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NR18-ilustrada

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NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
Revisão Técnica:
• • • Dr. Francesco Cerbino - Advogado, Eng. Civil, Mecânico e de Segurança do Trabalho, Auditor e Perito Judicial. Renata Cerbino - Arquiteta, Urbanista e Enga. de Segurança. Coordenadora da Quality Consult. Eng. Ronaldo Ulysses - Engenheiro Mecânico, Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho

INTRODUÇÃO A décima oitava norma regulamentadora, cujo título é "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção", estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
• • • • • • • • • • • • Decreto-Lei 5.452, de 01/05/1943 - Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho - Capítulo V do Título II da CLT - Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria MTE 04, de 04/07/95 - Estabelece diretrizes visando a implementação de aspectos preventivos, de modo a garantir condições mínimas de segurança na Indústria da Construção Civil. Portaria MTE 63, de 28/12/98 - Modificou os ítens Andaimes Suspensos Mecânicos Leves (18.1.2, 18.23.3.1, 18.34.2) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 13, de 09/07/02 - Altera e inclui os itens - Cadeira Suspensa (18.15 e Cabos de Aço e Fibras Sintética (18.16) - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 30, de 20/12/01- Altera e modifica o item 18.15 - Andaimes e Plataformas de Trabalho - Alterações já efetuadas no texto. Portaria MTE 20 , de 13/07/01 - Quadro de atividades ou serviços perigosos e insalubres proibidos aos menores de 18 anos em atendimento ao Art. 405 da CLT. Portaria MTE 114, de 17/01/05 - Altera a redação dos itens 18.14..24 e 18.18, inclui o Anexo III e insere termos no Glossário da NR 18. Portaria MTE 157, de 10/04/06 - Altera a redação da NR-18. Portaria MTE 15, de 03/07/07 - Aprova o Anexo I e altera a redação do item 18.14.19 da NR-18. Portaria MTE 40, de 07/03/08 - Inclui o item 18.15.57 na NR 18 e altera o artigo 1º da Portaria MTE 15/2007. Instrução Normativa INSS 20 , de 11/10/07 - Critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária. Trata de assuntos relacionados à emissão da CAT, PPP e LTCAT. ABNT NBR 5.413 - Meios de Iluminância de Interiores.

• • • • • • • • • • • • • • • •

ABNT NBR 5418 - Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 6.327 - Cabos de Aço - Usos Gerais. ABNT NBR 6.404 - Segurança em Andaimes. ABNT NBR 7.500 - Símbolo de Risco e Manuseio para o transporte e Armazenamento de Materiais. ABNT NBR 9518 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Requisitos Gerais. ABNT NBR 11.725 - Conexões e Roscas para Válvulas de Cilindros para Gases Comprimidos. ABNT NBR 11.900 - Extremidade de Laços de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 12.246 - Prevenção de acidentes em espaços confinados. ABNT NBR 12.791 - Cilindro de Aço, sem costura, para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 12.790 - Cilindro de Aço Especificado, sem costura, para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. ABNT NBR 13.541 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Especificações. ABNT NBR 13.542 - Movimentação de Carga – Anel de Carga. ABNT NBR 13.543 - Movimentação de Carga – Laço de Cabo de Aço – Utilização e Inspeção. ABNT NBR 13.544 - Movimentação de Carga – Sapatilho para Cabo de Aço. ABNT NBR 13.545 - Movimentação de Carga – Manilha. Convenção OIT 127 - Peso máximo de carga que pode ser transportado pelo trabalhador.

ATUALIZAÇÕES DA NR 18 As mudanças e métodos de trabalho no ambiente de trabalho da indústria da construção forçaram mudanças também em alguns itens da NR 18, através do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Desde 1994, foram elaborados diversos estudos que têm provocado alterações no texto da NR 18. Estas modificações são publicadas na forma de Portarias: Portaria 4 (04/07/95), Portaria 63 (28/12/98), Portaria 13 (09/07/02), Portaria 114 (17/01/05), Portaria 157 (10/04/06), Portaria 15 (03/07/07). Esta NR foi revisada e ampliada com comentários e informações dos engenheiros Ronaldo Ulysses e Edson Russelet (Segurança na Obra 1999) e consultas no site da Sl Engenharia. COMENTÁRIOS DA NR 18 A seguir serão apresentados os comentários da NR 18 indicando os itens e subitens do texto legal publicado no Volume 1 - Legislação e Segurança e Saúde Ocupacional. Referências - Item 18.1 / Subitens 18.1.1 a 18.1.4 - Objetivo e Campo de Aplicação

Nos últimos anos, a taxa de freqüência dos acidentes vem diminuindo, fato comprovado pelas estatísticas disponíveis. A criação do Comitê Permanente Nacional (CPN) e a dos Comitês Permanentes Regionais (CPR), reforçadas pelas ações elaboradas e aplicadas pelo MTE, são, em grande parte, responsáveis pela mudança deste quadro. A experiência tem mostrado que os cursos e informações sobre os riscos, fornecimento de EPI e existência de profissionais do SESMT não são suficientes para garantir a segurança e evitar acidentes pessoais sem a motivação do empregado na prevenção de acidentes. Implementar ferramentas de auditoria comportamental para registrar condições abaixo do padrão contribui no aumento do nível de atenção no ambiente de trabalho. Os seguintes devem ser considerados:

a) Documentar a participação dos empregados em cursos e palestras; b) Fornecer ao empregado todos os procedimentos que ele deve seguir; c) Tornar real a participação do Sindicato em campanhas de esclarecimento; d) Usar sistema de orientação por meio de procedimentos, cartilhas, vídeos e outros instrumentos de conscientização. e) Aumentar a atuação dos Comitês Permanentes Regionais em campanhas de SSO.
• A NR 18 se aplica a todas as atividades identificadas do Grupo C-18 e C-18 A apresentadas na relação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (IBGE). .

Referências - Item 18.2 / Subitem 18.2.1 - Comunicação Prévia
• É importante ressaltar a obrigatoriedade da comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades, com as informações pertinentes ao item 18.2.

Referências - Item 18.3 / Subitens 18.3.1 a 18.3.1.2 - PCMAT
• Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento, ou obra, independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. Existe grande discussão sobre a necessidade de cada empresa participante da construção apresentar seu PCMAT específico aos serviços a serem executados. O PCMAT é uma ferramenta importante para a melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. Este programa visa a implementar medidas que melhorem as condições de segurança, devendo ser amplamente discutido na sua elaboração e alterado quando necessário. As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra/equipamento. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra, pois não se trata de uma "receita de bolo", devendo ser específico para as condições individuais de cada obra, mesmo em situações similares.

realizando um trabalho voltado. uma das seguintes condições: capacitação mediante treinamento na empresa.2 . • Portanto. b) Trabalhador Qualificado: Aqueles que comprovem. ele deve ser um profissional do SESMT com experiência em construção.O PCMAT pode ser assinado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho. sua função de estabelecer os procedimentos de segurança. cuidados devem ser tomados quando for contratado o profissional que fará a elaboração do PCMAT. um trabalhador da indústria da construção que tenha participado de treinamento admissional. . a partir desta condição. desde que conduzido por profissional habilitado ou ter experiência comprovada em Carteira de Trabalho de. ele deve ser legalmente habilitado em Segurança do Trabalho e. única e exclusivamente.• Devem ser tomados cuidados na contratação do profissional que elaborá o PCMAT. capaz de entender as especificidades daquela obra. Portanto. Vale destacar que a qualificação de um empregado é como a carteira de habilitação de um motorista. um empregado somente pode desempenhar certas tarefas e serviços se for qualificado com certificado que o comprove assim como um motorista somente pode dirigir um veículo automotor se possuir carteira de motorista. Em primeiro lugar. > 18. ele deve ser destacado e relembrado. conhecer a obra e sua filosofia de construção. nas Sipat e durante a implantação do PCMAT. principalmente. chamando sua atenção em caso de falhas. .Subitem 18. capacitação mediante curso ministrado por instituições privadas ou públicas. Em primeiro lugar.6. os outros por complementação de curso superior (pós graduação). • Referências . recebido os devidos e corretos EPI. demonstrando sua importância e. a seguir são elencados os importantes itens da NR 18 que tratam de Trabalhador Qualificado e Profissional Legalmente Habilitado e suas atividades. Item NR 18 Atividades. Os cuidados com a segurança serão lembrados e destacados em campanhas contínuas. com o Atestado de Saúde Ocupacional considerando-o apto para seu trabalho e possua situação perfeitamente regular na relação empregado/empregador. A cada início de uma etapa de construção nova.14-Qualificação como operador de bate-estaca. ou seja. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. perante o empregador e a inspeção do trabalho. Como informação.PCMAT • O texto tirado do site Sl Engenharia coloca com muita propriedade uma definição sobre "Profissional Legalmente Habilitado" e "Trabalhador Qualificado": a) Profissional Legalmente Habilitado: Profissional que possui habilitação exigida pela lei. Fundações e Desmonte de Rochas. descumprimento ou desatenção quanto aos conhecimentos adquiridos. para aquela obra. orientado sobre suas funções através de Ordens de Serviços. deve ser considerado capaz e responsável para desempenhar suas atividades profissionais. • • a) Trabalhador Qualificado. O PCMAT deve ser apresentado a todos os trabalhadores. um por curso específico de formação em nível técnico.18. pelo menos. Tanto o Técnico quanto o Engenheiro ou o Médico o são.3. Cabe ao empregador monitorar as ações deste empregado verificando o devido cumprimento dos ensinamentos recebidos e da legislação vigente.6-Escavações. 06 (seis) meses na função.

.3-Operador de plataformas de trabalho.47.18.9.7.1-Responsável pela verificação diária de andaimes suspensos e usuários. .1.1-Qualificação para montagem e desmontagem de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais.18.> 18.14-Movimentação de Transporte de Materiais e Pessoas .2-Instalação e manutenção de andaimes suspensos. .2-Qualificação para operação de equipamentos de movimentação e transporte de pessoas e materiais.47.9-Inspeção de peças e máquinas do sistema transportador antes de iniciar os trabalhos.14.11-Operações de Soldagem e Corte a Quente / Qualificação para atividades de soldagem e corte a quente. > 18.14. . .14. .20-Locais Confinados .18. . .Estrutura de Concreto .18.18.15.15.18.18.9. > 18.2-Qualificação para montar e desmontar torres de elevadores.9-Qualificação para executar manobras de movimentação com equipamentos de transporte de materiais e pessoas.9. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.18.15-Andaimes e Plataformas de Trabalho .2-Instalação.21.3-Inspeção de suporte e escoras antes e durante a concretagem.7-Carpintaria .15.14. .14.18.30.1. > 18.18. > 18.18.35.15.2-Qualificação para executar manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais. > 18.7-Qualificação para vistorias equipamentos de guindar e transportar antes do inicio dos trabalhos.18.1-Qualificação para uso de máquinas e equipamentos de carpintaria.14.18.

22.x -a Operador de grua.25.Deve elaborar o PCMAT > 18.1-Operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador e terceiro a risco .15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão > 18.PCMAT e 18.> 18.4.18.Atividades > 18.22.3. Fundações e Desmonte de Rochas .4-Áreas de Vivência .18.18.4-Inspecionar o escoramento e a resistência das formas durante os trabalhos de lançamento e vibração de concreto.6-Escavações.36-Disposições Gerais .18.18.22-Maquinas e Equipamentos e Ferramentas Diversas . Anexo III .18.5-Demolição e 18.20. . > Anexo III Anexo Plano de Carga para Grua.3.21.21-Instalações Elétricas .18.1-Monitorar permanentemente substâncias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18. > 18.18.21. físicos e biológicos em contêineres usados como áreas de vivência.36.50 m.2-Laudo técnico relativo à ausência de riscos químicos.18-Operador ferramentas de fixação à pólvora .1-Execução e manutenção das instalações elétricas .5-Abastecer máquinas e equipamentos com motor à explosão .18.12-Encher pneus de equipamentos pesados .x-b Sinaleiro/Amarrador de carga. b) Profissional Legalmente habilitado.18.22.3-Realizar escavações e orientar operário quando da aproximação de tubulações até de tubulações distância mínima de 1.36.3.5.4-A condução de veículos para transporte coletivo de passageiros > 18.22.3-Programação e direção (coordenação) de demolições > 18. Item NR18 .1. Anexo III.2.

14.24.Emitir laudo estrutural e operacional quando a integridade estrutural e eletromecânica para gruas que não dispuserem identificação do fabricante nem do importador ou que já tenham mais de 20 anos de fabricação.14.1.15.18.18.10.14. .24.18.9-Estruturas de Concreto .18. > 18. dentro do plano de carga.1-Dimensionamento de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .18.15-Ser responsável por elevadores de cremalheira para transporte de pessoas e materiais > 18.18.1-Supervisionar a implantação.14.6.9.1. .15-Andaimes e Plataformas de Trabalho . .18. manutenção e retiradas de gruas (ART).14-Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . . .2-Supervisionar a execução da manutenção de equipamentos de transporte vertical de pessoas e materiais .Dispor de projeto elaborado por profissional legalmente habilitado mediante emissão de ART.14. de sua estrutura e de sua fixação.1-Projeto específico para utilização de gruas em casos especiais (ART) .9.3-Responsabilidade técnica por serviços de escavações. com especificação do dispositivo e descrição das características mecânicas básicas do equipamento.24.14.14.24. fundações e desmonte de rochas.18.15.24.1-Para distanciamento inferior a 3m (três metros). instalação.18. a interferência deverá ser objeto de análise técnica por profissional habilitado.7-Inspeção de dispositivos e equipamentos usados em pró-tensão (antes e durante os trabalhos) > 18.14.18.2-Supervisão do uso de formas deslizantes .14.18.1-Fazer o dimensionamento dos andaimes..13.18.24.

47-Em caso de equipamento importado. . especificações técnicas e manuais de montagem.46-Inspeções periódicas de plataforma de trabalho com sistema de movimentação vertical em pinhão e cremalheira e plataforma hidráulica .18. os projetos.18.32. em caso de sustentação de andaimes suspensos em platibanda ou beiral da edificação .18.20-Locais Confinados .18.21-Instalações Elétricas .18.21.18-Telhados e Coberturas .15. .5-Comprovar tecnicamente situações especiais que desobriguem a utilização de cinto de segurança tipo pára-quedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento em plataforma de trabalho > 18.15.1-Dimensionar de forma segura dispositivo para trabalho em telhado e cobertura > 18.1-Supervisão da execução e manutenção das instalações elétricas .18.3-Supervisionar a instalação.15-Acessar transformadores e estações abaixadores de tensão . atendendo ao previsto nas normas técnicas da ABNT ou entidades internacionais por ela referendadas.1-Gerar estudos de verificação estrutural.15.18.18.30.30.1-Supervisionar monitoramente de substancias que causem asfixia explosão e intoxicação no interior de locais confinados > 18.18.20.18. manutenção e inspeção periódica de plataformas de trabalho.2-Supervisão e responsabilidade técnica na instalação e manutenção de andaimes .18.15. manutenção. inspeção e desmontagem deverão ser revisados e referendados por profissional legalmente habilitado no país.21.15.47.15. ou ainda. operação.. outra entidade credenciada pelo CONMETRO.1.Elaborar e acompanhar projeto para sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos .18.47.15.

Os serviços de montagem.2).1). devendo. telescopagens e manutenções devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART especifica para a obra e para o equipamento em questão.PCMAT • A criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção sendo obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores. Depois. O PCMAT não desobriga.> 18. até o momento. a partir da contratação de funcionários na planta. montagem e desmontagem deve designar pessoal com treinamento e qualificação para executar as atividades que sempre estarão sob supervisão de profissional legalmente habilitado. quando iniciar a obra deverar ser elaborado o PPRA (NR-09). conforme NBR 5410 e 5419.4 .22-Maquinas Equipamentos e Ferramentas Diversas . em contato direto com os empregados. a elaboração do PPRA. Quanto ao PCMSO (NR-07) é obrigatório elaboração por canteiro de obra.B . telescopagem. durante as atividades de manutenção. Também deverá possuir um Médico Coordenador deste programa com até 10 (dez) funcionários. como simples e óbvio.25. elaborado por profissional legalmente habilitado. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 (PPRA) e ser mantido. ascensões. é responsável pela sua implementação e o Programa é integrado pelos seguintes documentos: • . chegada de operacionalização dos dispositivos de segurança. ou condomínio.22. desmontagem.25 Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores . fiscalizando as mais diversas atividades que ali acontecem. no entanto. ascensão e conservação do equipamento.Responsável pela manutenção. à disposição do Órgão Regional do MTE. Vamos analisar o que trata a NR 18. b) Item XII Manutenção e Alteração no Equipamento Parágrafo 2°. no estabelecimento.4 Condução de transporte coletivo de ser feita por condutor habilitado. (NR-7. O assunto aqui abordado pode ser considerado. montagem. bem como entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório especifico.18.3 e 18.Subitens 18.18.1. ser analisado à luz da responsabilidade de cada profissional atuante em canteiro de obra frente à Responsabilidade Civil e Criminal.3. por alguns leitores. Quando o canteiro possuir mais de 20 (vinte) empregados registrados deverá providenciar o PCMAT (NR-18.3.3. > Anexo III Plano de carga para Grua a) Item XI Responsabilidade . O empregador.1).11-Inspecionar máquinas e equipamentos > 18. c) Item XIII Documentação Obrigatória no Canteiro I Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica. desmontagem.3. • Esta tabela deve integrar o dia a dia de profissionais do SESMT que atuam em canteiros de obras. Referências . A primeira providenciar é enviar para DRT a comunicação Prévia da Obra (NR-18.

A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. sendo uma obrigação dos profissionais ligados à Segurança no Trabalho conhecê-lo profundamente. O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. nas atividades e operações. O PCMAT deve ser apresentado formalmente a todos os profissionais que na obra trabalharem ou influírem de um modo ou outro.3 estabelece a necessidade do PCMAT em obras de construção. sendo demonstrada sua importância e.4. tendem a ocorrer. durante a construção.Riscos de acidentes e doenças do trabalho. O PCMAT é único e completo por obra específica.7. d) Cronograma de implantação das medidas preventivas. A definição de "Programa" é "exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". b) Projeto de execução das proteções coletivas. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá.Item 18. mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra/equipamento. o surgimento de novas tecnologias e equipamentos. tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. • O item 18. Este tema merece mais análise. . visando a alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. Estabelecimento é uma obra individualizada.3. sua função de estabelecer regras que os protejam. independentemente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. f) Programa educativo.2.Medidas preventivas. O PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento.2 .3). Entre as possíveis alterações.Áreas de Vivência . c) Especificações técnicas dos EPC e EPI.1 a 18. Possíveis alterações nas atividades e no cronograma devem ser encaradas de forma natural.4 / Subitens 18. • • • • • Referências . aquele feito só para atender à legislação e à fiscalização.4. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por todos. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. o Programa específico aos serviços que ela executará. ou seja. estão as mudanças no cronograma. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas e durante a implantação do PCMAT. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa a apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa). principalmente.a) Memorial sobre condições e meio ambiente do trabalho. levando-se em consideração: . e) Layout inicial do canteiro de obra. ou obra.

resultando em comportamento abaixo do padrão. apresentando falta de cumprimento de exigências bastante simples. As instalações sanitárias devem ter paredes de material resistente e lavável. Nas frentes de trabalho itinerantes.14.4.8 a 18. cobertor. Devemos observar a mudança de nome de "refeitório" para "local de refeições". • . visto que condições precárias da mesma contribuem para diminuir a autoestima dos trabalhadores. assim como piso de concreto.• Pesquisas de aplicabilidade da NR 18 sugerem que as áreas de vivência. influenciam na sua maior ou menor ocorrência.2).2. cimentado. podendo ser de madeira. são utilizadas alternativas portáteis bastante higiênicas e confortáveis.Subitens 18. Os pisos possuirão material impermeável e antiderrapante. madeira ou material equivalente. apesar de serem prioridade da fiscalização. ainda têm um elevado nível de não conformidade. local de refeição e área de lazer para os trabalhadores. madeira ou material equivalente e cobertura que proteja das intempéries. Os alojamentos dos canteiros de obras devem ter paredes de alvenaria. Abaixo dois exemplos de bacia turca: • • • • Referências . assim como fornecimento de lençol. Os vasos sanitários podem ser do tipo bacia turca ou sifonado (subitem 18.4. É importante ressaltar que os banheiros não farão ligação com locais destinados às refeições e deverão ser independentes para homens e mulheres. As áreas de vivência.1 . cabide para toalha junto aos chuveiros e recipiente com tampa para depósito de papéis usados junto ao vaso sanitário.6. tais como a colocação de suportes para sabonete. em condições adequadas de higiene.Áreas de Vivência • Este item apresenta alterações importantes obrigando a existência de alojamento.2.4. além de portas que impeçam o devassamento. apesar de não estarem diretamente relacionadas à causas de acidentes. Outra modificação foi a obrigatoriedade de ambulatório para frente de trabalho com 50 ou mais trabalhadores. fronha e travesseiro. em função do acréscimo da área de lazer.2.

É importante, também, ter área mínima de 3m² por módulo, cama e área de circulação. Vale ressaltar a proibição de três ou mais camas na vertical e de estarem situados em subsolos ou porões das edificações. A distância entre as camas e entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, de 1,20 m. Além disso, as camas devem ser de 0,80 m por 1,90 m.

Referências - Item 18.5 / Subitens 18.5.1 a 18.5.13 -Demolição

Desmoronamento e soterramento são os riscos principais e mais evidentes em obras de abertura de valas. Observe-se, por exemplo, o citado por Pfeil (1987) acerca de um grave acidente ocorrido na construção do metrô de Berlim, Alemanha. Neste caso as escavações foram levadas a uma profundidade maior que a programada, a chamada sobrescavação, chegando próximas à base de perfis verticais que sustentavam internamente as estroncas (a vala tinha argura de 21m). Assim, as bases dos perfis verticais ficaram praticamente livres, permitindo seu deslocamento vertical no sentido ascendente, causando a desestabilização das estroncas e o conseqüente colapso do escoramento causando a morte de 19 operários. Mais recentemente, o trabalho de Gawryszewski, Mantovanini e Liung (1998) acerca dos acidentes fatais do trabalho ocorridos em 1995 no Estado de São Paulo, aponta que 8,2% daqueles do setor da Construção Civil referem-se a soterramentos. Os Ministérios da Previdência e Assistência Social (MPAS) e do Trabalho e Emprego (MTE) apresentaram o Anuário Estatístico dos Acidentes de Trabalho 2000 (Portaria MPAS nº01, de 09/05/02), um documento específico para o setor de Segurança e Saúde no Trabalho. Conhecer aonde é que está o perigo é uma importante ferramenta para planejar e fiscalizar os ambientes de trabalho, embora não se possa esquecer que os dados colhidos não abrangem o universo total de trabalhadores, e sim, apenas aqueles cobertos pelo Seguro Acidente do Trabalho e com os devidos vínculos de empregos registrados em suas respectivas empresas. Estar ciente das conseqüências para tomar iniciativas que evitem os acidentes é de suma importância, pois eles saem muito caro. É um mau negócio para empresas, trabalhadores, governo e sociedade como um todo.
Casos de soterramento são observados em várias companhias de saneamento do país. O principal motivo para a ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo. A principal alegação das empreiteiras é que a instalação do escoramento é demorada, atravancando a continuidade da obra e atrasando o cronograma. Evidentemente, isto não procede, pois não se deve justificar a ausência ou precariedade das medidas de segurança em função de fatores econômicos e/ou de produção. Segundo dados de PROTEÇÃO (2004), no ano 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil no setor de saneamento, sendo a maioria por soterramento. A terceirização que vem sistematicamente ocorrendo no setor, em geral, leva à precarização das condições de segurança e saúde no trabalho, aliás, como é típico em outros setores econômicos em que este fenômeno vem surgindo no Brasil. O setor de saneamento é considerado tão problemático no país que em 2004 o

Ministério do Trabalho e Emprego priorizou a fiscalização nesta atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal. • Por fim, cabe destacar que os índices de acidentes de trabalho em escavação na indústria da construção civil é elevado no Brasil. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, conforme Anuário anteriormente mencionado, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando freqüência, gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas atividades. Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado. Este tipo de trabalho deve ser realizado por empresa especializada. Deve ser sempre proibida a qualquer pessoa não autorizada, a entrada na área onde se faz a demolição. Os Riscos mais freqüentes em demolições são:

a) Danos causados nas estruturas vizinhas; b) Riscos específicos, como explosões, incêndios ou vibrações quando da utilização de explosivos ou utilização de lança térmica; c) Riscos associados à poluição sonora (ruído); d) Riscos associados à projeção de poeiras e partículas; e) Riscos de projeção de elementos demolidos; f) Riscos elétricos.
• As causas principais de ocorrência de acidentes são: falta de sinalização, delimitação e controle de acesso; sobrecarga de pisos com entulhos; utilização de andaimes mal ancorados ou escorados; não utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI); e ausência de informação para os riscos associados às demolições.

Referências - Item 18.6 / Subitens 18.6.1 a 18.6.3 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• A adoção da escavação manual ou mecanizada dependerá da natureza do solo, das características do local (topografia, espaço livre, interferência) e do volume a ser escavado. Deverão ser seguidos os projetos e as especificações no que se refere à locação, profundidade e declividade da escavação. Entretanto, em alguns casos, as escavações poderão ser levadas até uma profundidade superior à projetada, até que se encontrem as condições necessárias de suporte para apoio das estruturas. Sabe-se que há muitas incertezas na determinação dos parâmetros de rigidez e resistência do solo, pois este material diferentemente de outros como concreto, aço e madeira apresenta, em geral, uma elevada heterogeneidade. Diante destas condições, o estabelecimento da segurança dos membros estruturais requer mais atenção, com conseqüentes majorações dos coeficientes de segurança. Devem ser abordados os vários mecanismos de ruptura da contenção, tais como a ruptura geral, a ruptura de fundo, o piping e, com maior ênfase, as ruínas devido a esforços solicitantes elevados nos membros da contenção (paramento e escoramento). Os deslocamentos nas proximidades da vala que podem provocar fissuras nas edificações vizinhas também merecem atenção. Para tanto, é necessário que o método de cálculo da contenção adotado seja adequado ao porte e aos requisitos estipulados da construção, conforme Tacitano (2005).

Referências - Subitens 18.6.4 a 18.6.9 - Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas
• Quando necessário, os locais escavados serão isolados, escorados e esgotados por processo que assegure proteção adequada. As escavações com mais de 1,25 m de profundidade deverão dispor de escadas ou rampas, colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores, independentemente da adoção de escoramento. As áreas sujeitas à escavação em caráter permanente deverão ser estabilizadas de maneira a não permitir movimento das camadas adjacentes. Em caso de valas, serão observadas as imposições do local do trabalho, principalmente as concernentes à segurança dos transeuntes e de animais. Nas escavações executadas próximas a prédios ou edifícios, vias públicas ou servidões, deverão ser empregados métodos de trabalho que evitem as ocorrências de qualquer perturbação oriunda dos fenômenos de deslocamento, tais como:

a) Escoamento ou ruptura das fundações; b) Descompressão do terreno da fundação; c) Descompressão do terreno pela água.
• • As grelhas, bocas de lobo e os tampões das redes dos serviços públicos, junto às escavações, deverão ser mantidos livres e desobstruídos. Quando o material for considerado, a critério da fiscalização, apropriado para utilização no reaterro, será ele, a princípio, estocado ao longo da escavação, a uma distância equivalente à profundidade escavada, medida a partir da borda do talude. Materiais não reutilizáveis serão encaminhados aos locais de "bota-fora" ou deixados ao longo da escavação. Em vias públicas onde a deposição do material escavado puder acarretar problemas de segurança ou maiores transtornos à população, a remoção e estocagem do material escavado para local adequado, para posterior utilização. Ao se atingir a cota de projeto, o fundo da escavação será regularizado e limpo. Atingida a cota, se for constatada a existência de material com capacidade de suporte insuficiente para receber a peça ou estrutura projetada, a escavação deverá prosseguir até que se possa executar um "colchão" de material de base, a ser determinado de acordo com a situação. No caso do fundo da escavação se apresentar em rocha ou material indeformável, sua cota deverá ser aprofundada, no mínimo, em 0,10 m, de forma a se estabelecer um embasamento com material desagregado de boa qualidade (normalmente, areia ou terra). A espessura desta camada deverá ser determinada de acordo com especificidade da obra. Em complemento à NR 18 item 18.6 apresentaremos as contribuições dos engenheiros Marcelo Tacitano, Lie Tjiap Liungs sobre o estabelecimento das condições mínimas de segurança e saúde na execução de valas. Além dos aspectos de dimensionamento anteriormente mencionados, requisitos construtivos devem ser observados para que os trabalhos de escavação de valas se processem dentro de condições aceitáveis. Assim, quando a profundidade de uma vala atinge 1,25m ou mais, é conveniente escorá-la, ou respeitar os ângulos de talude naturais; deve-se evitar a acumulação de material escavado e equipamentos junto à borda das valas, e no caso disto não ser possível, deve-se tomar as precauções que impeçam o deslizamento das paredes e a queda na vala de tais materiais; como norma geral, deve-se manter uma distância de aproximadamente metade da profundidade livre de carga e circulação de veículos; quando a profundidade de uma vala é igual ou superior a 2m devese proteger as suas bordas com um guarda-corpo ou sinalização adequada.

Subitens 18. calçadas. é colocada adicionalmente uma placa de concreto com a inscrição "COMPAGAS" acima da tubulação. Devido a inúmeras interferências e disposições de terrenos. e não é a menor delas o método construtivo a qualidade do trabalho manual envolvido.6. deve-se revisar o estado dos cortes e taludes a intervalos regulares nos casos em que podem receber empuxos acidentais de veículos.Escavações. De toda forma. é imprescindível a revisão minuciosa e detalhada antes de se reiniciar os trabalhos. evitando a queda de objetos e materiais no seu interior. colocada acima da tubulação. sendo necessário verificar a posição da tubulação no ponto específico de trabalho. deve-se dispor de pelo menos uma escada portátil para cada equipe de trabalho. Entretanto. um Termo de Ajustamento de Conduta foi acordado entre estes órgãos e a SABESB (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para que sejam observadas as normas de Segurança e Saúde do Trabalho nos serviços em valas. Essas tubulações têm uma grande variedade de diâmetros e podem estar localizadas em ruas e avenidas. telefonia. • • • • Referências .10 e 18. na rede residencial instalada nas calçadas. As instalações de redes de gás são mantidas afastadas por. As válvulas de serviço de alimentação normalmente estão nas calçadas a 60 cm de profundidade e possuem uma tampa de ferro fundido com a inscrição da companhia de gás conforme exemplo abaixo da empresa COMPAGAS. Os empuxos do solo são afetados por muitas condições. Os operários que trabalham no interior de valas devem estar devidamente informados através de instruções de segurança do trabalho e de medidas necessárias de proteção para cada risco específico. os procedimentos de reaterro devem ser previamente planejados. Em locais como travessias de ruas e calçadas. deslocamento ou localização incorreta de certos membros e seqüências impróprias de trabalho. As empresas por ela contratadas também devem seguir estas normas. as contenções devem ser revistas ao começar a jornada de trabalho e quando ocorrerem interrupções de trabalho de mais de um dia ou alterações atmosféricas como chuvas. a qual deve ultrapassar em 1 metro a superfície da vala.• Em caso de inundação de valas. as contenções ou parte delas são retiradas quando deixam de ser necessárias. grandes mudanças de empuxos podem ocorrer. Toda a rede de gás possui sinalização externa através de placas de aviso. Se as deformações da estrutura de contenção não são as previstas. Dentro da vala. A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo. Normalmente. tomando-se as mesmas precauções da fase de escavação. • • • . as tubulações estão instaladas na profundidade de 1m. vem atuando com rigor neste setor. Fang (1991) alerta que deve ser lembrado que o projetista de estruturas de contenção geralmente tem pouco controle sobre a execução de seu trabalho. 30 cm de outras infraestruturas subterrâneas (tubulações de saneamento. acostamentos ou junto ao limite da faixa de domínio de rodovias. a não ser que sejam providas de instrumentos necessários para sua exaustão. e se recomenda que o paramento da contenção ultrapasse em um pequeno trecho a borda da vala.6. para que sirva como um rodapé. as tubulações estão em uma profundidade de 60 cm.10. martelos pneumáticos etc. Fundações e Desmonte de Rochas • Os riscos críticos presentes nas escavações em via pública são a existência de tubulações de gás natural. devendo-se retirar a água não prevista o quanto antes para evitar a desestabilização da vala ou talude. energia elétrica etc).1 . Falta de procedimentos de inspeção adequados e liderança podem resultar em desconformidade em soldagens. Em geral.. existe uma fita plástica de segurança. A rede de gás natural possui tubulações de aço carbono e de PEAD (polietileno de alta densidade). no mínimo. tachões no piso de calçadas e de pinturas da presença da rede no piso asfáltico. não se deve instalar no interior de valas máquinas acionadas por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de carbono. começando pela parte inferior do corte. Juntamente com Ministério Público do Trabalho. estas medidas podem sofrer variações. balizadores.

no caso de uma máquina furar uma tubulação de gás. não é pirofórico. consulte a empresa de gás sobre a presença da rede de gás no local. d) Durante a execução dos serviços. bem como o GLP. consulte a empresa de gás. siga as instruções abaixo: a) Esteja seguro de que os trabalhos de escavação estão bem planejados e que dispõem de equipamentos para escavação manual nas proximidades da tubulação de gás. ligando para o número da companhia de gás. g) Problemas. b) Quando estiver a cerca de 50 cm da posição da tubulação de gás. Antes de abrir qualquer tipo de vala próximo a rede de gás natural. não faça o reaterro da vala sem que seja feita a análise da gravidade do incidente pelos técnicos da empresa de gás. isto é. somente efetue escavação manual. c) Quando estiver trabalhando paralelamente à tubulação de gás. e) Ao planejar serviços de escavação. Tenha consciência de que o próprio calor das máquinas e a energia elétrica das baterias podem dar início a uma combustão. de modo a assegurar que a presença da rede continue sinalizada. Por isso. comprometem a segurança da população e dos consumidores de gás no futuro. ele precisa de uma fonte de ignição. Se necessário. não entra em combustão em contato com o ar. evitando possíveis acidentes com serviços futuros. f) No caso de atingir as tubulações da rede de gás. procure manter a sinalização da Rede de Gás Natural. pois é grande o risco de explosão. mesmo em caso de arranhões. solicite material de reposição com a COMPAGAS. • O gás natural.Tachão de piso de Calçada • Fita plástica de segurança Tampa de Ferro Fundido Placa de Concreto Para evitar acidentes em serviços de escavação junto à rede de gás. nesse momento. efetuar manualmente furos de sondagem para confirmar a posição da tubulação de gás. a recomendação imediata é desligar .

realizada antes da escavação). Fundações e Desmonte de Rochas • Nas escavações com emprego de explosivos.Subitens 18. armazenamento e uso de explosivos. A detonação das cargas deverá.20 da NR 18 e seus respectivos comentários apresentados mais adiante neste livro. a velocidades tão altas. muitas vezes é usado de forma inadequada. Devido ao perigo que representa o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o “Corpo”.11 a 18.imediatamente todos os equipamentos. Referências . empregando-se o processo manual. pode penetrar por um corte ou uma escoriação e insuflar o tecido humano (encher de ar).Escavações.23. • • • • o o Referências . No decorrer do desmonte a fogo. estes deverão ser conformados utilizando-se pré-fissuramento ( detonação controlada do perímetro. Defesa Civil e a empresa de gás.20 a 18. Impurezas tais como: partículas de óleos. isolar a área e utilizar água na forma de neblina para dispersar a nuvem de gás. serão obedecidas as regulamentações técnicas e legais concernentes à atividade. Chame imediatamente os bombeiros. fogo cuidadoso cushion blasting (detonação controlada do perímetro. jamais na véspera ou mesmo com simples precedência de horas. quando houver risco para trabalhadores e terceiros.6. Pode empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais.19 . Essa lesão denomina-se. “embolia gasosa”. Deverá ser apresentada a autorização do órgão competente para transporte. a prática de atos inseguros pôr parte de alguns funcionários. não deve ser usado para “Limpeza” de roupa de trabalho. . aconselha-se a leitura do item 18. podem causar inflamações nos tecidos. Fundações e Desmonte de Rochas • Para a execução de tubulões a céu aberto. ser precedida e seguida de sinais de alerta. mecânico (rompedor) ou pneumático (cunha metálica). A lesão poderá ser fatal se o ar chegar a penetrar em um vaso sangüíneo. As detonações deverão ser programadas para horários que não perturbem o repouso dos moradores das vizinhanças e que não coincidam com aqueles de maior movimento. pelos poros. graxas e outras partículas muito pequenas que introduzidas sob a pele. Em função das condições locais. comum em áreas de muita poeira que utilizam o ar comprimido para limpar a roupa. obrigatoriamente. porque pode produzir borbulhas de ar que interrompe a circulação do sangue.Escavações. tirar pó ou sujeira “do cabelo ou do corpo”. Sempre que for inconveniente ou desaconselhável o emprego de explosivos. Um jato de ar comprimido pode resultar nos seguintes danos: o o Tirar um olho de sua órbita.1 . ou causar hemorragia interna ao penetrar nos poros. Quando muito perto da pele. A carga das minas será feita somente por ocasião da execução dos trabalhos de detonação.6. será utilizado o desmonte a frio. Consultar a NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202 de 22/12/2006. Atos desta natureza podem acarretar sérias conseqüências a aqueles que por desconhecimento ou ignorar os preceitos de segurança venham a cometer estas imprudências. realizada durante a escavação) ou perfuração em linha. O ar comprimido. antes do início das detonações. que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos. a critério da fiscalização. Sempre que for necessário preservar a estabilidade e resistência dos cortes executados em rocha.6. o escoramento deverá ser permanentemente inspecionado e reparado após a ocorrência de qualquer dano.6. poderá ser exigido o uso de redes de segurança. ou seja. romper um tímpano.Subitens 18. A área de fogo deverá ser protegida contra a projeção de partículas.

11 / Subitens 18.Armações de Aço • • Os trabalhadores devem ser treinados quanto ao uso correto da máquina de cortar e dobrar barras de aço. de modo a atender aos requisitos internos rigorosos de qualidade.1 a 18.11.7. ruído excessivo.Item 18.Item 18.Carpintaria • Na serra circular. como as fôrmas de madeira ou metálicas e impacto contra peças soltas. deve ser feito com atenção para não atingir pessoas ou rede elétrica.6 . principalmente aquelas provenientes dos trabalhos de soldagem.Subitens 18.8. sapatos de segurança e máscaras contra poeira. Em relação às medidas de proteção coletiva.2 . através de polias e correias. não existe muita conscientização sobre a importância deste acessório. A qualificação dos soldadores pode ser feita através de cursos profissionalizantes do SENAI ou de acordos com os requisitos da Fundação Brasileira de Tecnologia de Soldagem (FBTS).3 a 18. sendo o conjunto acionado por um motor elétrico. Muitos ainda encaram este dispositivo de segurança como item supérfluo e. Nas áreas onde existe risco de incêndio ou explosão devido à presença de gases ou vapores inflamáveis deverá ser implementado sistema de permissão para trabalho. Infelizmente. Outros equipamentos também podem ser usados quando a operação assim o exigir: avental de raspa.5 e 18. O transporte de vergalhões ou armações.1 a 18.7. Os EPI devem ser utilizados no manuseio da serra circular. o baixo cumprimento das exigências faz com que seu manuseio seja responsável por uma parcela considerável de acidentes. montado em um eixo que lhe transmite movimento rotativo e potência de corte. sendo os mais importantes o protetor facial contra a projeção de partículas e o protetor auricular.6 . • • • Referências . feitos geralmente por guindastes. aterramento elétrico. sendo superado apenas pelas ferramentas manuais. • • Referências . cobertura da serra circular.11. cuja ferramenta é constituída de um disco circular provido de arestas cortantes em sua periferia. e as sobras de vergalhões devem ser recolhidas e depositadas em local apropriado. ruptura do disco.7.Referências . é que sua real . poderíamos citar entre as mais freqüentes: proteção das transmissões de força. Referências . somente. às vezes com conseqüências graves.11.7 / Subitens 18.11. descargas elétricas. instalação de extintor de incêndio (gás carbônico para a parte elétrica e água-gás para a madeira e a serragem).4 Operações de Soldagem e Corte a Quente • Recomendamos a leitura da NR 15 e seus comentários para um maior entendimento dos aspectos técnicos e legais envolvendo operações e atividades insalubres. projeção de partículas e incêndios.1 e 18. Os riscos mais freqüentes que encontramos no manuseio da serra circular são: cortes e amputações nos membros superiores.5 . Os acidentes envolvendo as serras envolvem a falta de aterramento da carcaça do motor e a falta de coletor de serragem.Subitens 18. Referências .Operações de Soldagem e Corte a Quente • Uma medida importante para a prevenção de acidentes é a utilização de dispositivos de segurança em equipamentos de solda e corte.7. A Petrobras possui critérios próprios de qualificação.Item 18. após a ocorrência de um acidente.8.8 / Subitens 18.Carpintaria • A serra circular de bancada é uma máquina de corte.

Isto reduz o risco de explosão ocasionado por entupimento de bicos de maçaricos ou purga incorreta das mangueiras. atualmente. propeno e buteno). especialmente para acetileno e GLP (propano.11. butano. centrais de gases e postos de serviços industriais. • Dispositivos contra retrocesso de chama: É um dispositivo para conexão às fontes de gases combustíveis (cilindros e centrais de gases). A obrigatoriedade dos dispositivos de segurança.6 apresenta a expressão no plural "as mangueiras devem possuir mecanismos contra o retrocesso de chama . .necessidade é considerada... Estes dispositivos podem ser conectados na saída dos reguladores de pressão. dois tipos de dispositivos de segurança: dispositivos contra retrocesso de chama e Válvulas de Contra Fluxo. Como o item 18. deixa em aberto em que tipo de gás deve ser usado tais dispositivos. observada nesta NR. estes dispositivos sempre foram utilizados nos cilindros de gás combustível. As funções básicas destes dispositivos de segurança são: a) Evitar o contra fluxo de gases: impede a reversão dos fluxos dos gases evitando a formação de mistura gasosa nos reguladores e instalação centralizada de gases. Há. muito embora existam dispositivos de segurança no mercado para oxigênio.". entendemos que estes dispositivos devem ser utilizados tanto para o gás combustível quanto para o oxigênio. sendo obrigatória sua utilização em alguns países da Europa. • No Brasil.

200°C. graxa. enquanto que o fluxo é interrompido pela válvula unidirecional.7 .b) Evitar a contra pressão: dependendo do fabricante. Nestes casos.Subitem 18. Da mesma forma. devido à ação térmica sobre o aço. pois a mesma não consegue deter o retrocesso de chama em virtude dos elementos que constituem a sua parte interna sofrerem danos pelo calor de chama retrocedida. sua finalidade de aplicação é deturpada.100°C enquanto que a de GLP/oxigênio fica em torno de 2. Cilindros de gás. possuem um dispositivo termo-sensível que corta o suprimento do gás em situações na qual a temperatura externa próxima ultrapasse 95°C. tais como: óleo. No caso anterior. todo cuidado deve ser tomado na compra do dispositivo de segurança. Neste caso. existe o risco do uso de lubrificantes com hidrocarbonetos comuns. algumas válvulas unidirecionais ativam um bloqueio de contra fluxo cortando o suprimento de gás. principalmente válvulas.11. Vale lembrar que existe no mercado válvulas de contra-fluxo funcionando com dupla função. ou contra pressão na mangueira superior a 0. não se deve chamar de "balas" ou qualquer outro nome que não seja "cilindro de gás". reguladores de pressão. Têm a função de evitar a entrada de gás de um sistema para outro.11. com isso.02 bar. • Válvulas de Contra Fluxo. • • Referências . ou mesmo por entupimento do bico de solda ou de corte. em até cinco minutos). as válvulas de contra fluxo devem ser instaladas nas conexões de entrada do maçarico. possuem um filtro metálico sintetizado (o mais eficiente é feito de aço inoxidável de alta capacidade de fluxo) capaz de extinguir a chama proveniente do retrocesso. tubulações e outros. Devido à sua finalidade. em caso de defeito no maçarico. • • • • . Porém. pois possui no seu interior um filtro sinterizado que extingue as chamas provenientes de um possível retrocesso de chama. No caso do oxigênio e de outros gases oxidantes. Ressalta-se que a temperatura de uma chama acetileno / oxigênio alcança 3. solventes. embora sejam bastante resistentes ao impacto mecânico. quando ocorrer um retrocesso de chama.Operações de Soldagem e Corte a Quente • O termo "garrafa". a explosão dos cilindros poderá ocorrer em poucos minutos (no caso de uma chama de acetileno. c) Extinguir o retrocesso de chama: dependendo do fabricante. sempre existirá o risco de explosão do cilindro. impedindo que a chama atinja o regulador e o sistema de suprimento dos gases.7. utilizado no item 18. são pouco eficientes no caso de uma incidência direta de chama proveniente de um maçarico ou de um incêndio. o resultado será uma explosão imediata do sistema. As válvulas de contra-fluxo mais simples são erroneamente consideradas e chamadas de "válvulas contra retrocesso de chama" e. Leia atentamente as recomendações do fabricante quanto ao uso correto dos dispositivos de segurança.000°C e a do hidrogênio/oxigênio em torno de 2. não é tecnicamente adequado. d) Travamento termo-sensível: dependendo do fabricante. independentemente da presença de dispositivos de segurança. gasolina e outros. O termo certo é "cilindro de gás".

no qual a união é produzida pelo calor do arco criado entre um eletrodo revestido e a peça a soldar.725 Conexões e Roscas para Válvulas de cilindros para Gases Comprimidos. O revestimento se funde e depois se solidifica sobre o cordão de solda. este elemento é essencial para se obter uma boa solda. químicas e metalúrgicas) terá a junta soldada. para Armazenamento e Transporte de Gases a Alta Pressão. para Armazenagem e Transporte de Gases a Alta Pressão. Estima-se Esquema geral da solda por eletrodo que mais de 72% sejam comercializados no país através de revestido eletrodos revestidos (I Congresso Ibero-Americano de Soldagem). recoberta por uma camada de fluxo aglomerado (revestimento). que é o mesmo do material a ser soldado. bem como observar o estabelecido nas NBR 12. e NBR 11. o item 22. sendo por isso um processo extremamente versátil e de baixo custo.11.Operações de Soldagem e Corte a Quente • Soldagem com eletrodos revestidos é definida como um processo de soldagem com arco.9 . o revestimento contém silicatos de sódio e potássio que ionizam a atmosfera do arco. Neste processo. com diâmetro variando entre 1.• Usando a NR 22 como referência técnica. Referências . isola a alma do eletrodo.11.Subitens 18. As principais funções do revestimento do eletrodo são: • • • a) Funções elétricas (isolamento): O revestimento é um mau condutor de eletricidade.790 Cilindro de Aço Especificado.5 e 8 mm e comprimento entre 23 e 45 cm.791 Cilindro de Aço. b) Funções físicas e mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do ar ambiente. Assim. dando origem a um arco estável. Pela AWS. Um eletrodo revestido é constituído por uma vareta metálica. formando uma escória de material não metálico que protege o cordão da oxidação pela atmosfera normal.11. Observe as figuras ao lado. Veja a figura ao lado. Já na ionização. enquanto a solda está resfriando.8 e 18. pois a proteção contra as contaminações trazidas pelo oxigênio e nitrogênio (corrosão e fragilidade no cordão de solda) são feitas pelo próprio revestimento do eletrodo. não se utiliza gás. evitando que em um eventual contato não haja a abertura de indesejáveis arcos de solda laterais. Ele tem como característica principal a possibilidade de soldar diversos tipos de materiais por conta das inúmeras formulações diferentes na fabricação dos eletrodos. além de atender às recomendações do fabricante. O potássio e o sódio são elementos importantes na soldagem porque a atmosfera ionizada por eles facilita a passagem da corrente elétrica. O revestimento proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão. este processo é chamado Shielded Metal Arc Welding (SMAW). com um revestimento externo que define quais características (propriedades mecânicas. calor e impactos acidentais. Neste processo. O eletrodo revestido consiste de um arame de metal. sem costura. NBR 12.23 estabelece que os cilindros contendo gases comprimidos devem ser armazenados em depósitos bem ventilados e estar protegidos contra quedas. sem costura. .

Porém. É o princípio de operação das inversoras. que. • Entre as fontes para este processo. além de reduzir drasticamente o tamanho e peso do equipamento. d) O circuito será protegido contra curto-circuito e a fonte deve suportá-lo. duas configurações tradicionais podem ser utilizadas: unidades geradoras ou transformadoras-retificadoras. que é a configuração mais simples e barata. de maneira a alterar as propriedades da solda. Este equipamento tem uma grande utilização na soldagem industrial.c) Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. • Para que uma fonte elétrica possa ser utilizada para os processos de soldagem. é preciso tocar (riscar) a peça com o eletrodo e manter uma distância adequada para a manutenção do ambiente ionizado (arco de solda). muito embora com a prática esta seja posta de lado (veja figura abaixo). através de placas eletrônicas. b) A intensidade de energia deve ser alta para manter o arco de solda aberto. poderíamos citar o transformador para corrente alternada. Durante a soldagem. Esses elementos podem ser incorporados ao revestimento para substituir o que se perdeu com a queima do mesmo (um exemplo: o cromo na solda em aço inox). quanto de operação e manutenção. No caso de corrente contínua. A primeira delas é mais usada em canteiros de obra. Outros ainda incorporam pó de ferro para aumentar o material depositado e. Ela emprega como combustível o diesel e algumas fontes podem gerar energia elétrica para alimentar até cinco chuveiros funcionando ao mesmo tempo. A segunda é a preferida. fazem este controle com perfeição. por seu baixo custo de operação. c) A corrente de soldagem deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes eletrodos (para soldar eletrodos com diâmetros e materiais diferentes. até mesmo no caso de elementos que sejam altamente voláteis. quanto mais fina a regulagem melhor a soldabilidade). tanto do ponto de vista de investimento inicial. ela deve preencher algumas exigências: a) A tensão deve ser baixa. Para iniciar o arco de solda. Nunca se deve testar eletrodos em cilindros de gases ou qualquer outro equipamento que não seja a peça de trabalho. a estabilidade do arco é obtida limitando-se os picos de corrente durante o curto-circuito a níveis suficientemente baixos para alcançar reduzido volume de respingos. Estas vantagens se devem à forma construtiva do equipamento e a um número mínimo de partes móveis. conseqüentemente. • • • • . reduzida manutenção e menor barulho em operação. a eficiência da solda. (Risco de choque elétrico). e) A corrente de solda deve apresentar bastante regularidade. o inconveniente é o barulho feito por este equipamento que é muito grande. sendo que essa é a grande dificuldade deste processo. mas suficientemente altos para reabrir o arco e proporcionar adequada elevação da tensão do arco após o curto-circuito. particularmente onde um suprimento de eletricidade não esteja disponível.

Atenção especial deve ser dada quando o soldador for trabalhar confinado. mas para seu serviço o eletrodo adequado é o E 6013 (chamado de `ponta amarela´ por certo fabricante). de modo geral. Em algumas indústrias.6. ainda existem diversas aplicações para ele. e quem já soldou sabe que isto é bem verdade (ainda bem. Soldagem com eletrodos revestidos Faixa de 0 de eletrodo Faixa corrente utilizada (~) No da lente utilizada 1. É imprescindível ter exaustão dos fumos de solda. além de ser desejável um filtro para respiração.9 a 9. Rampas e Passarelas . ou para prevenir o desgaste pela utilização (dentes de trator. porque senão a radiação seria transmitida da mesma forma!).E Ni-Cl / E NiFe-C. até aço carbono.Item 18.12 / Subitens 18.5 • 70 a 160 A 190 a 250 A 320 a 380 A 10 12 14 O posto de solda também deve ser protegido por cortinas plásticas que impeçam a passagem dessa radiação.Ignição do Eetrotodo Revestido. 2.0 7.5.12.1 a 18. como a nº 12. facilitando muito o trabalho.10.0.6 a 4. pois se usarmos somente os óculos de segurança (que também são indispensáveis por conta da escória a ser retirada) a pessoa ficará marcada pela radiação não ionizante. Embora este processo não seja automático.4). Alguém pode alegar que não se enxerga nada com lentes.0 4. Normalmente. • • • Referências . • O material de segurança basicamente consiste em: óculos de segurança e máscara de solda (com as lentes conforme tabela abaixo). rodas de trem etc). Eles servem para efetuar o revestimento em peças que foram danificadas pela corrosão. isto é. principalmente em se tratando do enchimento de falhas e `falta de fusão´. empregam os diâmetros menores (1. A máscara neste processo de solda é indispensável. a exposição contínua à radiação de solda (principalmente quando há altas correntes de soldagem).1 Escadas. As serralherias. o tipo de FoFo soldável . utilizam este processo por ser mais barato e eficaz.8 a 6. O setor de manutenção de uma indústria utiliza os mais variados tipos de eletrodos (desde aquele para a soldagem em ferro fundido. avental de raspa. luvas de raspa. rolos de moenda na indústria açucareira. perneiras de raspa. foram desenvolvidas máscaras especiais que somente escurecem no instante da soldagem. os `controladores´ podem ter problemas sérios na vista por não observar este detalhe. Para estas situações. 2. e touca de soldador (essencial quando a solda for na posição sobre a cabeça).12. aço inox e alumínio). botas de segurança.

fibra de alumínio e fibra de vidro. Os pontos mais importantes para se obter uma utilização segura da escada de uso individual estão relacionados ao comprimento da escada. apresentam as seguintes características: travessas iguais. antes de serem usadas. . mal conservadas e mal utilizadas podem representar um perigo extremamente sério. c) Não subir em escadas portando objetos. quando uso em pátio externo. Nesta posição. e) As escadas de abrir devem ser abertas até o fim do seu curso. Os seguintes procedimentos de segurança devem ser seguidos: • • • a) Não usar uma escada que não esteja em perfeitas condições de utilização. fendas. emendas iguais. nós. para evitar a quebra de polias e a danificação dos engates. apoiar firmemente os pés nos degraus e usar ambas as mãos para segurar-se. 300 mm.• As escadas são construídas geralmente de madeira. Suspenda-os por meio de corda. ao qual será amarrada a escada. Para maior estabilidade da escada. espaçamento uniforme entre as travessas. em altura superior a 2m do chão. É proibido prender na própria escada. aço. espaçamento dos degraus de. As escadas de mão também têm recomendações para auxiliar a inspeção antes de cada uso. podendo variar entre 65º a 80º . ao ângulo que ela forma com o piso e aos sistemas de fixação na superfície inferior e superior. no máximo. j) Somente uma pessoa de cada vez deve utilizar a escada para subir ou descer. o equilíbrio torna-se precário. d) Para subir. As escadas de mão. e não apresentam nós e rachaduras (caso feitas de madeira). i) Nunca subir em escadas com sapatos escorregadios ou sujos. Quando uma escada não está fixada no piso. montantes iguais. deve-se colocar calços de borracha nos pés para evitar que a escada escorregue. base antiderrapante em todos os degraus. crava-se uma estaca no solo. é necessário que o ângulo em relação ao piso tenha o valor aproximado de 75º. Escadas mal construídas. por meio de cordas. 300 mm de eixo a eixo e de. f) As escadas de extensão não devem ter suas partes separadas. verificando-se os seguintes itens: Defeitos na madeira. e calço de borracha nos pés da escada. g) As escadas de abrir não devem ser usadas como escadas de encostar. quando construídas corretamente. h) É obrigatório o uso de cinto de segurança preso à estrutura mais próxima. com o fecho do tirante limitador bem encaixado. apodrecimento geral. a fim de impedir o movimento acidental da escada. ou carregue-os em uma bolsa presa à cintura. no mínimo. para escadas de até 3 m de altura. rachaduras. fibras no sentido transversal. As escadas de mão devem ser sempre inspecionadas antes do uso. Principalmente no uso dos degraus superiores. b) Nunca ficar sobre dois degraus da escada.

Rampas e Passarelas • • As escadas de mão portáteis devem ser consertadas sempre que for verificado qualquer defeito. Quando outra pessoa não estiver segurando a escada. com o funcionário usando cinto de segurança tipo pára-quedista. Quando não for possível se apoiar uma escada na inclinação recomendada. o) Os degraus das escadas estarão livres de substâncias que provoquem escorregões (óleo. quebradas ou defeituosas devem ser inutilizadas e substituídas. Subir ou descer em escadas portáteis deverá ser uma ação feita sempre de frente para elas. é necessário o auxílio de outra pessoa. quando utilizadas próximas da laje.6. Escadas retas devem atingir pelo menos 1 m acima da plataforma ou patamar em que estão apoiadas.12. com a base aproximadamente a um quarto do comprimento da escada na vertical. m) Escadas rachadas.Subitens 18. Escadas duplas não serão utilizadas como escadas simples. esta deve estar fixada por braçadeiras na parte inferior e amarrada na parte superior.6 / 18. Não será utilizada escada de mão com montante único. As escadas de mão extensíveis possuirão roldanas. madeira ou outro material não condutor de eletricidade preferivelmente.12. devido à possibilidade de quedas de materiais.6. água. para evitar o deslocamento. devem ser utilizadas escadas de mão do tipo não condutora. Escadas fixas verticais ou tipo marinheiro devem ter guarda-corpo a partir da altura de dois metros do piso. a menos que haja sinalização. sendo que as cordas devem ser inspecionadas freqüentemente. devem ser amarradas por um tirante a um pilar interior. As escadas de mão portáteis não devem ser colocadas próximas a portas ou áreas de circulação.12. n) A base das escadas deve ser equilibrada firmemente no piso.Escadas.l) Em trabalhos elétricos. a mesma deve ser amarrada no apoio superior para evitar tombamento para trás ou escorada na parte inferior para se evitar o escorregamento. q) Ao fixar esta escada. Referências . O mesmo se aplica a poços ou torres de elevador. Somente devem ser usadas escadas de comprimento compatível com a altura da superfície que se irá trabalhar. duas catracas automáticas e corda para a manobra de extensão. Estes serão suspensos separadamente.1 a 18.6 . ou retiradas de serviço. Não se deve subir em escadas de mão carregando ferramentas ou materiais. As escadas serão guardadas ao abrigo do sol e da umidade. Extensões provisórias são perigosas e proibidas. p) Olhar para a escada e usar ambas as mãos ao subir ou descer. feitas em fibra de vidro. barro etc). As escadas de mão portáteis. Deve-se ter o cuidado de não largar ferramentas • • • • . guias e ancoragem adequada.

5 a 18.13. O sistema de guarda-corpo e rodapé a ser utilizado na proteção contra quedas de altura passou a ser assim: a) Altura de 1. atividades não rotineiras. • Referências . a um pé-direito acima do nível do terreno. o perímetro da obra deve ser fechado com tela.20 m para o travessão superior e 0.Subitens 18.20 m (vinte centímetros). Estes vãos serão seguramente fixados à estrutura. Além das plataformas principal e secundária. a ser instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes. Desta forma. podendo ser retiradas nas mesmas condições das plataformas secundárias. para edifícios com pavimentos no subsolo.13.20 m. As plataformas secundárias.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • O trabalho em altura é um dos agentes da fatalidade. A falta de proteções contra quedas faz com que este tipo de acidente seja a primeira causa de acidentes graves.2 a 18. Esta rotina permite que todos os controles de segurança sejam revisados e que todas as pessoas estejam conscientes dos riscos da operação.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • • A altura do fechamento dos vãos de acesso às caixas dos elevadores passou a ser de. também.11 . • • • • . em balanço. colocadas de 3 (três) em 3 (três) lajes. a revalidação diária será fundamental para que as recomendações sejam atendidas. Referências . É muito comum nas empresas a emissão da PT por um tempo em que o trabalho será realizado. • A plataforma principal de proteção. pelo menos. Foi criada uma plataforma terciária. Referências .ou materiais nas escadas. O mesmo procedimento deve ser seguido na passagem de um lado para o outro em escadas duplas. devem ser acompanhadas de uma permissão para trabalho.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura • As proteções contra quedas de altura são os maiores problemas nos canteiros de obra. É o que chamamos de riscos dinâmicos. b) Rodapé de 0. Esta plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo do prédio.1 . que esteja. Para garantir a eficácia da Permissão para Trabalho. no mínimo. sem necessidade de complementação com tela.70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário.4 .13. Nunca deslocar uma escada sem descer. pois as condições da operação podem mudar. acima dela. 1. devem. Neste caso. conhecidas como apara-lixo. estiver concluído.13. ser instaladas logo após a concretagem da laje a que se referem e retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída. mesmo existindo procedimentos. passou a ter 2.13. contadas a partir da plataforma principal.Subitens 18.50 m de projeção horizontal e a ser colocada na altura da primeira laje. conhecida como bandejão. Suas dimensões são as mesmas da antiga NR 18.13 / Subitem 18.Item 18. esta deve ser revalidada diariamente. c) Os vãos entre travessas deverão ser protegidos com tela ou outro dispositivo que garanta seu fechamento com segurança.

no mínimo.12 a 18.26 .Subitens 18.13.12.13.Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura .Redes de Segurança .• Estas plataformas deverão ter. Guarda-corpo metálico com sargento Guarda-corpo metálico com escoras Guarda-corpo de madeira com montant metálicos Guarda-corpo de madeira Guarda-corpo de alvenaria estrutural Galeria aixa de elevador (metálica) Caixa de elevador (madeira) Proteção shaft de ventilação de escada Referências . 2.20 m (dois metros e vinte centímetros) de projeção horizontal e obedecer às mesmas prescrições estabelecidas para as plataformas secundárias quanto à sua colocação e retirada.

recomendamos que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados ou adaptados para tal fim. Para isso.14.2).14.Item 18. 325KB).14 / Subitens 18.7 da NR 18. se respeitadas as normas técnicas específicas.8. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional.14. conjunto de sustentação. Sempre existiu grande dificuldade das empresas em encontrar referências técnicas para fundamentar algumas práticas para o transporte vertical de pessoas. • Referências .13.7.13.1.20 . destacamos que os profissionais qualificados são aqueles considerados legalmente habilitados (item 10. os contratos são padrões e genéricos. de forma a garantir que os trabalhos a ser realizados pelas empresas serão feitos por pessoas qualificadas. a nova regra exige que tenha. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura. O contratante de serviços especializados aplicáveis à NR 18 e aos demais NR deve estar atento aos requisitos de contrato.13.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Tomando como referência a NR 22. O sistema é autorizado para após as fases de estrutura e vedação periférica. item 22. O sistema já provou ser eficiente também para evitar quedas humanas.Subitens 18. • • • Exemplos de aplicação de redes de segurança Referências . sugerimos o uso da • . A Portaria MTE 157/2006 altera ainda vários itens do glossário da NR 18 que estão inseridos no final da descrição das alterações acima. porém é preciso explicitar a qualificação necessária para o trabalho. Por similaridade técnica. Íntegra da portaria: DOU de 10 de abril. além de projeto assinado por profissional legalmente habilitado: rede de segurança.12 o uso de redes de segurança como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção.1 a 18.• A Portaria MTE 157 também admite no item 18.2 a 18. Normalmente.14. previstas no item 18. por profissional legalmente habilitado. grampos de fixação do elemento forca e ganchos de ancoragem da rede na parte inferior. fixação e ancoragem e acessórios de rede. cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede. composto de elemento forca.2 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas • Mais uma vez. Para isso.

autopropelido ou não. com corrimão e saída de emergência. j) Sistema de comunicação com o operador do guincho nos pontos de embarque e desembarque. • A Portaria 15. b) Portas com trancas que impeçam sua abertura acidental.7. Fonte: Genie . h) Distância inferior a quinze centímetros entre a plataforma de acesso e a gaiola. f) Iluminação. Trata-se de um manual de normas técnicas que estabelece os parâmetros de segurança desse tipo de equipamento e especifica os responsáveis por todos os procedimentos de manutenção e operação. só serão permitidas em cabines ou gaiolas que possuam as seguintes características: a) Altura mínima de dois metros. capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado. de 03/07/07 aprovou o Anexo 1 da NR 18 que regulamenta o uso das Plataformas de Trabalho A (PTA) éreo no Brasil. i) Fixação em local visível do limite máximo de capacidade de carga e de velocidade. c) Manter-se fechadas durante a operação de transporte. que determina que o transporte vertical de pessoas. PTA é o equipamento móvel.NR 22. dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura.A Terex Company . Desta forma. g) Acesso convenientemente protegido. item 22. e) Proteção lateral que impeça o acesso acidental à área externa.14. d) Teto resistente.

oferecendo segurança e atendendo a todas as necessidades de uma obra. proíbe definitivamente o uso do elevador a cabo com freio de emergência tipo flutuante. certificando-se do perfeito ajuste e funcionamento de todos os seus sistemas.14.21. que pode transportar de uma só vez de dez a 40 passageiros. A norma exige que o proprietário da plataforma mantenha um programa de manutenção preventiva. cabe ao operador da plataforma.14.1 a 18. e ao fato de que muitos empresários ainda não estão convencidos da necessidade da sua utilização. Toda a operação da plataforma. em seu artigo 2º. de acordo com o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante.Torres de Elevadores • Os elevadores convencionais de obra a cabo são equipamentos de uso constante em obras para o transporte vertical de pessoas e materiais.Subitens 18.14. executado por pessoa qualificada e que siga as recomendações do fabricante. Alguns guinchos permitem transportar até dez passageiros ou 800 kg com segurança e eficiência. realizar todos os procedimentos de inspeção e manutenção do equipamento. nem sempre funciona devidamente.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . pois a partir de agora ficou claro que não há mais espaço para improvisações nas obras. inspeção e operação. O subitem 18. é bastante clara: “É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”.22 a 18. e a cabine acaba se precipitando em queda livre. • Atualmente. sobre os princípios básicos de segurança.14. a qual é ainda pouco encontrada nos canteiros e. quando presente.20 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . • Referências .4. Este é um importante avanço.22. Só poderão ser utilizados equipamentos apropriados. o operador também deve ser treinado.21.22. dotados de dispositivos de segurança que garantam uma operação segura e eficiente. em situações nas quais o cabo de aço não é totalmente rompido. tracionado por sistema pinhão e cremalheira. • Referências . devidamente capacitado pelo empregador. A falta de utilização da cancela deve-se ao relativo alto custo de aquisição. resistentes e seguras.4 . Pode ser utilizado tanto em obras civis quanto em plantas industriais.21 / 18. Não há outra forma de acionamento emergencial deste equipamento.Subitens 18. senão a falta completa de tensão no cabo de aço. siderúrgicas etc. Esse sistema reúne vários benefícios conseguidos nos últimos anos com a melhoria dos dispositivos de segurança automática ou manual.14. desde sua velocidade de deslocamento até a sinalização da área de trabalho. letra e. está minuciosamente descrita na NR-18. decorrência do reduzido número de fornecedores.14.Elevadores de Transporte e Materiais • • Os elevadores de carga exigem a utilização da cancela. ou seja. por ser o dispositivo mecânico comprovadamente inseguro. não compreendem quais riscos humanos e perdas econômicas ela pode evitar. refinarias. • . Existe um tipo de elevador. possibilitando sua utilização em mineradoras. da Portaria MTE 157/2006.• A NR-18. existem elevadores com cabinas mais leves. Ela é clara quanto à obrigatoriedade do uso de cintos de segurança e proíbe que a capacidade nominal de carga definida pelo fabricante seja ultrapassada. Segundo a norma. transformando-se em cabina fechada. Além disso. O elevador a cabo apresenta uma nova opção cuja cabina semifechada para transportes de materiais recebe fechamento lateral e portas. cimenteiras.

além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. Também se tornou obrigatória a apresentação de Laudo de Capacitação Técnica do equipamento. emitido por empresa legalmente habilitada. ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino.14.22. de 10 de abril de 2006 (Art 3º). Por similaridade técnica. que passa a atuar efetivamente em situações de emergência. Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos.22.• A nova regra obriga a sua substituição pelos elevadores de obras com sistema eletromecânico para o acionamento do freio. cargas horárias e matérias ministradas. do qual constarão os métodos de ensaios adotados. Todos os trabalhadores são considerados profissionais qualificados: • • • • • • a) Através de Cursos de Preparação de Mão-de-obra. poderíamos usar o mesmo entendimento da nova NR 10. eletricistas de redes elétricas. é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. emitido por empresa legalmente habilitada.5 a 18. A Fundacentro publicou a Recomendação Técnica de Procedimento para Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . 789KB). com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas. Desta forma. • Referências . estabelecida no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas). a eficiência dos sistemas de frenagem automática deverá ser comprovada através de "Laudo de Capacitação Técnica". Segundo a Portaria 157/06. com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação.Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . A qualificação deve ocorrer através de cursos regulares. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item 10. Cada vez mais. . A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional. Veja o texto da publicação na íntegra (PDF. telefônicas e de comunicação de dados.2). São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros).Elevadores de Transporte e Materiais • Conforme Portaria 157.8. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas. instalador de linhas subterrâneas. o entendimento técnico e o legal explicitam a necessidade de usar serviços realizados por profissionais legalmente habilitados em cursos específicos.Subitens 18.14. a qualificação pode ocorrer em três níveis. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva). devendo constar da descrição dos métodos utilizados para os ensaios adotados. fica proibida a utilização de sistema de frenagem automática do tipo viga flutuante que tem como parâmetro de sensoriamento e comando a tensão do cabo de aço de sustentação da cabina dos elevadores de obra. instaladores de linhas elétricas de alta e baixa tensão. reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura.9 .Elevadores. entre outras (ver CBO 7321). eletricistas de iluminação pública.

e) Auxiliar na montagem e desmontagem das fôrmas em madeira ou chapa de ferro. que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1. Referências . eletromecânica.1 a 18. d) Transporte das armações de ferro para fundação.24. 2032. eletro-eletrônicos. • A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é a garantia da empresa que está contratando um profissional habilitado para executar tais serviços. estoque ou uso. h) Usar concreto bombeado.Gruas • Equipamento que faz todo o transporte horizontal e vertical da obra. lajes. lajes etc. eles são capazes de realizá-los. c) Cursos Superiores plenos ou não. facilitando seu posicionamento. mecatrônicos. eletrotécnicos.b) Através de Cursos Técnicos ou Técnicos Profissionalizantes. f) Transportar até a laje a ser concretada. É o primeiro equipamento que entra na obra e o último que sai. porém não são habilitados (não têm diploma).Subitens 18.23 a 18. em função dos acidentes fatais envolvendo sistemas de elevação de pessoas. eletrônica. São exemplos os tecnólogos de nível superior: engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas.14.17 Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas . vem descrito suas habilitações. projetistas técnicos. que sustenta o mangote de saída do concreto.14.Elevadores de Passageiros • Texto da alínea (b) alterada pela Portaria MTE 157/06.24 /18. Na carteira profissional. Estes equipamentos são usados para: a) Auxiliar na carga e descarga de materiais dos caminhões.Subitens 18.200 horas. pilares etc. encarregados de manutenção e montagem. . supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303).5 . Isto é. ). A ART é também um instrumento pelo qual o CREA fiscaliza a atividade de seus associados e garante que profissionais não habilitados realizem serviços para os quais não sejam habilitados. 2143). e de telecomunicações (ver CBO 2021. c) Transportar materiais pré-moldados (vigas. em eletricidade.23. eletrotécnica.14.Movimentação eTransporte de Materiais e Pessoas .14. g) Transportar das caçambas para concretagem.24.14. Referências . telecomunicações. mecatrônica. b) Deslocar o material na obra para melhor posicionamento. São exemplos os técnicos. dos tambores d´água para molhar as fôrmas.

RB 1030 (catálogos anexos). Nos dois casos. a grua deverá sempre ser desmontada e remontada na nova locação. > Grua Móvel . automontante.A altura e lança deste tipo de grua são fixas. o) Transportar das plataformas de descarga de um andar ao outro. RB 822. . que pode ser rebocado e transitar pela vias públicas e/ou no canteiro de obra.i) Transportar os andaimes.É um equipamento normalmente pequeno.Os modelos da linha FM são: RB 516. r) Auxiliar no transporte horizontal e vertical de qualquer material ou máquina necessária à obra. m) Transportar os materiais de acabamento interno até as plataformas ou sacadas. n) Transportar o material de acabamento externo até os andaimes. montado sobre rodas. s) Economia na redução do tempo de execução da obra e na redução do custo das tarefas executadas. j) Ajudar na pré-montagem e desmontagem dos elevadores de carga. adaptando-a a uma nova situação de obra. ascensional. primeiramente. fixamóvel. l) Transportar argamassa nas caçambas até as plataformas ou sacadas . permitindo a utilização do concreto convencional. p) Auxiliar no transporte de componentes mecânicos no término da obra. . é necessário conhecer os vários tipos existentes: móvel. q) Descarregar o entulho na limpeza do prédio. ou seja não é possível aumentar sua altura nem sua distância de alcance. k) Transportar tijolos ou blocos paletizados. t) Para escolher o tipo de grua. fixa. além da mão-de-obra com seus encargos e do concreto.

18 metros). montado sempre na área externa da obra e fixado em uma base de concreto de tamanho variável em função do modelo da grua. é possível abrir nele um espaço das mesmas dimensões de um poço de elevador e montar a grua neste. montando. Sua locação. A limitação é de poder atender somente a um prédio por vez e o alcance para atingir a área de estocagem dos materiais a serem levantados fica limitada à diferença entre o comprimento da lança e a parte ocupada pela . apóia-se sobre patolas que devem estar sobre bases que forneçam as maiores garantias de estabilidade do equipamento em movimentação de trabalho. através de um procedimento especial. Monta-se como fixa e depois através de um sistema hidráulico. .Quando montada na obra. A vantagem seria de evitar interferência com o cronograma de montagem do elevador. Cada vez que for necessário. a grua inteira será levantada para as lajes superiores e amarrada novamente a duas delas.. MI 1040.Quando a laje não for pré-moldada. Será sempre montada na área externa da obra.Sua altura inicial será aumentada ao crescer da construção. a base deverá ser estaqueada para manter a estabilidade da grua carregada em sua pior condição de trabalho. > Grua Fixa . MI 2048. é no poço do elevador. . O comprimento dos elementos varia entre 3 m e 6 m. > Grua Ascensional . amarrando a torre através de cravatas a duas lajes e com a grua seguindo o crescer do prédio. . Esta operação é conhecida como "telescopagem " e deverá ser feita por técnico experiente.É um equipamento cuja torre é de altura definida (normalmente.Uma vez definido o alcance necessário. elementos de torre até alcançar a altura necessária. monta-se a lança que ficará fixa até o final da obra. Em função do terreno. Os modelos da linha FM são: MI 1025. em geral.Sua utilização é especifica para prédios. em função do modelo da grua.É um tipo de grua de tamanho maior. MI 1640. MI 1230. .

A mobilidade sobre trilhos tem uma limitação de configuração do equipamento: a altura não poderá ser superior a 30 m. O comprimento máximo da lança é de 35 metros. é melhor identificada como AM 1230. permitindo o reboque dentro da obra e nas vias públicas (existe claramente uma limitação na velocidade a ser alcançada ). . este modelo também deverá ser alocado na área externa do prédio e ser amarrado às lajes após os primeiros 30 metros de altura com "cravatas". > Grua Fixa-Móvel .área do prédio. > Grua Automontante . . para distâncias de até 100 m. procedendo da mesma maneira que para grua FIXA. . .Como o equipamento fixo.000 kg. levantando na ponta 1. podem ser todos montados sobre trilhos aplicando na base da grua acessórios conhecidos como "truques".dois motorizados com motores elétricos e dois não motorizados) que permitem o translado da grua ao longo dos trilhos.Os modelos fixos. possibilitando o atendimento de várias construções ao mesmo tempo ou separadamente. normalmente em número de 4 (um par para cada extremidade da base .A torre composta por dois elementos telescópicos é montada em chassis dotado de quatro rodas pneumáticas. pode trabalhar como grua fixa sobre bases de concreto. MÓVEL e FIXA/MÓVEL. Os modelos disponíveis na linha FM são: MI 1025. É um modelo muito interessante que agrupa as vantagens oferecidas pelas gruas FIXA. Sua altura pode alcançar até 80 metros montando elemento após elemento de 6 metros de comprimento. Quando a lança for de . MI 1040. poderá correr sobre trilhos. Por intermédio dos comandos elétricos. portanto. a grua levanta até 18 metros de altura. citados acima no item Fixa. para dar toda a estabilidade possível. Portanto. .A base dela tem quatro patolas e. MI 1230. após montada a lança.Ela vem preparada para receber em sua base quatro truques.Na linha da FM.

levantando 1. industrias e prédios altos.Conhecendo os tipos de grua e as necessidades da obra. inicia-se a terceira etapa96252512: análise dos fabricantes e proveniência. será feita uma escolha. .Quando montada como Fixa.900 kg. Uma vez identificado o tipo de grua.Altura da construção (atenção levar sempre em conta a caixa d´água ou a parte construída mais alta) . conhecer as necessidades das operações.Pela descrição acima. levando-se em conta a localização da área de estocagem dos materiais. . . podem ser alocadas várias gruas de modelo e tamanho diferente. será diferente. é fácil entender a flexibilidade da AM 1230 em vários de tipos de obras: prédios populares de 4 a 5 andares. . tais como: . Na mesma obra. obviamente. Já o comprimento mínimo da lança é de 20 metros. área de descarga dos mesmos e prédios a serem atendidos. . obras públicas baixas e compridas etc.Alcance da Lança. Em segundo lugar. prédios altos.30 m. poderemos melhor identificar qual o equipamento mais apropriado para satisfazê-las. a carga aumenta para 1.Ao se construir prédios baixos. Não podemos esquecer de avaliar o tipo de construção que a empresa faz. a escolha.Peso máximo a ser levantado na ponta extrema da lança. a base de concreto utilizada nas gruas fixas será substituída por lastro de concreto sempre reaproveitável. Se ela constrói somente sobrados.200 Kg. .

ANEXO III PLANO DE CARGAS PARA GRUAS I - DADOS DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO(s) EQUIPAMENTO(s): nome do empreendimento, endereço completo e número máximo de trabalhadores na obra. II - DADOS DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA OBRA: razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA. III - DADOS DO(s) EQUIPAMENTO(s): tipo; altura inicial e final; comprimento da lança; capacidade de ponta; capacidade máxima;

alcance; marca; modelo e ano de fabricação e demais características singulares do equipamento. IV Não havendo identificação de fabricante, deverá ser atendido o disposto no item 18.14.24.15. V - FORNECEDOR(es) / LOCADOR(es) DO(s) EQUIPAMENTO(s) / PROPRIETÁRIO(s) DO(s) EQUIPAMENTO(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico (se houver) e Responsável Técnico com número do registro no CREA. VI - RESPONSÁVEL(is) PELA MANUTENÇÃO DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; fac-símile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VII - RESPONSÁVEL(is) PELA MONTAGEM E OUTROS SERVIÇOS DA(s) GRUA(s): razão social; endereço completo; CNPJ; telefone; facsímile, endereço eletrônico e Responsável Técnico com número do registro no CREA e número de registro da Empresa no CREA. VIII - LOCAL DE INSTALAÇÃO DA(s) GRUA(s) Deverá ser elaborado um croqui ou planta de localização do equipamento no canteiro de obras, a partir da Planta Baixa da obra na projeção do térreo e ou níveis pertinentes, alocando, pelo menos, os seguintes itens: a) Canteiro(s) / containeres / áreas de vivência; b) Vias de acesso / circulação de pessoal / veículos; c) Áreas de carga e descarga de materiais; d) Áreas de estocagem de materiais; e) Outros equipamentos (elevadores, guinchos, geradores e outros); f) Redes elétricas, transformadores e outras interferências aéreas; g) Edificações vizinhas, recuos, vias, córregos, árvores e outros; h) Projeção da área de cobertura da lança e contra-lança; i) Projeção da área de abrangência das cargas com indicações dos trajetos. j) Todas as modificações tanto nas áreas de carregamento quanto no posicionamento ou outras alterações verticais ou horizontais.

Este croqui deverá contemplar todas as alterações tanto nas áreas de carregamento quanto ao posicionamento e outras alterações verticais ou horizontais conforme exemplo em anexo. IX - SISTEMA DE SEGURANÇA Deverão ser observados, no mínimo, os seguintes itens: a) Existência de plataformas aéreas fixas ou retráteis para carga e descarga de materiais; b) Existência de placa de advertência referente às cargas aéreas, especialmente em áreas de carregamento e descarregamento, bem como de trajetos de acordo com o item 18.27.1 alínea "g" desta NR; c) Uso de colete refletivo; d) A comunicação entre o sinaleiro/amarrador e o operador de grua, deverá estar prevista no Plano de Carga, observando-se o uso de rádio comunicador em freqüência exclusiva para esta operação. X - PESSOAL TÉCNICO QUALIFICAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA: a) Operador da Grua deve ser qualificado de acordo com o item 18.37.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo, com carga horária mínima definida pelo fabricante, locador ou responsável pela obra, devendo, a partir do treinamento, ser capaz de operar conforme as normas de segurança utilizando os EPI necessários para o acesso à cabine e

com carga horária mínima de 8 horas.RESPONSABILIDADES: a) Responsável pela Obra Deve observar o atendimento dos seguintes itens de segurança: aterramento da estrutura da grua. no mínimo. conforme especificação do responsável técnico pelo equipamento. conforme especificação do responsável técnico do equipamento. com especial atenção para o sistema de freio do movimento vertical de cargas. implementação do PCMAT prevendo a operação com gruas. executar inspeções periódicas semanais. XI. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: amarração de cargas para o içamento. de trajetos e da correta aplicação das determinações do Plano de Cargas. b) Responsável pela Manutenção. bem como. não se aplicando para gruas com altura livre móvel superiores às especificadas. b) Sinaleiro/Amarrador de cargas deve ser qualificado de acordo com o item 18. elaboração. requerido no item 18. orientação para o operador da grua referente aos movimentos a serem executados. observância às determinações do Plano de Cargas e sinalização e orientação dos trajetos. bem como. c) cada operação de manutenção e ou regulagem nos sistemas de freios do equipamento. disponibilização de instalações sanitária3s a uma distância máxima de 30m (trinta metros) no plano vertical e de 50 m (cinqüenta metros) no plano horizontal em relação à cabine do operador. a executar inspeção periódica com periodicidade semanal ou outra de menor intervalo de tempo. verificar registro e assinatura no livro de inspeções de máquinas e equipamentos. Deve estar qualificado a operar conforme as normas de segurança. após às seguintes ocasiões: a) instalação do equipamento. Montagem e Desmontagem Deve designar pessoal com treinamento e qualificação para .para a operação.5 desta NR e ser treinado conforme o conteúdo programático mínimo. independentemente do Plano de Cargas.11 desta NR e a confirmação da correta operacionalização de todos os dispositivos de segurança constantes no item 18.11. b) cada alteração geométrica ou de posição do equipamento. fiscalização do isolamento de áreas. implementação e coordenação do Plano de Cargas.22. Este profissional deve integrar cada "Plano de Carga" e ser capacitado para as seguintes responsabilidades: operação do equipamento de acordo com as determinações do fabricante e realização de "Lista de Verificação de Conformidades" (check-list) com freqüência mínima semanal ou periodicidade inferior.37.24.14. escolha correta dos materiais de amarração de acordo com as características das cargas.

11 desta NR. devendo tal relatório.DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA NO CANTEIRO No canteiro de obras deverá ser mantida a seguinte documentação mínima relativa à(s) grua(s): a) Contrato de locação. g) Plano de Cargas devidamente preenchido e assinado em todos os seus itens.14. c) Responsável pelo Equipamento: Deve fornecer equipamento em perfeito estado de conservação e funcionamento como definido pelo Manual do Fabricante. checagem da operacionalização dos dispositivos de segurança. entrega técnica do equipamento e registro destes eventos em livro de inspeção ou relatório específico. desmontagem. XII . desmontagem. XIII . se houver.24. bem como.18. b) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do operador da grua.MANUTENÇÃO E ALTERAÇÃO NO EQUIPAMENTO Toda intervenção no equipamento deve ser registrada em relatório próprio a ser fornecido.22. . telescopagem.executar as atividades que deverão sempre estar sob supervisão de profissional legalmente habilitado.15 desta NR. c) Lista de Verificação de Conformidades (check-list) a cargo do Sinaleiro/Amarrador de cargas referente aos materiais de içamento. f) Cópia da ART . durante as atividades de manutenção. mediante recibo. d) Livro de inspeção da grua conforme disposto no item 18. mediante emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica referente à liberação técnica efetuada antes da entrega.Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável nos casos previstos nesta NR. ascensões. ascensão e conservação do equipamento. Os serviços de montagem. e) Comprovantes de qualificação e treinamento do pessoal envolvido na operacionalização e operação da grua. montagem. observando o disposto no item 18. telescopagens e manutenções. ser registrado ou anexado ao livro de inspeção de máquinas e equipamentos. devem estar sob supervisão e responsabilidade de engenheiro legalmente habilitado responsável com emissão de ART Anotação de Responsabilidade Técnica específica para a obra e para o equipamento em questão.

onde não possam ser executados em condições de segurança a partir do piso. Amarração de Cargas.h) Documentação sobre esforços atuantes na estrutura do edifício conforme disposto no item 18. eles podem ser divididos da seguinte forma: o o o o o Suspensos. Travessão. Sinalização de Operações. . j) Manual do fabricante e ou operação contendo no mínimo: .Instruções de segurança e operação. conforme NBR 5410 e 5419. Sugerimos a leitura cuidadosa das modificações incorporadas por este anexo. Ssobre cavaletes. limpeza e manutençao.24. Segundo a Norma NBR 6604 .15. XIV CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: O conteúdo para treinamento dos Operadores de Gruas e Sinaleiro/Amarrador de Cargas deverá conter pelo menos as seguintes informações: .Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o sinaleiro/amarrador de carga .Item 18. a necessidade de uma atenção especial com o plano de manutenção e inspeção destes equipamentos. São utilizados em serviços de construção. Tipo cadeira de contramestre. Sistemas de Segurança. Legislação e Normas Regulamentadoras NR-5. reforma.Lista de Verificação de Conformidades (check-list) para o operador de grua . i) Atestado de aterramento elétrico com medição ômica. NR-17 e NR-18. NR-6. Montagem e Instalação.15.14. Inclinados. Funcionamento. Um dos itens incluídos com o Anexo de sobre movimentação de cargas trata da necessidade de criação de um plano de cargas (anexo 3) Este documento.15 / Subitens 18.9 .3 desta NR.1 a 18. • Referências .Definição.Segurança em Andaimes. pintura. demolição. Operação. deverá conter o layout da locação da grua e os fluxos de pessoas e materiais. Daí. que será exigido no PCMAT. mas eles normalmente são caros e de idade avançada (entre 30 e 40 anos).Andaimes e Plataformas de Trabalho • Plataformas necessárias à execução de trabalhos em lugares elevados. Comentários • Existe um grande número de empresas locadoras de equipamentos de carga. elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente.

5: o o o Ser construído com altura de 1. avaliados os riscos e sugeridos formas de controle para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes.13. A superfície deve ser sólida para não ceder com o peso. portáteis. O sistema de guarda-corpo e rodapé estende-se às cabeceiras e a todo o perímetro. rampas ou degraus. com exceção do lado da face de trabalho.70m (setenta centímetros) para o travessão intermediário.• Quanto a sua utilização os andaimes pode ser classificados da seguinte forma: o Andaimes Suspensos: Utilizados para reformas em fachadas. sem especificar qual habilitação específica. pintura. Deve suportar duas vezes o peso ao qual será submetido. Qualquer que seja o meio de acesso o usuário deve estar seguro de que os mesmos estejam em boas condições e não ofereçam riscos a sua segurança. outros) ou em áreas de difícil acesso aos andaimes tradicionais. Peças danificadas devem ser reparadas ou destruídas. Os meios de acesso podem ser escadas fixas. para dimensionar a estrutura de sustentação e fixação do andaime. limpezas.20 m para o travessão superior e 0. impermeabilizações e instalações de tubulações. balancim elétrico e balancim individual (cadeirinha). Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura. impermeabilizações e instalações de tubulações. • A segurança com andaimes deve ser um requisito existente em qualquer tipo de obra e deve o mesmo tratamento e cuidado que qualquer outro existente de execução. é determinado que se tenha um profissional legalmente habilitado. passarelas. Andaimes Modulados: Utilizados para reformas em fachadas. Deve ser garantido aos empregados acesso seguro aos andaimes. • • Neste item. Podem trabalhar sem obstruir a passagem dos pedestres o o • O seguintes requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o Os andaimes devem ser montados por mais de uma pessoa. Trabalham sem obstruir a passagem dos pedestres e são uma opção segura para estas operações. Andaimes de Encaixe: Ideal para serviços em áreas com grandes interferências (escoramentos. limpeza. Ex: balancim leve. Ter rodapé com altura de 0. Andaimes não devem conter peças de fabricantes diferentes. obedecendo às especificações do item 18. Nesta etapa devem ser identificados os perigos.20m (vinte centímetros). pinturas. . Deve ser inspecionado antes e após o uso. Um trabalho somente será seguro se for planejado adequadamente sob o ponto de vista preventivo. Deve ser montado sobre superfície nivelada.

Cinto (colete) tipo paraquedista com dois talabartes. Botas com biqueiras de aço. Identificar os empregados próprios e terceiros envolvidos nos trabalhos. utilizando equipamento específico. Certificar que as medidas de controle sugeridas e aceitas foram implementadas. Içamento cuidadoso do material na zona de montagem. Sugerir medidas de controle. • Exemplos de EPI a serem utilizados o o o o o o Capacete Luvas. as operações de montagem deverão ser suspensas. Protetores auriculares. Em caso de dúvidas com relação a zona de apoio do andaime.• Os objetivos da etapa de planejamento iinclui: o o o o o Identificar os perigos. Atender tosos os requisitos de segurança operacional Utilizar EPI e EPC. Autorização do pessoal qualificado para modificar qualquer aspecto estrutural. Proteção respiratória . Informar os riscos para a equipe sobre a operação a ser realizada. Verificação de carga. • A segurança física na montagem de andaime inclui: o o o o o o o Colocação de lonas ou redes de proteção em alguns casos requer estudos de concreto. avaliar os riscos. descarga e armazenamento de materiais (sinalização das zonas de risco e paletização dos materiais).

Andaimes Simplesmente Apoiados É aquele cujo estrado está simplesmente apoiado.15. chuvas ou ventanias. Em trabalhos sobre andaimes acima de 2 metros é obrigatório o uso do cinto de segurança. Caso seja montado um equipamento para içar cargas sobre o mesmo. deformações nos tubos e presença de corrosão.15. Obs.43. Amarrar todas as tábuas no suporte ou gabarito.2 foi revogado pela Portaria MTE 157. Nunca trabalhe sobre andaimes durante tempestades.Subitens 18. este deve ser reforçado para suportar essa carga. Qualquer trabalhador que execute tarefas em uma plataforma deverá ser treinado no uso correto dos equipamentos. • • O subitem 18. forma a formar um X.• Exemlos de EPC a serem utilizados o o o o Rede do tipo tênis Rede Vertical com suporte tipo forca Dispositivos DR Cabo elétrico tipo PP Referências . Boa organização e limpeza da plataforma são fundamentais para a segurança do trabalho. olhar a existência de trincas.18 . de 10 de abril de 2006. Durante a montagem dos andaimes alguns requisitos de segurança devem ser seguidos: o o o o o o o o Verificar as tábuas a serem utilizadas. podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal. . Verificar os gabaritos antes de montar. As barras de travamento devem ser colocadas de três em três módulos.10 a 18.15. O cinto de segurança não pode ser fixado na estrutura do andaime.

. Não utilizar tábuas com cupins. Não utilizar tábuas apodrecidas.Colocação de tábuas e corrimõe • As pranchas não devem ser testadas pelo usu qualidade das pranchas deve-se observar o s o o o o As pranchas têm grandes nós na ma As nervuras acompanham o sentido Existe alguma rachadura na pranch Há sinais de desgaste? • • • Não utilizar tábuas queimadas.

• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). fixado à estrutura na extensão da fachada.19 a 18. Nunca ficar no piso que está sendo desmontado. logo.25 . deverá ser dotado de corrimãos de proteção. Todos os materiais inflamáveis devem ser removidos do local e o pessoal nas proximidades deve estar usando EPIs adequados.Subitens 18. Usar cinto de segurança durante toda desmontagem. assim como a área abaixo dela estejam devidamente isoladas e protegidas. • • • Referências . o o o o o o Verifique a existência de restos de materiais sobre as tábuas dos andaimes. Corrimão de proteção: Se o andaime for erguido acima de 1. como skymunck. guindaste. necessita maior cuidado..15. Verifique a existência de tábuas soltas. Utilizar equipamento auxiliar sempre que possível.5 m acima do nível do chão. hyster. Este corrimão não deverá ter menos de 90 cm nem mais de 1 m de altura. medidos a partir da plataforma do andaime. • A justaposição das extremidades deve ser de 300 a 800 mm. Solda e corte com maçarico: Para trabalhos de solda ou corte sobre plataformas deve-se garantir que a área sobre a plataforma. Desmontagem dos andaimes: A desmontagem é tarefa de maior risco que a montagem. ficar no andar de baixo ou fora do andaime. projetando-o para baixo. .. etc.Andaimes Fachadeiros Andaime metálico simplesmente apoiado.Ao usar duas ou mais tábuas o espaçamento entre elas deve ser de no máximo 30 mm.15. Realize a desmontagem sempre de cima para baixo. Proteção ao nível dos pés: Tais proteções são instaladas para evitar ou diminuir a possibilidade de trabalhadores que estão em altura elevada atingirem ou chutarem algum ítem.

(recomenda-se a utilização de pranchas de madeira). .Elementos do Sistema 1-Nivelador de base 2-Inicializadorde base 3-Elemento de andaime 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 6-Plataforma de trabalho 7-Plataforma de serviço 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Protector Lateral 11-Terminal de andaime lareal 12-Terminal de andaime 1-Preparação das Bases Colocam-se os niveladores de base sobre uma superfície plana. para distribuir a pressão exercida pelo andaime sobre o solo.

.2-Colocação do inicializador O inicializadorde base é colocado sobre os niveladores para permitir a ligação à diagonal. Pa garantir o nivelamento e aprumamentod andaime afinam-se as bases reguláveis sempre que necessário.0 m. 4-Colocação das barras e diagonal Colocar as barras (guarda-costas) e a diagonal. As diagonais vão assegurar a estabilidade geral do andaime 5-Colocação das plataformas e nivelamento As plataformas anti-derrapantes são colocadas em níveis de 2. Verificar també distância do andaime á fachada.0 em 2.

7-Colocação do protector lateral Colocam-se os protectores laterais de fo a garantir a segurança contra as quedas cada nível de andaime. colocam-se as barras horizontais (guarda-costas) e depois a diagonal no sentido oposto à anterior. . De seguida.6-Montagem do nível superior Colocam-se os elementos de andaime uns sobre os outros.

Fig. 10-Colocação dos terminais de andaime O último nível do andaime é encerrado com os terminais de andaime que permitem a colocação de todos os elementos de segurança exigidos. e sem nenhum tipo de recobrimeto.E quando não for possível colocar o mais próximo dos mesmos. 9-Colocação da plataforma de escad O acesso a cada nível de trabalho é feito pela escada interior própria. de acordo com o exigido pela norma. .8-Colocação dos rodapés Os rodapés são encaixados de uma forma simples e rápida. Para andaime com menos de 30 m de altura. No último nível do andaime é importante colocar amarrações em todos os montantes. Montar as amarrações uniformemente distribuídas ao longo de todaa fachada de andaime de acordo a fig. Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada: • • • • • Recomendações gerais relativas à segurança das amarrações à fachada.1. Recomenda-se a colocação dos fixadores de andaime no prumo vertical .1 .Esquema de colocação das amarrações e diagonais no andaime. colocar as amarrações em cada 20m² e para andaime com recobrimentoem rede permeável ao vento as amarrações são colocadas em cada 12 m².

Não abandonar materiais ou ferramentas no andaime. tal como ilustra a figura 1. 13. A circulação pelo andaime deve ser livre e contínua. Verificar se as zonas de apoio do andaime. deve-se nivelar a estrutura. As diagonais devem ser colocadas de 4 em 4 módulos de andaime.0 m em 6. Ter em consideração as capacidades de carga que obrigatoriamentesão indicadas nas plataformas. Devem estar protegidos com barras guarda-costas a 0. vigas.15. 3. . 5. Proceder à montagem e desmontagem segundo as instruções do fabricante (esquema de montagem).5 e 1. 14. são resistentes à pressão que sobre elas vai exercer: devem ser duros e estáveis. 11.Subitens 18.0 m de distância. Referências . Não descarregar cargas de forma violenta sobre o andaime. 9.0m em altura em todas as prumadas. Antes de iniciar os trabalhos de utilização do andaime o responsável pela segurança na obra deve verificar a correcta montagem do andaime. 8.• • 1.26 a 18.0 m. é motivo suficiente para suspender a montagem até que um técnico competente resolva o problema. Qualquer dúvida a respeito da capacidade de resistência do solo ou zonas de apoio do andaime e da capacidade de resistência da estrutura. Procedimentos de Montagem 4. Fazer a distribuição dos niveladores e inicializadores e antes de apertar as cunhas e colocar os prumos.Andaimes Móveis Plataforma de trabalho cuja estrutura esta montada sobre rodízios. lajes. Para andaime com alturas superiores a 30m ou para recobrimentosmais densos é necessário realizar cálculos específicos. Verificar regularmente os pontos de fixação do andaime à fachada (é muito frequente os utilizadores do andaime retirar pontos de fixação para lhes facilitar o trabalho.) As amarrações são colocadas de 5 em 5 m na horizontal em prumadas alternativas e na vertical de 6. Realizar o estudo prévio da planta para envio de materiais. O acesso aos vários níveis de trabalho deve realizar-se por escadas interiores. 6. 7. se os topos devem estar fechados com protecções e envolvidos com rodapés com uma altura mínima de 15 cm. As plataformas de trabalho devem ter no mínimo de 60 cm de largura. etc. 2. 10. Verificar se a distância máxima entre níveis de plataformas é de 2.27 .15. Quando a estrutura não cumpre a regra da auto-estabilidade devem existir amarrações a estruturas sólidas (pilares. 12.

sem vento a máxima altura (H)não pode ser superior a quatro vezes o lado (L) menor – H (max. quanto mais pesada melhor é o comportamento em relação ao desequilíbrio provocado pelas cargas a que estão submetidas e à força do vento. ara torres realizadas em aço sem nenhum tipo de cobertura.Em espaços interiores a altura (H) máxima é de três vezes o lado (L) . o método orientativo para provar se é autoestável é o seguinte: . • A estruturas das torres de escada estão submetidas ás mesmas cargas que qualquer outro tipo de andaime. Para isso temos a favor o peso próprio da estrutura.)<=4* L (menor).• As instruções de montagem indicadas a seguir seguem os princípios definidos pela Norma Européia UNE 76502:1990 (CEN-HD 1000:1988). temos que comprovar que as cargas não são suficientes para desestabilizar a estrutura. para poder considerar a auto estabilidade.Em espaços interiores. .

menor – H (max.Andaimes em Balanço • São os que se projetam para fora da construção e são suportados por vigas (de madeira ou metálica) ou estruturas em balanço. manutenção e pintura.Andaimes Suspensos São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. • Quando não se cumpre a regra da auto-estabilidade: . .44 . São geralmente utilizados quando os andaimes não podem apoiar-se sobre o solo ou sobre uma superfície horizontal resistente.Combinar adequadamen te as opções interiores.28 a 18. de quadros.Colocar contrapesos.Subitens 18.29 .Aumentar as dimensões da base colocando estabilizadore s.15. Referências .30 a 18. . .)<=4* L (menor).15.Amarrar a estrutura a partes sólidas.Subitens 18. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. .15. Referências . podendo ser fixos ou deslocáveis.15.

restem. tipo pára-quedista. valendo estas obervações para os diferentes tipos de andaimes suspensos: a) Escadas ou rampas devem ser previstas para andaimes a partir de 1. para a posição mais baixa do estrado. e) Para ter um guincho só. até.15.47 . Andaimes de madeira somente podem ser instalados em obras de até três pavimentos. de quadros.Subitens 18. diariamente. b) Andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes a partir da primeira plataforma de trabalho.45 .15. O máximo de trabalhadores no andaime é dois.46 e 18. antes de iniciados os trabalhos. ou de madeira destinadas a execução de serviços de construção. Referências . É proibido o uso de pintura que encubra imperfeições da madeira. passando a se chamar Andaimes Suspensos. manutenção e pintura. Deve ser usado cinto de segurança. d) É proibido acrescentar trechos em balanço no seu estrado. Os cabos utilizados terão comprimento que. 2 m acima da última plataforma de trabalho.Plataforma de Trabalho com Sistema de Movimentação Vertical em Pinhão e Cremalheira e Plataformas Hidráulicas .15 Andaimes. ou altura equivalente. pelo menos. seis voltas sobre cada tambor. Alteração já efetuada no texto acima.15.Andaimes Suspensos Motorizados São plataformas elevadas de trabalho dotadas de guarda-corpo motorizado suspensas por cabos de aço e guinchos ou suportadas por estrutura metálica tubular. será necessária a instalação de um segundo cabo de segurança em cada guincho.Subitem 18. A sustentação deve ser feita através de cabo de aço. ligado ao trava-queda em cabo de guia independente. Não é permitida a interligação de estrados nestes andaimes.50 m de altura.• • A Portaria MTE 30 (20/12/01) alterou a redação do item 18. pelos usuários e pelo responsável da obra. pelo menos. f) A cadeira suspensa somente deve ser utilizada quando não for possível a instalação de andaimes. c) Os dispositivos de suspensão devem ser verificados. Referências .

Aplicabilidade: o o o • Locais de difícil acesso. incluindo aqueles referentes à cadeira suspensa.15.16.55.15. introduzindo a CADEIRA SUSPENSA.15 e 18. Este equipamento sempre foi utilizado para pequenos trabalhos envolvendo manutenção de fachadas. independente da altura de trabalho.Subitem 18.49 a 18. Para uso deste equipamento é obrigatório o uso do trava-quedas e cinto segurança.15. criando e modificando os itens de 18.Cadeiras Suspensas • A Portaria MTE 13 (09/07/03) alterou os itens 18.15.48 . realizada nos dias 23 e 24/04/2002. Limpeza e conservação de fachada. Referências . Vale ressaltar que o uso deste equipamento deve ser feito somente em locais onde o andaime suspenso leve não possa ser utilizado. industriais e residenciais. Sistema de fixação através de ganchos.15. • Esta Portaria foi elaborada a partir da ata da XXIV Reunião Ordinária do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção CPN. pinturas externas.Plataformas por Cremalheira • A cremalheira substitui os andaimes tradicionais permitindo um trabalho seguro e racional evitando-se ao máximo os riscos de acidentes. vigas ou sistemas contra-peso. Na foto ao lado é possível exemplificar um tipo de balancim individua com assento individual no formato de conchal. Estes equipamentos são utilizados para manutenção em locais que exigem movimentação vertical com deslocamento rápido e seguro em áreas com obstáculos. em função do não acúmulo de cabo de aço na caixa de comandos. Referências . Observe o sistema cabo passante que permite movimentações rápidas. limpeza de vidros.49 a 18.55 . Manutenções prediais. popularmente chamada de balancim individual. O não atendimento aos requisitos deste item implica em infração de grau 4. entre outros.• Existe atualmente no mercado uma variedade muito grande de equipamentos específicos para elevação de pessoas denominados plataformas aéreas.Subitens 18. afastadores. Os seguintes aspectos de segurança devem ser obrigatoriamente atendidos: .

43. constar do projeto estrutural da edificação. A norma vale também para edificações já existentes.15. Daí. f) A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura. de ganchos que vão futuramente sustentar os andaimes e cabos de segurança para uso de proteção individual dos trabalhadores que precisarem executar a manutenção da fachada de prédios de no mínimo quatro pavimentos ou 12 metros de altura. substituído pelo item 18. a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no CNPJ (infração grau 2).56. ao longo de toda a fachada das edificações. e ser constituído de material resistente às intempéries. A Portaria 157/2006 exige a instalação.4 .15.15. Pela nova regra.Ancoragem • A Portaria MTE 157/2006 trouxe outra mudança importante é a eliminação do item 18. e) O trabalhador deve utilizar cinto de segurança. tipo pára-quedista. d) Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto.2. g) O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas. (devendo este ser tipo pára-quedista 18. b) Sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança.a) Sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança. Existem muitos casos de queda de andaimes em trabalhos de manutenção de fachadas e reparos diversos. ligado ao trava-quedas em caboguia independente.15. c) Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 Ergonomia. quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética. Referências .56. quando a sustentação for através de cabo de aço. principalmente o choque provocado pela queda de um trabalhador preso a esse sistema. o dispositivo deve estar disposto em todo o perímetro da edificação. O ponto onde os equipamentos serão instalados deve suportar a maior carga esperada sobre o sistema. manutenção e restauração de fachadas. • • • • Exemplos de bons pontos de ancoragem: .Subitens 18. como aço inoxidável ou material de características equivalentes. a justificativa da publicação da Portaria 157 de 10 de abril de 2006 (já alterada no texto). em caracteres indeléveis e bem visíveis. suportar uma carga pontual de 1. que vai facilitar os serviços de limpeza.15.52).56 a 18.200 quilogramas-força.

como latas com concreto ou barris com água. .Contrapesos. • Os sistemas equalizados de ancoragem distribuem a carga entre dois ou mais pontos.Bases de grandes equipamentos. . . • Nos sistemas equalizados de ancoragem.Estruturas de grande massa.Vigas estruturais de concreto. Para que um sistema equalizado seja eficiente. . . . • O modo como as fitas são instaladas determina a carga que elas poderão suportar.Corrimãos de escadas. o ângulo interno não deve ser maior que 90 graus.. Esse valor pode variar entre diferentes modelos e marcas.Grandes árvores vivas de raízes profundas. . do tipo chaminés.Tubulações plásticas.Vigas estruturais de aço. deve-se passar o mosquetão por dentro da fita. .Tubulações com isolamento. foi utilizado o exemplo de um modelo de fita com resistência de 22kN. .Estruturas metálicas corroídas.Fixadores e/ou cabos de pára-raios. . Exemplos de pontos de ancoragem ruins ou duvidosos . O ideal é que fiquem entre 0 e 45 graus. No exemplo ao lado. de forma que ele não se solte caso um dos pontos se rompa.

também chamadas de cabos.15. passando de "Anexo I . É o tipo de aplicação que definirá qual modelo será mais adequado. E entre todos os usos possíveis. que é o uso mais importante. • • • • .6. Deter o corpo de uma pessoa que está caindo é a situação extrema para qualquer sistema de segurança.Plataformas de Trabalho Aéreo .Plataformas de Trabalho Aéreo • A Portaria MTE 40/2008 define novas regras de segurança e saúde no trabalho na área da indústria de construção. superfícies abrasivas ou cortantes.57 . por exemplo. impedindo exposição a riscos. ou em comprimentos maiores. • As cordas. Isso dá uma boa margem de segurança. os mosquetões não devem sofrer tensões multi-direcionais. portanto.16 / Subitens 18. fica estabelecida a inclusão do item 18. Referências .da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)". o texto do artigo 1º da Portaria MTE 15/2007 foi retificado. definindo assim. tem inúmeras aplicações no meio industrial. A princípio.16.1 a 18. tipo Delta. a exemplo dos talabartes.• Com o uso de cintas de ancoragem. que usam como fator de segurança a resistência equivalente a cinco vezes a maior carga esperada em sua operação. Elas podem ser usadas em pequenos comprimentos. que permite a tração tridimensional.57 na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Duas soluções: o da esquerda utiliza uma Malha Rápida.Plataformas de Trabalho Aéreo da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18)" para "Anexo IV .Subitens 18. evitando acidentes que podem gerar prejuízos e até mesmo colocar vidas humanas em risco. Na segurança de trabalhadores.15. Desse modo. especialmente em queda livre. Além disso. Referências .2. elas podem ser utilizadas para restringir a movimentação. quando utilizadas como cabos para o trava-quedas nos trabalhos em altura. pode gerar uma força equivalente a centenas de quilos sobre um sistema que irá ampará-lo.Cabos de Aço e de Fribra Sintética • As cordas.1 . os mais nobres são o da segurança e do resgate de trabalhadores. precisamos lembrar que o corpo de uma pessoa em movimento. e a da direita utiliza dois mosquetões.Item 18. que as plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto no Anexo IV da referida NR. Uma base utilizada como referência para avaliar a exigência de resistência de uma corda. e. não se pode ingenuamente considerar apenas o peso de uma pessoa para avaliar a resistência de um equipamento de proteção contra quedas. fitas e cintas de ancoragem devem sempre ser protegidas de "cantos vivos". fundamenta-se nos padrões determinados em sistemas mecânicos. A matéria-prima e a forma como elas são construídas podem variar bastante. ou para deter uma eventual queda.

Para a segurança de pessoas, o referido fator deve ser maior, já que estamos prevendo solicitações dinâmicas (corpos em queda) podendo ultrapassar a relação de 15:1, ou seja, ter uma resistência mínima quinze vezes maior que a carga esperada sobre o sistema. Se adotarmos 100 kg como valor de referência para o peso de uma pessoa, e quisermos adotar o fator de 15:1, uma corda nova terá que ter uma resistência mínima à ruptura de 1.500 kg. Mas como existem outros fatores envolvidos na dinâmica da detenção de uma queda e nas características das cordas, internacionalmente o valor mínimo é de 2.000 kg. A NFPA (National Fire Protection Association) estabelece como carga de resgate o valor de 600 lbf ou aproximadamente 270 kg, que considera dois homens pesados mais equipamentos. Como adotam um fator de segurança de 15:1, a NFPA de 1983 exige para as cordas de resgate (uso geral) uma resistência mínima à ruptura de 9.000 lbsf ou aproximadamente 40 kN (a grosso modo 4.000 kg).

Referências - Subitens 18.16.3 a 18.16.5 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No momento em que o cabo de aço esticar e detiver abruptamente a queda da pessoa, o choque irá todo para o corpo dela provocando traumas internos muito sérios ou até mesmo desmembramentos de partes do corpo. Portanto, além de resistente a corda tem que ser capaz de amortecer o choque da queda e preservar o corpo do trabalhador. As cordas absorvem o choque de uma queda com a elasticidade, funcionando como um colchão macio, desacelerando a queda gradativamente, mesmo que em uma fração de segundos. Mas como a eficiência da absorção de choques pode variar dentro de diferentes circunstâncias, um acessório chamado de Absorvedor de Energia tornou-se item recomendado nos sistemas de proteção contra quedas. Internacionalmente, as cordas de segurança são divididas em dois grupos básicos: dinâmicas e estáticas. As cordas dinâmicas são construídas para oferecer uma maior elasticidade, projetadas especificamente para deter quedas de pessoas. Elas são mais populares na área de esportes, por serem utilizadas há décadas na escalada esportiva. As cordas dinâmicas, dependendo do diâmetro e do fabricante, oferecem de 7% a 10% de elasticidade (teste de alongamento com uma carga de 80 kg). No limite da ruptura, elas podem chegar a 75% de alongamento (padrão N.F.P.A.). As chamadas cordas estáticas devem ser chamadas mais apropriadamente de semi-estáticas, pois também oferecem elasticidade, mas com uma média de 3% de alongamento. Essas cordas são as mais utilizadas nas aplicações em ambientes industriais.

Referências - Subitens 18.16.6 - Cabos de Aço e de Fribra Sintética
• No Brasil, não existe certificação para cordas. Os Certificados de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho são emitidos apenas para os equipamentos classificados como EPI. No entanto, o MTE determina as características de fabricação de cordas para uso nos sistemas de Balancim e Segurança com trava-quedas. As cordas que atendem à NR 18 devem apresentar uma fita interna com identificação do fabricante e características básicas do produto como diâmetro e matéria prima. Isso permite que o usuário e a fiscalização identifiquem a corda como um equipamento que atende às especificações. Além disso, os fabricantes são obrigados a submeter amostras do produto a testes de laboratório periodicamente e obter os respectivos laudos. As cordas de fabricação nacional para uso esportivo e resgate não se enquadram nas exigências do Ministério do Trabalho. Portanto, o usuário conta somente com o compromisso do fabricante para a qualidade do produto. Os usuários devem tomar cuidado com uma prática indevida de alguns fabricantes de cordas que apresentam laudos de laboratórios como sendo certificados. Os laudos nos oferecem informações

importantes, mas não certificam o produto. Apenas informam os resultados da avaliação de determinadas amostras. • Apesar das fibras originais de poliamida serem fornecidas no Brasil apenas pela Rhodia e Dupont, existe no mercado matéria-prima de segunda linha e até mesmo de material reciclado. Por isso, alguns fabricantes alertam que a qualidade das cordas, em função da matéria-prima utilizada, pode variar. Até mesmo o fornecimento de um mesmo fabricante pode variar de qualidade, dependendo da matéria-prima que ele teve acesso em determinado momento. Um quesito a ser considerado na compra de produtos nacionais ou internacionais é a emissão ou não, por parte do fornecedor, de um certificado de qualidade, no qual ele se compromete com as características oferecidas e com a qualidade do produto. Algumas cordas importadas oferecem certificações internacionais segundo critérios da comunidade européia e NFPA para o mercado norte-americano. As certificações visam à garantia da qualidade do produto comercializado, com um monitoramento constante, por parte de laboratórios credenciados.

Referências - Anexo I Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética2 Texto retirado e adaptado do Informativo da Betary Treinamento Técnico (www.betarytreinamento.com.br). Autor: Engenheiro Luís Eduardo Spinelli e colaboradores: Francisco José Sarpa Lima Espeleólogo e Gustavo Mendes - Consultor da Serelepe
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A importância deste item foi regulamentar uma prática usual dentro das empresas de construção, que era utilizar cabos de fibra de poliamida (cordas reforçadas), principalmente pelas pequenas empresas de reforma. No Brasil, as cordas de segurança mais comercializadas são as trançadas de poliamida, conhecidas como "padrão bombeiro". A construção dessas cordas deve obedecer às exigências da Norma Regulamentadora (NR) 18. Existem fabricantes de equipamentos de segurança que utilizam as poliolefinas (Polipropileno e Polietileno) na fabricação de talabartes utilizados no conjunto do cinturão de segurança. O engenheiro Luís Eduardo Spinelli descreveu com profundidade as características e os cuidados ao se trabalhar com cordas no seu artigo "Cordas", usado como referência para a elaboração destes comentários. Essas fibras oferecem como vantagens a pouca absorção de água e a característica de flutuar, necessária para atividades aquáticas. Como desvantagens, oferecem baixa resistência a ruptura e a abrasão, baixo ponto de fusão, baixa capacidade de receber choques e muita elasticidade, mas com baixa resistência e sensibilidade a luz do sol (raios ultravioleta). Portanto, são fibras impróprias para equipamentos de proteção contra quedas. O único uso admissível é o de restringir movimentos ou posicionar o trabalhador, porém jamais para deter a queda de uma pessoa. Para as cordas de segurança, a principal fibra indicada é a poliamida (náilon), cujas características são a resistência à tração, resistência a choques e um ponto de fusão em torno de 250C (poliamida 6,6). As melhores cordas semi-estáticas (pouca elásticas) utilizam fibras internas de poliamida e a trama externa de poliéster, que oferecem uma alta resistência mecânica mesmo quando molhada, boa resistência a abrasão e razoável resistência a agentes químicos. Estes cabos são utilizados para diversas operações, como içamento de carga, amarração de embalagens em depósitos e, até mesmo, na sustentação de pessoas (por exemplo, uso de rapel para pequenos trabalhos de manutenção).

Embora não regulamentado, o trabalho suspenso utilizando técnicas de rapel (escalada industrial) vem sendo usado quando a montagem de andaimes ou a cadeira suspensa sejam perigosas e/ou dificultem a realização do trabalho, como, por exemplo: inspeção para contenção de encostas, limpeza de fachadas e tanques, montagem, recuperação e manutenção de estruturas tubulares, entre outras. Nesta operação utilizando técnicas de montanhismo, devem ser convocadas pessoas com comprovada experiência em montanhismo, usando equipamento profissional aprovado, inclusive cordas de fibra sintética. O item 18.6.5 faz uma pequena menção aos cuidados com estes equipamentos durante sua utilização em trabalhos suspensos. As cordas de fibras sintéticas consistem de uma alma (parte interna) produzida com fios torcidos e três camadas de capas trançadas sobre essa alma. A NR exige que a capa intermediária seja trançada com fios amarelos de polipropileno ou poliamida, de forma que funcionem como alerta visual. A alma deve ter uma resistência mínima à ruptura de 15 kN (1.500 kg), e o conjunto alma e capas uma resistência mínima de 20kN(2.000 kg). As melhores cordas, com padrões internacionais, possuem uma outra estrutura de construção, conhecida como Kernmantle , que se constitui basicamente de alma e capa.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• A alma é composta de centenas de fios de poliamida protegidos por uma capa de poliéster. Para se ter idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma brasileira e a tecnologia Kernmantle, uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece uma resistência à ruptura de, no máximo, 2.500 kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle, oferece uma resistência de 4.000 kg. Isso se dá, provavelmente, pela qualidade da trama, proporção de alma e capa e porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação, o que justifica também serem muito mais baratas.

Fonte: Betary Treinamento Técnico
• O engenheiro Luís Eduardo Spinelli destaca que a norma brasileira, provavelmente procurando proteger o trabalhador do uso de uma corda perigosamente desgastada, criou a exigência do alerta visual, que é, na verdade, uma "armadilha" em potencial. O desgaste das fibras externas é um dos fatores que deterioram a resistência de uma corda, mas não é o único, nem é o dos piores, pois é um problema fácil de ser identificado. Os riscos invisíveis, provocados, por exemplo, pela contaminação química, raios ultravioleta (ação do sol) e danos internos, não podem ser percebidos visualmente. Portanto, não se pode usar apenas a inspeção visual para determinar a vida útil de uma corda.

1 a 18.Item 18.18. Referências . letra c.Item 18.19. somente.20 / Subitem 18.18.18 alterou o nome com a inclusão de serviços em telhados e coberturas e inclui o item 18. além de procedimento a ser adotado em situação de risco. Este item está de acordo com a NR 1. item 1. Devem existir coletes salva-vidas suficientes para todos os trabalhadores presentes no local.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.Referências . Acidentes em espaços confinados têm sido a causa da maioria das mortes nas empresas. O item 18. valem as seguintes observações: a) Instalação de cabo-guia.Locais Confiandos • Este é um item que trata dos cuidados na execução de trabalhos com risco de asfixia. foi aprovado pela CPN .1 a 18. explosão. perdendo.18. Será necessário treinamento para uso e conservação dos equipamentos preventivos de salvatagem.20. • • • • .1 Telhados e Coberturas • Devemos observar a obrigação de se fixar as extremidades dos cabos-guias à estrutura definitiva da edificação por meio de suporte de aço inoxidável ou material de resistência e durabilidade equivalentes. de aço. a inclusão do item 18. Para evitar acidentes. para o trabalho em altura na construção civil. além desta.5 envolvendo serviços em telhados e coberturas. não se baseando em acréscimo ou alteração substancial da estatística de acidentes. c) Em trabalhos sobre fornos ou equipamentos dos quais hajam emanações de gases.14 . Há obrigatoriedade de treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos e a forma de preveni-los. • • Em dezembro de 2004. para fixação do cinto de segurança tipo pára-quedista. Para os trabalhos em telhados.7.18 / Subitens 18. Referências .18.Item 18. os equipamentos devem ser desligados. é importante estar consciente dos riscos e reconhecer sua existência. b) Sinalização e isolamento dos locais onde se desenvolvem os trabalhos.5. Muitos acidentes com morte em espaços confinados são causados pelo simples fato de que os mesmos não eram reconhecidos pela empresa como locais de espaços confinados.Serviços em Flutuantes • • Refere-se à execução de trabalhos com risco de queda na água e para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas que são bastante específicas. para a qual devem ser observadas as medidas técnicas recomendadas. Estatisticamente. Esta alteração foi conduzida em caráter preventivo. identificados e bloqueados de acesso.5.19 / Subitens 18. É necessário que estes locais estejam mapeados.19. intoxicação e doenças do trabalho. mais de 85% dos acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse informações de como identificar o espeaço confinado e quais os riscos possíveis de serem encontrados.1 .

5 m. das seguintes causas: . fornecida pelo empregador.246 apresenta outras definições importantes listadas abaixo: • a) Área classificada: Toda área onde existe a presença de gases combustíveis. ou mais. e) Permissão/Programa de Entrada: Autorização escrita. d) Atmosfera de risco: Condição em que a atmosfera. Esta concentração pode ser estimada pela condição na qual a poeira obscureça a visão em uma distância menor ou igual a 1. . para permitir operações capazes de fornecer uma fonte de ignição.Concentração de oxigênio no ar menor 19.5% ou maior que 23%. em um espaço confinado.5% de oxigênio em volume. O programa de entrada é um conjunto de ações incluindo a Permissão de Entrada. lesão ou doença aguda causada por uma. A Norma ABNR 12. . deve-se utilizar a Norma ABNT NBR 12.Poeira combustível em uma concentração que se encontre ou exceda o LIE. ou representante legal. c) Atmosfera rica de oxigênio: Atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. classificadas em Grupos I e II.246.• Enquanto se aguarda a aprovação de uma NR específica. f) Permissão para Trabalho a Quente: Autorização escrita.Gás/vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do seu LIE (Limite inferior de explosividade). possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigos de morte.Concentração de qualquer contaminante acima dos LT (NR 15) ou ACGIH ou qualquer condição Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) ou IDLH (Immediatly Dangerous to Health and Life). IIB e IIC e também em zonas 01 e 02. Esta Norma define espaço confinado como um local não projetado para ocupação contínua. b) Atmosfera pobre de oxigênio: Atmosfera contendo menos de 19. ou representante legal. g) Inertização: Procedimento de segrança em um espaço confinado que visa a evitar uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluido inerte. . fornecida pelo empregador. restrição da habilidade para auto-resgate. para permitir e controlar a entrada em um espaço confinado. e cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio. sendo o grupo II dividido em sub-grupo IIA. onde há meios limitados de entrada e saída. . incapacitação.

metano (CH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S). Mesmo os resgates mais complexos não exigem mais do que alguns minutos para serem concluídos. realizando todas as tarefas definidas no programa para entrada.Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente de oxigênio. constituída por um formulário com uma lista de cuidados a serem tomados. • • • • • Referências . vertical ou inclinada. como por exemplo: especificação dos equipamentos para entrada e execução do trabalho. é necessário usar um imobilizador de tronco e cabeça ou uma prancha rígida. túneis. O item "j" fala que em. tampa ou tampão. • Espaços confinados podem ser encontrados normalmente em galerias. Neste caso. i) Reconhecimento: Processo de identificação dos ambientes confinados e seus respectivos riscos. j) Trabalhador autorizado: Pro-fissional capacitado que recebe autorização do empre-gador para entrar em um espaço confinado. Entre os gases tóxicos mais encontrados. vedação para qualquer abertura. é necessário preencher uma autorização formal. presença de gases inflamáveis e gases tóxicos.21.Item 18. 10% dos trabalhadores envolvidos com atividades em espaços confinados deverão ser treinados nas diversas competências e habilidades que se espera para este tipo de trabalho. destacamos o monóxido de carbono (CO). Existem macas especiais para utilização em espaços confinados quando a vítima precisa ter a coluna imobilizada. horizontal. ou espaço considerado próprio. normalmente chamada de Permissão para Entrada em Espaços Confinados (ver modelo). Para se trabalhar em espaços confinados. uso de EPI.13 Instalações Elétricas . supervisão externa. de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso).1 a 18. Em atendimento ao item "g". Para liberação de entrada em espaço confinado deve ser preenchido formulário específico da NR 33 aprovada pela Portaria MTE 202/2006. Os principais riscos encontrados envolvem: deficiência de oxigênio. registro das avaliações ambientais de gases e vapores. desde que as pessoas estejam treinadas para isso. e não preparado à entrada de pessoas. entre outros. entre outros.21. Este procedimento é um pouco mais demorado porque a vítima precisa ser imobilizada para depois ser colocada na maca. equipamento de emergência. silos e tanques de armazenagem. pelo menos. h) Isolamento: Separação física de uma área. silos. l) Vêdo: Significa. esgotos. caminhões tanques. m) Vigia: Trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados. todos os espaços confinados devem ser adequadamente sinalizados. identificados e isolados para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. de um permitido à entrada.21 / Subitens 18.

não poderão ser colocadas muito baixas ou muito altas. poderemos ter problemas do contato de água gerando choque no operador. h) Não colocar as tomadas em posição que possa existir trânsito de funcionários. l) Para ligação de uma extensão na tomada. poderemos utilizar 220V trifásico na tomada trifásica ou 110v monofásico na outra tomada. b) Utilizar eletroduto de aço galvanizado. i) As tomadas devem ser colocadas em posições ergonomicamente corretas. uma para cada tensão. d) Utilizar fiação similar ou maior que o diâmetro que usamos na extensão que é de 2. poderemos utilizar 380V trifásico na tomada trifásica ou 220V monofásico na outra tomada. Devemos colocar as tomadas entre 900 e 1200 mm do piso. pois não é permitido usar fios soltos pelo chão ou na parede. teremos fácil acesso para o funcionário colocar o plug na tomada. j) Será acoplada à tomada um fusível ou disjuntor com máximo de 20 A. .5 mm². que resiste até 16 ampéres.: portas ou tampas. Ex. Deveremos ter espaço de um metro quadrado de área livre na frente das tomadas. além do funcionário ter que se abaixar para conectar o plug. Quando alimentarmos a extensão com 380V trifásico. Assim.• O uso de tomadas e extensões deve atender aos seguintes requisitos: a) Colocar a tomada o mais próximo possível do ponto de uso. Para a extensão. Muito baixas. sendo as duas com a mesma referência anterior. evitando desta maneira o choque com as mesmas.5 mm². e) Não utilizar as duas tomadas da extensão ao mesmo tempo. No caso em que se necessitar o prolongamento da extensão. a queda de tensão máxima permissível no circuito é de 5. c) Fixando-se a tomada no quadro elétrico. g) É terminantemente proibido cortar o plug e energizar a extensão nas contatoras do quadro elétrico ou outro local que não seja as tomadas indicadas. deveremos ter duas tomadas.39% (220V). bem como eletroduto de plásticos (pvc). Desta forma. não devemos colocálas em partes móveis ou removíveis. foi utilizado cabo 4 x 2. Quando energizarmos a extensão com 220V trifásico.49% (380V) e 4. f) Para alimentar a extensão com 380V ou 220V trifásico.

Sempre que possível. Todos os riscos da eletricidade estão relacionados à intensidade da corrente.Item 18. A resistência é medida em ohms (R).22 / Subitens 18. evitando-se ficar abaixado. Esta queda de tensão deverá ser verificada na tomada que estiver fixa no quadro elétrico ou parede. é necessário. De maneira geral. É fundamental a implementação de rotinas de sinalização e bloqueio de equipamentos energizados. É fundamental que os trabalhadores destacados para o trabalho com eletricidade tenham qualificação conforme determina a NR 10. c) Posição correta. Os seguintes aspectos devem ser verificados: a) Existência de bancadas específicas para o uso deste tipo de equipamento. deve ser operada por "operário qualificado".colocando-se duas em série. o uso de máquinas manuais ou portáteis. quanto maior a resistência. Para garantir o trabalho seguro. A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua seção.14 a 18. ou melhor. lixar madeira. principalmente na fase de acabamento. A tensão é medida em Volts (V). entre elas: cortar cerâmica. sua duração e seu trajeto pelo corpo humano. b) Uso de EPI.20 .22.21. Sugerimos a leitura da nova NR 10. qualquer circuito elétrico se caracteriza pela diferença de potencial ou tensão. são utilizados equipamentos de proteção individual e material isolante para proteger totalmente o corpo humano. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica.21. maior será a quantidade de corrente passando no circuito. Trabalhos com eletricidade devem ser precedidos de Permissão para Trabalho. é comum. A resistência se opõe à passagem da corrente e. é preciso entender sua origem e suas formas de identificação e controle.Instalações Elétricas • O risco elétrico é invisível. • • • • Referências . com as mais diversas finalidades. de 07/12/2004. • O empregador deve implementar ferramentas para identificar desvios comportamentais. a queda máxima é de 4% (380V) e 1. Os diversos corpos são condutores mais ou menos bons e possuem resistência própria. Quanto mais alta.Subitens 18. definidos como as quantidades de elétrons que passam pelo condutor em 1 segundo. pois os trabalhadores só perceberão sua presença e potencial de dano ao se depararem com o choque elétrico. sua intensidade e pela resistência de seus elementos. menor será a facilidade de passagem da corrente.Máquinas. lembrando que toda e qualquer máquina. A intensidade da corrente é medida em Amperes (A). Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. Referências . deve-se escolher equipamentos que funcionem com baixa tensão. furar peças de concreto etc. Para aumentar a resistência. .1 . as populares "maquitas". m) Quando optar por colocar as tomadas nos quadros elétricos deve-se utilizar tampão para abertura superior para eletroduto. para complementar os aspectos de segurança com eletricidade. independentemente do porte. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. atualizada pela Portaria 598.79% (220V).

deve possuir livro de inspeção no qual conste as características do mesmo. c) O livro e o diário. pois.Subitens 18. o pedreiro em tarefa individual. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Os operadores são. seu plano de manutenção e lista de itens a serem fiscalizados. plataforma de trabalho. palestras. os itens de segurança indicados na lista. Os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Toda máquina. • Exemplificando esta idéia. ao qualificar-se um operário. b) Deve haver um diário para registro de vistorias e anotação de ocorrências feitas pelo operador. responsáveis por suas atividades e pelos riscos dela decorrentes e devem estar comprometidos com a segurança das operações. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. semanalmente) pelo responsável técnico da obra.22. cabos de sustentação. equipamento ou ferramenta. o operário deverá assimilar um sentimento de responsabilidade para com suas tarefas e sua segurança. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando tratamos com operários que foram treinados do que com operários que não possuem qualquer tipo de treinamento. representante da CIPA ou responsável da Segurança no Trabalho na empresa. número de clips. inspecionar. pessoalmente.22. No caso de detectar-se uma condição insegura.27 . portanto. betoneiras ou outro equipamento ou máquina a serventes de obra. ou equipamento. ou apenas treinamento prático sem noção de segurança. utilizando-se de andaime suspensos (jaú). livro este que ficará à disposição da fiscalização do trabalho e será visado continuamente por profissional legalmente habilitado. procedimentos e cartas de advertência para aqueles que insistirem em não cumprir as regras de segurança. antes do início dos serviços. ou como líder de uma equipe em serviços de fachada.2 a 18. que podem receber denominação específica nas empresas. o responsável é o empregador. Deve-se implementar um livro de manutenção e acompanhamento de cada equipamento preenchido pelo operador responsável pelo mesmo. Em caso de acidente.• O empregador deve encarar a entrega de uma máquina a um empregado não qualificado da mesma forma como entregar seu carro a um motorista que não possua carteira de habilitação. o responsável comunicará imediatamente a seu superior imediato e/ou ao comando da obra. mostrar ao empregador a importância de qualificar os empregados operadores de máquinas e/ou equipamentos. diariamente. Deve-se. portanto. deverá. como fixação superior do andaime. de acordo com a lista de verificação. máquina (ou catraca) etc. guarda-corpo. antes do início da jornada diária de trabalho. • • . Os livros e diários deverão ser verificados periodicamente (como sugestão. o mesmo passa a profissional. mudando de categoria. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. Com o treinamento. • • • • Referências .Máquinas. Os profissionais do SESMT devem organizar cursos. registrando o fato e as providências tomadas. não iniciando seus serviços sem a devida correção do problema apontado. serão de grande ajuda ao operador para identificar as condições de segurança envolvendo sua máquina.

furar peças de concreto. É importante desenvolver procedimentos e ferramentas de trabalho visando a aumentar o nível de conscientização e compromisso dos trabalhadores em todos os níveis da organização. como. como. mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e a melhoria das condições de trabalho. Não apenas o empregador é o responsável pela segurança. haverá resistência de muitos. Estes registros devem ser visados periodicamente (semanalmente) pelo responsável da obra. máquina (ou catraca) etc. também chamadas de Diálogos de Segurança (DDS). mas com o tempo esta dará lugar à disciplina e à melhoria das condições de trabalho.• Instituindo-se esta sistemática. O aumento de burocracia.Subitens 18. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Na construção civil. com as mais diversas finalidades. Cada vez mais se faz importante a participação dos operadores e supervisores. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. os benefícios a serem obtidos quando é implementado um sistema formal de supervisão e manutenção de máquinas e equipamentos.11 . Inicialmente. registrando o fato em um livro de ocorrências. as populares "maquitas".12 e 18. tais como: fixação superior do andaime. manutenção de máquinas e equipamentos e quanto à eliminação de custos oriundos do uso de peças defeituosas. ou melhor. Muitas empresas resistem às inspeções alegando excesso de controle. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. principalmente na fase de acabamento. lixar madeira.Máquinas. por exemplo. ao mesmo tempo. é necessário o uso de máquinas manuais ou portáteis. interessados diretos pela garantia de segurança das operações. observando os itens de segurança.22. ao mesmo tempo. que certamente será alegado.13 .22. • • • Referências . é comum. e assinar que todos os elementos apresentam-se em condições seguras. Instituindo esta sistemática.Subitens 18. CIPA ou profissional do SESMT. Inicialmente. por exemplo: a) Inexistência de bancadas específicas para o uso das ferramentas. plataforma de trabalho. entre outras. a eliminação dos custos resultantes do uso de peças defeituosas. entre elas: cortar cerâmica. como. guardacorpo. número de clips.22. ou sistema de registro similar. sem perceber. Comprometer o operador de máquina ou equipamento com Segurança no Trabalho é uma ação obrigatória nas atividades de todos aqueles que estão envolvidos nesta área. de forma que as providências sejam tomadas antes de prosseguir com a tarefa. . Equipamentos e Ferramentas Diversas • No caso de detectar-se uma condição insegura. o empregador estará comprometendo o empregado com a segurança e. o operador deve comunicar imediatamente a seu supervisor. a realização de reuniões informativas. É comum nos depararmos com uma série de irregularidades no manuseio destas ferramentas. Podemos citar como exemplo a importância de um operador que utiliza andaime inspecionar seu equipamento antes de iniciar a jornada de trabalho. cabos de sustentação. no entanto. Sugerimos a leitura das NR 11 e NR 12 que tratam dos requisitos para proteção de máquinas e equipamentos.Máquinas.22. perfeita fiscalização. por exemplo. desenvolvendo a cultura de fiscalização do estado físico e da manutenção dos equipamentos usados em uma obra. • • • • Referências . deve ser contestado com o resultado a ser obtido quanto à segurança. haverá resistência de muitos.8 a 18.

que têm como base o princípio das armas de fogo. operação e manutenção. No momento do disparo. as instruções do manual do fabricante em relação à segurança.). quando necessário.22. o operador deve estar em posição estável. todos que trabalharem com as ferramentas identificadas nos itens acima devem seguir. sem apontar a pistola na direção de terceiros.Uso de pistola a pólvora. rigorosamente.17. normalmente abaixados.22. rebolo etc.22.22. • • . Nunca utilizar bijouterias. deve ser operada por "operário qualificado".14 a 18. abafador de ruídos e sapatos de segurança. Tomar cuidado com extensões e evitá-las sempre que possível. não utilizando ferramentas elétricas na presença de vapores e gases inflamáveis. propondo um programa contínuo de treinamento. Sinalizar e isolar a área de trabalho de forma adequada.21 . sim.Subitens 18. Equipamentos e Ferramentas Diversas • As pistolas de fixação com cartuchos explosivos. além de aterradas. todos os EPI necessários. É importante sinalizar a área próxima do local do disparo com a inscrição: Perigo . Usar.b) Não uso do EPI ou inexistência de sistema de proteção coletiva. são utilizadas para fincar pinos em diversos materiais. pois há possibilidade destas ferramentas escaparem de suas mãos. c) Posição incorreta de operação. Nem mesmo o ajudante deve estar presente. Equipamentos e Ferramentas Diversas • Procurar sempre ler os manuais das ferramentas elétricas portáteis e as recomendações de segurança indicadas pelo fabricante. verificando se o cabo está em perfeitas condições de uso. Além dos pontos indicados pela NR. óculos de segurança. adotar plataformas isolantes. lembrando que toda máquina. Apenas o operador permanecerá no local do disparo. Aprender o método de utilização e procurar informações sobre a construção da ferramenta elétrica manual para entender sobre seus riscos e perigos. é importante conscientizá-lo da responsabilidade. • • Os profissionais do SESMT sabem das dificuldades de se corrigir estas formas inadequadas de operação e da cultura do "sei fazer esta tarefa e nunca me aconteceu nada e preciso trabalhar". Providenciar previamente sistemas de exaustão e monitoramento do local com o explosímetro. Ao realizar algum tipo de substituição de componente da ferramenta (broca. O empregador deve mostrar aos trabalhadores a importância da qualificação para a organização. roupas folgadas ou luvas que possam atrapalhar a operação. desde uma central de concreto até uma simples furadeira doméstica.Máquinas.Subitens 18. independentemente do porte. Segurar as ferramentas com firmeza.Máquinas. retirar o plug da tomada de energia. como tapetes de borracha. Por isso. de joelhos e segurando peças e máquina de forma insegura. Referências .18 a 18.4 . reduzindo o tempo de trabalho. especialmente concreto. Os EPI recomendados para este tipo de operação são: capacete. d) Ruído excessivo que prejudica os demais trabalhadores no local de trabalho. • • • • • Referências . O trabalhador somente se dará conta do erro quando acidentar-se ou presenciar um colega acidentado. Nos trabalhos com ferramentas elétricas portáteis em locais úmidos. por trabalharem em alta rotação.

4 -Equipamento de Proteção Individual . e) Controlar a aplicação de todas as recomendações estabelecidas. c) Observar se o transporte é feito de maneira correta. sendo. d) As inspeções de máquinas e equipamentos devem ser registradas em documento específico.23 / Subitens 18. no entanto.23. c) Os operadores devem ser treinados para as novas tecnologias adotadas. constando as datas e falhas observadas. • Referências . d) Verificar a necessidade de manutenção. • O índice de lesões causadas pela utilização inadequada de ferramentas manuais é elevado. porém são muito comuns as infecções decorrentes de cortes. • Os supervisores e técnicos de segurança do trabalho devem ter como responsabilidade na orientação dos funcionários: a) Evitar o armazenamento de ferramentas em locais inadequado.Item 18.• Achamos importante considerar as observações abaixo para garantir a execução do trabalho de forma segura: a) O operador deve ser qualificado e identificado por crachá. Sugerimos a leitura complementar da NR 11 e seus comentários. b) Evitar práticas inadequadas na sua utilização. e) Nas operações com equipamentos pesados. como se trata de um item novo na NR 18. b) O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor a explosão deve ser realizado por trabalhador qualificado e em local apropriado. técnico ou empresa habilitada que as realizou. perfurações e arranhões. o assunto deve ser analisado como um todo.1 a 18. baixo o índice de gravidade.23. as medidas corretivas adotadas e a indicação da pessoa.

24 / Subitens 18. Por isso.Item 18.• Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria MTE 65 (28/12/98).24. Os gases inflamáveis (acetileno e GLP) devem ser separados dos outros gases por uma distância mínima de 6 m com placas de sinalização do tipo: "Proibido Fumar". Para que possam ser utilizados. Os valores da resistência do mosquetão devem estar estampados de forma indelével. Além disso. O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies. oxidante. • • Para trabalho em altura. por exemplo: corrosovidade.1 a 18. existe um anel com rosca. Nos modelos mais comuns. • A utilização de mosquetões vai depender do formato. Com o gatilho aberto.23. • • • • • Referências . como. Quando tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado. recomenda-se capacete com jugular de três pontas. O cinto de segurança abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. saliências ou cantos vivos. de forma a facilitar o engate e desengate do equipamento. tóxicos e explosivos.24.1. Este tipo de capacete possui CA e possui fabricante nacional. sendo uma garantia adicional em caso de queda. de modo a garantir o uso adequado. "Cilindros Cheios" e "Cilindros Vazios". trabalha-se com ele sempre fechado e nunca abri-lo quando estiver sob tensão. pois evita que a jugular saia do pescoço. Atenção especial será dada aos produtos inflamáveis. Quando o mosquetão é usado na vertical. tipo. O assunto EPI é muito específico e merece uma leitura complementar da NR 6. Os mosquetões não devem sofrer tensões que não sejam ao longo de sua espinha. O tipo páraquedista deve ser utilizado em todas as outras atividades que tenham risco de queda de altura.9 Armazenagem e Estocagem de Materiais • O armazenamento de produtos químicos deve respeitar aspectos de compatibilidade em função das propriedades físico-químicas. o mosquetão tem uma resistência muito menor. eles oferecem o máximo de resistência. que incluiu o item 18. A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com abertura dele voltada para fora. Este modelo é muito usado para trabalho envolvendo escalada industrial. material utilizado e resistência que pode variar de 22 a 50 kN. inflamabilidade. não sofrerá tensão em mais do que dois sentidos. Os mosquetões são fabricados para suportar trações bidirecionais ao longo de sua "espinha". O armazenamento de gases comprimidos deve ser feito em local separado dos demais. o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo. • .3. pois ele pode sofrer esforço para se abrir. os mosquetões devem possuir uma dupla trava. Para evitar a possibilidade da trava emperrar após o mosquetão ser submetido à tensão. será necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca. entre outros.

mesmo que seja operado apenas internamente na fábrica.25.25 / Subitens 18. .50 m. Em locais fechados como galpões.Resolução CONTRAN 082/98 . para o transporte de passageiros somente será permitida em vias que não apresentem condições de tráfego para ônibus. f) Caixas de madeira ou papelão: 1. .25.50 m. 108. .80 m. Recomenda-se a utilização de luzes e sinais sonoros que identifiquem um veiculo em marcha-ré.997 Código de Trânsito Brasileiro artigos 105 II. de 23 de setembro de 1.Resolução CONTRAN 14 .5 -Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores • • • A utilização de veículos.Estabelece normas gerais para curso de capacitação de condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros. não devendo.Lei 9. c) Perfis metálicos: 1. portanto.Dispõe sobre a autorização. As pilhas de materiais devem ter forma e altura que garantam a estabilidade e facilitem o manuseio. d) Tubos: 1. avental e proteção respiratória. é obrigatório o uso de luvas. Referências . 109. para o transporte de passageiros em veículos de carga. a título precário.Resolução CONTRAN/057/98 . .80 m. Mais detalhes podem ser verificados nas seguintes leis e normas: • . 117. sólidos ou liíquidos. compartimento separado para ferramentas e a habilitação do motorista. 135 e 140 a 160.Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. existência de registrador instantâneo de velocidade. A utilização de cinto de segurança é obrigatório em qualquer equipamento motorizado. ultrapassar 2 m de altura. como gasolina e álcool. bancos. porta e escada de acesso. As exigências básicas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo. e) Tijolos e blocos de concreto: 2 m. e não pode estar em subsolo e depressões sujeitas a inundações. As alturas máximas aconselháveis para empilhamento de materiais são: a) Sacos de cimento: 10 unidades. 107.503.Item 18.1 a 18. sugerimos que este aviso sonoro seja apenas visual. Durante o manuseio de produtos químicos corrosivos. a título precário. e nos quais exista muita intensidade de ruído.• • • • O local de estocagem de gases comprimidos não conterá produtos inflamáveis líquidos. b) Madeiras em geral: 1. como a cal e o ácido sulfúrico.

A prevenção e combate a incêndios é assunto muito importante e merece ser discutido separadamente. de 04/04/2.Registrador instantâneo de velocidade. • A Portaria SUP/DER 17. deve ser submetido a pelo menos uma inspeção anual.Ferramentas sendo transportadas em compartimento separado dos passageiros.26 / Subitens 18.005 . .26. assentos para todos os ocupantes e iluminação. treinadas no correto manejo do material disponível para o primeiro combate ao incêndio. .Item 18. emitida por Engenheiro. .Proteção Contra Incêndio • • • Proteção contra Incêndios: Instalar sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. > Documentação que demonstre o controle de inspeção e manutenção periódica dos itens de verificação obrigatória. com porta e escada de acesso. Formar equipes organizadas e.. A Resolução 14 estabelece que o cinto de segurança só será exigido para ônibus produzidos após 01/01/99. > Motorista com as habilitações exigidas categoria "D" e curso de capacitação de condutor de veículo de transporte coletivo de passageiros.5 . do Estado de São Paulo estabelece que todo veículo utilizado no transporte rural de passageiros. > Licença de transporte emitida pelo órgão competente. .Dispõe sobre o transporte de trabalhadores rurais por ônibus através das rodovias estaduais.Compartimento de passageiros coberto. dentro do período de validade. sugerimos a leitura da NR 23. > Relatório periódico com resumo de verificações dos equipamentos de registro instantâneo de velocidade (tacógrafo ou computador de bordo). A Resolução 82 não exige bancos revestidos nem cinto de segurança para veículos de carga adaptados para o transporte de pessoas.Portaria SUP/DER 17. freios. sistema de iluminação e sinalização e direção. > Registro no prontuário de motoristas que infringiram as regras. Por isso.1 a 18.Bom estado físico e de funcionamento dos pneus. A inspeção deve ser transcrita em documento próprio que deve ser acompanhado de "Anotação de Responsabilidade Técnica" ART. comprovando a tomada de medidas administrativas.26. para obter a licença. A demonstração de que o empregador atende as exigências são: • • > Existência de veículo com as características e acessórios exigidos: . especialmente. Referências .

A Dra.Instalações de novs EPC Data e Carga Horária Nome e Assinatura 5. Padrões. d) Informações sobre as proteções coletivas. • O treinamento periódico deve ser aplicado sempre que se tornar necessário e no início de cada fase da obra. Referências . Renata Cerbino. da Quality Consult.28. nos acessos ao canteiro de obra e frentes de trabalho.Item 18. Normas Internas).27 / Subitens 18.Nova etapa da obra 2. que dispõe acerca do treinamento periódico. o que é vago. devem ser sinalizadas. o trabalhador deve usar colete ou tiras refletivas na região do tórax. deve-se cumprir a Resolução 561/80 do CONTRAN.28 / Subitens 18.Aquisições de novos EPI 4. a NR determina na alínea "a" que esse treinamento deve ser ministrado "sempre que se tornar necessário". conforme modelo: • • PROGRAMA BÁSICO DE TREINAMENTO PERIÓDICO Situação 1. Devem ser fornecidas cópias dos procedimentos e operações a serem realizados com segurança.3 Sinalização de Segurança • • • Além da sinalização interna. As atividades em via pública. b) Riscos inerentes à função.• É importante que o local da obra tenha aprovação do Corpo de Bombeiros. Referências . quando estiver a serviço em vias públicas.1 a 18. c) Especificação e uso adequado dos EPI / EPC. O treinamento periódico poderá ser realizado e controlado no programa Básico de Treinamento. Isto será feito através das Ordens de Serviço (Procedimentos. Em vias públicas. sugere uma interpretação técnica do dispositivo legal ("sempre que se tornar necessário").4 Treinamento • O treinamento admissional deve ter uma carga horária mínima de 8 (oito) horas. Sugerimos a leitura da NR 26.1 a 18.Alteração de risco 3. que trata especificamente da sinalização obrigatória no ambiente de trabalho. Especificamente no subitem 18.28.27. Todos os treinamentos serão registrados e arquivados durante 20 anos em local específico e de fácil acesso.28.Item 18. Instruções.27. abordando no mínimo os seguintes temas: a) Informações sobre as condições e o meio ambiente do trabalho.Atividades distintas daquelas em que os trabalhadores já foram treinados .3.

Sugerimos aos profissionais do SESMT que mantenham um arquivo e/ou uma pasta com cópia dos documentos. Referências . o que inclui recursos dos EPI e EPC. a importância de existir um controle de documentos de forma a agilizar as solicitações. de modo a apresentar de forma rápida evidências sobre: licenças. PCMAT. NR 9. NR 7. ou lista de verificação. Referências .Item 18. por exemplo. atas de Cipa. treinamento e qualificação. NR 10 e NR 24.1 a 18. registros de funcionários.Acidente Fatal • Sugerimos a leitura dos comentários da NR 5. que trata dos Procedimentos para CAT. NR 9 e NR 14 envolvendo os aspectos relacionados à responsabilidades do empregador. a verificação de situações de grave e iminente risco. É priorizada.29 / Subitens 18. Nas suas inspeções. por exemplo.5 .6. No caso de acidente grave. durante as visitas às obras. A seqüência depende do tipo da obra e da situação encontrada. o empregador deve facilitar a entrada da autoridade policial e dos Auditores do MTE. a empresa certamente será alvo de um pesada fiscalização por parte das entidades públicas. Não existe um roteiro. Sugerimos a leitura das NR 1. verifica-se. NR 4. Daí. O atendimento de todas as suas • • • • • • • . PCMSO. serão abordados riscos de incidentes e medidas de prevenção relativos a todas as fases do cronograma da obra. b) Nas situações do programa. nas visitas aos canteiros. isso não impede que as questões de higiene e saúde do trabalhador não sejam avaliadas.29. programa de inspeção e auditorias. a NR 18. conforme IN 118/05 e suas atualizações. o cumprimento de outras NR. NR 6. A fiscalização não se detém apenas na fiscalização do cumprimento da NR 18. PPRA. como. NR 5. em função do cumprimento do cronograma da obra. No caso de acidente fatal.29.Ordem e Limpeza • Ordem e limpeza fazem parte das boas práticas de segurança e são requisitos básicos para minimizar e evitar os acidentes de trabalho. riscos de choques elétricos e falta de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. a situações que possam levar o trabalhador a um acidente. também. fornecendo todas as informações disponíveis. aquisição e fornecimento de EPI.1 . As empresas de construção do subsetor de edificações ainda carecem do cumprimento de sua mais significativa legislação de segurança do trabalho. que determine a seqüência a ser adotada pela fiscalização. Entretanto. NR 7.Item 18. que podem levar à determinação de interdições e embargos. É dada maior atenção. sendo acordadas com o responsável pela obra. como. a falta de proteção coletiva.AFT. entre outros documentos.31. NR 5. São nestas situações que a empresa descobre que está desorganizada e/ou se encontra irregular no que diz respeito ao atendimento aos requisitos de segurança e saúde.31 / Subitens 18.Reciclagem anual Observações: a) A data e a carga horária do treinamento serão anotadas pelo secretário da Cipa. dependendo da gravidade da situação encontrada.

foram registrados 32 acidentes fatais.32. conforme modelo apresentado na NR 5. quanto da parte de sindicatos de empresas e trabalhadores. • • ANEXO I FICHA DE ACIDENTE DE TRABALHO Sem afastamento ( ) com afastamento ( ) Fatal ( ) Doença do trabalho ( ) Data ____ / ____ / ____ NR 18 . para que sejam conhecidos os indicadores de desempenhos e os objetivos corporativos a serem alcançados. dos quais 11. mas pode contribuir significativamente para reduzi-las ou diminuir a gravidade dos acidentes.1 a 18. ou 30%. tanto da parte dos órgãos públicos. bem como a sua divulgação. de balancim sempre denotando a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. ou 50%. O segundo é a maior divulgação dos aspectos preventivos. aconteceram devido a queda de altura.1. foram registrados 21 acidentes fatais. Dados relativos a acidentes fatais fornecidos pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP) abrangendo a cidade de São Paulo mostram que: • a) Em 1996. aconteceram devido a queda de altura.Item 18. ou 52. Sugerimos a leitura da NR 4 que trata das definições básicas a serem utilizadas na elaboração de estatísticas de acidentes.32 / Subitens 18. cujo grau de desconhecimento ainda é muito alto. semelhante ao ano de 1996. por parte da fiscalização das DRT. • Para aumentar o nível de atendimento da NR 18. A elaboração da CAT. foram registrados 30 acidentes com mortes.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . b) Em 1997. abrangência e atuação educativa.exigências certamente não garante a eliminação das fatalidades. contribui para aumentar a confiabilidade dos dados estatísticos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). novamente alertando para a falta de uso ou o uso inadequado de cinto de segurança. aconteceram devido a queda de altura. de cadeira suspensa.Dados Estatísticos • Faz parte das boas práticas de segurança a elaboração de estatística interna de acidentes.2 . semelhante aos anos anteriores. apontando para a falta de uso inadequado do cinto de segurança.38%. dos quais 16. Referências . será importante maior freqüência. dos quais 9.32. c) Em 1998.

.

Referências . inclusive aquelas sem mão-de-obra própria. Código 45).2 . Muitas empresas não fornecem dados de treinamento. Item F.Subitens 18.Dados Estatísticos • • Os erros mais freqüentes apresentam-se nos itens que envolvem a relação homens/hora x meses trabalhados x número médio de trabalhadores. . O Anexo II da NR 18 é um formulário que precisa ser preenchido por todas as empresas que se classificarem nas atividades da Indústria da Construção.32. de acordo com os seguintes serviços: (Quadro I NR 4 Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

1 Preparação do Terreno ATIVIDADE GRAU DE RISCO 4 4 4 4 4 4 3 4 3 45. de ventilação e refrigeração Instalações hidráulias. de gás.11-0 Demolição e preparação do terreno 45.12-8 Perfurações e execução de fundações de terra 45. CÓDIG O 45. 45. encontra-se no cartão do CGC.4 45. Caso o número lá registrado se inicie pelos algarismos 33.13-6 Grandes movimentações de terra 45. Convém.32-2 45.29-2 Obras de outros tipos 45. verificar.22-5 Obras viárias. inclusive manutenção 45.33-0 Construção de estações e redes de telefonia e comunicação 45.• O código fornecido abaixo. então.2 Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil 45.3 Obras de Infra-estrutura para Engenharia Elétrica.49-7 Instalações Elétricas Instalações de sistemas de ar-condicionado. iniciado pelos algarismos 45. de segurança e alarme Outras obras de instalações Obras de Acabamento e Serviços Auxiliares da Construção: 4 4 4 3 3 3 3 3 45. de sistema de prevenção contra incêndio.21-7 Edificações (residenciais.25-0 Montagens industriais 45. comerciais e de serviços) inclusive ampliações e reformas completas. sanitárias.42-0 45. significa que ainda é o CNAE antigo.5 3 3 .24-1 Obras de urbanização e paisagismo 45. canto direito. Eletrônica e Engenharia Ambiental Contrução de barragens e represas para geração de energia 45-31-4 elétrica Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 45. de pára-raios. no alto.43-8 45.23-3 Grandes estruturas e obras de arte 45.41-1 45. industriais.34-9 Construção de obras e prevenção e recuperação do meio ambiente Obras de Instalações: 45.

45.28.59-4 Outros serviços auxiliares de construção 45.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 4 Empresa: _____________________________________________________________________________________________ CGC: __________________________Endereço (Sede/Matriz):___________________________________________________ ___________________________________________________________ CEP:______________________________________ Cidade: ______________________________________________________UF:______________________________________ ITE M Total de homens/horas de trabalho no ano Número de meses computados =N1 ASSUNTO UNIDADE DA FEDERAÇÃO 01 02 03 Número médio de trabalhadores no ano =N2 (N2= soma total de trabalhadores a cada mês + N1) Número de acidentados sem afastamento =N3 Número de acidentados com afastamento (até 15dias) =N4 Número de acidentados com afastamento (acima de 15dias) =N5 Total de dias perdidos (devido N4) =D1 Total de dias perdidos (devido N5) =D2 Total de dias debitados =D2 Total de acidentes fatais =F1 04 05 06 07 08 09 10 11 Total de horas/aulas de treinamento (conforme item 18.51-9 Alvenaria e reboco 45.60-8 Aluguel de equipamentos de construção e demolicão com operários ANEXO II RESUMO ESTATÍSTICO ANUAL _ ANO: _____ NR 18 .6 Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição com Operários 3 45. da NR 18) =T1 Número de trabalhadores treinados (devido a T1)=T2 12 .52-7 Impermeabilização e serviços de pintura em geral 45.

com ou sem afastamento. Se você tiver mais de uma obra em cada estado.São Paulo . O formulário deve ser enviado até o último dia útil do mês de fevereiro (tirar negrito) para a Fundacentro (tirar negrito) no seguinte endereço: Fundacentro: Rua Capote Valente.SP . mas não trabalhadas. c) Somando as linhas você terá o total que cada funcionário trabalhou no período em análise: o Funcionário F01 trabalhou 1. Esta ficha de acidente refere-se tanto aos acidentes. no mês M02 194 horas e assim sucessivamente até completar o período analisado para o preenchimento do ANEXO II. O envio à Fundacentro deve ser feito por meio de serviço de postagem. por exemplo. RJ e PE. Rua Copote Valente. portanto não devem ser computadas.Encaminhar para a FUNDACENTRO/CNT até 10 (dez) dias após o acidente. o descanso remunerado também não deve ser considerado. o funcionário F1 trabalhou no mês M01 183 horas. cada uma representando um estado: SP. os valores a serem apresentados devem ser os totais de cada estado. Indicar os dados na coluna representativa em que estiver sendo executada a obra. como à doença do trabalho e ao acidente fatal. Quando isto acontecer. conforme subitem 18. Orientações: Há três colunas.O termo "homens/hora" significa a quantidade de horas que cada trabalhador esteve efetivamente exposto ao risco no decorrer do ano. à Fundacentro. 710 Pinheiros São Paulo CEP. você terá o total de homens/hora de todos os funcionários que trabalharam no mês: no mês M01. para envio da ficha de acidente do trabalho. mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos.464 horas nos 8 meses em questão (M01 a M08).Pinheiros . 710 .839 horas trabalhadas. b) Somando cada coluna. Exemplo: Se a empresa necessitar levantar o valor de homens/hora através do cartão de ponto (veja tabela 1). Preenchido por: Nome:_______________________________________________________________________Data:____________________ Função:_____________________________________________________________________ Visto:____________________ • Devemos observar o prazo de dez dias. faça uma observação no rodapé do Formulário ("horas/hora com inclusão de Férias e/ou descanso remunerado"). Neste sentido. siga os seguintes passos: • • • • • • a) Anote para cada funcionário a soma de horas trabalhadas no mês: em nosso exemplo. . das férias e descanso.32. da NR 18.CEP: 05409-02.: 05409-002 Os dados a informar são relativos ao ano anterior.1. tivemos 1. As férias são horas pagas. após o dia do acidente. Alguns programas de cálculo utilizados pelos Departamentos de Pessoal não separam as horas realmente trabalhadas ou de exposição ao risco. conforme Anexo I da NR 18. para fins de fiscalização. Não esqueça de incluir as horas extras. Com relação ao item 1 .

Transfira o valor (14.846 .526 0 2 1 4 6 3 4 5 19 19 19 19 18 19 18 18 1.CÁLCULO DOS HOMENS/HORA FUNCIONÁRI O MESES COMPUTADOS M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 TOTA L 18 19 18 18 18 18 17 18 3 4 0 2 1 5 5 4 17 18 18 18 18 18 18 18 8 5 4 5 3 2 0 4 F01 F02 F03 F04 F05 F06 F07 F08 F08 F10 18 18 18 18 18 18 18 18 1.846 homens/hora e) Some todas as linhas 1.464+1. significa que na Tabela (matriz) não houve erros aritméticos..856 1..836 1.465 18 18 18 18 18 18 18 18 1.839 1.d) Some todas as colunas: 1.866 1.+1847=14.846 g) Se os valores forem os mesmos..464 5 6 4 4 5 4 2 5 1.867 1.498 5 0 4 6 9 0 6 6 1.497 18 18 18 18 18 18 18 18 0 8 5 6 9 4 6 5 1.846) para o item 1 do formulário (ANEXO II).839+1875+. TABELA 1 ..847 14.875 1.461 18 19 19 18 18 18 18 18 1.490 18 18 18 18 19 19 18 18 5 4 8 5 2 1 6 7 18 18 18 18 19 18 18 18 5 7 4 6 2 6 5 5 TOTAL 1.483 18 18 18 19 18 18 18 18 1.846 Linha=14.461+.487 2 4 6 2 5 6 8 4 1.846 f) Compare os valores das linhas e das colunas: Coluna =14.860 1.+1.475 6 5 4 6 5 5 4 2 1.490=14.

Exemplo: .+15=120 trabalhadores. O valor calculado será. todos os trabalhadores. mês 5 = 15. b) Dia de retorno: 25 janeiro. considerá-los. mas não houve a necessidade do trabalhador ser afastado. e) O período de afastamento foi de 12 dias • • Quanto ao item 6 . transferido para o formulário (N2). se ocorreu apenas uma vez. Total de trabalhadores mês a mês = 15+20+. c) Pegue a diferença entre eles: 25-12= 13 dias.Você deve indicar como valor do item N1 a quantidade de meses que a empresa efetivamente trabalhou e utilizou para o item anterior. o resultado a ser transportado para o formulário será (10+9) de 19 dias. Número médio de trabalhadores: N2 = 120 trab. o item 8 refere-se ao item 6.: 5 meses = 24 trabalhadores. Quanto ao item 4 . Transfira o resultado para o formulário. Quanto ao item 5 Aqui.Somatório de tralhadores: mês 1 = 15. mês 3 = 30. Determine o período de afastamento da seguinte forma: • • • a) Anote o dia do acidente e Dia do acidente: 12 janeiro. .• Com relação ao item 2 .. a empresa deverá levantar quantos acidentes ocorreram e que provocaram afastamento do trabalhador por período menor que 15 dias. mês 12. Os dias que já foram mencionados em formulário do ano anterior(2002). . Se for superior a 15 dias. colocar o número zero ou colocar um traço.. um deles de dez dias e o outro de nove dias. anote quantos acidentes se enquadram nesta situação e transfira para o formulário. indicar quantos funcionários apresentaram-se nessa situação. Com relação ao item 3 . ocorreram dois afastamentos. levante os dias de afastamento. colocar o número um. então. Assim. deverá somar os dias de afastamento. mês 2 = 20. O resultado dessa divisão será o valor correto a ser preenchido no formulário. Em caso positivo. d) Desconte do resultado 1 dia do retorno: 13-1=12 dias. Para os trabalhadores que se acidentaram no ano passado e se encontram ainda em período de afastamento. • Com relação ao item 8 .Exemplo: se a empresa teve um funcionário afastado por 30 dias e dois outros pelo período de 60 dias. A soma total deverá ser divida pelo número de meses computados (N1). Se não houve acidentes.Como no item anterior. não devem ser apontados novamente. • . o resultado a ser transformado p/ o formulário será (30+60+60) 150 dias.Exemplo: durante o ano. mês a mês. colocar o número zero ou um traço.A empresa deverá somar. Exemplo: Uma empresa que iniciou suas atividades em abril mês 4. indicando os dias de afastamento do ano em questão (2003). Nesse caso.Se em qualquer canteiro de obra ou mesmo no setor administrativo ocorreu qualquer acidente de trabalho. Se não ocorreu qualquer acidente desse estilo. a empresa deverá verificar se houve acidentes e se os trabalhadores se afastaram por período inferior a 15 dias. encerrando no mês de dezembro.Voltando ao item 5. O resultado dessa soma será o valor a ser preenchido no formulário. Quanto ao item 7 . Meses computados = 5 meses.Como no item anterior. mês 4 = 40. trabalhou efetivamente por 9 meses. Some todos os dias de afastamento em que os funcionários ficaram mais de 15 dias afastados do posto de trabalho.

Exemplo: Caso tenha ocorrido uma morte na empresa.500 3.000+6. deverá ser transferido para o formulário o valor de 6.• Com relação ao item 9 . Se ocorreram duas mortes.000 600 300 750 1.200 1.000+600) 6. Se ocorreu uma morte e uma perda da audição de um ouvido.000 1. Se não ocorreu qualquer acidente com a natureza da tabela da página seguinte. conforme segue abaixo: . NATUREZA Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda do 1o quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) PERCENTUA DIAS L DEBITADO AVALIAÇÃO S 100 100 100 30 75 60 50 10 5 121/2 20 30 20 25 6.200 1.600 dias. para efeito de preenchimento. esse valor será de (6.800 1.500 .000 dias. teremos o valor de (6.000 6.800 4. a empresa deverá utilizar o quadro 1-A da NR 5. anotar com o número zero ou um traço.500 3.000) 12.000 dias.Para o total de dias debitados.000 6.

colocar o número zero ou um traço.000 Quanto ao item 10 .000 2. o total referente ao treinamento admissional será (3x2) de 6 horas. • Quanto ao item 12 . O termo "horas/aula" significa a quantidade efetiva de horas (carga horária) do treinamento efetuado.400 300 600 0 600 3.Exemplo: Caso tenha ocorrido um treinamento periódico de 12 aulas de uma hora para cada aula. que será (12+6) de 18 horas.500 3. Quanto ao item 11 .Serão anotados neste item os acidentes fatais (MORTES).Perda do 1o quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda do 1o quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) Perda do 1o pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos • • 331/2 40 75 50 40 6 10 0 10 50 2.28 da NR-18. Deverá ser transferido para o formulário o total das horas/aula efetivamente ministradas. -· Se houve.A empresa deverá preencher o formulário com o número de trabalhadores treinados (admissional + periódico) referentes ao item 18. ainda.400 4.Deverá ser preenchido com o número total de horas/aula de treinamento ministradas. o total de horas/ aula será de (12x1) 12 horas.000 2. . Se não ocorreram acidentes com mortes. . treinamento admissional em três aulas de duas horas para cada aula.

um membro efetivo e um suplente. Ações nesse sentido diminuem os gastos.CIPA • • A empresa que possuir.34. neste item. A empresa deverá manter cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 03 (três) anos. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos junto à Fundacentro. nas quais serão previstas as demais disposições da NR 5 (CIPA) naquilo em que não conflitar com o disposto. fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. terá dez dias para entregá-lo. NR 18).7 . A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto a acidente fatal. paritariamente. extremamente fáceis de preencher. um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com menos de 70 empregados deve organizar CIPA centralizada. deverá ser preenchido e encaminhado à Fundacentro toda vez que ocorrer acidente. • • • • • Referências .32.1 a 18. devendo ter. no curso de membro da CIPA e nas inspeções realizadas pela CIPA da contratante.1 a 18.• Informações Gerais . adquirir em papelaria.33 / Subitens 18.4 . Deve-se ter atenção para a aplicação deste item às empresas da indústria da construção. a sede da empresa será considerada estabelecimento. A empresa poderá utilizar o modelo contido nesta cartilha ou copiá-lo em papel timbrado.Lembre-se que o ANEXO-I.Item 18. O Anexo I da NR-18 fornece dados sobre o acidente e o acidentado. Toda e qualquer empresa estabelecida. para fins de fiscalização (item 18. no mínimo. principalmente a longo prazo. precisa preencher e encaminhar o ANEXO II. Neste caso. ao contrário do ANEXO-II (uma vez por ano). quanto ao acidente com ou sem afastamento e à doença de trabalho. A CIPA centralizada deve ser composta de representantes do empregador e dos empregados.34 / Subitens 18. a cada grupo de 50 trabalhadores. respeitando-se a paridade prevista na NR 5.1.34. As subempreiteiras que tiverem menos de 70 empregados devem participar com. na mesma cidade. e que são fundamentais para os estudos que levarão às ações prevencionistas.Item 18.Comitês Permanentes sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção . da NR 18.33. quanto do empregado e do empregador.33. b) Eleger. um representante titular e um suplente a cada grupo de até 50 empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho. mesmo que tenha permanecido sem atividade. ou ainda. A empresa que possuir um ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com 70 ou mais empregados. Não deixe de preencher e enviar o Anexo 1. • Referências . • • Quando houver equipes de trabalho itinerantes. devendo porém: • • a) Constituir Comissão Provisória de Prevenção de Acidentes. Estão desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 dias. evitam desperdício e possibilitam maior produtividade. em cada um. sempre que ocorrer um acidente. tanto do Governo. pelo menos. um representante nas reuniões.

como apoio técnico-científico. .36. . integrada por técnicos da Fundacentro e da DRT. Referências . através da Portaria 7.Encaminhar ao Ministério do Trabalho as propostas aprovadas.36. . são mantidos em vigor os seguintes itens que constavam da antiga NR 18: .36 / Subitens 18.Participar e propor Campanhas de Prevenção de Acidentes. encaminhando cópia aos CPR. . até a publicação da Recomendação de Procedimentos. Referências .Estudar e propor medidas preventivas. Para esta NR específica.Implementar a coleta de dados sobre acidentes do trabalho. .Justificar aos CPR as propostas não aprovadas.• • Já estão efetuadas no texto as alterações previstas pela Portaria nº 65 (28/12/98).34. • • Os CPN e CPR elaborarão seus Regulamentos Internos. foram criados os Comitês Nacional e Regional com as seguintes características: a) Composição dos CPN e CPR: . .Encaminhar propostas ao CPN.Item 18. Os tais procedimentos serão elaborados por uma Comissão Técnica da Indústria da Construção. .1 O item 18.35 / Subitem 18.7 • No item 18.Incentivar estudos e debates para aperfeiçoar normas técnicas. dos trabalhadores e dos empregadores. que incluiu o item 18.Aprovar as RTP. de 03/03/97. c) Atribuições dos CPR: . . representantes de entidades de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho. .Deliberar a respeito das propostas apresentadas pelos CPR.2.35 mudou.Elaborar propostas.Três a cinco representantes titulares e suplentes do Governo.Três a cinco titulares e suplentes.35. . regulamentadoras e de procedimentos.Item 18.36 (Disposições Gerais).Apreciar as propostas encaminhadas pelo CPN. para Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP). b) Atribuições do CPN: . de Regulamento.1 a 18.

não pode haver uma distância maior de 100 m (cem metros). Equipamentos e Ferramentas Diversas. no plano horizontal. c) Estruturas de Concreto.4 Disposições Finais • Devemos observar que.5 Disposições Finais • Não é difícil implementar um programa de qualificação. cursos. mudando de categoria.6 a 18. no primeiro ano de vigência desta NR 18. as punições mais sérias para aqueles que insistem em não cumprir as regras de segurança. até mesmo. procedimentos até ações disciplinares como o uso de cartas de advertência e. f) Estruturas Metálicas.37.Item 18.37. ressaltamos a importância do livro de manutenção e acompanhamento dos equipamentos preenchido pelo operador responsável. no plano vertical.Subitens 18.37. deve ser solicitada à concessionária local a instalação de um telefone comunitário ou público. e) Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas.37 / Subitens 18.3. Fundação e Desmonte de Rochas. que vão desde a ação educativa como a inspeção. Referências . e de 15 m (quinze metros). b) Escavação. quando danificadas. a partir do segundo ano de . Com o treinamento. sendo proibido o uso de copos coletivos. Mais uma vez. que deve ficar à disposição da fiscalização do trabalho e ser visado. Quando houver alojamento nas áreas de vivência. bem como às atitudes incorretas de quem as opera.38 / Subitens 18. hermeticamente fechados.38. d) Escadas. Para isso. palestras.Disposições Finais • É obrigatório o fornecimento de água potável.37. por meio de bebedouro ou equipamento similar.1 a 18.Item 18. continuamente. na proporção de 01 (um) para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração. o suprimento de água poderá ser feito em recipientes portáteis.para os estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores e.item 18. • • • Referências . a serventes de obra.1 . ou máquina. A organização usará todas as formas.a) Máquinas. o trabalhador irá entender e se convencer das suas responsabilidades para a garantia de segurança. Os profissionais do SESMT devem estar atentos ao uso inadequado das ferramentas portáteis. em especial aqueles itens relativos à qualificação. por profissional legalmente habilitado. pois ao qualificar-se um operário o mesmo passa a profissional. É obrigatório o fornecimento gratuito de vestimentas de trabalho e sua reposição.1 a 18. filtrada e fresca. A cobrança de atitudes e ações corretas fica mais fácil quando os trabalhadores foram treinados. Cabe lembrar que não se deve entregar a operação de guinchos. Do posto de trabalho ao bebedouro. betoneiras ou outro equipamento. dentro dos limites determinados. o empregador deve conhecer a NR 18. • • • Referências . era obrigatório o PCMAT .38. Na impossibilidade da instalação de bebedouro.8 .

somente após quatro anos de vigência desta Norma.39 . os benefícios são inúmeros pois. essas Plataformas Aéreas possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais. No terceiro e quarto anos de vigência desta NR. Além disso.14. eliminando a necessidade de se colocar escadas ou montar andaimes onde a mobilidade se torna incomparável com o que permitem as plataformas. Como sabemos. excelência em treinamento. hoje. de 03/07/07 ARTIGOS TÉCNICOS COMPLEMENTARES Plataformas de Trabalho Aéreo Atualmente existem equipamentos que podem colocar em segurança. com mais de três anos da nova NR 18. de canteiros de obras a instalações industriais. 40 trabalhadores. • Outra observação importante é a exigência do elevador de passageiros. ANEXOS Anexo I . 40KB) Incluído pela Portaria MTE 15. dotados de tecnologia de ponta. o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje do edifício em construção com dez ou mais pavimentos ou altura equivalente.1. cujo canteiro de obras possua. serviços e eficiência para seus clientes. desde que haja 30 ou mais trabalhadores. Referências . . Entretanto.23. gás ou diesel. sobre pisos pavimentados ou não.Plataformas de Trabalho Aéreo (PDF. para estabelecimentos com 50 ou mais trabalhadores.Item 18.Glossário • A Portaria MTE 157 de 10/04/2006 excluiu e incluiu expressões e definições no Item 18. incluindo a tão propalada ‘Eletrônica Embarcada’ muito utilizada na industria automotiva. O que são as Plataformas de Trabalho Aéreo? São equipamentos muito simples porém.39 Glossário. é sempre bom conhecermos o nível de desenvolvimento tecnológico e a real preocupação em estar investindo em pesquisa e desenvolvimento por parte do fabricante. Autopropelidos com motores elétricos. referido no subitem 18. acessem pontos elevados com muita rapidez e eficiência. pelo menos. para sabermos se ele pode mesmo estar oferecendo um alto padrão de qualidade. possuem a configuração adequada para trabalhar em ambientes abertos e fechados.vigência. Contamos. pessoas e materiais em até 45 metros de altura. hoje em dia não se vende apenas ‘equipamentos’ e sim alternativas que representem ‘soluções’ para toda e qualquer necessidade do cliente.

. A seguir. Qual é a capacidade máxima exigida (pessoas e materiais) ? Que tamanho de plataforma será necessário ? Há necessidade do deslocamento da máquina entre corredores estreitos ? Preciso de um pequeno raio de giro? É preciso mover a plataforma de um andar a outro? O trabalho é em ambiente fechado? Preciso deslocar a máquina com a plataforma elevada? O trabalho requer uma plataforma tipo Tesoura para acesso vertical em linha reta? Preciso de uma plataforma de lança para maior alcance? Preciso de uma lança articulada para elevação sobre obstáculos (acima e além) ? O local de trabalho é pavimentado ou não ? O alcance lateral é importante ? Diferentes classes e configurações estão disponíveis para cada tipo de aplicação. antes de ofertarmos o equipamento adequado para executar determinado tipo de trabalho.No dimensionamento de uma Plataforma de Trabalho Aéreo algumas questões devem ser respondidas. sugerimos um roteiro que pode ser adotado : • • • • • • • • • • • • • Qual é a altura máxima de trabalho que preciso alcançar ? (A altura de trabalho é considerada como sendo 1.80m acima da altura máxima da plataforma).

de utilidade e de pintura . permitir trabalhar com cargas mais pesadas que nas plataformas de lança.72m). As plataformas tipo tesoura podem ser manobradas de forma semelhante aos modelos de lança. Estas máquinas são ideais para inúmeras aplicações. As plataformas elétricas de lança articulada são alimentadas por baterias. dentre as quais. de utilidades e pintura . parques temáticos . com o opcional ‘QuickCharge GenSet (Trade Mark). são uma classe de equipamentos usados quando há necessidade de menor alcance e altura mas. refinarias de petróleo e indústrias químicas .• Plataformas elétricas de lança articulada (alturas de 9. São vendidas em todo o mundo para utilização na construção. indústria.58m e são especialmente úteis para aplicações que necessitam de grande alcance. A partir da plataforma. A estrutura giratória da máquina também tem um movimento de 3600 em qualquer sentido. assim como em hotéis e instalações educacionais e de recreação. locais de trabalho com terrenos irregulares . • • .1m e 10. automotiva e aeronáutica) .72m até 45. elétricos. A lança pode ser elevada ou abaixada e estendida enquanto a plataforma permanence horizontal e estável. usadas para alcançar locais sobre máquinas. se destacam: Construção e manutenção predial . Todos os modelos articulados são manobráveis com a plataforma na sua altura máxima e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores industriais e áreas congestionadas. estão disponíveis com lanças articuladas e telescópicas (alturas de 12. recarregáveis em tomadas convencionais de 110V ou 220V. plantas de fabricação e processamento de alimentos e produtos têxteis . Todos os modelos articulados são manobráveis em elevação total e têm larguras de chassi que permitem o acesso entre corredores estreitos e áreas de trabalho congestionadas. equipamentos e outros obstáculos presentes sobre o piso. para alcançar locais sobre máquinas. São utilizadas principalmente em prédios comerciais e infra-estrutura . Apresenta as mesmas condições de movimentação das lanças articuladas. Esse modelo de plataforma oferece características e benefícios semelhantes às plataformas elétricas de lança. indústrias automotiva e aeronáutica . Em termos de aplicação.19m a 18. oferecem versatilidade em serviços de manutenção e construção. manutenção. empreiteiras de serviços mecânicos. Armazenagem e centros de distribuição são mercados em crescimento. As aplicações mais comuns são. evitando os problemas como emissões de gases e ruídos.83m no deck. o operador pode manobrar a máquina para frente e para trás ou para qualquer outra direção. que é um grupo gerador que recarrega e mantém o nível de carga das baterias. bastante espaço para trabalho e maior capacidade de elevação. equipamentos e outros obstáculos sobre o piso e outras posições elevadas onde plataformas de lança telescópica não chegam. Esse modelo de plataforma foi concebido para oferecer maior área de trabalho no ‘deck’ e. etc… Plataformas tipo tesoura. instalações esportivas. e podem ser usadas em ambientes abertos e fechados. AS plataformas tipo tesoura estão disponíveis em vários modelos e atingem uma altura máxima de 15. geralmente. mesmo elevada.24m. manufatura e armazenagem.29m). acesso sobre obstáculos terrestres. instalações industriais e de manufatura (indústrias sederúrgica. apesar de serem elevadas apenas verticalmente – exceto para a opção disponível de extensão horizontal de até 1. são mais robustas.7m) são usadas principalmente em ambientes fechados com piso pavimentado. multipropelidas. • • Plataformas de lança articuladas movidas a diesel (alturas de plataformas de 13. manutenção de instalações. distribuição e entretenimento. além de outras posições elevadas. A mesa giratória da máquina tem movimento de 3600 em qualquer direção. As plataformas de lança. Plataformas de lança telescópica (ou lança reta) atingem alturas de 12. refinarias de petróleo. sobre pisos pavimentados ou não. parques temáticos. O gerador carrega as baterias duas vezes mais rápido que o carregador embarcado padrão e permite mais ciclos operacionais em velocidade mais alta. serviços mecânicos. shopping centers e outros ambientes fechados. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações.29m a 36. elétricos.

D.Proposta de Plano de Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível. que proporciona mais eficiência.• Elevadores Pessoais. são compostos de uma plataforma de trabalho fixada a um mastro de alumínio que se estende verticalmente e. Atingem alturas que variam de 5m a 14. parques temáticos. prédios públicos. reformas e pinturas de equipamentos na área industrial.2 da NR 18).Segurança em Andaimes ABNT NBR 7678 . Aplica-se aos acessos necessários à execução dos serviços de manutenção. Vargas. atenção especial aos seguintes itens: • O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de Segurança do Trabalho (item 18. A Série AM (ACCESSMASTER)(Trade Mark) é uma máquina de deslocamento manual que. Destaque para o capítulo 3 . alcance e segurança no manuseio de ítens de estoque. Carlos Luciano S. Eng.33m. teatros. 523KB) Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. centros de distribuição e varejista. igrejas. .3.Segurança na execução de Obras e Serviços de Construção Proteção contra Acidentes de Trabalho em Diferença de Nível na Construção Civil (PDF. quando recolhida. por sua vez. (DOC.3 a necessidade do PCMAT em obras de construção. Tendo como referência os seguintes documentos: • • • • • Ministério do Trabalho – Portaria 3214 de 1978 – NR-18 N-2343 Critérios de Segurança para Andaimes N-2162-A Permissão Para Trabalho ABNT NBR 6494 . Orientador: Prof. 48KB) Procedimentos de Montagem e Desmontagem de Andaimes Este documento visa a estabelecer os procedimentos que devem ser obedecidos na liberação para montagem e desmontagem de andaimes com a finalidade de preservar a integridade física do pessoal envolvido. As aplicações mais comuns são na manutenção geral de fábricas. Comentários sobre PCMAT Sérgio Ussan Programa de controle e meio ambiente de trabalho na indústria da construção A NR 18 traz em seu item 18. Também está disponível a exclusiva Série SP Almoxarife. A Série VP é uma máquina autopropelida que pode ser manobrada com a plataforma totalmente elevada. Vejamos primeiro a definição de "Programa": "Programa é a exposição sumária das intenções ou projetos de uma empresa ou de um profissional sobre determinado tema". é montado numa base de aço. Agora. estúdios de TV / Cinema e telecomunicações. passa facilmente por portas convencionais. fato que todos os profissionais intervenientes em um processo de construção deveriam dominar e dele ter pleno conhecimento. aeroportos.

A partir destes conceitos pode-se desenvolver alguns comentários que não apresentam unanimidade na sua aprovação. principalmente. são os corretos a serem aplicados na indústria da construção. ele não é "receita de bolo". ou obra. sendo demonstrada sua importância e. Na verdade. ser um profissional legalmente habilitado em Segurança do Trabalho. parte do PCMAT é idêntica para todos.• A implantação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio (item 18. o Programa específico aos serviços que ela executará. ou influírem de um modo ou outro. em primeiro lugar. Grande engano quem assim pensar. Entre possíveis alterações pode-se considerar sem medo de errar mudança no cronograma. mas. Não é possível aceitar o mesmo PCMAT para mais de uma obra. mas também é mais que verdade que parte é específica a obra em si. surgimento de novas tecnologias e equipamentos. Não é possível aceitar que cada empresa participante da construção seja cobrada a apresentar seu PCMAT. devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. Reforço. creio eu. mudaça de projeto e alteração na relação mão de obra/equipamento. • • • • • • • • Portanto. o PCMAT é único e completo por obra específica. ou seja. No entanto falar em elaboração e implantação de um PCMAT parece uma tarefa simples e de fácil execução. O PCMAT é uma carta de intenções. cuidados devem ser tomados quando da contratação do profissional que fará a elaboração do PCMAT. sobre a implantação de medidas que visem as condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio e um programa visa apresentar intenções ou projetos de um profissional ou de uma empresa (no caso do PCMAT mais do profissional do que da empresa) é lógico que para cada obra deverá haver um único PCMAT. independente de pertencerem aos quadros da empresa maior ou de pequenas empresas de prestação de serviço. e a partir desta condição conhecer a obra e sua filosofia de construção. tendem a ocorrer. Nenhum PCMAT terá sucesso na sua implantação se não for absorvido e compreendido por . realizando um trabalho voltado única e exclusivamente para aquela obra. devendo ele. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que. é um memorial descritivo. • • Estabelecimento é uma obra individualizada. ele é específico para as condições individuais de cada obra. Este PCMAT deverá ser seguido por todos os profissionais que desempenharem suas funções naquele estabelecimento. de um forma cerimoniosa. O PCMAT deve ser apresentado a todos os profissionais que na obra trabalharem. durante a construção. sua função de estabelecer regras que os protejam. independente da obra.3 da NR 18).3. não importando nem seu porte nem o porte da empresa que a construirá.

todos. etc. Dentre os recursos naturais em maior abundância. as operações de soldagem são precedidas pelas operações de corte. não importando se a fonte de energia é química. é investimento. o mesmo ocorrendo com a implantação do PCMAT. a água tem-se mostrado uma grande aliada nessa busca. nos ateremos à utilização deste elemento . tornam-se necessárias operações de corte das matérias primas. ex. Este tema merece maiores análises visando alcançar o pleno objetivo para o qual foi criado. O corte pode ser efetuado de diversas formas: • • • • Mecanicamente: Corte por cisalhamento através de guilhotinas. Em função deste aspecto. devendo ser exigido e obedecido em todas as obras. de elevada pureza. mecânica ou elétrica. corte oxicombustível Elevada concentração de energia: Neste grupo enquadram-se os processos que utilizam o princípio da concentração de energia como característica principal de funcionamento. a cada início de uma etapa de construção nova ele deve ser destacado e relembrado. aquele feito só para atender a legislação e a fiscalização. Neste trabalho. sendo uma obrigação dos profissionais ligados a Segurança no Trabalho conhece-lo profundamente. por arrancamento através de serras. Segurança tem que ser lembrada e destacada em campanhas contínuas. Processos de Corte e Solda Oxicorte Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Invariavelmente. lembrando sempre que segurança não é custo. não sendo adequadas ao uso para todos os fins a que se destinam. Devem os leitores terem pleno conhecimento que a criação do PCMAT foi um avanço na melhoria das condições de meio ambiente de trabalho na construção. LASER e algumas variantes do processo plasma Definição: O oxicorte é o processo de secionamento de metais pela combustão localizada e contínua devido a ação de um jato de Oxigênio. estes são produzidos em dimensões padronizadas. etc Por fusão: Utilizando-se como fonte de calor um arco elétrico ex. Por questões de economia de escala e características do processo de fabricação dos materiais metálicos. Nada é pior que o PCMAT "de gaveta". o corte por jato d´água de elevada pressão. Jato D´água Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Desde os primórdios o homem busca na utilização de recursos naturais meios para satisfazer as suas necessidades.. se não for aquecida constantemente esfria. Lembrando que Segurança é como a água da chaleira para o chimarrão. usinagem mecânica. Enquadram-se neste. tesouras. arc air (goivagem). plasma Reação química: Onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação do metal. agindo sobre um ponto previamente aquecido por uma chama oxicombustível.

O diâmetro do orifício de saída da água é bastante reduzido. química (corrosão por ácidos) ou mecânica (usinagem. água e vapor. variando de cerca de 0. A velocidade da água é da ordem de 520 a 920 m/s. quando se deseja secionar um material aplica-se energia a este.como meio de corte de materiais. Inicialmente. Franz da Universidade de Columbia (EUA) patenteou um sistema de corte com água pressurizada. Laser etc. De uma maneira geral. o processo era utilizado para corte de madeiras. secionando o mesmo. podendo ser energia térmica (Arc air. cisalhamento etc. . plasma. causando um elevado desgaste do mesmo. Em 1968. Se adicionarmos energia sob forma de calor ao gelo. O corte por jato d´água enquadra-se no grupo de energia mecânica. transformam toda a energia potencial da água em energia cinética. Costuma-se pensar normalmente em três estados da matéria sendo eles o sólido. que sendo submetida a mais calor.1mm a 0. A diferença básica entre estes três estados é o nível de energia em que eles se encontram. onde a força de impacto exercida por um jato de água de alta pressão na superfície de contato do material supera a tensão de compressão entre as moléculas. existem três estados: o gelo. líquido e gasoso.). sendo que a introdução de materiais abrasivos e o desenvolvimento de sistemas de pressurização e bicos.).6mm. tornou o processo aplicável a quase todos os materiais de uso industrial. Considerando o elemento mais conhecido. separando-se em dois gases Hidrogênio e Oxigênio sob forma de vapor (Figura 1). vaporizará. Estes dois fatores combinados. Norman C. fazendo com que a pressão exercida no bico de corte seja da ordem de 1500 a 4200 bar. este transforma-se em água. a água. Plasma Engº Roberto Joaquim e Engº José Ramalho Usualmente o plasma é definido como sendo o quarto estado da matéria.

Desenvolvimento dos processos a arco plasma Em 1950. pelo fato de os elétrons livres transmitirem a corrente elétrica.Plasma. Durante a pesquisa e desenvolvimento do processo TIG. tanto maior será a temperatura. a resistência aumenta e torna-se necessário aumentar-se a tensão para se obter o mesmo número de elétrons atravessando esta secção. O mesmo fato pode ser observado no gás plasma. e conseqüentemente a temperatura do metal aumenta. algumas de suas propriedades são modificadas substancialmente tais como a temperatura e características elétricas. Alguns dos princípios aplicados à condução da corrente através de um condutor metálico também são aplicados ao plasma. e a força do gás ionizado removeu a poça de fusão em alta velocidade. o metal foi cortado pelo arco plasma. . quando a secção de um condutor metálico submetido a uma corrente elétrica é reduzida. o processo TIG estava fortemente implantado como um novo método de soldagem para soldas de alta qualidade em metais nobres. A temperatura e a tensão do arco cresceram dramaticamente. as propriedades do arco elétrico poderiam ser bastante alteradas. Ao invés de soldar. quanto mais reduzida for a secção. aumentando a velocidade do gás e o seu calor por efeito Joule. o quarto estado da matéria Porém se adicionarmos mais energia. ou seja a criação de elétrons livres e íons entre os átomos do gás. sendo eletricamente condutor. A redução do diâmetro do bocal constringia o arco elétrico.Figura 1 . o gás torna-se um "plasma". Por exemplo. cientistas do laboratório de solda da Union Carbide descobriram que ao reduzir consideravelmente o diâmetro do bocal direcionador de gás da tocha TIG. Quando isto acontece. Este processo é chamado de ionização.

Se a mesma corrente é forçada a passar através do orifício. a tensão e temperatura aumentam. Essas altas temperaturas foram possíveis em função do alto suprimento de gás no bocal da tocha plasma formar uma fria camada circular de gás não ionizado nas paredes do mesmo. conforme mostrado na figura 2.Figura 2 . o modo transferido é invariavelmente usado para corte uma vez que o "heat imput" utilizável na peça de trabalho é mais eficientemente aplicado quando o arco está em contato elétrico com a peça de trabalho. com os mesmos parâmetros operacionais. A espessura desta camada circular pode ser aumentada pela ação de rotação do gás de corte. Embora o calor do arco plasma emerja do bocal nos dois modos de operação. O jato plasma é apenas moderadamente constringido (Æ do orifício do bocal = 4. Os dois modos de operação são mostrados na figura 3. O arco do plasma foi consideravelmente mais quente que o arco TIG.8 mm).Temperaturas do arco TIG e jato Plasma Na figura 2. Arco transferido e não transferido O arco plasma pode ser transferido. A maioria das tochas plasma atuam no sentido de forçar a rotação do gás para aumentar a constrição do arco e conseqüentemente aumentar a temperatura do arco. quando a corrente elétrica flui entre a tocha plasma (cátodo) e a peça de trabalho (anodo). ou de modo não transferido quando a corrente elétrica flui entre o eletrodo e o bocal da tocha. Ao mesmo tempo uma maior energia cinética do gás sai do bocal. permitindo um alto grau de constrição do arco. ejetando o metal fundido provocando assim o corte. os dois arcos estão operando em 200 Ampères. mas é operado com o dobro da tensão e produz um plasma muito mais quente que o arco correspondente ao TIG. .

na maioria das aplicações industriais.5 mm) até chapas grossas (250 mm). Corte plasma convencional (1957) Introduzida em 1957 pela UNION CARBIDE. A faixa de espessuras abrangida variava de chapas finas (0. Um ângulo positivo de corte resulta da dissipação do calor na superfície da peça conforme a progressão do corte. Uma tocha mecanizada com capacidade para 1000 Ampéres pode cortar 250 mm de aço inoxidável ou Alumínio. o jato plasma torna elevada a concentração de calor na superfície da peça. a espessura de corte não ultrapassa 50 mm.Figura 3 . se é usado uma baixa vazão de gás.Plasma transferido e não transferido Alterando as características do arco plasma As características do arco plasma podem ser bastante alteradas pela mudança do tipo e vazão do gás corrente de corte. Contudo. Cortes largos são o resultado de um desbalanceamento energético na face de corte. . sendo ideal para soldagem. a velocidade do jato plasma é tão grande que ejeta o metal fundido através da peça de trabalho. tensão do arco e diâmetro do bico de corte. Por exemplo. A espessura de corte está diretamente relacionada com a capacidade de condução de corrente da tocha e propriedades do metal. Em contrapartida se a vazão de gás é suficientemente aumentada. Nesta faixa de espessuras. esta técnica podia ser usada para cortar qualquer metal a velocidades de corte relativamente altas. o corte plasma convencional é usualmente alargado e tem a ponta circular.

Infelizmente a constrição de arco com um bico convencional é limitada pela tendência de o aumento da constrição desenvolver dois arcos em série (figura 5). Figura 5 . Por exemplo.Plasma convencional Este desbalanceamento do calor é reduzido pelo posicionamento da tocha tão próximo quanto possível à peça de trabalho e aplicação do princípio de constrição de arco como mostrado na figura 4. sem porém a criação do duplo arco. Desde a introdução do processo de corte plasma nos anos 50. causando um corte mais reto. O corte plasma como descoberto. O arco duplo limita severamente a extensão do corte plasma com qualidade. várias pesquisas tem sido realizadas com o objetivo de aumentar a constrição do arco. é atualmente denominado como corte plasma convencional.Figura 4 . se o corte plasma . Este pode ser largamente aplicado ao corte de vários metais e diferentes espessuras. O aumento da constrição do arco tende a tornar o perfil do arco maior e mais uniforme. sendo um entre o eletrodo e o bico e outro entre o bico e a peça de trabalho.Formação de duplo arco Este fenômeno é conhecido como "duplo arco" e desgasta o eletrodo e o bico de corte.

dióxido de Carbono (CO2) para aços inoxidáveis e misturas de Hidrogênio/Argônio para Alumínio. e reduzindo a tendência de "duplo arco". A velocidade e qualidade de corte em aços inoxidáveis e Alumínio. além de refrigerar o bico de corte e bocal da tocha. protegendo o mesmo de curto-circuitos. Figura 6 . Arco plasma "DUAL FLOW" (1962) A técnica dual flow foi desenvolvida em 1963. a qualidade de corte é inadequada para algumas aplicações. como mostrado na figura 6. e freqüentemente requerendo dispendiosas misturas de Argônio e Hidrogênio. O gás de proteção também protege a zona de corte aumentando a qualidade e velocidade de corte.convencional é usado para cortar aço inoxidável. é essencialmente a mesma que no plasma convencional. contudo.O corte plasma convencional predominou desde 1957 até os anos 70.Plasma "Dual Flow" Corte plasma com ar comprimido (1963) O corte plasma por ar comprimido surgiu no início dos anos 60 para o corte de aço Carbono. Gases típicos para uso são normalmente ar comprimido ou Oxigênio para aço Carbono. em operação dual flow o gás plasma é o Nitrogênio e o segundo gás de proteção é selecionado de acordo com o metal a ser cortado. Usualmente. O Oxigênio presente no ar proporcionava uma energia adicional em aços ao Carbono proveniente da reação exotérmica . A maior vantagem neste processo é que o gás secundário forma uma proteção entre o bico de corte e a peça de trabalho. Esta técnica envolve uma pequena modificação em relação ao plasma convencional. neste caso porém é adicionado um segundo gás de proteção ao redor do bico de corte. Este processo utiliza-se das mesmas características como no plasma convencional. aço Carbono e Alumínio. A velocidade de corte é melhor para aços ao Carbono quando comparado ao plasma convencional. é necessário a utilização de diferentes gases e vazões para otimização da qualidade de corte nesses três tipos de metais.

Embora o processo possa ser usado para o corte de aços inoxidáveis e Alumínio. Figura 7 . o esquadrejamento e velocidade de corte permanecem constantes uma vez que a água não provê uma constrição adicional do arco. Esta energia adicional aumenta a velocidade de corte em 25% sobre o plasma com Nitrogênio. a superfície de corte nesses materiais fica mais fortemente oxidada e não aceitável para algumas aplicações (Figura 7). são necessários. onde o gás de proteção secundário é substituído por água (Figura 8). O efeito de resfriamento provocado pela água aumenta a vida útil do bico de corte além de melhorar significativamente a aparência do corte. a vida útil dos mesmos é consideravelmente menor que no processo plasma convencional.com o ferro incandescente. uma vez que o eletrodo de Tungstênio desgasta-se em poucos segundos se o gás de corte conter Oxigênio. Háfnio ou ligas de Háfnio. Corte plasma com proteção d´água (1965) O corte plasma com proteção de água é semelhante ao processo "dual flow". . entretanto.Corte plasma a ar comprimido O maior problema com o corte por ar comprimido é a rápida erosão do eletrodo. Mesmo com a utilização deste eletrodos especiais. Eletrodos especiais feitos de Zircônio.

As temperaturas do arco nesta região são estimadas em aproximadamente em 50. tem-se um grande aumento do esquadrejamento do corte.Figura 8 . a água é injetada radialmente no arco de maneira uniforme como mostrado na figura 9. . No processo plasma com injeção d´água. da velocidade de corte e eliminação da escória para corte de aço Carbono. Como resultado final destas altas temperaturas. A injeção de água no arco contribui para um maior grau de constrição do arco atuando como se fosse um segundo bico de corte. estava estabelecido que uma ferramenta para aumentar a qualidade de corte era através do aumento da constrição do arco evitando-se o duplo arco.Corte plasma com proteção d´água Arco plasma com injeção d´água (1968) No início.000°K ou seja 9 vezes a temperatura da superfície do sol ou ainda duas vezes a temperatura do arco plasma convencional.

Nitrogênio. uma ótima qualidade de corte com o plasma com injeção de água é obtida para todos os metais com apenas um tipo de gás .Corte Plasma com injeção d´água Um outro método utilizado para constrição do arco plasma com água é o desenvolvimento de um redemoinho de água em volta do arco. Fisicamente o Nitrogênio é ideal por causa de sua superior habilidade em transferir calor do arco à peça. conseqüentemente obtém-se uma menor constrição de arco que na injeção radial de água (Figura 10).Figura 9 . A utilização de apenas um gás torna o processo mais econômico e fácil de operar.Direção de injeção d´água Ao contrário do processo convencional descrito primeiramente. Figura 10 . O calor absorvido pelo . Com esta técnica. A força centrífuga criada pela alta velocidade de giro tende a achatar o filme aneliforme de água contra o arco. a constrição do arco depende da velocidade angular necessária a produzir um redemoinho estável de água.

Este fenômeno não é causado pela água injetada. menos de 10% da água é vaporizada. . Este fato acarreta em que sentido de corte deve ser adequadamente escolhido de modo a provocar um corte de ângulo reto em todas as faces da peça (Figura 12). porque a camada de vapor isola o mesmo da alta intensidade de calor proveniente do arco ao mesmo tempo que a água protege e isola o bico do maior ponto de constrição do arco e de máxima temperatura. é que o lado direito do corte seja reto e o outro lado seja levemente chanfrado. como mostrado na Figura 11. o arco duplo. Este giro causa uma maior energia de arco a ser despendido no lado direito do corte. sendo resultado de uma pequeno redemoinho em sentido dos ponteiros do relógio no gás. vindo a refrigerar a superfície da peça. quando há turbilhonamento do gás de plasma. conseqüentemente. Este resfriamento adicional previne a formação de óxidos na superfície de corte e resfria o bico da tocha.Camada de vapor d´água A vida útil do bico de corte é largamente aumentada com a técnica de injeção de água. A despeito das elevadas temperaturas no ponto em que a água é adicionada ao arco. Figura 11 . a maior causa da destruição do bico deixa de existir. A razão da constrição do arco na região de injeção de água é a formação de uma camada isolada de vapor entre o jato plasma e a água injetada. A água restante sai através do bocal sob forma de um spray cônico.Nitrogênio quando dissociado é transferido quando em contato com a peça de trabalho. A proteção obtida pela camada de vapor d´água também permite uma inovação no desenho do bocal: Este pode ser de cerâmica. A mesma dessimetria de corte pode ser observada no corte plasma convencional. Uma importante característica das extremidades cortadas.

dando como resultado um corte reto no lado direito do corte.Direção de corte Mufla d´água e tábua d´água (1972) Desde que os processos por arco plasma possuem uma elevada concentração de calor.Direção do corte Na figura 13.000°K. acima de 50. Figura 13 . Similarmente o lado interno do corte é feito à esquerda para manter os bordos retos no lado interno do anel. o anel mostra o lado de fora do corte feito na direção dos ponteiros do relógio. há alguns efeitos negativos inerentes ao processo: .Figura 12 .

Além do fato do operador não determinar pelo som do arco se o processo de corte está se dando normalmente ou se as partes consumíveis da tocha se desgastaram. exigindo uma boa ventilação. superior ao nível normal nas áreas de trabalho. o ruído. O Oxigênio tem a tendência de se combinar com o metal fundido (principalmente em Alumínio e ligas leves) formando óxidos. Fumaça e gases tóxicos em potencial desenvolvem-se em áreas de trabalho. Este grupo de efeitos garantiram ao processo plasma algumas críticas do ponto de vista de meio ambiente. Este Hidrogênio forma bolsas sob a peça. sendo a mufla de água e tábua de água. Corte subaquático (1977) Desenvolvimentos na Europa com o objetivo de diminuir o nível de ruído e eliminação da fumaça. tem a finalidade de absorver grande parte do ruído e fumaça gerada nas operações de corte. produzindo os seguintes efeitos benéficos quando usados com a tábua d´água: • • • • O alto nível de ruído do processo plasma é substancialmente reduzido pela barreira criada pela água. Finalmente. Com uma coloração adequada. remove as partículas sólidas. Alguma coisa tinha que ser feita com relação a esse aspecto. deixando Hidrogênio livre dentro d´água. Um aspecto negativo neste método é que a peça não pode ser observada durante o corte e a velocidade de corte é diminuída de 10-20%. A claridade do arco é reduzida a níveis que são menos perigosos aos olhos. Mufla d´água: O sistema de mufla d´água cria uma camada protetora ao redor da tocha. que quando em contato com o jato plasma causa pequenas . Este método para fontes plasma acima de 100 Ampéres tem se tornado tão popular que atualmente muitos sistemas de corte plasma cortam sob água. levaram ao surgimento do corte plasma subaquático. Para o corte subaquático. a radiação ultravioleta é diminuída. pode causar queimaduras na pele e olhos. foi introduzido pela Hyperterm dois sistemas de anti-poluição. A fumaça e gases tóxicos são confinados na barreira d´água. a qual. a peça é imersa sob 2 a 3 polegadas de água. no corte subaquático. Como conseqüência. Tábua de água: Trata-se de um reservatório de água localizado abaixo da peça a ser cortada. que controlam os efeitos nocivos do processo plasma.• • • A altas correntes. que acoplado a um sistema purificador. Em 1972. A geração de radiação ultravioleta. requerendo proteção para os operadores. pequena quantidade de água é dissociada na zona de corte. requerendo o uso de vestimenta adequada e utilização de óculos escuros. o corte plasma gera um intenso nível ruído. provocando a formação de íons de Oxigênio e Hidrogênio. e a tocha plasma corta enquanto imersa. a fumaça e as radiações do arco elétrico são drasticamente reduzidas.

estabelecendo uma bolha de ar onde o corte se processa. Com este novo alento. A utilização da tecnologia dos inversores melhorou as características do arco ao mesmo tempo que diminuiu as dimensões e peso dos sistemas. Corte plasma com oxigênio (1983) O corte plasma com injeção de Oxigênio contornou o problema da vida útil do eletrodo pelo uso de Nitrogênio como gás de plasma com a injeção de Oxigênio abaixo da saída do bocal. O processo tornou-se muito mais confiável e operacional. . no qual é injetado ar ao redor da tocha. aumentando em 50 vezes o mercado nos anos 80. tornando o processo fácil de usar. Este fato propiciou uma nova era para o corte plasma. sendo considerado uma valiosa ferramenta em todos os segmentos da indústria metalúrgica moderna. o corte plasma foi aceito como um novo método para corte de metais. A Termal Dynamics (EUA) lançou o PAK3 e a SAF (França) introduziu o ZIP-CUT. foi desenvolvido em 1986 este tipo de corte. as duas unidades foram um grande sucesso nos mercados Norte Americano e Europeu respectivamente. Corte plasma a ar comprimido de baixa corrente (1980) Em 1980. um grande número de inovações tecnológicas foram introduzidos. aumentou a competitividade na indústria de corte plasma. equipamentos usando ar como gás de plasma. eliminando a alta freqüência na tocha e também o anel injetor de ar que protege as partes frontais da tocha durante as operação de corte. surgindo novos fabricantes. O uso desta técnica aumenta a qualidade e velocidade de corte. Em função deste fato.explosões. particularmente para sistemas de baixa corrente. como mostrado na figura 14. Este torna-se um corte subaquático com injeção de ar. A partir desta data. a água deve ser constantemente agitada quando do corte destes metais. os fabricantes de equipamentos introduziram no mercado. Corte subaquático com mufla Baseado na popularidade do corte subaquático. sendo mais freqüentemente usado com Oxigênio para cortes acima de 260 Ampéres. Outras evoluções foram introduzidas como no caso do arco piloto por contato ("blow back" retração do eletrodo).

os fabricantes de equipamentos plasma tem investido em projetos para aumentar a qualidade de corte de seus equipamentos. particularmente nos últimos 5 anos. Espera-se que a qualidade de corte no plasma de alta densidade seja igual ao do corte laser. Conclusão Ao fim desta revisão. excesso de material removido. Considerando que o custo de implantação do processo plasma exige um investimento inicial bem menor. o pequeno aumento na velocidade de corte associado as desvantagens citadas não justifica um investimento extra em um novo tipo de tocha. algumas desvantagens são notadas. tornou-se claro que o processo plasma teve um assombroso progresso nos últimos 35 anos. este tornar-se-á o maior concorrente do processo LASER.Figura 14 . Corte plasma de alta densidade (1990) O corte LASER tem se tornado um importante e competitivo método na indústria metalúrgica em função de sua habilidade de produzir cortes precisos e de excelente qualidade. Com o objetivo de alcançar uma fatia deste mercado. Este processo produz um corte esquadrejado e de espessura reduzida. foi visto a primeira instalação de plasma de alta densidade de 40 a 90 Ampéres. Em alguns locais onde este processo foi usado. Atualmente três tendências principais devem ser observadas: .Plasma com injeção de Oxigênio Este processo é usado exclusivamente para aço Carbono e tem como consequência um pequeno aumento na velocidade de corte. Em 1990. como uma deficiência no esquadrejamento do corte. pequena vida útil do bocal e limitações quanto ao metal a ser cortado (aço Carbono). contudo. aumentando a velocidade de corte.

pelos lados das bordas por suportes de cobre. O processo de soldagem Eletroescória é usado onde se necessita grandes quantidades de material de solda depositado. Figura ESW 01 Principio da Soldagem por Eletroescória Antes de iniciar o processo coloca-se no chanfro. Depois inicia-se o processo de soldagem com um arco elétrico. executava-se a soldagem por arco elétrico ou por processo térmico. fluxo para soldar. como por exemplo para soldar seções transversais muitos espessas. entre o eletrodo (em fusão) e o lado inferior do chanfro. O mercado para unidades portáteis abaixo de 200 Ampéreses continuará a se expandir. Manuel Saraiva Clara Os precursores do processo começaram ainda no século passado com a soldagem na posição vertical em um único passe através do confinamento do metal líquido com sapatas de grafite. Os russos na década de 50 desenvolveram o princípio do processo. 2. a qual chama-se de sapata de refrigeração. Pesquisas e desenvolvimentos nas partes consumíveis e tochas continuarão constantemente estendendo a vida útil dos mesmos e aumentando a qualidade de corte.1. que consiste em uma escória líquida condutora de energia elétrica para a soldagem na posição vertical ascendente. A poça de soldagem é circundada. Eletroescória Prof. e Prof. Todos os cordões são executados na posição vertical ascendente ou aproximadamente a esta. Luiz Gimenes Jr. O mercado para máquinas de corte e robôs continuará necessitando de alta qualidade de corte e tolerâncias cada vez menores para o processo plasma. resfriadas na parte interna com uma vazão constante de água. para espessuras máximas praticamente não há limitações. ver a figura ESW 01. 3. O processo passa a ser viável economicamente em juntas de topo a partir de 19 mm de espessura e. Este arco voltaico funde . Princípio do Processo O processo de soldagem eletroescória é um processo por fusão através de uma escória líquida a qual funde o metal de adição e as superfícies a serem soldadas. cerâmica ou cobre.

jogos de rodas. devido às propriedades especiais de condutibilidade da escória. para as reações químicas na poça de fusão. o que evita trabalhos. que resulta do processo. Construção de recipientes. eixos. . este se apaga. funde o metal adicionado e as faces do chanfro. e portanto deve ser substituída com a adição regular de fluxo. aumenta diretamente com a temperatura. Construção de máquinas: Carcaças para turbinas. Construção naval: Solda de seções do navio e laterais de tanques. tampouco mostra endurecimento. Alto custo dos dispositivos de soldagem. Na maioria dos casos a profundidade mais favorável está entre 40 e 60 mm. Vantagens Preparação do chanfro a baixo custo. Campos de Aplicação • • • • • • • • Construções metálicas: Soldas em chapas grossas de topo. bases para máquinas. O metal depositado é bem desgaseificado e livre de poros. de ajustamento. sendo necessário tratamento térmico posterior. Então a corrente elétrica corre do eletrodo. a tal ponto que a escória conduza melhor do que a corrente elétrica do arco. Solda sem distorções. Construção de vagões ferroviários: superfícies de rolamento. O aquecimento. isto é. devido a passagem da corrente elétrica pelo banho da escória aquecido. • • • • Desvantagens Granulação grosseira. A condutibilidade elétrica da escória líquida. O guia do eletrodo e as sapatas se deslocam continuamente para cima. vasos de pressão: Costuras longitudinais e circulares. O processo lento de solidificação é favorável. cilindros. Técnica nuclear: Partes de componentes para usinas nucleares. de modo que a superfície do metal líquido seja mantida sempre na altura média das sapatas de refrigeração. do ponto de vista metalúrgico. para que a profundidade do banho de escória seja mantida estável. com baixa resistência ao impacto. por meio de oxicorte. através da escória líquida e através da zona metálica fundida. muito onerosos. conferindo alta qualidade da junta soldada. Devido ao resfriamento lento surgem tensões próprias da solda consideravelmente mais baixas do que em soldas executadas por outros processos. pois não há tolerâncias críticas a serem consideradas.o fluxo. Este calor gerado pela corrente elétrica é o principio que serve como fonte de calor. até o metal base. O metal solidificado é coberto lateralmente com uma camada fina de escória. Tão logo a condutibilidade do banho de escória tenha aumentado.

32 Taxa de Deposição (Kg/h) 32 . por um lado. ver Tabela ESW01. Para tal aplicação utiliza-se os dispositivos e demais componentes do processo de soldagem arco submerso. . Tabela ESW 01 Parâmetros Para solda com Fita ( Eletroslag Strip Clading) Dimensões da Fita (mm) 30 x 0. Para terminar o cordão devem ser previstas peças de saída. que gira em torno de 6%.27 650 . Seu valor mínimo é determinado pela forma do guia do arame. A soldagem só pode ser feita na posição vertical ascendente.2. e tem que ser iniciada preferencialmente a soldagem uma única vez. abaixo do cordão. Aberturas de junta. Solda seções acima de 19 mm. uma peça de acesso a qual não deve ser menor que 100 mm. Tecnologia do Processo O processo de soldagem por eletroescória. que devido à interrupção do processo.40 A abertura do chanfro é de aproximadamente 20 até 30 mm. Esta parte do cordão mostra uma penetração baixa demais. não são econômicas. grande demais. os últimos milímetros da solda.7 Tensão Corrente Stick out (V) (A) (mm) 23 . os quais podem ter oscilação através de dispositivos acoplados ao sistema tracionador de arame. A grande vantagem da utilização dessa variante de processo seria a sua baixíssima diluição. A soldagem por eletroescória exige uma escória líquida que. nunca maior que 10%.• • • Mão-de-obra especializada é recomendada na operação. conduza bem a corrente elétrica e por outro lado. pode ser executado com um ou vários arames. O revestimento com fita.750 28 . Esta não têm apenas como objetivo manter a escória confinada. Por causa disso é colocada. garanta uma boa transmissão de calor para as chapas a serem soldadas.5 Velocidade de Avanço (m/min) 2. as sapatas de refrigeração fixados nas faces a serem soldadas. com também manter fora do cordão. podem desenvolver uma estrutura metalográfica diferente. No inicio do processo. contendo apenas fluxo granulado. A abertura deve ser o suficiente para que não ocorra curto-circuito entre guia de arame e as faces do chanfro.3 . com depósito em aço inoxidável e alta liga de níquel. O percurso de espaço inicial de 3 à 8 cm de cordão de solda são feitos sob escória não totalmente fundida. podem ser feitos com excelente qualidade metalúrgica e sanidade ultra-sônica.

a formação da microestrutura será melhor. Cada interrupção. Por esta razão. Com velocidade pendular mais alta. A soldagem por eletroescória pode ser realizada com corrente alternada ou contínua com eletrodo no polo positivo). Com o aumento do avanço do eletrodo aumenta a corrente. com tensões em vazio da ordem de 60 V e tensões de trabalho de 30 a 55 V. Tabela ESW 02. antes de iniciar a soldagem. a profundidade da poça de fusão e a potência de fusão.120 70 . deve-se ter quantidade de arame suficiente para todo o tempo de arco aberto.20 10 . Algumas vezes usa-se corrente alternada.50 450 600 500 90 . por mais curta que seja. Tabela ESW02.50 32 . Uma tensão de soldagem mais alta provoca uma maior penetração na face. por sua vez.100 10 . leva ao resfriamento do banho de escória. o que causa uma penetração insuficiente provocando descontinuidades. com ciclo de trabalho de 100%.Figura ESW 02 .Apêndices para início e término da soldagem A soldagem por eletroescória exige operação ininterrupta.0 4-9 3-6 32 .5 3.20 . Equipamento As fontes de energia típicas para o processo são similares as utilizadas no arco submerso. Parâmetros para soldagem por eletroescória com 1 eletrodo sem oscilação Velocidad Densidad e de Taxa de EletrodoDiâm Tensã Corren e de avanço do deposiçã etro (mm) o (V) te ( A) corrente eletrodo o (Kg/h) (A/mm2) ( m/min) 2.

Murray and A. o qual transforma uma corrente alternada em oscilações longitudinais mecânicas de freqüência de 22 KHz por exemplo. . Bibliografia American Welding Society Vol 2 8th edição pg 272 a 297 Welding Metal Fabrication nov/89 pg 19 a 20.700 4.50 600 900 50 . e Prof. a Soldagem é feita no estado sólido. Burley Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. O componente denominado sonotrodo é o agente que promove as vibrações. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem por ultra-som tem como objetivo unir peças por vibrações mecânicas na faixa ultra-sônica associada com pressão. Luiz Gimenes Jr e Marcos Antonio Tremonti. C. sem fusão do material base. Welding Journal ago/82 pg 15 a 19.35 Geometria de Chafros Abaixo é mostrado as geometrias mais comuns utilizados pelo processo eletroescória. O processo de Soldagem é realizado através de um transformador eletroacústico Figura USW 01. J. S. Luiz Gimenes Jr.70 15 .0 3-6 32 . Apostila de Processos Especiais de Soldagem 1995 pg 14 a 18. Noruk Soldagem por Ultra-som Prof.

principio de funcionamento Durante a Soldagem as peças são fixadas na "bigorna" Figura USW 02. A solda por ultra-som. Paládio. se aproximam e forças de ligação de superfície entram em ação. também em chapas mais mais espessas de aço e não-ferrosos. . ouro). Titânio. O aquecimento é limitado a uma camada muito fina. Campos de aplicação • • Contatos de semicondutores resistentes à temperatura. Magnésio. Platina. Se a força de pressão e a amplitude dos movimentos relativos entre as superfícies a soldar forem suficientemente fortes. As superfícies.003 até 2 mm) de metais macios (alumínio. folhas ou fios (espessura de 0. Conexões elétricas dos mais diversos tipos. água e óxido são rompidos. Ouro.sonotrodo e bigorna fixadora Soldam-se chapas finas. Níquel.Figura USW 01 . Estanho. então ocorre fluidificação. Cobre. vidro ou mesmo cerâmica. Zircônio. Os filmes de sujeira. O sonotrodo transmite oscilações tangenciais para a peça. aquecidas e aplainadas. Figura USW 02 . pode ser usada para unir os principais metais. Prata. Ligações entre semicondutores e transistores. Tântalo. além dos Aços. Tungstênio. como fios de alumínio ou ouro em silício. destacamos os principais: Alumínio. Molibdênio.

Os principais plásticos soldáveis por ultra-som são: ABS. como por exemplo nas aplicações em painéis. a substituição de adesivos por equipamentos de soldagem ultra-sônica exigem pequenas modificações no projeto para que a Soldagem seja viável. em outros ramos tem-se encontrado em componentes de telefones. Plásticos O crescimento do uso do plástico na indústria. Poliéster. a espessura e extensão da área a unir caracteriza a potência do equipamento. também: • • Ponto de fusão a ser empregado Geometria e dimensões da peça São fatores que definem a potência e freqüência do equipamento. Os equipamentos de menor potência destinam-se a aplicações mais delicadas. microcomputadores. PVC. Bibliografia . Acrílico. A complexidade e irregularidade da peça pode impor restrições à Soldagem ultra-sônica. As indústrias automobilísticas são um dos grandes consumidores da Soldagem por ultra-som e nas indústrias de autopeças.• Quando as quantidades são grandes. Basicamente as uniões são feitas por adesivos que corre o risco de ataque químico ao plástico. Os diversos tipos e modelos variam potências de 800 a 3000 W. a Soldagem dissimilar entre os plásticos dependem muito da resina empregada. muito freqüente em colagens. Nylon. pára-choques. A solda ultrasônica ganha pela rapidez e evita os riscos citados. a Soldagem a ponto por resistência algumas vezes se torna mais viável. pois as partes a soldar necessitam estar em contato e sob pressão utilizando ciclos da ordem de 20 a 40 kHz. e na costura de produtos sintéticos. Poliestireno. Polipropileno. ocupam menor espaço e não exigem isolamento acústico. tem exigido também um aprimoramento nos processo de fabricação. Portanto a Soldagem dos plásticos apresenta como vantagens: • • • • • • Substituir fixações mecânicas ( porcas / parafusos ) Melhorar design Segurança na união Redução de risco da ação química do adesivo sobre o plástico Soldagem dissimilar Rapidez do processo Parâmetros e equipamentos Na implantação do processo deve ser levado em consideração. principalmente na união. Policarbonato. alem da espessura e extensão da área a ser soldada.

O fluxo. na forma de escória. Como o arco elétrico fica completamente coberto pelo fluxo. da contaminação atmosférica. formando a poça de fusão. Com o resfriamento posterior. a cobertura de fluxo pode fornecer elementos desoxidantes. garantindo uma excelente concentração de calor que irá caracterizar a alta penetração que pode ser obtida com o processo. S. devido a sua alta temperatura. . Processos Especiais. luminosidades ou respingos. parte fundido e uma cobertura de fluxo não fundido. para além das funções de proteção e limpeza do arco e metal depositado. o arco ficará protegido por uma camada de fluxo granular fundido que o protegerá. pois este é ainda. que caracterizam os demais processos de soldagem em que o arco é aberto. o calor produzido pelo arco elétrico funde uma parte do fluxo. muito reativo com o Nitrogênio e o Oxigênio da atmosfera tendo a facilidade de formar óxidos e nitretos que alterariam as propriedades das juntas soldadas. Em adição a sua função protetora. e em solda de aços-liga. que consiste em metal de solda e fluxo fundidos. o material de adição (arame) e o metal de base. Luiz Gimenes Jr. Marcos Antonio Tremonti Aumenta a demanda por novos métodos de solda. Princípio de funcionamento do processo Em soldagem por arco submerso. funciona como um isolante térmico. condutivo (embora no estado sólido. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco submerso é um processo no qual o calor para a soldagem é fornecido por um (ou alguns) arco (s) desenvolvido (s) entre um (s) eletrodo(s) de arame sólido ou tubular e a peça obra. este não é visível. Soldadura y Tecnologias de Union fev/90 Arco Submerso Prof.Welding Handbook Vol 2 8 edition 1991 Curso de Especialização para Engenheiros na Área de Soldagem. remove-se o fluxo não fundido (que pode ser reaproveitado) através de aspiração mecânica ou métodos manuais. e a solda se desenvolve sem faíscas. Luiz Gimenes Jr. o fluxo fundido sobrenada e se separa do metal de solda líquido. pode conter elementos de adição que modificariam a composição química do metal depositado. Com o deslocamento do eletrodo ao longo da junta. Plástico Moderno jul/1989 Técnicas de Soldadura en Materiales Termoplásticos. Jones (IIW). a corrente elétrica flui através do arco e da poça de fusão. normalmente. Luis Moura.O eletrodo permanece a uma pequena distância acima da poça de fusão e o arco elétrico se desenvolve nesta posição.B. se solidifica enquanto a escória permanece fundida por mais algum tempo. Durante a soldagem. A zona de soldagem fica sempre protegida pelo fluxo escorificante. A escória também protege o metal de solda recém-solidificado. assim como o metal fundido e a poça de fusão. a frio não o seja). O metal de solda que tem ponto de fusão mais elevado do que a escória. O fluxo fundido é. Como já está explícito no nome. na forma granular.

Através de um perfeito ajustamento de fluxo. ligeiramente a frente deste ou concentricamente ao eletrodo. relativamente espessa de aspecto vítreo e compacto e que em geral se destaca com facilidade. Esta independência do par fluxo-eletrodo é outra característica do processo que o difere dos processos eletrodo revestido. pode-se dizer que não há perdas de material por projeções (respingos). além de excelente uniformidade e acabamento dos cordões de solda. Outra característica do processo de soldagem por arco submerso está em seu rendimento pois. Em média. O fluxo é distribuído por gravidade. Fica separado do arco elétrico. Possibilita também ouso de elevadas correntes de soldagem (até 4000 A) o que. Esta porém não é a maneira que o processo oferece a maior produtividade. MIG-MAG e arame tubular. O esquema básico do funcionamento do processo pode ser visto na Figura . gasta-se com este processo cerca de 1/3 do tempo necessário para fazer o mesmo trabalho com eletrodos revestidos. aliado as altas densidades de corrente (60 a 100 A/mm2). podendo com isto selecionar combinações que atendam especificamente um dado tipo de junta em especial. esta separação permitirá que se utilize diferentes composições fluxo-arame. muitas vezes não encontradas em outros processos de soldagem.Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso. No arco submerso. arame e parâmetros . Esta é conseguida com o cabeçote de soldagem sendo arrastado por um dispositivo de modo a automatizar o processo. praticamente. Estas características tornam o processo de soldagem por arco submerso um processo econômico e rápido em soldagem de produção. As soldas realizadas apresentam boa tenacidade e boa resistência ao impacto.e a escória. oferecerá ao processo alta taxa de deposição. Componentes essenciais de um equipamento de arco submerso O processo pode ser semi-automático com a pistola sendo manipulada pelo operador.

consegue-se propriedades mecânicas iguais ou melhores que o metal de base. e protegidos por uma cerâmica. e conter o metal líquido.de soldagem. ver Figura SW 01. para melhor união e solidificação.Exemplo de recurso para sustentação de fluxo. Energia elétrica e força são transmitidas através de um porta-pinos num dispositivo de elevação. Luiz Gimenes Jr. Ainda assim. Marcos Antonio Tremonti A Soldagem de pinos em inglês é designado por stud welding. trata-se de um processo de soldagem a arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes por aquecimento e fusão do Metal Base e parte da ponta do pino. e Prof. A maior limitação deste processo de soldagem é o fato que não permite a soldagem em posições que não sejam a plana ou horizontal. Na soldagem circunferencial pode-se recorrer a sustentadores de fluxo como o que é apresentado na Figura . seguido de imediata pressão. contaminação atmosférica. Exemplo de recurso para sustentação de fluxo Soldagem de Pinos ( Stud Welding / SW ) Prof. . a soldagem na posição horizontal só é possível com a utilização de retentores de fluxo de soldagem. que tem como função a proteção contra os respingos.

Solda-se em ciclos de 10 pinos/min. O anel de cerâmica concentra o arco voltaico. onde o pino é submerso no banho de fusão. (2) Imediatamente ocorre o arco elétrico. e a cerâmica. O tempo de operação é da ordem dos milisegundos. Figura SW 02 Seqüência de soldagem Equipamentos . a Figura SW 02 ilustra a seqüência de soldagem. promovendo o curto circuito. Depois de um determinado tempo. Durante a Soldagem. o anel de cerâmica e o pino são colocados manualmente no equipamento apropriado conhecido como pistola para Stud e o processo de solda é executado pelos comandos existentes. temos uma ZTA ( Zona Termicamente Afetada ) muito estreita. protege contra a atmosfera e limita o banho de fusão. (3) Aplica-se pressão ao pino para promover a solidificação.Dispositivo de elevação e posicionador O arco elétrico é obtido através da operação de toque e retração de pino. devido o ciclo de trabalho ser muito curto.Figura SW 01 . Sistemas automáticos soldam até 20 pinos/min. é relativamente curto se comparado com os processos a arco convencionais. (1) O gatilho da pistola de soldagem faz com que o pino encoste na peça a soldar. fundido o parte do pino e a face do metal base. (4) Retira-se o porta pino ( pistola ).

é recomendado utilizar fontes com potência acima de 400 Ampères e tensões em vazio de no mínimo 70 Volts. onde a fonte de energia para deslocamento dos pinos do reservatório ä pistola é o ar comprimido. a qual é transmitida para a ponta do pino. que é uma espécie de encaixe. caso haja a exigência de correntes mais elevadas. tanto geradores ou retificadores. com capacitores de alta capacidade. utiliza-se uma fonte com descarga capacitiva. são derivadas de um banco de capacitores. . Sistemas automáticos de alimentação. outra variante do processo. que são ligadas as fontes e à pistola de soldagem. contem um gatilho que libera a corrente de Soldagem. que normalmente são projetadas para correntes de até 1600 Ampères. As Fontes de Energia empregadas no processo convencional são semelhantes às usadas para o processo eletrodo revestido. pois o diâmetro dos pinos e os tempos de soldagem são menores. Figura SW 03 equipamento de soldagem por pinos As fontes de descarga capacitiva. para alta produção podem ser adaptados nas pistolas através de tubos flexíveis. pode-se ligar as fontes em paralelo. os controladores podem ser integrados as fontes de energia ou separadas. ou utilizarse de fontes desenvolvidas para goivagem a grafite. este encaixes podem ter diferentes geometria e espessuras. o processo segue nos mesmos parâmetros do processo convencional como na Figura SW 04.A Pistola de soldagem tem por finalidade segurar e movimentar o pino. As Unidades de controle são basicamente circuitos temporizadores para aplicação do tempo de Soldagem e tempo de pressão. Um esquema de soldagem convencional é mostrado na Figura SW 03. neste caso as cerâmicas de proteção não são usadas. através de uma mola controlada por uma válvula solenóide. a pistola também fornece pressão e alivio ao sistema. compatíveis com o pino a fixar. com os pinos ligados ao polo positivo.

em chapas finas ou com revestimento de material sintético de um lado. pino de aço inox com alta liga. as superfícies que estão em contato com o pino.Figura SW 04 . por exemplo. Estruturas Metálicas e em Concreto Armado.5 em ligas de alumínio (proteção da poça de soldagem com gás argônio é necessário). geralmente com pinos de aço inoxidável para ancoragem de refratário para válvulas siderúrgicas. Materiais Os pinos podem ser de aço SAE 1030. como por exemplo em soldas de campo. pinos de alumínio 99. É possível solda dissimilar. colocação de pinos em tubos de trocadores de calor e fixação de ancoragens para isolamento. Na soldagem convencional. Por meio de uma descarga de condensadores (corrente de até 8000 Ampères) surge imediatamente (dentro de 0. fixação de buchas e ancoramento de concreto. para melhor qualidade da solda. Indústria Automobilística. onde o esmerilhamento ou escovamento das áreas é de difícil acesso. pois o alumínio tem a função de desoxidar o banho de fusão. indicado principalmente para chapas com oxidações e sujeiras.Esquema de ligação para soldagem com descarga capacitiva Aplicações • • • • • Caldeiraria. em aço baixa liga com Cr Mo.5 até 4 ms). devem estar isentas de: • • Óleo Umidade . revestimentos. Ele é apropriado para pequenos esforços mecânicos. Tecnologia do Processo Pinos especiais podem ser feitos com um ressalto em sua extremidade para facilitar a ignição do arco. parafusos e porcas. fixação das armações. substitui uniões roscadas complicadas e pequenas peças de fixação. neste processo. Construção Elétrica. Também são feitos pinos com dimensões maiores com pontas em alumínio. as dimensões da ponta do pino determinam o processo de solda. Fornos e Chaminés. Construção Naval: Fixadores para mantas isolantes e fixadores de cabos.

Parâmetros de Soldagem por Descarga Capacitiva Diâmetro do Pino (mm) 3.0 6.Norma AWS D1.0 8.0 5.0 4. devem estar isentas de umidade: • Seca-las a 120ºC / 2 Horas .0 Corrente de Soldagem (A) 300 400 500 600 800 Tempo de Soldagem (ms) 13 16 20 24 32 Tempo de Aplicação da Carga(ms) 50 50 50 50 50 Controle de Qualidade para pinos soldadores . Acabamento final do pino soldado deve ser uniforme e isentos de: • • • • Sobreposição excessiva Trincas Desalinhamento Torção A propriedade mecânica do pino através do ensaio de tração é opcional.• • Sujeira Carepa O pino não poderá ser soldado sobre superfícies pintadas e zincadas. ser realizado com a seção integral do pino.1 Enumeramos os principais itens para os testes de aceitação para pinos soldados. As superfícies a serem soldadas e a cerâmica. como o dispositivo de teste da Figura SW 05. devendo em caso positivo. As superfícies devem ser limpas pelos métodos: • • • Escovamento Lixamento Decapagem Tabela SW 01 .

e Marcos Antonio Tremonti AWS Welding Handbook Vol 2 Welding Process 1991 AWS D1. 4. • • • • Soldar 2 pinos Inspeção visual de 360ºC Utilizar sempre chapa de teste Pinos frios Dobrá-los 30º com reação ao eixo principal Método Martelamento Tubo Visual Não pode ocorrer falhas Figura 06 . realizar teste: 1. 1995.Dis Controle de produção Antes de uma série de peças a serem soldadas na produção.Figura SW 05 . e Engº José Pinto Ramalho .8 MIG MAG Prof. 2. Processos Especiais. O operador poderá ser qualificado de acordo com o teste de produção.1 a 7. 5. 3. liberar para produção. Luiz Gimenes Jr. Critério de aceitação de ensaio visual de fusão do pino A) Satisfatório B) Pouca retração do pino C) Retirada rápida da pistola D) Falta de alinhamento E) Baixa corrente F) Alta corrente Bibliografia Cursos de Especialização para Engenheiros de Soldagem.Test Estando em conformidade com as exigência já citadas anteriormente.1-80 Stud Welding item 7. Luiz Gimenes Jr.

no tipo de transferência de metal do eletrodo à peça. será responsável por uma série de alterações no comportamento das soldagens. segundo sua natureza e composição. Estes gases. como por exemplo Argônio (inerte) com Oxigênio (ativo). ou seja um gás normalmente monoatômico como Argônio ou Hélio.dióxido de Carbono GMAW. ou seja. A simples mudança do gás por sua vez. na sensibilidade a fissuração e porosidade. e que não tem nenhuma atividade física com a poça de fusão MAG. acabamos por utilizar mistura dos dois tipos de gás. muitas das vezes impossibilitados tecnicamente por um lado e economicamente por outro. Além disto. é preferido por razões econômicas. um vez que os componentes utilizados são exatamente os mesmos. na penetração e na forma externa da solda. nas perdas por projeções. Como seria lógico de concluir. enquanto o CO2 puro. bem como na facilidade da execução da soldagem em diversas posições.A soldagem a arco com eletrodos fusíveis sobre proteção gasosa. é conhecida pelas denominações de: • MIG. na velocidade de soldagem. o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos. um gás que interage com a poça de fusão. Existe uma certa . quando a proteção gasosa utilizada for constituída de um gás inerte. Os gases nobres (processo MIG) são preferidos por razões metalúrgicas. normalmente CO2 . tem uma influência preponderante nas características do arco. na temperatura da poça de fusão. quando a proteção gasosa é feita com um gás dito ativo. Argônio com CO2 e outros tipos. (abreviatura do inglês Gás Metal Arc Welding) que é a designação que engloba os dois processos acima citados • • Princípios básicos do processo MIG / MAG Os dois processos diferem entre si unicamente pelo gás que utilizam.

conservam as características gerais de gás ativo e são consideradas como gás ativo. quanto ao tipo de material e espessuras aplicáveis. misturas cujo maior componente seja um gás ativo (exemplo: Argônio 98 % . os valores comparativos de densidade de corrente: Processo E. Misturas cujo maior componente seja um gás ativo (CO2 75 % . grande versatilidade. quando comparada à soldagem com eletrodos revestidos.Oxigênio 2 % utilizado para a soldagem de aços inoxidáveis). e por sua influência no . O processo MAG é utilizado somente na soldagem de materiais ferrosos. porém é uma discussão meramente teórica. conservam as características gerais de gás inerte e são consideradas como gás inerte. em relação aos outros processos de soldagem manuais. A principal limitação da soldagem MIG MAG é a sua maior sensibilidade à variação dos parâmetros elétricos de operação do arco de soldagem. pode-se dizer que as principais vantagens da soldagem MIG MAG são: alta taxa de deposição e alto fator de trabalho do soldador. que é motivada. Cobre. além da continuidade do arame. conseqüentemente. Uma das características básicas deste processo. enquanto o processo MIG pode ser usado tanto na soldagem de materiais ferrosos quanto não ferrosos como Alumínio. Magnésio. revestido MIG MAG Densidade de Corrente 5 a 20 A/mm2 100 a 250 A/mm2 De um modo geral. Níquel e suas ligas. Além da necessidade de um ajuste rigoroso de parâmetros para se obter um determinado conjunto de características para solda. a determinação desses parâmetros para se obter uma solda adequada é dificultada pela forte interdependência destes. pelas altas densidades de corrente que o processo pode ser utilizado.indefinição de quais seriam os limites percentuais dos gases. Na tabela abaixo. ausência de operações de remoção de escória e exigência de menor habilidade do soldador. Assim. é sua alta produtividade. que influenciam diretamente na qualidade do cordão de solda depositado.Argônio 25 % usado para a soldagem de aços ao Carbono em posição diferente da posição plana). A tabela abaixo apresenta uma comparação entre os valores de densidade de corrente dos processos MIG MAG e eletrodo revestido. Assumimos na prática o comportamento em soldagem e o modo como ocorre a transferência metálica como determinantes da percentagem correta onde ocorre a transição. a partir dos quais um mistura deixaria de ser inerte e passaria a ser ativa e viceversa. não existência de fluxos de soldagem e.

Fagulhas e estilhaços. Pode-se também identificar a composição do aço e do arame de solda. ou EPI (respirador descartável P-2). própria para soldador. Luvas de raspa cano longo. Ruído. A proteção individual consiste em botas de cano longo de raspa com biqueira de aço. como: exaustão no ambiente ou localizada (cuidado para não alterar a qualidade da solda). Para fumos métálicos. Fumos metálicos.resultado final da solda produzida. para a obtenção de maior produtividade em soldagem. Máscara de soldador com lentes escuras na tonalidade de 10 a 12. à soldagem automática e com a utilização de robôs. sempre que possível da soldagem manual por processos semi-automáticos. Dependendo dos resultados as avaliações ambientais o soldador deverá usar protetor auricular contra o ruído. Quanto a radiação gerada no processo. tem sido as que apresentaram um maior crescimento em termos de utilização. O maior custo do equipamento. (este conjunto proteje também contra estilhaços e fagulhas quentes). ou máscara de soldador com escurecimento automático. nos últimos anos em escala mundial. O trabalhador para executar este tipo de trabalho deverá passar por um treinamento específico de Soldagem Mig-Mag. Este crescimento ocorre principalmente devido à tendência à substituição. Ergonômico. conforme regulagem. Choque elétrico. não há outra alternativa para controle do agente. em comparação com o equipamento para soldagem com eletrodos revestidos e menor variedade de consumíveis são outras limitações deste processo. conhecendo os agentes presentes. como: o o o o o o • Radiação não ionizante. a maior necessidade de manutenção deste. e viabilizar a substituição do material utilizado. mecanizados e automáticos. contra queimadura nos cabelos e pescoço causada por fagulhas e radiação. ou botina com perneira de raspa. Sob a máscara usa-se uma touca de brim. sem uso a lente fica na tonalidade 3 e no momento de acionado o arco elétrico o dispositivo passa para tonalidade de 10 a 14. a não ser a proteção individual ao soldador e coletiva (biombos) aos demais trabalhadores próximos. Estes processos tem se mostrado os mais adequados dentre os processos de soldagem à arco. deverá ser feita uma avaliação ambiental no local para identificar e quantificar os agentes químicos gerados e a partir dos resultados tomar medidas de controle. A soldagem MIG MAG e a soldagem com arame tubular. Neste treinamento está incluso a prevenção • • • • . os quais são liberados no processo de solda. evitando que estilhaços atingem os olhos quando o soldador erguer a máscara. e óculos de proteção contra impacto. (aqui a carga horária é de 80 horas). Segurança e Saúde Ocupacional • O processo de soldagem emite uma série de agentes nocivos a saúde dos trabalhadores. avental de raspa tipo barbeiro com mangas ou avental convencional complementado com mangotes de raspa.

Soldagem por Explosão Fernanda Laureti Thomaz da Silva e Luiz Gimenes Júnior Histórico Durante a 1ª Guerra Mundial. quando em um experimento foi observado que dois discos metálicos ligados a um detonador. então o fluxo do jato de metal é ininterrupto e a interface resultante é praticamente plana. obteve-se a soldagem por explosão de uma chapa de Alumínio a um perfil de aço. foram soldados no estado sólido e apresentaram uma interface ondulada. .contra acidentes com eletricidade. ele faz uma espécie de decapagem. lançada em alta velocidade. Descrição A soldagem por explosão é um processo de soldagem no estado sólido que é obtido a partir da deformação plástica superficial dos metais ocorrida após colisão de uma peça acelerada. liberando-as de óxidos e impurezas. existe no mercado uma infinidade de opções a disposição. cortes. Então. E maneiras corretas e ergonômicas de efetuar a soldagem. pela ação dos explosivos. sendo a primeira. foi relatado de forma científica somente em 1944.. queda de materiais. em determinadas circunstâncias. era observado que partes metálicas de projéteis e de estilhaços quando colidiam com outras superfícies metálicas. pois suas condições são alteradas ao longo da soldagem. Porém. contra outra através da detonação calculada de um explosivo. Esta colisão é muito violenta e libera um jato metálico formado a partir do impacto pontual entre as partes que serão soldadas. Em 1957. grande interesse foi despertado por este processo e muitos países começaram a pesquisá-lo e a encontrar muitas aplicações industriais para a soldagem por explosão. este processo. após explosão. Nas placas em paralelo o anglo a obtido na detonação é pequeno. • Quanto a marcas dos EPI´s. eram soldadas. Fundamentos do processo Este processo nos oferece duas configurações básicas. queimaduras. uma a outra. Este jato limpa a face do metal retirando sua película superficial.. mostrada na Figura EW 01. produz um caldeamento constante. enquanto a segunda. produz um caldeamento não constante. com arranjo utilizando um ângulo a pré-determinado entre as placas. por isto esta configuração é chamada de regime laminar. Naquele instante as superfícies novas são fortemente comprimidas. com arranjo das placas em paralelo. pois suas condições são alteradas incessantemente até o término da soldagem. enfim.

mostrado na Figura EW 02. após sua detonação. Normalmente possuem baixa resistência a umidade e na detonação apresentam fumos com algum grau de toxicidade. o fluxo do jato de metal líquido é interrompido a todo momento quando sofre uma mudança de direção e gira como um "rodamoinho".Processo por Explosão em Paralelo Nas placas preparadas em ângulo pré-determinado. Aplicações As aplicações da soldagem por explosão variam de placas de grandes dimensões até pequenos componentes eletrônicos.Figura EW 01. Esta configuração é chamada de regime turbulento. Figura EW 02 . energia potencial com instantânea liberação de gás que exerce alta pressão nas áreas vizinhas. a placa superior vai sendo lançada contra a placa base e a soldagem é obtida. A alta velocidade do jato remove a película superficial da placa base e da placa superior que é levada ao ponto de contato. assim as ondas na interface vão sendo formadas ao longo do caldeamento nos pontos de colisão. onde as ondas serão formadas como que rodamoinhos.Processo por Explosão em Ângulo Explosivos Explosivos são produtos capazes de liberar. Sua maior aplicação normalmente é para o "clad" para chapas de até 6 metros de .

October 1969. No Brasil este controle é exercido pelas Forças Armadas. ASM Handbook . Em todos os países.comprimento. e Marcos Antonio Tremonti . Há necessidade de se ter um local adequado e distante dos grandes centros para a execução do processo. Luiz Gimenes jr. É perigoso. o que dificulta a implantação do processo. Distingui-se principalmente ao revestimento de grandes superfícies: chapas inoxidáveis em chapas de aço carbono e Baixa liga. Welding Handbook . Este processo também é utilizado na fabricação de materiais compósitos.AWS 8 edition Vol 2 Tecnologia de Soldagem. uso e armazenamento controlado. ângulo de colisão. e em reatores nucleares. FBTS . mercado.SENAI-RJ 1995. chapas cladeadas para as indústrias química. Processos Especiais de Soldagem. Papel e Celulose. Normalmente as placas superiores. petroquímica.julho 1983. Marques Soldadura & Construção Metálica . artigo: "Aspectos básicos da soldadura por explosão" de Jorge Paes Mamede e Orlando Correia de Matos. Curso de Especialização para Engenheiros na Ärea de soldagem. Bibliografia Welding and Metal Fabrication . Titânio. são utilizadas em lugares que necessitem de resistência à corrosão. Soldering and Brazing. Paulo V. Coord. Tântalo sobre aço ou cobre com alumínio. porém todos os materiais acima descritos podem ser solados entre si. de menor espessura. Níquel. Variáveis A velocidade de colisão. soldagens de tubos em espelho em trocadores de calor. sendo necessário um alívio de tensões posterior. alimentícia. os explosivos tem transporte. Vantagens • • • • • • • É rápido (se obtem uma junta em 10-6 seg) A camada de intermetálicos gerada é muito pequena Não é necessária rígida limpeza das superfícies (exceto a carepa em chapas de aço laminadas a quente) Não há necessidade de investimento com equipamentos Desvantagens Para aços Carbono e baixa liga as superfícies sofrem endurecimento. vol 6 Welding. As maiores superfícies até agora soldadas por detonação têm até 40 m2. quantidade e distribuição do explosivo são importantes variáveis deste processo e um dos fatores utilizados para definição destas variáveis é a espessura das placas envolvidas. Alumínio.

O primeiro LASER. que é formada pela queima de alguns componentes do revestimento. foi construído em 1960 por Maimann. Ao contrário do que se pensa. e Engº José Pinto Ramalho O nome LASER é a abreviatura da descrição do processo em inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça. e somente alguns anos depois surgiria um LASER de CO2. recebem uma proteção adicional através do banho de escória. Em uma tradução livre para o português podemos dizer que seria: Amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. O metal depositado e as gotas do metal fundido que são ejetadas. fato este que impulsionou seu desenvolvimento. orientando-se por óticas sem perder ou alterar suas características físicas.Laser Prof. e Engº José Pinto Ramalho O processo de soldagem por arco elétrico com eletrodo revestido consiste. podemos dizer que o LASER é um dispositivo que produz um feixe de radiação. Em uma rápida definição. Eletrodo Revestido Prof. O arco funde simultaneamente o eletrodo e a peça. sua utilização em soldagem possibilitará a obtenção de determinadas características impossíveis de se obter com outros processos. um sólido de rubi. Luiz Gimenes Jr. Fundamentos do Processo: A menos que se solde em uma câmara de vácuo. basicamente. todos os processos de . Devido a qualidade da radiação LASER. Townes confirmou experimentalmente em 1954 o fenômeno através da aplicação da emissão estimulada à amplificação de ondas ultracurtas. versam sobre os fenômenos físicos de emissão espontânea e estimulada subjacentes ao funcionamento do laser. Ausências de contato entre a fonte de calor e a peça a soldar. o que é impensável devido ao custo. distorção e ZTA. Baixa entrega térmica. e sim a qualidade desta. Luiz Gimenes Jr. o que torna este processo altamente interessante não é a quantidade de radiação emitida. Poucos meses depois os Laboratórios da AT&T Bell desenvolveram um laser gasoso de He-Ne. Os primeiros trabalhos de pesquisa que conduziram à invenção do feixe de laser foram realizados por Albert Einstein e datam de 1917. O feixe LASER se propaga no ar com pouca divergência. excitado por uma lâmpada fluorescente de vapor de mercúrio e filamento helicoidal. Entre estas características podemos citar: • • • Elevadíssimas velocidades de soldagem. formando uma poça fundida que é protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combustão do revestimento. Existem hoje vários tipos. com comprimentos de onda na faixa do Infravermelho (IF) até o Ultravioleta (UV). na abertura e manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada. indo do sólido ao gasoso.

entre outras coisas. extremamente ávido pelo Oxigênio. Estes dois elementos químicos (Nitrogênio e Oxigênio). as características da fonte de alimentação elétrica (corrente contínua ou alternada). As partículas de óxido serão postas em evidência em metalografia. nas altas temperaturas do arco elétrico há a possibilidade de formação de nitrato de Ferro. Além disto. Manganês e Silício. É importante salientar que. a menos que se recorra a uma ionização artificial. Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas funções. provoca uma forte oxidação do Carbono. e em dióxido de Carbono (CO2). formar sobre as gotas uma película de óxidos. O Carbono transforma-se em óxido de Carbono (CO). O Oxigênio dissolvido no aço sob a forma de óxido. após sua fusão perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado. enquanto o Manganês.05%) no metal. No caso do processo de soldagem aqui estudado. Além destas reações químicas. Ele pode. desde que forneçam condições para um arco estável. transforma-se em óxido de Manganês (Mn3O4). Este óxido formado tem a solubilidade muito baixa (0.soldagem por arco elétrico precisam de algum tipo de proteção para evitar contaminações da atmosfera. é muito difícil de dosar pelos métodos de análise tradicionais. Numerosos ensaios permitem concluir que a fusão de um eletrodo sem revestimento e sem a adição de nenhum outro tipo de proteção. será o revestimento dos eletrodos que. Os teores de Enxofre (S) e de Fósforo (P). dando origem a uma escória de sílica (SiO2). durante a sua transferência para o metal de base e ao nível do banho de fusão. durante a fusão de um eletrodo sem revestimento. Outras reações químicas são menos importantes. queima-se igualmente. do seu teor de Carbono e Manganês. Um arco longo (tensão elevada) conduzirá a reações de oxidação mais importantes do que um arco curto. Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de proteção. através de uma faísca piloto. são os principais para influenciar a deterioração das propriedades. não terão grande influência sobre estes fenômenos. variam pouco. a maior parte do Carbono e do Manganês contidos no aço do eletrodo. Aqui vale a pena destacar que não é possível soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais. o que naturalmente irá influenciar as propriedades mecânicas do metal depositado. são queimados durante a operação de soldagem. já que as propriedades de um aço dependem basicamente. e são detalhados a seguir: • Oxigênio: É provado que. O Silício. o Oxigênio do ar pode ter uma ação direta sobre o Ferro. cujo valor das propriedades mecânicas serão relativamente inferiores as das chapas de aço doce. são apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem proteção gasosa). Mesmo . os fenômenos de oxidação dependem basicamente das condições operatórias e do comprimento do arco. • Nitrogênio: Embora nas operações normais o Nitrogênio não tenha grande afinidade com o Ferro. produzirá uma proteção gasosa através de sua queima. devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o grão é saturado de óxido.

aumenta em menor quantidade a resistência à tração. . diminuindo a resiliência do metal depositado. mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estricção. a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena.03% há uma diminuição nos valores das propriedades mecânicas. é difícil de identificar principalmente porque não aparece sobre a forma de nitrato. ele tem graves conseqüências porque tornará a solda frágil. coordenada pela Engenheira de Segurança do Trabalho Luci Amaral de Oliveira. O Nitrogênio combinado.Trefilaria de São Paulo . Diversos trabalhos mostram que a presença destes nitratos aumenta substancialmente a dureza.Equipe de Segurança do Trabalho. Em suma.A.Condições e Meio Ambiente de trabalho na Indústria da Construção Fonte: Belgo Siderurgia S. Fluxograma NR 18 .que. quando o teor de Nitrogênio ultrapassa o valor de 0. . a resistência à fadiga e a resiliência. e sim sob a falsa aparência de perlita não identificável ao microscópio.

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