOSA E JÁ NÃO TRANSMITEM PRESSÕES DIRIGIDAS. ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADO COM A FORMAÇÃO DE CADEIAS DE MONTANHAS (ÁREAS CONHECIDAS COMO GEOSINCLINAIS). PELA AÇÃO DE INTEMPERISMO E EROSÃO. PERDENDO POUCO A POUCO A ORIENTAÇÃO DOS SEUS MINERAIS. ESTE TIPO DE METAMORFISMO OCORRE A GRANDES PROFUNDIDADES.

A XISTOSIDADE É EVIDENCIADA PELO ACHATAMENTO E ORIENTAÇÃO DOS GRÃOS DA ROCHA DURANTE O PROCESSO DE METAMORFISMO. TIPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS: ROCHA ÍGNEA OU SEDIMENTAR ORIGINAL CONGLOMERADO ARENITO ARENITO ARGILOSO ROCHA METAMÓRFICA RESULTANTE METACONGLOMERADO QUARTZITO QUARTZITO MICÁCEO ARDÓSIA FILITO MICAXISTO GNAISSE MÁRMORE BRANCO MÁRMORE MICÁCEO MÁRMORE VERDE ANTRACITO GRAFITE GNAISS XISTOS VERDES ANFIBOLITOS SERPENTINOS TALCO-XISTOS PEDRA SABÃO ARGILITO & SILTITO (LAMITOS) CALCÁREO PURO CALCÁREO ARGILOSO CALCÁREO DOLOMÍTICO CARVÃO GRANITO BASALTO ULTRABÁSICAS .PLANO DE XISTOSIDADE x PLANO DE FRAQUEZA DA ROCHA PLANO DE XISTOSIDADE: XISTOSIDADE É UMA EXPRESSÃO DA MEDIDA EM QUE MINERAIS MICÁCEOS. LAMELARES OU PRISMÁTICOS PARALELOS OU SUB-PARALELOS CARACTERIZAM A APARÊNCIA DE UMA ROCHA METAMÓRFICA.

OUTRO ASPECTO IMPORTANTE PARA PRÁTICA DE ENGENHARIA É A EXTREMA RAPIDEZ DE VARIAÇÃO LATERAL E VERTICAL DE SUAS CAMADAS EM TERMOS DE NATUREZA E CARACTERÍSTICAS. DA XISTOSIDADE (AUSENTE. FUNDAMENTALMENTE. POR SUAS CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS SITUA-SE ENTRE AS SEDIMENTARES E AS ÍGNEAS: TEM MAIOR DENSIDADE E SÃO MAIS RESISTENTES QUE AS SEDIMENTARES ORIGINAIS E SÃO MENOS RESISTENTES E MAIS DEFORMÁVEIS QUE AS ÍGNEAS.PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS METAMÓRFICAS: É EVIDENTE QUE AS CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DOS MACIÇOS E DAS ROCHAS METAMÓRFICAS IRÃO DEPENDER. DA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E DA TEXTURA QUE ELAS APRESENTAREM. FRACA OU BEM PRONUNCIADA). GERANDO SOLOS ESPESSOS. ESPECIALMENTE DEVIDO À XISTOSIDADE. ARDÓSIA – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS MICAXISTO – XISTOSIDADE E CLIVAGEM BEM DESENVOLVIDAS GNAISSE – POBRE CLIVAGEM E XISTOSIDADE SEQÜÊNCIA DE CAMPO: GNAISSE MICAXIST FILITOS ARDÓSIA GRANITO ROCHA SEDIMENTAR . É IMPORTANTE SALIENTAR QUE O ARRANJO ORIENTADO DOS GRÃOS E A XISTOSIDADE FACILITAM ALTAMENTE O ATAQUE DOS AGENTES DO INTEMPERISMO . FACILITANDO BASTANTE A PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS ROCHAS METAMÓRFICAS.

OS CRISTAIS CRESCERÃO NA DIREÇÃO PERPENDICULAR À DIREÇÃO DA MAIOR PRESSÃO (ALONGADAS PARALELAMENTE À DIREÇÃO DE MENOR PRESSÃO). B) NATUREZA OU TIPO DE METAMORFISMO SUBMETIDO. BÁSICAS E SEUS TUFOS – SÃO DO TIPO MAGMÁTICO BÁSICO. TIPOS DE ROCHAS SEGUNDO COMPOSIÇÃO INICIAL: A) ARGILOSAS – MUDANÇAS SÃO BEM CARACTERIZADAS DE ACORDO COM A ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA E PRESSÃO. B) ARENOSAS. ÍGNEAS ÁCIDAS E TUFOS. D) ÍGNEAS INTERMEDIÁRIAS.MINERAIS METAMÓRFICOS 1 – INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO ORIGINAL AS TRANSFORMAÇÕES MINERAIS DEPENDEM: A) COMPOSIÇÃO DA ROCHA ORIGINAL. PORTANTO DIFÍCEIS DE SEREM ACOMPANHADAS. XISTOS ÁCIDOS E GNAISSES – MENOS SENSÍVEIS ÀS MUDANÇAS. . SERVEM PARA O ESTABELECIMENTO DOS SUCESSIVOS GRAUS DE METAMORFISMO. PROVA: CONSEVAÇÃO DE VESTÍGIOS DE ESTRATIFICAÇÃO E PELA PRESENÇA DE RESTOS FÓSSEIS EM ROCHAS COMPLEMENTE RECRISTALIZADAS. 2 – PROCESSOS AS REAÇÕES SE PROCESSAM NO ESTADO SÓLIDO (NÃO SOFREM FUSÃO). C) CALCÁRIOS E OUTRAS ROCHAS CARBONATADAS – SÃO ROCHAS CONSTITUIDAS DE CARBONATO DE CÁLCIO PURO: AS MUDANÇAS SÃO PEQUENAS EXCETO RECRISTALIZAÇÃO.

COM UM AGRAVANTE: ALÉM DOS PLANOS DE XISTOSIDADE. ESPECIALMENTE DEVIDO ÀS MICAS. SEJA PARA CONCRETO. NÃO SÃO APROPRIADAS PARA MATERIAL DE BRITA. FAZEM DELAS REQUISITADOS MATERIAIS DE REVESTIMENTO DE FACHADAS E PAREDES INTERNAS. DENTRO DO PACOTE DE ROCHAS METAMÓRFICAS MERGULHANTES PODEM EXISTIR CAMADAS COM BAIXÍSSIMA RESISTÊNCIA. B) TALUDES: VALEM AS MESMAS CONSIDERAÇÕES APRESENTADAS EM RELAÇÃO ÀS ROCHAS SEDIMENTARES. A PRESENÇA DE MICAS NA GRANDE MAIORIA DAS ROCHAS METAMÓRFICAS CONFERE-LHES UM BRILHO DE GRANDE BELEZA QUE. COMBINADO COM A IMENSA VARIEDADE DE CORES E A FACILIDADE COM QUE DESAGREGAM EM PLAQUETAS. SEJA PARA ASFALTO. QUARTZITOS E OS MÁRMORES. EM PISOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS. SEREM MAIS INSTÁVEIS DO QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO. REVESTIMENTO DE PISOS E PAREDES – O MÁRMORE. . PEDRA BRITADA – APROVEITA-SE OS GNAISSES. COBERTURAS – A FACILIDADE DE SEPARAR-SE EM PLACAS CONFERE ÀS ARDÓSIAS A POSSIBILIDADE DE SEREM UTILIZADAS COMO TELHAS OU COMO LAJOTAS DE REVESTIMENTO DE CALÇADAS.APLICAÇÃO PRÁTICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS A) MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: A UTILIZAÇÃO DE ROCHAS METAMÓRFICAS NA COSNTRUÇÃO CIVIL DEPENDERÁ DE SUA COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA E GRAU DE METAMORFISMO. AS ROCHAS XISTOSAS. DEVIDO A TENDÊNCIA DE FORMAR FRAGMENTOS LAMELARES. OS ENGENHEIROS DEVEM ESTAR ATENTOS PARA O FATO DE QUE. POR SUA BELEZA QUANDO POLIDO E PELO SEU PREÇO ACESSÍVEL É SEMPRE BASTANTE REQUISITADO. VIA DE REGRA. O MÁRMORE (DUREZA 2) EM POUCO TEMPO ESTARÁ TOTALMENTE RISCADO PELOS FRAGMENTOS DE AREIA (DUREZA 7).

C) TÚNEL: A ESTABILIDADE DOS TÚNEIS E O PROCESSO DE ESCORAMENTO E TRATAMENTO DEVERÃO OBEDECER A DIREÇÃO DO PLANO DE XISTOSIDADE E A COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DO MACIÇO ROCHOSO. D) BARRAGENS: DE UMA MANEIRA GERAL. O GRANDE PROBLEMA É A ATITUDE DA XISTOSIDADE! . EM GERAL. AS ROCHAS METAMÓRFICAS SÃO POUCO PERMEÁVEIS. VALE NOVAMENTE A RESSALVA: OS PLANOS DE XISTOSIDADE SÃO. AS OBSERVAÇÕES FEITAS PARA AS ROCHAS SEDIMENTARES SÃO TAMBÉM VÁLIDAS PARA AS ROCHAS METAMÓRFICAS EM OBRAS DE TÚNEIS. APRESENTANDO ESPESSURAS DE SOLOS QUE JUSTIFICAM A OPÇÃO POR BARRAGENS HOMOGÊNEAS DE TERRA. MENOS RESISTENTES QUE OS PLANOS DE ESTRATIFICAÇÃO.

marrom. quando molhada (moringa). creme. Maciça. PELO AÇO Descrição Muito duras. Sem odor característico de argila. Composição Rocha Calcedônia Feldspato e Piroxênio Quartzo Sílex Basalto Quartzito Origem Sedimentar Magmática Metamórfica .RESUMO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS OS QUATRO GRUPOS APRESENTADOS SÃO DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO E TIPO DE ESTRUTURA. NÃO SE OBSERVAM MINERAIS. DUREZA: NÃO RISCÁVEL. Macia ao tato. Forte efervescência com HCl. Não efervesce com HCl. Não efervesce com HCl. Composição Mica (sericita) Quartzo Calcita Dolomita Rocha Ardósia Calcário Dolomito Origem Metamórfica Sedimentar Sedimentar 3. DUREZA: RISCÁVEL PELA UNHA Descrição Odor característico. Não efervesce com HCl Odor de argila ausente ou fraco. DE ACORDO COM A GRANULAÇÃO: FINÍSSIMA – não se consegue observar cristais POUCO A MUITO GROSSEIRA – percebe-se cristais a olho nu GRUPO I ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. branca. GRANULAÇÃO FINÍSSIMA. Não efervescem. verde-escura. DUREZA: RISCÁVEL PELO AÇO Composição Rocha Argila Argilito Origem Sedimentar Descrição Cheiro de moringa quando molhada. Densas. Cores: pretas. 2. Efervescente somente a quente. Duras. Cores diversas Idem. OU DIFICILMENTE. Claras: róseas. 1. Risca o vidro. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL.

GRUPO II ROCHAS COM ESTRUTURA MACIÇA. Magmática Quartzito. Quartzo (Mica) Feldspato. DUREZA: FACILMENTE RISCÁVEL PELO AÇO Descrição Efervescem com HCl. Cores diversas. 1. Granulação milimétrica. Risca o vidro. Cores claras. Granulação milimétrica. Cor verde e preta. Cores diversas. Quartzo comum. Quartzo comum. Granulação fina a grossa. Magmática Arenito (Sedimentar) silicificado Anfibolito Metamórfica b) Textura ineqüigranular (minerais de diferentes tamanhos) Descrição Cores claras Cores escuras Cores médias a escuras Composição Feldspato. Cores escuras. Composição Rocha Quartzo.) Sedimentar (met. Cores diversas. Efervescem com HCl. Feldspatos e Micas Feldspato e Piroxênio (magnetita) Feldspato e Piroxênio (magnetita) Nefelina e Feldspato (Fêmicos) Quartzo Anfibólios Granito Origem Magmática Aplito Magmática Gabro Magmática Cores escuras. DUREZA: DIFICILMENTE OU NÃO RISCÁVEL PELO AÇO a) Textura eqüigranular (minerais com tamanho semelhante) Descrição Cores claras. Granulação ligeiramente menor. Granulação milimétrica e superior. Composição Rocha Calcita Dolomita Calcário Dolomito Origem Sedimentar (met. GRANULAÇÃO MÉDIA A GROSSA. Piroxênio Feldspatos Fêmicos (sem quartzo) Rocha Granitos (ácidas) Basaltos (Básicas) Nefelina-sienitos (Alcalina) Origem Magmática Magmática Magmática . em tons róseo e cinza. Granulação finíssima. SÃO OBSERVADOS CRISTAIS. Efervesce a quente. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL. Formada de fragmentos. claras. Diabásio Nefelinasienito Magmática Cor clara.) 2. em tons róseo e cinza. Cores escuras. Granulação fina a grossa. Feldspatos e Micas Quartzo.

Granulação grossa a m édia. às vezes boa. cimentados por Conglomerado Sedimentar cimentante limonita. Composiçã Rocha o Quartzo. friáveis. ESTRATIFICADAS. FRIÁVEIS. Cores diversas. Cor cinza. semi-arredondados. CLÁSTICAS. áspera ao tato. Cores variadas. por vezes angulosos. em fragmentos angulares. Odor de argila ausente ou fraco. Minerais placóides de mica. CAUSADAS POR ESTRUTURA GNAISSICA OU XISTOSA Descrição Cores claras. Riscável pelo aço. Divisibilidade em placas. 1. com micas. Cores claras a média. Tato macio de pote. Branca ou creme. Não efervesce com Argila Folhelho Sedimentar HCl. Risca o vidro. com grãos entre 0. Forte Calcita Calcário Sedimentar efervescência com HCl. Macia ao tato.01mm. ligados por Brecha Sedimentar material cimentante material cimentante. argila.Cor variada. Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Fragmentos e 2mm. Grãos semi-arrendondados. Cores diversas. por vezes angulosos. média a escura.GRUPO III ROCHAS ORIENTADAS EM PLANOS OU LINHAS. GRANULAÇÃO VARIÁVEL. . Granulação média a finíssima. quando molhada. Micas Quartzo e Sericita Quartzo (Mica) Micas Gnaisse Filito (xistos) Quartzito (micáceo) Ardósia Origem Metamórfica Metamórfica Metamórfica Metamórfica GRUPO IV ROCHAS COM CAMADAS PRÓXIMAS DA HORIZONTAL.1mm Areia grossa Arenito Sedimentar (visíveis a olho nu). Odor característico. Cor cinza-esverdeada. dificilmente Silte Siltito Sedimentar distingüíveis a olho nu. Grandes cristais de feldspato. Descrição Composição Rocha Origem Fragmentos ou seixos de tamanho maior que Cascalho e material 2mm. ásperas ao tato. quando molhada (moringa). com tamanho entre 2mm e 0. Grãos semi-arrendondados. Feldspato (Fêmicos). etc. Às vezes.1mm e 0. Transição entre arenito e argilito. Divisibilidade em placas. Cores claras. às vezes Areia média estratificada.

Efervescente somente a quente Dolomita Dolomito Sedimentar .Odor de argila ausente ou fraco.

RESUMO PARA IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DO TIPO DA ROCHA (principais características) a) Rochas magmáticas 1. a cor é relativamente homogênea. Fósseis. 4. a cor pode variar no sentido horizontal e vertical. grossa. embora não seja muito importante. 6. 4. como as sedimentares. de animais. facilmente pelo canivete e dificilmente pelo canivete. Minerais presentes – depende de um maior conhecimento do indivíduo. 8. Dureza baixa. Dureza média a elevada. Tipo da rocha – Justificar. média. a cor pode variar. de chuva. 3. presença de vesículas. 3. Graus de alteração – classificam-se em: inalterada ou sã. 3. No campo. 2. No campo. b) Rochas sedimentares 1. Estrutura – resume-se em: maciça. compacta. 3. Granulação – importante: muito grossa. etc. No campo. 2. do gelo. 2. Estrutura orientada. Conclusão: verificar a qual dos grupos anteriores pertence. Dureza média a elevada. Nome da rocha – Justificar. ligeiramente. etc. Estrutura maciça. Dureza – sua avaliação é dada por: riscável pela unha. Estrutura em camadas. Outras observações – elementos como: eventual fratura. medianamente ou bastante alterada. com exceção das micáceas e carbonatadas. marcas de ondas. Cor – deve ser referida. Complementação: 7. 9. orientada ou estratificada. . fina ou finíssima. 2. ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ROCHAS 1. Paralelismo dos minerais. 10. c) Rochas metamórficas 1. Estruturas sedimentares típicas: estratificação cruzada. 5.

GEOTÉCNICAS .PROPRIEDADES DAS ROCHAS I – QUÍMICAS Composição química Reatividade Durabilidade Cor Densidade Porosidade Permeabilidade Absorção Dureza Módulo de Elasticidade Coeficiente de Poisson Composição mineralógica Textura Estrutura Estado de alteração Fraturas Gênese Resistência à compressão Resistência ao choque Resistência ao desgaste Resistência ao corte Resistência à britagem Grau de alteração Grau de resistência à compressão simples Grau de consistência Grau de fraturamento II – FÍSICAS III – GEOLÓGICAS IV .MECÂNICAS V .

Rochas compactas (sedimentares) pigmentações ou difusão de grãos. Reações – cimento/agregado: provocam a deteriorização do concreto. • • . DURABILIDADE • • Resistência da rocha à ação do intemperismo. COR • Fator de classificação fraco devido a grande variabilidade. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. o silicato e a sílica mineral (reagem com álcalis do cimento Portland). Verde → depende de compostos de ferro (sulfetos) e de níquel. como por exemplo. até mesmo dentro de uma mesma jazida. II. • • 3. PROPRIEDADES FÍSICAS 1. Julgamento é feito na prática pela preservação de monumentos antigos e por meio de ensaios.I. A composição varia muito de uma amostra pra outra. REATIVIDADE • Algumas rochas possuem elementos químicos capazes de reagir. Existem limites de erros permitidos nas diferentes dosagens. 2. Podem ser: monócronas (uma única coloração uniformemente distribuída) e polícronas (duas ou mais cores). dissolução dos carbonatos. etc. alaranjada ou vermelha → pigmentação de hidróxido de ferro. COMPOSIÇÃO QUÍMICA • • • Por si só não é um elemento suficiente par definir uma rocha. → coloração devido a • • • Amarela. Outros tipos: transformação do anidrito em gesso (túneis). Cinzenta e preta → pigmentos carbonosos ou betuminosos. lixiviação de rochas em obras hidráulicas.

. a densidade real será maior. ígneas: extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas. • b) Porosidade e compacidade: • • • • • 3. quanto cimentadas. PESO ESPECÍFICO • Depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade.Peso específico aparente (d ou p.) = Onde: A = Wa-Wo • W0 Wa − A − Ws Fatores que influenciam na densidade das rochas: a) Estado de alteração: • reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos. resistência ao desgaste cresce com a densidade.) = W0 Wa − Ws • Onde: Wo = peso da amostra Ws = peso da amostra saturada Wa = peso da amostra dentro da água . POROSIDADE • É a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha). rochas muito porosas são de baixa densidade.2. rocha porosa com vazios isolados diminui a densidade real. aumento de volumes desses minerais. a porosidade diminui. Determinado em laboratório: .e. resistência à compressão cresce com a densidade. Dependente de: a) Tipo de rocha: • • • sedimentares: grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade mas. dificuldade de corte cresce com a densidade. se interligados.e. enquanto que.Peso específico real (d ou p.

É dada por: C a = Pa − Ps x100 Ps • Sendo: Pa = peso após longa imersão Ps = peso seco 6. ABSORÇÃO • É a propriedade na qual uma certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha. sendo que. Rocha Granito Arenito Calcário Argila Porosidade (%) 0. DUREZA • • Resistência ao risco. mais porosa é a rocha. Primária → existe desde a sua formação. Metamórficas possuem baixa permeabilidade e sedimentares. resistência à compressão diminui com a porosidade. Secundária → devido à lixiviação. dissolução de componentes mineralógicos. PERMEABILIDADE • • • Maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água.5 a 1. . quanto mais intenso. classificação: extremamente porosa (50%). etc. maior valor. b) Estado de alteração: • • • • tem influência através do fenômeno de lixiviação e dissolução. pouco porosa (1 a 2. muito porosa (10 a 30%). bastante porosa (5% a 10%). b) riscável pelo canivete.metamórficas: baixa porosidade e varia com o grau de metamorfismo. medianamente porosa (2.5%) e muito compacta (1%). ou parte desses vazios. • 5. Na prática: a) riscável pela unha ou exageradamente fácil pelo canivete.5 10 a 20 5 a 12 45 a 50 4. dada pela escala de Mohs.5% a 5%).

c) as rochas silicificadas tem maior resistência. • • Tensão de ruptura dada por: Tr = P Smédia 2. 7. b) quanto mais forte for o ligamento entre os cristais. maior a resistência à compressão. É dado por: E = tensão unitária deformação unitária • (Kg/cm2).c) dificilmente ou não riscáveis pelo canivete. possuem maior resistência à compressão. COEFICIENTE DE POISSON (ν ) • Relação entre as deformações transversais e longitudinais. Normalmente tem-se: a) rochas de grãos finos. É dado por: ν = ∆B ∆L B L • III. 8. Para rochas estratificadas: compressão paralela e perpendicular ao leito de estratificação tanto no caso seco quanto saturado. . RESISTÊNCIA AO CHOQUE (Rc) • Resistência ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. MÓDULO DE ELASTICIDADE OU MÓDULO DE YOUNG • Deformação elástica (a amostra tende a recuperar sua forma e tamanho originais) ou plástica ou irreversível (parte da deformação permanece). RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO • • Grande variabilidade de resultados. • As propriedades elásticas normalmente é afetada pela anisotropia. PROPRIEDADES MECÂNICAS 1. d) os corpos de prova com compressão perpendicular aos planos de estratificação apresentam maior resistência à compressão. da mesma espécie que rochas de grãos grossos. aplicada a rochas isotrópicas (mesmas propriedades elásticas em todas as direções).

Importância especial quando a rocha for empregada sob a forma de pavimentos. Deval. Tal classificação é muito subjetiva. RESISTÊNCIA AO CORTE • • É a resistência de uma rocha se deixar cortar em superfícies lisas. Ensaio – Resistência ao Impacto Treton. estados de alteração. Pedra britada para pavimentação deve possuir um mínimo de fragmentos lamelares e alongados. quando submetida a atrito mútuo de seus fragmentos. Importância quando a rocha for usada para pavimentação de estradas e aeroportos. . alterada e muito alterada. RESISTÊNCIA AO DESGASTE • Resistência ao desgaste por atrito mútuo → resistência da rocha sob a forma de agregado. COMPORTAMENTO ANTE A BRITAGEM • Propriedade da rocha em apresentar maior ou menor dificuldade de se fragmentar quando submetida à britagem. É dado por: Rc = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • • 3. Método utilizado é o de resistência à abrasão Los Angeles. etc. Em alguns métodos são acrescentada esferas de ferro fundido ou aço. leitos de estratificação. 5. GRAU DE ALTERAÇÃO • • São classificados em: praticamente sã. PROPRIEDADES GEOTÉCNICAS 1. • • IV. Conforme o tipo de máquina: resistência ao desgaste Los Angeles.• Medida pelo produto do peso pela altura de queda que provoca a ruptura do corpo-de-prova. Resistência ao desgaste por abrasão → resistência da rocha quando submetida à abrasão de abrasivos especificados. etc. Fatores de influência: fissuramentos. planos de xistosidade. É dado por: Ra = peso inicial − peso final x100 peso inicial • • 4. Normalmente a resistência ao corte cresce com a dureza da rocha.

4. superfície dificilmente riscada por lâmina de aço. quebra facilmente ao golpe de martelo. GRAU DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES • São divididos em: Grau de resistência à compressão simples Rocha muito resistente resistente pouco resistente branda muito branda Resistência (kg/cm 2) > 1. São consideradas somente as “originais”. a lâmina de aço provoca um sulco acentuado na superfície do fragmento. 2. friabilidade. São divididos em: Grau de consistência Características • • • • • • • • Rocha muito consistente consistente quebradiça friável • • • • quebra com dificuldade ao golpe de martelo. resistência ao risco (dureza). GRAU DE CONSISTÊNCIA • São baseados em características físicas: resistência ao impacto (tenacidade). GRAU DE FRATURAMENTO • Apresentado em número de fraturas por metro linear ao longo de uma dada direção. o fragmento possui bordas cortantes que podem ser abatidas pelo corte com lâmina de aço.• Não está incluso na classificação a rocha extremamente alterada (considerada material de transição ou solo de alteração de rocha). Grau de Fraturamento Número de fraturas por metro • Rocha . o fragmento possui bordas cortantes que resistem ao corte por lâmina de aço. superfície riscável por lâmina de aço. quebra com relativa facilidade ao golpe do martelo. as bordas do fragmento podem ser quebradas pela pressão dos dedos.200 – 600 600 – 300 300 – 100 < 100 3. desagrega sob pressão dos dedos. esfarela ao golpe do martelo.200 1.

ocasionalmente fraturada pouco fraturada medianamente fraturada muito fraturada extremamente fraturada em fragmentos <1 1–5 6 – 10 11 – 20 > 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos. Caracterização geotécnica da rocha Classificação petrográfica Grau de alteração (muito alterado) (praticamente são) (alterado) Grau de resistência (brando) (resistente) (pouco resistente) Grau de consistência (quebradiço) (consistente) (consistente) Grau de fraturamento (medianamente fraturado) (muito fraturado) (ocasionalmente fraturado) Granito Xisto Arenito . caoticamente dispostos 5. CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA DA ROCHA • Expresso pela reunião dos parâmetros anteriores.

coloração. 2. Pode ser caracterizado como uma matriz de solo envolvendo grandes pedaços de rocha altamente alterada. sendo comum a sua ocorrência no Brasil. Solo residual maduro – é mais homogêneo e não apresenta nenhuma relação com a rocha mãe. Composição depende do tipo e da composição mineralógica da rocha matriz.ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1. Regiões tropicais favorecem a degradação da rocha mais rápida. porém sua resistência já se encontra bastante reduzida. São bastante irregulares quanto à resistência. Solo residual jovem – apresenta boa quantidade de material que pode ser classificado como pedregulho (# > 4. INTRODUÇÃO A ação contínua do intemperismo tende a desintegrar e decompor as rochas. Na maioria dos casos. .8 mm). ou simplesmente. De acordo com a origem: solo residual e solo transportado ou sedimentares 2. Para que eles ocorram é necessário que a velocidade de decomposição (temperatura.1 SOLOS RESIDUAIS • • • • • • • São originados do processo de intemperização (decomposição) de rochas pré-existentes. no qual ele se encontra sobre a rocha que lhe deu origem. fogem ao caso as construções de túneis. as construções de engenharia são assentes sobre os solos e. Solo saprolítico – guarda características da rocha sã e tem basicamente os mesmos minerais. TIPOS DE SOLOS Conceito de solo: A ABNT (NBR 6502) define solo como “Material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos. regime de chuvas e vegetação) da rocha seja maior do que a velocidade de remoção por agentes externos. dando origem ao solo. produto da decomposição e desintegração da rocha pela ação de agentes atmosféricos. podendo ou não ter matéria orgânica”. muitas vezes. apresenta pequena resistência ao manuseio. barragens ou grandes pontes que exijam fundações em rocha firme. permeabilidade e compressibilidade (intensidade do processo de alteração não é igual em todos os pontos).

1 SOLOS TRANSPORTADOS OU SEDIMENTARES • • Formam geralmente depósitos mais inconsolidados e fofos que os residuais. e com profundidade variável. Sua constituição depende da velocidade das águas no momento de deposição. As espessuras das faixas são variáveis e dependem das condições climáticas e do tipo de rocha. 2. sendo encontrado próximo às cabeceiras material mais grosseiro e o material mais fino (argila) são carregados a maiores distâncias. Rocha sã – ocorre em profundidade e mantém as características originais. inalterada. . Existem aluviões essencialmente arenosos. a) SOLOS DE ALUVIÃO • • • • São transportados e arrastados pela água. comuns nas várzeas dos córregos e rios. elevada compressibilidade e são susceptíveis à erosão.• • • Solo de alteração de rocha – preserva parte da estrutura e de seus minerais. ou seja. bem como aluviões muito argilosos. Estes solos apresentam baixa capacidade de suporte (resistência). porém com dureza inferior à da rocha matriz. O solo residual é mais homogêneo do que o transportado no modo de ocorrer. em geral muito fraturada permitindo grande fluxo de água através das descontinuidades.

nas baixadas marginais dos rios e baixadas litorâneas). . Normalmente são identificados pela cor escura. Quando a matéria orgânica provém de decomposição sobre o solo de grande quantidade de folhas. c) SOLOS COLUVIAIS (ou depósito de tálus) • • • • • • O transporte se deve exclusivamente à gravidade e o solo formado possui grande heterogeneidade. porém elevada permeabilidade. Colúvio: material predominantemente fino. cheiro forte e granulometria fina. caules e troncos de plantas forma-se um solo fibroso.• • Apresentam duas formas distintas: terraços (ao longo do próprio vale do rio) e planícies de inundação (forma depósitos mais extensos). mas péssimos materiais de fundação. Tálus: material predominantemente grosseiro. essencialmente de carbono. Provavelmente este é pior tipo de solo para os propósitos do engenheiro geotécnico. Sua composição depende do tipo de rocha existente nas partes elevadas. d) SOLOS EÓLICOS • • • Formados pela ação do vento e os grãos dos solos possuem forma arredondada. Apresentam boa resistência. É o mais seletivo tipo de transporte de partículas de solo. Não são muito comuns no Brasil. São fontes de materiais de construção. b) SOLOS ORGÂNICOS • • • • Formados em áreas de topografia bem caracterizada (bacias e depressões continentais. destacando-se somente os depósitos ao longo do litoral. São de ocorrência localizada. provenientes de antigos escorregamentos. de alta compressibilidade e baixíssima resistência. que se chama turfa. Mistura do material transportado com quantidades variáveis de matéria orgânica decomposta. geralmente ao pé de elevações e encostas.

a) Porosidade (n) n= Vv (% ) → varia de 0 a 1 Vt b) Índice de vazios (e) e= Vv → varia de 0 a ∞ Vs c) Grau de saturação (Sr) Sr = Vw (% ) → varia de 0 a 1 Vv . entre volumes e entre pesos e volumes das 3 fases que compõem o solo e servem para identificar o estado em que o solo se encontra.3.1 ÍNDICES FÍSICOS SOLO = SÓLIDOS + VAZIOS = SÓLIDOS + ÁGUA + AR Índices físicos são relações entre pesos. PROPRIEDADES GERAIS DOS SOLOS Devem ser consultados livros sobre “Mecânica dos Solos” 3.

CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE SOLOS 4. podendo ser angulosas (com arestas vivas) ou polidas.: Solos orgânicos (turfosos) 4. areias e a maioria dos siltes b) Lamelares Há predomínio de duas dimensões sobre a terceira (partículas em forma de placas). Ex.: pedregulhos. Ex.: Solos de constituição granulométrica mais fina c) Fibrilares Há predomínio de uma dimensão sobre as outras duas (forma de fibra).d) Umidade natural (w) w= Pw (% ) Ps e) Peso específico (γ) em t/m3 ou g/cm3 γ= Pt Ps + Pw = Vt Vs + Vv • • • Peso específico natural do solo : γ n = Pt Vt Ps Vs Peso específico dos grãos sólidos: δ = γ s = Peso específico da água: γ w = Pw Vw 3.2 FORMAS DAS PARTÍCULAS a) Esferoidais Dimensões aproximadas em todas as direções.1 TAMANHO DAS PARTÍCULAS . Ex.

Coeficiente de uniformidade (Cu): É a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% tomados da curva granulométrica.42 mm a 2.0 cm a 1.0 cm 25. em peso. médias e finas. d) Argilas: apresenta capacidade de se deformar sem apresentar variações volumétricas e elevada resistência quando seca.05 mm 0. tem diâmetros menores do que ele.0 mm a 4. Diâmetro efetivo (Def ou D10): é o diâmetro tal que apenas 10% das partículas do solo. c) Siltes: granulação fina. b) Areias: grossas.0 mm 2.005 mm a 0.a) Pedregulhos: encontrados nas margens dos rios e em depressões preenchidas por materiais transportados pelos rios.05 mm a 0.6 cm a 25.8 mm 4.42 mm 0. pouca ou nenhuma plasticidade e baixa resistência quando seco. Descrição Argila Silte Areia fina Areia Média Areia Grossa Pedregulho Pedra Matacão Diâmetro da partícula < 0.0 m * Diâmetros definidos pela norma da ABNT 4. .2 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Objetivo: determinar a dimensão dos grãos (textura) que constituem um solo e a porcentagem do peso total representada pelos grãos em vários intervalos de tamanho.6 cm 7.005 mm 0.8 mm a 7. Sua importância está no fato de que as partículas mais finas são as que têm maior efeito no comportamento do solo.

Cu < 5 ⇒ solo muito uniforme 5 < Cu < 15 ⇒ desuniformidade média Cu > 15 ⇒ desuniforme 5.corresponde a uma curva granulométrica vertical. mais desuniforme ou mais bem graduado é o solo.Cu = D 60 ⇒ Na realidade. Se Du = 1 (solo absolutamente uniforme) . D 10 pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o material. quanto maior Du. esta relação indica a “falta de uniformidade”. REPRESENTAÇÃO GRANULOMÉTRICA DOS SOLOS .

portanto de ser saturado. h= P1 − P2 x100% . podendo sofrer grandes deformações sem apresentar rupturas ou fissuramento. não possui resistência ao cisalhamento. Estado sólido: o solo não sofre mais redução de volume com o processo de secagem. • • • • Estado líquido: o solo se apresenta como um fluido denso (flui entre os dedos). Estado plástico: o solo apresenta comportamento plástico. 6. É um estado de consistência circunstancial. adquirindo uma certa resistência ao cisalhamento. Isto ocorre porque. deixando. . sendo P3 = peso da cápsula P2 − P3 6. limites de Atterberg (ou de consistência) e granulometria de um solo. o volume do solo não varia por variações em sua umidade.6. a forma lamelar das partículas permite um deslocamento relativo entre elas.3 PLASTICIDADE Plasticidade: propriedade que o solo possui de ser submetido a grandes deformações sem sofrer ruptura ou fissuramento. não apresentando mais comportamento plástico.2 GRANULOMETRIA Ensaio granulométrico – curva granulométrica Peneiramento e Sedimentação 6. que depende do teor de umidade do solo. Estado semi-sólido: o solo mostra-se quebradiço ao ser deformado. sem necessidade de variação de volume.1 UMIDADE NATURAL Realizado no laboratório pesando-se uma cápsula contendo 50 g de amostra de solo (P 1). Retira-se da estufa e pesa-se novamente (P 2). coloca-se na estufa a 105ºC durante tempo necessário para evaporação da água. Ou simplesmente. perde a capacidade de fluir. ENSAIOS DE SIMPLES CARACTERIZAÇÃO Consistem na determinação da umidade natural.

0 ⇒ argila rija 1.0 < IC ⇒ argila dura 7.5 ⇒ argila mole 0. TABELA RESUMIDA PARA IDENTIFICAÇÃO DO SOLO NO CAMPO Propriedades Granulação Plasticidade Compressibilidade (carga estática) Coesão Resistência do solo seco Resumo para identificação Arenosos grossa (olho nu) nenhuma pouca nenhuma nenhuma Tipos de solos Siltosos Argilosos fina (tato) pouca média média média muito fina grande grande grande grande Turfosos fibrosa pouco a média muito grande pouca pouca a média 1.• Índice de plasticidade: IP = LL – LP ⇒ fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário acrescentar a um solo para que ele passasse do estado plástico ao líquido. tato 1.75 ⇒ argila média 0. esfarela tato e visual molhados 2. IC < 0 ⇒ argila muito mole 0 < IC < 0. Não representa com fidelidade os valores reais. seco. plásticos se 1. fibroso quando submerso desagrega . cor preta 2. seco não molhado. desgrega 3.5 < IC < 0. tato 2. 1 < IP < 7 ⇒ fracamente plástico 7 < IP < 15 ⇒ medianamente plástico 15 < IP ⇒ altamente plástico Índice de consistência: IC = • LL − w ⇒ busca situar o teor de umidade LL − LP do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática. seco.75 < IC < 1. plásticos se 3.

4. QUALIDADES EXIGIDAS NAS ROCHAS Em geral.UTILIZAÇÃO DE SOLOS E ROCHAS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1. PROPRIEDADES FÍSICAS 4.2 Durabilidade: é a capacidade de manter suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob ação de agentes agressivos.3 Trabalhabilidade: é a capacidade de ser afeiçoada com o mínimo de esforço. c) Jazidas: é toda ocorrência economicamente explorável. i= peso água peso sec o = (peso saturado − peso sec o ) peso sec o .1 Resistência mecânica: é a capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso. a localização geográfica da jazida. Três fatores básicos para utilização: a) Qualidade do material: durabilidade. 2. Estes materiais devem possuir dimensões e propriedades adequadas para o seu uso em construção civil. ou seja. 3. resistência e baixo custo. a falta de homogeneidade é indício de má qualidade. b) Ocorrência: é toda a presença de rocha suscetível de fornecer material para as finalidades visadas. 3. 3. 3. INTRODUÇÃO Os materiais rochosos na forma granular são denominados de agregados. 3. b) Volume de material útil.1 Absorção: é a capacidade dos vazios da rocha (total ou parcial) de serem preenchidos por uma certa quantidade de líquido (absorvido por capilaridade). c) Transporte.4 Estética: é a aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento. EXPLORAÇÃO DE ROCHAS PARA CONSTRUÇÃO a) Afloramento: é a emergência de uma rocha à superfície da terra. d) Pedreira: é toda ocorrência de rocha em exploração industrial.

γ as = peso sec o peso sec o = volume (pesosec o − peso submerso ) 4. 4.6 Dureza: é avaliada pela maior ou menor facilidade com que ela pode ser serrada ou polida. mede quanto uma rocha se dilata por aumento de temperatura.01 Porosidade (%) maior que 30 30 – 15 15 – 5 5–1 menor que 1 Termo muito alta alta média baixa muito baixa 4.5 Dilatação por embebição: é dada pela variação no comprimento da amostra entre as situações seca e saturada.4 Condutibilidade e dilatação térmicas: a primeira é a capacidade que a rocha possui de absorver calor. 4.05 0.2 Peso específico aparente: é a relação entre o peso de um fragmento seco e seu volume. menor resistência.43 a 0.18 a 0. Quanto maior porosidade.4. η= volume vazios x100 volume total Classificação da porosidade e índice de vazios em rochas duras e moles Classe 1 2 3 4 5 Índice de vazios maior que 0.7 Aderência: maior ou menor aptidão da rocha em deixar-se ligar por uma argamassa.18 0. . e é dado por: ∆L ε L λ= = ∆T ∆T 4. A fratura e a porosidade influem nesta propriedade. e a segunda. ε= ∆L L 4.8 Forma: dos fragmentos obtido na britagem poderá traduzir sua maior ou menor resistência e trabalhabilidade quando utilizado na construção civil.43 0.01 menor que 0.05 a 0. maior absorção percentual de água. sendo geralmente pequena. Pode ser classificada como cúbica. lamelar e quadrática.3 Porosidade: porosidade elevada em rochas normalmente fechadas (ígneas) pode indicar má qualidade. alongada.

rochas duras – mais resistentes que 50 MPa 5. PROPRIEDADES MECÂNICAS 5.5 MPa – solos duros e assim devem ser ensaiados ** Rochas brandas – mais fracas que 50 MPa. aplicada no corpo e a deformação linear.2 Resistência à tração: é medida pela tensão aplicada no momento da ruptura por tração. dada por: T0 = F A F A 5. Ab = (peso inicial − peso final ) peso inicial x100 5.7 Resistência à britabilidade e esmagamento: mostra o comportamento do material rochoso quanto a sua fragmentação. 5. 5.3 Resistência ao cisalhamento: é medida pela tensão de cisalhamento máxima necessária à ruptura do corpo de prova dividida pela área. 5. . σ.9 Coeficiente de Poisson: finalidade de mostrar a relação entre as deformações transversais e longitudinais da rocha quando submetida a esforços de compressão.4 Resistência ao desgaste: mostra o comportamento da rocha quando submetida à abrasão de outros corpos ou ao atrito mútuo.6 Resistência ao choque: é a resistência que uma rocha oferece ao impacto de um peso que cai de uma certa altura. ε. Classificação da resistência para rochas Classe 1 2 3 4 5 Resistência (MPa) 1. isenta de falhas e defeitos. dada por: τ = 5. 5.1 Resistência à compressão simples: é determinada medindo-se a carga de ruptura de uma amostra. representa a maior ou menor capacidade que o corpo tem de sofrer deformações e voltar a sua forma original.5 Resistência à abrasão Los Angeles: é definida pelo desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina Los Angeles juntamente com uma carga abrasiva.5.8 Módulo de elasticidade ou de Young: é a relação entre a pressão ou tensão.5* – 15 15 – 50** 50 – 120 120 – 230 maior que 230 Termo fraca moderadamente forte forte muito forte extremamente forte * Quando < 1.

Dimensões: miúdo (0. Dimensões: 4. rastejo plástico. Podem ser classificados em hidrofílicos (má) e hidrofóbicos (boa). • Agregado – material natural de propriedades adequadas ou obtido por fragmentação artificial de pedra. 7. Logo. AGREGADOS E BLOCOS DE PEDRA O grande volume de rochas utilizados na construção civil é constituídos por fragmentos irregulares.8 a 100 mm) Pedra britada ou brita – proveniente do britamento de pedra. 7. deformabilidade baixa.10 Deformabilidade: quando frágil. Classificação da brita de acordo com as dimensões nominais (ABNT – NBR 7225) • .8 e 100 mm. muito alta deformabilidade.υ= ∆x ∆l X L 5.8 mm) e graúdo (4. não importando a estética. a qual deve resistir à ação da água.2 Adesividade: é a qualidade que o agregado deve possuir de se deixar recobrir por uma película betuminosa. muito baixa deformabilidade.1 Modalidade em que o material é oferecido e usado. dútil.1 Reação álcali-agregado: reação de alguns minerais com os álcalis livres do cimento portland provoca uma expansão após a pega do concreto. 6. sem se romper. estes materiais devem satisfazer às exigências de resistência mecânica. durabilidade e de alguma trabalhabilidade.075 e 4. PROPRIEDADES QUÍMICAS 6. Deformabilidade de rochas duras e moles em termos de módulo de deformação D Classe 1 2 3 4 5 Deformabilidade (MPa) menos que 5 5 – 15 15 – 35 35 – 60 mais que 60 Termo muito alta alta moderada baixa muito baixa 6.

de forma arredondada.075 a 4. • • 7. retardar ou evitar o crescimento dos vegetais. Pedregulho – é o material natural inerte. Areia – é o material natural Dimensões: entre 0. na base. reduzir os efeitos dos impactos.0 e 100 mm.0 mm.075mm. Paralelepípedos e pedras irregulares – calçamento de ruas ou estradas. constituir como um meio para aplainamento da pista.Pedra britada Número 1 2 3 4 5 Tamanho nominal (mm) Mínimo 4. constituir um meio de drenagem da água sob os dormentes. no macadame hidráulico. Areia Grossa Média Fina Tamanho (mm) > 1. Função: suportar dormentes. Pedra amarroada (de mão) – é a pedra bruta. • .8mm. Matacão – é a pedra arredondada Dimensão: > que 10 cm.42 < 0. Pó de pedra ou filer – dimensão inferior a 0. em geral.8 12. • Pedra britada – pavimentos das estradas. permitir que os trilhos movam verticalmente sob as cargas aplicadas repentinamente.075 e 2. Dimensões: entre 2.2 Lastro de vias férreas e pavimentos Usada como brita em tamanhos progressivos de baixo para cima.42 • • Bloco de pedra – é a pedra angulosa.2 1. sobre o solo. no revestimento betuminoso e de concreto de cimento. obtida por fragmentação artificial Dimensão: > que 10 cm.2 – 0.5 25 50 76 100 • • • Pedrisco – dimensões: 0.5 25 50 76 Máximo 12. distribuir as cargas das rodas.

2. 7. Ensaios recomendados: compressão simples. Propriedades exigidas: resistência à compressão. 3. Possíveis reações químicas. Desgaste e ação de intempéries. Reduzir as variações de volume de qualquer natureza. abrasão e impacto. na fase de execução.3 Enrocamentos e filtros • Enrocamentos – é o acúmulo de fragmentos de rocha. Contribuir para a redução do custo do concreto. variação da temperatura. Normalmente construídos com areia limpa. Solicitações: 1. Contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços solicitantes. resistência ao desgaste e resistência ao intemperismo. Solicitações: 1. Ação da intempérie acima da zona de saturação por umidecimento e secagem. e à compressão. com função de constituir o corpo de uma obra. abrasão a Los Angeles. 4.4 Concreto A brita ou pedras maiores constitui o maior volume do concreto. avaliação da alteração e alterabilidade. • Filtros – função de permitir a passagem da água e impedir a passagem de partículas finas.7. Atrito. . resistência à abrasão e insolubilidade. resistência à tração. formar uma proteção contra a erosão. forças de descompressão de tensões pontuais. flexão ou puntual). Propriedades exigidas: resistência à compressão. tração (diamentral. Forças mecânicas de elevada compressão devido a cargas pontuais. ação de sais em obras marinhas. atrito. 2. 2. Ensaios recomendados: análise petrográfica. conforme a sua posição num enrocamento ou aterro maior. Funções do agregado no concreto: 1. resistência à compressão e resistência à abrasão.

tendo sido afeiçoada manualmente. Possível reação com álcalis do cimento. não reatividade. Obtenção: 1. apresenta-se pronta para ser utilizada em construções e equipamentos. Ensaios recomendados: compressão axial. posteriormente. e embelezar). através de pontaletes e cunhas ou utilizando-se explosivos. 3. de revestimento e de calçamento – artesanalmente. parapeitos de janelas. REVESTIMENTO E CALÇAMENTO • Pedras de cantaria – é a pedra que. avaliação da alteração. Compressão e tração solidariamente à estrutura do concreto. resistência à tração. ora como ornamentação e. PEDRA DE CANTARIA. muitas vezes. blocos esculpidos em catedrais. Blocos de matacões – cortados em tamanhos desejados. Solicitações: • . resistência ao desgaste. Propriedades exigidas: resistência à compressão simples. Atrito e impacto durante a preparação do concreto. balcões. forma. com o uso de ferramentas adequadas. Pedra de calçamento – paralelepípedos e pedras irregulares. palácios. são talhados ou fatiados com serras usando ferro. Utilização – meio-fio. 2. portanto receber os esforços. sendo menos exigentes quanto à estética. materiais carbonosos. material pulverulento. Rochas maciças (granitos e mármores) – extraídos em grandes blocos e. análise das impurezas (torrões de argila. 8. alterabilidade. impurezas orgânicas. tração.Solicitações: 1. atende às duas funções (fazer parte da estrutura da obra e. análise petrográfica para minerais reativos ou ensaios de reatividade. resistência ao intemperismo e trabalhabilidade. pórticos. Pedras de cantarias. 4. Ação do intemperismo. 2. etc. presença de mica e de sulfato). Atua ora como elemento estrutural. paredes. muros. evitando explosivos. areia e água. • Pedra de revestimento – embelezar e proteger a superfície. 3.

1. variação térmica. dureza. 4. inseticidas. resistência ao desgaste. homogeneidade. trabalhabilidade. Aplicações: cerâmica. etc). como pias. ü Indústria: fabricação do vidro e preparo de moldes para fundição (retiradas das praias). avaliação da alteração e alterabilidade. lama para perfuração de petróleo. resistência ao intemperismo. APLICAÇÃO DAS ARGILAS E AREIAS • Argilas Apresentam plasticidade. peso específico. etc. resistência ao calor. Desgaste (dependendo de seu uso. resistência à flexão. núcleo impermeável de barragens. 9. borracha. resistência à ação dos ácidos. porosidade e permeabilidade. Ensaios recomendados: análise petrográfica. depois de submetidas a aquecimento adequado. baixa porosidade e impermeabilidade. Flexão (durante seu afeiçoamento e colocação). Propriedades exigidas: beleza (cor). resistência ao desgaste. 3. absorção. Intemperismo (umedecimento e secagem. baixa absorção. . Ataque químico por substâncias de limpeza. ausência de fissuras. escadas. ação química da água da chuva). resistência à compressão e coeficiente de amolecimento. 2. • Areias Aplicações: ü Obras civis: feitura de concreto. material filtrante na construção de drenos de estradas e de barragens (extraídos dos rios). quando molhadas e rigidez. papel. sanidade. resistência à tração (flexão).

xistosidade e acamamento das rochas sedimentares e provocam zonas de fraqueza ou ruptura. dando origem às dobras. tais como os folhelhos e calcários. variações de temperatura. Normalmente. falhas. ATITUDE DOS PLANOS ESTRUTURAIS (direção + mergulho) • • Direção: é a orientação em relação ao norte.ESTRUTURAS GEOLÓGICAS 1. 2. falhas e fendas. etc. e as dobras. plásticas ou por ruptura (ou fratura). as variações de temperatura causam deformação elástica. estruturas gnáissicas. DEFORMAÇÕES DAS ROCHAS Definição de deformação: qualquer variação da forma e/ou de volume quando sujeita à ação de pressões.2 ROCHAS COMPETENTES E INCOMPETENTES • • Competentes: possuem maior facilidade de se dobrarem e transmitirem os esforços recebidos. xistosas. tomado perpendicularmente a sua direção. 2. Zona de fratura: próxima à superfície. tensões. etc. Zona de plasticidade: a grande profundidade. tais como as rochas arenosas. . Incompetentes: possuem maior tendência de se fraturarem. 3. Exemplo: camadas horizontais apresentam um mergulho de 00. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. 2. Podem ser elásticas.1 ZONAS DE PLASTICIDADE E DE FRATURA • • • Plasticidade: mudança gradual na forma e na estrutura interna de uma rocha efetuada por reajuste químico e por fraturas microscópicas. enquanto a rocha permanece rígida (não produz fusão). fraturas causam deformações plásticas e de ruptura. falhas. INTRODUÇÃO Forma e posicionamento dos corpos rochosos → estruturas geológicas e são representadas por dobras. produzindo fraturas. fraturas. Mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal.

com amplitudes variando de cm a centenas de km.2 PARTES DE UMA DOBRA a) Plano ou superfície axial: é o plano ou superfície imaginária que divide uma dobra em duas partes similares. São de âmbito local e inexpressivas. e) Plano da crista: é o plano que. b) Atectônicas: resultante de movimentos localizados (deslizamentos. que aparecem em rochas originalmente planas. escorregamentos. b) Eixo axial ou charneira: é a interseção da superfície axial com qualquer camada ou é a linha em torno do qual se dá o dobramento.4. que pode. d) Crista: é a linha resultante da ligação dos pontos mais elevados de uma dobra. ser simétricas. DOBRAS São ondulações. etc) sob influência da gravidade e na superfície terrestre. O ângulo que esta linha forma com a horizontal é o mergulho ou inclinação da dobra. podendo ou não coincidir com o eixo da mesma. 4. numa dobra.: Cordilheira do Himalaia. convexidade ou concavidades. inclinado ou horizontal. c) Flancos ou limbos: são os dois lados da dobra.1 CAUSAS DOS DOBRAMENTOS: QUANTO À ORIGEM: a) Tectônicas: resultam de movimentos da crosta terrestre. ou não. acomodações. Podem ser vertical. Ex. passa por todas as cristas. 4. .

Sinclinal assimétrica Sinclinal simétrica . 4. podendo ser simétrica ou não.4.4 TIPOS DE DOBRAS a) Anticlinal: é a dobra alongada. podendo ser simétrica ou não. cujos flancos abrem-se para cima e a convexidade está voltada para baixo. Anticlinal simétrica Anticlinal assimétrica b) Sinclinal: é a dobra alongada. na qual os flancos abrem-se para baixo e a convexidade está voltada para o alto.3 TERMINOLOGIA GERAL DAS DOBRAS: ASPECTO GEOMÉTRICO a) Antiforma: convexidade voltada para cima. b) Sinforma: convexidade voltada para baixo.

Simétrica – caracteriza-se por possuir o plano axial vertical d) Assimétrica: os flancos mergulham com diferentes ângulos.c) Simétrica: é a dobra em que os dois flancos possuem o mesmo ângulo de mergulho. inclinado e recumbente. Deitada – o plano axial é horizontal f) Isoclinal: os dois flancos mergulham a ângulos iguais na mesma direção. g) Em leque: representada por dois flancos revirados. . Podem ser: simétrico ou vertical. Assimétrica – o plano axial vertical está fora da vertical e) Deitada: é a dobra em que o plano axial é essencialmente horizontal.

com convexidade voltada para cima. a partir de um centro comum. k) Bacia estrutural ou tectônica: é uma dobra ampla cuja convexidade aponta para baixo. i) Monoclinal ou flexão: é a dobra em que se dá o encurvamento de apenas uma parte das camadas. 4. segundo uma mesma direção. onde as camadas mergulham em todas as direções.5 RECONHECIMENTO DE DOBRAS . permanecendo as demais na sua posição original.h) Homoclinal: um grupo de camadas que apresentam um mergulho regular. sendo que as camadas mergulham de todas as direções para um centro comum. j) Domo: é uma estrutura ampla. de maneira mais ou menos igual.

representada por um fraturamento ou esmigalhamento mais intenso das rochas. com dimensões que variam de mm até dezenas de km.1 ELEMENTOS DE UMA FALHA a) Plano de falha: é a superfície ao longo do qual se deu o deslocamento. c) Linha de falha: é a linha formada pela interseção do plano de falha com a topografia. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra. d) Rejeito: é a medida do deslizamento linear resultante do movimento que ocasionou a falha. FALHAS São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. Sua atitude ou posição é dada pela direção e mergulho.5. . b) Zona ou espelho de falha: é uma faixa que acompanha o plano de falha. Ex: Falha de San Andreas 5.

f) Lapa ou muro: é o bloco que fica abaixo do plano de falha (inclinado). medido horizontalmente em um plano perpendicular à direção do plano de falha. medido no plano de falha. e) Capa ou teto: é o bloco que fica acima do plano de falha (inclinado). Rejeito total (A – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito direcional (C – A’): é o afastamento de pontos contíguos. Rejeito horizontal (A – D): é o afastamento de pontos contíguos. . “Horst”: bloco que se ergueu entre duas falhas. medido em um plano perpendicular à direção do plano de falha.2 TIPOS DE FALHA a) Baseado no movimento aparente • Falha normal ou direta: capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro. Rejeito de mergulho (B – A’): é o afastamento de pontos contíguos. • Falha inversa: capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. • • “Graben”: bloco afundado entre duas falhas. medido paralelamente à direção de mergulho do plano de falha. 5.• • • • • Rejeito vertical (D – C): é o afastamento vertical de pontos contíguos. medido paralelamente à direção do plano de falha.

FRATURAS É uma deformação por ruptura. respectivamente.1 NOMENCLATURA a) Diáclase: fraturas ou rupturas de causas tectônicas. De gravidade: teto desce em relação ao muro. 5. e ao longo do qual não se deu deslocamento. De rejeito direcional ou falhas transcorrentes: movimento dominante na horizontal. b) Baseado na classificação genética • • • De empurrão: teto sobe realmente em relação ao muro. ocasionando alívio de pressão na horizontal e o bloco cai por gravidade. É um plano que separa em duas partes um bloco de rocha ou de uma camada. e representam o enfraquecimento. Podem ser abertas ou fechadas. 6.2 TIPOS . 6. O espaçamento entre elas pode ser de cm a metros. 6. fotografias aéreas. havendo compressão horizontal. A atitude e o espaçamento é importante para a qualificação do maciço. através de compressão e alívio de tensões.Horst e Graben – representados pela elevação e depressão. amostras de sondagens. problemas de erosão. b) Junta: fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. com ou sem preenchimento (pode ou não favorecer na recuperação da coesão entre os blo cos).3 RECONHECIMENTO DE FALHAS Observações de escarpas e espelhos de falha.

outras vezes o material piroclástico (Paracutin) e. Exemplos: Serra Geral do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina 7. finalmente. Quando possuem o topo plano são chamadas de mesas. restando as rochas duras que se sobressaem no relevo. Quanto à origem: • Tectônica: freqüente nos anticlinais e sinclinais. e são caracterizados por superfícies planas e ocorrem na forma de sistemas.2 MONTANHAS DE ORIGEM EROSIVA a) Isoladas pela erosão: são restos de camadas horizontais que ficaram isoladas pelos efeitos da erosão. b) Nos divisores de água: formadas devido à erosão fluvial. 7.a) Diáclases originadas por esforços de compressão: provocadas por esforços tectônicos. 7. verticais que acarretam na superfície terrestre o aparecimento de dobras e falhas) que levam à formação de montanhas (elevações superiores a 300 m sobre o terreno circundante). • Contração: caracterizados por vários sistemas entrecruzados. b) Diáclases de tensão: são formadas perpendicularmente às forças que tendem a puxar opostamente um bloco rochoso e. cortando-se em ângulos. Às vezes predominam larvas (vulcões havaianos). provenientes de partes profundas da crosta terrestre. com o material acumulandose em torno da cratera. OROGÊNESE Conjunto de fenômenos vulcânicos. apresentam superfícies não muito planas. c) Erosões diferenciais: formadas quando as rochas mais fracas são destruídas.3 MONTANHAS DE ORIGEM TECTÔNICA . em geral. Outros exemplos: Etna (Itália) e Aconcágua (Cordilheira dos Andes). Têm forma cônica. Comuns em anticlinais e sinclinais. 7.1 MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA São formadas pelo acúmulo de material expulso. erosivos e diastróficos (conjunto de movimentos tangenciais. ambos associados (Vesúvio).

Andes e Montanhas Rochosas. .Formam as grandes cadeias de montanhas e se originam por dobramentos. Exemplos por dobramentos: Alpes. Himalaia. Exemplos por falhamentos: Serra do Mar As montanhas formadas por dobramentos constituem as maiores cordilheiras. falhas ou ambos.

OBJETIVO Esclarecer as condições geológicas da subsuperfície e seus elementos estruturais. MÉTODOS São classificados em: indiretos (ou geofísicos) e diretos (mecânicos).3 MÉTODOS GRAVIMÉTRICOS Método de prospecção geofísica cuja finalidade é investigar estruturas geológicas através do conhecimento das variações do campo gravitacional da Terra produzidas por irregularidades na distribuição de massa nas partes superiores da crosta terrestre. A importância de se conhecer estes métodos está ligada basicamente à avaliação do que cada método pode fornecer.2 PROCEDIMENTOS • • Medir na superfície do terreno campos de força. 2. 3. 3.1 CAMPOS DE APLICAÇÃO • • • Exploração de petróleo (métodos gravimétricos e sísmicos). 3. de acordo com o método usado. com o objetivo de detectar possíveis anomalias nesses campos. Estudos para prospecção de água subterrânea e investigações em projeto de engenharia civil (métodos da resistividade elétrica e sísmico). Prospecção de minérios (métodos elétricos. porém em geologia de engenharia ficam reduzidos a um número não muito grande. . MÉTODOS INDIRETOS OU GEOFÍSICOS Definição: fornecer os valores de alguma propriedade física permitindo detectar a posição e algumas propriedades de interesse geotécnico dos corpos rochosos. 3. magnéticos e radioativos). Constituem a Geofísica Aplicada – ciência que tem por objetivo definir os tipos de rochas e as estruturas geológicas presentes no subsolo para fins de projeto de engenharia civil. Predizer a configuração dos materiais e das estruturas geológicas subterrâneas. São em número muito variados. causadores das anomalias.INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO 1.

Exemplos de aplicação: • Domos-salinos: estrutura resultante do movimento ascendente de massa salina com pequena área. • Anticlinais.5 MÉTODOS ELÉTRICOS Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas. 3.4 MÉTODOS MAGNÉTICOS Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre (mede as variações do campo magnético da Terra – susceptibilidade magnética de certas rochas próximas à superfície). cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos materiais que compõem a crosta terrestre. . • Configuração do embasamento cristalino de bacias sedimentares. erguendo-se com flancos abruptos até profundidades superiores a 200 m da superfície da água do mar. 3.

5. • Quantidade e natureza dos sais dissolvidos. • Determinação da espessura e profundidade de aluviões aqüíferas. . potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície. • Resolução de problemas estratigráficos e estruturais. As relações entre corrente elétrica.2 O MÉTODO DE ELETRORRESISTIVIDADE Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos laterais (eletrodos de corrente) com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos centrais (eletrodos de potencial) nas proximidades do fluxo de corrente.3. • Teor em água. A resistividade de solos e rochas é afetada principalmente por quatro fatores: • Composição mineralógica.5. • Pesquisas de áreas de material de empréstimo. Utilização: • Estudo geológico de traçados rodoviários e ferroviários.1 TIPOS: CAMPOS ELÉTRICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS Método de aplicação da energia Correntes naturais (CC) − − − − − − − − Método da polarização espontânea das correntes telúricas das linhas equipotenciais do perfil de potencial do quociente da queda de potencial (QQP) da resistividade galvânico indutivo Correntes artificiais (CA ou CC) Campo eletromagnético (somente CA) 3. • Porosidade.

ü Sedimentos clásticos (arenitos. eletricamente resistentes. Limitações: • Sucessões de camadas de resistividade sempre crescentes ou sempre decrescentes são desfavoráveis.2 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DE UMA PARTE DA ENERGIA DAS ONDAS ELÁSTICAS NO CONTATO ENTRE DIFERENTES ROCHAS. É maior na direção da xistosidade. Prospecção de corpos de minérios. em zonas de praia. é possível determinar a distribuição de velocidade e localizar interfaces onde as ondas são refletidas e refratadas.1 VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DAS ONDAS ELÁSTICAS: DEPENDE DAS PROPRIEDADES ELÁSTICAS DO MATERIAL. Observando-se o tempo de chegada das ondas sísmicas em diferentes pontos (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico. Problemas de fundações em geral. ü A compactação e a cimentação aumentam a velocidade.6. 3. As ondas sísmicas são captadas em sensores (geofones).500 m/s 4.6. Determinação do contacto água doce-água salgada. que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos.6 MÉTODOS SÍSMICOS Utiliza o fato de que ondas elásticas (ou ondas sísmicas) viajam com diferentes velocidades em diferentes tipos de rochas. Rocha metamórfica: a velocidade de propagação não é a mesma em todas as direções. 3. • • • Rocha magmática: decresce com o aumento em sílica na rocha. • Regiões estratificadas horizontalmente com anisotropia elétrica crescendo progressivamente. VARIANDO DE ACORDO COM A ORIGEM DA ROCHA.500 a 3.• • • • Determinação da espessura de solo em pedreiras. . colocadas entre camadas condutoras. conglomerados) têm velocidade menor do que sedimentos químicos.300 a 3. O sinal é refletido sempre que este encontra um material com impedância acústica diferente daquele onde está se propagando. Rocha sedimentar: ü A porosidade e o grau de decomposição diminuem a velocidade. Exemplos de velocidade de propagação em rochas aluvião arenitos granito 300 a 700 m/s 2.500 m/s 3. • Camadas finas.

compacidade ou consistência naturais. umidade natural. composição. etc) e outros fins (rebaixamento do lençol freático. TRINCHEIRAS E GALERIAS DE INSPEÇÃO Escavações manuais ou por meio de escavadeiras com o objetivo de expor e permitir a direta observação visual do subsolo. sondagens e ensaios de campo.000 m 4. ventilação de minas. Reflexão Número de furos Profundidade de carga Carga de dinamite Objetivo Distância da explosão ao geofone 7 18 m 6 kg/furo determinar as diferentes camadas presentes 50 – 360 m Refração 1 18 m 60 kg/furo determinar a posição do embasamento cristalino 1. • Poços: escavação vertical de seção circular ou quadrada.1 SONDAGENS Os métodos mais utilizados são sondagens a trado. etc). MÉTODOS DIRETOS Definição: permitem a observação direta do subsolo ou através de amostras coletadas ao longo de uma perfuração ou a medição direta de propriedades in situ ⇒ escavações.3. • Rochas duras: fragmentos ou testemunhos de sondagens – composição. sondagem a percussão. ü Deformada – conserva a textura e composição. extração de petróleo.000 a 2. sondagem usando a perfuração rotopercussão. galerias. extração de matérias-primas (obtenção de água subterrânea. textura. com a possibilidade de coleta de amostras indeformadas. textura e estrutura.6. sondagem rotativa.1. permitindo uma descrição detalhada das diversas camadas do solo e rochas e coletas de amostras. poços de inspeção. • Solos ou rochas brandas: ü Indeformada – estrutura. em profundidade de até 20 m (limitada pela presença do lençol freático). Amostragem: as amostras devem ser representativas.1 ABERTURA DE POÇOS. 4. 4. Objetivos: mapeamento geológico do subsolo (definição da litologia e dos elementos estruturais). .3 TIPOS: SÃO DE DOIS TIPOS E VARIAM SEGUNDO O PRINCÍPIO UTILIZADO (REFRAÇÃO OU REFLEXÃO).

1. ensaio de lavagem por tempo e ensaios de permeabilidade (infiltração. Normatização: ABNT – NBR 9603/88 4. permite uma seção contínua horizontal. até 40 m de profundidade. . bombeamento e recuperação). Normatização: ABNT – NBR 9604/86 4. na determinação do nível d’água e na perfuração inicial de sondagens mecânicas. relativamente rasa. Normatização: ABNT – NBR 6484/97 e ABNT – NBR 7250/82.1 SONDAGENS A PERCUSSÃO Método para investigação dos solos em que o terreno é perfurado através do golpeamento do fundo do furo com peças de aço cortantes.2 TRADOS Processo simples rápido e econômico para investigações preliminares das camadas mais superficiais dos solos. Galerias de inspeção: seções horizontais em subsuperfície. Utilização: prospecção de solos em obras rodoviárias.2 MÉTODOS MECÂNICOS 4. limitadas a rochas ou solos muito consistentes.• • • Trincheiras: escavação horizontal. Permite a obtenção de amostras deformadas ao longo da profundidade (de metro em metro – máximo 15 m). rebaixamento. Obtêm-se amostras deformadas do solo e índices de resistência a penetração. Ensaios: penetração padronizada (SPT).2.

. Empregadas quando a sondagem de simples reconhecimento atinge estrato rochoso.2. matacões ou solos impenetráveis à percussão.2 SONDAGENS ROTATIVAS Consiste no uso de um conjunto moto-mecanizado projetado para obtenção de amostras contínuas de materiais rochosos através de ação perfurante dada for forças de penetração e rotação.Classificação da compacidade e consistência dos solos pelo índice de resistência à penetração (SPT) – ABNT– NBR 7250 Solo Areia e silte arenoso Argila e silte argiloso Índice de resistência à penetração (N) <4 5a8 9 a 18 19 a 40 > 40 menos que 2 3a5 6 a 10 11 a 19 mais que 19 Designação fofo pouco compacto medianamente compacto compacto muito compacto muito mole mole média rija dura 4.

Fratura: qualquer descontinuidade separando blocos com distribuição espacial caótica.Informações obtidas: tipos de rochas e de seus contatos. • • • Grau de fraturamento: número de fraturas por metro linear de sondagem. elementos estruturais presentes e o estado da rocha (grau de fraturamento e de alteração ou decomposição). Segundo o grau de fraturamento (ABGE) Estado da rocha Ocasionalmente fraturada Pouco traturada Medianamente fraturada Muito fraturada Extremamente fraturada Em fragmentos Número de fraturas por metro 1 1–5 5 – 10 11 – 20 20 torrões ou pedaços de diversos tamanhos caoticamente dispostos Segundo grau de decomposição ou alteração (ABGE) Grau de alteração Estado da rocha . Diáclase: descontinuidade com distribuição espacial regular.

2. carbeto de tungstênio. aços especiais. Retirada do testemunho (colocado em caixas especiais com separação.2 CICLOS DE OPERAÇÃO DA SONDA • • • • • • Locação (determinação da cota do ponto). Com obtenção de testemunho Sem obtenção de testemunho • Barriletes: tubo oco que se destina a receber o testemunho de sondagem.2. etc. fragmentando-se entre os dedos.2. e. mistas.2.3 PRECAUÇÕES NAS OPERAÇÕES DE SONDAGEM • • Do contrato (deve-se estipular um mínimo de recuperação considerada aceitável). Instalação (plataforma de cimento para instalação dos equipamentos de perfuração). Este estado pode ser confundido com o “solo de alteração de rocha” 4. Seleção de brocas e hastes (depende de fatores geológicos e técnicos e da profundidade a ser atingida). obedecendo a ordem de avanço da perfuração). Pressão e rotação das hastes (grande pressão provoca o desgaste da coroa e desvio do furo. excesso de rotação provoca irregularidades do diâmetro). 4. 4.1 EQUIPAMENTOS MAIS COMUNS PARA SONDAGEM ROTATIVA • Tipos de coroas: possuem formas ocas e compactas. Avanço (depende do cabeçote escolhido). Revestimento (superficial. Podem ser simples. sendo o corpo sempre de aço e a parte cortante de diamante.2. duplos ou duplos livres. . serve para apontar a sondagem e proteger a boca do furo de desmoronamentos).São Ligeiramente alterado Medianamente alterado Muito alterado Não são percebidos sequer sinais de alteração do material O material mostra “manchas” de alteração As “faixas” de alteração se igualam às de material são O material torna aspecto pulverulento ou friável.2.

Recuperação do testemunho e da lama (importante quando o material é utilizado em análises químicas). Levantamento dos furos (suspeitando-se de desvio. • Reconhecer.• • • • • Pressão da lama (excesso de pressão significa circulação muito rápida da lama. faz-se medidas de verificação a cada 20 ou 30 m de penetração). Desvio dos furos (introdução de uma cunha). as condições geológicas da área. NÚMERO E PROFUNDIDADE DAS SONDAGENS Estabelecimento de duas condições mínimas: • Se a investigação é de caráter preliminar ou definitivo. Porcentagem de recuperação dos testemunhos: é a relação entre o número de metros perfurados e número de metros de testemunhos recuperados. sobra um toco pequeno no fundo do furo que dará a orientação do testemunho ). desgaste do testemunho. . REGISTRO DOS DADOS DE SONDAGEM E APRESENTAÇÃO a) Folha de campo da sondagem a percussão e rotativa b) Folha de controle de brocas para sondagem rotativa c) Relatório diário da sondagem Apresentação final dos dados obtidos na investigação d) Perfis individuais e) Secções geológicas-geotécnicas f) Conclusões 6. Recuperação > 90% 75 – 90% 50 – 75% 25 – 50% < 25% Rocha sã e ligeiramente fraturada pouco ou ligeiramente fraturada medianamente fraturada bastante fraturada excessivamente fraturada (fragmentadas) 5. Testemunhos orientados (retirado o testemunho. através de observações de superfície ou de mapas geológicos existentes. erosão das paredes e desmoronamento). preliminarmente.

7. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA INTERPRETAÇÃO ESTRUTURAL As amostras são colocadas numa seção vertical para correlação e assim definir os tipos de rochas e estruturas atravessadas → permite a confecção do mapa geológico do subsolo. 8. APLICAÇÃO DAS SONDAGENS PARA DETERMINAÇÃO DO LENÇOL FREÁTICO Determinação: cota do nível freático no subsolo e permeabilidade e drenabilidade das diferentes camadas. .

Coluna estratigráfica – apresentação ordenada das formações geológicas por idade. da mais nova a mais antiga. Representam a distribuição espacial das rochas na crosta quando associadas a seções geológicas.1 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível. 1. Dois elementos estruturais importantes: direção e mergulho das camadas. de cima para baixo. denominadas linhas de contato. MAPAS GEOLÓGICOS Definição: é aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas. Seções geológicas – corte teórico na crosta terrestre num plano vertical representando a distribuição das rochas neste plano. falhas. 1. posição das camadas. É sempre acompanhado por uma coluna estratigráfica. etc. . Cada tipo de rocha ou grupo de tipos de rochas existentes numa determinada área é separado de outro por linhas cheias.2 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas. Quando a separação é duvidosa utilizam-se linhas tracejadas. Os mapas são construídos a partir de mapas topográficos ou fotografias aéreas. Na interpretação do mapa não apresentam o estado de alteração da rochas e nem a existência de solos sobre elas.MAPAS GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 1. dobras. • • • • • • • • Às vezes representam unidades litoestratigráficas ou até unidades cronoestratigráficas no lugar de formações. que interceptam as curvas de nível.

podendo ser facilmente identificada e representada em um mapa na escala 1:25. • • • Formação: é uma unidade mapeável representando um tipo ou um conjunto de rochas com alguma semelhança entre si. Formação Santa Maria.1 UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas da crosta terrestre.3 MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas). Membro: é uma subdivisão de formação. Normalmente leva o nome local onde foi descrita: Formação Botucatu. distinguida e delimitada com base em caracteres litológicos. etc. UNIDADES ESTRATIGRÁFICAS 2. 2. Grupo: é um conjunto de formações com alguma semelhança entre si. .1.000.

MAPAS GEOTÉCNICOS 3. 2.500 bilhões de anos 3. expresso pelas unidades cronoestratigráficas. Escala do tempo geológico Início do período ou época Era Período Época (em milhões de anos) 0. 2. • • • Sistema: é a unidade fundamental cronoestratigráfica.2 UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA: é um pacote de camadas caracterizado pelos fósseis nele contidos e contemporâneos a sua acumulação. 2. .500 * Provável idade da Terra – 4.• Camada: é a menor unidade de descrição reconhecível no campo. • Zona: é a unidade fundamental de mapeamento bioestratigráfico. Época: é uma subdivisão de período. • • • Período: é a unidade fundamental geocronológica.3 UNIDADE CRONOESTRATIGRÁFICA: é uma subdivisão das rochas considerada como registro de um intervalo específico de tempo geológico. Idade: é uma subdivisão de época.1 FINALIDADES • Integrar dados relativos às propriedades físicas e ao comportamento mecânico dos solos num contexto geológico. Andar: é uma subdivisão de série.02 Recente Cenozóico Quaternário 2 Pleistoceno Terciário 70 Cretáceo 135 Mesozóico Jurássico 180 Triássico 220 Permiano 270 Carbonífero 350 Devoniano 400 Paleozóico Siluriano 430 Ordoviciano 490 Cambriano 550 Pré-cambriano 3.4 UNIDADE GEOCRONOLÓGICA: é uma divisão do tempo. distinguida com base no registro litológico. Série: é uma subdivisão de sistema.

4. “lithological complex”): é um conjunto de tipos litológicos relacionados e desenvolvidos sob específicas condições paleogeográficas e geotectônicas. e mesmo da ocupação rural. Carta de aptidão (ou sintéticas): representa a síntese. 4. mas normalmente não é uniforme no estado físico. 3.000 a 1: 100.2 DEFINIÇÃO: é um tipo de mapa geológico que fornece uma representação geral de todos aqueles componentes de um ambiente geológico de significância para o planejamento do solo e para projetos. em termos de utilização. em planos diretores ou loteamentos. “lithologial suite”): compreende muitos complexos litológicos e se desenvolve sob condições geralmente similares. e engloba 5 passos: • Coleta de informações de ciência da terra e a preparação de mapas bases.2 CARTAS DE RECOMENDAÇÃO DE USO DO SOLO: apresentam a melhor utilização do meio frente ao panorama geológico geral da área em estudo. “engineering geological type”): tem o mais alto grau de homogeneidade quanto aos caracteres litológicos e no estado físico. dos diversos fatores.000. construções e manutenções quando aplicados à engenharia civil e de minas. textura e estrutura.• • Auxiliar na definição e fiscalização da ocupação territorial das regiões racionalmente. Complexo litológico (LC.3 UNIDADES DE MAPEAMENTO: princípios para classificação de rochas e solos para mapeamento geotécnico: • • • • Tipo geotécnico (ET. paleogeográficas e tectônicas. Normalmente utilizam-se escala 1:25. São adequados para o planejamento da ocupação urbana. . Seqüência litológica (LS. Uma análise quantitativa da capacidade do uso do solo foi apresentada por Laird et alii (1979). Produto final da cartografia geológico-geotécnica pode ser um conjunto de vários mapas de fatores e aptidões associados a uma Carta de Documentação. • • • Carta de fatores (ou analíticas): representa um ou mais fatores significativos de um determinado tipo de estudo. “lithological type”): é homogêneo na composição. Tipo litológico (LT. 3. TIPOS DE CARTAS GEOTÉCNICAS OU DE INTERESSE GEOTÉCNICO 4.1 CARTAS DE FATORES E CARTAS DE APTIDÕES: é uma classificação que trata do conteúdo e forma.

4.6 CARTA PARA DISPOSIÇÃO DOS REJEITOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS: análise de terrenos quanto à disposição dos rejeitos sépticos de baixa periculosidade. 4.PEGAR ARQUIVOS NESTE ENDEREÇO http://planeta.terra. Cálculo dos custos sociais (em dólares) para cada tipo de desenvolvimento e cada condição geológica. Distribuição das somas destes custos sobre um mapa. usados para identificar problemas específicos.htm . 4.7 CARTA DE FUNDAÇÕES: refere-se ao detalhamento das fundações ou áreas de influência de alguma obra. principalmente em termos de geologia e materiais de cobertura.8 CARTAS PARA GEOLOGIA AMBIENTAL: caracterização do meio físico. Totalização de todos os custos esperados para todas as condições e para cada uso da terra. temos: carta de risco sísmico. de inundação.com.htm .4 CARTAS DE RISCO: como exemplos.br/educacao/rover/estratigrafia. tanto domésticos quanto industriais. http://asp.9 CARTAS DE PROBLEMAS ESPECÍFICOS: por exemplo. A subdivisão destas estaria baseada na litologia. Custo social – soma de todos os custos atribuídos ao problema.br/dnpm/Georef/Download. de movimentos de massa e erosão e outros semelhantes. 4. “Problemas de mapeamento geológico-geotécnico em encosta com favela de alta densidade populacional”.cpunet.3 CARTAS PARA LOTEAMENTOS: divisão em unidades homogêneas a partir de critérios geomorfológicos e de declividade. 4. 4. 4.• • • • Desenvolver mapas interpretativos para cada problema.com. de colapso.5 CARTAS DE JAZIDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: carta de jazidas e explorações de materiais utilizados em materiais de construção.

1. .1 ESCOAMENTO: é exercido pela ação da gravidade através das inclinações e ondulações da topografia. mares e camadas mais externas dos terrenos) voltam na forma de vapor para a atmosfera. 1. • • • Evaporação – conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada. 1.2 INFILTRAÇÃO: representa o movimento da água superficial para o interior do terreno. Evapo-transpiração – conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação da água precipitada na superfície da terra. 1.ÁGUA SUBTERRÂNEA 1. pela transpiração dos vegetais e pela evaporação das superfícies líquidas.4 RELACÃO ESCOAMENTO/INFILTRAÇÃO/EVAPORAÇÃO: não é constante ou eqüitativa e dependente de vários fatores considerados em conjunto. para serem novamente precipitadas (chuva ou neve) através de condensação. em vapor. canais e fraturas em rochas → maior facilidade para a infiltração em vista da maior permeabilidade. ORIGEM E ESTADOS DA ÁGUA NOS SOLOS E ROCHAS Ciclo hidrológico – processo no qual as moléculas de água evaporadas das superfícies líquidas (rios.3 EVAPORAÇÃO TOTAL: soma das águas perdidas ou evaporadas de uma determinada área durante um tempo específico. Transpiração – evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais que retira a água do solo através das suas raízes e restitui parte delas à atmosfera em forma de vapor pelas folhas. permitindo o seu acúmulo. infiltração e evaporação total. • Permeabilidade – com a existência de poros interligados. lagos. Água precipitada fica sujeita a três variantes representadas por: escoamento.

Resumo dos fatores de influência Rocha Permeabilidade Topografia Vegetação Predominância Granito. estrato ou lençol aqüífero – formações rochosas contendo estruturas que permitem o armazenamento e movimento da água através delas. a maior declividade facilita o escoamento. gnaisses Baixa Acidentada Mata densa Escoamento Folhelho Baixa Suave Mata baixa Evaporação Arenito Alta Suavemente ondulada Rasteira Infiltração 2. Vegetação – quanto mais densa maior facilidade de infiltração. É dependente do arranjo. São conhecidos por poros ou interstícios. pois atuam como reservatórios ou condutores da água. São extremamente importantes para o estudo de águas subterrâneas. Secundários – aparecem na rocha posteriormente à sua formação.W)/V Sendo: W = volume de água requerida para saturar os vazios V = volume total da amostra . Porosidade = (100.2 POROSIDADE: propriedade que define em que grau a rocha possui interstícios.• • Topografia – de acordo com a topografia do terreno. • • Primários – podem se formar ao mesmo tempo de formação da rocha. 2.1 VAZIOS: espaços não ocupados por matéria mineral sólida. camada. DEFINIÇÕES E CONCEITOS FUNDAMENTAIS O modo de ocorrência da água do solo nas rochas de uma determinada área é basicamente influenciado pelas condições geológicas locais. distribuição e grau de compactação das partículas minerais e podem variar para um mesmo tipo de rocha. tamanho. 2. Aqüíferas. Classificação: primários e secundários.

64 x 10-5 a 0. argilas estratificadas Argilas não alteradas Características de escoamento Aqüíferos bons -3 Aqüíferos pobres 10 -7 10-9 a 10-7 10 -9 Impermeáveis Determinação do coeficiente de permeabilidade: em (permeâmetros de carga constante ou carga variável) e in situ. siltes.64 x 10-5 Material Pedregulho limpo Areia limpas.4 laboratório SUPRIMENTO ESPECÍFICO (PRODUÇÃO ESPECÍFICA. litros/m2/dia) – coeficiente de permeabilidade (K). Suprimento específico = (volume drenado/volume total).Material solo argila areia cascalho Porosidade 50% a 60% 45% a 55% 30% a 40% 30% a 40% Material arenito folhelho calcário granito Porosidade 10% a 20% 1% a 10% 1% a 5% 0. misturas de areia limpas e pedregulho Areias muito finas. Expressa como volume de fluxo por unidade de área de uma secção por unidade de tempo (Ex. Seu valor dependerá da interligação dos poros. K 10 10 -2 cm/seg 1 a 100 0. silte e outros depósitos Suprimento específico 25% 20% 10% 5% 3% .100 (%) Material Pedregulho Areia com pedregulho misturado Areia fina.86 8. POROSIDADE EFETIVA OU CESSÃO ESPECÍFICA): caracteriza a quantidade percentual de água que pode ser libertada de uma formação pela ação da gravidade.3 PERMEABILIDADE: propriedade de permitir passagem de fluidos através das rochas (permeáveis).86 a 864 8. arenito Argila com misturas Argila.001 a 1 10-7 a 10-3 m/dia 864 a 86400 0. vazios e fraturas.64 x 10-7 a 8. misturas de areia.5% a 2% 2. 2. silte e argila.

2 QUANTO AO COMPORTAMENTO • • • • • • Zona saturada – zona onde os vazios. Nível freático (NF) ou lençol freático (LF) – linha que separa a zona saturada da insaturada.1 POÇOS CASEIROS: abertos manualmente. freático ou não artesiano – o NA serve como limite superior da zona de saturação. Aqüífero suspenso – volume de água subterrânea está separado da água subterrânea principal por um estrato relativamente impermeável. sua posição não é estável. Aqüífero livre.1 QUANTO À ORIGEM • • • Meteórica – originada pela infiltração da água precipitada pelas chuvas e do degelo da neve. com diâmetro médio de 1. onde a maioria dos poros se encontram vazios ou preenchidos de ar. Cuidados especiais com fossas negras. 3. pois o nível do poço for abaixado consideravelmente. ORIGEM E COMPORTAMENTO 3. Zona insaturada – zona mais superficial. mas possui reduzido suprimento específico. artesiano ou sob pressão – aquele em que o nível superior da água está confinado. . Areia grossa – elevada porosidade e elevado suprimento específico. sob pressão maior que a atmosférica. 4. há a formação de um funil de sucção. variando conforme as estações do ano. Aqüífero confinado. não confinado. Juvenil ou magmática – proveniente da parte aquosa dos magmas.20 m e profundidade dependente da localização topográfica.Argila – elevada porosidade. que poderá causar a poluição das águas do poço. Congênita – depositada conjuntamente com os sedimentos de uma bacia permanecendo aprisionada à rocha – água fóssil. 3. poros ou fraturas se encontram totalmente preenchidas pela água. por estratos sobrejacentes relativamente impermeáveis. OBTENÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 4.

Cravação através de golpes é prejudicial ao equipamento do poço. A produção de um único poço é sempre baixa. Condição essencial – existência de lentes ou camadas de material permeável. quando o mesmo não está sendo bombeado. • • • • • Rochas magmáticas da Serra do Mar – 9. Nível dinâmico – é o nível de água no poço. Rochas sedimentares da bacia do Paraná → arenito de Botucatu – 20. Quando o nível se estabiliza sob uma dada vazão é denominado nível dinâmico de equilíbrio. envolvidas de material impermeável. Geralmente possui profundidade superior a 100 m e a quantidade de água subterrânea dependerá do tipo de rocha existente na região. Alargamento das luvas durante o processo deixa passar o ar. é a superfície imaginária formada pelos níveis piezométricos. Em poços artesianos. sob o efeito de bombeamento.000 litros/hora.500 litros/hora Lins – 300. Desvantagens: • • • • Construção trabalhosa e lenta quando se encontra solo altamente compacto. 4.4. 4.000 litros/hora. Basalto – 9. formada pelos níveis de água em volta do poço quando em bombeamento.3 POÇOS CRAVADOS: construídos mediante cravação de uma ponteira ligada à extremidade inferior de um conjunto de segmentos de tubos firmemente conectados entre si.2 POÇOS TUBULARES: abertos através de sondagens rotativas (não são poços artesianos) com diâmetro do furo de 300 mm a 600 mm. .000 litros/hora.4 POÇOS ARTESIANOS: a água jorra na superfície sob pressão natural. 4. Superfície piezométrica de depressão ou cone de depressão – é a superfície real nos poços freáticos. no poço. Nordeste – 2.5 NOMENCLATURA DOS POÇOS • • • • Nível estático – é o nível de equilíbrio da água. Abaixamento ou depressão – é a distância vertical compreendida entre os níveis estático e dinâmico no interior do poço. reduzindo a sua produção ou tornando o poço imprestável.000 litros/hora.

sondagens de reconhecimento. Filtro. ü Bombas – normais de sucção com motor elétrico ou diesel (rebaixamento de até 2 m) e submersas centrifugas de fácil regularem de vazão (para profundidades maiores que 2 m). Preparativos para os estudos hidrológicos: ü Determinação da inclinação do lençol freático e da direção do fluxo da água. Diâmetro das sondagens – normalmente o diâmetro inicial é de 100 mm para cada 30 m de profundidade. Zona de influência – toda área atingida pelo cone de depressão de um poço.6 NORMA PARA A INSTALAÇÃO DE UM POÇO TUBULAR OU ARTESIANO • • • Escolha do local – deve ser feita por um geólogo que conheça as condições locais do subsolo: mapa geológico e. se necessário.m Coeficiente de armazenamento (S) – é a fração adimensional que representa o volume de água libertado por um prisma vertical do aqüífero. e normalmente. Sondagem – para profundidades maiores que 50 m. Lençol freático: S = 0.35 Lençol artesiano: S = 7 x 10-5 a 5 x 10-3 4. Unidade: m2/hora ou m2/dia. .01 a 0. Coeficiente de transmissibilidade (T) – é o produto do coeficiente de permeabilidade K pela espessura da camada m. a sondagem não deve ultrapassar por completo a camada que contém água subterrânea. l/s mm mm 4 150 300 7 200 350 10 200 350 20 250 450 50 300 500 Vazão planejada φ filtro φ sondagem (no fim) • • • Perfil da sondagem – desenhado com as camadas de solo encontradas e o nível de lençol freático. de base unitária. T=K. Regime de equilíbrio – regime no qual o nível dinâmico no interior do poço mantém-se inalterável no decorrer do tempo para uma vazão de bombeamento constante. ü Instalações de medidores de nível d’água – registrar a variação natural do nível da água subterrânea.• • • • • Curva de abaixamento ou de depressão – é a curva formada pela intersecção da superfície piezométrica por um plano vertical que passa pelo poço.

e perto do estado de equilíbrio. deve-se começar com 0. 4. 4.2 Q subindo até 1.7 QUALIDADE DA ÁGUA • • • • Características químicas – enriquecimento gradativo de sais minerais.ü Preparativos para as m edidas de vazão – as medidas são feitas duas vezes. Teste de bombeamento: ü Vazão – se Q é a vazão desejada. O sal não pode ser nem CaCO3 nem MgCO3. que pode provocar corrosão no concreto. ü Diagrama de ensaio – gráfico rebaixamento x vazão. Agressividade ao concreto das fundações: Elementos químicos normalmente agressivos ao concreto são: CO2 agressivo. Até 3 l/s Até 10 l/s • • Vazão medida por Baldes de 15 l e cronômetro Tanque de 80 a 100 l e cronômetro (o tempo de medição deve ser no mínimo de 5 s) Amostras para exame químico e bacteriológico – são obtidas no fim da experiência. tanto ácida (H+) como básica (OH–). a cada 30 minutos. Dura – alto teor de sais (até 50g de CaCO3 por 1000 l) Mole – baixo teor de sais. Características térmicas – função do grau geotérmico. Retiram-se 2 litros. os sulfatos e a amônia.2 Q. Características minerais – água mineral é toda água que tenha no mínimo 1g de sal dissolvido por litro. ü Rebaixamento admissível – o valor máximo deve ser igual a ½ altura da água no poço.8 AÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA • Cavernas: . ü Medida de vazão – devem ser feitas no início do bombeamento. ü Tempo de duração do teste – só tem valor quando é alcançado um estado de repouso do lençol freático. Deve-se considerar o valor de pH. os cloretos. a cada minuto. o magnésio. por médico e químicos especializados.

sendo um movimento rápido. Fonte é. • Fontes de camada – formada em conseqüência de alternância de leitos permeáveis. • 4. bem como a colocação de sistema de drenagem. um local onde a água brota. Escorregamento de terra e seus aspectos geológicos – causas e tipos ü Escorregamento – ruptura de uma massa de solo situada ao lado de um talude. ü Rastejo – movimento lento ou imperceptível. o afloramento da água subterrânea. • Escorregamentos: Fenômenos ligados à intensa infiltração de água no subsolo.9 FONTES: toda vez que o nível ou lençol freático for cortado pela topografia do terreno. Para evitar o avanço erosivo deve-se plantar vegetações de raízes profundas para retenção do solo e absorção da água de infiltração. aparece na superfície. . em camadas de material de permeabilidade bastante baixa. ou por um aumento excessivo da pressão da água intersticial. portanto. Boçorocas: São vales ou depressões enormes em terrenos de topografia suave.Principal agente causador é a água contendo CO2 que transforma o CaCO3 em Ca(HCO3) que é transportado em solução – estalactites (formações calcárias pendentes do teto da caverna) e estalagmites (formações calcárias que crescem do solo para cima). • Fontes de encosta – são localizadas em regiões de topografia acidentada. Geralmente são devidos às escavações ou cortes na base do talude pré-existente. causado pela ação conjunta das águas superficiais e subterrâneas.

• Uso de fontes – analisar se a fonte não está contaminada. 4. A drenagem é executada por meio de canaletas envolvidas por uma camada drenante. ü Drenagem superficial – tendem a evitar a penetração das águas superficiais no solo. Sua função é interceptar a água que provém das partes mais altas. bem como as águas pluviais e outras.• Fontes de falha – quando uma falha coloca em contato rochas permeáveis e impermeáveis. tornando a fonte imprópria para uso. pode surgir uma fonte. ü Drenagem sub-superficial – são destinadas a eliminar a água já existente no subsolo ou impedir que águas subterrâneas vizinhas o atinjam. Para evitar o escorregamento. Rebaixamento do lençol freático – as faixas de aplicação dos diferentes métodos em função do coeficiente de permeabilidade (k) são: • • . procura-se reduzir o teor de água do trecho através de uma valeta que receberá no seu fundo um tubo perfurado e será envolvida por agregado. Quando a vazão de uma fonte aumenta após um período de chuva. para eliminar as águas de infiltração provenientes do subsolo. Drenagem a céu aberto – é aplicada em escavações.10 DRENAGEM E REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO • Drenagem superficial e sub-superficial para estradas – são comuns em construções de estradas. indica péssima filtragem de água no subsolo.

a drenagem . empregado para pequenas infiltrações Dispensa.k = 1 a 10+2 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10-5 a 10-6 cm/seg k = 10 a 10 cm/seg k = 10 cm/seg -7 -5 -7 -3 -5 -1 -4 Drenagem a céu aberto Poços profundos gravitacionais – ponteiras filtrantes Poços profundos a vácuo Método eletrosmótico Esgotamento intermitente. de um modo geral.

• Estudo de dois aspectos básicos em rochas com camadas inclinadas: ü Caracterização de uma camada inclinada a partir de três pontos de sondagem. nos pontos assinalados. ü Traçar num mapa topográfico os limites de uma camada inclinada a partir de três pontos de ocorrência. • Elaboração e interpretação de perfis geológicos com base em sondagens. ü Camadas verticais. Pontos A AB BC CD DE EF Distâncias Cotas 760 730 725 720 725 715 Pontos FG GH HI IJ JK KL Distâncias 100 200 400 300 500 200 Cotas 715 725 730 735 740 745 Pontos LM MN NO OP PQ Distâncias 500 200 400 300 600 Cotas 710 750 755 760 790 – 200 400 400 500 100 No citado trecho foram executadas as seguintes sondagens. com os dados abaixo: A = 50 m de rocha B = 1 m de argila rija 30 m de rocha C = 1 m de argila orgânica 10 m de argila rija 15 m de rocha D = 5 m de argila orgânica 15 m de argila rija 5 m de rocha E = 15 m de argila orgânica 30 m de argila rija F e G = 10 m de argila orgânica 30 m de argila rija I = 1 m de argila orgânica 19 m de argila rija 1 m de areia grossa J = 15 m de argila rija 10 m de areia grossa K = 1 m de argila rija 20 m de areia grossa M 20 m de areia grossa = 10 m de argila siltosa N = 15 m de areia grossa 1 m de argila porosa P = 15 m de argila siltosa 22 m de argila porosa . relacionadas abaixo. ü Camadas inclinadas. • Interpretação de mapas geológicos considerando as três situações: ü Camadas horizontais.GEOLOGIA PRÁTICA 1. 2. CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL GEOLÓGICO Perfil topográfico-geológico Num levantamento topográfico entre dois pontos A e N foram anotados as distâncias horizontais e cotas. INTRODUÇÃO Aspectos de interesse ao curso: • Conceitos topográficos: mapas e perfis topográficos.

Qual a posição estrutural desta rocha? Represente na escala 1:2. feita na cota 790 encontrou uma certa faixa de rocha a 30 m de profundidade.000. PROBLEMAS DE GEOLOGIA ESTRUTURAL • Duas sondagens distantes 100 m mostraram os seguintes dados: a primeira. 3. encontrou a mesma faixa de rocha a 60 m de profundidade. A segunda.H = 10 m de argila orgânica 20 m de argila rija Q = 16 m de argila siltosa Pede-se construir o perfil geológico do referido trecho.000 e sobreelevação igual a 20. CONSTRUÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS PARA INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS Baseia-se na utilização de dados de perfis individuais de sondagens que são reunidos em várias seções geológicas. usando escala vertical 1:1. . visando observar as linhas de contato entre as diferentes camadas. feita na cota 820.

S2 = 50 m de folhelho e 80 m de basalto. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:2. mostraram a 40 m de profundidade os seguintes dados: S1 (localizada a leste) camadas inclinadas 450 para W. e S2 (localizada a oeste) com as camadas mergulhando 450 para E. 60 m de folhelho e 80 m de basalto. • Duas sondagens distantes 160 m em local plano mostraram: S1 = 40 m de arenito.000. .000. Qual a estrutura geológica local? Represente na escala 1:3.• Duas sondagens distantes 150 m em terreno plano e na direção E-W.

utilizando os seguintes dados: Perfil topográfico Pontos A AB BC CD DE Distâncias – 650 500 150 350 Cotas 350 333 334 320 319 Pontos EF FG GH HI IJ Distâncias 100 450 100 300 200 Cotas 313 313 337 340 354 A = 18 m solo 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho E = 15 m basalto 5 m folhelho G = 9 m basalto 5 m folhelho J = 14 m solo 15 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Perfil topográfico C = 2 m solo 14 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho D = 1 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho H = 13 m folhelho 15 m basalto 5 m folhelho Explicar e justificar: ü Existe alguma estrutura geológica importante no perfil anterior? ü Quais as vantagens e desvantagens das rochas presentes para a fundação da barragem? .• Construir o perfil topográfico-geológico A-j usando EH = 1:10.000 e sobreelevação 20 para um eixo de barragem.

etc.Folhelho Basalto Vantagens Impermeável Capacidade elevada de carga Desvantagens Pequena resistência ao cisalhamento Decompões-se quando exposto ao ar Elevado grau de fraturas 4. 4. Grupo Araxá. dobras. etc.4 LEGENDAS GEOLÓGICAS . ü Mergulho de uma camada – é o ângulo formado pelo plano da camada com plano horizontal e sua determinação é feita por meio de um clinômetro. Formação Botucatu. A separação entre cada tipo de rocha é feita por linhas cheias. 4. Exemplos: Formação Bauru. mas quando a separação é duvidosa utiliza-se linha tracejada.1 DEFINIÇÃO É aquele que mostra a distribuição dos tipos de rochas e das estruturas geológicas como fraturas.2 CONTRUÇÃO A partir de um mapa topográfico (onde são colocados os dados geológicos) e a partir de fotografias aéreas. 4. falhas. Grupos e Séries Geológicas – é a reunião de diversas formações geológicas. Elementos geológicos estruturais muito importantes: ü Direção de uma camada – é a linha resultante da intersecção do plano da camada com um plano horizontal e sua determinação é feita por meio da bússola. • • Formação Geológica ou Grupo Geológico – é a ocorrência típica em uma determinada região. posição das camadas.3 REPRESENTAÇÃO • • • Através de símbolos adequados ou cores apropriadas. Exemplo: Grupo São Bento. MAPAS GEOLÓGICOS 4.

4.5

TIPOS DE MAPAS GEOLÓGICOS

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS: os limites ou

contatos entre as diversas camadas possuem contorno paralelo ou coincidente com as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS VERTICAIS: as camadas são

delimitadas no mapa geológico por duas retas paralelas, que interceptam as curvas de nível.

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS: os contatos ou limites

entre as camadas interceptam as curvas de nível segundo linhas irregulares (seu contorno nunca é representado por retas paralelas).

MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS, COM CONFECÇÃO DE PERFIS GEOLÓGICOS: o mapa abaixo apresenta o

afloramento de 5 tipos de rochas, sendo 4 em posição horizontal e uma vertical. EH = 1:40.000. São dados: a) Os pontos A, B, C com cota 400 m representam o contato entre aluvião e calcário; b) D, E, F pontos de afloramentos de calcário; c) G, H, I, J cota 580 m, contato calcário-arenito; d) K, L, M pontos de afloramento de arenito; e) O, P, Q cota 770 m, contato arenito-basalto vesicular; f) R, S pontos de afloramentos de basalto vesicular; g) U, X contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical;

h) Y, Z contato entre basalto maciço e basalto vesicular com direção N40W e mergulho vertical. Pede-se: a) Traçar o contato das camadas; b) Colocar símbolo ou colorir as diversas litologias, de acordo com as normas usuais; c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2; d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço; e) Determinar as espessuras das camadas; f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço, somente pelo mapa.

Solução: a) Como os pontos A, B, C, G, H, I, J, O, P, e Q não apresentam nem direção nem mergulho, eles podem ser unidos por uma linha coincidente com as curvas de nível; Nos pontos U e X é traçada a direção N40W, donde verifica-se que U é prolongamento da direção em X, e como são pontos de

M.contato. H e J constituída de calcario. L. c) Traçar o perfil 1-2 com sobreelevação 2. 000 Ev Ev . R e S são afloramentos. podem ser unidos por uma linha de contato que atinja os limites do mapa. E e F servem de controle (afloramentos de calcário dentro da área). Sobrelevaç ão = Eh 1: 40. Idem para os pontos Y e Z. H. Os pontos D. B e C (contato aluvião-calcário) e G. F. K. B. Os pontos D. E. G. I e J (contato calcário-arenito) ⇒ área A. C. servindo somente para verificação do tipo de rocha da área onde estão localizados. logo não são contatos. b) Os pontos A.000 = 2= → Ev = 1: 20.

A escala horizontal será a mesma do mapa (1:40.200 m → mínimo de 430 m.000. a espessura é dada pelos limites entre os contatos: ü Camada de aluvião – abaixo da curva de 400 m e pouco abaixo da curva de 200 m → mínimo de 200 m.d) Traçar um perfil que mostre a espessura real do dique de basalto maciço: para obtermos num perfil a espessura real de uma camada vertical é necessário que a direção perfil seja perpendicular à direção dessa camada. Considerando o mapa. ü Camada de calcário – começa na conta 400 m e vai até a cota 580 m → 180 m.000) e a escala vertical poderá ser tomada como 1:10. ü Camada de basalto vesicular – começa a 770 m ultrapassa a cota de 1. . e) Determinar as espessuras das camadas: camadas horizontais: em planta ou nos perfis. e seja 3-4 a direção desse perfil no mapa.

000 = 240 m. somente pelo mapa: largura entre as linhas de contato = 0.6 cm x 40.f) Determinar a espessura do dique de basalto maciço. • EXEMPLO DE MAPA E PERFIL GEOLÓGICO COM CAMADAS HORIZONTAIS E VERTICAIS .

folhelho. calcário. Notar as cotas verticais de contato: abaixo da cota 300. entre a 300 e 500. basalto. No perfil geológico MN: aparecem 4 tipos de rochas. ÂNGULO DE MERGULHO E ESPESSURA DA CAMADA. . O dique é delimitado pelos pontos 1 e 2 onde a reta MN corta o dique no mapa.ü ü ü No mapa geológico: os contatos (limites) entre as camadas acompanham o traçado das curvas de nível (limites entre o basalto. acima da 500. folhelho e calcário). No mapa geológico: os contatos do dique de diabásio (camada vertical) aparecem segundo duas retas paralelas que cortam as curvas de nível. • EXERCÍCIO COM MAPAS GEOLÓGICOS COM CAMADAS INCLINADAS COM CÁLCULO DE DIREÇÃO.

tomado perpendicularmente a sua direção. Para sua determinação basta unir dois pontos de mesma cota. é a linha de interseção entre os planos delimitantes da camada com um plano horizontal.ü Direção: é a orientação em relação ao norte. Para sua determinação é necessário conhecer as cotas de dois pontos do topo ou da base da camada e a distância que os separa. ü Ângulo de mergulho: é o ângulo diedro formado pelo plano da camada com o plano horizontal. da linha resultante da interseção do plano da camada com o plano horizontal. da base ou do topo da camada. . Ou seja.

Os pontos A e B estão ambos na cota 200 m. bastando que se conheça as cotas de um ponto do topo e outra da base de uma camada e a distância horizontal entre esses pontos. v 1º CASO: quando topo e base da camada cortam a mesma curva de nível. . Os pontos A e B estão a cotas diferentes ∆h.ü Espessura da camada: somente pelo mapa pode-se também calcular a espessura da camada. v 2º CASO: quando topo e base não cortam a mesma curva de nível. Traçando-se por A e por B as linhas de contorno estrutural MN e RS obtém-se a distância horizontal dh. Traçando-se as linhas de contorno estrutural MN e RS passando por A e B. obtém-se a distância horizontal dh.

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