P. 1
Aula 7 - CAM e CDG

Aula 7 - CAM e CDG

|Views: 55|Likes:

More info:

Published by: Roberto Pose Brenlla on Nov 15, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PPT, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/15/2010

pdf

text

original

APRESENTAÇÃO

CONTABILIDADE GERENCIAL E FINANCEIRA ± CAM e CDG

Prof. Geraldo Pimentel

ANÁLISE FINANCEIRA ± VISÃO ARTICULADA DOS INDICADORES
SUMÁRIO 1. INDICADORES NA ANÁLISE FINANCEIRA 2. INDICADORES DA ROTAÇÃO DO ATIVO, DA MARGEM E DA TAXA DE RETORNO DO NEGÓCIO 3. VISÃO ARTICULADA DOS INDICADORES 4. TAXA DE RETORNO DO NEGÓCIO ± ESTUDO DE CASO 5. INDICADORES QUE CONTRIBUEM NA FORMAÇÃO DO LUCRO DO NEGÓCIO 6. INDICADORES QUE TRATAM DA ESTRUTURA DE Patrimônio Líquido FINANCIAMENTO DA EMPRESA 7. ARTICULAÇÃO DOS INDICADORES DE ANÁLISE DA ESTRUTUTA DE FINANCIAMENTO DA EMPRESA

ANÁLISE FINANCEIRA ± VISÃO ARTICULADA DOS INDICADORES
8. INDICADOR ± GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA 9. ARTICULAÇÃO DOS INDICADORES COM O GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA 10. INFLUÊNCIA DO GRAU DE ENDIVIDAMENTO E DO GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA 11. GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA- ANÁLISE DAS SITUAÇÕES 12. INDICADOR DE CAPACIDADE DE AMORTIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO 13. CAPITAL DE GIRO ± CONSIDERAÇÕES GERAIS 14. CAPITAL DE GIRO ± ANÁLISE DAS SITUAÇÕES 15. ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO
Patrimônio Líquido

ANÁLISE FINANCEIRA ± VISÃO ARTICULADA DOS INDICADORES
16. CÁLCULO DOS PRAZOS MÉDIOS DOS ITENS QUE COMPÕEM O CAPITAL DE GIRO 17. UTILIDADE DO USO DOS INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS 18. HOMOGENEIZAÇÃO DAS FÓRMULAS DE CÁLCULO DOS PRAZOS MÉDIOS 19. COMPARAÇÃO ENTRE OS INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS E OS INDICADORS DE PRAZOS MÉDIOS HOMOGENEIZADOS 20. EXERCÍCIO PRÁTICO SOBRE O CÁLCULO DO CAPITAL DE GIRO 21. FLUXO DE CAIXA
Patrimônio Líquido

22. FLUXO DE CAIXA ± PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO 23. DEMONSTRAÇÕES DIVERSAS

12- Indicador de capacidade de amortização de financiamento
l) cam ± capacidade de amortização - este indicador evidencia se a empresa gera recursos suficientes para saldar seus compromissos de investimentos.
M xercício I 2001 2002 2003 NCG 2001 2002 2003 420,50 490,86 RGO 2001 2002 167,12 2003 165,96 2001 0,0 2002 609,9 2003 1029,3 2001 2002 2003 FIN 2001 2002 2003 SUBS 2001 2002 2003 RGO 2001 189,44 2002 538,40 2003 856,43 857,44 AIM 2001 2002 2003 SDV 2001 169,21 2002 94,69 2003 VCX 2001 2002 2003 949,18 1.004,88 442,82 863,30

DEP + DF L N 2001 2002 442,82 2003 863,30 LLE

189,44 538,40

(176,93) (377,65)

cam = Capacidade de amortização - esse indicador indica a relação entre os recursos gerados pela empresa e o serviço da dívida (principal + juros) FÓRMULA DE CÁLCULO DA cam cam = RGO / SDV 2001 2002 0,43 420,50 (176,93) 243,57 2003 0,62 490,86 (377,65) 113,20

ativo

Patrimônio Líquido

: 1 - LLE = Lucro Líquido do Exercício 2 - DEP + DF = Depreciação mais Despesas Financeiras 3 - LGN = Lucro do Negócio 4 - NCG -A = Necessidade de Capital de Giro Adicional 5 - RGO = Recursos Gerados pela Operação

6 - SUBS = Subscrição de Capital (Recursos Capitalizáveis 7 - FIN = Financiamentos 8 - AIMO = Aquisições de Imobilizado 9 - SDV = Serviços da Dívida ( Principal mais Juros) 10- VCX = Variação de Caixa

12- Indicador de capacidade de amortização de financiamento
As informaç es podem ser e traídas da DOAR gerencial ou do Flu o de Caixa é importante que esta medida seja feita antes da tomada de qualquer empréstimo que tenha a finalidade de financiar qualquer projeto. Para tanto h a necessidade de se projetar as demonstraç es financeiras, pelo prazo de duração do projeto, com a finalidade de se avaliar o novo investimento e a capacidade de sua liquidação.

ativo
Patrimônio Líquido

13. Capital de Giro
CAPITAL DE GIRO É um capital necessário à manutenção da atividade econômica da empresa, haja vista que ninguém mantém estoque se este não for vital para a atividade econômica, e muito menos fornece crédito a clientes. Ele está representado no grupo de contas ativo circulante, do balanço patrimonial. Sua principal fonte de financiamento são os capitais de terceiros destinados ao funcionamento da empresa e a seguir pelos capitais pr prios, consequentemente, ele pode ser classificado em bruto e líquido a) bruto ± quanto trata-se do ativo circulante total; b) líquido ± quando deduz-se o passivo circulante;
Capital de Giro Bruto Passivo Circulante Capital de Giro Líquido

Ativo circulante

14. Capital de Giro ± Análise das situações

O capital de funcionamento ou de giro líquido, é resultante de uma diferença entre dois valores, e pode assumir situaç es diferentes: a) AF > PF CDG é positivo, neste caso podemos afirmar que existe capital pr prio aplicado no giro do neg cio, como é usual, ou seja, parte do Patrimônio Líquido está aplicado no giro, a saber:
ATIVO ATIVO DE FUNCIONAMENTO DISPONÍVEL ATIVO PERMANENTE PASSIVO EXIGÍVEL DE FUNCIONAMENTO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Patrimônio Líquido

EXIGÍVEL DE FINANCIAMENTO

14. Capital de Giro ± Análise das situações

b) AF = PF CDG é nulo nesta caso, não existe capital pr prio financiando o giro da empresa.

ATIVO ATIVO DE FUNCIONAMENTO DISPONÍVEL ATIVO PERMANENTE

PASSIVO EXIGÍVEL DE FUNCIONAMENTO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXIGÍVEL DE Patrimônio Líquido FINANCIAMENTO

14. Capital de Giro ± Análise das situações
c) AF < PF CDG é negativo ± nesses caso, podemos afirmar que capitais de terceiros de curto prazo além de financiar o giro da empresa financiam também o caixa ou ainda parte do ativo permanente, que tem retorno a longo prazo. É uma situação que pode ser ruim para a empresa, mas há casos que esta hip tese pode alavancar sobremaneira o desenvolvimento da empresa, no caso em que o giro do ativo seja mais rápido que o desembolso que deve ser feito para pagar o exigível. ATIVO PASSIVO ATIVO DE EXIGÍVEL DE FUNCIONAMENTO FUNCIONAMENTO DISPONÍVEL ATIVO PERMANENTE Patrimônio Líquido PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXIGÍVEL DE FINANCIAMENTO

15. Análise do Capital de Giro

ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO Como ficou constatado, a análise do capital de giro requer um aprofundamento bem maior das informaç es do que aquele proposto pela Lei .404/76. Assim, passaremos a fazer uma análise mais minuciosa da gestão dos recursos financeiros, bem como da gestão sobre os procedimentos e o controle das pessoas que praticam atividades que afetam diretamente o capital de giro da empresa. A composição do ativo e do passivo de funcionamento é:

ATIVO DE PASSIVO FUNCIONAMENTO FUNCIONAMENTO Patrimônio Líquido CONTAS A RECEBER FORNECEDORES ESTOQUES DESPESAS A PAGAR DIVERSOS DIVERSOS

DE

15. Análise do Capital de Giro
Como podemos observar na tabela, as contas mais importantes que comp e o giro de funcionamento possui uma lei de formação, e a quantidade de recursos que aparece no balanço patrimonial depende do volume de neg cios e das políticas de recebimento, estocagem e de pagamento, portanto, são elementos que podemos chamar de cíclicos. Passaremos a analisar cada conta, observando o seu comportamento: 1) Conta: Contas a Receber. Exemplo do funcionamento da conta: a) Uma empresa tem um faturamento mensal de $100, e proporciona, em média, 30 dias de prazo de pagamento a seus clientes; ao final do primeiro mês o saldo da conta Contas a Receber será de $100, correspondente às vendas faturados no mês; Patrimônio Líquido b) No segundo mês, com o mesmo prazo de recebimento de contas e com o mesmo volume de vendas faturadas, o saldo da conta Contas a Receber será $100, se considerarmos que os clientes pagaram em dia, e a empresa recebeu o correspondente às vendas faturadas do primeiro mês;

15. Análise do Capital de Giro
c) No terceiro mês, a empresa dobra o volume de vendas para $200, e altera o
prazo de recebimento para 60 dias em média. No final do mês o saldo da conta Contas a Receber terá o saldo de de $200 (obtido através da soma do saldo anterior às vendas do terceiro mês e deduzindo-se o recebimento das vendas do segundo mês, cujo prazo de recebimento era de 30 dias). d) No quarto mês o saldo da conta Contas a Receber será de $400, obtido através da soma do saldo anterior e o correspondente às vendas do quarto mês, vez que, as vendas do terceiro mês, só serão recebidas no quinto mês, devido o prazo ser de 60 dias.
ontas a Receber a t u ra d o Saldo Inicial Faturado 1o. Mês venc. 30dias 00,00 Recebido no 2o. Mês Patrimônio Líquido Faturado 2o. Mës venc. 30 dias 00,00 Recebido no 3o. Mês Faturado no 3o. Mês venc. 60 dias 200,00 Faturado no 4o. Mês venc. 60 dias 200,00
R e c e b id o s a ld o 00,00 00,00 00,00 00,00 200,00 400,00

16. Cálculo dos prazos médios dos itens que compõem o Capital de Giro
De acordo com sua lei de formação pode-se estabelecer uma fórmula de cálculo para verificar o prazo médio de recebimento das vendas (PMRV) em número de dias de vendas: PMRV = Contas a Receber (CR) x Período em dias (t) Vendas (V) Onde: a) C = Valor do saldo final do Contas a receber no Balanço Patrimonial, ativo circulante; b) V = é valor das vendas da demonstração do resultado do exercício na rubrica vendas líquidas; e, c) t = período em dias que envolve a demonstração do resultado, que pode envolver um mês (30 dias), um trimestre (90 dias), um semestre (180 dias) ou um ano (360 dias), sendo que o mais importante é que o período verificado seja homogêneo, ou seja, sem grandes variaç es de volume de vendas ou mudanças nos prazos concedidos aos clientes;

16. Cálculo dos prazos médios dos itens que compõem o Capital de Giro
O prazo médio do Contas a Receber, também pode ser calculado, calculando-se a rotação do Contas a Receber e depois o prazo médio, conforme abaixo, apenas a título de ilustração: Rotação do Contas a Receber RCr = Vendas.............. Contas a Receber RCr = 600 = 1,5 400 PMRV = CR x (t) V PCr = 120 = 80 dias 1,5
Patrimônio Líquido

Prazo Médio do Contas a Receber PCr = t . RCr ou

= 400 x 120 = 48.000 = 80 dias 600 600

16. Cálculo dos prazos médios dos itens que compõem o Capital de Giro
d) portanto, a lógica nos diz que o prazo médio de recebimento de contas, em dias de vendas, representa o número de dias de vendas que estão por ser recebidas, ou seja: ou seja 600 / 120 =$5 de venda por dia, então temos $400 / $5 = 80 dias

Patrimônio Líquido

16. Cálculo dos prazos médios dos itens que compõem o Capital de Giro
Para calcular o prazo médio de renovação do estoque de mercadorias (PMRE)
em número de dias temos: PMRE = Estoque (E) x Período em dias (t) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Note-se que, o saldo da conta estoques, tem o mesmo tipo de comportamento, e vários estudos e cálculos podem ser associados à gestão do volume de recursos a ele destinados, como estabelecimento de estoque mínimo, lote econômico e etc. portanto, possui uma lei de formação também quantificável para o estabelecimento do seu prazo médio de renovação.

Patrimônio Líquido

16. Cálculo dos prazos médios dos itens que compõem o Capital de Giro
Para calcular o prazo médio de pagamento a fornecedores (PMPF) em número de
dias temos: PMPF = Fornecedores (F) x Período em dias (t) Compras (C) O saldo da conta de Fornecedores, como cíclico, possui, pela semelhança, os mesmos tipos de lei de formação de Contas a Receber e, portanto, quantificáveis para identificação do seu prazo médio de pagamento. O mesmo fato ocorre, com outras despesas cíclicas, podemos calcular o prazo médio de pagamento de outras despesas (PMPD) de modo similar ao já visto acima, a saber: PMPD = Despesa a Pagar (DP) x Período em dias (t)
Patrimônio Líquido

Despesa Específica (DE)

17. UTILIDADE DO USO DOS INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS
Os indicadores servem para a formulação de políticas de recebimento, estocagem e pagamentos e para acompanhar a eficiência dos setores que negociam e atuam nas áreas que os influenciam, exemplo: a) Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV) - está relacionado com aqueles que vendem e negociam com os clientes. Para estes, o melhor é facilitar as vendas dilatando prazos de recebimento, bem como reduzindo preços. Exercerão todas as pressões possíveis para que possa facilitar o seu trabalho, na expectativa de melhores salários. Com esses procedimentos, caso não sejam monitorados, podem contribuir para a quebra da empresa. Assim, cabe ao gestor financeiro estabelecer os limites de negociação e acompanhar os seus resultados objetivamente; b) Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) - estabelece o número de dias que o estoque se renova, é parâmetro a ser utilizado para controle das pessoas que gerenciam a atividade;

17. UTILIDADE DO USO DOS INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS
c) Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF) - é parâmetro de controle para os compradores da empresa que estão em contato direto com os interlocutores externos; d) Prazo Médio de Pagamento de Despesas (PMPD) - geralmente é de pouca ou quase nenhuma ação sobre as condições de pagamento, vez que, a maioria absoluta das regras que regem estes itens, estariam ligadas a prazos de ordem legal. Deve ser ressaltado que, para uma gestão mais efetiva do conjunto de créditos e financiamentos que determinam a necessidade de recursos a ser destinado ao giro da empresa, o administrador financeiro, deve procurar conciliar os prazos recebidos e concedidos de forma homogênea, para não criar problemas no ciclo Financeiro, isto é, o período entre as saídas e entradas de Caixa, ou seja:

17. UTILIDADE DO USO DOS INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS
a) o prazo médio de recebimento de venda representa o número de dias de vendas concedidos para crédito a clientes; b) o prazo médio de renovação de estoques representa o número de dias de espera que produto permanece estoque à disposição dos clientes para efetuarem suas compras; c) o prazo médio de pagamento a fornecedores representa o número de dias de compras de mercadorias ou matérias primas, que a empresa possui para efetuar seu pagamento; d) o prazo médio de pagamento de despesas representa o número de dias de despesas que a empresa dispõe para efetuar seu pagamento.

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
As fórmulas estudadas, anteriormente, possuem número de dias de representatividade heterogêneas, ou seja, vendas em dias de vendas, estoques em dias de espera, fornecedores em dias de compras e despesas a pagar em dias de despesas. Assim, torna-se necessária a sua homogeneização para que o administrador financeiros possa estabelecer comparações em termos volumes de recursos semelhantes. Para tanto, poderia ser estabelecida uma base única que permitisse estabelecer esta comparação e, para tal, nada mais óbvio do que vincular tudo em relação a base ³Vendas´. Assim, tudo se referirá a dias de vendas, isto é, quantos dias de vendas são destinados ao cliente através do contas a receber, dos estoques, ou quantos dias de vendas a empresa recebe de financiamentos de fornecedores ou de despesas, e assim por diante. E, assim, a empresa poderia estabelecer a necessidade de capital de giro em termos de dias de vendas, facilitando a análise para tomada de decisão.

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
Com a homogeneização, seriam estabelecidos os parâmetros necessários para a gestão do capital de giro, mediante a utilização das seguintes fórmulas: a) a fórmula de PMRV permanece a mesma, pois, o prazo médio de recebimento de vendas, continua o mesmo, em dias de vendas, a saber: PMRV = CR x t V b) o PMRE, em dias de vendas, teria a seguinte fórmula: PMRE/dv = E x (t) CMV x CMV V = E x (t) V

O que representa a substituição do denominador CMV pelo denominador Vendas, sendo obtido o prazo médio de renovação de estoques em dias de vendas;

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
c) o PMPF, em dias de venda, também vamos substituir o denominador da fórmula anterior, ou seja, ao invés de compras o denominador passa a ser Vendas; PMPF/dv = F x (t) V d) o PMPD, em dias de vendas, será calculado utilizando o mesmo procedimento, ou seja: PMPD/dv = DP x (t) V Com base nessa formulação, o prazo médio da necessidade de capital de giro, em dias de vendas, teria a seguinte fórmula: NCG/dv = (PMRV + PMRE/dv) ± ( PMPF/dv + PMPD/dv)

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
Suponhamos que a empresa PTO apresentou os seguintes dados no 1o. Trimestre de 2006:
Vendas líquidas Custo de vendidas Lucro bruto Despesas administrativas mercadorias 600 400 200 com. e 100 100 400 RUBRICAS Ativo de Funcionamento Contas a receber Estoques Passivo de funcionamento Fornecedores Despesas a pagar Necessidade de capital de giro I trim/06 300 200 100 250 200 50 50

Lucro líquido do exercício Compras

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
Apuração dos prazos médios de recebimento de vendas, renovação de estoques, pagamento de fornecedores e despesas, bem como todos homogeneizados, em dias de vendas. CR x t V 200 x 90 600 18.000 600 a) PMRV = -------------- = -------------- = ----------- = 30 dias Este indicador mostra que a empresa concede prazo a seus cliente, em média, de trinta dias para liquidação das aquisições; Ext C 100 x 90 400 9.000 400 b) PMRE = -------------- = ------------ = ----------- = 22,5 dias Este indicador mostra que a empresa espera, em média, 22,5 dias com as mercadorias estocadas à espera do cliente.

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
Ext 100 x 90 9.000 PMRE/dv = ---------- = -------------- = ----------- = 15 dias V 600 600 Com a homogeneização do PMRE, verifica-se que o volume de recursos empregados no estoque representam 15 dias de vendas; Fxt c) PMPF = C 200 x 90 400 18.000 400 ----------- = ------------- = ------------ = 45 dias

Este indicador mostra que, a empresa, recebe de financiamento de fornecedores 45 dias de prazo, para pagamento de suas compras de matérias primas ou mercadorias. Fxt V 200 x 90 600 18.000 600 PMPF/dv = ----------- = ------------- = ------------ = 30 dias

18. Homogeneização das fórmulas de cálculo dos prazos médios
O indicador mostra que a empresa recebe de crédito de fornecedores um volume de recursos equivalente a 30 dias de vendas. DP x t d) PMPD = DC 50 x 90 100 4.500 100 ----------- = ------------- = ------------ = 45 dias

O indicador mostra que a empresa recebe de financiamento de despesas 45 dias de prazo para efetuar o seu pagamento. DP x t V 50 x 90 600 4.500 600 PMPD/dv = ----------- = ------------- = ------------ = 7,5 dias O indicador mostra que a empresa recebe de crédito de despesas um volume de recursos equivalente a 7,5 dias de vendas.

19. Comparação entre os indicadores de prazos médios e os indicadores de prazos médios homogeneizados
Na análise dos indicadores formulados, verifica-se que, o 1o. Indicador de cada conta, se destina a monitorar a gestão, o segundo para poder medir o volume de recursos necessários para manter a política relacionada a clientes e fornecedores. E, com base nos segundos indicadores, pode-se determinar a necessidade de capital de giro em dias de vendas: NCG/dv = (PMRV + PMRE/dv) ± ( PMPF/dv + PMPD/dv) NCG/dv = (30 + 15) ± ( 30 + 7,5 ) = 45 ± 37,5 = 7,5 dias
1 Trim/ 06 RUBRICAS Ativo de Funcionamento Contas a receber Estoques Passivo de funcionamento Fornecedores Despesas a pagar Necessidade de capital de giro $ 300 200 100 250 200 50 50 dv 45,0 30,0 15,0 37,5 30,0 7,5 7,5

20 - EXERCÍCIO PRÁTICO SOBRE O CÁLCULO DO CAPITAL DE GIRO
A empresa YPTO, apresentou os seguintes dados no 2o. Trimestre de 2006:
Vendas líquidas Custo de mercadorias vendidas Lucro bruto Despesas administrativas Depreciação Lucro Operacional e Lair Imposto de renda Lucro líquido do exercício com. e 900 400 500 280 10 210 20 190

Prazo médio de recebimento de vendas

30 dias

Prazo médio de renovação de estoques

90 dias

Prazo médio de pagamento a fornecedores

60 dias

Prazo médio de pagamento de despesas

30 dias

Compras

600

20 - EXERCÍCIO PRÁTICO SOBRE O CÁLCULO DO CAPITAL DE GIRO

Pergunta do Presidente da Instituição: Qual será o volume de recursos que deverá ser incrementado, caso as vendas alcancem, no 3o. Trimestre, o valor de $1.800, mantidas as mesmas condições de rentabilidade e de política de pagamento, recebimento e estocagem? Como desdobramento, calcular os saldos de contas a receber, estoques, fornecedores e despesas a pagar para identificar a necessidade de capital de giro em volume de recursos e em dias de vendas:

20 - HOMOGENEIZAÇÃO DAS FÓRMULAS DE CÁLCULO DOS PRAZOS MÉDIOS
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO

Com base nos resultado apresentados pelos indicadores, podese calcular o volume de recursos destinados a NCG, como segue: 1- A empresa vende, em média, $6,67 diariamente, calculado pela divisão da receita pelo período (trimestre), como segue: Vd = $600 / 90 dias = $6,67 2 ± A empresa necessita de 7,5 dias de vendas para financiar a NCG no período, que totaliza $50, calculado pela multiplicação do NCG/dv pelo valor diário de vendas, como segue: NCG = NCG/dv x Vd = 7,5 x $6,67 = $50

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro
Parte I ± vamos calcular os saldos de contas a receber, estoques, fornecedores e despesas a pagar para identificar a necessidade de capital de giro em volume de recursos e em dias de vendas: Parte II ± precisaríamos responder a uma pergunta do presidente da instituição, de maneira rápida posteriormente passível de quantificação que é: Qual seria o volume de recursos que incrementaria o caixa, caso as vendas alcançasse, no terceiro trimestre, o valor de $ 1.800, mantidas as condições de rentabilidade e de políticas de pagamento, recebimento e estocagem.

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
PARTE I a) Cálculo do saldo da conta contas a receber:

PMRV = CR x t => CR x t = PMRV x V => V CR = PMRV x V => CR = 30 x $900 = 27.000 = $300 t 90 90

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
PARTE I b) Cálculo do saldo da conta estoques: PMRE = E x t => E x t = PMRE x CMV => CMV E = PMRE x CMV => E = 90 x $400 = 36.000 = $400 t 90 90

PMRE/dv = PMRE x CMV = 90 x $400 = $40 dias V $900

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
PARTE I c) Cálculo do saldo da conta fornecedores: PMPF = F x t => F x t = PMPF x C => C F = PMPF x C => F = 60 x $600 =36.000 = $400 t V 90 $900 90 PMRE/dv = PMRE x CMV = 90 x $400 = $40 dias

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
d) Cálculo do saldo da conta despesas a pagar: PMPD = DP x t => DPx t = PMPD x DC* => DC * Apuração do volume de despesas correspondentes (DC). Despesas com. e administrativas 280 Imposto de renda Despesas correspondentes 20 300

=>DP = PMPD x DC => DP = 30 x $300 = 9.000 = $100 t 90 90

PMPD/dv = PMPD x DC = 30 x $300 = 10 dias V $900

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
Resposta do cálculo do Capital de Giro em forma gráfica: 2o. Trim/06 RUBRICAS Ativo de Funcionamento Contas a receber Estoques Passivo de funcionamento Fornecedores Despesas a pagar Necessidade de capital de giro Constatação: Vd = V / 90dias = $900 / 90 dias = $10 NCG = $200 e NCG/dv = 20 dias $ 700 300 400 500 400 100 200 Dv 70 30 40 50 40 10 20

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
PARTE II Com as informações constantes da parte I, a resposta da parte dois pode ser rapidíssima, como veremos: Lembrando conhecimentos já adquiridos: 1. A identificação do lucro monetário, considerado na DOAR gerencial é dado pelo somatório do lucro líquido do exercício com as despesas não desembolsáveis, deduzidas das receitas não recebíveis; ou ainda, pelas receitas recebíveis menos as despesas reembolsáveis; 2. O recurso gerado pela operação da empresa é dado pelo lucro monetário menos a necessidade adicional de capital de giro. Assim teremos: APURAÇÃO DO LUCRO MONETÁRIO 2o.Trim/2006 Lucro líquido do exercício (+) Despesas não desembolsáveis Depreciação Lucro Monetário 190 10 200

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
Mantidas as condições de rentabilidade para o terceiro trimestre de 2006 e dobrando-se o volume de receita, consequentemente, dobra-se o lucro monetário que passa de $200 para $400. Mantidas as condições de políticas de pagamento, recebimento e estocagem, a necessidade de capital de giro em dias de vendas permanece em 20 dias de vendas, e as vendas diárias do segundo trimestre seria de ($1.800/90) $20, portanto o valor da necessidade de capital de giro será de ($20 x 20) $400, como dispomos de $200 no capital de giro do primeiro trimestre, a necessidade adicional de capital de giro será de ($400 - $200) $200. Se o lucro monetário será de $ 400 e a necessidade adicional de capital de giro é de $200, o recurso gerado pela atividade econômica, que determina o delta caixa operacional será de ($400 ± $200) $200. Observe que com pequenas contas pode-se responder rapidamente a uma pergunta, que para muitos profissionais seria de difícil acesso.

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
CONSTATAÇÃO (OPERAÇÃO COMPLETA) Devo informar que para muitos esta posição, quase sempre foi vista com extrema reticência e desconfiança, e, para defendê-la, havia a necessidade desenvolver o todo percurso costumeiro para comprovar a afirmação, como segue: 1. Caso a receita de vendas alcance $1.800 no terceiro trimestre, mantidas as relações de rentabilidade, teríamos: 1.1. 1.2. 1.2.1. 1.2.2. 1.2.3. 1.2.4. Vendas líquidas $1.800; Custo das mercadorias vendidas: Segundo trimestre = $400; lucro bruto do segundo trimestre = $500; margem lucro bruto = ($500/$900)= 55,56%; lucro bruto do terceiro trimestre = $1.800 x 0,55556 = $1.000;

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
1.2.5. custo das mercadorias vendidas do terceiro trimestre = vendas menos lucro bruto => ($1.800 - $1.000) = $800; 1.3. Despesas Administrativas: 1.3.1. Segundo trimestre = $ 280; 1.3.2. Depreciação = $10, dobrando-se as instalações, teremos $20 para o terceiro trimestre; 1.3.3. Lucro antes do imposto de renda do segundo trimestre = $210; 1.3.4. Margem de lucro operacional antes do imposto de renda = ($210/$900) = 23,33%; 1.3.5. Lucro operacional e antes do imposto de renda do terceiro trimestre = $1.800 x 0,2333 = $ 420; 1.3.6. Despesas comerciais e administrativas do terceiro trimestre = lucro bruto menos (lucro operacional mais depreciação) = $1.000 ± ($420+$20) = $560;

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
1.4. Imposto de renda: 1.4.1. 1.4.2. 1.4.3. 1.4.4. Imposto de renda do segundo trimestre = $20; Lucro líquido do exercício do segundo trimestre = $ 190; Margem de lucro líquido = ($190/$900) = 21,11 %; Lucro líquido do terceiro trimestre = $1.800 x 0,2111 = $380;

1.4.5. Imposto de renda = lucro líquido do exercício menos lucro antes do imposto de renda = ($380-$420) = $40.

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
Demonstração do resultado, consolidando os valores apurados; EXERCÍCIO DE 2006
II trim Vendas líquidas Custo de mercadorias vendidas Lucro bruto Despesas com. e administrativas Depreciação Lucro Operacional e Lair Imposto de renda Lucro líquido do exercício 900 400 500 280 10 210 20 190 III trim 1.800 800 1.000 560 20 420 40 380

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
a) Cálculo do saldo da conta contas a receber: V CR = 30 x $1.800 = 54.0000 = $600 90 b) 90 Cálculo do saldo da conta estoques: CMV E = PMRE x CMV => E = 90 x $800 = 72.000 = $800 t V 90 $1.800 90 PMRE/dv = PMRE x CVM = 90 x $800 = $40 dias PMRV = CR x t => CR x t = PMRV x V =>

PMRE = E x t => E x t = PMRE x CMV =>

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
c) Cálculo do saldo da conta fornecedores: O primeiro passo é a identificação do volume de compras que é dado pela equação: Estoque final (EF) = estoque inicial (EI) + compras (C) ± custo da mercadoria vendida (CVM) EF (800) = EI (400) + C(?) ± CMV (800) => => C = EF (800) ± EI (400) + CMV (800) => C = 1.200 PMPF = F x t => F x t = PMPF x C => C F = PMPF x C => F = 60 x $1.200 = 72.000 = $800 t V 90 $1.800 90 PMPF/dv = PMPF x C = 60 x $1.200 = 40 dias

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
d) Cálculo do saldo da conta despesas a pagar: PMPD = DP x t DC * Apuração do volume de despesas correspondentes (DC). Despesas com. e administrativas Imposto de renda Despesas correspondentes 560 40 600 => DPx t = PMPD x DC* =>

=>DP = PMPD x DC => DP = 30 x $600 = 18.000 = $200 t 90 90

PMRE/dv = PMRE x DC = 30 x $600 = 10 dias V $1.800

20 ± Exercício prático sobre o cálculo do Capital de Giro - Solução
Resposta sobre o Capital de Giro, em forma gráfica: EXERCÍCIO DE 2006
2o. trim. RUBRICAS Ativo de Funcionamento Contas a receber Estoques Passivo de funcionamento Fornecedores Despesas a pagar Necessidade de capital de giro $ 700 300 400 500 400 100 200 3o. trim. $ 1.400 600 800 1.000 800 200 400 3.o ± 2o.T
(

700 300 400 500 400 100 200

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->