NR18-ilustrada

NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Revisão Técnica:
• • • Dr. Francesco Cerbino - Advogado, Eng. Civil, Mecânico e de Segurança do Trabalho, Auditor e Perito Judicial. Renata Cerbino - Arquiteta, Urbanista e Enga. de Segurança. Coordenadora da Quality Consult. Eng. Ronaldo Ulysses - Engenheiro Mecânico, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho

INTRODUÇÃO A décima oitava norma regulamentadora, cujo título é "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção", estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
• • • • • • • • • • • • Decreto-Lei 5.452, de 01/05/1943 - Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho - Capítulo V do Título II da CLT - Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria MTE 04, de 04/07/95 - Estabelece diretrizes visando a implementação de aspectos preventivos, de modo a garantir condições mínimas de segurança na Indústria da Construção Civil. Portaria MTE 63, de 28/12/98 - Modificou os ítens Andaimes Suspensos Mecânicos Leves (18.1.2, 18.23.3.1, 18.34.2) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 13, de 09/07/02 - Altera e inclui os itens - Cadeira Suspensa (18.15 e Cabos de Aço e Fibras Sintética (18.16) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 30, de 20/12/01- Altera e modifica o item 18.15 - Andaimes e Plataformas de Trabalho - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 20 , de 13/07/01 - Quadro de atividades ou serviços perigosos e insalubres proibidos aos menores de 18 anos em atendimento ao Art. 405 da CLT. Portaria MTE 114, de 17/01/05 - Altera a redação dos itens 18.14..24 e 18.18, inclui o Anexo III e insere termos no Glossário da NR 18. Portaria MTE 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR-18. Portaria MTE 15, de 03/07/07 - Aprova o Anexo I e altera a redação do item 18.14.19 da NR-18. Portaria MTE 40, de 07/03/08 - Inclui o item 18.15.57 na NR 18 e altera o artigo 1º da Portaria MTE 15/2007. Instrução Normativa INSS 20 , de 11/10/07 - Critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária. Trata de assuntos relacionados à emissão da CAT, PPP e LTCAT. ABNT NBR 5.413 - Meios de Iluminância de Interiores.

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ABNT NBR 5418 - Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 6.327 - Cabos de Aço - Usos Gerais. ABNT NBR 6.404 - Segurança em Andaimes. ABNT NBR 7.500 - Símbolo de Risco e Manuseio para o transporte e Armazenamento de Materiais. ABNT NBR 9518 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 11.725 - Conexões e Roscas para Válvulas de Cilindros para Gases Comprimidos. ABNT NBR 11.900 - Extremidade de Laços de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 12.246 - Prevenção de acidentes em espaços confinados. ABNT NBR 12.791 - Cilindro de Aço, sem costura, para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 12.790 - Cilindro de Aço Especificado, sem costura, para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 13.541 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 13.542 - Movimentação de Carga – Anel de Carga. ABNT NBR 13.543 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Utilização e Inspeção. ABNT NBR 13.544 - Movimentação de Carga – Sapatilho para Cabo de Aço. ABNT NBR 13.545 - Movimentação de Carga – Manilha. Convenção OIT 127 - Peso máximo de carga que pode ser transportado pelo trabalhador.

ATUALIZAÇÕES DA NR 18 As mudanças e métodos de trabalho no ambiente de trabalho da indústria da construção forçaram mudanças também em alguns itens da NR 18, através do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Desde 1994, foram elaborados diversos estudos que têm provocado alterações no texto da NR 18. Estas modificações são publicadas na forma de Portarias: Portaria 4 (04/07/95), Portaria 63 (28/12/98), Portaria 13 (09/07/02), Portaria 114 (17/01/05), Portaria 157 (10/04/06), Portaria 15 (03/07/07). Esta NR foi revisada e ampliada com comentários e informações dos engenheiros Ronaldo Ulysses e Edson Russelet (Segurança na Obra 1999) e consultas no site da Sl Engenharia. COMENTÁRIOS DA NR 18 A seguir serão apresentados os comentários da NR 18 indicando os itens e subitens do texto legal publicado no Volume 1 - Legislação e Segurança e Saúde Ocupacional. Referências - Item 18.1 / Subitens 18.1.1 a 18.1.4 - Objetivo e Campo de Aplicação

Nos últimos anos, a taxa de freqüência dos acidentes vem diminuindo, fato comprovado pelas estatísticas disponíveis. A criação do Comitê Permanente Nacional (CPN) e a dos Comitês Permanentes Regionais (CPR), reforçadas pelas ações elaboradas e aplicadas pelo MTE, são, em grande parte, responsáveis pela mudança deste quadro. A experiência tem mostrado que os cursos e informações sobre os riscos, fornecimento de EPI e existência de profissionais do SESMT não são suficientes para garantir a segurança e evitar acidentes pessoais sem a motivação do empregado na prevenção de acidentes. Implementar ferramentas de auditoria comportamental para registrar condições abaixo do padrão contribui no aumento do nível de atenção no ambiente de trabalho. Os seguintes devem ser considerados:

a) Documentar a participação dos empregados em cursos e palestras; b) Fornecer ao empregado todos os procedimentos que ele deve seguir; c) Tornar real a participação do Sindicato em campanhas de esclarecimento; d) Usar sistema de orientação por meio de procedimentos, cartilhas, vídeos e outros instrumentos de conscientização. e) Aumentar a atuação dos Comitês Permanentes Regionais em campanhas de SSO.
• A NR 18 se aplica a todas as atividades identificadas do Grupo C-18 e C-18 A apresentadas na relação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (IBGE). .

Referências - Item 18.2 / Subitem 18.2.1 - Comunicação Prévia
• É importante ressaltar a obrigatoriedade da comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades, com as informações pertinentes ao item 18.2.

Referências - Item 18.3 / Subitens 18.3.1 a 18.3.1.2 - PCMAT
• Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento, ou obra, independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Existe grande discussão sobre a necessidade de cada empresa participante da construção apresentar seu PCMAT específico aos serviços a serem executados. O PCMAT é uma ferramenta importante para a melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Este programa visa a implementar medidas que melhorem as condições de segurança, devendo ser amplamente discutido na sua elaboração e alterado quando necessário. As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra/equipamento. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra, pois não se trata de uma "receita de bolo", devendo ser específico para as condições individuais de cada obra, mesmo em situações similares.

06 (seis) meses na função. uma das seguintes condições: capacitação mediante treinamento na empresa. > 18. demonstrando sua importância e. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente. ou seja. nas Sipat e durante a implantação do PCMAT.• Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborá o PCMAT.14-Qualificação como operador de bate-estaca. Como informação. deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais. chamando sua atenção em caso de falhas. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança. pelo menos. única e exclusivamente. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos. Portanto.18. a partir desta condição. b) Trabalhador Qualificado: Aqueles que comprovem. ele deve ser destacado e relembrado. • • a) Trabalhador Qualificado. principalmente. .2 . . ele deve ser legalmente habilitado em Segurança do Trabalho e. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador. conhecer a obra e sua filosofia de construção. os outros por complementação de curso superior (pós graduação). • Referências .6-Escavações.Subitem 18. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista. desde que conduzido por profissional habilitado ou ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de. realizando um trabalho voltado. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. Em primeiro lugar. Fundações e Desmonte de Rochas. Tanto o Técnico quanto o Engenheiro ou o Médico o são. recebido os devidos e corretos EPI. Item NR 18 Atividades. ele deve ser um profissional do SESMT com experiência em construção. cuidados devem ser tomados quando for contratado o profissional que fará a elaboração do PCMAT. O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores. • Portanto. Em primeiro lugar. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado com certificado que o comprove assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas. orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços. para aquela obra.PCMAT • O texto tirado do site Sl Engenharia coloca com muita propriedade uma definição sobre "Profissional Legalmente Habilitado" e "Trabalhador Qualificado": a) Profissional Legalmente Habilitado: Profissional que possui habilitação exigida pela lei. capaz de entender as especificidades daquela obra.O PCMAT pode ser assinado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho. A cada início de uma etapa de construção nova. um por curso específico de formação em nível técnico. perante o empregador e a inspeção do trabalho.3.6. a seguir são elencados os importantes itens da NR 18 que tratam de Trabalhador Qualificado e Profissional Legalmente Habilitado e suas atividades.

.9-Qualificação para executar manobras de movimentação com equipamentos de transporte de materiais e pessoas.20-Locais Confinados .7-Carpintaria .15.14.18.2-Qualificação para executar manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais. . .18.14.18. .1-Responsável pela verificação diária de andaimes suspensos e usuários.18. . > 18.1.18.2-Qualificação para operação de equipamentos de movimentação e transporte de pessoas e materiais. .47.1-Qualificação para uso de máquinas e equipamentos de carpintaria.2-Qualificação para montar e desmontar torres de elevadores.2-Instalação e manutenção de andaimes suspensos.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .18.18. > 18.18. > 18.3-Inspeção de suporte e escoras antes e durante a concretagem.30.21. .14.18. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.9.2-Instalação.18.35.> 18.47. > 18.14.15.9. .Estrutura de Concreto .14-Movimentação de Transporte de Materiais e Pessoas .18.15.11-Operações de Soldagem e Corte a Quente / Qualificação para atividades de soldagem e corte a quente.15.18.1.14.1-Qualificação para montagem e desmontagem de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.9-Inspeção de peças e máquinas do sistema transportador antes de iniciar os trabalhos. .7-Qualificação para vistorias equipamentos de guindar e transportar antes do inicio dos trabalhos.9.18. > 18.3-Operador de plataformas de trabalho.7.14.

b) Profissional Legalmente habilitado.18. > Anexo III Anexo Plano de Carga para Grua.22.5. .21.5-Demolição e 18.4-Áreas de Vivência .20.2-Laudo técnico relativo à ausência de riscos químicos.3-Realizar escavações e orientar operário quando da aproximação de tubulações até de tubulações distância mínima de 1.18.50 m. Anexo III .22.18.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão > 18.18.x-b Sinaleiro/Amarrador de carga.36.4.PCMAT e 18.25.12-Encher pneus de equipamentos pesados .3.3-Programação e direção (coordenação) de demolições > 18.18.18.36-Disposições Gerais .1-Execução e manutenção das instalações elétricas .21-Instalações Elétricas .1-Monitorar permanentemente substâncias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.1. Item NR18 .18.22.21.18.2.36.18.Atividades > 18. > 18. físicos e biológicos em contêineres usados como áreas de vivência.22.22-Maquinas e Equipamentos e Ferramentas Diversas .18.> 18.5-Abastecer máquinas e equipamentos com motor à explosão . Anexo III.6-Escavações.18-Operador ferramentas de fixação à pólvora .Deve elaborar o PCMAT > 18.4-Inspecionar o escoramento e a resistência das formas durante os trabalhos de lançamento e vibração de concreto.1-Operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador e terceiro a risco .3.4-A condução de veículos para transporte coletivo de passageiros > 18. Fundações e Desmonte de Rochas .x -a Operador de grua.3.

18.Dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado mediante emissão de ART. com especificação do dispositivo e descrição das características mecânicas básicas do equipamento.24.6.14.14.Emitir laudo estrutural e operacional quando a integridade estrutural e eletromecânica para gruas que não dispuserem identificação do fabricante nem do importador ou que já tenham mais de 20 anos de fabricação.14.18.14.24.18..18.2-Supervisão do uso de formas deslizantes . .18.1-Dimensionamento de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .18. instalação. . . de sua estrutura e de sua fixação.14.9.18.9.15.18.1-Supervisionar a implantação. manutenção e retiradas de gruas (ART).3-Responsabilidade técnica por serviços de escavações.14. fundações e desmonte de rochas.24.10.1-Fazer o dimensionamento dos andaimes.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .7-Inspeção de dispositivos e equipamentos usados em pró-tensão (antes e durante os trabalhos) > 18. > 18.9-Estruturas de Concreto .2-Supervisionar a execução da manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .18.18.14-Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .18.14.24.24. .14. dentro do plano de carga. a interferência deverá ser objeto de análise técnica por profissional habilitado.1.1-Projeto específico para utilização de gruas em casos especiais (ART) .1-Para distanciamento inferior a 3m (três metros).18.24. .13.14.1.15.15-Ser responsável por elevadores de cremalheira para transporte de pessoas e materiais > 18.

15. atendendo ao previsto nas normas técnicas da ABNT ou entidades internacionais por ela referendadas.18.15.5-Comprovar tecnicamente situações especiais que desobriguem a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento em plataforma de trabalho > 18.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão .47.18.2-Supervisão e responsabilidade técnica na instalação e manutenção de andaimes . os projetos.18-Telhados e Coberturas .18.15.18.20. .18.15.30. em caso de sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral da edificação .Elaborar e acompanhar projeto para sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos .1.21.1-Supervisão da execução e manutenção das instalações elétricas . .1-Gerar estudos de verificação estrutural.18.15.20-Locais Confinados . especificações técnicas e manuais de montagem.18.18.18.18. inspeção e desmontagem deverão ser revisados e referendados por profissional legalmente habilitado no país. outra entidade credenciada pelo CONMETRO. manutenção.47-Em caso de equipamento importado.30. operação.3-Supervisionar a instalação.21-Instalações Elétricas . ou ainda.15.1-Supervisionar monitoramente de substancias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.18.1-Dimensionar de forma segura dispositivo para trabalho em telhado e cobertura > 18..21. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.15.47.32.46-Inspeções periódicas de plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e plataforma hidráulica .18.

até o momento. Quanto ao PCMSO (NR-07) é obrigatório elaboração por canteiro de obra. no estabelecimento. fiscalizando as mais diversas atividades que ali acontecem. montagem e desmontagem deve designar pessoal com treinamento e qualificação para executar as atividades que sempre estarão sob supervisão de profissional legalmente habilitado. ser analisado à luz da responsabilidade de cada profissional atuante em canteiro de obra frente à Responsabilidade Civil e Criminal.Responsável pela manutenção. > Anexo III Plano de carga para Grua a) Item XI Responsabilidade . Quando o canteiro possuir mais de 20 (vinte) empregados registrados deverá providenciar o PCMAT (NR-18. desmontagem.3 e 18.Subitens 18.3.3.3.4 Condução de transporte coletivo de ser feita por condutor habilitado. A primeira providenciar é enviar para DRT a comunicação Prévia da Obra (NR-18.3. Depois. bem como entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório especifico. à disposição do Órgão Regional do MTE. Referências . (NR-7. desmontagem.4 .1). conforme NBR 5410 e 5419. montagem.18. devendo. c) Item XIII Documentação Obrigatória no Canteiro I Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica. Vamos analisar o que trata a NR 18. a partir da contratação de funcionários na planta. ou condomínio. como simples e óbvio.22-Maquinas Equipamentos e Ferramentas Diversas .11-Inspecionar máquinas e equipamentos > 18. Também deverá possuir um Médico Coordenador deste programa com até 10 (dez) funcionários.2). por alguns leitores. é responsável pela sua implementação e o Programa é integrado pelos seguintes documentos: • . telescopagens e manutenções devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART especifica para a obra e para o equipamento em questão.> 18. telescopagem. ascensão e conservação do equipamento. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 (PPRA) e ser mantido.1. O PCMAT não desobriga.Os serviços de montagem. b) Item XII Manutenção e Alteração no Equipamento Parágrafo 2°. quando iniciar a obra deverar ser elaborado o PPRA (NR-09). durante as atividades de manutenção. elaborado por profissional legalmente habilitado.22.25 Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores .1). • Esta tabela deve integrar o dia a dia de profissionais do SESMT que atuam em canteiros de obras.25.18. chegada de operacionalização dos dispositivos de segurança.B .PCMAT • A criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção sendo obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores. O empregador. em contato direto com os empregados. O assunto aqui abordado pode ser considerado. a elaboração do PPRA. ascensões. no entanto.

4. A definição de "Programa" é "exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema".Riscos de acidentes e doenças do trabalho. O PCMAT é único e completo por obra específica.2.Medidas preventivas. sua função de estabelecer regras que os protejam. independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço.7. d) Cronograma de implantação das medidas preventivas. nas atividades e operações. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa a apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa). visando a alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. . • O item 18.3 estabelece a necessidade do PCMAT em obras de construção. Entre as possíveis alterações.2 . durante a construção. Possíveis alterações nas atividades e no cronograma devem ser encaradas de forma natural. sendo uma obrigação dos profissionais ligados à Segurança no Trabalho conhecê-lo profundamente. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas e durante a implantação do PCMAT. Este tema merece mais análise. f) Programa educativo. é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. sendo demonstrada sua importância e. e) Layout inicial do canteiro de obra. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. O PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento.4.Áreas de Vivência .4 / Subitens 18. ou seja.3). o Programa específico aos serviços que ela executará.1 a 18. tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que.3. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. levando-se em consideração: . principalmente. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos.Item 18.a) Memorial sobre condições e meio ambiente do trabalho. Estabelecimento é uma obra individualizada. b) Projeto de execução das proteções coletivas. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. O PCMAT deve ser apresentado formalmente a todos os profissionais que na obra trabalharem ou influírem de um modo ou outro. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". ou obra. • • • • • Referências . c) Especificações técnicas dos EPC e EPI. aquele feito só para atender à legislação e à fiscalização. tendem a ocorrer. mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra/equipamento. estão as mudanças no cronograma.

Devemos observar a mudança de nome de "refeitório" para "local de refeições".14. As áreas de vivência. cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito de papéis usados junto ao vaso sanitário. É importante ressaltar que os banheiros não farão ligação com locais destinados às refeições e deverão ser independentes para homens e mulheres. Nas frentes de trabalho itinerantes.2.• Pesquisas de aplicabilidade da NR 18 sugerem que as áreas de vivência. Os pisos possuirão material impermeável e antiderrapante.4. resultando em comportamento abaixo do padrão. apesar de não estarem diretamente relacionadas à causas de acidentes.8 a 18. ainda têm um elevado nível de não conformidade. apesar de serem prioridade da fiscalização. Abaixo dois exemplos de bacia turca: • • • • Referências . Os vasos sanitários podem ser do tipo bacia turca ou sifonado (subitem 18.4. fronha e travesseiro. assim como fornecimento de lençol. apresentando falta de cumprimento de exigências bastante simples.1 .2. local de refeição e área de lazer para os trabalhadores. Os alojamentos dos canteiros de obras devem ter paredes de alvenaria. além de portas que impeçam o devassamento. assim como piso de concreto.2. em função do acréscimo da área de lazer. madeira ou material equivalente. em condições adequadas de higiene. As instalações sanitárias devem ter paredes de material resistente e lavável.Subitens 18.4. são utilizadas alternativas portáteis bastante higiênicas e confortáveis. podendo ser de madeira. • . cobertor. influenciam na sua maior ou menor ocorrência.Áreas de Vivência • Este item apresenta alterações importantes obrigando a existência de alojamento.2). Outra modificação foi a obrigatoriedade de ambulatório para frente de trabalho com 50 ou mais trabalhadores.6. madeira ou material equivalente e cobertura que proteja das intempéries. cimentado. visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a autoestima dos trabalhadores. tais como a colocação de suportes para sabonete.

É importante, também, ter área mínima de 3m² por módulo, cama e área de circulação. Vale ressaltar a proibição de três ou mais camas na vertical e de estarem situados em subsolos ou porões das edificações. A distância entre as camas e entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, de 1,20 m. Além disso, as camas devem ser de 0,80 m por 1,90 m.

Referências - Item 18.5 / Subitens 18.5.1 a 18.5.13 -Demolição

Desmoronamento e soterramento são os riscos principais e mais evidentes em obras de abertura de valas. Observe-se, por exemplo, o citado por Pfeil (1987) acerca de um grave acidente ocorrido na construção do metrô de Berlim, Alemanha. Neste caso as escavações foram levadas a uma profundidade maior que a programada, a chamada sobrescavação, chegando próximas à base de perfis verticais que sustentavam internamente as estroncas (a vala tinha argura de 21m). Assim, as bases dos perfis verticais ficaram praticamente livres, permitindo seu deslocamento vertical no sentido ascendente, causando a desestabilização das estroncas e o conseqüente colapso do escoramento causando a morte de 19 operários. Mais recentemente, o trabalho de Gawryszewski, Mantovanini e Liung (1998) acerca dos acidentes fatais do trabalho ocorridos em 1995 no Estado de São Paulo, aponta que 8,2% daqueles do setor da Construção Civil referem-se a soterramentos. Os Ministérios da Previdência e Assistência Social (MPAS) e do Trabalho e Emprego (MTE) apresentaram o Anuário Estatístico dos Acidentes de Trabalho 2000 (Portaria MPAS nº01, de 09/05/02), um documento específico para o setor de Segurança e Saúde no Trabalho. Conhecer aonde é que está o perigo é uma importante ferramenta para planejar e fiscalizar os ambientes de trabalho, embora não se possa esquecer que os dados colhidos não abrangem o universo total de trabalhadores, e sim, apenas aqueles cobertos pelo Seguro Acidente do Trabalho e com os devidos vínculos de empregos registrados em suas respectivas empresas. Estar ciente das conseqüências para tomar iniciativas que evitem os acidentes é de suma importância, pois eles saem muito caro. É um mau negócio para empresas, trabalhadores, governo e sociedade como um todo.
Casos de soterramento são observados em várias companhias de saneamento do país. O principal motivo para a ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo. A principal alegação das empreiteiras é que a instalação do escoramento é demorada, atravancando a continuidade da obra e atrasando o cronograma. Evidentemente, isto não procede, pois não se deve justificar a ausência ou precariedade das medidas de segurança em função de fatores econômicos e/ou de produção. Segundo dados de PROTEÇÃO (2004), no ano 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil no setor de saneamento, sendo a maioria por soterramento. A terceirização que vem sistematicamente ocorrendo no setor, em geral, leva à precarização das condições de segurança e saúde no trabalho, aliás, como é típico em outros setores econômicos em que este fenômeno vem surgindo no Brasil. O setor de saneamento é considerado tão problemático no país que em 2004 o

Ministério do Trabalho e Emprego priorizou a fiscalização nesta atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal. • Por fim, cabe destacar que os índices de acidentes de trabalho em escavação na indústria da construção civil é elevado no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, conforme Anuário anteriormente mencionado, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas atividades. Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado. Este tipo de trabalho deve ser realizado por empresa especializada. Deve ser sempre proibida a qualquer pessoa não autorizada, a entrada na área onde se faz a demolição. Os Riscos mais freqüentes em demolições são:

a) Danos causados nas estruturas vizinhas; b) Riscos específicos, como explosões, incêndios ou vibrações quando da utilização de explosivos ou utilização de lança térmica; c) Riscos associados à poluição sonora (ruído); d) Riscos associados à projeção de poeiras e partículas; e) Riscos de projeção de elementos demolidos; f) Riscos elétricos.
• As causas principais de ocorrência de acidentes são: falta de sinalização, delimitação e controle de acesso; sobrecarga de pisos com entulhos; utilização de andaimes mal ancorados ou escorados; não utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI); e ausência de informação para os riscos associados às demolições.

Referências - Item 18.6 / Subitens 18.6.1 a 18.6.3 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• A adoção da escavação manual ou mecanizada dependerá da natureza do solo, das características do local (topografia, espaço livre, interferência) e do volume a ser escavado. Deverão ser seguidos os projetos e as especificações no que se refere à locação, profundidade e declividade da escavação. Entretanto, em alguns casos, as escavações poderão ser levadas até uma profundidade superior à projetada, até que se encontrem as condições necessárias de suporte para apoio das estruturas. Sabe-se que há muitas incertezas na determinação dos parâmetros de rigidez e resistência do solo, pois este material diferentemente de outros como concreto, aço e madeira apresenta, em geral, uma elevada heterogeneidade. Diante destas condições, o estabelecimento da segurança dos membros estruturais requer mais atenção, com conseqüentes majorações dos coeficientes de segurança. Devem ser abordados os vários mecanismos de ruptura da contenção, tais como a ruptura geral, a ruptura de fundo, o piping e, com maior ênfase, as ruínas devido a esforços solicitantes elevados nos membros da contenção (paramento e escoramento). Os deslocamentos nas proximidades da vala que podem provocar fissuras nas edificações vizinhas também merecem atenção. Para tanto, é necessário que o método de cálculo da contenção adotado seja adequado ao porte e aos requisitos estipulados da construção, conforme Tacitano (2005).

Referências - Subitens 18.6.4 a 18.6.9 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• Quando necessário, os locais escavados serão isolados, escorados e esgotados por processo que assegure proteção adequada. As escavações com mais de 1,25 m de profundidade deverão dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores, independentemente da adoção de escoramento. As áreas sujeitas à escavação em caráter permanente deverão ser estabilizadas de maneira a não permitir movimento das camadas adjacentes. Em caso de valas, serão observadas as imposições do local do trabalho, principalmente as concernentes à segurança dos transeuntes e de animais. Nas escavações executadas próximas a prédios ou edifícios, vias públicas ou servidões, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem as ocorrências de qualquer perturbação oriunda dos fenômenos de deslocamento, tais como:

a) Escoamento ou ruptura das fundações; b) Descompressão do terreno da fundação; c) Descompressão do terreno pela água.
• • As grelhas, bocas de lobo e os tampões das redes dos serviços públicos, junto às escavações, deverão ser mantidos livres e desobstruídos. Quando o material for considerado, a critério da fiscalização, apropriado para utilização no reaterro, será ele, a princípio, estocado ao longo da escavação, a uma distância equivalente à profundidade escavada, medida a partir da borda do talude. Materiais não reutilizáveis serão encaminhados aos locais de "bota-fora" ou deixados ao longo da escavação. Em vias públicas onde a deposição do material escavado puder acarretar problemas de segurança ou maiores transtornos à população, a remoção e estocagem do material escavado para local adequado, para posterior utilização. Ao se atingir a cota de projeto, o fundo da escavação será regularizado e limpo. Atingida a cota, se for constatada a existência de material com capacidade de suporte insuficiente para receber a peça ou estrutura projetada, a escavação deverá prosseguir até que se possa executar um "colchão" de material de base, a ser determinado de acordo com a situação. No caso do fundo da escavação se apresentar em rocha ou material indeformável, sua cota deverá ser aprofundada, no mínimo, em 0,10 m, de forma a se estabelecer um embasamento com material desagregado de boa qualidade (normalmente, areia ou terra). A espessura desta camada deverá ser determinada de acordo com especificidade da obra. Em complemento à NR 18 item 18.6 apresentaremos as contribuições dos engenheiros Marcelo Tacitano, Lie Tjiap Liungs sobre o estabelecimento das condições mínimas de segurança e saúde na execução de valas. Além dos aspectos de dimensionamento anteriormente mencionados, requisitos construtivos devem ser observados para que os trabalhos de escavação de valas se processem dentro de condições aceitáveis. Assim, quando a profundidade de uma vala atinge 1,25m ou mais, é conveniente escorá-la, ou respeitar os ângulos de talude naturais; deve-se evitar a acumulação de material escavado e equipamentos junto à borda das valas, e no caso disto não ser possível, deve-se tomar as precauções que impeçam o deslizamento das paredes e a queda na vala de tais materiais; como norma geral, deve-se manter uma distância de aproximadamente metade da profundidade livre de carga e circulação de veículos; quando a profundidade de uma vala é igual ou superior a 2m devese proteger as suas bordas com um guarda-corpo ou sinalização adequada.

a qual deve ultrapassar em 1 metro a superfície da vala. Essas tubulações têm uma grande variedade de diâmetros e podem estar localizadas em ruas e avenidas. e se recomenda que o paramento da contenção ultrapasse em um pequeno trecho a borda da vala. • • • • Referências . as tubulações estão em uma profundidade de 60 cm.6. energia elétrica etc). as contenções ou parte delas são retiradas quando deixam de ser necessárias. telefonia.6. evitando a queda de objetos e materiais no seu interior. é colocada adicionalmente uma placa de concreto com a inscrição "COMPAGAS" acima da tubulação. As válvulas de serviço de alimentação normalmente estão nas calçadas a 60 cm de profundidade e possuem uma tampa de ferro fundido com a inscrição da companhia de gás conforme exemplo abaixo da empresa COMPAGAS. estas medidas podem sofrer variações. acostamentos ou junto ao limite da faixa de domínio de rodovias. tomando-se as mesmas precauções da fase de escavação. calçadas. as contenções devem ser revistas ao começar a jornada de trabalho e quando ocorrerem interrupções de trabalho de mais de um dia ou alterações atmosféricas como chuvas. martelos pneumáticos etc. deslocamento ou localização incorreta de certos membros e seqüências impróprias de trabalho. A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo. deve-se dispor de pelo menos uma escada portátil para cada equipe de trabalho. As empresas por ela contratadas também devem seguir estas normas. Toda a rede de gás possui sinalização externa através de placas de aviso. na rede residencial instalada nas calçadas. colocada acima da tubulação.Subitens 18.. as tubulações estão instaladas na profundidade de 1m. começando pela parte inferior do corte. devendo-se retirar a água não prevista o quanto antes para evitar a desestabilização da vala ou talude. existe uma fita plástica de segurança.1 . Os operários que trabalham no interior de valas devem estar devidamente informados através de instruções de segurança do trabalho e de medidas necessárias de proteção para cada risco específico. Fundações e Desmonte de Rochas • Os riscos críticos presentes nas escavações em via pública são a existência de tubulações de gás natural. deve-se revisar o estado dos cortes e taludes a intervalos regulares nos casos em que podem receber empuxos acidentais de veículos. Em locais como travessias de ruas e calçadas. tachões no piso de calçadas e de pinturas da presença da rede no piso asfáltico. Devido a inúmeras interferências e disposições de terrenos. As instalações de redes de gás são mantidas afastadas por. Se as deformações da estrutura de contenção não são as previstas. Entretanto. a não ser que sejam providas de instrumentos necessários para sua exaustão. Juntamente com Ministério Público do Trabalho. e não é a menor delas o método construtivo a qualidade do trabalho manual envolvido. os procedimentos de reaterro devem ser previamente planejados. é imprescindível a revisão minuciosa e detalhada antes de se reiniciar os trabalhos. De toda forma. Dentro da vala. 30 cm de outras infraestruturas subterrâneas (tubulações de saneamento.Escavações.10 e 18. balizadores. • • • .• Em caso de inundação de valas. Os empuxos do solo são afetados por muitas condições. grandes mudanças de empuxos podem ocorrer. não se deve instalar no interior de valas máquinas acionadas por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de carbono. vem atuando com rigor neste setor. um Termo de Ajustamento de Conduta foi acordado entre estes órgãos e a SABESB (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que sejam observadas as normas de Segurança e Saúde do Trabalho nos serviços em valas. Falta de procedimentos de inspeção adequados e liderança podem resultar em desconformidade em soldagens. Em geral. A rede de gás natural possui tubulações de aço carbono e de PEAD (polietileno de alta densidade). Fang (1991) alerta que deve ser lembrado que o projetista de estruturas de contenção geralmente tem pouco controle sobre a execução de seu trabalho. no mínimo. para que sirva como um rodapé. Normalmente.10. sendo necessário verificar a posição da tubulação no ponto específico de trabalho.

f) No caso de atingir as tubulações da rede de gás. bem como o GLP. somente efetue escavação manual. procure manter a sinalização da Rede de Gás Natural. b) Quando estiver a cerca de 50 cm da posição da tubulação de gás. ligando para o número da companhia de gás. a recomendação imediata é desligar . c) Quando estiver trabalhando paralelamente à tubulação de gás. g) Problemas. evitando possíveis acidentes com serviços futuros. consulte a empresa de gás. nesse momento. não faça o reaterro da vala sem que seja feita a análise da gravidade do incidente pelos técnicos da empresa de gás. no caso de uma máquina furar uma tubulação de gás. siga as instruções abaixo: a) Esteja seguro de que os trabalhos de escavação estão bem planejados e que dispõem de equipamentos para escavação manual nas proximidades da tubulação de gás. Antes de abrir qualquer tipo de vala próximo a rede de gás natural. de modo a assegurar que a presença da rede continue sinalizada. ele precisa de uma fonte de ignição. d) Durante a execução dos serviços. • O gás natural. consulte a empresa de gás sobre a presença da rede de gás no local.Tachão de piso de Calçada • Fita plástica de segurança Tampa de Ferro Fundido Placa de Concreto Para evitar acidentes em serviços de escavação junto à rede de gás. mesmo em caso de arranhões. isto é. Por isso. Tenha consciência de que o próprio calor das máquinas e a energia elétrica das baterias podem dar início a uma combustão. não é pirofórico. efetuar manualmente furos de sondagem para confirmar a posição da tubulação de gás. Se necessário. comprometem a segurança da população e dos consumidores de gás no futuro. e) Ao planejar serviços de escavação. não entra em combustão em contato com o ar. pois é grande o risco de explosão. solicite material de reposição com a COMPAGAS.

Em função das condições locais. estes deverão ser conformados utilizando-se pré-fissuramento ( detonação controlada do perímetro.imediatamente todos os equipamentos. O ar comprimido. serão obedecidas as regulamentações técnicas e legais concernentes à atividade. Essa lesão denomina-se. não deve ser usado para “Limpeza” de roupa de trabalho. Consultar a NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202 de 22/12/2006. As detonações deverão ser programadas para horários que não perturbem o repouso dos moradores das vizinhanças e que não coincidam com aqueles de maior movimento. comum em áreas de muita poeira que utilizam o ar comprimido para limpar a roupa. ou causar hemorragia interna ao penetrar nos poros. porque pode produzir borbulhas de ar que interrompe a circulação do sangue. Chame imediatamente os bombeiros.Escavações. Fundações e Desmonte de Rochas • Para a execução de tubulões a céu aberto. Sempre que for inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos. realizada antes da escavação). A detonação das cargas deverá. empregando-se o processo manual. poderá ser exigido o uso de redes de segurança. Pode empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais. Fundações e Desmonte de Rochas • Nas escavações com emprego de explosivos. Quando muito perto da pele. “embolia gasosa”.6. muitas vezes é usado de forma inadequada.6.6.11 a 18.20 da NR 18 e seus respectivos comentários apresentados mais adiante neste livro. romper um tímpano. A lesão poderá ser fatal se o ar chegar a penetrar em um vaso sangüíneo. Atos desta natureza podem acarretar sérias conseqüências a aqueles que por desconhecimento ou ignorar os preceitos de segurança venham a cometer estas imprudências.23.Escavações. que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos.20 a 18. Referências . isolar a área e utilizar água na forma de neblina para dispersar a nuvem de gás. ser precedida e seguida de sinais de alerta. a prática de atos inseguros pôr parte de alguns funcionários. quando houver risco para trabalhadores e terceiros. . Deverá ser apresentada a autorização do órgão competente para transporte. Sempre que for necessário preservar a estabilidade e resistência dos cortes executados em rocha. Um jato de ar comprimido pode resultar nos seguintes danos: o o Tirar um olho de sua órbita.Subitens 18. graxas e outras partículas muito pequenas que introduzidas sob a pele. mecânico (rompedor) ou pneumático (cunha metálica).Subitens 18.6.19 . Devido ao perigo que representa o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o “Corpo”. pode penetrar por um corte ou uma escoriação e insuflar o tecido humano (encher de ar). A carga das minas será feita somente por ocasião da execução dos trabalhos de detonação. será utilizado o desmonte a frio. No decorrer do desmonte a fogo. realizada durante a escavação) ou perfuração em linha. A área de fogo deverá ser protegida contra a projeção de partículas. Defesa Civil e a empresa de gás.1 . tirar pó ou sujeira “do cabelo ou do corpo”. • • • • o o Referências . a velocidades tão altas. ou seja. obrigatoriamente. Impurezas tais como: partículas de óleos. fogo cuidadoso cushion blasting (detonação controlada do perímetro. pelos poros. antes do início das detonações. jamais na véspera ou mesmo com simples precedência de horas. o escoramento deverá ser permanentemente inspecionado e reparado após a ocorrência de qualquer dano. podem causar inflamações nos tecidos. aconselha-se a leitura do item 18. a critério da fiscalização. armazenamento e uso de explosivos.

de modo a atender aos requisitos internos rigorosos de qualidade.6 .5 e 18.7. descargas elétricas. e as sobras de vergalhões devem ser recolhidas e depositadas em local apropriado. às vezes com conseqüências graves. A Petrobras possui critérios próprios de qualificação.1 e 18.11. Outros equipamentos também podem ser usados quando a operação assim o exigir: avental de raspa. após a ocorrência de um acidente.4 Operações de Soldagem e Corte a Quente • Recomendamos a leitura da NR 15 e seus comentários para um maior entendimento dos aspectos técnicos e legais envolvendo operações e atividades insalubres.6 . montado em um eixo que lhe transmite movimento rotativo e potência de corte.Referências . feitos geralmente por guindastes.8. é que sua real . O transporte de vergalhões ou armações.7.Carpintaria • A serra circular de bancada é uma máquina de corte.Item 18.8. projeção de partículas e incêndios. cuja ferramenta é constituída de um disco circular provido de arestas cortantes em sua periferia. instalação de extintor de incêndio (gás carbônico para a parte elétrica e água-gás para a madeira e a serragem). ruptura do disco.8 / Subitens 18.Subitens 18. como as fôrmas de madeira ou metálicas e impacto contra peças soltas. Em relação às medidas de proteção coletiva.11.5 . sendo o conjunto acionado por um motor elétrico. poderíamos citar entre as mais freqüentes: proteção das transmissões de força.3 a 18.Subitens 18.Item 18. • • • Referências . Nas áreas onde existe risco de incêndio ou explosão devido à presença de gases ou vapores inflamáveis deverá ser implementado sistema de permissão para trabalho. sendo os mais importantes o protetor facial contra a projeção de partículas e o protetor auricular. Infelizmente.7. Referências . ruído excessivo.11. Os acidentes envolvendo as serras envolvem a falta de aterramento da carcaça do motor e a falta de coletor de serragem. • • Referências . Os riscos mais freqüentes que encontramos no manuseio da serra circular são: cortes e amputações nos membros superiores. Os EPI devem ser utilizados no manuseio da serra circular.Armações de Aço • • Os trabalhadores devem ser treinados quanto ao uso correto da máquina de cortar e dobrar barras de aço. cobertura da serra circular.11. Referências .7.2 . deve ser feito com atenção para não atingir pessoas ou rede elétrica.7 / Subitens 18. o baixo cumprimento das exigências faz com que seu manuseio seja responsável por uma parcela considerável de acidentes. principalmente aquelas provenientes dos trabalhos de soldagem.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Uma medida importante para a prevenção de acidentes é a utilização de dispositivos de segurança em equipamentos de solda e corte.1 a 18.Carpintaria • Na serra circular. sapatos de segurança e máscaras contra poeira.1 a 18.11 / Subitens 18. somente. não existe muita conscientização sobre a importância deste acessório. sendo superado apenas pelas ferramentas manuais. aterramento elétrico. A qualificação dos soldadores pode ser feita através de cursos profissionalizantes do SENAI ou de acordos com os requisitos da Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagem (FBTS). Muitos ainda encaram este dispositivo de segurança como item supérfluo e. através de polias e correias.Item 18.

deixa em aberto em que tipo de gás deve ser usado tais dispositivos. Há. As funções básicas destes dispositivos de segurança são: a) Evitar o contra fluxo de gases: impede a reversão dos fluxos dos gases evitando a formação de mistura gasosa nos reguladores e instalação centralizada de gases. • No Brasil.6 apresenta a expressão no plural "as mangueiras devem possuir mecanismos contra o retrocesso de chama .. especialmente para acetileno e GLP (propano. muito embora existam dispositivos de segurança no mercado para oxigênio. butano. A obrigatoriedade dos dispositivos de segurança.11. propeno e buteno).. observada nesta NR. entendemos que estes dispositivos devem ser utilizados tanto para o gás combustível quanto para o oxigênio. dois tipos de dispositivos de segurança: dispositivos contra retrocesso de chama e Válvulas de Contra Fluxo. atualmente. . sendo obrigatória sua utilização em alguns países da Europa. Como o item 18.". • Dispositivos contra retrocesso de chama: É um dispositivo para conexão às fontes de gases combustíveis (cilindros e centrais de gases). Isto reduz o risco de explosão ocasionado por entupimento de bicos de maçaricos ou purga incorreta das mangueiras. centrais de gases e postos de serviços industriais. Estes dispositivos podem ser conectados na saída dos reguladores de pressão.necessidade é considerada. estes dispositivos sempre foram utilizados nos cilindros de gás combustível.

Nestes casos. c) Extinguir o retrocesso de chama: dependendo do fabricante. d) Travamento termo-sensível: dependendo do fabricante. Devido à sua finalidade.Subitem 18. com isso. devido à ação térmica sobre o aço. as válvulas de contra fluxo devem ser instaladas nas conexões de entrada do maçarico. ou mesmo por entupimento do bico de solda ou de corte. pois a mesma não consegue deter o retrocesso de chama em virtude dos elementos que constituem a sua parte interna sofrerem danos pelo calor de chama retrocedida. Neste caso. Vale lembrar que existe no mercado válvulas de contra-fluxo funcionando com dupla função. quando ocorrer um retrocesso de chama. em caso de defeito no maçarico. não se deve chamar de "balas" ou qualquer outro nome que não seja "cilindro de gás". existe o risco do uso de lubrificantes com hidrocarbonetos comuns. graxa. pois possui no seu interior um filtro sinterizado que extingue as chamas provenientes de um possível retrocesso de chama. tubulações e outros. solventes. impedindo que a chama atinja o regulador e o sistema de suprimento dos gases. Têm a função de evitar a entrada de gás de um sistema para outro.11. embora sejam bastante resistentes ao impacto mecânico. sua finalidade de aplicação é deturpada. • Válvulas de Contra Fluxo. utilizado no item 18. possuem um filtro metálico sintetizado (o mais eficiente é feito de aço inoxidável de alta capacidade de fluxo) capaz de extinguir a chama proveniente do retrocesso.000°C e a do hidrogênio/oxigênio em torno de 2. enquanto que o fluxo é interrompido pela válvula unidirecional.7.7 . O termo certo é "cilindro de gás". Ressalta-se que a temperatura de uma chama acetileno / oxigênio alcança 3. não é tecnicamente adequado.Operações de Soldagem e Corte a Quente • O termo "garrafa".100°C enquanto que a de GLP/oxigênio fica em torno de 2. Da mesma forma. • • • • .200°C. ou contra pressão na mangueira superior a 0. reguladores de pressão. possuem um dispositivo termo-sensível que corta o suprimento do gás em situações na qual a temperatura externa próxima ultrapasse 95°C. todo cuidado deve ser tomado na compra do dispositivo de segurança.02 bar. Porém. são pouco eficientes no caso de uma incidência direta de chama proveniente de um maçarico ou de um incêndio. a explosão dos cilindros poderá ocorrer em poucos minutos (no caso de uma chama de acetileno. sempre existirá o risco de explosão do cilindro. Leia atentamente as recomendações do fabricante quanto ao uso correto dos dispositivos de segurança. tais como: óleo. No caso anterior. em até cinco minutos). • • Referências .11. independentemente da presença de dispositivos de segurança. algumas válvulas unidirecionais ativam um bloqueio de contra fluxo cortando o suprimento de gás. principalmente válvulas. gasolina e outros. As válvulas de contra-fluxo mais simples são erroneamente consideradas e chamadas de "válvulas contra retrocesso de chama" e. No caso do oxigênio e de outros gases oxidantes. o resultado será uma explosão imediata do sistema.b) Evitar a contra pressão: dependendo do fabricante. Cilindros de gás.

O revestimento proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão.11. Pela AWS. NBR 12. o revestimento contém silicatos de sódio e potássio que ionizam a atmosfera do arco.Subitens 18.23 estabelece que os cilindros contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas. Observe as figuras ao lado. b) Funções físicas e mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do ar ambiente. calor e impactos acidentais. enquanto a solda está resfriando. sendo por isso um processo extremamente versátil e de baixo custo. Referências . evitando que em um eventual contato não haja a abertura de indesejáveis arcos de solda laterais. sem costura. Assim. químicas e metalúrgicas) terá a junta soldada. O eletrodo revestido consiste de um arame de metal. Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta metálica. não se utiliza gás.790 Cilindro de Aço Especificado. . que é o mesmo do material a ser soldado. este elemento é essencial para se obter uma boa solda. isola a alma do eletrodo. para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. com diâmetro variando entre 1.791 Cilindro de Aço. Veja a figura ao lado. para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. este processo é chamado Shielded Metal Arc Welding (SMAW). além de atender às recomendações do fabricante. As principais funções do revestimento do eletrodo são: • • • a) Funções elétricas (isolamento): O revestimento é um mau condutor de eletricidade.5 e 8 mm e comprimento entre 23 e 45 cm. Estima-se Esquema geral da solda por eletrodo que mais de 72% sejam comercializados no país através de revestido eletrodos revestidos (I Congresso Ibero-Americano de Soldagem). com um revestimento externo que define quais características (propriedades mecânicas.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Soldagem com eletrodos revestidos é definida como um processo de soldagem com arco. o item 22. formando uma escória de material não metálico que protege o cordão da oxidação pela atmosfera normal.9 . dando origem a um arco estável.725 Conexões e Roscas para Válvulas de cilindros para Gases Comprimidos. Já na ionização. O potássio e o sódio são elementos importantes na soldagem porque a atmosfera ionizada por eles facilita a passagem da corrente elétrica. no qual a união é produzida pelo calor do arco criado entre um eletrodo revestido e a peça a soldar. Neste processo.11. Neste processo. O revestimento se funde e depois se solidifica sobre o cordão de solda. e NBR 11.• Usando a NR 22 como referência técnica. recoberta por uma camada de fluxo aglomerado (revestimento).8 e 18. sem costura.11. pois a proteção contra as contaminações trazidas pelo oxigênio e nitrogênio (corrosão e fragilidade no cordão de solda) são feitas pelo próprio revestimento do eletrodo. bem como observar o estabelecido nas NBR 12. Ele tem como característica principal a possibilidade de soldar diversos tipos de materiais por conta das inúmeras formulações diferentes na fabricação dos eletrodos.

muito embora com a prática esta seja posta de lado (veja figura abaixo). conseqüentemente. além de reduzir drasticamente o tamanho e peso do equipamento. • Entre as fontes para este processo. quanto de operação e manutenção. duas configurações tradicionais podem ser utilizadas: unidades geradoras ou transformadoras-retificadoras. • • • • . Outros ainda incorporam pó de ferro para aumentar o material depositado e. No caso de corrente contínua. através de placas eletrônicas. A segunda é a preferida.c) Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. (Risco de choque elétrico). de maneira a alterar as propriedades da solda. reduzida manutenção e menor barulho em operação. quanto mais fina a regulagem melhor a soldabilidade). fazem este controle com perfeição. sendo que essa é a grande dificuldade deste processo. Porém. tanto do ponto de vista de investimento inicial. Ela emprega como combustível o diesel e algumas fontes podem gerar energia elétrica para alimentar até cinco chuveiros funcionando ao mesmo tempo. particularmente onde um suprimento de eletricidade não esteja disponível. a eficiência da solda. Estas vantagens se devem à forma construtiva do equipamento e a um número mínimo de partes móveis. É o princípio de operação das inversoras. ela deve preencher algumas exigências: a) A tensão deve ser baixa. poderíamos citar o transformador para corrente alternada. Esses elementos podem ser incorporados ao revestimento para substituir o que se perdeu com a queima do mesmo (um exemplo: o cromo na solda em aço inox). por seu baixo custo de operação. Este equipamento tem uma grande utilização na soldagem industrial. que é a configuração mais simples e barata. Nunca se deve testar eletrodos em cilindros de gases ou qualquer outro equipamento que não seja a peça de trabalho. mas suficientemente altos para reabrir o arco e proporcionar adequada elevação da tensão do arco após o curto-circuito. que. d) O circuito será protegido contra curto-circuito e a fonte deve suportá-lo. e) A corrente de solda deve apresentar bastante regularidade. c) A corrente de soldagem deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes eletrodos (para soldar eletrodos com diâmetros e materiais diferentes. é preciso tocar (riscar) a peça com o eletrodo e manter uma distância adequada para a manutenção do ambiente ionizado (arco de solda). até mesmo no caso de elementos que sejam altamente voláteis. a estabilidade do arco é obtida limitando-se os picos de corrente durante o curto-circuito a níveis suficientemente baixos para alcançar reduzido volume de respingos. b) A intensidade de energia deve ser alta para manter o arco de solda aberto. • Para que uma fonte elétrica possa ser utilizada para os processos de soldagem. Para iniciar o arco de solda. A primeira delas é mais usada em canteiros de obra. o inconveniente é o barulho feito por este equipamento que é muito grande. Durante a soldagem.

E Ni-Cl / E NiFe-C.8 a 6. de modo geral. Para estas situações.Ignição do Eetrotodo Revestido. os `controladores´ podem ter problemas sérios na vista por não observar este detalhe.10. Em algumas indústrias. Soldagem com eletrodos revestidos Faixa de 0 de eletrodo Faixa corrente utilizada (~) No da lente utilizada 1. Embora este processo não seja automático. Eles servem para efetuar o revestimento em peças que foram danificadas pela corrosão. o tipo de FoFo soldável . a exposição contínua à radiação de solda (principalmente quando há altas correntes de soldagem). pois se usarmos somente os óculos de segurança (que também são indispensáveis por conta da escória a ser retirada) a pessoa ficará marcada pela radiação não ionizante. além de ser desejável um filtro para respiração.6. foram desenvolvidas máscaras especiais que somente escurecem no instante da soldagem. Rampas e Passarelas . como a nº 12.6 a 4. 2. e touca de soldador (essencial quando a solda for na posição sobre a cabeça). 2.1 Escadas.0 4. mas para seu serviço o eletrodo adequado é o E 6013 (chamado de `ponta amarela´ por certo fabricante). botas de segurança. É imprescindível ter exaustão dos fumos de solda.9 a 9. O setor de manutenção de uma indústria utiliza os mais variados tipos de eletrodos (desde aquele para a soldagem em ferro fundido. Atenção especial deve ser dada quando o soldador for trabalhar confinado. As serralherias.5. até aço carbono.12. empregam os diâmetros menores (1.4). ainda existem diversas aplicações para ele. ou para prevenir o desgaste pela utilização (dentes de trator. facilitando muito o trabalho. luvas de raspa.Item 18. • • • Referências . aço inox e alumínio). Alguém pode alegar que não se enxerga nada com lentes.0. principalmente em se tratando do enchimento de falhas e `falta de fusão´.1 a 18. porque senão a radiação seria transmitida da mesma forma!). utilizam este processo por ser mais barato e eficaz.12 / Subitens 18.12. rodas de trem etc). A máscara neste processo de solda é indispensável.5 • 70 a 160 A 190 a 250 A 320 a 380 A 10 12 14 O posto de solda também deve ser protegido por cortinas plásticas que impeçam a passagem dessa radiação. perneiras de raspa. Normalmente. e quem já soldou sabe que isto é bem verdade (ainda bem. isto é. rolos de moenda na indústria açucareira. • O material de segurança basicamente consiste em: óculos de segurança e máscara de solda (com as lentes conforme tabela abaixo). avental de raspa.0 7.

e não apresentam nós e rachaduras (caso feitas de madeira). o equilíbrio torna-se precário. quando uso em pátio externo. h) É obrigatório o uso de cinto de segurança preso à estrutura mais próxima. d) Para subir. As escadas de mão. verificando-se os seguintes itens: Defeitos na madeira. g) As escadas de abrir não devem ser usadas como escadas de encostar. . Quando uma escada não está fixada no piso. e) As escadas de abrir devem ser abertas até o fim do seu curso. antes de serem usadas. montantes iguais. fibras no sentido transversal. fibra de alumínio e fibra de vidro. nós. com o fecho do tirante limitador bem encaixado. a fim de impedir o movimento acidental da escada. em altura superior a 2m do chão. por meio de cordas. espaçamento uniforme entre as travessas. As escadas de mão devem ser sempre inspecionadas antes do uso. j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer. É proibido prender na própria escada. fendas. c) Não subir em escadas portando objetos. aço. 300 mm de eixo a eixo e de. crava-se uma estaca no solo.• As escadas são construídas geralmente de madeira. b) Nunca ficar sobre dois degraus da escada. 300 mm. é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha o valor aproximado de 75º. Escadas mal construídas. para escadas de até 3 m de altura. ou carregue-os em uma bolsa presa à cintura. Para maior estabilidade da escada. Os seguintes procedimentos de segurança devem ser seguidos: • • • a) Não usar uma escada que não esteja em perfeitas condições de utilização. ao qual será amarrada a escada. deve-se colocar calços de borracha nos pés para evitar que a escada escorregue. emendas iguais. no mínimo. Os pontos mais importantes para se obter uma utilização segura da escada de uso individual estão relacionados ao comprimento da escada. Suspenda-os por meio de corda. As escadas de mão também têm recomendações para auxiliar a inspeção antes de cada uso. base antiderrapante em todos os degraus. apodrecimento geral. apresentam as seguintes características: travessas iguais. rachaduras. espaçamento dos degraus de. quando construídas corretamente. ao ângulo que ela forma com o piso e aos sistemas de fixação na superfície inferior e superior. apoiar firmemente os pés nos degraus e usar ambas as mãos para segurar-se. i) Nunca subir em escadas com sapatos escorregadios ou sujos. podendo variar entre 65º a 80º . no máximo. f) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas. Nesta posição. Principalmente no uso dos degraus superiores. e calço de borracha nos pés da escada. para evitar a quebra de polias e a danificação dos engates. mal conservadas e mal utilizadas podem representar um perigo extremamente sério.

12. para evitar o deslocamento. barro etc). Quando não for possível se apoiar uma escada na inclinação recomendada. ou retiradas de serviço. quebradas ou defeituosas devem ser inutilizadas e substituídas. devido à possibilidade de quedas de materiais.Escadas. Não será utilizada escada de mão com montante único. o) Os degraus das escadas estarão livres de substâncias que provoquem escorregões (óleo. com a base aproximadamente a um quarto do comprimento da escada na vertical. As escadas de mão extensíveis possuirão roldanas. As escadas de mão portáteis.1 a 18. Rampas e Passarelas • • As escadas de mão portáteis devem ser consertadas sempre que for verificado qualquer defeito. Subir ou descer em escadas portáteis deverá ser uma ação feita sempre de frente para elas. Escadas retas devem atingir pelo menos 1 m acima da plataforma ou patamar em que estão apoiadas.6 / 18.l) Em trabalhos elétricos. Extensões provisórias são perigosas e proibidas. Quando outra pessoa não estiver segurando a escada. feitas em fibra de vidro. sendo que as cordas devem ser inspecionadas freqüentemente. Escadas fixas verticais ou tipo marinheiro devem ter guarda-corpo a partir da altura de dois metros do piso. a mesma deve ser amarrada no apoio superior para evitar tombamento para trás ou escorada na parte inferior para se evitar o escorregamento. guias e ancoragem adequada. p) Olhar para a escada e usar ambas as mãos ao subir ou descer. Estes serão suspensos separadamente. O mesmo se aplica a poços ou torres de elevador.6. Não se deve subir em escadas de mão carregando ferramentas ou materiais. devem ser utilizadas escadas de mão do tipo não condutora. água.6.Subitens 18. com o funcionário usando cinto de segurança tipo pára-quedista. q) Ao fixar esta escada.12. n) A base das escadas deve ser equilibrada firmemente no piso. duas catracas automáticas e corda para a manobra de extensão. Somente devem ser usadas escadas de comprimento compatível com a altura da superfície que se irá trabalhar. As escadas de mão portáteis não devem ser colocadas próximas a portas ou áreas de circulação. madeira ou outro material não condutor de eletricidade preferivelmente. devem ser amarradas por um tirante a um pilar interior. Referências . quando utilizadas próximas da laje. m) Escadas rachadas.12. é necessário o auxílio de outra pessoa. Deve-se ter o cuidado de não largar ferramentas • • • • .6 . esta deve estar fixada por braçadeiras na parte inferior e amarrada na parte superior. a menos que haja sinalização. Escadas duplas não serão utilizadas como escadas simples. As escadas serão guardadas ao abrigo do sol e da umidade.

acima dela. pelo menos. A falta de proteções contra quedas faz com que este tipo de acidente seja a primeira causa de acidentes graves. Foi criada uma plataforma terciária. O mesmo procedimento deve ser seguido na passagem de um lado para o outro em escadas duplas.70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário.20 m para o travessão superior e 0.13. É muito comum nas empresas a emissão da PT por um tempo em que o trabalho será realizado.11 .13. devem. Referências . Para garantir a eficácia da Permissão para Trabalho. em balanço. Nunca deslocar uma escada sem descer. atividades não rotineiras.2 a 18. esta deve ser revalidada diariamente. contadas a partir da plataforma principal. c) Os vãos entre travessas deverão ser protegidos com tela ou outro dispositivo que garanta seu fechamento com segurança.Subitens 18. pois as condições da operação podem mudar. Suas dimensões são as mesmas da antiga NR 18.50 m de projeção horizontal e a ser colocada na altura da primeira laje.ou materiais nas escadas.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • • A altura do fechamento dos vãos de acesso às caixas dos elevadores passou a ser de. passou a ter 2.4 . Estes vãos serão seguramente fixados à estrutura. também.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • As proteções contra quedas de altura são os maiores problemas nos canteiros de obra. mesmo existindo procedimentos. • Referências .5 a 18. devem ser acompanhadas de uma permissão para trabalho. a um pé-direito acima do nível do terreno. • • • • . Desta forma. 1.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • O trabalho em altura é um dos agentes da fatalidade. podendo ser retiradas nas mesmas condições das plataformas secundárias. colocadas de 3 (três) em 3 (três) lajes.20 m. no mínimo. o perímetro da obra deve ser fechado com tela.13. O sistema de guarda-corpo e rodapé a ser utilizado na proteção contra quedas de altura passou a ser assim: a) Altura de 1. Esta plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo do prédio. a revalidação diária será fundamental para que as recomendações sejam atendidas. Esta rotina permite que todos os controles de segurança sejam revisados e que todas as pessoas estejam conscientes dos riscos da operação. Além das plataformas principal e secundária. ser instaladas logo após a concretagem da laje a que se referem e retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída. que esteja. • A plataforma principal de proteção.20 m (vinte centímetros).Subitens 18. sem necessidade de complementação com tela.13. Neste caso. estiver concluído. para edifícios com pavimentos no subsolo.13 / Subitem 18. b) Rodapé de 0. conhecida como bandejão. As plataformas secundárias.13. É o que chamamos de riscos dinâmicos.1 . a ser instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes.Item 18. Referências . conhecidas como apara-lixo.

20 m (dois metros e vinte centímetros) de projeção horizontal e obedecer às mesmas prescrições estabelecidas para as plataformas secundárias quanto à sua colocação e retirada. no mínimo.Redes de Segurança .Subitens 18.26 . Guarda-corpo metálico com sargento Guarda-corpo metálico com escoras Guarda-corpo de madeira com montant metálicos Guarda-corpo de madeira Guarda-corpo de alvenaria estrutural Galeria aixa de elevador (metálica) Caixa de elevador (madeira) Proteção shaft de ventilação de escada Referências . 2.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura .13.12 a 18.12.• Estas plataformas deverão ter.13.

• A Portaria MTE 157 também admite no item 18.Item 18. Por similaridade técnica. os contratos são padrões e genéricos.13. Normalmente.7.2). composto de elemento forca. sugerimos o uso da • .14. • • • Exemplos de aplicação de redes de segurança Referências . se respeitadas as normas técnicas específicas. de forma a garantir que os trabalhos a ser realizados pelas empresas serão feitos por pessoas qualificadas.7 da NR 18. além de projeto assinado por profissional legalmente habilitado: rede de segurança.1 a 18. porém é preciso explicitar a qualificação necessária para o trabalho. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. 325KB). cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede. conjunto de sustentação.Subitens 18.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Tomando como referência a NR 22. item 22. Íntegra da portaria: DOU de 10 de abril.14 / Subitens 18.2 a 18.14. O sistema é autorizado para após as fases de estrutura e vedação periférica. Para isso.13. Para isso. grampos de fixação do elemento forca e ganchos de ancoragem da rede na parte inferior. destacamos que os profissionais qualificados são aqueles considerados legalmente habilitados (item 10. A Portaria MTE 157/2006 altera ainda vários itens do glossário da NR 18 que estão inseridos no final da descrição das alterações acima.20 .14.12 o uso de redes de segurança como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção. a nova regra exige que tenha. Sempre existiu grande dificuldade das empresas em encontrar referências técnicas para fundamentar algumas práticas para o transporte vertical de pessoas. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. O sistema já provou ser eficiente também para evitar quedas humanas.14.1.8. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura. recomendamos que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim.13. previstas no item 18. O contratante de serviços especializados aplicáveis à NR 18 e aos demais NR deve estar atento aos requisitos de contrato. por profissional legalmente habilitado.2 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Mais uma vez. • Referências . fixação e ancoragem e acessórios de rede.

Fonte: Genie . e) Proteção lateral que impeça o acesso acidental à área externa. que determina que o transporte vertical de pessoas.7. d) Teto resistente. h) Distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola. PTA é o equipamento móvel.14. i) Fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade. • A Portaria 15. só serão permitidas em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características: a) Altura mínima de dois metros. c) Manter-se fechadas durante a operação de transporte. f) Iluminação. de 03/07/07 aprovou o Anexo 1 da NR 18 que regulamenta o uso das Plataformas de Trabalho A (PTA) éreo no Brasil. item 22. dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura. Trata-se de um manual de normas técnicas que estabelece os parâmetros de segurança desse tipo de equipamento e especifica os responsáveis por todos os procedimentos de manutenção e operação. g) Acesso convenientemente protegido. b) Portas com trancas que impeçam sua abertura acidental. com corrimão e saída de emergência.A Terex Company . j) Sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque. autopropelido ou não. capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado. Desta forma.NR 22.

devidamente capacitado pelo empregador. O subitem 18. Segundo a norma. é bastante clara: “É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”. possibilitando sua utilização em mineradoras. oferecendo segurança e atendendo a todas as necessidades de uma obra.14. Além disso. realizar todos os procedimentos de inspeção e manutenção do equipamento.22 a 18. O elevador a cabo apresenta uma nova opção cuja cabina semifechada para transportes de materiais recebe fechamento lateral e portas. • Atualmente. em seu artigo 2º. cimenteiras. Esse sistema reúne vários benefícios conseguidos nos últimos anos com a melhoria dos dispositivos de segurança automática ou manual.1 a 18.• A NR-18. refinarias. proíbe definitivamente o uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante. Só poderão ser utilizados equipamentos apropriados.Torres de Elevadores • Os elevadores convencionais de obra a cabo são equipamentos de uso constante em obras para o transporte vertical de pessoas e materiais. Não há outra forma de acionamento emergencial deste equipamento. não compreendem quais riscos humanos e perdas econômicas ela pode evitar. Este é um importante avanço.Subitens 18. transformando-se em cabina fechada. da Portaria MTE 157/2006. está minuciosamente descrita na NR-18. e ao fato de que muitos empresários ainda não estão convencidos da necessidade da sua utilização. tracionado por sistema pinhão e cremalheira. A norma exige que o proprietário da plataforma mantenha um programa de manutenção preventiva.Subitens 18. por ser o dispositivo mecânico comprovadamente inseguro.4 . Existe um tipo de elevador.22. quando presente. a qual é ainda pouco encontrada nos canteiros e. e a cabine acaba se precipitando em queda livre. que pode transportar de uma só vez de dez a 40 passageiros. cabe ao operador da plataforma. Toda a operação da plataforma. • Referências .4.20 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . desde sua velocidade de deslocamento até a sinalização da área de trabalho.21. certificando-se do perfeito ajuste e funcionamento de todos os seus sistemas. nem sempre funciona devidamente. decorrência do reduzido número de fornecedores. A falta de utilização da cancela deve-se ao relativo alto custo de aquisição. em situações nas quais o cabo de aço não é totalmente rompido.14.14. • .21 / 18. o operador também deve ser treinado.14. pois a partir de agora ficou claro que não há mais espaço para improvisações nas obras. Ela é clara quanto à obrigatoriedade do uso de cintos de segurança e proíbe que a capacidade nominal de carga definida pelo fabricante seja ultrapassada.14. sobre os princípios básicos de segurança. existem elevadores com cabinas mais leves. executado por pessoa qualificada e que siga as recomendações do fabricante. de acordo com o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . Alguns guinchos permitem transportar até dez passageiros ou 800 kg com segurança e eficiência. Pode ser utilizado tanto em obras civis quanto em plantas industriais. letra e. inspeção e operação.Elevadores de Transporte e Materiais • • Os elevadores de carga exigem a utilização da cancela.14.22. ou seja. dotados de dispositivos de segurança que garantam uma operação segura e eficiente. senão a falta completa de tensão no cabo de aço.21. siderúrgicas etc. • Referências . resistentes e seguras.

Elevadores. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. A qualificação deve ocorrer através de cursos regulares. São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros). • Referências . Por similaridade técnica. ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino.22. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas. fica proibida a utilização de sistema de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra. eletricistas de redes elétricas. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item 10. o entendimento técnico e o legal explicitam a necessidade de usar serviços realizados por profissionais legalmente habilitados em cursos específicos. além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva). eletricistas de iluminação pública. emitido por empresa legalmente habilitada. do qual constarão os métodos de ensaios adotados. reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura. Segundo a Portaria 157/06.• A nova regra obriga a sua substituição pelos elevadores de obras com sistema eletromecânico para o acionamento do freio. A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional. Também se tornou obrigatória a apresentação de Laudo de Capacitação Técnica do equipamento. 789KB).Subitens 18.2). A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . poderíamos usar o mesmo entendimento da nova NR 10. a qualificação pode ocorrer em três níveis.8.Elevadores de Transporte e Materiais • Conforme Portaria 157. entre outras (ver CBO 7321).5 a 18. emitido por empresa legalmente habilitada. estabelecida no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas). que passa a atuar efetivamente em situações de emergência.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . instalador de linhas subterrâneas. com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas. cargas horárias e matérias ministradas. instaladores de linhas elétricas de alta e baixa tensão. Desta forma. Cada vez mais. com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação. telefônicas e de comunicação de dados. . de 10 de abril de 2006 (Art 3º).22. Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos. devendo constar da descrição dos métodos utilizados para os ensaios adotados. Todos os trabalhadores são considerados profissionais qualificados: • • • • • • a) Através de Cursos de Preparação de Mão-de-obra.14.14.9 . a eficiência dos sistemas de frenagem automática deverá ser comprovada através de "Laudo de Capacitação Técnica".

Gruas • Equipamento que faz todo o transporte horizontal e vertical da obra.23 a 18.Subitens 18.Subitens 18.24. 2032. h) Usar concreto bombeado. que sustenta o mangote de saída do concreto.14. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1.23. telecomunicações.200 horas.14. eletromecânica.Elevadores de Passageiros • Texto da alínea (b) alterada pela Portaria MTE 157/06. eletro-eletrônicos. supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303).17 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas .b) Através de Cursos Técnicos ou Técnicos Profissionalizantes. São exemplos os tecnólogos de nível superior: engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas. estoque ou uso. Na carteira profissional.Movimentação eTransporte de Materiais e Pessoas . pilares etc. lajes. Isto é. Referências . Referências . lajes etc. Estes equipamentos são usados para: a) Auxiliar na carga e descarga de materiais dos caminhões.14. e) Auxiliar na montagem e desmontagem das fôrmas em madeira ou chapa de ferro. c) Cursos Superiores plenos ou não.24. É o primeiro equipamento que entra na obra e o último que sai. b) Deslocar o material na obra para melhor posicionamento.14. eletrotécnicos. mecatrônicos. A ART é também um instrumento pelo qual o CREA fiscaliza a atividade de seus associados e garante que profissionais não habilitados realizem serviços para os quais não sejam habilitados.14. São exemplos os técnicos. d) Transporte das armações de ferro para fundação. encarregados de manutenção e montagem. vem descrito suas habilitações.5 . 2143). em eletricidade. c) Transportar materiais pré-moldados (vigas. eletrônica. facilitando seu posicionamento. em função dos acidentes fatais envolvendo sistemas de elevação de pessoas. eles são capazes de realizá-los. g) Transportar das caçambas para concretagem. f) Transportar até a laje a ser concretada. porém não são habilitados (não têm diploma). . ). e de telecomunicações (ver CBO 2021. eletrotécnica.24 /18. mecatrônica. • A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é a garantia da empresa que está contratando um profissional habilitado para executar tais serviços. dos tambores d´água para molhar as fôrmas.1 a 18. projetistas técnicos.

ou seja não é possível aumentar sua altura nem sua distância de alcance. m) Transportar os materiais de acabamento interno até as plataformas ou sacadas. r) Auxiliar no transporte horizontal e vertical de qualquer material ou máquina necessária à obra. automontante.É um equipamento normalmente pequeno. ascensional. adaptando-a a uma nova situação de obra. j) Ajudar na pré-montagem e desmontagem dos elevadores de carga. primeiramente. .i) Transportar os andaimes. permitindo a utilização do concreto convencional.A altura e lança deste tipo de grua são fixas. k) Transportar tijolos ou blocos paletizados. RB 822. > Grua Móvel . t) Para escolher o tipo de grua. que pode ser rebocado e transitar pela vias públicas e/ou no canteiro de obra. é necessário conhecer os vários tipos existentes: móvel. . l) Transportar argamassa nas caçambas até as plataformas ou sacadas . q) Descarregar o entulho na limpeza do prédio. s) Economia na redução do tempo de execução da obra e na redução do custo das tarefas executadas. o) Transportar das plataformas de descarga de um andar ao outro.Os modelos da linha FM são: RB 516. montado sobre rodas. p) Auxiliar no transporte de componentes mecânicos no término da obra. além da mão-de-obra com seus encargos e do concreto. fixa. n) Transportar o material de acabamento externo até os andaimes. Nos dois casos. RB 1030 (catálogos anexos). a grua deverá sempre ser desmontada e remontada na nova locação. fixamóvel.

montando. A vantagem seria de evitar interferência com o cronograma de montagem do elevador. . elementos de torre até alcançar a altura necessária.Uma vez definido o alcance necessário. Monta-se como fixa e depois através de um sistema hidráulico. a grua inteira será levantada para as lajes superiores e amarrada novamente a duas delas.. Cada vez que for necessário. monta-se a lança que ficará fixa até o final da obra. O comprimento dos elementos varia entre 3 m e 6 m. a base deverá ser estaqueada para manter a estabilidade da grua carregada em sua pior condição de trabalho. MI 1640. é possível abrir nele um espaço das mesmas dimensões de um poço de elevador e montar a grua neste. 18 metros). Será sempre montada na área externa da obra. . MI 1230. . em geral. A limitação é de poder atender somente a um prédio por vez e o alcance para atingir a área de estocagem dos materiais a serem levantados fica limitada à diferença entre o comprimento da lança e a parte ocupada pela . amarrando a torre através de cravatas a duas lajes e com a grua seguindo o crescer do prédio. em função do modelo da grua.É um equipamento cuja torre é de altura definida (normalmente.Sua altura inicial será aumentada ao crescer da construção. . Em função do terreno. apóia-se sobre patolas que devem estar sobre bases que forneçam as maiores garantias de estabilidade do equipamento em movimentação de trabalho. é no poço do elevador. > Grua Fixa . montado sempre na área externa da obra e fixado em uma base de concreto de tamanho variável em função do modelo da grua.É um tipo de grua de tamanho maior. MI 1040. MI 2048. > Grua Ascensional .Quando montada na obra.Quando a laje não for pré-moldada. através de um procedimento especial. Os modelos da linha FM são: MI 1025.Sua utilização é especifica para prédios. Esta operação é conhecida como "telescopagem " e deverá ser feita por técnico experiente. Sua locação.

permitindo o reboque dentro da obra e nas vias públicas (existe claramente uma limitação na velocidade a ser alcançada ).A mobilidade sobre trilhos tem uma limitação de configuração do equipamento: a altura não poderá ser superior a 30 m. Quando a lança for de . . MI 1040. para dar toda a estabilidade possível. . > Grua Automontante . .Os modelos fixos. este modelo também deverá ser alocado na área externa do prédio e ser amarrado às lajes após os primeiros 30 metros de altura com "cravatas". . podem ser todos montados sobre trilhos aplicando na base da grua acessórios conhecidos como "truques". citados acima no item Fixa.000 kg.Como o equipamento fixo. após montada a lança. portanto. poderá correr sobre trilhos. levantando na ponta 1.área do prédio. .Na linha da FM. Sua altura pode alcançar até 80 metros montando elemento após elemento de 6 metros de comprimento. possibilitando o atendimento de várias construções ao mesmo tempo ou separadamente.A base dela tem quatro patolas e. procedendo da mesma maneira que para grua FIXA. > Grua Fixa-Móvel . Portanto. É um modelo muito interessante que agrupa as vantagens oferecidas pelas gruas FIXA. normalmente em número de 4 (um par para cada extremidade da base .A torre composta por dois elementos telescópicos é montada em chassis dotado de quatro rodas pneumáticas.Ela vem preparada para receber em sua base quatro truques. MI 1230. a grua levanta até 18 metros de altura. pode trabalhar como grua fixa sobre bases de concreto. Os modelos disponíveis na linha FM são: MI 1025. O comprimento máximo da lança é de 35 metros.dois motorizados com motores elétricos e dois não motorizados) que permitem o translado da grua ao longo dos trilhos. é melhor identificada como AM 1230. para distâncias de até 100 m. Por intermédio dos comandos elétricos. MÓVEL e FIXA/MÓVEL.

Conhecendo os tipos de grua e as necessidades da obra. a escolha.Quando montada como Fixa. . levantando 1. a carga aumenta para 1.Alcance da Lança. . poderemos melhor identificar qual o equipamento mais apropriado para satisfazê-las. industrias e prédios altos. área de descarga dos mesmos e prédios a serem atendidos. Uma vez identificado o tipo de grua.Peso máximo a ser levantado na ponta extrema da lança.30 m. Não podemos esquecer de avaliar o tipo de construção que a empresa faz.200 Kg. tais como: .900 kg. . Já o comprimento mínimo da lança é de 20 metros. levando-se em conta a localização da área de estocagem dos materiais.Ao se construir prédios baixos. será diferente. . conhecer as necessidades das operações. Na mesma obra.Pela descrição acima. . inicia-se a terceira etapa96252512: análise dos fabricantes e proveniência. é fácil entender a flexibilidade da AM 1230 em vários de tipos de obras: prédios populares de 4 a 5 andares. obras públicas baixas e compridas etc. a base de concreto utilizada nas gruas fixas será substituída por lastro de concreto sempre reaproveitável. . será feita uma escolha. prédios altos. obviamente. Se ela constrói somente sobrados. Em segundo lugar.Altura da construção (atenção levar sempre em conta a caixa d´água ou a parte construída mais alta) . podem ser alocadas várias gruas de modelo e tamanho diferente.

ANEXO III PLANO DE CARGAS PARA GRUAS I - DADOS DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO(s) EQUIPAMENTO(s): nome do empreendimento, endereço completo e número máximo de trabalhadores na obra. II - DADOS DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA OBRA: razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA. III - DADOS DO(s) EQUIPAMENTO(s): tipo; altura inicial e final; comprimento da lança; capacidade de ponta; capacidade máxima;

alcance; marca; modelo e ano de fabricação e demais características singulares do equipamento. IV Não havendo identificação de fabricante, deverá ser atendido o disposto no item 18.14.24.15. V - FORNECEDOR(es) / LOCADOR(es) DO(s) EQUIPAMENTO(s) / PROPRIETÁRIO(s) DO(s) EQUIPAMENTO(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico (se houver) e Responsável Técnico com número do registro no CREA. VI - RESPONSÁVEL(is) PELA MANUTENÇÃO DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VII - RESPONSÁVEL(is) PELA MONTAGEM E OUTROS SERVIÇOS DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; facsímile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VIII - LOCAL DE INSTALAÇÃO DA(s) GRUA(s) Deverá ser elaborado um croqui ou planta de localização do equipamento no canteiro de obras, a partir da Planta Baixa da obra na projeção do térreo e ou níveis pertinentes, alocando, pelo menos, os seguintes itens: a) Canteiro(s) / containeres / áreas de vivência; b) Vias de acesso / circulação de pessoal / veículos; c) Áreas de carga e descarga de materiais; d) Áreas de estocagem de materiais; e) Outros equipamentos (elevadores, guinchos, geradores e outros); f) Redes elétricas, transformadores e outras interferências aéreas; g) Edificações vizinhas, recuos, vias, córregos, árvores e outros; h) Projeção da área de cobertura da lança e contra-lança; i) Projeção da área de abrangência das cargas com indicações dos trajetos. j) Todas as modificações tanto nas áreas de carregamento quanto no posicionamento ou outras alterações verticais ou horizontais.

Este croqui deverá contemplar todas as alterações tanto nas áreas de carregamento quanto ao posicionamento e outras alterações verticais ou horizontais conforme exemplo em anexo. IX - SISTEMA DE SEGURANÇA Deverão ser observados, no mínimo, os seguintes itens: a) Existência de plataformas aéreas fixas ou retráteis para carga e descarga de materiais; b) Existência de placa de advertência referente às cargas aéreas, especialmente em áreas de carregamento e descarregamento, bem como de trajetos de acordo com o item 18.27.1 alínea "g" desta NR; c) Uso de colete refletivo; d) A comunicação entre o sinaleiro/amarrador e o operador de grua, deverá estar prevista no Plano de Carga, observando-se o uso de rádio comunicador em freqüência exclusiva para esta operação. X - PESSOAL TÉCNICO QUALIFICAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA: a) Operador da Grua deve ser qualificado de acordo com o item 18.37.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo, com carga horária mínima definida pelo fabricante, locador ou responsável pela obra, devendo, a partir do treinamento, ser capaz de operar conforme as normas de segurança utilizando os EPI necessários para o acesso à cabine e

com especial atenção para o sistema de freio do movimento vertical de cargas.11 desta NR e a confirmação da correta operacionalização de todos os dispositivos de segurança constantes no item 18. após às seguintes ocasiões: a) instalação do equipamento. c) cada operação de manutenção e ou regulagem nos sistemas de freios do equipamento. com carga horária mínima de 8 horas. de trajetos e da correta aplicação das determinações do Plano de Cargas. orientação para o operador da grua referente aos movimentos a serem executados. verificar registro e assinatura no livro de inspeções de máquinas e equipamentos. bem como. não se aplicando para gruas com altura livre móvel superiores às especificadas. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: operação do equipamento de acordo com as determinações do fabricante e realização de "Lista de Verificação de Conformidades" (check-list) com freqüência mínima semanal ou periodicidade inferior. observância às determinações do Plano de Cargas e sinalização e orientação dos trajetos. conforme especificação do responsável técnico do equipamento. executar inspeções periódicas semanais. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: amarração de cargas para o içamento. b) Responsável pela Manutenção. no mínimo. independentemente do Plano de Cargas. requerido no item 18. bem como.14.24. b) Sinaleiro/Amarrador de cargas deve ser qualificado de acordo com o item 18. Deve estar qualificado a operar conforme as normas de segurança.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo.11. disponibilização de instalações sanitária3s a uma distância máxima de 30m (trinta metros) no plano vertical e de 50 m (cinqüenta metros) no plano horizontal em relação à cabine do operador. XI. implementação e coordenação do Plano de Cargas. a executar inspeção periódica com periodicidade semanal ou outra de menor intervalo de tempo. implementação do PCMAT prevendo a operação com gruas.37. Montagem e Desmontagem Deve designar pessoal com treinamento e qualificação para . elaboração. fiscalização do isolamento de áreas.para a operação. escolha correta dos materiais de amarração de acordo com as características das cargas. b) cada alteração geométrica ou de posição do equipamento.22. conforme especificação do responsável técnico pelo equipamento.RESPONSABILIDADES: a) Responsável pela Obra Deve observar o atendimento dos seguintes itens de segurança: aterramento da estrutura da grua.

ascensões.11 desta NR. f) Cópia da ART .22. ascensão e conservação do equipamento. XII . c) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do Sinaleiro/Amarrador de cargas referente aos materiais de içamento. b) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do operador da grua. XIII . durante as atividades de manutenção. mediante recibo. . g) Plano de Cargas devidamente preenchido e assinado em todos os seus itens. se houver.24. montagem. desmontagem.18. devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica específica para a obra e para o equipamento em questão. telescopagens e manutenções. d) Livro de inspeção da grua conforme disposto no item 18.Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável nos casos previstos nesta NR. telescopagem.MANUTENÇÃO E ALTERAÇÃO NO EQUIPAMENTO Toda intervenção no equipamento deve ser registrada em relatório próprio a ser fornecido. c) Responsável pelo Equipamento: Deve fornecer equipamento em perfeito estado de conservação e funcionamento como definido pelo Manual do Fabricante. bem como. checagem da operacionalização dos dispositivos de segurança. entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório específico. e) Comprovantes de qualificação e treinamento do pessoal envolvido na operacionalização e operação da grua.14. devendo tal relatório.15 desta NR. desmontagem.DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA NO CANTEIRO No canteiro de obras deverá ser mantida a seguinte documentação mínima relativa à(s) grua(s): a) Contrato de locação.executar as atividades que deverão sempre estar sob supervisão de profissional legalmente habilitado. Os serviços de montagem. observando o disposto no item 18. ser registrado ou anexado ao livro de inspeção de máquinas e equipamentos. mediante emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica referente à liberação técnica efetuada antes da entrega.

h) Documentação sobre esforços atuantes na estrutura do edifício conforme disposto no item 18.14. NR-17 e NR-18. Operação. demolição. elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente. Funcionamento.Instruções de segurança e operação. • Referências . Um dos itens incluídos com o Anexo de sobre movimentação de cargas trata da necessidade de criação de um plano de cargas (anexo 3) Este documento. Montagem e Instalação. Amarração de Cargas. pintura.15. conforme NBR 5410 e 5419. Sinalização de Operações. Segundo a Norma NBR 6604 .Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o operador de grua . Sugerimos a leitura cuidadosa das modificações incorporadas por este anexo.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o sinaleiro/amarrador de carga . Sistemas de Segurança. Legislação e Normas Regulamentadoras NR-5. reforma. Comentários • Existe um grande número de empresas locadoras de equipamentos de carga. mas eles normalmente são caros e de idade avançada (entre 30 e 40 anos).9 . a necessidade de uma atenção especial com o plano de manutenção e inspeção destes equipamentos. limpeza e manutençao. . eles podem ser divididos da seguinte forma: o o o o o Suspensos. Inclinados. deverá conter o layout da locação da grua e os fluxos de pessoas e materiais. Ssobre cavaletes.Segurança em Andaimes. NR-6.24.Item 18.15 / Subitens 18. São utilizados em serviços de construção. XIV CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O conteúdo para treinamento dos Operadores de Gruas e Sinaleiro/Amarrador de Cargas deverá conter pelo menos as seguintes informações: . que será exigido no PCMAT. onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso.1 a 18.3 desta NR. j) Manual do fabricante e ou operação contendo no mínimo: . Travessão.15. i) Atestado de aterramento elétrico com medição ômica.Andaimes e Plataformas de Trabalho • Plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados.Definição. Daí. Tipo cadeira de contramestre.

A superfície deve ser sólida para não ceder com o peso. balancim elétrico e balancim individual (cadeirinha). Deve ser montado sobre superfície nivelada. Peças danificadas devem ser reparadas ou destruídas. Deve ser garantido aos empregados acesso seguro aos andaimes. Andaimes não devem conter peças de fabricantes diferentes.• Quanto a sua utilização os andaimes pode ser classificados da seguinte forma: o Andaimes Suspensos: Utilizados para reformas em fachadas.70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário. • • Neste item. limpezas. Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. Deve ser inspecionado antes e após o uso. Andaimes Modulados: Utilizados para reformas em fachadas. Ex: balancim leve. pinturas. Ter rodapé com altura de 0. Qualquer que seja o meio de acesso o usuário deve estar seguro de que os mesmos estejam em boas condições e não ofereçam riscos a sua segurança. impermeabilizações e instalações de tubulações. para dimensionar a estrutura de sustentação e fixação do andaime.20m (vinte centímetros). • A segurança com andaimes deve ser um requisito existente em qualquer tipo de obra e deve o mesmo tratamento e cuidado que qualquer outro existente de execução. limpeza. sem especificar qual habilitação específica. rampas ou degraus. . pintura. Trabalham sem obstruir a passagem dos pedestres e são uma opção segura para estas operações. passarelas. Um trabalho somente será seguro se for planejado adequadamente sob o ponto de vista preventivo. impermeabilizações e instalações de tubulações. avaliados os riscos e sugeridos formas de controle para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes.13. Os meios de acesso podem ser escadas fixas. obedecendo às especificações do item 18. com exceção do lado da face de trabalho. Podem trabalhar sem obstruir a passagem dos pedestres o o • O seguintes requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o Os andaimes devem ser montados por mais de uma pessoa. Deve suportar duas vezes o peso ao qual será submetido. Andaimes de Encaixe: Ideal para serviços em áreas com grandes interferências (escoramentos. Nesta etapa devem ser identificados os perigos.5: o o o Ser construído com altura de 1. é determinado que se tenha um profissional legalmente habilitado. O sistema de guarda-corpo e rodapé estende-se às cabeceiras e a todo o perímetro.20 m para o travessão superior e 0. portáteis. outros) ou em áreas de difícil acesso aos andaimes tradicionais.

Protetores auriculares. Verificação de carga. Identificar os empregados próprios e terceiros envolvidos nos trabalhos. Informar os riscos para a equipe sobre a operação a ser realizada. utilizando equipamento específico. Autorização do pessoal qualificado para modificar qualquer aspecto estrutural. avaliar os riscos. Atender tosos os requisitos de segurança operacional Utilizar EPI e EPC.• Os objetivos da etapa de planejamento iinclui: o o o o o Identificar os perigos. Botas com biqueiras de aço. • Exemplos de EPI a serem utilizados o o o o o o Capacete Luvas. as operações de montagem deverão ser suspensas. Sugerir medidas de controle. Cinto (colete) tipo paraquedista com dois talabartes. Em caso de dúvidas com relação a zona de apoio do andaime. • A segurança física na montagem de andaime inclui: o o o o o o o Colocação de lonas ou redes de proteção em alguns casos requer estudos de concreto. Içamento cuidadoso do material na zona de montagem. descarga e armazenamento de materiais (sinalização das zonas de risco e paletização dos materiais). Certificar que as medidas de controle sugeridas e aceitas foram implementadas. Proteção respiratória .

Caso seja montado um equipamento para içar cargas sobre o mesmo.18 . forma a formar um X.15. As barras de travamento devem ser colocadas de três em três módulos.2 foi revogado pela Portaria MTE 157. O cinto de segurança não pode ser fixado na estrutura do andaime.10 a 18. Boa organização e limpeza da plataforma são fundamentais para a segurança do trabalho. olhar a existência de trincas.Andaimes Simplesmente Apoiados É aquele cujo estrado está simplesmente apoiado. Durante a montagem dos andaimes alguns requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o o Verificar as tábuas a serem utilizadas. • • O subitem 18.15.15. Verificar os gabaritos antes de montar. . de 10 de abril de 2006. Amarrar todas as tábuas no suporte ou gabarito. este deve ser reforçado para suportar essa carga. Em trabalhos sobre andaimes acima de 2 metros é obrigatório o uso do cinto de segurança. podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal. Nunca trabalhe sobre andaimes durante tempestades. Qualquer trabalhador que execute tarefas em uma plataforma deverá ser treinado no uso correto dos equipamentos.Subitens 18.• Exemlos de EPC a serem utilizados o o o o Rede do tipo tênis Rede Vertical com suporte tipo forca Dispositivos DR Cabo elétrico tipo PP Referências . chuvas ou ventanias.43. Obs. deformações nos tubos e presença de corrosão.

Colocação de tábuas e corrimõe • As pranchas não devem ser testadas pelo usu qualidade das pranchas deve-se observar o s o o o o As pranchas têm grandes nós na ma As nervuras acompanham o sentido Existe alguma rachadura na pranch Há sinais de desgaste? • • • Não utilizar tábuas queimadas. . Não utilizar tábuas com cupins. Não utilizar tábuas apodrecidas.

Solda e corte com maçarico: Para trabalhos de solda ou corte sobre plataformas deve-se garantir que a área sobre a plataforma. assim como a área abaixo dela estejam devidamente isoladas e protegidas. • As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988).. logo. . Nunca ficar no piso que está sendo desmontado.Subitens 18.25 . etc. • • • Referências . guindaste. projetando-o para baixo. Verifique a existência de tábuas soltas. deverá ser dotado de corrimãos de proteção. Utilizar equipamento auxiliar sempre que possível.15. como skymunck. Corrimão de proteção: Se o andaime for erguido acima de 1.15.5 m acima do nível do chão. Usar cinto de segurança durante toda desmontagem.. medidos a partir da plataforma do andaime. Proteção ao nível dos pés: Tais proteções são instaladas para evitar ou diminuir a possibilidade de trabalhadores que estão em altura elevada atingirem ou chutarem algum ítem. Desmontagem dos andaimes: A desmontagem é tarefa de maior risco que a montagem. Todos os materiais inflamáveis devem ser removidos do local e o pessoal nas proximidades deve estar usando EPIs adequados. hyster. ficar no andar de baixo ou fora do andaime. Realize a desmontagem sempre de cima para baixo. necessita maior cuidado.Ao usar duas ou mais tábuas o espaçamento entre elas deve ser de no máximo 30 mm. fixado à estrutura na extensão da fachada.Andaimes Fachadeiros Andaime metálico simplesmente apoiado. o o o o o o Verifique a existência de restos de materiais sobre as tábuas dos andaimes.19 a 18. • A justaposição das extremidades deve ser de 300 a 800 mm. Este corrimão não deverá ter menos de 90 cm nem mais de 1 m de altura.

Elementos do Sistema 1-Nivelador de base 2-Inicializadorde base 3-Elemento de andaime 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 6-Plataforma de trabalho 7-Plataforma de serviço 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Protector Lateral 11-Terminal de andaime lareal 12-Terminal de andaime 1-Preparação das Bases Colocam-se os niveladores de base sobre uma superfície plana. (recomenda-se a utilização de pranchas de madeira). . para distribuir a pressão exercida pelo andaime sobre o solo.

Pa garantir o nivelamento e aprumamentod andaime afinam-se as bases reguláveis sempre que necessário.0 em 2. 4-Colocação das barras e diagonal Colocar as barras (guarda-costas) e a diagonal.2-Colocação do inicializador O inicializadorde base é colocado sobre os niveladores para permitir a ligação à diagonal. . Verificar també distância do andaime á fachada.0 m. As diagonais vão assegurar a estabilidade geral do andaime 5-Colocação das plataformas e nivelamento As plataformas anti-derrapantes são colocadas em níveis de 2.

De seguida. colocam-se as barras horizontais (guarda-costas) e depois a diagonal no sentido oposto à anterior. .6-Montagem do nível superior Colocam-se os elementos de andaime uns sobre os outros. 7-Colocação do protector lateral Colocam-se os protectores laterais de fo a garantir a segurança contra as quedas cada nível de andaime.

Para andaime com menos de 30 m de altura. Recomenda-se a colocação dos fixadores de andaime no prumo vertical . e sem nenhum tipo de recobrimeto. 9-Colocação da plataforma de escad O acesso a cada nível de trabalho é feito pela escada interior própria. Fig. 10-Colocação dos terminais de andaime O último nível do andaime é encerrado com os terminais de andaime que permitem a colocação de todos os elementos de segurança exigidos. Montar as amarrações uniformemente distribuídas ao longo de todaa fachada de andaime de acordo a fig.1. .1 .8-Colocação dos rodapés Os rodapés são encaixados de uma forma simples e rápida. Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada: • • • • • Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada. colocar as amarrações em cada 20m² e para andaime com recobrimentoem rede permeável ao vento as amarrações são colocadas em cada 12 m². de acordo com o exigido pela norma.Esquema de colocação das amarrações e diagonais no andaime.E quando não for possível colocar o mais próximo dos mesmos. No último nível do andaime é importante colocar amarrações em todos os montantes.

são resistentes à pressão que sobre elas vai exercer: devem ser duros e estáveis. .15. 6. etc. Ter em consideração as capacidades de carga que obrigatoriamentesão indicadas nas plataformas.0 m. deve-se nivelar a estrutura. tal como ilustra a figura 1. 8. vigas. 9.) As amarrações são colocadas de 5 em 5 m na horizontal em prumadas alternativas e na vertical de 6. Verificar se as zonas de apoio do andaime.26 a 18. Não abandonar materiais ou ferramentas no andaime. 2. Não descarregar cargas de forma violenta sobre o andaime. As diagonais devem ser colocadas de 4 em 4 módulos de andaime. é motivo suficiente para suspender a montagem até que um técnico competente resolva o problema. Devem estar protegidos com barras guarda-costas a 0. Proceder à montagem e desmontagem segundo as instruções do fabricante (esquema de montagem). Verificar regularmente os pontos de fixação do andaime à fachada (é muito frequente os utilizadores do andaime retirar pontos de fixação para lhes facilitar o trabalho. Qualquer dúvida a respeito da capacidade de resistência do solo ou zonas de apoio do andaime e da capacidade de resistência da estrutura.• • 1.15. 5.Subitens 18. 10. 11.Andaimes Móveis Plataforma de trabalho cuja estrutura esta montada sobre rodízios.0 m de distância. 7. Realizar o estudo prévio da planta para envio de materiais. 14.5 e 1. A circulação pelo andaime deve ser livre e contínua. As plataformas de trabalho devem ter no mínimo de 60 cm de largura.0 m em 6. Fazer a distribuição dos niveladores e inicializadores e antes de apertar as cunhas e colocar os prumos. 12. Verificar se a distância máxima entre níveis de plataformas é de 2. 13. Quando a estrutura não cumpre a regra da auto-estabilidade devem existir amarrações a estruturas sólidas (pilares. Procedimentos de Montagem 4.27 . se os topos devem estar fechados com protecções e envolvidos com rodapés com uma altura mínima de 15 cm.0m em altura em todas as prumadas. Antes de iniciar os trabalhos de utilização do andaime o responsável pela segurança na obra deve verificar a correcta montagem do andaime. 3. O acesso aos vários níveis de trabalho deve realizar-se por escadas interiores. Para andaime com alturas superiores a 30m ou para recobrimentosmais densos é necessário realizar cálculos específicos. lajes. Referências .

• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). . • A estruturas das torres de escada estão submetidas ás mesmas cargas que qualquer outro tipo de andaime. quanto mais pesada melhor é o comportamento em relação ao desequilíbrio provocado pelas cargas a que estão submetidas e à força do vento. para poder considerar a auto estabilidade. sem vento a máxima altura (H)não pode ser superior a quatro vezes o lado (L) menor – H (max. Para isso temos a favor o peso próprio da estrutura. o método orientativo para provar se é autoestável é o seguinte: .)<=4* L (menor).Em espaços interiores a altura (H) máxima é de três vezes o lado (L) .Em espaços interiores. temos que comprovar que as cargas não são suficientes para desestabilizar a estrutura. ara torres realizadas em aço sem nenhum tipo de cobertura.

menor – H (max.)<=4* L (menor).15. manutenção e pintura.Aumentar as dimensões da base colocando estabilizadore s. .29 .15.Combinar adequadamen te as opções interiores. podendo ser fixos ou deslocáveis. São geralmente utilizados quando os andaimes não podem apoiar-se sobre o solo ou sobre uma superfície horizontal resistente.44 . .28 a 18.Subitens 18. . Referências .Andaimes em Balanço • São os que se projetam para fora da construção e são suportados por vigas (de madeira ou metálica) ou estruturas em balanço.15. .Amarrar a estrutura a partes sólidas.Andaimes Suspensos São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular.30 a 18.Subitens 18.15. de quadros. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção.Colocar contrapesos. Referências . • Quando não se cumpre a regra da auto-estabilidade: .

ou altura equivalente. Não é permitida a interligação de estrados nestes andaimes. b) Andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes a partir da primeira plataforma de trabalho.Subitens 18. de quadros.50 m de altura. seis voltas sobre cada tambor. restem. 2 m acima da última plataforma de trabalho. até. pelos usuários e pelo responsável da obra.15. passando a se chamar Andaimes Suspensos. O máximo de trabalhadores no andaime é dois. d) É proibido acrescentar trechos em balanço no seu estrado. Referências .Andaimes Suspensos Motorizados São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo motorizado suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. ligado ao trava-queda em cabo de guia independente.15. Os cabos utilizados terão comprimento que. f) A cadeira suspensa somente deve ser utilizada quando não for possível a instalação de andaimes. Alteração já efetuada no texto acima. pelo menos.46 e 18. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção.Plataforma de Trabalho com Sistema de Movimentação Vertical em Pinhão e Cremalheira e Plataformas Hidráulicas . Andaimes de madeira somente podem ser instalados em obras de até três pavimentos. c) Os dispositivos de suspensão devem ser verificados. valendo estas obervações para os diferentes tipos de andaimes suspensos: a) Escadas ou rampas devem ser previstas para andaimes a partir de 1. É proibido o uso de pintura que encubra imperfeições da madeira.47 .• • A Portaria MTE 30 (20/12/01) alterou a redação do item 18.Subitem 18. será necessária a instalação de um segundo cabo de segurança em cada guincho. A sustentação deve ser feita através de cabo de aço. antes de iniciados os trabalhos. manutenção e pintura.45 .15 Andaimes. para a posição mais baixa do estrado. diariamente.15. tipo pára-quedista. e) Para ter um guincho só. pelo menos. Deve ser usado cinto de segurança. Referências .

Plataformas por Cremalheira • A cremalheira substitui os andaimes tradicionais permitindo um trabalho seguro e racional evitando-se ao máximo os riscos de acidentes. Manutenções prediais. industriais e residenciais.• Existe atualmente no mercado uma variedade muito grande de equipamentos específicos para elevação de pessoas denominados plataformas aéreas.Cadeiras Suspensas • A Portaria MTE 13 (09/07/03) alterou os itens 18. Vale ressaltar que o uso deste equipamento deve ser feito somente em locais onde o andaime suspenso leve não possa ser utilizado. Os seguintes aspectos de segurança devem ser obrigatoriamente atendidos: . em função do não acúmulo de cabo de aço na caixa de comandos. Aplicabilidade: o o o • Locais de difícil acesso. limpeza de vidros.48 . Referências . pinturas externas.Subitens 18.Subitem 18.16.15.15. • Esta Portaria foi elaborada a partir da ata da XXIV Reunião Ordinária do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção CPN. Limpeza e conservação de fachada. vigas ou sistemas contra-peso.15.15 e 18.55. realizada nos dias 23 e 24/04/2002. afastadores. Sistema de fixação através de ganchos. popularmente chamada de balancim individual. Para uso deste equipamento é obrigatório o uso do trava-quedas e cinto segurança. independente da altura de trabalho. Referências . entre outros.15.49 a 18. O não atendimento aos requisitos deste item implica em infração de grau 4. Observe o sistema cabo passante que permite movimentações rápidas. Este equipamento sempre foi utilizado para pequenos trabalhos envolvendo manutenção de fachadas. criando e modificando os itens de 18.55 . Na foto ao lado é possível exemplificar um tipo de balancim individua com assento individual no formato de conchal. incluindo aqueles referentes à cadeira suspensa. Estes equipamentos são utilizados para manutenção em locais que exigem movimentação vertical com deslocamento rápido e seguro em áreas com obstáculos.15.49 a 18. introduzindo a CADEIRA SUSPENSA.

56. (devendo este ser tipo pára-quedista 18. a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no CNPJ (infração grau 2).56. a justificativa da publicação da Portaria 157 de 10 de abril de 2006 (já alterada no texto). c) Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 Ergonomia. b) Sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança. como aço inoxidável ou material de características equivalentes. ao longo de toda a fachada das edificações. suportar uma carga pontual de 1.15.15. substituído pelo item 18.a) Sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança.15. quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética. ligado ao trava-quedas em caboguia independente. Existem muitos casos de queda de andaimes em trabalhos de manutenção de fachadas e reparos diversos. e) O trabalhador deve utilizar cinto de segurança.43. Daí. • • • • Exemplos de bons pontos de ancoragem: . que vai facilitar os serviços de limpeza. constar do projeto estrutural da edificação. A norma vale também para edificações já existentes. de ganchos que vão futuramente sustentar os andaimes e cabos de segurança para uso de proteção individual dos trabalhadores que precisarem executar a manutenção da fachada de prédios de no mínimo quatro pavimentos ou 12 metros de altura.56 a 18. Pela nova regra. Referências . O ponto onde os equipamentos serão instalados deve suportar a maior carga esperada sobre o sistema.15.200 quilogramas-força. quando a sustentação for através de cabo de aço. d) Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto. manutenção e restauração de fachadas.4 . e ser constituído de material resistente às intempéries. o dispositivo deve estar disposto em todo o perímetro da edificação. f) A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura. A Portaria 157/2006 exige a instalação.2. principalmente o choque provocado pela queda de um trabalhador preso a esse sistema.52).Subitens 18.15.Ancoragem • A Portaria MTE 157/2006 trouxe outra mudança importante é a eliminação do item 18. em caracteres indeléveis e bem visíveis. g) O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas. tipo pára-quedista.

Grandes árvores vivas de raízes profundas. . deve-se passar o mosquetão por dentro da fita.Corrimãos de escadas. Para que um sistema equalizado seja eficiente. . . . . do tipo chaminés. . . No exemplo ao lado. O ideal é que fiquem entre 0 e 45 graus. • O modo como as fitas são instaladas determina a carga que elas poderão suportar. foi utilizado o exemplo de um modelo de fita com resistência de 22kN.Vigas estruturais de concreto..Tubulações plásticas. Exemplos de pontos de ancoragem ruins ou duvidosos . . • Os sistemas equalizados de ancoragem distribuem a carga entre dois ou mais pontos.Tubulações com isolamento. . de forma que ele não se solte caso um dos pontos se rompa. . como latas com concreto ou barris com água.Estruturas de grande massa. • Nos sistemas equalizados de ancoragem.Vigas estruturais de aço. o ângulo interno não deve ser maior que 90 graus.Estruturas metálicas corroídas. Esse valor pode variar entre diferentes modelos e marcas.Bases de grandes equipamentos.Contrapesos.Fixadores e/ou cabos de pára-raios.

da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)". tipo Delta.15.Subitens 18. que permite a tração tridimensional.16 / Subitens 18. e. passando de "Anexo I . que usam como fator de segurança a resistência equivalente a cinco vezes a maior carga esperada em sua operação. pode gerar uma força equivalente a centenas de quilos sobre um sistema que irá ampará-lo.57 . definindo assim. Duas soluções: o da esquerda utiliza uma Malha Rápida. impedindo exposição a riscos.1 . Desse modo. tem inúmeras aplicações no meio industrial. que é o uso mais importante. elas podem ser utilizadas para restringir a movimentação. especialmente em queda livre. • • • • . a exemplo dos talabartes. por exemplo. os mais nobres são o da segurança e do resgate de trabalhadores. Uma base utilizada como referência para avaliar a exigência de resistência de uma corda. • As cordas. Elas podem ser usadas em pequenos comprimentos. quando utilizadas como cabos para o trava-quedas nos trabalhos em altura.2. A matéria-prima e a forma como elas são construídas podem variar bastante. o texto do artigo 1º da Portaria MTE 15/2007 foi retificado. Na segurança de trabalhadores. não se pode ingenuamente considerar apenas o peso de uma pessoa para avaliar a resistência de um equipamento de proteção contra quedas. Isso dá uma boa margem de segurança. portanto. também chamadas de cabos.Cabos de Aço e de Fribra Sintética • As cordas.Plataformas de Trabalho Aéreo • A Portaria MTE 40/2008 define novas regras de segurança e saúde no trabalho na área da indústria de construção. E entre todos os usos possíveis.Plataformas de Trabalho Aéreo da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)" para "Anexo IV . É o tipo de aplicação que definirá qual modelo será mais adequado. fitas e cintas de ancoragem devem sempre ser protegidas de "cantos vivos". Referências . Referências . precisamos lembrar que o corpo de uma pessoa em movimento. ou em comprimentos maiores. fundamenta-se nos padrões determinados em sistemas mecânicos. evitando acidentes que podem gerar prejuízos e até mesmo colocar vidas humanas em risco.16. fica estabelecida a inclusão do item 18.15.57 na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). os mosquetões não devem sofrer tensões multi-direcionais. Deter o corpo de uma pessoa que está caindo é a situação extrema para qualquer sistema de segurança.Item 18. A princípio. superfícies abrasivas ou cortantes.1 a 18. e a da direita utiliza dois mosquetões. que as plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto no Anexo IV da referida NR.• Com o uso de cintas de ancoragem.Plataformas de Trabalho Aéreo . ou para deter uma eventual queda. Além disso.6.

Para a segurança de pessoas, o referido fator deve ser maior, já que estamos prevendo solicitações dinâmicas (corpos em queda) podendo ultrapassar a relação de 15:1, ou seja, ter uma resistência mínima quinze vezes maior que a carga esperada sobre o sistema. Se adotarmos 100 kg como valor de referência para o peso de uma pessoa, e quisermos adotar o fator de 15:1, uma corda nova terá que ter uma resistência mínima à ruptura de 1.500 kg. Mas como existem outros fatores envolvidos na dinâmica da detenção de uma queda e nas características das cordas, internacionalmente o valor mínimo é de 2.000 kg. A NFPA (National Fire Protection Association) estabelece como carga de resgate o valor de 600 lbf ou aproximadamente 270 kg, que considera dois homens pesados mais equipamentos. Como adotam um fator de segurança de 15:1, a NFPA de 1983 exige para as cordas de resgate (uso geral) uma resistência mínima à ruptura de 9.000 lbsf ou aproximadamente 40 kN (a grosso modo 4.000 kg).

Referências - Subitens 18.16.3 a 18.16.5 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No momento em que o cabo de aço esticar e detiver abruptamente a queda da pessoa, o choque irá todo para o corpo dela provocando traumas internos muito sérios ou até mesmo desmembramentos de partes do corpo. Portanto, além de resistente a corda tem que ser capaz de amortecer o choque da queda e preservar o corpo do trabalhador. As cordas absorvem o choque de uma queda com a elasticidade, funcionando como um colchão macio, desacelerando a queda gradativamente, mesmo que em uma fração de segundos. Mas como a eficiência da absorção de choques pode variar dentro de diferentes circunstâncias, um acessório chamado de Absorvedor de Energia tornou-se item recomendado nos sistemas de proteção contra quedas. Internacionalmente, as cordas de segurança são divididas em dois grupos básicos: dinâmicas e estáticas. As cordas dinâmicas são construídas para oferecer uma maior elasticidade, projetadas especificamente para deter quedas de pessoas. Elas são mais populares na área de esportes, por serem utilizadas há décadas na escalada esportiva. As cordas dinâmicas, dependendo do diâmetro e do fabricante, oferecem de 7% a 10% de elasticidade (teste de alongamento com uma carga de 80 kg). No limite da ruptura, elas podem chegar a 75% de alongamento (padrão N.F.P.A.). As chamadas cordas estáticas devem ser chamadas mais apropriadamente de semi-estáticas, pois também oferecem elasticidade, mas com uma média de 3% de alongamento. Essas cordas são as mais utilizadas nas aplicações em ambientes industriais.

Referências - Subitens 18.16.6 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No Brasil, não existe certificação para cordas. Os Certificados de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho são emitidos apenas para os equipamentos classificados como EPI. No entanto, o MTE determina as características de fabricação de cordas para uso nos sistemas de Balancim e Segurança com trava-quedas. As cordas que atendem à NR 18 devem apresentar uma fita interna com identificação do fabricante e características básicas do produto como diâmetro e matéria prima. Isso permite que o usuário e a fiscalização identifiquem a corda como um equipamento que atende às especificações. Além disso, os fabricantes são obrigados a submeter amostras do produto a testes de laboratório periodicamente e obter os respectivos laudos. As cordas de fabricação nacional para uso esportivo e resgate não se enquadram nas exigências do Ministério do Trabalho. Portanto, o usuário conta somente com o compromisso do fabricante para a qualidade do produto. Os usuários devem tomar cuidado com uma prática indevida de alguns fabricantes de cordas que apresentam laudos de laboratórios como sendo certificados. Os laudos nos oferecem informações

importantes, mas não certificam o produto. Apenas informam os resultados da avaliação de determinadas amostras. • Apesar das fibras originais de poliamida serem fornecidas no Brasil apenas pela Rhodia e Dupont, existe no mercado matéria-prima de segunda linha e até mesmo de material reciclado. Por isso, alguns fabricantes alertam que a qualidade das cordas, em função da matéria-prima utilizada, pode variar. Até mesmo o fornecimento de um mesmo fabricante pode variar de qualidade, dependendo da matéria-prima que ele teve acesso em determinado momento. Um quesito a ser considerado na compra de produtos nacionais ou internacionais é a emissão ou não, por parte do fornecedor, de um certificado de qualidade, no qual ele se compromete com as características oferecidas e com a qualidade do produto. Algumas cordas importadas oferecem certificações internacionais segundo critérios da comunidade européia e NFPA para o mercado norte-americano. As certificações visam à garantia da qualidade do produto comercializado, com um monitoramento constante, por parte de laboratórios credenciados.

Referências - Anexo I Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética2 Texto retirado e adaptado do Informativo da Betary Treinamento Técnico (www.betarytreinamento.com.br). Autor: Engenheiro Luís Eduardo Spinelli e colaboradores: Francisco José Sarpa Lima Espeleólogo e Gustavo Mendes - Consultor da Serelepe
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A importância deste item foi regulamentar uma prática usual dentro das empresas de construção, que era utilizar cabos de fibra de poliamida (cordas reforçadas), principalmente pelas pequenas empresas de reforma. No Brasil, as cordas de segurança mais comercializadas são as trançadas de poliamida, conhecidas como "padrão bombeiro". A construção dessas cordas deve obedecer às exigências da Norma Regulamentadora (NR) 18. Existem fabricantes de equipamentos de segurança que utilizam as poliolefinas (Polipropileno e Polietileno) na fabricação de talabartes utilizados no conjunto do cinturão de segurança. O engenheiro Luís Eduardo Spinelli descreveu com profundidade as características e os cuidados ao se trabalhar com cordas no seu artigo "Cordas", usado como referência para a elaboração destes comentários. Essas fibras oferecem como vantagens a pouca absorção de água e a característica de flutuar, necessária para atividades aquáticas. Como desvantagens, oferecem baixa resistência a ruptura e a abrasão, baixo ponto de fusão, baixa capacidade de receber choques e muita elasticidade, mas com baixa resistência e sensibilidade a luz do sol (raios ultravioleta). Portanto, são fibras impróprias para equipamentos de proteção contra quedas. O único uso admissível é o de restringir movimentos ou posicionar o trabalhador, porém jamais para deter a queda de uma pessoa. Para as cordas de segurança, a principal fibra indicada é a poliamida (náilon), cujas características são a resistência à tração, resistência a choques e um ponto de fusão em torno de 250C (poliamida 6,6). As melhores cordas semi-estáticas (pouca elásticas) utilizam fibras internas de poliamida e a trama externa de poliéster, que oferecem uma alta resistência mecânica mesmo quando molhada, boa resistência a abrasão e razoável resistência a agentes químicos. Estes cabos são utilizados para diversas operações, como içamento de carga, amarração de embalagens em depósitos e, até mesmo, na sustentação de pessoas (por exemplo, uso de rapel para pequenos trabalhos de manutenção).

Embora não regulamentado, o trabalho suspenso utilizando técnicas de rapel (escalada industrial) vem sendo usado quando a montagem de andaimes ou a cadeira suspensa sejam perigosas e/ou dificultem a realização do trabalho, como, por exemplo: inspeção para contenção de encostas, limpeza de fachadas e tanques, montagem, recuperação e manutenção de estruturas tubulares, entre outras. Nesta operação utilizando técnicas de montanhismo, devem ser convocadas pessoas com comprovada experiência em montanhismo, usando equipamento profissional aprovado, inclusive cordas de fibra sintética. O item 18.6.5 faz uma pequena menção aos cuidados com estes equipamentos durante sua utilização em trabalhos suspensos. As cordas de fibras sintéticas consistem de uma alma (parte interna) produzida com fios torcidos e três camadas de capas trançadas sobre essa alma. A NR exige que a capa intermediária seja trançada com fios amarelos de polipropileno ou poliamida, de forma que funcionem como alerta visual. A alma deve ter uma resistência mínima à ruptura de 15 kN (1.500 kg), e o conjunto alma e capas uma resistência mínima de 20kN(2.000 kg). As melhores cordas, com padrões internacionais, possuem uma outra estrutura de construção, conhecida como Kernmantle , que se constitui basicamente de alma e capa.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• A alma é composta de centenas de fios de poliamida protegidos por uma capa de poliéster. Para se ter idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma brasileira e a tecnologia Kernmantle, uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece uma resistência à ruptura de, no máximo, 2.500 kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle, oferece uma resistência de 4.000 kg. Isso se dá, provavelmente, pela qualidade da trama, proporção de alma e capa e porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação, o que justifica também serem muito mais baratas.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• O engenheiro Luís Eduardo Spinelli destaca que a norma brasileira, provavelmente procurando proteger o trabalhador do uso de uma corda perigosamente desgastada, criou a exigência do alerta visual, que é, na verdade, uma "armadilha" em potencial. O desgaste das fibras externas é um dos fatores que deterioram a resistência de uma corda, mas não é o único, nem é o dos piores, pois é um problema fácil de ser identificado. Os riscos invisíveis, provocados, por exemplo, pela contaminação química, raios ultravioleta (ação do sol) e danos internos, não podem ser percebidos visualmente. Portanto, não se pode usar apenas a inspeção visual para determinar a vida útil de uma corda.

1 a 18. os equipamentos devem ser desligados.Item 18.Serviços em Flutuantes • • Refere-se à execução de trabalhos com risco de queda na água e para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas que são bastante específicas.1 a 18. mais de 85% dos acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse informações de como identificar o espeaço confinado e quais os riscos possíveis de serem encontrados. Referências . Esta alteração foi conduzida em caráter preventivo. explosão. foi aprovado pela CPN .5.18.1 . Estatisticamente. c) Em trabalhos sobre fornos ou equipamentos dos quais hajam emanações de gases.5 envolvendo serviços em telhados e coberturas. Muitos acidentes com morte em espaços confinados são causados pelo simples fato de que os mesmos não eram reconhecidos pela empresa como locais de espaços confinados.Locais Confiandos • Este é um item que trata dos cuidados na execução de trabalhos com risco de asfixia. • • Em dezembro de 2004.18.19. para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas.18.7. para o trabalho em altura na construção civil.Referências . Devem existir coletes salva-vidas suficientes para todos os trabalhadores presentes no local. a inclusão do item 18.19. somente. além de procedimento a ser adotado em situação de risco. identificados e bloqueados de acesso. Para os trabalhos em telhados. • • • • . não se baseando em acréscimo ou alteração substancial da estatística de acidentes.20 / Subitem 18. além desta.14 . intoxicação e doenças do trabalho.Item 18.Item 18. Para evitar acidentes.19 / Subitens 18. Há obrigatoriedade de treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos e a forma de preveni-los.18 / Subitens 18. item 1. é importante estar consciente dos riscos e reconhecer sua existência. Referências . Acidentes em espaços confinados têm sido a causa da maioria das mortes nas empresas.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. b) Sinalização e isolamento dos locais onde se desenvolvem os trabalhos. de aço. Será necessário treinamento para uso e conservação dos equipamentos preventivos de salvatagem.1 Telhados e Coberturas • Devemos observar a obrigação de se fixar as extremidades dos cabos-guias à estrutura definitiva da edificação por meio de suporte de aço inoxidável ou material de resistência e durabilidade equivalentes. letra c.18.18 alterou o nome com a inclusão de serviços em telhados e coberturas e inclui o item 18.20. O item 18.5. É necessário que estes locais estejam mapeados. perdendo. valem as seguintes observações: a) Instalação de cabo-guia. para fixação do cinto de segurança tipo pára-quedista. Este item está de acordo com a NR 1.

sendo o grupo II dividido em sub-grupo IIA.5% ou maior que 23%. onde há meios limitados de entrada e saída. fornecida pelo empregador.Poeira combustível em uma concentração que se encontre ou exceda o LIE.Concentração de qualquer contaminante acima dos LT (NR 15) ou ACGIH ou qualquer condição Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) ou IDLH (Immediatly Dangerous to Health and Life). em um espaço confinado. ou representante legal. e) Permissão/Programa de Entrada: Autorização escrita.246 apresenta outras definições importantes listadas abaixo: • a) Área classificada: Toda área onde existe a presença de gases combustíveis. g) Inertização: Procedimento de segrança em um espaço confinado que visa a evitar uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluido inerte. A Norma ABNR 12. b) Atmosfera pobre de oxigênio: Atmosfera contendo menos de 19. . IIB e IIC e também em zonas 01 e 02. para permitir operações capazes de fornecer uma fonte de ignição. .246. incapacitação.5% de oxigênio em volume.• Enquanto se aguarda a aprovação de uma NR específica. . deve-se utilizar a Norma ABNT NBR 12. possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigos de morte. Esta concentração pode ser estimada pela condição na qual a poeira obscureça a visão em uma distância menor ou igual a 1. lesão ou doença aguda causada por uma. Esta Norma define espaço confinado como um local não projetado para ocupação contínua.Concentração de oxigênio no ar menor 19. ou representante legal. classificadas em Grupos I e II.Gás/vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do seu LIE (Limite inferior de explosividade). para permitir e controlar a entrada em um espaço confinado. ou mais.5 m. restrição da habilidade para auto-resgate. f) Permissão para Trabalho a Quente: Autorização escrita. c) Atmosfera rica de oxigênio: Atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. O programa de entrada é um conjunto de ações incluindo a Permissão de Entrada. das seguintes causas: . fornecida pelo empregador. e cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio. d) Atmosfera de risco: Condição em que a atmosfera. .

• Espaços confinados podem ser encontrados normalmente em galerias. realizando todas as tarefas definidas no programa para entrada. constituída por um formulário com uma lista de cuidados a serem tomados. ou espaço considerado próprio.21. uso de EPI. registro das avaliações ambientais de gases e vapores. caminhões tanques. entre outros. O item "j" fala que em. h) Isolamento: Separação física de uma área. Os principais riscos encontrados envolvem: deficiência de oxigênio. • • • • • Referências . j) Trabalhador autorizado: Pro-fissional capacitado que recebe autorização do empre-gador para entrar em um espaço confinado. Em atendimento ao item "g". Existem macas especiais para utilização em espaços confinados quando a vítima precisa ter a coluna imobilizada.21. destacamos o monóxido de carbono (CO). silos. i) Reconhecimento: Processo de identificação dos ambientes confinados e seus respectivos riscos. l) Vêdo: Significa. horizontal. túneis. vedação para qualquer abertura. entre outros. 10% dos trabalhadores envolvidos com atividades em espaços confinados deverão ser treinados nas diversas competências e habilidades que se espera para este tipo de trabalho. m) Vigia: Trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados. Para se trabalhar em espaços confinados. normalmente chamada de Permissão para Entrada em Espaços Confinados (ver modelo).13 Instalações Elétricas . esgotos.Item 18. vertical ou inclinada. é necessário preencher uma autorização formal.Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente de oxigênio. tampa ou tampão. metano (CH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S). e não preparado à entrada de pessoas. de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso). Entre os gases tóxicos mais encontrados. Para liberação de entrada em espaço confinado deve ser preenchido formulário específico da NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202/2006. Este procedimento é um pouco mais demorado porque a vítima precisa ser imobilizada para depois ser colocada na maca. Neste caso. equipamento de emergência. Mesmo os resgates mais complexos não exigem mais do que alguns minutos para serem concluídos. desde que as pessoas estejam treinadas para isso.1 a 18. supervisão externa. identificados e isolados para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. presença de gases inflamáveis e gases tóxicos.21 / Subitens 18. silos e tanques de armazenagem. é necessário usar um imobilizador de tronco e cabeça ou uma prancha rígida. como por exemplo: especificação dos equipamentos para entrada e execução do trabalho. pelo menos. todos os espaços confinados devem ser adequadamente sinalizados. de um permitido à entrada.

No caso em que se necessitar o prolongamento da extensão. . d) Utilizar fiação similar ou maior que o diâmetro que usamos na extensão que é de 2. não devemos colocálas em partes móveis ou removíveis. evitando desta maneira o choque com as mesmas. Deveremos ter espaço de um metro quadrado de área livre na frente das tomadas. deveremos ter duas tomadas. sendo as duas com a mesma referência anterior.5 mm². f) Para alimentar a extensão com 380V ou 220V trifásico. uma para cada tensão. Quando energizarmos a extensão com 220V trifásico. Muito baixas. Quando alimentarmos a extensão com 380V trifásico. b) Utilizar eletroduto de aço galvanizado. a queda de tensão máxima permissível no circuito é de 5.39% (220V). j) Será acoplada à tomada um fusível ou disjuntor com máximo de 20 A. l) Para ligação de uma extensão na tomada.5 mm². g) É terminantemente proibido cortar o plug e energizar a extensão nas contatoras do quadro elétrico ou outro local que não seja as tomadas indicadas. i) As tomadas devem ser colocadas em posições ergonomicamente corretas. c) Fixando-se a tomada no quadro elétrico. poderemos utilizar 380V trifásico na tomada trifásica ou 220V monofásico na outra tomada.• O uso de tomadas e extensões deve atender aos seguintes requisitos: a) Colocar a tomada o mais próximo possível do ponto de uso. Para a extensão. poderemos utilizar 220V trifásico na tomada trifásica ou 110v monofásico na outra tomada. Assim. poderemos ter problemas do contato de água gerando choque no operador. h) Não colocar as tomadas em posição que possa existir trânsito de funcionários. pois não é permitido usar fios soltos pelo chão ou na parede. bem como eletroduto de plásticos (pvc). Desta forma. além do funcionário ter que se abaixar para conectar o plug. e) Não utilizar as duas tomadas da extensão ao mesmo tempo. não poderão ser colocadas muito baixas ou muito altas.: portas ou tampas. Devemos colocar as tomadas entre 900 e 1200 mm do piso. que resiste até 16 ampéres. foi utilizado cabo 4 x 2. teremos fácil acesso para o funcionário colocar o plug na tomada. Ex.49% (380V) e 4.

quanto maior a resistência. c) Posição correta. principalmente na fase de acabamento. • O empregador deve implementar ferramentas para identificar desvios comportamentais.Subitens 18.22. Quanto mais alta. lixar madeira. Esta queda de tensão deverá ser verificada na tomada que estiver fixa no quadro elétrico ou parede. Para garantir o trabalho seguro. para complementar os aspectos de segurança com eletricidade.14 a 18. De maneira geral. com as mais diversas finalidades. são utilizados equipamentos de proteção individual e material isolante para proteger totalmente o corpo humano. A tensão é medida em Volts (V). é preciso entender sua origem e suas formas de identificação e controle. b) Uso de EPI. m) Quando optar por colocar as tomadas nos quadros elétricos deve-se utilizar tampão para abertura superior para eletroduto. de 07/12/2004. deve ser operada por "operário qualificado". o uso de máquinas manuais ou portáteis. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica. Para aumentar a resistência. as populares "maquitas". entre elas: cortar cerâmica.colocando-se duas em série. Referências . É fundamental a implementação de rotinas de sinalização e bloqueio de equipamentos energizados. evitando-se ficar abaixado. Sugerimos a leitura da nova NR 10. é necessário.Item 18.79% (220V). lembrando que toda e qualquer máquina.21. qualquer circuito elétrico se caracteriza pela diferença de potencial ou tensão. é comum. definidos como as quantidades de elétrons que passam pelo condutor em 1 segundo. maior será a quantidade de corrente passando no circuito. sua intensidade e pela resistência de seus elementos. Trabalhos com eletricidade devem ser precedidos de Permissão para Trabalho. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. A resistência se opõe à passagem da corrente e. A resistência é medida em ohms (R).Máquinas. Os diversos corpos são condutores mais ou menos bons e possuem resistência própria. menor será a facilidade de passagem da corrente.22 / Subitens 18.21.Instalações Elétricas • O risco elétrico é invisível.20 . pois os trabalhadores só perceberão sua presença e potencial de dano ao se depararem com o choque elétrico. deve-se escolher equipamentos que funcionem com baixa tensão. • • • • Referências . a queda máxima é de 4% (380V) e 1. Todos os riscos da eletricidade estão relacionados à intensidade da corrente. independentemente do porte. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. É fundamental que os trabalhadores destacados para o trabalho com eletricidade tenham qualificação conforme determina a NR 10. Sempre que possível. .1 . A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua seção. A intensidade da corrente é medida em Amperes (A). atualizada pela Portaria 598. furar peças de concreto etc. ou melhor. sua duração e seu trajeto pelo corpo humano. Os seguintes aspectos devem ser verificados: a) Existência de bancadas específicas para o uso deste tipo de equipamento.

equipamento ou ferramenta. palestras. diariamente. responsáveis por suas atividades e pelos riscos dela decorrentes e devem estar comprometidos com a segurança das operações. os itens de segurança indicados na lista. deverá. cabos de sustentação. o pedreiro em tarefa individual. de acordo com a lista de verificação.Máquinas. seu plano de manutenção e lista de itens a serem fiscalizados. o responsável é o empregador.Subitens 18. • Exemplificando esta idéia. b) Deve haver um diário para registro de vistorias e anotação de ocorrências feitas pelo operador.• O empregador deve encarar a entrega de uma máquina a um empregado não qualificado da mesma forma como entregar seu carro a um motorista que não possua carteira de habilitação. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando tratamos com operários que foram treinados do que com operários que não possuem qualquer tipo de treinamento. como fixação superior do andaime. semanalmente) pelo responsável técnico da obra. Deve-se implementar um livro de manutenção e acompanhamento de cada equipamento preenchido pelo operador responsável pelo mesmo. Os livros e diários deverão ser verificados periodicamente (como sugestão. • • . Os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Toda máquina. serão de grande ajuda ao operador para identificar as condições de segurança envolvendo sua máquina. ou apenas treinamento prático sem noção de segurança. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. portanto. representante da CIPA ou responsável da Segurança no Trabalho na empresa.22. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Os operadores são. pois. betoneiras ou outro equipamento ou máquina a serventes de obra. livro este que ficará à disposição da fiscalização do trabalho e será visado continuamente por profissional legalmente habilitado.27 . máquina (ou catraca) etc. ou como líder de uma equipe em serviços de fachada. procedimentos e cartas de advertência para aqueles que insistirem em não cumprir as regras de segurança. deve possuir livro de inspeção no qual conste as características do mesmo. Os profissionais do SESMT devem organizar cursos. c) O livro e o diário. plataforma de trabalho. número de clips. Em caso de acidente. não iniciando seus serviços sem a devida correção do problema apontado. mostrar ao empregador a importância de qualificar os empregados operadores de máquinas e/ou equipamentos. inspecionar. pessoalmente. registrando o fato e as providências tomadas. o mesmo passa a profissional.2 a 18. portanto. Com o treinamento. No caso de detectar-se uma condição insegura. utilizando-se de andaime suspensos (jaú). antes do início dos serviços. ao qualificar-se um operário. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. que podem receber denominação específica nas empresas. antes do início da jornada diária de trabalho. ou equipamento. o operário deverá assimilar um sentimento de responsabilidade para com suas tarefas e sua segurança. o responsável comunicará imediatamente a seu superior imediato e/ou ao comando da obra. • • • • Referências .22. Deve-se. mudando de categoria. guarda-corpo.

mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e à melhoria das condições de trabalho.8 a 18.22. Comprometer o operador de máquina ou equipamento com Segurança no Trabalho é uma ação obrigatória nas atividades de todos aqueles que estão envolvidos nesta área. Estes registros devem ser visados periodicamente (semanalmente) pelo responsável da obra. Sugerimos a leitura das NR 11 e NR 12 que tratam dos requisitos para proteção de máquinas e equipamentos.22. Podemos citar como exemplo a importância de um operador que utiliza andaime inspecionar seu equipamento antes de iniciar a jornada de trabalho. manutenção de máquinas e equipamentos e quanto à eliminação de custos oriundos do uso de peças defeituosas. É comum nos depararmos com uma série de irregularidades no manuseio destas ferramentas. observando os itens de segurança.11 . é necessário o uso de máquinas manuais ou portáteis. ao mesmo tempo. haverá resistência de muitos. entre elas: cortar cerâmica. Não apenas o empregador é o responsável pela segurança. . o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. a eliminação dos custos resultantes do uso de peças defeituosas. guardacorpo. o operador deve comunicar imediatamente a seu supervisor. haverá resistência de muitos. por exemplo: a) Inexistência de bancadas específicas para o uso das ferramentas. a realização de reuniões informativas. lixar madeira. como. cabos de sustentação. deve ser contestado com o resultado a ser obtido quanto à segurança. Equipamentos e Ferramentas Diversas • No caso de detectar-se uma condição insegura. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra.12 e 18. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. número de clips. plataforma de trabalho. por exemplo. máquina (ou catraca) etc.• Instituindo-se esta sistemática. Inicialmente. ao mesmo tempo. com as mais diversas finalidades. Instituindo esta sistemática. • • • Referências . Inicialmente. por exemplo. Muitas empresas resistem às inspeções alegando excesso de controle. O aumento de burocracia.Subitens 18. • • • • Referências . os benefícios a serem obtidos quando é implementado um sistema formal de supervisão e manutenção de máquinas e equipamentos. ou sistema de registro similar. registrando o fato em um livro de ocorrências. Cada vez mais se faz importante a participação dos operadores e supervisores.Máquinas. ou melhor. interessados diretos pela garantia de segurança das operações. como. sem perceber. no entanto.22. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras.13 . perfeita fiscalização.Subitens 18. as populares "maquitas". CIPA ou profissional do SESMT. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. como. principalmente na fase de acabamento. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e a melhoria das condições de trabalho. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. também chamadas de Diálogos de Segurança (DDS). é comum.22. É importante desenvolver procedimentos e ferramentas de trabalho visando a aumentar o nível de conscientização e compromisso dos trabalhadores em todos os níveis da organização. de forma que as providências sejam tomadas antes de prosseguir com a tarefa. furar peças de concreto. que certamente será alegado.Máquinas. tais como: fixação superior do andaime. entre outras.

Usar. quando necessário.22. Providenciar previamente sistemas de exaustão e monitoramento do local com o explosímetro. Os EPI recomendados para este tipo de operação são: capacete. Segurar as ferramentas com firmeza. operação e manutenção. como tapetes de borracha. Sinalizar e isolar a área de trabalho de forma adequada. c) Posição incorreta de operação.14 a 18. Além dos pontos indicados pela NR. deve ser operada por "operário qualificado". Tomar cuidado com extensões e evitá-las sempre que possível. Aprender o método de utilização e procurar informações sobre a construção da ferramenta elétrica manual para entender sobre seus riscos e perigos. é importante conscientizá-lo da responsabilidade. que têm como base o princípio das armas de fogo.18 a 18. óculos de segurança. especialmente concreto. rebolo etc. sim. sem apontar a pistola na direção de terceiros. propondo um programa contínuo de treinamento. • • Os profissionais do SESMT sabem das dificuldades de se corrigir estas formas inadequadas de operação e da cultura do "sei fazer esta tarefa e nunca me aconteceu nada e preciso trabalhar".Máquinas. roupas folgadas ou luvas que possam atrapalhar a operação. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Procurar sempre ler os manuais das ferramentas elétricas portáteis e as recomendações de segurança indicadas pelo fabricante. independentemente do porte. o operador deve estar em posição estável.22. O trabalhador somente se dará conta do erro quando acidentar-se ou presenciar um colega acidentado. pois há possibilidade destas ferramentas escaparem de suas mãos. retirar o plug da tomada de energia. É importante sinalizar a área próxima do local do disparo com a inscrição: Perigo .Subitens 18.Máquinas. todos os EPI necessários. adotar plataformas isolantes.).22. rigorosamente. Referências . verificando se o cabo está em perfeitas condições de uso.Uso de pistola a pólvora.17. Apenas o operador permanecerá no local do disparo. d) Ruído excessivo que prejudica os demais trabalhadores no local de trabalho. Por isso. Ao realizar algum tipo de substituição de componente da ferramenta (broca. normalmente abaixados. todos que trabalharem com as ferramentas identificadas nos itens acima devem seguir. não utilizando ferramentas elétricas na presença de vapores e gases inflamáveis. Equipamentos e Ferramentas Diversas • As pistolas de fixação com cartuchos explosivos. além de aterradas. O empregador deve mostrar aos trabalhadores a importância da qualificação para a organização. No momento do disparo. as instruções do manual do fabricante em relação à segurança. Nem mesmo o ajudante deve estar presente. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica.22. • • • • • Referências . reduzindo o tempo de trabalho. • • .Subitens 18.4 . de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. abafador de ruídos e sapatos de segurança. Nunca utilizar bijouterias.b) Não uso do EPI ou inexistência de sistema de proteção coletiva. Nos trabalhos com ferramentas elétricas portáteis em locais úmidos. lembrando que toda máquina.21 . por trabalharem em alta rotação. são utilizadas para fincar pinos em diversos materiais.

4 -Equipamento de Proteção Individual . baixo o índice de gravidade. porém são muito comuns as infecções decorrentes de cortes. d) As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico. • O índice de lesões causadas pela utilização inadequada de ferramentas manuais é elevado. as medidas corretivas adotadas e a indicação da pessoa. • Referências . e) Controlar a aplicação de todas as recomendações estabelecidas. sendo. Sugerimos a leitura complementar da NR 11 e seus comentários. o assunto deve ser analisado como um todo. c) Observar se o transporte é feito de maneira correta. b) Evitar práticas inadequadas na sua utilização. • Os supervisores e técnicos de segurança do trabalho devem ter como responsabilidade na orientação dos funcionários: a) Evitar o armazenamento de ferramentas em locais inadequado. técnico ou empresa habilitada que as realizou.23. perfurações e arranhões.23. b) O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador qualificado e em local apropriado.Item 18. no entanto. como se trata de um item novo na NR 18.1 a 18.23 / Subitens 18. e) Nas operações com equipamentos pesados.• Achamos importante considerar as observações abaixo para garantir a execução do trabalho de forma segura: a) O operador deve ser qualificado e identificado por crachá. c) Os operadores devem ser treinados para as novas tecnologias adotadas. d) Verificar a necessidade de manutenção. constando as datas e falhas observadas.

O assunto EPI é muito específico e merece uma leitura complementar da NR 6. Os valores da resistência do mosquetão devem estar estampados de forma indelével. sendo uma garantia adicional em caso de queda. tipo. o mosquetão tem uma resistência muito menor. Por isso. A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com abertura dele voltada para fora.24. inflamabilidade. pois evita que a jugular saia do pescoço. de forma a facilitar o engate e desengate do equipamento. como. de modo a garantir o uso adequado. o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo. O tipo páraquedista deve ser utilizado em todas as outras atividades que tenham risco de queda de altura. O cinto de segurança abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. • A utilização de mosquetões vai depender do formato. que incluiu o item 18. Quando o mosquetão é usado na vertical.24 / Subitens 18.24.3. Para que possam ser utilizados. existe um anel com rosca.1. Os mosquetões são fabricados para suportar trações bidirecionais ao longo de sua "espinha". Com o gatilho aberto. "Cilindros Cheios" e "Cilindros Vazios".Item 18. material utilizado e resistência que pode variar de 22 a 50 kN. Para evitar a possibilidade da trava emperrar após o mosquetão ser submetido à tensão. não sofrerá tensão em mais do que dois sentidos. trabalha-se com ele sempre fechado e nunca abri-lo quando estiver sob tensão. tóxicos e explosivos. • . pois ele pode sofrer esforço para se abrir. entre outros.23. Este tipo de capacete possui CA e possui fabricante nacional. O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies. Os gases inflamáveis (acetileno e GLP) devem ser separados dos outros gases por uma distância mínima de 6 m com placas de sinalização do tipo: "Proibido Fumar". Atenção especial será dada aos produtos inflamáveis. Quando tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado. oxidante. • • Para trabalho em altura. saliências ou cantos vivos. Os mosquetões não devem sofrer tensões que não sejam ao longo de sua espinha. Nos modelos mais comuns. • • • • • Referências . Este modelo é muito usado para trabalho envolvendo escalada industrial. Além disso. por exemplo: corrosovidade. recomenda-se capacete com jugular de três pontas.9 Armazenagem e Estocagem de Materiais • O armazenamento de produtos químicos deve respeitar aspectos de compatibilidade em função das propriedades físico-químicas. O armazenamento de gases comprimidos deve ser feito em local separado dos demais.• Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria MTE 65 (28/12/98). os mosquetões devem possuir uma dupla trava.1 a 18. eles oferecem o máximo de resistência. será necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca.

sólidos ou liíquidos. Recomenda-se a utilização de luzes e sinais sonoros que identifiquem um veiculo em marcha-ré. Referências . compartimento separado para ferramentas e a habilitação do motorista. e) Tijolos e blocos de concreto: 2 m. mesmo que seja operado apenas internamente na fábrica. de 23 de setembro de 1. não devendo. a título precário. .25. 117.Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. As exigências básicas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo.25 / Subitens 18.80 m. a título precário. como a cal e o ácido sulfúrico. porta e escada de acesso. f) Caixas de madeira ou papelão: 1. . Mais detalhes podem ser verificados nas seguintes leis e normas: • . é obrigatório o uso de luvas. As alturas máximas aconselháveis para empilhamento de materiais são: a) Sacos de cimento: 10 unidades. existência de registrador instantâneo de velocidade.25.Resolução CONTRAN/057/98 .Dispõe sobre a autorização.• • • • O local de estocagem de gases comprimidos não conterá produtos inflamáveis líquidos. para o transporte de passageiros somente será permitida em vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus. A utilização de cinto de segurança é obrigatório em qualquer equipamento motorizado. Durante o manuseio de produtos químicos corrosivos.503.50 m.Estabelece normas gerais para curso de capacitação de condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros.Item 18.50 m. sugerimos que este aviso sonoro seja apenas visual.1 a 18. . 107. 135 e 140 a 160. ultrapassar 2 m de altura. e nos quais exista muita intensidade de ruído. c) Perfis metálicos: 1. e não pode estar em subsolo e depressões sujeitas a inundações.Lei 9. 108. 109. d) Tubos: 1. . bancos. b) Madeiras em geral: 1.Resolução CONTRAN 14 . portanto.997 Código de Trânsito Brasileiro artigos 105 II.Resolução CONTRAN 082/98 . para o transporte de passageiros em veículos de carga.5 -Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores • • • A utilização de veículos. Em locais fechados como galpões. avental e proteção respiratória.80 m. As pilhas de materiais devem ter forma e altura que garantam a estabilidade e facilitem o manuseio. como gasolina e álcool.

. do Estado de São Paulo estabelece que todo veículo utilizado no transporte rural de passageiros. A prevenção e combate a incêndios é assunto muito importante e merece ser discutido separadamente. A demonstração de que o empregador atende as exigências são: • • > Existência de veículo com as características e acessórios exigidos: . > Documentação que demonstre o controle de inspeção e manutenção periódica dos itens de verificação obrigatória.26 / Subitens 18. para obter a licença..Registrador instantâneo de velocidade. .Dispõe sobre o transporte de trabalhadores rurais por ônibus através das rodovias estaduais. assentos para todos os ocupantes e iluminação. • A Portaria SUP/DER 17.Bom estado físico e de funcionamento dos pneus. .Compartimento de passageiros coberto. > Registro no prontuário de motoristas que infringiram as regras. > Relatório periódico com resumo de verificações dos equipamentos de registro instantâneo de velocidade (tacógrafo ou computador de bordo).Proteção Contra Incêndio • • • Proteção contra Incêndios: Instalar sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção.26. A Resolução 82 não exige bancos revestidos nem cinto de segurança para veículos de carga adaptados para o transporte de pessoas.1 a 18. > Licença de transporte emitida pelo órgão competente. A inspeção deve ser transcrita em documento próprio que deve ser acompanhado de "Anotação de Responsabilidade Técnica" ART. especialmente.26. . comprovando a tomada de medidas administrativas. > Motorista com as habilitações exigidas categoria "D" e curso de capacitação de condutor de veículo de transporte coletivo de passageiros. de 04/04/2. deve ser submetido a pelo menos uma inspeção anual. A Resolução 14 estabelece que o cinto de segurança só será exigido para ônibus produzidos após 01/01/99.Ferramentas sendo transportadas em compartimento separado dos passageiros. sistema de iluminação e sinalização e direção. com porta e escada de acesso. Formar equipes organizadas e. Por isso. dentro do período de validade. emitida por Engenheiro. Referências .Item 18. freios. sugerimos a leitura da NR 23.005 . treinadas no correto manejo do material disponível para o primeiro combate ao incêndio.5 .Portaria SUP/DER 17.

1 a 18. Isto será feito através das Ordens de Serviço (Procedimentos.28. devem ser sinalizadas.3. sugere uma interpretação técnica do dispositivo legal ("sempre que se tornar necessário").Atividades distintas daquelas em que os trabalhadores já foram treinados . As atividades em via pública. deve-se cumprir a Resolução 561/80 do CONTRAN.28. abordando no mínimo os seguintes temas: a) Informações sobre as condições e o meio ambiente do trabalho. • O treinamento periódico deve ser aplicado sempre que se tornar necessário e no início de cada fase da obra. nos acessos ao canteiro de obra e frentes de trabalho. Padrões. d) Informações sobre as proteções coletivas. Normas Internas).27. da Quality Consult.Aquisições de novos EPI 4.Alteração de risco 3. Referências .Item 18. O treinamento periódico poderá ser realizado e controlado no programa Básico de Treinamento.Item 18. Especificamente no subitem 18. Referências . Todos os treinamentos serão registrados e arquivados durante 20 anos em local específico e de fácil acesso. quando estiver a serviço em vias públicas. conforme modelo: • • PROGRAMA BÁSICO DE TREINAMENTO PERIÓDICO Situação 1. Renata Cerbino. Sugerimos a leitura da NR 26.Nova etapa da obra 2. o trabalhador deve usar colete ou tiras refletivas na região do tórax. o que é vago.27.• É importante que o local da obra tenha aprovação do Corpo de Bombeiros.4 Treinamento • O treinamento admissional deve ter uma carga horária mínima de 8 (oito) horas.28 / Subitens 18.3 Sinalização de Segurança • • • Além da sinalização interna.Instalações de novs EPC Data e Carga Horária Nome e Assinatura 5. b) Riscos inerentes à função. A Dra. que dispõe acerca do treinamento periódico. Em vias públicas. que trata especificamente da sinalização obrigatória no ambiente de trabalho. a NR determina na alínea "a" que esse treinamento deve ser ministrado "sempre que se tornar necessário". Devem ser fornecidas cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança.27 / Subitens 18.28.1 a 18. Instruções. c) Especificação e uso adequado dos EPI / EPC.

que trata dos Procedimentos para CAT. Daí.Item 18. programa de inspeção e auditorias. É dada maior atenção. As empresas de construção do subsetor de edificações ainda carecem do cumprimento de sua mais significativa legislação de segurança do trabalho. Sugerimos a leitura das NR 1. nas visitas aos canteiros. a importância de existir um controle de documentos de forma a agilizar as solicitações. a empresa certamente será alvo de um pesada fiscalização por parte das entidades públicas. Não existe um roteiro. o que inclui recursos dos EPI e EPC. conforme IN 118/05 e suas atualizações. b) Nas situações do programa. durante as visitas às obras. São nestas situações que a empresa descobre que está desorganizada e/ou se encontra irregular no que diz respeito ao atendimento aos requisitos de segurança e saúde.31 / Subitens 18.1 a 18. riscos de choques elétricos e falta de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. verifica-se. NR 6. que determine a seqüência a ser adotada pela fiscalização. treinamento e qualificação. NR 4.29.Acidente Fatal • Sugerimos a leitura dos comentários da NR 5. É priorizada. NR 7. No caso de acidente grave. sendo acordadas com o responsável pela obra. Nas suas inspeções. PCMAT.Reciclagem anual Observações: a) A data e a carga horária do treinamento serão anotadas pelo secretário da Cipa.29 / Subitens 18. NR 5. como. também. como. A fiscalização não se detém apenas na fiscalização do cumprimento da NR 18. por exemplo. entre outros documentos.29. registros de funcionários. de modo a apresentar de forma rápida evidências sobre: licenças.1 . atas de Cipa.31. por exemplo.AFT. o empregador deve facilitar a entrada da autoridade policial e dos Auditores do MTE. que podem levar à determinação de interdições e embargos. NR 5. o cumprimento de outras NR. A seqüência depende do tipo da obra e da situação encontrada.5 . NR 9 e NR 14 envolvendo os aspectos relacionados à responsabilidades do empregador. No caso de acidente fatal. fornecendo todas as informações disponíveis.Ordem e Limpeza • Ordem e limpeza fazem parte das boas práticas de segurança e são requisitos básicos para minimizar e evitar os acidentes de trabalho. dependendo da gravidade da situação encontrada.Item 18. NR 7. a falta de proteção coletiva. aquisição e fornecimento de EPI. serão abordados riscos de incidentes e medidas de prevenção relativos a todas as fases do cronograma da obra. Sugerimos aos profissionais do SESMT que mantenham um arquivo e/ou uma pasta com cópia dos documentos. PCMSO. a verificação de situações de grave e iminente risco.6. Referências . O atendimento de todas as suas • • • • • • • . Referências . NR 10 e NR 24. Entretanto. ou lista de verificação. a NR 18. PPRA. isso não impede que as questões de higiene e saúde do trabalhador não sejam avaliadas. em função do cumprimento do cronograma da obra. a situações que possam levar o trabalhador a um acidente. NR 9.

de cadeira suspensa. aconteceram devido a queda de altura.32. conforme modelo apresentado na NR 5. O segundo é a maior divulgação dos aspectos preventivos. mas pode contribuir significativamente para reduzi-las ou diminuir a gravidade dos acidentes. aconteceram devido a queda de altura. dos quais 11.1.Dados Estatísticos • Faz parte das boas práticas de segurança a elaboração de estatística interna de acidentes. semelhante aos anos anteriores. tanto da parte dos órgãos públicos.32. dos quais 9.2 . semelhante ao ano de 1996. foram registrados 21 acidentes fatais. será importante maior freqüência.1 a 18. ou 52. A elaboração da CAT. abrangência e atuação educativa. Dados relativos a acidentes fatais fornecidos pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP) abrangendo a cidade de São Paulo mostram que: • a) Em 1996. foram registrados 32 acidentes fatais. quanto da parte de sindicatos de empresas e trabalhadores.exigências certamente não garante a eliminação das fatalidades. para que sejam conhecidos os indicadores de desempenhos e os objetivos corporativos a serem alcançados. cujo grau de desconhecimento ainda é muito alto. foram registrados 30 acidentes com mortes. novamente alertando para a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. • • ANEXO I FICHA DE ACIDENTE DE TRABALHO Sem afastamento ( ) com afastamento ( ) Fatal ( ) Doença do trabalho ( ) Data ____ / ____ / ____ NR 18 . ou 30%. bem como a sua divulgação. b) Em 1997. dos quais 16. de balancim sempre denotando a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. Referências .CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO .Item 18.38%.32 / Subitens 18. contribui para aumentar a confiabilidade dos dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). • Para aumentar o nível de atendimento da NR 18. por parte da fiscalização das DRT. c) Em 1998. apontando para a falta de uso inadequado do cinto de segurança. Sugerimos a leitura da NR 4 que trata das definições básicas a serem utilizadas na elaboração de estatísticas de acidentes. ou 50%. aconteceram devido a queda de altura.

.

. Código 45). de acordo com os seguintes serviços: (Quadro I NR 4 Classificação Nacional de Atividades Econômicas. inclusive aquelas sem mão-de-obra própria. O Anexo II da NR 18 é um formulário que precisa ser preenchido por todas as empresas que se classificarem nas atividades da Indústria da Construção.32. Item F.Referências . Muitas empresas não fornecem dados de treinamento.Subitens 18.2 .Dados Estatísticos • • Os erros mais freqüentes apresentam-se nos itens que envolvem a relação homens/hora x meses trabalhados x número médio de trabalhadores.

11-0 Demolição e preparação do terreno 45.25-0 Montagens industriais 45. sanitárias.34-9 Construção de obras e prevenção e recuperação do meio ambiente Obras de Instalações: 45. de sistema de prevenção contra incêndio.21-7 Edificações (residenciais. comerciais e de serviços) inclusive ampliações e reformas completas.29-2 Obras de outros tipos 45. de segurança e alarme Outras obras de instalações Obras de Acabamento e Serviços Auxiliares da Construção: 4 4 4 3 3 3 3 3 45. 45. CÓDIG O 45. no alto.13-6 Grandes movimentações de terra 45. Eletrônica e Engenharia Ambiental Contrução de barragens e represas para geração de energia 45-31-4 elétrica Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 45.43-8 45. de ventilação e refrigeração Instalações hidráulias.12-8 Perfurações e execução de fundações de terra 45. canto direito.5 3 3 .24-1 Obras de urbanização e paisagismo 45.41-1 45.• O código fornecido abaixo. encontra-se no cartão do CGC.33-0 Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 45. inclusive manutenção 45.42-0 45.2 Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil 45. iniciado pelos algarismos 45. de pára-raios. Caso o número lá registrado se inicie pelos algarismos 33.49-7 Instalações Elétricas Instalações de sistemas de ar-condicionado.3 Obras de Infra-estrutura para Engenharia Elétrica.1 Preparação do Terreno ATIVIDADE GRAU DE RISCO 4 4 4 4 4 4 3 4 3 45.23-3 Grandes estruturas e obras de arte 45. de gás. então. Convém.32-2 45. verificar. significa que ainda é o CNAE antigo.4 45.22-5 Obras viárias. industriais.

da NR 18) =T1 Número de trabalhadores treinados (devido a T1)=T2 12 .52-7 Impermeabilização e serviços de pintura em geral 45.60-8 Aluguel de equipamentos de construção e demolicão com operários ANEXO II RESUMO ESTATÍSTICO ANUAL _ ANO: _____ NR 18 .59-4 Outros serviços auxiliares de construção 45.28.6 Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição com Operários 3 45.51-9 Alvenaria e reboco 45.45.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 4 Empresa: _____________________________________________________________________________________________ CGC: __________________________Endereço (Sede/Matriz):___________________________________________________ ___________________________________________________________ CEP:______________________________________ Cidade: ______________________________________________________UF:______________________________________ ITE M Total de homens/horas de trabalho no ano Número de meses computados =N1 ASSUNTO UNIDADE DA FEDERAÇÃO 01 02 03 Número médio de trabalhadores no ano =N2 (N2= soma total de trabalhadores a cada mês + N1) Número de acidentados sem afastamento =N3 Número de acidentados com afastamento (até 15dias) =N4 Número de acidentados com afastamento (acima de 15dias) =N5 Total de dias perdidos (devido N4) =D1 Total de dias perdidos (devido N5) =D2 Total de dias debitados =D2 Total de acidentes fatais =F1 04 05 06 07 08 09 10 11 Total de horas/aulas de treinamento (conforme item 18.

conforme subitem 18.O termo "homens/hora" significa a quantidade de horas que cada trabalhador esteve efetivamente exposto ao risco no decorrer do ano. mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. o descanso remunerado também não deve ser considerado. b) Somando cada coluna. conforme Anexo I da NR 18. siga os seguintes passos: • • • • • • a) Anote para cada funcionário a soma de horas trabalhadas no mês: em nosso exemplo. Exemplo: Se a empresa necessitar levantar o valor de homens/hora através do cartão de ponto (veja tabela 1). da NR 18. Neste sentido. para fins de fiscalização. Se você tiver mais de uma obra em cada estado.1.SP .839 horas trabalhadas. você terá o total de homens/hora de todos os funcionários que trabalharam no mês: no mês M01. Rua Copote Valente.: 05409-002 Os dados a informar são relativos ao ano anterior.Pinheiros . das férias e descanso. Preenchido por: Nome:_______________________________________________________________________Data:____________________ Função:_____________________________________________________________________ Visto:____________________ • Devemos observar o prazo de dez dias. mas não trabalhadas.São Paulo . O envio à Fundacentro deve ser feito por meio de serviço de postagem. por exemplo. Orientações: Há três colunas. tivemos 1. à Fundacentro. como à doença do trabalho e ao acidente fatal. Alguns programas de cálculo utilizados pelos Departamentos de Pessoal não separam as horas realmente trabalhadas ou de exposição ao risco. os valores a serem apresentados devem ser os totais de cada estado. Não esqueça de incluir as horas extras.464 horas nos 8 meses em questão (M01 a M08). . com ou sem afastamento. O formulário deve ser enviado até o último dia útil do mês de fevereiro (tirar negrito) para a Fundacentro (tirar negrito) no seguinte endereço: Fundacentro: Rua Capote Valente. Esta ficha de acidente refere-se tanto aos acidentes.CEP: 05409-02. para envio da ficha de acidente do trabalho. o funcionário F1 trabalhou no mês M01 183 horas. cada uma representando um estado: SP. Quando isto acontecer. portanto não devem ser computadas. no mês M02 194 horas e assim sucessivamente até completar o período analisado para o preenchimento do ANEXO II.Encaminhar para a FUNDACENTRO/CNT até 10 (dez) dias após o acidente. após o dia do acidente. 710 Pinheiros São Paulo CEP. 710 . Indicar os dados na coluna representativa em que estiver sendo executada a obra. Com relação ao item 1 . c) Somando as linhas você terá o total que cada funcionário trabalhou no período em análise: o Funcionário F01 trabalhou 1. As férias são horas pagas.32. faça uma observação no rodapé do Formulário ("horas/hora com inclusão de Férias e/ou descanso remunerado"). RJ e PE.

846 Linha=14.847 14.464 5 6 4 4 5 4 2 5 1.846 homens/hora e) Some todas as linhas 1. significa que na Tabela (matriz) não houve erros aritméticos.CÁLCULO DOS HOMENS/HORA FUNCIONÁRI O MESES COMPUTADOS M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 TOTA L 18 19 18 18 18 18 17 18 3 4 0 2 1 5 5 4 17 18 18 18 18 18 18 18 8 5 4 5 3 2 0 4 F01 F02 F03 F04 F05 F06 F07 F08 F08 F10 18 18 18 18 18 18 18 18 1.860 1.866 1.497 18 18 18 18 18 18 18 18 0 8 5 6 9 4 6 5 1.+1847=14.461 18 19 19 18 18 18 18 18 1.846 .498 5 0 4 6 9 0 6 6 1.526 0 2 1 4 6 3 4 5 19 19 19 19 18 19 18 18 1.464+1..490 18 18 18 18 19 19 18 18 5 4 8 5 2 1 6 7 18 18 18 18 19 18 18 18 5 7 4 6 2 6 5 5 TOTAL 1.875 1. Transfira o valor (14..487 2 4 6 2 5 6 8 4 1.867 1.d) Some todas as colunas: 1.839+1875+.483 18 18 18 19 18 18 18 18 1.461+. TABELA 1 ..836 1.846 f) Compare os valores das linhas e das colunas: Coluna =14.846) para o item 1 do formulário (ANEXO II).465 18 18 18 18 18 18 18 18 1.846 g) Se os valores forem os mesmos.490=14.+1..856 1.475 6 5 4 6 5 5 4 2 1.839 1.

mês 12. anote quantos acidentes se enquadram nesta situação e transfira para o formulário. .Você deve indicar como valor do item N1 a quantidade de meses que a empresa efetivamente trabalhou e utilizou para o item anterior.. mês 4 = 40. todos os trabalhadores. . encerrando no mês de dezembro.Se em qualquer canteiro de obra ou mesmo no setor administrativo ocorreu qualquer acidente de trabalho. mês 3 = 30. a empresa deverá levantar quantos acidentes ocorreram e que provocaram afastamento do trabalhador por período menor que 15 dias.Exemplo: durante o ano. o resultado a ser transportado para o formulário será (10+9) de 19 dias.A empresa deverá somar. Meses computados = 5 meses..Como no item anterior. • . transferido para o formulário (N2). levante os dias de afastamento. b) Dia de retorno: 25 janeiro. Se não ocorreu qualquer acidente desse estilo. Para os trabalhadores que se acidentaram no ano passado e se encontram ainda em período de afastamento. o item 8 refere-se ao item 6. mês 2 = 20. Exemplo: .• Com relação ao item 2 . a empresa deverá verificar se houve acidentes e se os trabalhadores se afastaram por período inferior a 15 dias. Quanto ao item 5 Aqui. Determine o período de afastamento da seguinte forma: • • • a) Anote o dia do acidente e Dia do acidente: 12 janeiro. colocar o número zero ou colocar um traço.+15=120 trabalhadores. mês a mês. o resultado a ser transformado p/ o formulário será (30+60+60) 150 dias. indicar quantos funcionários apresentaram-se nessa situação. se ocorreu apenas uma vez. O resultado dessa divisão será o valor correto a ser preenchido no formulário. Nesse caso. mês 5 = 15. O resultado dessa soma será o valor a ser preenchido no formulário. d) Desconte do resultado 1 dia do retorno: 13-1=12 dias. Número médio de trabalhadores: N2 = 120 trab. O valor calculado será. Quanto ao item 7 .Como no item anterior.: 5 meses = 24 trabalhadores. • Com relação ao item 8 . colocar o número zero ou um traço. um deles de dez dias e o outro de nove dias. Some todos os dias de afastamento em que os funcionários ficaram mais de 15 dias afastados do posto de trabalho. Se não houve acidentes. Assim. Os dias que já foram mencionados em formulário do ano anterior(2002). mas não houve a necessidade do trabalhador ser afastado. então. trabalhou efetivamente por 9 meses. c) Pegue a diferença entre eles: 25-12= 13 dias. ocorreram dois afastamentos. deverá somar os dias de afastamento.Exemplo: se a empresa teve um funcionário afastado por 30 dias e dois outros pelo período de 60 dias.Somatório de tralhadores: mês 1 = 15. Transfira o resultado para o formulário.Voltando ao item 5. Com relação ao item 3 . A soma total deverá ser divida pelo número de meses computados (N1). Total de trabalhadores mês a mês = 15+20+. Em caso positivo. e) O período de afastamento foi de 12 dias • • Quanto ao item 6 . considerá-los. não devem ser apontados novamente. colocar o número um. Quanto ao item 4 . indicando os dias de afastamento do ano em questão (2003). Exemplo: Uma empresa que iniciou suas atividades em abril mês 4. Se for superior a 15 dias.

200 1.000 dias.Para o total de dias debitados.Exemplo: Caso tenha ocorrido uma morte na empresa.000 dias.800 1. a empresa deverá utilizar o quadro 1-A da NR 5.200 1. conforme segue abaixo: . Se ocorreram duas mortes. deverá ser transferido para o formulário o valor de 6.500 3. Se ocorreu uma morte e uma perda da audição de um ouvido.000+6.000 6. teremos o valor de (6. para efeito de preenchimento.000+600) 6. esse valor será de (6. Se não ocorreu qualquer acidente com a natureza da tabela da página seguinte. anotar com o número zero ou um traço.• Com relação ao item 9 .500 .000 6.800 4.000 600 300 750 1.000) 12. NATUREZA Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda do 1o quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) PERCENTUA DIAS L DEBITADO AVALIAÇÃO S 100 100 100 30 75 60 50 10 5 121/2 20 30 20 25 6.600 dias.500 3.000 1.

ainda. O termo "horas/aula" significa a quantidade efetiva de horas (carga horária) do treinamento efetuado.A empresa deverá preencher o formulário com o número de trabalhadores treinados (admissional + periódico) referentes ao item 18. • Quanto ao item 12 .28 da NR-18. Quanto ao item 11 . . -· Se houve.Perda do 1o quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda do 1o pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos • • 331/2 40 75 50 40 6 10 0 10 50 2.Serão anotados neste item os acidentes fatais (MORTES). . treinamento admissional em três aulas de duas horas para cada aula.Deverá ser preenchido com o número total de horas/aula de treinamento ministradas.000 Quanto ao item 10 .400 4. o total de horas/ aula será de (12x1) 12 horas.400 300 600 0 600 3. o total referente ao treinamento admissional será (3x2) de 6 horas.000 2. que será (12+6) de 18 horas.Exemplo: Caso tenha ocorrido um treinamento periódico de 12 aulas de uma hora para cada aula. Se não ocorreram acidentes com mortes.500 3.000 2. colocar o número zero ou um traço. Deverá ser transferido para o formulário o total das horas/aula efetivamente ministradas.

Ações nesse sentido diminuem os gastos. mesmo que tenha permanecido sem atividade.Comitês Permanentes sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção . A empresa poderá utilizar o modelo contido nesta cartilha ou copiá-lo em papel timbrado.33 / Subitens 18. ao contrário do ANEXO-II (uma vez por ano). • Referências . um membro efetivo e um suplente. ou ainda.Lembre-se que o ANEXO-I. Estão desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 dias.1 a 18. quanto ao acidente com ou sem afastamento e à doença de trabalho. deverá ser preenchido e encaminhado à Fundacentro toda vez que ocorrer acidente. A CIPA centralizada deve ser composta de representantes do empregador e dos empregados.32.4 . nas quais serão previstas as demais disposições da NR 5 (CIPA) naquilo em que não conflitar com o disposto. para fins de fiscalização (item 18.• Informações Gerais . Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto à Fundacentro. adquirir em papelaria. b) Eleger. um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com menos de 70 empregados deve organizar CIPA centralizada.33. e que são fundamentais para os estudos que levarão às ações prevencionistas. um representante titular e um suplente a cada grupo de até 50 empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho.34 / Subitens 18. principalmente a longo prazo. terá dez dias para entregá-lo. As subempreiteiras que tiverem menos de 70 empregados devem participar com.1. da NR 18.1 a 18. devendo porém: • • a) Constituir Comissão Provisória de Prevenção de Acidentes. extremamente fáceis de preencher. no mínimo. Deve-se ter atenção para a aplicação deste item às empresas da indústria da construção. A empresa deverá manter cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. em cada um. precisa preencher e encaminhar o ANEXO II. quanto do empregado e do empregador. devendo ter. • • • • • Referências . Não deixe de preencher e enviar o Anexo 1.Item 18. paritariamente. a cada grupo de 50 trabalhadores. na mesma cidade. neste item.7 . no curso de membro da CIPA e nas inspeções realizadas pela CIPA da contratante. • • Quando houver equipes de trabalho itinerantes.34.33.Item 18. pelo menos. tanto do Governo. sempre que ocorrer um acidente. um representante nas reuniões. O Anexo I da NR-18 fornece dados sobre o acidente e o acidentado. Toda e qualquer empresa estabelecida. A empresa que possuir um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com 70 ou mais empregados. respeitando-se a paridade prevista na NR 5. NR 18). fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. evitam desperdício e possibilitam maior produtividade. a sede da empresa será considerada estabelecimento. Neste caso.CIPA • • A empresa que possuir. A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto a acidente fatal.34.

34. .35. . b) Atribuições do CPN: . regulamentadoras e de procedimentos.Implementar a coleta de dados sobre acidentes do trabalho. Os tais procedimentos serão elaborados por uma Comissão Técnica da Indústria da Construção.Justificar aos CPR as propostas não aprovadas.36.7 • No item 18.Apreciar as propostas encaminhadas pelo CPN. através da Portaria 7.2.Encaminhar propostas ao CPN.Deliberar a respeito das propostas apresentadas pelos CPR.1 O item 18.Três a cinco representantes titulares e suplentes do Governo. até a publicação da Recomendação de Procedimentos.Estudar e propor medidas preventivas. Referências . encaminhando cópia aos CPR.36 / Subitens 18. .• • Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria nº 65 (28/12/98).35 / Subitem 18. que incluiu o item 18. integrada por técnicos da Fundacentro e da DRT.Participar e propor Campanhas de Prevenção de Acidentes.1 a 18. . . de 03/03/97. dos trabalhadores e dos empregadores.Item 18.Incentivar estudos e debates para aperfeiçoar normas técnicas.36 (Disposições Gerais). .Encaminhar ao Ministério do Trabalho as propostas aprovadas. . foram criados os Comitês Nacional e Regional com as seguintes características: a) Composição dos CPN e CPR: . • • Os CPN e CPR elaborarão seus Regulamentos Internos.35 mudou. Referências .Elaborar propostas. como apoio técnico-científico. representantes de entidades de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho. . . . para Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP).36. Para esta NR específica. c) Atribuições dos CPR: .Item 18. são mantidos em vigor os seguintes itens que constavam da antiga NR 18: .Três a cinco titulares e suplentes. de Regulamento.Aprovar as RTP.

f) Estruturas Metálicas.3.a) Máquinas.Disposições Finais • É obrigatório o fornecimento de água potável. d) Escadas. por meio de bebedouro ou equipamento similar.37. não pode haver uma distância maior de 100 m (cem metros). dentro dos limites determinados. Fundação e Desmonte de Rochas. b) Escavação.37. continuamente. e) Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas.1 . Os profissionais do SESMT devem estar atentos ao uso inadequado das ferramentas portáteis. e de 15 m (quinze metros).8 . deve ser solicitada à concessionária local a instalação de um telefone comunitário ou público.1 a 18.38.1 a 18. a partir do segundo ano de .Item 18. betoneiras ou outro equipamento. pois ao qualificar-se um operário o mesmo passa a profissional. Do posto de trabalho ao bebedouro. bem como às atitudes incorretas de quem as opera. Para isso. o empregador deve conhecer a NR 18. A organização usará todas as formas. cursos. ressaltamos a importância do livro de manutenção e acompanhamento dos equipamentos preenchido pelo operador responsável. procedimentos até ações disciplinares como o uso de cartas de advertência e. na proporção de 01 (um) para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração. hermeticamente fechados.para os estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores e. que vão desde a ação educativa como a inspeção. filtrada e fresca. o trabalhador irá entender e se convencer das suas responsabilidades para a garantia de segurança. a serventes de obra. no plano vertical. em especial aqueles itens relativos à qualificação. • • • Referências .item 18.37. mudando de categoria. no plano horizontal. no primeiro ano de vigência desta NR 18. por profissional legalmente habilitado.Item 18. Quando houver alojamento nas áreas de vivência. Equipamentos e Ferramentas Diversas.4 Disposições Finais • Devemos observar que.38.38 / Subitens 18. o suprimento de água poderá ser feito em recipientes portáteis.Subitens 18. quando danificadas.6 a 18.37 / Subitens 18. Com o treinamento. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando os trabalhadores foram treinados. c) Estruturas de Concreto. ou máquina.5 Disposições Finais • Não é difícil implementar um programa de qualificação. sendo proibido o uso de copos coletivos. as punições mais sérias para aqueles que insistem em não cumprir as regras de segurança. É obrigatório o fornecimento gratuito de vestimentas de trabalho e sua reposição. que deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho e ser visado. Mais uma vez. Referências . até mesmo.37. Na impossibilidade da instalação de bebedouro. palestras. • • • Referências . Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. era obrigatório o PCMAT .

No terceiro e quarto anos de vigência desta NR. pessoas e materiais em até 45 metros de altura.23. de 03/07/07 ARTIGOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES Plataformas de Trabalho Aéreo Atualmente existem equipamentos que podem colocar em segurança.Glossário • A Portaria MTE 157 de 10/04/2006 excluiu e incluiu expressões e definições no Item 18. dotados de tecnologia de ponta. essas Plataformas Aéreas possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais. Autopropelidos com motores elétricos. serviços e eficiência para seus clientes. acessem pontos elevados com muita rapidez e eficiência. gás ou diesel.1. com mais de três anos da nova NR 18.Plataformas de Trabalho Aéreo (PDF.Item 18. eliminando a necessidade de se colocar escadas ou montar andaimes onde a mobilidade se torna incomparável com o que permitem as plataformas. para estabelecimentos com 50 ou mais trabalhadores. Como sabemos. hoje em dia não se vende apenas ‘equipamentos’ e sim alternativas que representem ‘soluções’ para toda e qualquer necessidade do cliente. • Outra observação importante é a exigência do elevador de passageiros. Referências . para sabermos se ele pode mesmo estar oferecendo um alto padrão de qualidade.39 . é sempre bom conhecermos o nível de desenvolvimento tecnológico e a real preocupação em estar investindo em pesquisa e desenvolvimento por parte do fabricante. incluindo a tão propalada ‘Eletrônica Embarcada’ muito utilizada na industria automotiva. somente após quatro anos de vigência desta Norma. . os benefícios são inúmeros pois. 40KB) Incluído pela Portaria MTE 15. Entretanto. ANEXOS Anexo I . hoje. de canteiros de obras a instalações industriais. Além disso. cujo canteiro de obras possua. excelência em treinamento. referido no subitem 18. O que são as Plataformas de Trabalho Aéreo? São equipamentos muito simples porém. 40 trabalhadores.39 Glossário. desde que haja 30 ou mais trabalhadores. possuem a configuração adequada para trabalhar em ambientes abertos e fechados. sobre pisos pavimentados ou não.14.vigência. pelo menos. o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje do edifício em construção com dez ou mais pavimentos ou altura equivalente. Contamos.

antes de ofertarmos o equipamento adequado para executar determinado tipo de trabalho. sugerimos um roteiro que pode ser adotado : • • • • • • • • • • • • • Qual é a altura máxima de trabalho que preciso alcançar ? (A altura de trabalho é considerada como sendo 1. . A seguir.No dimensionamento de uma Plataforma de Trabalho Aéreo algumas questões devem ser respondidas. Qual é a capacidade máxima exigida (pessoas e materiais) ? Que tamanho de plataforma será necessário ? Há necessidade do deslocamento da máquina entre corredores estreitos ? Preciso de um pequeno raio de giro? É preciso mover a plataforma de um andar a outro? O trabalho é em ambiente fechado? Preciso deslocar a máquina com a plataforma elevada? O trabalho requer uma plataforma tipo Tesoura para acesso vertical em linha reta? Preciso de uma plataforma de lança para maior alcance? Preciso de uma lança articulada para elevação sobre obstáculos (acima e além) ? O local de trabalho é pavimentado ou não ? O alcance lateral é importante ? Diferentes classes e configurações estão disponíveis para cada tipo de aplicação.80m acima da altura máxima da plataforma).

bastante espaço para trabalho e maior capacidade de elevação. automotiva e aeronáutica) . sobre pisos pavimentados ou não. estão disponíveis com lanças articuladas e telescópicas (alturas de 12. São utilizadas principalmente em prédios comerciais e infra-estrutura . locais de trabalho com terrenos irregulares . Todos os modelos articulados são manobráveis com a plataforma na sua altura máxima e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores industriais e áreas congestionadas. manutenção de instalações. As plataformas tipo tesoura podem ser manobradas de forma semelhante aos modelos de lança.72m até 45. Plataformas de lança telescópica (ou lança reta) atingem alturas de 12. Em termos de aplicação. são mais robustas. de utilidade e de pintura . A partir da plataforma. geralmente.1m e 10. acesso sobre obstáculos terrestres. Esse modelo de plataforma foi concebido para oferecer maior área de trabalho no ‘deck’ e. multipropelidas. As aplicações mais comuns são.24m. instalações esportivas.72m).7m) são usadas principalmente em ambientes fechados com piso pavimentado. Apresenta as mesmas condições de movimentação das lanças articuladas. mesmo elevada.• Plataformas elétricas de lança articulada (alturas de 9. assim como em hotéis e instalações educacionais e de recreação. que é um grupo gerador que recarrega e mantém o nível de carga das baterias.29m a 36. As plataformas de lança. A mesa giratória da máquina tem movimento de 3600 em qualquer direção. equipamentos e outros obstáculos presentes sobre o piso.29m). indústrias automotiva e aeronáutica . recarregáveis em tomadas convencionais de 110V ou 220V. plantas de fabricação e processamento de alimentos e produtos têxteis . além de outras posições elevadas. serviços mecânicos. A lança pode ser elevada ou abaixada e estendida enquanto a plataforma permanence horizontal e estável. parques temáticos. shopping centers e outros ambientes fechados. etc… Plataformas tipo tesoura. indústria. de utilidades e pintura . e podem ser usadas em ambientes abertos e fechados. oferecem versatilidade em serviços de manutenção e construção.19m a 18. AS plataformas tipo tesoura estão disponíveis em vários modelos e atingem uma altura máxima de 15. Esse modelo de plataforma oferece características e benefícios semelhantes às plataformas elétricas de lança. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. A estrutura giratória da máquina também tem um movimento de 3600 em qualquer sentido. distribuição e entretenimento. permitir trabalhar com cargas mais pesadas que nas plataformas de lança. manufatura e armazenagem.58m e são especialmente úteis para aplicações que necessitam de grande alcance.83m no deck. evitando os problemas como emissões de gases e ruídos. empreiteiras de serviços mecânicos. dentre as quais. • • . Armazenagem e centros de distribuição são mercados em crescimento. o operador pode manobrar a máquina para frente e para trás ou para qualquer outra direção. equipamentos e outros obstáculos sobre o piso e outras posições elevadas onde plataformas de lança telescópica não chegam. instalações industriais e de manufatura (indústrias sederúrgica. são uma classe de equipamentos usados quando há necessidade de menor alcance e altura mas. As plataformas elétricas de lança articulada são alimentadas por baterias. Estas máquinas são ideais para inúmeras aplicações. manutenção. refinarias de petróleo. O gerador carrega as baterias duas vezes mais rápido que o carregador embarcado padrão e permite mais ciclos operacionais em velocidade mais alta. elétricos. parques temáticos . para alcançar locais sobre máquinas. usadas para alcançar locais sobre máquinas. elétricos. Todos os modelos articulados são manobráveis em elevação total e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores estreitos e áreas de trabalho congestionadas. São vendidas em todo o mundo para utilização na construção. se destacam: Construção e manutenção predial . com o opcional ‘QuickCharge GenSet (Trade Mark). • • Plataformas de lança articuladas movidas a diesel (alturas de plataformas de 13. apesar de serem elevadas apenas verticalmente – exceto para a opção disponível de extensão horizontal de até 1. refinarias de petróleo e indústrias químicas .

centros de distribuição e varejista. A Série VP é uma máquina autopropelida que pode ser manobrada com a plataforma totalmente elevada. aeroportos. quando recolhida. parques temáticos. As aplicações mais comuns são na manutenção geral de fábricas. Vargas. é montado numa base de aço.Proposta de Plano de Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível. passa facilmente por portas convencionais. Aplica-se aos acessos necessários à execução dos serviços de manutenção.• Elevadores Pessoais. D. 48KB) Procedimentos de Montagem e Desmontagem de Andaimes Este documento visa a estabelecer os procedimentos que devem ser obedecidos na liberação para montagem e desmontagem de andaimes com a finalidade de preservar a integridade física do pessoal envolvido. Eng. por sua vez. Orientador: Prof. prédios públicos. Atingem alturas que variam de 5m a 14. alcance e segurança no manuseio de ítens de estoque.3 a necessidade do PCMAT em obras de construção. teatros. Comentários sobre PCMAT Sérgio Ussan Programa de controle e meio ambiente de trabalho na indústria da construção A NR 18 traz em seu item 18. fato que todos os profissionais intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento. que proporciona mais eficiência. Destaque para o capítulo 3 . Tendo como referência os seguintes documentos: • • • • • Ministério do Trabalho – Portaria 3214 de 1978 – NR-18 N-2343 Critérios de Segurança para Andaimes N-2162-A Permissão Para Trabalho ABNT NBR 6494 . 523KB) Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Carlos Luciano S.2 da NR 18). A Série AM (ACCESSMASTER)(Trade Mark) é uma máquina de deslocamento manual que. Agora. .Segurança na execução de Obras e Serviços de Construção Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível na Construção Civil (PDF.Segurança em Andaimes ABNT NBR 7678 .33m. (DOC.3. reformas e pinturas de equipamentos na área industrial. atenção especial aos seguintes itens: • O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho (item 18. igrejas. Também está disponível a exclusiva Série SP Almoxarife. são compostos de uma plataforma de trabalho fixada a um mastro de alumínio que se estende verticalmente e. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. Vejamos primeiro a definição de "Programa": "Programa é a exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema".

A partir destes conceitos pode-se desenvolver alguns comentários que não apresentam unanimidade na sua aprovação.3 da NR 18). são os corretos a serem aplicados na indústria da construção. ou seja. é um memorial descritivo. sua função de estabelecer regras que os protejam. Reforço. o PCMAT é único e completo por obra específica. ele não é "receita de bolo". sobre a implantação de medidas que visem as condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. ou influírem de um modo ou outro. O PCMAT deve ser apresentado a todos os profissionais que na obra trabalharem. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. cuidados devem ser tomados quando da contratação do profissional que fará a elaboração do PCMAT. surgimento de novas tecnologias e equipamentos. principalmente. independente da obra. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra. ele é específico para as condições individuais de cada obra. mudaça de projeto e alteração na relação mão de obra/equipamento. realizando um trabalho voltado única e exclusivamente para aquela obra. creio eu. Na verdade. devendo ele. No entanto falar em elaboração e implantação de um PCMAT parece uma tarefa simples e de fácil execução. O PCMAT é uma carta de intenções. • • • • • • • • Portanto. independente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. ou obra. tendem a ocorrer. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa) é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT.• A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. o Programa específico aos serviços que ela executará.3. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por . em primeiro lugar. mas também é mais que verdade que parte é específica a obra em si. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. de um forma cerimoniosa. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá. durante a construção. parte do PCMAT é idêntica para todos. mas. Grande engano quem assim pensar. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. sendo demonstrada sua importância e. • • Estabelecimento é uma obra individualizada. Entre possíveis alterações pode-se considerar sem medo de errar mudança no cronograma. e a partir desta condição conhecer a obra e sua filosofia de construção. ser um profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho.

se não for aquecida constantemente esfria. arc air (goivagem).todos. usinagem mecânica. Em função deste aspecto. O corte pode ser efetuado de diversas formas: • • • • Mecanicamente: Corte por cisalhamento através de guilhotinas. Jato D´água Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Desde os primórdios o homem busca na utilização de recursos naturais meios para satisfazer as suas necessidades. sendo uma obrigação dos profissionais ligados a Segurança no Trabalho conhece-lo profundamente. Lembrando que Segurança é como a água da chaleira para o chimarrão. tornam-se necessárias operações de corte das matérias primas. Enquadram-se neste. ex. Devem os leitores terem pleno conhecimento que a criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. LASER e algumas variantes do processo plasma Definição: O oxicorte é o processo de secionamento de metais pela combustão localizada e contínua devido a ação de um jato de Oxigênio. estes são produzidos em dimensões padronizadas.. lembrando sempre que segurança não é custo. a água tem-se mostrado uma grande aliada nessa busca. o mesmo ocorrendo com a implantação do PCMAT. Por questões de economia de escala e características do processo de fabricação dos materiais metálicos. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas. por arrancamento através de serras. agindo sobre um ponto previamente aquecido por uma chama oxicombustível. o corte por jato d´água de elevada pressão. etc Por fusão: Utilizando-se como fonte de calor um arco elétrico ex. Este tema merece maiores análises visando alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. Neste trabalho. Dentre os recursos naturais em maior abundância. a cada início de uma etapa de construção nova ele deve ser destacado e relembrado. etc. não importando se a fonte de energia é química. não sendo adequadas ao uso para todos os fins a que se destinam. tesouras. as operações de soldagem são precedidas pelas operações de corte. mecânica ou elétrica. corte oxicombustível Elevada concentração de energia: Neste grupo enquadram-se os processos que utilizam o princípio da concentração de energia como característica principal de funcionamento. Processos de Corte e Solda Oxicorte Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Invariavelmente. devendo ser exigido e obedecido em todas as obras. de elevada pureza. aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização. nos ateremos à utilização deste elemento . Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". é investimento. plasma Reação química: Onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação do metal.

Estes dois fatores combinados. A velocidade da água é da ordem de 520 a 920 m/s. cisalhamento etc. água e vapor. .1mm a 0. fazendo com que a pressão exercida no bico de corte seja da ordem de 1500 a 4200 bar. A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. O diâmetro do orifício de saída da água é bastante reduzido. plasma. Plasma Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Usualmente o plasma é definido como sendo o quarto estado da matéria. podendo ser energia térmica (Arc air. líquido e gasoso. Laser etc. De uma maneira geral.6mm.como meio de corte de materiais. o processo era utilizado para corte de madeiras. a água. Franz da Universidade de Columbia (EUA) patenteou um sistema de corte com água pressurizada. separando-se em dois gases Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1). Costuma-se pensar normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido. vaporizará.). Inicialmente. variando de cerca de 0. quando se deseja secionar um material aplica-se energia a este. O corte por jato d´água enquadra-se no grupo de energia mecânica. este transforma-se em água. existem três estados: o gelo.). Considerando o elemento mais conhecido. causando um elevado desgaste do mesmo. química (corrosão por ácidos) ou mecânica (usinagem. sendo que a introdução de materiais abrasivos e o desenvolvimento de sistemas de pressurização e bicos. onde a força de impacto exercida por um jato de água de alta pressão na superfície de contato do material supera a tensão de compressão entre as moléculas. Norman C. tornou o processo aplicável a quase todos os materiais de uso industrial. secionando o mesmo. que sendo submetida a mais calor. transformam toda a energia potencial da água em energia cinética. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo. Em 1968.

e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. A temperatura e a tensão do arco cresceram dramaticamente. pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica. Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma. o metal foi cortado pelo arco plasma.Figura 1 . o quarto estado da matéria Porém se adicionarmos mais energia. O mesmo fato pode ser observado no gás plasma.Plasma. . A redução do diâmetro do bocal constringia o arco elétrico. o gás torna-se um "plasma". a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção. Por exemplo. Durante a pesquisa e desenvolvimento do processo TIG. Ao invés de soldar. o processo TIG estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para soldas de alta qualidade em metais nobres. as propriedades do arco elétrico poderiam ser bastante alteradas. aumentando a velocidade do gás e o seu calor por efeito Joule. Este processo é chamado de ionização. ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. tanto maior será a temperatura. algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente tais como a temperatura e características elétricas. Desenvolvimento dos processos a arco plasma Em 1950. quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida. e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em alta velocidade. cientistas do laboratório de solda da Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro do bocal direcionador de gás da tocha TIG. quanto mais reduzida for a secção. sendo eletricamente condutor. Quando isto acontece.

Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação. quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo) e a peça de trabalho (anodo). mas é operado com o dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco correspondente ao TIG. Os dois modos de operação são mostrados na figura 3. Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás sai do bocal.8 mm). A espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação do gás de corte. Arco transferido e não transferido O arco plasma pode ser transferido. O arco do plasma foi consideravelmente mais quente que o arco TIG. Se a mesma corrente é forçada a passar através do orifício. a tensão e temperatura aumentam.Temperaturas do arco TIG e jato Plasma Na figura 2. ou de modo não transferido quando a corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha. o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o "heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a peça de trabalho. A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente aumentar a temperatura do arco. Essas altas temperaturas foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas paredes do mesmo. ejetando o metal fundido provocando assim o corte. permitindo um alto grau de constrição do arco. . O jato plasma é apenas moderadamente constringido (Æ do orifício do bocal = 4.Figura 2 . os dois arcos estão operando em 200 Ampères. conforme mostrado na figura 2. com os mesmos parâmetros operacionais.

esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal a velocidades de corte relativamente altas.Plasma transferido e não transferido Alterando as características do arco plasma As características do arco plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás corrente de corte. . o jato plasma torna elevada a concentração de calor na superfície da peça. Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na face de corte. Por exemplo. Nesta faixa de espessuras. o corte plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular. Contudo. Uma tocha mecanizada com capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou Alumínio.5 mm) até chapas grossas (250 mm). Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do calor na superfície da peça conforme a progressão do corte. se é usado uma baixa vazão de gás. Corte plasma convencional (1957) Introduzida em 1957 pela UNION CARBIDE.Figura 3 . A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de condução de corrente da tocha e propriedades do metal. a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal fundido através da peça de trabalho. na maioria das aplicações industriais. tensão do arco e diâmetro do bico de corte. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente aumentada. A faixa de espessuras abrangida variava de chapas finas (0. a espessura de corte não ultrapassa 50 mm. sendo ideal para soldagem.

Figura 5 . Por exemplo. O corte plasma como descoberto.Plasma convencional Este desbalanceamento do calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco como mostrado na figura 4.Figura 4 . Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois arcos em série (figura 5). O aumento da constrição do arco tende a tornar o perfil do arco maior e mais uniforme. O arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade. se o corte plasma . é atualmente denominado como corte plasma convencional.Formação de duplo arco Este fenômeno é conhecido como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte. Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários metais e diferentes espessuras. sendo um entre o eletrodo e o bico e outro entre o bico e a peça de trabalho. várias pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição do arco. causando um corte mais reto. sem porém a criação do duplo arco. Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50.

A maior vantagem neste processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de corte e a peça de trabalho. em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser cortado. aço Carbono e Alumínio. é essencialmente a mesma que no plasma convencional. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio para aço Carbono. dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio. A velocidade de corte é melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional. contudo. além de refrigerar o bico de corte e bocal da tocha. O Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao Carbono proveniente da reação exotérmica . é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização da qualidade de corte nesses três tipos de metais. Figura 6 .O corte plasma convencional predominou desde 1957 até os anos 70.Plasma "Dual Flow" Corte plasma com ar comprimido (1963) O corte plasma por ar comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. Esta técnica envolve uma pequena modificação em relação ao plasma convencional. O gás de proteção também protege a zona de corte aumentando a qualidade e velocidade de corte. Este processo utiliza-se das mesmas características como no plasma convencional. como mostrado na figura 6. Arco plasma "DUAL FLOW" (1962) A técnica dual flow foi desenvolvida em 1963. A velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio. e freqüentemente requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio.convencional é usado para cortar aço inoxidável. neste caso porém é adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte. protegendo o mesmo de curto-circuitos. a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. Usualmente. e reduzindo a tendência de "duplo arco".

com o ferro incandescente. onde o gás de proteção secundário é substituído por água (Figura 8). Háfnio ou ligas de Háfnio. entretanto. a superfície de corte nesses materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas aplicações (Figura 7). Figura 7 . O efeito de resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte além de melhorar significativamente a aparência do corte. Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o plasma com Nitrogênio. uma vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás de corte conter Oxigênio. Corte plasma com proteção d´água (1965) O corte plasma com proteção de água é semelhante ao processo "dual flow". . Embora o processo possa ser usado para o corte de aços inoxidáveis e Alumínio.Corte plasma a ar comprimido O maior problema com o corte por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. Eletrodos especiais feitos de Zircônio. são necessários. Mesmo com a utilização deste eletrodos especiais. o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez que a água não provê uma constrição adicional do arco. a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no processo plasma convencional.

.000°K ou seja 9 vezes a temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do arco plasma convencional. estava estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco. tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte. No processo plasma com injeção d´água.Figura 8 . a água é injetada radialmente no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9. A injeção de água no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando como se fosse um segundo bico de corte.Corte plasma com proteção d´água Arco plasma com injeção d´água (1968) No início. As temperaturas do arco nesta região são estimadas em aproximadamente em 50. da velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço Carbono. Como resultado final destas altas temperaturas.

conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na injeção radial de água (Figura 10). A força centrífuga criada pela alta velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o arco. O calor absorvido pelo . Figura 10 . a constrição do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um redemoinho estável de água.Direção de injeção d´água Ao contrário do processo convencional descrito primeiramente. A utilização de apenas um gás torna o processo mais econômico e fácil de operar.Corte Plasma com injeção d´água Um outro método utilizado para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um redemoinho de água em volta do arco. uma ótima qualidade de corte com o plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas um tipo de gás . Fisicamente o Nitrogênio é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do arco à peça.Nitrogênio. Com esta técnica.Figura 9 .

vindo a refrigerar a superfície da peça. A despeito das elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco. sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos ponteiros do relógio no gás. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na superfície de corte e resfria o bico da tocha. conseqüentemente. Figura 11 . porque a camada de vapor isola o mesmo da alta intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima temperatura. Este fato acarreta em que sentido de corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo reto em todas as faces da peça (Figura 12). Este fenômeno não é causado pela água injetada. . A razão da constrição do arco na região de injeção de água é a formação de uma camada isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada. A mesma dessimetria de corte pode ser observada no corte plasma convencional. o arco duplo.Nitrogênio quando dissociado é transferido quando em contato com a peça de trabalho. é que o lado direito do corte seja reto e o outro lado seja levemente chanfrado. Este giro causa uma maior energia de arco a ser despendido no lado direito do corte. quando há turbilhonamento do gás de plasma.Camada de vapor d´água A vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de injeção de água. Uma importante característica das extremidades cortadas. como mostrado na Figura 11. a maior causa da destruição do bico deixa de existir. A água restante sai através do bocal sob forma de um spray cônico. menos de 10% da água é vaporizada. A proteção obtida pela camada de vapor d´água também permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica.

acima de 50.Direção de corte Mufla d´água e tábua d´água (1972) Desde que os processos por arco plasma possuem uma elevada concentração de calor. Figura 13 .Figura 12 . há alguns efeitos negativos inerentes ao processo: . dando como resultado um corte reto no lado direito do corte. Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os bordos retos no lado interno do anel.Direção do corte Na figura 13.000°K. o anel mostra o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio.

foi introduzido pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição. Um aspecto negativo neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a velocidade de corte é diminuída de 10-20%. o ruído. Mufla d´água: O sistema de mufla d´água cria uma camada protetora ao redor da tocha. provocando a formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. que acoplado a um sistema purificador. Este método para fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água. Tábua de água: Trata-se de um reservatório de água localizado abaixo da peça a ser cortada. A claridade do arco é reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos. Como conseqüência. Finalmente. exigindo uma boa ventilação. remove as partículas sólidas. requerendo proteção para os operadores. produzindo os seguintes efeitos benéficos quando usados com a tábua d´água: • • • • O alto nível de ruído do processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela água. A geração de radiação ultravioleta. Este Hidrogênio forma bolsas sob a peça. A fumaça e gases tóxicos são confinados na barreira d´água. a radiação ultravioleta é diminuída. sendo a mufla de água e tábua de água. a peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água. Fumaça e gases tóxicos em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho. Corte subaquático (1977) Desenvolvimentos na Europa com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça. o corte plasma gera um intenso nível ruído. e a tocha plasma corta enquanto imersa. Este grupo de efeitos garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de meio ambiente. levaram ao surgimento do corte plasma subaquático. a fumaça e as radiações do arco elétrico são drasticamente reduzidas. pode causar queimaduras na pele e olhos. no corte subaquático. superior ao nível normal nas áreas de trabalho.• • • A altas correntes. Para o corte subaquático. pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte. tem a finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações de corte. que quando em contato com o jato plasma causa pequenas . Em 1972. deixando Hidrogênio livre dentro d´água. que controlam os efeitos nocivos do processo plasma. Com uma coloração adequada. a qual. Além do fato do operador não determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse aspecto. O Oxigênio tem a tendência de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas leves) formando óxidos. requerendo o uso de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros.

um grande número de inovações tecnológicas foram introduzidos. o corte plasma foi aceito como um novo método para corte de metais. sendo considerado uma valiosa ferramenta em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna. A partir desta data. Corte plasma com oxigênio (1983) O corte plasma com injeção de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da saída do bocal. Com este novo alento. A utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas. tornando o processo fácil de usar. foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte. Corte subaquático com mufla Baseado na popularidade do corte subaquático. surgindo novos fabricantes. eliminando a alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as partes frontais da tocha durante as operação de corte. Corte plasma a ar comprimido de baixa corrente (1980) Em 1980. os fabricantes de equipamentos introduziram no mercado. a água deve ser constantemente agitada quando do corte destes metais. . particularmente para sistemas de baixa corrente. as duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e Europeu respectivamente. A Termal Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT. Este fato propiciou uma nova era para o corte plasma. aumentou a competitividade na indústria de corte plasma.explosões. sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de 260 Ampéres. Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por contato ("blow back" retração do eletrodo). Em função deste fato. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de corte. aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. equipamentos usando ar como gás de plasma. como mostrado na figura 14. estabelecendo uma bolha de ar onde o corte se processa. no qual é injetado ar ao redor da tocha. Este torna-se um corte subaquático com injeção de ar.

Conclusão Ao fim desta revisão. foi visto a primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres. Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida. Em 1990. os fabricantes de equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade de corte de seus equipamentos. pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao metal a ser cortado (aço Carbono). Em alguns locais onde este processo foi usado. tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos últimos 35 anos.Plasma com injeção de Oxigênio Este processo é usado exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno aumento na velocidade de corte. o pequeno aumento na velocidade de corte associado as desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo tipo de tocha.Figura 14 . algumas desvantagens são notadas. este tornar-se-á o maior concorrente do processo LASER. contudo. Espera-se que a qualidade de corte no plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser. Considerando que o custo de implantação do processo plasma exige um investimento inicial bem menor. Atualmente três tendências principais devem ser observadas: . como uma deficiência no esquadrejamento do corte. excesso de material removido. Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado. Corte plasma de alta densidade (1990) O corte LASER tem se tornado um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade. particularmente nos últimos 5 anos. aumentando a velocidade de corte.

Manuel Saraiva Clara Os precursores do processo começaram ainda no século passado com a soldagem na posição vertical em um único passe através do confinamento do metal líquido com sapatas de grafite. que consiste em uma escória líquida condutora de energia elétrica para a soldagem na posição vertical ascendente. pelos lados das bordas por suportes de cobre. O processo passa a ser viável economicamente em juntas de topo a partir de 19 mm de espessura e. para espessuras máximas praticamente não há limitações. Todos os cordões são executados na posição vertical ascendente ou aproximadamente a esta. ver a figura ESW 01. a qual chama-se de sapata de refrigeração. cerâmica ou cobre.1. 3. 2. Eletroescória Prof. Figura ESW 01 Principio da Soldagem por Eletroescória Antes de iniciar o processo coloca-se no chanfro. como por exemplo para soldar seções transversais muitos espessas. Os russos na década de 50 desenvolveram o princípio do processo. Depois inicia-se o processo de soldagem com um arco elétrico. O processo de soldagem Eletroescória é usado onde se necessita grandes quantidades de material de solda depositado. fluxo para soldar. resfriadas na parte interna com uma vazão constante de água. O mercado para máquinas de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e tolerâncias cada vez menores para o processo plasma. A poça de soldagem é circundada. Princípio do Processo O processo de soldagem eletroescória é um processo por fusão através de uma escória líquida a qual funde o metal de adição e as superfícies a serem soldadas. entre o eletrodo (em fusão) e o lado inferior do chanfro. executava-se a soldagem por arco elétrico ou por processo térmico. Pesquisas e desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a qualidade de corte. e Prof. O mercado para unidades portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir. Este arco voltaico funde . Luiz Gimenes Jr.

cilindros. O metal solidificado é coberto lateralmente com uma camada fina de escória. A condutibilidade elétrica da escória líquida. a tal ponto que a escória conduza melhor do que a corrente elétrica do arco. até o metal base. . aumenta diretamente com a temperatura. Tão logo a condutibilidade do banho de escória tenha aumentado. para as reações químicas na poça de fusão. Então a corrente elétrica corre do eletrodo. eixos. Vantagens Preparação do chanfro a baixo custo. sendo necessário tratamento térmico posterior. isto é. Devido ao resfriamento lento surgem tensões próprias da solda consideravelmente mais baixas do que em soldas executadas por outros processos. Técnica nuclear: Partes de componentes para usinas nucleares. para que a profundidade do banho de escória seja mantida estável. Na maioria dos casos a profundidade mais favorável está entre 40 e 60 mm. Solda sem distorções. através da escória líquida e através da zona metálica fundida. Alto custo dos dispositivos de soldagem. Construção de vagões ferroviários: superfícies de rolamento. Construção de máquinas: Carcaças para turbinas. pois não há tolerâncias críticas a serem consideradas. do ponto de vista metalúrgico. O guia do eletrodo e as sapatas se deslocam continuamente para cima. conferindo alta qualidade da junta soldada. funde o metal adicionado e as faces do chanfro. devido a passagem da corrente elétrica pelo banho da escória aquecido. este se apaga. de ajustamento. bases para máquinas. Campos de Aplicação • • • • • • • • Construções metálicas: Soldas em chapas grossas de topo. de modo que a superfície do metal líquido seja mantida sempre na altura média das sapatas de refrigeração. Construção naval: Solda de seções do navio e laterais de tanques. vasos de pressão: Costuras longitudinais e circulares. e portanto deve ser substituída com a adição regular de fluxo. O metal depositado é bem desgaseificado e livre de poros. O processo lento de solidificação é favorável. muito onerosos. que resulta do processo. o que evita trabalhos. jogos de rodas. O aquecimento. tampouco mostra endurecimento.o fluxo. por meio de oxicorte. devido às propriedades especiais de condutibilidade da escória. Construção de recipientes. com baixa resistência ao impacto. Este calor gerado pela corrente elétrica é o principio que serve como fonte de calor. • • • • Desvantagens Granulação grosseira.

40 A abertura do chanfro é de aproximadamente 20 até 30 mm.7 Tensão Corrente Stick out (V) (A) (mm) 23 . as sapatas de refrigeração fixados nas faces a serem soldadas. O percurso de espaço inicial de 3 à 8 cm de cordão de solda são feitos sob escória não totalmente fundida. garanta uma boa transmissão de calor para as chapas a serem soldadas. podem ser feitos com excelente qualidade metalúrgica e sanidade ultra-sônica. Seu valor mínimo é determinado pela forma do guia do arame. Para terminar o cordão devem ser previstas peças de saída.32 Taxa de Deposição (Kg/h) 32 .3 . que gira em torno de 6%. Esta parte do cordão mostra uma penetração baixa demais. abaixo do cordão. No inicio do processo. Por causa disso é colocada. A soldagem por eletroescória exige uma escória líquida que.• • • Mão-de-obra especializada é recomendada na operação. A abertura deve ser o suficiente para que não ocorra curto-circuito entre guia de arame e as faces do chanfro. O revestimento com fita. pode ser executado com um ou vários arames.2. contendo apenas fluxo granulado. os quais podem ter oscilação através de dispositivos acoplados ao sistema tracionador de arame. ver Tabela ESW01. nunca maior que 10%. com também manter fora do cordão. A grande vantagem da utilização dessa variante de processo seria a sua baixíssima diluição. grande demais. A soldagem só pode ser feita na posição vertical ascendente. Para tal aplicação utiliza-se os dispositivos e demais componentes do processo de soldagem arco submerso.5 Velocidade de Avanço (m/min) 2. Aberturas de junta. que devido à interrupção do processo. . não são econômicas. Esta não têm apenas como objetivo manter a escória confinada. podem desenvolver uma estrutura metalográfica diferente. uma peça de acesso a qual não deve ser menor que 100 mm.27 650 . por um lado.750 28 . e tem que ser iniciada preferencialmente a soldagem uma única vez. com depósito em aço inoxidável e alta liga de níquel. Solda seções acima de 19 mm. Tabela ESW 01 Parâmetros Para solda com Fita ( Eletroslag Strip Clading) Dimensões da Fita (mm) 30 x 0. conduza bem a corrente elétrica e por outro lado. Tecnologia do Processo O processo de soldagem por eletroescória. os últimos milímetros da solda.

Algumas vezes usa-se corrente alternada. por sua vez. deve-se ter quantidade de arame suficiente para todo o tempo de arco aberto. Parâmetros para soldagem por eletroescória com 1 eletrodo sem oscilação Velocidad Densidad e de Taxa de EletrodoDiâm Tensã Corren e de avanço do deposiçã etro (mm) o (V) te ( A) corrente eletrodo o (Kg/h) (A/mm2) ( m/min) 2. Uma tensão de soldagem mais alta provoca uma maior penetração na face. leva ao resfriamento do banho de escória.5 3. com tensões em vazio da ordem de 60 V e tensões de trabalho de 30 a 55 V. antes de iniciar a soldagem.100 10 . Por esta razão. o que causa uma penetração insuficiente provocando descontinuidades. com ciclo de trabalho de 100%. Com o aumento do avanço do eletrodo aumenta a corrente.Figura ESW 02 . a formação da microestrutura será melhor.120 70 . Tabela ESW 02. Equipamento As fontes de energia típicas para o processo são similares as utilizadas no arco submerso.0 4-9 3-6 32 . Cada interrupção.50 450 600 500 90 . Tabela ESW02.20 . por mais curta que seja.20 10 .50 32 . a profundidade da poça de fusão e a potência de fusão. Com velocidade pendular mais alta.Apêndices para início e término da soldagem A soldagem por eletroescória exige operação ininterrupta. A soldagem por eletroescória pode ser realizada com corrente alternada ou contínua com eletrodo no polo positivo).

C. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem por ultra-som tem como objetivo unir peças por vibrações mecânicas na faixa ultra-sônica associada com pressão. J. .50 600 900 50 . O processo de Soldagem é realizado através de um transformador eletroacústico Figura USW 01. Bibliografia American Welding Society Vol 2 8th edição pg 272 a 297 Welding Metal Fabrication nov/89 pg 19 a 20. Noruk Soldagem por Ultra-som Prof. sem fusão do material base.35 Geometria de Chafros Abaixo é mostrado as geometrias mais comuns utilizados pelo processo eletroescória.700 4. Burley Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. o qual transforma uma corrente alternada em oscilações longitudinais mecânicas de freqüência de 22 KHz por exemplo.0 3-6 32 . e Prof. Luiz Gimenes Jr e Marcos Antonio Tremonti.70 15 . Welding Journal ago/82 pg 15 a 19. a Soldagem é feita no estado sólido. Luiz Gimenes Jr.Murray and A. Apostila de Processos Especiais de Soldagem 1995 pg 14 a 18. S. O componente denominado sonotrodo é o agente que promove as vibrações.

Prata. Zircônio.principio de funcionamento Durante a Soldagem as peças são fixadas na "bigorna" Figura USW 02. Se a força de pressão e a amplitude dos movimentos relativos entre as superfícies a soldar forem suficientemente fortes. O aquecimento é limitado a uma camada muito fina. Platina. pode ser usada para unir os principais metais. As superfícies.Figura USW 01 . também em chapas mais mais espessas de aço e não-ferrosos. Tungstênio. Ligações entre semicondutores e transistores. Titânio.003 até 2 mm) de metais macios (alumínio. destacamos os principais: Alumínio.sonotrodo e bigorna fixadora Soldam-se chapas finas. Níquel. então ocorre fluidificação. Conexões elétricas dos mais diversos tipos. além dos Aços. A solda por ultra-som. Os filmes de sujeira. ouro). água e óxido são rompidos. vidro ou mesmo cerâmica. aquecidas e aplainadas. Paládio. O sonotrodo transmite oscilações tangenciais para a peça. Estanho. Tântalo. como fios de alumínio ou ouro em silício. Magnésio. Ouro. Cobre. Molibdênio. . Campos de aplicação • • Contatos de semicondutores resistentes à temperatura. folhas ou fios (espessura de 0. se aproximam e forças de ligação de superfície entram em ação. Figura USW 02 .

Polipropileno. tem exigido também um aprimoramento nos processo de fabricação. muito freqüente em colagens. PVC. Bibliografia . a espessura e extensão da área a unir caracteriza a potência do equipamento. Nylon. a substituição de adesivos por equipamentos de soldagem ultra-sônica exigem pequenas modificações no projeto para que a Soldagem seja viável. Poliestireno. ocupam menor espaço e não exigem isolamento acústico. microcomputadores. alem da espessura e extensão da área a ser soldada. A solda ultrasônica ganha pela rapidez e evita os riscos citados. e na costura de produtos sintéticos. Plásticos O crescimento do uso do plástico na indústria. Os diversos tipos e modelos variam potências de 800 a 3000 W. Os equipamentos de menor potência destinam-se a aplicações mais delicadas. em outros ramos tem-se encontrado em componentes de telefones.• Quando as quantidades são grandes. Poliéster. Basicamente as uniões são feitas por adesivos que corre o risco de ataque químico ao plástico. como por exemplo nas aplicações em painéis. a Soldagem dissimilar entre os plásticos dependem muito da resina empregada. principalmente na união. A complexidade e irregularidade da peça pode impor restrições à Soldagem ultra-sônica. Os principais plásticos soldáveis por ultra-som são: ABS. Portanto a Soldagem dos plásticos apresenta como vantagens: • • • • • • Substituir fixações mecânicas ( porcas / parafusos ) Melhorar design Segurança na união Redução de risco da ação química do adesivo sobre o plástico Soldagem dissimilar Rapidez do processo Parâmetros e equipamentos Na implantação do processo deve ser levado em consideração. Policarbonato. Acrílico. também: • • Ponto de fusão a ser empregado Geometria e dimensões da peça São fatores que definem a potência e freqüência do equipamento. a Soldagem a ponto por resistência algumas vezes se torna mais viável. As indústrias automobilísticas são um dos grandes consumidores da Soldagem por ultra-som e nas indústrias de autopeças. pára-choques. pois as partes a soldar necessitam estar em contato e sob pressão utilizando ciclos da ordem de 20 a 40 kHz.

formando a poça de fusão. . condutivo (embora no estado sólido. Com o resfriamento posterior. normalmente. o calor produzido pelo arco elétrico funde uma parte do fluxo. Durante a soldagem. se solidifica enquanto a escória permanece fundida por mais algum tempo. A zona de soldagem fica sempre protegida pelo fluxo escorificante. este não é visível. pode conter elementos de adição que modificariam a composição química do metal depositado. Como já está explícito no nome. o arco ficará protegido por uma camada de fluxo granular fundido que o protegerá. devido a sua alta temperatura. Jones (IIW). a frio não o seja).B. Luiz Gimenes Jr. S. e a solda se desenvolve sem faíscas. O fluxo fundido é. muito reativo com o Nitrogênio e o Oxigênio da atmosfera tendo a facilidade de formar óxidos e nitretos que alterariam as propriedades das juntas soldadas.Welding Handbook Vol 2 8 edition 1991 Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco submerso é um processo no qual o calor para a soldagem é fornecido por um (ou alguns) arco (s) desenvolvido (s) entre um (s) eletrodo(s) de arame sólido ou tubular e a peça obra. Marcos Antonio Tremonti Aumenta a demanda por novos métodos de solda. na forma granular. para além das funções de proteção e limpeza do arco e metal depositado. e em solda de aços-liga. pois este é ainda. a corrente elétrica flui através do arco e da poça de fusão. o fluxo fundido sobrenada e se separa do metal de solda líquido. Com o deslocamento do eletrodo ao longo da junta. Processos Especiais. O fluxo. da contaminação atmosférica. que consiste em metal de solda e fluxo fundidos. a cobertura de fluxo pode fornecer elementos desoxidantes. O metal de solda que tem ponto de fusão mais elevado do que a escória. luminosidades ou respingos. Como o arco elétrico fica completamente coberto pelo fluxo. parte fundido e uma cobertura de fluxo não fundido. assim como o metal fundido e a poça de fusão. garantindo uma excelente concentração de calor que irá caracterizar a alta penetração que pode ser obtida com o processo. Princípio de funcionamento do processo Em soldagem por arco submerso. Plástico Moderno jul/1989 Técnicas de Soldadura en Materiales Termoplásticos. que caracterizam os demais processos de soldagem em que o arco é aberto. A escória também protege o metal de solda recém-solidificado. o material de adição (arame) e o metal de base. funciona como um isolante térmico. Soldadura y Tecnologias de Union fev/90 Arco Submerso Prof. Luiz Gimenes Jr. Em adição a sua função protetora. Luis Moura.O eletrodo permanece a uma pequena distância acima da poça de fusão e o arco elétrico se desenvolve nesta posição. na forma de escória. remove-se o fluxo não fundido (que pode ser reaproveitado) através de aspiração mecânica ou métodos manuais.

e a escória. relativamente espessa de aspecto vítreo e compacto e que em geral se destaca com facilidade. Através de um perfeito ajustamento de fluxo. Possibilita também ouso de elevadas correntes de soldagem (até 4000 A) o que. Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso O processo pode ser semi-automático com a pistola sendo manipulada pelo operador. Esta porém não é a maneira que o processo oferece a maior produtividade. As soldas realizadas apresentam boa tenacidade e boa resistência ao impacto. MIG-MAG e arame tubular. muitas vezes não encontradas em outros processos de soldagem. esta separação permitirá que se utilize diferentes composições fluxo-arame. O esquema básico do funcionamento do processo pode ser visto na Figura . oferecerá ao processo alta taxa de deposição. praticamente. O fluxo é distribuído por gravidade. Em média. Esta é conseguida com o cabeçote de soldagem sendo arrastado por um dispositivo de modo a automatizar o processo. além de excelente uniformidade e acabamento dos cordões de solda. aliado as altas densidades de corrente (60 a 100 A/mm2).Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso. gasta-se com este processo cerca de 1/3 do tempo necessário para fazer o mesmo trabalho com eletrodos revestidos. podendo com isto selecionar combinações que atendam especificamente um dado tipo de junta em especial. Esta independência do par fluxo-eletrodo é outra característica do processo que o difere dos processos eletrodo revestido. Fica separado do arco elétrico. Outra característica do processo de soldagem por arco submerso está em seu rendimento pois. ligeiramente a frente deste ou concentricamente ao eletrodo. arame e parâmetros . pode-se dizer que não há perdas de material por projeções (respingos). No arco submerso. Estas características tornam o processo de soldagem por arco submerso um processo econômico e rápido em soldagem de produção.

trata-se de um processo de soldagem a arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes por aquecimento e fusão do Metal Base e parte da ponta do pino.Exemplo de recurso para sustentação de fluxo. Luiz Gimenes Jr. a soldagem na posição horizontal só é possível com a utilização de retentores de fluxo de soldagem. consegue-se propriedades mecânicas iguais ou melhores que o metal de base. . e protegidos por uma cerâmica. Ainda assim. e conter o metal líquido.de soldagem. Exemplo de recurso para sustentação de fluxo Soldagem de Pinos ( Stud Welding / SW ) Prof. Energia elétrica e força são transmitidas através de um porta-pinos num dispositivo de elevação. que tem como função a proteção contra os respingos. para melhor união e solidificação. Na soldagem circunferencial pode-se recorrer a sustentadores de fluxo como o que é apresentado na Figura . ver Figura SW 01. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem de pinos em inglês é designado por stud welding. A maior limitação deste processo de soldagem é o fato que não permite a soldagem em posições que não sejam a plana ou horizontal. e Prof. contaminação atmosférica. seguido de imediata pressão.

Durante a Soldagem. protege contra a atmosfera e limita o banho de fusão. (4) Retira-se o porta pino ( pistola ). Depois de um determinado tempo. temos uma ZTA ( Zona Termicamente Afetada ) muito estreita. a Figura SW 02 ilustra a seqüência de soldagem. Sistemas automáticos soldam até 20 pinos/min. (1) O gatilho da pistola de soldagem faz com que o pino encoste na peça a soldar. Solda-se em ciclos de 10 pinos/min. O tempo de operação é da ordem dos milisegundos. e a cerâmica. onde o pino é submerso no banho de fusão. (3) Aplica-se pressão ao pino para promover a solidificação. promovendo o curto circuito. é relativamente curto se comparado com os processos a arco convencionais. Figura SW 02 Seqüência de soldagem Equipamentos .Figura SW 01 . fundido o parte do pino e a face do metal base. O anel de cerâmica concentra o arco voltaico. devido o ciclo de trabalho ser muito curto. o anel de cerâmica e o pino são colocados manualmente no equipamento apropriado conhecido como pistola para Stud e o processo de solda é executado pelos comandos existentes. (2) Imediatamente ocorre o arco elétrico.Dispositivo de elevação e posicionador O arco elétrico é obtido através da operação de toque e retração de pino.

outra variante do processo. os controladores podem ser integrados as fontes de energia ou separadas. pode-se ligar as fontes em paralelo. compatíveis com o pino a fixar. . são derivadas de um banco de capacitores. utiliza-se uma fonte com descarga capacitiva. que são ligadas as fontes e à pistola de soldagem. tanto geradores ou retificadores. para alta produção podem ser adaptados nas pistolas através de tubos flexíveis. As Unidades de controle são basicamente circuitos temporizadores para aplicação do tempo de Soldagem e tempo de pressão. contem um gatilho que libera a corrente de Soldagem. através de uma mola controlada por uma válvula solenóide. a pistola também fornece pressão e alivio ao sistema. Figura SW 03 equipamento de soldagem por pinos As fontes de descarga capacitiva. este encaixes podem ter diferentes geometria e espessuras. Um esquema de soldagem convencional é mostrado na Figura SW 03. com capacitores de alta capacidade. que normalmente são projetadas para correntes de até 1600 Ampères. caso haja a exigência de correntes mais elevadas. onde a fonte de energia para deslocamento dos pinos do reservatório ä pistola é o ar comprimido. neste caso as cerâmicas de proteção não são usadas. é recomendado utilizar fontes com potência acima de 400 Ampères e tensões em vazio de no mínimo 70 Volts. pois o diâmetro dos pinos e os tempos de soldagem são menores.A Pistola de soldagem tem por finalidade segurar e movimentar o pino. que é uma espécie de encaixe. a qual é transmitida para a ponta do pino. ou utilizarse de fontes desenvolvidas para goivagem a grafite. Sistemas automáticos de alimentação. As Fontes de Energia empregadas no processo convencional são semelhantes às usadas para o processo eletrodo revestido. o processo segue nos mesmos parâmetros do processo convencional como na Figura SW 04. com os pinos ligados ao polo positivo.

Indústria Automobilística. Estruturas Metálicas e em Concreto Armado.Esquema de ligação para soldagem com descarga capacitiva Aplicações • • • • • Caldeiraria. Construção Naval: Fixadores para mantas isolantes e fixadores de cabos. pino de aço inox com alta liga. substitui uniões roscadas complicadas e pequenas peças de fixação. para melhor qualidade da solda. indicado principalmente para chapas com oxidações e sujeiras. pinos de alumínio 99. por exemplo. neste processo. como por exemplo em soldas de campo. em aço baixa liga com Cr Mo. colocação de pinos em tubos de trocadores de calor e fixação de ancoragens para isolamento. em chapas finas ou com revestimento de material sintético de um lado.Figura SW 04 . Ele é apropriado para pequenos esforços mecânicos.5 até 4 ms). parafusos e porcas. revestimentos. as superfícies que estão em contato com o pino. Tecnologia do Processo Pinos especiais podem ser feitos com um ressalto em sua extremidade para facilitar a ignição do arco. devem estar isentas de: • • Óleo Umidade . É possível solda dissimilar. as dimensões da ponta do pino determinam o processo de solda. fixação de buchas e ancoramento de concreto. fixação das armações. Por meio de uma descarga de condensadores (corrente de até 8000 Ampères) surge imediatamente (dentro de 0. geralmente com pinos de aço inoxidável para ancoragem de refratário para válvulas siderúrgicas. Materiais Os pinos podem ser de aço SAE 1030. Também são feitos pinos com dimensões maiores com pontas em alumínio. pois o alumínio tem a função de desoxidar o banho de fusão.5 em ligas de alumínio (proteção da poça de soldagem com gás argônio é necessário). Fornos e Chaminés. onde o esmerilhamento ou escovamento das áreas é de difícil acesso. Na soldagem convencional. Construção Elétrica.

ser realizado com a seção integral do pino. como o dispositivo de teste da Figura SW 05. Acabamento final do pino soldado deve ser uniforme e isentos de: • • • • Sobreposição excessiva Trincas Desalinhamento Torção A propriedade mecânica do pino através do ensaio de tração é opcional.Parâmetros de Soldagem por Descarga Capacitiva Diâmetro do Pino (mm) 3.0 Corrente de Soldagem (A) 300 400 500 600 800 Tempo de Soldagem (ms) 13 16 20 24 32 Tempo de Aplicação da Carga(ms) 50 50 50 50 50 Controle de Qualidade para pinos soldadores .Norma AWS D1.1 Enumeramos os principais itens para os testes de aceitação para pinos soldados.0 4.• • Sujeira Carepa O pino não poderá ser soldado sobre superfícies pintadas e zincadas. devem estar isentas de umidade: • Seca-las a 120ºC / 2 Horas .0 5.0 6. As superfícies devem ser limpas pelos métodos: • • • Escovamento Lixamento Decapagem Tabela SW 01 .0 8. As superfícies a serem soldadas e a cerâmica. devendo em caso positivo.

e Marcos Antonio Tremonti AWS Welding Handbook Vol 2 Welding Process 1991 AWS D1. Processos Especiais. Luiz Gimenes Jr. e Engº José Pinto Ramalho .1-80 Stud Welding item 7. • • • • Soldar 2 pinos Inspeção visual de 360ºC Utilizar sempre chapa de teste Pinos frios Dobrá-los 30º com reação ao eixo principal Método Martelamento Tubo Visual Não pode ocorrer falhas Figura 06 . 4. 3.Dis Controle de produção Antes de uma série de peças a serem soldadas na produção.Figura SW 05 . liberar para produção.1 a 7.8 MIG MAG Prof. 2. 5.Test Estando em conformidade com as exigência já citadas anteriormente. realizar teste: 1. 1995. O operador poderá ser qualificado de acordo com o teste de produção. Luiz Gimenes Jr. Critério de aceitação de ensaio visual de fusão do pino A) Satisfatório B) Pouca retração do pino C) Retirada rápida da pistola D) Falta de alinhamento E) Baixa corrente F) Alta corrente Bibliografia Cursos de Especialização para Engenheiros de Soldagem.

na velocidade de soldagem. Estes gases. normalmente CO2 . Os gases nobres (processo MIG) são preferidos por razões metalúrgicas. ou seja um gás normalmente monoatômico como Argônio ou Hélio. um gás que interage com a poça de fusão. como por exemplo Argônio (inerte) com Oxigênio (ativo). Argônio com CO2 e outros tipos. A simples mudança do gás por sua vez. nas perdas por projeções. (abreviatura do inglês Gás Metal Arc Welding) que é a designação que engloba os dois processos acima citados • • Princípios básicos do processo MIG / MAG Os dois processos diferem entre si unicamente pelo gás que utilizam. tem uma influência preponderante nas características do arco. quando a proteção gasosa utilizada for constituída de um gás inerte. ou seja. acabamos por utilizar mistura dos dois tipos de gás. é conhecida pelas denominações de: • MIG. segundo sua natureza e composição. no tipo de transferência de metal do eletrodo à peça. bem como na facilidade da execução da soldagem em diversas posições. Além disto.A soldagem a arco com eletrodos fusíveis sobre proteção gasosa. um vez que os componentes utilizados são exatamente os mesmos. quando a proteção gasosa é feita com um gás dito ativo. o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos. na temperatura da poça de fusão. é preferido por razões econômicas.dióxido de Carbono GMAW. muitas das vezes impossibilitados tecnicamente por um lado e economicamente por outro. enquanto o CO2 puro. Como seria lógico de concluir. Existe uma certa . será responsável por uma série de alterações no comportamento das soldagens. na penetração e na forma externa da solda. e que não tem nenhuma atividade física com a poça de fusão MAG. na sensibilidade a fissuração e porosidade.

pelas altas densidades de corrente que o processo pode ser utilizado. Assumimos na prática o comportamento em soldagem e o modo como ocorre a transferência metálica como determinantes da percentagem correta onde ocorre a transição. é sua alta produtividade. conseqüentemente. misturas cujo maior componente seja um gás ativo (exemplo: Argônio 98 % . O processo MAG é utilizado somente na soldagem de materiais ferrosos. Uma das características básicas deste processo. pode-se dizer que as principais vantagens da soldagem MIG MAG são: alta taxa de deposição e alto fator de trabalho do soldador. Níquel e suas ligas. Magnésio. Na tabela abaixo. quanto ao tipo de material e espessuras aplicáveis. Assim. os valores comparativos de densidade de corrente: Processo E. Cobre. a partir dos quais um mistura deixaria de ser inerte e passaria a ser ativa e viceversa. porém é uma discussão meramente teórica. ausência de operações de remoção de escória e exigência de menor habilidade do soldador. que é motivada. quando comparada à soldagem com eletrodos revestidos. que influenciam diretamente na qualidade do cordão de solda depositado. em relação aos outros processos de soldagem manuais. revestido MIG MAG Densidade de Corrente 5 a 20 A/mm2 100 a 250 A/mm2 De um modo geral.Argônio 25 % usado para a soldagem de aços ao Carbono em posição diferente da posição plana). além da continuidade do arame. conservam as características gerais de gás inerte e são consideradas como gás inerte.indefinição de quais seriam os limites percentuais dos gases. conservam as características gerais de gás ativo e são consideradas como gás ativo. Além da necessidade de um ajuste rigoroso de parâmetros para se obter um determinado conjunto de características para solda. A principal limitação da soldagem MIG MAG é a sua maior sensibilidade à variação dos parâmetros elétricos de operação do arco de soldagem. e por sua influência no . grande versatilidade. a determinação desses parâmetros para se obter uma solda adequada é dificultada pela forte interdependência destes. não existência de fluxos de soldagem e.Oxigênio 2 % utilizado para a soldagem de aços inoxidáveis). enquanto o processo MIG pode ser usado tanto na soldagem de materiais ferrosos quanto não ferrosos como Alumínio. Misturas cujo maior componente seja um gás ativo (CO2 75 % . A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os valores de densidade de corrente dos processos MIG MAG e eletrodo revestido.

em comparação com o equipamento para soldagem com eletrodos revestidos e menor variedade de consumíveis são outras limitações deste processo. Ergonômico. Luvas de raspa cano longo. tem sido as que apresentaram um maior crescimento em termos de utilização. Segurança e Saúde Ocupacional • O processo de soldagem emite uma série de agentes nocivos a saúde dos trabalhadores. Choque elétrico. avental de raspa tipo barbeiro com mangas ou avental convencional complementado com mangotes de raspa. O maior custo do equipamento. os quais são liberados no processo de solda. deverá ser feita uma avaliação ambiental no local para identificar e quantificar os agentes químicos gerados e a partir dos resultados tomar medidas de controle. para a obtenção de maior produtividade em soldagem. a maior necessidade de manutenção deste. conhecendo os agentes presentes. A soldagem MIG MAG e a soldagem com arame tubular. sempre que possível da soldagem manual por processos semi-automáticos. (este conjunto proteje também contra estilhaços e fagulhas quentes). e óculos de proteção contra impacto. nos últimos anos em escala mundial. a não ser a proteção individual ao soldador e coletiva (biombos) aos demais trabalhadores próximos. como: exaustão no ambiente ou localizada (cuidado para não alterar a qualidade da solda). evitando que estilhaços atingem os olhos quando o soldador erguer a máscara. sem uso a lente fica na tonalidade 3 e no momento de acionado o arco elétrico o dispositivo passa para tonalidade de 10 a 14. não há outra alternativa para controle do agente. Para fumos métálicos. e viabilizar a substituição do material utilizado. ou máscara de soldador com escurecimento automático. Neste treinamento está incluso a prevenção • • • • . Pode-se também identificar a composição do aço e do arame de solda. Estes processos tem se mostrado os mais adequados dentre os processos de soldagem à arco. Ruído. Este crescimento ocorre principalmente devido à tendência à substituição. O trabalhador para executar este tipo de trabalho deverá passar por um treinamento específico de Soldagem Mig-Mag. como: o o o o o o • Radiação não ionizante. contra queimadura nos cabelos e pescoço causada por fagulhas e radiação. Máscara de soldador com lentes escuras na tonalidade de 10 a 12. mecanizados e automáticos. própria para soldador.resultado final da solda produzida. ou botina com perneira de raspa. à soldagem automática e com a utilização de robôs. A proteção individual consiste em botas de cano longo de raspa com biqueira de aço. Quanto a radiação gerada no processo. Dependendo dos resultados as avaliações ambientais o soldador deverá usar protetor auricular contra o ruído. Fumos metálicos. (aqui a carga horária é de 80 horas). Sob a máscara usa-se uma touca de brim. conforme regulagem. ou EPI (respirador descartável P-2). Fagulhas e estilhaços.

Em 1957. sendo a primeira. Fundamentos do processo Este processo nos oferece duas configurações básicas. Este jato limpa a face do metal retirando sua película superficial. foram soldados no estado sólido e apresentaram uma interface ondulada. queda de materiais. Nas placas em paralelo o anglo a obtido na detonação é pequeno. Soldagem por Explosão Fernanda Laureti Thomaz da Silva e Luiz Gimenes Júnior Histórico Durante a 1ª Guerra Mundial. Então. Naquele instante as superfícies novas são fortemente comprimidas.contra acidentes com eletricidade. em determinadas circunstâncias.. pois suas condições são alteradas ao longo da soldagem. ele faz uma espécie de decapagem. quando em um experimento foi observado que dois discos metálicos ligados a um detonador. eram soldadas. pela ação dos explosivos. este processo. enquanto a segunda. então o fluxo do jato de metal é ininterrupto e a interface resultante é praticamente plana. produz um caldeamento não constante. mostrada na Figura EW 01. Porém. • Quanto a marcas dos EPI´s.. lançada em alta velocidade. uma a outra. enfim. E maneiras corretas e ergonômicas de efetuar a soldagem. produz um caldeamento constante. Esta colisão é muito violenta e libera um jato metálico formado a partir do impacto pontual entre as partes que serão soldadas. liberando-as de óxidos e impurezas. pois suas condições são alteradas incessantemente até o término da soldagem. . existe no mercado uma infinidade de opções a disposição. queimaduras. obteve-se a soldagem por explosão de uma chapa de Alumínio a um perfil de aço. após explosão. foi relatado de forma científica somente em 1944. era observado que partes metálicas de projéteis e de estilhaços quando colidiam com outras superfícies metálicas. contra outra através da detonação calculada de um explosivo. com arranjo utilizando um ângulo a pré-determinado entre as placas. com arranjo das placas em paralelo. cortes. por isto esta configuração é chamada de regime laminar. grande interesse foi despertado por este processo e muitos países começaram a pesquisá-lo e a encontrar muitas aplicações industriais para a soldagem por explosão. Descrição A soldagem por explosão é um processo de soldagem no estado sólido que é obtido a partir da deformação plástica superficial dos metais ocorrida após colisão de uma peça acelerada.

Figura EW 02 . Sua maior aplicação normalmente é para o "clad" para chapas de até 6 metros de .Figura EW 01. A alta velocidade do jato remove a película superficial da placa base e da placa superior que é levada ao ponto de contato. Aplicações As aplicações da soldagem por explosão variam de placas de grandes dimensões até pequenos componentes eletrônicos.Processo por Explosão em Paralelo Nas placas preparadas em ângulo pré-determinado. assim as ondas na interface vão sendo formadas ao longo do caldeamento nos pontos de colisão.Processo por Explosão em Ângulo Explosivos Explosivos são produtos capazes de liberar. Esta configuração é chamada de regime turbulento. a placa superior vai sendo lançada contra a placa base e a soldagem é obtida. o fluxo do jato de metal líquido é interrompido a todo momento quando sofre uma mudança de direção e gira como um "rodamoinho". mostrado na Figura EW 02. energia potencial com instantânea liberação de gás que exerce alta pressão nas áreas vizinhas. Normalmente possuem baixa resistência a umidade e na detonação apresentam fumos com algum grau de toxicidade. onde as ondas serão formadas como que rodamoinhos. após sua detonação.

porém todos os materiais acima descritos podem ser solados entre si. Níquel. Paulo V. artigo: "Aspectos básicos da soldadura por explosão" de Jorge Paes Mamede e Orlando Correia de Matos. alimentícia. Luiz Gimenes jr. FBTS . ASM Handbook .comprimento. chapas cladeadas para as indústrias química. os explosivos tem transporte. são utilizadas em lugares que necessitem de resistência à corrosão. No Brasil este controle é exercido pelas Forças Armadas. e em reatores nucleares. Papel e Celulose. Titânio. Vantagens • • • • • • • É rápido (se obtem uma junta em 10-6 seg) A camada de intermetálicos gerada é muito pequena Não é necessária rígida limpeza das superfícies (exceto a carepa em chapas de aço laminadas a quente) Não há necessidade de investimento com equipamentos Desvantagens Para aços Carbono e baixa liga as superfícies sofrem endurecimento. soldagens de tubos em espelho em trocadores de calor. É perigoso. mercado. de menor espessura. e Marcos Antonio Tremonti . Curso de Especialização para Engenheiros na Ärea de soldagem. quantidade e distribuição do explosivo são importantes variáveis deste processo e um dos fatores utilizados para definição destas variáveis é a espessura das placas envolvidas. Processos Especiais de Soldagem. petroquímica. Em todos os países.AWS 8 edition Vol 2 Tecnologia de Soldagem. Bibliografia Welding and Metal Fabrication . vol 6 Welding. Tântalo sobre aço ou cobre com alumínio. uso e armazenamento controlado. Marques Soldadura & Construção Metálica . Distingui-se principalmente ao revestimento de grandes superfícies: chapas inoxidáveis em chapas de aço carbono e Baixa liga. Alumínio. Há necessidade de se ter um local adequado e distante dos grandes centros para a execução do processo. o que dificulta a implantação do processo. Normalmente as placas superiores. sendo necessário um alívio de tensões posterior. As maiores superfícies até agora soldadas por detonação têm até 40 m2.October 1969.SENAI-RJ 1995.julho 1983. Variáveis A velocidade de colisão. Este processo também é utilizado na fabricação de materiais compósitos. Coord. ângulo de colisão. Soldering and Brazing. Welding Handbook .

Baixa entrega térmica. Os primeiros trabalhos de pesquisa que conduziram à invenção do feixe de laser foram realizados por Albert Einstein e datam de 1917. formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. Poucos meses depois os Laboratórios da AT&T Bell desenvolveram um laser gasoso de He-Ne. um sólido de rubi. Eletrodo Revestido Prof. versam sobre os fenômenos físicos de emissão espontânea e estimulada subjacentes ao funcionamento do laser. Ao contrário do que se pensa. orientando-se por óticas sem perder ou alterar suas características físicas. O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. Devido a qualidade da radiação LASER. Entre estas características podemos citar: • • • Elevadíssimas velocidades de soldagem. Fundamentos do Processo: A menos que se solde em uma câmara de vácuo. Townes confirmou experimentalmente em 1954 o fenômeno através da aplicação da emissão estimulada à amplificação de ondas ultracurtas. O primeiro LASER. podemos dizer que o LASER é um dispositivo que produz um feixe de radiação. todos os processos de . na abertura e manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada. fato este que impulsionou seu desenvolvimento. Luiz Gimenes Jr. o que torna este processo altamente interessante não é a quantidade de radiação emitida. com comprimentos de onda na faixa do Infravermelho (IF) até o Ultravioleta (UV). e somente alguns anos depois surgiria um LASER de CO2. o que é impensável devido ao custo.Laser Prof. distorção e ZTA. que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento. sua utilização em soldagem possibilitará a obtenção de determinadas características impossíveis de se obter com outros processos. foi construído em 1960 por Maimann. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido consiste. indo do sólido ao gasoso. O feixe LASER se propaga no ar com pouca divergência. Existem hoje vários tipos. recebem uma proteção adicional através do banho de escória. basicamente. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça. Em uma rápida definição. Ausências de contato entre a fonte de calor e a peça a soldar. Em uma tradução livre para o português podemos dizer que seria: Amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. Luiz Gimenes Jr. e sim a qualidade desta. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas. excitado por uma lâmpada fluorescente de vapor de mercúrio e filamento helicoidal. e Engº José Pinto Ramalho O nome LASER é a abreviatura da descrição do processo em inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation.

enquanto o Manganês. nas altas temperaturas do arco elétrico há a possibilidade de formação de nitrato de Ferro. queima-se igualmente. as características da fonte de alimentação elétrica (corrente contínua ou alternada). • Nitrogênio: Embora nas operações normais o Nitrogênio não tenha grande afinidade com o Ferro. O Carbono transforma-se em óxido de Carbono (CO). Outras reações químicas são menos importantes. já que as propriedades de um aço dependem basicamente. O Silício. provoca uma forte oxidação do Carbono. dando origem a uma escória de sílica (SiO2). extremamente ávido pelo Oxigênio. variam pouco. Este óxido formado tem a solubilidade muito baixa (0. As partículas de óxido serão postas em evidência em metalografia. Um arco longo (tensão elevada) conduzirá a reações de oxidação mais importantes do que um arco curto. Estes dois elementos químicos (Nitrogênio e Oxigênio). os fenômenos de oxidação dependem basicamente das condições operatórias e do comprimento do arco. o que naturalmente irá influenciar as propriedades mecânicas do metal depositado. são queimados durante a operação de soldagem. durante a sua transferência para o metal de base e ao nível do banho de fusão. a maior parte do Carbono e do Manganês contidos no aço do eletrodo. cujo valor das propriedades mecânicas serão relativamente inferiores as das chapas de aço doce. O Oxigênio dissolvido no aço sob a forma de óxido.soldagem por arco elétrico precisam de algum tipo de proteção para evitar contaminações da atmosfera. entre outras coisas. Numerosos ensaios permitem concluir que a fusão de um eletrodo sem revestimento e sem a adição de nenhum outro tipo de proteção. Manganês e Silício.05%) no metal. são apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem proteção gasosa). Os teores de Enxofre (S) e de Fósforo (P). a menos que se recorra a uma ionização artificial. Ele pode. Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas funções. devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o grão é saturado de óxido. após sua fusão perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado. Mesmo . não terão grande influência sobre estes fenômenos. desde que forneçam condições para um arco estável. É importante salientar que. e em dióxido de Carbono (CO2). No caso do processo de soldagem aqui estudado. do seu teor de Carbono e Manganês. e são detalhados a seguir: • Oxigênio: É provado que. produzirá uma proteção gasosa através de sua queima. durante a fusão de um eletrodo sem revestimento. são os principais para influenciar a deterioração das propriedades. formar sobre as gotas uma película de óxidos. é muito difícil de dosar pelos métodos de análise tradicionais. Além disto. o Oxigênio do ar pode ter uma ação direta sobre o Ferro. transforma-se em óxido de Manganês (Mn3O4). Aqui vale a pena destacar que não é possível soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais. através de uma faísca piloto. será o revestimento dos eletrodos que. Além destas reações químicas. Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de proteção.

Fluxograma NR 18 . é difícil de identificar principalmente porque não aparece sobre a forma de nitrato. Diversos trabalhos mostram que a presença destes nitratos aumenta substancialmente a dureza. ele tem graves conseqüências porque tornará a solda frágil. quando o teor de Nitrogênio ultrapassa o valor de 0. e sim sob a falsa aparência de perlita não identificável ao microscópio. mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estricção.Trefilaria de São Paulo . O Nitrogênio combinado.A. coordenada pela Engenheira de Segurança do Trabalho Luci Amaral de Oliveira. diminuindo a resiliência do metal depositado. a resistência à fadiga e a resiliência.03% há uma diminuição nos valores das propriedades mecânicas. aumenta em menor quantidade a resistência à tração.Equipe de Segurança do Trabalho. Em suma.Condições e Meio Ambiente de trabalho na Indústria da Construção Fonte: Belgo Siderurgia S. . . a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena.que.

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