NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Revisão Técnica:
• • • Dr. Francesco Cerbino - Advogado, Eng. Civil, Mecânico e de Segurança do Trabalho, Auditor e Perito Judicial. Renata Cerbino - Arquiteta, Urbanista e Enga. de Segurança. Coordenadora da Quality Consult. Eng. Ronaldo Ulysses - Engenheiro Mecânico, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho

INTRODUÇÃO A décima oitava norma regulamentadora, cujo título é "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção", estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
• • • • • • • • • • • • Decreto-Lei 5.452, de 01/05/1943 - Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho - Capítulo V do Título II da CLT - Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria MTE 04, de 04/07/95 - Estabelece diretrizes visando a implementação de aspectos preventivos, de modo a garantir condições mínimas de segurança na Indústria da Construção Civil. Portaria MTE 63, de 28/12/98 - Modificou os ítens Andaimes Suspensos Mecânicos Leves (18.1.2, 18.23.3.1, 18.34.2) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 13, de 09/07/02 - Altera e inclui os itens - Cadeira Suspensa (18.15 e Cabos de Aço e Fibras Sintética (18.16) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 30, de 20/12/01- Altera e modifica o item 18.15 - Andaimes e Plataformas de Trabalho - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 20 , de 13/07/01 - Quadro de atividades ou serviços perigosos e insalubres proibidos aos menores de 18 anos em atendimento ao Art. 405 da CLT. Portaria MTE 114, de 17/01/05 - Altera a redação dos itens 18.14..24 e 18.18, inclui o Anexo III e insere termos no Glossário da NR 18. Portaria MTE 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR-18. Portaria MTE 15, de 03/07/07 - Aprova o Anexo I e altera a redação do item 18.14.19 da NR-18. Portaria MTE 40, de 07/03/08 - Inclui o item 18.15.57 na NR 18 e altera o artigo 1º da Portaria MTE 15/2007. Instrução Normativa INSS 20 , de 11/10/07 - Critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária. Trata de assuntos relacionados à emissão da CAT, PPP e LTCAT. ABNT NBR 5.413 - Meios de Iluminância de Interiores.

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ABNT NBR 5418 - Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 6.327 - Cabos de Aço - Usos Gerais. ABNT NBR 6.404 - Segurança em Andaimes. ABNT NBR 7.500 - Símbolo de Risco e Manuseio para o transporte e Armazenamento de Materiais. ABNT NBR 9518 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 11.725 - Conexões e Roscas para Válvulas de Cilindros para Gases Comprimidos. ABNT NBR 11.900 - Extremidade de Laços de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 12.246 - Prevenção de acidentes em espaços confinados. ABNT NBR 12.791 - Cilindro de Aço, sem costura, para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 12.790 - Cilindro de Aço Especificado, sem costura, para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 13.541 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 13.542 - Movimentação de Carga – Anel de Carga. ABNT NBR 13.543 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Utilização e Inspeção. ABNT NBR 13.544 - Movimentação de Carga – Sapatilho para Cabo de Aço. ABNT NBR 13.545 - Movimentação de Carga – Manilha. Convenção OIT 127 - Peso máximo de carga que pode ser transportado pelo trabalhador.

ATUALIZAÇÕES DA NR 18 As mudanças e métodos de trabalho no ambiente de trabalho da indústria da construção forçaram mudanças também em alguns itens da NR 18, através do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Desde 1994, foram elaborados diversos estudos que têm provocado alterações no texto da NR 18. Estas modificações são publicadas na forma de Portarias: Portaria 4 (04/07/95), Portaria 63 (28/12/98), Portaria 13 (09/07/02), Portaria 114 (17/01/05), Portaria 157 (10/04/06), Portaria 15 (03/07/07). Esta NR foi revisada e ampliada com comentários e informações dos engenheiros Ronaldo Ulysses e Edson Russelet (Segurança na Obra 1999) e consultas no site da Sl Engenharia. COMENTÁRIOS DA NR 18 A seguir serão apresentados os comentários da NR 18 indicando os itens e subitens do texto legal publicado no Volume 1 - Legislação e Segurança e Saúde Ocupacional. Referências - Item 18.1 / Subitens 18.1.1 a 18.1.4 - Objetivo e Campo de Aplicação

Nos últimos anos, a taxa de freqüência dos acidentes vem diminuindo, fato comprovado pelas estatísticas disponíveis. A criação do Comitê Permanente Nacional (CPN) e a dos Comitês Permanentes Regionais (CPR), reforçadas pelas ações elaboradas e aplicadas pelo MTE, são, em grande parte, responsáveis pela mudança deste quadro. A experiência tem mostrado que os cursos e informações sobre os riscos, fornecimento de EPI e existência de profissionais do SESMT não são suficientes para garantir a segurança e evitar acidentes pessoais sem a motivação do empregado na prevenção de acidentes. Implementar ferramentas de auditoria comportamental para registrar condições abaixo do padrão contribui no aumento do nível de atenção no ambiente de trabalho. Os seguintes devem ser considerados:

a) Documentar a participação dos empregados em cursos e palestras; b) Fornecer ao empregado todos os procedimentos que ele deve seguir; c) Tornar real a participação do Sindicato em campanhas de esclarecimento; d) Usar sistema de orientação por meio de procedimentos, cartilhas, vídeos e outros instrumentos de conscientização. e) Aumentar a atuação dos Comitês Permanentes Regionais em campanhas de SSO.
• A NR 18 se aplica a todas as atividades identificadas do Grupo C-18 e C-18 A apresentadas na relação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (IBGE). .

Referências - Item 18.2 / Subitem 18.2.1 - Comunicação Prévia
• É importante ressaltar a obrigatoriedade da comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades, com as informações pertinentes ao item 18.2.

Referências - Item 18.3 / Subitens 18.3.1 a 18.3.1.2 - PCMAT
• Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento, ou obra, independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Existe grande discussão sobre a necessidade de cada empresa participante da construção apresentar seu PCMAT específico aos serviços a serem executados. O PCMAT é uma ferramenta importante para a melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Este programa visa a implementar medidas que melhorem as condições de segurança, devendo ser amplamente discutido na sua elaboração e alterado quando necessário. As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra/equipamento. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra, pois não se trata de uma "receita de bolo", devendo ser específico para as condições individuais de cada obra, mesmo em situações similares.

Item NR 18 Atividades.3. A cada início de uma etapa de construção nova.18. Em primeiro lugar. os outros por complementação de curso superior (pós graduação).Subitem 18. capaz de entender as especificidades daquela obra. Como informação. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. • • a) Trabalhador Qualificado. capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas.• Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborá o PCMAT. única e exclusivamente. Portanto. ou seja. principalmente. deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais. ele deve ser legalmente habilitado em Segurança do Trabalho e.2 . para aquela obra. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador. • Portanto. > 18. orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços. Em primeiro lugar. O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores.PCMAT • O texto tirado do site Sl Engenharia coloca com muita propriedade uma definição sobre "Profissional Legalmente Habilitado" e "Trabalhador Qualificado": a) Profissional Legalmente Habilitado: Profissional que possui habilitação exigida pela lei.6. conhecer a obra e sua filosofia de construção. um por curso específico de formação em nível técnico. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado com certificado que o comprove assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos. . uma das seguintes condições: capacitação mediante treinamento na empresa. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança. 06 (seis) meses na função. demonstrando sua importância e. a partir desta condição. ele deve ser um profissional do SESMT com experiência em construção. pelo menos. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. nas Sipat e durante a implantação do PCMAT. Fundações e Desmonte de Rochas. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista. Tanto o Técnico quanto o Engenheiro ou o Médico o são. . perante o empregador e a inspeção do trabalho.14-Qualificação como operador de bate-estaca. cuidados devem ser tomados quando for contratado o profissional que fará a elaboração do PCMAT. b) Trabalhador Qualificado: Aqueles que comprovem. a seguir são elencados os importantes itens da NR 18 que tratam de Trabalhador Qualificado e Profissional Legalmente Habilitado e suas atividades.6-Escavações. realizando um trabalho voltado.O PCMAT pode ser assinado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho. chamando sua atenção em caso de falhas. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. ele deve ser destacado e relembrado. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente. • Referências . desde que conduzido por profissional habilitado ou ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de. recebido os devidos e corretos EPI.

30.21.14.18.15.18.14.1-Qualificação para uso de máquinas e equipamentos de carpintaria. .18.14-Movimentação de Transporte de Materiais e Pessoas . .18.20-Locais Confinados .9.2-Instalação e manutenção de andaimes suspensos.18. .18.14.15.3-Inspeção de suporte e escoras antes e durante a concretagem.2-Qualificação para executar manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.1-Qualificação para montagem e desmontagem de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.1.2-Qualificação para montar e desmontar torres de elevadores.14.11-Operações de Soldagem e Corte a Quente / Qualificação para atividades de soldagem e corte a quente.15.9-Qualificação para executar manobras de movimentação com equipamentos de transporte de materiais e pessoas.18.2-Instalação. .7-Qualificação para vistorias equipamentos de guindar e transportar antes do inicio dos trabalhos.18.> 18. > 18.7.14.1-Responsável pela verificação diária de andaimes suspensos e usuários. > 18.9. .Estrutura de Concreto .9-Inspeção de peças e máquinas do sistema transportador antes de iniciar os trabalhos.18. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .14.15. > 18. > 18.3-Operador de plataformas de trabalho. .18.18.35.7-Carpintaria .47. > 18.47. .2-Qualificação para operação de equipamentos de movimentação e transporte de pessoas e materiais. .1.9. .18.18.

2.4-Áreas de Vivência . Fundações e Desmonte de Rochas .6-Escavações.1-Monitorar permanentemente substâncias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18. Anexo III .20. Anexo III.22. físicos e biológicos em contêineres usados como áreas de vivência. > Anexo III Anexo Plano de Carga para Grua.3-Programação e direção (coordenação) de demolições > 18.2-Laudo técnico relativo à ausência de riscos químicos.36.Deve elaborar o PCMAT > 18.50 m.> 18.3.5-Demolição e 18.x-b Sinaleiro/Amarrador de carga.18.18.25.1.3-Realizar escavações e orientar operário quando da aproximação de tubulações até de tubulações distância mínima de 1.18. .5-Abastecer máquinas e equipamentos com motor à explosão .22-Maquinas e Equipamentos e Ferramentas Diversas .21.3.22.4-Inspecionar o escoramento e a resistência das formas durante os trabalhos de lançamento e vibração de concreto.4.Atividades > 18.18.18.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão > 18.36-Disposições Gerais .18.18. Item NR18 .4-A condução de veículos para transporte coletivo de passageiros > 18.22.21.1-Operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador e terceiro a risco .x -a Operador de grua. b) Profissional Legalmente habilitado.18.36.22.18.12-Encher pneus de equipamentos pesados .18-Operador ferramentas de fixação à pólvora . > 18.PCMAT e 18.3.1-Execução e manutenção das instalações elétricas .5.21-Instalações Elétricas .18.

2-Supervisão do uso de formas deslizantes .18.15.3-Responsabilidade técnica por serviços de escavações.6. .18.14.9. . instalação.Dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado mediante emissão de ART.14.1.24. a interferência deverá ser objeto de análise técnica por profissional habilitado.24.9.1-Supervisionar a implantação.1-Dimensionamento de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .18.13.14.18.18. .14-Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .14.14..2-Supervisionar a execução da manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .15-Ser responsável por elevadores de cremalheira para transporte de pessoas e materiais > 18. de sua estrutura e de sua fixação.24.18.Emitir laudo estrutural e operacional quando a integridade estrutural e eletromecânica para gruas que não dispuserem identificação do fabricante nem do importador ou que já tenham mais de 20 anos de fabricação.18. fundações e desmonte de rochas.1-Para distanciamento inferior a 3m (três metros).1. > 18.15.18. .14.24.24.18.9-Estruturas de Concreto .10.1-Fazer o dimensionamento dos andaimes.24.14.18.18.14. .14.7-Inspeção de dispositivos e equipamentos usados em pró-tensão (antes e durante os trabalhos) > 18.1-Projeto específico para utilização de gruas em casos especiais (ART) .18. manutenção e retiradas de gruas (ART). com especificação do dispositivo e descrição das características mecânicas básicas do equipamento. dentro do plano de carga.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .

15. atendendo ao previsto nas normas técnicas da ABNT ou entidades internacionais por ela referendadas. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão .18-Telhados e Coberturas .47.30.15.32.5-Comprovar tecnicamente situações especiais que desobriguem a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento em plataforma de trabalho > 18.18.21.18.18.1-Gerar estudos de verificação estrutural.15.1-Dimensionar de forma segura dispositivo para trabalho em telhado e cobertura > 18.Elaborar e acompanhar projeto para sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos .18.15.21.. ou ainda.18.15.21-Instalações Elétricas . os projetos. manutenção.46-Inspeções periódicas de plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e plataforma hidráulica .18. outra entidade credenciada pelo CONMETRO. operação.18.18.2-Supervisão e responsabilidade técnica na instalação e manutenção de andaimes .47.30.1-Supervisão da execução e manutenção das instalações elétricas .18.18.1-Supervisionar monitoramente de substancias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.47-Em caso de equipamento importado. em caso de sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral da edificação .18.18.15.3-Supervisionar a instalação. especificações técnicas e manuais de montagem. .20. .1. inspeção e desmontagem deverão ser revisados e referendados por profissional legalmente habilitado no país.15.20-Locais Confinados .

ascensões. Quanto ao PCMSO (NR-07) é obrigatório elaboração por canteiro de obra.1). ascensão e conservação do equipamento.22.Os serviços de montagem. como simples e óbvio.2).25.> 18. no entanto. devendo. a partir da contratação de funcionários na planta. conforme NBR 5410 e 5419. telescopagem.3.4 Condução de transporte coletivo de ser feita por condutor habilitado.B . O assunto aqui abordado pode ser considerado. A primeira providenciar é enviar para DRT a comunicação Prévia da Obra (NR-18. quando iniciar a obra deverar ser elaborado o PPRA (NR-09).3. por alguns leitores. no estabelecimento.1). b) Item XII Manutenção e Alteração no Equipamento Parágrafo 2°. ou condomínio. fiscalizando as mais diversas atividades que ali acontecem.3 e 18. • Esta tabela deve integrar o dia a dia de profissionais do SESMT que atuam em canteiros de obras. Depois. O empregador.1.11-Inspecionar máquinas e equipamentos > 18. é responsável pela sua implementação e o Programa é integrado pelos seguintes documentos: • . Vamos analisar o que trata a NR 18.4 .Responsável pela manutenção. desmontagem. até o momento. à disposição do Órgão Regional do MTE. ser analisado à luz da responsabilidade de cada profissional atuante em canteiro de obra frente à Responsabilidade Civil e Criminal. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 (PPRA) e ser mantido. (NR-7.Subitens 18. Referências .PCMAT • A criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção sendo obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores. Também deverá possuir um Médico Coordenador deste programa com até 10 (dez) funcionários.22-Maquinas Equipamentos e Ferramentas Diversas . elaborado por profissional legalmente habilitado. desmontagem.3. O PCMAT não desobriga. em contato direto com os empregados.18. > Anexo III Plano de carga para Grua a) Item XI Responsabilidade . telescopagens e manutenções devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART especifica para a obra e para o equipamento em questão.25 Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores .3. montagem. c) Item XIII Documentação Obrigatória no Canteiro I Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica.18. montagem e desmontagem deve designar pessoal com treinamento e qualificação para executar as atividades que sempre estarão sob supervisão de profissional legalmente habilitado. durante as atividades de manutenção. a elaboração do PPRA. chegada de operacionalização dos dispositivos de segurança. Quando o canteiro possuir mais de 20 (vinte) empregados registrados deverá providenciar o PCMAT (NR-18. bem como entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório especifico.

é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. nas atividades e operações. b) Projeto de execução das proteções coletivas.3 estabelece a necessidade do PCMAT em obras de construção. O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos.3). ou seja.Item 18. independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. visando a alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. • • • • • Referências . A definição de "Programa" é "exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema".2 . tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. Possíveis alterações nas atividades e no cronograma devem ser encaradas de forma natural. • O item 18. tendem a ocorrer. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. Entre as possíveis alterações. O PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. O PCMAT é único e completo por obra específica.Riscos de acidentes e doenças do trabalho. durante a construção. mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra/equipamento.4. d) Cronograma de implantação das medidas preventivas. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa a apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa). Este tema merece mais análise.4. ou obra. principalmente. Estabelecimento é uma obra individualizada. aquele feito só para atender à legislação e à fiscalização.a) Memorial sobre condições e meio ambiente do trabalho. A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. . e) Layout inicial do canteiro de obra.3. estão as mudanças no cronograma.1 a 18. sua função de estabelecer regras que os protejam.4 / Subitens 18.Áreas de Vivência . levando-se em consideração: . Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas e durante a implantação do PCMAT. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". f) Programa educativo. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. c) Especificações técnicas dos EPC e EPI. O PCMAT deve ser apresentado formalmente a todos os profissionais que na obra trabalharem ou influírem de um modo ou outro. o Programa específico aos serviços que ela executará.7.2. sendo uma obrigação dos profissionais ligados à Segurança no Trabalho conhecê-lo profundamente. sendo demonstrada sua importância e.Medidas preventivas.

são utilizadas alternativas portáteis bastante higiênicas e confortáveis.• Pesquisas de aplicabilidade da NR 18 sugerem que as áreas de vivência.2.4. As áreas de vivência. Os alojamentos dos canteiros de obras devem ter paredes de alvenaria. apresentando falta de cumprimento de exigências bastante simples. cimentado.Áreas de Vivência • Este item apresenta alterações importantes obrigando a existência de alojamento.6. tais como a colocação de suportes para sabonete. fronha e travesseiro. Abaixo dois exemplos de bacia turca: • • • • Referências . Os vasos sanitários podem ser do tipo bacia turca ou sifonado (subitem 18. madeira ou material equivalente e cobertura que proteja das intempéries.8 a 18.2). assim como piso de concreto. assim como fornecimento de lençol. madeira ou material equivalente. local de refeição e área de lazer para os trabalhadores.4. ainda têm um elevado nível de não conformidade.2. podendo ser de madeira. em função do acréscimo da área de lazer. Devemos observar a mudança de nome de "refeitório" para "local de refeições". Outra modificação foi a obrigatoriedade de ambulatório para frente de trabalho com 50 ou mais trabalhadores. resultando em comportamento abaixo do padrão. Nas frentes de trabalho itinerantes. além de portas que impeçam o devassamento. cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito de papéis usados junto ao vaso sanitário.Subitens 18.4. em condições adequadas de higiene. As instalações sanitárias devem ter paredes de material resistente e lavável. Os pisos possuirão material impermeável e antiderrapante. apesar de serem prioridade da fiscalização. cobertor.14. visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a autoestima dos trabalhadores. apesar de não estarem diretamente relacionadas à causas de acidentes.2.1 . É importante ressaltar que os banheiros não farão ligação com locais destinados às refeições e deverão ser independentes para homens e mulheres. • . influenciam na sua maior ou menor ocorrência.

É importante, também, ter área mínima de 3m² por módulo, cama e área de circulação. Vale ressaltar a proibição de três ou mais camas na vertical e de estarem situados em subsolos ou porões das edificações. A distância entre as camas e entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, de 1,20 m. Além disso, as camas devem ser de 0,80 m por 1,90 m.

Referências - Item 18.5 / Subitens 18.5.1 a 18.5.13 -Demolição

Desmoronamento e soterramento são os riscos principais e mais evidentes em obras de abertura de valas. Observe-se, por exemplo, o citado por Pfeil (1987) acerca de um grave acidente ocorrido na construção do metrô de Berlim, Alemanha. Neste caso as escavações foram levadas a uma profundidade maior que a programada, a chamada sobrescavação, chegando próximas à base de perfis verticais que sustentavam internamente as estroncas (a vala tinha argura de 21m). Assim, as bases dos perfis verticais ficaram praticamente livres, permitindo seu deslocamento vertical no sentido ascendente, causando a desestabilização das estroncas e o conseqüente colapso do escoramento causando a morte de 19 operários. Mais recentemente, o trabalho de Gawryszewski, Mantovanini e Liung (1998) acerca dos acidentes fatais do trabalho ocorridos em 1995 no Estado de São Paulo, aponta que 8,2% daqueles do setor da Construção Civil referem-se a soterramentos. Os Ministérios da Previdência e Assistência Social (MPAS) e do Trabalho e Emprego (MTE) apresentaram o Anuário Estatístico dos Acidentes de Trabalho 2000 (Portaria MPAS nº01, de 09/05/02), um documento específico para o setor de Segurança e Saúde no Trabalho. Conhecer aonde é que está o perigo é uma importante ferramenta para planejar e fiscalizar os ambientes de trabalho, embora não se possa esquecer que os dados colhidos não abrangem o universo total de trabalhadores, e sim, apenas aqueles cobertos pelo Seguro Acidente do Trabalho e com os devidos vínculos de empregos registrados em suas respectivas empresas. Estar ciente das conseqüências para tomar iniciativas que evitem os acidentes é de suma importância, pois eles saem muito caro. É um mau negócio para empresas, trabalhadores, governo e sociedade como um todo.
Casos de soterramento são observados em várias companhias de saneamento do país. O principal motivo para a ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo. A principal alegação das empreiteiras é que a instalação do escoramento é demorada, atravancando a continuidade da obra e atrasando o cronograma. Evidentemente, isto não procede, pois não se deve justificar a ausência ou precariedade das medidas de segurança em função de fatores econômicos e/ou de produção. Segundo dados de PROTEÇÃO (2004), no ano 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil no setor de saneamento, sendo a maioria por soterramento. A terceirização que vem sistematicamente ocorrendo no setor, em geral, leva à precarização das condições de segurança e saúde no trabalho, aliás, como é típico em outros setores econômicos em que este fenômeno vem surgindo no Brasil. O setor de saneamento é considerado tão problemático no país que em 2004 o

Ministério do Trabalho e Emprego priorizou a fiscalização nesta atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal. • Por fim, cabe destacar que os índices de acidentes de trabalho em escavação na indústria da construção civil é elevado no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, conforme Anuário anteriormente mencionado, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas atividades. Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado. Este tipo de trabalho deve ser realizado por empresa especializada. Deve ser sempre proibida a qualquer pessoa não autorizada, a entrada na área onde se faz a demolição. Os Riscos mais freqüentes em demolições são:

a) Danos causados nas estruturas vizinhas; b) Riscos específicos, como explosões, incêndios ou vibrações quando da utilização de explosivos ou utilização de lança térmica; c) Riscos associados à poluição sonora (ruído); d) Riscos associados à projeção de poeiras e partículas; e) Riscos de projeção de elementos demolidos; f) Riscos elétricos.
• As causas principais de ocorrência de acidentes são: falta de sinalização, delimitação e controle de acesso; sobrecarga de pisos com entulhos; utilização de andaimes mal ancorados ou escorados; não utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI); e ausência de informação para os riscos associados às demolições.

Referências - Item 18.6 / Subitens 18.6.1 a 18.6.3 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• A adoção da escavação manual ou mecanizada dependerá da natureza do solo, das características do local (topografia, espaço livre, interferência) e do volume a ser escavado. Deverão ser seguidos os projetos e as especificações no que se refere à locação, profundidade e declividade da escavação. Entretanto, em alguns casos, as escavações poderão ser levadas até uma profundidade superior à projetada, até que se encontrem as condições necessárias de suporte para apoio das estruturas. Sabe-se que há muitas incertezas na determinação dos parâmetros de rigidez e resistência do solo, pois este material diferentemente de outros como concreto, aço e madeira apresenta, em geral, uma elevada heterogeneidade. Diante destas condições, o estabelecimento da segurança dos membros estruturais requer mais atenção, com conseqüentes majorações dos coeficientes de segurança. Devem ser abordados os vários mecanismos de ruptura da contenção, tais como a ruptura geral, a ruptura de fundo, o piping e, com maior ênfase, as ruínas devido a esforços solicitantes elevados nos membros da contenção (paramento e escoramento). Os deslocamentos nas proximidades da vala que podem provocar fissuras nas edificações vizinhas também merecem atenção. Para tanto, é necessário que o método de cálculo da contenção adotado seja adequado ao porte e aos requisitos estipulados da construção, conforme Tacitano (2005).

Referências - Subitens 18.6.4 a 18.6.9 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• Quando necessário, os locais escavados serão isolados, escorados e esgotados por processo que assegure proteção adequada. As escavações com mais de 1,25 m de profundidade deverão dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores, independentemente da adoção de escoramento. As áreas sujeitas à escavação em caráter permanente deverão ser estabilizadas de maneira a não permitir movimento das camadas adjacentes. Em caso de valas, serão observadas as imposições do local do trabalho, principalmente as concernentes à segurança dos transeuntes e de animais. Nas escavações executadas próximas a prédios ou edifícios, vias públicas ou servidões, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem as ocorrências de qualquer perturbação oriunda dos fenômenos de deslocamento, tais como:

a) Escoamento ou ruptura das fundações; b) Descompressão do terreno da fundação; c) Descompressão do terreno pela água.
• • As grelhas, bocas de lobo e os tampões das redes dos serviços públicos, junto às escavações, deverão ser mantidos livres e desobstruídos. Quando o material for considerado, a critério da fiscalização, apropriado para utilização no reaterro, será ele, a princípio, estocado ao longo da escavação, a uma distância equivalente à profundidade escavada, medida a partir da borda do talude. Materiais não reutilizáveis serão encaminhados aos locais de "bota-fora" ou deixados ao longo da escavação. Em vias públicas onde a deposição do material escavado puder acarretar problemas de segurança ou maiores transtornos à população, a remoção e estocagem do material escavado para local adequado, para posterior utilização. Ao se atingir a cota de projeto, o fundo da escavação será regularizado e limpo. Atingida a cota, se for constatada a existência de material com capacidade de suporte insuficiente para receber a peça ou estrutura projetada, a escavação deverá prosseguir até que se possa executar um "colchão" de material de base, a ser determinado de acordo com a situação. No caso do fundo da escavação se apresentar em rocha ou material indeformável, sua cota deverá ser aprofundada, no mínimo, em 0,10 m, de forma a se estabelecer um embasamento com material desagregado de boa qualidade (normalmente, areia ou terra). A espessura desta camada deverá ser determinada de acordo com especificidade da obra. Em complemento à NR 18 item 18.6 apresentaremos as contribuições dos engenheiros Marcelo Tacitano, Lie Tjiap Liungs sobre o estabelecimento das condições mínimas de segurança e saúde na execução de valas. Além dos aspectos de dimensionamento anteriormente mencionados, requisitos construtivos devem ser observados para que os trabalhos de escavação de valas se processem dentro de condições aceitáveis. Assim, quando a profundidade de uma vala atinge 1,25m ou mais, é conveniente escorá-la, ou respeitar os ângulos de talude naturais; deve-se evitar a acumulação de material escavado e equipamentos junto à borda das valas, e no caso disto não ser possível, deve-se tomar as precauções que impeçam o deslizamento das paredes e a queda na vala de tais materiais; como norma geral, deve-se manter uma distância de aproximadamente metade da profundidade livre de carga e circulação de veículos; quando a profundidade de uma vala é igual ou superior a 2m devese proteger as suas bordas com um guarda-corpo ou sinalização adequada.

Normalmente. 30 cm de outras infraestruturas subterrâneas (tubulações de saneamento. os procedimentos de reaterro devem ser previamente planejados. e se recomenda que o paramento da contenção ultrapasse em um pequeno trecho a borda da vala. calçadas.Escavações.10 e 18. deslocamento ou localização incorreta de certos membros e seqüências impróprias de trabalho. Se as deformações da estrutura de contenção não são as previstas. Fundações e Desmonte de Rochas • Os riscos críticos presentes nas escavações em via pública são a existência de tubulações de gás natural. é colocada adicionalmente uma placa de concreto com a inscrição "COMPAGAS" acima da tubulação. Em locais como travessias de ruas e calçadas. a qual deve ultrapassar em 1 metro a superfície da vala. Os operários que trabalham no interior de valas devem estar devidamente informados através de instruções de segurança do trabalho e de medidas necessárias de proteção para cada risco específico.Subitens 18. As válvulas de serviço de alimentação normalmente estão nas calçadas a 60 cm de profundidade e possuem uma tampa de ferro fundido com a inscrição da companhia de gás conforme exemplo abaixo da empresa COMPAGAS. deve-se dispor de pelo menos uma escada portátil para cada equipe de trabalho. energia elétrica etc). A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo. as tubulações estão em uma profundidade de 60 cm. Devido a inúmeras interferências e disposições de terrenos. grandes mudanças de empuxos podem ocorrer. deve-se revisar o estado dos cortes e taludes a intervalos regulares nos casos em que podem receber empuxos acidentais de veículos. vem atuando com rigor neste setor. Fang (1991) alerta que deve ser lembrado que o projetista de estruturas de contenção geralmente tem pouco controle sobre a execução de seu trabalho. • • • • Referências . não se deve instalar no interior de valas máquinas acionadas por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de carbono. um Termo de Ajustamento de Conduta foi acordado entre estes órgãos e a SABESB (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que sejam observadas as normas de Segurança e Saúde do Trabalho nos serviços em valas. as contenções ou parte delas são retiradas quando deixam de ser necessárias.6. Essas tubulações têm uma grande variedade de diâmetros e podem estar localizadas em ruas e avenidas. • • • . Toda a rede de gás possui sinalização externa através de placas de aviso. Dentro da vala. sendo necessário verificar a posição da tubulação no ponto específico de trabalho. é imprescindível a revisão minuciosa e detalhada antes de se reiniciar os trabalhos.• Em caso de inundação de valas. tomando-se as mesmas precauções da fase de escavação. as tubulações estão instaladas na profundidade de 1m. na rede residencial instalada nas calçadas.. estas medidas podem sofrer variações. tachões no piso de calçadas e de pinturas da presença da rede no piso asfáltico. existe uma fita plástica de segurança. no mínimo. devendo-se retirar a água não prevista o quanto antes para evitar a desestabilização da vala ou talude. A rede de gás natural possui tubulações de aço carbono e de PEAD (polietileno de alta densidade). a não ser que sejam providas de instrumentos necessários para sua exaustão. Os empuxos do solo são afetados por muitas condições. para que sirva como um rodapé. De toda forma. martelos pneumáticos etc. balizadores. Falta de procedimentos de inspeção adequados e liderança podem resultar em desconformidade em soldagens. Entretanto. as contenções devem ser revistas ao começar a jornada de trabalho e quando ocorrerem interrupções de trabalho de mais de um dia ou alterações atmosféricas como chuvas.1 . colocada acima da tubulação. As instalações de redes de gás são mantidas afastadas por. Em geral. Juntamente com Ministério Público do Trabalho.6. As empresas por ela contratadas também devem seguir estas normas. evitando a queda de objetos e materiais no seu interior. começando pela parte inferior do corte. telefonia.10. e não é a menor delas o método construtivo a qualidade do trabalho manual envolvido. acostamentos ou junto ao limite da faixa de domínio de rodovias.

b) Quando estiver a cerca de 50 cm da posição da tubulação de gás. siga as instruções abaixo: a) Esteja seguro de que os trabalhos de escavação estão bem planejados e que dispõem de equipamentos para escavação manual nas proximidades da tubulação de gás. d) Durante a execução dos serviços. evitando possíveis acidentes com serviços futuros. consulte a empresa de gás. Por isso. não faça o reaterro da vala sem que seja feita a análise da gravidade do incidente pelos técnicos da empresa de gás. pois é grande o risco de explosão. f) No caso de atingir as tubulações da rede de gás.Tachão de piso de Calçada • Fita plástica de segurança Tampa de Ferro Fundido Placa de Concreto Para evitar acidentes em serviços de escavação junto à rede de gás. efetuar manualmente furos de sondagem para confirmar a posição da tubulação de gás. bem como o GLP. de modo a assegurar que a presença da rede continue sinalizada. Se necessário. ligando para o número da companhia de gás. no caso de uma máquina furar uma tubulação de gás. e) Ao planejar serviços de escavação. c) Quando estiver trabalhando paralelamente à tubulação de gás. não entra em combustão em contato com o ar. procure manter a sinalização da Rede de Gás Natural. somente efetue escavação manual. • O gás natural. g) Problemas. solicite material de reposição com a COMPAGAS. consulte a empresa de gás sobre a presença da rede de gás no local. nesse momento. a recomendação imediata é desligar . Antes de abrir qualquer tipo de vala próximo a rede de gás natural. ele precisa de uma fonte de ignição. comprometem a segurança da população e dos consumidores de gás no futuro. mesmo em caso de arranhões. Tenha consciência de que o próprio calor das máquinas e a energia elétrica das baterias podem dar início a uma combustão. isto é. não é pirofórico.

Fundações e Desmonte de Rochas • Para a execução de tubulões a céu aberto. A detonação das cargas deverá. jamais na véspera ou mesmo com simples precedência de horas. realizada durante a escavação) ou perfuração em linha. Atos desta natureza podem acarretar sérias conseqüências a aqueles que por desconhecimento ou ignorar os preceitos de segurança venham a cometer estas imprudências. muitas vezes é usado de forma inadequada. No decorrer do desmonte a fogo. Referências .19 . não deve ser usado para “Limpeza” de roupa de trabalho. Deverá ser apresentada a autorização do órgão competente para transporte. pelos poros. Sempre que for necessário preservar a estabilidade e resistência dos cortes executados em rocha. porque pode produzir borbulhas de ar que interrompe a circulação do sangue. ou seja.Subitens 18. obrigatoriamente. Essa lesão denomina-se. Consultar a NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202 de 22/12/2006. a critério da fiscalização. podem causar inflamações nos tecidos. a velocidades tão altas.imediatamente todos os equipamentos. romper um tímpano.Escavações. ser precedida e seguida de sinais de alerta. Um jato de ar comprimido pode resultar nos seguintes danos: o o Tirar um olho de sua órbita. ou causar hemorragia interna ao penetrar nos poros.6. poderá ser exigido o uso de redes de segurança. As detonações deverão ser programadas para horários que não perturbem o repouso dos moradores das vizinhanças e que não coincidam com aqueles de maior movimento. antes do início das detonações. a prática de atos inseguros pôr parte de alguns funcionários. Sempre que for inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos.23. Fundações e Desmonte de Rochas • Nas escavações com emprego de explosivos. Devido ao perigo que representa o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o “Corpo”. empregando-se o processo manual. Quando muito perto da pele. Defesa Civil e a empresa de gás.11 a 18. isolar a área e utilizar água na forma de neblina para dispersar a nuvem de gás. Chame imediatamente os bombeiros. que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos. o escoramento deverá ser permanentemente inspecionado e reparado após a ocorrência de qualquer dano. fogo cuidadoso cushion blasting (detonação controlada do perímetro.6.Subitens 18. Em função das condições locais.1 .Escavações. A área de fogo deverá ser protegida contra a projeção de partículas. serão obedecidas as regulamentações técnicas e legais concernentes à atividade. . realizada antes da escavação). estes deverão ser conformados utilizando-se pré-fissuramento ( detonação controlada do perímetro. A carga das minas será feita somente por ocasião da execução dos trabalhos de detonação. será utilizado o desmonte a frio. Pode empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais.6. aconselha-se a leitura do item 18. pode penetrar por um corte ou uma escoriação e insuflar o tecido humano (encher de ar). Impurezas tais como: partículas de óleos.20 a 18. armazenamento e uso de explosivos. comum em áreas de muita poeira que utilizam o ar comprimido para limpar a roupa. A lesão poderá ser fatal se o ar chegar a penetrar em um vaso sangüíneo. O ar comprimido.20 da NR 18 e seus respectivos comentários apresentados mais adiante neste livro. • • • • o o Referências . “embolia gasosa”. graxas e outras partículas muito pequenas que introduzidas sob a pele. mecânico (rompedor) ou pneumático (cunha metálica). quando houver risco para trabalhadores e terceiros. tirar pó ou sujeira “do cabelo ou do corpo”.6.

Subitens 18.2 . Outros equipamentos também podem ser usados quando a operação assim o exigir: avental de raspa. sendo o conjunto acionado por um motor elétrico. o baixo cumprimento das exigências faz com que seu manuseio seja responsável por uma parcela considerável de acidentes. sendo superado apenas pelas ferramentas manuais. não existe muita conscientização sobre a importância deste acessório. A Petrobras possui critérios próprios de qualificação. como as fôrmas de madeira ou metálicas e impacto contra peças soltas.Item 18.Carpintaria • Na serra circular. aterramento elétrico. através de polias e correias. projeção de partículas e incêndios.4 Operações de Soldagem e Corte a Quente • Recomendamos a leitura da NR 15 e seus comentários para um maior entendimento dos aspectos técnicos e legais envolvendo operações e atividades insalubres.8.7 / Subitens 18. principalmente aquelas provenientes dos trabalhos de soldagem.Item 18. sapatos de segurança e máscaras contra poeira. e as sobras de vergalhões devem ser recolhidas e depositadas em local apropriado. cobertura da serra circular. às vezes com conseqüências graves. feitos geralmente por guindastes. A qualificação dos soldadores pode ser feita através de cursos profissionalizantes do SENAI ou de acordos com os requisitos da Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagem (FBTS). é que sua real .5 e 18. Nas áreas onde existe risco de incêndio ou explosão devido à presença de gases ou vapores inflamáveis deverá ser implementado sistema de permissão para trabalho.7. ruído excessivo.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Uma medida importante para a prevenção de acidentes é a utilização de dispositivos de segurança em equipamentos de solda e corte.1 a 18.8. ruptura do disco. cuja ferramenta é constituída de um disco circular provido de arestas cortantes em sua periferia. Os acidentes envolvendo as serras envolvem a falta de aterramento da carcaça do motor e a falta de coletor de serragem.7. de modo a atender aos requisitos internos rigorosos de qualidade. instalação de extintor de incêndio (gás carbônico para a parte elétrica e água-gás para a madeira e a serragem). Infelizmente.11. Referências .6 . deve ser feito com atenção para não atingir pessoas ou rede elétrica. • • Referências . descargas elétricas.8 / Subitens 18. somente. Os riscos mais freqüentes que encontramos no manuseio da serra circular são: cortes e amputações nos membros superiores. montado em um eixo que lhe transmite movimento rotativo e potência de corte. poderíamos citar entre as mais freqüentes: proteção das transmissões de força. • • • Referências .11 / Subitens 18.11. após a ocorrência de um acidente. sendo os mais importantes o protetor facial contra a projeção de partículas e o protetor auricular.7.Armações de Aço • • Os trabalhadores devem ser treinados quanto ao uso correto da máquina de cortar e dobrar barras de aço. Muitos ainda encaram este dispositivo de segurança como item supérfluo e.11. Referências .Carpintaria • A serra circular de bancada é uma máquina de corte.Subitens 18.7. Em relação às medidas de proteção coletiva. O transporte de vergalhões ou armações.Referências .6 .3 a 18.Item 18.11.5 . Os EPI devem ser utilizados no manuseio da serra circular.1 e 18.1 a 18.

Estes dispositivos podem ser conectados na saída dos reguladores de pressão. estes dispositivos sempre foram utilizados nos cilindros de gás combustível. entendemos que estes dispositivos devem ser utilizados tanto para o gás combustível quanto para o oxigênio.11. muito embora existam dispositivos de segurança no mercado para oxigênio. Há. especialmente para acetileno e GLP (propano. observada nesta NR. • No Brasil.necessidade é considerada.6 apresenta a expressão no plural "as mangueiras devem possuir mecanismos contra o retrocesso de chama . As funções básicas destes dispositivos de segurança são: a) Evitar o contra fluxo de gases: impede a reversão dos fluxos dos gases evitando a formação de mistura gasosa nos reguladores e instalação centralizada de gases. centrais de gases e postos de serviços industriais.. butano. propeno e buteno). . sendo obrigatória sua utilização em alguns países da Europa. • Dispositivos contra retrocesso de chama: É um dispositivo para conexão às fontes de gases combustíveis (cilindros e centrais de gases). Isto reduz o risco de explosão ocasionado por entupimento de bicos de maçaricos ou purga incorreta das mangueiras. atualmente. dois tipos de dispositivos de segurança: dispositivos contra retrocesso de chama e Válvulas de Contra Fluxo.". deixa em aberto em que tipo de gás deve ser usado tais dispositivos. Como o item 18. A obrigatoriedade dos dispositivos de segurança..

O termo certo é "cilindro de gás". Vale lembrar que existe no mercado válvulas de contra-fluxo funcionando com dupla função. Devido à sua finalidade. devido à ação térmica sobre o aço.100°C enquanto que a de GLP/oxigênio fica em torno de 2. Têm a função de evitar a entrada de gás de um sistema para outro. com isso. não é tecnicamente adequado. As válvulas de contra-fluxo mais simples são erroneamente consideradas e chamadas de "válvulas contra retrocesso de chama" e. d) Travamento termo-sensível: dependendo do fabricante. são pouco eficientes no caso de uma incidência direta de chama proveniente de um maçarico ou de um incêndio. todo cuidado deve ser tomado na compra do dispositivo de segurança. • • Referências . ou contra pressão na mangueira superior a 0. Leia atentamente as recomendações do fabricante quanto ao uso correto dos dispositivos de segurança. independentemente da presença de dispositivos de segurança. Da mesma forma.02 bar. Porém.Operações de Soldagem e Corte a Quente • O termo "garrafa". a explosão dos cilindros poderá ocorrer em poucos minutos (no caso de uma chama de acetileno. tais como: óleo.b) Evitar a contra pressão: dependendo do fabricante. o resultado será uma explosão imediata do sistema. algumas válvulas unidirecionais ativam um bloqueio de contra fluxo cortando o suprimento de gás.000°C e a do hidrogênio/oxigênio em torno de 2.7 . No caso do oxigênio e de outros gases oxidantes. tubulações e outros. não se deve chamar de "balas" ou qualquer outro nome que não seja "cilindro de gás". pois a mesma não consegue deter o retrocesso de chama em virtude dos elementos que constituem a sua parte interna sofrerem danos pelo calor de chama retrocedida. sempre existirá o risco de explosão do cilindro. utilizado no item 18. sua finalidade de aplicação é deturpada. enquanto que o fluxo é interrompido pela válvula unidirecional. possuem um filtro metálico sintetizado (o mais eficiente é feito de aço inoxidável de alta capacidade de fluxo) capaz de extinguir a chama proveniente do retrocesso.7. em até cinco minutos). as válvulas de contra fluxo devem ser instaladas nas conexões de entrada do maçarico. quando ocorrer um retrocesso de chama. Cilindros de gás. existe o risco do uso de lubrificantes com hidrocarbonetos comuns. ou mesmo por entupimento do bico de solda ou de corte. solventes. gasolina e outros. c) Extinguir o retrocesso de chama: dependendo do fabricante. possuem um dispositivo termo-sensível que corta o suprimento do gás em situações na qual a temperatura externa próxima ultrapasse 95°C. • Válvulas de Contra Fluxo.Subitem 18. em caso de defeito no maçarico. pois possui no seu interior um filtro sinterizado que extingue as chamas provenientes de um possível retrocesso de chama. impedindo que a chama atinja o regulador e o sistema de suprimento dos gases. Ressalta-se que a temperatura de uma chama acetileno / oxigênio alcança 3. reguladores de pressão. • • • • . embora sejam bastante resistentes ao impacto mecânico.200°C. graxa.11.11. Nestes casos. No caso anterior. principalmente válvulas. Neste caso.

recoberta por uma camada de fluxo aglomerado (revestimento). dando origem a um arco estável. O eletrodo revestido consiste de um arame de metal. com um revestimento externo que define quais características (propriedades mecânicas. isola a alma do eletrodo.5 e 8 mm e comprimento entre 23 e 45 cm. Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta metálica. sem costura. Veja a figura ao lado. formando uma escória de material não metálico que protege o cordão da oxidação pela atmosfera normal. O revestimento proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão.11. e NBR 11. . O potássio e o sódio são elementos importantes na soldagem porque a atmosfera ionizada por eles facilita a passagem da corrente elétrica.790 Cilindro de Aço Especificado.23 estabelece que os cilindros contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas. o revestimento contém silicatos de sódio e potássio que ionizam a atmosfera do arco. este processo é chamado Shielded Metal Arc Welding (SMAW). para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. calor e impactos acidentais. evitando que em um eventual contato não haja a abertura de indesejáveis arcos de solda laterais. Referências . que é o mesmo do material a ser soldado. não se utiliza gás.725 Conexões e Roscas para Válvulas de cilindros para Gases Comprimidos. este elemento é essencial para se obter uma boa solda. no qual a união é produzida pelo calor do arco criado entre um eletrodo revestido e a peça a soldar. Assim. além de atender às recomendações do fabricante. Observe as figuras ao lado. enquanto a solda está resfriando. Neste processo. b) Funções físicas e mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do ar ambiente.8 e 18.791 Cilindro de Aço. para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão.11. bem como observar o estabelecido nas NBR 12. As principais funções do revestimento do eletrodo são: • • • a) Funções elétricas (isolamento): O revestimento é um mau condutor de eletricidade. Estima-se Esquema geral da solda por eletrodo que mais de 72% sejam comercializados no país através de revestido eletrodos revestidos (I Congresso Ibero-Americano de Soldagem). sendo por isso um processo extremamente versátil e de baixo custo. químicas e metalúrgicas) terá a junta soldada. pois a proteção contra as contaminações trazidas pelo oxigênio e nitrogênio (corrosão e fragilidade no cordão de solda) são feitas pelo próprio revestimento do eletrodo.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Soldagem com eletrodos revestidos é definida como um processo de soldagem com arco.Subitens 18.• Usando a NR 22 como referência técnica.9 . NBR 12. sem costura.11. com diâmetro variando entre 1. Neste processo. Ele tem como característica principal a possibilidade de soldar diversos tipos de materiais por conta das inúmeras formulações diferentes na fabricação dos eletrodos. Já na ionização. o item 22. Pela AWS. O revestimento se funde e depois se solidifica sobre o cordão de solda.

através de placas eletrônicas. de maneira a alterar as propriedades da solda. a eficiência da solda. quanto mais fina a regulagem melhor a soldabilidade). Outros ainda incorporam pó de ferro para aumentar o material depositado e. por seu baixo custo de operação. Porém. tanto do ponto de vista de investimento inicial. que. e) A corrente de solda deve apresentar bastante regularidade. A primeira delas é mais usada em canteiros de obra. particularmente onde um suprimento de eletricidade não esteja disponível. Esses elementos podem ser incorporados ao revestimento para substituir o que se perdeu com a queima do mesmo (um exemplo: o cromo na solda em aço inox). • • • • . Nunca se deve testar eletrodos em cilindros de gases ou qualquer outro equipamento que não seja a peça de trabalho. • Para que uma fonte elétrica possa ser utilizada para os processos de soldagem. sendo que essa é a grande dificuldade deste processo. a estabilidade do arco é obtida limitando-se os picos de corrente durante o curto-circuito a níveis suficientemente baixos para alcançar reduzido volume de respingos. poderíamos citar o transformador para corrente alternada. • Entre as fontes para este processo. Ela emprega como combustível o diesel e algumas fontes podem gerar energia elétrica para alimentar até cinco chuveiros funcionando ao mesmo tempo. conseqüentemente. Para iniciar o arco de solda. o inconveniente é o barulho feito por este equipamento que é muito grande. mas suficientemente altos para reabrir o arco e proporcionar adequada elevação da tensão do arco após o curto-circuito. No caso de corrente contínua. (Risco de choque elétrico). ela deve preencher algumas exigências: a) A tensão deve ser baixa. muito embora com a prática esta seja posta de lado (veja figura abaixo). Estas vantagens se devem à forma construtiva do equipamento e a um número mínimo de partes móveis. É o princípio de operação das inversoras. Este equipamento tem uma grande utilização na soldagem industrial. é preciso tocar (riscar) a peça com o eletrodo e manter uma distância adequada para a manutenção do ambiente ionizado (arco de solda). duas configurações tradicionais podem ser utilizadas: unidades geradoras ou transformadoras-retificadoras.c) Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. até mesmo no caso de elementos que sejam altamente voláteis. fazem este controle com perfeição. c) A corrente de soldagem deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes eletrodos (para soldar eletrodos com diâmetros e materiais diferentes. Durante a soldagem. A segunda é a preferida. além de reduzir drasticamente o tamanho e peso do equipamento. d) O circuito será protegido contra curto-circuito e a fonte deve suportá-lo. que é a configuração mais simples e barata. quanto de operação e manutenção. b) A intensidade de energia deve ser alta para manter o arco de solda aberto. reduzida manutenção e menor barulho em operação.

facilitando muito o trabalho.5 • 70 a 160 A 190 a 250 A 320 a 380 A 10 12 14 O posto de solda também deve ser protegido por cortinas plásticas que impeçam a passagem dessa radiação. pois se usarmos somente os óculos de segurança (que também são indispensáveis por conta da escória a ser retirada) a pessoa ficará marcada pela radiação não ionizante. Embora este processo não seja automático. • • • Referências . 2. rolos de moenda na indústria açucareira. utilizam este processo por ser mais barato e eficaz.5.0. porque senão a radiação seria transmitida da mesma forma!).0 4. Para estas situações.6 a 4.10. Rampas e Passarelas . o tipo de FoFo soldável . botas de segurança. É imprescindível ter exaustão dos fumos de solda. Normalmente.1 a 18.8 a 6. As serralherias. luvas de raspa. principalmente em se tratando do enchimento de falhas e `falta de fusão´. e quem já soldou sabe que isto é bem verdade (ainda bem. rodas de trem etc). os `controladores´ podem ter problemas sérios na vista por não observar este detalhe. até aço carbono. 2. • O material de segurança basicamente consiste em: óculos de segurança e máscara de solda (com as lentes conforme tabela abaixo). além de ser desejável um filtro para respiração. O setor de manutenção de uma indústria utiliza os mais variados tipos de eletrodos (desde aquele para a soldagem em ferro fundido. isto é.12.Item 18. de modo geral. ou para prevenir o desgaste pela utilização (dentes de trator. mas para seu serviço o eletrodo adequado é o E 6013 (chamado de `ponta amarela´ por certo fabricante). foram desenvolvidas máscaras especiais que somente escurecem no instante da soldagem.9 a 9. e touca de soldador (essencial quando a solda for na posição sobre a cabeça).4). Atenção especial deve ser dada quando o soldador for trabalhar confinado. a exposição contínua à radiação de solda (principalmente quando há altas correntes de soldagem). Eles servem para efetuar o revestimento em peças que foram danificadas pela corrosão. ainda existem diversas aplicações para ele.6. empregam os diâmetros menores (1. Alguém pode alegar que não se enxerga nada com lentes. aço inox e alumínio).12.E Ni-Cl / E NiFe-C. Em algumas indústrias. como a nº 12.0 7. Soldagem com eletrodos revestidos Faixa de 0 de eletrodo Faixa corrente utilizada (~) No da lente utilizada 1. perneiras de raspa. avental de raspa. A máscara neste processo de solda é indispensável.1 Escadas.Ignição do Eetrotodo Revestido.12 / Subitens 18.

b) Nunca ficar sobre dois degraus da escada. para evitar a quebra de polias e a danificação dos engates. ou carregue-os em uma bolsa presa à cintura. espaçamento uniforme entre as travessas. j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer. i) Nunca subir em escadas com sapatos escorregadios ou sujos. apoiar firmemente os pés nos degraus e usar ambas as mãos para segurar-se. Para maior estabilidade da escada. As escadas de mão devem ser sempre inspecionadas antes do uso. fibras no sentido transversal. no máximo. em altura superior a 2m do chão. verificando-se os seguintes itens: Defeitos na madeira. 300 mm. aço. As escadas de mão.• As escadas são construídas geralmente de madeira. quando construídas corretamente. ao ângulo que ela forma com o piso e aos sistemas de fixação na superfície inferior e superior. base antiderrapante em todos os degraus. nós. f) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas. Os seguintes procedimentos de segurança devem ser seguidos: • • • a) Não usar uma escada que não esteja em perfeitas condições de utilização. Principalmente no uso dos degraus superiores. o equilíbrio torna-se precário. com o fecho do tirante limitador bem encaixado. fendas. c) Não subir em escadas portando objetos. e) As escadas de abrir devem ser abertas até o fim do seu curso. Nesta posição. Suspenda-os por meio de corda. quando uso em pátio externo. a fim de impedir o movimento acidental da escada. por meio de cordas. emendas iguais. antes de serem usadas. g) As escadas de abrir não devem ser usadas como escadas de encostar. 300 mm de eixo a eixo e de. mal conservadas e mal utilizadas podem representar um perigo extremamente sério. é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha o valor aproximado de 75º. fibra de alumínio e fibra de vidro. h) É obrigatório o uso de cinto de segurança preso à estrutura mais próxima. crava-se uma estaca no solo. espaçamento dos degraus de. rachaduras. Escadas mal construídas. É proibido prender na própria escada. apodrecimento geral. montantes iguais. ao qual será amarrada a escada. apresentam as seguintes características: travessas iguais. podendo variar entre 65º a 80º . Os pontos mais importantes para se obter uma utilização segura da escada de uso individual estão relacionados ao comprimento da escada. para escadas de até 3 m de altura. Quando uma escada não está fixada no piso. no mínimo. e não apresentam nós e rachaduras (caso feitas de madeira). deve-se colocar calços de borracha nos pés para evitar que a escada escorregue. d) Para subir. e calço de borracha nos pés da escada. . As escadas de mão também têm recomendações para auxiliar a inspeção antes de cada uso.

com a base aproximadamente a um quarto do comprimento da escada na vertical. com o funcionário usando cinto de segurança tipo pára-quedista. As escadas de mão portáteis. guias e ancoragem adequada. esta deve estar fixada por braçadeiras na parte inferior e amarrada na parte superior.1 a 18. a mesma deve ser amarrada no apoio superior para evitar tombamento para trás ou escorada na parte inferior para se evitar o escorregamento.6. quando utilizadas próximas da laje.Escadas. As escadas serão guardadas ao abrigo do sol e da umidade.12. devido à possibilidade de quedas de materiais. Escadas duplas não serão utilizadas como escadas simples.6 / 18. Somente devem ser usadas escadas de comprimento compatível com a altura da superfície que se irá trabalhar. Referências .12. madeira ou outro material não condutor de eletricidade preferivelmente. devem ser amarradas por um tirante a um pilar interior. Estes serão suspensos separadamente. Rampas e Passarelas • • As escadas de mão portáteis devem ser consertadas sempre que for verificado qualquer defeito. O mesmo se aplica a poços ou torres de elevador.6. Deve-se ter o cuidado de não largar ferramentas • • • • . Não será utilizada escada de mão com montante único. o) Os degraus das escadas estarão livres de substâncias que provoquem escorregões (óleo. para evitar o deslocamento. Extensões provisórias são perigosas e proibidas.Subitens 18. q) Ao fixar esta escada. Subir ou descer em escadas portáteis deverá ser uma ação feita sempre de frente para elas. As escadas de mão extensíveis possuirão roldanas. n) A base das escadas deve ser equilibrada firmemente no piso. quebradas ou defeituosas devem ser inutilizadas e substituídas. água.12. Quando outra pessoa não estiver segurando a escada. Não se deve subir em escadas de mão carregando ferramentas ou materiais. Escadas retas devem atingir pelo menos 1 m acima da plataforma ou patamar em que estão apoiadas. a menos que haja sinalização.l) Em trabalhos elétricos. Quando não for possível se apoiar uma escada na inclinação recomendada. Escadas fixas verticais ou tipo marinheiro devem ter guarda-corpo a partir da altura de dois metros do piso. feitas em fibra de vidro. devem ser utilizadas escadas de mão do tipo não condutora. barro etc). é necessário o auxílio de outra pessoa. As escadas de mão portáteis não devem ser colocadas próximas a portas ou áreas de circulação. m) Escadas rachadas. duas catracas automáticas e corda para a manobra de extensão.6 . p) Olhar para a escada e usar ambas as mãos ao subir ou descer. sendo que as cordas devem ser inspecionadas freqüentemente. ou retiradas de serviço.

estiver concluído.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • • A altura do fechamento dos vãos de acesso às caixas dos elevadores passou a ser de. c) Os vãos entre travessas deverão ser protegidos com tela ou outro dispositivo que garanta seu fechamento com segurança. em balanço.13.4 . Neste caso.20 m (vinte centímetros). devem. 1. a um pé-direito acima do nível do terreno.20 m para o travessão superior e 0. Para garantir a eficácia da Permissão para Trabalho. Estes vãos serão seguramente fixados à estrutura. Esta plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo do prédio.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • O trabalho em altura é um dos agentes da fatalidade. Além das plataformas principal e secundária. também.Subitens 18. a revalidação diária será fundamental para que as recomendações sejam atendidas. que esteja. Foi criada uma plataforma terciária. O mesmo procedimento deve ser seguido na passagem de um lado para o outro em escadas duplas. O sistema de guarda-corpo e rodapé a ser utilizado na proteção contra quedas de altura passou a ser assim: a) Altura de 1.Item 18.2 a 18.20 m.13. colocadas de 3 (três) em 3 (três) lajes. para edifícios com pavimentos no subsolo. Referências . As plataformas secundárias. atividades não rotineiras. Referências . passou a ter 2. • • • • . podendo ser retiradas nas mesmas condições das plataformas secundárias.70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. Desta forma. b) Rodapé de 0. É muito comum nas empresas a emissão da PT por um tempo em que o trabalho será realizado. Esta rotina permite que todos os controles de segurança sejam revisados e que todas as pessoas estejam conscientes dos riscos da operação. mesmo existindo procedimentos. É o que chamamos de riscos dinâmicos. acima dela.Subitens 18. conhecida como bandejão.50 m de projeção horizontal e a ser colocada na altura da primeira laje.5 a 18.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • As proteções contra quedas de altura são os maiores problemas nos canteiros de obra. devem ser acompanhadas de uma permissão para trabalho.13. pelo menos. A falta de proteções contra quedas faz com que este tipo de acidente seja a primeira causa de acidentes graves. no mínimo. esta deve ser revalidada diariamente.13.13 / Subitem 18.13. a ser instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes. Suas dimensões são as mesmas da antiga NR 18. • A plataforma principal de proteção. ser instaladas logo após a concretagem da laje a que se referem e retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída. conhecidas como apara-lixo.1 . • Referências .11 . sem necessidade de complementação com tela.ou materiais nas escadas. contadas a partir da plataforma principal. o perímetro da obra deve ser fechado com tela. Nunca deslocar uma escada sem descer. pois as condições da operação podem mudar.

Redes de Segurança .26 .12.12 a 18.Subitens 18.20 m (dois metros e vinte centímetros) de projeção horizontal e obedecer às mesmas prescrições estabelecidas para as plataformas secundárias quanto à sua colocação e retirada. no mínimo.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura .13.• Estas plataformas deverão ter. Guarda-corpo metálico com sargento Guarda-corpo metálico com escoras Guarda-corpo de madeira com montant metálicos Guarda-corpo de madeira Guarda-corpo de alvenaria estrutural Galeria aixa de elevador (metálica) Caixa de elevador (madeira) Proteção shaft de ventilação de escada Referências .13. 2.

Sempre existiu grande dificuldade das empresas em encontrar referências técnicas para fundamentar algumas práticas para o transporte vertical de pessoas. os contratos são padrões e genéricos. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. O contratante de serviços especializados aplicáveis à NR 18 e aos demais NR deve estar atento aos requisitos de contrato.14.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Tomando como referência a NR 22. • Referências . item 22. • • • Exemplos de aplicação de redes de segurança Referências . por profissional legalmente habilitado.7 da NR 18.Item 18. A Portaria MTE 157/2006 altera ainda vários itens do glossário da NR 18 que estão inseridos no final da descrição das alterações acima. porém é preciso explicitar a qualificação necessária para o trabalho. a nova regra exige que tenha. grampos de fixação do elemento forca e ganchos de ancoragem da rede na parte inferior.13.14.Subitens 18. recomendamos que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim.12 o uso de redes de segurança como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção.1. Íntegra da portaria: DOU de 10 de abril.14. composto de elemento forca.14.13. destacamos que os profissionais qualificados são aqueles considerados legalmente habilitados (item 10. Por similaridade técnica.13. cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede.2 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Mais uma vez. Para isso. O sistema já provou ser eficiente também para evitar quedas humanas. sugerimos o uso da • . previstas no item 18. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. O sistema é autorizado para após as fases de estrutura e vedação periférica.14 / Subitens 18. fixação e ancoragem e acessórios de rede. Para isso.2). de forma a garantir que os trabalhos a ser realizados pelas empresas serão feitos por pessoas qualificadas. conjunto de sustentação. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura. 325KB). Normalmente.2 a 18.8.• A Portaria MTE 157 também admite no item 18.20 .1 a 18.7. além de projeto assinado por profissional legalmente habilitado: rede de segurança. se respeitadas as normas técnicas específicas.

7.NR 22. que determina que o transporte vertical de pessoas. só serão permitidas em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características: a) Altura mínima de dois metros. j) Sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque. Desta forma. capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado.14. e) Proteção lateral que impeça o acesso acidental à área externa. b) Portas com trancas que impeçam sua abertura acidental. d) Teto resistente. autopropelido ou não. i) Fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade. Trata-se de um manual de normas técnicas que estabelece os parâmetros de segurança desse tipo de equipamento e especifica os responsáveis por todos os procedimentos de manutenção e operação. de 03/07/07 aprovou o Anexo 1 da NR 18 que regulamenta o uso das Plataformas de Trabalho A (PTA) éreo no Brasil. g) Acesso convenientemente protegido. c) Manter-se fechadas durante a operação de transporte. h) Distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola. dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura. item 22. PTA é o equipamento móvel. com corrimão e saída de emergência.A Terex Company . f) Iluminação. Fonte: Genie . • A Portaria 15.

da Portaria MTE 157/2006.4 . O elevador a cabo apresenta uma nova opção cuja cabina semifechada para transportes de materiais recebe fechamento lateral e portas. Existe um tipo de elevador. decorrência do reduzido número de fornecedores. A falta de utilização da cancela deve-se ao relativo alto custo de aquisição. senão a falta completa de tensão no cabo de aço.21. de acordo com o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante.22. devidamente capacitado pelo empregador. O subitem 18. Segundo a norma.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . inspeção e operação. realizar todos os procedimentos de inspeção e manutenção do equipamento. ou seja. e ao fato de que muitos empresários ainda não estão convencidos da necessidade da sua utilização. possibilitando sua utilização em mineradoras. oferecendo segurança e atendendo a todas as necessidades de uma obra. certificando-se do perfeito ajuste e funcionamento de todos os seus sistemas. quando presente. Não há outra forma de acionamento emergencial deste equipamento. o operador também deve ser treinado. cimenteiras. Além disso. é bastante clara: “É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”. A norma exige que o proprietário da plataforma mantenha um programa de manutenção preventiva.• A NR-18. não compreendem quais riscos humanos e perdas econômicas ela pode evitar. proíbe definitivamente o uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante. cabe ao operador da plataforma. a qual é ainda pouco encontrada nos canteiros e. e a cabine acaba se precipitando em queda livre.14. sobre os princípios básicos de segurança. por ser o dispositivo mecânico comprovadamente inseguro. Pode ser utilizado tanto em obras civis quanto em plantas industriais. • Referências .22 a 18.Subitens 18.21 / 18.14.1 a 18. nem sempre funciona devidamente. tracionado por sistema pinhão e cremalheira. Toda a operação da plataforma. dotados de dispositivos de segurança que garantam uma operação segura e eficiente. executado por pessoa qualificada e que siga as recomendações do fabricante. desde sua velocidade de deslocamento até a sinalização da área de trabalho.4. Este é um importante avanço.Elevadores de Transporte e Materiais • • Os elevadores de carga exigem a utilização da cancela. • Atualmente. existem elevadores com cabinas mais leves. • .14. em seu artigo 2º. Alguns guinchos permitem transportar até dez passageiros ou 800 kg com segurança e eficiência. em situações nas quais o cabo de aço não é totalmente rompido.14.14. que pode transportar de uma só vez de dez a 40 passageiros. Ela é clara quanto à obrigatoriedade do uso de cintos de segurança e proíbe que a capacidade nominal de carga definida pelo fabricante seja ultrapassada.Subitens 18. letra e. transformando-se em cabina fechada. Só poderão ser utilizados equipamentos apropriados.21. • Referências . refinarias. siderúrgicas etc. resistentes e seguras.14.22. Esse sistema reúne vários benefícios conseguidos nos últimos anos com a melhoria dos dispositivos de segurança automática ou manual.20 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . pois a partir de agora ficou claro que não há mais espaço para improvisações nas obras. está minuciosamente descrita na NR-18.Torres de Elevadores • Os elevadores convencionais de obra a cabo são equipamentos de uso constante em obras para o transporte vertical de pessoas e materiais.

com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas. Segundo a Portaria 157/06. Desta forma. a qualificação pode ocorrer em três níveis. São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros).2). A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . • Referências .14.9 .• A nova regra obriga a sua substituição pelos elevadores de obras com sistema eletromecânico para o acionamento do freio. Por similaridade técnica. além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. . o entendimento técnico e o legal explicitam a necessidade de usar serviços realizados por profissionais legalmente habilitados em cursos específicos. fica proibida a utilização de sistema de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra.5 a 18.8. poderíamos usar o mesmo entendimento da nova NR 10.22. devendo constar da descrição dos métodos utilizados para os ensaios adotados. com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação. eletricistas de iluminação pública. emitido por empresa legalmente habilitada. emitido por empresa legalmente habilitada. Todos os trabalhadores são considerados profissionais qualificados: • • • • • • a) Através de Cursos de Preparação de Mão-de-obra. eletricistas de redes elétricas. de 10 de abril de 2006 (Art 3º).Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . telefônicas e de comunicação de dados. reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura. A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional. 789KB). Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos. Cada vez mais.Elevadores de Transporte e Materiais • Conforme Portaria 157.Subitens 18. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item 10. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. a eficiência dos sistemas de frenagem automática deverá ser comprovada através de "Laudo de Capacitação Técnica". entre outras (ver CBO 7321). A qualificação deve ocorrer através de cursos regulares. Também se tornou obrigatória a apresentação de Laudo de Capacitação Técnica do equipamento.14. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas. que passa a atuar efetivamente em situações de emergência. do qual constarão os métodos de ensaios adotados.Elevadores. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino. estabelecida no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas). cargas horárias e matérias ministradas.22. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva). instalador de linhas subterrâneas. instaladores de linhas elétricas de alta e baixa tensão.

eletrotécnicos. eletro-eletrônicos. 2143). e) Auxiliar na montagem e desmontagem das fôrmas em madeira ou chapa de ferro. d) Transporte das armações de ferro para fundação. lajes. telecomunicações.200 horas.5 .Gruas • Equipamento que faz todo o transporte horizontal e vertical da obra.14. eletrônica. dos tambores d´água para molhar as fôrmas.Subitens 18. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1. 2032.14. porém não são habilitados (não têm diploma). São exemplos os tecnólogos de nível superior: engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas. mecatrônica. É o primeiro equipamento que entra na obra e o último que sai.14. b) Deslocar o material na obra para melhor posicionamento. h) Usar concreto bombeado. vem descrito suas habilitações.14.24.24. eletromecânica.1 a 18. mecatrônicos. em eletricidade. facilitando seu posicionamento. f) Transportar até a laje a ser concretada.Subitens 18. A ART é também um instrumento pelo qual o CREA fiscaliza a atividade de seus associados e garante que profissionais não habilitados realizem serviços para os quais não sejam habilitados. c) Cursos Superiores plenos ou não.b) Através de Cursos Técnicos ou Técnicos Profissionalizantes.24 /18. supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303). projetistas técnicos. Estes equipamentos são usados para: a) Auxiliar na carga e descarga de materiais dos caminhões. encarregados de manutenção e montagem. Referências . c) Transportar materiais pré-moldados (vigas.Movimentação eTransporte de Materiais e Pessoas . que sustenta o mangote de saída do concreto. eletrotécnica. São exemplos os técnicos. Na carteira profissional. .Elevadores de Passageiros • Texto da alínea (b) alterada pela Portaria MTE 157/06. estoque ou uso. eles são capazes de realizá-los. g) Transportar das caçambas para concretagem.14. lajes etc.17 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . • A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é a garantia da empresa que está contratando um profissional habilitado para executar tais serviços. em função dos acidentes fatais envolvendo sistemas de elevação de pessoas.23. e de telecomunicações (ver CBO 2021. pilares etc.23 a 18. ). Isto é. Referências .

. o) Transportar das plataformas de descarga de um andar ao outro. automontante. . adaptando-a a uma nova situação de obra. Nos dois casos.É um equipamento normalmente pequeno. p) Auxiliar no transporte de componentes mecânicos no término da obra. > Grua Móvel . k) Transportar tijolos ou blocos paletizados. RB 822. primeiramente.A altura e lança deste tipo de grua são fixas. ou seja não é possível aumentar sua altura nem sua distância de alcance. n) Transportar o material de acabamento externo até os andaimes. ascensional. é necessário conhecer os vários tipos existentes: móvel. a grua deverá sempre ser desmontada e remontada na nova locação. montado sobre rodas. t) Para escolher o tipo de grua.i) Transportar os andaimes. r) Auxiliar no transporte horizontal e vertical de qualquer material ou máquina necessária à obra. q) Descarregar o entulho na limpeza do prédio. j) Ajudar na pré-montagem e desmontagem dos elevadores de carga. l) Transportar argamassa nas caçambas até as plataformas ou sacadas . fixa.Os modelos da linha FM são: RB 516. permitindo a utilização do concreto convencional. m) Transportar os materiais de acabamento interno até as plataformas ou sacadas. fixamóvel. que pode ser rebocado e transitar pela vias públicas e/ou no canteiro de obra. RB 1030 (catálogos anexos). além da mão-de-obra com seus encargos e do concreto. s) Economia na redução do tempo de execução da obra e na redução do custo das tarefas executadas.

> Grua Fixa . Em função do terreno. montando. em função do modelo da grua. MI 2048. A vantagem seria de evitar interferência com o cronograma de montagem do elevador.Sua utilização é especifica para prédios.Sua altura inicial será aumentada ao crescer da construção. Monta-se como fixa e depois através de um sistema hidráulico. O comprimento dos elementos varia entre 3 m e 6 m. Os modelos da linha FM são: MI 1025. MI 1640. MI 1230. a grua inteira será levantada para as lajes superiores e amarrada novamente a duas delas.Quando montada na obra. em geral. . Esta operação é conhecida como "telescopagem " e deverá ser feita por técnico experiente. é no poço do elevador. Será sempre montada na área externa da obra. Cada vez que for necessário.É um equipamento cuja torre é de altura definida (normalmente. é possível abrir nele um espaço das mesmas dimensões de um poço de elevador e montar a grua neste. monta-se a lança que ficará fixa até o final da obra. através de um procedimento especial. MI 1040. apóia-se sobre patolas que devem estar sobre bases que forneçam as maiores garantias de estabilidade do equipamento em movimentação de trabalho. a base deverá ser estaqueada para manter a estabilidade da grua carregada em sua pior condição de trabalho. .Quando a laje não for pré-moldada.. elementos de torre até alcançar a altura necessária. .Uma vez definido o alcance necessário. Sua locação. > Grua Ascensional . 18 metros). montado sempre na área externa da obra e fixado em uma base de concreto de tamanho variável em função do modelo da grua.É um tipo de grua de tamanho maior. . amarrando a torre através de cravatas a duas lajes e com a grua seguindo o crescer do prédio. A limitação é de poder atender somente a um prédio por vez e o alcance para atingir a área de estocagem dos materiais a serem levantados fica limitada à diferença entre o comprimento da lança e a parte ocupada pela .

. para distâncias de até 100 m. citados acima no item Fixa. este modelo também deverá ser alocado na área externa do prédio e ser amarrado às lajes após os primeiros 30 metros de altura com "cravatas". MI 1230. Sua altura pode alcançar até 80 metros montando elemento após elemento de 6 metros de comprimento.Na linha da FM.A base dela tem quatro patolas e. portanto. a grua levanta até 18 metros de altura. poderá correr sobre trilhos. Quando a lança for de .A mobilidade sobre trilhos tem uma limitação de configuração do equipamento: a altura não poderá ser superior a 30 m.Como o equipamento fixo. após montada a lança. permitindo o reboque dentro da obra e nas vias públicas (existe claramente uma limitação na velocidade a ser alcançada ). . Os modelos disponíveis na linha FM são: MI 1025. normalmente em número de 4 (um par para cada extremidade da base . .A torre composta por dois elementos telescópicos é montada em chassis dotado de quatro rodas pneumáticas. . > Grua Automontante . . Por intermédio dos comandos elétricos.área do prédio. É um modelo muito interessante que agrupa as vantagens oferecidas pelas gruas FIXA.Os modelos fixos. procedendo da mesma maneira que para grua FIXA. possibilitando o atendimento de várias construções ao mesmo tempo ou separadamente. MI 1040. levantando na ponta 1. O comprimento máximo da lança é de 35 metros. MÓVEL e FIXA/MÓVEL.Ela vem preparada para receber em sua base quatro truques. pode trabalhar como grua fixa sobre bases de concreto. > Grua Fixa-Móvel . Portanto.dois motorizados com motores elétricos e dois não motorizados) que permitem o translado da grua ao longo dos trilhos. é melhor identificada como AM 1230.000 kg. para dar toda a estabilidade possível. podem ser todos montados sobre trilhos aplicando na base da grua acessórios conhecidos como "truques".

obras públicas baixas e compridas etc.200 Kg. a escolha. Na mesma obra. poderemos melhor identificar qual o equipamento mais apropriado para satisfazê-las. podem ser alocadas várias gruas de modelo e tamanho diferente.30 m. será diferente. . área de descarga dos mesmos e prédios a serem atendidos. a carga aumenta para 1. conhecer as necessidades das operações. levando-se em conta a localização da área de estocagem dos materiais. industrias e prédios altos. . Em segundo lugar. Uma vez identificado o tipo de grua. .Conhecendo os tipos de grua e as necessidades da obra. . . obviamente.Quando montada como Fixa. Já o comprimento mínimo da lança é de 20 metros. é fácil entender a flexibilidade da AM 1230 em vários de tipos de obras: prédios populares de 4 a 5 andares. tais como: .Alcance da Lança. levantando 1. . será feita uma escolha.Altura da construção (atenção levar sempre em conta a caixa d´água ou a parte construída mais alta) .900 kg.Pela descrição acima. inicia-se a terceira etapa96252512: análise dos fabricantes e proveniência. prédios altos.Peso máximo a ser levantado na ponta extrema da lança. Se ela constrói somente sobrados. a base de concreto utilizada nas gruas fixas será substituída por lastro de concreto sempre reaproveitável. Não podemos esquecer de avaliar o tipo de construção que a empresa faz.Ao se construir prédios baixos.

ANEXO III PLANO DE CARGAS PARA GRUAS I - DADOS DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO(s) EQUIPAMENTO(s): nome do empreendimento, endereço completo e número máximo de trabalhadores na obra. II - DADOS DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA OBRA: razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA. III - DADOS DO(s) EQUIPAMENTO(s): tipo; altura inicial e final; comprimento da lança; capacidade de ponta; capacidade máxima;

alcance; marca; modelo e ano de fabricação e demais características singulares do equipamento. IV Não havendo identificação de fabricante, deverá ser atendido o disposto no item 18.14.24.15. V - FORNECEDOR(es) / LOCADOR(es) DO(s) EQUIPAMENTO(s) / PROPRIETÁRIO(s) DO(s) EQUIPAMENTO(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico (se houver) e Responsável Técnico com número do registro no CREA. VI - RESPONSÁVEL(is) PELA MANUTENÇÃO DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VII - RESPONSÁVEL(is) PELA MONTAGEM E OUTROS SERVIÇOS DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; facsímile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VIII - LOCAL DE INSTALAÇÃO DA(s) GRUA(s) Deverá ser elaborado um croqui ou planta de localização do equipamento no canteiro de obras, a partir da Planta Baixa da obra na projeção do térreo e ou níveis pertinentes, alocando, pelo menos, os seguintes itens: a) Canteiro(s) / containeres / áreas de vivência; b) Vias de acesso / circulação de pessoal / veículos; c) Áreas de carga e descarga de materiais; d) Áreas de estocagem de materiais; e) Outros equipamentos (elevadores, guinchos, geradores e outros); f) Redes elétricas, transformadores e outras interferências aéreas; g) Edificações vizinhas, recuos, vias, córregos, árvores e outros; h) Projeção da área de cobertura da lança e contra-lança; i) Projeção da área de abrangência das cargas com indicações dos trajetos. j) Todas as modificações tanto nas áreas de carregamento quanto no posicionamento ou outras alterações verticais ou horizontais.

Este croqui deverá contemplar todas as alterações tanto nas áreas de carregamento quanto ao posicionamento e outras alterações verticais ou horizontais conforme exemplo em anexo. IX - SISTEMA DE SEGURANÇA Deverão ser observados, no mínimo, os seguintes itens: a) Existência de plataformas aéreas fixas ou retráteis para carga e descarga de materiais; b) Existência de placa de advertência referente às cargas aéreas, especialmente em áreas de carregamento e descarregamento, bem como de trajetos de acordo com o item 18.27.1 alínea "g" desta NR; c) Uso de colete refletivo; d) A comunicação entre o sinaleiro/amarrador e o operador de grua, deverá estar prevista no Plano de Carga, observando-se o uso de rádio comunicador em freqüência exclusiva para esta operação. X - PESSOAL TÉCNICO QUALIFICAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA: a) Operador da Grua deve ser qualificado de acordo com o item 18.37.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo, com carga horária mínima definida pelo fabricante, locador ou responsável pela obra, devendo, a partir do treinamento, ser capaz de operar conforme as normas de segurança utilizando os EPI necessários para o acesso à cabine e

implementação e coordenação do Plano de Cargas.11.37. no mínimo. Deve estar qualificado a operar conforme as normas de segurança. bem como. b) cada alteração geométrica ou de posição do equipamento. verificar registro e assinatura no livro de inspeções de máquinas e equipamentos. fiscalização do isolamento de áreas. a executar inspeção periódica com periodicidade semanal ou outra de menor intervalo de tempo.11 desta NR e a confirmação da correta operacionalização de todos os dispositivos de segurança constantes no item 18.22. XI. elaboração. com especial atenção para o sistema de freio do movimento vertical de cargas. observância às determinações do Plano de Cargas e sinalização e orientação dos trajetos.14. Montagem e Desmontagem Deve designar pessoal com treinamento e qualificação para . bem como. independentemente do Plano de Cargas. requerido no item 18. c) cada operação de manutenção e ou regulagem nos sistemas de freios do equipamento. disponibilização de instalações sanitária3s a uma distância máxima de 30m (trinta metros) no plano vertical e de 50 m (cinqüenta metros) no plano horizontal em relação à cabine do operador. com carga horária mínima de 8 horas.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo. executar inspeções periódicas semanais. conforme especificação do responsável técnico pelo equipamento. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: operação do equipamento de acordo com as determinações do fabricante e realização de "Lista de Verificação de Conformidades" (check-list) com freqüência mínima semanal ou periodicidade inferior. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: amarração de cargas para o içamento. não se aplicando para gruas com altura livre móvel superiores às especificadas. b) Responsável pela Manutenção.24. implementação do PCMAT prevendo a operação com gruas. escolha correta dos materiais de amarração de acordo com as características das cargas. b) Sinaleiro/Amarrador de cargas deve ser qualificado de acordo com o item 18.RESPONSABILIDADES: a) Responsável pela Obra Deve observar o atendimento dos seguintes itens de segurança: aterramento da estrutura da grua. de trajetos e da correta aplicação das determinações do Plano de Cargas. após às seguintes ocasiões: a) instalação do equipamento. conforme especificação do responsável técnico do equipamento.para a operação. orientação para o operador da grua referente aos movimentos a serem executados.

f) Cópia da ART . d) Livro de inspeção da grua conforme disposto no item 18. ascensões. . observando o disposto no item 18. desmontagem. g) Plano de Cargas devidamente preenchido e assinado em todos os seus itens. mediante emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica referente à liberação técnica efetuada antes da entrega. XII . se houver.22. checagem da operacionalização dos dispositivos de segurança. b) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do operador da grua.DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA NO CANTEIRO No canteiro de obras deverá ser mantida a seguinte documentação mínima relativa à(s) grua(s): a) Contrato de locação. montagem.18. ser registrado ou anexado ao livro de inspeção de máquinas e equipamentos. mediante recibo. telescopagem. e) Comprovantes de qualificação e treinamento do pessoal envolvido na operacionalização e operação da grua.24.11 desta NR.15 desta NR. devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica específica para a obra e para o equipamento em questão. durante as atividades de manutenção. XIII . ascensão e conservação do equipamento. bem como.executar as atividades que deverão sempre estar sob supervisão de profissional legalmente habilitado.14. telescopagens e manutenções. devendo tal relatório. entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório específico. c) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do Sinaleiro/Amarrador de cargas referente aos materiais de içamento. desmontagem.MANUTENÇÃO E ALTERAÇÃO NO EQUIPAMENTO Toda intervenção no equipamento deve ser registrada em relatório próprio a ser fornecido. Os serviços de montagem. c) Responsável pelo Equipamento: Deve fornecer equipamento em perfeito estado de conservação e funcionamento como definido pelo Manual do Fabricante.Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável nos casos previstos nesta NR.

Item 18.24. Sinalização de Operações. mas eles normalmente são caros e de idade avançada (entre 30 e 40 anos). São utilizados em serviços de construção. pintura.9 . Um dos itens incluídos com o Anexo de sobre movimentação de cargas trata da necessidade de criação de um plano de cargas (anexo 3) Este documento. onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso.Segurança em Andaimes. limpeza e manutençao.15. Amarração de Cargas.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o sinaleiro/amarrador de carga . Sugerimos a leitura cuidadosa das modificações incorporadas por este anexo.14. reforma. NR-17 e NR-18. i) Atestado de aterramento elétrico com medição ômica. Segundo a Norma NBR 6604 . NR-6. Funcionamento. Comentários • Existe um grande número de empresas locadoras de equipamentos de carga. Operação. .Definição. j) Manual do fabricante e ou operação contendo no mínimo: .3 desta NR.Andaimes e Plataformas de Trabalho • Plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados. elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente. • Referências . a necessidade de uma atenção especial com o plano de manutenção e inspeção destes equipamentos. Ssobre cavaletes. que será exigido no PCMAT.15 / Subitens 18. conforme NBR 5410 e 5419. Sistemas de Segurança.15. demolição. Inclinados. Legislação e Normas Regulamentadoras NR-5.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o operador de grua . deverá conter o layout da locação da grua e os fluxos de pessoas e materiais. Montagem e Instalação. eles podem ser divididos da seguinte forma: o o o o o Suspensos. Daí.1 a 18.h) Documentação sobre esforços atuantes na estrutura do edifício conforme disposto no item 18.Instruções de segurança e operação. Tipo cadeira de contramestre. Travessão. XIV CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O conteúdo para treinamento dos Operadores de Gruas e Sinaleiro/Amarrador de Cargas deverá conter pelo menos as seguintes informações: .

impermeabilizações e instalações de tubulações. balancim elétrico e balancim individual (cadeirinha). limpezas. Andaimes de Encaixe: Ideal para serviços em áreas com grandes interferências (escoramentos. Podem trabalhar sem obstruir a passagem dos pedestres o o • O seguintes requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o Os andaimes devem ser montados por mais de uma pessoa. Andaimes Modulados: Utilizados para reformas em fachadas. • • Neste item. obedecendo às especificações do item 18. Deve ser montado sobre superfície nivelada. passarelas. com exceção do lado da face de trabalho. para dimensionar a estrutura de sustentação e fixação do andaime. Deve suportar duas vezes o peso ao qual será submetido. Ex: balancim leve. é determinado que se tenha um profissional legalmente habilitado. outros) ou em áreas de difícil acesso aos andaimes tradicionais. Deve ser inspecionado antes e após o uso. impermeabilizações e instalações de tubulações. limpeza. Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. Os meios de acesso podem ser escadas fixas. sem especificar qual habilitação específica.• Quanto a sua utilização os andaimes pode ser classificados da seguinte forma: o Andaimes Suspensos: Utilizados para reformas em fachadas. Nesta etapa devem ser identificados os perigos. O sistema de guarda-corpo e rodapé estende-se às cabeceiras e a todo o perímetro. . • A segurança com andaimes deve ser um requisito existente em qualquer tipo de obra e deve o mesmo tratamento e cuidado que qualquer outro existente de execução.13. Deve ser garantido aos empregados acesso seguro aos andaimes. Andaimes não devem conter peças de fabricantes diferentes. Trabalham sem obstruir a passagem dos pedestres e são uma opção segura para estas operações.5: o o o Ser construído com altura de 1. Um trabalho somente será seguro se for planejado adequadamente sob o ponto de vista preventivo.20 m para o travessão superior e 0.70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. portáteis. Ter rodapé com altura de 0. rampas ou degraus. pinturas. A superfície deve ser sólida para não ceder com o peso. pintura. Qualquer que seja o meio de acesso o usuário deve estar seguro de que os mesmos estejam em boas condições e não ofereçam riscos a sua segurança. Peças danificadas devem ser reparadas ou destruídas.20m (vinte centímetros). avaliados os riscos e sugeridos formas de controle para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes.

• A segurança física na montagem de andaime inclui: o o o o o o o Colocação de lonas ou redes de proteção em alguns casos requer estudos de concreto. Botas com biqueiras de aço.• Os objetivos da etapa de planejamento iinclui: o o o o o Identificar os perigos. Protetores auriculares. Atender tosos os requisitos de segurança operacional Utilizar EPI e EPC. Informar os riscos para a equipe sobre a operação a ser realizada. as operações de montagem deverão ser suspensas. utilizando equipamento específico. Identificar os empregados próprios e terceiros envolvidos nos trabalhos. Em caso de dúvidas com relação a zona de apoio do andaime. Içamento cuidadoso do material na zona de montagem. Proteção respiratória . Certificar que as medidas de controle sugeridas e aceitas foram implementadas. • Exemplos de EPI a serem utilizados o o o o o o Capacete Luvas. Verificação de carga. descarga e armazenamento de materiais (sinalização das zonas de risco e paletização dos materiais). avaliar os riscos. Cinto (colete) tipo paraquedista com dois talabartes. Sugerir medidas de controle. Autorização do pessoal qualificado para modificar qualquer aspecto estrutural.

Nunca trabalhe sobre andaimes durante tempestades. Qualquer trabalhador que execute tarefas em uma plataforma deverá ser treinado no uso correto dos equipamentos. este deve ser reforçado para suportar essa carga.Andaimes Simplesmente Apoiados É aquele cujo estrado está simplesmente apoiado.43. forma a formar um X.15. Caso seja montado um equipamento para içar cargas sobre o mesmo.10 a 18.15.18 .15. Em trabalhos sobre andaimes acima de 2 metros é obrigatório o uso do cinto de segurança. As barras de travamento devem ser colocadas de três em três módulos. • • O subitem 18.• Exemlos de EPC a serem utilizados o o o o Rede do tipo tênis Rede Vertical com suporte tipo forca Dispositivos DR Cabo elétrico tipo PP Referências . chuvas ou ventanias. O cinto de segurança não pode ser fixado na estrutura do andaime. Obs. Boa organização e limpeza da plataforma são fundamentais para a segurança do trabalho.2 foi revogado pela Portaria MTE 157. olhar a existência de trincas. Verificar os gabaritos antes de montar. podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal. de 10 de abril de 2006. Durante a montagem dos andaimes alguns requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o o Verificar as tábuas a serem utilizadas. Amarrar todas as tábuas no suporte ou gabarito. .Subitens 18. deformações nos tubos e presença de corrosão.

Não utilizar tábuas com cupins. . Não utilizar tábuas apodrecidas.Colocação de tábuas e corrimõe • As pranchas não devem ser testadas pelo usu qualidade das pranchas deve-se observar o s o o o o As pranchas têm grandes nós na ma As nervuras acompanham o sentido Existe alguma rachadura na pranch Há sinais de desgaste? • • • Não utilizar tábuas queimadas.

Realize a desmontagem sempre de cima para baixo. projetando-o para baixo..15. como skymunck. ficar no andar de baixo ou fora do andaime. Usar cinto de segurança durante toda desmontagem. • • • Referências . • As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988).15. guindaste. • A justaposição das extremidades deve ser de 300 a 800 mm. Utilizar equipamento auxiliar sempre que possível. Verifique a existência de tábuas soltas.Andaimes Fachadeiros Andaime metálico simplesmente apoiado. deverá ser dotado de corrimãos de proteção. necessita maior cuidado. logo. hyster. Solda e corte com maçarico: Para trabalhos de solda ou corte sobre plataformas deve-se garantir que a área sobre a plataforma.Ao usar duas ou mais tábuas o espaçamento entre elas deve ser de no máximo 30 mm. Proteção ao nível dos pés: Tais proteções são instaladas para evitar ou diminuir a possibilidade de trabalhadores que estão em altura elevada atingirem ou chutarem algum ítem. .5 m acima do nível do chão. Nunca ficar no piso que está sendo desmontado. Este corrimão não deverá ter menos de 90 cm nem mais de 1 m de altura. etc. Corrimão de proteção: Se o andaime for erguido acima de 1. Desmontagem dos andaimes: A desmontagem é tarefa de maior risco que a montagem.19 a 18. fixado à estrutura na extensão da fachada.. o o o o o o Verifique a existência de restos de materiais sobre as tábuas dos andaimes.Subitens 18.25 . assim como a área abaixo dela estejam devidamente isoladas e protegidas. Todos os materiais inflamáveis devem ser removidos do local e o pessoal nas proximidades deve estar usando EPIs adequados. medidos a partir da plataforma do andaime.

(recomenda-se a utilização de pranchas de madeira).Elementos do Sistema 1-Nivelador de base 2-Inicializadorde base 3-Elemento de andaime 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 6-Plataforma de trabalho 7-Plataforma de serviço 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Protector Lateral 11-Terminal de andaime lareal 12-Terminal de andaime 1-Preparação das Bases Colocam-se os niveladores de base sobre uma superfície plana. . para distribuir a pressão exercida pelo andaime sobre o solo.

4-Colocação das barras e diagonal Colocar as barras (guarda-costas) e a diagonal. Verificar també distância do andaime á fachada. Pa garantir o nivelamento e aprumamentod andaime afinam-se as bases reguláveis sempre que necessário. . As diagonais vão assegurar a estabilidade geral do andaime 5-Colocação das plataformas e nivelamento As plataformas anti-derrapantes são colocadas em níveis de 2.0 m.0 em 2.2-Colocação do inicializador O inicializadorde base é colocado sobre os niveladores para permitir a ligação à diagonal.

6-Montagem do nível superior Colocam-se os elementos de andaime uns sobre os outros. colocam-se as barras horizontais (guarda-costas) e depois a diagonal no sentido oposto à anterior. De seguida. 7-Colocação do protector lateral Colocam-se os protectores laterais de fo a garantir a segurança contra as quedas cada nível de andaime. .

de acordo com o exigido pela norma. Recomenda-se a colocação dos fixadores de andaime no prumo vertical .Esquema de colocação das amarrações e diagonais no andaime.8-Colocação dos rodapés Os rodapés são encaixados de uma forma simples e rápida. Montar as amarrações uniformemente distribuídas ao longo de todaa fachada de andaime de acordo a fig. e sem nenhum tipo de recobrimeto. . colocar as amarrações em cada 20m² e para andaime com recobrimentoem rede permeável ao vento as amarrações são colocadas em cada 12 m². 10-Colocação dos terminais de andaime O último nível do andaime é encerrado com os terminais de andaime que permitem a colocação de todos os elementos de segurança exigidos. Para andaime com menos de 30 m de altura.E quando não for possível colocar o mais próximo dos mesmos. No último nível do andaime é importante colocar amarrações em todos os montantes.1.1 . 9-Colocação da plataforma de escad O acesso a cada nível de trabalho é feito pela escada interior própria. Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada: • • • • • Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada. Fig.

Realizar o estudo prévio da planta para envio de materiais. 7. deve-se nivelar a estrutura. vigas. Proceder à montagem e desmontagem segundo as instruções do fabricante (esquema de montagem). 10. 5. Qualquer dúvida a respeito da capacidade de resistência do solo ou zonas de apoio do andaime e da capacidade de resistência da estrutura.5 e 1.0 m de distância. lajes. Quando a estrutura não cumpre a regra da auto-estabilidade devem existir amarrações a estruturas sólidas (pilares. As plataformas de trabalho devem ter no mínimo de 60 cm de largura. 12. 14. 3. Não abandonar materiais ou ferramentas no andaime. A circulação pelo andaime deve ser livre e contínua. . Verificar regularmente os pontos de fixação do andaime à fachada (é muito frequente os utilizadores do andaime retirar pontos de fixação para lhes facilitar o trabalho. Antes de iniciar os trabalhos de utilização do andaime o responsável pela segurança na obra deve verificar a correcta montagem do andaime. é motivo suficiente para suspender a montagem até que um técnico competente resolva o problema. etc. Fazer a distribuição dos niveladores e inicializadores e antes de apertar as cunhas e colocar os prumos.Andaimes Móveis Plataforma de trabalho cuja estrutura esta montada sobre rodízios.15.27 . Procedimentos de Montagem 4. 13. 8.26 a 18. Devem estar protegidos com barras guarda-costas a 0. Verificar se a distância máxima entre níveis de plataformas é de 2. Verificar se as zonas de apoio do andaime. se os topos devem estar fechados com protecções e envolvidos com rodapés com uma altura mínima de 15 cm.Subitens 18.• • 1. 11. 6. Para andaime com alturas superiores a 30m ou para recobrimentosmais densos é necessário realizar cálculos específicos.0m em altura em todas as prumadas. tal como ilustra a figura 1. 2. Não descarregar cargas de forma violenta sobre o andaime.0 m em 6. As diagonais devem ser colocadas de 4 em 4 módulos de andaime. Ter em consideração as capacidades de carga que obrigatoriamentesão indicadas nas plataformas. 9. O acesso aos vários níveis de trabalho deve realizar-se por escadas interiores.0 m. são resistentes à pressão que sobre elas vai exercer: devem ser duros e estáveis.15. Referências .) As amarrações são colocadas de 5 em 5 m na horizontal em prumadas alternativas e na vertical de 6.

Em espaços interiores. quanto mais pesada melhor é o comportamento em relação ao desequilíbrio provocado pelas cargas a que estão submetidas e à força do vento. • A estruturas das torres de escada estão submetidas ás mesmas cargas que qualquer outro tipo de andaime. o método orientativo para provar se é autoestável é o seguinte: . ara torres realizadas em aço sem nenhum tipo de cobertura. sem vento a máxima altura (H)não pode ser superior a quatro vezes o lado (L) menor – H (max. .Em espaços interiores a altura (H) máxima é de três vezes o lado (L) .)<=4* L (menor). temos que comprovar que as cargas não são suficientes para desestabilizar a estrutura. Para isso temos a favor o peso próprio da estrutura.• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). para poder considerar a auto estabilidade.

15. podendo ser fixos ou deslocáveis. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. manutenção e pintura. • Quando não se cumpre a regra da auto-estabilidade: . . .)<=4* L (menor).Andaimes em Balanço • São os que se projetam para fora da construção e são suportados por vigas (de madeira ou metálica) ou estruturas em balanço.28 a 18.Amarrar a estrutura a partes sólidas.Aumentar as dimensões da base colocando estabilizadore s.15.Combinar adequadamen te as opções interiores. Referências . .15.44 . .29 .15.Subitens 18. São geralmente utilizados quando os andaimes não podem apoiar-se sobre o solo ou sobre uma superfície horizontal resistente.Colocar contrapesos. de quadros.Andaimes Suspensos São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. Referências .menor – H (max.Subitens 18.30 a 18.

Referências . d) É proibido acrescentar trechos em balanço no seu estrado. Os cabos utilizados terão comprimento que. tipo pára-quedista. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção.Andaimes Suspensos Motorizados São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo motorizado suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. pelos usuários e pelo responsável da obra. Não é permitida a interligação de estrados nestes andaimes. passando a se chamar Andaimes Suspensos. de quadros. f) A cadeira suspensa somente deve ser utilizada quando não for possível a instalação de andaimes. Andaimes de madeira somente podem ser instalados em obras de até três pavimentos. valendo estas obervações para os diferentes tipos de andaimes suspensos: a) Escadas ou rampas devem ser previstas para andaimes a partir de 1. até.Plataforma de Trabalho com Sistema de Movimentação Vertical em Pinhão e Cremalheira e Plataformas Hidráulicas .15.47 . É proibido o uso de pintura que encubra imperfeições da madeira. Referências . Alteração já efetuada no texto acima. pelo menos. para a posição mais baixa do estrado.46 e 18.15. ou altura equivalente. diariamente.Subitem 18.15.Subitens 18.15 Andaimes.45 . antes de iniciados os trabalhos. restem. b) Andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes a partir da primeira plataforma de trabalho. 2 m acima da última plataforma de trabalho. manutenção e pintura. c) Os dispositivos de suspensão devem ser verificados. A sustentação deve ser feita através de cabo de aço. O máximo de trabalhadores no andaime é dois. será necessária a instalação de um segundo cabo de segurança em cada guincho. seis voltas sobre cada tambor. Deve ser usado cinto de segurança. e) Para ter um guincho só. pelo menos.50 m de altura.• • A Portaria MTE 30 (20/12/01) alterou a redação do item 18. ligado ao trava-queda em cabo de guia independente.

49 a 18. Vale ressaltar que o uso deste equipamento deve ser feito somente em locais onde o andaime suspenso leve não possa ser utilizado.55. Estes equipamentos são utilizados para manutenção em locais que exigem movimentação vertical com deslocamento rápido e seguro em áreas com obstáculos. entre outros. Observe o sistema cabo passante que permite movimentações rápidas. Este equipamento sempre foi utilizado para pequenos trabalhos envolvendo manutenção de fachadas. popularmente chamada de balancim individual. Aplicabilidade: o o o • Locais de difícil acesso.15.Cadeiras Suspensas • A Portaria MTE 13 (09/07/03) alterou os itens 18.15. Referências . Os seguintes aspectos de segurança devem ser obrigatoriamente atendidos: . afastadores.• Existe atualmente no mercado uma variedade muito grande de equipamentos específicos para elevação de pessoas denominados plataformas aéreas.Subitem 18.15 e 18. limpeza de vidros. O não atendimento aos requisitos deste item implica em infração de grau 4.48 . incluindo aqueles referentes à cadeira suspensa. Na foto ao lado é possível exemplificar um tipo de balancim individua com assento individual no formato de conchal. introduzindo a CADEIRA SUSPENSA.15. Referências . Sistema de fixação através de ganchos.16.49 a 18. realizada nos dias 23 e 24/04/2002. • Esta Portaria foi elaborada a partir da ata da XXIV Reunião Ordinária do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção CPN. criando e modificando os itens de 18.15.Plataformas por Cremalheira • A cremalheira substitui os andaimes tradicionais permitindo um trabalho seguro e racional evitando-se ao máximo os riscos de acidentes. em função do não acúmulo de cabo de aço na caixa de comandos. Para uso deste equipamento é obrigatório o uso do trava-quedas e cinto segurança.15. independente da altura de trabalho. Limpeza e conservação de fachada. pinturas externas. vigas ou sistemas contra-peso. Manutenções prediais.Subitens 18. industriais e residenciais.55 .

52).56. Existem muitos casos de queda de andaimes em trabalhos de manutenção de fachadas e reparos diversos. a justificativa da publicação da Portaria 157 de 10 de abril de 2006 (já alterada no texto). b) Sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança. • • • • Exemplos de bons pontos de ancoragem: . ligado ao trava-quedas em caboguia independente. O ponto onde os equipamentos serão instalados deve suportar a maior carga esperada sobre o sistema.Ancoragem • A Portaria MTE 157/2006 trouxe outra mudança importante é a eliminação do item 18. constar do projeto estrutural da edificação.Subitens 18. manutenção e restauração de fachadas. Referências .56 a 18. e) O trabalhador deve utilizar cinto de segurança. d) Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto. em caracteres indeléveis e bem visíveis. A norma vale também para edificações já existentes.56. Daí. suportar uma carga pontual de 1. quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética. que vai facilitar os serviços de limpeza.4 .200 quilogramas-força. Pela nova regra.15.15.2. de ganchos que vão futuramente sustentar os andaimes e cabos de segurança para uso de proteção individual dos trabalhadores que precisarem executar a manutenção da fachada de prédios de no mínimo quatro pavimentos ou 12 metros de altura. quando a sustentação for através de cabo de aço. c) Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 Ergonomia. a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no CNPJ (infração grau 2). ao longo de toda a fachada das edificações. (devendo este ser tipo pára-quedista 18. g) O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas.15.15.a) Sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança.43. A Portaria 157/2006 exige a instalação. substituído pelo item 18. f) A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura. o dispositivo deve estar disposto em todo o perímetro da edificação.15. principalmente o choque provocado pela queda de um trabalhador preso a esse sistema. e ser constituído de material resistente às intempéries. como aço inoxidável ou material de características equivalentes. tipo pára-quedista.

. foi utilizado o exemplo de um modelo de fita com resistência de 22kN.. o ângulo interno não deve ser maior que 90 graus. . O ideal é que fiquem entre 0 e 45 graus.Bases de grandes equipamentos.Vigas estruturais de concreto.Corrimãos de escadas. . como latas com concreto ou barris com água. • O modo como as fitas são instaladas determina a carga que elas poderão suportar. No exemplo ao lado.Fixadores e/ou cabos de pára-raios. .Vigas estruturais de aço.Tubulações com isolamento. • Os sistemas equalizados de ancoragem distribuem a carga entre dois ou mais pontos. Exemplos de pontos de ancoragem ruins ou duvidosos . . Para que um sistema equalizado seja eficiente. Esse valor pode variar entre diferentes modelos e marcas. .Estruturas metálicas corroídas. . • Nos sistemas equalizados de ancoragem. .Grandes árvores vivas de raízes profundas. . deve-se passar o mosquetão por dentro da fita. .Tubulações plásticas. do tipo chaminés. de forma que ele não se solte caso um dos pontos se rompa.Contrapesos.Estruturas de grande massa.

elas podem ser utilizadas para restringir a movimentação.57 .2. Na segurança de trabalhadores. que usam como fator de segurança a resistência equivalente a cinco vezes a maior carga esperada em sua operação. • As cordas. Deter o corpo de uma pessoa que está caindo é a situação extrema para qualquer sistema de segurança.6.57 na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Duas soluções: o da esquerda utiliza uma Malha Rápida. E entre todos os usos possíveis. impedindo exposição a riscos. Referências . • • • • . fundamenta-se nos padrões determinados em sistemas mecânicos. Isso dá uma boa margem de segurança. também chamadas de cabos.da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)". definindo assim.15. que permite a tração tridimensional. fica estabelecida a inclusão do item 18. que as plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto no Anexo IV da referida NR.Plataformas de Trabalho Aéreo da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)" para "Anexo IV .Subitens 18. fitas e cintas de ancoragem devem sempre ser protegidas de "cantos vivos". precisamos lembrar que o corpo de uma pessoa em movimento. tipo Delta.• Com o uso de cintas de ancoragem. os mosquetões não devem sofrer tensões multi-direcionais. especialmente em queda livre. evitando acidentes que podem gerar prejuízos e até mesmo colocar vidas humanas em risco. quando utilizadas como cabos para o trava-quedas nos trabalhos em altura. ou para deter uma eventual queda. passando de "Anexo I . portanto. e. superfícies abrasivas ou cortantes.16.15. por exemplo. Além disso. Referências . o texto do artigo 1º da Portaria MTE 15/2007 foi retificado.Item 18. não se pode ingenuamente considerar apenas o peso de uma pessoa para avaliar a resistência de um equipamento de proteção contra quedas.1 a 18. pode gerar uma força equivalente a centenas de quilos sobre um sistema que irá ampará-lo.Cabos de Aço e de Fribra Sintética • As cordas. que é o uso mais importante. A princípio. Desse modo.Plataformas de Trabalho Aéreo . Uma base utilizada como referência para avaliar a exigência de resistência de uma corda.Plataformas de Trabalho Aéreo • A Portaria MTE 40/2008 define novas regras de segurança e saúde no trabalho na área da indústria de construção. tem inúmeras aplicações no meio industrial. ou em comprimentos maiores. Elas podem ser usadas em pequenos comprimentos. e a da direita utiliza dois mosquetões. a exemplo dos talabartes.16 / Subitens 18. os mais nobres são o da segurança e do resgate de trabalhadores. É o tipo de aplicação que definirá qual modelo será mais adequado.1 . A matéria-prima e a forma como elas são construídas podem variar bastante.

Para a segurança de pessoas, o referido fator deve ser maior, já que estamos prevendo solicitações dinâmicas (corpos em queda) podendo ultrapassar a relação de 15:1, ou seja, ter uma resistência mínima quinze vezes maior que a carga esperada sobre o sistema. Se adotarmos 100 kg como valor de referência para o peso de uma pessoa, e quisermos adotar o fator de 15:1, uma corda nova terá que ter uma resistência mínima à ruptura de 1.500 kg. Mas como existem outros fatores envolvidos na dinâmica da detenção de uma queda e nas características das cordas, internacionalmente o valor mínimo é de 2.000 kg. A NFPA (National Fire Protection Association) estabelece como carga de resgate o valor de 600 lbf ou aproximadamente 270 kg, que considera dois homens pesados mais equipamentos. Como adotam um fator de segurança de 15:1, a NFPA de 1983 exige para as cordas de resgate (uso geral) uma resistência mínima à ruptura de 9.000 lbsf ou aproximadamente 40 kN (a grosso modo 4.000 kg).

Referências - Subitens 18.16.3 a 18.16.5 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No momento em que o cabo de aço esticar e detiver abruptamente a queda da pessoa, o choque irá todo para o corpo dela provocando traumas internos muito sérios ou até mesmo desmembramentos de partes do corpo. Portanto, além de resistente a corda tem que ser capaz de amortecer o choque da queda e preservar o corpo do trabalhador. As cordas absorvem o choque de uma queda com a elasticidade, funcionando como um colchão macio, desacelerando a queda gradativamente, mesmo que em uma fração de segundos. Mas como a eficiência da absorção de choques pode variar dentro de diferentes circunstâncias, um acessório chamado de Absorvedor de Energia tornou-se item recomendado nos sistemas de proteção contra quedas. Internacionalmente, as cordas de segurança são divididas em dois grupos básicos: dinâmicas e estáticas. As cordas dinâmicas são construídas para oferecer uma maior elasticidade, projetadas especificamente para deter quedas de pessoas. Elas são mais populares na área de esportes, por serem utilizadas há décadas na escalada esportiva. As cordas dinâmicas, dependendo do diâmetro e do fabricante, oferecem de 7% a 10% de elasticidade (teste de alongamento com uma carga de 80 kg). No limite da ruptura, elas podem chegar a 75% de alongamento (padrão N.F.P.A.). As chamadas cordas estáticas devem ser chamadas mais apropriadamente de semi-estáticas, pois também oferecem elasticidade, mas com uma média de 3% de alongamento. Essas cordas são as mais utilizadas nas aplicações em ambientes industriais.

Referências - Subitens 18.16.6 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No Brasil, não existe certificação para cordas. Os Certificados de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho são emitidos apenas para os equipamentos classificados como EPI. No entanto, o MTE determina as características de fabricação de cordas para uso nos sistemas de Balancim e Segurança com trava-quedas. As cordas que atendem à NR 18 devem apresentar uma fita interna com identificação do fabricante e características básicas do produto como diâmetro e matéria prima. Isso permite que o usuário e a fiscalização identifiquem a corda como um equipamento que atende às especificações. Além disso, os fabricantes são obrigados a submeter amostras do produto a testes de laboratório periodicamente e obter os respectivos laudos. As cordas de fabricação nacional para uso esportivo e resgate não se enquadram nas exigências do Ministério do Trabalho. Portanto, o usuário conta somente com o compromisso do fabricante para a qualidade do produto. Os usuários devem tomar cuidado com uma prática indevida de alguns fabricantes de cordas que apresentam laudos de laboratórios como sendo certificados. Os laudos nos oferecem informações

importantes, mas não certificam o produto. Apenas informam os resultados da avaliação de determinadas amostras. • Apesar das fibras originais de poliamida serem fornecidas no Brasil apenas pela Rhodia e Dupont, existe no mercado matéria-prima de segunda linha e até mesmo de material reciclado. Por isso, alguns fabricantes alertam que a qualidade das cordas, em função da matéria-prima utilizada, pode variar. Até mesmo o fornecimento de um mesmo fabricante pode variar de qualidade, dependendo da matéria-prima que ele teve acesso em determinado momento. Um quesito a ser considerado na compra de produtos nacionais ou internacionais é a emissão ou não, por parte do fornecedor, de um certificado de qualidade, no qual ele se compromete com as características oferecidas e com a qualidade do produto. Algumas cordas importadas oferecem certificações internacionais segundo critérios da comunidade européia e NFPA para o mercado norte-americano. As certificações visam à garantia da qualidade do produto comercializado, com um monitoramento constante, por parte de laboratórios credenciados.

Referências - Anexo I Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética2 Texto retirado e adaptado do Informativo da Betary Treinamento Técnico (www.betarytreinamento.com.br). Autor: Engenheiro Luís Eduardo Spinelli e colaboradores: Francisco José Sarpa Lima Espeleólogo e Gustavo Mendes - Consultor da Serelepe
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A importância deste item foi regulamentar uma prática usual dentro das empresas de construção, que era utilizar cabos de fibra de poliamida (cordas reforçadas), principalmente pelas pequenas empresas de reforma. No Brasil, as cordas de segurança mais comercializadas são as trançadas de poliamida, conhecidas como "padrão bombeiro". A construção dessas cordas deve obedecer às exigências da Norma Regulamentadora (NR) 18. Existem fabricantes de equipamentos de segurança que utilizam as poliolefinas (Polipropileno e Polietileno) na fabricação de talabartes utilizados no conjunto do cinturão de segurança. O engenheiro Luís Eduardo Spinelli descreveu com profundidade as características e os cuidados ao se trabalhar com cordas no seu artigo "Cordas", usado como referência para a elaboração destes comentários. Essas fibras oferecem como vantagens a pouca absorção de água e a característica de flutuar, necessária para atividades aquáticas. Como desvantagens, oferecem baixa resistência a ruptura e a abrasão, baixo ponto de fusão, baixa capacidade de receber choques e muita elasticidade, mas com baixa resistência e sensibilidade a luz do sol (raios ultravioleta). Portanto, são fibras impróprias para equipamentos de proteção contra quedas. O único uso admissível é o de restringir movimentos ou posicionar o trabalhador, porém jamais para deter a queda de uma pessoa. Para as cordas de segurança, a principal fibra indicada é a poliamida (náilon), cujas características são a resistência à tração, resistência a choques e um ponto de fusão em torno de 250C (poliamida 6,6). As melhores cordas semi-estáticas (pouca elásticas) utilizam fibras internas de poliamida e a trama externa de poliéster, que oferecem uma alta resistência mecânica mesmo quando molhada, boa resistência a abrasão e razoável resistência a agentes químicos. Estes cabos são utilizados para diversas operações, como içamento de carga, amarração de embalagens em depósitos e, até mesmo, na sustentação de pessoas (por exemplo, uso de rapel para pequenos trabalhos de manutenção).

Embora não regulamentado, o trabalho suspenso utilizando técnicas de rapel (escalada industrial) vem sendo usado quando a montagem de andaimes ou a cadeira suspensa sejam perigosas e/ou dificultem a realização do trabalho, como, por exemplo: inspeção para contenção de encostas, limpeza de fachadas e tanques, montagem, recuperação e manutenção de estruturas tubulares, entre outras. Nesta operação utilizando técnicas de montanhismo, devem ser convocadas pessoas com comprovada experiência em montanhismo, usando equipamento profissional aprovado, inclusive cordas de fibra sintética. O item 18.6.5 faz uma pequena menção aos cuidados com estes equipamentos durante sua utilização em trabalhos suspensos. As cordas de fibras sintéticas consistem de uma alma (parte interna) produzida com fios torcidos e três camadas de capas trançadas sobre essa alma. A NR exige que a capa intermediária seja trançada com fios amarelos de polipropileno ou poliamida, de forma que funcionem como alerta visual. A alma deve ter uma resistência mínima à ruptura de 15 kN (1.500 kg), e o conjunto alma e capas uma resistência mínima de 20kN(2.000 kg). As melhores cordas, com padrões internacionais, possuem uma outra estrutura de construção, conhecida como Kernmantle , que se constitui basicamente de alma e capa.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• A alma é composta de centenas de fios de poliamida protegidos por uma capa de poliéster. Para se ter idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma brasileira e a tecnologia Kernmantle, uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece uma resistência à ruptura de, no máximo, 2.500 kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle, oferece uma resistência de 4.000 kg. Isso se dá, provavelmente, pela qualidade da trama, proporção de alma e capa e porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação, o que justifica também serem muito mais baratas.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• O engenheiro Luís Eduardo Spinelli destaca que a norma brasileira, provavelmente procurando proteger o trabalhador do uso de uma corda perigosamente desgastada, criou a exigência do alerta visual, que é, na verdade, uma "armadilha" em potencial. O desgaste das fibras externas é um dos fatores que deterioram a resistência de uma corda, mas não é o único, nem é o dos piores, pois é um problema fácil de ser identificado. Os riscos invisíveis, provocados, por exemplo, pela contaminação química, raios ultravioleta (ação do sol) e danos internos, não podem ser percebidos visualmente. Portanto, não se pode usar apenas a inspeção visual para determinar a vida útil de uma corda.

valem as seguintes observações: a) Instalação de cabo-guia. • • Em dezembro de 2004.19. não se baseando em acréscimo ou alteração substancial da estatística de acidentes.5 envolvendo serviços em telhados e coberturas.14 . letra c.Item 18.18 / Subitens 18. mais de 85% dos acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse informações de como identificar o espeaço confinado e quais os riscos possíveis de serem encontrados. Acidentes em espaços confinados têm sido a causa da maioria das mortes nas empresas. além desta. item 1. Será necessário treinamento para uso e conservação dos equipamentos preventivos de salvatagem.Locais Confiandos • Este é um item que trata dos cuidados na execução de trabalhos com risco de asfixia. a inclusão do item 18. explosão.18. Devem existir coletes salva-vidas suficientes para todos os trabalhadores presentes no local. Há obrigatoriedade de treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos e a forma de preveni-los. Este item está de acordo com a NR 1. de aço. perdendo.18.19 / Subitens 18. Referências .7. Referências .Referências .18 alterou o nome com a inclusão de serviços em telhados e coberturas e inclui o item 18.18. b) Sinalização e isolamento dos locais onde se desenvolvem os trabalhos. Para evitar acidentes. além de procedimento a ser adotado em situação de risco.1 a 18.1 . Estatisticamente.20. para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas.Item 18. É necessário que estes locais estejam mapeados. identificados e bloqueados de acesso.5. para o trabalho em altura na construção civil. os equipamentos devem ser desligados. • • • • .18. Esta alteração foi conduzida em caráter preventivo. para fixação do cinto de segurança tipo pára-quedista. somente. intoxicação e doenças do trabalho. O item 18.Item 18. Para os trabalhos em telhados. c) Em trabalhos sobre fornos ou equipamentos dos quais hajam emanações de gases.1 Telhados e Coberturas • Devemos observar a obrigação de se fixar as extremidades dos cabos-guias à estrutura definitiva da edificação por meio de suporte de aço inoxidável ou material de resistência e durabilidade equivalentes.5.Serviços em Flutuantes • • Refere-se à execução de trabalhos com risco de queda na água e para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas que são bastante específicas. é importante estar consciente dos riscos e reconhecer sua existência.19. foi aprovado pela CPN .20 / Subitem 18.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Muitos acidentes com morte em espaços confinados são causados pelo simples fato de que os mesmos não eram reconhecidos pela empresa como locais de espaços confinados.1 a 18.

Esta Norma define espaço confinado como um local não projetado para ocupação contínua. e) Permissão/Programa de Entrada: Autorização escrita.5 m. ou representante legal. ou mais.246 apresenta outras definições importantes listadas abaixo: • a) Área classificada: Toda área onde existe a presença de gases combustíveis. lesão ou doença aguda causada por uma. restrição da habilidade para auto-resgate.Poeira combustível em uma concentração que se encontre ou exceda o LIE. IIB e IIC e também em zonas 01 e 02. ou representante legal. classificadas em Grupos I e II.Concentração de qualquer contaminante acima dos LT (NR 15) ou ACGIH ou qualquer condição Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) ou IDLH (Immediatly Dangerous to Health and Life). em um espaço confinado. d) Atmosfera de risco: Condição em que a atmosfera. Esta concentração pode ser estimada pela condição na qual a poeira obscureça a visão em uma distância menor ou igual a 1. fornecida pelo empregador.• Enquanto se aguarda a aprovação de uma NR específica. c) Atmosfera rica de oxigênio: Atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. . deve-se utilizar a Norma ABNT NBR 12. f) Permissão para Trabalho a Quente: Autorização escrita. .Gás/vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do seu LIE (Limite inferior de explosividade). sendo o grupo II dividido em sub-grupo IIA. fornecida pelo empregador.5% ou maior que 23%. possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigos de morte. das seguintes causas: .246. incapacitação. para permitir e controlar a entrada em um espaço confinado. b) Atmosfera pobre de oxigênio: Atmosfera contendo menos de 19.5% de oxigênio em volume. . para permitir operações capazes de fornecer uma fonte de ignição. onde há meios limitados de entrada e saída. g) Inertização: Procedimento de segrança em um espaço confinado que visa a evitar uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluido inerte. O programa de entrada é um conjunto de ações incluindo a Permissão de Entrada. e cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio. .Concentração de oxigênio no ar menor 19. A Norma ABNR 12.

é necessário preencher uma autorização formal. identificados e isolados para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. pelo menos. túneis.1 a 18. vertical ou inclinada. realizando todas as tarefas definidas no programa para entrada. Entre os gases tóxicos mais encontrados. normalmente chamada de Permissão para Entrada em Espaços Confinados (ver modelo).Item 18. Os principais riscos encontrados envolvem: deficiência de oxigênio. presença de gases inflamáveis e gases tóxicos. e não preparado à entrada de pessoas. silos e tanques de armazenagem. l) Vêdo: Significa.13 Instalações Elétricas . Existem macas especiais para utilização em espaços confinados quando a vítima precisa ter a coluna imobilizada. Este procedimento é um pouco mais demorado porque a vítima precisa ser imobilizada para depois ser colocada na maca. horizontal. Em atendimento ao item "g". h) Isolamento: Separação física de uma área.21. metano (CH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S).21. equipamento de emergência. como por exemplo: especificação dos equipamentos para entrada e execução do trabalho. vedação para qualquer abertura. i) Reconhecimento: Processo de identificação dos ambientes confinados e seus respectivos riscos. todos os espaços confinados devem ser adequadamente sinalizados. 10% dos trabalhadores envolvidos com atividades em espaços confinados deverão ser treinados nas diversas competências e habilidades que se espera para este tipo de trabalho. destacamos o monóxido de carbono (CO). tampa ou tampão. entre outros. uso de EPI. Para se trabalhar em espaços confinados.21 / Subitens 18. m) Vigia: Trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados. ou espaço considerado próprio. O item "j" fala que em. Mesmo os resgates mais complexos não exigem mais do que alguns minutos para serem concluídos. • • • • • Referências . • Espaços confinados podem ser encontrados normalmente em galerias. supervisão externa. j) Trabalhador autorizado: Pro-fissional capacitado que recebe autorização do empre-gador para entrar em um espaço confinado. de um permitido à entrada. entre outros. de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso). é necessário usar um imobilizador de tronco e cabeça ou uma prancha rígida. constituída por um formulário com uma lista de cuidados a serem tomados. Para liberação de entrada em espaço confinado deve ser preenchido formulário específico da NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202/2006.Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente de oxigênio. desde que as pessoas estejam treinadas para isso. Neste caso. esgotos. caminhões tanques. silos. registro das avaliações ambientais de gases e vapores.

Deveremos ter espaço de um metro quadrado de área livre na frente das tomadas. a queda de tensão máxima permissível no circuito é de 5.5 mm². bem como eletroduto de plásticos (pvc).49% (380V) e 4. teremos fácil acesso para o funcionário colocar o plug na tomada.5 mm². c) Fixando-se a tomada no quadro elétrico. e) Não utilizar as duas tomadas da extensão ao mesmo tempo. que resiste até 16 ampéres. Para a extensão. não poderão ser colocadas muito baixas ou muito altas. Quando energizarmos a extensão com 220V trifásico. uma para cada tensão. Desta forma. f) Para alimentar a extensão com 380V ou 220V trifásico. poderemos ter problemas do contato de água gerando choque no operador. Ex. poderemos utilizar 380V trifásico na tomada trifásica ou 220V monofásico na outra tomada. foi utilizado cabo 4 x 2. l) Para ligação de uma extensão na tomada. h) Não colocar as tomadas em posição que possa existir trânsito de funcionários. sendo as duas com a mesma referência anterior. Assim. deveremos ter duas tomadas. g) É terminantemente proibido cortar o plug e energizar a extensão nas contatoras do quadro elétrico ou outro local que não seja as tomadas indicadas. d) Utilizar fiação similar ou maior que o diâmetro que usamos na extensão que é de 2. não devemos colocálas em partes móveis ou removíveis.: portas ou tampas. No caso em que se necessitar o prolongamento da extensão. além do funcionário ter que se abaixar para conectar o plug. i) As tomadas devem ser colocadas em posições ergonomicamente corretas. .• O uso de tomadas e extensões deve atender aos seguintes requisitos: a) Colocar a tomada o mais próximo possível do ponto de uso. Devemos colocar as tomadas entre 900 e 1200 mm do piso. b) Utilizar eletroduto de aço galvanizado. j) Será acoplada à tomada um fusível ou disjuntor com máximo de 20 A. poderemos utilizar 220V trifásico na tomada trifásica ou 110v monofásico na outra tomada. Quando alimentarmos a extensão com 380V trifásico. Muito baixas.39% (220V). pois não é permitido usar fios soltos pelo chão ou na parede. evitando desta maneira o choque com as mesmas.

Trabalhos com eletricidade devem ser precedidos de Permissão para Trabalho. Esta queda de tensão deverá ser verificada na tomada que estiver fixa no quadro elétrico ou parede. . com as mais diversas finalidades. Para aumentar a resistência. A resistência é medida em ohms (R). deve ser operada por "operário qualificado". entre elas: cortar cerâmica. é preciso entender sua origem e suas formas de identificação e controle. A intensidade da corrente é medida em Amperes (A).Subitens 18.21. Os diversos corpos são condutores mais ou menos bons e possuem resistência própria. deve-se escolher equipamentos que funcionem com baixa tensão. as populares "maquitas".79% (220V). lembrando que toda e qualquer máquina. qualquer circuito elétrico se caracteriza pela diferença de potencial ou tensão. Sugerimos a leitura da nova NR 10. Sempre que possível. • O empregador deve implementar ferramentas para identificar desvios comportamentais.22. furar peças de concreto etc.Item 18. A tensão é medida em Volts (V).Instalações Elétricas • O risco elétrico é invisível. o uso de máquinas manuais ou portáteis.22 / Subitens 18. definidos como as quantidades de elétrons que passam pelo condutor em 1 segundo. são utilizados equipamentos de proteção individual e material isolante para proteger totalmente o corpo humano. ou melhor.14 a 18. menor será a facilidade de passagem da corrente. principalmente na fase de acabamento. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. para complementar os aspectos de segurança com eletricidade. lixar madeira. c) Posição correta. Os seguintes aspectos devem ser verificados: a) Existência de bancadas específicas para o uso deste tipo de equipamento. evitando-se ficar abaixado. De maneira geral. A resistência se opõe à passagem da corrente e. quanto maior a resistência. Quanto mais alta. Todos os riscos da eletricidade estão relacionados à intensidade da corrente. de 07/12/2004. Para garantir o trabalho seguro.20 . de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura.Máquinas. é comum.1 . sua intensidade e pela resistência de seus elementos.colocando-se duas em série. atualizada pela Portaria 598. É fundamental que os trabalhadores destacados para o trabalho com eletricidade tenham qualificação conforme determina a NR 10. maior será a quantidade de corrente passando no circuito.21. • • • • Referências . m) Quando optar por colocar as tomadas nos quadros elétricos deve-se utilizar tampão para abertura superior para eletroduto. sua duração e seu trajeto pelo corpo humano. Referências . A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua seção. b) Uso de EPI. independentemente do porte. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. a queda máxima é de 4% (380V) e 1. É fundamental a implementação de rotinas de sinalização e bloqueio de equipamentos energizados. é necessário. pois os trabalhadores só perceberão sua presença e potencial de dano ao se depararem com o choque elétrico.

ou apenas treinamento prático sem noção de segurança. o mesmo passa a profissional. como fixação superior do andaime. • Exemplificando esta idéia. pois. procedimentos e cartas de advertência para aqueles que insistirem em não cumprir as regras de segurança. não iniciando seus serviços sem a devida correção do problema apontado. representante da CIPA ou responsável da Segurança no Trabalho na empresa. mostrar ao empregador a importância de qualificar os empregados operadores de máquinas e/ou equipamentos. número de clips. Em caso de acidente. cabos de sustentação. serão de grande ajuda ao operador para identificar as condições de segurança envolvendo sua máquina. ou equipamento. • • • • Referências . ao qualificar-se um operário. Os livros e diários deverão ser verificados periodicamente (como sugestão.Máquinas. diariamente.• O empregador deve encarar a entrega de uma máquina a um empregado não qualificado da mesma forma como entregar seu carro a um motorista que não possua carteira de habilitação. plataforma de trabalho. o pedreiro em tarefa individual. o responsável comunicará imediatamente a seu superior imediato e/ou ao comando da obra. guarda-corpo. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando tratamos com operários que foram treinados do que com operários que não possuem qualquer tipo de treinamento. ou como líder de uma equipe em serviços de fachada. deverá. • • . deve possuir livro de inspeção no qual conste as características do mesmo. Deve-se. utilizando-se de andaime suspensos (jaú). Deve-se implementar um livro de manutenção e acompanhamento de cada equipamento preenchido pelo operador responsável pelo mesmo. Com o treinamento.27 . c) O livro e o diário. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. mudando de categoria. portanto. semanalmente) pelo responsável técnico da obra. registrando o fato e as providências tomadas. máquina (ou catraca) etc. antes do início da jornada diária de trabalho. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Os operadores são. No caso de detectar-se uma condição insegura. responsáveis por suas atividades e pelos riscos dela decorrentes e devem estar comprometidos com a segurança das operações. Os profissionais do SESMT devem organizar cursos. equipamento ou ferramenta. portanto. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos.22. o operário deverá assimilar um sentimento de responsabilidade para com suas tarefas e sua segurança. antes do início dos serviços.22. palestras. Os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Toda máquina. o responsável é o empregador. inspecionar. pessoalmente. seu plano de manutenção e lista de itens a serem fiscalizados. que podem receber denominação específica nas empresas. livro este que ficará à disposição da fiscalização do trabalho e será visado continuamente por profissional legalmente habilitado. betoneiras ou outro equipamento ou máquina a serventes de obra. os itens de segurança indicados na lista.Subitens 18.2 a 18. b) Deve haver um diário para registro de vistorias e anotação de ocorrências feitas pelo operador. de acordo com a lista de verificação.

ao mesmo tempo. .8 a 18.13 .22.Máquinas. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. as populares "maquitas". manutenção de máquinas e equipamentos e quanto à eliminação de custos oriundos do uso de peças defeituosas.22. furar peças de concreto. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. Inicialmente. Equipamentos e Ferramentas Diversas • No caso de detectar-se uma condição insegura. registrando o fato em um livro de ocorrências. Comprometer o operador de máquina ou equipamento com Segurança no Trabalho é uma ação obrigatória nas atividades de todos aqueles que estão envolvidos nesta área. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. entre elas: cortar cerâmica. por exemplo. é necessário o uso de máquinas manuais ou portáteis. Não apenas o empregador é o responsável pela segurança. número de clips. a eliminação dos custos resultantes do uso de peças defeituosas. a realização de reuniões informativas. Muitas empresas resistem às inspeções alegando excesso de controle. É importante desenvolver procedimentos e ferramentas de trabalho visando a aumentar o nível de conscientização e compromisso dos trabalhadores em todos os níveis da organização. O aumento de burocracia. por exemplo. o operador deve comunicar imediatamente a seu supervisor. plataforma de trabalho. como. como. Sugerimos a leitura das NR 11 e NR 12 que tratam dos requisitos para proteção de máquinas e equipamentos. É comum nos depararmos com uma série de irregularidades no manuseio destas ferramentas.Subitens 18.Máquinas. que certamente será alegado.12 e 18. Instituindo esta sistemática. principalmente na fase de acabamento. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra.11 . perfeita fiscalização. Cada vez mais se faz importante a participação dos operadores e supervisores. sem perceber. cabos de sustentação. interessados diretos pela garantia de segurança das operações. guardacorpo. ao mesmo tempo. como. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e à melhoria das condições de trabalho. no entanto. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. máquina (ou catraca) etc. tais como: fixação superior do andaime. Podemos citar como exemplo a importância de um operador que utiliza andaime inspecionar seu equipamento antes de iniciar a jornada de trabalho. os benefícios a serem obtidos quando é implementado um sistema formal de supervisão e manutenção de máquinas e equipamentos. por exemplo: a) Inexistência de bancadas específicas para o uso das ferramentas.• Instituindo-se esta sistemática. Inicialmente. haverá resistência de muitos. CIPA ou profissional do SESMT. Estes registros devem ser visados periodicamente (semanalmente) pelo responsável da obra. é comum. deve ser contestado com o resultado a ser obtido quanto à segurança. haverá resistência de muitos. também chamadas de Diálogos de Segurança (DDS). observando os itens de segurança. • • • • Referências .Subitens 18. lixar madeira. ou melhor. entre outras. ou sistema de registro similar. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e a melhoria das condições de trabalho.22. de forma que as providências sejam tomadas antes de prosseguir com a tarefa. • • • Referências . desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. com as mais diversas finalidades.22.

reduzindo o tempo de trabalho. • • • • • Referências . • • Os profissionais do SESMT sabem das dificuldades de se corrigir estas formas inadequadas de operação e da cultura do "sei fazer esta tarefa e nunca me aconteceu nada e preciso trabalhar". c) Posição incorreta de operação. normalmente abaixados. especialmente concreto. o operador deve estar em posição estável. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. Providenciar previamente sistemas de exaustão e monitoramento do local com o explosímetro. retirar o plug da tomada de energia. O empregador deve mostrar aos trabalhadores a importância da qualificação para a organização. adotar plataformas isolantes. • • . como tapetes de borracha. É importante sinalizar a área próxima do local do disparo com a inscrição: Perigo . todos que trabalharem com as ferramentas identificadas nos itens acima devem seguir. Usar. Equipamentos e Ferramentas Diversas • As pistolas de fixação com cartuchos explosivos. abafador de ruídos e sapatos de segurança.Máquinas. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. deve ser operada por "operário qualificado". Por isso. roupas folgadas ou luvas que possam atrapalhar a operação. Ao realizar algum tipo de substituição de componente da ferramenta (broca. que têm como base o princípio das armas de fogo. Segurar as ferramentas com firmeza.17. Aprender o método de utilização e procurar informações sobre a construção da ferramenta elétrica manual para entender sobre seus riscos e perigos.). No momento do disparo. é importante conscientizá-lo da responsabilidade. óculos de segurança.21 . O trabalhador somente se dará conta do erro quando acidentar-se ou presenciar um colega acidentado. pois há possibilidade destas ferramentas escaparem de suas mãos. verificando se o cabo está em perfeitas condições de uso. propondo um programa contínuo de treinamento. rebolo etc. Além dos pontos indicados pela NR.Subitens 18.4 .Máquinas.18 a 18. independentemente do porte.b) Não uso do EPI ou inexistência de sistema de proteção coletiva. Nos trabalhos com ferramentas elétricas portáteis em locais úmidos. sem apontar a pistola na direção de terceiros. d) Ruído excessivo que prejudica os demais trabalhadores no local de trabalho. Nem mesmo o ajudante deve estar presente.22. rigorosamente. Nunca utilizar bijouterias. sim.Subitens 18. são utilizadas para fincar pinos em diversos materiais. quando necessário. Tomar cuidado com extensões e evitá-las sempre que possível. Os EPI recomendados para este tipo de operação são: capacete. Sinalizar e isolar a área de trabalho de forma adequada. as instruções do manual do fabricante em relação à segurança. todos os EPI necessários.Uso de pistola a pólvora. não utilizando ferramentas elétricas na presença de vapores e gases inflamáveis. Apenas o operador permanecerá no local do disparo.22. lembrando que toda máquina. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Procurar sempre ler os manuais das ferramentas elétricas portáteis e as recomendações de segurança indicadas pelo fabricante. operação e manutenção.22.14 a 18. Referências . por trabalharem em alta rotação. além de aterradas.22.

sendo. e) Nas operações com equipamentos pesados. constando as datas e falhas observadas. Sugerimos a leitura complementar da NR 11 e seus comentários.4 -Equipamento de Proteção Individual .23. c) Os operadores devem ser treinados para as novas tecnologias adotadas. perfurações e arranhões.1 a 18. d) As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico. • Referências .23. técnico ou empresa habilitada que as realizou. no entanto. • O índice de lesões causadas pela utilização inadequada de ferramentas manuais é elevado. c) Observar se o transporte é feito de maneira correta. as medidas corretivas adotadas e a indicação da pessoa. como se trata de um item novo na NR 18. d) Verificar a necessidade de manutenção.23 / Subitens 18. • Os supervisores e técnicos de segurança do trabalho devem ter como responsabilidade na orientação dos funcionários: a) Evitar o armazenamento de ferramentas em locais inadequado.• Achamos importante considerar as observações abaixo para garantir a execução do trabalho de forma segura: a) O operador deve ser qualificado e identificado por crachá. porém são muito comuns as infecções decorrentes de cortes. b) O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador qualificado e em local apropriado.Item 18. e) Controlar a aplicação de todas as recomendações estabelecidas. baixo o índice de gravidade. o assunto deve ser analisado como um todo. b) Evitar práticas inadequadas na sua utilização.

que incluiu o item 18. Nos modelos mais comuns. de modo a garantir o uso adequado. por exemplo: corrosovidade. material utilizado e resistência que pode variar de 22 a 50 kN. trabalha-se com ele sempre fechado e nunca abri-lo quando estiver sob tensão. Os valores da resistência do mosquetão devem estar estampados de forma indelével.Item 18. tipo. Com o gatilho aberto. inflamabilidade. A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com abertura dele voltada para fora. Este tipo de capacete possui CA e possui fabricante nacional. Para evitar a possibilidade da trava emperrar após o mosquetão ser submetido à tensão.3. O cinto de segurança abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. Atenção especial será dada aos produtos inflamáveis. Quando tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado.• Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria MTE 65 (28/12/98). • . Este modelo é muito usado para trabalho envolvendo escalada industrial. O tipo páraquedista deve ser utilizado em todas as outras atividades que tenham risco de queda de altura. pois evita que a jugular saia do pescoço. tóxicos e explosivos. como. eles oferecem o máximo de resistência. Para que possam ser utilizados. Além disso. o mosquetão tem uma resistência muito menor. Os mosquetões não devem sofrer tensões que não sejam ao longo de sua espinha. recomenda-se capacete com jugular de três pontas.1 a 18.24. Quando o mosquetão é usado na vertical.24. de forma a facilitar o engate e desengate do equipamento. será necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca.1. não sofrerá tensão em mais do que dois sentidos. O armazenamento de gases comprimidos deve ser feito em local separado dos demais. oxidante. Os gases inflamáveis (acetileno e GLP) devem ser separados dos outros gases por uma distância mínima de 6 m com placas de sinalização do tipo: "Proibido Fumar". o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo. saliências ou cantos vivos. Por isso. • A utilização de mosquetões vai depender do formato. entre outros. • • Para trabalho em altura. os mosquetões devem possuir uma dupla trava.9 Armazenagem e Estocagem de Materiais • O armazenamento de produtos químicos deve respeitar aspectos de compatibilidade em função das propriedades físico-químicas. O assunto EPI é muito específico e merece uma leitura complementar da NR 6. Os mosquetões são fabricados para suportar trações bidirecionais ao longo de sua "espinha". pois ele pode sofrer esforço para se abrir. existe um anel com rosca. • • • • • Referências . sendo uma garantia adicional em caso de queda. "Cilindros Cheios" e "Cilindros Vazios".23.24 / Subitens 18. O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies.

para o transporte de passageiros em veículos de carga. como a cal e o ácido sulfúrico. 117.997 Código de Trânsito Brasileiro artigos 105 II. Referências .80 m. f) Caixas de madeira ou papelão: 1. 108. de 23 de setembro de 1. como gasolina e álcool.• • • • O local de estocagem de gases comprimidos não conterá produtos inflamáveis líquidos. As pilhas de materiais devem ter forma e altura que garantam a estabilidade e facilitem o manuseio. portanto. Em locais fechados como galpões.50 m. . Durante o manuseio de produtos químicos corrosivos.25 / Subitens 18.1 a 18. porta e escada de acesso.Estabelece normas gerais para curso de capacitação de condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros.Resolução CONTRAN/057/98 .Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. 135 e 140 a 160. d) Tubos: 1. e) Tijolos e blocos de concreto: 2 m.80 m.Resolução CONTRAN 14 .Item 18. sugerimos que este aviso sonoro seja apenas visual. compartimento separado para ferramentas e a habilitação do motorista.Dispõe sobre a autorização.5 -Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores • • • A utilização de veículos. .Lei 9. A utilização de cinto de segurança é obrigatório em qualquer equipamento motorizado.503. .25. sólidos ou liíquidos. 107. não devendo. ultrapassar 2 m de altura. Recomenda-se a utilização de luzes e sinais sonoros que identifiquem um veiculo em marcha-ré. para o transporte de passageiros somente será permitida em vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus. avental e proteção respiratória. Mais detalhes podem ser verificados nas seguintes leis e normas: • . As alturas máximas aconselháveis para empilhamento de materiais são: a) Sacos de cimento: 10 unidades. 109. c) Perfis metálicos: 1.Resolução CONTRAN 082/98 .50 m. b) Madeiras em geral: 1. é obrigatório o uso de luvas. As exigências básicas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo. a título precário. e não pode estar em subsolo e depressões sujeitas a inundações. existência de registrador instantâneo de velocidade. e nos quais exista muita intensidade de ruído. .25. a título precário. bancos. mesmo que seja operado apenas internamente na fábrica.

.5 . > Motorista com as habilitações exigidas categoria "D" e curso de capacitação de condutor de veículo de transporte coletivo de passageiros.26. para obter a licença.Ferramentas sendo transportadas em compartimento separado dos passageiros. Formar equipes organizadas e. sistema de iluminação e sinalização e direção. assentos para todos os ocupantes e iluminação.Item 18. A Resolução 82 não exige bancos revestidos nem cinto de segurança para veículos de carga adaptados para o transporte de pessoas.Bom estado físico e de funcionamento dos pneus.26 / Subitens 18. A inspeção deve ser transcrita em documento próprio que deve ser acompanhado de "Anotação de Responsabilidade Técnica" ART. deve ser submetido a pelo menos uma inspeção anual. > Registro no prontuário de motoristas que infringiram as regras.. especialmente. treinadas no correto manejo do material disponível para o primeiro combate ao incêndio. . > Documentação que demonstre o controle de inspeção e manutenção periódica dos itens de verificação obrigatória. com porta e escada de acesso. Por isso.005 .Compartimento de passageiros coberto.26.Portaria SUP/DER 17. .Registrador instantâneo de velocidade. .1 a 18. A prevenção e combate a incêndios é assunto muito importante e merece ser discutido separadamente.Proteção Contra Incêndio • • • Proteção contra Incêndios: Instalar sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. > Relatório periódico com resumo de verificações dos equipamentos de registro instantâneo de velocidade (tacógrafo ou computador de bordo). freios. Referências . • A Portaria SUP/DER 17. > Licença de transporte emitida pelo órgão competente. sugerimos a leitura da NR 23. emitida por Engenheiro. do Estado de São Paulo estabelece que todo veículo utilizado no transporte rural de passageiros. A Resolução 14 estabelece que o cinto de segurança só será exigido para ônibus produzidos após 01/01/99. comprovando a tomada de medidas administrativas. A demonstração de que o empregador atende as exigências são: • • > Existência de veículo com as características e acessórios exigidos: . dentro do período de validade. de 04/04/2.Dispõe sobre o transporte de trabalhadores rurais por ônibus através das rodovias estaduais.

Referências .Nova etapa da obra 2.Alteração de risco 3.28 / Subitens 18. d) Informações sobre as proteções coletivas. Devem ser fornecidas cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança. Referências . Sugerimos a leitura da NR 26. Instruções. Normas Internas). Isto será feito através das Ordens de Serviço (Procedimentos.27. b) Riscos inerentes à função.Item 18. o trabalhador deve usar colete ou tiras refletivas na região do tórax. devem ser sinalizadas. deve-se cumprir a Resolução 561/80 do CONTRAN.27 / Subitens 18.4 Treinamento • O treinamento admissional deve ter uma carga horária mínima de 8 (oito) horas. Em vias públicas. que trata especificamente da sinalização obrigatória no ambiente de trabalho.27.Aquisições de novos EPI 4. abordando no mínimo os seguintes temas: a) Informações sobre as condições e o meio ambiente do trabalho. sugere uma interpretação técnica do dispositivo legal ("sempre que se tornar necessário"). que dispõe acerca do treinamento periódico. • O treinamento periódico deve ser aplicado sempre que se tornar necessário e no início de cada fase da obra. Todos os treinamentos serão registrados e arquivados durante 20 anos em local específico e de fácil acesso.Item 18.3.Atividades distintas daquelas em que os trabalhadores já foram treinados . As atividades em via pública.1 a 18. quando estiver a serviço em vias públicas.• É importante que o local da obra tenha aprovação do Corpo de Bombeiros. a NR determina na alínea "a" que esse treinamento deve ser ministrado "sempre que se tornar necessário".28. O treinamento periódico poderá ser realizado e controlado no programa Básico de Treinamento. da Quality Consult. o que é vago.Instalações de novs EPC Data e Carga Horária Nome e Assinatura 5.28. Especificamente no subitem 18. nos acessos ao canteiro de obra e frentes de trabalho. A Dra.3 Sinalização de Segurança • • • Além da sinalização interna. c) Especificação e uso adequado dos EPI / EPC. Padrões.28. Renata Cerbino.1 a 18. conforme modelo: • • PROGRAMA BÁSICO DE TREINAMENTO PERIÓDICO Situação 1.

a situações que possam levar o trabalhador a um acidente. NR 7. a falta de proteção coletiva. NR 9 e NR 14 envolvendo os aspectos relacionados à responsabilidades do empregador. NR 4. por exemplo. É priorizada. sendo acordadas com o responsável pela obra.6. NR 7. fornecendo todas as informações disponíveis.5 .1 a 18. A seqüência depende do tipo da obra e da situação encontrada. a empresa certamente será alvo de um pesada fiscalização por parte das entidades públicas. riscos de choques elétricos e falta de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. a verificação de situações de grave e iminente risco. verifica-se.29. dependendo da gravidade da situação encontrada. nas visitas aos canteiros.29. No caso de acidente grave.AFT. programa de inspeção e auditorias. PCMSO. treinamento e qualificação. NR 5.Acidente Fatal • Sugerimos a leitura dos comentários da NR 5.31 / Subitens 18. durante as visitas às obras. que podem levar à determinação de interdições e embargos. de modo a apresentar de forma rápida evidências sobre: licenças. que determine a seqüência a ser adotada pela fiscalização. o empregador deve facilitar a entrada da autoridade policial e dos Auditores do MTE. que trata dos Procedimentos para CAT. entre outros documentos. NR 5. As empresas de construção do subsetor de edificações ainda carecem do cumprimento de sua mais significativa legislação de segurança do trabalho. A fiscalização não se detém apenas na fiscalização do cumprimento da NR 18. NR 9. atas de Cipa. em função do cumprimento do cronograma da obra. por exemplo. aquisição e fornecimento de EPI. No caso de acidente fatal.29 / Subitens 18. o que inclui recursos dos EPI e EPC. NR 10 e NR 24. a importância de existir um controle de documentos de forma a agilizar as solicitações.Item 18. o cumprimento de outras NR. isso não impede que as questões de higiene e saúde do trabalhador não sejam avaliadas. Entretanto. como. serão abordados riscos de incidentes e medidas de prevenção relativos a todas as fases do cronograma da obra.Item 18.Reciclagem anual Observações: a) A data e a carga horária do treinamento serão anotadas pelo secretário da Cipa. conforme IN 118/05 e suas atualizações.1 . São nestas situações que a empresa descobre que está desorganizada e/ou se encontra irregular no que diz respeito ao atendimento aos requisitos de segurança e saúde. PPRA.Ordem e Limpeza • Ordem e limpeza fazem parte das boas práticas de segurança e são requisitos básicos para minimizar e evitar os acidentes de trabalho. Referências . também. como. Sugerimos a leitura das NR 1. ou lista de verificação. Sugerimos aos profissionais do SESMT que mantenham um arquivo e/ou uma pasta com cópia dos documentos.31. b) Nas situações do programa. Referências . É dada maior atenção. Daí. Nas suas inspeções. NR 6. a NR 18. O atendimento de todas as suas • • • • • • • . PCMAT. registros de funcionários. Não existe um roteiro.

ou 50%. apontando para a falta de uso inadequado do cinto de segurança. • • ANEXO I FICHA DE ACIDENTE DE TRABALHO Sem afastamento ( ) com afastamento ( ) Fatal ( ) Doença do trabalho ( ) Data ____ / ____ / ____ NR 18 .38%.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . aconteceram devido a queda de altura.1. O segundo é a maior divulgação dos aspectos preventivos. semelhante ao ano de 1996. mas pode contribuir significativamente para reduzi-las ou diminuir a gravidade dos acidentes.2 . • Para aumentar o nível de atendimento da NR 18. dos quais 9. de balancim sempre denotando a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. aconteceram devido a queda de altura. b) Em 1997. abrangência e atuação educativa. dos quais 11. foram registrados 30 acidentes com mortes. quanto da parte de sindicatos de empresas e trabalhadores. tanto da parte dos órgãos públicos. ou 52. bem como a sua divulgação. novamente alertando para a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança.1 a 18. ou 30%. semelhante aos anos anteriores. foram registrados 32 acidentes fatais. Sugerimos a leitura da NR 4 que trata das definições básicas a serem utilizadas na elaboração de estatísticas de acidentes.Dados Estatísticos • Faz parte das boas práticas de segurança a elaboração de estatística interna de acidentes. Dados relativos a acidentes fatais fornecidos pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP) abrangendo a cidade de São Paulo mostram que: • a) Em 1996.32.Item 18. conforme modelo apresentado na NR 5. dos quais 16.32 / Subitens 18. A elaboração da CAT.32. foram registrados 21 acidentes fatais.exigências certamente não garante a eliminação das fatalidades. cujo grau de desconhecimento ainda é muito alto. aconteceram devido a queda de altura. será importante maior freqüência. de cadeira suspensa. Referências . por parte da fiscalização das DRT. para que sejam conhecidos os indicadores de desempenhos e os objetivos corporativos a serem alcançados. c) Em 1998. contribui para aumentar a confiabilidade dos dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

.

Código 45). de acordo com os seguintes serviços: (Quadro I NR 4 Classificação Nacional de Atividades Econômicas.Subitens 18. inclusive aquelas sem mão-de-obra própria. .Dados Estatísticos • • Os erros mais freqüentes apresentam-se nos itens que envolvem a relação homens/hora x meses trabalhados x número médio de trabalhadores.2 . Item F. Muitas empresas não fornecem dados de treinamento. O Anexo II da NR 18 é um formulário que precisa ser preenchido por todas as empresas que se classificarem nas atividades da Indústria da Construção.Referências .32.

de gás.11-0 Demolição e preparação do terreno 45.24-1 Obras de urbanização e paisagismo 45. verificar.12-8 Perfurações e execução de fundações de terra 45. de ventilação e refrigeração Instalações hidráulias. de segurança e alarme Outras obras de instalações Obras de Acabamento e Serviços Auxiliares da Construção: 4 4 4 3 3 3 3 3 45. industriais.4 45. significa que ainda é o CNAE antigo. no alto.49-7 Instalações Elétricas Instalações de sistemas de ar-condicionado.13-6 Grandes movimentações de terra 45. 45. então. Caso o número lá registrado se inicie pelos algarismos 33. inclusive manutenção 45.23-3 Grandes estruturas e obras de arte 45.• O código fornecido abaixo. de pára-raios.2 Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil 45.22-5 Obras viárias.21-7 Edificações (residenciais.3 Obras de Infra-estrutura para Engenharia Elétrica.32-2 45. canto direito.43-8 45. comerciais e de serviços) inclusive ampliações e reformas completas.29-2 Obras de outros tipos 45. encontra-se no cartão do CGC.41-1 45.1 Preparação do Terreno ATIVIDADE GRAU DE RISCO 4 4 4 4 4 4 3 4 3 45.25-0 Montagens industriais 45.42-0 45.5 3 3 .33-0 Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 45. iniciado pelos algarismos 45. Eletrônica e Engenharia Ambiental Contrução de barragens e represas para geração de energia 45-31-4 elétrica Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 45. Convém. CÓDIG O 45.34-9 Construção de obras e prevenção e recuperação do meio ambiente Obras de Instalações: 45. de sistema de prevenção contra incêndio. sanitárias.

da NR 18) =T1 Número de trabalhadores treinados (devido a T1)=T2 12 .CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 4 Empresa: _____________________________________________________________________________________________ CGC: __________________________Endereço (Sede/Matriz):___________________________________________________ ___________________________________________________________ CEP:______________________________________ Cidade: ______________________________________________________UF:______________________________________ ITE M Total de homens/horas de trabalho no ano Número de meses computados =N1 ASSUNTO UNIDADE DA FEDERAÇÃO 01 02 03 Número médio de trabalhadores no ano =N2 (N2= soma total de trabalhadores a cada mês + N1) Número de acidentados sem afastamento =N3 Número de acidentados com afastamento (até 15dias) =N4 Número de acidentados com afastamento (acima de 15dias) =N5 Total de dias perdidos (devido N4) =D1 Total de dias perdidos (devido N5) =D2 Total de dias debitados =D2 Total de acidentes fatais =F1 04 05 06 07 08 09 10 11 Total de horas/aulas de treinamento (conforme item 18.45.60-8 Aluguel de equipamentos de construção e demolicão com operários ANEXO II RESUMO ESTATÍSTICO ANUAL _ ANO: _____ NR 18 .59-4 Outros serviços auxiliares de construção 45.51-9 Alvenaria e reboco 45.6 Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição com Operários 3 45.52-7 Impermeabilização e serviços de pintura em geral 45.28.

os valores a serem apresentados devem ser os totais de cada estado.464 horas nos 8 meses em questão (M01 a M08).Encaminhar para a FUNDACENTRO/CNT até 10 (dez) dias após o acidente. tivemos 1. portanto não devem ser computadas. Alguns programas de cálculo utilizados pelos Departamentos de Pessoal não separam as horas realmente trabalhadas ou de exposição ao risco. faça uma observação no rodapé do Formulário ("horas/hora com inclusão de Férias e/ou descanso remunerado"). para fins de fiscalização. Preenchido por: Nome:_______________________________________________________________________Data:____________________ Função:_____________________________________________________________________ Visto:____________________ • Devemos observar o prazo de dez dias. . Quando isto acontecer. como à doença do trabalho e ao acidente fatal.O termo "homens/hora" significa a quantidade de horas que cada trabalhador esteve efetivamente exposto ao risco no decorrer do ano. Neste sentido.SP . o descanso remunerado também não deve ser considerado. As férias são horas pagas. Rua Copote Valente. Indicar os dados na coluna representativa em que estiver sendo executada a obra.Pinheiros . por exemplo.: 05409-002 Os dados a informar são relativos ao ano anterior. siga os seguintes passos: • • • • • • a) Anote para cada funcionário a soma de horas trabalhadas no mês: em nosso exemplo. Orientações: Há três colunas. com ou sem afastamento.1. você terá o total de homens/hora de todos os funcionários que trabalharam no mês: no mês M01. Esta ficha de acidente refere-se tanto aos acidentes. c) Somando as linhas você terá o total que cada funcionário trabalhou no período em análise: o Funcionário F01 trabalhou 1. RJ e PE. Exemplo: Se a empresa necessitar levantar o valor de homens/hora através do cartão de ponto (veja tabela 1). o funcionário F1 trabalhou no mês M01 183 horas. O formulário deve ser enviado até o último dia útil do mês de fevereiro (tirar negrito) para a Fundacentro (tirar negrito) no seguinte endereço: Fundacentro: Rua Capote Valente. cada uma representando um estado: SP. no mês M02 194 horas e assim sucessivamente até completar o período analisado para o preenchimento do ANEXO II. b) Somando cada coluna. à Fundacentro. mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. Se você tiver mais de uma obra em cada estado.32. O envio à Fundacentro deve ser feito por meio de serviço de postagem. 710 Pinheiros São Paulo CEP.839 horas trabalhadas. conforme subitem 18. Não esqueça de incluir as horas extras.São Paulo .CEP: 05409-02. conforme Anexo I da NR 18. da NR 18. mas não trabalhadas. 710 . Com relação ao item 1 . das férias e descanso. após o dia do acidente. para envio da ficha de acidente do trabalho.

846 Linha=14.465 18 18 18 18 18 18 18 18 1.856 1.464+1.498 5 0 4 6 9 0 6 6 1.475 6 5 4 6 5 5 4 2 1. TABELA 1 .846 homens/hora e) Some todas as linhas 1.847 14.839 1.866 1.+1.464 5 6 4 4 5 4 2 5 1.461 18 19 19 18 18 18 18 18 1.490=14.487 2 4 6 2 5 6 8 4 1.867 1..846 f) Compare os valores das linhas e das colunas: Coluna =14.497 18 18 18 18 18 18 18 18 0 8 5 6 9 4 6 5 1..+1847=14.CÁLCULO DOS HOMENS/HORA FUNCIONÁRI O MESES COMPUTADOS M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 TOTA L 18 19 18 18 18 18 17 18 3 4 0 2 1 5 5 4 17 18 18 18 18 18 18 18 8 5 4 5 3 2 0 4 F01 F02 F03 F04 F05 F06 F07 F08 F08 F10 18 18 18 18 18 18 18 18 1.483 18 18 18 19 18 18 18 18 1.875 1.526 0 2 1 4 6 3 4 5 19 19 19 19 18 19 18 18 1.461+.860 1.490 18 18 18 18 19 19 18 18 5 4 8 5 2 1 6 7 18 18 18 18 19 18 18 18 5 7 4 6 2 6 5 5 TOTAL 1.839+1875+. Transfira o valor (14.. significa que na Tabela (matriz) não houve erros aritméticos.846) para o item 1 do formulário (ANEXO II).846 .836 1.d) Some todas as colunas: 1..846 g) Se os valores forem os mesmos.

Para os trabalhadores que se acidentaram no ano passado e se encontram ainda em período de afastamento. c) Pegue a diferença entre eles: 25-12= 13 dias. b) Dia de retorno: 25 janeiro.Você deve indicar como valor do item N1 a quantidade de meses que a empresa efetivamente trabalhou e utilizou para o item anterior. mês 12. colocar o número zero ou um traço. um deles de dez dias e o outro de nove dias.Como no item anterior. mês 5 = 15. levante os dias de afastamento.Somatório de tralhadores: mês 1 = 15. indicar quantos funcionários apresentaram-se nessa situação.Exemplo: durante o ano. mês 4 = 40. O resultado dessa soma será o valor a ser preenchido no formulário. anote quantos acidentes se enquadram nesta situação e transfira para o formulário. se ocorreu apenas uma vez. • Com relação ao item 8 . A soma total deverá ser divida pelo número de meses computados (N1). O valor calculado será. indicando os dias de afastamento do ano em questão (2003). Com relação ao item 3 . a empresa deverá levantar quantos acidentes ocorreram e que provocaram afastamento do trabalhador por período menor que 15 dias. Exemplo: .A empresa deverá somar. Total de trabalhadores mês a mês = 15+20+. Se for superior a 15 dias. e) O período de afastamento foi de 12 dias • • Quanto ao item 6 . deverá somar os dias de afastamento. não devem ser apontados novamente. Número médio de trabalhadores: N2 = 120 trab. mas não houve a necessidade do trabalhador ser afastado. Em caso positivo. Transfira o resultado para o formulário. d) Desconte do resultado 1 dia do retorno: 13-1=12 dias. Se não houve acidentes.Se em qualquer canteiro de obra ou mesmo no setor administrativo ocorreu qualquer acidente de trabalho. Nesse caso.+15=120 trabalhadores. então. todos os trabalhadores. Meses computados = 5 meses.Exemplo: se a empresa teve um funcionário afastado por 30 dias e dois outros pelo período de 60 dias. Quanto ao item 7 . Determine o período de afastamento da seguinte forma: • • • a) Anote o dia do acidente e Dia do acidente: 12 janeiro. o resultado a ser transformado p/ o formulário será (30+60+60) 150 dias. Quanto ao item 5 Aqui. mês 2 = 20. colocar o número zero ou colocar um traço. o resultado a ser transportado para o formulário será (10+9) de 19 dias. mês 3 = 30. Exemplo: Uma empresa que iniciou suas atividades em abril mês 4. Se não ocorreu qualquer acidente desse estilo. encerrando no mês de dezembro.Voltando ao item 5. Quanto ao item 4 . trabalhou efetivamente por 9 meses.• Com relação ao item 2 . transferido para o formulário (N2).. Some todos os dias de afastamento em que os funcionários ficaram mais de 15 dias afastados do posto de trabalho. Assim. mês a mês. . a empresa deverá verificar se houve acidentes e se os trabalhadores se afastaram por período inferior a 15 dias. .: 5 meses = 24 trabalhadores.Como no item anterior. O resultado dessa divisão será o valor correto a ser preenchido no formulário. ocorreram dois afastamentos.. colocar o número um. • . considerá-los. Os dias que já foram mencionados em formulário do ano anterior(2002). o item 8 refere-se ao item 6.

000) 12. a empresa deverá utilizar o quadro 1-A da NR 5.• Com relação ao item 9 .200 1.Exemplo: Caso tenha ocorrido uma morte na empresa. conforme segue abaixo: .600 dias.000 1.800 1. teremos o valor de (6.500 3. deverá ser transferido para o formulário o valor de 6. Se ocorreu uma morte e uma perda da audição de um ouvido. NATUREZA Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda do 1o quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) PERCENTUA DIAS L DEBITADO AVALIAÇÃO S 100 100 100 30 75 60 50 10 5 121/2 20 30 20 25 6.000 6.200 1. Se ocorreram duas mortes.500 .000+600) 6.000+6. Se não ocorreu qualquer acidente com a natureza da tabela da página seguinte.000 dias.000 dias.800 4. anotar com o número zero ou um traço.Para o total de dias debitados. para efeito de preenchimento.000 6.500 3. esse valor será de (6.000 600 300 750 1.

. colocar o número zero ou um traço.000 2.28 da NR-18.A empresa deverá preencher o formulário com o número de trabalhadores treinados (admissional + periódico) referentes ao item 18. que será (12+6) de 18 horas.400 4. .000 Quanto ao item 10 . treinamento admissional em três aulas de duas horas para cada aula. • Quanto ao item 12 . O termo "horas/aula" significa a quantidade efetiva de horas (carga horária) do treinamento efetuado.400 300 600 0 600 3. Deverá ser transferido para o formulário o total das horas/aula efetivamente ministradas.Perda do 1o quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda do 1o pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos • • 331/2 40 75 50 40 6 10 0 10 50 2. Se não ocorreram acidentes com mortes.Serão anotados neste item os acidentes fatais (MORTES).Exemplo: Caso tenha ocorrido um treinamento periódico de 12 aulas de uma hora para cada aula.Deverá ser preenchido com o número total de horas/aula de treinamento ministradas. o total de horas/ aula será de (12x1) 12 horas. -· Se houve. Quanto ao item 11 . ainda.500 3. o total referente ao treinamento admissional será (3x2) de 6 horas.000 2.

precisa preencher e encaminhar o ANEXO II. sempre que ocorrer um acidente. ou ainda. Deve-se ter atenção para a aplicação deste item às empresas da indústria da construção. fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. no mínimo. • • Quando houver equipes de trabalho itinerantes.4 .• Informações Gerais .34 / Subitens 18. um representante nas reuniões. nas quais serão previstas as demais disposições da NR 5 (CIPA) naquilo em que não conflitar com o disposto. A CIPA centralizada deve ser composta de representantes do empregador e dos empregados. no curso de membro da CIPA e nas inspeções realizadas pela CIPA da contratante. deverá ser preenchido e encaminhado à Fundacentro toda vez que ocorrer acidente.1 a 18. adquirir em papelaria.Lembre-se que o ANEXO-I. respeitando-se a paridade prevista na NR 5. Toda e qualquer empresa estabelecida. Ações nesse sentido diminuem os gastos.1 a 18. Não deixe de preencher e enviar o Anexo 1. O Anexo I da NR-18 fornece dados sobre o acidente e o acidentado. ao contrário do ANEXO-II (uma vez por ano). em cada um. um membro efetivo e um suplente. quanto ao acidente com ou sem afastamento e à doença de trabalho. As subempreiteiras que tiverem menos de 70 empregados devem participar com. um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com menos de 70 empregados deve organizar CIPA centralizada. Neste caso.Comitês Permanentes sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção . quanto do empregado e do empregador.7 . • • • • • Referências . Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto à Fundacentro. principalmente a longo prazo.32. devendo ter. paritariamente.33 / Subitens 18. extremamente fáceis de preencher. A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto a acidente fatal.34. A empresa deverá manter cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. Estão desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 dias. b) Eleger. a cada grupo de 50 trabalhadores. da NR 18. para fins de fiscalização (item 18. um representante titular e um suplente a cada grupo de até 50 empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho. • Referências .1. pelo menos. a sede da empresa será considerada estabelecimento. A empresa que possuir um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com 70 ou mais empregados. devendo porém: • • a) Constituir Comissão Provisória de Prevenção de Acidentes. NR 18). A empresa poderá utilizar o modelo contido nesta cartilha ou copiá-lo em papel timbrado. e que são fundamentais para os estudos que levarão às ações prevencionistas.34. mesmo que tenha permanecido sem atividade.33. na mesma cidade. tanto do Governo.Item 18. evitam desperdício e possibilitam maior produtividade.Item 18. neste item. terá dez dias para entregá-lo.CIPA • • A empresa que possuir.33.

36.36 / Subitens 18.Item 18.Item 18.35 mudou. .Deliberar a respeito das propostas apresentadas pelos CPR. .Participar e propor Campanhas de Prevenção de Acidentes.36 (Disposições Gerais).Incentivar estudos e debates para aperfeiçoar normas técnicas.Três a cinco titulares e suplentes.Encaminhar propostas ao CPN. representantes de entidades de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho. . dos trabalhadores e dos empregadores. . são mantidos em vigor os seguintes itens que constavam da antiga NR 18: .• • Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria nº 65 (28/12/98). que incluiu o item 18. integrada por técnicos da Fundacentro e da DRT.Justificar aos CPR as propostas não aprovadas.34. Para esta NR específica. c) Atribuições dos CPR: . .2.Implementar a coleta de dados sobre acidentes do trabalho. encaminhando cópia aos CPR. . .Apreciar as propostas encaminhadas pelo CPN. .Estudar e propor medidas preventivas. foram criados os Comitês Nacional e Regional com as seguintes características: a) Composição dos CPN e CPR: . como apoio técnico-científico.35.7 • No item 18.Aprovar as RTP.1 a 18. de 03/03/97. . para Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP). regulamentadoras e de procedimentos. Os tais procedimentos serão elaborados por uma Comissão Técnica da Indústria da Construção.1 O item 18. até a publicação da Recomendação de Procedimentos.Três a cinco representantes titulares e suplentes do Governo. Referências .Elaborar propostas. b) Atribuições do CPN: . de Regulamento. .35 / Subitem 18. • • Os CPN e CPR elaborarão seus Regulamentos Internos.Encaminhar ao Ministério do Trabalho as propostas aprovadas.36. Referências . através da Portaria 7.

38. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando os trabalhadores foram treinados.1 a 18. as punições mais sérias para aqueles que insistem em não cumprir as regras de segurança. quando danificadas.para os estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores e. era obrigatório o PCMAT . A organização usará todas as formas. Os profissionais do SESMT devem estar atentos ao uso inadequado das ferramentas portáteis. o suprimento de água poderá ser feito em recipientes portáteis.Disposições Finais • É obrigatório o fornecimento de água potável. d) Escadas.37. palestras.37. • • • Referências . no plano vertical. o trabalhador irá entender e se convencer das suas responsabilidades para a garantia de segurança. c) Estruturas de Concreto. a serventes de obra.Item 18. Do posto de trabalho ao bebedouro. f) Estruturas Metálicas. bem como às atitudes incorretas de quem as opera. Mais uma vez.item 18. na proporção de 01 (um) para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração. Referências . procedimentos até ações disciplinares como o uso de cartas de advertência e. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos.38.Subitens 18. e) Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas. no primeiro ano de vigência desta NR 18.6 a 18.37. sendo proibido o uso de copos coletivos.37 / Subitens 18. Para isso. por meio de bebedouro ou equipamento similar. por profissional legalmente habilitado. ressaltamos a importância do livro de manutenção e acompanhamento dos equipamentos preenchido pelo operador responsável. dentro dos limites determinados.4 Disposições Finais • Devemos observar que. Com o treinamento.1 . continuamente. Equipamentos e Ferramentas Diversas. pois ao qualificar-se um operário o mesmo passa a profissional. • • • Referências .37.a) Máquinas. a partir do segundo ano de . Fundação e Desmonte de Rochas. É obrigatório o fornecimento gratuito de vestimentas de trabalho e sua reposição.Item 18. não pode haver uma distância maior de 100 m (cem metros). betoneiras ou outro equipamento. no plano horizontal. até mesmo. deve ser solicitada à concessionária local a instalação de um telefone comunitário ou público.8 .5 Disposições Finais • Não é difícil implementar um programa de qualificação. o empregador deve conhecer a NR 18. mudando de categoria.3. Quando houver alojamento nas áreas de vivência. cursos.1 a 18. hermeticamente fechados. em especial aqueles itens relativos à qualificação. que vão desde a ação educativa como a inspeção. Na impossibilidade da instalação de bebedouro. que deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho e ser visado. b) Escavação. ou máquina. filtrada e fresca.38 / Subitens 18. e de 15 m (quinze metros).

essas Plataformas Aéreas possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais. é sempre bom conhecermos o nível de desenvolvimento tecnológico e a real preocupação em estar investindo em pesquisa e desenvolvimento por parte do fabricante. • Outra observação importante é a exigência do elevador de passageiros. serviços e eficiência para seus clientes. o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje do edifício em construção com dez ou mais pavimentos ou altura equivalente. desde que haja 30 ou mais trabalhadores. 40KB) Incluído pela Portaria MTE 15. Como sabemos.vigência. somente após quatro anos de vigência desta Norma. dotados de tecnologia de ponta. pelo menos. Autopropelidos com motores elétricos. incluindo a tão propalada ‘Eletrônica Embarcada’ muito utilizada na industria automotiva. . excelência em treinamento. Contamos. acessem pontos elevados com muita rapidez e eficiência. Referências . Entretanto. os benefícios são inúmeros pois.Plataformas de Trabalho Aéreo (PDF. para sabermos se ele pode mesmo estar oferecendo um alto padrão de qualidade. hoje. referido no subitem 18.Glossário • A Portaria MTE 157 de 10/04/2006 excluiu e incluiu expressões e definições no Item 18.39 Glossário.1. hoje em dia não se vende apenas ‘equipamentos’ e sim alternativas que representem ‘soluções’ para toda e qualquer necessidade do cliente. eliminando a necessidade de se colocar escadas ou montar andaimes onde a mobilidade se torna incomparável com o que permitem as plataformas.14.Item 18.23. sobre pisos pavimentados ou não. Além disso. de canteiros de obras a instalações industriais. 40 trabalhadores. com mais de três anos da nova NR 18. possuem a configuração adequada para trabalhar em ambientes abertos e fechados. O que são as Plataformas de Trabalho Aéreo? São equipamentos muito simples porém. cujo canteiro de obras possua. pessoas e materiais em até 45 metros de altura. de 03/07/07 ARTIGOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES Plataformas de Trabalho Aéreo Atualmente existem equipamentos que podem colocar em segurança. No terceiro e quarto anos de vigência desta NR. para estabelecimentos com 50 ou mais trabalhadores. ANEXOS Anexo I .39 . gás ou diesel.

A seguir. . antes de ofertarmos o equipamento adequado para executar determinado tipo de trabalho.No dimensionamento de uma Plataforma de Trabalho Aéreo algumas questões devem ser respondidas. sugerimos um roteiro que pode ser adotado : • • • • • • • • • • • • • Qual é a altura máxima de trabalho que preciso alcançar ? (A altura de trabalho é considerada como sendo 1.80m acima da altura máxima da plataforma). Qual é a capacidade máxima exigida (pessoas e materiais) ? Que tamanho de plataforma será necessário ? Há necessidade do deslocamento da máquina entre corredores estreitos ? Preciso de um pequeno raio de giro? É preciso mover a plataforma de um andar a outro? O trabalho é em ambiente fechado? Preciso deslocar a máquina com a plataforma elevada? O trabalho requer uma plataforma tipo Tesoura para acesso vertical em linha reta? Preciso de uma plataforma de lança para maior alcance? Preciso de uma lança articulada para elevação sobre obstáculos (acima e além) ? O local de trabalho é pavimentado ou não ? O alcance lateral é importante ? Diferentes classes e configurações estão disponíveis para cada tipo de aplicação.

assim como em hotéis e instalações educacionais e de recreação.83m no deck. São vendidas em todo o mundo para utilização na construção. usadas para alcançar locais sobre máquinas. instalações esportivas. Esse modelo de plataforma foi concebido para oferecer maior área de trabalho no ‘deck’ e. se destacam: Construção e manutenção predial . As plataformas tipo tesoura podem ser manobradas de forma semelhante aos modelos de lança. A partir da plataforma. Em termos de aplicação. Todos os modelos articulados são manobráveis em elevação total e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores estreitos e áreas de trabalho congestionadas. estão disponíveis com lanças articuladas e telescópicas (alturas de 12. A mesa giratória da máquina tem movimento de 3600 em qualquer direção.29m a 36. que é um grupo gerador que recarrega e mantém o nível de carga das baterias. Armazenagem e centros de distribuição são mercados em crescimento. refinarias de petróleo. bastante espaço para trabalho e maior capacidade de elevação. Apresenta as mesmas condições de movimentação das lanças articuladas. elétricos. parques temáticos. instalações industriais e de manufatura (indústrias sederúrgica. de utilidades e pintura . manufatura e armazenagem. acesso sobre obstáculos terrestres. shopping centers e outros ambientes fechados. mesmo elevada. oferecem versatilidade em serviços de manutenção e construção. • • Plataformas de lança articuladas movidas a diesel (alturas de plataformas de 13.1m e 10. • • . para alcançar locais sobre máquinas. São utilizadas principalmente em prédios comerciais e infra-estrutura . dentre as quais. parques temáticos . estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. e podem ser usadas em ambientes abertos e fechados. As aplicações mais comuns são. O gerador carrega as baterias duas vezes mais rápido que o carregador embarcado padrão e permite mais ciclos operacionais em velocidade mais alta. Plataformas de lança telescópica (ou lança reta) atingem alturas de 12. sobre pisos pavimentados ou não. manutenção de instalações.29m). equipamentos e outros obstáculos presentes sobre o piso. elétricos. locais de trabalho com terrenos irregulares . de utilidade e de pintura . Todos os modelos articulados são manobráveis com a plataforma na sua altura máxima e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores industriais e áreas congestionadas. são uma classe de equipamentos usados quando há necessidade de menor alcance e altura mas. empreiteiras de serviços mecânicos. serviços mecânicos. A estrutura giratória da máquina também tem um movimento de 3600 em qualquer sentido. distribuição e entretenimento. com o opcional ‘QuickCharge GenSet (Trade Mark). automotiva e aeronáutica) . indústrias automotiva e aeronáutica . equipamentos e outros obstáculos sobre o piso e outras posições elevadas onde plataformas de lança telescópica não chegam.72m). manutenção. Esse modelo de plataforma oferece características e benefícios semelhantes às plataformas elétricas de lança. etc… Plataformas tipo tesoura. As plataformas elétricas de lança articulada são alimentadas por baterias. refinarias de petróleo e indústrias químicas . geralmente. A lança pode ser elevada ou abaixada e estendida enquanto a plataforma permanence horizontal e estável. evitando os problemas como emissões de gases e ruídos. recarregáveis em tomadas convencionais de 110V ou 220V.24m. Estas máquinas são ideais para inúmeras aplicações. plantas de fabricação e processamento de alimentos e produtos têxteis . além de outras posições elevadas. permitir trabalhar com cargas mais pesadas que nas plataformas de lança. indústria. apesar de serem elevadas apenas verticalmente – exceto para a opção disponível de extensão horizontal de até 1.7m) são usadas principalmente em ambientes fechados com piso pavimentado. As plataformas de lança.• Plataformas elétricas de lança articulada (alturas de 9.58m e são especialmente úteis para aplicações que necessitam de grande alcance. multipropelidas. AS plataformas tipo tesoura estão disponíveis em vários modelos e atingem uma altura máxima de 15. são mais robustas.19m a 18. o operador pode manobrar a máquina para frente e para trás ou para qualquer outra direção.72m até 45.

Também está disponível a exclusiva Série SP Almoxarife. quando recolhida. Vargas. reformas e pinturas de equipamentos na área industrial. prédios públicos. 523KB) Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. passa facilmente por portas convencionais. (DOC.Segurança em Andaimes ABNT NBR 7678 .Segurança na execução de Obras e Serviços de Construção Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível na Construção Civil (PDF.2 da NR 18). A Série VP é uma máquina autopropelida que pode ser manobrada com a plataforma totalmente elevada. A Série AM (ACCESSMASTER)(Trade Mark) é uma máquina de deslocamento manual que. atenção especial aos seguintes itens: • O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho (item 18. . que proporciona mais eficiência. Aplica-se aos acessos necessários à execução dos serviços de manutenção. Vejamos primeiro a definição de "Programa": "Programa é a exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". parques temáticos. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. é montado numa base de aço. centros de distribuição e varejista. 48KB) Procedimentos de Montagem e Desmontagem de Andaimes Este documento visa a estabelecer os procedimentos que devem ser obedecidos na liberação para montagem e desmontagem de andaimes com a finalidade de preservar a integridade física do pessoal envolvido. são compostos de uma plataforma de trabalho fixada a um mastro de alumínio que se estende verticalmente e. Atingem alturas que variam de 5m a 14.3 a necessidade do PCMAT em obras de construção.Proposta de Plano de Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível. Carlos Luciano S. Orientador: Prof. teatros. As aplicações mais comuns são na manutenção geral de fábricas.33m. D. fato que todos os profissionais intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento. igrejas.3. Destaque para o capítulo 3 . aeroportos.• Elevadores Pessoais. Eng. Comentários sobre PCMAT Sérgio Ussan Programa de controle e meio ambiente de trabalho na indústria da construção A NR 18 traz em seu item 18. alcance e segurança no manuseio de ítens de estoque. Agora. por sua vez. Tendo como referência os seguintes documentos: • • • • • Ministério do Trabalho – Portaria 3214 de 1978 – NR-18 N-2343 Critérios de Segurança para Andaimes N-2162-A Permissão Para Trabalho ABNT NBR 6494 .

parte do PCMAT é idêntica para todos. e a partir desta condição conhecer a obra e sua filosofia de construção. O PCMAT deve ser apresentado a todos os profissionais que na obra trabalharem. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa) é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. mudaça de projeto e alteração na relação mão de obra/equipamento. realizando um trabalho voltado única e exclusivamente para aquela obra. tendem a ocorrer.3. surgimento de novas tecnologias e equipamentos. devendo ele. Reforço. o Programa específico aos serviços que ela executará. independente da obra. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. durante a construção. ele é específico para as condições individuais de cada obra. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. Entre possíveis alterações pode-se considerar sem medo de errar mudança no cronograma. A partir destes conceitos pode-se desenvolver alguns comentários que não apresentam unanimidade na sua aprovação. creio eu. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por . principalmente. ou influírem de um modo ou outro. cuidados devem ser tomados quando da contratação do profissional que fará a elaboração do PCMAT. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. Grande engano quem assim pensar. • • Estabelecimento é uma obra individualizada. são os corretos a serem aplicados na indústria da construção. mas também é mais que verdade que parte é específica a obra em si. sobre a implantação de medidas que visem as condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. é um memorial descritivo.• A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. Na verdade. ser um profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho.3 da NR 18). ele não é "receita de bolo". mas. O PCMAT é uma carta de intenções. ou seja. sua função de estabelecer regras que os protejam. sendo demonstrada sua importância e. o PCMAT é único e completo por obra específica. No entanto falar em elaboração e implantação de um PCMAT parece uma tarefa simples e de fácil execução. ou obra. em primeiro lugar. de um forma cerimoniosa. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. independente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. • • • • • • • • Portanto.

Devem os leitores terem pleno conhecimento que a criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. o corte por jato d´água de elevada pressão. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas. lembrando sempre que segurança não é custo. mecânica ou elétrica. por arrancamento através de serras. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". Dentre os recursos naturais em maior abundância. plasma Reação química: Onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação do metal. Lembrando que Segurança é como a água da chaleira para o chimarrão. não importando se a fonte de energia é química. usinagem mecânica. Por questões de economia de escala e características do processo de fabricação dos materiais metálicos. LASER e algumas variantes do processo plasma Definição: O oxicorte é o processo de secionamento de metais pela combustão localizada e contínua devido a ação de um jato de Oxigênio. não sendo adequadas ao uso para todos os fins a que se destinam. devendo ser exigido e obedecido em todas as obras. a água tem-se mostrado uma grande aliada nessa busca. é investimento. estes são produzidos em dimensões padronizadas. sendo uma obrigação dos profissionais ligados a Segurança no Trabalho conhece-lo profundamente. a cada início de uma etapa de construção nova ele deve ser destacado e relembrado. Jato D´água Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Desde os primórdios o homem busca na utilização de recursos naturais meios para satisfazer as suas necessidades. corte oxicombustível Elevada concentração de energia: Neste grupo enquadram-se os processos que utilizam o princípio da concentração de energia como característica principal de funcionamento. Processos de Corte e Solda Oxicorte Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Invariavelmente. agindo sobre um ponto previamente aquecido por uma chama oxicombustível. tesouras. tornam-se necessárias operações de corte das matérias primas. ex. nos ateremos à utilização deste elemento . de elevada pureza. Neste trabalho. etc Por fusão: Utilizando-se como fonte de calor um arco elétrico ex. etc. Este tema merece maiores análises visando alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização. Em função deste aspecto. as operações de soldagem são precedidas pelas operações de corte. se não for aquecida constantemente esfria. O corte pode ser efetuado de diversas formas: • • • • Mecanicamente: Corte por cisalhamento através de guilhotinas. o mesmo ocorrendo com a implantação do PCMAT. Enquadram-se neste..todos. arc air (goivagem).

variando de cerca de 0. Franz da Universidade de Columbia (EUA) patenteou um sistema de corte com água pressurizada. este transforma-se em água. A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. líquido e gasoso. O corte por jato d´água enquadra-se no grupo de energia mecânica. existem três estados: o gelo. água e vapor. Norman C. que sendo submetida a mais calor. O diâmetro do orifício de saída da água é bastante reduzido. Plasma Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Usualmente o plasma é definido como sendo o quarto estado da matéria. plasma. Considerando o elemento mais conhecido. Costuma-se pensar normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido. De uma maneira geral. secionando o mesmo. quando se deseja secionar um material aplica-se energia a este. sendo que a introdução de materiais abrasivos e o desenvolvimento de sistemas de pressurização e bicos.1mm a 0.). Em 1968. tornou o processo aplicável a quase todos os materiais de uso industrial. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo. cisalhamento etc. fazendo com que a pressão exercida no bico de corte seja da ordem de 1500 a 4200 bar.). vaporizará. separando-se em dois gases Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1).6mm.como meio de corte de materiais. podendo ser energia térmica (Arc air. química (corrosão por ácidos) ou mecânica (usinagem. causando um elevado desgaste do mesmo. onde a força de impacto exercida por um jato de água de alta pressão na superfície de contato do material supera a tensão de compressão entre as moléculas. Inicialmente. Estes dois fatores combinados. o processo era utilizado para corte de madeiras. a água. . transformam toda a energia potencial da água em energia cinética. Laser etc. A velocidade da água é da ordem de 520 a 920 m/s.

. ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. A temperatura e a tensão do arco cresceram dramaticamente. Este processo é chamado de ionização. quanto mais reduzida for a secção. o quarto estado da matéria Porém se adicionarmos mais energia. A redução do diâmetro do bocal constringia o arco elétrico. e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em alta velocidade. Ao invés de soldar. Por exemplo. o metal foi cortado pelo arco plasma. pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica. as propriedades do arco elétrico poderiam ser bastante alteradas. sendo eletricamente condutor. Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma.Plasma. a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção.Figura 1 . Quando isto acontece. quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida. Desenvolvimento dos processos a arco plasma Em 1950. O mesmo fato pode ser observado no gás plasma. o processo TIG estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para soldas de alta qualidade em metais nobres. tanto maior será a temperatura. e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. cientistas do laboratório de solda da Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro do bocal direcionador de gás da tocha TIG. algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente tais como a temperatura e características elétricas. Durante a pesquisa e desenvolvimento do processo TIG. o gás torna-se um "plasma". aumentando a velocidade do gás e o seu calor por efeito Joule.

conforme mostrado na figura 2.Figura 2 . o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o "heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a peça de trabalho. A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente aumentar a temperatura do arco. ou de modo não transferido quando a corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha.8 mm). a tensão e temperatura aumentam. O arco do plasma foi consideravelmente mais quente que o arco TIG.Temperaturas do arco TIG e jato Plasma Na figura 2. Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação. mas é operado com o dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco correspondente ao TIG. ejetando o metal fundido provocando assim o corte. Os dois modos de operação são mostrados na figura 3. Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás sai do bocal. quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo) e a peça de trabalho (anodo). os dois arcos estão operando em 200 Ampères. Essas altas temperaturas foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas paredes do mesmo. Se a mesma corrente é forçada a passar através do orifício. . O jato plasma é apenas moderadamente constringido (Æ do orifício do bocal = 4. Arco transferido e não transferido O arco plasma pode ser transferido. com os mesmos parâmetros operacionais. A espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação do gás de corte. permitindo um alto grau de constrição do arco.

Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na face de corte. Uma tocha mecanizada com capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou Alumínio. sendo ideal para soldagem.Plasma transferido e não transferido Alterando as características do arco plasma As características do arco plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás corrente de corte. a espessura de corte não ultrapassa 50 mm. se é usado uma baixa vazão de gás. A faixa de espessuras abrangida variava de chapas finas (0. o corte plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular. Contudo. o jato plasma torna elevada a concentração de calor na superfície da peça. Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do calor na superfície da peça conforme a progressão do corte. . a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal fundido através da peça de trabalho. Nesta faixa de espessuras. Corte plasma convencional (1957) Introduzida em 1957 pela UNION CARBIDE. tensão do arco e diâmetro do bico de corte. A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de condução de corrente da tocha e propriedades do metal. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente aumentada. na maioria das aplicações industriais. esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal a velocidades de corte relativamente altas.5 mm) até chapas grossas (250 mm). Por exemplo.Figura 3 .

sendo um entre o eletrodo e o bico e outro entre o bico e a peça de trabalho. Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários metais e diferentes espessuras. causando um corte mais reto. O aumento da constrição do arco tende a tornar o perfil do arco maior e mais uniforme. Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50.Plasma convencional Este desbalanceamento do calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco como mostrado na figura 4. é atualmente denominado como corte plasma convencional. O arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade. Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois arcos em série (figura 5). O corte plasma como descoberto. Por exemplo. se o corte plasma .Formação de duplo arco Este fenômeno é conhecido como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte. várias pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição do arco. sem porém a criação do duplo arco.Figura 4 . Figura 5 .

a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio. é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização da qualidade de corte nesses três tipos de metais. Figura 6 . Esta técnica envolve uma pequena modificação em relação ao plasma convencional.convencional é usado para cortar aço inoxidável. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio para aço Carbono. e freqüentemente requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio. Arco plasma "DUAL FLOW" (1962) A técnica dual flow foi desenvolvida em 1963. neste caso porém é adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte.Plasma "Dual Flow" Corte plasma com ar comprimido (1963) O corte plasma por ar comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. e reduzindo a tendência de "duplo arco". A velocidade de corte é melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional. Usualmente. protegendo o mesmo de curto-circuitos. além de refrigerar o bico de corte e bocal da tocha. é essencialmente a mesma que no plasma convencional. contudo. como mostrado na figura 6. A maior vantagem neste processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de corte e a peça de trabalho. aço Carbono e Alumínio. O Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao Carbono proveniente da reação exotérmica .O corte plasma convencional predominou desde 1957 até os anos 70. em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser cortado. O gás de proteção também protege a zona de corte aumentando a qualidade e velocidade de corte. Este processo utiliza-se das mesmas características como no plasma convencional. A velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio.

uma vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás de corte conter Oxigênio. onde o gás de proteção secundário é substituído por água (Figura 8).com o ferro incandescente. Figura 7 . .Corte plasma a ar comprimido O maior problema com o corte por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. a superfície de corte nesses materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas aplicações (Figura 7). Mesmo com a utilização deste eletrodos especiais. O efeito de resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte além de melhorar significativamente a aparência do corte. a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no processo plasma convencional. Corte plasma com proteção d´água (1965) O corte plasma com proteção de água é semelhante ao processo "dual flow". Háfnio ou ligas de Háfnio. entretanto. Embora o processo possa ser usado para o corte de aços inoxidáveis e Alumínio. são necessários. Eletrodos especiais feitos de Zircônio. o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez que a água não provê uma constrição adicional do arco. Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o plasma com Nitrogênio.

No processo plasma com injeção d´água.Corte plasma com proteção d´água Arco plasma com injeção d´água (1968) No início. estava estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco. . A injeção de água no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando como se fosse um segundo bico de corte. As temperaturas do arco nesta região são estimadas em aproximadamente em 50.000°K ou seja 9 vezes a temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do arco plasma convencional. da velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço Carbono.Figura 8 . Como resultado final destas altas temperaturas. tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte. a água é injetada radialmente no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9.

conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na injeção radial de água (Figura 10). uma ótima qualidade de corte com o plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas um tipo de gás . Figura 10 .Nitrogênio. A utilização de apenas um gás torna o processo mais econômico e fácil de operar.Figura 9 . A força centrífuga criada pela alta velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o arco.Direção de injeção d´água Ao contrário do processo convencional descrito primeiramente. a constrição do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um redemoinho estável de água. Fisicamente o Nitrogênio é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do arco à peça. O calor absorvido pelo .Corte Plasma com injeção d´água Um outro método utilizado para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um redemoinho de água em volta do arco. Com esta técnica.

Este fenômeno não é causado pela água injetada. como mostrado na Figura 11.Camada de vapor d´água A vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de injeção de água. A mesma dessimetria de corte pode ser observada no corte plasma convencional. Figura 11 . A água restante sai através do bocal sob forma de um spray cônico. porque a camada de vapor isola o mesmo da alta intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima temperatura. Este giro causa uma maior energia de arco a ser despendido no lado direito do corte. A razão da constrição do arco na região de injeção de água é a formação de uma camada isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada. . o arco duplo. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na superfície de corte e resfria o bico da tocha.Nitrogênio quando dissociado é transferido quando em contato com a peça de trabalho. sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos ponteiros do relógio no gás. conseqüentemente. a maior causa da destruição do bico deixa de existir. vindo a refrigerar a superfície da peça. A proteção obtida pela camada de vapor d´água também permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica. Este fato acarreta em que sentido de corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo reto em todas as faces da peça (Figura 12). Uma importante característica das extremidades cortadas. quando há turbilhonamento do gás de plasma. é que o lado direito do corte seja reto e o outro lado seja levemente chanfrado. A despeito das elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco. menos de 10% da água é vaporizada.

o anel mostra o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio. há alguns efeitos negativos inerentes ao processo: . Figura 13 . Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os bordos retos no lado interno do anel. dando como resultado um corte reto no lado direito do corte.Figura 12 .000°K.Direção do corte Na figura 13.Direção de corte Mufla d´água e tábua d´água (1972) Desde que os processos por arco plasma possuem uma elevada concentração de calor. acima de 50.

que controlam os efeitos nocivos do processo plasma. sendo a mufla de água e tábua de água. exigindo uma boa ventilação. Com uma coloração adequada. Tábua de água: Trata-se de um reservatório de água localizado abaixo da peça a ser cortada. superior ao nível normal nas áreas de trabalho. A geração de radiação ultravioleta.• • • A altas correntes. a qual. pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte. requerendo o uso de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros. que acoplado a um sistema purificador. que quando em contato com o jato plasma causa pequenas . deixando Hidrogênio livre dentro d´água. tem a finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações de corte. Este método para fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água. Um aspecto negativo neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a velocidade de corte é diminuída de 10-20%. Em 1972. Além do fato do operador não determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram. Para o corte subaquático. Fumaça e gases tóxicos em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho. O Oxigênio tem a tendência de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas leves) formando óxidos. A fumaça e gases tóxicos são confinados na barreira d´água. no corte subaquático. Finalmente. produzindo os seguintes efeitos benéficos quando usados com a tábua d´água: • • • • O alto nível de ruído do processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela água. foi introduzido pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição. Este grupo de efeitos garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de meio ambiente. e a tocha plasma corta enquanto imersa. levaram ao surgimento do corte plasma subaquático. provocando a formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. a radiação ultravioleta é diminuída. a peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água. A claridade do arco é reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos. o ruído. a fumaça e as radiações do arco elétrico são drasticamente reduzidas. Corte subaquático (1977) Desenvolvimentos na Europa com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça. remove as partículas sólidas. o corte plasma gera um intenso nível ruído. Este Hidrogênio forma bolsas sob a peça. pode causar queimaduras na pele e olhos. Mufla d´água: O sistema de mufla d´água cria uma camada protetora ao redor da tocha. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse aspecto. Como conseqüência. requerendo proteção para os operadores.

Com este novo alento. Corte plasma com oxigênio (1983) O corte plasma com injeção de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da saída do bocal. um grande número de inovações tecnológicas foram introduzidos. sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de 260 Ampéres. surgindo novos fabricantes. o corte plasma foi aceito como um novo método para corte de metais. os fabricantes de equipamentos introduziram no mercado. A partir desta data. Este torna-se um corte subaquático com injeção de ar. sendo considerado uma valiosa ferramenta em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna. A Termal Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT.explosões. Corte plasma a ar comprimido de baixa corrente (1980) Em 1980. equipamentos usando ar como gás de plasma. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de corte. foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte. particularmente para sistemas de baixa corrente. no qual é injetado ar ao redor da tocha. tornando o processo fácil de usar. Este fato propiciou uma nova era para o corte plasma. Em função deste fato. Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por contato ("blow back" retração do eletrodo). aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80. eliminando a alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as partes frontais da tocha durante as operação de corte. como mostrado na figura 14. estabelecendo uma bolha de ar onde o corte se processa. A utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas. Corte subaquático com mufla Baseado na popularidade do corte subaquático. aumentou a competitividade na indústria de corte plasma. . a água deve ser constantemente agitada quando do corte destes metais. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. as duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e Europeu respectivamente.

contudo. Em alguns locais onde este processo foi usado. Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado. Conclusão Ao fim desta revisão. Considerando que o custo de implantação do processo plasma exige um investimento inicial bem menor.Plasma com injeção de Oxigênio Este processo é usado exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno aumento na velocidade de corte.Figura 14 . excesso de material removido. os fabricantes de equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade de corte de seus equipamentos. o pequeno aumento na velocidade de corte associado as desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo tipo de tocha. tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos últimos 35 anos. Atualmente três tendências principais devem ser observadas: . este tornar-se-á o maior concorrente do processo LASER. pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao metal a ser cortado (aço Carbono). foi visto a primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres. Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida. Espera-se que a qualidade de corte no plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser. Corte plasma de alta densidade (1990) O corte LASER tem se tornado um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade. Em 1990. aumentando a velocidade de corte. como uma deficiência no esquadrejamento do corte. algumas desvantagens são notadas. particularmente nos últimos 5 anos.

A poça de soldagem é circundada. ver a figura ESW 01. cerâmica ou cobre. Os russos na década de 50 desenvolveram o princípio do processo. executava-se a soldagem por arco elétrico ou por processo térmico. Eletroescória Prof. Pesquisas e desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a qualidade de corte. entre o eletrodo (em fusão) e o lado inferior do chanfro. O mercado para unidades portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir. pelos lados das bordas por suportes de cobre. O mercado para máquinas de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e tolerâncias cada vez menores para o processo plasma. e Prof. 3. a qual chama-se de sapata de refrigeração. Todos os cordões são executados na posição vertical ascendente ou aproximadamente a esta. resfriadas na parte interna com uma vazão constante de água.1. Figura ESW 01 Principio da Soldagem por Eletroescória Antes de iniciar o processo coloca-se no chanfro. 2. Depois inicia-se o processo de soldagem com um arco elétrico. Princípio do Processo O processo de soldagem eletroescória é um processo por fusão através de uma escória líquida a qual funde o metal de adição e as superfícies a serem soldadas. para espessuras máximas praticamente não há limitações. O processo de soldagem Eletroescória é usado onde se necessita grandes quantidades de material de solda depositado. que consiste em uma escória líquida condutora de energia elétrica para a soldagem na posição vertical ascendente. Luiz Gimenes Jr. fluxo para soldar. Este arco voltaico funde . como por exemplo para soldar seções transversais muitos espessas. Manuel Saraiva Clara Os precursores do processo começaram ainda no século passado com a soldagem na posição vertical em um único passe através do confinamento do metal líquido com sapatas de grafite. O processo passa a ser viável economicamente em juntas de topo a partir de 19 mm de espessura e.

• • • • Desvantagens Granulação grosseira. que resulta do processo. para as reações químicas na poça de fusão. pois não há tolerâncias críticas a serem consideradas. jogos de rodas. de modo que a superfície do metal líquido seja mantida sempre na altura média das sapatas de refrigeração. e portanto deve ser substituída com a adição regular de fluxo. este se apaga. O aquecimento. Construção naval: Solda de seções do navio e laterais de tanques.o fluxo. para que a profundidade do banho de escória seja mantida estável. o que evita trabalhos. O processo lento de solidificação é favorável. Construção de máquinas: Carcaças para turbinas. vasos de pressão: Costuras longitudinais e circulares. Tão logo a condutibilidade do banho de escória tenha aumentado. sendo necessário tratamento térmico posterior. eixos. Na maioria dos casos a profundidade mais favorável está entre 40 e 60 mm. Campos de Aplicação • • • • • • • • Construções metálicas: Soldas em chapas grossas de topo. de ajustamento. devido às propriedades especiais de condutibilidade da escória. Construção de vagões ferroviários: superfícies de rolamento. funde o metal adicionado e as faces do chanfro. A condutibilidade elétrica da escória líquida. cilindros. O metal depositado é bem desgaseificado e livre de poros. muito onerosos. Então a corrente elétrica corre do eletrodo. tampouco mostra endurecimento. devido a passagem da corrente elétrica pelo banho da escória aquecido. isto é. através da escória líquida e através da zona metálica fundida. Construção de recipientes. Este calor gerado pela corrente elétrica é o principio que serve como fonte de calor. aumenta diretamente com a temperatura. Alto custo dos dispositivos de soldagem. . Vantagens Preparação do chanfro a baixo custo. bases para máquinas. até o metal base. por meio de oxicorte. O guia do eletrodo e as sapatas se deslocam continuamente para cima. Devido ao resfriamento lento surgem tensões próprias da solda consideravelmente mais baixas do que em soldas executadas por outros processos. a tal ponto que a escória conduza melhor do que a corrente elétrica do arco. O metal solidificado é coberto lateralmente com uma camada fina de escória. conferindo alta qualidade da junta soldada. Solda sem distorções. do ponto de vista metalúrgico. Técnica nuclear: Partes de componentes para usinas nucleares. com baixa resistência ao impacto.

7 Tensão Corrente Stick out (V) (A) (mm) 23 . abaixo do cordão. Por causa disso é colocada. por um lado. Para tal aplicação utiliza-se os dispositivos e demais componentes do processo de soldagem arco submerso. os quais podem ter oscilação através de dispositivos acoplados ao sistema tracionador de arame. Esta parte do cordão mostra uma penetração baixa demais. podem desenvolver uma estrutura metalográfica diferente. nunca maior que 10%. Seu valor mínimo é determinado pela forma do guia do arame. grande demais. uma peça de acesso a qual não deve ser menor que 100 mm. ver Tabela ESW01.• • • Mão-de-obra especializada é recomendada na operação.2. os últimos milímetros da solda. pode ser executado com um ou vários arames. com depósito em aço inoxidável e alta liga de níquel. que devido à interrupção do processo. Esta não têm apenas como objetivo manter a escória confinada. que gira em torno de 6%. Tabela ESW 01 Parâmetros Para solda com Fita ( Eletroslag Strip Clading) Dimensões da Fita (mm) 30 x 0. garanta uma boa transmissão de calor para as chapas a serem soldadas. O revestimento com fita. Solda seções acima de 19 mm. O percurso de espaço inicial de 3 à 8 cm de cordão de solda são feitos sob escória não totalmente fundida.750 28 . e tem que ser iniciada preferencialmente a soldagem uma única vez.32 Taxa de Deposição (Kg/h) 32 .27 650 .5 Velocidade de Avanço (m/min) 2. A grande vantagem da utilização dessa variante de processo seria a sua baixíssima diluição. conduza bem a corrente elétrica e por outro lado. podem ser feitos com excelente qualidade metalúrgica e sanidade ultra-sônica. com também manter fora do cordão. as sapatas de refrigeração fixados nas faces a serem soldadas. A soldagem só pode ser feita na posição vertical ascendente. não são econômicas. A soldagem por eletroescória exige uma escória líquida que. contendo apenas fluxo granulado. . No inicio do processo. Tecnologia do Processo O processo de soldagem por eletroescória. Aberturas de junta.3 . A abertura deve ser o suficiente para que não ocorra curto-circuito entre guia de arame e as faces do chanfro. Para terminar o cordão devem ser previstas peças de saída.40 A abertura do chanfro é de aproximadamente 20 até 30 mm.

100 10 . A soldagem por eletroescória pode ser realizada com corrente alternada ou contínua com eletrodo no polo positivo).5 3. com tensões em vazio da ordem de 60 V e tensões de trabalho de 30 a 55 V. Tabela ESW 02. Cada interrupção.50 450 600 500 90 . o que causa uma penetração insuficiente provocando descontinuidades.20 .120 70 . antes de iniciar a soldagem.Figura ESW 02 . com ciclo de trabalho de 100%. Uma tensão de soldagem mais alta provoca uma maior penetração na face. por sua vez. Equipamento As fontes de energia típicas para o processo são similares as utilizadas no arco submerso. Com o aumento do avanço do eletrodo aumenta a corrente. a profundidade da poça de fusão e a potência de fusão. Por esta razão.50 32 . a formação da microestrutura será melhor.Apêndices para início e término da soldagem A soldagem por eletroescória exige operação ininterrupta. por mais curta que seja. leva ao resfriamento do banho de escória.20 10 . Algumas vezes usa-se corrente alternada. Parâmetros para soldagem por eletroescória com 1 eletrodo sem oscilação Velocidad Densidad e de Taxa de EletrodoDiâm Tensã Corren e de avanço do deposiçã etro (mm) o (V) te ( A) corrente eletrodo o (Kg/h) (A/mm2) ( m/min) 2.0 4-9 3-6 32 . Tabela ESW02. deve-se ter quantidade de arame suficiente para todo o tempo de arco aberto. Com velocidade pendular mais alta.

e Prof. Bibliografia American Welding Society Vol 2 8th edição pg 272 a 297 Welding Metal Fabrication nov/89 pg 19 a 20. o qual transforma uma corrente alternada em oscilações longitudinais mecânicas de freqüência de 22 KHz por exemplo.35 Geometria de Chafros Abaixo é mostrado as geometrias mais comuns utilizados pelo processo eletroescória.70 15 . sem fusão do material base. .Murray and A.0 3-6 32 .50 600 900 50 . O processo de Soldagem é realizado através de um transformador eletroacústico Figura USW 01. O componente denominado sonotrodo é o agente que promove as vibrações. C. Burley Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. J. Noruk Soldagem por Ultra-som Prof.700 4. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem por ultra-som tem como objetivo unir peças por vibrações mecânicas na faixa ultra-sônica associada com pressão. Welding Journal ago/82 pg 15 a 19. S. a Soldagem é feita no estado sólido. Luiz Gimenes Jr e Marcos Antonio Tremonti. Luiz Gimenes Jr. Apostila de Processos Especiais de Soldagem 1995 pg 14 a 18.

Se a força de pressão e a amplitude dos movimentos relativos entre as superfícies a soldar forem suficientemente fortes. Zircônio. .sonotrodo e bigorna fixadora Soldam-se chapas finas. O aquecimento é limitado a uma camada muito fina. destacamos os principais: Alumínio. como fios de alumínio ou ouro em silício. A solda por ultra-som. Estanho. As superfícies. Tungstênio. Titânio. Prata. Conexões elétricas dos mais diversos tipos. Ligações entre semicondutores e transistores. então ocorre fluidificação. folhas ou fios (espessura de 0. se aproximam e forças de ligação de superfície entram em ação. Magnésio. Figura USW 02 .Figura USW 01 . Paládio. O sonotrodo transmite oscilações tangenciais para a peça. Campos de aplicação • • Contatos de semicondutores resistentes à temperatura. Molibdênio. Cobre. vidro ou mesmo cerâmica. aquecidas e aplainadas. pode ser usada para unir os principais metais. além dos Aços. Níquel.003 até 2 mm) de metais macios (alumínio. também em chapas mais mais espessas de aço e não-ferrosos. ouro). Os filmes de sujeira.principio de funcionamento Durante a Soldagem as peças são fixadas na "bigorna" Figura USW 02. Platina. água e óxido são rompidos. Tântalo. Ouro.

tem exigido também um aprimoramento nos processo de fabricação. Nylon. a Soldagem a ponto por resistência algumas vezes se torna mais viável. Portanto a Soldagem dos plásticos apresenta como vantagens: • • • • • • Substituir fixações mecânicas ( porcas / parafusos ) Melhorar design Segurança na união Redução de risco da ação química do adesivo sobre o plástico Soldagem dissimilar Rapidez do processo Parâmetros e equipamentos Na implantação do processo deve ser levado em consideração. a Soldagem dissimilar entre os plásticos dependem muito da resina empregada. Os principais plásticos soldáveis por ultra-som são: ABS. a espessura e extensão da área a unir caracteriza a potência do equipamento. em outros ramos tem-se encontrado em componentes de telefones. Os diversos tipos e modelos variam potências de 800 a 3000 W. como por exemplo nas aplicações em painéis. Bibliografia . Acrílico. ocupam menor espaço e não exigem isolamento acústico. pois as partes a soldar necessitam estar em contato e sob pressão utilizando ciclos da ordem de 20 a 40 kHz.• Quando as quantidades são grandes. alem da espessura e extensão da área a ser soldada. As indústrias automobilísticas são um dos grandes consumidores da Soldagem por ultra-som e nas indústrias de autopeças. muito freqüente em colagens. principalmente na união. A solda ultrasônica ganha pela rapidez e evita os riscos citados. microcomputadores. pára-choques. PVC. Poliéster. a substituição de adesivos por equipamentos de soldagem ultra-sônica exigem pequenas modificações no projeto para que a Soldagem seja viável. e na costura de produtos sintéticos. Policarbonato. Os equipamentos de menor potência destinam-se a aplicações mais delicadas. A complexidade e irregularidade da peça pode impor restrições à Soldagem ultra-sônica. Polipropileno. Plásticos O crescimento do uso do plástico na indústria. também: • • Ponto de fusão a ser empregado Geometria e dimensões da peça São fatores que definem a potência e freqüência do equipamento. Poliestireno. Basicamente as uniões são feitas por adesivos que corre o risco de ataque químico ao plástico.

Marcos Antonio Tremonti Aumenta a demanda por novos métodos de solda. Plástico Moderno jul/1989 Técnicas de Soldadura en Materiales Termoplásticos. o arco ficará protegido por uma camada de fluxo granular fundido que o protegerá. o material de adição (arame) e o metal de base. que caracterizam os demais processos de soldagem em que o arco é aberto. garantindo uma excelente concentração de calor que irá caracterizar a alta penetração que pode ser obtida com o processo. e em solda de aços-liga. o calor produzido pelo arco elétrico funde uma parte do fluxo. remove-se o fluxo não fundido (que pode ser reaproveitado) através de aspiração mecânica ou métodos manuais. Princípio de funcionamento do processo Em soldagem por arco submerso. normalmente. Jones (IIW). na forma granular. a corrente elétrica flui através do arco e da poça de fusão. Luis Moura. Como já está explícito no nome. se solidifica enquanto a escória permanece fundida por mais algum tempo. Luiz Gimenes Jr. da contaminação atmosférica. na forma de escória. o fluxo fundido sobrenada e se separa do metal de solda líquido. Soldadura y Tecnologias de Union fev/90 Arco Submerso Prof. Com o deslocamento do eletrodo ao longo da junta. a cobertura de fluxo pode fornecer elementos desoxidantes. Processos Especiais. para além das funções de proteção e limpeza do arco e metal depositado. que consiste em metal de solda e fluxo fundidos. O metal de solda que tem ponto de fusão mais elevado do que a escória. devido a sua alta temperatura. Com o resfriamento posterior. parte fundido e uma cobertura de fluxo não fundido. A escória também protege o metal de solda recém-solidificado. condutivo (embora no estado sólido. formando a poça de fusão. assim como o metal fundido e a poça de fusão. Durante a soldagem. este não é visível. muito reativo com o Nitrogênio e o Oxigênio da atmosfera tendo a facilidade de formar óxidos e nitretos que alterariam as propriedades das juntas soldadas. pois este é ainda. Como o arco elétrico fica completamente coberto pelo fluxo. pode conter elementos de adição que modificariam a composição química do metal depositado. luminosidades ou respingos.B. funciona como um isolante térmico. Luiz Gimenes Jr. O fluxo. S. A zona de soldagem fica sempre protegida pelo fluxo escorificante. . O fluxo fundido é. e a solda se desenvolve sem faíscas. a frio não o seja).Welding Handbook Vol 2 8 edition 1991 Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem.O eletrodo permanece a uma pequena distância acima da poça de fusão e o arco elétrico se desenvolve nesta posição. Em adição a sua função protetora. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco submerso é um processo no qual o calor para a soldagem é fornecido por um (ou alguns) arco (s) desenvolvido (s) entre um (s) eletrodo(s) de arame sólido ou tubular e a peça obra.

Estas características tornam o processo de soldagem por arco submerso um processo econômico e rápido em soldagem de produção. aliado as altas densidades de corrente (60 a 100 A/mm2). Através de um perfeito ajustamento de fluxo. Outra característica do processo de soldagem por arco submerso está em seu rendimento pois. oferecerá ao processo alta taxa de deposição. arame e parâmetros . muitas vezes não encontradas em outros processos de soldagem. As soldas realizadas apresentam boa tenacidade e boa resistência ao impacto. esta separação permitirá que se utilize diferentes composições fluxo-arame. Em média. relativamente espessa de aspecto vítreo e compacto e que em geral se destaca com facilidade. MIG-MAG e arame tubular. O esquema básico do funcionamento do processo pode ser visto na Figura . No arco submerso. Fica separado do arco elétrico. Esta independência do par fluxo-eletrodo é outra característica do processo que o difere dos processos eletrodo revestido. gasta-se com este processo cerca de 1/3 do tempo necessário para fazer o mesmo trabalho com eletrodos revestidos. pode-se dizer que não há perdas de material por projeções (respingos). ligeiramente a frente deste ou concentricamente ao eletrodo.Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso. Esta porém não é a maneira que o processo oferece a maior produtividade. Possibilita também ouso de elevadas correntes de soldagem (até 4000 A) o que. praticamente. podendo com isto selecionar combinações que atendam especificamente um dado tipo de junta em especial.e a escória. além de excelente uniformidade e acabamento dos cordões de solda. Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso O processo pode ser semi-automático com a pistola sendo manipulada pelo operador. O fluxo é distribuído por gravidade. Esta é conseguida com o cabeçote de soldagem sendo arrastado por um dispositivo de modo a automatizar o processo.

de soldagem. Ainda assim. que tem como função a proteção contra os respingos.Exemplo de recurso para sustentação de fluxo. Energia elétrica e força são transmitidas através de um porta-pinos num dispositivo de elevação. Na soldagem circunferencial pode-se recorrer a sustentadores de fluxo como o que é apresentado na Figura . Exemplo de recurso para sustentação de fluxo Soldagem de Pinos ( Stud Welding / SW ) Prof. A maior limitação deste processo de soldagem é o fato que não permite a soldagem em posições que não sejam a plana ou horizontal. ver Figura SW 01. seguido de imediata pressão. trata-se de um processo de soldagem a arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes por aquecimento e fusão do Metal Base e parte da ponta do pino. e Prof. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem de pinos em inglês é designado por stud welding. Luiz Gimenes Jr. contaminação atmosférica. e protegidos por uma cerâmica. e conter o metal líquido. . a soldagem na posição horizontal só é possível com a utilização de retentores de fluxo de soldagem. para melhor união e solidificação. consegue-se propriedades mecânicas iguais ou melhores que o metal de base.

Solda-se em ciclos de 10 pinos/min. protege contra a atmosfera e limita o banho de fusão. (1) O gatilho da pistola de soldagem faz com que o pino encoste na peça a soldar. fundido o parte do pino e a face do metal base. promovendo o curto circuito. Depois de um determinado tempo. (2) Imediatamente ocorre o arco elétrico. (3) Aplica-se pressão ao pino para promover a solidificação. Sistemas automáticos soldam até 20 pinos/min.Dispositivo de elevação e posicionador O arco elétrico é obtido através da operação de toque e retração de pino. o anel de cerâmica e o pino são colocados manualmente no equipamento apropriado conhecido como pistola para Stud e o processo de solda é executado pelos comandos existentes. O anel de cerâmica concentra o arco voltaico. e a cerâmica. (4) Retira-se o porta pino ( pistola ). a Figura SW 02 ilustra a seqüência de soldagem.Figura SW 01 . O tempo de operação é da ordem dos milisegundos. temos uma ZTA ( Zona Termicamente Afetada ) muito estreita. é relativamente curto se comparado com os processos a arco convencionais. Durante a Soldagem. Figura SW 02 Seqüência de soldagem Equipamentos . devido o ciclo de trabalho ser muito curto. onde o pino é submerso no banho de fusão.

com capacitores de alta capacidade. são derivadas de um banco de capacitores. o processo segue nos mesmos parâmetros do processo convencional como na Figura SW 04. que normalmente são projetadas para correntes de até 1600 Ampères. ou utilizarse de fontes desenvolvidas para goivagem a grafite. a pistola também fornece pressão e alivio ao sistema. outra variante do processo. As Unidades de controle são basicamente circuitos temporizadores para aplicação do tempo de Soldagem e tempo de pressão. neste caso as cerâmicas de proteção não são usadas. Figura SW 03 equipamento de soldagem por pinos As fontes de descarga capacitiva. contem um gatilho que libera a corrente de Soldagem. os controladores podem ser integrados as fontes de energia ou separadas. utiliza-se uma fonte com descarga capacitiva. este encaixes podem ter diferentes geometria e espessuras. com os pinos ligados ao polo positivo. que é uma espécie de encaixe. que são ligadas as fontes e à pistola de soldagem. através de uma mola controlada por uma válvula solenóide. para alta produção podem ser adaptados nas pistolas através de tubos flexíveis. As Fontes de Energia empregadas no processo convencional são semelhantes às usadas para o processo eletrodo revestido.A Pistola de soldagem tem por finalidade segurar e movimentar o pino. pode-se ligar as fontes em paralelo. . onde a fonte de energia para deslocamento dos pinos do reservatório ä pistola é o ar comprimido. compatíveis com o pino a fixar. caso haja a exigência de correntes mais elevadas. pois o diâmetro dos pinos e os tempos de soldagem são menores. tanto geradores ou retificadores. Um esquema de soldagem convencional é mostrado na Figura SW 03. a qual é transmitida para a ponta do pino. é recomendado utilizar fontes com potência acima de 400 Ampères e tensões em vazio de no mínimo 70 Volts. Sistemas automáticos de alimentação.

as dimensões da ponta do pino determinam o processo de solda. Construção Naval: Fixadores para mantas isolantes e fixadores de cabos. neste processo. para melhor qualidade da solda. fixação de buchas e ancoramento de concreto. Estruturas Metálicas e em Concreto Armado. Materiais Os pinos podem ser de aço SAE 1030. devem estar isentas de: • • Óleo Umidade . pinos de alumínio 99. Na soldagem convencional. revestimentos. colocação de pinos em tubos de trocadores de calor e fixação de ancoragens para isolamento. substitui uniões roscadas complicadas e pequenas peças de fixação.Esquema de ligação para soldagem com descarga capacitiva Aplicações • • • • • Caldeiraria. em chapas finas ou com revestimento de material sintético de um lado. indicado principalmente para chapas com oxidações e sujeiras. Ele é apropriado para pequenos esforços mecânicos. pino de aço inox com alta liga. Por meio de uma descarga de condensadores (corrente de até 8000 Ampères) surge imediatamente (dentro de 0. onde o esmerilhamento ou escovamento das áreas é de difícil acesso.5 em ligas de alumínio (proteção da poça de soldagem com gás argônio é necessário).Figura SW 04 . por exemplo. Tecnologia do Processo Pinos especiais podem ser feitos com um ressalto em sua extremidade para facilitar a ignição do arco. as superfícies que estão em contato com o pino. geralmente com pinos de aço inoxidável para ancoragem de refratário para válvulas siderúrgicas. parafusos e porcas. É possível solda dissimilar.5 até 4 ms). fixação das armações. em aço baixa liga com Cr Mo. Construção Elétrica. pois o alumínio tem a função de desoxidar o banho de fusão. como por exemplo em soldas de campo. Indústria Automobilística. Também são feitos pinos com dimensões maiores com pontas em alumínio. Fornos e Chaminés.

devem estar isentas de umidade: • Seca-las a 120ºC / 2 Horas . As superfícies a serem soldadas e a cerâmica. As superfícies devem ser limpas pelos métodos: • • • Escovamento Lixamento Decapagem Tabela SW 01 . ser realizado com a seção integral do pino. Acabamento final do pino soldado deve ser uniforme e isentos de: • • • • Sobreposição excessiva Trincas Desalinhamento Torção A propriedade mecânica do pino através do ensaio de tração é opcional.0 5.0 8. devendo em caso positivo.Norma AWS D1.1 Enumeramos os principais itens para os testes de aceitação para pinos soldados. como o dispositivo de teste da Figura SW 05.• • Sujeira Carepa O pino não poderá ser soldado sobre superfícies pintadas e zincadas.Parâmetros de Soldagem por Descarga Capacitiva Diâmetro do Pino (mm) 3.0 Corrente de Soldagem (A) 300 400 500 600 800 Tempo de Soldagem (ms) 13 16 20 24 32 Tempo de Aplicação da Carga(ms) 50 50 50 50 50 Controle de Qualidade para pinos soldadores .0 4.0 6.

e Engº José Pinto Ramalho . 2. realizar teste: 1. e Marcos Antonio Tremonti AWS Welding Handbook Vol 2 Welding Process 1991 AWS D1. Luiz Gimenes Jr. Processos Especiais.1 a 7. 5. 3. 1995. Luiz Gimenes Jr. 4. • • • • Soldar 2 pinos Inspeção visual de 360ºC Utilizar sempre chapa de teste Pinos frios Dobrá-los 30º com reação ao eixo principal Método Martelamento Tubo Visual Não pode ocorrer falhas Figura 06 . liberar para produção.8 MIG MAG Prof.Figura SW 05 . Critério de aceitação de ensaio visual de fusão do pino A) Satisfatório B) Pouca retração do pino C) Retirada rápida da pistola D) Falta de alinhamento E) Baixa corrente F) Alta corrente Bibliografia Cursos de Especialização para Engenheiros de Soldagem.Test Estando em conformidade com as exigência já citadas anteriormente.Dis Controle de produção Antes de uma série de peças a serem soldadas na produção.1-80 Stud Welding item 7. O operador poderá ser qualificado de acordo com o teste de produção.

muitas das vezes impossibilitados tecnicamente por um lado e economicamente por outro.A soldagem a arco com eletrodos fusíveis sobre proteção gasosa. nas perdas por projeções. será responsável por uma série de alterações no comportamento das soldagens. Como seria lógico de concluir. na temperatura da poça de fusão.dióxido de Carbono GMAW. segundo sua natureza e composição. Argônio com CO2 e outros tipos. normalmente CO2 . enquanto o CO2 puro. A simples mudança do gás por sua vez. quando a proteção gasosa é feita com um gás dito ativo. ou seja um gás normalmente monoatômico como Argônio ou Hélio. na sensibilidade a fissuração e porosidade. acabamos por utilizar mistura dos dois tipos de gás. um vez que os componentes utilizados são exatamente os mesmos. na velocidade de soldagem. o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos. um gás que interage com a poça de fusão. é conhecida pelas denominações de: • MIG. Existe uma certa . e que não tem nenhuma atividade física com a poça de fusão MAG. Estes gases. no tipo de transferência de metal do eletrodo à peça. ou seja. como por exemplo Argônio (inerte) com Oxigênio (ativo). Além disto. Os gases nobres (processo MIG) são preferidos por razões metalúrgicas. quando a proteção gasosa utilizada for constituída de um gás inerte. (abreviatura do inglês Gás Metal Arc Welding) que é a designação que engloba os dois processos acima citados • • Princípios básicos do processo MIG / MAG Os dois processos diferem entre si unicamente pelo gás que utilizam. é preferido por razões econômicas. bem como na facilidade da execução da soldagem em diversas posições. na penetração e na forma externa da solda. tem uma influência preponderante nas características do arco.

ausência de operações de remoção de escória e exigência de menor habilidade do soldador. a determinação desses parâmetros para se obter uma solda adequada é dificultada pela forte interdependência destes. Cobre. A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os valores de densidade de corrente dos processos MIG MAG e eletrodo revestido. Níquel e suas ligas. enquanto o processo MIG pode ser usado tanto na soldagem de materiais ferrosos quanto não ferrosos como Alumínio. quando comparada à soldagem com eletrodos revestidos. A principal limitação da soldagem MIG MAG é a sua maior sensibilidade à variação dos parâmetros elétricos de operação do arco de soldagem. porém é uma discussão meramente teórica. não existência de fluxos de soldagem e.indefinição de quais seriam os limites percentuais dos gases. conservam as características gerais de gás ativo e são consideradas como gás ativo. pelas altas densidades de corrente que o processo pode ser utilizado. grande versatilidade. os valores comparativos de densidade de corrente: Processo E. que é motivada. Além da necessidade de um ajuste rigoroso de parâmetros para se obter um determinado conjunto de características para solda. O processo MAG é utilizado somente na soldagem de materiais ferrosos. revestido MIG MAG Densidade de Corrente 5 a 20 A/mm2 100 a 250 A/mm2 De um modo geral. a partir dos quais um mistura deixaria de ser inerte e passaria a ser ativa e viceversa. conservam as características gerais de gás inerte e são consideradas como gás inerte. Magnésio. conseqüentemente. é sua alta produtividade. misturas cujo maior componente seja um gás ativo (exemplo: Argônio 98 % .Argônio 25 % usado para a soldagem de aços ao Carbono em posição diferente da posição plana). Na tabela abaixo. em relação aos outros processos de soldagem manuais. que influenciam diretamente na qualidade do cordão de solda depositado.Oxigênio 2 % utilizado para a soldagem de aços inoxidáveis). quanto ao tipo de material e espessuras aplicáveis. pode-se dizer que as principais vantagens da soldagem MIG MAG são: alta taxa de deposição e alto fator de trabalho do soldador. Assumimos na prática o comportamento em soldagem e o modo como ocorre a transferência metálica como determinantes da percentagem correta onde ocorre a transição. e por sua influência no . Assim. Misturas cujo maior componente seja um gás ativo (CO2 75 % . além da continuidade do arame. Uma das características básicas deste processo.

ou botina com perneira de raspa. (este conjunto proteje também contra estilhaços e fagulhas quentes). como: exaustão no ambiente ou localizada (cuidado para não alterar a qualidade da solda). e viabilizar a substituição do material utilizado. não há outra alternativa para controle do agente. nos últimos anos em escala mundial. Luvas de raspa cano longo. (aqui a carga horária é de 80 horas). Sob a máscara usa-se uma touca de brim. e óculos de proteção contra impacto. deverá ser feita uma avaliação ambiental no local para identificar e quantificar os agentes químicos gerados e a partir dos resultados tomar medidas de controle. Dependendo dos resultados as avaliações ambientais o soldador deverá usar protetor auricular contra o ruído. sem uso a lente fica na tonalidade 3 e no momento de acionado o arco elétrico o dispositivo passa para tonalidade de 10 a 14. Neste treinamento está incluso a prevenção • • • • . em comparação com o equipamento para soldagem com eletrodos revestidos e menor variedade de consumíveis são outras limitações deste processo. Estes processos tem se mostrado os mais adequados dentre os processos de soldagem à arco. A proteção individual consiste em botas de cano longo de raspa com biqueira de aço. conforme regulagem. ou máscara de soldador com escurecimento automático. mecanizados e automáticos. ou EPI (respirador descartável P-2). sempre que possível da soldagem manual por processos semi-automáticos. contra queimadura nos cabelos e pescoço causada por fagulhas e radiação. A soldagem MIG MAG e a soldagem com arame tubular. Para fumos métálicos. a não ser a proteção individual ao soldador e coletiva (biombos) aos demais trabalhadores próximos. Quanto a radiação gerada no processo.resultado final da solda produzida. Segurança e Saúde Ocupacional • O processo de soldagem emite uma série de agentes nocivos a saúde dos trabalhadores. conhecendo os agentes presentes. O trabalhador para executar este tipo de trabalho deverá passar por um treinamento específico de Soldagem Mig-Mag. tem sido as que apresentaram um maior crescimento em termos de utilização. avental de raspa tipo barbeiro com mangas ou avental convencional complementado com mangotes de raspa. Fagulhas e estilhaços. Choque elétrico. à soldagem automática e com a utilização de robôs. evitando que estilhaços atingem os olhos quando o soldador erguer a máscara. como: o o o o o o • Radiação não ionizante. O maior custo do equipamento. para a obtenção de maior produtividade em soldagem. os quais são liberados no processo de solda. própria para soldador. Máscara de soldador com lentes escuras na tonalidade de 10 a 12. a maior necessidade de manutenção deste. Fumos metálicos. Este crescimento ocorre principalmente devido à tendência à substituição. Pode-se também identificar a composição do aço e do arame de solda. Ruído. Ergonômico.

• Quanto a marcas dos EPI´s. Em 1957. queimaduras. após explosão. pela ação dos explosivos. Esta colisão é muito violenta e libera um jato metálico formado a partir do impacto pontual entre as partes que serão soldadas. lançada em alta velocidade. por isto esta configuração é chamada de regime laminar. E maneiras corretas e ergonômicas de efetuar a soldagem. Nas placas em paralelo o anglo a obtido na detonação é pequeno. Fundamentos do processo Este processo nos oferece duas configurações básicas. produz um caldeamento constante. em determinadas circunstâncias. Porém. com arranjo das placas em paralelo.. enfim. uma a outra. ele faz uma espécie de decapagem. pois suas condições são alteradas ao longo da soldagem. pois suas condições são alteradas incessantemente até o término da soldagem. liberando-as de óxidos e impurezas. queda de materiais. sendo a primeira. contra outra através da detonação calculada de um explosivo. foi relatado de forma científica somente em 1944. cortes. com arranjo utilizando um ângulo a pré-determinado entre as placas. enquanto a segunda. eram soldadas. este processo. Então. então o fluxo do jato de metal é ininterrupto e a interface resultante é praticamente plana. obteve-se a soldagem por explosão de uma chapa de Alumínio a um perfil de aço. quando em um experimento foi observado que dois discos metálicos ligados a um detonador. grande interesse foi despertado por este processo e muitos países começaram a pesquisá-lo e a encontrar muitas aplicações industriais para a soldagem por explosão. mostrada na Figura EW 01.. existe no mercado uma infinidade de opções a disposição. Este jato limpa a face do metal retirando sua película superficial. Descrição A soldagem por explosão é um processo de soldagem no estado sólido que é obtido a partir da deformação plástica superficial dos metais ocorrida após colisão de uma peça acelerada. produz um caldeamento não constante. era observado que partes metálicas de projéteis e de estilhaços quando colidiam com outras superfícies metálicas. Soldagem por Explosão Fernanda Laureti Thomaz da Silva e Luiz Gimenes Júnior Histórico Durante a 1ª Guerra Mundial. Naquele instante as superfícies novas são fortemente comprimidas. foram soldados no estado sólido e apresentaram uma interface ondulada.contra acidentes com eletricidade. .

Aplicações As aplicações da soldagem por explosão variam de placas de grandes dimensões até pequenos componentes eletrônicos. Sua maior aplicação normalmente é para o "clad" para chapas de até 6 metros de .Processo por Explosão em Ângulo Explosivos Explosivos são produtos capazes de liberar. Esta configuração é chamada de regime turbulento. Figura EW 02 . assim as ondas na interface vão sendo formadas ao longo do caldeamento nos pontos de colisão.Processo por Explosão em Paralelo Nas placas preparadas em ângulo pré-determinado.Figura EW 01. a placa superior vai sendo lançada contra a placa base e a soldagem é obtida. Normalmente possuem baixa resistência a umidade e na detonação apresentam fumos com algum grau de toxicidade. após sua detonação. A alta velocidade do jato remove a película superficial da placa base e da placa superior que é levada ao ponto de contato. o fluxo do jato de metal líquido é interrompido a todo momento quando sofre uma mudança de direção e gira como um "rodamoinho". energia potencial com instantânea liberação de gás que exerce alta pressão nas áreas vizinhas. onde as ondas serão formadas como que rodamoinhos. mostrado na Figura EW 02.

Em todos os países. Luiz Gimenes jr. Este processo também é utilizado na fabricação de materiais compósitos. porém todos os materiais acima descritos podem ser solados entre si. Welding Handbook . Curso de Especialização para Engenheiros na Ärea de soldagem. Há necessidade de se ter um local adequado e distante dos grandes centros para a execução do processo. Variáveis A velocidade de colisão. Bibliografia Welding and Metal Fabrication . petroquímica. artigo: "Aspectos básicos da soldadura por explosão" de Jorge Paes Mamede e Orlando Correia de Matos. Titânio. alimentícia. ASM Handbook . Papel e Celulose. Soldering and Brazing. mercado. uso e armazenamento controlado. Tântalo sobre aço ou cobre com alumínio. FBTS . sendo necessário um alívio de tensões posterior. As maiores superfícies até agora soldadas por detonação têm até 40 m2.julho 1983.October 1969.SENAI-RJ 1995. ângulo de colisão. Níquel. quantidade e distribuição do explosivo são importantes variáveis deste processo e um dos fatores utilizados para definição destas variáveis é a espessura das placas envolvidas. vol 6 Welding. Processos Especiais de Soldagem. Vantagens • • • • • • • É rápido (se obtem uma junta em 10-6 seg) A camada de intermetálicos gerada é muito pequena Não é necessária rígida limpeza das superfícies (exceto a carepa em chapas de aço laminadas a quente) Não há necessidade de investimento com equipamentos Desvantagens Para aços Carbono e baixa liga as superfícies sofrem endurecimento. Paulo V. Alumínio. o que dificulta a implantação do processo. e em reatores nucleares. e Marcos Antonio Tremonti .AWS 8 edition Vol 2 Tecnologia de Soldagem. Normalmente as placas superiores. Coord. Distingui-se principalmente ao revestimento de grandes superfícies: chapas inoxidáveis em chapas de aço carbono e Baixa liga.comprimento. É perigoso. os explosivos tem transporte. são utilizadas em lugares que necessitem de resistência à corrosão. No Brasil este controle é exercido pelas Forças Armadas. soldagens de tubos em espelho em trocadores de calor. de menor espessura. chapas cladeadas para as indústrias química. Marques Soldadura & Construção Metálica .

excitado por uma lâmpada fluorescente de vapor de mercúrio e filamento helicoidal. O primeiro LASER. Baixa entrega térmica.Laser Prof. O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. o que é impensável devido ao custo. recebem uma proteção adicional através do banho de escória. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça. Townes confirmou experimentalmente em 1954 o fenômeno através da aplicação da emissão estimulada à amplificação de ondas ultracurtas. Fundamentos do Processo: A menos que se solde em uma câmara de vácuo. e Engº José Pinto Ramalho O nome LASER é a abreviatura da descrição do processo em inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. foi construído em 1960 por Maimann. distorção e ZTA. e somente alguns anos depois surgiria um LASER de CO2. sua utilização em soldagem possibilitará a obtenção de determinadas características impossíveis de se obter com outros processos. o que torna este processo altamente interessante não é a quantidade de radiação emitida. que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento. indo do sólido ao gasoso. Existem hoje vários tipos. com comprimentos de onda na faixa do Infravermelho (IF) até o Ultravioleta (UV). Eletrodo Revestido Prof. na abertura e manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada. todos os processos de . Em uma tradução livre para o português podemos dizer que seria: Amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. e sim a qualidade desta. basicamente. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas. formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. Poucos meses depois os Laboratórios da AT&T Bell desenvolveram um laser gasoso de He-Ne. Em uma rápida definição. Ausências de contato entre a fonte de calor e a peça a soldar. Devido a qualidade da radiação LASER. O feixe LASER se propaga no ar com pouca divergência. podemos dizer que o LASER é um dispositivo que produz um feixe de radiação. Luiz Gimenes Jr. versam sobre os fenômenos físicos de emissão espontânea e estimulada subjacentes ao funcionamento do laser. Ao contrário do que se pensa. Luiz Gimenes Jr. fato este que impulsionou seu desenvolvimento. Os primeiros trabalhos de pesquisa que conduziram à invenção do feixe de laser foram realizados por Albert Einstein e datam de 1917. um sólido de rubi. Entre estas características podemos citar: • • • Elevadíssimas velocidades de soldagem. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido consiste. orientando-se por óticas sem perder ou alterar suas características físicas.

Ele pode. Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de proteção. é muito difícil de dosar pelos métodos de análise tradicionais. queima-se igualmente. já que as propriedades de um aço dependem basicamente. entre outras coisas. e são detalhados a seguir: • Oxigênio: É provado que. cujo valor das propriedades mecânicas serão relativamente inferiores as das chapas de aço doce. não terão grande influência sobre estes fenômenos. provoca uma forte oxidação do Carbono. são queimados durante a operação de soldagem. O Carbono transforma-se em óxido de Carbono (CO). dando origem a uma escória de sílica (SiO2). As partículas de óxido serão postas em evidência em metalografia. Além destas reações químicas. são os principais para influenciar a deterioração das propriedades. É importante salientar que. enquanto o Manganês. O Silício. Estes dois elementos químicos (Nitrogênio e Oxigênio). desde que forneçam condições para um arco estável. extremamente ávido pelo Oxigênio. a maior parte do Carbono e do Manganês contidos no aço do eletrodo. O Oxigênio dissolvido no aço sob a forma de óxido. No caso do processo de soldagem aqui estudado. Manganês e Silício. Numerosos ensaios permitem concluir que a fusão de um eletrodo sem revestimento e sem a adição de nenhum outro tipo de proteção. e em dióxido de Carbono (CO2). através de uma faísca piloto. Além disto. Este óxido formado tem a solubilidade muito baixa (0.soldagem por arco elétrico precisam de algum tipo de proteção para evitar contaminações da atmosfera. os fenômenos de oxidação dependem basicamente das condições operatórias e do comprimento do arco. o Oxigênio do ar pode ter uma ação direta sobre o Ferro. Um arco longo (tensão elevada) conduzirá a reações de oxidação mais importantes do que um arco curto. Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas funções.05%) no metal. durante a sua transferência para o metal de base e ao nível do banho de fusão. o que naturalmente irá influenciar as propriedades mecânicas do metal depositado. Os teores de Enxofre (S) e de Fósforo (P). será o revestimento dos eletrodos que. Aqui vale a pena destacar que não é possível soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais. Outras reações químicas são menos importantes. durante a fusão de um eletrodo sem revestimento. são apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem proteção gasosa). produzirá uma proteção gasosa através de sua queima. a menos que se recorra a uma ionização artificial. do seu teor de Carbono e Manganês. • Nitrogênio: Embora nas operações normais o Nitrogênio não tenha grande afinidade com o Ferro. formar sobre as gotas uma película de óxidos. transforma-se em óxido de Manganês (Mn3O4). nas altas temperaturas do arco elétrico há a possibilidade de formação de nitrato de Ferro. devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o grão é saturado de óxido. após sua fusão perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado. variam pouco. as características da fonte de alimentação elétrica (corrente contínua ou alternada). Mesmo .

. mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estricção. é difícil de identificar principalmente porque não aparece sobre a forma de nitrato.Equipe de Segurança do Trabalho. Fluxograma NR 18 . diminuindo a resiliência do metal depositado. coordenada pela Engenheira de Segurança do Trabalho Luci Amaral de Oliveira. a resistência à fadiga e a resiliência. a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena. .Condições e Meio Ambiente de trabalho na Indústria da Construção Fonte: Belgo Siderurgia S.que.03% há uma diminuição nos valores das propriedades mecânicas. Em suma. aumenta em menor quantidade a resistência à tração. Diversos trabalhos mostram que a presença destes nitratos aumenta substancialmente a dureza.Trefilaria de São Paulo . O Nitrogênio combinado. quando o teor de Nitrogênio ultrapassa o valor de 0.A. e sim sob a falsa aparência de perlita não identificável ao microscópio. ele tem graves conseqüências porque tornará a solda frágil.

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