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MODELO DE ARTIGO DE OPINIÃO

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MODELO DE ARTIGO DE OPINIÃO

Desordem e progresso Fulano de Tal É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Apesar dos inúmeros desastres ecológicos que ocorrem com demasiada freqüência, a população continua “cega” e o pior é que essa cegueira é por opção. Não sou especialista no assunto, mas não é preciso que o seja para perceber que o Planeta não anda bem. Tsunamis, terremotos, derretimento de geleiras, entre outros fenômenos, assustam a população terrestre, principalmente nos países desenvolvidos – maiores poluidores do Planeta – seria isso mera coincidência? Ou talvez a mais clara resposta da natureza contra o descaso com o futuro da Terra? Acredito na segunda opção. Enquanto o homem imbuído de ganância se empenha numa busca frenética pelo progresso, o tempo passa e a situação adquire proporções alarmantes. Onde está o tal desenvolvimento sustentável que é – ou era – primordial? Sabemos que o progresso é inevitável e indispensável para que uma sociedade se desenvolva e atinja o estágio clímax de suas potencialidades, mas vale a pena conquistar esse progresso às custas da destruição da fauna, da flora, da qualidade de vida que a natureza nos proporciona? Não podemos continuar cegos diante dessa realidade. Somos seres racionais em pleno exercício de nossas faculdades, não temos o direito de nos destruirmos em troca de cédulas com valores monetários que ironicamente estampam espécies animais em seus versos. Progresso e natureza podem, sim, coexistir, mas para isso, é preciso que nós – população terrestre – nos conscientizemos de nossa responsabilidade sobre o lugar que habitamos e ponhamos em prática o que na teoria parece funcionar.

apresenta a tríade introdução / desenvolvimento / conclusão. Vamos ver as mais importantes: a) Cabeçalho: na primeira linha da carta. Então. A escolha desse vocativo dependerá muito do leitor e da relação social com ele estabelecida. deverá ser mais simples do que a utilizada numa carta para um juiz. Os modelos de introdução. você deverá selecionar com bastante cuidado e capricho os argumentos que sustentarão a sua tese. b) Vocativo inicial: na linha de baixo. Quando alguém pedia a você que produzisse um texto dissertativo. etc. na margem do parágrafo. a principal diferença entre a dissertação tradicional e a carta. Logo. c) Interlocutor definido: essa é. Mas. Exemplo: Londrina. Você deve ter bom senso e equilíbrio para selecionar os argumentos e/ou informações que não sejam óbvios ou incompreensíveis àquele que lerá a carta.). do qual você não é íntimo. Você simplesmente tinha que escrever um texto. Imagine. no primeiro parágrafo. escritor. não tem o Ensino Médio completo. geralmente não lhe indicava aquele que o leria. há o termo por meio do qual você se dirige ao leitor (geralmente marcado por vírgula). Apesar das semelhanças com a dissertação. aparecem o nome da cidade e a data na qual se escreve. Excelentíssimo senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva. por exemplo..CARTA ARGUMENTATIVA a) Estrutura dissertativa: costuma-se enquadrar a carta na tipologia dissertativa. como a dissertação tradicional. é claro. que você já conhece. mas a Gramática sempre deve ser respeitada. é claro que há diferenças importantes entre esses dois tipos de redação. por exemplo (as palavras podem ser mais simples. ser menosprezada. desenvolvimento e conclusão são similares aos que você já aprendeu (e você continua tendo a liberdade de inovar e cultivar o seu próprio estilo!). Senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva. a sua linguagem. também na margem do parágrafo. e. Esse senhor. não pode. É importante convencer o leitor de algo. uma vez que. Caro deputado Sicrano. próximos da realidade dele. Os argumentos e informações deverão ser compreensíveis ao leitor. Exemplos: Prezado senhor Fulano. no último. Para alguém. indubitavelmente. 15 de março de 2003. encadear-se-ão os argumentos que o sustentarão. reforçar-se-á a tese (ponto de vista) e/ou apresentar-se-á uma ou mais propostas. b) Argumentação: como a carta não deixa de ser uma espécie de dissertação argumentativa. uma carta dirigida a um presidente de uma associação de moradores de um bairro carente de determinada cidade. da mesma maneira que a competência do interlocutor não pode ser superestimada.. você apresentará ao leitor o ponto de vista a ser defendido. nos dois ou três subseqüentes (considerando-se uma carta de 20 a 30 linhas). . você terá que ser bastante habilidoso para adaptar a linguagem e a argumentação à realidade desse leitor e ao grau de intimidade estabelecido entre vocês dois. isso muda: estabelece-se uma comunicação particular entre um eu definido e um você definido. Logo. Na carta.

“imagine”. vale reforçar. etc. f) Assinatura: um texto pessoal. e) Expressão que introduz a assinatura: terminada a carta. De alguém que deseja ser atendido”. mas. deve ser assinado pelo autor. “veja”. Alguns escrevem o cabeçalho. somente a inicial do prenome deve aparecer (J. Na Unicamp. para o nome supracitado).). porém. dependendo da sua criatividade e das suas intenções para com o interlocutor. ele deve escrever a inicial do nome e dos sobrenomes (J. por exemplo. uma expressão que precede a assinatura do autor. Ao escrever uma carta. . como “De um amigo”. recomenda-se que você evite dirigir-se diretamente ao leitor por meio de verbos no imperativo (“pense”. Então. Observação: é falha comum entre os alunos-escritores “disfarçar” uma dissertação tradicional de carta argumentativa. Nos vestibulares. A mais comum é “Atenciosamente”. ao final. é de praxe produzir.d) Necessidade de dirigir-se ao leitor: na dissertação tradicional. Essa postura adotada pelas universidades é importante para que se garanta a imparcialidade dos corretores na avaliação das redações. um texto que não evoca em momento algum o leitor e. Na UEL. Tome cuidado! Na carta. costuma-se solicitar ao aluno que não escreva o próprio nome por extenso. etc. como é a carta. verbos no imperativo – que fazem o leitor perceber que é ele o interlocutor – e vocativos são bem-vindos. é claro que ele deve ser evocado no decorrer do texto. Você até passa a ter a necessidade de fazer o leitor “aparecer” nas linhas. a assinatura. P. essa prescrição cai por terra. o leitor “aparece”. Se a carta é para ele. A. o vocativo inicial. para João Alves Pereira. por exemplo). na linha de baixo (margem do parágrafo). “De um cidadão que votou no senhor”. será possível gerar várias outras expressões.

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