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Muitas vezes a dimensão exata do sofrimento causado por uma dor não
pode ser adequadamente quantificada, qualificada ou verbalizada por quem a
sente, principalmente quando essa dor decorre do sofrimento mental.

Por exemplo, o sofrimento causado pelo Transtorno Obsessivo


Compulsivo mais conhecido como pela sigla TOC transforma a vida da pessoa
em algo como uma tortura diária, um tormento terrível e que parece jamais
terá um fim.

Em geral, diz-se que a pessoa tem várias manias esquisitas ou


estranhas.

As características essenciais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo


(TOC) são obsessões ou compulsões recorrentes e suficientemente graves
para consumirem tempo ou causar sofrimento acentuado à pessoa.

As Obsessões são pensamentos ou idéias, impulsos, imagens, cenas,


enfim, são atitudes mentais que invadem a consciência de forma involuntária,
repetitiva, persistente e normalmente absurdas, trazendo muito sofrimento,
ansiedade e desconforto emocional.

As compulsões, por outro lado, são comportamentos involuntários e


repetitivos, desempenhados em resposta à idéia obsessiva.

Apesar da maioria das pessoas com TOC perceber que suas ações não
fazem sentido, elas não conseguem deixar de realizá-las.

Esses impulsos obsessivos e as conseqüentes compulsões são


suficientemente intensos para causar sofrimento acentuado, consumir tempo,
interferir significativamente na rotina normal da pessoa, no funcionamento
ocupacional ou nas atividades e relacionamentos sociais.

Conheci uma pessoa que após dar a partida em seu carro abaixava o
freio de mão, mas de repente, algo lhe vinha à mente como que lhe dizendo
que a posição ou o jeito de abaixar o freio de mão não estava "correto", e ele
então levantava e abaixava o freio de mão em um ritual de pensamentos
obsessivos e de verificação da posição do freio de mão que se repetia 500
vezes!

Sempre se atrasava, sua roupa se desarrumava toda, ficava todo suado,


enfim, um tormento!
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As causas do TOC podem ser várias, mas dois fatores estão quase
sempre presentes nesses casos: Um componente hereditário (familiar) e outro
originado em conflitos internos que quase sempre tiveram início na infância.

Uma abordagem psicoterapêutica muitas vezes é necessária,


juntamente com a utilização de medicamentos que são comprovadamente
úteis para o tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo. Isso dói na alma,
mas em geral a pessoa volta a ter uma vida normal.