NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Revisão Técnica:
• • • Dr. Francesco Cerbino - Advogado, Eng. Civil, Mecânico e de Segurança do Trabalho, Auditor e Perito Judicial. Renata Cerbino - Arquiteta, Urbanista e Enga. de Segurança. Coordenadora da Quality Consult. Eng. Ronaldo Ulysses - Engenheiro Mecânico, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho

INTRODUÇÃO A décima oitava norma regulamentadora, cujo título é "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção", estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
• • • • • • • • • • • • Decreto-Lei 5.452, de 01/05/1943 - Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho - Capítulo V do Título II da CLT - Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria MTE 04, de 04/07/95 - Estabelece diretrizes visando a implementação de aspectos preventivos, de modo a garantir condições mínimas de segurança na Indústria da Construção Civil. Portaria MTE 63, de 28/12/98 - Modificou os ítens Andaimes Suspensos Mecânicos Leves (18.1.2, 18.23.3.1, 18.34.2) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 13, de 09/07/02 - Altera e inclui os itens - Cadeira Suspensa (18.15 e Cabos de Aço e Fibras Sintética (18.16) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 30, de 20/12/01- Altera e modifica o item 18.15 - Andaimes e Plataformas de Trabalho - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 20 , de 13/07/01 - Quadro de atividades ou serviços perigosos e insalubres proibidos aos menores de 18 anos em atendimento ao Art. 405 da CLT. Portaria MTE 114, de 17/01/05 - Altera a redação dos itens 18.14..24 e 18.18, inclui o Anexo III e insere termos no Glossário da NR 18. Portaria MTE 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR-18. Portaria MTE 15, de 03/07/07 - Aprova o Anexo I e altera a redação do item 18.14.19 da NR-18. Portaria MTE 40, de 07/03/08 - Inclui o item 18.15.57 na NR 18 e altera o artigo 1º da Portaria MTE 15/2007. Instrução Normativa INSS 20 , de 11/10/07 - Critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária. Trata de assuntos relacionados à emissão da CAT, PPP e LTCAT. ABNT NBR 5.413 - Meios de Iluminância de Interiores.

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ABNT NBR 5418 - Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 6.327 - Cabos de Aço - Usos Gerais. ABNT NBR 6.404 - Segurança em Andaimes. ABNT NBR 7.500 - Símbolo de Risco e Manuseio para o transporte e Armazenamento de Materiais. ABNT NBR 9518 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 11.725 - Conexões e Roscas para Válvulas de Cilindros para Gases Comprimidos. ABNT NBR 11.900 - Extremidade de Laços de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 12.246 - Prevenção de acidentes em espaços confinados. ABNT NBR 12.791 - Cilindro de Aço, sem costura, para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 12.790 - Cilindro de Aço Especificado, sem costura, para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 13.541 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 13.542 - Movimentação de Carga – Anel de Carga. ABNT NBR 13.543 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Utilização e Inspeção. ABNT NBR 13.544 - Movimentação de Carga – Sapatilho para Cabo de Aço. ABNT NBR 13.545 - Movimentação de Carga – Manilha. Convenção OIT 127 - Peso máximo de carga que pode ser transportado pelo trabalhador.

ATUALIZAÇÕES DA NR 18 As mudanças e métodos de trabalho no ambiente de trabalho da indústria da construção forçaram mudanças também em alguns itens da NR 18, através do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Desde 1994, foram elaborados diversos estudos que têm provocado alterações no texto da NR 18. Estas modificações são publicadas na forma de Portarias: Portaria 4 (04/07/95), Portaria 63 (28/12/98), Portaria 13 (09/07/02), Portaria 114 (17/01/05), Portaria 157 (10/04/06), Portaria 15 (03/07/07). Esta NR foi revisada e ampliada com comentários e informações dos engenheiros Ronaldo Ulysses e Edson Russelet (Segurança na Obra 1999) e consultas no site da Sl Engenharia. COMENTÁRIOS DA NR 18 A seguir serão apresentados os comentários da NR 18 indicando os itens e subitens do texto legal publicado no Volume 1 - Legislação e Segurança e Saúde Ocupacional. Referências - Item 18.1 / Subitens 18.1.1 a 18.1.4 - Objetivo e Campo de Aplicação

Nos últimos anos, a taxa de freqüência dos acidentes vem diminuindo, fato comprovado pelas estatísticas disponíveis. A criação do Comitê Permanente Nacional (CPN) e a dos Comitês Permanentes Regionais (CPR), reforçadas pelas ações elaboradas e aplicadas pelo MTE, são, em grande parte, responsáveis pela mudança deste quadro. A experiência tem mostrado que os cursos e informações sobre os riscos, fornecimento de EPI e existência de profissionais do SESMT não são suficientes para garantir a segurança e evitar acidentes pessoais sem a motivação do empregado na prevenção de acidentes. Implementar ferramentas de auditoria comportamental para registrar condições abaixo do padrão contribui no aumento do nível de atenção no ambiente de trabalho. Os seguintes devem ser considerados:

a) Documentar a participação dos empregados em cursos e palestras; b) Fornecer ao empregado todos os procedimentos que ele deve seguir; c) Tornar real a participação do Sindicato em campanhas de esclarecimento; d) Usar sistema de orientação por meio de procedimentos, cartilhas, vídeos e outros instrumentos de conscientização. e) Aumentar a atuação dos Comitês Permanentes Regionais em campanhas de SSO.
• A NR 18 se aplica a todas as atividades identificadas do Grupo C-18 e C-18 A apresentadas na relação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (IBGE). .

Referências - Item 18.2 / Subitem 18.2.1 - Comunicação Prévia
• É importante ressaltar a obrigatoriedade da comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades, com as informações pertinentes ao item 18.2.

Referências - Item 18.3 / Subitens 18.3.1 a 18.3.1.2 - PCMAT
• Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento, ou obra, independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Existe grande discussão sobre a necessidade de cada empresa participante da construção apresentar seu PCMAT específico aos serviços a serem executados. O PCMAT é uma ferramenta importante para a melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Este programa visa a implementar medidas que melhorem as condições de segurança, devendo ser amplamente discutido na sua elaboração e alterado quando necessário. As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra/equipamento. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra, pois não se trata de uma "receita de bolo", devendo ser específico para as condições individuais de cada obra, mesmo em situações similares.

ele deve ser destacado e relembrado. demonstrando sua importância e. • Referências .18. uma das seguintes condições: capacitação mediante treinamento na empresa. • • a) Trabalhador Qualificado. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado com certificado que o comprove assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. . perante o empregador e a inspeção do trabalho. > 18.6-Escavações.14-Qualificação como operador de bate-estaca. deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais. recebido os devidos e corretos EPI. Como informação.2 . O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores. . os outros por complementação de curso superior (pós graduação). orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços.• Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborá o PCMAT. realizando um trabalho voltado. chamando sua atenção em caso de falhas. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista. ele deve ser legalmente habilitado em Segurança do Trabalho e. ou seja. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente. Item NR 18 Atividades. um por curso específico de formação em nível técnico. única e exclusivamente. conhecer a obra e sua filosofia de construção. Fundações e Desmonte de Rochas. descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos. Em primeiro lugar.3. A cada início de uma etapa de construção nova. Tanto o Técnico quanto o Engenheiro ou o Médico o são. Portanto. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador. para aquela obra. nas Sipat e durante a implantação do PCMAT. cuidados devem ser tomados quando for contratado o profissional que fará a elaboração do PCMAT.Subitem 18. b) Trabalhador Qualificado: Aqueles que comprovem. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança. capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas. a seguir são elencados os importantes itens da NR 18 que tratam de Trabalhador Qualificado e Profissional Legalmente Habilitado e suas atividades. capaz de entender as especificidades daquela obra. • Portanto.O PCMAT pode ser assinado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho. a partir desta condição. ele deve ser um profissional do SESMT com experiência em construção. pelo menos. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. Em primeiro lugar. desde que conduzido por profissional habilitado ou ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de. 06 (seis) meses na função.6. principalmente.PCMAT • O texto tirado do site Sl Engenharia coloca com muita propriedade uma definição sobre "Profissional Legalmente Habilitado" e "Trabalhador Qualificado": a) Profissional Legalmente Habilitado: Profissional que possui habilitação exigida pela lei.

> 18.9.18.1.7.18.18.18.2-Instalação e manutenção de andaimes suspensos.18.7-Carpintaria .21.18.14.15.15. .14.9. > 18. . manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho. . . > 18.14.7-Qualificação para vistorias equipamentos de guindar e transportar antes do inicio dos trabalhos. .15.1-Qualificação para uso de máquinas e equipamentos de carpintaria.30.18.1-Responsável pela verificação diária de andaimes suspensos e usuários.9-Qualificação para executar manobras de movimentação com equipamentos de transporte de materiais e pessoas.18.2-Qualificação para montar e desmontar torres de elevadores.2-Instalação.> 18.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .14.15.9-Inspeção de peças e máquinas do sistema transportador antes de iniciar os trabalhos.14. . .2-Qualificação para operação de equipamentos de movimentação e transporte de pessoas e materiais.14. > 18.18.14-Movimentação de Transporte de Materiais e Pessoas .3-Inspeção de suporte e escoras antes e durante a concretagem. > 18.18.2-Qualificação para executar manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.1-Qualificação para montagem e desmontagem de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.Estrutura de Concreto . .1.20-Locais Confinados .18.47.3-Operador de plataformas de trabalho.9.11-Operações de Soldagem e Corte a Quente / Qualificação para atividades de soldagem e corte a quente. .18.47.35.18.

3-Realizar escavações e orientar operário quando da aproximação de tubulações até de tubulações distância mínima de 1.22-Maquinas e Equipamentos e Ferramentas Diversas . Anexo III.18.18.PCMAT e 18.18. > Anexo III Anexo Plano de Carga para Grua.21. b) Profissional Legalmente habilitado.4.Deve elaborar o PCMAT > 18.4-Áreas de Vivência .Atividades > 18.22. Fundações e Desmonte de Rochas .4-Inspecionar o escoramento e a resistência das formas durante os trabalhos de lançamento e vibração de concreto.4-A condução de veículos para transporte coletivo de passageiros > 18.18.21.6-Escavações. .3.5-Abastecer máquinas e equipamentos com motor à explosão .2.1.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão > 18. > 18.3.> 18.22.18.5-Demolição e 18.x -a Operador de grua. Anexo III .5.x-b Sinaleiro/Amarrador de carga.22.18.18.18.25.21-Instalações Elétricas .36-Disposições Gerais .20.36.1-Execução e manutenção das instalações elétricas . físicos e biológicos em contêineres usados como áreas de vivência.2-Laudo técnico relativo à ausência de riscos químicos.12-Encher pneus de equipamentos pesados .36.3. Item NR18 .50 m.1-Monitorar permanentemente substâncias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.1-Operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador e terceiro a risco .22.18.18-Operador ferramentas de fixação à pólvora .3-Programação e direção (coordenação) de demolições > 18.18.

de sua estrutura e de sua fixação.14.14-Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .9.18.1-Para distanciamento inferior a 3m (três metros).14.Emitir laudo estrutural e operacional quando a integridade estrutural e eletromecânica para gruas que não dispuserem identificação do fabricante nem do importador ou que já tenham mais de 20 anos de fabricação.18.14.24.1.15. com especificação do dispositivo e descrição das características mecânicas básicas do equipamento.7-Inspeção de dispositivos e equipamentos usados em pró-tensão (antes e durante os trabalhos) > 18.6.18. . .14.9. dentro do plano de carga.9-Estruturas de Concreto .13.18.2-Supervisionar a execução da manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .24.1-Projeto específico para utilização de gruas em casos especiais (ART) . .15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .15-Ser responsável por elevadores de cremalheira para transporte de pessoas e materiais > 18.18.15. a interferência deverá ser objeto de análise técnica por profissional habilitado.14.10.18. .Dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado mediante emissão de ART.18.. manutenção e retiradas de gruas (ART).1-Dimensionamento de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .24.24. fundações e desmonte de rochas.18.14. > 18.14.1-Fazer o dimensionamento dos andaimes.14.1-Supervisionar a implantação.1.18.18. .24.18. instalação.18.14.2-Supervisão do uso de formas deslizantes .3-Responsabilidade técnica por serviços de escavações.24.

. em caso de sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral da edificação .1-Gerar estudos de verificação estrutural.1.18.21.18.18.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão .15.30. os projetos.18..47.18.15.18.15.46-Inspeções periódicas de plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e plataforma hidráulica .47-Em caso de equipamento importado.20-Locais Confinados . outra entidade credenciada pelo CONMETRO.5-Comprovar tecnicamente situações especiais que desobriguem a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento em plataforma de trabalho > 18.47.20. .15. inspeção e desmontagem deverão ser revisados e referendados por profissional legalmente habilitado no país. ou ainda. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho. operação. especificações técnicas e manuais de montagem.21-Instalações Elétricas .1-Dimensionar de forma segura dispositivo para trabalho em telhado e cobertura > 18.18.18.1-Supervisionar monitoramente de substancias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.3-Supervisionar a instalação.Elaborar e acompanhar projeto para sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos .15.32.21. atendendo ao previsto nas normas técnicas da ABNT ou entidades internacionais por ela referendadas.1-Supervisão da execução e manutenção das instalações elétricas .18.15.18.18.15.2-Supervisão e responsabilidade técnica na instalação e manutenção de andaimes . manutenção.30.18.18-Telhados e Coberturas .

22.25 Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores . ascensão e conservação do equipamento. conforme NBR 5410 e 5419.3. ser analisado à luz da responsabilidade de cada profissional atuante em canteiro de obra frente à Responsabilidade Civil e Criminal. Vamos analisar o que trata a NR 18. a partir da contratação de funcionários na planta. O PCMAT não desobriga.18.Subitens 18.PCMAT • A criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção sendo obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores.1). O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 (PPRA) e ser mantido. telescopagens e manutenções devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART especifica para a obra e para o equipamento em questão. c) Item XIII Documentação Obrigatória no Canteiro I Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica. no estabelecimento. elaborado por profissional legalmente habilitado.> 18. O assunto aqui abordado pode ser considerado.25. por alguns leitores. chegada de operacionalização dos dispositivos de segurança. b) Item XII Manutenção e Alteração no Equipamento Parágrafo 2°. Depois. Referências . fiscalizando as mais diversas atividades que ali acontecem.11-Inspecionar máquinas e equipamentos > 18.1). desmontagem.4 Condução de transporte coletivo de ser feita por condutor habilitado.3. A primeira providenciar é enviar para DRT a comunicação Prévia da Obra (NR-18. bem como entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório especifico. • Esta tabela deve integrar o dia a dia de profissionais do SESMT que atuam em canteiros de obras. montagem. O empregador. no entanto. Quando o canteiro possuir mais de 20 (vinte) empregados registrados deverá providenciar o PCMAT (NR-18. ou condomínio. Quanto ao PCMSO (NR-07) é obrigatório elaboração por canteiro de obra.3. como simples e óbvio. em contato direto com os empregados. até o momento.1.22-Maquinas Equipamentos e Ferramentas Diversas . ascensões.Responsável pela manutenção. é responsável pela sua implementação e o Programa é integrado pelos seguintes documentos: • . durante as atividades de manutenção. telescopagem. quando iniciar a obra deverar ser elaborado o PPRA (NR-09). à disposição do Órgão Regional do MTE.4 . Também deverá possuir um Médico Coordenador deste programa com até 10 (dez) funcionários.3.18. devendo.B .2). > Anexo III Plano de carga para Grua a) Item XI Responsabilidade . (NR-7.Os serviços de montagem.3 e 18. desmontagem. a elaboração do PPRA. montagem e desmontagem deve designar pessoal com treinamento e qualificação para executar as atividades que sempre estarão sob supervisão de profissional legalmente habilitado.

O PCMAT é único e completo por obra específica. O PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento.3. c) Especificações técnicas dos EPC e EPI. é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. aquele feito só para atender à legislação e à fiscalização. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta".7. • O item 18. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT.3). d) Cronograma de implantação das medidas preventivas.Item 18.3 estabelece a necessidade do PCMAT em obras de construção.4. sua função de estabelecer regras que os protejam. ou obra. Este tema merece mais análise. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos. O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. estão as mudanças no cronograma. O PCMAT deve ser apresentado formalmente a todos os profissionais que na obra trabalharem ou influírem de um modo ou outro. nas atividades e operações. durante a construção. b) Projeto de execução das proteções coletivas. o Programa específico aos serviços que ela executará. ou seja.4 / Subitens 18. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa a apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa). não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá.Medidas preventivas. tendem a ocorrer. independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. levando-se em consideração: . tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário.Áreas de Vivência . A definição de "Programa" é "exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". visando a alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. sendo demonstrada sua importância e.4.2 . sendo uma obrigação dos profissionais ligados à Segurança no Trabalho conhecê-lo profundamente.2. . Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas e durante a implantação do PCMAT.Riscos de acidentes e doenças do trabalho. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra/equipamento. principalmente. Entre as possíveis alterações.a) Memorial sobre condições e meio ambiente do trabalho. Possíveis alterações nas atividades e no cronograma devem ser encaradas de forma natural. Estabelecimento é uma obra individualizada. • • • • • Referências . e) Layout inicial do canteiro de obra. A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. f) Programa educativo.1 a 18.

ainda têm um elevado nível de não conformidade. influenciam na sua maior ou menor ocorrência. madeira ou material equivalente e cobertura que proteja das intempéries. cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito de papéis usados junto ao vaso sanitário. em condições adequadas de higiene.2. Os pisos possuirão material impermeável e antiderrapante. além de portas que impeçam o devassamento. As instalações sanitárias devem ter paredes de material resistente e lavável.2. Devemos observar a mudança de nome de "refeitório" para "local de refeições". As áreas de vivência. assim como piso de concreto.4.8 a 18.4.1 . Os vasos sanitários podem ser do tipo bacia turca ou sifonado (subitem 18. Outra modificação foi a obrigatoriedade de ambulatório para frente de trabalho com 50 ou mais trabalhadores.14.Áreas de Vivência • Este item apresenta alterações importantes obrigando a existência de alojamento. apesar de serem prioridade da fiscalização. apesar de não estarem diretamente relacionadas à causas de acidentes. madeira ou material equivalente. assim como fornecimento de lençol. cimentado. fronha e travesseiro.6. resultando em comportamento abaixo do padrão. são utilizadas alternativas portáteis bastante higiênicas e confortáveis. É importante ressaltar que os banheiros não farão ligação com locais destinados às refeições e deverão ser independentes para homens e mulheres. tais como a colocação de suportes para sabonete. Nas frentes de trabalho itinerantes.2).2.Subitens 18. apresentando falta de cumprimento de exigências bastante simples. Abaixo dois exemplos de bacia turca: • • • • Referências . • . podendo ser de madeira. em função do acréscimo da área de lazer.4. visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a autoestima dos trabalhadores. Os alojamentos dos canteiros de obras devem ter paredes de alvenaria. cobertor.• Pesquisas de aplicabilidade da NR 18 sugerem que as áreas de vivência. local de refeição e área de lazer para os trabalhadores.

É importante, também, ter área mínima de 3m² por módulo, cama e área de circulação. Vale ressaltar a proibição de três ou mais camas na vertical e de estarem situados em subsolos ou porões das edificações. A distância entre as camas e entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, de 1,20 m. Além disso, as camas devem ser de 0,80 m por 1,90 m.

Referências - Item 18.5 / Subitens 18.5.1 a 18.5.13 -Demolição

Desmoronamento e soterramento são os riscos principais e mais evidentes em obras de abertura de valas. Observe-se, por exemplo, o citado por Pfeil (1987) acerca de um grave acidente ocorrido na construção do metrô de Berlim, Alemanha. Neste caso as escavações foram levadas a uma profundidade maior que a programada, a chamada sobrescavação, chegando próximas à base de perfis verticais que sustentavam internamente as estroncas (a vala tinha argura de 21m). Assim, as bases dos perfis verticais ficaram praticamente livres, permitindo seu deslocamento vertical no sentido ascendente, causando a desestabilização das estroncas e o conseqüente colapso do escoramento causando a morte de 19 operários. Mais recentemente, o trabalho de Gawryszewski, Mantovanini e Liung (1998) acerca dos acidentes fatais do trabalho ocorridos em 1995 no Estado de São Paulo, aponta que 8,2% daqueles do setor da Construção Civil referem-se a soterramentos. Os Ministérios da Previdência e Assistência Social (MPAS) e do Trabalho e Emprego (MTE) apresentaram o Anuário Estatístico dos Acidentes de Trabalho 2000 (Portaria MPAS nº01, de 09/05/02), um documento específico para o setor de Segurança e Saúde no Trabalho. Conhecer aonde é que está o perigo é uma importante ferramenta para planejar e fiscalizar os ambientes de trabalho, embora não se possa esquecer que os dados colhidos não abrangem o universo total de trabalhadores, e sim, apenas aqueles cobertos pelo Seguro Acidente do Trabalho e com os devidos vínculos de empregos registrados em suas respectivas empresas. Estar ciente das conseqüências para tomar iniciativas que evitem os acidentes é de suma importância, pois eles saem muito caro. É um mau negócio para empresas, trabalhadores, governo e sociedade como um todo.
Casos de soterramento são observados em várias companhias de saneamento do país. O principal motivo para a ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo. A principal alegação das empreiteiras é que a instalação do escoramento é demorada, atravancando a continuidade da obra e atrasando o cronograma. Evidentemente, isto não procede, pois não se deve justificar a ausência ou precariedade das medidas de segurança em função de fatores econômicos e/ou de produção. Segundo dados de PROTEÇÃO (2004), no ano 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil no setor de saneamento, sendo a maioria por soterramento. A terceirização que vem sistematicamente ocorrendo no setor, em geral, leva à precarização das condições de segurança e saúde no trabalho, aliás, como é típico em outros setores econômicos em que este fenômeno vem surgindo no Brasil. O setor de saneamento é considerado tão problemático no país que em 2004 o

Ministério do Trabalho e Emprego priorizou a fiscalização nesta atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal. • Por fim, cabe destacar que os índices de acidentes de trabalho em escavação na indústria da construção civil é elevado no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, conforme Anuário anteriormente mencionado, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas atividades. Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado. Este tipo de trabalho deve ser realizado por empresa especializada. Deve ser sempre proibida a qualquer pessoa não autorizada, a entrada na área onde se faz a demolição. Os Riscos mais freqüentes em demolições são:

a) Danos causados nas estruturas vizinhas; b) Riscos específicos, como explosões, incêndios ou vibrações quando da utilização de explosivos ou utilização de lança térmica; c) Riscos associados à poluição sonora (ruído); d) Riscos associados à projeção de poeiras e partículas; e) Riscos de projeção de elementos demolidos; f) Riscos elétricos.
• As causas principais de ocorrência de acidentes são: falta de sinalização, delimitação e controle de acesso; sobrecarga de pisos com entulhos; utilização de andaimes mal ancorados ou escorados; não utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI); e ausência de informação para os riscos associados às demolições.

Referências - Item 18.6 / Subitens 18.6.1 a 18.6.3 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• A adoção da escavação manual ou mecanizada dependerá da natureza do solo, das características do local (topografia, espaço livre, interferência) e do volume a ser escavado. Deverão ser seguidos os projetos e as especificações no que se refere à locação, profundidade e declividade da escavação. Entretanto, em alguns casos, as escavações poderão ser levadas até uma profundidade superior à projetada, até que se encontrem as condições necessárias de suporte para apoio das estruturas. Sabe-se que há muitas incertezas na determinação dos parâmetros de rigidez e resistência do solo, pois este material diferentemente de outros como concreto, aço e madeira apresenta, em geral, uma elevada heterogeneidade. Diante destas condições, o estabelecimento da segurança dos membros estruturais requer mais atenção, com conseqüentes majorações dos coeficientes de segurança. Devem ser abordados os vários mecanismos de ruptura da contenção, tais como a ruptura geral, a ruptura de fundo, o piping e, com maior ênfase, as ruínas devido a esforços solicitantes elevados nos membros da contenção (paramento e escoramento). Os deslocamentos nas proximidades da vala que podem provocar fissuras nas edificações vizinhas também merecem atenção. Para tanto, é necessário que o método de cálculo da contenção adotado seja adequado ao porte e aos requisitos estipulados da construção, conforme Tacitano (2005).

Referências - Subitens 18.6.4 a 18.6.9 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• Quando necessário, os locais escavados serão isolados, escorados e esgotados por processo que assegure proteção adequada. As escavações com mais de 1,25 m de profundidade deverão dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores, independentemente da adoção de escoramento. As áreas sujeitas à escavação em caráter permanente deverão ser estabilizadas de maneira a não permitir movimento das camadas adjacentes. Em caso de valas, serão observadas as imposições do local do trabalho, principalmente as concernentes à segurança dos transeuntes e de animais. Nas escavações executadas próximas a prédios ou edifícios, vias públicas ou servidões, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem as ocorrências de qualquer perturbação oriunda dos fenômenos de deslocamento, tais como:

a) Escoamento ou ruptura das fundações; b) Descompressão do terreno da fundação; c) Descompressão do terreno pela água.
• • As grelhas, bocas de lobo e os tampões das redes dos serviços públicos, junto às escavações, deverão ser mantidos livres e desobstruídos. Quando o material for considerado, a critério da fiscalização, apropriado para utilização no reaterro, será ele, a princípio, estocado ao longo da escavação, a uma distância equivalente à profundidade escavada, medida a partir da borda do talude. Materiais não reutilizáveis serão encaminhados aos locais de "bota-fora" ou deixados ao longo da escavação. Em vias públicas onde a deposição do material escavado puder acarretar problemas de segurança ou maiores transtornos à população, a remoção e estocagem do material escavado para local adequado, para posterior utilização. Ao se atingir a cota de projeto, o fundo da escavação será regularizado e limpo. Atingida a cota, se for constatada a existência de material com capacidade de suporte insuficiente para receber a peça ou estrutura projetada, a escavação deverá prosseguir até que se possa executar um "colchão" de material de base, a ser determinado de acordo com a situação. No caso do fundo da escavação se apresentar em rocha ou material indeformável, sua cota deverá ser aprofundada, no mínimo, em 0,10 m, de forma a se estabelecer um embasamento com material desagregado de boa qualidade (normalmente, areia ou terra). A espessura desta camada deverá ser determinada de acordo com especificidade da obra. Em complemento à NR 18 item 18.6 apresentaremos as contribuições dos engenheiros Marcelo Tacitano, Lie Tjiap Liungs sobre o estabelecimento das condições mínimas de segurança e saúde na execução de valas. Além dos aspectos de dimensionamento anteriormente mencionados, requisitos construtivos devem ser observados para que os trabalhos de escavação de valas se processem dentro de condições aceitáveis. Assim, quando a profundidade de uma vala atinge 1,25m ou mais, é conveniente escorá-la, ou respeitar os ângulos de talude naturais; deve-se evitar a acumulação de material escavado e equipamentos junto à borda das valas, e no caso disto não ser possível, deve-se tomar as precauções que impeçam o deslizamento das paredes e a queda na vala de tais materiais; como norma geral, deve-se manter uma distância de aproximadamente metade da profundidade livre de carga e circulação de veículos; quando a profundidade de uma vala é igual ou superior a 2m devese proteger as suas bordas com um guarda-corpo ou sinalização adequada.

• • • • Referências . as tubulações estão em uma profundidade de 60 cm. para que sirva como um rodapé. Devido a inúmeras interferências e disposições de terrenos. Entretanto. é imprescindível a revisão minuciosa e detalhada antes de se reiniciar os trabalhos. Toda a rede de gás possui sinalização externa através de placas de aviso. Normalmente.10. as contenções ou parte delas são retiradas quando deixam de ser necessárias. sendo necessário verificar a posição da tubulação no ponto específico de trabalho. 30 cm de outras infraestruturas subterrâneas (tubulações de saneamento. vem atuando com rigor neste setor. As instalações de redes de gás são mantidas afastadas por. tomando-se as mesmas precauções da fase de escavação.. calçadas. De toda forma. a não ser que sejam providas de instrumentos necessários para sua exaustão. tachões no piso de calçadas e de pinturas da presença da rede no piso asfáltico.Escavações. deslocamento ou localização incorreta de certos membros e seqüências impróprias de trabalho. A rede de gás natural possui tubulações de aço carbono e de PEAD (polietileno de alta densidade). • • • . Os empuxos do solo são afetados por muitas condições. existe uma fita plástica de segurança.1 . Juntamente com Ministério Público do Trabalho.Subitens 18.10 e 18. Os operários que trabalham no interior de valas devem estar devidamente informados através de instruções de segurança do trabalho e de medidas necessárias de proteção para cada risco específico. estas medidas podem sofrer variações. deve-se revisar o estado dos cortes e taludes a intervalos regulares nos casos em que podem receber empuxos acidentais de veículos. acostamentos ou junto ao limite da faixa de domínio de rodovias. os procedimentos de reaterro devem ser previamente planejados. Em geral. Essas tubulações têm uma grande variedade de diâmetros e podem estar localizadas em ruas e avenidas.6. um Termo de Ajustamento de Conduta foi acordado entre estes órgãos e a SABESB (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que sejam observadas as normas de Segurança e Saúde do Trabalho nos serviços em valas. balizadores.6. As empresas por ela contratadas também devem seguir estas normas. martelos pneumáticos etc. Fundações e Desmonte de Rochas • Os riscos críticos presentes nas escavações em via pública são a existência de tubulações de gás natural. e se recomenda que o paramento da contenção ultrapasse em um pequeno trecho a borda da vala. colocada acima da tubulação. começando pela parte inferior do corte. devendo-se retirar a água não prevista o quanto antes para evitar a desestabilização da vala ou talude. Fang (1991) alerta que deve ser lembrado que o projetista de estruturas de contenção geralmente tem pouco controle sobre a execução de seu trabalho. evitando a queda de objetos e materiais no seu interior. energia elétrica etc). na rede residencial instalada nas calçadas. Falta de procedimentos de inspeção adequados e liderança podem resultar em desconformidade em soldagens. é colocada adicionalmente uma placa de concreto com a inscrição "COMPAGAS" acima da tubulação. no mínimo. A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo. grandes mudanças de empuxos podem ocorrer. deve-se dispor de pelo menos uma escada portátil para cada equipe de trabalho. e não é a menor delas o método construtivo a qualidade do trabalho manual envolvido. a qual deve ultrapassar em 1 metro a superfície da vala. as tubulações estão instaladas na profundidade de 1m. não se deve instalar no interior de valas máquinas acionadas por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de carbono.• Em caso de inundação de valas. Dentro da vala. Em locais como travessias de ruas e calçadas. Se as deformações da estrutura de contenção não são as previstas. as contenções devem ser revistas ao começar a jornada de trabalho e quando ocorrerem interrupções de trabalho de mais de um dia ou alterações atmosféricas como chuvas. telefonia. As válvulas de serviço de alimentação normalmente estão nas calçadas a 60 cm de profundidade e possuem uma tampa de ferro fundido com a inscrição da companhia de gás conforme exemplo abaixo da empresa COMPAGAS.

consulte a empresa de gás sobre a presença da rede de gás no local. c) Quando estiver trabalhando paralelamente à tubulação de gás. siga as instruções abaixo: a) Esteja seguro de que os trabalhos de escavação estão bem planejados e que dispõem de equipamentos para escavação manual nas proximidades da tubulação de gás. Se necessário. não é pirofórico. comprometem a segurança da população e dos consumidores de gás no futuro. consulte a empresa de gás. não faça o reaterro da vala sem que seja feita a análise da gravidade do incidente pelos técnicos da empresa de gás. ligando para o número da companhia de gás. a recomendação imediata é desligar . Antes de abrir qualquer tipo de vala próximo a rede de gás natural. nesse momento. f) No caso de atingir as tubulações da rede de gás. Por isso. bem como o GLP. isto é. d) Durante a execução dos serviços. procure manter a sinalização da Rede de Gás Natural. pois é grande o risco de explosão. Tenha consciência de que o próprio calor das máquinas e a energia elétrica das baterias podem dar início a uma combustão. e) Ao planejar serviços de escavação. mesmo em caso de arranhões. no caso de uma máquina furar uma tubulação de gás. efetuar manualmente furos de sondagem para confirmar a posição da tubulação de gás. ele precisa de uma fonte de ignição. de modo a assegurar que a presença da rede continue sinalizada. evitando possíveis acidentes com serviços futuros. g) Problemas.Tachão de piso de Calçada • Fita plástica de segurança Tampa de Ferro Fundido Placa de Concreto Para evitar acidentes em serviços de escavação junto à rede de gás. b) Quando estiver a cerca de 50 cm da posição da tubulação de gás. somente efetue escavação manual. • O gás natural. solicite material de reposição com a COMPAGAS. não entra em combustão em contato com o ar.

Sempre que for inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos. serão obedecidas as regulamentações técnicas e legais concernentes à atividade.imediatamente todos os equipamentos.6. não deve ser usado para “Limpeza” de roupa de trabalho. O ar comprimido. armazenamento e uso de explosivos. Quando muito perto da pele. mecânico (rompedor) ou pneumático (cunha metálica).11 a 18. Sempre que for necessário preservar a estabilidade e resistência dos cortes executados em rocha.1 . A lesão poderá ser fatal se o ar chegar a penetrar em um vaso sangüíneo. Essa lesão denomina-se. . Impurezas tais como: partículas de óleos. “embolia gasosa”. • • • • o o Referências . realizada antes da escavação). o escoramento deverá ser permanentemente inspecionado e reparado após a ocorrência de qualquer dano. porque pode produzir borbulhas de ar que interrompe a circulação do sangue. obrigatoriamente. Referências . Deverá ser apresentada a autorização do órgão competente para transporte. estes deverão ser conformados utilizando-se pré-fissuramento ( detonação controlada do perímetro. quando houver risco para trabalhadores e terceiros. Devido ao perigo que representa o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o “Corpo”. Fundações e Desmonte de Rochas • Nas escavações com emprego de explosivos. realizada durante a escavação) ou perfuração em linha.Escavações. antes do início das detonações. ser precedida e seguida de sinais de alerta.23. Consultar a NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202 de 22/12/2006. podem causar inflamações nos tecidos. a critério da fiscalização. Chame imediatamente os bombeiros. ou causar hemorragia interna ao penetrar nos poros. jamais na véspera ou mesmo com simples precedência de horas. romper um tímpano.Subitens 18. ou seja.6. será utilizado o desmonte a frio. Em função das condições locais. isolar a área e utilizar água na forma de neblina para dispersar a nuvem de gás. Pode empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais. A detonação das cargas deverá.Escavações. comum em áreas de muita poeira que utilizam o ar comprimido para limpar a roupa. Defesa Civil e a empresa de gás.20 a 18.20 da NR 18 e seus respectivos comentários apresentados mais adiante neste livro. Atos desta natureza podem acarretar sérias conseqüências a aqueles que por desconhecimento ou ignorar os preceitos de segurança venham a cometer estas imprudências. A carga das minas será feita somente por ocasião da execução dos trabalhos de detonação.6. Fundações e Desmonte de Rochas • Para a execução de tubulões a céu aberto.Subitens 18. que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos. empregando-se o processo manual. tirar pó ou sujeira “do cabelo ou do corpo”. pelos poros.19 . fogo cuidadoso cushion blasting (detonação controlada do perímetro. graxas e outras partículas muito pequenas que introduzidas sob a pele. No decorrer do desmonte a fogo. aconselha-se a leitura do item 18. As detonações deverão ser programadas para horários que não perturbem o repouso dos moradores das vizinhanças e que não coincidam com aqueles de maior movimento. pode penetrar por um corte ou uma escoriação e insuflar o tecido humano (encher de ar). a velocidades tão altas. Um jato de ar comprimido pode resultar nos seguintes danos: o o Tirar um olho de sua órbita. A área de fogo deverá ser protegida contra a projeção de partículas.6. muitas vezes é usado de forma inadequada. a prática de atos inseguros pôr parte de alguns funcionários. poderá ser exigido o uso de redes de segurança.

7. deve ser feito com atenção para não atingir pessoas ou rede elétrica. principalmente aquelas provenientes dos trabalhos de soldagem. e as sobras de vergalhões devem ser recolhidas e depositadas em local apropriado.Carpintaria • Na serra circular. o baixo cumprimento das exigências faz com que seu manuseio seja responsável por uma parcela considerável de acidentes. • • • Referências . sapatos de segurança e máscaras contra poeira. ruído excessivo.Armações de Aço • • Os trabalhadores devem ser treinados quanto ao uso correto da máquina de cortar e dobrar barras de aço. cuja ferramenta é constituída de um disco circular provido de arestas cortantes em sua periferia. poderíamos citar entre as mais freqüentes: proteção das transmissões de força. A qualificação dos soldadores pode ser feita através de cursos profissionalizantes do SENAI ou de acordos com os requisitos da Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagem (FBTS).8. Infelizmente. Em relação às medidas de proteção coletiva.11. através de polias e correias. aterramento elétrico. Nas áreas onde existe risco de incêndio ou explosão devido à presença de gases ou vapores inflamáveis deverá ser implementado sistema de permissão para trabalho.5 e 18.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Uma medida importante para a prevenção de acidentes é a utilização de dispositivos de segurança em equipamentos de solda e corte. instalação de extintor de incêndio (gás carbônico para a parte elétrica e água-gás para a madeira e a serragem). A Petrobras possui critérios próprios de qualificação. • • Referências . Referências . Os riscos mais freqüentes que encontramos no manuseio da serra circular são: cortes e amputações nos membros superiores.11 / Subitens 18.7.1 e 18. feitos geralmente por guindastes. sendo superado apenas pelas ferramentas manuais. às vezes com conseqüências graves.8.Carpintaria • A serra circular de bancada é uma máquina de corte. Os EPI devem ser utilizados no manuseio da serra circular. Referências . Muitos ainda encaram este dispositivo de segurança como item supérfluo e. de modo a atender aos requisitos internos rigorosos de qualidade.7 / Subitens 18.Item 18.11.Subitens 18. sendo os mais importantes o protetor facial contra a projeção de partículas e o protetor auricular. somente. ruptura do disco.3 a 18. Outros equipamentos também podem ser usados quando a operação assim o exigir: avental de raspa.Item 18.1 a 18. como as fôrmas de madeira ou metálicas e impacto contra peças soltas.2 . cobertura da serra circular.8 / Subitens 18. após a ocorrência de um acidente. montado em um eixo que lhe transmite movimento rotativo e potência de corte.6 .4 Operações de Soldagem e Corte a Quente • Recomendamos a leitura da NR 15 e seus comentários para um maior entendimento dos aspectos técnicos e legais envolvendo operações e atividades insalubres.Referências .Item 18.11.7.11.5 . é que sua real .Subitens 18. sendo o conjunto acionado por um motor elétrico.7. Os acidentes envolvendo as serras envolvem a falta de aterramento da carcaça do motor e a falta de coletor de serragem. descargas elétricas. projeção de partículas e incêndios. não existe muita conscientização sobre a importância deste acessório. O transporte de vergalhões ou armações.1 a 18.6 .

Estes dispositivos podem ser conectados na saída dos reguladores de pressão. especialmente para acetileno e GLP (propano.necessidade é considerada. As funções básicas destes dispositivos de segurança são: a) Evitar o contra fluxo de gases: impede a reversão dos fluxos dos gases evitando a formação de mistura gasosa nos reguladores e instalação centralizada de gases. observada nesta NR.. centrais de gases e postos de serviços industriais. Isto reduz o risco de explosão ocasionado por entupimento de bicos de maçaricos ou purga incorreta das mangueiras. • No Brasil. propeno e buteno). Há. dois tipos de dispositivos de segurança: dispositivos contra retrocesso de chama e Válvulas de Contra Fluxo.11. atualmente. sendo obrigatória sua utilização em alguns países da Europa. deixa em aberto em que tipo de gás deve ser usado tais dispositivos.". entendemos que estes dispositivos devem ser utilizados tanto para o gás combustível quanto para o oxigênio. A obrigatoriedade dos dispositivos de segurança. butano.. muito embora existam dispositivos de segurança no mercado para oxigênio. Como o item 18. estes dispositivos sempre foram utilizados nos cilindros de gás combustível.6 apresenta a expressão no plural "as mangueiras devem possuir mecanismos contra o retrocesso de chama . • Dispositivos contra retrocesso de chama: É um dispositivo para conexão às fontes de gases combustíveis (cilindros e centrais de gases). .

enquanto que o fluxo é interrompido pela válvula unidirecional. em até cinco minutos).Operações de Soldagem e Corte a Quente • O termo "garrafa". impedindo que a chama atinja o regulador e o sistema de suprimento dos gases. pois a mesma não consegue deter o retrocesso de chama em virtude dos elementos que constituem a sua parte interna sofrerem danos pelo calor de chama retrocedida. Vale lembrar que existe no mercado válvulas de contra-fluxo funcionando com dupla função. ou mesmo por entupimento do bico de solda ou de corte. Da mesma forma. independentemente da presença de dispositivos de segurança.100°C enquanto que a de GLP/oxigênio fica em torno de 2. utilizado no item 18. não é tecnicamente adequado. quando ocorrer um retrocesso de chama. Cilindros de gás. embora sejam bastante resistentes ao impacto mecânico. Neste caso.7 . Leia atentamente as recomendações do fabricante quanto ao uso correto dos dispositivos de segurança.11. gasolina e outros. No caso anterior. o resultado será uma explosão imediata do sistema. a explosão dos cilindros poderá ocorrer em poucos minutos (no caso de uma chama de acetileno. No caso do oxigênio e de outros gases oxidantes. Nestes casos. com isso. sua finalidade de aplicação é deturpada. principalmente válvulas.000°C e a do hidrogênio/oxigênio em torno de 2. • • • • . • Válvulas de Contra Fluxo. sempre existirá o risco de explosão do cilindro. tais como: óleo. existe o risco do uso de lubrificantes com hidrocarbonetos comuns. não se deve chamar de "balas" ou qualquer outro nome que não seja "cilindro de gás".7. todo cuidado deve ser tomado na compra do dispositivo de segurança. • • Referências .b) Evitar a contra pressão: dependendo do fabricante. reguladores de pressão. d) Travamento termo-sensível: dependendo do fabricante. tubulações e outros.Subitem 18. pois possui no seu interior um filtro sinterizado que extingue as chamas provenientes de um possível retrocesso de chama.11. em caso de defeito no maçarico.02 bar. Devido à sua finalidade. devido à ação térmica sobre o aço. As válvulas de contra-fluxo mais simples são erroneamente consideradas e chamadas de "válvulas contra retrocesso de chama" e. Ressalta-se que a temperatura de uma chama acetileno / oxigênio alcança 3. graxa. O termo certo é "cilindro de gás". as válvulas de contra fluxo devem ser instaladas nas conexões de entrada do maçarico. solventes. ou contra pressão na mangueira superior a 0. Porém. c) Extinguir o retrocesso de chama: dependendo do fabricante. Têm a função de evitar a entrada de gás de um sistema para outro.200°C. possuem um filtro metálico sintetizado (o mais eficiente é feito de aço inoxidável de alta capacidade de fluxo) capaz de extinguir a chama proveniente do retrocesso. algumas válvulas unidirecionais ativam um bloqueio de contra fluxo cortando o suprimento de gás. são pouco eficientes no caso de uma incidência direta de chama proveniente de um maçarico ou de um incêndio. possuem um dispositivo termo-sensível que corta o suprimento do gás em situações na qual a temperatura externa próxima ultrapasse 95°C.

O potássio e o sódio são elementos importantes na soldagem porque a atmosfera ionizada por eles facilita a passagem da corrente elétrica. . O revestimento se funde e depois se solidifica sobre o cordão de solda. Referências . além de atender às recomendações do fabricante. bem como observar o estabelecido nas NBR 12. no qual a união é produzida pelo calor do arco criado entre um eletrodo revestido e a peça a soldar. O revestimento proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão. Ele tem como característica principal a possibilidade de soldar diversos tipos de materiais por conta das inúmeras formulações diferentes na fabricação dos eletrodos. sendo por isso um processo extremamente versátil e de baixo custo.Subitens 18. este processo é chamado Shielded Metal Arc Welding (SMAW). Neste processo. dando origem a um arco estável.11. químicas e metalúrgicas) terá a junta soldada. o item 22. o revestimento contém silicatos de sódio e potássio que ionizam a atmosfera do arco. este elemento é essencial para se obter uma boa solda. Neste processo. para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. com um revestimento externo que define quais características (propriedades mecânicas. NBR 12. sem costura. Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta metálica. e NBR 11.791 Cilindro de Aço.• Usando a NR 22 como referência técnica.23 estabelece que os cilindros contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas.9 . com diâmetro variando entre 1.725 Conexões e Roscas para Válvulas de cilindros para Gases Comprimidos. evitando que em um eventual contato não haja a abertura de indesejáveis arcos de solda laterais. Observe as figuras ao lado. Veja a figura ao lado. Assim. sem costura. formando uma escória de material não metálico que protege o cordão da oxidação pela atmosfera normal.5 e 8 mm e comprimento entre 23 e 45 cm. b) Funções físicas e mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do ar ambiente. Já na ionização. não se utiliza gás. recoberta por uma camada de fluxo aglomerado (revestimento). As principais funções do revestimento do eletrodo são: • • • a) Funções elétricas (isolamento): O revestimento é um mau condutor de eletricidade. pois a proteção contra as contaminações trazidas pelo oxigênio e nitrogênio (corrosão e fragilidade no cordão de solda) são feitas pelo próprio revestimento do eletrodo.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Soldagem com eletrodos revestidos é definida como um processo de soldagem com arco. Pela AWS. Estima-se Esquema geral da solda por eletrodo que mais de 72% sejam comercializados no país através de revestido eletrodos revestidos (I Congresso Ibero-Americano de Soldagem). que é o mesmo do material a ser soldado.790 Cilindro de Aço Especificado. O eletrodo revestido consiste de um arame de metal.11.8 e 18. isola a alma do eletrodo.11. enquanto a solda está resfriando. calor e impactos acidentais. para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão.

através de placas eletrônicas. sendo que essa é a grande dificuldade deste processo. Estas vantagens se devem à forma construtiva do equipamento e a um número mínimo de partes móveis. particularmente onde um suprimento de eletricidade não esteja disponível. quanto mais fina a regulagem melhor a soldabilidade). mas suficientemente altos para reabrir o arco e proporcionar adequada elevação da tensão do arco após o curto-circuito. • • • • . fazem este controle com perfeição. que é a configuração mais simples e barata. b) A intensidade de energia deve ser alta para manter o arco de solda aberto. poderíamos citar o transformador para corrente alternada. • Entre as fontes para este processo. conseqüentemente. A primeira delas é mais usada em canteiros de obra. a estabilidade do arco é obtida limitando-se os picos de corrente durante o curto-circuito a níveis suficientemente baixos para alcançar reduzido volume de respingos. (Risco de choque elétrico). que. quanto de operação e manutenção. Nunca se deve testar eletrodos em cilindros de gases ou qualquer outro equipamento que não seja a peça de trabalho. Este equipamento tem uma grande utilização na soldagem industrial. muito embora com a prática esta seja posta de lado (veja figura abaixo). • Para que uma fonte elétrica possa ser utilizada para os processos de soldagem. No caso de corrente contínua. Esses elementos podem ser incorporados ao revestimento para substituir o que se perdeu com a queima do mesmo (um exemplo: o cromo na solda em aço inox). c) A corrente de soldagem deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes eletrodos (para soldar eletrodos com diâmetros e materiais diferentes. duas configurações tradicionais podem ser utilizadas: unidades geradoras ou transformadoras-retificadoras. a eficiência da solda. reduzida manutenção e menor barulho em operação. além de reduzir drasticamente o tamanho e peso do equipamento. e) A corrente de solda deve apresentar bastante regularidade. tanto do ponto de vista de investimento inicial. É o princípio de operação das inversoras. Ela emprega como combustível o diesel e algumas fontes podem gerar energia elétrica para alimentar até cinco chuveiros funcionando ao mesmo tempo. Para iniciar o arco de solda. de maneira a alterar as propriedades da solda. ela deve preencher algumas exigências: a) A tensão deve ser baixa.c) Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. Outros ainda incorporam pó de ferro para aumentar o material depositado e. d) O circuito será protegido contra curto-circuito e a fonte deve suportá-lo. é preciso tocar (riscar) a peça com o eletrodo e manter uma distância adequada para a manutenção do ambiente ionizado (arco de solda). A segunda é a preferida. até mesmo no caso de elementos que sejam altamente voláteis. por seu baixo custo de operação. Durante a soldagem. o inconveniente é o barulho feito por este equipamento que é muito grande. Porém.

Em algumas indústrias. 2.0.4). mas para seu serviço o eletrodo adequado é o E 6013 (chamado de `ponta amarela´ por certo fabricante). de modo geral. isto é. o tipo de FoFo soldável .Item 18.Ignição do Eetrotodo Revestido.9 a 9. luvas de raspa.5.0 4. foram desenvolvidas máscaras especiais que somente escurecem no instante da soldagem. como a nº 12. Alguém pode alegar que não se enxerga nada com lentes.1 Escadas. avental de raspa. 2.10. os `controladores´ podem ter problemas sérios na vista por não observar este detalhe. rolos de moenda na indústria açucareira.6 a 4. Para estas situações.E Ni-Cl / E NiFe-C. Atenção especial deve ser dada quando o soldador for trabalhar confinado. Rampas e Passarelas . • • • Referências . Soldagem com eletrodos revestidos Faixa de 0 de eletrodo Faixa corrente utilizada (~) No da lente utilizada 1. A máscara neste processo de solda é indispensável. As serralherias. além de ser desejável um filtro para respiração.1 a 18.0 7. e quem já soldou sabe que isto é bem verdade (ainda bem. ou para prevenir o desgaste pela utilização (dentes de trator. facilitando muito o trabalho.12 / Subitens 18.8 a 6. utilizam este processo por ser mais barato e eficaz. • O material de segurança basicamente consiste em: óculos de segurança e máscara de solda (com as lentes conforme tabela abaixo). Embora este processo não seja automático.12.12. É imprescindível ter exaustão dos fumos de solda.5 • 70 a 160 A 190 a 250 A 320 a 380 A 10 12 14 O posto de solda também deve ser protegido por cortinas plásticas que impeçam a passagem dessa radiação. até aço carbono. rodas de trem etc). porque senão a radiação seria transmitida da mesma forma!). empregam os diâmetros menores (1.6. principalmente em se tratando do enchimento de falhas e `falta de fusão´. O setor de manutenção de uma indústria utiliza os mais variados tipos de eletrodos (desde aquele para a soldagem em ferro fundido. Eles servem para efetuar o revestimento em peças que foram danificadas pela corrosão. ainda existem diversas aplicações para ele. e touca de soldador (essencial quando a solda for na posição sobre a cabeça). aço inox e alumínio). a exposição contínua à radiação de solda (principalmente quando há altas correntes de soldagem). Normalmente. perneiras de raspa. botas de segurança. pois se usarmos somente os óculos de segurança (que também são indispensáveis por conta da escória a ser retirada) a pessoa ficará marcada pela radiação não ionizante.

Escadas mal construídas. Suspenda-os por meio de corda.• As escadas são construídas geralmente de madeira. verificando-se os seguintes itens: Defeitos na madeira. no máximo. espaçamento dos degraus de. deve-se colocar calços de borracha nos pés para evitar que a escada escorregue. g) As escadas de abrir não devem ser usadas como escadas de encostar. É proibido prender na própria escada. espaçamento uniforme entre as travessas. apresentam as seguintes características: travessas iguais. Nesta posição. para escadas de até 3 m de altura. Para maior estabilidade da escada. Principalmente no uso dos degraus superiores. Os pontos mais importantes para se obter uma utilização segura da escada de uso individual estão relacionados ao comprimento da escada. ou carregue-os em uma bolsa presa à cintura. quando uso em pátio externo. no mínimo. ao qual será amarrada a escada. base antiderrapante em todos os degraus. emendas iguais. fendas. Os seguintes procedimentos de segurança devem ser seguidos: • • • a) Não usar uma escada que não esteja em perfeitas condições de utilização. rachaduras. a fim de impedir o movimento acidental da escada. e) As escadas de abrir devem ser abertas até o fim do seu curso. As escadas de mão. crava-se uma estaca no solo. . ao ângulo que ela forma com o piso e aos sistemas de fixação na superfície inferior e superior. fibra de alumínio e fibra de vidro. apoiar firmemente os pés nos degraus e usar ambas as mãos para segurar-se. é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha o valor aproximado de 75º. para evitar a quebra de polias e a danificação dos engates. As escadas de mão também têm recomendações para auxiliar a inspeção antes de cada uso. nós. com o fecho do tirante limitador bem encaixado. em altura superior a 2m do chão. e calço de borracha nos pés da escada. e não apresentam nós e rachaduras (caso feitas de madeira). mal conservadas e mal utilizadas podem representar um perigo extremamente sério. b) Nunca ficar sobre dois degraus da escada. c) Não subir em escadas portando objetos. antes de serem usadas. fibras no sentido transversal. por meio de cordas. aço. As escadas de mão devem ser sempre inspecionadas antes do uso. apodrecimento geral. Quando uma escada não está fixada no piso. d) Para subir. o equilíbrio torna-se precário. i) Nunca subir em escadas com sapatos escorregadios ou sujos. h) É obrigatório o uso de cinto de segurança preso à estrutura mais próxima. f) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas. 300 mm. quando construídas corretamente. montantes iguais. podendo variar entre 65º a 80º . j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer. 300 mm de eixo a eixo e de.

Não se deve subir em escadas de mão carregando ferramentas ou materiais. duas catracas automáticas e corda para a manobra de extensão. quando utilizadas próximas da laje.6. devem ser utilizadas escadas de mão do tipo não condutora. o) Os degraus das escadas estarão livres de substâncias que provoquem escorregões (óleo. Referências . As escadas de mão portáteis.Escadas. sendo que as cordas devem ser inspecionadas freqüentemente. Escadas duplas não serão utilizadas como escadas simples. esta deve estar fixada por braçadeiras na parte inferior e amarrada na parte superior. quebradas ou defeituosas devem ser inutilizadas e substituídas. p) Olhar para a escada e usar ambas as mãos ao subir ou descer. guias e ancoragem adequada. água. Escadas fixas verticais ou tipo marinheiro devem ter guarda-corpo a partir da altura de dois metros do piso.6 . a menos que haja sinalização. m) Escadas rachadas. com a base aproximadamente a um quarto do comprimento da escada na vertical. Quando outra pessoa não estiver segurando a escada.12. As escadas de mão extensíveis possuirão roldanas. Estes serão suspensos separadamente. Extensões provisórias são perigosas e proibidas. Subir ou descer em escadas portáteis deverá ser uma ação feita sempre de frente para elas. barro etc).6. ou retiradas de serviço. q) Ao fixar esta escada. Quando não for possível se apoiar uma escada na inclinação recomendada. para evitar o deslocamento. é necessário o auxílio de outra pessoa. n) A base das escadas deve ser equilibrada firmemente no piso.6 / 18. devem ser amarradas por um tirante a um pilar interior.1 a 18. feitas em fibra de vidro. a mesma deve ser amarrada no apoio superior para evitar tombamento para trás ou escorada na parte inferior para se evitar o escorregamento.l) Em trabalhos elétricos. O mesmo se aplica a poços ou torres de elevador. Somente devem ser usadas escadas de comprimento compatível com a altura da superfície que se irá trabalhar. madeira ou outro material não condutor de eletricidade preferivelmente. com o funcionário usando cinto de segurança tipo pára-quedista. Não será utilizada escada de mão com montante único. devido à possibilidade de quedas de materiais. As escadas serão guardadas ao abrigo do sol e da umidade. Escadas retas devem atingir pelo menos 1 m acima da plataforma ou patamar em que estão apoiadas. Rampas e Passarelas • • As escadas de mão portáteis devem ser consertadas sempre que for verificado qualquer defeito. As escadas de mão portáteis não devem ser colocadas próximas a portas ou áreas de circulação.Subitens 18.12.12. Deve-se ter o cuidado de não largar ferramentas • • • • .

o perímetro da obra deve ser fechado com tela.1 . Referências . para edifícios com pavimentos no subsolo. As plataformas secundárias. também.70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. esta deve ser revalidada diariamente.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • As proteções contra quedas de altura são os maiores problemas nos canteiros de obra.13 / Subitem 18. mesmo existindo procedimentos. a ser instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes.50 m de projeção horizontal e a ser colocada na altura da primeira laje.13. pelo menos. contadas a partir da plataforma principal. • Referências . Neste caso. que esteja. ser instaladas logo após a concretagem da laje a que se referem e retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída. pois as condições da operação podem mudar. Estes vãos serão seguramente fixados à estrutura. estiver concluído. atividades não rotineiras.13.20 m para o travessão superior e 0.Subitens 18. conhecidas como apara-lixo.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • O trabalho em altura é um dos agentes da fatalidade. O mesmo procedimento deve ser seguido na passagem de um lado para o outro em escadas duplas. b) Rodapé de 0. O sistema de guarda-corpo e rodapé a ser utilizado na proteção contra quedas de altura passou a ser assim: a) Altura de 1. • • • • . Além das plataformas principal e secundária. colocadas de 3 (três) em 3 (três) lajes.20 m. Esta plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo do prédio. Nunca deslocar uma escada sem descer. Foi criada uma plataforma terciária.13. Referências . conhecida como bandejão. devem ser acompanhadas de uma permissão para trabalho.5 a 18. passou a ter 2. no mínimo. a revalidação diária será fundamental para que as recomendações sejam atendidas.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • • A altura do fechamento dos vãos de acesso às caixas dos elevadores passou a ser de. A falta de proteções contra quedas faz com que este tipo de acidente seja a primeira causa de acidentes graves.Subitens 18.4 . Esta rotina permite que todos os controles de segurança sejam revisados e que todas as pessoas estejam conscientes dos riscos da operação. c) Os vãos entre travessas deverão ser protegidos com tela ou outro dispositivo que garanta seu fechamento com segurança. devem.ou materiais nas escadas. Para garantir a eficácia da Permissão para Trabalho. acima dela. Suas dimensões são as mesmas da antiga NR 18. 1. • A plataforma principal de proteção. É o que chamamos de riscos dinâmicos.13.13. a um pé-direito acima do nível do terreno.20 m (vinte centímetros). Desta forma.11 . É muito comum nas empresas a emissão da PT por um tempo em que o trabalho será realizado.2 a 18. podendo ser retiradas nas mesmas condições das plataformas secundárias. em balanço.Item 18. sem necessidade de complementação com tela.

13.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura .Subitens 18.20 m (dois metros e vinte centímetros) de projeção horizontal e obedecer às mesmas prescrições estabelecidas para as plataformas secundárias quanto à sua colocação e retirada. no mínimo.Redes de Segurança .12.13.• Estas plataformas deverão ter.12 a 18.26 . Guarda-corpo metálico com sargento Guarda-corpo metálico com escoras Guarda-corpo de madeira com montant metálicos Guarda-corpo de madeira Guarda-corpo de alvenaria estrutural Galeria aixa de elevador (metálica) Caixa de elevador (madeira) Proteção shaft de ventilação de escada Referências . 2.

cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. destacamos que os profissionais qualificados são aqueles considerados legalmente habilitados (item 10.2). A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura. Para isso. recomendamos que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim. por profissional legalmente habilitado. O contratante de serviços especializados aplicáveis à NR 18 e aos demais NR deve estar atento aos requisitos de contrato. Para isso.Subitens 18. porém é preciso explicitar a qualificação necessária para o trabalho.7.Item 18. O sistema já provou ser eficiente também para evitar quedas humanas.2 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Mais uma vez.13.7 da NR 18.14.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Tomando como referência a NR 22. Sempre existiu grande dificuldade das empresas em encontrar referências técnicas para fundamentar algumas práticas para o transporte vertical de pessoas.14.2 a 18. 325KB). composto de elemento forca.14 / Subitens 18. A Portaria MTE 157/2006 altera ainda vários itens do glossário da NR 18 que estão inseridos no final da descrição das alterações acima.13.1 a 18. além de projeto assinado por profissional legalmente habilitado: rede de segurança. fixação e ancoragem e acessórios de rede.12 o uso de redes de segurança como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção. Íntegra da portaria: DOU de 10 de abril. sugerimos o uso da • . • • • Exemplos de aplicação de redes de segurança Referências .8. item 22.13.14.• A Portaria MTE 157 também admite no item 18. previstas no item 18. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. Normalmente.14. • Referências . O sistema é autorizado para após as fases de estrutura e vedação periférica. a nova regra exige que tenha. de forma a garantir que os trabalhos a ser realizados pelas empresas serão feitos por pessoas qualificadas. conjunto de sustentação. se respeitadas as normas técnicas específicas.20 . grampos de fixação do elemento forca e ganchos de ancoragem da rede na parte inferior. os contratos são padrões e genéricos.1. Por similaridade técnica.

g) Acesso convenientemente protegido. b) Portas com trancas que impeçam sua abertura acidental. com corrimão e saída de emergência.14.7. c) Manter-se fechadas durante a operação de transporte. h) Distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola. f) Iluminação. • A Portaria 15. Desta forma. só serão permitidas em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características: a) Altura mínima de dois metros. j) Sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque. i) Fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade. PTA é o equipamento móvel. Fonte: Genie .A Terex Company . dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura.NR 22. Trata-se de um manual de normas técnicas que estabelece os parâmetros de segurança desse tipo de equipamento e especifica os responsáveis por todos os procedimentos de manutenção e operação. capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado. autopropelido ou não. item 22. d) Teto resistente. que determina que o transporte vertical de pessoas. e) Proteção lateral que impeça o acesso acidental à área externa. de 03/07/07 aprovou o Anexo 1 da NR 18 que regulamenta o uso das Plataformas de Trabalho A (PTA) éreo no Brasil.

Subitens 18. ou seja. o operador também deve ser treinado. oferecendo segurança e atendendo a todas as necessidades de uma obra. Pode ser utilizado tanto em obras civis quanto em plantas industriais. desde sua velocidade de deslocamento até a sinalização da área de trabalho.14. de acordo com o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante. A falta de utilização da cancela deve-se ao relativo alto custo de aquisição. cabe ao operador da plataforma.4 .20 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .Subitens 18. quando presente. Existe um tipo de elevador. executado por pessoa qualificada e que siga as recomendações do fabricante. devidamente capacitado pelo empregador. realizar todos os procedimentos de inspeção e manutenção do equipamento. certificando-se do perfeito ajuste e funcionamento de todos os seus sistemas. a qual é ainda pouco encontrada nos canteiros e. • Atualmente. Segundo a norma.21 / 18. letra e. está minuciosamente descrita na NR-18.14. inspeção e operação. cimenteiras. dotados de dispositivos de segurança que garantam uma operação segura e eficiente. por ser o dispositivo mecânico comprovadamente inseguro.4. possibilitando sua utilização em mineradoras. • .1 a 18.21. proíbe definitivamente o uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante. não compreendem quais riscos humanos e perdas econômicas ela pode evitar. e ao fato de que muitos empresários ainda não estão convencidos da necessidade da sua utilização. Alguns guinchos permitem transportar até dez passageiros ou 800 kg com segurança e eficiência. decorrência do reduzido número de fornecedores. O subitem 18. senão a falta completa de tensão no cabo de aço.Elevadores de Transporte e Materiais • • Os elevadores de carga exigem a utilização da cancela. é bastante clara: “É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”. e a cabine acaba se precipitando em queda livre. refinarias.14.22 a 18.22. da Portaria MTE 157/2006. Só poderão ser utilizados equipamentos apropriados. Além disso. resistentes e seguras.14. pois a partir de agora ficou claro que não há mais espaço para improvisações nas obras.• A NR-18. Toda a operação da plataforma. em situações nas quais o cabo de aço não é totalmente rompido. Este é um importante avanço. O elevador a cabo apresenta uma nova opção cuja cabina semifechada para transportes de materiais recebe fechamento lateral e portas. • Referências .Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . transformando-se em cabina fechada.Torres de Elevadores • Os elevadores convencionais de obra a cabo são equipamentos de uso constante em obras para o transporte vertical de pessoas e materiais. Esse sistema reúne vários benefícios conseguidos nos últimos anos com a melhoria dos dispositivos de segurança automática ou manual. que pode transportar de uma só vez de dez a 40 passageiros. siderúrgicas etc.22. Não há outra forma de acionamento emergencial deste equipamento.14.21. Ela é clara quanto à obrigatoriedade do uso de cintos de segurança e proíbe que a capacidade nominal de carga definida pelo fabricante seja ultrapassada. nem sempre funciona devidamente. • Referências . A norma exige que o proprietário da plataforma mantenha um programa de manutenção preventiva. sobre os princípios básicos de segurança. existem elevadores com cabinas mais leves. tracionado por sistema pinhão e cremalheira. em seu artigo 2º.14.

a eficiência dos sistemas de frenagem automática deverá ser comprovada através de "Laudo de Capacitação Técnica". instaladores de linhas elétricas de alta e baixa tensão. instalador de linhas subterrâneas. Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas. estabelecida no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas).• A nova regra obriga a sua substituição pelos elevadores de obras com sistema eletromecânico para o acionamento do freio. que passa a atuar efetivamente em situações de emergência. telefônicas e de comunicação de dados.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva). do qual constarão os métodos de ensaios adotados. A qualificação deve ocorrer através de cursos regulares. entre outras (ver CBO 7321). poderíamos usar o mesmo entendimento da nova NR 10. 789KB). com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação. reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura.Subitens 18.22. emitido por empresa legalmente habilitada. Cada vez mais. devendo constar da descrição dos métodos utilizados para os ensaios adotados. São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros).9 . Desta forma. emitido por empresa legalmente habilitada. . Também se tornou obrigatória a apresentação de Laudo de Capacitação Técnica do equipamento. de 10 de abril de 2006 (Art 3º). ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino. com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas.22.Elevadores de Transporte e Materiais • Conforme Portaria 157. Todos os trabalhadores são considerados profissionais qualificados: • • • • • • a) Através de Cursos de Preparação de Mão-de-obra. além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. a qualificação pode ocorrer em três níveis. • Referências . Segundo a Portaria 157/06. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item 10. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. fica proibida a utilização de sistema de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .8.5 a 18. eletricistas de redes elétricas. Por similaridade técnica. o entendimento técnico e o legal explicitam a necessidade de usar serviços realizados por profissionais legalmente habilitados em cursos específicos.2).14. A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional.Elevadores. cargas horárias e matérias ministradas.14. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. eletricistas de iluminação pública.

d) Transporte das armações de ferro para fundação.17 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .Subitens 18. A ART é também um instrumento pelo qual o CREA fiscaliza a atividade de seus associados e garante que profissionais não habilitados realizem serviços para os quais não sejam habilitados. dos tambores d´água para molhar as fôrmas.14. É o primeiro equipamento que entra na obra e o último que sai.24. c) Transportar materiais pré-moldados (vigas.24 /18. eletromecânica. Referências . 2143). porém não são habilitados (não têm diploma). f) Transportar até a laje a ser concretada. e de telecomunicações (ver CBO 2021. São exemplos os tecnólogos de nível superior: engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas. facilitando seu posicionamento. que sustenta o mangote de saída do concreto. supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303).14. lajes etc.24. 2032. estoque ou uso. mecatrônicos. . em função dos acidentes fatais envolvendo sistemas de elevação de pessoas.23.1 a 18.Movimentação eTransporte de Materiais e Pessoas . vem descrito suas habilitações. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1.5 .b) Através de Cursos Técnicos ou Técnicos Profissionalizantes.200 horas. eletro-eletrônicos. em eletricidade. Referências .Gruas • Equipamento que faz todo o transporte horizontal e vertical da obra. eles são capazes de realizá-los.14.14. b) Deslocar o material na obra para melhor posicionamento. projetistas técnicos. lajes. Na carteira profissional.Subitens 18. • A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é a garantia da empresa que está contratando um profissional habilitado para executar tais serviços. Isto é. pilares etc.Elevadores de Passageiros • Texto da alínea (b) alterada pela Portaria MTE 157/06. h) Usar concreto bombeado. mecatrônica. encarregados de manutenção e montagem. eletrotécnica. g) Transportar das caçambas para concretagem. telecomunicações.14. e) Auxiliar na montagem e desmontagem das fôrmas em madeira ou chapa de ferro. eletrônica. ).23 a 18. São exemplos os técnicos. Estes equipamentos são usados para: a) Auxiliar na carga e descarga de materiais dos caminhões. eletrotécnicos. c) Cursos Superiores plenos ou não.

montado sobre rodas. . t) Para escolher o tipo de grua. Nos dois casos. r) Auxiliar no transporte horizontal e vertical de qualquer material ou máquina necessária à obra. q) Descarregar o entulho na limpeza do prédio. n) Transportar o material de acabamento externo até os andaimes. o) Transportar das plataformas de descarga de um andar ao outro. ou seja não é possível aumentar sua altura nem sua distância de alcance. além da mão-de-obra com seus encargos e do concreto. permitindo a utilização do concreto convencional.Os modelos da linha FM são: RB 516. automontante. fixa.i) Transportar os andaimes. fixamóvel. que pode ser rebocado e transitar pela vias públicas e/ou no canteiro de obra. . p) Auxiliar no transporte de componentes mecânicos no término da obra. é necessário conhecer os vários tipos existentes: móvel. l) Transportar argamassa nas caçambas até as plataformas ou sacadas . RB 822. > Grua Móvel . k) Transportar tijolos ou blocos paletizados.É um equipamento normalmente pequeno. ascensional. a grua deverá sempre ser desmontada e remontada na nova locação. j) Ajudar na pré-montagem e desmontagem dos elevadores de carga. adaptando-a a uma nova situação de obra. m) Transportar os materiais de acabamento interno até as plataformas ou sacadas. primeiramente. s) Economia na redução do tempo de execução da obra e na redução do custo das tarefas executadas.A altura e lança deste tipo de grua são fixas. RB 1030 (catálogos anexos).

Quando a laje não for pré-moldada.É um tipo de grua de tamanho maior. MI 1230.Sua utilização é especifica para prédios. MI 2048. Cada vez que for necessário. A vantagem seria de evitar interferência com o cronograma de montagem do elevador. montando. MI 1640. através de um procedimento especial. . Será sempre montada na área externa da obra. é possível abrir nele um espaço das mesmas dimensões de um poço de elevador e montar a grua neste. Em função do terreno. O comprimento dos elementos varia entre 3 m e 6 m. > Grua Ascensional . . apóia-se sobre patolas que devem estar sobre bases que forneçam as maiores garantias de estabilidade do equipamento em movimentação de trabalho. monta-se a lança que ficará fixa até o final da obra.Uma vez definido o alcance necessário. Os modelos da linha FM são: MI 1025. amarrando a torre através de cravatas a duas lajes e com a grua seguindo o crescer do prédio. é no poço do elevador. montado sempre na área externa da obra e fixado em uma base de concreto de tamanho variável em função do modelo da grua. 18 metros). em função do modelo da grua. a grua inteira será levantada para as lajes superiores e amarrada novamente a duas delas. em geral. Esta operação é conhecida como "telescopagem " e deverá ser feita por técnico experiente. elementos de torre até alcançar a altura necessária. A limitação é de poder atender somente a um prédio por vez e o alcance para atingir a área de estocagem dos materiais a serem levantados fica limitada à diferença entre o comprimento da lança e a parte ocupada pela . Sua locação.. > Grua Fixa . a base deverá ser estaqueada para manter a estabilidade da grua carregada em sua pior condição de trabalho. . Monta-se como fixa e depois através de um sistema hidráulico.Sua altura inicial será aumentada ao crescer da construção. MI 1040.É um equipamento cuja torre é de altura definida (normalmente.Quando montada na obra. .

000 kg. . Os modelos disponíveis na linha FM são: MI 1025. levantando na ponta 1. O comprimento máximo da lança é de 35 metros. MÓVEL e FIXA/MÓVEL. MI 1230.Como o equipamento fixo. É um modelo muito interessante que agrupa as vantagens oferecidas pelas gruas FIXA. após montada a lança.A torre composta por dois elementos telescópicos é montada em chassis dotado de quatro rodas pneumáticas. . . pode trabalhar como grua fixa sobre bases de concreto. citados acima no item Fixa.área do prédio. procedendo da mesma maneira que para grua FIXA. podem ser todos montados sobre trilhos aplicando na base da grua acessórios conhecidos como "truques". este modelo também deverá ser alocado na área externa do prédio e ser amarrado às lajes após os primeiros 30 metros de altura com "cravatas".dois motorizados com motores elétricos e dois não motorizados) que permitem o translado da grua ao longo dos trilhos.A base dela tem quatro patolas e. possibilitando o atendimento de várias construções ao mesmo tempo ou separadamente. para distâncias de até 100 m. Por intermédio dos comandos elétricos. .Os modelos fixos. Portanto. MI 1040. Quando a lança for de . para dar toda a estabilidade possível. a grua levanta até 18 metros de altura. > Grua Automontante . portanto. poderá correr sobre trilhos. permitindo o reboque dentro da obra e nas vias públicas (existe claramente uma limitação na velocidade a ser alcançada ).Na linha da FM. > Grua Fixa-Móvel . Sua altura pode alcançar até 80 metros montando elemento após elemento de 6 metros de comprimento. é melhor identificada como AM 1230.A mobilidade sobre trilhos tem uma limitação de configuração do equipamento: a altura não poderá ser superior a 30 m.Ela vem preparada para receber em sua base quatro truques. . normalmente em número de 4 (um par para cada extremidade da base .

conhecer as necessidades das operações.Quando montada como Fixa.Alcance da Lança. . obviamente. é fácil entender a flexibilidade da AM 1230 em vários de tipos de obras: prédios populares de 4 a 5 andares. Se ela constrói somente sobrados. Na mesma obra. . . .900 kg. levando-se em conta a localização da área de estocagem dos materiais.200 Kg. a base de concreto utilizada nas gruas fixas será substituída por lastro de concreto sempre reaproveitável. será diferente. . .Ao se construir prédios baixos. inicia-se a terceira etapa96252512: análise dos fabricantes e proveniência. industrias e prédios altos. poderemos melhor identificar qual o equipamento mais apropriado para satisfazê-las.30 m. Em segundo lugar. prédios altos.Peso máximo a ser levantado na ponta extrema da lança.Pela descrição acima. a escolha.Altura da construção (atenção levar sempre em conta a caixa d´água ou a parte construída mais alta) . a carga aumenta para 1. podem ser alocadas várias gruas de modelo e tamanho diferente. Uma vez identificado o tipo de grua. obras públicas baixas e compridas etc. tais como: . levantando 1.Conhecendo os tipos de grua e as necessidades da obra. área de descarga dos mesmos e prédios a serem atendidos. Não podemos esquecer de avaliar o tipo de construção que a empresa faz. Já o comprimento mínimo da lança é de 20 metros. será feita uma escolha.

ANEXO III PLANO DE CARGAS PARA GRUAS I - DADOS DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO(s) EQUIPAMENTO(s): nome do empreendimento, endereço completo e número máximo de trabalhadores na obra. II - DADOS DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA OBRA: razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA. III - DADOS DO(s) EQUIPAMENTO(s): tipo; altura inicial e final; comprimento da lança; capacidade de ponta; capacidade máxima;

alcance; marca; modelo e ano de fabricação e demais características singulares do equipamento. IV Não havendo identificação de fabricante, deverá ser atendido o disposto no item 18.14.24.15. V - FORNECEDOR(es) / LOCADOR(es) DO(s) EQUIPAMENTO(s) / PROPRIETÁRIO(s) DO(s) EQUIPAMENTO(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico (se houver) e Responsável Técnico com número do registro no CREA. VI - RESPONSÁVEL(is) PELA MANUTENÇÃO DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VII - RESPONSÁVEL(is) PELA MONTAGEM E OUTROS SERVIÇOS DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; facsímile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VIII - LOCAL DE INSTALAÇÃO DA(s) GRUA(s) Deverá ser elaborado um croqui ou planta de localização do equipamento no canteiro de obras, a partir da Planta Baixa da obra na projeção do térreo e ou níveis pertinentes, alocando, pelo menos, os seguintes itens: a) Canteiro(s) / containeres / áreas de vivência; b) Vias de acesso / circulação de pessoal / veículos; c) Áreas de carga e descarga de materiais; d) Áreas de estocagem de materiais; e) Outros equipamentos (elevadores, guinchos, geradores e outros); f) Redes elétricas, transformadores e outras interferências aéreas; g) Edificações vizinhas, recuos, vias, córregos, árvores e outros; h) Projeção da área de cobertura da lança e contra-lança; i) Projeção da área de abrangência das cargas com indicações dos trajetos. j) Todas as modificações tanto nas áreas de carregamento quanto no posicionamento ou outras alterações verticais ou horizontais.

Este croqui deverá contemplar todas as alterações tanto nas áreas de carregamento quanto ao posicionamento e outras alterações verticais ou horizontais conforme exemplo em anexo. IX - SISTEMA DE SEGURANÇA Deverão ser observados, no mínimo, os seguintes itens: a) Existência de plataformas aéreas fixas ou retráteis para carga e descarga de materiais; b) Existência de placa de advertência referente às cargas aéreas, especialmente em áreas de carregamento e descarregamento, bem como de trajetos de acordo com o item 18.27.1 alínea "g" desta NR; c) Uso de colete refletivo; d) A comunicação entre o sinaleiro/amarrador e o operador de grua, deverá estar prevista no Plano de Carga, observando-se o uso de rádio comunicador em freqüência exclusiva para esta operação. X - PESSOAL TÉCNICO QUALIFICAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA: a) Operador da Grua deve ser qualificado de acordo com o item 18.37.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo, com carga horária mínima definida pelo fabricante, locador ou responsável pela obra, devendo, a partir do treinamento, ser capaz de operar conforme as normas de segurança utilizando os EPI necessários para o acesso à cabine e

com especial atenção para o sistema de freio do movimento vertical de cargas. elaboração. executar inspeções periódicas semanais. b) cada alteração geométrica ou de posição do equipamento. Deve estar qualificado a operar conforme as normas de segurança. observância às determinações do Plano de Cargas e sinalização e orientação dos trajetos. orientação para o operador da grua referente aos movimentos a serem executados. b) Sinaleiro/Amarrador de cargas deve ser qualificado de acordo com o item 18. b) Responsável pela Manutenção.RESPONSABILIDADES: a) Responsável pela Obra Deve observar o atendimento dos seguintes itens de segurança: aterramento da estrutura da grua. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: amarração de cargas para o içamento. no mínimo. Montagem e Desmontagem Deve designar pessoal com treinamento e qualificação para .11. de trajetos e da correta aplicação das determinações do Plano de Cargas. requerido no item 18. c) cada operação de manutenção e ou regulagem nos sistemas de freios do equipamento. após às seguintes ocasiões: a) instalação do equipamento. não se aplicando para gruas com altura livre móvel superiores às especificadas. fiscalização do isolamento de áreas.24. a executar inspeção periódica com periodicidade semanal ou outra de menor intervalo de tempo.22.para a operação. escolha correta dos materiais de amarração de acordo com as características das cargas. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: operação do equipamento de acordo com as determinações do fabricante e realização de "Lista de Verificação de Conformidades" (check-list) com freqüência mínima semanal ou periodicidade inferior.37.11 desta NR e a confirmação da correta operacionalização de todos os dispositivos de segurança constantes no item 18.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo. conforme especificação do responsável técnico pelo equipamento.14. verificar registro e assinatura no livro de inspeções de máquinas e equipamentos. disponibilização de instalações sanitária3s a uma distância máxima de 30m (trinta metros) no plano vertical e de 50 m (cinqüenta metros) no plano horizontal em relação à cabine do operador. conforme especificação do responsável técnico do equipamento. bem como. com carga horária mínima de 8 horas. implementação do PCMAT prevendo a operação com gruas. XI. bem como. independentemente do Plano de Cargas. implementação e coordenação do Plano de Cargas.

entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório específico. observando o disposto no item 18. b) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do operador da grua. d) Livro de inspeção da grua conforme disposto no item 18. XIII . f) Cópia da ART . . ser registrado ou anexado ao livro de inspeção de máquinas e equipamentos. se houver. devendo tal relatório.18.24. c) Responsável pelo Equipamento: Deve fornecer equipamento em perfeito estado de conservação e funcionamento como definido pelo Manual do Fabricante. g) Plano de Cargas devidamente preenchido e assinado em todos os seus itens. ascensões. XII . mediante emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica referente à liberação técnica efetuada antes da entrega.14. ascensão e conservação do equipamento. devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica específica para a obra e para o equipamento em questão. telescopagens e manutenções. e) Comprovantes de qualificação e treinamento do pessoal envolvido na operacionalização e operação da grua.DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA NO CANTEIRO No canteiro de obras deverá ser mantida a seguinte documentação mínima relativa à(s) grua(s): a) Contrato de locação. mediante recibo. Os serviços de montagem.Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável nos casos previstos nesta NR.executar as atividades que deverão sempre estar sob supervisão de profissional legalmente habilitado. c) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do Sinaleiro/Amarrador de cargas referente aos materiais de içamento.15 desta NR. desmontagem. telescopagem. montagem. checagem da operacionalização dos dispositivos de segurança.MANUTENÇÃO E ALTERAÇÃO NO EQUIPAMENTO Toda intervenção no equipamento deve ser registrada em relatório próprio a ser fornecido.11 desta NR. durante as atividades de manutenção. desmontagem. bem como.22.

24. • Referências .15 / Subitens 18.Andaimes e Plataformas de Trabalho • Plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados.14. Funcionamento. Inclinados. Daí.15. Montagem e Instalação. Operação.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o operador de grua . Sinalização de Operações. conforme NBR 5410 e 5419. que será exigido no PCMAT. NR-17 e NR-18. limpeza e manutençao. i) Atestado de aterramento elétrico com medição ômica.15. reforma.Segurança em Andaimes. Tipo cadeira de contramestre.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o sinaleiro/amarrador de carga . onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso. Amarração de Cargas. NR-6.h) Documentação sobre esforços atuantes na estrutura do edifício conforme disposto no item 18. a necessidade de uma atenção especial com o plano de manutenção e inspeção destes equipamentos. Travessão. eles podem ser divididos da seguinte forma: o o o o o Suspensos. Ssobre cavaletes. j) Manual do fabricante e ou operação contendo no mínimo: . elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente. Legislação e Normas Regulamentadoras NR-5.Instruções de segurança e operação.1 a 18. pintura. demolição. deverá conter o layout da locação da grua e os fluxos de pessoas e materiais. XIV CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O conteúdo para treinamento dos Operadores de Gruas e Sinaleiro/Amarrador de Cargas deverá conter pelo menos as seguintes informações: . Um dos itens incluídos com o Anexo de sobre movimentação de cargas trata da necessidade de criação de um plano de cargas (anexo 3) Este documento. mas eles normalmente são caros e de idade avançada (entre 30 e 40 anos). Sistemas de Segurança. São utilizados em serviços de construção.Definição. Segundo a Norma NBR 6604 .3 desta NR. .9 . Sugerimos a leitura cuidadosa das modificações incorporadas por este anexo. Comentários • Existe um grande número de empresas locadoras de equipamentos de carga.Item 18.

é determinado que se tenha um profissional legalmente habilitado.• Quanto a sua utilização os andaimes pode ser classificados da seguinte forma: o Andaimes Suspensos: Utilizados para reformas em fachadas.20 m para o travessão superior e 0. Qualquer que seja o meio de acesso o usuário deve estar seguro de que os mesmos estejam em boas condições e não ofereçam riscos a sua segurança. limpeza. impermeabilizações e instalações de tubulações. • • Neste item. com exceção do lado da face de trabalho. O sistema de guarda-corpo e rodapé estende-se às cabeceiras e a todo o perímetro. . Andaimes não devem conter peças de fabricantes diferentes. pinturas. Deve ser inspecionado antes e após o uso.70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário.13. impermeabilizações e instalações de tubulações. Deve suportar duas vezes o peso ao qual será submetido. Deve ser montado sobre superfície nivelada. Podem trabalhar sem obstruir a passagem dos pedestres o o • O seguintes requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o Os andaimes devem ser montados por mais de uma pessoa. A superfície deve ser sólida para não ceder com o peso. Um trabalho somente será seguro se for planejado adequadamente sob o ponto de vista preventivo.5: o o o Ser construído com altura de 1. Andaimes de Encaixe: Ideal para serviços em áreas com grandes interferências (escoramentos. passarelas. Andaimes Modulados: Utilizados para reformas em fachadas. portáteis. Peças danificadas devem ser reparadas ou destruídas. balancim elétrico e balancim individual (cadeirinha). avaliados os riscos e sugeridos formas de controle para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes. Trabalham sem obstruir a passagem dos pedestres e são uma opção segura para estas operações. obedecendo às especificações do item 18. Ter rodapé com altura de 0. rampas ou degraus. • A segurança com andaimes deve ser um requisito existente em qualquer tipo de obra e deve o mesmo tratamento e cuidado que qualquer outro existente de execução. outros) ou em áreas de difícil acesso aos andaimes tradicionais. sem especificar qual habilitação específica. limpezas.20m (vinte centímetros). Nesta etapa devem ser identificados os perigos. para dimensionar a estrutura de sustentação e fixação do andaime. Os meios de acesso podem ser escadas fixas. Ex: balancim leve. pintura. Deve ser garantido aos empregados acesso seguro aos andaimes. Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura.

Verificação de carga. Proteção respiratória . Sugerir medidas de controle. descarga e armazenamento de materiais (sinalização das zonas de risco e paletização dos materiais). avaliar os riscos. utilizando equipamento específico. Atender tosos os requisitos de segurança operacional Utilizar EPI e EPC. • Exemplos de EPI a serem utilizados o o o o o o Capacete Luvas. Identificar os empregados próprios e terceiros envolvidos nos trabalhos. • A segurança física na montagem de andaime inclui: o o o o o o o Colocação de lonas ou redes de proteção em alguns casos requer estudos de concreto. Em caso de dúvidas com relação a zona de apoio do andaime. Autorização do pessoal qualificado para modificar qualquer aspecto estrutural. Certificar que as medidas de controle sugeridas e aceitas foram implementadas. Içamento cuidadoso do material na zona de montagem. Botas com biqueiras de aço. as operações de montagem deverão ser suspensas.• Os objetivos da etapa de planejamento iinclui: o o o o o Identificar os perigos. Protetores auriculares. Informar os riscos para a equipe sobre a operação a ser realizada. Cinto (colete) tipo paraquedista com dois talabartes.

este deve ser reforçado para suportar essa carga. de 10 de abril de 2006.15. Em trabalhos sobre andaimes acima de 2 metros é obrigatório o uso do cinto de segurança. deformações nos tubos e presença de corrosão.15. O cinto de segurança não pode ser fixado na estrutura do andaime.2 foi revogado pela Portaria MTE 157. As barras de travamento devem ser colocadas de três em três módulos.• Exemlos de EPC a serem utilizados o o o o Rede do tipo tênis Rede Vertical com suporte tipo forca Dispositivos DR Cabo elétrico tipo PP Referências . Amarrar todas as tábuas no suporte ou gabarito.10 a 18. podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal. Caso seja montado um equipamento para içar cargas sobre o mesmo. Obs.Andaimes Simplesmente Apoiados É aquele cujo estrado está simplesmente apoiado. olhar a existência de trincas. Nunca trabalhe sobre andaimes durante tempestades. • • O subitem 18. Boa organização e limpeza da plataforma são fundamentais para a segurança do trabalho.Subitens 18. forma a formar um X.18 . chuvas ou ventanias.43. .15. Verificar os gabaritos antes de montar. Durante a montagem dos andaimes alguns requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o o Verificar as tábuas a serem utilizadas. Qualquer trabalhador que execute tarefas em uma plataforma deverá ser treinado no uso correto dos equipamentos.

Não utilizar tábuas com cupins.Colocação de tábuas e corrimõe • As pranchas não devem ser testadas pelo usu qualidade das pranchas deve-se observar o s o o o o As pranchas têm grandes nós na ma As nervuras acompanham o sentido Existe alguma rachadura na pranch Há sinais de desgaste? • • • Não utilizar tábuas queimadas. Não utilizar tábuas apodrecidas. .

. ficar no andar de baixo ou fora do andaime. medidos a partir da plataforma do andaime.15. Todos os materiais inflamáveis devem ser removidos do local e o pessoal nas proximidades deve estar usando EPIs adequados. Nunca ficar no piso que está sendo desmontado. etc. o o o o o o Verifique a existência de restos de materiais sobre as tábuas dos andaimes. Verifique a existência de tábuas soltas.Subitens 18. Solda e corte com maçarico: Para trabalhos de solda ou corte sobre plataformas deve-se garantir que a área sobre a plataforma.15. necessita maior cuidado.Ao usar duas ou mais tábuas o espaçamento entre elas deve ser de no máximo 30 mm. Este corrimão não deverá ter menos de 90 cm nem mais de 1 m de altura.5 m acima do nível do chão. hyster. deverá ser dotado de corrimãos de proteção. Desmontagem dos andaimes: A desmontagem é tarefa de maior risco que a montagem. fixado à estrutura na extensão da fachada. Usar cinto de segurança durante toda desmontagem. • As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). Corrimão de proteção: Se o andaime for erguido acima de 1. Proteção ao nível dos pés: Tais proteções são instaladas para evitar ou diminuir a possibilidade de trabalhadores que estão em altura elevada atingirem ou chutarem algum ítem. • • • Referências .. guindaste. projetando-o para baixo.19 a 18. Utilizar equipamento auxiliar sempre que possível.Andaimes Fachadeiros Andaime metálico simplesmente apoiado.25 . Realize a desmontagem sempre de cima para baixo. assim como a área abaixo dela estejam devidamente isoladas e protegidas. logo. . • A justaposição das extremidades deve ser de 300 a 800 mm. como skymunck.

(recomenda-se a utilização de pranchas de madeira). . para distribuir a pressão exercida pelo andaime sobre o solo.Elementos do Sistema 1-Nivelador de base 2-Inicializadorde base 3-Elemento de andaime 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 6-Plataforma de trabalho 7-Plataforma de serviço 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Protector Lateral 11-Terminal de andaime lareal 12-Terminal de andaime 1-Preparação das Bases Colocam-se os niveladores de base sobre uma superfície plana.

0 em 2.0 m. As diagonais vão assegurar a estabilidade geral do andaime 5-Colocação das plataformas e nivelamento As plataformas anti-derrapantes são colocadas em níveis de 2. . 4-Colocação das barras e diagonal Colocar as barras (guarda-costas) e a diagonal. Pa garantir o nivelamento e aprumamentod andaime afinam-se as bases reguláveis sempre que necessário.2-Colocação do inicializador O inicializadorde base é colocado sobre os niveladores para permitir a ligação à diagonal. Verificar també distância do andaime á fachada.

colocam-se as barras horizontais (guarda-costas) e depois a diagonal no sentido oposto à anterior. De seguida.6-Montagem do nível superior Colocam-se os elementos de andaime uns sobre os outros. . 7-Colocação do protector lateral Colocam-se os protectores laterais de fo a garantir a segurança contra as quedas cada nível de andaime.

Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada: • • • • • Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada. .8-Colocação dos rodapés Os rodapés são encaixados de uma forma simples e rápida. 9-Colocação da plataforma de escad O acesso a cada nível de trabalho é feito pela escada interior própria. 10-Colocação dos terminais de andaime O último nível do andaime é encerrado com os terminais de andaime que permitem a colocação de todos os elementos de segurança exigidos. e sem nenhum tipo de recobrimeto. Para andaime com menos de 30 m de altura. Recomenda-se a colocação dos fixadores de andaime no prumo vertical .1 . Fig. colocar as amarrações em cada 20m² e para andaime com recobrimentoem rede permeável ao vento as amarrações são colocadas em cada 12 m². de acordo com o exigido pela norma.Esquema de colocação das amarrações e diagonais no andaime. No último nível do andaime é importante colocar amarrações em todos os montantes.1. Montar as amarrações uniformemente distribuídas ao longo de todaa fachada de andaime de acordo a fig.E quando não for possível colocar o mais próximo dos mesmos.

2.26 a 18. Antes de iniciar os trabalhos de utilização do andaime o responsável pela segurança na obra deve verificar a correcta montagem do andaime. Devem estar protegidos com barras guarda-costas a 0. Quando a estrutura não cumpre a regra da auto-estabilidade devem existir amarrações a estruturas sólidas (pilares.27 . são resistentes à pressão que sobre elas vai exercer: devem ser duros e estáveis. 3. Ter em consideração as capacidades de carga que obrigatoriamentesão indicadas nas plataformas. Para andaime com alturas superiores a 30m ou para recobrimentosmais densos é necessário realizar cálculos específicos. Qualquer dúvida a respeito da capacidade de resistência do solo ou zonas de apoio do andaime e da capacidade de resistência da estrutura. Não descarregar cargas de forma violenta sobre o andaime. Verificar se as zonas de apoio do andaime. Verificar se a distância máxima entre níveis de plataformas é de 2.5 e 1. Não abandonar materiais ou ferramentas no andaime.Subitens 18. vigas. Referências . Procedimentos de Montagem 4.• • 1. deve-se nivelar a estrutura.15. Fazer a distribuição dos niveladores e inicializadores e antes de apertar as cunhas e colocar os prumos. . se os topos devem estar fechados com protecções e envolvidos com rodapés com uma altura mínima de 15 cm. 9.0 m em 6. 6. 10. Proceder à montagem e desmontagem segundo as instruções do fabricante (esquema de montagem).Andaimes Móveis Plataforma de trabalho cuja estrutura esta montada sobre rodízios.0 m. tal como ilustra a figura 1. 12. A circulação pelo andaime deve ser livre e contínua. 14.15. As plataformas de trabalho devem ter no mínimo de 60 cm de largura. Realizar o estudo prévio da planta para envio de materiais. As diagonais devem ser colocadas de 4 em 4 módulos de andaime. O acesso aos vários níveis de trabalho deve realizar-se por escadas interiores. é motivo suficiente para suspender a montagem até que um técnico competente resolva o problema.0m em altura em todas as prumadas.0 m de distância. Verificar regularmente os pontos de fixação do andaime à fachada (é muito frequente os utilizadores do andaime retirar pontos de fixação para lhes facilitar o trabalho. lajes.) As amarrações são colocadas de 5 em 5 m na horizontal em prumadas alternativas e na vertical de 6. 7. 5. 8. 11. 13. etc.

)<=4* L (menor). para poder considerar a auto estabilidade. • A estruturas das torres de escada estão submetidas ás mesmas cargas que qualquer outro tipo de andaime. sem vento a máxima altura (H)não pode ser superior a quatro vezes o lado (L) menor – H (max. ara torres realizadas em aço sem nenhum tipo de cobertura. .Em espaços interiores a altura (H) máxima é de três vezes o lado (L) . Para isso temos a favor o peso próprio da estrutura. o método orientativo para provar se é autoestável é o seguinte: . temos que comprovar que as cargas não são suficientes para desestabilizar a estrutura.• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988).Em espaços interiores. quanto mais pesada melhor é o comportamento em relação ao desequilíbrio provocado pelas cargas a que estão submetidas e à força do vento.

Andaimes Suspensos São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular.Amarrar a estrutura a partes sólidas. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção.44 . manutenção e pintura. • Quando não se cumpre a regra da auto-estabilidade: . São geralmente utilizados quando os andaimes não podem apoiar-se sobre o solo ou sobre uma superfície horizontal resistente. . Referências .Subitens 18.15.15.15.Colocar contrapesos.29 .Combinar adequadamen te as opções interiores.Aumentar as dimensões da base colocando estabilizadore s.menor – H (max.Andaimes em Balanço • São os que se projetam para fora da construção e são suportados por vigas (de madeira ou metálica) ou estruturas em balanço. podendo ser fixos ou deslocáveis.15.30 a 18. . de quadros. . .Subitens 18. Referências .28 a 18.)<=4* L (menor).

• • A Portaria MTE 30 (20/12/01) alterou a redação do item 18. valendo estas obervações para os diferentes tipos de andaimes suspensos: a) Escadas ou rampas devem ser previstas para andaimes a partir de 1.47 . É proibido o uso de pintura que encubra imperfeições da madeira. O máximo de trabalhadores no andaime é dois.Subitens 18.46 e 18. A sustentação deve ser feita através de cabo de aço. ou altura equivalente. Deve ser usado cinto de segurança. manutenção e pintura. Referências .15. 2 m acima da última plataforma de trabalho. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. Alteração já efetuada no texto acima. Os cabos utilizados terão comprimento que. antes de iniciados os trabalhos.15. será necessária a instalação de um segundo cabo de segurança em cada guincho. Andaimes de madeira somente podem ser instalados em obras de até três pavimentos. até. diariamente.Andaimes Suspensos Motorizados São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo motorizado suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. pelos usuários e pelo responsável da obra. ligado ao trava-queda em cabo de guia independente. passando a se chamar Andaimes Suspensos. seis voltas sobre cada tambor. pelo menos.Subitem 18. restem.Plataforma de Trabalho com Sistema de Movimentação Vertical em Pinhão e Cremalheira e Plataformas Hidráulicas . para a posição mais baixa do estrado. de quadros. Não é permitida a interligação de estrados nestes andaimes. pelo menos.45 .15.15 Andaimes. e) Para ter um guincho só. f) A cadeira suspensa somente deve ser utilizada quando não for possível a instalação de andaimes. d) É proibido acrescentar trechos em balanço no seu estrado. Referências . c) Os dispositivos de suspensão devem ser verificados.50 m de altura. tipo pára-quedista. b) Andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes a partir da primeira plataforma de trabalho.

49 a 18. Observe o sistema cabo passante que permite movimentações rápidas.55.15. popularmente chamada de balancim individual. entre outros.49 a 18.48 .Subitens 18. Referências . Referências .55 . Vale ressaltar que o uso deste equipamento deve ser feito somente em locais onde o andaime suspenso leve não possa ser utilizado.16. Estes equipamentos são utilizados para manutenção em locais que exigem movimentação vertical com deslocamento rápido e seguro em áreas com obstáculos. Os seguintes aspectos de segurança devem ser obrigatoriamente atendidos: . incluindo aqueles referentes à cadeira suspensa. • Esta Portaria foi elaborada a partir da ata da XXIV Reunião Ordinária do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção CPN.15. Limpeza e conservação de fachada.• Existe atualmente no mercado uma variedade muito grande de equipamentos específicos para elevação de pessoas denominados plataformas aéreas.15.15. Na foto ao lado é possível exemplificar um tipo de balancim individua com assento individual no formato de conchal. Este equipamento sempre foi utilizado para pequenos trabalhos envolvendo manutenção de fachadas. introduzindo a CADEIRA SUSPENSA. realizada nos dias 23 e 24/04/2002. Aplicabilidade: o o o • Locais de difícil acesso.15. afastadores. limpeza de vidros.Subitem 18.15 e 18. pinturas externas. em função do não acúmulo de cabo de aço na caixa de comandos. vigas ou sistemas contra-peso.Cadeiras Suspensas • A Portaria MTE 13 (09/07/03) alterou os itens 18.Plataformas por Cremalheira • A cremalheira substitui os andaimes tradicionais permitindo um trabalho seguro e racional evitando-se ao máximo os riscos de acidentes. industriais e residenciais. Sistema de fixação através de ganchos. criando e modificando os itens de 18. O não atendimento aos requisitos deste item implica em infração de grau 4. independente da altura de trabalho. Manutenções prediais. Para uso deste equipamento é obrigatório o uso do trava-quedas e cinto segurança.

em caracteres indeléveis e bem visíveis. f) A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura.Subitens 18. quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética. suportar uma carga pontual de 1. constar do projeto estrutural da edificação.15. que vai facilitar os serviços de limpeza.a) Sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança.52). o dispositivo deve estar disposto em todo o perímetro da edificação. de ganchos que vão futuramente sustentar os andaimes e cabos de segurança para uso de proteção individual dos trabalhadores que precisarem executar a manutenção da fachada de prédios de no mínimo quatro pavimentos ou 12 metros de altura. substituído pelo item 18.15. Pela nova regra. Existem muitos casos de queda de andaimes em trabalhos de manutenção de fachadas e reparos diversos.15. e) O trabalhador deve utilizar cinto de segurança.56 a 18.15. quando a sustentação for através de cabo de aço. A Portaria 157/2006 exige a instalação.43. como aço inoxidável ou material de características equivalentes. c) Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 Ergonomia. a justificativa da publicação da Portaria 157 de 10 de abril de 2006 (já alterada no texto).2. O ponto onde os equipamentos serão instalados deve suportar a maior carga esperada sobre o sistema. (devendo este ser tipo pára-quedista 18. a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no CNPJ (infração grau 2). e ser constituído de material resistente às intempéries. d) Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto. Daí.4 .Ancoragem • A Portaria MTE 157/2006 trouxe outra mudança importante é a eliminação do item 18. • • • • Exemplos de bons pontos de ancoragem: . principalmente o choque provocado pela queda de um trabalhador preso a esse sistema. g) O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas.200 quilogramas-força.56.56. ligado ao trava-quedas em caboguia independente. b) Sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança. Referências . ao longo de toda a fachada das edificações.15. A norma vale também para edificações já existentes. manutenção e restauração de fachadas. tipo pára-quedista.

.Estruturas metálicas corroídas. . de forma que ele não se solte caso um dos pontos se rompa. • Os sistemas equalizados de ancoragem distribuem a carga entre dois ou mais pontos. .. .Estruturas de grande massa. deve-se passar o mosquetão por dentro da fita.Fixadores e/ou cabos de pára-raios. Esse valor pode variar entre diferentes modelos e marcas. do tipo chaminés. O ideal é que fiquem entre 0 e 45 graus.Tubulações com isolamento.Corrimãos de escadas.Grandes árvores vivas de raízes profundas. .Bases de grandes equipamentos. . como latas com concreto ou barris com água. . Para que um sistema equalizado seja eficiente.Contrapesos. . • O modo como as fitas são instaladas determina a carga que elas poderão suportar. .Tubulações plásticas. Exemplos de pontos de ancoragem ruins ou duvidosos .Vigas estruturais de concreto.Vigas estruturais de aço. . foi utilizado o exemplo de um modelo de fita com resistência de 22kN. • Nos sistemas equalizados de ancoragem. No exemplo ao lado. o ângulo interno não deve ser maior que 90 graus.

Além disso. • As cordas. pode gerar uma força equivalente a centenas de quilos sobre um sistema que irá ampará-lo. Isso dá uma boa margem de segurança.1 a 18. tem inúmeras aplicações no meio industrial.• Com o uso de cintas de ancoragem. A princípio. quando utilizadas como cabos para o trava-quedas nos trabalhos em altura. passando de "Anexo I .da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)". Na segurança de trabalhadores. que as plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto no Anexo IV da referida NR. fica estabelecida a inclusão do item 18.6. o texto do artigo 1º da Portaria MTE 15/2007 foi retificado. Duas soluções: o da esquerda utiliza uma Malha Rápida.Cabos de Aço e de Fribra Sintética • As cordas. Elas podem ser usadas em pequenos comprimentos. que é o uso mais importante.Item 18.2. ou para deter uma eventual queda.15. também chamadas de cabos. Uma base utilizada como referência para avaliar a exigência de resistência de uma corda. impedindo exposição a riscos. fundamenta-se nos padrões determinados em sistemas mecânicos.15. os mosquetões não devem sofrer tensões multi-direcionais.57 . Deter o corpo de uma pessoa que está caindo é a situação extrema para qualquer sistema de segurança. especialmente em queda livre.16 / Subitens 18. definindo assim. precisamos lembrar que o corpo de uma pessoa em movimento.16. a exemplo dos talabartes. não se pode ingenuamente considerar apenas o peso de uma pessoa para avaliar a resistência de um equipamento de proteção contra quedas. fitas e cintas de ancoragem devem sempre ser protegidas de "cantos vivos".Subitens 18. A matéria-prima e a forma como elas são construídas podem variar bastante. e a da direita utiliza dois mosquetões. • • • • . os mais nobres são o da segurança e do resgate de trabalhadores. Desse modo. E entre todos os usos possíveis.Plataformas de Trabalho Aéreo • A Portaria MTE 40/2008 define novas regras de segurança e saúde no trabalho na área da indústria de construção.Plataformas de Trabalho Aéreo . tipo Delta. evitando acidentes que podem gerar prejuízos e até mesmo colocar vidas humanas em risco. que usam como fator de segurança a resistência equivalente a cinco vezes a maior carga esperada em sua operação. Referências .1 .Plataformas de Trabalho Aéreo da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)" para "Anexo IV . que permite a tração tridimensional. Referências .57 na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). É o tipo de aplicação que definirá qual modelo será mais adequado. elas podem ser utilizadas para restringir a movimentação. e. por exemplo. ou em comprimentos maiores. superfícies abrasivas ou cortantes. portanto.

Para a segurança de pessoas, o referido fator deve ser maior, já que estamos prevendo solicitações dinâmicas (corpos em queda) podendo ultrapassar a relação de 15:1, ou seja, ter uma resistência mínima quinze vezes maior que a carga esperada sobre o sistema. Se adotarmos 100 kg como valor de referência para o peso de uma pessoa, e quisermos adotar o fator de 15:1, uma corda nova terá que ter uma resistência mínima à ruptura de 1.500 kg. Mas como existem outros fatores envolvidos na dinâmica da detenção de uma queda e nas características das cordas, internacionalmente o valor mínimo é de 2.000 kg. A NFPA (National Fire Protection Association) estabelece como carga de resgate o valor de 600 lbf ou aproximadamente 270 kg, que considera dois homens pesados mais equipamentos. Como adotam um fator de segurança de 15:1, a NFPA de 1983 exige para as cordas de resgate (uso geral) uma resistência mínima à ruptura de 9.000 lbsf ou aproximadamente 40 kN (a grosso modo 4.000 kg).

Referências - Subitens 18.16.3 a 18.16.5 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No momento em que o cabo de aço esticar e detiver abruptamente a queda da pessoa, o choque irá todo para o corpo dela provocando traumas internos muito sérios ou até mesmo desmembramentos de partes do corpo. Portanto, além de resistente a corda tem que ser capaz de amortecer o choque da queda e preservar o corpo do trabalhador. As cordas absorvem o choque de uma queda com a elasticidade, funcionando como um colchão macio, desacelerando a queda gradativamente, mesmo que em uma fração de segundos. Mas como a eficiência da absorção de choques pode variar dentro de diferentes circunstâncias, um acessório chamado de Absorvedor de Energia tornou-se item recomendado nos sistemas de proteção contra quedas. Internacionalmente, as cordas de segurança são divididas em dois grupos básicos: dinâmicas e estáticas. As cordas dinâmicas são construídas para oferecer uma maior elasticidade, projetadas especificamente para deter quedas de pessoas. Elas são mais populares na área de esportes, por serem utilizadas há décadas na escalada esportiva. As cordas dinâmicas, dependendo do diâmetro e do fabricante, oferecem de 7% a 10% de elasticidade (teste de alongamento com uma carga de 80 kg). No limite da ruptura, elas podem chegar a 75% de alongamento (padrão N.F.P.A.). As chamadas cordas estáticas devem ser chamadas mais apropriadamente de semi-estáticas, pois também oferecem elasticidade, mas com uma média de 3% de alongamento. Essas cordas são as mais utilizadas nas aplicações em ambientes industriais.

Referências - Subitens 18.16.6 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No Brasil, não existe certificação para cordas. Os Certificados de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho são emitidos apenas para os equipamentos classificados como EPI. No entanto, o MTE determina as características de fabricação de cordas para uso nos sistemas de Balancim e Segurança com trava-quedas. As cordas que atendem à NR 18 devem apresentar uma fita interna com identificação do fabricante e características básicas do produto como diâmetro e matéria prima. Isso permite que o usuário e a fiscalização identifiquem a corda como um equipamento que atende às especificações. Além disso, os fabricantes são obrigados a submeter amostras do produto a testes de laboratório periodicamente e obter os respectivos laudos. As cordas de fabricação nacional para uso esportivo e resgate não se enquadram nas exigências do Ministério do Trabalho. Portanto, o usuário conta somente com o compromisso do fabricante para a qualidade do produto. Os usuários devem tomar cuidado com uma prática indevida de alguns fabricantes de cordas que apresentam laudos de laboratórios como sendo certificados. Os laudos nos oferecem informações

importantes, mas não certificam o produto. Apenas informam os resultados da avaliação de determinadas amostras. • Apesar das fibras originais de poliamida serem fornecidas no Brasil apenas pela Rhodia e Dupont, existe no mercado matéria-prima de segunda linha e até mesmo de material reciclado. Por isso, alguns fabricantes alertam que a qualidade das cordas, em função da matéria-prima utilizada, pode variar. Até mesmo o fornecimento de um mesmo fabricante pode variar de qualidade, dependendo da matéria-prima que ele teve acesso em determinado momento. Um quesito a ser considerado na compra de produtos nacionais ou internacionais é a emissão ou não, por parte do fornecedor, de um certificado de qualidade, no qual ele se compromete com as características oferecidas e com a qualidade do produto. Algumas cordas importadas oferecem certificações internacionais segundo critérios da comunidade européia e NFPA para o mercado norte-americano. As certificações visam à garantia da qualidade do produto comercializado, com um monitoramento constante, por parte de laboratórios credenciados.

Referências - Anexo I Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética2 Texto retirado e adaptado do Informativo da Betary Treinamento Técnico (www.betarytreinamento.com.br). Autor: Engenheiro Luís Eduardo Spinelli e colaboradores: Francisco José Sarpa Lima Espeleólogo e Gustavo Mendes - Consultor da Serelepe
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A importância deste item foi regulamentar uma prática usual dentro das empresas de construção, que era utilizar cabos de fibra de poliamida (cordas reforçadas), principalmente pelas pequenas empresas de reforma. No Brasil, as cordas de segurança mais comercializadas são as trançadas de poliamida, conhecidas como "padrão bombeiro". A construção dessas cordas deve obedecer às exigências da Norma Regulamentadora (NR) 18. Existem fabricantes de equipamentos de segurança que utilizam as poliolefinas (Polipropileno e Polietileno) na fabricação de talabartes utilizados no conjunto do cinturão de segurança. O engenheiro Luís Eduardo Spinelli descreveu com profundidade as características e os cuidados ao se trabalhar com cordas no seu artigo "Cordas", usado como referência para a elaboração destes comentários. Essas fibras oferecem como vantagens a pouca absorção de água e a característica de flutuar, necessária para atividades aquáticas. Como desvantagens, oferecem baixa resistência a ruptura e a abrasão, baixo ponto de fusão, baixa capacidade de receber choques e muita elasticidade, mas com baixa resistência e sensibilidade a luz do sol (raios ultravioleta). Portanto, são fibras impróprias para equipamentos de proteção contra quedas. O único uso admissível é o de restringir movimentos ou posicionar o trabalhador, porém jamais para deter a queda de uma pessoa. Para as cordas de segurança, a principal fibra indicada é a poliamida (náilon), cujas características são a resistência à tração, resistência a choques e um ponto de fusão em torno de 250C (poliamida 6,6). As melhores cordas semi-estáticas (pouca elásticas) utilizam fibras internas de poliamida e a trama externa de poliéster, que oferecem uma alta resistência mecânica mesmo quando molhada, boa resistência a abrasão e razoável resistência a agentes químicos. Estes cabos são utilizados para diversas operações, como içamento de carga, amarração de embalagens em depósitos e, até mesmo, na sustentação de pessoas (por exemplo, uso de rapel para pequenos trabalhos de manutenção).

Embora não regulamentado, o trabalho suspenso utilizando técnicas de rapel (escalada industrial) vem sendo usado quando a montagem de andaimes ou a cadeira suspensa sejam perigosas e/ou dificultem a realização do trabalho, como, por exemplo: inspeção para contenção de encostas, limpeza de fachadas e tanques, montagem, recuperação e manutenção de estruturas tubulares, entre outras. Nesta operação utilizando técnicas de montanhismo, devem ser convocadas pessoas com comprovada experiência em montanhismo, usando equipamento profissional aprovado, inclusive cordas de fibra sintética. O item 18.6.5 faz uma pequena menção aos cuidados com estes equipamentos durante sua utilização em trabalhos suspensos. As cordas de fibras sintéticas consistem de uma alma (parte interna) produzida com fios torcidos e três camadas de capas trançadas sobre essa alma. A NR exige que a capa intermediária seja trançada com fios amarelos de polipropileno ou poliamida, de forma que funcionem como alerta visual. A alma deve ter uma resistência mínima à ruptura de 15 kN (1.500 kg), e o conjunto alma e capas uma resistência mínima de 20kN(2.000 kg). As melhores cordas, com padrões internacionais, possuem uma outra estrutura de construção, conhecida como Kernmantle , que se constitui basicamente de alma e capa.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• A alma é composta de centenas de fios de poliamida protegidos por uma capa de poliéster. Para se ter idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma brasileira e a tecnologia Kernmantle, uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece uma resistência à ruptura de, no máximo, 2.500 kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle, oferece uma resistência de 4.000 kg. Isso se dá, provavelmente, pela qualidade da trama, proporção de alma e capa e porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação, o que justifica também serem muito mais baratas.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• O engenheiro Luís Eduardo Spinelli destaca que a norma brasileira, provavelmente procurando proteger o trabalhador do uso de uma corda perigosamente desgastada, criou a exigência do alerta visual, que é, na verdade, uma "armadilha" em potencial. O desgaste das fibras externas é um dos fatores que deterioram a resistência de uma corda, mas não é o único, nem é o dos piores, pois é um problema fácil de ser identificado. Os riscos invisíveis, provocados, por exemplo, pela contaminação química, raios ultravioleta (ação do sol) e danos internos, não podem ser percebidos visualmente. Portanto, não se pode usar apenas a inspeção visual para determinar a vida útil de uma corda.

Referências . não se baseando em acréscimo ou alteração substancial da estatística de acidentes. de aço. explosão. Devem existir coletes salva-vidas suficientes para todos os trabalhadores presentes no local. letra c. É necessário que estes locais estejam mapeados. para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas. Para os trabalhos em telhados. • • • • .19. b) Sinalização e isolamento dos locais onde se desenvolvem os trabalhos. os equipamentos devem ser desligados. • • Em dezembro de 2004. além desta.19. item 1.Item 18.1 a 18. intoxicação e doenças do trabalho. para o trabalho em altura na construção civil. Muitos acidentes com morte em espaços confinados são causados pelo simples fato de que os mesmos não eram reconhecidos pela empresa como locais de espaços confinados. Há obrigatoriedade de treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos e a forma de preveni-los. valem as seguintes observações: a) Instalação de cabo-guia.19 / Subitens 18. Estatisticamente.5. perdendo.1 Telhados e Coberturas • Devemos observar a obrigação de se fixar as extremidades dos cabos-guias à estrutura definitiva da edificação por meio de suporte de aço inoxidável ou material de resistência e durabilidade equivalentes.18.Locais Confiandos • Este é um item que trata dos cuidados na execução de trabalhos com risco de asfixia.Referências .18.7. Para evitar acidentes. Este item está de acordo com a NR 1. a inclusão do item 18. Acidentes em espaços confinados têm sido a causa da maioria das mortes nas empresas.20. Referências . identificados e bloqueados de acesso.Item 18.Item 18.5 envolvendo serviços em telhados e coberturas.5. O item 18. além de procedimento a ser adotado em situação de risco.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. foi aprovado pela CPN .18 / Subitens 18.18.1 .18.1 a 18. c) Em trabalhos sobre fornos ou equipamentos dos quais hajam emanações de gases.18 alterou o nome com a inclusão de serviços em telhados e coberturas e inclui o item 18.Serviços em Flutuantes • • Refere-se à execução de trabalhos com risco de queda na água e para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas que são bastante específicas. é importante estar consciente dos riscos e reconhecer sua existência.14 . para fixação do cinto de segurança tipo pára-quedista. somente. mais de 85% dos acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse informações de como identificar o espeaço confinado e quais os riscos possíveis de serem encontrados. Esta alteração foi conduzida em caráter preventivo.20 / Subitem 18. Será necessário treinamento para uso e conservação dos equipamentos preventivos de salvatagem.

para permitir e controlar a entrada em um espaço confinado. b) Atmosfera pobre de oxigênio: Atmosfera contendo menos de 19.5% de oxigênio em volume.5% ou maior que 23%. ou mais. ou representante legal. incapacitação. . em um espaço confinado.Concentração de qualquer contaminante acima dos LT (NR 15) ou ACGIH ou qualquer condição Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) ou IDLH (Immediatly Dangerous to Health and Life). lesão ou doença aguda causada por uma.5 m.Concentração de oxigênio no ar menor 19. IIB e IIC e também em zonas 01 e 02. A Norma ABNR 12. c) Atmosfera rica de oxigênio: Atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. f) Permissão para Trabalho a Quente: Autorização escrita. Esta concentração pode ser estimada pela condição na qual a poeira obscureça a visão em uma distância menor ou igual a 1. d) Atmosfera de risco: Condição em que a atmosfera.246 apresenta outras definições importantes listadas abaixo: • a) Área classificada: Toda área onde existe a presença de gases combustíveis. O programa de entrada é um conjunto de ações incluindo a Permissão de Entrada.Gás/vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do seu LIE (Limite inferior de explosividade).246.Poeira combustível em uma concentração que se encontre ou exceda o LIE. fornecida pelo empregador. g) Inertização: Procedimento de segrança em um espaço confinado que visa a evitar uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluido inerte. classificadas em Grupos I e II. Esta Norma define espaço confinado como um local não projetado para ocupação contínua. . e cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio. fornecida pelo empregador. das seguintes causas: . deve-se utilizar a Norma ABNT NBR 12. ou representante legal. e) Permissão/Programa de Entrada: Autorização escrita. para permitir operações capazes de fornecer uma fonte de ignição. . possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigos de morte. . sendo o grupo II dividido em sub-grupo IIA. onde há meios limitados de entrada e saída. restrição da habilidade para auto-resgate.• Enquanto se aguarda a aprovação de uma NR específica.

13 Instalações Elétricas . O item "j" fala que em. registro das avaliações ambientais de gases e vapores. túneis.1 a 18.21. vedação para qualquer abertura. silos e tanques de armazenagem. vertical ou inclinada. 10% dos trabalhadores envolvidos com atividades em espaços confinados deverão ser treinados nas diversas competências e habilidades que se espera para este tipo de trabalho. de um permitido à entrada. esgotos. i) Reconhecimento: Processo de identificação dos ambientes confinados e seus respectivos riscos. desde que as pessoas estejam treinadas para isso. tampa ou tampão. Existem macas especiais para utilização em espaços confinados quando a vítima precisa ter a coluna imobilizada. equipamento de emergência.Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente de oxigênio. Para liberação de entrada em espaço confinado deve ser preenchido formulário específico da NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202/2006.Item 18. supervisão externa. presença de gases inflamáveis e gases tóxicos. Este procedimento é um pouco mais demorado porque a vítima precisa ser imobilizada para depois ser colocada na maca. uso de EPI. horizontal. identificados e isolados para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. realizando todas as tarefas definidas no programa para entrada. como por exemplo: especificação dos equipamentos para entrada e execução do trabalho. Os principais riscos encontrados envolvem: deficiência de oxigênio. silos. Em atendimento ao item "g". e não preparado à entrada de pessoas. metano (CH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S). todos os espaços confinados devem ser adequadamente sinalizados. j) Trabalhador autorizado: Pro-fissional capacitado que recebe autorização do empre-gador para entrar em um espaço confinado. entre outros. l) Vêdo: Significa. ou espaço considerado próprio. h) Isolamento: Separação física de uma área.21. destacamos o monóxido de carbono (CO). pelo menos. m) Vigia: Trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados. de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso). caminhões tanques. é necessário usar um imobilizador de tronco e cabeça ou uma prancha rígida. Mesmo os resgates mais complexos não exigem mais do que alguns minutos para serem concluídos. é necessário preencher uma autorização formal. • Espaços confinados podem ser encontrados normalmente em galerias. Entre os gases tóxicos mais encontrados. entre outros. normalmente chamada de Permissão para Entrada em Espaços Confinados (ver modelo). • • • • • Referências . Para se trabalhar em espaços confinados. constituída por um formulário com uma lista de cuidados a serem tomados. Neste caso.21 / Subitens 18.

e) Não utilizar as duas tomadas da extensão ao mesmo tempo. d) Utilizar fiação similar ou maior que o diâmetro que usamos na extensão que é de 2. teremos fácil acesso para o funcionário colocar o plug na tomada. Quando energizarmos a extensão com 220V trifásico.: portas ou tampas. j) Será acoplada à tomada um fusível ou disjuntor com máximo de 20 A. h) Não colocar as tomadas em posição que possa existir trânsito de funcionários. . Muito baixas. deveremos ter duas tomadas. Deveremos ter espaço de um metro quadrado de área livre na frente das tomadas. sendo as duas com a mesma referência anterior. pois não é permitido usar fios soltos pelo chão ou na parede. não poderão ser colocadas muito baixas ou muito altas. bem como eletroduto de plásticos (pvc). l) Para ligação de uma extensão na tomada. poderemos utilizar 380V trifásico na tomada trifásica ou 220V monofásico na outra tomada. c) Fixando-se a tomada no quadro elétrico. poderemos ter problemas do contato de água gerando choque no operador. i) As tomadas devem ser colocadas em posições ergonomicamente corretas.• O uso de tomadas e extensões deve atender aos seguintes requisitos: a) Colocar a tomada o mais próximo possível do ponto de uso. Devemos colocar as tomadas entre 900 e 1200 mm do piso. a queda de tensão máxima permissível no circuito é de 5. evitando desta maneira o choque com as mesmas. Para a extensão. foi utilizado cabo 4 x 2. g) É terminantemente proibido cortar o plug e energizar a extensão nas contatoras do quadro elétrico ou outro local que não seja as tomadas indicadas. não devemos colocálas em partes móveis ou removíveis. b) Utilizar eletroduto de aço galvanizado. Ex. que resiste até 16 ampéres. f) Para alimentar a extensão com 380V ou 220V trifásico. poderemos utilizar 220V trifásico na tomada trifásica ou 110v monofásico na outra tomada.5 mm².5 mm². uma para cada tensão. Desta forma. Quando alimentarmos a extensão com 380V trifásico. além do funcionário ter que se abaixar para conectar o plug.39% (220V).49% (380V) e 4. No caso em que se necessitar o prolongamento da extensão. Assim.

definidos como as quantidades de elétrons que passam pelo condutor em 1 segundo. • O empregador deve implementar ferramentas para identificar desvios comportamentais. furar peças de concreto etc. Para garantir o trabalho seguro.22 / Subitens 18.21. pois os trabalhadores só perceberão sua presença e potencial de dano ao se depararem com o choque elétrico. m) Quando optar por colocar as tomadas nos quadros elétricos deve-se utilizar tampão para abertura superior para eletroduto.20 . qualquer circuito elétrico se caracteriza pela diferença de potencial ou tensão. . • • • • Referências .1 . principalmente na fase de acabamento. quanto maior a resistência. sua intensidade e pela resistência de seus elementos. para complementar os aspectos de segurança com eletricidade. independentemente do porte. Para aumentar a resistência. lembrando que toda e qualquer máquina. é preciso entender sua origem e suas formas de identificação e controle. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. Os seguintes aspectos devem ser verificados: a) Existência de bancadas específicas para o uso deste tipo de equipamento. Sugerimos a leitura da nova NR 10. c) Posição correta. Sempre que possível.21. maior será a quantidade de corrente passando no circuito. Quanto mais alta. lixar madeira. A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua seção. deve ser operada por "operário qualificado". Todos os riscos da eletricidade estão relacionados à intensidade da corrente. é comum.22. sua duração e seu trajeto pelo corpo humano.79% (220V). evitando-se ficar abaixado. entre elas: cortar cerâmica. o uso de máquinas manuais ou portáteis. deve-se escolher equipamentos que funcionem com baixa tensão. A tensão é medida em Volts (V). ou melhor. Referências . Os diversos corpos são condutores mais ou menos bons e possuem resistência própria. são utilizados equipamentos de proteção individual e material isolante para proteger totalmente o corpo humano.14 a 18. as populares "maquitas". É fundamental que os trabalhadores destacados para o trabalho com eletricidade tenham qualificação conforme determina a NR 10. de 07/12/2004.Item 18. Esta queda de tensão deverá ser verificada na tomada que estiver fixa no quadro elétrico ou parede. menor será a facilidade de passagem da corrente. A intensidade da corrente é medida em Amperes (A). b) Uso de EPI. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. atualizada pela Portaria 598. com as mais diversas finalidades. Trabalhos com eletricidade devem ser precedidos de Permissão para Trabalho. É fundamental a implementação de rotinas de sinalização e bloqueio de equipamentos energizados.colocando-se duas em série. De maneira geral. a queda máxima é de 4% (380V) e 1.Instalações Elétricas • O risco elétrico é invisível. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura.Subitens 18.Máquinas. é necessário. A resistência se opõe à passagem da corrente e. A resistência é medida em ohms (R).

• • . inspecionar. representante da CIPA ou responsável da Segurança no Trabalho na empresa. máquina (ou catraca) etc. seu plano de manutenção e lista de itens a serem fiscalizados. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. deve possuir livro de inspeção no qual conste as características do mesmo. pois. responsáveis por suas atividades e pelos riscos dela decorrentes e devem estar comprometidos com a segurança das operações. guarda-corpo. semanalmente) pelo responsável técnico da obra. Deve-se. o responsável comunicará imediatamente a seu superior imediato e/ou ao comando da obra. • Exemplificando esta idéia.27 . c) O livro e o diário. ou como líder de uma equipe em serviços de fachada. não iniciando seus serviços sem a devida correção do problema apontado. o pedreiro em tarefa individual.22.• O empregador deve encarar a entrega de uma máquina a um empregado não qualificado da mesma forma como entregar seu carro a um motorista que não possua carteira de habilitação. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. portanto. palestras. cabos de sustentação. • • • • Referências . Os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Toda máquina. que podem receber denominação específica nas empresas. ao qualificar-se um operário. Em caso de acidente. o operário deverá assimilar um sentimento de responsabilidade para com suas tarefas e sua segurança. betoneiras ou outro equipamento ou máquina a serventes de obra. número de clips. o responsável é o empregador. b) Deve haver um diário para registro de vistorias e anotação de ocorrências feitas pelo operador. Os livros e diários deverão ser verificados periodicamente (como sugestão. registrando o fato e as providências tomadas. antes do início dos serviços. antes do início da jornada diária de trabalho.Subitens 18. diariamente. de acordo com a lista de verificação. mostrar ao empregador a importância de qualificar os empregados operadores de máquinas e/ou equipamentos. plataforma de trabalho.Máquinas. Deve-se implementar um livro de manutenção e acompanhamento de cada equipamento preenchido pelo operador responsável pelo mesmo. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Os operadores são. utilizando-se de andaime suspensos (jaú). pessoalmente. No caso de detectar-se uma condição insegura. deverá.22. como fixação superior do andaime. ou apenas treinamento prático sem noção de segurança. mudando de categoria. o mesmo passa a profissional. equipamento ou ferramenta. procedimentos e cartas de advertência para aqueles que insistirem em não cumprir as regras de segurança. ou equipamento. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando tratamos com operários que foram treinados do que com operários que não possuem qualquer tipo de treinamento. serão de grande ajuda ao operador para identificar as condições de segurança envolvendo sua máquina. livro este que ficará à disposição da fiscalização do trabalho e será visado continuamente por profissional legalmente habilitado. Os profissionais do SESMT devem organizar cursos. os itens de segurança indicados na lista. portanto.2 a 18. Com o treinamento.

13 .22. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. • • • Referências .• Instituindo-se esta sistemática.Subitens 18. deve ser contestado com o resultado a ser obtido quanto à segurança. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. perfeita fiscalização.12 e 18. com as mais diversas finalidades. entre outras.Máquinas. observando os itens de segurança.8 a 18.Máquinas. Não apenas o empregador é o responsável pela segurança. • • • • Referências . . número de clips. de forma que as providências sejam tomadas antes de prosseguir com a tarefa. por exemplo. lixar madeira. no entanto. registrando o fato em um livro de ocorrências. que certamente será alegado. as populares "maquitas".Subitens 18. entre elas: cortar cerâmica. haverá resistência de muitos. plataforma de trabalho. Equipamentos e Ferramentas Diversas • No caso de detectar-se uma condição insegura. CIPA ou profissional do SESMT. por exemplo.11 . desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. É importante desenvolver procedimentos e ferramentas de trabalho visando a aumentar o nível de conscientização e compromisso dos trabalhadores em todos os níveis da organização. os benefícios a serem obtidos quando é implementado um sistema formal de supervisão e manutenção de máquinas e equipamentos. a eliminação dos custos resultantes do uso de peças defeituosas. o operador deve comunicar imediatamente a seu supervisor. a realização de reuniões informativas. Estes registros devem ser visados periodicamente (semanalmente) pelo responsável da obra. Instituindo esta sistemática. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. ao mesmo tempo. como.22. principalmente na fase de acabamento. Inicialmente. Podemos citar como exemplo a importância de um operador que utiliza andaime inspecionar seu equipamento antes de iniciar a jornada de trabalho. haverá resistência de muitos. furar peças de concreto. O aumento de burocracia. também chamadas de Diálogos de Segurança (DDS). sem perceber. É comum nos depararmos com uma série de irregularidades no manuseio destas ferramentas. Cada vez mais se faz importante a participação dos operadores e supervisores. guardacorpo. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. é comum. manutenção de máquinas e equipamentos e quanto à eliminação de custos oriundos do uso de peças defeituosas. ou sistema de registro similar. Comprometer o operador de máquina ou equipamento com Segurança no Trabalho é uma ação obrigatória nas atividades de todos aqueles que estão envolvidos nesta área. é necessário o uso de máquinas manuais ou portáteis. como. máquina (ou catraca) etc. como.22. ou melhor. cabos de sustentação. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. tais como: fixação superior do andaime. ao mesmo tempo. Muitas empresas resistem às inspeções alegando excesso de controle. Sugerimos a leitura das NR 11 e NR 12 que tratam dos requisitos para proteção de máquinas e equipamentos. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e à melhoria das condições de trabalho.22. Inicialmente. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e a melhoria das condições de trabalho. interessados diretos pela garantia de segurança das operações. por exemplo: a) Inexistência de bancadas específicas para o uso das ferramentas.

são utilizadas para fincar pinos em diversos materiais. normalmente abaixados. o operador deve estar em posição estável. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. Apenas o operador permanecerá no local do disparo. Nos trabalhos com ferramentas elétricas portáteis em locais úmidos.14 a 18. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Procurar sempre ler os manuais das ferramentas elétricas portáteis e as recomendações de segurança indicadas pelo fabricante.18 a 18. Providenciar previamente sistemas de exaustão e monitoramento do local com o explosímetro. é importante conscientizá-lo da responsabilidade. sim.22.21 .22. Referências .Subitens 18. como tapetes de borracha. O trabalhador somente se dará conta do erro quando acidentar-se ou presenciar um colega acidentado. Além dos pontos indicados pela NR.b) Não uso do EPI ou inexistência de sistema de proteção coletiva. todos que trabalharem com as ferramentas identificadas nos itens acima devem seguir. c) Posição incorreta de operação. por trabalharem em alta rotação. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. abafador de ruídos e sapatos de segurança. Os EPI recomendados para este tipo de operação são: capacete.Máquinas.Máquinas.Uso de pistola a pólvora. No momento do disparo. verificando se o cabo está em perfeitas condições de uso. retirar o plug da tomada de energia. todos os EPI necessários. reduzindo o tempo de trabalho. rigorosamente. roupas folgadas ou luvas que possam atrapalhar a operação. as instruções do manual do fabricante em relação à segurança.Subitens 18. lembrando que toda máquina. independentemente do porte. não utilizando ferramentas elétricas na presença de vapores e gases inflamáveis.22. óculos de segurança. Ao realizar algum tipo de substituição de componente da ferramenta (broca. Aprender o método de utilização e procurar informações sobre a construção da ferramenta elétrica manual para entender sobre seus riscos e perigos. d) Ruído excessivo que prejudica os demais trabalhadores no local de trabalho. adotar plataformas isolantes.17. Nem mesmo o ajudante deve estar presente. Nunca utilizar bijouterias. rebolo etc. sem apontar a pistola na direção de terceiros. • • . O empregador deve mostrar aos trabalhadores a importância da qualificação para a organização. além de aterradas. quando necessário. pois há possibilidade destas ferramentas escaparem de suas mãos. • • • • • Referências . propondo um programa contínuo de treinamento. Segurar as ferramentas com firmeza. especialmente concreto. que têm como base o princípio das armas de fogo. operação e manutenção. • • Os profissionais do SESMT sabem das dificuldades de se corrigir estas formas inadequadas de operação e da cultura do "sei fazer esta tarefa e nunca me aconteceu nada e preciso trabalhar". Usar. Equipamentos e Ferramentas Diversas • As pistolas de fixação com cartuchos explosivos. É importante sinalizar a área próxima do local do disparo com a inscrição: Perigo . deve ser operada por "operário qualificado".4 .).22. Por isso. Sinalizar e isolar a área de trabalho de forma adequada. Tomar cuidado com extensões e evitá-las sempre que possível.

• O índice de lesões causadas pela utilização inadequada de ferramentas manuais é elevado. perfurações e arranhões. baixo o índice de gravidade. no entanto.1 a 18. b) O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador qualificado e em local apropriado. como se trata de um item novo na NR 18. • Os supervisores e técnicos de segurança do trabalho devem ter como responsabilidade na orientação dos funcionários: a) Evitar o armazenamento de ferramentas em locais inadequado.23. as medidas corretivas adotadas e a indicação da pessoa. c) Os operadores devem ser treinados para as novas tecnologias adotadas. Sugerimos a leitura complementar da NR 11 e seus comentários. d) As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico. técnico ou empresa habilitada que as realizou.• Achamos importante considerar as observações abaixo para garantir a execução do trabalho de forma segura: a) O operador deve ser qualificado e identificado por crachá.23 / Subitens 18. c) Observar se o transporte é feito de maneira correta.Item 18. porém são muito comuns as infecções decorrentes de cortes. sendo. b) Evitar práticas inadequadas na sua utilização. o assunto deve ser analisado como um todo. • Referências .23.4 -Equipamento de Proteção Individual . constando as datas e falhas observadas. e) Nas operações com equipamentos pesados. d) Verificar a necessidade de manutenção. e) Controlar a aplicação de todas as recomendações estabelecidas.

• Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria MTE 65 (28/12/98). material utilizado e resistência que pode variar de 22 a 50 kN. A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com abertura dele voltada para fora. inflamabilidade. por exemplo: corrosovidade. O armazenamento de gases comprimidos deve ser feito em local separado dos demais.24 / Subitens 18. Os mosquetões não devem sofrer tensões que não sejam ao longo de sua espinha. O assunto EPI é muito específico e merece uma leitura complementar da NR 6.3. de forma a facilitar o engate e desengate do equipamento. recomenda-se capacete com jugular de três pontas. Além disso. saliências ou cantos vivos.23. O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies. Para evitar a possibilidade da trava emperrar após o mosquetão ser submetido à tensão. • A utilização de mosquetões vai depender do formato. tóxicos e explosivos. o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo. tipo.1 a 18. será necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca. existe um anel com rosca. de modo a garantir o uso adequado. Atenção especial será dada aos produtos inflamáveis.Item 18. Para que possam ser utilizados. Quando o mosquetão é usado na vertical. Nos modelos mais comuns.9 Armazenagem e Estocagem de Materiais • O armazenamento de produtos químicos deve respeitar aspectos de compatibilidade em função das propriedades físico-químicas. "Cilindros Cheios" e "Cilindros Vazios".24. Este tipo de capacete possui CA e possui fabricante nacional. oxidante. Quando tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado. pois evita que a jugular saia do pescoço. que incluiu o item 18. os mosquetões devem possuir uma dupla trava. Este modelo é muito usado para trabalho envolvendo escalada industrial. O cinto de segurança abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação.1. Os gases inflamáveis (acetileno e GLP) devem ser separados dos outros gases por uma distância mínima de 6 m com placas de sinalização do tipo: "Proibido Fumar".24. Os valores da resistência do mosquetão devem estar estampados de forma indelével. pois ele pode sofrer esforço para se abrir. eles oferecem o máximo de resistência. O tipo páraquedista deve ser utilizado em todas as outras atividades que tenham risco de queda de altura. Com o gatilho aberto. • • Para trabalho em altura. Por isso. o mosquetão tem uma resistência muito menor. • . entre outros. sendo uma garantia adicional em caso de queda. Os mosquetões são fabricados para suportar trações bidirecionais ao longo de sua "espinha". • • • • • Referências . trabalha-se com ele sempre fechado e nunca abri-lo quando estiver sob tensão. não sofrerá tensão em mais do que dois sentidos. como.

Em locais fechados como galpões.25. As alturas máximas aconselháveis para empilhamento de materiais são: a) Sacos de cimento: 10 unidades. . 107.25 / Subitens 18. não devendo. A utilização de cinto de segurança é obrigatório em qualquer equipamento motorizado.50 m.25. . Mais detalhes podem ser verificados nas seguintes leis e normas: • .Item 18. 135 e 140 a 160. As pilhas de materiais devem ter forma e altura que garantam a estabilidade e facilitem o manuseio.997 Código de Trânsito Brasileiro artigos 105 II. .1 a 18.Resolução CONTRAN 082/98 . compartimento separado para ferramentas e a habilitação do motorista. avental e proteção respiratória. sólidos ou liíquidos. Durante o manuseio de produtos químicos corrosivos. como a cal e o ácido sulfúrico. portanto. e) Tijolos e blocos de concreto: 2 m.503. 109. b) Madeiras em geral: 1.50 m.Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. existência de registrador instantâneo de velocidade. é obrigatório o uso de luvas. mesmo que seja operado apenas internamente na fábrica.80 m. As exigências básicas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo. . 108. 117.Resolução CONTRAN 14 . para o transporte de passageiros em veículos de carga. d) Tubos: 1.Lei 9. a título precário. f) Caixas de madeira ou papelão: 1. bancos. Referências . e não pode estar em subsolo e depressões sujeitas a inundações. e nos quais exista muita intensidade de ruído. para o transporte de passageiros somente será permitida em vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus. porta e escada de acesso.Estabelece normas gerais para curso de capacitação de condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros. a título precário. sugerimos que este aviso sonoro seja apenas visual. de 23 de setembro de 1.Dispõe sobre a autorização.80 m. ultrapassar 2 m de altura.Resolução CONTRAN/057/98 . c) Perfis metálicos: 1. Recomenda-se a utilização de luzes e sinais sonoros que identifiquem um veiculo em marcha-ré.5 -Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores • • • A utilização de veículos.• • • • O local de estocagem de gases comprimidos não conterá produtos inflamáveis líquidos. como gasolina e álcool.

Referências . A inspeção deve ser transcrita em documento próprio que deve ser acompanhado de "Anotação de Responsabilidade Técnica" ART. para obter a licença. especialmente. Por isso.Proteção Contra Incêndio • • • Proteção contra Incêndios: Instalar sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção.5 .Ferramentas sendo transportadas em compartimento separado dos passageiros. > Licença de transporte emitida pelo órgão competente.26.26 / Subitens 18. • A Portaria SUP/DER 17.Portaria SUP/DER 17. Formar equipes organizadas e. > Relatório periódico com resumo de verificações dos equipamentos de registro instantâneo de velocidade (tacógrafo ou computador de bordo).005 . do Estado de São Paulo estabelece que todo veículo utilizado no transporte rural de passageiros. sugerimos a leitura da NR 23. treinadas no correto manejo do material disponível para o primeiro combate ao incêndio.Dispõe sobre o transporte de trabalhadores rurais por ônibus através das rodovias estaduais. > Registro no prontuário de motoristas que infringiram as regras.Registrador instantâneo de velocidade.. de 04/04/2. . > Motorista com as habilitações exigidas categoria "D" e curso de capacitação de condutor de veículo de transporte coletivo de passageiros. assentos para todos os ocupantes e iluminação. A demonstração de que o empregador atende as exigências são: • • > Existência de veículo com as características e acessórios exigidos: . com porta e escada de acesso.Compartimento de passageiros coberto. . A prevenção e combate a incêndios é assunto muito importante e merece ser discutido separadamente. A Resolução 82 não exige bancos revestidos nem cinto de segurança para veículos de carga adaptados para o transporte de pessoas. comprovando a tomada de medidas administrativas. . A Resolução 14 estabelece que o cinto de segurança só será exigido para ônibus produzidos após 01/01/99.26. > Documentação que demonstre o controle de inspeção e manutenção periódica dos itens de verificação obrigatória. deve ser submetido a pelo menos uma inspeção anual. emitida por Engenheiro. freios. . dentro do período de validade. sistema de iluminação e sinalização e direção.1 a 18.Bom estado físico e de funcionamento dos pneus.Item 18.

• É importante que o local da obra tenha aprovação do Corpo de Bombeiros.3. b) Riscos inerentes à função. o trabalhador deve usar colete ou tiras refletivas na região do tórax. que dispõe acerca do treinamento periódico. abordando no mínimo os seguintes temas: a) Informações sobre as condições e o meio ambiente do trabalho.Item 18. As atividades em via pública. Todos os treinamentos serão registrados e arquivados durante 20 anos em local específico e de fácil acesso.28.27. Instruções. Referências .28 / Subitens 18.1 a 18.Alteração de risco 3. conforme modelo: • • PROGRAMA BÁSICO DE TREINAMENTO PERIÓDICO Situação 1. sugere uma interpretação técnica do dispositivo legal ("sempre que se tornar necessário"). Sugerimos a leitura da NR 26. quando estiver a serviço em vias públicas.Atividades distintas daquelas em que os trabalhadores já foram treinados . Padrões. • O treinamento periódico deve ser aplicado sempre que se tornar necessário e no início de cada fase da obra. Especificamente no subitem 18.1 a 18. que trata especificamente da sinalização obrigatória no ambiente de trabalho. c) Especificação e uso adequado dos EPI / EPC. nos acessos ao canteiro de obra e frentes de trabalho.28. Isto será feito através das Ordens de Serviço (Procedimentos. Em vias públicas.Item 18. da Quality Consult. deve-se cumprir a Resolução 561/80 do CONTRAN. o que é vago.Aquisições de novos EPI 4. Normas Internas). Devem ser fornecidas cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança. O treinamento periódico poderá ser realizado e controlado no programa Básico de Treinamento.4 Treinamento • O treinamento admissional deve ter uma carga horária mínima de 8 (oito) horas.28. Renata Cerbino.Nova etapa da obra 2.3 Sinalização de Segurança • • • Além da sinalização interna.27. A Dra. devem ser sinalizadas.Instalações de novs EPC Data e Carga Horária Nome e Assinatura 5.27 / Subitens 18. d) Informações sobre as proteções coletivas. Referências . a NR determina na alínea "a" que esse treinamento deve ser ministrado "sempre que se tornar necessário".

que podem levar à determinação de interdições e embargos. treinamento e qualificação. A seqüência depende do tipo da obra e da situação encontrada. No caso de acidente fatal. isso não impede que as questões de higiene e saúde do trabalhador não sejam avaliadas. ou lista de verificação. NR 6.29. NR 9. Daí. Nas suas inspeções. de modo a apresentar de forma rápida evidências sobre: licenças. o que inclui recursos dos EPI e EPC.29 / Subitens 18. a situações que possam levar o trabalhador a um acidente.Reciclagem anual Observações: a) A data e a carga horária do treinamento serão anotadas pelo secretário da Cipa. nas visitas aos canteiros.Acidente Fatal • Sugerimos a leitura dos comentários da NR 5. como. Não existe um roteiro. o cumprimento de outras NR. A fiscalização não se detém apenas na fiscalização do cumprimento da NR 18. serão abordados riscos de incidentes e medidas de prevenção relativos a todas as fases do cronograma da obra. atas de Cipa. verifica-se. PCMAT. dependendo da gravidade da situação encontrada. As empresas de construção do subsetor de edificações ainda carecem do cumprimento de sua mais significativa legislação de segurança do trabalho. a NR 18. NR 5.5 . sendo acordadas com o responsável pela obra. fornecendo todas as informações disponíveis.31.Item 18. a falta de proteção coletiva. São nestas situações que a empresa descobre que está desorganizada e/ou se encontra irregular no que diz respeito ao atendimento aos requisitos de segurança e saúde. por exemplo. NR 4. NR 10 e NR 24. o empregador deve facilitar a entrada da autoridade policial e dos Auditores do MTE. entre outros documentos.1 a 18. como. NR 7. NR 5. NR 9 e NR 14 envolvendo os aspectos relacionados à responsabilidades do empregador.29. em função do cumprimento do cronograma da obra.Ordem e Limpeza • Ordem e limpeza fazem parte das boas práticas de segurança e são requisitos básicos para minimizar e evitar os acidentes de trabalho. Sugerimos a leitura das NR 1. registros de funcionários. que determine a seqüência a ser adotada pela fiscalização.1 . NR 7. b) Nas situações do programa. O atendimento de todas as suas • • • • • • • . por exemplo.6.31 / Subitens 18. É dada maior atenção. a empresa certamente será alvo de um pesada fiscalização por parte das entidades públicas. durante as visitas às obras. PCMSO. a importância de existir um controle de documentos de forma a agilizar as solicitações. É priorizada. conforme IN 118/05 e suas atualizações. aquisição e fornecimento de EPI. que trata dos Procedimentos para CAT. PPRA. Sugerimos aos profissionais do SESMT que mantenham um arquivo e/ou uma pasta com cópia dos documentos. Entretanto. No caso de acidente grave. a verificação de situações de grave e iminente risco. riscos de choques elétricos e falta de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. também. programa de inspeção e auditorias. Referências . Referências .AFT.Item 18.

tanto da parte dos órgãos públicos. b) Em 1997.1 a 18. • • ANEXO I FICHA DE ACIDENTE DE TRABALHO Sem afastamento ( ) com afastamento ( ) Fatal ( ) Doença do trabalho ( ) Data ____ / ____ / ____ NR 18 . de cadeira suspensa.Item 18. aconteceram devido a queda de altura.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . Sugerimos a leitura da NR 4 que trata das definições básicas a serem utilizadas na elaboração de estatísticas de acidentes. c) Em 1998.38%. semelhante ao ano de 1996. Referências . foram registrados 30 acidentes com mortes. mas pode contribuir significativamente para reduzi-las ou diminuir a gravidade dos acidentes.32 / Subitens 18. foram registrados 32 acidentes fatais. ou 30%. cujo grau de desconhecimento ainda é muito alto. abrangência e atuação educativa.Dados Estatísticos • Faz parte das boas práticas de segurança a elaboração de estatística interna de acidentes.exigências certamente não garante a eliminação das fatalidades. • Para aumentar o nível de atendimento da NR 18. O segundo é a maior divulgação dos aspectos preventivos. aconteceram devido a queda de altura.32. A elaboração da CAT. ou 52. bem como a sua divulgação. dos quais 11. por parte da fiscalização das DRT. será importante maior freqüência. de balancim sempre denotando a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. novamente alertando para a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. ou 50%. dos quais 16. contribui para aumentar a confiabilidade dos dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). apontando para a falta de uso inadequado do cinto de segurança. foram registrados 21 acidentes fatais. semelhante aos anos anteriores. aconteceram devido a queda de altura.1. dos quais 9. conforme modelo apresentado na NR 5.2 . quanto da parte de sindicatos de empresas e trabalhadores. para que sejam conhecidos os indicadores de desempenhos e os objetivos corporativos a serem alcançados. Dados relativos a acidentes fatais fornecidos pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP) abrangendo a cidade de São Paulo mostram que: • a) Em 1996.32.

.

inclusive aquelas sem mão-de-obra própria. Muitas empresas não fornecem dados de treinamento.32.2 . Código 45). O Anexo II da NR 18 é um formulário que precisa ser preenchido por todas as empresas que se classificarem nas atividades da Indústria da Construção. Item F.Dados Estatísticos • • Os erros mais freqüentes apresentam-se nos itens que envolvem a relação homens/hora x meses trabalhados x número médio de trabalhadores.Referências . de acordo com os seguintes serviços: (Quadro I NR 4 Classificação Nacional de Atividades Econômicas.Subitens 18. .

então.4 45. de gás.• O código fornecido abaixo.25-0 Montagens industriais 45. inclusive manutenção 45.41-1 45.21-7 Edificações (residenciais.22-5 Obras viárias.33-0 Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 45. significa que ainda é o CNAE antigo.3 Obras de Infra-estrutura para Engenharia Elétrica.24-1 Obras de urbanização e paisagismo 45. de segurança e alarme Outras obras de instalações Obras de Acabamento e Serviços Auxiliares da Construção: 4 4 4 3 3 3 3 3 45.23-3 Grandes estruturas e obras de arte 45. de pára-raios.34-9 Construção de obras e prevenção e recuperação do meio ambiente Obras de Instalações: 45.32-2 45.2 Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil 45.42-0 45. Eletrônica e Engenharia Ambiental Contrução de barragens e represas para geração de energia 45-31-4 elétrica Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 45.5 3 3 . CÓDIG O 45.12-8 Perfurações e execução de fundações de terra 45. comerciais e de serviços) inclusive ampliações e reformas completas. de ventilação e refrigeração Instalações hidráulias.11-0 Demolição e preparação do terreno 45. no alto. 45. Caso o número lá registrado se inicie pelos algarismos 33. iniciado pelos algarismos 45.1 Preparação do Terreno ATIVIDADE GRAU DE RISCO 4 4 4 4 4 4 3 4 3 45.49-7 Instalações Elétricas Instalações de sistemas de ar-condicionado.43-8 45. verificar. Convém. canto direito.29-2 Obras de outros tipos 45. industriais. sanitárias. encontra-se no cartão do CGC.13-6 Grandes movimentações de terra 45. de sistema de prevenção contra incêndio.

52-7 Impermeabilização e serviços de pintura em geral 45.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 4 Empresa: _____________________________________________________________________________________________ CGC: __________________________Endereço (Sede/Matriz):___________________________________________________ ___________________________________________________________ CEP:______________________________________ Cidade: ______________________________________________________UF:______________________________________ ITE M Total de homens/horas de trabalho no ano Número de meses computados =N1 ASSUNTO UNIDADE DA FEDERAÇÃO 01 02 03 Número médio de trabalhadores no ano =N2 (N2= soma total de trabalhadores a cada mês + N1) Número de acidentados sem afastamento =N3 Número de acidentados com afastamento (até 15dias) =N4 Número de acidentados com afastamento (acima de 15dias) =N5 Total de dias perdidos (devido N4) =D1 Total de dias perdidos (devido N5) =D2 Total de dias debitados =D2 Total de acidentes fatais =F1 04 05 06 07 08 09 10 11 Total de horas/aulas de treinamento (conforme item 18.51-9 Alvenaria e reboco 45.45.28.60-8 Aluguel de equipamentos de construção e demolicão com operários ANEXO II RESUMO ESTATÍSTICO ANUAL _ ANO: _____ NR 18 .59-4 Outros serviços auxiliares de construção 45. da NR 18) =T1 Número de trabalhadores treinados (devido a T1)=T2 12 .6 Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição com Operários 3 45.

464 horas nos 8 meses em questão (M01 a M08).1. à Fundacentro. mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. como à doença do trabalho e ao acidente fatal. RJ e PE.: 05409-002 Os dados a informar são relativos ao ano anterior. Preenchido por: Nome:_______________________________________________________________________Data:____________________ Função:_____________________________________________________________________ Visto:____________________ • Devemos observar o prazo de dez dias. os valores a serem apresentados devem ser os totais de cada estado. com ou sem afastamento.O termo "homens/hora" significa a quantidade de horas que cada trabalhador esteve efetivamente exposto ao risco no decorrer do ano. portanto não devem ser computadas. Quando isto acontecer. O formulário deve ser enviado até o último dia útil do mês de fevereiro (tirar negrito) para a Fundacentro (tirar negrito) no seguinte endereço: Fundacentro: Rua Capote Valente.SP . após o dia do acidente. Rua Copote Valente.CEP: 05409-02. faça uma observação no rodapé do Formulário ("horas/hora com inclusão de Férias e/ou descanso remunerado"). As férias são horas pagas. Exemplo: Se a empresa necessitar levantar o valor de homens/hora através do cartão de ponto (veja tabela 1). siga os seguintes passos: • • • • • • a) Anote para cada funcionário a soma de horas trabalhadas no mês: em nosso exemplo. Orientações: Há três colunas. das férias e descanso. por exemplo. mas não trabalhadas. Não esqueça de incluir as horas extras.Pinheiros . cada uma representando um estado: SP. . 710 . Se você tiver mais de uma obra em cada estado. você terá o total de homens/hora de todos os funcionários que trabalharam no mês: no mês M01. Indicar os dados na coluna representativa em que estiver sendo executada a obra. Com relação ao item 1 .Encaminhar para a FUNDACENTRO/CNT até 10 (dez) dias após o acidente. para envio da ficha de acidente do trabalho. o descanso remunerado também não deve ser considerado. Esta ficha de acidente refere-se tanto aos acidentes.32. conforme Anexo I da NR 18. Alguns programas de cálculo utilizados pelos Departamentos de Pessoal não separam as horas realmente trabalhadas ou de exposição ao risco. O envio à Fundacentro deve ser feito por meio de serviço de postagem. tivemos 1. para fins de fiscalização.839 horas trabalhadas. no mês M02 194 horas e assim sucessivamente até completar o período analisado para o preenchimento do ANEXO II.São Paulo . o funcionário F1 trabalhou no mês M01 183 horas. 710 Pinheiros São Paulo CEP. b) Somando cada coluna. da NR 18. Neste sentido. conforme subitem 18. c) Somando as linhas você terá o total que cada funcionário trabalhou no período em análise: o Funcionário F01 trabalhou 1.

866 1.464+1.856 1.847 14.846 homens/hora e) Some todas as linhas 1.846 .875 1.867 1.475 6 5 4 6 5 5 4 2 1. significa que na Tabela (matriz) não houve erros aritméticos.465 18 18 18 18 18 18 18 18 1.846 f) Compare os valores das linhas e das colunas: Coluna =14.497 18 18 18 18 18 18 18 18 0 8 5 6 9 4 6 5 1.860 1.487 2 4 6 2 5 6 8 4 1.+1.d) Some todas as colunas: 1.846 Linha=14.464 5 6 4 4 5 4 2 5 1.498 5 0 4 6 9 0 6 6 1.461 18 19 19 18 18 18 18 18 1.483 18 18 18 19 18 18 18 18 1.839 1.526 0 2 1 4 6 3 4 5 19 19 19 19 18 19 18 18 1.490=14.846 g) Se os valores forem os mesmos..836 1. TABELA 1 .846) para o item 1 do formulário (ANEXO II)..490 18 18 18 18 19 19 18 18 5 4 8 5 2 1 6 7 18 18 18 18 19 18 18 18 5 7 4 6 2 6 5 5 TOTAL 1.. Transfira o valor (14.839+1875+..+1847=14.461+.CÁLCULO DOS HOMENS/HORA FUNCIONÁRI O MESES COMPUTADOS M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 TOTA L 18 19 18 18 18 18 17 18 3 4 0 2 1 5 5 4 17 18 18 18 18 18 18 18 8 5 4 5 3 2 0 4 F01 F02 F03 F04 F05 F06 F07 F08 F08 F10 18 18 18 18 18 18 18 18 1.

mas não houve a necessidade do trabalhador ser afastado. Determine o período de afastamento da seguinte forma: • • • a) Anote o dia do acidente e Dia do acidente: 12 janeiro. um deles de dez dias e o outro de nove dias. colocar o número zero ou colocar um traço. Exemplo: Uma empresa que iniciou suas atividades em abril mês 4. Some todos os dias de afastamento em que os funcionários ficaram mais de 15 dias afastados do posto de trabalho. considerá-los. Se não ocorreu qualquer acidente desse estilo. Se não houve acidentes. • Com relação ao item 8 . A soma total deverá ser divida pelo número de meses computados (N1). transferido para o formulário (N2)..+15=120 trabalhadores. levante os dias de afastamento.Voltando ao item 5. Em caso positivo. o resultado a ser transformado p/ o formulário será (30+60+60) 150 dias. todos os trabalhadores. mês 4 = 40. colocar o número um. . . ocorreram dois afastamentos. a empresa deverá verificar se houve acidentes e se os trabalhadores se afastaram por período inferior a 15 dias. b) Dia de retorno: 25 janeiro. então. Número médio de trabalhadores: N2 = 120 trab. Quanto ao item 4 . Meses computados = 5 meses. Para os trabalhadores que se acidentaram no ano passado e se encontram ainda em período de afastamento. O resultado dessa divisão será o valor correto a ser preenchido no formulário.• Com relação ao item 2 . o item 8 refere-se ao item 6.Se em qualquer canteiro de obra ou mesmo no setor administrativo ocorreu qualquer acidente de trabalho. Os dias que já foram mencionados em formulário do ano anterior(2002). O valor calculado será. O resultado dessa soma será o valor a ser preenchido no formulário. Total de trabalhadores mês a mês = 15+20+.A empresa deverá somar. • . trabalhou efetivamente por 9 meses. c) Pegue a diferença entre eles: 25-12= 13 dias. mês a mês. a empresa deverá levantar quantos acidentes ocorreram e que provocaram afastamento do trabalhador por período menor que 15 dias. mês 2 = 20.Como no item anterior.. Transfira o resultado para o formulário. Se for superior a 15 dias.Exemplo: durante o ano. Com relação ao item 3 .Somatório de tralhadores: mês 1 = 15. indicar quantos funcionários apresentaram-se nessa situação. não devem ser apontados novamente. se ocorreu apenas uma vez. e) O período de afastamento foi de 12 dias • • Quanto ao item 6 .Como no item anterior. Exemplo: . indicando os dias de afastamento do ano em questão (2003). colocar o número zero ou um traço. mês 3 = 30. encerrando no mês de dezembro. mês 12. o resultado a ser transportado para o formulário será (10+9) de 19 dias. Quanto ao item 7 .: 5 meses = 24 trabalhadores.Exemplo: se a empresa teve um funcionário afastado por 30 dias e dois outros pelo período de 60 dias. Nesse caso. anote quantos acidentes se enquadram nesta situação e transfira para o formulário. deverá somar os dias de afastamento.Você deve indicar como valor do item N1 a quantidade de meses que a empresa efetivamente trabalhou e utilizou para o item anterior. Assim. Quanto ao item 5 Aqui. d) Desconte do resultado 1 dia do retorno: 13-1=12 dias. mês 5 = 15.

000 600 300 750 1. Se ocorreu uma morte e uma perda da audição de um ouvido.500 .000 1.000+6.600 dias.000 dias.000+600) 6.500 3.000 6.• Com relação ao item 9 . a empresa deverá utilizar o quadro 1-A da NR 5. anotar com o número zero ou um traço.000) 12.000 dias.Para o total de dias debitados. Se ocorreram duas mortes. NATUREZA Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda do 1o quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) PERCENTUA DIAS L DEBITADO AVALIAÇÃO S 100 100 100 30 75 60 50 10 5 121/2 20 30 20 25 6.800 1. deverá ser transferido para o formulário o valor de 6. Se não ocorreu qualquer acidente com a natureza da tabela da página seguinte. para efeito de preenchimento.200 1.500 3.800 4.Exemplo: Caso tenha ocorrido uma morte na empresa. esse valor será de (6.000 6. conforme segue abaixo: .200 1. teremos o valor de (6.

treinamento admissional em três aulas de duas horas para cada aula.400 4. Quanto ao item 11 .Exemplo: Caso tenha ocorrido um treinamento periódico de 12 aulas de uma hora para cada aula. • Quanto ao item 12 . o total de horas/ aula será de (12x1) 12 horas. que será (12+6) de 18 horas. ainda.Serão anotados neste item os acidentes fatais (MORTES).Perda do 1o quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda do 1o pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos • • 331/2 40 75 50 40 6 10 0 10 50 2.400 300 600 0 600 3. Se não ocorreram acidentes com mortes. -· Se houve. . colocar o número zero ou um traço.Deverá ser preenchido com o número total de horas/aula de treinamento ministradas.000 Quanto ao item 10 . . o total referente ao treinamento admissional será (3x2) de 6 horas.000 2.A empresa deverá preencher o formulário com o número de trabalhadores treinados (admissional + periódico) referentes ao item 18. O termo "horas/aula" significa a quantidade efetiva de horas (carga horária) do treinamento efetuado.000 2.500 3. Deverá ser transferido para o formulário o total das horas/aula efetivamente ministradas.28 da NR-18.

um representante titular e um suplente a cada grupo de até 50 empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho. neste item. quanto do empregado e do empregador. ou ainda. Ações nesse sentido diminuem os gastos.CIPA • • A empresa que possuir. na mesma cidade. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto à Fundacentro.4 . respeitando-se a paridade prevista na NR 5. A CIPA centralizada deve ser composta de representantes do empregador e dos empregados. no curso de membro da CIPA e nas inspeções realizadas pela CIPA da contratante.33. para fins de fiscalização (item 18. O Anexo I da NR-18 fornece dados sobre o acidente e o acidentado. a cada grupo de 50 trabalhadores. NR 18). ao contrário do ANEXO-II (uma vez por ano). adquirir em papelaria. a sede da empresa será considerada estabelecimento. em cada um.34 / Subitens 18. e que são fundamentais para os estudos que levarão às ações prevencionistas. da NR 18.7 . Estão desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 dias.32. • Referências . devendo porém: • • a) Constituir Comissão Provisória de Prevenção de Acidentes. A empresa deverá manter cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos.Item 18.34. Toda e qualquer empresa estabelecida. tanto do Governo. sempre que ocorrer um acidente.1 a 18.33. um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com menos de 70 empregados deve organizar CIPA centralizada. paritariamente. deverá ser preenchido e encaminhado à Fundacentro toda vez que ocorrer acidente. precisa preencher e encaminhar o ANEXO II.33 / Subitens 18.34. devendo ter. principalmente a longo prazo. um membro efetivo e um suplente.• Informações Gerais . pelo menos. evitam desperdício e possibilitam maior produtividade. Não deixe de preencher e enviar o Anexo 1. A empresa poderá utilizar o modelo contido nesta cartilha ou copiá-lo em papel timbrado. • • • • • Referências .1 a 18. A empresa que possuir um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com 70 ou mais empregados. um representante nas reuniões. extremamente fáceis de preencher. no mínimo. Deve-se ter atenção para a aplicação deste item às empresas da indústria da construção. As subempreiteiras que tiverem menos de 70 empregados devem participar com.1.Lembre-se que o ANEXO-I. A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto a acidente fatal.Comitês Permanentes sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção . nas quais serão previstas as demais disposições da NR 5 (CIPA) naquilo em que não conflitar com o disposto. terá dez dias para entregá-lo. mesmo que tenha permanecido sem atividade. fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. b) Eleger. Neste caso. • • Quando houver equipes de trabalho itinerantes. quanto ao acidente com ou sem afastamento e à doença de trabalho.Item 18.

.36.Implementar a coleta de dados sobre acidentes do trabalho.35. para Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP).36 / Subitens 18. dos trabalhadores e dos empregadores. • • Os CPN e CPR elaborarão seus Regulamentos Internos. .1 O item 18.1 a 18.Elaborar propostas. .34.• • Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria nº 65 (28/12/98). Os tais procedimentos serão elaborados por uma Comissão Técnica da Indústria da Construção. que incluiu o item 18.36. como apoio técnico-científico. de Regulamento. de 03/03/97. . b) Atribuições do CPN: .Três a cinco representantes titulares e suplentes do Governo.35 / Subitem 18.Incentivar estudos e debates para aperfeiçoar normas técnicas. regulamentadoras e de procedimentos. Referências . são mantidos em vigor os seguintes itens que constavam da antiga NR 18: .Item 18.Estudar e propor medidas preventivas.36 (Disposições Gerais).Três a cinco titulares e suplentes.Aprovar as RTP. . . através da Portaria 7. .2.Justificar aos CPR as propostas não aprovadas. . foram criados os Comitês Nacional e Regional com as seguintes características: a) Composição dos CPN e CPR: .35 mudou. integrada por técnicos da Fundacentro e da DRT. representantes de entidades de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho.Item 18. Referências . c) Atribuições dos CPR: . Para esta NR específica.Deliberar a respeito das propostas apresentadas pelos CPR.Encaminhar ao Ministério do Trabalho as propostas aprovadas. encaminhando cópia aos CPR.Apreciar as propostas encaminhadas pelo CPN. . .7 • No item 18.Participar e propor Campanhas de Prevenção de Acidentes.Encaminhar propostas ao CPN. até a publicação da Recomendação de Procedimentos.

e de 15 m (quinze metros). • • • Referências . ressaltamos a importância do livro de manutenção e acompanhamento dos equipamentos preenchido pelo operador responsável. Com o treinamento.a) Máquinas. em especial aqueles itens relativos à qualificação. Na impossibilidade da instalação de bebedouro.8 .6 a 18. que deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho e ser visado. que vão desde a ação educativa como a inspeção. hermeticamente fechados. Referências . pois ao qualificar-se um operário o mesmo passa a profissional.37. Quando houver alojamento nas áreas de vivência. • • • Referências .3. d) Escadas. ou máquina. até mesmo. f) Estruturas Metálicas. É obrigatório o fornecimento gratuito de vestimentas de trabalho e sua reposição. bem como às atitudes incorretas de quem as opera. dentro dos limites determinados. Do posto de trabalho ao bebedouro.item 18. o suprimento de água poderá ser feito em recipientes portáteis. era obrigatório o PCMAT .1 a 18. no plano vertical. A organização usará todas as formas.1 . no plano horizontal. procedimentos até ações disciplinares como o uso de cartas de advertência e. deve ser solicitada à concessionária local a instalação de um telefone comunitário ou público. o empregador deve conhecer a NR 18. betoneiras ou outro equipamento.4 Disposições Finais • Devemos observar que.Item 18. no primeiro ano de vigência desta NR 18. Fundação e Desmonte de Rochas.37. as punições mais sérias para aqueles que insistem em não cumprir as regras de segurança. não pode haver uma distância maior de 100 m (cem metros).38. cursos. Para isso.37. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. b) Escavação. mudando de categoria.38.Item 18.Disposições Finais • É obrigatório o fornecimento de água potável. quando danificadas.37. por profissional legalmente habilitado.para os estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores e. a partir do segundo ano de . Mais uma vez. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando os trabalhadores foram treinados. e) Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas. c) Estruturas de Concreto. a serventes de obra. continuamente.5 Disposições Finais • Não é difícil implementar um programa de qualificação. Os profissionais do SESMT devem estar atentos ao uso inadequado das ferramentas portáteis.38 / Subitens 18.Subitens 18.1 a 18. por meio de bebedouro ou equipamento similar.37 / Subitens 18. o trabalhador irá entender e se convencer das suas responsabilidades para a garantia de segurança. na proporção de 01 (um) para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração. palestras. Equipamentos e Ferramentas Diversas. sendo proibido o uso de copos coletivos. filtrada e fresca.

Autopropelidos com motores elétricos. desde que haja 30 ou mais trabalhadores.1. eliminando a necessidade de se colocar escadas ou montar andaimes onde a mobilidade se torna incomparável com o que permitem as plataformas. os benefícios são inúmeros pois. é sempre bom conhecermos o nível de desenvolvimento tecnológico e a real preocupação em estar investindo em pesquisa e desenvolvimento por parte do fabricante. de canteiros de obras a instalações industriais. • Outra observação importante é a exigência do elevador de passageiros. dotados de tecnologia de ponta. referido no subitem 18. de 03/07/07 ARTIGOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES Plataformas de Trabalho Aéreo Atualmente existem equipamentos que podem colocar em segurança.39 . para sabermos se ele pode mesmo estar oferecendo um alto padrão de qualidade. o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje do edifício em construção com dez ou mais pavimentos ou altura equivalente. hoje em dia não se vende apenas ‘equipamentos’ e sim alternativas que representem ‘soluções’ para toda e qualquer necessidade do cliente. serviços e eficiência para seus clientes. pessoas e materiais em até 45 metros de altura. sobre pisos pavimentados ou não. Além disso. gás ou diesel. pelo menos.Glossário • A Portaria MTE 157 de 10/04/2006 excluiu e incluiu expressões e definições no Item 18. 40KB) Incluído pela Portaria MTE 15. incluindo a tão propalada ‘Eletrônica Embarcada’ muito utilizada na industria automotiva. hoje. cujo canteiro de obras possua. Entretanto.39 Glossário. para estabelecimentos com 50 ou mais trabalhadores.vigência. excelência em treinamento. essas Plataformas Aéreas possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais.Plataformas de Trabalho Aéreo (PDF. 40 trabalhadores. Como sabemos. . somente após quatro anos de vigência desta Norma. Contamos. No terceiro e quarto anos de vigência desta NR. ANEXOS Anexo I . Referências .Item 18. possuem a configuração adequada para trabalhar em ambientes abertos e fechados. O que são as Plataformas de Trabalho Aéreo? São equipamentos muito simples porém. com mais de três anos da nova NR 18.23.14. acessem pontos elevados com muita rapidez e eficiência.

. A seguir. sugerimos um roteiro que pode ser adotado : • • • • • • • • • • • • • Qual é a altura máxima de trabalho que preciso alcançar ? (A altura de trabalho é considerada como sendo 1. antes de ofertarmos o equipamento adequado para executar determinado tipo de trabalho.No dimensionamento de uma Plataforma de Trabalho Aéreo algumas questões devem ser respondidas. Qual é a capacidade máxima exigida (pessoas e materiais) ? Que tamanho de plataforma será necessário ? Há necessidade do deslocamento da máquina entre corredores estreitos ? Preciso de um pequeno raio de giro? É preciso mover a plataforma de um andar a outro? O trabalho é em ambiente fechado? Preciso deslocar a máquina com a plataforma elevada? O trabalho requer uma plataforma tipo Tesoura para acesso vertical em linha reta? Preciso de uma plataforma de lança para maior alcance? Preciso de uma lança articulada para elevação sobre obstáculos (acima e além) ? O local de trabalho é pavimentado ou não ? O alcance lateral é importante ? Diferentes classes e configurações estão disponíveis para cada tipo de aplicação.80m acima da altura máxima da plataforma).

Todos os modelos articulados são manobráveis em elevação total e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores estreitos e áreas de trabalho congestionadas. Esse modelo de plataforma foi concebido para oferecer maior área de trabalho no ‘deck’ e. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. Esse modelo de plataforma oferece características e benefícios semelhantes às plataformas elétricas de lança. distribuição e entretenimento. manutenção de instalações. Apresenta as mesmas condições de movimentação das lanças articuladas. locais de trabalho com terrenos irregulares . sobre pisos pavimentados ou não. indústrias automotiva e aeronáutica . manufatura e armazenagem. AS plataformas tipo tesoura estão disponíveis em vários modelos e atingem uma altura máxima de 15. parques temáticos .24m. além de outras posições elevadas.58m e são especialmente úteis para aplicações que necessitam de grande alcance. evitando os problemas como emissões de gases e ruídos.• Plataformas elétricas de lança articulada (alturas de 9.1m e 10. A lança pode ser elevada ou abaixada e estendida enquanto a plataforma permanence horizontal e estável. dentre as quais. shopping centers e outros ambientes fechados. o operador pode manobrar a máquina para frente e para trás ou para qualquer outra direção. A mesa giratória da máquina tem movimento de 3600 em qualquer direção. assim como em hotéis e instalações educacionais e de recreação. de utilidade e de pintura . Em termos de aplicação. são mais robustas.19m a 18. São vendidas em todo o mundo para utilização na construção. de utilidades e pintura . instalações industriais e de manufatura (indústrias sederúrgica. acesso sobre obstáculos terrestres. que é um grupo gerador que recarrega e mantém o nível de carga das baterias. • • Plataformas de lança articuladas movidas a diesel (alturas de plataformas de 13. mesmo elevada. As plataformas de lança. manutenção. com o opcional ‘QuickCharge GenSet (Trade Mark). etc… Plataformas tipo tesoura. equipamentos e outros obstáculos presentes sobre o piso.72m até 45. equipamentos e outros obstáculos sobre o piso e outras posições elevadas onde plataformas de lança telescópica não chegam. indústria. automotiva e aeronáutica) . permitir trabalhar com cargas mais pesadas que nas plataformas de lança. multipropelidas. para alcançar locais sobre máquinas. Estas máquinas são ideais para inúmeras aplicações. As plataformas tipo tesoura podem ser manobradas de forma semelhante aos modelos de lança. empreiteiras de serviços mecânicos. se destacam: Construção e manutenção predial . Todos os modelos articulados são manobráveis com a plataforma na sua altura máxima e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores industriais e áreas congestionadas. Armazenagem e centros de distribuição são mercados em crescimento. As aplicações mais comuns são. A partir da plataforma. plantas de fabricação e processamento de alimentos e produtos têxteis . bastante espaço para trabalho e maior capacidade de elevação. serviços mecânicos. refinarias de petróleo. Plataformas de lança telescópica (ou lança reta) atingem alturas de 12. refinarias de petróleo e indústrias químicas .7m) são usadas principalmente em ambientes fechados com piso pavimentado. • • . A estrutura giratória da máquina também tem um movimento de 3600 em qualquer sentido. geralmente. O gerador carrega as baterias duas vezes mais rápido que o carregador embarcado padrão e permite mais ciclos operacionais em velocidade mais alta. e podem ser usadas em ambientes abertos e fechados.83m no deck. As plataformas elétricas de lança articulada são alimentadas por baterias. parques temáticos. elétricos. apesar de serem elevadas apenas verticalmente – exceto para a opção disponível de extensão horizontal de até 1. recarregáveis em tomadas convencionais de 110V ou 220V.29m). estão disponíveis com lanças articuladas e telescópicas (alturas de 12. elétricos. São utilizadas principalmente em prédios comerciais e infra-estrutura . usadas para alcançar locais sobre máquinas. instalações esportivas.29m a 36. oferecem versatilidade em serviços de manutenção e construção. são uma classe de equipamentos usados quando há necessidade de menor alcance e altura mas.72m).

Tendo como referência os seguintes documentos: • • • • • Ministério do Trabalho – Portaria 3214 de 1978 – NR-18 N-2343 Critérios de Segurança para Andaimes N-2162-A Permissão Para Trabalho ABNT NBR 6494 .3 a necessidade do PCMAT em obras de construção. . Destaque para o capítulo 3 . As aplicações mais comuns são na manutenção geral de fábricas. quando recolhida.Segurança na execução de Obras e Serviços de Construção Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível na Construção Civil (PDF.3.2 da NR 18). são compostos de uma plataforma de trabalho fixada a um mastro de alumínio que se estende verticalmente e. A Série VP é uma máquina autopropelida que pode ser manobrada com a plataforma totalmente elevada. Também está disponível a exclusiva Série SP Almoxarife.• Elevadores Pessoais. A Série AM (ACCESSMASTER)(Trade Mark) é uma máquina de deslocamento manual que. Orientador: Prof. fato que todos os profissionais intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento.Proposta de Plano de Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível. parques temáticos. Vargas. 523KB) Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. reformas e pinturas de equipamentos na área industrial. é montado numa base de aço. Comentários sobre PCMAT Sérgio Ussan Programa de controle e meio ambiente de trabalho na indústria da construção A NR 18 traz em seu item 18. prédios públicos. (DOC. 48KB) Procedimentos de Montagem e Desmontagem de Andaimes Este documento visa a estabelecer os procedimentos que devem ser obedecidos na liberação para montagem e desmontagem de andaimes com a finalidade de preservar a integridade física do pessoal envolvido. passa facilmente por portas convencionais. Atingem alturas que variam de 5m a 14. por sua vez. Aplica-se aos acessos necessários à execução dos serviços de manutenção. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. igrejas. aeroportos. Agora. que proporciona mais eficiência. alcance e segurança no manuseio de ítens de estoque.Segurança em Andaimes ABNT NBR 7678 . centros de distribuição e varejista. Vejamos primeiro a definição de "Programa": "Programa é a exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". Eng.33m. teatros. Carlos Luciano S. atenção especial aos seguintes itens: • O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho (item 18. D.

• A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. sobre a implantação de medidas que visem as condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. cuidados devem ser tomados quando da contratação do profissional que fará a elaboração do PCMAT. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa) é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. A partir destes conceitos pode-se desenvolver alguns comentários que não apresentam unanimidade na sua aprovação.3 da NR 18). de um forma cerimoniosa. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. é um memorial descritivo. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra. durante a construção. ou obra. ele é específico para as condições individuais de cada obra. em primeiro lugar. e a partir desta condição conhecer a obra e sua filosofia de construção. realizando um trabalho voltado única e exclusivamente para aquela obra. o PCMAT é único e completo por obra específica. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT.3. Grande engano quem assim pensar. sua função de estabelecer regras que os protejam. O PCMAT deve ser apresentado a todos os profissionais que na obra trabalharem. mudaça de projeto e alteração na relação mão de obra/equipamento. Na verdade. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por . principalmente. ou influírem de um modo ou outro. ser um profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho. independente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. mas. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. independente da obra. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. No entanto falar em elaboração e implantação de um PCMAT parece uma tarefa simples e de fácil execução. sendo demonstrada sua importância e. O PCMAT é uma carta de intenções. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. são os corretos a serem aplicados na indústria da construção. Entre possíveis alterações pode-se considerar sem medo de errar mudança no cronograma. tendem a ocorrer. creio eu. parte do PCMAT é idêntica para todos. o Programa específico aos serviços que ela executará. surgimento de novas tecnologias e equipamentos. Reforço. ou seja. mas também é mais que verdade que parte é específica a obra em si. • • • • • • • • Portanto. ele não é "receita de bolo". • • Estabelecimento é uma obra individualizada. devendo ele.

não sendo adequadas ao uso para todos os fins a que se destinam. se não for aquecida constantemente esfria. sendo uma obrigação dos profissionais ligados a Segurança no Trabalho conhece-lo profundamente. LASER e algumas variantes do processo plasma Definição: O oxicorte é o processo de secionamento de metais pela combustão localizada e contínua devido a ação de um jato de Oxigênio. não importando se a fonte de energia é química. tesouras. as operações de soldagem são precedidas pelas operações de corte. O corte pode ser efetuado de diversas formas: • • • • Mecanicamente: Corte por cisalhamento através de guilhotinas. por arrancamento através de serras. é investimento. o corte por jato d´água de elevada pressão. tornam-se necessárias operações de corte das matérias primas. Este tema merece maiores análises visando alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. Jato D´água Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Desde os primórdios o homem busca na utilização de recursos naturais meios para satisfazer as suas necessidades. usinagem mecânica. ex. Em função deste aspecto. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas. agindo sobre um ponto previamente aquecido por uma chama oxicombustível. arc air (goivagem). etc. o mesmo ocorrendo com a implantação do PCMAT. plasma Reação química: Onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação do metal. de elevada pureza. Dentre os recursos naturais em maior abundância. Lembrando que Segurança é como a água da chaleira para o chimarrão. devendo ser exigido e obedecido em todas as obras.. estes são produzidos em dimensões padronizadas. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". lembrando sempre que segurança não é custo.todos. a cada início de uma etapa de construção nova ele deve ser destacado e relembrado. Por questões de economia de escala e características do processo de fabricação dos materiais metálicos. Devem os leitores terem pleno conhecimento que a criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. corte oxicombustível Elevada concentração de energia: Neste grupo enquadram-se os processos que utilizam o princípio da concentração de energia como característica principal de funcionamento. Processos de Corte e Solda Oxicorte Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Invariavelmente. etc Por fusão: Utilizando-se como fonte de calor um arco elétrico ex. nos ateremos à utilização deste elemento . Neste trabalho. mecânica ou elétrica. Enquadram-se neste. a água tem-se mostrado uma grande aliada nessa busca. aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização.

Laser etc. este transforma-se em água. separando-se em dois gases Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1). O diâmetro do orifício de saída da água é bastante reduzido. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo.). Estes dois fatores combinados. a água. O corte por jato d´água enquadra-se no grupo de energia mecânica. A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. causando um elevado desgaste do mesmo.1mm a 0. Considerando o elemento mais conhecido. Costuma-se pensar normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido. .como meio de corte de materiais. Em 1968. o processo era utilizado para corte de madeiras. cisalhamento etc. variando de cerca de 0. onde a força de impacto exercida por um jato de água de alta pressão na superfície de contato do material supera a tensão de compressão entre as moléculas. plasma. tornou o processo aplicável a quase todos os materiais de uso industrial. Plasma Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Usualmente o plasma é definido como sendo o quarto estado da matéria. água e vapor. vaporizará. secionando o mesmo. A velocidade da água é da ordem de 520 a 920 m/s. química (corrosão por ácidos) ou mecânica (usinagem. quando se deseja secionar um material aplica-se energia a este. existem três estados: o gelo. podendo ser energia térmica (Arc air. Inicialmente. De uma maneira geral. que sendo submetida a mais calor. Franz da Universidade de Columbia (EUA) patenteou um sistema de corte com água pressurizada. sendo que a introdução de materiais abrasivos e o desenvolvimento de sistemas de pressurização e bicos. Norman C. transformam toda a energia potencial da água em energia cinética.). fazendo com que a pressão exercida no bico de corte seja da ordem de 1500 a 4200 bar.6mm. líquido e gasoso.

sendo eletricamente condutor. o processo TIG estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para soldas de alta qualidade em metais nobres. quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida. O mesmo fato pode ser observado no gás plasma. e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em alta velocidade.Figura 1 . Ao invés de soldar. pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica. ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. . Desenvolvimento dos processos a arco plasma Em 1950. tanto maior será a temperatura. Durante a pesquisa e desenvolvimento do processo TIG. quanto mais reduzida for a secção. Quando isto acontece. e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. A redução do diâmetro do bocal constringia o arco elétrico. o metal foi cortado pelo arco plasma.Plasma. algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente tais como a temperatura e características elétricas. Por exemplo. A temperatura e a tensão do arco cresceram dramaticamente. a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção. aumentando a velocidade do gás e o seu calor por efeito Joule. as propriedades do arco elétrico poderiam ser bastante alteradas. Este processo é chamado de ionização. o quarto estado da matéria Porém se adicionarmos mais energia. cientistas do laboratório de solda da Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro do bocal direcionador de gás da tocha TIG. o gás torna-se um "plasma". Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma.

com os mesmos parâmetros operacionais. Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação.Figura 2 . quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo) e a peça de trabalho (anodo).8 mm). O jato plasma é apenas moderadamente constringido (Æ do orifício do bocal = 4. permitindo um alto grau de constrição do arco. o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o "heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a peça de trabalho. a tensão e temperatura aumentam. ejetando o metal fundido provocando assim o corte.Temperaturas do arco TIG e jato Plasma Na figura 2. ou de modo não transferido quando a corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha. Os dois modos de operação são mostrados na figura 3. mas é operado com o dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco correspondente ao TIG. . Essas altas temperaturas foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas paredes do mesmo. os dois arcos estão operando em 200 Ampères. A espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação do gás de corte. conforme mostrado na figura 2. O arco do plasma foi consideravelmente mais quente que o arco TIG. Se a mesma corrente é forçada a passar através do orifício. Arco transferido e não transferido O arco plasma pode ser transferido. Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás sai do bocal. A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente aumentar a temperatura do arco.

Contudo.Plasma transferido e não transferido Alterando as características do arco plasma As características do arco plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás corrente de corte. na maioria das aplicações industriais. Uma tocha mecanizada com capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou Alumínio. Por exemplo. Nesta faixa de espessuras. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente aumentada. esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal a velocidades de corte relativamente altas. . a espessura de corte não ultrapassa 50 mm. Corte plasma convencional (1957) Introduzida em 1957 pela UNION CARBIDE. o jato plasma torna elevada a concentração de calor na superfície da peça. a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal fundido através da peça de trabalho.5 mm) até chapas grossas (250 mm). sendo ideal para soldagem. tensão do arco e diâmetro do bico de corte. o corte plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular. Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na face de corte. A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de condução de corrente da tocha e propriedades do metal.Figura 3 . A faixa de espessuras abrangida variava de chapas finas (0. Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do calor na superfície da peça conforme a progressão do corte. se é usado uma baixa vazão de gás.

Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois arcos em série (figura 5). Por exemplo. Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50. O corte plasma como descoberto. Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários metais e diferentes espessuras. Figura 5 . O arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade. causando um corte mais reto. sendo um entre o eletrodo e o bico e outro entre o bico e a peça de trabalho. se o corte plasma . é atualmente denominado como corte plasma convencional.Plasma convencional Este desbalanceamento do calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco como mostrado na figura 4.Formação de duplo arco Este fenômeno é conhecido como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte. sem porém a criação do duplo arco. O aumento da constrição do arco tende a tornar o perfil do arco maior e mais uniforme. várias pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição do arco.Figura 4 .

O corte plasma convencional predominou desde 1957 até os anos 70. além de refrigerar o bico de corte e bocal da tocha. O Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao Carbono proveniente da reação exotérmica . dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio. e freqüentemente requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio.Plasma "Dual Flow" Corte plasma com ar comprimido (1963) O corte plasma por ar comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. Este processo utiliza-se das mesmas características como no plasma convencional. O gás de proteção também protege a zona de corte aumentando a qualidade e velocidade de corte. Usualmente.convencional é usado para cortar aço inoxidável. é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização da qualidade de corte nesses três tipos de metais. Arco plasma "DUAL FLOW" (1962) A técnica dual flow foi desenvolvida em 1963. A velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio. A maior vantagem neste processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de corte e a peça de trabalho. aço Carbono e Alumínio. como mostrado na figura 6. Esta técnica envolve uma pequena modificação em relação ao plasma convencional. contudo. a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser cortado. protegendo o mesmo de curto-circuitos. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio para aço Carbono. Figura 6 . e reduzindo a tendência de "duplo arco". neste caso porém é adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte. é essencialmente a mesma que no plasma convencional. A velocidade de corte é melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional.

Embora o processo possa ser usado para o corte de aços inoxidáveis e Alumínio. o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez que a água não provê uma constrição adicional do arco.Corte plasma a ar comprimido O maior problema com o corte por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. Eletrodos especiais feitos de Zircônio. Háfnio ou ligas de Háfnio. a superfície de corte nesses materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas aplicações (Figura 7). O efeito de resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte além de melhorar significativamente a aparência do corte.com o ferro incandescente. uma vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás de corte conter Oxigênio. entretanto. Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o plasma com Nitrogênio. Mesmo com a utilização deste eletrodos especiais. onde o gás de proteção secundário é substituído por água (Figura 8). . são necessários. Corte plasma com proteção d´água (1965) O corte plasma com proteção de água é semelhante ao processo "dual flow". a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no processo plasma convencional. Figura 7 .

da velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço Carbono. .000°K ou seja 9 vezes a temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do arco plasma convencional.Figura 8 . A injeção de água no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando como se fosse um segundo bico de corte. As temperaturas do arco nesta região são estimadas em aproximadamente em 50. No processo plasma com injeção d´água. tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte. Como resultado final destas altas temperaturas. estava estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco.Corte plasma com proteção d´água Arco plasma com injeção d´água (1968) No início. a água é injetada radialmente no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9.

Corte Plasma com injeção d´água Um outro método utilizado para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um redemoinho de água em volta do arco. uma ótima qualidade de corte com o plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas um tipo de gás . conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na injeção radial de água (Figura 10). a constrição do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um redemoinho estável de água. A utilização de apenas um gás torna o processo mais econômico e fácil de operar. Com esta técnica.Figura 9 .Direção de injeção d´água Ao contrário do processo convencional descrito primeiramente. Fisicamente o Nitrogênio é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do arco à peça. A força centrífuga criada pela alta velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o arco. O calor absorvido pelo .Nitrogênio. Figura 10 .

é que o lado direito do corte seja reto e o outro lado seja levemente chanfrado. o arco duplo. A razão da constrição do arco na região de injeção de água é a formação de uma camada isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na superfície de corte e resfria o bico da tocha. menos de 10% da água é vaporizada. Figura 11 . vindo a refrigerar a superfície da peça. como mostrado na Figura 11.Camada de vapor d´água A vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de injeção de água. Uma importante característica das extremidades cortadas. Este fato acarreta em que sentido de corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo reto em todas as faces da peça (Figura 12). A proteção obtida pela camada de vapor d´água também permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica.Nitrogênio quando dissociado é transferido quando em contato com a peça de trabalho. . conseqüentemente. a maior causa da destruição do bico deixa de existir. Este giro causa uma maior energia de arco a ser despendido no lado direito do corte. porque a camada de vapor isola o mesmo da alta intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima temperatura. sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos ponteiros do relógio no gás. A mesma dessimetria de corte pode ser observada no corte plasma convencional. Este fenômeno não é causado pela água injetada. A água restante sai através do bocal sob forma de um spray cônico. quando há turbilhonamento do gás de plasma. A despeito das elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco.

Direção do corte Na figura 13. há alguns efeitos negativos inerentes ao processo: .Figura 12 .000°K.Direção de corte Mufla d´água e tábua d´água (1972) Desde que os processos por arco plasma possuem uma elevada concentração de calor. Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os bordos retos no lado interno do anel. dando como resultado um corte reto no lado direito do corte. o anel mostra o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio. Figura 13 . acima de 50.

Para o corte subaquático. o ruído. a radiação ultravioleta é diminuída. pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte. a peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água. Como conseqüência. Este Hidrogênio forma bolsas sob a peça. requerendo o uso de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros. a fumaça e as radiações do arco elétrico são drasticamente reduzidas. A fumaça e gases tóxicos são confinados na barreira d´água. Este método para fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água. A geração de radiação ultravioleta.• • • A altas correntes. que quando em contato com o jato plasma causa pequenas . requerendo proteção para os operadores. Além do fato do operador não determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram. Mufla d´água: O sistema de mufla d´água cria uma camada protetora ao redor da tocha. produzindo os seguintes efeitos benéficos quando usados com a tábua d´água: • • • • O alto nível de ruído do processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela água. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse aspecto. Corte subaquático (1977) Desenvolvimentos na Europa com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça. Um aspecto negativo neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a velocidade de corte é diminuída de 10-20%. Este grupo de efeitos garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de meio ambiente. exigindo uma boa ventilação. Finalmente. levaram ao surgimento do corte plasma subaquático. superior ao nível normal nas áreas de trabalho. sendo a mufla de água e tábua de água. a qual. provocando a formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. o corte plasma gera um intenso nível ruído. Com uma coloração adequada. que controlam os efeitos nocivos do processo plasma. deixando Hidrogênio livre dentro d´água. Em 1972. foi introduzido pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição. e a tocha plasma corta enquanto imersa. remove as partículas sólidas. no corte subaquático. Fumaça e gases tóxicos em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho. Tábua de água: Trata-se de um reservatório de água localizado abaixo da peça a ser cortada. tem a finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações de corte. pode causar queimaduras na pele e olhos. A claridade do arco é reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos. O Oxigênio tem a tendência de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas leves) formando óxidos. que acoplado a um sistema purificador.

explosões. foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte. aumentou a competitividade na indústria de corte plasma. Com este novo alento. . sendo considerado uma valiosa ferramenta em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna. as duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e Europeu respectivamente. Corte plasma a ar comprimido de baixa corrente (1980) Em 1980. como mostrado na figura 14. Em função deste fato. Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por contato ("blow back" retração do eletrodo). tornando o processo fácil de usar. Este fato propiciou uma nova era para o corte plasma. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. A partir desta data. Corte subaquático com mufla Baseado na popularidade do corte subaquático. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de corte. os fabricantes de equipamentos introduziram no mercado. aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80. A utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas. a água deve ser constantemente agitada quando do corte destes metais. eliminando a alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as partes frontais da tocha durante as operação de corte. surgindo novos fabricantes. no qual é injetado ar ao redor da tocha. A Termal Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT. Corte plasma com oxigênio (1983) O corte plasma com injeção de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da saída do bocal. Este torna-se um corte subaquático com injeção de ar. equipamentos usando ar como gás de plasma. um grande número de inovações tecnológicas foram introduzidos. estabelecendo uma bolha de ar onde o corte se processa. sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de 260 Ampéres. particularmente para sistemas de baixa corrente. o corte plasma foi aceito como um novo método para corte de metais.

pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao metal a ser cortado (aço Carbono). aumentando a velocidade de corte. tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos últimos 35 anos. os fabricantes de equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade de corte de seus equipamentos. particularmente nos últimos 5 anos. Considerando que o custo de implantação do processo plasma exige um investimento inicial bem menor. foi visto a primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres. Conclusão Ao fim desta revisão. Espera-se que a qualidade de corte no plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser.Plasma com injeção de Oxigênio Este processo é usado exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno aumento na velocidade de corte.Figura 14 . algumas desvantagens são notadas. contudo. Em 1990. Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida. como uma deficiência no esquadrejamento do corte. Atualmente três tendências principais devem ser observadas: . Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado. excesso de material removido. Corte plasma de alta densidade (1990) O corte LASER tem se tornado um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade. o pequeno aumento na velocidade de corte associado as desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo tipo de tocha. Em alguns locais onde este processo foi usado. este tornar-se-á o maior concorrente do processo LASER.

Eletroescória Prof. O mercado para máquinas de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e tolerâncias cada vez menores para o processo plasma. para espessuras máximas praticamente não há limitações. e Prof.1. Luiz Gimenes Jr. Este arco voltaico funde . como por exemplo para soldar seções transversais muitos espessas. fluxo para soldar. Manuel Saraiva Clara Os precursores do processo começaram ainda no século passado com a soldagem na posição vertical em um único passe através do confinamento do metal líquido com sapatas de grafite. ver a figura ESW 01. A poça de soldagem é circundada. Todos os cordões são executados na posição vertical ascendente ou aproximadamente a esta. pelos lados das bordas por suportes de cobre. Princípio do Processo O processo de soldagem eletroescória é um processo por fusão através de uma escória líquida a qual funde o metal de adição e as superfícies a serem soldadas. Pesquisas e desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a qualidade de corte. O processo passa a ser viável economicamente em juntas de topo a partir de 19 mm de espessura e. Os russos na década de 50 desenvolveram o princípio do processo. O mercado para unidades portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir. a qual chama-se de sapata de refrigeração. O processo de soldagem Eletroescória é usado onde se necessita grandes quantidades de material de solda depositado. Figura ESW 01 Principio da Soldagem por Eletroescória Antes de iniciar o processo coloca-se no chanfro. resfriadas na parte interna com uma vazão constante de água. executava-se a soldagem por arco elétrico ou por processo térmico. entre o eletrodo (em fusão) e o lado inferior do chanfro. 3. 2. que consiste em uma escória líquida condutora de energia elétrica para a soldagem na posição vertical ascendente. Depois inicia-se o processo de soldagem com um arco elétrico. cerâmica ou cobre.

até o metal base. Construção de vagões ferroviários: superfícies de rolamento. Técnica nuclear: Partes de componentes para usinas nucleares. para que a profundidade do banho de escória seja mantida estável. Vantagens Preparação do chanfro a baixo custo. Então a corrente elétrica corre do eletrodo. do ponto de vista metalúrgico. Construção de máquinas: Carcaças para turbinas. O aquecimento. cilindros. eixos. isto é. de ajustamento. e portanto deve ser substituída com a adição regular de fluxo. bases para máquinas. de modo que a superfície do metal líquido seja mantida sempre na altura média das sapatas de refrigeração. Solda sem distorções. através da escória líquida e através da zona metálica fundida. que resulta do processo. funde o metal adicionado e as faces do chanfro. pois não há tolerâncias críticas a serem consideradas. Este calor gerado pela corrente elétrica é o principio que serve como fonte de calor. com baixa resistência ao impacto. a tal ponto que a escória conduza melhor do que a corrente elétrica do arco. devido às propriedades especiais de condutibilidade da escória. Devido ao resfriamento lento surgem tensões próprias da solda consideravelmente mais baixas do que em soldas executadas por outros processos. O processo lento de solidificação é favorável. aumenta diretamente com a temperatura. para as reações químicas na poça de fusão. .o fluxo. Tão logo a condutibilidade do banho de escória tenha aumentado. jogos de rodas. por meio de oxicorte. O metal solidificado é coberto lateralmente com uma camada fina de escória. O metal depositado é bem desgaseificado e livre de poros. devido a passagem da corrente elétrica pelo banho da escória aquecido. tampouco mostra endurecimento. Construção de recipientes. A condutibilidade elétrica da escória líquida. Construção naval: Solda de seções do navio e laterais de tanques. Alto custo dos dispositivos de soldagem. vasos de pressão: Costuras longitudinais e circulares. O guia do eletrodo e as sapatas se deslocam continuamente para cima. • • • • Desvantagens Granulação grosseira. muito onerosos. conferindo alta qualidade da junta soldada. Na maioria dos casos a profundidade mais favorável está entre 40 e 60 mm. este se apaga. Campos de Aplicação • • • • • • • • Construções metálicas: Soldas em chapas grossas de topo. sendo necessário tratamento térmico posterior. o que evita trabalhos.

32 Taxa de Deposição (Kg/h) 32 . contendo apenas fluxo granulado.2. Para terminar o cordão devem ser previstas peças de saída. O percurso de espaço inicial de 3 à 8 cm de cordão de solda são feitos sob escória não totalmente fundida.5 Velocidade de Avanço (m/min) 2. A grande vantagem da utilização dessa variante de processo seria a sua baixíssima diluição. nunca maior que 10%. ver Tabela ESW01. Por causa disso é colocada. No inicio do processo. que devido à interrupção do processo. as sapatas de refrigeração fixados nas faces a serem soldadas. os últimos milímetros da solda. abaixo do cordão. A abertura deve ser o suficiente para que não ocorra curto-circuito entre guia de arame e as faces do chanfro. Solda seções acima de 19 mm. garanta uma boa transmissão de calor para as chapas a serem soldadas.• • • Mão-de-obra especializada é recomendada na operação. A soldagem só pode ser feita na posição vertical ascendente. podem ser feitos com excelente qualidade metalúrgica e sanidade ultra-sônica.3 . com depósito em aço inoxidável e alta liga de níquel. podem desenvolver uma estrutura metalográfica diferente. conduza bem a corrente elétrica e por outro lado. Seu valor mínimo é determinado pela forma do guia do arame. Esta parte do cordão mostra uma penetração baixa demais.27 650 . que gira em torno de 6%. uma peça de acesso a qual não deve ser menor que 100 mm.750 28 .40 A abertura do chanfro é de aproximadamente 20 até 30 mm. grande demais. Para tal aplicação utiliza-se os dispositivos e demais componentes do processo de soldagem arco submerso.7 Tensão Corrente Stick out (V) (A) (mm) 23 . Aberturas de junta. por um lado. os quais podem ter oscilação através de dispositivos acoplados ao sistema tracionador de arame. Esta não têm apenas como objetivo manter a escória confinada. Tabela ESW 01 Parâmetros Para solda com Fita ( Eletroslag Strip Clading) Dimensões da Fita (mm) 30 x 0. . A soldagem por eletroescória exige uma escória líquida que. Tecnologia do Processo O processo de soldagem por eletroescória. pode ser executado com um ou vários arames. O revestimento com fita. não são econômicas. e tem que ser iniciada preferencialmente a soldagem uma única vez. com também manter fora do cordão.

Apêndices para início e término da soldagem A soldagem por eletroescória exige operação ininterrupta. Parâmetros para soldagem por eletroescória com 1 eletrodo sem oscilação Velocidad Densidad e de Taxa de EletrodoDiâm Tensã Corren e de avanço do deposiçã etro (mm) o (V) te ( A) corrente eletrodo o (Kg/h) (A/mm2) ( m/min) 2. A soldagem por eletroescória pode ser realizada com corrente alternada ou contínua com eletrodo no polo positivo). por sua vez. com ciclo de trabalho de 100%. leva ao resfriamento do banho de escória. deve-se ter quantidade de arame suficiente para todo o tempo de arco aberto.Figura ESW 02 .50 32 . Uma tensão de soldagem mais alta provoca uma maior penetração na face.120 70 .0 4-9 3-6 32 .5 3. Tabela ESW 02. a profundidade da poça de fusão e a potência de fusão.100 10 . a formação da microestrutura será melhor.50 450 600 500 90 . Por esta razão. por mais curta que seja. Cada interrupção. antes de iniciar a soldagem. Com o aumento do avanço do eletrodo aumenta a corrente. o que causa uma penetração insuficiente provocando descontinuidades.20 . Com velocidade pendular mais alta.20 10 . Tabela ESW02. com tensões em vazio da ordem de 60 V e tensões de trabalho de 30 a 55 V. Equipamento As fontes de energia típicas para o processo são similares as utilizadas no arco submerso. Algumas vezes usa-se corrente alternada.

O componente denominado sonotrodo é o agente que promove as vibrações. J.35 Geometria de Chafros Abaixo é mostrado as geometrias mais comuns utilizados pelo processo eletroescória. Burley Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem por ultra-som tem como objetivo unir peças por vibrações mecânicas na faixa ultra-sônica associada com pressão. S. Welding Journal ago/82 pg 15 a 19.70 15 . O processo de Soldagem é realizado através de um transformador eletroacústico Figura USW 01. C. e Prof. Bibliografia American Welding Society Vol 2 8th edição pg 272 a 297 Welding Metal Fabrication nov/89 pg 19 a 20.Murray and A. Luiz Gimenes Jr e Marcos Antonio Tremonti.700 4. o qual transforma uma corrente alternada em oscilações longitudinais mecânicas de freqüência de 22 KHz por exemplo. . Luiz Gimenes Jr. Apostila de Processos Especiais de Soldagem 1995 pg 14 a 18. Noruk Soldagem por Ultra-som Prof.0 3-6 32 .50 600 900 50 . a Soldagem é feita no estado sólido. sem fusão do material base.

Tântalo. também em chapas mais mais espessas de aço e não-ferrosos. Campos de aplicação • • Contatos de semicondutores resistentes à temperatura. O aquecimento é limitado a uma camada muito fina. Zircônio. ouro). Estanho. O sonotrodo transmite oscilações tangenciais para a peça. Prata. Níquel. Cobre.003 até 2 mm) de metais macios (alumínio. As superfícies. Titânio. vidro ou mesmo cerâmica. folhas ou fios (espessura de 0. além dos Aços. Conexões elétricas dos mais diversos tipos.sonotrodo e bigorna fixadora Soldam-se chapas finas. Magnésio. Ouro. Os filmes de sujeira. Platina. Figura USW 02 .Figura USW 01 . Molibdênio. A solda por ultra-som. Paládio.principio de funcionamento Durante a Soldagem as peças são fixadas na "bigorna" Figura USW 02. Se a força de pressão e a amplitude dos movimentos relativos entre as superfícies a soldar forem suficientemente fortes. como fios de alumínio ou ouro em silício. Tungstênio. aquecidas e aplainadas. água e óxido são rompidos. então ocorre fluidificação. Ligações entre semicondutores e transistores. destacamos os principais: Alumínio. se aproximam e forças de ligação de superfície entram em ação. . pode ser usada para unir os principais metais.

a Soldagem dissimilar entre os plásticos dependem muito da resina empregada. Os equipamentos de menor potência destinam-se a aplicações mais delicadas. também: • • Ponto de fusão a ser empregado Geometria e dimensões da peça São fatores que definem a potência e freqüência do equipamento. Portanto a Soldagem dos plásticos apresenta como vantagens: • • • • • • Substituir fixações mecânicas ( porcas / parafusos ) Melhorar design Segurança na união Redução de risco da ação química do adesivo sobre o plástico Soldagem dissimilar Rapidez do processo Parâmetros e equipamentos Na implantação do processo deve ser levado em consideração.• Quando as quantidades são grandes. a espessura e extensão da área a unir caracteriza a potência do equipamento. Nylon. alem da espessura e extensão da área a ser soldada. Acrílico. pára-choques. principalmente na união. Poliéster. muito freqüente em colagens. a substituição de adesivos por equipamentos de soldagem ultra-sônica exigem pequenas modificações no projeto para que a Soldagem seja viável. tem exigido também um aprimoramento nos processo de fabricação. microcomputadores. a Soldagem a ponto por resistência algumas vezes se torna mais viável. Os principais plásticos soldáveis por ultra-som são: ABS. em outros ramos tem-se encontrado em componentes de telefones. A solda ultrasônica ganha pela rapidez e evita os riscos citados. A complexidade e irregularidade da peça pode impor restrições à Soldagem ultra-sônica. Policarbonato. Bibliografia . Basicamente as uniões são feitas por adesivos que corre o risco de ataque químico ao plástico. Plásticos O crescimento do uso do plástico na indústria. e na costura de produtos sintéticos. Os diversos tipos e modelos variam potências de 800 a 3000 W. PVC. Polipropileno. As indústrias automobilísticas são um dos grandes consumidores da Soldagem por ultra-som e nas indústrias de autopeças. pois as partes a soldar necessitam estar em contato e sob pressão utilizando ciclos da ordem de 20 a 40 kHz. como por exemplo nas aplicações em painéis. Poliestireno. ocupam menor espaço e não exigem isolamento acústico.

para além das funções de proteção e limpeza do arco e metal depositado. A zona de soldagem fica sempre protegida pelo fluxo escorificante. Marcos Antonio Tremonti Aumenta a demanda por novos métodos de solda.B. devido a sua alta temperatura. Com o deslocamento do eletrodo ao longo da junta. formando a poça de fusão. Luiz Gimenes Jr. normalmente. assim como o metal fundido e a poça de fusão. a frio não o seja). funciona como um isolante térmico. o fluxo fundido sobrenada e se separa do metal de solda líquido. Plástico Moderno jul/1989 Técnicas de Soldadura en Materiales Termoplásticos. Em adição a sua função protetora. a corrente elétrica flui através do arco e da poça de fusão. O fluxo. da contaminação atmosférica. Jones (IIW). Processos Especiais. O fluxo fundido é. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco submerso é um processo no qual o calor para a soldagem é fornecido por um (ou alguns) arco (s) desenvolvido (s) entre um (s) eletrodo(s) de arame sólido ou tubular e a peça obra. Como já está explícito no nome. condutivo (embora no estado sólido. Com o resfriamento posterior. na forma granular. A escória também protege o metal de solda recém-solidificado. . Durante a soldagem. o material de adição (arame) e o metal de base. pode conter elementos de adição que modificariam a composição química do metal depositado. Princípio de funcionamento do processo Em soldagem por arco submerso. parte fundido e uma cobertura de fluxo não fundido. Luiz Gimenes Jr. a cobertura de fluxo pode fornecer elementos desoxidantes. S. remove-se o fluxo não fundido (que pode ser reaproveitado) através de aspiração mecânica ou métodos manuais. se solidifica enquanto a escória permanece fundida por mais algum tempo. pois este é ainda. Como o arco elétrico fica completamente coberto pelo fluxo. que caracterizam os demais processos de soldagem em que o arco é aberto. o calor produzido pelo arco elétrico funde uma parte do fluxo. O metal de solda que tem ponto de fusão mais elevado do que a escória.Welding Handbook Vol 2 8 edition 1991 Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. muito reativo com o Nitrogênio e o Oxigênio da atmosfera tendo a facilidade de formar óxidos e nitretos que alterariam as propriedades das juntas soldadas. o arco ficará protegido por uma camada de fluxo granular fundido que o protegerá. e em solda de aços-liga. este não é visível. luminosidades ou respingos. que consiste em metal de solda e fluxo fundidos. garantindo uma excelente concentração de calor que irá caracterizar a alta penetração que pode ser obtida com o processo. e a solda se desenvolve sem faíscas. Soldadura y Tecnologias de Union fev/90 Arco Submerso Prof.O eletrodo permanece a uma pequena distância acima da poça de fusão e o arco elétrico se desenvolve nesta posição. Luis Moura. na forma de escória.

Fica separado do arco elétrico. além de excelente uniformidade e acabamento dos cordões de solda. Através de um perfeito ajustamento de fluxo. ligeiramente a frente deste ou concentricamente ao eletrodo. muitas vezes não encontradas em outros processos de soldagem. Esta porém não é a maneira que o processo oferece a maior produtividade. arame e parâmetros . praticamente. pode-se dizer que não há perdas de material por projeções (respingos). Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso O processo pode ser semi-automático com a pistola sendo manipulada pelo operador. esta separação permitirá que se utilize diferentes composições fluxo-arame. podendo com isto selecionar combinações que atendam especificamente um dado tipo de junta em especial. Em média. No arco submerso. Outra característica do processo de soldagem por arco submerso está em seu rendimento pois. Esta é conseguida com o cabeçote de soldagem sendo arrastado por um dispositivo de modo a automatizar o processo. Esta independência do par fluxo-eletrodo é outra característica do processo que o difere dos processos eletrodo revestido. gasta-se com este processo cerca de 1/3 do tempo necessário para fazer o mesmo trabalho com eletrodos revestidos.e a escória. Estas características tornam o processo de soldagem por arco submerso um processo econômico e rápido em soldagem de produção.Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso. aliado as altas densidades de corrente (60 a 100 A/mm2). O fluxo é distribuído por gravidade. relativamente espessa de aspecto vítreo e compacto e que em geral se destaca com facilidade. O esquema básico do funcionamento do processo pode ser visto na Figura . As soldas realizadas apresentam boa tenacidade e boa resistência ao impacto. MIG-MAG e arame tubular. Possibilita também ouso de elevadas correntes de soldagem (até 4000 A) o que. oferecerá ao processo alta taxa de deposição.

e conter o metal líquido.Exemplo de recurso para sustentação de fluxo. contaminação atmosférica. seguido de imediata pressão. . Energia elétrica e força são transmitidas através de um porta-pinos num dispositivo de elevação. Na soldagem circunferencial pode-se recorrer a sustentadores de fluxo como o que é apresentado na Figura . que tem como função a proteção contra os respingos. e protegidos por uma cerâmica. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem de pinos em inglês é designado por stud welding. trata-se de um processo de soldagem a arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes por aquecimento e fusão do Metal Base e parte da ponta do pino. Luiz Gimenes Jr. ver Figura SW 01. a soldagem na posição horizontal só é possível com a utilização de retentores de fluxo de soldagem. Ainda assim. A maior limitação deste processo de soldagem é o fato que não permite a soldagem em posições que não sejam a plana ou horizontal. consegue-se propriedades mecânicas iguais ou melhores que o metal de base.de soldagem. para melhor união e solidificação. e Prof. Exemplo de recurso para sustentação de fluxo Soldagem de Pinos ( Stud Welding / SW ) Prof.

promovendo o curto circuito. onde o pino é submerso no banho de fusão. temos uma ZTA ( Zona Termicamente Afetada ) muito estreita. Figura SW 02 Seqüência de soldagem Equipamentos . Depois de um determinado tempo. o anel de cerâmica e o pino são colocados manualmente no equipamento apropriado conhecido como pistola para Stud e o processo de solda é executado pelos comandos existentes. O anel de cerâmica concentra o arco voltaico. O tempo de operação é da ordem dos milisegundos. (3) Aplica-se pressão ao pino para promover a solidificação. (2) Imediatamente ocorre o arco elétrico. protege contra a atmosfera e limita o banho de fusão. (4) Retira-se o porta pino ( pistola ). devido o ciclo de trabalho ser muito curto. a Figura SW 02 ilustra a seqüência de soldagem. Durante a Soldagem. e a cerâmica. fundido o parte do pino e a face do metal base. (1) O gatilho da pistola de soldagem faz com que o pino encoste na peça a soldar. Sistemas automáticos soldam até 20 pinos/min. é relativamente curto se comparado com os processos a arco convencionais. Solda-se em ciclos de 10 pinos/min.Dispositivo de elevação e posicionador O arco elétrico é obtido através da operação de toque e retração de pino.Figura SW 01 .

com os pinos ligados ao polo positivo. outra variante do processo. a pistola também fornece pressão e alivio ao sistema. é recomendado utilizar fontes com potência acima de 400 Ampères e tensões em vazio de no mínimo 70 Volts. que normalmente são projetadas para correntes de até 1600 Ampères. pode-se ligar as fontes em paralelo. pois o diâmetro dos pinos e os tempos de soldagem são menores. caso haja a exigência de correntes mais elevadas. neste caso as cerâmicas de proteção não são usadas. a qual é transmitida para a ponta do pino. Figura SW 03 equipamento de soldagem por pinos As fontes de descarga capacitiva. que são ligadas as fontes e à pistola de soldagem. contem um gatilho que libera a corrente de Soldagem. através de uma mola controlada por uma válvula solenóide. As Unidades de controle são basicamente circuitos temporizadores para aplicação do tempo de Soldagem e tempo de pressão. . este encaixes podem ter diferentes geometria e espessuras. utiliza-se uma fonte com descarga capacitiva. onde a fonte de energia para deslocamento dos pinos do reservatório ä pistola é o ar comprimido.A Pistola de soldagem tem por finalidade segurar e movimentar o pino. para alta produção podem ser adaptados nas pistolas através de tubos flexíveis. compatíveis com o pino a fixar. Um esquema de soldagem convencional é mostrado na Figura SW 03. com capacitores de alta capacidade. são derivadas de um banco de capacitores. o processo segue nos mesmos parâmetros do processo convencional como na Figura SW 04. tanto geradores ou retificadores. ou utilizarse de fontes desenvolvidas para goivagem a grafite. que é uma espécie de encaixe. As Fontes de Energia empregadas no processo convencional são semelhantes às usadas para o processo eletrodo revestido. Sistemas automáticos de alimentação. os controladores podem ser integrados as fontes de energia ou separadas.

as dimensões da ponta do pino determinam o processo de solda. revestimentos. as superfícies que estão em contato com o pino. indicado principalmente para chapas com oxidações e sujeiras. pinos de alumínio 99.Figura SW 04 . por exemplo. substitui uniões roscadas complicadas e pequenas peças de fixação.5 até 4 ms).Esquema de ligação para soldagem com descarga capacitiva Aplicações • • • • • Caldeiraria. como por exemplo em soldas de campo. Construção Elétrica. pino de aço inox com alta liga. fixação das armações. Ele é apropriado para pequenos esforços mecânicos. Estruturas Metálicas e em Concreto Armado. Materiais Os pinos podem ser de aço SAE 1030. neste processo. colocação de pinos em tubos de trocadores de calor e fixação de ancoragens para isolamento. Indústria Automobilística. Na soldagem convencional. onde o esmerilhamento ou escovamento das áreas é de difícil acesso. para melhor qualidade da solda. geralmente com pinos de aço inoxidável para ancoragem de refratário para válvulas siderúrgicas. devem estar isentas de: • • Óleo Umidade . Fornos e Chaminés. fixação de buchas e ancoramento de concreto. Tecnologia do Processo Pinos especiais podem ser feitos com um ressalto em sua extremidade para facilitar a ignição do arco. Também são feitos pinos com dimensões maiores com pontas em alumínio. pois o alumínio tem a função de desoxidar o banho de fusão. Construção Naval: Fixadores para mantas isolantes e fixadores de cabos. em aço baixa liga com Cr Mo.5 em ligas de alumínio (proteção da poça de soldagem com gás argônio é necessário). Por meio de uma descarga de condensadores (corrente de até 8000 Ampères) surge imediatamente (dentro de 0. É possível solda dissimilar. em chapas finas ou com revestimento de material sintético de um lado. parafusos e porcas.

• • Sujeira Carepa O pino não poderá ser soldado sobre superfícies pintadas e zincadas. As superfícies a serem soldadas e a cerâmica.0 6. As superfícies devem ser limpas pelos métodos: • • • Escovamento Lixamento Decapagem Tabela SW 01 .0 4.0 Corrente de Soldagem (A) 300 400 500 600 800 Tempo de Soldagem (ms) 13 16 20 24 32 Tempo de Aplicação da Carga(ms) 50 50 50 50 50 Controle de Qualidade para pinos soldadores .0 5. como o dispositivo de teste da Figura SW 05.1 Enumeramos os principais itens para os testes de aceitação para pinos soldados. devendo em caso positivo. ser realizado com a seção integral do pino.0 8.Norma AWS D1. devem estar isentas de umidade: • Seca-las a 120ºC / 2 Horas .Parâmetros de Soldagem por Descarga Capacitiva Diâmetro do Pino (mm) 3. Acabamento final do pino soldado deve ser uniforme e isentos de: • • • • Sobreposição excessiva Trincas Desalinhamento Torção A propriedade mecânica do pino através do ensaio de tração é opcional.

Luiz Gimenes Jr. 1995. O operador poderá ser qualificado de acordo com o teste de produção. • • • • Soldar 2 pinos Inspeção visual de 360ºC Utilizar sempre chapa de teste Pinos frios Dobrá-los 30º com reação ao eixo principal Método Martelamento Tubo Visual Não pode ocorrer falhas Figura 06 .Figura SW 05 .1 a 7. Processos Especiais. Critério de aceitação de ensaio visual de fusão do pino A) Satisfatório B) Pouca retração do pino C) Retirada rápida da pistola D) Falta de alinhamento E) Baixa corrente F) Alta corrente Bibliografia Cursos de Especialização para Engenheiros de Soldagem. e Marcos Antonio Tremonti AWS Welding Handbook Vol 2 Welding Process 1991 AWS D1. Luiz Gimenes Jr.Dis Controle de produção Antes de uma série de peças a serem soldadas na produção. 2. liberar para produção. 3. 4.Test Estando em conformidade com as exigência já citadas anteriormente. e Engº José Pinto Ramalho . 5.1-80 Stud Welding item 7.8 MIG MAG Prof. realizar teste: 1.

o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos. e que não tem nenhuma atividade física com a poça de fusão MAG. será responsável por uma série de alterações no comportamento das soldagens. um gás que interage com a poça de fusão. bem como na facilidade da execução da soldagem em diversas posições. nas perdas por projeções. enquanto o CO2 puro. Além disto. acabamos por utilizar mistura dos dois tipos de gás. quando a proteção gasosa utilizada for constituída de um gás inerte. ou seja um gás normalmente monoatômico como Argônio ou Hélio. como por exemplo Argônio (inerte) com Oxigênio (ativo). Os gases nobres (processo MIG) são preferidos por razões metalúrgicas. normalmente CO2 .dióxido de Carbono GMAW. é preferido por razões econômicas. muitas das vezes impossibilitados tecnicamente por um lado e economicamente por outro. Existe uma certa . A simples mudança do gás por sua vez. na temperatura da poça de fusão. no tipo de transferência de metal do eletrodo à peça. (abreviatura do inglês Gás Metal Arc Welding) que é a designação que engloba os dois processos acima citados • • Princípios básicos do processo MIG / MAG Os dois processos diferem entre si unicamente pelo gás que utilizam.A soldagem a arco com eletrodos fusíveis sobre proteção gasosa. na sensibilidade a fissuração e porosidade. segundo sua natureza e composição. Argônio com CO2 e outros tipos. Como seria lógico de concluir. na penetração e na forma externa da solda. Estes gases. na velocidade de soldagem. é conhecida pelas denominações de: • MIG. tem uma influência preponderante nas características do arco. quando a proteção gasosa é feita com um gás dito ativo. ou seja. um vez que os componentes utilizados são exatamente os mesmos.

grande versatilidade. quando comparada à soldagem com eletrodos revestidos. pode-se dizer que as principais vantagens da soldagem MIG MAG são: alta taxa de deposição e alto fator de trabalho do soldador.Argônio 25 % usado para a soldagem de aços ao Carbono em posição diferente da posição plana). porém é uma discussão meramente teórica. Uma das características básicas deste processo. pelas altas densidades de corrente que o processo pode ser utilizado. quanto ao tipo de material e espessuras aplicáveis. A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os valores de densidade de corrente dos processos MIG MAG e eletrodo revestido. conseqüentemente. que influenciam diretamente na qualidade do cordão de solda depositado. Além da necessidade de um ajuste rigoroso de parâmetros para se obter um determinado conjunto de características para solda. Níquel e suas ligas. a partir dos quais um mistura deixaria de ser inerte e passaria a ser ativa e viceversa. Assumimos na prática o comportamento em soldagem e o modo como ocorre a transferência metálica como determinantes da percentagem correta onde ocorre a transição. Misturas cujo maior componente seja um gás ativo (CO2 75 % . O processo MAG é utilizado somente na soldagem de materiais ferrosos. misturas cujo maior componente seja um gás ativo (exemplo: Argônio 98 % .indefinição de quais seriam os limites percentuais dos gases. conservam as características gerais de gás ativo e são consideradas como gás ativo. ausência de operações de remoção de escória e exigência de menor habilidade do soldador. Magnésio. revestido MIG MAG Densidade de Corrente 5 a 20 A/mm2 100 a 250 A/mm2 De um modo geral. Na tabela abaixo. os valores comparativos de densidade de corrente: Processo E. enquanto o processo MIG pode ser usado tanto na soldagem de materiais ferrosos quanto não ferrosos como Alumínio. e por sua influência no . conservam as características gerais de gás inerte e são consideradas como gás inerte.Oxigênio 2 % utilizado para a soldagem de aços inoxidáveis). é sua alta produtividade. em relação aos outros processos de soldagem manuais. que é motivada. além da continuidade do arame. A principal limitação da soldagem MIG MAG é a sua maior sensibilidade à variação dos parâmetros elétricos de operação do arco de soldagem. a determinação desses parâmetros para se obter uma solda adequada é dificultada pela forte interdependência destes. não existência de fluxos de soldagem e. Assim. Cobre.

(aqui a carga horária é de 80 horas). ou EPI (respirador descartável P-2).resultado final da solda produzida. Sob a máscara usa-se uma touca de brim. A soldagem MIG MAG e a soldagem com arame tubular. a não ser a proteção individual ao soldador e coletiva (biombos) aos demais trabalhadores próximos. O maior custo do equipamento. não há outra alternativa para controle do agente. Fagulhas e estilhaços. Este crescimento ocorre principalmente devido à tendência à substituição. como: o o o o o o • Radiação não ionizante. a maior necessidade de manutenção deste. própria para soldador. mecanizados e automáticos. Estes processos tem se mostrado os mais adequados dentre os processos de soldagem à arco. Ruído. como: exaustão no ambiente ou localizada (cuidado para não alterar a qualidade da solda). avental de raspa tipo barbeiro com mangas ou avental convencional complementado com mangotes de raspa. deverá ser feita uma avaliação ambiental no local para identificar e quantificar os agentes químicos gerados e a partir dos resultados tomar medidas de controle. tem sido as que apresentaram um maior crescimento em termos de utilização. os quais são liberados no processo de solda. em comparação com o equipamento para soldagem com eletrodos revestidos e menor variedade de consumíveis são outras limitações deste processo. Neste treinamento está incluso a prevenção • • • • . conhecendo os agentes presentes. Pode-se também identificar a composição do aço e do arame de solda. Para fumos métálicos. nos últimos anos em escala mundial. Fumos metálicos. à soldagem automática e com a utilização de robôs. evitando que estilhaços atingem os olhos quando o soldador erguer a máscara. ou máscara de soldador com escurecimento automático. Máscara de soldador com lentes escuras na tonalidade de 10 a 12. Luvas de raspa cano longo. contra queimadura nos cabelos e pescoço causada por fagulhas e radiação. sempre que possível da soldagem manual por processos semi-automáticos. conforme regulagem. (este conjunto proteje também contra estilhaços e fagulhas quentes). Choque elétrico. Ergonômico. e óculos de proteção contra impacto. Dependendo dos resultados as avaliações ambientais o soldador deverá usar protetor auricular contra o ruído. ou botina com perneira de raspa. Quanto a radiação gerada no processo. sem uso a lente fica na tonalidade 3 e no momento de acionado o arco elétrico o dispositivo passa para tonalidade de 10 a 14. O trabalhador para executar este tipo de trabalho deverá passar por um treinamento específico de Soldagem Mig-Mag. Segurança e Saúde Ocupacional • O processo de soldagem emite uma série de agentes nocivos a saúde dos trabalhadores. A proteção individual consiste em botas de cano longo de raspa com biqueira de aço. para a obtenção de maior produtividade em soldagem. e viabilizar a substituição do material utilizado.

• Quanto a marcas dos EPI´s.. em determinadas circunstâncias. pela ação dos explosivos. produz um caldeamento constante. Porém. queda de materiais. ele faz uma espécie de decapagem. Fundamentos do processo Este processo nos oferece duas configurações básicas. Naquele instante as superfícies novas são fortemente comprimidas. foi relatado de forma científica somente em 1944. pois suas condições são alteradas ao longo da soldagem. por isto esta configuração é chamada de regime laminar. foram soldados no estado sólido e apresentaram uma interface ondulada. produz um caldeamento não constante. quando em um experimento foi observado que dois discos metálicos ligados a um detonador.. Em 1957. Soldagem por Explosão Fernanda Laureti Thomaz da Silva e Luiz Gimenes Júnior Histórico Durante a 1ª Guerra Mundial. mostrada na Figura EW 01. E maneiras corretas e ergonômicas de efetuar a soldagem. liberando-as de óxidos e impurezas. sendo a primeira. Descrição A soldagem por explosão é um processo de soldagem no estado sólido que é obtido a partir da deformação plástica superficial dos metais ocorrida após colisão de uma peça acelerada. após explosão. eram soldadas. Nas placas em paralelo o anglo a obtido na detonação é pequeno. queimaduras. enquanto a segunda. lançada em alta velocidade. existe no mercado uma infinidade de opções a disposição. grande interesse foi despertado por este processo e muitos países começaram a pesquisá-lo e a encontrar muitas aplicações industriais para a soldagem por explosão. pois suas condições são alteradas incessantemente até o término da soldagem. uma a outra. Este jato limpa a face do metal retirando sua película superficial. enfim. contra outra através da detonação calculada de um explosivo. com arranjo das placas em paralelo. cortes. Então. . Esta colisão é muito violenta e libera um jato metálico formado a partir do impacto pontual entre as partes que serão soldadas. obteve-se a soldagem por explosão de uma chapa de Alumínio a um perfil de aço. com arranjo utilizando um ângulo a pré-determinado entre as placas.contra acidentes com eletricidade. este processo. então o fluxo do jato de metal é ininterrupto e a interface resultante é praticamente plana. era observado que partes metálicas de projéteis e de estilhaços quando colidiam com outras superfícies metálicas.

Aplicações As aplicações da soldagem por explosão variam de placas de grandes dimensões até pequenos componentes eletrônicos. o fluxo do jato de metal líquido é interrompido a todo momento quando sofre uma mudança de direção e gira como um "rodamoinho". A alta velocidade do jato remove a película superficial da placa base e da placa superior que é levada ao ponto de contato. onde as ondas serão formadas como que rodamoinhos. energia potencial com instantânea liberação de gás que exerce alta pressão nas áreas vizinhas.Processo por Explosão em Ângulo Explosivos Explosivos são produtos capazes de liberar. a placa superior vai sendo lançada contra a placa base e a soldagem é obtida.Processo por Explosão em Paralelo Nas placas preparadas em ângulo pré-determinado. assim as ondas na interface vão sendo formadas ao longo do caldeamento nos pontos de colisão. Esta configuração é chamada de regime turbulento. após sua detonação. Normalmente possuem baixa resistência a umidade e na detonação apresentam fumos com algum grau de toxicidade. Sua maior aplicação normalmente é para o "clad" para chapas de até 6 metros de . Figura EW 02 .Figura EW 01. mostrado na Figura EW 02.

os explosivos tem transporte. o que dificulta a implantação do processo. são utilizadas em lugares que necessitem de resistência à corrosão. mercado. Bibliografia Welding and Metal Fabrication . Soldering and Brazing. artigo: "Aspectos básicos da soldadura por explosão" de Jorge Paes Mamede e Orlando Correia de Matos.October 1969. quantidade e distribuição do explosivo são importantes variáveis deste processo e um dos fatores utilizados para definição destas variáveis é a espessura das placas envolvidas. Tântalo sobre aço ou cobre com alumínio. de menor espessura. Coord. Distingui-se principalmente ao revestimento de grandes superfícies: chapas inoxidáveis em chapas de aço carbono e Baixa liga. Há necessidade de se ter um local adequado e distante dos grandes centros para a execução do processo. Normalmente as placas superiores. Este processo também é utilizado na fabricação de materiais compósitos. e em reatores nucleares. Curso de Especialização para Engenheiros na Ärea de soldagem. ângulo de colisão.comprimento.AWS 8 edition Vol 2 Tecnologia de Soldagem. Titânio. uso e armazenamento controlado. Paulo V. As maiores superfícies até agora soldadas por detonação têm até 40 m2. e Marcos Antonio Tremonti . sendo necessário um alívio de tensões posterior. vol 6 Welding. soldagens de tubos em espelho em trocadores de calor. No Brasil este controle é exercido pelas Forças Armadas. Papel e Celulose. alimentícia.julho 1983. Vantagens • • • • • • • É rápido (se obtem uma junta em 10-6 seg) A camada de intermetálicos gerada é muito pequena Não é necessária rígida limpeza das superfícies (exceto a carepa em chapas de aço laminadas a quente) Não há necessidade de investimento com equipamentos Desvantagens Para aços Carbono e baixa liga as superfícies sofrem endurecimento. É perigoso. Em todos os países. porém todos os materiais acima descritos podem ser solados entre si. FBTS . chapas cladeadas para as indústrias química. Marques Soldadura & Construção Metálica . petroquímica. ASM Handbook . Welding Handbook .SENAI-RJ 1995. Alumínio. Luiz Gimenes jr. Níquel. Processos Especiais de Soldagem. Variáveis A velocidade de colisão.

foi construído em 1960 por Maimann. o que é impensável devido ao custo. O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. um sólido de rubi. e sim a qualidade desta. Ausências de contato entre a fonte de calor e a peça a soldar. recebem uma proteção adicional através do banho de escória. Townes confirmou experimentalmente em 1954 o fenômeno através da aplicação da emissão estimulada à amplificação de ondas ultracurtas. Luiz Gimenes Jr. Luiz Gimenes Jr. podemos dizer que o LASER é um dispositivo que produz um feixe de radiação. indo do sólido ao gasoso. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas. Os primeiros trabalhos de pesquisa que conduziram à invenção do feixe de laser foram realizados por Albert Einstein e datam de 1917. na abertura e manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada. Entre estas características podemos citar: • • • Elevadíssimas velocidades de soldagem. O primeiro LASER. Eletrodo Revestido Prof. todos os processos de . com comprimentos de onda na faixa do Infravermelho (IF) até o Ultravioleta (UV). distorção e ZTA. Fundamentos do Processo: A menos que se solde em uma câmara de vácuo. Baixa entrega térmica. O feixe LASER se propaga no ar com pouca divergência. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça. excitado por uma lâmpada fluorescente de vapor de mercúrio e filamento helicoidal. o que torna este processo altamente interessante não é a quantidade de radiação emitida. Ao contrário do que se pensa. Existem hoje vários tipos. versam sobre os fenômenos físicos de emissão espontânea e estimulada subjacentes ao funcionamento do laser. Em uma tradução livre para o português podemos dizer que seria: Amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento. Devido a qualidade da radiação LASER. sua utilização em soldagem possibilitará a obtenção de determinadas características impossíveis de se obter com outros processos. e somente alguns anos depois surgiria um LASER de CO2. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido consiste. Poucos meses depois os Laboratórios da AT&T Bell desenvolveram um laser gasoso de He-Ne. basicamente. e Engº José Pinto Ramalho O nome LASER é a abreviatura da descrição do processo em inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. orientando-se por óticas sem perder ou alterar suas características físicas. fato este que impulsionou seu desenvolvimento.Laser Prof. formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. Em uma rápida definição.

transforma-se em óxido de Manganês (Mn3O4). O Oxigênio dissolvido no aço sob a forma de óxido.05%) no metal. são os principais para influenciar a deterioração das propriedades. já que as propriedades de um aço dependem basicamente. Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas funções. durante a fusão de um eletrodo sem revestimento. As partículas de óxido serão postas em evidência em metalografia. os fenômenos de oxidação dependem basicamente das condições operatórias e do comprimento do arco. • Nitrogênio: Embora nas operações normais o Nitrogênio não tenha grande afinidade com o Ferro. O Carbono transforma-se em óxido de Carbono (CO). Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de proteção. Além disto. durante a sua transferência para o metal de base e ao nível do banho de fusão. são queimados durante a operação de soldagem. não terão grande influência sobre estes fenômenos. e em dióxido de Carbono (CO2). desde que forneçam condições para um arco estável. através de uma faísca piloto. Outras reações químicas são menos importantes. após sua fusão perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado. nas altas temperaturas do arco elétrico há a possibilidade de formação de nitrato de Ferro. Ele pode. No caso do processo de soldagem aqui estudado. variam pouco. queima-se igualmente. a maior parte do Carbono e do Manganês contidos no aço do eletrodo. a menos que se recorra a uma ionização artificial. do seu teor de Carbono e Manganês. extremamente ávido pelo Oxigênio. Um arco longo (tensão elevada) conduzirá a reações de oxidação mais importantes do que um arco curto. enquanto o Manganês. Os teores de Enxofre (S) e de Fósforo (P). É importante salientar que. formar sobre as gotas uma película de óxidos. o que naturalmente irá influenciar as propriedades mecânicas do metal depositado. O Silício. provoca uma forte oxidação do Carbono.soldagem por arco elétrico precisam de algum tipo de proteção para evitar contaminações da atmosfera. Mesmo . Numerosos ensaios permitem concluir que a fusão de um eletrodo sem revestimento e sem a adição de nenhum outro tipo de proteção. entre outras coisas. e são detalhados a seguir: • Oxigênio: É provado que. as características da fonte de alimentação elétrica (corrente contínua ou alternada). produzirá uma proteção gasosa através de sua queima. Aqui vale a pena destacar que não é possível soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais. Este óxido formado tem a solubilidade muito baixa (0. devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o grão é saturado de óxido. cujo valor das propriedades mecânicas serão relativamente inferiores as das chapas de aço doce. são apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem proteção gasosa). é muito difícil de dosar pelos métodos de análise tradicionais. será o revestimento dos eletrodos que. dando origem a uma escória de sílica (SiO2). Manganês e Silício. Além destas reações químicas. o Oxigênio do ar pode ter uma ação direta sobre o Ferro. Estes dois elementos químicos (Nitrogênio e Oxigênio).

é difícil de identificar principalmente porque não aparece sobre a forma de nitrato. Fluxograma NR 18 . . a resistência à fadiga e a resiliência. O Nitrogênio combinado.Condições e Meio Ambiente de trabalho na Indústria da Construção Fonte: Belgo Siderurgia S. e sim sob a falsa aparência de perlita não identificável ao microscópio. diminuindo a resiliência do metal depositado. coordenada pela Engenheira de Segurança do Trabalho Luci Amaral de Oliveira.Trefilaria de São Paulo .Equipe de Segurança do Trabalho. quando o teor de Nitrogênio ultrapassa o valor de 0. ele tem graves conseqüências porque tornará a solda frágil.A. mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estricção. Diversos trabalhos mostram que a presença destes nitratos aumenta substancialmente a dureza. a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena.que.03% há uma diminuição nos valores das propriedades mecânicas. aumenta em menor quantidade a resistência à tração. Em suma. .