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Fairy Tale

Shaman por Frucchi

Prelúdio – Canto Gregoriano “Jesus,Salvador do mundo


Tua família sobreviverá
Com seu precioso sangue
Com seu precioso sangue
Redimiste.”

Parte I – Piano: Para cada nota lembra os passos de Cristo em direção à Gólgota.
Voz: Doce, suave, cheia de ternura.
Percussão( Tarol): Lembra os soldados romanos, não nos deixa esquecer o destino
da marcha de Cristo: A Crucificação
*uma brevíssima pausa*

Refrão I - - O Primeiro Cravo _


A bateria marca, inesperadamente, o golpe seco, firme, da entrada do primeiro cravo. Imediatamente
todos os instrumentos entram como se nos falassem. Toda fisiologia se agita, cada célula ressoa o
medo, a dor, a angústia... a parte humana de Cristo sofre.

Voz –
Como Grito, pede, suplica. Não é um grito de desespero, mas de um pedido.

- O Segundo Cravo _
A bateria marca o golpe e a entrada do segundo cravo. Perto da morte Cristo grita: “Senhor, porque
me abandonaste?” Mas Deus nunca abandona, ao fundo, no meio de toda confusão, da dor, quase não
se percebe, o coral canta “Sanctus, Dominus Sanctus, et benedictus et benedictus...” sinalizando
Deus conosco.

No refrão I não se escuta a marcação do 3º cravo, talvez para nos dizer: não é o fim.

Parte II _ Neste ponto há a retomada de uma melodia doce, suave como a da parte
I. Afirmando o Designo Bom que tudo tem, sem por isso, nos poupar do drama da circunstância.

Voz _
Nos fala: “Life is god”. “A vida é boa”. Como é possível, segundos após a crucificação afirmar “Life
is god”? Só é possível, não pela capacidade humana, mas pela misteriosa e Misericordiosa presença
do Pai. A vida é boa com tudo que tem dentro por isso. Não por um romantismo.

Refrão II - Repete toda a dinâmica do refrão I, porém desta vez sem o coral, no lugar dele, os
violinos tocam sua voz melódica; imediatamente me remeteu ao Sinal de Cristo na realidade.
Quantas vezes, na vida, pedimos que Ele se revele, que Sua epifania aconteça de uma maneira
pessoal. Porém se a maneira com a qual Ele escolhe para se manifestar não coincidir com a “MINHA
IMAGEM” de como deve acontecer... digo que não aconteceu!!! Não reconheço o Sinal! Penso: Ele
não está, Ele não veio! E o tempo todo, Ele está aqui! A melodia dos violinos (“Sanctus, Dominus
Sanctus...) não abandona a execução do refrão II. Cristo não me abandona.

Parte III_ Um solo de flauta doce sinaliza, como as trombetas e os anjos, o que
estava por vir: a morte e a ressurreição.

Refrão III _ Em nenhum outro refrão o coral é tão evidente, as vozes estão mais audíveis que
antes. A Presença é inegável.

- O Terceiro Cravo _
É marcado pela bateria, um solo de guitarra com suas notas agudas, representa a obtusidade da morte
que vem, mas não é o fim.

Parte IV_ A mesma ternura do início é retomada ( Ressuscitou). A música termina


nessa estrofe, não retoma o refrão: a morte foi vencida.