Você está na página 1de 26

Tecnologias Ambientais

DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA E FARMÁCIA

TECNOLOGIAS AMBIENTAIS

Ecotecnologia: Ecotoxicologia

Prof. Adilson Ben da Costa


Tecnologias Ambientais

PROBLEMA AMBIENTAL

TECNOLOGIAS AMBIENTAIS ???

ENGENHARIA AMBIENTAL

ENGENHARIA GENÉTICA

ENGENHARIA ECOLÓGICA
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Ecotecnologia (Engenharia Ecológica)


Utiliza meios tecnológicos para o manejo de ecossistemas,
baseado num profundo entendimento ecológico,
minimizando o custo de medidas que visem a preservação
ambiental.
Oferece meios eficientes para
enfrentar problemas de poluição,
através do reconhecimento das
. propriedades de auto modelamento
y . dos ecossistemas.

. .

x
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Ecotecnologia (Engenharia Ecológica)

E P1
I P3
P2 E – Função motriz
P – Propriedade
I – Interações
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
Variáveis Efluente A Efluente B
DBO, mg L-1 120 115

Hg, mg L-1 0,1 1,0

Cd, mg L-1 1,0 0,1

Fenol, mg L-1 0,1 0,15

QUAL É MAIS PERIGOSO????


Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
EFEITO SINÉRGICO: efeito complementar de dois
ou mais poluentes que, quando misturados,
apresentam efeito tóxico é superior ao da soma
dos efeitos destes poluentes..

Um lado positivo: A utilização simultânea ou


seqüencial de dois ou mais herbicidas sobre uma
mesma cultura vem sendo cada vez mais
empregada na agricultura.
Isto permitem o uso de doses menores e
controlam plantas daninhas resistentes que
ocorre, principalmente, quando se misturam dois
herbicidas que apresentam diferentes
mecanismos de ação.
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
Os testes de toxicidade consistem em expor
organismos aquáticos representativos do ambiente à
diferentes concentrações de um resíduo.

0% 10 % 25 % 50 % 100 %
Concentração do poluente
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
EFEITO AGUDO
Trata-se de uma resposta severa e rápida dos organismos
aquáticos a um estímulo, que se manifesta, em geral, em um
intervalo de 0 a 96 horas.
# Concentração Efetiva que mata 50% dos organismos (CE 50)

EFEITO CRÔNICO
Corresponde à resposta a um estímulo que continua por longo
tempo, geralmente por períodos que podem abranger parte ou
todo o ciclo de vida do organismo.
# Concentração de Efeito Não Observado (CENO)
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos

20

15
Mortalidade

10

0 Organismo teste
0,85 1,00 1,15 1,30 1,45 Daphnia magna
Straus.
mg K2Cr2O7 L-1

Correlação entre a concentração de K2Cr2O7 (mg L-1) e a mortalidade


média (n=7) do organismo teste. Foram utilizados 20 organismos para cada
faixa de concentração avaliada.
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
Estudos ecotoxicológicos devem ser realizados utilizando três
organismos, pertencentes a níveis tróficos diferentes.
a) Produtores primários: Algas (Chlorella vulgaris)
b) Consumidores primários: Microcrustáceos (Daphnia magna)
c) Consumidores secundários: Peixes (Poecilia reticulata)

Daphnia magna, Poecilia reticulata,


Chlorella vulgaris, ≈ 10 mm 3 – 6 cm
diâmetro ≈ 3µm
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
20 y = 26,667x - 19,867
R2 = 0,9828
15

10 ∆y

5
Mortalidade

Daphnia magna Straus


0
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0
-5
∆x
-10

-15

-20

Correlação entre a concentração de K2Cr2O7 (mg L-1) e a mortalidade


média (n=7) do organismo teste. Foram utilizados 20 organismos para cada
faixa de concentração avaliada.
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
20

15

10

5
Mortalidade

Daphnia magna Straus

0
0,0 0,2 0,4 0,04 0,6 0,8 1,0 1,2
-5

-10

-15

-20
% de diluição

Correlação entre a concentração de K2Cr2O7 (mg L-1) e a mortalidade


média do organismo teste. Foram utilizados 20 organismos para cada faixa
de concentração avaliada.
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
20
y = 2,8011x + 1,4214
15 R2 = 0,8219

10

5
Mortalidade

Daphnia magna Straus

0
0 1 2 3 4 5 6 7
-5

-10
EFLUENTE HOSPITALAR
-15

-20
% de diluição

Correlação entre a concentração de efluente hospitalar (lavanderia) e a


mortalidade média do organismo teste. Foram utilizados 20 organismos para
cada faixa de concentração avaliada.
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Aplicações
Escala de Toxicidade
125
Ensaios ecotoxicológicos – junho de 2007
100
CE (I) 50% 48h

Pouco Tóxica
75
Medianamente Tóxica
50 38
35
Altamente Tóxica
25
Extremamente Tóxica
0
Efluente Bruto Efluente Tratado
Amostra
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
ESTIMATIVA DO IMPACTO AMBIENTAL

O impacto potencial de um efluente pode ser estimada


comparando-se a concentração de efeito tóxico (EC 50,
por exemplo) com a concentração do efluente no corpo
receptor.

CONCENTRAÇÃO DO EFLUENTE NO CORPO RECEPTOR (CER)

Vazão do efluente

CER = QE x 100
QE + Q7

Vazão mínima anual


do rio (n=7)
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
ESTIMATIVA DO POTENCIAL IMPACTO AMBIENTAL

Quanto aos testes de TOXICIDADE AGUDA, segundo a CETESB, foi


demonstrado experimentalmente que ao nível de 1/3 da EC 50
praticamente cessam os efeitos agudos.

PARA PREVENIR EFEITOS AGUDOS

CER ≤ EC 50
3
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
ESTIMATIVA DO POTENCIAL IMPACTO AMBIENTAL

Com relação à TOXICIDADE CRÔNICA utiliza-se a concentração de


efeito tóxico expressa como CENO (Concentração de Efeito não
Observado).

PARA PREVENIR EFEITOS CRÔNICOS

CER ≤ CENO

OBS.: Os valores para CENO podem ser


estimados a partir dos valores de EC 50

CENO = EC50 CER ≤ EC50

10 10
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
ESTIMATIVA DO POTENCIAL IMPACTO AMBIENTAL

Mistura completa do efluente no corpo receptor;


Utilização de três espécies (no mínimo);
Uniformidade na toxicidade do efluente.

CONSIDERANDO ESTAS INCERTEZAS!!!!!

Para prevenir efeitos agudos Para prevenir efeitos crônicos

CER ≤ EC 50 CER ≤ EC 50 ou CER ≤ CENO


300 1000 100
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
EXEMPLO 1:

Avalie o impacto ambiental de um efluente considerando as seguintes


informações:
CER = QE x 100
EC 50, 48 h = 2,0%
QE + Q7,10
Vazão máxima do efluente = 12 L s-1
Vazão crítica do corpo receptor (Q7,10) = 2.000 L s-1
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
EXEMPLO 2:

Avalie o impacto ambiental de um efluente considerando as seguintes


informações:
CER = QE x 100
EC 50, 48 h = 2,3%
QE + Q7,10
Vazão média do efluente = 88,9 L s-1
Vazão crítica do corpo receptor (Q7) = 1.840 L s-1
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
EXEMPLO 2:

Avalie o impacto ambiental de um efluente considerando as seguintes


informações:
CER = QE x 100
EC 50, 48 h = 2,3%
QE + Q7,10
Vazão média do efluente = 88,9 L s-1
Vazão crítica do corpo receptor (Q7) = 1.840 L s-1
Qual deveria ser a vazão do efluente para que não fosse evidenciados
efeitos tóxicos agudos?
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Testes Ecotoxicológicos
EXEMPLO 3:

Com base nos cálculos do balanço de massa é possível estabelecer o


critério de toxicidade máxima permissível para industrias que ainda vão
se instalar.
Com base nas informações abaixo, determine o valor máximo de EC50 que
garanta a ausência de efeitos crônicos.
CER = QE x 100
QE + Q7,10
EC 50, 48 h = ?
Vazão do efluente (projetada) = 200 L s-1
Vazão crítica do corpo receptor (Q7) = 2.000 L s-1
Tecnologias Ambientais ECOTECNOLOGIA

Referências
1. APHA - AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION. Standard methods for the
examination of water and wastewater. 20o ed. Washington, 1999.
2. Odum, P. E., Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
3. CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental
(http://www.cetesb.sp.gov.br).
4. Azevedo, F. ª, Chasin, A. A. da Mata, As bases toxicológicas da ecotoxicologia.
São Carlos: Rima, 2003.
5. Costa, A. B., Lima, L. R., Lobo, E. A., Brentano, D. M. Avaliação fisica, química e
toxicológica do sedimento produzido em estações de tratamento de água para
abastecimento público. 22°Congresso Brasileiro de E ngenharia Sanitária e
Ambiental, Florianópolis, 2003.