NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Revisão Técnica:
• • • Dr. Francesco Cerbino - Advogado, Eng. Civil, Mecânico e de Segurança do Trabalho, Auditor e Perito Judicial. Renata Cerbino - Arquiteta, Urbanista e Enga. de Segurança. Coordenadora da Quality Consult. Eng. Ronaldo Ulysses - Engenheiro Mecânico, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho

INTRODUÇÃO A décima oitava norma regulamentadora, cujo título é "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção", estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
• • • • • • • • • • • • Decreto-Lei 5.452, de 01/05/1943 - Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho - Capítulo V do Título II da CLT - Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria MTE 04, de 04/07/95 - Estabelece diretrizes visando a implementação de aspectos preventivos, de modo a garantir condições mínimas de segurança na Indústria da Construção Civil. Portaria MTE 63, de 28/12/98 - Modificou os ítens Andaimes Suspensos Mecânicos Leves (18.1.2, 18.23.3.1, 18.34.2) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 13, de 09/07/02 - Altera e inclui os itens - Cadeira Suspensa (18.15 e Cabos de Aço e Fibras Sintética (18.16) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 30, de 20/12/01- Altera e modifica o item 18.15 - Andaimes e Plataformas de Trabalho - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 20 , de 13/07/01 - Quadro de atividades ou serviços perigosos e insalubres proibidos aos menores de 18 anos em atendimento ao Art. 405 da CLT. Portaria MTE 114, de 17/01/05 - Altera a redação dos itens 18.14..24 e 18.18, inclui o Anexo III e insere termos no Glossário da NR 18. Portaria MTE 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR-18. Portaria MTE 15, de 03/07/07 - Aprova o Anexo I e altera a redação do item 18.14.19 da NR-18. Portaria MTE 40, de 07/03/08 - Inclui o item 18.15.57 na NR 18 e altera o artigo 1º da Portaria MTE 15/2007. Instrução Normativa INSS 20 , de 11/10/07 - Critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária. Trata de assuntos relacionados à emissão da CAT, PPP e LTCAT. ABNT NBR 5.413 - Meios de Iluminância de Interiores.

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ABNT NBR 5418 - Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 6.327 - Cabos de Aço - Usos Gerais. ABNT NBR 6.404 - Segurança em Andaimes. ABNT NBR 7.500 - Símbolo de Risco e Manuseio para o transporte e Armazenamento de Materiais. ABNT NBR 9518 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 11.725 - Conexões e Roscas para Válvulas de Cilindros para Gases Comprimidos. ABNT NBR 11.900 - Extremidade de Laços de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 12.246 - Prevenção de acidentes em espaços confinados. ABNT NBR 12.791 - Cilindro de Aço, sem costura, para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 12.790 - Cilindro de Aço Especificado, sem costura, para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 13.541 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 13.542 - Movimentação de Carga – Anel de Carga. ABNT NBR 13.543 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Utilização e Inspeção. ABNT NBR 13.544 - Movimentação de Carga – Sapatilho para Cabo de Aço. ABNT NBR 13.545 - Movimentação de Carga – Manilha. Convenção OIT 127 - Peso máximo de carga que pode ser transportado pelo trabalhador.

ATUALIZAÇÕES DA NR 18 As mudanças e métodos de trabalho no ambiente de trabalho da indústria da construção forçaram mudanças também em alguns itens da NR 18, através do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Desde 1994, foram elaborados diversos estudos que têm provocado alterações no texto da NR 18. Estas modificações são publicadas na forma de Portarias: Portaria 4 (04/07/95), Portaria 63 (28/12/98), Portaria 13 (09/07/02), Portaria 114 (17/01/05), Portaria 157 (10/04/06), Portaria 15 (03/07/07). Esta NR foi revisada e ampliada com comentários e informações dos engenheiros Ronaldo Ulysses e Edson Russelet (Segurança na Obra 1999) e consultas no site da Sl Engenharia. COMENTÁRIOS DA NR 18 A seguir serão apresentados os comentários da NR 18 indicando os itens e subitens do texto legal publicado no Volume 1 - Legislação e Segurança e Saúde Ocupacional. Referências - Item 18.1 / Subitens 18.1.1 a 18.1.4 - Objetivo e Campo de Aplicação

Nos últimos anos, a taxa de freqüência dos acidentes vem diminuindo, fato comprovado pelas estatísticas disponíveis. A criação do Comitê Permanente Nacional (CPN) e a dos Comitês Permanentes Regionais (CPR), reforçadas pelas ações elaboradas e aplicadas pelo MTE, são, em grande parte, responsáveis pela mudança deste quadro. A experiência tem mostrado que os cursos e informações sobre os riscos, fornecimento de EPI e existência de profissionais do SESMT não são suficientes para garantir a segurança e evitar acidentes pessoais sem a motivação do empregado na prevenção de acidentes. Implementar ferramentas de auditoria comportamental para registrar condições abaixo do padrão contribui no aumento do nível de atenção no ambiente de trabalho. Os seguintes devem ser considerados:

a) Documentar a participação dos empregados em cursos e palestras; b) Fornecer ao empregado todos os procedimentos que ele deve seguir; c) Tornar real a participação do Sindicato em campanhas de esclarecimento; d) Usar sistema de orientação por meio de procedimentos, cartilhas, vídeos e outros instrumentos de conscientização. e) Aumentar a atuação dos Comitês Permanentes Regionais em campanhas de SSO.
• A NR 18 se aplica a todas as atividades identificadas do Grupo C-18 e C-18 A apresentadas na relação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (IBGE). .

Referências - Item 18.2 / Subitem 18.2.1 - Comunicação Prévia
• É importante ressaltar a obrigatoriedade da comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades, com as informações pertinentes ao item 18.2.

Referências - Item 18.3 / Subitens 18.3.1 a 18.3.1.2 - PCMAT
• Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento, ou obra, independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Existe grande discussão sobre a necessidade de cada empresa participante da construção apresentar seu PCMAT específico aos serviços a serem executados. O PCMAT é uma ferramenta importante para a melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Este programa visa a implementar medidas que melhorem as condições de segurança, devendo ser amplamente discutido na sua elaboração e alterado quando necessário. As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra/equipamento. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra, pois não se trata de uma "receita de bolo", devendo ser específico para as condições individuais de cada obra, mesmo em situações similares.

para aquela obra. orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços. cuidados devem ser tomados quando for contratado o profissional que fará a elaboração do PCMAT. deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista. um por curso específico de formação em nível técnico. a seguir são elencados os importantes itens da NR 18 que tratam de Trabalhador Qualificado e Profissional Legalmente Habilitado e suas atividades. desde que conduzido por profissional habilitado ou ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de. conhecer a obra e sua filosofia de construção. • • a) Trabalhador Qualificado. demonstrando sua importância e. pelo menos. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança.3. chamando sua atenção em caso de falhas. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente.2 . a partir desta condição. descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos. ele deve ser legalmente habilitado em Segurança do Trabalho e. Portanto. Em primeiro lugar. realizando um trabalho voltado. • Portanto. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador.• Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborá o PCMAT. Tanto o Técnico quanto o Engenheiro ou o Médico o são. A cada início de uma etapa de construção nova. Item NR 18 Atividades. uma das seguintes condições: capacitação mediante treinamento na empresa.14-Qualificação como operador de bate-estaca. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. Em primeiro lugar. os outros por complementação de curso superior (pós graduação). ele deve ser um profissional do SESMT com experiência em construção. > 18.PCMAT • O texto tirado do site Sl Engenharia coloca com muita propriedade uma definição sobre "Profissional Legalmente Habilitado" e "Trabalhador Qualificado": a) Profissional Legalmente Habilitado: Profissional que possui habilitação exigida pela lei. .18. O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores. 06 (seis) meses na função. capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. recebido os devidos e corretos EPI. capaz de entender as especificidades daquela obra.O PCMAT pode ser assinado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho. Fundações e Desmonte de Rochas. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. perante o empregador e a inspeção do trabalho. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado com certificado que o comprove assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. b) Trabalhador Qualificado: Aqueles que comprovem. ele deve ser destacado e relembrado. nas Sipat e durante a implantação do PCMAT. Como informação. • Referências .6-Escavações.Subitem 18. única e exclusivamente. ou seja.6. principalmente. .

14.2-Instalação e manutenção de andaimes suspensos.9.15.11-Operações de Soldagem e Corte a Quente / Qualificação para atividades de soldagem e corte a quente.18.1.14.2-Qualificação para montar e desmontar torres de elevadores.3-Inspeção de suporte e escoras antes e durante a concretagem.1-Qualificação para uso de máquinas e equipamentos de carpintaria.7.1-Qualificação para montagem e desmontagem de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.14.15.> 18.15.18.9.9-Inspeção de peças e máquinas do sistema transportador antes de iniciar os trabalhos. . .18. > 18.35.14-Movimentação de Transporte de Materiais e Pessoas .14.14.9-Qualificação para executar manobras de movimentação com equipamentos de transporte de materiais e pessoas. > 18.21.47.18.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho . manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.47. .1.9.3-Operador de plataformas de trabalho.30.15.2-Instalação. .7-Qualificação para vistorias equipamentos de guindar e transportar antes do inicio dos trabalhos. > 18. . > 18.1-Responsável pela verificação diária de andaimes suspensos e usuários.18.18. .7-Carpintaria .Estrutura de Concreto .18.2-Qualificação para operação de equipamentos de movimentação e transporte de pessoas e materiais.2-Qualificação para executar manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.20-Locais Confinados .18.14.18.18. .18. .18. > 18.18. .

21-Instalações Elétricas .1-Operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador e terceiro a risco .22.21.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão > 18. Fundações e Desmonte de Rochas .1.22.18.12-Encher pneus de equipamentos pesados .18.x -a Operador de grua.18.2.18.18-Operador ferramentas de fixação à pólvora .5-Abastecer máquinas e equipamentos com motor à explosão . Anexo III .4-Áreas de Vivência .6-Escavações.18.18.4-Inspecionar o escoramento e a resistência das formas durante os trabalhos de lançamento e vibração de concreto. > 18.21. .PCMAT e 18.2-Laudo técnico relativo à ausência de riscos químicos.22.22.3-Realizar escavações e orientar operário quando da aproximação de tubulações até de tubulações distância mínima de 1.> 18.1-Monitorar permanentemente substâncias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.Atividades > 18.3.4.4-A condução de veículos para transporte coletivo de passageiros > 18.1-Execução e manutenção das instalações elétricas .25. físicos e biológicos em contêineres usados como áreas de vivência.3. > Anexo III Anexo Plano de Carga para Grua. Item NR18 .22-Maquinas e Equipamentos e Ferramentas Diversas .50 m.36-Disposições Gerais .20.3-Programação e direção (coordenação) de demolições > 18.5.36.18.36.18.3.5-Demolição e 18.x-b Sinaleiro/Amarrador de carga. Anexo III.18.Deve elaborar o PCMAT > 18. b) Profissional Legalmente habilitado.18.

6. .15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .13.9. .15.14. manutenção e retiradas de gruas (ART).18.18.18.18.18.7-Inspeção de dispositivos e equipamentos usados em pró-tensão (antes e durante os trabalhos) > 18.2-Supervisão do uso de formas deslizantes .14. com especificação do dispositivo e descrição das características mecânicas básicas do equipamento.24.14.24.14.1-Supervisionar a implantação.9.24. de sua estrutura e de sua fixação.1-Projeto específico para utilização de gruas em casos especiais (ART) . a interferência deverá ser objeto de análise técnica por profissional habilitado.18. dentro do plano de carga.24.14.Emitir laudo estrutural e operacional quando a integridade estrutural e eletromecânica para gruas que não dispuserem identificação do fabricante nem do importador ou que já tenham mais de 20 anos de fabricação.9-Estruturas de Concreto .18.18.2-Supervisionar a execução da manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .15.14.. instalação.15-Ser responsável por elevadores de cremalheira para transporte de pessoas e materiais > 18.14. .18.18.24. . .1-Para distanciamento inferior a 3m (três metros).3-Responsabilidade técnica por serviços de escavações.Dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado mediante emissão de ART.1.14-Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .10. fundações e desmonte de rochas.1-Dimensionamento de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .24.1.18.14.1-Fazer o dimensionamento dos andaimes. > 18.14.18.

21-Instalações Elétricas .47.18. .1-Dimensionar de forma segura dispositivo para trabalho em telhado e cobertura > 18.Elaborar e acompanhar projeto para sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos .30.15. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.18. ou ainda.18.1.15. operação.15. .18.1-Gerar estudos de verificação estrutural.3-Supervisionar a instalação. outra entidade credenciada pelo CONMETRO.18.18.20-Locais Confinados .5-Comprovar tecnicamente situações especiais que desobriguem a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento em plataforma de trabalho > 18.21.18.15.18.18. inspeção e desmontagem deverão ser revisados e referendados por profissional legalmente habilitado no país.1-Supervisionar monitoramente de substancias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.18.18-Telhados e Coberturas .15.21.18.15. atendendo ao previsto nas normas técnicas da ABNT ou entidades internacionais por ela referendadas.15. especificações técnicas e manuais de montagem.30.47.. os projetos.46-Inspeções periódicas de plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e plataforma hidráulica . manutenção. em caso de sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral da edificação .18.2-Supervisão e responsabilidade técnica na instalação e manutenção de andaimes .1-Supervisão da execução e manutenção das instalações elétricas .32.20.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão .47-Em caso de equipamento importado.

à disposição do Órgão Regional do MTE.B . desmontagem. Referências . no entanto. montagem. como simples e óbvio. devendo.Subitens 18.18.25. bem como entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório especifico.1. é responsável pela sua implementação e o Programa é integrado pelos seguintes documentos: • .3. Quando o canteiro possuir mais de 20 (vinte) empregados registrados deverá providenciar o PCMAT (NR-18. por alguns leitores. quando iniciar a obra deverar ser elaborado o PPRA (NR-09).25 Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores . elaborado por profissional legalmente habilitado.18. O PCMAT não desobriga. Vamos analisar o que trata a NR 18. em contato direto com os empregados. Quanto ao PCMSO (NR-07) é obrigatório elaboração por canteiro de obra. desmontagem.4 Condução de transporte coletivo de ser feita por condutor habilitado. ascensões.3. O assunto aqui abordado pode ser considerado. ser analisado à luz da responsabilidade de cada profissional atuante em canteiro de obra frente à Responsabilidade Civil e Criminal.3 e 18. durante as atividades de manutenção.2). conforme NBR 5410 e 5419. montagem e desmontagem deve designar pessoal com treinamento e qualificação para executar as atividades que sempre estarão sob supervisão de profissional legalmente habilitado. a elaboração do PPRA.22. (NR-7. Depois. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 (PPRA) e ser mantido. telescopagens e manutenções devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART especifica para a obra e para o equipamento em questão. telescopagem. • Esta tabela deve integrar o dia a dia de profissionais do SESMT que atuam em canteiros de obras. fiscalizando as mais diversas atividades que ali acontecem. > Anexo III Plano de carga para Grua a) Item XI Responsabilidade .11-Inspecionar máquinas e equipamentos > 18. a partir da contratação de funcionários na planta.3.PCMAT • A criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção sendo obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores.4 . A primeira providenciar é enviar para DRT a comunicação Prévia da Obra (NR-18. c) Item XIII Documentação Obrigatória no Canteiro I Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica. ascensão e conservação do equipamento. no estabelecimento. O empregador.> 18.1). Também deverá possuir um Médico Coordenador deste programa com até 10 (dez) funcionários. b) Item XII Manutenção e Alteração no Equipamento Parágrafo 2°.1).Responsável pela manutenção. chegada de operacionalização dos dispositivos de segurança.Os serviços de montagem. até o momento. ou condomínio.3.22-Maquinas Equipamentos e Ferramentas Diversas .

sendo uma obrigação dos profissionais ligados à Segurança no Trabalho conhecê-lo profundamente. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas e durante a implantação do PCMAT. b) Projeto de execução das proteções coletivas.7. A definição de "Programa" é "exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. levando-se em consideração: . visando a alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado.Riscos de acidentes e doenças do trabalho. • O item 18. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. Possíveis alterações nas atividades e no cronograma devem ser encaradas de forma natural. estão as mudanças no cronograma. tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. o Programa específico aos serviços que ela executará.1 a 18. • • • • • Referências .2. O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa a apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa). é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. nas atividades e operações. aquele feito só para atender à legislação e à fiscalização. O PCMAT deve ser apresentado formalmente a todos os profissionais que na obra trabalharem ou influírem de um modo ou outro. ou obra.Medidas preventivas. O PCMAT é único e completo por obra específica. e) Layout inicial do canteiro de obra. Estabelecimento é uma obra individualizada. principalmente.4 / Subitens 18. . não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. f) Programa educativo. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos.4. Este tema merece mais análise. c) Especificações técnicas dos EPC e EPI. A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. sua função de estabelecer regras que os protejam.a) Memorial sobre condições e meio ambiente do trabalho.2 .4.Áreas de Vivência . Entre as possíveis alterações.3 estabelece a necessidade do PCMAT em obras de construção. ou seja. O PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento.3).3. sendo demonstrada sua importância e. mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra/equipamento. tendem a ocorrer. d) Cronograma de implantação das medidas preventivas.Item 18. durante a construção.

1 . Os vasos sanitários podem ser do tipo bacia turca ou sifonado (subitem 18. Os alojamentos dos canteiros de obras devem ter paredes de alvenaria.4.2. além de portas que impeçam o devassamento.Áreas de Vivência • Este item apresenta alterações importantes obrigando a existência de alojamento. Os pisos possuirão material impermeável e antiderrapante. assim como piso de concreto.Subitens 18.• Pesquisas de aplicabilidade da NR 18 sugerem que as áreas de vivência.4. apresentando falta de cumprimento de exigências bastante simples. As áreas de vivência. Outra modificação foi a obrigatoriedade de ambulatório para frente de trabalho com 50 ou mais trabalhadores. tais como a colocação de suportes para sabonete.8 a 18. cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito de papéis usados junto ao vaso sanitário. ainda têm um elevado nível de não conformidade.2). são utilizadas alternativas portáteis bastante higiênicas e confortáveis.2. Devemos observar a mudança de nome de "refeitório" para "local de refeições". fronha e travesseiro. cobertor. cimentado. Nas frentes de trabalho itinerantes. apesar de serem prioridade da fiscalização. apesar de não estarem diretamente relacionadas à causas de acidentes. assim como fornecimento de lençol.6.14.4. Abaixo dois exemplos de bacia turca: • • • • Referências . em função do acréscimo da área de lazer. resultando em comportamento abaixo do padrão. É importante ressaltar que os banheiros não farão ligação com locais destinados às refeições e deverão ser independentes para homens e mulheres. As instalações sanitárias devem ter paredes de material resistente e lavável. local de refeição e área de lazer para os trabalhadores. visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a autoestima dos trabalhadores. influenciam na sua maior ou menor ocorrência. madeira ou material equivalente. madeira ou material equivalente e cobertura que proteja das intempéries. • . podendo ser de madeira.2. em condições adequadas de higiene.

É importante, também, ter área mínima de 3m² por módulo, cama e área de circulação. Vale ressaltar a proibição de três ou mais camas na vertical e de estarem situados em subsolos ou porões das edificações. A distância entre as camas e entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, de 1,20 m. Além disso, as camas devem ser de 0,80 m por 1,90 m.

Referências - Item 18.5 / Subitens 18.5.1 a 18.5.13 -Demolição

Desmoronamento e soterramento são os riscos principais e mais evidentes em obras de abertura de valas. Observe-se, por exemplo, o citado por Pfeil (1987) acerca de um grave acidente ocorrido na construção do metrô de Berlim, Alemanha. Neste caso as escavações foram levadas a uma profundidade maior que a programada, a chamada sobrescavação, chegando próximas à base de perfis verticais que sustentavam internamente as estroncas (a vala tinha argura de 21m). Assim, as bases dos perfis verticais ficaram praticamente livres, permitindo seu deslocamento vertical no sentido ascendente, causando a desestabilização das estroncas e o conseqüente colapso do escoramento causando a morte de 19 operários. Mais recentemente, o trabalho de Gawryszewski, Mantovanini e Liung (1998) acerca dos acidentes fatais do trabalho ocorridos em 1995 no Estado de São Paulo, aponta que 8,2% daqueles do setor da Construção Civil referem-se a soterramentos. Os Ministérios da Previdência e Assistência Social (MPAS) e do Trabalho e Emprego (MTE) apresentaram o Anuário Estatístico dos Acidentes de Trabalho 2000 (Portaria MPAS nº01, de 09/05/02), um documento específico para o setor de Segurança e Saúde no Trabalho. Conhecer aonde é que está o perigo é uma importante ferramenta para planejar e fiscalizar os ambientes de trabalho, embora não se possa esquecer que os dados colhidos não abrangem o universo total de trabalhadores, e sim, apenas aqueles cobertos pelo Seguro Acidente do Trabalho e com os devidos vínculos de empregos registrados em suas respectivas empresas. Estar ciente das conseqüências para tomar iniciativas que evitem os acidentes é de suma importância, pois eles saem muito caro. É um mau negócio para empresas, trabalhadores, governo e sociedade como um todo.
Casos de soterramento são observados em várias companhias de saneamento do país. O principal motivo para a ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo. A principal alegação das empreiteiras é que a instalação do escoramento é demorada, atravancando a continuidade da obra e atrasando o cronograma. Evidentemente, isto não procede, pois não se deve justificar a ausência ou precariedade das medidas de segurança em função de fatores econômicos e/ou de produção. Segundo dados de PROTEÇÃO (2004), no ano 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil no setor de saneamento, sendo a maioria por soterramento. A terceirização que vem sistematicamente ocorrendo no setor, em geral, leva à precarização das condições de segurança e saúde no trabalho, aliás, como é típico em outros setores econômicos em que este fenômeno vem surgindo no Brasil. O setor de saneamento é considerado tão problemático no país que em 2004 o

Ministério do Trabalho e Emprego priorizou a fiscalização nesta atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal. • Por fim, cabe destacar que os índices de acidentes de trabalho em escavação na indústria da construção civil é elevado no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, conforme Anuário anteriormente mencionado, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas atividades. Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado. Este tipo de trabalho deve ser realizado por empresa especializada. Deve ser sempre proibida a qualquer pessoa não autorizada, a entrada na área onde se faz a demolição. Os Riscos mais freqüentes em demolições são:

a) Danos causados nas estruturas vizinhas; b) Riscos específicos, como explosões, incêndios ou vibrações quando da utilização de explosivos ou utilização de lança térmica; c) Riscos associados à poluição sonora (ruído); d) Riscos associados à projeção de poeiras e partículas; e) Riscos de projeção de elementos demolidos; f) Riscos elétricos.
• As causas principais de ocorrência de acidentes são: falta de sinalização, delimitação e controle de acesso; sobrecarga de pisos com entulhos; utilização de andaimes mal ancorados ou escorados; não utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI); e ausência de informação para os riscos associados às demolições.

Referências - Item 18.6 / Subitens 18.6.1 a 18.6.3 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• A adoção da escavação manual ou mecanizada dependerá da natureza do solo, das características do local (topografia, espaço livre, interferência) e do volume a ser escavado. Deverão ser seguidos os projetos e as especificações no que se refere à locação, profundidade e declividade da escavação. Entretanto, em alguns casos, as escavações poderão ser levadas até uma profundidade superior à projetada, até que se encontrem as condições necessárias de suporte para apoio das estruturas. Sabe-se que há muitas incertezas na determinação dos parâmetros de rigidez e resistência do solo, pois este material diferentemente de outros como concreto, aço e madeira apresenta, em geral, uma elevada heterogeneidade. Diante destas condições, o estabelecimento da segurança dos membros estruturais requer mais atenção, com conseqüentes majorações dos coeficientes de segurança. Devem ser abordados os vários mecanismos de ruptura da contenção, tais como a ruptura geral, a ruptura de fundo, o piping e, com maior ênfase, as ruínas devido a esforços solicitantes elevados nos membros da contenção (paramento e escoramento). Os deslocamentos nas proximidades da vala que podem provocar fissuras nas edificações vizinhas também merecem atenção. Para tanto, é necessário que o método de cálculo da contenção adotado seja adequado ao porte e aos requisitos estipulados da construção, conforme Tacitano (2005).

Referências - Subitens 18.6.4 a 18.6.9 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• Quando necessário, os locais escavados serão isolados, escorados e esgotados por processo que assegure proteção adequada. As escavações com mais de 1,25 m de profundidade deverão dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores, independentemente da adoção de escoramento. As áreas sujeitas à escavação em caráter permanente deverão ser estabilizadas de maneira a não permitir movimento das camadas adjacentes. Em caso de valas, serão observadas as imposições do local do trabalho, principalmente as concernentes à segurança dos transeuntes e de animais. Nas escavações executadas próximas a prédios ou edifícios, vias públicas ou servidões, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem as ocorrências de qualquer perturbação oriunda dos fenômenos de deslocamento, tais como:

a) Escoamento ou ruptura das fundações; b) Descompressão do terreno da fundação; c) Descompressão do terreno pela água.
• • As grelhas, bocas de lobo e os tampões das redes dos serviços públicos, junto às escavações, deverão ser mantidos livres e desobstruídos. Quando o material for considerado, a critério da fiscalização, apropriado para utilização no reaterro, será ele, a princípio, estocado ao longo da escavação, a uma distância equivalente à profundidade escavada, medida a partir da borda do talude. Materiais não reutilizáveis serão encaminhados aos locais de "bota-fora" ou deixados ao longo da escavação. Em vias públicas onde a deposição do material escavado puder acarretar problemas de segurança ou maiores transtornos à população, a remoção e estocagem do material escavado para local adequado, para posterior utilização. Ao se atingir a cota de projeto, o fundo da escavação será regularizado e limpo. Atingida a cota, se for constatada a existência de material com capacidade de suporte insuficiente para receber a peça ou estrutura projetada, a escavação deverá prosseguir até que se possa executar um "colchão" de material de base, a ser determinado de acordo com a situação. No caso do fundo da escavação se apresentar em rocha ou material indeformável, sua cota deverá ser aprofundada, no mínimo, em 0,10 m, de forma a se estabelecer um embasamento com material desagregado de boa qualidade (normalmente, areia ou terra). A espessura desta camada deverá ser determinada de acordo com especificidade da obra. Em complemento à NR 18 item 18.6 apresentaremos as contribuições dos engenheiros Marcelo Tacitano, Lie Tjiap Liungs sobre o estabelecimento das condições mínimas de segurança e saúde na execução de valas. Além dos aspectos de dimensionamento anteriormente mencionados, requisitos construtivos devem ser observados para que os trabalhos de escavação de valas se processem dentro de condições aceitáveis. Assim, quando a profundidade de uma vala atinge 1,25m ou mais, é conveniente escorá-la, ou respeitar os ângulos de talude naturais; deve-se evitar a acumulação de material escavado e equipamentos junto à borda das valas, e no caso disto não ser possível, deve-se tomar as precauções que impeçam o deslizamento das paredes e a queda na vala de tais materiais; como norma geral, deve-se manter uma distância de aproximadamente metade da profundidade livre de carga e circulação de veículos; quando a profundidade de uma vala é igual ou superior a 2m devese proteger as suas bordas com um guarda-corpo ou sinalização adequada.

sendo necessário verificar a posição da tubulação no ponto específico de trabalho. De toda forma. é colocada adicionalmente uma placa de concreto com a inscrição "COMPAGAS" acima da tubulação. existe uma fita plástica de segurança.Escavações. Falta de procedimentos de inspeção adequados e liderança podem resultar em desconformidade em soldagens. Em geral. vem atuando com rigor neste setor. energia elétrica etc). estas medidas podem sofrer variações. • • • . devendo-se retirar a água não prevista o quanto antes para evitar a desestabilização da vala ou talude. Toda a rede de gás possui sinalização externa através de placas de aviso. • • • • Referências . Entretanto. Os empuxos do solo são afetados por muitas condições. Normalmente. um Termo de Ajustamento de Conduta foi acordado entre estes órgãos e a SABESB (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que sejam observadas as normas de Segurança e Saúde do Trabalho nos serviços em valas. calçadas. para que sirva como um rodapé. Fundações e Desmonte de Rochas • Os riscos críticos presentes nas escavações em via pública são a existência de tubulações de gás natural. as contenções ou parte delas são retiradas quando deixam de ser necessárias.10 e 18. colocada acima da tubulação. acostamentos ou junto ao limite da faixa de domínio de rodovias. telefonia. Essas tubulações têm uma grande variedade de diâmetros e podem estar localizadas em ruas e avenidas. não se deve instalar no interior de valas máquinas acionadas por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de carbono. Juntamente com Ministério Público do Trabalho.Subitens 18.. A rede de gás natural possui tubulações de aço carbono e de PEAD (polietileno de alta densidade). As válvulas de serviço de alimentação normalmente estão nas calçadas a 60 cm de profundidade e possuem uma tampa de ferro fundido com a inscrição da companhia de gás conforme exemplo abaixo da empresa COMPAGAS.6. e não é a menor delas o método construtivo a qualidade do trabalho manual envolvido.10. 30 cm de outras infraestruturas subterrâneas (tubulações de saneamento. as tubulações estão em uma profundidade de 60 cm. começando pela parte inferior do corte. A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo. Fang (1991) alerta que deve ser lembrado que o projetista de estruturas de contenção geralmente tem pouco controle sobre a execução de seu trabalho. a não ser que sejam providas de instrumentos necessários para sua exaustão. As empresas por ela contratadas também devem seguir estas normas. Se as deformações da estrutura de contenção não são as previstas. grandes mudanças de empuxos podem ocorrer. na rede residencial instalada nas calçadas. As instalações de redes de gás são mantidas afastadas por. tomando-se as mesmas precauções da fase de escavação. Os operários que trabalham no interior de valas devem estar devidamente informados através de instruções de segurança do trabalho e de medidas necessárias de proteção para cada risco específico. é imprescindível a revisão minuciosa e detalhada antes de se reiniciar os trabalhos.• Em caso de inundação de valas.6. martelos pneumáticos etc. evitando a queda de objetos e materiais no seu interior. balizadores. as tubulações estão instaladas na profundidade de 1m.1 . as contenções devem ser revistas ao começar a jornada de trabalho e quando ocorrerem interrupções de trabalho de mais de um dia ou alterações atmosféricas como chuvas. no mínimo. e se recomenda que o paramento da contenção ultrapasse em um pequeno trecho a borda da vala. tachões no piso de calçadas e de pinturas da presença da rede no piso asfáltico. Em locais como travessias de ruas e calçadas. deve-se revisar o estado dos cortes e taludes a intervalos regulares nos casos em que podem receber empuxos acidentais de veículos. deslocamento ou localização incorreta de certos membros e seqüências impróprias de trabalho. deve-se dispor de pelo menos uma escada portátil para cada equipe de trabalho. Devido a inúmeras interferências e disposições de terrenos. a qual deve ultrapassar em 1 metro a superfície da vala. Dentro da vala. os procedimentos de reaterro devem ser previamente planejados.

procure manter a sinalização da Rede de Gás Natural. consulte a empresa de gás. ligando para o número da companhia de gás. mesmo em caso de arranhões. siga as instruções abaixo: a) Esteja seguro de que os trabalhos de escavação estão bem planejados e que dispõem de equipamentos para escavação manual nas proximidades da tubulação de gás. evitando possíveis acidentes com serviços futuros. d) Durante a execução dos serviços. de modo a assegurar que a presença da rede continue sinalizada. e) Ao planejar serviços de escavação. • O gás natural. somente efetue escavação manual. bem como o GLP. Por isso. Se necessário. f) No caso de atingir as tubulações da rede de gás. efetuar manualmente furos de sondagem para confirmar a posição da tubulação de gás. não faça o reaterro da vala sem que seja feita a análise da gravidade do incidente pelos técnicos da empresa de gás. pois é grande o risco de explosão. não entra em combustão em contato com o ar. comprometem a segurança da população e dos consumidores de gás no futuro. c) Quando estiver trabalhando paralelamente à tubulação de gás. consulte a empresa de gás sobre a presença da rede de gás no local. no caso de uma máquina furar uma tubulação de gás.Tachão de piso de Calçada • Fita plástica de segurança Tampa de Ferro Fundido Placa de Concreto Para evitar acidentes em serviços de escavação junto à rede de gás. solicite material de reposição com a COMPAGAS. Antes de abrir qualquer tipo de vala próximo a rede de gás natural. não é pirofórico. Tenha consciência de que o próprio calor das máquinas e a energia elétrica das baterias podem dar início a uma combustão. isto é. b) Quando estiver a cerca de 50 cm da posição da tubulação de gás. a recomendação imediata é desligar . g) Problemas. nesse momento. ele precisa de uma fonte de ignição.

No decorrer do desmonte a fogo. tirar pó ou sujeira “do cabelo ou do corpo”. Pode empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais. Chame imediatamente os bombeiros.11 a 18. Consultar a NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202 de 22/12/2006.6.6. mecânico (rompedor) ou pneumático (cunha metálica). a critério da fiscalização. fogo cuidadoso cushion blasting (detonação controlada do perímetro. ou seja. Em função das condições locais. “embolia gasosa”.19 . muitas vezes é usado de forma inadequada. ou causar hemorragia interna ao penetrar nos poros. As detonações deverão ser programadas para horários que não perturbem o repouso dos moradores das vizinhanças e que não coincidam com aqueles de maior movimento.6. o escoramento deverá ser permanentemente inspecionado e reparado após a ocorrência de qualquer dano. A carga das minas será feita somente por ocasião da execução dos trabalhos de detonação. ser precedida e seguida de sinais de alerta. Atos desta natureza podem acarretar sérias conseqüências a aqueles que por desconhecimento ou ignorar os preceitos de segurança venham a cometer estas imprudências. Fundações e Desmonte de Rochas • Para a execução de tubulões a céu aberto. Deverá ser apresentada a autorização do órgão competente para transporte. Sempre que for necessário preservar a estabilidade e resistência dos cortes executados em rocha. . comum em áreas de muita poeira que utilizam o ar comprimido para limpar a roupa.imediatamente todos os equipamentos. a velocidades tão altas. será utilizado o desmonte a frio. poderá ser exigido o uso de redes de segurança. a prática de atos inseguros pôr parte de alguns funcionários. A lesão poderá ser fatal se o ar chegar a penetrar em um vaso sangüíneo. Sempre que for inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos. Defesa Civil e a empresa de gás.1 . A área de fogo deverá ser protegida contra a projeção de partículas. quando houver risco para trabalhadores e terceiros. que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos. obrigatoriamente. realizada durante a escavação) ou perfuração em linha. O ar comprimido.Escavações. jamais na véspera ou mesmo com simples precedência de horas. Quando muito perto da pele. antes do início das detonações. serão obedecidas as regulamentações técnicas e legais concernentes à atividade. A detonação das cargas deverá.23. empregando-se o processo manual. Devido ao perigo que representa o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o “Corpo”. Fundações e Desmonte de Rochas • Nas escavações com emprego de explosivos. realizada antes da escavação). romper um tímpano. graxas e outras partículas muito pequenas que introduzidas sob a pele. pelos poros. Referências .Escavações.Subitens 18. Essa lesão denomina-se. armazenamento e uso de explosivos.6. isolar a área e utilizar água na forma de neblina para dispersar a nuvem de gás. pode penetrar por um corte ou uma escoriação e insuflar o tecido humano (encher de ar).20 a 18.Subitens 18. não deve ser usado para “Limpeza” de roupa de trabalho. Um jato de ar comprimido pode resultar nos seguintes danos: o o Tirar um olho de sua órbita. aconselha-se a leitura do item 18. estes deverão ser conformados utilizando-se pré-fissuramento ( detonação controlada do perímetro. porque pode produzir borbulhas de ar que interrompe a circulação do sangue. podem causar inflamações nos tecidos. • • • • o o Referências .20 da NR 18 e seus respectivos comentários apresentados mais adiante neste livro. Impurezas tais como: partículas de óleos.

Armações de Aço • • Os trabalhadores devem ser treinados quanto ao uso correto da máquina de cortar e dobrar barras de aço. Muitos ainda encaram este dispositivo de segurança como item supérfluo e. e as sobras de vergalhões devem ser recolhidas e depositadas em local apropriado. montado em um eixo que lhe transmite movimento rotativo e potência de corte. Nas áreas onde existe risco de incêndio ou explosão devido à presença de gases ou vapores inflamáveis deverá ser implementado sistema de permissão para trabalho.11.5 . Infelizmente. sendo superado apenas pelas ferramentas manuais.Subitens 18.7 / Subitens 18. o baixo cumprimento das exigências faz com que seu manuseio seja responsável por uma parcela considerável de acidentes. como as fôrmas de madeira ou metálicas e impacto contra peças soltas.8. principalmente aquelas provenientes dos trabalhos de soldagem. sendo o conjunto acionado por um motor elétrico. de modo a atender aos requisitos internos rigorosos de qualidade. poderíamos citar entre as mais freqüentes: proteção das transmissões de força. após a ocorrência de um acidente. • • • Referências . descargas elétricas.7.5 e 18. ruptura do disco. não existe muita conscientização sobre a importância deste acessório.11 / Subitens 18.3 a 18. • • Referências . A Petrobras possui critérios próprios de qualificação. ruído excessivo.11. às vezes com conseqüências graves. somente. A qualificação dos soldadores pode ser feita através de cursos profissionalizantes do SENAI ou de acordos com os requisitos da Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagem (FBTS). cobertura da serra circular.Item 18. Referências .11. O transporte de vergalhões ou armações. é que sua real . feitos geralmente por guindastes.6 . instalação de extintor de incêndio (gás carbônico para a parte elétrica e água-gás para a madeira e a serragem). deve ser feito com atenção para não atingir pessoas ou rede elétrica.Referências . cuja ferramenta é constituída de um disco circular provido de arestas cortantes em sua periferia.11. Em relação às medidas de proteção coletiva.2 . Outros equipamentos também podem ser usados quando a operação assim o exigir: avental de raspa.7. sendo os mais importantes o protetor facial contra a projeção de partículas e o protetor auricular.Subitens 18. Os EPI devem ser utilizados no manuseio da serra circular. Referências .1 a 18.Item 18.Item 18.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Uma medida importante para a prevenção de acidentes é a utilização de dispositivos de segurança em equipamentos de solda e corte. através de polias e correias.Carpintaria • A serra circular de bancada é uma máquina de corte.1 e 18.8.1 a 18. Os acidentes envolvendo as serras envolvem a falta de aterramento da carcaça do motor e a falta de coletor de serragem. Os riscos mais freqüentes que encontramos no manuseio da serra circular são: cortes e amputações nos membros superiores.4 Operações de Soldagem e Corte a Quente • Recomendamos a leitura da NR 15 e seus comentários para um maior entendimento dos aspectos técnicos e legais envolvendo operações e atividades insalubres.8 / Subitens 18.7.6 . aterramento elétrico.7. projeção de partículas e incêndios.Carpintaria • Na serra circular. sapatos de segurança e máscaras contra poeira.

especialmente para acetileno e GLP (propano. Há. • Dispositivos contra retrocesso de chama: É um dispositivo para conexão às fontes de gases combustíveis (cilindros e centrais de gases). dois tipos de dispositivos de segurança: dispositivos contra retrocesso de chama e Válvulas de Contra Fluxo. atualmente.. Estes dispositivos podem ser conectados na saída dos reguladores de pressão. deixa em aberto em que tipo de gás deve ser usado tais dispositivos. estes dispositivos sempre foram utilizados nos cilindros de gás combustível. entendemos que estes dispositivos devem ser utilizados tanto para o gás combustível quanto para o oxigênio. sendo obrigatória sua utilização em alguns países da Europa. propeno e buteno). Isto reduz o risco de explosão ocasionado por entupimento de bicos de maçaricos ou purga incorreta das mangueiras. As funções básicas destes dispositivos de segurança são: a) Evitar o contra fluxo de gases: impede a reversão dos fluxos dos gases evitando a formação de mistura gasosa nos reguladores e instalação centralizada de gases.". A obrigatoriedade dos dispositivos de segurança.11.6 apresenta a expressão no plural "as mangueiras devem possuir mecanismos contra o retrocesso de chama . Como o item 18. • No Brasil.necessidade é considerada. . butano. centrais de gases e postos de serviços industriais. observada nesta NR. muito embora existam dispositivos de segurança no mercado para oxigênio..

algumas válvulas unidirecionais ativam um bloqueio de contra fluxo cortando o suprimento de gás. devido à ação térmica sobre o aço. c) Extinguir o retrocesso de chama: dependendo do fabricante. a explosão dos cilindros poderá ocorrer em poucos minutos (no caso de uma chama de acetileno. reguladores de pressão. • • Referências .Operações de Soldagem e Corte a Quente • O termo "garrafa". graxa. utilizado no item 18. Porém. possuem um dispositivo termo-sensível que corta o suprimento do gás em situações na qual a temperatura externa próxima ultrapasse 95°C. em até cinco minutos). sua finalidade de aplicação é deturpada. o resultado será uma explosão imediata do sistema. Vale lembrar que existe no mercado válvulas de contra-fluxo funcionando com dupla função.11. d) Travamento termo-sensível: dependendo do fabricante.7 . gasolina e outros. embora sejam bastante resistentes ao impacto mecânico. As válvulas de contra-fluxo mais simples são erroneamente consideradas e chamadas de "válvulas contra retrocesso de chama" e. • • • • . • Válvulas de Contra Fluxo. ou mesmo por entupimento do bico de solda ou de corte.100°C enquanto que a de GLP/oxigênio fica em torno de 2. Nestes casos. enquanto que o fluxo é interrompido pela válvula unidirecional. No caso do oxigênio e de outros gases oxidantes. solventes.Subitem 18. pois a mesma não consegue deter o retrocesso de chama em virtude dos elementos que constituem a sua parte interna sofrerem danos pelo calor de chama retrocedida. em caso de defeito no maçarico. são pouco eficientes no caso de uma incidência direta de chama proveniente de um maçarico ou de um incêndio. não se deve chamar de "balas" ou qualquer outro nome que não seja "cilindro de gás". todo cuidado deve ser tomado na compra do dispositivo de segurança. Neste caso. O termo certo é "cilindro de gás". pois possui no seu interior um filtro sinterizado que extingue as chamas provenientes de um possível retrocesso de chama. independentemente da presença de dispositivos de segurança. principalmente válvulas. Da mesma forma. impedindo que a chama atinja o regulador e o sistema de suprimento dos gases. tais como: óleo.000°C e a do hidrogênio/oxigênio em torno de 2.02 bar. tubulações e outros. quando ocorrer um retrocesso de chama. possuem um filtro metálico sintetizado (o mais eficiente é feito de aço inoxidável de alta capacidade de fluxo) capaz de extinguir a chama proveniente do retrocesso. com isso.11. Cilindros de gás. Leia atentamente as recomendações do fabricante quanto ao uso correto dos dispositivos de segurança.b) Evitar a contra pressão: dependendo do fabricante. sempre existirá o risco de explosão do cilindro. as válvulas de contra fluxo devem ser instaladas nas conexões de entrada do maçarico. Têm a função de evitar a entrada de gás de um sistema para outro. ou contra pressão na mangueira superior a 0. não é tecnicamente adequado.7. existe o risco do uso de lubrificantes com hidrocarbonetos comuns.200°C. No caso anterior. Ressalta-se que a temperatura de uma chama acetileno / oxigênio alcança 3. Devido à sua finalidade.

recoberta por uma camada de fluxo aglomerado (revestimento). isola a alma do eletrodo. Pela AWS. para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta metálica. O revestimento proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão. Referências . Assim. dando origem a um arco estável. formando uma escória de material não metálico que protege o cordão da oxidação pela atmosfera normal. Neste processo. NBR 12. pois a proteção contra as contaminações trazidas pelo oxigênio e nitrogênio (corrosão e fragilidade no cordão de solda) são feitas pelo próprio revestimento do eletrodo. O eletrodo revestido consiste de um arame de metal. Ele tem como característica principal a possibilidade de soldar diversos tipos de materiais por conta das inúmeras formulações diferentes na fabricação dos eletrodos. Neste processo.5 e 8 mm e comprimento entre 23 e 45 cm. Veja a figura ao lado. com um revestimento externo que define quais características (propriedades mecânicas. enquanto a solda está resfriando. este processo é chamado Shielded Metal Arc Welding (SMAW). para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão.23 estabelece que os cilindros contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Soldagem com eletrodos revestidos é definida como um processo de soldagem com arco.8 e 18. bem como observar o estabelecido nas NBR 12.Subitens 18.11.9 .791 Cilindro de Aço. que é o mesmo do material a ser soldado. e NBR 11. Estima-se Esquema geral da solda por eletrodo que mais de 72% sejam comercializados no país através de revestido eletrodos revestidos (I Congresso Ibero-Americano de Soldagem). As principais funções do revestimento do eletrodo são: • • • a) Funções elétricas (isolamento): O revestimento é um mau condutor de eletricidade. sendo por isso um processo extremamente versátil e de baixo custo. sem costura. Observe as figuras ao lado. o item 22.11. este elemento é essencial para se obter uma boa solda. com diâmetro variando entre 1. não se utiliza gás.• Usando a NR 22 como referência técnica.725 Conexões e Roscas para Válvulas de cilindros para Gases Comprimidos. . o revestimento contém silicatos de sódio e potássio que ionizam a atmosfera do arco.790 Cilindro de Aço Especificado. no qual a união é produzida pelo calor do arco criado entre um eletrodo revestido e a peça a soldar. calor e impactos acidentais. além de atender às recomendações do fabricante. químicas e metalúrgicas) terá a junta soldada.11. sem costura. O revestimento se funde e depois se solidifica sobre o cordão de solda. evitando que em um eventual contato não haja a abertura de indesejáveis arcos de solda laterais. Já na ionização. b) Funções físicas e mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do ar ambiente. O potássio e o sódio são elementos importantes na soldagem porque a atmosfera ionizada por eles facilita a passagem da corrente elétrica.

Para iniciar o arco de solda. sendo que essa é a grande dificuldade deste processo. por seu baixo custo de operação. poderíamos citar o transformador para corrente alternada. que. Esses elementos podem ser incorporados ao revestimento para substituir o que se perdeu com a queima do mesmo (um exemplo: o cromo na solda em aço inox). e) A corrente de solda deve apresentar bastante regularidade. Ela emprega como combustível o diesel e algumas fontes podem gerar energia elétrica para alimentar até cinco chuveiros funcionando ao mesmo tempo. duas configurações tradicionais podem ser utilizadas: unidades geradoras ou transformadoras-retificadoras. é preciso tocar (riscar) a peça com o eletrodo e manter uma distância adequada para a manutenção do ambiente ionizado (arco de solda). Nunca se deve testar eletrodos em cilindros de gases ou qualquer outro equipamento que não seja a peça de trabalho. de maneira a alterar as propriedades da solda. É o princípio de operação das inversoras. • Entre as fontes para este processo. • • • • . através de placas eletrônicas. Outros ainda incorporam pó de ferro para aumentar o material depositado e. A segunda é a preferida. reduzida manutenção e menor barulho em operação. além de reduzir drasticamente o tamanho e peso do equipamento. que é a configuração mais simples e barata. • Para que uma fonte elétrica possa ser utilizada para os processos de soldagem. ela deve preencher algumas exigências: a) A tensão deve ser baixa. Este equipamento tem uma grande utilização na soldagem industrial. Durante a soldagem. até mesmo no caso de elementos que sejam altamente voláteis.c) Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. conseqüentemente. Estas vantagens se devem à forma construtiva do equipamento e a um número mínimo de partes móveis. quanto mais fina a regulagem melhor a soldabilidade). (Risco de choque elétrico). b) A intensidade de energia deve ser alta para manter o arco de solda aberto. Porém. mas suficientemente altos para reabrir o arco e proporcionar adequada elevação da tensão do arco após o curto-circuito. particularmente onde um suprimento de eletricidade não esteja disponível. d) O circuito será protegido contra curto-circuito e a fonte deve suportá-lo. A primeira delas é mais usada em canteiros de obra. No caso de corrente contínua. a eficiência da solda. quanto de operação e manutenção. fazem este controle com perfeição. muito embora com a prática esta seja posta de lado (veja figura abaixo). c) A corrente de soldagem deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes eletrodos (para soldar eletrodos com diâmetros e materiais diferentes. o inconveniente é o barulho feito por este equipamento que é muito grande. a estabilidade do arco é obtida limitando-se os picos de corrente durante o curto-circuito a níveis suficientemente baixos para alcançar reduzido volume de respingos. tanto do ponto de vista de investimento inicial.

Para estas situações. foram desenvolvidas máscaras especiais que somente escurecem no instante da soldagem.Item 18. e touca de soldador (essencial quando a solda for na posição sobre a cabeça). • • • Referências .1 Escadas. e quem já soldou sabe que isto é bem verdade (ainda bem.E Ni-Cl / E NiFe-C. É imprescindível ter exaustão dos fumos de solda. aço inox e alumínio). Atenção especial deve ser dada quando o soldador for trabalhar confinado.1 a 18.Ignição do Eetrotodo Revestido.10. Embora este processo não seja automático. Alguém pode alegar que não se enxerga nada com lentes. 2. perneiras de raspa. utilizam este processo por ser mais barato e eficaz.6 a 4. 2.12 / Subitens 18. isto é. o tipo de FoFo soldável .12. porque senão a radiação seria transmitida da mesma forma!). • O material de segurança basicamente consiste em: óculos de segurança e máscara de solda (com as lentes conforme tabela abaixo). Em algumas indústrias. principalmente em se tratando do enchimento de falhas e `falta de fusão´. botas de segurança. avental de raspa.0 4. Normalmente. As serralherias.12. pois se usarmos somente os óculos de segurança (que também são indispensáveis por conta da escória a ser retirada) a pessoa ficará marcada pela radiação não ionizante. O setor de manutenção de uma indústria utiliza os mais variados tipos de eletrodos (desde aquele para a soldagem em ferro fundido.0. os `controladores´ podem ter problemas sérios na vista por não observar este detalhe.4). ainda existem diversas aplicações para ele. luvas de raspa.6. de modo geral. até aço carbono.8 a 6. rodas de trem etc). Eles servem para efetuar o revestimento em peças que foram danificadas pela corrosão.5 • 70 a 160 A 190 a 250 A 320 a 380 A 10 12 14 O posto de solda também deve ser protegido por cortinas plásticas que impeçam a passagem dessa radiação. como a nº 12. a exposição contínua à radiação de solda (principalmente quando há altas correntes de soldagem). ou para prevenir o desgaste pela utilização (dentes de trator. empregam os diâmetros menores (1. A máscara neste processo de solda é indispensável. facilitando muito o trabalho.9 a 9. Soldagem com eletrodos revestidos Faixa de 0 de eletrodo Faixa corrente utilizada (~) No da lente utilizada 1. mas para seu serviço o eletrodo adequado é o E 6013 (chamado de `ponta amarela´ por certo fabricante). Rampas e Passarelas . além de ser desejável um filtro para respiração.0 7. rolos de moenda na indústria açucareira.5.

e calço de borracha nos pés da escada. é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha o valor aproximado de 75º. verificando-se os seguintes itens: Defeitos na madeira. e não apresentam nós e rachaduras (caso feitas de madeira). f) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas. ao qual será amarrada a escada. Os seguintes procedimentos de segurança devem ser seguidos: • • • a) Não usar uma escada que não esteja em perfeitas condições de utilização. j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer. Quando uma escada não está fixada no piso. nós. fibra de alumínio e fibra de vidro. Nesta posição. quando uso em pátio externo. base antiderrapante em todos os degraus. apodrecimento geral. montantes iguais. por meio de cordas. . no mínimo. mal conservadas e mal utilizadas podem representar um perigo extremamente sério. e) As escadas de abrir devem ser abertas até o fim do seu curso. 300 mm. fibras no sentido transversal. As escadas de mão. emendas iguais. d) Para subir. antes de serem usadas. para escadas de até 3 m de altura. 300 mm de eixo a eixo e de. para evitar a quebra de polias e a danificação dos engates. ao ângulo que ela forma com o piso e aos sistemas de fixação na superfície inferior e superior. podendo variar entre 65º a 80º . As escadas de mão também têm recomendações para auxiliar a inspeção antes de cada uso. i) Nunca subir em escadas com sapatos escorregadios ou sujos. Os pontos mais importantes para se obter uma utilização segura da escada de uso individual estão relacionados ao comprimento da escada. apoiar firmemente os pés nos degraus e usar ambas as mãos para segurar-se. Para maior estabilidade da escada. quando construídas corretamente. É proibido prender na própria escada. crava-se uma estaca no solo. Escadas mal construídas. apresentam as seguintes características: travessas iguais. em altura superior a 2m do chão. fendas. c) Não subir em escadas portando objetos. espaçamento uniforme entre as travessas. no máximo. deve-se colocar calços de borracha nos pés para evitar que a escada escorregue. b) Nunca ficar sobre dois degraus da escada. Principalmente no uso dos degraus superiores. aço. o equilíbrio torna-se precário.• As escadas são construídas geralmente de madeira. As escadas de mão devem ser sempre inspecionadas antes do uso. com o fecho do tirante limitador bem encaixado. espaçamento dos degraus de. rachaduras. ou carregue-os em uma bolsa presa à cintura. h) É obrigatório o uso de cinto de segurança preso à estrutura mais próxima. a fim de impedir o movimento acidental da escada. Suspenda-os por meio de corda. g) As escadas de abrir não devem ser usadas como escadas de encostar.

com a base aproximadamente a um quarto do comprimento da escada na vertical.Subitens 18.6. quando utilizadas próximas da laje. As escadas de mão portáteis não devem ser colocadas próximas a portas ou áreas de circulação. devem ser amarradas por um tirante a um pilar interior.12. sendo que as cordas devem ser inspecionadas freqüentemente. Escadas retas devem atingir pelo menos 1 m acima da plataforma ou patamar em que estão apoiadas. Rampas e Passarelas • • As escadas de mão portáteis devem ser consertadas sempre que for verificado qualquer defeito. guias e ancoragem adequada. n) A base das escadas deve ser equilibrada firmemente no piso. devido à possibilidade de quedas de materiais.6 / 18. Não se deve subir em escadas de mão carregando ferramentas ou materiais. Referências .12. a mesma deve ser amarrada no apoio superior para evitar tombamento para trás ou escorada na parte inferior para se evitar o escorregamento. com o funcionário usando cinto de segurança tipo pára-quedista. esta deve estar fixada por braçadeiras na parte inferior e amarrada na parte superior. Não será utilizada escada de mão com montante único. Subir ou descer em escadas portáteis deverá ser uma ação feita sempre de frente para elas. barro etc). feitas em fibra de vidro. Estes serão suspensos separadamente. quebradas ou defeituosas devem ser inutilizadas e substituídas. ou retiradas de serviço. Somente devem ser usadas escadas de comprimento compatível com a altura da superfície que se irá trabalhar.l) Em trabalhos elétricos. para evitar o deslocamento. Escadas fixas verticais ou tipo marinheiro devem ter guarda-corpo a partir da altura de dois metros do piso. As escadas de mão extensíveis possuirão roldanas. madeira ou outro material não condutor de eletricidade preferivelmente.1 a 18. devem ser utilizadas escadas de mão do tipo não condutora. p) Olhar para a escada e usar ambas as mãos ao subir ou descer. Extensões provisórias são perigosas e proibidas. q) Ao fixar esta escada.12.6. a menos que haja sinalização. Quando outra pessoa não estiver segurando a escada.Escadas. m) Escadas rachadas. água. As escadas serão guardadas ao abrigo do sol e da umidade. é necessário o auxílio de outra pessoa. duas catracas automáticas e corda para a manobra de extensão.6 . O mesmo se aplica a poços ou torres de elevador. As escadas de mão portáteis. Escadas duplas não serão utilizadas como escadas simples. o) Os degraus das escadas estarão livres de substâncias que provoquem escorregões (óleo. Quando não for possível se apoiar uma escada na inclinação recomendada. Deve-se ter o cuidado de não largar ferramentas • • • • .

20 m para o travessão superior e 0.20 m (vinte centímetros). Esta rotina permite que todos os controles de segurança sejam revisados e que todas as pessoas estejam conscientes dos riscos da operação. devem. Desta forma. atividades não rotineiras.20 m. pois as condições da operação podem mudar. 1.11 .13. Nunca deslocar uma escada sem descer.Subitens 18. conhecida como bandejão. que esteja. podendo ser retiradas nas mesmas condições das plataformas secundárias. mesmo existindo procedimentos. acima dela.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • • A altura do fechamento dos vãos de acesso às caixas dos elevadores passou a ser de.Subitens 18.70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. no mínimo. Referências . contadas a partir da plataforma principal. também. Suas dimensões são as mesmas da antiga NR 18. estiver concluído. pelo menos. ser instaladas logo após a concretagem da laje a que se referem e retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída. o perímetro da obra deve ser fechado com tela.4 . devem ser acompanhadas de uma permissão para trabalho.13.13. • Referências .Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • O trabalho em altura é um dos agentes da fatalidade. Referências .13 / Subitem 18.13. c) Os vãos entre travessas deverão ser protegidos com tela ou outro dispositivo que garanta seu fechamento com segurança. conhecidas como apara-lixo. Além das plataformas principal e secundária. esta deve ser revalidada diariamente.1 .2 a 18. Esta plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo do prédio.ou materiais nas escadas. b) Rodapé de 0.Item 18. O mesmo procedimento deve ser seguido na passagem de um lado para o outro em escadas duplas.5 a 18. a revalidação diária será fundamental para que as recomendações sejam atendidas. a um pé-direito acima do nível do terreno. para edifícios com pavimentos no subsolo. em balanço. • A plataforma principal de proteção. O sistema de guarda-corpo e rodapé a ser utilizado na proteção contra quedas de altura passou a ser assim: a) Altura de 1. A falta de proteções contra quedas faz com que este tipo de acidente seja a primeira causa de acidentes graves.13. Para garantir a eficácia da Permissão para Trabalho.50 m de projeção horizontal e a ser colocada na altura da primeira laje. As plataformas secundárias. Estes vãos serão seguramente fixados à estrutura. a ser instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • As proteções contra quedas de altura são os maiores problemas nos canteiros de obra. Neste caso. Foi criada uma plataforma terciária. colocadas de 3 (três) em 3 (três) lajes. • • • • . sem necessidade de complementação com tela. passou a ter 2. É muito comum nas empresas a emissão da PT por um tempo em que o trabalho será realizado. É o que chamamos de riscos dinâmicos.

Redes de Segurança .13.Subitens 18.12 a 18.• Estas plataformas deverão ter.13. no mínimo.26 .12.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura . 2.20 m (dois metros e vinte centímetros) de projeção horizontal e obedecer às mesmas prescrições estabelecidas para as plataformas secundárias quanto à sua colocação e retirada. Guarda-corpo metálico com sargento Guarda-corpo metálico com escoras Guarda-corpo de madeira com montant metálicos Guarda-corpo de madeira Guarda-corpo de alvenaria estrutural Galeria aixa de elevador (metálica) Caixa de elevador (madeira) Proteção shaft de ventilação de escada Referências .

os contratos são padrões e genéricos.7 da NR 18. sugerimos o uso da • . destacamos que os profissionais qualificados são aqueles considerados legalmente habilitados (item 10. se respeitadas as normas técnicas específicas. Para isso. O contratante de serviços especializados aplicáveis à NR 18 e aos demais NR deve estar atento aos requisitos de contrato. • Referências . é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura.13. além de projeto assinado por profissional legalmente habilitado: rede de segurança. Normalmente.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Tomando como referência a NR 22. fixação e ancoragem e acessórios de rede. Para isso.7. O sistema é autorizado para após as fases de estrutura e vedação periférica.20 . item 22.1 a 18.14. Íntegra da portaria: DOU de 10 de abril. conjunto de sustentação.8. porém é preciso explicitar a qualificação necessária para o trabalho.14.• A Portaria MTE 157 também admite no item 18. Por similaridade técnica. cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede.13.14 / Subitens 18. O sistema já provou ser eficiente também para evitar quedas humanas. A Portaria MTE 157/2006 altera ainda vários itens do glossário da NR 18 que estão inseridos no final da descrição das alterações acima.12 o uso de redes de segurança como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção.14. Sempre existiu grande dificuldade das empresas em encontrar referências técnicas para fundamentar algumas práticas para o transporte vertical de pessoas. a nova regra exige que tenha.Subitens 18. previstas no item 18. recomendamos que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF.13. 325KB). grampos de fixação do elemento forca e ganchos de ancoragem da rede na parte inferior.2 a 18.2 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Mais uma vez. de forma a garantir que os trabalhos a ser realizados pelas empresas serão feitos por pessoas qualificadas.Item 18. por profissional legalmente habilitado. • • • Exemplos de aplicação de redes de segurança Referências .1. composto de elemento forca.14.2).

A Terex Company .14. Desta forma. f) Iluminação. só serão permitidas em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características: a) Altura mínima de dois metros. Trata-se de um manual de normas técnicas que estabelece os parâmetros de segurança desse tipo de equipamento e especifica os responsáveis por todos os procedimentos de manutenção e operação. dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura. PTA é o equipamento móvel. com corrimão e saída de emergência. que determina que o transporte vertical de pessoas. Fonte: Genie . c) Manter-se fechadas durante a operação de transporte. h) Distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola. e) Proteção lateral que impeça o acesso acidental à área externa. g) Acesso convenientemente protegido. • A Portaria 15. autopropelido ou não.NR 22. b) Portas com trancas que impeçam sua abertura acidental. capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado. j) Sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque. i) Fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade. d) Teto resistente.7. de 03/07/07 aprovou o Anexo 1 da NR 18 que regulamenta o uso das Plataformas de Trabalho A (PTA) éreo no Brasil. item 22.

quando presente.14.21. tracionado por sistema pinhão e cremalheira. refinarias. Esse sistema reúne vários benefícios conseguidos nos últimos anos com a melhoria dos dispositivos de segurança automática ou manual. dotados de dispositivos de segurança que garantam uma operação segura e eficiente. e a cabine acaba se precipitando em queda livre. realizar todos os procedimentos de inspeção e manutenção do equipamento. siderúrgicas etc.1 a 18. oferecendo segurança e atendendo a todas as necessidades de uma obra. devidamente capacitado pelo empregador. existem elevadores com cabinas mais leves. sobre os princípios básicos de segurança.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . certificando-se do perfeito ajuste e funcionamento de todos os seus sistemas.14. Alguns guinchos permitem transportar até dez passageiros ou 800 kg com segurança e eficiência. • Referências . o operador também deve ser treinado. Este é um importante avanço. em seu artigo 2º. O subitem 18. • Referências . está minuciosamente descrita na NR-18. resistentes e seguras. é bastante clara: “É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”. Pode ser utilizado tanto em obras civis quanto em plantas industriais. Segundo a norma.22.4.14. O elevador a cabo apresenta uma nova opção cuja cabina semifechada para transportes de materiais recebe fechamento lateral e portas. letra e. e ao fato de que muitos empresários ainda não estão convencidos da necessidade da sua utilização.22 a 18. inspeção e operação. a qual é ainda pouco encontrada nos canteiros e. cimenteiras.14. senão a falta completa de tensão no cabo de aço. Toda a operação da plataforma. não compreendem quais riscos humanos e perdas econômicas ela pode evitar. cabe ao operador da plataforma. ou seja. de acordo com o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante.Subitens 18. Existe um tipo de elevador. que pode transportar de uma só vez de dez a 40 passageiros. pois a partir de agora ficou claro que não há mais espaço para improvisações nas obras. da Portaria MTE 157/2006.Torres de Elevadores • Os elevadores convencionais de obra a cabo são equipamentos de uso constante em obras para o transporte vertical de pessoas e materiais. A norma exige que o proprietário da plataforma mantenha um programa de manutenção preventiva.14. nem sempre funciona devidamente. decorrência do reduzido número de fornecedores.14. Só poderão ser utilizados equipamentos apropriados. possibilitando sua utilização em mineradoras. Não há outra forma de acionamento emergencial deste equipamento.22. transformando-se em cabina fechada. por ser o dispositivo mecânico comprovadamente inseguro.4 . A falta de utilização da cancela deve-se ao relativo alto custo de aquisição.21. executado por pessoa qualificada e que siga as recomendações do fabricante. Além disso. Ela é clara quanto à obrigatoriedade do uso de cintos de segurança e proíbe que a capacidade nominal de carga definida pelo fabricante seja ultrapassada.• A NR-18. • Atualmente. • .21 / 18.Elevadores de Transporte e Materiais • • Os elevadores de carga exigem a utilização da cancela.20 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . proíbe definitivamente o uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante. em situações nas quais o cabo de aço não é totalmente rompido. desde sua velocidade de deslocamento até a sinalização da área de trabalho.Subitens 18.

com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação. instaladores de linhas elétricas de alta e baixa tensão. entre outras (ver CBO 7321). devendo constar da descrição dos métodos utilizados para os ensaios adotados. 789KB). telefônicas e de comunicação de dados. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva).Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .22.Elevadores. ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino. poderíamos usar o mesmo entendimento da nova NR 10. a eficiência dos sistemas de frenagem automática deverá ser comprovada através de "Laudo de Capacitação Técnica". São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros). Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. emitido por empresa legalmente habilitada.• A nova regra obriga a sua substituição pelos elevadores de obras com sistema eletromecânico para o acionamento do freio. além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. que passa a atuar efetivamente em situações de emergência. . A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional.22. a qualificação pode ocorrer em três níveis.2).14. Segundo a Portaria 157/06. • Referências . Cada vez mais. cargas horárias e matérias ministradas. A qualificação deve ocorrer através de cursos regulares. eletricistas de redes elétricas. fica proibida a utilização de sistema de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra. eletricistas de iluminação pública.5 a 18.9 .Elevadores de Transporte e Materiais • Conforme Portaria 157. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas. Desta forma. estabelecida no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas). do qual constarão os métodos de ensaios adotados. Também se tornou obrigatória a apresentação de Laudo de Capacitação Técnica do equipamento. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item 10. reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos. o entendimento técnico e o legal explicitam a necessidade de usar serviços realizados por profissionais legalmente habilitados em cursos específicos.8. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. instalador de linhas subterrâneas.14. emitido por empresa legalmente habilitada. de 10 de abril de 2006 (Art 3º). Por similaridade técnica. com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas. Todos os trabalhadores são considerados profissionais qualificados: • • • • • • a) Através de Cursos de Preparação de Mão-de-obra.Subitens 18.

Na carteira profissional.14. c) Cursos Superiores plenos ou não. em eletricidade.Movimentação eTransporte de Materiais e Pessoas . supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303). estoque ou uso. lajes. que sustenta o mangote de saída do concreto. 2143).14. . eletrônica.b) Através de Cursos Técnicos ou Técnicos Profissionalizantes. É o primeiro equipamento que entra na obra e o último que sai.Subitens 18. projetistas técnicos. vem descrito suas habilitações. 2032.200 horas.17 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . eles são capazes de realizá-los.23.14. eletrotécnicos.24. Estes equipamentos são usados para: a) Auxiliar na carga e descarga de materiais dos caminhões. porém não são habilitados (não têm diploma). encarregados de manutenção e montagem. dos tambores d´água para molhar as fôrmas. ).23 a 18.Subitens 18. h) Usar concreto bombeado.24 /18. em função dos acidentes fatais envolvendo sistemas de elevação de pessoas. g) Transportar das caçambas para concretagem. telecomunicações. Isto é. b) Deslocar o material na obra para melhor posicionamento. c) Transportar materiais pré-moldados (vigas.Gruas • Equipamento que faz todo o transporte horizontal e vertical da obra. São exemplos os técnicos. • A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é a garantia da empresa que está contratando um profissional habilitado para executar tais serviços. lajes etc. Referências . eletro-eletrônicos. e) Auxiliar na montagem e desmontagem das fôrmas em madeira ou chapa de ferro.24.Elevadores de Passageiros • Texto da alínea (b) alterada pela Portaria MTE 157/06. mecatrônica. e de telecomunicações (ver CBO 2021. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1.14.1 a 18. eletromecânica. facilitando seu posicionamento. pilares etc.5 . São exemplos os tecnólogos de nível superior: engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas. mecatrônicos. f) Transportar até a laje a ser concretada.14. d) Transporte das armações de ferro para fundação. Referências . eletrotécnica. A ART é também um instrumento pelo qual o CREA fiscaliza a atividade de seus associados e garante que profissionais não habilitados realizem serviços para os quais não sejam habilitados.

primeiramente. RB 822. montado sobre rodas. r) Auxiliar no transporte horizontal e vertical de qualquer material ou máquina necessária à obra. o) Transportar das plataformas de descarga de um andar ao outro. a grua deverá sempre ser desmontada e remontada na nova locação.i) Transportar os andaimes. ou seja não é possível aumentar sua altura nem sua distância de alcance. além da mão-de-obra com seus encargos e do concreto. fixamóvel. q) Descarregar o entulho na limpeza do prédio. . p) Auxiliar no transporte de componentes mecânicos no término da obra. Nos dois casos.A altura e lança deste tipo de grua são fixas. s) Economia na redução do tempo de execução da obra e na redução do custo das tarefas executadas.Os modelos da linha FM são: RB 516. > Grua Móvel . m) Transportar os materiais de acabamento interno até as plataformas ou sacadas. RB 1030 (catálogos anexos). t) Para escolher o tipo de grua. n) Transportar o material de acabamento externo até os andaimes. fixa. permitindo a utilização do concreto convencional. ascensional. j) Ajudar na pré-montagem e desmontagem dos elevadores de carga. é necessário conhecer os vários tipos existentes: móvel. k) Transportar tijolos ou blocos paletizados. . automontante. l) Transportar argamassa nas caçambas até as plataformas ou sacadas . adaptando-a a uma nova situação de obra.É um equipamento normalmente pequeno. que pode ser rebocado e transitar pela vias públicas e/ou no canteiro de obra.

.Sua utilização é especifica para prédios.É um equipamento cuja torre é de altura definida (normalmente. Esta operação é conhecida como "telescopagem " e deverá ser feita por técnico experiente. . . a grua inteira será levantada para as lajes superiores e amarrada novamente a duas delas. Cada vez que for necessário. monta-se a lança que ficará fixa até o final da obra. 18 metros).Uma vez definido o alcance necessário. A limitação é de poder atender somente a um prédio por vez e o alcance para atingir a área de estocagem dos materiais a serem levantados fica limitada à diferença entre o comprimento da lança e a parte ocupada pela . a base deverá ser estaqueada para manter a estabilidade da grua carregada em sua pior condição de trabalho. MI 1040. elementos de torre até alcançar a altura necessária. Será sempre montada na área externa da obra. através de um procedimento especial.Quando a laje não for pré-moldada. MI 2048. montado sempre na área externa da obra e fixado em uma base de concreto de tamanho variável em função do modelo da grua.. Os modelos da linha FM são: MI 1025. MI 1640. em geral. apóia-se sobre patolas que devem estar sobre bases que forneçam as maiores garantias de estabilidade do equipamento em movimentação de trabalho. Sua locação. > Grua Ascensional .É um tipo de grua de tamanho maior. Monta-se como fixa e depois através de um sistema hidráulico. em função do modelo da grua. > Grua Fixa . . amarrando a torre através de cravatas a duas lajes e com a grua seguindo o crescer do prédio. MI 1230.Quando montada na obra. Em função do terreno. O comprimento dos elementos varia entre 3 m e 6 m. é no poço do elevador. é possível abrir nele um espaço das mesmas dimensões de um poço de elevador e montar a grua neste.Sua altura inicial será aumentada ao crescer da construção. montando. A vantagem seria de evitar interferência com o cronograma de montagem do elevador.

é melhor identificada como AM 1230.A torre composta por dois elementos telescópicos é montada em chassis dotado de quatro rodas pneumáticas. MI 1040. portanto. MÓVEL e FIXA/MÓVEL. normalmente em número de 4 (um par para cada extremidade da base .Os modelos fixos.dois motorizados com motores elétricos e dois não motorizados) que permitem o translado da grua ao longo dos trilhos. . Por intermédio dos comandos elétricos.Ela vem preparada para receber em sua base quatro truques. . . O comprimento máximo da lança é de 35 metros. > Grua Fixa-Móvel . citados acima no item Fixa. Sua altura pode alcançar até 80 metros montando elemento após elemento de 6 metros de comprimento. .Como o equipamento fixo. permitindo o reboque dentro da obra e nas vias públicas (existe claramente uma limitação na velocidade a ser alcançada ). . após montada a lança. Os modelos disponíveis na linha FM são: MI 1025. para distâncias de até 100 m.A mobilidade sobre trilhos tem uma limitação de configuração do equipamento: a altura não poderá ser superior a 30 m. possibilitando o atendimento de várias construções ao mesmo tempo ou separadamente. pode trabalhar como grua fixa sobre bases de concreto. procedendo da mesma maneira que para grua FIXA. MI 1230. levantando na ponta 1.000 kg. poderá correr sobre trilhos. Quando a lança for de . > Grua Automontante . Portanto. a grua levanta até 18 metros de altura.área do prédio.A base dela tem quatro patolas e.Na linha da FM. para dar toda a estabilidade possível. É um modelo muito interessante que agrupa as vantagens oferecidas pelas gruas FIXA. este modelo também deverá ser alocado na área externa do prédio e ser amarrado às lajes após os primeiros 30 metros de altura com "cravatas". podem ser todos montados sobre trilhos aplicando na base da grua acessórios conhecidos como "truques".

Não podemos esquecer de avaliar o tipo de construção que a empresa faz. é fácil entender a flexibilidade da AM 1230 em vários de tipos de obras: prédios populares de 4 a 5 andares. área de descarga dos mesmos e prédios a serem atendidos.Ao se construir prédios baixos. será feita uma escolha. levantando 1. . prédios altos.30 m. Na mesma obra. será diferente. . Se ela constrói somente sobrados. . .900 kg. conhecer as necessidades das operações.Conhecendo os tipos de grua e as necessidades da obra. inicia-se a terceira etapa96252512: análise dos fabricantes e proveniência.Peso máximo a ser levantado na ponta extrema da lança. a base de concreto utilizada nas gruas fixas será substituída por lastro de concreto sempre reaproveitável.200 Kg.Quando montada como Fixa. a escolha. a carga aumenta para 1.Alcance da Lança. levando-se em conta a localização da área de estocagem dos materiais. . Em segundo lugar. obras públicas baixas e compridas etc. industrias e prédios altos. Já o comprimento mínimo da lança é de 20 metros. Uma vez identificado o tipo de grua. tais como: .Pela descrição acima. . poderemos melhor identificar qual o equipamento mais apropriado para satisfazê-las.Altura da construção (atenção levar sempre em conta a caixa d´água ou a parte construída mais alta) . obviamente. podem ser alocadas várias gruas de modelo e tamanho diferente.

ANEXO III PLANO DE CARGAS PARA GRUAS I - DADOS DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO(s) EQUIPAMENTO(s): nome do empreendimento, endereço completo e número máximo de trabalhadores na obra. II - DADOS DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA OBRA: razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA. III - DADOS DO(s) EQUIPAMENTO(s): tipo; altura inicial e final; comprimento da lança; capacidade de ponta; capacidade máxima;

alcance; marca; modelo e ano de fabricação e demais características singulares do equipamento. IV Não havendo identificação de fabricante, deverá ser atendido o disposto no item 18.14.24.15. V - FORNECEDOR(es) / LOCADOR(es) DO(s) EQUIPAMENTO(s) / PROPRIETÁRIO(s) DO(s) EQUIPAMENTO(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico (se houver) e Responsável Técnico com número do registro no CREA. VI - RESPONSÁVEL(is) PELA MANUTENÇÃO DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VII - RESPONSÁVEL(is) PELA MONTAGEM E OUTROS SERVIÇOS DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; facsímile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VIII - LOCAL DE INSTALAÇÃO DA(s) GRUA(s) Deverá ser elaborado um croqui ou planta de localização do equipamento no canteiro de obras, a partir da Planta Baixa da obra na projeção do térreo e ou níveis pertinentes, alocando, pelo menos, os seguintes itens: a) Canteiro(s) / containeres / áreas de vivência; b) Vias de acesso / circulação de pessoal / veículos; c) Áreas de carga e descarga de materiais; d) Áreas de estocagem de materiais; e) Outros equipamentos (elevadores, guinchos, geradores e outros); f) Redes elétricas, transformadores e outras interferências aéreas; g) Edificações vizinhas, recuos, vias, córregos, árvores e outros; h) Projeção da área de cobertura da lança e contra-lança; i) Projeção da área de abrangência das cargas com indicações dos trajetos. j) Todas as modificações tanto nas áreas de carregamento quanto no posicionamento ou outras alterações verticais ou horizontais.

Este croqui deverá contemplar todas as alterações tanto nas áreas de carregamento quanto ao posicionamento e outras alterações verticais ou horizontais conforme exemplo em anexo. IX - SISTEMA DE SEGURANÇA Deverão ser observados, no mínimo, os seguintes itens: a) Existência de plataformas aéreas fixas ou retráteis para carga e descarga de materiais; b) Existência de placa de advertência referente às cargas aéreas, especialmente em áreas de carregamento e descarregamento, bem como de trajetos de acordo com o item 18.27.1 alínea "g" desta NR; c) Uso de colete refletivo; d) A comunicação entre o sinaleiro/amarrador e o operador de grua, deverá estar prevista no Plano de Carga, observando-se o uso de rádio comunicador em freqüência exclusiva para esta operação. X - PESSOAL TÉCNICO QUALIFICAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA: a) Operador da Grua deve ser qualificado de acordo com o item 18.37.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo, com carga horária mínima definida pelo fabricante, locador ou responsável pela obra, devendo, a partir do treinamento, ser capaz de operar conforme as normas de segurança utilizando os EPI necessários para o acesso à cabine e

requerido no item 18. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: amarração de cargas para o içamento. Deve estar qualificado a operar conforme as normas de segurança. conforme especificação do responsável técnico do equipamento. no mínimo. disponibilização de instalações sanitária3s a uma distância máxima de 30m (trinta metros) no plano vertical e de 50 m (cinqüenta metros) no plano horizontal em relação à cabine do operador. fiscalização do isolamento de áreas. observância às determinações do Plano de Cargas e sinalização e orientação dos trajetos. executar inspeções periódicas semanais. bem como. b) cada alteração geométrica ou de posição do equipamento. conforme especificação do responsável técnico pelo equipamento. verificar registro e assinatura no livro de inspeções de máquinas e equipamentos. elaboração.para a operação. bem como. de trajetos e da correta aplicação das determinações do Plano de Cargas. b) Responsável pela Manutenção.11.24. implementação do PCMAT prevendo a operação com gruas. independentemente do Plano de Cargas.11 desta NR e a confirmação da correta operacionalização de todos os dispositivos de segurança constantes no item 18. b) Sinaleiro/Amarrador de cargas deve ser qualificado de acordo com o item 18.14. escolha correta dos materiais de amarração de acordo com as características das cargas.RESPONSABILIDADES: a) Responsável pela Obra Deve observar o atendimento dos seguintes itens de segurança: aterramento da estrutura da grua. XI.37. com carga horária mínima de 8 horas.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo. após às seguintes ocasiões: a) instalação do equipamento. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: operação do equipamento de acordo com as determinações do fabricante e realização de "Lista de Verificação de Conformidades" (check-list) com freqüência mínima semanal ou periodicidade inferior. a executar inspeção periódica com periodicidade semanal ou outra de menor intervalo de tempo. orientação para o operador da grua referente aos movimentos a serem executados. Montagem e Desmontagem Deve designar pessoal com treinamento e qualificação para . com especial atenção para o sistema de freio do movimento vertical de cargas.22. não se aplicando para gruas com altura livre móvel superiores às especificadas. implementação e coordenação do Plano de Cargas. c) cada operação de manutenção e ou regulagem nos sistemas de freios do equipamento.

telescopagens e manutenções. g) Plano de Cargas devidamente preenchido e assinado em todos os seus itens.15 desta NR. XIII . bem como. f) Cópia da ART . entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório específico. desmontagem. se houver. mediante emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica referente à liberação técnica efetuada antes da entrega. mediante recibo. c) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do Sinaleiro/Amarrador de cargas referente aos materiais de içamento. b) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do operador da grua. e) Comprovantes de qualificação e treinamento do pessoal envolvido na operacionalização e operação da grua. durante as atividades de manutenção.24. d) Livro de inspeção da grua conforme disposto no item 18.22. observando o disposto no item 18.11 desta NR.DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA NO CANTEIRO No canteiro de obras deverá ser mantida a seguinte documentação mínima relativa à(s) grua(s): a) Contrato de locação. c) Responsável pelo Equipamento: Deve fornecer equipamento em perfeito estado de conservação e funcionamento como definido pelo Manual do Fabricante.MANUTENÇÃO E ALTERAÇÃO NO EQUIPAMENTO Toda intervenção no equipamento deve ser registrada em relatório próprio a ser fornecido. Os serviços de montagem. XII . ascensões.18. devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica específica para a obra e para o equipamento em questão. telescopagem. ascensão e conservação do equipamento. checagem da operacionalização dos dispositivos de segurança. ser registrado ou anexado ao livro de inspeção de máquinas e equipamentos.executar as atividades que deverão sempre estar sob supervisão de profissional legalmente habilitado.14. montagem.Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável nos casos previstos nesta NR. . devendo tal relatório. desmontagem.

Funcionamento.1 a 18. Montagem e Instalação.Definição. Inclinados.15.9 . NR-17 e NR-18. Sistemas de Segurança.15. conforme NBR 5410 e 5419.Segurança em Andaimes.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o sinaleiro/amarrador de carga . que será exigido no PCMAT. pintura. onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso.Andaimes e Plataformas de Trabalho • Plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados. Legislação e Normas Regulamentadoras NR-5. Comentários • Existe um grande número de empresas locadoras de equipamentos de carga. i) Atestado de aterramento elétrico com medição ômica. a necessidade de uma atenção especial com o plano de manutenção e inspeção destes equipamentos. Sugerimos a leitura cuidadosa das modificações incorporadas por este anexo. reforma. São utilizados em serviços de construção. . Amarração de Cargas. limpeza e manutençao.h) Documentação sobre esforços atuantes na estrutura do edifício conforme disposto no item 18. Segundo a Norma NBR 6604 . Um dos itens incluídos com o Anexo de sobre movimentação de cargas trata da necessidade de criação de um plano de cargas (anexo 3) Este documento. elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente. deverá conter o layout da locação da grua e os fluxos de pessoas e materiais. demolição. j) Manual do fabricante e ou operação contendo no mínimo: . Sinalização de Operações. eles podem ser divididos da seguinte forma: o o o o o Suspensos.24.Item 18. NR-6. Daí. Tipo cadeira de contramestre.14.3 desta NR. mas eles normalmente são caros e de idade avançada (entre 30 e 40 anos).Instruções de segurança e operação. Travessão. Operação. Ssobre cavaletes.15 / Subitens 18.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o operador de grua . XIV CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O conteúdo para treinamento dos Operadores de Gruas e Sinaleiro/Amarrador de Cargas deverá conter pelo menos as seguintes informações: . • Referências .

Nesta etapa devem ser identificados os perigos. obedecendo às especificações do item 18.20m (vinte centímetros). para dimensionar a estrutura de sustentação e fixação do andaime. Trabalham sem obstruir a passagem dos pedestres e são uma opção segura para estas operações. avaliados os riscos e sugeridos formas de controle para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes. passarelas. O sistema de guarda-corpo e rodapé estende-se às cabeceiras e a todo o perímetro.70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. Deve ser garantido aos empregados acesso seguro aos andaimes.20 m para o travessão superior e 0. Deve suportar duas vezes o peso ao qual será submetido. sem especificar qual habilitação específica. limpezas. impermeabilizações e instalações de tubulações. A superfície deve ser sólida para não ceder com o peso. Podem trabalhar sem obstruir a passagem dos pedestres o o • O seguintes requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o Os andaimes devem ser montados por mais de uma pessoa. Andaimes não devem conter peças de fabricantes diferentes. . limpeza. Os meios de acesso podem ser escadas fixas.• Quanto a sua utilização os andaimes pode ser classificados da seguinte forma: o Andaimes Suspensos: Utilizados para reformas em fachadas. Andaimes Modulados: Utilizados para reformas em fachadas. • A segurança com andaimes deve ser um requisito existente em qualquer tipo de obra e deve o mesmo tratamento e cuidado que qualquer outro existente de execução. Ter rodapé com altura de 0.5: o o o Ser construído com altura de 1. Um trabalho somente será seguro se for planejado adequadamente sob o ponto de vista preventivo. Peças danificadas devem ser reparadas ou destruídas. Andaimes de Encaixe: Ideal para serviços em áreas com grandes interferências (escoramentos. Deve ser inspecionado antes e após o uso. • • Neste item. com exceção do lado da face de trabalho. outros) ou em áreas de difícil acesso aos andaimes tradicionais. pinturas. Qualquer que seja o meio de acesso o usuário deve estar seguro de que os mesmos estejam em boas condições e não ofereçam riscos a sua segurança.13. Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. pintura. rampas ou degraus. Ex: balancim leve. impermeabilizações e instalações de tubulações. é determinado que se tenha um profissional legalmente habilitado. balancim elétrico e balancim individual (cadeirinha). Deve ser montado sobre superfície nivelada. portáteis.

Verificação de carga. Proteção respiratória . Informar os riscos para a equipe sobre a operação a ser realizada. Içamento cuidadoso do material na zona de montagem. Autorização do pessoal qualificado para modificar qualquer aspecto estrutural. as operações de montagem deverão ser suspensas. • A segurança física na montagem de andaime inclui: o o o o o o o Colocação de lonas ou redes de proteção em alguns casos requer estudos de concreto. Em caso de dúvidas com relação a zona de apoio do andaime. Cinto (colete) tipo paraquedista com dois talabartes. Botas com biqueiras de aço. Sugerir medidas de controle. Identificar os empregados próprios e terceiros envolvidos nos trabalhos. avaliar os riscos. Certificar que as medidas de controle sugeridas e aceitas foram implementadas. utilizando equipamento específico. Protetores auriculares.• Os objetivos da etapa de planejamento iinclui: o o o o o Identificar os perigos. • Exemplos de EPI a serem utilizados o o o o o o Capacete Luvas. descarga e armazenamento de materiais (sinalização das zonas de risco e paletização dos materiais). Atender tosos os requisitos de segurança operacional Utilizar EPI e EPC.

olhar a existência de trincas. O cinto de segurança não pode ser fixado na estrutura do andaime.15.15.15. Verificar os gabaritos antes de montar. Durante a montagem dos andaimes alguns requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o o Verificar as tábuas a serem utilizadas. forma a formar um X. Obs.18 . Em trabalhos sobre andaimes acima de 2 metros é obrigatório o uso do cinto de segurança. deformações nos tubos e presença de corrosão.10 a 18. Nunca trabalhe sobre andaimes durante tempestades. Amarrar todas as tábuas no suporte ou gabarito. de 10 de abril de 2006. Boa organização e limpeza da plataforma são fundamentais para a segurança do trabalho.Andaimes Simplesmente Apoiados É aquele cujo estrado está simplesmente apoiado. As barras de travamento devem ser colocadas de três em três módulos.• Exemlos de EPC a serem utilizados o o o o Rede do tipo tênis Rede Vertical com suporte tipo forca Dispositivos DR Cabo elétrico tipo PP Referências . . Qualquer trabalhador que execute tarefas em uma plataforma deverá ser treinado no uso correto dos equipamentos.Subitens 18. Caso seja montado um equipamento para içar cargas sobre o mesmo.2 foi revogado pela Portaria MTE 157. podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal. chuvas ou ventanias. • • O subitem 18. este deve ser reforçado para suportar essa carga.43.

Não utilizar tábuas com cupins. .Colocação de tábuas e corrimõe • As pranchas não devem ser testadas pelo usu qualidade das pranchas deve-se observar o s o o o o As pranchas têm grandes nós na ma As nervuras acompanham o sentido Existe alguma rachadura na pranch Há sinais de desgaste? • • • Não utilizar tábuas queimadas. Não utilizar tábuas apodrecidas.

Subitens 18. o o o o o o Verifique a existência de restos de materiais sobre as tábuas dos andaimes. Utilizar equipamento auxiliar sempre que possível. hyster. como skymunck.19 a 18. Usar cinto de segurança durante toda desmontagem. assim como a área abaixo dela estejam devidamente isoladas e protegidas. Desmontagem dos andaimes: A desmontagem é tarefa de maior risco que a montagem. fixado à estrutura na extensão da fachada. medidos a partir da plataforma do andaime..5 m acima do nível do chão. Todos os materiais inflamáveis devem ser removidos do local e o pessoal nas proximidades deve estar usando EPIs adequados. necessita maior cuidado. .Andaimes Fachadeiros Andaime metálico simplesmente apoiado. deverá ser dotado de corrimãos de proteção. logo.25 . • • • Referências . Realize a desmontagem sempre de cima para baixo. Solda e corte com maçarico: Para trabalhos de solda ou corte sobre plataformas deve-se garantir que a área sobre a plataforma. ficar no andar de baixo ou fora do andaime.. • As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). Nunca ficar no piso que está sendo desmontado. Verifique a existência de tábuas soltas. etc.15. Este corrimão não deverá ter menos de 90 cm nem mais de 1 m de altura. Proteção ao nível dos pés: Tais proteções são instaladas para evitar ou diminuir a possibilidade de trabalhadores que estão em altura elevada atingirem ou chutarem algum ítem. Corrimão de proteção: Se o andaime for erguido acima de 1. projetando-o para baixo. • A justaposição das extremidades deve ser de 300 a 800 mm.Ao usar duas ou mais tábuas o espaçamento entre elas deve ser de no máximo 30 mm. guindaste.15.

(recomenda-se a utilização de pranchas de madeira).Elementos do Sistema 1-Nivelador de base 2-Inicializadorde base 3-Elemento de andaime 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 6-Plataforma de trabalho 7-Plataforma de serviço 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Protector Lateral 11-Terminal de andaime lareal 12-Terminal de andaime 1-Preparação das Bases Colocam-se os niveladores de base sobre uma superfície plana. para distribuir a pressão exercida pelo andaime sobre o solo. .

4-Colocação das barras e diagonal Colocar as barras (guarda-costas) e a diagonal. Verificar també distância do andaime á fachada. . Pa garantir o nivelamento e aprumamentod andaime afinam-se as bases reguláveis sempre que necessário.0 em 2.0 m.2-Colocação do inicializador O inicializadorde base é colocado sobre os niveladores para permitir a ligação à diagonal. As diagonais vão assegurar a estabilidade geral do andaime 5-Colocação das plataformas e nivelamento As plataformas anti-derrapantes são colocadas em níveis de 2.

6-Montagem do nível superior Colocam-se os elementos de andaime uns sobre os outros. . colocam-se as barras horizontais (guarda-costas) e depois a diagonal no sentido oposto à anterior. 7-Colocação do protector lateral Colocam-se os protectores laterais de fo a garantir a segurança contra as quedas cada nível de andaime. De seguida.

Para andaime com menos de 30 m de altura. colocar as amarrações em cada 20m² e para andaime com recobrimentoem rede permeável ao vento as amarrações são colocadas em cada 12 m². 9-Colocação da plataforma de escad O acesso a cada nível de trabalho é feito pela escada interior própria. Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada: • • • • • Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada. de acordo com o exigido pela norma. No último nível do andaime é importante colocar amarrações em todos os montantes. Fig. . Recomenda-se a colocação dos fixadores de andaime no prumo vertical . 10-Colocação dos terminais de andaime O último nível do andaime é encerrado com os terminais de andaime que permitem a colocação de todos os elementos de segurança exigidos.8-Colocação dos rodapés Os rodapés são encaixados de uma forma simples e rápida.1.Esquema de colocação das amarrações e diagonais no andaime.E quando não for possível colocar o mais próximo dos mesmos. Montar as amarrações uniformemente distribuídas ao longo de todaa fachada de andaime de acordo a fig. e sem nenhum tipo de recobrimeto.1 .

9. tal como ilustra a figura 1. Ter em consideração as capacidades de carga que obrigatoriamentesão indicadas nas plataformas. vigas. Não descarregar cargas de forma violenta sobre o andaime. Para andaime com alturas superiores a 30m ou para recobrimentosmais densos é necessário realizar cálculos específicos. 13. 2.0m em altura em todas as prumadas.) As amarrações são colocadas de 5 em 5 m na horizontal em prumadas alternativas e na vertical de 6.5 e 1.27 . Realizar o estudo prévio da planta para envio de materiais. 12. deve-se nivelar a estrutura.0 m em 6.0 m de distância. 3. 11. Verificar regularmente os pontos de fixação do andaime à fachada (é muito frequente os utilizadores do andaime retirar pontos de fixação para lhes facilitar o trabalho. Verificar se a distância máxima entre níveis de plataformas é de 2.15. lajes. 6. As diagonais devem ser colocadas de 4 em 4 módulos de andaime. Fazer a distribuição dos niveladores e inicializadores e antes de apertar as cunhas e colocar os prumos.Subitens 18.15. se os topos devem estar fechados com protecções e envolvidos com rodapés com uma altura mínima de 15 cm.• • 1. é motivo suficiente para suspender a montagem até que um técnico competente resolva o problema. 7. 10. 8. As plataformas de trabalho devem ter no mínimo de 60 cm de largura.Andaimes Móveis Plataforma de trabalho cuja estrutura esta montada sobre rodízios.0 m. Referências . Procedimentos de Montagem 4. Proceder à montagem e desmontagem segundo as instruções do fabricante (esquema de montagem). Verificar se as zonas de apoio do andaime. são resistentes à pressão que sobre elas vai exercer: devem ser duros e estáveis. 5. Devem estar protegidos com barras guarda-costas a 0. Não abandonar materiais ou ferramentas no andaime. Quando a estrutura não cumpre a regra da auto-estabilidade devem existir amarrações a estruturas sólidas (pilares. O acesso aos vários níveis de trabalho deve realizar-se por escadas interiores. . Qualquer dúvida a respeito da capacidade de resistência do solo ou zonas de apoio do andaime e da capacidade de resistência da estrutura. A circulação pelo andaime deve ser livre e contínua. etc.26 a 18. 14. Antes de iniciar os trabalhos de utilização do andaime o responsável pela segurança na obra deve verificar a correcta montagem do andaime.

temos que comprovar que as cargas não são suficientes para desestabilizar a estrutura. • A estruturas das torres de escada estão submetidas ás mesmas cargas que qualquer outro tipo de andaime.• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). ara torres realizadas em aço sem nenhum tipo de cobertura. o método orientativo para provar se é autoestável é o seguinte: .Em espaços interiores a altura (H) máxima é de três vezes o lado (L) .Em espaços interiores. .)<=4* L (menor). para poder considerar a auto estabilidade. Para isso temos a favor o peso próprio da estrutura. sem vento a máxima altura (H)não pode ser superior a quatro vezes o lado (L) menor – H (max. quanto mais pesada melhor é o comportamento em relação ao desequilíbrio provocado pelas cargas a que estão submetidas e à força do vento.

44 . • Quando não se cumpre a regra da auto-estabilidade: . .Amarrar a estrutura a partes sólidas.menor – H (max.Subitens 18.Andaimes Suspensos São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular.15. Referências .15. .Aumentar as dimensões da base colocando estabilizadore s.Andaimes em Balanço • São os que se projetam para fora da construção e são suportados por vigas (de madeira ou metálica) ou estruturas em balanço. de quadros.Subitens 18. manutenção e pintura.)<=4* L (menor).Combinar adequadamen te as opções interiores.29 .15.Colocar contrapesos. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. São geralmente utilizados quando os andaimes não podem apoiar-se sobre o solo ou sobre uma superfície horizontal resistente. Referências . .15. . podendo ser fixos ou deslocáveis.28 a 18.30 a 18.

Não é permitida a interligação de estrados nestes andaimes. para a posição mais baixa do estrado. diariamente.15. Referências .15. manutenção e pintura. pelo menos. será necessária a instalação de um segundo cabo de segurança em cada guincho.Subitens 18. restem. pelos usuários e pelo responsável da obra.15 Andaimes.Plataforma de Trabalho com Sistema de Movimentação Vertical em Pinhão e Cremalheira e Plataformas Hidráulicas . valendo estas obervações para os diferentes tipos de andaimes suspensos: a) Escadas ou rampas devem ser previstas para andaimes a partir de 1. O máximo de trabalhadores no andaime é dois.15. de quadros. f) A cadeira suspensa somente deve ser utilizada quando não for possível a instalação de andaimes. c) Os dispositivos de suspensão devem ser verificados. Referências .Andaimes Suspensos Motorizados São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo motorizado suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. antes de iniciados os trabalhos. seis voltas sobre cada tambor. passando a se chamar Andaimes Suspensos. ligado ao trava-queda em cabo de guia independente.46 e 18. b) Andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes a partir da primeira plataforma de trabalho.50 m de altura.45 . e) Para ter um guincho só. Andaimes de madeira somente podem ser instalados em obras de até três pavimentos. A sustentação deve ser feita através de cabo de aço. Deve ser usado cinto de segurança. Alteração já efetuada no texto acima. pelo menos. tipo pára-quedista. 2 m acima da última plataforma de trabalho. até. ou altura equivalente. É proibido o uso de pintura que encubra imperfeições da madeira. Os cabos utilizados terão comprimento que.• • A Portaria MTE 30 (20/12/01) alterou a redação do item 18.Subitem 18. d) É proibido acrescentar trechos em balanço no seu estrado.47 .

realizada nos dias 23 e 24/04/2002. independente da altura de trabalho.48 . Para uso deste equipamento é obrigatório o uso do trava-quedas e cinto segurança. Sistema de fixação através de ganchos.15. Os seguintes aspectos de segurança devem ser obrigatoriamente atendidos: . Na foto ao lado é possível exemplificar um tipo de balancim individua com assento individual no formato de conchal. industriais e residenciais. O não atendimento aos requisitos deste item implica em infração de grau 4. Aplicabilidade: o o o • Locais de difícil acesso.49 a 18.16. Este equipamento sempre foi utilizado para pequenos trabalhos envolvendo manutenção de fachadas. Limpeza e conservação de fachada. em função do não acúmulo de cabo de aço na caixa de comandos.15. Referências . vigas ou sistemas contra-peso.55. Estes equipamentos são utilizados para manutenção em locais que exigem movimentação vertical com deslocamento rápido e seguro em áreas com obstáculos. • Esta Portaria foi elaborada a partir da ata da XXIV Reunião Ordinária do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção CPN. limpeza de vidros.15.15 e 18.Plataformas por Cremalheira • A cremalheira substitui os andaimes tradicionais permitindo um trabalho seguro e racional evitando-se ao máximo os riscos de acidentes. Manutenções prediais. popularmente chamada de balancim individual.Cadeiras Suspensas • A Portaria MTE 13 (09/07/03) alterou os itens 18. afastadores.• Existe atualmente no mercado uma variedade muito grande de equipamentos específicos para elevação de pessoas denominados plataformas aéreas.49 a 18. pinturas externas. entre outros.55 .15.15.Subitens 18. incluindo aqueles referentes à cadeira suspensa. Referências . criando e modificando os itens de 18. Vale ressaltar que o uso deste equipamento deve ser feito somente em locais onde o andaime suspenso leve não possa ser utilizado.Subitem 18. Observe o sistema cabo passante que permite movimentações rápidas. introduzindo a CADEIRA SUSPENSA.

substituído pelo item 18. A Portaria 157/2006 exige a instalação. que vai facilitar os serviços de limpeza.56. quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética.Ancoragem • A Portaria MTE 157/2006 trouxe outra mudança importante é a eliminação do item 18. de ganchos que vão futuramente sustentar os andaimes e cabos de segurança para uso de proteção individual dos trabalhadores que precisarem executar a manutenção da fachada de prédios de no mínimo quatro pavimentos ou 12 metros de altura.15.52). principalmente o choque provocado pela queda de um trabalhador preso a esse sistema.2. constar do projeto estrutural da edificação. b) Sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança. a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no CNPJ (infração grau 2). d) Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto. g) O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas.15. como aço inoxidável ou material de características equivalentes. e) O trabalhador deve utilizar cinto de segurança. A norma vale também para edificações já existentes. Pela nova regra. tipo pára-quedista.Subitens 18. a justificativa da publicação da Portaria 157 de 10 de abril de 2006 (já alterada no texto). e ser constituído de material resistente às intempéries. Referências .15. • • • • Exemplos de bons pontos de ancoragem: . quando a sustentação for através de cabo de aço.15.56 a 18. manutenção e restauração de fachadas.4 . f) A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura. O ponto onde os equipamentos serão instalados deve suportar a maior carga esperada sobre o sistema. (devendo este ser tipo pára-quedista 18. suportar uma carga pontual de 1.200 quilogramas-força. Daí. ligado ao trava-quedas em caboguia independente. ao longo de toda a fachada das edificações. Existem muitos casos de queda de andaimes em trabalhos de manutenção de fachadas e reparos diversos.56. c) Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 Ergonomia.15.a) Sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança. o dispositivo deve estar disposto em todo o perímetro da edificação.43. em caracteres indeléveis e bem visíveis.

• O modo como as fitas são instaladas determina a carga que elas poderão suportar.Tubulações plásticas. . Exemplos de pontos de ancoragem ruins ou duvidosos . .Vigas estruturais de concreto.Tubulações com isolamento. deve-se passar o mosquetão por dentro da fita. . .Vigas estruturais de aço. do tipo chaminés. . • Os sistemas equalizados de ancoragem distribuem a carga entre dois ou mais pontos. No exemplo ao lado. Para que um sistema equalizado seja eficiente. de forma que ele não se solte caso um dos pontos se rompa.Estruturas metálicas corroídas. • Nos sistemas equalizados de ancoragem.Contrapesos. como latas com concreto ou barris com água.Fixadores e/ou cabos de pára-raios.Corrimãos de escadas.Bases de grandes equipamentos. Esse valor pode variar entre diferentes modelos e marcas. foi utilizado o exemplo de um modelo de fita com resistência de 22kN.Estruturas de grande massa. O ideal é que fiquem entre 0 e 45 graus. . . . . o ângulo interno não deve ser maior que 90 graus..Grandes árvores vivas de raízes profundas. .

impedindo exposição a riscos.Subitens 18. elas podem ser utilizadas para restringir a movimentação. que é o uso mais importante. portanto.• Com o uso de cintas de ancoragem.Plataformas de Trabalho Aéreo . que as plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto no Anexo IV da referida NR. especialmente em queda livre. Duas soluções: o da esquerda utiliza uma Malha Rápida. É o tipo de aplicação que definirá qual modelo será mais adequado. Na segurança de trabalhadores.da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)".Plataformas de Trabalho Aéreo • A Portaria MTE 40/2008 define novas regras de segurança e saúde no trabalho na área da indústria de construção.1 a 18. os mosquetões não devem sofrer tensões multi-direcionais. e a da direita utiliza dois mosquetões. passando de "Anexo I . Elas podem ser usadas em pequenos comprimentos. Referências . Uma base utilizada como referência para avaliar a exigência de resistência de uma corda. fundamenta-se nos padrões determinados em sistemas mecânicos. ou em comprimentos maiores. • • • • .16 / Subitens 18. Deter o corpo de uma pessoa que está caindo é a situação extrema para qualquer sistema de segurança. que permite a tração tridimensional. a exemplo dos talabartes. A matéria-prima e a forma como elas são construídas podem variar bastante. por exemplo. Além disso. Referências .Cabos de Aço e de Fribra Sintética • As cordas. superfícies abrasivas ou cortantes. E entre todos os usos possíveis. tipo Delta.Item 18.15. tem inúmeras aplicações no meio industrial. e. que usam como fator de segurança a resistência equivalente a cinco vezes a maior carga esperada em sua operação. ou para deter uma eventual queda.2. evitando acidentes que podem gerar prejuízos e até mesmo colocar vidas humanas em risco. quando utilizadas como cabos para o trava-quedas nos trabalhos em altura. Desse modo. fica estabelecida a inclusão do item 18.16. • As cordas. Isso dá uma boa margem de segurança. A princípio. o texto do artigo 1º da Portaria MTE 15/2007 foi retificado.Plataformas de Trabalho Aéreo da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)" para "Anexo IV . precisamos lembrar que o corpo de uma pessoa em movimento.57 na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). pode gerar uma força equivalente a centenas de quilos sobre um sistema que irá ampará-lo. também chamadas de cabos.6. definindo assim. os mais nobres são o da segurança e do resgate de trabalhadores. fitas e cintas de ancoragem devem sempre ser protegidas de "cantos vivos". não se pode ingenuamente considerar apenas o peso de uma pessoa para avaliar a resistência de um equipamento de proteção contra quedas.1 .15.57 .

Para a segurança de pessoas, o referido fator deve ser maior, já que estamos prevendo solicitações dinâmicas (corpos em queda) podendo ultrapassar a relação de 15:1, ou seja, ter uma resistência mínima quinze vezes maior que a carga esperada sobre o sistema. Se adotarmos 100 kg como valor de referência para o peso de uma pessoa, e quisermos adotar o fator de 15:1, uma corda nova terá que ter uma resistência mínima à ruptura de 1.500 kg. Mas como existem outros fatores envolvidos na dinâmica da detenção de uma queda e nas características das cordas, internacionalmente o valor mínimo é de 2.000 kg. A NFPA (National Fire Protection Association) estabelece como carga de resgate o valor de 600 lbf ou aproximadamente 270 kg, que considera dois homens pesados mais equipamentos. Como adotam um fator de segurança de 15:1, a NFPA de 1983 exige para as cordas de resgate (uso geral) uma resistência mínima à ruptura de 9.000 lbsf ou aproximadamente 40 kN (a grosso modo 4.000 kg).

Referências - Subitens 18.16.3 a 18.16.5 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No momento em que o cabo de aço esticar e detiver abruptamente a queda da pessoa, o choque irá todo para o corpo dela provocando traumas internos muito sérios ou até mesmo desmembramentos de partes do corpo. Portanto, além de resistente a corda tem que ser capaz de amortecer o choque da queda e preservar o corpo do trabalhador. As cordas absorvem o choque de uma queda com a elasticidade, funcionando como um colchão macio, desacelerando a queda gradativamente, mesmo que em uma fração de segundos. Mas como a eficiência da absorção de choques pode variar dentro de diferentes circunstâncias, um acessório chamado de Absorvedor de Energia tornou-se item recomendado nos sistemas de proteção contra quedas. Internacionalmente, as cordas de segurança são divididas em dois grupos básicos: dinâmicas e estáticas. As cordas dinâmicas são construídas para oferecer uma maior elasticidade, projetadas especificamente para deter quedas de pessoas. Elas são mais populares na área de esportes, por serem utilizadas há décadas na escalada esportiva. As cordas dinâmicas, dependendo do diâmetro e do fabricante, oferecem de 7% a 10% de elasticidade (teste de alongamento com uma carga de 80 kg). No limite da ruptura, elas podem chegar a 75% de alongamento (padrão N.F.P.A.). As chamadas cordas estáticas devem ser chamadas mais apropriadamente de semi-estáticas, pois também oferecem elasticidade, mas com uma média de 3% de alongamento. Essas cordas são as mais utilizadas nas aplicações em ambientes industriais.

Referências - Subitens 18.16.6 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No Brasil, não existe certificação para cordas. Os Certificados de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho são emitidos apenas para os equipamentos classificados como EPI. No entanto, o MTE determina as características de fabricação de cordas para uso nos sistemas de Balancim e Segurança com trava-quedas. As cordas que atendem à NR 18 devem apresentar uma fita interna com identificação do fabricante e características básicas do produto como diâmetro e matéria prima. Isso permite que o usuário e a fiscalização identifiquem a corda como um equipamento que atende às especificações. Além disso, os fabricantes são obrigados a submeter amostras do produto a testes de laboratório periodicamente e obter os respectivos laudos. As cordas de fabricação nacional para uso esportivo e resgate não se enquadram nas exigências do Ministério do Trabalho. Portanto, o usuário conta somente com o compromisso do fabricante para a qualidade do produto. Os usuários devem tomar cuidado com uma prática indevida de alguns fabricantes de cordas que apresentam laudos de laboratórios como sendo certificados. Os laudos nos oferecem informações

importantes, mas não certificam o produto. Apenas informam os resultados da avaliação de determinadas amostras. • Apesar das fibras originais de poliamida serem fornecidas no Brasil apenas pela Rhodia e Dupont, existe no mercado matéria-prima de segunda linha e até mesmo de material reciclado. Por isso, alguns fabricantes alertam que a qualidade das cordas, em função da matéria-prima utilizada, pode variar. Até mesmo o fornecimento de um mesmo fabricante pode variar de qualidade, dependendo da matéria-prima que ele teve acesso em determinado momento. Um quesito a ser considerado na compra de produtos nacionais ou internacionais é a emissão ou não, por parte do fornecedor, de um certificado de qualidade, no qual ele se compromete com as características oferecidas e com a qualidade do produto. Algumas cordas importadas oferecem certificações internacionais segundo critérios da comunidade européia e NFPA para o mercado norte-americano. As certificações visam à garantia da qualidade do produto comercializado, com um monitoramento constante, por parte de laboratórios credenciados.

Referências - Anexo I Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética2 Texto retirado e adaptado do Informativo da Betary Treinamento Técnico (www.betarytreinamento.com.br). Autor: Engenheiro Luís Eduardo Spinelli e colaboradores: Francisco José Sarpa Lima Espeleólogo e Gustavo Mendes - Consultor da Serelepe
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A importância deste item foi regulamentar uma prática usual dentro das empresas de construção, que era utilizar cabos de fibra de poliamida (cordas reforçadas), principalmente pelas pequenas empresas de reforma. No Brasil, as cordas de segurança mais comercializadas são as trançadas de poliamida, conhecidas como "padrão bombeiro". A construção dessas cordas deve obedecer às exigências da Norma Regulamentadora (NR) 18. Existem fabricantes de equipamentos de segurança que utilizam as poliolefinas (Polipropileno e Polietileno) na fabricação de talabartes utilizados no conjunto do cinturão de segurança. O engenheiro Luís Eduardo Spinelli descreveu com profundidade as características e os cuidados ao se trabalhar com cordas no seu artigo "Cordas", usado como referência para a elaboração destes comentários. Essas fibras oferecem como vantagens a pouca absorção de água e a característica de flutuar, necessária para atividades aquáticas. Como desvantagens, oferecem baixa resistência a ruptura e a abrasão, baixo ponto de fusão, baixa capacidade de receber choques e muita elasticidade, mas com baixa resistência e sensibilidade a luz do sol (raios ultravioleta). Portanto, são fibras impróprias para equipamentos de proteção contra quedas. O único uso admissível é o de restringir movimentos ou posicionar o trabalhador, porém jamais para deter a queda de uma pessoa. Para as cordas de segurança, a principal fibra indicada é a poliamida (náilon), cujas características são a resistência à tração, resistência a choques e um ponto de fusão em torno de 250C (poliamida 6,6). As melhores cordas semi-estáticas (pouca elásticas) utilizam fibras internas de poliamida e a trama externa de poliéster, que oferecem uma alta resistência mecânica mesmo quando molhada, boa resistência a abrasão e razoável resistência a agentes químicos. Estes cabos são utilizados para diversas operações, como içamento de carga, amarração de embalagens em depósitos e, até mesmo, na sustentação de pessoas (por exemplo, uso de rapel para pequenos trabalhos de manutenção).

Embora não regulamentado, o trabalho suspenso utilizando técnicas de rapel (escalada industrial) vem sendo usado quando a montagem de andaimes ou a cadeira suspensa sejam perigosas e/ou dificultem a realização do trabalho, como, por exemplo: inspeção para contenção de encostas, limpeza de fachadas e tanques, montagem, recuperação e manutenção de estruturas tubulares, entre outras. Nesta operação utilizando técnicas de montanhismo, devem ser convocadas pessoas com comprovada experiência em montanhismo, usando equipamento profissional aprovado, inclusive cordas de fibra sintética. O item 18.6.5 faz uma pequena menção aos cuidados com estes equipamentos durante sua utilização em trabalhos suspensos. As cordas de fibras sintéticas consistem de uma alma (parte interna) produzida com fios torcidos e três camadas de capas trançadas sobre essa alma. A NR exige que a capa intermediária seja trançada com fios amarelos de polipropileno ou poliamida, de forma que funcionem como alerta visual. A alma deve ter uma resistência mínima à ruptura de 15 kN (1.500 kg), e o conjunto alma e capas uma resistência mínima de 20kN(2.000 kg). As melhores cordas, com padrões internacionais, possuem uma outra estrutura de construção, conhecida como Kernmantle , que se constitui basicamente de alma e capa.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• A alma é composta de centenas de fios de poliamida protegidos por uma capa de poliéster. Para se ter idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma brasileira e a tecnologia Kernmantle, uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece uma resistência à ruptura de, no máximo, 2.500 kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle, oferece uma resistência de 4.000 kg. Isso se dá, provavelmente, pela qualidade da trama, proporção de alma e capa e porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação, o que justifica também serem muito mais baratas.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• O engenheiro Luís Eduardo Spinelli destaca que a norma brasileira, provavelmente procurando proteger o trabalhador do uso de uma corda perigosamente desgastada, criou a exigência do alerta visual, que é, na verdade, uma "armadilha" em potencial. O desgaste das fibras externas é um dos fatores que deterioram a resistência de uma corda, mas não é o único, nem é o dos piores, pois é um problema fácil de ser identificado. Os riscos invisíveis, provocados, por exemplo, pela contaminação química, raios ultravioleta (ação do sol) e danos internos, não podem ser percebidos visualmente. Portanto, não se pode usar apenas a inspeção visual para determinar a vida útil de uma corda.

18. Para os trabalhos em telhados. Muitos acidentes com morte em espaços confinados são causados pelo simples fato de que os mesmos não eram reconhecidos pela empresa como locais de espaços confinados.5 envolvendo serviços em telhados e coberturas.1 . a inclusão do item 18. explosão. O item 18. intoxicação e doenças do trabalho. item 1.20 / Subitem 18.Referências . é importante estar consciente dos riscos e reconhecer sua existência.7. c) Em trabalhos sobre fornos ou equipamentos dos quais hajam emanações de gases. para fixação do cinto de segurança tipo pára-quedista.14 .19 / Subitens 18. Referências . • • • • .18 / Subitens 18. Será necessário treinamento para uso e conservação dos equipamentos preventivos de salvatagem. Há obrigatoriedade de treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos e a forma de preveni-los. os equipamentos devem ser desligados. Para evitar acidentes. • • Em dezembro de 2004.1 Telhados e Coberturas • Devemos observar a obrigação de se fixar as extremidades dos cabos-guias à estrutura definitiva da edificação por meio de suporte de aço inoxidável ou material de resistência e durabilidade equivalentes. não se baseando em acréscimo ou alteração substancial da estatística de acidentes.Item 18. Este item está de acordo com a NR 1. b) Sinalização e isolamento dos locais onde se desenvolvem os trabalhos. letra c. perdendo. de aço.20. Esta alteração foi conduzida em caráter preventivo.19. além desta. para o trabalho em altura na construção civil. para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas.18. mais de 85% dos acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse informações de como identificar o espeaço confinado e quais os riscos possíveis de serem encontrados. valem as seguintes observações: a) Instalação de cabo-guia.Item 18. Estatisticamente.18. identificados e bloqueados de acesso. foi aprovado pela CPN . Devem existir coletes salva-vidas suficientes para todos os trabalhadores presentes no local.5.Serviços em Flutuantes • • Refere-se à execução de trabalhos com risco de queda na água e para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas que são bastante específicas.Item 18. somente.18 alterou o nome com a inclusão de serviços em telhados e coberturas e inclui o item 18.5.Locais Confiandos • Este é um item que trata dos cuidados na execução de trabalhos com risco de asfixia.18.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. É necessário que estes locais estejam mapeados. além de procedimento a ser adotado em situação de risco. Referências .1 a 18. Acidentes em espaços confinados têm sido a causa da maioria das mortes nas empresas.1 a 18.19.

e) Permissão/Programa de Entrada: Autorização escrita. O programa de entrada é um conjunto de ações incluindo a Permissão de Entrada. ou representante legal. . possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigos de morte.Concentração de qualquer contaminante acima dos LT (NR 15) ou ACGIH ou qualquer condição Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) ou IDLH (Immediatly Dangerous to Health and Life). sendo o grupo II dividido em sub-grupo IIA.5 m. IIB e IIC e também em zonas 01 e 02. lesão ou doença aguda causada por uma. A Norma ABNR 12. Esta concentração pode ser estimada pela condição na qual a poeira obscureça a visão em uma distância menor ou igual a 1. b) Atmosfera pobre de oxigênio: Atmosfera contendo menos de 19. Esta Norma define espaço confinado como um local não projetado para ocupação contínua. .5% de oxigênio em volume. classificadas em Grupos I e II.5% ou maior que 23%. onde há meios limitados de entrada e saída.Concentração de oxigênio no ar menor 19. restrição da habilidade para auto-resgate. e cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio. ou representante legal. c) Atmosfera rica de oxigênio: Atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. ou mais. f) Permissão para Trabalho a Quente: Autorização escrita. incapacitação.246. das seguintes causas: .Gás/vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do seu LIE (Limite inferior de explosividade). em um espaço confinado. g) Inertização: Procedimento de segrança em um espaço confinado que visa a evitar uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluido inerte. fornecida pelo empregador. deve-se utilizar a Norma ABNT NBR 12. para permitir operações capazes de fornecer uma fonte de ignição. fornecida pelo empregador.Poeira combustível em uma concentração que se encontre ou exceda o LIE. para permitir e controlar a entrada em um espaço confinado.246 apresenta outras definições importantes listadas abaixo: • a) Área classificada: Toda área onde existe a presença de gases combustíveis. . d) Atmosfera de risco: Condição em que a atmosfera. .• Enquanto se aguarda a aprovação de uma NR específica.

registro das avaliações ambientais de gases e vapores. entre outros. metano (CH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S).21. presença de gases inflamáveis e gases tóxicos. m) Vigia: Trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados.21. i) Reconhecimento: Processo de identificação dos ambientes confinados e seus respectivos riscos. equipamento de emergência. • • • • • Referências . • Espaços confinados podem ser encontrados normalmente em galerias. vertical ou inclinada. Para se trabalhar em espaços confinados. Existem macas especiais para utilização em espaços confinados quando a vítima precisa ter a coluna imobilizada. realizando todas as tarefas definidas no programa para entrada. vedação para qualquer abertura. e não preparado à entrada de pessoas.1 a 18. desde que as pessoas estejam treinadas para isso. como por exemplo: especificação dos equipamentos para entrada e execução do trabalho. horizontal. Em atendimento ao item "g". uso de EPI. constituída por um formulário com uma lista de cuidados a serem tomados. silos.Item 18. j) Trabalhador autorizado: Pro-fissional capacitado que recebe autorização do empre-gador para entrar em um espaço confinado. supervisão externa. destacamos o monóxido de carbono (CO). esgotos. Os principais riscos encontrados envolvem: deficiência de oxigênio. pelo menos. l) Vêdo: Significa. túneis. Entre os gases tóxicos mais encontrados. Para liberação de entrada em espaço confinado deve ser preenchido formulário específico da NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202/2006. Mesmo os resgates mais complexos não exigem mais do que alguns minutos para serem concluídos. h) Isolamento: Separação física de uma área.13 Instalações Elétricas . tampa ou tampão. Este procedimento é um pouco mais demorado porque a vítima precisa ser imobilizada para depois ser colocada na maca. Neste caso.Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente de oxigênio. de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso). normalmente chamada de Permissão para Entrada em Espaços Confinados (ver modelo). 10% dos trabalhadores envolvidos com atividades em espaços confinados deverão ser treinados nas diversas competências e habilidades que se espera para este tipo de trabalho.21 / Subitens 18. caminhões tanques. O item "j" fala que em. silos e tanques de armazenagem. é necessário preencher uma autorização formal. de um permitido à entrada. é necessário usar um imobilizador de tronco e cabeça ou uma prancha rígida. todos os espaços confinados devem ser adequadamente sinalizados. entre outros. ou espaço considerado próprio. identificados e isolados para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais.

poderemos utilizar 220V trifásico na tomada trifásica ou 110v monofásico na outra tomada. g) É terminantemente proibido cortar o plug e energizar a extensão nas contatoras do quadro elétrico ou outro local que não seja as tomadas indicadas. que resiste até 16 ampéres. Quando alimentarmos a extensão com 380V trifásico. pois não é permitido usar fios soltos pelo chão ou na parede. .5 mm². i) As tomadas devem ser colocadas em posições ergonomicamente corretas. evitando desta maneira o choque com as mesmas. l) Para ligação de uma extensão na tomada. No caso em que se necessitar o prolongamento da extensão. teremos fácil acesso para o funcionário colocar o plug na tomada. b) Utilizar eletroduto de aço galvanizado.39% (220V). Muito baixas. Desta forma. sendo as duas com a mesma referência anterior. c) Fixando-se a tomada no quadro elétrico. não devemos colocálas em partes móveis ou removíveis. a queda de tensão máxima permissível no circuito é de 5. poderemos utilizar 380V trifásico na tomada trifásica ou 220V monofásico na outra tomada. Deveremos ter espaço de um metro quadrado de área livre na frente das tomadas.5 mm². d) Utilizar fiação similar ou maior que o diâmetro que usamos na extensão que é de 2. foi utilizado cabo 4 x 2. Assim. h) Não colocar as tomadas em posição que possa existir trânsito de funcionários.• O uso de tomadas e extensões deve atender aos seguintes requisitos: a) Colocar a tomada o mais próximo possível do ponto de uso. Ex. Para a extensão. Devemos colocar as tomadas entre 900 e 1200 mm do piso.49% (380V) e 4.: portas ou tampas. além do funcionário ter que se abaixar para conectar o plug. não poderão ser colocadas muito baixas ou muito altas. f) Para alimentar a extensão com 380V ou 220V trifásico. uma para cada tensão. bem como eletroduto de plásticos (pvc). Quando energizarmos a extensão com 220V trifásico. poderemos ter problemas do contato de água gerando choque no operador. deveremos ter duas tomadas. j) Será acoplada à tomada um fusível ou disjuntor com máximo de 20 A. e) Não utilizar as duas tomadas da extensão ao mesmo tempo.

É fundamental que os trabalhadores destacados para o trabalho com eletricidade tenham qualificação conforme determina a NR 10. entre elas: cortar cerâmica. De maneira geral. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua seção. menor será a facilidade de passagem da corrente.22 / Subitens 18. principalmente na fase de acabamento. deve-se escolher equipamentos que funcionem com baixa tensão. quanto maior a resistência. evitando-se ficar abaixado. A resistência é medida em ohms (R).21. atualizada pela Portaria 598. A resistência se opõe à passagem da corrente e.14 a 18. Os seguintes aspectos devem ser verificados: a) Existência de bancadas específicas para o uso deste tipo de equipamento. Os diversos corpos são condutores mais ou menos bons e possuem resistência própria. b) Uso de EPI. A tensão é medida em Volts (V).Subitens 18. Quanto mais alta. é preciso entender sua origem e suas formas de identificação e controle. é comum.21. sua intensidade e pela resistência de seus elementos. • • • • Referências . Sempre que possível. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. Sugerimos a leitura da nova NR 10. definidos como as quantidades de elétrons que passam pelo condutor em 1 segundo. independentemente do porte. a queda máxima é de 4% (380V) e 1. para complementar os aspectos de segurança com eletricidade.1 . são utilizados equipamentos de proteção individual e material isolante para proteger totalmente o corpo humano. Para aumentar a resistência.Item 18. Trabalhos com eletricidade devem ser precedidos de Permissão para Trabalho. o uso de máquinas manuais ou portáteis. lembrando que toda e qualquer máquina. . Todos os riscos da eletricidade estão relacionados à intensidade da corrente. pois os trabalhadores só perceberão sua presença e potencial de dano ao se depararem com o choque elétrico. Referências . lixar madeira.79% (220V). ou melhor. de 07/12/2004.colocando-se duas em série. com as mais diversas finalidades. maior será a quantidade de corrente passando no circuito. Para garantir o trabalho seguro. É fundamental a implementação de rotinas de sinalização e bloqueio de equipamentos energizados.Máquinas. as populares "maquitas". deve ser operada por "operário qualificado". m) Quando optar por colocar as tomadas nos quadros elétricos deve-se utilizar tampão para abertura superior para eletroduto. sua duração e seu trajeto pelo corpo humano.22. furar peças de concreto etc. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. A intensidade da corrente é medida em Amperes (A). Esta queda de tensão deverá ser verificada na tomada que estiver fixa no quadro elétrico ou parede. c) Posição correta.20 . é necessário. • O empregador deve implementar ferramentas para identificar desvios comportamentais.Instalações Elétricas • O risco elétrico é invisível. qualquer circuito elétrico se caracteriza pela diferença de potencial ou tensão.

de acordo com a lista de verificação. inspecionar. o responsável comunicará imediatamente a seu superior imediato e/ou ao comando da obra. deverá. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Os operadores são.2 a 18. antes do início dos serviços. plataforma de trabalho. portanto.22. o operário deverá assimilar um sentimento de responsabilidade para com suas tarefas e sua segurança. Deve-se implementar um livro de manutenção e acompanhamento de cada equipamento preenchido pelo operador responsável pelo mesmo. Os profissionais do SESMT devem organizar cursos. antes do início da jornada diária de trabalho. • Exemplificando esta idéia. b) Deve haver um diário para registro de vistorias e anotação de ocorrências feitas pelo operador. deve possuir livro de inspeção no qual conste as características do mesmo. serão de grande ajuda ao operador para identificar as condições de segurança envolvendo sua máquina. ou equipamento. o responsável é o empregador. equipamento ou ferramenta. máquina (ou catraca) etc. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando tratamos com operários que foram treinados do que com operários que não possuem qualquer tipo de treinamento. semanalmente) pelo responsável técnico da obra. utilizando-se de andaime suspensos (jaú). cabos de sustentação. portanto. os itens de segurança indicados na lista. registrando o fato e as providências tomadas. diariamente. ao qualificar-se um operário. Deve-se. No caso de detectar-se uma condição insegura. mudando de categoria. pois.Máquinas. mostrar ao empregador a importância de qualificar os empregados operadores de máquinas e/ou equipamentos. Os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Toda máquina.27 . Com o treinamento. o pedreiro em tarefa individual. como fixação superior do andaime. representante da CIPA ou responsável da Segurança no Trabalho na empresa. livro este que ficará à disposição da fiscalização do trabalho e será visado continuamente por profissional legalmente habilitado. pessoalmente. betoneiras ou outro equipamento ou máquina a serventes de obra. responsáveis por suas atividades e pelos riscos dela decorrentes e devem estar comprometidos com a segurança das operações. o mesmo passa a profissional. Em caso de acidente.• O empregador deve encarar a entrega de uma máquina a um empregado não qualificado da mesma forma como entregar seu carro a um motorista que não possua carteira de habilitação. seu plano de manutenção e lista de itens a serem fiscalizados. ou apenas treinamento prático sem noção de segurança. guarda-corpo.Subitens 18. número de clips. Os livros e diários deverão ser verificados periodicamente (como sugestão. • • • • Referências . que podem receber denominação específica nas empresas. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. ou como líder de uma equipe em serviços de fachada. procedimentos e cartas de advertência para aqueles que insistirem em não cumprir as regras de segurança. palestras. • • .22. c) O livro e o diário. não iniciando seus serviços sem a devida correção do problema apontado. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras.

mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e a melhoria das condições de trabalho.• Instituindo-se esta sistemática. principalmente na fase de acabamento.13 . • • • Referências . plataforma de trabalho. tais como: fixação superior do andaime. Cada vez mais se faz importante a participação dos operadores e supervisores. . é comum. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. a eliminação dos custos resultantes do uso de peças defeituosas.Máquinas. Instituindo esta sistemática. guardacorpo. furar peças de concreto. manutenção de máquinas e equipamentos e quanto à eliminação de custos oriundos do uso de peças defeituosas.22. com as mais diversas finalidades. por exemplo. entre elas: cortar cerâmica. o operador deve comunicar imediatamente a seu supervisor. ou sistema de registro similar. como. registrando o fato em um livro de ocorrências. Inicialmente. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. a realização de reuniões informativas. ou melhor. Não apenas o empregador é o responsável pela segurança.Subitens 18. Estes registros devem ser visados periodicamente (semanalmente) pelo responsável da obra.8 a 18. por exemplo.22. lixar madeira. como.22. também chamadas de Diálogos de Segurança (DDS). o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. observando os itens de segurança. CIPA ou profissional do SESMT. É comum nos depararmos com uma série de irregularidades no manuseio destas ferramentas. as populares "maquitas". número de clips. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. entre outras. Sugerimos a leitura das NR 11 e NR 12 que tratam dos requisitos para proteção de máquinas e equipamentos. deve ser contestado com o resultado a ser obtido quanto à segurança.22. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra.12 e 18. É importante desenvolver procedimentos e ferramentas de trabalho visando a aumentar o nível de conscientização e compromisso dos trabalhadores em todos os níveis da organização. • • • • Referências .Subitens 18. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e à melhoria das condições de trabalho. como. os benefícios a serem obtidos quando é implementado um sistema formal de supervisão e manutenção de máquinas e equipamentos. O aumento de burocracia. Comprometer o operador de máquina ou equipamento com Segurança no Trabalho é uma ação obrigatória nas atividades de todos aqueles que estão envolvidos nesta área. haverá resistência de muitos. Muitas empresas resistem às inspeções alegando excesso de controle. perfeita fiscalização. ao mesmo tempo. interessados diretos pela garantia de segurança das operações. no entanto. cabos de sustentação. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. Podemos citar como exemplo a importância de um operador que utiliza andaime inspecionar seu equipamento antes de iniciar a jornada de trabalho. ao mesmo tempo. haverá resistência de muitos. é necessário o uso de máquinas manuais ou portáteis. que certamente será alegado. máquina (ou catraca) etc. Inicialmente. Equipamentos e Ferramentas Diversas • No caso de detectar-se uma condição insegura. de forma que as providências sejam tomadas antes de prosseguir com a tarefa.11 . sem perceber.Máquinas. por exemplo: a) Inexistência de bancadas específicas para o uso das ferramentas.

por trabalharem em alta rotação. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Procurar sempre ler os manuais das ferramentas elétricas portáteis e as recomendações de segurança indicadas pelo fabricante. são utilizadas para fincar pinos em diversos materiais. Além dos pontos indicados pela NR.22. especialmente concreto. propondo um programa contínuo de treinamento. Aprender o método de utilização e procurar informações sobre a construção da ferramenta elétrica manual para entender sobre seus riscos e perigos. reduzindo o tempo de trabalho. abafador de ruídos e sapatos de segurança. É importante sinalizar a área próxima do local do disparo com a inscrição: Perigo . que têm como base o princípio das armas de fogo. Usar. Nunca utilizar bijouterias. rebolo etc. Equipamentos e Ferramentas Diversas • As pistolas de fixação com cartuchos explosivos.). Sinalizar e isolar a área de trabalho de forma adequada. óculos de segurança. Nos trabalhos com ferramentas elétricas portáteis em locais úmidos.22. adotar plataformas isolantes. além de aterradas.17. não utilizando ferramentas elétricas na presença de vapores e gases inflamáveis. rigorosamente.4 . Providenciar previamente sistemas de exaustão e monitoramento do local com o explosímetro. roupas folgadas ou luvas que possam atrapalhar a operação. Os EPI recomendados para este tipo de operação são: capacete. operação e manutenção.Uso de pistola a pólvora. Por isso. O trabalhador somente se dará conta do erro quando acidentar-se ou presenciar um colega acidentado. verificando se o cabo está em perfeitas condições de uso. todos que trabalharem com as ferramentas identificadas nos itens acima devem seguir. • • Os profissionais do SESMT sabem das dificuldades de se corrigir estas formas inadequadas de operação e da cultura do "sei fazer esta tarefa e nunca me aconteceu nada e preciso trabalhar".21 . retirar o plug da tomada de energia. Ao realizar algum tipo de substituição de componente da ferramenta (broca. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. c) Posição incorreta de operação.b) Não uso do EPI ou inexistência de sistema de proteção coletiva.Subitens 18. todos os EPI necessários.22. as instruções do manual do fabricante em relação à segurança.Máquinas. deve ser operada por "operário qualificado". normalmente abaixados. Apenas o operador permanecerá no local do disparo. sim.14 a 18. sem apontar a pistola na direção de terceiros. Tomar cuidado com extensões e evitá-las sempre que possível. pois há possibilidade destas ferramentas escaparem de suas mãos. Nem mesmo o ajudante deve estar presente. independentemente do porte.18 a 18. o operador deve estar em posição estável. quando necessário. Referências . lembrando que toda máquina. d) Ruído excessivo que prejudica os demais trabalhadores no local de trabalho. • • . como tapetes de borracha. • • • • • Referências . O empregador deve mostrar aos trabalhadores a importância da qualificação para a organização.22. é importante conscientizá-lo da responsabilidade.Subitens 18. Segurar as ferramentas com firmeza.Máquinas. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. No momento do disparo.

Sugerimos a leitura complementar da NR 11 e seus comentários.4 -Equipamento de Proteção Individual .23. baixo o índice de gravidade. perfurações e arranhões.23. as medidas corretivas adotadas e a indicação da pessoa. • Referências . b) O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador qualificado e em local apropriado. e) Nas operações com equipamentos pesados. no entanto. porém são muito comuns as infecções decorrentes de cortes.• Achamos importante considerar as observações abaixo para garantir a execução do trabalho de forma segura: a) O operador deve ser qualificado e identificado por crachá. c) Os operadores devem ser treinados para as novas tecnologias adotadas. • O índice de lesões causadas pela utilização inadequada de ferramentas manuais é elevado. constando as datas e falhas observadas.23 / Subitens 18. • Os supervisores e técnicos de segurança do trabalho devem ter como responsabilidade na orientação dos funcionários: a) Evitar o armazenamento de ferramentas em locais inadequado. c) Observar se o transporte é feito de maneira correta. d) Verificar a necessidade de manutenção. sendo. b) Evitar práticas inadequadas na sua utilização. técnico ou empresa habilitada que as realizou. como se trata de um item novo na NR 18. o assunto deve ser analisado como um todo.1 a 18. e) Controlar a aplicação de todas as recomendações estabelecidas. d) As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico.Item 18.

Nos modelos mais comuns.24.24. Os mosquetões não devem sofrer tensões que não sejam ao longo de sua espinha. existe um anel com rosca. será necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca. eles oferecem o máximo de resistência. inflamabilidade. saliências ou cantos vivos. o mosquetão tem uma resistência muito menor. O armazenamento de gases comprimidos deve ser feito em local separado dos demais. sendo uma garantia adicional em caso de queda. Para que possam ser utilizados. que incluiu o item 18. Por isso. Este modelo é muito usado para trabalho envolvendo escalada industrial. os mosquetões devem possuir uma dupla trava.3. não sofrerá tensão em mais do que dois sentidos. Este tipo de capacete possui CA e possui fabricante nacional. de forma a facilitar o engate e desengate do equipamento. oxidante. A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com abertura dele voltada para fora. por exemplo: corrosovidade. o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo. trabalha-se com ele sempre fechado e nunca abri-lo quando estiver sob tensão. como. Para evitar a possibilidade da trava emperrar após o mosquetão ser submetido à tensão. • A utilização de mosquetões vai depender do formato. de modo a garantir o uso adequado. Atenção especial será dada aos produtos inflamáveis. Quando tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado.9 Armazenagem e Estocagem de Materiais • O armazenamento de produtos químicos deve respeitar aspectos de compatibilidade em função das propriedades físico-químicas.Item 18. Os mosquetões são fabricados para suportar trações bidirecionais ao longo de sua "espinha". tipo. "Cilindros Cheios" e "Cilindros Vazios".1 a 18. O tipo páraquedista deve ser utilizado em todas as outras atividades que tenham risco de queda de altura. • . Os gases inflamáveis (acetileno e GLP) devem ser separados dos outros gases por uma distância mínima de 6 m com placas de sinalização do tipo: "Proibido Fumar". pois ele pode sofrer esforço para se abrir. Os valores da resistência do mosquetão devem estar estampados de forma indelével.23.• Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria MTE 65 (28/12/98).24 / Subitens 18. recomenda-se capacete com jugular de três pontas. • • Para trabalho em altura.1. Quando o mosquetão é usado na vertical. O cinto de segurança abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. material utilizado e resistência que pode variar de 22 a 50 kN. tóxicos e explosivos. Com o gatilho aberto. O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies. Além disso. entre outros. O assunto EPI é muito específico e merece uma leitura complementar da NR 6. pois evita que a jugular saia do pescoço. • • • • • Referências .

. de 23 de setembro de 1. e nos quais exista muita intensidade de ruído.Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências.Resolução CONTRAN 14 . porta e escada de acesso. Referências . existência de registrador instantâneo de velocidade. e não pode estar em subsolo e depressões sujeitas a inundações. b) Madeiras em geral: 1. Mais detalhes podem ser verificados nas seguintes leis e normas: • . d) Tubos: 1.Estabelece normas gerais para curso de capacitação de condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros. 117.Dispõe sobre a autorização. .25.50 m. Recomenda-se a utilização de luzes e sinais sonoros que identifiquem um veiculo em marcha-ré. sólidos ou liíquidos. Durante o manuseio de produtos químicos corrosivos. As alturas máximas aconselháveis para empilhamento de materiais são: a) Sacos de cimento: 10 unidades. f) Caixas de madeira ou papelão: 1. não devendo.997 Código de Trânsito Brasileiro artigos 105 II. avental e proteção respiratória. 108. Em locais fechados como galpões. As exigências básicas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo. para o transporte de passageiros somente será permitida em vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus. ultrapassar 2 m de altura.80 m. 107. e) Tijolos e blocos de concreto: 2 m.50 m.Resolução CONTRAN 082/98 . c) Perfis metálicos: 1. sugerimos que este aviso sonoro seja apenas visual. para o transporte de passageiros em veículos de carga.• • • • O local de estocagem de gases comprimidos não conterá produtos inflamáveis líquidos. . A utilização de cinto de segurança é obrigatório em qualquer equipamento motorizado. a título precário.25 / Subitens 18. compartimento separado para ferramentas e a habilitação do motorista.25. bancos. como gasolina e álcool.Item 18. 109.5 -Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores • • • A utilização de veículos. a título precário. .Resolução CONTRAN/057/98 . 135 e 140 a 160. como a cal e o ácido sulfúrico.80 m. As pilhas de materiais devem ter forma e altura que garantam a estabilidade e facilitem o manuseio. portanto.Lei 9.503. mesmo que seja operado apenas internamente na fábrica. é obrigatório o uso de luvas.1 a 18.

Ferramentas sendo transportadas em compartimento separado dos passageiros. freios. > Documentação que demonstre o controle de inspeção e manutenção periódica dos itens de verificação obrigatória. Formar equipes organizadas e.5 .26.Registrador instantâneo de velocidade. Referências .26 / Subitens 18.005 .Item 18. de 04/04/2. . emitida por Engenheiro. • A Portaria SUP/DER 17. especialmente.Proteção Contra Incêndio • • • Proteção contra Incêndios: Instalar sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. sistema de iluminação e sinalização e direção.Dispõe sobre o transporte de trabalhadores rurais por ônibus através das rodovias estaduais. . assentos para todos os ocupantes e iluminação. > Motorista com as habilitações exigidas categoria "D" e curso de capacitação de condutor de veículo de transporte coletivo de passageiros. sugerimos a leitura da NR 23.Bom estado físico e de funcionamento dos pneus.26. A demonstração de que o empregador atende as exigências são: • • > Existência de veículo com as características e acessórios exigidos: . > Registro no prontuário de motoristas que infringiram as regras. A prevenção e combate a incêndios é assunto muito importante e merece ser discutido separadamente. A Resolução 82 não exige bancos revestidos nem cinto de segurança para veículos de carga adaptados para o transporte de pessoas.. . > Relatório periódico com resumo de verificações dos equipamentos de registro instantâneo de velocidade (tacógrafo ou computador de bordo). deve ser submetido a pelo menos uma inspeção anual. para obter a licença.Compartimento de passageiros coberto. com porta e escada de acesso. > Licença de transporte emitida pelo órgão competente.Portaria SUP/DER 17. dentro do período de validade. . do Estado de São Paulo estabelece que todo veículo utilizado no transporte rural de passageiros.1 a 18. A inspeção deve ser transcrita em documento próprio que deve ser acompanhado de "Anotação de Responsabilidade Técnica" ART. Por isso. comprovando a tomada de medidas administrativas. treinadas no correto manejo do material disponível para o primeiro combate ao incêndio. A Resolução 14 estabelece que o cinto de segurança só será exigido para ônibus produzidos após 01/01/99.

Normas Internas). conforme modelo: • • PROGRAMA BÁSICO DE TREINAMENTO PERIÓDICO Situação 1. que trata especificamente da sinalização obrigatória no ambiente de trabalho. que dispõe acerca do treinamento periódico. nos acessos ao canteiro de obra e frentes de trabalho.Nova etapa da obra 2. Padrões. Referências .28.Item 18.Item 18. sugere uma interpretação técnica do dispositivo legal ("sempre que se tornar necessário").1 a 18. Especificamente no subitem 18. quando estiver a serviço em vias públicas. Todos os treinamentos serão registrados e arquivados durante 20 anos em local específico e de fácil acesso. b) Riscos inerentes à função. o que é vago.Alteração de risco 3.• É importante que o local da obra tenha aprovação do Corpo de Bombeiros. O treinamento periódico poderá ser realizado e controlado no programa Básico de Treinamento.Aquisições de novos EPI 4.3 Sinalização de Segurança • • • Além da sinalização interna. da Quality Consult. Renata Cerbino.27 / Subitens 18. d) Informações sobre as proteções coletivas.1 a 18.Atividades distintas daquelas em que os trabalhadores já foram treinados . Referências .27.3. abordando no mínimo os seguintes temas: a) Informações sobre as condições e o meio ambiente do trabalho. Sugerimos a leitura da NR 26. deve-se cumprir a Resolução 561/80 do CONTRAN. a NR determina na alínea "a" que esse treinamento deve ser ministrado "sempre que se tornar necessário". c) Especificação e uso adequado dos EPI / EPC.28.4 Treinamento • O treinamento admissional deve ter uma carga horária mínima de 8 (oito) horas. Em vias públicas. As atividades em via pública. Instruções. Devem ser fornecidas cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança.28.Instalações de novs EPC Data e Carga Horária Nome e Assinatura 5. • O treinamento periódico deve ser aplicado sempre que se tornar necessário e no início de cada fase da obra. o trabalhador deve usar colete ou tiras refletivas na região do tórax.27. A Dra. Isto será feito através das Ordens de Serviço (Procedimentos. devem ser sinalizadas.28 / Subitens 18.

31 / Subitens 18. o empregador deve facilitar a entrada da autoridade policial e dos Auditores do MTE. o que inclui recursos dos EPI e EPC. São nestas situações que a empresa descobre que está desorganizada e/ou se encontra irregular no que diz respeito ao atendimento aos requisitos de segurança e saúde. a situações que possam levar o trabalhador a um acidente. de modo a apresentar de forma rápida evidências sobre: licenças. NR 9. NR 7. em função do cumprimento do cronograma da obra. Referências .31. que trata dos Procedimentos para CAT. PCMSO. que determine a seqüência a ser adotada pela fiscalização. É priorizada.Ordem e Limpeza • Ordem e limpeza fazem parte das boas práticas de segurança e são requisitos básicos para minimizar e evitar os acidentes de trabalho. por exemplo. NR 5. também.5 . nas visitas aos canteiros.Item 18. Daí. O atendimento de todas as suas • • • • • • • .29 / Subitens 18. a falta de proteção coletiva. NR 10 e NR 24. NR 6. como.Acidente Fatal • Sugerimos a leitura dos comentários da NR 5. Referências . programa de inspeção e auditorias. registros de funcionários. b) Nas situações do programa. que podem levar à determinação de interdições e embargos. Sugerimos aos profissionais do SESMT que mantenham um arquivo e/ou uma pasta com cópia dos documentos. a NR 18. As empresas de construção do subsetor de edificações ainda carecem do cumprimento de sua mais significativa legislação de segurança do trabalho. ou lista de verificação.29. NR 9 e NR 14 envolvendo os aspectos relacionados à responsabilidades do empregador. a importância de existir um controle de documentos de forma a agilizar as solicitações. aquisição e fornecimento de EPI. entre outros documentos. verifica-se. isso não impede que as questões de higiene e saúde do trabalhador não sejam avaliadas. No caso de acidente fatal. PPRA. Sugerimos a leitura das NR 1.Reciclagem anual Observações: a) A data e a carga horária do treinamento serão anotadas pelo secretário da Cipa. como. NR 5. conforme IN 118/05 e suas atualizações. É dada maior atenção. o cumprimento de outras NR.1 a 18.AFT. Não existe um roteiro. A seqüência depende do tipo da obra e da situação encontrada. No caso de acidente grave. Nas suas inspeções. NR 4. fornecendo todas as informações disponíveis.Item 18. riscos de choques elétricos e falta de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. sendo acordadas com o responsável pela obra. atas de Cipa. por exemplo. a empresa certamente será alvo de um pesada fiscalização por parte das entidades públicas. PCMAT. dependendo da gravidade da situação encontrada. treinamento e qualificação. Entretanto. NR 7. durante as visitas às obras.1 . serão abordados riscos de incidentes e medidas de prevenção relativos a todas as fases do cronograma da obra.6. a verificação de situações de grave e iminente risco.29. A fiscalização não se detém apenas na fiscalização do cumprimento da NR 18.

dos quais 11. mas pode contribuir significativamente para reduzi-las ou diminuir a gravidade dos acidentes. será importante maior freqüência. para que sejam conhecidos os indicadores de desempenhos e os objetivos corporativos a serem alcançados.exigências certamente não garante a eliminação das fatalidades. conforme modelo apresentado na NR 5. aconteceram devido a queda de altura. dos quais 16. semelhante aos anos anteriores. • • ANEXO I FICHA DE ACIDENTE DE TRABALHO Sem afastamento ( ) com afastamento ( ) Fatal ( ) Doença do trabalho ( ) Data ____ / ____ / ____ NR 18 . novamente alertando para a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. foram registrados 21 acidentes fatais. foram registrados 32 acidentes fatais.Item 18. O segundo é a maior divulgação dos aspectos preventivos. b) Em 1997. quanto da parte de sindicatos de empresas e trabalhadores. ou 50%. semelhante ao ano de 1996. aconteceram devido a queda de altura. Dados relativos a acidentes fatais fornecidos pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP) abrangendo a cidade de São Paulo mostram que: • a) Em 1996.38%. ou 52.32 / Subitens 18. cujo grau de desconhecimento ainda é muito alto. bem como a sua divulgação.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . tanto da parte dos órgãos públicos. Referências .32. dos quais 9. foram registrados 30 acidentes com mortes. por parte da fiscalização das DRT.1 a 18. apontando para a falta de uso inadequado do cinto de segurança. abrangência e atuação educativa. de cadeira suspensa.Dados Estatísticos • Faz parte das boas práticas de segurança a elaboração de estatística interna de acidentes. • Para aumentar o nível de atendimento da NR 18. de balancim sempre denotando a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança.2 . Sugerimos a leitura da NR 4 que trata das definições básicas a serem utilizadas na elaboração de estatísticas de acidentes. A elaboração da CAT. aconteceram devido a queda de altura.32.1. contribui para aumentar a confiabilidade dos dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). c) Em 1998. ou 30%.

.

. Item F. Código 45). inclusive aquelas sem mão-de-obra própria. O Anexo II da NR 18 é um formulário que precisa ser preenchido por todas as empresas que se classificarem nas atividades da Indústria da Construção.2 . de acordo com os seguintes serviços: (Quadro I NR 4 Classificação Nacional de Atividades Econômicas. Muitas empresas não fornecem dados de treinamento.32.Referências .Subitens 18.Dados Estatísticos • • Os erros mais freqüentes apresentam-se nos itens que envolvem a relação homens/hora x meses trabalhados x número médio de trabalhadores.

de segurança e alarme Outras obras de instalações Obras de Acabamento e Serviços Auxiliares da Construção: 4 4 4 3 3 3 3 3 45.11-0 Demolição e preparação do terreno 45.4 45.49-7 Instalações Elétricas Instalações de sistemas de ar-condicionado. Caso o número lá registrado se inicie pelos algarismos 33. de gás. CÓDIG O 45.43-8 45.• O código fornecido abaixo.25-0 Montagens industriais 45.3 Obras de Infra-estrutura para Engenharia Elétrica. de pára-raios.22-5 Obras viárias. canto direito. encontra-se no cartão do CGC.13-6 Grandes movimentações de terra 45.5 3 3 . industriais.12-8 Perfurações e execução de fundações de terra 45.41-1 45. de sistema de prevenção contra incêndio.21-7 Edificações (residenciais. comerciais e de serviços) inclusive ampliações e reformas completas.1 Preparação do Terreno ATIVIDADE GRAU DE RISCO 4 4 4 4 4 4 3 4 3 45. no alto. de ventilação e refrigeração Instalações hidráulias.33-0 Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 45. iniciado pelos algarismos 45.42-0 45.34-9 Construção de obras e prevenção e recuperação do meio ambiente Obras de Instalações: 45. sanitárias.23-3 Grandes estruturas e obras de arte 45.32-2 45. verificar. Convém. Eletrônica e Engenharia Ambiental Contrução de barragens e represas para geração de energia 45-31-4 elétrica Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 45.2 Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil 45.29-2 Obras de outros tipos 45. inclusive manutenção 45. significa que ainda é o CNAE antigo. 45.24-1 Obras de urbanização e paisagismo 45. então.

28.6 Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição com Operários 3 45.51-9 Alvenaria e reboco 45.52-7 Impermeabilização e serviços de pintura em geral 45. da NR 18) =T1 Número de trabalhadores treinados (devido a T1)=T2 12 .45.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 4 Empresa: _____________________________________________________________________________________________ CGC: __________________________Endereço (Sede/Matriz):___________________________________________________ ___________________________________________________________ CEP:______________________________________ Cidade: ______________________________________________________UF:______________________________________ ITE M Total de homens/horas de trabalho no ano Número de meses computados =N1 ASSUNTO UNIDADE DA FEDERAÇÃO 01 02 03 Número médio de trabalhadores no ano =N2 (N2= soma total de trabalhadores a cada mês + N1) Número de acidentados sem afastamento =N3 Número de acidentados com afastamento (até 15dias) =N4 Número de acidentados com afastamento (acima de 15dias) =N5 Total de dias perdidos (devido N4) =D1 Total de dias perdidos (devido N5) =D2 Total de dias debitados =D2 Total de acidentes fatais =F1 04 05 06 07 08 09 10 11 Total de horas/aulas de treinamento (conforme item 18.60-8 Aluguel de equipamentos de construção e demolicão com operários ANEXO II RESUMO ESTATÍSTICO ANUAL _ ANO: _____ NR 18 .59-4 Outros serviços auxiliares de construção 45.

710 . RJ e PE. Quando isto acontecer.839 horas trabalhadas. Com relação ao item 1 .: 05409-002 Os dados a informar são relativos ao ano anterior. As férias são horas pagas. Preenchido por: Nome:_______________________________________________________________________Data:____________________ Função:_____________________________________________________________________ Visto:____________________ • Devemos observar o prazo de dez dias.O termo "homens/hora" significa a quantidade de horas que cada trabalhador esteve efetivamente exposto ao risco no decorrer do ano. siga os seguintes passos: • • • • • • a) Anote para cada funcionário a soma de horas trabalhadas no mês: em nosso exemplo. para fins de fiscalização. portanto não devem ser computadas. Esta ficha de acidente refere-se tanto aos acidentes. com ou sem afastamento. tivemos 1. cada uma representando um estado: SP.SP . o funcionário F1 trabalhou no mês M01 183 horas. por exemplo. das férias e descanso.32. Alguns programas de cálculo utilizados pelos Departamentos de Pessoal não separam as horas realmente trabalhadas ou de exposição ao risco. faça uma observação no rodapé do Formulário ("horas/hora com inclusão de Férias e/ou descanso remunerado"). após o dia do acidente. 710 Pinheiros São Paulo CEP. o descanso remunerado também não deve ser considerado. Orientações: Há três colunas. Não esqueça de incluir as horas extras.CEP: 05409-02.São Paulo . conforme subitem 18. Rua Copote Valente.464 horas nos 8 meses em questão (M01 a M08). os valores a serem apresentados devem ser os totais de cada estado. c) Somando as linhas você terá o total que cada funcionário trabalhou no período em análise: o Funcionário F01 trabalhou 1. à Fundacentro. Exemplo: Se a empresa necessitar levantar o valor de homens/hora através do cartão de ponto (veja tabela 1). você terá o total de homens/hora de todos os funcionários que trabalharam no mês: no mês M01. mas não trabalhadas. Indicar os dados na coluna representativa em que estiver sendo executada a obra. O envio à Fundacentro deve ser feito por meio de serviço de postagem.Encaminhar para a FUNDACENTRO/CNT até 10 (dez) dias após o acidente. Neste sentido. como à doença do trabalho e ao acidente fatal. . Se você tiver mais de uma obra em cada estado. no mês M02 194 horas e assim sucessivamente até completar o período analisado para o preenchimento do ANEXO II. b) Somando cada coluna. conforme Anexo I da NR 18. O formulário deve ser enviado até o último dia útil do mês de fevereiro (tirar negrito) para a Fundacentro (tirar negrito) no seguinte endereço: Fundacentro: Rua Capote Valente.1. para envio da ficha de acidente do trabalho.Pinheiros . mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. da NR 18.

867 1..836 1.490 18 18 18 18 19 19 18 18 5 4 8 5 2 1 6 7 18 18 18 18 19 18 18 18 5 7 4 6 2 6 5 5 TOTAL 1.526 0 2 1 4 6 3 4 5 19 19 19 19 18 19 18 18 1.483 18 18 18 19 18 18 18 18 1.464+1.464 5 6 4 4 5 4 2 5 1.846 f) Compare os valores das linhas e das colunas: Coluna =14.866 1.860 1.461 18 19 19 18 18 18 18 18 1.475 6 5 4 6 5 5 4 2 1.847 14.487 2 4 6 2 5 6 8 4 1.846 .856 1..+1847=14.490=14.d) Some todas as colunas: 1.465 18 18 18 18 18 18 18 18 1.498 5 0 4 6 9 0 6 6 1.846 g) Se os valores forem os mesmos. Transfira o valor (14.839 1.846 homens/hora e) Some todas as linhas 1.846 Linha=14.461+.CÁLCULO DOS HOMENS/HORA FUNCIONÁRI O MESES COMPUTADOS M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 TOTA L 18 19 18 18 18 18 17 18 3 4 0 2 1 5 5 4 17 18 18 18 18 18 18 18 8 5 4 5 3 2 0 4 F01 F02 F03 F04 F05 F06 F07 F08 F08 F10 18 18 18 18 18 18 18 18 1.875 1. significa que na Tabela (matriz) não houve erros aritméticos. TABELA 1 .497 18 18 18 18 18 18 18 18 0 8 5 6 9 4 6 5 1.846) para o item 1 do formulário (ANEXO II).+1...839+1875+.

indicando os dias de afastamento do ano em questão (2003). . a empresa deverá verificar se houve acidentes e se os trabalhadores se afastaram por período inferior a 15 dias. indicar quantos funcionários apresentaram-se nessa situação. transferido para o formulário (N2). Número médio de trabalhadores: N2 = 120 trab. se ocorreu apenas uma vez. Em caso positivo. A soma total deverá ser divida pelo número de meses computados (N1). o item 8 refere-se ao item 6. .Somatório de tralhadores: mês 1 = 15. Nesse caso. colocar o número zero ou um traço.Exemplo: durante o ano. d) Desconte do resultado 1 dia do retorno: 13-1=12 dias.. o resultado a ser transportado para o formulário será (10+9) de 19 dias. Quanto ao item 4 . Exemplo: Uma empresa que iniciou suas atividades em abril mês 4. todos os trabalhadores. colocar o número zero ou colocar um traço.Como no item anterior. considerá-los. Assim. c) Pegue a diferença entre eles: 25-12= 13 dias. Se for superior a 15 dias. colocar o número um. anote quantos acidentes se enquadram nesta situação e transfira para o formulário. e) O período de afastamento foi de 12 dias • • Quanto ao item 6 . mês 3 = 30. mês 4 = 40. Meses computados = 5 meses. trabalhou efetivamente por 9 meses. mês 12.. Some todos os dias de afastamento em que os funcionários ficaram mais de 15 dias afastados do posto de trabalho. Determine o período de afastamento da seguinte forma: • • • a) Anote o dia do acidente e Dia do acidente: 12 janeiro. Total de trabalhadores mês a mês = 15+20+. então. o resultado a ser transformado p/ o formulário será (30+60+60) 150 dias. Se não ocorreu qualquer acidente desse estilo.Como no item anterior. mês a mês. b) Dia de retorno: 25 janeiro.: 5 meses = 24 trabalhadores.Você deve indicar como valor do item N1 a quantidade de meses que a empresa efetivamente trabalhou e utilizou para o item anterior. levante os dias de afastamento. Quanto ao item 5 Aqui.A empresa deverá somar.Voltando ao item 5. O resultado dessa divisão será o valor correto a ser preenchido no formulário.Exemplo: se a empresa teve um funcionário afastado por 30 dias e dois outros pelo período de 60 dias.Se em qualquer canteiro de obra ou mesmo no setor administrativo ocorreu qualquer acidente de trabalho. Transfira o resultado para o formulário. • Com relação ao item 8 . Os dias que já foram mencionados em formulário do ano anterior(2002). mas não houve a necessidade do trabalhador ser afastado. a empresa deverá levantar quantos acidentes ocorreram e que provocaram afastamento do trabalhador por período menor que 15 dias. O valor calculado será. O resultado dessa soma será o valor a ser preenchido no formulário. Exemplo: . encerrando no mês de dezembro. Quanto ao item 7 . ocorreram dois afastamentos. não devem ser apontados novamente. Se não houve acidentes.• Com relação ao item 2 . deverá somar os dias de afastamento. Para os trabalhadores que se acidentaram no ano passado e se encontram ainda em período de afastamento. • . um deles de dez dias e o outro de nove dias. mês 5 = 15.+15=120 trabalhadores. mês 2 = 20. Com relação ao item 3 .

Se ocorreram duas mortes. Se ocorreu uma morte e uma perda da audição de um ouvido.000 600 300 750 1.800 4. NATUREZA Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda do 1o quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) PERCENTUA DIAS L DEBITADO AVALIAÇÃO S 100 100 100 30 75 60 50 10 5 121/2 20 30 20 25 6.500 .000+600) 6.000+6. a empresa deverá utilizar o quadro 1-A da NR 5.000 dias.800 1. anotar com o número zero ou um traço.000 6. para efeito de preenchimento.000 6.000 dias. esse valor será de (6.000 1.500 3. conforme segue abaixo: .Para o total de dias debitados. teremos o valor de (6.200 1.000) 12.Exemplo: Caso tenha ocorrido uma morte na empresa.500 3. deverá ser transferido para o formulário o valor de 6. Se não ocorreu qualquer acidente com a natureza da tabela da página seguinte.200 1.• Com relação ao item 9 .600 dias.

que será (12+6) de 18 horas.000 Quanto ao item 10 .28 da NR-18.000 2. treinamento admissional em três aulas de duas horas para cada aula.000 2. ainda.500 3. Deverá ser transferido para o formulário o total das horas/aula efetivamente ministradas. o total de horas/ aula será de (12x1) 12 horas. • Quanto ao item 12 . Quanto ao item 11 . . o total referente ao treinamento admissional será (3x2) de 6 horas.Serão anotados neste item os acidentes fatais (MORTES). colocar o número zero ou um traço.Exemplo: Caso tenha ocorrido um treinamento periódico de 12 aulas de uma hora para cada aula.400 4. . -· Se houve.Perda do 1o quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda do 1o pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos • • 331/2 40 75 50 40 6 10 0 10 50 2. Se não ocorreram acidentes com mortes.A empresa deverá preencher o formulário com o número de trabalhadores treinados (admissional + periódico) referentes ao item 18.400 300 600 0 600 3. O termo "horas/aula" significa a quantidade efetiva de horas (carga horária) do treinamento efetuado.Deverá ser preenchido com o número total de horas/aula de treinamento ministradas.

um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com menos de 70 empregados deve organizar CIPA centralizada. • • • • • Referências .1 a 18. A empresa que possuir um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com 70 ou mais empregados. NR 18). no curso de membro da CIPA e nas inspeções realizadas pela CIPA da contratante.Item 18. a sede da empresa será considerada estabelecimento. ao contrário do ANEXO-II (uma vez por ano).CIPA • • A empresa que possuir. deverá ser preenchido e encaminhado à Fundacentro toda vez que ocorrer acidente. paritariamente. extremamente fáceis de preencher. Neste caso.7 . um representante nas reuniões. A empresa poderá utilizar o modelo contido nesta cartilha ou copiá-lo em papel timbrado. na mesma cidade. b) Eleger. para fins de fiscalização (item 18. evitam desperdício e possibilitam maior produtividade. terá dez dias para entregá-lo. O Anexo I da NR-18 fornece dados sobre o acidente e o acidentado. respeitando-se a paridade prevista na NR 5. quanto ao acidente com ou sem afastamento e à doença de trabalho. adquirir em papelaria. e que são fundamentais para os estudos que levarão às ações prevencionistas. Toda e qualquer empresa estabelecida.Comitês Permanentes sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção .1. A empresa deverá manter cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. nas quais serão previstas as demais disposições da NR 5 (CIPA) naquilo em que não conflitar com o disposto.34 / Subitens 18. a cada grupo de 50 trabalhadores. ou ainda.Item 18.33 / Subitens 18.• Informações Gerais . Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto à Fundacentro. da NR 18. • • Quando houver equipes de trabalho itinerantes.34.4 . Deve-se ter atenção para a aplicação deste item às empresas da indústria da construção. Estão desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 dias. tanto do Governo. As subempreiteiras que tiverem menos de 70 empregados devem participar com. • Referências . Não deixe de preencher e enviar o Anexo 1.32. mesmo que tenha permanecido sem atividade.1 a 18. quanto do empregado e do empregador. um representante titular e um suplente a cada grupo de até 50 empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho. no mínimo. fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. um membro efetivo e um suplente. devendo ter.Lembre-se que o ANEXO-I. precisa preencher e encaminhar o ANEXO II. pelo menos. neste item.33. em cada um. principalmente a longo prazo. sempre que ocorrer um acidente. devendo porém: • • a) Constituir Comissão Provisória de Prevenção de Acidentes. Ações nesse sentido diminuem os gastos.34.33. A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto a acidente fatal. A CIPA centralizada deve ser composta de representantes do empregador e dos empregados.

Aprovar as RTP.Justificar aos CPR as propostas não aprovadas.1 a 18.Estudar e propor medidas preventivas. Referências . Para esta NR específica. de Regulamento.35.Encaminhar propostas ao CPN.35 / Subitem 18. através da Portaria 7. c) Atribuições dos CPR: .• • Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria nº 65 (28/12/98). . como apoio técnico-científico. . b) Atribuições do CPN: .Três a cinco representantes titulares e suplentes do Governo.1 O item 18.7 • No item 18.Item 18.36 / Subitens 18. .2.36 (Disposições Gerais).36.Apreciar as propostas encaminhadas pelo CPN.Três a cinco titulares e suplentes. que incluiu o item 18. até a publicação da Recomendação de Procedimentos. encaminhando cópia aos CPR. regulamentadoras e de procedimentos.Implementar a coleta de dados sobre acidentes do trabalho. de 03/03/97. . • • Os CPN e CPR elaborarão seus Regulamentos Internos. . .Encaminhar ao Ministério do Trabalho as propostas aprovadas.Incentivar estudos e debates para aperfeiçoar normas técnicas.36.Elaborar propostas. representantes de entidades de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho. são mantidos em vigor os seguintes itens que constavam da antiga NR 18: . . Referências . foram criados os Comitês Nacional e Regional com as seguintes características: a) Composição dos CPN e CPR: .35 mudou. Os tais procedimentos serão elaborados por uma Comissão Técnica da Indústria da Construção. . dos trabalhadores e dos empregadores.Item 18.34.Deliberar a respeito das propostas apresentadas pelos CPR. integrada por técnicos da Fundacentro e da DRT.Participar e propor Campanhas de Prevenção de Acidentes. . para Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP). .

d) Escadas. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos.37.37. Equipamentos e Ferramentas Diversas.6 a 18. f) Estruturas Metálicas. filtrada e fresca. dentro dos limites determinados. pois ao qualificar-se um operário o mesmo passa a profissional.Subitens 18. e de 15 m (quinze metros).item 18.38. a partir do segundo ano de . deve ser solicitada à concessionária local a instalação de um telefone comunitário ou público. palestras. ressaltamos a importância do livro de manutenção e acompanhamento dos equipamentos preenchido pelo operador responsável.3. que vão desde a ação educativa como a inspeção. as punições mais sérias para aqueles que insistem em não cumprir as regras de segurança.1 a 18. b) Escavação. Os profissionais do SESMT devem estar atentos ao uso inadequado das ferramentas portáteis. Mais uma vez. que deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho e ser visado. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando os trabalhadores foram treinados. bem como às atitudes incorretas de quem as opera. no primeiro ano de vigência desta NR 18. • • • Referências .5 Disposições Finais • Não é difícil implementar um programa de qualificação. Fundação e Desmonte de Rochas. cursos. Na impossibilidade da instalação de bebedouro.Disposições Finais • É obrigatório o fornecimento de água potável.a) Máquinas. em especial aqueles itens relativos à qualificação. o trabalhador irá entender e se convencer das suas responsabilidades para a garantia de segurança.Item 18.37. e) Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas. Do posto de trabalho ao bebedouro. quando danificadas. • • • Referências . o suprimento de água poderá ser feito em recipientes portáteis. ou máquina. mudando de categoria. Quando houver alojamento nas áreas de vivência. continuamente.38 / Subitens 18. procedimentos até ações disciplinares como o uso de cartas de advertência e. não pode haver uma distância maior de 100 m (cem metros). até mesmo. na proporção de 01 (um) para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração. c) Estruturas de Concreto.1 a 18.4 Disposições Finais • Devemos observar que.37 / Subitens 18.37.1 . Para isso.Item 18. É obrigatório o fornecimento gratuito de vestimentas de trabalho e sua reposição. por meio de bebedouro ou equipamento similar. no plano horizontal. no plano vertical. betoneiras ou outro equipamento. sendo proibido o uso de copos coletivos. Com o treinamento. por profissional legalmente habilitado. a serventes de obra.8 . o empregador deve conhecer a NR 18. Referências . A organização usará todas as formas. hermeticamente fechados. era obrigatório o PCMAT .para os estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores e.38.

Contamos. é sempre bom conhecermos o nível de desenvolvimento tecnológico e a real preocupação em estar investindo em pesquisa e desenvolvimento por parte do fabricante. hoje em dia não se vende apenas ‘equipamentos’ e sim alternativas que representem ‘soluções’ para toda e qualquer necessidade do cliente.14. o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje do edifício em construção com dez ou mais pavimentos ou altura equivalente. pessoas e materiais em até 45 metros de altura. Como sabemos. No terceiro e quarto anos de vigência desta NR. hoje. eliminando a necessidade de se colocar escadas ou montar andaimes onde a mobilidade se torna incomparável com o que permitem as plataformas. essas Plataformas Aéreas possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais. de 03/07/07 ARTIGOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES Plataformas de Trabalho Aéreo Atualmente existem equipamentos que podem colocar em segurança. cujo canteiro de obras possua. Autopropelidos com motores elétricos. referido no subitem 18. dotados de tecnologia de ponta. serviços e eficiência para seus clientes. desde que haja 30 ou mais trabalhadores. . os benefícios são inúmeros pois. sobre pisos pavimentados ou não.vigência.Item 18. Além disso.39 .1. 40KB) Incluído pela Portaria MTE 15. • Outra observação importante é a exigência do elevador de passageiros. com mais de três anos da nova NR 18. excelência em treinamento.39 Glossário. possuem a configuração adequada para trabalhar em ambientes abertos e fechados. pelo menos. gás ou diesel. para sabermos se ele pode mesmo estar oferecendo um alto padrão de qualidade. para estabelecimentos com 50 ou mais trabalhadores. Entretanto. Referências . acessem pontos elevados com muita rapidez e eficiência. somente após quatro anos de vigência desta Norma.Plataformas de Trabalho Aéreo (PDF. ANEXOS Anexo I .23. 40 trabalhadores. de canteiros de obras a instalações industriais. O que são as Plataformas de Trabalho Aéreo? São equipamentos muito simples porém.Glossário • A Portaria MTE 157 de 10/04/2006 excluiu e incluiu expressões e definições no Item 18. incluindo a tão propalada ‘Eletrônica Embarcada’ muito utilizada na industria automotiva.

Qual é a capacidade máxima exigida (pessoas e materiais) ? Que tamanho de plataforma será necessário ? Há necessidade do deslocamento da máquina entre corredores estreitos ? Preciso de um pequeno raio de giro? É preciso mover a plataforma de um andar a outro? O trabalho é em ambiente fechado? Preciso deslocar a máquina com a plataforma elevada? O trabalho requer uma plataforma tipo Tesoura para acesso vertical em linha reta? Preciso de uma plataforma de lança para maior alcance? Preciso de uma lança articulada para elevação sobre obstáculos (acima e além) ? O local de trabalho é pavimentado ou não ? O alcance lateral é importante ? Diferentes classes e configurações estão disponíveis para cada tipo de aplicação.80m acima da altura máxima da plataforma). . antes de ofertarmos o equipamento adequado para executar determinado tipo de trabalho. sugerimos um roteiro que pode ser adotado : • • • • • • • • • • • • • Qual é a altura máxima de trabalho que preciso alcançar ? (A altura de trabalho é considerada como sendo 1. A seguir.No dimensionamento de uma Plataforma de Trabalho Aéreo algumas questões devem ser respondidas.

Estas máquinas são ideais para inúmeras aplicações.58m e são especialmente úteis para aplicações que necessitam de grande alcance. automotiva e aeronáutica) . oferecem versatilidade em serviços de manutenção e construção. são uma classe de equipamentos usados quando há necessidade de menor alcance e altura mas. elétricos. bastante espaço para trabalho e maior capacidade de elevação.19m a 18. etc… Plataformas tipo tesoura. além de outras posições elevadas.29m a 36. o operador pode manobrar a máquina para frente e para trás ou para qualquer outra direção. de utilidade e de pintura . indústrias automotiva e aeronáutica . distribuição e entretenimento.29m). sobre pisos pavimentados ou não. equipamentos e outros obstáculos presentes sobre o piso. A partir da plataforma. estão disponíveis com lanças articuladas e telescópicas (alturas de 12. Em termos de aplicação. Armazenagem e centros de distribuição são mercados em crescimento. equipamentos e outros obstáculos sobre o piso e outras posições elevadas onde plataformas de lança telescópica não chegam. locais de trabalho com terrenos irregulares . indústria. que é um grupo gerador que recarrega e mantém o nível de carga das baterias.7m) são usadas principalmente em ambientes fechados com piso pavimentado. As plataformas de lança. refinarias de petróleo e indústrias químicas . instalações industriais e de manufatura (indústrias sederúrgica. serviços mecânicos.• Plataformas elétricas de lança articulada (alturas de 9. As plataformas tipo tesoura podem ser manobradas de forma semelhante aos modelos de lança. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. Esse modelo de plataforma foi concebido para oferecer maior área de trabalho no ‘deck’ e. apesar de serem elevadas apenas verticalmente – exceto para a opção disponível de extensão horizontal de até 1.72m até 45. • • . mesmo elevada. São vendidas em todo o mundo para utilização na construção. A mesa giratória da máquina tem movimento de 3600 em qualquer direção.72m). manufatura e armazenagem. Todos os modelos articulados são manobráveis em elevação total e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores estreitos e áreas de trabalho congestionadas. Apresenta as mesmas condições de movimentação das lanças articuladas. plantas de fabricação e processamento de alimentos e produtos têxteis .83m no deck. manutenção de instalações. são mais robustas. As plataformas elétricas de lança articulada são alimentadas por baterias. Esse modelo de plataforma oferece características e benefícios semelhantes às plataformas elétricas de lança. parques temáticos . assim como em hotéis e instalações educacionais e de recreação. refinarias de petróleo. A estrutura giratória da máquina também tem um movimento de 3600 em qualquer sentido. usadas para alcançar locais sobre máquinas.24m. geralmente. empreiteiras de serviços mecânicos. para alcançar locais sobre máquinas. instalações esportivas. permitir trabalhar com cargas mais pesadas que nas plataformas de lança. A lança pode ser elevada ou abaixada e estendida enquanto a plataforma permanence horizontal e estável. O gerador carrega as baterias duas vezes mais rápido que o carregador embarcado padrão e permite mais ciclos operacionais em velocidade mais alta. Todos os modelos articulados são manobráveis com a plataforma na sua altura máxima e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores industriais e áreas congestionadas. recarregáveis em tomadas convencionais de 110V ou 220V. dentre as quais. com o opcional ‘QuickCharge GenSet (Trade Mark). multipropelidas. parques temáticos. As aplicações mais comuns são. Plataformas de lança telescópica (ou lança reta) atingem alturas de 12. evitando os problemas como emissões de gases e ruídos. shopping centers e outros ambientes fechados. • • Plataformas de lança articuladas movidas a diesel (alturas de plataformas de 13.1m e 10. AS plataformas tipo tesoura estão disponíveis em vários modelos e atingem uma altura máxima de 15. se destacam: Construção e manutenção predial . manutenção. São utilizadas principalmente em prédios comerciais e infra-estrutura . elétricos. acesso sobre obstáculos terrestres. e podem ser usadas em ambientes abertos e fechados. de utilidades e pintura .

Comentários sobre PCMAT Sérgio Ussan Programa de controle e meio ambiente de trabalho na indústria da construção A NR 18 traz em seu item 18. Aplica-se aos acessos necessários à execução dos serviços de manutenção. Eng. (DOC. Orientador: Prof. alcance e segurança no manuseio de ítens de estoque.Segurança em Andaimes ABNT NBR 7678 . estúdios de TV / Cinema e telecomunicações.3 a necessidade do PCMAT em obras de construção. parques temáticos. são compostos de uma plataforma de trabalho fixada a um mastro de alumínio que se estende verticalmente e. 48KB) Procedimentos de Montagem e Desmontagem de Andaimes Este documento visa a estabelecer os procedimentos que devem ser obedecidos na liberação para montagem e desmontagem de andaimes com a finalidade de preservar a integridade física do pessoal envolvido. Destaque para o capítulo 3 . . Vargas. prédios públicos. Vejamos primeiro a definição de "Programa": "Programa é a exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema".Proposta de Plano de Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível. centros de distribuição e varejista.33m. As aplicações mais comuns são na manutenção geral de fábricas. A Série AM (ACCESSMASTER)(Trade Mark) é uma máquina de deslocamento manual que.• Elevadores Pessoais. que proporciona mais eficiência. Também está disponível a exclusiva Série SP Almoxarife. é montado numa base de aço. reformas e pinturas de equipamentos na área industrial. Atingem alturas que variam de 5m a 14.3. 523KB) Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Agora.Segurança na execução de Obras e Serviços de Construção Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível na Construção Civil (PDF. fato que todos os profissionais intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento. atenção especial aos seguintes itens: • O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho (item 18. Tendo como referência os seguintes documentos: • • • • • Ministério do Trabalho – Portaria 3214 de 1978 – NR-18 N-2343 Critérios de Segurança para Andaimes N-2162-A Permissão Para Trabalho ABNT NBR 6494 . igrejas. quando recolhida. passa facilmente por portas convencionais. A Série VP é uma máquina autopropelida que pode ser manobrada com a plataforma totalmente elevada.2 da NR 18). Carlos Luciano S. teatros. por sua vez. aeroportos. D.

devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. cuidados devem ser tomados quando da contratação do profissional que fará a elaboração do PCMAT. em primeiro lugar. creio eu. Na verdade. surgimento de novas tecnologias e equipamentos. sendo demonstrada sua importância e.3. e a partir desta condição conhecer a obra e sua filosofia de construção. Grande engano quem assim pensar. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. independente da obra. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. parte do PCMAT é idêntica para todos. durante a construção. A partir destes conceitos pode-se desenvolver alguns comentários que não apresentam unanimidade na sua aprovação. ou obra. principalmente. mas. o PCMAT é único e completo por obra específica. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por . sobre a implantação de medidas que visem as condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. Reforço. é um memorial descritivo. são os corretos a serem aplicados na indústria da construção. ele é específico para as condições individuais de cada obra. • • Estabelecimento é uma obra individualizada. sua função de estabelecer regras que os protejam. de um forma cerimoniosa. ele não é "receita de bolo". mudaça de projeto e alteração na relação mão de obra/equipamento. • • • • • • • • Portanto. mas também é mais que verdade que parte é específica a obra em si. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. Entre possíveis alterações pode-se considerar sem medo de errar mudança no cronograma. O PCMAT deve ser apresentado a todos os profissionais que na obra trabalharem. ou influírem de um modo ou outro. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa) é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra. independente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. tendem a ocorrer. ser um profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho. ou seja. No entanto falar em elaboração e implantação de um PCMAT parece uma tarefa simples e de fácil execução. O PCMAT é uma carta de intenções.• A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento.3 da NR 18). realizando um trabalho voltado única e exclusivamente para aquela obra. o Programa específico aos serviços que ela executará. devendo ele.

. o mesmo ocorrendo com a implantação do PCMAT. por arrancamento através de serras. plasma Reação química: Onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação do metal. sendo uma obrigação dos profissionais ligados a Segurança no Trabalho conhece-lo profundamente. é investimento. aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização. não importando se a fonte de energia é química. Devem os leitores terem pleno conhecimento que a criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Processos de Corte e Solda Oxicorte Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Invariavelmente. tesouras. não sendo adequadas ao uso para todos os fins a que se destinam. arc air (goivagem). O corte pode ser efetuado de diversas formas: • • • • Mecanicamente: Corte por cisalhamento através de guilhotinas. estes são produzidos em dimensões padronizadas. o corte por jato d´água de elevada pressão. etc Por fusão: Utilizando-se como fonte de calor um arco elétrico ex. Dentre os recursos naturais em maior abundância. as operações de soldagem são precedidas pelas operações de corte. a água tem-se mostrado uma grande aliada nessa busca. a cada início de uma etapa de construção nova ele deve ser destacado e relembrado.todos. de elevada pureza. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". Lembrando que Segurança é como a água da chaleira para o chimarrão. ex. Em função deste aspecto. Jato D´água Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Desde os primórdios o homem busca na utilização de recursos naturais meios para satisfazer as suas necessidades. mecânica ou elétrica. etc. agindo sobre um ponto previamente aquecido por uma chama oxicombustível. Enquadram-se neste. Neste trabalho. Por questões de economia de escala e características do processo de fabricação dos materiais metálicos. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas. nos ateremos à utilização deste elemento . se não for aquecida constantemente esfria. tornam-se necessárias operações de corte das matérias primas. corte oxicombustível Elevada concentração de energia: Neste grupo enquadram-se os processos que utilizam o princípio da concentração de energia como característica principal de funcionamento. LASER e algumas variantes do processo plasma Definição: O oxicorte é o processo de secionamento de metais pela combustão localizada e contínua devido a ação de um jato de Oxigênio. devendo ser exigido e obedecido em todas as obras. usinagem mecânica. lembrando sempre que segurança não é custo. Este tema merece maiores análises visando alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado.

quando se deseja secionar um material aplica-se energia a este. . A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. existem três estados: o gelo. cisalhamento etc. água e vapor. Considerando o elemento mais conhecido. tornou o processo aplicável a quase todos os materiais de uso industrial. líquido e gasoso. o processo era utilizado para corte de madeiras. vaporizará. fazendo com que a pressão exercida no bico de corte seja da ordem de 1500 a 4200 bar.). podendo ser energia térmica (Arc air. onde a força de impacto exercida por um jato de água de alta pressão na superfície de contato do material supera a tensão de compressão entre as moléculas.6mm. Costuma-se pensar normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido. Inicialmente. que sendo submetida a mais calor. a água. variando de cerca de 0.1mm a 0. separando-se em dois gases Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1). sendo que a introdução de materiais abrasivos e o desenvolvimento de sistemas de pressurização e bicos. Plasma Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Usualmente o plasma é definido como sendo o quarto estado da matéria. A velocidade da água é da ordem de 520 a 920 m/s. química (corrosão por ácidos) ou mecânica (usinagem. transformam toda a energia potencial da água em energia cinética. O diâmetro do orifício de saída da água é bastante reduzido. Norman C. Laser etc. De uma maneira geral. plasma. Franz da Universidade de Columbia (EUA) patenteou um sistema de corte com água pressurizada. causando um elevado desgaste do mesmo. este transforma-se em água. Em 1968. O corte por jato d´água enquadra-se no grupo de energia mecânica. Estes dois fatores combinados.como meio de corte de materiais. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo.). secionando o mesmo.

Desenvolvimento dos processos a arco plasma Em 1950. A redução do diâmetro do bocal constringia o arco elétrico. Ao invés de soldar. a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção. Quando isto acontece. Este processo é chamado de ionização. o quarto estado da matéria Porém se adicionarmos mais energia. A temperatura e a tensão do arco cresceram dramaticamente. quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida. ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica. sendo eletricamente condutor. O mesmo fato pode ser observado no gás plasma. Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma. o metal foi cortado pelo arco plasma. Por exemplo. o gás torna-se um "plasma". as propriedades do arco elétrico poderiam ser bastante alteradas. Durante a pesquisa e desenvolvimento do processo TIG. e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. cientistas do laboratório de solda da Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro do bocal direcionador de gás da tocha TIG. o processo TIG estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para soldas de alta qualidade em metais nobres. . e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em alta velocidade.Figura 1 . tanto maior será a temperatura. algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente tais como a temperatura e características elétricas. quanto mais reduzida for a secção.Plasma. aumentando a velocidade do gás e o seu calor por efeito Joule.

Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás sai do bocal. o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o "heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a peça de trabalho. A espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação do gás de corte.Temperaturas do arco TIG e jato Plasma Na figura 2. com os mesmos parâmetros operacionais. ou de modo não transferido quando a corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha. O jato plasma é apenas moderadamente constringido (Æ do orifício do bocal = 4.8 mm). os dois arcos estão operando em 200 Ampères.Figura 2 . A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente aumentar a temperatura do arco. O arco do plasma foi consideravelmente mais quente que o arco TIG. quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo) e a peça de trabalho (anodo). ejetando o metal fundido provocando assim o corte. conforme mostrado na figura 2. Arco transferido e não transferido O arco plasma pode ser transferido. a tensão e temperatura aumentam. Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação. mas é operado com o dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco correspondente ao TIG. . Se a mesma corrente é forçada a passar através do orifício. Essas altas temperaturas foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas paredes do mesmo. permitindo um alto grau de constrição do arco. Os dois modos de operação são mostrados na figura 3.

se é usado uma baixa vazão de gás. o jato plasma torna elevada a concentração de calor na superfície da peça. Contudo. a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal fundido através da peça de trabalho. Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do calor na superfície da peça conforme a progressão do corte. Por exemplo.5 mm) até chapas grossas (250 mm). Corte plasma convencional (1957) Introduzida em 1957 pela UNION CARBIDE. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente aumentada. na maioria das aplicações industriais.Plasma transferido e não transferido Alterando as características do arco plasma As características do arco plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás corrente de corte. Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na face de corte. A faixa de espessuras abrangida variava de chapas finas (0. o corte plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular. sendo ideal para soldagem. . a espessura de corte não ultrapassa 50 mm.Figura 3 . Uma tocha mecanizada com capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou Alumínio. esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal a velocidades de corte relativamente altas. tensão do arco e diâmetro do bico de corte. Nesta faixa de espessuras. A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de condução de corrente da tocha e propriedades do metal.

causando um corte mais reto. se o corte plasma . Por exemplo. várias pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição do arco.Plasma convencional Este desbalanceamento do calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco como mostrado na figura 4.Figura 4 . Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50. O corte plasma como descoberto. sendo um entre o eletrodo e o bico e outro entre o bico e a peça de trabalho. O aumento da constrição do arco tende a tornar o perfil do arco maior e mais uniforme. Figura 5 . Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários metais e diferentes espessuras.Formação de duplo arco Este fenômeno é conhecido como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte. sem porém a criação do duplo arco. Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois arcos em série (figura 5). é atualmente denominado como corte plasma convencional. O arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade.

A velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio. neste caso porém é adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte. O Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao Carbono proveniente da reação exotérmica . A velocidade de corte é melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional. a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. e reduzindo a tendência de "duplo arco". Este processo utiliza-se das mesmas características como no plasma convencional. é essencialmente a mesma que no plasma convencional. além de refrigerar o bico de corte e bocal da tocha. protegendo o mesmo de curto-circuitos. Figura 6 . O gás de proteção também protege a zona de corte aumentando a qualidade e velocidade de corte. Arco plasma "DUAL FLOW" (1962) A técnica dual flow foi desenvolvida em 1963. Usualmente. A maior vantagem neste processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de corte e a peça de trabalho.convencional é usado para cortar aço inoxidável.Plasma "Dual Flow" Corte plasma com ar comprimido (1963) O corte plasma por ar comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. aço Carbono e Alumínio. é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização da qualidade de corte nesses três tipos de metais. Esta técnica envolve uma pequena modificação em relação ao plasma convencional. como mostrado na figura 6. contudo. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio para aço Carbono. em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser cortado.O corte plasma convencional predominou desde 1957 até os anos 70. dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio. e freqüentemente requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio.

Eletrodos especiais feitos de Zircônio. a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no processo plasma convencional. Figura 7 . Mesmo com a utilização deste eletrodos especiais.Corte plasma a ar comprimido O maior problema com o corte por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o plasma com Nitrogênio. são necessários. Corte plasma com proteção d´água (1965) O corte plasma com proteção de água é semelhante ao processo "dual flow". uma vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás de corte conter Oxigênio. o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez que a água não provê uma constrição adicional do arco. entretanto. . a superfície de corte nesses materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas aplicações (Figura 7). O efeito de resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte além de melhorar significativamente a aparência do corte. Embora o processo possa ser usado para o corte de aços inoxidáveis e Alumínio. Háfnio ou ligas de Háfnio.com o ferro incandescente. onde o gás de proteção secundário é substituído por água (Figura 8).

da velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço Carbono.Corte plasma com proteção d´água Arco plasma com injeção d´água (1968) No início. . a água é injetada radialmente no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9.Figura 8 . Como resultado final destas altas temperaturas. No processo plasma com injeção d´água. estava estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco.000°K ou seja 9 vezes a temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do arco plasma convencional. A injeção de água no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando como se fosse um segundo bico de corte. As temperaturas do arco nesta região são estimadas em aproximadamente em 50. tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte.

Corte Plasma com injeção d´água Um outro método utilizado para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um redemoinho de água em volta do arco. Fisicamente o Nitrogênio é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do arco à peça.Nitrogênio.Figura 9 .Direção de injeção d´água Ao contrário do processo convencional descrito primeiramente. a constrição do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um redemoinho estável de água. O calor absorvido pelo . Com esta técnica. conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na injeção radial de água (Figura 10). A força centrífuga criada pela alta velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o arco. Figura 10 . A utilização de apenas um gás torna o processo mais econômico e fácil de operar. uma ótima qualidade de corte com o plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas um tipo de gás .

. conseqüentemente. A despeito das elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco. menos de 10% da água é vaporizada. A água restante sai através do bocal sob forma de um spray cônico. Este fato acarreta em que sentido de corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo reto em todas as faces da peça (Figura 12). A proteção obtida pela camada de vapor d´água também permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica. sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos ponteiros do relógio no gás. quando há turbilhonamento do gás de plasma. porque a camada de vapor isola o mesmo da alta intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima temperatura. Figura 11 . Este giro causa uma maior energia de arco a ser despendido no lado direito do corte. Uma importante característica das extremidades cortadas. é que o lado direito do corte seja reto e o outro lado seja levemente chanfrado. A razão da constrição do arco na região de injeção de água é a formação de uma camada isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada. vindo a refrigerar a superfície da peça.Camada de vapor d´água A vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de injeção de água. A mesma dessimetria de corte pode ser observada no corte plasma convencional. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na superfície de corte e resfria o bico da tocha. o arco duplo. a maior causa da destruição do bico deixa de existir. Este fenômeno não é causado pela água injetada. como mostrado na Figura 11.Nitrogênio quando dissociado é transferido quando em contato com a peça de trabalho.

000°K. dando como resultado um corte reto no lado direito do corte. Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os bordos retos no lado interno do anel.Direção de corte Mufla d´água e tábua d´água (1972) Desde que os processos por arco plasma possuem uma elevada concentração de calor. há alguns efeitos negativos inerentes ao processo: . acima de 50. o anel mostra o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio.Direção do corte Na figura 13.Figura 12 . Figura 13 .

Com uma coloração adequada. e a tocha plasma corta enquanto imersa. a qual. Este Hidrogênio forma bolsas sob a peça. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse aspecto. foi introduzido pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição. A fumaça e gases tóxicos são confinados na barreira d´água. pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte. Fumaça e gases tóxicos em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho. sendo a mufla de água e tábua de água. que acoplado a um sistema purificador. produzindo os seguintes efeitos benéficos quando usados com a tábua d´água: • • • • O alto nível de ruído do processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela água.• • • A altas correntes. no corte subaquático. O Oxigênio tem a tendência de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas leves) formando óxidos. a fumaça e as radiações do arco elétrico são drasticamente reduzidas. o corte plasma gera um intenso nível ruído. a peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água. A claridade do arco é reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos. Tábua de água: Trata-se de um reservatório de água localizado abaixo da peça a ser cortada. requerendo o uso de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros. A geração de radiação ultravioleta. a radiação ultravioleta é diminuída. o ruído. Este método para fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água. Um aspecto negativo neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a velocidade de corte é diminuída de 10-20%. Este grupo de efeitos garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de meio ambiente. provocando a formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. Além do fato do operador não determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram. Mufla d´água: O sistema de mufla d´água cria uma camada protetora ao redor da tocha. Finalmente. Para o corte subaquático. Como conseqüência. remove as partículas sólidas. Corte subaquático (1977) Desenvolvimentos na Europa com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça. requerendo proteção para os operadores. deixando Hidrogênio livre dentro d´água. que quando em contato com o jato plasma causa pequenas . Em 1972. superior ao nível normal nas áreas de trabalho. pode causar queimaduras na pele e olhos. tem a finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações de corte. exigindo uma boa ventilação. que controlam os efeitos nocivos do processo plasma. levaram ao surgimento do corte plasma subaquático.

Com este novo alento. foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte. um grande número de inovações tecnológicas foram introduzidos. sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de 260 Ampéres. Corte plasma a ar comprimido de baixa corrente (1980) Em 1980.explosões. sendo considerado uma valiosa ferramenta em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna. . Corte plasma com oxigênio (1983) O corte plasma com injeção de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da saída do bocal. Este torna-se um corte subaquático com injeção de ar. aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80. a água deve ser constantemente agitada quando do corte destes metais. equipamentos usando ar como gás de plasma. Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por contato ("blow back" retração do eletrodo). tornando o processo fácil de usar. Este fato propiciou uma nova era para o corte plasma. Em função deste fato. aumentou a competitividade na indústria de corte plasma. Corte subaquático com mufla Baseado na popularidade do corte subaquático. A partir desta data. A Termal Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT. eliminando a alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as partes frontais da tocha durante as operação de corte. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de corte. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. o corte plasma foi aceito como um novo método para corte de metais. os fabricantes de equipamentos introduziram no mercado. A utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas. como mostrado na figura 14. as duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e Europeu respectivamente. particularmente para sistemas de baixa corrente. no qual é injetado ar ao redor da tocha. surgindo novos fabricantes. estabelecendo uma bolha de ar onde o corte se processa.

contudo. excesso de material removido. Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida. particularmente nos últimos 5 anos. Atualmente três tendências principais devem ser observadas: . Conclusão Ao fim desta revisão. aumentando a velocidade de corte. tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos últimos 35 anos. foi visto a primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres. Corte plasma de alta densidade (1990) O corte LASER tem se tornado um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade. Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado.Figura 14 . os fabricantes de equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade de corte de seus equipamentos. como uma deficiência no esquadrejamento do corte. Em alguns locais onde este processo foi usado. pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao metal a ser cortado (aço Carbono). o pequeno aumento na velocidade de corte associado as desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo tipo de tocha.Plasma com injeção de Oxigênio Este processo é usado exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno aumento na velocidade de corte. Em 1990. algumas desvantagens são notadas. Espera-se que a qualidade de corte no plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser. este tornar-se-á o maior concorrente do processo LASER. Considerando que o custo de implantação do processo plasma exige um investimento inicial bem menor.

2. O mercado para máquinas de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e tolerâncias cada vez menores para o processo plasma. Os russos na década de 50 desenvolveram o princípio do processo. Manuel Saraiva Clara Os precursores do processo começaram ainda no século passado com a soldagem na posição vertical em um único passe através do confinamento do metal líquido com sapatas de grafite. cerâmica ou cobre. executava-se a soldagem por arco elétrico ou por processo térmico. que consiste em uma escória líquida condutora de energia elétrica para a soldagem na posição vertical ascendente. Depois inicia-se o processo de soldagem com um arco elétrico. e Prof. entre o eletrodo (em fusão) e o lado inferior do chanfro. fluxo para soldar. ver a figura ESW 01. Princípio do Processo O processo de soldagem eletroescória é um processo por fusão através de uma escória líquida a qual funde o metal de adição e as superfícies a serem soldadas.1. 3. Figura ESW 01 Principio da Soldagem por Eletroescória Antes de iniciar o processo coloca-se no chanfro. Eletroescória Prof. como por exemplo para soldar seções transversais muitos espessas. O processo passa a ser viável economicamente em juntas de topo a partir de 19 mm de espessura e. pelos lados das bordas por suportes de cobre. Todos os cordões são executados na posição vertical ascendente ou aproximadamente a esta. O mercado para unidades portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir. para espessuras máximas praticamente não há limitações. O processo de soldagem Eletroescória é usado onde se necessita grandes quantidades de material de solda depositado. A poça de soldagem é circundada. Luiz Gimenes Jr. resfriadas na parte interna com uma vazão constante de água. a qual chama-se de sapata de refrigeração. Pesquisas e desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a qualidade de corte. Este arco voltaico funde .

Solda sem distorções. Este calor gerado pela corrente elétrica é o principio que serve como fonte de calor. Alto custo dos dispositivos de soldagem. O aquecimento. Construção de vagões ferroviários: superfícies de rolamento. funde o metal adicionado e as faces do chanfro. vasos de pressão: Costuras longitudinais e circulares. Tão logo a condutibilidade do banho de escória tenha aumentado. Na maioria dos casos a profundidade mais favorável está entre 40 e 60 mm. pois não há tolerâncias críticas a serem consideradas. por meio de oxicorte. O metal solidificado é coberto lateralmente com uma camada fina de escória. isto é. devido a passagem da corrente elétrica pelo banho da escória aquecido. muito onerosos. aumenta diretamente com a temperatura. a tal ponto que a escória conduza melhor do que a corrente elétrica do arco. sendo necessário tratamento térmico posterior. Então a corrente elétrica corre do eletrodo. através da escória líquida e através da zona metálica fundida. conferindo alta qualidade da junta soldada. e portanto deve ser substituída com a adição regular de fluxo. Construção naval: Solda de seções do navio e laterais de tanques. eixos. jogos de rodas. tampouco mostra endurecimento. de modo que a superfície do metal líquido seja mantida sempre na altura média das sapatas de refrigeração. A condutibilidade elétrica da escória líquida. com baixa resistência ao impacto. Devido ao resfriamento lento surgem tensões próprias da solda consideravelmente mais baixas do que em soldas executadas por outros processos. bases para máquinas. Vantagens Preparação do chanfro a baixo custo. para que a profundidade do banho de escória seja mantida estável. de ajustamento. O guia do eletrodo e as sapatas se deslocam continuamente para cima. devido às propriedades especiais de condutibilidade da escória. Campos de Aplicação • • • • • • • • Construções metálicas: Soldas em chapas grossas de topo.o fluxo. Construção de máquinas: Carcaças para turbinas. até o metal base. Técnica nuclear: Partes de componentes para usinas nucleares. o que evita trabalhos. cilindros. O processo lento de solidificação é favorável. . para as reações químicas na poça de fusão. O metal depositado é bem desgaseificado e livre de poros. que resulta do processo. do ponto de vista metalúrgico. Construção de recipientes. • • • • Desvantagens Granulação grosseira. este se apaga.

que gira em torno de 6%. os quais podem ter oscilação através de dispositivos acoplados ao sistema tracionador de arame.750 28 .32 Taxa de Deposição (Kg/h) 32 . Tecnologia do Processo O processo de soldagem por eletroescória. No inicio do processo. Tabela ESW 01 Parâmetros Para solda com Fita ( Eletroslag Strip Clading) Dimensões da Fita (mm) 30 x 0. A soldagem só pode ser feita na posição vertical ascendente.• • • Mão-de-obra especializada é recomendada na operação. Aberturas de junta. e tem que ser iniciada preferencialmente a soldagem uma única vez. que devido à interrupção do processo. ver Tabela ESW01. nunca maior que 10%. não são econômicas. conduza bem a corrente elétrica e por outro lado. contendo apenas fluxo granulado. uma peça de acesso a qual não deve ser menor que 100 mm. Solda seções acima de 19 mm. por um lado. Esta não têm apenas como objetivo manter a escória confinada.5 Velocidade de Avanço (m/min) 2. grande demais.7 Tensão Corrente Stick out (V) (A) (mm) 23 . com também manter fora do cordão. A soldagem por eletroescória exige uma escória líquida que. as sapatas de refrigeração fixados nas faces a serem soldadas. garanta uma boa transmissão de calor para as chapas a serem soldadas. A grande vantagem da utilização dessa variante de processo seria a sua baixíssima diluição.27 650 . podem ser feitos com excelente qualidade metalúrgica e sanidade ultra-sônica. Para terminar o cordão devem ser previstas peças de saída. com depósito em aço inoxidável e alta liga de níquel. Para tal aplicação utiliza-se os dispositivos e demais componentes do processo de soldagem arco submerso. . Esta parte do cordão mostra uma penetração baixa demais. pode ser executado com um ou vários arames. Seu valor mínimo é determinado pela forma do guia do arame. abaixo do cordão.2. O revestimento com fita. O percurso de espaço inicial de 3 à 8 cm de cordão de solda são feitos sob escória não totalmente fundida.40 A abertura do chanfro é de aproximadamente 20 até 30 mm. A abertura deve ser o suficiente para que não ocorra curto-circuito entre guia de arame e as faces do chanfro. podem desenvolver uma estrutura metalográfica diferente. os últimos milímetros da solda. Por causa disso é colocada.3 .

A soldagem por eletroescória pode ser realizada com corrente alternada ou contínua com eletrodo no polo positivo). deve-se ter quantidade de arame suficiente para todo o tempo de arco aberto. o que causa uma penetração insuficiente provocando descontinuidades. Uma tensão de soldagem mais alta provoca uma maior penetração na face.Apêndices para início e término da soldagem A soldagem por eletroescória exige operação ininterrupta. a formação da microestrutura será melhor. antes de iniciar a soldagem.Figura ESW 02 .50 450 600 500 90 . Parâmetros para soldagem por eletroescória com 1 eletrodo sem oscilação Velocidad Densidad e de Taxa de EletrodoDiâm Tensã Corren e de avanço do deposiçã etro (mm) o (V) te ( A) corrente eletrodo o (Kg/h) (A/mm2) ( m/min) 2.100 10 .120 70 . por mais curta que seja. Cada interrupção.50 32 . Tabela ESW02.0 4-9 3-6 32 . com ciclo de trabalho de 100%.5 3. Com o aumento do avanço do eletrodo aumenta a corrente. a profundidade da poça de fusão e a potência de fusão.20 . com tensões em vazio da ordem de 60 V e tensões de trabalho de 30 a 55 V. Por esta razão.20 10 . Equipamento As fontes de energia típicas para o processo são similares as utilizadas no arco submerso. por sua vez. Com velocidade pendular mais alta. leva ao resfriamento do banho de escória. Algumas vezes usa-se corrente alternada. Tabela ESW 02.

C. Welding Journal ago/82 pg 15 a 19. Apostila de Processos Especiais de Soldagem 1995 pg 14 a 18. .35 Geometria de Chafros Abaixo é mostrado as geometrias mais comuns utilizados pelo processo eletroescória. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem por ultra-som tem como objetivo unir peças por vibrações mecânicas na faixa ultra-sônica associada com pressão. e Prof. O processo de Soldagem é realizado através de um transformador eletroacústico Figura USW 01. Bibliografia American Welding Society Vol 2 8th edição pg 272 a 297 Welding Metal Fabrication nov/89 pg 19 a 20. O componente denominado sonotrodo é o agente que promove as vibrações. Noruk Soldagem por Ultra-som Prof.70 15 . Luiz Gimenes Jr.50 600 900 50 . S. Luiz Gimenes Jr e Marcos Antonio Tremonti. o qual transforma uma corrente alternada em oscilações longitudinais mecânicas de freqüência de 22 KHz por exemplo. sem fusão do material base. J.Murray and A.0 3-6 32 . Burley Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. a Soldagem é feita no estado sólido.700 4.

principio de funcionamento Durante a Soldagem as peças são fixadas na "bigorna" Figura USW 02. Se a força de pressão e a amplitude dos movimentos relativos entre as superfícies a soldar forem suficientemente fortes. vidro ou mesmo cerâmica. . se aproximam e forças de ligação de superfície entram em ação. Paládio.003 até 2 mm) de metais macios (alumínio. Níquel. como fios de alumínio ou ouro em silício. aquecidas e aplainadas. ouro). Estanho. Ligações entre semicondutores e transistores. Cobre. O aquecimento é limitado a uma camada muito fina.Figura USW 01 . Magnésio. Os filmes de sujeira. O sonotrodo transmite oscilações tangenciais para a peça. Platina. água e óxido são rompidos. destacamos os principais: Alumínio. também em chapas mais mais espessas de aço e não-ferrosos. As superfícies. Ouro. Prata. pode ser usada para unir os principais metais. folhas ou fios (espessura de 0. Figura USW 02 . Molibdênio. então ocorre fluidificação. além dos Aços. Campos de aplicação • • Contatos de semicondutores resistentes à temperatura. Zircônio.sonotrodo e bigorna fixadora Soldam-se chapas finas. Titânio. A solda por ultra-som. Conexões elétricas dos mais diversos tipos. Tungstênio. Tântalo.

Portanto a Soldagem dos plásticos apresenta como vantagens: • • • • • • Substituir fixações mecânicas ( porcas / parafusos ) Melhorar design Segurança na união Redução de risco da ação química do adesivo sobre o plástico Soldagem dissimilar Rapidez do processo Parâmetros e equipamentos Na implantação do processo deve ser levado em consideração. Acrílico. Os equipamentos de menor potência destinam-se a aplicações mais delicadas. a substituição de adesivos por equipamentos de soldagem ultra-sônica exigem pequenas modificações no projeto para que a Soldagem seja viável. pára-choques. também: • • Ponto de fusão a ser empregado Geometria e dimensões da peça São fatores que definem a potência e freqüência do equipamento. A solda ultrasônica ganha pela rapidez e evita os riscos citados. a Soldagem a ponto por resistência algumas vezes se torna mais viável. Nylon. Os principais plásticos soldáveis por ultra-som são: ABS. Bibliografia . PVC. microcomputadores. pois as partes a soldar necessitam estar em contato e sob pressão utilizando ciclos da ordem de 20 a 40 kHz. A complexidade e irregularidade da peça pode impor restrições à Soldagem ultra-sônica. principalmente na união. em outros ramos tem-se encontrado em componentes de telefones. Os diversos tipos e modelos variam potências de 800 a 3000 W.• Quando as quantidades são grandes. e na costura de produtos sintéticos. Poliestireno. tem exigido também um aprimoramento nos processo de fabricação. Polipropileno. muito freqüente em colagens. As indústrias automobilísticas são um dos grandes consumidores da Soldagem por ultra-som e nas indústrias de autopeças. Policarbonato. alem da espessura e extensão da área a ser soldada. a espessura e extensão da área a unir caracteriza a potência do equipamento. ocupam menor espaço e não exigem isolamento acústico. a Soldagem dissimilar entre os plásticos dependem muito da resina empregada. Plásticos O crescimento do uso do plástico na indústria. Poliéster. Basicamente as uniões são feitas por adesivos que corre o risco de ataque químico ao plástico. como por exemplo nas aplicações em painéis.

condutivo (embora no estado sólido. e a solda se desenvolve sem faíscas. A zona de soldagem fica sempre protegida pelo fluxo escorificante. o fluxo fundido sobrenada e se separa do metal de solda líquido.B. assim como o metal fundido e a poça de fusão. Luis Moura. pode conter elementos de adição que modificariam a composição química do metal depositado. da contaminação atmosférica. Como o arco elétrico fica completamente coberto pelo fluxo. para além das funções de proteção e limpeza do arco e metal depositado. que consiste em metal de solda e fluxo fundidos. Soldadura y Tecnologias de Union fev/90 Arco Submerso Prof. Processos Especiais. na forma de escória. Plástico Moderno jul/1989 Técnicas de Soldadura en Materiales Termoplásticos. a cobertura de fluxo pode fornecer elementos desoxidantes. muito reativo com o Nitrogênio e o Oxigênio da atmosfera tendo a facilidade de formar óxidos e nitretos que alterariam as propriedades das juntas soldadas. o calor produzido pelo arco elétrico funde uma parte do fluxo. se solidifica enquanto a escória permanece fundida por mais algum tempo. Jones (IIW). devido a sua alta temperatura. o material de adição (arame) e o metal de base. Com o resfriamento posterior. Com o deslocamento do eletrodo ao longo da junta. remove-se o fluxo não fundido (que pode ser reaproveitado) através de aspiração mecânica ou métodos manuais. . O fluxo fundido é. formando a poça de fusão. a corrente elétrica flui através do arco e da poça de fusão. S. O metal de solda que tem ponto de fusão mais elevado do que a escória. garantindo uma excelente concentração de calor que irá caracterizar a alta penetração que pode ser obtida com o processo.O eletrodo permanece a uma pequena distância acima da poça de fusão e o arco elétrico se desenvolve nesta posição. que caracterizam os demais processos de soldagem em que o arco é aberto. Princípio de funcionamento do processo Em soldagem por arco submerso. funciona como um isolante térmico. Durante a soldagem. O fluxo. luminosidades ou respingos.Welding Handbook Vol 2 8 edition 1991 Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. Luiz Gimenes Jr. normalmente. na forma granular. a frio não o seja). Em adição a sua função protetora. Marcos Antonio Tremonti Aumenta a demanda por novos métodos de solda. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco submerso é um processo no qual o calor para a soldagem é fornecido por um (ou alguns) arco (s) desenvolvido (s) entre um (s) eletrodo(s) de arame sólido ou tubular e a peça obra. este não é visível. Luiz Gimenes Jr. A escória também protege o metal de solda recém-solidificado. Como já está explícito no nome. e em solda de aços-liga. parte fundido e uma cobertura de fluxo não fundido. pois este é ainda. o arco ficará protegido por uma camada de fluxo granular fundido que o protegerá.

relativamente espessa de aspecto vítreo e compacto e que em geral se destaca com facilidade. podendo com isto selecionar combinações que atendam especificamente um dado tipo de junta em especial. ligeiramente a frente deste ou concentricamente ao eletrodo. pode-se dizer que não há perdas de material por projeções (respingos). No arco submerso. Possibilita também ouso de elevadas correntes de soldagem (até 4000 A) o que. gasta-se com este processo cerca de 1/3 do tempo necessário para fazer o mesmo trabalho com eletrodos revestidos. O esquema básico do funcionamento do processo pode ser visto na Figura .e a escória. Outra característica do processo de soldagem por arco submerso está em seu rendimento pois. oferecerá ao processo alta taxa de deposição. O fluxo é distribuído por gravidade. Através de um perfeito ajustamento de fluxo. arame e parâmetros . Esta independência do par fluxo-eletrodo é outra característica do processo que o difere dos processos eletrodo revestido. muitas vezes não encontradas em outros processos de soldagem.Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso. MIG-MAG e arame tubular. aliado as altas densidades de corrente (60 a 100 A/mm2). praticamente. Esta é conseguida com o cabeçote de soldagem sendo arrastado por um dispositivo de modo a automatizar o processo. Estas características tornam o processo de soldagem por arco submerso um processo econômico e rápido em soldagem de produção. esta separação permitirá que se utilize diferentes composições fluxo-arame. As soldas realizadas apresentam boa tenacidade e boa resistência ao impacto. Esta porém não é a maneira que o processo oferece a maior produtividade. Fica separado do arco elétrico. Em média. Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso O processo pode ser semi-automático com a pistola sendo manipulada pelo operador. além de excelente uniformidade e acabamento dos cordões de solda.

e protegidos por uma cerâmica. Luiz Gimenes Jr. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem de pinos em inglês é designado por stud welding. A maior limitação deste processo de soldagem é o fato que não permite a soldagem em posições que não sejam a plana ou horizontal. consegue-se propriedades mecânicas iguais ou melhores que o metal de base. Ainda assim. ver Figura SW 01. que tem como função a proteção contra os respingos. Energia elétrica e força são transmitidas através de um porta-pinos num dispositivo de elevação. trata-se de um processo de soldagem a arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes por aquecimento e fusão do Metal Base e parte da ponta do pino. Na soldagem circunferencial pode-se recorrer a sustentadores de fluxo como o que é apresentado na Figura . contaminação atmosférica.de soldagem. e conter o metal líquido. a soldagem na posição horizontal só é possível com a utilização de retentores de fluxo de soldagem. e Prof. para melhor união e solidificação. .Exemplo de recurso para sustentação de fluxo. Exemplo de recurso para sustentação de fluxo Soldagem de Pinos ( Stud Welding / SW ) Prof. seguido de imediata pressão.

promovendo o curto circuito. Depois de um determinado tempo. fundido o parte do pino e a face do metal base. (3) Aplica-se pressão ao pino para promover a solidificação. onde o pino é submerso no banho de fusão. (1) O gatilho da pistola de soldagem faz com que o pino encoste na peça a soldar. O tempo de operação é da ordem dos milisegundos. é relativamente curto se comparado com os processos a arco convencionais. devido o ciclo de trabalho ser muito curto.Figura SW 01 .Dispositivo de elevação e posicionador O arco elétrico é obtido através da operação de toque e retração de pino. O anel de cerâmica concentra o arco voltaico. o anel de cerâmica e o pino são colocados manualmente no equipamento apropriado conhecido como pistola para Stud e o processo de solda é executado pelos comandos existentes. protege contra a atmosfera e limita o banho de fusão. a Figura SW 02 ilustra a seqüência de soldagem. (4) Retira-se o porta pino ( pistola ). temos uma ZTA ( Zona Termicamente Afetada ) muito estreita. Figura SW 02 Seqüência de soldagem Equipamentos . e a cerâmica. Solda-se em ciclos de 10 pinos/min. Sistemas automáticos soldam até 20 pinos/min. (2) Imediatamente ocorre o arco elétrico. Durante a Soldagem.

A Pistola de soldagem tem por finalidade segurar e movimentar o pino. contem um gatilho que libera a corrente de Soldagem. Um esquema de soldagem convencional é mostrado na Figura SW 03. utiliza-se uma fonte com descarga capacitiva. As Unidades de controle são basicamente circuitos temporizadores para aplicação do tempo de Soldagem e tempo de pressão. caso haja a exigência de correntes mais elevadas. pois o diâmetro dos pinos e os tempos de soldagem são menores. através de uma mola controlada por uma válvula solenóide. com capacitores de alta capacidade. é recomendado utilizar fontes com potência acima de 400 Ampères e tensões em vazio de no mínimo 70 Volts. que é uma espécie de encaixe. As Fontes de Energia empregadas no processo convencional são semelhantes às usadas para o processo eletrodo revestido. para alta produção podem ser adaptados nas pistolas através de tubos flexíveis. neste caso as cerâmicas de proteção não são usadas. que são ligadas as fontes e à pistola de soldagem. são derivadas de um banco de capacitores. compatíveis com o pino a fixar. com os pinos ligados ao polo positivo. Figura SW 03 equipamento de soldagem por pinos As fontes de descarga capacitiva. tanto geradores ou retificadores. ou utilizarse de fontes desenvolvidas para goivagem a grafite. o processo segue nos mesmos parâmetros do processo convencional como na Figura SW 04. onde a fonte de energia para deslocamento dos pinos do reservatório ä pistola é o ar comprimido. a pistola também fornece pressão e alivio ao sistema. os controladores podem ser integrados as fontes de energia ou separadas. este encaixes podem ter diferentes geometria e espessuras. Sistemas automáticos de alimentação. a qual é transmitida para a ponta do pino. . outra variante do processo. que normalmente são projetadas para correntes de até 1600 Ampères. pode-se ligar as fontes em paralelo.

parafusos e porcas. por exemplo. neste processo. Por meio de uma descarga de condensadores (corrente de até 8000 Ampères) surge imediatamente (dentro de 0. Fornos e Chaminés. revestimentos. colocação de pinos em tubos de trocadores de calor e fixação de ancoragens para isolamento. substitui uniões roscadas complicadas e pequenas peças de fixação. fixação das armações. geralmente com pinos de aço inoxidável para ancoragem de refratário para válvulas siderúrgicas. as superfícies que estão em contato com o pino. devem estar isentas de: • • Óleo Umidade . Também são feitos pinos com dimensões maiores com pontas em alumínio. onde o esmerilhamento ou escovamento das áreas é de difícil acesso. Construção Elétrica.5 em ligas de alumínio (proteção da poça de soldagem com gás argônio é necessário). fixação de buchas e ancoramento de concreto.Figura SW 04 . Materiais Os pinos podem ser de aço SAE 1030. como por exemplo em soldas de campo. Ele é apropriado para pequenos esforços mecânicos. Na soldagem convencional.Esquema de ligação para soldagem com descarga capacitiva Aplicações • • • • • Caldeiraria. Construção Naval: Fixadores para mantas isolantes e fixadores de cabos. em aço baixa liga com Cr Mo. Tecnologia do Processo Pinos especiais podem ser feitos com um ressalto em sua extremidade para facilitar a ignição do arco. as dimensões da ponta do pino determinam o processo de solda. É possível solda dissimilar. para melhor qualidade da solda. em chapas finas ou com revestimento de material sintético de um lado. pino de aço inox com alta liga.5 até 4 ms). Estruturas Metálicas e em Concreto Armado. Indústria Automobilística. indicado principalmente para chapas com oxidações e sujeiras. pois o alumínio tem a função de desoxidar o banho de fusão. pinos de alumínio 99.

ser realizado com a seção integral do pino.0 5.Norma AWS D1.0 8.1 Enumeramos os principais itens para os testes de aceitação para pinos soldados. devendo em caso positivo.• • Sujeira Carepa O pino não poderá ser soldado sobre superfícies pintadas e zincadas. As superfícies a serem soldadas e a cerâmica. As superfícies devem ser limpas pelos métodos: • • • Escovamento Lixamento Decapagem Tabela SW 01 . Acabamento final do pino soldado deve ser uniforme e isentos de: • • • • Sobreposição excessiva Trincas Desalinhamento Torção A propriedade mecânica do pino através do ensaio de tração é opcional.0 4.Parâmetros de Soldagem por Descarga Capacitiva Diâmetro do Pino (mm) 3. como o dispositivo de teste da Figura SW 05.0 Corrente de Soldagem (A) 300 400 500 600 800 Tempo de Soldagem (ms) 13 16 20 24 32 Tempo de Aplicação da Carga(ms) 50 50 50 50 50 Controle de Qualidade para pinos soldadores .0 6. devem estar isentas de umidade: • Seca-las a 120ºC / 2 Horas .

4. Processos Especiais.Figura SW 05 . Critério de aceitação de ensaio visual de fusão do pino A) Satisfatório B) Pouca retração do pino C) Retirada rápida da pistola D) Falta de alinhamento E) Baixa corrente F) Alta corrente Bibliografia Cursos de Especialização para Engenheiros de Soldagem. 5. • • • • Soldar 2 pinos Inspeção visual de 360ºC Utilizar sempre chapa de teste Pinos frios Dobrá-los 30º com reação ao eixo principal Método Martelamento Tubo Visual Não pode ocorrer falhas Figura 06 . realizar teste: 1. e Marcos Antonio Tremonti AWS Welding Handbook Vol 2 Welding Process 1991 AWS D1. Luiz Gimenes Jr. 3.Dis Controle de produção Antes de uma série de peças a serem soldadas na produção. e Engº José Pinto Ramalho . 1995.Test Estando em conformidade com as exigência já citadas anteriormente. liberar para produção.1-80 Stud Welding item 7. 2.8 MIG MAG Prof.1 a 7. Luiz Gimenes Jr. O operador poderá ser qualificado de acordo com o teste de produção.

como por exemplo Argônio (inerte) com Oxigênio (ativo). ou seja um gás normalmente monoatômico como Argônio ou Hélio. (abreviatura do inglês Gás Metal Arc Welding) que é a designação que engloba os dois processos acima citados • • Princípios básicos do processo MIG / MAG Os dois processos diferem entre si unicamente pelo gás que utilizam.A soldagem a arco com eletrodos fusíveis sobre proteção gasosa. Como seria lógico de concluir. um vez que os componentes utilizados são exatamente os mesmos. Estes gases. nas perdas por projeções. quando a proteção gasosa utilizada for constituída de um gás inerte. Argônio com CO2 e outros tipos. é conhecida pelas denominações de: • MIG. na sensibilidade a fissuração e porosidade. normalmente CO2 . Além disto. no tipo de transferência de metal do eletrodo à peça. é preferido por razões econômicas. o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos. será responsável por uma série de alterações no comportamento das soldagens. na temperatura da poça de fusão. Existe uma certa . e que não tem nenhuma atividade física com a poça de fusão MAG. quando a proteção gasosa é feita com um gás dito ativo. tem uma influência preponderante nas características do arco. bem como na facilidade da execução da soldagem em diversas posições.dióxido de Carbono GMAW. na velocidade de soldagem. na penetração e na forma externa da solda. ou seja. A simples mudança do gás por sua vez. acabamos por utilizar mistura dos dois tipos de gás. Os gases nobres (processo MIG) são preferidos por razões metalúrgicas. segundo sua natureza e composição. muitas das vezes impossibilitados tecnicamente por um lado e economicamente por outro. um gás que interage com a poça de fusão. enquanto o CO2 puro.

Uma das características básicas deste processo. que influenciam diretamente na qualidade do cordão de solda depositado. que é motivada. O processo MAG é utilizado somente na soldagem de materiais ferrosos. não existência de fluxos de soldagem e. quando comparada à soldagem com eletrodos revestidos. Assim. pelas altas densidades de corrente que o processo pode ser utilizado.Oxigênio 2 % utilizado para a soldagem de aços inoxidáveis). Cobre. a partir dos quais um mistura deixaria de ser inerte e passaria a ser ativa e viceversa. Assumimos na prática o comportamento em soldagem e o modo como ocorre a transferência metálica como determinantes da percentagem correta onde ocorre a transição. Além da necessidade de um ajuste rigoroso de parâmetros para se obter um determinado conjunto de características para solda. conseqüentemente. ausência de operações de remoção de escória e exigência de menor habilidade do soldador. Magnésio. misturas cujo maior componente seja um gás ativo (exemplo: Argônio 98 % . A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os valores de densidade de corrente dos processos MIG MAG e eletrodo revestido. é sua alta produtividade. porém é uma discussão meramente teórica. além da continuidade do arame. e por sua influência no . conservam as características gerais de gás ativo e são consideradas como gás ativo. os valores comparativos de densidade de corrente: Processo E. revestido MIG MAG Densidade de Corrente 5 a 20 A/mm2 100 a 250 A/mm2 De um modo geral. grande versatilidade. pode-se dizer que as principais vantagens da soldagem MIG MAG são: alta taxa de deposição e alto fator de trabalho do soldador.Argônio 25 % usado para a soldagem de aços ao Carbono em posição diferente da posição plana). Níquel e suas ligas. enquanto o processo MIG pode ser usado tanto na soldagem de materiais ferrosos quanto não ferrosos como Alumínio. A principal limitação da soldagem MIG MAG é a sua maior sensibilidade à variação dos parâmetros elétricos de operação do arco de soldagem. quanto ao tipo de material e espessuras aplicáveis. a determinação desses parâmetros para se obter uma solda adequada é dificultada pela forte interdependência destes. conservam as características gerais de gás inerte e são consideradas como gás inerte.indefinição de quais seriam os limites percentuais dos gases. em relação aos outros processos de soldagem manuais. Misturas cujo maior componente seja um gás ativo (CO2 75 % . Na tabela abaixo.

Fumos metálicos. evitando que estilhaços atingem os olhos quando o soldador erguer a máscara. sempre que possível da soldagem manual por processos semi-automáticos.resultado final da solda produzida. não há outra alternativa para controle do agente. e viabilizar a substituição do material utilizado. à soldagem automática e com a utilização de robôs. (este conjunto proteje também contra estilhaços e fagulhas quentes). como: o o o o o o • Radiação não ionizante. Fagulhas e estilhaços. Pode-se também identificar a composição do aço e do arame de solda. avental de raspa tipo barbeiro com mangas ou avental convencional complementado com mangotes de raspa. própria para soldador. para a obtenção de maior produtividade em soldagem. A soldagem MIG MAG e a soldagem com arame tubular. tem sido as que apresentaram um maior crescimento em termos de utilização. a maior necessidade de manutenção deste. nos últimos anos em escala mundial. os quais são liberados no processo de solda. contra queimadura nos cabelos e pescoço causada por fagulhas e radiação. Ergonômico. Máscara de soldador com lentes escuras na tonalidade de 10 a 12. O maior custo do equipamento. mecanizados e automáticos. conhecendo os agentes presentes. e óculos de proteção contra impacto. como: exaustão no ambiente ou localizada (cuidado para não alterar a qualidade da solda). Choque elétrico. deverá ser feita uma avaliação ambiental no local para identificar e quantificar os agentes químicos gerados e a partir dos resultados tomar medidas de controle. sem uso a lente fica na tonalidade 3 e no momento de acionado o arco elétrico o dispositivo passa para tonalidade de 10 a 14. ou EPI (respirador descartável P-2). Neste treinamento está incluso a prevenção • • • • . Este crescimento ocorre principalmente devido à tendência à substituição. Para fumos métálicos. em comparação com o equipamento para soldagem com eletrodos revestidos e menor variedade de consumíveis são outras limitações deste processo. Ruído. Luvas de raspa cano longo. ou botina com perneira de raspa. a não ser a proteção individual ao soldador e coletiva (biombos) aos demais trabalhadores próximos. Estes processos tem se mostrado os mais adequados dentre os processos de soldagem à arco. ou máscara de soldador com escurecimento automático. A proteção individual consiste em botas de cano longo de raspa com biqueira de aço. Sob a máscara usa-se uma touca de brim. (aqui a carga horária é de 80 horas). Quanto a radiação gerada no processo. O trabalhador para executar este tipo de trabalho deverá passar por um treinamento específico de Soldagem Mig-Mag. Dependendo dos resultados as avaliações ambientais o soldador deverá usar protetor auricular contra o ruído. Segurança e Saúde Ocupacional • O processo de soldagem emite uma série de agentes nocivos a saúde dos trabalhadores. conforme regulagem.

obteve-se a soldagem por explosão de uma chapa de Alumínio a um perfil de aço. pois suas condições são alteradas incessantemente até o término da soldagem. Então. ele faz uma espécie de decapagem. enquanto a segunda. após explosão. Em 1957. liberando-as de óxidos e impurezas. cortes. contra outra através da detonação calculada de um explosivo. produz um caldeamento constante. pela ação dos explosivos.. E maneiras corretas e ergonômicas de efetuar a soldagem. queimaduras. em determinadas circunstâncias. Soldagem por Explosão Fernanda Laureti Thomaz da Silva e Luiz Gimenes Júnior Histórico Durante a 1ª Guerra Mundial. existe no mercado uma infinidade de opções a disposição. pois suas condições são alteradas ao longo da soldagem. Naquele instante as superfícies novas são fortemente comprimidas. . produz um caldeamento não constante. então o fluxo do jato de metal é ininterrupto e a interface resultante é praticamente plana. Esta colisão é muito violenta e libera um jato metálico formado a partir do impacto pontual entre as partes que serão soldadas.contra acidentes com eletricidade. lançada em alta velocidade. Fundamentos do processo Este processo nos oferece duas configurações básicas. • Quanto a marcas dos EPI´s. Nas placas em paralelo o anglo a obtido na detonação é pequeno. queda de materiais. com arranjo das placas em paralelo. era observado que partes metálicas de projéteis e de estilhaços quando colidiam com outras superfícies metálicas. com arranjo utilizando um ângulo a pré-determinado entre as placas. Este jato limpa a face do metal retirando sua película superficial. sendo a primeira. Porém. enfim.. eram soldadas. foi relatado de forma científica somente em 1944. uma a outra. foram soldados no estado sólido e apresentaram uma interface ondulada. este processo. quando em um experimento foi observado que dois discos metálicos ligados a um detonador. por isto esta configuração é chamada de regime laminar. Descrição A soldagem por explosão é um processo de soldagem no estado sólido que é obtido a partir da deformação plástica superficial dos metais ocorrida após colisão de uma peça acelerada. mostrada na Figura EW 01. grande interesse foi despertado por este processo e muitos países começaram a pesquisá-lo e a encontrar muitas aplicações industriais para a soldagem por explosão.

mostrado na Figura EW 02. Aplicações As aplicações da soldagem por explosão variam de placas de grandes dimensões até pequenos componentes eletrônicos. onde as ondas serão formadas como que rodamoinhos. Sua maior aplicação normalmente é para o "clad" para chapas de até 6 metros de . energia potencial com instantânea liberação de gás que exerce alta pressão nas áreas vizinhas. A alta velocidade do jato remove a película superficial da placa base e da placa superior que é levada ao ponto de contato. assim as ondas na interface vão sendo formadas ao longo do caldeamento nos pontos de colisão. a placa superior vai sendo lançada contra a placa base e a soldagem é obtida. Figura EW 02 . o fluxo do jato de metal líquido é interrompido a todo momento quando sofre uma mudança de direção e gira como um "rodamoinho".Figura EW 01.Processo por Explosão em Paralelo Nas placas preparadas em ângulo pré-determinado. Normalmente possuem baixa resistência a umidade e na detonação apresentam fumos com algum grau de toxicidade.Processo por Explosão em Ângulo Explosivos Explosivos são produtos capazes de liberar. Esta configuração é chamada de regime turbulento. após sua detonação.

e Marcos Antonio Tremonti . soldagens de tubos em espelho em trocadores de calor.AWS 8 edition Vol 2 Tecnologia de Soldagem.SENAI-RJ 1995. FBTS . Vantagens • • • • • • • É rápido (se obtem uma junta em 10-6 seg) A camada de intermetálicos gerada é muito pequena Não é necessária rígida limpeza das superfícies (exceto a carepa em chapas de aço laminadas a quente) Não há necessidade de investimento com equipamentos Desvantagens Para aços Carbono e baixa liga as superfícies sofrem endurecimento. Paulo V. Curso de Especialização para Engenheiros na Ärea de soldagem. As maiores superfícies até agora soldadas por detonação têm até 40 m2. porém todos os materiais acima descritos podem ser solados entre si. petroquímica. mercado. Normalmente as placas superiores. quantidade e distribuição do explosivo são importantes variáveis deste processo e um dos fatores utilizados para definição destas variáveis é a espessura das placas envolvidas.comprimento. vol 6 Welding. sendo necessário um alívio de tensões posterior. ASM Handbook . Tântalo sobre aço ou cobre com alumínio. Coord. Welding Handbook . Soldering and Brazing. Luiz Gimenes jr. Distingui-se principalmente ao revestimento de grandes superfícies: chapas inoxidáveis em chapas de aço carbono e Baixa liga. alimentícia. o que dificulta a implantação do processo.October 1969. Em todos os países. Alumínio. Processos Especiais de Soldagem. chapas cladeadas para as indústrias química. Papel e Celulose. e em reatores nucleares. No Brasil este controle é exercido pelas Forças Armadas. Bibliografia Welding and Metal Fabrication . É perigoso. Há necessidade de se ter um local adequado e distante dos grandes centros para a execução do processo. Marques Soldadura & Construção Metálica . artigo: "Aspectos básicos da soldadura por explosão" de Jorge Paes Mamede e Orlando Correia de Matos. Este processo também é utilizado na fabricação de materiais compósitos. Variáveis A velocidade de colisão. são utilizadas em lugares que necessitem de resistência à corrosão. Níquel. os explosivos tem transporte.julho 1983. de menor espessura. ângulo de colisão. uso e armazenamento controlado. Titânio.

Ausências de contato entre a fonte de calor e a peça a soldar.Laser Prof. sua utilização em soldagem possibilitará a obtenção de determinadas características impossíveis de se obter com outros processos. Entre estas características podemos citar: • • • Elevadíssimas velocidades de soldagem. recebem uma proteção adicional através do banho de escória. formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. e sim a qualidade desta. versam sobre os fenômenos físicos de emissão espontânea e estimulada subjacentes ao funcionamento do laser. podemos dizer que o LASER é um dispositivo que produz um feixe de radiação. um sólido de rubi. Fundamentos do Processo: A menos que se solde em uma câmara de vácuo. excitado por uma lâmpada fluorescente de vapor de mercúrio e filamento helicoidal. Existem hoje vários tipos. o que é impensável devido ao custo. O primeiro LASER. Townes confirmou experimentalmente em 1954 o fenômeno através da aplicação da emissão estimulada à amplificação de ondas ultracurtas. e Engº José Pinto Ramalho O nome LASER é a abreviatura da descrição do processo em inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Em uma rápida definição. na abertura e manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada. Luiz Gimenes Jr. foi construído em 1960 por Maimann. todos os processos de . Eletrodo Revestido Prof. que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento. orientando-se por óticas sem perder ou alterar suas características físicas. Luiz Gimenes Jr. Ao contrário do que se pensa. O feixe LASER se propaga no ar com pouca divergência. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido consiste. Poucos meses depois os Laboratórios da AT&T Bell desenvolveram um laser gasoso de He-Ne. o que torna este processo altamente interessante não é a quantidade de radiação emitida. indo do sólido ao gasoso. com comprimentos de onda na faixa do Infravermelho (IF) até o Ultravioleta (UV). Devido a qualidade da radiação LASER. basicamente. e somente alguns anos depois surgiria um LASER de CO2. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas. Em uma tradução livre para o português podemos dizer que seria: Amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça. distorção e ZTA. Os primeiros trabalhos de pesquisa que conduziram à invenção do feixe de laser foram realizados por Albert Einstein e datam de 1917. Baixa entrega térmica. fato este que impulsionou seu desenvolvimento.

Mesmo . as características da fonte de alimentação elétrica (corrente contínua ou alternada). O Carbono transforma-se em óxido de Carbono (CO). Ele pode. • Nitrogênio: Embora nas operações normais o Nitrogênio não tenha grande afinidade com o Ferro. e em dióxido de Carbono (CO2). extremamente ávido pelo Oxigênio. os fenômenos de oxidação dependem basicamente das condições operatórias e do comprimento do arco. devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o grão é saturado de óxido. após sua fusão perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado. não terão grande influência sobre estes fenômenos. queima-se igualmente. Além destas reações químicas. é muito difícil de dosar pelos métodos de análise tradicionais. do seu teor de Carbono e Manganês. desde que forneçam condições para um arco estável. nas altas temperaturas do arco elétrico há a possibilidade de formação de nitrato de Ferro. Manganês e Silício. cujo valor das propriedades mecânicas serão relativamente inferiores as das chapas de aço doce. Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de proteção. variam pouco. Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas funções. Aqui vale a pena destacar que não é possível soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais. É importante salientar que. são queimados durante a operação de soldagem. Além disto. Outras reações químicas são menos importantes. será o revestimento dos eletrodos que. O Oxigênio dissolvido no aço sob a forma de óxido. enquanto o Manganês. são os principais para influenciar a deterioração das propriedades. As partículas de óxido serão postas em evidência em metalografia. transforma-se em óxido de Manganês (Mn3O4). Estes dois elementos químicos (Nitrogênio e Oxigênio). dando origem a uma escória de sílica (SiO2). a menos que se recorra a uma ionização artificial. Numerosos ensaios permitem concluir que a fusão de um eletrodo sem revestimento e sem a adição de nenhum outro tipo de proteção. o que naturalmente irá influenciar as propriedades mecânicas do metal depositado. durante a sua transferência para o metal de base e ao nível do banho de fusão. Um arco longo (tensão elevada) conduzirá a reações de oxidação mais importantes do que um arco curto. formar sobre as gotas uma película de óxidos.soldagem por arco elétrico precisam de algum tipo de proteção para evitar contaminações da atmosfera. através de uma faísca piloto. provoca uma forte oxidação do Carbono. Este óxido formado tem a solubilidade muito baixa (0. O Silício. entre outras coisas. a maior parte do Carbono e do Manganês contidos no aço do eletrodo. já que as propriedades de um aço dependem basicamente.05%) no metal. produzirá uma proteção gasosa através de sua queima. o Oxigênio do ar pode ter uma ação direta sobre o Ferro. No caso do processo de soldagem aqui estudado. são apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem proteção gasosa). Os teores de Enxofre (S) e de Fósforo (P). durante a fusão de um eletrodo sem revestimento. e são detalhados a seguir: • Oxigênio: É provado que.

.que. e sim sob a falsa aparência de perlita não identificável ao microscópio. é difícil de identificar principalmente porque não aparece sobre a forma de nitrato. diminuindo a resiliência do metal depositado. O Nitrogênio combinado. coordenada pela Engenheira de Segurança do Trabalho Luci Amaral de Oliveira. aumenta em menor quantidade a resistência à tração. . a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena.03% há uma diminuição nos valores das propriedades mecânicas. mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estricção. Fluxograma NR 18 .Trefilaria de São Paulo . ele tem graves conseqüências porque tornará a solda frágil. Diversos trabalhos mostram que a presença destes nitratos aumenta substancialmente a dureza. quando o teor de Nitrogênio ultrapassa o valor de 0. Em suma. a resistência à fadiga e a resiliência.Condições e Meio Ambiente de trabalho na Indústria da Construção Fonte: Belgo Siderurgia S.A.Equipe de Segurança do Trabalho.

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