NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Revisão Técnica:
• • • Dr. Francesco Cerbino - Advogado, Eng. Civil, Mecânico e de Segurança do Trabalho, Auditor e Perito Judicial. Renata Cerbino - Arquiteta, Urbanista e Enga. de Segurança. Coordenadora da Quality Consult. Eng. Ronaldo Ulysses - Engenheiro Mecânico, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho

INTRODUÇÃO A décima oitava norma regulamentadora, cujo título é "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção", estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
• • • • • • • • • • • • Decreto-Lei 5.452, de 01/05/1943 - Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho - Capítulo V do Título II da CLT - Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria MTE 04, de 04/07/95 - Estabelece diretrizes visando a implementação de aspectos preventivos, de modo a garantir condições mínimas de segurança na Indústria da Construção Civil. Portaria MTE 63, de 28/12/98 - Modificou os ítens Andaimes Suspensos Mecânicos Leves (18.1.2, 18.23.3.1, 18.34.2) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 13, de 09/07/02 - Altera e inclui os itens - Cadeira Suspensa (18.15 e Cabos de Aço e Fibras Sintética (18.16) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 30, de 20/12/01- Altera e modifica o item 18.15 - Andaimes e Plataformas de Trabalho - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 20 , de 13/07/01 - Quadro de atividades ou serviços perigosos e insalubres proibidos aos menores de 18 anos em atendimento ao Art. 405 da CLT. Portaria MTE 114, de 17/01/05 - Altera a redação dos itens 18.14..24 e 18.18, inclui o Anexo III e insere termos no Glossário da NR 18. Portaria MTE 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR-18. Portaria MTE 15, de 03/07/07 - Aprova o Anexo I e altera a redação do item 18.14.19 da NR-18. Portaria MTE 40, de 07/03/08 - Inclui o item 18.15.57 na NR 18 e altera o artigo 1º da Portaria MTE 15/2007. Instrução Normativa INSS 20 , de 11/10/07 - Critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária. Trata de assuntos relacionados à emissão da CAT, PPP e LTCAT. ABNT NBR 5.413 - Meios de Iluminância de Interiores.

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ABNT NBR 5418 - Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 6.327 - Cabos de Aço - Usos Gerais. ABNT NBR 6.404 - Segurança em Andaimes. ABNT NBR 7.500 - Símbolo de Risco e Manuseio para o transporte e Armazenamento de Materiais. ABNT NBR 9518 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 11.725 - Conexões e Roscas para Válvulas de Cilindros para Gases Comprimidos. ABNT NBR 11.900 - Extremidade de Laços de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 12.246 - Prevenção de acidentes em espaços confinados. ABNT NBR 12.791 - Cilindro de Aço, sem costura, para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 12.790 - Cilindro de Aço Especificado, sem costura, para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 13.541 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 13.542 - Movimentação de Carga – Anel de Carga. ABNT NBR 13.543 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Utilização e Inspeção. ABNT NBR 13.544 - Movimentação de Carga – Sapatilho para Cabo de Aço. ABNT NBR 13.545 - Movimentação de Carga – Manilha. Convenção OIT 127 - Peso máximo de carga que pode ser transportado pelo trabalhador.

ATUALIZAÇÕES DA NR 18 As mudanças e métodos de trabalho no ambiente de trabalho da indústria da construção forçaram mudanças também em alguns itens da NR 18, através do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Desde 1994, foram elaborados diversos estudos que têm provocado alterações no texto da NR 18. Estas modificações são publicadas na forma de Portarias: Portaria 4 (04/07/95), Portaria 63 (28/12/98), Portaria 13 (09/07/02), Portaria 114 (17/01/05), Portaria 157 (10/04/06), Portaria 15 (03/07/07). Esta NR foi revisada e ampliada com comentários e informações dos engenheiros Ronaldo Ulysses e Edson Russelet (Segurança na Obra 1999) e consultas no site da Sl Engenharia. COMENTÁRIOS DA NR 18 A seguir serão apresentados os comentários da NR 18 indicando os itens e subitens do texto legal publicado no Volume 1 - Legislação e Segurança e Saúde Ocupacional. Referências - Item 18.1 / Subitens 18.1.1 a 18.1.4 - Objetivo e Campo de Aplicação

Nos últimos anos, a taxa de freqüência dos acidentes vem diminuindo, fato comprovado pelas estatísticas disponíveis. A criação do Comitê Permanente Nacional (CPN) e a dos Comitês Permanentes Regionais (CPR), reforçadas pelas ações elaboradas e aplicadas pelo MTE, são, em grande parte, responsáveis pela mudança deste quadro. A experiência tem mostrado que os cursos e informações sobre os riscos, fornecimento de EPI e existência de profissionais do SESMT não são suficientes para garantir a segurança e evitar acidentes pessoais sem a motivação do empregado na prevenção de acidentes. Implementar ferramentas de auditoria comportamental para registrar condições abaixo do padrão contribui no aumento do nível de atenção no ambiente de trabalho. Os seguintes devem ser considerados:

a) Documentar a participação dos empregados em cursos e palestras; b) Fornecer ao empregado todos os procedimentos que ele deve seguir; c) Tornar real a participação do Sindicato em campanhas de esclarecimento; d) Usar sistema de orientação por meio de procedimentos, cartilhas, vídeos e outros instrumentos de conscientização. e) Aumentar a atuação dos Comitês Permanentes Regionais em campanhas de SSO.
• A NR 18 se aplica a todas as atividades identificadas do Grupo C-18 e C-18 A apresentadas na relação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (IBGE). .

Referências - Item 18.2 / Subitem 18.2.1 - Comunicação Prévia
• É importante ressaltar a obrigatoriedade da comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades, com as informações pertinentes ao item 18.2.

Referências - Item 18.3 / Subitens 18.3.1 a 18.3.1.2 - PCMAT
• Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento, ou obra, independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Existe grande discussão sobre a necessidade de cada empresa participante da construção apresentar seu PCMAT específico aos serviços a serem executados. O PCMAT é uma ferramenta importante para a melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Este programa visa a implementar medidas que melhorem as condições de segurança, devendo ser amplamente discutido na sua elaboração e alterado quando necessário. As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra/equipamento. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra, pois não se trata de uma "receita de bolo", devendo ser específico para as condições individuais de cada obra, mesmo em situações similares.

descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos. > 18. • • a) Trabalhador Qualificado. para aquela obra. Como informação. Portanto. ele deve ser destacado e relembrado.PCMAT • O texto tirado do site Sl Engenharia coloca com muita propriedade uma definição sobre "Profissional Legalmente Habilitado" e "Trabalhador Qualificado": a) Profissional Legalmente Habilitado: Profissional que possui habilitação exigida pela lei. Em primeiro lugar. • Portanto.6. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. pelo menos. ou seja. única e exclusivamente. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista. nas Sipat e durante a implantação do PCMAT. Tanto o Técnico quanto o Engenheiro ou o Médico o são. desde que conduzido por profissional habilitado ou ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de. realizando um trabalho voltado. principalmente. a partir desta condição. capaz de entender as especificidades daquela obra.14-Qualificação como operador de bate-estaca. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança. Em primeiro lugar. • Referências . um por curso específico de formação em nível técnico. Fundações e Desmonte de Rochas. a seguir são elencados os importantes itens da NR 18 que tratam de Trabalhador Qualificado e Profissional Legalmente Habilitado e suas atividades. cuidados devem ser tomados quando for contratado o profissional que fará a elaboração do PCMAT. ele deve ser um profissional do SESMT com experiência em construção. os outros por complementação de curso superior (pós graduação). deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais.6-Escavações. b) Trabalhador Qualificado: Aqueles que comprovem. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador.2 .3.18. A cada início de uma etapa de construção nova. ele deve ser legalmente habilitado em Segurança do Trabalho e. capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas. orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços.O PCMAT pode ser assinado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho. chamando sua atenção em caso de falhas. Item NR 18 Atividades. uma das seguintes condições: capacitação mediante treinamento na empresa. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. conhecer a obra e sua filosofia de construção. . . Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente.Subitem 18.• Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborá o PCMAT. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado com certificado que o comprove assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. perante o empregador e a inspeção do trabalho. demonstrando sua importância e. recebido os devidos e corretos EPI. 06 (seis) meses na função.

. .7-Qualificação para vistorias equipamentos de guindar e transportar antes do inicio dos trabalhos.2-Qualificação para montar e desmontar torres de elevadores.14.47.18.2-Qualificação para executar manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais. > 18.2-Instalação.18.1-Responsável pela verificação diária de andaimes suspensos e usuários.15. > 18. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho. . .18.18.7-Carpintaria .47.18.3-Inspeção de suporte e escoras antes e durante a concretagem.14.2-Instalação e manutenção de andaimes suspensos.18. .35. .9. . > 18.> 18.9-Inspeção de peças e máquinas do sistema transportador antes de iniciar os trabalhos.1-Qualificação para montagem e desmontagem de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.9-Qualificação para executar manobras de movimentação com equipamentos de transporte de materiais e pessoas.18.14-Movimentação de Transporte de Materiais e Pessoas .15-Andaimes e Plataformas de Trabalho . .14.18.20-Locais Confinados .9.3-Operador de plataformas de trabalho.18.30.18.1.1.11-Operações de Soldagem e Corte a Quente / Qualificação para atividades de soldagem e corte a quente.9.7.1-Qualificação para uso de máquinas e equipamentos de carpintaria.15.18.14.21. > 18.15.14.2-Qualificação para operação de equipamentos de movimentação e transporte de pessoas e materiais. .18.18.14. > 18.15.Estrutura de Concreto .

21.5-Demolição e 18.18.12-Encher pneus de equipamentos pesados .21.18.22.> 18. b) Profissional Legalmente habilitado.Atividades > 18.3.18-Operador ferramentas de fixação à pólvora .1-Operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador e terceiro a risco .18. > 18.2-Laudo técnico relativo à ausência de riscos químicos. > Anexo III Anexo Plano de Carga para Grua.18.3-Realizar escavações e orientar operário quando da aproximação de tubulações até de tubulações distância mínima de 1.22.5.x-b Sinaleiro/Amarrador de carga.Deve elaborar o PCMAT > 18.18.18.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão > 18.6-Escavações.4-Áreas de Vivência .PCMAT e 18.4-A condução de veículos para transporte coletivo de passageiros > 18.25.18.1-Execução e manutenção das instalações elétricas .22.3.4-Inspecionar o escoramento e a resistência das formas durante os trabalhos de lançamento e vibração de concreto.36.3. Anexo III.3-Programação e direção (coordenação) de demolições > 18.1-Monitorar permanentemente substâncias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.36-Disposições Gerais .4.20.1.21-Instalações Elétricas .22-Maquinas e Equipamentos e Ferramentas Diversas . Anexo III . físicos e biológicos em contêineres usados como áreas de vivência.18. Fundações e Desmonte de Rochas .36.18.x -a Operador de grua. Item NR18 .2.18.5-Abastecer máquinas e equipamentos com motor à explosão . .22.50 m.

com especificação do dispositivo e descrição das características mecânicas básicas do equipamento.18.14.18.6.7-Inspeção de dispositivos e equipamentos usados em pró-tensão (antes e durante os trabalhos) > 18.2-Supervisão do uso de formas deslizantes .14. .24.15-Ser responsável por elevadores de cremalheira para transporte de pessoas e materiais > 18.14.18.14.9. .14.18. .15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .15.. fundações e desmonte de rochas.9.15.24.3-Responsabilidade técnica por serviços de escavações. instalação. de sua estrutura e de sua fixação.18.Dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado mediante emissão de ART. a interferência deverá ser objeto de análise técnica por profissional habilitado.24.14. manutenção e retiradas de gruas (ART).18.9-Estruturas de Concreto .1-Para distanciamento inferior a 3m (três metros). dentro do plano de carga.14-Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .10.14.1-Projeto específico para utilização de gruas em casos especiais (ART) .14.24.13.24.1-Dimensionamento de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .18.24.Emitir laudo estrutural e operacional quando a integridade estrutural e eletromecânica para gruas que não dispuserem identificação do fabricante nem do importador ou que já tenham mais de 20 anos de fabricação.18.2-Supervisionar a execução da manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .18.1.1.1-Fazer o dimensionamento dos andaimes. .18. .18.14.1-Supervisionar a implantação. > 18.18.

18.30.2-Supervisão e responsabilidade técnica na instalação e manutenção de andaimes . especificações técnicas e manuais de montagem. outra entidade credenciada pelo CONMETRO.18.21.15.47.18.15. atendendo ao previsto nas normas técnicas da ABNT ou entidades internacionais por ela referendadas.1-Gerar estudos de verificação estrutural.1-Supervisão da execução e manutenção das instalações elétricas .18-Telhados e Coberturas .15.18.18.18.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão .20-Locais Confinados .32. os projetos. manutenção. em caso de sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral da edificação . ou ainda.15.1-Dimensionar de forma segura dispositivo para trabalho em telhado e cobertura > 18.15.5-Comprovar tecnicamente situações especiais que desobriguem a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento em plataforma de trabalho > 18.30.21.18.18.18.1.18.20.47-Em caso de equipamento importado. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho. ..3-Supervisionar a instalação. inspeção e desmontagem deverão ser revisados e referendados por profissional legalmente habilitado no país.1-Supervisionar monitoramente de substancias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.15.Elaborar e acompanhar projeto para sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos .46-Inspeções periódicas de plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e plataforma hidráulica .47.18.21-Instalações Elétricas . operação.15. .18.

a partir da contratação de funcionários na planta.18. montagem e desmontagem deve designar pessoal com treinamento e qualificação para executar as atividades que sempre estarão sob supervisão de profissional legalmente habilitado. (NR-7. montagem.11-Inspecionar máquinas e equipamentos > 18. durante as atividades de manutenção.2).1).3 e 18. a elaboração do PPRA. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 (PPRA) e ser mantido. quando iniciar a obra deverar ser elaborado o PPRA (NR-09).PCMAT • A criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção sendo obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores.3.Subitens 18. c) Item XIII Documentação Obrigatória no Canteiro I Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica.> 18.Os serviços de montagem.3. elaborado por profissional legalmente habilitado. Quanto ao PCMSO (NR-07) é obrigatório elaboração por canteiro de obra. no entanto. conforme NBR 5410 e 5419. • Esta tabela deve integrar o dia a dia de profissionais do SESMT que atuam em canteiros de obras. chegada de operacionalização dos dispositivos de segurança. como simples e óbvio. ascensões. ser analisado à luz da responsabilidade de cada profissional atuante em canteiro de obra frente à Responsabilidade Civil e Criminal. desmontagem. por alguns leitores.25 Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores .18.1).22. até o momento. Quando o canteiro possuir mais de 20 (vinte) empregados registrados deverá providenciar o PCMAT (NR-18. em contato direto com os empregados.25. fiscalizando as mais diversas atividades que ali acontecem. Referências . O empregador. Também deverá possuir um Médico Coordenador deste programa com até 10 (dez) funcionários. desmontagem.3. telescopagem.Responsável pela manutenção. é responsável pela sua implementação e o Programa é integrado pelos seguintes documentos: • .4 Condução de transporte coletivo de ser feita por condutor habilitado. Vamos analisar o que trata a NR 18. A primeira providenciar é enviar para DRT a comunicação Prévia da Obra (NR-18. ascensão e conservação do equipamento.3. no estabelecimento. bem como entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório especifico. ou condomínio. > Anexo III Plano de carga para Grua a) Item XI Responsabilidade .1.4 . O assunto aqui abordado pode ser considerado.22-Maquinas Equipamentos e Ferramentas Diversas .B . Depois. devendo. telescopagens e manutenções devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART especifica para a obra e para o equipamento em questão. O PCMAT não desobriga. b) Item XII Manutenção e Alteração no Equipamento Parágrafo 2°. à disposição do Órgão Regional do MTE.

4. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos. estão as mudanças no cronograma. . mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra/equipamento. levando-se em consideração: . é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT.a) Memorial sobre condições e meio ambiente do trabalho. d) Cronograma de implantação das medidas preventivas. O PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. sendo uma obrigação dos profissionais ligados à Segurança no Trabalho conhecê-lo profundamente. sendo demonstrada sua importância e. tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. ou obra. • O item 18.4 / Subitens 18. Estabelecimento é uma obra individualizada. b) Projeto de execução das proteções coletivas. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa a apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa). • • • • • Referências . principalmente. o Programa específico aos serviços que ela executará. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. A definição de "Programa" é "exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18.3 estabelece a necessidade do PCMAT em obras de construção.Áreas de Vivência .3. sua função de estabelecer regras que os protejam. Este tema merece mais análise. nas atividades e operações.4.2 . Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos.Item 18. c) Especificações técnicas dos EPC e EPI. tendem a ocorrer. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas e durante a implantação do PCMAT. O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. Possíveis alterações nas atividades e no cronograma devem ser encaradas de forma natural. Entre as possíveis alterações. durante a construção.2.Riscos de acidentes e doenças do trabalho. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT.Medidas preventivas. aquele feito só para atender à legislação e à fiscalização. visando a alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. ou seja. O PCMAT é único e completo por obra específica.1 a 18. e) Layout inicial do canteiro de obra.7. O PCMAT deve ser apresentado formalmente a todos os profissionais que na obra trabalharem ou influírem de um modo ou outro. f) Programa educativo. independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço.3).

em condições adequadas de higiene.14. Os vasos sanitários podem ser do tipo bacia turca ou sifonado (subitem 18. influenciam na sua maior ou menor ocorrência. assim como fornecimento de lençol.6. em função do acréscimo da área de lazer. visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a autoestima dos trabalhadores.4.Áreas de Vivência • Este item apresenta alterações importantes obrigando a existência de alojamento. podendo ser de madeira. Os pisos possuirão material impermeável e antiderrapante.• Pesquisas de aplicabilidade da NR 18 sugerem que as áreas de vivência. Outra modificação foi a obrigatoriedade de ambulatório para frente de trabalho com 50 ou mais trabalhadores. Nas frentes de trabalho itinerantes.2. além de portas que impeçam o devassamento. cimentado. ainda têm um elevado nível de não conformidade. apresentando falta de cumprimento de exigências bastante simples. são utilizadas alternativas portáteis bastante higiênicas e confortáveis. cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito de papéis usados junto ao vaso sanitário. apesar de serem prioridade da fiscalização.4. tais como a colocação de suportes para sabonete.8 a 18.1 . As instalações sanitárias devem ter paredes de material resistente e lavável. local de refeição e área de lazer para os trabalhadores.2. fronha e travesseiro.4. Devemos observar a mudança de nome de "refeitório" para "local de refeições". resultando em comportamento abaixo do padrão.Subitens 18. • . As áreas de vivência. apesar de não estarem diretamente relacionadas à causas de acidentes. assim como piso de concreto.2. Abaixo dois exemplos de bacia turca: • • • • Referências . Os alojamentos dos canteiros de obras devem ter paredes de alvenaria. cobertor. madeira ou material equivalente. madeira ou material equivalente e cobertura que proteja das intempéries. É importante ressaltar que os banheiros não farão ligação com locais destinados às refeições e deverão ser independentes para homens e mulheres.2).

É importante, também, ter área mínima de 3m² por módulo, cama e área de circulação. Vale ressaltar a proibição de três ou mais camas na vertical e de estarem situados em subsolos ou porões das edificações. A distância entre as camas e entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, de 1,20 m. Além disso, as camas devem ser de 0,80 m por 1,90 m.

Referências - Item 18.5 / Subitens 18.5.1 a 18.5.13 -Demolição

Desmoronamento e soterramento são os riscos principais e mais evidentes em obras de abertura de valas. Observe-se, por exemplo, o citado por Pfeil (1987) acerca de um grave acidente ocorrido na construção do metrô de Berlim, Alemanha. Neste caso as escavações foram levadas a uma profundidade maior que a programada, a chamada sobrescavação, chegando próximas à base de perfis verticais que sustentavam internamente as estroncas (a vala tinha argura de 21m). Assim, as bases dos perfis verticais ficaram praticamente livres, permitindo seu deslocamento vertical no sentido ascendente, causando a desestabilização das estroncas e o conseqüente colapso do escoramento causando a morte de 19 operários. Mais recentemente, o trabalho de Gawryszewski, Mantovanini e Liung (1998) acerca dos acidentes fatais do trabalho ocorridos em 1995 no Estado de São Paulo, aponta que 8,2% daqueles do setor da Construção Civil referem-se a soterramentos. Os Ministérios da Previdência e Assistência Social (MPAS) e do Trabalho e Emprego (MTE) apresentaram o Anuário Estatístico dos Acidentes de Trabalho 2000 (Portaria MPAS nº01, de 09/05/02), um documento específico para o setor de Segurança e Saúde no Trabalho. Conhecer aonde é que está o perigo é uma importante ferramenta para planejar e fiscalizar os ambientes de trabalho, embora não se possa esquecer que os dados colhidos não abrangem o universo total de trabalhadores, e sim, apenas aqueles cobertos pelo Seguro Acidente do Trabalho e com os devidos vínculos de empregos registrados em suas respectivas empresas. Estar ciente das conseqüências para tomar iniciativas que evitem os acidentes é de suma importância, pois eles saem muito caro. É um mau negócio para empresas, trabalhadores, governo e sociedade como um todo.
Casos de soterramento são observados em várias companhias de saneamento do país. O principal motivo para a ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo. A principal alegação das empreiteiras é que a instalação do escoramento é demorada, atravancando a continuidade da obra e atrasando o cronograma. Evidentemente, isto não procede, pois não se deve justificar a ausência ou precariedade das medidas de segurança em função de fatores econômicos e/ou de produção. Segundo dados de PROTEÇÃO (2004), no ano 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil no setor de saneamento, sendo a maioria por soterramento. A terceirização que vem sistematicamente ocorrendo no setor, em geral, leva à precarização das condições de segurança e saúde no trabalho, aliás, como é típico em outros setores econômicos em que este fenômeno vem surgindo no Brasil. O setor de saneamento é considerado tão problemático no país que em 2004 o

Ministério do Trabalho e Emprego priorizou a fiscalização nesta atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal. • Por fim, cabe destacar que os índices de acidentes de trabalho em escavação na indústria da construção civil é elevado no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, conforme Anuário anteriormente mencionado, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas atividades. Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado. Este tipo de trabalho deve ser realizado por empresa especializada. Deve ser sempre proibida a qualquer pessoa não autorizada, a entrada na área onde se faz a demolição. Os Riscos mais freqüentes em demolições são:

a) Danos causados nas estruturas vizinhas; b) Riscos específicos, como explosões, incêndios ou vibrações quando da utilização de explosivos ou utilização de lança térmica; c) Riscos associados à poluição sonora (ruído); d) Riscos associados à projeção de poeiras e partículas; e) Riscos de projeção de elementos demolidos; f) Riscos elétricos.
• As causas principais de ocorrência de acidentes são: falta de sinalização, delimitação e controle de acesso; sobrecarga de pisos com entulhos; utilização de andaimes mal ancorados ou escorados; não utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI); e ausência de informação para os riscos associados às demolições.

Referências - Item 18.6 / Subitens 18.6.1 a 18.6.3 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• A adoção da escavação manual ou mecanizada dependerá da natureza do solo, das características do local (topografia, espaço livre, interferência) e do volume a ser escavado. Deverão ser seguidos os projetos e as especificações no que se refere à locação, profundidade e declividade da escavação. Entretanto, em alguns casos, as escavações poderão ser levadas até uma profundidade superior à projetada, até que se encontrem as condições necessárias de suporte para apoio das estruturas. Sabe-se que há muitas incertezas na determinação dos parâmetros de rigidez e resistência do solo, pois este material diferentemente de outros como concreto, aço e madeira apresenta, em geral, uma elevada heterogeneidade. Diante destas condições, o estabelecimento da segurança dos membros estruturais requer mais atenção, com conseqüentes majorações dos coeficientes de segurança. Devem ser abordados os vários mecanismos de ruptura da contenção, tais como a ruptura geral, a ruptura de fundo, o piping e, com maior ênfase, as ruínas devido a esforços solicitantes elevados nos membros da contenção (paramento e escoramento). Os deslocamentos nas proximidades da vala que podem provocar fissuras nas edificações vizinhas também merecem atenção. Para tanto, é necessário que o método de cálculo da contenção adotado seja adequado ao porte e aos requisitos estipulados da construção, conforme Tacitano (2005).

Referências - Subitens 18.6.4 a 18.6.9 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• Quando necessário, os locais escavados serão isolados, escorados e esgotados por processo que assegure proteção adequada. As escavações com mais de 1,25 m de profundidade deverão dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores, independentemente da adoção de escoramento. As áreas sujeitas à escavação em caráter permanente deverão ser estabilizadas de maneira a não permitir movimento das camadas adjacentes. Em caso de valas, serão observadas as imposições do local do trabalho, principalmente as concernentes à segurança dos transeuntes e de animais. Nas escavações executadas próximas a prédios ou edifícios, vias públicas ou servidões, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem as ocorrências de qualquer perturbação oriunda dos fenômenos de deslocamento, tais como:

a) Escoamento ou ruptura das fundações; b) Descompressão do terreno da fundação; c) Descompressão do terreno pela água.
• • As grelhas, bocas de lobo e os tampões das redes dos serviços públicos, junto às escavações, deverão ser mantidos livres e desobstruídos. Quando o material for considerado, a critério da fiscalização, apropriado para utilização no reaterro, será ele, a princípio, estocado ao longo da escavação, a uma distância equivalente à profundidade escavada, medida a partir da borda do talude. Materiais não reutilizáveis serão encaminhados aos locais de "bota-fora" ou deixados ao longo da escavação. Em vias públicas onde a deposição do material escavado puder acarretar problemas de segurança ou maiores transtornos à população, a remoção e estocagem do material escavado para local adequado, para posterior utilização. Ao se atingir a cota de projeto, o fundo da escavação será regularizado e limpo. Atingida a cota, se for constatada a existência de material com capacidade de suporte insuficiente para receber a peça ou estrutura projetada, a escavação deverá prosseguir até que se possa executar um "colchão" de material de base, a ser determinado de acordo com a situação. No caso do fundo da escavação se apresentar em rocha ou material indeformável, sua cota deverá ser aprofundada, no mínimo, em 0,10 m, de forma a se estabelecer um embasamento com material desagregado de boa qualidade (normalmente, areia ou terra). A espessura desta camada deverá ser determinada de acordo com especificidade da obra. Em complemento à NR 18 item 18.6 apresentaremos as contribuições dos engenheiros Marcelo Tacitano, Lie Tjiap Liungs sobre o estabelecimento das condições mínimas de segurança e saúde na execução de valas. Além dos aspectos de dimensionamento anteriormente mencionados, requisitos construtivos devem ser observados para que os trabalhos de escavação de valas se processem dentro de condições aceitáveis. Assim, quando a profundidade de uma vala atinge 1,25m ou mais, é conveniente escorá-la, ou respeitar os ângulos de talude naturais; deve-se evitar a acumulação de material escavado e equipamentos junto à borda das valas, e no caso disto não ser possível, deve-se tomar as precauções que impeçam o deslizamento das paredes e a queda na vala de tais materiais; como norma geral, deve-se manter uma distância de aproximadamente metade da profundidade livre de carga e circulação de veículos; quando a profundidade de uma vala é igual ou superior a 2m devese proteger as suas bordas com um guarda-corpo ou sinalização adequada.

A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo. colocada acima da tubulação. Os empuxos do solo são afetados por muitas condições.6. Entretanto. as contenções ou parte delas são retiradas quando deixam de ser necessárias. as tubulações estão em uma profundidade de 60 cm. não se deve instalar no interior de valas máquinas acionadas por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de carbono. As empresas por ela contratadas também devem seguir estas normas. as tubulações estão instaladas na profundidade de 1m. e não é a menor delas o método construtivo a qualidade do trabalho manual envolvido. estas medidas podem sofrer variações. A rede de gás natural possui tubulações de aço carbono e de PEAD (polietileno de alta densidade). Se as deformações da estrutura de contenção não são as previstas. evitando a queda de objetos e materiais no seu interior. Toda a rede de gás possui sinalização externa através de placas de aviso. os procedimentos de reaterro devem ser previamente planejados. existe uma fita plástica de segurança. Juntamente com Ministério Público do Trabalho. As instalações de redes de gás são mantidas afastadas por. começando pela parte inferior do corte. telefonia. Os operários que trabalham no interior de valas devem estar devidamente informados através de instruções de segurança do trabalho e de medidas necessárias de proteção para cada risco específico. • • • . calçadas. Fundações e Desmonte de Rochas • Os riscos críticos presentes nas escavações em via pública são a existência de tubulações de gás natural.1 . no mínimo. deve-se revisar o estado dos cortes e taludes a intervalos regulares nos casos em que podem receber empuxos acidentais de veículos. martelos pneumáticos etc. deve-se dispor de pelo menos uma escada portátil para cada equipe de trabalho. Falta de procedimentos de inspeção adequados e liderança podem resultar em desconformidade em soldagens. a qual deve ultrapassar em 1 metro a superfície da vala. tachões no piso de calçadas e de pinturas da presença da rede no piso asfáltico. Devido a inúmeras interferências e disposições de terrenos. Dentro da vala. deslocamento ou localização incorreta de certos membros e seqüências impróprias de trabalho. a não ser que sejam providas de instrumentos necessários para sua exaustão. e se recomenda que o paramento da contenção ultrapasse em um pequeno trecho a borda da vala. grandes mudanças de empuxos podem ocorrer. 30 cm de outras infraestruturas subterrâneas (tubulações de saneamento. acostamentos ou junto ao limite da faixa de domínio de rodovias. As válvulas de serviço de alimentação normalmente estão nas calçadas a 60 cm de profundidade e possuem uma tampa de ferro fundido com a inscrição da companhia de gás conforme exemplo abaixo da empresa COMPAGAS. para que sirva como um rodapé. Essas tubulações têm uma grande variedade de diâmetros e podem estar localizadas em ruas e avenidas.6. energia elétrica etc).Subitens 18. tomando-se as mesmas precauções da fase de escavação.• Em caso de inundação de valas. é colocada adicionalmente uma placa de concreto com a inscrição "COMPAGAS" acima da tubulação.10. na rede residencial instalada nas calçadas. De toda forma..10 e 18. sendo necessário verificar a posição da tubulação no ponto específico de trabalho. Em geral. é imprescindível a revisão minuciosa e detalhada antes de se reiniciar os trabalhos. • • • • Referências . um Termo de Ajustamento de Conduta foi acordado entre estes órgãos e a SABESB (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que sejam observadas as normas de Segurança e Saúde do Trabalho nos serviços em valas. Normalmente. balizadores. Em locais como travessias de ruas e calçadas. as contenções devem ser revistas ao começar a jornada de trabalho e quando ocorrerem interrupções de trabalho de mais de um dia ou alterações atmosféricas como chuvas. vem atuando com rigor neste setor. devendo-se retirar a água não prevista o quanto antes para evitar a desestabilização da vala ou talude. Fang (1991) alerta que deve ser lembrado que o projetista de estruturas de contenção geralmente tem pouco controle sobre a execução de seu trabalho.Escavações.

Por isso. • O gás natural. g) Problemas. não é pirofórico. c) Quando estiver trabalhando paralelamente à tubulação de gás. nesse momento. procure manter a sinalização da Rede de Gás Natural. Tenha consciência de que o próprio calor das máquinas e a energia elétrica das baterias podem dar início a uma combustão. não faça o reaterro da vala sem que seja feita a análise da gravidade do incidente pelos técnicos da empresa de gás. efetuar manualmente furos de sondagem para confirmar a posição da tubulação de gás. ele precisa de uma fonte de ignição.Tachão de piso de Calçada • Fita plástica de segurança Tampa de Ferro Fundido Placa de Concreto Para evitar acidentes em serviços de escavação junto à rede de gás. d) Durante a execução dos serviços. a recomendação imediata é desligar . solicite material de reposição com a COMPAGAS. comprometem a segurança da população e dos consumidores de gás no futuro. pois é grande o risco de explosão. isto é. siga as instruções abaixo: a) Esteja seguro de que os trabalhos de escavação estão bem planejados e que dispõem de equipamentos para escavação manual nas proximidades da tubulação de gás. Se necessário. evitando possíveis acidentes com serviços futuros. bem como o GLP. não entra em combustão em contato com o ar. Antes de abrir qualquer tipo de vala próximo a rede de gás natural. f) No caso de atingir as tubulações da rede de gás. somente efetue escavação manual. ligando para o número da companhia de gás. consulte a empresa de gás sobre a presença da rede de gás no local. b) Quando estiver a cerca de 50 cm da posição da tubulação de gás. no caso de uma máquina furar uma tubulação de gás. de modo a assegurar que a presença da rede continue sinalizada. e) Ao planejar serviços de escavação. mesmo em caso de arranhões. consulte a empresa de gás.

aconselha-se a leitura do item 18. ser precedida e seguida de sinais de alerta. porque pode produzir borbulhas de ar que interrompe a circulação do sangue. antes do início das detonações. Chame imediatamente os bombeiros. muitas vezes é usado de forma inadequada.19 .20 da NR 18 e seus respectivos comentários apresentados mais adiante neste livro.Escavações.Escavações. Deverá ser apresentada a autorização do órgão competente para transporte. poderá ser exigido o uso de redes de segurança. não deve ser usado para “Limpeza” de roupa de trabalho. podem causar inflamações nos tecidos. a critério da fiscalização.6.11 a 18. romper um tímpano. mecânico (rompedor) ou pneumático (cunha metálica).6. A carga das minas será feita somente por ocasião da execução dos trabalhos de detonação. pode penetrar por um corte ou uma escoriação e insuflar o tecido humano (encher de ar). a velocidades tão altas. Um jato de ar comprimido pode resultar nos seguintes danos: o o Tirar um olho de sua órbita. serão obedecidas as regulamentações técnicas e legais concernentes à atividade. Pode empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais.20 a 18. As detonações deverão ser programadas para horários que não perturbem o repouso dos moradores das vizinhanças e que não coincidam com aqueles de maior movimento.imediatamente todos os equipamentos. estes deverão ser conformados utilizando-se pré-fissuramento ( detonação controlada do perímetro. isolar a área e utilizar água na forma de neblina para dispersar a nuvem de gás.6. • • • • o o Referências . No decorrer do desmonte a fogo. Essa lesão denomina-se.6. Quando muito perto da pele. “embolia gasosa”. Referências . Defesa Civil e a empresa de gás. jamais na véspera ou mesmo com simples precedência de horas. comum em áreas de muita poeira que utilizam o ar comprimido para limpar a roupa. que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos. fogo cuidadoso cushion blasting (detonação controlada do perímetro. Fundações e Desmonte de Rochas • Nas escavações com emprego de explosivos.Subitens 18. pelos poros.Subitens 18. empregando-se o processo manual. Sempre que for necessário preservar a estabilidade e resistência dos cortes executados em rocha. a prática de atos inseguros pôr parte de alguns funcionários. será utilizado o desmonte a frio. graxas e outras partículas muito pequenas que introduzidas sob a pele. ou seja. A lesão poderá ser fatal se o ar chegar a penetrar em um vaso sangüíneo. Fundações e Desmonte de Rochas • Para a execução de tubulões a céu aberto.23. Sempre que for inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos. Impurezas tais como: partículas de óleos. A área de fogo deverá ser protegida contra a projeção de partículas. o escoramento deverá ser permanentemente inspecionado e reparado após a ocorrência de qualquer dano. ou causar hemorragia interna ao penetrar nos poros. realizada antes da escavação).1 . quando houver risco para trabalhadores e terceiros. Consultar a NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202 de 22/12/2006. obrigatoriamente. Atos desta natureza podem acarretar sérias conseqüências a aqueles que por desconhecimento ou ignorar os preceitos de segurança venham a cometer estas imprudências. A detonação das cargas deverá. Em função das condições locais. Devido ao perigo que representa o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o “Corpo”. tirar pó ou sujeira “do cabelo ou do corpo”. . armazenamento e uso de explosivos. realizada durante a escavação) ou perfuração em linha. O ar comprimido.

é que sua real . principalmente aquelas provenientes dos trabalhos de soldagem.3 a 18.1 e 18. projeção de partículas e incêndios.1 a 18. sendo o conjunto acionado por um motor elétrico.4 Operações de Soldagem e Corte a Quente • Recomendamos a leitura da NR 15 e seus comentários para um maior entendimento dos aspectos técnicos e legais envolvendo operações e atividades insalubres.11.6 .7. A Petrobras possui critérios próprios de qualificação. Outros equipamentos também podem ser usados quando a operação assim o exigir: avental de raspa. O transporte de vergalhões ou armações. sapatos de segurança e máscaras contra poeira.8. • • • Referências . como as fôrmas de madeira ou metálicas e impacto contra peças soltas. Os riscos mais freqüentes que encontramos no manuseio da serra circular são: cortes e amputações nos membros superiores. Referências .7 / Subitens 18. instalação de extintor de incêndio (gás carbônico para a parte elétrica e água-gás para a madeira e a serragem).Armações de Aço • • Os trabalhadores devem ser treinados quanto ao uso correto da máquina de cortar e dobrar barras de aço. ruído excessivo.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Uma medida importante para a prevenção de acidentes é a utilização de dispositivos de segurança em equipamentos de solda e corte.5 e 18. o baixo cumprimento das exigências faz com que seu manuseio seja responsável por uma parcela considerável de acidentes. Nas áreas onde existe risco de incêndio ou explosão devido à presença de gases ou vapores inflamáveis deverá ser implementado sistema de permissão para trabalho.2 .Item 18. poderíamos citar entre as mais freqüentes: proteção das transmissões de força.11. Os acidentes envolvendo as serras envolvem a falta de aterramento da carcaça do motor e a falta de coletor de serragem. sendo superado apenas pelas ferramentas manuais.Item 18. Referências . A qualificação dos soldadores pode ser feita através de cursos profissionalizantes do SENAI ou de acordos com os requisitos da Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagem (FBTS).5 .Referências . • • Referências . Os EPI devem ser utilizados no manuseio da serra circular. e as sobras de vergalhões devem ser recolhidas e depositadas em local apropriado.Carpintaria • Na serra circular. feitos geralmente por guindastes.11. através de polias e correias. não existe muita conscientização sobre a importância deste acessório. às vezes com conseqüências graves.7.Carpintaria • A serra circular de bancada é uma máquina de corte.11 / Subitens 18. sendo os mais importantes o protetor facial contra a projeção de partículas e o protetor auricular. somente. ruptura do disco. Infelizmente. montado em um eixo que lhe transmite movimento rotativo e potência de corte.1 a 18.8 / Subitens 18.8. de modo a atender aos requisitos internos rigorosos de qualidade.7. após a ocorrência de um acidente. cobertura da serra circular.Item 18.11.7.6 . deve ser feito com atenção para não atingir pessoas ou rede elétrica.Subitens 18. cuja ferramenta é constituída de um disco circular provido de arestas cortantes em sua periferia. aterramento elétrico. descargas elétricas.Subitens 18. Muitos ainda encaram este dispositivo de segurança como item supérfluo e. Em relação às medidas de proteção coletiva.

butano. muito embora existam dispositivos de segurança no mercado para oxigênio. Isto reduz o risco de explosão ocasionado por entupimento de bicos de maçaricos ou purga incorreta das mangueiras.6 apresenta a expressão no plural "as mangueiras devem possuir mecanismos contra o retrocesso de chama . centrais de gases e postos de serviços industriais. entendemos que estes dispositivos devem ser utilizados tanto para o gás combustível quanto para o oxigênio. sendo obrigatória sua utilização em alguns países da Europa. Estes dispositivos podem ser conectados na saída dos reguladores de pressão. Há. Como o item 18. As funções básicas destes dispositivos de segurança são: a) Evitar o contra fluxo de gases: impede a reversão dos fluxos dos gases evitando a formação de mistura gasosa nos reguladores e instalação centralizada de gases. especialmente para acetileno e GLP (propano. A obrigatoriedade dos dispositivos de segurança. • Dispositivos contra retrocesso de chama: É um dispositivo para conexão às fontes de gases combustíveis (cilindros e centrais de gases). atualmente. • No Brasil. observada nesta NR. deixa em aberto em que tipo de gás deve ser usado tais dispositivos..11. dois tipos de dispositivos de segurança: dispositivos contra retrocesso de chama e Válvulas de Contra Fluxo. .necessidade é considerada. propeno e buteno).. estes dispositivos sempre foram utilizados nos cilindros de gás combustível.".

No caso anterior. gasolina e outros. impedindo que a chama atinja o regulador e o sistema de suprimento dos gases. c) Extinguir o retrocesso de chama: dependendo do fabricante.7 . Cilindros de gás. com isso.Subitem 18.11. sua finalidade de aplicação é deturpada. embora sejam bastante resistentes ao impacto mecânico. são pouco eficientes no caso de uma incidência direta de chama proveniente de um maçarico ou de um incêndio. em até cinco minutos). não é tecnicamente adequado.200°C. pois a mesma não consegue deter o retrocesso de chama em virtude dos elementos que constituem a sua parte interna sofrerem danos pelo calor de chama retrocedida. tais como: óleo. ou contra pressão na mangueira superior a 0. a explosão dos cilindros poderá ocorrer em poucos minutos (no caso de uma chama de acetileno. sempre existirá o risco de explosão do cilindro. d) Travamento termo-sensível: dependendo do fabricante. • • Referências . as válvulas de contra fluxo devem ser instaladas nas conexões de entrada do maçarico. graxa. não se deve chamar de "balas" ou qualquer outro nome que não seja "cilindro de gás". Vale lembrar que existe no mercado válvulas de contra-fluxo funcionando com dupla função.02 bar. Têm a função de evitar a entrada de gás de um sistema para outro.7. Porém. reguladores de pressão. independentemente da presença de dispositivos de segurança.11.Operações de Soldagem e Corte a Quente • O termo "garrafa". existe o risco do uso de lubrificantes com hidrocarbonetos comuns.b) Evitar a contra pressão: dependendo do fabricante. o resultado será uma explosão imediata do sistema. O termo certo é "cilindro de gás". utilizado no item 18. Leia atentamente as recomendações do fabricante quanto ao uso correto dos dispositivos de segurança. • • • • .100°C enquanto que a de GLP/oxigênio fica em torno de 2. Devido à sua finalidade. quando ocorrer um retrocesso de chama. Ressalta-se que a temperatura de uma chama acetileno / oxigênio alcança 3.000°C e a do hidrogênio/oxigênio em torno de 2. Neste caso. possuem um filtro metálico sintetizado (o mais eficiente é feito de aço inoxidável de alta capacidade de fluxo) capaz de extinguir a chama proveniente do retrocesso. todo cuidado deve ser tomado na compra do dispositivo de segurança. Nestes casos. possuem um dispositivo termo-sensível que corta o suprimento do gás em situações na qual a temperatura externa próxima ultrapasse 95°C. pois possui no seu interior um filtro sinterizado que extingue as chamas provenientes de um possível retrocesso de chama. devido à ação térmica sobre o aço. • Válvulas de Contra Fluxo. As válvulas de contra-fluxo mais simples são erroneamente consideradas e chamadas de "válvulas contra retrocesso de chama" e. No caso do oxigênio e de outros gases oxidantes. enquanto que o fluxo é interrompido pela válvula unidirecional. tubulações e outros. solventes. principalmente válvulas. em caso de defeito no maçarico. algumas válvulas unidirecionais ativam um bloqueio de contra fluxo cortando o suprimento de gás. Da mesma forma. ou mesmo por entupimento do bico de solda ou de corte.

no qual a união é produzida pelo calor do arco criado entre um eletrodo revestido e a peça a soldar. Já na ionização. Assim. com diâmetro variando entre 1. sendo por isso um processo extremamente versátil e de baixo custo.23 estabelece que os cilindros contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas. que é o mesmo do material a ser soldado. enquanto a solda está resfriando. para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. não se utiliza gás.11.11. pois a proteção contra as contaminações trazidas pelo oxigênio e nitrogênio (corrosão e fragilidade no cordão de solda) são feitas pelo próprio revestimento do eletrodo.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Soldagem com eletrodos revestidos é definida como um processo de soldagem com arco. formando uma escória de material não metálico que protege o cordão da oxidação pela atmosfera normal. com um revestimento externo que define quais características (propriedades mecânicas. este processo é chamado Shielded Metal Arc Welding (SMAW). recoberta por uma camada de fluxo aglomerado (revestimento).• Usando a NR 22 como referência técnica. dando origem a um arco estável. As principais funções do revestimento do eletrodo são: • • • a) Funções elétricas (isolamento): O revestimento é um mau condutor de eletricidade. o item 22. para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. NBR 12. químicas e metalúrgicas) terá a junta soldada. sem costura. sem costura. evitando que em um eventual contato não haja a abertura de indesejáveis arcos de solda laterais. o revestimento contém silicatos de sódio e potássio que ionizam a atmosfera do arco. Neste processo. Estima-se Esquema geral da solda por eletrodo que mais de 72% sejam comercializados no país através de revestido eletrodos revestidos (I Congresso Ibero-Americano de Soldagem).Subitens 18.5 e 8 mm e comprimento entre 23 e 45 cm. O revestimento proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão. calor e impactos acidentais. Referências . bem como observar o estabelecido nas NBR 12. Observe as figuras ao lado.8 e 18. b) Funções físicas e mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do ar ambiente. e NBR 11. este elemento é essencial para se obter uma boa solda.725 Conexões e Roscas para Válvulas de cilindros para Gases Comprimidos. Neste processo. além de atender às recomendações do fabricante. Pela AWS. O potássio e o sódio são elementos importantes na soldagem porque a atmosfera ionizada por eles facilita a passagem da corrente elétrica.9 . . Veja a figura ao lado.11. O eletrodo revestido consiste de um arame de metal. O revestimento se funde e depois se solidifica sobre o cordão de solda. isola a alma do eletrodo.791 Cilindro de Aço.790 Cilindro de Aço Especificado. Ele tem como característica principal a possibilidade de soldar diversos tipos de materiais por conta das inúmeras formulações diferentes na fabricação dos eletrodos. Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta metálica.

conseqüentemente. reduzida manutenção e menor barulho em operação. ela deve preencher algumas exigências: a) A tensão deve ser baixa. que. No caso de corrente contínua.c) Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. fazem este controle com perfeição. particularmente onde um suprimento de eletricidade não esteja disponível. Esses elementos podem ser incorporados ao revestimento para substituir o que se perdeu com a queima do mesmo (um exemplo: o cromo na solda em aço inox). Outros ainda incorporam pó de ferro para aumentar o material depositado e. (Risco de choque elétrico). A segunda é a preferida. • Entre as fontes para este processo. • • • • . É o princípio de operação das inversoras. Estas vantagens se devem à forma construtiva do equipamento e a um número mínimo de partes móveis. a eficiência da solda. d) O circuito será protegido contra curto-circuito e a fonte deve suportá-lo. c) A corrente de soldagem deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes eletrodos (para soldar eletrodos com diâmetros e materiais diferentes. de maneira a alterar as propriedades da solda. quanto mais fina a regulagem melhor a soldabilidade). b) A intensidade de energia deve ser alta para manter o arco de solda aberto. Este equipamento tem uma grande utilização na soldagem industrial. duas configurações tradicionais podem ser utilizadas: unidades geradoras ou transformadoras-retificadoras. tanto do ponto de vista de investimento inicial. • Para que uma fonte elétrica possa ser utilizada para os processos de soldagem. e) A corrente de solda deve apresentar bastante regularidade. sendo que essa é a grande dificuldade deste processo. além de reduzir drasticamente o tamanho e peso do equipamento. Durante a soldagem. até mesmo no caso de elementos que sejam altamente voláteis. muito embora com a prática esta seja posta de lado (veja figura abaixo). quanto de operação e manutenção. Ela emprega como combustível o diesel e algumas fontes podem gerar energia elétrica para alimentar até cinco chuveiros funcionando ao mesmo tempo. Nunca se deve testar eletrodos em cilindros de gases ou qualquer outro equipamento que não seja a peça de trabalho. por seu baixo custo de operação. mas suficientemente altos para reabrir o arco e proporcionar adequada elevação da tensão do arco após o curto-circuito. que é a configuração mais simples e barata. Porém. A primeira delas é mais usada em canteiros de obra. o inconveniente é o barulho feito por este equipamento que é muito grande. Para iniciar o arco de solda. através de placas eletrônicas. é preciso tocar (riscar) a peça com o eletrodo e manter uma distância adequada para a manutenção do ambiente ionizado (arco de solda). poderíamos citar o transformador para corrente alternada. a estabilidade do arco é obtida limitando-se os picos de corrente durante o curto-circuito a níveis suficientemente baixos para alcançar reduzido volume de respingos.

e touca de soldador (essencial quando a solda for na posição sobre a cabeça). empregam os diâmetros menores (1.0 4.5 • 70 a 160 A 190 a 250 A 320 a 380 A 10 12 14 O posto de solda também deve ser protegido por cortinas plásticas que impeçam a passagem dessa radiação. As serralherias.12 / Subitens 18.8 a 6. foram desenvolvidas máscaras especiais que somente escurecem no instante da soldagem. Normalmente.E Ni-Cl / E NiFe-C. utilizam este processo por ser mais barato e eficaz.4). luvas de raspa. Em algumas indústrias. facilitando muito o trabalho. Embora este processo não seja automático. Soldagem com eletrodos revestidos Faixa de 0 de eletrodo Faixa corrente utilizada (~) No da lente utilizada 1. principalmente em se tratando do enchimento de falhas e `falta de fusão´.6. a exposição contínua à radiação de solda (principalmente quando há altas correntes de soldagem). 2. mas para seu serviço o eletrodo adequado é o E 6013 (chamado de `ponta amarela´ por certo fabricante).12. aço inox e alumínio).5.6 a 4. É imprescindível ter exaustão dos fumos de solda. ou para prevenir o desgaste pela utilização (dentes de trator. de modo geral.1 a 18. isto é. avental de raspa.0 7.1 Escadas. os `controladores´ podem ter problemas sérios na vista por não observar este detalhe. além de ser desejável um filtro para respiração. A máscara neste processo de solda é indispensável.10. Rampas e Passarelas .Item 18. • O material de segurança basicamente consiste em: óculos de segurança e máscara de solda (com as lentes conforme tabela abaixo). rolos de moenda na indústria açucareira.9 a 9. O setor de manutenção de uma indústria utiliza os mais variados tipos de eletrodos (desde aquele para a soldagem em ferro fundido. porque senão a radiação seria transmitida da mesma forma!). Eles servem para efetuar o revestimento em peças que foram danificadas pela corrosão. até aço carbono. e quem já soldou sabe que isto é bem verdade (ainda bem. Para estas situações. ainda existem diversas aplicações para ele.12. Alguém pode alegar que não se enxerga nada com lentes.0. botas de segurança.Ignição do Eetrotodo Revestido. rodas de trem etc). 2. • • • Referências . Atenção especial deve ser dada quando o soldador for trabalhar confinado. o tipo de FoFo soldável . perneiras de raspa. como a nº 12. pois se usarmos somente os óculos de segurança (que também são indispensáveis por conta da escória a ser retirada) a pessoa ficará marcada pela radiação não ionizante.

300 mm. ao qual será amarrada a escada. Os pontos mais importantes para se obter uma utilização segura da escada de uso individual estão relacionados ao comprimento da escada. j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer. As escadas de mão devem ser sempre inspecionadas antes do uso. emendas iguais. aço. 300 mm de eixo a eixo e de. e) As escadas de abrir devem ser abertas até o fim do seu curso. no mínimo. é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha o valor aproximado de 75º. para escadas de até 3 m de altura. por meio de cordas. fendas. rachaduras. . para evitar a quebra de polias e a danificação dos engates. em altura superior a 2m do chão. g) As escadas de abrir não devem ser usadas como escadas de encostar. no máximo. ao ângulo que ela forma com o piso e aos sistemas de fixação na superfície inferior e superior. Nesta posição. espaçamento dos degraus de. antes de serem usadas. b) Nunca ficar sobre dois degraus da escada. d) Para subir. As escadas de mão. e calço de borracha nos pés da escada. o equilíbrio torna-se precário. Principalmente no uso dos degraus superiores. a fim de impedir o movimento acidental da escada. ou carregue-os em uma bolsa presa à cintura. base antiderrapante em todos os degraus. Para maior estabilidade da escada. nós. apodrecimento geral. h) É obrigatório o uso de cinto de segurança preso à estrutura mais próxima. As escadas de mão também têm recomendações para auxiliar a inspeção antes de cada uso. mal conservadas e mal utilizadas podem representar um perigo extremamente sério. apresentam as seguintes características: travessas iguais. deve-se colocar calços de borracha nos pés para evitar que a escada escorregue. crava-se uma estaca no solo. fibras no sentido transversal.• As escadas são construídas geralmente de madeira. Suspenda-os por meio de corda. montantes iguais. fibra de alumínio e fibra de vidro. f) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas. podendo variar entre 65º a 80º . verificando-se os seguintes itens: Defeitos na madeira. apoiar firmemente os pés nos degraus e usar ambas as mãos para segurar-se. espaçamento uniforme entre as travessas. Os seguintes procedimentos de segurança devem ser seguidos: • • • a) Não usar uma escada que não esteja em perfeitas condições de utilização. quando uso em pátio externo. i) Nunca subir em escadas com sapatos escorregadios ou sujos. quando construídas corretamente. Quando uma escada não está fixada no piso. c) Não subir em escadas portando objetos. É proibido prender na própria escada. Escadas mal construídas. com o fecho do tirante limitador bem encaixado. e não apresentam nós e rachaduras (caso feitas de madeira).

12. com o funcionário usando cinto de segurança tipo pára-quedista. O mesmo se aplica a poços ou torres de elevador. ou retiradas de serviço. Deve-se ter o cuidado de não largar ferramentas • • • • .Subitens 18. a menos que haja sinalização. Quando não for possível se apoiar uma escada na inclinação recomendada. Referências . a mesma deve ser amarrada no apoio superior para evitar tombamento para trás ou escorada na parte inferior para se evitar o escorregamento. feitas em fibra de vidro. quando utilizadas próximas da laje. devem ser amarradas por um tirante a um pilar interior.6. Escadas duplas não serão utilizadas como escadas simples. barro etc). Quando outra pessoa não estiver segurando a escada. Rampas e Passarelas • • As escadas de mão portáteis devem ser consertadas sempre que for verificado qualquer defeito. duas catracas automáticas e corda para a manobra de extensão. Extensões provisórias são perigosas e proibidas.12. sendo que as cordas devem ser inspecionadas freqüentemente. com a base aproximadamente a um quarto do comprimento da escada na vertical. Somente devem ser usadas escadas de comprimento compatível com a altura da superfície que se irá trabalhar.6 . m) Escadas rachadas. é necessário o auxílio de outra pessoa.l) Em trabalhos elétricos. guias e ancoragem adequada. As escadas de mão extensíveis possuirão roldanas. Estes serão suspensos separadamente.6 / 18.1 a 18. Subir ou descer em escadas portáteis deverá ser uma ação feita sempre de frente para elas. q) Ao fixar esta escada. devem ser utilizadas escadas de mão do tipo não condutora. Escadas retas devem atingir pelo menos 1 m acima da plataforma ou patamar em que estão apoiadas. Não se deve subir em escadas de mão carregando ferramentas ou materiais. As escadas de mão portáteis não devem ser colocadas próximas a portas ou áreas de circulação. o) Os degraus das escadas estarão livres de substâncias que provoquem escorregões (óleo. esta deve estar fixada por braçadeiras na parte inferior e amarrada na parte superior. As escadas serão guardadas ao abrigo do sol e da umidade. As escadas de mão portáteis. madeira ou outro material não condutor de eletricidade preferivelmente.Escadas. para evitar o deslocamento.12. Não será utilizada escada de mão com montante único.6. quebradas ou defeituosas devem ser inutilizadas e substituídas. n) A base das escadas deve ser equilibrada firmemente no piso. água. p) Olhar para a escada e usar ambas as mãos ao subir ou descer. Escadas fixas verticais ou tipo marinheiro devem ter guarda-corpo a partir da altura de dois metros do piso. devido à possibilidade de quedas de materiais.

20 m. a ser instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes. para edifícios com pavimentos no subsolo. As plataformas secundárias.13.Item 18. mesmo existindo procedimentos. • • • • . Suas dimensões são as mesmas da antiga NR 18.20 m para o travessão superior e 0. pois as condições da operação podem mudar.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • O trabalho em altura é um dos agentes da fatalidade. Foi criada uma plataforma terciária. Para garantir a eficácia da Permissão para Trabalho.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • • A altura do fechamento dos vãos de acesso às caixas dos elevadores passou a ser de. Desta forma. • A plataforma principal de proteção. em balanço. a revalidação diária será fundamental para que as recomendações sejam atendidas. Referências . conhecidas como apara-lixo. também.1 . devem ser acompanhadas de uma permissão para trabalho. Nunca deslocar uma escada sem descer. Estes vãos serão seguramente fixados à estrutura.4 . pelo menos. É muito comum nas empresas a emissão da PT por um tempo em que o trabalho será realizado.5 a 18.13. b) Rodapé de 0. a um pé-direito acima do nível do terreno. esta deve ser revalidada diariamente. atividades não rotineiras.13 / Subitem 18. no mínimo. Neste caso.13. passou a ter 2.Subitens 18. 1.11 .ou materiais nas escadas.50 m de projeção horizontal e a ser colocada na altura da primeira laje.13. Referências .20 m (vinte centímetros). É o que chamamos de riscos dinâmicos. Esta rotina permite que todos os controles de segurança sejam revisados e que todas as pessoas estejam conscientes dos riscos da operação. O mesmo procedimento deve ser seguido na passagem de um lado para o outro em escadas duplas. c) Os vãos entre travessas deverão ser protegidos com tela ou outro dispositivo que garanta seu fechamento com segurança. conhecida como bandejão. sem necessidade de complementação com tela.70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. colocadas de 3 (três) em 3 (três) lajes.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • As proteções contra quedas de altura são os maiores problemas nos canteiros de obra. ser instaladas logo após a concretagem da laje a que se referem e retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída. contadas a partir da plataforma principal. • Referências . acima dela.Subitens 18. Esta plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo do prédio. o perímetro da obra deve ser fechado com tela. estiver concluído.2 a 18. podendo ser retiradas nas mesmas condições das plataformas secundárias. que esteja. Além das plataformas principal e secundária. O sistema de guarda-corpo e rodapé a ser utilizado na proteção contra quedas de altura passou a ser assim: a) Altura de 1. devem. A falta de proteções contra quedas faz com que este tipo de acidente seja a primeira causa de acidentes graves.13.

20 m (dois metros e vinte centímetros) de projeção horizontal e obedecer às mesmas prescrições estabelecidas para as plataformas secundárias quanto à sua colocação e retirada.13.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura . 2.• Estas plataformas deverão ter.13.Redes de Segurança .12 a 18.Subitens 18.26 . no mínimo. Guarda-corpo metálico com sargento Guarda-corpo metálico com escoras Guarda-corpo de madeira com montant metálicos Guarda-corpo de madeira Guarda-corpo de alvenaria estrutural Galeria aixa de elevador (metálica) Caixa de elevador (madeira) Proteção shaft de ventilação de escada Referências .12.

recomendamos que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim.1. cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede.14 / Subitens 18. • • • Exemplos de aplicação de redes de segurança Referências . Normalmente. conjunto de sustentação.13. O sistema já provou ser eficiente também para evitar quedas humanas. O contratante de serviços especializados aplicáveis à NR 18 e aos demais NR deve estar atento aos requisitos de contrato. Para isso.7. Sempre existiu grande dificuldade das empresas em encontrar referências técnicas para fundamentar algumas práticas para o transporte vertical de pessoas. Para isso. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. destacamos que os profissionais qualificados são aqueles considerados legalmente habilitados (item 10. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF.13. Por similaridade técnica.2).2 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Mais uma vez. item 22.12 o uso de redes de segurança como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção.13. além de projeto assinado por profissional legalmente habilitado: rede de segurança. por profissional legalmente habilitado. Íntegra da portaria: DOU de 10 de abril. porém é preciso explicitar a qualificação necessária para o trabalho.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Tomando como referência a NR 22.Subitens 18. de forma a garantir que os trabalhos a ser realizados pelas empresas serão feitos por pessoas qualificadas. se respeitadas as normas técnicas específicas.2 a 18. 325KB).1 a 18. previstas no item 18.7 da NR 18. O sistema é autorizado para após as fases de estrutura e vedação periférica. grampos de fixação do elemento forca e ganchos de ancoragem da rede na parte inferior.8.• A Portaria MTE 157 também admite no item 18. fixação e ancoragem e acessórios de rede. sugerimos o uso da • . os contratos são padrões e genéricos.Item 18. A Portaria MTE 157/2006 altera ainda vários itens do glossário da NR 18 que estão inseridos no final da descrição das alterações acima. • Referências .14.14.14. a nova regra exige que tenha.14. composto de elemento forca.20 . A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura.

g) Acesso convenientemente protegido. PTA é o equipamento móvel. d) Teto resistente.14. dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura. de 03/07/07 aprovou o Anexo 1 da NR 18 que regulamenta o uso das Plataformas de Trabalho A (PTA) éreo no Brasil. Desta forma. f) Iluminação. j) Sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque. b) Portas com trancas que impeçam sua abertura acidental. capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado. autopropelido ou não. c) Manter-se fechadas durante a operação de transporte. Trata-se de um manual de normas técnicas que estabelece os parâmetros de segurança desse tipo de equipamento e especifica os responsáveis por todos os procedimentos de manutenção e operação. só serão permitidas em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características: a) Altura mínima de dois metros.NR 22. i) Fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade.7. h) Distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola. • A Portaria 15. Fonte: Genie . e) Proteção lateral que impeça o acesso acidental à área externa. item 22. com corrimão e saída de emergência.A Terex Company . que determina que o transporte vertical de pessoas.

cabe ao operador da plataforma.14. Pode ser utilizado tanto em obras civis quanto em plantas industriais. A norma exige que o proprietário da plataforma mantenha um programa de manutenção preventiva. transformando-se em cabina fechada. pois a partir de agora ficou claro que não há mais espaço para improvisações nas obras. letra e.• A NR-18. oferecendo segurança e atendendo a todas as necessidades de uma obra. refinarias.22.21.Torres de Elevadores • Os elevadores convencionais de obra a cabo são equipamentos de uso constante em obras para o transporte vertical de pessoas e materiais. que pode transportar de uma só vez de dez a 40 passageiros. da Portaria MTE 157/2006. desde sua velocidade de deslocamento até a sinalização da área de trabalho. siderúrgicas etc.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .14. • . quando presente. Existe um tipo de elevador. Esse sistema reúne vários benefícios conseguidos nos últimos anos com a melhoria dos dispositivos de segurança automática ou manual. A falta de utilização da cancela deve-se ao relativo alto custo de aquisição. executado por pessoa qualificada e que siga as recomendações do fabricante. Este é um importante avanço.1 a 18. • Referências . cimenteiras. senão a falta completa de tensão no cabo de aço. Alguns guinchos permitem transportar até dez passageiros ou 800 kg com segurança e eficiência. ou seja.22. Toda a operação da plataforma. existem elevadores com cabinas mais leves.20 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . Além disso. proíbe definitivamente o uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante.Subitens 18. sobre os princípios básicos de segurança. em situações nas quais o cabo de aço não é totalmente rompido.21 / 18. • Referências .14. é bastante clara: “É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”.14.4 . dotados de dispositivos de segurança que garantam uma operação segura e eficiente. Só poderão ser utilizados equipamentos apropriados.14. realizar todos os procedimentos de inspeção e manutenção do equipamento. está minuciosamente descrita na NR-18.4.22 a 18. • Atualmente.14. certificando-se do perfeito ajuste e funcionamento de todos os seus sistemas. tracionado por sistema pinhão e cremalheira. o operador também deve ser treinado. não compreendem quais riscos humanos e perdas econômicas ela pode evitar. nem sempre funciona devidamente. de acordo com o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante. decorrência do reduzido número de fornecedores. a qual é ainda pouco encontrada nos canteiros e. resistentes e seguras. Ela é clara quanto à obrigatoriedade do uso de cintos de segurança e proíbe que a capacidade nominal de carga definida pelo fabricante seja ultrapassada. por ser o dispositivo mecânico comprovadamente inseguro. O subitem 18. inspeção e operação.21. Não há outra forma de acionamento emergencial deste equipamento. possibilitando sua utilização em mineradoras.Elevadores de Transporte e Materiais • • Os elevadores de carga exigem a utilização da cancela. em seu artigo 2º.Subitens 18. Segundo a norma. devidamente capacitado pelo empregador. e ao fato de que muitos empresários ainda não estão convencidos da necessidade da sua utilização. O elevador a cabo apresenta uma nova opção cuja cabina semifechada para transportes de materiais recebe fechamento lateral e portas. e a cabine acaba se precipitando em queda livre.

2). instalador de linhas subterrâneas.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . a qualificação pode ocorrer em três níveis. telefônicas e de comunicação de dados. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item 10. fica proibida a utilização de sistema de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra. emitido por empresa legalmente habilitada. de 10 de abril de 2006 (Art 3º). reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura.22. que passa a atuar efetivamente em situações de emergência.5 a 18. entre outras (ver CBO 7321). que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva).9 .22. poderíamos usar o mesmo entendimento da nova NR 10. do qual constarão os métodos de ensaios adotados.Elevadores de Transporte e Materiais • Conforme Portaria 157. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos. ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino. devendo constar da descrição dos métodos utilizados para os ensaios adotados. com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação. São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros). • Referências . A qualificação deve ocorrer através de cursos regulares. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .8.Subitens 18. Todos os trabalhadores são considerados profissionais qualificados: • • • • • • a) Através de Cursos de Preparação de Mão-de-obra. Também se tornou obrigatória a apresentação de Laudo de Capacitação Técnica do equipamento. Segundo a Portaria 157/06.14. além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. o entendimento técnico e o legal explicitam a necessidade de usar serviços realizados por profissionais legalmente habilitados em cursos específicos. a eficiência dos sistemas de frenagem automática deverá ser comprovada através de "Laudo de Capacitação Técnica". estabelecida no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas). Desta forma. eletricistas de redes elétricas. eletricistas de iluminação pública. A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional.• A nova regra obriga a sua substituição pelos elevadores de obras com sistema eletromecânico para o acionamento do freio. emitido por empresa legalmente habilitada.14. com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas. . instaladores de linhas elétricas de alta e baixa tensão.Elevadores. 789KB). cargas horárias e matérias ministradas. Por similaridade técnica. Cada vez mais.

É o primeiro equipamento que entra na obra e o último que sai. telecomunicações. Isto é. em eletricidade.24 /18. 2032. estoque ou uso. Referências .14. pilares etc. projetistas técnicos. eles são capazes de realizá-los.Movimentação eTransporte de Materiais e Pessoas . .b) Através de Cursos Técnicos ou Técnicos Profissionalizantes.200 horas.1 a 18. lajes etc. e) Auxiliar na montagem e desmontagem das fôrmas em madeira ou chapa de ferro. São exemplos os técnicos. 2143).14.Elevadores de Passageiros • Texto da alínea (b) alterada pela Portaria MTE 157/06. e de telecomunicações (ver CBO 2021. encarregados de manutenção e montagem. lajes. f) Transportar até a laje a ser concretada. c) Transportar materiais pré-moldados (vigas.14. Na carteira profissional. A ART é também um instrumento pelo qual o CREA fiscaliza a atividade de seus associados e garante que profissionais não habilitados realizem serviços para os quais não sejam habilitados. que sustenta o mangote de saída do concreto.5 . que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1.23 a 18. eletro-eletrônicos.Subitens 18. Referências . • A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é a garantia da empresa que está contratando um profissional habilitado para executar tais serviços.24. mecatrônica. mecatrônicos. Estes equipamentos são usados para: a) Auxiliar na carga e descarga de materiais dos caminhões. g) Transportar das caçambas para concretagem. dos tambores d´água para molhar as fôrmas. eletromecânica.Subitens 18.17 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . ). porém não são habilitados (não têm diploma). b) Deslocar o material na obra para melhor posicionamento. eletrônica.14. eletrotécnicos. em função dos acidentes fatais envolvendo sistemas de elevação de pessoas. vem descrito suas habilitações.14. d) Transporte das armações de ferro para fundação. São exemplos os tecnólogos de nível superior: engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas.23. c) Cursos Superiores plenos ou não. eletrotécnica. h) Usar concreto bombeado.Gruas • Equipamento que faz todo o transporte horizontal e vertical da obra. supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303). facilitando seu posicionamento.24.

A altura e lança deste tipo de grua são fixas. automontante. montado sobre rodas. .Os modelos da linha FM são: RB 516. k) Transportar tijolos ou blocos paletizados. é necessário conhecer os vários tipos existentes: móvel. m) Transportar os materiais de acabamento interno até as plataformas ou sacadas. que pode ser rebocado e transitar pela vias públicas e/ou no canteiro de obra. r) Auxiliar no transporte horizontal e vertical de qualquer material ou máquina necessária à obra. . t) Para escolher o tipo de grua. s) Economia na redução do tempo de execução da obra e na redução do custo das tarefas executadas. ascensional. q) Descarregar o entulho na limpeza do prédio. Nos dois casos. permitindo a utilização do concreto convencional. fixamóvel. > Grua Móvel . p) Auxiliar no transporte de componentes mecânicos no término da obra.i) Transportar os andaimes. adaptando-a a uma nova situação de obra. a grua deverá sempre ser desmontada e remontada na nova locação. l) Transportar argamassa nas caçambas até as plataformas ou sacadas . primeiramente. RB 822. n) Transportar o material de acabamento externo até os andaimes. fixa. RB 1030 (catálogos anexos).É um equipamento normalmente pequeno. o) Transportar das plataformas de descarga de um andar ao outro. j) Ajudar na pré-montagem e desmontagem dos elevadores de carga. ou seja não é possível aumentar sua altura nem sua distância de alcance. além da mão-de-obra com seus encargos e do concreto.

Sua locação. Monta-se como fixa e depois através de um sistema hidráulico. MI 2048.Sua utilização é especifica para prédios.Sua altura inicial será aumentada ao crescer da construção. A vantagem seria de evitar interferência com o cronograma de montagem do elevador. a grua inteira será levantada para as lajes superiores e amarrada novamente a duas delas. apóia-se sobre patolas que devem estar sobre bases que forneçam as maiores garantias de estabilidade do equipamento em movimentação de trabalho. Esta operação é conhecida como "telescopagem " e deverá ser feita por técnico experiente. . é possível abrir nele um espaço das mesmas dimensões de um poço de elevador e montar a grua neste. . .É um tipo de grua de tamanho maior. Cada vez que for necessário. Os modelos da linha FM são: MI 1025. Em função do terreno. é no poço do elevador. através de um procedimento especial. Será sempre montada na área externa da obra. montando. em função do modelo da grua. MI 1230. amarrando a torre através de cravatas a duas lajes e com a grua seguindo o crescer do prédio. O comprimento dos elementos varia entre 3 m e 6 m. A limitação é de poder atender somente a um prédio por vez e o alcance para atingir a área de estocagem dos materiais a serem levantados fica limitada à diferença entre o comprimento da lança e a parte ocupada pela . . MI 1040.Uma vez definido o alcance necessário. MI 1640.. montado sempre na área externa da obra e fixado em uma base de concreto de tamanho variável em função do modelo da grua. elementos de torre até alcançar a altura necessária. em geral.É um equipamento cuja torre é de altura definida (normalmente. a base deverá ser estaqueada para manter a estabilidade da grua carregada em sua pior condição de trabalho. > Grua Fixa . 18 metros). > Grua Ascensional .Quando a laje não for pré-moldada. monta-se a lança que ficará fixa até o final da obra.Quando montada na obra.

levantando na ponta 1. citados acima no item Fixa. é melhor identificada como AM 1230. poderá correr sobre trilhos. Portanto.A torre composta por dois elementos telescópicos é montada em chassis dotado de quatro rodas pneumáticas. Quando a lança for de . portanto. a grua levanta até 18 metros de altura. este modelo também deverá ser alocado na área externa do prédio e ser amarrado às lajes após os primeiros 30 metros de altura com "cravatas". .Ela vem preparada para receber em sua base quatro truques. > Grua Automontante . .Na linha da FM.área do prédio. após montada a lança. para distâncias de até 100 m. possibilitando o atendimento de várias construções ao mesmo tempo ou separadamente. para dar toda a estabilidade possível. permitindo o reboque dentro da obra e nas vias públicas (existe claramente uma limitação na velocidade a ser alcançada ). MI 1230. podem ser todos montados sobre trilhos aplicando na base da grua acessórios conhecidos como "truques". MI 1040.dois motorizados com motores elétricos e dois não motorizados) que permitem o translado da grua ao longo dos trilhos. Os modelos disponíveis na linha FM são: MI 1025.Os modelos fixos. O comprimento máximo da lança é de 35 metros. > Grua Fixa-Móvel . . Por intermédio dos comandos elétricos. .A base dela tem quatro patolas e. . normalmente em número de 4 (um par para cada extremidade da base . pode trabalhar como grua fixa sobre bases de concreto. Sua altura pode alcançar até 80 metros montando elemento após elemento de 6 metros de comprimento.A mobilidade sobre trilhos tem uma limitação de configuração do equipamento: a altura não poderá ser superior a 30 m.Como o equipamento fixo.000 kg. É um modelo muito interessante que agrupa as vantagens oferecidas pelas gruas FIXA. MÓVEL e FIXA/MÓVEL. procedendo da mesma maneira que para grua FIXA.

Quando montada como Fixa. a escolha. industrias e prédios altos. área de descarga dos mesmos e prédios a serem atendidos. Se ela constrói somente sobrados. .Peso máximo a ser levantado na ponta extrema da lança. . prédios altos. Na mesma obra. tais como: . obviamente. será diferente. é fácil entender a flexibilidade da AM 1230 em vários de tipos de obras: prédios populares de 4 a 5 andares.30 m. Não podemos esquecer de avaliar o tipo de construção que a empresa faz. Uma vez identificado o tipo de grua.Pela descrição acima. inicia-se a terceira etapa96252512: análise dos fabricantes e proveniência. . podem ser alocadas várias gruas de modelo e tamanho diferente. Já o comprimento mínimo da lança é de 20 metros. . . poderemos melhor identificar qual o equipamento mais apropriado para satisfazê-las. .Alcance da Lança. conhecer as necessidades das operações.200 Kg. levando-se em conta a localização da área de estocagem dos materiais.900 kg. levantando 1. Em segundo lugar. a base de concreto utilizada nas gruas fixas será substituída por lastro de concreto sempre reaproveitável.Altura da construção (atenção levar sempre em conta a caixa d´água ou a parte construída mais alta) . obras públicas baixas e compridas etc. a carga aumenta para 1. será feita uma escolha.Conhecendo os tipos de grua e as necessidades da obra.Ao se construir prédios baixos.

ANEXO III PLANO DE CARGAS PARA GRUAS I - DADOS DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO(s) EQUIPAMENTO(s): nome do empreendimento, endereço completo e número máximo de trabalhadores na obra. II - DADOS DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA OBRA: razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA. III - DADOS DO(s) EQUIPAMENTO(s): tipo; altura inicial e final; comprimento da lança; capacidade de ponta; capacidade máxima;

alcance; marca; modelo e ano de fabricação e demais características singulares do equipamento. IV Não havendo identificação de fabricante, deverá ser atendido o disposto no item 18.14.24.15. V - FORNECEDOR(es) / LOCADOR(es) DO(s) EQUIPAMENTO(s) / PROPRIETÁRIO(s) DO(s) EQUIPAMENTO(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico (se houver) e Responsável Técnico com número do registro no CREA. VI - RESPONSÁVEL(is) PELA MANUTENÇÃO DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VII - RESPONSÁVEL(is) PELA MONTAGEM E OUTROS SERVIÇOS DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; facsímile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VIII - LOCAL DE INSTALAÇÃO DA(s) GRUA(s) Deverá ser elaborado um croqui ou planta de localização do equipamento no canteiro de obras, a partir da Planta Baixa da obra na projeção do térreo e ou níveis pertinentes, alocando, pelo menos, os seguintes itens: a) Canteiro(s) / containeres / áreas de vivência; b) Vias de acesso / circulação de pessoal / veículos; c) Áreas de carga e descarga de materiais; d) Áreas de estocagem de materiais; e) Outros equipamentos (elevadores, guinchos, geradores e outros); f) Redes elétricas, transformadores e outras interferências aéreas; g) Edificações vizinhas, recuos, vias, córregos, árvores e outros; h) Projeção da área de cobertura da lança e contra-lança; i) Projeção da área de abrangência das cargas com indicações dos trajetos. j) Todas as modificações tanto nas áreas de carregamento quanto no posicionamento ou outras alterações verticais ou horizontais.

Este croqui deverá contemplar todas as alterações tanto nas áreas de carregamento quanto ao posicionamento e outras alterações verticais ou horizontais conforme exemplo em anexo. IX - SISTEMA DE SEGURANÇA Deverão ser observados, no mínimo, os seguintes itens: a) Existência de plataformas aéreas fixas ou retráteis para carga e descarga de materiais; b) Existência de placa de advertência referente às cargas aéreas, especialmente em áreas de carregamento e descarregamento, bem como de trajetos de acordo com o item 18.27.1 alínea "g" desta NR; c) Uso de colete refletivo; d) A comunicação entre o sinaleiro/amarrador e o operador de grua, deverá estar prevista no Plano de Carga, observando-se o uso de rádio comunicador em freqüência exclusiva para esta operação. X - PESSOAL TÉCNICO QUALIFICAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA: a) Operador da Grua deve ser qualificado de acordo com o item 18.37.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo, com carga horária mínima definida pelo fabricante, locador ou responsável pela obra, devendo, a partir do treinamento, ser capaz de operar conforme as normas de segurança utilizando os EPI necessários para o acesso à cabine e

Deve estar qualificado a operar conforme as normas de segurança. b) Responsável pela Manutenção. escolha correta dos materiais de amarração de acordo com as características das cargas.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo. orientação para o operador da grua referente aos movimentos a serem executados. conforme especificação do responsável técnico do equipamento. não se aplicando para gruas com altura livre móvel superiores às especificadas. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: amarração de cargas para o içamento.11 desta NR e a confirmação da correta operacionalização de todos os dispositivos de segurança constantes no item 18. com especial atenção para o sistema de freio do movimento vertical de cargas. implementação e coordenação do Plano de Cargas. b) Sinaleiro/Amarrador de cargas deve ser qualificado de acordo com o item 18. bem como. conforme especificação do responsável técnico pelo equipamento. Montagem e Desmontagem Deve designar pessoal com treinamento e qualificação para .para a operação. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: operação do equipamento de acordo com as determinações do fabricante e realização de "Lista de Verificação de Conformidades" (check-list) com freqüência mínima semanal ou periodicidade inferior. após às seguintes ocasiões: a) instalação do equipamento. XI. requerido no item 18. executar inspeções periódicas semanais. b) cada alteração geométrica ou de posição do equipamento. observância às determinações do Plano de Cargas e sinalização e orientação dos trajetos. de trajetos e da correta aplicação das determinações do Plano de Cargas. c) cada operação de manutenção e ou regulagem nos sistemas de freios do equipamento.RESPONSABILIDADES: a) Responsável pela Obra Deve observar o atendimento dos seguintes itens de segurança: aterramento da estrutura da grua. no mínimo.24. bem como.11.14. com carga horária mínima de 8 horas. verificar registro e assinatura no livro de inspeções de máquinas e equipamentos. elaboração. disponibilização de instalações sanitária3s a uma distância máxima de 30m (trinta metros) no plano vertical e de 50 m (cinqüenta metros) no plano horizontal em relação à cabine do operador. fiscalização do isolamento de áreas.22. a executar inspeção periódica com periodicidade semanal ou outra de menor intervalo de tempo. independentemente do Plano de Cargas. implementação do PCMAT prevendo a operação com gruas.37.

14. f) Cópia da ART . XII . b) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do operador da grua. observando o disposto no item 18. d) Livro de inspeção da grua conforme disposto no item 18. ascensão e conservação do equipamento. g) Plano de Cargas devidamente preenchido e assinado em todos os seus itens.Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável nos casos previstos nesta NR.15 desta NR. durante as atividades de manutenção. c) Responsável pelo Equipamento: Deve fornecer equipamento em perfeito estado de conservação e funcionamento como definido pelo Manual do Fabricante.MANUTENÇÃO E ALTERAÇÃO NO EQUIPAMENTO Toda intervenção no equipamento deve ser registrada em relatório próprio a ser fornecido.22. XIII . desmontagem. . mediante recibo. montagem. se houver. e) Comprovantes de qualificação e treinamento do pessoal envolvido na operacionalização e operação da grua. telescopagem.DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA NO CANTEIRO No canteiro de obras deverá ser mantida a seguinte documentação mínima relativa à(s) grua(s): a) Contrato de locação. devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica específica para a obra e para o equipamento em questão. mediante emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica referente à liberação técnica efetuada antes da entrega. telescopagens e manutenções.11 desta NR. ser registrado ou anexado ao livro de inspeção de máquinas e equipamentos. bem como.18. c) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do Sinaleiro/Amarrador de cargas referente aos materiais de içamento. devendo tal relatório. entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório específico.executar as atividades que deverão sempre estar sob supervisão de profissional legalmente habilitado. ascensões. checagem da operacionalização dos dispositivos de segurança.24. desmontagem. Os serviços de montagem.

3 desta NR. Inclinados. Daí. Funcionamento. eles podem ser divididos da seguinte forma: o o o o o Suspensos. Tipo cadeira de contramestre. Um dos itens incluídos com o Anexo de sobre movimentação de cargas trata da necessidade de criação de um plano de cargas (anexo 3) Este documento. NR-17 e NR-18. Ssobre cavaletes.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o sinaleiro/amarrador de carga .Instruções de segurança e operação. pintura. j) Manual do fabricante e ou operação contendo no mínimo: . Sugerimos a leitura cuidadosa das modificações incorporadas por este anexo.Item 18.Segurança em Andaimes.24.Definição. Legislação e Normas Regulamentadoras NR-5. XIV CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O conteúdo para treinamento dos Operadores de Gruas e Sinaleiro/Amarrador de Cargas deverá conter pelo menos as seguintes informações: . que será exigido no PCMAT. mas eles normalmente são caros e de idade avançada (entre 30 e 40 anos). i) Atestado de aterramento elétrico com medição ômica. conforme NBR 5410 e 5419. Travessão. . Comentários • Existe um grande número de empresas locadoras de equipamentos de carga.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o operador de grua . limpeza e manutençao. Montagem e Instalação. reforma.9 . elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente.15. deverá conter o layout da locação da grua e os fluxos de pessoas e materiais.14. onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso.15 / Subitens 18.h) Documentação sobre esforços atuantes na estrutura do edifício conforme disposto no item 18.15. • Referências . demolição. NR-6. Sistemas de Segurança. Amarração de Cargas. Operação. Sinalização de Operações.1 a 18. Segundo a Norma NBR 6604 . São utilizados em serviços de construção.Andaimes e Plataformas de Trabalho • Plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados. a necessidade de uma atenção especial com o plano de manutenção e inspeção destes equipamentos.

Deve ser montado sobre superfície nivelada. Deve ser garantido aos empregados acesso seguro aos andaimes. Andaimes Modulados: Utilizados para reformas em fachadas. outros) ou em áreas de difícil acesso aos andaimes tradicionais. com exceção do lado da face de trabalho. Qualquer que seja o meio de acesso o usuário deve estar seguro de que os mesmos estejam em boas condições e não ofereçam riscos a sua segurança. Os meios de acesso podem ser escadas fixas.• Quanto a sua utilização os andaimes pode ser classificados da seguinte forma: o Andaimes Suspensos: Utilizados para reformas em fachadas.20 m para o travessão superior e 0. portáteis. sem especificar qual habilitação específica. • • Neste item.13. Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. . rampas ou degraus. Deve ser inspecionado antes e após o uso. obedecendo às especificações do item 18. Peças danificadas devem ser reparadas ou destruídas. para dimensionar a estrutura de sustentação e fixação do andaime. passarelas. impermeabilizações e instalações de tubulações. pinturas.5: o o o Ser construído com altura de 1. pintura. O sistema de guarda-corpo e rodapé estende-se às cabeceiras e a todo o perímetro. limpeza. A superfície deve ser sólida para não ceder com o peso. avaliados os riscos e sugeridos formas de controle para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes. Nesta etapa devem ser identificados os perigos. Andaimes de Encaixe: Ideal para serviços em áreas com grandes interferências (escoramentos.20m (vinte centímetros). Andaimes não devem conter peças de fabricantes diferentes. Podem trabalhar sem obstruir a passagem dos pedestres o o • O seguintes requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o Os andaimes devem ser montados por mais de uma pessoa. impermeabilizações e instalações de tubulações. limpezas. Ex: balancim leve. Deve suportar duas vezes o peso ao qual será submetido. Trabalham sem obstruir a passagem dos pedestres e são uma opção segura para estas operações. • A segurança com andaimes deve ser um requisito existente em qualquer tipo de obra e deve o mesmo tratamento e cuidado que qualquer outro existente de execução.70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. Um trabalho somente será seguro se for planejado adequadamente sob o ponto de vista preventivo. Ter rodapé com altura de 0. balancim elétrico e balancim individual (cadeirinha). é determinado que se tenha um profissional legalmente habilitado.

Identificar os empregados próprios e terceiros envolvidos nos trabalhos. Proteção respiratória . Autorização do pessoal qualificado para modificar qualquer aspecto estrutural. Informar os riscos para a equipe sobre a operação a ser realizada. as operações de montagem deverão ser suspensas. Atender tosos os requisitos de segurança operacional Utilizar EPI e EPC.• Os objetivos da etapa de planejamento iinclui: o o o o o Identificar os perigos. Sugerir medidas de controle. • A segurança física na montagem de andaime inclui: o o o o o o o Colocação de lonas ou redes de proteção em alguns casos requer estudos de concreto. Protetores auriculares. Cinto (colete) tipo paraquedista com dois talabartes. • Exemplos de EPI a serem utilizados o o o o o o Capacete Luvas. Içamento cuidadoso do material na zona de montagem. Em caso de dúvidas com relação a zona de apoio do andaime. Certificar que as medidas de controle sugeridas e aceitas foram implementadas. Botas com biqueiras de aço. Verificação de carga. avaliar os riscos. utilizando equipamento específico. descarga e armazenamento de materiais (sinalização das zonas de risco e paletização dos materiais).

deformações nos tubos e presença de corrosão. • • O subitem 18. olhar a existência de trincas. Caso seja montado um equipamento para içar cargas sobre o mesmo. este deve ser reforçado para suportar essa carga.15. chuvas ou ventanias. de 10 de abril de 2006.43. Obs.15. forma a formar um X.Subitens 18. Nunca trabalhe sobre andaimes durante tempestades.Andaimes Simplesmente Apoiados É aquele cujo estrado está simplesmente apoiado. O cinto de segurança não pode ser fixado na estrutura do andaime.18 .2 foi revogado pela Portaria MTE 157. As barras de travamento devem ser colocadas de três em três módulos. Verificar os gabaritos antes de montar. . podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal.• Exemlos de EPC a serem utilizados o o o o Rede do tipo tênis Rede Vertical com suporte tipo forca Dispositivos DR Cabo elétrico tipo PP Referências . Qualquer trabalhador que execute tarefas em uma plataforma deverá ser treinado no uso correto dos equipamentos. Em trabalhos sobre andaimes acima de 2 metros é obrigatório o uso do cinto de segurança. Durante a montagem dos andaimes alguns requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o o Verificar as tábuas a serem utilizadas.15.10 a 18. Boa organização e limpeza da plataforma são fundamentais para a segurança do trabalho. Amarrar todas as tábuas no suporte ou gabarito.

.Colocação de tábuas e corrimõe • As pranchas não devem ser testadas pelo usu qualidade das pranchas deve-se observar o s o o o o As pranchas têm grandes nós na ma As nervuras acompanham o sentido Existe alguma rachadura na pranch Há sinais de desgaste? • • • Não utilizar tábuas queimadas. Não utilizar tábuas com cupins. Não utilizar tábuas apodrecidas.

Corrimão de proteção: Se o andaime for erguido acima de 1. logo. • • • Referências . ficar no andar de baixo ou fora do andaime. fixado à estrutura na extensão da fachada.15. hyster. Este corrimão não deverá ter menos de 90 cm nem mais de 1 m de altura. etc. como skymunck. assim como a área abaixo dela estejam devidamente isoladas e protegidas. Verifique a existência de tábuas soltas. o o o o o o Verifique a existência de restos de materiais sobre as tábuas dos andaimes. projetando-o para baixo... deverá ser dotado de corrimãos de proteção. Desmontagem dos andaimes: A desmontagem é tarefa de maior risco que a montagem.15. • As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). Realize a desmontagem sempre de cima para baixo. . Todos os materiais inflamáveis devem ser removidos do local e o pessoal nas proximidades deve estar usando EPIs adequados. Utilizar equipamento auxiliar sempre que possível. Proteção ao nível dos pés: Tais proteções são instaladas para evitar ou diminuir a possibilidade de trabalhadores que estão em altura elevada atingirem ou chutarem algum ítem.Ao usar duas ou mais tábuas o espaçamento entre elas deve ser de no máximo 30 mm. necessita maior cuidado.Subitens 18.5 m acima do nível do chão. guindaste. Usar cinto de segurança durante toda desmontagem.19 a 18. Nunca ficar no piso que está sendo desmontado. medidos a partir da plataforma do andaime. Solda e corte com maçarico: Para trabalhos de solda ou corte sobre plataformas deve-se garantir que a área sobre a plataforma.Andaimes Fachadeiros Andaime metálico simplesmente apoiado. • A justaposição das extremidades deve ser de 300 a 800 mm.25 .

para distribuir a pressão exercida pelo andaime sobre o solo.Elementos do Sistema 1-Nivelador de base 2-Inicializadorde base 3-Elemento de andaime 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 6-Plataforma de trabalho 7-Plataforma de serviço 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Protector Lateral 11-Terminal de andaime lareal 12-Terminal de andaime 1-Preparação das Bases Colocam-se os niveladores de base sobre uma superfície plana. . (recomenda-se a utilização de pranchas de madeira).

4-Colocação das barras e diagonal Colocar as barras (guarda-costas) e a diagonal. Pa garantir o nivelamento e aprumamentod andaime afinam-se as bases reguláveis sempre que necessário. .0 em 2. Verificar també distância do andaime á fachada.2-Colocação do inicializador O inicializadorde base é colocado sobre os niveladores para permitir a ligação à diagonal.0 m. As diagonais vão assegurar a estabilidade geral do andaime 5-Colocação das plataformas e nivelamento As plataformas anti-derrapantes são colocadas em níveis de 2.

. 7-Colocação do protector lateral Colocam-se os protectores laterais de fo a garantir a segurança contra as quedas cada nível de andaime. De seguida. colocam-se as barras horizontais (guarda-costas) e depois a diagonal no sentido oposto à anterior.6-Montagem do nível superior Colocam-se os elementos de andaime uns sobre os outros.

No último nível do andaime é importante colocar amarrações em todos os montantes.8-Colocação dos rodapés Os rodapés são encaixados de uma forma simples e rápida. colocar as amarrações em cada 20m² e para andaime com recobrimentoem rede permeável ao vento as amarrações são colocadas em cada 12 m². Fig. de acordo com o exigido pela norma. Recomenda-se a colocação dos fixadores de andaime no prumo vertical . e sem nenhum tipo de recobrimeto.Esquema de colocação das amarrações e diagonais no andaime.1. Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada: • • • • • Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada. 9-Colocação da plataforma de escad O acesso a cada nível de trabalho é feito pela escada interior própria. .E quando não for possível colocar o mais próximo dos mesmos. Montar as amarrações uniformemente distribuídas ao longo de todaa fachada de andaime de acordo a fig.1 . Para andaime com menos de 30 m de altura. 10-Colocação dos terminais de andaime O último nível do andaime é encerrado com os terminais de andaime que permitem a colocação de todos os elementos de segurança exigidos.

0 m de distância.15. Procedimentos de Montagem 4. 6. Para andaime com alturas superiores a 30m ou para recobrimentosmais densos é necessário realizar cálculos específicos. Qualquer dúvida a respeito da capacidade de resistência do solo ou zonas de apoio do andaime e da capacidade de resistência da estrutura. Realizar o estudo prévio da planta para envio de materiais. Ter em consideração as capacidades de carga que obrigatoriamentesão indicadas nas plataformas. vigas. Verificar se a distância máxima entre níveis de plataformas é de 2.26 a 18.Subitens 18.0m em altura em todas as prumadas. Verificar regularmente os pontos de fixação do andaime à fachada (é muito frequente os utilizadores do andaime retirar pontos de fixação para lhes facilitar o trabalho. Proceder à montagem e desmontagem segundo as instruções do fabricante (esquema de montagem). Verificar se as zonas de apoio do andaime.0 m. As diagonais devem ser colocadas de 4 em 4 módulos de andaime. Não abandonar materiais ou ferramentas no andaime.) As amarrações são colocadas de 5 em 5 m na horizontal em prumadas alternativas e na vertical de 6. etc. 11. 10. 7. Quando a estrutura não cumpre a regra da auto-estabilidade devem existir amarrações a estruturas sólidas (pilares.0 m em 6. 13. As plataformas de trabalho devem ter no mínimo de 60 cm de largura. Fazer a distribuição dos niveladores e inicializadores e antes de apertar as cunhas e colocar os prumos. 2. .Andaimes Móveis Plataforma de trabalho cuja estrutura esta montada sobre rodízios. é motivo suficiente para suspender a montagem até que um técnico competente resolva o problema.• • 1. Devem estar protegidos com barras guarda-costas a 0. são resistentes à pressão que sobre elas vai exercer: devem ser duros e estáveis.27 . se os topos devem estar fechados com protecções e envolvidos com rodapés com uma altura mínima de 15 cm. 5. Antes de iniciar os trabalhos de utilização do andaime o responsável pela segurança na obra deve verificar a correcta montagem do andaime.15. A circulação pelo andaime deve ser livre e contínua. deve-se nivelar a estrutura. tal como ilustra a figura 1. 12.5 e 1. 3. 14. lajes. O acesso aos vários níveis de trabalho deve realizar-se por escadas interiores. 8. Não descarregar cargas de forma violenta sobre o andaime. 9. Referências .

• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988).Em espaços interiores. ara torres realizadas em aço sem nenhum tipo de cobertura. Para isso temos a favor o peso próprio da estrutura. sem vento a máxima altura (H)não pode ser superior a quatro vezes o lado (L) menor – H (max. o método orientativo para provar se é autoestável é o seguinte: . . temos que comprovar que as cargas não são suficientes para desestabilizar a estrutura.)<=4* L (menor). para poder considerar a auto estabilidade. • A estruturas das torres de escada estão submetidas ás mesmas cargas que qualquer outro tipo de andaime.Em espaços interiores a altura (H) máxima é de três vezes o lado (L) . quanto mais pesada melhor é o comportamento em relação ao desequilíbrio provocado pelas cargas a que estão submetidas e à força do vento.

Andaimes Suspensos São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. .29 . de quadros.15.)<=4* L (menor).28 a 18. Referências . Referências . • Quando não se cumpre a regra da auto-estabilidade: .Amarrar a estrutura a partes sólidas.Colocar contrapesos.menor – H (max. .30 a 18.Subitens 18. São geralmente utilizados quando os andaimes não podem apoiar-se sobre o solo ou sobre uma superfície horizontal resistente.15.15. podendo ser fixos ou deslocáveis. .44 .15. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. manutenção e pintura.Aumentar as dimensões da base colocando estabilizadore s.Combinar adequadamen te as opções interiores.Andaimes em Balanço • São os que se projetam para fora da construção e são suportados por vigas (de madeira ou metálica) ou estruturas em balanço. .Subitens 18.

c) Os dispositivos de suspensão devem ser verificados. Não é permitida a interligação de estrados nestes andaimes. Alteração já efetuada no texto acima. valendo estas obervações para os diferentes tipos de andaimes suspensos: a) Escadas ou rampas devem ser previstas para andaimes a partir de 1. 2 m acima da última plataforma de trabalho. Referências . de quadros. antes de iniciados os trabalhos. manutenção e pintura. d) É proibido acrescentar trechos em balanço no seu estrado. e) Para ter um guincho só.15.Subitens 18. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. restem. será necessária a instalação de um segundo cabo de segurança em cada guincho.50 m de altura. Referências . até. pelo menos.46 e 18. ou altura equivalente. O máximo de trabalhadores no andaime é dois. Andaimes de madeira somente podem ser instalados em obras de até três pavimentos. f) A cadeira suspensa somente deve ser utilizada quando não for possível a instalação de andaimes.15 Andaimes. b) Andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes a partir da primeira plataforma de trabalho. seis voltas sobre cada tambor. passando a se chamar Andaimes Suspensos. É proibido o uso de pintura que encubra imperfeições da madeira. diariamente. para a posição mais baixa do estrado.15. Os cabos utilizados terão comprimento que.45 . tipo pára-quedista. A sustentação deve ser feita através de cabo de aço.Subitem 18.Andaimes Suspensos Motorizados São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo motorizado suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. ligado ao trava-queda em cabo de guia independente. pelos usuários e pelo responsável da obra.15.47 .• • A Portaria MTE 30 (20/12/01) alterou a redação do item 18. Deve ser usado cinto de segurança. pelo menos.Plataforma de Trabalho com Sistema de Movimentação Vertical em Pinhão e Cremalheira e Plataformas Hidráulicas .

15 e 18.Subitem 18. Vale ressaltar que o uso deste equipamento deve ser feito somente em locais onde o andaime suspenso leve não possa ser utilizado. independente da altura de trabalho. Manutenções prediais. introduzindo a CADEIRA SUSPENSA. • Esta Portaria foi elaborada a partir da ata da XXIV Reunião Ordinária do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção CPN. Referências . em função do não acúmulo de cabo de aço na caixa de comandos.49 a 18.Cadeiras Suspensas • A Portaria MTE 13 (09/07/03) alterou os itens 18.15. entre outros. Na foto ao lado é possível exemplificar um tipo de balancim individua com assento individual no formato de conchal. Sistema de fixação através de ganchos.49 a 18. realizada nos dias 23 e 24/04/2002. Para uso deste equipamento é obrigatório o uso do trava-quedas e cinto segurança. Limpeza e conservação de fachada.15.15.Plataformas por Cremalheira • A cremalheira substitui os andaimes tradicionais permitindo um trabalho seguro e racional evitando-se ao máximo os riscos de acidentes. vigas ou sistemas contra-peso.15.Subitens 18. O não atendimento aos requisitos deste item implica em infração de grau 4. Aplicabilidade: o o o • Locais de difícil acesso.48 . popularmente chamada de balancim individual. afastadores. Referências .55 . Observe o sistema cabo passante que permite movimentações rápidas. Este equipamento sempre foi utilizado para pequenos trabalhos envolvendo manutenção de fachadas.15. limpeza de vidros. Os seguintes aspectos de segurança devem ser obrigatoriamente atendidos: .• Existe atualmente no mercado uma variedade muito grande de equipamentos específicos para elevação de pessoas denominados plataformas aéreas. incluindo aqueles referentes à cadeira suspensa.55.16. criando e modificando os itens de 18. pinturas externas. Estes equipamentos são utilizados para manutenção em locais que exigem movimentação vertical com deslocamento rápido e seguro em áreas com obstáculos. industriais e residenciais.

que vai facilitar os serviços de limpeza.Ancoragem • A Portaria MTE 157/2006 trouxe outra mudança importante é a eliminação do item 18. quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética. c) Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 Ergonomia. ao longo de toda a fachada das edificações. • • • • Exemplos de bons pontos de ancoragem: . O ponto onde os equipamentos serão instalados deve suportar a maior carga esperada sobre o sistema. a justificativa da publicação da Portaria 157 de 10 de abril de 2006 (já alterada no texto). Referências . A Portaria 157/2006 exige a instalação. Pela nova regra. como aço inoxidável ou material de características equivalentes.56 a 18. Daí.a) Sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança. tipo pára-quedista. manutenção e restauração de fachadas.2.15. em caracteres indeléveis e bem visíveis.15. g) O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas.15.52). e) O trabalhador deve utilizar cinto de segurança.15.15. de ganchos que vão futuramente sustentar os andaimes e cabos de segurança para uso de proteção individual dos trabalhadores que precisarem executar a manutenção da fachada de prédios de no mínimo quatro pavimentos ou 12 metros de altura. constar do projeto estrutural da edificação. principalmente o choque provocado pela queda de um trabalhador preso a esse sistema. o dispositivo deve estar disposto em todo o perímetro da edificação. e ser constituído de material resistente às intempéries.43.200 quilogramas-força. f) A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura. Existem muitos casos de queda de andaimes em trabalhos de manutenção de fachadas e reparos diversos.Subitens 18.56. (devendo este ser tipo pára-quedista 18. b) Sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança.56. quando a sustentação for através de cabo de aço. substituído pelo item 18.4 . a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no CNPJ (infração grau 2). suportar uma carga pontual de 1. ligado ao trava-quedas em caboguia independente. A norma vale também para edificações já existentes. d) Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto.

. Exemplos de pontos de ancoragem ruins ou duvidosos . do tipo chaminés. o ângulo interno não deve ser maior que 90 graus.Corrimãos de escadas. .. . No exemplo ao lado.Bases de grandes equipamentos. . deve-se passar o mosquetão por dentro da fita.Vigas estruturais de concreto.Fixadores e/ou cabos de pára-raios. foi utilizado o exemplo de um modelo de fita com resistência de 22kN. • Os sistemas equalizados de ancoragem distribuem a carga entre dois ou mais pontos.Tubulações plásticas. . Para que um sistema equalizado seja eficiente.Estruturas metálicas corroídas. Esse valor pode variar entre diferentes modelos e marcas.Tubulações com isolamento.Vigas estruturais de aço. • Nos sistemas equalizados de ancoragem. . O ideal é que fiquem entre 0 e 45 graus. de forma que ele não se solte caso um dos pontos se rompa.Estruturas de grande massa. .Grandes árvores vivas de raízes profundas.Contrapesos. . . • O modo como as fitas são instaladas determina a carga que elas poderão suportar. como latas com concreto ou barris com água. .

tem inúmeras aplicações no meio industrial. A princípio. E entre todos os usos possíveis.Plataformas de Trabalho Aéreo • A Portaria MTE 40/2008 define novas regras de segurança e saúde no trabalho na área da indústria de construção.1 a 18. pode gerar uma força equivalente a centenas de quilos sobre um sistema que irá ampará-lo. Referências . Referências . que é o uso mais importante.Subitens 18.da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)". os mais nobres são o da segurança e do resgate de trabalhadores. É o tipo de aplicação que definirá qual modelo será mais adequado. portanto. elas podem ser utilizadas para restringir a movimentação. ou em comprimentos maiores. Deter o corpo de uma pessoa que está caindo é a situação extrema para qualquer sistema de segurança. fundamenta-se nos padrões determinados em sistemas mecânicos. os mosquetões não devem sofrer tensões multi-direcionais. superfícies abrasivas ou cortantes. e. e a da direita utiliza dois mosquetões. quando utilizadas como cabos para o trava-quedas nos trabalhos em altura. Na segurança de trabalhadores.Plataformas de Trabalho Aéreo . evitando acidentes que podem gerar prejuízos e até mesmo colocar vidas humanas em risco.• Com o uso de cintas de ancoragem. que usam como fator de segurança a resistência equivalente a cinco vezes a maior carga esperada em sua operação. o texto do artigo 1º da Portaria MTE 15/2007 foi retificado. impedindo exposição a riscos.57 na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). fitas e cintas de ancoragem devem sempre ser protegidas de "cantos vivos". passando de "Anexo I . Uma base utilizada como referência para avaliar a exigência de resistência de uma corda.2. fica estabelecida a inclusão do item 18.16. A matéria-prima e a forma como elas são construídas podem variar bastante.6. ou para deter uma eventual queda. especialmente em queda livre. por exemplo. • As cordas. Desse modo.15.16 / Subitens 18.15. tipo Delta.Plataformas de Trabalho Aéreo da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)" para "Anexo IV . que permite a tração tridimensional.Item 18. definindo assim. Além disso.57 . precisamos lembrar que o corpo de uma pessoa em movimento. Isso dá uma boa margem de segurança. não se pode ingenuamente considerar apenas o peso de uma pessoa para avaliar a resistência de um equipamento de proteção contra quedas. a exemplo dos talabartes. • • • • .1 . Duas soluções: o da esquerda utiliza uma Malha Rápida. também chamadas de cabos.Cabos de Aço e de Fribra Sintética • As cordas. que as plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto no Anexo IV da referida NR. Elas podem ser usadas em pequenos comprimentos.

Para a segurança de pessoas, o referido fator deve ser maior, já que estamos prevendo solicitações dinâmicas (corpos em queda) podendo ultrapassar a relação de 15:1, ou seja, ter uma resistência mínima quinze vezes maior que a carga esperada sobre o sistema. Se adotarmos 100 kg como valor de referência para o peso de uma pessoa, e quisermos adotar o fator de 15:1, uma corda nova terá que ter uma resistência mínima à ruptura de 1.500 kg. Mas como existem outros fatores envolvidos na dinâmica da detenção de uma queda e nas características das cordas, internacionalmente o valor mínimo é de 2.000 kg. A NFPA (National Fire Protection Association) estabelece como carga de resgate o valor de 600 lbf ou aproximadamente 270 kg, que considera dois homens pesados mais equipamentos. Como adotam um fator de segurança de 15:1, a NFPA de 1983 exige para as cordas de resgate (uso geral) uma resistência mínima à ruptura de 9.000 lbsf ou aproximadamente 40 kN (a grosso modo 4.000 kg).

Referências - Subitens 18.16.3 a 18.16.5 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No momento em que o cabo de aço esticar e detiver abruptamente a queda da pessoa, o choque irá todo para o corpo dela provocando traumas internos muito sérios ou até mesmo desmembramentos de partes do corpo. Portanto, além de resistente a corda tem que ser capaz de amortecer o choque da queda e preservar o corpo do trabalhador. As cordas absorvem o choque de uma queda com a elasticidade, funcionando como um colchão macio, desacelerando a queda gradativamente, mesmo que em uma fração de segundos. Mas como a eficiência da absorção de choques pode variar dentro de diferentes circunstâncias, um acessório chamado de Absorvedor de Energia tornou-se item recomendado nos sistemas de proteção contra quedas. Internacionalmente, as cordas de segurança são divididas em dois grupos básicos: dinâmicas e estáticas. As cordas dinâmicas são construídas para oferecer uma maior elasticidade, projetadas especificamente para deter quedas de pessoas. Elas são mais populares na área de esportes, por serem utilizadas há décadas na escalada esportiva. As cordas dinâmicas, dependendo do diâmetro e do fabricante, oferecem de 7% a 10% de elasticidade (teste de alongamento com uma carga de 80 kg). No limite da ruptura, elas podem chegar a 75% de alongamento (padrão N.F.P.A.). As chamadas cordas estáticas devem ser chamadas mais apropriadamente de semi-estáticas, pois também oferecem elasticidade, mas com uma média de 3% de alongamento. Essas cordas são as mais utilizadas nas aplicações em ambientes industriais.

Referências - Subitens 18.16.6 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No Brasil, não existe certificação para cordas. Os Certificados de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho são emitidos apenas para os equipamentos classificados como EPI. No entanto, o MTE determina as características de fabricação de cordas para uso nos sistemas de Balancim e Segurança com trava-quedas. As cordas que atendem à NR 18 devem apresentar uma fita interna com identificação do fabricante e características básicas do produto como diâmetro e matéria prima. Isso permite que o usuário e a fiscalização identifiquem a corda como um equipamento que atende às especificações. Além disso, os fabricantes são obrigados a submeter amostras do produto a testes de laboratório periodicamente e obter os respectivos laudos. As cordas de fabricação nacional para uso esportivo e resgate não se enquadram nas exigências do Ministério do Trabalho. Portanto, o usuário conta somente com o compromisso do fabricante para a qualidade do produto. Os usuários devem tomar cuidado com uma prática indevida de alguns fabricantes de cordas que apresentam laudos de laboratórios como sendo certificados. Os laudos nos oferecem informações

importantes, mas não certificam o produto. Apenas informam os resultados da avaliação de determinadas amostras. • Apesar das fibras originais de poliamida serem fornecidas no Brasil apenas pela Rhodia e Dupont, existe no mercado matéria-prima de segunda linha e até mesmo de material reciclado. Por isso, alguns fabricantes alertam que a qualidade das cordas, em função da matéria-prima utilizada, pode variar. Até mesmo o fornecimento de um mesmo fabricante pode variar de qualidade, dependendo da matéria-prima que ele teve acesso em determinado momento. Um quesito a ser considerado na compra de produtos nacionais ou internacionais é a emissão ou não, por parte do fornecedor, de um certificado de qualidade, no qual ele se compromete com as características oferecidas e com a qualidade do produto. Algumas cordas importadas oferecem certificações internacionais segundo critérios da comunidade européia e NFPA para o mercado norte-americano. As certificações visam à garantia da qualidade do produto comercializado, com um monitoramento constante, por parte de laboratórios credenciados.

Referências - Anexo I Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética2 Texto retirado e adaptado do Informativo da Betary Treinamento Técnico (www.betarytreinamento.com.br). Autor: Engenheiro Luís Eduardo Spinelli e colaboradores: Francisco José Sarpa Lima Espeleólogo e Gustavo Mendes - Consultor da Serelepe
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A importância deste item foi regulamentar uma prática usual dentro das empresas de construção, que era utilizar cabos de fibra de poliamida (cordas reforçadas), principalmente pelas pequenas empresas de reforma. No Brasil, as cordas de segurança mais comercializadas são as trançadas de poliamida, conhecidas como "padrão bombeiro". A construção dessas cordas deve obedecer às exigências da Norma Regulamentadora (NR) 18. Existem fabricantes de equipamentos de segurança que utilizam as poliolefinas (Polipropileno e Polietileno) na fabricação de talabartes utilizados no conjunto do cinturão de segurança. O engenheiro Luís Eduardo Spinelli descreveu com profundidade as características e os cuidados ao se trabalhar com cordas no seu artigo "Cordas", usado como referência para a elaboração destes comentários. Essas fibras oferecem como vantagens a pouca absorção de água e a característica de flutuar, necessária para atividades aquáticas. Como desvantagens, oferecem baixa resistência a ruptura e a abrasão, baixo ponto de fusão, baixa capacidade de receber choques e muita elasticidade, mas com baixa resistência e sensibilidade a luz do sol (raios ultravioleta). Portanto, são fibras impróprias para equipamentos de proteção contra quedas. O único uso admissível é o de restringir movimentos ou posicionar o trabalhador, porém jamais para deter a queda de uma pessoa. Para as cordas de segurança, a principal fibra indicada é a poliamida (náilon), cujas características são a resistência à tração, resistência a choques e um ponto de fusão em torno de 250C (poliamida 6,6). As melhores cordas semi-estáticas (pouca elásticas) utilizam fibras internas de poliamida e a trama externa de poliéster, que oferecem uma alta resistência mecânica mesmo quando molhada, boa resistência a abrasão e razoável resistência a agentes químicos. Estes cabos são utilizados para diversas operações, como içamento de carga, amarração de embalagens em depósitos e, até mesmo, na sustentação de pessoas (por exemplo, uso de rapel para pequenos trabalhos de manutenção).

Embora não regulamentado, o trabalho suspenso utilizando técnicas de rapel (escalada industrial) vem sendo usado quando a montagem de andaimes ou a cadeira suspensa sejam perigosas e/ou dificultem a realização do trabalho, como, por exemplo: inspeção para contenção de encostas, limpeza de fachadas e tanques, montagem, recuperação e manutenção de estruturas tubulares, entre outras. Nesta operação utilizando técnicas de montanhismo, devem ser convocadas pessoas com comprovada experiência em montanhismo, usando equipamento profissional aprovado, inclusive cordas de fibra sintética. O item 18.6.5 faz uma pequena menção aos cuidados com estes equipamentos durante sua utilização em trabalhos suspensos. As cordas de fibras sintéticas consistem de uma alma (parte interna) produzida com fios torcidos e três camadas de capas trançadas sobre essa alma. A NR exige que a capa intermediária seja trançada com fios amarelos de polipropileno ou poliamida, de forma que funcionem como alerta visual. A alma deve ter uma resistência mínima à ruptura de 15 kN (1.500 kg), e o conjunto alma e capas uma resistência mínima de 20kN(2.000 kg). As melhores cordas, com padrões internacionais, possuem uma outra estrutura de construção, conhecida como Kernmantle , que se constitui basicamente de alma e capa.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• A alma é composta de centenas de fios de poliamida protegidos por uma capa de poliéster. Para se ter idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma brasileira e a tecnologia Kernmantle, uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece uma resistência à ruptura de, no máximo, 2.500 kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle, oferece uma resistência de 4.000 kg. Isso se dá, provavelmente, pela qualidade da trama, proporção de alma e capa e porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação, o que justifica também serem muito mais baratas.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• O engenheiro Luís Eduardo Spinelli destaca que a norma brasileira, provavelmente procurando proteger o trabalhador do uso de uma corda perigosamente desgastada, criou a exigência do alerta visual, que é, na verdade, uma "armadilha" em potencial. O desgaste das fibras externas é um dos fatores que deterioram a resistência de uma corda, mas não é o único, nem é o dos piores, pois é um problema fácil de ser identificado. Os riscos invisíveis, provocados, por exemplo, pela contaminação química, raios ultravioleta (ação do sol) e danos internos, não podem ser percebidos visualmente. Portanto, não se pode usar apenas a inspeção visual para determinar a vida útil de uma corda.

5.19. c) Em trabalhos sobre fornos ou equipamentos dos quais hajam emanações de gases. além desta. mais de 85% dos acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse informações de como identificar o espeaço confinado e quais os riscos possíveis de serem encontrados. para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas. Referências .1 . Há obrigatoriedade de treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos e a forma de preveni-los. letra c.19 / Subitens 18. É necessário que estes locais estejam mapeados.Referências . identificados e bloqueados de acesso.18. Este item está de acordo com a NR 1. além de procedimento a ser adotado em situação de risco. Para os trabalhos em telhados. Esta alteração foi conduzida em caráter preventivo. a inclusão do item 18.Locais Confiandos • Este é um item que trata dos cuidados na execução de trabalhos com risco de asfixia.19. valem as seguintes observações: a) Instalação de cabo-guia.1 a 18. os equipamentos devem ser desligados. Muitos acidentes com morte em espaços confinados são causados pelo simples fato de que os mesmos não eram reconhecidos pela empresa como locais de espaços confinados. • • Em dezembro de 2004.5. Será necessário treinamento para uso e conservação dos equipamentos preventivos de salvatagem.18 alterou o nome com a inclusão de serviços em telhados e coberturas e inclui o item 18. de aço. é importante estar consciente dos riscos e reconhecer sua existência. perdendo. b) Sinalização e isolamento dos locais onde se desenvolvem os trabalhos.18. Devem existir coletes salva-vidas suficientes para todos os trabalhadores presentes no local.14 . somente. explosão. para o trabalho em altura na construção civil. não se baseando em acréscimo ou alteração substancial da estatística de acidentes.18. para fixação do cinto de segurança tipo pára-quedista.20. item 1.20 / Subitem 18.1 a 18. Estatisticamente.Item 18.Item 18.5 envolvendo serviços em telhados e coberturas. • • • • .Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.18 / Subitens 18.7.Serviços em Flutuantes • • Refere-se à execução de trabalhos com risco de queda na água e para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas que são bastante específicas. Para evitar acidentes.18.Item 18. O item 18. foi aprovado pela CPN . Acidentes em espaços confinados têm sido a causa da maioria das mortes nas empresas. Referências .1 Telhados e Coberturas • Devemos observar a obrigação de se fixar as extremidades dos cabos-guias à estrutura definitiva da edificação por meio de suporte de aço inoxidável ou material de resistência e durabilidade equivalentes. intoxicação e doenças do trabalho.

Concentração de qualquer contaminante acima dos LT (NR 15) ou ACGIH ou qualquer condição Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) ou IDLH (Immediatly Dangerous to Health and Life).5 m. b) Atmosfera pobre de oxigênio: Atmosfera contendo menos de 19. para permitir operações capazes de fornecer uma fonte de ignição. c) Atmosfera rica de oxigênio: Atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. onde há meios limitados de entrada e saída. . Esta concentração pode ser estimada pela condição na qual a poeira obscureça a visão em uma distância menor ou igual a 1.5% ou maior que 23%. em um espaço confinado. deve-se utilizar a Norma ABNT NBR 12. . incapacitação. ou representante legal. restrição da habilidade para auto-resgate. das seguintes causas: . g) Inertização: Procedimento de segrança em um espaço confinado que visa a evitar uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluido inerte. sendo o grupo II dividido em sub-grupo IIA. .Concentração de oxigênio no ar menor 19. O programa de entrada é um conjunto de ações incluindo a Permissão de Entrada.246. classificadas em Grupos I e II. possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigos de morte. fornecida pelo empregador. IIB e IIC e também em zonas 01 e 02. fornecida pelo empregador.Gás/vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do seu LIE (Limite inferior de explosividade). ou mais. A Norma ABNR 12.5% de oxigênio em volume. para permitir e controlar a entrada em um espaço confinado. e) Permissão/Programa de Entrada: Autorização escrita. .• Enquanto se aguarda a aprovação de uma NR específica. e cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio. Esta Norma define espaço confinado como um local não projetado para ocupação contínua.Poeira combustível em uma concentração que se encontre ou exceda o LIE.246 apresenta outras definições importantes listadas abaixo: • a) Área classificada: Toda área onde existe a presença de gases combustíveis. ou representante legal. lesão ou doença aguda causada por uma. d) Atmosfera de risco: Condição em que a atmosfera. f) Permissão para Trabalho a Quente: Autorização escrita.

m) Vigia: Trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados. h) Isolamento: Separação física de uma área. equipamento de emergência. desde que as pessoas estejam treinadas para isso. registro das avaliações ambientais de gases e vapores.Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente de oxigênio. constituída por um formulário com uma lista de cuidados a serem tomados. Para se trabalhar em espaços confinados. é necessário usar um imobilizador de tronco e cabeça ou uma prancha rígida. destacamos o monóxido de carbono (CO). silos e tanques de armazenagem. tampa ou tampão. presença de gases inflamáveis e gases tóxicos. Para liberação de entrada em espaço confinado deve ser preenchido formulário específico da NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202/2006.21. • • • • • Referências . Existem macas especiais para utilização em espaços confinados quando a vítima precisa ter a coluna imobilizada. horizontal. entre outros. O item "j" fala que em. e não preparado à entrada de pessoas. i) Reconhecimento: Processo de identificação dos ambientes confinados e seus respectivos riscos. • Espaços confinados podem ser encontrados normalmente em galerias.Item 18. de um permitido à entrada. Os principais riscos encontrados envolvem: deficiência de oxigênio. Neste caso.1 a 18. vertical ou inclinada. vedação para qualquer abertura. 10% dos trabalhadores envolvidos com atividades em espaços confinados deverão ser treinados nas diversas competências e habilidades que se espera para este tipo de trabalho. normalmente chamada de Permissão para Entrada em Espaços Confinados (ver modelo). j) Trabalhador autorizado: Pro-fissional capacitado que recebe autorização do empre-gador para entrar em um espaço confinado. é necessário preencher uma autorização formal. pelo menos. metano (CH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S).21. de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso). realizando todas as tarefas definidas no programa para entrada.21 / Subitens 18. Mesmo os resgates mais complexos não exigem mais do que alguns minutos para serem concluídos. Em atendimento ao item "g". silos. l) Vêdo: Significa. todos os espaços confinados devem ser adequadamente sinalizados. esgotos. uso de EPI. como por exemplo: especificação dos equipamentos para entrada e execução do trabalho. Este procedimento é um pouco mais demorado porque a vítima precisa ser imobilizada para depois ser colocada na maca. Entre os gases tóxicos mais encontrados. caminhões tanques.13 Instalações Elétricas . ou espaço considerado próprio. identificados e isolados para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. túneis. entre outros. supervisão externa.

Devemos colocar as tomadas entre 900 e 1200 mm do piso. d) Utilizar fiação similar ou maior que o diâmetro que usamos na extensão que é de 2. a queda de tensão máxima permissível no circuito é de 5. No caso em que se necessitar o prolongamento da extensão.• O uso de tomadas e extensões deve atender aos seguintes requisitos: a) Colocar a tomada o mais próximo possível do ponto de uso. foi utilizado cabo 4 x 2. b) Utilizar eletroduto de aço galvanizado. Assim. teremos fácil acesso para o funcionário colocar o plug na tomada.: portas ou tampas. . uma para cada tensão. h) Não colocar as tomadas em posição que possa existir trânsito de funcionários. g) É terminantemente proibido cortar o plug e energizar a extensão nas contatoras do quadro elétrico ou outro local que não seja as tomadas indicadas. Muito baixas. poderemos ter problemas do contato de água gerando choque no operador. bem como eletroduto de plásticos (pvc). Quando alimentarmos a extensão com 380V trifásico. não devemos colocálas em partes móveis ou removíveis. que resiste até 16 ampéres. i) As tomadas devem ser colocadas em posições ergonomicamente corretas. poderemos utilizar 220V trifásico na tomada trifásica ou 110v monofásico na outra tomada.5 mm². e) Não utilizar as duas tomadas da extensão ao mesmo tempo. Desta forma. j) Será acoplada à tomada um fusível ou disjuntor com máximo de 20 A. Deveremos ter espaço de um metro quadrado de área livre na frente das tomadas. evitando desta maneira o choque com as mesmas. deveremos ter duas tomadas. além do funcionário ter que se abaixar para conectar o plug.49% (380V) e 4. c) Fixando-se a tomada no quadro elétrico. Quando energizarmos a extensão com 220V trifásico. f) Para alimentar a extensão com 380V ou 220V trifásico.5 mm². sendo as duas com a mesma referência anterior. Ex. l) Para ligação de uma extensão na tomada. poderemos utilizar 380V trifásico na tomada trifásica ou 220V monofásico na outra tomada. Para a extensão. não poderão ser colocadas muito baixas ou muito altas. pois não é permitido usar fios soltos pelo chão ou na parede.39% (220V).

Item 18. lixar madeira. ou melhor. A tensão é medida em Volts (V). Sempre que possível. menor será a facilidade de passagem da corrente. É fundamental a implementação de rotinas de sinalização e bloqueio de equipamentos energizados. maior será a quantidade de corrente passando no circuito. • • • • Referências . Sugerimos a leitura da nova NR 10. Referências . definidos como as quantidades de elétrons que passam pelo condutor em 1 segundo. A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua seção. atualizada pela Portaria 598. evitando-se ficar abaixado.22. as populares "maquitas". c) Posição correta. qualquer circuito elétrico se caracteriza pela diferença de potencial ou tensão. furar peças de concreto etc. independentemente do porte. m) Quando optar por colocar as tomadas nos quadros elétricos deve-se utilizar tampão para abertura superior para eletroduto.1 . o uso de máquinas manuais ou portáteis.21. é necessário.20 . Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. Para garantir o trabalho seguro. Esta queda de tensão deverá ser verificada na tomada que estiver fixa no quadro elétrico ou parede. deve-se escolher equipamentos que funcionem com baixa tensão. • O empregador deve implementar ferramentas para identificar desvios comportamentais. para complementar os aspectos de segurança com eletricidade.Subitens 18. A resistência se opõe à passagem da corrente e. com as mais diversas finalidades. É fundamental que os trabalhadores destacados para o trabalho com eletricidade tenham qualificação conforme determina a NR 10. De maneira geral.21.Máquinas. pois os trabalhadores só perceberão sua presença e potencial de dano ao se depararem com o choque elétrico. Trabalhos com eletricidade devem ser precedidos de Permissão para Trabalho. Todos os riscos da eletricidade estão relacionados à intensidade da corrente. Para aumentar a resistência. principalmente na fase de acabamento. a queda máxima é de 4% (380V) e 1.colocando-se duas em série.79% (220V). sua duração e seu trajeto pelo corpo humano. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. A intensidade da corrente é medida em Amperes (A). de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. b) Uso de EPI. é comum. entre elas: cortar cerâmica. A resistência é medida em ohms (R). Os seguintes aspectos devem ser verificados: a) Existência de bancadas específicas para o uso deste tipo de equipamento.Instalações Elétricas • O risco elétrico é invisível. é preciso entender sua origem e suas formas de identificação e controle. lembrando que toda e qualquer máquina. sua intensidade e pela resistência de seus elementos. são utilizados equipamentos de proteção individual e material isolante para proteger totalmente o corpo humano. .14 a 18. Os diversos corpos são condutores mais ou menos bons e possuem resistência própria. Quanto mais alta.22 / Subitens 18. deve ser operada por "operário qualificado". quanto maior a resistência. de 07/12/2004.

diariamente. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. o mesmo passa a profissional. os itens de segurança indicados na lista. Os livros e diários deverão ser verificados periodicamente (como sugestão. mostrar ao empregador a importância de qualificar os empregados operadores de máquinas e/ou equipamentos. portanto. No caso de detectar-se uma condição insegura. Deve-se implementar um livro de manutenção e acompanhamento de cada equipamento preenchido pelo operador responsável pelo mesmo. portanto.22. • • • • Referências . Os profissionais do SESMT devem organizar cursos. b) Deve haver um diário para registro de vistorias e anotação de ocorrências feitas pelo operador. ou apenas treinamento prático sem noção de segurança.Subitens 18. deverá.27 . Com o treinamento. como fixação superior do andaime. cabos de sustentação. ao qualificar-se um operário. • • . mudando de categoria.Máquinas. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando tratamos com operários que foram treinados do que com operários que não possuem qualquer tipo de treinamento. não iniciando seus serviços sem a devida correção do problema apontado. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Os operadores são. palestras. antes do início dos serviços. guarda-corpo. seu plano de manutenção e lista de itens a serem fiscalizados. betoneiras ou outro equipamento ou máquina a serventes de obra. Os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Toda máquina. plataforma de trabalho. número de clips. responsáveis por suas atividades e pelos riscos dela decorrentes e devem estar comprometidos com a segurança das operações. • Exemplificando esta idéia. representante da CIPA ou responsável da Segurança no Trabalho na empresa. procedimentos e cartas de advertência para aqueles que insistirem em não cumprir as regras de segurança. Em caso de acidente. equipamento ou ferramenta. c) O livro e o diário.• O empregador deve encarar a entrega de uma máquina a um empregado não qualificado da mesma forma como entregar seu carro a um motorista que não possua carteira de habilitação. ou equipamento. Deve-se. ou como líder de uma equipe em serviços de fachada. o operário deverá assimilar um sentimento de responsabilidade para com suas tarefas e sua segurança. deve possuir livro de inspeção no qual conste as características do mesmo. o pedreiro em tarefa individual. serão de grande ajuda ao operador para identificar as condições de segurança envolvendo sua máquina. que podem receber denominação específica nas empresas. utilizando-se de andaime suspensos (jaú). semanalmente) pelo responsável técnico da obra. inspecionar. livro este que ficará à disposição da fiscalização do trabalho e será visado continuamente por profissional legalmente habilitado. pois. antes do início da jornada diária de trabalho. de acordo com a lista de verificação. pessoalmente. o responsável é o empregador. máquina (ou catraca) etc. o responsável comunicará imediatamente a seu superior imediato e/ou ao comando da obra. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras.2 a 18. registrando o fato e as providências tomadas.22.

e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. máquina (ou catraca) etc. Não apenas o empregador é o responsável pela segurança. ou melhor. Cada vez mais se faz importante a participação dos operadores e supervisores. registrando o fato em um livro de ocorrências. haverá resistência de muitos.22. • • • • Referências . Sugerimos a leitura das NR 11 e NR 12 que tratam dos requisitos para proteção de máquinas e equipamentos. deve ser contestado com o resultado a ser obtido quanto à segurança.8 a 18. entre outras.12 e 18. observando os itens de segurança. número de clips. por exemplo. plataforma de trabalho. Instituindo esta sistemática. Estes registros devem ser visados periodicamente (semanalmente) pelo responsável da obra. cabos de sustentação. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e à melhoria das condições de trabalho. Inicialmente. . tais como: fixação superior do andaime.13 . Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. Equipamentos e Ferramentas Diversas • No caso de detectar-se uma condição insegura. ao mesmo tempo. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. os benefícios a serem obtidos quando é implementado um sistema formal de supervisão e manutenção de máquinas e equipamentos. É importante desenvolver procedimentos e ferramentas de trabalho visando a aumentar o nível de conscientização e compromisso dos trabalhadores em todos os níveis da organização. interessados diretos pela garantia de segurança das operações. O aumento de burocracia. a eliminação dos custos resultantes do uso de peças defeituosas. que certamente será alegado. Podemos citar como exemplo a importância de um operador que utiliza andaime inspecionar seu equipamento antes de iniciar a jornada de trabalho. • • • Referências .11 . haverá resistência de muitos. também chamadas de Diálogos de Segurança (DDS). principalmente na fase de acabamento.Máquinas. por exemplo. no entanto. como. Inicialmente. é necessário o uso de máquinas manuais ou portáteis. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. ao mesmo tempo.22.22.Subitens 18. furar peças de concreto. como. o operador deve comunicar imediatamente a seu supervisor. entre elas: cortar cerâmica. sem perceber.22.Máquinas. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. É comum nos depararmos com uma série de irregularidades no manuseio destas ferramentas. como. lixar madeira. as populares "maquitas".• Instituindo-se esta sistemática. com as mais diversas finalidades. por exemplo: a) Inexistência de bancadas específicas para o uso das ferramentas. de forma que as providências sejam tomadas antes de prosseguir com a tarefa. guardacorpo. Muitas empresas resistem às inspeções alegando excesso de controle. perfeita fiscalização. é comum. CIPA ou profissional do SESMT. ou sistema de registro similar. manutenção de máquinas e equipamentos e quanto à eliminação de custos oriundos do uso de peças defeituosas. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e a melhoria das condições de trabalho. Comprometer o operador de máquina ou equipamento com Segurança no Trabalho é uma ação obrigatória nas atividades de todos aqueles que estão envolvidos nesta área.Subitens 18. a realização de reuniões informativas.

especialmente concreto. d) Ruído excessivo que prejudica os demais trabalhadores no local de trabalho. Além dos pontos indicados pela NR. Nem mesmo o ajudante deve estar presente. operação e manutenção. todos que trabalharem com as ferramentas identificadas nos itens acima devem seguir. normalmente abaixados. sem apontar a pistola na direção de terceiros. não utilizando ferramentas elétricas na presença de vapores e gases inflamáveis. independentemente do porte. por trabalharem em alta rotação.17. retirar o plug da tomada de energia. são utilizadas para fincar pinos em diversos materiais. c) Posição incorreta de operação.b) Não uso do EPI ou inexistência de sistema de proteção coletiva. óculos de segurança. Os EPI recomendados para este tipo de operação são: capacete.Máquinas. • • Os profissionais do SESMT sabem das dificuldades de se corrigir estas formas inadequadas de operação e da cultura do "sei fazer esta tarefa e nunca me aconteceu nada e preciso trabalhar". além de aterradas. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Procurar sempre ler os manuais das ferramentas elétricas portáteis e as recomendações de segurança indicadas pelo fabricante. Sinalizar e isolar a área de trabalho de forma adequada. Por isso. deve ser operada por "operário qualificado".Máquinas.22. é importante conscientizá-lo da responsabilidade.). O empregador deve mostrar aos trabalhadores a importância da qualificação para a organização. Nos trabalhos com ferramentas elétricas portáteis em locais úmidos. Ao realizar algum tipo de substituição de componente da ferramenta (broca. Aprender o método de utilização e procurar informações sobre a construção da ferramenta elétrica manual para entender sobre seus riscos e perigos. todos os EPI necessários. No momento do disparo. Usar. abafador de ruídos e sapatos de segurança. Providenciar previamente sistemas de exaustão e monitoramento do local com o explosímetro. Nunca utilizar bijouterias.Uso de pistola a pólvora. rebolo etc. quando necessário.22.18 a 18.22. pois há possibilidade destas ferramentas escaparem de suas mãos. Tomar cuidado com extensões e evitá-las sempre que possível. • • .22.4 . Segurar as ferramentas com firmeza. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. como tapetes de borracha. É importante sinalizar a área próxima do local do disparo com a inscrição: Perigo . • • • • • Referências . reduzindo o tempo de trabalho. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. que têm como base o princípio das armas de fogo.14 a 18. sim. lembrando que toda máquina. Referências . Equipamentos e Ferramentas Diversas • As pistolas de fixação com cartuchos explosivos. adotar plataformas isolantes. verificando se o cabo está em perfeitas condições de uso. propondo um programa contínuo de treinamento.Subitens 18. as instruções do manual do fabricante em relação à segurança. o operador deve estar em posição estável. Apenas o operador permanecerá no local do disparo. rigorosamente. roupas folgadas ou luvas que possam atrapalhar a operação. O trabalhador somente se dará conta do erro quando acidentar-se ou presenciar um colega acidentado.21 .Subitens 18.

c) Observar se o transporte é feito de maneira correta. • O índice de lesões causadas pela utilização inadequada de ferramentas manuais é elevado.Item 18. d) Verificar a necessidade de manutenção.23. d) As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico. e) Controlar a aplicação de todas as recomendações estabelecidas. porém são muito comuns as infecções decorrentes de cortes.1 a 18. no entanto. as medidas corretivas adotadas e a indicação da pessoa. perfurações e arranhões. Sugerimos a leitura complementar da NR 11 e seus comentários. b) Evitar práticas inadequadas na sua utilização.4 -Equipamento de Proteção Individual . e) Nas operações com equipamentos pesados. baixo o índice de gravidade. c) Os operadores devem ser treinados para as novas tecnologias adotadas. • Referências . o assunto deve ser analisado como um todo.• Achamos importante considerar as observações abaixo para garantir a execução do trabalho de forma segura: a) O operador deve ser qualificado e identificado por crachá. • Os supervisores e técnicos de segurança do trabalho devem ter como responsabilidade na orientação dos funcionários: a) Evitar o armazenamento de ferramentas em locais inadequado.23 / Subitens 18. sendo.23. b) O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador qualificado e em local apropriado. constando as datas e falhas observadas. técnico ou empresa habilitada que as realizou. como se trata de um item novo na NR 18.

O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies. que incluiu o item 18. o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo.1. sendo uma garantia adicional em caso de queda. "Cilindros Cheios" e "Cilindros Vazios". tipo. • A utilização de mosquetões vai depender do formato. Este modelo é muito usado para trabalho envolvendo escalada industrial. material utilizado e resistência que pode variar de 22 a 50 kN. recomenda-se capacete com jugular de três pontas.3. por exemplo: corrosovidade. Os mosquetões são fabricados para suportar trações bidirecionais ao longo de sua "espinha". Além disso. O armazenamento de gases comprimidos deve ser feito em local separado dos demais. pois ele pode sofrer esforço para se abrir. será necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca. Quando tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado. como. A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com abertura dele voltada para fora. • • • • • Referências . Para evitar a possibilidade da trava emperrar após o mosquetão ser submetido à tensão.1 a 18. Os gases inflamáveis (acetileno e GLP) devem ser separados dos outros gases por uma distância mínima de 6 m com placas de sinalização do tipo: "Proibido Fumar".23. saliências ou cantos vivos. pois evita que a jugular saia do pescoço. O cinto de segurança abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. O tipo páraquedista deve ser utilizado em todas as outras atividades que tenham risco de queda de altura. Nos modelos mais comuns. eles oferecem o máximo de resistência. Os valores da resistência do mosquetão devem estar estampados de forma indelével. Quando o mosquetão é usado na vertical. existe um anel com rosca.• Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria MTE 65 (28/12/98). de modo a garantir o uso adequado. os mosquetões devem possuir uma dupla trava. Para que possam ser utilizados. oxidante. • • Para trabalho em altura. trabalha-se com ele sempre fechado e nunca abri-lo quando estiver sob tensão.24 / Subitens 18.9 Armazenagem e Estocagem de Materiais • O armazenamento de produtos químicos deve respeitar aspectos de compatibilidade em função das propriedades físico-químicas. Este tipo de capacete possui CA e possui fabricante nacional. de forma a facilitar o engate e desengate do equipamento. Atenção especial será dada aos produtos inflamáveis. • . inflamabilidade.24. Os mosquetões não devem sofrer tensões que não sejam ao longo de sua espinha. não sofrerá tensão em mais do que dois sentidos. tóxicos e explosivos. o mosquetão tem uma resistência muito menor. Por isso.24.Item 18. Com o gatilho aberto. entre outros. O assunto EPI é muito específico e merece uma leitura complementar da NR 6.

. para o transporte de passageiros em veículos de carga. . como a cal e o ácido sulfúrico. como gasolina e álcool. d) Tubos: 1. 108. mesmo que seja operado apenas internamente na fábrica.• • • • O local de estocagem de gases comprimidos não conterá produtos inflamáveis líquidos. . f) Caixas de madeira ou papelão: 1.1 a 18. compartimento separado para ferramentas e a habilitação do motorista. 109. portanto. não devendo.80 m.Estabelece normas gerais para curso de capacitação de condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros. existência de registrador instantâneo de velocidade. Durante o manuseio de produtos químicos corrosivos. Recomenda-se a utilização de luzes e sinais sonoros que identifiquem um veiculo em marcha-ré. ultrapassar 2 m de altura.Lei 9. sólidos ou liíquidos. b) Madeiras em geral: 1. e) Tijolos e blocos de concreto: 2 m.503. de 23 de setembro de 1. sugerimos que este aviso sonoro seja apenas visual. 117. 107.25 / Subitens 18. 135 e 140 a 160. avental e proteção respiratória. As alturas máximas aconselháveis para empilhamento de materiais são: a) Sacos de cimento: 10 unidades. Referências . Mais detalhes podem ser verificados nas seguintes leis e normas: • .25.Item 18.997 Código de Trânsito Brasileiro artigos 105 II. As pilhas de materiais devem ter forma e altura que garantam a estabilidade e facilitem o manuseio. porta e escada de acesso. é obrigatório o uso de luvas. As exigências básicas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo.50 m. .50 m.Resolução CONTRAN/057/98 . c) Perfis metálicos: 1. Em locais fechados como galpões. bancos.Resolução CONTRAN 082/98 . e não pode estar em subsolo e depressões sujeitas a inundações. a título precário. para o transporte de passageiros somente será permitida em vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus. a título precário.25.Dispõe sobre a autorização.5 -Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores • • • A utilização de veículos. e nos quais exista muita intensidade de ruído.80 m.Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. A utilização de cinto de segurança é obrigatório em qualquer equipamento motorizado.Resolução CONTRAN 14 .

. A inspeção deve ser transcrita em documento próprio que deve ser acompanhado de "Anotação de Responsabilidade Técnica" ART.Portaria SUP/DER 17. deve ser submetido a pelo menos uma inspeção anual.26. > Relatório periódico com resumo de verificações dos equipamentos de registro instantâneo de velocidade (tacógrafo ou computador de bordo). Referências .Ferramentas sendo transportadas em compartimento separado dos passageiros. > Documentação que demonstre o controle de inspeção e manutenção periódica dos itens de verificação obrigatória. . > Registro no prontuário de motoristas que infringiram as regras. • A Portaria SUP/DER 17. emitida por Engenheiro. especialmente. para obter a licença.Bom estado físico e de funcionamento dos pneus. Por isso.. do Estado de São Paulo estabelece que todo veículo utilizado no transporte rural de passageiros.005 . freios.1 a 18. A Resolução 82 não exige bancos revestidos nem cinto de segurança para veículos de carga adaptados para o transporte de pessoas. A prevenção e combate a incêndios é assunto muito importante e merece ser discutido separadamente. assentos para todos os ocupantes e iluminação.Registrador instantâneo de velocidade. > Licença de transporte emitida pelo órgão competente. comprovando a tomada de medidas administrativas. sistema de iluminação e sinalização e direção. dentro do período de validade. > Motorista com as habilitações exigidas categoria "D" e curso de capacitação de condutor de veículo de transporte coletivo de passageiros.5 . treinadas no correto manejo do material disponível para o primeiro combate ao incêndio. com porta e escada de acesso.Item 18.26.Dispõe sobre o transporte de trabalhadores rurais por ônibus através das rodovias estaduais.26 / Subitens 18. A Resolução 14 estabelece que o cinto de segurança só será exigido para ônibus produzidos após 01/01/99.Proteção Contra Incêndio • • • Proteção contra Incêndios: Instalar sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. de 04/04/2.Compartimento de passageiros coberto. . . Formar equipes organizadas e. A demonstração de que o empregador atende as exigências são: • • > Existência de veículo com as características e acessórios exigidos: . sugerimos a leitura da NR 23.

27 / Subitens 18. Todos os treinamentos serão registrados e arquivados durante 20 anos em local específico e de fácil acesso. Renata Cerbino. que trata especificamente da sinalização obrigatória no ambiente de trabalho.3 Sinalização de Segurança • • • Além da sinalização interna.28. O treinamento periódico poderá ser realizado e controlado no programa Básico de Treinamento.28.3. Padrões. Em vias públicas.28.• É importante que o local da obra tenha aprovação do Corpo de Bombeiros. o que é vago. Sugerimos a leitura da NR 26. As atividades em via pública. devem ser sinalizadas. d) Informações sobre as proteções coletivas.Atividades distintas daquelas em que os trabalhadores já foram treinados .27. Especificamente no subitem 18. abordando no mínimo os seguintes temas: a) Informações sobre as condições e o meio ambiente do trabalho.Aquisições de novos EPI 4. Devem ser fornecidas cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança. conforme modelo: • • PROGRAMA BÁSICO DE TREINAMENTO PERIÓDICO Situação 1. Normas Internas). A Dra.4 Treinamento • O treinamento admissional deve ter uma carga horária mínima de 8 (oito) horas. Instruções.Instalações de novs EPC Data e Carga Horária Nome e Assinatura 5. b) Riscos inerentes à função. a NR determina na alínea "a" que esse treinamento deve ser ministrado "sempre que se tornar necessário".1 a 18.27. Referências . sugere uma interpretação técnica do dispositivo legal ("sempre que se tornar necessário").28 / Subitens 18.1 a 18. quando estiver a serviço em vias públicas. da Quality Consult. que dispõe acerca do treinamento periódico. • O treinamento periódico deve ser aplicado sempre que se tornar necessário e no início de cada fase da obra. Referências .Item 18.Alteração de risco 3.Item 18.Nova etapa da obra 2. c) Especificação e uso adequado dos EPI / EPC. o trabalhador deve usar colete ou tiras refletivas na região do tórax. Isto será feito através das Ordens de Serviço (Procedimentos. nos acessos ao canteiro de obra e frentes de trabalho. deve-se cumprir a Resolução 561/80 do CONTRAN.

Daí. Sugerimos a leitura das NR 1. o empregador deve facilitar a entrada da autoridade policial e dos Auditores do MTE.5 . por exemplo. conforme IN 118/05 e suas atualizações. NR 6. nas visitas aos canteiros.29. fornecendo todas as informações disponíveis.Ordem e Limpeza • Ordem e limpeza fazem parte das boas práticas de segurança e são requisitos básicos para minimizar e evitar os acidentes de trabalho.AFT. atas de Cipa. durante as visitas às obras. o que inclui recursos dos EPI e EPC. também. ou lista de verificação. serão abordados riscos de incidentes e medidas de prevenção relativos a todas as fases do cronograma da obra.31. aquisição e fornecimento de EPI. NR 10 e NR 24. por exemplo. É dada maior atenção. No caso de acidente grave. como. NR 9. Referências . NR 5. A fiscalização não se detém apenas na fiscalização do cumprimento da NR 18. Referências . como. programa de inspeção e auditorias.6.Item 18. dependendo da gravidade da situação encontrada. a falta de proteção coletiva. a verificação de situações de grave e iminente risco. NR 5. NR 7. a empresa certamente será alvo de um pesada fiscalização por parte das entidades públicas.1 . sendo acordadas com o responsável pela obra.31 / Subitens 18. riscos de choques elétricos e falta de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos.Acidente Fatal • Sugerimos a leitura dos comentários da NR 5.29 / Subitens 18. São nestas situações que a empresa descobre que está desorganizada e/ou se encontra irregular no que diz respeito ao atendimento aos requisitos de segurança e saúde. PCMAT. registros de funcionários. a importância de existir um controle de documentos de forma a agilizar as solicitações. NR 4.Item 18. O atendimento de todas as suas • • • • • • • .29. Sugerimos aos profissionais do SESMT que mantenham um arquivo e/ou uma pasta com cópia dos documentos. de modo a apresentar de forma rápida evidências sobre: licenças. PPRA. que trata dos Procedimentos para CAT. NR 7. As empresas de construção do subsetor de edificações ainda carecem do cumprimento de sua mais significativa legislação de segurança do trabalho. Entretanto. Nas suas inspeções. É priorizada.1 a 18. isso não impede que as questões de higiene e saúde do trabalhador não sejam avaliadas. NR 9 e NR 14 envolvendo os aspectos relacionados à responsabilidades do empregador. verifica-se. que podem levar à determinação de interdições e embargos. o cumprimento de outras NR. treinamento e qualificação. em função do cumprimento do cronograma da obra. entre outros documentos. Não existe um roteiro. a situações que possam levar o trabalhador a um acidente. que determine a seqüência a ser adotada pela fiscalização.Reciclagem anual Observações: a) A data e a carga horária do treinamento serão anotadas pelo secretário da Cipa. PCMSO. No caso de acidente fatal. a NR 18. A seqüência depende do tipo da obra e da situação encontrada. b) Nas situações do programa.

exigências certamente não garante a eliminação das fatalidades. semelhante aos anos anteriores.2 .1 a 18. dos quais 11. b) Em 1997. de cadeira suspensa. foram registrados 32 acidentes fatais. de balancim sempre denotando a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. contribui para aumentar a confiabilidade dos dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). tanto da parte dos órgãos públicos. novamente alertando para a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança.38%. foram registrados 30 acidentes com mortes. semelhante ao ano de 1996. Referências .Item 18. será importante maior freqüência. para que sejam conhecidos os indicadores de desempenhos e os objetivos corporativos a serem alcançados. c) Em 1998.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO .1. quanto da parte de sindicatos de empresas e trabalhadores. dos quais 16. ou 52.32 / Subitens 18. O segundo é a maior divulgação dos aspectos preventivos. conforme modelo apresentado na NR 5. foram registrados 21 acidentes fatais. ou 30%. • • ANEXO I FICHA DE ACIDENTE DE TRABALHO Sem afastamento ( ) com afastamento ( ) Fatal ( ) Doença do trabalho ( ) Data ____ / ____ / ____ NR 18 . cujo grau de desconhecimento ainda é muito alto. aconteceram devido a queda de altura. aconteceram devido a queda de altura. dos quais 9.32.Dados Estatísticos • Faz parte das boas práticas de segurança a elaboração de estatística interna de acidentes. por parte da fiscalização das DRT. Sugerimos a leitura da NR 4 que trata das definições básicas a serem utilizadas na elaboração de estatísticas de acidentes. • Para aumentar o nível de atendimento da NR 18. aconteceram devido a queda de altura. A elaboração da CAT. abrangência e atuação educativa. mas pode contribuir significativamente para reduzi-las ou diminuir a gravidade dos acidentes.32. bem como a sua divulgação. Dados relativos a acidentes fatais fornecidos pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP) abrangendo a cidade de São Paulo mostram que: • a) Em 1996. ou 50%. apontando para a falta de uso inadequado do cinto de segurança.

.

Referências .2 .32. . O Anexo II da NR 18 é um formulário que precisa ser preenchido por todas as empresas que se classificarem nas atividades da Indústria da Construção.Dados Estatísticos • • Os erros mais freqüentes apresentam-se nos itens que envolvem a relação homens/hora x meses trabalhados x número médio de trabalhadores. Código 45). Muitas empresas não fornecem dados de treinamento.Subitens 18. inclusive aquelas sem mão-de-obra própria. Item F. de acordo com os seguintes serviços: (Quadro I NR 4 Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

Convém.41-1 45. 45. canto direito. encontra-se no cartão do CGC. de pára-raios. de sistema de prevenção contra incêndio. de gás. inclusive manutenção 45.32-2 45.• O código fornecido abaixo. iniciado pelos algarismos 45.21-7 Edificações (residenciais. de ventilação e refrigeração Instalações hidráulias.24-1 Obras de urbanização e paisagismo 45. verificar.22-5 Obras viárias. no alto.42-0 45.43-8 45.33-0 Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 45.29-2 Obras de outros tipos 45.25-0 Montagens industriais 45. Caso o número lá registrado se inicie pelos algarismos 33. então.4 45. industriais.5 3 3 .3 Obras de Infra-estrutura para Engenharia Elétrica. Eletrônica e Engenharia Ambiental Contrução de barragens e represas para geração de energia 45-31-4 elétrica Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 45. de segurança e alarme Outras obras de instalações Obras de Acabamento e Serviços Auxiliares da Construção: 4 4 4 3 3 3 3 3 45.1 Preparação do Terreno ATIVIDADE GRAU DE RISCO 4 4 4 4 4 4 3 4 3 45.13-6 Grandes movimentações de terra 45.23-3 Grandes estruturas e obras de arte 45.11-0 Demolição e preparação do terreno 45.2 Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil 45. sanitárias.49-7 Instalações Elétricas Instalações de sistemas de ar-condicionado.34-9 Construção de obras e prevenção e recuperação do meio ambiente Obras de Instalações: 45. comerciais e de serviços) inclusive ampliações e reformas completas. significa que ainda é o CNAE antigo. CÓDIG O 45.12-8 Perfurações e execução de fundações de terra 45.

60-8 Aluguel de equipamentos de construção e demolicão com operários ANEXO II RESUMO ESTATÍSTICO ANUAL _ ANO: _____ NR 18 .59-4 Outros serviços auxiliares de construção 45.6 Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição com Operários 3 45.51-9 Alvenaria e reboco 45.52-7 Impermeabilização e serviços de pintura em geral 45.45. da NR 18) =T1 Número de trabalhadores treinados (devido a T1)=T2 12 .CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 4 Empresa: _____________________________________________________________________________________________ CGC: __________________________Endereço (Sede/Matriz):___________________________________________________ ___________________________________________________________ CEP:______________________________________ Cidade: ______________________________________________________UF:______________________________________ ITE M Total de homens/horas de trabalho no ano Número de meses computados =N1 ASSUNTO UNIDADE DA FEDERAÇÃO 01 02 03 Número médio de trabalhadores no ano =N2 (N2= soma total de trabalhadores a cada mês + N1) Número de acidentados sem afastamento =N3 Número de acidentados com afastamento (até 15dias) =N4 Número de acidentados com afastamento (acima de 15dias) =N5 Total de dias perdidos (devido N4) =D1 Total de dias perdidos (devido N5) =D2 Total de dias debitados =D2 Total de acidentes fatais =F1 04 05 06 07 08 09 10 11 Total de horas/aulas de treinamento (conforme item 18.28.

por exemplo. conforme subitem 18.: 05409-002 Os dados a informar são relativos ao ano anterior. para fins de fiscalização. com ou sem afastamento. O formulário deve ser enviado até o último dia útil do mês de fevereiro (tirar negrito) para a Fundacentro (tirar negrito) no seguinte endereço: Fundacentro: Rua Capote Valente. Rua Copote Valente.839 horas trabalhadas. da NR 18. Não esqueça de incluir as horas extras. . para envio da ficha de acidente do trabalho. Neste sentido. Quando isto acontecer. como à doença do trabalho e ao acidente fatal.São Paulo .SP .O termo "homens/hora" significa a quantidade de horas que cada trabalhador esteve efetivamente exposto ao risco no decorrer do ano. cada uma representando um estado: SP. b) Somando cada coluna. você terá o total de homens/hora de todos os funcionários que trabalharam no mês: no mês M01. c) Somando as linhas você terá o total que cada funcionário trabalhou no período em análise: o Funcionário F01 trabalhou 1. Com relação ao item 1 . Preenchido por: Nome:_______________________________________________________________________Data:____________________ Função:_____________________________________________________________________ Visto:____________________ • Devemos observar o prazo de dez dias. siga os seguintes passos: • • • • • • a) Anote para cada funcionário a soma de horas trabalhadas no mês: em nosso exemplo. das férias e descanso.1. no mês M02 194 horas e assim sucessivamente até completar o período analisado para o preenchimento do ANEXO II. tivemos 1. faça uma observação no rodapé do Formulário ("horas/hora com inclusão de Férias e/ou descanso remunerado").Pinheiros .Encaminhar para a FUNDACENTRO/CNT até 10 (dez) dias após o acidente. Orientações: Há três colunas. o descanso remunerado também não deve ser considerado. portanto não devem ser computadas. Indicar os dados na coluna representativa em que estiver sendo executada a obra.CEP: 05409-02. Alguns programas de cálculo utilizados pelos Departamentos de Pessoal não separam as horas realmente trabalhadas ou de exposição ao risco.32. Esta ficha de acidente refere-se tanto aos acidentes. após o dia do acidente. os valores a serem apresentados devem ser os totais de cada estado. 710 . Exemplo: Se a empresa necessitar levantar o valor de homens/hora através do cartão de ponto (veja tabela 1). RJ e PE. O envio à Fundacentro deve ser feito por meio de serviço de postagem. mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. à Fundacentro. mas não trabalhadas. As férias são horas pagas. 710 Pinheiros São Paulo CEP. conforme Anexo I da NR 18. Se você tiver mais de uma obra em cada estado.464 horas nos 8 meses em questão (M01 a M08). o funcionário F1 trabalhou no mês M01 183 horas.

497 18 18 18 18 18 18 18 18 0 8 5 6 9 4 6 5 1. significa que na Tabela (matriz) não houve erros aritméticos.846) para o item 1 do formulário (ANEXO II).464+1.+1847=14.526 0 2 1 4 6 3 4 5 19 19 19 19 18 19 18 18 1.846 homens/hora e) Some todas as linhas 1..866 1. TABELA 1 .490=14.465 18 18 18 18 18 18 18 18 1.487 2 4 6 2 5 6 8 4 1.846 Linha=14.846 g) Se os valores forem os mesmos.875 1.483 18 18 18 19 18 18 18 18 1.+1.860 1.464 5 6 4 4 5 4 2 5 1.. Transfira o valor (14.839 1.846 f) Compare os valores das linhas e das colunas: Coluna =14.CÁLCULO DOS HOMENS/HORA FUNCIONÁRI O MESES COMPUTADOS M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 TOTA L 18 19 18 18 18 18 17 18 3 4 0 2 1 5 5 4 17 18 18 18 18 18 18 18 8 5 4 5 3 2 0 4 F01 F02 F03 F04 F05 F06 F07 F08 F08 F10 18 18 18 18 18 18 18 18 1..839+1875+.d) Some todas as colunas: 1.836 1.847 14.867 1.846 .490 18 18 18 18 19 19 18 18 5 4 8 5 2 1 6 7 18 18 18 18 19 18 18 18 5 7 4 6 2 6 5 5 TOTAL 1.856 1.461+.498 5 0 4 6 9 0 6 6 1..461 18 19 19 18 18 18 18 18 1.475 6 5 4 6 5 5 4 2 1.

transferido para o formulário (N2). Meses computados = 5 meses. deverá somar os dias de afastamento. • .• Com relação ao item 2 . colocar o número zero ou colocar um traço. a empresa deverá verificar se houve acidentes e se os trabalhadores se afastaram por período inferior a 15 dias.Exemplo: se a empresa teve um funcionário afastado por 30 dias e dois outros pelo período de 60 dias. se ocorreu apenas uma vez. colocar o número zero ou um traço. levante os dias de afastamento. O resultado dessa soma será o valor a ser preenchido no formulário. Quanto ao item 7 . mês 5 = 15.Como no item anterior.+15=120 trabalhadores. todos os trabalhadores. mas não houve a necessidade do trabalhador ser afastado. . indicando os dias de afastamento do ano em questão (2003). Se não houve acidentes. Transfira o resultado para o formulário. Quanto ao item 5 Aqui. encerrando no mês de dezembro. • Com relação ao item 8 . b) Dia de retorno: 25 janeiro. Se não ocorreu qualquer acidente desse estilo. Exemplo: . O resultado dessa divisão será o valor correto a ser preenchido no formulário. o item 8 refere-se ao item 6. Some todos os dias de afastamento em que os funcionários ficaram mais de 15 dias afastados do posto de trabalho. Os dias que já foram mencionados em formulário do ano anterior(2002). mês 4 = 40. trabalhou efetivamente por 9 meses.Exemplo: durante o ano. ocorreram dois afastamentos. e) O período de afastamento foi de 12 dias • • Quanto ao item 6 . mês 12.Somatório de tralhadores: mês 1 = 15. um deles de dez dias e o outro de nove dias.Voltando ao item 5. Para os trabalhadores que se acidentaram no ano passado e se encontram ainda em período de afastamento. Assim. c) Pegue a diferença entre eles: 25-12= 13 dias. então. Nesse caso. Quanto ao item 4 . Número médio de trabalhadores: N2 = 120 trab. Se for superior a 15 dias.. Total de trabalhadores mês a mês = 15+20+. Com relação ao item 3 . Em caso positivo. indicar quantos funcionários apresentaram-se nessa situação.Se em qualquer canteiro de obra ou mesmo no setor administrativo ocorreu qualquer acidente de trabalho. mês 2 = 20. mês a mês.A empresa deverá somar. Exemplo: Uma empresa que iniciou suas atividades em abril mês 4. não devem ser apontados novamente. considerá-los.Você deve indicar como valor do item N1 a quantidade de meses que a empresa efetivamente trabalhou e utilizou para o item anterior. colocar o número um. o resultado a ser transportado para o formulário será (10+9) de 19 dias. .. Determine o período de afastamento da seguinte forma: • • • a) Anote o dia do acidente e Dia do acidente: 12 janeiro. anote quantos acidentes se enquadram nesta situação e transfira para o formulário. o resultado a ser transformado p/ o formulário será (30+60+60) 150 dias. d) Desconte do resultado 1 dia do retorno: 13-1=12 dias. mês 3 = 30.Como no item anterior. a empresa deverá levantar quantos acidentes ocorreram e que provocaram afastamento do trabalhador por período menor que 15 dias.: 5 meses = 24 trabalhadores. O valor calculado será. A soma total deverá ser divida pelo número de meses computados (N1).

• Com relação ao item 9 . Se ocorreu uma morte e uma perda da audição de um ouvido.200 1.600 dias.500 .800 4.000+600) 6.000 6. NATUREZA Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda do 1o quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) PERCENTUA DIAS L DEBITADO AVALIAÇÃO S 100 100 100 30 75 60 50 10 5 121/2 20 30 20 25 6. deverá ser transferido para o formulário o valor de 6.000 dias.000 600 300 750 1.000 dias.Exemplo: Caso tenha ocorrido uma morte na empresa.200 1.000) 12.000+6. Se ocorreram duas mortes.500 3.500 3. a empresa deverá utilizar o quadro 1-A da NR 5. teremos o valor de (6.000 1.Para o total de dias debitados. esse valor será de (6.800 1. anotar com o número zero ou um traço. conforme segue abaixo: . Se não ocorreu qualquer acidente com a natureza da tabela da página seguinte. para efeito de preenchimento.000 6.

colocar o número zero ou um traço. . • Quanto ao item 12 . treinamento admissional em três aulas de duas horas para cada aula. ainda.400 4.Deverá ser preenchido com o número total de horas/aula de treinamento ministradas. Quanto ao item 11 .400 300 600 0 600 3. Se não ocorreram acidentes com mortes.Serão anotados neste item os acidentes fatais (MORTES).000 2.A empresa deverá preencher o formulário com o número de trabalhadores treinados (admissional + periódico) referentes ao item 18.000 2.500 3.Perda do 1o quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda do 1o pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos • • 331/2 40 75 50 40 6 10 0 10 50 2. o total referente ao treinamento admissional será (3x2) de 6 horas. -· Se houve.28 da NR-18. Deverá ser transferido para o formulário o total das horas/aula efetivamente ministradas. . que será (12+6) de 18 horas. O termo "horas/aula" significa a quantidade efetiva de horas (carga horária) do treinamento efetuado.000 Quanto ao item 10 . o total de horas/ aula será de (12x1) 12 horas.Exemplo: Caso tenha ocorrido um treinamento periódico de 12 aulas de uma hora para cada aula.

A empresa poderá utilizar o modelo contido nesta cartilha ou copiá-lo em papel timbrado. para fins de fiscalização (item 18. Ações nesse sentido diminuem os gastos. em cada um.7 .34 / Subitens 18. fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. NR 18).Lembre-se que o ANEXO-I. • • Quando houver equipes de trabalho itinerantes.1. A empresa que possuir um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com 70 ou mais empregados. precisa preencher e encaminhar o ANEXO II.1 a 18. um representante nas reuniões. tanto do Governo. da NR 18. Toda e qualquer empresa estabelecida.34. • • • • • Referências . a cada grupo de 50 trabalhadores. a sede da empresa será considerada estabelecimento.4 . Estão desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 dias. terá dez dias para entregá-lo. O Anexo I da NR-18 fornece dados sobre o acidente e o acidentado. b) Eleger.Item 18.1 a 18. deverá ser preenchido e encaminhado à Fundacentro toda vez que ocorrer acidente. Deve-se ter atenção para a aplicação deste item às empresas da indústria da construção.33. um membro efetivo e um suplente. A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto a acidente fatal. evitam desperdício e possibilitam maior produtividade. neste item. adquirir em papelaria. A empresa deverá manter cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. no mínimo.32. nas quais serão previstas as demais disposições da NR 5 (CIPA) naquilo em que não conflitar com o disposto. paritariamente. Não deixe de preencher e enviar o Anexo 1. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto à Fundacentro. ao contrário do ANEXO-II (uma vez por ano). no curso de membro da CIPA e nas inspeções realizadas pela CIPA da contratante.• Informações Gerais .Item 18. extremamente fáceis de preencher. As subempreiteiras que tiverem menos de 70 empregados devem participar com. mesmo que tenha permanecido sem atividade.CIPA • • A empresa que possuir.34. quanto ao acidente com ou sem afastamento e à doença de trabalho. um representante titular e um suplente a cada grupo de até 50 empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho. devendo ter. quanto do empregado e do empregador. e que são fundamentais para os estudos que levarão às ações prevencionistas. devendo porém: • • a) Constituir Comissão Provisória de Prevenção de Acidentes. sempre que ocorrer um acidente. Neste caso. respeitando-se a paridade prevista na NR 5.Comitês Permanentes sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção . ou ainda.33 / Subitens 18. pelo menos. principalmente a longo prazo. um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com menos de 70 empregados deve organizar CIPA centralizada. • Referências . na mesma cidade. A CIPA centralizada deve ser composta de representantes do empregador e dos empregados.33.

.36 / Subitens 18. . como apoio técnico-científico. .36 (Disposições Gerais). .1 a 18. .34.35 / Subitem 18.Apreciar as propostas encaminhadas pelo CPN.2.Implementar a coleta de dados sobre acidentes do trabalho.Elaborar propostas.Três a cinco titulares e suplentes.35. Referências . que incluiu o item 18. . Referências . até a publicação da Recomendação de Procedimentos.1 O item 18.Três a cinco representantes titulares e suplentes do Governo.Estudar e propor medidas preventivas.36.Justificar aos CPR as propostas não aprovadas. .7 • No item 18. .Aprovar as RTP. b) Atribuições do CPN: . são mantidos em vigor os seguintes itens que constavam da antiga NR 18: .Item 18. foram criados os Comitês Nacional e Regional com as seguintes características: a) Composição dos CPN e CPR: . através da Portaria 7.35 mudou.Item 18. para Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP). • • Os CPN e CPR elaborarão seus Regulamentos Internos.Participar e propor Campanhas de Prevenção de Acidentes. Os tais procedimentos serão elaborados por uma Comissão Técnica da Indústria da Construção. c) Atribuições dos CPR: . encaminhando cópia aos CPR. de 03/03/97. regulamentadoras e de procedimentos. integrada por técnicos da Fundacentro e da DRT. representantes de entidades de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho.36.Encaminhar ao Ministério do Trabalho as propostas aprovadas.Deliberar a respeito das propostas apresentadas pelos CPR.Incentivar estudos e debates para aperfeiçoar normas técnicas.Encaminhar propostas ao CPN. . . dos trabalhadores e dos empregadores. de Regulamento. Para esta NR específica.• • Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria nº 65 (28/12/98).

Disposições Finais • É obrigatório o fornecimento de água potável.5 Disposições Finais • Não é difícil implementar um programa de qualificação.para os estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores e.Item 18. o empregador deve conhecer a NR 18. e) Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas. que vão desde a ação educativa como a inspeção. no plano vertical.37.4 Disposições Finais • Devemos observar que.37 / Subitens 18. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando os trabalhadores foram treinados.3. mudando de categoria. não pode haver uma distância maior de 100 m (cem metros). b) Escavação. em especial aqueles itens relativos à qualificação.37. no primeiro ano de vigência desta NR 18. Mais uma vez. ou máquina. Equipamentos e Ferramentas Diversas.1 . Com o treinamento. Referências .Item 18. Na impossibilidade da instalação de bebedouro. • • • Referências . Quando houver alojamento nas áreas de vivência. ressaltamos a importância do livro de manutenção e acompanhamento dos equipamentos preenchido pelo operador responsável. d) Escadas.38. dentro dos limites determinados. Os profissionais do SESMT devem estar atentos ao uso inadequado das ferramentas portáteis.1 a 18. • • • Referências .item 18. sendo proibido o uso de copos coletivos. pois ao qualificar-se um operário o mesmo passa a profissional. as punições mais sérias para aqueles que insistem em não cumprir as regras de segurança.37. betoneiras ou outro equipamento. até mesmo. hermeticamente fechados.8 . c) Estruturas de Concreto. f) Estruturas Metálicas. Fundação e Desmonte de Rochas. É obrigatório o fornecimento gratuito de vestimentas de trabalho e sua reposição.37. Do posto de trabalho ao bebedouro. o trabalhador irá entender e se convencer das suas responsabilidades para a garantia de segurança. palestras. na proporção de 01 (um) para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração. e de 15 m (quinze metros). procedimentos até ações disciplinares como o uso de cartas de advertência e.38 / Subitens 18. quando danificadas. o suprimento de água poderá ser feito em recipientes portáteis. a serventes de obra. filtrada e fresca. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. por meio de bebedouro ou equipamento similar. deve ser solicitada à concessionária local a instalação de um telefone comunitário ou público. no plano horizontal.6 a 18. bem como às atitudes incorretas de quem as opera. cursos. que deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho e ser visado. Para isso.38. A organização usará todas as formas.Subitens 18. continuamente.1 a 18. era obrigatório o PCMAT . a partir do segundo ano de .a) Máquinas. por profissional legalmente habilitado.

essas Plataformas Aéreas possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais. de canteiros de obras a instalações industriais. serviços e eficiência para seus clientes. somente após quatro anos de vigência desta Norma. pelo menos. No terceiro e quarto anos de vigência desta NR. Autopropelidos com motores elétricos.Glossário • A Portaria MTE 157 de 10/04/2006 excluiu e incluiu expressões e definições no Item 18. 40 trabalhadores.Plataformas de Trabalho Aéreo (PDF. sobre pisos pavimentados ou não. • Outra observação importante é a exigência do elevador de passageiros. desde que haja 30 ou mais trabalhadores.39 .14. pessoas e materiais em até 45 metros de altura.Item 18. ANEXOS Anexo I . Além disso. dotados de tecnologia de ponta. para estabelecimentos com 50 ou mais trabalhadores. os benefícios são inúmeros pois. Contamos. cujo canteiro de obras possua. hoje. hoje em dia não se vende apenas ‘equipamentos’ e sim alternativas que representem ‘soluções’ para toda e qualquer necessidade do cliente.39 Glossário. gás ou diesel. o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje do edifício em construção com dez ou mais pavimentos ou altura equivalente. Referências . Como sabemos. de 03/07/07 ARTIGOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES Plataformas de Trabalho Aéreo Atualmente existem equipamentos que podem colocar em segurança. incluindo a tão propalada ‘Eletrônica Embarcada’ muito utilizada na industria automotiva.vigência. . Entretanto. é sempre bom conhecermos o nível de desenvolvimento tecnológico e a real preocupação em estar investindo em pesquisa e desenvolvimento por parte do fabricante. 40KB) Incluído pela Portaria MTE 15. eliminando a necessidade de se colocar escadas ou montar andaimes onde a mobilidade se torna incomparável com o que permitem as plataformas.1. possuem a configuração adequada para trabalhar em ambientes abertos e fechados. com mais de três anos da nova NR 18. referido no subitem 18. excelência em treinamento. para sabermos se ele pode mesmo estar oferecendo um alto padrão de qualidade. acessem pontos elevados com muita rapidez e eficiência. O que são as Plataformas de Trabalho Aéreo? São equipamentos muito simples porém.23.

sugerimos um roteiro que pode ser adotado : • • • • • • • • • • • • • Qual é a altura máxima de trabalho que preciso alcançar ? (A altura de trabalho é considerada como sendo 1.80m acima da altura máxima da plataforma). Qual é a capacidade máxima exigida (pessoas e materiais) ? Que tamanho de plataforma será necessário ? Há necessidade do deslocamento da máquina entre corredores estreitos ? Preciso de um pequeno raio de giro? É preciso mover a plataforma de um andar a outro? O trabalho é em ambiente fechado? Preciso deslocar a máquina com a plataforma elevada? O trabalho requer uma plataforma tipo Tesoura para acesso vertical em linha reta? Preciso de uma plataforma de lança para maior alcance? Preciso de uma lança articulada para elevação sobre obstáculos (acima e além) ? O local de trabalho é pavimentado ou não ? O alcance lateral é importante ? Diferentes classes e configurações estão disponíveis para cada tipo de aplicação. . A seguir. antes de ofertarmos o equipamento adequado para executar determinado tipo de trabalho.No dimensionamento de uma Plataforma de Trabalho Aéreo algumas questões devem ser respondidas.

geralmente. multipropelidas.7m) são usadas principalmente em ambientes fechados com piso pavimentado. de utilidades e pintura . refinarias de petróleo. etc… Plataformas tipo tesoura. equipamentos e outros obstáculos sobre o piso e outras posições elevadas onde plataformas de lança telescópica não chegam. • • Plataformas de lança articuladas movidas a diesel (alturas de plataformas de 13. Todos os modelos articulados são manobráveis com a plataforma na sua altura máxima e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores industriais e áreas congestionadas.24m. Em termos de aplicação. recarregáveis em tomadas convencionais de 110V ou 220V. plantas de fabricação e processamento de alimentos e produtos têxteis . parques temáticos. AS plataformas tipo tesoura estão disponíveis em vários modelos e atingem uma altura máxima de 15. elétricos. As plataformas elétricas de lança articulada são alimentadas por baterias. locais de trabalho com terrenos irregulares . A mesa giratória da máquina tem movimento de 3600 em qualquer direção. O gerador carrega as baterias duas vezes mais rápido que o carregador embarcado padrão e permite mais ciclos operacionais em velocidade mais alta. são uma classe de equipamentos usados quando há necessidade de menor alcance e altura mas. refinarias de petróleo e indústrias químicas . indústrias automotiva e aeronáutica . shopping centers e outros ambientes fechados. instalações industriais e de manufatura (indústrias sederúrgica. manutenção. elétricos.72m até 45. São utilizadas principalmente em prédios comerciais e infra-estrutura . • • . empreiteiras de serviços mecânicos. o operador pode manobrar a máquina para frente e para trás ou para qualquer outra direção. parques temáticos . Todos os modelos articulados são manobráveis em elevação total e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores estreitos e áreas de trabalho congestionadas. além de outras posições elevadas. As aplicações mais comuns são. evitando os problemas como emissões de gases e ruídos. estão disponíveis com lanças articuladas e telescópicas (alturas de 12.29m a 36. serviços mecânicos. instalações esportivas. indústria. As plataformas tipo tesoura podem ser manobradas de forma semelhante aos modelos de lança.19m a 18. Esse modelo de plataforma foi concebido para oferecer maior área de trabalho no ‘deck’ e. Plataformas de lança telescópica (ou lança reta) atingem alturas de 12. manufatura e armazenagem. que é um grupo gerador que recarrega e mantém o nível de carga das baterias. de utilidade e de pintura . As plataformas de lança. e podem ser usadas em ambientes abertos e fechados. dentre as quais. Armazenagem e centros de distribuição são mercados em crescimento. para alcançar locais sobre máquinas. bastante espaço para trabalho e maior capacidade de elevação. usadas para alcançar locais sobre máquinas. equipamentos e outros obstáculos presentes sobre o piso. Esse modelo de plataforma oferece características e benefícios semelhantes às plataformas elétricas de lança.1m e 10. mesmo elevada. apesar de serem elevadas apenas verticalmente – exceto para a opção disponível de extensão horizontal de até 1. A partir da plataforma. A lança pode ser elevada ou abaixada e estendida enquanto a plataforma permanence horizontal e estável. assim como em hotéis e instalações educacionais e de recreação. com o opcional ‘QuickCharge GenSet (Trade Mark). se destacam: Construção e manutenção predial . automotiva e aeronáutica) . estúdios de TV / Cinema e telecomunicações.58m e são especialmente úteis para aplicações que necessitam de grande alcance. sobre pisos pavimentados ou não.• Plataformas elétricas de lança articulada (alturas de 9. acesso sobre obstáculos terrestres.72m). São vendidas em todo o mundo para utilização na construção.83m no deck. distribuição e entretenimento. são mais robustas. permitir trabalhar com cargas mais pesadas que nas plataformas de lança.29m). oferecem versatilidade em serviços de manutenção e construção. Apresenta as mesmas condições de movimentação das lanças articuladas. manutenção de instalações. A estrutura giratória da máquina também tem um movimento de 3600 em qualquer sentido. Estas máquinas são ideais para inúmeras aplicações.

Aplica-se aos acessos necessários à execução dos serviços de manutenção. A Série VP é uma máquina autopropelida que pode ser manobrada com a plataforma totalmente elevada. Tendo como referência os seguintes documentos: • • • • • Ministério do Trabalho – Portaria 3214 de 1978 – NR-18 N-2343 Critérios de Segurança para Andaimes N-2162-A Permissão Para Trabalho ABNT NBR 6494 . por sua vez. A Série AM (ACCESSMASTER)(Trade Mark) é uma máquina de deslocamento manual que. parques temáticos. Vejamos primeiro a definição de "Programa": "Programa é a exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". centros de distribuição e varejista. Vargas. aeroportos. fato que todos os profissionais intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento. teatros. quando recolhida. Orientador: Prof. alcance e segurança no manuseio de ítens de estoque. Carlos Luciano S.2 da NR 18).Segurança em Andaimes ABNT NBR 7678 . é montado numa base de aço. Eng. 48KB) Procedimentos de Montagem e Desmontagem de Andaimes Este documento visa a estabelecer os procedimentos que devem ser obedecidos na liberação para montagem e desmontagem de andaimes com a finalidade de preservar a integridade física do pessoal envolvido. .33m. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. são compostos de uma plataforma de trabalho fixada a um mastro de alumínio que se estende verticalmente e. reformas e pinturas de equipamentos na área industrial. prédios públicos. As aplicações mais comuns são na manutenção geral de fábricas.3 a necessidade do PCMAT em obras de construção. Agora. Destaque para o capítulo 3 . (DOC. que proporciona mais eficiência. passa facilmente por portas convencionais. Comentários sobre PCMAT Sérgio Ussan Programa de controle e meio ambiente de trabalho na indústria da construção A NR 18 traz em seu item 18. igrejas. atenção especial aos seguintes itens: • O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho (item 18. Também está disponível a exclusiva Série SP Almoxarife.Segurança na execução de Obras e Serviços de Construção Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível na Construção Civil (PDF. D.• Elevadores Pessoais.3. 523KB) Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.Proposta de Plano de Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível. Atingem alturas que variam de 5m a 14.

tendem a ocorrer. O PCMAT deve ser apresentado a todos os profissionais que na obra trabalharem. Entre possíveis alterações pode-se considerar sem medo de errar mudança no cronograma. principalmente. ser um profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. mas. são os corretos a serem aplicados na indústria da construção. ele não é "receita de bolo". cuidados devem ser tomados quando da contratação do profissional que fará a elaboração do PCMAT. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. durante a construção. ou influírem de um modo ou outro. de um forma cerimoniosa. creio eu. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. Grande engano quem assim pensar. No entanto falar em elaboração e implantação de um PCMAT parece uma tarefa simples e de fácil execução. mudaça de projeto e alteração na relação mão de obra/equipamento. ele é específico para as condições individuais de cada obra. em primeiro lugar. ou seja. O PCMAT é uma carta de intenções.• A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18.3. sobre a implantação de medidas que visem as condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. o PCMAT é único e completo por obra específica. mas também é mais que verdade que parte é específica a obra em si. independente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. sua função de estabelecer regras que os protejam. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra. parte do PCMAT é idêntica para todos. • • Estabelecimento é uma obra individualizada. surgimento de novas tecnologias e equipamentos. Reforço. realizando um trabalho voltado única e exclusivamente para aquela obra. e a partir desta condição conhecer a obra e sua filosofia de construção. • • • • • • • • Portanto.3 da NR 18). sendo demonstrada sua importância e. é um memorial descritivo. A partir destes conceitos pode-se desenvolver alguns comentários que não apresentam unanimidade na sua aprovação. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa) é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. Na verdade. devendo ele. independente da obra. o Programa específico aos serviços que ela executará. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por . devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. ou obra.

devendo ser exigido e obedecido em todas as obras. etc Por fusão: Utilizando-se como fonte de calor um arco elétrico ex. tornam-se necessárias operações de corte das matérias primas. corte oxicombustível Elevada concentração de energia: Neste grupo enquadram-se os processos que utilizam o princípio da concentração de energia como característica principal de funcionamento.. as operações de soldagem são precedidas pelas operações de corte. o mesmo ocorrendo com a implantação do PCMAT. Neste trabalho. etc. usinagem mecânica. não sendo adequadas ao uso para todos os fins a que se destinam. se não for aquecida constantemente esfria. de elevada pureza. a água tem-se mostrado uma grande aliada nessa busca. Este tema merece maiores análises visando alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. arc air (goivagem). nos ateremos à utilização deste elemento . Lembrando que Segurança é como a água da chaleira para o chimarrão. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas. agindo sobre um ponto previamente aquecido por uma chama oxicombustível. Dentre os recursos naturais em maior abundância. lembrando sempre que segurança não é custo. mecânica ou elétrica. sendo uma obrigação dos profissionais ligados a Segurança no Trabalho conhece-lo profundamente. LASER e algumas variantes do processo plasma Definição: O oxicorte é o processo de secionamento de metais pela combustão localizada e contínua devido a ação de um jato de Oxigênio. plasma Reação química: Onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação do metal. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". Processos de Corte e Solda Oxicorte Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Invariavelmente. tesouras. Por questões de economia de escala e características do processo de fabricação dos materiais metálicos. a cada início de uma etapa de construção nova ele deve ser destacado e relembrado. não importando se a fonte de energia é química. Em função deste aspecto. Jato D´água Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Desde os primórdios o homem busca na utilização de recursos naturais meios para satisfazer as suas necessidades. por arrancamento através de serras. Enquadram-se neste. é investimento. aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização. o corte por jato d´água de elevada pressão. estes são produzidos em dimensões padronizadas. O corte pode ser efetuado de diversas formas: • • • • Mecanicamente: Corte por cisalhamento através de guilhotinas. ex.todos. Devem os leitores terem pleno conhecimento que a criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção.

cisalhamento etc. O corte por jato d´água enquadra-se no grupo de energia mecânica. secionando o mesmo. vaporizará. A velocidade da água é da ordem de 520 a 920 m/s. que sendo submetida a mais calor. Norman C. plasma. A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. Laser etc. Plasma Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Usualmente o plasma é definido como sendo o quarto estado da matéria. sendo que a introdução de materiais abrasivos e o desenvolvimento de sistemas de pressurização e bicos. Inicialmente. Franz da Universidade de Columbia (EUA) patenteou um sistema de corte com água pressurizada. quando se deseja secionar um material aplica-se energia a este. causando um elevado desgaste do mesmo. tornou o processo aplicável a quase todos os materiais de uso industrial. Em 1968. . podendo ser energia térmica (Arc air. De uma maneira geral. transformam toda a energia potencial da água em energia cinética. o processo era utilizado para corte de madeiras. a água. existem três estados: o gelo. química (corrosão por ácidos) ou mecânica (usinagem.1mm a 0.como meio de corte de materiais.).). este transforma-se em água. água e vapor. líquido e gasoso. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo. Costuma-se pensar normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido.6mm. separando-se em dois gases Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1). variando de cerca de 0. O diâmetro do orifício de saída da água é bastante reduzido. Estes dois fatores combinados. fazendo com que a pressão exercida no bico de corte seja da ordem de 1500 a 4200 bar. onde a força de impacto exercida por um jato de água de alta pressão na superfície de contato do material supera a tensão de compressão entre as moléculas. Considerando o elemento mais conhecido.

o metal foi cortado pelo arco plasma. o gás torna-se um "plasma". aumentando a velocidade do gás e o seu calor por efeito Joule. O mesmo fato pode ser observado no gás plasma. Quando isto acontece. quanto mais reduzida for a secção. . pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica. as propriedades do arco elétrico poderiam ser bastante alteradas. Ao invés de soldar. A temperatura e a tensão do arco cresceram dramaticamente. Por exemplo. Este processo é chamado de ionização. e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. o processo TIG estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para soldas de alta qualidade em metais nobres. cientistas do laboratório de solda da Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro do bocal direcionador de gás da tocha TIG. Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma. Durante a pesquisa e desenvolvimento do processo TIG. Desenvolvimento dos processos a arco plasma Em 1950. algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente tais como a temperatura e características elétricas. tanto maior será a temperatura. quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida. e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em alta velocidade. sendo eletricamente condutor. o quarto estado da matéria Porém se adicionarmos mais energia. A redução do diâmetro do bocal constringia o arco elétrico. a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção.Figura 1 .Plasma.

a tensão e temperatura aumentam. Se a mesma corrente é forçada a passar através do orifício. com os mesmos parâmetros operacionais. Os dois modos de operação são mostrados na figura 3. permitindo um alto grau de constrição do arco. ou de modo não transferido quando a corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha. Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás sai do bocal.Temperaturas do arco TIG e jato Plasma Na figura 2. ejetando o metal fundido provocando assim o corte.Figura 2 . . Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação. conforme mostrado na figura 2. Essas altas temperaturas foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas paredes do mesmo. O jato plasma é apenas moderadamente constringido (Æ do orifício do bocal = 4. o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o "heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a peça de trabalho. A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente aumentar a temperatura do arco. Arco transferido e não transferido O arco plasma pode ser transferido.8 mm). mas é operado com o dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco correspondente ao TIG. A espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação do gás de corte. quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo) e a peça de trabalho (anodo). os dois arcos estão operando em 200 Ampères. O arco do plasma foi consideravelmente mais quente que o arco TIG.

Contudo. Corte plasma convencional (1957) Introduzida em 1957 pela UNION CARBIDE.Plasma transferido e não transferido Alterando as características do arco plasma As características do arco plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás corrente de corte. sendo ideal para soldagem. o jato plasma torna elevada a concentração de calor na superfície da peça. na maioria das aplicações industriais. tensão do arco e diâmetro do bico de corte. A faixa de espessuras abrangida variava de chapas finas (0.5 mm) até chapas grossas (250 mm). o corte plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular. se é usado uma baixa vazão de gás. Por exemplo. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente aumentada. Nesta faixa de espessuras.Figura 3 . a espessura de corte não ultrapassa 50 mm. a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal fundido através da peça de trabalho. A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de condução de corrente da tocha e propriedades do metal. esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal a velocidades de corte relativamente altas. Uma tocha mecanizada com capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou Alumínio. . Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do calor na superfície da peça conforme a progressão do corte. Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na face de corte.

Figura 5 . Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários metais e diferentes espessuras. Por exemplo. O arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade. sendo um entre o eletrodo e o bico e outro entre o bico e a peça de trabalho. Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois arcos em série (figura 5). é atualmente denominado como corte plasma convencional. causando um corte mais reto.Plasma convencional Este desbalanceamento do calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco como mostrado na figura 4. sem porém a criação do duplo arco. O corte plasma como descoberto. Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50. se o corte plasma .Formação de duplo arco Este fenômeno é conhecido como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte. O aumento da constrição do arco tende a tornar o perfil do arco maior e mais uniforme.Figura 4 . várias pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição do arco.

A velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio. além de refrigerar o bico de corte e bocal da tocha. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio para aço Carbono. Arco plasma "DUAL FLOW" (1962) A técnica dual flow foi desenvolvida em 1963. A velocidade de corte é melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional. aço Carbono e Alumínio. O Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao Carbono proveniente da reação exotérmica . Figura 6 . A maior vantagem neste processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de corte e a peça de trabalho. e freqüentemente requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio. O gás de proteção também protege a zona de corte aumentando a qualidade e velocidade de corte. e reduzindo a tendência de "duplo arco". é essencialmente a mesma que no plasma convencional. em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser cortado. contudo. a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio. como mostrado na figura 6. protegendo o mesmo de curto-circuitos. Este processo utiliza-se das mesmas características como no plasma convencional. neste caso porém é adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte.Plasma "Dual Flow" Corte plasma com ar comprimido (1963) O corte plasma por ar comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. Usualmente. Esta técnica envolve uma pequena modificação em relação ao plasma convencional. é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização da qualidade de corte nesses três tipos de metais.convencional é usado para cortar aço inoxidável.O corte plasma convencional predominou desde 1957 até os anos 70.

Mesmo com a utilização deste eletrodos especiais. Figura 7 . Eletrodos especiais feitos de Zircônio. o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez que a água não provê uma constrição adicional do arco. entretanto. Háfnio ou ligas de Háfnio.Corte plasma a ar comprimido O maior problema com o corte por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. onde o gás de proteção secundário é substituído por água (Figura 8).com o ferro incandescente. Embora o processo possa ser usado para o corte de aços inoxidáveis e Alumínio. a superfície de corte nesses materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas aplicações (Figura 7). . uma vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás de corte conter Oxigênio. são necessários. Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o plasma com Nitrogênio. a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no processo plasma convencional. O efeito de resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte além de melhorar significativamente a aparência do corte. Corte plasma com proteção d´água (1965) O corte plasma com proteção de água é semelhante ao processo "dual flow".

da velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço Carbono. No processo plasma com injeção d´água.Corte plasma com proteção d´água Arco plasma com injeção d´água (1968) No início.000°K ou seja 9 vezes a temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do arco plasma convencional. estava estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco. . As temperaturas do arco nesta região são estimadas em aproximadamente em 50. a água é injetada radialmente no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9.Figura 8 . A injeção de água no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando como se fosse um segundo bico de corte. tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte. Como resultado final destas altas temperaturas.

uma ótima qualidade de corte com o plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas um tipo de gás . A força centrífuga criada pela alta velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o arco. a constrição do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um redemoinho estável de água. Figura 10 . O calor absorvido pelo .Direção de injeção d´água Ao contrário do processo convencional descrito primeiramente.Corte Plasma com injeção d´água Um outro método utilizado para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um redemoinho de água em volta do arco. Fisicamente o Nitrogênio é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do arco à peça. conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na injeção radial de água (Figura 10).Figura 9 . A utilização de apenas um gás torna o processo mais econômico e fácil de operar. Com esta técnica.Nitrogênio.

. a maior causa da destruição do bico deixa de existir. A proteção obtida pela camada de vapor d´água também permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica. A mesma dessimetria de corte pode ser observada no corte plasma convencional. é que o lado direito do corte seja reto e o outro lado seja levemente chanfrado. vindo a refrigerar a superfície da peça. Este fenômeno não é causado pela água injetada. como mostrado na Figura 11. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na superfície de corte e resfria o bico da tocha. A água restante sai através do bocal sob forma de um spray cônico. Figura 11 . Este fato acarreta em que sentido de corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo reto em todas as faces da peça (Figura 12). o arco duplo. quando há turbilhonamento do gás de plasma. menos de 10% da água é vaporizada. Este giro causa uma maior energia de arco a ser despendido no lado direito do corte. A razão da constrição do arco na região de injeção de água é a formação de uma camada isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada. conseqüentemente.Nitrogênio quando dissociado é transferido quando em contato com a peça de trabalho. sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos ponteiros do relógio no gás. A despeito das elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco.Camada de vapor d´água A vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de injeção de água. Uma importante característica das extremidades cortadas. porque a camada de vapor isola o mesmo da alta intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima temperatura.

Direção de corte Mufla d´água e tábua d´água (1972) Desde que os processos por arco plasma possuem uma elevada concentração de calor. acima de 50. o anel mostra o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio.Direção do corte Na figura 13. Figura 13 .Figura 12 .000°K. dando como resultado um corte reto no lado direito do corte. há alguns efeitos negativos inerentes ao processo: . Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os bordos retos no lado interno do anel.

a qual. Mufla d´água: O sistema de mufla d´água cria uma camada protetora ao redor da tocha. pode causar queimaduras na pele e olhos. Fumaça e gases tóxicos em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho. requerendo o uso de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros. sendo a mufla de água e tábua de água. Com uma coloração adequada. que controlam os efeitos nocivos do processo plasma. Para o corte subaquático. Em 1972. Como conseqüência. exigindo uma boa ventilação. a fumaça e as radiações do arco elétrico são drasticamente reduzidas. A claridade do arco é reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos. requerendo proteção para os operadores. a radiação ultravioleta é diminuída. o corte plasma gera um intenso nível ruído. A geração de radiação ultravioleta. o ruído.• • • A altas correntes. Este grupo de efeitos garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de meio ambiente. remove as partículas sólidas. Tábua de água: Trata-se de um reservatório de água localizado abaixo da peça a ser cortada. O Oxigênio tem a tendência de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas leves) formando óxidos. Este método para fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água. provocando a formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. e a tocha plasma corta enquanto imersa. Corte subaquático (1977) Desenvolvimentos na Europa com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça. Um aspecto negativo neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a velocidade de corte é diminuída de 10-20%. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse aspecto. superior ao nível normal nas áreas de trabalho. a peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água. produzindo os seguintes efeitos benéficos quando usados com a tábua d´água: • • • • O alto nível de ruído do processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela água. pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte. levaram ao surgimento do corte plasma subaquático. no corte subaquático. tem a finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações de corte. que acoplado a um sistema purificador. que quando em contato com o jato plasma causa pequenas . A fumaça e gases tóxicos são confinados na barreira d´água. deixando Hidrogênio livre dentro d´água. Finalmente. Além do fato do operador não determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram. Este Hidrogênio forma bolsas sob a peça. foi introduzido pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição.

sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de 260 Ampéres. os fabricantes de equipamentos introduziram no mercado. aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80. as duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e Europeu respectivamente. estabelecendo uma bolha de ar onde o corte se processa. A partir desta data. no qual é injetado ar ao redor da tocha. aumentou a competitividade na indústria de corte plasma. particularmente para sistemas de baixa corrente. Corte plasma a ar comprimido de baixa corrente (1980) Em 1980. foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte. o corte plasma foi aceito como um novo método para corte de metais. eliminando a alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as partes frontais da tocha durante as operação de corte. . Este fato propiciou uma nova era para o corte plasma. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. Em função deste fato. como mostrado na figura 14. tornando o processo fácil de usar. um grande número de inovações tecnológicas foram introduzidos. sendo considerado uma valiosa ferramenta em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna. Corte subaquático com mufla Baseado na popularidade do corte subaquático. equipamentos usando ar como gás de plasma. Com este novo alento. Este torna-se um corte subaquático com injeção de ar. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de corte. surgindo novos fabricantes. a água deve ser constantemente agitada quando do corte destes metais. Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por contato ("blow back" retração do eletrodo). A utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas.explosões. A Termal Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT. Corte plasma com oxigênio (1983) O corte plasma com injeção de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da saída do bocal.

pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao metal a ser cortado (aço Carbono). Em 1990. Atualmente três tendências principais devem ser observadas: . Corte plasma de alta densidade (1990) O corte LASER tem se tornado um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade. algumas desvantagens são notadas. este tornar-se-á o maior concorrente do processo LASER.Figura 14 . o pequeno aumento na velocidade de corte associado as desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo tipo de tocha. contudo. Considerando que o custo de implantação do processo plasma exige um investimento inicial bem menor. como uma deficiência no esquadrejamento do corte. os fabricantes de equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade de corte de seus equipamentos. tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos últimos 35 anos. Espera-se que a qualidade de corte no plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser. particularmente nos últimos 5 anos. Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado. Conclusão Ao fim desta revisão.Plasma com injeção de Oxigênio Este processo é usado exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno aumento na velocidade de corte. Em alguns locais onde este processo foi usado. excesso de material removido. foi visto a primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres. Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida. aumentando a velocidade de corte.

O processo de soldagem Eletroescória é usado onde se necessita grandes quantidades de material de solda depositado. O mercado para unidades portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir. para espessuras máximas praticamente não há limitações. resfriadas na parte interna com uma vazão constante de água. A poça de soldagem é circundada. Luiz Gimenes Jr. e Prof. O processo passa a ser viável economicamente em juntas de topo a partir de 19 mm de espessura e. Todos os cordões são executados na posição vertical ascendente ou aproximadamente a esta. 2. O mercado para máquinas de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e tolerâncias cada vez menores para o processo plasma. Eletroescória Prof. executava-se a soldagem por arco elétrico ou por processo térmico. que consiste em uma escória líquida condutora de energia elétrica para a soldagem na posição vertical ascendente. ver a figura ESW 01. cerâmica ou cobre. Os russos na década de 50 desenvolveram o princípio do processo. Depois inicia-se o processo de soldagem com um arco elétrico. Figura ESW 01 Principio da Soldagem por Eletroescória Antes de iniciar o processo coloca-se no chanfro. Pesquisas e desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a qualidade de corte. a qual chama-se de sapata de refrigeração. Princípio do Processo O processo de soldagem eletroescória é um processo por fusão através de uma escória líquida a qual funde o metal de adição e as superfícies a serem soldadas. Este arco voltaico funde . como por exemplo para soldar seções transversais muitos espessas. 3.1. Manuel Saraiva Clara Os precursores do processo começaram ainda no século passado com a soldagem na posição vertical em um único passe através do confinamento do metal líquido com sapatas de grafite. fluxo para soldar. entre o eletrodo (em fusão) e o lado inferior do chanfro. pelos lados das bordas por suportes de cobre.

sendo necessário tratamento térmico posterior. que resulta do processo. O aquecimento. Técnica nuclear: Partes de componentes para usinas nucleares. devido a passagem da corrente elétrica pelo banho da escória aquecido. conferindo alta qualidade da junta soldada. Campos de Aplicação • • • • • • • • Construções metálicas: Soldas em chapas grossas de topo. Alto custo dos dispositivos de soldagem. funde o metal adicionado e as faces do chanfro. muito onerosos. Vantagens Preparação do chanfro a baixo custo. o que evita trabalhos. Devido ao resfriamento lento surgem tensões próprias da solda consideravelmente mais baixas do que em soldas executadas por outros processos. aumenta diretamente com a temperatura. eixos. com baixa resistência ao impacto. para que a profundidade do banho de escória seja mantida estável. Solda sem distorções.o fluxo. do ponto de vista metalúrgico. por meio de oxicorte. • • • • Desvantagens Granulação grosseira. Então a corrente elétrica corre do eletrodo. bases para máquinas. cilindros. e portanto deve ser substituída com a adição regular de fluxo. jogos de rodas. através da escória líquida e através da zona metálica fundida. Tão logo a condutibilidade do banho de escória tenha aumentado. O guia do eletrodo e as sapatas se deslocam continuamente para cima. O metal depositado é bem desgaseificado e livre de poros. este se apaga. Na maioria dos casos a profundidade mais favorável está entre 40 e 60 mm. de modo que a superfície do metal líquido seja mantida sempre na altura média das sapatas de refrigeração. O metal solidificado é coberto lateralmente com uma camada fina de escória. vasos de pressão: Costuras longitudinais e circulares. até o metal base. a tal ponto que a escória conduza melhor do que a corrente elétrica do arco. tampouco mostra endurecimento. Construção de recipientes. isto é. O processo lento de solidificação é favorável. A condutibilidade elétrica da escória líquida. Construção de máquinas: Carcaças para turbinas. Construção de vagões ferroviários: superfícies de rolamento. . devido às propriedades especiais de condutibilidade da escória. Este calor gerado pela corrente elétrica é o principio que serve como fonte de calor. para as reações químicas na poça de fusão. de ajustamento. Construção naval: Solda de seções do navio e laterais de tanques. pois não há tolerâncias críticas a serem consideradas.

que gira em torno de 6%. os quais podem ter oscilação através de dispositivos acoplados ao sistema tracionador de arame.27 650 .750 28 . abaixo do cordão. contendo apenas fluxo granulado. O percurso de espaço inicial de 3 à 8 cm de cordão de solda são feitos sob escória não totalmente fundida. A abertura deve ser o suficiente para que não ocorra curto-circuito entre guia de arame e as faces do chanfro. O revestimento com fita.7 Tensão Corrente Stick out (V) (A) (mm) 23 .3 . grande demais.40 A abertura do chanfro é de aproximadamente 20 até 30 mm. e tem que ser iniciada preferencialmente a soldagem uma única vez. não são econômicas. por um lado. A grande vantagem da utilização dessa variante de processo seria a sua baixíssima diluição. Para terminar o cordão devem ser previstas peças de saída. Aberturas de junta. ver Tabela ESW01. A soldagem só pode ser feita na posição vertical ascendente. os últimos milímetros da solda.5 Velocidade de Avanço (m/min) 2. que devido à interrupção do processo. uma peça de acesso a qual não deve ser menor que 100 mm. com depósito em aço inoxidável e alta liga de níquel. Tecnologia do Processo O processo de soldagem por eletroescória. conduza bem a corrente elétrica e por outro lado.32 Taxa de Deposição (Kg/h) 32 . Tabela ESW 01 Parâmetros Para solda com Fita ( Eletroslag Strip Clading) Dimensões da Fita (mm) 30 x 0. nunca maior que 10%. No inicio do processo. garanta uma boa transmissão de calor para as chapas a serem soldadas. Por causa disso é colocada. A soldagem por eletroescória exige uma escória líquida que. Esta parte do cordão mostra uma penetração baixa demais.2. com também manter fora do cordão. Seu valor mínimo é determinado pela forma do guia do arame. podem desenvolver uma estrutura metalográfica diferente. podem ser feitos com excelente qualidade metalúrgica e sanidade ultra-sônica. pode ser executado com um ou vários arames. Esta não têm apenas como objetivo manter a escória confinada. Solda seções acima de 19 mm. as sapatas de refrigeração fixados nas faces a serem soldadas. . Para tal aplicação utiliza-se os dispositivos e demais componentes do processo de soldagem arco submerso.• • • Mão-de-obra especializada é recomendada na operação.

A soldagem por eletroescória pode ser realizada com corrente alternada ou contínua com eletrodo no polo positivo). Tabela ESW 02. a profundidade da poça de fusão e a potência de fusão.5 3.20 . antes de iniciar a soldagem. Com o aumento do avanço do eletrodo aumenta a corrente. com tensões em vazio da ordem de 60 V e tensões de trabalho de 30 a 55 V. com ciclo de trabalho de 100%.0 4-9 3-6 32 . Parâmetros para soldagem por eletroescória com 1 eletrodo sem oscilação Velocidad Densidad e de Taxa de EletrodoDiâm Tensã Corren e de avanço do deposiçã etro (mm) o (V) te ( A) corrente eletrodo o (Kg/h) (A/mm2) ( m/min) 2.100 10 . Algumas vezes usa-se corrente alternada. Uma tensão de soldagem mais alta provoca uma maior penetração na face. por sua vez.50 450 600 500 90 .50 32 .20 10 . deve-se ter quantidade de arame suficiente para todo o tempo de arco aberto.120 70 . Com velocidade pendular mais alta. Cada interrupção. por mais curta que seja. o que causa uma penetração insuficiente provocando descontinuidades. leva ao resfriamento do banho de escória. Tabela ESW02.Figura ESW 02 . Equipamento As fontes de energia típicas para o processo são similares as utilizadas no arco submerso. Por esta razão.Apêndices para início e término da soldagem A soldagem por eletroescória exige operação ininterrupta. a formação da microestrutura será melhor.

sem fusão do material base. Luiz Gimenes Jr. Apostila de Processos Especiais de Soldagem 1995 pg 14 a 18.50 600 900 50 . o qual transforma uma corrente alternada em oscilações longitudinais mecânicas de freqüência de 22 KHz por exemplo. Bibliografia American Welding Society Vol 2 8th edição pg 272 a 297 Welding Metal Fabrication nov/89 pg 19 a 20. O componente denominado sonotrodo é o agente que promove as vibrações. C. a Soldagem é feita no estado sólido.0 3-6 32 .35 Geometria de Chafros Abaixo é mostrado as geometrias mais comuns utilizados pelo processo eletroescória. S. Luiz Gimenes Jr e Marcos Antonio Tremonti.Murray and A. J. Noruk Soldagem por Ultra-som Prof.70 15 . Marcos Antonio Tremonti A Soldagem por ultra-som tem como objetivo unir peças por vibrações mecânicas na faixa ultra-sônica associada com pressão. e Prof. O processo de Soldagem é realizado através de um transformador eletroacústico Figura USW 01. Welding Journal ago/82 pg 15 a 19. . Burley Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem.700 4.

Estanho. Tântalo. Ouro. vidro ou mesmo cerâmica. Magnésio. Os filmes de sujeira. A solda por ultra-som. como fios de alumínio ou ouro em silício.sonotrodo e bigorna fixadora Soldam-se chapas finas. Níquel.principio de funcionamento Durante a Soldagem as peças são fixadas na "bigorna" Figura USW 02. Conexões elétricas dos mais diversos tipos. As superfícies. Zircônio. Prata. Se a força de pressão e a amplitude dos movimentos relativos entre as superfícies a soldar forem suficientemente fortes. .003 até 2 mm) de metais macios (alumínio. além dos Aços.Figura USW 01 . Titânio. folhas ou fios (espessura de 0. também em chapas mais mais espessas de aço e não-ferrosos. então ocorre fluidificação. Tungstênio. O sonotrodo transmite oscilações tangenciais para a peça. destacamos os principais: Alumínio. aquecidas e aplainadas. Cobre. pode ser usada para unir os principais metais. Platina. Paládio. Campos de aplicação • • Contatos de semicondutores resistentes à temperatura. Molibdênio. água e óxido são rompidos. Ligações entre semicondutores e transistores. Figura USW 02 . ouro). O aquecimento é limitado a uma camada muito fina. se aproximam e forças de ligação de superfície entram em ação.

Acrílico.• Quando as quantidades são grandes. Os equipamentos de menor potência destinam-se a aplicações mais delicadas. Plásticos O crescimento do uso do plástico na indústria. Poliéster. também: • • Ponto de fusão a ser empregado Geometria e dimensões da peça São fatores que definem a potência e freqüência do equipamento. A complexidade e irregularidade da peça pode impor restrições à Soldagem ultra-sônica. As indústrias automobilísticas são um dos grandes consumidores da Soldagem por ultra-som e nas indústrias de autopeças. PVC. como por exemplo nas aplicações em painéis. alem da espessura e extensão da área a ser soldada. em outros ramos tem-se encontrado em componentes de telefones. pára-choques. Os diversos tipos e modelos variam potências de 800 a 3000 W. a Soldagem a ponto por resistência algumas vezes se torna mais viável. principalmente na união. Polipropileno. a Soldagem dissimilar entre os plásticos dependem muito da resina empregada. muito freqüente em colagens. pois as partes a soldar necessitam estar em contato e sob pressão utilizando ciclos da ordem de 20 a 40 kHz. Policarbonato. Nylon. tem exigido também um aprimoramento nos processo de fabricação. Bibliografia . a substituição de adesivos por equipamentos de soldagem ultra-sônica exigem pequenas modificações no projeto para que a Soldagem seja viável. ocupam menor espaço e não exigem isolamento acústico. a espessura e extensão da área a unir caracteriza a potência do equipamento. Poliestireno. microcomputadores. e na costura de produtos sintéticos. Os principais plásticos soldáveis por ultra-som são: ABS. Portanto a Soldagem dos plásticos apresenta como vantagens: • • • • • • Substituir fixações mecânicas ( porcas / parafusos ) Melhorar design Segurança na união Redução de risco da ação química do adesivo sobre o plástico Soldagem dissimilar Rapidez do processo Parâmetros e equipamentos Na implantação do processo deve ser levado em consideração. A solda ultrasônica ganha pela rapidez e evita os riscos citados. Basicamente as uniões são feitas por adesivos que corre o risco de ataque químico ao plástico.

para além das funções de proteção e limpeza do arco e metal depositado. a cobertura de fluxo pode fornecer elementos desoxidantes. que caracterizam os demais processos de soldagem em que o arco é aberto. pode conter elementos de adição que modificariam a composição química do metal depositado. se solidifica enquanto a escória permanece fundida por mais algum tempo. remove-se o fluxo não fundido (que pode ser reaproveitado) através de aspiração mecânica ou métodos manuais. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco submerso é um processo no qual o calor para a soldagem é fornecido por um (ou alguns) arco (s) desenvolvido (s) entre um (s) eletrodo(s) de arame sólido ou tubular e a peça obra. o arco ficará protegido por uma camada de fluxo granular fundido que o protegerá. na forma de escória. Com o resfriamento posterior. Durante a soldagem. este não é visível. muito reativo com o Nitrogênio e o Oxigênio da atmosfera tendo a facilidade de formar óxidos e nitretos que alterariam as propriedades das juntas soldadas. o material de adição (arame) e o metal de base. A escória também protege o metal de solda recém-solidificado. na forma granular. parte fundido e uma cobertura de fluxo não fundido. Luiz Gimenes Jr. que consiste em metal de solda e fluxo fundidos. Luiz Gimenes Jr. o calor produzido pelo arco elétrico funde uma parte do fluxo. condutivo (embora no estado sólido. Com o deslocamento do eletrodo ao longo da junta. O fluxo. da contaminação atmosférica. Como já está explícito no nome. Como o arco elétrico fica completamente coberto pelo fluxo. Em adição a sua função protetora. funciona como um isolante térmico. a corrente elétrica flui através do arco e da poça de fusão.Welding Handbook Vol 2 8 edition 1991 Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. assim como o metal fundido e a poça de fusão. Marcos Antonio Tremonti Aumenta a demanda por novos métodos de solda. pois este é ainda. S. Luis Moura. Processos Especiais. normalmente. Princípio de funcionamento do processo Em soldagem por arco submerso. luminosidades ou respingos. . e a solda se desenvolve sem faíscas. a frio não o seja). garantindo uma excelente concentração de calor que irá caracterizar a alta penetração que pode ser obtida com o processo. O metal de solda que tem ponto de fusão mais elevado do que a escória. A zona de soldagem fica sempre protegida pelo fluxo escorificante. Soldadura y Tecnologias de Union fev/90 Arco Submerso Prof. devido a sua alta temperatura. e em solda de aços-liga. O fluxo fundido é.B. Plástico Moderno jul/1989 Técnicas de Soldadura en Materiales Termoplásticos. formando a poça de fusão. Jones (IIW). o fluxo fundido sobrenada e se separa do metal de solda líquido.O eletrodo permanece a uma pequena distância acima da poça de fusão e o arco elétrico se desenvolve nesta posição.

esta separação permitirá que se utilize diferentes composições fluxo-arame. MIG-MAG e arame tubular. Através de um perfeito ajustamento de fluxo.e a escória. Fica separado do arco elétrico. podendo com isto selecionar combinações que atendam especificamente um dado tipo de junta em especial. oferecerá ao processo alta taxa de deposição. Possibilita também ouso de elevadas correntes de soldagem (até 4000 A) o que. As soldas realizadas apresentam boa tenacidade e boa resistência ao impacto. muitas vezes não encontradas em outros processos de soldagem. No arco submerso. O esquema básico do funcionamento do processo pode ser visto na Figura . Estas características tornam o processo de soldagem por arco submerso um processo econômico e rápido em soldagem de produção. pode-se dizer que não há perdas de material por projeções (respingos). Outra característica do processo de soldagem por arco submerso está em seu rendimento pois. gasta-se com este processo cerca de 1/3 do tempo necessário para fazer o mesmo trabalho com eletrodos revestidos.Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso. Esta independência do par fluxo-eletrodo é outra característica do processo que o difere dos processos eletrodo revestido. Esta porém não é a maneira que o processo oferece a maior produtividade. relativamente espessa de aspecto vítreo e compacto e que em geral se destaca com facilidade. praticamente. Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso O processo pode ser semi-automático com a pistola sendo manipulada pelo operador. além de excelente uniformidade e acabamento dos cordões de solda. arame e parâmetros . O fluxo é distribuído por gravidade. ligeiramente a frente deste ou concentricamente ao eletrodo. Esta é conseguida com o cabeçote de soldagem sendo arrastado por um dispositivo de modo a automatizar o processo. aliado as altas densidades de corrente (60 a 100 A/mm2). Em média.

Marcos Antonio Tremonti A Soldagem de pinos em inglês é designado por stud welding. Energia elétrica e força são transmitidas através de um porta-pinos num dispositivo de elevação. e conter o metal líquido. seguido de imediata pressão. trata-se de um processo de soldagem a arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes por aquecimento e fusão do Metal Base e parte da ponta do pino. consegue-se propriedades mecânicas iguais ou melhores que o metal de base. que tem como função a proteção contra os respingos.de soldagem. e protegidos por uma cerâmica. para melhor união e solidificação. e Prof. A maior limitação deste processo de soldagem é o fato que não permite a soldagem em posições que não sejam a plana ou horizontal. contaminação atmosférica. a soldagem na posição horizontal só é possível com a utilização de retentores de fluxo de soldagem. . ver Figura SW 01.Exemplo de recurso para sustentação de fluxo. Na soldagem circunferencial pode-se recorrer a sustentadores de fluxo como o que é apresentado na Figura . Luiz Gimenes Jr. Exemplo de recurso para sustentação de fluxo Soldagem de Pinos ( Stud Welding / SW ) Prof. Ainda assim.

(2) Imediatamente ocorre o arco elétrico. O tempo de operação é da ordem dos milisegundos. Solda-se em ciclos de 10 pinos/min. devido o ciclo de trabalho ser muito curto. a Figura SW 02 ilustra a seqüência de soldagem. (3) Aplica-se pressão ao pino para promover a solidificação. O anel de cerâmica concentra o arco voltaico. Durante a Soldagem. e a cerâmica. temos uma ZTA ( Zona Termicamente Afetada ) muito estreita. Figura SW 02 Seqüência de soldagem Equipamentos . o anel de cerâmica e o pino são colocados manualmente no equipamento apropriado conhecido como pistola para Stud e o processo de solda é executado pelos comandos existentes. Depois de um determinado tempo. fundido o parte do pino e a face do metal base. onde o pino é submerso no banho de fusão.Dispositivo de elevação e posicionador O arco elétrico é obtido através da operação de toque e retração de pino.Figura SW 01 . protege contra a atmosfera e limita o banho de fusão. promovendo o curto circuito. (1) O gatilho da pistola de soldagem faz com que o pino encoste na peça a soldar. (4) Retira-se o porta pino ( pistola ). é relativamente curto se comparado com os processos a arco convencionais. Sistemas automáticos soldam até 20 pinos/min.

que normalmente são projetadas para correntes de até 1600 Ampères. Figura SW 03 equipamento de soldagem por pinos As fontes de descarga capacitiva. ou utilizarse de fontes desenvolvidas para goivagem a grafite. o processo segue nos mesmos parâmetros do processo convencional como na Figura SW 04. com os pinos ligados ao polo positivo. neste caso as cerâmicas de proteção não são usadas. As Unidades de controle são basicamente circuitos temporizadores para aplicação do tempo de Soldagem e tempo de pressão. . a qual é transmitida para a ponta do pino. As Fontes de Energia empregadas no processo convencional são semelhantes às usadas para o processo eletrodo revestido. é recomendado utilizar fontes com potência acima de 400 Ampères e tensões em vazio de no mínimo 70 Volts. outra variante do processo. que é uma espécie de encaixe. onde a fonte de energia para deslocamento dos pinos do reservatório ä pistola é o ar comprimido. que são ligadas as fontes e à pistola de soldagem. pode-se ligar as fontes em paralelo. compatíveis com o pino a fixar. com capacitores de alta capacidade. são derivadas de um banco de capacitores. tanto geradores ou retificadores. Sistemas automáticos de alimentação.A Pistola de soldagem tem por finalidade segurar e movimentar o pino. contem um gatilho que libera a corrente de Soldagem. Um esquema de soldagem convencional é mostrado na Figura SW 03. através de uma mola controlada por uma válvula solenóide. utiliza-se uma fonte com descarga capacitiva. os controladores podem ser integrados as fontes de energia ou separadas. para alta produção podem ser adaptados nas pistolas através de tubos flexíveis. a pistola também fornece pressão e alivio ao sistema. pois o diâmetro dos pinos e os tempos de soldagem são menores. este encaixes podem ter diferentes geometria e espessuras. caso haja a exigência de correntes mais elevadas.

como por exemplo em soldas de campo. devem estar isentas de: • • Óleo Umidade . Estruturas Metálicas e em Concreto Armado. Indústria Automobilística. Na soldagem convencional. indicado principalmente para chapas com oxidações e sujeiras.5 em ligas de alumínio (proteção da poça de soldagem com gás argônio é necessário).Esquema de ligação para soldagem com descarga capacitiva Aplicações • • • • • Caldeiraria. É possível solda dissimilar. onde o esmerilhamento ou escovamento das áreas é de difícil acesso. em chapas finas ou com revestimento de material sintético de um lado. pois o alumínio tem a função de desoxidar o banho de fusão. substitui uniões roscadas complicadas e pequenas peças de fixação. fixação das armações.5 até 4 ms). Também são feitos pinos com dimensões maiores com pontas em alumínio. pinos de alumínio 99. por exemplo. colocação de pinos em tubos de trocadores de calor e fixação de ancoragens para isolamento. Construção Naval: Fixadores para mantas isolantes e fixadores de cabos. Fornos e Chaminés. em aço baixa liga com Cr Mo. Ele é apropriado para pequenos esforços mecânicos. fixação de buchas e ancoramento de concreto. Materiais Os pinos podem ser de aço SAE 1030. as dimensões da ponta do pino determinam o processo de solda. as superfícies que estão em contato com o pino. revestimentos. parafusos e porcas. neste processo. pino de aço inox com alta liga.Figura SW 04 . Por meio de uma descarga de condensadores (corrente de até 8000 Ampères) surge imediatamente (dentro de 0. geralmente com pinos de aço inoxidável para ancoragem de refratário para válvulas siderúrgicas. Tecnologia do Processo Pinos especiais podem ser feitos com um ressalto em sua extremidade para facilitar a ignição do arco. para melhor qualidade da solda. Construção Elétrica.

As superfícies devem ser limpas pelos métodos: • • • Escovamento Lixamento Decapagem Tabela SW 01 . ser realizado com a seção integral do pino.0 5.Parâmetros de Soldagem por Descarga Capacitiva Diâmetro do Pino (mm) 3.• • Sujeira Carepa O pino não poderá ser soldado sobre superfícies pintadas e zincadas. devem estar isentas de umidade: • Seca-las a 120ºC / 2 Horas .Norma AWS D1.1 Enumeramos os principais itens para os testes de aceitação para pinos soldados.0 8. As superfícies a serem soldadas e a cerâmica.0 6. Acabamento final do pino soldado deve ser uniforme e isentos de: • • • • Sobreposição excessiva Trincas Desalinhamento Torção A propriedade mecânica do pino através do ensaio de tração é opcional. como o dispositivo de teste da Figura SW 05. devendo em caso positivo.0 Corrente de Soldagem (A) 300 400 500 600 800 Tempo de Soldagem (ms) 13 16 20 24 32 Tempo de Aplicação da Carga(ms) 50 50 50 50 50 Controle de Qualidade para pinos soldadores .0 4.

4. realizar teste: 1. Processos Especiais. Critério de aceitação de ensaio visual de fusão do pino A) Satisfatório B) Pouca retração do pino C) Retirada rápida da pistola D) Falta de alinhamento E) Baixa corrente F) Alta corrente Bibliografia Cursos de Especialização para Engenheiros de Soldagem.1 a 7. 3.1-80 Stud Welding item 7. 5. Luiz Gimenes Jr. e Marcos Antonio Tremonti AWS Welding Handbook Vol 2 Welding Process 1991 AWS D1.Test Estando em conformidade com as exigência já citadas anteriormente. 2. liberar para produção. e Engº José Pinto Ramalho . Luiz Gimenes Jr.8 MIG MAG Prof. • • • • Soldar 2 pinos Inspeção visual de 360ºC Utilizar sempre chapa de teste Pinos frios Dobrá-los 30º com reação ao eixo principal Método Martelamento Tubo Visual Não pode ocorrer falhas Figura 06 .Figura SW 05 . 1995.Dis Controle de produção Antes de uma série de peças a serem soldadas na produção. O operador poderá ser qualificado de acordo com o teste de produção.

Estes gases. Existe uma certa . normalmente CO2 . quando a proteção gasosa utilizada for constituída de um gás inerte. bem como na facilidade da execução da soldagem em diversas posições. Argônio com CO2 e outros tipos. na penetração e na forma externa da solda. ou seja um gás normalmente monoatômico como Argônio ou Hélio. como por exemplo Argônio (inerte) com Oxigênio (ativo). na temperatura da poça de fusão. um gás que interage com a poça de fusão. será responsável por uma série de alterações no comportamento das soldagens. é preferido por razões econômicas. muitas das vezes impossibilitados tecnicamente por um lado e economicamente por outro. nas perdas por projeções. quando a proteção gasosa é feita com um gás dito ativo. tem uma influência preponderante nas características do arco. Como seria lógico de concluir. Os gases nobres (processo MIG) são preferidos por razões metalúrgicas. Além disto.dióxido de Carbono GMAW. (abreviatura do inglês Gás Metal Arc Welding) que é a designação que engloba os dois processos acima citados • • Princípios básicos do processo MIG / MAG Os dois processos diferem entre si unicamente pelo gás que utilizam. no tipo de transferência de metal do eletrodo à peça. um vez que os componentes utilizados são exatamente os mesmos. ou seja.A soldagem a arco com eletrodos fusíveis sobre proteção gasosa. é conhecida pelas denominações de: • MIG. o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos. acabamos por utilizar mistura dos dois tipos de gás. na sensibilidade a fissuração e porosidade. na velocidade de soldagem. A simples mudança do gás por sua vez. enquanto o CO2 puro. e que não tem nenhuma atividade física com a poça de fusão MAG. segundo sua natureza e composição.

enquanto o processo MIG pode ser usado tanto na soldagem de materiais ferrosos quanto não ferrosos como Alumínio.Oxigênio 2 % utilizado para a soldagem de aços inoxidáveis). quanto ao tipo de material e espessuras aplicáveis. porém é uma discussão meramente teórica. e por sua influência no . que é motivada. conservam as características gerais de gás ativo e são consideradas como gás ativo. Magnésio. a determinação desses parâmetros para se obter uma solda adequada é dificultada pela forte interdependência destes. Níquel e suas ligas. os valores comparativos de densidade de corrente: Processo E. a partir dos quais um mistura deixaria de ser inerte e passaria a ser ativa e viceversa. quando comparada à soldagem com eletrodos revestidos. Assumimos na prática o comportamento em soldagem e o modo como ocorre a transferência metálica como determinantes da percentagem correta onde ocorre a transição. grande versatilidade. que influenciam diretamente na qualidade do cordão de solda depositado. pode-se dizer que as principais vantagens da soldagem MIG MAG são: alta taxa de deposição e alto fator de trabalho do soldador. Uma das características básicas deste processo. A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os valores de densidade de corrente dos processos MIG MAG e eletrodo revestido. misturas cujo maior componente seja um gás ativo (exemplo: Argônio 98 % . A principal limitação da soldagem MIG MAG é a sua maior sensibilidade à variação dos parâmetros elétricos de operação do arco de soldagem. Assim. Além da necessidade de um ajuste rigoroso de parâmetros para se obter um determinado conjunto de características para solda. além da continuidade do arame. em relação aos outros processos de soldagem manuais.indefinição de quais seriam os limites percentuais dos gases. conservam as características gerais de gás inerte e são consideradas como gás inerte. ausência de operações de remoção de escória e exigência de menor habilidade do soldador. revestido MIG MAG Densidade de Corrente 5 a 20 A/mm2 100 a 250 A/mm2 De um modo geral.Argônio 25 % usado para a soldagem de aços ao Carbono em posição diferente da posição plana). Cobre. não existência de fluxos de soldagem e. Na tabela abaixo. pelas altas densidades de corrente que o processo pode ser utilizado. Misturas cujo maior componente seja um gás ativo (CO2 75 % . é sua alta produtividade. conseqüentemente. O processo MAG é utilizado somente na soldagem de materiais ferrosos.

ou EPI (respirador descartável P-2). A soldagem MIG MAG e a soldagem com arame tubular. Fumos metálicos. a não ser a proteção individual ao soldador e coletiva (biombos) aos demais trabalhadores próximos. sem uso a lente fica na tonalidade 3 e no momento de acionado o arco elétrico o dispositivo passa para tonalidade de 10 a 14.resultado final da solda produzida. O maior custo do equipamento. e óculos de proteção contra impacto. avental de raspa tipo barbeiro com mangas ou avental convencional complementado com mangotes de raspa. Quanto a radiação gerada no processo. os quais são liberados no processo de solda. Fagulhas e estilhaços. ou botina com perneira de raspa. Este crescimento ocorre principalmente devido à tendência à substituição. contra queimadura nos cabelos e pescoço causada por fagulhas e radiação. A proteção individual consiste em botas de cano longo de raspa com biqueira de aço. Para fumos métálicos. Choque elétrico. Ergonômico. sempre que possível da soldagem manual por processos semi-automáticos. Neste treinamento está incluso a prevenção • • • • . própria para soldador. ou máscara de soldador com escurecimento automático. e viabilizar a substituição do material utilizado. mecanizados e automáticos. não há outra alternativa para controle do agente. (este conjunto proteje também contra estilhaços e fagulhas quentes). nos últimos anos em escala mundial. Ruído. Luvas de raspa cano longo. evitando que estilhaços atingem os olhos quando o soldador erguer a máscara. conhecendo os agentes presentes. a maior necessidade de manutenção deste. para a obtenção de maior produtividade em soldagem. O trabalhador para executar este tipo de trabalho deverá passar por um treinamento específico de Soldagem Mig-Mag. deverá ser feita uma avaliação ambiental no local para identificar e quantificar os agentes químicos gerados e a partir dos resultados tomar medidas de controle. Estes processos tem se mostrado os mais adequados dentre os processos de soldagem à arco. tem sido as que apresentaram um maior crescimento em termos de utilização. conforme regulagem. Dependendo dos resultados as avaliações ambientais o soldador deverá usar protetor auricular contra o ruído. Máscara de soldador com lentes escuras na tonalidade de 10 a 12. como: exaustão no ambiente ou localizada (cuidado para não alterar a qualidade da solda). Pode-se também identificar a composição do aço e do arame de solda. Segurança e Saúde Ocupacional • O processo de soldagem emite uma série de agentes nocivos a saúde dos trabalhadores. Sob a máscara usa-se uma touca de brim. (aqui a carga horária é de 80 horas). à soldagem automática e com a utilização de robôs. em comparação com o equipamento para soldagem com eletrodos revestidos e menor variedade de consumíveis são outras limitações deste processo. como: o o o o o o • Radiação não ionizante.

grande interesse foi despertado por este processo e muitos países começaram a pesquisá-lo e a encontrar muitas aplicações industriais para a soldagem por explosão. Esta colisão é muito violenta e libera um jato metálico formado a partir do impacto pontual entre as partes que serão soldadas. produz um caldeamento não constante. era observado que partes metálicas de projéteis e de estilhaços quando colidiam com outras superfícies metálicas. então o fluxo do jato de metal é ininterrupto e a interface resultante é praticamente plana. Soldagem por Explosão Fernanda Laureti Thomaz da Silva e Luiz Gimenes Júnior Histórico Durante a 1ª Guerra Mundial. enquanto a segunda. existe no mercado uma infinidade de opções a disposição. contra outra através da detonação calculada de um explosivo. por isto esta configuração é chamada de regime laminar. queimaduras. após explosão. foram soldados no estado sólido e apresentaram uma interface ondulada. E maneiras corretas e ergonômicas de efetuar a soldagem. em determinadas circunstâncias. uma a outra. produz um caldeamento constante. com arranjo das placas em paralelo. com arranjo utilizando um ângulo a pré-determinado entre as placas. pois suas condições são alteradas incessantemente até o término da soldagem. . mostrada na Figura EW 01. • Quanto a marcas dos EPI´s. ele faz uma espécie de decapagem. pois suas condições são alteradas ao longo da soldagem. Porém. enfim. Descrição A soldagem por explosão é um processo de soldagem no estado sólido que é obtido a partir da deformação plástica superficial dos metais ocorrida após colisão de uma peça acelerada.. queda de materiais. lançada em alta velocidade. sendo a primeira. este processo. foi relatado de forma científica somente em 1944..contra acidentes com eletricidade. eram soldadas. cortes. Este jato limpa a face do metal retirando sua película superficial. liberando-as de óxidos e impurezas. pela ação dos explosivos. obteve-se a soldagem por explosão de uma chapa de Alumínio a um perfil de aço. Então. Fundamentos do processo Este processo nos oferece duas configurações básicas. Em 1957. quando em um experimento foi observado que dois discos metálicos ligados a um detonador. Nas placas em paralelo o anglo a obtido na detonação é pequeno. Naquele instante as superfícies novas são fortemente comprimidas.

Figura EW 01.Processo por Explosão em Paralelo Nas placas preparadas em ângulo pré-determinado. assim as ondas na interface vão sendo formadas ao longo do caldeamento nos pontos de colisão. mostrado na Figura EW 02. Normalmente possuem baixa resistência a umidade e na detonação apresentam fumos com algum grau de toxicidade. energia potencial com instantânea liberação de gás que exerce alta pressão nas áreas vizinhas. Sua maior aplicação normalmente é para o "clad" para chapas de até 6 metros de . o fluxo do jato de metal líquido é interrompido a todo momento quando sofre uma mudança de direção e gira como um "rodamoinho". Aplicações As aplicações da soldagem por explosão variam de placas de grandes dimensões até pequenos componentes eletrônicos. Figura EW 02 . a placa superior vai sendo lançada contra a placa base e a soldagem é obtida. após sua detonação.Processo por Explosão em Ângulo Explosivos Explosivos são produtos capazes de liberar. Esta configuração é chamada de regime turbulento. onde as ondas serão formadas como que rodamoinhos. A alta velocidade do jato remove a película superficial da placa base e da placa superior que é levada ao ponto de contato.

FBTS . As maiores superfícies até agora soldadas por detonação têm até 40 m2. de menor espessura. Tântalo sobre aço ou cobre com alumínio. Curso de Especialização para Engenheiros na Ärea de soldagem. mercado. ângulo de colisão. Titânio. alimentícia. Marques Soldadura & Construção Metálica . Welding Handbook .comprimento. o que dificulta a implantação do processo. Alumínio. Luiz Gimenes jr. vol 6 Welding.AWS 8 edition Vol 2 Tecnologia de Soldagem. petroquímica.SENAI-RJ 1995. Vantagens • • • • • • • É rápido (se obtem uma junta em 10-6 seg) A camada de intermetálicos gerada é muito pequena Não é necessária rígida limpeza das superfícies (exceto a carepa em chapas de aço laminadas a quente) Não há necessidade de investimento com equipamentos Desvantagens Para aços Carbono e baixa liga as superfícies sofrem endurecimento. são utilizadas em lugares que necessitem de resistência à corrosão. Bibliografia Welding and Metal Fabrication . É perigoso. sendo necessário um alívio de tensões posterior. e em reatores nucleares.October 1969.julho 1983. os explosivos tem transporte. soldagens de tubos em espelho em trocadores de calor. Distingui-se principalmente ao revestimento de grandes superfícies: chapas inoxidáveis em chapas de aço carbono e Baixa liga. Soldering and Brazing. e Marcos Antonio Tremonti . chapas cladeadas para as indústrias química. Paulo V. Processos Especiais de Soldagem. Normalmente as placas superiores. porém todos os materiais acima descritos podem ser solados entre si. ASM Handbook . No Brasil este controle é exercido pelas Forças Armadas. Em todos os países. quantidade e distribuição do explosivo são importantes variáveis deste processo e um dos fatores utilizados para definição destas variáveis é a espessura das placas envolvidas. artigo: "Aspectos básicos da soldadura por explosão" de Jorge Paes Mamede e Orlando Correia de Matos. uso e armazenamento controlado. Níquel. Este processo também é utilizado na fabricação de materiais compósitos. Coord. Variáveis A velocidade de colisão. Papel e Celulose. Há necessidade de se ter um local adequado e distante dos grandes centros para a execução do processo.

excitado por uma lâmpada fluorescente de vapor de mercúrio e filamento helicoidal. Luiz Gimenes Jr. O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. recebem uma proteção adicional através do banho de escória. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido consiste. Townes confirmou experimentalmente em 1954 o fenômeno através da aplicação da emissão estimulada à amplificação de ondas ultracurtas. sua utilização em soldagem possibilitará a obtenção de determinadas características impossíveis de se obter com outros processos. todos os processos de . Baixa entrega térmica. indo do sólido ao gasoso. e sim a qualidade desta. Ao contrário do que se pensa. Ausências de contato entre a fonte de calor e a peça a soldar. Em uma rápida definição. o que é impensável devido ao custo. o que torna este processo altamente interessante não é a quantidade de radiação emitida. e Engº José Pinto Ramalho O nome LASER é a abreviatura da descrição do processo em inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. podemos dizer que o LASER é um dispositivo que produz um feixe de radiação. Entre estas características podemos citar: • • • Elevadíssimas velocidades de soldagem. distorção e ZTA. Fundamentos do Processo: A menos que se solde em uma câmara de vácuo. um sólido de rubi. orientando-se por óticas sem perder ou alterar suas características físicas. Eletrodo Revestido Prof. O feixe LASER se propaga no ar com pouca divergência. foi construído em 1960 por Maimann. na abertura e manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas.Laser Prof. basicamente. Poucos meses depois os Laboratórios da AT&T Bell desenvolveram um laser gasoso de He-Ne. e somente alguns anos depois surgiria um LASER de CO2. Existem hoje vários tipos. fato este que impulsionou seu desenvolvimento. com comprimentos de onda na faixa do Infravermelho (IF) até o Ultravioleta (UV). Luiz Gimenes Jr. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça. Em uma tradução livre para o português podemos dizer que seria: Amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. Os primeiros trabalhos de pesquisa que conduziram à invenção do feixe de laser foram realizados por Albert Einstein e datam de 1917. Devido a qualidade da radiação LASER. formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. O primeiro LASER. versam sobre os fenômenos físicos de emissão espontânea e estimulada subjacentes ao funcionamento do laser. que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento.

É importante salientar que. O Oxigênio dissolvido no aço sob a forma de óxido. e em dióxido de Carbono (CO2). durante a fusão de um eletrodo sem revestimento. Numerosos ensaios permitem concluir que a fusão de um eletrodo sem revestimento e sem a adição de nenhum outro tipo de proteção. durante a sua transferência para o metal de base e ao nível do banho de fusão. será o revestimento dos eletrodos que. não terão grande influência sobre estes fenômenos. as características da fonte de alimentação elétrica (corrente contínua ou alternada). nas altas temperaturas do arco elétrico há a possibilidade de formação de nitrato de Ferro. variam pouco. Este óxido formado tem a solubilidade muito baixa (0. o Oxigênio do ar pode ter uma ação direta sobre o Ferro. Além disto. é muito difícil de dosar pelos métodos de análise tradicionais. produzirá uma proteção gasosa através de sua queima. Manganês e Silício. são os principais para influenciar a deterioração das propriedades. o que naturalmente irá influenciar as propriedades mecânicas do metal depositado. • Nitrogênio: Embora nas operações normais o Nitrogênio não tenha grande afinidade com o Ferro. O Silício. O Carbono transforma-se em óxido de Carbono (CO). Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas funções. dando origem a uma escória de sílica (SiO2). Um arco longo (tensão elevada) conduzirá a reações de oxidação mais importantes do que um arco curto. do seu teor de Carbono e Manganês. entre outras coisas. Aqui vale a pena destacar que não é possível soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais. extremamente ávido pelo Oxigênio. cujo valor das propriedades mecânicas serão relativamente inferiores as das chapas de aço doce. Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de proteção.05%) no metal. os fenômenos de oxidação dependem basicamente das condições operatórias e do comprimento do arco. já que as propriedades de um aço dependem basicamente. transforma-se em óxido de Manganês (Mn3O4). Os teores de Enxofre (S) e de Fósforo (P). As partículas de óxido serão postas em evidência em metalografia. Além destas reações químicas. são apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem proteção gasosa). a maior parte do Carbono e do Manganês contidos no aço do eletrodo. enquanto o Manganês. No caso do processo de soldagem aqui estudado. e são detalhados a seguir: • Oxigênio: É provado que. desde que forneçam condições para um arco estável.soldagem por arco elétrico precisam de algum tipo de proteção para evitar contaminações da atmosfera. são queimados durante a operação de soldagem. Mesmo . através de uma faísca piloto. após sua fusão perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado. formar sobre as gotas uma película de óxidos. devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o grão é saturado de óxido. Estes dois elementos químicos (Nitrogênio e Oxigênio). Outras reações químicas são menos importantes. a menos que se recorra a uma ionização artificial. Ele pode. provoca uma forte oxidação do Carbono. queima-se igualmente.

03% há uma diminuição nos valores das propriedades mecânicas. aumenta em menor quantidade a resistência à tração. e sim sob a falsa aparência de perlita não identificável ao microscópio. O Nitrogênio combinado.Condições e Meio Ambiente de trabalho na Indústria da Construção Fonte: Belgo Siderurgia S. . a resistência à fadiga e a resiliência. é difícil de identificar principalmente porque não aparece sobre a forma de nitrato. ele tem graves conseqüências porque tornará a solda frágil. coordenada pela Engenheira de Segurança do Trabalho Luci Amaral de Oliveira.Trefilaria de São Paulo . Diversos trabalhos mostram que a presença destes nitratos aumenta substancialmente a dureza. a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena.A. quando o teor de Nitrogênio ultrapassa o valor de 0. diminuindo a resiliência do metal depositado.Equipe de Segurança do Trabalho. . Em suma.que. Fluxograma NR 18 . mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estricção.

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